ANÁLISE DESCRITIVA DA COMPOSIÇÃO QUÍMICA DE ÁGUAS
MINERAIS – UMA ANÁLISE DOS RÓTULOS
Anderson Ferreira Leite – Aluno do 5º Período do Curso de Tecnologia em Gestão Ambiental do
IFMG, campus Governador Valadares. [email protected]
Maria Terezinha Silva Neta – Professora do Curso de Tecnologia em Gestão Ambiental do
IFMG, campus Governador Valadares. [email protected]
Luís Fernando Penna Rocha – Professor do Curso de Tecnologia em Gestão Ambiental do
IFMG, campus Governador Valadares. [email protected]
RESUMO
O trabalho visa descrever a qualidade da água mineral consumida pela
população da cidade de Governador Valadares e região, no Vale do Rio Doce,
notadamente, no que tange a sua composição de sais minerais, propriedades
físico-químicas, variantes de contaminação e sua contribuição para a ativação
de um equilíbrio saudável do organismo humano, tendo a água mineral como
substituta da água fornecida pelo sistema de abastecimento público. Tem se o
intuito de demonstrar que o simples fato de se adquirir o hábito de consumir
somente água mineral envasada, não necessariamente indica que se está
consumindo uma água de boa qualidade, baseando-se no fato de que a
legislação brasileira proíbe qualquer tipo de intervenção ou tratamento na lavra
onde a água mineral vai ser extraída. Mesmo assim, o consumo brasileiro de
água mineral envasada cresce em um ritmo muito acelerado, com uma visão
de água pura e saudável. A partir destes fatores, a pesquisa vem exatamente
para que se possa analisar todos os pontos envolvidos desde a preparação da
lavra até o consumo final nas residências.
PALAVRAS-CHAVE: Água Mineral, Sais Minerais, Qualidade, Contaminação.
ABSTRACT
The work aims to observe the quality of mineral water consumed by the
population of Governador Valadares city and in the Vale do Rio Doce region,
notably, with respect to its mineral composition, pHysic-chemical variants of
contamination and their contribution to the activation of a healthy balance of the
human body, with mineral water as a substitute gives water supplied by public
supply system. It is the aim of showing that the mere fact of acquiring the
consuming habit only bottled mineral water, does not necessarily mean that are
consuming a good quality water, based on the fact that Brazilian law prohibits
any type of intervention or treatment in mining where the mineral water will be
extracted. Still, the Brazilian consumption of bottled mineral water is growing at
a fast pace, with a vision of healthy and pure water. Given these factors, this
2
research is exactly what can be thoroughly examined all the factors that can
occur from pre-mining to final consumption in homes.
KEY-WORDS: Mineral Water, Mineral Salts, Quality, Contamination.
INTRODUÇÃO
Nos dias atuais pode-se ver que a necessidade e busca por água limpa,
potável e de qualidade, é maior a cada dia que passa. A preocupação aumenta devido
à degradação que ocorre no meio ambiente como a destruição das matas ciliares e de
nascentes, a exploração de garimpos e lavras, a poluição atmosférica, os efluentes
domésticos e industriais não tratados, que acabam por diminuir a qualidade da água
potável a ser consumida.
A água doce corresponde a 1% de toda a água do planeta e, em seu estado
natural, representa um dos componentes mais puros, porém esta característica vem
se alterando e hoje ela é um importante veículo de transmissão de inúmeras doenças
(CARVALHO, 2009 apud REIS; HOFFMANN, 2006).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 25 milhões de pessoas no
mundo, morrem, por ano, devido a doenças transmitidas pela água, como cólera e
diarréias. (VILLELA et. al, 2009)
Por isso, é cada vez maior o número de lares que abandonam o uso dos
antigos sistemas de filtração dá água que é fornecida pelo sistema de abastecimento
municipal de cada cidade (SAAE’s- Serviço Autônomo de Água e Esgoto, COPASA’s –
Companhia de Saneamento de Minas Gerais, CESAN’s – Companhia Espírito
Santense de Saneamento, dentre outras denominações) e utilizam somente água
mineral para o consumo diário.
Não se sabe se adotando tal medida, consegue-se realmente consumir uma
água de alta qualidade, que mantém ou equilibra a saúde, bem como prevenir
doenças de veiculação hídrica e outras que poderiam aparecer tardiamente de forma
latente, e que poderiam ser atribuídas também pela contaminação da água.
