AJUSTAMENTO DE EQUAÇÕES DE ALTURA E
VOLUME PARA POVOAMENTOS DE Acacia
mangium E EUCALIPTO, NO MUNICÍPIO DE
CATOLÂNDIA, BA.
Tiago Freitas1, Domingos Lopes12, Carlos Sette3, Nuno Páris4, Ricardo Gonçalves4
UTAD/Portugal1, CITAB/Portugal2, UFG3, GWP Engenharia Florestal e
Participações Ltda 4
[email protected]
Introdução
O manejamento de florestas plantadas é fundamental para
a obtenção de maiores produções e de maiores retornos
ecológicos. O manejamento eficiente requere a existência
de modelos matemáticos que o facilitem e o tornem mais
eficiente. As curvas hipsométricas e as equações de
volume são ferramentas básicas para esse manejamento e
nem sempre se encontram disponívies. Este trabalho
apresenta equações hipsométricas e volumétricas para a
espécie Acacia mangium e para dois clones de eucalipto o
clone AEC144 e o AEC224 em povoamentos jovens, para
a região do cerrado da região Oeste da Bahia. Os modelos
foram desenvolvidos com base em dados provenientes do
inventario florestal em povoamentos de acácia e eucalipto
instalados e geridos pela GWP Engenharia Florestal e
Participações Ltda no município de Catolândia, no Estado
da Bahia.
AJUSTAMENTO DE EQUAÇÕES DE ALTURA E
VOLUME PARA POVOAMENTOS DE Acacia
mangium E EUCALIPTO, NO MUNICÍPIO DE
CATOLÂNDIA, BA.
Tiago Freitas1, Domingos Lopes12, Carlos Sette3, Nuno Páris4, Ricardo Gonçalves4
UTAD/Portugal1, CITAB/Portugal2, UFG3, GWP Engenharia Florestal e
Participações Ltda 4
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Material e métodos
Foram amostrados 5 povoamentos de acácia com idades
compreendidas entre 10 meses e 20 meses, e com
compaços de plantação de 4 x 2 e 3,5 x 2 m. Os dois
povoamentos de maior idade (20 meses), já sofreram 2
podas de fomação a primeira aos 8 meses e a segunda aos
18 meses, e apresentam um incremento médio anual em
altura de 4,1 e 4,2 m, os restantes povoamentos ainda só
levaram uma poda de formação devido à sua fase inicial.
No caso do eucalipto foram amostrados 6 povoamentos
com o clone AEC144, com idades compreendidas entre 8
meses e 20 meses e com compaços de plantação de 3,5 x
2; 3,5 x 3,5 e 4 x 2 m. Para o clone AEC224 foram
amostrados 3 povoamentos com idades de 1 ano e 1 ano e
7 meses, e com compaços de plantação de 3,5 x 2; 3,5 x
3,5 e 4 x 2 m. As árvores que constituíram a amostra
foram cubadas com o relascópio de espelhos de Bitterlich,
segundo o método de Pressler Bitterlich (Peña, 2000).
Foram testados modelos lineares e não lineares e foi
avaliada a qualidade do ajustamento por meio dos
indicadores de ajuste (Sanqueta et al., 2009).
AJUSTAMENTO DE EQUAÇÕES DE ALTURA E
VOLUME PARA POVOAMENTOS DE Acacia
mangium E EUCALIPTO, NO MUNICÍPIO DE
CATOLÂNDIA, BA.
Tiago Freitas1, Domingos Lopes12, Carlos Sette3, Nuno Páris4, Ricardo Gonçalves4
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10 meses
20 meses
Figura 1: Povoamentos de Acacia mangium.
8 meses
20 meses
Figura 2: Povoamentos de Eucalipto - clone AEC144.
1 ano
1 ano e 7 meses
Figura 3: Povoamentos de Eucalipto - clone AEC224.
AJUSTAMENTO DE EQUAÇÕES DE ALTURA E
VOLUME PARA POVOAMENTOS DE Acacia
mangium E EUCALIPTO, NO MUNICÍPIO DE
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Tiago Freitas1, Domingos Lopes12, Carlos Sette3, Nuno Páris4, Ricardo Gonçalves4
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Resultados
A tabela 1 apresenta uma caraterização geral das amostras assim como o número de observações (n) que
constitui cada amostra.
Tabela 1: Caraterização geral das amostras.
*sendo: S – desvio-padrão; CV – coeficiente de variação.
Os modelos que apresentaram melhor qualidade de ajustamento para estimar a altura e o volume foram
os seguintes (com o em centimetros e a em metros):
Acacia mangium
Eucalipto - clone AEC144
Eucalipto - clone AEC224
AJUSTAMENTO DE EQUAÇÕES DE ALTURA E
VOLUME PARA POVOAMENTOS DE Acacia
mangium E EUCALIPTO, NO MUNICÍPIO DE
CATOLÂNDIA, BA.
Tiago Freitas1, Domingos Lopes12, Carlos Sette3, Nuno Páris4, Ricardo Gonçalves4
UTAD/Portugal1, CITAB/Portugal2, UFG3, GWP Engenharia Florestal e
Participações Ltda 4
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Discussão e conclusão
As equações ajustadas, ainda que apenas para povoamentos
muito jovens, requerem o aumento da base de dados para
idades mais velhas (aguardando por medições posteriores
que acompanhem o crescimento dos povoamentos em
análise), permitem desde já perceber que os modelos
ajustados são robustos e precisos.
Referências
PEÑA, C.L., 2000. Utilizacion del relascopio de bitterlich para la
cubicación de árboles. Universidad Politécnica de Madrid,
Forestalia nº 2 / 2º cuatrimeste año 2000.
SANQUETTA, C.R., WATZLAWICK, L.F., CÔRTE, A.P.D.,
FERNANDES, L. A. V., SIQUEIRA, J.D.P., 2009. Inventários
Florestais: Planejamento e Execução. 2. ed. Curitiba: MultiGraphic, 316p.
Caracterização energética da Teca (Tectona grandis
L. f.) para a produção de materiais densificados.
Freitas VP; Sette Junior CR; Demarchi J; Oliveira LH;
Silva MF, Freitas PC
Universidade Federal de Goiás
Introdução
O atual modelo energético mundial tem
gerado preocupação quanto às fontes de energia,
uma vez que baseia-se principalmente na
utilização de combustíveis fósseis, assim, diversos
países vêm procurando reduzir o uso das energias
derivadas desses combustíveis substituindo-os
por fontes renováveis que respondam ao
suprimento de energia e ao desenvolvimento
sustentável.
A biomassa de origem agroflorestal é
uma excelente fonte energética com grande
potencial para a queima direta, densificação e
produção de carvão vegetal.
Para a utilização da biomassa é
necessário conhecer as suas características
energéticas e físico-químicas.
Este estudo objetivou avaliar o potencial
energético da teca (Tectona grandis L.f.) a fim de
obter conclusões sobre a viabilidade ou não de
densificação dos resíduos desta espécie.
Caracterização energética da Teca (Tectona grandis
L. f.) para a produção de materiais densificados.
Freitas VP; Sette Junior CR; Demarchi J; Oliveira LH;
Silva MF, Freitas PC
Universidade Federal de Goiás
Material e Métodos
- Seleção e coleta de amostras
Foram selecionadas 5 indivíduos de Tectona
grandis L.f. implantados na Fazenda Boa Vereda em
Cachoeira Dourada (GO). Estes foram cortados,
desramados e seccionados em discos.
- Preparação do material
Os discos de teca foram cortados em porções
menores e posteriormente levados ao triturador. O
material triturado foi encaminhado ao moinho de facas
do tipo Willey, caracterizando a biomassa em pó.
- Análise química imediata
Para a realização das análises químicas
imediatas seguiu-se o preconizado nas normas ASTM
D1762-64 e ABNT NBR 8112/86. Determinou-se o teor
de umidade e os teores de cinza, materiais voláteis e
carbono fixo da biomassa
- Densidade a granel
A densidade a granel da biomassa foi obtida
de acordo com a metodologia estabelecida na norma
ABNT NBR 6922/81. Utilizou-se a relação entra a massa
de biomassa e o volume conhecido de uma proveta.
Caracterização energética da Teca (Tectona grandis
L. f.) para a produção de materiais densificados.
Freitas VP; Sette Junior CR; Demarchi J; Oliveira LH;
Silva MF, Freitas PC
Universidade Federal de Goiás
Resultados
- Análise química imediata
- Teor médio de umidade: 12,07 %
- Teor médio de cinzas: 1,12 %
- Teor médio de voláteis: 79,19 %
- Teor médio de carbono fixo: 19,68 %
- Densidade a granel
Quanto à densidade a granel a
biomassa apresentou um valor médio de
257,8 g/l.
317.15
Caracterização energética da Teca (Tectona grandis
L. f.) para a produção de materiais densificados.
Freitas VP; Sette Junior CR; Demarchi J; Oliveira LH;
Silva MF, Freitas PC
Universidade Federal de Goiás
300
250
248.59
257.8
350
200
0
Densidade Teor de
umidade
Eucalipto
0.46
1.12
7.88
50
11.95
12.07
11.57
100
11.27
19.68
11.39
88.27
79.19
80.73
150
Cinzas
Teca
Voláteis
Pinus
Carbono
Fixo
Caracterização energética da Teca (Tectona grandis
L. f.) para a produção de materiais densificados.
Freitas VP; Sette Junior CR; Demarchi J; Oliveira LH;
Silva MF, Freitas PC
Universidade Federal de Goiás
Discussão e Conclusão
- A quantidade de cinzas foi baixa, comparada ao padrão de
uso industrial abaixo de 2% (SILVEIRA, 2008);
- Teor de umidade baixo diminui a perda de calor durante a
combustão, assim, a Teca mostrou-se adequada para a
produção de energia;
- O teor de voláteis encontra-se dentro do intervalo (76% e
86% apresentado por Obernberger e Thek (2004);
- O teor de carbono fixo enquadra a teca como favorável
para a produção de energia, pois encontra-se dentro do
intervalo (14% - 25%) determinado por Brito e Barrichello
(1982);
- A teca apresentou densidade a granel maior que o
Eucalyptus sp., fator que reduz custos para seu transporte e
armazenamento.
