UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMIÁRIDO
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS
CURSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
NATHÁLIA MONTEIRO DANTAS
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS LABORATORIAIS EM UNIVERSIDADES
MOSSORÓ-RN
2011
NATHÁLIA MONTEIRO DANTAS
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS LABORATORIAIS EM UNIVERSIDADES
MOSSORÓ-RN
2011
NATHÁLIA MONTEIRO DANTAS
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS LABORATORIAIS EM UNIVERSIDADES
Monografia
apresentada
à
Universidade
Federal Rural do Semiárido – UFERSA,
Departamento de Ambientais e Tecnológicas
para a obtenção do título de Bacharel em
Ciência e Tecnologia.
Orientadora:
Profª.
Dra.
Sc.
Solange
Aparecida Goularte Dombroski – UFERSA
MOSSORÓ-RN
2011
NATHÁLIA MONTEIRO DANTAS
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS LABORATORIAIS EM UNIVERSIDADES
Parecer dos professores: ______________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
Data da defesa: ___________/_____________/________________
____________________________________________________
Profª. Dra. Sc. Solange Aparecida Goularte Dombroski – UFERSA
Orientadora
____________________________________________________
Prof. M.Sc. Valder Adriano Gomes de Matos Rocha - UFERSA
Primeiro Membro
___________________________________________________
Prof. M.Sc. Blake Charles Diniz Marques - UFERSA
Segundo Membro
DEDICATÓRIA
Gleide Dantas Monteiro (In memorian)
A minha família, pelo apoio e carinho
oferecidos em todos
momentos da minha vida e
principalmente neste.
AGRADECIMENTO
Primeiro a Deus, por estar comigo em todos os momentos da minha vida;
Aos meus pais, pela educação que me deram;
A minha família, que estive presente em todas as situações;
Em especial, a professora orientadora Dra. Solange Aparecida Goularte Dombroski, pela
imensadedicação, paciência e orientação competente;
Aos professores do CPCVSA, em especial Prof. Jeferson Dombroski, pela atenção e
disponibilidade de informações;
A todos os meus amigos e colegas de faculdade;
E a todos que de forma direta ou indireta contribuíram para o desempenhodeste trabalho.
RESUMO
Atualmente, é indiscutível a necessidade de implantação de gerenciamento adequado de
resíduos laboratoriais visando a minimização da geração, prevenção da poluição e, assim, uma
maior proteção do meio ambiente. Nesse contexto, o presente trabalho visa contribuir para a
complementação do plano de gerenciamento de resíduos sólidos da UFERSA (PGRSUFERSA), já que teve como objetivo geral, colaborar com a construção de uma proposta
preliminar de gerenciamento de resíduos com potencial de geração no Laboratório de Cultura
de Tecidos Vegetais e no Laboratório de Biologia Molecular, ambos do Centro de Pesquisa
em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA) da Universidade Federal Rural do SemiÁrido (UFERSA), campus Mossoró. Para tanto, fez-se um levantamento dos possíveis
resíduos a serem gerados nestes laboratórios, a partir do fornecimento de informações por
seus coordenadores através de preenchimento de formulário específico simplificado e
disponibilização de lista de produtos químicos que serão utilizados em cada
laboratório.Considerando substâncias passíveis de se tornarem resíduos, verificaram-se21
substâncias químicas a serem utilizadas no Laboratório de Cultura de Tecidos, enquanto no
Laboratório de Biologia Molecular, foram levantadas 23 substâncias. Com relação à
classificação dos resíduos químicos passíveis de serem gerados no Laboratório de Cultura de
Tecidos, seis foram classificados como perigosos de acordo com Merck Chemichal –
International (2011). Para o Laboratório de Biologia Molecular, três foram classificados em
perigosos de acordo com a NBR 10004/2004 e cinco foram classificados em perigosos de
acordo com Merck Chemichal – International (2011). A identificação e classificação
adequadas dos resíduos laboratoriais são fundamentais para o sucesso de outras etapas de um
plano de gerenciamento de resíduos, que incluem a segregação no momento e local de sua
geração, acondicionamento, rotulagem, assim como atividades para minimização de resíduos.
Palavras-chave: Resíduos laboratoriais de universidades. Gerenciamento de resíduos.
UFERSA.
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Efeitos no homem de elementos químicos utilizados em pilhas e baterias ............ 19
Tabela 2 - Responsabilidade pelo gerenciamento do lixo ...................................................... 21
Tabela 3 - População urbana das regiões e dos municípios pesquisados no estudo
desenvolvido pela ABRELPE (Panorama dos resíduos sólidos no Brasil – 2010) ................. 21
Tabela 4 - Quantidade coletada de resíduos sólidos urbanos e índice per capita, por regiões e
no Brasil .............................................................................................................................. 22
Tabela 5 - Coleta de resíduos sólidos urbanos nos estados da região nordeste ....................... 23
Tabela 6 - Índice evolutivo da coleta de resíduos sólidos urbanos por regiões e no Brasil (%)
............................................................................................................................................ 23
Tabela 7 - Quantidade de municípios por tipo de destinação final de resíduos sólidos urbanos
............................................................................................................................................ 23
Tabela 8 - Coleta de RSU na região nordeste........................................................................ 24
Tabela 9 - Quantidade de RSU gerada na região nordeste ..................................................... 24
Tabela 10 - Dados sintéticos dos municípios consultados no estado do Rio Grande do Norte 25
Tabela 11 - Exemplos de resíduos perigosos de fontes não específicas apresentados no Anexo
A da NBR 10004/2004 ......................................................................................................... 27
Tabela 12 - Exemplos de resíduos perigosos de fontes específicas apresentados no Anexo B
da NBR 10004/2004 ............................................................................................................ 28
Tabela 13 - Lista de substâncias químicas não perigosas ...................................................... 33
Tabela 14 - População da UFERSA, campus Mossoró, no segundo semestre de 2011 .......... 55
Tabela 15 - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Cultura de Tecidos
Vegetais, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró ................................................................. 62
Tabela 16 - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Biologia Molecular,
CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró ................................................................................. 66
Tabela 17 - Outros resíduos passíveis de geração no Laboratório de Cultura de Tecidos
Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró ........ 70
Tabela 18 - Sugestão para acondicionamento dos resíduos químicos passíveis de geração nos
Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA,
campus Mossoró, classificados como perigosos ................................................................... 71
Tabela 19 - Sugestão para acondicionamento de outros resíduos1, 2passíveis de geração nos
Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA,
campus Mossoró .................................................................................................................. 73
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Destinação final de RSU na região nordeste. ........................................................ 24
Figura 2 - Diagrama de Hommel. ......................................................................................... 43
Figura 3 - Ficha de resíduo químico usada no Departamento de Química da Universidade
Federal do Paraná. ................................................................................................................ 44
Figura 4 - “Diagrama de Hommel” utilizado no programa de gestão e gerenciamento de
resíduos químicos da Universidade de São Paulo, campus São Carlos. ................................. 45
Figura 5 - Rótulo padrão utilizado no programa de gestão de resíduos químicos da UFSCar. 46
Figura 6 - Ficha de caracterização de resíduos utilizada no programa de gestão de resíduos
químicos da UFSCar. ........................................................................................................... 47
Figura 7 - Vista frontal do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido
(CPCVSA). UFERSA, campus Mossoró, 08/11/2011. .......................................................... 54
Figura 8 - Planta baixa do piso superior do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do
Semiárido (CPCVSA), UFERSA, campus Mossoró. ............................................................ 56
Figura 9 - Planta baixa do piso térreo do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do
Semiárido (CPCVSA), UFERSA, campus Mossoró. ............................................................ 57
Figura 10 - Modelo de rótulo1 sugerido para utilização no gerenciamento dos resíduos
químicos passíveis de geração nos Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia
Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró e preenchido para a substância Acrilamida,
classificada como perigosa, a ser utilizada no Laboratório de Biologia Molecular ................ 72
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ABNT
- Associação Brasileira de Normas Técnicas
ABRELPE - Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais
ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária
CL50(inalação, ratos) - Concentração de uma substância que, quando administrada por via
respiratória,acarreta a morte de 50% da população de ratos exposta (CL –
concentração letal)
CNEN
- Comissão Nacional de Energia Nuclear
CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente
CPCVSA - Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido
DL50(dérmica, coelhos) - Dose letal para 50% da população de coelhos testados,
quandoadministrada em contato com a pele (DL – dose letal)
DL50 (oral, ratos) - Dose letal para 50% da população dos ratos testados,quando
administradapor via oral (DL – dose letal)
FISPQ
- Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos
IBGE
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
NBR
- Norma Brasileira
ONU
- Organização das Nações Unidas
PDI
- Plano de Desenvolvimento Institucional
PGRQ
- Plano de Gerenciamento de Resíduos Químicos
PGRS-UFERSA - Plano de gerenciamento de resíduos sólidos da UFERSA
RDC
- Resolução da Diretoria Colegada
RSU
- Resíduos Sólidos Urbanos
SISNAMA - Sistema Nacional do Meio Ambiente
SNVS
- Sistema Nacional de Vigilância Sanitária
SUASA
- Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária
UFERSA - Universidade Federal Rural do Semi-Árido
UG
- Unidade Geradora
SUMÁRIO.
1
INTRODUÇÃO........................................................................................................... 12
2
OBJETIVOS ............................................................................................................... 16
2.1
Objetivo geral ............................................................................................................. 16
2.2
Objetivos específicos .................................................................................................. 16
3
REVISÃO DE LITERATURA ................................................................................... 17
3.1
Resíduos sólidos ......................................................................................................... 17
3.1.1
Definição ............................................................................................................... 17
3.1.2
Classificação ......................................................................................................... 17
3.1.3
Responsabilidade pelo gerenciamento ................................................................ 20
3.1.4
Geração de resíduos sólidos no Brasil ................................................................. 21
3.1.5
Dispositivos legais ................................................................................................ 25
3.2
Considerações gerais sobre resíduos químicos laboratoriais em universidades............. 26
3.2.1
Características de resíduos perigosos .................................................................. 26
3.2.2
Geração de resíduos perigosos............................................................................. 32
3.2.3
Resíduos não perigosos ........................................................................................ 32
3.2.4
Gerenciamento de resíduos químicos .................................................................. 35
3.2.5
Minimização de resíduos ..................................................................................... 49
3.2.6
Normas aplicáveis ................................................................................................ 50
3.3
Outros resíduos gerados em laboratórios de universidades .......................................... 50
3.3.1
Frascos vazios de reagentes e solventes ............................................................... 51
3.3.2
Lixo de laboratório contaminado com resíduos perigosos ................................. 51
3.3.3
Material perfurocortante ..................................................................................... 52
3.3.4
Vidraria de laboratório........................................................................................ 52
3.3.5
Lixo comum .......................................................................................................... 53
4
METODOLOGIA ....................................................................................................... 54
4.1
Caracterização do objeto de estudo ............................................................................. 54
4.2
Etapas para desenvolvimento do trabalho .................................................................... 58
4.2.1
Levantamento dos possíveis resíduos a serem gerados no Laboratório de
Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular, localizados no Centro
de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA) da UFERSA, campus
Mossoró………………………………………………………...………………...........……..58
4.2.2
Elaboração de uma proposta para gerenciamento de possíveis resíduos a serem
gerados no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia
Molecular, localizados no CPCVSA da UFERSA, campus Mossoró ............................... 58
5
RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................................. 59
5.1 Proposta preliminar para gerenciamento de resíduos com potencial de geração no
Laboratório de Cultura de Tecidos e Laboratório de Biologia Molecular do Centro de
Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA) da UFERSA, campus Mossoró .... 59
5.1.1
Levantamento e classificação dos resíduos com possibilidade de geração ......... 59
5.1.2
Acondicionamento e rotulagem ........................................................................... 70
6
CONCLUSÕES ........................................................................................................... 74
7
RECOMENDAÇÕES ................................................................................................. 77
REFERÊNCIAS .....................................................................................................................78
APÊNDICE: FORMULÁRIO SIMPLIFICADO................................................................83
ANEXO 1: SUBSTÂNCIAS QUE CONFEREM PERICULOSIDADE AOS
RESÍDUOS..............................................................................................................................84
ANEXO 2: SUBSTÂNCIAS AGUDAMENTE TÓXICAS.................................................96
ANEXO 3: SUBSTÂNCIAS TÓXICAS..............................................................................100
ANEXO 4: INCOMPATIBILIDADE DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS PARA FINS DE
ARMAZENAMENTO..........................................................................................................109
ANEXO 5: INCOMPATIBILIDADE DE RESÍDUOS (ABNT NBR 12.235).................114
ANEXO 6: TIPOS DE COLETORES DE RESÍDUOS QUÍMICOS..............................116
ANEXO 7: COMPATIBILIDADE DE COLETOR DE RESÍDUO QUÍMICO E
SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS...............................................................................................117
ANEXO 8: FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTOS
QUÍMICOS............................................................................................................................119
12
1
INTRODUÇÃO
As universidades são instituições pluridisciplinares de formação dos quadros
profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão e de domínio e cultivo do saber
humano, que se caracterizam por (BRASIL, 1996):
I - produção intelectual institucionalizada mediante o estudo sistemático dos temas e
problemas mais relevantes, tanto do ponto de vista científico e cultural, quanto
regional e nacional;
II - um terço do corpo docente, pelo menos, com titulação acadêmica de mestrado ou
doutorado;
III - um terço do corpo docente em regime de tempo integral.
As universidades, assim como faculdades e centros universitários, dependendo de sua
organização e respectivas prerrogativas acadêmicas, são instituições de educação superior
(BRASIL, 2006).
Por outro lado, a educação superior tem por finalidade (BRASIL, 1996):
I - estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do
pensamento reflexivo;
II - formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção
em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade
brasileira, e colaborar na sua formação contínua;
III - incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o
desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e,
desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive;
IV - promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que
constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de
publicações ou de outras formas de comunicação;
V - suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e
possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão
sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de
cada geração;
VI - estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os
nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer
com esta uma relação de reciprocidade;
VII - promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das
conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e
tecnológica geradas na instituição.
Nesse sentido, é de suma importância que as universidades definam uma política
ambiental de forma que questões ambientais sejam contempladas nas diferentes atividades de
ensino, pesquisa e extensão. No âmbito de sistemas da gestão ambiental, segundo a NBR ISO
14001, política ambiental é definida como “intenções e princípios gerais de uma organização
em relação ao seu desempenho ambiental conforme formalmente expresso pela alta
administração” (ABNT, 2004, p.3).
De Conto (2010, p.21) entende que a dimensão ambiental deve ser inserida no
planejamento de todas as instituições de ensino, como exemplo, contemplando-a em um dos
13
documentos maiores de uma instituição, o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI).
Analisando de uma forma racional, as universidades devem dar uma maior atenção à
prevenção da geração de resíduos, revendo conceitos, banindo preconceitos, criando
novos conceitos na gestão acadêmica, desestimulando a compartimentalização do
conhecimento, revendo programas de ensino, estimulando a produção de
conhecimento sobre prevenção de impactos ambientais, desenvolvendo programas
de educação ambiental, entre outras necessidades, no sentido de formar um novo
profissional: mais humano, mais comportamental, mais criterioso quando o assunto
é meio ambiente (DE CONTO, 2010, p.22).
Nesse contexto, o gerenciamento adequado de resíduos laboratoriais originados em
universidades deve ser objeto de planejamento e implantação.
Jardim (1998, p.671) comentou que frente ao papel importante que as universidades
desempenham na nossa sociedade, frente à importância ambiental que os resíduos químicos
podem apresentar, e por uma questão de coerência de postura, as universidades devem
implementar seus programas de gestão de resíduos.
Silva et al. (2010, p.185) mencionaram que o gerenciamento de resíduos químicos
apresenta-se como um dos desafios atuais enfrentados pela comunidade científica e pelos
administradores de Instituições de Ensino e Pesquisa, mas, de acordo com Nolasco et al.
(2006, p.118), programas de gerenciamento de resíduos químicos laboratoriais vêm sendo
implantados em várias universidades do país e do mundo, em reconhecimento à necessidade
premente de alterar a realidade de descaso para com o ambiente, associado à responsabilidade
objetiva do gerador e, principalmente, à consciência de sustentabilidade, em consonância com
a Agenda 21.
No final da década de 70, por meio do Ministério do Interior, foi publicada a Portaria
Minter n° 53, de 01/03/1979, que visou orientar o controle de resíduos sólidos no país, de
natureza industrial, domiciliares, de serviço de saúde e demais resíduos gerados pelas diversas
atividades humanas. Mais recentemente, o Brasil aprovou a Lei nº12.305/2010 (BRASIL,
2010a), a qual instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, dispondo sobre seus
princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à gestão integrada
e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, às responsabilidades dos
geradores e do poder público e os instrumentos econômicos aplicáveis. Segundo a referida lei,
resíduos sólidos são definidos como
“material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas
em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está
obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos
em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na
rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica
ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível (BRASIL,
2010a).
14
Embora a Lei nº 12.305/2010 não se refira especificamente a resíduos gerados em
instituições de ensino superior, determinados resíduos laboratoriais se enquadram como
resíduos sólidos, de acordo como definido por esta lei, podendo assim, a mesma ser uma
referência para definição de metas e ações para gerenciamento de resíduos. Entre outras
coisas, a referida lei dispõe que estão sujeitos à elaboração de plano de gerenciamento de
resíduos sólidos (BRASIL, 2010a):
I - os geradores de resíduos dos serviços públicos de saneamento básico, resíduos
industriais, resíduos de serviços de saúde e resíduos de mineração;
II - os estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços que: a) gerem resíduos
perigosos; b) gerem resíduos que, mesmo caracterizados como não perigosos, por
sua natureza, composição ou volume, não sejam equiparados aos resíduos
domiciliares pelo poder público municipal;
III - as empresas de construção civil, nos termos do regulamento ou de normas
estabelecidas pelos órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA).
IV - os responsáveis pelos portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e
ferroviários e passagens de fronteira nos termos do regulamento ou de normas
estabelecidas pelos órgãos do SISNAMA e, se couber, do Sistema Nacional de
Vigilância Sanitária (SNVS), as empresas de transporte;
V - os responsáveis por atividades agrossilvopastoris, se exigido pelo órgão
competente do SISNAMA, do SNVS ou do Sistema Único de Atenção à Sanidade
Agropecuária (SUASA).
Ainda no âmbito legal, cabe mencionar a Lei nº 9.605/1998 (BRASIL, 1998) que
dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao
meio ambiente. Em seu Art. 70, especifica: “Considera-se infração administrativa ambiental
toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e
recuperação do meio ambiente”.
A disposição inadequada de resíduos no meio ambiente resulta em impactos negativos
e restritivos para o desenvolvimento de uma região, pois reduzem a qualidade de vida e tem
efeitos sobre a saúde, economia e outras áreas. O gerenciamento de resíduos sólidos
apresenta-se como poderosa ferramenta para a utilização de princípios para a preservação do
meio ambiente, pois engloba o processo de sistematização das técnicas de redução,
reciclagem e reutilização e abrange medidas adequadas desde o acondicionamento até sua
disposição final.
Assim, considerando aspectos de sustentabilidade ambiental, segurança no trabalho,
necessidade em reduzir impactos ambientais negativos que podem ser causados pelonão
gerenciamento adequado de resíduos, o presente trabalho visa contribuir para a
complementação do plano de gerenciamento de resíduos sólidos da UFERSA (PGRSUFERSA), já que teve como objetivo geral, colaborar para a construção de uma proposta
preliminar de gerenciamento de resíduos com potencial de geração no Laboratório de Cultura
15
de Tecidos Vegetais e no Laboratório de Biologia Molecular, ambos do Centro de Pesquisa
em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA) da Universidade Federal Rural do SemiÁrido (UFERSA), campus Mossoró.
Neste contexto, espera-se que o trabalho contribua para a sensibilização da
comunidade acadêmica quanto à necessidade do gerenciamento adequado de resíduos
laboratoriais visando à minimização da geração, prevenção da poluição e, assim, uma maior
proteção do meio ambiente.
16
2
OBJETIVOS
Os objetivos do presente trabalho são especificados a seguir.
2.1
Objetivo geral
Visando contribuir para a complementação do plano de gerenciamento de resíduos
sólidos da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, campus Mossoró (UFERSA, 2010), o
objetivo geral deste trabalho foi colaborar para a construção de uma proposta preliminar de
gerenciamento de resíduos com potencial de geração no Laboratório de Cultura de Tecidos
Vegetais e no Laboratório de Biologia Molecular, ambos do Centro de Pesquisa em Ciências
Vegetais do Semiárido (CPCVSA) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA),
campus Mossoró.
2.2
Objetivos específicos
Os objetivos específicos deste trabalho foram:
(i)
Pesquisare apresentar, de forma sistemática, diretrizes recomendadas e/ou
procedimentos utilizados para a classificação, acondicionamento e rotulagem de
resíduos químicos e outros resíduos gerados em laboratórios universitários;
(ii)
Levantar resíduos passíveis de serem gerados no Laboratório de Cultura de
Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular, ambos do CPCVSA da
UFERSA, campus Mossoró;
(iii)
Elaborar umaproposta preliminar para gerenciamento de resíduos com potencial de
geração no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia
Molecular do CPCVSA da UFERSA, campus Mossoró.
17
3
REVISÃO DE LITERATURA
A revisão da literatura técnica é apresentada, a seguir, em três partes
principais:considerações básicas sobre resíduos sólidos, considerações gerais sobre resíduos
químicos laboratoriais em universidades e considerações sobre outros resíduos gerados em
laboratórios universitários.
3.1
Resíduos sólidos
A seguir são apresentadas a definição, classificação, responsabilidade pelo
gerenciamento, geração e gerenciamento de resíduos sólidos urbanos, além de alguns aspectos
legais relacionados aos mesmos.
3.1.1 Definição
De acordo com a NBR 10004/2004 da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT), resíduos sólidos são
resíduos nos estados sólido e semi-sólido, que resultam de atividades de origem
industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição.
Ficam incluídos nestadefinição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de
água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem
como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu
lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso
soluções técnica e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia
disponível (ABNT, 2004, p.1).
3.1.2 Classificação
A seguir, são apresentadas três classificações dos resíduos sólidos, segundo a
periculosidade (ABNT, 2004), a origem (MONTEIRO et al., 2001) e de acordo com a
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA (BRASIL, 2006).
3.1.2.1 De acordo com a periculosidade
A NBR 10004/2004 (ABNT, 2004a, p.3) classifica os resíduos em classe I – Perigosos
e classe 2 – Não Perigosos.
Os resíduos classe I – Perigosos referem-se aos resíduos que apresentam
18
periculosidade, conforme definido na NBR 10004/2004, ou uma das características de
inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade ou patogenicidade (ABNT, 2004a,
p.3).
Os resíduos classe II – Não Perigosos são classificados em classe IIA – Não Inertes e
classe IIB – Inertes. Os resíduos classe IIA são aqueles que não se enquadram nas
classificações de resíduos classe I - Perigosos ou de resíduos classe IIB - Inertes, nos termos
desta Norma. Os resíduos classe IIA – Não inertes podem ter propriedades, tais como:
biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água. Os resíduos classe IIB são
quais quer resíduos que, quando amostrados de uma forma representativa, e submetidos a um
contato dinâmico e estático com água destilada ou deionizada, à temperatura ambiente,
conforme a NBR 10006, não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a
concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor,
turbidez, dureza e sabor (ABNT, 2004a, p.3-4).
Entre os resíduos classe II – Não Perigosos, estão resíduos de restaurante (restos de
alimentos), sucata de metais ferrosos e não ferrosos (latão, etc), resíduos de papel e papelão,
resíduos de plástico polimerizado, resíduo de borracha, resíduos de madeira, resíduo de
materiais têxteis, resíduos de minerais não-metálicos, areia de fundição, bagaço de cana e
outros resíduos não perigosos, excluídos aqueles contaminados por substâncias que
apresentem característica de periculosidade conforme especificado na NBR 10004/2004
(ABNT, 2004a, p.71).
3.1.2.2 De acordo com a origem
Segundo Monteiro et al. (2001, p.26), a origem é o principal elemento para a
caracterização dos resíduos sólidos. Por este critério, os diferentes tipos de lixo podem ser
agrupados em cinco classes, a saber (MONTEIRO, et al., p.27-31):
a) Lixo doméstico ou residencial: são os resíduos gerados nas atividades diárias em casas,
apartamentos, condomínios e demais edificações residenciais.
b) Lixo comercial: são os resíduos gerados em estabelecimentos comerciais cujas
características, dependem da atividade ali desenvolvida.
c) Lixo público: são os resíduos presentes nos logradouros públicos,em geral, resultantes da
natureza, tais como folhas, poeira, etc. e também aqueles descartados irregular e
indevidamente pela população.
d) Lixo domiciliar especial: grupo que compreende os entulhos de obras, pilhas e baterias,
19
lâmpadas fluorescentes e pneus. A Tabela 1apresenta efeitos sobre o homem de alguns
elementos químicos que podem compor pilhas e baterias.
e) Lixo de fontes especiais: são resíduos que, em função de suas características
peculiares,passam a merecer cuidados especiais em seu manuseio, acondicionamento,
estocagem, transporte ou disposição final. Dentro da classe de resíduos de fontes especiais,
merecem destaque: lixo industrial, lixo radioativo, lixo de portos, aeroportos e terminais
rodoferroviários, lixo agrícola e resíduos de serviços de saúde.
Tabela 1 -Efeitos no homem de elementos químicos utilizados em pilhas e baterias
Elemento
Chumbo (Pb)
Mercúrio (Hg)
Cádmio (Cd)
Níquel (Ni)
Prata (Ag)
Lítio (Li)
Manganês (Mn)
Zinco (Zn)
Efeitos sobre o homem
Dores abdominais (cólicas, espasmo e rigidez), disfunção renal, anemia,
problemas pulmonares, neurite periférica (paralisia), encefalopatia (sonolência,
manias, delírio, convulsões e coma)
Gengivite, salivação, diarréia (com sangramento), dores abdominais
(especialmente epigástrio, vômitos, gosto metálico), congestão, inapetência,
indigestão, dermatite e elevação da pressão arterial, estomatites (inflamação da
mucosa da boca), ulceração da faringe e do esôfago, lesões renais e no tubo
digestivo, insônia, dores de cabeça, colapso, delírio, convulsões e coma, lesões
cerebrais e neurológicas provocando desordens psicológicas afetando o cérebro
Manifestações digestivas (náusea, vômito, diarréia), disfunção renal, problemas
pulmonares, envenenamento (quando ingerido), pneumonite (quando inalado),
câncer
Câncer, dermatite, intoxicação em geral
Distúrbios digestivos e impregnação da boca pelo metal, argiria (intoxicação
crônica) provocando coloração azulada da pele, morte
Inalação provoca lesão mesmo com pronto atendimento, ingestão mínima causa
lesão residual, se nenhum tratamento for aplicado
Disfunção do sistema neurológico, afeta o cérebro, gagueira e insônia
Problemas pulmonares, pode causar lesão residual, a menos que seja dado
atendimento imediato, contato com os olhos causa lesão grave mesmo com
pronto atendimento
Fonte: Monteiro et al. (2001, p.29-30).
3.1.2.3 De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)
No âmbito do gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, a Resolução da
Diretoria Colegiada (RDC) nº306/2004 da ANVISA (BRASIL, 2004), classifica os resíduos e
cinco grupos (A, B, C, D e E) conforme apresentado a seguir.
a) Grupo A: resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas
características, podem apresentar risco de infecção. São subdivididos em cinco subgrupos:
20
A1, A2, A3, A4 e A5.
b) Grupo B: resíduos contendo substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde
pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade,
corrosividade, reatividade e toxicidade.
c) Grupo C: quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham
radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de isenção especificados nas normas
daComissão Nacional de Energia Nuclear(CNEN) e para os quais a reutilização é
imprópria ou não prevista.
d) Grupo D: resíduos que não apresentem risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou
ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares.
e) Grupo E: materiais perfurocortantes ou escarificantes.
3.1.3 Responsabilidade pelo gerenciamento
De acordo com Oliveira e Pasqual (1998, p.2),gerenciar resíduos sólidos urbanos de
forma integrada consiste num conjunto articulado de ações normativas, operacionais,
financeiras e de planejamento, que uma administração municipal desenvolve, baseado em
critérios sanitários, ambientais e econômicos para coletar, tratar e dispor os resíduos sólidos
de uma cidade. Um gerenciamento eficaz consiste naquele que completa o uso de práticas
administrativas de resíduos, com manejo seguro e efetivo fluxo dos resíduos, com o mínimo
de impactos negativos sobre a saúde pública e o meio ambiente. A administração pública
municipal é responsável pelo gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos porém os outros
tipos de resíduos sólidos são de responsabilidade do seu gerador, conforme apresenta a Tabela
2.
21
Tabela 2 - Responsabilidade pelo gerenciamento dolixo
ORIGEM DO LIXO
Domiciliar
Comercial
Público
Industrial
Serviços de saúde
Portos, aeroportos e terminais ferroviários e
rodoviários
Agrícola
Entulho
RESPONSÁVEL
Prefeitura
Prefeitura*
Prefeitura
Gerador
Gerador
Gerador
Gerador
Gerador
NOTAS: (*) A Prefeitura é responsável por quantidades pequenas (geralmente inferiores a 50 kg) de acordo com
a legislação municipal vigente. Quantidades superiores são de responsabilidade do gerador.
Fonte: Consoniet al. (2000, p.30).
3.1.4 Geração de resíduos sólidos no Brasil
Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e
Resíduos Especiais (ABRELPE) junto aos municípios brasileiros, relativa aos resíduos
sólidos urbanos (RSU) coletados pelos municípios e demais itens pertinentes à limpeza
urbana, atingiu um universo de 350 municípios entrevistados.
