METODOLOGIA PARA CALIBRAÇÃO DO CONTADOR HIAC USANDO ÁGUA
PURA COMO PADRÃO E ANÁLISE DO TEMPO DE ARMAZENAMENTO NA
VARIAÇÃO DO NÚMERO DE PARTÍCULAS DA ÁGUA DE INJEÇÃO
VICTOR DA SILVA PAMPLONA CÔRTE REAL
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE DARCY RIBEIRO – UENF
LABORATÓRIO DE ENGENHARIA E EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO - LENEP
MACAÉ – RJ
JUNHO - 2006
METODOLOGIA PARA CALIBRAÇÃO DO CONTADOR HIAC USANDO ÁGUA
PURA COMO PADRÃO E ANÁLISE DO TEMPO DE ARMAZENAMENTO NA
VARIAÇÃO DO NÚMERO DE PARTÍCULAS DA ÁGUA DE INJEÇÃO
VICTOR DA SILVA PAMPLONA CÔRTE REAL
Projeto final de curso apresentado ao
Laboratório
de
Engenharia
e
Exploração
de
Petróleo
da
Universidade
Estadual
do
Norte
Fluminense Darcy Ribeiro como parte
das exigências para a obtenção do
título de bacharel em Engenharia de
Exploração e Produção de Petróleo
ORIENTADORA: Profª. Themis Carageorgos, Ph.D.
MACAÉ – RJ
JUNHO – 2006
ii
METODOLOGIA PARA CALIBRAÇÃO DO CONTADOR HIAC USANDO ÁGUA
PURA COMO PADRÃO E ANÁLISE DO TEMPO DE ARMAZENAMENTO NA
VARIAÇÃO DO NÚMERO DE PARTÍCULAS DA ÁGUA DE INJEÇÃO
VICTOR DA SILVA PAMPLONA CÔRTE REAL
Projeto final de curso apresentado ao
Laboratório
de
Engenharia
e
Exploração
de
Petróleo
da
Universidade
Estadual
do
Norte
Fluminense Darcy Ribeiro como parte
das exigências para a obtenção do
título de bacharel em Engenharia de
Exploração e Produção de Petróleo
Data de apresentação: 19/06/2006
Banca Examinadora:
_________________________________________________________________
Prof. Adolfo Puime Pires, D.Sc.
_________________________________________________________________
Prof. Adriano dos Santos, D.Sc.
_________________________________________________________________
Profª. Themis Carageorgos, Ph.D. (orientadora)
iii
A meus pais Helena Maria e Gilberto
e a minha irmã Letícia Helena
iv
AGRADECIMENTOS
A toda minha família pelo amor, compreensão e carinho.
A minha orientadora, Themis Carageorgos, por toda ajuda e dedicação na
realização deste trabalho.
A meu irmão Anisio, pela ajuda nas dúvidas a respeito do Word.
À Eliane Soares por ter disponibilizado a utilização do Milli-Q no Laboratório
de Geoquímica.
Ao Filipe Torres, pela ajuda na montagem do sistema de contagem de
partículas.
A todos meus amigos de turma, em especial à Flavia e Eduarda, pelo apoio
de todas as horas, à Alinne, pela ajuda na preparação da amostra e contagem de
partículas e ao Marcos Vitor, pelos conselhos sobre estatística.
Aos professores e funcionários do LENEP.
A todos que de alguma forma me ajudaram na realização desta monografia.
v
SUMÁRIO
AGRADECIMENTOS ..................................................................................................v
LISTA DE FIGURAS................................................................................................. viii
LISTA DE TABELAS .................................................................................................. ix
RESUMO.....................................................................................................................x
CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO ................................................................................... 1
CAPÍTULO 2 - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ............................................................... 4
2.1.
Fontes de Água de Injeção .......................................................................... 4
2.1.1.
Água do mar.......................................................................................... 4
2.1.2.
Mananciais de superfície ...................................................................... 6
2.1.3.
Aqüíferos............................................................................................... 6
2.1.4.
Água Produzida..................................................................................... 6
2.1.5.
Outros Campos ou Reservatórios ......................................................... 7
2.2.
Parâmetros da Água de Injeção ................................................................... 7
2.2.1.
Temperatura.......................................................................................... 7
2.2.2.
Pressão ................................................................................................. 7
2.2.3.
Velocidade da Água .............................................................................. 7
2.2.4.
Vazão e Pressão de Injeção ................................................................. 8
2.2.5.
Filtrabilidade.......................................................................................... 9
2.2.6.
Contagem e Distribuição do Tamanho das Partículas .......................... 9
2.2.7.
Sólidos em Suspensão Totais (SST) .................................................. 10
2.2.8.
Teor de Óleo e Graxas (TOG)............................................................. 11
2.2.9.
Quantidade de Microorganismos ........................................................ 12
2.2.10.
pH.................................................................................................... 14
2.2.11.
Sulfato ............................................................................................. 14
2.2.12.
Teor de Oxigênio Dissolvido............................................................ 14
2.2.13.
Residual de Sulfito........................................................................... 15
2.3.
Contagem de Partículas............................................................................. 15
2.3.1.
Tipos de Contadores de Partículas ..................................................... 15
2.3.2.
Especificação do Número de Partículas da Água de Injeção.............. 18
2.4.
Conceitos Básicos de Estatística ............................................................... 20
vi
2.4.1.
Média .................................................................................................. 20
2.4.2.
Mediana .............................................................................................. 20
2.4.3.
Desvio Padrão e Variância.................................................................. 21
2.4.4.
Coeficiente de Variação ...................................................................... 21
CAPÍTULO 3 - Matérias e Métodos .......................................................................... 22
3.1.
Sistema de Filtração da Água .................................................................... 22
3.2.
Sistema de Contagem de Partículas .......................................................... 23
3.3.
Preparação da Amostra de Água do Mar Sintética .................................... 24
3.4.
Procedimento Experimental da Contagem de Partículas ........................... 25
CAPÍTULO 4 - RESULTADOS E DISCUSSÕES ..................................................... 27
CAPÍTULO 5 - CONCLUSÕES ................................................................................ 35
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 36
ANEXO A: Tabelas de Contagem da Distribuição do Número de Partículas para
Água do Mar Sintética .............................................................................................. 39
ANEXO B: Tabelas de Contagem da Distribuição do Número de Partículas para
Água do Ultrapura do Milli-Q em cada dia de experimento. ..................................... 44
vii
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Reservatório de petróleo com mecanismo combinado............................... 1
Figura 2 - Distribuição do diametro de partículas típica da água do mar (fonte: R.
Neto et al.)........................................................................................................... 5
Figura 3 - Corrosão por Pites, vista em planta e corte. (fonte: Pimenta) .................... 8
Figura 4 - Modelo esquemático do sensor de obstrução de luz (Modificado de:
Williamson)........................................................................................................ 16
Figura 5 - Modelo esquemático do sensor de espalhamento de luz (fonte:
Williamson)........................................................................................................ 16
Figura 6 - Modelo esquemático do sensor de resistência elétrica (fonte: Beckman
Coulter Inc.)....................................................................................................... 17
Figura 7 - Procedimento para determinação do diâmetro máximo da partícula para
determinada amostra de água........................................................................... 18
Figura 8 - Equipamento para teste de fluxo da água de injeção............................... 19
Figura 9 - Fotografia do Sistema de Filtração da Água - Laboratório de Geoquímica,
(1) Destilador; (2) Reservatório de Armazenamento; (3) Milli-Q........................ 22
Figura 10 - Esquema dos componentes do Milli-Q.................................................. 23
Figura 11 - Esquema do Sistema de Contagem de Partículas (fonte: Manual do
Contador) .......................................................................................................... 24
Figura 12 - Fotografia do Sistema de Contagem de Partículas - Laboratório de
Fluidos............................................................................................................... 24
Figura 13 – Contagem de partícula da água ultrapura do Milli-Q. ........................... 27
Figura 14 - Comparação entre (a) água do mar típica (fonte: Neto R. et al) e (b) água
do mar sintética utilizada no experimento. ........................................................ 28
Figura 15 - Gráfico da evolução da distribuição das partículas da água do mar
sintética no período de 25 dias.......................................................................... 29
Figura 16 - Gráfico da evolução do percentual por tamanho da partícula. ............... 30
Figura 17 - Gráfico da evolução do número de partículas para a faixa de 3 - 5 µm,
com intervalo dos desvios padrões. .................................................................. 30
Figura 18 - Gráfico da evolução do número de partículas para a faixa de 5 - 7 µm,
com intervalo dos desvios padrões. .................................................................. 31
Figura 19 - Gráfico da evolução do número de partículas para a faixa de 7 - 10 µm,
com intervalo dos desvios padrões ................................................................... 31
Figura 20 - Gráfico da evolução do número de partículas para a faixa de 10 - 15 µm,
com intervalo dos desvios padrões ................................................................... 32
Figura 21 - Gráfico da evolução do número de partículas para a faixa de 15 - 30 µm,
com intervalo dos desvios padrões ................................................................... 32
Figura 22 - Gráfico da evolução do número de partículas para todas as faixas de
tamanho. ........................................................................................................... 33
viii
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Concentração média dos constituintes da água do mar. (Modificada de:
Pimenta) .............................................................................................................. 5
Tabela 2 – Diâmetro máximo da partícula e número de partículas maior que este
diâmetro, para cada tipo de formação em função do tipo de injeção (fonte:
Pacheco et al.). ................................................................................................. 10
Tabela 3 – Limite de SST para cada tipo de formação em função do tipo de injeção
(fonte: Pacheco et al.). ...................................................................................... 11
Tabela 4 - Limite de TOG para cada tipo de formação em função do tipo de injeção
(fonte: Pacheco et al.). ...................................................................................... 12
Tabela 5 – Classificação das bactérias quanto a temperatura do meio e quanto a
forma como se encontram dispersas................................................................. 13
Tabela 6 - Concentração máxima de bactérias, em Número Mais Provável / mililitro
(NPM/mL) para água de injeção (fonte: Pacheco et al.).................................... 13
ix
RESUMO
Uma das técnicas utilizadas para a recuperação secundária de petróleo é a
injeção de água do mar. Esta técnica tem a finalidade de manter a pressão e
deslocar o óleo do reservatório em direção aos poços produtores.
Para que haja sucesso nos projetos de injeção de água do mar, um
importante fator é que a água injetada apresente qualidade compatível com o
reservatório. Um dos principais problemas da injeção de água é a perda de
injetividade causada pela presença de partículas sólidas, liquidas ou a combinação
de ambas nessa água, conhecido como dano à formação.
Esta perda de injetividade ocorre principalmente devido a partículas que ficam
retidas no meio poroso, enquanto o fluido injetado se movimenta ao longo do
caminho de fluxo. Portanto, a permeabilidade da formação pode ser reduzida pela
invasão destas partículas, pois ocorre diminuição ou obstrução dos canais de poros.
