UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADE CATARATAS FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS Curso de Engenharia Ambiental APROVEITAMENTO DE ÁGUA PLUVIAL EM AVIÁRIOS REGIS VINICIUS ILKIU FOZ DO IGUAÇU - PR 2009 RÉGIS VINICIUS ILKIU APROVEITAMENTO DE ÁGUA PLUVIAL EM AVIÁRIOS Trabalho de conclusão de curso apresentado à banca examinadora da Faculdade Dinâmica das Cataratas – UDC, como requisito parcial para obtenção de grau de Engenheiro Ambiental. Orientador: Dr. Elisandro Pires Frigo. FOZ DO IGUAÇU – PR 2009 TERMO DE APROVAÇÃO UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS APROVEITAMENTO DE ÁGUA PLUVIAL EM AVIÁRIOS TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL EM ENGENHARIA AMBIENTAL. Aluno: Régis Vinícius Ilkiu Orientador: Prof. Dr. Elisandro Pires Frigo Nota Final Banca Examinadora Prof. Dr. Daniel Alberto Salinas Casanova Prof. Msc. Jorge Oscar Darif Foz do Iguaçu, 30 de Junho de 2009. III Dedico este trabalho a meus pais Hernani e Rejane, minha querida irmã Analine e a minha noiva Luana. Agradeço também ao professor Elisandro e aos meus amigos que me auxiliaram no desenvolvimento deste estudo. IV “O homem foi criado com uma individualidade própria e dotado de todos os atributos indispensáveis para evoluir por si mesmo em direção a um fim superior.” Do livro “O Senhor de Sándara” V ILKIU, Régis Vinícius. Aproveitamento de água pluvial em aviário. Foz do Iguaçu – PR, 2009. Trabalho de Conclusão de curso (Bacharelado em Engenharia Ambiental) – União Dinâmica de Faculdade Cataratas. RESUMO Este trabalho tem como objetivo demonstrar a importância de um sistema de aproveitamento da água da chuva em um aviário, a água resultante deste sistema poderá ser utilizado na dessedentação, resfriamento térmico de frangos e limpeza do local, devido a grande extensão da cobertura do aviário este constitui em uma excelente fonte de captação de água de baixo custo. O sistema é composto por calhas, condutores horizontais, condutores verticais, filtro autolimpante, reservatório autolimpante, clorador para desinfecção da água através do cloro e cisterna para armazenamento da água. Este sistema busca a sustentabilidade para o aviário, pois contribui para a preservação das reservas naturais, economiza água e custos, além de amenizar problemas como o risco de desabastecimento, racionamento, e amenizar os efeitos da erosão e impermeabilização do solo como alagamentos e inundações. PALAVRAS CHAVE: Água, aviário e chuva. VI ILKIU, Régis Vinícius. Utilization of rain water in aviaries. Foz do Iguaçu, 2009. Completion of course work (Bachelor of Environmental Engineering) – União Dinâmica de Faculdade Cataratas. ABSTRATC This work has as its goal demonstrate the importance of a system of utilization of aviary’s rain water. The resultant water of this system will be able to be used to quench chicken’s thirst and thermic cooling, besides the cleaning of the place, due to the huge aviary’s roof extention which constitutes an excellent fountain of getting water with a low cost. The system is compounded of gutters, horizontal conductors, vertical conductors, an autocleaner filter, an autocleaner reservatory, disinfectation of water through chlorine and cistern for water storage. This system searches for a sustentability for the aviary , because it contributes for the preservation of natural reserves , economizes water and money , more over it softens problems like unsupply, risk of erosion and water proofing of the ground like floodings. KEY – WORDS: Water, Aviaries. Rain. VII ÍNDICE DE ILUSTRAÇÕES Ilustração 1. Vista transversal do aviário. .......................................................... 34 Ilustração 2. Cálculo da área de contribuição .................................................... 37 Ilustração 2. Esquema de uma calha para o cálculo da área de seção molhada e raio hidráulico, considerando lamina da água a meia altura. ............... 38 Ilustração 3. Filtros comerciais.......................................................................... 41 Ilustração 4. Imagem de um clorador de pastilhas de cloro................................. 42 VIII LISTA DE TABELAS Tabela 1. Índices Pluviométricos........................................................................ 34 Tabela 2. Intensidade de chuvas na usina de Salto Osório em mm/h. .................. 35 Tabela 3. Demanda de água para o aviário. ....................................................... 36 Tabela 4. Coeficiente de rugosidade de Manning................................................ 39 Tabela 5. Capacidade de condutores horizontais de seção circular com vazões em L/m. ................................................................................................ 39 Tabela 6. Determinação dos condutores Verticais............................................... 40 Tabela 7. Dimensões da Calha em função da vazão a ser captada na calha, lâmina da água a meia altura. ..................................................................... 45 IX LISTA DE EQUAÇÕES Equação 1. Cálculo da área de contribuição ...................................................... 36 Equação 2. Cálculo da vazão do projeto ........................................................... 37 Equação 3. Dimensionamento das Calhas. ........................................................ 38 Equação 4. Cálculo da área da seção molhada. ................................................. 38 Equação 5. Cálculo do raio hidráulico. ............................................................... 38 Equação 6. Cálculo dimensionamento da cisterna.............................................. 41 X SUMÁRIO RESUMO................................................................................................................... V 1. INTRODUÇÃO....................................................................................................12 1.1 Objetivos .....................................................................................................13 1.2 Objetivos Gerais .........................................................................................13 1.3 Objetivos Específicos..................................................................................13 2. REFERENCIAL TEÓRICO..................................................................................14 2.1 Ciclo Hidrológico .........................................................................................14 2.2 Água no Mundo...........................................................................................15 2.3 Água no Brasil.............................................................................................16 2.4 Água no Paraná ..........................................................................................18 2.5 Usos da Água o Brasil ................................................................................18 2.6 Escassez de Água ......................................................................................19 2.7 Uso Racional da Água ................................................................................21 2.8 Água da Chuva ...........................................................................................22 2.9 Aproveitamento de Água da Chuva ............................................................23 2.10 Técnicas e Principais Componentes para a Captação de Água da Chuva.25 2.10.1 Calhas..........................................................................................25 2.10.2 Condutores horizontais e Verticais ..............................................26 2.10.3 Filtros ...........................................................................................26 2.10.4 Clorador .......................................................................................26 2.10.5 Separador das Primeiras Águas ..................................................26 2.10.6 Cisterna .......................................................................................27 2.11 Importância da Avicultura no Brasil.............................................................27 2.12 Importância da Água na Avicultura .............................................................28 2.13 Consumo de Água no Aviário .....................................................................30 2.14 Qualidade da Água para Dessedentação Animal .......................................31 3. MATERIAIS E MÉTODOS ..................................................................................33 XI 3.1 Sistema de Aproveitamento da Água da Chuva em Aviário .......................33 3.2 Índices Pluviométricos ................................................................................34 3.3 Demanda de Água no Aviário .....................................................................35 3.4 Área de contribuição ...................................................................................36 3.5 Vazão do Projeto ........................................................................................37 3.6 Calhas.........................................................................................................37 3.7 Condutores horizontais ...............................................................................39 3.8 Condutores verticais ...................................................................................40 3.9 Filtro ............................................................................................................40 3.10 Cisterna.......................................................................................................41 3.11 Desinfecção da Água..................................................................................42 4. RESULTADOS E DISCUSSÔES........................................................................43 4.1 Cálculo da área de contribuição..................................................................44 4.2 Vazão a ser captada na calha.....................................................................45 4.3 Dimensionamento das calhas .....................................................................45 4.4 Condutores horizontais ...............................................................................46 4.5 Condutores verticais ...................................................................................47 4.6 Reservatório de descarte ............................................................................48 4.7 Desinfecção da Água..................................................................................49 4.8 Cisterna.......................................................................................................49 CONSIDERAÇÔES FINAIS .....................................................................................51 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .........................................................................52 ANEXOS ..................................................................................................................56 Anexo1: Planta baixa do aviário. ..............................................................................57 Anexo2: Planta baixa do aviário. ..............................................................................58 12 1. INTRODUÇÃO A água é fundamental para a existência de vida na terra, devido sua importância devemos usá-la com racionalidade e responsabilidade. No mundo grande parte da água potável está armazenada em geleiras, aqüíferos, lençóis freáticos, lagos, rios e na atmosfera. O Brasil possui abundancia em disponibilidade de água, mas esta água está mal distribuída, onde a maior concentração de água esta na região norte do país. Na avicultura a água é o principal alimento, onde deve ser servida com qualidade e quantidade, a água é tida como um dos maiores fatores para a alta produtividade avícola do Brasil. A água é um fator limitante na avicultura, pois sendo servida em pouca quantidade ou qualidade pode ocorrer diminuição do peso e até morte das aves. A avicultura tem grande importância na economia brasileira e mundial, no Brasil gera aproximadamente 4,8 milhões de empregos e gera mais de 6 bilhões de 13 reais em impostos. A carne de frango é um produto barato e de excelente qualidade e não possui restrições culturais ou religiosas ao seu consumo em todo o mundo. O aproveitamento de água da chuva no meio rural é altamente viável devido as construções existentes nas propriedades como galpões, paióis, chiqueiros e aviários com grandes extensões de telhado sendo possível captar milhares de litros água da chuva, o que diminui o risco de desabastecimento de água nas propriedades em épocas de estiagem. 1.1 Objetivos 1.2 Objetivos Gerais Desenvolver um sistema de aproveitamento de água da chuva para um aviário. 1.3 Objetivos Específicos Verificar a potencialidade de aproveitamento de água da chuva; Verificar a demanda de uso de água no aviário; Dimensionamento das calhas; Dimensionamento da cisterna. . 14 2. 2.1 REFERENCIAL TEÓRICO Ciclo Hidrológico Para Derisio (2007) o ciclo hidrológico representa o curso da água desde a atmosfera, passando por varias etapas, até retornar novamente à atmosfera. Essas etapas englobam os fenômenos da precipitação, escoamento superficial, infiltração, escoamento subterrâneo e a evaporação. Segundo Tundisi (2003), o princípio do ciclo hidrológico é unificador fundamental referente à água existente no planeta proporcionando a sua disponibilidade e distribuição. O ciclo hidrológico ocorre devido a energia solar produzir a evaporação dos mares e dos efeitos dos ventos, que deslocam o vapor d’água acumulado para os continentes. Verificou-se a diferença da velocidade do ciclo hidrológico de uma era geológica a outra, bem como a medida de águas doces e águas marinhas. O ciclo hidrológico está ligado ao movimento e a troca de água nos seus diferentes compartimentos: água subterrânea, água superficial e atmosfera. A 15 energia solar é que governa os processos de evaporação e precipitação. A água que cai na superfície terrestre esta sujeita à interceptação da vegetação, evaporação, evapotranspiração, infiltração no solo e ao escorrimento superficial, assim a caracterização do ciclo hidrológico que é importante para avaliação da quantidade e qualidade da água, (EMBRAPA,2007). Segundo Tundisi (2003) os principais fatores que influenciam no ciclo hidrológico é a energia solar, os ventos que movimentam o vapor d'água para os continentes, a força da gravidade que é responsável pela precipitação, infiltração e movimento das massas de água. Os responsáveis pelo ciclo hidrológico, é a evaporação, a precipitação, a transpiração das plantas e a percolação, infiltração e a drenagem. 