UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI
RAFAEL ALVES DOS ANJOS
INSTALAÇOES HIDRAULICAS DE
ÁGUA MINERAL EM CONDOMÍNIOS
SÃO PAULO
2006
2
UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI
RAFAEL ALVES DOS ANJOS
INSTALAÇOES HIDRAULICAS DE
ÁGUA MINERAL EM CONDOMÍNIOS
Trabalho
de
conclusão
de
curso
apresentado como exigência parcial
para
a
obtenção
Engenharia
civil
Anhembi Morumbi.
Orientador: Professor Doutor Antonio Eduardo Giansante
São Paulo
2006
do
da
curso
de
Universidade
3
UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI
RAFAEL ALVES DOS ANJOS
INSTALAÇOES HIDRAULICAS DE
ÁGUA MINERAL EM CONDOMÍNIOS
Trabalho
de
conclusão
de
curso
apresentado como exigência parcial
para
a
obtenção
Engenharia
civil
do
da
curso
de
Universidade
Anhembi Morumbi.
.
Trabalho ________________ em: _____ de ____________________ de 2006.
____________________________________
Nome do Orientador
____________________________________
Nome do professor da banca
Comentários: __________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
4
Dedico este trabalho aos meus pais, por terem colaborado e tornado possível a minha
formação pessoal e acadêmica. Aos meus irmãos, pela união e amizade a mim
dedicada, por confiarem e acreditarem em mim e amigos por me incentivarem a
estudar e mostrar as vantagens de abrir mão do lazer em prol dos resultados
acadêmicos.
5
AGRADECIMENTOS
Agradeço ao meu pai por ter investido nos meus estudos e por sempre acreditar na
minha capacidade e competência, agradeço minha mãe pela amizade dedicada e pela
cumplicidade, por mostrar e me guiar pelos caminhos em minha vida, ao meu irmão
Luciano e minha Irmã Juliana, pela amizade e união que cultivamos dês de crianças.
Agradeço também aos colegas que de alguma forma ou em algum momento me
ajudaram, me incentivaram ou me deram forças para chegar até aqui e finalmente aos
professores que se mostraram sempre dispostos e interessados a passar o
conhecimento para nós alunos, e lutando sempre contra nosso cansaço e limitações.
6
RESUMO
Com o aumento no consumo de água mineral e a preocupação de consumir um produto
de qualidade e livre de contaminações, há a necessidade de desenvolver algo que
atenda essa demanda que está surgindo e crescendo cada vez mais. Este trabalho
trata do desenvolvimento de uma instalação de água mineral, em condomínios, que
atende com segurança e conforto essa demanda no consumo desse produto. Essa
instalação é totalmente separada das instalações de água quente e fria do condomínio,
devido à preocupação com a qualidade da água que deve se manter inalterada da
captação até o consumo humano, a tubulação o reservatório e a bomba de recalque
devem ser de materiais especiais. O reservatório tem que ser de aço inox e deve ser
exclusivo para o armazenamento da água mineral, a tubulação deve ser de aço inox ou
de tubo não tóxico, como tubos de PPR, a bomba de recalque deve ter aço inox no seu
interior para não contaminar a água. O reservatório bem como o condomínio será
abastecido por um caminhão pipa com caçamba de Inox, esse veículo estará equipado
com uma bomba, com o interior de inox, para recalcar a água até o reservatório. Fica a
cargo das construtoras fazer a infra-estrutura da instalação de água mineral, e as
mineradoras que se encarregam da distribuição dessa água. Essa instalação traz
conforto e qualidade ao consumidor e liquidez para construtora, que poderá usá-la
como um diferencial no seu empreendimento, com isso acredito estar desempenhando
o papel de engenheiro, contribuir para sociedade.
Palavras Chave: Instalações Prediais
7
ABSTRACT
With the increase in the mineral water consumption and the concern to consume a
product of quality and free of contaminations, appeared the necessity to develop
something that took care this demand that is appearing and growing each time more.
This work deals with the development of a mineral water installation, in condominiums,
which take care with security and comfort this demand in the consumption of this
product. This installation is total separate of the hot and cold water installations of the
condominium, due to concern with the quality of the water that must be remained
unchanged of the caption until the human consumption, the pipeline, the reservoir and
the pressing down bomb must be of special materials. The reservoir, (made of stainless
steel), must be exclusive for the storage of the mineral water. The pipeline must be
made of stainless steal or some non-toxic material, as PPR pipelines. The interior of the
pressing down bomb must be re-covered by stainless steel to prevent any water
contamination. The reservoir as well as the condominium will be supplied by a watertank truck with reservoir made of steel. This vehicle must be equipped with a pressure
bomb, re-covered by stainless steel, to press down the water until the reservoir installed
on building’s top. The structure of installation of mineral water must be done by the
constructor. This installation brings comfort and quality to consumer and liquidness to
constructor, whose can use it as a differential in your enterprise. In this work, I hope to
have fulfilled the engineer paper, to contribute for society.
Key Words: Land installations
8
LISTA DE FIGURAS
Figura 1.1
água mineral consumo anual brasileiro per capita ...........................
16
Figura 1.2
Consumo anual per capita de alguns países selecionados (2001)...............
16
Figura 1.3
água mineral mercado produtor/consumidor regional...............................
17
Figura 5.1
Estação de tratamento de água ETA .......................................................
19
Figura 5.2
Câmara de mistura rápida .....................................................................
27
Figura 5.3
Inicio da Floculação ..............................................................................
28
Figura 5.4
Floculação .............................................................................................
29
Figura 5.5
Decantação ................................................................................................
29
Figura 5.6
Filtração .......................................................................................................
30
Figura 6.1
Modulo de abastecimento................................................................
31
Figura 6.2
Conexão de inox e ponto de elétrica ................................................
42
Figura 6.3
Tampa de vedação da conexão .......................................................
43
Figura 6.4
Conexão de inox da tubulação de abastecimento ............................
44
Figura 6.5
Sistema conectado e travado ...........................................................
45
Figura 6.6
Vedação interna de borracha ...........................................................
46
Figura 6.7
Residência que conta com a instalação de água mineral ................
47
Figura 6.8
Ponto de água mineral .....................................................................
48
Figura 7.1 – Limpeza do reservatório ....................................................................
