Departamento de Ciências Contábeis Disciplina: Metodologia de Pesquisa 2 Aula 2 Tema: Estrutura e Apresentação de Trabalhos Científicos - ABNT Prof. Annor da Silva Junior 2011 1 Conteúdo da Aula Estrutura e Científicos Apresentação de Trabalhos • Estrutura do trabalho científico. • Tipos de textos científicos. • Normas da ABNT: • Citações. • Referências. 2 Trabalho científico O que é um trabalho científico? • Também chamado de trabalho acadêmico. • São trabalhos que representam o resultado de estudo e/ou pesquisa sobre um tema, exigidos por disciplina, módulo, estudo independente, curso e programa. • São trabalhos científicos: as monografias, as dissertações, as teses e os exercícios relacionados às disciplinas. 3 Textos científicos O que é um texto? • Resultado da manifestação de um conteúdo por meio de um plano de expressão qualquer. • Os textos podem ser: • escritos ou orais. • Verbais ou não verbais. • Temáticos (interpretativo) (representativo). ou figurativos 4 Textos científicos Tipos básicos de textos 1. Descritivo: aquele em que há descrições ou que apresenta descrições. Ex.: O relógio “era uma enorme cebola de ouro, suíço, pedras preciosas nos ponteiros, o tampo em filigranas, uma jóia, uma antigüidade, uma relíquia, uma preciosidade”. 5 Textos científicos Tipos básicos de textos 2. Dissertativo: aquele que apresenta exposição desenvolvida. Trata desenvolvimento um tema qualquer. uma com Ex.: O relógio “Tinha seis ou sete anos, nunca se lembrou bem. Foi até o criado-mudo, a pedido do pai, apanhar o relógio. Relógio do avô. [...] No ato de pegar, deixou-o cair. Relógio quebrado. Surra. Uma surra violentíssima, inesquecível ”. 6 Textos científicos Tipos básicos de textos 3. Argumentativo: aquele em que se utiliza de um raciocínio pelo qual se tira uma conseqüência ou dedução. Envolve uma discussão, uma contenda ou uma controversia. Os textos argumentativos são aqueles que vão fundamentar os textos dissertativos. 7 Textos científicos Tipos básicos de textos 3. Argumentativo: Ex.: O relógio “O relógio modificou o tempo, transformando-o de um processo natural em uma mercadoria que pode ser comprada, vendida e medida como um sabonete ou um punhado de passas de uva. E, pelo simples fato de que, se não houvesse um meio para marcar as horas com exatidão, o capitalismo industrial nunca poderia ter se desenvolvido, nem continuado a explorar os trabalhadores ”. 8 Textos científicos Características do texto científico • Unidade. • Progressão discursiva. • Argumento de autoridade. • Exemplificação. • Validação de argumentos favoráveis. • Refutação de argumentos contrários. 9 Textos científicos Linguagem científica • Impessoalidade (uso da 3ª pessoa do singular, com o uso da partícula “se”). • Coerência e coesão. • Clareza. • Objetividade. • Vocabulário técnico (explicar os conceitos utilizados no texto). 10 Textos científicos Linguagem científica • Frases curtas e conectadas logicamente. • Simplicidade, precisão, modéstia e cortesia. • Evitar expressões valorativos. e termos supérfluos e • Correção ortográfica e gramatical. • Recursos ilustrativos (tabelas, gráficos, figuras). 11 Textos científicos Estrutura básica do texto científico • Introdução: apresentação do tema e da idéia núcleo do trabalho (delimitação espacial e cronológica). Explicação de como o trabalho foi desenvolvido – objetivo, justificativa e relevância, métodos e procedimentos adotados, estruturação do trabalho. Geralmente se faz por último juntamente com a conclusão. 12 Textos científicos Estrutura básica do texto científico • Desenvolvimento: é o corpo do trabalho (conteúdo). É a parte mais extensa. É estruturada de acordo com a conveniência de desenvolvimento lógico e claro do assunto. O tema é explicado, discutido; os problemas são classificados, definidos e/ou demonstrados. 13 Textos científicos Estrutura básica do texto científico • Desenvolvimento: aqui são apresentados os recursos argumentativos: • Citações, fatos e opiniões; • Razões, exemplos e provas; • Dados estatísticos e ilustrações; • Alusão histórica e testemunhos. 