2.2 Água no Mundo Segundo Derisio (2007), a água é a substancia mais abundante no planeta, cerca 1,4 bilhões de quilômetros cúbicos desta água está presente nos oceanos, aglomerações de neve, calota polares, lagos, rios, solo, e atmosfera, sendo que no oceano se encontra 97,2% desta água disponível. Dos 2,8% da água restante, três quartos estão em forma de gelo. Conforme Clarke e King (2005), o volume de água no planeta nunca muda. O planeta possui aproximadamente 1,386 bilhões de km³ de água. Cerca de 97,5% desta água é salgada e está presente nos oceanos, mares, lagos salgados e aqüíferos salinos. Dos 2,5% de água doce existente, mais de dois terços estão indisponíveis para o consumo humano, pois estão presentes em geleiras, subsolos congelados e em neve. 16 Apesar de 2/3 da superfície terrestre esteja coberta por água, 97,5% desta água está presente em mares e oceanos, não sendo apropriadas para uso em atividades agrícolas, e para a dessedentação animal e humana, devido ao elevado grau de salinidade. Portanto a água doce corresponde a somente 2,5% do total disponível (SHIKLOMANOV, 1998, apud TUNDISI, 2005). Conforme Zancul (2006), na natureza a água esta presente em várias formas e é uma das substâncias mais comuns, a água cobre aproximadamente quase 70% da superfície do planeta. A água é encontrada principalmente no estado líquido constituindo um recurso natural renovável por meio do ciclo hidrológico. Cerca de 97,4% da água existente no planeta está presente em mares e oceanos , aproximadamente 2% desta água esta presente em geleiras e apenas 1% está disponível para o consumo humano, estando está armazenada em lençóis subterrâneos, rios lagos e atmosfera. De acordo com Silveira e Guandique (2006), a água no planeta está disponível da seguinte forma: 97,5% da água no planeta é salgada e está distribuida em mares e oceanos, 2,47% da água existente no planeta é doce e está distribuida em geleiras ou em aqüíferos de difícil acesso; apenas 0,007% de água doce encontrada em rios e lagos. 2.3 Água no Brasil Segundo Clarke e King (2005), aproximadamente 12% a 16% do volume total dos recursos hídricos do planeta estão presente no Brasil. Apesar do Brasil possuir essa grande quantidade de recursos hídricos, este recursos estão mal distribuídos e encontra-se ameaçados por fatores socioeconômicos diversos. 17 De acordo com a ANA (2006), nas doze regiões hidrográficas existente no Brasil foi avaliada a relação entre a demanda e disponibilidade de água. Os resultados mostram que o Brasil é um país rico em disponibilidade hídrica, mas apresenta uma grande diferença espacial e temporal das vazões. As bacias localizadas em áreas que apresentam uma combinação de baixa disponibilidade e grande utilização dos recursos hídricos passam por situações de escassez e estresse hídrico. Conforme Barros (2006), o Brasil possui aproximadamente 12% da água doce do planeta, cerca de 89% do volume total está presente nas regiões norte e centrooeste, onde está localizada apenas 14,5% da população brasileira. Nas regiões de maior densidade populacional como na região nordeste, sul e sudeste onde está localizado 85,5% da população brasileira a disponibilidade hídrica é de apenas 11%. Além de carência para o atendimento do abastecimento público e privado, esta variação na distribuição das águas gera eventos críticos tais como alagamentos e períodos de secas. Segundo Silveira e Guandique (2006), o Brasil é um país privilegiado em quantidade de água e por ter esta disponibilidade não dê atenção suficiente a este bem econômico. De 0,007% de água doce disponível no mundo, o Brasil detém 12% dessas reservas de água doce, sendo que aproximadamente 70% desse total está na Bacia Amazônica, onde existe uma pequena densidade populacional A região mais árida e pobre do Brasil, o Nordeste, onde vive cerca de 28% da população, possui aproximadaente 5% da água doce. Segundo Palhares (2005), O Brasil possui uma situação hídrica muito favorável no mundo. O Brasil detém aproximadamente 12% da água doce existente do planeta e 6.220 bilhões de m³ das fontes renováveis do mundo, é o segundo com maior 18 recursos hídricos ficando atrás apenas da Rússia com 4.059 bilhões de m³. Mas possuímos um dos maiores índices de desperdício de água do mundo, com perdas de 40% entre o processo de captação e distribuição, sendo que a média aceita mundialmente é de 25%. Verifica-se ainda que a nossa riqueza hídrica está presente na região Norte do país. 2.4 Água no Paraná Segundo Sema (2007), das 12 regiões hidrográficas existente no Brasil o Paraná esta localizado em três delas, são três regiões hidrográficas são: - Região Hidrográfica do Paraná; - Região Hidrográfica do Atlântico Sudeste; - Região Hidrográfica do Atlântico Sul. Ainda segundo SEMA (2007), 92,4% do território paranaense esta incluído na região hidrográfica do Paraná, que está dividido em 14 bacias hidrográficas, essas bacias são: Cinzas, Iguaçu, Itararé, Ivaí, Paraná I, Paraná II, Paraná III, Paranapanema I, Paranapanema II, Paranapanema III, Paranapanema IV, Piquiri, Pirapó, Tibagi. 2.5 Usos da Água o Brasil Segundo Derisio (2007), recursos natural, salvo o ar, apresenta tantos usos legítimos quanto a água. Em nossa vida social e industrial, os recursos hídricos são utilizados para múltiplos fins, Tais como: 19 -abastecimento domestico; -abastecimento industrial; -irrigação; -dessedentação de animais; -preservação da flora e fauna; -recreação e lazer; -geração de energia elétrica; -navegação e -diluição de dejetos. Segundo Silveira e Guandique (2006), a água é uma subtancia natural, patrimônio da humanidade e direito de todos; ela é o elemento vital para a vida, tanto para plantas e animais como para o ser humano. Seus vários usos são indispensáveis, como o abastecimento público e industrial, a irrigação, a produção de energia elétrica e as atividades de lazer e recreação, bem como para a conservação da vida aquática. Ela é indispensável aos processos metabólicos dos seres humanos, já que possibilita a ocorrência de reações químicas essenciais à vida, como, por exemplo, andar, enxergar e sentir o sabor dos alimentos. 