FEVEREIRO/2010 ANO 2 Tecnologia na Educação: Uma Educação Diferenciada Caderno de Tecnologia: Intel e Oracle apresentam seus projetos para área educacional. Educação Inclusiva: Uma Realidade na Rede Municipal de Ensino. Formação Profissional: Um Compromisso da Secretaria. Projeto Vidart: Educação além da sala de aula. FEVEREIRO/2010 ANO 2 Tecnologia na Educação: Uma Educação Diferenciada Caderno de Tecnologia: Intel e Oracle apresentam seus projetos para área educacional. Educação Inclusiva: Uma Realidade na Rede Municipal de Ensino. Formação Profissional: Um Compromisso da Secretaria. Projeto Vidart: Educação além da sala de aula. Foto da capa: Fernando Siqueira – Primelight Editorial Índice Editorial Palavra do Prefeito Palavra da Secretária História da Educação Alimentação Escolar Avaliação Bosque do Saber CIAEI Creches Crescendo com a Educação Educação Inclusiva EJA Escolas de Período Integral Faculdades Caderno de Tecnologia Projetos Premiação - Professor em Foco Prédios Escolares Making off 3 4 5 6 7 9 10 12 13 14 15 17 18 19 20 27 36 37 38 A revista Tecnologia na Educação: Uma Educação Diferenciada visa apresentar à sociedade a evolução alcançada nesse setor público de nosso município. Com um IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) superior ao índice nacional, nossa cidade atende a, aproximadamente, 18 mil alunos em 46 Unidades Escolares e 30 Creches em funcionamento até 2010. Para isso, conta com laboratórios de informática equipados com lousas digitais, computadores e periféricos capazes de atender às mais diferentes necessidades de nossos alunos, além de desenvolver projetos educacionais na busca pela formação global de todos, sejam eles profissionais ou alunos. É incrível lembrar-nos que há pouco tínhamos o giz como nosso principal instrumento de trabalho. Ele, aliado aos famosos quadros negros, foram parte da educação em branco e preto. Um mundo mais moderno e colorido trouxe cores, imagens e sons também para as salas de aula. Esta edição é dedicada a todos educadores que, assim como algumas impressoras, também tornaram-se “multifuncionais” na busca pela qualidade no ensino. Boa leitura! Nossos Números: População: 175.508 habitantes (fonte: Censo 2007) Mais de 6.200 alunos matriculados na Educação Infantil Mais de 12.000 alunos matriculados no Ensino Fundamental 3 Palavra do Prefeito Palavra da Secretária Palavra do Prefeito Palavra da Secretária Temas Educacionais - Dez/2009 Neste meu terceiro mandato lançamos o slogan Sua vida melhor ainda, pois acreditamos que melhoramos, mas temos ainda muito que melhorar. A cidade é dinâmica com forte desenvolvimento industrial, comercial, imobiliário. E todo esse desenvolvimento passa pela Educação, pois nascem em nossa cidade 280 novas crianças todos os meses, que vão precisar ser atendidas pela Rede Municipal de Ensino. Mesmo com esse crescimento não podemos abrir mão da qualidade de ensino da nossa rede. Temos que melhorar? É claro que sim! Não podemos ficar fora dessa dinâmica e com os avanços tecnológicos, com novos equipamentos que auxiliam na educação, com os nossos professores cada vez mais preparados, com o empenho de todos os envolvidos, quer funcionários, professores, coordenadores, orientadores e diretores. Posso assegurar a todos que a nossa Educação está cada vez mehor. Foto: Fernando Siqueira – Primelight Reinaldo Nogueira Lopes Cruz - 42, bacharel em Direito, vereador de 1993 a 1996, prefeito de Indaiatuba de 1997 a 2004 e 2009 a 2012 e deputado federal de 2007 a 2008. Para nós é motivo de muito orgulho fazer parte de um processo tecnológico evolutivo, podemos classificar como uma verdadeira superação. Primeiramente pelos parceiros que investiram seus conhecimentos. Aprimorando métodos aliados à tecnologia de ponta, hoje temos uma Rede Municipal de Ensino referência não só para o Estado de São Paulo, como para o nosso País. Não é fácil investir no novo, deixando para trás anos e anos de práticas que ao longo do tempo se superaram. Hoje o sistema educacional municipal se reveste da mais alta qualidade, oferecendo ensino a mais de 18.000 crianças, com profissionais que recebem orientações, cursos de especialização, requalificação e treinamento constantes e o incentivo para esses profissionais completarem a universidade para adquirirem uma formação mais sólida. Sempre acreditei que a Educação é um instrumento transformador, responsável pela formação das pessoas e um grande portal de oportunidades. Essas referências aliadas à extrema qualidade dão à Educação de Indaiatuba credibilidade e posição de destaque no cenário da Educação. 4 A reflexão e as discussões em torno de temas educacionais são cíclicas no Brasil e costumam ser pontuais nos períodos eleitorais, diluindo-se no momento seguinte. Indaiatuba porém, foge à regra. A Secretaria Municipal de Educação conta com uma equipe de profissionais bem preparados, atuando a longo das últimas cinco gestões administrativas. Acreditamos que todo crescimento é resultado de um conjunto de situações favoráveis que, no município de Indaiatuba, foram proporcionados por investimentos que os sucessivos governos empregaram no desenvolvimento e melhoria da qualidade do ensino oferecido. As avaliações na rede municipal realizadas pelo MEC desde 2007 mostram que os resultados vêm superando a média nacional estipulada para o país, que era de 4.2 para as séries iniciais. A rede municipal de Indaiatuba alcançou o índice de 5.6 para 2009 e a meta estabelecida é de 5.9 para 2010. Mas fixar qualidade na educação não é ato de bravata ou vontade. Para viabilizar uma expansão no patamar que nos encontramos hoje, foi necessário remover inúmeros obstáculos, abrir atalhos, compartilhar ideias, potencializar condições, aproveitar oportunidades e sobretudo ter a certeza de que não se faz a educação para esse ou aquele governo. O comprometimento cada vez maior de uma grande equipe de oficiais, secretários, inspetores, monitores, professores, gestores, supervisores e assessores que souberam aproveitar os ventos favoráveis, vem fazendo uma diferença surpreendente. As parcerias com institutos e fundações importantes, como a Oracle, a Intel, a Fundação Bradesco, a PUC Chile, o Instituto Stanford - SRI, além do vínculo pessoal, o trabalho árduo, sério, de longo prazo, que extrapola conveniências políticas e interesses partidários, estabelecem vínculos, transferências de ideias e ampliam o nível do ensino que define a cidadania. Sempre tivemos a certeza de que com capacidade, determinação e uma cultura de responsabilidade, os valores podem ser transferidos de dentro de um grupo de profissionais, se propagando aos pais e às diferentes gerações pelas quais temos lutado, nestes últimos 30 anos. Aqui, na Secretaria de Educação, a conquista de um, é fruto do esforço de todos. A adequação vocacional, a competência profissional, a responsabilidade, a disposição em construir relações com os pares baseadas na confiança e na idoneidade, bem como a articulação entre os próprios interesses e os da administração pública são creditados na avaliação de mérito e configurados no Plano de Carreira do Magistério Municipal. Nesse sentido há o reconhecimento do talento que os distingue, e as oportunidades de melhorias de cargos e salários são ativos a serem conquistados a cada ano pelos profissionais, contemplando a visão que valoriza fatos, experiências e ações. São sustentados por pilares sólidos proclamados por elementos regulatórios, leis, decretos, pareceres, resoluções, que vêm transpassando governos, configurando-se em política de Estado. Jane Shirley Escodro Ferretti - 57 anos. Mestre em educação e doutora em política pública pela Universidade Estadual de Campinas, graduada em pedagogia com habilitação em administração e supervisão escolar e em letras, com habilitação em português e inglês. Secretária Municipal de Educação Indaiatuba na quinta gestão. Coordenadora da Câmara Temática da Educação, na RMC, por 03 gestões. Educação de Indaiatuba tem nova secretária Assumi a Secretaria Municipal de Educação no dia 08 de Janeiro de 2010 com a certeza de que há muito tempo a Educação é tratada como assunto prioritário neste Município, principalmente no que tange à qualidade de ensino garantida a todos os alunos matriculados na Rede Municipal. Para tanto, a Secretaria Municipal de Educação conta com uma equipe de profissionais bem preparados, atualizados e com vasta experiência na área, que acreditam ser necessário planejamento, ação, investimento e aprimoramento constante para se obter bons resultados na área educacional, tendo sempre como foco o desenvolvimento do aluno. Acreditamos que todo crescimento é resultado de um conjunto de situações favoráveis que, no município de Indaiatuba, foram proporcionadas por meio de investimentos que os sucessivos governos empregaram no desenvolvimento e melhoria da qualidade do ensino oferecido aos municípios. E o trabalho está só começando. Temos alguns desafios importantes pela frente como, por exemplo, a municipalização do Ensino Fundamental e a universalização do atendimento nas creches municipais que, graças a maciços investimentos e vontade política, estão prestes a se tornarem realidade no município. Muito já foi feito, mas ainda há muito a fazer pela Educação no Município. E é com uma vontade imensa de crescer e oferecer ainda mais àqueles que nos confiam a educação de seus filhos que iniciamos este novo ciclo, caminhando com a confiança e segurança que as experiências do passado nos proporcionam, mas os braços abertos para o futuro. Rita de Cássia Trasferetti - 46 anos. Graduada em Pedagogia com habilitação em Administração. É funcionária da Rede Estadual de Educação desde 1982, ocupou o cargo de dirigente Regional de Ensino de Capivari de 2008 a 2009. Assumiu a Secretatia Municipal de Educação em Janeiro de 2010. 