COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação
D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo
Central)
Programa de fomento e
formalização de redes e ações de
cooperação
D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões
Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e
Alentejo Central)
I
COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação
D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo
Central)
Sumário Executivo
O fomento da cooperação e da constituição de alianças e parcerias estratégicas dentro do tecido empresarial e
entre este e instituições de ensino e de ciência e tecnologia e organismos públicos (entre outros) revela-se
crucial, tendo em vista a promoção da competitividade. Não obstante a existência de exemplos e
oportunidades no âmbito da cooperação e da implementação de ações de colaboração nas Regiões Centro e
do Alentejo, o aproveitamento das potencialidades destas Regiões nesta matéria fica ainda aquém do
desejado.
Neste contexto, a Associação Industrial Portuguesa – Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI) viu
recentemente aprovado um projeto apresentado ao Sistema de Incentivos às Ações Coletivas (SIAC),
designado “COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação”, que tem
como objetivo principal a conceção e implementação de um programa de fomento e formalização de redes e
ações de cooperação, que se constitua como um veículo relevante na promoção da competitividade nas
Regiões do Centro (com enfoque na NUTS III Beira Interior Sul) e Alentejo (com enfoque nas NUTS III Alto
Alentejo e Alentejo Central).
Tendo em consideração o objetivo acima definido, a AIP-CCI contratou os serviços da Sociedade Portuguesa de
Inovação (SPI) para o desenvolvimento de atividades chave do projeto, devido à extensa experiência da
empresa na abordagem à temática da cooperação a nível territorial e empresarial.
O presente documento “D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e
Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo Central) ” resulta de uma caracterização e análise dos territórios referidos,
com identificação dos principais setores económicos, e encontra-se dividido em cinco capítulos distintos:
01.
No Capítulo 01 – Enquadramento e Objetivos é definido o âmbito do projeto, o seu objetivo
geral e a metodologia utilizada para a realização do presente documento. São referidas as
principais fontes documentais, que foram complementadas com o contributo de um conjunto de
atores chave com conhecimento direto dos territórios em causa e um papel relevante no
desenvolvimento empresarial.
02.
No Capítulo 02 – Enquadramento Geográfico é feita a caracterização geográfica dos territórios
em causa com enfoque na sua delimitação territorial, recursos naturais e rede de acessibilidades.
É ainda apresentada uma caracterização demográfica do território em termos comparativos com
a escala nacional e regional.
II
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03.
No Capítulo 03 - Principais Infraestruturas e Entidades Locais de Suporte ao Desenvolvimento
Empresarial do presente deliverable são identificadas as principais infraestruturas e entidades
locais de suporte ao desenvolvimento empresarial. Nesta secção são referidas as entidades de
apoio à envolvente empresarial, as instituições de ensino e formação (entidades de ensino
técnico e profissional e entidades de ensino superior), as unidades de I&D e Inovação, e as zonas
de localização empresarial presentes em cada NUTS III. São ainda identificadas as estruturas de
apoio transversal a dinâmicas regionais presentes no conjunto das NUTS III, Beira Interior Sul,
Alto Alentejo e Alentejo Central.
04.
No Capítulo 04 – Caracterização da Atividade Económica deste documento é efetuada uma
caracterização da dinâmica empresarial por análise dos indicadores de contas regionais e
indicadores de empresas, em termos comparativos com a escala nacional e regional.
Posteriormente é feita uma caracterização da distribuição setorial da atividade económica, com
base em elementos quantitativos e qualitativos, resultando desta forma a identificação e
caracterização dos principais setores nos territórios (representativos e emergentes).
05.
Posteriormente, no Capítulo 05 - Conclusões é feita uma síntese dos setores identificados como
estratégicos e uma breve classificação dos mesmos em termos de representatividade e evolução
recente.
Da análise ao número de empresas presentes no território objeto de estudo e respetivo volume de negócios
verifica-se que os setores com maior representatividade são o Comércio por grosso, Agricultura, produção
animal, caça, floresta e pesca, Alojamento, restauração e similares, Atividades administrativas e dos serviços
de apoio, Construção, Atividades de saúde humana e apoio social e Indústrias transformadoras. Dentro
destas últimas são de destacar: a Indústria alimentar, a Fabricação de outros produtos minerais não metálicos
(Pedra natural) e a Indústria da madeira e da cortiça e suas obras, com um volume de negócios e/ou número
de empresas significativo nas três sub-regiões.
Para além dos setores identificados como mais representativos em termos de número de empresas e volume
de negócios, foram também referenciados no âmbito do trabalho outros setores, apontados pelos atores
locais entrevistados e considerados relevantes para a economia regional, atendendo às competências reunidas
no território ou ao seu carácter emergente. Depois de uma análise criteriosa das áreas de especialização
territorial detetadas nas regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo Central) foram
selecionados como principais setores, transversais às várias sub-regiões do território:
III
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PRINCIPAIS SECTORES NAS REGIÕES CENTRO (BEIRA INTERIOR SUL) E
Setores
representativos
Agricultura, produção animal e recursos agroalimentares
Pedra natural
Turismo
Têxtil
Cortiça
Economia social
Setores
emergentes
ALENTEJO (ALTO ALENTEJO E ALENTEJO CENTRAL)
Energia (fontes renováveis)
Transporte e mobilidade (incluindo Aeronáutica)
TICE
Economia da criatividade
A identificação destas 10 áreas de especialização territorial servirá de base para o trabalho a desenvolver nas
etapas subsequentes do presente projeto, nas quais se procurará realizar o diagnóstico destas regiões em
matéria de cooperação e identificar espaço/oportunidades comuns, transversais a todo o território, que
possam servir de suporte para o lançamento de projetos promovidos em parceria.
IV
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Agradecimentos
Gostaríamos de agradecer a todas as pessoas e entidades que generosamente se disponibilizaram para a
discussão de temas relevantes para a elaboração do documento “Lista dos principais setores e clusters nas
Regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo Central) ”, contribuindo com a sua visão
para uma análise multifacetada da realidade e facilitando significativamente a reflexão apresentada no
presente documento.
Porto, outubro de 2013
A Sociedade Portuguesa de Inovação, S.A.
V
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Índice
Sumário Executivo ................................................................................................................................. II
Agradecimentos .................................................................................................................................... V
1. Enquadramento e Objetivos ............................................................................................................. 1
2. Enquadramento Geográfico .............................................................................................................. 5
2.1. Beira Interior Sul ..............................................................................................................................5
2.2. Alto Alentejo ....................................................................................................................................6
2.3. Alentejo Central ...............................................................................................................................7
2.4. Principais Indicadores Demográficos ...............................................................................................8
3. Principais Infraestruturas e Entidades Locais de Suporte ao Desenvolvimento Empresarial ........... 13
3.1. Entidades de Apoio à Envolvente Empresarial ...............................................................................13
3.2. Instituições de Ensino e Formação .................................................................................................26
3.3. Entidades de Ensino Superior ........................................................................................................30
3.4. Unidades de I&D e Inovação ..........................................................................................................33
3.5. Apoio Transversal a Dinâmicas Regionais ......................................................................................50
3.6. Zonas de Acolhimento Empresarial ...............................................................................................55
4. Caracterização da Atividade Económica.......................................................................................... 59
4.1. Dinâmica empresarial ....................................................................................................................59
4.2. Análise de Número de Empresas ...................................................................................................62
4.3. Análise por Volume de Negócios ...................................................................................................66
4.4. Principais Setores ...........................................................................................................................72
5. Conclusões...................................................................................................................................... 82
Bibliografia .......................................................................................................................................... 85
VI
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Índice de Tabelas
Tabela 1. Indicadores demográficos, 2011 ............................................................................................................. 9
Tabela 2. Evolução da população residente, 2011 ................................................................................................. 9
Tabela 3. População residente segundo o nível de instrução mais elevado completo, 2011 .............................. 11
Tabela 4. Indicadores de contas regionais, 2009 .................................................................................................. 60
Tabela 5. Indicadores de empresas (a), 2010 ....................................................................................................... 61
Tabela 6. Indicadores de empresas (b), 2010 ....................................................................................................... 61
Tabela 7. Indicadores demográficos das empresas .............................................................................................. 62
Tabela 8. Levantamento dos setores identificados no território ......................................................................... 74
Tabela 9. Principais setores nas regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo Central)
.............................................................................................................................................................................. 83
VII
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Índice de Figuras
Figura 1. Metodologia do projeto COOPER AÇÃO .................................................................................................. 2
Figura 2. Território alvo do projeto ........................................................................................................................ 3
Figura 3. Distribuição etária da população residente, 2011 ................................................................................. 10
Figura 4. População residente segundo o nível de instrução mais elevado completo, 2011 ............................... 10
Figura 5. Zonas Industriais Beira Interior Sul, Alto Alentejo e Alentejo Central ................................................... 57
Figura 6. Empresas sediadas na Beira Interior Sul segundo a CAE Rev. 3, 2010................................................... 62
Figura 7. Empresas da indústria transformadora sediadas na Beira Interior Sul segundo a CAE Rev. 3, 2010 .... 63
Figura 8. Empresas sediadas no Alto Alentejo segundo a CAE Rev. 3, 2010 ........................................................ 64
Figura 9. Empresas da Indústria transformadora sedeadas no Alto Alentejo segundo a CAE Rev.3, 2010 .......... 64
Figura 10. Empresas sedeadas no Alentejo Central segundo a CAE Rev. 3, 2010 ................................................ 65
Figura 11. Empresas, da Indústria transformadora, sedeadas no Alentejo Central segundo a CAE Rev. 3, 2010 66
Figura 12. Volume de negócios das empresas sediadas na Beira Interior Sul segundo a CAE Rev. 3, 2010......... 67
Figura 13. Volume de negócios das empresas da indústria transformadora sediadas na Beira Interior Sul
segundo a CAE Rev. 3, 2010.................................................................................................................................. 68
Figura 14. Volume de negócios nas empresas do Alto Alentejo segundo a CAE Rev. 3, 2010 ............................. 69
Figura 15. Volume de negócios nas empresas da Indústria transformadora sedeadas no Alto Alentejo segundo
a CAE Rev.3, 2010 ................................................................................................................................................. 70
Figura 16. Volume de negócios das empresas sedeadas no Alentejo Central segundo a CAE Rev.3, 2010 ......... 71
Figura 17. Volume de negócios das empresas da indústria transformadora sedeadas no Alentejo Central
segundo a CAE Rev.3, 2010 .................................................................................................................................. 72
Figura 18. Distribuição de Empresas sedeadas na beira Interior Sul, Alto Alentejo e Alentejo Central segundo a
CAE Rev. 3, 2010 ................................................................................................................................................... 72
Figura 19. Volume de negócios das empresas segundo a CAE Rev.3, 2010 ......................................................... 73
VIII
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01.
Enquadramento e
Objetivos
IX
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1. Enquadramento e Objetivos
A Associação Industrial Portuguesa – Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI) é uma entidade de utilidade
pública sem fins lucrativos que tem como objetivo contribuir para o progresso das empresas e das associações
nela filiadas, no domínio económico, organizativo, comercial, técnico, tecnológico, associativo, cultural e
social, dando natural prioridade às pequenas e médias empresas (PME).
A AIP-CCI contratou os serviços da Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI) para o desenvolvimento de
atividades chave do projeto apresentado ao Sistema de Incentivos às Ações Coletivas (SIAC), designado
“COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação”, que tem como
objetivo principal a conceção e implementação de um programa de fomento e formalização de redes e ações
de cooperação, que se constitua como um veículo relevante na promoção da competitividade das Regiões
Centro (com enfoque na NUTS III Beira Interior Sul) e Alentejo (com enfoque nas NUTS III Alto Alentejo e
Alentejo Central).
Este programa deverá permitir:

Atrair e desenvolver, nas regiões consideradas, iniciativas económicas e atividades inovadoras em
cooperação;

Qualificar os protagonistas locais no sentido da criação de comunidades de conhecimento;

Valorizar as complementaridades existentes e estimular fatores de diferenciação;

Otimizar o potencial das infraestruturas e equipamentos, numa perspetiva de Rede, potenciando a
partilha de recursos e de conhecimento;

Difundir e fixar, localmente e em rede, a produção de novos conhecimentos, do “saber-fazer” e das
boas práticas;

Ganhar projeção e visibilidade nacional e internacional.
1
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Neste contexto, e por forma a atingir os objetivos definidos, foi delineada uma metodologia de trabalho que
compreende 5 Fases distintas (Figura 1) e prevê a preparação de um conjunto alargado de deliverables.
Fase 1.

Análise das realidades de cooperação atuais dos principais sectores e clusters
Fase 2.

Análise de benchmarking
Fase 3.

Realização de estudos prospetivos sobre o potencial de cooperação
Fase 4.

Sensibilização para a temática da cooperação
Fase 5.

Elaboração de um plano de fomento e formalização das ações colaborativas e apoio à
criação de redes de partilha de recursos
Figura 1. Metodologia do projeto COOPER AÇÃO
O presente deliverable “D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e
Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo Central) ” resulta da identificação dos principais setores económicos, nas
mesmas regiões.
A área geográfica de implementação do projeto (Figura 2) foi definida de acordo com a reorganização
administrativa territorial autárquica - Lei n.º 22/2012 de 30 de maio e com a proposta final de reconfiguração
das NUTS III do Centro de Portugal, apresentada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional
do Centro (CCDRC) ao Governo.
Desta forma, serão alvo de análise as seguintes NUTS III com a respetiva constituição:
Beira Interior Sul
Alto Alentejo
Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor, Vila Velha de Ródão, Oleiros e
Proença-a-Nova;
Alter do Chão; Arronches; Avis; Campo Maior; Castelo de Vide; Crato; Elvas;
Fronteira; Gavião; Marvão; Monforte; Nisa; Ponte de Sor; Portalegre e Sousel;
Alandroal, Arraiolos, Borba, Estremoz, Évora, Montemor-o-Novo, Mora, Mourão,
Alentejo Central
Portel, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vendas Novas, Viana do Alentejo e
Vila Viçosa.
2
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Figura 2. Território alvo do projeto
Fonte: Pordata
Relativamente à primeira NUTS III, segundo o mapa proposto que foi apresentado pela CCDRC, a designação
poderá também ser alterada (possivelmente para Beira Baixa). Não havendo ainda uma decisão definitiva a
este respeito, optou-se por manter a designação que se encontra em vigor à data da realização do presente
deliverable - Beira Interior Sul.
Do ponto de vista metodológico, há a salientar o recurso a duas fontes fundamentais para proceder à
identificação daqueles que poderão ser os principais setores: dados de natureza estatística e documental, em
particular os Resultados Definitivos dos Censos 2011 (INE, 2012), Anuários Estatísticos das Regiões Centro
(INE., 2012) e Alentejo (INE, 2012) e as Cartas Regionais da Competitividade (Simão, et al., 2012), e o resultado
do contacto direto com o território e recolha de contributos dos atores chave. Se por um lado a primeira fonte
permite uma quantificação dos dados, a segunda permite recolher informação mais atualizada e identificar
fenómenos emergentes, ainda sem expressão estatística.
3
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02.
Enquadramento
Geográfico
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2. Enquadramento Geográfico
Neste Capítulo é realizada uma caracterização dos ambientes geográficos alvo de estudo, definindo as áreas de
abrangência deste trabalho e apresentando as suas características endógenas. A caracterização é realizada de
forma diferenciada para cada uma das sub-regiões, para que se possam evidenciar os aspetos que são distintos
e que têm implicação na realidade observada.
A caracterização do território em termos dos seus atributos geomorfológicos e das acessibilidades, afigura-se
como uma primeira abordagem obrigatória para melhor interpretar a realidade que se pretende estudar e
sobre a qual se irão propor novas ações.
2.1. Beira Interior Sul
De acordo com a Nomenclatura das Unidades Territoriais Estatísticas (NUTS) a Beira Interior Sul é uma subregião NUTS III, parte da Região Centro que limita a norte com a sub-região Beiras e Serra da Estrela e Região
de Coimbra, a leste com Espanha, a sul com Espanha e o Alto Alentejo e a oeste com o Médio Tejo, de acordo
com a proposta final de reconfiguração das NUTS III do Centro de Portugal, apresentada pela CCDRC ao
Governo em fevereiro de 2013.
Esta sub-região compreende os municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor, Vila Velha de
2
Ródão, Oleiros e Proença-a-Nova, estendendo-se por uma área de cerca de 2800km e possuindo cerca de 90
000 habitantes. Localizada numa região de transição entre o Norte montanhoso e o Sul aplanado, a Beira
Interior Sul é rica em contrastes geográficos e recursos naturais. Os vales dos rios Tejo e Ocreza e dos seus
afluentes, especialmente do Erges, Aravil e Ponsul, e as áreas planas adjacentes, albergam um património
natural de excecional valor, cuja diversidade resulta de uma coexistência com as atividades humanas,
particularmente as atividades agrícolas.
Parte do território da Beira Interior Sul é classificado como área protegida, repartida pelo Parque Natural do
Tejo Internacional e pela Reserva Natural da Serra da Malcata. De modo a valorizar o vasto património natural
existente nesta zona do País, foi implementado o primeiro Geoparque constituído em território português, o
Geopark Naturtejo da Meseta Meridional. Deve-se destacar a riqueza da fauna local, desde o lince da Malcata
até aos abutres e outras aves de interesse que aqui se podem observar.
A rede de acessibilidades encontra-se estruturada em torno de um corredor bimodal, orientado no sentido
Norte-Sul, formado pelo IP2-A23 e pela Linha da Beira Baixa. Este corredor é a principal via de comunicação
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inter-regional e internacional da Beira Interior Sul. A ligação com o litoral Centro e Sul é feita através da ligação
ao IP1-A1 em Torres Novas; com o Norte do País, através da ligação na Guarda com o IP5-A25 e o
prolongamento do IP2 para Trás-os-Montes; com Espanha e o resto da Europa, através da ligação do IP5-A25 à
fronteira de Vilar Formoso e da ligação ferroviária internacional. Complementar a esta rede, com uma
orientação Oeste-Este existe o IC8, recentemente concluído, que liga a A17, junto a Pombal, com o IP2-A23
perto de Vila Velha do Ródão.
2.2. Alto Alentejo
O Alto Alentejo é uma sub-região NUTS III, integrante da NUTS II Alentejo, que abrange os concelhos de Alter
do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte,
Nisa, Ponte de Sor, Portalegre e Sousel.
O Alto Alentejo tem uma área total de 6 061,5km² e é atravessado por dois grandes eixos rodoviários, o IP2 no
sentido Norte-Sul e a A6 que liga Lisboa a Madrid. É limitado a norte pelo rio Tejo, a oeste pela Lezíria
Ribatejana, bacia sedimentar do Tejo, a leste pela Estremadura Espanhola e a sul pelo Planalto de Estremoz
(distrito de Évora).
Uma das grandes características do Alto Alentejo é o facto de ser constituído por duas grandes unidades
geomorfológicas: a Peneplanície, com uma constituição geológica maioritariamente granítica, onde as
altitudes rondam os 300 m, e pelo Maciço de São Mamede, com uma altitude máxima de 1 025 m e
constituída por crista xisto-quartzítica. Aqui pode ser encontrado o Parque Natural da Serra de São Mamede,
com uma fauna e flora muito diversificadas. Esta NUTS III apresenta uma dualidade de paisagens: por um lado
caracteriza-se pela presença de carvalhos e castanheiros bravos, por outro, nas áreas de planície, domina o
sobreiro e a azinheira, sob a forma de montado. Também o pinheiro bravo, introduzido na região há pouco
mais de um século, ocupa vastas áreas.
A rede hidrográfica caracteriza-se por estar integrada na bacia hidrográfica do Tejo, da qual se destaca o rio
Sever, Ribeira de Sor e Ribeira de Seda. Integra ainda a bacia hidrográfica do Guadiana, na parte sudeste do
distrito com destaque para a Ribeira do Caia. Os solos da região refletem a variedade litológica, oscilando
entre afloramentos rochosos, e os solos mediterrâneos, pardos e vermelhos. As principais atividades agrícolas
são o olival, a vinha e os cereais (trigo, aveia, cevada). (CIMAA, 2012)
6
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2.3. Alentejo Central
O Alentejo Central é uma sub-região portuguesa, parte da Região Alentejo. Limita a norte com a Lezíria do Tejo
e com o Alto Alentejo, a leste com a Espanha, a sul com o Baixo Alentejo e com o Alentejo Litoral e a oeste
com a Península de Setúbal. O Alentejo Central, como o próprio nome indica, está no centro da Região
Alentejo inserido entre a Área Metropolitana de Lisboa e Espanha, em torno do corredor rodoviário que liga as
2
duas capitais ibéricas, Lisboa e Madrid. Abrange uma área total de 7 478 km onde reside uma população de
166 822 habitantes de acordo com o Censos 2011. Esta NUTS III abrange os municípios: Alandroal, Arraiolos,
Borba, Estremoz, Évora, Montemor-o-Novo, Mora, Mourão, Portel, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vendas
Novas, Viana do Alentejo e Vila Viçosa.
Este território caracteriza-se morfologicamente pela existência de extensas áreas de planície (a cotas inferiores
aos 400 m), surgindo nalgumas áreas do território zonas com relevo acentuado mas sem características
montanhosas, como é o caso dos concelhos do Alandroal e parte de Montemor-o-Novo, Reguengos de
Monsaraz e Vila Viçosa.
A única exceção é o vale do rio Guadiana, que atravessa a extremidade sueste da NUTS III, com especial
destaque para a região de Alqueva, onde o vale chega a ter mais de 100 m de profundidade relativamente aos
terrenos circundantes. Por esse motivo, foi essa a localização escolhida para a represa da Barragem de Alqueva
que deu origem ao maior lago artificial da Europa.
Em termos do sistema geológico, encontram-se no território importantes recursos minerais não metálicos de
elevada importância económica, onde se destacam as rochas ornamentais formadas por mármore, granito e
gabros, com predominância nos concelhos de Estremoz, Borba e Vila Viçosa (mármores) e Arraiolos e Évora
(granito).
O Alentejo Central comporta três bacias hidrográficas: do Sado, do Tejo e do Guadiana. A maioria das linhas de
água existentes possuem pequeno significado, pelo que o controlo e armazenamento de água, superficial e
subterrâneo, é um fator fundamental, devido à escassez de recursos para fins agrícolas e de abastecimento
público. No que diz respeito aos recursos superficiais, o armazenamento melhorou substancialmente em
virtude da construção da Barragem do Alqueva.
Em termos de acessibilidades, os eixos rodoviários fundamentais do território são a autoestrada que liga
Portugal a Espanha (A6), o IP7 (Marateca/Vendas Novas/Montemor/Évora/Estremoz/Elvas) e o IP2
(Estremoz/Évora) que serve de ligação interior entre o Norte e Sul do País. Neste sentido, a rede rodoviária
satisfaz os objetivos de acessibilidade entre os centros urbanos com maior relevância.
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Ainda do ponto de vista físico, a região é marcada por uma paisagem rural onde predomina o olival e o
montado, sendo este um sistema agrícola que evoluiu da floresta mediterrânica, nomeadamente com a
plantação de sobreiros e de azinheiras. O montado combina assim extensas áreas de azinho e de sobro e
arbustos rasteiros, como a esteva. Integra ainda este sistema, a produção de suínos de raça ibérica que se
alimentam maioritariamente da bolota (fruto do sobreiro e da azinheira) e também a produção de ovinos.
Mais recentemente a paisagem deste território tem-se modificado com a criação de raças autóctones de gado
bovino e com a introdução de novas culturas das quais se destaca a vinha. (O MONTE, 2012)
2.4. Principais Indicadores Demográficos
Uma vez que os dados mais recentes disponíveis nas fontes consultadas (Censos 2011 e Anuários Estatísticos
da Regiões Centro e Alentejo 2011), não incluem a constituição das NUTS III assumida no âmbito deste
1
trabalho, os dados apresentados para a Beira Interior Sul não incluem os municípios de Oleiros e Proença-a2
Nova, os dados referentes ao Alto Alentejo não incluem o município de Sousel e os dados referentes ao
3
Alentejo Central não incluem o município de Mora.
O conjunto das três NUTS III alvo deste estudo possui uma densidade populacional muito baixa e alberga uma
população bastante envelhecida, com uma taxa de natalidade inferior à média nacional. A análise da Tabela 1
demonstra que o índice de envelhecimento é bastante superior à média nacional e às médias regionais,
atingindo na Beira Interior Sul valores próximos do dobro do valor nacional.
1
Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor, Vila Velha de Ródão
2
Mora, Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Ponte de
Sor, Portalegre
3
Alandroal, Arraiolos, Borba, Estremoz, Évora, Montemor-o-Novo, Mourão, Portel, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vendas Novas,
Viana do Alentejo, Vila Viçosa, Sousel
8
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Tabela 1. Indicadores demográficos, 2011
Densidade
populacional
Zona Geográfica
N.º/km
2
Taxa bruta de
natalidade
Índice de envelhecimento
‰
N.º
Portugal
114,3
9,2
131,3
Centro
82,3
7,9
167,8
Alentejo
23,9
8,1
180,1
Beira Interior Sul
19,9
7,3
252,9
Alto Alentejo
18,8
7,5
216,5
Alentejo Central
23,0
8,2
186,3
4
Fonte: Anuários Estatísticos das Regiões Centro e Alentejo 2011
Em termos de evolução da população, verifica-se que a tendência de crescimento tem sido negativa à
semelhança do que acontece ao nível das regiões NUTS II em que se inserem as sub-regiões. Tal como previsto
pela análise dos indicadores anteriores, a população tem vindo a decrescer nos últimos anos de forma
acentuada nestes territórios, Tabela 2. Este decréscimo foi mais acentuado no Alto Alentejo onde, no período
considerado, 2001 – 2011, a população decresceu 6,78%.
Tabela 2. Evolução da população residente, 2011
População residente
Zona Geográfica
Variação entre 2001 e
5
2011 (%)
2001
2011
Portugal
10356117
10562178
1,99
Centro
2348397
2327755
-0,88
Alentejo
776585
757302
-2,48
Beira Interior Sul
78123
75028
-3,96
Alto Alentejo
127026
118410
-6,78
Alentejo Central
173646
166822
-3,93
Fonte: CENSOS 2011 – Resultados Definitivos
4
Índice de envelhecimento - Relação entre a população idosa e a população jovem, definida habitualmente como o quociente entre o
número de pessoas com 65 ou mais anos e o número de pessoas com idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos (expressa
habitualmente por 100 pessoas dos 0 aos 14 anos).
5
Taxa de variação da população = [(População residente 2011 – População residente 2001)/População residentes 2001]*100
9
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Relativamente à distribuição etária da população residente no território considerado, Figura 3, verifica-se que,
apesar de a faixa etária de 25 a 64 anos ser a que atinge maior número, a faixa etária de 65 e mais anos tem
um peso muito expressivo quando comparada com as faixas etárias compreendidas entre os 0 e 24 anos.
100000
80000
60000
40000
20000
0
Beira Interior Sul
0 a 14 anos
Alto Alentejo
15 a 24 anos
Alentejo Central
25 a 64 anos
65 e mais anos
Figura 3. Distribuição etária da população residente, 2011
Fonte: Anuários Estatísticos das Regiões Centro e Alentejo 2011
De acordo com os dados da Figura 4 verifica-se que, nas três NUTS III consideradas, o nível de instrução mais
elevado da população é maioritariamente o 1º Ciclo do Ensino básico. Verifica-se ainda que, apesar da
tendência crescente ao longo dos últimos anos, a população residente com formação ao nível do ensino
superior não é ainda uma maioria nos territórios considerados.
60000
50000
40000
30000
20000
10000
0
1º Ciclo
Nenhum nível
de
escolaridade
Ensino préescolar
2º Ciclo
3º Ciclo
Ensino básico
Beira Interior Sul
Alto Alentejo
Ensino
secundário
Ensino pós- Ensino superior
secundário
Alentejo Central
Figura 4. População residente segundo o nível de instrução mais elevado completo, 2011
Fonte: CENSOS 2011 – Resultados Definitivos
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Os dados relativos à instrução da população residente revelam uma elevada taxa de analfabetismo no
território, Tabela 3. Nas três NUTS III, este valor aproxima-se do dobro do valor nacional, atingindo um máximo
na sub-região Alto Alentejo (10,95%).
Tabela 3. População residente segundo o nível de instrução mais elevado completo, 2011
Zona Geográfica
Taxa de analfabetismo
%
Portugal
5,23
Centro
6,39
Alentejo
9,57
Beira Interior Sul
10,07
Alto Alentejo
10,96
Alentejo Central
9,26
Fonte: CENSOS 2011 – Resultados Definitivos
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03.
Principais
Infraestruturas e
Entidades Locais de
Suporte ao
Desenvolvimento
Empresarial
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3. Principais Infraestruturas e Entidades Locais de Suporte ao
Desenvolvimento Empresarial
A existência de um ambiente estruturado de apoio à atividade económica é essencial para a atração de
investimento. Como ambiente estruturado e atrativo entende-se não apenas a área de localização
empresarial, como também os serviços de apoio à inovação e à criação de valor na base económica local.
É desta forma efetuado o levantamento das entidades capazes de prestar esse apoio, físico ou imaterial,
apresentando-se assim como importantes players de dinamização e de suporte da atividade empresarial.
3.1. Entidades de Apoio à Envolvente Empresarial
Associação Comercial do Distrito de Évora (ACDE) – www.acde.pt
A ACDE - Associação Comercial do Distrito de Évora foi fundada em 20 de julho de 1891, com aprovação dos
estatutos em 14 de março de 1891, encontrando-se desde essa data ao dispor de todos os associados. Foi
reconhecida como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública em 21 de outubro de 2001, pelo mérito da ação
desenvolvida no setor comercial da região, e dispõe de uma Delegação em Estremoz. A ACDE é a associação
representativa dos comerciantes do distrito de Évora.
A associação tem por objeto:

Contribuir para o desenvolvimento integrado da atividade comercial, do turismo e dos serviços;

Representar, promover e defender os interesses económicos, sociais, profissionais e culturais dos
seus associados;

Fomentar o bom entendimento e solidariedade entre os seus associados.
Compete especialmente à associação:

Propor e participar junto dos departamentos oficiais na definição da política geral do setor,
defendendo os interesses das atividades que representa;

Propor e participar na definição das normas de acesso à atividade, suas condições de trabalho,
segurança e apoio social aos trabalhadores;

Celebrar convenções coletivas de trabalho;

Participar na definição da política de crédito que se relacione com o desenvolvimento geral dos
setores abrangidos pela associação;
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
Organizar e manter atualizado o cadastro dos associados e obter deles as informações necessárias
que possam ser úteis à associação;

Representar os associados em organizações oficiais ou profissionais, nacionais ou internacionais de
interesse para os setores;

Promover os estudos necessários, diretamente e indiretamente relacionados com a sua atividade;
Recolher e divulgar informações e elementos estatísticos de interesse para os setores;

Integrar -se em uniões, federações e confederações ou afins de interesse para a associação, mediante
decisão da assembleia geral;

Estudar em conjunto com as diversas atividades integradas na associação a constituição de
cooperativas ou outras formas de associações que contribuam para o encurtamento dos canais de
distribuição;

Incentivar e apoiar a formação profissional dos associados e seus colaboradores, com vista à
reestruturação das atividades, contribuindo assim para o desenvolvimento dos concelhos que
integram o distrito de Évora;

Criar e manter gabinetes especializados para estudo das técnicas e condições das atividades,
formação e aperfeiçoamento profissionais e melhoria geral da produtividade dos setores que
representa;

Organizar e apoiar o desenvolvimento de obras sociais, culturais e recreativas em benefício dos
associados;

Organizar e apoiar o desenvolvimento de feiras, exposições, certames e outras manifestações
coletivas de interesse económico e cultural;

Editar publicações destinadas ao estudo e à defesa dos interesses das atividades representadas e ao
diálogo entre a associação e os seus associados;

Participar no capital e gestão de pessoas coletivas que, direta ou indiretamente, contribuam para a
realização dos objetivos constantes do presente artigo.
Associação Comercial, Industrial e Serviços de Castelo Branco, Idanha-A-Nova e Vila Velha De Ródão (ACICB)
– www.acicb.pt
A Associação Comercial, Industrial e Serviços de Castelo Branco, Idanha-aNova e Vila Velha de Ródão, foi criada por Alvará em 28 de março de 1911,
com a designação de Associação Comercial e Industrial de Castelo Branco
"Associação de Classe", cujos estatutos foram aprovados pelo então
Presidente do Governo Provisório da República Portuguesa. Em abril de 1940 a Associação Comercial e
Industrial do Concelho de Castelo Branco transforma-se em Grémio do Comércio do Concelho de Castelo
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Branco. Em 1972, é alargado ao Concelho de Vila Velha de Ródão a sua representatividade, passando-se a
chamar Grémio do Comércio dos Concelhos de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão. Em 1975, a Associação
Comercial e Industrial de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão renasce prosseguindo dentro de uma política
de valorização regional, pautada por dois parâmetros bem definidos: a defesa dos interesses dos Associados e
o desenvolvimento socioeconómico da região da Beira Interior. Em 8 de maio de 1979, é publicado no Boletim
do Trabalho e do Emprego, 1ª Série, n.º 17, a nova estrutura associativa que passou a denominar-se
"Associação Comercial e Industrial dos Concelhos de Castelo Branco, Vila Velha de Ródão e Idanha-a-Nova,
com sede em Castelo Branco. Em 4 de novembro de 1993, por escritura Pública do 1.º Cartório Notarial de
Castelo Branco, passa a denominar-se ACICB - Associação Comercial, Industrial e Serviços de Castelo Branco,
Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão.
A associação tem por objeto:

Promover para o desenvolvimento técnico, económico e social da região em que está inserida e
representando os seus associados ara com entidades públicas e privadas;

Apoiar a existência de contactos comerciais com mercados externos, proporcionando aos seus
associados conhecimentos e informações sobre diversos mercados e promovendo a divulgação dos
associados em mercados internacionais;

Colaborar com a Administração Pública na definição de políticas socioeconómico que alavanquem e
dinamizem a região.
Compete especialmente à associação:

A defesa dos legítimos interesses dos seus associados, seu prestígio e dignificação;

Recolher, divulgar e analisar informações estatísticas e legais de interesse para os seus associados;

Proporcionar serviços de interesse comum para os associados, designadamente consulta e assistência
jurídica, serviços médicos, bem como quaisquer outros serviços de apoio;

Desenvolver relações com associações congéneres, suas federações e confederações, câmaras de
comércio nacionais e estrangeiras e organismos similares bem como formalizar a sua adesão;

Fomentar o associativismo, intensificando a colaboração recíproca entre as empresas e a ACICB e
incentivando a participação ativa e constante.
A associação é composta por associados que exercem o comércio, indústria e serviços sob qualquer das suas
formas. Com objetivos de utilidade pública, não tem quaisquer fins lucrativos. Presta serviços à comunidade
civil e às autarquias ou organismos dependentes da Administração Central. Possui um vasto leque de serviços
de assistência e informação veiculada por diversos meios.
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Associação para o Desenvolvimento em Espaço Rural do Norte Alentejo (ADER-AL) – www.ader-al.pt
A ADER-AL – Associação para o Desenvolvimento Rural do Norte Alentejo, é
uma entidade de direito privado sem fins lucrativos constituída em 26 de julho de
1996, com o objetivo da promoção e desenvolvimento do mundo rural do Norte
Alentejo. Na definição da sua Estratégia Local de Desenvolvimento, a ADER-AL
definiu os seguintes objetivos estratégicos:

Estimular a estruturação gradual de uma fileira de atividades de gestão e
conservação do meio ambiente, e a produção e utilização de energias renováveis;

Qualificar e promover a fileira das produções agroalimentares do Norte Alentejo;

Valorizar os recursos turísticos do património rural natural;

Melhorar os níveis de integração entre os territórios rurais e os centros urbanos de proximidade;

Melhorar a eficácia dos instrumentos de gestão e cooperação.
Para alcançar estes objetivos, apostou numa política de desenvolvimento que vise:

Aproveitamento económico dos recursos geotermais;

Investimento experimental e de exploração económica de energias alternativas;

A melhoria das condições produtivas e a criação de novas unidades de fabrico artesanal e semiartesanal;

Investimento com vista à redução de impactos negativos sobre o ambiente;

A aposta em projetos no domínio da inovação produtiva, tecnológica e organizacional das
produções agroalimentares tradicionais;

A constituição de microempresas de prestação de serviços em meio rural;

Desenvolvimento de projetos de turismo em espaço rural que integrem a oferta de alojamento
com a recuperação/vivificação de património rural;

A organização e programação de eventos culturais e económicos de suporte à valorização e
promoção do território do Norte Alentejo, nomeadamente, dos seus produtos e da sua oferta
turística;

A instalação de serviços básicos de apoio à população, a funcionar em rede, direcionados para a
satisfação e melhoria das necessidades e qualidade de vida das pessoas. (ADER- AL, 2012)
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Associação de Desenvolvimento da Raia Centro-Sul (ADRACES) – www.adraces.pt
A ADRACES - Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro Sul foi criada em
1992 com o objetivo de valorizar e implementar novas formas de intervenção ao
nível das comunidades locais, através da prossecução de políticas de dinamização
das zonas rurais. Tem a sua sede em Vila Velha de Ródão e, enquanto associação
privada sem fins lucrativos, a ADRACES tem como missão promover, de forma integrada e sustentável, o
desenvolvimento económico, cultural e social das populações das áreas rurais dos concelhos de Castelo
Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor e Vila Velha de Ródão.
Desde logo vocacionada para protagonizar ações inovadoras e com dimensões que transcendessem o
estritamente económico e a exclusiva gestão de programas ou iniciativas setoriais, sempre conciliou, de forma
complementar e em articulação com a estratégia global de desenvolvimento definida para a região, diversos
instrumentos financeiros, dos quais se salientam a Iniciativa Comunitária LEADER - Ligação entre Ações de
Desenvolvimento da Economia Rural, o EQUAL e POEFDS.
A ADRACES está assim vocacionada para promover e protagonizar ações inovadoras, qualitativas e com
dimensionalidades que transcendem o estritamente económico. Em termos gerais a sua ação centra-se nas
seguintes áreas:

Apoio técnico para o desenvolvimento rural: componente que integra a formação e o apoio para a
integração no mercado de trabalho; o apoio à criação de microempresas, à criação de serviços locais,
à organização da produção e dinamização da comercialização dos produtos agrícolas locais, à
dinamização do turismo em espaço rural; fomento da utilização das novas tecnologias;

Estímulo ao estabelecimento de parcerias com entidades públicas e privadas nas mais variadas áreas
de intervenção;

Criação de parcerias transnacionais com o objetivo de acolher e partilhar as boas práticas e de obter
informação útil para a inovar/renovar as estratégias utilizada pela associação.
Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, S.A. – www.adral.pt
A ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, S.A. foi
legalmente constituída a 18 de junho de 1998, com um capital social de 499.000
Euros. A sua missão consiste no desenvolvimento económico e social da Região
Alentejo através da cooperação com os demais agentes. Esta missão está espelhada no slogan da ADRAL:
“Alentejo: O Desafio, A Mudança, um Novo Futuro!”
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Uma das suas características distintivas prende-se com o pioneirismo na articulação de projetos e de
entidades, razão pela qual tem vindo a apostar na constituição e implementação de parcerias, público público, privado - privado e público - privado, destinadas a promover projetos comuns em prol do
desenvolvimento regional.
A ADRAL é constituída por 68 parceiros/acionistas que apoiaram o estabelecimento de uma entidade de
âmbito regional cuja finalidade se pauta pela articulação de esforços, pela concertação de interesses e pelo
contacto direto e no terreno com todas as entidades, contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico
da Região Alentejo. Estes parceiros/acionistas representam todos os setores de atividade económica e
constituem-se como uma extensão setorial e/ou territorial das competências da ADRAL, no sentido em que
suportam e apoiam, nas suas diversificadas áreas de intervenção, uma intervenção cooperativa, em parceria e
com um fim comum: o de contribuir para criar as condições de desenvolvimento que possam melhorar as
condições de vida das populações.
A ADRAL tem como principal linha de orientação a prossecução dos seguintes objetivos:

Reforçar o posicionamento internacional da Região Alentejo;

Contribuir para a valorização e o desenvolvimento da base produtiva regional;

Promover a inovação e a qualificação;

Alcançar níveis elevados de coesão social, promovendo e qualificando o emprego e criando
perspetivas de futuro para a juventude;

Estimular a iniciativa, no sentido da criação de formas inovadoras de mobilização social e cooperação
institucional para o desenvolvimento. (ADRAL, 2012)
Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC) – www.cimac.pt
A Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC) é uma pessoa
coletiva de direito público de natureza associativa e âmbito territorial e
visa a realização de interesses comuns aos municípios que a integram,
regendo -se pela Lei n.º 45/2008, de 27 de agosto. A Comunidade
Intermunicipal do Alentejo Central é composta pelos Municípios de Alandroal, Arraiolos, Borba, Estremoz,
Évora, Montemor-o-Novo, Mora, Mourão, Portel, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vendas Novas, Viana do
Alentejo e Vila Viçosa e corresponde à NUTS III do Alentejo Central, conforme Decreto-Lei nº 68/2008, de 14
de abril.
Sem prejuízo das atribuições transferidas pela administração central e pelos municípios, a comunidade
intermunicipal tem por fim a prossecução dos seguintes fins públicos:
18
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Central)

Promoção do planeamento e da gestão da estratégia de desenvolvimento económico, social e
ambiental do território abrangido;

Articulação dos investimentos municipais de interesse intermunicipal;

Participação na gestão de programas de apoio ao desenvolvimento regional, designadamente no
âmbito do quadro de referência estratégico nacional — QREN;

Planeamento das atuações de entidades públicas, de carácter supramunicipal.
A comunidade intermunicipal assegura também a articulação das atuações entre os municípios e os serviços
da administração central, nas seguintes áreas:

Redes de abastecimento público, infraestruturas de saneamento básico, tratamento de águas
residuais e resíduos urbanos;

Rede de equipamentos de saúde;

Rede educativa e de formação profissional;

Ordenamento do território, conservação da natureza e recursos naturais;

Segurança e proteção civil;

Mobilidade e transportes;

Redes de equipamentos públicos;

Promoção do desenvolvimento económico, social e cultural;

Rede de equipamentos culturais, desportivos e de lazer. (CIMAC, 2012)
Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) – www.cimaa.pt
A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo é uma pessoa coletiva de
direito público de natureza associativa e âmbito territorial e visa a realização
de interesses comuns aos municípios que a integram. A Comunidade é
composta pelos Municípios de Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior,
Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Ponte de Sor, Portalegre e Sousel e
corresponde à NUTS III do Alto Alentejo. A sua missão é promover e defender os interesses comuns dos
municípios associados, impulsionando o seu desenvolvimento integrado e sustentado, valorizando parcerias,
criando sinergias e maximizando complementaridades. A CIMAA tem como principais objetivos aumentar a
coesão intermunicipal, promover e dinamizar o desenvolvimento económico e social na região, tornar a
organização interna mais eficiente e eficaz e fomentar a participação nas decisões dos municípios associados.
A Comunidade Intermunicipal tem por fim a prossecução dos seguintes fins públicos:

Promoção do planeamento e da gestão da estratégia de desenvolvimento económico, social e
ambiental do território abrangido;
19
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Central)

Articulação dos investimentos municipais de interesse intermunicipal;

Participação na gestão de programas de apoio ao desenvolvimento regional, designadamente no
âmbito do QREN;

Planeamento das atuações de entidades públicas, de carácter supramunicipal.
A Comunidade Intermunicipal assegura também a articulação das atuações entre os municípios e os serviços
da Administração Central, nas seguintes áreas:

Redes de abastecimento público, infraestruturas de saneamento básico, tratamento de águas
residuais e resíduos urbanos;

Rede de equipamentos de saúde;

Rede educativa e de formação profissional;

Ordenamento do território, conservação da natureza e recursos naturais;

Segurança e proteção civil;

Mobilidade e transportes;

Redes de equipamentos públicos;

Promoção do desenvolvimento económico, social e cultural;

Rede de equipamentos culturais, desportivos e de lazer. (CIMAA, 2012)
Comunidade Intermunicipal da Beira Interior Sul (CIMBIS) – www.cimbis.pt)
A Comunidade Intermunicipal da Beira Interior Sul (CIMBIS) foi criada em
março de 2009, no âmbito da Lei n.º 45/2008, com o objetivo de promover
e canalizar projetos estruturantes para os Municípios de Castelo Branco,
Idanha-a-Nova, Penamacor e Vila Velha de Ródão.
Com objetivos muito concretos, o início dos trabalhos comportou um conjunto de tarefas de análise e gestão
de candidaturas financiadas pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que permitiu aos
Municípios o acesso a financiamentos comunitários de projetos de interesse social, económico e cultural para
o território.
Tendo em conta a conjuntura atual, a CIMBIS pretende delinear um conjunto de estratégias que reforcem a
coesão territorial da beira interior sul, implementando um conjunto de ações e projetos que defendam e
promovam os seus municípios e os interesses da região.
Neste sentido, a gestão do Plano Territorial de Desenvolvimento, que foi alvo de subvenção global no âmbito
do QREN, tem sido preponderante nos trabalhos, para já, desenvolvidos para o território.
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A estratégia da CIMBIS para o território envolve igualmente parcerias com os mais diversos atores da
sociedade local, regional, públicos e privados para o desenvolvimento de iniciativas que visam o estímulo ao
empreendedorismo ou o desenvolvimento de setores específicos da economia da região, como são exemplos
o turismo ou o setor agroindustrial.
A CIMBIS pretende ser um pêndulo estratégico da região, por um lado encontrando formas de execução e
gestão partilhada de serviços públicos, com benefícios claros em termos de custos e da qualidade da prestação
e modernização dos serviços, e por outro apoiando o lançamento de candidaturas aos programas do QREN.
(SPI., 2012)
Incubadora de Empresas de Idanha-a-Nova – www.cmdc.pt/incubadora
A IDN INCUBADORA de Idanha-a-Nova é um projeto desenvolvido pelo
Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento (CMCD) em parceria com
a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e a Escola Superior de Gestão. Está
localizada na Zona Industrial de Idanha-a-Nova e tem como principio
orientar a captação de novos investimentos empresariais para o
concelho, bem como a sua integração e acompanhamento. Tem como objetivos:

Promover a ligação entre o meio científico e a comunidade;

Realizar iniciativas de estímulo ao empreendedorismo e disponibilizar um conjunto de serviços para
apoiar iniciativas de outras entidades nessa área;

Debater experiências e inovações introduzidas no campo do empreendedorismo, organizando
conferências, colóquios entre outras formas adequadas de trabalho coletivo;

Fomentar a ligação a redes homólogas internacionais, para intercâmbio de experiências;

Criar um conjunto de serviços de apoio às empresas, em incubação, bem como mecanismos de acesso
ao meio científico e tecnológico e outros apoios que se julguem oportunos e vantajosos para o
desenvolvimento das empresas instaladas.
Oferece serviços de apoio à criação de empresas (Sala de reuniões; Auditório / sala polivalente; Fotocopiadora;
Telefone / fax / internet; Instalações próprias, entre outros) e apoio administrativo, científico e tecnológico,
entre outros. O período de permanência das empresas será de quatro anos, sendo esta uma das mais-valias
neste projeto. Oferece ainda um serviço de escritórios à medida, que permite aos Promotores a utilização de
morada de instalações da IDN-Incubadora de Empresas para efeitos de Sede Social, apoio administrativo entre
outros benefícios.
21
COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação
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Central)
Monte – Desenvolvimento Alentejo Central (A.C.E.) – www.monte-ace.pt)
O Monte – Desenvolvimento Alentejo Central (A.C.E) é uma entidade privada,
sem fins lucrativos com sede na vila de Arraiolos. É uma Organização Não
Governamental para o Desenvolvimento (ONGD), com estatuto de utilidade
pública, certificada para atividades formativas pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho
(DGERT). Em 1996 a aposta de 4 Associações de Desenvolvimento Local do Alentejo Central, (Aliende, Adim,
Admc, Trilho) deu origem à criação do Monte - Desenvolvimento Alentejo Central, ACE. Em 2010 a Vendas
Novas, Porta do Alentejo- ADL passou a integrar o agrupamento Monte.
A sua intervenção centra-se no domínio social, económico e ambiental. O objetivo do Monte e das suas
associadas é promover o Desenvolvimento Integrado e Sustentável na sua área de intervenção. O Monte e as
suas Associadas fornecem uma Rede de Gabinetes de Intervenção Rural (GIR). Estes gabinetes constituem
serviços técnicos de apoio direto às atividades produtivas e ao movimento associativo. Os serviços técnicos de
proximidade visam promover, reforçar e viabilizar iniciativas empresariais e a sua organização, com especial
incidência nos que forem propostos por mulheres e jovens, bem como, fortalecer as relações de identidade e
solidariedade, expressas nos movimentos associativos rurais.
A missão do Monte é a de incentivar o desenvolvimento económico e social das regiões rurais e promover os
processos de governança local.
Ao longo dos anos de trabalho o Monte veio a alargar e a ajustar a sua estratégia de intervenção, de acordo
com as necessidades sentidas no território em que se insere, bem como as oportunidades emergentes. Assim,
as linhas que orientam a intervenção do Monte contemplam as experiências desenvolvidas, bem como áreas
em desenvolvimento, que no conjunto, visam promover um desenvolvimento integrado e sustentado na
Região Alentejo:

I - Empreendedorismo e Inovação Social

II - Animação e Promoção do Território

III – Cooperação (O MONTE, 2012)
Associação Empresarial da Região de Castelo Branco (NERCAB) – www.nercab.pt
A Associação Empresarial da Região de Castelo Branco (NERCAB) iniciou a sua atividade
em 1987 com a designação de Núcleo Empresarial da Região de Castelo Branco, como
delegação regional da AIP - Associação Industrial Portuguesa. Em 1991 o NERCAB foi
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D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo
Central)
declarado como associação de utilidade pública sem fins lucrativos, de âmbito distrital. Os primeiros anos do
NERCAB caracterizaram-se pela aposta na realização de contactos com diversas entidades, no sentido de
transmitir as necessidades dos empresários da região e desenvolvimento de atividades no âmbito da formação
profissional. A autonomização correspondeu ao alargamento das áreas de intervenção do NERCAB, passando a
desempenhar um papel mais ativo na dinamização do tecido empresarial da região.
Em 1993, foi concluída a construção do Centro de Desenvolvimento Empresarial do Distrito de Castelo Branco
(com o apoio do Programa 1.1 - Infraestruturas de Base do Programa Específico de Desenvolvimento da
Indústria Portuguesa – PEDIP), onde, atualmente, o NERCAB mantém a sua sede. Em 1998, e procurando
satisfazer as suas necessidades, o NERCAB inaugurava o seu primeiro espaço para formação, CFE I. Em março
de 2000, a associação empresarial alargou a sua área de intervenção para a Zona do Pinhal Interior Sul, mais
concretamente em Proença-a-Nova. Esta delegação cobre os concelhos de Oleiros, Sertã, Proença-a-Nova e
Vila de Rei.
A missão do NERCAB assenta na promoção e desenvolvimento das atividades económicas do distrito de
Castelo Branco, considerando os domínios: técnico, comercial e associativo, tendo ainda em mente a
necessidade de assegurar uma participação de crescimento exponencial em matéria decisiva e programática
no que diga respeito às empresas e região, trabalhando, uma vez mais, de acordo com uma lógica de
proximidade e de cooperação. (NERCAB, 2012)
Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE-AE) – www.nere.pt
Fundado em 1986, o Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE) é uma
associação empresarial sem fins lucrativos, de utilidade pública, constituída ao
abrigo da Lei Civil, assumindo-se como estrutura representativa do tecido
empresarial da Região do Alentejo. Com sede no concelho de Évora, no Parque
Industrial e Tecnológico de Évora, tem como missão a promoção do desenvolvimento económico do distrito
através do apoio e defesa dos interesses da atividade empresarial dos seus associados e da dinamização de
projetos de melhoria do contexto e envolvente empresarial.
Funcionando como delegação da AIP - Associação Industrial Portuguesa, a partir de maio de 1989, o NERE AE
constitui-se como uma associação empresarial autónoma e independente, abrangendo na sua área de atuação
as empresas do distrito de Évora e apelando para o associativismo do tecido empresarial regional,
contribuindo para o desenvolvimento da Região Alentejo.
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Central)
A fim de prosseguir a sua missão, a associação propõe-se a:

Promover estudos que se relacionem com a atividade dos seus associados e de mais agentes
económicos da região;

Dinamizar a atividade associativa da região e incrementar o espirito de solidariedade e de apoio entre
os seus associados;

Organizar e manter serviços de interesse para os seus associados, prestando adequada informação,
apoio técnico e consultadoria;

Organizar certames, conferências, colóquios, cursos e outras manifestações que contribua para a
realização dos seus objetivos e do desenvolvimento da região onde se insere;

Cooperar ativamente com entidades públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, em tudo o que
contribua para o harmónico desenvolvimento regional.
O NERE-AE representa os seus associados e assegura a sua representação em todos os organismos privados e
públicos que por lei ou convite lhe seja atribuída, tendo uma crescente participação nas decisões e nos
programas que com se relacionem com o desenvolvimento de atividades económicas nos domínios técnico,
económico, comercial e associativo. (NERE, 2012)
Associação Empresarial da Região de Portalegre (NERPOR) – www.nerpor.pt
O Núcleo Empresarial da Região de Portalegre (NERPOR) nasceu em 18
de outubro de 1985 como Delegação da Associação Industrial Portuguesa,
contando na altura com 9 associados, entidade com a qual mantém uma
relação de proximidade, tendo integrado a respetiva direção, num passado muito recente.
Desde então, tem como fim promover o desenvolvimento das atividades económicas do distrito de Portalegre
nos domínios técnico, económico, comercial e associativo, e em especial assegurar aos seus associados uma
crescente participação nas decisões e nos programas que com essas atividades se relacionem. Graças à sua
dinâmica, tem vindo a afirmar-se na região, sendo atualmente considerada como uma entidade associativa de
grande importância na defesa não só dos interesses dos empresários, como também dos interesses regionais,
numa perspetiva mais global.
Em 1989 a NERPOR-AE constituiu-se como associação empresarial, autonomizando-se da AIP, mas mantendo
todos os laços de cooperação que até então existiam. Atualmente a NERPOR-AE conta com 197 associados de
todos os setores de atividade económica, estendendo todas as suas ações às empresas da região,
independentemente de estas serem ou não associadas.
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Central)
Ao longo dos 25 anos foram definidas estratégias cujos objetivos assentam nos princípios que estiveram na
base da sua origem, embora tenham, neste momento, um alcance bem mais abrangente e ambicioso. De
acordo com as razões que levaram à sua constituição, orienta esforços e cria sinergias de modo a fomentar o
crescimento económico e social no norte alentejano, pelo que o seu trabalho incide em várias áreas de
atuação:

Recolha, tratamento e divulgação de informação de interesse para as empresas, com a finalidade de
motivar a criação e modernização das mesmas, de fornecer elementos vitais ao seu funcionamento e
desenvolvimento e de tentar solucionar os problemas e questões com que se debatem;

Promover a NERPOR/AE como centro de encontro e articulação privilegiada entre as entidades
vocacionadas para o desenvolvimento económico e empresarial;

Realizar cursos de formação;

Desenvolver ações de sensibilização, seminários e encontros, visando o reforço do movimento
associativo a nível geral e a cooperação quer a nível empresarial quer a nível de associações e de
outros organismos;

Divulgar as potencialidades da região, de forma a atrair investimentos para o distrito;

Organizar feiras, participar em certames nacionais e internacionais e realizar missões empresariais ao
estrangeiro e de investidores estrangeiros ao norte alentejano;

Realizar estudos e prestar assistência técnica às empresas;

Articular a atuação da NERPOR/AE com organismos e outras associações nacionais e comunitárias, em
determinadas ações, e estabelecer laços de cooperação;

Representar, junto das mais diversas entidades e do poder político, inclusivamente, as empresas
associadas e os interesses do distrito;

Apoiar a modificação técnica e tecnológica das empresas, bem como a criação de novas unidades;

Obter atempadamente as intenções de investimento do distrito e detetar os potenciais criadores de
empresas através do estabelecimento de protocolos com as entidades adequadas.

Prestar toda a assistência aos seus associados nos diversos domínios de interesse da atividade
empresarial, através dos técnicos qualificados que se encontram ao seu serviço.
O NERPOR/AE conta ainda com a colaboração de outros técnicos em áreas muito específicas na categoria de
consultores nas áreas de gestão da produção; contabilidade e finanças; informática e marketing e economia.
Na bolsa de formadores conta com a colaboração de especialistas nas seguintes áreas: gestão da produção;
contabilidade e finanças; direito do trabalho; fiscalidade; medicina no trabalho; higiene no trabalho;
informática e marketing; informática; gestão financeira e marketing; psicologia social e das organizações;
gestão e garantia da qualidade.
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Face aos objetivos que norteiam a atuação da NERPOR/AE, aos problemas existentes e às soluções que
preconiza, foram estabelecidos protocolos de colaboração com diversas entidades, nomeadamente escolas,
associações empresariais, instituições de crédito e autarquias, entre as quais se destacam o IPP – Instituto
Politécnico de Portalegre, COEBA – Cofederación de Organizaciones Empresariales de la Provincia de Badajoz,
AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, e a ADRAL – Associação de
Desenvolvimento Regional da Região Alentejo, da qual aliás, é membro do conselho fiscal. (Portal Portalegre,
2013)
3.2.
Instituições de Ensino e Formação
Associação para a Formação Tecnológica e Profissional da Beira Interior – Castelo Branco (AFTBI) –
www.aftebi.pt
A Associação para a Formação Tecnológica e Profissional da Beira Interior
(AFTEBI) é uma associação privada de utilidade pública, que tem por objetivos
promover e cooperar em ações de desenvolvimento regional e setorial,
designadamente a formação especializada de curta, média ou longa duração,
destinada à preparação de jovens e pessoal das empresas ao nível da formação
tecnológica específica, visando criar especialista a nível intermédio. A AFTEBI
iniciou a sua atividade no último semestre de 1997, tendo a escritura de
constituição sido publicada no Diário da República, III Série, nº 44, de 21 de fevereiro de 1998.
A AFTEBI possui sete polos (Covilhã, Castelo Branco, V. N. de Famalicão, Guarda, Pombal, Trancoso e Vouzela)
e uma rede de parceiros institucionais que conta com entidades como as Universidades da Beira Interior e do
Minho, os Institutos Politécnicos da Guarda, Castelo Branco e Viseu, entre outras. A AFTEBI oferece dezassete
cursos de especialização tecnológica maioritariamente em áreas ligadas à indústria têxtil e alimentar. (AFTEBI,
2012)
Conservatório Regional de Portalegre – Escola de Artes do Norte Alentejano (EANAP) – www.eanao.com.pt
A Escola de Artes do Norte Alentejano – Portalegre –
EANAP (anteriormente denominada Conservatório Regional
de
Portalegre),
é
uma
escola
de
ensino
artístico
especializado da música, particular e cooperativa.
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Com todas as dificuldades adjacentes a uma região do interior do País, esta escola tem vindo a desempenhar
um papel fundamental, proporcionando à população escolar do concelho e do distrito, o acesso ao estudo da
música. Para o desenvolvimento das atividades desta escola é assinado anualmente um contrato de patrocínio
com o Ministério da Educação (DREAlentejo), suporte financeiro para o seu funcionamento.
Cabe a esta escola dar o espaço físico e o cumprimento a normativos específicos, aos níveis de habilitação do
seu corpo docente e a todas as especificidades que uma escola desta natureza necessita, para a obtenção
desse reconhecimento por parte do Ministério da Educação.
Existem ainda protocolos de cooperação com os municípios de Portalegre, Ponte de Sor e Sousel, com a
Federação de Bandas Filarmónicas do Norte Alentejano, Instituto Politécnico de Portalegre e Coro Infantil dos
Assentos - Portalegre. (EANA, 2012)
Escola Profissional Agostinho Roseta – Polo do Crato (EPAR) – www.aar.edu.pt
A Escola Profissional Agostinho Roseta - Polo do Crato (EPAR) surge como resposta às
necessidades formativas da Região Alentejo. Assim, aliando a premência de dinamizar
a localidade do Crato e o apoio de entidades que contribuem para o desenvolvimento
regional, principalmente a Câmara Municipal do Crato, pretende-se promover a
competitividade e profissionalismo numa oferta laboral extremamente concorrencial.
A Escola tem em atenção o tecido empresarial da região, nunca descurando os setores centrais, no âmbito do
desenvolvimento regional. Porque existe a responsabilidade de facultar competências técnico-profissionais, a
Escola promove desde cedo o contacto direto com contexto profissional, o que facilita a inserção no mercado
de trabalho. Os cursos são constituídos por formação teórica, ao longo dos três anos que compreendem o
curso, e por formação prática, através de estágios profissionais em empresas de prestígio, visitas de estudo,
seminários e colóquios. Todos os cursos, de nível III da união Europeia, dão equivalência ao 12º ano de
escolaridade e permitem aos formandos, após conclusão dos mesmos, candidatar-se ao ensino superior para
prosseguimento de estudos ou investir na sua formação profissional. (EPAR, 2012)
Escola Profissional da Raia Idanha-a-Nova (EPRIN) – www.epron.pt
Situada na vila de Idanha-a-Nova, a Escola Profissional da Raia, Idanha-aNova (EPRIN), surgiu em 1993 por iniciativa da Câmara Municipal de
Idanha-a-Nova e do Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento do
Concelho de Idanha-a-Nova. A Escola Profissional da Raia de Idanha-a-Nova
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Central)
é uma entidade de ensino técnico profissional, que pertence ao Centro Municipal de Cultura e
Desenvolvimento - CMCD. (EPRIN, 2012)
Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Alter do Chão
A Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Alter do Chão, EPDRAC, foi
criada pelo Ministério da Educação, no ano de 2001, através da Portaria n.º
165/2001, de 7 de março. É, desde então, uma escola pública e leciona dois cursos
profissionais, Técnico de Gestão Cinegética e Técnico de Gestão Equina,
perfeitamente adequados às características e necessidades da região e do País.
Também dentro da mesma área, ministrou entre 2007/09, em parceria com a Escola EB 2,3 c/Sec Pe. José
Agostinho Rodrigues, o curso de educação e formação Tratador e Desbastador de Cavalos, a que tenciona
continuar a candidatar-se.
Escola Tecnológica Artística e Profissional de Nisa (ETAPRONI) – www.etaproni.pt
A Escola Tecnológica, Artística e Profissional de Nisa (ETAPRONI),
integrada na rede de escolas profissionais, foi criada ao abrigo do DL nº
26/89 de 21 de Janeiro, posteriormente revogado e substituído pelo D. L.
nº 70/93 de 1 de março e D. L. nº 4/98 de 8 de Janeiro, tendo como
entidade proprietária a ADN – Associação de Desenvolvimento de Nisa.
A formação profissional promovida por esta escola constitui uma modalidade de educação contemplada na Lei
de Bases do Sistema Educativo. Para além de complementar a preparação para a vida ativa iniciada no ensino
básico, visa uma integração dinâmica no mundo do trabalho pela aquisição de conhecimentos e de
competências profissionais de forma a responder às necessidades regionais de formação e de
desenvolvimento tecnológico. Deste modo, é missão prioritária da Etaproni a certificação e qualificação de
recursos humanos no sentido de que o seu desempenho possa contribuir decisivamente para o
desenvolvimento social, cultural, científico e tecnológico, de um modo integrado, da região.
A Etaproni / ADN – Nisa e o Instituto Politécnico de Portalegre formalizaram uma parceria institucional, de
articulação vertical, tendente a garantir a continuidade de oferta formativa aos alunos da Etaproni que optem
pelo prosseguimento de estudos no Ensino Superior. (ETAPRONI, 2012)
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Escola Tecnológica e Profissional de Castelo Branco (ETEPA) – www.etepa.org
A Escola Tecnológica e Profissional de Castelo Branco (ETEPA) iniciou a sua atividade em
1992 e tem ao longo do tempo aumentado o número de alunos por turma. A escola em
1992 abriu com duas turmas e dois cursos e vem aumentando progressivamente o
número de alunos e de cursos, neste momento conta com sete turmas distribuídas por
cinco cursos profissionais que tem no seu alvará: Comunicação - Marketing, Relações
Publicas e Publicidade; Serviços Jurídicos; Animador Sociocultural; Artes Gráficas; Técnico de Comércio. Já
passaram pela ETEPA 750 alunos, dos quais 600 terminaram o curso. Destes, 70% estão empregados, 20% no
ensino superior e 10% sem situação definida.
À ETEPA, tal como à generalidade das escolas profissionais, tem sido proporcionada uma boa adesão social e
uma boa ligação ao tecido socioeconómico da região. (ETEPA, 2013)
Fundação Alentejo – www.fundacao-alentejo.pt
A criação da Fundação Alentejo em 1999 resultou de um processo de adaptação
de uma instituição criada, dez anos antes, a Escola Profissional da Região Alentejo,
ao quadro legal em que o Ensino Profissional passou a operar em Portugal.
Em 1989, depois de uma reflexão sobre os problemas e as estratégias de desenvolvimento necessárias para a
Região Alentejo, o CEDRA – Centro de Estudos e Desenvolvimento da Região Alentejo avançou para a criação
de uma escola profissional. Em 20 de agosto de 1990, o contrato-programa que criava a Escola Profissional da
Região Alentejo, era assinado entre o CEDRA e o GETAP.
Em 1993, por força das alterações legais, o modelo e o enquadramento legal do funcionamento do ensino
profissional sofria nova modificação, tornando-se a EPRAL uma entidade com personalidade jurídica. Em 1998,
nova alteração legislativa levou a que os órgãos dirigentes da EPRAL iniciassem um processo de reflexão sobre
qual a forma mais adequada para a prossecução dos fins da instituição. O modelo fundacional foi consensual
como sendo o que melhor permitiria atingir os objetivos que norteavam a ação desenvolvida na qualificação
dos jovens e dos adultos alentejanos.
Nasce assim, em 7 de maio de 1999, a Fundação Alentejo, herdeira do património da EPRAL – Escola
Profissional da Região Alentejo, que, de acordo com os seus estatutos, tem como objeto o desenvolvimento e
a qualificação profissional dos recursos humanos. A preocupação central da Fundação Alentejo, de acordo com
os seus estatutos e com a tradição de que é herdeira, é a qualificação dos recursos humanos. No entanto, não
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esgota a sua ação nesta área no âmbito regional. “Formar para o Alentejo e no Alentejo”, não a impede de
prestar atenção ao País e a outras dimensões, particularmente a dimensão transfronteiriça e a dimensão
europeia.
Desta forma, para a prossecução dos seus fins estatutários, três áreas de trabalho foram constituídas:

A EPRAL- Escola Profissional da Região Alentejo, uma instituição de ensino profissional com mais de
20 de anos de trabalho na qualificação inicial de jovens.

