176
S.C.B.R. JOSÉ et al.
EFEITO DA TEMPERATURA E DO PERÍODO DE CONDICIONAMENTO OSMÓTICO
NA GERMINAÇÃO E NO VIGOR DE SEMENTES DE PIMENTÃO1
SOLANGE CARVALHO BARRIOS ROVERI-JOSÉ2, MARIA DAS GRAÇAS GUIMARÃES CARVALHO VIEIRA3
E RENATO MENDES GUIMARÃES4
RESUMO - Sementes de pimentão da cultivar Yolo Wonder, tratadas com Captan e que
apresentavam uma germinação de 69% foram utilizadas para estudar o efeito do condicionamento
osmótico em diferentes períodos (4, 8, 12 e 16 dias) e temperaturas (5, 15, 20 e 25°C). As semente
foram lavadas ou não em água corrente e posteriormente embebidas sobre papel umidecidos em
solução osmótica de PEG 6000 à -1,1MPa. Após cada período, as sementes foram lavadas e
secadas em condições ambientes de laboratório, até atingir seu peso inicial. A qualidade fisiológica
foi avaliada pelo teste de germinação (em condição ideal de temperatura e de estresse térmico);
teste de condutividade elétrica; índice de velocidade de protusão radicular e o T50 (tempo médio
para a ocorrência de 50% de protusão radicular). Para comparação das sementes condicionadas
osmoticamente foi utilizada um tratamento controle (sementes secas). Os tratamentos de
condicionamento reduziram a absorção de água pelas sementes, porém a 25ºC e por períodos
mais prolongados, o conteúdo de água atingido foi suficiente para a ocorrência da protusão radicular
e não foram, portanto, avaliados quanto à qualidade fisiológia. O condicionamento osmótico foi
influenciado tanto pelo período quanto pela temperatura e quando realizado em temperaturas
mais elevadas, o desempenho das sementes foi favorecido, melhorando a qualidade fisiológica. O
período de tempo necessário para a obtenção de maiores benefícios da técnica foi dependente da
temperatura utilizada. O tratamento de condicionamento, realizado durante oito dias na temperatura
de 25ºC em sementes não lavadas, se destacou principalmente nos testes que avaliaram a
velocidade de germinação, incluindo o T50 e o índice de velocidade. Os valores de condutividade
elétrica das sementes condicionadas osmoticamente foram significativamente inferiores ao do
controle. A técnica de condicionamento osmótico constitui numa excelente ferramenta para melhorar
a performance de sementes de pimentão de qualidade intermediária.
Termos para indexação: condicionamento osmótico, sementes, pimentão, vigor.
TEMPERATURE EFFECT AND OSMOTIC CONDITIONING PERIOD
ON THE GERMINATION AND VIGOR OF PEPPER SEEDS
ABSTRACT - Pepper seeds of the cultivar yolo Wonder, treated with Captan and which presented
a 69% germination were utilized to study the osmotic conditioning effect in different periods (4, 8,
12 and 16 days) and temperatures (5, 15, 20 and 25ºC). The seeds were washed or not in running
water and afterwards soaked on wetted papers in osmotic solution of PEG 6000 at -1.1MPa. After
each period, the seeds were washed and dried under environmental conditions until reach the
initial weight. The physiological quality was evaluated using the germination test (under ideal
temperature condition and thermal stress), electric conductivity test, root protrusion velocity index
and T 50 (mean period to ocorrence 50% of germination). For purposes of comparing
osmoconditioning seeds, a control treatment was employed (dry seeds). The conditioning treatments
reduced water uptake by the seeds, but at 25ºC and for longer periods the water content reached
1
2
Aceito para publicação em 15.12.2000.
Enga Agra, estudante de Pós-Graduação do Curso de Doutorado em
Revista Brasileira de Sementes, vol. 22, nº 2, p.176-184, 2000
3
3
Fitotecnia (Setor Sementes)/UFLA; Cx. Postal 37, 37200-000, LavrasMG; e-mail: [email protected]
Enga Agra, Dra., Prof. do Depto. de Agricultura, UFLA.
Engo Agro, Dr., Prof. do Depto de Agricultura, UFLA.
EFEITO DO CONDICIONAMENTO OSMÓTICO NA GERMINAÇÃO E NO VIGOR DE SEMENTES DE PIMENTÃO
177
was enough to allow the root protusion and physiological quality was not evaluated.
Osmoconditioning was influenced by both period and temperature and when accomplished at
higher temperatures the performance of the seeds was increased, improving the physiological
quality. The period required for obtaining greatest benefits from the technique was temperature
dependent. The conditioning treatment accomplished during eight days at 25ºC on non-washed
seeds, stood out mainly in the tests which evaluated germination velocity, including T50 and velocity
index. The values of electric conductivity of the osmotically conditioned seeds were significantly
lower than the control treatment. The osmotic conditioning technique is an excellent tool to improve
the performance of pepper seeds with intermediate quality.
Index terms: osmotic conditioning, seeds, pepper, vigor.