Referências
DOLZAN, P.; BLANCHARD, M.P.; GRASSI, A.; HEINIMO, J.;
JUNGINGER, M.; RANTA, T. IEA Bioenergy. Global Wood
pellets Markets and Industry: Policy Drivers, Market Status
and Raw Material Potential. Organizado pela IEAInternational Energy Agency – Task 40. Paris, 2006. 112p.
PIRES, A. A. F. Resíduos lignocelulósicos para biocombustível
sólido: caracterização e termogravimetria aplicada. 2013. 98
p. Dissertação (Mestrado em Ciência dos Materiais) Universidade Federal de São Carlos, Sorocaba, 2013.
Título do Trabalho: Densidade aparente, densidade
verdadeira e rendimento gravimétrico do carvão
vegetal de Eucalyptus sp.
Autores: Santos, L C; Carvalho, A M M L; Pereira, B
L C; Freitas, F P; Ferreira, J C; Canal, W D;
Carvalho, A L.
Instituição: Universidade Federal de Viçosa
Introdução
O carvão vegetal ocupa uma importante posição na
economia brasileira, especialmente em Minas Gerais,
principal estado produtor e consumidor. O conhecimento
das suas propriedades, principalmente sua densidade, é
de suma importância para a classificação de sua
qualidade.
A densidade tem sido citada como um dos parâmetros
mais importantes em termos da determinação da
qualidade do carvão vegetal, e várias pesquisas têm
reportado o estudo das correlações entre a densidade do
carvão vegetal e a densidade da madeira que o originou.
O rendimento gravimétrico relaciona a massa seca inicial
de madeira e a massa seca final de carvão vegetal
produzido, e também é um importante parâmetro a ser
considerado, pois informa quanto da madeira será
aproveitado na forma do bioredutor.
O objetivo deste trabalho foi determinar as densidades
básica e aparente e o rendimento gravimétrico do carvão
vegetal produzido a partir de dois clones de Eucalyptus sp.
Título do Trabalho: Densidade aparente, densidade
verdadeira e rendimento gravimétrico do carvão
vegetal de Eucalyptus sp.
Autores: Santos, L C; Carvalho, A M M L; Pereira, B
L C; Freitas, F P; Ferreira, J C; Canal, W D;
Carvalho, A L.
Instituição: Universidade Federal de Viçosa
Material e Métodos
Utilizaram-se dois clones de Eucalytpus sp. provenientes
de um teste clonal instalado no norte do estado de Minas
Gerais, identificados neste estudo como clone 1 e clone 2.
Foram confeccionados corpos de prova das regiões do
cerne e do alburno, em duas repetições para cada região
de cada clone (Figura 1).
As carbonizações foram realizadas em mufla, no
Laboratório de Painéis e Energia da Madeira da
Universidade Federal de Viçosa. A taxa de aquecimento foi
de 1,67 °C/min, com temperaturas inicial e final de 100 e
450 °C, respectivamente (Figura 2).
Título do Trabalho: Densidade aparente, densidade
verdadeira e rendimento gravimétrico do carvão
vegetal de Eucalyptus sp.
Autores: Santos, L C; Carvalho, A M M L; Pereira, B
L C; Freitas, F P; Ferreira, J C; Canal, W D;
Carvalho, A L.
Instituição: Universidade Federal de Viçosa
Resultados
Quando se considerou apenas segregação entre clones, a
densidade aparente do carvão vegetal não apresentou
diferenças significativas; porém, ao se incluir as variáveis
cerne
e
alburno,
encontraram-se
diferenças
estatisticamente significativas: o teste de Tukey acusou
diferença significativa entre as amostras do cerne do clone
1 e do alburno deste mesmo clone. Os resultados de
densidade aparente seguiram este mesmo padrão (Tabela
1).
Quanto ao rendimento gravimétrico, não foram
observadas diferenças significativas, ao nível de clone ou
de região da madeira (Tabela 1).
Título do Trabalho: Densidade aparente, densidade
verdadeira e rendimento gravimétrico do carvão
vegetal de Eucalyptus sp.
Autores: Santos, L C; Carvalho, A M M L; Pereira, B
L C; Freitas, F P; Ferreira, J C; Canal, W D;
Carvalho, A L.
Instituição: Universidade Federal de Viçosa
Imagens e Tabelas
A
C
Fig. 1. Corpo de prova
da região do alburno
(A) e do cerne (C).
Fig. 2. Mufla onde
foram realizadas as
carbonizações.
Amostra
D. Aparente D. Básica
Clone 1 – Cerne
0,78 a
0,61 a
Clone 1 – Alburno
0,69 b
0,55 b
Clone 2 – Cerne
0,72 a
0,58 ab
Clone 2 – Alburno 0,75 ab
0,6 a
RG
33,62
39,55
34,39
34,59
Tab. 1. Densidades aparente e básica e rendimento
gravimétrico (%) das amostras. Médias seguidas da
mesma letra na coluna não diferem estatisticamente
entre si, pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.
Título do Trabalho: Densidade aparente, densidade
verdadeira e rendimento gravimétrico do carvão
vegetal de Eucalyptus sp.
Autores: Santos, L C; Carvalho, A M M L; Pereira, B
L C; Freitas, F P; Ferreira, J C; Canal, W D;
Carvalho, A L.
Instituição: Universidade Federal de Viçosa
Discussão e Conclusão
Tanto os resultados de densidade aparente do carvão
vegetal quanto densidade básica não apresentaram
diferenças significativas ao se considerar apenas o fator
clone; porém, ao se incluir as variáveis cerne e alburno,
encontraram-se diferenças significativas, indicando que a
densidade pode sofrer influência da região da madeira, no
sentido medula-casca. O resultado semelhante
encontrado em ambos os métodos indica coerência entre
eles.
Quanto ao rendimento gravimétrico, como não foram
observadas diferenças significativas, concluiu-se que a
perda de massa, durante a carbonização foi constante,
independente da região de estudo.
Título do Trabalho: Densidade aparente, densidade
verdadeira e rendimento gravimétrico do carvão
vegetal de Eucalyptus sp.
Autores: Santos, L C; Carvalho, A M M L; Pereira, B
L C; Freitas, F P; Ferreira, J C; Canal, W D;
Carvalho, A L.
Instituição: Universidade Federal de Viçosa
Agradecimentos
À UFV, ao DEF, ao LAPEM e LPM; À Fapemig, CAPES e
CNPq.
Referências
BRITO, J. O. e BARRICHELO, L. E.G. Carvão vegetal de madeira de
desbaste de Pinus. Circular técnica. IPEF, Piracicaba (146): 1-12,
jun.1982.
GOMES, P. A; OLIVEIRA, J. B. Teoria da carbonização da madeira.
In: PENEDO, W. R. (Comp.). Uso da madeira para fins energéticos.
Belo Horizonte: CETEC, 1980. 158 p. (Série Publicações Técnicas, n.
1).
SANTOS, L. C.; CARVALHO, A. M. M. L.; PEREIRA, B. L. C.; OLIVEIRA,
A. C.; CARNEIRO, A. C. O.; TRUGILHO, P. F. Propriedades da
madeira e estimativas de massa, carbono e energia de clones de
Eucalyptus plantados em diferentes locais. Revista Árvore, v. 36,
p. 971-980, 2012.
TRUGILHO, P. F.; LIMA, J. T. ; MORI, F. A.; LINO, A. L. Avaliação de
clones de Eucalyptus para produção de carvão vegetal. CERNE,
Lavras/MG, v. 7, n.2, p. 104-114, 2001.
Título do Trabalho: ANÁLISE DE CRESCIMENTO DE MUDAS
DE TECA
Autores: Freitas, IAS; Santos, LVB; da Silva, ACF; da Silva,
CR; Silveira, PS; Matos, FS.
Instituição: Universidade Estadual de Goiás (UEG),
Ipameri, GO, Brasil.
Introdução
O Brasil apresenta elevado potencial de
exploração de florestas plantadas. O setor florestal
brasileiro
tem
apresentado
significativo
crescimento em função da fácil adaptação de
muitas
espécies
florestais
às
condições
edafoclimáticas brasileiras, no entanto, é
necessário o desenvolvimento de pesquisas para
avaliar a possibilidade de plantios utilizando água
salina. A qualidade de muitas fontes hídricas é
baixa, principalmente as águas de poços e
reservatórios superficiais. A utilização de água
salina em espécies florestais como a Teca (Tectona
grandis) pode expandir a fronteira agrícola e
viabilizar a exploração de florestas plantadas em
áreas antes inaptas. A espécie Teca é uma árvore
exótica no Brasil que possui alto valor comercial
devido à qualidade e rusticidade da madeira. O
presente estudo objetivou avaliar a influência da
salinidade no crescimento inicial de plantas de
Teca.
Título do Trabalho: ANÁLISE DE CRESCIMENTO DE
MUDAS DE TECA
Autores: Freitas, IAS; Santos, LVB; da Silva, ACF; da
Silva, CR; Silveira, PS; Matos, FS.
Instituição: Universidade Estadual de Goiás (UEG),
Ipameri, GO, Brasil.
Material e Métodos
O trabalho foi conduzido em casa de
vegetação com interceptação de 100% da radiação
solar na Universidade Estadual de Goiás, Campus de
Ipameri (Lat. 170 43’ 19’’ S, Long. 480 09’ 35’’ W, Alt.
773 m), Ipameri, Goiás. Esta região possui clima
tropical com inverno seco e verão úmido (Aw), de
acordo com a classificação de Köppen. O delineamento
experimental utilizado foi o inteiramente casualizado
com cinco tratamentos e seis repetições. Sementes de
teca foram semeadas em vasos de 8 litros contendo
uma mistura de solo, areia e esterco na proporção de
3:1:0,5 respectivamente. Após a análise da
composição da mistura, realizou-se a correção do pH e
adubação. As mudas foram irrigadas diariamente com
volume de água correspondente a evapotranspiração
diária.
Aos 100 dias após a germinação, as plantas
foram submetidas a diferentes níveis de condutividade
elétrica correspondente a 0, 2, 4, 6 e 8 (dS m-1)
diariamente durante 30 dias e, em seguida,
submetidas às seguintes analises: Teor relativo de
água, carotenoides totais, razões de massa foliar,
caulinar e radicular, biomassa total, altura da planta,
diâmetro do caule, transpiração.
