UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA E DE COMPUTAÇÃO MÉTODO DINÂMICO APLICADO PARA ANTENAS CILÍNDRICAS ALMIR SOUZA E SILVA NETO ORIENTADOR: PROF. DR. HUMBERTO CÉSAR CHAVES FERNANDES NATAL – RN, JUNHO DE 2013 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA E DE COMPUTAÇÃO MÉTODO DINÂMICO APLICADO PARA ANTENAS CILÍNDRICAS ALMIR SOUZA E SILVA NETO ORIENTADOR: PROF. DR. HUMBERTO CÉSAR CHAVES FERNANDES Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e Computação da UFRN (área de concentração: Telecomunicações) como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em Engenharia Elétrica e Computação. Natal – RN, JUNHO DE 2013 MÉTODO DINÂMICO APLICADO PARA ANTENAS CILÍNDRICAS ALMIR SOUZA E SILVA NETO Dissertação de mestrado defendida em junho de 2013. Banca examinadora composta pelos seguintes membros: Prof. Dr. Humberto César Chaves Fernandes (Presidente e Orientador).................UFRN Prof. Dr. José Patrocínio da Silva (examinador interno)..........................................UFRN Prof. Dr. Roberto Ranniere Cavalcante de França(examinador externo)...................IFPB Prof. Dr. Sandro Gonçalves da Silva (examinador interno).....................................UFRN Dedico A Deus, aos meus Pais, Alexandre e Conceição de Fátima, à minha irmã, Carla, ao meu sobrinho, Carlos Eduardo, à minha namorada, Danniela e aos meus amigos e minha família que sempre me apoiaram na minha caminhada dando forças para vencer etapas da vida. AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar quero agradecer a Deus por sempre estar iluminando e guiando a minha vida. Ao Prof. Dr. Humberto César Chaves Fernandes por suas orientações, amizade, paciência e comprometimento com a pesquisa. A minha família que sempre me apoiou e esteve perto para ajudar-me a superar os desafios na caminhada. A minha mãe Conceição de Fátima que mesmo distante estava muito perto em orações e amor, a minha irmã, Carla, ao meu sobrinho Carlos Eduardo e ao meu padrinho João Augusto. A Danniela, pelo amor e carinho. Aos meus colegas do CLBI, Gildásio e Irineu que me incentivaram durante o Mestrado, aos Sargentos Fabiano, E. Gonçalves e Aldízio que me apoiaram na confecção dos protótipos, demonstrando um excelente profissionalismo e aos Sargentos Maurício e Leonan e ao SO Mota pelo incentivo e apoio dado durante todo este trabalho. A todos os meus amigos da pós-graduação, Guacira, Carlos Gomes, Marinaldo Sousa, Anderson, Roberto, Humberto Dionísio, Hugo Michel, e Leonardo pela sincera amizade e união. Aos meus irmãos em Cristo, das Comunidades de: Cristo Rei, São Francisco de Assis e São João que em oração estiveram dando forças para a caminhada. A empresa Rogers Duroid que enviou um demonstrativo do ULTRALAM® 3850, para fins de estudo, para a montagem do protótipo apresentado. Ao Prof. Dr. José Carlos da Silva Lacava pelos materiais fornecidos e informações sobre este assunto, antenas cilíndricas, pois possui uma vasta experiência e muitas publicações nesta área. RESUMO Nos dias atuais observa-se um grande avanço na área aeroespacial, no que tange os lançamentos de foguetes para pesquisa, experimentos, sistema de telemetria, sensoriamento remoto, sistema de radar (rastreamento e monitoração), sistemas de comunicações via satélites e inserção de satélites em órbita. Em virtude disto, este trabalho estuda a aplicação de uma antena de microfita circular, tipo anel, na estrutura do foguete ou míssel para obter os dados de telemetria, operando na faixa de 2 a 4 GHz, na banda S. Uma das suas vantagens é a estrutura que facilita a transmissão e recepção de dados, resultando em um melhor aproveitamento do sinal. Este trabalho tem como objetivo principal a aplicação do Método de Linha de Transmissão Transversa – LTT às estruturas cilíndricas para a obtenção da frequência de ressonância complexa. As análises desenvolvidas neste trabalho utilizaram o Método da Linha de Transmissão Transversa que é um método de análise rigorosa no domínio espectral, para aplicação em foguetes e mísseis. Este analisa a propagação na direção “ρ”, transversa às interfaces dielétricas “z” e “φ”, para coordenadas cilíndricas, tendo assim as equações gerais dos campos eletromagnéticos em função de e [13]. Vale ressaltar que para a obtenção das componentes dos campos elétricos e magnéticos em relação aos componentes transversais no Domínio da Transformada de Fourier – DTF são aplicadas as condições de contorno de acordo com a estrutura [13]. Com a teoria desenvolvida foram utilizados recursos computacionais para obtenção dos cálculos numéricos, através do Fortran Power Station, Scilab e o Wolfram Mathematica®. A simulação da estrutura apresentada foi feita através do programa HFSS™ (High Frequency Structural Simulator). O protótipo foi construído utilizando, como substrato, o ULTRALAM® 3850, da Rogers Corporation, e uma placa de alumínio como plano terra. A concordância entre os resultados desses e a simulada valida o processo estabelecido. São apresentadas sugestões e conclusões para a continuidade deste trabalho. I ABSTRACT Nowadays there has been a major breakthrough in aerospace, regarding the launching of rockets for research, experiments, telemetry system, remote sensing, radar system (tracking and monitoring), communications systems using satellites and satellite integration in orbit. Because of this, this paper studies the application of a circular microstrip antenna, type ring, in the structure of the rocket or missile to get the telemetry data, operating in the range 2-4 GHz in bandwidth S. One of its advantages is the structure that facilitates the transmission and reception of data, resulting in a better utilization of the signal. This work mainly aims at the application of the Method of Transverse Transmission Line - LTT to cylindrical structures to obtain the resonance frequency complex. The analysis developed in this paper used the method of Transverse Transmission Line which is a method of rigorous analysis in the spectral domain, for use in rockets and missiles. This analyzes the propagation toward "ρ", the transverse dielectric interfaces "z" and "φ", for cylindrical coordinates, and thus the general equations of the electromagnetic fields due to and [13]. Note that to obtain the components of the electric and magnetic fields in relation to the transverse components of the Fourier Transform Domain - FTD apply the boundary conditions according to the structure [13]. With the theory developed computer resources were used to obtain the numerical calculations, using the Fortran Power Station, Scilab and Wolfram Mathematica®. The simulations presented structure was performed using the program HFSS™ (High Frequency Structural Simulator). The prototype was constructed using, as substrate, ULTRALAM® 3850, of the Rogers Corporarion, and an aluminum plate as a ground plane. The agreement between these results and the simulated validates the established process. Conclusions and suggestions are draw for continuing this work. II SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS.......................................................................................................V LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS.....................................................................VI CAPÍTULO 1....................................................................................................................1 INTRODUÇÃO.................................................................................................................1 CAPÍTULO 2....................................................................................................................4 ANÁLISE TEÓRICA........................................................................................................4 