INTRODUÇÃO
Sementes de pimentão possuem um período de germinação prolongado em condições frias, resultando em baixa porcentagem de germinação (Bradford et al., 1990).
Tratamentos de pré-semeadura, a exemplo do “priming”,
que é uma técnica que envolve o controle da hidratação das
sementes, suficiente para permitir os processos preparatórios
essenciais à germinação, porém insuficiente para ocorrência
da emergência da radícula (Bradford, 1986), podem ser empregados para assegurar uma performance superior das sementes e aumentar sua tolerância às condições adversas. Diferentes métodos de “priming” têm sido utilizados, destacando-se o condicionamento osmótico ou osmocondicionamento,
onde as sementes são embebidas numa solução osmótica, em
temperaturas específicas e por períodos de tempo definidos,
absorvendo água até atingirem o equilíbrio com o potencial
osmótico da solução (Bray, 1995). Diversos benefícios têm
sido relatados com o emprego da técnica, dentre eles, a maior
probabilidade de se obter uma maior germinação e emergência mais uniforme, particularmente em condições de estresse,
como temperaturas sub ou supra ótima (Warren & Bennett,
1997). Sementes com baixa qualidade têm apresentado uma
resposta positiva ao incremento na velocidade de germinação, quando submetidas ao condicionamento osmótico, permitindo um melhor aproveitamento dessas sementes. Melhoria
no vigor após o condicionamento osmótico tem sido correlacionada com processos de reparo macromolecular durante o
tratamento, bem como um balanço metabólico mais favorável das sementes pré-condicionadas no início da germinação
(Lanteri et al., 1998). Tilden & West (1985) relataram que
esses mecanismos de reparo são provavelmente metabólicos
e não espontâneos, pois dependem tanto da umidade da semente como da temperatura e período de condicionamento.
A duração do tratamento é importante, devendo inibir a
germinação por um período que garanta o efeito máximo do
“priming”. Entretanto, extendendo-se este período de tempo,
os efeitos benéficos do tratamento podem ser revertidos, fenômeno referido como “overpriming” (Ely & Heydecker,
1981).
A temperatura utilizada no condicionamento geralmente é aquela exigida para a germinação das sementes, variando
entre 15 e 25ºC (Nascimento, 1998). Porém, para Copeland
& McDonald (1995), temperaturas mais baixas durante o condicionamento propiciam melhores resultados. “Priming” em
condições frias (10°C) por cinco dias em sementes de tomate
e à 5ºC por 10 dias em Capsicum, acelerou a germinação
(Giulianini et al., 1992). Deve-se atentar para a taxa de
embebição inicial, pois uma rápida embebição, particularmente a baixas temperaturas, poderá causar danos às sementes
(Bradford, 1995).
Outro pré-requisito para o sucesso da técnica é o uso de
sementes livres de microrganismos, pois durante a fase inicial de embebição na solução osmótica, ocorre perda de solutos
das sementes, e esses lixiviados podem estimular a atividade
microbiana, geralmente saprófitas. Outro ponto a ser considerado é o efeito fitotóxico do fungicida sobre as sementes
(Nascimento & West, 1998).
O objetivo do trabalho foi verificar a melhor combinação de período e temperatura de condicionamento osmótico
que contribuam para melhorar a performance de sementes de
pimentão armazenadas por longos períodos, com baixa porcentagem de germinação.
MATERIAL E MÉTODOS
Foram utilizadas sementes de pimentão, cultivar Yolo
Wonder, tratadas com Captan a 0,15% (Empresa de Sementes HORTICERES), que permaneceram armazenadas durante cinco anos em câmara fria e seca, e por dois anos em latas
herméticas (condições ambiente), apresentando uma germinação final de 69%. Estas sementes foram acondicionadas
Revista Brasileira de Sementes, vol. 22, nº 2, p.176-184, 2000
178
S.C.B.R. JOSÉ et al.
em papel multifoliado, onde permaneceram armazenadas em
condição de baixa temperatura (±15ºC) e baixa umidade relativa (±50%) até a execução dos testes. Antes da instalação
do experimento, as sementes foram retiradas da câmara e deixadas por 24 horas em condições ambiente. Em seguida,
amostras destas sementes foram submetidas ao teste de sanidade, utilizando-se o método do papel de filtro com 2,4D
(Machado, 1988) e não foi observada incidência de microrganismos.
Condicionamento osmótico - 24g de sementes foram
utilizadas para o condicionamento osmótico. A metade das
sementes (quantidade suficiente para a realização dos testes
para a avalição da qualidade fisiológica das subamostras) foi
lavada em água corrente por três minutos, enxaguada em água
destilada e secada superficialmente antes do condicionamento osmótico. As sementes remanescentes não foram previamente lavadas. Com este procedimento, pretendeu-se avaliar
o possível efeito fitotóxico do fungicida na germinação das
sementes. As sementes, com umidade inicial de 6,7% (para
as não lavadas previamente) e 8,1% (para as sementes lavadas) foram semeadas em caixas plásticas do tipo gerbox (0,81g
de sementes por gerbox), contendo duas folhas de papel mata
borrão, umidecidos com solução de polietileno glicol (PEG
6000) com potencial de -1,1MPa, na proporção de 3:1 (ml de
solução: g do papel). As caixas foram mantidas no escuro,
em câmaras de germinação por 4, 8, 12 e 16 dias, utilizando
quatro temperaturas de condicionamento (5, 15, 20 e 25°C).