Título do Trabalho: ANÁLISE DE CRESCIMENTO DE
MUDAS DE TECA
Autores: Freitas, IAS; Santos, LVB; da Silva, ACF; da
Silva, CR; Silveira, PS; Matos, FS.
Instituição: Universidade Estadual de Goiás (UEG),
Ipameri, GO, Brasil.
Resultados
Os resultados indicaram que as variáveis como a altura
da planta, largura da folha, biomassa e diâmetro do
caule apresentaram dados inversamente proporcionais
ao aumento da salinidade. A área foliar específica e
clorofila apresentaram redução significativa em
relação ao aumento da salinidade. As razões de massa
radicular, caulinar e foliar não apresentaram variações
e a transpiração apresentou significativa diferença.
Título do Trabalho: ANÁLISE DE CRESCIMENTO DE MUDAS
DE TECA
Autores: Freitas, IAS; Santos, LVB; da Silva, ACF; da Silva,
CR; Silveira, PS; Matos, FS.
Instituição: Universidade Estadual de Goiás (UEG),
Ipameri, GO, Brasil.
Imagens e Tabelas
110
40
35
90
25
80
20
70
15
60
10
5
50
0
2
4
6
8
10
0
2
Salinidade (dS m-1)
4
6
8
10
Salinidade (dS m-1)
26
Diâmetro do caule (mm)
14
24
12
22
10
20
8
18
6
16
4
14
0
2
26
4
6
8
10
Salinidade (dS m-1)
0
2
Transpiração (g H2O dia-1)
22
20
18
16
14
12
4
6
8
10
Salinidade ( dS m-1)
260
24
AFE ( m2 kg-1)
Altura de Planta (cm)
Biomassa (g)
30
Largura da folha (cm)
100
240
220
200
180
160
140
120
0
2
4
6
Salinidade (dS m-1)
8
10
0
2
4
6
Salinidade (dS m-1)
8
10
Título do Trabalho: ANÁLISE DE CRESCIMENTO DE
MUDAS DE TECA
Autores: Freitas, IAS; Santos, LVB; da Silva, ACF; da
Silva, CR; Silveira, PS; Matos, FS.
Instituição: Universidade Estadual de Goiás (UEG),
Ipameri, GO, Brasil.
Discussão e Conclusão
O aumento salinidade do solo afetou
significativamente o tratamento em altura, diâmetro do
caule, biomassa e largura da folha, isso pode ter ocorrido
devido ao fato do estresse salino afetar a expansibilidade
das folhas e, sobretudo, desenvolvimento das células, tanto
por meio da diminuição na pressão de turgescência, como
na expansão da parede celular. Segundo Vieira, (2014), a
redução no crescimento, em altura e em diâmetro, gerou
diminuição para as demais características morfológicas,
como biomassa em plantas de teca. A acentuada redução
da taxa transpiratória aponta que a espécie possui alta
sensibilidade estomática e que a hidratação dos tecidos é
altamente vulnerável ao aumento da salinidade. As plantas
de teca sob estresse salino se mantêm vivas restringindo o
crescimento vegetativo, para isso, as plantas reduzem a
área foliar e altura.
Referências
VIEIRA, C. R., DA SILVA, A. P., DOS SANTOS WEBER, O. L., &
SCARAMUZZA, J. F. Características do solo e das mudas de teca
em função da adição de lodo do caleiro. Ecologia e Nutrição
Florestal-ENFLO, v. 2, n. 2, p. 32-45, 2014.
Título do Trabalho: CRESCIMENTO INICIAL DE
PLANTAS DE MOGNO-AFRICANO SUBMETIDAS AO
DÉFICIT HÍDRICO
Autores: Rios, JM1; Calixto Júnior, JED1; Freitas, IAS1;
Santos, LVB1; Barretto, VCM2; Matos, FS2;
Instituição: Universidade Estadual de Goiás (UEG),
Ipameri, GO, Brasil.
Introdução
As previsões apontam para longos
períodos de estiagens em diversas regiões do
mundo. A identificação de espécies vegetais
tolerantes a seca e o desenvolvimento de novos
materiais resistentes aos baixos potenciais de água
torna-se necessário para alcançar produtividade
vegetal satisfatória. O setor florestal brasileiro tem
apresentado significativo crescimento nos últimos
anos, no entanto, torna-se necessária a inclusão de
novas espécies na cadeia produtiva para tornar o
setor menos vulnerável às intempéries ambientais.
O Mogno-africano (Khaya senegalensis) é
uma espécie florestal que se destaca pela elevada
qualidade da madeira, no entanto, as informações
científicas da espécie sob estresses abióticos são
escassas, sendo necessário o desenvolvimento de
pesquisas para elucidação de aspectos básicos. O
presente estudo objetivou avaliar a estratégia de
tolerância a seca de plantas de Khaya senegalensis.
Título do Trabalho: CRESCIMENTO INICIAL DE
PLANTAS DE MOGNO-AFRICANO SUBMETIDAS AO
DÉFICIT HÍDRICO
Autores: Rios, JM1; Calixto Júnior, JED1; Freitas, IAS1;
Santos, LVB1; Barretto, VCM2; Matos, FS2;
Instituição: Universidade Estadual de Goiás (UEG),
Ipameri, GO, Brasil.
Material e Métodos
• O trabalho foi conduzido em casa de vegetação na
Universidade Estadual de Goiás, Campus de Ipameri,
Ipameri, Goiás.
• Região de clima tropical com inverno seco e verão
úmido (Aw), de acordo com a classificação de Köppen.
• O delineamento experimental utilizado foi o
inteiramente casualizado com cinco tratamentos e
cinco repetições.
• Mudas de Mogno foram transplantadas para vasos
de 8 litros contendo mistura de Latossolo Vermelho
distroférrico e areia na proporção de 2:1, corrigidas e
adubadas conforme analise de solo.
• As mudas foram irrigadas diariamente com volume
de água correspondente a evapotranspiração diária.
• Aos 90 dias após o transplantio, as plantas foram
submetidas a regimes hídricos diferenciais: plantas
diariamente irrigadas com volume de água
correspondente a 0%, 25%, 50%, 75% e 100% da
evapotranspiração diária durante 12 dias
• Foram realizadas às seguintes analises: Teor relativo
de água, carotenoides totais, razões de massa foliar,
caulinar e radicular, biomassa total, altura da planta,
diâmetro do caule, transpiração.
Título do Trabalho: CRESCIMENTO INICIAL DE
PLANTAS DE MOGNO-AFRICANO SUBMETIDAS AO
DÉFICIT HÍDRICO
Autores: Rios, JM1; Calixto Júnior, JED1; Freitas, IAS1;
Santos, LVB1; Barretto, VCM2; Matos, FS2;
Instituição: Universidade Estadual de Goiás (UEG),
Ipameri, GO, Brasil.
Resultados
O deficit hídrico afetou de forma direta as
variaveis de desenvolvimento das plantas de mogno. A
ativação do processo de desenvolvimento pelas gemas
apicais e axilares são correlacionadas com a
disponibilidade hídrica da planta. O déficit hídrico resultou
em menor disponibilidade de água para expansão celular
e metabolismo vegetal. Sendo assim, às variáveis
determinantes para o crescimento vegetal (altura,
diâmetro do caule, nº de folhas e tamanho da folha) que
dependem de turgidez para expansão celular foram
significativamente afetadas.
Plantas submetidas a déficit hídrico ocorre a
inibição da fotossíntese em razão do fechamento
estomático que limita a difusão de CO2 para as células do
mesofilo foliar (Fioreza, et al., 2013), que em contribuição
com o menor número e tamanho das folhas,, resultando
em menor taxa cumulativa de carbono em nível de dossel
e, consequentemente, menor acúmulo de biomassa.
A notável redução da taxa transpiração e teor
relativo de água indicam que o mogno-africano
(Khaya senegalensis (Desv.) A.Juss.) apresenta alta
sensibilidade
estomática
à
deficiência
hídrica,
concordando com Albuquerque et al. (2013) que obteve
os mesmos parâmetros trabalhando com a espécie
Khaya ivorensis A.Chev..
Título do Trabalho: CRESCIMENTO INICIAL DE
PLANTAS DE MOGNO-AFRICANO SUBMETIDAS AO
DÉFICIT HÍDRICO
Autores: Rios, JM1; Calixto Júnior, JED1; Freitas, IAS1;
Santos, LVB1; Barretto, VCM2; Matos, FS2;
Instituição: Universidade Estadual de Goiás (UEG),
Ipameri, GO, Brasil.
Imagens e Tabelas
50
120
45
Altura da Planta (cm)
Número de folhas
100
80
60
40
40
35
30
25
20
20
15
0
0
20
40
60
80
0
100
40
60
80
100
16
140
120
14
Diâmetro do caule (mm)
Transpiração (g H20 dia-1)
20
Volume de àgua referente a evapotranspiração (%)
Volume de àgua referente a evapotranspiração (%)
100
80
60
40
20
12
10
8
6
0
0
20
40
60
80
4
100
0
Volume de àgua referente a evapotranspiração (%)
100
30
20
40
60
80
100
Volume de àgua referente a evapotranspiração (%)
Teor relativo de água (%)
28
26
Biomassa (g)
24
22
20
18
16
14
80
60
40
20
12
0
10
0
20
40
60
80
100
Volume de àgua referente a evapotranspiração (%)
0
20
40
60
80
100
Volume de àgua referente a evapotranspiração (%)
Título do Trabalho: CRESCIMENTO INICIAL DE
PLANTAS DE MOGNO-AFRICANO SUBMETIDAS AO
DÉFICIT HÍDRICO
Autores: Rios, JM1; Calixto Júnior, JED1; Freitas, IAS1;
Santos, LVB1; Barretto, VCM2; Matos, FS2;
Instituição: Universidade Estadual de Goiás (UEG),
Ipameri, GO, Brasil.
Discussão e Conclusão
Em plantas de mogno submetidas ao regime de
seca, estas sobrevivem, porém adotam estratégias de
diminuição da área foliar, além de contarem com um
eficiente mecanismo de fechamento estomático em função
da elevada sensibilidade dos estômatos.
A tolerância a seca por meio da diminuição da
área de transpiração e pelo sensível controle estomático
pode ser utilizado para seleção de materiais promissores
para melhoramento genético.