5 História da Educação Educação Municipal: Um Pouco Desta História Na década de 70, as primeiras classes municipais de préprimário em Indaiatuba funcionavam em locais cedidos, com espaços físicos pouco adequados e com falta de materiais didáticos. Aos poucos o Ensino Municipal começou a tomar rumos mais organizativos com a criação da Coordenadoria do Ensino Municipal. No ano de 1978, criou-se o Departamento de Educação, Cultura, Esportes e Turismo. Em 1985, criou-se a Secretaria Municipal de Educação. Inicialmente a educação municipal resumia-se apenas à área da Educação Infantil. Seu crescimento e expansão refletem hoje as ações das Emebs “Profª. Vera Tosca Magnusson Belluomini”, “Dr. Jácomo Nazário”, “Prof. Galdino Augusto Lopes Chagas”, “Profª. Joanna Gurgel”, “Dona Rosinha Candello”, “Profª. Luciana Cândido Carneiro”, anexa à “SAB 12 de Junho”, “Archimedes Prandini”, “Profª. Elvira Maria Maffei”, “Profª. Francisca Lucinda Bueno”, Emeb de Itaici, “Profª. Janette Vieira Vaqueiro”, “José Pavani”, “Prof. João Emílio Angelieri”, “Profª. Lúcia Steffen”, “Profª. Maria Conceição Giacomini Bega”, “Profª. Maria João de Campos”, Complexo Educacional “Prof. Nízio Vieira”, “Prof. Oswaldo Antonio Tuon”, Parque das Nações, “Profª. Sinésia 6 Alimentação Escolar Martini”, “Profª. Suely Terezinha Amstalden”, “Profª. Walda Maria Stocco Prandini”, além das Creches “Profª. Alice de Mattos Wolf”, “Profª. Esmeralda Martini Paula”, “José Balduíno de Campos”, “Profª. Lourdes Falleiros Pedro”, “Prof. Morivaldo Antônio de Morais”, “Pingo de Gente”, “Amiguinhos de Jesus”, “Profª. Maria das Dores Tasca Mendes”, Casa da Criança Jesus de Nazaré, Complexo Educacional “Prof. Nízio Vieira” - Anai Igreja do Nazareno, “Prof. Lauro Fonseca de Souza”- Anai - Igreja do Nazareno, Mãe Rainha, “Prof. Jorge Alves Brown”, Pedacinho do Céu - Casa da Providência, “Profª. Francisca do Amaral” Coeso, “Martha Steiner Fruet”, “Profª. Maria Estella Amstalden” – Assevin, “Beato José de Anchieta” – Aneas. Com o processo de municipalização do Ensino Fundamental, em 1997, a Prefeitura Municipal de Indaiatuba cria uma rede projetada. Desenvolve um trabalho com ações diferenciadas buscando a formação do cidadão solidário, ético, inteligente e responsável nas escolas “Prof. Antônio Luiz Balaminutti, “Prof. Aparecido Batista dos Santos”, “Profª. Elizabeth de Lourdes Cardeal Sigrist”, “Prof. Leonel José Vitorino Ribeiro”, “Prof. Luiz Carlos Batista de Moura”, “Profª. Maria Albertina Bannwart Berdu”, “Profª. Maria Benedicta Guimarães”, “Profª. Maria Ignêz Pinezzi”, “Profª. Maria José de Campos”, “Profª. Maria Nazareth Pimentel”, “Padre Joaquim Aparecido Rocha” PAEE - Programa de Apoio à Educação Especial, “Profª. Patrocínia Robles Provenza”, “Profª. Renata Guimarães Brandão Anadão”, “Prof. Osório Germano e Silva Filho”, “Prof. Sérgio Mário de Almeida”, “Vicente Bernardinetti”, “Prof. Wellington Lombardi Soares”, “Prof. Wladimir Olivier”, “Profª. Yolanda Steffen”, “Miyoji Takahara”, anexa à E.E. “Doardo Borsari, “Dom Ildefonso Stehle”, “Miyoji Takahara” e Escola Ambiental Bosque do Saber. Os projetos sempre se pautaram em grandes temáticas como meio ambiente, leitura e artes. Nesse cenário, a Filosofia, a Arte e o Movimento estão presentes como disciplinas do currículo, o que faz da estrutura municipal de ensino, um espaço constante de reflexões. A continuidade da proposta pedagógica e seus constantes avanços em função de uma educação de excelência, possibilitaram o envolvimento do corpo discente e docente em inúmeros espetáculos da vida. A biblioteca escolar, que atualmente possui cerca de 7.000 livros, é um espaço de relações pessoais, onde num clima de harmonia, os alunos se entregam ao prazer de viajar entre inúmeros livros. Acredita-se que a leitura deve ser constante na vida das pessoas e, por isso, procura-se criar no ambiente escolar um ambiente propício a ela. A criança adquire a cultura escrita, abrindo novos caminhos e vencendo desafios. Semanalmente, todos os alunos vão à biblioteca escolar, onde escolhem um livro de seu interesse, levando-o para casa. Também têm sido realizadas diferentes atividades como dramatização de leituras, palestras com autores do município, teatros baseados em literatura infantil, confecção de livros pelos alunos, sempre visando desenvolver o prazer pela leitura e a habilidade de escrever. A Secretaria da Educação incentiva e desenvolve convênios e parcerias com dezenas de empresas do município e região, com fundações e institutos que entregam desde uniformes e equipamentos, como também apóiam programas voltados à saúde, cultura, meio ambiente, tecnologia educacional, entre outros. DAE - Departamento de Alimentação Escolar Muito mais que alimentar: Educar! Indaiatuba foi a primeira cidade da América Latina a implantar a gestão terceirizada da merenda escolar em 03 de novembro de 1.999. Essa necessidade surgiu com a ampliação no atendimento pela Educação Municipal, aliada à preocupação com a garantia da qualidade das merendas servidas em todas as escolas do município. Atualmente o DAE - Departamento de Alimentação Escolar - é responsável pelo controle da merenda transportada em 19 unidades do Ensino Fundamental, 25 unidades do Ensino Infantil, 03 EJAs (Ensino de Jovens e Adultos), 01 PAASI - Polo de Assistência e Apoio Socioeducativo Infantil, 02 Escolas Integrais, 23 Escolas Estaduais (Ensino Fundamental e Médio) e 13 creches. Atendemos em média 18.000 alunos da Rede Municipal, 12.612 alunos da Rede Estadual, servindo em média 35.000 merendas/dia nos 4 períodos: manhã, tarde, intermediário e noite, durante 200 dias letivos/ano para todas as Unidades Escolares. A DINUTRI - Divisão de Nutrição - é responsável pela aprovação dos cardápios, inclusive de alguns diferenciados para atender os alunos com alguma patologia (diabetes, alergia à lactose, dislipidemia, etc.). Os cardápios são “in natura” e visam suprir no mínimo 20% das necessidades diárias dos beneficiários do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE. Para as crianças que permanecem na creche por um período de até 10 horas, são oferecidas de 4 a 5 refeições, suprindo 85% das necessidades diárias. A nutricionista chefe da Divisão de Nutrição com a Diretora do Departamento, acompanham através de relatórios o serviço das Supervisoras de Alimentação Escolar, que fazem diariamente visitas às Unidades Escolares, onde são verificadas: incubação, temperatura, transporte adequado, armazenamento, prazo de validade, qualidade dos gêneros alimentícios e a correta manipulação dos mesmos, o cumprimento e a aceitação dos cardápios, a higiene da cozinha, dos utensílios e do refeitório, o asseio e o uso do uniforme por parte das serventes e cozinheiras e a orientação na solicitação da quantidade do número de merendas, evitando assim o desperdício. Também são responsáveis A nossa meta em relação a Educação Nutricional é promover a saúde e a qualidade de vida das crianças, dos jovens e dos adultos que atendemos. 7 Alimentação Escolar pela ratificação do número de merendas solicitadas pelos gestores e todo o seu controle para pagamento em Notas Fiscais. O CAE – Conselho de Alimentação Escolar – é um órgão deliberativo, fiscalizador e de assessoramento na utilização dos recursos destinados à Alimentação Escolar. É formado por membros da comunidade, professores, pais de alunos e representantes dos poderes Executivo e Legislativo. A nossa meta em relação à Educação Nutricional é promover a saúde e a qualidade de vida das crianças, dos jovens e dos adultos que atendemos. Até os seis meses, os bebês mamam no colo, pois isso propicia o contato corporal, a troca de olhares e expressões, é a fase da formação do vínculo. A partir daí, desde que apresentem condições motoras, são incentivados, sob a supervisão da monitora, a segurar a mamadeira sozinhos, o que possibilita às crianças experimentações em relação ao peso, quanto deve inclinar para que o leite chegue à boca, entre outros. A partir dos dois anos a criança já é capaz de alimentar-se sozinha (desde que tenha tido a oportunidade de experimentar anteriormente) e determinar seu próprio ritmo e a quantidade de alimentos que ingere, sempre sob a supervisão de um responsável. Existe uma cozinha específica para o lactário, a qual atende todos os procedimentos e normas de higienização estabelecidos pela legislação vigente, como pré-preparo, preparo, higienização e esterilização das mamadeiras, bicos e tampas. A refeição também é um ato pedagógico A hora da alimentação é um momento rico em aprendizagem, “onde se come, se aprende”, pois a livre escolha, a iniciativa e a responsabilidade, são estimuladas quando a criança se serve dos alimentos cuja quantidade e qualidade são livremente determinadas por elas. Na medida em que oferecemos aos alunos pratos, talheres, mesa, cadeira e um local limpo e arejado, estamos oferecendo condições necessárias para a formação de hábitos e atitudes, bem como para seu desenvolvimento global. 8 Avaliação A Educação Nutricional é parte fundamental na vivência escolar O Nutrikids é um projeto realizado em parceria com o setor privado. Nele são oferecidas atividades de recreação onde os alunos aprendem sobre a importância da boa alimentação, aliada à prática de atividades físicas. AMDA - Avaliação Municipal do Desempenho do Aluno O que é a AMDA A AMDA (Avaliação Municipal do Desempenho do Aluno) é um instrumento de avaliação que a Secretaria Municipal de Educação utiliza para avaliar o desempenho dos alunos da Rede Municipal, com o intuito de fornecer um diagnóstico dos alunos e nortear as práticas pedagógicas no âmbito das Unidades Escolares Municipais bem como na Secretaria de Educação. A AMDA é mais uma iniciativa da Secretaria Municipal para melhoria da qualidade do ensino que já atingiu um IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 5,6, acima da média nacional conforme o gráfico abaixo: As avaliações são elaboradas por uma equipe formada especialmente para esse fim. É ela também que corrige cada uma das avaliações realizadas em todo o município. Os alunos que necessitam de provas diferenciadas, por apresentar algum tipo de deficiência ou comprometimento cognitivo, recebem provas especialmente elaboradas para eles, avaliando-os diante de sua capacidade de desenvolvimento. Além de fornecer dados para o planejamento de ações de qualidade para nossos alunos, os resultados da AMDA são um dos requisitos para que os professores da rede municipal recebam o GPAP- Gratificação de Produção e Aperfeiçoamento