2.1 – Introdução ................................................................................................................4 2.2 – Equações de Maxwell...............................................................................................5 2.3 – Conclusão.................................................................................................................6 CAPÍTULO 3....................................................................................................................7 MÉTODO DA LINHA DE TRANSMISSÃO TRANSVERSA.......................................7 3.1 – Introdução.................................................................................................................7 3.2 – Campos Eletromagnéticos .......................................................................................8 3.3 – Aplicação da Transformada de Fourier em Coordenadas Cilíndricas....................13 3.4 – Conclusão...............................................................................................................15 CAPÍTULO 4..................................................................................................................16 CAMPOS ELETROMAGNÉTICOS NA ANTENA CILÍNDRICA..............................16 4.1 – Introdução...............................................................................................................16 4.2 – Antena Cilíndrica....................................................................................................16 4.3 – Soluções das Equações de Onda.............................................................................19 4.4 – Condições de Contorno..........................................................................................26 4.5 – Método Galerkin.....................................................................................................29 4.6 – Conclusão ..............................................................................................................32 CAPÍTULO 5..................................................................................................................34 MODELO DE CAVIDADE PARA ANTENA CILÍNDRICA.......................................34 5.1 – Introdução...............................................................................................................34 III 5.2 – Campos Eletromagnéticos na Cavidade.................................................................34 5.3 – Modelo de Fendas...................................................................................................40 5.4 – Campos Distantes ..................................................................................................42 5.5 – Conclusão...............................................................................................................46 CAPÍTULO 6..................................................................................................................47 RESULTADO DA ANÁLISE DA ANTENA CILÍNDRICA .......................................47 6.1 – Introdução...............................................................................................................47 6.2 – Antena Retangular Cilíndrica.................................................................................47 6.3 – Antena Cilíndrica Circular .....................................................................................53 6.4 – Conclusão...............................................................................................................56 CAPÍTULO 7..................................................................................................................57 CONCLUSÕES...............................................................................................................57 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................58 IV LISTA DE FIGURAS Figura 2.1 – Sistema de coordenadas cilíndricas...............................................................6 Figura 4.1 – Antena cilíndrica circular, tipo anel............................................................17 Figura 4.2 – Antena retangular cilíndrica........................................................................18 Figura 4.3 – Sistema de Coordenadas Cilíndricas ..........................................................19 Figura 6.1 – Geometria da antena retangular de comprimento l e largura w e o ponto de alimentação definida pela intercessão entre z e φ............................................................48 Figura 6.2 - Antena retangular cilíndrica simulada no HFSS™......................................48 Figura 6.3 – Protótipo da Antena Retangular..................................................................49 Figura 6.4 – Medições realizadas pelo Analisador de Rede E5071C..............................49 Figura 6.5 – Resultado da medição de S11.....................................................................50 Figura 6.6 – Resultado da medição de S11 no HFSS™..................................................50 Figura 6.7 – Plot 3D da direção do Ganho Total.............................................................51 Figura 6.8 – Resultado da medição da impedância de entrada na carta de Smith...........51 Figura 6.9 – Comparativo da medição da curva de S11.entre o Simulado no HFSS™ e as Medições.....................................................................................................................52 Figura 6.10 – Diagrama de Radiação para a frequência de 2.5 GHz...............................52 Figura 6.11 - Antena cilíndrica circular...........................................................................53 Figura 6.12 - Antena cilíndrica circular no HFSS™.......................................................54 Figura 6.13 – Curva de S11 da antena cilíndrica circular...............................................54 Figura 6.14 – Resultado da medição da impedância de entrada na carta de Smith. para antena cilíndrica circular para uma frequência de 2.89 GHz...........................................55 Figura 6.15 – Campo elétrico na antena em função da tensão (V) por metro (m)..........56 V LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS Condutividade L Altura da antena r Constante dielétrica E H J Vetor Campo elétrico Vetor Campo magnético Vetor densidade de corrente Constante de propagação complexa em z, j i Constante de propagação na direção ρ Função de base Freqüência de ressonância F Frequência Freqüência angular complexa 0 Permeabilidade no espaço livre Permissividade elétrica do material na enésima região Permissividade no espaço livre Permissividade relativa n Variável espectral na direção em z (cilíndrica) k Variável espectral na direção φ Impedância intrínseca do vácuo Operador nabla t Componente tangencial do operador nabla Componente de campo elétrico no domínio espectral Componente de campo elétrico no domínio espectral Componente de campo elétrico no domínio espectral Componente de campo elétrico no domínio espectral Componente de campo magnético no domínio espectral VI Componente de campo magnético no domínio espectral Componente de campo magnético no domínio espectral Componente de campo magnético no domínio espectral Constantes de Coordenadas Cilíndricas Vetor densidade de Fluxo Magnético Constantes de Coordenadas Cilíndricas Vetor densidade de Fluxo Elétrico Componente de campo elétrico Componente de campo elétrico Componente de campo elétrico Componente de campo elétrico Função de Hankel ordinária de primeira espécie, ordem n. Função de Hankel ordinária de segunda espécie, ordem n. Componente de campo magnético Componente de campo magnético Componente de campo magnético Componente de campo