Assim, um dos parâmetros considerados na determinação da qualidade da
água de injeção é a contagem e distribuição de tamanho das partículas nela contida.
Embora a contagem de partículas em água de injeção ainda seja uma tecnologia
relativamente nova na indústria do petróleo, algumas plataformas já utilizam essa
tecnologia. Nas plataformas que não apresentam contador a bordo, a amostra de
água de injeção é armazenada e enviada para contagem em terra.
No presente estudo, foi desenvolvida uma metodologia para calibrar um
contador de partículas com sensor de obstrução de luz que detecta partículas de
tamanho na faixa de 2 µm a 400 µm, usando água tipo 1 (ultrapura - MilliQ) como
padrão. Para testar a calibração e avaliar o fator tempo de armazenamento na
variação do número de partículas, foram realizadas contagem e distribuição do
tamanho de partículas, em água do mar sintética (Red Sea Salt), por um período de
25 dias.
Os resultados mostraram que a metodologia desenvolvida é adequada para
contagem de partículas em água de injeção e que há uma tendência de aumento no
número de partículas com o tempo de armazenamento.
x
CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO
Na fase inicial da produção, de uma maneira geral, as jazidas petrolíferas
possuem energia suficiente para a produção do petróleo. Essa produção feita
através da própria energia do reservatório é definida como recuperação primária.
Somente uma pequena parte do petróleo existente no reservatório poderá ser
produzida desta maneira.
Esta energia de elevação do petróleo está armazenada nos reservatórios sob
a forma de pressão: os fluidos e a rocha estão comprimidos. Em reservatórios nos
quais não haja contribuição significativa da capa de gás ou de aqüífero, com o
aumento do volume acumulado de petróleo produzido, ocorre a descompressão do
reservatório com redução da produção. A partir deste ponto, a continuidade da
produção acentua a tendência de diminuição da energia disponível na jazida.
O percentual recuperável é função do mecanismo de produção, que podem
ser divididos em três tipos: gás em solução (o menos eficiente), capa de gás e
influxo de água (o mais eficiente). Os mecanismos da produção também podem ser
combinados: gás em solução/influxo de água ou capa de gás/influxo de água. A
Figura 1 mostra esquematicamente um reservatório com dois mecanismos de
produção combinados: capa de gás e influxo de água.
Figura 1 - Reservatório de petróleo com mecanismo combinado.
Quando os mecanismos naturais de produção não são mais satisfatórios para
a produção de petróleo, utilizam-se os métodos artificiais de recuperação, que são
os seguintes:
•
Métodos de recuperação secundária (convencionais):
o Injeção de água;
o Injeção de gás no topo.
1
•
Métodos especiais de recuperação:
o Térmicos (Injeção de vapor e combustão “in situ“, com o objetivo
de reduzir a viscosidade do petróleo);
o Injeção de gás miscível (CO2, N2 ou hidrocarbonetos com o
objetivo de reduzir a viscosidade do petróleo);
o Químico (injeção de polímeros com o objetivo de reduzir ou
aumentar a viscosidade do fluido injetado, ou com o objetivo de
reduzir a tensão interfacial do fluido injetado).
Nesta monografia, abordaremos apenas a injeção de água, que é o método
de recuperação secundária mais utilizado. Os métodos de recuperação secundária
agem no sentido de repor a energia perdida pelo reservatório durante sua
drenagem, aumentando o fator de recuperação de petróleo.
O petróleo é uma mistura complexa de hidrocarbonetos, resinas e asfaltenos.
Nele, são encontrados hidrocarbonetos de alto peso molecular e também os de
baixo peso molecular como metano e o etano, além do CO2, H2S, N2, He, etc..., que
são compostos gasosos nas condições ambientais, mas que podem estar
solubilizados no petróleo nas condições de reservatório. Quando todos os
componentes gasosos do petróleo encontram-se dissolvidos nas condições do
reservatório, dizemos que o reservatório está acima da pressão de saturação
(subsaturado). Quando existe fase gasosa no reservatório (Figura 1), dizemos que
ele está abaixo da pressão de saturação (saturado).
A liberação de gás em um reservatório é um dos acontecimentos mais
indesejáveis, pois compromete enormemente a drenagem do reservatório, com
conseqüente prejuízo econômico. Normalmente, no início da produção do campo, os
reservatórios de petróleo da Bacia de Campos estão acima da pressão de
saturação. Ao longo do tempo de produção, se não houver injeção de água ou se o
volume injetado for insuficiente, a pressão do reservatório tenderá a cair, alcançando
a pressão de saturação. Para evitar que isto ocorra, a injeção de água deve ser
iniciada.
Além de manter a pressão do reservatório, a água injetada faz a varredura do
reservatório, deslocando o petróleo em direção aos poços produtores. A eficiência
de varrido do reservatório com a injeção de água não é 100%, ou seja, somente
parte do óleo é efetivamente deslocada pela água. A eficiência de varrido é dada
pela relação entre o óleo móvel e o óleo residual, onde óleo móvel é o óleo que pode
2
ser deslocado pela água, enquanto que o óleo residual é o que fica no reservatório,
não pode ser deslocado pela água.
Durante a injeção de água, a permeabilidade da formação tende a cair com o
tempo, essa redução é chamada dano à formação. O dano à formação será função
da qualidade da água injetada, que tem como um de seus principais parâmetros o
número e tamanhos de partículas. Quanto melhor a qualidade da água de injeção,
menor será o conteúdo de partículas e também dano à formação.
O dano à formação é principalmente função do entupimento do meio poroso
pelas partículas contidas na água injetada. Outros fatores, como crescimento
bacteriano, teor de óleo e graxa etc, afetam a qualidade da água de injeção
aumentando o dano à formação. Todos esses fatores serão melhor definidos na
seção 2.2. Parâmetros da Água de Injeção, do presente trabalho.
Na indústria do petróleo, a contagem de partículas como controle da
qualidade da água de injeção, ainda é uma tecnologia relativamente nova. Embora
muitas plataformas já tenham contadores a bordo, em tantas outras as amostras de
água de injeção são coletadas, armazenadas e enviadas para contagem na base,
em terra. Uma metodologia envolvendo desde a coleta da água de injeção, sua
armazenagem e medidas ainda não foi estabelecida.
Portanto, nesta monográfia, desenvolveu-se parte dessa metodologia, que
inclui a calibração do contador de partículas HIAC, usando água ultrapura (tipo 1)
como padrão. Com o objetivo de testar a metodologia desenvolvida, foi estudada a
influência do tempo de armazenamento de uma amostra de água do mar sintética na
contagem de partículas.
3
CAPÍTULO 2 - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Esse capítulo está dividido em 3 seções. A seção 2.1 trata das principais
fontes da água de injeção; a seção 2.2 enfoca os principais parâmetros monitorados
na injeção de água; e a seção 2.3 trata, especificamente, da contagem de partículas
mostrando os tipos de contadores e como se dá a especificação do número de
partículas da água de injeção.
2.1. Fontes de Água de Injeção
As características que uma fonte ideal de água de injeção devem apresentar
são: possibilitar farta quantidade de água em qualquer período do ano; permitir fácil
adução, localizando-se o mais próximo possível do local em que será usada; e
possuir água que não reaja quimicamente com a rocha, óleo ou água de formação,
ou seja, que a água seja compatível com o sistema rocha-fluido (Pacheco et al.,
2005).
Como principais fontes de captação de água de injeção podemos destacar:
água do mar; mananciais de superfície; aqüíferos; águas produzidas; e água oriunda
de outros campos ou reservatórios.
A seguir estão algumas das características, vantagens e desvantagens de
cada uma destas fontes de água.
2.1.1. Água do mar
Uma das vantagens de se utilizar a água do mar como água de injeção é que
ela é abundante e de fácil captação, quando se trata de exploração off-shore.
A água do mar apresenta elevada salinidade, na faixa de 33.000ppm, porém
não provoca choque salino – diferença muito grande entre a salinidade da água do
mar e água de formação (Pimenta, 2002). Outras características favoráveis é que
apresenta baixos teores de sólidos, 1 a 3mg/L (Pacheco et al., 2005); pequeno
tamanho de partículas, a maior parte se concentra na faixa entre 2 e 5 micrômetros
(Ruy Neto et al., 2004 - Figura 2), assim para ser injetada precisa apenas de
filtragem simples; e é isenta de óleo e graxa (TOG ausente). Entretanto, essa água
contém elevada taxa de sais de sulfato, podendo assim servir de nutrientes para
bactérias redutoras de sulfato, que produzem H2S (gás sulfídrico), que é danoso. A
presença deste gás contribui para a redução do pH tornando-a mais agressiva sob o
ponto de vista de corrosão.
4
Figura 2 - Distribuição do diâmetro de partículas típica da água do mar (fonte: Ruy Neto et al.,
2004)
Em reservatórios que contenham sais de bário, por exemplo: BaCl2, a
aplicação da água do mar para injeção tem de ser muito bem avaliada, pois poderá
ocorrer a formação de precipitado de bário, por exemplo: BaSO4 (Rosa et al., 2006)
A água do mar contém muitos sais. Na Tabela 1, podemos ver a média dos
constituintes presentes na água do mar.
Tabela 1 - Concentração média dos constituintes da água do mar. (Modificada de:
Pimenta, 2002)
Íon
Nome
Cloreto
Sulfato
Bicarbonato
Brometo
Fluoreto
Ácido Bórico
Sódio
Magnésio
Cálcio
Potássio
Estrôncio
Fómula
-
Cl
SO
HCO
Br
F
H3BO3
+
Na
2+
Mg
2+
Ca
+
K
2+
Sr
5
Concentração
(g/l)
18,9799
2,6486
0,1397
0,0646
0,0013
0,026
10,5561
1,272
0,4001
0,38
0,0133
2.1.2. Mananciais de superfície
Nesta fonte de água de injeção incluem-se os rios, riachos, lagos e represas.
Estas águas dificilmente apresentam tendências corrosivas ou de formação de
precipitados. Normalmente requerem apenas remoção de sólidos e do oxigênio
dissolvido antes de serem usadas. Entretanto, como se trata de água doce, o
problema do choque salino tem que ser considerado (Silveira, 2003).
2.1.3. Aqüíferos
Esta fonte de água é obtida através de poços de captação e quase sempre
possuem baixos teores de sólidos e ausência de gases como oxigênio, gás
carbônico, gás sulfídrico, que podem ser danosos (Silveira, 2003). Isto simplificará o
tratamento da água, diminuindo assim o custo do sistema.
Normalmente utilizam-se poços perfurados para produção de óleo, mas que
se apresentam não-produtores, e, portanto são recompletados para a produção de
água. Em geral, a salinidade pode ser considerada como função da profundidade:
quanto mais profundo maior será a salinidade.
2.1.4. Água Produzida
Em alguns casos utiliza-se a água produzida durante a produção de petróleo
para re-injeção. Esta fonte de injeção está sendo cada vez mais utilizada em função
das exigências legais para descarte da água produzida. A utilização de outra água,
adequada ao reservatório, poderia ser vantajosa economicamente, mas ainda
persistiria o problema do descarte do efluente gerado (água produzida).