53
1
2
2
2
2
2
2
2
9
LISTA DE TABELAS
Tabela 5.6
Tabela 6.1
Tabela delimite de Substancias presentes na água ........................ 38
Tabela de custo ................................................................................ 50
10
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ABINAM
Associação Brasileira da Indústria de Água Mineral
ANVISA
Agencia Nacional de Vigilância Sanitária
APEX
Agência de Promoção de Exportações do Brasil
DNPM
Departamento Nacional de Produção Mineral
ETA
Estação de Tratamento de Água
PEBD
Plásticas de polietileno de baixa densidade
PPR
Polipropileno Copolímero Random
SABESP
Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo
Secovi-SP
Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de
Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo
VGV
Valor Geral de Venda
11
SUMARIO
1
INTRODUÇÃO..........................................................................................13
1.1
1.2
1.3
Brasil é o 4º maior mercado nacional...........................................................13
Mercado Consumidor de Água Mineral .......................................................14
Mercado De Água Mineral No Brasil E No Mundo.....................................15
1.3.1
1.3.2
1.3.3
1.3.4
Ranking Dos Maiores Mercados De Água Mineral ............................................... 16
Características Do Mercado Brasileiro................................................................... 18
Crescimento Do Mercado Brasileiro De Águas Minerais...................................... 18
Água mineral produção anual 1996-2001 .............................................................. 19
1.4
1.5
2
O mercado atual de imóveis em São Paulo ..................................................20
Momento ideal para implantação do sistema ...............................................21
OBJETIVO.................................................................................................22
2.1
2.2
3
Objetivo geral...............................................................................................22
Objetivo especifico ......................................................................................22
METODO DE TRABALHO .....................................................................24
4
JUSTIFICATIVA.......................................................................................25
5
TIPOS E QUALIDADES DAS ÁGUAS...................................................26
5.1
5.2
5.3
5.4
Água Potável................................................................................................26
Síntese Do Tratamento De Água..................................................................26
Origem Das Águas Minerais - Aspectos Geológicos ...................................32
Água Mineral ...............................................................................................34
5.4.1 ÁGUA POTÁVEL DE MESA............................................................................... 34
5.4.2 ÁGUA PURIFICADA ADICIONADA DE SAIS................................................. 35
5.5 O CÓDIGO DE ÁGUAS MINERAIS E O CÓDIGO DE MINERAÇÃO ..35
5.6 Padrões de qualidade / potabilidade (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária - ANVISA)..............................................................................................37
5.6.1 Resolução 36/90 - ANVISA................................................................................... 37
5.6.2 Resolução 54/2000 - ANVISA: Água Mineral E Potável De Mesa ...................... 37
5.6.3 RESOLUÇÃO 54/2000 - ANVISA: ÁGUA MINERAL ...................................... 38
5.6.4 Resolução 309/99 da ANVISA: Água Purificada Adicionada De Sais ................. 39
5.6.5 Classificação Segundo Codigo De Águas – ANVISA........................................... 39
5.7
6
Captação Envasamento E Distribuição ........................................................40
ESTUDO DE CASO...................................................................................42
6.1
6.2
6.3
Modulo de reabastecimento. ........................................................................42
Conexão de inox e ponto de energia ............................................................43
Vedação da conexão.....................................................................................43
12
6.4
6.5
6.6
6.7
6.8
7
Conexão da mangueira de abastecimento.....................................................44
Residência que conta com a Instalação de água mineral..............................47
Ponto interno de água...................................................................................48
Custo da instalação.......................................................................................49
Custo mensal da reposição de água..............................................................51
PROCEDIMENTO PARA LIMPEZA.....................................................52
7.1
8
Limpeza do Reservatório .............................................................................52
CONCLUSÃO ............................................................................................54
9
REFERENCIA ...........................................................................................55
13
1 INTRODUÇÃO
Devido ao bom momento do mercado de imóveis na cidade de São Paulo e o constante
crescimento do mercado de produção e consumo de água mineral, surge a idéia de unir
os dois mercados em um só com a comercialização de imóveis equipados com
instalações de água mineral.
1.1 Brasil é o 4º maior mercado nacional
No levantamento sobre o mercado mundial de bebidas em 2005, o informativo
eletrônico “globaldrinks.com” da consultoria Zenith International informou que o Brasil
era o quarto maior mercado nacional, superando o Japão, classificado em quinto lugar.
Os líderes foram Estados Unidos, China e Índia.
O balanço do período revela que o consumo global de bebidas cresceu 2,5% em 2005,
chegando ao volume de 1,4 trilhão de litros, correspondentes a 227 litros per capita,
informa o site “globaldrinks.com” da consultoria Zenith International. O crescimento foi
liderado pelas bebidas não-alcoólicas, cujo consumo global no período somou 499
bilhões de litros (equivalentes a 77 litros per capita), com expansão de 3,9%.
Sustentado pelo crescimento dos níveis de obesidade e pela preocupação dos
consumidores com a saúde, o avanço dos “soft drinks” foi liderado pelas categorias
classificadas como “melhor para você”, como água, bebidas à base de frutas e bebidas
funcionais. Espera-se que esta tendência se mantenha nos próximos anos, com o
consumo de água envasada chegando rapidamente perto do volume somado de
dissolúveis, néctares e sucos de frutas.
Ao redor do globo, bebidas à base de leite e bebidas quentes mantêm-se como os
maiores competidores por participação de mercado. Mas a popularidade dos refrigerantes entre crianças e a grande demanda de água envasada e suco de frutas pelos
adultos vêm debilitando a posição do leite. Ao mesmo tempo, a expansão da pre-
14
ferência por bebidas frias, especialmente chá gelado, está de tendo a marcha das
bebidas quentes.
Enquanto isso, as bebidas alcoólicas têm experimenta do uma série de contratempos
nos últimos anos, ainda que suas taxas de crescimento tenham-se mantidas estáveis,
ainda que modestas. O álcool tem sofrido diversas mudanças de taxação pelos
governos, ao mesmo tempo em que enfrenta a concorrência de novos hábitos de
consumo.
1.2 Mercado Consumidor de Água Mineral
Na década de 60, a produção brasileira de água engarrafada manteve-se estável até
1968, ano que marcou o início de uma nova fase no mercado, com lançamento do
garrafão de vidro de 20 litros pela Indaiá do Distrito Federal. O garrafão possibilitou a
ampliação do mercado, nele inserindo um novo consumidor: a empresa. A água mineral
engarrafada deixava de freqüentar apenas casas, bares, lanchonetes e restaurantes
para estar também presente em indústrias, lojas e escritórios.
Em 1970, outra novidade da indústria de águas minerais a conquista do consumidor, as
garrafinhas plásticas de polietileno de baixa densidade (PEBD), embalagem de água
Fontana, marca engarrafada pela M. Piccaglia, do Rio de Janeiro. Uma agradável
surpresa que facilitou o transporte e até o manuseio do produto pelo consumidor final.
Os três fatos contribuíram para o "boom" que se verificou no setor a partir de 1972. O
ritmo de crescimento ganhou velocidade com a produção do garrafão de plástico
(policarbonato) pela Van Leer, em 1979. O novo garrafão sinalizou o desenvolvimento
da indústria plástica, que passou a oferecer os mais diversos produtos com diferentes
capacidades, abrindo novas possibilidades ao setor de água mineral e potável de mesa.
15
Com esta evolução, a indústria engarrafadora brasileira chegou aos anos 90 produzindo
algo além de água mineral ou potável de mesa: o binômio embalagem/produto. Os
garrafões respondem hoje por 55% do volume total de águas minerais, comercializadas
no país, devido a sua praticidade ganhou espaço em residências, empresas e escolas.
1.3 Mercado De Água Mineral No Brasil E No Mundo
O mercado mundial de Água envasada vem apresentando constante expansão,
verificando-se, nos últimos anos, crescimento da ordem de 20% ao ano, segundo
estatísticas do DNPM Departamento Nacional da Produção Mineral e da Associação
Brasileira da Indústria de Água Mineral ABINAM. A produção e consumo mundial, em
2001, foram estimados em 107,5 bilhões de litros de Água mineral, com destaque para
a liderança da Europa com 42,3 bilhões de litros, seguida pela América latina com 22,9
bilhões de litros, América do Norte com 20,4 bilhões de litros, Ásia e AustrÁlia com 18,6
bilhões de litros e Norte da África e Oriente com 6,2 bilhões.
