RAÇA E O BRASIL EM MACHADO DE ASSIS: UMA IDÉIA EM SEU LUGAR Rita de Cássia Miranda Diogo (UERJ) RESUMO: Em “As idéias fora do lugar”, Schwarz nos apresenta o “favor” como um dos principais mecanismos de ascenção social do Brasil do século XIX. No presente trabalho, tentaremos demonstrar como Machado de Assis em “Pai contra mãe” complementa, literariamente, a análise do contexto sócio-político feita no estudo acima referido. Veremos que se Schwarz privilegia a relação entre o latifundiário e o chamado “homem livre”, em seu conto, o escritor brasileiro nos apresenta outro tipo de relação não menos complexa. Referimo-nos à relação entre o “homem livre” e o escravo, num contexto de pobreza generalizada. Nossa hipótese é a de que este conto não só ratifica como também amplia a análise de Schwarz, pois revela-nos a face eurocêntrica sobre a qual se assenta o mundo moderno colonial, bem como um de seus mitos: a idéia de raça. Palavras-chave: literatura latino-americana, eurocentrismo, raça, colonialidade do poder. Em “As idéias fora do lugar”, Schwarz nos apresenta o “favor” como um dos principais mecanismos de ascenção social do Brasil do século XIX, o qual intermediará as relações entre aqueles que têm e a grande maioria dos que nada têm. No presente trabalho, demonstraremos como Machado de Assis em “Pai contra mãe” complementa, de literariamente, a análise do contexto sócio-político feita no estudo acima referido. Assim, se Schwarz privilegia a relação entre o latifundiário e o chamado “homem livre”, revelando-nos a convivência conflituosa entre as idéias liberais e a realidade de um Brasil escravocrata, o escritor brasileiro nos apresenta em seu conto outro tipo de relação não menos complexa, ainda que invisível, já que os elementos envolvidos encontram-se marginalizados das decisões político-econômicas e dos debates ideológicos da época. Referimo-nos à relação entre o “homem livre”, em geral branco, e o escravo, em meio a um contexto de pobreza generalizada. Nossa hipótese é a de que este conto não só ratifica como também amplia a análise de Schwarz, pois revela-nos a face eurocêntrica sobre a qual se assenta o capitalismo colonial/moderno e eurocentrado, bem como um de seus pilares: a idéia de raça (Quijano, 2005, p.227). Segundo o cientista social Aníbal Quijano (2005), ao dividir o mundo entre brancos e não-brancos, o eurocentrismo passa também a estabelecer o lugar de cada “cor” no mercado de trabalho, no qual os primeiros mandam e os demais são mandados. No caso do Brasil do conto de Machado, mesmo que a situação desprivilegiada englobe tanto escravos quanto uma população considerável de brancos, estes conseguem sobrepujar aqueles, ainda que seja no triste e humilhante papel de perseguidor de negros fugidos. Civilização e Barbárie no Mundo Moderno/Colonial Em “Pai contra mãe”, Machado de Assis começa por introduzir o leitor no cenário político-social do Brasil da primeira metade do século XIX. Gostaríamos de destacar aqui a descrição minuciosa que o escritor faz de um dos instrumentos de repressão utilizado pela escravidão: a máscara de folha-de-flandres que se colocava no escravo, a fim de controlar-lhe o vício do alcoolismo. Ao caracterizá-lo, Machado nos dá uma das chaves para a compreensão do mundo moderno/colonial: o convívio sempre conflituoso entre civilização e barbárie. Em suas palavras: “Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel” (Machado de Assis, 2001, p. 19). A imagem da máscara-de-flandres nos fala de um mundo erigido sobre a violência, estratégia fundamental da expansão do imperialismo europeu. Conjugando violência e intimidação, Europa impunha o seu poder sobre as demais culturas, ora usurpando-lhes o que lhe parecia conveniente para si mesma, ora reprimindo as diferentes formas de manisfestação do colonizado, sua construção de conhecimentos e sua produção de