Segundo a RDC 173/2005, água mineral natural, é obtida diretamente de
fontes naturais ou artificialmente captadas de origem subterrânea, caracterizada pelo
conteúdo definido e constante de sais minerais (composição iônica) e pela presença
de oligoelementos e outros constituintes, devendo ser envasada dentro da área
autorizada pela autoridade competente.
Em relação a água mineral, esta contém minerais ou outras substâncias
dissolvidas que alteram seu gosto e/ou lhe dão valor terapêutico, como é o caso de
sais, compostos de enxofre e gases. Este tipo de água pode frequentemente ser
efervescente, preparada ou ocorrer naturalmente. As águas minerais são provenientes
3
das subterrâneas que se originam através da infiltração do solo a partir da superfície e
elas retornam à superfície por meio de fontes naturais ou por poços perfurados. As
minerais
se
diferenciam
das
demais
subterrâneas
por
atingirem
maiores
profundidades, isso se deve as condições especiais do solo. Essa maior infiltração
fornece condições físico-químicas especiais à água, a saber: maior dissolução de sais
minerais, maior temperatura e pH alcalino. Algumas águas minerais são originárias de
regiões com alguma atividade vulcânica (ROCHA et al, 2008).
Segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM, a produção
brasileira de água mineral cresceu continuamente entre 1995 a 2007. Entre 2001 e
2007 a taxa anual de crescimento foi de 3,6%, passando de 3,73 bilhões de litros para
4,61 bilhões. Os estados que mais produzem são São Paulo (34% da produção), Rio
de Janeiro (7%), Minas Gerais (6%) e Paraná, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do
Sul (5%). O crescimento maior, porém, está sendo registrado na região Norte, com
quase 29%. O Brasil exporta o produto, sendo que seu maior importador é Angola. O
consumo de água mineral no mundo está crescendo tanto que supera, desde 2007, o
de refrigerantes gasosos, tornando-se a bebida mais consumida no mercado mundial.
Em 2008, o Brasil foi o quarto maior consumidor de água mineral, logo atrás dos
Estados Unidos, México e China.
Segundo os dados da ABINAM - Associação Brasileira da Indústria de Águas
Minerais de 2011, o mercado brasileiro de águas envasadas segue em franca
expansão. De acordo com dados da pesquisa Nielsen de 2011, a água mineral liderou
o ranking de vendas no primeiro bimestre de 2011 com alta de 32,7%, na avaliação de
134 categorias de produtos. A expansão do setor de água de mineral é uma tendência
mundial. Caso as projeções se concretizem, o consumo mundial do produto deverá
registrar crescimento de 124% nos últimos dez anos. Diante deste cenário de
crescimento, o Brasil reafirma posição como mercado com grande potencial de
expansão. Já é o sétimo maior produtor do planeta, com crescimento a taxas próximas
a 20% ao ano. Em 2010, foram produzidos 8,4 bilhões de litros contra 7,8 bilhões no
ano anterior. Apesar do crescimento do setor o índice de consumo per capita ainda é
considerado baixo em torno dos 45 litros/ano, bem inferior ao de países como Portugal
(100 litros per capita/ano) e Alemanha (127 litros per capita/ ano), mostram que o
mercado brasileiro ainda tem muito para crescer (ABINAM, 2012).
Para uma manutenção de condições estáveis em um organismo, suas células
têm uma função essencial, a qual os fisiologistas chamam de homeostase. (MACÊDO,
2004
apud CORPO HUMANO, 2004) A quantidade de água e sais minerais nas
células e nos organismos deve ser perfeitamente balanceada, qualificando o chamado
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equilíbrio hidrossalino. Esse equilíbrio é fator decisivo para a manutenção da
homeostase (MACÊDO, 2004 apud CLICKBRIO, 2004).
Na água mineral os sais mais comuns são: Bicarbonato, Sódio, Cálcio, Nitrato,
Potássio, Magnésio, Cloreto, Sulfato, Estrôncio, Fluoreto, Bário, Lítio, Borato, dentre
outros. Sendo que todos estes sais são encontrados em maior ou em menor
quantidade, e acabam também por definir o pH da água em ácido, neutro ou alcalino,
a ser definido pela local da fonte, em qual região de formação rochosa ela está
inserida.
