Universidade Federal de Santa Catarina
Centro Tecnológico
Departamento de Engenharia Mecânica
Coordenadoria de Estágio do Curso de Engenharia Mecânica
CEP 88040-970
88040
- Florianópolis - SC - BRASIL
www.emc.ufsc.br/estagiomecanica
[email protected]
RELATÓRIO DE ESTÁGIO – 3/3 (terceiro de três)
Período: de 05/12/2008 a 05/02/2009
Aluno: Ivan Miguel Arzamendia Escobar
Supervisor: Ing. Carlos Centurión
Orientador: Eng. Dylton do Vale Pereira Filho
Hernandarias, 30/01/2009
i
Relatório de Estagio
SUMARIO
Conteúdo
1
INTRODUCAO ................................................................................................
................................
........................................ 1
2
SETOR DE REVISÃO E ENSAIOS ................................................................
....................................... 2
2.1
3
ATIVIDADES E MANOBRAS EXECUTADAS ............................................
................................
3
2.1.1
MANOBRAS DE ISOLAÇÃO ................................................................
.................................. 4
2.1.2
ENSAIOS ................................................................................................
................................
................................... 8
2.1.3
RETORNO DA MÁQUINA AO SISTEMA ...........................................
................................
10
GRUPO DIESEL ................................................................................................
................................
.................................... 12
3.1
MOTOR DIESEL ............................................................................................
............................ 13
3.2
O GERADOR ................................................................................................
................................
.................................. 14
4
CONCLUSAO ................................................................................................
................................
........................................ 17
5
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS ................................................................
................................... 18
ii
Relatório de Estagio
1 INTRODUCAO
Este ultimo relatório tem a finalidade de descrever as atividades desenvolvidas
durante o período final do estágio curricular supervisionado, do curso de Engenharia
Mecânica da UFSC,, realizado na
n Usina Hidrelétrica de ITAIPU,
Os objetivos do estágio foram adicionar e ampliar os conhecimentos relativos a
equipamentos elétricos e mecânicos os quais
quais compõem a usina hidrelétrica de ITAIPU,
fornecendo a min. noções sobre o funcionamento de equipamentos do serviço auxiliar
das subestações e das unidades geradoras.
geradoras
Esse terceiro e último relatório seguirão a mesma metodologia
dologia aplicada
aplicad
anteriormente contando com as atividades desenvolvidas, conclusões, referências
bibliográficas, etc.
Conforme foi espeecificado no primeiro relatório sobre a meetodologia a ser
aplicada, neste ultimo relatório serão tratados as atividades desenvolvvidas no setor de
Revisão e Ensaios, setorr onde permaneci por mais tempo, e coomo informação
complementar serão apreseentados os serviços de alimentação de emergência com os que
conta a usina, principalmennte os geradores diesel de 50HZ e 60HZ.
1
Relatório de Estagio
2 SETOR DE REVISÃO E ENSAIOS
A função deste setor da OPUO.DT é de coordenar as ações operativas durante as
atividades de revisãoo das unidades geradoras, sejam de caráter programado, corretivo ou
emergencial; bem como o seu retorno à operação do sistema, visando às condições
necessárias para a realização das manutenções nos equipamentos associados à unidade
em revisão. As atividadess programadas são do tipo preventivas,, para evitar a ocorrência
de defeitos, podendo também ser de emergência.As principais atividades do setor são:
•
Coordenar as atividades operativas durante as paradas das unidades para revisão,
conforme os cronogramas de atividades da manutenção;
•
Coordenar a realização de ensaios especiais nos equipamentos
de geração e transmissão da central;
•
Participar de reuniões com as equipes de operação e manutenção,
relacionadas às atividades do setor;
•
Elaborar diariamente um resumo das informações de atividades do
setor, visando divulgá-las
las para as equipes de operação;
•
Emitir relatórios técnicos das atividades realizadas nos
equipamentos de sua responsabilidade;
•
Supervisionar e acompanhar o desempenho dos integrantes da
equipe, garantindo o de-senvolvimento
senvolvimento técnico e pessoal;
•
Receber visitas técnicas quando solicitado;
•
Apoiar outros setores da operação em situações de emergências;
•
Participar de treinamentos técnicos e gerenciais de acordo com os
programas preestabelecidos;
•
Atender a gerência da Divisão na realização de trabalhos
específicos.