Colégio Fundação Alentejo que pretende ser uma resposta de qualidade na área da educação préescolar e do 1º. Ciclo do ensino básico, alicerçada numa metodologia inovadora e em práticas
educativas de excelência, com forte ligação às necessidades sentidas pelas famílias.

Ofertas formativas dirigidas à população adulta, como resposta à necessidade de promover a
educação ao longo da vida, onde os indicadores nacionais se encontram bem abaixo da média
europeia. (Fundação Alentejo, 2013)
3.3.
Entidades de Ensino Superior
Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) – www.ipcb.pt
O Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) é uma prestigiada instituição de
ensino superior público, com personalidade jurídica de instituto público, dotada
de autonomia estatutária, patrimonial, administrativa, financeira, científica,
pedagógica e disciplinar (Lei n.º 62/2007, de 10 de setembro). Criado pelo
Decreto-Lei nº 513 T/79 de 26 de dezembro, o IPCB tem os Serviços da
Presidência instalados num antigo colégio, restaurado e ampliado para o efeito, onde também funcionam os
Serviços Centrais (SC) e os Serviços de Ação Social (SAS).
A primeira comissão instaladora do IPCB iniciou funções em outubro de 1980. As duas Escolas Superiores
iniciais entraram em funcionamento respetivamente, em 1982, a Escola Superior Agrária (ESA) e em 1985 a
Escola Superior de Educação (ESE). A ESA está instalada na Quinta da Sr.ª de Mércules que dispõe, entre outros
espaços e equipamentos, de um jardim botânico, estufas, anfiteatro e parque de máquinas. Por sua vez a ESE
fica localizada no centro de Castelo Branco, possuindo excelentes instalações e espaços verdes.
Em 1990 é criada a Escola Superior de Tecnologia e Gestão, que após ter sido extinta em 1997, suscitou a
criação de duas novas escolas, a Escola Superior de Tecnologia (EST) e a Escola Superior de Gestão (ESG), em
Idanha-a-Nova. A EST localiza-se no campus da Talagueira, junto à Associação Empresarial da Região de
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Castelo Branco, entre a cidade e o parque industrial, na tentativa de aproximar ensino e mercado de trabalho.
A ESG funciona em Idanha-a-Nova, a cerca de 25 km de Castelo Branco, num palacete do início do século XX,
englobando um campus com instalações novas, modernas e funcionais.
Criada em 1999,a Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) funciona atualmente no Campus da Sr. ª de
Mércules e é hoje reconhecida nacionalmente e internacionalmente pelos profissionais que forma nas áreas
da música, design, comunicação e multimédia.
A Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias (ESALD) foi criada em 28 de março de 2001, sucedendo à anterior
Escola Superior de Enfermagem com mais de meio século de existência. A ESALD está a funcionar no Campus
da Talagueira, onde o IPCB construiu um edifício completamente novo e de qualidade capaz de albergar o
crescente número de alunos que procuram os cursos de saúde.
O Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) é uma instituição pública de ensino superior, cuja cultura
institucional se caracteriza pela riqueza proveniente da diversidade e singularidade próprias de cada uma das
seis escolas que o constituem (Agrária, Artes Aplicadas, Educação, Gestão, Saúde e Tecnologia). Apenas a
Escola Superior de Gestão não se localiza na capital de distrito, mas em Idanha-a-Nova. (IPCB, 2013)
Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) – www.ipportalegre.pt
O Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) é uma Instituição de ensino superior
do norte alentejano constituída em 1985. A sua missão é “difundir o
conhecimento, orientado profissionalmente, através da formação e qualificação
de alto nível e da investigação e desenvolvimento tecnológico para a promoção
da comunidade, em cooperação com entidades regionais, nacionais e internacionais”. É com base nesta missão
que o IPP tem vindo a desenvolver um conjunto de formação superior integrada em 4 escolas: Educação
(ESEP), Tecnologia e Gestão (ESTG), Agrária de Elvas (ESAE) e Saúde (ESS). A sua atividade teve início em 1985
com a ESEP, em 1990, começou a funcionar a ESTG, em 1995 a ESAE e, em 2001, integrou a Escola Superior de
Enfermagem, atual Escola Superior de Saúde.
Além de uma oferta formativa transversal às suas escolas, incluindo cursos de 1º ciclo, uma oferta crescente
de 2º ciclo e várias pós-graduações, favorece uma estratégia de cooperação com a região envolvente,
materializada, tanto na realização de projetos de investigação, como na prestação de serviços. O
desenvolvimento regional, nas suas diferentes cambiantes, constitui um dos seus vetores estratégicos em
termos de política institucional.
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Tanto no quadro na legislação em vigor, que enquadra as instituições do ensino superior em Portugal (Regime
6
7
Jurídico das Instituições de Ensino Superior ), como nos respetivos estatutos do IPP , define-se de forma clara
e objetiva um conjunto de atribuições, onde se reconhece o papel imprescindível das instituições de ensino
superior, e em particular dos Institutos Politécnicos, no processo de promoção, participação e difusão do saber
científico junto das regiões e das comunidades em que estão inseridos. Essas atribuições passam,
nomeadamente, pela realização de projetos de investigação científica, orientados para o desenvolvimento
experimental; pela prestação de serviços e de consultoria técnica às entidades da sociedade civil e do meio
empresarial; bem como pela produção e organização de mecanismos e iniciativas de difusão e transferência de
conhecimento, visando a sua posterior utilização e valorização por vários agentes sociais, económicos e
culturais.
Em consonância com esta linha de atuação dispõe de uma unidade de coordenação da atividade de
investigação (C3i - Coordenação Interdisciplinar para a Investigação e Inovação) que se assume como uma
estrutura especialmente vocacionada para a concretização dos objetivos atrás enunciados, designadamente: a
promoção de projetos de investigação científica e tecnológica com elevado impacto no desenvolvimento
regional; a capacidade para proporcionar formação ao nível mais elevado de recursos humanos que desejam
iniciar uma carreira científica; e o fomento e a difusão do conhecimento científico e tecnológico. (IPP, 2013)
Universidade de Évora – www.uevora.pt
A Universidade de Évora foi fundada em 1559. Restaurada
como universidade pública em 1973, orienta desde aí a sua
atividade para responder às novas exigências da sociedade. É atualmente uma universidade moderna, com
centros de investigação de qualidade, avaliados por painéis internacionais da Fundação para a Ciência e a
Tecnologia, dispondo de um corpo docente altamente qualificado, integrando redes internacionais e
programas de mobilidade. Leciona cerca de 40 cursos de licenciatura, 80 cursos de mestrado (4 dos quais
Erasmus Mundus) e 32 programas de doutoramento nas mais variadas áreas do saber. Reconhece a formação
adquirida nos quartos ou quintos anos das antigas licenciaturas para efeitos de prosseguimento de estudos de
mestrado.
A Universidade de Évora é internacionalmente reconhecida, sendo regularmente avaliada pela European
University Association e tendo sido aceite como membro da "Magna Charta Universitatum".
6
Lei nº 62/2007, de 10 de setembro.
7
Despacho Normativo nº39/2008, de 30 de julho, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
32
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A Universidade de Évora está subdividida em quatro escolas, Artes, Ciência e Tecnologia, Ciências Sociais e a
Escola Superior de Enfermagem São João de Deus. Comporta ainda o Instituto de Investigação e Formação
Avançada, uma unidade orgânica que tem como missão apoiar a atividade de investigação, de forma a garantir
a qualidade do trabalho das unidades de investigação, assegurar a avaliação da sua produção científica e
articular a sua atividade científica com o sistema de ensino de formação avançada, nomeadamente, os
terceiros ciclos e mestrados internacionais. Compete também ao Instituto criar um conjunto de estruturas
técnico-científicas destinadas a apoiar multidisciplinarmente a investigação da Universidade e desenvolver os
serviços necessários para apoiar a cooperação científica interinstitucional e a mobilização dos recursos
humanos necessários à promoção da atividade científica. (Universidade de Évora, 2013)
3.4.
Unidades de I&D e Inovação
Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar (CATAA)
O Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar (CATAA) perfila-se como um meio
estratégico de apoio tecnológico e organizacional capaz de introduzir novos
produtos e processos nos mercados, e promover o aproveitamento dos recursos
naturais, promovendo uma maior competitividade das empresas agroindustriais. A
CATAA desenvolve a sua atividade de apoio técnico e tecnológico à agroindústria
em três grandes áreas de intervenção: Investigação e Desenvolvimento Tecnológico, Inovação e Qualificação.
Para isto, contribuem as atividades de Desenvolvimento Tecnológico, Laboratorial, Consultoria e Assistência
Técnica e Vigilância.
As instalações foram concebidas com secções independentes para receção de amostras, unidades piloto,
unidades laboratoriais e áreas de apoio. A CATAA dispõe de uma estrutura vertical integrada, constituída por
quatro unidades piloto e três unidades laboratoriais por forma a responder aos desafios das seguintes fileiras:
leite e laticínios, azeite, hortofrutícolas, carnes, cereais, mel, vinho e vinha. As unidades piloto foram criadas
para o desenvolvimento e implementação de novas tecnologias, e para a transferência de conhecimento, de
forma a aumentar a competitividade. São instalações de produção onde se executam as várias etapas de
processamento dos diversos produtos permitindo a emergente experimentação de novos produtos, sem
descurar o estudo dos processos tradicionais, bem como o aproveitamento de subprodutos das indústrias
alimentares.
O laboratório de físico-química, equipado com as mais recentes técnicas de análise para caracterização dos
produtos agroalimentares, está organizado em termos funcionais em diferentes zonas: preparação de
amostras, técnicas físico-químicas clássicas, rápidas por FTIR e NIR, espetrometria de absorção atómica
33
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Central)
(chama, câmara de grafite e ICP-OES), espetrofotometria, cromatografia gasosa e líquida (com diversos tipos
de detetores, incluindo espetrometria de massas), cromatografia iónica, sala de pesagens e de preparação de
padrões, e sala de descontaminação.
A unidade laboratorial de microbiologia foi concebida de forma a minimizar a ocorrência de contaminações
cruzadas, garantindo as condições ambientais específicas de trabalho através do sistema de contenção de
contaminações por pressão diferencial e filtros HEPA, cumprindo também o princípio da marcha em frente.
Este laboratório compreende as áreas de preparação de meios de cultura, análise de águas, preparação de
alimentos, sementeira, incubação, e leitura e confirmação. Para além dos equipamentos que possibilitam a
realização das técnicas clássicas, esta unidade dispõe dos sistemas automatizados TEMPO, para a contagem de
microrganismos indicadores de qualidade e higiene, miniVIDAS, para a pesquisa de patogénicos, e
VITEK2Compact, para a identificação de bactérias e leveduras. Acresce o equipamento direcionado para a
monitorização do ciclo de esterilização, e temperaturas de incubação, refrigeração e congelação.
O laboratório de análise sensorial, concebido em conformidade com a normalização internacional vigente, é
constituído por uma área para preparação de amostras, equipada com um vasto número de equipamentos,
uma sala de prova com dez cabines individuais e uma sala para provas de grupo, receção, treino e formação de
provadores.
A CATAA dispõe do Sistema de Gestão Integrada dos Laboratórios (LIMS), que proporciona a otimização dos
processos laboratoriais e de controlo de qualidade, garantindo a rastreabilidade e a disponibilização dos
resultados aos clientes em tempo real por via eletrónica, bem como a oportunidade de reduzir custos
operacionais através da padronização e automação dos processos. (RITECA, 2013)
Centro de Engenharia Mecatrónica – www.cem.uevora.pt
O Centro de Engenharia Mecatrónica da Universidade de Évora tem como objetivos
prioritários nos domínios das Engenharias Mecânica e Eletrotécnica:

O exercício e a promoção da investigação científica, desenvolvimento e inovação tecnológica.

A ligação à indústria através da elaboração de estudos e trabalhos que promovam a transferência
de tecnologia.

A formação de recursos humanos.

A difusão do conhecimento científico e tecnológico. O intercâmbio científico com instituições e
investigadores, a nível nacional e internacional.
De forma a atingir os objetivos com que o CEM foi criado, foram agilizadas duas estruturas, denominadas:
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D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo
Central)

CEM – Empresas: que pretende funcionar como uma interface privilegiada da Engenharia
Mecatrónica com o meio industrial, mostrando às empresas know-how tecnológico, capaz de resolver
problemas complexos.

CEM – Investigação: que pretende consolidar a estratégia de investigação neste grupo e afirmá-lo
como um Centro de Excelência no domínio da Engenharia Mecatrónica, a nível nacional.
(Universidade de Évora, 2013)
Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional (CEDER) – www.ipcb.pt/ceder
O Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional (CEDER) é uma unidade de suporte
às atividades de investigação e desenvolvimento, preocupada em particular com a
ligação dos saberes integrados e desenvolvidos no instituto com o tecido empresarial.
Desempenha funções de estrutura de interface, competindo-lhe “o fortalecimento das
ligações entre o meio institucional, centros de ensino e investigação, nacionais e estrangeiros, procurando
parcerias e sinergias que lhe permita contribuir para encontrar soluções em projetos de desenvolvimento e
inovação”. O CEDER tem como fins:

Contribuir para a missão do IPCB, como estrutura de interface, promovendo a sua ligação à
sociedade, nas diferentes vertentes da ciência, da tecnologia, da cultura e da atividade social,
contribuindo para o desenvolvimento regional através do aumento das competências das pessoas e
da melhoria de competitividade das organizações.

Estabelecer a ligação ao tecido empresarial e social em que o IPCB se encontra inserido, procurando
incentivar uma estreita e profícua ligação com a comunidade empresarial e institucional.
O CEDER pretende atuar como um polo dinamizador e coordenador de ações de investigação, de
desenvolvimento e de prestação de serviços, desempenhando papel de relevo na ligação do IPCB a outras
instituições públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, competindo-lhe, designadamente:

Apoiar o IPCB nos seus objetivos de se tornar uma instituição de Investigação & Desenvolvimento
Experimental (I&DE) de referência nacional e internacional e de disseminar conhecimento;

Estabelecer ligações e desenvolver atividades de cooperação entre o meio empresarial, institucional,
centros de ensino e investigação, nacionais e estrangeiros, procurando parcerias e sinergias que lhe
permita contribuir para encontrar soluções em projetos de desenvolvimento e inovação;

Promover parcerias e apoio à implementação de estudos, projetos e consolidação de empresas,
estimulando o desenvolvimento regional e o empreendedorismo;

Manter atualizada, e em permanente divulgação, uma base de informações sobre programas
nacionais e internacionais com medidas de financiamento de projetos de I&DE para docentes e
investigadores do IPCB;
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Central)

Colaborar nos processos de candidatura a projetos de investigação por parte dos docentes e
investigadores do IPCB e instituições parceiras;

Promover a realização de colóquios, seminários e congressos nos domínios das suas atribuições.
(IPCB, 2013)
Centro de Estudos e Formação Avançada em Gestão e Economia – www.cefage.uevora.pt
O Centro de Estudos e Formação Avançada em Gestão e Economia da
Universidade de Évora (CEFAGE-UE) foi criado em Junho de 2006, por
investigadores dos departamentos de gestão e economia da Universidade de
Évora, estando vocacionado para a investigação científica e para a divulgação e aplicação do conhecimento nos
diversos domínios da Gestão e Economia. O CEFAGE-UE é financiado pela Fundação para a Ciência e
Tecnologia (FCT) desde 2009, ano em que foi classificado como "Excelente" por esta instituição.
Atualmente, as principais áreas de investigação do CEFAGE-UE são as seguintes: crescimento sustentado,
econometria, economia do território, economia do turismo, economia do trabalho, economia e política
agrícola, economia internacional, finanças, gestão dos recursos ambientais, inovação e empreendedorismo,
investigação operacional e organização industrial.
Refletindo os interesses de investigação dos seus membros, o CEFAGE-UE encontra-se dividido em quatro
grupos de investigação: "Industrial Economics and Business Strategy", "Econometrics, Statistics and Operations
Research", "Finance and Accounting" e "Labour, International and Spatial Economics". (Universidade de Évora,
2012)
Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência – www.officinalis.org
O Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência nasceu do Núcleo de
Estudos de História e Filosofia da Ciência na Universidade de Évora, em 1993,
tendo-se apresentado à comunidade académica como um grupo de trabalho
interdisciplinar, assumindo a sua identidade a partir da publicação regular do Boletim do Núcleo/Centro de
Estudos de História e Filosofia da Ciência até 1998. Neste contexto organizou anualmente encontros temáticos
de História da Ciência, com carácter de Colóquio Internacional e com publicação das comunicações
apresentadas.
Adquirido um grau de maturidade e de imagem pública – sobretudo após a organização do 1º congresso LusoBrasileiro de História da Ciência e da Técnica (22-27 outubro 2000, Évora. Coimbra, Aveiro) – o Centro de
Estudos de História e Filosofia da Ciência da Universidade de Évora candidatou-se a ser unidade plurianual da
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Central)
FCT e a partir de 2002 foi considerada unidade de I&D, inserida na área científica de História e Arqueologia –
História da Ciência.
Atualmente, o CEHFCi é uma unidade interuniversitária. Sediada na Universidade de Évora, instituição
interlocutora perante a Fundação da Ciência e Tecnologia I.P. com espectro de trabalho interdisciplinar,
encontrando-se os seus membros agregados em torno do projeto: PHYSIS, História e Filosofia da Ciência,
Museologia e Educação Científica, séculos XVIII- XXI. Em novembro de 2011 criou a rede HetSci – História e
Sciencia – com a linha de inovação e modernidade do Instituto de História Contemporânea (I&D) da UNL,
tendo como FOCUS comum os programas de doutoramento das duas unidades de investigação. O CEHFCi
mantém igualmente outra parecerias de trabalho em rede com várias outras unidades de I&D: História das
Ciências e Tecnologia, História, Ciências de Educação, visando atingir objetivos comuns de História e Filosofia
da Ciência. (Universidade de Évora, 2013)
Centro de Estudos em Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade (CERNAS) – www.esca.pt/cernas
O Centro de Estudos em Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade (CERNAS) é uma
unidade de investigação acolhida pelas Escolas Superiores Agrárias do Instituto
Politécnico de Coimbra (ESA/IPC), e do Instituto Politécnico de Castelo Branco
(ESA/IPCB), enquadrando o Sistema Científico e Tecnológico Nacional, tendo sido
avaliado por Comissão de Peritos internacional no nível de ‘Bom’, o que fundamentou o seu financiamento
plurianual pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Quando foi criado em 2002, integrava 49 membros, 22
dos quais doutorados. Em 2011 era constituído por 103 membros integrados, dos quais 64 eram doutorados.
O CERNAS evoluiu de unidade de investigação associada a uma Escola, para Centro de Investigação e
Desenvolvimento de âmbito Regional, com dois polos de intervenção territorial, um em Coimbra e outro em
Castelo Branco, enquadrando diretamente o mundo rural da Região Centro de Portugal.
No período [2004-2007] a equipa CERNAS desenvolveu 250 projetos de I&D, regionais, nacionais, comunitários
e internacionais, com um orçamento de 3,9 milhões de euros, e para o período de [2008-2012] teve em curso
94 projetos nacionais e comunitários para um orçamento de cerca de dois milhões de euros.
Os investigadores do CERNAS são originários de 9 instituições de Ensino Superior e de Investigação: o Instituto
Nacional de Investigação Agrária e das Pescas, o Instituto Superior de Contabilidade e Administração de
Coimbra, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital, o Instituto Politécnico de Tomar, a
Escola Universitária Vasco da Gama, a Estação Florestal Nacional, a Escola Superior Agrária de Beja, a Escola
Superior Agrária de Castelo Branco e a Escola Superior Agrária de Coimbra. (CERNAS, 2012)
37
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Central)
Centro de Experimentação do Alto Alentejo (CEAA)
O Centro de Experimentação do Alto Alentejo (CEAA) tem por objetivo a experimentação, demonstração e
divulgação à escala real de atividades produtivas com interesse para a região. Tem um técnico residente
responsável pela gestão. Existe uma coordenação central a cargo de um gabinete técnico – administrativo,
constituído por um coordenador, um técnico superior com apoio administrativo. A planificação é feita em
conjunto entre coordenação e os respetivos técnicos responsáveis, a quem compete além do
acompanhamento permanente da exploração, propor no início de cada ano agrícola o Plano de Atividades e
orçamento para aprovação superior. No CEAA desenvolvem-se vários projetos de experimentação e protocolos
de colaboração nas áreas da agricultura, olivicultura, vinha e pecuária extensiva, tendo como parceiros várias
instituições.
Centro de Geofísica de Évora (CGE) – www.cge.uevora.pt
O Centro de Geofísica de Évora (CGE) foi criado em 1991 no âmbito do Programa Ciência
e iniciou as suas atividades de investigação em 1993, desenvolvendo a sua investigação
científica no campo das ciências da terra, do clima e ambiente e do espaço e abrange as
seguintes atividades:

Projetos de I&D

Formação Avançada

Organização de conferências/workshops e cursos avançados

Cooperação com outras Instituições e Difusão de cultura científica e prestação de serviços à comunidade
nos seguintes domínios:

Física da atmosfera e do clima

Fenómenos de transferência na geosfera

Geofísica interna/sismologia

Dinâmica dos processos geológicos
A investigação realizada engloba atividade teórica, experimental, observacional e modelação matemática e
computacional e pretende contribuir para um melhor conhecimento de:

Constituição, propriedades e processos ativos da crosta terrestre.