Nestes municípios pesquisados, obteve-se alta consistência nas projeções das
quantidades de resíduos sólidos urbanos coletados, com coeficientes de correlação adequados
entre esses volumes e a população urbana.Os municípios pesquisados representam 49,6% da
população urbana total do Brasil (conforme mostra a Tabela 3), considerando o censo do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)de 2010 (ABRELPE, 2010, p.22).
Tabela 3 - População urbana das regiões e dos municípios pesquisados no estudo
desenvolvido pela ABRELPE (Panorama dos resíduos sólidos no Brasil – 2010)
Região
Norte
Nordeste
Centro-Oeste
Sudeste
Sul
TOTAL
Fonte: ABRELPE (2010, p.23).
População urbana em 2010
(hab)
11.663.184
38.816.895
12.479.872
74.661.877
23.257.880
160.879.708
População urbana dos
municípios pesquisados
6.610.931
17.639.430
6.561.153
40.228.998
8.749.136
79.789.648
22
A geração de RSU no Brasil registrou um crescimento expressivo de 2009 para 2010,
superando a taxa de crescimento populacional urbano que foi de cerca de 1% no período. A
comparação da quantidade total gerada em 2010 com o total de resíduos sólidos urbanos
coletados, mostra que 6,7 milhões de toneladas de RSU deixaram de ser coletados no ano de
2010 e, por consequência, tiveram destino impróprio (ABRELPE, 2010, p.30).
Seguindo tendência já revelada em anos anteriores, ficou evidente que houve um
aumento de 7,7% na quantidade de RSU coletados em 2010. Na comparação entre o índice de
crescimento da geração de RSU com o índice de crescimento da coleta, percebe-se que este
último foi ligeiramente maior do que o primeiro, o que demonstra um discreto aumento na
cobertura dos serviços de coleta de RSU no país (ABRELPE, 2010, p.31).
Considerando os dados entre 2009 e 2010, aTabela 4apresenta um aumento de 5,3%
no índice per capita de geração de RSU do Brasil como um todo e um acréscimo de 6,8% na
quantidade total gerada.
Tabela 4- Quantidade coletada de resíduos sólidos urbanos e índice per capita, por regiões e
no Brasil
Região
Norte
Nordeste
Centro-oeste
Sudeste
Sul
Brasil
2009
RSU coletado
(t/dia)/índice
(kg/hab/dia)
12.072/1,051
47.665/1,254
13.907/1,161
89.460/1,204
19.624/0,859
182.728/1,152
2010
População
urbana (hab)
RSU coletado
(t/dia)
Índice
(kg/hab/dia)
11.663.184
38.816.895
12.479.872
74.661.877
23.257.880
160.879.708
12.920
50.045
15.539
96.134
20.452
195.090
1,108
1,289
1,245
1,288
0,879
1,213
Fonte: ABRELPE (2010, p.45).
Na Tabela 5 são apresentadas as quantidades coletadas de resíduos sólidos urbanos nos
estados da região nordeste. Já, a Tabela 6 apresenta o índice evolutivo da coleta de resíduos
sólidos urbanos por regiões e no Brasil. A quantidade de municípios por tipo de destinação
final de resíduos sólidos urbanos é mostrada na Tabela 7.
23
Tabela 5 - Coleta de resíduos sólidos urbanosnos estados da região nordeste
Estado
Alagoas
Bahia
Ceará
Maranhão
Paraíba
Pernambuco
Piauí
Rio Grande do Norte
Sergipe
População urbana
em 2010 (hab)
2.298.091
10.105.218
6.343.990
4.143.728
2.839.002
7.049.868
2.051.316
2.465.439
1.520.243
RSU coletados por
habitante (kg/hab/dia)
0,948
1,027
1,071
0,918
0,916
0,962
0,928
0,929
0,915
RSU coletados
(t/dia)
2.180
10.375
6.794
3.805
2.601
6.779
1.903
2.290
1.39
Fonte: ABRELPE (2010, p.51).
Tabela 6 - Índice evolutivo da coleta de resíduos sólidos urbanos por regiões e no Brasil (%)
Região
Norte
Nordeste
Centro-Oeste
Sudeste
Sul
BRASIL
2000
85,33
63,87
82,86
90,09
80,84
80,87
2001
85,33
63,87
82,86
90,09
80,84
80,87
2002
88,12
65,69
84,06
91,29
81,33
82,15
2003
88,67
66,96
84,00
91,29
81,99
82,71
2004
66,71
66,73
83,94
91,43
82,24
81,48
2005
69,07
67,86
84,37
91,52
82,51
82,06
2006
71,28
68,68
85,16
91,78
83,01
82,68
2007
73,56
69,51
85,96
92,04
83,51
83,30
2008
78,70
73,45
90,36
96,23
90,49
87,94
2009
80,12
75,37
89,15
95,33
90,74
88,15
2010
82,22
76,17
89,88
95,87
91,47
88,98
Fonte: ABRELPE (2010, p.45)
Tabela 7 - Quantidade de municípios por tipo de destinação final de resíduos sólidos urbanos
Disposição Final
Aterro Sanitário
Aterro Controlado
Lixão
Brasil
Norte
85
107
257
449
Nordeste
439
500
855
1.794
2010 – Regiões e Brasil
Centro-Oeste
Sudeste
150
798
145
639
171
231
466
1.668
Sul
692
369
127
1.188
Brasil
2.164
1.760
1.641
5.565
Fonte: ABRELPE (2010, p.46).
Com relação à região nordeste do Brasil, os 1.794 municípios distribuídos nos nove
estados apresentaram, juntos, uma geração de 50.045 toneladas de RSU por dia no ano de
2010 (Tabela 9), das quais, 38.118 toneladas/dia foram coletadas (Tabela 8). Enquanto o
índice de coleta per capita cresceu 3,9% em comparação ao ano de 2009, a quantidade de
resíduos domiciliares coletados cresceu 6,1%, o que indica um aumento real na abrangência
destes serviços. Segundo a pesquisa realizada pela ABRELPE a comparação entre os dados de
2010 e 2009 apresentados, revela um crescimento de 2,8% no índice per capita de geração de
RSU na região Nordeste, que atingiu a marca de 1,289 kg por habitante por dia, conforme
mostra a Tabela 9 (ABRELPE, 2010, p.63).
24
Tabela 8 - Coleta de RSU na região nordeste
2009
RSUcoletados (t/dia) /
Ìndice (kg/hab/dia)
35.925/0,945
População Urbana
(hab)
38.816.895
2010
RSU coletados (t/dia)
38.118
Índice
(kg/hab/ano)
0,982
Fonte: ABRELPE (2010, p.64).
Tabela 9 - Quantidade de RSU gerada na região nordeste
2009
RSUgerados (t/dia) /
Ìndice (kg/hab/dia)
47.665 / 1,253
População urbana
(hab)
38.816.895
2010
RSUgerados (t/dia)
Índice (kg/hab/ano)
50.045
1,289
Fonte: ABRELPE (2010,p.65).
A partir da comparação entre os dados relativos à destinação de resíduos nos anos e
2009 e 2010, na região nordeste, verificou-se um crescimento de 9,4% na destinação final de
RSU em aterros sanitários, conforme mostra a Figura 1. No entanto, observou-se que cerca de
66% dos resíduos coletados ainda são destinados de maneira inadequada, sendo
encaminhados para lixões e aterros controlados que, do ponto de vista ambiental, pouco se
diferenciam de lixões, pois não possuem o conjunto de sistemas necessários para proteger o
meio ambiente de contaminações (ABRELPE, 2010, p.63).
Figura 1 - Destinação final de RSU na região nordeste.
Fonte: Pesquisa ABRELPE 2010
25
Na Tabela 10 são apresentadas as quantidades coletadas de resíduos sólidos urbanos
nos munícipios do Rio Grande do Norte consultados na pesquisa da ABRELPE.
Tabela 10 - Dados sintéticos dos municípios consultados no estado do Rio Grande do Norte
Município
UF
Canguaretama
Extremoz
Mossoró
Natal
Nísia Floresta
RN
RN
RN
RN
RN
População
Urbana 2010
(x1000)
20,2
15,8
237,3
803,8
9,4
Qtde. RSU
Coletada
(t/dia)
(**)
2,4
216,3
968,0
(**)
Qtde. RSU
Coletada
(kg/hab/dia)
(**)
0,15
0,91
1,09
(**)
PIB per capita*
(R$)
4.132
16.440
12.522
10.847
4.520
**Dados omitidos por se revelarem inconsistentes.
Fonte: Adaptado de ABRELPE (2010, p.151-152).
3.1.5 Dispositivos legais
Entre os dispositivos legais federais relacionados a resíduos sólidos urbanos, incluindo
resíduos de serviços de saúde, citam-se a Lei n° 11.445/2007, Lei n° 12.305/2010, Decreto n°
7.404/2010, RDC da ANVISA n°306/2004 e Resolução do CONAMA n°358/2005. Além
disso, duas resoluções, do CONAMA e da ANVISA, dispõem sobre o gerenciamento de
resíduos sólidos gerados nos portos, aeroportos e outros.
A Lei n° 11.445, de 5 de janeiro de 2007 (BRASIL, 2007) estabelece a política
nacional de saneamento básico, considerando quatro componentes: abastecimento de água;
esgotamento sanitário; manejo de resíduos sólidos e manejo de águas pluviais. Entre outros
aspectos, destaca-se na referida lei a universalização da prestação dos serviços, com a
ampliação progressiva do acesso para todos os domicílios, sendo os serviços ofertados de
forma adequada à saúde pública e à proteção do meio ambiente. Além disso, esta lei
determinou a elaboração do Plano Nacional de Saneamento Básico, que constituirá o eixo
central da política federal para o setor. Essas iniciativas, certamente, irão se nutrir das
informações derivadas da PSNB 2008 para a formulação das diretrizes e políticas públicas
voltadas para a progressiva universalização dos serviços de saneamento.
A Lei n° 12.305, de 2 de agosto 2010 (BRASIL, 2010a), institui a Política Nacional de
Resíduos Sólidos, dispondo sobre seus princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre
as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os
perigosos, às responsabilidades dos geradores e do poder público e os instrumentos
econômicos aplicáveis. O decreto n° 7.404, de 23 de dezembro de 2010 (BRASIL, 2010b),
26
regulamenta a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, cria o Comitê Interministerial da
Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador para a Implantação dos
Sistemas de Logística Reversa, e dá outras providências.
A Resolução n° 358/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), de
29 de abril de 2005 (BRASIL, 2005), dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos
resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências.
A Resolução nº 5, de 5 de agosto de 1993, do CONAMA dispõe sobre o
gerenciamento de resíduos sólidos gerados nos portos, aeroportos, terminais ferroviários e
rodoviários. Já, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (ANVISA) nº 342/2002, de 13 de dezembro de 2002, dispõe sobre o
termo de referência para elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS),
para instalações portuárias, aeroportuárias e terminais alfandegários de uso público.
Quanto aogerenciamento de resíduos de serviço de saúde, a RDC da ANVISA
n°306/2004, de 07 de dezembro de 2004 (BRASIL, 2004), dispõe sobre o regulamento
técnico do mesmo.
3.2
Considerações gerais sobreresíduos químicos laboratoriais em universidades
Neste item são apresentadas considerações gerais sobre características de resíduos
perigosos, geração de resíduos perigosos, resíduos não perigosos, gerenciamento de resíduos
químicos e minimização de resíduos. Quanto ao gerenciamento de resíduos químicos, são
apresentadas informações relacionadas ao inventário, classificação, acondicionamento,
rotulagem e destinação de resíduos químicos.
3.2.1 Características de resíduos perigosos
Segundo Auburn University (2006, p.10), resíduos perigosos são divididos em duas
categorias: (i) aqueles que exibem uma característica de periculosidade (inflamabilidade,
corrosividade, reatividade e toxicidade) e (ii) aqueles que são especificamente listados como
resíduos perigosos.
De acordo com a NBR 10004 (ABNT, 2004a, p.2), a periculosidade de um resíduo se
refere a característica que este pode apresentar, dependendo de suas propriedades físicas,
químicas ou infecto-contagiosas, podendo apresentar:
27
a) risco à saúde pública, provocando mortalidade, incidência de doenças ou acentuando seus
índices;
b) riscos ao meio ambiente, quando o resíduo for gerenciado de forma inadequada.
A ABNT (2004a, p.3) classifica os resíduos como perigosos, aqueles que apresentam
periculosidade, conforme definido anteriormente, ou uma das características descritas em
3.2.1.1 a 3.2.1.5, ou constem nos anexos A ou B desta norma.
O Anexo A da NBR 10004/2004 apresenta uma lista de resíduos perigosos de fontes
não específicas indicando o código de identificação, os resíduos perigosos, os constituintes
perigosos e as características de periculosidade conforme exemplifica a Tabela 11.
Tabela 11 - Exemplos de resíduos perigosos de fontes não específicas apresentados no Anexo
A da NBR 10004/2004
Código
de
identificação
F001
F002
F003
Resíduos perigosos
Os
seguintes
solventes
halogenadosusados, utilizados em
desengraxe:
tetracloroetileno;
tricloroetileno; diclorometano; 1,1,1tricloroetano; tetracloretode carbono e
fluorocarbonetos clorados, além de
resíduos originados no processo de
recuperação destes solventes ou de
misturas que os contenham
Os
seguintes
solventes
halogenadosusados: tetracloroetileno;
1,1,1-tricloroetano; dicloro metano;
tricloroetileno;
1,1,2-tricloroetano,
clorobenzeno;
1,1,2-tricloro-1,2,2trifluoretano;
orto-diclorobenzeno;
triclorofluorometano, além de resíduos
originados no processo de recuperação
destes solventes ou de misturas que os
contenham
Os
seguintes
solventes
não
halogenados usados: xileno, acetona,
acetato de etila, etilbenzeno, éter
etílico, metilisobutilcetona, n-butanol,
ciclo-hexanona e metanol, além de
resíduos originados no processo de
recuperação destes solventes ou de
misturas que os contenham
Constituintes perigosos
Característica
de
periculosidade
Tetracloroetileno,
diclorometano,
tricloroetileno,
1,1,1tricloroetano, tetracloreto de
carbono,
fluorocarbonos Tóxico
clorados
Tetracloroetileno,
diclorometano,
tricloroetileno,1,1,1tricloroetano, clorobenzeno,
1,1,2-tricloro-1,2,2Tóxico
trifluoretano,
ortodiclorobenzeno,
triclorofluormetano,
1,1,2tricloroetano
Não aplicável¹
Inflamável
¹Termo empregado quando o resíduo enquadra-se como perigoso pela presença de um grande número de
constituintes perigosos ou pelo efeito do conjunto destes.
Fonte: ABNT (2004a, p.6).
28
Quanto ao Anexo B da NBR 10004/2004, neste, apresenta-se uma lista de resíduos
perigosos de fontes específicas, sendo indicada a fonte geradora além do código de
identificação, dos resíduos perigosos, dos constituintes perigosos e das características de
periculosidades, conforme apresenta a Tabela 12.
Tabela 12 - Exemplos de resíduos perigosos de fontes específicas apresentados no Anexo B
da NBR 10004/2004
Fonte
geradora
Preservação
de
madeira
Código
de
identificação
K001
K002
Pigmentos
inorgânicos
K003
Resíduos perigosos
Constituintes perigosos
Característica
de
periculosidade
Lodos provenientes do
fundo de tanques de
tratamento de efluentes
líquidos originados nos
processos de preservação de
madeira
que
utilizam
creosoto
e/ou
pentaclorofenol
Triclorofenóis,
tetraclorofenóis,
pentaclorofenol, fenol, 2clorofenol, p-cloro-m-cresol,
2,4-dimetilfenol,
2,4dinitrofenol,
creosoto,
criseno,
naftaleno,
Tóxico
fluoranteno,
benzo(b)fluoranteno,
benzo(a)pireno,
indeno(1,2,3-c,d)pireno,
benzo(a)antraceno,
dibenzo(a)antraceno,
acenaftaleno
Lodos de tratamento de Cromo hexavalente, chumbo
efluentes
líquidos
originados na produção de
Tóxico
pigmentos laranja e amarelo
de cromo
Lodos de tratamento de Cromo hexavalente, chumbo¹
efluentes
líquidos
originados na produção de
Tóxico
pigmento
laranja
de
molibdato
Fonte: ABNT (2004a, p.13).
3.2.1.1 Inflamabilidade
Um resíduo sólido é caracterizado como inflamável (código de identificação D001), se
uma amostra representativa dele, obtida conforme a ABNT NBR 10007, apresentar qualquer
uma das seguintes propriedades (ABNT, 2004a, p.4):
a) ser líquida e ter ponto de fulgor inferior a 60°C, determinado conforme ABNT
NBR 14598 ouequivalente, excetuando-se as soluções aquosas com menos de 24%
de álcool em volume;
b) não ser líquida e ser capaz de, sob condições de temperatura e pressão de 25°C e
29
0,1 MPa (1 atm), produzir fogo por fricção, absorção de umidade ou por alterações
químicas espontâneas e, quandoinflamada, queimar vigorosa e persistentemente,
dificultando a extinção do fogo;
c) ser um oxidante definido como substância que pode liberar oxigênio e, como
resultado, estimular acombustão e aumentar a intensidade do fogo em outro
material;
d) ser um gás comprimido inflamável, conforme a Legislação Federal sobre
transporte de produtosperigosos (Portarianº 204/1997 do Ministério dos
Transportes).
A Auburn University (2006, p.10), em seu Guia de Gerenciamento de Resíduos
Químicos (Chemical Waste Management Guide), apresentou uma definição de resíduo
inflamável, fundamentalmente similar à descrita pela NBR 10004/2004. Segundo aquele
autor, um resíduo inflamável pode ser: (i) um líquido com ponto de fulgor inferior a 60 oC; (ii)
um sólido capaz de produzir fogo por fricção, absorção de umidade ou por alterações
químicas espontâneas e, quando inflamada, queimar vigorosa e persistentemente, dificultando
a extinção do fogo; (iii) uma substância que é um gás comprimido inflamável e (iv) uma
substância oxidante.
Alguns exemplos de resíduos inflamáveis são (UNIVERSITY OF FLORIDA, 2011,
p.5): (i) líquidos inflamáveis: álcoois, benzeno, tolueno, xileno; (ii) oxidantes: nitratos,
percloratos, bromatos, permanganatos, peróxidos, periodatos; (iii) peróxidos orgânicos:
peróxido de benzoíla, peróxido metil etil cetona.
3.2.1.2 Corrosividade
Segundo a NBR 10004/2004 (ABNT, 2004a, p.3), um resíduo é caracterizado como
corrosivo (código de identificação D002) se uma amostra representativa dele, obtida segundo
a ABNT NBR 10007, apresentar uma das seguintes propriedades:
a) ser aquosa e apresentar pH inferior ou igual a 2, ou, superior ou igual a 12,5, ou
sua mistura com água, na proporção de 1:1 em peso, produzir uma solução que
apresente pH inferior a 2 ou superior ou igual a 12,5;
b) ser líquida ou, quando misturada em peso equivalente de água, produzir um
líquido e corroer o aço (COPANT 1020) a uma razão maior que 6,35 mm ao ano, a
uma temperatura de 55°C, de acordo com USEPA SW 846 ou equivalente.
Os resíduos corrosivos, de acordo com Indiana University Northwest (2003, p.6),
incluem químicos altamente alcalinos ou altamente ácidos que são capazes de corroer metal,
apresentando uma das seguintes propriedades: (i) resíduo aquoso com valor de pH inferior ou
igual a 2, ou, superior ou igual a 12,5 ou (ii) líquido que corroer aço a uma taxa maior que
6,35 mm ao ano. De acordo com o referido autor, se um resíduo exibe somente a característica
de corrosividade mas não consta como resíduo listado, ele pode ser neutralizado e ser disposto
na rede coletora de esgotos sanitários.
30
A University of Florida (2011, p.5) apresentou os seguintes exemplos de resíduos
corrosivos: (i) ácidos inorgânicos: ácido hidroclórico, ácido sulfúrico, ácido nítrico, ácido
fosfórico; (ii) ácidos orgânicos: ácido fórmico, ácido lático, ácido acético; (iii) bases: soluções
de hidróxido, aminas.
3.2.1.3 Reatividade
Um resíduo é caracterizado como reativo (código de identificação D003) se uma
amostra representativa dele, obtida segundo a ABNT NBR 10007, apresentar uma das
seguintes propriedades (ABNT, 2004a, p.4):
a) ser normalmente instável e reagir de forma violenta e imediata, sem detonar;
b) reagir violentamente com a água;
c) formar misturas potencialmente explosivas com a água;
d) gerar gases, vapores e fumos tóxicos em quantidades suficientes para provocar
danos à saúde públicaou ao meio ambiente, quando misturados com a água;
e) possuir em sua constituição os íons CN-ou S2-em concentrações que ultrapassem
os limites de 250 mg de HCN liberável por quilograma de resíduo ou 500 mg de H2 S
liberável por quilograma deresíduo, de acordo com ensaio estabelecido no USEPA SW 846;
f) ser capaz de produzir reação explosiva ou detonante sob a ação de forte estímulo,
ação catalítica outemperatura em ambientes confinados;
g) ser capaz de produzir, prontamente, reação ou decomposição detonante ou
explosiva a 25°C e0,1 MPa (1 atm);
h) ser explosivo, definido como uma substância fabricada para produzir um
resultado prático, através deexplosão ou efeito pirotécnico, esteja ou não esta
substância contida em dispositivo preparado paraeste fim.
De acordo com a University of Florida (2011, p.5), os resíduos reativos são materiais
que podem reagir violentamente com água, produzir gases tóxicos e/ou inflamáveis quando
misturados com água, produzir fogo ou reagir sob exposição ao ar ou ser capaz de detonar em
condição padrão de temperatura e pressão. Foram apresentados os seguintes materiais como
exemplos de resíduos reativos: sulfetos e cianetos, formadores de peróxidos, metais alcalinos
(sódio, potássio, lítio), compostos dinitro e trinitro (ácido pícrico), isocianatos, formadores de
cristais de perclorato (ácido perclórico).
3.2.1.4 Toxicidade
A NBR 10004/2004 (ABNT, 2004a, p.4), especifica que um resíduo é caracterizado
como tóxico se uma amostra representativa dele, obtida segundo a ABNT NBR 10007,
apresentar uma das seguintes propriedades:
a) quando o extrato obtido desta amostra, segundo a ABNT NBR 10005, contiver
qualquer um doscontaminantes em concentrações superiores aos valores constantes
31
no anexo F desta norma. Neste caso, oresíduo deve ser caracterizado como tóxico
com base no ensaio de lixiviação, com código deidentificação constante no anexo F
da norma;
b) possuir uma ou mais substâncias constantes no ANEXO 1 e apresentar
toxicidade. Para avaliaçãodessa toxicidade, devem ser considerados os seguintes
fatores:
- natureza da toxicidade apresentada pelo resíduo;
- concentração do constituinte no resíduo;
- potencial que o constituinte, ou qualquer produto tóxico de sua degradação, tem
para migrar doresíduo para o ambiente, sob condições impróprias de manuseio;
- persistência do constituinte ou qualquer produto tóxico de sua degradação;
- potencial que o constituinte, ou qualquer produto tóxico de sua degradação, tem
para degradar-se emconstituintes não perigosos, considerando a velocidade em que
ocorre a degradação;
- extensão em que o constituinte, ou qualquer produto tóxico de sua degradação, é
capaz debioacumulação nos ecossistemas;
- efeito nocivo pela presença de agente teratogênico, mutagênico, carcinogênco ou
ecotóxico,associados a substâncias isoladamente ou decorrente do sinergismo entre
as substâncias constituintesdo resíduo;
c) ser constituída por restos de embalagens contaminadas com substâncias
constantes no ANEXO 2 ou ANEXO 3;
d) resultar de derramamentos ou de produtos fora de especificação ou do prazo de
validade quecontenham quaisquer substâncias constantes no ANEXO 2 ou ANEXO
3;
e) ser comprovadamente letal ao homem;
f) possuir substância em concentração comprovadamente letal ao homem ou estudos
do resíduo quedemonstrem uma DL50oral para ratos menor que 50 mg/kg ou
CL50inalação para ratos menor que2 mg/L ou uma DL50dérmica para coelhos
menor que 200 mg/kg.
A NBR 10004/2004 apresenta uma lista de 156 substâncias agudamente tóxica
(ANEXO 2) e uma lista de 407 substâncias tóxicas (ANEXO 3).
No Manual de Gerenciamento de Resíduos Perigosos (Hazardous Waste Management
Guide) da Universidade da Flórida (UNIVERSITY OF FLORIDA, 2011, p.5), consta um
seleto grupo de 40 substâncias classificadas como perigosas devido suas características de
toxicidade: 8 metais pesados, 10 pesticidas e 22 compostos orgânicos. De acordo com o autor,
qualquer quantidade detectável dessas substâncias deve ser identificada como um rótulo de
resíduo perigoso. A Indiana University Northwest (2003, p.21)e a Auburn University (2006,
p.11) também apresentam listas com as mesmas 40 substâncias classificadas como tóxicas,
listadas pela University of Florida (2011, p.17).
3.2.1.5 Patogenicidade
De acordo com a NBR 10004/2004 (ABNT, 2004a, p.5),
um resíduo é caracterizado como patogênico (código de identificação D004) se uma
amostra representativa dele, obtida segundo a ABNT NBR 10007, contiver ou se
houver suspeita de conter, microrganismos patogênicos, proteínas virais, ácido
desoxiribonucléico (ADN) ou ácido ribonucléico (ARN) recombinantes, organismos
geneticamente modificados, plasmídios, cloroplastos, mitocôndrias ou toxinas
32
capazes de produzir doenças em homens, animais ou vegetais.
3.2.2 Geração de resíduos perigosos
O Programa Ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU) estimou uma
geração anual, no mundo, de mais de 400 milhões de toneladas de resíduos perigosos,
principalmente pelos países industrializados (ORLOFF; FALK, 2003 apud SILVA et al.,
2010, p.187).
No Brasil, estimou-se uma produção anual de resíduos industriais perigosos de 2,9
milhões de toneladas, destes, cerca de 22% recebeu tratamento adequado (ABETRE, 2002
apud GILONI-LIMA et al., 2011, p.358).
É plausível assumir que a produção de resíduos perigosos não é exclusiva de
indústrias. Laboratórios em universidades, faculdades e instalações de pesquisa também
geram resíduos químicos em alta diversidade e baixo volume, mesmo assim, representando
1% de todo resíduo perigoso gerado em um país desenvolvido (ASHBROOK; REINHARDT,
1985 apud GILONI-LIMA et al., 2011, p.359).
Nos Estados Unidos, em 2005, estimou-se a geração de resíduos perigosos de 26.155
toneladas para o segmento de faculdades, universidades e escolas profissionalizantes e, de
18.478 toneladas para o segmento de desenvolvimento e prestação de serviços de pesquisa
científica (USEPA, 2006 apud SILVA et al., 2010, p.187).
No Brasil, embora os resíduos gerados nas instituições de ensino e pesquisa não sejam
sistematicamente inventariados, segundo Alberguini et al. (2005) apud Silva et al. (2010,
p.188), as universidades, faculdades e os centros de formação de recursos humanos são
responsáveis por 1%, estimativamente, dos resíduos perigosos produzidos.
3.2.3 Resíduos não perigosos
De acordo com Indiana University Northwest (2003, p.18) e Auburn University (2006,
p.17), alguns resíduos químicos sólidos podem ser destinados aos resíduos urbanos se os
frascos apresentarem boa integridade e estiverem bem tampados. Essas substâncias foram
selecionadas em função de: (i) apresentarem uma DL50oral para ratos maior que 500mg/kg;
(ii) não serem carcinogênicos de acordo com o National Institute of Occupational Safety and
Health – 1979 Registry of Roxic Effects of Chemical Substances.Exemplos são apresentados
naTabela 13.