Todavia normalmente apresentam tendências corrosivas e de formação de
incrustação. Portanto, são necessários tratamentos para adequar, por exemplo, o
alto teor de sólidos (20 a 80 mg/L) e salinidade da água às necessidades do
reservatório em que a água será injetada (Ruy Neto et al., 2004). Este tratamento é
dificultado ainda mais pela presença de óleo residual, alto valor do TOG. Estas
características fazem com que seja necessária uma filtragem complexa para
remoção de sólidos e graxas, havendo também necessidade de retrolavagem dos
filtros (água contaminada com óleos e graxas volta para o sistema).
Uma vantagem de se utilizar água produzida é que apresenta uma melhor
compatibilidade química com a água de formação.
Na Petrobras, por exemplo, há o “Grupo de Trabalho de Reinjeção de Água
Produzida em Novos Projetos” que recomenda que a Petrobras passe a sempre
6
adotar a re-injeção de água produzida em todos os novos projetos de
desenvolvimento da produção, que contemplem a injeção de água para recuperação
secundária de petróleo.
2.1.5. Outros Campos ou Reservatórios
Em alguns campos, há excesso de água produzida, então esta poderá ser
injetada em outro campo. Neste caso tem que se avaliar a compatibilidade química
entre a água a ser injetada e a água de formação desse outro campo. Tem que se
levar em conta também as vantagens econômicas e/ou a necessidade de controle
da poluição.
2.2. Parâmetros da Água de Injeção
Nesta seção serão abordados os principais parâmetros monitorados em
sistemas de água de injeção.
2.2.1. Temperatura
Com o aumento da temperatura, as taxas de corrosão normalmente
aumentam em um sistema fechado, visto que, a maioria das reações envolvidas no
processo de corrosão é acelerada, pois são reações endotérmicas. Por exemplo, um
aumento da temperatura de 25 para 80ºC pode aumentar a taxa de corrosão em até
400% (Pacheco et al., 2005).
2.2.2. Pressão
A pressão pode influenciar nas reações químicas, principalmente em sistemas
bifásicos, onde há presença de água e gás. O aumento da pressão quase sempre
causará um aumento da solubilidade dos gases, que resultará em aumento da taxa
de corrosão (Pacheco et al., 2005).
2.2.3. Velocidade da Água
Águas estagnadas (quando há parada na injeção) ou em baixas velocidades
(<< 1m/s) provocam taxas de corrosão relativamente baixas, favorecendo a corrosão
por pites (Figura 3), que consiste na formação de pequenas cavidades - alvéolos ou
pites - localizadas na peça metálica que podem chegar a perfurar toda a espessura
da peça, com pouca ou nenhuma perda de espessura do material. Injeção de água
7
em baixas velocidades também podem provocar a deposição de sólidos em
suspensão e o crescimento bacteriano (Ribeiro, 2001).
Figura 3 - Corrosão por Pites, vista em planta e corte. (fonte: Pimenta, 2002)
Silveira (2003) afirma que a injeção em altas velocidades (> 1m/s) acelera as
reações controladas pela transferência de massa, incluindo as do oxigênio dissolvido
e dos biocidas oxidantes, o que leva a maiores taxas de corrosão. Velocidades
extremamente altas (>> 1m/s) podem provocar erosão, corrosão-erosão e
impingimento (choque de bolhas gasosas com a superfície metálica em movimento
turbulento). Estes processos ocorrem, principalmente, se estiverem presentes
sólidos suspensos em altas concentrações e se existir no sistema de injeção
excesso de curvas.
2.2.4. Vazão e Pressão de Injeção
A vazão e a pressão de injeção são dois dos itens mais importantes no
controle do processo (Silveira, 2003). A vazão de injeção tem de ser sempre
monitorada para verificar se a cota determinada pelo estudo de reservatório está
sendo atendida, visto que quando se implementa um sistema de injeção calcula-se o
volume mínimo diário que deve ser injetado para que seja mantida a pressão do
reservatório. A pressão de injeção também deve ser rigorosamente atendida
conforme os requisitos de estudos do reservatório.
Esses parâmetros são determinados pelo teste de injeção, que é um teste de
rotina, e que fornece uma primeira idéia do comportamento do poço devido à
injeção. O resultado deste teste e o cômputo das horas de operação do poço geram
um relatório onde são registrados o volume injetado e o volume acumulado desde o
início da injeção. Esses dados são essenciais para o acompanhamento do
reservatório em questão.
8
2.2.5. Filtrabilidade
Segundo Pacheco (2005), a filtrabilidade é a medida do grau relativo de
tamponamento que ocorre quando um dado volume de água passa através de uma
membrana de filtro de um determinado diâmetro nominal. É um parâmetro
empregado para avaliar a tendência da água a tamponar uma membrana de acetato
de celulose (não a formação) conforme norma NACE Standard TM0173 – “Methods
for determining Quality of Subsurface Injection Water Using Membrane Filters”
fornecido pela NACE (National Association of Corrosion, Engineers). É usada para
detectar alterações que podem ocorrer entre a fonte de água e os poços injetores,
ou para detectar mudanças na qualidade da água ao longo do tempo, em função de
alterações em alguma parte do processo.
Realiza-se o teste de filtrabilidade devido à impossibilidade de se monitorar a
qualidade da água de injeção através de testes em amostras de rocha. Este teste
tem como principal utilidade permitir a identificação visual do material retido, que
pode, posteriormente, ser enviado para análise laboratorial para identificação dos
componentes. Isto pode ser feito tanto antes de se implantar o sistema de injeção,
como também no retorno da operação após alguma longa parada.
Como se utiliza uma membrana de celulose, o teste de filtrabilidade só pode
ser realizado em águas doces de aqüíferos ou água do mar que apresentam baixos
teores de sólidos suspensos. Em águas produzidas não pode ser realizado já que o
óleo obstruiu a membrana.
2.2.6. Contagem e Distribuição do Tamanho das Partículas
A contagem de partículas vem se tornando um instrumento muito importante
para o monitoramento da qualidade da água de injeção e na avaliação dos sistemas
de filtração (Ribeiro et al., 2002).
O limite do diâmetro máximo da partícula depende do reservatório
(porosidade e permeabilidade), da fonte de água que será usada e da pressão de
injeção, se está acima ou abaixo da pressão de fratura. Caso a pressão de injeção
esteja acima da pressão de fratura, ocorrerá o fraturamento do reservatório, o que
aumentará a porosidade e permeabilidade permitindo com que sejam injetadas
partículas maiores sem aumentar o dano a formação (Ribeiro, 2001).
Na Tabela 2, encontram-se os valores de especificação do filtro e o número
máximo de partículas com diâmetro maior que o especificado.
9
Tabela 2 – Diâmetro máximo da partícula e número de partículas maior que este
diâmetro, para cada tipo de formação em função do tipo de injeção (fonte: Pacheco et
al., 2005).
Tipo de Formação
Tipo de Injeção
Diâmetro máximo da
partícula (especificação
do filtro) (µm)
Número de Partículas
com diâmetro maior
que o máximo
10 - 30
10
30 - Sem filtro
40
10 - 30
10
30 - 80
40
5 - 20
10
20 - 50
40
5 - 20
10
20 - 50
40
Abaixo da pressão
de fratura
Acima da pressão
de fratura
Arenito
Abaixo da pressão
Inconsolidado
Água
de fratura
produzida Acima da pressão
de fratura
Abaixo da pressão
Água do mar
de fratura
(ou doce)
Acima da pressão
de fratura
Carbonato e Arenito
Abaixo da pressão
Consolidado
de fratura
Água
produzida Acima da pressão
de fratura
Água do mar
(ou doce)
Esta tabela só deverá ser usada caso não haja um estudo específico para o
reservatório.
A contagem de partículas é o parâmetro que será o enfoque desta
dissertação, portanto será melhor detalhada na seção 2.3.
2.2.7. Sólidos em Suspensão Totais (SST)
Os sólidos podem ser suspensos, coloidais ou dissolvidos. As partículas de
maior dimensão, retidas num papel de filtro de tamanho especificado, correspondem
aos resíduos não filtráveis, também usualmente denominados Sólidos em
Suspensão Totais (SST).
A medição dos sólidos em suspensão totais considera a quantidade de
partículas orgânicas e inorgânicas (minerais e compostos insolúveis) presentes na
água de injeção. Na maioria dos casos, o aumento do teor de SST é gerado pelos
produtos de corrosão. Este aumento irá provocar dano à formação por obstrução
dos poros.
O ataque corrosivo é acelerado devido à deposição de sólidos, pois além de
fornecer as condições para reprodução de bactérias, impede inibidores e biocidas de
atingir a superfície metálica.
É recomendável que a análise do teor de sólidos seja feita no mesmo local de
amostragem, pois assim evita-se a oxidação de produtos de corrosão. Todavia nem
sempre isto é possível, visto que, para se pesar as membranas é necessário uma
balança analítica. Entretanto aconselha-se que pelo menos a etapa de filtração seja
realizada no local da amostragem.
10
Para se identificar a origem dos sólidos retidos na membrana de filtração é
preciso que se faça a caracterização microbiológica (quais os tipos de bactérias
presentes) e química (qual a composição dos sólidos), através do teste de
fluorescência e teste de difração de raios X. Para realizar estes testes, a filtração
deve ser efetuada em anaerobiose (sem contato com o ar), pois os compostos de
ferro e enxofre podem oxidar em contato com o ar.
A Tabela 3 contém valores de referência de SST que devem ser adotados na
falta de dados necessários à especificação da água de injeção para um determinado
reservatório.
Tabela 3 – Limite de SST para cada tipo de formação em função do tipo de injeção
(fonte: Pacheco et al., 2005).
Tipo de Formação
Tipo de Injeção
SST (mg/l)
Abaixo da pressão
0,5 - 20
Água do mar
de fratura
(ou doce)
Acima da pressão
20 - 50
de fratura
Arenito Inconsolidado
Abaixo da pressão
5 - 20
Água
de fratura
produzida
Acima da pressão
20 - 50
de fratura
Abaixo da pressão
0,5 - 10
Água do mar
de fratura
Acima da pressão
(ou doce)
10 - 30
Carbonato e Arenito
de fratura
Consolidado
Abaixo da pressão
2 - 10
Água
de fratura
produzida
Acima da pressão
10 - 30
de fratura
2.2.8. Teor de Óleo e Graxas (TOG)
O teor de óleos e graxas é a quantidade de óleo e graxa (medida em
miligramas) por litro de água de injeção.
Os espaços porosos das rochas, principalmente as de baixa permeabilidade,
podem ser bloqueados pelo óleo presente na água produzida. As frações de óleo
que permanecem na água formam borras ou fixam partículas inorgânicas nas
paredes dos poros.