A sistemática de parada de unidades para manutenção é definida após a
realização de uma programação anual, ajustada mensalmente com um horizonte de 3
meses, porém revisada semanalmente em função das disponibilidades energéticas dos
sistemas brasileiro e paraguaio
paragua bem como das variações hidrológicas da bacia do rio
Paraná e Iguaçu. Os cronogramas de revisão de unidades são elaborados pelo critério de
2
Relatório de Estagio
periodicidade de parada para inspeção; inspeção
inspeç no anel coletor, paradas semestral,
anual, bianual e quadrienal, com durações de manutenção variando conforme o tipo.
Parada semestral
Parada anual
Parada bienal
Parada quadrienal
8 horas
10 dias úteis
16 dias úteis
19 dias úteis
A operação da central, através do Setor de Revisão, coordena e executa as
manobras nos equipamentos associados à unidade durante as atividades de
manutenções, garantido que os trabalhos sejam realizados com segurança e
confiabilidade, destacando:
•
Drenagem do conduto forçado,
for
tubo de sucção;
•
Isolação do sistema de resfriamento da unidade e de todos
os equipamentos da unidade;
•
Ensaios no gerador destacando giros mecânicos (retirada de pólos) injetando
óleo no mancal combinado;
•
Manobras no regulador de velocidade;
•
Acompanhamento
hamento das atividades de manutenção que
envolve manobras nos equipamentos;
•
Inspeção geral na unidade visando o retorno pós-revisão;
pós
•
Enchimento do tubo de sucção e conduto forçado;
•
Ensaios na unidade com giro mecânico e ensaios elétricos.
2.1 ATIVIDADES E MANOBRAS
MAN
EXECUTADAS
A parada da máquina geralmente é feita pelo turno de operação durante a
madrugada, deixando-aa girar em vazio para seu resfriamento, para que quando o pessoal
da Revisão e Ensaios chegue no horário comercial, a máquina já esteja em condições
condiç
de
executar as primeiras manobras de isolação e liberação de acesso ao gerador para as
equipes de manutenção. Naa CCR a execução de parada pode ser feita tanto pelo controle
convencional quanto pelo SCADA, sendo que no acionamento da parada da-se
da início à
3
Relatório de Estagio
seqüência de eventos que irá deixar a máquina offline; a carga é reduzida a 0 MW /
MVAR, a alimentação do UMCC (quadro que alimenta os serviços da unidade) é
transferida para fonte externa (via quadro QP) e em seguida é desconectada a excitação
da máquina e seu vão correspondente na GIS é isolado.
2.1.1 MANOBRAS DE ISOLAÇÃO
As principais isolações executadas são as seguintes:
A. Fechamento da comporta e isolação hidráulica do servomotor da
comporta (válvula RE-4):
B. Drenagem do conduto forçado e caixa espiral;
esp
C. A seccionadora da unidade deve estar aberta e bloqueada, chaves
terra fechadas e seccionadoras do vão da unidade abertas e bloqueadas;
D. Aterramento das três fases de saída do gerador (cubículo CTG);
E. Abertura das seccionadoras SIU/EIU;
F. Disjuntor de campo, CB--135, e chave A-100
100 abertos no EC (Cubículo
de Excitação do Gerador);
G. Válvulas direcionais de descarga rápida e lenta de CO2 deverão estar fechadas e
bloqueadas mecanicamente;
H. O circuito de freios da máquina deve ser aplicado mecanicamente;
mecani
•
MANOBRAS NA GIS
Após a parada da unidade os
operadores do turno iniciam as
manobras de aterramento e
isolação, que consiste em abertura
da seccionadora
eccionadora e aterramento.
aterramento Para
isto, as chaves-terra são
fechadas e as seccionadoras
da unidade e de seuu respectivo
Aterramento; fases da máquina – GIS 50 Hz
4
Relatório de Estagio
vão devem ser abertas e bloqueadas. Essas manobras são realizadas com o auxílio de
uma manivela, e é feita uma manobra por fase (R, S e T). O aterramento do tem por
finalidade garantir segurança do pessoal que irá prestar manutenção nos componentes
comp
pertencentes ao vão.
