INDICADORES SOCIOECONÔMICOS O Estado do Ceará caracteriza-se por uma grande região central, sertão central, que é limitado ao sul, ao leste e ao oeste pela Chapada do Araripe, Serra do Apodi e Serra de Ibiapaba, respectivamente, e ao norte pelo litoral e também pela Serra de Baturité, localizada ao sul de Fortaleza. A divisão do Estado do Ceará em sete mesorregiões geográficas, definidas pelo IBGE – Noroeste Cearense, Norte Cearense, Metropolitana de Fortaleza, Sertões Cearenses, Jaguaribe, Centro-Sul Cearense e Sul Cearense - não acompanha exatamente essa regionalização física baseada em condicionantes ambientais, principalmente o relevo e as bacias hidrográficas (Mapa 1). A região reconhecida como Sertões pelos cearenses, onde os efeitos das secas se fazem sentir de forma mais drástica, limitando o desenvolvimento das atividades econômicas, tem maior amplitude do que a mesorregião geográfica de mesmo nome, por exemplo. As mesorregiões Centro-Sul Cearense e Jaguaribe pertencem à bacia do Rio Jaguaribe (“Médio Jaguaribe”) e apresentam características que as aproximam da região nomeada como Sertões, excluindo desta caracterização as áreas de influência dos açudes que merecem alguma distinção dada a maior disponibilidade relativa de água em relação ao sertão. O Vale do Jaguaribe destaca-se hoje pelo seu potencial de atração de empreendimentos no campo da fruticultura irrigada. A Serra de Ibiapaba localizada na mesorregião Noroeste Cearense é uma região caracterizada pela produção de hortifrutícolas e distingue-se de outras regiões serranas por não apresentar baixadas úmidas. Nesta mesorregião registra-se também produção agropecuária e culturas comerciais destinadas às agroindústrias de Sobral, principal centro regional, e de Fortaleza. A Serra de Baturité, que sofre forte influência de Fortaleza, para onde converge a maior parte da sua produção agropecuária, é tradicional área de policultura, inclusive flores, e ainda apresenta atividades relacionadas ao turismo rural (hotéis-fazenda). SEADE 35 Mapa 1 SEADE 36 No Litoral, faixa que compreende partes das mesorregiões Noroeste, Norte, Metropolitana e ainda Jaguaribe, encontram-se as atividades de artesanato de maior expressão no Estado, como o famoso trabalho das mulheres rendeiras e bordadeiras, e a maioria das atividades e investimentos relacionadas ao turismo. A mesorregião Sul Cearense é praticamente coincidente com a região conhecida como Cariri, dado que a Chapada do Araripe, que atribui sua identidade regional, está distribuída ao longo dos limites do Estado ao sul. O Cariri caracteriza-se por apresentar solos férteis e água disponível, favorecendo o desenvolvimento de atividades agrícolas mais diversificadas, pelo turismo religioso em Juazeiro do Norte e nos últimos anos tem também recebido investimentos industriais. Apesar do esforço de transformação econômica nos anos 90, o Estado do Ceará ainda se caracteriza por ser notadamente pobre. A via de desenvolvimento do Estado, que visa atingir um novo patamar de industrialização, de turismo e de agricultura, não tem sido capaz de minorar as disparidades da distribuição de renda e os graves problemas sociais. De modo geral, pouco tem conseguido transformar a realidade regional marcada pela pobreza e pelo universo rural subordinado aos ciclos da seca. Por enquanto, os resultados mais concretos apenas sedimentaram no Ceará algumas áreas de focos de desenvolvimento econômico nas zonas urbanas e rurais. Economia Nesta última década, o Ceará tem empreendido esforços contínuos para transformação do cenário econômico. Trata-se de uma visão de crescimento econômico do Estado associada, no plano concreto, a programas e ações dirigidos principalmente ao desenvolvimento da indústria: de mão-de-obra intensiva, de capital intensivo e de inteligência. Isto tem como objetivos: a geração de emprego e interiorização da indústria, através de incentivos à instalação de novas empresas de mão-de-obra intensiva; a inserção na economia globalizada, com um patamar tecnológico compatível com os requisitos para a exportação, obtidos com a indústria de capital intensivo com atualização tecnológica; e o desenvolvimento da indústria de “inteligência”, com SEADE 37 os setores de microeletrônica e informática. A expansão de novos investimentos no Estado foi puxada pelo setor industrial. As participações relativas dos setores foram: indústria com 51,7% dos novos investimentos; serviços com 34,6%; e agropecuária com 10,7%. Foram 635 empresas instaladas nos últimos sete anos no Ceará. Alguns dos setores que receberam novos investimentos foram: alimentos, extrativismo vegetal, têxtil e couros, madeiras, móveis e papel. Se observarmos cada um dos setores, verifica-se concentração dos empreendimentos nas regiões Norte e Metropolitana. O que indica um reforço da concentração regional em que pesem os incentivos governamentais voltados à interiorização (Tabela 7).6 Tabela 7 Número de Municípios Sede de Empresas instaladas, por Ramos de Atividade Selecionados, segundo Mesorregiões Estado do Ceará 1992-1999 Madeira, Extrativismo Têxtil e Mesorregiões Alimentos Móveis e Vegetal Couros Papel Noroeste 3 3 Norte 6 1 14 1 Sertões 2 3 Jaguaribe 4 3 Metropolitana 10 12 5 Centro-Sul 1 2 Sul 3 4 1 Total 29 1 41 7 Fonte: Balanço Anual – Ceará/1999. Gazeta Mercantil. Nota: Elaborado a partir de relação dos municípios onde as empresas dos setores selecionados instalaram-se nos últimos 7 anos. O programa de incentivos tem sido parte de uma política agressiva de atração de novos empreendimentos, que procura privilegiar o direcionamento destes para o interior do Estado. O incentivo ou benefício fiscal (redução da carga tributária) aumenta quanto mais distante de Fortaleza a empresa se instalar. A industrialização do interior, induzida por esta política de atração de investimentos, pode ser observada, por exemplo, em Sobral com a instalação da Grandene e em Juazeiro do Norte com a Singer. Embora não tenha conseguido reverter o quadro de concentração econômica do Estado, na RMF e em Fortaleza, a atração de novas indústrias 6 Balanço Anual. Gazeta Mercantil, 1999. SEADE 38 tem servido para a geração de empregos em determinadas regiões do interior, bem como para mudar a posição relativa do Estado em alguns setores da indústria. O Estado do Ceará é o segundo pólo têxtil do Brasil, atrás do Estado de São Paulo. Várias empresas originárias do Sul do país, como a Vicunha e a Marisol de Santa Catarina, instalaram-se no Estado. Como empreendimentos potenciais, empresas estrangeiras, como o grupo americano VF, anunciam investimentos, o que pode impulsionar ainda mais ainda este setor, caso se concretizem. Na indústria de calçados e couros, empresas do Sul do país, como a Dakota, originária do Rio Grande do Sul, também estão presentes, bem como algumas estrangeiras (Rino Mastratto/Bermas - Itália), colocando os calçados de couro na pauta de exportação do Estado. A indústria de embalagens e papel laminado (Rigesa) é outro exemplo entre as empresas que se instalaram recentemente no Estado, também oriunda do Sul do país (Santa Catarina). Estes são alguns exemplos dos novos empreendimentos resultantes da política de incentivos. O incentivo para a atração de indústrias para o Estado é a redução da carga tributária, que permite que uma parte do ICMS seja transformada em capital de longo prazo pelas empresas que estão se instalando. A este incentivo somam-se aqueles oriundos dos municípios, entre eles a cessão de terrenos e a isenção de impostos. Pequenos e médios empresários também poderão ser beneficiados no âmbito da política de desenvolvimento do Estado com a cessão de terrenos em comodato em 100 minidistritos industriais instalados no interior do Estado e com financiamentos do Banco do Nordeste. Na agropecuária, a reestruturação das atividades tem contado com a orientação de políticas de incentivos financeiros e fiscais para o desenvolvimento da irrigação e de atividades agrícolas voltadas para o comércio exterior. O Estado ocupa a quarta posição entre os Estados nordestinos. O Estado, em 1999, participou em 0,7% do total das exportações SEADE 39 nacionais 7. A agropecuária cearense ensaia mudanças, isto é, com a irrigação aparece a produção de frutas em contraposição à tradição da agricultura cearense vinculada aos ciclos da seca (como o algodão, por exemplo) e à subsistência. Nesta nova dinâmica da agropecuária, algumas empresas estrangeiras têm a intenção de realizar experimentos de fruticultura, na tentativa de consolidar um novo patamar de produção agrícola e de exportação no Ceará. Uma das maiores empresas mundiais da fruticultura está se instalando em Limoeiro do Norte (no sudoeste do Ceará), com áreas experimentais de banana, melão e abacaxi. Contudo, o aporte de novos investimentos ainda é incipiente. O setor agrícola cearense ainda se define segundo os condicionantes ambientais ditados pela seca. O Ceará é um dos Estados do Nordeste onde os efeitos das secas são sentidos mais fortemente. A resposta governamental ao grande impacto das secas pode ser resumida por um plano de perenização das suas bacias hidrográficas através de suas interligações (construção de canais e estações elevatórias) e construção de açudes, especialmente o Castanhão. Este plano estaria servindo tanto aos projetos de agricultura irrigada (perímetros irrigados), quanto ao abastecimento populacional, especialmente da região metropolitana de Fortaleza, e às indústrias do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (siderurgia, petroquímica e termelétrica). Observa-se que este sistema (interligação de bacias) tem no Rio Jaguaribe um de seus principais elementos, visto que sua bacia – que comporta o açude de Orós – ligar-se-ia com o açude do Castanhão e deste para Fortaleza, chegando até o Complexo de Pecém. A cidade de Fortaleza já vem passando por racionamentos d’água para o abastecimento populacional. A própria conclusão do açude de Castanhão, que desempenharia papel estratégico naquele sistema, tem cronograma com risco de atraso. Se considerarmos que a mesma água que serve aos perímetros irrigados também abastecerá Fortaleza e o Complexo do Pecém, não é difícil 7 IPLANCE – Estatísticas das exportações cearenses 1961 – 1997. Fortaleza, 1998. SEADE 40 prever o grau de competição por água que se estabelecerá no Ceará. Para dinamizar a exportação, está sendo