Os métodos que são utilizados para determinar o TOG são: o gravimétrico
(baseado na densidade) e o espectrofotométrico (baseado na comparação entre a
radiação absorvida ou transmitida por uma solução). O último é utilizado para
acompanhamento do processo de injeção (Silveira, 2003).
11
É importante lembrar, como já mencionado na seção 2.1, que somente a
água produzida contem óleos e graxas. Na falta de dados de TOG necessários à
especificação da água de injeção para um determinado reservatório, a Tabela 4
deve ser adotada.
Tabela 4 - Limite de TOG para cada tipo de formação em função do tipo de injeção
(fonte: Pacheco et al., 2005).
Tipo de Formação
Tipo de Injeção
TOG (mg/l)
Abaixo da pressão
Água do mar
de fratura
(ou doce)
Acima da pressão
de fratura
Arenito Inconsolidado
Abaixo da pressão
20 - 50
Água
de fratura
produzida
Acima da pressão
50 - 200
de fratura
Abaixo da pressão
Água do mar
de fratura
Acima da pressão
(ou doce)
Carbonato e Arenito
de fratura
Consolidado
Abaixo da pressão
10 - 40
Água
de fratura
produzida
Acima da pressão
40 - 100
de fratura
2.2.9. Quantidade de Microorganismos
Os microrganismos, em especial as bactérias, podem levar a diferentes
problemas na injeção, como: o plugueamento dos poços injetores, corrosão
influenciada por microrganismos, acidificação do reservatório, entre outros (Shaw, et
al., 1985). Estes fatores interferirão na qualidade dos fluidos produzidos em virtude
da elevação das concentrações de H2S.
A classificação das bactérias se faz de acordo com a temperatura do meio. As
bactérias mesófilas são microorganismos que apresentam melhor desenvolvimento
em temperaturas entre 20 e 45ºC e as bactérias termófilas têm a faixa ótima de
crescimento em temperaturas superiores a 45ºC. As bactérias também podem ser
classificadas de acordo com a forma que se encontram dispersas: se são livres,
nadantes, e estão aptas a flutuar no fluido são chamadas de planctônicas, porém se
encontram-se fixas, aderidas às superfícies são classificadas como sésseis. Esta
classificação encontra-se resumida na Tabela 5.
12
Tabela 5 – Classificação das bactérias quanto à temperatura do meio e quanto à forma
como se encontram dispersas.
Critério
Temperatura do
meio
Forma como se
encontram
dispersas
20 a 45 ºC
> 45 ºC
Nome
Mesófilas
Termófilas
livres
Planctônicas
fixos (aderidos a superficie)
sésseis
No sistema de injeção, as bactérias termófilas encontram-se presentes
apenas quando se utiliza água de produção, que está em uma temperatura mais
elevada.
Na Petrobras, os grupos de bactérias que são monitorados nos fluidos de
injeção são: Bactérias Redutoras de Sulfato (BRS), que são um grupo de
microorganismos anaeróbicos (não necessitam de oxigênio em seu metabolismo)
capazes de reduzir sulfato e sulfeto; e Bactérias Anaeróbicas Heterotróficas Totais
(BANHT), que também não necessitam de oxigênio em seu metabolismo e utilizam o
carbono de compostos orgânicos para produzirem ácidos orgânicos, potencializando
seu poder corrosivo.
Para tentar amenizar a ação dos microorganismos mantendo um controle na
qualidade da água injetada, é realizada, na parte a montante da desaeradora (usada
para remover o oxigênio dissolvido na água do mar para evitar corrosão), a adição
de cloro à água de injeção. Utilizam-se biocidas orgânicos, na parte a jusante da
desaeradora. A limpeza do sistema de injeção também é muito importante para o
controle da atividade microbiológica. Essa limpeza é realizada mecanicamente, por
raspadores, e pela aplicação periódica de produtos químicos.
A especificação da concentração máxima de bactérias para a água de
injeção, utilizada pela Petrobras, encontra-se na Tabela 6. Esses valores só devem
ser usados como referência na falta de dados necessários para uma classificação
mais específica.
Tabela 6 - Concentração máxima de bactérias, em Número Mais Provável / mililitro
(NPM/mL) para água de injeção (fonte: Pacheco et al., 2005).
Concentração
(NMP/ml)
50
5000
Classificação
BRS
BANHT
13
Foi observado em diversos artigos (Bovallius et al., 1978; Vadstein et al.,
1993; Shaw et al., 1985; e Gaju et al., 1989) os possíveis tamanhos de bactérias,
percebeu-se, então, que o tamanho das bactérias pode variar de 0,2 a 10 µm.
2.2.10. pH
O pH influencia tanto na formação de incrustações quanto na acidez do fluido,
que pode se tornar corrosivo.
Quando o fluido fica mais ácido (pH < 7) devido ao aumento das pressões
parciais de CO2 e/ou H2S, há uma maior tendência a dissolução de incrustações,
todavia ocorre um aumento da ação corrosiva da água de injeção.
2.2.11. Sulfato
A presença do sulfato na água de injeção está normalmente associada à
ocorrência de corrosão microbiológica, provocada por bactérias redutoras de sulfato
(BRS). Pode levar à formação de incrustações insolúveis por reagir com o cálcio,
bário e estrôncio, que provocam redução de fluxo e também são nutrientes para a
BRS.
2.2.12. Teor de Oxigênio Dissolvido
Quanto maior a quantidade de oxigênio dissolvido na água de injeção maior
será a taxa de corrosão provocada pela água. Áreas onde ocorram uma maior
acumulação de oxigênio podem causar corrosão localizada severa formando pites
(Figura 3). Se a água já contiver CO2 e/ou H2S dissolvidos, pequenas concentrações
de oxigênio aumentarão a corrosão. A quantidade de oxigênio dissolvida na água é
diretamente relacionada à pressão e temperatura (Silveira, 2003).
O controle da concentração de oxigênio dissolvido deve ser efetuado através
de analisadores contínuos instalados on line no sistema de injeção (Pacheco et al.,
2005). A polarografia é a técnica de medição de oxigênio on line mais sensível e que
permite registros contínuos.
As sondas galvânicas também são utilizadas para indicar a presença de
oxidantes em tempo real, e apresenta a vantagem sobre as outras técnicas de ser
instalada no interior da coluna, até em linha de alta pressão.
Há também a medição via ampolas colorimétricas que são empregadas como
complemento às técnicas eletroquímicas. Esta técnica, porém, pode sofrer
interferências pela reação de agentes redutores (sulfetos, sulfitos e bissulfitos) e
14
oxidantes (cloro) e pela cor da água, se a água contiver óleo, por exemplo. Esta
técnica não fornece registros contínuos.
Segundo Ribeiro, 2001, para desoxigenação das águas de injeção, o
tratamento comumente utilizado é o processo físico (torres desaeradoras) seguido
do processo químico de dosagem de seqüestrantes de oxigênio.
O fenômeno de desaeração física se baseia na diminuição da pressão parcial
do oxigênio dissolvido na água, fazendo com que ele se desprenda e seja arrastado
pela fase gasosa que segue para o topo da coluna.
Já a desaeração química consiste na reação de um agente fortemente
redutor, com oxigênio dissolvido na água. O produto utilizado atualmente é à base
de bissulfito de sódio (NaHSO3) que reage com o oxigênio seguindo reação abaixo:
NaHSO3 + 1/2O2 NaHSO4
A reação do bissulfito de sódio com o oxigênio ocorre mais rapidamente
quando catalisada por cobalto. Por isso, este produto é catalisado com sais de
cobalto.
Utiliza-se o sequestrante de oxigênio (bissulfito de sódio), pois o processo
físico de desaeração não é capaz de atingir os limites de oxigênio na água
necessários para evitar processos corrosivos (< 10 ppb).
2.2.13. Residual de Sulfito
O residual de sulfito é a concentração de metabissulfito de sódio (Na2S2O5)
na água de injeção. A composição química dos sequestrantes de oxigênio é
bissulfito de sódio ou o metabissulfito de sódio. Bissulfito de sódio é o metabissulfito
de sódio dissolvido em água. Controla-se o residual de sulfito para concentrações
entre 2 e 3 ppm. Isto garantirá que o teor de oxigênio fique dentro do especificado e
também evita a corrosão pelo excesso do produto (Pacheco, 2005).
2.3. Contagem de Partículas
2.3.1. Tipos de Contadores de Partículas
Os componentes básicos de um contador de partículas são: o sensor, por
onde as partículas irão passar para serem contadas e medidas; o contador,
dispositivo do processamento dos dados; e o amostrador, para manter constante o
fluxo que passa pelo sensor durante a contagem.
Diferentes tipos de sensores gerarão resultados ligeiramente diferentes, mas
apresentarão as mesmas tendências de crescimento ou decréscimo do número de
15
partículas (Hargesheimer e Lewis, 1996). Os três principais tipos de sensores são os
baseados na obstrução de luz; no espalhamento de luz; e na resistência elétrica
(princípio Coulter).
Figura 4 - Modelo esquemático do sensor de obstrução de luz (Modificado de: Williamson,
2002).
A tecnologia de contagem de partícula por bloqueio de luz foi inicialmente
introduzida na década de 60. A função básica de um sensor por bloqueio de luz é
simples: um feixe de luz (ou laser) é projetado através da amostra, se uma partícula
obstruir esse feixe, ele resulta em um pulso mensurável da energia que é
aproximadamente proporcional ao tamanho da partícula (Figura 4).
Figura 5 - Modelo esquemático do sensor de espalhamento de luz (fonte: Williamson, 2002).
16
Da mesma forma do sensor de bloqueio de luz, no sensor de espalhamento
de luz, a partícula produz uma interferência mensurável na transmissão de luz
através da amostra. Entretanto, ao invés de uma luz branca simples este sensor
utiliza um laser. A luz altamente focalizada emitida é interrompida por uma partícula,
produzindo um efeito dispersor (Figura 5). O aumento na energia através da área da
amostragem é medido com este tipo de contador da partícula, o oposto do método
de bloqueio de luz.
O sensor de resistência elétrica (Princípio de Coulter) é recomendado para
análise de água com floculados. O método é baseado em variações mensuráveis na
resistência elétrica produzida por partículas não-condutivas suspensas em um
eletrólito.
Uma abertura pequena entre os eletrodos é a zona sensível por onde passam
as partículas suspensas (Figura 6). Nesta zona sensível (em amarelo) cada partícula
desloca um volume de eletrólito. O volume deslocado é medido como um pulso de
tensão, a altura de cada pulso que é proporcional ao volume da partícula.
Figura 6 - Modelo esquemático do sensor de resistência elétrica (fonte: Beckman Coulter Inc.).
A quantidade da suspensão extraída através da abertura é controlada
precisamente para permitir que o sistema meça o número de partículas. Milhares de
partículas por segundo são individualmente contadas e medidas. Este método é
independente da forma, da cor e da densidade da partícula.