Diante dessa combinação química, seguindo recomendações médicas (OMS–
Organização Mundial de Saúde) devem ser consumidos em média 2 (dois) litros de
água por dia. O consumo médio anual para uma pessoa adulta é de 5 a 10 vezes a
massa do corpo, o que dá uma média de cerca de 450 litros/ano (300-600 L/ano)
(Macêdo, 2004 apud LIMA, 2004). A combinação ideal desses sais e suas
concentrações, dependendo do estado do organismo, um atleta, um idoso, ou uma
criança, exigem uma melhor combinação destes sais para que fortaleçam a saúde
humana, geralmente de acordo com a variação de idade e sexo, bem como o tipo de
vida que se leva. Lembrando que assim estes sais contribuem para que o corpo
humano consiga estabelecer um maior controle homeostático.
Para que se possa entender melhor a classificação de água mineral natural,
segue-se um pequeno resumo da Resolução da ANVISA – RDC nº 173, de 15 de
junho de 2005, que regulamenta a exploração e comercialização de água mineral no
Brasil, dispondo sobre o regulamento técnico para a fixação de identidade e qualidade
de água mineral natural e água natural.
A resolução tem como objetivo fixar a identidade e as características mínimas
de qualidade a que devem obedecer às águas minerais naturais e as águas naturais. A
RDC 173/2005 estabelece que na água mineral não deve conter concentrações acima
dos limites máximos permitidos das substâncias, dispostas de forma mais articulada
na figura 01.
Antimônio
0,005 mg/L (Sb)
Arsênio
0,05 mg/L, calculado como arsênio (As) total
Bário
1 mg/L (Ba)
Borato
5 mg/L ,calculado como boro (B)
Cádmio
0,003 mg/L (Cd)
Cromo
0,05 mg/L, calculado como cromo (Cr) total
Cobre
1mg/L (Cu)
5
Cianeto
0,07 mg/L (CN)
Chumbo
0,01 mg/L (Pb)
Manganês
2 mg/L (Mn)
Mercúrio
0,001 mg/L (Hg)
Níquel
0,02 mg/L (Ni)
Nitrato
50 mg/L, calculado como nitrato
Nitrito
0,02 mg/L, calculado como nitrito
Selênio
0,05 mg/L (Se)
Figura 01 – Valores máximos permitidos de substâncias na água mineral.
Trata ainda das embalagens utilizadas para o envase, no que diz respeito à
utilização ou reutilização, sendo que as que estiverem abauladas, com algum tipo de
rachadura, ranhura, remendo, deformação no gargalo e alterações de odor devem ser
rejeitadas, devendo ser destruída caso a alteração possa apresentar risco à saúde. No
momento do envase, a circulação das embalagens desde o momento da lavagem até
o fechamento, não é permitido o transporte manual, sendo que as embalagens já
lavadas não devem circular em ambiente aberto. É proibido o processo manual, no
envase e fechamento das embalagens, as tampas devem ser previamente
desinfetadas. Todo o maquinário que entre em contato com a água deve ser
submetido à higienização e manutenção periódica. Sendo que a rotulagem deve ser
realizada fora da área de envase.
Os microrganismos considerados indicadores de contaminação em águas
minerais, são: Escherichia coli ou coliforme (fecais) termotolerantes, coliformes totais,
enterococos, Pseudomonas aeroginosa, Clostrídios sulfito redutores ou Clostrídium
perfringens. Os microrganismos indicadores são rotineiramente empregados para
avaliar a qualidade do produto final e a higiene empregada no seu processamento. O
isolamento e identificação dos patógenos específicos é adequado para investigação e
controle de surtos, não sendo prática a sua aplicação em outras circunstâncias, já que
muitas vezes envolvem técnicas demoradas e caras, todos estes parâmetros são
definidos pela RDC Nº 275. No Brasil, os padrões de identidade e qualidade da água
mineral e natural, são regulamentadas pela RDC Nº 275 de 22 de setembro de 2005,
da Agência de Vigilância Sanitária. O controle microbiológico deve ser adotado em
todas as indústrias, no mínimo, do produto final. ( SILVA et al.,2008)
A RDC 275/2005 trata ainda das características microbiológicas, e diz que a
água não pode apresentar risco à saúde do consumidor, e tem que estar de acordo
com os níveis estabelecidos na figura 02 abaixo, onde o n representa o número de
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unidades de amostra representativa a serem coletadas e analisadas individualmente, e
o c é o número aceitável de unidades da amostra representativa que pode apresentar
resultado entre os valores mínimos e máximos.