Profissional. Obtendo avaliações positivas quanto a assiduidade, desempenho pessoal e de seus alunos, os professores podem receber até 100% de seus rendimentos base como prêmio. Segundo Fabiana Xavier Pereira Fernandes, professora municipal, o GPAP é um incentivo ao professor compromissado com seu trabalho e de seus alunos. “Nem sempre é fácil alcançálo, uma vez que estamos sujeitos aos problemas e surpresas do dia-a-dia, mas leva o profissional a pensar duas vezes antes de faltar ou agendar algo que poderia ser feito durante as férias, por exemplo.” afirma ela. 9 Bosque do Saber Bosque do Saber Escola Municipal Ambiental “Bosque do Saber” Não basta ter conhecimento, dedicação e sensibilidade para ensinar. É preciso que tudo isso se transforme em ações concretas. Só assim as crianças se tornarão adultos educados, prontos para enfrentar a vida, respeitar a natureza e defender o meio ambiente. O Centro Multidisciplinar - Escola Municipal Ambiental Bosque do Saber tem por objetivo oferecer aos alunos e ao público em geral, oportunidades para a aquisição desses conhecimentos. Num ambiente tranquilo para troca de experiência e conhecimento, crianças, adolescentes e adultos, encontram equipamentos pedagógicos e recursos de mídia avançados que ajudam na realização dos objetivos deste cenário de encantamento e saber. Este é, enfim, o objetivo da Escola Ambiental Bosque do Saber: ser um centro de referência para o estudo multidisciplinar, ambientado num espaço preparado para a missão de Educar. Uma biblioteca temática, parte integrante do projeto Ecoleitura, também foi montada no Bosque do Saber em parceria com a empresa Mann+Hummel, proporcionando o acesso a um novo acervo literário. 10 São vários os projetos desenvolvidos no Bosque do Saber, que está aberto para visitação de 3ª a 6ª feira - 8h às 17h - para as escolas, sempre com agendamento, e aos sábados, domingos e feriados - 8h às 17h - aberto ao público em geral. Dentre eles destacam-se: • • • • • • • • • • • • • • • Trilha Galpão Interativo de Produção de Mudas/ Estufa/ Viveiro Horta Orgânica Educativa Multidisciplinar Maquete de uma Microbacia Hidrográfica Projeto Ave-Fauna/ Projeto Jardim das Borboletas Projeto Orquidário Projeto Nascente Compostagem Projeto Espelho D’Água Oficina Pedagógica Projeto Informática Pomar Orgânico Reciclagem de Papel Artesanal Projeto Jardim dos Beija-Flores Projeto Vivência e Integração com o Meio Ambiente - N.º 2 - Ano 2 Em dezembro a escola desenvolve o projeto Natal Ecológico, através do qual produz diversos enfeites com o reaproveitamento dos mais diferentes materiais como garrafas pet, CDs, entre outros. 11 CIAEI Creches CIAEI: Uma conquista da Educação Municipal Creches Municipais: Cuidando do Nosso Futuro O Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba – CIAEI- construído em 2004 pelo então Prefeito Reinaldo Nogueira, conta com um espaço de 4.765 m², além de um depósito de materiais com 1.030 m², totalmente dedicados a Educação. Além de sediar a Secretaria Municipal de Educação, esse espaço ainda conta com salas utilizadas na formação continuada dos professores, amplo e moderno laboratório de informática com acesso à Internet e um auditório/teatro com capacidade para 750 pessoas, onde a Secretaria da Cultura promove peças teatrais e apresentações culturais à comunidade indaiatubana. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, conta hoje com 13 creches municipais e 10 creches conveniadas, atendendo mais de 2.400 crianças na faixa de quatro meses a três anos e 11 meses. No final do ano de 2008, três creches foram inauguradas e contaram com um investimento de mais de R$ 4 milhões nestas obras. Vale ressaltar, que uma delas, trata-se de uma Emeb mais creche. A administração atual está realizando parcerias entre as entidades filantrópicas, confessionais e comunitárias para colocar estas novas unidades em funcionamento, proporcionando assim, o atendimento a 400 novas crianças. Além das construções, as creches são montadas e equipadas com mobiliários, eletrodomésticos, utensílios de cozinha, material de higiene, limpeza e brinquedos. Atualmente, a creche é entendida como um espaço sócioeducativo onde a criança deverá se alimentar, dormir, tomar banho, escovar os dentes e brincar, dado importante, já que esta atividade é responsável por estimular o intelecto da criança. No item alimentação, os berçários recebem cinco refeições diárias e o maternal quatro. São refeições balanceadas, com cardápio elaborado por nutricionista, conforme necessidades da idade, sempre priorizando alimentos de qualidade, frutas e legumes sempre frescos, além do cuidado com o preparo. As toalhas, lençóis e cobertores são de uso individual, confeccionados com material antialérgico. Ainda há o projeto Boquinha Encantada, em parceria com a Secretaria da Saúde, que atende e orienta as crianças nos cuidados com a Saúde Bucal. A creche oferece mais de 50 itens de brinquedos educativos, recreativos e diversificados, como: casinhas, gangorras, caixa de areia, mesinhas e cadeirinhas, telefones infantis, mordedores, fantoches, bolas nos mais variados formatos e cores, além dos mais diversos jogos. Todos os brinquedos utilizados pelas creches são certificados pelo INMETRO. Livros de histórias, DVDs e CDs também são itens presentes no cotidiano da criança. As atividades são realizadas nos mais diversos espaços da creche, onde as crianças observam, manipulam e constroem com blocos ou sucatas, brincam com areia, água, “faz de conta”, escutam histórias e até cuidam das hortinhas. “A creche para mim é como uma segunda casa para meus filhos, pois aqui eles sempre são bem tratados, nunca ocorreu algo que pudesse desabonar a escola assim como a conduta de seus funcionários. É um lugar que meus filhos gostam e se sentem bem”. Ayeda Santos da Silva, mãe de aluno da EMEB/ Creche “Profª. Joanna Gurgel” SALA ACRÍSIO DE CAMARGO 12 13 Crescendo com a Educação Educação Inclusiva Crescendo com a Educação de Indaiatuba Mãe de alunos da Rede Municipal há aproximadamente 14 anos, Eliane Macedo Turquetti André tem muita história para contar. Seu filho mais velho, hoje na faculdade, foi o motivo do início de uma relação com a educação municipal que se mantém até hoje através de sua filha caçula, Caroline. A história de toda uma família dentro da EMEB “Prof. Osório Germano e Silva Filho”. Quando chegamos em Indaiatuba tínhamos uma expectativa muito grande com relação à educação, e colocamos nosso filho mais velho, Paulo Henrique, em uma escola particular da cidade. Essa escola não atendeu às nossas expectativas e, seguindo um conselho da Jane, que já era Secretária na época, colocamos nosso filho em uma escola da Prefeitura para fazer um “teste”. Foi uma experiência muito gratificante, muito boa, porque ele tinha seis anos mas já sabia ler, escrever, contar... e a outra escola não estava aproveitando isso. Chegou a vez do Ricardo. Ele teve alguns problemas, tinha uma certa dificuldade na aprendizagem, mas aqui foram desenvolvidos os aspectos que nós acreditávamos serem necessários a ele. Para ter uma ideia, enquanto o Ricardo esteve no Osório eu tive que passar um tempo no exterior e ele ficou aqui no Brasil. Foi uma experiência forte, ele estava sem mãe, mas ele teve um respaldo grande da escola. Infelizmente a Prefeitura não oferecia a quinta série, e o Ricardo foi para uma escola particular que nos marcou muito, pois o primeiro ano dele lá foi muito difícil. Ele saiu da família do Osório, onde todos estavam juntos sempre, para uma escola muito diferente e o rendimento dele caiu muito. 14 Mesmo com o Ricardo nessa outra escola, a Elaine sempre dizia “Eliane, não adianta você tirar o aluno do problema, você tem que resolver o problema”, então durante aquele ano todo tentei resolver o problema do Ricardo e acabei optando por mudá-lo de escola. Essa experiência está sendo muito legal, porque ele está em uma escola muito parecida com essa... família... ele fala que gosta muito do colégio porque lembra o Osório. A EMEB Osório marca muito a vida das crianças... é tudo... é a vida delas... Então vem a Carol. Uma excelente aluna. Faz canto, pintura, música, mas a escola para ela é um ponto chave. Quando começou o Projeto Coral ela chegou em casa radiante! Quando houve o problema da Gripe Influenza A H1N1, foi um martírio não ir à escola. Ela sentia saudades... Se é uma coisa que marca negativamente a criança, ela não quer, mas se é positivo, ela quer estar ali. A escola é tão importante, é tão prazerosa, que eu peço ao prefeito que continue, que amplie. Por que parar na quarta série? Eu tive a oportunidade de viver fora o país e sei o quanto a educação de Indaiatuba é boa. As artes, o Bosque do Saber, são coisas que não encontramos em outros lugares. Indaiatuba é um referencial em Educação. As festas de final de ano envolvem a todos e são o relato de tudo o que aconteceu de bom no ano; é o quadro na parede, a obra final. Se nós tivermos vinte cidades iguais a Indaiatuba teremos ótimas Olimpíadas em termos de apresentação, ginástica olímpica... A prefeitura incentiva muito, os professores são muito dedicados... é perfeito! Eu sou fã da Educação de Indaiatuba! A escola marca a vida de um ser para o bem ou para o mal. A família é muito importante, mas a escola é ponto. No que se refere à informática, a escola ensina que a máquina serve para o bem, agrega conhecimento. Eu gostaria que as séries finais fossem atendidas pelo município, não porque estou perto da escola, por conveniência ou coisa parecida. Acredito que o município deve pegar uma criança no berço, ensinar, encaminhar e levá-la à faculdade. A partir do momento que se eleva o nível da educação na cidade, as coisas boas vêm... faculdades, bons profissionais. É o aluno acreditando na prefeitura e a prefeitura acreditando e investindo nesse aluno. Isso faz com que a cidade apareça para o mundo. Educação Inclusiva, uma Realidade na Rede Municipal de Ensino Atualmente, A Rede Municipal oferece através da modalidade Educação Especial os seguintes serviços: A Secretaria Municipal de Educação a partir de 1997, em decorrência das políticas públicas municipais, estaduais e federais (Brasil, 1988) incorporou à Rede Municipal de Ensino, o Ensino Especial realizado pelo PAEE - Programa de Apoio à Educação Especial. Antes esta Secretaria mantinha o fornecimento de subsídios (bolsa de estudos e transporte) para os alunos que estudavam em instituições localizadas no próprio município ou no município de Campinas. Com o desenvolvimento do PAEE esses alunos foram gradativamente integrados aos atendimentos em Educação Especial disponibilizados a essa população nas Classes de Apoio e Salas de Recursos. A partir de 2005, seguindo os preceitos inclusivos preconizados pela legislação nacional (Constituição Federal de 1988 e LDBen nº9394/96), inicia-se a ampliação e a descentralização do atendimento educacional especializado realizado no PAEE e surge nas escolas municipais de Ensino Fundamental a participação de profissionais especializados em Educação Especial na função de Professor Itinerante, atuando diretamente com as equipes escolares, no sentido de subsidiar alunos e professores na construção de escolas e salas de aulas inclusivas. O direito à educação, o acesso e permanência de todos os alunos, inclusive àqueles com necessidades educacionais especiais, no Ensino Regular, vem se tornando uma realidade em nosso município. Saltamos de um número de 248 alunos com necessidades educacionais especiais com ou sem causas orgânicas específicas, para os atuais 1.011 alunos matriculados e incluídos nas escolas da Rede Municipal de Ensino em todos os níveis. Porém para que isso ocorresse efetivamente, não bastava garantir o direito à matrícula e acesso à escola, foram necessárias implementações de novas ações que possibilitassem cada vez mais, a permanência destes alunos com qualidade e condições reais de aprendizagem. Assim, surgiram novos serviços e outros foram mantidos para que todos tivessem oportunidades e direitos preservados. PAEE – Programa de Apoio à Educação Especial: que atende atualmente nas classes de apoio, 81 alunos com deficiência múltipla ou deficiência mental de nível moderado a severo, com professores habilitados e materiais adequados ao apoio pedagógico mais intenso para o trabalho com currículo escolar comum; SALA DE RECURSOS – serviço oferecido também no PAEE, com dois tipos de ambientes estruturados, adaptados e equipados com computadores, máquinas braile, impressora braile, soroban e materiais em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) para o atendimento individual ou em pequenos grupos de alunos com deficiência visual ou deficiência auditiva, matriculados em escolas de Ensino Fundamental, que frequentam as salas de recursos no contraturno do ensino regular, com objetivo de respaldar a inclusão escolar, e que além do atendimento ao aluno, oferecem orientações pedagógicas e intercâmbio de informações junto à equipe da Unidade Escolar de origem, ao grupo familiar, e ainda, às outras instituições e/ou profissionais que assistem ao aluno; 15 Educação Inclusiva EJA PROFESSOR ITINERANTE – professor especializado em Educação Especial, que atua nas Unidades Escolares de Ensino Fundamental Regular, acompanhando o desenvolvimento e o processo educacional dos alunos com necessidades educacionais especiais, promovendo adaptações e recursos materiais necessários, bem como subsidiando e orientando as equipes escolares, pais e comunidade no trabalho com os alunos; As turmas de Educação de Jovens e Adultos – EJA – contam hoje com, aproximadamente, 300 alunos divididos em PEBs I, II e III, de acordo com o nível de desenvolvimento dos alunos. Essas turmas visam possibilitar ao indivíduo jovem e adulto, retomar seu potencial, desenvolver habilidades, confirmar competências e participar da sociedade e do mercado de trabalho com consciência e maiores condições de pensar, agir, opinar, transformar o lugar em que se encontra inserido e o tempo em que vive. Além disso, busca garantir a existência de uma sociedade mais justa, inclusiva e humana, de forma que as pessoas tenham chances e oportunidades semelhantes de crescimento pessoal, profissional e humano. Essa realidade faz com que nossos profissionais sejam convidados a falar em fóruns e eventos sobre a educação de adultos em nossa região. PROFESSORES ITINERANTES FACILITADORES DA COMUNICAÇÃO – atuam numa das escolas municipais em que desenvolvemos um trabalho específico para os alunos surdos que estão todos incluídos nas salas regulares. Os professores itinerantes especializados em deficiência auditiva e fluentes em LIBRAS, atuam como facilitadores da comunicação em tempo integral das aulas e desenvolvem um trabalho específico para a aquisição da Língua Portuguesa por esses alunos no contraturno das aulas; ACESSIBILIDADE E TECNOLOGIAS ASSISTIVAS – recursos físicos e materiais necessários são disponibilizados para garantir a acessibilidade, a locomoção e permanência com qualidade dos alunos nas especificidades implicadas a cada tipo de deficiência. Através das tecnologias assistivas, podemos atender as necessidades individuais, promovendo desde a simples adaptação de um lápis ou caderno, até a disponibilização de sofisticados equipamentos de informática ou mobiliário adaptado; 16 EJA: Educação de Jovens e Adultos TRANSPORTE ESCOLAR ADAPTADO – veículos com adaptações específicas para o transporte de alunos com deficiência física que se locomovem com cadeiras de rodas. 17 Escolas de Período Integral Faculdades Escolas de Período Integral: Tempo muito bem aproveitado Formação Profissional: Um Compromisso da Secretaria A Rede Municipal de Ensino conta hoje com duas Escolas de Educação Básica de Período Integral: a EMEB “Prof. Antônio Luiz Balaminutti” no Parque Residencial Indaiá e a EMEB “Profª. Renata Guimarães Brandão Anadão” no Jardim Morumbi. Nestas Unidades o aluno, além das atividades que atendem o currículo do ensino fundamental, participa de diversos projetos e atividades extra-curriculares em período contrário ao horário de aula. Aulas de violão, coral, inglês, xadrez, jogos de raciocínio, práticas de leitura, teatro, música e expressão corporal, artesanato, futebol, ginástica geral e rítmica esportiva e educação ambiental, são desenvolvidos em parcerias com a Secretaria da Cultura e voluntários. Projeto Inglês Um projeto de Inglês implantado na EMEB “Profª. Renata Guimarães Brandão Anadão” utiliza o programa Reading Companion (um software interativo), oferecido por meio de uma parceria com a IBM Brasil, para ensinar a pronúncia e escrita corretas das palavras em inglês. Esse projeto oportuniza ao aluno o contato com a língua estrangeira por meio lúdico, visto que no mundo globalizado faz-se necessário a ampliação dos conhecimentos linguísticos. Cada projeto é trabalhado em uma hora e meia por turma, sendo que as crianças têm uma hora de almoço na unidade. As crianças também têm café da manhã, recreio e lanche da tarde servido um pouco antes de voltarem para suas casas. Uma rotina organizada por cronogramas permite que cada momento seja acompanhado por professores e funcionários. 18 A formação de seus profissionais sempre foi uma preocupação da Secretaria de Educação de Indaiatuba. Cursos são constantemente oferecidos aos professores na busca por um trabalho unificado e de qualidade em toda a Rede Municipal. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – 9394/96, em seu artigo 62, dispõe sobre a formação do profissional para a Educação Básica: Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura de graduação plena em universidades e institutos superiores de educação, admitida como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal. Dessa forma, apenas o Magistério, oferecido com equivalência ao Ensino Médio, passou a não ser suficiente para habilitar os profissionais que atuam em sala de aula. Com base nisso, a Secretaria, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP e Universidade do Estado de São Paulo – UNESP, ofereceu a partir de 2002, o curso de Licenciatura Plena em Pedagogia para os professores que já atuavam em salas de aula municipais. Em 2005 aconteceu a formatura das primeiras turmas dos cursos, mostrando que a Educação em Indaiatuba vai além da Educação Básica; é um compromisso com cada morador de nosso município. 19 Caderno de Tecnologia Uma Educação Inovadora Com o apoio da Intel e de outras empresas de tecnologia, Indaiatuba dá o exemplo do que se pode fazer na área educacional em benefício dos estudantes. Nos idos de 1700, o povoado de Indaiatuba era um dos bairros rurais da Vila de Itu, ponto de passagem de tropas nos caminhos para o sul e para as minas de Cuiabá e Goiás, e abrigava uma pequena população que vivia das roças de milho e feijão. Hoje, a cidade se destaca no cenário paulista e brasileiro, como um dos municípios que mais investe em tecnologia educacional. Lousas digitais, notebooks e classmate PCs fazem parte da rotina dos alunos da rede municipal de ensino. Mais de 2 mil computadores e 21 laboratórios de informática conectados à internet equipam as 55 escolas do município. E a estrutura continua em expansão, levando inovações na área de tecnologia educacional até as unidades escolares mais distantes, beneficiando os 12 mil estudantes do ensino fundamental, além das mais de 6 mil crianças da educação infantil. 20 Alunos Atendidos na Rede Municipal de Educação de Indaiatuba Educação Infantil - Creche: 2457 crianças Educação Infantil: 3851 crianças Ensino Fundamental: 12002 estudantes Situada a 112 quilômetros de São Paulo, na região de Campinas, Indaiatuba sempre soube tirar proveito das tendências da economia brasileira. Cresceu e se desenvolveu de forma magnífica, ao contar com projetos de renomados arquitetos e urbanistas, como Jorge Wilheim, que projetou a expansão urbana até a década de 80, e Ruy Ohtake, que desenvolveu um projeto urbanístico ousado, que norteia a expansão de Indaiatuba até hoje. A cidade se destaca no cenário brasileiro pela qualidade de vida que oferece a toda sua comunidade. A escola municipal Profª Renata Guimarães Brandão Anadão, do Jardim Morumbi, bairro popular em desenvolvimento, mesmo nesse cenário predominante de prosperidade, é um exemplo do excelente trabalho realizado pela Prefeitura no que se refere à tecnologia educacional. Nesta escola, os alunos têm aulas em período integral e a tecnologia faz parte de seu cotidiano. Ou seja, ainda que esteja situada em um bairro popular de Indaiatuba, a escola não deixa nada a desejar em relação a qualquer escola particular do município. Os alunos têm contato com o que existe de mais moderno em tecnologia educacional no dia-a-dia e encaram as aulas com naturalidade e animação. 