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A Sociedade Colonial
Sociedade Colonial: os indígenas
O primeiro contato entre os
portugueses e os indígenas foi
amistoso.
Durante o período pré-colonial
(assista a aula)essa relação
baseava-se principalmente no
ESCAMBO, onde os indígenas
trocavam o pau-brasil por produtos
manufaturados.
Após 1530 essa relação começou a
mudar, os indígenas começaram a
ser escravizados pelos Sr. De
Engenhos ou catequizados pela
Igreja Católica.
Os indígenas e as missões
A Igreja Católica, precisando de novos fiéis,
enviou para O Brasil os padres Jesuítas,
responsáveis pela criação das Missões e da
catequização dos indígenas.
A igreja católica oferecia certa proteção aos
indígenas, que só poderiam ser escravizados em
caso de Guerra Justa (quando não aceitavam ou
atacavam os europeus).
Nas Missões, em troca da catequese, os
indígenas, em processo de cristianização
(aculturação), aprendiam a cantar, dançar e
trabalhavam para a Igreja Católica. Tudo que o
índio produzia era enviado para a Igreja na
Europa, enriquecendo os cofres católicos.
A vinda desses jesuítas se deu com a chegada dos
primeiros governadores gerais (aula sobre as
capitanias hereditárias e o Governo Geral)
As missões
•
Nessas missões, os índios perdiam seus costumes
tradicionais.
•
Aprendiam a cantar e dançar músicas europeias,
encenavam peça teatrais cristãs e produziam nas hortas
de subsistência. Já a produção agrícola das lavouras era
enviada à Igreja em Roma.
•
Nas Missões existia uma área destinada à educação dos
filhos dos colonos brancos, chamava-se Colégios, onde
os padres ensinavam a ler e escrever.
•
Essas missões eram os alvos prediletos de caçadores de
índios e traficantes de escravos, pois ali centenas de
indígenas encontravam-se “docilizados”.
•
Muitas guerras aconteceram entre jesuítas/indígenas e
colonos que desejavam escravizar esses indígenas
protegidos pela Igreja. A principal delas ficou conhecida
como Guerra Guaranítica
colégio
igreja
cemitério
horta
lavoura
capela
curral
oficinas
praça
oficinas
olaria
moinho
hospital
oficinas
habitações
O europeu e o negro africano
• Com a criação do Governo Geral (assista a aula), o
Brasil passou a receber massivamente o negro como
Mão de Obra escrava para trabalhar nas lavouras
canavieiras.
• Aqui o negro trabalhava como escravo não só nas
lavouras, mas também nos serviços domésticos e
serviços urbanos. O negro era considerado “as mãos e
os pés dos senhores de engenho”
• A introdução do negro no Brasil, trouxe também uma
rica e bela cultura que ajudou a moldar, ao longo dos
séculos o povo que somos hoje.
• Além disso, por ser “uma mercadoria importada”, o
negro gerava à burguesia e aos cofres metropolitanos
altos lucros.
Preferência pelo escravo africano
O Brasil foi a região mundial que mais
recebeu os escravos africanos.
Como já vimos, o comércio de negros
gerava lucros altíssimos, tanto para a
burguesia, quanto para a coroa
portuguesa.
Além disso, os portugueses
encontraram sérias dificuldades para
escravizar os indígenas brasileiros:
proteção da Igreja Católica, tribos
pouco numerosas, e conhecimento
das matas (fuga) dificultavam a
captura dos indígenas. Mesmo assim,
muitos indígenas foram escravizados.
Esse comércio de escravos permitiu o
surgimento de uma rica e poderosa
classe de burgueses traficantes de
escravos.
A vida dura e os castigos
• O sofrimento do negro escravizado começava
já nas viagens da África para a América.
• Dentro dos navios negreiros (tumbeiros) o
negro era mal alimentado e amontoado como
mercadorias nos porões dos navios.
• As péssimas condições de higiene e a má
alimentação, fazia com que muitos
morressem na viagem.
• Era comum suicídios e assassinatos de filhos
dentro desses navios.
• Para dificultar a comunicação entre os negros
e possíveis rebeliões de escravos, os europeus
misturavam negros de diversas tribos, rivais e
de línguas diferentes, assim muitos não
conseguiam nem se comunicar.