A produção brasileira tem apresentado também esta tendência de expansão, tendo
atingido 5,8 bilhões de litros em 2002 (estimativa preliminar DNPM-Didem), situando o
Brasil como o sexto maior produtor. Pelas mesmas fontes estatísticas (em algumas
outras hÁ algumas divergências de dados), os principais produtores são o México, com
15,4 bilhões de litros, o Estados Unidos com 11,5 bilhões, Itália com 8,7 bilhões,
Alemanha com 8,0 bilhões e França com 6,5 bilhões de litros. JÁ o volume consumido
pelos Estados Unidos, em 2001, foi de 19,8 bilhões de litros, quando se considera todo
o tipo de Água envasada, caracterizando-o como um mercado fortemente importador do
produto.
16
1.3.1 Ranking Dos Maiores Mercados De Água Mineral
O mercado brasileiro de águas minerais tem evoluído, segundo taxas anuais
crescentes, com o consumo anual per capita chegando a 25 litros no ano de 2001 e
faturamento, conforme estimativa ABINAM, em torno de US$ 400 milhões (Figura
1.3.1).
Figura 1.3.1 - água mineral consumo anual brasileiro per capita (Universidade da água)
Entretanto, o consumo anual per capita brasileiro ainda é muito baixo quando
comparado com os índices de outros países, que variam de 120 a 150 litros como na
Itália, México e França. Numa faixa intermediária (em torno de 100 litros per
capita/ano), encontram-se países como Alemanha, Suíça e Espanha e na faixa de 70 a
80 litros per capita/ano, os Estados Unidos, Portugal e Áustria (Figura 1.3.2).
17
Figura 1.3.2 - Consumo anual per capita de alguns países selecionados (2001), (Universidade
da água)
Comparado com países de conjunturas econômicas similares, como o México, o
mercado brasileiro de água mineral revela-se como bastante atrativa para novos
empreendimentos na produção e consumo.
No caso do México, a água envasada foi introduzida no mercado há apenas 10 anos e
já alcançou em 2001 um consumo anual per capita de 152 litros (EI Economista).
Em países com elevados índices de consumo, o segmento de água mineral representa
um mercado anual da ordem de alguns bilhões de dólares, a exemplo da França, onde
o mercado anual em 2001 se situou em torno de US$ 2,3 bilhões e dos Estados Unidos
que atingiu US$ 5,6 bilhões para água envasada. No mundo, o mercado de água
mineral está concentrado em poucas empresas de grande porte, como na França, onde
18
23% do setor é comandado pela Nestlé S. A., seguida pelos Grupos Perrier Vittel,
Danone e Neptune. Essas mesmas empresas lideram outros mercados internacionais,
tal como ocorre nos Estados Unidos, onde cinco empresas são responsáveis por 51 %
do mercado americano, lideradas pela Danone e Nestlé, cada uma com 17%, ou ainda
na Grã Bretanha onde a Danone lidera o mercado com 19%, seguida pela Nestlé.
Dentre os países com alto índice de consumo de água envasada, o mercado da
Alemanha apresenta características peculiares, sendo altamente regionalizado e
fragmentado, representado por mais de 200 empresas. Outra característica do mercado
alemão é que as águas minerais gasosas lideram seu mercado consumidor, ao
contrário dos demais países onde o consumo preferencial é por água mineral natural.
1.3.2 Características Do Mercado Brasileiro
Segundo dados do DNPM, o mercado de água mineral tem se tornado altamente
segmentado e muito regionalizado. Em 1996, o número de empresas responsáveis por
50% da produção nacional de água mineral e potável de mesa que era de 13, ampliouse para 26 empresas em 2001.
1.3.3 Crescimento Do Mercado Brasileiro De Águas Minerais.
Em termos regionais, há forte destaque para a região sudeste, com 1,6 bilhões de litros
produzidos e consumidos no ano de 2000, quantidade esta superior à somatória das
demais regiões. É notável, entretanto, a expansão das regiões nordeste e norte no
período de 1996 a 2000, com crescimento de 85% e 82% respectivamente, ambos
superiores à região sudeste que cresceu 73% neste período (Figura 1.3.3).
19
Figura 1.3.3 - água mineral mercado produtor/consumidor regional, (Universidade da
água)
As taxas de crescimento da produção brasileira, superiores a 15% ao ano, demonstram
perspectivas futuras de ampla expansão. O faturamento da indústria nacional de água
mineral em 2001, conforme estimativa da Associação Brasileira da Indústria de águas
Minerais ABINAM, foi de US$ 400 milhões, tendo a produção ultrapassado 4,3 bilhões
de litros e representando uma elevação de 23% em relação a 2000, e com uma taxa de
crescimento próxima de 140% no período de 1996 a 2001.
1.3.4 Água mineral produção anual 1996-2001
Apesar do Brasil situar-se como sexto maior produtor mundial de água mineral, as
exportações são insignificantes, conforme informação do DNPM, representando apenas
US$ 61 mil, ou 327.000 litros em 2001. Deste total. 77% foram direcionados à América
do Sul, e 11 % para a Angola. As importações, neste mesmo ano, corresponderam a
20
US$ 640 mil, ou 1.161.000 litros de água mineral, provenientes da França (49%), Itália
(32%), e em menor proporção da Espanha (5%) e Portugal (4%). Fica caracterizado
que o perfil produtor brasileiro está orientado apenas para o consumo interno, bem
como prevalece uma carência notória de políticas e medidas voltadas para a
exportação, já que o crescimento do consumo internacional é bastante promissor.
Com o intuito de fazer frente a essa situação, a ABINAM Associação Brasileira da
Indústria de águas Minerais, com a participação de 38 empresas, está liderando a
formação de um consórcio para exportação de água mineral, contando ainda como
apoio da APEX Agência de Promoção de Exportações do Brasil, do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e do Sebrae.
1.4 O mercado atual de imóveis em São Paulo
O mercado de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo registrou
crescimento de 4,8% no primeiro trimestre de 2006, em relação ao mesmo período do
ano passado. Foram vendidas 5,214 mil unidades – em 2005, foram 4,976 mil. Os
números são do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e
Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo).
Em volume de recursos, o mercado fechou o trimestre com vendas de R$ 1,5 bilhão.
Isso significa incremento de 16,4% ao montante de R$ 1,3 bilhão aplicado nos três
primeiros meses de 2005. Mas o sindicato destaca que o crescimento da venda de
imóveis não foi acompanhado pelo lançamento de novas unidades, que apresentou
uma expressiva desaceleração.
Segundo o Secovi-SP, a queda refletiria dificuldades impostas pelas novas regras de
ocupação da cidade trazidas pela Lei de Zoneamento, cuja revisão terá de ocorrer
ainda este ano. De janeiro a março de 2006 foram lançadas 2,724 mil unidades, com
retração de 42,5% ao número registrado no mesmo período do ano passado, que
somou 4,734 mil unidades.