magnético Função de Bessel ordinária de primeira ordem Função de Bessel de segunda ordem Função Associada de Legendre Função Associada de Legendre de segunda ordem Vetor direção ρ Vetor direção z Vetor direção θ Vetor direção φ k Número de onda Y Matriz admitãncia Z Matriz impedância K Matriz característica LTT Método da Linha de Transmissão Transversa r Raio do cilindro de ar ρ Coordenada cilíndrica. VII z Coordenada cilíndrica Densidade de Carga p Variável espectral associada à coordenada φ φ Coordenada cilíndrica Autofunção do modo natural de ressonância Variável auxiliar VIII CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO As linhas de microfita foram concebidas no início dos anos 50 e até hoje são bastante utilizadas. Elas são compostas por um plano terra e um substrato dielétrico que sustenta uma fita condutora. Estas apresentam as seguintes vantagens: baixo custo e arrasto aerodinâmico, volume e massas reduzidas, excelente perfil aerodinâmico e facilidades de adaptação em superfícies cilíndricas, por isso, podem ser aplicados em satélites, aviões, comunicações móveis e foguetes [14], [26], [30]. O foco deste trabalho está voltado para o setor aeroespacial, pois relacionam-se com as atividades desenvolvidas no meu local de trabalho, Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI). Unindo-se a necessidade de aplicação do Método de Linha de Transmissão Transversa – LTT para coordenadas cilíndricas, foi escolhido o desenvolvimento de uma antena circular, tipo anel, que se molda sobre a superfície cilíndrica de um foguete ou míssel, contribuindo de forma inovadora ao método escolhido, pois até os dias atuais este é somente aplicado em superfícies retangulares. Este método consiste em uma análise rigorosa no domínio espectral para a obtenção das componentes eletromagnéticas em função de e no domínio da transformada de Fourier – DTF. Com a aplicação das condições de contorno para estrutura apresentada, as suas componentes eletromagnéticas são determinadas [19]. No capítulo 2, é apresentada uma breve introdução sobre teoria eletromagnética para determinação das componentes dos campos eletromagnéticos com a aplicação das equações de Maxwell em coordenadas cilíndricas e uma demonstração das suas componentes [13]. O capítulo 3 inicia-se com o desenvolvimento teórico do Método da Linha de Transmissão Transversa – LTT, que é um método de análise rigorosa no domínio espectral que consiste em obter as componentes dos campos elétricos e magnéticos em função das componentes transversais no domínio da transformada de Fourier – DTF. A partir das equações de Maxwell são determinadas as expressões gerais das componentes dos campos eletromagnéticos, resultando em um conjunto de equações em função das 1 componentes dos campos na direção de propagação “ρ”, transversa às interfaces dielétricas “z” e “φ” e logo após são aplicadas as transformadas de Fourier – DTF [19]. O capítulo 4 apresenta uma antena circular, tipo anel, em uma estrutura de um foguete ou míssel para uso aeronáutico, mas que também pode ser aplicada em outras estruturas cilíndricas. As soluções das equações de onda são obtidas e substituídas nas equações dos campos eletromagnéticos e em seguida aplicada as condições de contorno de acordo com a estrutura apresentada. Após aplicação das condições de contorno são obtidas as constantes dos campos em função dos campos tangenciais. Com a obtenção das constantes são aplicadas as condições de contorno magnética que podem ser escritas na forma matricial, gerando uma matriz que relaciona os campos elétricos tangenciais e às densidades de corrente tangenciais. A matriz de admitância é obtida e com a sua inversão matricial é determinado a matriz de impedância em função das densidades de corrente. O método Galerkin é utilizado na análise da estrutura em estudo definindo as funções de base que devem representar as características físicas das distribuições de corrente na fita. As funções de base são importantes para a expansão das densidades de corrente à forma apresentada e por fim a determinação da frequência de ressonância complexa, através do cálculo do determinante da matriz [K] [13] , [19]. No capítulo 5 é apresentado o modelo da cavidade para a antena cilíndrica que é um método de análises aproximadas ou quase-TEM,, que tem como vantagem: a simplificação nas equações que descrevem o funcionamento do dispositivo, análise simples e resultados satisfatório Em seguida, são encontrados os campos eletromagnéticos no interior da cavidade o emprego do modelo de fendas que substitui a antena e a fonte, por fontes magnéticas equivalentes que se localizam nas paredes magnéticas e por fim os campos distantes. Os cálculos para a obtenção dos campos distantes em função dos parâmetros de radiação, utilizando o modelo da cavidade. Finalmente, o capítulo 6 apresenta a conclusão dos objetivos propostos, resultados teóricos e práticos, dificuldades encontradas e sugestões para trabalhos futuros. Ressalta-se que os resultados obtidos por meio das equações foram aplicados através da linguagem de programação Fortran Power Station, do programa Scilab e Wolfram Mathematica®. O programa HFSS™ (High Frequency Structural Simulator) foi utilizado para as simulações e comparações com o protótipo montado. 2 A parte prática da antena foi projetada utilizando-se um material ULTRALAM® 3850, da Rogers Corporation, como substrato e uma placa de alumínio como plano terra. 3 CAPÍTULO 2 ANÁLISE TEÓRICA 2.1. Introdução A relação e variação do campo elétrico e magnético, carga e correntes associadas com a onda eletromagnética são regidas por leis da física, que são conhecidas como equações de Maxwell. Estas equações, como já indicadas, foram obtidas principalmente através de vários experimentos realizados por diferentes pesquisadores, mas elas foram colocadas em sua forma final por James Maxwell, um físico e matemático. Estas equações podem ser escritas ou pela forma diferencial ou pela forma integral [1]. A forma diferencial da equação de Maxwell é mais utilizada para resolver problemas de representação de valor de contorno eletromagnéticos. É usado para descrever e relacionar os vetores de campo, densidade de corrente e densidades de cargas em qualquer ponto no espaço, em qualquer momento. Para essas expressões serem válidas, presume-se que os vetores de campo são de valores únicos, limitados, funções contínuas de posição e tempo e apresentam derivadas contínuas. O vetor do campo associado com ondas eletromagnéticas possuem estas características, exceto se existir uma mudança brusca na densidade de carga e corrente. A distribuição descontinua da carga e corrente normamente ocorrem na interface entre os meios onde estão as mudanças discretas nos parâmetros elétricos através da interface. A variação do vetor campo através das interfaces são relacionadas com a destribuição descontínua das cargas e correntes pelo que são normalmente referido como condições de contorno. Assim uma completa descrição do vetor de campo para qualquer ponto e qualquer tempo requer não somente a equação de Maxwell na forma diferencial, mas também associado as condições de contorno [1]. A forma integral da equação de Maxwell descreve a relação do vetor de campo, densidades de carga e densidades de corrente sobre uma extensa região do espaço. Eles têm aplicações limitadas e são normalmente utilizados somente para resolver problemas de valor de contorno eletromagnético que possui simetria completa, como retangular, 4 cilíndrica, esférica e outras simetrias. No entanto, os campos e suas derivadas em questão não precisam possuir distribuições contínuas [1]. 