2.6 Escassez de Água Segundo Peters (2006), a escassez da água tornou um grande problema mundial e vem aumentando por vários fatores como a poluição hídrica, o uso irracional, o aumento da demanda, os aglomerados urbanos e a crescente industrialização. Fatores como estes contribuem gradativamente para o aumento da 20 escassez tornando a água cada dia um bem mais raro e conseqüentemente mais precioso. A estiagem é considerada um fenômeno normal é a época do ano em que o solo perde mais água do que recebe. Quando o período se prolonga não há recarga dos aqüíferos e lençóis freáticos e as fontes superficiais são as primeiras a secar, uma alternativa para reduzir os riscos de desabastecimento e a enorme dependência de fontes superficiais de abastecimento, é o aproveitamento de água da chuva. Com a extensa cobertura do telhado dos aviários e demais edificações existentes nas propriedades rurais constituem excelentes fontes de captação de água a custo baixo, (PERDOMO, FIGUEIREDO e SANGOI, 2003). Com o crescimento da população, com a grande expansão agrícola e a forte industrialização registrados no último século vem ocasionando graves problemas de escassez e degradação dos recursos hídricos em todo planeta. Diante de uma possível crise na disponibilidade de água em várias partes do planeta, é necessária uma mudança no uso deste recurso natural que hoje fazemos, (SANTOS,2003). Segundo Clarke e King, (2005) as populações estão crescendo e necessitando de um maior consumo de água. Aproximadamente 500 milhões de pessoas vivem em países com escassez de água, e outras 2,4 milhões moram em países onde o sistema hídrico esta ameaçado. É possível que a situação piore, em função do crescimento populacional em diversos países que possuem pouca água. Segundo Marinho (2007), a escassez não se deve somente à irregularidade na distribuição da água e ao aumento do seu consumo, o que pode gerar diversos conflitos para o seu uso, mas ao fato de que nos últimos 50 anos, a degradação da qualidade da água aumentou em níveis altíssimos. Os grandes centros urbanos, 21 industriais e áreas agrícolas com grande uso de adubos químicos e agrotóxicos já enfrentam a falta de qualidade da água e gera graves problemas de saúde pública. Uma das características de que a escassez prevista é real e não uma previsão é o número de países onde o consumo é maior que água disponível. Países como China, Índia, México, Tailândia, parte do oeste dos Estados Unidos, norte da África e áreas do Oriente Médio estão extraindo do lençol freático mais água que o ciclo hidrológico consegue repor, (FIORI, FERNANDES e PIZZO, 2006). 2.7 Uso Racional da Água Segundo Palhares (2005), a avicultura pode gerar diversos impactos na água, como impactos quantitativos que estão relacionados ao manejo hídrico no interior dos aviários, então bebedouros, mangueiras e torneiras mal instalados e com vazamentos; manejos de lavagem utilizando equipamentos inadequados; mau dimensionamento dos galpões e uso incorreto dos sistemas de climatização pode utilizar um maior uso de água, principalmente em épocas de temperatura elevada; rações mau balanceadas com excesso de sais, por exemplo, aumentão o consumo de água pelos animais. Segundo Peters (2006), o uso da água com racionalidade entende se por controle de desperdícios e uma re-educação de hábitos e costumes. Esta reeducação está vinculada ao uso de fontes alternativas como, por exemplo, o uso de efluentes tratados gerados na própria residência e a captação de águas pluviais. Segundo EMBRAPA (2005), a água é uma substância fundamental para a sobrevivência humana e animal; este recurso natural é limitado, portanto deve ser 22 usado com racionalidade. O grande consumo de água em regiões de produção agropecuária intensiva vem reduzindo sua qualidade e disponibilidade, principalmente as fontes superficiais, sendo necessário a perfuração de poços cada vez mais profundos. 2.8 Água da Chuva Segundo EMBRAPA (2005), a água da chuva está disponível em abundância quase todas as regiões brasileiras, mas seu uso para consumo humano e animal só é recomendado após tratamento. Utilização esta água para limpezas em geral, irrigação, permite poupar a água potável disponível nas propriedades. Conforme Oliveira, (2005) aproveitar a água da chuva é possível e muito viável no meio rural, sendo integrado ao abastecimento de água potável, podendo substituí-la sempre que necessário, ajudando a contribuir para a retenção das águas pluviais. Para tornar a água potável é necessário o armazenamento e o tratamento destas águas para que garanta a qualidade compatível com o seu determinado uso. As técnicas e os custos presentes no tratamento da água para dessedentação de animais estão relacionados á qualidade desta água antes do tratamento. Tratar água de boa qualidade é mais simples e econômico. As águas de chuva captadas através dos telhados das edificações apresentam uma boa qualidade, daí a necessidade de evitar sua contaminação com outras fontes, (KUNZ,2005). Segundo Giacchini (2005), aproveitar a água da chuva nas edificações significa muito mais que reduzir o consumo e as despesas com água tratada, representa um 23 passo importante para a construção de um mundo mais digno, no qual todos tenham acesso a água de boa qualidade. Segundo Santos (2002), a água da chuva pode ser uma ótima alternativa principalmente em regiões que possuem bons níveis de precipitação. A qualidade da água da chuva tem sido avaliada em diversas pesquisas. Nestas pesquisas a água é coletada diretamente da atmosfera. A água da chuva coletada em uma edificação, tem um contato com o sistema de drenagem pluvial da mesma, isto é, o telhado, as calhas e os condutores verticais. A água da chuva a ser utilizada é coletado de forma indireta, fato este que altera sua qualidade. 2.9 Aproveitamento de Água da Chuva Conforme Silva e Domingos (2007), a captação e o armazenamento de água de chuva para uso potável é uma idéia muito antiga, sendo ignorado por muitos planejadores público e privado. Hoje, já existem projetos e leis que incentivam o uso da água de chuva. A captação de água da chuva sendo utilizada em grande escala, pode diminuir o consumo da rede de abastecimento publico podendo beneficiar muitas famílias com uma água de baixo custo, amenizando os impactos da estiagem em áreas rurais e ainda a diminuição de enchentes em áreas urbanas. Segundo Machado e Cordeiro (2004), a milhares de anos, várias regiões de diferentes continentes, desenvolveram técnicas para aproveitamento de água da chuva, essas técnicas ocorrem principalmente em regiões áridas e semi-áridas, onde a quantidade de chuva é limitada e ocorre somente em alguns meses do ano. Em muitas regiões esta é praticamente a única opção disponível de água para atender o abastecimento doméstico, a dessedentação de animais e a irrigação. 