UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMIÁRIDO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS CURSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA NATHÁLIA MONTEIRO DANTAS GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS LABORATORIAIS EM UNIVERSIDADES MOSSORÓ-RN 2011 NATHÁLIA MONTEIRO DANTAS GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS LABORATORIAIS EM UNIVERSIDADES MOSSORÓ-RN 2011 NATHÁLIA MONTEIRO DANTAS GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS LABORATORIAIS EM UNIVERSIDADES Monografia apresentada à Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA, Departamento de Ambientais e Tecnológicas para a obtenção do título de Bacharel em Ciência e Tecnologia. Orientadora: Profª. Dra. Sc. Solange Aparecida Goularte Dombroski – UFERSA MOSSORÓ-RN 2011 NATHÁLIA MONTEIRO DANTAS GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS LABORATORIAIS EM UNIVERSIDADES Parecer dos professores: ______________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ Data da defesa: ___________/_____________/________________ ____________________________________________________ Profª. Dra. Sc. Solange Aparecida Goularte Dombroski – UFERSA Orientadora ____________________________________________________ Prof. M.Sc. Valder Adriano Gomes de Matos Rocha - UFERSA Primeiro Membro ___________________________________________________ Prof. M.Sc. Blake Charles Diniz Marques - UFERSA Segundo Membro DEDICATÓRIA Gleide Dantas Monteiro (In memorian) A minha família, pelo apoio e carinho oferecidos em todos momentos da minha vida e principalmente neste. AGRADECIMENTO Primeiro a Deus, por estar comigo em todos os momentos da minha vida; Aos meus pais, pela educação que me deram; A minha família, que estive presente em todas as situações; Em especial, a professora orientadora Dra. Solange Aparecida Goularte Dombroski, pela imensadedicação, paciência e orientação competente; Aos professores do CPCVSA, em especial Prof. Jeferson Dombroski, pela atenção e disponibilidade de informações; A todos os meus amigos e colegas de faculdade; E a todos que de forma direta ou indireta contribuíram para o desempenhodeste trabalho. RESUMO Atualmente, é indiscutível a necessidade de implantação de gerenciamento adequado de resíduos laboratoriais visando a minimização da geração, prevenção da poluição e, assim, uma maior proteção do meio ambiente. Nesse contexto, o presente trabalho visa contribuir para a complementação do plano de gerenciamento de resíduos sólidos da UFERSA (PGRSUFERSA), já que teve como objetivo geral, colaborar com a construção de uma proposta preliminar de gerenciamento de resíduos com potencial de geração no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e no Laboratório de Biologia Molecular, ambos do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA) da Universidade Federal Rural do SemiÁrido (UFERSA), campus Mossoró. Para tanto, fez-se um levantamento dos possíveis resíduos a serem gerados nestes laboratórios, a partir do fornecimento de informações por seus coordenadores através de preenchimento de formulário específico simplificado e disponibilização de lista de produtos químicos que serão utilizados em cada laboratório.Considerando substâncias passíveis de se tornarem resíduos, verificaram-se21 substâncias químicas a serem utilizadas no Laboratório de Cultura de Tecidos, enquanto no Laboratório de Biologia Molecular, foram levantadas 23 substâncias. Com relação à classificação dos resíduos químicos passíveis de serem gerados no Laboratório de Cultura de Tecidos, seis foram classificados como perigosos de acordo com Merck Chemichal – International (2011). Para o Laboratório de Biologia Molecular, três foram classificados em perigosos de acordo com a NBR 10004/2004 e cinco foram classificados em perigosos de acordo com Merck Chemichal – International (2011). A identificação e classificação adequadas dos resíduos laboratoriais são fundamentais para o sucesso de outras etapas de um plano de gerenciamento de resíduos, que incluem a segregação no momento e local de sua geração, acondicionamento, rotulagem, assim como atividades para minimização de resíduos. Palavras-chave: Resíduos laboratoriais de universidades. Gerenciamento de resíduos. UFERSA. LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Efeitos no homem de elementos químicos utilizados em pilhas e baterias ............ 19 Tabela 2 - Responsabilidade pelo gerenciamento do lixo ...................................................... 21 Tabela 3 - População urbana das regiões e dos municípios pesquisados no estudo desenvolvido pela ABRELPE (Panorama dos resíduos sólidos no Brasil – 2010) ................. 21 Tabela 4 - Quantidade coletada de resíduos sólidos urbanos e índice per capita, por regiões e no Brasil .............................................................................................................................. 22 Tabela 5 - Coleta de resíduos sólidos urbanos nos estados da região nordeste ....................... 23 Tabela 6 - Índice evolutivo da coleta de resíduos sólidos urbanos por regiões e no Brasil (%) ............................................................................................................................................ 23 Tabela 7 - Quantidade de municípios por tipo de destinação final de resíduos sólidos urbanos ............................................................................................................................................ 23 Tabela 8 - Coleta de RSU na região nordeste........................................................................ 24 Tabela 9 - Quantidade de RSU gerada na região nordeste ..................................................... 24 Tabela 10 - Dados sintéticos dos municípios consultados no estado do Rio Grande do Norte 25 Tabela 11 - Exemplos de resíduos perigosos de fontes não específicas apresentados no Anexo A da NBR 10004/2004 ......................................................................................................... 27 Tabela 12 - Exemplos de resíduos perigosos de fontes específicas apresentados no Anexo B da NBR 10004/2004 ............................................................................................................ 28 Tabela 13 - Lista de substâncias químicas não perigosas ...................................................... 33 Tabela 14 - População da UFERSA, campus Mossoró, no segundo semestre de 2011 .......... 55 Tabela 15 - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró ................................................................. 62 Tabela 16 - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró ................................................................................. 66 Tabela 17 - Outros resíduos passíveis de geração no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró ........ 70 Tabela 18 - Sugestão para acondicionamento dos resíduos químicos passíveis de geração nos Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró, classificados como perigosos ................................................................... 71 Tabela 19 - Sugestão para acondicionamento de outros resíduos1, 2passíveis de geração nos Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró .................................................................................................................. 73 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Destinação final de RSU na região nordeste. ........................................................ 24 Figura 2 - Diagrama de Hommel. ......................................................................................... 43 Figura 3 - Ficha de resíduo químico usada no Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná. ................................................................................................................ 44 Figura 4 - “Diagrama de Hommel” utilizado no programa de gestão e gerenciamento de resíduos químicos da Universidade de São Paulo, campus São Carlos. ................................. 45 Figura 5 - Rótulo padrão utilizado no programa de gestão de resíduos químicos da UFSCar. 46 Figura 6 - Ficha de caracterização de resíduos utilizada no programa de gestão de resíduos químicos da UFSCar. ........................................................................................................... 47 Figura 7 - Vista frontal do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA). UFERSA, campus Mossoró, 08/11/2011. .......................................................... 54 Figura 8 - Planta baixa do piso superior do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA), UFERSA, campus Mossoró. ............................................................ 56 Figura 9 - Planta baixa do piso térreo do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA), UFERSA, campus Mossoró. ............................................................ 57 Figura 10 - Modelo de rótulo1 sugerido para utilização no gerenciamento dos resíduos químicos passíveis de geração nos Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró e preenchido para a substância Acrilamida, classificada como perigosa, a ser utilizada no Laboratório de Biologia Molecular ................ 72 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRELPE - Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária CL50(inalação, ratos) - Concentração de uma substância que, quando administrada por via respiratória,acarreta a morte de 50% da população de ratos exposta (CL – concentração letal) CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente CPCVSA - Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido DL50(dérmica, coelhos) - Dose letal para 50% da população de coelhos testados, quandoadministrada em contato com a pele (DL – dose letal) DL50 (oral, ratos) - Dose letal para 50% da população dos ratos testados,quando administradapor via oral (DL – dose letal) FISPQ - Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística NBR - Norma Brasileira ONU - Organização das Nações Unidas PDI - Plano de Desenvolvimento Institucional PGRQ - Plano de Gerenciamento de Resíduos Químicos PGRS-UFERSA - Plano de gerenciamento de resíduos sólidos da UFERSA RDC - Resolução da Diretoria Colegada RSU - Resíduos Sólidos Urbanos SISNAMA - Sistema Nacional do Meio Ambiente SNVS - Sistema Nacional de Vigilância Sanitária SUASA - Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária UFERSA - Universidade Federal Rural do Semi-Árido UG - Unidade Geradora SUMÁRIO. 1 INTRODUÇÃO........................................................................................................... 12 2 OBJETIVOS ............................................................................................................... 16 2.1 Objetivo geral ............................................................................................................. 16 2.2 Objetivos específicos .................................................................................................. 16 3 REVISÃO DE LITERATURA ................................................................................... 17 3.1 Resíduos sólidos ......................................................................................................... 17 3.1.1 Definição ............................................................................................................... 17 3.1.2 Classificação ......................................................................................................... 17 3.1.3 Responsabilidade pelo gerenciamento ................................................................ 20 3.1.4 Geração de resíduos sólidos no Brasil ................................................................. 21 3.1.5 Dispositivos legais ................................................................................................ 25 3.2 Considerações gerais sobre resíduos químicos laboratoriais em universidades............. 26 3.2.1 Características de resíduos perigosos .................................................................. 26 3.2.2 Geração de resíduos perigosos............................................................................. 32 3.2.3 Resíduos não perigosos ........................................................................................ 32 3.2.4 Gerenciamento de resíduos químicos .................................................................. 35 3.2.5 Minimização de resíduos ..................................................................................... 49 3.2.6 Normas aplicáveis ................................................................................................ 50 3.3 Outros resíduos gerados em laboratórios de universidades .......................................... 50 3.3.1 Frascos vazios de reagentes e solventes ............................................................... 51 3.3.2 Lixo de laboratório contaminado com resíduos perigosos ................................. 51 3.3.3 Material perfurocortante ..................................................................................... 52 3.3.4 Vidraria de laboratório........................................................................................ 52 3.3.5 Lixo comum .......................................................................................................... 53 4 METODOLOGIA ....................................................................................................... 54 4.1 Caracterização do objeto de estudo ............................................................................. 54 4.2 Etapas para desenvolvimento do trabalho .................................................................... 58 4.2.1 Levantamento dos possíveis resíduos a serem gerados no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular, localizados no Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA) da UFERSA, campus Mossoró………………………………………………………...………………...........……..58 4.2.2 Elaboração de uma proposta para gerenciamento de possíveis resíduos a serem gerados no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular, localizados no CPCVSA da UFERSA, campus Mossoró ............................... 58 5 RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................................. 59 5.1 Proposta preliminar para gerenciamento de resíduos com potencial de geração no Laboratório de Cultura de Tecidos e Laboratório de Biologia Molecular do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA) da UFERSA, campus Mossoró .... 59 5.1.1 Levantamento e classificação dos resíduos com possibilidade de geração ......... 59 5.1.2 Acondicionamento e rotulagem ........................................................................... 70 6 CONCLUSÕES ........................................................................................................... 74 7 RECOMENDAÇÕES ................................................................................................. 77 REFERÊNCIAS .....................................................................................................................78 APÊNDICE: FORMULÁRIO SIMPLIFICADO................................................................83 ANEXO 1: SUBSTÂNCIAS QUE CONFEREM PERICULOSIDADE AOS RESÍDUOS..............................................................................................................................84 ANEXO 2: SUBSTÂNCIAS AGUDAMENTE TÓXICAS.................................................96 ANEXO 3: SUBSTÂNCIAS TÓXICAS..............................................................................100 ANEXO 4: INCOMPATIBILIDADE DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS PARA FINS DE ARMAZENAMENTO..........................................................................................................109 ANEXO 5: INCOMPATIBILIDADE DE RESÍDUOS (ABNT NBR 12.235).................114 ANEXO 6: TIPOS DE COLETORES DE RESÍDUOS QUÍMICOS..............................116 ANEXO 7: COMPATIBILIDADE DE COLETOR DE RESÍDUO QUÍMICO E SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS...............................................................................................117 ANEXO 8: FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS............................................................................................................................119 12 1 INTRODUÇÃO As universidades são instituições pluridisciplinares de formação dos quadros profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão e de domínio e cultivo do saber humano, que se caracterizam por (BRASIL, 1996): I - produção intelectual institucionalizada mediante o estudo sistemático dos temas e problemas mais relevantes, tanto do ponto de vista científico e cultural, quanto regional e nacional; II - um terço do corpo docente, pelo menos, com titulação acadêmica de mestrado ou doutorado; III - um terço do corpo docente em regime de tempo integral. As universidades, assim como faculdades e centros universitários, dependendo de sua organização e respectivas prerrogativas acadêmicas, são instituições de educação superior (BRASIL, 2006). Por outro lado, a educação superior tem por finalidade (BRASIL, 1996): I - estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo; II - formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua; III - incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive; IV - promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação; V - suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração; VI - estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade; VII - promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição. Nesse sentido, é de suma importância que as universidades definam uma política ambiental de forma que questões ambientais sejam contempladas nas diferentes atividades de ensino, pesquisa e extensão. No âmbito de sistemas da gestão ambiental, segundo a NBR ISO 14001, política ambiental é definida como “intenções e princípios gerais de uma organização em relação ao seu desempenho ambiental conforme formalmente expresso pela alta administração” (ABNT, 2004, p.3). De Conto (2010, p.21) entende que a dimensão ambiental deve ser inserida no planejamento de todas as instituições de ensino, como exemplo, contemplando-a em um dos 13 documentos maiores de uma instituição, o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). Analisando de uma forma racional, as universidades devem dar uma maior atenção à prevenção da geração de resíduos, revendo conceitos, banindo preconceitos, criando novos conceitos na gestão acadêmica, desestimulando a compartimentalização do conhecimento, revendo programas de ensino, estimulando a produção de conhecimento sobre prevenção de impactos ambientais, desenvolvendo programas de educação ambiental, entre outras necessidades, no sentido de formar um novo profissional: mais humano, mais comportamental, mais criterioso quando o assunto é meio ambiente (DE CONTO, 2010, p.22). Nesse contexto, o gerenciamento adequado de resíduos laboratoriais originados em universidades deve ser objeto de planejamento e implantação. Jardim (1998, p.671) comentou que frente ao papel importante que as universidades desempenham na nossa sociedade, frente à importância ambiental que os resíduos químicos podem apresentar, e por uma questão de coerência de postura, as universidades devem implementar seus programas de gestão de resíduos. Silva et al. (2010, p.185) mencionaram que o gerenciamento de resíduos químicos apresenta-se como um dos desafios atuais enfrentados pela comunidade científica e pelos administradores de Instituições de Ensino e Pesquisa, mas, de acordo com Nolasco et al. (2006, p.118), programas de gerenciamento de resíduos químicos laboratoriais vêm sendo implantados em várias universidades do país e do mundo, em reconhecimento à necessidade premente de alterar a realidade de descaso para com o ambiente, associado à responsabilidade objetiva do gerador e, principalmente, à consciência de sustentabilidade, em consonância com a Agenda 21. No final da década de 70, por meio do Ministério do Interior, foi publicada a Portaria Minter n° 53, de 01/03/1979, que visou orientar o controle de resíduos sólidos no país, de natureza industrial, domiciliares, de serviço de saúde e demais resíduos gerados pelas diversas atividades humanas. Mais recentemente, o Brasil aprovou a Lei nº12.305/2010 (BRASIL, 2010a), a qual instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, dispondo sobre seus princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do poder público e os instrumentos econômicos aplicáveis. Segundo a referida lei, resíduos sólidos são definidos como “material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível (BRASIL, 2010a). 14 Embora a Lei nº 12.305/2010 não se refira especificamente a resíduos gerados em instituições de ensino superior, determinados resíduos laboratoriais se enquadram como resíduos sólidos, de acordo como definido por esta lei, podendo assim, a mesma ser uma referência para definição de metas e ações para gerenciamento de resíduos. Entre outras coisas, a referida lei dispõe que estão sujeitos à elaboração de plano de gerenciamento de resíduos sólidos (BRASIL, 2010a): I - os geradores de resíduos dos serviços públicos de saneamento básico, resíduos industriais, resíduos de serviços de saúde e resíduos de mineração; II - os estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços que: a) gerem resíduos perigosos; b) gerem resíduos que, mesmo caracterizados como não perigosos, por sua natureza, composição ou volume, não sejam equiparados aos resíduos domiciliares pelo poder público municipal; III - as empresas de construção civil, nos termos do regulamento ou de normas estabelecidas pelos órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA). IV - os responsáveis pelos portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira nos termos do regulamento ou de normas estabelecidas pelos órgãos do SISNAMA e, se couber, do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), as empresas de transporte; V - os responsáveis por atividades agrossilvopastoris, se exigido pelo órgão competente do SISNAMA, do SNVS ou do Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA). Ainda no âmbito legal, cabe mencionar a Lei nº 9.605/1998 (BRASIL, 1998) que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Em seu Art. 70, especifica: “Considera-se infração administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio ambiente”. A disposição inadequada de resíduos no meio ambiente resulta em impactos negativos e restritivos para o desenvolvimento de uma região, pois reduzem a qualidade de vida e tem efeitos sobre a saúde, economia e outras áreas. O gerenciamento de resíduos sólidos apresenta-se como poderosa ferramenta para a utilização de princípios para a preservação do meio ambiente, pois engloba o processo de sistematização das técnicas de redução, reciclagem e reutilização e abrange medidas adequadas desde o acondicionamento até sua disposição final. Assim, considerando aspectos de sustentabilidade ambiental, segurança no trabalho, necessidade em reduzir impactos ambientais negativos que podem ser causados pelonão gerenciamento adequado de resíduos, o presente trabalho visa contribuir para a complementação do plano de gerenciamento de resíduos sólidos da UFERSA (PGRSUFERSA), já que teve como objetivo geral, colaborar para a construção de uma proposta preliminar de gerenciamento de resíduos com potencial de geração no Laboratório de Cultura 15 de Tecidos Vegetais e no Laboratório de Biologia Molecular, ambos do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA) da Universidade Federal Rural do SemiÁrido (UFERSA), campus Mossoró. Neste contexto, espera-se que o trabalho contribua para a sensibilização da comunidade acadêmica quanto à necessidade do gerenciamento adequado de resíduos laboratoriais visando à minimização da geração, prevenção da poluição e, assim, uma maior proteção do meio ambiente. 16 2 OBJETIVOS Os objetivos do presente trabalho são especificados a seguir. 2.1 Objetivo geral Visando contribuir para a complementação do plano de gerenciamento de resíduos sólidos da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, campus Mossoró (UFERSA, 2010), o objetivo geral deste trabalho foi colaborar para a construção de uma proposta preliminar de gerenciamento de resíduos com potencial de geração no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e no Laboratório de Biologia Molecular, ambos do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), campus Mossoró. 2.2 Objetivos específicos Os objetivos específicos deste trabalho foram: (i) Pesquisare apresentar, de forma sistemática, diretrizes recomendadas e/ou procedimentos utilizados para a classificação, acondicionamento e rotulagem de resíduos químicos e outros resíduos gerados em laboratórios universitários; (ii) Levantar resíduos passíveis de serem gerados no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular, ambos do CPCVSA da UFERSA, campus Mossoró; (iii) Elaborar umaproposta preliminar para gerenciamento de resíduos com potencial de geração no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular do CPCVSA da UFERSA, campus Mossoró. 17 3 REVISÃO DE LITERATURA A revisão da literatura técnica é apresentada, a seguir, em três partes principais:considerações básicas sobre resíduos sólidos, considerações gerais sobre resíduos químicos laboratoriais em universidades e considerações sobre outros resíduos gerados em laboratórios universitários. 3.1 Resíduos sólidos A seguir são apresentadas a definição, classificação, responsabilidade pelo gerenciamento, geração e gerenciamento de resíduos sólidos urbanos, além de alguns aspectos legais relacionados aos mesmos. 