2.2. Equações de Maxwell As equações gerais dos campos usando o método LTT são obtidas a partir das equações de Maxwell. Neste trabalho usaremos a forma diferencial das equações de Maxwell que seguem [11], [22] , [23]: ou (2.1) ou (2.2) (2.3) (2.4) onde - Vetor Campo Elétrico; - Vetor Campo Magnético; - Vetor densidade de Fluxo Elétrico; - Vetor densidade de Fluxo Magnético; - Vetor Densidade Corrente; ρ - Densidade de Carga; – Permeabilidade; – Permissividade; - Frequência angular complexa. Como observamos a equação (2.1) representa a lei de Faraday-Lenz, onde a força eletromotriz induzida em um circuito elétrico é igual a variação do fluxo magnético do circuito; a equação (2.2) representa a lei de Ampére-Maxwell, em que o vetor indução magnética B, no circuito fechado, é proporcional à corrente total que flui 5 através da superfície de área delimitada pelo circuito; a equação (2.3) representa a lei de Gauss, onde o fluxo do campo elétrico presente em uma superfície fechada é proporcional à carga elétrica que está no volume da superfície fechada; a equação (2.4) corresponde a lei de Gauss para o magnetismo, na qual o fluxo de B através de superfícies fechadas sempre será nulo [24]. Em sistemas de Coordenadas Cilíndricas o ponto P do desenho abaixo é representado por (ρ,φ, z), onde ρ representa o raio do cilindro que passa pelo através do ponto P; φ é o ângulo azimutal e é medido no eixo x , no plano xy; e z apresenta as mesmas características e das coordenadas cartesianas. Os seus limites são: 0 ≤ ρ < ∞; 0 ≤ φ < 2π e -∞ < z < ∞ [25]. Figura 2.1 - Sistema de coordenadas cilíndricas. 2.3. Conclusão Neste capítulo foi apresentada as equações de Maxwell que serão de extrema importância para o desenvolvimento das equações descritas nos próximos capítulos, bem como o sistema de coordenadas cilíndricas e seus principais componentes. 6 CAPÍTULO 3 MÉTODO DA LINHA DE TRANSMISSÃO TRANSVERSA 3.1. Introdução Em circuitos, dispositivo e linhas de transmissão é necessário realizar a análise dos campos eletromagnéticos, pois estes elementos são utilizados em altas frequências. Com isso vários métodos que possuem recursos matemáticos de mudança do domínio do tempo para o domínio espectral são tomados como forma de simplificar a sua análise, dentre eles temos os métodos de onda completa que é bastante utilizado para análise de antenas. O Método da Linha de Transmissão Equivalente – LTE ou Método da Imitância, Método de Galerkin, Método dos Potenciais Vetoriais de Hertz e o Método de Transmissão Transversa – LTT são exemplos de métodos de onda completa ou exatos e são amplamente utilizados [13], [16], [17] e [20]. Os métodos de análises aproximadas ou quase-TEM, tais como: Modelo da Linha de Transmissão e o Modelo da Cavidade, tem como vantagem: a simplificação nas equações que descrevem o funcionamento do dispositivo, análise simples, resultados satisfatórios, a sua aproximação com os resultados obtidos, porém este método a partir de frequências maiores que 10 GHz são obsoletos, pois os erros dos resultados são inconcebíveis [13], [17] e [19]. O estudo de onda completa realiza a análise no domínio espectral para a obtenção das componentes dos campos elétricos e magnéticos em função das suas componentes transversais no domínio da Transformada de Fourier e a maior parte do desenvolvimento algébrico não depende da geometria analisada, tendo a sua função de base escolhida conforme a sua estrutura [13], [20] e [21]. O objetivo deste trabalho é desenvolver as equações dos campos eletromagnéticos através do Método da Linha de Transmissão Transversa. Este descreve 7 o campo elétrico e magnético em função do campo na direção “ρ”, transversa às interfaces dielétricas “z” e “φ”, em coordenadas cilíndricas, ou seja, as equações gerais dos campos eletromagnéticos serão obtidas em função de e para antenas cilíndricas [13] e [20]. 3.2. Campos Eletromagnéticos Para as estruturas que apresentam sistemas de configurações cilíndricas é aconselhável que se resolva o problema dos valores de contorno para os campos e usando as coordenadas cilíndricas. Vamos considerar a solução para o campo e considerando um meio sem perdas e uma fonte livre. Para facilitar os cálculos matemáticos vamos examinar apenas o meio sem perdas [1]. Partindo das equações de Maxwell (2.1) e (2.2), separando as transversais (direção “z” e “φ”) dos termos na direção “ρ” e realizando as devidas manipulações nas equações, resulta nas equações gerais para os campos eletromagnéticos [13] e [20]. O rotacional representa os vetores de um determinado campo vetorial afastandose ou aproximando-se do vetor normal à superfície, correspondendo a uma transformação linear em outro campo vetorial, então temos: Para o campo elétrico: (3.1) Relacionando os Campos Elétricos da mesma direção obtêm-se: (3.2) (3.3) 8 (3.4) Para o Campo Magnético: (3.5) Relacionando os Campos Magnéticos da mesma direção: (3.6) (3.7) (3.8) onde representa a permeabilidade, do material na região escolhida. Os termos livre, o termo é a permissividade elétrica relativa e representam os valores do espaço é a permissividade elétrica relativa da região com perdas e por fim é a frequência angular complexa. Fazendo-se: (3.9) (3.10) (3.11) ρ (3.12) ρ Onde: (3.13) 9 (3.14) Substituindo (3.9) a (3.11) em (3.5): (3.15) (3.16) Separando as componentes transversais ( de (3.16): (3.17) Então: (3.18) Fazendo-se o mesmo procedimento para , temos: (3.19) (3.20) Separando as componentes transversais ( de (3.20): (3.21) Então: (3.22) Para , substituindo (3.22) em (3.18): (3.23) (3.24) Mas: ρ ρ (3.25) (3.26) 10 ρ (3.27) (3.28) ρ = (3.29) E também: (3.30) (3.31) (3.32) (3.33) Substituindo (3.29) e (3.33) em (3.24), temos: (3.34) Multiplicando por – (3.35) (3.36) (3.37) Adotando que: (3.38) (3.39) Substituindo: (3.40) Então: (3.41) 11 Fazendo o mesmo procedimento para , temos: (3.42) (3.43) (3.44) Multiplicando por (3.45) (3.46) (3.47) Da equação (3.41): (3.48) ρ (3.49) ρ ρ (3.50) ρ Então, encontramos os campos , em função de (3.51) ρ ρ ρ : (3.52) ρ (3.53) ρ (3.54) ρ De maneira análoga encontramos ρ ρ em função de (3.55) ρ ρ (3.56) 12 Então: (3.57) ρ ρ ρ (3.58) ρ (3.59) ρ (3.60) ρ As quatro equações eletromagnéticas são: ρ (3.61) ρ (3.62) ρ ρ (3.63) ρ (3.64) ρ 3.3. Aplicação da Transformada de Fourier em Coordenadas Cilíndricas Este método considera a propagação na direção “ρ” que resulta no aparecimento da constante de propagação nesta direção ( ), considerando que os campos são harmônicos no tempo [13]. Como o ressoador de linha de microfita é limitado em seu comprimento, então as equações devem ser amostradas no domínio espectral nas direções φ e z. Portanto, aplica-se às equações dos campos a dupla transformada de Fourier: (3.65) em que é a variável espectral na direção φ e é a variável espectral na direção z. 13 A variável espectral é escolhida de maneira que as suas condições de contorno nas laterais sejam satisfeitas. Em estruturas abertas a largura da microfita é considerada como sendo infinita, mas na prática pode-se considerar a largura da linha de microfita como sendo pelo menos 15 vezes a largura da fita. Lembrando que: (3.66) (3.67) (3.68) (3.69) Então, passando as equações eletromagnéticas para o domínio da Transformada de Fourier, os campos eletromagnéticos para a i-ésima região são: (3.70) (3.71) (3.72) (3.73) onde: i = 1, 2, 3... 2 2 2 2 k i n k i n k 2 k k i 0 ri rij i ri 0 2 2 -representa as regiões dielétricas da estrutura; -constante de propagação na direção ρ; -variável espectral na direção φ; -variável espectral na direção z; -número de onda da i-ésima região dielétrica; -permissividade elétrica relativa do material com perdas; = r + ji -frequência angular complexa; 14 i ri 0 -permissividade elétrica do material; Após a obtenção das equações dos campos elétrico e magnético para uma região qualquer do espaço (i = 1, 2, 3, ...), aplicam-se estas equações à estrutura que se pretende analisar. 