24 Conforme Oliveira, (2005) um sistema de captação e aproveitamento de água da chuva é possível e muito viável no meio rural, sendo integrado junto com o abastecimento d’água potável, utilizando a água da chuva sempre que possível, contribuindo para a retenção das águas pluviais. Para tornar a água da chuva potável é imprescindível sua armazenagem de forma adequada e o tratamento destas águas para que garanta a sua qualidade compatível com a sua utilização. Conforme Marinoski (2007), para verificar a viabilidade da implantação do sistema de aproveitamento de água pluvial são necessários os seguintes fatores: bons níveis de precipitação, ter uma área de captação e verificar a demanda do uso da água. Ao projetar o sistema devem-se observar os fatores ambientais locais, clima, fatores econômicos, função e o tipo de usos da água, procurando não padronizar as soluções técnicas. Segundo Giacchini (2005), aproveitar a água da chuva é uma maneira simples e sustentável, a humanidade mostra a sua consciência como ser humano racional, inteligente e espiritual. Monstra que é possível utilizar os recursos naturais de maneira equilibrada, sem destruir ou esgotar as suas fontes possibilitando a renovação dos mesmos. De acordo com Oliveira (2005), aproveitamento a água da chuva, podemos obter diversas vantagens, como: - Diminuição do consumo de água potável na propriedade e diminuição dos prejuízos com a falta de água em épocas de estiagem; - Evita o desperdício de água potável onde esta não é necessária, como na utilização na lavagem de piso na suinocultura e avicultura, descarga de vasos sanitários, irrigação de hortas e jardins; 25 - Contribui com a natureza no sentido ecológico não desperdiçando um recurso natural e disponível em abundância no meio rural; - Reduz o risco de enchentes e erosão, armazenado parte da água que seria escoada para lagos e rios; - Ajuda com a conservação de água na propriedade, tornando auto-suficiênte e com uma atitude correta na questão de problemas ambientais existentes no meio rural. 2.10 Técnicas e Principais Componentes para a Captação de Água da Chuva Conforme Santos (2002), a configuração de um sistema básico de aproveitamento de água da chuva é feita através da área de captação (laje, telhado e piso), por sistemas de condução das águas (condutores verticais, condutores horizontais e calhas), é necessário o tratamento da água (filtros, desinfecção e reservatório de autolimpeza) e do reservatório de água (cisternas). Segundo Colanzi (2008), de maneira geral um sistema de coleta e aproveitamento de água da chuva tem por função a captação da água da chuva que precipita sobre os telhados ou lajes das edificações. A água é escoada por calhas, condutores e verticais, passando por filtros para o descarte de impurezas. 2.10.1 Calhas Segundo.a NBR 10844 (1989), as calhas são receptores das águas que escoam sobre as coberturas e são conduzidas a um local determinado. 26 2.10.2 Condutores horizontais e Verticais Conforme a NBR 10844 (1989), os condutores horizontais são tubulações destinadas a recolher e transportar as águas da chuva até o local destinado. De acordo com NBR 10844 (1989), condutores verticais é a tubulação destinada a recolher a água proveniente das calhas e coberturas em geral e transportar para um condutor horizontal. 2.10.3 Filtros Segundo a Embrapa (2005), Se faz necessário a filtragem da água da chuva para que seja retirada as partículas presentes no telhado como galhos, sujeira e folhas para que não comprometam a qualidade da água. 2.10.4 Clorador Segundo a Embrapa (2005), o clorador de pastilha pode ser utilizado na rede de distribuição de água para que ela seja tratada de uma forma simples, a água é desinfetada através do contato com as pastilhas de cloro. 2.10.5 Separador das Primeiras Águas Segundo Tomaz (2003), a primeira água da chuva que escoa sobre as coberturas são responsáveis pela retirada da sujeira, essa água pode ser desviada 27 manualmente através de tubulações retirando esta água da cisterna ou automaticamente sendo desviada para um dispositivo autolimpante. 2.10.6 Cisterna De acordo com a Embrapa (2005), a cisterna é utilizada para o armazenamento da água da chuva, podem ter vários formatos como retangulares, quadradas, cilíndricas e podem ser construídas com diversos matérias tais como: fibra de vidro, PVC, concreto, alvenaria e ferrocimento. A cisterna deverá ter capacidade para suprir a água da propriedade por um período de 15 dias. 2.11 Importância da Avicultura no Brasil Conforme UBA (2008), Hoje a avicultura brasileira representa aproximadamente 1,5% do PIB nacional, gera 4,8 milhões de empregos diretos e indiretos e acima de 6 bilhões de reais apenas em impostos. Da carne de frango produzida, 70% são destinadas ao consumo doméstico que hoje é de 38 kg por habitante ao ano, e os 30% restantes distribuídos para cerca de 150 países. Segundo UBA (2008), a avicultura no Brasil é reconhecida hoje como uma das mais desenvolvidas do mundo, com grandes índices de produtividade. Este patamar foi atingido através de programas de qualidade implementados em todos as etapas da cadeia produtiva, com grande importância para genética, nutrição, manejo, 28 biossegurança, boas práticas de manejo, rastreabilidade e preocupação com o bemestar animal e de preservação do meio ambiente. Segundo Palhares, (2005), segundo a Associação Brasileira de Exportadores de Frangos, o Brasil deverá deter 50% do mercado mundial de frangos, hoje somos responsáveis por 43% deste mercado. Segundo Palhares (2005), a região Sul e Sudeste são as regiões de maior tradição na produção avícola. Em 2003 a região Sul produziu 28,3% da produção nacional de aves de postura e 49,2% das aves de corte. A região Sudeste produziu 36,6% de aves de postura e 26,7% de aves de corte. Estas duas regiões são responsáveis pela produção de 64,9% das aves de postura e 75,9% das aves de corte. Conforme Sousa (2005), a avicultura tem se transformado como uma das mais importantes fontes de proteína animal para a população no mundo. O processo de desenvolvimento avícola no Brasil, tanto na quantidade de frangos abatidos como no números ovos produzidos, possibilitou à industria um enorme potencial para oferecer aos consumidores, uma fonte protéica saudável, com um custo mais baixo e acessível a todos. 2.12 Importância da Água na Avicultura Segundo Palhares (2005), a água é um recurso de extrema importância na avicultura e para a economia do país. Então é importante saber como as características deste recurso natural se relaciona com a produção de aves é fundamental para o desenvolvimento sustentável da atividade. 29 Para Palhares (2005), a água é um recurso que pode limitar a produção avícola, sendo ela necessário em termos quantitativos e qualitativos. A água deve ser compreendida como um insumo produtivo, disponível com boa quantidade e qualidade e dotado de valor econômico, sendo ela fundamental para a existência da vida no planeta e das atividades humanas, portanto todos os componentes da cadeia produtiva de aves têm a responsabilidade de cuidá-la como usuários e como cidadãos. Segundo Embrapa (2003), a água a ser servida na granja deve ser limpa, isenta de patógenos e deve ser distribuída em abundancia. Deve ser observadas as condições químicas, físicas e microbiológicas. O tratamento da água realizado quando detectado a presença de coliformes fecais ou quando a presença de coliformes totais estiver acima de 3/100ml. A cloração pode ser feita pela adição de 3 ppm de Cloro na água de bebida. É importante que a água usada para vacinações das aves não seja clorada. Segundo Macedo (2006), água a ser utilizada no aviário deve receber pelos menos dois tipos de tratamentos básicos antes de ser servida aos frangos: a filtração através de filtro de areia lento ou filtros comerciais e desinfecção química. È necessário tratar a água independe de estar contaminada, pois quando se detecta a contaminação, a água já foi ingerida pelos frangos e pelos funcionários e o tratamento tem função preventiva. A água é o nutriente mais importante para as aves de produção, mantidas em confinamento sendo necessário apresentar boa qualidade física, química e bacteriológica. Nas galinhas a quantidade de água em seu corpo varia com a idade, sendo que água representa aproximadamente 85% do seu peso na primeira semana, diminuindo com o seu crescimento, podendo chegar a 70% do seu peso na 30 quarta semana e 55% a 60% de seu peso quando adulta (GAMA et al, 2004 apud LEESON e SUMMERS, 2001). A água pode constituir aproximadamente 65% do peso do ovo. A água controla maioria das funções do seu organismo. É o principal componente do sangue e dos fluidos e responsável pelo transporte, absorção e digestão de nutrientes, excreção de metabólitos, pelo equilíbrio da temperatura do corpo das aves, participa do controle do pH, pressão osmótica, concentração de eletrólitos e outras funções necessárias à manutenção da vida (GAMA et al, 2004 apud LEESON e SUMMERS, 2001). 