FEVEREIRO/2010
ANO 2
Tecnologia na Educação:
Uma Educação Diferenciada
Caderno de Tecnologia:
Intel e Oracle apresentam seus projetos para área educacional.
Educação Inclusiva:
Uma Realidade na Rede Municipal de Ensino.
Formação Profissional:
Um Compromisso da Secretaria.
Projeto Vidart:
Educação além da sala de aula.
FEVEREIRO/2010
ANO 2
Tecnologia na Educação:
Uma Educação Diferenciada
Caderno de Tecnologia:
Intel e Oracle apresentam seus projetos para área educacional.
Educação Inclusiva:
Uma Realidade na Rede Municipal de Ensino.
Formação Profissional:
Um Compromisso da Secretaria.
Projeto Vidart:
Educação além da sala de aula.
Foto da capa: Fernando Siqueira – Primelight
Editorial
Índice
Editorial
Palavra do Prefeito
Palavra da Secretária
História da Educação
Alimentação Escolar
Avaliação
Bosque do Saber
CIAEI
Creches
Crescendo com a Educação
Educação Inclusiva
EJA
Escolas de Período Integral
Faculdades
Caderno de Tecnologia
Projetos
Premiação - Professor em Foco
Prédios Escolares
Making off
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A revista Tecnologia na Educação: Uma Educação
Diferenciada visa apresentar à sociedade a evolução alcançada
nesse setor público de nosso município.
Com um IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica) superior ao índice nacional, nossa cidade atende a,
aproximadamente, 18 mil alunos em 46 Unidades Escolares e
30 Creches em funcionamento até 2010.
Para isso, conta com laboratórios de informática equipados
com lousas digitais, computadores e periféricos capazes de
atender às mais diferentes necessidades de nossos alunos, além
de desenvolver projetos educacionais na busca pela formação
global de todos, sejam eles profissionais ou alunos.
É incrível lembrar-nos que há pouco tínhamos o giz como
nosso principal instrumento de trabalho. Ele, aliado aos famosos
quadros negros, foram parte da educação em branco e preto.
Um mundo mais moderno e colorido trouxe cores, imagens e
sons também para as salas de aula.
Esta edição é dedicada a todos educadores que, assim como
algumas impressoras, também tornaram-se “multifuncionais”
na busca pela qualidade no ensino.
Boa leitura!
Nossos Números:
População: 175.508 habitantes (fonte: Censo 2007)
Mais de 6.200 alunos matriculados na Educação Infantil
Mais de 12.000 alunos matriculados no Ensino Fundamental
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Palavra do Prefeito
Palavra da Secretária
Palavra do Prefeito
Palavra da Secretária
Temas Educacionais - Dez/2009
Neste meu terceiro mandato lançamos o slogan Sua vida
melhor ainda, pois acreditamos que melhoramos, mas temos
ainda muito que melhorar. A cidade é dinâmica com forte
desenvolvimento industrial, comercial, imobiliário. E todo esse
desenvolvimento passa pela Educação, pois nascem em nossa
cidade 280 novas crianças todos os meses, que vão precisar ser
atendidas pela Rede Municipal de Ensino.
Mesmo com esse crescimento não podemos abrir mão da
qualidade de ensino da nossa rede. Temos que melhorar? É
claro que sim! Não podemos ficar fora dessa dinâmica e com os
avanços tecnológicos, com novos equipamentos que auxiliam na
educação, com os nossos professores cada vez mais preparados,
com o empenho de todos os envolvidos, quer funcionários,
professores, coordenadores, orientadores e diretores. Posso
assegurar a todos que a nossa Educação está cada vez mehor.
Foto: Fernando Siqueira – Primelight
Reinaldo Nogueira Lopes Cruz - 42, bacharel em Direito,
vereador de 1993 a 1996, prefeito de Indaiatuba de 1997 a
2004 e 2009 a 2012 e deputado federal de 2007 a 2008.
Para nós é motivo de muito orgulho fazer parte de um
processo tecnológico evolutivo, podemos classificar como
uma verdadeira superação. Primeiramente pelos parceiros que
investiram seus conhecimentos. Aprimorando métodos aliados à
tecnologia de ponta, hoje temos uma Rede Municipal de Ensino
referência não só para o Estado de São Paulo, como para o nosso
País.
Não é fácil investir no novo, deixando para trás anos e
anos de práticas que ao longo do tempo se superaram. Hoje o
sistema educacional municipal se reveste da mais alta qualidade,
oferecendo ensino a mais de 18.000 crianças, com profissionais
que recebem orientações, cursos de especialização, requalificação
e treinamento constantes e o incentivo para esses profissionais
completarem a universidade para adquirirem uma formação
mais sólida.
Sempre acreditei que a Educação é um instrumento
transformador, responsável pela formação das pessoas e um
grande portal de oportunidades. Essas referências aliadas à
extrema qualidade dão à Educação de Indaiatuba credibilidade e
posição de destaque no cenário da Educação.
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A reflexão e as discussões em torno de
temas educacionais são cíclicas no Brasil
e costumam ser pontuais nos períodos
eleitorais, diluindo-se no momento
seguinte.
Indaiatuba porém, foge à regra. A
Secretaria Municipal de Educação conta
com uma equipe de profissionais bem
preparados, atuando a longo das últimas
cinco gestões administrativas.
Acreditamos que todo crescimento é
resultado de um conjunto de situações
favoráveis que, no município de Indaiatuba,
foram proporcionados por investimentos
que os sucessivos governos empregaram no
desenvolvimento e melhoria da qualidade
do ensino oferecido.
As avaliações na rede municipal realizadas pelo MEC desde
2007 mostram que os resultados vêm superando a média nacional
estipulada para o país, que era de 4.2 para as séries iniciais. A rede
municipal de Indaiatuba alcançou o índice de 5.6 para 2009 e a
meta estabelecida é de 5.9 para 2010.
Mas fixar qualidade na educação não é ato de bravata ou
vontade. Para viabilizar uma expansão no patamar que nos
encontramos hoje, foi necessário remover inúmeros obstáculos,
abrir atalhos, compartilhar ideias, potencializar condições,
aproveitar oportunidades e sobretudo ter a certeza de que não se
faz a educação para esse ou aquele governo. O comprometimento
cada vez maior de uma grande equipe de oficiais, secretários,
inspetores, monitores, professores, gestores, supervisores e
assessores que souberam aproveitar os ventos favoráveis,
vem fazendo uma diferença surpreendente. As parcerias com
institutos e fundações importantes, como a Oracle, a Intel,
a Fundação Bradesco, a PUC Chile, o Instituto Stanford - SRI,
além do vínculo pessoal, o trabalho árduo, sério, de longo prazo,
que extrapola conveniências políticas e interesses partidários,
estabelecem vínculos, transferências de ideias e ampliam o nível
do ensino que define a cidadania.
Sempre tivemos a certeza de que com capacidade,
determinação e uma cultura de responsabilidade, os valores
podem ser transferidos de dentro de um grupo de profissionais,
se propagando aos pais e às diferentes gerações pelas quais
temos lutado, nestes últimos 30 anos.
Aqui, na Secretaria de Educação, a conquista de um, é fruto
do esforço de todos.
A adequação vocacional, a competência profissional, a
responsabilidade, a disposição em construir relações com os
pares baseadas na confiança e na idoneidade, bem como a
articulação entre os próprios interesses e os da administração
pública são creditados na avaliação de mérito e configurados no
Plano de Carreira do Magistério Municipal. Nesse sentido há o
reconhecimento do talento que os distingue, e as oportunidades
de melhorias de cargos e salários são ativos a serem conquistados
a cada ano pelos profissionais, contemplando a visão que valoriza
fatos, experiências e ações. São sustentados por pilares sólidos
proclamados por elementos regulatórios, leis, decretos, pareceres,
resoluções, que vêm transpassando governos, configurando-se
em política de Estado.
Jane Shirley Escodro Ferretti - 57 anos. Mestre em educação e doutora
em política pública pela Universidade Estadual de Campinas, graduada em
pedagogia com habilitação em administração e supervisão escolar e em letras,
com habilitação em português e inglês. Secretária Municipal de Educação
Indaiatuba na quinta gestão. Coordenadora da Câmara Temática da Educação,
na RMC, por 03 gestões.
Educação de Indaiatuba
tem nova secretária
Assumi a Secretaria Municipal de
Educação no dia 08 de Janeiro de 2010 com
a certeza de que há muito tempo a Educação
é tratada como assunto prioritário neste
Município, principalmente no que tange à
qualidade de ensino garantida a todos os
alunos matriculados na Rede Municipal.
Para tanto, a Secretaria Municipal
de Educação conta com uma equipe de
profissionais bem preparados, atualizados
e com vasta experiência na área, que
acreditam ser necessário planejamento,
ação, investimento e aprimoramento
constante para se obter bons resultados na
área educacional, tendo sempre como foco
o desenvolvimento do aluno.
Acreditamos que todo crescimento é resultado de um
conjunto de situações favoráveis que, no município de
Indaiatuba, foram proporcionadas por meio de investimentos
que os sucessivos governos empregaram no desenvolvimento e
melhoria da qualidade do ensino oferecido aos municípios.
E o trabalho está só começando.
Temos alguns desafios importantes pela frente como,
por exemplo, a municipalização do Ensino Fundamental e a
universalização do atendimento nas creches municipais que,
graças a maciços investimentos e vontade política, estão prestes
a se tornarem realidade no município.
Muito já foi feito, mas ainda há muito a fazer pela Educação
no Município.
E é com uma vontade imensa de crescer e oferecer ainda mais
àqueles que nos confiam a educação de seus filhos que iniciamos
este novo ciclo, caminhando com a confiança e segurança que
as experiências do passado nos proporcionam, mas os braços
abertos para o futuro.
Rita de Cássia Trasferetti - 46 anos. Graduada em Pedagogia com
habilitação em Administração. É funcionária da Rede Estadual de Educação
desde 1982, ocupou o cargo de dirigente Regional de Ensino de Capivari de
2008 a 2009. Assumiu a Secretatia Municipal de Educação em Janeiro de 2010.
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História da Educação
Educação Municipal:
Um Pouco Desta História
Na década de 70, as primeiras classes municipais de préprimário em Indaiatuba funcionavam em locais cedidos, com
espaços físicos pouco adequados e com falta de materiais
didáticos.
Aos poucos o Ensino Municipal começou a tomar rumos
mais organizativos com a criação da Coordenadoria do Ensino
Municipal. No ano de 1978, criou-se o Departamento de
Educação, Cultura, Esportes e Turismo. Em 1985, criou-se a
Secretaria Municipal de Educação.