33
Tabela 13 - Lista de substâncias químicas não perigosas
A
Amido
Citrato de amônio
Absorventes cromatográficos
Acetato de amônio
Azul brilhante
Citrato de cálcio
Azul de bromofenol
Citrato de magnésio
Acetato de cobre
Azul de metileno
Citrato de potássio
Acetato de manganês
B
Citrato de sódio
Acetato de potássio
Benzoato de sódio
Cloreto de amônio
Acetato de sódio
Bicarbonato de amônio
Cloreto de cálcio
Ácido ascórbico
Bicarbonato de potássio
Cloreto de lítio
Ácido benzoico
Bicarbonato de sódio
Cloreto de magnésio
Ácido bórico
Bissulfato de potássio
Cloreto de manganês
Ácido casamino
Bissulfato de sódio
Cloreto de potássio
Ácido cítrico
Bissulfito de sódio
Cloreto de sódio
Ácido esteárico
Bitartarato de potássio
Cloreto férrico
Ácido fosfotúngstico
Borato de cálcio
Cloreto ferroso
Ácido ftálico
Borato de magnésio
Colesterol
Ácido glutâmico
Borato de sódio
D
Ácido glutâmico
Bromato de potássio
Dessecante
Ácido lático
Brometo de potássio
Dextrose
Ácido málico
Brometo de sódio
Dietileno glicol
Ácido molibdico
C
Dióxido de manganês
Ácido nicotínico
Caldo nutriente
Ácido oleico
Caldo nutriente
Dodecilsulfato de sódio (“sodium
dodecyl sulfate” – SDS)
Ácido salicílico
Cânfora
E
Ácido silícico
Carbonato de amônio
Enxofre
Ácido succínico
Carbonato de cálcio
Estanho metálico
Ácido tartárico
Carbonato de estrôncio
Etilenoglicol
Açúcares
Carbonato de lítio
Extrato de carne
1
Ágar Infusão de Cérebro e Coração Carbonato de magnésio
Extrato de levedura
Agar
Carbonato de potássio
Extrato de malte
Agar sangue base
Carbonato de sódio
F
Albumina
Carvão vegetal, animal
Fluoreto de cálcio
Álcoois de açúcar
Caulim
Formiato de sódio
Alumínio metálico
Celulase
Fosfato de amônio
Aminoácidos (alfa e sais de
ocorrência natural)
Cera de abelha
Fosfato de cálcio
Cerelose (Glicose)
Fosfato de estrôncio
Continua
34
Tabela 13 (cont.) - Lista de substâncias químicas não perigosas
Fosfato de magnésio
Molibdato de amônio
Fosfato de potássio
N
Fosfato de sódio
Nitrato férrico
G
O
Galactose
Orcinol
Sulfamato de amônio
Gelatina
Óxido de alumínio
Sulfato de amônio
Geléia de petróleo
Óxido de cálcio
Sulfato de cálcio
Glicose
Óxido de cobalto
Sulfato de estrôncio
Goma arábica
Óxido de cobre
Sulfato de lítio
Goma guaiaco
Óxido de estanho
Sulfato de magnésio
Grafite
Óxido de ferro
Sulfato de manganês
H
Óxido de magnésio
Sulfato de potássio
Hematoxilina
Óxido de magnésio
Sulfato de sódio
Hexadecano
Óxido de zinco
Sulfato férrico
Solvente chamado “Hemo-De”
para uso em histologia, citologia,
hematologia, parasitologia e
microbiologia
Hidrogenofosfato de sódio e amônio P
Sulfato ferroso amoniacal
Hidróxido de alumínio
Papel de tornassol
Sulfito de potássio
Indicador “Kodak Stop Bath”
Parafina
Sulfito de sódio
Iodeto de potássio
Pedra pome
Sulfocianato de potássio
Iodeto de sódio
Pepsina
T
L
Peptona
Talco em pó
Lactato de amônio
R
Tartarato de sódio e potássio
Lactato de cálcio
Resina Dowex
Tartarato de sódio
Lactato de magnésio
Resina trocadora
Timol
Lactato de potássio
Riboflavina
Tioglicolato de sódio
Lactato de sódio
S
Tiossulfato de sódio
Lactose
Sacarose
Tungstato de sódio
Lauril sulfato
Salicilato de metila
U
M
Salicilato de sódio
Uréia
Maltose
Silicato de sódio
V
Manose
Solução tampão
Vermelho de metila
Meio “Trypticase”
Succinato de sódio
Violeta cristal
1
Segundo a Unidade de Gestão de Resíduos da UFSCar (UFCar, 2011), os absorventes cromatográficos como
sílica, alumina, sephadex etc. não devem ser descartados diretamente na pia ou no lixo.
Fonte: Adaptado de Auburn University (2006, p.18) e Indiana University Northwest (2003, p.18-20).
35
3.2.4 Gerenciamento de resíduos químicos
A seguir são apresentados aspectos gerais sobre inventário, segregação, grupos,
acondicionamento e rotulagem de resíduos químicos.
3.2.4.1 Inventário de resíduos químicos
De acordo com Silva et al. (2010, p.196), o inventário de resíduos químicos se
subdivide em duas partes, inventário do ativo de resíduos químicos e inventário do passivo
ambiental.
O inventário do ativo consiste na relação detalhada de todos os resíduos gerados nas
rotinas das unidades. O inventário do passivo ambiental de resíduos químicos é entendido
como a relação de todos os resíduos gerados e armazenados nos laboratórios no período
anterior à implantação do programa de gerenciamento (SILVA, et al., 2010, p.196). Segundo
Jardim (1998, p.671), o passivo, via de regra não é caracterizado e pode incluir restos
reacionais, resíduos sólidos, frascos de reagentes ainda lacrados mas sem rótulos.
O inventário do passivo objetiva identificar qualitativa e quantitativamente os resíduos
químicos já estocados na unidade, independentemente do seu estado físico, a fim de propor o
tratamento adequado e sua destinação final (JARDIM, 2001, p.5).
A caracterização do passivo nem sempre é possível, e o tempo e os esforços gastos
com esta atividade inicial devem ser bem equacionados para que não haja um
desestímulo logo no início. É importante lembrar que esta caracterização prioriza o
reciclo e o reuso de tudo que for possível, bem como habilita o resíduo para a sua
destinação final, geralmente a incineração (JARDIM, 1998, p.671).
O ativo é o principal alvo de qualquer programa de gerenciamento. Neste caso, a
experiência tem mostrado que o mais produtivo é se dividir a implementação do programa em
duas partes. Inicialmente, enfocar os resíduos gerados nas atividades de ensino (aulas de
laboratório), pois estes podem ser facilmente caracterizados, inventariados e gerenciados.
Então, com certa prática na gestão deste tipo de resíduos, a segunda etapa de implementação
se expandiria para os laboratórios de pesquisa, onde a natureza e a quantidade de resíduos
variam muito (JARDIM, 1998, p.672), considerando as linhas de pesquisa desenvolvidas em
cada instituição (NOLASCO et al., 2006, p.119).
3.2.4.2 Segregação de resíduos químicos
A segregaçãoconsiste na separação dos resíduos no momento e local de sua geração,
36
de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, o seu estado físico e os riscos
envolvidos (BRASIL, 2004).
A segregação correta é fundamental para facilitar e dinamizar os trabalhos de
minimização, recuperação/destruição e destinação. Desta forma, os resíduos devem ser
separados em categorias. Substâncias que não se enquadram nas categorias propostas devem
ser avaliadas quanto à compatibilidade química e adicionadas a uma delas, ou armazenadas
em separado (MACHADO; SALVADOR, 2005, p.7).
Segundo a norma PGRQ-NR-003/2008 aplicável aos signatários do Programa de
Gerenciamento de Resíduos Químicos (PGRQ) da Escola Superior de Agricultura “Luiz de
Queiroz” da Universidade de São Paulo (ESALQ-USP, 2008, p.3), “a mistura de resíduos
incompatíveis pode causar: geração de calor, fogo ou explosão, geração de fumos e gases
tóxicos, geração de gases inflamáveis, solubilização e geração de substâncias tóxicas, dentre
outros eventos indesejáveis”. De acordo com a referida norma, os critérios de segregação
foram estabelecidos com base na incompatibilidade de produtos químicos e têm como
objetivo auxiliar a organização das áreas de armazenamento de resíduos.
A norma PGRQ-NR-003/2008 da ESALQ-USP apresenta as seguintes condições
gerais para segregação de resíduos químicos (ESALQ-USP, 2008, p.5):
(i) A segregação dos resíduos químicos deverá ser prevista na origem, isto é, no
laboratório gerador, no momento da geração, para garantir a possibilidade de
tratamento, reutilização, recuperação e reciclagem dos mesmos;
(ii) É OBRIGATÓRIO a separação dos resíduos não perigosos daqueles
considerados perigosos ou que necessitam de tratamento específico;
(iii) Verificar se os resíduos não perigosos poderão ser reutilizados, reciclados ou
doados;
(iv) Se os resíduos não perigosos puderem ser descartados na rede coletora de
esgotos, consultar a norma PGRQ-NR-007, a fim de realizar estes procedimentos de
forma segura e correta;
(v) Para os resíduos perigosos verificar a possibilidade de reutilização, recuperação e
reciclagem. Se o destino final for a destruição via incineração ou outras tecnologias,
verificar a possibilidade de submetê-lo a algum tratamento prévio a fim de reduzir o
seu volume e/ou a sua periculosidade;
(vi) NÃO MISTURA RESÍDUOS QUÍMICOS pois resíduos incompatíveis podem
gerar gases tóxicos, calor excessivo, explosões ou reações violentas. Se a mistura for
inevitável, antes de fazê-la consulte as listagens do ANEXO 4 e ANEXO 5;
(vii) A disposição dos recipientes coletores de resíduos nas áreas de armazenamento
deverá ser realizada levando em consideração as listagens do ANEXO 4 e ANEXO
5;
(viii) EM CASO DE DÚVIDAS CONSULTE OS TÉCNICOS DO
LABORATÓRIO DE RESÍDUOS QUÍMICOS DA ESALQ;
(ix) Materiais descartáveis contaminados com produtos químicos (por exemplo,
luvas, vidrarias, ponteiras, papéis de filtro e outros) também devem ser segregados e
acondicionados em recipiente compatível para que a contaminação não se estenda ao
lixo comum, e tenham disposição final adequada;
(x) Para resíduos contendo substâncias não listadas no ANEXO 4 e ANEXO 5,
avaliar a periculosidade e a compatibilidade química e armazenar separadamente.
Sempre que houver dúvida ou faltar informação sobre as substâncias presentes em
um resíduo, armazenar separadamente;
37
(xi) O gerador do resíduos é o responsável em segrega-lo e fazer sua correta
identificação e acondicionamento. O gerador de resíduos deve lembrar-se que seus
resíduos serão manipulados por outras pessoas e portanto, deve redobrar a atenção e
os cuidados com a segregação dos mesmos.
O programa de gestão de resíduos químicos da Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar) conta com a norma NR 01/UGR que apresenta procedimentos para segregação,
identificação, acondicionamento e coleta de resíduos químicos. Nesta norma (MACHADO;
SALVADOR, 2005, p.7) são apresentadas as seguintes regras gerais de segregação:
(i) A segregação dos resíduos químicos deve ser uma atividade diária dos
laboratórios, sendo, preferencialmente, realizada imediatamente após o término de
um experimento ou procedimento de rotina;
(ii) Separar os resíduos não perigosos daqueles considerados perigosos ou que
devam ser encaminhados a Unidade de Gestão de Resíduos da UFSCar para
recuperação ou destinação adequada;
(iii) Avaliar se os resíduos não perigosos poderão ser reutilizados, reciclados ou
doados. Se a única opção for o descarte em pia ou lixo comum, este manual poderá
ser consultado para realizar este procedimento de forma segura e correta;
(iv) Para resíduos perigosos, verificar também a possibilidade de reutilização,
reciclagem ou doação. Se a única opção for o descarte verificar a possibilidade de
submetê-lo a algum tratamento químico para minimização ou eliminação completa
de sua periculosidade;
(v) Evitar combinações químicas. Se misturar for inevitável, ser prudente e consultar
a Tabela de Incompatibilidade Química (ANEXO4). Resíduos incompatíveis podem
gerar gases tóxicos, calor excessivo, explosões ou reações violentas. Lembrar que
quanto mais complexa for a mistura, mais difícil será a aplicação da política dos
3R’s (recuperar, reutilizar, reciclar) e maior será o custo final de descarte.
3.2.4.3 Classificação de resíduos químicos
A seguir, apresentam-se os grupos de resíduos especificados em três Programas de
Gestão de Resíduos Químicos, da UFSCar, da UFRGS e da Universidade da Flórida. No
programa da UFSCar foram definidos 21 grupos, para o programa da UFRGS, 12 classes e
para a Universidade da Flórida, 15 grupos.
De acordo com a norma NR 01/UGR do Programa de Gestão de Resíduos Químicos
da UFSCar, a segregação dos resíduos deverá ser realizada levando em consideração os
seguintes grupos(MACHADO; SALVADOR, 2005, p.7):
1) Solventes não halogenados*: todos os solventes que possam ser utilizados ou
recuperados e também misturas desses solventes tais como: álcoois e cetonas
(etanol, metanol, acetona, butanol, etc.), acetonitrila** (pura ou mistura com água
ou com outros solventes não halogenados), hidrocarbonetos (pentano, hexano,
tolueno e derivados, etc.), ésteres e éteres (acetato de etila, éter etílico, etc.);
2) Halogenados*: todos os solventes e misturas contendo solventes halogenados
(clorofórmio, diclorometano, tetracloreto de carbono, tricloroetano, bromofórmio,
tetraiodocarbono, etc.). Se durante o processo de segregação ocorrer qualquer
contaminação dos solventes não halogenados com algum solvente halogenado, essa
mistura deverá, então, ser considerada halogenada;
38
3) Fenol;
4) Resíduos de pesticidas e herbicidas;
5) Soluções aquosas sem metais pesados;
6) Soluções aquosas contaminadas com solventes orgânicos;
7) Soluções aquosas com metais pesados;
8) Soluções contendo mercúrio;
9) Soluções contendo prata;
10) Sólidos: com metais pesados (tálio e cádmio);
11) Sólidos: com os demais metais pesados;
12) Peróxidos orgânicos;
13) Outros sais;
14) Aminas;
15) Ácidos e bases;
16) Oxidantes;
17) Redutores;
18) Óleos especiais: todos os óleos utilizados em equipamentos elétricos que
estejam contaminados com policloreto de bifenila (PCB’s como o Ascarel) deverão
ser segregados, identificados, estocados e mantidos em local adequado;
19) Misturas: as combinações que não foram classificadas nos itens acima descritos
deverão ser segregadas e identificadas para tratamento e/ou disposição final;
20) Outros: materiais diversos tais como tintas, vernizes, resinas diversas, óleos de
bomba de vácuo (exceção àqueles contaminados com PCB's), fluídos hidráulicos,
etc. também devem ser segregados e identificados para tratamento e/ou disposição
final. Todos os óleos utilizados em equipamentos elétricos que estejam
contaminados com policloreto de bifenila (PCB’s como o Ascarel) devem ser
separados dos demais. Esse óleo não pode ser queimado, pois o seu processo de
destruição gera gases muito tóxicos que não podem ser jogados na atmosfera
(dioxinas).
21) Materiais contaminados durante e após a realização de experimentos (luvas,
vidrarias quebradas, papéis de filtro e outros) também devem ser segregados para
que a contaminação não se estenda no lixo comum, e devem ser enviados à UGR
para disposição final adequada,
* Caberá ao pesquisador gerador segregá-los em compostos binários ou no máximo
ternários.
** A acetonitrila deverá, sempre que possível, ser segregada
separadamente.Acetonitrila contém em sua molécula cianeto que quando incinerada
gera gás cianídrico, que é altamente tóxico (letal). A acetonitrila quando misturada
com algum composto incompatível, como ácidos fortes, por exemplo, não libera
esse gás, entretanto essa mistura pode desprender muito calor.
O Centro de Gestão e Tratamento de Resíduos Químicos (CGTRQ) da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, s.d), classifica os resíduos químicos para fins de
coleta pelo CGTRQ como segue:
1) Solvente Orgânico Halogenado e Benzeno (SOH):
Mistura com mais de três solventes orgânicos diferentes, desde que um seja:solvente
orgânico halogenado(cloro, bromo, iodo, flúor);benzeno. Não pode conter: sólidos não
dissolvidos, passíveis de filtração simples; água.
2) Solvente Orgânico não Halogenado(SOñH):
Mistura com mais de três solventes orgânicos diferentes, sem a presença de:solvente
orgânico halogenado (cloro, bromo, iodo, flúor);solvente orgânico aromático; água; sólidos
não dissolvidos, passíveis de filtração simples.Pode conter óleo vegetal ou extrato vegetal.
39
3) Aquoso:
Solvente majoritário “água”. Pode conter outros solventes biodegradáveis (máximo de
10%). Exceção para clorados, pesticidas, agrotóxicos, aromáticos e aldeídos carregados de
matéria orgânica, com solutos orgânicos ou inorgânicos dissolvidos. Na dúvida quanto à
quantidade de água na mistura do resíduo, testar amostra em micro escala para ver se é
inflamável. Anotar o resultado no rótulo. Não pode conter: sólidos não dissolvidos,
passíveis de filtração simples; fases orgânicas imiscíveis com água. Ex. clorado, aromático,
éter ou hexano. Estas misturas devem ser separadas e reclassificadas.
4) Solvente Orgânico Passível de Purificação (SOPP):
Mistura ou não de solventes orgânicos com um ou dois componentes no máximo, com ou
sem impurezas (orgânicas ou inorgânicas) dissolvidas. Água, no máximo de 20 %, outros
solventes orgânicos com função ácida (ex. ac. carboxílico) ou função básica (ex. amida,
amina, nitrados) não contam como critério de componente no SOPP. Não pode conter:
sólidos não dissolvidos, passíveis de filtração simples. Fases, estas devem ser separadas e
reclassificadas. OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: classificar como SOPP os resíduos com
convicção absoluta da composição química, em caso de dúvida na composição, classificar
como SOH (incineração) ou SOñH (reciclagem), caso contrário, este resíduo irá
contaminar os outros resíduos do grupo SOPP que estão certos. Não é possível recuperar
sem ponto de partida.
5) Matéria Prima para Reciclagem (MPR):
Vidro, papel, metal, plástico de embalagens e material de laboratório. Não podem estar
impregnados com produtos químicos de difícil remoção, ou que sejam economicamente
inviáveis de descontaminação. Dúvidas consultar Divisão Técnica CGTRQ.
Descarte de embalagens vazias de reagentes: a) não retirar o rótulo original do reagente.
Retirar qualquer outra identificação que não seja do fabricante do reagente. Ex. Rótulo da
UFRGS, da sua unidade, do seu laboratório ou departamento etc.; b) Escoar até que não
fique mais líquido ou sólido dentro da embalagem, recolhendo o material para frasco
coletor de resíduos; c) Arejar, em capela ou em outro local adequado, até que a embalagem
não desprenda mais gases ou odores; d) Separar a tampa da embalagem de vidro e
armazenar a tampa em saco plástico; e) Armazenar as embalagens dos passos anteriores
em caixa de papelão com divisória para transportar até o CGTRQ. IMPORTANTE: Se a
embalagem for de reagente químico MUITO REATIVO com ÁGUA ou AR, deve ser
entregue e rotulada em separado. Ex.: Frascos de: metais alcalinos na forma pura, hidretos
de metais alcalinos, haletos de ácidos e não metais, pentóxido de fósforo, carbeto de cálcio,
40
haletos e anidridos de ácidos orgânicos, etc.
Descarte de vidro quebrado LIMPO: para reciclagem.
Descarte de vidro quebrado CONTAMINADO: são considerados como resíduo sólido.
Obs.: Vidraria com resíduo de mercúrio não deve ser misturado com o vidro quebrado
contaminado, devido a sua periculosidade, devendo ser armazenado em embalagem
vedada, sob risco de volatilização do mercúrio.
6) Resíduo sólido (sólido):
Resíduo noestado sólido, semi-sólido, pastoso ou de lodo. Materiais sólidos impregnados
com produtos químicos tóxicos, provenientes das atividades laboratoriais, de difícil
descontaminação ou economicamente inviáveis, conforme avaliação. Não pode conter
líquidos livres ou frascos semi-cheios de substâncias químicas.
7) Reagentes não Desejáveis (RñD):
Reagente químico que não é mais útil no laboratório. Reagente químico oxidado ou com
validade vencida e passível de recuperação, conforme avaliação da Divisão Técnica.
Embalagem Original: deve estar íntegra, com boa vedação, senão deverá ser substituída
pela fonte geradora. Rótulo original: deve estar íntegro, legível, senão deverá ser
substituído pela fonte geradora.
8) Diesel:
Resíduo de destilação ou amostras.
9) Óleo Lubrificante Mineral (OleMin):
Óleo de motor, óleo de bomba de vácuo.
10) Mercúrio Metálico (Hgº):
Contido em vidraria quebrada ou reagente.
11) Solvente Orgânico Aromático (SOA):
Mistura com mais de três solventes orgânicos diferentes, sendo que pelo menos um seja
solvente orgânico aromático (radical Fenila). Exemplos: Tolueno, Xileno. O Fenol apesar
de aromático não entra como SOA, principalmente se estiver misturado com água. Então
deve ser coletado como Aquoso. Sem a presença de: solvente orgânico halogenado (cloro,
bromo, iodo, flúor); benzeno; água; sólidos não dissolvidos, passíveis de filtração simples.
12) Óleo Vegetal (OleVeg):
Óleo de banho de aquecimento, óleo de essências vegetais, biodiesel. Este resíduo pode ser
coletado misturado com o grupo SOñH, pois tem o mesmo destino.
41
No Guia de Gerenciamento de Resíduos Perigosos da Universidade da Flórida
(UNIVERSITY OF FLORIDA, 2011, p.8) consta que por razões de segurança e em função
dos métodos utilizados nesta universidade para dispor os resíduos químicos, estes devem ser
separados em:
- Líquidos inflamáveis e oxidantes
- Ácidos
- Bases
- Compostos orgânicos halogenados
- Compostos orgânicos não halogenados
- Óleos
- Materiais reativos com ar
- Materiais reativos com água
- Mercúrio e compostos com mercúrio
- Brometo de etídio
- Formalina/formaldeído
- Resíduo fotográfico
- Soluções aquosas de metal pesado
3.2.4.4 Acondicionamento de resíduos químicos
A PGRQ-NR-003/2008 define acondicionamento de resíduo químico como o
ato de transferir o resíduo químico para um recipiente adequado, isto é, recipiente
compatível com a natureza química do resíduo, confeccionado com material durável,
resistente à ruptura, resistente a vazamento, dotado de tampa e compatível quanto à
forma, volume e peso, com a quantidade de resíduo produzida e o equipamento de
transporte utilizado (ESALQ-USP, 2008, p.1):
A referida norma especifica 21 condições gerais para acondicionamento de resíduos
químicos, entre as quais, citam-se cinco (ESALQ-USP, 2008, p.3-4):
- O acondicionamento do resíduo químico deve ser realizado de modo a não alterar
suas características ao longo do tempo;
- Antes de misturar quaisquer substâncias químicas ou resíduos químicos, deve-se
consultar as listagens parciais de incompatibilidade química apresentadas no
ANEXO 4 e no ANEXO 5. Caso a substância de interesse não seja encontrada
nestas listagens, deve-se buscar informações junto aos técnicos especializados do
Laboratório de Resíduos Químicos da ESALQ;
- O tipo de coletor de resíduo a ser utilizado deve ser escolhido com base nos
critérios de compatibilidade química entre os resíduos e o material de confecção do
coletor, para isto deve-se consultar as listagens do ANEXO 6 e ANEXO 7;
- Por questões de segurança, a quantidade de resíduos acondicionados em um
determinado coletor limita-se a 75% da capacidade volumétrica total do coletor;
- Os coletores de resíduos químicos devem estar em boas condições de uso, sem
defeitos estruturais aparentes e isentos de ferrugem.
42
Segundo a University of Florida (2011, p.9), os seguintes resíduos químicos devem ser
colocados em recipientes de vidro, não podendo ser colocados em recipientes de polietileno
de alta densidade:
- Cloreto de amila
- Anilina
- Álcool benzílico
- Bromo
- Bromobenzeno
- Bromofórmio
- Butadieno
- Ácido butírico
- Dissulfeto de carbono
- Ácidos concentrados
- Óleo de canela
- Cresol
- Ciclohexano
- o-diclorobenzeno
- p-diclorobenzeno
- Dietil benzeno
- Dietil éter
- Cloreto de etila, líquido
- Nitrobenzeno
- Percloroetileno
- Ácido nítrico
- Cloreto de tionila
- Tricloroeteno
- Tricloroetileno
- Cloreto de vinilideno
- Solvente brometado e fluoretado
3.2.4.5 Rotulagem de resíduos químicos
O Diagrama de Hommel ou Código NFPA (National Fire Protection Association),
Associação Nacional dos EUA para Proteção contra Incêndios, tem sido adotado para
43
representar clara e diretamente os riscos envolvidos na manipulação de insumos químicos.
O Diagrama de Hommel ou Diamante do Perigo possui sinais de fácil reconhecimento
e entendimento do grau de periculosidade das substâncias (MACHADO; SALVADOR, 2005,
p.12). Cada cor corresponde a uma característica (toxicidade, inflamabilidade, reatividade e
outras informações relevantes) e cada fator a um grau de risco Seus campos são preenchidos
conforme descrito naFigura 2.
Figura 2 - Diagrama de Hommel.
4321043210-
Azul: Riscos à saúde
Letal
Extremamente tóxico
Tóxico
Ligeiramente tóxico
Normal
Amarelo: reatividade
Pode explodir
Pode
explodir
com
choque
mecânico ou calor
Reação química violenta
Instável se aquecido ou misturado
com água
Estável
Vermelho: infllamabilidade
4 - Abaixo de 23ºC
3 - Abaixo de 38ºC
2 - Abaixo de 93ºC
1 - Acima de 93ºC
0 - Nãoinflamável
Branco: informações específicas
OX - Oxidante
ACID - Ácido
ALK - Álcali
COR - Corrosivo
W - Não misture com água
Fonte: Adaptado de Machado e Salvador (2005, p.12).
Um programa de gerenciamento de resíduos químicos requer a padronização dos
rótulos utilizados nos recipientes de resíduos e, para tanto, alguns desses programas utilizam o
Diagrama de Hommel.
44
De acordo com Nolasco et al. (2006, p.121), esforços estão sendo envidados para a
padronização da identificação dos resíduos gerados em rotina, embora cada instituição esteja
propondo rótulos com diferentes discriminações para os mesmos tipos de resíduos.
No Programa de Gerenciamento de Resíduos Laboratoriais do Departamento de
Química da Universidade Federal do Paraná, a identificação proposta foi uma ficha de resíduo
conforme apresenta a Figura 3.
Figura 3 - Ficha de resíduo químico usada no Departamento de Química da Universidade
Federal do Paraná.
Fonte: Cunha. (2001, p.426).
45
No programa de gestão e gerenciamento de resíduos químicos da Universidade de São
Paulo, campus São Carlos, o processo de rotulagem utilizado foi o denominado “Diagrama de
Hommel” ou “Diamante do Perigo”, modificado para utilização em resíduos químicos (Figura
4). Assim, o resíduo foi classificado de acordo com seu grau de risco à saúde, inflamabilidade
e reatividade. (ALBERGUINI et al., 2003, p.292).
Figura 4 - “Diagrama de Hommel” utilizado no programa de gestão e gerenciamento de
resíduos químicos da Universidade de São Paulo, campus São Carlos.
Fonte: Alberguini et al. (2003, p.292).
No Centro de Energia Nuclear na Agricultura, Universidade de São Paulo (CENA,
USP), o preenchimento dos rótulos requer poucas informações, restringindo-se a identificar
basicamente o constituinte principal e sua concentração aproximada (TAVARES, 2004 apud
NOLASCO et al., 2006, p.121).
Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), as normas de procedimentos para
segregação, identificação, acondicionamento e coleta de resíduos químicos, estabelecem um
rótulo padrão (Figura 5) e uma ficha de caracterização de resíduo (Figura 6).
46
Figura 5 - Rótulo padrão utilizado no programa de gestão de resíduos químicos da UFSCar.
Fonte: Machado e Salvador (2005, p.13)
De acordo com a NBR 14725, a Ficha de Informações de Segurança de Produtos
Químicos (FISPQ), dispõe de informações sobre vários aspectos desses produtos químicos
(substâncias ou preparos) quanto à proteção, à segurança, à saúde e ao meio ambiente. A
FISPQ fornece, para esses aspectos, conhecimentos básicos sobre esses produtos químicos,
recomendações sobre medidas de proteção e ações em situações de emergência, como
exemplificado no ANEXO 8 para a substância fenol.
A FISPQ é um instrumento para comunicação dos perigos relacionados aos produtos
químicos. Este documento deve ser recebido pelos empregadores que utilizem produtos
químicos, tornando-se um documento obrigatório para a comercialização destes produtos. A
FISPQ é o meio de o fornecedor transferir informações essenciais sobre os perigos dos
produtos químicos que fabrica (INFOBASYS, 2011).
47
Figura 6 - Ficha de caracterização de resíduos utilizada no programa de gestão de resíduos
químicos da UFSCar.
Fonte: Machado e Salvador (2005, p.14).
48
3.2.4.6 Disposição final
Segundo Jardim (2001, p.16), a disposição final de resíduo é o termo técnico usado
para designar a forma e o local escolhidos para receber definitivamente qualquer resíduo
descartado. No caso de resíduos urbanos, a disposição final é geralmente um aterro sanitário.
No caso dos resíduos químicos gerados em laboratórios de ensino, pesquisa e prestação de
serviços, o destino final encontrado pela grande maioria é ignorado ou difuso (pias, ralos,
terrenos baldios, agregado ao lixo doméstico, etc).
De acordo com a University of Washington (2010, p.3-10), odescarte no lixo de certos
produtos químicos é proibido por causa de perigos químicos ou físicos. Essa proibição se
refere aos seguintes resíduos:
- resíduos químicos perigosos;
- conhecida, provável ou suspeita de agentes cancerígenos, irritantes e sensibilizantes
- líquidos de qualquer tipo;
- vasos pressurizados, incluindo latas de aerosol;
- vidraria de laboratório e objetos cortantes
- resíduos radioativos;
- baterias;
- mercúrio, incluindo termômetros quebrados vazios;
- resíduos de risco biológico.
Para os resíduos que não constam da referida lista, os mesmos podem ser juntados ao
lixo comum, sendo previamente desfigurado qualquer rótulo original e rotuladocom "não
perigosos", de modo que seja reconhecida a segurança desua manipulação.
Recipientes vazios de produtos químicos podem ainda conter produtos químicos,em
quantidade suficiente, para apresentar um certo perigo. Por outro lado, pode ser difícil de
esvaziar completamente um recipiente (UNIVERSITY OF WASHINGTON, 2010, p.3-10).
Itens contaminados como luvas e outros comumente utilizados (além de embalagens
vazias) podem ser colocados junto ao lixo comum se não estiverem "grosseiramente
contaminados" com produtos químicos perigosos. Se houver algum item que seja
"grosseiramente contaminados", descartá-lo como resíduosquímicos perigosos. Exemplos de
itens "grosseiramente contaminados" incluemmateriais usados para limpeza de derrame, luvas
e equipamento contaminado por um resíduo químico perigoso (UNIVERSITY OF
WASHINGTON, 2010, p.3-11).
49
3.2.5 Minimização de resíduos
Resíduo é um subproduto natural de atividades de ensino, pesquisa e extensão. Um
gerenciamento efetivo de resíduos perigosos requer não somente práticas de segurança, mas
também requer esforço extensivo para reduzir o volume e a toxicidade de resíduos perigosos.