2.13 Consumo de Água no Aviário De acordo com Embrapa (2003) água é um alimento freqüentemente esquecido; mas, deve ser considerada como um fator importante na alimentação dos frangos. Em qualquer etapa da criação de frango a água deve ser abundante, limpa, fresca com temperatura em torno de 22°C. A água ent ra no organismo por meio de três caminhos: com a ingestão, pelos alimentos e via oxidação metabólica. Segundo Embrapa (2003), a quantidade de água ingerida depende de alguns fatores como: proteína e sal presente na alimentação, idade, temperatura local e tipo de ração. Um valor médio para o consumo é de 2 a 3 litros de água por quilo de ração ingerida como um valor referente para a criação de frangos. É importante verificar o consumo diário de água, pois uma diferença repentina no consumo pode indicar o início de problema. De acordo com Jaenisch (1999), a água do aviário deve ser captada de uma caixa da água central para sua posterior distribuição, precisa ser servida em 31 quantidade, limpa, fresca e isenta de patógenos. Deve ser periodicamente monitorada e se necessário tratada. A cloração pode ser feita através da adição de 1 a 3 ppm de Cloro na água a ser servida. É necessário ressaltar que a água utilizada para vacinações das aves, não pode ser clorada. De acordo com Sousa (2005), durante as épocas de altas temperaturas os lotes necessitam uma maior demanda pela ingestão de água. A relação entre a ingestão de água e a ingestão de alimentos é de aproximadamente 2:1 sob temperaturas de 21ºC, mas aumenta para 8:1 sob temperaturas acima de 38ºC. Deve-se deixar uma quantidade de água suficiente disponível para o consumo do lote. 2.14 Qualidade da Água para Dessedentação Animal Segundo Palhares (2005), servir água de má qualidade pode ocasionar riscos na produção e a saúde das aves, pode ocorrer redução no peso e até a morte de animais. Abaixo estão relacionados alguns elementos que em excesso podem causar os seguintes sintomas nas aves: - Sólidos dissolvidos totais- podem provocar diarréia, redução do consumo de água, diminuição do ganho de peso, podendo ocorrer até a morte das aves e diminuição da produtividade do aviário; - Cloro- pode ocorrer aumento na ingestão de água e redução no consumo de alimentos; - Ferro- provoca na água um gosto ruim, o que pode ocasionar a diminuição de consumo de água diminuindo a produtividade. 32 Conforme Palhares (2005), a Resolução 357 do CONAMA relata sobre a classificação das águas salobras, salinas e doces no Brasil. O que inova nesta resolução é o fato de ser tratada de forma especifica sobre a qualidade da água servida para a dessedentação dos animais, estabelecendo padrões para este tipo de água. As águas destinadas a dessedentação de animais devem conter os padrões exigidos para Classe 3, que podem ser destinadas ao consumo humano, após tratamento; à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras; à recreação de contato secundário e à pesca amadora. 33 3. MATERIAIS E MÉTODOS O estudo foi realizado em um aviário na área rural da cidade de São Jorge D’oeste e de propriedade de Adir Parcianello, fica localizado na região sudoeste do Paraná e esta situada entre os meridianos 25° 42 ′ 21″ S e 52° 55 ′ 4″ W. 3.1 Sistema de Aproveitamento da Água da Chuva em Aviário Este sistema usará a estrutura já existente do aviário que possui uma grande extensão de cobertura, será necessária a instalação de calhas, filtro, cisterna e clorador para a desinfecção da água. 34 Ilustração 1. Vista transversal do aviário. O 3.2 Índices Pluviométricos Foram obtidas informações sobre os níveis pluviométricos da região através da estação pluviométrica que está instalada na usina de Salto Osório desde 1949 e divide os municípios de Quedas do Iguaçu e São Jorge D’oeste. Tabela 1. Índices Pluviométricos. Período 1949 até 2008 (mm)/mês Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Fonte: ANA, (2008). Média Máxima Mínima 201,9 189,5 121,2 117,5 108,7 115,3 111,8 97,4 189,4 236,2 199,0 186,9 461,9 340,0 267,3 427,9 609,0 398,5 387,9 326,8 439,1 554,8 449,5 357,2 27,2 12,3 16,8 0,0 7,5 6,0 12,8 3,1 9,6 52,2 20,2 47,9 35 Segundo a NBR 10.844/89, para fins de projeto a determinação da intensidade pluviométrica deve ser feito através da duração da precipitação e do período de retorno, o período de retorno deve ser fixado através das características da área que será drenada. T = 1 ano para áreas pavimentadas, que possam ser tolerado empoçamentos. T = 5 anos, para coberturas ou terraços. T = 25 anos, para áreas onde não possam ser tolerados empoçamentos ou extravasamentos. Considerando a fixação da duração da precipitação em 5 minutos. Tabela 2. Intensidade de chuvas na usina de Salto Osório em mm/h. Tempo de retorno Intensidade pluviométrica (5anos) (mm/h) 1 124 5 138 25 159 Fonte: Tractebel 2008. 3.3 Demanda de Água no Aviário O aviário possui capacidade para receber lotes com até 18000 mil frangos, no aviário a água é utilizado para dessedentação dos frangos e para o resfriamento mantendo o conforto térmico dos frangos, a seguir a tabela da demanda de água em aviário elaborada pela Embrapa, Calculado com base em 16aves/m² e bebedouro tipo nipple e demanda de água para o sistema de nebulização a temperatura ambiental de 32ºC. 36 Tabela 3. Demanda de água para o aviário. Idade Diária Semanal (semanas) Consumo Resfriamento Total 1 0,644 - 0,644 4,508 2 1,852 0,349 2,201 15,407 3 3,723 0,698 4,421 30,947 4 5,160 1,395 6,555 45,885 Total por lote 11,139 2,442 11,62 96,747 Fonte: Embrapa,( 2005). 3.4 Área de contribuição O aviário possui uma grande área de cobertura o que torna altamente viável a construção do sistema de captação de água da chuva. O telhado é coberto por telhas de cerâmica, esta cobertura intercepta a água da chuva que a conduzirá para as calhas. Segundo a NBR 10.844/89 deve-se usar a seguinte equação para realizar o cálculo da área de contribuição: Equação 1. Cálculo da área de contribuição A=(a + h/2).b Onde: A= área de contribuição do telhado (m²) ; a= metade da largura do telhado (m); h= altura da tesoura (m); b= comprimento do telhado (m). 37 Ilustração 2. Cálculo da área de contribuição Fonte: NBR 10844/89. 