•
SISTEMA DE RESFRIAMENTO DA UNIDADE
Todo o sistema de refrigeração da unidade,
que é proveniente de uma tomada
d’água localizada no caracol, deve ser
isolado. Para isso são fechadas suas
válvulas:
f
· 01EF: entrada de água do filtro;
· 02SF: saída de água do filtro:
· 03VM: válvula motorizada (válvula
mestre do sistema);
· 04VP: interliga o sistema de resfriamento da máquina com as demais (coletor
principal);
· 05RV: resfriamento do regulador de velocidade;
· 06EC: resfriamento do cubículo de excitação;
· 07GT: resfriamento do mancal guia da turbina;
· 08AP: resfriamento do sistema de água pura;
· 09GG: mancal guia superior;
· 10MC: resfriamento do mancal combinado;
· 11RG: radiador do gerador;
· 12VE: filtros da caixa de vedação da turbina.
Após as manobras o sistema de cada uma deve ser drenado pelas válvulas
correspondentes às mesmas. Também é isolado o sistema que refrigera os trocadores de
calor (água/óleo) dos trafos principais, que parte direto do coletor principal pela válvula
vá
13TC.
5
Relatório de Estagio
•
SISTEMA CO2
O bloqueio do sistema antiincêndio de CO2 é realizado para que as escotilhas de
acesso ao anel coletor e ao mancal combinado possam ser abertas com segurança, pois
sem essa isolação o sistema antiincêndio poderia atuar indevidamente,
ente, com alguém
dentro da máquina inclusive. Essa manobra é feita na sala de controle local da unidade,
na elevação 108,00m, no painel GFP que é responsável pela supervisão de fumaça e
temperatura alta no housing do gerador. Os sistemas de descarga (rápida
(rápid e lenta)
também devem ser isolados mecanicamente bloqueando as válvulas direcionais (na
elev. 115,00m).
•
FECHAMENTO DA COMPORTA DA TOMADA D’ÁGUA
Manobra realizada na elevação 214,00m, através do
painel CTM, acionando-se
se o fechamento da comporta que é o
principal elemento de vedação da tomada d’água.
Com
a
comporta
fechada
e
isolada
elétrica
e
mecanicamente, são colocadas as sessões de stop-log,
isolando totalmente a unidade geradora e possibilitando a
realização de serviços nas comportas de tomada d’água,
d’ág
sem
comprometer qualquer outra atividade. As manobras de
Manobra
Manobra na
na comporta
comporta –
comportaPainel CTM
abertura e fechamento da comporta são bastante freqüentes durante o PD da unidade
devido a pedido da manutenção para efetuar devidos reparos na mesma, após a abertura
da mesma é fechada a válvula
válvul RE4 que garante a posição de abertura para que a
comporta não feche indevidamente pelo acionamento de um bloqueio.Também é feito
teste de reposição que consiste na verificação do correto funcionamento das reposições
de óleo no servo motor que se localiza na parte externa da usina na el. 225,00m. As
reposições ocorrem devido à variação do nível do óleo no circuito (por ação da
temperatura ambiente ou perdas de óleo no circuito) de maneira a impedir que a
comporta desça e impeça o fluxo de água para a turbina.
turbi
O conduto forçado e caixa espiral são drenados através da válvula 18DC, que
leva a água do conduto para o tubo de sucção até se igualar ao nível de jusante.
6
Relatório de Estagio
•
ESVAZIAMENTO DO TUBO DE SUCÇÃO
Através das válvulas 19AI e 20AD na
cota 57,25m até uma cotaa menor que a da
elevação 80,00m, para que possam ser
abertas as portinholas de inspeção do tubo de
sucção (essa verificação da água é feita por
manômetro existente no local) Essa água é
jogada nos poços de esvaziamento, e
posteriormente esvaziados automaticamente
automa
Drenagem do TS – válvula 20AD
pelas moto bombas. A drenagem nunca é feita totalmente, de maneira sempre a restar
uma lâmina d’água
água no fundo do tubo de sucção para que os peixes sobrevivam até o
resgate feito pelo pessoal do meio ambiente. Para que não falte oxigênio na água, é
injetado ar comprimido pelas adufas de drenagem. Este resgate de peixes também é
realizado na tomada d’água, pois existe um aclive em direção ao conduto forçado onde
fica acumulada água.