sentidos, especialmente no que se refere ao seu universo simbólico. Uma expansão para a qual o negro africano foi um elemento essencial, já que substituía vantajosamente o ouro ou a prata como moeda. Como toda violência, a escravidão também engendrará uma reação, pois ao contrário do estereótipo do “Pai João”, foram muitos os negros que não se resignaram à vida subumana à qual foram impostos, seja através de rebeliões ou mesmo da fuga. Uma resposta que Machado nos apresenta de forma bastante irônica quando afirma: “Há meio século, os escravos fugiam com freqüência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão” (Machado de Assis, 2001, ibid. Grifo nosso) Assim é como o autor vai nos preparando para narrar uma história que prima pela crueldade dos fatos, já que os personagens envolvidos fazem parte da grande massa dos oprimidos pela desigualdade e injustiça sociais. Candinho é um “homem livre”, que como muitos da época, vive em meio à escassez e à falta de oportunidade de emprego. Além disso, as urgências do dia-a-dia e a falta de um “padrinho” acabam por levá-lo à optar por atividades de retorno rápido, na qual não precise investir muito nem em tempo, nem em esforço intelectual. É desta forma como termina trabalhando na perseguição de escravos fugidos, seguindo as pistas dadas por seus senhores nos anúncios dos jornais, e especialmente, deixando-se levar pela recompensa. È, enfim, como Candinho passa a fazer parte do lado bárbaro de nossa sociedade, que o levará a conhecer Arminda, uma escrava fugida. Juntos, mesmo sem sabê-lo, participarão do funcionamento de uma mesma engrenagem, indissociável do outro lado, o lado civilizado da Casa Grande, que como sabemos, jamais sobreviveria sem a senzala. Ainda que ambos, homem livre e escrava, vivam numa situação social de marginalização, existe uma hierarquia a diferenciá-los, estabelecida pela diferença da cor, base da idéia de raça. Uma idéia que orientará a divisão do mundo em determinados papéis sociais, bem como a distribuição dos mesmos no mercado de trabalho. Deste modo, caberá ao homem branco, considerado superior, os papéis de mando, e ao nãobranco a ocupar as funções subalternas, e de preferência, não assalariadas. Veremos, mais adiante, como esta hierarquia será fundamental para o andamento que Machado dará à esta história. Crueldade e contradições do modelo civilizatório latino-americano Em seu estudo sobre a obra MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS, Schwarz (2005, p. 85-107) nos apresenta o sentido histórico da crueldade em Machado de Assis, localizando-a no centro das contradições sociais vividas pelo Brasil do século XIX. Tanto no Brasil quanto nos restante da América Latina, a adoção do modelo europeu de civilização num contexto sócio-econômico essencialmente escravocrata, engendrará uma série de contradições, cujos vestígios seguem vivos ainda em nossos dias. Nossas elites intelectuais, bebendo em fontes européias, expressavam uma grande preocupação com a heterogeneidade de nossa cultura, já que a noção de “Estado Moderno”, no qual desejavam transformar seus respectivos países, implicava em homogeneíza-los. Segundo o médico e filósofo da época, Francisco Soares Franco: “Hum povo composto de diversos povos não he rigorosamente huma Nação; he um mixto incoherente, e fraco; os diversos usos, e costumes e mais ainda as diversas côres produzem hum orgulho exclusivo, e hum decidido aborrecimento entre as diversas raças”. (apud. Hofbauer, A. 2006, p. 183; grifo nosso) Esta afirmação, emblemática por representar as concepções que regiam a conduta das elites latino-americanas, nos revela alguns dos pilares sobre os quais se assenta o eurocentrismo, ou seja, esta perspectiva peculiar de conhecimento, cuja elaboração sistemática, segundo Quijano (2005, p. 246), começou a gestar-se na Europa Ocidental antes de meados