3.1.1 Definição De acordo com a NBR 10004/2004 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), resíduos sólidos são resíduos nos estados sólido e semi-sólido, que resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nestadefinição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções técnica e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível (ABNT, 2004, p.1). 3.1.2 Classificação A seguir, são apresentadas três classificações dos resíduos sólidos, segundo a periculosidade (ABNT, 2004), a origem (MONTEIRO et al., 2001) e de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA (BRASIL, 2006). 3.1.2.1 De acordo com a periculosidade A NBR 10004/2004 (ABNT, 2004a, p.3) classifica os resíduos em classe I – Perigosos e classe 2 – Não Perigosos. Os resíduos classe I – Perigosos referem-se aos resíduos que apresentam 18 periculosidade, conforme definido na NBR 10004/2004, ou uma das características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade ou patogenicidade (ABNT, 2004a, p.3). Os resíduos classe II – Não Perigosos são classificados em classe IIA – Não Inertes e classe IIB – Inertes. Os resíduos classe IIA são aqueles que não se enquadram nas classificações de resíduos classe I - Perigosos ou de resíduos classe IIB - Inertes, nos termos desta Norma. Os resíduos classe IIA – Não inertes podem ter propriedades, tais como: biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água. Os resíduos classe IIB são quais quer resíduos que, quando amostrados de uma forma representativa, e submetidos a um contato dinâmico e estático com água destilada ou deionizada, à temperatura ambiente, conforme a NBR 10006, não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor (ABNT, 2004a, p.3-4). Entre os resíduos classe II – Não Perigosos, estão resíduos de restaurante (restos de alimentos), sucata de metais ferrosos e não ferrosos (latão, etc), resíduos de papel e papelão, resíduos de plástico polimerizado, resíduo de borracha, resíduos de madeira, resíduo de materiais têxteis, resíduos de minerais não-metálicos, areia de fundição, bagaço de cana e outros resíduos não perigosos, excluídos aqueles contaminados por substâncias que apresentem característica de periculosidade conforme especificado na NBR 10004/2004 (ABNT, 2004a, p.71). 3.1.2.2 De acordo com a origem Segundo Monteiro et al. (2001, p.26), a origem é o principal elemento para a caracterização dos resíduos sólidos. Por este critério, os diferentes tipos de lixo podem ser agrupados em cinco classes, a saber (MONTEIRO, et al., p.27-31): a) Lixo doméstico ou residencial: são os resíduos gerados nas atividades diárias em casas, apartamentos, condomínios e demais edificações residenciais. b) Lixo comercial: são os resíduos gerados em estabelecimentos comerciais cujas características, dependem da atividade ali desenvolvida. c) Lixo público: são os resíduos presentes nos logradouros públicos,em geral, resultantes da natureza, tais como folhas, poeira, etc. e também aqueles descartados irregular e indevidamente pela população. d) Lixo domiciliar especial: grupo que compreende os entulhos de obras, pilhas e baterias, 19 lâmpadas fluorescentes e pneus. A Tabela 1apresenta efeitos sobre o homem de alguns elementos químicos que podem compor pilhas e baterias. e) Lixo de fontes especiais: são resíduos que, em função de suas características peculiares,passam a merecer cuidados especiais em seu manuseio, acondicionamento, estocagem, transporte ou disposição final. Dentro da classe de resíduos de fontes especiais, merecem destaque: lixo industrial, lixo radioativo, lixo de portos, aeroportos e terminais rodoferroviários, lixo agrícola e resíduos de serviços de saúde. Tabela 1 -Efeitos no homem de elementos químicos utilizados em pilhas e baterias Elemento Chumbo (Pb) Mercúrio (Hg) Cádmio (Cd) Níquel (Ni) Prata (Ag) Lítio (Li) Manganês (Mn) Zinco (Zn) Efeitos sobre o homem Dores abdominais (cólicas, espasmo e rigidez), disfunção renal, anemia, problemas pulmonares, neurite periférica (paralisia), encefalopatia (sonolência, manias, delírio, convulsões e coma) Gengivite, salivação, diarréia (com sangramento), dores abdominais (especialmente epigástrio, vômitos, gosto metálico), congestão, inapetência, indigestão, dermatite e elevação da pressão arterial, estomatites (inflamação da mucosa da boca), ulceração da faringe e do esôfago, lesões renais e no tubo digestivo, insônia, dores de cabeça, colapso, delírio, convulsões e coma, lesões cerebrais e neurológicas provocando desordens psicológicas afetando o cérebro Manifestações digestivas (náusea, vômito, diarréia), disfunção renal, problemas pulmonares, envenenamento (quando ingerido), pneumonite (quando inalado), câncer Câncer, dermatite, intoxicação em geral Distúrbios digestivos e impregnação da boca pelo metal, argiria (intoxicação crônica) provocando coloração azulada da pele, morte Inalação provoca lesão mesmo com pronto atendimento, ingestão mínima causa lesão residual, se nenhum tratamento for aplicado Disfunção do sistema neurológico, afeta o cérebro, gagueira e insônia Problemas pulmonares, pode causar lesão residual, a menos que seja dado atendimento imediato, contato com os olhos causa lesão grave mesmo com pronto atendimento Fonte: Monteiro et al. (2001, p.29-30). 3.1.2.3 De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) No âmbito do gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº306/2004 da ANVISA (BRASIL, 2004), classifica os resíduos e cinco grupos (A, B, C, D e E) conforme apresentado a seguir. a) Grupo A: resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características, podem apresentar risco de infecção. São subdivididos em cinco subgrupos: 20 A1, A2, A3, A4 e A5. b) Grupo B: resíduos contendo substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade. c) Grupo C: quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de isenção especificados nas normas daComissão Nacional de Energia Nuclear(CNEN) e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista. d) Grupo D: resíduos que não apresentem risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares. e) Grupo E: materiais perfurocortantes ou escarificantes. 3.1.3 Responsabilidade pelo gerenciamento De acordo com Oliveira e Pasqual (1998, p.2),gerenciar resíduos sólidos urbanos de forma integrada consiste num conjunto articulado de ações normativas, operacionais, financeiras e de planejamento, que uma administração municipal desenvolve, baseado em critérios sanitários, ambientais e econômicos para coletar, tratar e dispor os resíduos sólidos de uma cidade. Um gerenciamento eficaz consiste naquele que completa o uso de práticas administrativas de resíduos, com manejo seguro e efetivo fluxo dos resíduos, com o mínimo de impactos negativos sobre a saúde pública e o meio ambiente. A administração pública municipal é responsável pelo gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos porém os outros tipos de resíduos sólidos são de responsabilidade do seu gerador, conforme apresenta a Tabela 2. 21 Tabela 2 - Responsabilidade pelo gerenciamento dolixo ORIGEM DO LIXO Domiciliar Comercial Público Industrial Serviços de saúde Portos, aeroportos e terminais ferroviários e rodoviários Agrícola Entulho RESPONSÁVEL Prefeitura Prefeitura* Prefeitura Gerador Gerador Gerador Gerador Gerador NOTAS: (*) A Prefeitura é responsável por quantidades pequenas (geralmente inferiores a 50 kg) de acordo com a legislação municipal vigente. Quantidades superiores são de responsabilidade do gerador. Fonte: Consoniet al. (2000, p.30). 3.1.4 Geração de resíduos sólidos no Brasil Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE) junto aos municípios brasileiros, relativa aos resíduos sólidos urbanos (RSU) coletados pelos municípios e demais itens pertinentes à limpeza urbana, atingiu um universo de 350 municípios entrevistados. Nestes municípios pesquisados, obteve-se alta consistência nas projeções das quantidades de resíduos sólidos urbanos coletados, com coeficientes de correlação adequados entre esses volumes e a população urbana.Os municípios pesquisados representam 49,6% da população urbana total do Brasil (conforme mostra a Tabela 3), considerando o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)de 2010 (ABRELPE, 2010, p.22). Tabela 3 - População urbana das regiões e dos municípios pesquisados no estudo desenvolvido pela ABRELPE (Panorama dos resíduos sólidos no Brasil – 2010) Região Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul TOTAL Fonte: ABRELPE (2010, p.23). População urbana em 2010 (hab) 11.663.184 38.816.895 12.479.872 74.661.877 23.257.880 160.879.708 População urbana dos municípios pesquisados 6.610.931 17.639.430 6.561.153 40.228.998 8.749.136 79.789.648 22 A geração de RSU no Brasil registrou um crescimento expressivo de 2009 para 2010, superando a taxa de crescimento populacional urbano que foi de cerca de 1% no período. A comparação da quantidade total gerada em 2010 com o total de resíduos sólidos urbanos coletados, mostra que 6,7 milhões de toneladas de RSU deixaram de ser coletados no ano de 2010 e, por consequência, tiveram destino impróprio (ABRELPE, 2010, p.30). Seguindo tendência já revelada em anos anteriores, ficou evidente que houve um aumento de 7,7% na quantidade de RSU coletados em 2010. Na comparação entre o índice de crescimento da geração de RSU com o índice de crescimento da coleta, percebe-se que este último foi ligeiramente maior do que o primeiro, o que demonstra um discreto aumento na cobertura dos serviços de coleta de RSU no país (ABRELPE, 2010, p.31). Considerando os dados entre 2009 e 2010, aTabela 4apresenta um aumento de 5,3% no índice per capita de geração de RSU do Brasil como um todo e um acréscimo de 6,8% na quantidade total gerada. Tabela 4- Quantidade coletada de resíduos sólidos urbanos e índice per capita, por regiões e no Brasil Região Norte Nordeste Centro-oeste Sudeste Sul Brasil 2009 RSU coletado (t/dia)/índice (kg/hab/dia) 12.072/1,051 47.665/1,254 13.907/1,161 89.460/1,204 19.624/0,859 182.728/1,152 2010 População urbana (hab) RSU coletado (t/dia) Índice (kg/hab/dia) 11.663.184 38.816.895 12.479.872 74.661.877 23.257.880 160.879.708 12.920 50.045 15.539 96.134 20.452 195.090 1,108 1,289 1,245 1,288 0,879 1,213 Fonte: ABRELPE (2010, p.45). Na Tabela 5 são apresentadas as quantidades coletadas de resíduos sólidos urbanos nos estados da região nordeste. Já, a Tabela 6 apresenta o índice evolutivo da coleta de resíduos sólidos urbanos por regiões e no Brasil. A quantidade de municípios por tipo de destinação final de resíduos sólidos urbanos é mostrada na Tabela 7. 23 Tabela 5 - Coleta de resíduos sólidos urbanosnos estados da região nordeste Estado Alagoas Bahia Ceará Maranhão Paraíba Pernambuco Piauí Rio Grande do Norte Sergipe População urbana em 2010 (hab) 2.298.091 10.105.218 6.343.990 4.143.728 2.839.002 7.049.868 2.051.316 2.465.439 1.520.243 RSU coletados por habitante (kg/hab/dia) 0,948 1,027 1,071 0,918 0,916 0,962 0,928 0,929 0,915 RSU coletados (t/dia) 2.180 10.375 6.794 3.805 2.601 6.779 1.903 2.290 1.39 Fonte: ABRELPE (2010, p.51). Tabela 6 - Índice evolutivo da coleta de resíduos sólidos urbanos por regiões e no Brasil (%) Região Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul BRASIL 2000 85,33 63,87 82,86 90,09 80,84 80,87 2001 85,33 63,87 82,86 90,09 80,84 80,87 2002 88,12 65,69 84,06 91,29 81,33 82,15 2003 88,67 66,96 84,00 91,29 81,99 82,71 2004 66,71 66,73 83,94 91,43 82,24 81,48 2005 69,07 67,86 84,37 91,52 82,51 82,06 2006 71,28 68,68 85,16 91,78 83,01 82,68 2007 73,56 69,51 85,96 92,04 83,51 83,30 2008 78,70 73,45 90,36 96,23 90,49 87,94 2009 80,12 75,37 89,15 95,33 90,74 88,15 2010 82,22 76,17 89,88 95,87 91,47 88,98 Fonte: ABRELPE (2010, p.45) Tabela 7 - Quantidade de municípios por tipo de destinação final de resíduos sólidos urbanos Disposição Final Aterro Sanitário Aterro Controlado Lixão Brasil Norte 85 107 257 449 Nordeste 439 500 855 1.794 2010 – Regiões e Brasil Centro-Oeste Sudeste 150 798 145 639 171 231 466 1.668 Sul 692 369 127 1.188 Brasil 2.164 1.760 1.641 5.565 Fonte: ABRELPE (2010, p.46). Com relação à região nordeste do Brasil, os 1.794 municípios distribuídos nos nove estados apresentaram, juntos, uma geração de 50.045 toneladas de RSU por dia no ano de 2010 (Tabela 9), das quais, 38.118 toneladas/dia foram coletadas (Tabela 8). Enquanto o índice de coleta per capita cresceu 3,9% em comparação ao ano de 2009, a quantidade de resíduos domiciliares coletados cresceu 6,1%, o que indica um aumento real na abrangência destes serviços. Segundo a pesquisa realizada pela ABRELPE a comparação entre os dados de 2010 e 2009 apresentados, revela um crescimento de 2,8% no índice per capita de geração de RSU na região Nordeste, que atingiu a marca de 1,289 kg por habitante por dia, conforme mostra a Tabela 9 (ABRELPE, 2010, p.63). 24 Tabela 8 - Coleta de RSU na região nordeste 2009 RSUcoletados (t/dia) / Ìndice (kg/hab/dia) 35.925/0,945 População Urbana (hab) 38.816.895 2010 RSU coletados (t/dia) 38.118 Índice (kg/hab/ano) 0,982 Fonte: ABRELPE (2010, p.64). Tabela 9 - Quantidade de RSU gerada na região nordeste 2009 RSUgerados (t/dia) / Ìndice (kg/hab/dia) 47.665 / 1,253 População urbana (hab) 38.816.895 2010 RSUgerados (t/dia) Índice (kg/hab/ano) 50.045 1,289 Fonte: ABRELPE (2010,p.65). A partir da comparação entre os dados relativos à destinação de resíduos nos anos e 2009 e 2010, na região nordeste, verificou-se um crescimento de 9,4% na destinação final de RSU em aterros sanitários, conforme mostra a Figura 1. No entanto, observou-se que cerca de 66% dos resíduos coletados ainda são destinados de maneira inadequada, sendo encaminhados para lixões e aterros controlados que, do ponto de vista ambiental, pouco se diferenciam de lixões, pois não possuem o conjunto de sistemas necessários para proteger o meio ambiente de contaminações (ABRELPE, 2010, p.63). Figura 1 - Destinação final de RSU na região nordeste. Fonte: Pesquisa ABRELPE 2010 25 Na Tabela 10 são apresentadas as quantidades coletadas de resíduos sólidos urbanos nos munícipios do Rio Grande do Norte consultados na pesquisa da ABRELPE. Tabela 10 - Dados sintéticos dos municípios consultados no estado do Rio Grande do Norte Município UF Canguaretama Extremoz Mossoró Natal Nísia Floresta RN RN RN RN RN População Urbana 2010 (x1000) 20,2 15,8 237,3 803,8 9,4 Qtde. RSU Coletada (t/dia) (**) 2,4 216,3 968,0 (**) Qtde. RSU Coletada (kg/hab/dia) (**) 0,15 0,91 1,09 (**) PIB per capita* (R$) 4.132 16.440 12.522 10.847 4.520 **Dados omitidos por se revelarem inconsistentes. Fonte: Adaptado de ABRELPE (2010, p.151-152). 3.1.5 Dispositivos legais Entre os dispositivos legais federais relacionados a resíduos sólidos urbanos, incluindo resíduos de serviços de saúde, citam-se a Lei n° 11.445/2007, Lei n° 12.305/2010, Decreto n° 7.404/2010, RDC da ANVISA n°306/2004 e Resolução do CONAMA n°358/2005. Além disso, duas resoluções, do CONAMA e da ANVISA, dispõem sobre o gerenciamento de resíduos sólidos gerados nos portos, aeroportos e outros. A Lei n° 11.445, de 5 de janeiro de 2007 (BRASIL, 2007) estabelece a política nacional de saneamento básico, considerando quatro componentes: abastecimento de água; esgotamento sanitário; manejo de resíduos sólidos e manejo de águas pluviais. Entre outros aspectos, destaca-se na referida lei a universalização da prestação dos serviços, com a ampliação progressiva do acesso para todos os domicílios, sendo os serviços ofertados de forma adequada à saúde pública e à proteção do meio ambiente. Além disso, esta lei determinou a elaboração do Plano Nacional de Saneamento Básico, que constituirá o eixo central da política federal para o setor. Essas iniciativas, certamente, irão se nutrir das informações derivadas da PSNB 2008 para a formulação das diretrizes e políticas públicas voltadas para a progressiva universalização dos serviços de saneamento. A Lei n° 12.305, de 2 de agosto 2010 (BRASIL, 2010a), institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, dispondo sobre seus princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do poder público e os instrumentos econômicos aplicáveis. O decreto n° 7.404, de 23 de dezembro de 2010 (BRASIL, 2010b), 26 regulamenta a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, cria o Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador para a Implantação dos Sistemas de Logística Reversa, e dá outras providências. A Resolução n° 358/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), de 29 de abril de 2005 (BRASIL, 2005), dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências. A Resolução nº 5, de 5 de agosto de 1993, do CONAMA dispõe sobre o gerenciamento de resíduos sólidos gerados nos portos, aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários. Já, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) nº 342/2002, de 13 de dezembro de 2002, dispõe sobre o termo de referência para elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), para instalações portuárias, aeroportuárias e terminais alfandegários de uso público. Quanto aogerenciamento de resíduos de serviço de saúde, a RDC da ANVISA n°306/2004, de 07 de dezembro de 2004 (BRASIL, 2004), dispõe sobre o regulamento técnico do mesmo. 3.2 Considerações gerais sobreresíduos químicos laboratoriais em universidades Neste item são apresentadas considerações gerais sobre características de resíduos perigosos, geração de resíduos perigosos, resíduos não perigosos, gerenciamento de resíduos químicos e minimização de resíduos. Quanto ao gerenciamento de resíduos químicos, são apresentadas informações relacionadas ao inventário, classificação, acondicionamento, rotulagem e destinação de resíduos químicos. 3.2.1 Características de resíduos perigosos Segundo Auburn University (2006, p.10), resíduos perigosos são divididos em duas categorias: (i) aqueles que exibem uma característica de periculosidade (inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade) e (ii) aqueles que são especificamente listados como resíduos perigosos. De acordo com a NBR 10004 (ABNT, 2004a, p.2), a periculosidade de um resíduo se refere a característica que este pode apresentar, dependendo de suas propriedades físicas, químicas ou infecto-contagiosas, podendo apresentar: 27 a) risco à saúde pública, provocando mortalidade, incidência de doenças ou acentuando seus índices; b) riscos ao meio ambiente, quando o resíduo for gerenciado de forma inadequada. A ABNT (2004a, p.3) classifica os resíduos como perigosos, aqueles que apresentam periculosidade, conforme definido anteriormente, ou uma das características descritas em 3.2.1.1 a 3.2.1.5, ou constem nos anexos A ou B desta norma. O Anexo A da NBR 10004/2004 apresenta uma lista de resíduos perigosos de fontes não específicas indicando o código de identificação, os resíduos perigosos, os constituintes perigosos e as características de periculosidade conforme exemplifica a Tabela 11. Tabela 11 - Exemplos de resíduos perigosos de fontes não específicas apresentados no Anexo A da NBR 10004/2004 Código de identificação F001 F002 F003 Resíduos perigosos Os seguintes solventes halogenadosusados, utilizados em desengraxe: tetracloroetileno; tricloroetileno; diclorometano; 1,1,1tricloroetano; tetracloretode carbono e fluorocarbonetos clorados, além de resíduos originados no processo de recuperação destes solventes ou de misturas que os contenham Os seguintes solventes halogenadosusados: tetracloroetileno; 1,1,1-tricloroetano; dicloro metano; tricloroetileno; 1,1,2-tricloroetano, clorobenzeno; 1,1,2-tricloro-1,2,2trifluoretano; orto-diclorobenzeno; triclorofluorometano, além de resíduos originados no processo de recuperação destes solventes ou de misturas que os contenham Os seguintes solventes não halogenados usados: xileno, acetona, acetato de etila, etilbenzeno, éter etílico, metilisobutilcetona, n-butanol, ciclo-hexanona e metanol, além de resíduos originados no processo de recuperação destes solventes ou de misturas que os contenham Constituintes perigosos Característica de periculosidade Tetracloroetileno, diclorometano, tricloroetileno, 1,1,1tricloroetano, tetracloreto de carbono, fluorocarbonos Tóxico clorados Tetracloroetileno, diclorometano, tricloroetileno,1,1,1tricloroetano, clorobenzeno, 1,1,2-tricloro-1,2,2Tóxico trifluoretano, ortodiclorobenzeno, triclorofluormetano, 1,1,2tricloroetano Não aplicável¹ Inflamável ¹Termo empregado quando o resíduo enquadra-se como perigoso pela presença de um grande número de constituintes perigosos ou pelo efeito do conjunto destes. Fonte: ABNT (2004a, p.6). 28 Quanto ao Anexo B da NBR 10004/2004, neste, apresenta-se uma lista de resíduos perigosos de fontes específicas, sendo indicada a fonte geradora além do código de identificação, dos resíduos perigosos, dos constituintes perigosos e das características de periculosidades, conforme apresenta a Tabela 12. Tabela 12 - Exemplos de resíduos perigosos de fontes específicas apresentados no Anexo B da NBR 10004/2004 Fonte geradora Preservação de madeira Código de identificação K001 K002 Pigmentos inorgânicos K003 Resíduos perigosos Constituintes perigosos Característica de periculosidade Lodos provenientes do fundo de tanques de tratamento de efluentes líquidos originados nos processos de preservação de madeira que utilizam creosoto e/ou pentaclorofenol Triclorofenóis, tetraclorofenóis, pentaclorofenol, fenol, 2clorofenol, p-cloro-m-cresol, 2,4-dimetilfenol, 2,4dinitrofenol, creosoto, criseno, naftaleno, Tóxico fluoranteno, benzo(b)fluoranteno, benzo(a)pireno, indeno(1,2,3-c,d)pireno, benzo(a)antraceno, dibenzo(a)antraceno, acenaftaleno Lodos de tratamento de Cromo hexavalente, chumbo efluentes líquidos originados na produção de Tóxico pigmentos laranja e amarelo de cromo Lodos de tratamento de Cromo hexavalente, chumbo¹ efluentes líquidos originados na produção de Tóxico pigmento laranja de molibdato Fonte: ABNT (2004a, p.13). 3.2.1.1 Inflamabilidade Um resíduo sólido é caracterizado como inflamável (código de identificação D001), se uma amostra representativa dele, obtida conforme a ABNT NBR 10007, apresentar qualquer uma das seguintes propriedades (ABNT, 2004a, p.4): a) ser líquida e ter ponto de fulgor inferior a 60°C, determinado conforme ABNT NBR 14598 ouequivalente, excetuando-se as soluções aquosas com menos de 24% de álcool em volume; b) não ser líquida e ser capaz de, sob condições de temperatura e pressão de 25°C e 29 0,1 MPa (1 atm), produzir fogo por fricção, absorção de umidade ou por alterações químicas espontâneas e, quandoinflamada, queimar vigorosa e persistentemente, dificultando a extinção do fogo; c) ser um oxidante definido como substância que pode liberar oxigênio e, como resultado, estimular acombustão e aumentar a intensidade do fogo em outro material; d) ser um gás comprimido inflamável, conforme a Legislação Federal sobre transporte de produtosperigosos (Portarianº 204/1997 do Ministério dos Transportes). A Auburn University (2006, p.10), em seu Guia de Gerenciamento de Resíduos Químicos (Chemical Waste Management Guide), apresentou uma definição de resíduo inflamável, fundamentalmente similar à descrita pela NBR 10004/2004. Segundo aquele autor, um resíduo inflamável pode ser: (i) um líquido com ponto de fulgor inferior a 60 oC; (ii) um sólido capaz de produzir fogo por fricção, absorção de umidade ou por alterações químicas espontâneas e, quando inflamada, queimar vigorosa e persistentemente, dificultando a extinção do fogo; (iii) uma substância que é um gás comprimido inflamável e (iv) uma substância oxidante. Alguns exemplos de resíduos inflamáveis são (UNIVERSITY OF FLORIDA, 2011, p.5): (i) líquidos inflamáveis: álcoois, benzeno, tolueno, xileno; (ii) oxidantes: nitratos, percloratos, bromatos, permanganatos, peróxidos, periodatos; (iii) peróxidos orgânicos: peróxido de benzoíla, peróxido metil etil cetona. 3.2.1.2 Corrosividade Segundo a NBR 10004/2004 (ABNT, 2004a, p.3), um resíduo é caracterizado como corrosivo (código de identificação D002) se uma amostra representativa dele, obtida segundo a ABNT NBR 10007, apresentar uma das seguintes propriedades: a) ser aquosa e apresentar pH inferior ou igual a 2, ou, superior ou igual a 12,5, ou sua mistura com água, na proporção de 1:1 em peso, produzir uma solução que apresente pH inferior a 2 ou superior ou igual a 12,5; b) ser líquida ou, quando misturada em peso equivalente de água, produzir um líquido e corroer o aço (COPANT 1020) a uma razão maior que 6,35 mm ao ano, a uma temperatura de 55°C, de acordo com USEPA SW 846 ou equivalente. Os resíduos corrosivos, de acordo com Indiana University Northwest (2003, p.6), incluem químicos altamente alcalinos ou altamente ácidos que são capazes de corroer metal, apresentando uma das seguintes propriedades: (i) resíduo aquoso com valor de pH inferior ou igual a 2, ou, superior ou igual a 12,5 ou (ii) líquido que corroer aço a uma taxa maior que 6,35 mm ao ano. De acordo com o referido autor, se um resíduo exibe somente a característica de corrosividade mas não consta como resíduo listado, ele pode ser neutralizado e ser disposto na rede coletora de esgotos sanitários. 30 A University of Florida (2011, p.5) apresentou os seguintes exemplos de resíduos corrosivos: (i) ácidos inorgânicos: ácido hidroclórico, ácido sulfúrico, ácido nítrico, ácido fosfórico; (ii) ácidos orgânicos: ácido fórmico, ácido lático, ácido acético; (iii) bases: soluções de hidróxido, aminas. 