construído em Fortaleza um porto “off shore”, afastado do continente, que permite receber navios de até 175 mil toneladas. Este porto integra o Complexo Industrial e Portuário de Pecém. As “âncoras” deste grande projeto serão a usina termelétrica (da empresa Nordeste Energia S.A.), em fase de construção e que contará com fornecimento de gás natural da Petrobrás; a refinaria de petróleo (a ser construída pelo grupo alemão Thyssen Rheinstahl), que será o primeiro investimento privado da área aprovado pela Agência Nacional de Petróleo; e uma siderúrgica (a ser construída pela Companhia Siderúrgica Nacional). Esses investimentos deverão alavancar os pólos petroquímico e metalmecânico da região. Quando concluído, este empreendimento deve ter forte impacto sobre o emprego e gerar novas demandas diferenciadas de qualificação. Além de importantes esforços para a atração de empresas de mão-de-obra intensiva (principalmente calçados e confecções), de capital intensivo (têxtil e material pesado) e para a transformação da agropecuária, há iniciativas também para o desenvolvimento de indústrias de alta tecnologia. Neste sentido, outro grande projeto é a criação de um pólo de alta tecnologia em Maracanaú, também na região metropolitana. A intenção é criar uma cidade tecnológica, incluindo as áreas de informática (hardware, software), microeletrônica, telecomunicações e química fina, entre outros segmentos. Quanto ao turismo, há um esforço em intensificar a vocação natural, integrando outras áreas além do litoral ao complexo turístico do Ceará e inserir o Estado no mapa turístico nacional e internacional. Nesta área, a intenção é buscar espaços ainda não explorados. Além dos 573 quilômetros de costas marítimas, com praias, falésias de areias coloridas, dunas, coqueiros, outros espaços das regiões do interior (as serras, o sertão e as chapadas) podem ser explorados. Nas serras, lugar de florestas tropicais, fauna expressiva, curso e quedas d’água, tradição florística e sítios de veraneio, a estratégia é estimular o fluxo de turistas na baixa estação. No sertão central está sendo estruturado o pólo SEADE 41 de ecoturismo Vale Monumental do Ceará. O propósito é mostrar a característica própria do semi-árido, onde predomina a caatinga, as grandes fazendas agropecuárias e os açudes. Esta região compreende 21 municípios entre os quais Canindé, Quixadá e Quixeramobim. Nas chapadas, região do Cariri, que compreende 41 municípios, há uma tradição turística espontânea advinda das grandes romarias religiosas de culto ao Padre Cícero de Juazeiro do Norte. Outros municípios que se destacam nesta região são Crato e Barbalha. Em paralelo a todo este esforço de desenvolvimento econômico da indústria, da agropecuária e do turismo - que já avançou muito mas ainda tem muitos projetos em potencial - persiste a condição de um Estado com graves problemas sociais. O Estado do Ceará apresenta um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano8 , IDH = 0,5069. Isto significa que entre as 26 unidades da Federação ocupa a 23ª posição. Esta tendência também se observa quando se analisam os índices que compõem o IDH: 23º lugar em renda per capita, 22º em esperança de vida e 24º em educação. O esforço empreendido no crescimento do Estado, na última década, pode ser avaliado também por alguns indicadores de caracterização da estrutura econômica do Estado, como os referentes ao Produto Interno Bruto (PIB), e por outros que auxiliam no reconhecimento da estrutura e indicam a situação do emprego e das ocupações no Estado. São indicadores como: número de empresas instaladas e empregos gerados (dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Ceará); número de estabelecimentos e empregados (informações da RAIS/MTb) e dados da Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílio (PNAD). Produto Interno Bruto O Ceará é a terceira economia do Nordeste, atrás da Bahia e de Pernambuco. Em 1996, o PIB do Estado totalizava R$ 11,7 bilhões, o que corresponde a 13,2% do total regional, segundo dados do IPEA. A importância do Estado no Nordeste pode ser avaliada também por sua participação relativa 8 O IDH é um índice criado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, publicado anualmente, que incorpora indicadores de esperança de vida ao nascer, grau de alfabetização entre adultos e poder de compra da renda per capta de cada país. 9 Relatório sobre o Desenvolvimento humano no Brasil, 1996. PNUD/IPEA SEADE 42 em cada setor: 10,2% do setor agropecuário; 11,7% da indústria e 14,6% do setor de serviços (Tabela 8). Avaliando as mudanças ao longo do período 1990-1996, verifica-se que a participação do Estado no total do Nordeste cresceu em todos os setores. Tabela 8 Participação do PIB Cearense no Total do PIB do Nordeste 1990-96 Agropecuária Indústria Indústria Geral Construção Civil Serviços Ind. de Util. Pub. Serviços Comércio Transportes Comunicações Instituições Financeiras Administrações Públicas Aluguéis Outros Serviços Subtotal Dummy Financeira PIB a Custo de Fatores 1990 8,9 10,3 11,4 9,9 6,0 13,7 13,1 15,1 14,3 14,7 12,3 13,2 16,1 12,2 14,7 11,9 1991 9,6 12,3 11,4 13,9 8,1 14,3 13,8 16,1 10,1 15,0 12,7 14,4 16,4 13,2 15,0 13,1 1992 9,0 12,4 11,4 14,1 7,8 15,3 16,0 18,2 12,9 16,1 13,2 13,9 16,7 13,8 16,1 13,4 1993 9,0 11,9 11,4 12,8 9,2 14,7 14,1 19,1 15,9 14,7 13,2 13,6 16,9 13,4 14,7 13,1 1994 10,4 11,6 11,4 11,9 10,4 14,5 14,2 18,6 17,2 13,4 13,2 14,0 17,1 13,1 13,4 13,0 Em porcentagem 1995 1996 10,6 10,2 12,5 11,7 11,4 11,4 13,6 12,4 7,9 8,0 14,6 14,6 14,1 13,8 18,9 18,7 13,7 15,4 13,1 13,3 13,2 13,2 14,4 14,3 17,2 17,2 13,4 13,2 13,1 13,3 13,4 13,2 Fonte: IPEA - Produto Interno Bruto por Unidade da Federação – 1990-96 Analisando os dados do PIB, o Estado tem a seguinte estrutura econômica: setor de serviços, 64,6%; indústria, 30,8%; agropecuária, 8,4%. A participação expressiva do setor de serviços deve-se especialmente a administrações públicas, 18,4%; aluguéis, 12% (que considera inclusive valores imputados aos que possuem imóvel próprio); e outros serviços, 15,3% (alojamento e alimentação, serviços prestados principalmente às empresas – informática inclusive -, serviços privados de educação e saúde, entre outros). Isto não mostra se tratar de uma economia essencialmente terciária, apenas que a complexidade atividades existentes não comporta mais apenas a distinção entre três grandes setores. No setor da indústria, tem maior peso a construção civil (19,2%), com participação crescente no período 1990-1996 (Tabela 9). Tabela 9 Estrutura do PIB a Custo de Fatores Ceará 1990-1996 Agropecuária Indústria Indústria Geral Construção Civil Serviços Ind. de Util. Pub. 1990 8,9 29,8 14,5 14,0 1,3 1991 7,4 31,6 13,5 16,6 1,6 1992 6,7 34,8 14,4 18,9 1,6 1993 5,6 36,8 13,9 20,7 2,3 SEADE 1994 9,5 34,1 11,7 20,3 2,1 Em porcentagem 1995 1996 9,3 8,4 32,5 30,8 10,0 10,0 21,1 19,2 1,5 1,6 43 Serviços Comércio Transportes Comunicações Instituições Financeiras Administrações Públicas Aluguéis Outros Serviços Subtotal Dummy Finaceira PIB a Custo de Fatores 77,1 14,1 3,5 1,4 15,9 22,0 6,3 13,9 115,8 -15,8 100,0 71,4 12,2 3,4 0,8 11,2 16,5 13,3 14,1 110,5 -10,5 100,0 78,4 13,1 3,4 1,2 20,9 15,4 9,6 14,7 119,9 -19,9 100,0 80,0 12,5 3,5 1,8 23,3 16,5 6,3 16,2 122,5 -22,5 100,0 68,1 12,5 3,1 1,6 12,6 17,3 6,3 14,5 111,6 -11,6 100,0 62,9 11,6 3,0 1,4 5,7 17,9 8,9 14,4 104,8 -4,8 100,0 64,6 9,4 2,8 1,9 4,8 18,4 12,0 15,3 103,8 -3,8 100,0 Fonte: IPEA – Produto Interno Bruto por Unidade da Federação – 1990-1996 Nos próximos anos, o Ceará poderá mudar alguns indicadores econômicos, sobretudo pelo número significativo de investimentos realizados no período recente, especialmente na indústria. Entre janeiro de 1995 e fevereiro de 1998 instalaram-se no Estado 99 empresas, segundo a Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará. Há ainda outras 70 empresas em fase de implantação e mais 194 empresas têm protocolos assinados com o governo estadual para inserção no Estado com aproveitamento dos incentivos concedidos. Os empreendimentos já realizados geraram mais de 24 mil empregos diretos e mais de 97 mil indiretos (Tabela 10). Em que pese a distribuição destas empresas por 32 municípios do Ceará, há uma forte concentração na Região Metropolitana de Fortaleza: 67,7% do número de empresas e 45,9% dos empregos diretos gerados (Mapa 2). SEADE 44 Mapa 2 SEADE 45 Mesmo para as empresas em fase de implantação ou com protocolos assinados, há forte concentração na RMF, com 62,9% e 76,3% do total de empresas e 62,5% e 77,9% de empregos diretos previstos. Neste processo, os principais beneficiários devem ser os municípios de Caucaia, Maracanaú, Horizonte, Maranguape e Fortaleza. No interior, investimentos (realizados ou previstos) tendem a privilegiar a geração de empregos nos municípios de Sobral, Quixadá e Crato. Esse desempenho reflete a política de incentivos governamentais do Ceará para o desenvolvimento industrial e do turismo de porte. SEADE 46 Tabela 10 Programa de Geração de Empregos Industriais Estado do Ceará Janeiro de 1995 a Fevereiro de 1998 Municípios Aquiraz Aracati Barbalha Barreira Brejo Santo Camocim Canindé Caridade Carius Cascavel Caucaia Cedro Chorozinho Crateús Crato Eusébio Forquilha Fortaleza Guaiúba Guaramiranga Horizonte Iguatu Itaitinga Itapagé Itapipoca Itarema Jaguaribe Jaguaruana Juazeiro do Norte Lavras da Mangabeira Maracanaú Maranguape Marco Missao Velha Morada Nova Nova Olinda Ocara Pacajus Pacatuba Paracuru Paramoti Pentecoste Pindoretama Quixada Quixeramobim Santana do Acarau Santa Quitéria Sao Goncalo do Amarante Sobral Ubajara Umirim Uruburetama Total Nº 2 2 1 1 1 1 2 1 9 1 1 2 2 4 6 11 3 1 1 1 4 20 10 1 3 1 1 1 1 1 2 1 99 Implantadas Em Implantação Com Protocolos Assinados nº Empregos Nº Empregos nº Empregos Diretos Indiretos Nº Diretos Indiretos Nº Diretos Indiretos 99 396 1 800 3.200 5 520 2.080 248 992 2 85 340 115 460 3 620 2.480 6 676 2.704 200 800 1 40 160 15 60 1 220 880 200 800 2 100 400 757 3.028 177 708 1 15 60 1 15 60 3 575 2.300 1 40 160 378 1.512 10 770 3.080 57 9.619 38.480 17 68 32 128 1 100 400 1 100 400 281 1.124 1 28 112 1.281 5.124 6 1.250 5.000 348 1.392 5 420 1.680 14 1.561 6.244 1 560 2.240 456 1.824 2 360 1.440 14 4.240 16.960 1 80 320 2 350 1.400 1 60 240 3.064 12.256 3 99 396 23 4.310 17.240 836 3.344 2 245 980 70 280 412 1.648 1 60 240 280 1.120 1 54 216 2 194 776 