Inicialmente a educação municipal resumia-se apenas à área
da Educação Infantil. Seu crescimento e expansão refletem hoje
as ações das Emebs “Profª. Vera Tosca Magnusson Belluomini”,
“Dr. Jácomo Nazário”, “Prof. Galdino Augusto Lopes Chagas”,
“Profª. Joanna Gurgel”, “Dona Rosinha Candello”, “Profª. Luciana
Cândido Carneiro”, anexa à “SAB 12 de Junho”, “Archimedes
Prandini”, “Profª. Elvira Maria Maffei”, “Profª. Francisca Lucinda
Bueno”, Emeb de Itaici, “Profª. Janette Vieira Vaqueiro”, “José
Pavani”, “Prof. João Emílio Angelieri”, “Profª. Lúcia Steffen”,
“Profª. Maria Conceição Giacomini Bega”, “Profª. Maria João
de Campos”, Complexo Educacional “Prof. Nízio Vieira”, “Prof.
Oswaldo Antonio Tuon”, Parque das Nações, “Profª. Sinésia
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Alimentação Escolar
Martini”, “Profª. Suely Terezinha Amstalden”, “Profª. Walda
Maria Stocco Prandini”, além das Creches “Profª. Alice de
Mattos Wolf”, “Profª. Esmeralda Martini Paula”, “José Balduíno
de Campos”, “Profª. Lourdes Falleiros Pedro”, “Prof. Morivaldo
Antônio de Morais”, “Pingo de Gente”, “Amiguinhos de Jesus”,
“Profª. Maria das Dores Tasca Mendes”, Casa da Criança Jesus
de Nazaré, Complexo Educacional “Prof. Nízio Vieira” - Anai Igreja do Nazareno, “Prof. Lauro Fonseca de Souza”- Anai - Igreja
do Nazareno, Mãe Rainha, “Prof. Jorge Alves Brown”, Pedacinho
do Céu - Casa da Providência, “Profª. Francisca do Amaral” Coeso, “Martha Steiner Fruet”, “Profª. Maria Estella Amstalden”
– Assevin, “Beato José de Anchieta” – Aneas.
Com o processo de municipalização do Ensino Fundamental,
em 1997, a Prefeitura Municipal de Indaiatuba cria uma rede
projetada. Desenvolve um trabalho com ações diferenciadas
buscando a formação do cidadão solidário, ético, inteligente e
responsável nas escolas “Prof. Antônio Luiz Balaminutti, “Prof.
Aparecido Batista dos Santos”, “Profª. Elizabeth de Lourdes
Cardeal Sigrist”, “Prof. Leonel José Vitorino Ribeiro”, “Prof. Luiz
Carlos Batista de Moura”, “Profª. Maria Albertina Bannwart
Berdu”, “Profª. Maria Benedicta Guimarães”, “Profª. Maria
Ignêz Pinezzi”, “Profª. Maria José de Campos”, “Profª. Maria
Nazareth Pimentel”, “Padre Joaquim Aparecido Rocha” PAEE
- Programa de Apoio à Educação Especial, “Profª. Patrocínia
Robles Provenza”, “Profª. Renata Guimarães Brandão Anadão”,
“Prof. Osório Germano e Silva Filho”, “Prof. Sérgio Mário de
Almeida”, “Vicente Bernardinetti”, “Prof. Wellington Lombardi
Soares”, “Prof. Wladimir Olivier”, “Profª. Yolanda Steffen”, “Miyoji
Takahara”, anexa à E.E. “Doardo Borsari, “Dom Ildefonso Stehle”,
“Miyoji Takahara” e Escola Ambiental Bosque do Saber.
Os projetos sempre se pautaram em grandes temáticas como
meio ambiente, leitura e artes. Nesse cenário, a Filosofia, a Arte
e o Movimento estão presentes como disciplinas do currículo, o
que faz da estrutura municipal de ensino, um espaço constante
de reflexões.
A continuidade da proposta pedagógica e seus constantes
avanços em função de uma educação de excelência,
possibilitaram o envolvimento do corpo discente e docente em
inúmeros espetáculos da vida.
A biblioteca escolar, que atualmente possui cerca de 7.000
livros, é um espaço de relações pessoais, onde num clima de
harmonia, os alunos se entregam ao prazer de viajar entre
inúmeros livros. Acredita-se que a leitura deve ser constante na
vida das pessoas e, por isso, procura-se criar no ambiente escolar
um ambiente propício a ela. A criança adquire a cultura escrita,
abrindo novos caminhos e vencendo desafios. Semanalmente,
todos os alunos vão à biblioteca escolar, onde escolhem um
livro de seu interesse, levando-o para casa. Também têm sido
realizadas diferentes atividades como dramatização de leituras,
palestras com autores do município, teatros baseados em
literatura infantil, confecção de livros pelos alunos, sempre
visando desenvolver o prazer pela leitura e a habilidade de
escrever.
A Secretaria da Educação incentiva e desenvolve convênios
e parcerias com dezenas de empresas do município e região,
com fundações e institutos que entregam desde uniformes e
equipamentos, como também apóiam programas voltados à
saúde, cultura, meio ambiente, tecnologia educacional, entre
outros.
DAE - Departamento de Alimentação Escolar
Muito mais que alimentar: Educar!
Indaiatuba foi a primeira cidade da América Latina a
implantar a gestão terceirizada da merenda escolar em 03 de
novembro de 1.999.
Essa necessidade surgiu com a ampliação no atendimento
pela Educação Municipal, aliada à preocupação com a garantia
da qualidade das merendas servidas em todas as escolas do
município.
Atualmente o DAE - Departamento
de Alimentação Escolar - é responsável
pelo controle da merenda transportada
em 19 unidades do Ensino Fundamental,
25 unidades do Ensino Infantil, 03
EJAs (Ensino de Jovens e Adultos), 01
PAASI - Polo de Assistência e Apoio
Socioeducativo Infantil, 02 Escolas
Integrais, 23 Escolas Estaduais (Ensino
Fundamental e Médio) e 13 creches.
Atendemos em média 18.000 alunos da
Rede Municipal, 12.612 alunos da Rede
Estadual, servindo em média 35.000
merendas/dia nos 4 períodos: manhã,
tarde, intermediário e noite, durante 200
dias letivos/ano para todas as Unidades
Escolares.
A DINUTRI - Divisão de Nutrição - é
responsável pela aprovação dos cardápios,
inclusive de alguns diferenciados para atender os alunos com
alguma patologia (diabetes, alergia à lactose, dislipidemia, etc.).
Os cardápios são “in natura” e visam suprir no mínimo 20% das
necessidades diárias dos beneficiários do Programa Nacional de
Alimentação Escolar – PNAE. Para as crianças que permanecem
na creche por um período de até 10 horas, são oferecidas de 4 a
5 refeições, suprindo 85% das necessidades diárias.
A nutricionista chefe da Divisão de Nutrição com a Diretora
do Departamento, acompanham através de relatórios o serviço
das Supervisoras de Alimentação Escolar, que fazem diariamente
visitas às Unidades Escolares, onde são verificadas: incubação,
temperatura, transporte adequado, armazenamento, prazo
de validade, qualidade dos gêneros alimentícios e a correta
manipulação dos mesmos, o cumprimento
e a aceitação dos cardápios, a higiene da
cozinha, dos utensílios e do refeitório, o asseio
e o uso do uniforme por parte das serventes
e cozinheiras e a orientação na solicitação da
quantidade do número de merendas, evitando
assim o desperdício. Também são responsáveis
A nossa meta em
relação a Educação
Nutricional é
promover a saúde
e a qualidade de
vida das crianças,
dos jovens e
dos adultos que
atendemos.
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Alimentação Escolar
pela ratificação do número de merendas solicitadas pelos
gestores e todo o seu controle para pagamento em Notas Fiscais.
O CAE – Conselho de Alimentação Escolar – é um órgão
deliberativo, fiscalizador e de assessoramento na utilização
dos recursos destinados à Alimentação Escolar. É formado
por membros da comunidade, professores, pais de alunos e
representantes dos poderes Executivo e Legislativo.
A nossa meta em relação à Educação Nutricional é promover
a saúde e a qualidade de vida das crianças, dos jovens e dos
adultos que atendemos.
Até os seis meses, os bebês mamam no colo, pois isso propicia
o contato corporal, a troca de olhares e expressões, é a fase da
formação do vínculo.
A partir daí, desde que apresentem condições motoras, são
incentivados, sob a supervisão da monitora, a segurar a mamadeira
sozinhos, o que possibilita às crianças experimentações em
relação ao peso, quanto deve inclinar para que o leite chegue à
boca, entre outros.
A partir dos dois anos a criança já é capaz de alimentar-se
sozinha (desde que tenha tido a oportunidade de experimentar
anteriormente) e determinar seu próprio ritmo e a quantidade de
alimentos que ingere, sempre sob a supervisão de um responsável.
Existe uma cozinha específica para o lactário, a qual atende
todos os procedimentos e normas de higienização estabelecidos
pela legislação vigente, como pré-preparo, preparo, higienização
e esterilização das mamadeiras, bicos e tampas.
A refeição também é um
ato pedagógico
A hora da alimentação é um momento rico em aprendizagem,
“onde se come, se aprende”, pois a livre escolha, a iniciativa e
a responsabilidade, são estimuladas quando a criança se serve
dos alimentos cuja quantidade e qualidade são livremente
determinadas por elas.
Na medida em que oferecemos aos alunos pratos, talheres,
mesa, cadeira e um local limpo e arejado, estamos oferecendo
condições necessárias para a formação de hábitos e atitudes,
bem como para seu desenvolvimento global.
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Avaliação
A Educação Nutricional
é parte fundamental na
vivência escolar
O Nutrikids é um projeto realizado em parceria com o setor
privado. Nele são oferecidas atividades de recreação onde os
alunos aprendem sobre a importância da boa alimentação, aliada
à prática de atividades físicas.
AMDA - Avaliação
Municipal do
Desempenho do Aluno
O que é a AMDA
A AMDA (Avaliação Municipal do Desempenho do Aluno)
é um instrumento de avaliação que a Secretaria Municipal de
Educação utiliza para avaliar o desempenho dos alunos da Rede
Municipal, com o intuito de fornecer um diagnóstico dos alunos
e nortear as práticas pedagógicas no âmbito das Unidades
Escolares Municipais bem como na Secretaria de Educação.
