METODOLOGIAS ATIVAS Exercícios e Situações Problema Material desenvolvido pelo Núcleo de Práticas Pedagógicas METODOLOGIAS ATIVAS o que todas elas têm em comum? Estratégias de ensino e aprendizagem Aprendizagem baseada em problemas Aprendizagem baseada na reflexão sobre a experiência Aprendizagem baseada em projeto Ensino com pesquisa Caso para ensino Mapas conceituais Jogos pedagógicos Aprendizagem baseada em times Estudo dirigido O QUE ELAS TÊM EM COMUM? 1. São metodologias de ensino comprometidas em ampliar as condições que favorecem a aprendizagem do Estudante 2.Mobilizam estratégias orientadas pela e para a aprendizagem significativa* 3.Reconhecem o Estudante como Sujeito do processo de aprendizagem porque a referida aprendizagem depende de sua mobilização para os estudos * Processo por meio do qual uma nova informação relacionase de maneira substantiva a um aspecto relevante da estrutura de conhecimento do Estudante (conceito subsunçor) 4.Utilizam a problematização** como estratégia de ensinoaprendizagem 5.Disponibilidade e acesso a materiais de suporte à pesquisa documental e bibliográfica (bases de dados e sites, particularmente) ** Problematizar enfatiza a práxis na qual o Sujeito busca soluções para a realidade em que vive e se torna capaz de transformá-la pela sua própria ação, ao mesmo tempo em que se transforma. A APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA ocorre quando uma nova informação é relacionada a um aspecto relevante, já existente na estrutura cognitiva do Aprendiz. A APRENDIZAGEM MECÂNICA ocorre quando a nova informação não se relaciona a conceitos já existentes na estrutura cognitiva do Aprendiz. NOVAK, J.D. e GOWIN, D.B. Aprender a aprender. Lisboa: Plátano Edições Técnicas, 1996. Reestruturar o PPP Adequar as rotinas administrativas Envolver o Estudante com as metodologias ativas Conceber um currículo integrado Ações institucionais associadas à exploração de metodologias ativas Readequar a infraestrutura: ampliar os espaços de aprendizagem Redesenhar o Plano de Ensino e Aprendizagem Promover ações de formação docente AS METODOLOGIAS ATIVAS CONTRIBUEM PARA: Formar profissionais como sujeitos sociais Desenvolver competências éticas, políticas e técnicas Potencializar a compreensão e o uso do conhecimento, do raciocínio crítico e analítico, associado à responsabilidade e sensibilidade para as questões da vida e da sociedade. Capacitar o Estudante para intervir em contextos de incertezas e complexidades O QUE ESPERAR DO PROFESSOR QUE TRABALHA COM METODOLOGIAS ATIVAS? 1a. A Investir em um processo de formação e auto formação. 1b.Trocar ideias com colegas que exploram metodologias ativas 4a. Apresentar justificadamente o Programa aos Estudantes 4b.Retomar esse ponto todas as vezes que julgar importante 7. Apoiar o Estudante na realização do trabalho requerido pelas estratégias de ensino e aprendizagem orientadas pelas metodologias ativas 2a. Estudar e experimentar estratégias de ensino e aprendizagem orientadas pelas metodologias ativas. 2b.Aprender com o processo e os resultados 5. Co-responsabilizar o Estudante no processo de ensino e aprendizagem 8. Fazer uso de tecnologias que auxiliem o processo de aprendizagem dos Estudantes 3. Planejar com detalhes todos os passos 6a. Comprometer-se com a aprendizagem do Estudante. 6b.Investir em relações construtivas com a turma 9a. Avaliar a aprendizagem por processo 9b.Oferecer feedback regularmente Resolução de Exercícios e Situações Problemas 1. Definição 2. Tipos de atividades 3. Benefícios para a Aprendizagem 4. O papel da solução 5. Etapas para a resolução exercícios e problemas 6. Avaliação da Aprendizagem O QUE É A RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS? Exercícios, como o próprio nome diz, referem-se a recursos para exercitar, para praticar um processo ou algoritmo (no sentido de uma sequência de passos). Trata-se do “estudo por meio de tarefas concretas e práticas tem por finalidade a assimilação de conhecimentos, habilidades e hábitos sob a orientação do professor” (MARION, 2006, p. 46) (???) MARION, José Carlos; MARION, Arnaldo Luís Costa. Metodologias de ensino na área de negócios. Para cursos de administração, gestão, contabilidade e MBA. São Paulo: Atlas, 2006. O