21
Em termos econômicos, a diminuição de mais de 2 mil unidades levou a uma retração
de 52,7% no VGV (Valor Geral de Venda) de lançamento, que ficou em R$ 741
milhões.
Dos lançamentos ocorridos no trimestre, as unidades com três dormitórios responderam
por 24% do total; as com quatro dormitórios representaram 66% do total, com preço
médio de R$ 520 mil.
1.5 Momento ideal para implantação do sistema
Devido ao cenário atual do mercado consumido de água mineral em São Paulo e o
crescimento e competitividade do mercado de imóveis na cidade surge à oportunidade
perfeita para a implantação desse projeto de instalação de água mineral em
condomínios.
O mercado da construção civil vive uma competitividade muito grande, onde quem
vende procura oferecer maior conforto, segurança, qualidade de vida e comodidade
para quem compra o imóvel.
Por outro lado, quem compra o imóvel levado em conta todas às vantagens
anteriormente mencionadas assim como o custo do empreendimento.
Essa instalação de água mineral em condomínios agrega todos esses valores ao imóvel
e por um custo muito baixo, o imóvel que tiver esse sistema terá um diferencial que
proporcionara comodidade e segurança ao proprietário, bem como qualidade de vida.
Por essas razoes é seguro afirmar que a instalação de água mineral em condomínios
isolada das demais instalações se torna um ótimo e indispensável item na construção
22
civil e no mercado de água mineral, certamente esse sistema vem somar e unir esses
dois mercados que até então andavam separados.
2 OBJETIVO
Este trabalho propõe uma alternativa para o consumo humano de água, visto que
atualmente a qualidade dos recursos hídricos é um problema que tem demandado uma
enorme preocupação tanto das autoridades competentes quanto dos próprios
consumidores.
2.1 Objetivo geral
Atualmente tem se proposto inúmeras soluções para melhorar a qualidade dos recursos
hídricos utilizados, mas esse não é o objetivo desse trabalho, propõem-se uma
alternativa ao que é oferecido hoje pelas concessionárias de abastecimento de água e
indústrias mineradoras que comercializam água mineral em recipientes descartáveis ou
retornáveis, que podem chegar à capacidade de até vinte litros.
2.2 Objetivo especifico
O objetivo desse trabalho é mostrar as vantagens de projetar e executar um sistema
hidráulico independente do sistema de água fria ou água quente dos edifícios
residenciais ou comerciais. Essa instalação tem a finalidade de armazenar e distribuir
água mineral para o consumo humano, esta instalação será totalmente isolada das
demais, incluindo um reservatório próprio.
A instalação de água mineral terá que ser limpa e desinfetada periodicamente e para
isso contara com um sistema de limpeza da tubulação e do reservatório, garantindo
assim a qualidade da água consumida.
23
Cada apartamento ou escritório terá um ponto hidráulico desse sistema que será
instalado torneiras ou modernos refrigeradores, assim estes poderão oferecer água
gelada com qualidade mineral.
24
3 METODO DE TRABALHO
Esse trabalho é o desenvolvimento de um projeto baseado no conhecimento de
instalações hidráulicas adquirido no curso de Engenharia Civil da universidade Anhembi
Morumbi e baseado em leis da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária ( ANVISA ) e
do Departamento Nacional de Produção Mineral ( DNPM ).
Ainda não existe uma aplicação pratica desse projeto, por isso não há leis e normas
que especifiquem como deve ser sua execução. Serão adotadas normas e leis da
ANVISA e DNPM referente à extração, envasamento e armazenamento de água
mineral, e toda a atenção desse projeto esta voltada para que a água entregue nos
condomínios mantenham suas propriedades e pureza desde o abastecimento até o
consumo humano.
O desenvolvimento desse trabalho conta com pesquisa e consulta a fontes de
informação bem como publicações de leis, normas e portarias, por fim dados
secundários existentes.
25
4 JUSTIFICATIVA
Esse projeto é um novo sistema que surgiu, assim como há muito tempo instalações de
água fria, depois instalações para água quente. Hoje em dia existem instalações de ar
condicionado, aspiração central, água de reuso e outras.
O sistema de instalações hidráulicas de água mineral em condomínios mostra a relação
da engenharia civil, não apenas com o projeto e processos construtivos, mas com a
qualidade de vida do usuário dessa edificação e sua saúde.
O projeto executado vai trazer um diferencial nos empreendimentos das construtoras e
incorporadoras, agregando valor ao imóvel e facilitando as vendas, e todos esses
benefícios trazidos pelo sistema de instalações hidráulicas de água mineram é muito
maior do que o próprio custo que é muito pequeno comparado com o custo total da
obra.
26
5 TIPOS E QUALIDADES DAS ÁGUAS
Basicamente neste trabalho é abordada a diferença entre água mineral e água potável
fornecida pela concessionária de distribuição de água em São Paulo.
5.1 Água Potável
A água da SABESP é captada de reservatórios ou mananciais e posteriormente
enviadas para estações de tratamento, com o aumento da poluição dos recursos
hídricos essa água para atingir os padrões de potabilidade tem que ser submetida a um
rigoroso processo de tratamento, após esse processo ela é levada até o consumidor
pela rede de distribuição da própria concessionária.
Isso significa que ao consumir água da SABESP, esta não causará mal algum, no
entanto, devido ao seu tratamento ela acaba não sendo tão saborosa e leve. Diferente
da água mineral que é agradável ao paladar, com a vantagem de conter minerais que
fazem bem ao nosso organismo.
De acordo com o código de águas, água potável para consumo humano é toda aquela
cujos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos atendam ao padrão de
potabilidade e que não ofereça riscos à saúde. (Código de Águas Minerais Decreto-Lei
nº7.841) (UNIVERSIDADE DA ÁGUA, 2006)
5.2 Síntese Do Tratamento De Água
Para proporcionar à população o fornecimento de água pura e totalmente livre de
contaminação em seus imóveis, as concessionárias de abastecimento de água
executam um tratamento adequado e completo.
27
A água é captada no manancial através de bombas, denominadas estações elevatórias.
Esta água é conduzida por grandes tubos (adutoras) até uma Estação de Tratamento
de Água (ETA) como pode ser visto na figura 5.1.