A AMDA é mais uma iniciativa da Secretaria Municipal para
melhoria da qualidade do ensino que já atingiu um IDEB (Índice
de Desenvolvimento da Educação Básica) de 5,6, acima da média
nacional conforme o gráfico abaixo:
As avaliações são elaboradas por uma equipe formada
especialmente para esse fim. É ela também que corrige cada uma
das avaliações realizadas em todo o município. Os alunos que
necessitam de provas diferenciadas, por apresentar algum tipo
de deficiência ou comprometimento cognitivo, recebem provas
especialmente elaboradas para eles, avaliando-os diante de sua
capacidade de desenvolvimento.
Além de fornecer dados para o planejamento de ações de
qualidade para nossos alunos, os resultados da AMDA são um dos
requisitos para que os professores da rede municipal recebam o
GPAP- Gratificação de Produção e Aperfeiçoamento Profissional.
Obtendo avaliações positivas quanto a assiduidade,
desempenho pessoal e de seus alunos, os professores podem
receber até 100% de seus rendimentos base como prêmio.
Segundo Fabiana Xavier Pereira Fernandes, professora
municipal, o GPAP é um incentivo ao professor compromissado
com seu trabalho e de seus alunos. “Nem sempre é fácil alcançálo, uma vez que estamos sujeitos aos problemas e surpresas do
dia-a-dia, mas leva o profissional a pensar duas vezes antes de
faltar ou agendar algo que poderia ser feito durante as férias,
por exemplo.” afirma ela.
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Bosque do Saber
Bosque do Saber
Escola Municipal Ambiental
“Bosque do Saber”
Não basta ter conhecimento, dedicação e sensibilidade
para ensinar. É preciso que tudo isso se transforme em
ações concretas. Só assim as crianças se tornarão adultos
educados, prontos para enfrentar a vida, respeitar a
natureza e defender o meio ambiente.
O Centro Multidisciplinar - Escola Municipal Ambiental
Bosque do Saber tem por objetivo oferecer aos alunos e ao
público em geral, oportunidades para a aquisição desses
conhecimentos.
Num ambiente tranquilo para troca de experiência e
conhecimento, crianças, adolescentes e adultos, encontram
equipamentos pedagógicos e recursos de mídia avançados
que ajudam na realização dos objetivos deste cenário de
encantamento e saber.
Este é, enfim, o objetivo da Escola Ambiental Bosque
do Saber: ser um centro de referência para o estudo
multidisciplinar, ambientado num espaço preparado para
a missão de Educar.
Uma biblioteca temática, parte integrante do projeto
Ecoleitura, também foi montada no Bosque do Saber em
parceria com a empresa Mann+Hummel, proporcionando o
acesso a um novo acervo literário.
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São vários os projetos desenvolvidos no Bosque do Saber, que está
aberto para visitação de 3ª a 6ª feira - 8h às 17h - para as escolas,
sempre com agendamento, e aos sábados, domingos e feriados - 8h às
17h - aberto ao público em geral. Dentre eles destacam-se:
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Trilha
Galpão Interativo de Produção de Mudas/ Estufa/ Viveiro
Horta Orgânica Educativa Multidisciplinar
Maquete de uma Microbacia Hidrográfica
Projeto Ave-Fauna/ Projeto Jardim das Borboletas
Projeto Orquidário
Projeto Nascente
Compostagem
Projeto Espelho D’Água
Oficina Pedagógica
Projeto Informática
Pomar Orgânico
Reciclagem de Papel Artesanal
Projeto Jardim dos Beija-Flores
Projeto Vivência e Integração com o Meio Ambiente - N.º 2 - Ano 2
Em dezembro a escola desenvolve o projeto Natal Ecológico,
através do qual produz diversos enfeites com o reaproveitamento dos
mais diferentes materiais como garrafas pet, CDs, entre outros.
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CIAEI
Creches
CIAEI:
Uma conquista da Educação Municipal
Creches Municipais:
Cuidando do Nosso Futuro
O
Centro
Integrado
de Apoio à Educação de
Indaiatuba – CIAEI- construído
em 2004 pelo então Prefeito
Reinaldo Nogueira, conta com
um espaço de 4.765 m², além
de um depósito de materiais
com 1.030 m², totalmente
dedicados a Educação.
Além de sediar a Secretaria
Municipal de Educação, esse
espaço ainda conta com
salas utilizadas na formação
continuada dos professores,
amplo e moderno laboratório
de informática com acesso à
Internet e um auditório/teatro
com capacidade para 750
pessoas, onde a Secretaria da
Cultura promove peças teatrais
e apresentações culturais à
comunidade indaiatubana.
A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação,
conta hoje com 13 creches municipais e 10 creches conveniadas,
atendendo mais de 2.400 crianças na faixa de quatro meses a
três anos e 11 meses.
No final do ano de 2008, três creches foram inauguradas e
contaram com um investimento de mais de R$ 4 milhões nestas
obras. Vale ressaltar, que uma delas, trata-se de uma Emeb mais
creche.
A administração atual está realizando parcerias entre as
entidades filantrópicas, confessionais e comunitárias para colocar
estas novas unidades em funcionamento, proporcionando assim,
o atendimento a 400 novas crianças.
Além das construções, as creches são montadas e equipadas
com mobiliários, eletrodomésticos, utensílios de cozinha,
material de higiene, limpeza e brinquedos.
Atualmente, a creche é entendida como um espaço sócioeducativo onde a criança deverá se alimentar, dormir, tomar
banho, escovar os dentes e brincar, dado importante, já que esta
atividade é responsável por estimular o intelecto da criança.
No item alimentação, os berçários recebem cinco refeições
diárias e o maternal quatro. São refeições balanceadas, com
cardápio elaborado por nutricionista, conforme necessidades
da idade, sempre priorizando alimentos de qualidade, frutas e
legumes sempre frescos, além do cuidado com o preparo.
As toalhas, lençóis e cobertores são de uso individual,
confeccionados com material antialérgico.
Ainda há o projeto Boquinha Encantada, em parceria com
a Secretaria da Saúde, que atende e orienta as crianças nos
cuidados com a Saúde Bucal.
A creche oferece mais de 50 itens de brinquedos educativos,
recreativos e diversificados, como: casinhas, gangorras, caixa de
areia, mesinhas e cadeirinhas, telefones infantis, mordedores,
fantoches, bolas nos mais variados formatos e cores, além dos
mais diversos jogos. Todos os brinquedos utilizados pelas creches
são certificados pelo INMETRO. Livros de histórias, DVDs e CDs
também são itens presentes no cotidiano da criança.
As atividades são realizadas nos mais diversos espaços da
creche, onde as crianças observam, manipulam e constroem
com blocos ou sucatas, brincam com areia, água, “faz de conta”,
escutam histórias e até cuidam das hortinhas.
“A creche para mim é como uma segunda casa para
meus filhos, pois aqui eles sempre são bem tratados,
nunca ocorreu algo que pudesse desabonar a escola
assim como a conduta de seus funcionários. É um
lugar que meus filhos gostam e se sentem bem”.
Ayeda Santos da Silva, mãe de aluno da EMEB/ Creche
“Profª. Joanna Gurgel”
SALA ACRÍSIO DE CAMARGO
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Crescendo com a Educação
Educação Inclusiva
Crescendo com a
Educação de Indaiatuba
Mãe de alunos da Rede Municipal há aproximadamente 14
anos, Eliane Macedo Turquetti André tem muita história para
contar. Seu filho mais velho, hoje na faculdade, foi o motivo do
início de uma relação com a educação municipal que se mantém
até hoje através de sua filha caçula, Caroline.
A história de toda uma família dentro da EMEB “Prof. Osório
Germano e Silva Filho”.
Quando chegamos em Indaiatuba tínhamos uma expectativa
muito grande com relação à educação, e colocamos nosso filho
mais velho, Paulo Henrique, em uma escola particular da cidade.
Essa escola não atendeu às nossas expectativas e, seguindo
um conselho da Jane, que já era Secretária na época, colocamos
nosso filho em uma escola da Prefeitura para fazer um “teste”.
Foi uma experiência muito gratificante, muito boa, porque
ele tinha seis anos mas já sabia ler, escrever, contar... e a outra
escola não estava aproveitando isso.
Chegou a vez do Ricardo. Ele teve alguns problemas, tinha
uma certa dificuldade na aprendizagem, mas aqui foram
desenvolvidos os aspectos que nós acreditávamos serem
necessários a ele.
Para ter uma ideia, enquanto o Ricardo esteve no Osório eu
tive que passar um tempo no exterior e ele ficou aqui no Brasil.
Foi uma experiência forte, ele estava sem mãe, mas ele teve um
respaldo grande da escola.
Infelizmente a Prefeitura não oferecia a quinta série, e o
Ricardo foi para uma escola particular que nos marcou muito,
pois o primeiro ano dele lá foi muito difícil. Ele saiu da família
do Osório, onde todos estavam juntos sempre, para uma escola
muito diferente e o rendimento dele caiu muito.
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Mesmo com o Ricardo nessa outra escola, a Elaine sempre
dizia “Eliane, não adianta você tirar o aluno do problema, você
tem que resolver o problema”, então durante aquele ano todo
tentei resolver o problema do Ricardo e acabei optando por
mudá-lo de escola.
Essa experiência está sendo muito legal, porque ele está em
uma escola muito parecida com essa... família... ele fala que
gosta muito do colégio porque lembra o Osório. A EMEB Osório
marca muito a vida das crianças... é tudo... é a vida delas...
Então vem a Carol. Uma excelente aluna. Faz canto, pintura,
música, mas a escola para ela é um ponto chave. Quando
começou o Projeto Coral ela chegou em casa radiante!
Quando houve o problema da Gripe Influenza A H1N1, foi
um martírio não ir à escola. Ela sentia saudades...
Se é uma coisa que marca negativamente a criança, ela não
quer, mas se é positivo, ela quer estar ali.
A escola é tão importante, é tão prazerosa, que eu peço
ao prefeito que continue, que amplie. Por que parar na quarta
série?
Eu tive a oportunidade de viver fora o país e sei o quanto a
educação de Indaiatuba é boa. As artes, o Bosque do Saber, são
coisas que não encontramos em outros lugares. Indaiatuba é
um referencial em Educação.
As festas de final de ano envolvem a todos e são o relato de
tudo o que aconteceu de bom no ano; é o quadro na parede, a
obra final.
Se nós tivermos vinte cidades iguais a Indaiatuba teremos
ótimas Olimpíadas em termos de apresentação, ginástica
olímpica...
A prefeitura incentiva muito, os professores são muito
dedicados... é perfeito!
Eu sou fã da Educação de Indaiatuba!
A escola marca a vida de um ser para o bem ou para o mal.
A família é muito importante, mas a escola é ponto.
No que se refere à informática, a escola ensina que a
máquina serve para o bem, agrega conhecimento.