Sismologia e análise de risco sismo/tectónico

Propriedades óticas, químicas e elétricas dos constituintes atmosféricos: gases, aerossóis e
nuvens e interações do sistema climático.

Téle - Geo - observação da atmosfera e da superfície, para o estudo das propriedades físicas e
químicas de constituintes e de fenómenos atmosféricos.
38
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Central)

Modelação Numérica de Processos Atmosféricos designadamente dos mecanismos responsáveis
pela geração, transporte e remoção dos aerossóis e a sua interação com as nuvens

Camada limite atmosférica: estrutura e transporte, micrometeorologia, qualidade do ar, impactos
na saúde

Desenvolvimento de protótipos de instrumentação científica para deteção remota da composição
física e química da atmosfera e da visibilidade atmosférica

Processos de transferência e transporte nas camadas limite, em cavidades e em meios porosos.
Transporte e deposição de aerossóis em espaços confinados.

Estudo multidisciplinar das exergias naturais e dos fenómenos de transferência associados.
Potenciais exergéticos naturais e arquiteturas de escoamento. Fluxos exergéticos na atmosfera,
na superfície terrestre e na crusta. Eletricidade atmosférica
As atividades de formação avançada incluem a formação académica de investigadores, a colaboração com
investigadores com bolsas de pós-doutoramento e com cientistas convidados e a participação nos mestrados
em Clima e Ambiente Atmosférico e Geologia Estrutural. Recentemente e no âmbito da reestruturação de
Bolonha dos ensinos os dois mestrados deram origem ao mestrado em ciências da terra, da atmosfera e do
espaço, com a participação dos investigadores e infraestruturas do CGE. O CGE é a principal Unidade de
Investigação de suporte do terceiro ciclo (doutoramento) em ciências da terra, da atmosfera e do espaço e do
mestrado interdepartamental da Universidade de Évora em Instrumentação Ambiental. (Universidade de
Évora, 2013)
Centro de História da Arte e Investigação Artística (CHAIA) – www.chaia.uevora.pt
O Centro de História da Arte e Investigação Artística da Universidade de Évora
(CHAIA) é uma Unidade I&D tutelada pela FCT – Fundação Para a Ciência e
Tecnologia cujo principal âmbito de intervenção é o estudo das várias formas de
que se reveste o legado histórico-artístico, paisagístico e monumental, para a consolidação do conhecimento
dos modos em que se situam as expressões artísticas e dirigindo-se igualmente ao estudos e investigação da
prática das Artes, da criação artística e da intervenção no espaço.
As origens do CHAIA remontam a 1987, propondo-se então ainda como Instituto de História da Arte da
Universidade de Évora. Regulamentado e reestruturado em 1994 como CHA (Centro de História da Arte), é
transformado em 2008 como Centro de História da Arte e Investigação Artística (atual CHAIA), mantendo-se os
princípios gerais presentes desde o início, nomeadamente a convergência com os objetivos da promoção do
conhecimento avançado e com os objetivos do Ensino Superior.
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Central)
O CHAIA integra docentes e investigadores dos domínios das artes visuais, arquitetura, arquitetura paisagista,
história da arte e arqueologia, teatro e música. (Universidade de Évora, 2013)
Centro de Inovação em Tecnologias de Informação (CITI)
O Centro de Inovação em Tecnologias da Informação (CITI) é um laboratório interdepartamental da Escola de
Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora com representação de todos os seus departamentos e que
desenvolve atividade na área das tecnologias da informação, no apoio ao ensino de mestrado, em projetos de
inovação, bem como na prestação de serviços. A atividade de prestação de serviços desenvolvida do CITI
centra-se na realização de estudos, e consultoria em diversas áreas nomeadamente:

Adoção e desenvolvimento de aplicações de software livre

Desenvolvimento de aplicações em plataformas móveis

Programação em sistemas de baixo nível - micro controladores e dispositivos embebidos

Sistemas de informação geográficos

Interfaces e sistemas de processamento de língua natural (Universidade de Évora, 2013)
Centro de Investigação em Ciências e Tecnologias da Saúde (CICTS)
O Centro de Investigação em Ciências e Tecnologias da Saúde (CIC&TS) é uma
unidade de I&D da Universidade de Évora que tem como objetivos genéricos a
investigação, a formação, a divulgação e a prestação de serviços especializados à
comunidade no âmbito das ciências da saúde, em particular das pessoas idosas. Tem como objetivos
específicos:

Realizar, de uma forma integrada e multidisciplinar, investigação sobre os problemas de saúde das
pessoas idosas no sentido da obtenção de ganhos em saúde e do aumento da sua qualidade de vida,
através da promoção do conhecimento sobre os processos do envelhecimento, de respostas
adequadas e inovadoras para esses problemas, da adequação dos cuidados de saúde às suas
necessidades específicas e de um envelhecimento ativo e saudável, com autonomia e independência;

Realizar investigação sobre gestão integrada da doença através da identificação dos "settings"
prioritários, da elaboração de normas de orientação clínica e da avaliação do seu impacto sobre a
saúde;

Formar aos níveis básico, pós-graduado e avançado e a organização de cursos de especialização,
destinados aos profissionais que trabalham com idosos nas áreas da saúde;
40
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Central)

Difundir os resultados da investigação através da publicação em revistas da especialidade, da
realização de encontros, colóquios e congressos e da criação de um portal para investigadores,
estudantes e população em geral;

Estabelecer parcerias com outras unidades de investigação com objetivos similares, portuguesas e
estrangeiras, e com instituições prestadoras de serviços, de modo a criar sinergias entre experiências,
competências e recursos;

Prestar serviços, através de consultoria e da procura das respostas adequadas para necessidades
concretas da comunidade profissional ou social.
Os membros do Centro de Ciências e Tecnologias da Saúde desenvolvem as suas atividades de investigação
centradas na problemática da saúde dos idosos estando organizados nos seguintes grupos:

Grupo de Investigação em Condição de Saúde e Práticas de Cuidados a Pessoas Idosas

Grupo de Investigação em Biomecânica Experimental, Atividade Física, Bem-Estar e Reabilitação
(Universidade de Évora, 2013)
Centro de Investigação em Educação e Psicologia (CIEP-EU) – www.ciep.uevora.pt
O Centro de Investigação em Educação e Psicologia (CIEP-EU) veio colmatar uma
lacuna existente na Universidade de Évora, pois sendo esta uma instituição com
pergaminhos na educação e, ultimamente, na psicologia, era a única que não possuía
um organismo dedicado à investigação nesses campos de conhecimento. Criado em dezembro de 2004 pelos
órgãos competentes da Universidade de Évora, o Centro tem como principais preocupações a investigação na
área da educação e da psicologia e nos respetivos interfaces, concretizadas nos seguintes grupos de
investigação e linhas de pesquisa:
GRUPO A: Políticas Educativas, Territórios e Instituições

Linha A1- Territórios, Comunidades Locais e Diversidades

Linha A2- Escolas e Políticas Educativas: Administração, Organização e Avaliação
GRUPO B: Educação, Competências e Inclusão

Linha B1- Ensino, Aprendizagem, Competências e Sucesso Académico

Linha B2- Inclusão Educativa e Social

Linha B3- Arte, Educação e Comunidade
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Central)
GRUPO C: Desenvolvimento e Risco
Outra finalidade do Centro é a prestação de serviços à comunidade, sendo de salientar a publicação da revista
Educação: Temas e Problemas e a série de colóquios e conferências realizados - e a realizar - no âmbito dos
cursos de mestrado e doutoramento em Ciências da Educação e em Psicologia e de divulgação e debate de
grandes temas atuais em educação e em psicologia. (Universidade de Évora, 2013)
Centro de Estudos em Letras (CEL) – www.ciep.uevora.pt
São objetivos do Centro de Estudos em Letras (CEL), entre outros, promover a investigação nas áreas da língua,
da linguística, da literatura e da cultura, numa perspetiva de construção do Espaço Europeu do Conhecimento;
a realização e apoio a projetos organizados em linhas de investigação estruturadas nas atividades de I&D; a
promoção do intercâmbio científico com instituições e investigadores de áreas afins; o desenvolvimento e
modernização cultural da Região Alentejo. (Universidade de Évora, 2013)
Centro de Investigação em Matemática e Aplicações (CIMA) – www.cima.uevora.pt
O Centro de Investigação em Matemática e Aplicações (CIMA-EU) tem por objetivos:

Promover a investigação em Matemática, particularmente a suscitada pelas
aplicações.

Apoiar a realização de ações de formação de recursos humanos no seu domínio.

Difundir o conhecimento científico na sua área, nomeadamente através da edição de publicações e da
realização de encontros, colóquios e congressos.

Promover o intercâmbio científico com instituições e investigadores da mesma área e de áreas afins.

Contribuir, no seu domínio, para o desenvolvimento e a modernização dos setores produtivos,
regionais e nacionais. (Universidade de Évora, 2013)
Centro de Investigação em Sociologia e Antropologia “Augusto da Silva” (CISA-AS) – www.cisa-as.uevora.pt
O Centro de Investigação em Sociologia e Antropologia “Augusto da Silva” (CISA-AS) é
um Centro de Investigação e Desenvolvimento (I&D) criado em julho de 2002,
constituindo-se como uma unidade de investigação e desenvolvimento nas áreas
científicas da sociologia e da antropologia e que funciona na Universidade de Évora.
Este centro encontra-se especialmente vocacionado para realizar atividades de I&D nos domínios das diversas
problemáticas sócio antropológicas que se colocam a territórios com problemas de desenvolvimento em geral
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COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação
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e aos territórios dos diversos locais da Região do Alentejo em particular. Para além dessas, o CISA-AS
desenvolve ainda atividades de natureza de consultoria e de qualificação de recursos humanos, tendo em vista
a prestação de serviços de apoio às diversas comunidades da região em que se encontra inserido. Por outro
lado, o CISA-AS promove, organiza e participa em diversos eventos como sejam conferências, seminários,
"workshops" e ações de qualificação de recursos humanos relacionados com as temáticas em que desenvolve
as suas atividades de I&D. (Universidade de Évora, 2013)
Centro Interdisciplinas de História, Culturas e Sociedades (CIDEUS) – www.cideus.uevora.pt
O Centro Interdisciplinas de História, Cultura e Sociedades (CIDEHUS.UE) é uma unidade
de investigação que se propõe promover projetos interdisciplinares no domínio das
ciências humanas e sociais.
Tendo sido criado em 1994, é um centro que agrupa especialistas e formandos que estudam as problemáticas
da Europa do Sul e do Mediterrâneo numa perspetiva essencialmente comparada.
Os seus investigadores provêm de diferentes áreas do saber, organizam-se em três grandes grupos de trabalho
e têm revelado um crescente dinamismo na articulação entre pesquisa, elaboração teórica, formação
avançada e apoio à comunidade. (Universidade de Évora, 2012)
Centro de Química de Évora (CQE) – www.cqe.uevora.pt
O Centro de Química de Évora (CQE) é o único centro de I&DT na Região do Alentejo que
se dedica a investigação e desenvolvimento nas ciências químicas e tem como objetivos
prioritários apoiar e fomentar investigação, desenvolvimento experimental, formação
avançada e prestação de serviços analíticos em química pura e aplicada.
O CQE é acreditado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e é uma entidade qualificada no âmbito
do QREN, Programa Vale IDT na Área de Tecnologia e Ciências de Materiais.
As principais linhas de investigação do CQE são:

Química de superfícies e dos materiais

Síntese química e química dos produtos naturais

Química física e teórica

Biotecnologia, ambiente e património

Ensino e divulgação de química (Universidade de Évora, 2013)
43
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Central)
Centro Tecnológico da Pedra Natural de Portugal (CEVALOR) – www.cevalor.pt
Com sede em Borba, delegação no Porto e abrangência nacional,
articulando a sua atuação com as associações setoriais e outras
entidades, o Centro Tecnológico da Pedra Natural de Portugal (CEVALOR) desenvolve a sua atividade de apoio
técnico e tecnológico ao setor em 6 áreas de atuação: valorização dos recursos humanos; apoio tecnológico;
inovação, investigação e desenvolvimento; laboratório acreditado (ensaios mecânicos e ensaios acústicos);
promoção da pedra natural.
Dispondo de recursos humanos qualificados nas áreas técnicas diretamente relacionadas com o setor, bem
como nos domínios da valorização dos recursos humanos, informação e comunicação, apoio técnico e
tecnológico e gestão financeira, estes técnicos encontram-se colocados na sede em Borba e na delegação
permanente no Porto, garantindo-se desta maneira, um constante e rápido contacto com o setor, de norte a
sul de Portugal.
Constitui objeto do CEVALOR o estudo e desenvolvimento de iniciativas que permitam concretizar a ligação
entre as atividades de investigação, transferência tecnológica, demonstração, prestação de serviços, ensino,
formação e informação no âmbito das rochas ornamentais e industriais. O CEVALOR exerce a sua atividade na
área das rochas ornamentais e industriais e visa, a criação de infraestruturas técnicas e tecnológicas de apoio à
.
atividade industrial do setor, de acordo com o previsto estatutariamente (CEVALOR, 2012)
Coordenação Interdisciplinas para a Investigação e Inovação (C3I) – www.c3i.iportalegre.pt
A Coordenação Interdisciplinar para a Investigação e Inovação (C3i) é
uma estrutura do IPP que tem como missão a promoção de trabalhos
de investigação, inovação e desenvolvimento tecnológico na
perspetiva do desenvolvimento regional em todos os domínios patentes no IPP. Os investigadores da C3i
desenvolvem, a partir das suas bases de competências científicas, projetos de investigação fundamental e
aplicada, financiados pela FCT e por outras agências de financiamento públicas e privadas, nacionais e
internacionais.
A C3i incentiva ainda a formação avançada de recursos humanos em I&DT, através da participação de
investigadores em projetos nas diferentes linhas de investigação desenvolvidas, para além do acolhimento que
proporciona a investigadores que cumpram o estatuto de bolseiros. Estão em funcionamento os seguintes
núcleos de I&DT:
44
COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação
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Central)
Núcleo de Sistemas Sustentáveis de Energia, Agricultura e Ambiente (Bioenergia), que apresenta as
seguintes Linhas de Investigação:
 Tecnologias de tratamento e valorização ambiental
 Energias renováveis
 Tecnologia Eletroquímica: baterias, células de combustível, eletrólise, corrosão
 Fotoquímica, Foto catálise e Nano materiais
 Programação, Modelação, Otimização de Processos e Realidade Virtual
 Eco logística
 Tecnologias de Produção Agrícola e Florestal
 Tecnologias de Produção e Sanidade Animal
 Tecnologias Agroindustriais
 Biodiversidade e Conservação de Recursos Genéticos
Núcleo de Estudos para a Intervenção Social, Educação e Saúde (NEISES), que apresenta as seguintes
Linhas de Investigação:

Território, Comunidades e Desenvolvimento
Integrando projetos e estudos alicerçados nos seguintes temas: populações; identidades e mobilidade;
património; turismo; desenvolvimento local; desigualdades e vulnerabilidades sociais; qualidade de vida
e estilos de vida saudáveis das populações;

Educação e Formação
Integrando projetos e estudos alicerçados nos seguintes temas: educação; formação de professores;
educação e necessidades especiais; educação e desenvolvimento do indivíduo; educação ambiental;
educação em saúde; educação para a saúde; saúde escolar; estudos curriculares; supervisão;
qualificação; identidades profissionais; formação de adultos e desenvolvimento local; níveis de educação,
literacia e práticas culturais;

Economia Social e Organizações
Integrando projetos e estudos alicerçados nos seguintes temas: parcerias; inovação social e
empreendedorismo; modelos de organização e governo em saúde e em educação; economia social e
voluntariado; profissões e organizações da saúde, educação e mediação social; políticas públicas de
educação e saúde; estudos de avaliação; planeamento; economia regional e do desenvolvimento local;

Arte, Cultura e Comunicação
Integrando projetos e estudos alicerçados nos seguintes temas: estética; estudo dos media; produção
e receção cultural; públicos da arte e da cultura; políticas culturais; línguas e culturas. (C3i - IPP, 2012)
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D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo
Central)
Estação Biológica do Garducho – Centro de Estudos da Avifauna Ibérica (CEAI) – www.ceai.pt
A Estação Biológica do Garducho – Centro de Estudos da Avifauna Ibérica
(CEAI) situa-se na freguesia de Granja, no Concelho de Mourão, numa zona de
Rede Natura 2000 que alberga várias espécies faunísticas emblemáticas e
ameaçadas como a águia-imperial ibérica e a águia-de-Bonelli, tendo em
tempos também feito parte da área de ocorrência nacional do lince-ibérico.
A infraestrutura pertence ao CEAI - Centro de Estudos da Avifauna Ibérica, uma organização nãogovernamental de ambiente sedeada em Évora que tem como missão a preservação dos valores naturais na
zona do Alentejo e Algarve. O projeto tem como objetivo a promoção da biodiversidade da zona através da
realização de projetos de investigação e conservação, ações de educação ambiental, seminários e cursos de
formação, contribuindo para a dinamização socioeconómica da região.
Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas (ICAAM) – www.icaam.uevora.pt
O Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas (ICAAM), unidade de
Investigação e Desenvolvimento (I&D) da Universidade de Évora, foi criado em 1991 no
âmbito do Programa “Ciência”. Encontra-se localizado no Campus da Mitra, uma
herdade experimental com cerca de 285ha a 10 km da cidade de Évora.
O ICAAM desenvolve as suas atividades com base em equipas multidisciplinares que integram investigadores
das áreas da engenharia rural, zootecnia, biologia, agronomia, física, química, ecologia, economia, paisagem e
território, ciências do solo e medicina veterinária.
Através da cooperação com outras instituições de I&D nacionais e internacionais, o trabalho desenvolvido pelo
ICAAM permite concretizar os seus principais objetivos: compreender o complexo agroecossistema
mediterrânico e promover a Inovação Tecnológica como forma de responder, de forma integrada, às
necessidades sociais, económicas e técnicas no campo da agricultura, preservando ao mesmo tempo os
recursos naturais e a qualidade ambiental.
O ICAAM está ativamente envolvido em programas de formação pós-graduada e aposta numa estreita ligação
com a comunidade, promovendo de forma ativa a disseminação do conhecimento científico. (ICAAM, 2013)
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Central)
Instituto de Filosofia Prática (IFP-EU) – www.ifp.ubi.pt
O Instituto de Filosofia Prática - IFP é uma unidade da Universidade de Évora
e da Universidade da Beira Interior, apoiado pela Fundação para a Ciência e
Tecnologia (FCT).
O principal objetivo do IFP é desenvolver programas de investigação no domínio da filosofia prática, isto é,
acima de tudo, na ética, filosofia moral e filosofia política. O Instituto presta especial atenção ao estudo de
obras de filósofos do movimento fenomenológico, sem negligenciar as obras de filósofos importantes de todas
as tendências, especialmente das áreas da filosofia da ação, ética, filosofia política e social. (Universidade de
Évora, 2013)
Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P. – Elvas (INIAV-ELVAS)
O Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P. (INIAV) foi criado
em 2012 (Dec. Lei nº 7 e nº 69 de 2012), ficando com as atribuições relacionadas
com a investigação agrária (do L-INIA) e veterinária (do L-LNIV) do antigo
Instituto Nacional dos Recursos Biológicos I.P. (INRB), tendo as atribuições deste,
relativas às áreas das pescas e da aquicultura, sido incorporadas no Instituto Português do Mar e da
Atmosfera, I. P. (IPMA).
O INIAV, I. P., é o laboratório de Estado que tem por missão a prossecução da política científica e a realização
de investigação de suporte a políticas públicas orientadas para a valorização dos recursos biológicos nacionais,
na defesa dos interesses nacionais e na prossecução e aprofundamento de políticas comuns da União
Europeia.
O INIAV, I. P., é um organismo central com jurisdição sobre todo o território nacional. Tem sede em Oeiras e
dispõe de dois serviços desconcentrados, localizados em Vila do Conde e Elvas.
São atribuições do INIAV, I. P.:

Desenvolver as bases científicas e tecnológicas de apoio à definição de políticas públicas
setoriais;

Promover atividades de investigação, experimentação e demonstração, na linha das políticas
públicas definidas para os respetivos setores, que assegurem o apoio técnico e científico
conducente ao desenvolvimento e inovação e melhoria da competitividade, nas áreas
agroflorestal, da proteção das culturas, da produção alimentar, da sanidade animal e vegetal, da
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Central)
segurança alimentar, bem como na área das tecnologias alimentares e da biotecnologia com
aplicação nas referidas áreas;

Assegurar as funções de laboratório nacional de referência, nomeadamente, nas áreas da
segurança alimentar, da sanidade animal e vegetal;

Cooperar com instituições científicas e tecnológicas afins, nacionais ou estrangeiras, e participar
em atividades de ciência e tecnologia, designadamente em consórcios, redes e outras formas de
trabalho conjunto, e promover o intercâmbio e a transmissão de conhecimentos com entidades
públicas e privadas, nacionais ou internacionais, nomeadamente através da celebração de
acordos e protocolos de cooperação, sem prejuízo das competências próprias do Ministério dos
Negócios Estrangeiros;

Participar na elaboração dos planos oficiais de controlo nas áreas da saúde animal e vegetal e
segurança alimentar;

Assegurar a realização das análises laboratoriais enquadradas nos planos oficiais de controlo
coordenados pelo Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do
Território, nas áreas da sua competência, designadamente, através da colocação em rede dos
laboratórios acreditados já existentes. (Autoridade Arquivística, 2012)
International Center for Technology in Virtual Reality – Centro de Realidade Virtual (ICT-VR)
O International Center for Technology in Virtual Reality (ICT-VR) é um
centro de desenvolvimento tecnológico e de conteúdos nas áreas de 3D,
realidade aumentada e outras áreas da realidade virtual. Este centro visa
promover, a nível nacional e internacional, o desenvolvimento, divulgação e transferência de tecnologias de
Realidade Virtual e de outras tecnologias complementares e de suporte. Com esta atividade, o ICT-VR
pretende promover a massificação destas tecnologias com o objetivo de ajudar a competitividade das
empresas, instituições e regiões. É esperado que este centro funcione como uma âncora que ajude a formar
.
um cluster nacional nesta área (Facebook, 2013)
Laboratório Hercules – Herança Cultural, Estudos e Salvaguarda
O laboratório HERCULES é uma infraestrutura dedicada ao estudo do
património cultural. O projeto possui uma dimensão interdisciplinar,
envolvendo técnicos e especialistas em conservação e património e cientistas,
de diferentes áreas, nomeadamente historiadores, conservadores, arquitetos químicos, geólogos e biólogos.
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Central)
Os principais objetivos do Centro HERCULES podem ser agrupados em três linhas de ação:

Desenvolvimento de metodologias de conservação integradas, adaptadas às particularidades
regionais,

Valorização de recursos endógenos, nomeadamente técnicas e saberes tradicionais,

Criação de uma infraestrutura científica e técnica de referência dedicada ao estudo e investigação do
património histórico e cultural.
Esta infraestrutura serve em primeiro lugar a Região Alentejo que tem sido ocupada por diversas civilizações
das quais herdou um legado cultural significativo que inclui artes, industriais e um extenso e importante
património artístico e arquitetónico. O Centro HERCULES é constituído por três unidades distintas que operam
de modo integrado:

Unidade de salvaguarda,

Unidade de investigação de materiais,

Unidade de recursos educativos (HERCULES, 2012)
Laboratório de Investigação de Rochas Industriais e Ornamentais (L.I.R.I.O.)
O Laboratório de Investigação de Rochas Industriais e Ornamentais
(L.I.R.I.O.) é uma unidade de investigação da Universidade de Évora. No
âmbito das suas atividades tem prestado especial atenção aos domínios da caracterização das rochas,
cartografia geotécnica, estudos de fracturação e aplicação de sistemas de informação geográfica às
geociências.
Nos últimos anos tem dinamizado diversas ações de divulgação da geologia, em especial junto das camadas
mais jovens. (Universidade de Évora, 2013)
Núcleo de Investigação em Ciência Política e Relações Internacionais (NICPRI.UÉ)
O NICPRI.UÉ – Núcleo de Investigação em Ciência Política e Relações Internacionais é uma unidade
interdisciplinar de estudos políticos e sociais. O centro tem por objetivos promover e divulgar a investigação
fundamental e aplicada, formar pessoas individuais e coletivas no âmbito científico-cultural e prestar serviços
à comunidade.
O Centro é uma unidade epistemológica coerente, que visa, desde uma perspetiva interdisciplinar, proceder à
análise, crítica e fundamentação dos fenómenos político-sociais contemporâneos. (Universidade de Évora,
2013)
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Central)
Núcleo de Investigação em Música e Musicologia (UNIMEM)
A Unidade de Investigação em Música e Musicologia (UNIMEM) é uma Unidade
de Investigação financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e
acolhida pelas Universidades de Évora e de Aveiro. Tem como objetivos:

Exercer e promover investigação nos domínios da música e da
musicologia, especialmente nas áreas do património musical, do ensino da música, da teoria, da
interpretação e da criação musical contemporânea;

Promover e apoiar a formação de recursos humanos nos seus domínios, incluindo as pós-graduações;

Difundir o conhecimento científico e artístico nas suas áreas, nomeadamente através de publicações
em quaisquer suportes e da realização de encontros científicos, colóquios e congressos;

Promover o intercâmbio científico e artístico com instituições, criadores e investigadores, nacionais e
internacionais;

3.5.
Cooperar na criação de redes de extensão científica e cultural. (Universidade de Évora, 2013)
Apoio Transversal a Dinâmicas Regionais
Rede Regional de Ciência e Tecnologia do Alentejo (RRCTA) – www.rcta.uevora.pt
A Rede Regional de Ciência e Tecnologia do Alentejo (RRCTA) nasceu por iniciativa da Universidade de Évora
no final de outubro de 2008. Numa reunião em que participaram cerca de trinta centros e outras instituições
ligadas à investigação, foi assinado um memorando de entendimento, documento que representa um primeiro
compromisso entre todos os parceiros que participaram nesse encontro. Posteriormente verificaram-se outras
adesões e a rede é hoje constituída por cerca de cinquenta unidades de investigação.
A RRTCA tem como principais objetivos:

Gerar sinergias entre os grupos de investigação para candidaturas a programas de investigação e
desenvolvimento por si ou em conjunto com parceiros institucionais, empresariais ou outros;

Coordenar recursos e gerar equipas para resposta a oportunidades de investigação e
desenvolvimento tecnológico;

A formulação de programas de investigação estáveis e com alguma dimensão;

A prestação de consultadoria científico-tecnológica;

Constituir progressivamente uma infraestrutura estável para apoio à inovação e competitividade
regional.
50
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Central)
A RRCTA está estruturada a partir das Unidades de Investigação e Centros Tecnológicos aderentes e
presentemente tem um coordenador geral e um secretário executivo. É espectável e desejável que venha a
crescer por incorporação de novas unidades que acrescentem valências à rede. Presentemente a RRCTA está
organizada nas seguintes sub-redes, existindo para cada uma delas com um coordenador de sub-rede:

Sub-rede de Tecnologias Industriais e da Informação;

Sub-rede de Tecnologias do Ambiente do Solo e da Água;

Sub-rede de Biotecnologias e Saúde;

Sub-rede de Ciências do Património Artístico e Cultural;

Sub-rede de Ciências Sociais e Empresariais.
Na génese desta rede está a parceria constituída para o desenvolvimento estratégico do SRTT – Sistema
Regional de Transferência de Tecnologia do Alentejo - no âmbito de uma candidatura ao “sistema de apoio a
parques de ciência e tecnologia e incubadoras” e ao “sistema de apoio a infraestruturas científicas e
tecnológicas”. O Sistema, orientado por uma Carta de Princípios assinada por toda a parceria, pretende
dinamizar uma rede abrangente de agentes que permita a consolidação de quatro componentes estruturais,
fazendo uso de infraestruturas já existentes e construindo aquelas em que a região é deficitária:

Sistema de Incubadoras de Base Tecnológica

Sistema de Infraestruturas Científicas e Tecnológicas

Sistema de infraestruturas com forte potencial sinérgico

Sistema de Zonas e Parques Industriais e Tecnológicos
O líder da parceria, a ADRAL – Agência de Desenvolvimento da Região do Alentejo, assinou o contrato de
financiamento com a Autoridade de Gestão do INALENTEJO em novembro de 2012, pelo que as iniciativas
presentes no Programa Estratégico aprovado serão iniciadas durante o ano de 2013. O SRTT apresenta um
investimento proposto de 41,8 M€, a que corresponde um montante comunitário FEDER de 29,3 M€ (com
uma taxa de cofinanciamento de 70% para todas as operações a candidatar).
O SRTT encontra-se estruturado em cinco componentes:

Parque de Ciência e Tecnologia (PCTA), que será localizado no Parque Industrial e Tecnológico de
Évora, enquanto infraestrutura de acolhimento e suporte às iniciativas de promoção e transferência
de I&DT no quadro do referido sistema regional;

Sistema de incubadoras de base tecnológica, cujo objetivo “é a criação de centros de incubação
destinados a potenciar o surgimento de iniciativas empresariais inovadoras e de natureza
tecnológica”;

Sistema de infraestruturas científicas e tecnológicas que visa consolidar e qualificar a oferta regional
de tecnologia com base no reforço das competências regionais;
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Central)

Sistema de infraestruturas com forte potencial sinérgico que assenta num conjunto de iniciativas
destinadas a potenciar os impactes gerados pelos restantes sistemas, alavancando e potenciando os
resultados dos restantes projetos e, especificamente, do PCTA, nomeadamente no que concerne à
ligação e interação com a malha empresarial da Região Alentejo;

Sistema de zonas e parques industriais e tecnológicos que surge numa ótica de valorização e
potenciação de uma estreita articulação entre o SRTT e o tecido empresarial regional, passando pelo
estabelecimento de parcerias de colaboração com as suas entidades gestoras.
O Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo, infraestrutura do SRTT, cuja sociedade gestora foi constituída
em dezembro de 2011, encontra-se em fase de construção nos terrenos do Parque Industrial e Tecnológico de
Évora. (INALENTEJO, 2013) (RCTA, 2013)
Associação do Cluster Agroindustrial (INOVCLUSTER) – www.inovcluster.com
A Associação do Cluster Agroindustrial do Centro (InovCluster) é uma
associação privada sem fins lucrativos, situada nas instalações do CATAA Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar, na zona industrial de Castelo
Branco, que conta neste momento com 117 associados, dos quais
92 empresas, 17 associações/cooperativas, sete instituições de ensino superior, sete municípios e cinco
instituições de I&DT. A InovCluster surgiu para potenciar sinergias e tem objetivos definitivos, entre os quais
promover a inovação; transferência de conhecimento; formação avançada; desenvolvimento; produção e
comercialização de produtos e serviços e a definição de uma estratégia de marketing que facilite a colocação
dos produtos no mercado nacional e internacional.
Os três Eixos Estratégicos de Atuação (EE) da InovCluster são:

EE 1: Governança em Rede e Regional Branding abrange o projeto GovCluster - Animação,
Coordenação e Gestão da parceria.

EE 2: Plataformas para a Inovação, Intermediação e Transferência Científica e Tecnológica, abrange os
projetos InovWine - Inovação na fileira do Vinho e da Vinha, InovEnergy - Eficiência Energética no
setor Agroindustrial, EcoDeep - Eco-Eficiência e a Eco Gestão no setor Agroindustrial, InAgri - Rede de
Oficinas de Inovação para o setor Agroindustrial, IDT - Novos Produtos Lácteos.