Figura 5.1: Estação de tratamento de água ETA (COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE
SANEAMENTO, 2006)
No momento de sua chegada, é adicionado o sulfato de alumínio, um produto químico
coagulante, que age separando todas as partículas de sujeira existentes na água. Os
processos utilizados pela concessionária no tratamento convencional completo são os
seguintes
•
Câmara de mistura rápida – A água bruta chega no Tanque de mistura rápida
onde recebe o primeiro produto químico, o sulfato de alumínio, que tem a função
28
de clarificar a água, através de reação química, com a finalidade de promover a
coagulação conforme figura 5.2
Figura 5.2: Câmara de mistura rápida (COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE
SANEAMENTO, 2006)
•
Floculação - Após a mistura rápida ou a coagulação, a água segue para os
tanques de floculação, onde fica retida por um certo período e é ligeiramente
agitada, estimulando a produção de flocos como fostra as figuras 5.3 e 5.4
29
Figura 5.3: Inicio da Floculação (COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO,
2006)
Figura 5.4: Floculação (Companhia Espírito Santense de Saneamento, 2006)
30
•
Decantação - Logo depois de passar pelos floculadores, a água segue para os
tanques de decantação, onde os flocos, por serem mais densos que a água,
depositam-se no fundo. A água é recolhida na superfície como mostra a figura 5.5
Figura 5.5: Decantação (Companhia Espírito Santense de Saneamento, 2006)
•
Filtração - Depois de decantada a água segue para os filtros, que estão compostos
por uma camada de carvão mineral e diversas camadas de seixos e areia de
várias espessuras, para reter as partículas de sujeira ou mesmo microrganismos
que se encontram na água como mostra a figura 5.6
31
Figura 5.6: Filtração (Companhia Espírito Santense de Saneamento, 2006)
Depois de filtrada, a água vai para o tanque de contato, onde recebe os seguintes
produtos químicos
•
Cloro é usado para desinfecção da água, eliminando os microrganismos
patogênicos que podem prejudicar a saúde.
•
Flúor atua na prevenção da cárie dentária na faixa etária de 0 a 14 anos.
•
Cal produto químico que é aplicado para eliminar a acidez da água.
Dessa forma, a água está tratada e própria para consumo, indo para os reservatórios
da concessionária. Em seguida, ela será distribuída para os usuários.
A água que chega aos domicílios atendidos pela Concessionária é de qualidade.
Entretanto, se a caixa d'água estiver destampada e/ou suja poderá haver
contaminação. Por isso, deve ser efetuada a limpeza das caixas d`água a cada seis
meses e mantê-la com a bóia bem vedada.
32
É importante lembrar que a concessionária faz um controle de qualidade diário da água,
desde o momento em que ela é captada no manancial, quando chega e quando sai da
Estação de Tratamento e também nas extremidades das redes, em vários pontos
estratégicos. Amostras são coletadas para análises físico-químicas e bacteriológicas.
Também deve ser ressaltado que a concessionária age com responsabilidade na
adição de produtos químicos e monitoramento da água tratada e distribuída, seguindo
os padrões de qualidade estabelecidos pela Portaria nº 518/04, do Ministério da Saúde.
A água, depois de utilizada pela população, torna-se esgoto. E este, em sua maioria, é
líquido, pois, além de fezes e urina, é composto de águas servidas resultantes de
lavagem de pisos, roupas, utensílios de cozinha, banho, etc.
5.3 Origem Das Águas Minerais - Aspectos Geológicos
Duas teorias clássicas sobre a origem das águas minerais se confrontam durante muito
tempo: a teoria da origem meteórica, que admite ser a água mineral proveniente da
própria água das chuvas infiltrada a grandes profundidades; e a teoria da origem
magmática, que explica essas águas a partir de fenômenos magmáticos como
vulcanismo. Hoje, com os conhecimentos sobre a distribuição da água no planeta, a
primeira teoria é a mais aceita, uma vez que admite-se que as águas de origem
magmática, também denominadas juvenis, constituem uma fração irrelevante do
volume total.
A teoria da origem meteórica considera a água mineral um tipo particular de água
subterrânea cuja formação resulta da ressurgência das águas das chuvas infiltradas a
grandes profundidades, através de fraturas e falhas tectônicas, em velocidade muito
lenta. Ao defrontar-se com descontinuidades de estruturas geológicas (falhas, diques,
etc.), impulsionadas pelo peso da coluna de água superposta e, em certos casos, por
33
gases e vapores nelas presentes, essas águas emergem à superfície sob a forma de
fontes.
A formação da água mineral começa na atmosfera onde, sob a forma de chuva,
absorve alguns elementos do ar. Ao penetrar no solo recebe a influência da zona não
saturada até atingir as rochas onde sofrerá a última etapa de sua mineralização. O
tempo entre a infiltração e a descarga depende da extensão percorrida, podendo variar
de dezenas a milhares de anos. A composição química reflete a percolação em
camadas geológicas, isto é, em seu percurso descendente, a água fica submetida a
temperaturas e pressões elevadas, solubilizando rochas e minerais, porém resfriandose no caminho da emergência. Esta teoria tem base no gradiente geotérmico, que
prevê um aumento de 10º C para cada 30 metros de profundidade.
A teoria de origem magmática tem como argumento as fontes termais e as águas ricas
em elementos pouco encontrados nas camadas superiores da Terra. Embora esta
teoria esteja hoje ultrapassada, é admissível uma origem mista, em que as águas
meteóricas, infiltradas a grandes profundidades, receberiam em seu percurso a
contribuição de água juvenil proveniente de um veio hidrotermal ou outro evento
magmático, como vulcanismo ou plutonismo.
Ocorrência - as fontes são a forma mais comum de ocorrência das águas minerais.
Pode-se definir uma fonte como o resultado da interseção da superfície freática com a
superfície topográfica. Em outras palavras, a emergência do lençol freático à superfície
é ocasionada por um evento geológico (falhas, fraturas, a interceptação de um dique,
um dobramento, etc.). Uma outra forma de ocorrência é quando a água mineral é
encontrada em captações artificiais, como poços ou galerias, podendo a descoberta ser
ocasional ou o resultado de trabalhos de pesquisa.
No Brasil - Andrade Júnior (1937), um dos primeiros pesquisadores sobre a origem das
águas minerais brasileiras, partindo da distribuição geográfica das principais fontes
verificou que elas se encontram ao longo de faixas de direção geral nordeste/sudoeste,
34
cobrindo de Norte a Sul o país, coincidindo essas faixas com as das grandes cadeias
de montanhas. A interpretação geológica deste fato levou-o a concluir que as nossas
fontes hidrominerais estão relacionadas com o magma alcalino e a um sistema de
fraturas geológicas profundas, que cortam o país de Norte a Sul, na direção geral
nordeste/sudoeste. Essa opinião é compartilhada por Frangipani (1995), que, sem
entrar no mérito das relações com o magma alcalino, relaciona essas fontes com as
faixas de dobramentos e falhamentos, nas bordas das áreas cratônicas e das bacias
sedimentares e, também, nas áreas onde o embasamento foi afetado por tectonismo.
Essas regiões apresentam estruturas que permitem a circulação de águas a grande
profundidade e seu retorno à superfície, em forma de fontes. (UNIVERSIDADE DA
ÁGUA, 2006)
5.4 Água Mineral
O Termo "águas minerais" é aplicado, de forma ampla, segundo o Código, para
"aquelas provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que
possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das
águas comuns, com características que lhe confiram uma ação medicamentosa...", mas
é vedado constar nos rótulos qualquer referência ou designação relativa a eventuais
características ou propriedades terapêuticas da água ou da fonte, salvo autorização dos
órgãos competentes.
5.4.1 ÁGUA POTÁVEL DE MESA
Águas Potáveis de Mesa: (Código de Águas Minerais - ANVISA).
São as águas de composição normal, provenientes de fontes naturais ou de fontes
artificialmente captadas que preencham tão somente as condições de potabilidade para
a região.
