Os relatos de Catherine Montgomery: mulher em mim
Certa vez, por ocasião do destino, fui parar num lugar diferente. Algo que nunca
planejei. Fui trabalhar como enfermeira durante a Segunda Guerra Mundial em outro
país, pois era filha do general do exército e ele queria que eu fosse fazer algo em prol do
país de alguma forma. Eu era filha única, não havia outra escolha.
Pois bem, vou contar minha história. Em outubro de 1942 no norte africano, o general
inglês Montgomery iniciou a contra-ofensiva contra as tropas do general alemão
Rommel. Eram tempos muito difíceis. Parecia que a guerra se espelhava pelo mundo.
Para mim, que tive uma educação em colégio interno inglês, onde sai algumas vezes,
sair e ver toda aquela carnificina me deixou literalmente amedrontada. Ver pessoas
morrendo, aprisionadas, agonias... Enfim, aquilo parecia um pesadelo sem fim! Até que
certa vez tentei fugir para algum lugar onde havia paz. Fugindo do meu pai, o general
Montgomery.
Tentei ir para Açores. Nessa odisseia conheci Virna, Virna Rommel, também filha de
general, que estava na mesma situação identifica com a minha. A diferença que ela tinha
mais dois irmãos na guerra. Um deles extremamente ferido. Ela também estava à
caminho de Açores. Andamos muitos dias, ganhamos caronas, uma fuga, no mais,
muito intensa. Nesse tempo fui descobrindo em Virna uma pessoa encantadora,
apaixonante...
Nós estávamos na floresta quando eu desmaiei de febre, em seguida ela ficou
desesperada, não sabia o que fazer, pois não tínhamos mais remédios e, conforme o
mapa, a cidade mais próxima ficava 6 horas de caminhada, aproximadamente. Lembro
que quando estava um pouco acordada havia folhas de palmeiras abaixo de mim e ela
me hidratava com água de coco para restabelecer energia e coloca pano quente úmido
em minha testa. Logo peguei no sono de novo, um sono leve, mas não conseguia abrir
os olhos e, de repente escutei barulho de lágrimas, o qual caracterizava tristeza. Onde a
voz falava: “ por favor não vá, Deus, proteja-a. Eu não sei explicar bem o que está
acontecendo comigo, mas acho que estou amando, amando a senhorita Montgomery...”
Ao escutar meus olhos logo abriram, e mesmo não conseguindo falar direito disse: “
Virna? Eu escutei você fazendo uma prece e dizendo que me ama? Isto é verdade ou
estou variando?” Ela ficou assustada com o questionamento tão rápido após sua prece, e
logo respondeu: “ É um equivoco, Catherine! Eu estava rezando e conforme a palavra
do Senhor devemos amar as pessoas como nós mesmas. Não é??? Você, como advinda
de um colégio cristão deveria saber bem disso...”
Percebi que ela estava omitindo, estava vermelha de vergonha, tremula como se tivesse
visto um fantasma. Desde então passei a observa-la com um olhar diferente para saber
se o que ela disse era realmente verdade.
Pelo fato de ter ficado doente, atrasamos três dias e três noites. A nossa relação de
amizade havia ficado estremecida desde o meu questionamento. Até que ela começou a
falar coisas estranhas e questionar coisas sem sentido. “Eu sou uma péssima filha, não
deveria ter fugido assim! Meus irmãos estão lá precisando de mim. Eles podem até estar
mortos e eu nem sei... E toda a culpa vai ser minha!! Você acha que terei culpa de tudo
de ruim que aconteceu a minha família, Catherine?” Logo respondi: “Deixa de drama,
Vir. Ore para eles estarem bem. E se acontecer algo a culpa não foi sua. Deus quis...”
Na mesma hora ela olhou para mim, com feição do tipo, “vou te matar” e respondeu
imediato: “Você não sabe de nada!! Nem têm irmãos, é sozinha! Viveu sempre trancada
em um colégio!” Aquilo fez surgir em mim uma fúria que eu em uma havia sentido
desde então. O céu já estava nublado e a chuva começava a cair e nós duas discutindo
no meio da floresta. Começamos a rolar no chão como duas crianças brigando por causa
de um brinquedo. Até que a chuva começou a ficar mais forte e saímos correndo até que
avistamos uma cabana e, mesmo assim, continuamos discutindo.