3.4. Conclusão No presente capítulo apresentou-se a aplicação da antena circular, tipo anel, em foguetes ou míssil, descreveu-se os campos eletromagnéticos, relacionando-se os campos da mesma direção, resultando nas equações gerais dos campos elétrico e magnético através do método LTT, gerando equações no domínio espectral e por fim descritas as equações no domínio da transformada de Fourier. Estas equações podem ser aplicadas a qualquer dispositivo ou estrutura de transmissão de micro-ondas: ressoadores, antenas ou estruturas de ondas milimétricas [19]. Uma das principais vantagens oferecidas pelo método da Linha de Transmissão Transversa está relacionada à simplificação e à redução dos cálculos numéricos desenvolvidos. 15 CAPÍTULO 4 CAMPOS ELETROMAGNÉTICOS NA ANTENA CILÍNDRICA 4.1. Introdução Para a obtenção de resultados exatos e mais eficientes, ou seja, que se aproximem dos resultados reais faz-se necessário uma análise de métodos rigorosos de onda completa. Tendo-se uma solução geral da equação de onda para as coordenadas cilíndricas e aplicando as condições de contorno adequadas para estrutura, são obtidas as devidas constantes em função do campo elétrico fora da fita e a equação matricial não homogênea envolvendo as densidades de corrente nas fitas. Utilizando-se o método dos momentos, as densidades de corrente são expandidas em funções de base e uma equação matricial homogênea é fornecida. Ao final obtém-se uma solução não-trivial que gera a equação característica, em que as suas raízes permitem a obtenção da frequência de ressonância da antena. Neste capítulo será apresentado uma antena circular, tipo anel, na estrutura de um foguete ou míssel. 4.2. Antena cilíndrica Em virtude do avanço tecnológico, as faixas de frequências de micro-ondas, ondas milimétricas e ópticas estão a cada dia sendo mais utilizadas para transmissão e recepção de dados. Neste trabalho será feita a analise na faixa de frequência de micro-ondas e o seu comportamento utilizando um substrato de microfita. As primeiras definições 16 sobre irradiadores em microfita surgiram em 1953, mas as primeiras antenas práticas foram desenvolvidas em 1970 por Howell e Munson [19]. Desde então, a sua utilização obteve um crescimento enorme, em virtude das suas vantagens que são: massa e volume reduzido, peso reduzido, baixo arrasto aerodinâmico, configuração planar, compatibilidade com circuitos integrados, facilidade de instalação em superfícies cilíndricas, baixo custo de produção e a possibilidade de polarização linear e circular trocando apenas a posição do ponto de alimentação [19]. Por outro lado uma de suas desvantagens é: largura de banda limitada, baixa capacidade de potência, perdas devido aos baixos ganhos e perdas por irradiação. Inicialmente é apresentado um modelo de antena de microfita circular aplicada na superfície cilíndrica do foguete ou míssel. Esta é utilizada para fins de telemetria, sendo a sua faixa de frequência de 2 a 4 GHz. As Figuras 4.1 e 4.2 apresentam o protótipo de um foguete com a aplicação de uma antena cilíndrica circular, tipo anel, e uma antena retangular cilíndrica onde a região interna do foguete funciona como plano terra, a espessura é dada por: h = b – a, o raio é representado por a, o comprimento da antena é igual a 2πa e a altura da antena dada por l que é paralelo ao eixo z e permeabilidade magnética (vácuo). Figura 4.1 - Antena cilíndrica circular, tipo anel. 17 Figura 4.2 – Antena retangular cilíndrica O cálculo da altura da antena apresentada acima é dado por: (4.1) Em que: - velocidade da luz no vácuo (3x108 m/s) - frequência de ressonância – permissividade relativa De acordo com a Figura 4.3 estão expressos os sistemas de coordenadas que serão utilizados para análise. 18 Figura 4.3 - Sistema de Coordenadas Cilíndricas. A análise do campo elétrico será feita em função da propagação na direção ρ, conforme ilustrado na figura acima. 4.3. Soluções das Equações de Onda A equação de onda não sofre alteração sob-rotações das coordenadas espaciais e as soluções dependem apenas da distância radial de um ponto fornecido [15]. O Laplaciano em coordenadas cilíndricas pode ser escrito como: (4.2) (4.3) 19 O que resulta em: (4.4) (4.5) Conforme a figura (4.2) a região ρ > b, na qual se encontra os campos irradiados no espaço livre, considerando que este meio é linear, homogêneo, isotrópico e sem perdas, as equações de onda para os campos eletromagnéticos, e podem ser apresentados de acordo com a equação de Helmholtz: (4.6) (4.7) As equações de onda que permitem a obtenção das componentes longitudinais dos campos e possuem a seguinte forma: (4.8) (4.9) onde: (4.10) (4.11) (4.12) assim: (4.13) 20 (4.14) O método de separação de variáveis é um método conveniente para resolver uma equação diferencial parcial (PDE). As equações (4.13) e (4.14) são derivadas parciais de segunda ordem que serão resolvidas usando este método, conforme abaixo descrito [1], [3], [4] e [11]: (4.15) (4.16) No método de separação de variável três passos seguidos [12]: 1. Separação das variáveis; 2. Encontrar as soluções particulares das equações separadas; 3. Combinar as soluções. Substituindo as equações (4.15) ou (4.16) nas equações (4.13) ou (4.14), respectivamente, e multiplicando por , resulta em [12]: (4.17) Isolando temos: (4.18) onde é a constante de separação [12].Então: F" F (4.19) Assim: (4.20) 21 Dividindo a equação (4.20) por [12]: (4.21) Isolando z temos: (4.22) onde é outra constante de separação [12]: " (4.23) Chega-se a: (4.24) Consequentemente: " (4.25) considerando que (4.26) O que resulta em: " (4.27) " (4.28) 22 Multiplicando : " (4.29) A partir das equações (4.19) e (4.23) chega-se as soluções para F( e Z(z) que são [12]: F( ou F( (4.30) (4.31) ( ou (4.32) (4.33) Substituindo x = e R por y na equação (4.29) encontraremos: y" (4.34) Esta equação é conhecida como equação diferencial de Bessel e sua solução terá a seguinte forma [3], [4] e [12]: (4.35) Então a solução para é dada por: ou (4.36) (4.37) Lembrando que: (4.38) 23 (4.39) onde Constantes de Coordenadas Cilíndricas; Constantes de Coordenadas Cilíndricas; Função de Bessel ordinária de primeira ordem; Função de Bessel de segunda ordem ou Função de Neumann; Função de Hankel ordinária de primeira ordem; Função de Hankel ordinária de segunda ordem. A função de Hankel é bastante utilizada para resolver equações diferenciais parciais em coordenadas cilíndricas. As equações (4.36) e (4.37) representam as soluções para equação (4.36) podemos verificar que , porém na irá assumir valores infinitos para x=0, ou seja, quando a origem for incluída na análise a sua solução não poderá considerar o termo [3] e [4], representando melhor a propagação da onda na região interna do cilindro [1]. Como neste trabalho a região 1 trata-se da análise da onda propagando-se na região interna do cilindro determinar o e , então utilizaremos somente a equação (4.37) para . As soluções das equações dos campos em função de “ρ” são dadas a partir das equações de onda de Helmholtz para as duas regiões: região 1 representa a ressonância e a região 2 a propagação da onda eletromagnética através do ar, estas são expressas da seguinte forma: Região 1: (4.40) (4.41) 24 As equações acima representam o comportamento dos campos irradiados, na qual a função de Hankel de primeira ordem representa a onda aproximando-se da origem e a função de Hankel de segunda ordem representa a onda afastando-se da origem [14]. Como a análise da região 2 trata-se da onda propagando-se para fora do cilindro, o meio é ilimitado para ρ → ∞, considera-se apenas a segunda parcela das equações, então as soluções para os campos são [14]: Região 2: (4.42) (4.43) Substituindo as equações (4.40) e (4.41) em (3.70) a (3.73), para