2 280 1.120 228 912 2 154 616 2 75 300 1 25 100 3.973 15.892 10 1.768 7.072 17 3.779 15.116 2.652 10.608 6 887 3.548 7 580 2.320 1 35 140 54 216 1 120 480 2 90 360 1 200 800 85 340 6 1.271 5.084 21 84 6 2.332 9.328 3 207 828 1 100 400 1 300 1.200 1 200 800 130 520 1 600 2.400 30 120 1 170 680 1 70 280 4 2.670 10.680 444 1.776 1 45 180 1 119 476 757 3.020 1 650 2.600 2 142 568 6.603 26.412 3 211 844 2 370 1.480 1 50 600 1 300 1.200 64 256 24.307 97.220 70 12.026 48.104 194 33.940 136.164 Fonte: Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará SEADE 47 Evolução do Emprego e das Ocupações O emprego formal no estado do Ceará observou uma ampliação de 15,07% no período entre 1986 e 1997, segundo as informações da RAIS. Expressividade do aumento no número de trabalhadores com relações formais de trabalho na construção civil poder expressar somente uma ampliação nos níveis de formalização nas relações de trabalho no setor. O mesmo argumento pode ser usado para relativizar o crescimento no número de empregos na agropecuária e na indústria extrativa mineral. Entretanto na indústria de transformação, onde as relações de trabalho já há vários anos observa um baixo grau de informalidade, deve, efetivamente, ter havido um incremento no número de postos de trabalho. Foram criados nos onze anos, de 1986 a 1997, 14.690 novos postos de trabalho, num período no qual houve forte redução no emprego industrial em todos os estados mais industrializados do país. Esse incremento de 14,79% no número de postos de trabalho foi seguido por um forte crescimento no número de estabelecimentos industriais no estado, que ampliou-se em 87,66%. Tabela 11 Evolução do Emprego Formal e do Número de Unidades Locais, segundo Ramos de Atividade Estado do Ceará 1986 e 1997 Total 1986 Total 1997 1997 / 1986 Ramos de Atividade UL Extrativa Mineral Indústria de Transformação Serviços Industriais de Utilidade Pública Construção Civil Comércio Setor de Serviços Agropecuária (inclui Silvicultura, Criação Animais, 59 2.625 75 496 7507 7.666 363 PO UL PO 1.621 108 2.927 99.351 4.926 114.041 7.050 211 8.422 21.208 1.219 35.062 65.756 14500 82377 334.368 11.628 367.259 9.550 539 10.101 % UL % PO 83,05 80,57 87,66 14,79 181,33 19,46 145,77 65,32 93,15 25,28 51,68 9,84 48,48 5,77 40 18.831 1.563 219 1.752 540.467 33.350 621.941 447,50 77,10 Extração Vegetal e Pesca) Outros Total 12,09 15,07 Fonte: Ministério do trabalho – RAIS – vários anos. Na indústria o maior crescimento foi na indústria de calçados, que ampliou em 646,28% o número de postos formais de trabalho entre 1986 e 1997, seguido da indústria de material de transportes, que observou ampliação de 153,36% no mesmo período, conforme pode ser observado na tabela a seguir. Dos setores industriais que tiveram redução no número de postos de trabalho o de maior significado ocorreu na indústria de borracha, que teve uma redução de 51,69% no emprego formal. Os outros setores industriais que SEADE 48 observaram redução no número de postos de trabalho foram o de produtos minerais não metálicos, a metalurgia a têxtil e vestuários e a indústria química, com reduções de 17,79%, 13,43%, 7,54% e 7,10% respectivamente. É importante observar, entretanto, que, em que pese ter havido redução no número de postos de trabalho, a indústria têxtil continua sendo a principal empregadora industrial, respondendo por 34,9 mil postos de trabalho em 1997, o que equivale a 5,62% do total do emprego formal. A administração pública direta e autarquias continua sendo a principal empregadora no Ceará, respondendo, sozinha por cerca de um quarto do emprego formal (24,49%). O comércio varejista e o ensino são, também, grandes empregadores e respondiam por 10,91% e 10,79% do total de empregos, respectivamente. SEADE 49 Tabela 12 Evolução do Emprego Formal e do Número de Unidades Locais, segundo Ramos de Atividade Estado do Ceará 1986 - 1997 Ramos de Atividades Extrativa Mineral Indústria de Produtos Miner Não Metálicos Indústria Metalúrgica Indústria Mecânica Indústria Material Eletr. e de Comunicação Indústria do Material de Transporte Indústria da Madeira e do Mobiliário Indústria do Papel,Papelão, Edit. e Gráfica Indústria Borracha,Fumo,Couros,Peles,Sim,Ind Div Indústria Química de Prod Farm,Veter,Perf,Sabão Indústria Textil do Vest e Artef de Tecidos Indústria de Calçados Indústria de Prod Alim, Beb e Alcool Etílico Serviços Industriais de Utilidade Pública Contrução Civil Comércio Varejista Comércio Atacadista Instituições de Crédito,Seguros e Capitalização Com Adm Imov, Val.Mov,Serviço Tec Prof,Etc Transportes e Comunicações Serviços Alojam., Alim,Rep Manu Red, Radio, Tv Serviços Médicos, Odontológicos e Veterinários Ensino Administração Pública Direta e Autarquica Agric,Silvic,Criação Animais,Extr Veg,Pesca Outros Total Fonte: Ministério do trabalho – RAIS – vários anos. Total 1986 UL PO 59 1.621 198 6.396 133 6.732 44 1.883 24 1.535 16 551 244 3.370 179 3.814 132 4.691 150 6.672 825 37.772 91 1.936 589 23.999 75 7.050 496 21.208 6.432 55.115 1.075 10.641 506 17.193 1.525 22.344 655 21.097 2.282 52.373 369 6.405 239 4.513 2.090 210.443 363 9.550 40 1.563 18.831 540.467 Total 1990 1990/1986 Total 1995 UL PO % UL % PO UL PO 67 1.875 13,56 15,67 108 2.947 222 6.296 12,12 (1,56) 272 3.939 165 5.427 24,06 (19,39) 248 5.636 57 1.568 29,55 (16,73) 72 1.260 40 1.378 66,67 (10,23) 34 1.385 25 745 56,25 35,21 49 660 297 3.361 21,72 (0,27) 326 3.295 194 3.715 8,38 (2,60) 244 3.837 168 4.939 27,27 5,29 179 2.541 172 5.228 14,67 (21,64) 233 5.605 984 35.008 19,27 (7,32) 1.423 34.567 109 1.525 19,78 (21,23) 85 6.229 646 25.672 9,68 6,97 926 33.387 145 7.718 93,33 9,48 194 10.099 740 20.598 49,19 (2,88) 1.488 31.708 7.248 50.385 12,69 (8,58) 10.675 57.498 1.212 12.093 12,74 13,65 1.907 13.682 441 16.541 (12,85) (3,79) 601 13.216 2.134 23.815 39,93 6,58 2.850 24.625 389 19.156 (40,61) (9,20) 953 24.100 2.354 54.490 3,16 4,04 3.042 39.469 517 8.654 40,11 35,11 1.496 33.602 261 5.443 9,21 20,61 831 68.015 616 191.813 (70,53) (8,85) 382 155.538 487 12.091 34,16 26,61 653 9.958 1.432 18.376 3480,00 1075,69 1.640 9.272 21.122 537.910 12,17 (0,47) 30.911 596.070 SEADE 1995 / 1990 % UL % PO 61,19 57,17 22,52 (37,44) 50,30 3,85 26,32 (19,64) (15,00) 0,51 96,00 (11,41) 9,76 (1,96) 25,77 3,28 6,55 (48,55) 35,47 7,21 44,61 (1,26) (22,02) 308,46 43,34 30,05 33,79 30,85 101,08 53,94 47,28 14,12 57,34 13,14 36,28 (20,10) 33,55 3,40 144,99 25,81 29,23 (27,57) 189,36 288,28 218,39 1149,59 (37,99) (18,91) 34,09 (17,64) 14,53 (49,54) 46,35 10,81 Total 1997 UL PO 108 2.927 355 5.258 293 5.828 90 1.924 41 1.424 53 1.396 385 3.999 309 4.176 163 2.266 277 6.198 1.617 34.923 135 14.448 1.208 32.201 211 8.422 1.219 35.062 12.603 67.872 1.897 14.505 643 11.590 3.334 32.215 1.073 26.211 3.992 43.741 969 34.078 1.184 67.132 433 152.292 539 10.101 219 1.752 33.350 621.941 1997 / 1995 % UL % PO 0,00 (0,68) 30,51 33,49 18,15 3,41 25,00 52,70 20,59 2,82 8,16 111,52 18,10 21,37 26,64 8,84 (8,94) (10,82) 18,88 10,58 13,63 1,03 58,82 131,95 30,45 (3,55) 8,76 (16,61) (18,08) 10,58 18,06 18,04 (0,52) 6,02 6,99 (12,30) 16,98 30,82 12,59 8,76 31,23 10,82 (35,23) 1,42 42,48 (1,30) 13,35 (2,09) (17,46) 1,44 (86,65) (81,10) 7,89 4,34 1997 / 1986 % UL % PO 83,05 80,57 79,29 (17,79) 120,30 (13,43) 104,55 2,18 70,83 (7,23) 231,25 153,36 57,79 18,66 72,63 9,49 23,48 (51,69) 84,67 (7,10) 96,00 (7,54) 48,35 646,28 105,09 34,18 181,33 19,46 145,77 65,32 95,94 23,15 76,47 36,31 27,08 (32,59) 118,62 44,18 63,82 24,24 74,93 (16,48) 162,60 432,05 395,40 1387,52 (79,28) (27,63) 48,48 5,77 447,50 12,09 77,10 15,07 50 Tabela 13 Evolução do Emprego Formal e do Número de Unidades Locais, segundo Ramos de Atividade Região Metropolitana de Fortaleza 1986 - 1997 Ramos de Atividades Extrativa Mineral Indústria de Produtos Miner Não Metálicos Iindústria Metalúrgica Indústria Mecânica Indústria Material Eletr e de Comunicação Indústria do Material de Transporte Indústria da Madeira e do Mobiliário Indústria do Papel,Papelão, Edit e Gráfica Indústria Borracha,Fumo,Couros,Peles,Sim,Ind Div Indústria Química de Prod Farm,Veter,Perf,Sabão Indústria Textil do Vest e Artef de Tecidos Indústria de Calçados Indústria de Prod Alim, Beb e Alcool Etílico Serviços Industriais de Utilidade Pública Contrução Civil Comércio Varejista Comércio Atacadista Instituições de Crédito,Seguros e Capitalização Com Adm Imov, Val.Mov,Serviço Tec Prof,Etc Transportes e Comunicações Serviços Alojam., Alim,Rep Manu Red, Radio, Tv Serviços Médicos, Odontológicos e Veterinários Ensino Administração Pública Direta e Autarquica Agric,Silvic,Criação Animais,Extr Veg,Pesca Outros Total Total 1986 Ul PO 29 1.317 92 2.782 110 6.556 34 1.737 22 1.449 15 549 168 3.000 147 3.562 98 2.815 128 5.448 708 32.772 84 1.797 339 16.546 9 6.470 422 19.087 3.948 45.547 713 8.352 198 12.333 1.342 20.707 294 17.501 1.653 45.369 223 4.175 204 3.971 1.386 135.252 225 6.161 32 1.037 Total 1990 Ul PO 1990/1986 % Ul % PO % PO 1.106 2.104 5.096 1.042 1.368 635 2.711 3.565 1.825 5.092 30.806 3.037 25.702 8.678 28.049 47.866 11.138 10.552 23.519 21.300 34.704 27.480 63.750 72.243 4.843 5.320 47,22 16,98 44,12 27,66 (16,22) 79,17 3,00 30,07 (6,06) 42,14 46,86 (36,67) 44,98 104,17 99,65 56,19 75,53 79,05 38,61 156,07 35,54 199,42 170,94 (55,63) 5,39 15,04 (15,38) (21,81) (3,21) (29,69) 0,29 (14,30) (9,12) 0,59 (49,49) 3,56 (7,74) 166,17 27,31 23,97 49,48 14,07 17,81 (14,97) 4,96 26,85 (28,03) 412,40 1159,63 (34,66) (38,37) (55,09) 18,72 (1,47) 22.704 443.531 51,50 53 124 196 60 31 43 206 199 124 199 1.285 57 606 49 1.154 7.455 1.499 376 2.642 612 2.391 1.027 634 130 313 1.239 PO 1995 / 1990 % Ul 36 1.307 24,14 (0,76) 106 2.691 15,22 (3,27) 136 5.265 23,64 (19,69) 47 1.482 38,24 (14,68) 37 1.364 68,18 (5,87) 24 741 60,00 34,97 200 2.983 19,05 (0,57) 153 3.544 4,08 (0,51) 132 3.613 34,69 28,35 140 4.917 9,38 (9,75) 875 33.389 23,59 1,88 90 1.141 7,14 (36,51) 418 20.189 23,30 22,02 24 7.000 166,67 8,19 578 18.764 36,97 (1,69) 4.773 41.962 20,90 (7,87) 854 9.454 19,78 13,19 210 12.410 6,06 0,62 1.906 22.408 42,03 8,21 239 16.791 (18,71) (4,06) 1.764 48.222 6,72 6,29 343 5.363 53,81 28,46 234 5.061 14,71 27,45 293 110.558 (78,86) (18,26) 297 7.858 32,00 27,54 1.077 11.847 3265,63 1042,43 12.623 406.292 14.986 400.324 Total 1995 Estab Total 1997 Ul 1997 / 1995 1997 / 1986 % Ul % PO % Ul % PO 1.109 2.704 5.237 1.607 1.405 1.317 3.046 