Amostra
indicativa
limites
n c
mínimo
máximo
E. coli ou coliforme (fecais)
termotolerantes, em 100 mL
Ausência
5 0
-.-
Ausência
Coliformes totais, em 100 mL
<1,0 UFC; <1,1
NMP ou
ausência
5 1 <1,0 UFC; <1,1 2,0 UFC ou 2,2
NMP ou
NMP
ausência
Enterococos, em 100 mL
<1,0 UFC; <1,1
NMP ou
ausência
5 1 <1,0 UFC; <1,1 2,0 UFC ou 2,2
NMP ou
NMP
ausência
Pseudomonas aeruginosa, em
100 mL
<1,0 UFC; <1,1
NMP ou
ausência
5 1 <1,0 UFC; <1,1 2,0 UFC ou 2,2
NMP ou
NMP
ausência
Clostrídios sulfito redutores ou
C. perfringens, em 100 mL
<1,0 UFC; <1,1
NMP ou
ausência
5 1 <1,0 UFC; <1,1 2,0 UFC ou 2,2
NMP ou
NMP
ausência
Microrganismo
Amostra representativa
Figura 02 – Características microbiológicas máximas.
Como já citado anteriormente, a constituição dos sais minerais para a nutrição
humana é fundamental, precisa-se repor todos os dias estes nutrientes, sendo que a
água mineral ou isotônicos, contém vários destes nutrientes. Os sais minerais
representam 5% da constituição das células. (MACÊDO, 2004 apud CLICKBIO, 2004)
Em uma dieta saudável aconselha-se consumir todos os tipos de nutrientes, vitaminas,
minerais, proteínas, lipídios. Os minerais tão importantes quanto todos os outros
elementos, fazem parte do crescimento e desenvolvimento, das defesas imunológicas
e são os formadores das partes sólidas do corpo, como ossos e dentes. Além de
ajudarem na formação e manutenção dos nossos tecidos, músculos, órgãos, e das
células do sangue. Também previnem doenças e alguns problemas relacionados aos
ossos e mau funcionamento dos órgãos. Além de aumentar a expectativa de vida,
contribuir para uma boa aparência, e melhoram o metabolismo, combatendo a fadiga e
o stress. O organismo não produz sais minerais, sendo preciso a sua ingestão diária
segundo as recomendações nutricionais . O excesso de alguns minerais podem
causar distúrbios e até problemas graves ao organismo. Pode-se orientar através das
Recomendações Nutricionais Diárias divulgadas pelo MS/Anvisa.
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Os Sais Minerais não possuem classificação ou divisão, os principais são:
Cálcio, Cromo, Cobre, Flúor, Iodo, Ferro, Magnésio, Manganês, Molibdênio, Fósforo,
Selênio, Zinco, Sódio, Potássio. Existem ainda outros minerais, como enxofre, silício,
cloro, cobalto, Arsênico, Boro, Níquel, Vanádio. É valido relatar suas principais
características, bem como suas finalidades, e os efeitos da carência ou excesso
destes minerais (Campos, 2012).
Tem-se como objetivo nesta pesquisa analisar a composição química de
diferentes marcas de água mineral através dos rótulos das mesmas, e a qualidade da
água mineral que é comercializada atualmente, no tocante à sua composição química,
e o que estes componentes podem ajudar a manter a saúde do organismo humano, ou
mesmo desequilibrar todo o controle homeostático devido a sua composição. Bem
como realizar um alerta de que contaminação por microrganismos (coliformes fecais,
totais e Pseudomonas aeruginosas) que não são tão difíceis de serem encontrados,
principalmente quando as recomendações jurídicas são ignoradas.
Segundo a Portaria 518/2004 do Ministério da Saúde, em seu Art. 16 a água
potável deve estar em conformidade com o padrão de aceitação de consumo expresso
na Figura 03 abaixo.
Parâmetro
Cloreto
Ferro
Manganês
Sódio
Sulfato
Unidade
mg/L
mg/L
mg/L
mg/L
mg/L
Valor Máximo Permitido
250
0,3
0,1
200
250
Figura 03 – Valores máximos dos minerais na água mineral.
No artigo 16 da Portaria 518/2004, em seu parágrafo primeiro recomenda-se
que o pH da água seja mantido na faixa de 6,0 a 9,5.
Cada ser humano tem uma necessidade diária de nutrientes, conforme as
Recomendações Diárias de Nutrientes, para que se tenha uma vida saudável,
geralmente temos valores aproximados dentro de cada faixa etária e também
diferentes valores por sexo, os principais minerais que podem ser encontrados na
água, são observados na figura 04A abaixo, com sua respectiva ingestão
recomendada.