Ao chegarmos à cabana, ela disse: “é culpa, sua!”. Eu simplesmente disse olhando no
fundo dos olhos dela: “Cale-se! Eu te amo”. Naquela hora nossos olhares pareciam um
só, eu enxergava toda a alma dela. E a Virna ficou mais alva do que a neve de tão pálida
com a minha fala. Acredito que ela esperava qualquer coisa, menos uma declaração de
amor. Nunca olhei tão fundo nos olhos de alguém. Eu estava segurando os braços dela e
quando me dei conta estávamos aos beijos, beijos intensos, frenéticos. Parecia um
devaneio de tão perfeito que foi. Vimos uma pequena lareira e acendemos com o
restante de madeira que havia por lá. Sentei-me próximo dela para que ficasse aquecida
e a Virna veio ficar próxima de mim. Comecei a acaricia-la e começamos a nos beijar
novamente. Agora foi diferente, pois estávamos abraçadas no chão nos amando. Era
uma experiência diferente na minha vida, nunca havia feito aquilo até então. Conheci o
amor...
No dia seguinte a nossa preocupação era de andar o máximo que pudéssemos, mas,
quando menos se esperava, chegou um homem na casa e nos viu juntas. Ele disse que:
“Quem são vocês? O que fazem aqui? Parecem ser diferentes!” Em seguida, ele tira dois
papeis do bolso onde falava que nós duas éramos procuradas com vida ou morte pelos
nossos pais. Tratamos de fugir o mais rápido possível, enquanto o homem estranho foi
chamar reforço para nos procurar. Nunca corremos tanto desde o início da fuga. Até que
chegamos à cidade e nos disfarçamos de imediato, pois haviam diversos anúncios de
procura espalhados pela cidade.
Achei algumas roupas masculinas, perucas, bigodes num pequeno brechó. Nunca vi
tanta coisa que poderia ser reutilizada. Inicialmente nos divertimos muito com os
disfarces, mas, como nem tudo é mar de rosas, passamos nosso primeiro apuro.
Estávamos num bar onde a Virna começou a ter ataque epilético. Haviam acabados os
remédios, e eu fiquei sem saber o que fazer, pois ver alguém em uma situação daquela
era diferente. Algumas pessoas nos deram socorro ali mesmo. Uma mulher que estava
questionou ao reparar a Virna: “Este homem parece muito delicado, tem gemidos muito
femininos! Ele tem algum problema? Até o bigode é estranho!” Eu fiquei boquiaberta
sem saber o que responder... Eu disse a ela que “ele” tinha problemas hormonais e teve
uma doença em que caíram todos os seus cabelos, e desde então usava perucas para
melhorar a aparência e a autoestima, estava quase ficando louco.
Uma senhora muito comovida, quis nos ajudar. Ela falou: “Desculpe a minha
indiscrição, mas não quis deixar vocês sem graça. Quero ajudá-los. Vocês são
estrangeiros? Se não tiverem lugar para ficar ofereço a minha casa!”. “Fico grato pela
sua gentileza. Somos da América. Tem certeza que não vamos atrapalhar?”. “Não
mesmo! Para mim será companhia! Estou muito sozinha, meu marido e meu único filho
faleceram na guerra. E nesse mundo cruel em que vivemos não podemos de ajudar o
próximo... Oh meu Deus me esqueci de me apresentar! Meu nome é Margareth
Buckham, prazer! E vocês, como se chamam?”. “Meu nome é Jack e o dele é Arthur. O
prazer é o nosso. Agradecemos imensamente a sua cordialidade.”
Ao chegar à casa da senhora Buckham, coloquei a Virna para dormir enquanto os
remédios eram providenciados. Sentei-me na sala com a Mrs. Margareth B. para
tomarmos chá e conversarmos. Ela contou muitas coisas sobre a vida dela, sobre o
casamento, sobre o filho. E parte que mais me tocou, a guerra, a morte dos dois no
início da Grande Guerra. Por mais que a dor fosse grande ela havia se conformado, eu
cheguei a questionar isso a ela. E a mesma me respondeu sorrindo: “Eu sei que a missão
deles foi cumprida. Voltaram numa próxima vida. O tempo que estive junto com eles
fui muito feliz!”. “A senhora é espírita?”. “Sim, sou. Não é algo comum na Inglaterra,
mas desde que passei a estudar culturas e religiões e viajar pelo mundo, optei por esta
religião. Acredito que foi mais por identificação.”. “Já que a senhora conhece tantas
coisas, por que optou em morar em Açores?”. “Vi várias maravilhas pelo mundo, aqui
tudo me conquistou, as pessoas, o clima, a música, o idioma português... tudo me
cativou neste lugar! Isso também foi uma grande ajuda na recuperação na perda que
tive. Dinheiro nenhum neste mundo pagaria esta perda...”. “Estou ficando cansada,
ops!! CANSADO! Quero me repousar agora, mas antes desejo saber como o Arthur
está!”. ”Você pode dormir no mesmo quarto que ele, assim vai poder ficar perto. Vejo
que são muito unidos. Desculpe a curiosidade, mas vocês são parentes?”. “Sim, Deus
nos uniu...”. “Como assim? Vocês são homossexuais? Não entendi o que você quis
dizer com isso!”. “O amor nos uniu é tudo que posso responder... Não sei como à
senhora vê isso.”. “Perdoe-me se deixei você constrangido, mas essa não foi minha
intenção. Não tenho nenhuma forma de preconceito. Era só para saber mesmo, pois falei
para você dormir no quarto dele e você nem perguntou se há outra cama e no quarto tem
apenas uma única cama!”. “Entendi, não tem problema! Somos isso mesmo que a
senhora está pensando. Vamos respeitar sua casa. Mas não comente com o Arthur que a
senhora sabe. Ele é muito tímido!”.