3.660 1.485 5.097 30.740 3.792 23.417 6.420 29.001 53.539 12.172 9.671 29.891 24.137 35.843 27.425 61.075 77.053 5.923 501 0,00 30,65 13,78 25,00 12,90 4,65 16,50 21,11 (8,06) 16,08 10,35 17,54 23,76 6,12 (12,56) 13,90 0,27 7,18 16,88 18,63 27,73 (40,70) 41,17 10,77 (16,29) (85,79) 0,27 28,52 2,77 54,22 2,70 107,40 12,36 2,66 (18,63) 0,10 (0,21) 24,86 (8,89) (26,02) 3,39 11,85 9,28 (8,35) 27,09 13,32 3,28 (0,20) (4,20) 6,66 22,30 (90,58) 82,76 76,09 102,73 120,59 59,09 200,00 42,86 63,95 16,33 80,47 100,28 (20,24) 121,24 477,78 139,10 115,07 110,80 103,54 130,10 146,94 84,75 173,09 338,73 (89,61) 16,44 450,00 (15,79) (2,80) (20,12) (7,48) (3,04) 139,89 1,53 2,75 (47,25) (6,44) (6,20) 111,02 41,53 (0,77) 51,94 17,55 45,74 (21,58) 44,35 37,92 (21,00) 556,89 1438,03 (43,03) (3,86) (51,69) 10,79 24.066 457.267 6,00 3,10 90,65 12,55 53 162 223 75 35 45 240 241 114 231 1.418 67 750 52 1.009 8.491 1.503 403 3.088 726 3.054 609 895 144 262 176 PO Fonte: Ministério do trabalho – RAIS – vários anos. SEADE 51 Tabela 14 Evolução do Emprego Formal e do Número de Unidades Locais segundo Ramos de Atividade Interior do Estado do Ceará 1986-1997 Ramos de Atividades Extrativa Mineral Indústria de Produtos Miner Não Metálicos Iindústria Metalúrgica Indústria Mecânica Indústria Material Eletr e de Comunicação Indústria do Material de Transporte Indústria da Madeira e do Mobiliário Indústria do Papel,Papelão, Edit e Gráfica Indústria Borracha,Fumo,Couros,Peles,Sim,Ind Div Indústria Química de Prod Farm,Veter,Perf,Sabão Indústria Textil do Vest e Artef de Tecidos Indústria de Calçados Indústria de Prod Alim, Beb e Alcool Etílico Serviços Industriais de Utilidade Pública Contrução Civil Comércio Varejista Comércio Atacadista Instituições de Crédito,Seguros e Capitalização Com Adm Imov, Val.Mov,Serviço Tec Prof,Etc Transportes e Comunicações Serviços Alojam., Alim,Rep Manu Red, Radio, Tv Serviços Médicos, Odontológicos e Veterinários Ensino Administração Pública Direta e Autarquica Agric,Silvic,Criação Animais,Extr Veg,Pesca Outros Total Fonte: Ministério do trabalho – RAIS – vários anos Total 1986 UL PO 30 304 106 3.614 23 176 10 146 2 86 1 2 76 370 32 252 34 1.876 22 1.224 117 5.000 7 139 250 7.453 66 580 74 2.121 2.484 9.568 362 2.289 308 4.860 183 1.637 361 3.596 629 7.004 146 2.230 35 542 704 75.191 138 3.389 8 526 6.208 134.175 Total 1990 1990/1986 UL PO % UL % PO 31 568 3,33 86,84 116 3.605 9,43 (0,25) 29 162 26,09 (7,95) 10 86 0,00 (41,10) 3 14 50,00 (83,72) 1 4 0,00 100,00 97 378 27,63 2,16 41 171 28,13 (32,14) 36 1.326 5,88 (29,32) 32 311 45,45 (74,59) 109 1.619 (6,84) (67,62) 19 384 171,43 176,26 228 5.483 (8,80) (26,43) 121 718 83,33 23,79 162 1.834 118,92 (13,53) 2.475 8.423 (0,36) (11,97) 358 2.639 (1,10) 15,29 231 4.131 (25,00) (15,00) 228 1.407 24,59 (14,05) 150 2.365 (58,45) (34,23) 590 6.268 (6,20) (10,51) 174 3.291 19,18 47,58 27 382 (22,86) (29,52) 323 81.255 (54,12) 8,06 190 4.233 37,68 24,90 355 6.529 4337,50 1141,25 6.136 137.586 (1,16) 2,54 SEADE Total 1995 UL PO 55 1.841 148 1.835 52 540 12 218 3 17 6 25 120 584 45 272 55 716 34 513 138 3.761 28 3.192 320 7.685 145 1.421 334 3.659 3.220 9.632 408 2.544 225 2.664 208 1.106 341 2.800 651 4.765 469 6.122 197 4.265 252 83.295 340 5.115 401 3.952 8.207 152.539 1995 / 1990 % UL % PO 77,42 224,12 27,59 (49,10) 79,31 233,33 20,00 153,49 0,00 21,43 500,00 525,00 23,71 54,50 9,76 59,06 52,78 (46,00) 6,25 64,95 26,61 132,30 47,37 731,25 40,35 40,16 19,83 97,91 106,17 99,51 30,10 14,35 13,97 (3,60) (2,60) (35,51) (8,77) (21,39) 127,33 18,39 10,34 (23,98) 169,54 86,02 629,63 1016,49 (21,98) 2,51 78,95 20,84 12,96 (39,47) 33,75 10,87 Total 1997 UL PO 55 1.818 193 2.554 70 591 15 317 6 19 8 79 145 953 68 516 49 781 46 1.101 199 4.183 68 10.656 458 8.784 159 2.002 210 6.061 4.112 14.333 394 2.333 240 1.919 246 2.324 347 2.074 938 7.898 360 6.653 289 6.057 289 75.239 277 4.178 43 1.251 9.284 164.674 1997 / 1995 % UL % PO 0,00 (1,25) 30,41 39,18 34,62 9,44 25,00 45,41 100,00 11,76 33,33 216,00 20,83 63,18 51,11 89,71 (10,91) 9,08 35,29 114,62 44,20 11,22 142,86 233,83 43,13 14,30 9,66 40,89 (37,13) 65,65 27,70 48,81 (3,43) (8,29) 6,67 (27,97) 18,27 110,13 1,76 (25,93) 44,09 65,75 (23,24) 8,67 46,70 42,02 14,68 (9,67) (18,53) (18,32) (89,28) (68,35) 13,12 7,96 1997 / 1986 % UL % PO 83,33 498,03 82,08 (29,33) 204,35 235,80 50,00 117,12 200,00 (77,91) 700,00 3850,00 90,79 157,57 112,50 104,76 44,12 (58,37) 109,09 (10,05) 70,09 (16,34) 871,43 7566,19 83,20 17,86 140,91 245,17 183,78 185,76 65,54 49,80 8,84 1,92 (22,08) (60,51) 34,43 41,97 (3,88) (42,32) 49,13 12,76 146,58 198,34 725,71 1017,53 (58,95) 0,06 100,72 23,28 437,50 137,83 49,55 22,73 52 As informações sobre o número de estabelecimentos e empregados (com carteira assinada) para o ano de 1997 também indicam forte concentração na Região Metropolitana de Fortaleza para a maioria dos setores da atividade econômica. Nesta região encontram-se 72,7% do total do número de estabelecimentos e 74,9% do total do empregados do Estado. O município de Fortaleza concentra 67,0% dos estabelecimentos e 64,2% dos empregos do Estado, segundo dados da RAIS/MTb (Tabelas 16 e 17, Mapa 3). Em segundo lugar, destaca-se o município de Maracanaú, responsável por 11,0% do total de empregos industriais do Estado, também na região metropolitana. Assim, quase 63% dos empregos formais do setor industrial no Estado concentram-se em dois municípios da região metropolitana. O restante do contingente de trabalhadores formais encontra-se disperso pelo Estado, destacando-se poucos municípios em setores específicos, tais como Sobral (no noroeste cearense) com 7,1% do total do pessoal ocupado na indústria e 4,6% do total do emprego nos serviços de utilidade pública; Camocim (também no noroeste) e Limoeiro do Norte (na mesorregião do Jaguaribe), com 19,1% e 9,4%, respectivamente, do pessoal alocado na extração de minerais; Juazeiro do Norte (no sul cearense) com 4,2% do total do emprego no comércio e 3,4% da construção civil e Iguatu (no centro-sul) com 3,3% do emprego no comércio. Examinando-se as informações referentes ao total do emprego formal segundo gênero, verifica-se que a proporção de empregados do sexo masculino atinge pouco mais da metade (54,1%), graças à elevada participação do emprego feminino nas principais atividades em termos de pessoal ocupado, tais como a Indústria de Transformação, Comércio, Serviços e Administração Pública (Tabela 15). Para os dois últimos e para o total de ocupados em outros setores de atividade ou com ocupação ignorada, o percentual do emprego feminino é superior ao masculino (51,1%; 61,5% e 61,5%, respectivamente). Nos demais segmentos, a força de trabalho é, tradicionalmente, constituída por um maior número de elementos do sexo masculino. SEADE 53 Mapa 3 SEADE 54 Tabela 15 Emprego Formal, por Sexo, segundo Grandes Grupos Estado do Ceará 1997 Setores Indústria Extrativo-Mineral Indústria de Transformação Serviços Industriais de Utilidade Pública Construção Civil Comércio Serviços Administração Pública Agropecuária Outros ou Ignorado Total Número de Empregados Número de EstabeTotal lecimentos Masculino Feminino 108 4.936 214 1.512 14.521 12.953 435 636 273 35.588 2.660 67.691 7.237 34.350 51.846 106.220 59.311 8.580 711 338.606 267 46.352 1.191 2.146 30.583 111.069 92.983 2.123 1.135 287.849 2.927 114.043 8.428 36.496 82.429 217.289 152.294 10.703 1.846 626.455 Proporção de Homens 90,88 59,36 85,87 94,12 62,90 48,88 38,95 80,16 38,52 54,05 Razão de Sexo 9,96 1,46 6,08 16,01 1,70 0,96 0,64 4,04 0,63 1,18 Fonte: Ministério do Trabalho – RAIS/1997 Embora as informações da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (PNAD) do IBGE, que possibilita fazer considerações além do mercado formal de trabalho, confirmem a concentração do pessoal ocupado em atividades urbanas na região metropolitana, observa-se que esta se dá em níveis inferiores aos apresentados com base na RAIS-MTb. De fato, apenas o setor da Administração Pública tem o maior contingente de pessoas empregadas no interior do Estado. Contudo, no período 1992-1997, para setores como a Indústria de Transformação e Outras Atividades Industriais, verifica-se uma tendência à aproximação desses porcentuais face às maiores taxas de crescimento do interior, promovidas pela desconcentração dessas atividades. Na região metropolitana, é importante destacar que os acréscimos de pessoal ocupado tem sido observados nos Serviços Auxiliares, Sociais, Outras Atividades, Comércio e Prestação de Serviços. SEADE 55 Tabela 16 Distribuição do Emprego, por Setores de Atividade, segundo Mesorregiões Estado do Ceará 1997 Mesorregiões Noroeste Cearense Norte Cearense Metropolitana Sertões Cearenses Jaguaribe Centro-Sul Cearense Sul Cearense Total Extr. Mineral Ind. Transf. Est. PO Est. PO 20,4 35,5 4,4 7,6 5,6 2,4 3,4 4,8 50,0 38,3 74,1 77,8 0,0 0,0 2,9 1,0 6,5 14,2 4,9 1,8 4,6 2,8 2,2 1,3 13,0 6,9 8,1 5,7 100,0 100,0 100,0 100,0 Outros/ Serv. Ind. Constr. Civil Comércio Serviços Adm. Públ. Agropec. Total Util. Públ. Ignorado Est. PO Est. PO Est. PO Est. PO Est. PO Est. PO Est. PO Est. PO 21,0 7,1 7,5 1,6 6,8 3,6 5,1 2,5 16,8 12,3 9,6 5,8 3,3 10,8 6,2 6,2 16,8 2,9 2,0 3,0 3,5 1,5 2,4 1,9 13,8 9,2 13,2 11,8 5,1 3,1 3,4 4,4 26,2 76,3 74,4 82,5 69,3 80,0 78,9 88,1 34,3 51,3 50,0 63,4 81,3 30,5 72,7 74,9 11,7 3,5 2,8 0,5 4,7 2,4 2,9 1,4 10,8 8,4 10,2 4,9 4,0 51,9 3,9 3,4 7,9 2,4 2,2 6,2 3,8 2,0 2,2 1,1 8,5 6,5 9,7 11,1 1,8 0,7 3,5 3,2 5,6 3,0 1,9 0,7 2,7 3,7 1,7 0,7 5,3 4,1 1,9 0,7 1,5 0,3 2,3 2,1 10,7 4,7 9,2 5,4 9,1 6,7 7,0 4,2 10,6 8,2 5,3 2,2 2,9 2,7 8,1 5,8 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Fonte: RAIS - Ministério do Trabalho SEADE 56 Tabela 17 Distribuição do Emprego, por Setores de Atividade, segundo Municípios Selecionados Estado do Ceará 1997 Extrativa Mineral Est. PO RM de Fortaleza 50,0 38,3 Aquiraz 0,9 0,0 Caucaia 5,6 3,7 Eusébio 2,8 1,2 Fortaleza 26,9 22,2 Guaiúba 0,0 0,0 Horizonte 0,9 0,4 Itaitinga 5,6 5,0 Maracanaú 5,6 5,6 Maranguape 0,0 0,0 Pacajus 0,0 0,0 Pacatuba 1,9 0,2 Interior 50,0 61,7 Sobral 1,9 3,3 Juazeiro do Norte 0,0 0,0 Crato 1,9 1,0 Iguatu 1,9 0,1 Morada Nova 0,0 0,0 Cascavel 0,0 0,0 Aracati 1,9 1,7 Barbalha 0,9 1,0 Quixada 0,0 0,0 Itapipoca 0,0 0,0 Limoeiro do Norte 0,9 9,4 Camocim 6,5 19,1 Demais municípios 34,3 26,2 Municípios Selecionados Indústria Transf. Est. PO 74,1 77,8 0,4 0,5 2,2 3,6 0,9 3,2 