do século XVII. Entre estes pilares, a idéia de raça é uma categoria fundamental, como bem o demonstra a citação acima. Uma leitura mais atenciosa das palavras de Francisco Franco, nos leva a perceber que o autor relaciona diretamente os “diversos povos” com as “diversas côres”, que por sua vez, produzem um “orgulho exclusivo”, que estaria na base das disputas entre as “diversas raças”. Supomos, assim, que toda esta disputa que impediria a transformação do Brasil num Estado Moderno, só encontraria sua solução na escolha de um povo, de uma cor e de uma única raça, ou seja, a raça branca. Assim, a homogeneização implica numa perspectiva dualista, que divide o mundo em brancos e não-brancos, ou seja, em europeus e não-europeus, cabendo naturalmente aos primeiros a “missão” de civilizar os demais, enquanto seres bárbaros que são. Por fim, a naturalização dessas diferenças, ou seja, a crença de que o homem nãobranco, ou ainda, de que quanto menos branco for, mais será naturalmente incapaz, preguiçoso e inferior, dá a dimensão da crueldade, que mais do que no Brasil, está assentada na base da construção do mundo moderno/capitalista. Quanto ao Brasil e aos demais países latino-americanos, essa crueldade se acentua, na medida em que suas elites vão se identificar mais com as elites européias que propriamente com as suas respectivas populações, formadas em sua maioria por nãobrancos, isto é, índios, negros e mestiços. Nesse sentido, ao invés de se empenharem na integração desses elementos no estabelecimento de uma sociedade moderna e capitalista, optarão por marginalizá-los como entes inferiores. Na verdade, tal como no imperialismo europeu, esta marginalização não passava de uma estratégia ideológica, que preservava a dominação colonial, da qual essas mesmas elites dependiam para manter-se no poder. Sem abrir mão das vantagens já adquiridas e ao mesmo tempo, desejosa de participar do mundo civilizado e de seus benefícios, a minoria branca que dominava então se adere às idéias liberais, contribuindo para a construção daquilo que por seus desvios, não deixa de ser uma aberração: Estados independentes e sociedades coloniais (Quijano, 2005, p. 264). Nesse sentido, a crueldade presente nas obras de Machado, especialmente nas Memórias póstumas (Schwarz, 2005), nada mais são do que o retrato daquilo que qualificamos acima como uma “aberração”, feita por um escritor que soube como nenhum outro ler nas entrelinhas de nossa sociedade, despindo-a de seus adornos, revelando-a em sua face mais dura e impiedosa. A “Roda dos enjeitados” ou o retrato da crueldade em “Pai contra mãe” No conto em estudo, percebemos que a crueldade aumenta progressivamente até alcançar o seu ápice, quando Cândido leva o filho para a chamada “Roda dos enjeitados”, o seu retrato mais fiel. Tudo se complica na vida de Candinho quando ele decide se casar com Clara: sem um emprego fixo, o dinheiro mal dá para pagar o aluguel da casa pobre onde moram junto com uma tia da esposa, a Tia Mônica. Mulher experiente, sem ilusões quanto ao que lhe reserva a vida, conhece bem os seus prazeres e as suas vicissitudes, e os inúmeros sofrimentos, como costuma acontecer, acabam por leva-la a banalizar a crueldade. É assim como um dia, ao saber que o casal pensava em ter um filho, expressa a sua opinião sobre o assunto: “-Vocês, se tiverem um filho, morrem de fome” (Machado, 2001, p. 21). Um diagnóstico realista sobre do futuro do casal que se revelará como uma profecia, pois sem um emprego mais seguro, dedicando-se ao trabalho incerto de capturar escravos fugidos, Cândido passava a maior parte do tempo desocupado e sem dinheiro. Já no oitavo mês de gestação, a situação continuava a mesma, de modo que o realismo de Tia Mônica, ultrapassando todos os limites da crueldade, levou-a a pronunciar a expressão “Roda dos enjeitados”. Tal como seus pais, marginalizados