Eu gostaria que as séries finais fossem atendidas pelo
município, não porque estou perto da escola, por conveniência
ou coisa parecida. Acredito que o município deve pegar uma
criança no berço, ensinar, encaminhar e levá-la à faculdade.
A partir do momento que se eleva o nível da educação na
cidade, as coisas boas vêm... faculdades, bons profissionais. É
o aluno acreditando na prefeitura e a prefeitura acreditando e
investindo nesse aluno. Isso faz com que a cidade apareça para
o mundo.
Educação Inclusiva, uma Realidade
na Rede Municipal de Ensino
Atualmente, A Rede Municipal oferece através da
modalidade Educação Especial os seguintes serviços:
A Secretaria Municipal de Educação a partir de 1997, em
decorrência das políticas públicas municipais, estaduais e federais
(Brasil, 1988) incorporou à Rede Municipal de Ensino, o Ensino
Especial realizado pelo PAEE - Programa de Apoio à Educação
Especial. Antes esta Secretaria mantinha o fornecimento de
subsídios (bolsa de estudos e transporte) para os alunos que
estudavam em instituições localizadas no próprio município ou
no município de Campinas. Com o desenvolvimento do PAEE
esses alunos foram gradativamente integrados aos atendimentos
em Educação Especial disponibilizados a essa população nas
Classes de Apoio e Salas de Recursos.
A partir de 2005, seguindo os preceitos inclusivos preconizados
pela legislação nacional (Constituição Federal de 1988 e LDBen
nº9394/96), inicia-se a ampliação e a descentralização do
atendimento educacional especializado realizado no PAEE e surge
nas escolas municipais de Ensino Fundamental a participação
de profissionais especializados em Educação Especial na função
de Professor Itinerante, atuando diretamente com as equipes
escolares, no sentido de subsidiar alunos e professores na
construção de escolas e salas de aulas inclusivas. O direito à
educação, o acesso e permanência de todos os alunos, inclusive
àqueles com necessidades educacionais especiais, no Ensino
Regular, vem se tornando uma realidade em nosso município.
Saltamos de um número de 248 alunos com necessidades
educacionais especiais com ou sem causas orgânicas específicas,
para os atuais 1.011 alunos matriculados e incluídos nas escolas
da Rede Municipal de Ensino em todos os níveis.
Porém para que isso ocorresse efetivamente, não bastava
garantir o direito à matrícula e acesso à escola, foram necessárias
implementações de novas ações que possibilitassem cada vez
mais, a permanência destes alunos com qualidade e condições
reais de aprendizagem. Assim, surgiram novos serviços e outros
foram mantidos para que todos tivessem oportunidades e
direitos preservados.
PAEE – Programa de Apoio à Educação Especial: que atende
atualmente nas classes de apoio, 81 alunos com deficiência
múltipla ou deficiência mental de nível moderado a severo,
com professores habilitados e materiais adequados ao apoio
pedagógico mais intenso para o trabalho com currículo escolar
comum;
SALA DE RECURSOS – serviço oferecido também no PAEE,
com dois tipos de ambientes estruturados, adaptados e equipados
com computadores, máquinas braile, impressora braile, soroban
e materiais em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) para o
atendimento individual ou em pequenos grupos de alunos com
deficiência visual ou deficiência auditiva, matriculados em escolas
de Ensino Fundamental, que frequentam as salas de recursos
no contraturno do ensino regular, com objetivo de respaldar a
inclusão escolar, e que além do atendimento ao aluno, oferecem
orientações pedagógicas e intercâmbio de informações junto à
equipe da Unidade Escolar de origem, ao grupo familiar, e ainda,
às outras instituições e/ou profissionais que assistem ao aluno;
15
Educação Inclusiva
EJA
PROFESSOR ITINERANTE – professor especializado em
Educação Especial, que atua nas Unidades Escolares de Ensino
Fundamental Regular, acompanhando o desenvolvimento e o
processo educacional dos alunos com necessidades educacionais
especiais, promovendo adaptações e recursos materiais
necessários, bem como subsidiando e orientando as equipes
escolares, pais e comunidade no trabalho com os alunos;
As turmas de Educação de Jovens e Adultos – EJA – contam
hoje com, aproximadamente, 300 alunos divididos em PEBs I, II e
III, de acordo com o nível de desenvolvimento dos alunos.
Essas turmas visam possibilitar ao indivíduo jovem e adulto,
retomar seu potencial, desenvolver habilidades, confirmar
competências e participar da sociedade e do mercado de
trabalho com consciência e maiores condições de pensar, agir,
opinar, transformar o lugar em que se encontra inserido e o
tempo em que vive. Além disso, busca garantir a existência de
uma sociedade mais justa, inclusiva e humana, de forma que
as pessoas tenham chances e oportunidades semelhantes de
crescimento pessoal, profissional e humano.
Essa realidade faz com que nossos profissionais sejam
convidados a falar em fóruns e eventos sobre a educação de
adultos em nossa região.
PROFESSORES
ITINERANTES
FACILITADORES
DA
COMUNICAÇÃO – atuam numa das escolas municipais em que
desenvolvemos um trabalho específico para os alunos surdos
que estão todos incluídos nas salas regulares. Os professores
itinerantes especializados em deficiência auditiva e fluentes em
LIBRAS, atuam como facilitadores da comunicação em tempo
integral das aulas e desenvolvem um trabalho específico para a
aquisição da Língua Portuguesa por esses alunos no contraturno
das aulas;
ACESSIBILIDADE E TECNOLOGIAS ASSISTIVAS – recursos
físicos e materiais necessários são disponibilizados para garantir
a acessibilidade, a locomoção e permanência com qualidade dos
alunos nas especificidades implicadas a cada tipo de deficiência.
Através das tecnologias assistivas, podemos atender as
necessidades individuais, promovendo desde a simples adaptação
de um lápis ou caderno, até a disponibilização de sofisticados
equipamentos de informática ou mobiliário adaptado;
16
EJA:
Educação de
Jovens e Adultos
TRANSPORTE ESCOLAR ADAPTADO – veículos com
adaptações específicas para o transporte de alunos com
deficiência física que se locomovem com cadeiras de rodas.
17
Escolas de Período Integral
Faculdades
Escolas de Período Integral:
Tempo muito bem aproveitado
Formação Profissional:
Um Compromisso da Secretaria
A Rede Municipal de Ensino conta hoje com duas Escolas
de Educação Básica de Período Integral: a EMEB “Prof. Antônio
Luiz Balaminutti” no Parque Residencial Indaiá e a EMEB “Profª.
Renata Guimarães Brandão Anadão” no Jardim Morumbi. Nestas
Unidades o aluno, além das atividades que atendem o currículo do
ensino fundamental, participa de diversos projetos e atividades
extra-curriculares em período contrário ao horário de aula. Aulas
de violão, coral, inglês, xadrez, jogos de raciocínio, práticas de
leitura, teatro, música e expressão corporal, artesanato, futebol,
ginástica geral e rítmica esportiva e educação ambiental, são
desenvolvidos em parcerias com a Secretaria da Cultura e
voluntários.
Projeto Inglês
Um projeto de Inglês implantado na EMEB “Profª. Renata
Guimarães Brandão Anadão” utiliza o programa Reading
Companion (um software interativo), oferecido por meio de
uma parceria com a IBM Brasil, para ensinar a pronúncia e
escrita corretas das palavras em inglês. Esse projeto oportuniza
ao aluno o contato com a língua estrangeira por meio lúdico,
visto que no mundo globalizado faz-se necessário a ampliação
dos conhecimentos linguísticos.
Cada projeto é trabalhado em uma hora e meia por turma,
sendo que as crianças têm uma hora de almoço na unidade.
As crianças também têm café da manhã, recreio e lanche da
tarde servido um pouco antes de voltarem para suas casas.
Uma rotina organizada por cronogramas permite que cada
momento seja acompanhado por professores e funcionários.
18
A formação de seus profissionais sempre foi uma
preocupação da Secretaria de Educação de Indaiatuba. Cursos
são constantemente oferecidos aos professores na busca por um
trabalho unificado e de qualidade em toda a Rede Municipal.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – 9394/96,
em seu artigo 62, dispõe sobre a formação do profissional para
a Educação Básica:
Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação
básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura de
graduação plena em universidades e institutos superiores de
educação, admitida como formação mínima para o exercício
do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras
séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na
modalidade Normal.
Dessa forma, apenas o Magistério, oferecido com
equivalência ao Ensino Médio, passou a não ser suficiente para
habilitar os profissionais que atuam em sala de aula. Com base
nisso, a Secretaria, em parceria com a Universidade Estadual de
Campinas – UNICAMP e Universidade do Estado de São Paulo –
UNESP, ofereceu a partir de 2002, o curso de Licenciatura Plena
em Pedagogia para os professores que já atuavam em salas de
aula municipais.
Em 2005 aconteceu a formatura das primeiras turmas dos
cursos, mostrando que a Educação em Indaiatuba vai além da
Educação Básica; é um compromisso com cada morador de nosso
município.
19
Caderno de Tecnologia
Uma Educação
Inovadora
Com o apoio da Intel e de outras empresas de tecnologia,
Indaiatuba dá o exemplo do que se pode fazer na área
educacional em benefício dos estudantes.
Nos idos de 1700, o povoado de Indaiatuba era um dos bairros
rurais da Vila de Itu, ponto de passagem de tropas nos caminhos
para o sul e para as minas de Cuiabá e Goiás, e abrigava uma
pequena população que vivia das roças de milho e feijão. Hoje, a
cidade se destaca no cenário paulista e brasileiro, como um dos
municípios que mais investe em tecnologia educacional. Lousas
digitais, notebooks e classmate PCs fazem parte da rotina dos
alunos da rede municipal de ensino.
Mais de 2 mil computadores e 21 laboratórios de informática
conectados à internet equipam as 55 escolas do município. E a
estrutura continua em expansão, levando inovações na área de
tecnologia educacional até as unidades escolares mais distantes,
beneficiando os 12 mil estudantes do ensino fundamental, além
das mais de 6 mil crianças da educação infantil.
20
Alunos Atendidos na Rede Municipal de
Educação de Indaiatuba
Educação Infantil - Creche: 2457 crianças
Educação Infantil: 3851 crianças
Ensino Fundamental: 12002 estudantes
Situada a 112 quilômetros de São Paulo, na região de
Campinas, Indaiatuba sempre soube tirar proveito das tendências
da economia brasileira. Cresceu e se desenvolveu de forma
magnífica, ao contar com projetos de renomados arquitetos e
urbanistas, como Jorge Wilheim, que projetou a expansão urbana
até a década de 80, e Ruy Ohtake, que desenvolveu um projeto
urbanístico ousado, que norteia a expansão de Indaiatuba até
hoje. A cidade se destaca no cenário brasileiro pela qualidade de
vida que oferece a toda sua comunidade.