21 Caderno de Tecnologia Uma ponte Enquanto os alunos dão a impressão de que já nasceram sabendo, alguns professores nunca tinham mexido em um computador e até nutriam certa resistência em aprender. Mas diversos treinamentos foram oferecidos pela Secretaria, entre eles os cursos do programa Intel® Educar, voltados para a formação continuada em tecnologia que auxiliaram na dissolução dessa dificuldade. Como os professores precisavam de treinamento e de preparo, a Secretaria Municipal de Educação buscou os cursos do Programa Intel® Educar, por meio de uma parceria com a Intel do Brasil. No Brasil, o Programa Intel® Educar é composto de dois cursos: Fundamentos Básicos e Essencial. Entre os objetivos do curso Fundamentos Básicos, destacam-se: dar aos professores a oportunidade de adquirir habilidades básicas de uso dos computadores por intermédio de abordagens de ensinoaprendizagem voltadas ao século 21, tais como instrução centrada no aluno, pensamento crítico e cooperação. O curso envolve os professores no planejamento, execução, revisão e socialização de atividades práticas significativas e relevantes, enquanto os direciona para o desenvolvimento de um plano de ação individual detalhado, de como cada um aplicará as novas habilidades e abordagens para melhorar sua prática profissional. Aprendizagem mais rica Entre os objetivos do curso Essencial estão: ajudar os professores no uso da tecnologia de computadores para instigar a imaginação de seus alunos e motivá-los a buscar uma aprendizagem mais rica; usar ferramentas de avaliação para ampliar as possibilidades de aprendizagem na sala de aula, utilizando o computador para pesquisa, publicação e comunicação; estimular a colaboração entre os professores e discutir ideias sobre a introdução e a utilização da tecnologia em sala de aula; planejar uma unidade de estudo específica de um componente curricular que o professor leciona. Ao final do curso, o professor deve desenvolver um portfólio de unidade que consistirá de um plano de unidade, com ferramentas de avaliação, exemplos de atividades do estudante, materiais de apoio do professor e materiais de apoio para a unidade. 22 Ideia nova e fascinante Hoje, em Indaiatuba, todos acreditam que a tecnologia não só pode como de fato contribui para tornar as aulas mais interessantes e prazerosas. Os treinamentos foram intensivos: tiveram mais de uma semana de duração e foram muito proveitosos. Eles foram realizados por instrutores da Fundação Bradesco, parceira da Intel na execução desse Programa no Brasil, para os professores multiplicadores da secretaria que por sua vez ofereceram os treinamentos para a Rede de Ensino Municipal. Mas o aprendizado é constante, graças à ação dos professores multiplicadores, como Nívea Lobo Costa Ramos. “Depois das capacitações oferecidas pela Intel aos professores, nosso trabalho é dar suporte aos professores tanto na parte pedagógica, quanto na tecnológica”, explica. “Sou como uma ponte entre a secretaria da educação e os professores mediadores”. Nívea comenta que a tecnologia mudou muito o ensino. “Antes, ele era mais centrado no professor e hoje é mais no aluno. A tecnologia só veio ajudar, deixando o aluno mais criativo e autônomo, o que resulta em um aprendizado melhor”. A professora multiplicadora explica que no treinamento da Intel os professores municipais aprendem que é preciso desenvolver nos alunos as habilidades do século 21, ideia nova e fascinante para eles. “Os professores aceitam bem e conseguem ter uma visão diferente da educação”. Os alunos, por sua vez, de acordo com ela, têm grande facilidade em absorver esse novo conhecimento, essa nova maneira de aprender. Para Nívea, o ganho maior nesse processo foi o aprendizado do trabalho em grupo. Ao trabalhar em grupo, diz ela, os professores conseguem ampliar seus conhecimentos. “Porque nós aprendemos com o outro, e nisso a tecnologia ajudou bastante”. Ao participar do curso da Intel, os professores aproveitam as oportunidades de adquirir habilidades de uso dos computadores e da Internet por meio das atividades práticas propostas. Também vivenciam momentos de reflexão, planejamento e revisão das suas práticas de ensino, para o desenvolvimento ou potencialização em si e nos estudantes, das habilidades essenciais para compreender e lidar com questões e problemas complexos. Outra professora multiplicadora do Intel® Educar, Renata Ozawa Pena, elogia a apostila utilizada no treinamento, que dá dicas e sugestões de como trabalhar com os professores. “O treinamento foi muito proveitoso e nossas dúvidas e dificuldades foram sanadas”. Renata comenta que a maioria dos professores ainda tem muita dificuldade para lidar com a máquina. “Eles aceitam bem o nosso treinamento, porque nós começamos com o básico, do ligar e desligar, do mouse, do monitor. Eles sentemse mais confiantes e nós vencemos aquela dificuldade inicial”, comenta. Curiosidade natural Cristiane de Almeida Finco, professora do projeto de informática da escola municipal Renata Guimarães Brandão Anadão, relata como o aprendizado acontece na prática nessa escola. No laboratório, no período da tarde, é priorizado o atendimento aos terceiros e quartos anos, porque até o segundo ano os alunos têm aulas na mesa educacional. A rotina divide-se de acordo com os dias da semana e os projetos que eles precisam fazer. Cristiane explica que às segundas-feiras eles têm aula na plataforma virtual educativa para fazer as lições e projetos, com o conteúdo determinado pelo professor. Às terças-feiras, o projeto prevê aulas práticas. Quarta é dia de pesquisa e todo trabalho demanda uma produção escrita. Na quinta, é a vez da leitura. E sexta é dia de jogos. “Além dos computadores, eles trabalham também com a lousa digital, que é um recurso móvel na escola. A gente projeta o conteúdo em uma lousa, mas ela tem reconhecimento digital, que permite às crianças interagirem”, explica. Por exemplo, uma das atividades que os alunos menores adoram é quando a professora os chama para irem à lousa digital ligar uma figura da coluna da esquerda a outra figura na coluna à direita. Eles podem “escrever” na lousa, da mesma forma como fariam com o giz, na lousa tradicional. 23 Caderno de Tecnologia Mudança notória O conceito da mobilidade Tânia Castanho Ferreira, supervisora de tecnologia educacional da Secretaria de Educação de Indaiatuba, informa que dos 833 professores da rede municipal, 720 já realizaram o curso de capacitação Fundamentos Básicos do programa Intel® Educar e os multiplicadores estão capacitados no Curso Essencial, que será oferecido no início de 2010. Tânia explica também que, para ampliar o uso da tecnologia nas escolas, um dos conceitos trabalhados é o da mobilidade. Dezenove escolas de ensino fundamental têm um laboratório fixo e nós fornecemos mais dois ou três laboratórios móveis, com 36 netbooks educacionais classmate PCs cada. As outras duas unidades escolares que não possuem espaço físico, contam com laboratórios móveis. Também desenvolvemos um carrinho para que a lousa digital seja levada a todas as salas. Com isso, ampliamos o uso da tecnologia educacional, que se torna uma ferramenta pedagógica poderosa nas escolas”. Futuro promissor Além dos professores multiplicadores, a Secretaria Municipal de Educação decidiu contar com a ajuda extra de professores mediadores na escola. A supervisora de tecnologia educacional explica que essa inserção tem a função de promover o maior desenvolvimento dos professores da rede municipal e também das habilidades dos alunos. “Nosso próximo passo é o oferecimento do curso a distância, para atingirmos um número ainda maior de professores”, antecipa ela. A Secretária Municipal de Educação até 2009, Jane Ferretti, confirma que a Prefeitura está consciente quanto à importância da tecnologia no mundo de hoje para as crianças, desde a creche até o final do ensino fundamental. Ela conta que o projeto começou há alguns anos de forma simples, inicialmente, e que foi se ampliando, conforme recebeu o apoio de várias empresas. “Nós sabemos que esse mundo globalizado exige muito não só 24 dos professores, mas também das crianças”, afirma ela. Por isso, a secretária acredita que é preciso reformular permanentemente o que ela chama de “fazer pedagógico”. “O objetivo é dar condições para que essas crianças possam deslanchar”, planeja. A secretária comenta que as crianças de hoje devem ser empreendedoras, criativas, devem saber resolver problemas, porque é isso que a sociedade atual exige. Então, a Secretaria procura fazer isso de forma curricular “Com apoio técnico e pedagógico e uma equipe bastante eficiente, temos desenvolvido esse programa na nossa cidade e os parceiros para nós são importantíssimos”, acrescenta. Jane tem consciência de que a Prefeitura precisa contribuir para o desenvolvimento da inteligência e de habilidades específicas de todas as crianças do município. “Elas precisam ter capacidade de se comunicar, de entender. E nesse sentido a tecnologia educacional tem nos favorecido bastante”, avalia. “A Intel é um parceiro presente, que vem trazendo orientação para os professores, olhando a parte metodológica do nosso planejamento pedagógico e isso nos enriquece muito e nós só temos que agradecer”, resume. Afirma ainda que Indaiatuba está na vanguarda em termos do desenvolvimento dessa tecnologia educacional. Benefícios incontáveis Segundo ela, os benefícios da tecnologia educacional são incontáveis. “Hoje nós precisamos de professores criativos, mas também de crianças empreendedoras, capazes de dividir seu pensamento com os colegas e de se comunicar. E a tecnologia educacional favorece esse aspecto pedagógico”, acredita. Ao partir do pressuposto de que a tecnologia pode contribuir para melhoria da qualidade da educação em todo mundo, o Intel Educar traz a questão “Como a tecnologia pode ser utilizada de maneira mais efetiva para apoiar e avaliar o aprendizado do estudante?”