O POVO DE DEUS CELEBRA
MISSA PARTE POR PARTE
Para início de conversa:
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Liturgia é ação de graças! Não se
trata de show, tampouco teatro. É
celebrar a vida e a realidade do
povo. Unir fé e vida!
Rito é diferente de ritualismo e
fixismo! Deve evitar posturas
arrogantes e fechadas.
Devoção
é
diferente
de
devocionismo! Deve-se buscar estar
atualizado com as orientações da
Igreja. (Concílio Vaticano II).
O que é a Missa?
A missa é o culto mais sublime que oferecemos
ao Senhor. Nós não vamos à missa somente para
pedir, mas também para louvar, agradecer e
adorar a Deus
A desculpa de que rezar em casa é a mesma
coisa que ir à missa é por demais pretensiosa!
É querer fazer da reza particular algo melhor
que a missa, que é celebrada por toda uma
comunidade!
Assim, vamos à missa para ouvir a Palavra do
Senhor e saber o que o Pai fala e propõe para a
sua família reunida.
Não basta ouvir! Devemos pôr em prática a
Palavra de Deus e acertarmos nossas vidas
(conversão).
MISSA PARTE POR PARTE
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A Missa compõe-se das seguintes partes:
• Ritos Iniciais;
• Liturgia da Palavra:
• Liturgia Eucarística;
• Ritos Finais
Ritos Iniciais da Missa
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Reunidos em nome do Senhor
Os ritos iniciais da Missa são o momento
para que juntos, os cristãos, convocados
pela iniciativa de Deus, busquem e criem
um clima de entrosamento e de
comunhão, no Espírito de Jesus.
Ritos Iniciais da Missa
Elementos dos Ritos Iniciais:
Comentário Introdutório à missa do dia
Canto de Abertura
Acolhida
Antífona de Entrada
Ato Penitencial
Hino de Louvor
Oração Coleta.
Ritos Iniciais da Missa
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Acolhida
A equipe de acolhida deverá proporcionar às
pessoas um acolhimento afetuoso, espontâneo e
bem fraterno, para que, ao reunir, a assembléia
seja, na verdade, uma família de irmãos. Bom
seria que quem preside e toda a equipe de
celebração pudessem acolher e saudar as
pessoas, na porta da igreja
Ritos Iniciais da Missa
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
Criar Clima Orante:
O ensaio de cantos e um breve tempo de
silêncio para oração das pessoas que chegam,
ajudam a criar um clima celebrativo. Não
ajudam o vai-e-vem dos membros da equipe
junto do altar, testando os microfones, os
cantores e músicos afinando os instrumentos,
parecendo mais um show do que uma
celebração litúrgica.
Ritos Iniciais da Missa
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Comentário
Evitem-se comentários longos. O comentarista ou
animador(a) lembra os motivos principais da celebração,
ligando-os à vida, morte e ressurreição de Jesus;
convida a assembléia, de maneira orante, a iniciar seu
diálogo confiante com o Senhor. O comentarista orienta
a assembléia e não comenta cada elemento da
celebração.
Não é necessário anunciar o canto de entrada nem dizer
que a celebração vai começar. Basta os instrumentos e os
cantores darem início ao canto e todos acompanharão.
Ritos Iniciais da Missa
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O Gesto de Beijar o Altar.
O beijo do Altar, feito pelo que preside a celebração,
logo na chegada, é um gesto significativo:
• o altar representa o próprio Jesus Cristo, pedra
angular, rocha espiritual;
• o beijo expressa a íntima relação de quem preside com
o Senhor, pois é em nome Dele que ele irá presidir a
celebração eucarística.
Ritos Iniciais da Missa
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Canto Inicial
O canto de entrada não é "para acolher o ministro que
preside". Ele é a expressão da fé, da unidade, do sentido
da celebração e da alegria dos irmãos que se
reencontram entre si e com o Pai. É canto de toda a
assembléia. Seu mérito é de convocar a assembléia e
pela união das vozes, juntar os corações no encontro
com Jesus Ressuscitado, na certeza de que "onde dois
ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou no
meio deles (Mt 18,20) (IGMR 25-26).
É um canto que acompanha o rito da procissão de
entrada. Deve ser um canto animado para colocar a
assembléia num bom estado de espírito.
Depois do canto inicial, as primeiras palavras que ouvimos
são palavras bíblicas:”Em nome do Pai e do Filho e do
Espírito Santo”. “A graça e a paz…” Parece importante que
não se diga nenhuma palavra antes disso: nem “Bom-dia”
ou “Boa-noite”, nem comentários ou introduções!
Ritos Iniciais da Missa
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O Sinal da Cruz e a Saudação.
As pessoas se reúnem em assembléia para celebrar em "nome do
Pai e do Filho e do Espírito Santo". isto é, em nome da Trindade
(IGMR 27-28).
A celebração acontece no amor de Jesus: "é a graça de Deus". Por
isso, a assembléia responde: "Bendito seja Deus que nos reuniu no
amor de Cristo"! Com a saudação, quem preside, toma contato mais
pessoal com o povo sacerdotal e o introduz na liturgia do dia.
Que a saudação inicial seja feita de "coração", carregada de sentido
e de sentimento, não apenas lida ou dita de cor e de maneira
impessoal. Cada pessoa deveria se sentir atingida pela saudação: É
o Pai que acolhe seus filhos e filhas para um encontro, a festa da
comunhão eclesial (cf Puebla 918).
Ritos Iniciais da Missa
Ato Penitencial
O ritual da Missa apresenta quatro
fórmulas penitenciais:
• a confissão geral dos pecados (o
eu confesso);
um breve responsório dialogado
(tende compaixão de nós,
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Senhor);
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
• as súplicas litânicas: Senhor,
tende piedade de nós;
a aspersão com água benta,
sobretudo no domingo e festas
(recorda a vida nova do cristão
assumida no batismo);
Ritos Iniciais da Missa