A economia obtida a partir do gerenciamento eficiente de resíduos pode ser usada para
melhorar os programas de ensino, pesquisa e extensão da universidade. Além disso, a
universidade é solicitada por lei para desenvolver estratégias para reduzir seus resíduos
perigosos e deve ser capaz de providenciar documentação de esforço de minimização de
resíduos (AUBURN UNIVERSIT, 2006, p.66).
A seguir, são apresentadas diretrizes para minimização de resíduos segundo Indiana
University Northwest (2003, p.5):
- Inventário dos químicos: a etapa mais importante para minimização de resíduos é manter
continuamente um inventário dos químicos no laboratório. Um inventário evitará a compra
de material que já tem. Também ajuda no armazenamento adequado dos produtos químicos
e pode ser uma ferramenta inestimável em situações de emergência.
- Comprar somente o necessário: não comprar um quilograma de material quando o plano é
utilizar alguns poucos gramas. A economia financeira pela aquisição de embalagens
maiores pode ser menor que o custo para dispor esse excesso. Antes de solicitar a compra,
checar o estoque atual e, é possível obter pequenas quantidades de produtos em outros
laboratórios. Por favor, invista tempo para checar.
- Quando possível, usar químicos reciclados: nesta universidade há um programa em
andamento de químicos de segunda mão. Todos os químicos de segunda estão em seus
recipientes originais e podem ainda ter seus selos de fábrica.
- Substituir material perigoso por material não perigoso ou menos perigoso: existem muitas
substâncias não perigosas para químicos comumente utilizados, tais como ácido crômico
para o qual, citam-se alguns produtos alternativos como “No Chromix” fabricado por
“Gordax Laboratories”; “Alconox” e “S/P Contrad 70”, ambos fabricados por “Fisher
Scientific Company”. Em muitos casos, essas substituições podem ser feitas com
resultados satisfatórios.
- Não misturar resíduo perigoso com resíduo não perigoso: resíduo não perigoso, quando
misturado com resíduo perigoso, se tornará perigoso também. Não misturar pequenas
quantidades de resíduos perigosos com resíduos não perigosos pois aumentará o volume de
resíduo perigoso produzido. Da mesma forma, resíduos altamente concentrados não devem
50
ser misturados com resíduos apresentando baixas concentrações.
Neste sentido, Machado e Salvador (2005, p.5), também citam ações para minimizar
ou mesmo eliminar a geração de resíduos perigosos como:
- Substituição dos compostos perigosos ou mudança de processos devem ser
adotadas sempre que possível;
- Segregação dos resíduos;
- Procedimentos de reutilização, recuperação e tratamento in loco;
- Redução na quantidade/frequência de utilização de substâncias/materiais perigosos.
3.2.6 Normas aplicáveis
Algumas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) aplicáveis a
resíduos químicos são mencionadas a seguir.
A NBR 14725-4 (ABNT, 2009b) foi elaborada no Comitê Brasileiro de Química
(ABNT/CB-10), pela Comissão de Estudo de Informações sobre Segurança, Saúde e Meio
Ambiente relacionadas a produtos químicos (CE-10:101.05). Estabelece condições para criar
consistência no fornecimento de informações sobre questões de segurança, saúde e meio
ambiente, relacionadas a produto químico.
A NBR 14725-1 (ABNT, 2009c) se refere a produtos químicos – informações sobre
segurança, saúde e meio ambiente – parte 1: terminologia.
ANBR 14725-2 (ABNT, 2009a) se refere a produtos químicos – informações sobre
segurança, saúde e meio ambiente – parte 2: sistema de classificação de perigo.
A NBR 13221 (ABNT, 2003) é relativa a transporte de resíduos, especifica as
condições necessárias para o transporte de resíduos, de modo a evitar danos ao meio ambiente
e proteger a saúde pública.
A NBR 12235(ABNT, 1992) trata do armazenamento de resíduos perigosos procedimento.
3.3
Outros resíduos gerados em laboratórios de universidades
Neste item são mencionados outros resíduos gerados em laboratórios universitários
como frascos vazios de reagentes e solventes, lixo de laboratório contaminado com resíduos
perigosos, material perfurocortante, vidraria de laboratório e lixo comum.
51
3.3.1 Frascos vazios de reagentes e solventes
Segundo Couto et al. (2010, p.20), frascos vazios de reagentes e solventes deverão ser
armazenados e encaminhados à equipe de gerenciamento com os rótulos originais e
devidamente tampados. No caso de frascos vazios de produtos tóxicos e/ou cancerígenos
devem ser depositados juntamente com o lixo de laboratório contaminado, para posterior
incineração.
3.3.2 Lixo de laboratório contaminado com resíduos perigosos
De acordo com Couto et al. (2010, p.20), papeis, luvas e demais utilitários
contaminados com resíduos perigososdeverão ser coletados separadamente do lixo comum e
encaminhadospara incineração por parte do responsável pelo resíduo. O recipientecoletor
desse lixo deve estar devidamente identificado com palavras deadvertência: “Lixo Tóxico,
Não Mexa!”, para alertar os responsáveispela limpeza a não retirá-lo sem autorização.
Ainda segundo os mesmos autores, considerando a Embrapa Amazônia Ocidental,
para os laboratórios que utilizam agrotóxicos, asembalagens como sacos plásticos e caixas de
papelão que contiveram ou transportaram agrotóxicos devem ser encaminhadas para uma
equipe específica (Gerenciamento de Resíduos de Campos Experimentais – GERECAMP).
As embalagens rígidas devem sofrer a tríplice lavagem, devendo o resíduo dessa lavagem ser
despejado no pulverizador, na ocasião do preparo da calda. Para que as embalagens vazias
sejam devolvidas aos fornecedores, em conformidade com § 2.°, Art. 6.° da Lei nº. 9.974 de 6
de junho de2000, é necessário identificar, nas embalagens, o fornecedor no qual foram
adquiridas.
Os procedimentos da tríplice lavagem devem seguir os mesmosrecomendados pelo
Instituto Nacional de Processamento de EmbalagensVazias (INPEV), e a pessoa
encarregada pelo procedimento deve utilizar equipamento de proteção individual
(EPI) específico para pulverizadores. Os procedimentos recomendadospelo INPEV
devem seguir estas etapas (COUTO et al., 2010, p.20):
1. Esvaziar totalmente o conteúdo da embalagem no pulverizador.
2. Adicionar água limpa no interior da embalagem até ¼ de seu volume.
3. Tampar a embalagem e agitar por trinta segundos.
4. Despejar a água da lavagem no pulverizador.
5. Repetir três vezes os procedimentos 2, 3 e 4.
6. Inutilizar a embalagem, de plástico ou de metal, perfurando o fundocom objeto
pontiagudo.
7. Armazenar a embalagem em local apropriado até o momento dadevolução.
8. Entregar a embalagem na unidade de recebimento indicada na notafiscal, até um
ano após a compra.
9. Exigir e manter os comprovantes de entrega das embalagens por umano.
52
3.3.3 Material perfurocortante
Segundo a ANVISA (2004, p.26), os materiais perfurocortantes ou escarificantes
incluem lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas,
pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares; micropipetas; lâminas e
lamínulas; espátulas e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de
coleta sanguínea e placas de Petri).
Ainda de acordo com ANVISA (2004, p.20),
os materiais perfurocortantes devem ser descartados separadamente, no local de sua
geração, imediatamente após o uso ou necessidade de descarte, em recipientes,
rígidos, resistentes à punctura, ruptura e vazamento, com tampa, devidamente
identificados, atendendo aos parâmetros referenciados na norma NBR 13853/97 da
ABNT, sendo expressamente proibido o esvaziamento desses recipientes para o seu
reaproveitamento. As agulhas descartáveis devem ser desprezadas juntamente com
as seringas, quando descartáveis, sendo proibido reencapá-las ou proceder a sua
retirada manualmente.
A University of Washington (2010, p.3.16) mencionou que nesta universidade, a
disposição dos perfurocortantes como resíduo biológico, dependerá do local de geração.
Assim, é possível inferir que os resíduos perfurocortantes quando não são
contaminados com materiais infecciosos, radioativos ou químicos devem ser gerenciados de
acordo com as características de perfurocortantes. Contudo, quando estes resíduos estiverem
contaminados, tal contaminação deve ser considerada. Por exemplo, para o caso de resíduos
de serviços de saúde, a ANVISA (2004, p.20) estabeleceu que os recipientes devem estar
identificados com símbolo internacional de risco biológico, acrescido da inscrição de
“PERFUROCORTANTE” e os riscos adicionais, químico ou radiológico.
3.3.4 Vidraria de laboratório
Vidraria quebrada de laboratório, incluindo recipientes de plástico, é qualquer item
que pode perfurar as embalagens comuns de resíduos e, portanto, pôr em perigo os
manipuladores de resíduos. Vidraria quebrada de laboratório deve ser colocada em uma
robusta caixa de papelão forrada com plástico para a segurança durante o transporte através
do edifício. Qualquer caixa de papelão pode ser usada, desde que seja robusta, não tenha furos
no fundo ou nas laterais, e apresente um tamanho que não pese mais de 40 lb (18,1 kg)
quando cheio (UNIVERSITY OF WASHINGTON, 2010, p.3-16)
As caixas devem ser rotuladas identificando o gerador e seladas com fita de
53
identificação da caixa como contendo "vidro de laboratório".Vidraria acondicionada em
caixas de papelão,deve estar limpa adequadamente ou descontaminada antes do
descarte(UNIVERSITY OF WASHINGTON, 2010, p.3-16).
De acordo com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (s.d, p.4), para o
descarte de vidro quebrado limpo, em estado sólido, este deve ser acondicionado em caixa de
papelão sem divisória e ser encaminhado para a reciclagem. Os vidros quebrados
contaminados, serão identificados como resíduo perigoso. Nesta universidade, há uma
recomendação específica para vidraria com resíduo de mercúrio:“não deve ser misturado com
o vidro quebrado contaminado, devido a sua periculosidade, devendo ser armazenado em
embalagem vedada, sob risco de volatilização do mercúrio”.
Nas normas da Embrapa Amazônia Ocidental, a recomendação para armazenamento
de vidro quebrado consiste em armazenar em recipiente rígido com a indicação “Cuidado!
Vidro Quebrado” (COUTO et al., 2010, p.21).
3.3.5 Lixo comum
Segundo Couto et al. (2010, p.21), o lixo comum, como materiais descartáveis, papel,
papelão, madeiras,isopores, luvas e outros, não contaminados com produtos químicos
e/oubiológicos, devem ser removidos de acordo com instruções de coletaseletiva da unidade.
54
4
METODOLOGIA
A seguir são apresentadas características do objeto de estudo e etapas para
desenvolvimento do trabalho.
4.1
Caracterização do objeto de estudo
Entre as edificações que estão em fase de construção, atualmente na UFERSA, campus
Mossoró, está o Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA),
localizado próximo ao prédio de Fitotecnia, no campus leste (Figura 7).
Figura 7 - Vista frontal do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido
(CPCVSA). UFERSA, campus Mossoró, 08/11/2011.
Fonte: Arquivo do pesquisador (2011).
O projeto construtivo do CPCVSA inclui oito laboratórios da área de ciências
vegetais, auditório, salas de professores, copa, entre outros, conforme mostram a Figura 8 e a
Figura 9. Destes laboratórios, dois foram objetos de estudos do presente trabalho: Laboratório
de Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular.
A Figura 8 apresenta a planta baixa do CPCVSA, sendo possível localizar o
Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular no piso
55
superior do prédio.
A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), campus Mossoró-RN, é
uma instituição com atividades de ensino, pesquisa e extensão, localizada na BR 110 - km 47,
Bairro Presidente Costa e Silva.
Atualmente, a instituição apresenta uma população de 5.215 pessoas entre professores,
alunos, técnicos administrativos da UFERSA, funcionários da Caixa Econômica Federal e
trabalhadores de serviços terceirizados, conforme apresentado naTabela 14.
Tabela 14 - População da UFERSA, campus Mossoró, no segundo semestre de 2011
Classes/Setores
Número de pessoas
Professores Efetivos
Professores Substitutos
Técnicos Administrativos
Alunos de Graduação
Alunos de Pós-graduação
Trabalhadores da empresa terceirizada
Caixa Econômica Federal
Restaurante Universitário
Lanchonete (duas unidades)
Fotocopiadora (três unidades)
Total
283
40
272
4.100
345
132
12
9
10
12
5.215
Fonte: Comunicação pessoal através de servidores da PROGRAD, PRORH, PROPLAD, PROPG da UFERSA e
responsáveis pelo restaurante, lanchonete e fotocopiadora, em 02/09/2011.
A partir de comunicações pessoais fornecidas por coordenadores de laboratórios à
Comissão de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da UFERSA em 2010 e por informações
apresentadas pela Superintendência de Infra-Estrutura da UFERSA em 23/09/2011, foram
identificados 37 laboratórios existentes e/ou em construção na UFERSA, campus Mossoró em
diversas áreas, tais como, agrícola, animal, ambiental, engenharias, matemática, física,
química.
56
Figura 8 - Planta baixa do piso superior do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA), UFERSA, campus Mossoró.
Fonte: Material fornecido, em 11/10/2011, pela Superintendência de Infra-Estrutura, UFERSA, campus Mossoró.
57
Figura 9 - Planta baixa do piso térreo do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA), UFERSA, campus Mossoró.
Fonte: Material fornecido, em 11/10/2011, pela Superintendência de Infra-Estrutura, UFERSA, campus Mossoró.
58
4.2
Etapas para desenvolvimento do trabalho
O presente trabalho foi desenvolvido em duas etapas principais, conforme descrito a
seguir.
4.2.1 Levantamento dos possíveis resíduos a serem gerados no Laboratório de Cultura
de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular, localizados no Centro
de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA) da UFERSA, campus
Mossoró
Esta atividade foidesenvolvida a partir do fornecimento de informações pelos
coordenadores dos laboratórios (por comunicação pessoal e/ou envio por correio eletrônico)
por meio de: (i) preenchimento de formulário específico simplificado (apresentado no
Apêndice deste trabalho) e (ii) disponibilização de lista de produtos químicos utilizados em
cada laboratório.
4.2.2 Elaboração de uma proposta para gerenciamento de possíveis resíduos a serem
gerados no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de
Biologia Molecular, localizados no CPCVSA da UFERSA, campus Mossoró
A proposta para gerenciamento dos resíduos no Laboratório de Cultura de Tecidos
Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular foi elaborada a partir do diagnóstico dos
resíduos com potencial de geração (item 4.2.1) e diretrizes técnicas recomendadas e/ou
procedimentos utilizados, considerando aspectos de classificação, acondicionamento
erotulagem de possíveis resíduos químicos e outros resíduos gerados nestes laboratórios. No
entanto, não foram considerados os ensaios e as possíveis reações desses ensaios.
59
5
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A seguir, apresenta-se uma proposta preliminar para gerenciamento dos principais
resíduos com possibilidade de geração no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e
Laboratório de Biologia Molecular, ambos do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do
Semiárido (CPCVSA) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), campus
Mossoró.
5.1
Proposta preliminar para gerenciamento de resíduos com potencial de geração no
Laboratório de Cultura de Tecidos e Laboratório de Biologia Molecular do Centro de
Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA) da UFERSA, campus
Mossoró
A proposta se refere a resíduos químicos e outros resíduos laboratoriais e apresenta as
seguintes partes principais: levantamento e classificação dos resíduos com possibilidade de
geração, acondicionamento e rotulagem.
5.1.1 Levantamento e classificação dos resíduos com possibilidade de geração
A Tabela 15 apresenta uma lista de substâncias químicas a serem utilizadas no
Laboratório de Cultura de Tecidos, com possibilidade de tornarem-se resíduos. Como já
mencionado, a lista das substâncias foi informada pelo professor coordenador do referido
laboratório. Além da especificação da substância pelo nome comum e fórmula química, foram
pesquisadas também, informações de segurança, o número do Chemical Abstract Substance –
CAS (número de registro único no banco de dados do Chemical Abstracts Service, uma
divisão da Chemical American Society), a classificação e as características de periculosidade,
quando pertinente.
A partir da elaboração da Tabela 15, foi possível identificar as seguintes condições
e/ou classificações para 21 possíveis resíduos químicos do Laboratório de Cultura de Tecidos,
quais sejam:
- Perigoso, constando em uma das cinco listagens da NBR 10004/2004 (resíduos perigosos
de fontes não específicas, resíduos perigosos de fontes específicas, substâncias que
conferem periculosidade aos resíduos, substâncias agudamente tóxicas e substâncias
tóxicas): nenhum resíduo identificado;
60
- Perigoso segundo Merck Chemichal – International (2011): seis substâncias, sendo Cloreto
de cobalto (II)hexahidratado, Nitrato de amônio, Nitrato de potássio, Sulfato de cobre (II)
pentahidratado, Sulfato de manganês (II) monohidratado, Sulfato de zinco;
- Não perigoso segundo Auburn University (2006, p.18) e Indiana University Northwest
(2003, p.18-20), conforme apresentado na Tabela 13: nove substâncias, quais sejam, Ácido
bórico, Ácido nicotínico, Ágar, Cloreto de cálcio di-hidratado, Iodeto de potássio, Potássio
dihidrogenofosfato, Sacarose, Sulfato de magnésio heptahidratado, Sulfato de manganês
(II) monohidratado (segundo Merck Chemichal – International (2011), é perigoso);
- Sem especificação pela Merck Chemichal – International (2011) além de não presentes nas
cinco listagens de perigosos da NBR 10004/2004 e na lista de não perigosos (Tabela 13:
Auburn University, 2006, p.18 e Indiana University Northwest, 2003, p.18-20): seis
substâncias, sendo Ácido etilenodiamino tetra-acético, Glicina, Molibdato de sódio
dihidratado, Myo-inositol (i-inositol, meso-isositol), Piridoxina (vitamina B6) eTiamina,
ácido clorídrico (vitamina B1).
Para o Laboratório de Biologia Molecular, as informações pesquisadas (fórmula,
química, informações de segurança, número CAS, classificação e característaca de
periculosidade), são apresentadas na Tabela 16. Para o referido laboratório, foi possível
identificar as seguintes condições e/ou classificações para 23 possíveis resíduos químicos:
- Perigoso, constando em uma das cinco listagens da NBR 10004/2004 (resíduos perigosos
de fontes não específicas, resíduos perigosos de fontes específicas, substâncias que
conferem periculosidade aos resíduos, substâncias agudamente tóxicas e substâncias
tóxicas): três substâncias, Acrilamida, Clorofórmio eFenol;
- Perigoso segundo Merck Chemichal – International (2011): cinco substâncias, sendobisAcrilamida, Álcool isoamílico, Brometo de etídio, Hidróxido de sódio e Nitrato de prata;
- Não perigoso segundo Auburn University (2006, p.18) e Indiana University Northwest
(2003, p.18-20), conforme apresentado na Tabela 13: seis substâncias, Azul de
bromofenol, Carbonato de cálcio, Carbonato de sódio, Cloreto de sódio, Glucose D(+)
anidra (dextrose) e Uréia;
Sem especificação pela Merck Chemichal – International (2011) além de não presentes nas
cinco listagens de perigosos da NBR 10004/2004 e na lista de não perigosos (Tabela 13):
seis substâncias, Agar MacCONKEY, Agarose grau Biologia Molecular, Ácido
etilenodiamino tetra-acético - 2Na (Na2EDTA.2H2O), “Ladder” (100 bp), TAQ DNA
Polimerase e Tris, hidrocloreto;
61
- Não foram encontradas informações nas referências citadas (Merck Chemichal –
International, 2011; NBR 10004/2004 (ABNT, 2004a) e Tabela 13 deste trabalho) para três
produtos: cloreto de potássio, Marcador de peso molecular pBR322 DNA e Polivinil 2pirrolidona.
Já, na Tabela 17 são apresentados outros resíduos passíveis de geração nos referidos
laboratórios, além de substâncias químicas. Os resíduos apresentados nesta tabela são
considerados resíduos não perigosos, alguns, inclusive passíveis de reciclagem, exceto se os
mesmos estiverem contaminados com substâncias classificadas como perigosas.
A identificação e classificação adequadas dos resíduos laboratoriais são fundamentais
para o sucesso de outras etapas de um plano de gerenciamento de resíduos, que incluem a
segregação no momento e local de sua geração, acondicionamento, rotulagem, assim como
atividades para minimização de resíduos.
62
Tabela 15 - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró
Substâncias químicas1
2
2
Nome comum
Fórmula química
Ácido bórico
H3BO3
Ácido nicotínico
Ágar
Cloreto de cálcio dihidratado
3-(COOH)-C5H4N
--
Pode comprometer a fertilidade. Risco
durante a gravidez com efeitos adversos
em descendentes.
Irritante para os olhos.
--
CaCl2.2H2O
Irritante para os olhos.
CoCl2.6H2O
Pode causar câncer por inalação. Pode
comprometer a fertilidade.Pode causar
sensibilização por inalação e em contato
com a pele.Muito tóxico para os
organismos aquáticos, podendo causar
efeitos danososem longo prazo no
ambiente aquático.
Cloreto de cobalto
(II) hexahidratado
Ácido
etilenodiaminotetraacético, 2Na
(Na2EDTA.2H2O)
Glicina
C10H14N2Na2O8.2H2O
Informações de segurança
--
Número CAS2
(Chemical Abstract
Substance)
Classificação
Característica de
periculosidade
10043-35-3
Não perigoso3
NA4
59-67-6
9002-18-0
Não perigoso3
Não perigoso3
NA4
NA4
10035-04-8
Não perigoso3
NA4
7791-13-1
6381-92-6
Perigoso2
5, 6
Não há
especificação
em2
Carcinogenicidade, toxidez para
reprodução,
sensibilizante,
perigo para o
ambiente,
mutagenicidade2.
--
5, 6
H2NCH2COOH
--
56-40-6
Não há
especificação
em2
--
5, 6
Iodeto de potássio
Continua
KI
--
7681-11-0
Não perigoso3
NA4
63
Tabela 15 (cont.) - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais, CPCVSA, UFERSA, campus
Mossoró
Substâncias químicas1
Nome comum
Molibdato de sódio
dihidratado
2
Fórmula química
Na2MoO4.2H2O
2
Informações de segurança
--
Número CAS2
(Chemical Abstract
Substance)
10102-40-6
Classificação
Não há
especificação
em2
Característica de
periculosidade
--
5, 6
Myo-inositol (iinositol, mesoisositol)
C6H12O6
NH4NO3
Nitrato de potássio
KNO3
Potássio
dihidrogenofosfato
(fosfato de potássio
monobásico)
Sacarose
Continua
87-89-8
--
5, 6
Nitrato de amônio
Piridoxina (vitamina
B6)
--
Não há
especificação
em2
--
Em contato com material combustível,
pode causar incêndio. Pode explodir
quando misturado com material
combustível.
Em contato com material combustível,
pode causar incêndio.
--
6484-52-2
7757-79-1
65-23-6
Perigoso2
5, 6
Perigoso2
5, 6
Não há
especificação
em 2
Oxidante2
Oxidante2
--
5, 6
KH2PO4
--
7778-77-0
Não perigoso3
NA4
--
--
57-50-1
Não perigoso3
NA4
64
Tabela 15 (cont.) - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais, CPCVSA, UFERSA, campus
Mossoró
Substâncias químicas1
Nome comum
Sulfato de cobre (II)
pentahidratado
Sulfato de ferro (II)
heptahidratado
Sulfato de magnésio
heptahidratado
Sulfato de manganês
(II) monohidratado
Sulfato de zinco
monohidratado
Continua
2
Fórmula química
CuSO4.5H2O
FeSO4.7H2O
MgSO4.7H2O
MnSO4.H2O
ZnSO4.H2O
2
Informações de segurança
Nocivo se ingerido. Irritante para os
olhos e pele.Muito tóxico para
organismos aquáticos, podendo causar
efeitos adversosem longo prazo no
ambiente aquático.
Nocivo se ingerido. Irritante para os
olhos e pele.
-Nocivo: risco de efeitos graves para a
saúde em caso de exposição prolongada
por inalação e ingestão. Tóxico para os
organismos aquáticos, podendo causar
efeitos adversos em longo prazo no
ambiente aquático.
Nocivo por ingestão. Risco de lesões
oculares graves.Muito tóxico para os
organismos aquáticos, podendo causar
efeitos adversos em longo prazo no
ambiente aquático.
Número CAS2
(Chemical Abstract
Substance)
7758-99-8
7782-63-0
10034-99-8
10034-96-5
Classificação
Perigoso2
5, 6
Perigoso2
Nocivo, irritante,
perigoso para o
ambiente2.
5, 6
Nocivo, irritante2.
Não perigoso3
NA4
Perigoso2
Nocivo,
perigosopara o
ambiente2.
5, 6
Não perigoso3
7446-19-7
Característica de
periculosidade
Perigoso2
5, 6
Nocivo, irritante,
perigoso para o
ambiente2.
65
Tabela 15 (cont.) - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais, CPCVSA, UFERSA, campus
Mossoró
Substâncias químicas1
Nome comum
Tiamina, ácido
clorídrico (vitamina
B1)
1
2
Fórmula química
C12H17ClN4OS.HCl
2
Informações de segurança
--
Número CAS2
(Chemical Abstract
Substance)
67-03-8
Substâncias químicas com possibilidade de tornarem-se resíduos.
De acordo com Merck Chemichal – International (2011).
3
Conforme Tabela 13 (Adaptado de Auburn University (2006, p.18) e Indiana University Northwest (2003, p.18-20)).
4
Não aplicável.
5
Não consta nas três listas de substâncias perigosas da NBR 10004/2004 (ANEXOS 1, 2 e 3 deste trabalho).
6
Não consta na lista de substâncias não perigosas (Tabela 13).
Fonte: Dados obtidos com a pesquisa e complementados com as fontes especificadas.
2
Classificação
Não há
especificação
em2
5, 6
Característica de
periculosidade
--
66
Tabela 16 - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró
Substâncias químicas1
Nome comum
Acrilamida
bis-Acrilamida
Agar MacCONKEY
Fórmula química
Informações de segurança
Número CAS2
(Chemical Abstract
Substance)
CH2CHCONH2
Pode causar câncer.Pode causar
alterações genéticas hereditárias.
Nocivo por inalação e em contato com a
pele.Tóxico por ingestão.Irritante para
os olhos e pele.Pode causar
sensibilização em contato com a pele.
Risco de efeitos graves para a saúde em
caso de exposição prolongada por
inalação, em contato com a pele e por
ingestão. Possíveis riscos de
comprometer a fertilidade.
79-06-1
2
--
--
2
Idem a Acrilamida.
--
--
--
Classificação
Característica de
periculosidade
Perigoso3, 4
Toxicidade4
Perigoso2
7, 8
Não há
especificação
em2
7, 8
Continua
Carcinogenicidade,
mutagenicidade,
toxicidade, irritante,
sensibilizante,
toxidez para
reprodução2.
--
67
Tabela 16 (cont.) - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró
Substâncias químicas1
Nome comum
Agarose grau
Biologia Molecular
2
Fórmula química
--
2
Informações de segurança
--
Número CAS2
(Chemical Abstract
Substance)
9012-36-6
Classificação
Não há
especificação
em2
Característica de
periculosidade
--
7, 8
Álcool isoamílico
(CH3)2CHCH2CH2OH
Inflamável.Nocivo por inalação.Irritante
para as vias respiratórias.Pode provocar
secura da pele ou fissuras, por
exposição repetida.
Azul de bromofenol
(indicador)
--
--
Brometo de etídio
--
Carbonato de cálcio
Carbonato de sódio
-Na2CO3
Continua
Após contato com a pele, lavar imediata
e abundantemente com sabão e água.
Usar vestuário de proteção e luvas
adequadas.Em caso de acidente ou de
indisposição, consultar imediatamente o
médico (se possível mostrar-lhe o
rótulo).Em caso de inalação acidental,
remover a vítima da zona contaminada
e mantê-la em repouso.
---
123-51-3
115-39-9
1239-45-8
497-19-8
Perigoso2
7, 8
Inflamável, nocisvo,
irritante2.
Não perigoso5
NA6
Perigoso2
7, 8
Muito tóxico,
irritante,
mutagênico2.
Não perigoso5
Não perigoso5
NA6
NA6
68
Tabela 16 (cont.) - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró
Substâncias químicas1
2
2
Nome comum
Fórmula química
Informações de segurança
Cloreto de sódio
NaCl
Clorofórmio
CHCl3
-Nocivo por ingestão. Irritante para a
pele.Possibilidade de causar câncer.
Risco de efeitos graves para a saúde em
caso de exposição prolongada por
inalação e ingestão.
Ácido
etilenodiamino tetraacético, 2Na
(Na2EDTA.2H2O)
Fenol
Glucose D(+) anidra
(dextrose)
Hidróxido de sódio
“Ladder” (100 bp)
C10H14N2Na2O8.2H2O
--
Número CAS2
(Chemical Abstract
Substance)
7647-14-5
Classificação
Característica de
periculosidade
Não perigoso5
NA6
67-66-3
Perigoso3, 4
Tóxico4
6381-92-6
Não há
especificação
em2
C6H6O
--
108-95-2
Perigoso3, 4
Tóxico4
C6H12O6
--
50-99-7
Não perigoso5
NA6
NaOH
Em caso de contato com os olhos, lavar
imediata e abundantemente com água e
consultar um especialista. Usar luvas e
equipamento protetor para os olhos/face
adequados. Em caso de acidente ou de
indisposição, consultar imediatamente o
médico.
1310-73-2
--
--
--
Perigoso2
7, 8
Não há
especificação
em2
7,8
Continua
--
7,8
Corrosivo2
--
69
Tabela 16 (cont.) - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró
Substâncias químicas1
Nome comum
Nitrato de prata
TAQ DNA
Polimerase
2
2
Fórmula química
Informações de segurança
--
Em contato com material combustível
pode causar incêndio. Provoca
queimaduras.Muito tóxico para os
organismos aquáticos, podendo causar
efeitos adverso em longo prazo no
ambiente aquático.