. Ao participar dos cursos da Intel, os professores conseguem ampliar as habilidades de uso dos computadores, de reflexão, planejamento e revisão das suas práticas pedagógicas, e analisam quando e como o computador amplia significativamente as possibilidades de aprendizagem. Jane Ferretti aproveita a oportunidade para agradecer o apoio que Indaiatuba recebe de vários parceiros. Além da Intel, outras empresas de tecnologia também apoiam as iniciativas do município no campo da educação há alguns anos. “Isso tem servido de exemplo para todos os municípios da região metropolitana de Campinas”. O prefeito de Indaiatuba, Reinaldo Nogueira, afirma que investir em educação é algo que dá satisfação. “Porque é mais do que notório que a gente vê a mudança de comportamento, de relacionamento e de profissionalismo”. Com a implantação de tecnologia educacional na rede municipal de ensino, o prefeito percebeu não apenas o aumento da auto-estima das crianças, devido a sua curiosidade natural, como também dos profissionais que foram capacitados para serem multiplicadores e passar adiante esse conhecimento. “Com certeza Indaiatuba sai na frente, não só do nosso Estado, mas acredito também do nosso País, com resultados fantásticos nessa área”, destaca ele. Com relação ao retorno da comunidade para a Prefeitura sobre a iniciativa, Nogueira diz que “é tudo novo, a gente sabe que a tecnologia chega muito rapidamente, então é importante que a cidade esteja preparada e que a comunidade saiba que nós estamos preparando as nossas crianças para esse novo mundo”. Segundo ele, o retorno da comunidade tem sido bem satisfatório. “Eles veem a evolução dos seus filhos dentro dessa tecnologia, até dentro de casa e isso para a gente representa um ganho muito forte nessa área educacional”. Futura escritora Ao usar o computador pela primeira vez, Rafaela Oliveira de Castro, 10 anos, aluna da quarta série, percebeu o que ela quer ser quando crescer: escritora. Fascinada com os programas de processamento de textos, ela deu vazão à criatividade e começou a escrever histórias que deixaram sua professora admirada, pelo talento em sua elaboração. “Quando não tinha computador em casa eu ia para a lan house”, relembra Rafaela. “Depois ganhei um computador da patroa da minha mãe e comecei a usar em casa, mas como eu não sabia mexer muito, aprendi mais aqui na escola”, conta. Na escola, Rafaela aproveitou bem as aulas e pouco a pouco aprendeu como poderia produzir mais e melhores textos. “Para mim, qualquer computador é bom. Fazendo texto, está bom”, contenta-se. A professora de Rafaela, Nélia Aparecida Argenton Freire, tem um carinho especial pela menina, que é muito boa aluna. Ela comenta como enxerga sua vida docente antes e depois do projeto de tecnologia educacional: “Antes do projeto, nossa vida era em branco e preto, não tinha esse colorido todo. Foi muito importante a vinda do projeto para a nossa escola, eu aprendi muito junto com as crianças”, compara. Nélia comenta que era leiga em informática, mas desde que participou do curso Fundamentos Básicos da Intel, ela aproveitou a oportunidade e, a partir daquele momento, começou a aproveitar todas as possibilidades que a tecnologia viabilizava. “Mudou muito a nossa vida aqui na escola”, comemora. Motivação Nélia conhece bem os seus alunos e sabe que muitos deles não tinham (e não têm) acesso ao computador fora da escola. “Aprender a mexer com o computador trouxe mais motivação à vida dessas crianças”, relata. A professora da quarta série identificou que alguns alunos até mesmo já escolheram a profissão de webdesigners para o futuro, com base na experiência adquirida na escola. “Eles estão gostando muito, estão fazendo livros virtuais, as crianças podem ter um crescimento maior com a informática”, acrescenta. Para Nélia, a tecnologia abre novos caminhos tanto para os professores, quanto para as crianças. “Hoje, elas não vivem mais só naquele mundinho delas”, comenta. ABC do projeto Conheça em detalhes os equipamentos que fazem a diferença em Indaiatuba. Lousa Digital, Câmera Eletrônica e Projetor Multimídia: a Lousa Digital é uma ferramenta multimídia que oferece recursos diversos como imagens, sons, escrita e gravação dos conteúdos desenvolvidos. Complementada pela Câmera Eletrônica e pelo Projetor Multimídia, forma-se um conjunto de equipamentos capazes de proporcionar aulas muito mais interativas e dinâmicas. Classmate PCs: A tecnologia wireless (sem fio) amplia as possibilidades de uso dessa ferramenta, que pode ser usada em diversos pontos da escola. Com design compacto e resistente, os classmates PCs são mais apropriados às necessidades dos alunos, que continuam a usufruir dos recursos de um computador convencional, com mais facilidade de manuseio e sem riscos de causar danos aos equipamentos. Mesa Educacional: Ela coloca a tecnologia a serviço da aquisição da linguagem escrita. Foi desenvolvida para atender desde o início do processo de alfabetização e letramento dos alunos, até sua consolidação, partindo do reconhecimento de letras e construção de palavras até o trabalho mais complexo com textos, matemática, ciências e história do Ensino Infantil à Fundamental. Laboratório de Tecnologia Educacional instalado no CIAEI (Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba): Espaço para capacitação, estudos, aplicações e avaliações da rede municipal de ensino, o Laboratório de Tecnologia Educacional conta com 50 microcomputadores conectados à internet, três lousas digitais, mesa educacional, 50 classmate PCs, data show, câmeras eletrônicas e acesso sem fio à internet. 25 Caderno de Tecnologia Projetos Livro Virtual Colorimos Nosso Mundo com Gentileza Alunas utilizam o ThinkQuest para difundir uma mensagem de esperança Visão geral Seis meninas de dois países diferentes uniram-se com um os elementos multimídia do site foram criados de modo a atrair único objetivo em mente: criar um website que inspirasse estudantes de todas as idades, inspirando-lhes não só a mudar a as pessoas a serem gentis. Separadas por mais de seis mil forma como pensam, mas também mudar o modo como agem. quilômetros, as alunas utilizaram o Ambiente de Projetos ThinkQuest para colaborar entre si e interagir com seus pares ao redor do mundo. O resultado foi o site “Colorimos Nosso Mundo com Gentileza”, que ganhou um prêmio na Ao construir o seu site, as estudantes ThinkQuest Website Competition – competição experimentaram autenticamente os benefícios que desafia equipes de estudantes, em nível “A ThinkQuest da colaboração intercultural e mostraram que mundial, a desenvolverem sites educacionais Website Competition as crianças podem fazer a diferença em suas para o ThinkQuest Library. é uma forma comunidades. Elas também desenvolveram de divulgar e habilidades de escrita, desenho, gestão de compartilhar a projeto, e aprenderam a utilizar softwares multimídia de relativa complexidade. aprendizagem dos A equipe foi composta por quatro estudantes O trabalho árduo da equipe foi recompensado estudantes de maneira da West Blocton Elementary School, do Alabama, quando o seu site conquistou o segundo lugar na estimulante e criativa. EUA, e duas da Escola Municipal Pres. Tancredo de ThinkQuest Website Competition. Cada membro Almeida Neves, Ubatuba-SP, Brasil. O Ambiente Esses estudantes da equipe ganhou um computador portátil, de Projetos ThinkQuest possibilitou aos membros deixaram de ser apenas e a West Blocton Elementary School, escola da equipe trabalharem em conjunto, a despeito da orientadora principal, recebeu US$1000 consumidores para do fuso horário e das fronteiras. A equipe utilizou como parte do prêmio. Mais emocionante serem produtores de a protegida plataforma de aprendizagem on-line ainda foi a viagem que os membros da equipe informação.” para: ganharam para San Francisco, Califórnia, a • Discutir os tópicos, criar e compartilhar fim de participar do ThinkQuest Live, onde as conteúdo e fornecer feedback; Annette Harris meninas se reuniram face-a-face pela primeira • Dividir atribuições e tarefas; vez. Durante a semana do evento, a união delas Orientadora • Compartilhar conceitos de design para o site; ficou ainda mais forte e floresceu uma amizade West Blocton • Reunir histórias, ideias e opiniões da significativa que, certamente, vai durar por toda Elementary School, comunidade global de estudantes ThinkQuest, a vida. usando as ferramentas de votação, painel de Alabama, USA mensagens e debate. Além de pesquisar na Internet, a equipe elaborou enquetes e entrevistou pessoas, incluindo especialistas em aconselhamento, religião e cultura. As estudantes ainda A Fundação Educacional Oracle é uma organização enriqueceram sua compreensão do tema “gentileza” provocando filantrópica e independente mantida pela Oracle uma série de projetos em suas escolas e comunidades, incluindo Corporation. Como parte da sua missão, a Fundação a doação de roupas e brinquedos para um abrigo de crianças e a mantém o ThinkQuest como um serviço gratuito para as iniciativa de enviar mensagens de agradecimento para familiares comunidades escolares de ensino básico de todo o mundo. e amigos. Esse programa objetiva conectar estudantes de todo o À medida que as alunas pesquisavam e desenvolviam o planeta e engajá-los numa aprendizagem colaborativa conteúdo, o design do site surgia lentamente. A equipe decidiu baseada em projetos usando a tecnologia. usar cores brilhantes para enviar uma mensagem alegre e Para mais informações, visite www.oraclefoundation.org encorajadora ao mundo. Além disso, o conteúdo, os gráficos e Resultados Atividades 26 O incentivo à leitura e escrita é imprescindível no processo de alfabetização e o que deveria ser um procedimento comum nas escolas, Indaiatuba transformou em um de seus maiores diferenciais de ensino. O Livro Virtual, uma das ações do “Projeto Ler Faz Bem”, é um exemplo de toda a inovação que hoje é experimentada na Educação do Município. Essa experiência levou alunos e professores a entrarem em contato