65,1 51,8 0,1 0,1 0,6 2,8 0,2 0,1 3,0 11,0 0,9 2,7 0,5 1,7 0,3 0,2 25,9 22,2 2,4 7,1 4,9 2,4 1,7 1,8 1,6 1,1 0,4 0,2 0,4 1,7 0,5 0,6 0,4 1,2 0,8 0,2 0,4 0,7 0,7 0,3 0,1 0,0 11,4 5,0 Serv. Ind. Util. Públ. Est. PO 26,2 76,3 0,5 0,7 1,4 1,8 0,0 0,0 19,6 72,2 0,5 0,1 0,5 0,1 0,5 0,1 1,4 0,6 0,9 0,6 0,5 0,1 0,5 0,1 73,8 23,7 2,3 4,6 0,9 1,8 0,9 1,8 0,9 2,3 0,0 0,0 0,9 0,1 0,5 0,1 0,9 0,1 0,9 0,6 0,5 0,3 0,0 0,0 0,5 0,2 64,5 11,8 Constr. Civil Est. PO 74,4 82,5 0,7 0,3 1,6 0,5 1,5 0,8 67,0 76,7 0,1 0,0 0,6 0,1 0,2 0,5 1,9 3,1 0,5 0,2 0,1 0,4 0,3 0,0 25,6 17,5 5,9 0,9 4,4 3,4 3,3 1,2 1,1 0,3 0,3 2,5 0,1 0,0 0,5 0,4 0,5 0,7 1,1 0,0 0,3 0,1 0,3 0,1 0,3 0,1 7,5 7,8 Comércio Est. 69,3 0,2 1,3 0,2 64,9 0,0 0,1 0,1 1,5 0,6 0,3 0,1 30,7 3,8 5,0 2,3 1,6 0,3 0,3 0,9 0,3 1,2 0,5 0,7 0,5 13,2 PO 80,0 0,1 1,0 0,5 76,2 0,0 0,1 0,1 1,4 0,5 0,2 0,0 20,0 2,5 4,2 1,7 3,3 0,2 0,1 0,6 0,1 0,8 0,2 0,4 0,3 5,7 Serviços Est. 78,9 0,3 1,3 0,6 74,6 0,0 0,1 0,1 1,0 0,6 0,2 0,1 21,1 2,6 2,8 2,2 0,8 0,2 0,2 0,5 0,4 0,6 0,3 0,4 0,3 9,8 PO 88,1 0,3 1,0 3,7 79,7 0,0 0,5 0,1 1,1 0,5 0,1 1,0 11,9 1,4 1,4 1,4 0,3 0,2 0,1 0,3 0,4 0,3 0,2 0,2 0,2 5,6 Adm. Públ. Agropec. Est. 34,3 0,5 1,1 0,9 27,8 0,5 0,2 0,2 0,9 0,7 0,5 0,9 65,7 0,9 0,9 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,2 0,5 0,9 0,5 57,7 Est. 50,0 6,1 2,8 2,0 23,4 0,8 3,3 0,3 4,2 4,4 1,6 0,9 50,0 2,0 1,1 1,3 1,4 0,6 2,4 2,5 0,5 4,2 0,3 1,1 1,7 30,8 PO 51,3 0,5 1,7 0,4 44,3 0,2 0,3 0,2 2,3 0,7 0,4 0,3 48,7 1,3 2,6 0,7 0,6 1,2 0,6 0,5 0,4 0,6 0,8 0,7 0,5 38,2 PO 63,4 7,6 1,3 1,5 40,2 0,3 4,0 0,0 3,0 2,8 1,5 1,3 36,6 0,4 0,2 0,1 0,6 0,3 0,8 4,4 0,1 3,1 1,3 0,6 2,0 22,7 Outros/ Ignorado Est. PO 81,3 30,5 0,4 0,1 2,9 0,9 0,0 0,0 75,5 27,7 0,4 0,1 0,0 0,0 0,4 0,2 0,4 0,0 0,4 0,1 0,0 0,0 1,1 1,5 18,7 69,5 0,7 0,8 0,7 0,7 0,4 0,3 0,4 0,1 0,0 0,0 0,4 0,1 0,7 0,5 0,4 0,2 1,8 1,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 8,1 12,8 57,6 Total Est. 72,7 0,4 1,5 0,5 67,0 0,1 0,3 0,1 1,6 0,7 0,3 0,2 27,3 3,1 4,0 2,1 1,3 0,3 0,3 0,7 0,4 1,0 0,4 0,6 0,4 12,7 PO 74,9 0,5 1,7 2,1 64,2 0,1 0,8 0,2 3,4 1,0 0,5 0,5 25,1 2,6 2,3 1,3 0,9 0,6 0,5 0,5 0,5 0,5 0,4 0,4 0,4 14,2 Fonte: RAIS - Ministério do Trabalho SEADE 57 A evolução do total das ocupações existentes no Ceará segundo o setor de atividades, captada pela pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, mostra que, para o conjunto do estado o setor que mais cresceu o número de ocupações foi os serviços auxiliares. Entretanto, chama atenção que chama o crescimento em todos os ramos de atividade do estado, exceto a construção civil. No interior do Estado o destaque fica por conta do grande crescimento de ocupações na indústria de transformação e em outras atividades industriais. SEADE 58 Tabela 18 População Ocupada (PEA Restrita) em Atividades Não-Agrícolas, Residentes em Áreas Urbanas, segundo a Área Censitária da Amostra e Ramos de Atividade Estado do Ceará 1992-1997 Em 1.000 Pessoas ÁREA CENSITÁRIA RAMOS DE ATIVIDADES TOTAL URBANO Indústria de Transformação Indústria da Construção Outras Atividades Industriais Comércio de Mercadorias Prestação de Serviços Serviços Auxiliares Transporte ou Comunicação Serviços Socias Administração Pública Outras Atividades METROPOLITANO Indústria de Transformação Indústria da Construção Outras Atividades Industriais Comércio de Mercadorias Prestação de Serviços Serviços Auxiliares Transporte ou Comunicação Serviços Sociais Administração Pública Outras Atividades NÃO METROPOLITANO Indústria de Transformação Indústria da Construção Outras Atividades Industriais Comércio de Mercadorias Prestação de Serviços Serviços Auxiliares Transporte ou Comunicação Serviços Sociais Administração Pública Outras Atividades 1992 1993 1995 1996 1997 1992/97 (1.000) (1.000) (1.000) (1.000) (1.000) % aa 1.397 197 126 15 312 366 33 62 178 88 21 873 145 82 11 176 230 26 37 100 48 17 524 52 45 3 136 135 7 25 78 40 4 1.457 211 143 20 321 403 25 56 154 90 34 897 157 82 11 185 246 22 38 85 49 22 561 54 60 9 136 157 4 18 69 41 12 1.605 228 136 21 339 457 41 63 190 97 33 1.016 158 87 12 200 297 33 42 113 53 20 589 69 50 10 139 160 8 21 76 44 12 1.510 211 129 17 350 396 43 61 190 87 26 942 149 83 10 195 256 35 37 108 48 22 568 62 46 7 155 140 8 24 82 39 4 1.619 218 129 21 391 440 45 60 193 92 31 996 140 84 12 223 278 37 41 115 43 24 623 78 45 9 168 162 8 20 78 49 8 2,7 1,7 -0,5 4,2 4,1 2,9 9,6 0,6 3,2 0,5 3,7 2,6 -0,8 0,5 0,1 4,1 3,5 9,8 1,6 4,5 -1,4 4,8 2,7 7,8 -2,1 14,1 4,1 1,8 9,5 -0,9 1,6 2,6 0,7 ** *** ** * ** *** * ** * * *** *** *** Fonte: Tabulações Especiais do Projeto RURBANO, IE/UNICAMP. Abril/1999. ***,**,* indicam respectivamente 5%, 10% e 20% de confiança, estimado pelo coeficiente de regressão. A tabela a seguir apresenta o número de ocupados, segundo o tipo de ocupação. Esses dados, como os da tabela anterior, não se restringem aos trabalhadores que possuem vínculo empregatício, mas ao conjunto de ocupados em atividades urbanas, residentes em áreas urbanas. Segundo os resultados da Pnad, as ocupações com maior número de ocupados no Estado do Ceará são serviços domésticos, serviços por conta própria e balconistas/atendentes, com mais de cem mil ocupados cada, em SEADE 59 1997. O expressivo número de ambulantes, 84 mil em 1997, bem como a taxa de crescimento dos ocupados nessa função, 9,1% entre 1992 e 1997, demonstram há uma grande precarização nas relações de trabalho e nas estratégias de sobrevivência da população. Chama atenção, também, o fato de estar crescendo o número de bordadeiras, 26 mil, em 1997, com crescimento de 4,7% no período analisado. Tabela 19 População Ocupada (PEA Restrita) em Atividades Não-Agrícolas, Residentes em Áreas Urbanas, segundo a Área Censitária da Amostra e Ocupação Principal Estado do Ceará 1992-1997 ÁREA CENSITÁRIA OCUPAÇÃO PRINCIPAL TOTAL URBANO Não-agrícola serviços domésticos serviços conta própria balconistas atendentes ambulante - outros costureiro alfaiate pedreiro diversos motorista ajudante pedreiro ajudante administrativo ajudante diversos servente faxineiro profes. prim grau inicial empregador - comércio bordadeira ajudante mec veículos auxiliar serv. médico cozinheiro (não domést) guarda - vigia dirigente adm pública atendentes de serviços copeiro balconista lavadeira doméstica prof. pre-escolar profes. primeiro grau passadeira (não domést) ajudante ind. calçados marceneiro 1992 (1.000) 110 97 93 48 58 39 38 41 50 40 35 34 26 23 16 16 15 19 20 10 14 9 8 9 9 18 4 7 1993 (1.000) 100 115 99 54 71 43 49 34 43 29 42 26 27 21 26 18 15 21 20 8 13 9 13 9 9 11 3 10 1995 (1.000) 138 101 100 61 65 43 55 43 51 39 35 37 33 21 21 19 12 23 22 12 13 16 16 11 13 16 6 6 1996 1997 1992/97 (1.000) (1.000) %aa 115 116 104 59 68 53 53 42 37 32 26 28 28 19 19 20 22 17 22 13 16 13 7 10 7 12 8 14 SEADE 133 116 106 84 51 51 50 50 45 39 34 31 31 27 26 23 22 19 17 17 16 15 15 13 13 12 12 12 4,5 * 2,5 2,5 *** 9,1 *** -2,2 5,4 *** 5,1 * 5,0 * -2,6 0,5 -4,4 -0,2 3,4 * 1,5 4,7 5,8 *** 7,8 -1,1 -1,2 12,8 *** 3,9 13,3 ** 5,1 7,4 ** 4,9 -4,5 29,7 *** 11,3 (continua) 60 ÁREA CENSITÁRIA OCUPAÇÃO PRINCIPAL praça militar assistentes administr Sub-total TOTAL METROPOLITANO URBANO Não-agrícola serviços domesticos serviços conta própria balconistas atendentes ambulante - outros costureiro alfaiate diversos pedreiro motorista ajudante pedreiro ajudante administrativo ajudante diversos servente faxineiro empregador - comércio cozinheiro (não domést) guarda - vigia profes. prim grau inicial ajudante mec veículos auxiliar serv. médico praça militar atendentes de serviços copeiro balconista lavadeira doméstica caixa recebedor porteiro etc vigilância privada tecnicos industriais div chefias e assistentes contínuo assistentes administr auxiliar costureiro Sub-total TOTAL NÃO METROPOLITANO URBANO Não-agrícola serviços domesticos serviços conta própria balconistas atendentes ambulante - outros bordadeira ajudante pedreiro motorista pedreiro profes. prim grau inicial ajudante administrativo diversos 1992 (1.000) 1993 (1.000) 1995 (1.000) 1996 1997 1992/97 (1.000) (1.000) %aa 9 14 926 1.397 14 11 965 1.457 12 15 1.055 1.605 9 16 1.006 1.510 11 11 1.100 1.619 67 53 51 28 45 24 23 27 28 27 16 18 11 8 15 14 12 6 8 9 5 5 5 2 5 4 7 5 9 3 540 873 64 59 52 33 51 30 28 25 22 17 18 13 11 12 14 11 11 9 12 8 6 8 7 4 3 6 6 9 7 3 562 897 86 59 57 37 48 31 26 30 26 26 20 20 13 13 12 15 12 7 11 9 11 12 7 5 8 4 8 6 12 4 633 1.016 68 62 57 27 51 34 34 26 19 23 14 15 11 12 16 13 13 11 8 12 4 4 10 8 5 7 6 7 11 3 592 942 78 64 59 44 39 35 32 31 25 23 21 19 15 15 15 14 13 13 9 9 9 8 8 8 8 8 7 7 7 7 652 996 43 44 42 20 8 23 13 16 11 13 15 36 56 46 21 19 22 9 15 15 12 19 52 42 43 24 13 25 13 17 18 14 24 47 54 46 32 13 18 16 19 15 8 19 55 52 47 40 20 20 19 18 16 15 15 SEADE -0,2 0,5 3,0 *** 2,7 ** 3,4 3,1 3,2 5,2 -2,0 7,3 6,4 2,5 -2,1 1,0 1,1 1,8 5,5 10,8 0,7 1,1 2,7 12,0 -0,3 3,1 7,1 1,0 11,8 29,9 12,2 10,8 0,7 1,5 1,5 12,8 3,4 2,6 *** *** *** ** * ** ** ** * *** *** ** 6,4 * 1,8 1,6 13,9 *** 10,2 -3,1 10,4 * 3,8 ** 6,0 * -0,8 1,0 (continua) 61 ÁREA OCUPAÇÃO CENSITÁRIA PRINCIPAL ajudante diversos costureiro alfaiate servente faxineiro empregador - comércio dirigente adm pública ajudante ind. calçados ajudante mec veículos auxiliar serv. médico feirante(não empregador) prof. pre-escolar atendentes de serviços forneiro em olaria copeiro balconista profes. primeiro grau lavadeira doméstica passadeira (não domést) marceneiro ambulante -frutas leg cozinheiro (não domést) Sub-total TOTAL 1992 1993 1995 1996 1997 1992/97 (1.000) (1.000) (1.000) (1.000) (1.000) %aa 18 24 15 12 13 -10,1 ** 13 20 17 17 12 -2,7 16 13 17 13 12 -2,9 12 10 8 8 12 -3,0 6 4 7 9 11 16,7 ** 5 10 4 7 7 7 10 12,1 ** 9 7 5 11 9 3,9 9 3 4 8 4 4 4 3 7 4,0 4 4 4 4 7 4,3 5 11 6 5 7 -2,0 4 6 9 6 5 4 5 4 6 1,6 5 5 3 6 8 5 8 5 6 -5,7 3 5 3 4 5 11 9 10 5 5 -16,6 *** 376 402 413 414 472 3,6 *** 524 561 589 568 623 2,7 *** (conclusão) Fonte: Tabulações Especiais do Projeto RURBANO, IE/UNICAMP. Abril/1999. ***,**,* indicam respectivamente 5%, 10% e 20% de confiança, estimado pelo coeficiente de População O Estado do Ceará possuía em 1996 uma população total de quase 7 milhões de habitantes, representando 4,34% da população brasileira, distribuída em 184 municípios (Mapa 1). Na década de 80, enquanto o país crescia a 1,93% a.a., a população cearense crescia a uma taxa de 1,70% a.a. De 1991 a 1996 o Estado cresceu a uma taxa de1,38% a.a., ligeiramente superior à taxa nacional de 1,36%. O crescimento da população urbana foi de 3,63% a.a. de 1980 a 1991 e de 2,56% a.a. no período 1991/1996, enquanto a população rural apresentou taxas de crescimento negativas nos dois períodos, de -1,06 e -2,36% a.a., respectivamente. Com efeito, o grau de urbanização do Estado passou de 53,14% em 1980 para quase 70% em 1996, valor superior ao da região Nordeste. Nenhum município apresentou taxa de crescimento negativa para a população urbana na década de 80 e entre os municípios cujas taxas de crescimento da população urbana foram negativas no período 1991/1996, a maior parte diz respeito àqueles que perderam população por causa da criação de novos municípios (Tabela 1 no anexo). A distribuição da população estadual segundo as sete mesorregiões SEADE 62 geográficas cearenses (Tabela 19) mostra que a Mesorregião Metropolitana de Fortaleza 10 reunia, em 1996, 38,85% da população total em 11 municípios, com um grau de urbanização de 97%. Fortaleza, com quase dois milhões de habitantes, abrigava sozinho 29% da população cearense, sendo o único município do Estado com mais de 250.000 habitantes (Mapa 4). 