3.5 Vazão do Projeto O volume de água da chuva que pode ser captado varia de acordo com a área de cobertura e intensidade das chuvas. O volume de captação pode ser calculado segundo a NBR 10.844/89 pela expressão abaixo: Equação 2. Cálculo da vazão do projeto Q= (I x A / 60) Onde: Q= vazão do projeto, L/min; I= intensidade pluviométrica mm/h; A= área de contribuição, m². 3.6 Calhas As calhas têm como objetivo a coleta da água do telhado, segundo a NBR 10.844/89 as calhas devem ser dimensionadas através da formula de ManningStrickler: 38 Equação 3. Dimensionamento das Calhas. Q = K . (S/n) . RH2/3 . I1/2 Onde: Q = vazão do projeto (l/min); S = área da seção molhada (m²); n = coeficiente de rugosidade (conforme tabela); R = raio hidráulico em (m); I = declividade da calha (m/m); K = 60.000 Segundo a NBR 10.844/89 a inclinação das calhas de beiral e platibanda deve ser uniforme e com inclinação mínima de 0,5%. Para realizar o cálculo da área da seção molhada e raio hidráulico, utilizaremos as seguintes equações, considerando lamina da água a meia altura conforme CREDER, 2003 Equação 4. Cálculo da área da seção molhada. S = (a x b) 2 Equação 5. Cálculo do raio hidráulico. RH = a x b 2(a+b) Ilustração 3. Esquema de uma calha para o cálculo da área de seção molhada e raio hidráulico, considerando lamina da água a meia altura. FONTE: CREDER, 2003. 39 A seguir tabela com o coeficiente de rugosidade de Manning: Tabela 4. Coeficiente de rugosidade de Manning. Material Coeficiente de rugosidade (N) Plástico, fibrocimento, aço, metais não ferrosos 0,011 Ferro fundido, concreto alisado, alvenaria revestida 0,012 Cerâmica, concreto não alisado 0,013 Alvenaria de tijolos não revestida 0,015 Fonte: NBR 10.844,(1989). 3.7 Condutores horizontais Os condutores horizontais devem possuir declividade uniforme, sendo no mínimo 0,5% e escoamento com lâmina de água a uma altura H= 2/3 de diâmetro interno. Abaixo tabela para a determinação do diâmetro dos condutores horizontais através da vazão e do coeficiente de rugosidade de Manning. Tabela 5. Capacidade de condutores horizontais de seção circular com vazões em L/m. Diâmetro n=0,011 n=0,012 n=0,013 interno mm 0,5% 1% 2% 4% 0,5% 1% 2% 4% 0,5% 1% 2% 4% 50 32 45 64 90 29 41 59 83 27 38 54 76 75 95 133 188 267 87 122 172 245 80 113 159 226 100 204 287 405 575 187 264 372 527 173 242 343 486 125 370 521 735 1040 339 478 674 956 313 441 622 882 150 602 847 1190 1690 552 777 1100 1550 509 717 1010 1430 200 1300 1820 2570 3650 1190 1670 2360 3350 1100 1540 2180 3040 250 2350 3310 4660 6620 2150 3030 4280 6070 1990 2800 3950 5600 300 3820 5380 7590 10800 3500 4930 6960 9870 3230 4550 6420 9110 Fonte: NBR 10.844/89. 40 3.8 Condutores verticais Conforme a NBR 10.844/89 os condutores verticais de seção circular devem possuir diâmetro interno mínimo de 70 mm, sempre que possível deve ser projetado em uma única prumada e conter peças de inspeção. De acordo com Creder (2003), para superfícies com grandes extensões, a cada 95 m² da área de contribuição deverá ser utilizado um condutor vertical para que evite o transbordamento da calha. Abaixo um método prático que fornece o diâmetro do condutor vertical para as chuvas criticas de 120 mm/h e 150 mm/h. Tomaz,2003. Tabela 6. Determinação dos condutores Verticais. Diâmetro Vazão Área do telhado (m²) (mm) (l/s) Chuva de 150 mm/h Chuva de 120mm/h 50 0,57 14 17 75 1,76 42 53 100 3,78 90 114 125 7,00 167 212 150 11,53 275 348 200 25,18 600 760 Fonte:Botelho e Ribeiro,1998 apud Tomaz, 2003. 3.9 Filtro É necessário um filtro para a retirada de galhos, folhas e outros detritos para que a carga orgânica presente na água a ser armazenada seja a menor possível. Existem filtros caseiros que podem ser feitos de alvenaria, PVC ou fibra de 41 vidro, composto de materiais inertes com granulometrias mais finas até mais grossas. Exitem filtros comerciais com capacidade de filtrar a água da chuva de telhados de 200m² a 3000m², seu grau de eficiência varia de 90 a 95%. Ilustração 4. Filtros comerciais. . Fonte: Embrapa, 2005. 3.10 Cisterna Para dimensionar a cisterna será realizado o cálculo através do método prático brasileiro, de acordo com a ABNT de Janeiro de 2007: Equação 6. Cálculo dimensionamento da cisterna. V=0,042 x P x A x T Onde: P = precipitação média anual, (mm); T = numero de meses de pouca chuva ou seca; A = área de coleta, (m²); V = volume de água aproveitável e o volume de água do reservatório, (L). 42 3.11 Desinfecção da Água A desinfecção da água da chuva pode ser realizada por meio da cloração, a função do uso do cloro é para desinfecção e eliminação de patogênicos existentes na água Existem cloradores comercias, são dosadores de cloro em pastilha geralmente instalados na entrada da cisterna, água entra na cisterna já clorada. Ilustração 5. Imagem de um clorador de pastilhas de cloro. Fonte: Embrapa 2005. 43 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES Foi realizado o levantamento dos índices pluviométricos da região de São Jorge D’Oeste no período de 1949 até 2008 através da estação pluviométrica instalada na Usina de Salto Osório, verificou se que a media pluviométrica anual é de 1874,8 mm. Dividindo a media pluviométrica anual por 12, teremos a media pluviométrica mensal. 1874,8/12 = 156,2mm/ mês . Constatou que a intensidade de chuvas com período de retorno de 5 anos é de 138 mm/h na Usina de Salto Osório. Com base nestes dados foi realizado o dimensionamento de todo o sistema de captação de água da chuva. 44 4.1 Cálculo da área de contribuição Para calcular a área de contribuição foram utilizados os seguintes dados: comprimento do telhado, metade da largura do telhado e altura da tesoura. O telhado possui 100 metros de comprimento, a metade da largura do telhado possui 5,50 metros e a tesoura possui uma altura de 2 metros. Através de levantamento em campo foram obtidos os valores das dimensões do aviário, realizado pelo autor. A=(5,5+2/2)*100 A= 650 x 2 A= 1300 m² Apos o cálculo da área de contribuição verificou-se que o aviário possui 650 m² para cada lado da área de cobertura, ou seja, 1300 m² de área total de cobertura, o que o torna uma ótima opção para captar a água da chuva devido a sua grande extensão. Em propriedades rurais é possível também aproveitar outras estruturas existentes como chiqueirões e galpões. 45 4.2 Vazão a ser captada na calha Para o cálculo da vazão a ser captada na calha foram utilizadas a média pluviométrica e a área de contribuição. Q=( I x A/60) Q=(138 x 650/60) Q=1495 l/min ou 24,92 l/s para cada lado da área de cobertura ou 2990 l/min para área total. 