Hargesheimer e Lewis, 1996, afirmam que os sensores de espalhamento de
luz tendem a ter um limite mínimo de tamanho de partícula menor e um intervalo de
detecção mais estreito que os sensores de obstrução de luz, já os sensores de
resistência elétrica são mais aplicáveis para água com flocos.
17
2.3.2. Especificação do Número de Partículas da Água de Injeção
Na água de injeção, partículas sólidas em suspensão podem causar
entupimento do meio poroso, reduzindo a injetividade dos poços. Este entupimento
irá depender do tamanho máximo das partículas, da distribuição desses tamanhos,
do total de partículas sólidas em suspensão e da distribuição do tamanho das
gargantas dos poros da rocha receptora (Herzig e Leclerc, 1970).
Estudos têm sido realizados, por diversas companhias
operadoras,
companhias de serviço e universidades, para a construção de modelos que
incorporam as variáveis relevantes para o processo de perda de injetividade ao
longo do tempo, traduzido por um crescimento do dano. Para determinar a qualidade
da água de injeção, existem diferentes categorias de modelos matemáticos (Pautz et
al, 1989, Todd et al, 1984, Siqueira, 2000).
Todavia, o método que melhor representa o meio poroso é o método
experimental, realizando o teste de fluxo. Portanto, será o mais eficiente para se
determinar o diâmetro máximo das partículas na água de injeção que não obliteram
o meio poroso.
Basicamente, esse teste consiste no deslocamento de água de injeção,
filtrada em membranas de diversas porosidades, através de amostras de rocha
representativa do reservatório. Uma vez selecionadas as amostras dos diversos
tipos de rocha existentes no intervalo injetor e fornecidas as amostras de água de
injeção, o procedimento utilizado segue o descrito na Figura 7.
Figura 7 - Procedimento para determinação do diâmetro máximo da partícula para determinada
amostra de água.
18
O teste deve ser executado sob vazões, condições de pressão de
confinamento e temperatura similares àquelas do reservatório.
A água de injeção adequada é a que não oblitera os poros, de modo que a
permeabilidade da amostra não decresce ao longo do tempo, ou decresce pouco.
Deve-se então escolher um filtro, no campo, que proporcione uma água após a
filtração, similar àquela que o teste de laboratório indicou ser adequada.
Para obtenção de melhores resultados há a possibilidade de se realizar teste
de fluxo na própria plataforma onde a água vai ser injetada (teste de fluxo in situ).
Essa metodologia acaba com os problemas de preservação da água de injeção
original durante o acondicionamento, transporte e armazenagem até a execução do
ensaio em laboratório.
A Figura 8 mostra uma configuração típica utilizada nos testes. Os
equipamentos essenciais para o teste são: manômetro, medidor de vazão e sistema
de condicionamento do meio poroso. Dependendo dos objetivos desejados, outros
equipamentos podem ser necessários, como por exemplo: sistema de bombeio,
medidor de turbidez, temperatura, entre outros.
Figura 8 - Equipamento para teste de fluxo da água de injeção.
A principal desvantagem deste método experimental é a especificidade dos
parâmetros do modelo para cada sistema rocha-fluido-partícula e para cada
configuração de fluxo (injeção a pressão ou vazão especificada e valor dessa
pressão ou vazão). Logo, a alteração da configuração de injeção ou de qualquer
dessas características do sistema torna necessária a realização de novos ensaios
19
laboratoriais para a determinação dos parâmetros empíricos correspondentes. Isto
nem sempre é possível, pois é preciso novas amostras representativas da formação,
visto que os ensaios laboratoriais impossibilitam a reutilização das amostras, pois é
impossível retirar delas as partículas aprisionadas em seu interior durante o teste.
2.4. Conceitos Básicos de Estatística
Nesta seção, serão revisados alguns conceitos básicos de estatística, pois
em cada dia obteve-se os dados de 5 medidas de contagem do número de
partículas. Portanto, para haver uma melhor análise desses dados utilizou-se a
média, mediana, desvio padrão, variância e coeficiente de variação.
2.4.1. Média
Em estatística, a média é o valor médio de uma distribuição de valores,
determinado segundo uma regra estabelecida, que é utilizada para representar
todos os valores da distribuição.
Existem diversas formas de se calcular a média de um conjunto de números.
Por exemplo, algumas delas são:
•
Média aritmética;
•
Média geométrica;
•
Média harmônica.
A média utilizada nesta monografia foi a média aritmética, que é obtida
dividindo-se a soma dos dados pela quantidade de dados. Se tivermos uma série de
N valores de uma variável x, a média aritmética ( x ) será determinada pela
expressão:
x=
x1 + x2 + x3 + ... + xN
N
2.4.2. Mediana
A mediana é uma medida de tendência central, um número que caracteriza as
observações de uma determinada variável de tal forma que a mediana separa a
metade inferior de um grupo de dados ordenados da metade superior. Mais
concretamente, metade dos números terá valores inferiores ou iguais à mediana e
metade da população terá valores superiores ou iguais à mediana.
20
Em casos de populações (N) ímpares, a mediana será o elemento central
 N + 1

 . Para os casos de populações (N) pares, a mediana será o resultado da
 2 
N N

média aritmética de   e  + 1 . Como no nosso caso o N é impar, a mediana é

2 2
o elemento central.
2.4.3. Desvio Padrão e Variância
O desvio padrão é a medida mais comum da dispersão estatística. O desviopadrão define-se como a raiz quadrada da variância. É definido desta forma de
maneira a dar-nos uma medida da dispersão que seja um número não negativo e
use as mesmas unidades de medida que os nossos dados.
A variância de uma variável aleatória é uma medida da sua dispersão
estatística, indicando quão longe em geral os seus valores se encontram do valor
esperado. A variância é calculada pela fórmula abaixo:
N
∑ (x
σ2 =
i
− x)2
i =1
N
2.4.4. Coeficiente de Variação
Em estatística, o coeficiente de variação é uma medida de dispersão que se
presta para a comparação de distribuições diferentes. O desvio-padrão é relativo à
média e como duas distribuições podem ter médias diferentes, o desvio dessas duas
distribuições não é comparável. A solução é usar o coeficiente de variação, que é
igual ao desvio-padrão dividido pela média:
C=
σ
21
x
CAPÍTULO 3 - Matérias e Métodos
Neste capítulo, serão descritos os equipamentos e o procedimento adotado
para as medidas de contagem de partículas em água do mar sintética.
Nos experimentos realizados neste estudo, foi analisada a influência do
tempo de armazenamento da amostra na distribuição e contagem do número de
partículas. Para isto, foram realizadas contagens no período de 25 dias.
3.1. Sistema de Filtração da Água
Para a preparação da amostra de água do mar sintética e também para
limpar e calibrar o contador de partículas utilizou-se água ultrapura (Tipo 1) oriunda
do Milli-Q (Figura 9), do Laboratório de Geoquímica, do LENEP/UENF.
A preparação desta água do tipo 1 consiste em alimentar com água da
torneira um destilador de vidro (Figura 9), que tem como característica principal, o
fato das resistências não entrarem em contato com a água, fazendo com que esta
não fique ionizada. Após a destilação, essa água segue para um reservatório de
armazenagem e depois é enviada para o Milli-Q (sistema de purificação de água)
onde passa por quatro processos de filtração e purificação.
1
2
3
Figura 9 - Fotografia do Sistema de Filtração da Água - Laboratório de Geoquímica, (1)
Destilador; (2) Reservatório de Armazenamento; (3) Milli-Q.
22
Dentro do Milli-Q, a água passa pelo processo de remoção de íons e
moléculas orgânicas da água através do módulo Q-Gard. Em seguida, recebe raios
de uma lâmpada ultra-violeta que tem duplo comprimento de onda, que emite luz em
185 nm (para taxa de redução de TOC – Carbono Orgânico Total) e 254 nm (ação
germicida). Esta etapa é importante para matar as bactérias e reduzir os níveis de
moléculas orgânicas. Após este processo a água passa pelo cartucho Quantum que
tem a função de remover íons e moléculas orgânicas a níveis de traços
(concentrações muito pequenas da ordem de ppb). O cartucho Quantum contém
resinas de troca iônica e carvão sintético.
Figura 10 - Esquema dos componentes do Milli-Q.
Por último a água passa pelo filtro MilliPak que é um filtro de membrana.
Neste filtro são removidas todas as partículas e bactérias com tamanho maior que
0,22 µm, pois ficam retidas na membrana.
3.2. Sistema de Contagem de Partículas
O sistema de contagem de partículas (Figuras 11 e 12) consiste nos
seguintes equipamentos:
•
Contador de Partículas - HIAC Royco 8000A - Pacific Scientific;
•
Amostrador - HIAC Royco - ABS2- Pacific Scientific;
•
Sensor – HRLD 400 - Series Sensor - Pacific Scientific.
23
Figura 11 - Esquema do Sistema de Contagem de Partículas (fonte: Manual do Contador)
O amostrador tem capacidade que varia entre 5 – 100 mL. O menor tamanho
de partícula registrada por este contador é de 2 µm, sendo o maior de 400 µm e a
concentração limite é de 18.000 partículas/mL.
Figura 12 - Fotografia do Sistema de Contagem de Partículas - Laboratório de Fluidos.
3.3. Preparação da Amostra de Água do Mar Sintética
Os materiais utilizados para a preparação da amostra de água do mar
sintética foram:
•
Água Milli-Q – 2 litros;
•
Sal – Red Sea Salt – Red Sea Fish pHarm – 99 gramas;
•
Becher;
•
Balão Volumétrico.
Para obter uma amostra similar à água do mar foi utilizado o Red Sea Salt.
Este sal é uma mistura baseada no sal natural do mar colhido das águas do Mar
24
Vermelho por técnicas de evaporação. Este sal é então enriquecido com outros
minerais refinados para replicar fielmente a água do mar natural.
Como a concentração de sal na água do mar é de 33.000 ppm, preparou-se a
amostra de água do mar sintética também com 33.000 ppm de sal. No total foram
preparados 2 litros de amostra. As etapas para preparação foram:
1. Pesagem do sal em um becher;
2. Adicionar a água do Milli-Q para dissolver o sal;
3. Mexer com bastão de vidro até completa dissolução do sal;
4. Transportar para um balão volumétrico;
5. Completar o balão volumétrico até a marca de 2 litros;
6. Fechar bem e deixar atingir as condições ambientes.
As amostras ficaram armazenadas em balão volumétrico tampado, à
temperatura ambiente, em torno de 23ºC.
3.4. Procedimento Experimental da Contagem de Partículas
Para realizar a contagem de partículas é preciso inicialmente limpar o sensor.