35
5.4.2 ÁGUA PURIFICADA ADICIONADA DE SAIS
Águas Purificadas Adicionadas de Sais: (Resolução 309/1999 - ANVISA), são aquelas
preparadas artificialmente a partir de qualquer captação, tratamento e adicionada de
sais de uso permitido, podendo ser gaseificada com dióxido de carbono de padrão
alimentício. Código de Águas Minerais usa o termo soluções salinas artificiais.
5.5 O CÓDIGO DE ÁGUAS MINERAIS E O CÓDIGO DE MINERAÇÃO
Em 1945, com a necessidade de padronizar o aproveitamento das águas minerais
brasileiras
utilizadas
em
balneários
ou
para
comercialização
através
do
engarrafamento, o Presidente da República, Getúlio Vargas, exatamente em 8 de
agosto de 1945, assinou o Decreto-Lei nº7.841, publicado no DOU de 20 de agosto de
1945, conhecido como o "Código de Águas Minerais".
Esse Código que logo no seu artigo 1º define as águas minerais como sendo aquelas
provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que possuam
composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas
comuns, com características que lhes confiram uma ação medicamentosa, assim como
no artigo 3º define águas potáveis de mesa como as águas de composição normal
provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que preencham
tão somente as condições de potabilidade para a região.
Segundo o Código de Águas, uma água pode ser considerada mineral através de
•
Composição
química,
quando
for
predominante
a
presença
de
um
determinado elemento ou substância (§ 1º do artigo 35)
•
Ação medicamentosa comprovada (§ 2º do art. 1º) a fonte (art.36º):
•
Quando houver uma vazão gasosa, que são vapores de gases que são liberados
da água na fonte, de radônio igual ou maior que 5 Maches; quando houver uma
36
vazão gasosa de torônio igual a 2 unidades Maches; quando possuírem
desprendimento definido de gás sulfídrico e; quando a temperatura for igual ou
superior a 25º C.
Assim, existem na realidade dois tipos de classificação. Uma da água, mesmo distante
da fonte, que é a composição química e as características medicamentosas e outra que
é dada pelas propriedades da água na fonte, ou seja, pelas características da água que
normalmente não se mantém até a casa do consumidor final, como os gases e a
temperatura.
Não tornando obrigatório, para a comercialização de água engarrafada, uma água com
características próprias e distintas das demais águas, o Código de Águas Minerais,
permite que qualquer água subterrânea considerável potável e protegida da influência
das águas superficiais (art. 26º) seja engarrafada e vendida desde que obedecidos os
preceitos da legislação em vigor.
Assim como no Código de Águas o órgão responsável pela autorização e fiscalização
dessa indústria de exploração de água é o Departamento Nacional da Produção
Mineral, que apesar de ter perdido uma parte de sua competência para o Ministério da
Saúde, mantém, diferentemente do que ocorreu em relação às águas superficiais, uma
grande atuação em praticamente todo o setor de águas minerais, competindo à Saúde
a parte de fiscalização da comercialização e a definição de padrões de potabilidade
(resolução 25/76 do CNNPA). Assim, ainda hoje, tanto as indústrias engarrafadoras
como os balneários dependem de autorização do DNPM para iniciarem suas atividades.
Esse decreto-lei, que está em vigor até os dias de hoje, dispõe, em 50 capítulos, as
formas como poder-se-ão aproveitar as águas minerais e potáveis de mesa. Apesar das
pequenas alterações sofridas pelo Código, tendo em vista que alguns artigos fazem
ligação com o Código de Minas, diversas vezes modificado até a promulgação da Lei nº
9.314 de 14/11/96, publicada no DOU de 18/11/96, atual Código de Mineração,
37
resolvemos, resumidamente, descrever a forma de atuação do governo para autorizar o
aproveitamento dessas águas.
O interessado, depois de realizados estudos geológicos e econômicos, receberá do
Ministro de Minas e Energia uma autorização, por tempo indeterminado, para
aproveitamento econômico da água mineral ou potável de mesa, cujo produto final
poderá chegar ao comércio logo após a Concessionária tenha obtido a licença junto ao
Órgão Ambiental.
É importante deixar claro que essa legislação continua vigente até hoje, com algumas
modificações feitas por decretos.
5.6 Padrões de qualidade / potabilidade (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária - ANVISA)
A água indicada para o consumo humano é aquela que atende os padrões de
potabilidade e qualidade.
5.6.1 Resolução 36/90 - ANVISA
Água Potável e Purificada Adicionada de Sais. Define padrões para água utilizada no
abastecimento. É utilizada para água mineral ou potável de mesa apenas para definir o
limite máximo permitido para substâncias não especificadas na legislação específica.
5.6.2 Resolução 54/2000 - ANVISA: Água Mineral E Potável De Mesa
Segundo a resolução 54/2000 da ANVISA que determina quantidade de certas
substancias presentes na água como pode ser visto na tabela 5.6
38
Tabela 5.6 - Tabela delimite de Substancias presentes na água
Substância Limite máximo permitido
(mg/l)
Antimônio
0,005
Arsênio
0,05 (arsênio total)
Bário
1
Borato
5 (boro)
Cádmio
0,003
Cromo
0,05 (cromo total)
Cobre
1
Cianeto
0,07
Chumbo
0,01
Manganês
2
Mercúrio
0,001
Níquel
0,02
Nitrato
50
Nitrito
0,02
Selênio
0,05
5.6.3 RESOLUÇÃO 54/2000 - ANVISA: ÁGUA MINERAL
Segundo a resolução 54/2000 da ANVISA que refere a água mineral nos critérios
microbiológicos tem-se o seguinte
Critérios Microbiológicos:
Microrganismos por 100ml
E. coli n=5; c=0; m=; 0 e M= ausência
Coli totais n=5; c=1; m=0 e M=2
Enterococos n=5; c=1; m=0 e M=2
Pseudomonas aeruginosas n=5; c=1; m=0 e M=2
Clostrídios sulfito redutores n=5; c=1; m=0 e M=2
n: número de amostras coletadas
c: número de máximo amostras que podem apresentar contaminação
m: limite mínimo aceitável
M: limite máximo aceitável
39
5.6.4 Resolução 309/99 da ANVISA: Água Purificada Adicionada De Sais
Segundo a resolução 309/99 da ANVISA que determina os limites máximos de
subistancias nas águas adicionadas de sais, temos a seguinte relação
Substância/Elemento...Limite máximo permitido (mg/200ml)
Cálcio.........................................................................50
Magnésio...................................................................20
Potássio..................................................................175
Sódio.......................................................................175
Aditivos Incidentais..............................................Os mesmos
potável
Aditivos Intencionais...........................................Apenas gás
da
água
carbônico
5.6.5 Classificação Segundo Codigo De Águas – ANVISA
A classificação da água segundo o código de águas esta expressa no Decreto-lei 7.841
de 08/08/45 como podemos ver a seguir.
Código de Águas Minerais - Decreto-lei 7.841 de 08/08/45. Critérios
Básicos:
I - Características Permanentes da água (composição química) - Ex.:
Iodetada de Pádua, Milneral, Salutaris, Calita, Fênix, Recanto das Águas,
Pindó, Caxambu, Raposo, Soledade, Havaí, São Lourenço, etc.