Após saudar a assembléia presente, o sacerdote convida
toda assembléia a, em um momento de silêncio,
reconhecer-se pecadora e necessitada da misericórdia de
Deus. Após o reconhecimento da necessidade da
misericórdia divina, o povo a pede em forma de ato de
contrição: Confesso a Deus Todo-Poderoso... Em forma
de diálogo por versículos bíblicos: Tende compaixão de
nós... Ou em forma de ladainha: Senhor, que viestes
salvar... Após, segue-se a absolvição do sacerdote. Tal
ato pode ser substituído pela aspersão da água, que nos
convida a rememorar-nos o nosso compromisso
assumido pelo batismo e através do simbolismo da água
pedirmos para sermos purificados.
Ritos Iniciais da Missa
KYRIE ELEISON
Cabe aqui dizer, que o “Senhor, tende piedade”
não pertence necessariamente ao ato
penitencial. É, sim, uma doxologia, ou seja, uma
glorificação do Deus de bondade, ou da
misericórdia de Deus. Este se dá após a
absolvição do padre e é um canto que clama
pela piedade de Deus. Daí ser um erro omiti-lo
após o ato penitencial quando este é cantado.


Ritos Iniciais da Missa
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O Hino do Glória
Trata-se de um venerável hino de louvor, com
caráter cristológico e pascal. Por isso, não pode
ser substituído por um simples canto de glória.
Não é uma aclamação à Santíssima Trindade. A
liturgia deixa este hino para os domingos e
festas. Não é cantado na Quaresma e Advento.
O hino do Glória não deve ser substituído por
qualquer hino de louvor ou por paráfrases que
se distanciam demasiadamente do seu sentido
original (lGMR 31).
Ritos Iniciais da Missa


A Oração da Coleta
O único elemento ritual que
nunca deve faltar nos ritos
iniciais é a oração, chamada de
"oração da coleta": porque
recolhe as intenções do povo
feitas em silêncio, depois do
convite do ministro que preside:
"Oremos".
Este
coloca
a
assembléia diante de Deus que a
convocou.
Ritos Iniciais da Missa

É oração de quem preside, pois age em nome
de Cristo e assume em Cristo toda a oração do
povo e expressa o sentido da celebração. O tom
de voz e a maneira de rezar, o gesto das mãos
elevadas e abertas, que o povo poderia
acompanhar, ajudam a fazer da oração uma
verdadeira súplica a Deus Pai, expressão da vida
e da experiência religiosa da comunidade. Aqui
seria um momento adequado para se colocar as
intenções (IGMR 32).
Liturgia da Palavra
Liturgia da Palavra
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Estrutura da Liturgia da Palavra
A Liturgia da Palavra compõe-se:
• pelas leituras dos textos bíblicos (1ª e 2ª
leitura);
pelo salmo responsorial;
• pela aclamação ao Evangelho;
• pela proclamação do Evangelho;
• pela homilia;
• pela profissão de fé e a oração dos fiéis.
Liturgia da Palavra
Organização Celebrativa
A Liturgia da Palavra pode começar com
um refrão repetido para criar clima de
acolhida e de escuta; (como: Fala,