Para isto, foi utilizada a água oriunda do Milli-Q. Sucessivas contagens são
realizadas até que a faixa de 3 a 5 µm apresente média menor que 0,5 partículas/mL
e a faixa de 5 a 7 µm, apresente média menor que 0,3 partículas/mL e todas as
outras faixas apresentem 0 partículas/mL (essa água será considerada livre de
partículas). Estes valores são considerados pequenos o suficiente para não interferir
na amostra que será posteriormente analisada e, portanto, servem como um
“branco” ou padrão para podermos iniciar a contagem na amostra de água do mar
sintética. Essa metodologia é adotada nas contagens de partículas realizadas no
Laboratório de Fluidos da Petrobras (UN-BC -Macaé) e, por mostrar bons resultados,
foi adotado nestes experimentos.
Após limpar o sensor é então realizada a contagem de partículas da água do
mar sintética previamente preparada. Em cada contagem são realizadas 5 medidas
de 10 mL cada. Os dados ficam armazenados no software (Countspec), para depois
serem tratados, e plotados em gráficos.
O procedimento adotado para realizar cada contagem da água do mar
sintética foi:
•
Encher o recipiente de vidro utilizado no amostrador com água do mar
sintética;
•
Colocar este recipiente no amostrador;
25
•
Fazer vácuo de 67727.8 Pa na amostra, para retirar todo ar que possa
estar contido nela, durante aproximadamente 1 minuto, para evitar que
as bolhas sejam contadas como partícula;
•
Acionar o início da contagem no computador através do software
Countspec;
•
Como previamente programado, são realizadas 5 medidas de 10mL
cada;
•
Salvar os dados no software.
Um parâmetro importante a se observar é a vazão durante a contagem, que
deve ser sempre de aproximadamente 1mL/s, visto que, esta é a vazão ótima do
sensor. Com uma vazão maior ou menor, o sensor pode não detectar as partículas
com precisão.
Este procedimento é similar para a limpeza do contador, a diferença é que se
utiliza a água tipo 1, do MilliQ.
As contagens iniciaram-se no dia em que a amostra de água do mar sintética
foi preparada (dia 1).
As faixas de tamanho de partícula analisada foram: de 3 a 5 µm, 5 a 7 µm, 7 a
10 µm, 10 a 15 µm, 15 a 30 µm, 30 a 50 µm, 50 a 100 µm, 100 a 400 µm. Estas
faixas estão assim distribuídas, pois seguem o padrão utilizado pelo Laboratório de
Fluidos da Petrobras (UN-BC, Macaé).
26
CAPÍTULO 4 - RESULTADOS E DISCUSSÕES
Neste capítulo serão descritos os resultados obtidos nas análises da amostra
de água do mar sintética realizadas no Laboratório de Fluidos (LENEP/UENF). As
tabelas com os dados de todas as contagens da água do mar sintética e da água
tipo 1 (Milli-Q) encontram-se, respectivamente, no Anexo A e no Anexo B.
Todos os gráficos apresentados consideram a média do valor do número de
partículas das 5 medidas do experimento, realizado em cada dia.
A água tipo 1, do Milli-Q, serviu como padrão. Em todos os dias foi possível
enquadrar as partículas da faixa de 2 – 3 µm, abaixo de 0,5 partículas/mL e da faixa
de 3 – 5 µm, abaixo de 0,3 partículas/mL. Como exemplo, temos a Figura 13, que
mostra a distribuição da água ultrapura do dia 1.
Total de Partículas
Água Tipo 1 (Milli-Q)
0,4
0,3
0,2
0,1
0
Figura 13 – Contagem de partícula da água ultrapura do Milli-Q.
A água do mar sintética, inicialmente, apresentou distribuição de partículas
similar ao da água do mar típica (Ruy Neto et al., 2004) como pode ser observado
na Figura 14. Percebe-se que há, em ambas as águas, uma grande quantidade de
partículas pequenas cuja concentração diminui com o aumento da faixa de tamanho.
Todavia, podemos notar algumas diferenças. Primeiramente as faixas de
tamanho observadas na medida de Ruy Neto (2004) foram diferentes das
consideradas neste experimento. Ruy Neto (2004) considera a faixa de tamanho de
2 – 3 µm, já no experimento desta monografia esta faixa não foi considerada. Outras
diferenças nas faixas de tamanho estão a partir de 15 µm, porém estas não foram
consideradas por terem pequena concentração de partículas.
27
Água do mar típica
Água do mar sintética
b)
35
35
30
30
25
25
20
20
15
15
10
10
55
00
Total de Partículas
a)
11
22
3
3
4
4
55
66
77
1
88 SS1
Figura 14 - Comparação entre (a) água do mar típica (fonte: Ruy Neto et al., 2004) e (b) água do
mar sintética utilizada no experimento.
Em relação ao número de partículas na água sintética e típica, pode-se
perceber que a amostra típica de água do mar apresenta uma menor quantidade de
partículas: 10 partículas a menos na faixa de 3 – 5 µm. Porém, em todas as outras
faixas o número de partículas é equivalente, o que mostra que a água do mar
sintética preparada no laboratório do LENEP pode simular de maneira satisfatória a
água do mar típica.
Para avaliar a influência do tempo de armazenamento na variação do número
e distribuição das partículas, analisou-se a contagem no período de 25 dias de
armazenamento. Na Figura 15, encontra-se da distribuição de partículas para todas
as faixas de tamanho até 30 µm, no período estudado. Em todas as análises, as
contagens acima de 30 µm não foram consideradas, visto que estão muito próximo
de zero, como pode ser visto na Tabela A.17 do Anexo.
28
300
Total de Partículas
250
200
150
100
50
0
1
2
3
4
7
8
10 11 14 16 17 19 21 23 24 25
Dia
3- 5
3 -µm
5
5 - 7 7µm
7 - 10 µm
10 - 15 µm
15 - 30 µm
Figura 15 - Gráfico da evolução da distribuição das partículas da água do mar sintética no
período de 25 dias.
Percebe-se, pela Figura 15, que a distribuição de partículas é sempre
decrescente da faixa de menor tamanho para a faixa de maior tamanho das
partículas.
Podemos também notar que a proporção entre as faixas de partículas
analisadas permanece quase constante. Tal fato pode ser confirmado pela Figura
16, onde observa-se a evolução percentual por tamanho de partícula nos dias de
experimento. Neste gráfico, percebe-se que as partículas na faixa de 3 – 5 µm
correspondem a uma média de 60% do total de partículas, na faixa de 5 – 7 µm,
uma média de 20%, na faixa de 7 – 10 µm, uma média de 10%, na faixa de 10 – 15
µm, uma média de 8%, na faixa de 15 – 30 µm, uma média de 2%. Esses
percentuais sofrem pouca alteração ao longo dos dias, pode-se afirmar que a
proporção das partículas permanece praticamente constante.
29
Percentual por Tamanho da Partícula
100%
Percentual
80%
15 – 30 µm
10 – 15 µm
60%
7 – 10 µm
5 – 7 µm
40%
3 – 5 µm
20%
0%
1
7
14
21
25
Dia
Figura 16 - Gráfico da evolução do percentual por tamanho da partícula.
Outra análise realizada foi a da evolução do número de partículas para cada
faixa de tamanho (Figuras 17 a 21). Nestes gráficos, observa-se o intervalo do
desvio padrão dos dados. Este intervalo foi calculado somando o desvio padrão de
cada medida (linha superior da área azul) e subtraindo (linha inferior da área azul).
A linha vermelha corresponde à média das medidas.
Faixa 3 – 5 µ m
350
Total de Partículas
300
250
200
150
100
50
0
1
5
9
13
17
21
25
Dia
lntervalo dos Desvios Padões
Média
Figura 17 - Gráfico da evolução do número de partículas para a faixa de 3 - 5 µm, com intervalo
dos desvios padrões.
30
Faixa 5 – 7 µ m
140
Total de Partículas
120
100
80
60
40
20
0
1
5
9
13
17
21
25
Dia
lntervalo dos Desvios Padões
Média
Figura 18 - Gráfico da evolução do número de partículas para a faixa de 5 - 7 µm, com intervalo
dos desvios padrões.
Faixa 7 – 10 µ m
70
Total de Partículas
60
50
40
30
20
10
0
1
5
9
13
17
21
Dia
lntervalo dos Desvios Padões
Média
Figura 19 - Gráfico da evolução do número de partículas para a faixa de 7 - 10 µm, com
intervalo dos desvios padrões
31
25
Faixa 10 – 15 µ m
50
45
Total de Partículas
40
35
30
25
20
15
10
5
0
1
5
9
13
17
21
25
Dia
lntervalo dos Desvios Padões
Média
Figura 20 - Gráfico da evolução do número de partículas para a faixa de 10 - 15 µm, com
intervalo dos desvios padrões
Faixa 15 – 30 µ m
18
16
Total de Partículas
14
12
10
8
6
4
2
0
1
5
9
13
17
21
25
Dia
lntervalo dos Desvios Padões
Média
Figura 21 - Gráfico da evolução do número de partículas para a faixa de 15 - 30 µm, com
intervalo dos desvios padrões
A área azul do gráfico da faixa de 3 – 5 µm (Figura 17) não é muito
abrangente, logo os resultados não estão muito dispersos. Isto pode ser
32
comprovado, pois o coeficiente de variação médio para esta faixa é de 3,61%. Já
para o gráfico da Figura 18, o coeficiente de variação médio é de 5,49%. Para a
faixa de tamanho 7 – 10 µm (Figura 19) o coeficiente de variação é de 7,64% , para
a de 10 - 15µm (Figura 20) é de 10,02% e por último para a faixa de 15 – 20 µm
(Figura 21) o coeficiente de variação médio é de 18,6%. Portanto, pode-se perceber
que, conforme há um aumento no tamanho das partículas, há também um aumento
na dispersão dos valores medidos.
Outro fato importante que observa-se pela análise desses gráficos (Figuras
17 a 21), é que para todas as faixas de tamanho de partícula analisado, há uma
mesma tendência de aumento no número de partículas.
O gráfico da Figura 22 sintetiza todos os gráficos das faixas de tamanho de
partícula. Neste gráfico, fica evidenciado que, para todas as faixas de tamanho de
partícula analisado, o número de partículas tem a mesma propensão de
crescimento. No período inicial (primeiros oito dias), apesar de haver alguma
variação na contagem, o número de partículas é bem estável. A partir do oitavo dia,
há um crescimento na contagem do número de partículas até o décimo nono dia. Do
décimo nono dia até o último dia há novamente uma tendência a estabilizar o
número de partículas contadas.
Todas as Faixas
Tamanho das Partículas
300
250
200
150
100
50
0
1
7
13
19
25
Dia
3 – 5 µm
5 – 7 µm
7 – 10 µm
10 – 15 µm
15 – 30 µm
30 – 50 µm
50 – 100 µm
100 – 400 µm
Figura 22 - Gráfico da evolução do número de partículas para todas as faixas de tamanho.
33
Os dois principais fatores que podem acarretar este aumento do número de
partículas são: a agregação de partículas pequenas e o desenvolvimento de
bactérias.