Após o resgate de peixes o tubo de sucção pode ser drenado totalmente
te e liberado para
limpeza.
•
APLICAÇÃO DE FREIOS
A aplicação de freios deve ser
efetuada mecanicamente no painel
CFM devido ao fato de o solenóide que
recebe comando de aplicação não
poder ficar longos períodos energizado
sob pena de queimá-lo.
lo. O circuito
circu de
freio tem seu funcionamento
pneumático onde o ar comprimido
aciona o circuito de sapatas de freio a uma
Aplicação mecânica de freios
pressão de 8 Kgf/cm2.
7
Relatório de Estagio
•
ISOLAÇÕES DO PAINEL UMCC
O quadro UMCC (elev. 98,50m) é o principal quadro da unidade geradora, pois
é o responsável por
or alimentar os principais serviços e CCM’s da máquina, como:
Regulador de Velocidade, bombas do PAP (injeção de óleo do mancal combinado),
painel KT (quadro de controle dos trafos principais), CCA (compressores do regulador
de velocidade) , PWB (água-pura).As
(água
).As isolações são realizadas em virtude de
manutenção dos componentes.
componentes
Quadro UMCC – alimentação dos serviços auxiliares da unidade
2.1.2
•
ENSAIOS
REGULADOR DE VELOCIDADE
O regulador de velocidade é o equipamento responsável pela abertura e
fechamento dass palhetas móveis da turbina regulando assim a velocidade constante da
unidade para que a frequencia da mesma não se altere, controlando também a potência
da máquina. Este ensaio é realizado para se testar os equipamentos do regulador de
velocidade. Nesse ensaio são feitas manobras na LCR (Sala de Controle Local, elev.
108,00m) no painel TGC (Cubículo do Regulador da Turbina), na elev. 98,00m, para
manobras no quadro das bombas do regulador (PA) – tanques de ar/óleo, CCAR
8
Relatório de Estagio
(compressores de ar do regulador) e UMCC - e na elev. 92,40m, onde ocorre o giro
efetivo do distribuidor. Para o ensaio é necessário que o tubo de sucção e caixa espiral
estejam cheios (para não haver movimentação em seco das palhetas),
palhetas e a trava do
distribuidor extraída. É testado o sistema
siste
de fechamento de emergência das palhetas
(atuação da proteção por sobre velocidade mecânica), ajuste da curva de resposta
variômetro – que consiste em verificar se a abertura do distribuidor corresponde com a
informação que o mesmo recebe do TGC – e também
bém diversas manobras de abertura e
fechamento para eliminar o ar do circuito hidráulico, pois o mesmo é filtrado durante o
PD da máquina.
OBS.: A pressão de trabalho do Regulador é ~ 63 bar.
•
ENSAIO DO SISTEMA ANTIINCÊNDIO DOS TU’S
(TRANSFORMADORES PRINCIPAIS)
Tem por objetivo verificar o correto funcionamento do sistema sprinklers e
rescaldo. É feito o acionamento da válvula dilúvio do sistema (elev. 95,00m) localmente
– pela abertura da válvula de ar comprimido do circuito de sprinklers, no painel PAI/KT
PAI/
(elev. 108,00m) e a simulação real de incêndio, onde se coloca fogo em qualquer
sprinkler da cela do trafo em ensaio. Com o disparo da válvula dilúvio, o spray d’água é
liberado em uma pressão em torno de 8 bar sobre o trafo. O ensaio é feito um para cada
TU e deve ser observado também o correto funcionamento das portas corta-fogo
corta
e dos
dumpers de ventilação, que devem fechar a fim de cortar o fluxo de ar para a cela do
trafo.
Logo em seguida é ensaiado o sistema de rescaldo, que serve como um ‘sistema
de apoio’, ou seja, após a ocorrência de incêndio na cela do trafo, deve ser acionado
(manual e localmente) na elev. 124,00m para resfriar o equipamento e a estrutura civil.
Este sistema é testado de modo análogo ao anterior, manobrando fase a fase no painel
pain
correspondente da unidade as válvulas motorizadas.