--
--
Número CAS2
(Chemical Abstract
Substance)
7761-88-8
--
Classificação
Perigoso2
7, 8
Não há
especificação
em2
Característica de
periculosidade
Corrosivo, oxidante,
perigoso para o
ambiente2.
--
7,8
Tris, hidrocloreto
C4H11NO3 - HCl
--
1185-53-1
Não há
especificação
em2
--
7,8
Uréia
1
CO(NH2)2
--
57-13-6
Não Perigoso5
NA6
Substâncias químicas com possibilidade de tornarem-se resíduos.
De acordo com Merck Chemichal – International (2011).
3
Consta na lista de substâncias que conferem periculosidade aos resíduos, da NBR 10004/2004 (ANEXO 1 deste trabalho).
4
Consta na lista de substâncias tóxicas da NBR 10004/2004 (ANEXO 3 deste trabalho).
5
Conforme Tabela 13 (Adaptado de Auburn University (2006, p.18) e Indiana University Northwest (2003, p.18-20)).
6
Não aplicável.
7
Não consta nas três listas de substâncias perigosas da NBR 10004/2004 (ANEXOS 1, 2 e 3 deste trabalho).
8
Não consta na lista de substâncias não perigosas (Tabela 13).
Obs.: não foram encontradas informações nas referências citadas (Merck Chemichal – International, 2011; NBR 10004/2004 (ANEXOS 1, 2 e 3 deste trabalho) e Tabela 13
deste trabalho) para os seguintes produtos a serem utilizados no Laboratório de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA: cloreto de potássio, Marcador de peso molecular
pBR322 DNA e Polivinil 2-pirrolidona.
Fonte: Dados obtidos com a pesquisa e complementados com as fontes especificadas.
2
70
Tabela 17- Outros resíduos passíveis de geração no Laboratório de Cultura de Tecidos
Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró
Laboratório
Cultura de Tecidos Vegetais
Biologia Molecular
Resíduo
Algodão
Vidraria quebrada
Filme de PVC
Papel
Papel alumínio
Vidraria quebrada
Carvão ativado
Classificação
Não perigoso1
Não perigoso1
Não perigoso1
Não perigoso1
Não perigoso1
Não perigoso1
Não perigoso1
1
São resíduos não perigosos, exceto se estiverem contaminados comprodutos químicos perigosos, radioativos
e/ou com riscos biológicos.
Fonte: Dados obtidos com a pesquisa.
5.1.2 Acondicionamento e rotulagem
A seguir, apresentam-se sugestões para acondicionamento e rotulagem dos resíduos
químicos passíveis de geração nos Laboratórios de Cultura de Tecidos e de Biologia
Molecular, classificados como perigosos, seja segundo a NBR 100004/2004, seja de acordo
com Merck Chemichal – International (2011) (item 5.1.1), sendo: (i) para o Laboratório de
Cultura de Tecidos: cloreto de cobalto (II) hexahidratado, nitrato de amônio, nitrato de
potássio, sulfato de cobre (II) pentahidratado, sulfato de manganês (II) monohidratado e
sulfato de zinco monohidratado e (ii) para o Laboratório de Biologia Molecular: acrilamida,
clorofórmio, fenol, bis-acrilamida, álcool isoamílico, brometo de etídio, hidróxido de sódio e
nitrato de prata.
Na Tabela 18 são especificados os tipos de coletores de resíduos químicos e a
quantidade de resíduo a ser acondicionada no coletor para os resíduos classificados como
perigos para os laboratórios em análise. Em função das características dos resíduos químicos,
foram indicados, basicamente, quatro tipos de recipientes para acondicionamento dos
mesmos: (i) resistente a rompimento, de preferência de plástico e fechado firmemente; (ii) de
vidro; (iii) de plástico e (iv) de vidro com alta vedação, evitando a emanação de vapores para
o ambiente.
71
Tabela 18 - Sugestão para acondicionamento dos resíduos químicos passíveis de geração nos
Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA,
campus Mossoró, classificados como perigosos
Laboratório
1
Substância química
Cloreto de cobalto (II)
hexahidratado
Cultura de
Tecidos
Vegetais
Nitrato de amônio
Nitrato de potássio
Sulfato de cobre (II)
pentahidratado
Sulfato de manganês
(II) monohidratado
Sulfato de zinco
monohidratado
Acrilamida
Clorofórmio
Fenol
Biologia
Molecular
Bis-acrilamida
Álcool isoamílico
Brometo de etídio
Hidróxido de sódio
Nitrato de prata
1
Coletor de resíduo químico
2, 3
Recipiente resistente a rompimento,
de preferência de plástico e fechado
firmemente.
Vidro ou plástico
Plástico
Recipiente resistente a rompimento,
de preferência de plástico e fechado
firmemente.
Vidro ou plástico
Recipiente resistente a rompimento,
de preferência de plástico e fechado
firmemente.
Recipiente de vidro com alta
vedação, evitando a emanação de
vapores para o ambiente.
Recipiente de vidro com alta
vedação, evitando a emanação de
vapores para o ambiente.
Recipiente de vidro com alta
vedação, evitando a emanação de
vapores para o ambiente.
Recipiente de vidro com alta
vedação, evitando a emanação de
vapores para o ambiente.
Vidro ou plástico
Recipiente de vidro com alta
vedação, evitando a emanação de
vapores para o ambiente.
Plástico
Recipiente resistente a rompimento,
de preferência de plástico e fechado
firmemente.
Quantidade de
resíduo
acondicionado
no coletor4
75% da
capacidade
volumétrica total
do coletor
Idem
Idem
Idem
Idem
Idem
Idem
Idem
Idem
Idem
Idem
Idem
Idem
Idem
Substâncias químicas com possibilidade de tornarem-se resíduos.
O tipo de coletor deve ser escolhido com base nos critérios de compatibilidade química entre os resíduos e o
material do coletor. Foram consultadas as informações apresentadas no ANEXO 6 e ANEXO 7.
3
Baseado em Merck Chemichal – International (2011).
4
Por questões de segurança, a quantidade de resíduos acondicionados em um determinado coletor limita-se a
75% da capacidade volumétrica total do coletor (ESALQ-USP, 2008, p.3-4).
Fonte: Dados obtidos com a pesquisa e complementados com as fontes especificadas.
2
72
Quanto à rotulagem dos resíduos químicos que poderão ser gerados nos Laboratórios
de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, a Figura 10 apresenta um modelo
sugerido para utilização no gerenciamento dos mesmos e que foi preenchido para a substância
Acrilamida, a ser utilizada no Laboratório de Biologia Molecular. O referido modelo foi
elaborado com base no rótulo padrão utilizado no programa de gestão de resíduos químicos da
UFSCar (MACHADO; SALVADOR, 2005, p.13).
Figura 10 - Modelo de rótulo1 sugerido para utilização no gerenciamento dos resíduos
químicos passíveis de geração nos Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia
Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró e preenchido para a substância Acrilamida,
classificada como perigosa, a ser utilizada no Laboratório de Biologia Molecular
1
Baseado no rótulo padrão utilizado no programa de gestão de resíduos químicos da UFSCar (MACHADO;
SALVADOR, 2005, p.13).
Fonte: Dados obtidos com a pesquisa e complementados com as fonte especificada.
A Tabela 19 apresenta uma sugestão para acondicionamento de outros resíduos
passíveis de geração nos Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia
Molecular. Para resíduos não perigosos, as ações de gerenciamento devem estar de acordo
com o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos - PGRS - da UFERSA (UFERSA, 2010)
e suas complementações e atualizações. Este prevê, entre outros, a segregação e coleta
seletiva para os materiais recicláveis e a coleta para encaminhamento ao aterro sanitário
municipal dos demais resíduos sólidos não perigosos.
73
Tabela 19 - Sugestão para acondicionamento de outros resíduos1, 2passíveis de geração nos
Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA,
campus Mossoró
Laboratório
Resíduo
1
Algodão
Cultura de
Tecidos
Vegetais
Vidraria
quebrada
Filme de PVC
Papel
Papel alumínio
Vidraria
quebrada
Biologia
Molecular
Carvão ativado
Papel
1
Coletor de resíduo
3
Saco de plástico (baseado na NBR 9191)
contido em recipiente de material lavável,
resistente à punctura, ruptura ou vazamento
com identificação de OUTROS
Caixa de papelão forrada com plástico com
identificação de VIDRO DE
LABORATÓRIO4
Saco de plástico (baseado na NBR 9191)
contido em recipiente de material lavável,
resistente à punctura, ruptura ou vazamento
com identificação de MATERIAL
RECICLÁVEL
Idem
Idem
Caixa de papelão forrada com plástico com
identificação de VIDRO DE
LABORATÓRIO4
Saco de plástico (baseado na NBR 9191)
contido em recipiente de material lavável,
resistente à punctura, ruptura ou vazamento
com identificação de OUTROS
Saco de plástico (baseado na NBR 9191)
contido em recipiente de material lavável,
resistente à punctura, ruptura ou vazamento
com identificação de MATERIAL
RECICLÁVEL
Quantidade de
resíduo
acondicionado
no coletor3
2/3 da capacidade
volumétrica total
do coletor
Idem
Idem
Idem
Idem
Idem
Idem
Idem
São resíduos não perigosos, exceto se estiverem contaminados com produtos químicos perigosos, radioativos
e/ou com riscos biológicos.
2
Caso estes resíduos estejam contaminados com resíduos perigosos, deverão ser coletados separadamente do
lixo comum e encaminhadospara incineração por parte do responsável pelo resíduo. O recipientecoletor desse
lixo deve estar devidamente identificado com palavras deadvertência: “Lixo Tóxico, Não Mexa!”, para alertar os
responsáveispela limpeza a não retirá-lo sem autorização (COUTO et al., 2010, p.20).
3
Baseado em BRASIL (2004).
4
University of Washington(2010, p.3-16).
Fonte: Dados obtidos com a pesquisa e complementados com as fontes especificadas.
74
6
CONCLUSÕES
O desenvolvimento do presente trabalho possibilitou as seguintes conclusões:
- Foram propostas diretrizes (especificadas no item Resultados e discussão) para a
classificação, segregação, acondicionamento e rotulagem dos possíveis resíduos a serem
gerados nos laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, CPCVA,
UFERSA, campus Mossoró, tendo sido identificados resíduos perigosos e não perigosos,
tipo de recipiente para acondicionamento dos mesmos e modelo de rótulo.
- As principais substâncias químicas (21) a serem utilizadas no Laboratório de Cultura de
Tecidos Vegetais, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró, passíveis de gerarem resíduos
foram: ácido bórico, ácido etilenodiamino tetra-acético, ácido nicotínico, ágar, cloreto de
cálcio di-hidratado, cloreto de cobalto (II)hexahidratado, glicina, iodeto de potássio,
molibdato de sódio dihidratado, myo-inositol (i-inositol, meso-isositol), nitrato de amônio,
nitrato de potássio, piridoxina (vitamina B6), potássio dihidrogenofosfato, sacarose, sulfato
de cobre (II) pentahidratado, sulfato de magnésio heptahidratado, sulfato de manganês (II)
monohidratado, sulfato de manganês (II) monohidratado, sulfato de zinco e tiamina, ácido
clorídrico (vitamina B1).
- No Laboratório de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró, foram
levantadas 23 substâncias químicas passíveis de se tornarem resíduos, quais sejam:
acrilamida,“Ladder” (100 bp), ácido etilenodiamino tetra-acético - 2Na (Na2EDTA.2H2O),
ágar MacCONKEY, agarose grau biologia molecular, álcool isoamílico, azul de
bromofenol, bis-acrilamida, brometo de etídio, carbonato de cálcio, carbonato de sódio,
cloreto de potássio, cloreto de sódio, clorofórmio, fenol, glucose D(+) anidra (dextrose),
hidróxido de sódio, marcador de peso molecular pBR322 DNA, nitrato de prata, polivinil
2-pirrolidona, TAQ DNA polimerase, tris – hidrocloreto e uréia.
- Com relação à classificação dos resíduos químicos passíveis de serem gerados no
Laboratório de Cultura de Tecidos, observou-se:
75
(i) seis não foram classificados por falta de especificação pela Merck Chemichal –
International (2011); não presença nas cinco listagens de perigosos da NBR 10004/2004 e
na lista de não perigosos segundo Auburn University (2006, p.18) e Indiana University
Northwest (2003, p.18-20): ácido etilenodiamino tetra-acético, glicina, molibdato de sódio
dihidratado, myo-inositol (i-inositol, meso-isositol), piridoxina (vitamina B6) e tiamina,
ácido clorídrico (vitamina B1).
(ii) seis foram classificados em perigosos (de acordo com Merck Chemichal –
International, 2011): cloreto de cobalto (II) hexahidratado, nitrato de amônio, nitrato de
potássio, sulfato de cobre (II) pentahidratado, sulfato de manganês (II) monohidratado e
sulfato de zinco;
(iii) nove foram classificados como não perigosos (segundo Auburn University, 2006, p.18
e Indiana University Northwest, 2003, p.18-20): ácido bórico, ácido nicotínico, ágar,
cloreto de cálcio di-hidratado, iodeto de potássio, potássio dihidrogenofosfato, sacarose,
sulfato de magnésio heptahidratado e sulfato de manganês (II) monohidratado.
- Para o Laboratório de Biologia Molecular, a classificação dos resíduos químicos passíveis
de serem gerados foi a seguinte:
(i) não foram encontradas informações nas referências citadas (Merck Chemichal –
International, 2011; NBR 10004/2004 (ABNT, 2004a) e Tabela 13 deste trabalho) para três
produtos: cloreto de potássio, Marcador de peso molecular pBR322 DNA e Polivinil 2pirrolidona;
(ii) seis não foram classificados por falta de especificação pela Merck Chemichal –
International (2011); não presença nas cinco listagens de perigosos da NBR 10004/2004 e
na lista de não perigosos segundo Auburn University (2006, p.18) e Indiana University
Northwest (2003, p.18-20): ágar MacCONKEY, agarose grau biologia molecular, ácido
etilenodiamino tetra-acético - 2Na (Na2EDTA.2H2O), “Ladder” (100 bp), TAQ DNA
polimerase e tris – hidrocloreto;
(iii) três foram classificados em perigosos (de acordo com a NBR 10004/2004): acrilamida,
clorofórmio e fenol;
(iv) cinco foram classificados em perigosos (de acordo com Merck Chemichal –
International, 2011): bis-acrilamida, álcool isoamílico, brometo de etídio, hidróxido de
sódio e nitrato de prata;
76
(v) seis foram classificados como não perigosos (segundo Auburn University, 2006, p.18 e
Indiana University Northwest, 2003, p.18-20): azul de bromofenol, carbonato de cálcio,
carbonato de sódio, cloreto de sódio, glucose D(+) anidra (dextrose) e uréia.
- A identificação e classificação adequadas dos resíduos laboratoriais são fundamentais para
o sucesso de outras etapas de um plano de gerenciamento de resíduos, que incluem a
segregação no momento e local de sua geração, acondicionamento, rotulagem, assim como
atividades para minimização de resíduos.
- Em função das características dos possíveis resíduos químicos que serão gerados nos
Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, foram indicados,
basicamente, quatro tipos de recipientes para acondicionamento dos resíduos classificados
como perigosos: (i) resistente a rompimento, de preferência de plástico e fechado
firmemente, para soluções e sólidos que contenham metais pesados; (ii) de vidro, para
soluções de sais inorgânicos e solventes orgânicos não halogenados; (iii) de plástico, para
bases inorgânicas e soluções de bases inorganicas; e (iv) de vidro com alta vedação,
evitando a emanação de vapores para o ambiente, para produtos carcinogênicos e
compostos combustíveis classificados como “muito tóxicos” ou “tóxicos”.
- Para outros resíduos, não contaminados com resíduos periogosos, passíveis de geração nos
Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, foram sugeridos os
seguintes coletores: (i) saco de plástico (baseado na NBR 9191) contido em recipiente de
material lavável, resistente à punctura, ruptura ou vazamento com identificação de
OUTROS; (ii) saco de plástico (baseado na NBR 9191) contido em recipiente de material
lavável, resistente à punctura, ruptura ou vazamento com identificação de MATERIAL
RECICLÁVEL e (iii) caixa de papelão forrada com plástico com identificação de VIDRO
DE LABORATÓRIO. Para resíduos não perigosos, as ações de gerenciamento devem estar
de acordo com o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos - PGRS - da UFERSA
(UFERSA, 2010) e suas complementações e atualizações.
77
7
RECOMENDAÇÕES
Considerando a importância do tema abordado neste trabalho, apresentam-se algumas
recomendações a serem adotadas pela UFERSA:
- Elaboração de um Programa de Gerenciamento de Resíduos Laboratoriais da UFERSA o
qual deverá especificar, minimamente: (i) objetivos do programa; (ii) diretrizes do
programae (iii) normas de procedimentos para classificação, segregação, identificação,
acondicionamento, tratamento, coleta, transporte, armazenamento e disposição de resíduos
laboratoriais;
- Sugere-se ainda que façam parte do Programa de Gerenciamento de Resíduos
Laboratoriais da UFERSA os seguintes elementos básicos:
(i) Definição de cursos de capacitação com objetivos de esclarecer, sensibilizar e fortalecer
processos e procedimentos a serem adotados por professores, técnicos e alunos utilizadores
de laboratórios (adaptado de SILVA et al., 2010, p.197);
(ii) Definição do monitoramento do Programa de Gerenciamento de Resíduos
Laboratoriais da UFERSA através de indicadores de desempenho tais como (adaptado de
SILVA et al., 2010, p.199): percentual de recursos financeiros destinados ao
gerenciamento de resíduos, taxa anual de geração de resíduos, taxa anual de tratamento de
resíduos, entre outros;
(iii) Inventário do ativo de resíduos químicos;
(iv) Inventário do passivo ambiental de resíduos químicos;
- Após sua elaboração, recomenda-se a implantação do Programa de Gerenciamento de
Resíduos Laboratoriais da UFERSA;
- Definição de ações de educação ambiental para toda a comunidade acadêmica,
direcionadas para a sensibilização quanto à necessidade do gerenciamento adequado de
resíduos laboratoriais e divulgação das ações e resultados verificados a partir da
implantação do Programa de Gerenciamento de Resíduos Laboratoriais da UFERSA;
- Para o estudo presente, recomenda-se uma complementação em relação aos resíduos que
serão gerados decorrentes dos ensaios executados nos laboratórios de Cultura de Tecidos
Vegetais e de Biologia Molecular.
78
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fevereiro
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1998;
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dá
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em:
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83
APÊNDICE:
FORMULÁRIO SIMPLIFICADO
Laboratório:
Departamento:
Nome:
Responsável
E-mail:
Pesquisa ( )
Utilização
laboratório
do Ensino/Graduação ( )
Ensino/Pós-Graduação (
)
Área de atuação do laboratório
Os experimentos realizados são
englobados, principalmente, em
qual
das
áreas
de
ensino/pesquisa?
Possíveis resíduos gerados neste laboratório como
por exemplo, seringas, reagentes químicos ou
soluções destes (ácido sulfúrico, acetona, cloro,
mercúrio, hidróxido de sódio...), amostras,
material de escritório, material elétrico, pilhas,
baterias, embalagem de agrotóxico, etc.
Se achar relevante,sugira formas de
reaproveitamento,
armazenamento,
substituição, disposição final para qualquer
um dos resíduos.
Data do preenchimento:________________________________
84
ANEXO 1:
SUBSTÂNCIAS QUE CONFEREM PERICULOSIDADE AOS RESÍDUOS
(NBR 10004/2004)
U394
CAS –
Chemical
Abstract
Substance
30558-43-1
U144
U112
P092
U214
P002
301-04-2
141-78-6
62-38-4
563-68-8
591-08-2
U005
U004
U003
P010
53-96-3
98-86-2
75-05-8
7778-39-4
98-05-5
75-60-5
74-90-8
7664-39-3
64-18-6
79-06-1
140-88-5
Substâncias
Nome comum
Outra denominação
A2213
N-N-Dimetilmetilcarbanoiloximino-2(metilo) acetamida
Acetato de chumbo (II)
Acetato de etila
Acetato de fenilmercúrio
Acetato de tálio (I)
1-Acetil-2-tiouréia
N-(Aminotioxometil)acetamida
N-9H-Fluoreno-2-il-acetamida
Fenilmetilcetona
2-Acetilaminofluoreno
Acetofenona
Acetonitrita
Ácido arsênico
Ácido benzenoarsênico
Ácido cacodílico
Ácido cianídrico
Ácido fluorídrico
Ácido fórmico
Acrilamida
Acrilato de etila
Óxido de hidroximetilarsina
Fluoreto de hidrogênio
Ácido metanoico
2-Propenamida
Éster etílico do ácido 2propenóico
Acrilonitrila
Acroleína
Aflatoxinas
Alcatrão de carvão
Álcool alítico
Álcool isobutílico
Álcool propargílico
Aldicarb
Aldicarbsulfone
Aldrin
Amarelo de metila
4-Aminobifenila
5-(Aminometil)-3-isoxazolol
1-Aminonaftaleno
2-Aminonaftaleno
4-Aminopiridina
Amitrol
Anidricoftálico
Anidricomaléico
Anilina
Antimônio
Antimônio
(compostos
antimônio) NE¹
2-Propenal
2-Propen-1-ol
2-Propin-1-ol
p-Dimetilaminoazobenzeno
5-(Aminometil)-3(2H)isoxazolona
1-Naftilamina
2-Naftilamina
4-Piridilamina
1H-1,2,4-Trizol-3-amino
Benzenoamina
de
Código de
identificação
U136
P063
U134
U123
U007
U113
U009
P003
P005
U140
P102
P070
P203
P004
U093
P007
U167
U168
P008
U011
U190
U147
U012
107-13-1
107-02-8
1402-68-2
8007-45-2
107-18-6
78-83-1
107-19-7
116-06-3
1646-88-4
309-00-2
60-11-7
92-67-1
2763-96-4
134-32-7
91-59-8
504-24-5
61-82-5
85-44-9
108-31-6
62-53-3
7440-36-0
85
Aramite
Arsênio
Arsênio (compostos de arsênio)
NE¹
Auramina
Azaserine
Aziridina
Barban
Bário
Bário (compostos de bário) NE¹
Bendiocarb
Bendiocarb fenol
Benomil
Benzeno
Benzenos clorados – NE¹
Benzenodiamina
Benzidina
Benzo[a]antraceno
Benzo(a)pireno
3,4-Benzoacridina
Benzo(b)fluoranteno
Benzo(j)fluoranteno
Benzo(k)fluoranteno
p-Benzoquinona
Berílio (compostos de berílio)
NE¹
Berílio (pós)
Bifenilaspolicloradas (PCB)
2,2’-Bioxirane
Bis-clorometil éter
Bissulfeto de tetrabutiltiuram
Brometo de cianogênio
Brometo de metila
Bromoacetona
4-Bromofenil-feniléter
Bromofórmio
Brucina
N-Butil-N-nitroso 1-butanoamina
Cádmio
Cádmio (compostos de cádmio)
NE¹
Carbaril
Carbendazim
Sulfeto
de
2-(p-tercbutilfenoxi)
isopropil 2-cloroetil
140-57-8
7440-38-2
4,4’-(Imidocarbonil)-bis-N,N’dimetilbanzenoamin
Diazoacetato de L-serina
Etilenimina
4-Cloro-2-butinil (3-clorofenil)
carbamato
U014
492-80-8
U015
P054
U280
115-02-6
151-56-4
101-27-9
7440-39-
2,2-Dimetil-1,3-benzodioxol4-ilcarbamato de metila
2,2-Dimetil-1,3-benzodioxol4-ol carbamato de metila
N-1-[(Butilamino)carbonil]1Hbenzimidazol-2-ilcarbamato
de metil
Fenilenodiamina
[1,1’-Bifenil]-4,4’-diamina
1,2-Benzantraceno
3,4-Benzopireno
1,4-Ciclohexadienodion
1,2,3,4-Diepoxibutano
Éter bis-clorometílico
Brometano
1-Bromo-2-propanona
1-Bromo-4-fenoxibenzeno
Tribromometano
2,3-Dimetóxiestricnidina-10ona
N-Metilcarbamato de 1-naftila
N-1H-Benzimidazol-2ilcarbamato de metil
U278
22781-23-3
U364
22961-82-6
U271
17804-35-2
U019
71-43-2
U197
25265-76-3
92-87-5
56-55-3
50-32-8
225-51-4
205-99-2
205-82-3
207-08-9
106-51-4
P015
7440-41-7
U085
P016
1464-53-5
542-88-1
1634-02-2
506-68-3
74-83-9
598-31-2
101-55-3
357-57-3
2008-41-5
U021
U018
U022
U016
U246
U029
P017
U030
P018
U172
924-16-3
7440-43-9
U279
U372
63-25-2
10602-21-7
86