A agregação de partículas menores em partículas maiores pode elevar o
número de partículas contadas, pois, por exemplo, partículas menores que 3 µm
podem se agregar passando a ter, unidas, 3 µm ou mais. Desta forma, essas novas
partículas, maiores, seriam registradas pelo sensor.
Como o recipiente de armazenamento ficava a temperatura ambiente,
provavelmente, ocorreu o desenvolvimento de bactérias na água do mar sintética,
pois embora o recipiente fosse sempre mantido fechado, todo dia era aberto para
retirar parte da amostra para contagem. Essas bactérias quando passam no sensor
podem ser contadas como partículas o que, provavelmente, altera a contagem, para
um número maior de partículas. Como já mencionado no item 2.2.9. o tamanho das
bactérias está na faixa de 0,2 a 10 µm e, certamente, o desenvolvimento delas na
água analisada acarretaria em aumento do número de partículas.
34
CAPÍTULO 5 - CONCLUSÕES
Pode-se concluir através da analise dos dados obtidos que:
•
A metodologia utilizada para calibrar o contador foi adequada para a
análise proposta;
•
A água do mar sintética feita no laboratório de Fluidos (LENEP/UENF)
serviu de maneira satisfatória para simular a água do mar;
•
A distribuição de partículas permanece sempre decrescente da faixa de
menor tamanho para a faixa de maior tamanho independente do dia
amostrado;
•
A proporção entre as faixas de partículas analisadas permanece
praticamente constante em todos os dias;
•
As faixas de tamanho de partículas maiores apresentam uma maior
dispersão dos valores medidos;
•
Para todas as faixas de tamanho de partícula analisadas, há uma
tendência de aumento no número de partículas com o aumento do
tempo de armazenamento;
•
Os prováveis fatores para o aumento do número de partículas são a
agregação das partículas menores e o desenvolvimento de bactérias.
Recomenda-se que novos estudos sejam feitos, realizando análises
microbiológicas da amostra, para que se possa caracterizar o desenvolvimento das
bactérias, confirmando assim uma das hipóteses para o aumento do número de
partículas. Também deve-se procurar uma explicação para a proporcionalidade
entre as faixas em todos os dias de teste e para o aumento da dispersão das
medidas nas faixas maiores.
35
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38
Inc.
Disponível
em:
ANEXO A: Tabelas de Contagem da Distribuição do Número de Partículas para
Água do Mar Sintética
Tabela A.1 - Contagem de partículas da água do mar sintética no DIA 1.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
64,6
57,2
62,6
64,4
60,8
61,92
62,6
3,055
9,332
5-7
7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
22,8
10,2
5,6
2,6
0,4
0,2
0
15,2
10,4
7,2
2
0
0
0
21,4
12,2
8,4
3,2
0,1
0
0
20
10,2
4,8
1,4
0
0
0
19,4
8,4
4,2
1,4
0
0
0
19,76 10,28
6,04
2,12
0,1
0,04
0
20
10,2
5,6
2
0
0
0
2,868 1,346
1,734
0,782
0,173
0,089
0,000
8,228 1,812
3,008
0,612
0,030
0,008
0,000
Tabela A.2 - Contagem de partículas da água do mar sintética no DIA 2.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
71,6
76,2
77,6
74
75,4
74,96
75,4
2,286
6,890
5-7
7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
27,4
16,8
11,2
3,8
0,1
0
0
29,8
15
10,6
4
0,2
0
0
30,2
17,4
9,4
3,2
0,1
0
0
30
18,6
12
4,2
0
0
0
26
14,4
9,6
2,8
0
0
0
28,68 16,44
10,56
3,6
0,08
0
0
29,8
16,8
10,6
3,8
0,1
0
0
1,879 1,729
1,090
0,583
0,084
0,000
0,000
1,717 2,250
1,200
0,187
0,007
0,000
0,000
Tabela A.3 - Contagem de partículas da água do mar sintética no DIA 3.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
93,6
89,8
95,8
93
96,8
93,8
93,6
2,724
6,143
5-7
7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
32,6
19,2
10,4
3
0
0
0
33,2
17,6
9
2,6
0
0
0
34,6
18,8
10,8
3,8
0,1
0
0
30,8
16,4
9,6
2,8
0
0
0
33
17,2
9,6
2,6
0
0
0
32,84 17,84
9,88
2,96
0,02
0
0
33
17,6
9,6
2,8
0
0
0
1,367 1,152
0,716
0,498
0,045
0,000
0,000
2,480 1,600
0,650
0,277
0,003
0,000
0,000
Tabela A.4 - Contagem de partículas da água do mar sintética no DIA 4.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
80,8
73,8
81,6
70,2
70,4
75,36
73,8
5,527
30,480
5-7
7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
30,2
17,4
10,2
4,6
0,2
0,1
0
29,4
15,2
9,6
3,4
0
0
0
31
18,8
10,4
4
0
0
0
26
15
9,2
4
0,2
0
0
27
15,6
9,8
3,4
0,1
0
0
28,72
16,4
9,84
3,88
0,1
0,02
0
29,4
15,6
9,8
4
0,1
0
0
2,134 1,643
0,477
0,502
0,100
0,045
0,000
4,837 3,333
0,303
0,240
0,013
0,003
0,000
39
Tabela A.5 Contagem de partículas da água do mar sintética no DIA 7.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
57,2
60,6
60
57,6
57,4
58,56
57,6
1,609
2,890
5-7
7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
20,2
11,2
6,6
1,6
0
0
0
24,4
11,6
7,6
2,4
0
0
0
21,6
11,6
6,2
1,4
0
0
0
22,2
12,6
8,6
4,2
0,2
0,2
0
21,4
10,2
5,6
2,2
0,1
0
0
21,96 11,44
6,92
2,36
0,06
0,04
0
21,6
11,6
6,6
2,2
0
0
0
1,545 0,865
1,188
1,108
0,089
0,089
0,000
3,053 0,357
1,157
1,627
0,010
0,010
0,000
Tabela A.6 -Contagem de partículas da água do mar sintética no DIA 8.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
59,2
62,6
62
59,6
59,4
60,56
59,6
1,609
2,890
5-7
7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
22,4
13,4
7,6
1,6
0,2
0
0
26,4
11,6
7,8
2,4
0,1
0,2
0
23,6
13,6
6,2
1,4
0
0
0
24,2
12,6
9,6
4,2
0
0,1
0
23,4
14,2
6,6
2,2
0,1
0
0
24 13,08
7,56
2,36
0,08
0,06
0
23,6
13,4
7,6
2,2
0,1
0
0
1,490 1,006
1,322
1,108
0,084
0,089
0,000
2,810 0,827
1,947
1,627
0,009
0,009
0,000
Tabela A.7 - Contagem de partículas da água do mar sintética no DIA 10.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
84,6
93,8
86,6
84,2
93,4
88,52
86,6
4,728
19,880
5-7
7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
32,8
20
9,2
3,6
0,1
0
0
36,4
22,6
10,6
4,2
0
0
0
34,2
20,6
12
4
0
0
0
34
16,4
9,8
4,2
0
0
0
33,6
22,8
10,8
4
0,2
0
0
34,2 20,48
10,48
4
0,06
0
0
34
20,6
10,6
4
0
0
0
1,342 2,587
1,064
0,245
0,089
0,000
0,000
2,250 6,680
1,467
0,080
0,003
0,000
0,000
Tabela A.8 - Contagem de partículas da água do mar sintética no DIA 11.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
88,4
97,8
90,6
90,4
96,4
92,72
90,6
4,120
16,987
5-7
7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
36,6
22
11,4
4,4
0,1
0
0
41
24,8
12,8
4,8
0
0
0
39,8
22,8
13,4
5
0
0
0
38,6
19,2
11,6
5,2
0
0
0
37,6
24,6
12,6
5,2
0,2
0
0
38,72 22,68
12,36
4,92
0,06
0
0
38,6
22,8
12,6
5
0
0
0
1,741 2,279
0,841
0,335
0,089
0,000
0,000
3,520 5,387
0,920
0,117
0,003
0,000
0,000
40
Tabela A. 9 - Contagem de partículas da água do mar sintética no DIA 14.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
122,4
127
115,6
111,8
120
119,36
120
5,902
46,267
5-7
7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
59,6
37,2
21,2
9,8
0,1
0
0
60,8
34,4
20,6
6,8
0,4
0
0
51,2
29,8
16,4
6,8
0,1
0
0
52,4
30,2
17,8
4,8
0,1
0
0
55
32
18,4
6,6
0,2
0
0
55,8 32,72
18,88
6,96
0,18
0
0
55
32
18,4
6,8
0,1
0
0
4,266 3,094
1,993
1,797
0,130
0,000
0,000
24,000 12,547
5,200
4,250
0,023
0,000
0,000
Tabela A.10 - Contagem de partículas da água do mar sintética no DIA 16.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
198,8
176
194,2
186,4
180,8
187,24
186,4
9,362
99,583
5-7
7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
75,6
41,6
22,6
8,6
0,1
0
0
71,4
39,4
21,8
8,4
0,2
0
0
80,6
44,8
23,2
8,4
0,3
0
0
74,2
37,4
18,8
5,4
0
0
0
71,4
35,4
18,8
7
0,2
0
0
74,64 39,72
21,04
7,56
0,16
0
0
74,2
39,4
21,8
8,4
0,2
0
0
3,796 3,657
2,104
1,367
0,114
0,000
0,000
14,837 10,053
3,813
2,360
0,017
0,000
0,000
Tabela A.11 - Contagem de partículas da água do mar sintética no DIA 17.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
190,4
187
182,6
195,2
179,2
186,88
187
6,303
28,400
5-7
7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
72,6
38,6
22
7,4
0,2
0
0
69
37
19,8
6,6
0
0
0
69,6
38,8
21,8
8,4
0,1
0
0
78,6
43,8
25
7
0,2
0
0
67,2
35,4
21,8
6,8
0
0
0
71,4 38,72
22,08
7,24
0,1
0
0
69,6
38,6
21,8
7
0,1
0
0
4,470 3,155
1,863
0,713
0,100
0,000
0,000
19,290 8,677
4,597
0,597
0,009
0,000
0,000
Tabela A.12 - Contagem de partículas da água do mar sintética no DIA 19.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
277,2
278,6
274,4
276,8
286,4
278,68
277,2
4,573
3,050
5-7
7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
115,8
60
36,2
15,4
0,4
0
0
118,6
62
37
12,6
0,3
0
0
119,2
57,8
32,6
17,8
0,3
0
0
114
59,6
36,6
15,6
0,5
0
0
113
56
34,6
14,2
0,1
0
0
116,12 59,08
35,4
15,12
0,32
0
0
115,8
59,6
36,2
15,4
0,3
0
0
2,737 2,279
1,811
1,916
0,148
0,000
0,000
5,933 2,970
4,107
4,543
0,009
0,000
0,000
41
Tabela A.13 - Contagem de partículas da água do mar sintética no DIA 21.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
257,2
251,4
252,8
244,8
246,8
250,6
251,4
4,927
26,357
5-7
7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
104,6
62,8
36
13,2
0,3
0
0
105,6
58,8
35,4
14
0,8
0,1
0
102,8
59,6
38
10,6
0,3
0
0
104
60,8
37,8
13,6
0,4
0
0
96
58,8
36,2
11,6
0,5
0
0
102,6 60,16
36,68
12,6
0,46
0,02
0
104
59,6
36,2
13,2
0,4
0
0
3,826 1,688
1,154
1,442
0,207
0,045
0,000
1,370 3,027
1,680
2,357
0,057
0,003
0,000
Tabela A.14 - Contagem de partículas da água do mar sintética no DIA 23.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
264,4
261,4
257,4
252,6
255,2
258,2
257,4
4,735
26,143
5-7
7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
109,2
60,6
39,6
15
0,4
0
0
105,2
61,2
35,2
13,6
0,4
0,1
0
110,4
66,4
36,6
13,8
0,7
0
0
104,4
61,4
35,2
13,8
0,2
0
0
109
62
34,8
12,8
0,6
0
0
107,64 62,32
36,28
13,8
0,46
0,02
0
109
61,4
35,2
13,8
0,4
0
0
2,662 2,335
1,978
0,787
0,195
0,045
0,000
8,680 7,227
4,303
0,410
0,043
0,003
0,000
Tabela A.15 - Contagem de partículas da água do mar sintética no DIA 24.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
249,2
245
249,6
235,6
231,4
242,16
245
8,243
42,357
5-7
7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
109,8
60
36,2
13,2
0,4
0
0
112,6
62
37
14
0,3
0
0
113,2
57,8
32,6
10,6
0,3
0
0
108
59,6
36,6
13,6
0,5
0
0
105
56
34,6
11,6
0,1
0
0
109,72 59,08
35,4
12,6
0,32
0
0
109,8
59,6
36,2
13,2
0,3
0
0
3,378 2,279
1,811
1,442
0,148
0,000
0,000
5,933 2,970
4,107
2,357
0,009
0,000
0,000
Tabela A.16 - Contagem de partículas da água do mar sintética no DIA 25.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
285,6
278,4
284,6
272
286,4
281,4
284,6
6,129
39,663
5-7
7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
124,4
61,6
37,4
13,2
0,5
0
0
122,8
58,8
37,6
15,4
0,2
0
0
119,6
58,4
36,4
18,4
0,5
0,1
0
116
60,6
40
13,8
0,8
0
0
118,2
62,8
46
14,4
0,2
0
0
120,2 60,44
39,48
15,04
0,44
0,02
0
119,6
60,6
37,6
14,4
0,5
0
0
3,406 1,857
3,877
2,046
0,251
0,045
0,000
13,800 2,277
2,330
5,413
0,060
0,003
0,000
42
Tabela A.17 - Média da contagem do número de partículas por faixa de tamanho, em
todos os dias de experimento.