Senhor, Fala da vida. Que a vossa Palavra,
Senhor...).
Liturgia da Palavra



1ª Leitura - Tirada do Antigo Testamento
{exceto no tempo pascal - tirada do Atos dos
Apóstolos). Anuncia e prepara para a acolhida
de Jesus. Ela está em relação com o Evangelho.
O Salmo Responsorial - Está ligado à primeira
leitura. É resposta orante da assembléia à
proposta do Pai.
A 2ª Leitura - Tirada dos escritos dos
Apóstolos. Revela como os primeiros cristãos
viveram a Boa Nova de Jesus e como nós a
deveríamos viver hoje.
Alguns lembretes:
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

Os leitores são ministros da Palavra. Por meio de seu ministério,
Cristo vai falar. Por isso, não se deve improvisar uma proclamação.
Não se deve arrebanhar leitores 5 minutos antes do início da
celebração.
Somente o leitor é quem deve ler o texto bíblico; as outras pessoas
são convidadas a terem as mãos, os olhos e o coração livres para
escutar!
Será necessário dizer, não só de qual livro, mas também de qual
capítulo a leitura vai ser tirada?Talvez seja suficiente dizer o nome
do livro bíblico e o capítulo…Quem deve fazer isso? O próprio leitor
poderá fazê-lo, a menos que já tenha sido anunciado pela pessoa
que fez a motivação antes da leitura.
Muitas comunidades já integraram a dança em momentos
processionais (entrada, aclamação ao Evangelho ou a preparação
das oferendas). Não se trata tanto de uma coreografia para os
outros verem, mas de um movimento corporal que chama à
participação de todos.
Liturgia da Palavra


A Aclamação ao Evangelho (Aleluia) - Este canto
exprime o acolhimento solene de Cristo, que se toma
presente através de sua palavra viva. E uma
manifestação de alegria e de fé na presença do Senhor.
O Evangelho - proclama e atualiza a Palavra e as ações
de Jesus Cristo. A proclamação do Evangelho é o ponto
alto da liturgia da Palavra. Por razões pastorais,
eventualmente, pode-se suprimir uma leitura (a 2ª
Leitura), mas nunca o Evangelho. A proclamação do
Evangelho deve ser cercada da maior veneração possível
(IGMR 35).
Liturgia da Palavra
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


Homilia
Homilia, significa conversa familiar. Ela tem a
finalidade de:
Ligar a Palavra de Deus escutada nas leituras
com a vida e a celebração;
Introduzir a assembléia na celebração (na
atualização) do mistério da salvação anunciado;
Sugerir aplicações concretas cia Palavra de
Deus;
Liturgia da Palavra



Despertar nos fiéis a atitude de ação de graças,
de conversão e de compromisso;
Interpelar a realidade da vida pessoal e
comunitária, fazendo perceber o sentido dos
acontecimentos, à luz da Palavra de Deus, tendo
como referência, a pessoa, a vida, a missão e o
mistério pascal de Jesus Cristo;
Despertar a participação ativa da assembléia,
por meio do diálogo, aclamações, gestos,
refrões apropriados, depoimentos.
Liturgia da Palavra

Uma discreta e artística dramatização da Palavra
de Deus poderá ser excelente complementação
da homilia, sobretudo nas comunidades menores
e mais simples, que gostam de se expressar
com gestos, símbolos e encenações adequadas
à sua cultura e à celebração litúrgica. A
explicação viva da palavra de Deus motiva a
assembléia a participar na oração de louvor e na
vivência da caridade.
Liturgia da Palavra
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
Profissão de Fé
O Creio é uma resposta de fé da comunidade à Palavra
de Deus. Destaca a vivência da fé como uma virtude
cristã. Exprime a unidade da Igreja na mesma fé e sua
adesão a Deus.
O ritual da Missa apresenta três fórmulas da profissão de
fé:
•
O Símbolo dos Apóstolos(o mais comum: Creio em
Deus Pai todo-poderoso...);
• O símbolo Niceno-constantinopolitano (Creio em
Deus ...criador de todas as coisas);
•
As perguntas e respostas como na Vigília Pascal ou
no Batismo.
Liturgia da Palavra