Carbofuran
Carbofuran fenol
Carbonato de tálio (I)
Carbonila de níquel
Carbosulfan
Chumbo
Chumbo (compostos de chumbo)
NE¹
Chumbo tetraetila
Cianeto de bário
Cianeto de cálcio
Cianeto de cobre (I)
Cianeto de etila
Cianeto de níquel (II)
Cianeto de potássio
Cianeto de prata
Cianeto de prata e potássio
Cianeto de sódio
Cianeto de zinco
Cianeto (Sais de cianeto) NE¹
Cianogênio
Cicloato
2-Ciclohexil-4,6-dinitrofenol
Citrusred nº 2
Cloral
Clorambucil
Clordano
Cloreto de acetila
Cloreto de alila
Cloreto de benzal
Cloreto de benzila
Cloreto de cianogênio
Cloreto de dimetilcarbamoíla
Cloreto de metila
Cloreto de metileno
Cloreto de o-toluidina
Cloreto de tálio (I)
Cloreto de vinila
Cloridrato de formetanato
Clornafazin
Cloroacetaldeído
Cloroalquil éter NE¹
p-Cloroanilina
Clorobenzeno
Clorobenzilato
Clorocarbonato de metila
1-(o-Clorofenil)-tiouréia
2,3-Dihidro-2,2-dimetil-7benzofuranol carbamato
metila
P127
U367
1563-66-2
1563-38-8
U215
P073
P189
6533-73-9
13463-39-3
55285-14-8
7439-92-1
P110
P013
P021
P029
P101
P074
P098
P104
P099
P106
P121
P030
P031
78-00-2
542-62-1
592-01-8
544-92-3
107-12-0
557-19-7
151-50-8
506-64-9
506-61-6
143-33-9
557-21-1
de
Propanonitrila
Ciclohexiletiltiocarbamato de
etila
P034
Tricloroacetaldeído
4-[Bis(2-cloroetil)-amino]
benzeno butanóico
Octacloro-hexahidro-4,7metanoindan
Diclorometilbenzeno
Clorometilbenzeno
Clorometano
Diclorometano
Cloroeteno
N, N -Bis(2-clorometil)-2nafilamin
4-Clorobenzenamina
4,4’-Diclorobenzilato de etila
2-Clorofenil-tiouréia
460-19-5
1134-23-2
U034
U035
131-89-5
6358-53-8
75-87-6
305-03-3
U036
57-74-9
U006
U026
75-36-5
107-05-1
98-87-3
100-44-7
506-77-4
79-44-7
74-87-3
75-09-2
636-21-5
7791-12-0
75-01-4
23422-53-9
494-03-1
P023
107-20-0
P024
U037
U038
U156
P026
106-47-8
108-90-7
510-15-6
79-22-1
5344-82-1
U017
P028
P033
U097
U045
U080
U222
U216
U043
87
o-Clorofenol
Clorofórmio
2-Cloroisopropil éter
4-Cloro-m-cresol
Clorometil metil éter
2-Cloronaftaleno
Cloropreno
3-Cloropropanonitrila
Creosoto
Cresol
Criseno
Cromato de cálcio
Cromo
Cromo (compostos de cromo)
NE¹
Crotonaldeído
Cycasin
2,4-D
2,4-D (Sais e ésteres)
Daunomycin
Dazoment
DDD
DDE
DDT
Dialato
Dibenzo[a,j]acridina
Dibenzo[a,h]acridina
Dibenzo[a,h]antraceno
7H-Dibenzo[c,g]carbazol
Dibenzo[a,e]pireno
1,2-Dibromo-3- cloropropano
1,2-Dibromoetano
Dibromometano
Dibutilditiocarbamato de sódio
Dibutilftalato
1,4-Dicloro-2-buteno
Diclorobenzeno NE¹
m-Diclorobenzeno
o-Diclorobenzena
p-Diclorobenzeno
3,3’-Diclorobenzidina
Diclorodifluorometano
1,1-Dicloroetano
1,2-Dicloroetano
1,1-Dicloroeteno
2-Clorofenol
Triclorometano
Bis-2-cloroisopropil éter
4-Cloro-3-metilfenol
Éter clorometilmetílico
U048
U044
U027
U039
U046
U047
2-Cloro-1,3-butadieno
Metil fenol
1,2-Benzofenantreno
P027
U051
U052
U050
U032
2-Butenal
U053
Ácido 2,4-diclorofenoxiacético
U240
U240
U59
(8S-cis)8-Acetil-10-(β-amino2,3,6trideóx-α-Loxilhexopiranosiloxil)7,8,9,10-tetrahidro6,8,11trihidróxi- 1-metoxi- 5,12naftacenediona
Tetrahidro-3,5-dimetil-1,3,5tiodiazina-2-tiona
Diclorodifenildicloroetano
Diclorodifeniltricloroetano
Disopropiltiocarbamato
de
dicloralila
1,2:5,6-Dibenzoantraceno
U060
U061
U062
1,1-Dicloroetileno
72-54-8
72-55-9
50-29-3
2303-16-4
U071
U070
U072
U073
224-42-0
226-36-8
53-70-3
194-59-2
192-65-4
96-12-8
106-93-4
74-95-3
136-30-1
84-74-2
764-41-0
25321-22-6
541-73-1
95-50-1
106-46-7
91-94-1
U075
U076
U077
U078
75-71-8
75-34-3
107-06-2
75-35-4
U063
U066
U067
U068
U069
U074
1,3-Diclorobenzeno
1,2-Diclorobenzeno
1,4-Diclorobenzeno
3,3’-Dicloro-1,1’-bifenil-4,4’diamina
4170-30-3
14901-08-7
94-75-7
94-75-7
20830-81-3
533-74-4
1,2:4,5-Dibenzopireno
Brometo de metileno
95-57-8
67-66-3
108-60-1
59-50-7
107-30-2
91-58-7
126-99-8
542-76-7
8001-58-9
1319-77-3
218-01-9
13765-19-0
7440-47-3
88
1,2-Dicloroeteno
Dicloroetileno NE¹
Diclorofenilarsina
2,4-Diclorofenol
2,6-Diclorofenol
Diclorometoxietano
1,2-Dicloropropano
Dicloropropanois NE¹
Dicloropropanos NE¹
1,3-Dicloropropeno
Dicloropropenos NE¹
Dieldrin
Dietilarsina
Dietil ditiocarbamato de sódio
Dietilstilbestol
Dietileno glicol, dicarbamato
Dietilftalato
N,N’-Dietilhidrazina
Difenilamina
1,2-Difenilhidrazina
1,3-Diisocianato de tolueno
Dimetil ftalato
Dimetil sulfato
Dimetilan
3,3’-Dimetilbenzidina
7,12-Dimetilbenzo[a]antraceno
Dimetilditiocarbamato de cobre
Dimetilditiocarbamato
de
manganês
Dimetilditiocarbamato
de
potássio
Dimetilditiocarbamato de selênio
Dimetilditiocarbamato de sódio
α,α-Dimetilfenetilamina
2,4-Dimetilfenol
1,1-Dimetilhidrazina
1,2-Dimetilhidrazina
Dimethoate
3,3’-Dimetoxibenzidina
Dinitrobenzeno NE¹
2,4-Dinitrofenol
4,6-Dinitro-o-cresol
4,6-Dinitro-o-cresol (sais)
2,4-Dinitrotolueno
2,6-Dinitrotolueno
Dinoseto
Di-N-propilnitrosamina
Diotiobiureto
1,4-Dioxano
1,2-Dicloroetileno
U079
Fenildicloroarsina
P036
U081
U082
U024
U083
U084
P037
P038
α,α-Dietil-4,4’-estilbenediol
Etanol,
2,2'-oxibis-,
dicarbamato
Ftalato de dietila
1,2-Dietilhidrazina
1,3-Diisocianato metilbenzeno
Ftalato de dimetila
Sulfato de dimetila
3,3’-Dimetil-1,1’-bifenil-4,4’diamina
7,12-Dimetil-1,2benzantraceno
U089
U395
U088
U086
156-60-5
25323-30-2
696-28-6
120-83-2
87-65-0
111-91-1
78-87-5
26545-73-3
26638-19-7
542-75-6
26952-23-8
60-57-1
692-42-2
148-18-5
56-53-1
5952-26-1
U109
U223
U102
U103
P191
U095
84-66-2
1615-80-1
122-39-4
122-39-4
26471-62-5
131-11-3
77-78-1
644-64-4
119-93-7
U094
57-97-6
P196
137-29-1
15339-36-3
128-03-0
P048
P047
P047
U105
U106
P020
144-34-3
128-04-1
122-09-8
105-67-9
57-14-7
540-73-8
60-51-5
119-90-4
25154-54-5
51-28-5
534-52-1
534-52-1
121-14-2
606-20-2
88-85-7
U111
P049
U108
621-64-7
54-53-7
123-91-1
P046
U101
U098
U099
P044
U091
1-Metil-1,2,4-dinitrobenzeno
1-Metil-2,6-dinitrobenzeno
2,4-Dinitro-6-(1 metilpropil)
fenol
Diamida tioimidodicarbônico
Dióxido de 1,4-dietileno
89
Dióxido de selênio
Dissulfato de carbono
Dissulfoton
Disulfiram
Ditiofosfato de O,O-dietil-Smetila
Ditiopirofosfato de tetraetila
Endossulfan
Endothall
Endoxan
Endrin e metabólitos
Epicloridrina
Epinefrina
EPTC
Ésteres de ácido ftálico NE¹
Éstanos clorados NE¹
Éter de cloroalquila NE¹
Estreptozotocina
Estricnina
Estricnina (sais0
Éter cloroetilvinílico
Éter dicloroetílico
Etil Ziram
Etileno glicol monoetil éter
Etileno-bis-ditiocarbamato
(EBDC)
Etileno-bis-ditiocarbamato (sais)
Famphur
Fenacetina
Feniltiouréia
Fenóis clorados NE¹
Fenol
Ferbam
Fisostigmina
Fluorofosfato de diisopropila
(DPF)
Flúor
Fluoraceto de sódio
Fluoranteno
Fluoreto de carbonila
Fluoroacetamida
Fluorocarbonos clorados NE¹
Forato
Formaldeído
Formetanate hydrochloride
Formparanate
Fosfato de chumbo (II)
Fosfato de dietil-p-nitrofenila
Ácido selenioso
Bissulfeto de carbono
O,O-Dietil S (2-(etil tio)etil)
fosfoditioato
Bissulfeto de dietilcarbamoilo
O,O-Dietil-S-metil-ditiofosfato
Oxabiciclo (2,2,1)
Ciclofosfamida
1-Cloro-2,3-epoxipropano
4-[1-Hidroxi-2-(metil-amino)etil]-1,2-benzenodio
Di-isopropiltiocarbamato de
etil
2-Deóxi-2(3-metil-3-nitroso
ureído)-D- glucopiranose
2-Cloroetil vinil éter
2-Cloroetil éter
Dietilditiocarbamato de zinco
2-Etoxietanol
Ácido
1,2etanodiilbiscarbamoditióico e
seus sais e ésteres
N-4-Etoxifenil acetamid
U204
P022
P039
7783-00-8
75-15-0
298-04-4
U087
97-77-8
3288-58-2
P109
P050
P088
U058
P051
U041
P042
3689-24-5
115-29-7
145-73-3
50-18-0
72-20-8
106-89-8
51-43-4
759-94-4
U206
18883-66-4
P108
P108
U042
U025
57-24-9
U359
U114
110-75-8
111-44-4
14324-55-1
110-80-5
111-54-6
U114
P097
U187
P093
111-54-6
52-85-7
62-44-2
103-85-2
U188
P204
P043
108-95-2
14484-64-1
57-47-6
55-91-4
P056
P058
U120
U033
P057
7782-41-4
62-74-8
206-44-0
353-50-4
640-19-7
P094
U122
P198
P197
U145
P041
298-02-2
50-00-0
23422-53-9
17702-57-7
7446-27-7
311-45-5
Dimentilditiocarbamato férrico
Oxifluoreto de carbono
Phorate
Óxido de metileno
90
Fosfeto de alumínio
Fosfeto de zinco quando em
concentração > 10%
Fosfeto de zinco quando em
concentração ≤ 10%
Fosfina
Fosfotioato de O,O-dietil- Opirazinila
Fosgênio
Ftalato de butil benzila
Ftalato de di-n-octila
Ftalato de dioctila
Fulminato de mercúrio (II)
Gás mostarda
Glicidilaldeído
Halometanos NE¹
Heptacloro
Heptaclorodibenzofuranos
Heptaclorodibenzo-p-dioxinas
Heptacloroepóxido
(isômeros
α,β,γ)
Hexaclorobutadieno
Hexaclorociclopentadieno
Hexaclorodibenzofuranos
Hexaclorodibenzo-p-dioxinas
Hexacloroetano
Hexaclorofeno
Hexacloropropeno
Hidrazida maléica
Hidrazina
Hidrazinacarbotioamida
2-Hidróxi-2-metil-propanonitrila
Hidroximetil-nmetilditiocarbamato de
Potássio
Imidazolidinationa
Indeno[1,2,3-cd]pireno
Iodeto de metila
Isocianato de metila
Isodrin
Isolan
Isossafrol
Kepone
Lindano
Malononitrita
Melfalan
Mercúrio
Dicloreto de carbonila
Butilbenzilfato
Di-n-octilftalato
Bis-2-etil-hexilftalato
2,3-Epóxi-1-propanol
P006
P122
20859-73-8
1314-84-7
U249
1314-84-7
P096
P040
7803-51-2
297-97-2
P095
U126
75-44-5
85-68-7
117-84-0
117-81-7
628-86-4
505-60-2
765-34-4
P059
76-44-8
U107
U028
P065
1024-57-3
Hexacloro-1,3-butadieno
1,2,3,4,5,5-Hexacloro-1,3ciclopentadieno
1-Propeno
Etilenotiouréia
Iodometano
1,2-Metilenodióxi-4propenilbenzen
2H-Ciclobuta(c,d)pentalen-2ona-decacloroctahidro-1,3,4meten
Hexaclorociclohexano
(isômero α)
Propanodinitrila
4-[Bis(2-cloroetil)aminol]-lfenilalamina
U128
U130
87-68-3
77-47-4
U131
U132
U243
U148
U133
P116
P069
67-72-1
70-30-4
1888-71-7
123-33-1
302-01-2
79-19-6
75-86-5
51026-28-9
U116
U137
U138
P064
P060
P192
U141
96-45-7
193-39-5
74-88-4
624-83-9
465-73-6
119-38-0
120-58-1
U142
143-50-0
U129
58-89-9
U149
U150
109-77-3
148-82-3
U151
7439-97-6
91
Mercúrio
(compostos
de
mercúrio)NE¹
Metacrilato de metila
Metacrilonitrila
Metam sódio
Metanossulfonato de etila
Metapirileno
Methiocarb
Methomyl
Metilcarbamato de 5-metil-mcumenilo
Metil etil cetona (MEK)
4-Metil-1,3-benzenodiamina
Metilaziridina
Metilclorofórmio
3-Metilcholantreno
Metilditiocarbamato de potássio
4,4’-Metileno bis(2-cloroanilina
Metilhidrazina
Metil metatanosulfonato
N-Metil-N-nitro-nitrosoguanidina
(MNNG)
Metilparation
Metil-tiofanato
Metiltiouracil
Metolcarb
Metoxicloro
Metracrilato de etila
Mexacarbate
Mitomicin C
Molinate
Mostarda de uracila
Metilmetacrilato
2-metil-2-propenonitril
Metilditiocarbamato de sódio
U162
U152
U119
U155
P199
P066
P202
2-Butanona
U159
1,2-Propilenimina
1,1,1-Tricloroetano
Metilbenzilciclopentaantracen
o
P067
U226
U157
80-62-6
126-98-7
137-42-8
62-50-0
91-80-5
2032-65-7
16752-77-5
64-00-6
78-93-3
95-80-7
75-55-8
71-55-6
56-49-5
U163
137-41-7
101-14-4
60-34-4
66-27-3
70-25-7
P071
U409
U164
298-00-0
23564-05-8
56-04-2
Etil metacrilato
P190
U247
U118
P128
U010
Etilcarbotioato de azepano
5-[Bis(2-cloroetil)amino]-2,4(1H,3H)- pirimidinodiona
U237
1129-41-5
72-43-5
97-63-2
315-18-4
50-07-7
2212-67-1
66-75-1
U158
P068
1-Metil-3-nitro-1nitrosoguanidina
4-Hidróxi-2-mercapto-6metilpirimidina
Mostarda nitrogenada
Mostarda nitrogenada e seus
cloretos
Mostarda nitrogenada N-óxido e
seus cloretos
Mostarda nitrogenada-N-óxido
Naftaleno
Naftalenos clorados – NE¹
α-Naftiltiouréia
1,4-Naftiquinona
1,4-Naftalenodiona
Nicotina
Nicotina (sais)
Níquel
Níquel (compostos de níquel)
NE¹
Nitrato de tálio
p-Nitroanilina
4-Nitrobenzenamina
Nitrobenzeno
51-75-2
U165
P072
U166
P075
P075
126-85-2
91-20-3
86-88-4
130-15-4
54-11-5
7440-02-0
7440-02-0
U217
P077
U169
10102-45-1
100-01-6
98-95-3
92
p-Nitrofenol
Nitroglicerina
5-Nitro-o-toluidina
2-Nitropropano
Nitrosamina NE¹
N-Nitroso-dietanolamina
N-Nitroso-dietilamina
N-Nitroso-dimetilamina
N-Nitrosometiletilamina
N-Nitrosometilvinilamina
N-Nitroso-N-etiluréia
N-Nitroso-N-metiluréia
N-Nitroso-N-metiluretano
N-Nitrosonornicotina
N-Nitrosopiperidina
N-Nitrosopirrolidina
N-Nitrosomorfolina
N-Nitrososarcosina
Octaclorodibenzofurano(OCDD)
Octaclorodibenzo-pdioxina(OCDD)
Octametildifosforamid
Oxamyl
Óxido de etileno
Óxido de tálio II
Óxido nítrico
Óxido nitroso
Paraldeído
Paration
Pebulate
Pentaclorobenzeno
Pentaclorodibenzo-p-dioxinas
Pentacloroetano
Pentaclorofenato de potássio
Pentaclorofenato de sódio
Pentaclorofenol
Pentacloronitrobenzeno (PCNB)
Pentóxido de arsênio
Pentóxido de vanádio
Peróxido de 2-butanona
2-Picolina
Piridina
Pirofosfato de tetraetila
Prata
Prata (compostos de prata) NE¹
Profam
Promecarb
Pronamida
1,3-Propanossultona
4-Nitrofenol
U170
P081
U181
U171
2-Metil-5-nitroanilina
2,2-(Nitroso-imino)bis-etanol
U173
U174
P082
P084
U176
U177
U178
N-Etil-N-nitroso carbamida
N-Metil-N-nitrosocarbamida
N-Metil-N-nitrosocarbamida
de etila
3-(1-Nitroso-2-pirrolidinil)(S)-piridina
16543-55-8
U179
U180
100-75-4
930-55-2
59-89-2
13256-22-9
39001-02-0
3268-87-9
P085
P194
U115
P113
P076
P078
U182
P089
152-16-9
23135-22-0
75-21-8
1314-32-5
10102-43-9
10102-44-0
123-63-7
56-38-2
1114-71-2
U183
608-93-5
U184
F027
U185
P011
P120
U160
U191
U196
P111
76-01-7
7778736
131522
87-86-5
82-68-8
1303-28-2
1314-62-1
1338-23-4
109-06-8
110-86-1
107-49-3
U373
P201
U192
122-42-9
2631-37-0
23950-58-5
U193
1120-71-4
N-Metil-N-nitroso-glicina
Octametilpirofosforamida
2,4,6-Trimetil-1,3,5-trioxan
Butiletiltiocarbamato
propila
100-02-7
55-63-0
99-55-8
79-46-9
35576-91-1D
1116-54-7
55-18-5
62-75-9
10595-95-6
4549-40-0
759-73-9
684-93-5
615-53-2
de
Óxido de arsênio V
Peróxido de metiletilcetona
2-Metilpiridina
N-Fenilcarbamato de 2-propila
3,5-Dicloro-N-(1,1-dimetil-2propinil)benzamid
2,2-Dióxido, 1,2-oxatiolato
93
5-Propil-1,3-benzodioxol
N-Propilamina
Propiltiouracila
Propinilbutilcarbamato de iodo
Propoxur
Prosulfocarb
Reserpina
Resorcinol
Sacarina
Sacarina (sais)
Safrol
Salicilato de fisostigmina
Selênio
Selênio (compostos de selênio)
NE¹
Selenito de tálio (I)
Selenouréia
Silvex (2,4,5-TP
Subacetato de chumbo (II)
Sulfallate
Sulfato de tálio (I)
Sulfeto de hidrogênio
Sulfeto de selênio
Sulfeto de tetrametiltiuram
Sulfeto de tris-(1-aziridinil)fosfina
2,4,5-T
Tálio
Tálio (compostos de tálio) NE¹
Tetracloreto de carbono
1,2,4,5-Tetraclorobenzeno
Tetraclorodibenzofuranos
Tetraclorodibenzo-p-dioxinas
TCDD
1,1,1,2-Tetracloroetano
1,1,2,2-Tetracloroetano
Tetracloroetano NE¹
Tetracloroetileno
Tetraclorofenol
2,3,4,6-Tetraclorofenol, sal de
potássio
2,3,4,6-Tetraclorofenol, sal de
sódio
Tetrafosfato de hexaetila
Tetranitrometan
U090
U194
1-Propanamina
N-Metilcarbamato
de
2(propan-2-oxi)fenila
N,N-Diisopropiltiocarbamato
de S-benzila
Éster metílico 11,17-dimetóxi18-[(3,4,5-trimetoxibenzoila)
oxil],yohimbam do ácido-16carboxílico
1,3-Benzenodiol
1,1-Dióxido
de
1,2benzoisotiazol-3(2H) ona
4-Alil-1,2metilenodioxibenzen
U411
94-58-6
107-10-8
51-52-5
55406-53-6
114-26-1
U387
52888-80-9
U200
50-55-5
U201
U202
108-46-3
81-07-2
U202
U203
94-59-7
P188
57-64-7
7782-49-2
P114
P103
12039-52-0
630-10-4
95-72-1
1335-32-6
95-06-7
U146
Dietilditiocarbamato
cloroalilo
de
Ácido sulfídrico
Seleneto de enxofre
P115
U135
U205
7446-18-6
7783-06-4
7488-56-4
97-74-5
52-24-4
93-76-5
7440-28-0
Tetraclorometano
U211
U207
Tetraclorodibenzo-p-dioxinas
U208
U209
Tetracloroeteno
U210
56-23-5
95-94-3
1746-01-6
630-20-6
79-34-5
25322-20-7
127-18-4
58-90-2
53535276
25567559
P062
P112
757-58-4
509-14-8
94
Tetróxido de ósmio
Tetrassulfeto
de
(tiocarbonilpiperidina)
Thiofanox
20816-12-0
120-54-7
P045
39196-18-4
U244
137-26-8
U218
U410
P014
U153
U219
P185
U220
U404
U234
P012
U236
62-55-5
59669-26-0
108-98-5
74-93-1
62-56-6
26419-73-8
108-88-3
823-40-5
496-72-0
25376-45-8
95-53-4
106-49-0
8001-35-2
2303-17-5
120-82-1
79-00-5
79-01-6
95-95-4
88-06-2
75-69-4
75-70-7
98-07-7
96-18-4
25735-29-9
126-68-1
121-44-8
99-35-4
1327-53-3
72-57-1
U235
126-72-7
U238
P119
51-79-6
7803-55-6
1929-77-7
U248
81-81-2
P001
81-81-2
bis
3,3-Dimetil-1(tiometil)-2butanona
0[(metilamina)carbonil] oxima
Dissulfeto
de
bisdimetiltiocarbamoíla
Etanotioamida
Thiram
Tioacetamida
Tiodicarb
Tiofenol
Tiometanol
Tiouréia
Tirpate
Tolueno
Tolueno-2,6-diamina
Tolueno-3,4-diamina
Toluenodiamina
o-Toluidina
p-Toluidina
Toxafeno
Triallato
1,2,4-Triclorobenzeno
1,1,2-Tricloroetano
Tricloroetileno
2,4,5 Triclorofenol
2,4,6 Triclorofenol
Triclorofluorometano
Triclorometanotiol
Triclorometilbenzeno
1,2,3-Tricloropropano
Tricloropropano NE¹
Trietil tiofosfato
Trietilamina
1,3,5-Trinitrobenzeno
Trióxido de arsênio
Tripan blue
Benzenotiol
Metanotiol
Tiocarbamida
Toluenodiamina
2-Metil-1,3-benzenodiamina
4-Metil-1,2-benzenodiamina
Metilbenzendiamina
o-Metilfenilamina
p-Metilfenilamina
U221
U328
U353
P123
U389
Triclorobenzeno
U227
U228
Tricloroeteno
U121
P118
U023
Óxido de arsênio III
Sal tetrassódio do ácido 3,3'[(3,3'-dimetil-(1,1'-bifenil)4,4'dil)] – bis (azo) bis (5amino-4-hidróxi)-2,7-naftaleno
dissulfônic
Fosfato
de
tris(2,3dibromopropila)
Carbonato de etila
Tris-BP
Uretano
Vanadato de amônio
Vernolate
Warfarin
quando
concentração ≤ 0,3%
Warfarin
quando
concentração > 0,3%
Warfarin (sais) quando
concentração > 0,3%
P087
em
em
em
Dipropiltiocarbamato
propila
3-(α-Acetonilbenzil)-4hidroxicumarina
3-(α-Acetonilbenzil)-4hidroxicumarina
de
P001
95
Warfarin (sais) quando
concentração ≤ 0,3%
Ziram
em
Dimetilditiocarbamato
zinco
¹NE- Não especificado de outra forma
Fonte: ABNT (2004, p.33-48).
U248
de
P205
137-30-4
96
ANEXO 2:
SUBSTÂNCIAS AGUDAMENTE TÓXICAS
(NBR 10004/2004)
Substâncias
Acetato de fenilmercúrio
1-Acetil-2-tiouréia
3-(α-Acetonilbenzil)-4-hidroxicumarina
Ácido arsênico
Ácido cianídrico
Acroleína
Álcool alélico
Álcool propargílico
Aldicarb
Aldicarbsulfone
Aldrin
5-(Aminometil)-3- (2H)-isoxazolon
5-(Aminometil)-3-isoxazolol
4-Aminopiridina
N-(Aminotioxometil)-acetamida
Azida de sódio
Aziridina
Bezenotiol
Berílio (pós)
Bis-clorometil éter
Bissulto de carbono
1-Bromo-2-propanona
Bromoacetona
Brucina
Carbofuran
Carbonila de níquel
Carbosulfan
Chumbo tetraetila
Cianeto (sais de cianeto) NE¹
Cianeto de bário
Cianeto de cálcio
Cianeto de cobre (I)
Cianeto de etila
Cianeto de níquel (II)
Cianeto de potássio
Cianeto de prata
Cianeto de prata e potássio
Cianeto de sódio
Cianeto de zinco
Cianogênio
2-Ciclohexil-4,6-dinitrofenol
Cloreto de benzila
Cloreto de cianogênio
Cloroacetaldeído
p-Cloroanilina
4-Clorobenzenamina
Código de
identificação
P092
P002
P001
P010
P063
P003
P005
P102
P070
P203
P004
P007
P007
P008
P002
P105
P054
P014
P015
P016
P022
P017
P017
P018
P127
P073
P189
P110
P030
P013
P021
P029
P101
P074
P098
P104
P099
P106
P121
P031
P034
P028
P033
P023
P024
P024
CAS – Chemical Abstract
Substance
62-38-4
591-08-2
81-81-2
7778-39-4
74-90-8
107-02-8
107-18-6
107-19-7
116-06-3
1646-88-4
309-00-2
2763-96-4
2763-96-4
504-24-5
591-08-2
26628-22-8
151-56-4
108-98-5
7440-41-7
542-88-1
75-15-0
598-31-2
598-31-2
357-57-3
1563-66-2
13463-39-3
55285-14-8
78-00-2
542-62-1
592-01-8
544-92-3
107-12-0
557-19-7
151-50-8
506-64-9
506-61-6
143-33-9
557-21-1
460-19-5
131-89-5
100-44-7
506-77-4
107-20-0
106-47-8
106-47-8
97
1-(o-Clorofenil)-tiouréia
2-Clorofenil-tiouréia
Clorometilbenzeno
3-Cloropropanonitrila
Diamidatioimidodicarbônica
Dicloreto de carbonila
Diclorofenilarsina
Dieldrin
O,O-Dietil S (2-(etil tio)etil) fosfoditioato
Dietilarsina
3,3-Dimetil-1(tiometil)-2- butanona0[(metilamina)carbonil] oxima
Dimetilan
Dimetilditiocarbamato de manganês
Dimetilditiocarbamato de zinco
α,α-Dimetilfenetilamina
Dimethoate
2,3-Dimetóxiestricnidina-10- ona
2,4-Dinitro-6-(1metilpropil) fenol
2,4-Dinitrofenol
4,6-Dinitro-o-cresol e seus sais
Dinoseb
Diotiobiureto
Dissulfeto de carbono
Dissulfoton
Ditiopirofosfato de tetraetila
Endossulfan
Endothall
Endrin e metabólitos
Epinefrina
Estricnina e sais
Éter bis-clorometílico
Etilenimina
Fambhur
Fenildicloroarsina
Feniltiouréia
Fisostigmina
Fluorofosfato de diisopropila (DPF)
Flúor
Fluoracetato de sódio
Fluoroacetamida
Forato
Formetanatehydrochloride
Formparanate
Fosfato de dietil-p-nitrofenila
Fosfeto de alumínio
Fosfeto de zinco quando em concentração > 10%
Fosfina
Fosfotioato de O,O-dietil-O-pirazinila
Fosgênio
Fulminato de mercúrio (II)
Heptacloro
Hidrazinacarbotioamida
P026
P026
P028
P027
P049
P095
P036
P037
P039
P038
P045
5344-82-1
5344-82-1
100-44-7
542-76-7
541-53-7
75-44-5
696-28-6
60-57-1
298-04-4
692-42-2
39196-18-4
P191
P196
P205
P046
P044
P018
P020
P048
P047
P020
P049
P022
P039
P109
P050
P088
P051
P042
P108
P016
P054
P097
P036
P093
P204
P043
P056
P058
P057
P094
P198
P197
P041
P006
P122
P096
P040
P095
P065
P059
P116
644-64-4
15339-36-3
137-30-4
122-09-8
60-51-5
357-57-3
88-85-7
51-28-5
534-52-1
88-85-7
541-53-7
75-15-0
298-04-4
3689-24-5
115-29-7
145-73-3
72-20-8
51-43-4
57-24-9
542-88-1
151-56-4
52-85-7
696-28-6
103-85-5
57-47-6
55-91-4
7782-74-8
62-74-8
640-19-7
298-02-2
23422-53-9
17702-57-7
311-45-5
20859-73-8
1314-84-7
7803-51-2
297-97-2
75-44-5
628-86-4
76-44-8
79-19-6
98
4-[1-Hidroxi-2-(metil-amino)-etil]-1,2-benzenodiol
2-Hidróxi-2-metil-propanonitrila
Isocianato de metila
Isodrin
Isolan
Methiocarb
Methomyl
Metilaziridina
Metilcarbamato de 5-metil-m-cumenilo
Metilhidrazina
Mexacarbate
α-Naftiltiouréia
Nicotina e sais
p-Nitroanilina
4-Nitrobenzenamina
Nitroglicerina
N-Nitrosodimetilamina
N-Nitrosometilvinilamina
Octametildifosforamida
Octametilpirofosforamida
Oxabiciclo (2,2,1)
Oxamyl
Óxido de arsênio III
Óxido de arsênio V
Óxido de tálio III
Óxido nítrico
Óxido nitroso
Paration
Pentóxido de arsênio
Pentóxido de vanádio
Picrato de amônio
4-Piridilamina
Pirofosfato de tetraetila
Promecarb
Propanonitrila
2-Propen-1-ol
1,2-Propilenimina
2-Propin-1-ol
Sal amoniacal de 2,4,6-trinitrofenol
Salicilato de fisotigmina
Selenito de tálio (I)
Selenouréia
Sulfato de tálio (I)
Tetrafosfato de hexaetila
Tetranitrometano
Tetróxido de ósmio
Thiofanox
Tiofenol
Tirpate
Toxafeno
Triclorometanotiol
Trióxido de arsênio
Vanadato de amônio
P042
P069
P064
P060
P192
P199
P066
P067
P202
P068
P128
P072
P075
P077
P077
P081
P082
P084
P085
P085
P088
P194
P012
P011
P113
P076
P078
P089
P011
P120
P009
P008
P111
P201
P101
P005
P067
P102
P009
P188
P114
P103
P115
P062
P112
P087
P045
P014
P185
P123
P118
P012
P119
51-43-4
75-86-5
624-83-9
465-73-6
119-38-0
2032-65-7
16752-77-5
75-55-8
64-00-6
60-34-4
315-18-4
86-88-4
54-11-5
100-01-6
100-01-6
55-63-0
62-75-9
4549-40-0
152-16-9
152-16-9
145-73-3
23135-22-0
1327-53-3
1303-28-2
1314-32-5
10102-43-9
10102-44-0
56-38-2
1303-28-2
1314-63-5
131-74-8
504-24-5
107-49-3
2631-37-0
107-18-6
107-02-8
75-55-8
107-19-7
131-74-8
57-64-7
12039-52-0
630-10-4
7446-18-6
757-58-4
509-14-8
20816-12-0
39196-18-4
108-98-5
26419-73-8
8001-35-2
75-70-7
1327-53-3
7803-55-6
99
Warfarin e seus sais quando em concentração >
0.3%
Ziram
¹NE- Não especificado de outra forma
Fonte: ABNT (2004, p.49-53).