Mineral
Cálcio
Magnésio
Potássio
Sódio
Quantidade (mg)
1200
420
4700
1300
Figura 04A – Recomendações Diárias de Nutrientes
Diante do exposto, pauta-se a importância do trabalho perante a necessidade
de divulgar os padrões de potabilidade da água para consumo humano para a
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sociedade em geral, fazendo-se uma alerta para o consumo indiscriminado de água
mineral como alternativa para uma opção de água de ótima qualidade e livre de
microrganismos. Justificando-se pela biota natural da água mineral que possui
microrganismos, sendo vem a colaborar para o aumento destes microrganismos.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
O ambiente investigado é a região de Governador Valadares localizada no Vale
do Rio Doce, onde foram recolhidas amostras de 9 marcas mais conhecidas no
comércio da região e a amostra de água potável do SAAE – GV, sendo realizada uma
pesquisa quantitativa e descritiva.
Para se atingir os objetivos propostos foram compradas no comércio de
Governador Valadares e região, as 9 marcas de água mineral a saber: Divina Pureza,
Campinho, Crystal, Krenak/Águah!, Hidrovita, Santa Elizabeth, Viva, Schincariol e
Aqualeve. Bem como, a amostra de água potável do SAAE-GV. As marcas Krenak e
Águah! pertencem à mesma empresa envasadora, sendo o produto retirado da mesma
fonte, e distribuído somente com nomes comercias diferentes.
As amostras foram adquiridas na rede varejista da cidade de Governador
Valadares e região, no período de Junho de 2012 a Agosto de 2012. As informações
registradas nos órgão públicos que são encontradas nos rótulos, podem ser
visualizadas na figura 04B abaixo.
Marca
Portaria
de Boletim
Lavra
de
Análise
Processo Classificação
DNPM
Química
Krenak
Nº
500
de
Nº 622/LAMIN, de
Nº 832.347/93
Mineral
Divina Pureza
19/11/2011
Nº
288
de
01/08/2011
Nº 648/LAMIN
de
Nº 830.711/98
na fonte
Mineral Fluoretada
Crystal
19/12/2003
Nº
376
de
12/08/2008
Nº 662/LAMIN
de
Nº 820.990/96
Mineral Fluoretada
Campinho
10/12/1997
Nº
849
de
21/07/2009
Nº 016/LAMIN
de
Nº 890.198/01
Mineral Fluoretada
Hidrovita
19/06/1984
Nº 214 de 04/07/06
24/01/2008
Nº 735/LAMIN
de
Nº 890.226/02
Mineral Fluoretada
Nº 327 de 23/10/96
10/09/2008
Nº 845/LAMIN
de
Nº 830.483/86
Mineral
Nº 05 de 20/02/2003
30/10/08
Nº 958/LAMIN
de
Nº 890.119/98
na Fonte
Mineral Fluoretada e
Nº 40 de 17/01/2002
11/12/2008
Nº 940/LAMIN
de
Nº 835.286/95
Hipotermal na fonte
Mineral Fluoretada
Viva
Schincariol
Aqualeve
Hipotermal
Radioativa
10/11/2011
Figura 04B – Informações das Amostras
As amostras foram verificadas através de seus rótulos. A amostra do SAAE-GV,
utilizou-se um copinho envasado para eventos públicos, o qual fornece toda a
composição da água, e foi fornecida gratuitamente por um funcionário da autarquia.
Logo após, fazendo toda a separação de seus dados para uma planilha, onde os
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dados foram analisados, reorganizados de forma que se possa ter uma maior
compreensão das informações de cada produto. Como base de comparação foram
utilizados os padrões recomendados pela OMS e Conselho Regional de Nutrição/
Ministério da Saúde . Sendo que após a transmissão de todos os dados para a
planilha, foram gerados gráficos para usar os recursos visuais com a intenção de
facilitar a compreensão.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Lembrando que a água mineral não vai ser o único alimento a ser ingerido em
um dia normal de alimentação, comprovando-se facilmente com a análise dos gráficos
abaixo.
Figura 05 – Relação geral da composição química das amostras.
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Figura 06 – Quantidade de bicabornato em mg/L nas amostras.
O Bicabornato tem efeitos laxativo e digestivo, não tendo valores máximos
estipulados pela ANVISA/MS.
Figura 07 - Quantidade de cálcio em mg/L nas amostras.