3.2.1.3 Reatividade Um resíduo é caracterizado como reativo (código de identificação D003) se uma amostra representativa dele, obtida segundo a ABNT NBR 10007, apresentar uma das seguintes propriedades (ABNT, 2004a, p.4): a) ser normalmente instável e reagir de forma violenta e imediata, sem detonar; b) reagir violentamente com a água; c) formar misturas potencialmente explosivas com a água; d) gerar gases, vapores e fumos tóxicos em quantidades suficientes para provocar danos à saúde públicaou ao meio ambiente, quando misturados com a água; e) possuir em sua constituição os íons CN-ou S2-em concentrações que ultrapassem os limites de 250 mg de HCN liberável por quilograma de resíduo ou 500 mg de H2 S liberável por quilograma deresíduo, de acordo com ensaio estabelecido no USEPA SW 846; f) ser capaz de produzir reação explosiva ou detonante sob a ação de forte estímulo, ação catalítica outemperatura em ambientes confinados; g) ser capaz de produzir, prontamente, reação ou decomposição detonante ou explosiva a 25°C e0,1 MPa (1 atm); h) ser explosivo, definido como uma substância fabricada para produzir um resultado prático, através deexplosão ou efeito pirotécnico, esteja ou não esta substância contida em dispositivo preparado paraeste fim. De acordo com a University of Florida (2011, p.5), os resíduos reativos são materiais que podem reagir violentamente com água, produzir gases tóxicos e/ou inflamáveis quando misturados com água, produzir fogo ou reagir sob exposição ao ar ou ser capaz de detonar em condição padrão de temperatura e pressão. Foram apresentados os seguintes materiais como exemplos de resíduos reativos: sulfetos e cianetos, formadores de peróxidos, metais alcalinos (sódio, potássio, lítio), compostos dinitro e trinitro (ácido pícrico), isocianatos, formadores de cristais de perclorato (ácido perclórico). 3.2.1.4 Toxicidade A NBR 10004/2004 (ABNT, 2004a, p.4), especifica que um resíduo é caracterizado como tóxico se uma amostra representativa dele, obtida segundo a ABNT NBR 10007, apresentar uma das seguintes propriedades: a) quando o extrato obtido desta amostra, segundo a ABNT NBR 10005, contiver qualquer um doscontaminantes em concentrações superiores aos valores constantes 31 no anexo F desta norma. Neste caso, oresíduo deve ser caracterizado como tóxico com base no ensaio de lixiviação, com código deidentificação constante no anexo F da norma; b) possuir uma ou mais substâncias constantes no ANEXO 1 e apresentar toxicidade. Para avaliaçãodessa toxicidade, devem ser considerados os seguintes fatores: - natureza da toxicidade apresentada pelo resíduo; - concentração do constituinte no resíduo; - potencial que o constituinte, ou qualquer produto tóxico de sua degradação, tem para migrar doresíduo para o ambiente, sob condições impróprias de manuseio; - persistência do constituinte ou qualquer produto tóxico de sua degradação; - potencial que o constituinte, ou qualquer produto tóxico de sua degradação, tem para degradar-se emconstituintes não perigosos, considerando a velocidade em que ocorre a degradação; - extensão em que o constituinte, ou qualquer produto tóxico de sua degradação, é capaz debioacumulação nos ecossistemas; - efeito nocivo pela presença de agente teratogênico, mutagênico, carcinogênco ou ecotóxico,associados a substâncias isoladamente ou decorrente do sinergismo entre as substâncias constituintesdo resíduo; c) ser constituída por restos de embalagens contaminadas com substâncias constantes no ANEXO 2 ou ANEXO 3; d) resultar de derramamentos ou de produtos fora de especificação ou do prazo de validade quecontenham quaisquer substâncias constantes no ANEXO 2 ou ANEXO 3; e) ser comprovadamente letal ao homem; f) possuir substância em concentração comprovadamente letal ao homem ou estudos do resíduo quedemonstrem uma DL50oral para ratos menor que 50 mg/kg ou CL50inalação para ratos menor que2 mg/L ou uma DL50dérmica para coelhos menor que 200 mg/kg. A NBR 10004/2004 apresenta uma lista de 156 substâncias agudamente tóxica (ANEXO 2) e uma lista de 407 substâncias tóxicas (ANEXO 3). No Manual de Gerenciamento de Resíduos Perigosos (Hazardous Waste Management Guide) da Universidade da Flórida (UNIVERSITY OF FLORIDA, 2011, p.5), consta um seleto grupo de 40 substâncias classificadas como perigosas devido suas características de toxicidade: 8 metais pesados, 10 pesticidas e 22 compostos orgânicos. De acordo com o autor, qualquer quantidade detectável dessas substâncias deve ser identificada como um rótulo de resíduo perigoso. A Indiana University Northwest (2003, p.21)e a Auburn University (2006, p.11) também apresentam listas com as mesmas 40 substâncias classificadas como tóxicas, listadas pela University of Florida (2011, p.17). 3.2.1.5 Patogenicidade De acordo com a NBR 10004/2004 (ABNT, 2004a, p.5), um resíduo é caracterizado como patogênico (código de identificação D004) se uma amostra representativa dele, obtida segundo a ABNT NBR 10007, contiver ou se houver suspeita de conter, microrganismos patogênicos, proteínas virais, ácido desoxiribonucléico (ADN) ou ácido ribonucléico (ARN) recombinantes, organismos geneticamente modificados, plasmídios, cloroplastos, mitocôndrias ou toxinas 32 capazes de produzir doenças em homens, animais ou vegetais. 3.2.2 Geração de resíduos perigosos O Programa Ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU) estimou uma geração anual, no mundo, de mais de 400 milhões de toneladas de resíduos perigosos, principalmente pelos países industrializados (ORLOFF; FALK, 2003 apud SILVA et al., 2010, p.187). No Brasil, estimou-se uma produção anual de resíduos industriais perigosos de 2,9 milhões de toneladas, destes, cerca de 22% recebeu tratamento adequado (ABETRE, 2002 apud GILONI-LIMA et al., 2011, p.358). É plausível assumir que a produção de resíduos perigosos não é exclusiva de indústrias. Laboratórios em universidades, faculdades e instalações de pesquisa também geram resíduos químicos em alta diversidade e baixo volume, mesmo assim, representando 1% de todo resíduo perigoso gerado em um país desenvolvido (ASHBROOK; REINHARDT, 1985 apud GILONI-LIMA et al., 2011, p.359). Nos Estados Unidos, em 2005, estimou-se a geração de resíduos perigosos de 26.155 toneladas para o segmento de faculdades, universidades e escolas profissionalizantes e, de 18.478 toneladas para o segmento de desenvolvimento e prestação de serviços de pesquisa científica (USEPA, 2006 apud SILVA et al., 2010, p.187). No Brasil, embora os resíduos gerados nas instituições de ensino e pesquisa não sejam sistematicamente inventariados, segundo Alberguini et al. (2005) apud Silva et al. (2010, p.188), as universidades, faculdades e os centros de formação de recursos humanos são responsáveis por 1%, estimativamente, dos resíduos perigosos produzidos. 3.2.3 Resíduos não perigosos De acordo com Indiana University Northwest (2003, p.18) e Auburn University (2006, p.17), alguns resíduos químicos sólidos podem ser destinados aos resíduos urbanos se os frascos apresentarem boa integridade e estiverem bem tampados. Essas substâncias foram selecionadas em função de: (i) apresentarem uma DL50oral para ratos maior que 500mg/kg; (ii) não serem carcinogênicos de acordo com o National Institute of Occupational Safety and Health – 1979 Registry of Roxic Effects of Chemical Substances.Exemplos são apresentados naTabela 13. 33 Tabela 13 - Lista de substâncias químicas não perigosas A Amido Citrato de amônio Absorventes cromatográficos Acetato de amônio Azul brilhante Citrato de cálcio Azul de bromofenol Citrato de magnésio Acetato de cobre Azul de metileno Citrato de potássio Acetato de manganês B Citrato de sódio Acetato de potássio Benzoato de sódio Cloreto de amônio Acetato de sódio Bicarbonato de amônio Cloreto de cálcio Ácido ascórbico Bicarbonato de potássio Cloreto de lítio Ácido benzoico Bicarbonato de sódio Cloreto de magnésio Ácido bórico Bissulfato de potássio Cloreto de manganês Ácido casamino Bissulfato de sódio Cloreto de potássio Ácido cítrico Bissulfito de sódio Cloreto de sódio Ácido esteárico Bitartarato de potássio Cloreto férrico Ácido fosfotúngstico Borato de cálcio Cloreto ferroso Ácido ftálico Borato de magnésio Colesterol Ácido glutâmico Borato de sódio D Ácido glutâmico Bromato de potássio Dessecante Ácido lático Brometo de potássio Dextrose Ácido málico Brometo de sódio Dietileno glicol Ácido molibdico C Dióxido de manganês Ácido nicotínico Caldo nutriente Ácido oleico Caldo nutriente Dodecilsulfato de sódio (“sodium dodecyl sulfate” – SDS) Ácido salicílico Cânfora E Ácido silícico Carbonato de amônio Enxofre Ácido succínico Carbonato de cálcio Estanho metálico Ácido tartárico Carbonato de estrôncio Etilenoglicol Açúcares Carbonato de lítio Extrato de carne 1 Ágar Infusão de Cérebro e Coração Carbonato de magnésio Extrato de levedura Agar Carbonato de potássio Extrato de malte Agar sangue base Carbonato de sódio F Albumina Carvão vegetal, animal Fluoreto de cálcio Álcoois de açúcar Caulim Formiato de sódio Alumínio metálico Celulase Fosfato de amônio Aminoácidos (alfa e sais de ocorrência natural) Cera de abelha Fosfato de cálcio Cerelose (Glicose) Fosfato de estrôncio Continua 34 Tabela 13 (cont.) - Lista de substâncias químicas não perigosas Fosfato de magnésio Molibdato de amônio Fosfato de potássio N Fosfato de sódio Nitrato férrico G O Galactose Orcinol Sulfamato de amônio Gelatina Óxido de alumínio Sulfato de amônio Geléia de petróleo Óxido de cálcio Sulfato de cálcio Glicose Óxido de cobalto Sulfato de estrôncio Goma arábica Óxido de cobre Sulfato de lítio Goma guaiaco Óxido de estanho Sulfato de magnésio Grafite Óxido de ferro Sulfato de manganês H Óxido de magnésio Sulfato de potássio Hematoxilina Óxido de magnésio Sulfato de sódio Hexadecano Óxido de zinco Sulfato férrico Solvente chamado “Hemo-De” para uso em histologia, citologia, hematologia, parasitologia e microbiologia Hidrogenofosfato de sódio e amônio P Sulfato ferroso amoniacal Hidróxido de alumínio Papel de tornassol Sulfito de potássio Indicador “Kodak Stop Bath” Parafina Sulfito de sódio Iodeto de potássio Pedra pome Sulfocianato de potássio Iodeto de sódio Pepsina T L Peptona Talco em pó Lactato de amônio R Tartarato de sódio e potássio Lactato de cálcio Resina Dowex Tartarato de sódio Lactato de magnésio Resina trocadora Timol Lactato de potássio Riboflavina Tioglicolato de sódio Lactato de sódio S Tiossulfato de sódio Lactose Sacarose Tungstato de sódio Lauril sulfato Salicilato de metila U M Salicilato de sódio Uréia Maltose Silicato de sódio V Manose Solução tampão Vermelho de metila Meio “Trypticase” Succinato de sódio Violeta cristal 1 Segundo a Unidade de Gestão de Resíduos da UFSCar (UFCar, 2011), os absorventes cromatográficos como sílica, alumina, sephadex etc. não devem ser descartados diretamente na pia ou no lixo. Fonte: Adaptado de Auburn University (2006, p.18) e Indiana University Northwest (2003, p.18-20). 35 3.2.4 Gerenciamento de resíduos químicos A seguir são apresentados aspectos gerais sobre inventário, segregação, grupos, acondicionamento e rotulagem de resíduos químicos. 3.2.4.1 Inventário de resíduos químicos De acordo com Silva et al. (2010, p.196), o inventário de resíduos químicos se subdivide em duas partes, inventário do ativo de resíduos químicos e inventário do passivo ambiental. O inventário do ativo consiste na relação detalhada de todos os resíduos gerados nas rotinas das unidades. O inventário do passivo ambiental de resíduos químicos é entendido como a relação de todos os resíduos gerados e armazenados nos laboratórios no período anterior à implantação do programa de gerenciamento (SILVA, et al., 2010, p.196). Segundo Jardim (1998, p.671), o passivo, via de regra não é caracterizado e pode incluir restos reacionais, resíduos sólidos, frascos de reagentes ainda lacrados mas sem rótulos. O inventário do passivo objetiva identificar qualitativa e quantitativamente os resíduos químicos já estocados na unidade, independentemente do seu estado físico, a fim de propor o tratamento adequado e sua destinação final (JARDIM, 2001, p.5). A caracterização do passivo nem sempre é possível, e o tempo e os esforços gastos com esta atividade inicial devem ser bem equacionados para que não haja um desestímulo logo no início. É importante lembrar que esta caracterização prioriza o reciclo e o reuso de tudo que for possível, bem como habilita o resíduo para a sua destinação final, geralmente a incineração (JARDIM, 1998, p.671). O ativo é o principal alvo de qualquer programa de gerenciamento. Neste caso, a experiência tem mostrado que o mais produtivo é se dividir a implementação do programa em duas partes. Inicialmente, enfocar os resíduos gerados nas atividades de ensino (aulas de laboratório), pois estes podem ser facilmente caracterizados, inventariados e gerenciados. Então, com certa prática na gestão deste tipo de resíduos, a segunda etapa de implementação se expandiria para os laboratórios de pesquisa, onde a natureza e a quantidade de resíduos variam muito (JARDIM, 1998, p.672), considerando as linhas de pesquisa desenvolvidas em cada instituição (NOLASCO et al., 2006, p.119). 3.2.4.2 Segregação de resíduos químicos A segregaçãoconsiste na separação dos resíduos no momento e local de sua geração, 36 de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, o seu estado físico e os riscos envolvidos (BRASIL, 2004). A segregação correta é fundamental para facilitar e dinamizar os trabalhos de minimização, recuperação/destruição e destinação. Desta forma, os resíduos devem ser separados em categorias. Substâncias que não se enquadram nas categorias propostas devem ser avaliadas quanto à compatibilidade química e adicionadas a uma delas, ou armazenadas em separado (MACHADO; SALVADOR, 2005, p.7). Segundo a norma PGRQ-NR-003/2008 aplicável aos signatários do Programa de Gerenciamento de Resíduos Químicos (PGRQ) da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (ESALQ-USP, 2008, p.3), “a mistura de resíduos incompatíveis pode causar: geração de calor, fogo ou explosão, geração de fumos e gases tóxicos, geração de gases inflamáveis, solubilização e geração de substâncias tóxicas, dentre outros eventos indesejáveis”. De acordo com a referida norma, os critérios de segregação foram estabelecidos com base na incompatibilidade de produtos químicos e têm como objetivo auxiliar a organização das áreas de armazenamento de resíduos. A norma PGRQ-NR-003/2008 da ESALQ-USP apresenta as seguintes condições gerais para segregação de resíduos químicos (ESALQ-USP, 2008, p.5): (i) A segregação dos resíduos químicos deverá ser prevista na origem, isto é, no laboratório gerador, no momento da geração, para garantir a possibilidade de tratamento, reutilização, recuperação e reciclagem dos mesmos; (ii) É OBRIGATÓRIO a separação dos resíduos não perigosos daqueles considerados perigosos ou que necessitam de tratamento específico; (iii) Verificar se os resíduos não perigosos poderão ser reutilizados, reciclados ou doados; (iv) Se os resíduos não perigosos puderem ser descartados na rede coletora de esgotos, consultar a norma PGRQ-NR-007, a fim de realizar estes procedimentos de forma segura e correta; (v) Para os resíduos perigosos verificar a possibilidade de reutilização, recuperação e reciclagem. Se o destino final for a destruição via incineração ou outras tecnologias, verificar a possibilidade de submetê-lo a algum tratamento prévio a fim de reduzir o seu volume e/ou a sua periculosidade; (vi) NÃO MISTURA RESÍDUOS QUÍMICOS pois resíduos incompatíveis podem gerar gases tóxicos, calor excessivo, explosões ou reações violentas. Se a mistura for inevitável, antes de fazê-la consulte as listagens do ANEXO 4 e ANEXO 5; (vii) A disposição dos recipientes coletores de resíduos nas áreas de armazenamento deverá ser realizada levando em consideração as listagens do ANEXO 4 e ANEXO 5; (viii) EM CASO DE DÚVIDAS CONSULTE OS TÉCNICOS DO LABORATÓRIO DE RESÍDUOS QUÍMICOS DA ESALQ; (ix) Materiais descartáveis contaminados com produtos químicos (por exemplo, luvas, vidrarias, ponteiras, papéis de filtro e outros) também devem ser segregados e acondicionados em recipiente compatível para que a contaminação não se estenda ao lixo comum, e tenham disposição final adequada; (x) Para resíduos contendo substâncias não listadas no ANEXO 4 e ANEXO 5, avaliar a periculosidade e a compatibilidade química e armazenar separadamente. Sempre que houver dúvida ou faltar informação sobre as substâncias presentes em um resíduo, armazenar separadamente; 37 (xi) O gerador do resíduos é o responsável em segrega-lo e fazer sua correta identificação e acondicionamento. O gerador de resíduos deve lembrar-se que seus resíduos serão manipulados por outras pessoas e portanto, deve redobrar a atenção e os cuidados com a segregação dos mesmos. O programa de gestão de resíduos químicos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) conta com a norma NR 01/UGR que apresenta procedimentos para segregação, identificação, acondicionamento e coleta de resíduos químicos. Nesta norma (MACHADO; SALVADOR, 2005, p.7) são apresentadas as seguintes regras gerais de segregação: (i) A segregação dos resíduos químicos deve ser uma atividade diária dos laboratórios, sendo, preferencialmente, realizada imediatamente após o término de um experimento ou procedimento de rotina; (ii) Separar os resíduos não perigosos daqueles considerados perigosos ou que devam ser encaminhados a Unidade de Gestão de Resíduos da UFSCar para recuperação ou destinação adequada; (iii) Avaliar se os resíduos não perigosos poderão ser reutilizados, reciclados ou doados. Se a única opção for o descarte em pia ou lixo comum, este manual poderá ser consultado para realizar este procedimento de forma segura e correta; (iv) Para resíduos perigosos, verificar também a possibilidade de reutilização, reciclagem ou doação. Se a única opção for o descarte verificar a possibilidade de submetê-lo a algum tratamento químico para minimização ou eliminação completa de sua periculosidade; (v) Evitar combinações químicas. Se misturar for inevitável, ser prudente e consultar a Tabela de Incompatibilidade Química (ANEXO4). Resíduos incompatíveis podem gerar gases tóxicos, calor excessivo, explosões ou reações violentas. Lembrar que quanto mais complexa for a mistura, mais difícil será a aplicação da política dos 3R’s (recuperar, reutilizar, reciclar) e maior será o custo final de descarte. 3.2.4.3 Classificação de resíduos químicos A seguir, apresentam-se os grupos de resíduos especificados em três Programas de Gestão de Resíduos Químicos, da UFSCar, da UFRGS e da Universidade da Flórida. No programa da UFSCar foram definidos 21 grupos, para o programa da UFRGS, 12 classes e para a Universidade da Flórida, 15 grupos. De acordo com a norma NR 01/UGR do Programa de Gestão de Resíduos Químicos da UFSCar, a segregação dos resíduos deverá ser realizada levando em consideração os seguintes grupos(MACHADO; SALVADOR, 2005, p.7): 1) Solventes não halogenados*: todos os solventes que possam ser utilizados ou recuperados e também misturas desses solventes tais como: álcoois e cetonas (etanol, metanol, acetona, butanol, etc.), acetonitrila** (pura ou mistura com água ou com outros solventes não halogenados), hidrocarbonetos (pentano, hexano, tolueno e derivados, etc.), ésteres e éteres (acetato de etila, éter etílico, etc.); 2) Halogenados*: todos os solventes e misturas contendo solventes halogenados (clorofórmio, diclorometano, tetracloreto de carbono, tricloroetano, bromofórmio, tetraiodocarbono, etc.). Se durante o processo de segregação ocorrer qualquer contaminação dos solventes não halogenados com algum solvente halogenado, essa mistura deverá, então, ser considerada halogenada; 38 3) Fenol; 4) Resíduos de pesticidas e herbicidas; 5) Soluções aquosas sem metais pesados; 6) Soluções aquosas contaminadas com solventes orgânicos; 7) Soluções aquosas com metais pesados; 8) Soluções contendo mercúrio; 9) Soluções contendo prata; 10) Sólidos: com metais pesados (tálio e cádmio); 11) Sólidos: com os demais metais pesados; 12) Peróxidos orgânicos; 13) Outros sais; 14) Aminas; 15) Ácidos e bases; 16) Oxidantes; 17) Redutores; 18) Óleos especiais: todos os óleos utilizados em equipamentos elétricos que estejam contaminados com policloreto de bifenila (PCB’s como o Ascarel) deverão ser segregados, identificados, estocados e mantidos em local adequado; 19) Misturas: as combinações que não foram classificadas nos itens acima descritos deverão ser segregadas e identificadas para tratamento e/ou disposição final; 20) Outros: materiais diversos tais como tintas, vernizes, resinas diversas, óleos de bomba de vácuo (exceção àqueles contaminados com PCB's), fluídos hidráulicos, etc. também devem ser segregados e identificados para tratamento e/ou disposição final. Todos os óleos utilizados em equipamentos elétricos que estejam contaminados com policloreto de bifenila (PCB’s como o Ascarel) devem ser separados dos demais. Esse óleo não pode ser queimado, pois o seu processo de destruição gera gases muito tóxicos que não podem ser jogados na atmosfera (dioxinas). 21) Materiais contaminados durante e após a realização de experimentos (luvas, vidrarias quebradas, papéis de filtro e outros) também devem ser segregados para que a contaminação não se estenda no lixo comum, e devem ser enviados à UGR para disposição final adequada, * Caberá ao pesquisador gerador segregá-los em compostos binários ou no máximo ternários. ** A acetonitrila deverá, sempre que possível, ser segregada separadamente.Acetonitrila contém em sua molécula cianeto que quando incinerada gera gás cianídrico, que é altamente tóxico (letal). A acetonitrila quando misturada com algum composto incompatível, como ácidos fortes, por exemplo, não libera esse gás, entretanto essa mistura pode desprender muito calor. O Centro de Gestão e Tratamento de Resíduos Químicos (CGTRQ) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, s.d), classifica os resíduos químicos para fins de coleta pelo CGTRQ como segue: 1) Solvente Orgânico Halogenado e Benzeno (SOH): Mistura com mais de três solventes orgânicos diferentes, desde que um seja:solvente orgânico halogenado(cloro, bromo, iodo, flúor);benzeno. Não pode conter: sólidos não dissolvidos, passíveis de filtração simples; água. 2) Solvente Orgânico não Halogenado(SOñH): Mistura com mais de três solventes orgânicos diferentes, sem a presença de:solvente orgânico halogenado (cloro, bromo, iodo, flúor);solvente orgânico aromático; água; sólidos não dissolvidos, passíveis de filtração simples.Pode conter óleo vegetal ou extrato vegetal. 39 3) Aquoso: Solvente majoritário “água”. Pode conter outros solventes biodegradáveis (máximo de 10%). Exceção para clorados, pesticidas, agrotóxicos, aromáticos e aldeídos carregados de matéria orgânica, com solutos orgânicos ou inorgânicos dissolvidos. Na dúvida quanto à quantidade de água na mistura do resíduo, testar amostra em micro escala para ver se é inflamável. Anotar o resultado no rótulo. Não pode conter: sólidos não dissolvidos, passíveis de filtração simples; fases orgânicas imiscíveis com água. Ex. clorado, aromático, éter ou hexano. Estas misturas devem ser separadas e reclassificadas. 4) Solvente Orgânico Passível de Purificação (SOPP): Mistura ou não de solventes orgânicos com um ou dois componentes no máximo, com ou sem impurezas (orgânicas ou inorgânicas) dissolvidas. Água, no máximo de 20 %, outros solventes orgânicos com função ácida (ex. ac. carboxílico) ou função básica (ex. amida, amina, nitrados) não contam como critério de componente no SOPP. Não pode conter: sólidos não dissolvidos, passíveis de filtração simples. Fases, estas devem ser separadas e reclassificadas. OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: classificar como SOPP os resíduos com convicção absoluta da composição química, em caso de dúvida na composição, classificar como SOH (incineração) ou SOñH (reciclagem), caso contrário, este resíduo irá contaminar os outros resíduos do grupo SOPP que estão certos. Não é possível recuperar sem ponto de partida. 5) Matéria Prima para Reciclagem (MPR): Vidro, papel, metal, plástico de embalagens e material de laboratório. Não podem estar impregnados com produtos químicos de difícil remoção, ou que sejam economicamente inviáveis de descontaminação. Dúvidas consultar Divisão Técnica CGTRQ. Descarte de embalagens vazias de reagentes: a) não retirar o rótulo original do reagente. Retirar qualquer outra identificação que não seja do fabricante do reagente. Ex. Rótulo da UFRGS, da sua unidade, do seu laboratório ou departamento etc.; b) Escoar até que não fique mais líquido ou sólido dentro da embalagem, recolhendo o material para frasco coletor de resíduos; c) Arejar, em capela ou em outro local adequado, até que a embalagem não desprenda mais gases ou odores; d) Separar a tampa da embalagem de vidro e armazenar a tampa em saco plástico; e) Armazenar as embalagens dos passos anteriores em caixa de papelão com divisória para transportar até o CGTRQ. IMPORTANTE: Se a embalagem for de reagente químico MUITO REATIVO com ÁGUA ou AR, deve ser entregue e rotulada em separado. Ex.: Frascos de: metais alcalinos na forma pura, hidretos de metais alcalinos, haletos de ácidos e não metais, pentóxido de fósforo, carbeto de cálcio, 40 haletos e anidridos de ácidos orgânicos, etc. Descarte de vidro quebrado LIMPO: para reciclagem. Descarte de vidro quebrado CONTAMINADO: são considerados como resíduo sólido. Obs.: Vidraria com resíduo de mercúrio não deve ser misturado com o vidro quebrado contaminado, devido a sua periculosidade, devendo ser armazenado em embalagem vedada, sob risco de volatilização do mercúrio. 6) Resíduo sólido (sólido): Resíduo noestado sólido, semi-sólido, pastoso ou de lodo. Materiais sólidos impregnados com produtos químicos tóxicos, provenientes das atividades laboratoriais, de difícil descontaminação ou economicamente inviáveis, conforme avaliação. Não pode conter líquidos livres ou frascos semi-cheios de substâncias químicas. 