Faixa
Dia
1
2
3
4
7
8
10
11
14
16
17
19
21
23
24
25
3-5
5-7
61,92
74,96
93,8
75,36
58,56
60,56
88,52
92,72
119,36
187,24
186,88
278,68
250,6
258,2
242,16
281,4
19,76
28,68
32,84
28,72
21,96
24
34,2
38,72
55,8
74,64
71,4
116,12
102,6
107,64
109,72
120,2
7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
10,28
16,44
17,84
16,4
11,44
13,08
20,48
22,68
32,72
39,72
38,72
59,08
60,16
62,32
59,08
60,44
6,04
10,56
9,88
9,84
6,92
7,56
10,48
12,36
18,88
21,04
22,08
35,4
36,68
36,28
35,4
39,48
43
2,12
3,6
2,96
3,88
2,36
2,36
4
4,92
6,96
7,56
7,24
15,12
12,6
13,8
12,6
15,04
0,1
0,08
0,02
0,1
0,06
0,08
0,06
0,06
0,18
0,16
0,1
0,32
0,46
0,46
0,32
0,44
0,04
0
0
0,02
0,04
0,06
0
0
0
0
0
0
0,02
0,02
0
0,02
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
ANEXO B: Tabelas de Contagem da Distribuição do Número de Partículas para
Água do Ultrapura do Milli-Q em cada dia de experimento.
Tabela B.1 - Contagem de partículas da água ultrapura, anterior à contagem de água do mar
sintética do DIA 1.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
5 - 7 7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
0,4
0,3
0
0
0
0
0
0
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,2
0,2
0
0
0
0
0
0
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,3
0
0
0
0
0
0
0
0,3
0,16
0
0
0
0
0
0
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,071 0,114 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
0,005 0,013 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
Tabela B.2 - Contagem de partículas da água ultrapura, anterior à contagem de água do mar
sintética do DIA 2.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
5 - 7 7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,4
0,1
0
0
0
0
0
0
0,1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,22
0,08
0
0
0
0
0
0
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,164 0,084 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
0,027 0,007 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
Tabela B.3 - Contagem de partículas da água ultrapura, anterior à contagem de água do mar
sintética do DIA 3.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
5 - 7 7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
0,2
0,1
0
0
0
0
0
0
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,1
0
0
0
0
0
0
0
0,2
0
0
0
0
0
0
0
0,4
0,2
0
0
0
0
0
0
0,24
0,08
0
0
0
0
0
0
0,2
0,1
0
0
0
0
0
0
0,114 0,084 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
0,013 0,007 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
44
Tabela B.4 - Contagem de partículas da água ultrapura, anterior à contagem de água do mar
sintética do DIA 4.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
5 - 7 7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
0,4
0,3
0
0
0
0
0
0
0,2
0,1
0
0
0
0
0
0
0,4
0,3
0
0
0
0
0
0
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,2
0
0
0
0
0
0
0
0,3
0,18
0
0
0
0
0
0
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,100 0,130 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
0,010 0,017 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
Tabela B.5 - Contagem de partículas da água ultrapura, anterior à contagem de água do mar
sintética do DIA 7.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
5 - 7 7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
0,4
0,3
0
0
0
0
0
0
0,4
0,2
0
0
0
0
0
0
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,2
0
0
0
0
0
0
0
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,32
0,16
0
0
0
0
0
0
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,084 0,114 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
0,007 0,013 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
Tabela B.6 - Contagem de partículas da água ultrapura, anterior à contagem de água do mar
sintética do DIA 8.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
5 - 7 7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,5
0,3
0
0
0
0
0
0
0,2
0,1
0
0
0
0
0
0
0,4
0,2
0
0
0
0
0
0
0,2
0,1
0
0
0
0
0
0
0,32
0,18
0
0
0
0
0
0
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,130 0,084 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
0,017 0,007 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
Tabela B.7 - Contagem de partículas da água ultrapura, anterior à contagem de água do mar
sintética do DIA 10.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
5 - 7 7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
0,4
0,2
0
0
0
0
0
0
0,4
0,2
0
0
0
0
0
0
0,2
0,1
0
0
0
0
0
0
0,2
0
0
0
0
0
0
0
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,3
0,12
0
0
0
0
0
0
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,100 0,084 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
0,010 0,007 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
45
Tabela B.8 - Contagem de partículas da água ultrapura, anterior à contagem de água do mar
sintética do DIA 11.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
5 - 7 7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
0,2
0,1
0
0
0
0
0
0
0,4
0,2
0
0
0
0
0
0
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,2
0,1
0
0
0
0
0
0
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,28
0,14
0
0
0
0
0
0
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,084 0,055 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
0,007 0,003 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
Tabela B.9 - Contagem de partículas da água ultrapura, anterior à contagem de água do mar
sintética do DIA 14.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
5 - 7 7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
0,4
0,3
0
0
0
0
0
0
0,5
0,3
0
0
0
0
0
0
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,2
0
0
0
0
0
0
0
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,34
0,2
0
0
0
0
0
0
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,114 0,122 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
0,013 0,015 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
Tabela B.10 - Contagem de partículas da água ultrapura, anterior à contagem de água do mar
sintética do DIA 16.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
5 - 7 7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
0,4
0,3
0
0
0
0
0
0
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,2
0,2
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0,2
0,1
0
0
0
0
0
0
0,22
0,16
0
0
0
0
0
0
0,2
0,2
0
0
0
0
0
0
0,148 0,114 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
0,022 0,013 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
Tabela B.11 - Contagem de partículas da água ultrapura, anterior à contagem de água do mar
sintética do DIA 17.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
5 - 7 7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
0,3
0,3
0
0
0
0
0
0
0,4
0,2
0
0
0
0
0
0
0,2
0
0
0
0
0
0
0
0,4
0,1
0
0
0
0
0
0
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,32
0,14
0
0
0
0
0
0
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,084 0,114 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
0,007 0,013 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
46
Tabela B.12 - Contagem de partículas da água ultrapura, anterior à contagem de água do mar
sintética do DIA 19.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
5 - 7 7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,4
0,3
0
0
0
0
0
0
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,5
0,2
0
0
0
0
0
0
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,36
0,18
0
0
0
0
0
0
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,089 0,084 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
0,008 0,007 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
Tabela B.13 - Contagem de partículas da água ultrapura, anterior à contagem de água do mar
sintética do DIA 21.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
5 - 7 7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0,1
0,1
0
0
0
0
0
0
0,2
0,1
0
0
0
0
0
0
0,14
0,06
0
0
0
0
0
0
0,1
0,1
0
0
0
0
0
0
0,114 0,055 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
0,013 0,003 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
Tabela B.14 - Contagem de partículas da água ultrapura, anterior à contagem de água do mar
sintética do DIA 23.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
5 - 7 7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
0,2
0,1
0
0
0
0
0
0
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,4
0,2
0
0
0
0
0
0
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,2
0,1
0
0
0
0
0
0
0,28
0,12
0
0
0
0
0
0
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,084 0,045 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
0,007 0,002 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
Tabela B.15 - Contagem de partículas da água ultrapura, anterior à contagem de água do mar
sintética do DIA 24.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
5 - 7 7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
0,4
0,3
0
0
0
0
0
0
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,2
0
0
0
0
0
0
0
0,2
0,1
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0,22
0,12
0
0
0
0
0
0
0,2
0,1
0
0
0
0
0
0
0,148 0,130 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
0,022 0,017 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
47
Tabela B.16 - Contagem de partículas da água ultrapura, anterior à contagem de água do mar
sintética do DIA 25.
Faixa (µm)
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Nº de Partículas
Média
Mediana
Desvio Padrão
Variância
3-5
5 - 7 7 - 10 10 - 15 15 - 30 30 - 50 50 - 100 100 - 400
0,3
0,3
0
0
0
0
0
0
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,2
0
0
0
0
0
0
0
0,4
0,2
0
0
0
0
0
0
0,3
0,1
0
0
0
0
0
0
0,3
0,16
0
0
0
0
0
0
0,3
0,2
0
0
0
0
0
0
0,071 0,114 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
0,005 0,013 0,000 0,000 0,000 0,000
0,000
0,000
48
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