A escola municipal Profª Renata Guimarães Brandão Anadão,
do Jardim Morumbi, bairro popular em desenvolvimento, mesmo
nesse cenário predominante de prosperidade, é um exemplo do
excelente trabalho realizado pela Prefeitura no que se refere
à tecnologia educacional. Nesta escola, os alunos têm aulas
em período integral e a tecnologia faz parte de seu cotidiano.
Ou seja, ainda que esteja situada em um bairro popular de
Indaiatuba, a escola não deixa nada a desejar em relação a
qualquer escola particular do município. Os alunos têm contato
com o que existe de mais moderno em tecnologia educacional
no dia-a-dia e encaram as aulas com naturalidade e animação.
21
Caderno de Tecnologia
Uma ponte
Enquanto os alunos dão a impressão de que já nasceram
sabendo, alguns professores nunca tinham mexido em um
computador e até nutriam certa resistência em aprender. Mas
diversos treinamentos foram oferecidos pela Secretaria, entre eles
os cursos do programa Intel® Educar, voltados para a formação
continuada em tecnologia que auxiliaram na dissolução dessa
dificuldade. Como os professores precisavam de treinamento e
de preparo, a Secretaria Municipal de Educação buscou os cursos
do Programa Intel® Educar, por meio de uma parceria com a Intel
do Brasil.
No Brasil, o Programa Intel® Educar é composto de dois
cursos: Fundamentos Básicos e Essencial. Entre os objetivos do
curso Fundamentos Básicos, destacam-se: dar aos professores
a oportunidade de adquirir habilidades básicas de uso dos
computadores por intermédio de abordagens de ensinoaprendizagem voltadas ao século 21, tais como instrução
centrada no aluno, pensamento crítico e cooperação. O curso
envolve os professores no planejamento, execução, revisão e
socialização de atividades práticas significativas e relevantes,
enquanto os direciona para o desenvolvimento de um plano de
ação individual detalhado, de como cada um aplicará as novas
habilidades e abordagens para melhorar sua prática profissional.
Aprendizagem mais rica
Entre os objetivos do curso Essencial estão: ajudar os
professores no uso da tecnologia de computadores para
instigar a imaginação de seus alunos e motivá-los a buscar
uma aprendizagem mais rica; usar ferramentas de avaliação
para ampliar as possibilidades de aprendizagem na sala de
aula, utilizando o computador para pesquisa, publicação e
comunicação; estimular a colaboração entre os professores e
discutir ideias sobre a introdução e a utilização da tecnologia em
sala de aula; planejar uma unidade de estudo específica de um
componente curricular que o professor leciona.
Ao final do curso, o professor deve desenvolver um portfólio
de unidade que consistirá de um plano de unidade, com
ferramentas de avaliação, exemplos de atividades do estudante,
materiais de apoio do professor e materiais de apoio para a
unidade.
22
Ideia nova e fascinante
Hoje, em Indaiatuba, todos acreditam que a tecnologia
não só pode como de fato contribui para tornar as aulas mais
interessantes e prazerosas.
Os treinamentos foram intensivos: tiveram mais de uma
semana de duração e foram muito proveitosos. Eles foram
realizados por instrutores da Fundação Bradesco, parceira da
Intel na execução desse Programa no Brasil, para os professores
multiplicadores da secretaria que por sua vez ofereceram os
treinamentos para a Rede de Ensino Municipal.
Mas o aprendizado é constante, graças à ação dos professores
multiplicadores, como Nívea Lobo Costa Ramos. “Depois das
capacitações oferecidas pela Intel aos professores, nosso trabalho
é dar suporte aos professores tanto na parte pedagógica, quanto
na tecnológica”, explica. “Sou como uma ponte entre a secretaria
da educação e os professores mediadores”. Nívea comenta que a
tecnologia mudou muito o ensino. “Antes, ele era mais centrado
no professor e hoje é mais no aluno. A tecnologia só veio ajudar,
deixando o aluno mais criativo e autônomo, o que resulta em um
aprendizado melhor”.
A professora multiplicadora explica que no treinamento
da Intel os professores municipais aprendem que é preciso
desenvolver nos alunos as habilidades do século 21, ideia nova e
fascinante para eles. “Os professores aceitam bem e conseguem
ter uma visão diferente da educação”. Os alunos, por sua vez, de
acordo com ela, têm grande facilidade em absorver esse novo
conhecimento, essa nova maneira de aprender.
Para Nívea, o ganho maior nesse processo foi o aprendizado do
trabalho em grupo. Ao trabalhar em grupo, diz ela, os professores
conseguem ampliar seus conhecimentos. “Porque nós aprendemos
com o outro, e nisso a tecnologia ajudou bastante”. Ao participar
do curso da Intel, os professores aproveitam as oportunidades
de adquirir habilidades de uso dos computadores e da Internet
por meio das atividades práticas propostas. Também vivenciam
momentos de reflexão, planejamento e revisão das suas práticas
de ensino, para o desenvolvimento ou potencialização em si e
nos estudantes, das habilidades essenciais para compreender e
lidar com questões e problemas complexos.
Outra professora multiplicadora do Intel® Educar, Renata
Ozawa Pena, elogia a apostila utilizada no treinamento, que
dá dicas e sugestões de como trabalhar com os professores. “O
treinamento foi muito proveitoso e nossas dúvidas e dificuldades
foram sanadas”. Renata comenta que a maioria dos professores
ainda tem muita dificuldade para lidar com a máquina. “Eles
aceitam bem o nosso treinamento, porque nós começamos com
o básico, do ligar e desligar, do mouse, do monitor. Eles sentemse mais confiantes e nós vencemos aquela dificuldade inicial”,
comenta.
Curiosidade natural
Cristiane de Almeida Finco, professora do projeto de
informática da escola municipal Renata Guimarães Brandão
Anadão, relata como o aprendizado acontece na prática nessa
escola. No laboratório, no período da tarde, é priorizado o
atendimento aos terceiros e quartos anos, porque até o segundo
ano os alunos têm aulas na mesa educacional. A rotina divide-se
de acordo com os dias da semana e os projetos que eles precisam
fazer.
Cristiane explica que às segundas-feiras eles têm aula na
plataforma virtual educativa para fazer as lições e projetos,
com o conteúdo determinado pelo professor. Às terças-feiras,
o projeto prevê aulas práticas. Quarta é dia de pesquisa e todo
trabalho demanda uma produção escrita. Na quinta, é a vez da
leitura. E sexta é dia de jogos. “Além dos computadores, eles
trabalham também com a lousa digital, que é um recurso móvel
na escola. A gente projeta o conteúdo em uma lousa, mas ela tem
reconhecimento digital, que permite às crianças interagirem”,
explica.
Por exemplo, uma das atividades que os alunos menores
adoram é quando a professora os chama para irem à lousa digital
ligar uma figura da coluna da esquerda a outra figura na coluna
à direita. Eles podem “escrever” na lousa, da mesma forma como
fariam com o giz, na lousa tradicional.
23
Caderno de Tecnologia
Mudança notória
O conceito da mobilidade
Tânia Castanho Ferreira, supervisora de tecnologia
educacional da Secretaria de Educação de Indaiatuba, informa
que dos 833 professores da rede municipal, 720 já realizaram o
curso de capacitação Fundamentos Básicos do programa Intel®
Educar e os multiplicadores estão capacitados no Curso Essencial,
que será oferecido no início de 2010.
Tânia explica também que, para ampliar o uso da tecnologia
nas escolas, um dos conceitos trabalhados é o da mobilidade.
Dezenove escolas de ensino fundamental têm um laboratório
fixo e nós fornecemos mais dois ou três laboratórios móveis,
com 36 netbooks educacionais classmate PCs cada. As outras
duas unidades escolares que não possuem espaço físico, contam
com laboratórios móveis. Também desenvolvemos um carrinho
para que a lousa digital seja levada a todas as salas. Com isso,
ampliamos o uso da tecnologia educacional, que se torna uma
ferramenta pedagógica poderosa nas escolas”.
Futuro promissor
Além dos professores multiplicadores, a Secretaria Municipal
de Educação decidiu contar com a ajuda extra de professores
mediadores na escola. A supervisora de tecnologia educacional
explica que essa inserção tem a função de promover o maior
desenvolvimento dos professores da rede municipal e também das
habilidades dos alunos. “Nosso próximo passo é o oferecimento
do curso a distância, para atingirmos um número ainda maior de
professores”, antecipa ela.
A Secretária Municipal de Educação até 2009, Jane Ferretti,
confirma que a Prefeitura está consciente quanto à importância
da tecnologia no mundo de hoje para as crianças, desde a creche
até o final do ensino fundamental. Ela conta que o projeto
começou há alguns anos de forma simples, inicialmente, e que
foi se ampliando, conforme recebeu o apoio de várias empresas.
“Nós sabemos que esse mundo globalizado exige muito não só
24
dos professores, mas também das crianças”, afirma ela. Por isso, a
secretária acredita que é preciso reformular permanentemente o
que ela chama de “fazer pedagógico”. “O objetivo é dar condições
para que essas crianças possam deslanchar”, planeja.
A secretária comenta que as crianças de hoje devem ser
empreendedoras, criativas, devem saber resolver problemas,
porque é isso que a sociedade atual exige. Então, a Secretaria
procura fazer isso de forma curricular “Com apoio técnico e
pedagógico e uma equipe bastante eficiente, temos desenvolvido
esse programa na nossa cidade e os parceiros para nós são
importantíssimos”, acrescenta.
Jane tem consciência de que a Prefeitura precisa contribuir
para o desenvolvimento da inteligência e de habilidades
específicas de todas as crianças do município. “Elas precisam
ter capacidade de se comunicar, de entender. E nesse sentido
a tecnologia educacional tem nos favorecido bastante”, avalia.
“A Intel é um parceiro presente, que vem trazendo orientação
para os professores, olhando a parte metodológica do nosso
planejamento pedagógico e isso nos enriquece muito e nós só
temos que agradecer”, resume. Afirma ainda que Indaiatuba está
na vanguarda em termos do desenvolvimento dessa tecnologia
educacional.
Benefícios incontáveis
Segundo ela, os benefícios da tecnologia educacional são
incontáveis. “Hoje nós precisamos de professores criativos, mas
também de crianças empreendedoras, capazes de dividir seu
pensamento com os colegas e de se comunicar. E a tecnologia
educacional favorece esse aspecto pedagógico”, acredita.