7) Reagentes não Desejáveis (RñD): Reagente químico que não é mais útil no laboratório. Reagente químico oxidado ou com validade vencida e passível de recuperação, conforme avaliação da Divisão Técnica. Embalagem Original: deve estar íntegra, com boa vedação, senão deverá ser substituída pela fonte geradora. Rótulo original: deve estar íntegro, legível, senão deverá ser substituído pela fonte geradora. 8) Diesel: Resíduo de destilação ou amostras. 9) Óleo Lubrificante Mineral (OleMin): Óleo de motor, óleo de bomba de vácuo. 10) Mercúrio Metálico (Hgº): Contido em vidraria quebrada ou reagente. 11) Solvente Orgânico Aromático (SOA): Mistura com mais de três solventes orgânicos diferentes, sendo que pelo menos um seja solvente orgânico aromático (radical Fenila). Exemplos: Tolueno, Xileno. O Fenol apesar de aromático não entra como SOA, principalmente se estiver misturado com água. Então deve ser coletado como Aquoso. Sem a presença de: solvente orgânico halogenado (cloro, bromo, iodo, flúor); benzeno; água; sólidos não dissolvidos, passíveis de filtração simples. 12) Óleo Vegetal (OleVeg): Óleo de banho de aquecimento, óleo de essências vegetais, biodiesel. Este resíduo pode ser coletado misturado com o grupo SOñH, pois tem o mesmo destino. 41 No Guia de Gerenciamento de Resíduos Perigosos da Universidade da Flórida (UNIVERSITY OF FLORIDA, 2011, p.8) consta que por razões de segurança e em função dos métodos utilizados nesta universidade para dispor os resíduos químicos, estes devem ser separados em: - Líquidos inflamáveis e oxidantes - Ácidos - Bases - Compostos orgânicos halogenados - Compostos orgânicos não halogenados - Óleos - Materiais reativos com ar - Materiais reativos com água - Mercúrio e compostos com mercúrio - Brometo de etídio - Formalina/formaldeído - Resíduo fotográfico - Soluções aquosas de metal pesado 3.2.4.4 Acondicionamento de resíduos químicos A PGRQ-NR-003/2008 define acondicionamento de resíduo químico como o ato de transferir o resíduo químico para um recipiente adequado, isto é, recipiente compatível com a natureza química do resíduo, confeccionado com material durável, resistente à ruptura, resistente a vazamento, dotado de tampa e compatível quanto à forma, volume e peso, com a quantidade de resíduo produzida e o equipamento de transporte utilizado (ESALQ-USP, 2008, p.1): A referida norma especifica 21 condições gerais para acondicionamento de resíduos químicos, entre as quais, citam-se cinco (ESALQ-USP, 2008, p.3-4): - O acondicionamento do resíduo químico deve ser realizado de modo a não alterar suas características ao longo do tempo; - Antes de misturar quaisquer substâncias químicas ou resíduos químicos, deve-se consultar as listagens parciais de incompatibilidade química apresentadas no ANEXO 4 e no ANEXO 5. Caso a substância de interesse não seja encontrada nestas listagens, deve-se buscar informações junto aos técnicos especializados do Laboratório de Resíduos Químicos da ESALQ; - O tipo de coletor de resíduo a ser utilizado deve ser escolhido com base nos critérios de compatibilidade química entre os resíduos e o material de confecção do coletor, para isto deve-se consultar as listagens do ANEXO 6 e ANEXO 7; - Por questões de segurança, a quantidade de resíduos acondicionados em um determinado coletor limita-se a 75% da capacidade volumétrica total do coletor; - Os coletores de resíduos químicos devem estar em boas condições de uso, sem defeitos estruturais aparentes e isentos de ferrugem. 42 Segundo a University of Florida (2011, p.9), os seguintes resíduos químicos devem ser colocados em recipientes de vidro, não podendo ser colocados em recipientes de polietileno de alta densidade: - Cloreto de amila - Anilina - Álcool benzílico - Bromo - Bromobenzeno - Bromofórmio - Butadieno - Ácido butírico - Dissulfeto de carbono - Ácidos concentrados - Óleo de canela - Cresol - Ciclohexano - o-diclorobenzeno - p-diclorobenzeno - Dietil benzeno - Dietil éter - Cloreto de etila, líquido - Nitrobenzeno - Percloroetileno - Ácido nítrico - Cloreto de tionila - Tricloroeteno - Tricloroetileno - Cloreto de vinilideno - Solvente brometado e fluoretado 3.2.4.5 Rotulagem de resíduos químicos O Diagrama de Hommel ou Código NFPA (National Fire Protection Association), Associação Nacional dos EUA para Proteção contra Incêndios, tem sido adotado para 43 representar clara e diretamente os riscos envolvidos na manipulação de insumos químicos. O Diagrama de Hommel ou Diamante do Perigo possui sinais de fácil reconhecimento e entendimento do grau de periculosidade das substâncias (MACHADO; SALVADOR, 2005, p.12). Cada cor corresponde a uma característica (toxicidade, inflamabilidade, reatividade e outras informações relevantes) e cada fator a um grau de risco Seus campos são preenchidos conforme descrito naFigura 2. Figura 2 - Diagrama de Hommel. 4321043210- Azul: Riscos à saúde Letal Extremamente tóxico Tóxico Ligeiramente tóxico Normal Amarelo: reatividade Pode explodir Pode explodir com choque mecânico ou calor Reação química violenta Instável se aquecido ou misturado com água Estável Vermelho: infllamabilidade 4 - Abaixo de 23ºC 3 - Abaixo de 38ºC 2 - Abaixo de 93ºC 1 - Acima de 93ºC 0 - Nãoinflamável Branco: informações específicas OX - Oxidante ACID - Ácido ALK - Álcali COR - Corrosivo W - Não misture com água Fonte: Adaptado de Machado e Salvador (2005, p.12). Um programa de gerenciamento de resíduos químicos requer a padronização dos rótulos utilizados nos recipientes de resíduos e, para tanto, alguns desses programas utilizam o Diagrama de Hommel. 44 De acordo com Nolasco et al. (2006, p.121), esforços estão sendo envidados para a padronização da identificação dos resíduos gerados em rotina, embora cada instituição esteja propondo rótulos com diferentes discriminações para os mesmos tipos de resíduos. No Programa de Gerenciamento de Resíduos Laboratoriais do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná, a identificação proposta foi uma ficha de resíduo conforme apresenta a Figura 3. Figura 3 - Ficha de resíduo químico usada no Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná. Fonte: Cunha. (2001, p.426). 45 No programa de gestão e gerenciamento de resíduos químicos da Universidade de São Paulo, campus São Carlos, o processo de rotulagem utilizado foi o denominado “Diagrama de Hommel” ou “Diamante do Perigo”, modificado para utilização em resíduos químicos (Figura 4). Assim, o resíduo foi classificado de acordo com seu grau de risco à saúde, inflamabilidade e reatividade. (ALBERGUINI et al., 2003, p.292). Figura 4 - “Diagrama de Hommel” utilizado no programa de gestão e gerenciamento de resíduos químicos da Universidade de São Paulo, campus São Carlos. Fonte: Alberguini et al. (2003, p.292). No Centro de Energia Nuclear na Agricultura, Universidade de São Paulo (CENA, USP), o preenchimento dos rótulos requer poucas informações, restringindo-se a identificar basicamente o constituinte principal e sua concentração aproximada (TAVARES, 2004 apud NOLASCO et al., 2006, p.121). Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), as normas de procedimentos para segregação, identificação, acondicionamento e coleta de resíduos químicos, estabelecem um rótulo padrão (Figura 5) e uma ficha de caracterização de resíduo (Figura 6). 46 Figura 5 - Rótulo padrão utilizado no programa de gestão de resíduos químicos da UFSCar. Fonte: Machado e Salvador (2005, p.13) De acordo com a NBR 14725, a Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ), dispõe de informações sobre vários aspectos desses produtos químicos (substâncias ou preparos) quanto à proteção, à segurança, à saúde e ao meio ambiente. A FISPQ fornece, para esses aspectos, conhecimentos básicos sobre esses produtos químicos, recomendações sobre medidas de proteção e ações em situações de emergência, como exemplificado no ANEXO 8 para a substância fenol. A FISPQ é um instrumento para comunicação dos perigos relacionados aos produtos químicos. Este documento deve ser recebido pelos empregadores que utilizem produtos químicos, tornando-se um documento obrigatório para a comercialização destes produtos. A FISPQ é o meio de o fornecedor transferir informações essenciais sobre os perigos dos produtos químicos que fabrica (INFOBASYS, 2011). 47 Figura 6 - Ficha de caracterização de resíduos utilizada no programa de gestão de resíduos químicos da UFSCar. Fonte: Machado e Salvador (2005, p.14). 48 3.2.4.6 Disposição final Segundo Jardim (2001, p.16), a disposição final de resíduo é o termo técnico usado para designar a forma e o local escolhidos para receber definitivamente qualquer resíduo descartado. No caso de resíduos urbanos, a disposição final é geralmente um aterro sanitário. No caso dos resíduos químicos gerados em laboratórios de ensino, pesquisa e prestação de serviços, o destino final encontrado pela grande maioria é ignorado ou difuso (pias, ralos, terrenos baldios, agregado ao lixo doméstico, etc). De acordo com a University of Washington (2010, p.3-10), odescarte no lixo de certos produtos químicos é proibido por causa de perigos químicos ou físicos. Essa proibição se refere aos seguintes resíduos: - resíduos químicos perigosos; - conhecida, provável ou suspeita de agentes cancerígenos, irritantes e sensibilizantes - líquidos de qualquer tipo; - vasos pressurizados, incluindo latas de aerosol; - vidraria de laboratório e objetos cortantes - resíduos radioativos; - baterias; - mercúrio, incluindo termômetros quebrados vazios; - resíduos de risco biológico. Para os resíduos que não constam da referida lista, os mesmos podem ser juntados ao lixo comum, sendo previamente desfigurado qualquer rótulo original e rotuladocom "não perigosos", de modo que seja reconhecida a segurança desua manipulação. Recipientes vazios de produtos químicos podem ainda conter produtos químicos,em quantidade suficiente, para apresentar um certo perigo. Por outro lado, pode ser difícil de esvaziar completamente um recipiente (UNIVERSITY OF WASHINGTON, 2010, p.3-10). Itens contaminados como luvas e outros comumente utilizados (além de embalagens vazias) podem ser colocados junto ao lixo comum se não estiverem "grosseiramente contaminados" com produtos químicos perigosos. Se houver algum item que seja "grosseiramente contaminados", descartá-lo como resíduosquímicos perigosos. Exemplos de itens "grosseiramente contaminados" incluemmateriais usados para limpeza de derrame, luvas e equipamento contaminado por um resíduo químico perigoso (UNIVERSITY OF WASHINGTON, 2010, p.3-11). 49 3.2.5 Minimização de resíduos Resíduo é um subproduto natural de atividades de ensino, pesquisa e extensão. Um gerenciamento efetivo de resíduos perigosos requer não somente práticas de segurança, mas também requer esforço extensivo para reduzir o volume e a toxicidade de resíduos perigosos. A economia obtida a partir do gerenciamento eficiente de resíduos pode ser usada para melhorar os programas de ensino, pesquisa e extensão da universidade. Além disso, a universidade é solicitada por lei para desenvolver estratégias para reduzir seus resíduos perigosos e deve ser capaz de providenciar documentação de esforço de minimização de resíduos (AUBURN UNIVERSIT, 2006, p.66). A seguir, são apresentadas diretrizes para minimização de resíduos segundo Indiana University Northwest (2003, p.5): - Inventário dos químicos: a etapa mais importante para minimização de resíduos é manter continuamente um inventário dos químicos no laboratório. Um inventário evitará a compra de material que já tem. Também ajuda no armazenamento adequado dos produtos químicos e pode ser uma ferramenta inestimável em situações de emergência. - Comprar somente o necessário: não comprar um quilograma de material quando o plano é utilizar alguns poucos gramas. A economia financeira pela aquisição de embalagens maiores pode ser menor que o custo para dispor esse excesso. Antes de solicitar a compra, checar o estoque atual e, é possível obter pequenas quantidades de produtos em outros laboratórios. Por favor, invista tempo para checar. - Quando possível, usar químicos reciclados: nesta universidade há um programa em andamento de químicos de segunda mão. Todos os químicos de segunda estão em seus recipientes originais e podem ainda ter seus selos de fábrica. - Substituir material perigoso por material não perigoso ou menos perigoso: existem muitas substâncias não perigosas para químicos comumente utilizados, tais como ácido crômico para o qual, citam-se alguns produtos alternativos como “No Chromix” fabricado por “Gordax Laboratories”; “Alconox” e “S/P Contrad 70”, ambos fabricados por “Fisher Scientific Company”. Em muitos casos, essas substituições podem ser feitas com resultados satisfatórios. - Não misturar resíduo perigoso com resíduo não perigoso: resíduo não perigoso, quando misturado com resíduo perigoso, se tornará perigoso também. Não misturar pequenas quantidades de resíduos perigosos com resíduos não perigosos pois aumentará o volume de resíduo perigoso produzido. Da mesma forma, resíduos altamente concentrados não devem 50 ser misturados com resíduos apresentando baixas concentrações. Neste sentido, Machado e Salvador (2005, p.5), também citam ações para minimizar ou mesmo eliminar a geração de resíduos perigosos como: - Substituição dos compostos perigosos ou mudança de processos devem ser adotadas sempre que possível; - Segregação dos resíduos; - Procedimentos de reutilização, recuperação e tratamento in loco; - Redução na quantidade/frequência de utilização de substâncias/materiais perigosos. 3.2.6 Normas aplicáveis Algumas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) aplicáveis a resíduos químicos são mencionadas a seguir. A NBR 14725-4 (ABNT, 2009b) foi elaborada no Comitê Brasileiro de Química (ABNT/CB-10), pela Comissão de Estudo de Informações sobre Segurança, Saúde e Meio Ambiente relacionadas a produtos químicos (CE-10:101.05). Estabelece condições para criar consistência no fornecimento de informações sobre questões de segurança, saúde e meio ambiente, relacionadas a produto químico. A NBR 14725-1 (ABNT, 2009c) se refere a produtos químicos – informações sobre segurança, saúde e meio ambiente – parte 1: terminologia. ANBR 14725-2 (ABNT, 2009a) se refere a produtos químicos – informações sobre segurança, saúde e meio ambiente – parte 2: sistema de classificação de perigo. A NBR 13221 (ABNT, 2003) é relativa a transporte de resíduos, especifica as condições necessárias para o transporte de resíduos, de modo a evitar danos ao meio ambiente e proteger a saúde pública. A NBR 12235(ABNT, 1992) trata do armazenamento de resíduos perigosos procedimento. 3.3 Outros resíduos gerados em laboratórios de universidades Neste item são mencionados outros resíduos gerados em laboratórios universitários como frascos vazios de reagentes e solventes, lixo de laboratório contaminado com resíduos perigosos, material perfurocortante, vidraria de laboratório e lixo comum. 51 3.3.1 Frascos vazios de reagentes e solventes Segundo Couto et al. (2010, p.20), frascos vazios de reagentes e solventes deverão ser armazenados e encaminhados à equipe de gerenciamento com os rótulos originais e devidamente tampados. No caso de frascos vazios de produtos tóxicos e/ou cancerígenos devem ser depositados juntamente com o lixo de laboratório contaminado, para posterior incineração. 3.3.2 Lixo de laboratório contaminado com resíduos perigosos De acordo com Couto et al. (2010, p.20), papeis, luvas e demais utilitários contaminados com resíduos perigososdeverão ser coletados separadamente do lixo comum e encaminhadospara incineração por parte do responsável pelo resíduo. O recipientecoletor desse lixo deve estar devidamente identificado com palavras deadvertência: “Lixo Tóxico, Não Mexa!”, para alertar os responsáveispela limpeza a não retirá-lo sem autorização. Ainda segundo os mesmos autores, considerando a Embrapa Amazônia Ocidental, para os laboratórios que utilizam agrotóxicos, asembalagens como sacos plásticos e caixas de papelão que contiveram ou transportaram agrotóxicos devem ser encaminhadas para uma equipe específica (Gerenciamento de Resíduos de Campos Experimentais – GERECAMP). As embalagens rígidas devem sofrer a tríplice lavagem, devendo o resíduo dessa lavagem ser despejado no pulverizador, na ocasião do preparo da calda. Para que as embalagens vazias sejam devolvidas aos fornecedores, em conformidade com § 2.°, Art. 6.° da Lei nº. 9.974 de 6 de junho de2000, é necessário identificar, nas embalagens, o fornecedor no qual foram adquiridas. Os procedimentos da tríplice lavagem devem seguir os mesmosrecomendados pelo Instituto Nacional de Processamento de EmbalagensVazias (INPEV), e a pessoa encarregada pelo procedimento deve utilizar equipamento de proteção individual (EPI) específico para pulverizadores. Os procedimentos recomendadospelo INPEV devem seguir estas etapas (COUTO et al., 2010, p.20): 1. Esvaziar totalmente o conteúdo da embalagem no pulverizador. 2. Adicionar água limpa no interior da embalagem até ¼ de seu volume. 3. Tampar a embalagem e agitar por trinta segundos. 4. Despejar a água da lavagem no pulverizador. 5. Repetir três vezes os procedimentos 2, 3 e 4. 6. Inutilizar a embalagem, de plástico ou de metal, perfurando o fundocom objeto pontiagudo. 7. Armazenar a embalagem em local apropriado até o momento dadevolução. 8. Entregar a embalagem na unidade de recebimento indicada na notafiscal, até um ano após a compra. 9. Exigir e manter os comprovantes de entrega das embalagens por umano. 52 3.3.3 Material perfurocortante Segundo a ANVISA (2004, p.26), os materiais perfurocortantes ou escarificantes incluem lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares; micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas de Petri). Ainda de acordo com ANVISA (2004, p.20), os materiais perfurocortantes devem ser descartados separadamente, no local de sua geração, imediatamente após o uso ou necessidade de descarte, em recipientes, rígidos, resistentes à punctura, ruptura e vazamento, com tampa, devidamente identificados, atendendo aos parâmetros referenciados na norma NBR 13853/97 da ABNT, sendo expressamente proibido o esvaziamento desses recipientes para o seu reaproveitamento. As agulhas descartáveis devem ser desprezadas juntamente com as seringas, quando descartáveis, sendo proibido reencapá-las ou proceder a sua retirada manualmente. A University of Washington (2010, p.3.16) mencionou que nesta universidade, a disposição dos perfurocortantes como resíduo biológico, dependerá do local de geração. Assim, é possível inferir que os resíduos perfurocortantes quando não são contaminados com materiais infecciosos, radioativos ou químicos devem ser gerenciados de acordo com as características de perfurocortantes. Contudo, quando estes resíduos estiverem contaminados, tal contaminação deve ser considerada. Por exemplo, para o caso de resíduos de serviços de saúde, a ANVISA (2004, p.20) estabeleceu que os recipientes devem estar identificados com símbolo internacional de risco biológico, acrescido da inscrição de “PERFUROCORTANTE” e os riscos adicionais, químico ou radiológico. 3.3.4 Vidraria de laboratório Vidraria quebrada de laboratório, incluindo recipientes de plástico, é qualquer item que pode perfurar as embalagens comuns de resíduos e, portanto, pôr em perigo os manipuladores de resíduos. Vidraria quebrada de laboratório deve ser colocada em uma robusta caixa de papelão forrada com plástico para a segurança durante o transporte através do edifício. Qualquer caixa de papelão pode ser usada, desde que seja robusta, não tenha furos no fundo ou nas laterais, e apresente um tamanho que não pese mais de 40 lb (18,1 kg) quando cheio (UNIVERSITY OF WASHINGTON, 2010, p.3-16) As caixas devem ser rotuladas identificando o gerador e seladas com fita de 53 identificação da caixa como contendo "vidro de laboratório".Vidraria acondicionada em caixas de papelão,deve estar limpa adequadamente ou descontaminada antes do descarte(UNIVERSITY OF WASHINGTON, 2010, p.3-16). De acordo com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (s.d, p.4), para o descarte de vidro quebrado limpo, em estado sólido, este deve ser acondicionado em caixa de papelão sem divisória e ser encaminhado para a reciclagem. Os vidros quebrados contaminados, serão identificados como resíduo perigoso. Nesta universidade, há uma recomendação específica para vidraria com resíduo de mercúrio:“não deve ser misturado com o vidro quebrado contaminado, devido a sua periculosidade, devendo ser armazenado em embalagem vedada, sob risco de volatilização do mercúrio”. Nas normas da Embrapa Amazônia Ocidental, a recomendação para armazenamento de vidro quebrado consiste em armazenar em recipiente rígido com a indicação “Cuidado! Vidro Quebrado” (COUTO et al., 2010, p.21). 3.3.5 Lixo comum Segundo Couto et al. (2010, p.21), o lixo comum, como materiais descartáveis, papel, papelão, madeiras,isopores, luvas e outros, não contaminados com produtos químicos e/oubiológicos, devem ser removidos de acordo com instruções de coletaseletiva da unidade. 54 4 METODOLOGIA A seguir são apresentadas características do objeto de estudo e etapas para desenvolvimento do trabalho. 4.1 Caracterização do objeto de estudo Entre as edificações que estão em fase de construção, atualmente na UFERSA, campus Mossoró, está o Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA), localizado próximo ao prédio de Fitotecnia, no campus leste (Figura 7). Figura 7 - Vista frontal do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA). UFERSA, campus Mossoró, 08/11/2011. Fonte: Arquivo do pesquisador (2011). O projeto construtivo do CPCVSA inclui oito laboratórios da área de ciências vegetais, auditório, salas de professores, copa, entre outros, conforme mostram a Figura 8 e a Figura 9. Destes laboratórios, dois foram objetos de estudos do presente trabalho: Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular. A Figura 8 apresenta a planta baixa do CPCVSA, sendo possível localizar o Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular no piso 55 superior do prédio. A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), campus Mossoró-RN, é uma instituição com atividades de ensino, pesquisa e extensão, localizada na BR 110 - km 47, Bairro Presidente Costa e Silva. Atualmente, a instituição apresenta uma população de 5.215 pessoas entre professores, alunos, técnicos administrativos da UFERSA, funcionários da Caixa Econômica Federal e trabalhadores de serviços terceirizados, conforme apresentado naTabela 14. Tabela 14 - População da UFERSA, campus Mossoró, no segundo semestre de 2011 Classes/Setores Número de pessoas Professores Efetivos Professores Substitutos Técnicos Administrativos Alunos de Graduação Alunos de Pós-graduação Trabalhadores da empresa terceirizada Caixa Econômica Federal Restaurante Universitário Lanchonete (duas unidades) Fotocopiadora (três unidades) Total 283 40 272 4.100 345 132 12 9 10 12 5.215 Fonte: Comunicação pessoal através de servidores da PROGRAD, PRORH, PROPLAD, PROPG da UFERSA e responsáveis pelo restaurante, lanchonete e fotocopiadora, em 02/09/2011. A partir de comunicações pessoais fornecidas por coordenadores de laboratórios à Comissão de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da UFERSA em 2010 e por informações apresentadas pela Superintendência de Infra-Estrutura da UFERSA em 23/09/2011, foram identificados 37 laboratórios existentes e/ou em construção na UFERSA, campus Mossoró em diversas áreas, tais como, agrícola, animal, ambiental, engenharias, matemática, física, química. 56 Figura 8 - Planta baixa do piso superior do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA), UFERSA, campus Mossoró. Fonte: Material fornecido, em 11/10/2011, pela Superintendência de Infra-Estrutura, UFERSA, campus Mossoró. 57 Figura 9 - Planta baixa do piso térreo do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA), UFERSA, campus Mossoró. Fonte: Material fornecido, em 11/10/2011, pela Superintendência de Infra-Estrutura, UFERSA, campus Mossoró. 58 4.2 Etapas para desenvolvimento do trabalho O presente trabalho foi desenvolvido em duas etapas principais, conforme descrito a seguir. 4.2.1 Levantamento dos possíveis resíduos a serem gerados no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular, localizados no Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA) da UFERSA, campus Mossoró Esta atividade foidesenvolvida a partir do fornecimento de informações pelos coordenadores dos laboratórios (por comunicação pessoal e/ou envio por correio eletrônico) por meio de: (i) preenchimento de formulário específico simplificado (apresentado no Apêndice deste trabalho) e (ii) disponibilização de lista de produtos químicos utilizados em cada laboratório. 4.2.2 Elaboração de uma proposta para gerenciamento de possíveis resíduos a serem gerados no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular, localizados no CPCVSA da UFERSA, campus Mossoró A proposta para gerenciamento dos resíduos no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular foi elaborada a partir do diagnóstico dos resíduos com potencial de geração (item 4.2.1) e diretrizes técnicas recomendadas e/ou procedimentos utilizados, considerando aspectos de classificação, acondicionamento erotulagem de possíveis resíduos químicos e outros resíduos gerados nestes laboratórios. No entanto, não foram considerados os ensaios e as possíveis reações desses ensaios. 59 5 RESULTADOS E DISCUSSÃO A seguir, apresenta-se uma proposta preliminar para gerenciamento dos principais resíduos com possibilidade de geração no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular, ambos do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), campus Mossoró. 