Referências
Albuquerque, M.P.F.; Moraes, F.K.C.; Santos, R.I.N.; Castro,
G.L.S.; Ramos, E.M.L.S.; Pinheiro, H.A.; Ecofisiologia de
plantas jovens de mogno-africano submetidas a deficit
hídrico e reidratação. Pesq. agropec. bras., Brasília, v.48,
n.1, p.9-16, jan. 2013.
Fioreza, S.L.; Rodrigues, J.D.; Carneiro, J.P.C.; Silva, A.A.;
Lima, M.B.. Fisiologia e produção da soja tratada com
cinetina e cálcio sob deficit hídrico e sombreamento. Pesq.
agropec. bras., Brasília, v.48, n.11, p.1432-1439, nov. 2013 .
ENSAIO SOBRE ECOFISIOLOGIA DE
Curatella americana L.
Bruna Cristina Almeida1; Ândrea Carla Dalmolin 2; Silvio
Eduardo de Oliveira Thomas¹; Carmen Eugênia R. Ortíz³
¹Discente Programa de Pós Graduação em Ciências
Ambientais e Florestais, UFMT, Cuiabá-MT; ²Docente
Departamento de Ciências Biológicas, UESC; Ilhéus-BA;
³Docente Instituto de Biociências, UFMT, Cuiabá-MT.
Introdução
Considerado o único gênero de Curatella encontrado
no Brasil, Curatella americana é uma espécie de alto
valor de importância ecológica nas formações de
Cerrado brasileiro. A espécie apresenta ampla
distribuição, sendo esta fortemente influenciada pela
altutide, o que a torna bastante abundante em áreas
de Cerrado com menor altitude como a Baixada
Cuiabana, e mais rara em áreas de Cerrado de maior
altitude como o Cerrado do Distrito Federal. Embora
alguns estudos tenham sido desenvolvidos com a
espécie, especialmente relacionados à produção de
substâncias que possam ser utilizadas na indústria
farmacêutica e de cosméticos, ainda são escassos
estudos ecofisiológicos.
Diante disto o presente estudo teve por objetivo
avaliar a distribuição estomática, área foliar, taxa
fotossintética e taxa transpiratória de plantas de C.
americana submetidas a sombreamento.
ENSAIO SOBRE ECOFISIOLOGIA DE
Curatella americana L.
Bruna Cristina Almeida1; Ândrea Carla Dalmolin 2; Silvio
Eduardo de Oliveira Thomas1; Carmen Eugênia R. Ortíz3
¹Discente Programa de Pós Graduação em Ciências
Florestais e Ambientais, UFMT, Cuiabá-MT; ²Docente
Departamento de Ciências Biológicas, UESC; Ilhéus-BA;
³Docente Instituto de Biociências, UFMT, Cuiabá-MT.
Material e Métodos
O experimento foi conduzido no viveiro de mudas da
UFMT, Cuiabá-MT. O efeito do sombreamento promovido
pelo dossel de uma floresta foi simulado por meio de uma
casa de sombra recoberta com tela sombrite vermelha,
com atenuação de 76% da radiação incidente. O
delineamento experimental foi inteiramente casualizado,
com 10 mudas de C. americana submetidas a
sombreamento, e o controle a pleno sol. Após 240 dias de
sombreamento foram avaliadas a densidade estomática
(DE), por meio de decalque em esmalte incolor, sendo a
contagem realizada utilizando o programa AnatiQuanti
desenvolvido pela Universidade Federal de Viçosa, área
foliar (AF), utilizando um medidor portátil de área foliar
(CI-202 CID, Inc., Camas, WA, EUA), taxa fotossintética
(A) e taxa transpiratória (E) foram avaliadas por meio de
um medidor portátil de fotossíntese (LI-6400XT LI-COR,
Lincoln, NE, EUA), ajustado para fornecer uma radiação
de 1.000 mmol fótons m2s-1, e concentração ambiente de
CO2 .
O efeito do tratamento foi avaliado por meio de ANOVA,
e teste F (α = 0,05%).
ENSAIO SOBRE ECOFISIOLOGIA DE
Curatella americana L.
Bruna Cristina Almeida1; Ândrea Carla Dalmolin 2; Silvio
Eduardo de Oliveira Thomas3; Carmen Eugênia R. Ortíz4
¹Discente Programa de Pós Graduação em Ciências
Florestais e Ambientais, UFMT, Cuiabá-MT; ²Docente
Departamento de Ciências Biológicas, UESC; Ilhéus-BA;
³Docente Instituto de Biociências, UFMT, Cuiabá-MT.
Resultados
Plantas a pleno sol apresentaram uma densidade
estomática de 250,72 (±15,92) estômatos/mm² sendo que
esta não foi significativamente diferente das plantas
sombreadas 249,85 (±21,59) estômatos/mm². Após o
período de sombreamento foi observado que plantas de C.
americana que originalmente apresentavam estômatos
somente na superfície abaxial das folhas, passaram a
apresentar estômatos também na sua superfície adaxial.
Com relação a área foliar (AF) plantas a pleno sol
apresentaram AF significativamente menor 95,5 (± 11,6)
cm², que plantas sombreadas cujos valores médios de AF
foram 130,24 (± 22,02 cm²). Maiores valores de taxa
fotossintética 14,82 (± 0,92 mmol CO2 m-2 s-1) e taxa
transpiratória 5,28 (± 0,42 mmol H2O m-2 s-1) foram
observados para plantas a pleno sol se comparadas as
plantas sob sombreamento 3,63 (± 1,06 mmol CO2 m-2 s-1)
e 2,33 (± 1,05 mmol H2O m-2 s-1), sendo os valores
significativamente diferentes.
ENSAIO SOBRE ECOFISIOLOGIA DE
Curatella americana L.
Bruna Cristina Almeida1; Ândrea Carla Dalmolin 2; Silvio
Eduardo de Oliveira Thomas1; Carmen Eugênia R. Ortíz3
¹Discente Programa de Pós Graduação em Ciências Florestais e
Ambientais, UFMT, Cuiabá-MT; ²Docente Departamento de
Ciências Biológicas, UESC; Ilhéus-BA; ³Docente Instituto de
Biociências, UFMT, Cuiabá-MT.
b
160
300
B
a
a
250
a
120
200
100
DE
Área foliar (cm2)
140
A
80
60
150
100
40
50
20
0
Pleno Sol
0
Sombreado
Pleno Sol
Sombreado
15
b
C
10
5
0
a
Pleno Sol
Sombreado
E (mmol H2O m2 s-1)
A (mol CO2 m2 s-1)
20
6
4
b
D
a
2
0
Pleno Sol
Sombreado
Valores médios ± erro padrão da Área foliar (A); Densidade
estomática (B); Taxa fotossintética (C) e Taxa transpiratória
de plantas de C. americana submetidas ao sombreamento
(n=5)
ENSAIO SOBRE ECOFISIOLOGIA DE
Curatella americana L.
Bruna Cristina Almeida1; Ândrea Carla Dalmolin 2; Silvio
Eduardo de Oliveira Thomas3; Carmen Eugênia R. Ortíz4
¹Discente Programa de Pós Graduação em Ciências Florestais e
Ambientais, UFMT, Cuiabá-MT; ²Docente Departamento de
Ciências Biológicas, UESC; Ilhéus-BA; ³Docente Instituto de
Biociências, UFMT, Cuiabá-MT.
Discussão e Conclusão
O microclima mais ameno no tratamento de sombreamento
garante uma menor temperatura foliar, e menor taxa
transpiratória, assim uma maior alocação de carbono pode
ocorrer para aumentar a superfície foliar (Gonçalves et al.
2012), permitindo com que as plantas consigam interceptar
ao máximo a pouca radiação que chega no ambiente. A
menor disponibilidade de luz quando as plantas estão
sombreadas faz com que não haja completa ativação dos
fotossistemas o que acaba comprometendo a etapa
fotoquímica da fotossíntese, gerando uma menor
quantidade de ATP e NADPH, a serem utilizados para a
fixação de CO2 na etapa bioquímica, expresso em menores
valores de A (Flexas et al. 2004).
Referências
Gonçalves, J.F.C., Melo, E.G.F., Silva, C.E.M., Ferreira,
M.J. & Justino, G.C. 2012b. Estratégias no uso da energia
luminosa por plantas jovens de Genipa spruceana Steyerm
ao alagamento. Acta Botanica Brasílica, 26: 391-398.
Flexas, J., Bota, J., Loreto, F., Cornic. & Sharkey, T.D.
2004.Diffusive
and
metabolic
limitations
tho
photosynthesis under drought and salinity in C3 plants.
Plant Biology, 6: 269-279.
EXTRAÇÃO DE CLOROFILA EM PELTOPHORUM
DUBIUM
Barbosa, J.S; Pinto, T.Q; Cruz, A.M.M; Batista,
K.O.M; Siebeneichler, S.C; Lorençoni, R.
Universidade Federal do Tocantins
Introdução




Pigmentos fotossintéticos
Clorofila
Fotossíntese
Objetivo: Avaliar o melhor solvente para se
extrair Clorofilas A, B e Clorofila total (A+B)
de
folhas
de
Peltophorum
dubium
(Canafístula), e avaliar o melhor tempo para
extração.
EXTRAÇÃO DE CLOROFILA EM PELTOPHORUM
DUBIUM
Barbosa, J.S; Pinto, T.Q; Cruz, A.M.M; Batista,
K.O.M; Siebeneichler, S.C; Lorençoni, R.
Universidade Federal do Tocantins
Material e Métodos
 Local: UFT, Campus Universitário de Gurupi TO.
 Repetições: 2 para cada tempo.
 Solventes: N-Dimetilformamida (DMF) e
Dimetilsulfóxido (DMSO).
 Tempo: 24, 48, 72, 96 e 120 horas.
 Extração: 1 folíolo em 10 ml dos solventes.
 Diluição: 0,5 ml da solução com 1 ml de água
destilada.
 Comprimentos de ondas: Clorofila A 648nm
e Clorofila B 664nm.
EXTRAÇÃO DE CLOROFILA EM PELTOPHORUM
DUBIUM
Barbosa, J.S; Pinto, T.Q; Cruz, A.M.M; Batista,
K.O.M; Siebeneichler, S.C; Lorençoni, R.