14 Textos científicos Estrutura básica do texto científico • Conclusão: é uma síntese clara da posição assumida no corpo do trabalho. Avalia e apresenta os resultados obtidos. Pode sugerir idéias e abordagens novas para serem consideradas em outro trabalhos da área. Pode apresentar as expectativas do autor com relação às suas contribuições para a academia. 15 Estrutura do trabalho científico • Órgãos responsáveis pela normalização: ISO (internacional) e ABNT. • A estruturação de trabalhos científicos é regulamentada pela NBR 14724:2002 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). • Três são os elementos estruturais: • Elementos pré-textuais. • Elementos textuais. • Elementos pós-textuais. 16 Estrutura do trabalho científico Elementos pré-textuais • Capa*. • Lombada. • Folha de rosto*. • Folha de aprovação*. • Dedicatória, Agradecimentos e/ou Epígrafe. 17 Estrutura do trabalho científico Elementos pré-textuais • Resumo na língua vernácula e em língua estrangeira. • Lista de ilustrações, de tabelas, de abreviaturas, de siglas e/ou de símbolos. • Sumário*. (*) Elementos essenciais à publicação. 18 19 20 21 22 23 24 25 Estrutura do trabalho científico Elementos textuais • Introdução*. • Desenvolvimento*. • Conclusão*. (*) Elementos essenciais à publicação. 26 27 Estrutura do trabalho científico Elementos pós-textuais • Referências*. • Glossário – relação de palavras em ordem alfabética. • Apêndice(s) – material elaborado pelo autor. • Anexo(s) – material não elaborado pelo autor. • Índice – lista de assuntos, pessoas, etc. 28 Estrutura do trabalho científico Referências 1. BABBIE, E. Métodos de pesquisas de survey. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2001. 2. BARRETO, M. Violência, saúde, trabalho: uma jornada de humilhações. São Paulo: EDUC; Fapesp, 2003. 3. BOURGEOIS III, L. J. Strategic management and determinism. Academy of Management Review. v. 9, n. 4, 1984, 586-596. 4. DAVILA, T. et al. Making innovation work: how to manage it, measure it, and profit from it. Business Book Review. v. 25, n. 25, 2008. p. 1-13. 5. DEJOURS, C. Uma nova visão do sofrimento humano nas organizações. In: CHANLAT, J. F. (Coord.). O indivíduo na organização: dimensões esquecidas. 3. ed. v. I. São Paulo: Atlas, 1996. p. 149-173. 6. DEJOURS, C. A loucura do trabalho: estudo de psicopatologia do trabalho. São Paulo: Cortez, 1998. 29 Normas da ABNT • Saber diferenciar as determinações e as recomendações feitas pela NBR 14724:2002. • Apresentação gráfica e formatação: • Deve usar papel branco formato A-4. • Espaçamento recomendado: 1,5 ou duplo. • Deve usar margens 3cm (superior e esquerda) e 2cm (inferior e direita). • Fonte recomendada: Arial 12. 30 Normas da ABNT • Apresentação gráfica e formatação: • Usar alinhamento justificado para as partes do texto. • A contagem das páginas começa a partir da folha de rosto, mas a numeração somente aparece na primeira folha do texto. • Usar numeração progressiva para as partes do texto (introdução, desenvolvimento e conclusão). 31 32 Normas da ABNT Uso de citações • O que é? É a menção, no texto, de informação colhida em outra fonte (escrita ou oral), para esclarecimento do assunto em discussão ou para ilustrar ou sustentar o que se afirma. • Tipos de citação: • Direta: quando é feita a transcrição literal de palavras ou trechos de autores. 33 Normas da ABNT Uso de citações • Tipos de citação: • Indireta (paráfrase): citação livre do texto, quando ocorre reprodução de idéias, sem haver transcrição das próprias palavras do autor consultado. • Citação de citação: transcrição direta ou indireta de um texto a partir de outra fonte, isto é, não se teve acesso ao original. 34 Normas da ABNT Regras gerais de citações e sua apresentação • A toda citação é indispensável a identificação imediata da fonte consultada. • A identificação pode aparecer: • Incluída no texto; • Em nota de rodapé; e/ou • Remetendo às referências no final do texto ou dos capítulos. 