5.1 Proposta preliminar para gerenciamento de resíduos com potencial de geração no Laboratório de Cultura de Tecidos e Laboratório de Biologia Molecular do Centro de Pesquisa em Ciências Vegetais do Semiárido (CPCVSA) da UFERSA, campus Mossoró A proposta se refere a resíduos químicos e outros resíduos laboratoriais e apresenta as seguintes partes principais: levantamento e classificação dos resíduos com possibilidade de geração, acondicionamento e rotulagem. 5.1.1 Levantamento e classificação dos resíduos com possibilidade de geração A Tabela 15 apresenta uma lista de substâncias químicas a serem utilizadas no Laboratório de Cultura de Tecidos, com possibilidade de tornarem-se resíduos. Como já mencionado, a lista das substâncias foi informada pelo professor coordenador do referido laboratório. Além da especificação da substância pelo nome comum e fórmula química, foram pesquisadas também, informações de segurança, o número do Chemical Abstract Substance – CAS (número de registro único no banco de dados do Chemical Abstracts Service, uma divisão da Chemical American Society), a classificação e as características de periculosidade, quando pertinente. A partir da elaboração da Tabela 15, foi possível identificar as seguintes condições e/ou classificações para 21 possíveis resíduos químicos do Laboratório de Cultura de Tecidos, quais sejam: - Perigoso, constando em uma das cinco listagens da NBR 10004/2004 (resíduos perigosos de fontes não específicas, resíduos perigosos de fontes específicas, substâncias que conferem periculosidade aos resíduos, substâncias agudamente tóxicas e substâncias tóxicas): nenhum resíduo identificado; 60 - Perigoso segundo Merck Chemichal – International (2011): seis substâncias, sendo Cloreto de cobalto (II)hexahidratado, Nitrato de amônio, Nitrato de potássio, Sulfato de cobre (II) pentahidratado, Sulfato de manganês (II) monohidratado, Sulfato de zinco; - Não perigoso segundo Auburn University (2006, p.18) e Indiana University Northwest (2003, p.18-20), conforme apresentado na Tabela 13: nove substâncias, quais sejam, Ácido bórico, Ácido nicotínico, Ágar, Cloreto de cálcio di-hidratado, Iodeto de potássio, Potássio dihidrogenofosfato, Sacarose, Sulfato de magnésio heptahidratado, Sulfato de manganês (II) monohidratado (segundo Merck Chemichal – International (2011), é perigoso); - Sem especificação pela Merck Chemichal – International (2011) além de não presentes nas cinco listagens de perigosos da NBR 10004/2004 e na lista de não perigosos (Tabela 13: Auburn University, 2006, p.18 e Indiana University Northwest, 2003, p.18-20): seis substâncias, sendo Ácido etilenodiamino tetra-acético, Glicina, Molibdato de sódio dihidratado, Myo-inositol (i-inositol, meso-isositol), Piridoxina (vitamina B6) eTiamina, ácido clorídrico (vitamina B1). Para o Laboratório de Biologia Molecular, as informações pesquisadas (fórmula, química, informações de segurança, número CAS, classificação e característaca de periculosidade), são apresentadas na Tabela 16. Para o referido laboratório, foi possível identificar as seguintes condições e/ou classificações para 23 possíveis resíduos químicos: - Perigoso, constando em uma das cinco listagens da NBR 10004/2004 (resíduos perigosos de fontes não específicas, resíduos perigosos de fontes específicas, substâncias que conferem periculosidade aos resíduos, substâncias agudamente tóxicas e substâncias tóxicas): três substâncias, Acrilamida, Clorofórmio eFenol; - Perigoso segundo Merck Chemichal – International (2011): cinco substâncias, sendobisAcrilamida, Álcool isoamílico, Brometo de etídio, Hidróxido de sódio e Nitrato de prata; - Não perigoso segundo Auburn University (2006, p.18) e Indiana University Northwest (2003, p.18-20), conforme apresentado na Tabela 13: seis substâncias, Azul de bromofenol, Carbonato de cálcio, Carbonato de sódio, Cloreto de sódio, Glucose D(+) anidra (dextrose) e Uréia; Sem especificação pela Merck Chemichal – International (2011) além de não presentes nas cinco listagens de perigosos da NBR 10004/2004 e na lista de não perigosos (Tabela 13): seis substâncias, Agar MacCONKEY, Agarose grau Biologia Molecular, Ácido etilenodiamino tetra-acético - 2Na (Na2EDTA.2H2O), “Ladder” (100 bp), TAQ DNA Polimerase e Tris, hidrocloreto; 61 - Não foram encontradas informações nas referências citadas (Merck Chemichal – International, 2011; NBR 10004/2004 (ABNT, 2004a) e Tabela 13 deste trabalho) para três produtos: cloreto de potássio, Marcador de peso molecular pBR322 DNA e Polivinil 2pirrolidona. Já, na Tabela 17 são apresentados outros resíduos passíveis de geração nos referidos laboratórios, além de substâncias químicas. Os resíduos apresentados nesta tabela são considerados resíduos não perigosos, alguns, inclusive passíveis de reciclagem, exceto se os mesmos estiverem contaminados com substâncias classificadas como perigosas. A identificação e classificação adequadas dos resíduos laboratoriais são fundamentais para o sucesso de outras etapas de um plano de gerenciamento de resíduos, que incluem a segregação no momento e local de sua geração, acondicionamento, rotulagem, assim como atividades para minimização de resíduos. 62 Tabela 15 - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró Substâncias químicas1 2 2 Nome comum Fórmula química Ácido bórico H3BO3 Ácido nicotínico Ágar Cloreto de cálcio dihidratado 3-(COOH)-C5H4N -- Pode comprometer a fertilidade. Risco durante a gravidez com efeitos adversos em descendentes. Irritante para os olhos. -- CaCl2.2H2O Irritante para os olhos. CoCl2.6H2O Pode causar câncer por inalação. Pode comprometer a fertilidade.Pode causar sensibilização por inalação e em contato com a pele.Muito tóxico para os organismos aquáticos, podendo causar efeitos danososem longo prazo no ambiente aquático. Cloreto de cobalto (II) hexahidratado Ácido etilenodiaminotetraacético, 2Na (Na2EDTA.2H2O) Glicina C10H14N2Na2O8.2H2O Informações de segurança -- Número CAS2 (Chemical Abstract Substance) Classificação Característica de periculosidade 10043-35-3 Não perigoso3 NA4 59-67-6 9002-18-0 Não perigoso3 Não perigoso3 NA4 NA4 10035-04-8 Não perigoso3 NA4 7791-13-1 6381-92-6 Perigoso2 5, 6 Não há especificação em2 Carcinogenicidade, toxidez para reprodução, sensibilizante, perigo para o ambiente, mutagenicidade2. -- 5, 6 H2NCH2COOH -- 56-40-6 Não há especificação em2 -- 5, 6 Iodeto de potássio Continua KI -- 7681-11-0 Não perigoso3 NA4 63 Tabela 15 (cont.) - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró Substâncias químicas1 Nome comum Molibdato de sódio dihidratado 2 Fórmula química Na2MoO4.2H2O 2 Informações de segurança -- Número CAS2 (Chemical Abstract Substance) 10102-40-6 Classificação Não há especificação em2 Característica de periculosidade -- 5, 6 Myo-inositol (iinositol, mesoisositol) C6H12O6 NH4NO3 Nitrato de potássio KNO3 Potássio dihidrogenofosfato (fosfato de potássio monobásico) Sacarose Continua 87-89-8 -- 5, 6 Nitrato de amônio Piridoxina (vitamina B6) -- Não há especificação em2 -- Em contato com material combustível, pode causar incêndio. Pode explodir quando misturado com material combustível. Em contato com material combustível, pode causar incêndio. -- 6484-52-2 7757-79-1 65-23-6 Perigoso2 5, 6 Perigoso2 5, 6 Não há especificação em 2 Oxidante2 Oxidante2 -- 5, 6 KH2PO4 -- 7778-77-0 Não perigoso3 NA4 -- -- 57-50-1 Não perigoso3 NA4 64 Tabela 15 (cont.) - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró Substâncias químicas1 Nome comum Sulfato de cobre (II) pentahidratado Sulfato de ferro (II) heptahidratado Sulfato de magnésio heptahidratado Sulfato de manganês (II) monohidratado Sulfato de zinco monohidratado Continua 2 Fórmula química CuSO4.5H2O FeSO4.7H2O MgSO4.7H2O MnSO4.H2O ZnSO4.H2O 2 Informações de segurança Nocivo se ingerido. Irritante para os olhos e pele.Muito tóxico para organismos aquáticos, podendo causar efeitos adversosem longo prazo no ambiente aquático. Nocivo se ingerido. Irritante para os olhos e pele. -Nocivo: risco de efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada por inalação e ingestão. Tóxico para os organismos aquáticos, podendo causar efeitos adversos em longo prazo no ambiente aquático. Nocivo por ingestão. Risco de lesões oculares graves.Muito tóxico para os organismos aquáticos, podendo causar efeitos adversos em longo prazo no ambiente aquático. Número CAS2 (Chemical Abstract Substance) 7758-99-8 7782-63-0 10034-99-8 10034-96-5 Classificação Perigoso2 5, 6 Perigoso2 Nocivo, irritante, perigoso para o ambiente2. 5, 6 Nocivo, irritante2. Não perigoso3 NA4 Perigoso2 Nocivo, perigosopara o ambiente2. 5, 6 Não perigoso3 7446-19-7 Característica de periculosidade Perigoso2 5, 6 Nocivo, irritante, perigoso para o ambiente2. 65 Tabela 15 (cont.) - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró Substâncias químicas1 Nome comum Tiamina, ácido clorídrico (vitamina B1) 1 2 Fórmula química C12H17ClN4OS.HCl 2 Informações de segurança -- Número CAS2 (Chemical Abstract Substance) 67-03-8 Substâncias químicas com possibilidade de tornarem-se resíduos. De acordo com Merck Chemichal – International (2011). 3 Conforme Tabela 13 (Adaptado de Auburn University (2006, p.18) e Indiana University Northwest (2003, p.18-20)). 4 Não aplicável. 5 Não consta nas três listas de substâncias perigosas da NBR 10004/2004 (ANEXOS 1, 2 e 3 deste trabalho). 6 Não consta na lista de substâncias não perigosas (Tabela 13). Fonte: Dados obtidos com a pesquisa e complementados com as fontes especificadas. 2 Classificação Não há especificação em2 5, 6 Característica de periculosidade -- 66 Tabela 16 - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró Substâncias químicas1 Nome comum Acrilamida bis-Acrilamida Agar MacCONKEY Fórmula química Informações de segurança Número CAS2 (Chemical Abstract Substance) CH2CHCONH2 Pode causar câncer.Pode causar alterações genéticas hereditárias. Nocivo por inalação e em contato com a pele.Tóxico por ingestão.Irritante para os olhos e pele.Pode causar sensibilização em contato com a pele. Risco de efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada por inalação, em contato com a pele e por ingestão. Possíveis riscos de comprometer a fertilidade. 79-06-1 2 -- -- 2 Idem a Acrilamida. -- -- -- Classificação Característica de periculosidade Perigoso3, 4 Toxicidade4 Perigoso2 7, 8 Não há especificação em2 7, 8 Continua Carcinogenicidade, mutagenicidade, toxicidade, irritante, sensibilizante, toxidez para reprodução2. -- 67 Tabela 16 (cont.) - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró Substâncias químicas1 Nome comum Agarose grau Biologia Molecular 2 Fórmula química -- 2 Informações de segurança -- Número CAS2 (Chemical Abstract Substance) 9012-36-6 Classificação Não há especificação em2 Característica de periculosidade -- 7, 8 Álcool isoamílico (CH3)2CHCH2CH2OH Inflamável.Nocivo por inalação.Irritante para as vias respiratórias.Pode provocar secura da pele ou fissuras, por exposição repetida. Azul de bromofenol (indicador) -- -- Brometo de etídio -- Carbonato de cálcio Carbonato de sódio -Na2CO3 Continua Após contato com a pele, lavar imediata e abundantemente com sabão e água. Usar vestuário de proteção e luvas adequadas.Em caso de acidente ou de indisposição, consultar imediatamente o médico (se possível mostrar-lhe o rótulo).Em caso de inalação acidental, remover a vítima da zona contaminada e mantê-la em repouso. --- 123-51-3 115-39-9 1239-45-8 497-19-8 Perigoso2 7, 8 Inflamável, nocisvo, irritante2. Não perigoso5 NA6 Perigoso2 7, 8 Muito tóxico, irritante, mutagênico2. Não perigoso5 Não perigoso5 NA6 NA6 68 Tabela 16 (cont.) - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró Substâncias químicas1 2 2 Nome comum Fórmula química Informações de segurança Cloreto de sódio NaCl Clorofórmio CHCl3 -Nocivo por ingestão. Irritante para a pele.Possibilidade de causar câncer. Risco de efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada por inalação e ingestão. Ácido etilenodiamino tetraacético, 2Na (Na2EDTA.2H2O) Fenol Glucose D(+) anidra (dextrose) Hidróxido de sódio “Ladder” (100 bp) C10H14N2Na2O8.2H2O -- Número CAS2 (Chemical Abstract Substance) 7647-14-5 Classificação Característica de periculosidade Não perigoso5 NA6 67-66-3 Perigoso3, 4 Tóxico4 6381-92-6 Não há especificação em2 C6H6O -- 108-95-2 Perigoso3, 4 Tóxico4 C6H12O6 -- 50-99-7 Não perigoso5 NA6 NaOH Em caso de contato com os olhos, lavar imediata e abundantemente com água e consultar um especialista. Usar luvas e equipamento protetor para os olhos/face adequados. Em caso de acidente ou de indisposição, consultar imediatamente o médico. 1310-73-2 -- -- -- Perigoso2 7, 8 Não há especificação em2 7,8 Continua -- 7,8 Corrosivo2 -- 69 Tabela 16 (cont.) - Substâncias químicas1 a serem utilizadas no Laboratório de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró Substâncias químicas1 Nome comum Nitrato de prata TAQ DNA Polimerase 2 2 Fórmula química Informações de segurança -- Em contato com material combustível pode causar incêndio. Provoca queimaduras.Muito tóxico para os organismos aquáticos, podendo causar efeitos adverso em longo prazo no ambiente aquático. -- -- Número CAS2 (Chemical Abstract Substance) 7761-88-8 -- Classificação Perigoso2 7, 8 Não há especificação em2 Característica de periculosidade Corrosivo, oxidante, perigoso para o ambiente2. -- 7,8 Tris, hidrocloreto C4H11NO3 - HCl -- 1185-53-1 Não há especificação em2 -- 7,8 Uréia 1 CO(NH2)2 -- 57-13-6 Não Perigoso5 NA6 Substâncias químicas com possibilidade de tornarem-se resíduos. De acordo com Merck Chemichal – International (2011). 3 Consta na lista de substâncias que conferem periculosidade aos resíduos, da NBR 10004/2004 (ANEXO 1 deste trabalho). 4 Consta na lista de substâncias tóxicas da NBR 10004/2004 (ANEXO 3 deste trabalho). 5 Conforme Tabela 13 (Adaptado de Auburn University (2006, p.18) e Indiana University Northwest (2003, p.18-20)). 6 Não aplicável. 7 Não consta nas três listas de substâncias perigosas da NBR 10004/2004 (ANEXOS 1, 2 e 3 deste trabalho). 8 Não consta na lista de substâncias não perigosas (Tabela 13). Obs.: não foram encontradas informações nas referências citadas (Merck Chemichal – International, 2011; NBR 10004/2004 (ANEXOS 1, 2 e 3 deste trabalho) e Tabela 13 deste trabalho) para os seguintes produtos a serem utilizados no Laboratório de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA: cloreto de potássio, Marcador de peso molecular pBR322 DNA e Polivinil 2-pirrolidona. Fonte: Dados obtidos com a pesquisa e complementados com as fontes especificadas. 2 70 Tabela 17- Outros resíduos passíveis de geração no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais e Laboratório de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró Laboratório Cultura de Tecidos Vegetais Biologia Molecular Resíduo Algodão Vidraria quebrada Filme de PVC Papel Papel alumínio Vidraria quebrada Carvão ativado Classificação Não perigoso1 Não perigoso1 Não perigoso1 Não perigoso1 Não perigoso1 Não perigoso1 Não perigoso1 1 São resíduos não perigosos, exceto se estiverem contaminados comprodutos químicos perigosos, radioativos e/ou com riscos biológicos. Fonte: Dados obtidos com a pesquisa. 5.1.2 Acondicionamento e rotulagem A seguir, apresentam-se sugestões para acondicionamento e rotulagem dos resíduos químicos passíveis de geração nos Laboratórios de Cultura de Tecidos e de Biologia Molecular, classificados como perigosos, seja segundo a NBR 100004/2004, seja de acordo com Merck Chemichal – International (2011) (item 5.1.1), sendo: (i) para o Laboratório de Cultura de Tecidos: cloreto de cobalto (II) hexahidratado, nitrato de amônio, nitrato de potássio, sulfato de cobre (II) pentahidratado, sulfato de manganês (II) monohidratado e sulfato de zinco monohidratado e (ii) para o Laboratório de Biologia Molecular: acrilamida, clorofórmio, fenol, bis-acrilamida, álcool isoamílico, brometo de etídio, hidróxido de sódio e nitrato de prata. Na Tabela 18 são especificados os tipos de coletores de resíduos químicos e a quantidade de resíduo a ser acondicionada no coletor para os resíduos classificados como perigos para os laboratórios em análise. Em função das características dos resíduos químicos, foram indicados, basicamente, quatro tipos de recipientes para acondicionamento dos mesmos: (i) resistente a rompimento, de preferência de plástico e fechado firmemente; (ii) de vidro; (iii) de plástico e (iv) de vidro com alta vedação, evitando a emanação de vapores para o ambiente. 71 Tabela 18 - Sugestão para acondicionamento dos resíduos químicos passíveis de geração nos Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró, classificados como perigosos Laboratório 1 Substância química Cloreto de cobalto (II) hexahidratado Cultura de Tecidos Vegetais Nitrato de amônio Nitrato de potássio Sulfato de cobre (II) pentahidratado Sulfato de manganês (II) monohidratado Sulfato de zinco monohidratado Acrilamida Clorofórmio Fenol Biologia Molecular Bis-acrilamida Álcool isoamílico Brometo de etídio Hidróxido de sódio Nitrato de prata 1 Coletor de resíduo químico 2, 3 Recipiente resistente a rompimento, de preferência de plástico e fechado firmemente. Vidro ou plástico Plástico Recipiente resistente a rompimento, de preferência de plástico e fechado firmemente. Vidro ou plástico Recipiente resistente a rompimento, de preferência de plástico e fechado firmemente. Recipiente de vidro com alta vedação, evitando a emanação de vapores para o ambiente. Recipiente de vidro com alta vedação, evitando a emanação de vapores para o ambiente. Recipiente de vidro com alta vedação, evitando a emanação de vapores para o ambiente. Recipiente de vidro com alta vedação, evitando a emanação de vapores para o ambiente. Vidro ou plástico Recipiente de vidro com alta vedação, evitando a emanação de vapores para o ambiente. Plástico Recipiente resistente a rompimento, de preferência de plástico e fechado firmemente. Quantidade de resíduo acondicionado no coletor4 75% da capacidade volumétrica total do coletor Idem Idem Idem Idem Idem Idem Idem Idem Idem Idem Idem Idem Idem Substâncias químicas com possibilidade de tornarem-se resíduos. O tipo de coletor deve ser escolhido com base nos critérios de compatibilidade química entre os resíduos e o material do coletor. Foram consultadas as informações apresentadas no ANEXO 6 e ANEXO 7. 3 Baseado em Merck Chemichal – International (2011). 4 Por questões de segurança, a quantidade de resíduos acondicionados em um determinado coletor limita-se a 75% da capacidade volumétrica total do coletor (ESALQ-USP, 2008, p.3-4). Fonte: Dados obtidos com a pesquisa e complementados com as fontes especificadas. 2 72 Quanto à rotulagem dos resíduos químicos que poderão ser gerados nos Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, a Figura 10 apresenta um modelo sugerido para utilização no gerenciamento dos mesmos e que foi preenchido para a substância Acrilamida, a ser utilizada no Laboratório de Biologia Molecular. O referido modelo foi elaborado com base no rótulo padrão utilizado no programa de gestão de resíduos químicos da UFSCar (MACHADO; SALVADOR, 2005, p.13). Figura 10 - Modelo de rótulo1 sugerido para utilização no gerenciamento dos resíduos químicos passíveis de geração nos Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró e preenchido para a substância Acrilamida, classificada como perigosa, a ser utilizada no Laboratório de Biologia Molecular 1 Baseado no rótulo padrão utilizado no programa de gestão de resíduos químicos da UFSCar (MACHADO; SALVADOR, 2005, p.13). Fonte: Dados obtidos com a pesquisa e complementados com as fonte especificada. A Tabela 19 apresenta uma sugestão para acondicionamento de outros resíduos passíveis de geração nos Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular. Para resíduos não perigosos, as ações de gerenciamento devem estar de acordo com o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos - PGRS - da UFERSA (UFERSA, 2010) e suas complementações e atualizações. Este prevê, entre outros, a segregação e coleta seletiva para os materiais recicláveis e a coleta para encaminhamento ao aterro sanitário municipal dos demais resíduos sólidos não perigosos. 73 Tabela 19 - Sugestão para acondicionamento de outros resíduos1, 2passíveis de geração nos Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró Laboratório Resíduo 1 Algodão Cultura de Tecidos Vegetais Vidraria quebrada Filme de PVC Papel Papel alumínio Vidraria quebrada Biologia Molecular Carvão ativado Papel 1 Coletor de resíduo 3 Saco de plástico (baseado na NBR 9191) contido em recipiente de material lavável, resistente à punctura, ruptura ou vazamento com identificação de OUTROS Caixa de papelão forrada com plástico com identificação de VIDRO DE LABORATÓRIO4 Saco de plástico (baseado na NBR 9191) contido em recipiente de material lavável, resistente à punctura, ruptura ou vazamento com identificação de MATERIAL RECICLÁVEL Idem Idem Caixa de papelão forrada com plástico com identificação de VIDRO DE LABORATÓRIO4 Saco de plástico (baseado na NBR 9191) contido em recipiente de material lavável, resistente à punctura, ruptura ou vazamento com identificação de OUTROS Saco de plástico (baseado na NBR 9191) contido em recipiente de material lavável, resistente à punctura, ruptura ou vazamento com identificação de MATERIAL RECICLÁVEL Quantidade de resíduo acondicionado no coletor3 2/3 da capacidade volumétrica total do coletor Idem Idem Idem Idem Idem Idem Idem São resíduos não perigosos, exceto se estiverem contaminados com produtos químicos perigosos, radioativos e/ou com riscos biológicos. 2 Caso estes resíduos estejam contaminados com resíduos perigosos, deverão ser coletados separadamente do lixo comum e encaminhadospara incineração por parte do responsável pelo resíduo. O recipientecoletor desse lixo deve estar devidamente identificado com palavras deadvertência: “Lixo Tóxico, Não Mexa!”, para alertar os responsáveispela limpeza a não retirá-lo sem autorização (COUTO et al., 2010, p.20). 3 Baseado em BRASIL (2004). 4 University of Washington(2010, p.3-16). Fonte: Dados obtidos com a pesquisa e complementados com as fontes especificadas. 74 6 CONCLUSÕES O desenvolvimento do presente trabalho possibilitou as seguintes conclusões: - Foram propostas diretrizes (especificadas no item Resultados e discussão) para a classificação, segregação, acondicionamento e rotulagem dos possíveis resíduos a serem gerados nos laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, CPCVA, UFERSA, campus Mossoró, tendo sido identificados resíduos perigosos e não perigosos, tipo de recipiente para acondicionamento dos mesmos e modelo de rótulo. - As principais substâncias químicas (21) a serem utilizadas no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró, passíveis de gerarem resíduos foram: ácido bórico, ácido etilenodiamino tetra-acético, ácido nicotínico, ágar, cloreto de cálcio di-hidratado, cloreto de cobalto (II)hexahidratado, glicina, iodeto de potássio, molibdato de sódio dihidratado, myo-inositol (i-inositol, meso-isositol), nitrato de amônio, nitrato de potássio, piridoxina (vitamina B6), potássio dihidrogenofosfato, sacarose, sulfato de cobre (II) pentahidratado, sulfato de magnésio heptahidratado, sulfato de manganês (II) monohidratado, sulfato de manganês (II) monohidratado, sulfato de zinco e tiamina, ácido clorídrico (vitamina B1). - No Laboratório de Biologia Molecular, CPCVSA, UFERSA, campus Mossoró, foram levantadas 23 substâncias químicas passíveis de se tornarem resíduos, quais sejam: acrilamida,“Ladder” (100 bp), ácido etilenodiamino tetra-acético - 2Na (Na2EDTA.2H2O), ágar MacCONKEY, agarose grau biologia molecular, álcool isoamílico, azul de bromofenol, bis-acrilamida, brometo de etídio, carbonato de cálcio, carbonato de sódio, cloreto de potássio, cloreto de sódio, clorofórmio, fenol, glucose D(+) anidra (dextrose), hidróxido de sódio, marcador de peso molecular pBR322 DNA, nitrato de prata, polivinil 2-pirrolidona, TAQ DNA polimerase, tris – hidrocloreto e uréia. - Com relação à classificação dos resíduos químicos passíveis de serem gerados no Laboratório de Cultura de Tecidos, observou-se: 75 (i) seis não foram classificados por falta de especificação pela Merck Chemichal – International (2011); não presença nas cinco listagens de perigosos da NBR 10004/2004 e na lista de não perigosos segundo Auburn University (2006, p.18) e Indiana University Northwest (2003, p.18-20): ácido etilenodiamino tetra-acético, glicina, molibdato de sódio dihidratado, myo-inositol (i-inositol, meso-isositol), piridoxina (vitamina B6) e tiamina, ácido clorídrico (vitamina B1). (ii) seis foram classificados em perigosos (de acordo com Merck Chemichal – International, 2011): cloreto de cobalto (II) hexahidratado, nitrato de amônio, nitrato de potássio, sulfato de cobre (II) pentahidratado, sulfato de manganês (II) monohidratado e sulfato de zinco; (iii) nove foram classificados como não perigosos (segundo Auburn University, 2006, p.18 e Indiana University Northwest, 2003, p.18-20): ácido bórico, ácido nicotínico, ágar, cloreto de cálcio di-hidratado, iodeto de potássio, potássio dihidrogenofosfato, sacarose, sulfato de magnésio heptahidratado e sulfato de manganês (II) monohidratado. - Para o Laboratório de Biologia Molecular, a classificação dos resíduos químicos passíveis de serem gerados foi a seguinte: (i) não foram encontradas informações nas referências citadas (Merck Chemichal – International, 2011; NBR 10004/2004 (ABNT, 2004a) e Tabela 13 deste trabalho) para três produtos: cloreto de potássio, Marcador de peso molecular pBR322 DNA e Polivinil 2pirrolidona; (ii) seis não foram classificados por falta de especificação pela Merck Chemichal – International (2011); não presença nas cinco listagens de perigosos da NBR 10004/2004 e na lista de não perigosos segundo Auburn University (2006, p.18) e Indiana University Northwest (2003, p.18-20): ágar MacCONKEY, agarose grau biologia molecular, ácido etilenodiamino tetra-acético - 2Na (Na2EDTA.2H2O), “Ladder” (100 bp), TAQ DNA polimerase e tris – hidrocloreto; (iii) três foram classificados em perigosos (de acordo com a NBR 10004/2004): acrilamida, clorofórmio e fenol; (iv) cinco foram classificados em perigosos (de acordo com Merck Chemichal – International, 2011): bis-acrilamida, álcool isoamílico, brometo de etídio, hidróxido de sódio e nitrato de prata; 76 (v) seis foram classificados como não perigosos (segundo Auburn University, 2006, p.18 e Indiana University Northwest, 2003, p.18-20): azul de bromofenol, carbonato de cálcio, carbonato de sódio, cloreto de sódio, glucose D(+) anidra (dextrose) e uréia. - A identificação e classificação adequadas dos resíduos laboratoriais são fundamentais para o sucesso de outras etapas de um plano de gerenciamento de resíduos, que incluem a segregação no momento e local de sua geração, acondicionamento, rotulagem, assim como atividades para minimização de resíduos. - Em função das características dos possíveis resíduos químicos que serão gerados nos Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, foram indicados, basicamente, quatro tipos de recipientes para acondicionamento dos resíduos classificados como perigosos: (i) resistente a rompimento, de preferência de plástico e fechado firmemente, para soluções e sólidos que contenham metais pesados; (ii) de vidro, para soluções de sais inorgânicos e solventes orgânicos não halogenados; (iii) de plástico, para bases inorgânicas e soluções de bases inorganicas; e (iv) de vidro com alta vedação, evitando a emanação de vapores para o ambiente, para produtos carcinogênicos e compostos combustíveis classificados como “muito tóxicos” ou “tóxicos”. - Para outros resíduos, não contaminados com resíduos periogosos, passíveis de geração nos Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular, foram sugeridos os seguintes coletores: (i) saco de plástico (baseado na NBR 9191) contido em recipiente de material lavável, resistente à punctura, ruptura ou vazamento com identificação de OUTROS; (ii) saco de plástico (baseado na NBR 9191) contido em recipiente de material lavável, resistente à punctura, ruptura ou vazamento com identificação de MATERIAL RECICLÁVEL e (iii) caixa de papelão forrada com plástico com identificação de VIDRO DE LABORATÓRIO. Para resíduos não perigosos, as ações de gerenciamento devem estar de acordo com o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos - PGRS - da UFERSA (UFERSA, 2010) e suas complementações e atualizações. 