Ao partir do pressuposto de que a tecnologia pode contribuir
para melhoria da qualidade da educação em todo mundo, o Intel
Educar traz a questão “Como a tecnologia pode ser utilizada
de maneira mais efetiva para apoiar e avaliar o aprendizado do
estudante?”.
Ao participar dos cursos da Intel, os professores conseguem
ampliar as habilidades de uso dos computadores, de reflexão,
planejamento e revisão das suas práticas pedagógicas, e analisam
quando e como o computador amplia significativamente as
possibilidades de aprendizagem.
Jane Ferretti aproveita a oportunidade para agradecer o
apoio que Indaiatuba recebe de vários parceiros. Além da Intel,
outras empresas de tecnologia também apoiam as iniciativas
do município no campo da educação há alguns anos. “Isso
tem servido de exemplo para todos os municípios da região
metropolitana de Campinas”.
O prefeito de Indaiatuba, Reinaldo Nogueira, afirma que
investir em educação é algo que dá satisfação. “Porque é mais
do que notório que a gente vê a mudança de comportamento,
de relacionamento e de profissionalismo”. Com a implantação de
tecnologia educacional na rede municipal de ensino, o prefeito
percebeu não apenas o aumento da auto-estima das crianças,
devido a sua curiosidade natural, como também dos profissionais
que foram capacitados para serem multiplicadores e passar
adiante esse conhecimento. “Com certeza Indaiatuba sai na
frente, não só do nosso Estado, mas acredito também do nosso
País, com resultados fantásticos nessa área”, destaca ele.
Com relação ao retorno da comunidade para a Prefeitura
sobre a iniciativa, Nogueira diz que “é tudo novo, a gente sabe
que a tecnologia chega muito rapidamente, então é importante
que a cidade esteja preparada e que a comunidade saiba que
nós estamos preparando as nossas crianças para esse novo
mundo”. Segundo ele, o retorno da comunidade tem sido bem
satisfatório. “Eles veem a evolução dos seus filhos dentro dessa
tecnologia, até dentro de casa e isso para a gente representa um
ganho muito forte nessa área educacional”.
Futura escritora
Ao usar o computador
pela primeira vez, Rafaela
Oliveira de Castro, 10 anos,
aluna da quarta série,
percebeu o que ela quer ser
quando crescer: escritora.
Fascinada com os programas
de processamento de textos,
ela deu vazão à criatividade e
começou a escrever histórias
que deixaram sua professora
admirada, pelo talento em
sua elaboração. “Quando não
tinha computador em casa eu
ia para a lan house”, relembra
Rafaela. “Depois ganhei um
computador da patroa da
minha mãe e comecei a usar em casa, mas como eu não sabia
mexer muito, aprendi mais aqui na escola”, conta.
Na escola, Rafaela aproveitou bem as aulas e pouco a pouco
aprendeu como poderia produzir mais e melhores textos. “Para
mim, qualquer computador é bom. Fazendo texto, está bom”,
contenta-se.
A professora de Rafaela, Nélia Aparecida Argenton Freire,
tem um carinho especial pela menina, que é muito boa aluna.
Ela comenta como enxerga sua vida docente antes e depois do
projeto de tecnologia educacional: “Antes do projeto, nossa vida
era em branco e preto, não tinha esse colorido todo. Foi muito
importante a vinda do projeto para a nossa escola, eu aprendi
muito junto com as crianças”, compara.
Nélia comenta que era leiga em informática, mas desde que
participou do curso Fundamentos Básicos da Intel, ela aproveitou
a oportunidade e, a partir daquele momento, começou a
aproveitar todas as possibilidades que a tecnologia viabilizava.
“Mudou muito a nossa vida aqui na escola”, comemora.
Motivação
Nélia conhece bem os seus alunos e sabe que muitos deles
não tinham (e não têm) acesso ao computador fora da escola.
“Aprender a mexer com o computador trouxe mais motivação à
vida dessas crianças”, relata.
A professora da quarta série identificou que alguns alunos
até mesmo já escolheram a profissão de webdesigners para o
futuro, com base na experiência adquirida na escola. “Eles estão
gostando muito, estão fazendo livros virtuais, as crianças podem
ter um crescimento maior com a informática”, acrescenta.
Para Nélia, a tecnologia abre novos caminhos tanto para os
professores, quanto para as crianças. “Hoje, elas não vivem mais
só naquele mundinho delas”, comenta.
ABC do projeto
Conheça em detalhes os equipamentos que fazem a
diferença em Indaiatuba. Lousa Digital, Câmera Eletrônica
e Projetor Multimídia: a Lousa Digital é uma ferramenta
multimídia que oferece recursos diversos como imagens,
sons, escrita e gravação dos conteúdos desenvolvidos.
Complementada pela Câmera Eletrônica e pelo Projetor
Multimídia, forma-se um conjunto de equipamentos capazes
de proporcionar aulas muito mais interativas e dinâmicas.
Classmate PCs: A tecnologia wireless (sem fio) amplia as
possibilidades de uso dessa ferramenta, que pode ser usada em
diversos pontos da escola. Com design compacto e resistente,
os classmates PCs são mais apropriados às necessidades
dos alunos, que continuam a usufruir dos recursos de um
computador convencional, com mais facilidade de manuseio
e sem riscos de causar danos aos equipamentos.
Mesa Educacional: Ela coloca a tecnologia a serviço da
aquisição da linguagem escrita. Foi desenvolvida para atender
desde o início do processo de alfabetização e letramento dos
alunos, até sua consolidação, partindo do reconhecimento de
letras e construção de palavras até o trabalho mais complexo
com textos, matemática, ciências e história do Ensino Infantil
à Fundamental.
Laboratório de Tecnologia Educacional instalado
no CIAEI (Centro Integrado de Apoio à Educação de
Indaiatuba): Espaço para capacitação, estudos, aplicações
e avaliações da rede municipal de ensino, o Laboratório de
Tecnologia Educacional conta com 50 microcomputadores
conectados à internet, três lousas digitais, mesa educacional,
50 classmate PCs, data show, câmeras eletrônicas e acesso sem
fio à internet.
25
Caderno de Tecnologia
Projetos
Livro Virtual
Colorimos Nosso Mundo com Gentileza
Alunas utilizam o ThinkQuest para difundir uma mensagem de esperança
Visão geral
Seis meninas de dois países diferentes uniram-se com um os elementos multimídia do site foram criados de modo a atrair
único objetivo em mente: criar um website que inspirasse estudantes de todas as idades, inspirando-lhes não só a mudar a
as pessoas a serem gentis. Separadas por mais de seis mil forma como pensam, mas também mudar o modo como agem.
quilômetros, as alunas utilizaram o Ambiente de Projetos
ThinkQuest para colaborar entre si e interagir com seus pares ao
redor do mundo. O resultado foi o site “Colorimos Nosso Mundo
com Gentileza”, que ganhou um prêmio na
Ao construir o seu site, as estudantes
ThinkQuest Website Competition – competição
experimentaram
autenticamente os benefícios
que desafia equipes de estudantes, em nível
“A ThinkQuest
da
colaboração
intercultural
e mostraram que
mundial, a desenvolverem sites educacionais
Website Competition
as crianças podem fazer a diferença em suas
para o ThinkQuest Library.
é uma forma
comunidades. Elas também desenvolveram
de divulgar e
habilidades de escrita, desenho, gestão de
compartilhar a
projeto, e aprenderam a utilizar softwares
multimídia de relativa complexidade.
aprendizagem dos
A equipe foi composta por quatro estudantes
O trabalho árduo da equipe foi recompensado
estudantes de maneira
da West Blocton Elementary School, do Alabama,
quando o seu site conquistou o segundo lugar na
estimulante e criativa.
EUA, e duas da Escola Municipal Pres. Tancredo de
ThinkQuest Website Competition. Cada membro
Almeida Neves, Ubatuba-SP, Brasil. O Ambiente
Esses estudantes
da equipe ganhou um computador portátil,
de Projetos ThinkQuest possibilitou aos membros
deixaram de ser apenas e a West Blocton Elementary School, escola
da equipe trabalharem em conjunto, a despeito
da orientadora principal, recebeu US$1000
consumidores para
do fuso horário e das fronteiras. A equipe utilizou
como parte do prêmio. Mais emocionante
serem produtores de
a protegida plataforma de aprendizagem on-line
ainda foi a viagem que os membros da equipe
informação.”
para:
ganharam para San Francisco, Califórnia, a
• Discutir os tópicos, criar e compartilhar
fim de participar do ThinkQuest Live, onde as
conteúdo e fornecer feedback;
Annette Harris
meninas se reuniram face-a-face pela primeira
• Dividir atribuições e tarefas;
vez. Durante a semana do evento, a união delas
Orientadora
• Compartilhar conceitos de design para o site;
ficou ainda mais forte e floresceu uma amizade
West Blocton
• Reunir histórias, ideias e opiniões da
significativa que, certamente, vai durar por toda
Elementary School,
comunidade global de estudantes ThinkQuest,
a vida.
usando as ferramentas de votação, painel de
Alabama, USA
mensagens e debate.
Além de pesquisar na Internet, a equipe
elaborou enquetes e entrevistou pessoas, incluindo especialistas
em aconselhamento, religião e cultura. As estudantes ainda
A Fundação Educacional Oracle é uma organização
enriqueceram sua compreensão do tema “gentileza” provocando
filantrópica e independente mantida pela Oracle
uma série de projetos em suas escolas e comunidades, incluindo
Corporation. Como parte da sua missão, a Fundação
a doação de roupas e brinquedos para um abrigo de crianças e a
mantém o ThinkQuest como um serviço gratuito para as
iniciativa de enviar mensagens de agradecimento para familiares
comunidades escolares de ensino básico de todo o mundo.
e amigos.
Esse programa objetiva conectar estudantes de todo o
À medida que as alunas pesquisavam e desenvolviam o
planeta e engajá-los numa aprendizagem colaborativa
conteúdo, o design do site surgia lentamente. A equipe decidiu
baseada em projetos usando a tecnologia.
usar cores brilhantes para enviar uma mensagem alegre e
Para mais informações, visite www.oraclefoundation.org
encorajadora ao mundo. Além disso, o conteúdo, os gráficos e
Resultados
Atividades
26
O incentivo à leitura e escrita é imprescindível no processo
de alfabetização e o que deveria ser um procedimento comum
nas escolas, Indaiatuba transformou em um
de seus maiores diferenciais de ensino. O
Livro Virtual, uma das ações do “Projeto Ler
Faz Bem”, é um exemplo de toda a inovação
que hoje é experimentada na Educação do
Município. Essa experiência levou alunos e
professores a entrarem em contato com os
recursos tecnológicos na criação de livros
virtuais por meio da página da Fundação
ORACLE (Thinkquest) com o apoio da
INTEL, parceiras da Secretaria Municipal de
Educação.