As concentrações de PEG 6000 foram obtidas segundo Michel
& Kaufmann (1973) e Villela et al. (1991), considerando cada
uma das temperaturas. Vencido cada período, parte das sementes foram secadas superficialmente e submetidas a determinação do grau de umidade. As demais, foram enxaguadas
em água corrente, por três minutos, e por último em água
destilada, permanecendo sobre bancada, em camada única,
por 24 horas, no laboratório para secagem natural até peso
inicial. Estas sementes foram submetidas a avaliação da qualidade fisiológica e foram comparadas com um tratamento
controle (sementes secas); determinação do grau de umidade - três subamostras de 100 sementes para cada tratamento foram colocadas em estufa à 103±2°C, por 17±1 hora, segundo as prescrições contidas nas Regras para Análise de
Sementes (Brasil, 1992). Os resultados foram expressos em
porcentagem média de umidade (base úmida); teste de germinação - foi conduzido com quatro subamostras de 50 sementes, para cada tratamento. Cada subamostra foi distribuída em uma caixa plástica do tipo gerbox, contendo duas fo-
Revista Brasileira de Sementes, vol. 22, nº 2, p.176-184, 2000
lhas de papel mata borrão, umedecidas com água destilada
na proporção de 3,0ml:1g de papel. As sementes permaneceram nas câmaras de germinação à 20-30ºC com regime de luz
16/8 horas (escuro/luz), respectivamente. A avaliação foi feita
no vigésimo primeiro dia, seguindo as prescrições das Regras para Análises de Sementes (Brasil, 1992). Por ocasião
do teste de germinação, foi determinado o índice de velocidade e tempo médio para ocorrência de 50% de protusão
radicular (T50). A protusão radicular (mínimo 1mm de comprimento) foi computada em dias alternados, durante 21 dias.
O resultado foi expresso em porcentagem. Foi calculado o
índice de velocidade de protusão radicular, de acordo com a
fórmula de Maguire (1962), citado por Viera & Carvalho
(1994). O tempo médio para ocorrência de 50% de protusão
radicular foi calculado pelo somatório do número de sementes que emitiram radícula por meio de interpolação; teste de
germinação a baixa temperatura - utilizou-se a mesma
metodologia do teste de germinação, diferindo apenas a temperatura, que foi de15ºC, e a avaliação das plântulas normais
foi realizada aos 31 dias; condutividade elétrica - foi efetuada com quatro subamostras de 50 sementes, para cada tratamento, aparentemente intactas, que foram pesadas (0,001g) e
imersas em 50ml de água destilada por 24 horas à temperatura
constante de 25ºC. Os resultados foram expressos em µS/cm/g
de sementes (Vieira & Carvalho, 1994 e Torres, 1996).
O delineamento experimental foi o inteiramente
casualizado, num esquema fatorial (4x3x2) + 6, sendo quatro
períodos de condicionamento osmótico (4, 8, 12 e 16 dias),
três temperaturas (5, 15 e 20oC) e dois tipos de preparo das
sementes (previamente lavadas e não lavadas), mais seis tratamentos adicionais (sementes secas; sementes lavadas, condicionadas a 25oC por quatro e oito dias; sementes não lavadas, condicionadas a 25oC por quatro, oito e 12 dias). Os dados obtidos foram interpretados por meio de análise de
variância. Para os fatoriais, os efeitos da temperatura e período de condicionamento foram avaliados por meio de análise
de regressão, mediante uma superfície de resposta. Substituindo os valores das temperaturas no modelo de superfície de
resposta, obteve-se uma curva de resposta em função do período de condicionamento. As médias obtidas dos tratamentos
adicionais foram comparados entre si e com o melhor tratamento fatorial pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade.
Os dados das variáveis, expressos em porcentagem de germinação, foram submetidos ao teste de homogeneidade de
variância (Teste de Hartley), indicando a não necessidade de
transformação dos dados para a análise.