77 7 RECOMENDAÇÕES Considerando a importância do tema abordado neste trabalho, apresentam-se algumas recomendações a serem adotadas pela UFERSA: - Elaboração de um Programa de Gerenciamento de Resíduos Laboratoriais da UFERSA o qual deverá especificar, minimamente: (i) objetivos do programa; (ii) diretrizes do programae (iii) normas de procedimentos para classificação, segregação, identificação, acondicionamento, tratamento, coleta, transporte, armazenamento e disposição de resíduos laboratoriais; - Sugere-se ainda que façam parte do Programa de Gerenciamento de Resíduos Laboratoriais da UFERSA os seguintes elementos básicos: (i) Definição de cursos de capacitação com objetivos de esclarecer, sensibilizar e fortalecer processos e procedimentos a serem adotados por professores, técnicos e alunos utilizadores de laboratórios (adaptado de SILVA et al., 2010, p.197); (ii) Definição do monitoramento do Programa de Gerenciamento de Resíduos Laboratoriais da UFERSA através de indicadores de desempenho tais como (adaptado de SILVA et al., 2010, p.199): percentual de recursos financeiros destinados ao gerenciamento de resíduos, taxa anual de geração de resíduos, taxa anual de tratamento de resíduos, entre outros; (iii) Inventário do ativo de resíduos químicos; (iv) Inventário do passivo ambiental de resíduos químicos; - Após sua elaboração, recomenda-se a implantação do Programa de Gerenciamento de Resíduos Laboratoriais da UFERSA; - Definição de ações de educação ambiental para toda a comunidade acadêmica, direcionadas para a sensibilização quanto à necessidade do gerenciamento adequado de resíduos laboratoriais e divulgação das ações e resultados verificados a partir da implantação do Programa de Gerenciamento de Resíduos Laboratoriais da UFERSA; - Para o estudo presente, recomenda-se uma complementação em relação aos resíduos que serão gerados decorrentes dos ensaios executados nos laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais e de Biologia Molecular. 78 REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE LIMPEZA PÚBLICA E RESÍDUOS ESPECIAIS (ABRELPE). Panorama dos resíduos sólidos no Brasil, 2010. Disponível em:<http://www.abrelpe.org.br/downloads/Panorama2010.pdf.>Acesso em: 03 de set. 2011 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 10.004. Resíduos sólidos – classificação. Rio de Janeiro: ABNT, 2004, 77p. (ABNT, 2004a). ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS (ABNT). NBR 13221. Transporte terrestre de resíduos. Rio de Janeiro: ABES, 2003, 1p. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS (ABNT). NBR 14725-2. Produtos químicos – informações sobre segurança, saúde e meio ambiente – parte 2: sistema de classificação de perigo. Rio de Janeiro: ABES, 2009. (ABNT, 2009a). ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 14725-4. Produtos químicos - informações sobre segurança, saúde e meio ambiente. Rio de Janeiro: ABES, 2009, 4p. (ABES, 2009b). ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR ISO 14.001.Sistemas da gestão ambiental – requisitos com orientações para uso. Rio de Janeiro: ABNT, 2004, 27p. (ABNT, 2004b). 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Possíveis resíduos gerados neste laboratório como por exemplo, seringas, reagentes químicos ou soluções destes (ácido sulfúrico, acetona, cloro, mercúrio, hidróxido de sódio...), amostras, material de escritório, material elétrico, pilhas, baterias, embalagem de agrotóxico, etc. Se achar relevante,sugira formas de reaproveitamento, armazenamento, substituição, disposição final para qualquer um dos resíduos. Data do preenchimento:________________________________ 84 ANEXO 1: SUBSTÂNCIAS QUE CONFEREM PERICULOSIDADE AOS RESÍDUOS (NBR 10004/2004) U394 CAS – Chemical Abstract Substance 30558-43-1 U144 U112 P092 U214 P002 301-04-2 141-78-6 62-38-4 563-68-8 591-08-2 U005 U004 U003 P010 53-96-3 98-86-2 75-05-8 7778-39-4 98-05-5 75-60-5 74-90-8 7664-39-3 64-18-6 79-06-1 140-88-5 Substâncias Nome comum Outra denominação A2213 N-N-Dimetilmetilcarbanoiloximino-2(metilo) acetamida Acetato de chumbo (II) Acetato de etila Acetato de fenilmercúrio Acetato de tálio (I) 1-Acetil-2-tiouréia N-(Aminotioxometil)acetamida N-9H-Fluoreno-2-il-acetamida Fenilmetilcetona 2-Acetilaminofluoreno Acetofenona Acetonitrita Ácido arsênico Ácido benzenoarsênico Ácido cacodílico Ácido cianídrico Ácido fluorídrico Ácido fórmico Acrilamida Acrilato de etila Óxido de hidroximetilarsina Fluoreto de hidrogênio Ácido metanoico 2-Propenamida Éster etílico do ácido 2propenóico Acrilonitrila Acroleína Aflatoxinas Alcatrão de carvão Álcool alítico Álcool isobutílico Álcool propargílico Aldicarb Aldicarbsulfone Aldrin Amarelo de metila 4-Aminobifenila 5-(Aminometil)-3-isoxazolol 1-Aminonaftaleno 2-Aminonaftaleno 4-Aminopiridina Amitrol Anidricoftálico Anidricomaléico Anilina Antimônio Antimônio (compostos antimônio) NE¹ 2-Propenal 2-Propen-1-ol 2-Propin-1-ol p-Dimetilaminoazobenzeno 5-(Aminometil)-3(2H)isoxazolona 1-Naftilamina 2-Naftilamina 4-Piridilamina 1H-1,2,4-Trizol-3-amino Benzenoamina de Código de identificação U136 P063 U134 U123 U007 U113 U009 P003 P005 U140 P102 P070 P203 P004 U093 P007 U167 U168 P008 U011 U190 U147 U012 107-13-1 107-02-8 1402-68-2 8007-45-2 107-18-6 78-83-1 107-19-7 116-06-3 1646-88-4 309-00-2 60-11-7 92-67-1 2763-96-4 134-32-7 91-59-8 504-24-5 61-82-5 85-44-9 108-31-6 62-53-3 7440-36-0 85 Aramite Arsênio Arsênio (compostos de arsênio) NE¹ Auramina Azaserine Aziridina Barban Bário Bário (compostos de bário) NE¹ Bendiocarb Bendiocarb fenol Benomil Benzeno Benzenos clorados – NE¹ Benzenodiamina Benzidina Benzo[a]antraceno Benzo(a)pireno 3,4-Benzoacridina Benzo(b)fluoranteno Benzo(j)fluoranteno Benzo(k)fluoranteno p-Benzoquinona Berílio (compostos de berílio) NE¹ Berílio (pós) Bifenilaspolicloradas (PCB) 2,2’-Bioxirane Bis-clorometil éter Bissulfeto de tetrabutiltiuram Brometo de cianogênio Brometo de metila Bromoacetona 4-Bromofenil-feniléter Bromofórmio Brucina N-Butil-N-nitroso 1-butanoamina Cádmio Cádmio (compostos de cádmio) NE¹ Carbaril Carbendazim Sulfeto de 2-(p-tercbutilfenoxi) isopropil 2-cloroetil 140-57-8 7440-38-2 4,4’-(Imidocarbonil)-bis-N,N’dimetilbanzenoamin Diazoacetato de L-serina Etilenimina 4-Cloro-2-butinil (3-clorofenil) carbamato U014 492-80-8 U015 P054 U280 115-02-6 151-56-4 101-27-9 7440-39- 2,2-Dimetil-1,3-benzodioxol4-ilcarbamato de metila 2,2-Dimetil-1,3-benzodioxol4-ol carbamato de metila N-1-[(Butilamino)carbonil]1Hbenzimidazol-2-ilcarbamato de metil Fenilenodiamina [1,1’-Bifenil]-4,4’-diamina 1,2-Benzantraceno 3,4-Benzopireno 1,4-Ciclohexadienodion 1,2,3,4-Diepoxibutano Éter bis-clorometílico Brometano 1-Bromo-2-propanona 1-Bromo-4-fenoxibenzeno Tribromometano 2,3-Dimetóxiestricnidina-10ona N-Metilcarbamato de 1-naftila N-1H-Benzimidazol-2ilcarbamato de metil U278 22781-23-3 U364 22961-82-6 U271 17804-35-2 U019 71-43-2 U197 25265-76-3 92-87-5 56-55-3 50-32-8 225-51-4 205-99-2 205-82-3 207-08-9 106-51-4 P015 7440-41-7 U085 P016 1464-53-5 542-88-1 1634-02-2 506-68-3 74-83-9 598-31-2 101-55-3 357-57-3 2008-41-5 U021 U018 U022 U016 U246 U029 P017 U030 P018 U172 924-16-3 7440-43-9 U279 U372 63-25-2 10602-21-7 86 Carbofuran Carbofuran fenol Carbonato de tálio (I) Carbonila de níquel Carbosulfan Chumbo Chumbo (compostos de chumbo) NE¹ Chumbo tetraetila Cianeto de bário Cianeto de cálcio Cianeto de cobre (I) Cianeto de etila Cianeto de níquel (II) Cianeto de potássio Cianeto de prata Cianeto de prata e potássio Cianeto de sódio Cianeto de zinco Cianeto (Sais de cianeto) NE¹ Cianogênio Cicloato 2-Ciclohexil-4,6-dinitrofenol Citrusred nº 2 Cloral Clorambucil Clordano Cloreto de acetila Cloreto de alila Cloreto de benzal Cloreto de benzila Cloreto de cianogênio Cloreto de dimetilcarbamoíla Cloreto de metila Cloreto de metileno Cloreto de o-toluidina Cloreto de tálio (I) Cloreto de vinila Cloridrato de formetanato Clornafazin Cloroacetaldeído Cloroalquil éter NE¹ p-Cloroanilina Clorobenzeno Clorobenzilato Clorocarbonato de metila 1-(o-Clorofenil)-tiouréia 2,3-Dihidro-2,2-dimetil-7benzofuranol carbamato metila P127 U367 1563-66-2 1563-38-8 U215 P073 P189 6533-73-9 13463-39-3 55285-14-8 7439-92-1 P110 P013 P021 P029 P101 P074 P098 P104 P099 P106 P121 P030 P031 78-00-2 542-62-1 592-01-8 544-92-3 107-12-0 557-19-7 151-50-8 506-64-9 506-61-6 143-33-9 557-21-1 de Propanonitrila Ciclohexiletiltiocarbamato de etila P034 Tricloroacetaldeído 4-[Bis(2-cloroetil)-amino] benzeno butanóico Octacloro-hexahidro-4,7metanoindan Diclorometilbenzeno Clorometilbenzeno Clorometano Diclorometano Cloroeteno N, N -Bis(2-clorometil)-2nafilamin 4-Clorobenzenamina 4,4’-Diclorobenzilato de etila 2-Clorofenil-tiouréia 460-19-5 1134-23-2 U034 U035 131-89-5 6358-53-8 75-87-6 305-03-3 U036 57-74-9 U006 U026 75-36-5 107-05-1 98-87-3 100-44-7 506-77-4 79-44-7 74-87-3 75-09-2 636-21-5 7791-12-0 75-01-4 23422-53-9 494-03-1 P023 107-20-0 P024 U037 U038 U156 P026 106-47-8 108-90-7 510-15-6 79-22-1 5344-82-1 U017 P028 P033 U097 U045 U080 U222 U216 U043 87 o-Clorofenol Clorofórmio 2-Cloroisopropil éter 4-Cloro-m-cresol Clorometil metil éter 2-Cloronaftaleno Cloropreno 3-Cloropropanonitrila Creosoto Cresol Criseno Cromato de cálcio Cromo Cromo (compostos de cromo) NE¹ Crotonaldeído Cycasin 2,4-D 2,4-D (Sais e ésteres) Daunomycin Dazoment DDD DDE DDT Dialato Dibenzo[a,j]acridina Dibenzo[a,h]acridina Dibenzo[a,h]antraceno 7H-Dibenzo[c,g]carbazol Dibenzo[a,e]pireno 1,2-Dibromo-3- cloropropano 1,2-Dibromoetano Dibromometano Dibutilditiocarbamato de sódio Dibutilftalato 1,4-Dicloro-2-buteno Diclorobenzeno NE¹ m-Diclorobenzeno o-Diclorobenzena p-Diclorobenzeno 3,3’-Diclorobenzidina Diclorodifluorometano 1,1-Dicloroetano 1,2-Dicloroetano 1,1-Dicloroeteno 2-Clorofenol Triclorometano Bis-2-cloroisopropil éter 4-Cloro-3-metilfenol Éter clorometilmetílico U048 U044 U027 U039 U046 U047 2-Cloro-1,3-butadieno Metil fenol 1,2-Benzofenantreno P027 U051 U052 U050 U032 2-Butenal U053 Ácido 2,4-diclorofenoxiacético U240 U240 U59 (8S-cis)8-Acetil-10-(β-amino2,3,6trideóx-α-Loxilhexopiranosiloxil)7,8,9,10-tetrahidro6,8,11trihidróxi- 1-metoxi- 5,12naftacenediona Tetrahidro-3,5-dimetil-1,3,5tiodiazina-2-tiona Diclorodifenildicloroetano Diclorodifeniltricloroetano Disopropiltiocarbamato de dicloralila 1,2:5,6-Dibenzoantraceno U060 U061 U062 1,1-Dicloroetileno 72-54-8 72-55-9 50-29-3 2303-16-4 U071 U070 U072 U073 224-42-0 226-36-8 53-70-3 194-59-2 192-65-4 96-12-8 106-93-4 74-95-3 136-30-1 84-74-2 764-41-0 25321-22-6 541-73-1 95-50-1 106-46-7 91-94-1 U075 U076 U077 U078 75-71-8 75-34-3 107-06-2 75-35-4 U063 U066 U067 U068 U069 U074 1,3-Diclorobenzeno 1,2-Diclorobenzeno 1,4-Diclorobenzeno 3,3’-Dicloro-1,1’-bifenil-4,4’diamina 4170-30-3 14901-08-7 94-75-7 94-75-7 20830-81-3 533-74-4 1,2:4,5-Dibenzopireno Brometo de metileno 95-57-8 67-66-3 108-60-1 59-50-7 107-30-2 91-58-7 126-99-8 542-76-7 8001-58-9 1319-77-3 218-01-9 13765-19-0 7440-47-3 88 1,2-Dicloroeteno Dicloroetileno NE¹ Diclorofenilarsina 2,4-Diclorofenol 2,6-Diclorofenol Diclorometoxietano 1,2-Dicloropropano Dicloropropanois NE¹ Dicloropropanos NE¹ 1,3-Dicloropropeno Dicloropropenos NE¹ Dieldrin Dietilarsina Dietil ditiocarbamato de sódio Dietilstilbestol Dietileno glicol, dicarbamato Dietilftalato N,N’-Dietilhidrazina Difenilamina 1,2-Difenilhidrazina 1,3-Diisocianato de tolueno Dimetil ftalato Dimetil sulfato Dimetilan 3,3’-Dimetilbenzidina 7,12-Dimetilbenzo[a]antraceno Dimetilditiocarbamato de cobre Dimetilditiocarbamato de manganês Dimetilditiocarbamato de potássio Dimetilditiocarbamato de selênio Dimetilditiocarbamato de sódio α,α-Dimetilfenetilamina 2,4-Dimetilfenol 1,1-Dimetilhidrazina 1,2-Dimetilhidrazina Dimethoate 3,3’-Dimetoxibenzidina Dinitrobenzeno NE¹ 2,4-Dinitrofenol 4,6-Dinitro-o-cresol 4,6-Dinitro-o-cresol (sais) 2,4-Dinitrotolueno 2,6-Dinitrotolueno Dinoseto Di-N-propilnitrosamina Diotiobiureto 1,4-Dioxano 1,2-Dicloroetileno U079 Fenildicloroarsina P036 U081 U082 U024 U083 U084 P037 P038 α,α-Dietil-4,4’-estilbenediol Etanol, 2,2'-oxibis-, dicarbamato Ftalato de dietila 1,2-Dietilhidrazina 1,3-Diisocianato metilbenzeno Ftalato de dimetila Sulfato de dimetila 3,3’-Dimetil-1,1’-bifenil-4,4’diamina 7,12-Dimetil-1,2benzantraceno U089 U395 U088 U086 156-60-5 25323-30-2 696-28-6 120-83-2 87-65-0 111-91-1 78-87-5 26545-73-3 26638-19-7 542-75-6 26952-23-8 60-57-1 692-42-2 148-18-5 56-53-1 5952-26-1 U109 U223 U102 U103 P191 U095 84-66-2 1615-80-1 122-39-4 122-39-4 26471-62-5 131-11-3 77-78-1 644-64-4 119-93-7 U094 57-97-6 P196 137-29-1 15339-36-3 128-03-0 P048 P047 P047 U105 U106 P020 144-34-3 128-04-1 122-09-8 105-67-9 57-14-7 540-73-8 60-51-5 119-90-4 25154-54-5 51-28-5 534-52-1 534-52-1 121-14-2 606-20-2 88-85-7 U111 P049 U108 621-64-7 54-53-7 123-91-1 P046 U101 U098 U099 P044 U091 1-Metil-1,2,4-dinitrobenzeno 1-Metil-2,6-dinitrobenzeno 2,4-Dinitro-6-(1 metilpropil) fenol Diamida tioimidodicarbônico Dióxido de 1,4-dietileno 89 Dióxido de selênio Dissulfato de carbono Dissulfoton Disulfiram Ditiofosfato de O,O-dietil-Smetila Ditiopirofosfato de tetraetila Endossulfan Endothall Endoxan Endrin e metabólitos Epicloridrina Epinefrina EPTC Ésteres de ácido ftálico NE¹ Éstanos clorados NE¹ Éter de cloroalquila NE¹ Estreptozotocina Estricnina Estricnina (sais0 Éter cloroetilvinílico Éter dicloroetílico Etil Ziram Etileno glicol monoetil éter Etileno-bis-ditiocarbamato (EBDC) Etileno-bis-ditiocarbamato (sais) Famphur Fenacetina Feniltiouréia Fenóis clorados NE¹ Fenol Ferbam Fisostigmina Fluorofosfato de diisopropila (DPF) Flúor Fluoraceto de sódio Fluoranteno Fluoreto de carbonila Fluoroacetamida Fluorocarbonos clorados NE¹ Forato Formaldeído Formetanate hydrochloride Formparanate Fosfato de chumbo (II) Fosfato de dietil-p-nitrofenila Ácido selenioso Bissulfeto de carbono O,O-Dietil S (2-(etil tio)etil) fosfoditioato Bissulfeto de dietilcarbamoilo O,O-Dietil-S-metil-ditiofosfato Oxabiciclo (2,2,1) Ciclofosfamida 1-Cloro-2,3-epoxipropano 4-[1-Hidroxi-2-(metil-amino)etil]-1,2-benzenodio Di-isopropiltiocarbamato de etil 2-Deóxi-2(3-metil-3-nitroso ureído)-D- glucopiranose 2-Cloroetil vinil éter 2-Cloroetil éter Dietilditiocarbamato de zinco 2-Etoxietanol Ácido 1,2etanodiilbiscarbamoditióico e seus sais e ésteres N-4-Etoxifenil acetamid U204 P022 P039 7783-00-8 75-15-0 298-04-4 U087 97-77-8 3288-58-2 P109 P050 P088 U058 P051 U041 P042 3689-24-5 115-29-7 145-73-3 50-18-0 72-20-8 106-89-8 51-43-4 759-94-4 U206 18883-66-4 P108 P108 U042 U025 57-24-9 U359 U114 110-75-8 111-44-4 14324-55-1 110-80-5 111-54-6 U114 P097 U187 P093 111-54-6 52-85-7 62-44-2 103-85-2 U188 P204 P043 108-95-2 14484-64-1 57-47-6 55-91-4 P056 P058 U120 U033 P057 7782-41-4 62-74-8 206-44-0 353-50-4 640-19-7 P094 U122 P198 P197 U145 P041 298-02-2 50-00-0 23422-53-9 17702-57-7 7446-27-7 311-45-5 Dimentilditiocarbamato férrico Oxifluoreto de carbono Phorate Óxido de metileno 90 Fosfeto de alumínio Fosfeto de zinco quando em concentração > 10% Fosfeto de zinco quando em concentração ≤ 10% Fosfina Fosfotioato de O,O-dietil- Opirazinila Fosgênio Ftalato de butil benzila Ftalato de di-n-octila Ftalato de dioctila Fulminato de mercúrio (II) Gás mostarda Glicidilaldeído Halometanos NE¹ Heptacloro Heptaclorodibenzofuranos Heptaclorodibenzo-p-dioxinas Heptacloroepóxido (isômeros α,β,γ) Hexaclorobutadieno Hexaclorociclopentadieno Hexaclorodibenzofuranos Hexaclorodibenzo-p-dioxinas Hexacloroetano Hexaclorofeno Hexacloropropeno Hidrazida maléica Hidrazina Hidrazinacarbotioamida 2-Hidróxi-2-metil-propanonitrila Hidroximetil-nmetilditiocarbamato de Potássio Imidazolidinationa Indeno[1,2,3-cd]pireno Iodeto de metila Isocianato de metila Isodrin Isolan Isossafrol Kepone Lindano Malononitrita Melfalan Mercúrio Dicloreto de carbonila Butilbenzilfato Di-n-octilftalato Bis-2-etil-hexilftalato 2,3-Epóxi-1-propanol P006 P122 20859-73-8 1314-84-7 U249 1314-84-7 P096 P040 7803-51-2 297-97-2 P095 U126 75-44-5 85-68-7 117-84-0 117-81-7 628-86-4 505-60-2 765-34-4 P059 76-44-8 U107 U028 P065 1024-57-3 Hexacloro-1,3-butadieno 1,2,3,4,5,5-Hexacloro-1,3ciclopentadieno 1-Propeno Etilenotiouréia Iodometano 1,2-Metilenodióxi-4propenilbenzen 2H-Ciclobuta(c,d)pentalen-2ona-decacloroctahidro-1,3,4meten Hexaclorociclohexano (isômero α) Propanodinitrila 4-[Bis(2-cloroetil)aminol]-lfenilalamina U128 U130 87-68-3 77-47-4 U131 U132 U243 U148 U133 P116 P069 67-72-1 70-30-4 1888-71-7 123-33-1 302-01-2 79-19-6 75-86-5 51026-28-9 U116 U137 U138 P064 P060 P192 U141 96-45-7 193-39-5 74-88-4 624-83-9 465-73-6 119-38-0 120-58-1 U142 143-50-0 U129 58-89-9 U149 U150 109-77-3 148-82-3 U151 7439-97-6 91 Mercúrio (compostos de mercúrio)NE¹ Metacrilato de metila Metacrilonitrila Metam sódio Metanossulfonato de etila Metapirileno Methiocarb Methomyl Metilcarbamato de 5-metil-mcumenilo Metil etil cetona (MEK) 4-Metil-1,3-benzenodiamina Metilaziridina Metilclorofórmio 3-Metilcholantreno Metilditiocarbamato de potássio 4,4’-Metileno bis(2-cloroanilina Metilhidrazina Metil metatanosulfonato N-Metil-N-nitro-nitrosoguanidina (MNNG) Metilparation Metil-tiofanato Metiltiouracil Metolcarb Metoxicloro Metracrilato de etila Mexacarbate Mitomicin C Molinate Mostarda de uracila Metilmetacrilato 2-metil-2-propenonitril Metilditiocarbamato de sódio U162 U152 U119 U155 P199 P066 P202 2-Butanona U159 1,2-Propilenimina 1,1,1-Tricloroetano Metilbenzilciclopentaantracen o P067 U226 U157 80-62-6 126-98-7 137-42-8 62-50-0 91-80-5 2032-65-7 16752-77-5 64-00-6 78-93-3 95-80-7 75-55-8 71-55-6 56-49-5 U163 137-41-7 101-14-4 60-34-4 66-27-3 70-25-7 P071 U409 U164 298-00-0 23564-05-8 56-04-2 Etil metacrilato P190 U247 U118 P128 U010 Etilcarbotioato de azepano 5-[Bis(2-cloroetil)amino]-2,4(1H,3H)- pirimidinodiona U237 1129-41-5 72-43-5 97-63-2 315-18-4 50-07-7 2212-67-1 66-75-1 U158 P068 1-Metil-3-nitro-1nitrosoguanidina 4-Hidróxi-2-mercapto-6metilpirimidina Mostarda nitrogenada Mostarda nitrogenada e seus cloretos Mostarda nitrogenada N-óxido e seus cloretos Mostarda nitrogenada-N-óxido Naftaleno Naftalenos clorados – NE¹ α-Naftiltiouréia 1,4-Naftiquinona 1,4-Naftalenodiona Nicotina Nicotina (sais) Níquel Níquel (compostos de níquel) NE¹ Nitrato de tálio p-Nitroanilina 4-Nitrobenzenamina Nitrobenzeno 51-75-2 U165 P072 U166 P075 P075 126-85-2 91-20-3 86-88-4 130-15-4 54-11-5 7440-02-0 7440-02-0 U217 P077 U169 10102-45-1 100-01-6 98-95-3 92 p-Nitrofenol Nitroglicerina 5-Nitro-o-toluidina 2-Nitropropano Nitrosamina NE¹ N-Nitroso-dietanolamina N-Nitroso-dietilamina N-Nitroso-dimetilamina N-Nitrosometiletilamina N-Nitrosometilvinilamina N-Nitroso-N-etiluréia N-Nitroso-N-metiluréia N-Nitroso-N-metiluretano N-Nitrosonornicotina N-Nitrosopiperidina N-Nitrosopirrolidina N-Nitrosomorfolina N-Nitrososarcosina Octaclorodibenzofurano(OCDD) Octaclorodibenzo-pdioxina(OCDD) Octametildifosforamid Oxamyl Óxido de etileno Óxido de tálio II Óxido nítrico Óxido nitroso Paraldeído Paration Pebulate Pentaclorobenzeno Pentaclorodibenzo-p-dioxinas Pentacloroetano Pentaclorofenato de potássio Pentaclorofenato de sódio Pentaclorofenol Pentacloronitrobenzeno (PCNB) Pentóxido de arsênio Pentóxido de vanádio Peróxido de 2-butanona 2-Picolina Piridina Pirofosfato de tetraetila Prata Prata (compostos de prata) NE¹ Profam Promecarb Pronamida 1,3-Propanossultona 4-Nitrofenol U170 P081 U181 U171 2-Metil-5-nitroanilina 2,2-(Nitroso-imino)bis-etanol U173 U174 P082 P084 U176 U177 U178 N-Etil-N-nitroso carbamida N-Metil-N-nitrosocarbamida N-Metil-N-nitrosocarbamida de etila 3-(1-Nitroso-2-pirrolidinil)(S)-piridina 16543-55-8 U179 U180 100-75-4 930-55-2 59-89-2 13256-22-9 39001-02-0 3268-87-9 P085 P194 U115 P113 P076 P078 U182 P089 152-16-9 23135-22-0 75-21-8 1314-32-5 10102-43-9 10102-44-0 123-63-7 56-38-2 1114-71-2 U183 608-93-5 U184 F027 U185 P011 P120 U160 U191 U196 P111 76-01-7 7778736 131522 87-86-5 82-68-8 1303-28-2 1314-62-1 1338-23-4 109-06-8 110-86-1 107-49-3 U373 P201 U192 122-42-9 2631-37-0 23950-58-5 U193 1120-71-4 N-Metil-N-nitroso-glicina Octametilpirofosforamida 2,4,6-Trimetil-1,3,5-trioxan Butiletiltiocarbamato propila 100-02-7 55-63-0 99-55-8 79-46-9 35576-91-1D 1116-54-7 55-18-5 62-75-9 10595-95-6 4549-40-0 759-73-9 684-93-5 615-53-2 de Óxido de arsênio V Peróxido de metiletilcetona 2-Metilpiridina N-Fenilcarbamato de 2-propila 3,5-Dicloro-N-(1,1-dimetil-2propinil)benzamid 2,2-Dióxido, 1,2-oxatiolato 93 5-Propil-1,3-benzodioxol N-Propilamina Propiltiouracila Propinilbutilcarbamato de iodo Propoxur Prosulfocarb Reserpina Resorcinol Sacarina Sacarina (sais) Safrol Salicilato de fisostigmina Selênio Selênio (compostos de selênio) NE¹ Selenito de tálio (I) Selenouréia Silvex (2,4,5-TP Subacetato de chumbo (II) Sulfallate Sulfato de tálio (I) Sulfeto de hidrogênio Sulfeto de selênio Sulfeto de tetrametiltiuram Sulfeto de tris-(1-aziridinil)fosfina 2,4,5-T Tálio Tálio (compostos de tálio) NE¹ Tetracloreto de carbono 1,2,4,5-Tetraclorobenzeno Tetraclorodibenzofuranos Tetraclorodibenzo-p-dioxinas TCDD 1,1,1,2-Tetracloroetano 1,1,2,2-Tetracloroetano Tetracloroetano NE¹ Tetracloroetileno Tetraclorofenol 2,3,4,6-Tetraclorofenol, sal de potássio 2,3,4,6-Tetraclorofenol, sal de sódio Tetrafosfato de hexaetila Tetranitrometan U090 U194 1-Propanamina N-Metilcarbamato de 2(propan-2-oxi)fenila N,N-Diisopropiltiocarbamato de S-benzila Éster metílico 11,17-dimetóxi18-[(3,4,5-trimetoxibenzoila) oxil],yohimbam do ácido-16carboxílico 1,3-Benzenodiol 1,1-Dióxido de 1,2benzoisotiazol-3(2H) ona 4-Alil-1,2metilenodioxibenzen U411 94-58-6 107-10-8 51-52-5 55406-53-6 114-26-1 U387 52888-80-9 U200 50-55-5 U201 U202 108-46-3 81-07-2 U202 U203 94-59-7 P188 57-64-7 7782-49-2 P114 P103 12039-52-0 630-10-4 95-72-1 1335-32-6 95-06-7 U146 Dietilditiocarbamato cloroalilo de Ácido sulfídrico Seleneto de enxofre P115 U135 U205 7446-18-6 7783-06-4 7488-56-4 97-74-5 52-24-4 93-76-5 7440-28-0 Tetraclorometano U211 U207 Tetraclorodibenzo-p-dioxinas U208 U209 Tetracloroeteno U210 56-23-5 95-94-3 1746-01-6 630-20-6 79-34-5 25322-20-7 127-18-4 58-90-2 53535276 25567559 P062 P112 757-58-4 509-14-8 94 Tetróxido de ósmio Tetrassulfeto de (tiocarbonilpiperidina) Thiofanox 20816-12-0 120-54-7 P045 39196-18-4 U244 137-26-8 U218 U410 P014 U153 U219 P185 U220 U404 U234 P012 U236 62-55-5 59669-26-0 108-98-5 74-93-1 62-56-6 26419-73-8 108-88-3 823-40-5 496-72-0 25376-45-8 95-53-4 106-49-0 8001-35-2 2303-17-5 120-82-1 79-00-5 79-01-6 95-95-4 88-06-2 75-69-4 75-70-7 98-07-7 96-18-4 25735-29-9 126-68-1 121-44-8 99-35-4 1327-53-3 72-57-1 U235 126-72-7 U238 P119 51-79-6 7803-55-6 1929-77-7 U248 81-81-2 P001 81-81-2 bis 3,3-Dimetil-1(tiometil)-2butanona 0[(metilamina)carbonil] oxima Dissulfeto de bisdimetiltiocarbamoíla Etanotioamida Thiram Tioacetamida Tiodicarb Tiofenol Tiometanol Tiouréia Tirpate Tolueno Tolueno-2,6-diamina Tolueno-3,4-diamina Toluenodiamina o-Toluidina p-Toluidina Toxafeno Triallato 1,2,4-Triclorobenzeno 1,1,2-Tricloroetano Tricloroetileno 2,4,5 Triclorofenol 2,4,6 Triclorofenol Triclorofluorometano