35 Normas da ABNT Regras gerais de citações e sua apresentação • O autor deve optar por uma dessas modalidades e uniformizar os procedimentos no trabalho. • A NBR 10520:2002 prevê duas formas de citações: Segundo Carvalho e Rodrigues (2000, p. 15) “[...] é consenso [...]”. ... (CARVALHO; RODRIGUES, 2000, p. 15) . 36 Normas da ABNT Tipos de citação • Citação direta curta: até 3 linhas, deve vir inserida no texto e entre aspas duplas. Se existir aspas no texto citada, esta se transforma em aspas simples. Os especialistas na área discutem que “[...] conceitos fundamentais para o uso de sinalização indicam que a sinalização ‘feita em casa’ mostra apenas boa-vontade (FIGUEIREDO, 1991, p. 108). 37 Normas da ABNT Tipos de citação • Citação direta longa: com mais de 3 linhas, deve vir em parágrafo isolado (4cm a partir da margem esquerda com letra menor e sem aspas. No mundo moderno, [...] a tecnologia está tão avançada que podemos dispor de um computador para resolver nossos problemas” (CORTEZ, 1985, p. 40). Essa realidade vem transformando nossas vidas... 38 Normas da ABNT Tipos de citação • Citação indireta: Indicação e página e aspas são dispensáveis. A fenomenologia, tal qual o positivismo, representa uma tendência dentro do idealismo subjetivo (TRIVIÑOS, 1992). Conforme salienta Triviños (1992), a fenomenologia, tal qual o positivismo, representa uma tendência dentro do idealismo subjetivo. 39 Normas da ABNT Tipos de citação • Citação de citação: cita-se o autor original seguido da expressão “apud” e da indicação do autor, data e página da obra diretamente consultada. Podemos afirmar que “[...] educação é o processo pelo qual o usuário interioriza comportamentos adequados com relação ao uso de biblioteca” (BELLUZZO, apud, AKABASSI, 1992, p. 25). 40 Normas da ABNT Tipos de citação • Tradução de citação: quando se faz tradução de parte de um texto de outro autor. A tradução virá seguida da expressão “tradução nossa” entre parênteses. “Eu não posso acreditar em meus olhos! É o que as pessoas freqüentemente dizem quando olham para uma ilusão de ótica!” (OLIVER, 1999, p. 30, tradução nossa). 41 Normas da ABNT Notas de roda pé • Utilizadas para complementar ou esclarecer informações que não são incluídas no texto para não haver interrupção na sua seqüência lógica. • Deve ser reduzido ao mínimo, e devem ser colocadas ao pé da folha. • As notas podem ser: • Explicativa e de referência. 42 Normas da ABNT Notas de roda pé 43 Normas da ABNT Normalização de referências • As referencias em trabalhos científicos são regulamentadas pela NBR 6023:2002 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). • Referência é o conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de documento, que permite sua identificação individual. • Representam um dos itens mais importantes do trabalho científico. 44 Normas da ABNT Normalização de referências • Recomenda-se não numerar referências no trabalho científico. o capítulo • O alinhamento das referência é apenas na margem esquerda. • Utilizar ordem numérica e alfabética. • Padronizar a forma de pontuação e uso de recursos tipográficos 45 Normas da ABNT Normalização de referências • Recursos tipográficos disponíveis: • Negrito, grifo ou itálico. • Utilizar espaçamento maior entre as referências. • Elas podem aparecer: 1. Em notas de rodapé. 2. No fim de textos. 3. No fim de capítulos. 4. Começo de resumos. 46 Normas da ABNT Elementos de uma referência • Elementos essenciais: são aqueles indispensáveis à identificação do documento. • Autor, título, edição, local, editora e data. • Elementos complementares: podem ser acrescentados, visando a melhor caracterizar, localizar ou obter o documento (alguns podem se tornar essenciais). • Subtítulo, indicação de tradutor, paginação, ilustrações, séries, notas explicativas, etc. 47 Normas da ABNT Exemplos de referências mais usuais • Um autor (Pessoa Física): CORRETO 1. ALVES, Rubem. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. 