EFEITO DO CONDICIONAMENTO OSMÓTICO NA GERMINAÇÃO E NO VIGOR DE SEMENTES DE PIMENTÃO
RESULTADOS E DISCUSSÃO
As sementes previamente lavadas (SL) apresentaram um
conteúdo de água ligeiramente superior às sementes não lavadas (SNL), sugerindo a ocorrência de absorção de água
durante a lavagem das mesmas (Tabela 1). Pode ser observado, pelo grau de umidade, que no período de condicionamento de quatro dias, em todas as temperaturas consideradas, as
sementes já se encontravam na fase II de embebição. Segundo Bradford (1986), em condições normais de embebição, o
conteúdo de água das sementes atinge um platô e se estabiliza até a emergência radicular. Com a redução do potencial
hídrico do meio de embebição, o conteúdo de água das sementes permaneceu praticamente inalterado, impedindo a
germinação das sementes submetidas aos diferentes períodos
de embebição, nas temperaturas de 5, 15 e 20ºC. Nota-se que
houve um controle na hidratação das sementes, já que elas
absorveram água até o ponto em que alcançaram o equilíbrio
com o potencial osmótico da solução. Esses resultados reforçam os constatados por Lanteri et al. (1996), onde o conteú-
TABELA 1. Médias em porcentagem do grau de umidade
de sementes de pimentão, cultivar Yolo
Wonder, lavadas (SL) e não lavadas (SNL),
submetidas ao condicionamento osmótico em
solução de PEG 6000 a -1,1MPa, em diferentes períodos e temperaturas.
Umidade (%)
SL
SNL
Temperatura
(°C)
Período
(dias)
5
5
5
5
4
8
12
16
37,9
37,8
37,2
37,8
36,6
36,1
36,9
35,8
15
15
15
15
4
8
12
16
38,0
38,0
36,6
37,5
35,7
36,5
35,7
34,2
20
20
20
20
4
8
12
16
39,7
37,9
38,6
38,4
36,5
36,1
36,4
37,2
25
25
25
25
4
8
12
16
39,2
39,5
40,2*
38,9**
35,9
38,4
38,9
38,8 ***
* 2,2% de sementes germinadas após condicionamento; 6,3% após secagem;
** 7,2% de sementes germinadas após condicionamento;
*** 5,1% de sementes germinadas após condicionamento.
179
do de água atingido pelas sementes de pimentão durante
“priming” a 20ºC, em PEG 6000 a -1,1 e -1,5MPa, permaneceu entre 37% e 30%, respectivamente, não ocorrendo germinação durante os 14 dias de tratamento. Na temperatura de
25ºC, o condicionamento osmótico não inibiu a germinação
das sementes nos tratamentos prolongados, o que indica que
a temperatura influenciou os processos metabólicos que precedem a germinação, como mencionado por Popinigis (1985).
A protusão da radícula para sementes condicionadas
osmoticamente ocorreu num teor de água inferior ao das sementes embebidas em água, que foi de aproximadamente 48%,
a 25ºC, o que sugere que diferentes níveis de restrição hídrica
e temperatura necessitam períodos “lags” diferentes e níveis
de umidade adequado para que ocorra a protusão da radícula,
reforçando os resultados obtidos por Bradford (1986). A redução da umidade nos tratamentos de condicionamento
osmótico a 25ºC, no período de 16 dias, em relação aos 12
dias nas sementes lavadas, pode se explicado pelo maior número de sementes germinadas após este tratamento e que foram incluídas na determinação do grau de umidade.
A germinação das sementes osmocondicionadas diminuiu com a redução da temperatura de condicionamento (Figura 1), independente das sementes terem sido previamente
lavadas (SL) ou não (SNL). Não foi constatado efeito
fitotóxico do fungicida nas sementes durante o condicionamento e o controle de microorganismos é fundamental para a
eficiência da técnica, como mencionado por Nascimento &
West (1998). Os maiores incrementos na germinação,
conduzida em condição ideal de temperatura (Figura 1A),
foram obtidos quando o condicionamento foi realizado a 20ºC,
no período de 11,27 dias (SL) e 12,47 dias (SNL), com uma
porcentagem em torno de 92% de plântulas normais, representando ganhos de 15% em relação ao controle. Estes ganhos foram bem mais expressivos quando o teste de germinação foi conduzido em estresse térmico (a baixa temperatura
15oC), com um incremento de 72% na porcentagem de
plântulas normais em relação ao controle, no período de 13,67
dias de condicionamento para as SL e 16 dias (maior período
avaliado) para as SNL (Figura 1B), diferindo dos resultados
obtidos por Kenneth & Sanders (1987), que detectaram maiores ganhos no percentual de germinação quando as avaliações foram realizadas em condição ideal de temperatura. A
viabilidade das sementes foi afetada negativamente pelas baixas temperaturas do condicionamento. A 5ºC houve uma drástica redução da porcentagem de plântulas normais em relação ao controle, principalmente quando o teste foi conduzido
em condições de estresse térmico (Figura 1B). Estes resultados estão de acordo com os obtidos por Nascimento (1998),
Revista Brasileira de Sementes, vol. 22, nº 2, p.176-184, 2000
180
S.C.B.R. JOSÉ et al.