10 A Mesorregião Geográfica Metropolitana de Fortaleza definida pelo IBGE compreende a Região Metropolitana Legal de Fortaleza mais 2 municípios: Horizonte e Pacajus. SEADE 63 Mapa 4 SEADE 64 Tabela 20 População Total e Taxas de Crescimento Estado do Ceará, Mesorregiões Geográficas e Principais Municípios 1980/1991 e 1991/1996 Estado do Ceará, Mesorregiões Geográficas e Principais Municípios Estado do Ceará Meso 1 - Noroeste Cearense Camocim Sobral Meso 2 - Norte Cearense Canindé Cascavel Itapipoca Meso 3 - Metropolitana de Fortaleza Aquiraz Caucaia Eusébio Fortaleza Guaiúba Itaitinga Maracanaú Maranguape Pacatuba Meso 4 - Sertões Cearenses Crateús Quixadá Quixeramobim Tauá Meso 5 - Jaguaribe Aracati Morada Nova Russas Meso 6 - Centro-Sul Cearense Icó Iguatu Meso 7 - Sul Cearense Crato Juazeiro do Norte Grau de Urbanização População 1980 1991 1996 1996 5.288.253 912.968 36.492 103.772 676.660 58.180 38.582 69.377 6.366.647 1.029.159 51.035 127.489 750.397 61.827 46.507 77.263 6.809.794 1.085.004 51.533 138.565 792.477 65.818 50.022 80.249 1.612.459 33.016 94.108 12.095 1.307.611 13.547 37.894 53.232 28.563 773.225 65.865 71.423 55.075 46.673 387.757 50.495 55.200 38.517 312.747 53.344 68.169 612.437 80.677 135.616 2.357.100 46.305 165.099 20.410 1.768.637 17.562 157.151 71.705 60.148 776.629 66.652 72.224 59.100 51.339 428.889 60.687 58.912 46.566 337.282 60.466 75.649 687.191 90.519 173.566 2.645.278 52.282 209.150 27.206 1.965.513 17.060 25.886 160.065 82.064 43.594 775.228 65.229 64.442 56.697 50.258 453.382 56.978 60.426 51.910 336.481 58.316 78.220 721.944 95.521 189.423 69,21 51,29 71,22 83,63 48,66 54,94 85,12 51,96 Taxa de Crescimento 1980/ 1991/ 1991 1996 1,70 1,38 1,10 1,08 3,10 0,20 1,89 1,71 0,94 1,12 0,55 1,28 1,71 1,49 0,98 0,77 97,00 3,51 88,30 3,12 90,24 5,24 100,00 4,87 100,00 2,78 66,94 2,39 87,87 99,64 13,80 74,56 2,75 92,09 7,00 44,50 0,04 64,18 0,11 67,47 0,10 47,33 0,64 48,00 0,87 51,70 0,92 60,92 1,69 50,03 0,59 60,59 1,74 51,28 0,69 40,10 1,15 70,04 0,95 62,81 1,05 81,55 1,05 95,24 2,27 2,37 2,50 4,93 6,02 2,17 -0,59 0,37 2,78 -6,34 -0,04 -0,44 -2,29 -0,84 -0,43 1,14 -1,27 0,52 2,23 -0,05 -0,73 0,68 1,01 1,10 1,79 Fonte: IBGE. Censos Demográficos 1980 e 1991 e Contagem Populacional 1996. SEADE 65 Analisando a distribuição da população segundo gênero em 1996, verifica-se que 51% dos cearenses eram mulheres, situação que se mantém quase a mesma se desagregarmos os dados por mesorregião (Tabela 21) e por municípios (Tabela 2 no anexo). As pequenas diferenças ficam com as mesorregiões Metropolitana e Sul Cearense, onde as mulheres contribuem com 52% e com o Norte Cearense, única mesorregião onde se dá o predomínio dos homens, com 51%. Tabela 21 População Total, por Sexo Estado do Ceará e Mesorregiões 1996 Homens Nº 3.317.342 538.795 401.785 1.256.852 383.065 224.956 164.690 347.199 Estado do Ceará e Mesorregiões Estado do Ceará Mesorregião 1 Noroeste Cearense Mesorregião 2 Norte Cearense Mesorregião 3 Metropolitana de Fortaleza Mesorregião 4 Sertões Cearenses Mesorregião 5 Jaguaribe Mesorregião 6 Centro-Sul Cearense Mesorregião 7 Sul Cearense % 48,72 49,66 50,72 47,51 49,41 49,62 48,94 48,11 Mulheres Nº % 3.491.948 51,28 546.209 50,34 390.450 49,28 1.388.426 52,49 392.163 50,59 228.426 50,38 171.791 51,06 374.483 51,89 Total 6.809.290 1.085.004 792.235 2.645.278 775.228 453.382 336.481 721.682 Fonte: IBGE-Contagem da População 1996 ; Fundação Seade. O Estado do Ceará, exceção feita à capital, possuía apenas 4 municípios com população superior a 100.000 habitantes, que abrigavam 10% da população estadual: Caucaia e Maracanaú, localizados na Região Metropolitana de Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sobral, localizados respectivamente nas mesorregiões Sul Cearense e Noroeste Cearense. Dos 16 municípios com população entre 50 e 100 mil habitantes, 2 localizam-se na RM de Fortaleza, um no Noroeste Cearense, três no Norte, quatro nos Sertões, três na região do Jaguaribe, dois no Centro-Sul e um no Sul. A maior parte dos municípios do Estado possui população variando de 10 a 50 mil habitantes e apenas 2 municípios possuem menos de 5.000 habitantes (Tabela 22). Cerca de 22% dos municípios cearenses apresentaram crescimento superior ao estadual no período de 1980 a 1991 e 29% no período de 1991 a 1996. Esses municípios estão concentrados principalmente na Região Metropolitana de Fortaleza, no noroeste e no norte do Estado (Mapa 5). SEADE 66 Entre os municípios cearenses com população superior a 50.000 habitantes, localizados fora da Região Metropolitana de Fortaleza, apenas Juazeiro do Norte, Sobral, Russas e Cascavel cresceram a taxas superiores à estadual a partir de 1980. SEADE 67 Mapa 5 SEADE 68 Tabela 22 Número de Municípios e Distribuição da População, segundo Classes de Tamanho de Município Estado do Ceará 1980-1996 1980 Classes de Tamanho Municípios nº 1991 População Total % até 5 mil habitantes 5 2,81 5 a 10 mil habitantes 35 19,66 10 a 20 mil habitantes 65 36,52 nº 22.471 Municípios % nº % 1996 População Total nº 0,42 2 1,12 9.549 274.052 5,18 29 16,29 210.652 922.785 17,45 68 38,20 960.781 Municípios % nº 0,15 % População Total nº 9.718 % 2 1,09 0,14 3,31 29 15,76 212.360 3,12 15,09 71 38,59 1.004.577 14,75 20 a 50 mil habitantes 56 31,46 1.642.503 31,06 60 33,71 1.876.197 29,47 61 33,15 1.900.458 27,91 50 a 100 mil habitantes 14 7,87 879.443 16,63 14 7,87 917.526 14,41 16 8,70 1.019.965 14,98 100 a 500 mil habitantes 2 1,12 239.388 4,53 4 2,25 623.305 9,79 4 2,17 697.203 10,24 maior que 500 mil habitantes Total Estado do Ceará 1 0,56 1.307.611 24,73 1 0,56 1.768.637 27,78 1 0,54 1.965.513 28,86 178 100,00 5.288.253 100,00 178 100,00 6.366.647 100,00 184 100,00 6.809.794 100,00 Fonte: IBGE. Censos demográficos 1980 e 1991 e Contagem Populacional 1996. SEADE 69 A Mesorregião Metropolitana cresceu a taxas muito superiores às do Estado nos últimos vinte anos. Quase todos os municípios apresentaram taxas de crescimento muito superiores às estaduais nos dois períodos estudados. As exceções ficam com Guaiúba, Maracanaú e Pacatuba, no período 1991/1996. O caso do município de Pacatuba se explica pela cessão de população ao município de Itaitinga criado em 1992 e que em 1996 possuía 25.886 habitantes (Tabela 20). As mesorregiões Sertões e Centro-Sul perderam população em termos absolutos na década de 90 e as demais mesorregiões cresceram a taxas inferiores à estadual. A segunda região do Estado, em tamanho populacional, é o Noroeste Cearense com cerca de 1 milhão de habitantes em 1996, ou seja, 15,93% da população estadual, distribuída em 47 municípios. Nos dois últimos períodos intercensitários essa região cresceu a taxas de 1,1% a.a., tendo atingido um grau de urbanização de 52% em 1996. Destaca-se na região o município de Sobral, com mais de 100 mil habitantes, que vem recebendo nos últimos anos investimentos industriais significativos. As mesorregiões Norte Cearense, Sertões e Sul abrigavam, em 1996, cerca de 11% da população estadual cada uma, distribuída em 36, 30 e 25 municípios, respectivamente. Sertões Cearenses é a região menos urbanizada do Estado, com 44,5% da população habitando as áreas urbanas. A região Sul Cearense é a mais urbanizada da três e a segunda em grau de urbanização do Estado - 62,81%. Nos últimos vinte anos a região cresceu a taxas próximas a 1% a.a., destacando-se Juazeiro do Norte que tem crescido acima da taxa estadual. O Norte Cearense, com predominância da população rural ainda em 1996, também cresceu nos últimos vinte anos a taxas próximas de 1% a.a.. Apresenta, no entanto, vários municípios com taxas de crescimento superiores à estadual, principalmente a partir de 1991, e vem recebendo investimentos industriais nos últimos anos (Mapas 3 e 5). As mesorregiões Jaguaribe e Centro-Sul possuíam respectivamente 21 e 14 municípios em 1996, abrigando 6,66% e 4,94% da população cearense, com SEADE 70 cerca de 51% de suas populações habitando as áreas urbanas. A região de Jaguaribe cresceu a taxas próximas a 1% a.a. desde 1980, com alguns municípios crescendo acima da taxa estadual e o Centro-Sul perdeu população de 1991 a 1996. Perfil Educacional A análise da situação educacional do Estado do Ceará fundamenta-se nos indicadores de instrução da população (taxa de analfabetismo para 1991), de escolarização (taxa líquida de escolarização para 1991 e 1998) e de acesso e permanência no sistema (matrículas por nível de ensino e dependência administrativa em 1998, variações das matrículas por nível de ensino, entre 1991 e 1998, e dos concluintes entre 1990 e 1997). Para dimensionar as dificuldades de acesso e de permanência da criança e do adolescente na escola, foram utilizados dados sobre a população analfabeta e a taxa de analfabetismo do grupo de idade de 11 a 14 anos, em 1991. Segundo a Unesco, é neste grupo que deve ser mensurado o contingente de analfabetos e o nível de analfabetismo entre crianças e adolescentes que já deveriam estar freqüentando a 5ª série do ensino fundamental, sendo capazes de realizar operações numéricas simples. O contingente de analfabetos e a taxa de analfabetismo entre os jovens – população alvo da educação profissional – podem ser visualizados através dos indicadores para a população de 15 a 24 anos, disponíveis para Estados e Regiões nos anos de 1991 e 1995. Com referência aos Estados da Região Norte (exceto Tocantins), estas informações limitam-se apenas à população urbana, pois a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD não investiga as características da população rural residente. No Ceará, em 1991, as taxas de analfabetismo da população de 11 a 14 anos, (33%) e de 15 a 24 anos (26%) situavam-se no mesmo patamar que as da Região Nordeste, duas vezes acima das observadas para o Brasil. Ressalte-se que o analfabetismo no segmento de 15 anos e mais (37%) situava-se 17 pontos percentuais acima do nacional. Em 1995, as taxas de analfabetismo da população de 15 a 24 anos e de 15 anos e mais (18% e 32%) encontravam-se também no mesmo patamar que as SEADE 71 da Região Nordeste. Apesar da queda verificada em relação a 1991, o analfabetismo é muito alto representando, no primeiro segmento, mais que o dobro das taxas observadas para o Brasil. Tabela 23 População Total, População Não Alfabetizada e Taxa de Analfabetismo, segundo Grupos de Idade Brasil, Região Nordeste e Estado do Ceará 1991-1995 1991 População Grupos de Idade Total Brasil 11 a 14 Anos 15 a 24 Anos 15 Anos e Mais Região Nordeste 11 a 14 Anos 15 a 24 Anos 15 Anos e Mais Ceará 11 a 14 Anos 15 a 24 Anos 15 Anos e Mais Não Alfabetizada 1995 Taxa de Analfabetismo (%) Taxa de Não Analfabetismo Alfabetizada (%) População Total 13.440.733 28.582.350 95.837.043 2.160.720 3.462.283 19.233.239 16,1 12,1 20,1 ... 