O Cálcio, tem um papel essencial em quase todas as funções do organismo, como:
Coagulação do sangue, oxigenação dos tecidos, transmissão dos impulsos nervosos,
regularização dos batimentos cardíacos e equilíbrio de ferro no organismo. E principalmente
na formação de ossos e dentes, indispensável na dieta de recém-nascidos, crianças e
gestante. Previne a osteoporose. Trabalha em equilíbrio com o fósforo. Sua carência causa
deformação óssea e enfraquecimento dos dentes. Já o excesso, pode causar pedras nos
rins, hipercalcemia, síndrome alcalina do leite, e insuficiência renal (Campos, 2012). Sendo
que temos uma necessidade de 1200mg por dia, nota-se que temos em média 1% desse
valor atendido a cada litro.
Figura 08 – Quantidade de cloreto em mg/L nas amostras.
O cloreto ajuda no equilíbrio das reações químicas dentro do organismo e no
controle da pressão osmótica, e segundo a Portaria 518/2004 a valor máximo permitido é de
250 mg/L. Nenhuma amostra atingiu o limite máximo permitido.
Figura 09 – Quantidade de fluoreto em mg/L nas amostras.
O Flúor, ajuda a formar e proteger os dentes, prevenindo as cáries dentárias, e o
desgaste dos ossos, prevenindo a osteoporose. Sua carência ajuda a desenvolver cáries
dentárias. Seu excesso esmalte e fluorose do esqueleto (Campos, 2012).
A RDC 173/2005, trata sobre alguns limites de minerais que podem estar presentes
na composição da água mineral, sendo que quando o produto tiver mais que 1mg/L de
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fluoreto, o rótulo deve conter a expressão “Contém Fluoreto”, quando tiver mais que 2mg/L
de fluoreto, deve conter a expressão “O produto não é adequado para lactentes ou crianças
com até sete anos de idade”. Quando tiver mais que 2mg/L de fluoreto, deve conter a
expressão “Fluoreto acima de 2 mg/L, para consumo diário, não é recomendável”. Sendo
que nenhuma amostra atingiu o nível de 2mg/L.
Figura 10 – Quantidade de magnésio em mg/L nas amostras.
O Magnésio, é o Cofator para o sistema de enzimas. Regula as células nervosas,
ajuda na formação de anticorpos e no alívio do stress. Atua na formação dos tecidos, ossos
e dentes; ajuda a metabolizar os carboidratos; controla a excitabilidade neuromuscular. Sua
carência provoca extrema sensibilidade ao frio e ao calor, e o seu excesso ainda não há
nenhuma evidência de efeitos adversos do consumo de magnésio naturalmente proveniente
de alimentos. Os efeitos adversos de magnésio que contém os suplementos podem incluir
diarreia osmótica. O limite máximo para magnésio só representa a ingestão de um agente
farmacológico (suplemento) e não inclui ingestão de alimento e água (Campos, 2012). Temse a recomendação de 420 mg de magnésio diariamente, segundo o MS.
Figura 11 – Quantidade de potássio em mg/L nas amostras.
O Potássio, atua associado com o sódio no equilíbrio de água, transmissão de
impulsos nervosos, regulariza a frequência cardíaca e o sistema muscular, contribui para a
formação da célula. Sua carência diminui a atividade muscular, inclusive a do coração
(Campos, 2012). Tem-se a recomendação de 4700 mg de potássio diariamente, segundo o
MS.
Figura 12 – Quantidade de sódio em mg/L nas amostras.
O Sódio, que regula os líquidos no organismo, a pressão sanguínea, influi nas
contrações musculares e nos impulsos nervosos. Impede o endurecimento do cálcio e do
magnésio, o que pode formar cálculos biliares ou nefríticos; previne a coagulação
sanguínea. Sua carência pode causar câimbras e retardamento na cicatrização das feridas.
O excesso causa a pressão alta, com risco de ataque cardíaco. Pode aumentar a
quantidade de cálcio excretada pela urina (Campos, 2012). Segundo a RDC 173/2005, se
tiver mais de 200mg/L de sódio, deve conter a expressão “Contém sódio”.
nenhuma amostra atingiu tal limite.
Figura 13 – Quantidade de sulfato em mg/L nas amostras.
Sendo que
13
Segundo a Portaria 518/04, tem-se como valor máximo permitido 250 mg/L de
sulfato.
Na figura 14, podemos analisar a quantidade de nitrato. Nitratos e nitritos podem
causar danos de ordem fisiológica ao consumidor, que é a perda da capacidade de
oxigenação do sangue – Metaglobinemia (MACÊDO,2004) Na Resolução 20 do CONAMA,
para águas de classe 3, considera-se como VMP, os valores de 10 mg de N/L para nitratos,
e 1,0 mg de N/L para nitritos.