Oração dos Fiéis (Preces)
A comunidade cristã reunida em assembléia
celebrante, como povo sacerdotal, pede a Deus
que a salvação proclamada pela Palavra se
concretize na Igreja e no mundo, nos que
sofrem e nessa mesma assembléia. De certa
forma, rompem-se os limites da comunidade
para tomar a salvação uma realidade de todo o
mundo.
Liturgia da Palavra
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


A oração dos fiéis exige:
• educar a comunidade para a oração comunitária, sem excluir os
pedidos pessoais;
• diversificar as intenções segundo os interesses, as necessidades
da Igreja, da sociedade, da nação, da comunidade local e as
circunstâncias das pessoas presentes;
• educar para o espírito de solidariedade no sentido de lembrar e
rezar pelos que sofrem e passam dificuldades (cf IGMR 45-47).
Todavia, é preciso lembrar que "o pedido de uma graça a Deus"
implica um compromisso de colaboração para que a necessidade
seja satisfeita em conformidade com a vontade do próprio Deus.
Para facilitar a participação orante das pessoas na oração dos fiéis,
pode-se propor uma resposta cantada, como: "Escuta-nos, Senhor
da Glória!", Ouve-nos, amado Senhor Jesus, etc...
Liturgia Eucarística
Liturgia Eucarística

A liturgia eucarística é memorial da páscoa
de Jesus Cristo. Traz presente, atualiza,
faz acontecer sacramentalmente, em
mistério, o sofrimento e a morte (o
sacrifício), a entrega total de Jesus Cristo
ao Pai que ressuscita seu Filho, tirando-O
da humilhação (cf IGMR 48).
Liturgia Eucarística
Partes da Liturgia Eucarística
A liturgia eucarística se edifica em cima dos quatro
elementos do relato da última ceia de Jesus:
Última Ceia
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


Liturgia Eucarística
Jesus tomou o pão, o cálice = Preparação das oferendas
Deu graças
= Oração eucarística
Partiu o pão
= Fração do Pão
E deu
= Comunhão
Liturgia Eucarística


O Altar, centro da Liturgia Eucarística
O altar ou a “mesa do Senhor” é o centro de toda a
liturgia eucarística. A partir da preparação das ofertas,
as ações passam a acontecer no altar. Agora, para ele
voltam-se as atenções da assembléia.
A preparação da "mesa do Senhor” deve lembrar o
encontro da família ao redor da mesa. Os ministros da
comunhão eucarística ou os acólitos (coroinhas)
"arrumam o altar" trazendo e estendendo o corporal, o
sangûineo, o cálice, o missal, enfim tudo o que for
necessário para a eucaristia.
Liturgia Eucarística
Preparação das Oferendas

No conjunto da celebração eucarística, após a Liturgia da
Palavra e antes de iniciar-se a Oração eucarística, a
preparação das oferendas representa um momento de
pausa, de descanso para a assembléia. Por isso, convém
tomar o tempo necessário, de maneira que a Oração
eucarística, a seguir, tenha um destaque maior. A meta
da preparação das oferendas é aquilo que acontece
depois. O ponto alto para o qual a preparação das
oferendas nos encaminha é a oração eucarística.
Liturgia Eucarística
Preparado dignamente o altar, trazem-se as oferendas com
o pão e o vinho:



A coleta das ofertas da comunidade (o dinheiro) e outros
donativos oferecidos pelos fiéis para os pobres ou para
as necessidades da Igreja.
os dons que simbolizem a vida da comunidade, seus
trabalhos e a comemoração realizada naquele dia;
• o pão, o vinho e água, frutos da terra e do trabalho de
homens e mulheres, que se converterão em Corpo e
Sangue de Jesus (cf lGMR 49).
Liturgia Eucarística

Procissão das Ofertas
Em muitas comunidades, costuma-se levar as
ofertas ao altar em procissão. Quando isto
acontece, as ofertas e outros símbolos da
comunidade, seguem antes do pão e do vinho. É
um momento de grande participação da
comunidade. Pelas expressões corporais (gestos,
coreografia, dança) o povo oferece e dá graças
pelas maravilhas da criação e do trabalho
humano.
Liturgia Eucarística