com os recursos tecnológicos na criação de livros virtuais por meio da página da Fundação ORACLE (Thinkquest) com o apoio da INTEL, parceiras da Secretaria Municipal de Educação. A ação pioneira da Rede Municipal de Ensino veio a proposta de ajudar os alunos a desenvolverem habilidades e competências básicas para o século XXI. No processo de escrita e confecção do livro virtual, o uso de tecnologia se une à criatividade inerente às crianças e ao apoio pedagógico do professor, resultando em uma eficiente ferramenta que incentiva o aluno a LER, ESCREVER, REFLETIR e IINTERPRETAR o mundo ao redor dele. Professores estão estudando e aprendendo cada vez mais as tecnologias educacionais disponíveis e juntamente com alunos invadem os laboratórios de informática e utilizam as lousas digitais e mesas educacionais. Desta forma , as idéias fluem ainda mais e o ambiente virtual proporciona a oportunidade de criar, à vontade, histórias e personagens inusitados, muitos com movimentos e cheios de criatividade. O trabalho em classe é um exercício em equipe. Cada classe montou um livro, o que também foi um exercício ao trabalho em equipe. Desde 2008, quando foi realizado a segunda edição do “Ler Faz Bem”, os melhores trabalhos são premiados, o que é um incentivo a mais para os estudantes se dedicarem e colocarem todo o seu potencial nas produções literárias construídas no ambiente virtual. Os alunos do Ensino Fundamental participam e a avaliação é feita por categoria que vai do 2 º ano até 4ª série, EJA ( Educação de Jovens e Adultos) e PAEE (Programa de Apoio Educação Especial). Para avaliar os livros virtuais, que inicialmente passam por uma seletiva interna nas escolas para a escolha de um único exemplar que concorrerá com as demais unidades escolares, a Secretaria Municipal de Educação constitui uma comissão especial formada por profissionais de diversas áreas. Além dos prêmios para alunos e professores, as histórias dos livros virtuais vencedores do concurso são publicadas na coletânea “Crianças Criando Histórias”, impressa em parceria com as empresas colaboradoras, e também são apresentados durante a Feira Literária que marca o fechamento anual do Projeto “Ler Faz Bem”. O melhor de tudo é que a confecção dos livros intensificou o trabalho com a leitura e a produção de textos, seguindo o firme propósito do Projeto de contagiar a todos com a idéias de que o hábito de ler é algo muito gostoso e imprescidível para desenvolver a criatividade e a competência leitora e escritora dos alunos. Tania Castanho Ferreira Supervisora em Tecnologia Educacional 27 Projetos Projetos Projeto “Ler faz Bem” O Projeto “Ler faz Bem” é um grande incentivo à leitura, que além de envolver as escolas da Rede Municipal, também leva a leitura a diversos bairros de Indaiatuba. A leitura é de suma importância no processo de formação do cidadão consciente e participativo, pois colabora para que as crianças aprendam a pensar, a questionar, a construir o seu conhecimento. O hábito da leitura deve ser uma constante na vida do educando, para que ele seja um leitor apaixonado. É imprescindível enxergar com novos olhos o universo mágico e encantador do livro Esta campanha visa a análise e o questionamento do ler como algo de vital importância no processo da produção textual, possibilitando e viabilizando a esse cidadão o acesso à leitura, uma vez que a mesma não tem idade. Ler faz bem... Quem lê sabe mais, pensa melhor, compara ideias, preparase melhor, tem o que falar, tem o que responder, melhora o vocabulário, absorve experiência... As ações do projeto são: • • • • • • Capacitação de Professores Contadores de Histórias Gincana Educativa Produção de Livro Virtual Produção de Livro Artesanal Feira literária Produzir um Livro Virtual permite aos alunos o contato com a literatura através de recursos tecnológicos. Criar a história e passá-la para o computador permite que se faça uma análise crítica do que foi escrito, possibilitando adequações para a melhor compreensão do leitor. Tatiana Cristina de Godoy Leopoldino é professora da EMEB “Prof. Vicenti Bernardinetti” e responsável pelo livro virtual “O 28 Gambazinho e o Urubu”, vencedor entre os segundos anos em 2008. Ana Julia Bernardinetti Pioli foi sua aluna e participou ativamente na elaboração desse trabalho. Elas contam que tudo começou com a leitura do livro “Tudo bem ser diferente” de Todd Parr. Resolveram tratar o tema através de uma fábula envolvendo dois animais que, devido ao mau cheiro, não são bem recebidos entre os demais. O trabalho permitiu que todos os alunos participassem, inclusive aqueles com dificuldades até de inclusão, sendo que nos dias em que o livro seria trabalhado os alunos não faltavam. Permitiu também estabelecer relação entre as mais diferentes áreas do conhecimento, uma vez que os personagens apareciam para as crianças em problemas de matemática, meio ambiente... Esse trabalho também possibilitou um aperfeiçoamento da professora na utilização de recursos de informática. O tema ainda ajudou no trabalho com a moralidade em sala de aula, levando-os a respeitar as diferenças inclusive com relação a uma aluna com Síndrome de Down que pertencia a turma. Tanto a professora Tatiana quanto a Ana Julia esperam ansiosas pela edição impressa. A premiação foi um incentivo, através do qual a professora ganhou um notebook e os alunos um CD de atividades cada um. A Feira Literária é um momento no qual toda a sociedade tem contato com o trabalho e as produções realizadas pelos alunos ao longo, não só do projeto “Ler faz Bem”, mas também de outros projetos da educação municipal, como o Memória Local. O projeto Memória Local na Escola, uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação de Indaiatuba, Toyota, Museu da Pessoa e o Instituto Avisa Lá, é uma ação de formação de professores e alunos para o registro da memória da comunidade local. Através da pesquisas e registro de histórias de vida, essa prática possibilita a reflexão sobre o conceito de história e seu protagonismo. O material produzido é exposto para a comunidade, além de ser postado no portal Museu da Pessoa: www.museudapessoa.net. Em 2008 os alunos produziram totens com as histórias de vida registradas. Para 2010 muitas novidades estão por vir... : o ã ç a t n e i b m A ! o r u t u f o m o c Crescendo Conscientizar as pessoas sobre o meio ambiente através das crianças. É esse o objetivo do projeto Ambientação, que acontece há dois anos através de uma parceria entre a Prefeitura de Indaiatuba através da Secretaria de Educação, Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente e a Toyota, além do apoio do Pão de Açúcar, Corpus, Maxplank, Nutriplus e Guaianazes. Nesse projeto, as crianças da Rede Municipal de Educação tinham como tarefa, identificar ações que geram prejuízos ao meio ambiente em sua comunidade e apresentar propostas para possíveis soluções. Quinhentos e sessenta e um grupos participaram do Ambientação em 2009, cada um representando uma sala das quarenta e seis escolas envolvidas. Os melhores trabalhos foram premiados, assim como os professores de cada projeto. Em 2009, o objetivo principal do projeto foi o Racionamento de energia e da água, através do uso consciente, além do desafio para a despoluição de resíduos e a destinação mais racional dos resíduos inevitáveis, o lixo verde, orgânico inerte, elétrico e reciclável. No final de maio, as equipes apresentaram os trabalhos a uma comissão julgadora, e os vencedores de cada nível/série foram classificados para a final. A grande final aconteceu no dia 6 de junho em uma grande festa no Parque Ecológico, que contou com atividades esportivas, gincanas, oficinas, exposições, exames de diabetes, pressão arterial e muita alegria. 29 Projetos Projetos Os Projetos Municipais e o Reconhecimento da Sociedade O resultado dos projetos desenvolvidos nas Unidades Escolares é tamanho que diversas vezes são convidados a abrilhantar eventos no município e região. Somente em 2009 foram várias apresentações, desde a Feira da Bondade promovida pela APAE até o 4° Fórum de Educação da Região Metropolitana de Campinas, realizada em Santa Bárbara d’Oeste. É a sociedade conhecendo e reconhecendo o trabalho desenvolvido em nossas escolas. Programa de Resistência às Drogas e à Violência - PROERD O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência – PROERD é uma iniciativa da Polícia Militar, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, que visa a prevenção junto às crianças do Ensino Fundamental. O PROERD é baseado em um Programa Americano chamado D.A.R.E (Drug Abuse Resistance Education). Os principais objetivos do programa são noções de cidadania, prevenir ou reduzir o uso de drogas e a violência entre crianças e adolescentes, tendo como estratégias o desenvolvimento da competência social, habilidades de comunicação, autoestima, empatia, tomada de decisões, resolução de conflitos, objetivo de vida e independência, e alternativas ao uso de drogas e outros comportamentos destrutivos. Os alunos envolvidos no projeto recebem certificados de participação. 30 31 Projetos Projetos Projeto “Na Pontinha dos Pés” Programa Jovens Empreendedores Por meio de uma parceria com a Prefeitura de Indaiatuba, através da Secretaria de Desenvolvimento e da Secretaria de Educação, o Sebrae desenvolve o Programa Jovens Empreendedores – Primeiros Passos. Esse programa tem por objetivo a disseminação da cultura empreendedora entre os jovens, a fim de despertar nos alunos a iniciativa na busca de possibilidades de inserção no mercado de trabalho por meio da criação de seus próprios negócios. O curso é realizado através da capacitação do corpo docente do Ensino Fundamental que, posteriormente, aplica a metodologia aos alunos utilizando apostilas, jogos, dinâmicas, exercícios e pesquisas. Nas propostas dos planos de negócios busca-se atender às necessidades dos alunos, respeitando a faixa etária e envolvendo a comunidade local. As atividades propostas nesse programa permitem o trabalho com as mais diversas áreas do conhecimento, promovendo situações interdisciplinares onde a matemática, língua portuguesa, geografia, e demais disciplinas estão diretamente ligadas a realidade de vida dos alunos. O programa compreende cursos específicos para cada série do Ensino Fundamental: Primeira Série: O doce mundo das balas Segunda Série: Mundo do Faz de Conta Terceira Série: Praticando a Natureza: empreendedorismo e seus frutos Quarta Série: Locadora de Gibis “Na EMEB “Profª. Janette Vieira Vaqueiro” desenvolvemos o trabalho este ano todo. Eu percebo um sonho sendo realizado tanto dos pais, quanto delas, além da parte técnica que é o melhoramento na parte auditiva da criança. Trabalho muito a concentração, a postura, a delicadeza, a atenção e a disciplina. Com algum tempo já é possível perceber essa diferença. É um trabalho bem visível, e ver as crianças te agradecendo com um simples sorriso é uma verdadeira demonstração de carinho, e isso não tem dinheiro que pague”, relata Priscilla. 