Ao subir as escadas fiquei pensando que foi melhor falar sobre homossexualismo do
que ela achar que somos muito femininos para homens. Chegando ao quarto observava
minha querida Virna dormindo como um anjo. Sentei-me na cadeira de balanço e fiquei
observando-a e me apaixonando mais ainda. Tranquei a porta, e tirei todo o disfarce
para dá-la um banho. Em seguida ela acordou dizendo: “ Oi querida, o que está
acontecendo?”. “Estamos na casa de uma senhora que nos socorreu quando você teve
um ataque epilético. Acredito que aqui vamos ficar seguras. Conversei bastante com ela.
É uma senhora bondosa que perdeu parentes na Guerra. E pra ela agora somos um casal
homossexual vindo da América. Agora você é Arthur e eu sou Jack.”. “Nossa querida,
tínhamos que ser logo americanos e gays?”. “Olha, não vi outra solução, primeiro
porque ela percebeu nossa feminilidade e segundo porque falamos inglês fluente, então
fica mais fácil.”. “Compreendo, mas se ela perguntar algo a mim?”. “Tente responder o
básico, em perguntas mais complicadas deixe comigo, tudo bem?”. “Sim.”.
Recordo que dormimos por muitas horas e a Virna, com os remédios em mãos, estava
sob controle. Passados alguns dias resolvemos ir a um baile de caridade na parte sul da
cidade onde dançamos muito e algumas garotas tentaram nos seduzir por achar nossa
beleza exótica, diferente dos outros homens que ali estavam. Quando menos se esperava
uma moça maluca ficou flertando a Virna e o namorado dela veio atrás de nós para tirar
satisfação! De repente, joguei uma garrafa nele e outras pessoas também começaram a
brigar. Foi uma confusão danada. Na hora que vimos a polícia chegar saímos correndo.
E ao chegar lá fora caímos no riso e disse: “Parece àqueles bailes suburbanos ingleses
no início do século alegria, bebida e briga (risos). Ei que cara é essa meu bem?”. “Eu
estou muito apavorada Catherine, você não entende? Essa briga pode nos colocar em
apuros! Estou com maus pressentimentos!”. “Ei querida! Acalme-se! Dê-me um abraço,
por favor. Vou te proteger! Da mesma forma que você cuidou de mim na floresta, com
muita bravura!”.
No dia seguinte nós nem esperávamos que a briga tivesse dado uma extensão tão
grande. No dia seguinte era notícia em toda a cidade. No café da manhã a senhora B.
nos perguntou sobre o baile e se sabíamos algo sobre a confusão. Não teve jeito tivemos
que contar tudo a ela caso houvesse alguma bomba por vir. Inicialmente ela ficou pasma
por escutar sobre a confusão logo foi ficando mais conformada. “Meninos, ainda bem
que me contaram isso, pois fiquei sabendo bem cedo que fizeram retrato falado dos
agressores. Vocês sabem que nesses tempos de guerra tudo é motivo de confusão. As
pessoas estão totalmente abaladas. Então peço que vocês dois não saiam de casa, pois
pode ser perigoso. Vai saber se alguém falou que a culpa foi de vocês.”. A senhora B.
mal havia terminado de falar e batera a campainha, a empregada veio chama-la que era
pra ela. Desconfiada, ela resolveu atender na porta de casa mesmo. Chegando lá era um
policial com nosso retrato falado como havia imaginado, nesses lugares a culpa sempre
é do gringo. Além disso, ainda mostraram a nossa foto de foragidas ainda não percebida
pela senhora B.
Ao voltar ela nos contou tudo e disse que já sabem que nos duas em figura masculina
está na região. Já sabem que somos estrangeiros então a vigilância está sendo total. A
Virna saiu da mesa chorando dizendo: “Eu sabia...”. Senhora B. disse “O que aconteceu
com o Arthur?”. “Ele é um rapaz emotivo, não ligue!”. ” Meninos eu suplico não saiam
de casa! Gente inocente pode pagar por isso!”
Apesar de toda hospitalidade, estava ficando ruim para nós duas disfarçadas de homem
e ficar dentro de uma casa onde não tínhamos liberdade para sair depois de toda
confusão. Às vezes vinham em minha mente se foi a melhor solução aceitar esta ajuda.