P001
81-81-2
P205
137-30-4
100
ANEXO 3:
SUBSTÂNCIAS TÓXICAS
(NBR 10004/2004)
Substâncias
A2213
Acetaldeído
Acetato de chumbo (II)
Acetato de etila
Acetato de tálio(I)
(8S-cis)8-Acetil-10-(β-amino-2,3,6-trideóx-α -Loxil hexopiranosil oxil)-7,8,9,10-tetrahidro-6,8,11trihidróxi-1-metoxi-5,12-naftacenediona
2-acetilaminofluoreno
Acetofena
Acetona
3-(a-Acetonilbenzil)-4hidroxicumarina
Acetonitrila
Ácido 1,2-etanodiilbiscarbamoditióico e seis sais e
ésteres
Ácido 2,4diclorofenoxiacético
Ácido 2-propenóico
Ácido acrílico
Ácido cacodílico
Ácido fluorídrico
Ácido fórmico
Ácido metanoico
Ácido selenioso
Ácido sulfídrico
Acrilamida
Acrilato de etila
Acrionitrila
Álcool isobutílico
Álcool metílico
Ácool n-butílico
4-Alil-1,2-metilenodioxibenzeno
Amarelo de metila
1-aminonaftaleno
2-aminonaftaleno
Amitrol
Anidrido ftálico
Anidrido maléico
Anilina
Auramina
Azaserine
Barban
Bendiocarb
Bendiocarb fenol
Benomil
1,2-Benzatraceno
Benzeno
Benzenoamina
Código de
identificação
U394
U001
U144
U112
U214
U059
CAS – Chemical Abstract
Substance
30558-43-1
75-07-0
301-04-2
141-78-6
563-68-8
20830-81-3
U005
U004
U002
U248
U003
U114
53-96-3
98-86-2
67-64-1
81-81-2
75-05-8
111-54-6
U240
U008
U008
U136
U134
U123
U123
U204
U135
U007
U113
U009
U140
U154
U031
U203
U093
U167
U168
U011
U190
U147
U012
U014
U015
U280
U278
U364
U271
U018
U019
U012
94-75-7
79-10-7
79-10-7
75-60-5
7664-39-3
64-18-6
64-18-6
7783-00-8
7783-06-4
79-06-1
140-88-5
107-13-1
78-83-1
67-56-1
71-36-3
94-59-7
60-11-7
134-32-7
91-59-8
61-82-5
85-44-9
108-31-6
62-53-3
492-80-8
115-02-6
101-27-9
2271-23-3
22961-82-6
17804-35-2
56-55-3
71-43-2
62-53-3
101
1,3-Benzenodiol
Benzidina
N-1H-Benzimidazol-2-ilcarbamato de metila
Benzo[a]antraceno
Benzo[a]pireno
3,4-Benzoacridina
1,2-Benzofenantreno
3,4-Benzopireno
p-Benzoquinona
[1,1’-Bifenil]-4,4’-diamina
2,2’-Bioxirane
4-[Bis(2-cloroatil)-amino] benzeno butanóico
5-[Bis(2-cloroetil)amino]-2,4-(1H,3H)pirimidinodiona
4-[Bis(2-cloroetil)aminol]-I-fenilalamina
N, N-Bis(2-clorometil)-2-nafilamina
Bis-2-cloroisopropil éter
Bis-2-etil-hexilftalato
Brometo de cianogênio
Brometo de metila
Brometo de metileno
1-Bromo-4-fenoxibenzeno
4-Bromofenil-feniléter
Bromofórmio
Bromometano
1-Butanol
2-Butanona
2-Butenal
N-1-[(Butilamino)carbonil]-1H-benzimidazol-2ilcarbamato de metila
N-Butil-N-nitroso 1-butanoamina
Carbaril
Carbendazim
Carbofuran fenol
Carbonato de etila
Carbonato de tálio(l)
2H-Ciclobuta(c,d)pentalen-2-onadecacloroctahidro1,3,4-meteno(Kepone)
Ciclofosfamida
1,4-Ciclohexadienodiona
Ciclohexano
Ciclohexanona
Cloral
Clorambucil
Clordano
Clordano, isômero,alfa e gama
Cloreto de 4 –cloro-o-toluidina
Cloreto de acetila
Cloreto de benzal
Cloreto de benzenossulfonila
Cloreto de dimetilcarbomoila
Cloreto de metila
Cloreto de metileno
U201
U021
U372
U018
U022
U016
U050
U022
U197
U021
U085
U035
U237
108-46-3
92-87-5
10605-21-7
56-55-3
50-32-8
225-51-4
218-01-9
50-32-8
106-51-4
92-87-5
1464-53-5
305-03-3
66-75-1
U150
U026
U027
U028
U246
U029
U068
U030
U030
U225
U029
U031
U159
U053
U271
148-82-3
494-03-1
108-60-1
117-81-7
506-68-3
74-83-9
74-95-3
101-55-3
101-55-3
75-25-2
74-83-9
71-36-3
78-93-3
4170-35-2
17804-35-2
U172
U279
U372
U367
U238
U215
U142
924-16-3
63-25-2
10605-21-7
1563-38-8
51-79-6
6533-73-9
143-50-0
U058
U197
U056
U058
U034
U035
U036
U036
U049
U006
U017
U020
U097
U045
U080
50-18-0
106-51-4
110-82-7
108-94-1
75-87-6
305-03-3
57-74-9
57-74-9
3165-93-3
75-36-5
98-87-3
98-09-9
79-44-7
74-87-3
75-09-2
102
Cloreto de o-toluidina
Cloreto de tálio (I)
Cloreto de vinila
Clornafazin
1-Cloro-2,3-epoxipropano
4-Cloro-2-butinil (3- clorofenil) carbonato
4-Cloro-2-metilbenzenoamina
4-Cloro-3-metilfenol
Clorobenzeno
Clorobenzilato
Clorocarbonatode metila
Cloroeteno
2-Cloroetil éter
2-Cloroetil vinil éter
2-Clorofenol
o-Clorofenol
Clorofórmio
2-Cloroisopopil éter
4-Cloro-m-cresol
Clorometano
Clorometil metil éter
Cloronflaleno
Creosoto
Cresol
Criseno
Cromato de cálcio
Crotonaldeído
Cumeno
2,4-D(sais e ésteres)
Daunomycin
DDD
DDT
2-Deoxi-2(3-metil-3-nitroso
ureído)-Dglucopiranose
Dialato
Diazoacetato de L-serina
Dibenzo[a,h]antraceno
Dibenzo[a,i]pireno
1,2:5,6-Dibenzoantraceno
1,2,7,8-Dibenzopireno
1,2-Dibromo-3-cloropropano
1,2-Dibromoetano
Dibromometano
Dibutilftalato
3,3’-Dicloro-1,1’-bifenil-4,4’-diamina
1,4-Dicloro-2-buteno
1,2-Diclorobenzeno
o-Diclorobenzeno
1,3-Diclorobenzeno
m-Diclorobenzeno
1,4-Diclorobenzeno
p-Diclorobenzeno
3,3’-Diclorobenzidina
U222
U216
U043
U026
U041
U280
U049
U039
U037
U038
U156
U043
U025
U042
U048
U048
U044
U027
U039
U045
U046
U045
U051
U052
U050
U032
U051
U055
U240
U059
U060
U061
U206
636-21-5
7791-12-0
75-01-4
494-03-1
106-89-8
101-27-9
3165-93-3
59-50-7
108-90-7
510-15-6
79-22-1
75-01-4
111-44-4
110-75-8
95-57-8
95-57-8
67-66-3
108-60-1
59-50-7
74-87-3
107-30-2
91-58-7
8001-58-3
1319-77-3
218-01-9
13765-19-0
4170-30-3
98-82-8
94-75-7
20830-81-3
72-54-8
50-29-3
18883-66-4
U062
U015
U063
U064
U063
U064
U066
U067
U068
U069
U073
U074
U070
U070
U071
U071
U072
U072
U073
2303-16-4
115-02-8
53-70-3
189-55-9
53-70-3
189-55-9
96-12-8
106-93-4
74-95-3
84-74-2
91-94-1
764-41-0
95-50-1
95-50-1
541-73-1
541-73-1
106-46-7
106-46-7
91-94-1
103
4,4’-Diclorobenzilato de etila
Diclorodifenildicloroetano
Diclorodifeniltricloroetano
Diclorodifluorometano
1,1-Dicloroetano
1,2-Dicloroetano
1,1-Dicloroeteno
1,2-Dicloroeteno
1,1-Dicloroetileno
1,2-Dicloroetileno
2,4-Diclorofenol
2,6-Diclorofenol
Diclorometano
Diclorometilbenzeno
Diclorometoxietano
3,5-Dicloro-N-(1,1-dimetil-2-propinil)benzamida
1,2-Dicloropropano
1,3-Dicloropropeno
1,2,3,4-Diepoxibutano
Dietil éter
α,α-Dietil-4,4’-estilbenediol
Dietileno glicol, dicarbamato
Dietilftalato
1,2-Dietilhidrazina
N,N’-Dietilhidrazina
O,O-Dietil-S-metil-ditiofosfato
Dietilstilbestrol
1,2-Difenilhidrazina
2,3-Dihidro-2,2-dimetil-7-benzofuranol carbamato
demetila
1,3-Diisocianato de tolueno
1,3-Diisocianato metilbenzeno
N,N-Diisopropiltiocarbamato de S-benzila
Dimetil ftalato
Dimetil sulfato
3,3’-Dimetil-1,1’-bifenil-4,4’-diamina
7,12-Dimetil-1,2-benzantraceno
2,2-Dimetil-1,3-benzodioxol-4-ilcarbamato
de
metila
2,2-Dimetil-1,3-benzodioxol-4-ol
carbamato
demetila
Dimetilamina
Dimetilbenzeno
3,3’-Dimetilbenzidina
7,12-Dimetilbenzo[a]antraceno
2,4-Dimetilfenol
1,1-Dimetilhidrazina
1,2-Dimetilhidrazina
N,N-Dimetil-metilcarbanoiloximina-2(metiltio)acetamida
3,3’-Dimetoxi-1,1’-bifenil-4,4’-diamina
3,3'-Dimetoxibenzidina
2,4-Dinitrotolueno
U038
U060
U061
U075
U076
U077
U078
U079
U078
U079
U081
U082
U080
U017
U024
U192
U083
U084
U085
U117
U089
U385
U088
U086
U086
U087
U089
U109
U367
510-15-6
72-54-8
50-29-3
75-71-8
75-34-3
107-06-2
75-35-4
156-60-5
75-35-4
156-60-5
120-83-2
87-65-0
75-09-2
98-87-3
111-91-1
23950-58-5
78-87-5
542-75-6
1464-53-5
60-29-7
56-53-1
5952-26-1
84-66-2
1615-80-1
1615-80-1
3288-58-2
56-53-1
122-66-7
1563-38-8
U223
U223
U387
U102
U103
U095
U094
U278
26471-62-5
26471-62-5
52888-80-9
1563-38-8
77-78-1
119-93-7
57-97-6
22781-23-3
U364
22961-82-6
U092
U239
U095
U094
U101
U098
U099
U394
124-40-3
1330-20-7
119-93-7
57-97-6
105-67-9
57-14-7
540-73-8
30558-43-1
U091
U091
U105
119-90-4
119-90-4
121-14-2
104
2,6-Dinitrotolueno
Di-n-octilftalato
Di-N-propilnitrosamina
1,4-Dioxano
1,1-Dióxido de 1,2-benzoisotiazol-3(2H) ona
Dióxido de 1,4-dietileno
Dióxido de selênio
2,2-Dióxido, 1,2-oxatiolano
Dipropilamina
Disopropiltiocarbamato de dicloralila
Dissulfeto de bis-dimetiltiocarbamoíla
Ditiofosfato de O,O-dietil- S-metila
Endoxan
Epicloridrina
2,3-Epóxi-1-propanol
Éster etílico do ácido 2-propenóico
Éster
metílico
11,17-dimetóxi-18-[(3,4,5trimetoxibenzoila) oxil], yohimbam do ácido-16carboxílico
Estreptozotocina
Etanol, 2,2'-oxibis-, dicarbamato
Etanotioamida
Éter cloroetilvinílico
Éter clorometilmetílico
Éter dicloroetílico
Éter etílico
Etileno glicol monoetil éter
Etileno-bis-ditiocarbamato (EBDC)
Etilenotiouréia
Etil metracrilato
N-Etil-N-nitroso carbamida
2-Etoxietanol
N-4-Etoxifenil acetamida
Fenacetina
N-Fenilcarbamato de 2-propila
Fenilmetilcetona
Fenol
Fluoranteno
N-9H-Fluoren-2-il-acetamida
Fluoreto de carbonila
Fluoreto de hidrogênio
Formaldeído
Fosfato de chumbo (II)
Fosfato de tris(2,3-dibromopropila)
Fosfeto de enxofre
Fosfeto de zinco quando em concentração ≤ 10%
Ftalato de dietila
Ftalato de dimetila
Ftalato de di-n-octila
Ftalato de dioctila
2-Furaldeído
Furano
Furfural
U106
U107
U111
U108
U202
U108
U204
U193
U110
U062
U244
U087
U058
U041
U126
U113
U200
606-20-2
117-84-0
621-64-7
123-91-1
81-07-2
123-91-1
7783-00-8
1120-71-4
142-84-7
2303-16-4
137-26-8
3288-58-2
50-18-0
106-89-8
765-34-4
140-88-5
50-55-5
U206
U395
U218
U042
U046
U025
U117
U359
U114
U116
U118
U176
U359
U187
U187
U373
U004
U188
U120
U005
U033
U134
U122
U145
U235
U189
U249
U088
U102
U107
U028
U125
U124
U125
18883-66-4
5952-26-1
62-55-5
110-75-8
107-30-2
111-44-4
60-29-7
110-80-5
111-54-6
96-45-7
97-63-2
759-73-9
110-80-5
62-44-2
62-44-2
122-42-9
98-86-2
108-95-2
206-44-0
53-96-3
353-50-4
7664-39-3
50-00-0
7446-27-7
126-72-7
12281-36-6
1314-84-7
84-66-2
131-11-3
117-84-0
117-81-7
98-01-1
110-00-9
98-01-1
105
Glicidilaldeído
Hexacloro-1,3-butadieno
1,2,3,4,5,5-Hexacloro-1,3-ciclopentadieno
Hexaclorobenzeno
Hexaclorobutadieno
Hexaclorociclohexano (isômero α)
Hexaclorociclopentadieno
Hexacloroetano
Hexaclorofeno
Hexacloropropeno
Hidrazida maléica
Hidrazida
Hidroperóxido de cumeno
4-Hidróxi-2-mercapto-6-metilpirimidina
Imidazolidinationa
4,4’-(Imidocarbonil)-bis-N,N’-dimetilbanzenoamin
Indeno[1,2,3-cd]pireno
Iodeto de metila
Iodometano
Isossafrol
Kepone
Lasiocarpina
Lindano
Malononitrila
Melfalan
Mercúrio
Metacrilato de metila
Metacrilonitrila
Metanol
Metanossulfonato de etila
Metanotiol
Metapirileno
Metil etil cetona (MEK)
Metil fenol
Metil isobutil cetona (MIBK)
1-Metil-1,2,4-dinitrobenzeno
1-Metil-2,6-dinitrobenzeno
4-Metil-2-pentanona
2-Metil-2-propenonitrila
1-Metil-3-nitro-1-nitrosoguanidina
2-Metil-5-nitroanilina
Metilbenzendiamina
Metilbenzilciclopentaantraceno
N-Metilcarbamato de 1-naftila
N-Metilcarbamato de 2-(propan-2-oxi)fenila
3-Metilcholantreno
Metilclorofórmio
4,4’-Metileno bis(2-cloroanilina)
1,2-metilenodióxi-4-propenilbenzeno
1-Metiletil benzeno
o-Metilfenilamina
p-Metilfenilamina
Metilmetacrilato
U126
U128
U130
U127
U128
U129
U130
U131
U132
U243
U148
U133
U096
U164
U116
U014
U137
U138
U138
U141
U142
U143
U129
U149
U150
U151
U162
U152
U154
U119
U153
U155
U159
U052
U161
U105
U106
U161
U152
U163
U181
U221
U157
U279
U411
U157
U226
U158
U141
U055
U328
U353
U162
765-34-4
87-68-3
77-47-4
118-74-1
87-68-3
58-89-9
77-47-4
67-72-1
70-30-4
1888-71-7
123-33-1
302-01-2
80-15-9
56-04-2
96-45-7
492-80-8
193-39-5
74-88-4
74-88-4
120-58-1
143-50-0
303-34-4
58-89-9
190-77-3
148-82-3
7439-97-6
80-62-6
126-98-7
67-56-1
62-50-0
74-93-1
91-80-5
78-93-3
1319-77-3
108-10-1
121-14-2
606-20-2
108-10-1
126-98-7
70-25-7
99-55-8
25376-45-8
56-49-5
63-25-2
114-26-1
56-49-5
71-55-6
101-14-4
120-58-1
98-82-8
95-53-4
106-49-0
80-62-6
106
N-Metil-N-nitro-nitrosoguanidina (NNNG)
N-Metil-N-nitrosocarbamato de etila
N-Metil-N-nitrosocarbamida
2-Metilpiridina
Metil-tiofanato
Metiltiouracil
Metoxicloro
Metracrilato de etila
Mitomicin C
Mostarda de uracila
Naftaleno
1,4-Naftalenodiona
1-Naftilamina
2-Naftilamina
1,4-Naftoquinona
Nitrato de tálio (I)
Nitrobenzeno
4-Nitrofenol
p-Nitrofenol
5-Nitro-o-toluidina
2-Nitropropano
N-Nitroso-dietanolamina
N-Nitroso-dietilamina
2,2-(Nitroso-imino)bis-etanol
N-Nitroso-N-etiluréia
N-Nitroso-N-metiluréia
N-Nitroso-N-metiluretano
N-Nitrosopiperidina
N-Nitrosopirrolidina
N-Metilmetanamina
Octacloro-hexahidro-4,7-metanoindano (Clordano)
Óxido de etileno oxirano
Óxido de hidroximetilarsina
Óxido de metileno
Oxifluoreto de carbono
p-Dimetilaminoazobenzeno
Paraldeído
Pentaclorobenzeno
Pentacloroetano
Pentacloronitrobenzeno (PCNB)
1,3-Pentadieno
Peróxido de 2-butanona
Peróxido de metiletilcetona
2-Picolina
Piperileno
Piridina
Profam
Prinamida
1-Propanamina
Propanodinitrila
1,3-Propanossultona
2-Propenamida
1-Propeno
U163
U178
U177
U191
U409
U169
U247
U118
U010
U237
U165
U166
U167
U168
U166
U217
U169
U170
U170
U181
U171
U173
U174
U173
U176
U177
U178
U179
U180
U092
U036
U115
U136
U122
U033
U093
U182
U183
U184
U185
U186
U160
U160
U191
U186
U196
U373
U192
U194
U149
U193
U007
U243
70-25-7
615-53-2
684-93-5
109-06-8
23564-05-8
56-04-2
72-43-5
97-63-2
50-07-7
66-75-1
91-20-3
130-15-4
134-32-7
91-59-8
130-15-4
10102-45-1
98-95-3
100-02-7
100-02-7
99-55-8
79-46-9
1116-54-7
55-18-5
1116-54-7
759-73-9
684-93-5
615-53-2
100-75-4
930-55-2
124-40-3
57-74-9
75-21-8
75-60-5
50-00-0
353-50-4
60-11-7
123-63-7
608-93-5
76-01-7
82-68-8
504-60-9
1338-23-4
1338-23-4
109-06-8
504-60-9
110-86-1
122-42-9
23950-58-5
107-10-8
109-77-3
1120-71-4
79-06-1
1888-71-7
107
5-Propil-1,3-benzodioxol
N-Propil-1-propanamina
N-Propilamina
Propoxur
Prosulfocarb
Reserpina
Resorcinol
Sacarina e sais
Safrol
Sal tetrassódio do ácido 3,3'-[(3,3'-dimetil-(1,1'bifenil)-4,4'dil)] – bis (azo) bis (5-amino-4-hidróxi)
2,7-naftaleno dissulfônico
Seleneto de enxofre
Subacetato de chumbo (II)
Sulfato de dimetila
Sulfeto de hidrogênio
Sulfeto de selênio
Sulfeto fosforoso
Tetracloreto de carbono
1,2,4,5-tetraclorobenzeno
1,1,1,2-Tetracloroetano
1,1,2,2-Tetracloroetano
Tetracloroetileno
Tetracloroetileno
Tetraclorometano
Tetrahidrofurano
Thiram
Tioacetamida
Tiocarbamida
Tiodicarb
Tiometanol
Tiouréia
Tolueno
Toluenodiamina
o-Toluidina
p-Toluidina
Toluol
Triallato
Tribromometano
1,1,1-Tricloroetano
Tricloroacetaldeído
1,1,2-Tricloroetano
Tricloroeteno
Tricloroetileno
Triclorofluorometano
Triclorometano
Triclorometilbenzeno
Trietilamina
2,4,6-Trimetil-1,3,5-trioxano
1,3,5-Trinitrobenzeno
Tripan blue
Tris-BP
1H-1,2,4-Trizol-3-amin
U090
U110
U194
U411
U387
U200
U201
U202
U203
U236
94-58-6
142-84-7
107-10-8
114-26-1
52888-80-9
50-55-5
108-46-3
81-07-2
94-59-7
72-57-1
U205
U146
U103
U135
U205
U189
U211
U207
U208
U209
U210
U210
U211
U213
U244
U218
U219
U410
U153
U219
U220
U221
U328
U353
U220
U389
U225
U226
U034
U227
U228
U228
U121
U044
U023
U404
U182
U234
U236
U235
U011
7488-56-4
1335-32-6
77-78-1
7783-06-4
7488-56-4
12281-36-6
56-23-5
95-94-3
630-20-6
79-34-5
127-18-4
127-18-4
56-23-5
109-99-9
137-26-8
62-55-5
62-56-6
59669-26-0
74-93-1
62-56-6
108-88-3
25376-45-6
95-53-4
106-49-0
108-88-3
2303-17-5
75-25-2
71-55-6
75-87-6
79-00-5
79-01-6
79-01-6
75-69-4
67-66-3
98-07-7
121-44-8
123-63-7
99-35-4
72-57-1
126-72-7
61-82-5
108
Uretano
Warfarin e seus sais quando em concentração ≤
0,3%
Xilenos
Fonte: ABNT (2004, p.54-66).
U238
U248
U239
51-79-6
81-81-2
109
ANEXO 4:
INCOMPATIBILIDADE DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS PARA FINS DE
ARMAZENAMENTO
(PGRQ-NR-03/2008 – ESALQ-USP)
Substâncias
Aldeído Acético
(Acetaldeído)
Acetato de Amila
Acetato de Etila
Acetato de Isobutila
Acetato de Isopropila
Acetileno
Acetona
Acetonitrila
Ácido acético
Ácido Cianídrico
Ácido Clorídrico
Ácido Clorossulfônico
Ácido Crômico [Cr(VI)]
ÁcidoFluorídrico
Ácido Fórmico
Ácido Fosfórico
Ácido Nítrico
Ácido Nítrico
(concentrado)
Ácido Oxálico
(etanodióico)
Ácido Perclórico
Ácido Pícrico
Ácido Sulfúrico
ÁcidoTricloroacético
Acroleína
Água.
Álcool Etílico
Álcool isso-Amílico
Álcool isso-Butílico
Incompatível com
Oxidantes fortes, ácidos, bases, álcoois, amônia, aminas e fenóis,
cetonas,ácido cianídrico, e sulfeto de hidrogênio.
Nitratos, oxidantes fortes, álcalis e ácidos fortes.
Nitratos, oxidantes fortes, álcalis e ácidos fortes
Nitratos, oxidantes fortes, álcali forte, ácido forte.
Nitratos, oxidantes fortes, álcalis e ácidos fortes.
Bromo, Cloro, Flúor, Cobre, Prata, Mercúrio e seus compostos.
Misturas de ácidos sulfúrico e nítrico concentrados, peróxido de
hidrogênio.
Oxidantes e ácidos fortes
Ácido crômico, ácido perclórico, ácido nítrico, peróxidos,
permanganatos,etilenoglicol.
Álcalis e ácido nítrico.
Álcalis fortes, metais, óxidos metálicos, hidróxidos, aminas,
cianetos,sulfetos, sulfitos e formaldeído.
Materiais orgânicos, água, pós-metálicos.
Ácido acético glacial, anidrido acético, álcoois, matéria
combustível,líquidos, glicerina, naftaleno, ácido nítrico, éter de
petróleo e hidrazina.
Amônia (anidra ou aquosa), vidro.
Oxidantes fortes, bases fortes, ácido sulfúrico concentrado, metais em
pó.
Bases fortes, e a maioria dos metais.
Álcoois e outras substâncias orgânicas oxidáveis, ácido iodídrico,
magnésio e outrosmetais, fósforo e etileno, ácido acético, anilina, óxido
de Cr(VI), ácido cianídrico.
Ácido acético, anilina, ácido crômico líquido, gases inflamáveis, gás
cianídrico,substânciasnitráveis, cianeto de hidrogênio, sulfeto de
hidrogênio, e metais pesados.
Prata, sais de mercúrio-prata, agentes oxidantes.
Anidrido acético, álcoois, bismuto e suas ligas, papel, graxas, madeira,
óleos ou qualquermatéria orgânica, clorato de potássio, perclorato de
potássio, agentes redutores.
Amônia aquecida com óxidos ou sais de metais pesados e fricção com
agentes oxidantes.
Ácido nítrico fumegante, ou ácidos oxidantes, cloratos, percloratos e
permanganatos.
Bases fortes, oxidantes fortes.
Oxidantes, álcalis, ácidos e amônia.
Cloreto de acetila, metais alcalinos terrosos seus hidretos e óxidos,
peróxido de bário,carbonetos, ácido crômico, oxicloreto de fósforo,
pentacloreto de fósforo, pentóxidodefósforo, ácido sulfúrico e trióxido
de enxofre.
Oxidantes fortes e oxigênio concentrado.
Oxidantes fortes
Oxidantes fortes.
110
Álcool isso-Propílico
Álcool Metílico
Nitratos, oxidantes fortes, álcalis e ácidos fortes.
Oxidantes fortes, ácidos, bases, nitratos, percloratos, ácido sulfúrico,
alumíniometálico.
Álcool n-Butílico
Oxidantes fortes.
Álcool n-Propílico
Oxidantes fortes.
Álcool séc-Butílico
Oxidantes fortes.
Álcool terc-Butílico
Oxidantes fortes e ácido mineral forte.
Alumínio
e
suasligas Soluções ácidas ou alcalinas, persulfato de amônio, e água, cloratos,
(principalmenteem pó)
compostosclorados, nitratos, mercúrio, cloro, hipoclorito de cálcio,
iodo, bromo, fluoreto dehidrogênio.
Amônia
Bromo, hipoclorito de cálcio, cloro, ácido fluorídrico, iodo, mercúrio e
prata, metaisem pó, ácido fluorídrico.
Amoníaco,
gás Mercúrio, cloretos, hipoclorito de cálcio, iodetos, brometos, ácido
delaboratório
fluorídrico.
Anilina
Ácidos nítrico, acético, e peróxido de hidrogênio, nitrometano e
agentes oxidantes.
Azida de Sódio
Cloreto de benzol, hidróxido de potássio, bromina, dissulfeto de
carbono, cloreto decromil, cobre, dibromalonitrila, sulfato dimetílico,
carbonato de bário, ácidosulfúrico, ácido nítrico, água.
Azul de Metileno
Agentes oxidantes, álcalis, dicromatos, iodetos alcalinos e agentes
redutores.
Benzeno
Oxidantes fortes, cloro, bromo e ferro.
Bismuto esuas ligas
Ácido perclórico.
Bromo
Acetileno, amônia, butadieno, butano e outros gases de petróleo,
hidrogênio, metaisfinamente divididos, carbetos de sódio e terebentina,
hidrocarbonos, sódio, metaisfinamente divididos, benzina de petróleo,
benzeno e outros hidrocarbonetos.
Carbonato deCálcio ou de Umidade do ar ou água.
Sódio
Carbonato de Cálcio
Água, álcool.
Carvão Ativo
Hipoclorito de cálcio e oxidantes.
Cianeto deSódio
Amônia e álcool.
Cianetos
Ácidos e álcalis, agentes oxidantes, nitritos, nitratos, e mercúrio (IV).
Clorato dePotássio
Sais de amônia, ácidos, metais em pó, enxofre, substâncias orgânicas.
Clorato deSódio
Ácidos, sais de amônio, matéria oxidável, metais em pó, anidrido
acético, bismuto, peróxidode fósforo, papel e madeira, enxofre.
Cloratos
Sais de amônio, ácidos, metais em pó, enxofre.
Cloratos epercloratos
Ácidos, alumínio, sais de amônio, cianetos, ácidos, metais em pó,
enxofre, fósforo,substâncias orgânicas oxidáveis ou combustíveis,
açúcar e sulfetos.
Cloratos oupercloratos de Ácidos ou seus vapores, matéria combustível, (especialmente solventes
potássio
orgânicos), fósforoe enxofre.
Cloreto deMagnésio
Furan-2-peroxycarboxylic acid, oxidantes fortes.
Cloreto deMercúrio
Sulfitos, hidrazina, aminas, ácidos fortes, bases fortes, fosfatos e
carbonatos.
Cloreto de Potássio
Trifluoride de bromo, permanganato de potássio e ácido sulfúrico.
Cloreto de Sódio
Ácidos fortes, água, reage de forma violenta com fluoreto de bromo,
ácido sulfúrico epermanganato de potássio.
Cloreto de zinco
Ácidos ou matéria orgânica.
Cloro
Acetona, acetileno, amônia, benzeno, butadieno, butano e outros gases
de petróleo,hidrogênio, metais em pó, carboneto de sódio e terebentina.
Clorofórmio
Bases fortes, metais quimicamente ativos, sais como o alumínio, pó de
magnésio,sódio e potássio.
Cobre metálico
Acetileno, peróxido de hidrogênio.
111
Compostos deAlumínio
Crotonaldeído
DicromatodePotássio
Dióxido de cloro
EDTA
Enxofre
Éter Etílico
Etilenoglicol
Fenol
Fenolftaleína
Ferrocianeto de Potássio
Flúor
Fluoreto de Hidrogênio
Fluoreto de Sódio
Formaldeído
Fosfato de Amônio
Fósforo Branco
Fósforo Vermelho
Fósforo
Fucsina Básica
Furfural
Glicerina
Glutaraldeído
Halogênios
(Flúor,
Cloro,Bromo e Iodo).