Quando se leva ao altar a vida do povo em
procissão por meio de símbolos e gestos, não se
explica cada símbolo, fazendo-os entrar um após
o outro a exemplo de um desfile de moda. É
suficiente convidar a comunidade a apresentar
sua vida ao Senhor através dos símbolos tais e
tais, que entram em procissão com o pão e o
vinho acompanhados do canto. O mais
importante é deixar que os símbolos falem por si
mesmos.
Liturgia Eucarística
O canto de Oferendas

O canto que acompanha a preparação das oferendas
não é dos mais importantes. Não é necessário, às vezes,
nem desejável, principalmente quando não há uma
procissão mais solene dos dons. Muitas vezes é mais
importante deixar este momento em silêncio ou
acompanhado por uma música (de órgão, flauta,
violão...). Outras vezes, especialmente nas celebrações
eucarísticas durante a semana, o padre reza a oração do
pão e do vinho em voz alta e o povo responde cantando:
Bendito seja Deus para sempre... (lGMR 50).
Liturgia Eucarística
Oração Eucarística


"O Senhor deu graças“
A oração eucarística é o centro e o ponto alto de
toda a celebração. É a oração de ação de graças e
de santificação. Quem dá o verdadeiro louvor ao
Pai é Jesus. A assembléia é convidada a unir-se a
Ele (Cristo) na proclamação das maravilhas e no
louvor a Deus e na entrega do sacrifício (cf iGMR
54-55).
Hoje, a Igreja no Brasil dispõe de 14 Orações
Eucarísticas. Uma oração eucarística compõe-se
dos seguintes elementos:
Liturgia Eucarística
O Diálogo





É convite ao louvor e à ação de graças. "Demos graças
ao Senhor nosso Deus”. Deve ser um diálogo vibrante. O
sacerdote que preside, com frases curtas e gestos,
estimula e desperta:
• as intenções e os motivos pelos quais a igreja dá
graças;
a convicção da presença do Senhor no meio da
assembléia;
• a necessidade de estar na presença de Deus para darlhe graças;
o clima adequado para ser iniciada a oração eucarística.
Liturgia Eucarística
O Prefácio (Proclamação)

O prefácio exprime o louvor e a ação de graças
a Deus pela obra da salvação que se atualiza na
Ação Eucarística, destacando alguns aspectos
particulares segundo o dia, a festa o tempo
liturgia. Se oportuno, antes do prefácio, a
comunidade pode ser convidada a proclamar os
motivos da ação de graças
Liturgia Eucarística
A Aclamação do Santo


No final do prefácio, o sacerdote convida toda a
assembléia a cantar, junto com todos os anjos e santos,
a uma só voz: Santo, Santo, Santo é o Senhor. É o
louvor universal que brota da ressurreição de Jesus
Cristo. Cantando o Santo "...", a assembléia proclama a
glória e a santidade de Deus e de Jesus Cristo.
O Santo é a grande aclamação cantada da Missa. É uma
aclamação que requer a participação de toda a
assembléia e não é conveniente substituir o texto do
Santo por outros hinos.
Liturgia Eucarística
A Epíclese

Invocação a Deus Pai para que derrame o Espírito Santo e
transforme os dons de pão e vinho em Corpo e Sangue de Jesus
Cristo.
A Narração da Instituição (ou Consagração)

Narrativa da última ceia quando Cristo encerrou dizendo: "Fazei isto
em memória de mim”,
A Anamnese

Oração da memória do sofrimento, morte e ressurreição de Jesus
Cristo.
Liturgia Eucarística
A Oblação

Pela qual a Igreja reunida, realizando essa memória, oferece ao Pai,
no Espírito Santo; recorda-se a entrega total, do sacrifício sem
reservas de Jesus.
A Epiclese da Comunhão

O Espírito é quem congrega a assembléia e a transforma em Corpo
de Cristo - Igreja.
As Intercessões

Expressam que a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a
Igreja tanto do céu como da terra e por todas as pessoas vivas e
falecidas. É expressão da comunhão dos santos.
Liturgia Eucarística
O Por Cristo, Com Cristo... (a doxologia) Amém

É o grande louvor que encerra a oração eucarística;
ponto alto da liturgia eucarística. É o momento da
grande oferta. Por isso se eleva os dons transformados
em Corpo e Sangue do Senhor. O Por Cristo, Com Cristo
é como que a síntese de toda a celebração. Síntese e
expressão de nossas vida vividas em louvor e gratidão a
Deus, por Cristo, com Cristo e em Cristo, na unidade do
Espírito Santo", É a comunidade que transborda de
alegria por tudo aquilo que Deus é e fez por ela.
Liturgia Eucarística