A ação pioneira da Rede Municipal de
Ensino veio a proposta de ajudar os alunos
a desenvolverem habilidades e competências
básicas para o século XXI. No processo de
escrita e confecção do livro virtual, o uso de
tecnologia se une à criatividade inerente às
crianças e ao apoio pedagógico do professor,
resultando em uma eficiente ferramenta que
incentiva o aluno a LER, ESCREVER, REFLETIR
e IINTERPRETAR o mundo ao redor dele.
Professores estão estudando e
aprendendo cada vez mais as tecnologias
educacionais
disponíveis e juntamente
com alunos invadem os laboratórios de
informática e utilizam as lousas digitais
e mesas educacionais. Desta forma , as
idéias fluem ainda mais e o ambiente virtual proporciona a
oportunidade de criar, à vontade, histórias e personagens
inusitados, muitos com movimentos e cheios de criatividade. O
trabalho em classe é um exercício em equipe. Cada classe montou
um livro, o que também foi um exercício ao trabalho em equipe.
Desde 2008, quando foi realizado a segunda edição do “Ler
Faz Bem”, os melhores trabalhos são premiados, o que é um
incentivo a mais para os estudantes se dedicarem e colocarem
todo o seu potencial nas produções literárias construídas no
ambiente virtual. Os alunos do Ensino Fundamental participam e
a avaliação é feita por categoria que vai do 2 º ano até 4ª série,
EJA ( Educação de Jovens e Adultos) e PAEE (Programa de Apoio
Educação Especial).
Para avaliar os livros virtuais, que
inicialmente passam por uma seletiva
interna nas escolas para a escolha de um
único exemplar que concorrerá com as
demais unidades escolares, a Secretaria
Municipal
de
Educação
constitui
uma comissão especial formada por
profissionais de diversas áreas.
Além dos prêmios para alunos e
professores, as histórias dos livros virtuais
vencedores do concurso são publicadas
na coletânea “Crianças Criando Histórias”,
impressa em parceria com as empresas
colaboradoras, e também são apresentados
durante a Feira Literária que marca o
fechamento anual do Projeto “Ler Faz
Bem”.
O melhor de tudo é que a confecção
dos livros intensificou o trabalho com a
leitura e a produção de textos, seguindo o
firme propósito do Projeto de contagiar a
todos com a idéias de que o hábito de ler
é algo muito gostoso e imprescidível para
desenvolver a criatividade e a competência
leitora e escritora dos alunos.
Tania Castanho Ferreira
Supervisora em Tecnologia Educacional
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Projetos
Projetos
Projeto “Ler faz Bem”
O Projeto “Ler faz Bem” é um grande incentivo à leitura, que
além de envolver as escolas da Rede Municipal, também leva a
leitura a diversos bairros de Indaiatuba.
A leitura é de suma importância no processo de formação
do cidadão consciente e participativo, pois colabora para que
as crianças aprendam a pensar, a questionar, a construir o seu
conhecimento.
O hábito da leitura deve ser uma constante na vida
do educando, para que ele seja um leitor apaixonado. É
imprescindível enxergar com novos olhos o universo mágico e
encantador do livro
Esta campanha visa a análise e o questionamento do ler
como algo de vital importância no processo da produção textual,
possibilitando e viabilizando a esse cidadão o acesso à leitura,
uma vez que a mesma não tem idade.
Ler faz bem...
Quem lê sabe mais, pensa melhor, compara ideias, preparase melhor, tem o que falar, tem o que responder, melhora o
vocabulário, absorve experiência...
As ações do projeto são:
•
•
•
•
•
•
Capacitação de Professores
Contadores de Histórias
Gincana Educativa
Produção de Livro Virtual
Produção de Livro Artesanal
Feira literária
Produzir um Livro Virtual permite aos alunos o contato com
a literatura através de recursos tecnológicos. Criar a história e
passá-la para o computador permite que se faça uma análise
crítica do que foi escrito, possibilitando adequações para a
melhor compreensão do leitor.
Tatiana Cristina de Godoy Leopoldino é professora da EMEB
“Prof. Vicenti Bernardinetti” e responsável pelo livro virtual “O
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Gambazinho e o Urubu”, vencedor entre os segundos anos em
2008. Ana Julia Bernardinetti Pioli foi sua aluna e participou
ativamente na elaboração desse trabalho. Elas contam que tudo
começou com a leitura do livro “Tudo bem ser diferente” de Todd
Parr. Resolveram tratar o tema através de uma fábula envolvendo
dois animais que, devido ao mau cheiro, não são bem recebidos
entre os demais.
O trabalho permitiu que todos os alunos participassem,
inclusive aqueles com dificuldades até de inclusão, sendo que
nos dias em que o livro seria trabalhado os alunos não faltavam.
Permitiu também estabelecer relação entre as mais diferentes
áreas do conhecimento, uma vez que os personagens apareciam
para as crianças em problemas de matemática, meio ambiente...
Esse trabalho também possibilitou um aperfeiçoamento da
professora na utilização de recursos de informática.
O tema ainda ajudou no trabalho com a moralidade em
sala de aula, levando-os a respeitar as diferenças inclusive com
relação a uma aluna com Síndrome de Down que pertencia a
turma. Tanto a professora Tatiana quanto a Ana Julia esperam
ansiosas pela edição impressa.
A premiação foi um incentivo, através do qual a professora
ganhou um notebook e os alunos um CD de atividades cada um.
A Feira Literária é um momento no qual toda a sociedade tem
contato com o trabalho e as produções realizadas pelos alunos
ao longo, não só do projeto “Ler faz Bem”, mas também de outros
projetos da educação municipal, como o Memória Local.
O projeto Memória Local na Escola, uma parceria entre a
Secretaria Municipal de Educação de Indaiatuba, Toyota, Museu
da Pessoa e o Instituto Avisa Lá, é uma ação de formação de
professores e alunos para o registro da memória da comunidade
local. Através da pesquisas e registro de histórias de vida,
essa prática possibilita a reflexão sobre o conceito de história
e seu protagonismo. O material produzido é exposto para a
comunidade, além de ser postado no portal Museu da Pessoa:
www.museudapessoa.net.
Em 2008 os alunos produziram totens com as histórias de
vida registradas. Para 2010 muitas novidades estão por vir...
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Crescendo
Conscientizar as pessoas sobre o
meio ambiente através das crianças. É
esse o objetivo do projeto Ambientação,
que acontece há dois anos através de
uma parceria entre a Prefeitura de
Indaiatuba através da Secretaria de
Educação, Secretaria de Urbanismo e
Meio Ambiente e a Toyota, além do apoio
do Pão de Açúcar, Corpus, Maxplank,
Nutriplus e Guaianazes.
Nesse projeto, as crianças da Rede
Municipal de Educação tinham como
tarefa, identificar ações que geram
prejuízos ao meio ambiente em sua
comunidade e apresentar propostas para
possíveis soluções.
Quinhentos e sessenta e um grupos
participaram do Ambientação em 2009,
cada um representando uma sala das
quarenta e seis escolas envolvidas.
Os melhores trabalhos foram
premiados, assim como os professores
de cada projeto.
Em 2009, o objetivo principal do
projeto foi o Racionamento de energia
e da água, através do uso consciente,
além do desafio para a despoluição de
resíduos e a destinação mais racional
dos resíduos inevitáveis, o lixo verde,
orgânico inerte, elétrico e reciclável.
No final de maio, as equipes
apresentaram os trabalhos a uma
comissão julgadora, e os vencedores de
cada nível/série foram classificados para
a final.
A grande final aconteceu no dia
6 de junho em uma grande festa no
Parque Ecológico, que contou com
atividades esportivas, gincanas, oficinas,
exposições, exames de diabetes, pressão
arterial e muita alegria.
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Projetos
Projetos
Os Projetos Municipais e o
Reconhecimento da Sociedade
O resultado dos projetos desenvolvidos nas Unidades Escolares
é tamanho que diversas vezes são convidados a abrilhantar
eventos no município e região.
Somente em 2009 foram várias apresentações, desde a Feira
da Bondade promovida pela APAE até o 4° Fórum de Educação da
Região Metropolitana de Campinas, realizada em Santa Bárbara
d’Oeste.
É a sociedade conhecendo e reconhecendo o trabalho
desenvolvido em nossas escolas.
Programa de Resistência às Drogas e à
Violência - PROERD
O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência
– PROERD é uma iniciativa da Polícia Militar, em parceria com a
Secretaria Municipal de Educação, que visa a prevenção junto às
crianças do Ensino Fundamental. O PROERD é baseado em um
Programa Americano chamado D.A.R.E (Drug Abuse Resistance
Education).
Os principais objetivos do programa são noções de cidadania,
prevenir ou reduzir o uso de drogas e a violência entre crianças
e adolescentes, tendo como estratégias o desenvolvimento da
competência social, habilidades de comunicação, autoestima,
empatia, tomada de decisões, resolução de conflitos, objetivo de
vida e independência, e alternativas ao uso de drogas e outros
comportamentos destrutivos.
Os alunos envolvidos no projeto recebem certificados de
participação.
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Projetos
Projetos
Projeto “Na Pontinha dos Pés”
Programa Jovens Empreendedores
Por meio de uma parceria com
a Prefeitura de Indaiatuba, através
da Secretaria de Desenvolvimento e
da Secretaria de Educação, o Sebrae
desenvolve
o
Programa
Jovens
Empreendedores – Primeiros Passos.
Esse programa tem por objetivo a
disseminação da cultura empreendedora
entre os jovens, a fim de despertar
nos alunos a iniciativa na busca de
possibilidades de inserção no mercado
de trabalho por meio da criação de seus
próprios negócios.
O curso é realizado através da
capacitação do corpo docente do Ensino
Fundamental que, posteriormente,
aplica a metodologia aos alunos
utilizando apostilas, jogos, dinâmicas,
exercícios e pesquisas. Nas propostas dos
planos de negócios busca-se atender às
necessidades dos alunos, respeitando a
faixa etária e envolvendo a comunidade
local.
As atividades propostas nesse
programa permitem o trabalho com as
mais diversas áreas do conhecimento,
promovendo situações interdisciplinares
onde a matemática, língua portuguesa,
geografia, e demais disciplinas estão
diretamente ligadas a realidade de vida
dos alunos.