9
Relatório de Estagio
2.1.3 RETORNO DA MÁQUINA AO SISTEMA
O Checking List é uma planilha de inspeção que visa orientar a operação sobre o
estado que se encontra todos os equipamentos da unidade após a parada, verificar se
todas
das as isolações foram desfeitas, todos os trabalhos foram realizados e se não foram
deixados equipamentos com anormalidade que possa impedir ou atrapalhar o retorno da
unidade ou prejudicar o equipamento.
•
SIMULAÇÃO DE PARTIDA E PARADA
Ensaio feito apóss a manutenção da máquina, onde se permite verificar a
condição dos circuitos de partida e parada após manutenção (inexistência de falhas) e
liberação da unidade para enchimento do conduto forçado. Neste ensaio não é feito giro
mecânico na máquina, é injetado
injet
freqüência em determinado cartão eletrônico no TGC
(pelas equipes da eletrônica), simulando assim, a máquina em movimento e satisfazendo
as demais pré-condições
condições de partida. Juntamente neste ensaio é realizada a atuação do
bloqueio por sobre velocidade elétrica, aumentando a freqüência injetada até ocorrer a
atuação da proteção (com 147% da velocidade nominal).
•
GIRO MECÂNICO PASSO-A-PASSO
PASSO
É feito com o objetivo de verificar a normalidade dos componentes mecânicos
da máquina após a manutenção, verificando
verifica
ruídos ou qualquer outra anormalidade que
comprometa o retorno da máquina ao sistema. No giro mecânico da máquina não é
conectada a excitação, ou seja, como o próprio nome sugere, é apenas um giro mecânico
funcional sem energização da mesma. É feito nesta
nesta ocasião o lixamento do anel coletor
pelas equipes de manutenção, no momento que a máquina ganha velocidade. A
velocidade é comandada pela abertura das palhetas do distribuidor através da chave
65GLC52 e acompanhando a abertura e velocidade no instrumento
to 96MF1 (ULP).
10
Relatório de Estagio
•
PARTIDA MANUAL PASSO-A-PASSO
PASSO
(GIRO ELÉTRICO)
Essas manobras são feitas com o objetivo de verificar a normalidade da máquina
após a revisão da unidade, bem como para ensaios específicos.
As condições iniciais para o ensaio são as seguintes:
seg
1. Comporta aberta, conduto forçado e tubo de sucção cheio;
2. Sistema do regulador de velocidade pronto para operar;
3. Sistema de resfriamento da unidade normalizado;
4. Seccionadoras isoladoras dos trafos de excitação E1U e serviços auxiliares da
unidade S1U, fechadas;
5. Sistema de freios normal e desaplicado;
desaplicado
6. Sistema de Excitação – disjuntor 10.3 do UMCC fechado e
disjuntor de campo fechado (deve estar ausente de alarmes impeditivos);
7. Sistema de Água Pura – chaves 43PW1 e 43PW2 em operação automática;
8. Relés de bloqueio 86M, 86E, 86N e 86TR e relés 05 de parada em serviço;
9. Pino de cisalhamento com pressão de ar normal e válvula sistema de aeração (PVA)
com alimentação CA normal e em automático;
10. Painel TGC - chave KVP seletada para “Normal”; led “Fora”, aceso;
11. Inexistência de alarmes nos anunciadores do ULP e TGA que comprometam a
partida da unidade;
12. Compressor de carga parcial (CCAP) em auto/remoto (unidades 1,2 e 3);
13. Painel GFP energizado e em condições normais;
14. Transformadores
ansformadores elevadores da unidade em condições normais de operação.
11
Relatório de Estagio
3
GRUPO DIESEL
GD03/04 el. 127,00m
Estão instalados em número de quatro na casa de força, sendo que dois grupos
GD-01/02
01/02 alimentam o sistema 50HZ, e os grupos GD- 03/04 alimentam
mentam o sistema
60HZ localizado na área de montagem central, ambos na cota 127,00m.
Eles estão previstos para atender aos seguintes tipos de carga:
•
Sistema de drenagem geral;
•
Sistema antiinundação e resfriamentos dos transformadores principais;
•
Barragem principal
rincipal de drenagem;
•
Área de controle centralizado;
•
Carregadores de baterias;
•
Subestação SF6;
•
Serviços auxiliares dos próprios grupos diesel.