A aclamação final, o grande "Amém": é o sim,
aceitamos, ó Pai, tua proposta de vida, É o sim
da fé e do compromisso. Queremos percorrer o
caminho de salvação aberto por Jesus. O Louvor
final indica o tom que deve caracterizar toda a
oração eucarística. O Amém deve ser vibrante,
contagiante, de preferência cantado. A
participação no canto do Amém é tão importante
que se podem usar outras aclamações, como:
Amém! Amém! Louvor e glória ao Pai, que em
Cristo nos salvou".
Liturgia Eucarística
As Aclamações da Assembléia


A oração eucarística é proclamada pela pessoa que
preside. A assembléia toda tem um papel ativo. É a
assembléia quem dá graças a Deus, por meio do
ministério do presidente. As aclamações facilitam e
expressam melhor a participação de todo o povo
sacerdotal.
Durante a oração eucarística não é recomendável recitar
outras orações devocionais e executar músicas e cantos
que não correspondam ao espírito das aclamações. Tudo
deve favorecer a atenção e a participação viva da
comunidade.
Liturgia Eucarística
RITOS DA COMUNHAO
Ele partiu o pão e o deu; tornai, comei; tornai e
bebei .
O fato De comer pão e beber vinho (Corpo e Sangue
de Jesus), a comunhão, é um ato de louvor e
agradecimento, pois as pessoas unem-se a Jesus
que fez de sua vida um hino de louvor ao Pai.
Comungando, estas pessoas são transformadas
em louvor, bênção, ação de graças. Toda a vida se
torna "eucaristia".
Liturgia Eucarística


Comungar não é um ato individualista. E uma
ação comunitária. Não é simplesmente "receber
Jesus na hóstia sagrada em nossa alma". É
assumir, como Igreja-comunidade, o projeto de
Jesus e dar continuidade à sua missão.
Na liturgia eucarística, três sinais, mutuamente
relacionados, encaminham a assembléia à
comunhão: O Pai-nosso, o Gesto de Paz e a
Fração do Pão (cf IGMR 56).
Liturgia Eucarística
O Pai-Nosso

A Oração do Senhor - oração que Jesus ensinou exprime: a comunhão dos filhos com o Pai. O Pai-nosso,
sobretudo quando é cantado e expresso em gestos que
se harmonizam com a oração e o costume do povo,
estimula o sentimento de fraterna solidariedade cristã. É
ótimo na eucaristia quando se canta com a própria letra
da oração bíblica que o Senhor ensinou. Outras letras de
Pai-nosso podem ser cantadas em outros momentos,
como na comunhão.
Liturgia Eucarística
O Gesto de Paz


Pelo abraço da paz, desejamos uns aos outros, a paz de
Cristo, a paz do Ressuscitado. O gesto na celebração
eucarística é compromisso e missão, fazer acontecer a
paz: na família, na comunidade, na sociedade, vencendo
o ódio, a prepotência e a discriminação social, racial e
sexual.
Seria preferível não cantar nada durante o rito da paz,
para que as pessoas possam se abraçar e saudar com
ternura e espontaneidade. Também, o gesto de paz
pode ser deslocado para outros momentos da
celebração.
Liturgia Eucarística
A Fração do Pão (o Cordeiro de Deus)

Partir juntos o pão é sinal de intimidade, de
solidariedade, de comunhão dos mesmos
valores, comunhão de vida e de missão.
Partindo o pão uns com os outros, em nome de
Jesus, a comunidade assume continuar
trabalhando em favor de melhores condições de
vida para todos. Na eucaristia um único pão
(uma única hóstia) é "Cristo pão repartido; e os
que tornam parte desse pão formam um só
corpo".
Liturgia Eucarística


O padre parte o pão (hóstia) e coloca um pedacinho no
cálice: simboliza que a unidade da Igreja se realiza e
recebe novo impulso na celebração eucarística, na
comunhão da fé, na fraternidade que anima e edifica a
Igreja pela força do Espírito Santo.
Enquanto o padre fraciona o pão, a assembléia canta. O
Cordeiro de Deus é uma prece litânica (em forma de
ladainha). Não é função do presidente começar o
Cordeiro e sim do grupo de canto. Convém que seja
sempre cantado. Quem canta: O cantor(a) faz a
invocação, e a assembléia responde com o tende
piedade de nós
Liturgia Eucarística
Comunhão