a região 1 temos: (4.44) (4.45) (4.46) (4.57) Substituindo as equações (4.42) e (4.43) em (3.70) a (3.73), para a região 2 temos: (4.48) (4.49) (4.50) (4.51) 25 4.4. Condições de Contorno As condições de contorno são importantes, pois define como a solução geral da equação será moldada ao dispositivo, sendo que elas determinam como será a solução final, transformando a parte matemática em uma aplicação física [15]. Elas estudam a relação entre os campos eletromagnéticos imediatamente antes e depois de uma superfície de separação entre dois meios e as relações entre os campos são encontradas pelas equações de Maxwell [24]. Além disso, são úteis na determinação do campo em um lado do contorno se o campo no outro lado é conhecido. Obviamente, as condições serão ditadas pelos tipos de material do meio que são feitas. Consideram-se as condições de contorno a uma interface separando: dielétrico e dielétrico , condutor e dielétrico e condutor e espaço livre [25]. As equações diferenciais de Maxwell estabelecem relações entre as derivadas espaciais e temporais dos campos eletromagnéticos, densidade de carga e corrente. Caso a derivada espacial de uma função é finita, logo a sua função será contínua, ou seja, não haverá alteração no seu valor quando passar de um ponto para outro vizinho. Não haverá descontinuidade de um ponto para outro [24]. No entanto, ao longo das fronteiras onde o meio envolvido apresenta descontinuidade nas suas propriedades elétricas, os vetores do campo também são descontínuos e seu comportamento através das fronteiras é regida pelas condições de contorno [1]. Notamos que a densidade de carga só aparece na lei de Gauss para o campo elétrico, a densidade de corrente só aparece na lei de Ampére-Maxwell para o campo magnético, assim apenas estas poderão resultar em descontinuidade para determinados componentes dos campos, através da passagem entre dois meios [24]. Caso ou ou ambos sofrem alguma variação descontínua, na superfície de separação entre os meios, os campos também serão descontínuos e as equações de Maxwell na sua forma diferencial não é aplicado [1]. Com a existência de campos elétricos somente nas direções e z, então as condições de contorno, para as estruturas cilíndricas, deverão ser aplicadas utilizando as seguintes condições [12]: 26 Em ρ = h, sendo h = b – a: (4.52) (4.53) (4.54) (4.55) Com a aplicação destas condições de contorno, as constantes dos campos elétrico e magnético são obtidas em função dos campos elétricos tangenciais e : (4.56) (4.57) (4.58) (4.59) Com a obtenção das constantes dos campos eletromagnéticos, serão aplicadas as condições de contorno magnéticas na interface em que se localiza a fita condutora [19]: (4.60) (4.61) As condições de contorno das expressões acima podem ser escritas na forma matricial, gerando uma matriz que relaciona os campos elétricos tangenciais à interface da fita e às densidades de corrente tangenciais. Esta é denominada de matriz admitância ou impedância, de acordo com a forma em que a equação matricial é apresentada, segue abaixo: (4.62) 27 (4.63) Onde representa a matriz admitância, densidade de corrente na fita condutora e a matriz impedância, o vetor da é o vetor campo elétrico tangencial à interface da fita. A matriz admitância é o inverso da matriz impedância e vice-versa, ou seja, e a matriz impedância é uma matriz simétrica, a sua inversa então também é, [19]. (4.64) (4.65) Fazendo-se a substituição das constantes dos campos em função dos campos elétricos tangencias nas condições de contorno magnéticas e após manipulações algébricas obtém-se a matriz admitância [13]: (4.66) (4.67) Em sua forma matricial: (4.68) Substituindo as constantes das equações (4.60) e (4.61) e desenvolvendo-as temos: (4.69) 28 (4.70) (4.71) (4.72) onde (4.73) (4.74) Ressalta-se que a inversão matricial é possível caso as matrizes de admitância e impedância sejam simétricas, ou seja, a admitância de é inversa de e a inversa : (4.75) A partir disto, obtêm-se a impedância [Z] em função das densidades de corrente, conforme abaixo: (4.76) Temos que os termos da matriz [Z] são as componentes da função diádica de Green. 4.5. Método de Galerkin 29 O método de Galerkin é usado com muita eficiência em análise de estruturas na faixa de micro-ondas e trata-se de um caso particular do método dos Momentos em que as funções de peso são consideradas iguais às funções de base e estas por sua vez são responsáveis pela aproximação dos resultados com os valores corretos, obedecendo às condições de contorno da estrutura em estudo. Desta forma, realiza-se o produto interno da equação matricial da impedância pelos conjugados das funções de base. De acordo com a estrutura em estudo, cilíndrica, são definidas as funções de base que representam as características físicas das distribuições de corrente na antena. Esta escolha é de fundamental importância para a expansão dos campos tangenciais elétricos ou para expansão das densidades de corrente na antena. Como há campo elétrico fora da antena e esta área é maior e para isto seria necessário muitas funções de base, então são expandidas as densidades de corrente presente na antena, pois a área é menor e necessita de poucas funções de base [37], [45] e [48]. (4.77) (4.78) em que “ ” é uma constante desconhecida, “ ” e representam coeficientes das funções de base existentes na fita condutora e “N” um número inteiro maior ou igual a 1 que representa a quantidade de funções de base utilizadas. As funções de base sem condições de borda para patch retangular são [45], [37] e [48]: (4.79) (4.80) No domínio espectral temos: (4.81) (4.82) 30 Para a antena cilíndrica circular: (4.83) onde é o comprimento da antena e antena e = é o ângulo da formado pela curvatura da – /2 , m = 0,1,2,3.... e n = 0,1,2,3... As funções de base com condições de borda para patch retangular são [37], [45] e [48] : (4.84) (4.85) No domínio espectral temos: (4.86) (4.87) onde é a função de Bessel de primeira espécie de ordem zero. Para antena cilíndrica circular: (4.88) 31 Aplica-se o produto interno do sistema de equações com a função teste existente apenas na região da fita, que de acordo com o método de Galerkin utiliza a função teste igual à função de base da densidade de corrente. A função teste existe em uma região complementar à função de base do campo elétrico, por isso o produto interno é nulo, resultando em um sistema de equações se torne homogêneo. (4.89) em que cada elemento da matriz K é descrito abaixo: (4.90) (4.91) (4.92) (4.93) O determinante da equação matricial K resultará em uma solução da equação característica, em que a raiz complexa é a constante de propagação . A frequência de ressonância é obtida através da associação do Método dos Momentos com o Método LTT. 4.6. Conclusão Neste capítulo foi apresentado o desenvolvimento teórico do método LTT para uma antena de microfita cilíndrica circular e suas aplicações em foguetes, mísseis ou outras estruturas. Foram obtidas as equações de onda dos campos eletromagnéticos e as condições de contorno. 32 De acordo com as condições de contorno, aplicou-se o método de Galerkin para a expansão das densidades de corrente na fita metálica condutora. As funções de base apresentadas são utilizadas para aproximar as densidades de corrente na fita metálica. A frequência de ressonância é obtida a partir da determinação das raízes da equação característica. 