Figura 14 – Quantidade de nitrato em mg/L nas amostras.
Figura 15 – Quantidade de estrôncio em mg/L nas amostras.
O estrôncio tem um papel semelhante ao do cálcio no metabolismo humano, alguns
compostos de estrôncio aplicam-se no tratamento do reumatismo, não se tendo um valor
máximo permitido estipulado pela ANVISA/MS.
Figura 16 – Quantidade de bário em mg/L nas amostras.
O bário pode ocorrer naturalmente em algumas fontes de água mineral na forma de
carbonatos. Não existem estudos para determinar a quantidade de bário que pode ser
tolerada em água potável. Em função dessa falta de informação, levou-se em consideração,
para estabelecer o VMP para água, a informação de que é aceitável 0,5 mg de bário por m³
de ar, que, adaptado para a água, resulta em 1mg.L¹ (MACÊDO, 2004
apud
GLAGLIANOME E BASTOS, 1998)
A alta concentração desse metal pode causar graves alterações no coração, veias,
artérias e sistema nervoso, podendo causar paralisação nas terminações nervosas, qu ando
em altas doses. Uma dose de 550 a 600mg é fatal para o ser humano. (MACÊDO, 2004
apudSPRINGWAY, 2004).
A Resolução nº 20 do CONAMA e a Portaria 36 do MS, permitia níveis de até 1,0 mg
de Ba/L ( VMP), já as Portarias 1469 e 518 permitem como VMP um valor de 0,7, tornandose mais restritiva.
14
Figura 17 – Quantidade de lítio em mg/L nas amostras.
O lítio é um elemento químico natural que existe em pequenas quantidades na água,
nas rochas e nos alimentos. O corpo humano também tem uma pequena quantidade de lítio,
mas é tão pouco que não exerce nenhuma função conhecida. Passou a ser utilizado como
medicamento a partir de 1949, para o tratamento de alguns transtornos psiquiátricos. Para
este fim, ele é retirado de certos tipos de rocha e preparado nas indústrias, de modo a se
obterem quantidades suficientemente grandes para agir no organismo. A ANVISA/MS não
estabeleceu valores máximos permitidos da quantidade de lítio na água.
Um fator que chama a atenção, o pH, que na grande maioria das amostras não
atende o que determina a Portaria 518/04 da Anvisa, que em seu art.16, parágrafo primeiro,
quando estipula o valor de pH entre 6.0 e 9,5 para uma água potável. Sendo encontrado
níveis críticos de pH 4,0, sendo então extremamente ácido para o consumo, nas amostras
Krenak, Viva, Hidrovita e Campinho.
Figura 20 – Valor do pH das amostras.
A partir da análise dos gráficos, pode-se observar que todas as amostras estão de
acordo com o que é estabelecido pela Portaria 518/2004 da ANVISA, no que diz respeito
aos padrões de potabilidade e consumo. Sendo que também fica nítido que algumas
amostras, notadamente a Campinho, Divina Pureza, Krenak, Viva, Hidrovita, são
extremamente pobres em minerais se comparadas com algumas outras amostras, e
algumas amostras com altos níveis de certos minerais, mas ainda sim totalmente dentro dos
padrões estabelecidos em lei. O que não inviabiliza a necessidade de uma pesquisa mais
aprofundada sobre a questão do fator que cada mineral acumulado no sistema humano
pode influenciar no desenvolvimento ou no surgimento de algumas
patologias,
principalmente o pH da água.
Para se comprovar o alerta de que a água mineral não é totalmente isenta de
contaminação por microrganismos, uma vez que na biota natural dos aquíferos já existem
alguns microrganismos, foi realizada uma pesquisa no site da FUNED - Fundação Ezequiel
Dias, e foram encontrados alguns lotes impróprios para consumo humano, segundo os
laudos emitidos pelo Instituto Octávio Magalhães da FUNED – IOM/FUNED (LACEN/MG).
conforme a figura 21 abaixo.
Marca
Tipo de Contaminação
Lote analisado
Laudo nº
15
Analisada
Santa Rita do
Pseudomonas aeruginosa
085
1574.00/2010
Sapucaí
Krenak
Coliformes Totais
vide data de
6286.00/2010
Águas da Prata
Santa Rita do
Pseudomonas aeruginosa
Coliformes Totais e
fabricação e validade
1331
10:20
3493.00/2010
7316.00/2008
Sapucaí
Schincariol
Xuá
Aqualeve
Pseudomonas aeruginosa
Pseudomonas aeruginosa
Nitritos
Coliformes totais e
588731
003
0065
221/2008
4865.00/2008
2539.00/2008
Serra Negra
Ingá
Pseudomonas aeruginosa
Pseudomonas aeruginosa
340
Nitritos
352
Figura 21 – Laudos da FUNED.