QUE SÃO SITUAÇÕES PROBLEMA? Dada situação pode ser caracterizada como uma situação problema quando o Estudante, ao procurar resolvê-la, não chega a uma solução de forma imediata ou automática. Essa é a diferença em relação à resolução de exercícios (Nuñez et al.; 2004 e Peduzzi (1997) No caso das situações-problema, o Estudante, necessariamente, envolve-se em um processo de reflexão e de tomada de decisões culminando no estabelecimento de um algoritmo, isto é, em uma determinada sequência de passos ou etapas a serem seguidas. O QUE SÃO SITUAÇÕES PROBLEMA? Essa estratégia de ensino e aprendizagem requer dos Estudantes a seleção, organização, e a capacidade de relacionar e interpretar dados e informações cujos resultados fundamentem decisões frente a situação-problema proposta. Ela pressupõe o enfrentamento e, se possível, a resolução de um obstáculo previamente identificado pelos Estudantes. SITUAÇÕES-PROBLEMAS VERSUS RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS “O Problema não é um exercício no qual o aluno aplica, de forma quase mecânica, uma fórmula ou uma determinada técnica operatória” (Onuchic, 1999, p. 215). Exercício Situação-problema *Situação em que o Estudante chega a respostas, utilizando de mecanismos automatizados que levam a solução de forma imediata, priorizando a memorização de regras, fórmulas, equação e algoritmos. É uma situação que um Sujeito ou um grupo quer ou precisa resolver e para a qual não dispõe de um caminho rápido e direto que leve a solução. Uma situação somente pode ser concebida *Recorrentemente, o exercício é utilizado como um Problema na medida em que exista para operacionalizar um conceito, treinar um um reconhecimento dela como tal, e quando algoritmo e o uso de técnicas, regras, requer dos que a tentam resolver um equações ou leis, e para exemplificar. processo de reflexão ou uma tomada de decisão sobre a estratégia a ser seguida no processo de Resolução de Problemas. ONUCHIC, L. R. Ensino-aprendizagem de Matemática através da resolução de Problemas. In: Maria Aparecida Viggiani Bicudo. (Org.). Pesquisa em educação matemática. São Paulo: Editora da UNESP, 1999, p. 199-218. BENEFÍCIOS PARA A APRENDIZAGEM O exercício permite que o estudante pratique e operacionalize o conceito ou procedimento aprendido. Na situação problema, o esforço do estudante passa a ser o de organizar de forma sistemática a interação problema/resposta para que, durante a resolução, a aprendizagem se realize. Ele, assim, precisa articular os recursos disponibilizados pelo professor (e outros que eles consigam mobilizar) para solucionar o problema proposta: “(...) a situação-problema, simplesmente põe o Sujeito em ação, coloca-o em uma interação ativa entre a realidade e seus projetos, interação que estabiliza e desestabiliza, graças às variações introduzidas pelo educador, suas representações sucessivas, e é nessa interação que constrói, muitas vezes irracionalmente, a racionalidade” (Meirieu, 1998, p. 63). A utilização de situações-problema: “(...) favorece um trabalho mais autônomo, onde o conhecimento construído, possivelmente, fará mais sentido para o estudante; este perceberá, por si mesmo, suas reais condições e dificuldades. Isso aumenta a confiança em sua própria capacidade e, tanto por parte dos estudantes como do professor, possibilita uma avaliação mais individualizada, o que consequentemente, promove a reorganização das atividades de ensino como um todo” (PAGLIARI, 2007: 34). CARACTERÍSTICAS DAS SITUAÇÕES-PROBLEMA Perrenoud (2002) e Macedo (2002) mencionam 10 características de uma situação-problema: 1. Uma situação-problema é organizada em torno da resolução de um obstáculo pela classe, obstáculo previamente bem identificado. 2. O estudo organiza-se em torno de uma situação de caráter concreto, que permita efetivamente ao aluno formular hipóteses e conjecturas. Não se trata, portanto, de um estudo aprofundado, nem de um exemplo ad hoc, de caráter ilustrativo, como encontrados nas situações clássicas de ensino (inclusive em trabalhos práticos). 3. Os Estudantes veem a situação que lhes é proposta como um verdadeiro enigma a ser resolvido, no qual estão em condições de investir. Esta é a condição para que funcione a devolução: o problema, ainda que inicialmente proposto pelo professor, torna-se “questão dos estudantes”. 