Triclorometanotiol Triclorometilbenzeno 1,2,3-Tricloropropano Tricloropropano NE¹ Trietil tiofosfato Trietilamina 1,3,5-Trinitrobenzeno Trióxido de arsênio Tripan blue Benzenotiol Metanotiol Tiocarbamida Toluenodiamina 2-Metil-1,3-benzenodiamina 4-Metil-1,2-benzenodiamina Metilbenzendiamina o-Metilfenilamina p-Metilfenilamina U221 U328 U353 P123 U389 Triclorobenzeno U227 U228 Tricloroeteno U121 P118 U023 Óxido de arsênio III Sal tetrassódio do ácido 3,3'[(3,3'-dimetil-(1,1'-bifenil)4,4'dil)] – bis (azo) bis (5amino-4-hidróxi)-2,7-naftaleno dissulfônic Fosfato de tris(2,3dibromopropila) Carbonato de etila Tris-BP Uretano Vanadato de amônio Vernolate Warfarin quando concentração ≤ 0,3% Warfarin quando concentração > 0,3% Warfarin (sais) quando concentração > 0,3% P087 em em em Dipropiltiocarbamato propila 3-(α-Acetonilbenzil)-4hidroxicumarina 3-(α-Acetonilbenzil)-4hidroxicumarina de P001 95 Warfarin (sais) quando concentração ≤ 0,3% Ziram em Dimetilditiocarbamato zinco ¹NE- Não especificado de outra forma Fonte: ABNT (2004, p.33-48). U248 de P205 137-30-4 96 ANEXO 2: SUBSTÂNCIAS AGUDAMENTE TÓXICAS (NBR 10004/2004) Substâncias Acetato de fenilmercúrio 1-Acetil-2-tiouréia 3-(α-Acetonilbenzil)-4-hidroxicumarina Ácido arsênico Ácido cianídrico Acroleína Álcool alélico Álcool propargílico Aldicarb Aldicarbsulfone Aldrin 5-(Aminometil)-3- (2H)-isoxazolon 5-(Aminometil)-3-isoxazolol 4-Aminopiridina N-(Aminotioxometil)-acetamida Azida de sódio Aziridina Bezenotiol Berílio (pós) Bis-clorometil éter Bissulto de carbono 1-Bromo-2-propanona Bromoacetona Brucina Carbofuran Carbonila de níquel Carbosulfan Chumbo tetraetila Cianeto (sais de cianeto) NE¹ Cianeto de bário Cianeto de cálcio Cianeto de cobre (I) Cianeto de etila Cianeto de níquel (II) Cianeto de potássio Cianeto de prata Cianeto de prata e potássio Cianeto de sódio Cianeto de zinco Cianogênio 2-Ciclohexil-4,6-dinitrofenol Cloreto de benzila Cloreto de cianogênio Cloroacetaldeído p-Cloroanilina 4-Clorobenzenamina Código de identificação P092 P002 P001 P010 P063 P003 P005 P102 P070 P203 P004 P007 P007 P008 P002 P105 P054 P014 P015 P016 P022 P017 P017 P018 P127 P073 P189 P110 P030 P013 P021 P029 P101 P074 P098 P104 P099 P106 P121 P031 P034 P028 P033 P023 P024 P024 CAS – Chemical Abstract Substance 62-38-4 591-08-2 81-81-2 7778-39-4 74-90-8 107-02-8 107-18-6 107-19-7 116-06-3 1646-88-4 309-00-2 2763-96-4 2763-96-4 504-24-5 591-08-2 26628-22-8 151-56-4 108-98-5 7440-41-7 542-88-1 75-15-0 598-31-2 598-31-2 357-57-3 1563-66-2 13463-39-3 55285-14-8 78-00-2 542-62-1 592-01-8 544-92-3 107-12-0 557-19-7 151-50-8 506-64-9 506-61-6 143-33-9 557-21-1 460-19-5 131-89-5 100-44-7 506-77-4 107-20-0 106-47-8 106-47-8 97 1-(o-Clorofenil)-tiouréia 2-Clorofenil-tiouréia Clorometilbenzeno 3-Cloropropanonitrila Diamidatioimidodicarbônica Dicloreto de carbonila Diclorofenilarsina Dieldrin O,O-Dietil S (2-(etil tio)etil) fosfoditioato Dietilarsina 3,3-Dimetil-1(tiometil)-2- butanona0[(metilamina)carbonil] oxima Dimetilan Dimetilditiocarbamato de manganês Dimetilditiocarbamato de zinco α,α-Dimetilfenetilamina Dimethoate 2,3-Dimetóxiestricnidina-10- ona 2,4-Dinitro-6-(1metilpropil) fenol 2,4-Dinitrofenol 4,6-Dinitro-o-cresol e seus sais Dinoseb Diotiobiureto Dissulfeto de carbono Dissulfoton Ditiopirofosfato de tetraetila Endossulfan Endothall Endrin e metabólitos Epinefrina Estricnina e sais Éter bis-clorometílico Etilenimina Fambhur Fenildicloroarsina Feniltiouréia Fisostigmina Fluorofosfato de diisopropila (DPF) Flúor Fluoracetato de sódio Fluoroacetamida Forato Formetanatehydrochloride Formparanate Fosfato de dietil-p-nitrofenila Fosfeto de alumínio Fosfeto de zinco quando em concentração > 10% Fosfina Fosfotioato de O,O-dietil-O-pirazinila Fosgênio Fulminato de mercúrio (II) Heptacloro Hidrazinacarbotioamida P026 P026 P028 P027 P049 P095 P036 P037 P039 P038 P045 5344-82-1 5344-82-1 100-44-7 542-76-7 541-53-7 75-44-5 696-28-6 60-57-1 298-04-4 692-42-2 39196-18-4 P191 P196 P205 P046 P044 P018 P020 P048 P047 P020 P049 P022 P039 P109 P050 P088 P051 P042 P108 P016 P054 P097 P036 P093 P204 P043 P056 P058 P057 P094 P198 P197 P041 P006 P122 P096 P040 P095 P065 P059 P116 644-64-4 15339-36-3 137-30-4 122-09-8 60-51-5 357-57-3 88-85-7 51-28-5 534-52-1 88-85-7 541-53-7 75-15-0 298-04-4 3689-24-5 115-29-7 145-73-3 72-20-8 51-43-4 57-24-9 542-88-1 151-56-4 52-85-7 696-28-6 103-85-5 57-47-6 55-91-4 7782-74-8 62-74-8 640-19-7 298-02-2 23422-53-9 17702-57-7 311-45-5 20859-73-8 1314-84-7 7803-51-2 297-97-2 75-44-5 628-86-4 76-44-8 79-19-6 98 4-[1-Hidroxi-2-(metil-amino)-etil]-1,2-benzenodiol 2-Hidróxi-2-metil-propanonitrila Isocianato de metila Isodrin Isolan Methiocarb Methomyl Metilaziridina Metilcarbamato de 5-metil-m-cumenilo Metilhidrazina Mexacarbate α-Naftiltiouréia Nicotina e sais p-Nitroanilina 4-Nitrobenzenamina Nitroglicerina N-Nitrosodimetilamina N-Nitrosometilvinilamina Octametildifosforamida Octametilpirofosforamida Oxabiciclo (2,2,1) Oxamyl Óxido de arsênio III Óxido de arsênio V Óxido de tálio III Óxido nítrico Óxido nitroso Paration Pentóxido de arsênio Pentóxido de vanádio Picrato de amônio 4-Piridilamina Pirofosfato de tetraetila Promecarb Propanonitrila 2-Propen-1-ol 1,2-Propilenimina 2-Propin-1-ol Sal amoniacal de 2,4,6-trinitrofenol Salicilato de fisotigmina Selenito de tálio (I) Selenouréia Sulfato de tálio (I) Tetrafosfato de hexaetila Tetranitrometano Tetróxido de ósmio Thiofanox Tiofenol Tirpate Toxafeno Triclorometanotiol Trióxido de arsênio Vanadato de amônio P042 P069 P064 P060 P192 P199 P066 P067 P202 P068 P128 P072 P075 P077 P077 P081 P082 P084 P085 P085 P088 P194 P012 P011 P113 P076 P078 P089 P011 P120 P009 P008 P111 P201 P101 P005 P067 P102 P009 P188 P114 P103 P115 P062 P112 P087 P045 P014 P185 P123 P118 P012 P119 51-43-4 75-86-5 624-83-9 465-73-6 119-38-0 2032-65-7 16752-77-5 75-55-8 64-00-6 60-34-4 315-18-4 86-88-4 54-11-5 100-01-6 100-01-6 55-63-0 62-75-9 4549-40-0 152-16-9 152-16-9 145-73-3 23135-22-0 1327-53-3 1303-28-2 1314-32-5 10102-43-9 10102-44-0 56-38-2 1303-28-2 1314-63-5 131-74-8 504-24-5 107-49-3 2631-37-0 107-18-6 107-02-8 75-55-8 107-19-7 131-74-8 57-64-7 12039-52-0 630-10-4 7446-18-6 757-58-4 509-14-8 20816-12-0 39196-18-4 108-98-5 26419-73-8 8001-35-2 75-70-7 1327-53-3 7803-55-6 99 Warfarin e seus sais quando em concentração > 0.3% Ziram ¹NE- Não especificado de outra forma Fonte: ABNT (2004, p.49-53). P001 81-81-2 P205 137-30-4 100 ANEXO 3: SUBSTÂNCIAS TÓXICAS (NBR 10004/2004) Substâncias A2213 Acetaldeído Acetato de chumbo (II) Acetato de etila Acetato de tálio(I) (8S-cis)8-Acetil-10-(β-amino-2,3,6-trideóx-α -Loxil hexopiranosil oxil)-7,8,9,10-tetrahidro-6,8,11trihidróxi-1-metoxi-5,12-naftacenediona 2-acetilaminofluoreno Acetofena Acetona 3-(a-Acetonilbenzil)-4hidroxicumarina Acetonitrila Ácido 1,2-etanodiilbiscarbamoditióico e seis sais e ésteres Ácido 2,4diclorofenoxiacético Ácido 2-propenóico Ácido acrílico Ácido cacodílico Ácido fluorídrico Ácido fórmico Ácido metanoico Ácido selenioso Ácido sulfídrico Acrilamida Acrilato de etila Acrionitrila Álcool isobutílico Álcool metílico Ácool n-butílico 4-Alil-1,2-metilenodioxibenzeno Amarelo de metila 1-aminonaftaleno 2-aminonaftaleno Amitrol Anidrido ftálico Anidrido maléico Anilina Auramina Azaserine Barban Bendiocarb Bendiocarb fenol Benomil 1,2-Benzatraceno Benzeno Benzenoamina Código de identificação U394 U001 U144 U112 U214 U059 CAS – Chemical Abstract Substance 30558-43-1 75-07-0 301-04-2 141-78-6 563-68-8 20830-81-3 U005 U004 U002 U248 U003 U114 53-96-3 98-86-2 67-64-1 81-81-2 75-05-8 111-54-6 U240 U008 U008 U136 U134 U123 U123 U204 U135 U007 U113 U009 U140 U154 U031 U203 U093 U167 U168 U011 U190 U147 U012 U014 U015 U280 U278 U364 U271 U018 U019 U012 94-75-7 79-10-7 79-10-7 75-60-5 7664-39-3 64-18-6 64-18-6 7783-00-8 7783-06-4 79-06-1 140-88-5 107-13-1 78-83-1 67-56-1 71-36-3 94-59-7 60-11-7 134-32-7 91-59-8 61-82-5 85-44-9 108-31-6 62-53-3 492-80-8 115-02-6 101-27-9 2271-23-3 22961-82-6 17804-35-2 56-55-3 71-43-2 62-53-3 101 1,3-Benzenodiol Benzidina N-1H-Benzimidazol-2-ilcarbamato de metila Benzo[a]antraceno Benzo[a]pireno 3,4-Benzoacridina 1,2-Benzofenantreno 3,4-Benzopireno p-Benzoquinona [1,1’-Bifenil]-4,4’-diamina 2,2’-Bioxirane 4-[Bis(2-cloroatil)-amino] benzeno butanóico 5-[Bis(2-cloroetil)amino]-2,4-(1H,3H)pirimidinodiona 4-[Bis(2-cloroetil)aminol]-I-fenilalamina N, N-Bis(2-clorometil)-2-nafilamina Bis-2-cloroisopropil éter Bis-2-etil-hexilftalato Brometo de cianogênio Brometo de metila Brometo de metileno 1-Bromo-4-fenoxibenzeno 4-Bromofenil-feniléter Bromofórmio Bromometano 1-Butanol 2-Butanona 2-Butenal N-1-[(Butilamino)carbonil]-1H-benzimidazol-2ilcarbamato de metila N-Butil-N-nitroso 1-butanoamina Carbaril Carbendazim Carbofuran fenol Carbonato de etila Carbonato de tálio(l) 2H-Ciclobuta(c,d)pentalen-2-onadecacloroctahidro1,3,4-meteno(Kepone) Ciclofosfamida 1,4-Ciclohexadienodiona Ciclohexano Ciclohexanona Cloral Clorambucil Clordano Clordano, isômero,alfa e gama Cloreto de 4 –cloro-o-toluidina Cloreto de acetila Cloreto de benzal Cloreto de benzenossulfonila Cloreto de dimetilcarbomoila Cloreto de metila Cloreto de metileno U201 U021 U372 U018 U022 U016 U050 U022 U197 U021 U085 U035 U237 108-46-3 92-87-5 10605-21-7 56-55-3 50-32-8 225-51-4 218-01-9 50-32-8 106-51-4 92-87-5 1464-53-5 305-03-3 66-75-1 U150 U026 U027 U028 U246 U029 U068 U030 U030 U225 U029 U031 U159 U053 U271 148-82-3 494-03-1 108-60-1 117-81-7 506-68-3 74-83-9 74-95-3 101-55-3 101-55-3 75-25-2 74-83-9 71-36-3 78-93-3 4170-35-2 17804-35-2 U172 U279 U372 U367 U238 U215 U142 924-16-3 63-25-2 10605-21-7 1563-38-8 51-79-6 6533-73-9 143-50-0 U058 U197 U056 U058 U034 U035 U036 U036 U049 U006 U017 U020 U097 U045 U080 50-18-0 106-51-4 110-82-7 108-94-1 75-87-6 305-03-3 57-74-9 57-74-9 3165-93-3 75-36-5 98-87-3 98-09-9 79-44-7 74-87-3 75-09-2 102 Cloreto de o-toluidina Cloreto de tálio (I) Cloreto de vinila Clornafazin 1-Cloro-2,3-epoxipropano 4-Cloro-2-butinil (3- clorofenil) carbonato 4-Cloro-2-metilbenzenoamina 4-Cloro-3-metilfenol Clorobenzeno Clorobenzilato Clorocarbonatode metila Cloroeteno 2-Cloroetil éter 2-Cloroetil vinil éter 2-Clorofenol o-Clorofenol Clorofórmio 2-Cloroisopopil éter 4-Cloro-m-cresol Clorometano Clorometil metil éter Cloronflaleno Creosoto Cresol Criseno Cromato de cálcio Crotonaldeído Cumeno 2,4-D(sais e ésteres) Daunomycin DDD DDT 2-Deoxi-2(3-metil-3-nitroso ureído)-Dglucopiranose Dialato Diazoacetato de L-serina Dibenzo[a,h]antraceno Dibenzo[a,i]pireno 1,2:5,6-Dibenzoantraceno 1,2,7,8-Dibenzopireno 1,2-Dibromo-3-cloropropano 1,2-Dibromoetano Dibromometano Dibutilftalato 3,3’-Dicloro-1,1’-bifenil-4,4’-diamina 1,4-Dicloro-2-buteno 1,2-Diclorobenzeno o-Diclorobenzeno 1,3-Diclorobenzeno m-Diclorobenzeno 1,4-Diclorobenzeno p-Diclorobenzeno 3,3’-Diclorobenzidina U222 U216 U043 U026 U041 U280 U049 U039 U037 U038 U156 U043 U025 U042 U048 U048 U044 U027 U039 U045 U046 U045 U051 U052 U050 U032 U051 U055 U240 U059 U060 U061 U206 636-21-5 7791-12-0 75-01-4 494-03-1 106-89-8 101-27-9 3165-93-3 59-50-7 108-90-7 510-15-6 79-22-1 75-01-4 111-44-4 110-75-8 95-57-8 95-57-8 67-66-3 108-60-1 59-50-7 74-87-3 107-30-2 91-58-7 8001-58-3 1319-77-3 218-01-9 13765-19-0 4170-30-3 98-82-8 94-75-7 20830-81-3 72-54-8 50-29-3 18883-66-4 U062 U015 U063 U064 U063 U064 U066 U067 U068 U069 U073 U074 U070 U070 U071 U071 U072 U072 U073 2303-16-4 115-02-8 53-70-3 189-55-9 53-70-3 189-55-9 96-12-8 106-93-4 74-95-3 84-74-2 91-94-1 764-41-0 95-50-1 95-50-1 541-73-1 541-73-1 106-46-7 106-46-7 91-94-1 103 4,4’-Diclorobenzilato de etila Diclorodifenildicloroetano Diclorodifeniltricloroetano Diclorodifluorometano 1,1-Dicloroetano 1,2-Dicloroetano 1,1-Dicloroeteno 1,2-Dicloroeteno 1,1-Dicloroetileno 1,2-Dicloroetileno 2,4-Diclorofenol 2,6-Diclorofenol Diclorometano Diclorometilbenzeno Diclorometoxietano 3,5-Dicloro-N-(1,1-dimetil-2-propinil)benzamida 1,2-Dicloropropano 1,3-Dicloropropeno 1,2,3,4-Diepoxibutano Dietil éter α,α-Dietil-4,4’-estilbenediol Dietileno glicol, dicarbamato Dietilftalato 1,2-Dietilhidrazina N,N’-Dietilhidrazina O,O-Dietil-S-metil-ditiofosfato Dietilstilbestrol 1,2-Difenilhidrazina 2,3-Dihidro-2,2-dimetil-7-benzofuranol carbamato demetila 1,3-Diisocianato de tolueno 1,3-Diisocianato metilbenzeno N,N-Diisopropiltiocarbamato de S-benzila Dimetil ftalato Dimetil sulfato 3,3’-Dimetil-1,1’-bifenil-4,4’-diamina 7,12-Dimetil-1,2-benzantraceno 2,2-Dimetil-1,3-benzodioxol-4-ilcarbamato de metila 2,2-Dimetil-1,3-benzodioxol-4-ol carbamato demetila Dimetilamina Dimetilbenzeno 3,3’-Dimetilbenzidina 7,12-Dimetilbenzo[a]antraceno 2,4-Dimetilfenol 1,1-Dimetilhidrazina 1,2-Dimetilhidrazina N,N-Dimetil-metilcarbanoiloximina-2(metiltio)acetamida 3,3’-Dimetoxi-1,1’-bifenil-4,4’-diamina 3,3'-Dimetoxibenzidina 2,4-Dinitrotolueno U038 U060 U061 U075 U076 U077 U078 U079 U078 U079 U081 U082 U080 U017 U024 U192 U083 U084 U085 U117 U089 U385 U088 U086 U086 U087 U089 U109 U367 510-15-6 72-54-8 50-29-3 75-71-8 75-34-3 107-06-2 75-35-4 156-60-5 75-35-4 156-60-5 120-83-2 87-65-0 75-09-2 98-87-3 111-91-1 23950-58-5 78-87-5 542-75-6 1464-53-5 60-29-7 56-53-1 5952-26-1 84-66-2 1615-80-1 1615-80-1 3288-58-2 56-53-1 122-66-7 1563-38-8 U223 U223 U387 U102 U103 U095 U094 U278 26471-62-5 26471-62-5 52888-80-9 1563-38-8 77-78-1 119-93-7 57-97-6 22781-23-3 U364 22961-82-6 U092 U239 U095 U094 U101 U098 U099 U394 124-40-3 1330-20-7 119-93-7 57-97-6 105-67-9 57-14-7 540-73-8 30558-43-1 U091 U091 U105 119-90-4 119-90-4 121-14-2 104 2,6-Dinitrotolueno Di-n-octilftalato Di-N-propilnitrosamina 1,4-Dioxano 1,1-Dióxido de 1,2-benzoisotiazol-3(2H) ona Dióxido de 1,4-dietileno Dióxido de selênio 2,2-Dióxido, 1,2-oxatiolano Dipropilamina Disopropiltiocarbamato de dicloralila Dissulfeto de bis-dimetiltiocarbamoíla Ditiofosfato de O,O-dietil- S-metila Endoxan Epicloridrina 2,3-Epóxi-1-propanol Éster etílico do ácido 2-propenóico Éster metílico 11,17-dimetóxi-18-[(3,4,5trimetoxibenzoila) oxil], yohimbam do ácido-16carboxílico Estreptozotocina Etanol, 2,2'-oxibis-, dicarbamato Etanotioamida Éter cloroetilvinílico Éter clorometilmetílico Éter dicloroetílico Éter etílico Etileno glicol monoetil éter Etileno-bis-ditiocarbamato (EBDC) Etilenotiouréia Etil metracrilato N-Etil-N-nitroso carbamida 2-Etoxietanol N-4-Etoxifenil acetamida Fenacetina N-Fenilcarbamato de 2-propila Fenilmetilcetona Fenol Fluoranteno N-9H-Fluoren-2-il-acetamida Fluoreto de carbonila Fluoreto de hidrogênio Formaldeído Fosfato de chumbo (II) Fosfato de tris(2,3-dibromopropila) Fosfeto de enxofre Fosfeto de zinco quando em concentração ≤ 10% Ftalato de dietila Ftalato de dimetila Ftalato de di-n-octila Ftalato de dioctila 2-Furaldeído Furano Furfural U106 U107 U111 U108 U202 U108 U204 U193 U110 U062 U244 U087 U058 U041 U126 U113 U200 606-20-2 117-84-0 621-64-7 123-91-1 81-07-2 123-91-1 7783-00-8 1120-71-4 142-84-7 2303-16-4 137-26-8 3288-58-2 50-18-0 106-89-8 765-34-4 140-88-5 50-55-5 U206 U395 U218 U042 U046 U025 U117 U359 U114 U116 U118 U176 U359 U187 U187 U373 U004 U188 U120 U005 U033 U134 U122 U145 U235 U189 U249 U088 U102 U107 U028 U125 U124 U125 18883-66-4 5952-26-1 62-55-5 110-75-8 107-30-2 111-44-4 60-29-7 110-80-5 111-54-6 96-45-7 97-63-2 759-73-9 110-80-5 62-44-2 62-44-2 122-42-9 98-86-2 108-95-2 206-44-0 53-96-3 353-50-4 7664-39-3 50-00-0 7446-27-7 126-72-7 12281-36-6 1314-84-7 84-66-2 131-11-3 117-84-0 117-81-7 98-01-1 110-00-9 98-01-1 105 Glicidilaldeído Hexacloro-1,3-butadieno 1,2,3,4,5,5-Hexacloro-1,3-ciclopentadieno Hexaclorobenzeno Hexaclorobutadieno Hexaclorociclohexano (isômero α) Hexaclorociclopentadieno Hexacloroetano Hexaclorofeno Hexacloropropeno Hidrazida maléica Hidrazida Hidroperóxido de cumeno 4-Hidróxi-2-mercapto-6-metilpirimidina Imidazolidinationa 4,4’-(Imidocarbonil)-bis-N,N’-dimetilbanzenoamin Indeno[1,2,3-cd]pireno Iodeto de metila Iodometano Isossafrol Kepone Lasiocarpina Lindano Malononitrila Melfalan Mercúrio Metacrilato de metila Metacrilonitrila Metanol Metanossulfonato de etila Metanotiol Metapirileno Metil etil cetona (MEK) Metil fenol Metil isobutil cetona (MIBK) 1-Metil-1,2,4-dinitrobenzeno 1-Metil-2,6-dinitrobenzeno 4-Metil-2-pentanona 2-Metil-2-propenonitrila 1-Metil-3-nitro-1-nitrosoguanidina 2-Metil-5-nitroanilina Metilbenzendiamina Metilbenzilciclopentaantraceno N-Metilcarbamato de 1-naftila N-Metilcarbamato de 2-(propan-2-oxi)fenila 3-Metilcholantreno Metilclorofórmio 4,4’-Metileno bis(2-cloroanilina) 1,2-metilenodióxi-4-propenilbenzeno 1-Metiletil benzeno o-Metilfenilamina p-Metilfenilamina Metilmetacrilato U126 U128 U130 U127 U128 U129 U130 U131 U132 U243 U148 U133 U096 U164 U116 U014 U137 U138 U138 U141 U142 U143 U129 U149 U150 U151 U162 U152 U154 U119 U153 U155 U159 U052 U161 U105 U106 U161 U152 U163 U181 U221 U157 U279 U411 U157 U226 U158 U141 U055 U328 U353 U162 765-34-4 87-68-3 77-47-4 118-74-1 87-68-3 58-89-9 77-47-4 67-72-1 70-30-4 1888-71-7 123-33-1 302-01-2 80-15-9 56-04-2 96-45-7 492-80-8 193-39-5 74-88-4 74-88-4 120-58-1 143-50-0 303-34-4 58-89-9 190-77-3 148-82-3 7439-97-6 80-62-6 126-98-7 67-56-1 62-50-0 74-93-1 91-80-5 78-93-3 1319-77-3 108-10-1 121-14-2 606-20-2 108-10-1 126-98-7 70-25-7 99-55-8 25376-45-8 56-49-5 63-25-2 114-26-1 56-49-5 71-55-6 101-14-4 120-58-1 98-82-8 95-53-4 106-49-0 80-62-6 106 N-Metil-N-nitro-nitrosoguanidina (NNNG) N-Metil-N-nitrosocarbamato de etila N-Metil-N-nitrosocarbamida 2-Metilpiridina Metil-tiofanato Metiltiouracil Metoxicloro Metracrilato de etila Mitomicin C Mostarda de uracila Naftaleno 1,4-Naftalenodiona 1-Naftilamina 2-Naftilamina 1,4-Naftoquinona Nitrato de tálio (I) Nitrobenzeno 4-Nitrofenol p-Nitrofenol 5-Nitro-o-toluidina 2-Nitropropano N-Nitroso-dietanolamina N-Nitroso-dietilamina 2,2-(Nitroso-imino)bis-etanol N-Nitroso-N-etiluréia N-Nitroso-N-metiluréia N-Nitroso-N-metiluretano N-Nitrosopiperidina N-Nitrosopirrolidina N-Metilmetanamina Octacloro-hexahidro-4,7-metanoindano (Clordano) Óxido de etileno oxirano Óxido de hidroximetilarsina Óxido de metileno Oxifluoreto de carbono p-Dimetilaminoazobenzeno Paraldeído Pentaclorobenzeno Pentacloroetano Pentacloronitrobenzeno (PCNB) 1,3-Pentadieno Peróxido de 2-butanona Peróxido de metiletilcetona 2-Picolina Piperileno Piridina Profam Prinamida 1-Propanamina Propanodinitrila 1,3-Propanossultona 2-Propenamida 1-Propeno U163 U178 U177 U191 U409 U169 U247 U118 U010 U237 U165 U166 U167 U168 U166 U217 U169 U170 U170 U181 U171 U173 U174 U173 U176 U177 U178 U179 U180 U092 U036 U115 U136 U122 U033 U093 U182 U183 U184 U185 U186 U160 U160 U191 U186 U196 U373 U192 U194 U149 U193 U007 U243 70-25-7 615-53-2 684-93-5 109-06-8 23564-05-8 56-04-2 72-43-5 97-63-2 50-07-7 66-75-1 91-20-3 130-15-4 134-32-7 91-59-8 130-15-4 10102-45-1 98-95-3 100-02-7 100-02-7 99-55-8 79-46-9 1116-54-7 55-18-5 1116-54-7 759-73-9 684-93-5 615-53-2 100-75-4 930-55-2 124-40-3 57-74-9 75-21-8 75-60-5 50-00-0 353-50-4 60-11-7 123-63-7 608-93-5 76-01-7 82-68-8 504-60-9 1338-23-4 1338-23-4 109-06-8 504-60-9 110-86-1 122-42-9 23950-58-5 107-10-8 109-77-3 1120-71-4 79-06-1 1888-71-7 107 5-Propil-1,3-benzodioxol N-Propil-1-propanamina N-Propilamina Propoxur Prosulfocarb Reserpina Resorcinol Sacarina e sais Safrol Sal tetrassódio do ácido 3,3'-[(3,3'-dimetil-(1,1'bifenil)-4,4'dil)] – bis (azo) bis (5-amino-4-hidróxi) 2,7-naftaleno dissulfônico Seleneto de enxofre Subacetato de chumbo (II) Sulfato de dimetila Sulfeto de hidrogênio Sulfeto de selênio Sulfeto fosforoso Tetracloreto de carbono 1,2,4,5-tetraclorobenzeno 1,1,1,2-Tetracloroetano 1,1,2,2-Tetracloroetano Tetracloroetileno Tetracloroetileno Tetraclorometano Tetrahidrofurano Thiram Tioacetamida Tiocarbamida Tiodicarb Tiometanol Tiouréia Tolueno Toluenodiamina o-Toluidina p-Toluidina Toluol Triallato Tribromometano 1,1,1-Tricloroetano Tricloroacetaldeído 1,1,2-Tricloroetano Tricloroeteno Tricloroetileno Triclorofluorometano Triclorometano Triclorometilbenzeno Trietilamina 2,4,6-Trimetil-1,3,5-trioxano 1,3,5-Trinitrobenzeno Tripan blue Tris-BP 1H-1,2,4-Trizol-3-amin U090 U110 U194 U411 U387 U200 U201 U202 U203 U236 94-58-6 142-84-7 107-10-8 114-26-1 52888-80-9 50-55-5 108-46-3 81-07-2 94-59-7 72-57-1 U205 U146 U103 U135 U205 U189 U211 U207 U208 U209 U210 U210 U211 U213 U244 U218 U219 U410 U153 U219 U220 U221 U328 U353 U220 U389 U225 U226 U034 U227 U228 U228 U121 U044 U023 U404 U182 U234 U236 U235 U011 7488-56-4 1335-32-6 77-78-1 7783-06-4 7488-56-4 12281-36-6 56-23-5 95-94-3 630-20-6 79-34-5 127-18-4 127-18-4 56-23-5 109-99-9 137-26-8 62-55-5 62-56-6 59669-26-0 74-93-1 62-56-6 108-88-3 25376-45-6 95-53-4 106-49-0 108-88-3 2303-17-5 75-25-2 71-55-6 75-87-6 79-00-5 79-01-6 79-01-6 75-69-4 67-66-3 98-07-7 121-44-8 123-63-7 99-35-4 72-57-1 126-72-7 61-82-5 108 Uretano Warfarin e seus sais quando em concentração ≤ 0,3% Xilenos Fonte: ABNT (2004, p.54-66). U238 U248 U239 51-79-6 81-81-2 109 ANEXO 4: INCOMPATIBILIDADE DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS PARA FINS DE ARMAZENAMENTO (PGRQ-NR-03/2008 – ESALQ-USP) Substâncias Aldeído Acético (Acetaldeído) Acetato de Amila Acetato de Etila Acetato de Isobutila Acetato de Isopropila Acetileno Acetona Acetonitrila Ácido acético Ácido Cianídrico Ácido Clorídrico Ácido Clorossulfônico Ácido Crômico [Cr(VI)] ÁcidoFluorídrico Ácido Fórmico Ácido Fosfórico Ácido Nítrico Ácido Nítrico (concentrado) Ácido Oxálico (etanodióico) Ácido Perclórico Ácido Pícrico Ácido Sulfúrico ÁcidoTricloroacético Acroleína Água. Álcool Etílico Álcool isso-Amílico Álcool isso-Butílico Incompatível com Oxidantes fortes, ácidos, bases, álcoois, amônia, aminas e fenóis, cetonas,ácido cianídrico, e sulfeto de hidrogênio. Nitratos, oxidantes fortes, álcalis e ácidos fortes. Nitratos, oxidantes fortes, álcalis e ácidos fortes Nitratos, oxidantes fortes, álcali forte, ácido forte. Nitratos, oxidantes fortes, álcalis e ácidos fortes. Bromo, Cloro, Flúor, Cobre, Prata, Mercúrio e seus compostos. Misturas de ácidos sulfúrico e nítrico concentrados, peróxido de hidrogênio. Oxidantes e ácidos fortes Ácido crômico, ácido perclórico, ácido nítrico, peróxidos, permanganatos,etilenoglicol. Álcalis e ácido nítrico. Álcalis fortes, metais, óxidos metálicos, hidróxidos, aminas, cianetos,sulfetos, sulfitos e formaldeído. Materiais orgânicos, água, pós-metálicos. Ácido acético glacial, anidrido acético, álcoois, matéria combustível,líquidos, glicerina, naftaleno, ácido nítrico, éter de petróleo e hidrazina. Amônia (anidra ou aquosa), vidro. Oxidantes fortes, bases fortes, ácido sulfúrico concentrado, metais em pó. Bases fortes, e a maioria dos metais. Álcoois e outras substâncias orgânicas oxidáveis, ácido iodídrico, magnésio e outrosmetais, fósforo e etileno, ácido acético, anilina, óxido de Cr(VI), ácido cianídrico. Ácido acético, anilina, ácido crômico líquido, gases inflamáveis, gás cianídrico,substânciasnitráveis, cianeto de hidrogênio, sulfeto de hidrogênio, e metais pesados. Prata, sais de mercúrio-prata, agentes oxidantes. Anidrido acético, álcoois, bismuto e suas ligas, papel, graxas, madeira, óleos ou qualquermatéria orgânica, clorato de potássio, perclorato de potássio, agentes redutores. Amônia aquecida com óxidos ou sais de metais pesados e fricção com agentes oxidantes. Ácido nítrico fumegante, ou ácidos oxidantes, cloratos, percloratos e permanganatos. Bases fortes, oxidantes fortes. Oxidantes, álcalis, ácidos e amônia. Cloreto de acetila, metais alcalinos terrosos seus hidretos e óxidos, peróxido de bário,carbonetos, ácido crômico, oxicloreto de fósforo, pentacloreto de fósforo, pentóxidodefósforo, ácido sulfúrico e trióxido de enxofre. Oxidantes fortes e oxigênio concentrado. Oxidantes fortes Oxidantes fortes. 110 Álcool isso-Propílico Álcool Metílico Nitratos, oxidantes fortes, álcalis e ácidos fortes. Oxidantes fortes, ácidos, bases, nitratos, percloratos, ácido sulfúrico, alumíniometálico. Álcool n-Butílico Oxidantes fortes. Álcool n-Propílico Oxidantes fortes. Álcool séc-Butílico Oxidantes fortes. Álcool terc-Butílico Oxidantes fortes e ácido mineral forte. Alumínio e suasligas Soluções ácidas ou alcalinas, persulfato de amônio, e água, cloratos, (principalmenteem pó) compostosclorados, nitratos, mercúrio, cloro, hipoclorito de cálcio, iodo, bromo, fluoreto dehidrogênio. Amônia Bromo, hipoclorito de cálcio, cloro, ácido fluorídrico, iodo, mercúrio e prata, metaisem pó, ácido fluorídrico. Amoníaco, gás Mercúrio, cloretos, hipoclorito de cálcio, iodetos, brometos, ácido delaboratório fluorídrico. Anilina Ácidos nítrico, acético, e peróxido de hidrogênio, nitrometano e agentes oxidantes. Azida de Sódio Cloreto de benzol, hidróxido de potássio, bromina, dissulfeto de carbono, cloreto decromil, cobre, dibromalonitrila, sulfato dimetílico, carbonato de bário, ácidosulfúrico, ácido nítrico, água. Azul de Metileno Agentes oxidantes, álcalis, dicromatos, iodetos alcalinos e agentes redutores. Benzeno Oxidantes fortes, cloro, bromo e ferro. Bismuto esuas ligas Ácido perclórico. Bromo Acetileno, amônia, butadieno, butano e outros gases de petróleo, hidrogênio, metaisfinamente divididos, carbetos de sódio e terebentina, hidrocarbonos, sódio, metaisfinamente divididos, benzina de petróleo, benzeno e outros hidrocarbonetos. Carbonato deCálcio ou de Umidade do ar ou água. Sódio Carbonato de Cálcio Água, álcool. Carvão Ativo Hipoclorito de cálcio e oxidantes. Cianeto deSódio Amônia e álcool. Cianetos Ácidos e álcalis, agentes oxidantes, nitritos, nitratos, e mercúrio (IV). Clorato dePotássio Sais de amônia, ácidos, metais em pó, enxofre, substâncias orgânicas. Clorato deSódio Ácidos, sais de amônio, matéria oxidável, metais em pó, anidrido acético, bismuto, peróxidode fósforo, papel e madeira, enxofre. Cloratos Sais de amônio, ácidos, metais em pó, enxofre. Cloratos epercloratos Ácidos, alumínio, sais de amônio, cianetos, ácidos, metais em pó, enxofre, fósforo,substâncias orgânicas oxidáveis ou combustíveis, açúcar e sulfetos. Cloratos oupercloratos de Ácidos ou seus vapores, matéria combustível, (especialmente solventes potássio orgânicos), fósforoe enxofre. Cloreto deMagnésio Furan-2-peroxycarboxylic acid, oxidantes fortes. Cloreto deMercúrio Sulfitos, hidrazina, aminas, ácidos fortes, bases fortes, fosfatos e carbonatos. Cloreto de Potássio Trifluoride de bromo, permanganato de potássio e ácido sulfúrico. Cloreto de Sódio Ácidos fortes, água, reage de forma violenta com fluoreto de bromo, ácido sulfúrico epermanganato de potássio. Cloreto de zinco Ácidos ou matéria orgânica. Cloro Acetona, acetileno, amônia, benzeno, butadieno, butano e outros gases de petróleo,hidrogênio, metais em pó, carboneto de sódio e terebentina. Clorofórmio Bases fortes, metais quimicamente ativos, sais como o alumínio, pó de magnésio,sódio e potássio. Cobre metálico Acetileno, peróxido de hidrogênio. 