5. ed. São Paulo: Loyola, 2002. 223 p. 2. CUNHA, Luiz Antônio. A universidade reformada. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1988. 332 p. 3. ______. A universidade crítica: o ensino superior na República Populista. 2. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989. 267 p. 48 Normas da ABNT Exemplos de referências mais usuais • Um autor (PF): CORRETO 1. ALVES, R. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. 5. ed. São Paulo: Loyola, 2002. 223 p. 2. CUNHA, L. A. A universidade reformada. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1988. 332 p. 3. ______. A universidade crítica: o ensino superior na República Populista. 2. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989. 267 p. 49 Normas da ABNT Exemplos de referências mais usuais • Um autor (PF): INCORRETO 1. ALVES, Rubem. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. 5. ed. São Paulo: Loyola, 2002. 223 p. 2. CUNHA, L. A. A universidade reformada. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1988. 332 p. 3. ______. A universidade crítica: o ensino superior na República Populista. 2. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989. 267 p. 50 Normas da ABNT Exemplos de referências mais usuais • Dois ou três autores (PF): CORRETO 1. DAVEL E.; VERGARA S. C. (Org.). Gestão de pessoas e subjetividade. São Paulo: Atlas, 2001. 313 p. 2. MINTZBERG, H.; AHLSTRAND, B.; LAMPEL, J. Safári de estratégia: um roteiro pela selva do planejamento estratégico. Tradução de Nivaldo Montingelli JR. Porto Alegre: Bookman, 2000. 299 p. 51 Normas da ABNT Exemplos de referências mais usuais • Mais de três (PF): CORRETO 1. GERSICK, K. E. et al. De geração para geração: ciclos de vida das empresas familiares. São Paulo: Negócio. 1997. 308 p. 2. SEMERARO, C. M. et al. História da tipografia no Brasil. São Paulo: Museu de Arte, 1979. p. 122-131. 52 Normas da ABNT Exemplos de referências mais usuais • Um autor (PF) / artigo de livro: CORRETO 1. BASTOS, A. V. B. Cognição e ação nas organizações. In: DAVEL E.; VERGARA S. C. (Orgs.). Gestão de pessoas e subjetividade. São Paulo: Atlas, 2001. p. 81-114. 2. TRINDADE, H. Universidade, ciência e Estado. In: ______ (Org.). Universidade em ruinas: na república dos professores. Rio Grande do Sul: CIPEDES, 1999. p. 9-23. 53 Normas da ABNT Exemplos de referências mais usuais • Um autor (Pessoa Jurídica): CORRETO 1. BRASIL. Congresso. Senado. Regimento Interno. Brasília: 1971. 2. ______. Lei nº 9.394, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial [da] Répública Federativa do Brasil, Brasília, 23 dez. Seção 1, p. 27833-27841. 54 Normas da ABNT Exemplos de referências mais usuais • Mais de um autor (PJ): CORRETO 1. IBGE; IPEA. Dimensões das carências sociais: informações municipais. Rio de Janeiro: 1996. • Publicações periódicas (PF): 1. KLEIN, B. Contracting cost and residual claims: the separation of ownership and control. Journal of Law & Economics, [S.l.], v. 26, p. 367, 1985. 55 Normas da ABNT Exemplos de referências mais usuais • Trabalhos em eventos (PF): CORRETO 1. LEONE, N. M. G. A sucessão não é um tabu para os dirigentes da P.M.E. In: ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO. 15., 1991, Salvador. Anais... Salvador: ANPAD, 1991. v. 7, p. 243-257 56 Normas da ABNT Exemplos de referências mais usuais • Artigo meio eletrônico (PF): CORRETO 1. VILLASCHI FILHO, A. Vantagens do atraso. Gazeta On Line, Vitória, 3 out. 1996. Dispónível em: <http://www.redegazeta.com.br/homepage/poi/0 3op1.htm>. Acesso em: 3 out. 1996. 57 Normas da ABNT Alguns termos em latim • Ibidem ou Ibid.: na mesma obra. • Idem ou Id.: do mesmo autor. • Op. cit.: na obra citada. • Loc. cit.: no lugar citado. • Et seq.: seguinte ou que se segue. • Apud.: citado por. • Cf.: confira. 58 S.O.S. DÚVIDAS Seja qual for o seu aproveitamento na disciplina, em qualquer momento, no futuro, na eventualidade de precisar de ajuda: VALE 1 S.O.S. – Prof. Annor • E-mail: [email protected] • Tel. 4009-7700 59