II - Características Inerentes às Fontes (gases e temperatura) - Ex.: As
Lindóias, Serra dos Órgãos, Passa Três, Poá, Termais de Caldas Novas
(GO) e Poços de Caldas (MG), etc.
Classificação/ Quanto à Composição Química:
Oligomineral: quando apresentarem apenas uma ação medicamentosa (Ex.:
não há no momento - Comissão de Crenologia, temporariamente,
desativada);
Radíferas: Substâncias radiotivas que lhes atribuam radioatividade
permanente (Ex: não há - não é determinado)
Alcalina Bicarbonatada: bicarbonato de sódio 0,200g/l. (EX.: Ijuí e Sarandi RS);
Alcalino Terrosas: alcalinos terrosos 0,120g/l. (Ex.: Ouro Fino e Timbú - PR);
Alcalino Tterrosas Cálcicas: cálcio sob a forma de bicarbonato de cálcio
0,048g/l (Ex.: Calita - RJ);
Alcalino Terrosas Magnesianas: magnésio sob a forma de bicarbonato de
magnésio 0,030g/l (Ex.: Lindágua - RO);
Sulfatadas: sultato de Na ou K ou Mg 0,100g/l;
Sulforosas: sulfeto 0,001g/l (Ex.: Araxá - MG);
Nitradas: Nitrato de origem mineral 0,100g/l e tiver ação medicamentosa
Cloretadas: cloreto de sódio 0,500g/l e tiver ação medicamentosa;
Ferruginosas: ferro 0,500g/l (Ex.: Salutaris - RJ);
Radioativas: contiverem radônio em dissolução (Ex: não há - não é
determinado);
40
Toriativas: torônio 2 unidades Mache/l. (Ex: não há - não é determinado)
Carbogasosas:gás carbônico livre dissolvido 0,200ml/l (Ex.: Caxambu, São
Lourenço - MG; Raposo, Soledade e Havaí - RJ);
Elemento Predominante: Elemento ou substância raros ou dignos de nota.
Iodetada (Pádua - RJ); Litinada (Milneral - RJ); Fluoretada (Fênix - RJ);
Brometada (Serra do Segredo - RJ).
Classificação : Quanto às Características Inerentes às Fontes
(Apenas para as águas minerais)
1. Quanto aos Gases:
Fracamente Radioativas: teor de radônio entre 5 e 10 unidades Mache por
litro de gás espontâneo (Ex.: Minalba Lindoya Genuína - SP, Passa Três RJ);
Radioativas: teor de radônio entre 10 e 50 unidades Mache por litro de gás
espontâneo (Ex.: Diversas Lindóias, Poá, Shangri-lá - SP);
Fortemente Radioativa: teor de radônio superior a 50 unidades Mache por
litro de gás espontâneo (EX.: Araxá - MG);
Toriativas: torônio a 2 unidades Mache/l. (Ex: não há - não é determinado)
Sulforosas: as que possuem na emergência desprendimento definido de
gás sulfídrico (Ex.: Araxá - MG);
2. Quanto a Temperatura:
Fontes Frias: temperatura inferior a 25ºC;
Fontes Hipotermais: temperatura entre 25 e 33ºC (Ex.: Serra dos Órgãos RJ);
Fontes Mesotermais: temperatura entre 33 e 36ºC (Ex.: York - PI);
Fontes Isotermais: temperatura entre 36 e 38ºC;
Fontes Hipertermais: temperatura acima de 38ºC (Ex.: Thermas Antônio
Carlos - Poços de Caldas - MG; Caldas Novas - GO).
5.7 Captação Envasamento E Distribuição
Hoje a água mineral é captada em poços tubulares profundos e envasadas em
embalagens descartáveis ou retornáveis e distribuídas em mercados, bancas, padarias,
e outros, no caso do fornecimento da água mineral, para os reservatórios da instalação
hidráulica de água mineral, após a captação o produto será bombeado diretamente
para um caminhão com um reservatório em aço inoxidável e imediatamente lacrado.
Esse caminhão se dirigira ao condomínio, chegando ao seu destino um funcionário do
condomínio rompera o lacre e através de uma bomba de aço inoxidável essa água será
bombeada para o reservatório após o abastecimento será colida uma amostra da água,
na tubulação do edifício, para analise, com isso o controle e monitoração da qualidade
dessa água e feito periodicamente.
41
Quando detectada alta variação das características da água das instalações em relação
à da empresa mineradora ou aos padrões de potabilidade será feita a limpeza da
tubulação e do reservatório. Essa limpeza é feito primeiro no reservatório, com o resto
da tubulação fechada, utiliza-se um pressurizador com água mineral e produtos usados
na limpeza dos equipamentos das emvazadoras de água mineral. Com o reservatório
limpo e seco é bombeada novamente água mineral, com produtos específicos, na
tubulação, essa tubulação deve estar isolada, através de válvulas, do reservatório que
já está limpo.
Para comodidade do condomínio e a garantia de que o reservatório nunca ficara vazio,
podem ser instalados dispositivos que controlam e avisam quando o volume de água
estiver baixo. Estes dispositivos podem ser bóias, válvulas de pressão e outros, desde
que o indicador fique visível a algum funcionário do condomínio.
42
6 ESTUDO DE CASO
Essa instalação de água mineral foi implantada numa residência da cidade de São
Paulo no bairro do Morumbi, para avaliar e detectar o desempenho da instalação assim
como suas vantagens.
6.1 Modulo de reabastecimento.
Como mencionado anteriormente, o modulo de abastecimento está locado próximo ao
calçamento do imóvel facilitando o acesso do caminhão.
A caixa de proteção bem como o inicio da instalação por onde é feito o reabastecimento
fica a uma altura de um metro e sessenta centímetros, para evitar o contato de animais
silvestres e principalmente domésticos que transitam pelo calçamento ou passeio
publico, conforme mostra a figura 6.1.
Figura 6.1 – Modulo de abastecimento
43
6.2
Conexão de inox e ponto de energia
No inicio da instalação temos uma conexão de Aço inox acompanhada de um ponto de
energia elétrica que serve para alimentar a bomba utilizada para recalcar a água até o
reservatório conforme figura 6.2
Figura 6.2 – Conexão de inox e ponto de elétrica
6.3 Vedação da conexão
A conexão de aço inox deve ser vedada com uma tampa de borracha para garantir que
não suba nada nem animais pequenos pela tubulação, e assegurar que não aja
depósito de materiais ou poluentes suspensos no ar como mostra a figura 6.3.
44
Figura 6.3 – Tampa de vedação da conexão
6.4 Conexão da mangueira de abastecimento
O cuidado com a mangueira de abastecimento deve ser igualmente importante, na
ponta deve ter uma conexão que se encaixe e vede totalmente esse engaste.
Pode ser visto nas figuras 6.4, 6.5 e 6.6 a conexão de aço inox e suas fivelas que
travam o acoplamento bem como a vedação interna de ambas garantindo uma vedação
completa do sistema.
45
Figura 6.4.1 – Conexão de inox da tubulação de abastecimento
46
Figura 6.4.2 – Sistema conectado e travado
47
Figura 6.4.3 – Vedação interna de borracha
6.5 Residência que conta com a Instalação de água mineral.
Esta residência fica na cidade de São Paulo no bairro do Morumbi, onde residem cinco
moradores. O reservatório esta localizado a uma altura de cinco metros e meio do nível
da rua, o ponto de água está localizado na cozinha situada no pavimento intermediário.