e também rejeitados pela sociedade escravocrata, que não via no homem livre nenhum tipo de benefício econômico, esta parece ser a única herança que Cândido e Clara podem deixar para seu filho: dar-lhe para adoção. Evidentemente, Candinho rejeita com horror tal sugestão e insiste em acreditar em dias melhores. No entanto, a situação do futuro pai parece piorar, ao mesmo tempo que a crueldade que o cerca vai aumentando paralelamente. Despejado da casa por não pagar o aluguel, recorreu aos anúncios de pretos fugidos, mas nada conseguiu. Tia Mônica, por sua vez, parece aperfeiçoar-se a cada dia na prática da crueldade, não porque seja má, mas porque sabe que nesta vida, crueldade se paga com crueldade: é uma questão de sobrevivência. Assim, consegue um aposento com uma senhora velha e rica, onde pretende morar de favor com Clara e o marido, pois já teve tempo de aprender que sem o favorecimento, o homem livre não é ninguém na sociedade onde vive. No entanto, decide esconder o fato ao casal, pensando que talvez o desespero levasse Candinho a rejeitar o filho, tal como lhe havia proposto, e quem sabe arrumar algum emprego e deixar a vida de perseguidor de escravos. De fato, Tia Mônica insiste mais uma vez na “Roda dos enjeitados”, e Candinho acaba por resignar-se à sua sugestão. Mas, como última esperança, volta a olhar os anúncios de escravos fugidos, quando vê que um deles promete uma recompensa de cem mil-réis. Buscava uma mulata, que Cândido já havia tentado capturar sem sucesso. Releu-o e saiu outra vez à sua procura. Como nada conseguiu, voltou para a casa arrasado, e Tia Mônica então, passa a descrever as misérias que aguardavam aquela criança caso insistissem em ficar com ela. Numa descrição minuciosa, o narrador nos mostra o quanto doloroso estava sendo para aquele pai ter de separar-se do filho amado, tornando a situação ainda mais cruel aos olhos do leitor, ao mesmo tempo que o preparava para a próxima cena, quando a crueldade atingirá o seu ápice. “Pai contra mãe”: uma batalha entre vencidos Coincidentemente, na mesma noite que levava o filho para ser entregue à “Roda dos enjeitados”, Cândido encontra a mulata que procurava, de modo que os dois destinos, o do pai e o da escrava se entrecruzam num mesmo espaço e tempo, levando-os a encenar uma batalha, que na verdade já estavam acostumados a travar no seu dia-a-dia: a batalha pela sobrevivência. É como se Machado, numa perspectiva não menos cruel, mas de acordo, enfim, com a matéria tratada, fizesse o recorte de uma cena do cotidiano, a pusesse diante de uma lupa, nos permitindo ver a olho nu os seus detalhes mais ocultos e sórdidos; detalhes que certamente não estariam presentes numa notícia de jornal, afinal o caráter marginal de seus protagonistas tornava-os invisíveis para esta sociedade. Assim, ao avistar a mulata, Candinho deixa o filho aos cuidados de um farmacêutico, e corre em direção à escrava. Ao chamá-la pelo nome, “Arminda”, ela atende sem malícia, dando início à perseguição. Ao capturá-la, Arminda pede clemência, pois estava grávida, fato essencial que emprestará à cena a dose de crueldade necessária para escandalizar o leitor, mobilizando-o para a situação social em questão. Machado nos coloca diante de uma batalha desigual, ainda que saibamos que os envolvidos pertençam a um mesmo paradigma, o dos não-europeus, não-brancos, nãocivilizados. Ocorre, no entanto, que as relações assimétricas estabelecidas a nível internacional entre os países imperialistas e suas colônias se reproduzirá a nível intranacional, configurando-se naquilo que González Casanova chama de “colonialismo interno”. Segundo este autor: “Com o desaparecimento direto do domínio dos nativos pelo estrangeiro, aparece a noção de domínio e exploração dos nativos pelos próprios nativos”(González Casanova, 2002, p. 83), perpetuando-se assim as mesmas