33 CAPÍTULO 5 MODELO DA CAVIDADE PARA ANTENA CILÍNDRICA 5.1. Introdução No início dos lançamentos de foguetes utilizavam-se antenas de fenda, para a aplicação em telemetria na Banda S. Contudo por dificuldades de fabricação foi trocada por antenas de microfita retangulares, pois apresentavam melhor arrasto dinâmico, baixo perfil aerodinâmico, de implementação fácil, baixo: peso, custo e volume [31]. Ao início deste Capítulo verificou-se a existência de vários outros artigos, dissertações, teses que estavam à disposição, dentre eles destacam-se os do ITA. A obtenção de qualquer parâmetro relacionado à radiação dependerá das expressões dos campos eletromagnéticos distantes. Para a estrutura escolhida, antena circular, tipo anel, sobre a superfície cilíndrica, o modelo da cavidade ressonante [14, 31e 41] é o mais apropriado. Este vem sendo utilizado para a análise de antenas de microfita e apresenta bons resultados para substratos que apresentam espessuras finas em relação ao comprimento de onda (h << λ). 5.2. Campos Eletromagnéticos na Cavidade Para a região da cavidade as equações de Maxwell podem ser escritas da seguinte forma: (4.2) (4.3) 34 onde é a freqüência angular, do vácuo e é a permeabilidade do vácuo, é a permissividade é a permissividade relativa. Tendo em vista que a espessura do substrato da antena é muito menor que o comprimento de onda (h << λ), admite-se que as componentes dos campos elétricos paralelos ao plano terra são nulos, ou seja, componente , consequentemente e são iguais a zero, existindo apenas a também será igual a zero para qualquer ponto da cavidade. Considera-se também que no interior da cavidade as componentes são independentes de ρ, isto é, . De acordo com as considerações acima, em coordenadas cilíndricas, os campos são apresentados da seguinte forma [14,31]: (4.4) (4.5) (4.6) (4.7) (4.8) (4.9) Tendo em vista que , e são iguais a zero, então as equações reduzem para: (4.10) (4.11) 35 (4.12) Substituindo as equações 4.11 e 4.12 em 4.10 obtém-se a equação de onda no interior da cavidade que é escrita como [14]: (4.13) onde (4.14) Como a antena é fina a variável radial “ρ” apresentada na equação 4.13 pode ser substituída pelo raio do cilindro (a), resultando em: (4.15) Usando o método da separação de variáveis [1] pode-se resolver a equação diferencial de segunda ordem da equação 4.15, lembrando-se que o campo elétrico no interior da cavidade é independente de “ρ”. Satisfazendo as condições de contorno, a componente ao longo de deve ser representada e z, obtendo-se [14]: (4.16) (4.17) onde e são as constantes de separação das variáveis e devem satisfazer a seguinte considerações: (4.18) 36 -2b ≤ z ≤ 0 e 0 ≤ ≤ 2π Os campos magnéticos existentes no interior da cavidade, (4.19) e , são obtidos através das condições de contorno [14]: (4.20) (4.21) De acordo com figura 4.2 temos duas paredes elétricas (ρ = a, ρ = b), sendo uma o plano terra e a outra a própria antena e quatro paredes magnéticas (z = 0, z = -2b, = = π), então temos seis condições de contorno. Aplicando as condições de contorno, 0, obtêm-se [42]: (4.22) (4.23) (4.24) onde: (4.25) = , considerando que h << a = a+h (4.26) = (4.27) B=0 (4.28) D=0 (4.29) 37 ≈ 120π ≈ 377 (4.30) (4.31) m = 0,1,2,3.... (4.32) n = 0,1,2,3... (4.33) onde m e n poderão ser qualquer número positivo, porém não iguais a zero simultaneamente e representa da impedância intrínseca do vácuo. Cada valor do par (m,n) identifica um modo de ressonância em relação ao eixo ρ. O cálculo da frequência de ressonância é dado por [43 e 46]: (4.34) Os campos elétricos no interior da cavidade podem ser representados pelo método da representação por expansão em modos de ressonância, ou seja, um somatório dos modos de ressonância: [14, 31, 39,46]: (4.35) (4.36) (4.37) Para uma estrutura circular alimentada por prova coaxial localizada em ( , ), a excitação coaxial pode ser modelada por uma fita de corrente, com largura efetiva “d”, uniformemente distribuída, com aproximadamente cinco vezes o diâmetro do condutor coaxial. A densidade de corrente na fita é dada por [14],[31]: 38 (4.38) (4.39) onde D representa a densidade de corrente na fita de largura efetiva d e éa função Delta de Dirac. De acordo com LO [39] a expressão do coeficiente é dada por: (4.40) onde, (4.41) S representa a superfície da fita e é fornecido pela densidade de corrente na fita. De acordo com as informações temos: (4.42) (4.43) em que representa a autofunção do modo natural de ressonância e, (4.44) (4.45) 39 Conclui-se que: (4.46) Por fim as expressões dos campos eletromagnéticos no interior da cavidade são dadas por [14,31,43]: (4.47) (4.48) (4.49) 5.3. Modelo de Fendas O modelo de fendas axiais e circunferências, dada por [14 e 31], consiste em substituir a antena e a fonte, por equivalentes fontes magnéticas que se encontram nas paredes magnéticas. Estas podem ser consideradas como fendas eletromagnéticas, desde que as dimensões sejam menores que a outra, ou seja, infinitesimais. 40 A densidade de corrente magnética equivalente em cada superfície lateral ( )é dada por: = onde x (4.50) representa o versor normal a cada uma das paredes e é o campo elétrico em cada superfície. Considerando que o campo elétrico é fornecido pela equação (4.47), então [35]: em z = 0 (4.51) em z = -2b (4.52) onde, (4.53) (4.54) De acordo com [14 e 31], as irradiações das antenas finas, realizadas pelas fontes localizadas nas superfícies laterais , são equivalentes à irradiação de corrente filiformes localizadas nas bordas do elemento irradiador, formando duas paredes filiformes, e são dadas por: (4.55) Aplicando nas equações resulta em: em z = 0 (4.56) 41 em z = -2b (4.57) Em contrapartida, as duas paredes magnéticas filiformes podem ser substituídas por duas densidades de correntes magnéticas que se encontram sobre o cilindro, sendo elas centradas em z = 0 e z = -2b, com comprimentos infinitesimais e altura igual a 2∆. Conclui-se que as densidades de correntes magnéticas são dadas por: em z = 0 (4.58) em z = -2b (4.59) Por fim, utilizando o princípio de equivalência, as duas densidades de corrente magnéticas são substituídas por duas fendas circunferências, então os campos tangenciais elétricos nas fendas são: = x (4.60) Portanto: (4.61) (4.62) Logo, o cálculo dos campos distantes irradiados pela antena é transformado no cálculo dos campos distantes irradiados pelas fendas circunferências que estão localizadas no cilindro condutor de raio a h ≈ a. 5.4. Campos Distantes De acordo com os procedimentos descrito por [6] , temos que: (4.63) 42 (4.64) onde (4.65) (4.66) Então, conclui-se que as expressões dos campos elétricos distantes irradiados pela antena são dadas por: (4.67) (4.68) Considerando que u = , , é a função de Hankel de ordem p de segunda ordem e representa uma onda afastando-se da origem, éa derivada primeira função de Hankel, em relação ao argumento x, então os resultados de e são: (4.69) (4.70) A transformada do campo elétrico tangencial, em relação a φ, no cilindro é fornecida por [6 e 42]: 43 (4.71) onde (4.72) Portanto, obtém-se a seguinte expressão: (4.73) (4.74) Considerando uma antena fina excitada por uma rede paralela de alimentação descrita em [32], caso os pontos de alimentação seja maior que o comprimento de onda presente no dielétrico na direção L, então: (4.75) O campo elétrico dentro na antena é aproximadamente uniforme em φ, concluindo que somente existe o modo e substituindo nas equações (4.73) e (4.74) acima resulta-se em: 44 (4.76) (4.77) De acordo com a equação (4.77), observamos que o existe somente quando o ρ = 0, então o campo elétrico distante é dado por: (4.78) onde é uma constante e b é a metade do comprimento da antena na direção de z. A partir dos resultados, vê-se que o padrão de radiação pode ser considerado como um padrão de dipolo de meia onda multiplicado pelo fator abaixo: (4.79) A impedância de entrada da cavidade Z é uma relação entre a tensão divido pela corrente I, ou seja,: (4.80) Utilizando o modelo da cavidade ressonante de uma antena, a tensão V é expressa através dos campos do interior da cavidade. Considerando que a prova de alimentação seja modelada por uma fita de largura efetiva “d”, então: (4.81) E a tensão será: (4.82) 45 onde h é a espessura do substrato e é o valor médio do campo elétrico na fita de corrente que é dado por: (4.83) Manipulando as equações a impedância de entrada da cavidade será: (4.84) 5.5. Conclusão Neste capítulo foi descrito os cálculos para a obtenção dos campos distantes em função dos parâmetros de radiação, utilizando o modelo da cavidade. Em seguida foram encontrados os campos eletromagnéticos no interior da cavidade o emprego do modelo de fendas que substitui a antena e a fonte, por fontes magnéticas equivalentes que se localizam nas paredes magnéticas e por fim os campos distantes. 