4. Os estudantes não dispõem, no início, dos meios para alcançar a solução buscada (diferentemente da resolução de exercícios), devido à existência do obstáculo a transpor para chegar até ela. É a necessidade de resolver que leva o estudante a elaborar ou a se apropriar coletivamente dos instrumentos intelectuais necessários à solução. 5. A situação deve oferecer resistência suficiente, levando o estudante a investir nela seus conhecimentos anteriores disponíveis, assim como suas representações, de modo que ela leve a questionamentos e à elaboração de novas ideias. 6. Entretanto, a solução não deve ser percebida como fora de alcance pelos estudantes, não sendo a situação-problema uma situação de caráter problemático. A atividade deve operar em uma zona próxima, propícia ao desafio intelectual a ser resolvido e à interiorização das “regras do jogo”. 7. A antecipação dos resultados (hipótese) e sua expressão coletiva precedem a busca efetiva da solução, fazendo parte do jogo o “risco” assumido por cada um. 8. *O trabalho da situação problema funciona, assim, como um debate científico dentro da classe, estimulando os conflitos sociocognitivos potenciais. 9. A validação da solução não é “dada” de modo externo pelo professor, mas resultam do modo de estruturação da própria situação. 10. O reexame coletivo do caminho percorrido é a ocasião para um retorno reflexivo, de caráter metacognitivo; auxilia os estudantes a se conscientizarem das estratégias que utilizaram e a estabilizá-las em procedimentos disponíveis para novas situações-problema. Santos et al (2002) propõe, assim, o seguinte esquema na realização de uma atividade baseada em situações problema: Resolução de Exercícios Primeiro momento: Permite que o estudante invista seus conhecimentos anteriores. Segundo momento: Permite que o estudante tome consciência da insuficiência deste conhecimento. Terceiro momento: Permite que o estudante CONSTRUA novos conhecimentos. Situações Problema SILVA, F.C.V., ALMEIDA, M.A.V., CAMPOS, A. F. O trabalho com situação-problema utilizando elementos do ensino por pesquisa: análise das impressões de futuros professores de química. REnCiMa, v. 5, n. 1, p. 37-48, 2014 PROBLEMAS FECHADOS E PROBLEMAS ABERTOS Shimada (1997) define “problemas fechados” como os problemas tradicionalmente utilizados, ou seja, aqueles que têm somente uma resposta correta e predeterminada; e define como “problemas abertos” aqueles que têm várias respostas corretas ou vários métodos para obter a resposta. SHIMADA, S. (1997). The Significance of the an Open-ended Approach. In Becker, J. P., & Shimada, S.(Eds.), The Open-ended Approach: A New Proposal for Teaching Mathematics(pp.1-9). Reston: NCTM. DISTINÇÃO COM RELAÇÃO A OUTRAS ESTRATÉGIAS Comumente se confunde as Situações Problema com a Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL). Embora sejam duas estratégias trabalhadas quase sempre conjuntamente, a situação problema é apenas uma das etapas previstas no PBL: um planejamento ideal de PBL é estruturado ao redor de uma sequência de situações problema com grau crescente de sofisticação. Para Masetto (2004), diferentemente dos currículos concebidos para desenvolver a habilidade para resolver problemas, a PBL tem metas educacionais mais amplas. Para Barrows (1996), o PBL não é simplesmente um conjunto de técnicas para solucionar problemas. Ainda que relacionada com processos eficazes de solução de problemas, tem como objetivos principais a aprendizagem de uma base de conhecimentos integrada e estruturada em torno de problemas reais, do desenvolvimento de habilidades de aprendizagem autônoma e de trabalho em equipe. BARROWS, H. S. Problem-based learning in medicine and beyond: a brief overview. In: WILKERSON, L.; GIJSELAERS, W. H. (Eds.). Bringing problem-based learning to higher education: theory and practice. San Francisco: Jossey-Bass, 1996. p. 3-12. MASETTO, M. T. PBL na educação? In: ENDIPE, 12., 2004, Curitiba: Editora Universitária Champagnat, v. 2, p. 181-189. O PAPEL DA SOLUÇÃO Segundo Macedo (2002, p. 117), o mais interessante na utilização de situações problema é que “há desejo de resolver, há intenção de alcançar um