2377.00/2008
881.00/2008
Segundo Mâcedo apud Silva,1999 tem sido comum o achado de Pseudomonas
aeruginosa em garrafões de 20 litros principalmente, e diversos estudos brasileiros
demonstram alto índice de contaminação por esta bactéria, causado pela falta de cuidado
no transporte de garrafões vazios, juntamente com a falta de higienização adequada destes
recipientes nas empresas envasadoras.
A Pseudomonas aeruginosa está amplamente distribuída na natureza (solo, água e
alimentos) e, no homem, é um saprófita que pode causar doenças em indivíduos cujas
defesas estão alteradas. (MACÊDO, 2004 apud Silva,1999)
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante dos dados expostos no presente artigo fica visível a afirmativa de que nem
sempre que se consome uma água mineral qualquer, opta-se por uma água de ótima
qualidade, livre de qualquer tipo de microrganismos ou contaminação.
Para que se possa ter uma vida o mais saudável possível, tem-se que estar sempre
atento ao que está sendo ingerido, procurando a cada dia, mais informações para que se
tenha o poder de escolha. Assim, tomado os devidos cuidados, pode-se aliar uma boa dieta,
ao equilíbrio do bem estar do nosso corpo, e fortalecendo o mesmo para enfrentar situações
adversas, que chegam com as mudanças de estações, as variações climáticas, os surtos de
algumas doenças contagiosas de baixa periculosidade e todas as batalhas que o corpo
humano trava com meio em que vive para se adaptar e sobreviver.
Nota-se que nenhuma amostra coletada e analisada pelos dados fornecidos possui
algum nutriente fora dos padrões estabelecidos em lei, pela RDC 54/2000. Pois se alguma
desta amostra tivesse algum nutriente acima destes padrões ela não teria a autorização da
ANVISA para ser comercializada. Mas, pode-se notar algumas discrepâncias em relação
aos valores analisados em algumas amostras. O que levanta a necessidade de um
aprofundamento em relação a qual benefício estamos realmente tendo ao optar pelo
consumo diário de água mineral. Inclusive em relação ao fator pH, que notadamente na
16
grande maioria das amostras ficou abaixo do esperado para uma água potável segundo a
Portaria 518/04. Gerando um pH totalmente ácido, inviável para o consumo humano. Mas
que a Resolução 25/1976 do MS, que trata dos padrões de identidade e qualidade da água
mineral permite que o seu pH varie de 4,0 a 9,0.
Inclusive quando compara-se a água do abastecimento público da cidade de
Governador Valadares, a amostra do SAAE/GV, com algumas amostras de água mineral, e
claramente nota-se que muitas destas águas que são classificadas como minerais possuem
muito menos minerais que a água do abastecimento público do SAAE/GV. Isto pode ser
comprovado por dados do próprio CPRM, que demonstra que no Brasil, as águas minerais
envasadas podem ser classificadas como minerais pela temperatura e pela radioatividade
temporária, que são características que deixam de existir imediatamente após a captação,
adução, armazenamento e envase. Ou seja, o consumidor, quando tem acesso à água
envasada, já não está de posse de uma água mineral, e sim de uma água potável. E que
estas águas minerais envasadas podem ser classificadas pela radioatividade permanente,
supostamente por ser essa uma característica que torna a água medicamentosa,
diferentemente do que considera a agência ambiental americana (USEPA, 2006 in: Bertolo,
2006), a qual “advoga que tais radiações, mesmo em baixas doses, são danosas”. E que
fosse para considerar a base de classificação de uma água mineral nos Estados Unidos,
apenas 6% de toda a água envasada classificada como mineral no Brasil poderia levar o
rótulo de água mineral nos Estados Unidos.
Portanto, têm-se consciência de que é uma tarefa árdua, fazer ligações com algumas
doenças que assolam a humanidade, com o uso de algum alimento, ou neste caso com a
água consumida, até porque é um campo de estudo muito recente, e os resultados destas
pesquisas demoram a surgir ainda que dentro do meio acadêmico. E ainda temos que
considerar que geralmente algumas destas doenças podem estar presentes no ser humano
de forma latente, e vindo a se manifestar após algumas décadas.
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17
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uma análise dos rótulos