relações de poder vigentes durante o período de colonização. Nesse sentido, o paradigma acima referido acaba por bifurcar-se, estando uma de suas extremidades composta pelos “mais-brancos”, em oposição à outra formada pelos “menos-brancos”. Evidentemente, e de forma coerente com o eurocentrismo, o primeiro ramo, o dos “mais-brancos”, encontrar-se-á, na maioria das vezes, em posição de vantagem sobre o segundo, tal como nos demonstra Machado com a cena em análise. O fato é que, Cândido, tão desfavorecido quanto Arminda, ocupa uma situação de superioridade por ser mais branco do que ela, sendo, pois, um homem livre, podendo assim assumir a posição do perseguidor. À mulata, contudo, sendo “menos-branca”, só lhe resta a posição inferior de escrava, ou seja, de perseguida. Some-se à esta, a desvantagem de gênero, já que trata-se de uma mulher contra um homem, vivendo numa sociedade patriarcal. Na verdade, o resultado desta batalha, do Pai contra a Mãe, começou a ser escrito desde a época da conquista, consolidado-se com a posterior empresa de colonização, cujas relações de poder, mesmo que dentro de outro contexto, continuam vigentes, caracterizando o que em linhas gerais Quijano chama de “colonialidade do poder” (Quijano, 2005, p. 227). Para este cientista social, a globalização em curso representa a “culminação de um processo que começou com a constituição da América e do capitalismo colonial/moderno e eurocentrado como um novo padrão de poder mundial”; de modo que se existe algum fenômeno global, este necessariamente refere-se à expansão e ao predomínio do sistema capitalista a nível mundial. Um sistema que, como sabemos, gestou-se a partir do acúmulo de riquezas, de capital, que as ex-colônias proporcionaram às suas matrizes européias. Voltando ao conto, Candinho captura Arminda, e mesmo grávida, a entrega nas mãos de seu Senhor, que retira da carteira a recompensa e o entrega. Como culminância da crueldade, Arminda caída no chão aborta o feto, concretizando uma derrota, que é acima de tudo histórica e social. Imediatamente, o Pai retorna para recuperar o seu filho. Já em casa, tia Mônica critica a escrava pelo aborto e por ter fugido, enquanto Cândido, comemorando com o filho nos braços, sintetiza numa frase a crueldade de uma história, na qual para que uns “vinguem” outros têm de “morrer”, seja de fato, seja socialmente (Machado, 2001, p. 27): “Cândido Neves, beijando o filho, entre lágrimas verdadeiras, abençoava a fuga e não se lhe dava do aborto. - Nem todas as crianças vingam, bateu-lhe o coração”. Este conto revela, assim, a lucidez de um escritor que soube decifrar as engrenagens que regem e comandam a nossa sociedade, cuja crueldade pode alcançar dimensões impensáveis. No entanto, ao contrário do sensacionalismo, para o qual a temática em questão serviria tão bem, a obra de Machado marca a diferença entre a construção estética à serviço da crítica da fome e da desigualdade social e a estetização da pobreza. Bibliografia BENJAMIN, Walter. Documentos de Cultura. Documentos de barbárie (Escritos escolhidos). Seleção e apres. De Willi Bolle. São Paulo: Cultrix/Editora da Universidade de São Paulo, 1985. GONZÁLEZ CASANOVA, Pablo. Exploração, colonialismo e luta pela democracia na América Latina. Rio de Janeiro: Vozes, 2002. HOFBAUER, Andreas. Uma história de branqueamento ou o negro em questão. São Paulo: Ed. UNESP, 2006. SCHWARZ, Roberto. Cultura e política. São Paulo: Paz e Terra, 2005. -----. Ao vencedor as batatas. 4 ed. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1992. -----. Um mestre na periferia do capitalismo:Machado de Assis. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1990. MORICONI, Italo (Sel.) Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (Org.) A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas Latino-Americanas. 1 ed. Buenos Aires: CLACSO, 2005.