bom resultado, embora nem sempre as decisões tomadas sejam bem-sucedidas”. Ainda nas palavras do autor: “(...) uma situação-problema continua como tal mesmo que a resolução não seja a melhor. Então, a solução expressa-se como intenção, projeto, e não como condição. É claro que o resultado favorável ao objetivo ou meta é o que almejamos, mas o trabalho, o raciocínio e o processo de enfrentar a situaçãoproblema também valem a pena. Assim, uma situação continua sendo um problema mesmo que naquela situação não obtenhamos o melhor resultado (Macedo, 2002, p. 117). COMO SABER SE A SITUAÇÃO PROBLEMA FOI BEM ELABORADA? Macedo (2002) aponta que uma boa questão deve propor um percurso entre uma situação de partida, que corresponde à proposição do enunciado, até um ponto de chegada, que corresponde à escolha da alternativa, suposta pelo avaliado como a que melhor representa a resposta correta. Sendo assim, ao autor sugere 4 pontos fundamentais a serem questionados pelo próprio professor ao elaborar a situação-problema: 1. O enunciado cria um contexto ou circunstância que confere ao item uma autonomia, no sentido de ser um bom recorte ou problema? 2. A tarefa a ser realizada (especificada, principalmente, nas competências transversais que definem o que se espera do trabalho proposto) está bem caracterizada? 3. É possível realizar a tarefa nos limites espaciais e temporais, aceitos ou determinados para a avaliação? 4. As alternativas estão bem formuladas e criam obstáculos que convidam à reflexão do aluno e expressam diferentes graus de articulação entre o enunciado e a alternativa que melhor define a resolução do problema proposto? É o conjunto do item que regula e dá direção ao trabalho? ETAPAS DE UMA ATIVIDADE COM RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS 1. Leitura atenta do enunciado e/ou da proposta. 2. Mobilização dos recursos anteriores (dos elementos já aprendidos e que podem ser utilizados na resolução) 3. Retorno à teoria ou material de apoio para confirmação e/ou correção. 4. Discussão do resultado com outros estudantes e com o professor. ETAPAS DE UMA ATIVIDADE COM SITUAÇÕES PROBLEMA Segundo Polya (1995), são 4 passos necessários à solução de uma situação problema e que devem ser considerados pelo professor: 1. Compreensão do problema: etapa em que os estudantes reúnem informações sobre o problema. - O que se pede no problema? - Quais são os dados e as condições do problema? - É possível retratá-lo em uma figura, um esquema ou um diagrama? - É possível traçar hipóteses ou estimar a resposta? 2. Elaboração do plano: em que se procura usar experiências com outros problemas para encaminhar a solução. - Qual é o seu plano para resolver o problema? - Que estratégia você tentará desenvolver? - Você se lembra de um problema semelhante que pode ajudá-lo a resolver este? - Tente organizar os dados em tabelas, gráficos, tópicos ou esquemas. - Tente resolver o problema por partes. 3. Execução do plano: experimenta-se o plano de solução, conferindo cada passo. - Execute o plano elaborado, verificando-o passo a passo. - Efetue todos os passos indicado no plano. - Execute todas as estratégias pensadas, obtendo várias maneiras de resolver o problema. 4. Visão retrospectiva: examina-se a solução obtida. - Examine se a solução obtida está correta. - Existe outra maneira de resolver o problema? - É possível usar o método empregado para resolver problemas semelhantes? QUAIS SÃO OS MAIORES DESAFIOS DE SE TRABALHAR COM EXERCÍCIOS E SITUAÇÕESPROBLEMA? É importante saber equilibrar o nível de dificuldade e complexidade do exercício e/ou situação-problema propostos, avaliar os conhecimentos anteriores que os estudantes dispõem, a fim de evitar a sua desmobilização e desmotivação diante de uma proposta excessivamente complexa e “inatingível”. A despeito de o caminho utilizado para a resolução da situação-problema passar a fazer parte do repertório dos estudantes e que, certamente, ele será levado em conta quando se depararem com novos desafios deste tipo, há o risco de tomarem o procedimento como uma “receita” para os demais problemas a serem enfrentados. “Muitas vezes, verificamos que os estudantes automatizam procedimentos, que se, um determinado problema exigir deles um