28.784.131 103.326.410 ... 2.058.227 16.087.456 ... 7,2 15,6 4.393.529 8.570.182 25.751.993 1.495.618 2.228.505 9.694.517 34,0 26,0 37,7 ... 8.866.872 28.556.719 ... 1.511.874 8.708.249 ... 17,1 30,5 626.011 1.254.152 3.905.552 207.145 320.508 1.459.779 33,1 25,6 37,4 ... 1.274.965 4.176.957 ... 232.092 1.315.684 ... 18,2 31,5 Fonte: Ministério da Educação – MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep; Fundação Seade. Quanto à taxa líquida de escolarização, – relação entre número de alunos na faixa etária adequada, matriculados em determinado nível de ensino, e a população nesta mesma faixa etária – , o Ceará apresentou, em 1991, taxas de 51%, 63% e 8% na pré-escola, no ensino fundamental e no ensino médio, respectivamente. Estas taxas, excetuadas as referentes à pré-escola, situavam-se abaixo das nacionais e das apresentadas pela Região Nordeste. Observando-se esses mesmos dados para 1998, nota-se que o Estado e a Região Nordeste apresentaram significativo aumento nas taxas de escolarização do ensino fundamental, acompanhando a tendência nacional e atingindo 90%. No ensino médio, no entanto, as taxas de 17% e 15% continuaram muito aquém dos 31% apresentados pelo Brasil, indicando que o país, ainda enfrenta sérios problemas de acesso e permanência dos jovens nesse nível de ensino. SEADE 72 Tabela 24 Taxa Líquida de Escolarização da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Fundamental e Médio Brasil, Região Nordeste e Estado do Ceará 1991-1998 Regiões Brasil Região Nordeste Ceará Educação Pré-Escolar 1991 1998 34,7 ... 37,6 ... 51,0 ... Em porcentagem Ensino Médio 1991 1998 17,7 30,8 9,4 14,5 7,5 17,0 Ensino Fundamental 1991 1998 86,1 95,3 72,5 90,0 62,9 89,8 Fonte: Ministério da Educação – MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep; Fundação Seade. Nota: A faixa etária utilizada para o cálculo da taxa líquida de escolarização do ensino médio, em 1991, foi de 15 a 19 anos e, em 1998, de 15 a 17 anos. A distribuição das matrículas, no Ceará, por nível de ensino e dependência administrativa, em 1998, apontou que a rede federal participava com menos de 1% do ensino fundamental e 2% do ensino médio. A rede estadual mantinha 1% dos alunos da pré-escola/classe de alfabetização, 28% do ensino fundamental e 66% do ensino médio. A rede particular participava com 37% das matrículas da pré-escola/classe de alfabetização, 11% do ensino fundamental e 24% do ensino médio, participação maior que as observadas para a Região Nordeste e para o Brasil, especialmente no que se refere à educação pré-escolar e ao ensino médio. A rede municipal, respondia por 62%, 60% e 8% das matrículas daqueles três níveis de ensino. Vale destacar a significativa participação da rede municipal nas matrículas que cresceram 126% entre 1991 e 1998, e 38% entre 1996 e 1998. Segundo Haguette (1999:26-27), já nos anos 70, inspirado no caráter descentralizador da Lei 5.692/71, iniciou-se um processo de descentralização administrativa e de municipalização do ensino no Ceará. Várias foram as iniciativas neste sentido, tendo-se por exemplos a implantação do Projeto de Assistência Técnica e Financeira aos Municípios – Pró-Município, em 1975, e a efetivação do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Ceará (1995-1998) que deu origem ao documento “A Municipalização do Ensino: um caminho possível”, elaborado pelo Conselho Estadual de Educação. Este documento transformou-se na Lei nº 12.452 de 06/06/95, que dispõe sobre o processo de municipalização do ensino público no Ceará . Nesta lei estão claramente definidos os objetivos de criar uma rede única de escolas públicas geridas pelo município e de mobilizar todos os segmentos da sociedade cearense e dos SEADE 73 poderes públicos municipal, estadual e federal na luta pela qualidade e universalização do ensino básico. Definem-se também as responsabilidades do Estado como as de prestar cooperação técnica e assistência financeira ao município e incluir no orçamento as receitas e as despesas referentes ao processo de municipalização do ensino público. Foram escolhidos para a implantação dessa política de municipalização e parceria, em 1995, seis municípios que se destacavam pela qualidade de sua política e administração educacional e pelo sucesso escolar de seus alunos. Icapuí, Iguatu, Fortim, Jucás, Maranguape e Marco, cumpriram os principais requisitos da parceria também estabelecidas na lei: ter uma secretaria de educação regida por Lei, aplicar pelo menos 25% da receita possuir Estatuto e Plano de Carreira e Remuneração do Magistério, Fundo e Conselho Municipal de Educação legalmente instituídos, sistema de avaliação e pagar pelo menos um salário mínimo aos professores leigos11. Embora ainda não tenha se inserido na parceria com a Secretaria de Estado da Educação, o município de Crateús, através da mobilização da sociedade civil, em conjunto com a administração municipal, levou à implantação de programas para melhoria do atendimento à criança e ao adolescente por meio da oferta de ensino de melhor qualidade e de atividades complementares à escola pública como cultura, esportes, lazer e educação profissional. Destaca-se, dentre as ações realizadas, a implantação, desde 1993, do Programa Escola- Comunidade que, através da parceria administração municipal, Unicef e Fundo Cristão, implementou, dentro e fora das escolas, atividades e oficinas de teatro de bonecos, pintura, malabarismo, sessão de filmes, caravana cultural e biblioteca e oficinas de iniciação para o trabalho nas associações comunitárias, em conexão com as escolas do bairro. As administrações municipais - provavelmente devido a pressões sociais - , também tomaram para si a responsabilidade de atender os jovens e adultos que não tiveram oportunidade de freqüentar a escola na idade apropriada, apresentando, entre 1995 e 1998, aumento de 170% neste atendimento. Este incremento no número de matrículas, nessa modalidade de ensino, ocorreu a despeito dos vários problemas detectados na organização dos 11 HAGUETE, André, A educação no Ceará. Brasília, UNICEF, MEC/Fundescola, Banco Mundial/UNDIME. 1999. SEADE 74 sistemas municipais de educação, como a inexistência de Conselhos Municipais de Educação, Planos Municipais de Educação, Plano de Carreira e Remuneração do Magistério e Conselho de Acompanhamento do Fundef, dentre outros. Comparando-se, ainda, a variação do número de matrículas, entre 1991 e 1998, verificam-se quedas acentuadas nas da pré-escola/classe de alfabetização, de 40%, 30% e 7% no Estado, na Região Nordeste e no Brasil, respectivamente. Este fato deve-se, primeiramente, à diminuição do ritmo de crescimento da faixa etária demandatária desse nível de ensino e também pode ser explicado pela mudança ocorrida no financiamento da educação introduzida pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério - Fundef. Este Fundo, ao vincular constitucionalmente recursos ao ensino fundamental, transferiu para esse nível de ensino valores que, anteriormente, poderiam estar sendo destinados à pré-escola/classe de alfabetização, tornando mais clara a relação entre a queda de matrícula, no período 1996-98, e a implantação em 1998, do Fundef. Os aumentos de 69% no número de matrículas do ensino fundamental, entre 1991 e 1998, e de 146% no número de concluintes, entre 1990 e 1997, apontam significativo avanço no combate ao elevado analfabetismo da população de 11 a 14 anos e na melhoria do acesso da população a este nível de ensino, refletidos, inclusive, na elevação da taxa de escolarização. Nesta análise foi necessário levar em conta o impacto do Fundef no aumento das matrículas desse nível de ensino na rede municipal, pois, entre 1996-98, a rede particular apresentou queda de 33%, a rede estadual praticamente manteve-se estável e a rede municipal cresceu 38%. O ensino médio, entre 1991 e 1998, apresentou crescimento de 114% do número de matrículas no Estado do Ceará, percentual bem superior ao verificado na Região Nordeste e no Brasil. O número de concluintes, por sua vez, aumentou 96%, entre 1990 e 1997, valor que supera o da Região Nordeste, mas que está 6% abaixo do verificado no Brasil. SEADE 75 Esses dados, aliados ao do crescimento de 31% na matrícula nos cursos presenciais de jovens e adultos, entre 1995 e 1998, revelam-se insuficientes para atender esta faixa etária, uma vez que o Estado ainda apresentou, em 1995, alta taxa de analfabetismo jovem (18%) e, em 1998, baixa taxa de escolarização (17%) no ensino médio. As informações permitem vislumbrar a ocorrência de gravíssimos problemas de acesso e permanência de jovens no ensino médio e apontam para a necessidade de extensão desse tipo de ensino, juntamente com a implementação da educação de jovens e adultos como estratégia de combate ao analfabetismo e de incorporação dos jovens ao sistema de