Controle = 78%
100
90
80
95
85
70
% Germinaçã
% Germinaçã
75
65
60
50
40
o
o
55
18
16
14
3
Pe 1 0
1
río
do
20
15
8
6
10
4
2
m
Te
pe
ra
30
18
49,487
53,974
58,461
62,948
67,435
71,922
76,409
80,896
85,383
89,870
above
a
tur
5
(A) (SL)
16 4
1
3
Pe 1 1 0
río
do
20
8
10
6
4
2
5
15
a
tur
Tem
ra
pe
(A) (SNL)
36,784
42,324
47,864
53,404
58,944
64,484
70,024
75,564
81,104
86,644
above
Controle = 24,5%
110
90
90
70
70
% Germinaçã
50
30
o
o
% Germinaçã
110
10
18
16
14
Pe
río
20
13
do
10
8
6
10
4
2
m
Te
pe
15
ura
rat
5
(B) (SL)
-0,909
8,183
17,274
26,365
35,457
44,548
53,640
62,731
71,822
80,914
above
50
30
10
18
16
14
Pe
río
20
13
do
10
15
ura
8
6
10
4
2
5
(B) (SNL)
m
Te
p
t
era
-0,646
8,708
18,061
27,415
36,769
46,123
55,477
64,830
74,184
83,538
above
FIG. 1. Estimativa da porcentagem de germinação em condição ideal de temperatura (A) e em estresse térmico (B) de sementes
de pimentão, cultivar Yolo Wonder, previamente lavadas (SL) e não lavadas (SNL), em função da temperatura (°C) e
do período (dias) de condicionamento em solução de PEG 6000 a -1,1MPa.
que afirma que a temperatura a ser utilizada no condicionamento osmótico geralmente é aquela exigida para a germinação
da espécie. Quando o condicionamento foi a 15°C, a porcentagem de plântulas normais somente foi superior ao controle
quando o teste foi conduzido em condição de estresse térmico
(15oC) e a partir de oito dias de condicionamento (Figura 1B).
Comparando os maiores valores obtidos dos tratamentos fatoriais com os dos adicionais, pode-se observar que o
Revista Brasileira de Sementes, vol. 22, nº 2, p.176-184, 2000
tratamento de pré-condicionamento realizado durante 12 dias,
a 25°C, para sementes não lavadas, foi o de pior desempenho, igualando-se ao valor do controle, quando o teste de germinação foi conduzido em condição ideal de temperatura
(Tabela 2). Isto não foi constatado quando a temperatura de
condicionamento foi de 20°C, por um período de tempo semelhante. Porém, quando a germinação foi conduzida em condição de estresse térmico, houve necessidade de um maior
EFEITO DO CONDICIONAMENTO OSMÓTICO NA GERMINAÇÃO E NO VIGOR DE SEMENTES DE PIMENTÃO
181
TABELA 2. Médias de plântulas normais obtidas no teste de germinação em condição ideal de
temperatura1 e em estresse térmico2, de sementes de pimentão, cultivar Yolo Wonder,
embebidas em solução de PEG 6000 a -1,1MPa, nas temperaturas de 20 e 25°C e controle
(sem tratamento de embebição).
Tratamentos1
Plântulas normais
(%)
Tratamentos2
Plântulas normais
(%)
Fatoriais
SL, 20°C, 11,27 dias
SNL, 20ºC, 12,47 dias
94,36a
92,19a
Fatoriais
SNL, 20ºC, 16 dias
SL.20ºC, 14 dias
90,54a
90,02a
Adicionais
SNL, 25ºC, 4 dias
SL, 25ºC, 4 dias
SL, 25ºC, 8 dias
SNL, 25ºC, 8 dias
SNL, 25ºC, 12 dias
Controle
89,50a
88,00a b
88,00a b
87,50a b
81,00 bc
78,00 c
Adicionais
SNL, 25ºC, 8 dias
SL, 25ºC, 8 dias
SL, 25ºC, 4 dias
SNL, 25ºC, 4 dias
SNL, 25ºC, 12 dias
Controle
88,00a b
85,00a bc
83,50 bc
78,00 c d
74,50
d
24,50
e
Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna, não diferem entre si pelo teste de Tukey, a 5% .
SL (sementes lavadas); SNL (sementes não lavadas).
período de condicionamento a 20°C, para um maior incremento na porcentagem de plântulas normais (Tabela 2). Os
tratamentos conduzidos a 20°C por 16 dias (SNL) e 14 dias
(SL) e a 25°C (SNL e SL), por oito dias de condicionamento,
apresentaram-se superiores e não diferiram significativamente
entre si.
O condicionamento osmótico reverteu os efeitos do
envelhecimento, sendo evidente a reparação metabólica,
já que houve um incremento na porcentagem de plântulas
normais, principalmente em condições de estresse. Esse incremento variou com a temperatura e período de condicionamento, reforçando os resultados obtidos por Tilden & West
(1985).