Hidrazina
Hidreto
de
Lítio
e
Alumínio
Hidrocarbonetos
(Butano,Propano, Tolueno)
Hidroperóxido de Cumeno
Hidróxido de Amônio
Hidróxido de Potássio
Hidróxido de Sódio
Hipoclorito de Cálcio
Hipoclorito de Sódio
Iodeto de Potássio
Iodo
Líquidos Inflamáveis
Lítio
Magnésio
(principalmenteem pó)
Mercúrio
Hidrocarbonos clorados, halogênios, dióxido de carbono, ácidos
orgânicos.
Bases fortes, amônia, aminas orgânicas, ácidos minerais, e oxidantes
fortes.
Alumínio, materiais orgânicos inflamáveis, acetona, hidrazina,
enxofre,hidroxilamina.
Amônia, sulfeto de hidrogênio, metano e fósforo.
Agentes oxidantes.
Qualquer matéria oxidante
Ácidos nítrico e perclórico, peróxido de sódio, cloro e bromo
Ácido perclórico, ácido crômico, permanganato de potássio, nitratos,
bases fortes eperóxido de sódio.
Materiais reativos ou combustíveis, oxidantes, aldeídos, nitratos,
nitritos e fonte deignição.
Oxidantes fortes e álcalis.
Sais metálicos, ácidos, oxidantes.
Maioria das substâncias (armazenar separado).
Amônia (gases ou soluções de laboratório).
Álcalis e ácidos.
Oxidantes fortes, álcalis, ácidos, fenóis e uréia.
Hipoclorito de sódio.
Ar (oxigênio) ou qualquer matéria oxidante, álcalis, enxofre,
agentesredutores.
Matéria oxidante.
Cloratos e percloratos, nitratos e ácido nítrico, enxofre, permanganatos.
Oxidantes fortes.
Ácidos fortes e oxidantes.
Oxidantes fortes.
Oxidantes e álcalis.
Amoníaco, acetileno e hidrocarbonetos.
Peróxido de hidrogênio, ácido nítrico e outros oxidantes.
Ar, hidrocarbonetos cloráveis, dióxido de carbono, acetato de etila e
água.
Flúor, cloro, bromo, peróxido de sódio, ácido crômico, peróxido
dehidrogênio, ácidos fortes.
Ácidos (minerais ou orgânicos).
Ácidos, oxidantes fortes, peróxidos, cloro e bromo, acroleína.
Ácidos, solventes clorados, anidrido maleico e acetaldeído.
Água, ácidos, líquidos inflamáveis, solventes clorados, oxidantes
fortes.
Amônia e carvão ativo.
Aço carbono, alumínio, bronze, cádmio, chumbo, cobre, níquel, ferro
galvanizado, latão, ácidos, sais de amônia.
Clorato de potássio, bromo, oxidantes fortes, sais de diazônio.
Acetileno, hidróxido de amônio, hidrogênio.
Nitrato de amônia, óxido de cromo VI, peróxido de hidrogênio, ácido
nítrico,peróxido de sódio, halogênios.
Ácidos, umidade no ar e água.
Carbonatos, cloratos, óxidos ou oxalatos de metais pesados
(nitratos,percloratos, peróxidos, fosfatos e sulfatos).
Acetileno, amônia, metais alcalinos, ácido nítrico com etanol, ácido
oxálico, ácido fulmínico.
112
Metais
Alcalinos
eAlcalinos Terrosos
Nitrato
Nitrato de Amônio
Nitrato de Prata
Nitrato de Sódio
Nitroparafinas
Oxalato de Sódio
Óxido de Cromo IV
Óxido de Mercúrio
Oxigênio
(líquido
arenriquecido com O2)
Paraformaldeído
ou
Dióxido de carbono, tetracloreto de carbono e outros alcanos
halogenados,hidrocarbonetos clorados, água, halogênios, álcoois,
aldeídos, cetonas,ácidos.
Matéria combustível, ésteres, fósforo, acetato de sódio, cloreto
estagnoso,água e zinco em pó.
Ácidos, metais em pó, líquidos combustíveis, enxofre, substâncias
orgânicas.
Amônia, álcalis, sais de antimônio, arsênio, brometos, carbonatos,
cloretos,tiocianetos, sais de ferro, fosfatos, ácido tânico.
Compostos de amônio, nitratos de amônio ou outros sais de amônio.
Bases inorgânicas, aminas.
Oxidantes fortes e ácidos fortes.
Ácido acético, naftaleno, glicerina, benzina de petróleo, líquidos
inflamáveis.
Enxofre.
Óleos, graxas, hidrogênio, líquidos, sólidos e gases inflamáveis.
Soda cáustica, álcalis, sódio, potássio, e outros metais alcalinos,
ácidohidroclorídrico, ácido sulfúrico e outros ácidos inorgânicos,
óxidosnitrogenados, aminas e agentes oxidantes como peróxidos, ácido
nítrico,ácido perclórico, trióxido crômico, fenol e ureia.
Pentóxido de Fósforo
Compostos orgânicos, água.
Perclorato
de Materiais combustíveis, materiais oxidantes tais como ácidos, cloratos
Amônio,Permanganato ou enitratos.
Persulfato
Perclorato de Potássio
Sais de amônia, ácidos, metais em pó, enxofre, substâncias orgânicas.
Permanganato de Potássio
Glicerina,
etilenoglicol,
Ácido
sulfúrico,
enxofre,
ácido
clorídrico,substâncias oxidáveis.
Peróxido de Bário
Compostos orgânicos, combustíveis, metais oxidáveis e água.
Peróxido de Hidrogênio
Cobre, cromo, ferro, álcoois, acetonas, substâncias combustíveis.
Peróxido de Sódio
Ácido acético, anidrido acético, benzaldeído, etanol, metanol,
etilenoglicol,acetato de metila, acetato de etila, furfural.
Piridina
Oxidantes fortes e ácidos fortes.
Potássio
Água, tetracloreto de carbono e outros alcanos halogenados, dióxido
decarbono, halogênios.
Prata e Sais de Prata
Acetileno, ácido tartárico, ácido oxálico, compostos de amônio.
Resorcina
Oxidantes fortes.
Selenídios
Agentes redutores.
Sódio
Dióxido
de
carbono,
tetracloreto
de
carbono,
outros
hidrocarbonetosclorados.
Subacetato de Chumbo
Brometos, fenol, peróxido de hidrogênio, ácido salicílico, álcalis,
taninos,fosfatos, citratos, carbonatos, tartaratos, ácidos.
Sulfato de Alumínio
Metais, água, cobre, bronze, ácidos fortes.
Sulfato de Bário
Alumínio, fósforo.
Sulfato de Cobre
Gás acetileno, magnésio metálico.
Sulfato de Lítio
Magnésio.
Sulfato de Magnésio
Álcool-etoxi-etil, arsênio, fosfatos, chumbo, bário, estrôncio e cálcio.
Sulfeto de Hidrogênio
Gases oxidantes, ácido nítrico fumegante.
Sulfeto de Sódio
Ácidos, oxidantes, alumínio, zinco, carbono e sais de diazone.
Sulfito de Sódio
Ácidos, oxidantes fortes.
Telurídios
Agentes redutores.
Tetracloreto de Carbono
Metais (Al, Be, Mg, Na, K, Zn), hipoclorito de cálcio, álcool
alílico,demetilformamida, água (forma gases tóxicos).
113
Tetrahidrofurano
Tiossulfato de Sódio
Tolueno
Trietanolamina
Uréia
Verde de Bromocressol
Xilol
Zinco em pó
Zircônio
(principalmenteem pó)
Hidróxidos alcalinos, hidretos, ar, oxigênio, oxidantes, bromo.
Nitrato de metal, nitrito de sódio, iodo, ácidos, mercúrio, sais de prata.
Oxidantes fortes.
Oxidantes fortes, ácidos fortes.
Hipoclorito de cálcio ou sódio, nitrito de sódio, perclorato de gálio,
oxidantesfortes (principalmente dicromatos, nitratos e cloro),
pentacloreto de fósforo,perclorato de nitrosyl, tetracloreto de titânio,
cloreto de cromo.
Oxidantes fortes
Oxidantes e ácidos fortes.
Ácido, água.
Tetracloreto de carbono e outros carbetos, pralogenados, peróxidos,
bicarbonato.
Fonte: ESALQ-USP (2008, p.11-20).
114
ANEXO 5:
INCOMPATIBILIDADE DE RESÍDUOS (ABNT NBR 12.235)
(PGRQ-NR-03/2008 – ESALQ-USP)
GRUPO 1-A
- Lama de acetileno
- Líquidos fortemente alcalinos
- Líquidos de limpeza alcalinos
- Líquidos alcalinos corrosivos
- Líquidos alcalinos de bateria
- Águas residuárias alcalinas
- Lama de cal e outros álcalis corrosivos
- Solução de cal
- Soluções cáusticas gastas
GRUPO 1-B
- Lamas ácidas
- Soluções ácidas
- Ácidos de bateria
- Líquidos diversos de limpeza
- Eletrólitos ácidos
- Líquidos utilizados para gravação em metais
- Componentes líquidos de limpeza
- Banhos de decapagem e outros ácidos corrosivos
- Ácidos gastos
- Mistura de ácidos residuais
- Ácido sulfúrico residual
Efeitos da mistura de resíduos do GRUPO 1-A com os do GRUPO 1-B: geração de calor, reação
violenta.
GRUPO 2-A
GRUPO 2-B
- Resíduos de asbestos
- Solventes de limpeza de componentes
- Resíduo de berilo
eletrônicos
- Embalagens vazias contaminadas com - Explosivos obsoletos
pesticidas
- Resíduos de petróleo
- Resíduos de pesticidas
- Resíduos de refinaria
- Outras quaisquer substâncias tóxicas
- Solventes em geral
- Resíduos de óleo e outros resíduos inflamáveis
eexplosivos
Efeitos da mistura de resíduos do GRUPO 2-A
com os do GRUPO 2-B: geração de substâncias
tóxicas no caso de fogo ou explosão
GRUPO 3-A
GRUPO 3-B
- Alumínio
- Resíduos do GRUPO 1-A ou 1-B
- Berílio
- Cálcio
- Lítio
- Magnésio
- Potássio
- Sódio
- Zinco em pó, outros metais reativos e
hidretosmetálicos
Efeitos da mistura de resíduos do GRUPO 3-A
com os do GRUPO 3-B: fogo ou explosão,
geração de hidrogênio gasoso inflamável
GRUPO 4-A
GRUPO 4-B
- Álcoois
- Resíduos concentrados dos GRUPOS 1-A ou 1-B
- Soluções aquosas em geral
- Cálcio
- Hidretos Metálicos
- Potássio
- Sódio
- SO2, Cl2, SOCl2, PCl2, CH3SiCl3 e outros
resíduosreativos com a água
Efeitos da mistura de resíduos do GRUPO 4-A
com os do GRUPO 4-B: fogo, explosão ou
geração de calor, geração de gases inflamáveis
115
ou tóxicos.
GRUPO 5-A
- Álcoois
- Aldeídos
Hidrocarbonetos
nitrados
e
outros
compostosorgânicos reativos e solventes
- Hidrocarbonetos insaturados
Efeitos da mistura de resíduos do GRUPO 5-A
com os do GRUPO 5-B: fogo, explosão ou
reação violenta
GRUPO 6-A
- Soluções gastas de cianetos e sulfetos
Efeitos da mistura de resíduos do GRUPO 6-A
com os do GRUPO 6-B: geração de gás
cianídrico ou gás sulfúrico.
GRUPO 7-A
- Cloratos e outros oxidantes fortes
- Cloro
- Cloritos
- Ácido crômico
- Hipocloritos
- Nitratos
- Ácido nítrico fumegante
- Percloratos
- Permanganatos
- Peróxidos
Efeitos da mistura de resíduos do GRUPO 7-A
com os do GRUPO 7-B: fogo, explosão ou
reação violenta.
Fonte: ESALQ-USP (2008, p.21-23).
GRUPO 5-B
- Resíduos concentrados do GRUPO 1-A ou 1-B
- Resíduos do GRUPO 3-A
GRUPO 6-B
- Resíduos do GRUPO 1-A
GRUPO 7-B
- Ácido acético e outros ácidos orgânicos
- Ácidos minerais concentrados
- Resíduos do GRUPO 2-B
- Resíduo do GRUPO 3-A
- Resíduo do GRUPO 5-A e
resíduoscombustíveis ou inflamáveis
outros
116
ANEXO 6:
TIPOS DE COLETORES DE RESÍDUOS QUÍMICOS
(PGRQ-NR-03/2008 – ESALQ-USP)
Tipo de coletor
A
B
C
D
E
F
G
H
I
Descrição
Recipientes de vidro 1 ou 4 L.
Recipientes de plástico (bombonas) de 5 ou 10 L.
Recipientes de plástico (bombonas) de 10 ou 20 L, com cinta e vedação ou rosca.
Recipientes resistentes a rompimento, de preferência de plástico e fechado
firmemente.
Recipientes resistentes ao rompimento com alta vedação e indicação clara de seu
conteúdo.
Recipientes de vidro com alta vedação, evitando a emanação de vapores para o
ambiente.
Recipientes de vidro com alta vedação. Obs.: para resíduos de sais metálicos
regeneráveis, cada metal deve ser recolhido separadamente.
Recipientes plásticos resistentes ao rompimento.
Recipientes adequados de acordo com o tipo de emissão (alfa, beta ou gama)
seguir corretamente a legislação do IPEN e normas do CNEN. Obs.: materiais
radioativos.
Fonte: ESALQ-USP (2008, p.24).
117
ANEXO 7:
COMPATIBILIDADE DE COLETOR DE RESÍDUO QUÍMICO E SUBSTÂNCIAS
QUÍMICAS
(PGRQ-NR-03/2008 – ESALQ-USP)
Substâncias Orgânicas
Especificações
Solventes orgânicos isentos de halogênios.
Solventes orgânicos contendo halogênios.
Reagentes orgânicos relativamente inertes, do ponto de vista químico.
Reagentes orgânicos relativamente inertes, do ponto de vista químico, se contiver
halogênios.
Reagentes orgânicos relativamente inertes, do ponto de vista químico, se contiver
resíduos sólidos.
Resíduos sólidos de produtos orgânicos.
Soluções aquosas de ácidos orgânicos.
Bases orgânicas e aminas na forma associada(para evitar odores, neutralizar
cuidadosamente comácido diluído).
Nitrilos e mercaptanas.
Nitrilos e mercaptanas – fase aquosa e orgânica (eliminar o excesso de oxidantes com
Tiossulfatode Sódio).
Aldeídos Hidrossolúveis e derivados
Compostos organometálicos – fase aquosa.
Compostos organometálicos – fase orgânica.
Produtos carcinogênicos e compostos combustíveis classificados como “muito
tóxicos” ou“ tóxicos” .
Peróxidos orgânicos identificáveis em soluções aquosas (dissolvidos e desativados
com reagentesespecíficos) – Resíduos orgânicos.
Peróxidos orgânicos identificáveis em soluções aquosas (dissolvidos e desativados
com reagentesespecíficos) – soluções aquosas.
Halogêneos de ácido
Compostos combustíveis tóxicos.
Substâncias Inorgânicas
Especificações
Ácidos Inorgânicos
Bases Inorgânicas
Sais Inorgânicos
Solução contendo Sais Inorgânicos
Soluções e sólidos que contenham metais pesados (sais de Tálio e suas soluções
requerem cuidadosespeciais)
Compostos inorgânicos de Selênio / fase aquosa
Berílio e seus sais (carcinogênico)
Compostos de Urânio e Tório (respeitar a legislação em vigor do IPEN e CNEN) I
Resíduo inorgânico de Mercúrio
Cianetos
Peróxidos Inorgânicos oxidantes como o Bromo e Iodo D
Ácido Fluorídrico e as soluções de fluoretos inorgânicos – fase sólida
Ácido Fluorídrico e as soluções de fluoretos inorgânicos – fase líquida
Resíduos de halogêneos inorgânicos líquidos e reativos, sensíveis à hidrólise.
Fósforo e seus compostos (são facilmente inflamáveis, desativa-se em atmosfera de
Tipo de
Coletor
A/B
A/B
A/B
A/B
C
C
A/B
G
A/B
F
A/B
A
A/D
F
A/B
D
B
F
Tipo de
Coletor
A/B
A/B
C
A/B
D
E
D
I
F
E
D
H
D
E
H
118
gás protetor) –fase sólida
Metais alcalinos e amidos de metais alcalinos
Resíduos inorgânicos tóxicos, por ex. sais de metais pesados e suas soluções
Resíduos que contenham metais preciosos – sólidos
Resíduos que contenham metais preciosos – solução
Alquilos de Alumínio (sensíveis à Hidrólise)
Fonte: ESALQ-USP (2008, p.25-26).
A/B
A/B
C
D
F
119
ANEXO 8:
FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURAÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS - FISPQ
(De acordo com a NBR 14725:2001)
1.
Identificação do produto e da empresa
Identificação da substância/preparação
Nº. de catálogo: 100201
Nome do produto:
Fenol EMPROVE® Ph Eur,USP
Uso da substância/preparação
Indústria farmacêutica e alimentar
Produção e análise farmacêutica
Empresa/identificação da empresa
Empresa:
Merck S/A * Brasil * Rua Mazzini 167/173*
Cambuci * São Paulo * S.P. * tel.: ++55113209745
Nº. Telefone de Emergência: São Paulo * tel.: ++55113346878 * Fax: ++55113209744
Rio de Janeiro * tel.: ++55214442211 * Fax: ++552124442001
2. Composição e informações sobre os ingredientes
Sinônimos
-,Nº.CAS:108-95-2
Nº.-Index-CE:604-001-002
M:94.11 g/molNº-CE:203-632-7
Fórmula Hill:
C6H6O
Fórmula química
C6H5OH
3. Identificação dos perigos
Tóxico por inalação, em contato com a pele e por ingestão. Provoca queimadura. Nocivo: risco de
efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada por inalação, em contato com a pele
e por ingestão. Possibilidade de efeitos irreversíveis.
4. Primeiros socorros
Socorrista: cuidar da própria segurança!
Após inalação: exposição ao ar fresco.
Em caso de paragem respiratória: proceder imediatamente à ventilação mecânica, eventualmente
máscara de oxigênio. Chamar imediamente um médico.Após contato com a pele: lavar com
polietilenoglicol 400 ou mistura de polietilenoglicol 300/etanol2:1 e lavar abundantemente com
água. Se nenhum destes estiver disponível lave abundantemente com água, retire imediatamente a
roupa contaminada. Procure conselho médico imediatamente.
Após contato com os olhos: lavar abundantemente com água, mantendo a pálpebra aberta (pelo
menos durante 10 minutos). Chamar imediatamente um oftalmologista.
Depois de engolir: beber muita água, provocar o vómito. Chamar imediatamente um médico.
Administração posterior de: carvão ativado (20-40 g, numa suspensão a 10%).
5. Medidas de combate a incêndios
Meios adequados de extinção:
Água,
, espuma, pó.
Riscos especiais:
Combustível. Vapores mais pesados do que o ar. Em caso de forte aquecimento podem formar-se
misturas explosivas com o ar. Em caso de incêndio formam-se gases inflamáveis e vapores
perigosos.
Equipamento especial de proteção para o combate ao incêndio:
Não ficar na zona de perigo sem aparelhos respiratórios autônomos apropriados para respiração
independente do ambiente. De forma a evitar o contato com a pele, mantenha uma distância de
segurança e utilizae vestuário protetor adequado.
120
6.
Outras informações:
Evitar a infiltração da água de extinção nas águas superficiais ou nas águas subterrâneas.
Medidas de controle para derramamento ou vazamento
Medidas de proteção para as pessoas:
Evitar a inalação de vapores/aerossóis ou pós. Evitar o contato com a substância. Garantir a
ventilação com ar fresco em recintos fechados.
Medidas de proteção do meio ambiente:
Não deixar escapar para a canalização de águas residuais.
7.
Procedimentos de limpeza/absorção:
Absorver com um dispositivo apropriado. Proceder à eliminação de resíduos. Limpeza posterior.
Manuseio e armazenamento
Manuseio
Armanezar bem fechado em local fresco e seco. Proteger da luz.
Indicações para o manuseamento seguro:
Trabalhar com chaminé. Não inalar a substância.
Armazenagem:
Muito bem fechado em local bem ventilado. Só acessível a pessoas autorizadas. Em local seco. À
+15°C a +25°C.
Ao abrigo da luz.
8. Controle de exposição e proteção individual
Parâmetros específicos de controle
EC
Nome
Fenol
Valor
2 ml/m³
7.8 mg/m³
Mutagénico
M 3: substância que causa preocupação para o homem
possuindo possíveis efeitos mutagênicos.
Reabsorção da pele:perigo de absorção pela pele
Equipamento de proteção individual:
As caracteríticas dos meios de proteçãopara o corpo devem ser selecionadas em função da
concentração e da qualidade das substâncias tóxicas de acordo com as condições específicas
esclarecidas junto dos fornecedores.
Proteção respiratória: necessário em caso de formação de pós/vapores/aerossóis. Filtro A
Proteção dos olhos:necessário
Proteção das mãos: em contato total:
Material da luva:
Espessura da camada:
Tempo de ruptura:
policloroprene
0.65 mm
> 480 Min.
As luvas de proteção a usar têm que obedecer às especificações da
diretivaEC 89/686/EEC e do padrão resultante EN374, por
exemplo KCL720 Camapren® (contato total), 720 Camapren®
(contato com salpicos). Esta recomendação aplica-se apenas ao
produto descrito na ficha de dados de segurança por nós fornecida
bem como para a aplicação especificada. Quando houver
dissolução ou mistura com outras substâncias e sob as devidas
condições houver desvioes aos descritos na EN374 por favor
contatar o fornecedor de luvas com marcação CE
Outro equipamentode proteção: Roupa de proteção apropriada.
Higiene industrial:
Mudar imediamente a roupa contaminada. Profilaxia cutânea. Depois de terminar o trabalho,
lavar as mãos e a cara. Nunca comer ou beber no local de trabalho. Trabalhar com chaminé.
121
9.
Não inalar a substância.
Propriedades físico-químicas
Forma:
sólido
Cor:
incolor
Odor:
característico
Valor de pH
em 50 g/l O(20°C)
~5
Viscosidade dinâmico
(50°C)
Ponto de fusão
Ponto de ebulição
(1013 hPa)
Temperatura de ignição
Ponto de inflamação
Limites de explosão
3.437
mPa*s
40.8
°C
181.8
°C
595
°C
81
°C
85
°C
o.c.
1.3
Vol%
0.5
Vol%
0.2............ hPa
3.24
1.06
g/cm³
~ 620
kg/m³
inferior
superior
Pressão de vapor
(20°C)
Densidade relativa de vapor
Densidade
(20°C)
Densidade bruta
Solubilidade
água
(20°C)
log Pow
Fator de bioconcentração
84
(DIN 51794)
c.c.
o.c.
g/l
1.46
1.9
7.6
(experimental)(Literatura)
(carassius auratus)
(Literatura)
(calculado)
10. Estabilidade e reatividade
Condições a serem evitadas
Forte aquecimento.
Substâncias a serem evitadas
Reação exotérmica com: alumínio (calor), aldeídos, halogênios, peróxido de hidrogênio /
compostos de ferro-(III), oxidante, ácidos fortes, fortes bases, formaldeído.
Perigo de explosão em presença de: nitritos, nitratos, sais de oxo-ácidos halídricos, compostos
peroxidados.
Produtos de decomposição perigosa
Não existem indicações
Outras informações
higroscópico;
materiais inapropriados: diversos metais, borracha, diversos materiais plásticos, diversas ligas
metálicas.
Em caso de forte aquecimento podem formar-se misturas explosivas com o ar.
11. Informação toxicológica
Toxicidade aguda
L
(inalação, rato): 316 mg/m³ (IUCLID).
L
(cutânea, rato): 669 mg/kg (IUCLID).
L
(oral, rato): 317 mg/kg (RTECS).
LDLo (oral, humano): 140 mg/kg (RTECS).
Sintomas específicos em estudos com animais:
Teste de irritação dos olhos (coelho): queimaduras (IUCLID).
Teste de irritação da pele (coelho): queimaduras (IUCLID).
122
A literatura disponível para nós não se ajusta à rotulagem prescrita pela CE. A CE tem dossiers
que não foram publicados.
Toxicidade subaguda a crônica
Sensibilização:
Teste de sensibilização (cobaia): negativo (IUCLID)
Há a possibilidade de uma ação mutagênica em seres humanos. As suspeitas baseiam-se nos
danos comprovados a nível do material genético das células somáticas em seres humanos ou
animais, exigindo ainda uma clarificação definitiva.
Sem indicação de propriedades teratogênicas (IUCLID)
Outras informações toxicológicas
Após a inalação de vapores: irritação das mucosas, tosse, dispnéia, lesão das vias respiratórias.
Após o contato com a pele: queimaduras. Risco de reabsorção cutânea.
Depois do contato com os olhos: Queimaduras. Perigo de cegueira!
Depois de engolir: lesões corrosivas na boca, faringe, no esôfago e aparelho gastrointestinal.
Após absorção. Efeitos sistêmicos: cefaléias, sonolência, embriagado, confusão, desmaio,
doenças cardiovasculares, alterações do hemograma, paragem respiratória, morte.
Podem ocorrer danos irreversíveis;
Danos em: fígado, rins, coração.
Informação adicional
O produto deve ser manipulado com as precauções habituais dos produtos químicos.
12. Informação ecológica
Degradação abiótica:
Degradação rápida. (ar)
Degradação biológica:
Biodegradação: 85%/14d (OECD 301 C).
Fácilmente biogegradável.
Comportamento no meio ambiente:
Distribuição: log Pow: 1.46 (experimental) (Literatura)
Não se prevê um apreciável potencial de bioacumulação (log Pow 1-3).
Efeitos ecotóxicos:
Efeitos biológicos:
Efeito tóxico nos peixes e no plâncton. Apesar da diluição, forma misturas tóxicas em água.
Alteração das características organolépticas de proteínas de peixe. Perigo no abastecimento de
água de consumo se é permitida a entrada no solo ou aqüíferos.
Toxicidade nos peixes: Onchorhynchus mykiss L : 5.4 mg/l/96 h (Literatura).
Toxicidade em Daphnia: Daphnia magna
: 10 mg/l/48 h (Literatura).
Toxicidade em algas: Selenastrum capricornutum I : 66 mg/l/5d (IUCLID).
Concentração limite tóxica:
Toxicidade em algas: Sc. Quadricauda I : 7.5 mg/l/8d (IUCLID).
Toxicidade em bactérias: Ps. pudita
: 64 mg/l/16 h (Literatura).
Protozoários: E. sulcatum
: 33 mg/l/72 h (IUCLID).
A literatura disponível para nós não se ajusta à rotulagem prescrita pela CE. A CE tem dossiers
que não foram publicados.
Dados ecológicos adicionais:
Degradabilidade:
123
BO
: 1.68 g/g (IUCLID).
Não permita a entrada em águas, águas residuais ou solos!
13. Considerações sobre tratamento e disposição
Métodos de tratamento e disposição:
No tratamento e disposição do produto, de seus restos e de embalagens usadas, deve-se atentas
para a legislação nos âmbitos municipal, estadual e federal.
14. Informações sobre transporte
Transporte terrestre ADR, RID
UN 1671 PHENOL, FEST, 6.1, II
Transporte fluvial ADN, ADNR não testado
Transporte por via marítima IMDG-Code
UN 1671 PHENOL, SOLID, 6.1, II
Ems
F-A S-A
Transporte por via aérea CAO, PAX
UN 1671 PHENOL, SOLID, 6.1, II
As informações relativas ao transporte mencionam-se de acordo com a regulamentação
internacional e no formato aplicável na Alemanha. Não estão consideradas possíveis diferenças a
nível nacional.
15. Regulamentações
Etiquetas de acordo com as Diretivas da CE
Símbolo:
T
Tóxico
C
Corrosivo
Frases R:
23/24/25-34-48/20/21/22-68
Tóxico por inalação, em contato com a pele e por
ingestão. Provoca queimaduras. Nocivo: risco de
efeitos graves para a saúde em caso de exposição
prolongada por inalação, em contato com a pele e
por ingestão. Possibilidade de efeitos irreversíveis.
Frases R:
24/25-26-28-36/37/39-45
Evitar o contato com a pele e os olhos. Em caso de
contato com os olhos lavar imediatamente e
abundantemente com água e consultar um
especialista. Após contato com a pele, lavar
imediata
e abundantemente
com
muito
Polietilenoglicol 400 e, em seguida, com muita
água. Usar vestuário de proteção, luvas e
equipamento protetos para os olhos/face
adequados. Em caso de acidente ou de
indisposição, consultar imediatamente o médico
(se possível mostrar-lhe o rótulo).
Nº.-CE: .203-632-7Rótulo CE
Rótulagem reduzida (1999/45/EC,Art.10,4)
Símbolo:
T
Tóxico
C
Corrosivo
Frases R:
23/24/25-34-48/20/21/22-68
Tóxico por inalação, em contato com a pele e por
ingestão. Provoca queimaduras. Nocivo: risco de
efeitos graves para a saúde em caso de exposição
prolongada por inalação, em contato com a pele e
por ingestão. Possibilidade de efeitos irreversíveis.
Frases R:
26-36/37/39-45
124
Em caso de contato com os olhos lavar
imediatamente e abundantemente com água e
consultar um especialista. Usar vestuário de
proteção, luvas e equipamento protetos para os
olhos/face adequados. Em caso de acidente ou de
indisposição, consultar imediatamente o médico
(se possível mostrar-lhe o rótulo).
16. Outras informaçõe
Motivo para alteração
Revisão geral.
O não cumprimento das informações acima, isenta a Merck de responsabilidade pelo uso
indevido do produto.
Fonte:MERCK – FISPQ (2005)
Download

universidade federal rural do semiárido departamento de