12
Relatório de Estagio
3.1 MOTOR DIESEL
Motor de procedência Italiana, (Grandi
(
Motori Trieste), com nove cilindros
turboalimentadoo com potência de 6300CV. O óleo combustível é o diesel comum, e os
motores possuem dois reservatórios com capacidade de 54m3 cada um. Em cada tanque
é mantido um estoque de combustível de 30m3, suficiente para alimentar o motor, com
segurança, por 24 horass até ser completado o nível dos reservatórios. Existe também um
tanque diário de 2,5m3, que efetivamente é o tanque que alimenta a bomba de
combustível, sendo sua reposição feita por gravidade controlada por bóia. O consumo
do de combustível do motor em vazio
v
é de 150 a 200 litros por hora, e a plena carga 800
litros por hora. Cada cilindro possui uma bomba injetora, que pode ser isolada
separadamente e substituída com o motor em funcionamento. A partida do motor é feita
a ar comprimido, onde em cada cilindro
cilindro existe uma válvula de partida que é aberta pelo
comando do distribuidor, que vai injetar ar naquele cilindro que está em seu ponto
morto superior. Os circuitos de ar de partida e combustível estão em paralelo, mas a
própria compressão de mistura pelo pistão,
istão, bloqueia a válvula de partida, não
permitindo a entrada de ar naquele cilindro que está em sua ordem de explosão e
alimentado. Automaticamente, o sistema de controle a cada 2 horas e 2 minutos, executa
uma pré-lubrificação,
lubrificação, com óleo pré-aquecido
pré
em todo o motor, mantendo o motor em
uma temperatura ideal para funcionamento. O sistema de resfriamento dos cilindros do
motor, é executado por um circuito fechado de água clarificada, resfriada em um
trocador de calor alimentado por água bruta. Já o óleo lubrificante,
lubrificante, é resfriado em um
trocador em um trocador que circula água bruta. A rotação dos motores para 50HZ é de
500 RPM, para 60HZ é de 514 RPM. Existem faixas de rotação consideradas críticas,
ou seja, o motor não pode permanecer nesta rotação e deve passar
passar o mais rápido
possível por elas, pois a ressonância mecânica nestas faixas pode ser prejudicial e até
destrutivas para as partes do motor. Estas faixas estão mostradas na tabela abaixo.
Faixa 1 Faixa 2
FAIXA 1
FAIXA 2
50 HERTZ
280 a 320 RPM
430 a 470
47 RPM
60 HERTZ
290 a 330 RPM
440 a 480 RPM
13
Relatório de Estagio
A parada do motor é feita cortando-se
cortando se o combustível, através de comando
elétrico, pelo dispositivo de sobre velocidade mecânica, na alavanca de partida e parada
do motor ou no dispositivo mecânico de baixa pressão
ssão de óleo lubrificante.
3.2 O GERADOR
É um gerador trifásico síncrono fabricado pela ANSALDO, com doze pólos para
as unidades de 50HZ e quatorze pólos para as unidades de 60Hz. As características
elétricas de placa do gerador estão mostradas na tabela abaixo.
POTÊNCIA
TENSÃO DO GERADOR
TENSÃO DE EXCITAÇÃO NOMINAL
CORRENTE DO GERADOR
CORRENTE DE EXCITAÇÃO NOMINAL
50 HZ
5.25 MVA
6900 V
159 V
439.4 A
218 A
60HZ
5.25 MVA
6900 V
167 V
439.4 A
229 A
14
Relatório de Estagio
riamento é fechado, onde a circulação do ar é forçada por aletas
O sistema de resfriamento
no rotor. Dentro do gerador o ar circula através de túneis, passando também em um
trocador de calor água/ar, posicionado na parte superior do gerador. Toda a água bruta
para resfriamento do grupo
rupo gerador provém do coletor principal de 600 mm na cota 92.
No gerador diesel todo o sistema está sempre pressurizado, sem circulação, pois uma
válvula geral de água bruta só é aberta eletricamente na partida do grupo.