48
Contando com um reservatório para água mineral de duzentos litros essa residência
leva aproximadamente vinte dias para reabastecer o reservatório. Antes da instalação
do sistema o consuma em vinte dias era de oitenta litros.
Com a instalação de água mineral o consumo dessa residência teve um aumento de
cento e cinqüenta por cento, isso se deve a facilidade e praticidade oferecida pelo ponto
de água locado próximo a pia da cozinha, agora alem de beber a água mineral ela e
usada para cozinhar os alimentos e até para fazer o cafezinho. Veja na figura 6.7 a
residência que foi instalado o sistema.
Figura 6.7 – Residência que conta com a instalação de água mineral
6.6 Ponto interno de água
O ponto de água foi locado na cozinha próximo a pia, facilitando a utilização e o acesso
de todos da casa conforme mostra a figura 6.8.
49
Ponto de água mineral
Luz que indica baixo
nível de água no
reservatório
Figura 6.8 – Ponto de água mineral
6.7 Custo da instalação
O custo da instalação utilizando o reservatório de aço inox e a tubulação de
Polipropileno Copolímero Random (PPR), que é um plástico não tóxico, é de R$
1.594,38 conforme mostra a tabela 6.1
50
Tabela 6.1 – Tabela de custo
Custo da instalação de água mineral
Fornecedor
Rua Itatupã, 200 Vila Andrade Morumbi
Mineral Lar
3743-7718
Item
Descrição
Unid. Qtde
Data:08/07/06
P.unit.
P.total
A Serviço / Instalação de água mineral
1
Tubulação de PPR 1" 4m
br
4,00
38,70
154,80
2
Tubulação de PPR 3/4" 4m
br
1,00
25,09
25,09
3
Luva de PPR 1"
pç
5,00
2,17
10,85
4
Luva de PPR 3/4"
pç
1,00
7,21
7,21
5
Cotovelo de PPR 1"
pç
4,00
6,85
27,40
6
Cotovelo de PPR 3/4"
pç
2,00
5,90
11,80
7
Reservatório de Inox 200L
un
1,00
500,00
500,00
8
Hora do Instalador
hr
32,00
8,17
261,44
9
Hora do servente
hr
32,00
7,03
224,96
vb
1,00
200,00
200,00
10 Verba p/ areia cimento e mat. De pintura
11
B Subtotal
C BDI
D Total
1.423,55
12%
R$ 1.594,38
51
6.8 Custo mensal da reposição de água
Atualmente o litro da água é vendido na fonte a R$ 0,05 (cinco centavos), o consumidor
final paga em média R$ 0,25 (vinte e cinco centavos).
Uma família de cinco pessoas consome em média,na sua residência, vinte litro de água
mineral em aproximadamente cinco dias. Isso significa que por mês consome cento e
vinte litros ou vinte e quatro litros mês por pessoa.
Uma família que consome cento e vinte litros de água minera a vinte e cinco centavos,
gasta por mês trinta Reais. O custo da reposição de água mineral no sistema é de
quarenta centavos o litro, podendo chegar até os mesmos vinte e cinco centavos dos
garrafões se as entregas forem em condomínios. a limpeza do sistema é cobrada a
parte e leva em conta a água utilizada na lavagem bem como produtos e mão de obra
dos funcionários.
52
7 PROCEDIMENTO PARA LIMPEZA
Um dos pontos críticos do sistema no tocante a contaminação é o reservatório, bem
como a própria tubulação que o abastece seguido da que faz a distribuição.
7.1 Limpeza do Reservatório
O reservatório de aço inoxidável é desprovido de qualquer tampa ou orifício de visita.
Para limpeza ele conta com um equipamento de pulverização embutido no seu interior.
O sistema de limpeza é fixo, existe uma entrada para esse fim. Conectando uma
tubulação nesta entrada, injeta-se água com solução clorídrica e acido fervescente.
Na ponta interna da entrada de limpeza do reservatório existe uma esfera metálica com
diversos furos em todo seu perímetro, quando a água é injetada na entrada de limpeza,
imediatamente essa esfera se enche de água e através dos seus furos esguicha água
com produto de limpeza em toda superfície interna do reservatório, conforme figura 7.1.
53
Figura 7.1 – Limpeza do reservatório.
A tubulação também deve ser limpa, para isso, basta circular água adicionada das
mesmas soluções mencionadas anteriormente. A solução clorídrica atua no sistema
eliminando possíveis bactérias, fungos e outros, o acido atua nas paredes do sistema,
eliminando o deposito de minerais que fixam-se no decorrer do uso.
É importante dizer que esses produtos são os mesmos utilizados para limpeza e
manutenção das instalações nas mineradoras, e a remoção dos mesmos é feita apenas
com uma rápida circulação de água limpa no sistema.
Alem da entrada de limpeza é necessária a instalação, no reservatório, uma válvula de
alivio de pressão, tanto permitindo a entrada de ar a medida em que o nível do
reservatório for abaixando, quanto no abastecimento, que deve permitir que o ar saia
para água poder entrar.
54
8 CONCLUSÃO
Conclui-se que a instalação de água mineral atende ao seu principal objetivo que é
trazer conforto, segurança e confiabilidade no produto ao consumidor. Esse conforto e
confiabilidade são tão visíveis que notamos novas utilizações da água mineral, alem de
bebe-la ela está sendo utilizada para cozinhar alimentos.
Esse aumento no consumo é interessante para o setor de industrias de mineração, que
captam e comercializam esse produto, pois certamente terá um considerável aumento
na produção.
E por fim a implantação desse sistema em novos empreendimentos da constrição civil
trará maior liquidez nos imóveis e com certeza agregara mais valor, e tudo isso com um
baixo custo de investimento.
Essa instalação num primeiro momento é viável só para condomínios verticais ou
horizontais, dessa maneira o custo do frete é diluído na quantidade de água a ser
entregue, o que não acontece no caso do abastecimento de uma única residência, onde
o custo do transporte é quase o valor da carga.
55
9 REFERENCIA
Ambiente Brasil – porta da internet. Disponível em
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./agua/mineral/index.html&conteudo=./
agua/mineral/classificacao.html ( 07/05/06)
UNIÀGUA - Universidade da água. Disponível em
http://www.uniagua.org.br/website/default.asp?tp=3&pag=aguamineral.htm#MERCADO(
07/05/06-17:22 (07/05/06)
CESAN - COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO. Disponível em
http://www.cesan.com.br/pesquisa_estudantil/tratamento_agua/index-agua.php (03/06/06)
CESAN - COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO. Disponível em
http://www.cesan.com.br/pesquisa_estudantil/tratamento_agua/estacao.php (03/06/06-15:30)
ABINAM - Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais. Disponível em
http://www.abinam.com.br/site/artigos.asp?pg=artigo03 (03/06/06)
DGABC – Diário Do Grande ABC. Disponível em
http://economia.dgabc.com.br/materia.asp?materia=529573 (03/06/06)
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Instalações hidráulicas de água mineral em condomínios