111 Compostos deAlumínio Crotonaldeído DicromatodePotássio Dióxido de cloro EDTA Enxofre Éter Etílico Etilenoglicol Fenol Fenolftaleína Ferrocianeto de Potássio Flúor Fluoreto de Hidrogênio Fluoreto de Sódio Formaldeído Fosfato de Amônio Fósforo Branco Fósforo Vermelho Fósforo Fucsina Básica Furfural Glicerina Glutaraldeído Halogênios (Flúor, Cloro,Bromo e Iodo). Hidrazina Hidreto de Lítio e Alumínio Hidrocarbonetos (Butano,Propano, Tolueno) Hidroperóxido de Cumeno Hidróxido de Amônio Hidróxido de Potássio Hidróxido de Sódio Hipoclorito de Cálcio Hipoclorito de Sódio Iodeto de Potássio Iodo Líquidos Inflamáveis Lítio Magnésio (principalmenteem pó) Mercúrio Hidrocarbonos clorados, halogênios, dióxido de carbono, ácidos orgânicos. Bases fortes, amônia, aminas orgânicas, ácidos minerais, e oxidantes fortes. Alumínio, materiais orgânicos inflamáveis, acetona, hidrazina, enxofre,hidroxilamina. Amônia, sulfeto de hidrogênio, metano e fósforo. Agentes oxidantes. Qualquer matéria oxidante Ácidos nítrico e perclórico, peróxido de sódio, cloro e bromo Ácido perclórico, ácido crômico, permanganato de potássio, nitratos, bases fortes eperóxido de sódio. Materiais reativos ou combustíveis, oxidantes, aldeídos, nitratos, nitritos e fonte deignição. Oxidantes fortes e álcalis. Sais metálicos, ácidos, oxidantes. Maioria das substâncias (armazenar separado). Amônia (gases ou soluções de laboratório). Álcalis e ácidos. Oxidantes fortes, álcalis, ácidos, fenóis e uréia. Hipoclorito de sódio. Ar (oxigênio) ou qualquer matéria oxidante, álcalis, enxofre, agentesredutores. Matéria oxidante. Cloratos e percloratos, nitratos e ácido nítrico, enxofre, permanganatos. Oxidantes fortes. Ácidos fortes e oxidantes. Oxidantes fortes. Oxidantes e álcalis. Amoníaco, acetileno e hidrocarbonetos. Peróxido de hidrogênio, ácido nítrico e outros oxidantes. Ar, hidrocarbonetos cloráveis, dióxido de carbono, acetato de etila e água. Flúor, cloro, bromo, peróxido de sódio, ácido crômico, peróxido dehidrogênio, ácidos fortes. Ácidos (minerais ou orgânicos). Ácidos, oxidantes fortes, peróxidos, cloro e bromo, acroleína. Ácidos, solventes clorados, anidrido maleico e acetaldeído. Água, ácidos, líquidos inflamáveis, solventes clorados, oxidantes fortes. Amônia e carvão ativo. Aço carbono, alumínio, bronze, cádmio, chumbo, cobre, níquel, ferro galvanizado, latão, ácidos, sais de amônia. Clorato de potássio, bromo, oxidantes fortes, sais de diazônio. Acetileno, hidróxido de amônio, hidrogênio. Nitrato de amônia, óxido de cromo VI, peróxido de hidrogênio, ácido nítrico,peróxido de sódio, halogênios. Ácidos, umidade no ar e água. Carbonatos, cloratos, óxidos ou oxalatos de metais pesados (nitratos,percloratos, peróxidos, fosfatos e sulfatos). Acetileno, amônia, metais alcalinos, ácido nítrico com etanol, ácido oxálico, ácido fulmínico. 112 Metais Alcalinos eAlcalinos Terrosos Nitrato Nitrato de Amônio Nitrato de Prata Nitrato de Sódio Nitroparafinas Oxalato de Sódio Óxido de Cromo IV Óxido de Mercúrio Oxigênio (líquido arenriquecido com O2) Paraformaldeído ou Dióxido de carbono, tetracloreto de carbono e outros alcanos halogenados,hidrocarbonetos clorados, água, halogênios, álcoois, aldeídos, cetonas,ácidos. Matéria combustível, ésteres, fósforo, acetato de sódio, cloreto estagnoso,água e zinco em pó. Ácidos, metais em pó, líquidos combustíveis, enxofre, substâncias orgânicas. Amônia, álcalis, sais de antimônio, arsênio, brometos, carbonatos, cloretos,tiocianetos, sais de ferro, fosfatos, ácido tânico. Compostos de amônio, nitratos de amônio ou outros sais de amônio. Bases inorgânicas, aminas. Oxidantes fortes e ácidos fortes. Ácido acético, naftaleno, glicerina, benzina de petróleo, líquidos inflamáveis. Enxofre. Óleos, graxas, hidrogênio, líquidos, sólidos e gases inflamáveis. Soda cáustica, álcalis, sódio, potássio, e outros metais alcalinos, ácidohidroclorídrico, ácido sulfúrico e outros ácidos inorgânicos, óxidosnitrogenados, aminas e agentes oxidantes como peróxidos, ácido nítrico,ácido perclórico, trióxido crômico, fenol e ureia. Pentóxido de Fósforo Compostos orgânicos, água. Perclorato de Materiais combustíveis, materiais oxidantes tais como ácidos, cloratos Amônio,Permanganato ou enitratos. Persulfato Perclorato de Potássio Sais de amônia, ácidos, metais em pó, enxofre, substâncias orgânicas. Permanganato de Potássio Glicerina, etilenoglicol, Ácido sulfúrico, enxofre, ácido clorídrico,substâncias oxidáveis. Peróxido de Bário Compostos orgânicos, combustíveis, metais oxidáveis e água. Peróxido de Hidrogênio Cobre, cromo, ferro, álcoois, acetonas, substâncias combustíveis. Peróxido de Sódio Ácido acético, anidrido acético, benzaldeído, etanol, metanol, etilenoglicol,acetato de metila, acetato de etila, furfural. Piridina Oxidantes fortes e ácidos fortes. Potássio Água, tetracloreto de carbono e outros alcanos halogenados, dióxido decarbono, halogênios. Prata e Sais de Prata Acetileno, ácido tartárico, ácido oxálico, compostos de amônio. Resorcina Oxidantes fortes. Selenídios Agentes redutores. Sódio Dióxido de carbono, tetracloreto de carbono, outros hidrocarbonetosclorados. Subacetato de Chumbo Brometos, fenol, peróxido de hidrogênio, ácido salicílico, álcalis, taninos,fosfatos, citratos, carbonatos, tartaratos, ácidos. Sulfato de Alumínio Metais, água, cobre, bronze, ácidos fortes. Sulfato de Bário Alumínio, fósforo. Sulfato de Cobre Gás acetileno, magnésio metálico. Sulfato de Lítio Magnésio. Sulfato de Magnésio Álcool-etoxi-etil, arsênio, fosfatos, chumbo, bário, estrôncio e cálcio. Sulfeto de Hidrogênio Gases oxidantes, ácido nítrico fumegante. Sulfeto de Sódio Ácidos, oxidantes, alumínio, zinco, carbono e sais de diazone. Sulfito de Sódio Ácidos, oxidantes fortes. Telurídios Agentes redutores. Tetracloreto de Carbono Metais (Al, Be, Mg, Na, K, Zn), hipoclorito de cálcio, álcool alílico,demetilformamida, água (forma gases tóxicos). 113 Tetrahidrofurano Tiossulfato de Sódio Tolueno Trietanolamina Uréia Verde de Bromocressol Xilol Zinco em pó Zircônio (principalmenteem pó) Hidróxidos alcalinos, hidretos, ar, oxigênio, oxidantes, bromo. Nitrato de metal, nitrito de sódio, iodo, ácidos, mercúrio, sais de prata. Oxidantes fortes. Oxidantes fortes, ácidos fortes. Hipoclorito de cálcio ou sódio, nitrito de sódio, perclorato de gálio, oxidantesfortes (principalmente dicromatos, nitratos e cloro), pentacloreto de fósforo,perclorato de nitrosyl, tetracloreto de titânio, cloreto de cromo. Oxidantes fortes Oxidantes e ácidos fortes. Ácido, água. Tetracloreto de carbono e outros carbetos, pralogenados, peróxidos, bicarbonato. Fonte: ESALQ-USP (2008, p.11-20). 114 ANEXO 5: INCOMPATIBILIDADE DE RESÍDUOS (ABNT NBR 12.235) (PGRQ-NR-03/2008 – ESALQ-USP) GRUPO 1-A - Lama de acetileno - Líquidos fortemente alcalinos - Líquidos de limpeza alcalinos - Líquidos alcalinos corrosivos - Líquidos alcalinos de bateria - Águas residuárias alcalinas - Lama de cal e outros álcalis corrosivos - Solução de cal - Soluções cáusticas gastas GRUPO 1-B - Lamas ácidas - Soluções ácidas - Ácidos de bateria - Líquidos diversos de limpeza - Eletrólitos ácidos - Líquidos utilizados para gravação em metais - Componentes líquidos de limpeza - Banhos de decapagem e outros ácidos corrosivos - Ácidos gastos - Mistura de ácidos residuais - Ácido sulfúrico residual Efeitos da mistura de resíduos do GRUPO 1-A com os do GRUPO 1-B: geração de calor, reação violenta. GRUPO 2-A GRUPO 2-B - Resíduos de asbestos - Solventes de limpeza de componentes - Resíduo de berilo eletrônicos - Embalagens vazias contaminadas com - Explosivos obsoletos pesticidas - Resíduos de petróleo - Resíduos de pesticidas - Resíduos de refinaria - Outras quaisquer substâncias tóxicas - Solventes em geral - Resíduos de óleo e outros resíduos inflamáveis eexplosivos Efeitos da mistura de resíduos do GRUPO 2-A com os do GRUPO 2-B: geração de substâncias tóxicas no caso de fogo ou explosão GRUPO 3-A GRUPO 3-B - Alumínio - Resíduos do GRUPO 1-A ou 1-B - Berílio - Cálcio - Lítio - Magnésio - Potássio - Sódio - Zinco em pó, outros metais reativos e hidretosmetálicos Efeitos da mistura de resíduos do GRUPO 3-A com os do GRUPO 3-B: fogo ou explosão, geração de hidrogênio gasoso inflamável GRUPO 4-A GRUPO 4-B - Álcoois - Resíduos concentrados dos GRUPOS 1-A ou 1-B - Soluções aquosas em geral - Cálcio - Hidretos Metálicos - Potássio - Sódio - SO2, Cl2, SOCl2, PCl2, CH3SiCl3 e outros resíduosreativos com a água Efeitos da mistura de resíduos do GRUPO 4-A com os do GRUPO 4-B: fogo, explosão ou geração de calor, geração de gases inflamáveis 115 ou tóxicos. GRUPO 5-A - Álcoois - Aldeídos Hidrocarbonetos nitrados e outros compostosorgânicos reativos e solventes - Hidrocarbonetos insaturados Efeitos da mistura de resíduos do GRUPO 5-A com os do GRUPO 5-B: fogo, explosão ou reação violenta GRUPO 6-A - Soluções gastas de cianetos e sulfetos Efeitos da mistura de resíduos do GRUPO 6-A com os do GRUPO 6-B: geração de gás cianídrico ou gás sulfúrico. GRUPO 7-A - Cloratos e outros oxidantes fortes - Cloro - Cloritos - Ácido crômico - Hipocloritos - Nitratos - Ácido nítrico fumegante - Percloratos - Permanganatos - Peróxidos Efeitos da mistura de resíduos do GRUPO 7-A com os do GRUPO 7-B: fogo, explosão ou reação violenta. Fonte: ESALQ-USP (2008, p.21-23). GRUPO 5-B - Resíduos concentrados do GRUPO 1-A ou 1-B - Resíduos do GRUPO 3-A GRUPO 6-B - Resíduos do GRUPO 1-A GRUPO 7-B - Ácido acético e outros ácidos orgânicos - Ácidos minerais concentrados - Resíduos do GRUPO 2-B - Resíduo do GRUPO 3-A - Resíduo do GRUPO 5-A e resíduoscombustíveis ou inflamáveis outros 116 ANEXO 6: TIPOS DE COLETORES DE RESÍDUOS QUÍMICOS (PGRQ-NR-03/2008 – ESALQ-USP) Tipo de coletor A B C D E F G H I Descrição Recipientes de vidro 1 ou 4 L. Recipientes de plástico (bombonas) de 5 ou 10 L. Recipientes de plástico (bombonas) de 10 ou 20 L, com cinta e vedação ou rosca. Recipientes resistentes a rompimento, de preferência de plástico e fechado firmemente. Recipientes resistentes ao rompimento com alta vedação e indicação clara de seu conteúdo. Recipientes de vidro com alta vedação, evitando a emanação de vapores para o ambiente. Recipientes de vidro com alta vedação. Obs.: para resíduos de sais metálicos regeneráveis, cada metal deve ser recolhido separadamente. Recipientes plásticos resistentes ao rompimento. Recipientes adequados de acordo com o tipo de emissão (alfa, beta ou gama) seguir corretamente a legislação do IPEN e normas do CNEN. Obs.: materiais radioativos. Fonte: ESALQ-USP (2008, p.24). 117 ANEXO 7: COMPATIBILIDADE DE COLETOR DE RESÍDUO QUÍMICO E SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS (PGRQ-NR-03/2008 – ESALQ-USP) Substâncias Orgânicas Especificações Solventes orgânicos isentos de halogênios. Solventes orgânicos contendo halogênios. Reagentes orgânicos relativamente inertes, do ponto de vista químico. Reagentes orgânicos relativamente inertes, do ponto de vista químico, se contiver halogênios. Reagentes orgânicos relativamente inertes, do ponto de vista químico, se contiver resíduos sólidos. Resíduos sólidos de produtos orgânicos. Soluções aquosas de ácidos orgânicos. Bases orgânicas e aminas na forma associada(para evitar odores, neutralizar cuidadosamente comácido diluído). Nitrilos e mercaptanas. Nitrilos e mercaptanas – fase aquosa e orgânica (eliminar o excesso de oxidantes com Tiossulfatode Sódio). Aldeídos Hidrossolúveis e derivados Compostos organometálicos – fase aquosa. Compostos organometálicos – fase orgânica. Produtos carcinogênicos e compostos combustíveis classificados como “muito tóxicos” ou“ tóxicos” . Peróxidos orgânicos identificáveis em soluções aquosas (dissolvidos e desativados com reagentesespecíficos) – Resíduos orgânicos. Peróxidos orgânicos identificáveis em soluções aquosas (dissolvidos e desativados com reagentesespecíficos) – soluções aquosas. Halogêneos de ácido Compostos combustíveis tóxicos. Substâncias Inorgânicas Especificações Ácidos Inorgânicos Bases Inorgânicas Sais Inorgânicos Solução contendo Sais Inorgânicos Soluções e sólidos que contenham metais pesados (sais de Tálio e suas soluções requerem cuidadosespeciais) Compostos inorgânicos de Selênio / fase aquosa Berílio e seus sais (carcinogênico) Compostos de Urânio e Tório (respeitar a legislação em vigor do IPEN e CNEN) I Resíduo inorgânico de Mercúrio Cianetos Peróxidos Inorgânicos oxidantes como o Bromo e Iodo D Ácido Fluorídrico e as soluções de fluoretos inorgânicos – fase sólida Ácido Fluorídrico e as soluções de fluoretos inorgânicos – fase líquida Resíduos de halogêneos inorgânicos líquidos e reativos, sensíveis à hidrólise. Fósforo e seus compostos (são facilmente inflamáveis, desativa-se em atmosfera de Tipo de Coletor A/B A/B A/B A/B C C A/B G A/B F A/B A A/D F A/B D B F Tipo de Coletor A/B A/B C A/B D E D I F E D H D E H 118 gás protetor) –fase sólida Metais alcalinos e amidos de metais alcalinos Resíduos inorgânicos tóxicos, por ex. sais de metais pesados e suas soluções Resíduos que contenham metais preciosos – sólidos Resíduos que contenham metais preciosos – solução Alquilos de Alumínio (sensíveis à Hidrólise) Fonte: ESALQ-USP (2008, p.25-26). A/B A/B C D F 119 ANEXO 8: FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURAÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS - FISPQ (De acordo com a NBR 14725:2001) 1. Identificação do produto e da empresa Identificação da substância/preparação Nº. de catálogo: 100201 Nome do produto: Fenol EMPROVE® Ph Eur,USP Uso da substância/preparação Indústria farmacêutica e alimentar Produção e análise farmacêutica Empresa/identificação da empresa Empresa: Merck S/A * Brasil * Rua Mazzini 167/173* Cambuci * São Paulo * S.P. * tel.: ++55113209745 Nº. Telefone de Emergência: São Paulo * tel.: ++55113346878 * Fax: ++55113209744 Rio de Janeiro * tel.: ++55214442211 * Fax: ++552124442001 2. Composição e informações sobre os ingredientes Sinônimos -,Nº.CAS:108-95-2 Nº.-Index-CE:604-001-002 M:94.11 g/molNº-CE:203-632-7 Fórmula Hill: C6H6O Fórmula química C6H5OH 3. Identificação dos perigos Tóxico por inalação, em contato com a pele e por ingestão. Provoca queimadura. Nocivo: risco de efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada por inalação, em contato com a pele e por ingestão. Possibilidade de efeitos irreversíveis. 4. Primeiros socorros Socorrista: cuidar da própria segurança! Após inalação: exposição ao ar fresco. Em caso de paragem respiratória: proceder imediatamente à ventilação mecânica, eventualmente máscara de oxigênio. Chamar imediamente um médico.Após contato com a pele: lavar com polietilenoglicol 400 ou mistura de polietilenoglicol 300/etanol2:1 e lavar abundantemente com água. Se nenhum destes estiver disponível lave abundantemente com água, retire imediatamente a roupa contaminada. Procure conselho médico imediatamente. Após contato com os olhos: lavar abundantemente com água, mantendo a pálpebra aberta (pelo menos durante 10 minutos). Chamar imediatamente um oftalmologista. Depois de engolir: beber muita água, provocar o vómito. Chamar imediatamente um médico. Administração posterior de: carvão ativado (20-40 g, numa suspensão a 10%). 5. Medidas de combate a incêndios Meios adequados de extinção: Água, , espuma, pó. Riscos especiais: Combustível. Vapores mais pesados do que o ar. Em caso de forte aquecimento podem formar-se misturas explosivas com o ar. Em caso de incêndio formam-se gases inflamáveis e vapores perigosos. Equipamento especial de proteção para o combate ao incêndio: Não ficar na zona de perigo sem aparelhos respiratórios autônomos apropriados para respiração independente do ambiente. De forma a evitar o contato com a pele, mantenha uma distância de segurança e utilizae vestuário protetor adequado. 120 6. Outras informações: Evitar a infiltração da água de extinção nas águas superficiais ou nas águas subterrâneas. Medidas de controle para derramamento ou vazamento Medidas de proteção para as pessoas: Evitar a inalação de vapores/aerossóis ou pós. Evitar o contato com a substância. Garantir a ventilação com ar fresco em recintos fechados. Medidas de proteção do meio ambiente: Não deixar escapar para a canalização de águas residuais. 7. Procedimentos de limpeza/absorção: Absorver com um dispositivo apropriado. Proceder à eliminação de resíduos. Limpeza posterior. Manuseio e armazenamento Manuseio Armanezar bem fechado em local fresco e seco. Proteger da luz. Indicações para o manuseamento seguro: Trabalhar com chaminé. Não inalar a substância. Armazenagem: Muito bem fechado em local bem ventilado. Só acessível a pessoas autorizadas. Em local seco. À +15°C a +25°C. Ao abrigo da luz. 8. Controle de exposição e proteção individual Parâmetros específicos de controle EC Nome Fenol Valor 2 ml/m³ 7.8 mg/m³ Mutagénico M 3: substância que causa preocupação para o homem possuindo possíveis efeitos mutagênicos. Reabsorção da pele:perigo de absorção pela pele Equipamento de proteção individual: As caracteríticas dos meios de proteçãopara o corpo devem ser selecionadas em função da concentração e da qualidade das substâncias tóxicas de acordo com as condições específicas esclarecidas junto dos fornecedores. Proteção respiratória: necessário em caso de formação de pós/vapores/aerossóis. Filtro A Proteção dos olhos:necessário Proteção das mãos: em contato total: Material da luva: Espessura da camada: Tempo de ruptura: policloroprene 0.65 mm > 480 Min. As luvas de proteção a usar têm que obedecer às especificações da diretivaEC 89/686/EEC e do padrão resultante EN374, por exemplo KCL720 Camapren® (contato total), 720 Camapren® (contato com salpicos). Esta recomendação aplica-se apenas ao produto descrito na ficha de dados de segurança por nós fornecida bem como para a aplicação especificada. Quando houver dissolução ou mistura com outras substâncias e sob as devidas condições houver desvioes aos descritos na EN374 por favor contatar o fornecedor de luvas com marcação CE Outro equipamentode proteção: Roupa de proteção apropriada. Higiene industrial: Mudar imediamente a roupa contaminada. Profilaxia cutânea. Depois de terminar o trabalho, lavar as mãos e a cara. Nunca comer ou beber no local de trabalho. Trabalhar com chaminé. 121 9. Não inalar a substância. Propriedades físico-químicas Forma: sólido Cor: incolor Odor: característico Valor de pH em 50 g/l O(20°C) ~5 Viscosidade dinâmico (50°C) Ponto de fusão Ponto de ebulição (1013 hPa) Temperatura de ignição Ponto de inflamação Limites de explosão 3.437 mPa*s 40.8 °C 181.8 °C 595 °C 81 °C 85 °C o.c. 1.3 Vol% 0.5 Vol% 0.2............ hPa 3.24 1.06 g/cm³ ~ 620 kg/m³ inferior superior Pressão de vapor (20°C) Densidade relativa de vapor Densidade (20°C) Densidade bruta Solubilidade água (20°C) log Pow Fator de bioconcentração 84 (DIN 51794) c.c. o.c. g/l 1.46 1.9 7.6 (experimental)(Literatura) (carassius auratus) (Literatura) (calculado) 10. Estabilidade e reatividade Condições a serem evitadas Forte aquecimento. Substâncias a serem evitadas Reação exotérmica com: alumínio (calor), aldeídos, halogênios, peróxido de hidrogênio / compostos de ferro-(III), oxidante, ácidos fortes, fortes bases, formaldeído. Perigo de explosão em presença de: nitritos, nitratos, sais de oxo-ácidos halídricos, compostos peroxidados. Produtos de decomposição perigosa Não existem indicações Outras informações higroscópico; materiais inapropriados: diversos metais, borracha, diversos materiais plásticos, diversas ligas metálicas. Em caso de forte aquecimento podem formar-se misturas explosivas com o ar. 11. Informação toxicológica Toxicidade aguda L (inalação, rato): 316 mg/m³ (IUCLID). L (cutânea, rato): 669 mg/kg (IUCLID). L (oral, rato): 317 mg/kg (RTECS). LDLo (oral, humano): 140 mg/kg (RTECS). Sintomas específicos em estudos com animais: Teste de irritação dos olhos (coelho): queimaduras (IUCLID). Teste de irritação da pele (coelho): queimaduras (IUCLID). 122 A literatura disponível para nós não se ajusta à rotulagem prescrita pela CE. A CE tem dossiers que não foram publicados. Toxicidade subaguda a crônica Sensibilização: Teste de sensibilização (cobaia): negativo (IUCLID) Há a possibilidade de uma ação mutagênica em seres humanos. As suspeitas baseiam-se nos danos comprovados a nível do material genético das células somáticas em seres humanos ou animais, exigindo ainda uma clarificação definitiva. Sem indicação de propriedades teratogênicas (IUCLID) Outras informações toxicológicas Após a inalação de vapores: irritação das mucosas, tosse, dispnéia, lesão das vias respiratórias. Após o contato com a pele: queimaduras. Risco de reabsorção cutânea. Depois do contato com os olhos: Queimaduras. Perigo de cegueira! Depois de engolir: lesões corrosivas na boca, faringe, no esôfago e aparelho gastrointestinal. Após absorção. Efeitos sistêmicos: cefaléias, sonolência, embriagado, confusão, desmaio, doenças cardiovasculares, alterações do hemograma, paragem respiratória, morte. Podem ocorrer danos irreversíveis; Danos em: fígado, rins, coração. Informação adicional O produto deve ser manipulado com as precauções habituais dos produtos químicos. 12. Informação ecológica Degradação abiótica: Degradação rápida. (ar) Degradação biológica: Biodegradação: 85%/14d (OECD 301 C). Fácilmente biogegradável. Comportamento no meio ambiente: Distribuição: log Pow: 1.46 (experimental) (Literatura) Não se prevê um apreciável potencial de bioacumulação (log Pow 1-3). Efeitos ecotóxicos: Efeitos biológicos: Efeito tóxico nos peixes e no plâncton. Apesar da diluição, forma misturas tóxicas em água. Alteração das características organolépticas de proteínas de peixe. Perigo no abastecimento de água de consumo se é permitida a entrada no solo ou aqüíferos. Toxicidade nos peixes: Onchorhynchus mykiss L : 5.4 mg/l/96 h (Literatura). Toxicidade em Daphnia: Daphnia magna : 10 mg/l/48 h (Literatura). Toxicidade em algas: Selenastrum capricornutum I : 66 mg/l/5d (IUCLID). Concentração limite tóxica: Toxicidade em algas: Sc. Quadricauda I : 7.5 mg/l/8d (IUCLID). Toxicidade em bactérias: Ps. pudita : 64 mg/l/16 h (Literatura). Protozoários: E. sulcatum : 33 mg/l/72 h (IUCLID). A literatura disponível para nós não se ajusta à rotulagem prescrita pela CE. A CE tem dossiers que não foram publicados. Dados ecológicos adicionais: Degradabilidade: 123 BO : 1.68 g/g (IUCLID). Não permita a entrada em águas, águas residuais ou solos! 13. Considerações sobre tratamento e disposição Métodos de tratamento e disposição: No tratamento e disposição do produto, de seus restos e de embalagens usadas, deve-se atentas para a legislação nos âmbitos municipal, estadual e federal. 14. Informações sobre transporte Transporte terrestre ADR, RID UN 1671 PHENOL, FEST, 6.1, II Transporte fluvial ADN, ADNR não testado Transporte por via marítima IMDG-Code UN 1671 PHENOL, SOLID, 6.1, II Ems F-A S-A Transporte por via aérea CAO, PAX UN 1671 PHENOL, SOLID, 6.1, II As informações relativas ao transporte mencionam-se de acordo com a regulamentação internacional e no formato aplicável na Alemanha. Não estão consideradas possíveis diferenças a nível nacional. 15. Regulamentações Etiquetas de acordo com as Diretivas da CE Símbolo: T Tóxico C Corrosivo Frases R: 23/24/25-34-48/20/21/22-68 Tóxico por inalação, em contato com a pele e por ingestão. Provoca queimaduras. Nocivo: risco de efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada por inalação, em contato com a pele e por ingestão. Possibilidade de efeitos irreversíveis. Frases R: 24/25-26-28-36/37/39-45 Evitar o contato com a pele e os olhos. Em caso de contato com os olhos lavar imediatamente e abundantemente com água e consultar um especialista. Após contato com a pele, lavar imediata e abundantemente com muito Polietilenoglicol 400 e, em seguida, com muita água. Usar vestuário de proteção, luvas e equipamento protetos para os olhos/face adequados. Em caso de acidente ou de indisposição, consultar imediatamente o médico (se possível mostrar-lhe o rótulo). Nº.-CE: .203-632-7Rótulo CE Rótulagem reduzida (1999/45/EC,Art.10,4) Símbolo: T Tóxico C Corrosivo Frases R: 23/24/25-34-48/20/21/22-68 Tóxico por inalação, em contato com a pele e por ingestão. Provoca queimaduras. Nocivo: risco de efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada por inalação, em contato com a pele e por ingestão. Possibilidade de efeitos irreversíveis. Frases R: 26-36/37/39-45 124 Em caso de contato com os olhos lavar imediatamente e abundantemente com água e consultar um especialista. Usar vestuário de proteção, luvas e equipamento protetos para os olhos/face adequados. Em caso de acidente ou de indisposição, consultar imediatamente o médico (se possível mostrar-lhe o rótulo). 16. Outras informaçõe Motivo para alteração Revisão geral. O não cumprimento das informações acima, isenta a Merck de responsabilidade pelo uso indevido do produto. Fonte:MERCK – FISPQ (2005)