Universidade Federal do Tocantins
Resultados
Maior índice de extração: Dimetilsulfóxido,
porém, não divergindo estatisticamente entre eles.
Melhor tempo: Para todos os pigmentos o tempo
de 96 horas de imersão foi o que apresentou o
maior índice de extração.
EXTRAÇÃO DE CLOROFILA EM PELTOPHORUM
DUBIUM
Barbosa, J.S; Pinto, T.Q; Cruz, A.M.M; Batista,
K.O.M; Siebeneichler, S.C; Lorençoni, R.
Universidade Federal do Tocantins
Tabela 1: Teores de Clorofila a, b e total em folhas
de Peltophorum dubium utilizando dois solventes e
cinco tempos de extração
Tempos
Clorofila
Solventes
(horas)
A
(mg cm-3)
DF
25,5 aA
24
DS
20,5 bA
DF
32,7 aA
48
DS
41,9 abA
DF
23,9 aA
72
DS
36,3 abA
DF
54,1 aA
96
DS
63,6 aA
DF
35,8 aA
120
DS
39,3 abA
Pigmentos
Clorofila
Clorofila
B
Total
-3
(mg cm )
(mg cm-3)
11,0 abA
36,5 bA
9,48 aA
30,0 bA
8,65 abA
41,3 abA
13,1 aA
43,4 bA
5,28 bA
29,2 bA
15,3 aA
51,6 abA
21,7 aA
75,9 aA
22,4 aA
85,9 aA
20,0 abA
55,8 abA
19,9 aA
59,2 abA
Letras minúsculas: diferenças entre os tempos. Letras maiúsculas:
diferenças entre solventes. DF: Dimetilformamida. DS:
Dimetilsulfóxido. CV(%): Clorofila A: 45,88; Clorofila B: 49,27;
Clorofila Total: 35,26.
EXTRAÇÃO DE CLOROFILA EM PELTOPHORUM
DUBIUM
Barbosa, J.S; Pinto, T.Q; Cruz, A.M.M; Batista,
K.O.M; Siebeneichler, S.C; Lorençoni, R.
Universidade Federal do Tocantins
Discussão e Conclusão
Tendo como base todos os pigmentos avaliados, o
melhor solvente para extração de tais pigmentos
utilizando-se folhas de Peltophorum dubium foi
Dimetilsulfóxido durante um período de 96 horas
de imersão.
Referências
STREIT, N.M. et al. As clorofilas. Ciência Rural,
v.35, n.3, p.748-755, 2005. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010384782005000300043&script=sci_arttext>. Acesso
em: 28 maio de 2015.
Efeito de aplicação do fósforo via foliar na presença
e ausência do hormônio citocinina na produção de
mudas do Ipê Roxo.
da Silva PT1; Gonçalves RN2; Barros BI1; Oliveira PRC1;
Furtado JS1.
1Estudantes
de Graduação em Engenharia Florestal, Universidade
Estadual de Goiás (UEG), Ipameri, GO, Brasil. Email:
[email protected]. 2Mestre em Produção Vegetal, UEG
Universidade Estadual de Goiás
Introdução
O presente trabalho teve como objetivo
avaliar o efeito de doses de fósforo via foliar sem
e com hormônio citocinina nas seguintes
características das plantas, como altura de
planta, número de folhas, diâmetro de colo,
fitomassa fresca e seca de folhas, caule e raiz em
mudas de Tabebuia impetiginosa (Ipê roxo).
Efeito de aplicação do fósforo via foliar na presença e
ausência do hormônio citocinina na produção de mudas
do Ipê Roxo.
da Silva PT1; Gonçalves RN2; Barros BI1; Oliveira PRC1;
Furtado JS1.
1Estudantes de Graduação em Engenharia Florestal,
Universidade Estadual de Goiás (UEG), Ipameri, GO, Brasil.
Email: [email protected]. 2Mestre em Produção
Vegetal, UEG
Universidade Estadual de Goiás
Material e Métodos
O experimento foi conduzido em casa
de vegetação da Universidade Estadual de Goiás,
Campus de Ipameri. Instalado em sacolas
plástico utilizadas na produção de mudas de 0,3
dm3 de substrato composto de solo, areia e
esterco bovino (2:1:1). O delineamento utilizado
foi o inteiramente casualizado (DIC), com sete
tratamentos e quatro repetições utilizando 10
plantas por repetição, sendo avaliado aos 90 dias
após a germinação das plântulas. Os tratamentos
foram: controle e três doses de P2O5, sendo estas
de 50, 100 e 150 miligramas de P2O5 por metro
quadrado de área foliar, mais três doses de
fósforo com hormônio a 10% da solução diluída
em 200 mL de água, sendo esta pulverizada por
pulverizador manual e aplicadas a cada 15 dias
por 45 dias; sendo a primeira aplicação realizada
aos 30 dias após emergência das plantas.
Perfazendo um total de quatro aplicações via
folhas, no decorrer da condução do
experimento.
Efeito de aplicação do fósforo via foliar na presença
e ausência do hormônio citocinina na produção de
mudas do Ipê Roxo.
da Silva PT1; Gonçalves RN2; Barros BI1; Oliveira PRC1;
Furtado JS1.
1Estudantes de Graduação em Engenharia Florestal,
Universidade Estadual de Goiás (UEG), Ipameri, GO, Brasil.
Email: [email protected]. 2Mestre em Produção
Vegetal, UEG
Universidade Estadual de Goiás
Resultados
A maior dose de P2O5 sem a citocinina,
aplicado via folhas, proporcionou melhor
incremento de fitomassa ao sistema radicular.
Altura de planta e fitomassa de caule não foram
influenciadas pela adubação foliar.
Efeito de aplicação do fósforo via foliar na presença e
ausência do hormônio citocinina na produção de mudas
do Ipê Roxo.
da Silva PT1; Gonçalves RN2; Barros BI1; Oliveira PRC1;
Furtado JS1.
1Estudantes de Graduação em Engenharia Florestal,
Universidade Estadual de Goiás (UEG), Ipameri, GO, Brasil.
Email: [email protected]. 2Mestre em Produção
Vegetal, UEG
Universidade Estadual de Goiás
Discussão e Conclusão
As plantas de Tabebuia impetiginosa foram
pouco responsivas aos tratamentos com adubação
via folhas, ao influenciar significativamente apenas
diâmetro de colo e fitomassa fresca e seca de folhas
e raiz. Entre os melhores resultados encontrados, o
que promoveu maior incremento na biomassa, foi
obtido com a massa seca de raiz, correspondendo
em aumento de 300% quando comparado ao
controle, com a maior dose com fósforo e na
ausência da citocinina.
Referências
CAMARGO,P. N. e SILVA, O. Manual de adubação
foliar. São Paulo: Editoras, 1975. 258 p.
CAMARGO, P. N. Princípios de nutrição foliar. São
Paulo: Ceres, 1970. 118 p.
MALAVOLTA, E. O fósforo na planta e interações
com outros elementos. In:YAMADA, T. & ABDALLA,
R. S. (Eds.). Fósforo na agricultura brasileira.
Piracicaba: Potafos, 2004. p 35-106.
Avaliação do enraizamento de estacas de Eucalyptus
spp. submetidas à adubação foliar com diferentes
concentrações de cálcio, boro e zinco.
SANTOS, A. C.; FERREIRA, E.V.; SILVA, H. N.;
ALMEIDA, I.; BACCARIN, F. J. B.; BACCARIN, L. A.
Universidade Estadual de Goiás
Campus Palmeiras de Goiás
Introdução
A rentabilidade do reflorestamento se fortalece
expressivamente no mercado consumidor, sendo o cultivo
do eucalipto responsável pela expansão das plantações
industriais. Diferenças epigenéticas estabelecidas entre
mini jardins podem interferir nos processos de absorção e
consequentemente enraizamento de estacas. O cálcio é
essencial na formação dos primórdios das mesmas, sendo
que sua falta causa redução do no crescimento o que pode
ocasionar a morte da estaca. O boro é requerido tanto
durante a fase de iniciação das raízes, quanto durante o
crescimento porque é fundamental na manutenção da
divisão celular. O Zn, por sua vez é essencial para a síntese
do triptofano, aminoácido comum em plantas considerado
um precursor de AIA, sendo que seu adequado suprimento
poderá influenciar os teores endógenos de auxinas e
triptofano, favorecendo a qualidade do broto emitido e sua
predisposição ao enraizamento. Este trabalho objetivou
avaliar a taxa de enraizamento de estacas de Eucalyptus
spp. por meio do controle nutricional, utilizando dois
fertilizantes foliares com diferentes concentrações de
cálcio, boro e zinco, buscando alcançar maiores índices de
enraizamento. Utilizaram-se dois genótipos superiores, o
Urograndis e o Urocam, I-144 e VM-01, respectivamente.
Avaliação do enraizamento de estacas de Eucalyptus
spp. submetidas à adubação foliar com diferentes
concentrações de cálcio, boro e zinco.
SANTOS, A. C.; FERREIRA, E.V.; SILVA, H. N.;
ALMEIDA, I.; BACCARIN, F. J. B.; BACCARIN, L. A.
Universidade Estadual de Goiás
Campus Palmeiras de Goiás
Material e Métodos
Os estudos foram conduzidos no Viveiro Eucalli Mudas
clonadas de eucalipto de alta tecnologia em Palmeiras de
Goiás, GO. Foram avaliados nesse trabalho o peso seco
das mudas, tamanho de estacas e número de raízes. O
delineamento utilizado foi inteiramente casualizado em
arranjo fatorial (2x3x2), sendo os fatores constituídos por
dois clones, três formulações do adubo foliar, sendo a
formulação 1 (testemunha), formulação 2 (Ca-0,5%; B0,01%; Zn-0,02%) e formulação 3 (Ca-0,25%; B-0,02%;
Zn-0,03%) e dois tempos distintos, 45 e 60 dias, com
cinco repetições de 10 miniestacas por repetição. As
estacas foram pulverizadas em dias alternados, cada
parcela com sua formulação específica.
Avaliação do enraizamento de estacas de Eucalyptus
spp. submetidas à adubação foliar com diferentes
concentrações de cálcio, boro e zinco.