"Tomai e comei, Tomai e bebei"
"Felizes os convidados..." é um convite universal à
participação na Ceia do Senhor e não apenas à
assembléia presente. "Felizes os convidados para as
bodas nupciais do Cordeiro" (Ap 19,9): proclama que a
comunidade participa da Ceia do céu e que a comunhão
eucarística é participação na comunhão em Deus. A
comunhão no Corpo e Sangue de Cristo une as pessoas
a toda a Igreja de todos os lugares e de todos os
tempos, realiza a "comunhão dos santos".
Liturgia Eucarística

O Canto de Comunhão
Durante a comunhão pode-se entoar um hino
(canto) que exprima: a união espiritual dos
comungantes; a alegria dos corações e a
fraternidade da assembléia. O canto acompanha
o rito da comunhão. Ele deve estar em sintonia
com o evangelho proclamado. Deve se evitar
entoar cantos cujos textos apresentam
excessivas doses de subjetivismos. Também
cantos que são usados na adoração ao
Santíssimo Sacramento
Liturgia Eucarística
O Silêncio depois da Comunhão

Pode haver um fundo musical, especialmente depois da
comunhão, para criar um ambiente agradável de silêncio
ou de recolhimento. Porém, sem dar explicações do
porque" do silencio. É um tempo precioso de intimidade
com o Senhor. É um momento não tanto para pedir ou
dar graças (isto já foi feito nas preces e na oração
eucarística), mas para mergulhar no mistério da comumunião com o Senhor. Pode-se entoar um hino de louvor,
como: O Magnificat ou o Cântico de Zacarias.
Liturgia Eucarística

Oração depois da Comunhão
É a oração que encerra o rito de comunhão. É
uma oração voltada mais para a missão no
mundo, que de agradecimento. É uma súplica:
que possamos, alimentados pela eucaristia,
viver, na vida do dia-a-dia, aquiIo que
experimentamos na celebração. Que cada
participante se tome, como Cristo, pão
partilhado e sangue derramado para a vida do
próximo. Evite-se qualquer momento antes
desta conclusão.
Ritos Finais
Ritos Finais

A comunhão foi o momento culminante de todo
o movimento da celebração: viemos para nos
encontrar com o Senhor, para fazer memória de
Jesus, para nos encontrar uns com os outros: a
comunhão nos fez viver tudo isso. Voltamos
revigorados, refeitos, reanimados em nossa fé,
em nossa disposição para a missão. A Eucaristia
é fermento de transformação. Os que dela
participam são enviados para renovar o mundo,
apressando a vinda do Reino de Deus (cf Ap
21,1).
Ritos Finais
Os Avisos

Antes da assembléia se dispersar é informada
sobre acontecimentos, iniciativas pastorais,
encontros e outras realidades relacionadas à
vida e à missão. Como informar a comunidade
de sua vida e atividades é um desafio! Que fazer
para que os avisos sejam breves, objetivos e
claros, isto é, compreendidos por todos? É
preciso evitar a confusão com números, datas e
horários.
Ritos Finais

Homenagens
Este momento é também o mais indicado
para breves homenagens que as
comunidades gostam de fazer em dias
especiais, como: dia das mães, dos pais,
catequistas, cumprimento aos
aniversariantes, etc.
Ritos Finais


A Bênção e Despedida
O ministro que presidiu a celebração estende as
mãos sobre a comunidade reunida e invoca a
bênção de Deus e despede a todos: "Ide em paz
e que o Senhor vos acompanhe!”
Enquanto todos saem, conversando, música de
órgão ou violão podem prolongar, o ar festivo
da reunião e celebração eucarística. De qualquer
modo, haja, no fim da missa, uma verdadeira
despedida humana e fraterna.
Ritos Finais
Canto Final ou Despedida

Um canto final ou de despedida, se parecer
oportuno, embora não esteja previsto no ritual
da eucaristia, pode manifestar, uma vez mais, a
alegria e o compromisso de viver como "cristãos
eucarísticos". É um momento para se entoar um
hino à Virgem Maria ou aos santos, nossos
padroeiros.
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O POVO DE DEUS CELEBRA