Pode-se observar na Figura 2 que, o índice de velocidade de protusão radicular não foi incrementado quando o condicionamento foi realizado a 5°C. A superioridade do tratamento conduzido a 20°C pôde ser constatada nos diversos
períodos de condicionamento, detectados pelo índice de velocidade de protusão radicular. Resultados semelhantes foram obtidos por Lanteri et al. (1998), onde o condicionamento osmótico em solução de PEG 6000 a 20°C, durante 12
dias, também aumentou a velocidade de germinação de sementes de pimentão. No período de 16 dias, foi detectado um
índice de velocidade de protusão radicular de 17,83 e um incremento de 74% em relação ao controle. Nas temperaturas
de 5°C e 15°C os índices máximos de velocidade de protusão
radicular foram de 4,69 e 7,61 nos períodos de 7,96 e 15,52
dias de condicionamento, respectivamente (Figura 2). Estes
resultados diferem dos obtidos por Giulianini et al. (1992),
que detectaram um aumento na taxa germinativa quando as
sementes foram condicionadas osmoticamente a 5°C. Os
maiores valores do índice de velocidade de protusão radicular
foram atingidos pelos tratamentos de condicionamento realizados a 25°C (Tabela 3), nos períodos mais prolongados (8 e
12 dias), sendo que o tratamento conduzido durante oito dias,
nas SNL, apresentou uma superioridade de 77% em relação
ao controle. Lanteri et al. (1996) utilizaram o período de 14
dias de condicionamento a 20°C e obtiveram uma redução no
tempo gasto para a germinação de sementes de pimentão submetidas ao envelhecimento acelerado.
Embora tenha sido detectada diferenças entre as SL e
SNL, vale ressaltar a mesma tendência de comportamento
para os dois tipos de preparo das sementes em relação ao T50
(Tabela 3). Para todos os períodos de condicionamento conduzidos a 20°C foi observado um aumento no tempo médio
de protusão radicular, o que não aconteceu na temperatura
mais baixa, em que nenhum incremento foi constatado. O
valor mínimo de T50 (1,70) foi para sementes condicionadas
osmoticamente a 20°C, no período de 16,19 dias para as SL
(dados não mostrados) e de 1,74 para aquelas condicionadas
por um período de 12,64 dias (SNL), apresentando uma superioridade de 78% em relação ao controle (Figura 3). Lanteri
et al. (1996) obtiveram um incremento na velocidade de germinação da ordem de 60% em relação ao controle, quando
sementes de pimentão submetidas ao envelhecimento, foram
condicionadas osmoticamente a 20°C.
Revista Brasileira de Sementes, vol. 22, nº 2, p.176-184, 2000
182
S.C.B.R. JOSÉ et al.
Índice de velocidade de protusão radicular
20
y = -0,0417x2 + 1,609x + 2,763
18
20oC
16
Controle = 4,57
14
12
10
y = -0,0417x2 + 1,294x - 2,427
8
15oC
6
y = -0,0417x2 + 0,664x + 2,043
4
5oC
2
0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
Período de condicionamento (dias)
FIG. 2. Estimativa do índice de velocidade de protusão radicular de sementes de pimentão,
cultivar Yolo Wonder, em função do período de condicionamento em solução de
PEG 6000 a -1,1MPa, nas temperaturas de 5, 15 e 20°C.
TABELA 3. Médias do índice de velocidade de protusão radicular (IVPR) e do tempo
médio para ocorrência de 50% de protusão radicular (T50), de sementes de
pimentão, cultivar Yolo Wonder, embebidas em solução de PEG 6000 a
-1,1MPa, nas temperaturas de 20 e 25°C e controle (sem tratamento de
embebição).
Tratamentos
SNL, 25ºC, 8 dias
SL, 25ºC, 8 dias
SNL, 25ºC, 12 dias
20ºC, 16 dias (fatorial)
SNL, 25ºC, 4 dias
SL, 25ºC, 4 dias
Controle
IVPR
Tratamentos
20,00a
19,24a
18,88a
17,83a
10,20 b
9,76 b
4,57 c
SNL, 25ºC, 8 dias
SNL, 25ºC, 12 dias
SL, 25ºC, 8 dias
Fatoriais
SL, 20ºC, 16 dias
SNL, 20ºC, 12,64 dias
SNL, 25ºC, 4 dias
SL, 25ºC, 4 dias
Controle
T50
1,17a
1,20a
1,29a
1,70a
1,74a
4,22 b
4,35 b
7,76 c
Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna, não diferem entre si pelo teste de Tukey, a 5%.
SL (sementes lavadas); SNL (sementes não lavadas).
Quatro dias de condicionamento foi o período que propiciou menores incrementos no T50 (Tabela 3). Porém, todos
os tratamentos foram superiores ao controle. O tratamento
realizado a 25°C durante oito dias, nas SNL, aumentou a velocidade de protusão da radícula em torno de 85% em relação ao controle, que atingiu 50% da emissão radicular somente aos 7,76 dias após instalação do teste.