SANTOS, A. C.; FERREIRA, E.V.; SILVA, H. N.;
ALMEIDA, I.; BACCARIN, F. J. B.; BACCARIN, L. A.
Universidade Estadual de Goiás
Campus Palmeiras de Goiás
Resultados
Os resultados demonstraram que para peso seco, o melhor
tempo foi aos 60 dias, independente do clone, sendo que
neste, a formulação 2 (Ca-0,5%; B-0,01%; Zn-0,02%) teve
um desempenho reduzido, significativo, em relação as
outras.
Para o tamanho de estaca o clone I-144 é superior
estatisticamente ao VM-01 aos 45 dias, entretanto ambos
os clones se destacam aos 60 dias, independente da
formulação.
Em relação ao número de raízes, para o clone I-144,
somente a formulação 3, de menor concentração, diferiu
significativamente, apresentando aumento do numero de
raízes aos 60 dias. Para o VM-01 o tempo de avaliação aos
60 dias se sobressai, independente da formulação,
mostrando diferença epigenética entre os clones aos
tratamentos realizados. Comparando as formulações
dentro dos níveis tempo ainda para o número de raízes,
não houve diferença estatística entre as mesmas exceto
para a testemunha do VM-01 aos 60 dias que foi inferior
em relação as outras.
Avaliação do enraizamento de estacas de Eucalyptus
spp. submetidas à adubação foliar com diferentes
concentrações de cálcio, boro e zinco.
SANTOS, A. C.; FERREIRA, E.V.; SILVA, H. N.;
ALMEIDA, I.; BACCARIN, F. J. B.; BACCARIN, L. A.
Universidade Estadual de Goiás
Campus Palmeiras de Goiás
C
A
B
Fig.1 A- Estaquia em tubetes; B- Aplicação do adubo foliar;
C- Avaliação das estacas
Tabela 1- Resumo da análise de variância para o peso seco
das mudas, tamanho das estacas e número de raízes em
brotações de miniestacas dos genótipos Urograndis e
Urocam, I-144 e VM-01, respectivamente, em relação aos
tratamentos avaliados aos 45 e 60 dias de cultivo.
F.V.
Tempo
Formulação
Clone
Tempo X Formulação
Tempo X Clone
Formulação X Clone
Tempo X Formulação X
Clone
G.L
1
2
1
2
1
2
Peso seco
0,29*
0,01*
0,002 ns
0,008*
0,0007 ns
0,002 ns
Tam. Estaca
201,10*
0,3 ns
13,97*
1,23 ns
12,07*
3,7 ns
N° de raíz
25,65*
0,04 ns
2,18*
0,92 ns
12,07*
1,11*
2
0,007 ns
0,94 ns
0,95*
ns não significativo, * significativo a 5% de probabilidade
pelo teste F. G.L= graus de liberdade, F.V.=fontes de
variação.
Avaliação do enraizamento de estacas de Eucalyptus
spp. submetidas à adubação foliar com diferentes
concentrações de cálcio, boro e zinco.
SANTOS, A. C.; FERREIRA, E.V.; SILVA, H. N.;
ALMEIDA, I.; BACCARIN, F. J. B.; BACCARIN, L. A.
Universidade Estadual de Goiás
Campus Palmeiras de Goiás
Discussão
Silveira et al. (2013), em estudos com E. grandis verificou
que a produção de massa seca foi equivalente até 69 dias,
aumentando no decorrer do tempo. Garcia (2012) constatou
diferença na altura de mudas de E. grandis aos 40 e 60 dias,
acentuando aos 60 dias, independente de adubações. Titon
et al.(2002), verificam que o número de raízes aumenta
com o passar dos dias, e que esse número é superior em
alguns
clones,com
diferentes
resposta
a
esta
característica(estacas).
Conclusão
Aos 60 dias a formulação 3 e a testemunha foram mais
eficientes em acumulo de matéria seca e número de raízes.
Aos 45 dias o clone I-144 obteve tamanho das estacas maior
que o VM-01. Os clones responderam a adubação para o
número de raízes, dado a testemunha ser inferior às demais
formulações para o clone VM-01 e a formulação 3
apresentar aumento do numero de raízes para o clone I-144.
Referências
GARCIA, R. D. Qualidade das mudas clonais de dois híbridos de eucalipto em
função do manejo hídrico. 2012. Dissertação (Mestrado)- Universidade Estadual
Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Botucatu.
SILVEIRA, R. L. V. A.; LUCA, E. F.; SILVEIRA, L. V. A.; LUZ, H. F. Matéria
seca, concentração e acúmulo de nutrientes em mudas de Eucaliptus grandis em
função da idade. Scientia Forestalis, Piracicaba, v. 2, n. 64, p. 136-149, 2003.
TITON, M.; XAVIER, A.; OTONO, W. C. Dinâmica do enraizamento de
microestacas e miniestacas de clones de Eucalyptus grandis. Revista Árvore,
Título do Trabalho: Eficiência de utilização de nitrogênio
em mudas de mogno-africano (Khaya senegalensis)
Autores: Calixto Júnior JED; Araújo MS; Bessa LFF; Sousa
MPBL; Pereira IR; Barretto VCM
Instituição: Universidade Estadual de Goiás Câmpus
Ipameri
Introdução
Mogno-africano (Khaya senegalensis);
Espécie de porte arbóreo caule retilíneo,
35m de altura em solos férteis;
Madeira de coloração escura e durável;
Utilizada
em
movelaria,
laminação,
construção naval e construções de interiores;
Exigências nutricionais é um fator essencial
para o adequado crescimento e produção de
biomassa das espécies florestais;
O nutriente mais exigido e o que mais limita
o crescimento é o Nitrogênio;
Deficiência de Nitrogênio interfere nos
processos vitais na planta, compromete as
taxas fotossintéticas e a produtividade das
espécies.
O objetivo deste trabalho foi determinar a
Eficiência de Utilização de Nitrogênio (EUN)
em mudas de mogno-africano sob doses de
adubação nitrogenada.
Título do Trabalho: Eficiência de utilização de nitrogênio
em mudas de mogno-africano (Khaya senegalensis)
Autores: Calixto Júnior JED; Araújo MS; Bessa LFF; Sousa
MPBL; Pereira IR; Barretto VCM
Instituição: Universidade Estadual de Goiás Câmpus
Ipameri
Material e Métodos
O experimento foi instalado e conduzido em
casa de vegetação da Universidade Estadual de
Goiás, Câmpus Ipameri.
As mudas foram obtidas do viveiro Vasconcelos
Florestal, localizado no município de Monte Alto
– SP, com 120 dias de idade.
O substrato utilizado foi o Latossolo Vermelho
distroférrico da camada superficial (0–0,2m). O
delineamento experimental utilizado foi o de
blocos casualizados com cinco repetições, em
quatro níveis de adubação nitrogenada (0, 50,
100 e 150% da dose de N recomendada para a
cultura).
Aos 90 dias após o transplantio, as mudas
foram cortadas e os folíolos foram secos em
estufas por 24 horas a 65°C;
Depois foram triturados e enviados ao
Laboratório de Análise Foliar da Universidade
Estadual Paulista (UNESP), Câmpus de
Jaboticabal.
Título do Trabalho: Eficiência de utilização de nitrogênio
em mudas de mogno-africano (Khaya senegalensis)
Autores: Calixto Júnior JED; Araújo MS; Bessa LFF; Sousa
MPBL; Pereira IR; Barretto VCM
Instituição: Universidade Estadual de Goiás Câmpus
Ipameri
Resultados
Eficiência de Utilização de Nitrogênio foi
determinada pela seguinte fórmula:
EUN = MSF2/N
onde:
EUN = Eficiência de Utilização de Nitrogênio;
MSF = Massa Seca de Folhas;
N = teor de nitrogênio nas folhas.
As médias foram submetidas ao teste de
Tukey a 5% de probabilidade pelo software
estatístico Sisvar.;
Porém
não
houveram
diferenças
significativas para a Eficiência de Utilização de
Nitrogênio sob níveis de adubação
nitrogenada.
Título do Trabalho: Eficiência de utilização de nitrogênio
em mudas de mogno-africano (Khaya senegalensis)
Autores: Calixto Júnior JED; Araújo MS; Bessa LFF; Sousa
MPBL; Pereira IR; Barretto VCM
Instituição: Universidade Estadual de Goiás Câmpus
Ipameri
Imagens e Tabelas
TRATAMENTO
0
Eficiência N
2,674
A
4,612
A
50
3,698
A
100
4,552
A
150
3,884
MÉDIA GERAL
35,81
CV (%)
Título do Trabalho: Eficiência de utilização de nitrogênio
em mudas de mogno-africano (Khaya senegalensis)
Autores: Calixto Júnior JED; Araújo MS; Bessa LFF; Sousa
MPBL; Pereira IR; Barretto VCM
Instituição: Universidade Estadual de Goiás Câmpus
Ipameri
Discussão e Conclusão
Conforme relatado por SOUZA et al. (2012) em seu
experimento, a EUN apresentou resultados significativos na
canafístula (Peltophorum dubium) com o aumento da
adubação nitrogenada em conjunto com o fósforo.
Já no experimento de ILLENSEER & PAULINO (2002) as
mudas de palmito-juçara (Euterpe edulis) apresentaram
uma maior EUN no tratamento que recebeu uma menor
adubação nitrogenada e uma maior irradiação de luz solar.
Neste experimento não apresentaram resultados
significativos quanto a Eficiência de Utilização de Nitrogênio
nas mudas de mogno africano.
Referências
SOUZA, N. H.; MARCHETTI, M. E.; CARNEVALI, T. O.; RAMOS,
D. D.; SCALON, S. P. Q.; SILVA, E. F.; ESTUDO NUTRICIONAL
DA CANAFÍSTULA (II): EFICIÊNCIA NUTRICIONAL EM
FUNÇÃO DA ADUBAÇÃO COM NITROGÊNIO E FÓSFORO.
Revista Árvore, Viçosa-MG, v.36, n.5, p.803-812, 2012.
ILLENSEER, R. & PAULINO, M. T. S.; CRESCIMENTO E
EFICIÊNCIA NA UTILIZAÇÃO DE NUTRIENTES EM PLANTAS
JOVENS DE EUTERPE EDULIS MART. SOB DOIS NÍVEIS DE
IRRADIÂNCIA, NITROGÊNIO E FÓSFORO. Acta Botanica
Brasilica. 16(4): 385-394, 2002.