46 CAPÍTULO 6 RESULTADOS DA ANÁLISE DA ANTENA CILÍNDRICA 6.1. Introdução De acordo com a teoria desenvolvida nos Capítulos 4 e 5 foram obtidas equações de frequência de ressonância para a antena cilíndrica. Este capítulo tem como objetivo mostrar os resultados da construção de duas antenas, sendo uma retangular cilíndrica e outra cilíndrica circular, tipo anel, para utilização em estruturas cilíndricas como foguetes, mísseis ou outras. A frequência pretendida nestes resultados estão entre 2 GHz a 4 GHz, ou seja, dentro da banda S para fins de uso em telemetria. Para a obtenção dos parâmetros das antenas foram utilizadas a equação (4.1), o Método LTT, os dados utilizados em [14], para a antena retangular cilíndrica, e [37], para a antena cilíndrica circular. As curvas foram obtidas com a utilização do Scilab e a simulação da estrutura apresentada foi feita através do programa HFSS™ (High Frequency Structural Simulator). As medições dos protótipos foram feitas através do E5071C ENA Series Network Analyzer. 6.2. Antena Retangular Cilíndrica Para a construção da antena retangular foi utilizado, como substrato, o ULTRALAM® 3850, da Rogers Corporation, que tem permissividade elétrica relativa ( r1) = 2.9, uma espessura (h) = 0.05 mm e uma tangente de perda (δ) = 0,0025. 47 A antena possui, aproximadamente, as seguintes dimensões: l = 40 mm por w = 39 mm e o ponto de alimentação localizada em z = -13 mm e φ 14 mm, como visualizado nas Figuras 6.1 e 6.2: Figura 6.1 - Geometria da antena retangular de comprimento l e largura w e o ponto de alimentação definida pela intercessão entre z e φ. Figura 6.2 - Antena retangular cilíndrica simulada no HFSS™ 48 Figura 6.3 – Protótipo da Antena Retangular. A figura 6.4 apresenta o analisador de rede E5071C ENA realizando as medições da antena retangular. Figura 6.4 – Medições realizadas pelo Analisador de Rede E5071C. A Figura 6.5 apresenta o resultado de S11 da antena, com a frequência de ressonância em 2.293 GHz e um nível de -18.20 dB. 49 Figura 6.5 – Resultado da medição de S11. Com os dados apresentados acima a antena atingiu o objetivo deste trabalho, no que tange a sua utilização em telemetria, ou seja, 2.29 GHz, dentro da Banda S. Fazendo um comparativo com o simulado no HFSS™ temos uma aproximação muito boa, pois o resultado foi 2.2946 e um nível de -16.9340, conforme ilustrado na figura abaixo: Figura 6.6 – Resultado da medição de S11 no HFSS™. 50 Figura 6.7 –Plot 3D da direção do Ganho Total. A figura 6.8 apresenta a curva de impedância na carta de Smith para a frequência de 2.29 GHz. Figura 6.8 – Resultado da medição da impedância de entrada na carta de Smith. De acordo com a figura 6.8 temos: uma curva de impedância de entrada na carta de Smith com uma resposta de 47.3 – j 2,81 Ω, ou seja, uma antena com uma resposta próxima de 50 Ω, facilitando um bom casamento de impedância. 51 Outro ponto de interesse neste capítulo é a frequência de 2.5 GHz, após alguns ajustes no ponto de alimentação foram realizadas duas medições e a simulação no HFSS™ e feito um comparativo, conforme apresentado na figura 6.9. Figura 6.9 – Comparativo da medição da curva de S11.entre o Simulado no HFSS™ e as Medições. Ansoft LLC Radiation Pattern 3 HFSSDesign1 0 Curve Info -30 dB(GainTotal) Setup1 : LastAdaptive Freq='2.5GHz' Phi='0deg' 30 4.00 dB(GainTotal) Setup1 : LastAdaptive Freq='2.5GHz' Phi='90deg' -2.00 -60 60 -8.00 -14.00 -90 90 -120 120 -150 ANSOFT 150 -180 Figura 6.10 – Diagrama de Radiação para a frequência de 2.5 GHz. 52 Observa-se na figura 6.9 que o valor simulado no HFSS™ apresentou uma ressonância na frequência de 2.51 GHz a um nível de -11.31 dB, a primeira medição em 2.53 GHz e um nível de -14.41 dB e a segunda medição 2.585 GHz a um nível de 25.32 dB, ou seja, uma boa aproximação dos resultados medidos com o simulado. 6.3. Antena Cilíndrica Circular A antena cilíndrica circular foi construída com o mesmo substrato utilizado na antena retangular (ULTRALAM® 3850) e esta possui as mesmas dimensões da retangular, sendo que o ponto de alimentação foi ajustado para a frequência pretendida. Figura 6.11 - Antena cilíndrica circular. 53 Figura 6.12 - Antena cilíndrica circular no HFSS™ A figura 6.11 apresenta a medição do protótipo apresentado acima, sendo que a frequência de ressonância obtida foi 2.890 GHz e um nível de -32.649 dB, dentro da faixa de frequência para uso em telemetria. Figura 6.13 – Curva de S11 da antena cilíndrica circular. 54 A Figura 6.14 demonstra a curva de impedância de entrada na carta de Smith com uma resposta de 48.641 – j 2,3204 Ω, apresentando uma boa resposta de impedância. Figura 6.14 – Resultado da medição da impedância de entrada na carta de Smith. para antena cilíndrica circular para uma frequência de 2.89 GHz. 55 Figura 6.15 – Campo elétrico na antena em função da tensão (V) por metro (m). 6.4. Conclusão Neste capítulo foram apresentadas duas antenas, sendo uma retangular cilíndrica e outra cilíndrica circular que tem como objetivo a aplicação em estruturas cilíndricas, como foguetes, mísseis e outras. A faixa de frequência de interesse é a Banda S que varia de 2 a 4 GHz e para validar este trabalho as frequências obtidas nos dois protótipos estiveram dentro da mesma. O material utilizado no substrato foi o ULTRALAM® 3850, da Rogers Corporation, que possui uma permissividade elétrica relativa ( r1) = 2.9, uma espessura (h) = 0.05 mm e uma tangente de perda (δ) 0,0025. Para a confecção dos protótipos foram utilizado os dados fornecidos pelo Método de Linha de Transmissão Transversa retangular 56 CAPÍTULO 7 CONCLUSÕES Nesta dissertação foram apresentadas as análises teóricas desenvolvidas através do método da Linha de Transmissão Transversa – LTT no domínio da transformada de Fourier em conjunto com o método de Galerkin, em que foram usadas as funções de base adequadas à estrutura cilíndrica. Realizou-se neste trabalho um estudo das aplicações do método da Linha de Transmissão Transversa às antenas cilíndricas para a obtenção da frequência de ressonância complexa. Os resultados numérico-computacionais foram obtidos pela utilização de programas Fortran Power Station, Scilab e o Wolfram Mathematica®. As simulações das antenas retangulares cilíndricas e cilíndricas circulares, tipo anel, foram feitas através do programa HFSS™ (High Frequency Structural Simulator), validando os resultados medidos. As medições realizadas nas antenas cilíndricas atenderam o objetivo deste trabalho, no que tange a sua utilização na Banda S para a utilização em telemetria e outras aplicações. Como continuidade deste trabalho, sugere-se a determinação dos seguintes parâmetros: Diagrama de irradiação e largura de banda. Conclusão da frequência de ressonância utilizando o Método da Linha de Transmissão Transversa. A dificuldade encontrada neste trabalho foi o desenvolvimento do software para a obtenção da frequência de ressonância das estruturas cilíndricas. 57 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] C.A. Balanis, “Advanced Engineering Electromagnetics”,John Wiley&Sons,1989. 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