•
EXCITATRIZ PILOTO
Para a excitação
ção do gerador usamos um pequeno gerador trifásico conhecido
tecnicamente por excitatriz piloto. Esta excitatriz não possui escovas, (brushless), ou
seja, um conversor estático tiristorizado alimenta com corrente contínua o campo da
excitatriz, (onde estão localizados os pólos), no rotor têm-se
têm se diodos que retificam a
corrente induzida e, através de um barramento por dentro do eixo de acoplamento da
excitatriz com o gerador, alimenta o rotor do gerador com corrente contínua. O
resfriamento da excitatriz, como
com o gerador, é fechado e forçado. Na parte superior da
excitatriz tem um trocador de calor água/ar alimentado por água bruta. Os diodos
montados no rotor da excitatriz, também chamados de diodos rotativos, possuem
proteção contra surtos. Na excitatriz temos
temos um conjunto anéis e escovas, que são ligadas
ao rotor do gerador. Estas escovas alimentam o relé de proteção falha para terra no
rotor, (64F). As características elétricas das excitatrizes estão mostradas na
tabela abaixo.
EXCITATRIZ
POTENCIA NOMINAL
CORRENTE NOMINAL
TENSAO NOMINAL
50 HZ
66.9 KVA
Campo
Rotor
8.6 A
216 A
102 V
179 V
60 HZ
66.9 KVA
Campo
Rotor
8.5 A
216 A
100 V
179 V
15
Relatório de Estagio
Cada grupo gerador diesel possui um banco próprio de baterias em 125 Vcc, este
banco está localizado na cota
ota 133,00m ao lado das salas de controle locais. O sistema
auxiliar em AC do grupo gerador pode ser alimentado por fonte externa ou autoalimentando pelo gerador. O painel de distribuição para o sistema auxiliar QU, está
localizado na cota 127,00m e, pode ser selecionado para automático ou manual. Quando
em automático, um relé de tensão localizado no QU, libera e faz a comutação dos
auxiliares de fonte externa para fonte do gerador. Quando em manual a comutação não é
feita, ficando ao auxiliares alimentados
alimentados por fonte externa. A comutação do auxiliares
pode ser feita no QU, depois de que o gerador estiver com suas grandezas elétricas em
seus valores nominais.
16
Relatório de Estagio
4 CONCLUSAO
O estágio curricular obrigatório realizado na Usina Hidrelétrica de Itaipu no
setor de operação possibilitou a obtenção de uma grande quantidade de informações,
onde pude comprovar na prática a teoria aprendida nos bancos escolares, contribuindo
para o meu enriquecimento profissional.
Um fator muito interessante é a quantidade e dimensões dos equipamentos que
Compõem a Itaipu, tanto eles elétricos com mecânicos onde os mesmos são operados
pelo setor de operação que por ser um setor que trabalha com um grande numero de
equipamentos, pude adquirir grande conhecimento sobre equipamentos que compõem
com
a
mesma.Com
Com isto, posso afirmar que toda a experiência adquirida na operação de
unidades geradoras, serviço auxiliar, subestações, vertedouro, bem como a sistemática
de documentos e procedimentos que envolvem a operação de usina, como autorizações
de trabalho, pedidos de desligamento, instruções e ordens de manobra foram de total
proveito e uma enorme bagagem de conhecimento para mim, neste programa de
estágio.
que contribuíram para tornar esse
Encerro este relatório agradecendo àqueles que
trabalho realidade:
lidade: ao Prof.º Dylton do Vale Pereira Filho,
Filho, pela sua dedicação e
paciência; à Itaipú Binacional, pela oportunidade de realizar o estágio; aos
colaboradores da empresa, aos diversos setores pelos quais passei, em especial ao
Engenheiro Carlos Centurión, supervisor do estágio, pelas discussões sobre o tema e
constantes orientações ; e aos meus pais, pelo incentivo na minha formação e constante
busca pelo conhecimento.
17
Relatório de Estagio
5 REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
•
IOPI 40 – Instrução de Operação de Itaipu n° 40, revisão 11 Limites e
Dados Operativos da Usina De Itaipu, Vigência: 26 / 06 / 2001;
•
Pré- Operação. Diagramas simplificados. OPUE.DT
•
ROPI 5 – Regra de Operação n° 5, revisão 2, Normas e Procedimentos
Para a Programação e Execução de Serviços em Equipamentos e
Execução de Manobras no Sistema Elétrico, Vigência: 27 / 03 / 2002;
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Manual de auxilio ao operador
opera
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www.itaipu.gov.py
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