32 33 Projetos Projetos Líder Estudantil Ingrid Tainá de Lima, 13 anos, participa do projeto desde os 9 e hoje, ajuda com as crianças menores, ensinando e acompanhando-as. Ela relata: O Jader me escolheu na sala e eu achei que o projeto seria bom pra mim, que isso ia poder melhorar a minha vida porque eu não ficaria na rua. De quais atividades circenses você participa hoje? Estou começando com tecido, mas trabalho com quase todas: trapézio, cama elástica... De que forma o projeto mudou sua vida? Se eu não participasse do projeto ficaria na rua. No projeto eu estou em um lugar seguro... Eu fico sozinha em casa porque minha avó trabalha; melhor ficar na escola do que na rua. O Projeto, realizado em parceria com o Rotaract, reconhece entre os alunos aqueles que mais se destacam e apresentam características de liderança junto ao grupo. Segundo Fernanda Raquel Freire, presidente do Rotaract Indaiatuba, “O perfil de liderança é algo que deve ser identificado e desenvolvido desde muito cedo. Um líder deve conhecer a força e a importância que tem em seu grupo e, com isso, toda a responsabilidade que isso acarreta. Valorizar um líder é levá-lo a refletir sobre suas ações e consequências, possibilitando que ele as utilize para o bem!” Os líderes são escolhidos pelos próprios colegas de classe e, posteriormente, participam de uma palestra promovida pelo Rotaract. Dessa palestra, eles levam a responsabilidade de transmitir os conhecimentos adquiridos aos demais colegas. Ao final do projeto, os Líderes Estudantis recebem a certificação pela participação e dedicação ao trabalho realizado. Projeto Vidart: Atividades Circenses na Escola O Projeto Vidart “Atividades Circenses na Escola” é desenvolvido desde 2004 exclusivamente para a Secretaria Municipal de Educação de Indaiatuba , atendendo às exigências dos PCNs dentro da Educação Física Escolar como atividade extracurricular. Dá-se a vivência, a prática e o treinamento às crianças a partir do 1º ano do Ensino Fundamental em período contrário ao de aula e no intervalos com o “Recreacirco Vidart”, onde são atendidos diariamente em horários pré-determinados . Atualmente, em cada dia da semana, as aulas no Projeto Vidart são propostas com objetivos diferentes, trabalhando diferentes habilidades, com ludicidade, prazer e disciplina. As atividades têm como objetivo melhorar o desempenho dos alunos na aprendizagem dos conteúdos do currículo escolar, além de desenvolver habilidades voltadas para as atividades circenses. São realizadas aulas de malabares, diabolôs, chapéu chinês, perna de pau, acrobacias de solo, acrobacias coletivas, monociclo, trapézio fixo, tecido acrobático, dança, etc... Para cada uma destas modalidades há uma metodologia e uma sequência específica de evoluções. Ao final de cada ano letivo o aluno conclui um ciclo de aprendizagem, onde é demonstrado através de um espetáculo, transformando alunos em verdadeiros artistas. O encerramento de 2009 foi marcado pelo espetáculo África Mágica. 34 Karina Santos Ferreira Barros, 13 anos, está no projeto há 2 anos e conta que fazia ginástica olímpica, mas ao chegar em Indaiatuba, não encontrou a modalidade para sua idade. A convite de uma prima, que participa do projeto há 6 anos, foi conhecê-lo e não saiu mais... Em quais aparelhos você treina? Eu treino na lira, trapézio, acrobacia de solo... sou 1001 utilidades! O que o projeto mudou em você? Hoje eu tenho mais responsabilidade, educação... o Jader é meu super-herói! Vários meninos participam do projeto, como o Lucas Henrique Pereira Andrade: Eu comecei no projeto com 7 anos e hoje, com 14, me apresento com malabares, cama elástica, monociclo... Quase tudo! Hoje, há tanto tempo no Projeto Vidart, de que forma você participa? No projeto eu ajudo com as crianças menores das 13 às 15 horas. Das 16 às 17 horas é o nosso treino. De que forma o projeto Vidart contribuiu na sua vida? Se eu não estivesse no projeto eu seria como esses “moleques de rua”, ia ficar jogado... O projeto mudou muito a minha vida, é muito bom para o meu futuro. Depoimentos como estes mostram que a Secretaria Municipal de Educação, através de seus projetos e profissionais, forma seres humanos preparando-os para a vida e, quando possível, melhorando suas realidades. 35 Premiação Prédios Escolares Prêmio Professor em Foco Prédios Escolares: Ambientes para todos O Prêmio Professor em Foco 2009 é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação de Indaiatuba em parceria com a AMPLA Educação e o Grupo Educacional Uninter, que visa identificar, valorizar e divulgar experiências educativas de qualidade, planejadas e executadas por professores em escolas de ensino regular municipal de Indaiatuba. Foram selecionados trabalhos cujos objetivos e ações desenvolvidas levaram a boas situações de aprendizagem. Foram ainda consideradas a pertinência do conteúdo em relação ao currículo escolar, às necessidades de aprendizagem dos alunos e às propostas apresentadas pelos cursos oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação. A cerimônia de entrega do prêmio foi realizada na noite do dia 6 de outubro na Sala Acrísio de Camargo, no Ciaei - Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba, e contou com o apoio da Copeflor Floricultura e Decoração e Brascin Tecnologia. A professora Valéria Sotto Alves, da EMEB “Prof°. Nízio Vieira” (Unidade Infantil), foi a grande vencedora do prêmio e recebeu uma bolsa de estudos de pós-graduação. A formadora da primeira colocada, Rosangela Favotto, também recebeu uma bolsa de estudos. O segundo lugar foi para outra professora da EMEB “Prof°. Nízio Vieira”, Valéria Cristina Milan, que ganhou um notebook. A terceira colocada foi Andréia Aparecido M. Nico, professora da EMEB “Osvaldo Tuon”, que recebeu como prêmio uma máquina fotográfica digital. As professoras que ficaram em quarto, quinto e sexto lugares, Elizabeth Evangelista Lesse, Ângela Cristina Baccaro Romani e Maely Pereira da Silva, respectivamente, foram homenageadas com menção honrosa. O anúncio dos vencedores foi feito com a Sala Acrísio de Camargo lotada e o público pôde prestigiar uma festa muito bonita que mostrou um pouco dos projetos desenvolvidos pela Rede Municipal de Educação. 36 A Secretaria de Educação de Indaiatuba entende que o ambiente escolar é um fator muito importante no processo de aprendizagem. Dessa maneira, os prédios que abrigam as escolas municipais são considerados instrumentos pedagógicos, pois devem possibilitar, além de uma estadia agradável e segura aos alunos, um trabalho de qualidade executado pelos profissionais da Educação. A acessibilidade é uma realidade. Prédios equipados com rampas de acesso, elevadores, banheiros exclusivos e ampla área de circulação, pemitem que alunos com dificuldade de locomoção, cadeirantes e idosos possam circular pelos espaços de nossas Unidades Escolares. Circulação de ar, segurança, qualidade, tudo isso é projetado através de um trabalho que envolve engenheiros da Prefeitura de Indaiatuba e da construtora, que dispõem de equipamentos adequados e coordenados por pessoal qualificado. Além disso, câmeras de monitoramento funcionam 24 horas por dia, proporcionando maior segurança aos nossos alunos e profissionais. Os prédios de nossas Unidades Escolares são um exemplo do compromisso municipal com o ambiente de nossos alunos, afinal, é nele que passam boa parte do dia! 37 Making off MAKING OF: Por trás da escola existe uma grande equipe Como em toda instituição, seja ela pública ou privada, os bastidores escondem um grupo responsável pelo suporte técnico, e no caso da Educação, pedagógico também. A Secretaria Municipal de Educação de Indaiatuba conta com um Grupo de Apoio Pedagógico composto por Pedagogos, Psicopedagogos, Psicólogos, Fonoaudiólogos entre outros tantos profissionais responsáveis por cada detalhe da educação de nosso município. Para que o professor obtenha êxito em sua função, faz-se necessário que toda essa equipe esteja envolvida desde a compra de uma caixa de giz, até a escolha dos livros mais indicados àquela determinada idade. Além disso, ensinar é muito mais do que orientar, pegar na mão, é uma tarefa de muita responsabilidade e que requer dedicação. Para isso, a Orientação Pedagógica trabalha com afinco, buscando maior qualidade na relação entre professor e aluno e, consequentemente, nos frutos que dela são colhidos. Com relação ao trabalho pedagógico, a Orientação Pedagógica desenvolve atividades ligadas à orientação das unidades escolares, ou seja, acompanha o trabalho de Professores, Professores Coordenadores e Professores Gestores. Como parte integrante do GAP – Grupo de Apoio Pedagógico, acompanha alunos encaminhados à APAE, ao DEREFIM – Departamento de Reabilitação Física e Mental, ao PAEE, bem como alunos com defasagem de conteúdos. Colabora no planejamento das ações da Secretaria, em especial aquelas voltadas à ação pedagógica, sendo responsável pela elaboração e acompanhamento das avaliações AMDA – Avaliação Municipal de Desenvolvimento do Aluno - realizadas na Educação Infantil, e por acompanhar as avaliações elaboradas pelo setor de Avaliação para o Ensino Fundamental. Participa constantemente de cursos, fóruns, seminários e palestras externos à Secretaria, com o intuito de embasar a organização dos cursos que oferece aos professores da Rede Municipal. 38