encaminhamento diferente, eles não são capazes de perceber. Os estudantes, simplesmente, repetem, não param para pensar sobre cada problema individualmente, não atribuem sentido ao que leem e ao que fazem” (PAGLIARI, 2007, p. 32). AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: No planejamento e seleção dos instrumentos de avaliação da aprendizagem, levar em conta que: 1. A avaliação da aprendizagem é um processo, consequentemente, tem um caráter continuado, cumulativo e sistêmico, e não episódico; 2. É um processo orientado pela reunião de evidências; 3. Integra o processo que envolve ensino e aprendizagem 4. Utiliza os objetivos justificadores da disciplina como âncora RODRIGUES JUNIOR, J. F. Avaliação do estudante universitário, Brasília: SENAC, 2009, p. 33. Para que uma avaliação contribua para o ensino e a aprendizagem, o Professor deve levar em conta alguns critérios (CROOKS, 1988; ARAUJO & RODRIGUES JUNIOR., 1990): 1. A avaliação deve refletir os objetivos justificadores da disciplina (validade) 2. ... deve produzir resultados análogos quando procedida por diferentes avaliadores (objetividade) 3. ... deve ser compatível com o trabalho realizado no período (praticidade) 4. ... deve incluir procedimentos adequados a Estudantes com diferentes estilos de aprender (flexibilidade) 5. No contexto das metodologias ativas deve incluir a autoavaliação e a avaliação por pares 6. Os objetivos da avaliação, os instrumentos de avaliação, os critérios de correção e o calendário das atividades de avaliação devem ser divulgados (por escrito) e conhecidos por todos (legitimidade). RODRIGUES JUNIOR, J. F. Avaliação do estudante universitário, Brasília: SENAC, 2009, p. 33. Três tipos de avaliação versus três finalidades (Bloom et al, 1971) DIAGNÓSTICA 1. Evidencia as experiências pessoais e profissionais do estudante; 2. Evidencia o repertório e a capacidade de raciocínio do estudante; 3. Evidencia o campo semântico do vocabulário do estudante; 4. Mapeia o domínio de conteúdos reconhecidos como “pré-requisitos da disciplina”; 5. Ajuda na elaboração do plano de ensino e aprendizagem. FORMATIVA 1. Identifica problemas de aprendizagem; 2. Minora deficiências anteriores; 3. Aperfeiçoa as práticas didáticas; 4. Evidencia avanços em relação aos objetivos educacionais; 5. Retroalimenta o processo. SOMATIVA 1.Evidencia os resultados alcançados pelo estudante tendo como referência os objetivos educacionais estabelecidos no Plano de Ensino e Aprendizagem; 2. Valida decisões relativas à decisão de aprovar ou reter os estudantes. BLOOM, B. S., HASTINGS, J. T., & MADAUS, G. F. (1971). Handbook on formative and summative evaluation of student learning. New York: McGaw-Hill. REFERÊNCIAS DE SUPORTE: MACEDO, L. Situação-problema: Forma e recurso de avaliação, desenvolvimento de competências e aprendizagem escolar. In: P. Perrenoud; M. G. Thurler; L. Macedo; N. J. Machado; C. D. Allessandrini. (Orgs.). As competências para ensinar no século XXI: A formação dos professores e o desafio da avaliação. Porto Alegre: ARTMED, 2002, p. 113-135. MEIRIEU, P. Aprender... sim, mas como? 7º edição. Porto Alegre: Artmed, 1998. NOVAK, J.D. e GOWIN, D.B. Aprender a aprender. Lisboa: Plátano Edições Técnicas, 1996. NUÑES, I. B.; MARUJO, M. P.; MARUJO, L. E. L.; DIAS, M. A. S. O uso de situações-problema no ensino de ciências. In: Nuñez, I. B.; Ramalho, B. L. (orgs.). Fundamentos do ensino-aprendizagem das ciências naturais e da matemática: o novo ensino médio. Porto Alegre: Sulina, 2004, p. 145-171. PAGLIARINI, T. R. Situação-Problema: representações de acadêmicos do curso de licenciatura em Matemática da UFSM. Dissertação (Mestrado em Educação)-UFSM, Santa Maria, 122p, 2007. PEDUZZI, L. O. Q. Sobre a resolução de problemas no ensino da física. In: Caderno Catarinense de Ensino de Física, Florianópolis: UFSC, v.14 n.3, p.229-253, 1997. PERRENOUD, P. et al. As competências para ensinar no século XXI: a formação dos professores e o desafio da avaliação. Trad. Cláudia Schilling e Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002 POZO, J. I.. A solução de problemas: aprender a resolver, resolver para aprender. Porto Alegre : Artmed, 1998. POLYA, G. A arte de resolver problemas. Rio de Janeiro: Interciência, 1997.