Título do Trabalho: Estoque de serapilheira sobre o solo
em plantios eucalipto e em vegetação de um cerrado
sensu stricto em Paranoá, DF
Autores: Ribeiro FC; Araújo, JBCN; Gatto A; Neto SPM;
Oliveira AD; Lemos RL
Instituição: Universidade de Brasília
Introdução
A queda dos componentes orgânicos da parte aérea de
florestas naturais e plantações florestais denomina-se
serapilheira. E um dos principais mecanismos de
transferência de nutrientes da biomassa de espécies
arbóreas para o solo é a deposição desse material.
(Vieira et al., 2009). O estoque de serapilheira em
ecossistemas e sistemas terrestres são afetadas pelas
condições edafoclimáticas da área como: fertilidade de
solo, temperatura, luminosidade e disponibilidade de
água (Viera & Schumacher, 2010). Dessa forma, o
objetivo desse estudo foi avaliar o estoque de
serapilheira em florestas plantadas de eucalipto e nativa
do cerrado sensu stricto no período chuvoso e seco. O
estudo foi realizado no Núcleo Rural de Quebrada do
Neres, Paranoá - DF.
Título do Trabalho: Estoque de serapilheira sobre o solo
em plantios eucalipto e em vegetação de um cerrado
sensu stricto em Paranoá, DF
Autores: Ribeiro FC; Araújo, JBCN; Gatto A; Neto SPM;
Oliveira AD; Lemos RL
Instituição: Universidade de Brasília
Material e Métodos
Título do Trabalho: Estoque de serapilheira sobre o solo
em plantios eucalipto e em vegetação de um cerrado
sensu stricto em Paranoá, DF
Autores: Ribeiro FC; Araújo, JBCN; Gatto A; Neto SPM;
Oliveira AD; Lemos RL
Instituição: Universidade de Brasília
Resultados
Os estoques de serrapilheira no período seco variaram no
E1 de: 8,23 a 15,21 t.ha-1 (média de 10,79 t.ha-1); E2:
6,23 a 19,07 t.ha-1 (média de 13,70 t.ha-1) e CE: 6,23 a
19,07 t.ha-1 (média de 7,61 t.ha-1). Já na época chuvosa os
estoques de serrapilheira variaram nas florestas de E1 de:
8,89 a 16,38 t.ha-1 (média de 11,34 t.ha-1); E2: 15,53 a
22,02 t.ha-1 (média de 18,52 t.ha-1); CE: 4,58 a 8,67 t.ha1 (média de 6,06 t.ha-1). Não houve diferença significativa
entres o estoque de serrapilheira depositado sobre o solo
no período seco e chuvoso para os tratamentos E1 e CE.
Título do Trabalho: Estoque de serapilheira sobre o solo
em plantios eucalipto e em vegetação de um cerrado
sensu stricto em Paranoá, DF
Autores: Ribeiro FC; Araújo, JBCN; Gatto A; Neto SPM;
Oliveira AD; Lemos RL
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
0
a
b
a
a
a
E1
E2
CE
Período Seco
a
450
400
350
300
250
200
150
100
50
0
Precipitação mm
Estoque de serapilheira t.ha-1
Instituição: Universidade de Brasília
E1
E2
CE
Período chuvoso
Figura 1: Estoque de serapilheira em diferentes
florestas plantadas e vegetação nativa da cerrado,
extensão rural Quebrada dos Neres, Paranoá - DF.
Título do Trabalho: Estoque de serapilheira sobre o solo
em plantios eucalipto e em vegetação de um cerrado
sensu stricto em Paranoá, DF
Autores: Ribeiro FC; Araújo, JBCN; Gatto A; Neto SPM;
Oliveira AD; Lemos RL
Instituição: Universidade de Brasília
Discussão e Conclusão
Paiva et al. (2011), estudando estoque de serapilheira no
cerrado típico em Brasília - DF encontraram valores de
biomassa presentes na serapilheira variando de 4,54 t.ha1 a 9,47 t.ha-1 com média de 7,11 t.ha-1, valores próximos
ao encontrado no presente estudo. A alta deposição de
galhos no E2 foi atribuída à intensidade do processo de
desrama natural da espécie, principalmente nessa idade
do povoamento. Isso pode explicar também a diferença
significativa no estoque entre as estações do ano.
Referências
Paiva AO, Rezende AV, Pereira RS. Estoque de carbono
em cerrado sensu stricto do Distrito Federal. Revista
Árvore 2011; 35: 527-538.
Vieira J, Teixeira MB, Loss A, Lima E, Zonta E. Produção de
Folhedo e Retorno de nutrientes ao solo pela espécie
Eucalyptus urograndis. Revista Brasileira de Agroecologia
2009; 4: 40-43.
Viera M, Schumacher MV, Araujo EF. Disponibilização de
nutrientes via decomposição da serapilheira foliar em um
plantio de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus globulus.
Revista Floresta e Ambiente 2014; 21: 307-315.
Título do Trabalho: Dinâmica sazonal do estoque de
serrapilheira em diferentes fisionomias do Cerrado em
uma região central do Brasil
Lemos RL ; Ribeiro FC; Matos NM, Lustosa Junior IM;
Rodrigues MI; Gatto A
Instituição: Universidade de Brasília
Introdução
Vem sendo cultivados aproximadamente 80 milhões
de hectares do bioma Cerrado com diferentes usos
da terra, o que corresponde a 39,5 % da área total
do bioma. Essa redução na serapilheira seguida do
conteúdo de matéria orgânica do solo (MOS) é
extremamente prejudicial aos solos de Cerrado
(SANO et al., 2008).
As plantações de eucalipto devido, ao seu rápido
crescimento, ampla variedade de espécies e sua
adaptabilidade às condições edafoclimáticas vêm
sendo utilizados em larga escala em projetos
reflorestamentos (Tarouco et al., 2009).
Tendo em vista a importância ecológica do Bioma
Cerrado, o presente trabalho busca avaliar o
estoque de serapilheira nos período sazonal nas
fisionomias: cerrado típico, mata de galeria, e em
povoamento de eucalipto.
Título do Trabalho: Dinâmica sazonal do estoque de
serrapilheira em diferentes fisionomias do Cerrado em
uma região central do Brasil
Lemos RL ; Ribeiro FC; Matos NM, Lustosa Junior IM;
Rodrigues MI; Gatto A
Instituição: Universidade de Brasília
Material e Métodos
Gabarito metálico
quadrado com dimensão
de 0,5 x 0,5 m (0,25 m²).
Acondicionada e
identificadas
Estufa de circulação de
ar a 65 °C, por um
período mínimo de 72 h
Média dos três
pontos amostrais
serrapilheira, foi
determinada a
biomassa seca total
estocada (t.ha-1)
Título do Trabalho: Dinâmica sazonal do estoque de
serrapilheira em diferentes fisionomias do Cerrado em
uma região central do Brasil
Lemos RL ; Ribeiro FC; Matos NM, Lustosa Junior IM;
Rodrigues MI; Gatto A
Instituição: Universidade de Brasília
Resultados
Com valores que variam durante o ano de 5,92 t.ha1 a 14,90 t.ha-1 (média de 9,12 t.ha-1) para o
eucalipto, 3,62 t.ha-1 a 11,51 t.ha-1 (média de 6,08
t.ha-1) para o cerrado típico e 4,49 t.ha-1 a 12,56
t.ha-1 (média de 9,36 t.ha-1) para a mata de galeria
(Figura 1).
As correlações canônicas, pode-se afirmar que
existe um padrão sazonal de estoque de
serrapilheira sobre o piso florestal. A velocidade do
vento, que tem grande influência na produção de
serrapilheira nas áreas de eucalipto e cerrado
típico; a precipitação e a temperatura, foram
fatores determinantes para produção de
serrapilheira na área de mata de galeria.
Ainda em relação à sazonalidade na área de
eucalipto, entre os meses de novembro e abril
houve um declínio na deposição de folhas, onde os
valores máximos foram alcançados após o período
chuvoso, observando-se, neste sentido, uma
relação entre a queda de folhas e o déficit hídrico.
Título do Trabalho: Dinâmica sazonal do estoque de
serrapilheira em diferentes fisionomias do Cerrado em
uma região central do Brasil
Lemos RL ; Ribeiro FC; Matos NM, Lustosa Junior IM;
Rodrigues MI; Gatto A
16
450
14
400
12
350
300
10
250
8
200
6
150
4
100
2
50
0
0
Set
Out
Nov
Dez
Jan
Fev
Mar
Abr
Maio
Jun
Jul
Ago
Estoque de serrapilheira (t.ha-1)
Instituição: Universidade de Brasília
eucalipto
mata de galeria
cerrado típico
Precipitação
Figura 1: Estoque mensal de serapilheira em eucalipto,
cerrado e mata de galeria na Fazenda Água LimpaFAL/UnB, Lago Sul - DF e precipitação pluviométrica.
Título do Trabalho: Dinâmica sazonal do estoque de
serrapilheira em diferentes fisionomias do Cerrado em
uma região central do Brasil
Lemos RL ; Ribeiro FC; Matos NM, Lustosa Junior IM;
Rodrigues MI; Gatto A
Instituição: Universidade de Brasília
Discussão e Conclusão
O maior estoque de serapilheira encontrado na área da
mata de galeria ocorreu no período chuvoso, e os maiores
estoques para o cerrado típico e para o povoamento de
eucalipto ocorreram no período seco com 11,51 e 14,90
t.ha-1 respectivamente evidenciando, assim, que a
serapilheira seguiu um padrão sazonal durante o ano.
Campos et al. (2008), confirmam que o período chuvoso
exerce influência na dinâmica de produção de serrapilheira
para a vegetação do cerrado típico. Afirma também que a
velocidade do vento pode influenciar a dinâmica
deposicional da serapilheira.
Referências
Campos EH, et al. Acúmulo de serrapilheira em fragmentos
de mata mesofítica e cerrado stricto senso em Uberlândia MG. Sociedade & Natureza 2008; 20: 189-203.