Revista Brasileira de Sementes, vol. 22, nº 2, p.176-184, 2000
Verifica-se que o período de condicionamento que determinou a melhor performance das sementes variou de acordo com a temperatura durante o tratamento, fato detectado
por todos os testes conduzidos para a avaliação da qualidade
fisiológica das sementes. A 20°C foram necessários períodos
maiores, diferindo das temperaturas mais baixas de condicionamento, em que a permanência das sementes na solução
EFEITO DO CONDICIONAMENTO OSMÓTICO NA GERMINAÇÃO E NO VIGOR DE SEMENTES DE PIMENTÃO
Controle = 7,76 dias
)
radicular (dias
T 50 - Produção
11
9
7
5
3
5
10
Te
mp
15
era
tur
a
8
6
20
2
4
10
Pe
12
río
do
14
16
18
2,590
3,431
4,272
5,113
5,954
6,795
7,636
8,477
9,318
10,159
above
FIG. 3. Estimativa do tempo médio para ocorrência de 50%
de protusão radicular de sementes de pimentão,
cultivar Yolo Wonder, não lavadas, em função da
temperatura (°C) e do período (dias) de
condicionamento em solução osmótica de PEG 6000
a -1,1 MPa.
osmótica deve ser menor para que os benefícios com a técnica venham a ocorrer, evidenciando a importância do período
de condicionamento, como mencionado por Ely & Heydecker
(1981). Esses resultados contradizem os otidos por Zheng et
al. (1994), que verificaram a necessidade de ampliar o tempo
de contato das sementes de canola na solução osmótica quando foi conduzida em temperatura baixa (10oC).
O teste de condutividade elétrica, detectou diferença significativa entre tipos de preparo das sementes (SL e SNL).
Para as SL, a 20°C durante o condicionamento foi a que propiciou os valores mais elevados de condutividade, seguidas
pelas sementes osmocondicionadas a 15 e 5°C. Sementes não
lavadas, que permaneceram por mais de 12 dias na solução
osmótica a 5°C, foram as que apresentaram menores valores
de condutividade (dados não mostrados).
Apesar dos danos por embebição serem mais severos em
condições de baixa temperatura, como citado por Bradford
(1995), observou-se que a condutividade das sementes condicionadas osmoticamente em diferentes temperaturas, foi influenciada pelo período de condicionamento, sendo que, nas
temperaturas mais baixas, os menores valores de
condutividade foram obtidos num período de condicionamento maior do que a 20°C (dados não mostrados). Todos os tratamentos osmóticos propiciaram menor condutividade elétrica do que o controle, o que parece apoiar a teoria do reparo,
183
se considerar que os lixiviados das sementes controle são resultado de danos das membranas celulares. Outros eventos,
no entanto, podem ter ocorrido, como lixiviação durante a
embebição na solução osmótica, como mencionado por
Dearman et al. (1986) e Bray (1995), contribuindo para a redução dos valores de condutividade elétrica. Os menores valores de condutividade foram obtidos nas sementes condicionadas osmoticamente a 15°C entre os tratamentos fatoriais.
Os resultados do teste de condutividade elétrica (Tabela 4),
ao contrário dos demais, indicam os períodos de oito e 12
dias de permanência das sementes na solução osmótica a 25°C
como os piores para a recuperação da qualidade fisiológica
das sementes. Provavelmente, esta aparente divergência nos
resultados seja devida aos princípios diferentes dos demais
testes em relação a este, o que não o desqualifica. Em geral,
observa-se que determinados aspectos do vigor das sementes
podem ser detectados por determinados testes e não por outros.
TABELA 4. Médias da condutividade elétrica de sementes de pimentão, cultivar Yolo Wonder,
embebidas em solução de PEG 6000 a
-1,1MPa, nas temperaturas de 15 e 25°C e
controle sem tratamento de embebição.
Tratamentos
SL, 25°C, 4 dias
Fatoriais
SL, 15°C, 8.5 dias
SNL, 15°C, 9,85 dias
SNL, 25°C, 4 dias
SNL, 25°C, 8 dias
SL, 25°C, 8 dias
SNL, 25°C, 12 dias
Controle
Condutividade elétrica
(µS/cm/g)
27,61a
28,31a
30,67a
31,89a
49,09 b
51,08 b
55,54 b
84,34 c
Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna, não diferem entre si
pelo teste de Tukey, a 5%.
SL (sementes lavadas); SNL (sementes não lavadas).
A maioria dos testes determinantes da qualidade fisiológica das sementes, com exceção do teste de condutividade
elétrica, sugere que se utilize o condicionamento a 25°C durante oito dias; apesar deste não ter diferido do tratamento
realizado a 20°C por períodos superiores a oito dias, no entanto, deve-se considerar que a possibilidade de redução do
tempo de permanência das sementes na solução osmótica é
mais interessante.
Revista Brasileira de Sementes, vol. 22, nº 2, p.176-184, 2000
184
S.C.B.R. JOSÉ et al.
at three temperatures. Journal of Seed Technology, Fort
Collins, v.11, n.1, p.97-102, 1987.