4.3 Dimensionamento das calhas Para este cálculo foi utilizado à vazão de um lado área de cobertura, pois os dois lados possuem a mesma dimensão, foi utilizada como base uma calha retangular com 30 cm de largura por 20 cm de altura, valores estes utilizados conforme a tabela de Dimensões da Calha em função da vazão a ser captada na calha. Tabela 7. Dimensões da Calha em função da vazão a ser captada na calha, lâmina da água a meia altura. Dimensão a b 0,20 0,10 0,30 0,20 0,40 0,30 0,50 0,40 0,60 0,50 0,70 0,60 0,80 0,70 0,90 0,80 1,00 0,90 Fonte: CREDER, 2003. Declividade 0,5% 336 1501 3785 7538 12946 20283 29775 41641 56243 1% 475 2122 5353 10660 18309 28684 42109 58889 79540 2% 671 3001 7571 15075 25892 40566 59551 83281 112487 46 Após obter as dimensões da calha é necessário calcular a área de seção molhada: A = 0,20 x 0,30/2 A = 0,03 m². Também é necessário obter o raio hidráulico: Rh = 0,12/1,4 Rh = 0,06 m. Foi utilizada a fórmula de Manning para o dimensionamento das calhas, considerando uma declividade de 0,5% para a calha.. Q = K . (S/n) . RH2/3 . I1/2 Q= 60.000 x (0,03/0,013) x (0,06) 2/3 x (0,005) 1/2 Q= 1500,54 l/min. Aconselha-se que sejam utilizadas calhas de PVC na edificação do aviário, pois na criação de aves em confinamento são gerados gases que podem corroer as calhas que são confeccionadas com materiais metálicos, o que pode diminuir a durabilidade da calha. 4.4 Condutores horizontais Os condutores horizontais foram dimensionados a partir da vazão encontrada através do cálculo de Manning, com o valor da vazão é possível encontrar o diâmetro do condutor através da tabela abaixo, a partir da declividade e coeficiente de rugosidade. 47 Tabela 5: Capacidade de condutores horizontais de seção circular com vazões em litros/minuto. Diâmetro n=0,011 n=0,012 n=0,013 interno mm 0,5% 1% 2% 4% 0,5% 1% 2% 4% 0,5% 1% 2% 4% 50 32 45 64 90 29 41 59 83 27 38 54 76 75 95 133 188 267 87 122 172 245 80 113 159 226 100 204 287 405 575 187 264 372 527 173 242 343 486 125 370 521 735 1040 339 478 674 956 313 441 622 882 150 602 847 1190 1690 552 777 1100 1550 509 717 1010 1430 200 1300 1820 2570 3650 1190 1670 2360 3350 1100 1540 2180 3040 250 2350 3310 4660 6620 2150 3030 4280 6070 1990 2800 3950 5600 300 3820 5380 7590 10800 3500 4930 6960 9870 3230 4550 6420 9110 Fonte: NBR 10.844/89. O valor da vazão obtidas no calculo de manning foi 1500,54 litros/ minuto a uma declividade de 0,5% considerando o coeficiente de rugosidade de Manning de 0,013 para as telhas de cerâmica. Através destes dados é recomendado o uso de um condutor horizontal de 200 mm de diâmetro com capacidade para escoar aproximadamente 1990 litros/minuto suportando a vazão obtida no calculo que é de 1500,54 litros/minuto para o condutor horizontal. 4.5 Condutores verticais Para os condutores verticais de seção circular recomenda-se que seu diâmetro interno seja de no mínimo de 70mm. É recomendado que a cada 95m² de área de contribuição possua um condutor vertical para que não haja transbordamento das calhas. Abaixo tabela para a determinação do diâmetro do condutor vertical de acordo com a intensidade de chuvas em mm/h. 48 Tabela 6: Determinação dos condutores Verticais. Diâmetro Vazão Área do telhado (m²) (mm) (l/s) Chuva de 150 mm/h Chuva de 120mm/h 50 0,57 14 17 75 1,76 42 53 100 3,78 90 114 125 7,00 167 212 150 11,53 275 348 200 25,18 600 760 Fonte:Botelho e Ribeiro,1998 apud Tomaz, 2003. Como cada lateral do aviário possui uma área de 650m² de cobertura, é recomendado que a cada 95m² possua um condutor vertical, dividindo 650/95 teremos 6,8, ou seja, é indicado o uso 7 condutores para cada lateral. Sugere-se o uso de condutores verticais com 100 mm de diâmetro conforme a tabela para a determinação dos condutores verticais, considerando as chuvas intensas de 150 mm/h e área do telhado para até 167m², considerando que a lateral do aviário possui uma área de 650m² e dividindo por 7 condutores teremos um condutor para cada 92,86m² de área de cobertura. 4.6 Reservatório de descarte Para o descarte das primeiras águas da chuva é recomendado que seja descartado 1 litro de água por metro quadrado da cobertura existente conforme Tomaz (2003). Fica indicado o uso de uma caixa de água com capacidade para o descarte de dois mil litros das primeiras águas tendo em vista que a área de cobertura possui 1300m², é recomendado o descarte das primeiras águas pois, são 49 responsáveis pela limpeza do telhado tirando a poeira e detritos, sendo assim quanto maior o descarte das primeiras águas melhor será a qualidade da água armazenada na cisterna. 4.7 Desinfecção da Água Para a melhor qualidade da água é indicado à utilização de um clorador de pastilhas que operam automaticamente na desinfecção da água e são facilmente encontradas em lojas de materiais para piscinas. Este clorador pode ser instalado na entrada da cisterna para que a água entre na cisterna já desinfetada e pronta para o uso no aviário. Na água servida no aviário é necessária a desinfecção para remover possíveis microorganismos que possam prejudicar a saúde das aves, para isso após a desinfecção é recomendado que o cloro residual na água esteja em torno de 3 ppm, isto pode ser medido através de kits específicos para medição da qualidade da água encontradas em lojas de materiais para piscinas. 4.8 Cisterna O cálculo do volume da cisterna foi realizado através do método prático brasileiro, para isso foi utilizado à média pluviométrica anual da região, a área de contribuição e os meses de pouca chuva na região. V = 0,042 x P x A x T V = 0,042 x 1874,8 x 1300 x 6 V = 614184,48 L/ano ou V = 51182,04 L/mês. 50 Através do método pratico brasileiro o volume indicado para a cisterna é de 51182,04 litros, a partir destes valores é indicada a construção de uma cisterna com capacidade para 55 m³, proporcionando uma maior capacidade para atender alguns meses com maior intensidade pluviométrica. Segundo a Embrapa é recomendado que a cisterna tenha capacidade para manter água no sistema durante o período de 15 dias, ciclo de chegada e saída dos frangos é de 4 semanas e durante este período as aves consomem em média 95 m³ de água nesse ciclo. Para a construção da cisterna podem ser utilizados diversos materiais como PVC, concreto, fibra de vidro e alvenaria. Devido ao grande volume da cisterna fica indicado a construção em concreto por ser resistente e de fácil adaptação no local. Para manter uma boa qualidade da água armazenada na cisterna é necessário que a cisterna seja impermeável, com boa vedação para que fique protegida contra a entrada de luz, sujeira, animais e insetos dentro da cisterna. Sugere-se que a cisterna seja enterrada, pois a temperatura da água fica menor o que dificulta o desenvolvimento de microorganismos. É indicada também a instalação de uma moto bomba para encaminhar a água da cisterna até um reservatório elevado, para distribuir a água para o aviário por gravidade. 51 CONSIDERAÇÕES FINAIS A criação de aves em confinamento é uma atividade que necessita de muita água para sua produção, a falta da água pode gerar a perda de peso e até a morte das aves causando prejuízos para os produtores. Algumas propriedades rurais enfrentam muita dificuldade em obter água para sua manutenção e principalmente em épocas de estiagem. Por isso fica clara a importância da implantação de um sistema de aproveitamento e armazenamento da água da chuva para diminuir os riscos de desabastecimento, redução da excessiva dependência das fontes superficiais de abastecimento e evitar prejuízos com obtenção de água de outras fontes em épocas de estiagem. 52 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABNT – NBR 10844/89, Instalações Prediais de Água Pluvial. 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