Sano EE, Rosa R, Brito JL, Ferreira LG. Mapeamento
semidetalhado do uso da terra do bioma Cerrado. Pesquisa
Agropecuária Brasileira 2008; 43: 153-156.
Tarouco CP, et al. Períodos de interferência de plantas
daninhas na fase inicial de crescimento do eucalipto.
Pesquisa agropecuária brasileira 2009; 44: 1131-1137.
Melhoria na fertilidade do solo em sistema de
Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF)
Gonçalves RA1; Silva Neto CM2; Arruda EM3; Ramos
TV4; Gonçalves GMO5; Calil FN6
Universidade Federal de Goiás
Introdução
Manter a qualidade do solo não somente
aumenta a produtividade das culturas, mas
também conserva a qualidade do ambiente
como um todo, por consequência, preserva a
saúde das plantas, dos animais e dos homens.
Os sistemas de Integração Lavoura Pecuária
Floresta (ILPF) são uma alternativa viável para
manter a qualidade produtiva do solo,
mantendo a ciclagem de nutrientes pela
deposição de material orgânico no solo
advindo do componente arbóreo. Sendo
assim, o objetivo deste trabalho foi analisar o
incremento de nutrientes no solo em ILPF.
Melhoria na fertilidade do solo em sistema de
Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF)
Gonçalves RA1; Silva Neto CM2; Arruda EM3; Ramos
TV4; Gonçalves GMO5; Calil FN6
Universidade Federal de Goiás
Material e Métodos
O estudo foi desenvolvido na Fazenda Boa Vereda,
no município de Cachoeira Dourada, no Estado de
Goiás. A área experimental apresenta um sistema
de integração lavoura pecuária floresta, onde estão
plantados eucaliptos (Eucaliptus grandis) em
renques de linhas triplas (3 m x 2 m) e
espaçamento entre os renques de 14 m cultivados
com pastagem de Urochloa decumbens, com 5 anos
de implantação. Após a implantação do sistema
não houve a realização de correções de fertilidade
na área. As coletas das amostras a campo foram
realizadas no ano de 2009 (antes da implantação
do sistema) e no ano de 2014. Com a obtenção dos
resultados de ambos os anos foi feita análise das
mudanças nos teores de nutrientes no solo.
Melhoria na fertilidade do solo em sistema de
Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF)
Gonçalves RA1; Silva Neto CM2; Arruda EM3; Ramos
TV4; Gonçalves GMO5; Calil FN6
Universidade Federal de Goiás
Resultados
Observou-se incremento em matéria orgânica (M.O.),
Fósforo (P), Potássio (K), Magnésio (Mg), aumento do
pH e saturação de bases, capacidade de troca catiônica
(CTC). Houve redução apenas nos teores de Cálcio (Ca)
e Alumínio (Al) (Tabela 1). A deposição de elevada
carga vegetal aumenta a concentração de M.O. no solo
após a decomposição. A M.O. está relacionada a
diversos nutrientes como o P, K e outros nutrientes,
agindo na disponibilização ou retenção através do
processo
de
mineralização
realizado
pelos
microorganismos vivos do solo. Além de aumentar a
CTC que exerce influência direta nas ligações dos
nutrientes aos colóides do solo. A M. O. evita ainda
as oscilações bruscas de pH, através da liberação de
carbono de forma lenta, mantendo o pH neutro e
liberando também os demais nutrientes
gradativamente.
Melhoria na fertilidade do solo em sistema de
Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF)
Gonçalves RA1; Silva Neto CM2; Arruda EM3; Ramos
TV4; Gonçalves GMO5; Calil FN6
Universidade Federal de Goiás
Tabela 1. Incremento de nutrientes no solo do Sistema de
Integração Lavoura Pecuária Floresta após 5 anos de
implantação.
M.O.
P
K
Ca
Mg H+Al
Al
CTC
(mmolc
dm-3)
(mmolc
dm-3)
V%
(g dm-3)
pH
(mmolc (mmolc (mmolc (mmolc
(mg dm-3) dm-3)
dm-3)
dm-3)
dm-3)
0-20
0-20
2,8
1,9
5,6
4,8
3,37 96,58 0,85 1,39 3,46
2,4
72 1,2 0,4 3,1
0
0,1
5,95
4,89
40,51
36,61
Incremento 0-20
0,9
0,88
0,97 24,58 -0,35 0,99 0,36
-0,1
1,06
3,90
Sistema Prof.
2014
2009
Melhoria na fertilidade do solo em sistema de
Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF)
Gonçalves RA1; Silva Neto CM2; Arruda EM3; Ramos
TV4; Gonçalves GMO5; Calil FN6
Universidade Federal de Goiás
Discussão e Conclusão
Foi observado neste estudo áreas do ILPF que apresentaram
considerável teor de matéria orgânica, obtendo valores de
pH mais elevados, com menor acidez do solo (redução no
teor de Al). A redução Ca no sistema em 2014 ocorre devido
a estabilidade das cargas do solo gerada pelas fontes
orgânicas. Este processo reduz antagonismos do Ca com
micronutrientes, aumentando sua disponibilidade para as
plantas, sendo absorvido em maior quantidade. Conclui-se
então que o sistema de ILPF é eficiente em melhorar a
fertilidade do solo.
Referências
DA SILVA, R. A.; CRESTE, J. E.; MEDRADO, M. J. S. & RIGOLIN,
I. M. (2014). Sistemas integrados de produção- o novo
desafio para a agropecuária brasileira. Colloquium Agrariae,
v. 10, n.1, Jan-Jun., p.55-68.
NOVAIS, R. F.; ALVAREZ V., V. H.; BARROS, N. F.; FONTES, R. L.
F.; CANTARUTTI, R. B. & NEVES, J. C. L. (2007). Fertilidade do
solo. –Viçosa, MG; Sociedade Brasileira de Ciência do Solo.
[viii], 1017p.: il.
Título do Trabalho: Serapilheira Acumulada em
Área de Pinus oocarpa Schiede em Catalão,
Goiás.
Autores: Lima, N.L; de Souza, K. R, de Moraes, D.C;
Calil, F. N.
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Introdução
A serapilheira constitui-se na camada
de detritos vegetais (folhas, ramos, caules,
cascas, frutos e flores) e animais disposta na
superfície do solo. Sua formação se reflete no
equilíbrio entre a produção e a decomposição
no sistema (OLSON, 1963).
Este componente orgânico do solo é
importante para proteger contra erosão,
aumento de temperatura, além de manter um
banco de sementes e possuir papel importante
na ciclagem de nutrientes nos ecossistemas
florestais Este trabalho teve por objetivo
quantificar a serapilheira acumulada em um
plantio de Pinus oocarpa Schiede, pertencente
à
empresa
Vale
do
Rio
Grande
Reflorestamento
Ltda.,
localizada
no
município de Catalão, Goiás.
Título do Trabalho: Serapilheira Acumulada
em Área de Pinus oocarpa Schiede em
Catalão, Goiás.
Autores: Lima, N.L; de Souza, K. R, de Moraes,
D.C; Calil, F. N.
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Material e Métodos
Foram coletadas 30 amostras aleatórias
com o auxílio de uma moldura de madeira de 25
cm x 25 cm (0,0625 m2), armazenadas em sacos
de papel identificados e posteriormente levados
ao Laboratório de Dendrologia e Ecologia
Florestal da Universidade Federal de Goiás
(UFG). No laboratório, o material foi colocado
em estufa de circulação e renovação de ar, a
70ºC por aproximadamente 72 horas, até atingir
peso constante. Após a completa secagem
realizou-se a pesagem do material de cada
amostra individualmente, e depois foi realizada
a separação, com auxílio de pinças, em frações
distintas: folhas, galhos, casca, material
reprodutivo e miscelânea. Posteriormente, cada
fração foi pesada novamente para possibilitar o
cálculo da compartimentalização da serapilheira
considerando as frações amostradas. Para
analise dos dados foi utilizado estatística
descritiva, calculando a porcentagem de cada
fração da serapilheira e a média das amostras de
cada área estudada. A estimativa por unidade de
área (hectare) foi realizada por extrapolação da
massa seca, com base na área da moldura.
Título do Trabalho: Serapilheira Acumulada em
Área de Pinus oocarpa Schiede em Catalão,
Goiás.
Autores: Lima, N.L; de Souza, K. R, de Moraes, D.C;
Calil, F. N.
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Resultados
A quantidade total de serapilheira
acumulada no plantio foi de 15.267,2 kg/ha,
sendo composta por: 77,72% de acículas
(11.865,60 kg/ha), 4,94% de casca (753,60
kg/ha), 3,42% de galho (521,60 kg/ha),
13,82% de material reprodutivo (2.110,00
kg/ha) e 0,1% de miscelânea (16,00 kg/ha).
Título do Trabalho: Serapilheira Acumulada em
Área de Pinus oocarpa Schiede em Catalão, Goiás.
Autores: Lima, N.L; de Souza, K. R, de Moraes, D.C;
Calil, F. N.
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Imagens e Tabelas
A
B
C
D
E
Figura 1: Compartimentalização da serapilheira de pinus.
A –porcentagem de cada fração. B-galhos. C-material
reprodutivo. D- miscelânia . E- acículas.
Título do Trabalho: Serapilheira Acumulada
em Área de Pinus oocarpa Schiede em Catalão,
Goiás.
Autores: Lima, N.L; de Souza, K. R, de Moraes, D.C;
Calil, F. N.
Instituição: Universidade Federal de Goiás
Discussão e Conclusão
Piovesan et al (2012) em estudo de
deposição de serapilheira em floresta de Pinus
taeda L. de 8 anos, teve resultado de 7,1 mg ha1, sendo a maior parte formada por acículas com
95,6%, galhos finos com 2,3% e miscelânea
com 2,1%.
A fração que mais contribuiu na
formação de serapilheira no povoamento de
Pinus oocarpa Schiede foi também a de
acículas.
Referências
PIOVESAN, G. et al. Deposição de serapilheira
em povoamento de pinus. Pesquisa
Agropecuária Tropical. Goiânia, v.42, n.2, p.
206-211, abr./jun. 2012.
OLSON, J. S. Energy storage and the balance of
producers and decomposers in ecological
systems. Ecology, v.44, n.2, p.322-330, 1963.
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Resumos-12-06_1 - 2º Congresso Florestal no Cerrado