O programa compreende cursos
específicos para cada série do Ensino
Fundamental:
Primeira Série: O doce mundo das balas
Segunda Série: Mundo do Faz de Conta
Terceira Série: Praticando a Natureza: empreendedorismo e seus frutos
Quarta Série: Locadora de Gibis
“Na EMEB “Profª. Janette Vieira Vaqueiro” desenvolvemos o
trabalho este ano todo. Eu percebo um sonho sendo realizado
tanto dos pais, quanto delas, além da parte técnica que é o
melhoramento na parte auditiva da criança. Trabalho muito a
concentração, a postura, a delicadeza, a atenção e a disciplina.
Com algum tempo já é possível perceber essa diferença. É um
trabalho bem visível, e ver as crianças te agradecendo com um
simples sorriso é uma verdadeira demonstração de carinho, e isso
não tem dinheiro que pague”, relata Priscilla.
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Projetos
Projetos
Líder Estudantil
Ingrid Tainá de Lima, 13 anos, participa do projeto
desde os 9 e hoje, ajuda com as crianças menores, ensinando
e acompanhando-as. Ela relata:
O Jader me escolheu na sala e eu achei que o projeto
seria bom pra mim, que isso ia poder melhorar a minha
vida porque eu não ficaria na rua.
De quais atividades circenses você participa hoje?
Estou começando com tecido, mas trabalho com quase
todas: trapézio, cama elástica...
De que forma o projeto mudou sua vida?
Se eu não participasse do projeto ficaria na rua. No
projeto eu estou em um lugar seguro... Eu fico sozinha em
casa porque minha avó trabalha; melhor ficar na escola do
que na rua.
O Projeto, realizado em parceria com o Rotaract,
reconhece entre os alunos aqueles que mais se destacam
e apresentam características de liderança junto ao grupo.
Segundo Fernanda Raquel Freire, presidente do
Rotaract Indaiatuba, “O perfil de liderança é algo que deve
ser identificado e desenvolvido desde muito cedo. Um
líder deve conhecer a força e a importância que tem em
seu grupo e, com isso, toda a responsabilidade que isso
acarreta. Valorizar um líder é levá-lo a refletir sobre suas
ações e consequências, possibilitando que ele as utilize
para o bem!”
Os líderes são escolhidos pelos próprios colegas de classe
e, posteriormente, participam de uma palestra promovida
pelo Rotaract. Dessa palestra, eles levam a responsabilidade
de transmitir os conhecimentos adquiridos aos demais
colegas.
Ao final do projeto, os Líderes Estudantis recebem a
certificação pela participação e dedicação ao trabalho
realizado.
Projeto Vidart:
Atividades Circenses na Escola
O Projeto Vidart “Atividades Circenses na Escola” é
desenvolvido desde 2004 exclusivamente para a Secretaria
Municipal de Educação de Indaiatuba , atendendo às
exigências dos PCNs dentro da Educação Física Escolar como
atividade extracurricular.
Dá-se a vivência, a prática e o treinamento às crianças a
partir do 1º ano do Ensino Fundamental em período contrário
ao de aula e no intervalos com o “Recreacirco Vidart”, onde
são atendidos diariamente em horários pré-determinados .
Atualmente, em cada dia da semana, as aulas no Projeto
Vidart são propostas com objetivos diferentes, trabalhando
diferentes habilidades, com ludicidade, prazer e disciplina.
As atividades têm como objetivo melhorar o desempenho
dos alunos na aprendizagem dos conteúdos do currículo
escolar, além de desenvolver habilidades voltadas para as
atividades circenses.
São realizadas aulas de malabares, diabolôs, chapéu
chinês, perna de pau, acrobacias de solo, acrobacias coletivas,
monociclo, trapézio fixo, tecido acrobático, dança, etc... Para
cada uma destas modalidades há uma metodologia e uma
sequência específica de evoluções.
Ao final de cada ano letivo o aluno conclui um ciclo
de aprendizagem, onde é demonstrado através de um
espetáculo, transformando alunos em verdadeiros artistas.
O encerramento de 2009 foi marcado pelo espetáculo
África Mágica.
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Karina Santos Ferreira Barros, 13 anos, está no projeto
há 2 anos e conta que fazia ginástica olímpica, mas ao
chegar em Indaiatuba, não encontrou a modalidade para
sua idade. A convite de uma prima, que participa do projeto
há 6 anos, foi conhecê-lo e não saiu mais...
Em quais aparelhos você treina?
Eu treino na lira, trapézio, acrobacia de solo... sou 1001
utilidades!
O que o projeto mudou em você?
Hoje eu tenho mais responsabilidade, educação... o
Jader é meu super-herói!
Vários meninos participam do projeto, como o Lucas
Henrique Pereira Andrade:
Eu comecei no projeto com 7 anos e hoje, com 14, me
apresento com malabares, cama elástica, monociclo...
Quase tudo!
Hoje, há tanto tempo no Projeto Vidart, de que forma
você participa?
No projeto eu ajudo com as crianças menores das 13 às
15 horas. Das 16 às 17 horas é o nosso treino.
De que forma o projeto Vidart contribuiu na sua vida?
Se eu não estivesse no projeto eu seria como esses
“moleques de rua”, ia ficar jogado... O projeto mudou muito
a minha vida, é muito bom para o meu futuro.
Depoimentos como estes mostram que a Secretaria
Municipal de Educação, através de seus projetos e
profissionais, forma seres humanos preparando-os para a
vida e, quando possível, melhorando suas realidades.
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Premiação
Prédios Escolares
Prêmio
Professor em Foco
Prédios Escolares:
Ambientes para todos
O Prêmio Professor em Foco 2009 é uma iniciativa da
Secretaria Municipal de Educação de Indaiatuba em parceria
com a AMPLA Educação e o Grupo Educacional Uninter, que
visa identificar, valorizar e divulgar experiências educativas de
qualidade, planejadas e executadas por professores em escolas
de ensino regular municipal de Indaiatuba.
Foram selecionados trabalhos cujos objetivos e ações
desenvolvidas levaram a boas situações de aprendizagem. Foram
ainda consideradas a pertinência do conteúdo em relação ao
currículo escolar, às necessidades de aprendizagem dos alunos e
às propostas apresentadas pelos cursos oferecidos pela Secretaria
Municipal de Educação.
A cerimônia de entrega do prêmio foi realizada na noite do
dia 6 de outubro na Sala Acrísio de Camargo, no Ciaei - Centro
Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba, e contou com o
apoio da Copeflor Floricultura e Decoração e Brascin Tecnologia.
A professora Valéria Sotto Alves, da EMEB “Prof°. Nízio
Vieira” (Unidade Infantil), foi a grande vencedora do prêmio e
recebeu uma bolsa de estudos de pós-graduação. A formadora
da primeira colocada, Rosangela Favotto, também recebeu uma
bolsa de estudos.
O segundo lugar foi para outra professora da EMEB “Prof°.
Nízio Vieira”, Valéria Cristina Milan, que ganhou um notebook.
A terceira colocada foi Andréia Aparecido M. Nico, professora da
EMEB “Osvaldo Tuon”, que recebeu como prêmio uma máquina
fotográfica digital. As professoras que ficaram em quarto, quinto
e sexto lugares, Elizabeth Evangelista Lesse, Ângela Cristina
Baccaro Romani e Maely Pereira da Silva, respectivamente,
foram homenageadas com menção honrosa.
O anúncio dos vencedores foi feito com a Sala Acrísio de
Camargo lotada e o público pôde prestigiar uma festa muito
bonita que mostrou um pouco dos projetos desenvolvidos pela
Rede Municipal de Educação.
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A Secretaria de Educação de Indaiatuba entende que o
ambiente escolar é um fator muito importante no processo de
aprendizagem. Dessa maneira, os prédios que abrigam as escolas
municipais são considerados instrumentos pedagógicos, pois
devem possibilitar, além de uma estadia agradável e segura aos
alunos, um trabalho de qualidade executado pelos profissionais
da Educação.
A acessibilidade é uma realidade. Prédios equipados com
rampas de acesso, elevadores, banheiros exclusivos e ampla
área de circulação, pemitem que alunos com dificuldade de
locomoção, cadeirantes e idosos possam circular pelos espaços
de nossas Unidades Escolares.
Circulação de ar, segurança, qualidade, tudo isso é projetado
através de um trabalho que envolve engenheiros da Prefeitura
de Indaiatuba e da construtora, que dispõem de equipamentos
adequados e coordenados por pessoal qualificado.
Além disso, câmeras de monitoramento funcionam 24 horas
por dia, proporcionando maior segurança aos nossos alunos e
profissionais.
Os prédios de nossas Unidades Escolares são um exemplo
do compromisso municipal com o ambiente de nossos alunos,
afinal, é nele que passam boa parte do dia!
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Making off
MAKING OF: Por trás da escola
existe uma grande equipe
Como em toda instituição, seja ela pública ou privada, os
bastidores escondem um grupo responsável pelo suporte técnico,
e no caso da Educação, pedagógico também.
A Secretaria Municipal de Educação de Indaiatuba conta
com um Grupo de Apoio Pedagógico composto por Pedagogos,
Psicopedagogos, Psicólogos, Fonoaudiólogos entre outros tantos
profissionais responsáveis por cada detalhe da educação de
nosso município.
Para que o professor obtenha êxito em sua função, faz-se
necessário que toda essa equipe esteja envolvida desde a compra
de uma caixa de giz, até a escolha dos livros mais indicados
àquela determinada idade.
Além disso, ensinar é muito mais do que orientar, pegar
na mão, é uma tarefa de muita responsabilidade e que requer
dedicação.
Para isso, a Orientação Pedagógica trabalha com afinco,
buscando maior qualidade na relação entre professor e aluno e,
consequentemente, nos frutos que dela são colhidos.
Com relação ao trabalho pedagógico, a Orientação
Pedagógica desenvolve atividades ligadas à orientação das
unidades escolares, ou seja, acompanha o trabalho de Professores,
Professores Coordenadores e Professores Gestores.
Como parte integrante do GAP – Grupo de Apoio Pedagógico,
acompanha alunos encaminhados à APAE, ao DEREFIM –
Departamento de Reabilitação Física e Mental, ao PAEE, bem
como alunos com defasagem de conteúdos.
Colabora no planejamento das ações da Secretaria, em
especial aquelas voltadas à ação pedagógica, sendo responsável
pela elaboração e acompanhamento das avaliações AMDA –
Avaliação Municipal de Desenvolvimento do Aluno - realizadas
na Educação Infantil, e por acompanhar as avaliações elaboradas
pelo setor de Avaliação para o Ensino Fundamental.
Participa constantemente de cursos, fóruns, seminários
e palestras externos à Secretaria, com o intuito de embasar a
organização dos cursos que oferece aos professores da Rede
Municipal.
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Tecnologia na Educação: Uma Educação Diferenciada