EE 3: Competências Organizacionais e Qualificação do Capital Humano, abrange o projeto AgriTraining
- Formação Aplicada para o setor Agroindustrial.
O Enquadramento das Estratégias de Eficiência Coletiva foi aprovado pelas Comissões Ministeriais de
Coordenação do POFC e dos PO Regionais, pelo Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das
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Pescas e pelo Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social a 8 de Maio de 2008, estabelecendo um conjunto
de medidas que potenciam um tratamento preferencial no acesso a incentivos públicos por parte das
Entidades Gestoras das EEC-Clusters, bem como de empresas e de entidades do Sistema Científico e
Tecnológico Nacional (SCTN). Este tratamento preferencial expressa-se de várias formas, incluindo o apoio às
Entidades Gestoras das EEC-Clusters, através do Sistema de Incentivos às Ações Coletivas (SIAC) – Projetos de
Animação, Coordenação e Gestão de EEC, assim como a disponibilização de medidas específicas de apoio a
empresas, a entidades do SCTN e a Entidades Gestoras das EEC-Clusters.
A publicação do referido Enquadramento foi seguida de um processo de elaboração de candidaturas, por parte
das Entidades Gestoras, com um conjunto de projetos âncora/complementares relevantes para a
concretização da estratégia definida para os diferentes setores, resultando num Programa de Ação detalhado.
No enquadramento proporcionado pela atual política de apoio à clusterização foram, em Julho de 2009,
reconhecidas formalmente 19 EEC: 11 Polos e 8 Clusters.
As Entidades Gestoras das EEC-Clusters representam um ecossistema complexo e constituem-se como
importantes dinamizadoras e beneficiárias do sistema de clusterização nacional. Para além destas, também
beneficiam das políticas de clusterização outras entidades, nomeadamente as empresas e instituições de
suporte associadas. No âmbito da operacionalização, o ecossistema assume-se igualmente complexo e inclui
um conjunto de entidades como as Autoridades de Gestão dos vários PO financiadores das EEC-Clusters, os
Organismos Intermédios e Outros Organismos das EEC-Clusters e do QREN (entidades com responsabilidades
na governação do QREN e dos PO, e na avaliação das EEC-Clusters).
A InovCluster conta com o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco e é financiada pelo COMPETE Programa Operacional Fatores de Competitividade, pelo QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional e
pela União Europeia - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.
O apoio público para a implementação com sucesso das Estratégias de Eficiência Coletiva, de forma particular
a que diz respeito aos Polos de Competitividade e os Clusters, envolve 3 tipologias complementares de apoio:
projeto de governo das entidades gestoras, projetos âncora e projetos complementares. Atualmente estão em
curso dezassete projetos dos quais oito são projetos âncora e sete projetos complementares.
A InovCluster tem como visão estabelecer uma plataforma de concertação entre os principais atores do setor
agroindustrial nos processos de inovação, IDT, transferência de conhecimento, formação, desenvolvimento de
novos produtos, serviços e processos, marketing e internacionalização, contribuindo para a competitividade do
País. A sua missão passa por contribuir para que a Região Centro se afirme ao nível nacional, ibérico e europeu
como um território líder nas fileiras agroindustriais de excelência, suportado na singularidade e na qualidade
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dos seus agro recursos, na preservação da biodiversidade e da diversidade paisagística dos seus espaços
agrícolas e rurais, e na competitividade dos sistemas produtivos locais e regional. (SPI, 2013)
Cluster da Pedra Natural – www.valorpedra.pt
O Cluster da Pedra Natural é o resultado da concertação estratégica de
todos os atores que intervém direta ou indiretamente no setor da pedra
natural, nomeadamente empresas de extração e transformação de pedra
(ornamental e industrial), empresas de maquinaria e equipamentos,
associações, universidades e institutos, em torno de uma estratégia de eficiência coletiva, obedecendo a um
plano de ação, cujas iniciativas contribuam para a inovação nas empresas do setor. Este cluster é uma das
Estratégias de Eficiência Coletiva reconhecidas oficialmente em 2009.
Consolidar e apostar na conquista dos mercados, na qualificação dos recursos e territórios e na inovação
organizacional, tecnológica e produtiva são os três grandes eixos estratégicos do Cluster da Pedra Natural. O
Cluster da Pedra Natural tem como objetivos finais a internacionalização, a sustentabilidade e competitividade
do Setor da Pedra Natural. O grande objetivo é enquadrar a mobilização de todos os envolvidos neste Setor,
em torno de uma estratégia e Programa de Ação definidos e assumidos coletivamente por empresas e
instituições de suporte para uma Visão comum para o Setor da Pedra Natural, a nível nacional.
É missão da Valor Pedra – Associação do Cluster da Pedra Natural, a implementação de iniciativas
relacionadas com o Cluster da Pedra Natural que visem a inovação, a qualificação e a modernização das
empresas do Setor e que desenvolvam a cooperação entre empresas, associações empresariais, centro
tecnológico, instituições de I&D, centros de formação e outras entidades do Setor contribuindo para a
dinamização de processos de transferência de tecnologia, de incremento da produtividade, competitividade e
inovação nas diversas atividades económico-produtivas. A associação deverá ainda garantir a dinamização e
transferência de conhecimentos e tecnologias resultantes de todo este processo para as empresas. (SPI, 2013)
54
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Central)
3.6.
Zonas de Acolhimento Empresarial
Existe uma significativa cobertura dos territórios em análise, relativamente a zonas de localização
empresarial/industrial com uma distribuição bastante uniformizada mas de dimensão muito variável. No que
respeita à possibilidade de abrangência, podem ser identificadas as seguintes infraestruturas, em cada uma
das capitais de distrito das regiões:
Área de Localização Empresarial de Castelo Branco (ALECB)
A Área de Localização Empresarial de Castelo Branco (ALECB), que integra a antiga Zona Industrial e a respetiva
área de expansão, e tem desempenhado um importante papel enquanto território de fixação e instrumento de
apoio à instalação de iniciativas empresariais.
A ALECB, instituída e gerida pela Câmara Municipal, é uma zona industrial polivalente onde pequenas, médias
e grandes empresas desenvolvem uma significativa diversidade de atividades económicas. Com uma área de
cerca de 280 hectares infraestruturados, e acessos diretos à A23, a ALECB acolhe cerca de 200 empresas,
pertencentes aos setores de atividade: Refrigeração e AVAC; Agroalimentar; Equipamentos elétricos e
eletrónicos: Artigos de plástico para a construção e outros artigos de plástico; Vestuário e Confeção; Estruturas
e Construções Metálicas; Mobiliário e Colchões; Máquinas e tratores para a agricultura, pecuária e silvicultura;
Madeira; Transformação de vidro e de pedras ornamentais; Gráfica e Publicidade; Serviços; Distribuição
(retalho e grossista).
Parque Industrial de Portalegre
O Parque Industrial de Portalegre tem como principal objetivo reforçar a posição de Portalegre no contexto
regional e nacional e potenciar a sua integração no mercado europeu e transcontinental. O parque em questão
localiza-se entre o IP2, que estabelece a ligação entre o Norte e o Sul do país, e a EN246 – ligação a Badajoz,
abrangendo uma área total de 1.669.473,00 m2 e encontrando-se totalmente infraestruturado prevendo, em
termos de usos do solo, as seguintes categoriais de espaço: lotes industriais, área de comércio e serviços,
equipamentos, espaços públicos, áreas verdes, rede viária e heliporto. No que respeita a equipamentos e
serviços de apoio o Parque Industrial dispõe de: restaurante, hotel, Núcleo Empresarial, Centro de Formação
Profissional, Centro de Apoio à Criação de Empresas, Escola Superior de Tecnologia e Gestão, posto de
abastecimento, circuito de manutenção, campo de futebol relvado e recinto de feiras e exposições
55
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Parque Industrial e Tecnológico de Évora (PITE)
2
2
O Parque Industrial e Tecnológico de Évora (PITE) tem uma área total de 500 000m (268 822m de área bruta
de desenvolvimento) e é o maior espaço de acolhimento empresarial do concelho de Évora. Foi planeada e
construída uma zona de expansão com 153 novos lotes que irá assegurar o crescimento deste parque
enquanto polo de desenvolvimento económico local. Adjacente ao PITE está prevista a instalação do Parque
de Ciência e Tecnologia do Alentejo (PCTA) que é o principal componente do Sistema Regional de
Transferência de Tecnologia do Alentejo (SRTT – Alentejo), enquanto infraestrutura de acolhimento e suporte
às iniciativas de promoção e transferência de I&DT no quadro do referido sistema regional. Com a instalação
de laboratórios da Universidade de Évora dedicados à interoperabilidade e à instrumentação, será fomentada
a incubação de empresas com forte componente de inovação e desenvolvimento. (SPI, 2011)
Como se pode constatar na Figura 5, para além destas realidades, existem inúmeras zonas para localização
empresarial, com uma distribuição uniforme pelo território, mas com dimensões e capacidade de abrangência
bastante distintas, Figura 5.
56
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Central)
Figura 5. Zonas Industriais Beira Interior Sul, Alto Alentejo e Alentejo Central
Fonte: SPI
57
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04.
Caracterização
da Atividade
Económica
58
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4. Caracterização da Atividade Económica
A caracterização da atividade económica inclui a análise da dinâmica empresarial e da distribuição setorial nas
sub-regiões Beira Interior Sul, Alto Alentejo e Alentejo Central. A dinâmica empresarial é caracterizada com
base nos indicadores de contas regionais e indicadores de empresas, em termos comparativos com a escala
nacional e regional.
A análise da distribuição setorial da atividade económica permite verificar e conhecer o contexto económico
presente nas sub-regiões Beira Interior Sul, Alto Alentejo e Alentejo Central. De modo a tornar esta análise
mais exata foram incluídos os dados referentes a todos os municípios considerados na constituição das NUTS
III:
Beira Interior Sul
Alto Alentejo
Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor, Vila Velha de Ródão, Oleiros e Proençaa-Nova;
Alter do Chão; Arronches; Avis; Campo Maior; Castelo de Vide; Crato; Elvas;
Fronteira; Gavião; Marvão; Monforte; Nisa; Ponte de Sor; Portalegre e Sousel;
Alandroal, Arraiolos, Borba, Estremoz, Évora, Montemor-o-Novo, Mora, Mourão,
Alentejo Central
Portel, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vendas Novas, Viana do Alentejo e Vila
Viçosa.
4.1.
Dinâmica empresarial
Tal como acontece no Capitulo 3, os dados mais recentes disponíveis nas fontes consultadas (Anuários
Estatísticos da Regiões Centro e Alentejo 2011) não incluem a constituição das NUTS III assumida no âmbito
8
deste trabalho: os dados apresentados para a Beira Interior Sul não incluem os municípios de Oleiros e
9
Proença-a-Nova, os dados referentes ao Alto Alentejo não incluem o município de Sousel e os dados
10
referentes ao Alentejo Central não incluem o município de Mora. À semelhança do que acontece por toda a
região Centro e Alentejo, o tecido empresarial da Beira Interior Sul, Alto Alentejo e Alentejo Central é marcado
por uma predominância de micro empresas e PME, sendo estas essencialmente empresas constituídas em
8
9
Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor, Vila Velha de Ródão
Mora, Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Ponte de
Sor, Portalegre
10
Alandroal, Arraiolos, Borba, Estremoz, Évora, Montemor-o-Novo, Mourão, Portel, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vendas Novas,
Viana do Alentejo, Vila Viçosa, Sousel
59
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Central)
nome individual com uma gestão em geral de nível familiar e sobretudo direcionadas para os mercados locais
e regionais.
Da análise da Tabela 4 verifica-se que estas sub-regiões contribuem em muito pequena escala para o PIB
nacional e apresentam uma produtividade inferior à das regiões em que se inserem.
Tabela 4. Indicadores de contas regionais, 2009
PIB
per capita
Em valor
Índice
de
disparidad
e
(Portugal=
100)
%
milhares
de euros
%
Portugal
100,0
15,8
100,0
29,7
20,0
168 503,6
148 703,2
5 014,2
Centro
18,6
13,2
83,2
24,0
18,0
31 362,3
27 677,0
1 153,6
Alentejo
6,4
14,3
90,3
31,7
18,7
10 798,1
9 529,2
300,7
Beira Interior Sul
0,6
13,7
86,4
18,8
18,9
995,6
878,6
46,8
Alto Alentejo
0,9
13,0
82,0
28,2
18,4
1 506,0
1 329,1
47,1
Alentejo Central
1,3
13,1
82,8
28,5
18,3
2 209,0
1 949,4
68,5
Zona Geográfica
Em % do
total de
Portugal
Produtividade
(VAB/Emprego)
Remuneração
média
milhares de euros
PIB
VAB
milhões de euros
Emprego
total
milhares
de pessoas
Fonte: Anuários Estatísticos das Regiões Centro e Alentejo 2011
Uma análise aos indicadores de empresas, Tabela 5, demonstra que densidade de empresas é bastante
reduzida e que a proporção de empresas individuais é superior aos valores regionais apresentados. Também a
proporção de empresas com menos de dez pessoas ao serviço é superior aos indicadores nacional e regionais,
o que reflete a existência de um parque empresarial composto maioritariamente por micro empresas e PME,
tal como enunciado anteriormente.
60
COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação
D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo
Central)
Tabela 5. Indicadores de empresas (a), 2010
Zona Geográfica
Densidade
de
empresas
Proporção
de empresas
individuais
N.º/km2
Proporção
de empresas
com menos
de 250
pessoas ao
serviço
Proporção
de
empresas
com
menos de
10 pessoas
ao serviço
Pessoal ao
serviço
por
empresa
Volume de
negócios por
empresa11
N.º
milhares de euros
%
Indicador de
concentração
do volume
de negócios
das 4
maiores
empresas
Indicador de
concentração
do valor
acrescentado
bruto das 4
maiores
empresas
%
Portugal
12,4
68,51
99,9
95,8
3,4
311,5
5,3
4,3
Centro
8,8
70,63
100,0
96,1
2,9
225,3
3,8
3,9
Alentejo
2,6
73,00
100,0
96,9
2,5
185,5
12,6
12,0
Beira Interior Sul
1,9
73,51
100,0
97,3
2,5
147,9
21,3
31,4
Alto Alentejo
1,8
73,85
100,0
97,2
2,4
155,7
20,4
27,4
Alentejo Central
2,7
73,20
100,0
97,1
2,4
140,2
10,9
16,7
Fonte: Anuários Estatísticos das Regiões Centro e Alentejo 2011
Os dados uma vez mais indiciam a presença de um tecido empresarial composto por pequenas empresas como
se poderá inferir da elevada taxa de trabalhadores por conta de outrem (TCO) em estabelecimentos com
menos de dez trabalhadores, Tabela 6.
Tabela 6. Indicadores de empresas (b), 2010
Taxa de TCO em
estabelecimentos com <10
trabalhadores
Taxa de TCO em
estabelecimentos com>
250 trabalhadores
Empresas por município de
sede
Volume de negócios nas
empresas
N.º
Milhares de Euros
Portugal
1 144 150
356 390 110
24,8
24,8
Centro
248 071
55 898 447
28,1
18,3
Alentejo
81 453
15 107 532
32,0
18,7
Beira Interior Sul
7 271
1 075 273
31,4
24,3
Alto Alentejo
11 549
1 797 682
33,8
14,3
Alentejo Central
19 523
2 737 016
35,3
16,8
Zona Geográfica
%
Fonte: Anuários Estatísticos das Regiões Centro e Alentejo 2011
Da análise da tabela seguinte verifica-se que a taxa de natalidade de empresas nas NUTS III em análise
apresenta valores coerentes com os registados a nível nacional e regional. Fazendo esta análise por área,
verifica-se que este indicador assume valores mais elevados nos serviços, Tabela 7. A taxa de sobrevivência a
dois anos registada nas sub-regiões é superior à registada no País e no Alentejo Central e na Beira Interior Sul
superior ao valor regional. O indicador taxa de mortalidade assume nestas sub-regiões valores inferiores ao
valor médio nacional.
11
Volume de negócios por empresa= Volume de negócios das empresas / Número de empresas.
61
COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação
D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo
Central)
Tabela 7. Indicadores demográficos das empresas
Zona Geográfica
Taxa de
natalidade nas
indústrias
transformadoras
Taxa de
natalidade
Taxa de
natalidade
na
construção
Taxa de
natalidade
nos serviços
Taxa de
sobrevivência
(a dois anos)
Número
médio de
pessoal ao
serviço nos
nascimentos
de empresas
2010
Taxa de
mortalidade
2009
%
N.º
%
Portugal
11,94
6,15
8,18
13,18
48,59
1,27
17,85
Centro
10,82
4,93
6,71
12,42
51,96
1,26
15,74
Alentejo
11,03
5,19
8,53
12,75
50,39
1,21
16,52
Beira Interior Sul
11,10
4,91
5,02
13,01
52,14
1,21
15,12
Alto Alentejo
10,95
6,18
8,76
12,55
50,29
1,25
15,47
Alentejo Central
10,92
4,88
10,33
12,39
51,34
1,17
16,64
Fonte: Anuários Estatísticos das Regiões Centro e Alentejo 2011
4.2.
Análise de Número de Empresas
Na Beira Interior Sul, a análise do número de empresas, distribuídas de acordo com o CAE (Rev. 3) revela a
importância das secções do comércio (G) e da construção (F) na economia sub-regional, Figura 6. Em conjunto
representam mais de 38% do tecido empresarial. As atividades de alojamento, restauração (I) e relacionadas
com a agricultura (A) apresentam também expressão considerável no território. Pelo contrário, as empresas da
indústria transformadora somam apenas 6,7% do total.
P
6,3%
R
S
Q
1,5% 5,2%
5,6%
A
9,0%
N
8,2%
C
6,7%
F
11,7%
G
23,5%
M
8,6%
I
9,3%
H
2,3%
– Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca
M – Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares
C – Indústrias transformadoras
N – Atividades administrativas e dos serviços de apoio
F – Construção
P – Educação
G – Comércio por grosso
Q – Atividades de saúde humana e apoio social
H – Transportes e armazenagem
R – Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas
I – Alojamento, restauração e similares
S – Outras atividades de serviços
Figura 6. Empresas sediadas na Beira Interior Sul segundo a CAE Rev. 3, 2010
Fonte: Anuário Estatístico da Região Centro 2011
62
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Central)
Fazendo uma análise às empresas da indústria transformadora implantados na Beira Interior Sul verifica-se
que o maior número de empresas corresponde a empresas da indústria alimentar (178), seguidas de empresas
ligadas à fabricação de produtos metálicos (123) e à indústria da madeira e da cortiça e suas obras (57), Figura
7.
200
180
160
140
120
100
80
60
40
20
0
10
13
14
16
18
23
25
28
31
32
33
10 Indústrias alimentares
23 Fabricação de outros produtos minerais não metálicos
13 Fabricação de têxteis
25 Fabricação de produtos metálicos, exceto máquinas e equipamentos
14 Indústria do vestuário
28 Fabricação de máquinas e de equipamentos
16 Indústrias da madeira e da cortiça e suas obras, exceto
mobiliário, fabricação de obras de cestaria e de espartaria
31 Fabricação de mobiliário e de colchões
18 Impressão e reprodução de suportes gravados
32 Outras indústrias transformadoras
33 Reparação, manutenção e instalação de máquinas e equipamentos
Figura 7. Empresas da indústria transformadora sediadas na Beira Interior Sul segundo a CAE Rev. 3, 2010
Fonte: Anuário Estatístico da Região Centro 2011
A sub-região do Alto Alentejo apresenta uma malha empresarial constituída, para além das empresas de
micro e pequena dimensão, por um conjunto de empresas com alguma dimensão no contexto regional. Em
relação às atividades económicas, os setores que se evidenciam na NUTS III são o setor primário e o setor
terciário. Verifica-se que as atividades relacionadas com o comércio por grosso, a agricultura e as atividades
complementares do turismo, alojamento, restauração e similares, são as que reúnem maior número de
empresas no Alto Alentejo, Figura 8.
63
COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação
D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo
Central)
N
7,4%
P
5,5%
Q
5,1%
R
S
2,1% 4,9%
A
17,2%
C
5,6%
F
7,1%
M
7,5%
G
23,1%
I
10,5%
H
2,3%
A – Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca
M – Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares
C – Indústrias transformadoras
N – Atividades administrativas e dos serviços de apoio
F – Construção
P – Educação
G – Comércio por grosso
Q – Atividades de saúde humana e apoio social
H – Transportes e armazenagem
R – Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas
I – Alojamento, restauração e similares
S – Outras atividades de serviços
Figura 8. Empresas sediadas no Alto Alentejo segundo a CAE Rev. 3, 2010
Fonte: Anuário Estatístico da Região Alentejo 2011
Analisando o número de empresas da indústria transformadora verifica-se que as empresas da indústria
alimentar se apresentam em maioria (256), seguidas das empresas relacionadas com a fabricação de produtos
metálicos (98), fabricação de outros produtos minerais não metálicos (53) e indústrias da madeira e da cortiça
e suas obras (52), Figura 9.
300
250
200
150
100
50
0
10
11
13
16
18
23
25
31
32
33
10 Indústrias alimentares
23 Fabricação de outros produtos minerais não metálicos
11 Indústria das bebidas
25 Fabricação de produtos metálicos, exceto máquinas e equipamentos
13 Fabricação de têxteis
31 Fabricação de mobiliário e de colchões
16 Indústrias da madeira e da cortiça e suas obras, exceto
mobiliário, fabricação de obras de cestaria e de espartaria
32 Outras indústrias transformadoras
33 Reparação, manutenção e instalação de máquinas e equipamentos
18 Impressão e reprodução de suportes gravados
Figura 9. Empresas da Indústria transformadora sedeadas no Alto Alentejo segundo a CAE Rev.3, 2010
Fonte: Anuário Estatístico da Região Alentejo 2011
64
COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação
D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo
Central)
O Alentejo Central tem assistido a uma diversificação progressiva da sua base económica com uma significativa
tendência para a terciarização a par de um importante crescimento do setor da indústria transformadora.
Apesar desta diversificação, a agricultura permanece como atividade de relevo, particularmente ao nível dos
concelhos limítrofes da sede de distrito, ocupando ainda uma importante faixa da população ativa. (CIMAC,
2012)
As empresas sedeadas no Alentejo Central distribuem-se maioritariamente pelos setores do comércio por
grosso (21,4%), agrícola (16,3%), atividades administrativas e dos serviços de apoio (9,5%) e setores
complementares das atividade turísticas, como o alojamento e restauração (8,9%), Figura 10.
P
5,5%
R
S
Q
2,2% 4,8%
5,5%
A
16,3%
B
0,3%
N
9,5%
E
0,1%
F
7,6%
M
7,9%
L
1,5% J
0,7%
C
6,0%
G
21,4%
I
H
8,9% 1,7%
A – Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca
J – Atividades de informação e comunicação
L – Atividades imobiliárias
B – Indústrias extrativas
M – Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares
C – Indústrias transformadoras
E – Captação, tratamento e distribuição de água, saneamento, gestão de
resíduos e despoluição
N – Atividades administrativas e dos serviços de apoio
P – Educação
F – Construção
Q – Atividades de saúde humana e apoio social
G – Comércio por grosso
R – Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas
H – Transportes e armazenagem
S – Outras atividades de serviços
I – Alojamento, restauração e similares
Figura 10. Empresas sedeadas no Alentejo Central segundo a CAE Rev. 3, 2010
Fonte: Anuário Estatístico da Região Alentejo 2011
No que respeita às empresas da indústria transformadora verifica-se que estas são maioritariamente
pertencentes à indústria agroalimentar (353), seguidas de empresas ligadas à fabricação de produtos metálicos
(216) e de outros produtos minerais não metálicos (171), Figura 11. Estão também presentes em número
significativo no território empresas ligadas à indústria da madeira e da cortiça e suas obras (129).
65
COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação
D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo
Central)
400
350
300
250
200
150
100
50
0
10
11
13
14
16
18
23
25
31
32
33
10 Indústrias alimentares
23 Fabricação de outros produtos minerais não metálicos
11 Indústria das bebidas
25 Fabricação de produtos metálicos, exceto máquinas e
13 Fabricação de têxteis
equipamentos
14 Indústria do vestuário
31 Fabricação de mobiliário e de colchões
16 Indústrias da madeira e da cortiça e suas obras, exceto
32 Outras indústrias transformadoras
mobiliário, fabricação de obras de cestaria e de espartaria
33 Reparação, manutenção e instalação de máquinas e
18 Impressão e reprodução de suportes gravados
equipamentos
Figura 11. Empresas, da Indústria transformadora, sedeadas no Alentejo Central segundo a CAE Rev. 3, 2010
Fonte: Anuário Estatístico da Região Alentejo 2011
4.3.
Análise por Volume de Negócios
Analisando o volume de negócios das empresas na Beira Interior Sul, verifica-se que, de uma forma geral este
se reparte por três setores, comércio (37,5%), indústrias transformadoras (35,3%) e construção (14,4%), Figura
12. Tem ainda alguma expressão o volume de negócios correspondente à atividade agrícola (5%), ao setor
energético (4,8%) e à indústria extrativa (2,7%). Os restantes setores, apesar de possuírem um número de
empresas significativo no território não apresentam expressão relevante em termos de volume de negócios.
66
COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação
D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo
Central)
A
M
Q
B
0,1% 5,0% 2,7%
I
0,2%
G
37,5%
C
35,3%
F
14,4%
D
4,8%
A – Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca
H – Transportes e armazenagem
A03 – Pesca e aquicultura
I – Alojamento, restauração e similares
B – Indústrias extrativas
J – Atividades de informação e comunicação
C – Indústrias transformadoras
L – Atividades imobiliárias
D – Eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio
M – Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares
E – Captação, tratamento e distribuição de água, saneamento, gestão
de resíduos e despoluição
N – Atividades administrativas e dos serviços de apoio
F – Construção
G – Comércio por grosso
P – Educação
Q – Atividades de saúde humana e apoio social
R – Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas
S – Outras atividades de serviços
Figura 12. Volume de negócios das empresas sediadas na Beira Interior Sul segundo a CAE Rev. 3, 2010
Fonte: Anuário Estatístico da Região Centro 2011
Verifica-se, que dentro das indústrias transformadoras são as empresas ligadas à fabricação de pasta, de papel,
cartão e seus artigos que possuem um volume de negócios mais elevado, Figura 13. A estas empresas seguemse as empresas com atividade relacionada com as indústrias alimentares e com a fabricação de máquinas e
equipamentos.
67
COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação
D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo
Central)
140 000
120 000
100 000
80 000
60 000
40 000
20 000
0
10
14
16
17
25
28
31
33
10 Indústrias alimentares
25 Fabricação de produtos metálicos, exceto máquinas e equipamentos
14 Indústria do vestuário
28 Fabricação de máquinas e de equipamentos
16 Indústrias da madeira e da cortiça e suas obras, exceto
mobiliário, fabricação de obras de cestaria e de espartaria
31 Fabricação de mobiliário e de colchões
33 Reparação, manutenção e instalação de máquinas e equipamentos
17 Fabricação de pasta, de papel, cartão e seus artigos
Figura 13. Volume de negócios das empresas da indústria transformadora sediadas na Beira Interior Sul segundo a CAE Rev. 3, 2010
Fonte: Anuário Estatístico da Região Centro 2011
Avaliando o volume de negócios nas empresas presentes na NUTS III Alto Alentejo verifica-se que cerca de 50%
desse valor é proveniente de empresas dedicadas ao comércio por grosso, Figura 14. A segunda maior fatia
deste valor corresponde às empresas das indústrias transformadoras (17,5%) seguida das empresas agrícolas
(7,2%) e das empresas focadas em atividades de saúde humana e apoio social.
68
COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação
D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo
Central)
A – Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca
I – Alojamento, restauração e similares
A03 – Pesca e aquicultura
J – Atividades de informação e comunicação
B – Indústrias extrativas
L – Atividades imobiliárias
C – Indústrias transformadoras
M – Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares
D – Eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio
N – Atividades administrativas e dos serviços de apoio
E – Captação, tratamento e distribuição de água, saneamento, gestão
de resíduos e despoluição
P – Educação
F – Construção
Q – Atividades de saúde humana e apoio social
G – Comércio por grosso
R – Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e
recreativas
H – Transportes e armazenagem
S – Outras atividades de serviços
Figura 14. Volume de negócios nas empresas do Alto Alentejo segundo a CAE Rev. 3, 2010
Fonte: Anuário Estatístico da Região Alentejo 2011
Relativamente ao volume de negócios das empresas da indústria transformadora, Figura 15, verifica-se que
este atinge um valor máximo associado às empresas da indústria alimentar (127 162 milhares de euros)
seguido das empresas de fabricação de borracha e matérias plásticas (72 290 milhares de euros), fabricação de
produtos químicos e de fibras sintéticas ou artificiais (46 943 milhares de euros) e indústrias da madeira e da
cortiça e suas obras (26 802 milhares de euros).
69
COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação
D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo
Central)
140000
120000
100000
80000
60000
40000
20000
0
10
11
13
16
20
22
23
25
27
10 Indústrias alimentares
22 Fabricação de artigos de borracha e de matérias plásticas
11 Indústria das bebidas
23 Fabricação de outros produtos minerais não metálicos
13 Fabricação de têxteis
25 Fabricação de produtos metálicos, exceto máquinas e
equipamentos
16 Indústrias da madeira e da cortiça e suas obras, exceto mobiliário,
fabricação de obras de cestaria e de espartaria
27 Fabricação de equipamento elétrico
20 Fabricação de produtos químicos e de fibras sintéticas ou artificiais,
exceto produtos farmacêuticos
Figura 15. Volume de negócios nas empresas da Indústria transformadora sedeadas no Alto Alentejo segundo a CAE Rev.3, 2010
Fonte: Anuário Estatístico da Região Alentejo 2011
Analisando a distribuição do volume de negócios das empresas no Alentejo Central, Figura 16, verifica-se que
este se concentra maioritariamente no setor do comércio por grosso (38,1%) seguido das indústrias
transformadoras (26,5%) e do setor agrícola (8,7%). A estes setores segue-se o da construção (6,2%). Tendo
em conta que os dados correspondem ao ano de 2011, este valor não reflete ainda o número de empresas de
construção que encerraram recentemente devido à crise europeia instalada.
70
COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação
D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo
Central)
A – Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca
I – Alojamento, restauração e similares
A03 – Pesca e aquicultura
J – Atividades de informação e comunicação
B – Indústrias extrativas
L – Atividades imobiliárias
C – Indústrias transformadoras
M – Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares
D – Eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio
N – Atividades administrativas e dos serviços de apoio
E – Captação, tratamento e distribuição de água, saneamento, gestão de
resíduos e despoluição
P – Educação
F – Construção
G – Comércio por grosso
Q – Atividades de saúde humana e apoio social
R – Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas
S – Outras atividades de serviços
H – Transportes e armazenagem
Figura 16. Volume de negócios das empresas sedeadas no Alentejo Central segundo a CAE Rev.3, 2010
Fonte: Anuário Estatístico da Região Alentejo 2011
Relativamente ao volume de negócios destas empresas verifica-se que os valores mais significativos se
encontram associados à fabricação de equipamento elétrico (149 590 milhares de €), às indústrias alimentar
(124 703 milhares de €) e de bebidas (121 567 milhares de €), à fabricação de outros produtos minerais não
metálicos (73 282 milhares de €) e às indústrias da madeira e da cortiça e suas obras (65 157 milhares de €),
Figura 17.
71
COOPER AÇÃO - Programa de fomento e formalização de redes e ações de cooperação
D1 – Lista dos principais setores e clusters nas Regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo
Central)
160000
140000
120000
100000
80000
60000
40000
20000
0
10
11
16
10 Indústrias alimentares
23
25
27
29
25 Fabricação de produtos metálicos, exceto máquinas e
equipamentos
11 Indústria das bebidas
16 Indústrias da madeira e da cortiça e suas obras, exceto
mobiliário, fabricação de obras de cestaria e de espartaria
23 Fabricação de outros produtos minerais não metálicos
27 Fabricação de equipamento elétrico
29Fabricação de veículos automóveis, reboques, semirreboques e
componentes para veículos automóveis
Figura 17. Volume de negócios das empresas da indústria transformadora sedeadas no Alentejo Central segundo a CAE Rev.3, 2010
Fonte: Anuário Estatístico da Região Alentejo 2011
4.4.
Principais Setores
Para uma melhor visualização integrada do território em análise, poder-se-á afirmar que se encontram em
maior representação, no que respeita ao número de empresas, os setores presentes na Figura 18, com a
respetiva distribuição relativa pelas três NUTS III:
10000
9000
8000
7000
6000
5000
4000
3000
2000
1000
0
A – Agricultura, F - Construção
produção
animal, caça,
floresta e pesca
Beira Interior Sul
G – Comércio
por grosso
Alto Alentejo
I – Alojamento, N – Atividades
restauração e administrativas e
similares
dos serviços de
apoio
Alentejo Central
Figura 18. Distribuição de Empresas sedeadas na beira Interior Sul, Alto Alentejo e Alentejo Central segundo a CAE Rev. 3, 2010
Fonte: Anuários Estatísticos das Regiões Centro e Alentejo 2011
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Verifica-se ainda que as empresas com o volume de negócios mais significativo, no âmbito das sub-regiões
Beira Interior Sul, Alto Alentejo e Alentejo Central, pertencem aos setores presentes na Figura 19.
2 500 000
2 000 000
1 500 000
1 000 000
500 000
0
A – Agricultura,
C - Indústrias
produção animal, transformadoras
caça, floresta e
pesca
BIS
F - Construção
Alto Alentejo
G – Comércio por Q - Atividades de
saúde humana e
grosso
apoio social
Alentejo Central
Figura 19. Volume de negócios das empresas segundo a CAE Rev.3, 2010
Fonte: Anuários Estatísticos das Regiões Centro e Alentejo 2011
É assim de registar a forte terciarização da economia, paralelamente com um significativo peso relativo do
setor primário, no que respeita à agricultura e produção animal, caça, floresta e pescas. O panorama não é
muito diferenciado entre as três NUTIII, sendo nesta perspetiva salientada a existência de uma realidade com
contornos comuns.
Já no que respeita às indústrias transformadoras, existem algumas especificidades ao nível de cada NUTS III.
Para além dos setores identificados como mais representativos em termos de número de empresas e volume
de negócios, foram também referenciados no âmbito do trabalho os setores: Economia da criatividade;
Energias (renováveis), Tecnologias da informação, comunicação (TIC), e Transporte e mobilidade, apontados
pelos agentes entrevistados e considerados como relevantes para a economia regional, atendendo às
competências reunidas no território ou ao seu carácter emergente. Na verdade, a situação económica dos
últimos anos tem vindo a acelerar as transformações no tecido empresarial, tornando a abordagem direta, no
território, ainda mais pertinente, face à análise estatística.
Desta forma, é apresentada na Tabela 8 uma síntese dos setores identificados, com diferentes níveis de
abrangência territorial e relevância:
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Tabela 8. Levantamento dos setores identificados no território
Setores Representativos
Setores emergentes
Beira Interior Sul
Máquinas e equipamentos
/ Frio
Pasta, papel
Alto Alentejo
Borracha e plásticos
Alentejo Central
Equipamentos elétricos
Produtos químicos e
fibras sintéticas
Saúde Humana e apoio social (economia social)
Agricultura, produção animal e recursos agroalimentares
Turismo
Têxtil
Indústria da madeira e cortiça
Fabricação de produtos metálicos
Fabricação de outros produtos minerais não metálicos / Pedra natural
Comércio por grosso
Construção
Energia (fontes renováveis)
Transporte e mobilidade (incluindo Aeronáutica)
TICE
Economia da criatividade
Fonte: SPI
No âmbito do presente trabalho, a identificação de possíveis setores relevantes que sirvam de base às etapas
subsequentes do projeto, obriga a uma análise criteriosa dos dados, com o objetivo de excluir situações como:

Setores que não têm uma expressão superior ao verificado tendencialmente a nível nacional, como é
o caso do comércio por grosso ou a fabricação de produtos metálicos;

Setores que estão claramente a perder representatividade e relevância estratégica, sobretudo no
contexto económico atual, como é o caso da construção;

Setores cuja representatividade não seja minimamente comparável nas diferentes NUTS III, apesar da
sua elevada relevância do ponto de vista da economia sub-regional, originada em regra, pela
localização de grandes empresas multinacionais – e.g. indústrias de Pasta e papel, Máquinas e
equipamentos, Equipamentos elétricos, Borracha e plásticos, Produtos químicos e fibras sintéticas;
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É alcançado desta forma um conjunto composto pelos seguintes setores:
Agricultura, Produção Animal e Recursos Agroalimentares
Este setor é um dos mais representativos nas três NUTS III consideradas, Beira Interior Sul, Alto Alentejo e
Alentejo Central. Apesar de as fileiras deste setor não se encontrarem igualmente repartidas por todo o
território são de destacar a vitivinicultura, a fruticultura, a olivicultura, cerealicultura e a cultura de beterraba.
Assume também posição de destaque no território a produção florestal com incidência maior no pinheiro
bravo, eucalipto, sobreiro e azinheira. No que respeita à produção animal importa destacar a produção bovina,
suína e ovina.
Alavancada no crescimento da atividade agrícola, a agroindústria tem-se desenvolvido na região dando
primazia à transformação de carnes, à produção de queijo e outros laticínios, de azeite e vinho. Destacam-se a
nível nacional algumas empresas do setor alimentar, como a Danone em Castelo Branco, a Lusitana em Alcains
(produtora, entre outros, da farinha Branca de Neve) e a Delta Cafés em Campo Maior.
A certificação de qualidade existente em diversos produtos através da Denominação de Origem Protegida
(DOP), da Denominação de Origem Controlada (DOC) e do Vinho de Qualidade Produzido em Região
Determinada (VQPRD), a instalação da rede de rega do Alqueva e o reconhecimento formal da Estratégia de
Eficiência Coletiva do Pólo de Competitividade e Tecnologia Agro-indústria e do Cluster Agroindustrial do
Centro, contribuíram decisivamente para o impulsionar deste setor e para a sua diferenciação.
Pedra Natural
O setor de Pedra Natural assume maior relevância nas NUTS III Alto Alentejo e Alentejo Central e assenta
principalmente na exploração de mármores e granitos. Este é um setor naturalmente exportador e intensivo
em tecnologia, com uma indústria dinâmica e em constante evolução, estimulada pela necessidade de
acompanhar a concorrência internacional. O reconhecimento formal da Estratégia de Eficiência Coletiva do
Cluster da Pedra Natural veio dinamizar o sector e alavancar o seu crescimento.
O Cluster quer desenvolver a eficiência na exploração das pedreiras, gestão, armazenamento de peças
cortadas, de acordo com a exigência ecológica. Promove o aproveitamento sustentável dos recursos, contribui
para o ordenamento do território e potencia a atratividade turística. Apesar de todas estas condicionantes, o
setor sofreu significativamente com a crise económica, tendo-se assistido recentemente ao desaparecimento
de algumas empresas.
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Turismo
O setor do Turismo encontra-se já desenvolvido e implementado nas três NUTS III em análise, principalmente
assente nas vertentes de turismo da natureza (valorização dos recursos hídricos, cinegéticos e morfológicos),
turismo rural e turismo cultural. Este sector tem sido alavancado não só pelo vasto património e riqueza das
paisagens existentes mas também pelo desenvolvimento e exploração de infraestruturas de grandes
dimensões como o Geoparque Naturtejo da Meseta Meridional ou a Barragem do Alqueva. A oferta hoteleira
nas sub-regiões é diversificada e tem aumentado nos últimos anos.
O desenvolvimento deste sector está a ser alavancado pelo Polo de Competitividade e Tecnologia "Turismo
2015" que tem como objetivo primordial direcionar as oportunidades criadas pelos Fundos Estruturais para o
desenvolvimento do setor do Turismo, funcionando como alavanca para a melhoria da sua competitividade e
para o cumprimento dos objetivos consagrados no Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT).
Têxtil
Este é um setor já com longa tradição no território, sobretudo na Beira Interior Sul, e tem vindo a sofrer ao
longo dos últimos anos um decréscimo acentuado do número de empresas a desenvolver esta atividade, fruto
da forte concorrência global e alguma falta de inovação e desenvolvimento de novos produtos adequados à
procura existente. (Simão, et al., 2012) Todavia, subsistem ainda algumas empresas que apostaram e têm
apostado numa visão estratégica centrada no cliente, nas tendências de mercado e, cumulativamente, no foco
na internacionalização. É o caso da DIELMAR – Sociedade Industrial de Confeções, SA, como sede em Alcains,
distrito de Castelo-Branco, marca de prestígio e certificada pela AICEP Portugal na promoção do nosso país no
estrangeiro, pertencente também ao Pólo de Competitividade e Tecnologia “Moda”.
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Cortiça
Das regiões em análise, o Alentejo é particularmente conhecido pela produção em grande escala e de grande
qualidade de cortiça a nível mundial, destacando-se com particular relevância nos municípios de Mora, Ponte
de Sor, Avis e Arronches (Alto Alentejo), Arraiolos, Montemor-o-Novo, Portel e Vendas Novas (Alentejo
Central). Trata-se de um produto de elevado valor acrescentado com forte expressão internacional e onde
Portugal se assume como um importante trading mundial. A inovação ligada ao setor, com a utilização de
cortiça em aplicações muito diferentes da tradicional, tem vindo a contribuir para uma expansão do setor, mas
sobretudo para uma imagem renovada no mercado mundial.
Este sector inclui-se numa das estratégias de eficiência coletiva nacionais, pertencente ao Pólo de
Competitividade e Tecnologia “Indústrias de Base Florestal”, onde faz parte uma das maiores indústrias
corticeiras, a Corticeira Amorim, responsável por 30% da produção mundial de cortiça e sua transformação.
Economia social
A Economia Social tem sido alvo de esforços crescentes de documentação e estudo, ao nível nacional e
internacional, atendendo à sua importância relativa e à sua insuficiente representação no quadro convencional
das Contas Nacionais, dificultando, de alguma forma, a sua visibilidade em termos de relevância económica.
Numa população envelhecida e um território com problemas de desertificação, as atividades ligadas ao apoio
social, terão cada vez mais um papel importante não apenas do ponto de vista do apoio à população e
combate à desertificação, mas como geradora de atividade económica. Com efeito, regista-se a existência de
diversas unidades desta natureza, com um papel crescentemente ativo. O momento económico atual torna
mais evidente esta tipologia de agentes económicos sobretudo pela geração de postos de trabalho. A título
indicativo pode-se referir que existem nos distritos de Castelo Branco, Portalegre e Évora 63 Instituições da
Santa Casa da Misericórdia e 209 outras IPSS num universo nacional de, respetivamente, 310 e 2342
(POAT/FSE: Gerir, 2012). Este segmento foi igualmente referido por alguns agentes locais como responsável
pela dinamização de algum desenvolvimento tecnológico e inovação em pareceria com as instituições de I&D /
ensino superior.
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Energia (fontes renováveis)
As características endógenas destas regiões apresentam as condições ideais para a implementação de sistemas
de produção de energias renováveis. Destacam-se a produção de energia solar, nas regiões do Alentejo face à
forte exposição solar, e eólica, na região da Beira Interior Sul aproveitando os acidentes geográficos para a
implementação de aerogeradores. O investimento da barragem do Alqueva para além do impacto já referido
na atividade agrícola e turística tem também o seu contributo no que respeita à energia hidroelétrica. Para
além deste investimento, podem ser referidos outros importantes projetos realizados por algumas empresas
privadas, como sejam:
- Parque eólico no concelho da Castelo-Branco, realizado pelo Grupo GENERG, num total de investimento de
146 milhões de Euros, com uma potência instalada de 114MW através da implementação de 57
aerogeradores.
- A construção de um parque solar no concelho de Évora, realizado pela GLINTT – Global Intelligent
Technologies, totalizando um investimento de 4 milhões de Euros, num terreno com 35.000 metros
quadrados, onde serão instalados 2880 painéis solares. Foi assinado em Maio de 2013 um contrato de
cedência de terrenos por parte da Câmara Municipal de Évora, estando-se a proceder a todos os trabalhos
preparatórios para a instalação dos painéis.
Transporte e mobilidade (incluindo Aeronáutica)
A região em análise é atravessada pelo eixo que liga a área metropolitana de Lisboa a Madrid, sendo a área de
transporte e mobilidade assumida como uma clara aposta estratégica da região. Alguns elementos
identificados neste território poderão potenciar um eventual mecanismo de clusterização:
- A existência de competências ao nível da formação superior na área de mecatrónica com ligações ao setor
automóvel e aeronáutico;
- A captação recente de importantes investimentos na área aeronáutica, como o Aeroporto Internacional do
Alentejo, o Aeródromo de Castelo Branco e a instalação de uma unidade produtiva da empresa Embraer em
Évora com capacidade de alavancar uma dinâmica económica neste setor;
- Algum tecido empresarial significativo distribuído por todo o território em áreas complementares, como por
exemplo a Delphi em Castelo Branco, a Hutchinnson em Campo Maior, ou a Tyco Electronics em Évora. Em
Vendas Novas verifica-se igualmente uma concentração de empresas ligadas ao setor automóvel,
nomeadamente a VN Automóveis que tem vindo a desenvolver atividades de IDI em colaboração com o
Centro de Excelência e Inovação da Indústria Automóvel da Maia.
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TICE
As Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica apresentam-se nestas regiões como um sector com
elevadas potencialidades e de crucial importância para o desenvolvimento regional. Apesar de não ser
atualmente um tecido empresarial com a maior expressividade existem condições para a sua proliferação,
devido essencialmente a 3 fatores:
- Competências nesta área existentes nos centros de saber, como o caso da Escola Superior de Tecnologia e o
Laboratório de Robótica e Equipamentos Inteligentes no IPCB; Escola Superior de Tecnologia e Gestão no IPP
(e a equipa que no passado deu corpo ao ICTVR); Centro de Inovação em Tecnologias de Informação.
- Recente incremento do tecido empresarial nesta área incluindo empresas que se destacam pela colaboração
estabelecida com o Sistema Científico e Tecnológico Nacional, como é o caso em Castelo-Branco da MECALBI
- Atividades de Engenharia, Unipessoal, Lda; a MODIPLACE, Lda sediada em Portalegre e a VIATECLA presente
em Évora. Ainda em Évora regista-se a concentração de algumas empresas oriundas da Grande Lisboa, o que
facilitou o acesso das mesmas aos incentivos à I&D e Inovação.
- Transversalidade deste setor, estando intimamente ligado com o desenvolvimento e inovação em alguns dos
setores identificados no território como estratégicos, como sejam o Transporte e mobilidade, Energia e
Turismo.
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Economia da Criatividade
A denominada economia da criatividade é claramente um setor em processo emergente a nível internacional e
com um carácter dinâmico que dificulta ainda a sua definição. Segundo a United Nations Conference on Trade
and Development (UNCTAD) (UNCTAD, 2010), este é precisamente um conceito em evolução que se baseia na
utilização de recursos criativos para gerar crescimento económico e desenvolvimento. De uma forma
abrangente poderá considerar-se que as atividades se poderão situar na área do Património, Artes, Media e
Criações Funcionais (Estratega, SPI, Canal Cúbico, 2013).
Atendendo à oferta formativa de nível superior existente nestas áreas, nomeadamente na Escola Superior de
Artes Aplicadas do IPCB, Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPP, Escola de Artes da Universidade de
Évora, e à manifesta riqueza patrimonial existente, considera-se que este é um setor a acompanhar
atentamente.
Foram identificadas competências existentes nos centros de saber, como o caso da Escola Superior de
Tecnologia e o Laboratório de Robótica e Equipamentos Inteligentes no IPCB; Escola Superior de Tecnologia e
Gestão no IPP (e a equipa que no passado deu corpo ao ICTVR); Centro de Inovação em Tecnologias de
Informação.
Um dos exemplos que vai ao encontro deste conceito é “O Espaço do Tempo” na cidade de Montemor-oNovo, um empreendimento dedicado ao apoio às artes cénicas, numa perspetiva de troca de experiências,
vivências e culturas. Situada em meio rural, agrega cinco estúdios e catorze habitações, incluindo ainda um
espaço amplo de 200m2, designado por “Black Box”, dedicado à apresentação de produções nas áreas do
teatro, dança, multimédia, artes plásticas, instalações e artes cénicas.
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05.
Conclusões
81
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5. Conclusões
A identificação dos principais setores de atividade nas regiões alvo de estudo não poderia estar dissociada da
caracterização dos territórios, na sua vertente geográfica e demográfica, por forma a conhecer a realidade que
está na base das diferentes áreas de especialização económica. Por este motivo foi necessário no presente
estudo fazer um levantamento prévio dessas mesmas condicionantes territoriais.
Por outro lado, para uma identificação correta dos setores a considerar nas fases subsequentes deste projeto,
assumiu particular importância o levantamento das condições que podem potenciar o progresso económico,
como sejam as infraestruturas e entidades de apoio ao desenvolvimento empresarial.
Desta forma, o exercício de identificação dos principais setores resultou do cruzamento daquela que é a
realidade em termos de dinâmica e tecido empresarial mais representativo, com as potencialidades do
território.
Foi assim possível chegar a um conjunto de 10 setores, que se podem considerar de relevância estratégica
para este território, mas que assumem uma dimensão e uma evolução recente bastantes distintas. Desta
forma, em jeito de síntese, optou-se por efetuar uma classificação de acordo com os critérios:
representatividade e evolução recente, por forma a diferenciar aqueles que apresentam alguns sinais positivos
no sentido de reforçar a competitividade e a relevância estratégica, comparativamente com outros que
claramente têm vindo a perder espaço (Tabela 9). Esta classificação é eminentemente qualitativa e resulta
essencialmente do contacto realizado com os territórios e a perceção manifestada pelos agentes locais
entrevistados.
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Tabela 9. Principais setores nas regiões Centro (Beira Interior Sul) e Alentejo (Alto Alentejo e Alentejo Central)
representativos
Setores
emergentes
Setores
Setores Relevantes
Representatividade
Evolução recente
Agricultura, produção animal e
recursos agroalimentares
+++
++
Pedra natural
++
++
Turismo
+++
+++
Têxtil
++
+
Cortiça
++
+++
Economia social
++
++
Energia (fontes renováveis)
+
+++
Transporte e mobilidade
(incluindo Aeronáutica)
+
+++
TICE
+
++
Economia da criatividade
+
++
Representatividade:
+ Pouco relevante em termos de formação de emprego, número de empresas ou volume de negócios;
++ Relevante em termos de formação de emprego, número de empresas ou volume de negócios;
+++ Grande impacto em termos de formação de emprego, número de empresas ou volume de negócios
Evolução recente:
+ Perda de espaço na economia regional;
++Posição estável na economia regional;
+++ Crescimento sustentável na economia regional.
A identificação destas 10 áreas de especialização territorial servirá de base para o trabalho a desenvolver nas
etapas subsequentes do presente projeto, nas quais se procurará realizar o diagnóstico destas regiões em
matéria de cooperação e identificar espaço/oportunidades que possam servir de suporte para o lançamento
de projetos promovidos em parceria.
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Bibliografia
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(Beira Interior Sul) e Alentejo