ensino, paralelamente, à oferta de educação profissional para sua incorporação ao mercado de trabalho. SEADE 76 Tabela 25 Matrículas por Nível de Ensino e Variação, segundo Dependência Administrativa Brasil, Região Nordeste e Estado do Ceará 1991-1998 Níveis de Ensino Brasil Pré-Escola/Classe Alfabetização Dependência Administrativa % 1996 Nº Abs. % 1998 Nº Abs. % Variação (%) 91/98 96/98 5.283.894 100,0 5.714.303 100,0 4.917.408 100,0 -6,9 -14,0 17.240 0,3 1.209.937 22,9 2.742.849 51,9 1.313.868 24,9 29.203.724 100,0 95.536 0,3 16.716.816 57,2 8.773.360 30,0 3.618.012 12,4 3.770.230 100,0 103.092 2,7 2.472.757 65,6 176.769 4,7 1.017.612 27,0 6.254 0,1 997.723 17,5 3.446.725 60,3 1.263.601 22,1 33.131.270 100,0 33.564 0,1 18.468.772 55,7 10.921.037 33,0 3.707.897 11,2 5.739.077 100,0 113.091 2,0 4.137.324 72,1 312.143 5,4 1.176.519 20,5 2.585 0,1 461.663 9,4 3.209.918 65,3 1.243.242 25,3 35.792.554 100,0 29.181 0,1 17.266.355 48,2 15.113.669 42,2 3.383.349 9,5 6.968.531 100,0 122.927 1,8 5.301.475 76,1 317.488 4,6 1.226.641 17,6 -85,0 -61,8 17,0 -5,4 22,6 -69,5 3,3 72,3 -6,5 84,8 19,2 114,4 79,6 20,5 -58,7 -53,7 -6,9 -1,6 8,0 -13,1 -6,5 38,4 -8,8 21,4 8,7 28,1 1,7 4,3 Total 2.474.893 100,0 2.393.751 100,0 1.724.851 100,0 -30,3 -27,9 Federal Estadual Municipal Particular Total Federal Estadual Municipal Particular Total Federal Estadual Municipal Particular 5.510 0,2 438.368 17,7 1.475.062 59,6 555.953 22,5 8.650.474 100,0 9.107 0,1 3.456.872 40,0 3.998.391 46,2 1.186.104 13,7 831.009 100,0 31.229 3,8 472.746 56,9 95.078 11,4 231.956 27,9 3.995 0,2 371.072 15,5 1.433.722 59,9 584.962 24,4 10.475.469 100,0 6.483 0,1 4.146.532 39,6 4.947.896 47,2 1.374.558 13,1 1.202.573 100,0 36.635 3,1 703.958 58,5 163.903 13,6 298.077 24,8 425 0,0 131.369 7,6 1.071.848 62,1 521.209 30,2 12.210.131 100,0 5.331 0,0 4.176.746 34,2 6.931.223 56,8 1.096.831 9,0 1.515.169 100,0 38.578 2,6 992.785 65,5 186.640 12,3 297.166 19,6 -92,3 -70,0 -27,3 -6,3 41,2 -41,5 20,8 73,4 -7,5 82,3 23,5 110,0 96,3 28,1 -89,4 -64,6 -25,2 -10,9 16,6 -17,8 0,7 40,1 -20,2 26,0 5,3 41,0 13,9 -0,3 579.411 100,0 475.828 100,0 347.995 100,0 -39,9 -26,9 Federal 404 42 0,1 0,0 Estadual 72.231 33.177 4.657 -93,6 12,5 7,0 1,3 Municipal 378.765 281.566 215.656 -43,1 65,4 59,2 62,0 Particular 128.011 161.043 127.682 -0,3 22,1 33,8 36,7 Ensino Fundamental Total 1.089.024 100,0 1.641.289 100,0 1.842.237 100,0 69,2 Federal 1.184 553 -53,3 0,1 0,0 Estadual 379.794 526.322 521.659 37,4 34,9 32,1 28,3 Municipal 492.201 807.507 1.112.462 45,2 49,2 60,4 126,0 Particular 215.845 307.460 207.563 -3,8 19,8 18,7 11,3 Ensino Médio Total 104.053 100,0 174.704 100,0 222.638 100,0 114,0 Federal 2.801 3.676 4.063 45,1 2,7 2,1 1,8 Estadual 54.011 87.943 146.444 51,9 50,3 65,8 171,1 Municipal 12.108 22.316 18.745 54,8 11,6 12,8 8,4 Particular 35.133 60.769 53.386 52,0 33,8 34,8 24,0 Fonte: Ministério da Educação – MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep; Fundação Seade. -86,0 -23,4 -20,7 12,2 -0,9 37,8 -32,5 27,4 10,5 66,5 -16,0 -12,2 Ensino Fundamental Ensino Médio Região Nordeste Pré-Escola/Classe Alfabetização Ensino Fundamental Ensino Médio Ceará Pré-Escola/Classe Alfabetização Total 1991 Nº Abs. Federal Estadual Municipal Particular Total Federal Estadual Municipal Particular Total Federal Estadual Municipal Particular Total SEADE 77 Tabela 26 Concluintes nos Ensinos Fundamental e Médio e Variação Brasil, Região Nordeste e Estado do Ceará 1990-1997 Ensino Fundamental Regiões Brasil Região Nordeste Ceará 1990 Variação 1997 1.062.707 238.991 33.260 Ensino Médio 90/97(%) 2.151.835 466.801 81.679 102,5 95,3 145,6 1990 658.725 158.581 19.926 1997 1.330.150 280.235 38.969 Variação 90/97(%) 101,9 76,7 95,6 Fonte: Ministério da Educação – MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep; Fundação Seade. Tabela 27 Matrículas nos Cursos Presenciais de Jovens e Adultos, com Avaliação no Processo, por Dependência Administrativa Estado do Ceará 1995 - 1998 Anos 1995 1997 1998 Tx.Cresc. 95/98 Total 71.704 111.612 94.197 31,4 Dependência Administrativa Federal Estadual - 48.688 68.698 45.528 -6,5 Municipal 15.415 35.137 41.537 169,5 Particular 7.601 7.777 7.132 -6,2 Fonte: Ministério da Educação – MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep; Fundação Seade. O desempenho do sistema de ensino visualizado através das taxas de aprovação, reprovação e abandono do ensino fundamental, no período de 1995-97, aponta avanço nos índices de aprovação do Estado, da Região Nordeste e do Brasil, encontrando-se as taxas do Ceará no mesmo patamar das do Brasil e acima das da Região Nordeste. Esse movimento, no entanto, no Ceará, em 1996, foi alterado com a queda significativa na taxa de aprovação e aumento na de abandono, ocorridas com maior ênfase da 1ª a 4ª série. Os avanços ocorreram também em relação ao desempenho do ensino médio, entre 1995 e 1997, para a Região Nordeste e para o Brasil, que partindo de patamares mais baixos apresentaram aumento de 11% nas taxas de aprovação, redução de 3% nas taxas de reprovação e de 8% nas de abandono. O Estado contrariou essa tendência apresentando apenas 2% de aumento na taxa de aprovação e diminuição de 1% na de abandono. SEADE 78 Tabela 28 Taxas de Aprovação, Reprovação e Abandono do Ensino Fundamental Brasil, Região Nordeste e Estado do Ceará 1995-1997 Ensino Fundamental - 1ª a 8ª Série Aprovação Reprovação Abandono(1) Regiões Aprovação 1ª a 4ª Série Reprovação Abandono(1) Aprovação 5ª a 8ª Série Repro-vação Abandono(1) Brasil 1995 1996 1997 70,6 73,0 77,5 15,7 14,1 11,4 13,6 12,9 11,1 70,9 73,3 76,7 16,2 14,8 12,8 12,9 11,9 10,5 70,2 72,7 78,7 14,9 13,0 9,4 14,9 14,3 12,0 1995 1996 1997 60,3 62,3 67,4 18,9 17,1 15,4 20,7 20,6 17,2 59,2 60,4 65,5 20,3 19,1 17,4 20,5 20,5 17,1 62,8 66,5 71,7 16,0 12,6 10,8 21,2 20,9 17,5 1995 1996 1997 72,2 66,8 75,9 13,0 11,7 10,2 14,2 21,5 13,9 69,9 63,1 74,5 16,4 13,5 12,3 13,7 23,4 13,2 77,1 75,2 79,1 7,8 7,6 5,4 15,1 17,1 15,5 Região Nordeste Ceará Fonte: Ministério da Educação – MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep; Fundação Seade. (1) Abandono = 100 menos a taxa de aprovação menos a taxa de reprovação. SEADE 79 Tabela 29 Taxas de Aprovação, Reprovação e Abandono do Ensino Médio Brasil, Região Nordeste e Estado do Ceará 1995-1997 Regiões Em porcentagem (1) Abandono Aprovação Reprovação 1995 1996 1997 67,7 74,4 78,8 10,3 9,9 7,5 22,0 15,7 13,7 1995 1996 1997 63,2 71,1 74,4 10,1 8,7 7,5 26,7 20,2 18,1 1995 1996 1997 74,3 74,8 75,9 9,3 8,2 6,7 16,5 17,0 17,4 Brasil Região Nordeste Ceará Fonte: Ministério da Educação – MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep; Fundação Seade. (1) Abandono = 100 menos a taxa de aprovação menos a taxa de reprovação. A relação existente entre qualidade de ensino e formação dos professores aponta que, para complementar a análise do desempenho do sistema, é necessário considerar o perfil dos docentes da educação básica e sua respectiva remuneração. No Brasil, em 1997, 88% dos professores da 1ª a 4ª série, 75% da 5ª a 8ª e 89% do ensino médio apresentavam a formação exigida para o exercício do magistério. Na Região Nordeste, os percentuais eram de 77% para os de 1ª a 4ª série, 53% para os da 5ª a 8ª e 79% para o ensino médio e no Ceará de 66% para a 1ª a 4ª série, 46% para a 5ª a 8ª e 79% para o ensino médio, demonstrando que os docentes do ensino fundamental apresentam um perfil de formação exigido pela lei muito inferior ao apresentado pelo país e aquém da Região Nordeste. Os valores do salário médio dos docentes, por grau de formação, variavam significativamente, considerando-se nesta análise apenas a formação exigida pela lei. Em 1997, eram maiores para o Brasil em todos os níveis de ensino, enquanto que, da 1ª a 4ª série, a Região Nordeste e o Ceará apresentavam valores menores e semelhantes e da 5ª a 8ª e no ensino médio, o Ceará mantinha remuneração superior a da Região Nordeste. Esse quadro pode ter sido alterado no ensino fundamental, em 1998, pela realização, em 124 municípios, de concurso único para professores da rede pública e pela implantação do Fundef que certamente propiciou elevação no salário dos professores, de acordo com sua habilitação. SEADE 80 SEADE 81 Tabela 30 Número e Salário Médio dos Docentes, por Grau de Formação da Pré-Escola e Classe de Alfabetização, Ensino Fundamental e Médio 1997 Total Região % Salário Médio (R$) 204.644 616.956 434.991 238.589 100,0 100,0 100,0 100,0 419,48 425,60 605,41 700,19 14,9 12,2 0,4 0,1 134,09 147,40 247,04 284,13 59,1 62,0 23,9 10,3 71.567 221.191 100.374 42.681 100,0 100,0 100,0 100,0 195,00 231,17 372,41 507,82 32,7 22,3 0,7 0,2 107,87 107,73 171,32 217,54 13.777 34.381 13.416 5.042 100,0 100,0 100,0 100,0 165,87 238,16 409,08 583,40 45,6 33,7 2,2 0,2 92,19 89,48 133,19 209,30 Nº Abs. Brasil Pré-Escola/Classe de Alfabetização 1ª a 4ª série 5ª a 8ª série Ensino Médio Nordeste Pré-Escola/Classe de Alfabetização 1ª a 4ª série 5ª a 8ª série Ensino Médio Ceará Pré-Escola/Classe de Alfabetização 1ª a 4ª série 5ª a 8ª série Ensino Médio Docentes por Grau de Formação e Salário Médio 1º Grau 2º Grau Completo Incompleto/Completo Salário Médio Salário Médio % % (R$) (R$) 3º Grau Completo ou mais Não Informado % Salário Médio (R$) % 349,93 363,38 329,63 345,83 25,6 25,5 75,3 89,1 715,67 687,61 693,83 739,59 0,4 0,4 0,4 0,5 60,3 66,8 46,4 20,6 205,94 228,20 258,66 278,73 6,6 10,5 52,6 78,8 429,98 447,57 474,03 566,08 0,4 0,4 0,3 0,4 50,0 57,3 51,8 20,1 182,10 229,05 239,78 280,61 4,0 8,7 45,7 78,9 515,62 650,99 607,49 658,36 0,5 0,3 0,4 0,8 Fonte: Ministério da Educação – MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep; Fundação Seade. Nota: O mesmo docente pode atuar em mais de um nível/modalidade de ensino e em mais de um estabelecimento. SEADE 82 Os desafios do ensino público no Ceará contemplam a necessidade da sustentabilidade do acesso e permanência da criança e adolescente no ensino fundamental e a ampliação do ensino médio nas modalidades regular e supletivo, tanto para atender a demanda advinda dos concluintes do ensino fundamental, quanto para trazer para a escola os jovens e adultos que, na idade apropriada, não tiveram oportunidade de ingresso e ou permanência no sistema de ensino. Concomitantemente a esse esforço vislumbra-se a qualificação dos docentes como condição básica para a concretização desses objetivos. SEADE 83