CONCLUSÕES
! A técnica de condicionamento osmótico é eficiente em melhorar a performance de sementes de pimentão com baixa
porcentagem de germinação;
! o desempenho das sementes é favorecido quando o condicionamento osmótico é conduzido em temperaturas similares às ideais para a germinação da espécie;
! sementes não lavadas e condicionadas osmoticamente em
papel embebido com PEG 6000 a -1,1MPa, a 25°C e durante oito dias, apresentam qualidade fisiológica superior.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRADFORD, K.J. Manipulation of seed water relations via osmotic
priming to improve germination under stress conditions. Hort
Science, Alexandria, v.21, n.5, p.1105-1112, 1986.
BRADFORD, K.J. Water relations in seed germination. In: KIGEL,
J. & GALILI, G. Seed development and germination. New
York: Marcel Dekker, 1995. p.767-789.
BRADFORD, K.J.; STEINER, J.J. & TRAWATHA, S.E. Seed
priming influence on germination and emergence of pepper
seed lots. Crop Science, Madison, v.30, n.3, p.718-721,
1990.
BRASIL. Ministério da Agricultura e Reforma Agrária. Regras para
análises de sementes. Brasília: SNDA/DNDV/CLAV, 1992.
365p.
LANTERI, S.; NADA, E. & BELLETTI, P. Effects of controlled
deterioration and osmoconditioning on germination and nuclear
replication in seeds of pepper (Capsicum annuum L.). Annals
of Botany, New York, v.77, n.66, p.591-597, 1996.
LANTERI, S.; QUAGLIOTTI, L. & BELLETTI, P. Delayed
luminescense and priming-induced nuclear replication of
unaged and controlled deteriorated pepper seeds (Capsicum
annuum L.) Seed Science and Tecnology, Zürich, v.26, n.2,
p.413-424, 1998.
MACHADO, J.C. Patologia de sementes: fundamentos e
aplicações. Brasília: Ministério da Educação; Lavras: ESAL/
FAEPE, 1988. 107p.
MICHEL, B.E. & KAUFMANN, M.R. The osmotic potencial of
poliethylene glycol 6000. Plant Physiology, Rockville, v.51,
n.4-6, p.914-916, 1973.
NASCIMENTO, W.M. Condicionamento osmótico de sementes de
hortaliças: potencialidades e implicações. Horticultura
Brasileira, Brasília, v.16, n.2, p.106-109, 1998.
NASCIMENTO, W.M. & WEST, S.H. Microorganism growth during
muskmelon seed priming. Seed Science and Technology,
Zürich, v.26, n.2, p.531-534, 1998. (Research Note)
POPINIGIS, F. Fisiologia da semente. 2.ed. Brasília: AGIPLAN,
1985. 289p.
TILDEN, R.L. & WEST, S.H. Reversal of the effects of aging in
soybean seeds. Plant Physiology, Lancaster, v.77, n.3, p.584586, 1985.
BRAY, C.M. Biochemical processes during the osmopriming of
seeds. In: KIGEL, J. & GALILI, G. Seed development and
germination. New York: Marcel Dekker, 1995. p.767-89.
TORRES, S.B. Qualidade fisiológica de sementes de pimentão
(Capsicum annuum L.) através do teste de estresse hídrico.
Revista Brasileira de Sementes, Brasília, v.11, n.2, p.246250, 1996.
COPELAND, L.O. & McDONALD, M.B. Seed science and
technology. 3.ed. New York: Chapman & Hall, 1995.
409p.
VIEIRA, R.D. & CARVALHO, N.M. Testes de vigor em sementes.
Jaboticabal: FUNEP, 1994.164p.
DEARMAN, J.; BROCKLEHURST, P.A. & DREW, R.L. Effects
of osmotic priming and ageing on onion seed germination.
Annals of Applied Biology, Warwick, v.108, n.3, p.639-648,
1986.
VILLELA, F.A.; DONI-FILHO, L. & SEQUEIRA, E.L. Tabela de
potenciais osmóticos em função da concentração de
polietileno glicol 6000 e da temperatura. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v.26, n.11/12, p.1957-1968,
1991.
ELY, P.R. & HEYDECKER, W. Fast germination of parsley seeds.
Science Horticulturae, Athens, v.15, n.2, p.127-136, 1981.
GIULIANINI, D.; NUVOLI, S.; PARDOSSI, A. & TOGNONI, F.
Pregermination treatment of tomato and papper seeds. Colture
Protette, Bologna, v.11, n.6, p.73-79, 1992.
KENNETH, W.J. & SANDERS, D.C. The influence of soaking
pepper seed in water or potassium salt solutions on germination
WARREN, J.E. & BENNETT, M.A. Seed hydration using the drum
priming system. Hort Science, Alexandria, v.32, n.7, p.12201221, 1997.
ZHENG, G.H.; WILEN, R.W.; SLINKARD, A.E. & GUSTA, L.V.
Enhancement of canola seed germination and seedling
emergence at low temperature by priming. Crop Science,
Madison, v.34, n.6, p.1589-1593, 1994.
"#"#"
Revista Brasileira de Sementes, vol. 22, nº 2, p.176-184, 2000
Download

efeito da temperatura e do período de condicionamento