Resistência Negra
O negro e o indígena não aceitavam a escravidão
pacificamente, mesmo acorrentados e castigados
duramente, quando podiam, empreendiam violentas e
heroicas formas de resistência.
Formas de Resistência
Assassinatos: senhores, feitores, capitães do mato e pessoas ligadas
ao poder branco eram assassinados pelos escravos.
Abortos: mães escravas muitas vezes abortavam a gravidez.
Capoeira: arte/luta desenvolvida nos quilombos.
Suicídio: muitos escravos tiravam a própria vida por não aguentar o
martírio da escravidão.
Incêndios: canaviais e casas-grandes eram incendiadas.
Fugas: fuga para o mato, onde podiam viver longe dos senhores
brancos.
Quilombos: aldeias criadas por negros fugitivos no interior da
matas, a maior parte dos quilombos surgiram no nordeste. Neles, os
negros tentavam recriar a vida africana, caçavam, pescavam e
desenvolviam uma pequena agricultura de subsistência.
Para ver e refletir
A Rota do Escravo - A Alma da Resistência
https://www.youtube.com/watch?v=HbreAbZhN4Q
A matriz Afro
https://www.youtube.com/watch?v=vwj1GBEYr_s
Quilombos - Luta e Resistência
https://www.youtube.com/watch?v=Xb8hc3QGIQA
Desafio 1
"Se uma pessoa chega na terra a alcançar dois pares de escravos, ou meia dúzia deles, ainda que
outra coisa não tenha de seu, logo tem remédio para poder honradamente sustentar a sua
família. Porque um lhe pesca e outro lhe caça, e os outros lhe cultivam e granjeiam suas roças, e
desta maneira nem fazem os homens despesas em mantimentos com os seus escravos, nem com
suas pessoas ..." GANDAVO, Magalhães. Apud NADAI, Elza; NEVES, Joana. "História do Brasil". São
Paulo: Saraiva, 1996. p. 62. Assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S), com base no texto e nas
circunstâncias em que foi escrito.
(01) No texto caracteriza-se a relação típica da escravidão. Uma pessoa (escravo) é considerada
propriedade do seu dono, para quem terá de trabalhar e produzir o seu sustento.
(02) Segundo o texto só uns poucos homens livres poderiam ter escravos, uma vez que a sua
manutenção era extremamente dispendiosa.
(04) O autor justifica a escravidão, como uma necessidade econômica, mas adverte que não é
moralmente aceitável entre os homens honrados da colônia.
(08) A escravidão no Brasil, apesar da violência, teve pouca duração. Os primeiros escravos foram
importados como mão-de-obra para a extração do pau-brasil, mas já no início do século XVIII as
ideias iluministas influenciaram o governo a libertar os escravos.
(16) O autor demonstra grande preocupação com o destino do escravo. Defende que, devido aos
méritos do seu trabalho, deve ser alforriado.
(32) O clima e o solo faziam com que os europeus, por si sós, não pudessem sobreviver no Brasil.
Por esta razão, segundo o texto, tinham escravos adaptados à terra que podiam garantir a sua
sobrevivência.
(64) O escravo era um instrumento de trabalho. Cuidava das plantações e provia seu próprio
sustento e o do seu senhor.
Soma (?)
Desafio 2
A sociedade colonial brasileira estava baseada na
exploração de mão-de-obra cativa de origem africana. Os
escravos eram utilizados:
(01) no cultivo da cana para a fabricação de açúcar.
(02) na educação dos filhos menores dos senhores de
engenho.
(04) na difusão de técnicas agrícolas pelo interior da
colônia.
(08) na interiorização da colônia como pequenos
proprietários.
(16) nos serviços domésticos da casa-grande senhorial.
(32) A sociedade colonial foi formada por uma grande
miscigenação, principalmente entre indígenas e negros.
Soma (?)
Atenção: Some o resultado do desafio 1 com o resultado do desafio 2. O primeiro e o quinto
aluno a enviar a somatória correta (D1 + D2) para o e-mail [email protected]
receberá uma caixa de bis. Boa sorte a todos. Desafio válido até 03/10/2014
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Missões - Colégio Rodin