Aceitei mais pela Virna que estava mal de saúde... Certo dia eu e Virna estávamos
discutindo no quarto se continuaríamos como homens ou se assumiríamos como
mulheres, pois a situação estava ficando chata para todos os lados e qualquer hora
poderiam nos achar... Naquela mesma hora a senhora B. estava vindo nos chamar e
acabou escutando nossa conversa, em seguida ela bateu na porta e quando abri ela
perguntou: “Está acontecendo algo em que posso ajuda-las?”. “Como assim AJUDALAS?”. “Eu sabia o tempo todo que vocês eram mulheres e sei que vocês estão
foragidas tanto como mulheres e como homens.” Aquilo me deixou sem palavras, fiquei
mais branca que papel! Perguntei a ela: “Você vai nos entregar para polícia, para nossos
pais e para a guerra?”. “Não, nunca farei isso! Evitem de barulhos e se exporem demais.
A procura por vocês lá fora está grande e caso forem sair será problemática. Sugiro que
saiam como mulheres a noite. Eles não imaginam que duas damas vão sair de noite...”
O conselho da senhora B. nos deixou mais tranquilas, pois não sabíamos mais o que
fazer... Resolvemos sair a noite naquele mesmo dia para tomar um ar! Sentamos numa
praça eu e Virna. Até que chegou até nós um garotinho que estava com a mãe e nos
perguntou: “Ei moças! O que vocês estão fazendo agora aqui?”. “Estamos admirando a
noite!”. A mãe veio e disse: “Desculpem meu filho!”. “Imagina não há problema
nenhum!”. E os dois foram embora... Depois restaram na praça somente eu e Virna e a
lua lá no céu, parecia tudo perfeito! Abordei a minha amada com um beijo singelo, acho
que ela não imaginava que eu faria isso. Virna toda envergonhada pergunta: “Por que
você fez isso Cath? Não podemos nos expor assim?”. “Desculpe-me, não pude me
controlar! Você está tão linda hoje! Quer dizer você sempre é linda!”. Achei lindo
quando ela ficou vermelha quando eu falei isso. Mas algo sempre tinha que quebrar o
romantismo passou um carro com bêbados e começaram a mexer conosco. Até que um
deles gritou: “São as foragidas! Vamos pegá-las!”. Tratamos de correr o mais rápido
possível, pois eles estavam nos seguindo. Chegamos em casa muito aflitas a senhora B.
já estava dormindo e deixamos um bilhete debaixo da porta do quarto.
Planejamos que iriamos embora cedo, assim que explicarmos a situação para a senhora
B., mas infelizmente o nosso plano falhou, pois a polícia bateu na porta cedo e acredito
que ela não leu o bilhete que deixamos a noite. Havia cerca de 10 policiais com
cachorros farejadores e meu pai, o general Montgomery que saiu da Guerra para me
pegar de volta. Ele chegou dizendo: ”Senhora Buckham sei que minha filha está aqui
com a filha do nosso inimigo! Homens procurem-na!”. Um dos homens seguravam a
senhora B. e nós vestimos de homens para que a fulga fosse mais fácil, mas me enganei
haviam 3 homens no corredor com um pastor alemão enorme. Até que não teve jeito
pegaram nós duas. E meu pai com olhar de sentimentos infindos, pois ao mesmo tempo
feliz por pegar a filha de volta ele estava extremamente bravo por eu ter fugido! Ele
disse a mim: “Querida Catherine Montgomery, você é uma desonra para nossa família!
Fugitiva, aliou-se aos inimigos e ainda mais se envolveu com ela!”. “Sou uma vergonha
sim! Eu não quero mais o seu nome, jogue-o no lixo!”. Meu pai estava extremamente
irritado com tudo e vi que eles haviam matado a senhora B. que estava caída no chão e
eu juntamente com a Virna exiladas na Austrália. Para meu pai o mais longe que fosse
dele seria melhor.
Dois anos depois estávamos morando juntas em Sidney felizes até que uma procuração
judicial veio referente a senhora B. pedi a um advogado amigo para resolver, pois eu
não podia entrar em Londres por um bom tempo... Dentro de alguns dias ele me
retornou dizendo que a herança dela foi dividida para nós duas com uma carta:
“Meninas vocês foram especiais o tempo todo! O amor de vocês é contagiante. Sei que
algo em breve vai acontecer comigo, por isso quero deixar um presente para vocês. Uma
mulher em mim diz que vocês merecem ser felizes! Espero que quando isso chegar até a
mão de vocês desejo que estejam juntas!”.
Ficamos muito felizes e nunca imaginamos que ganharíamos um presente assim de
alguém que conviveu pouco conosco. Uma coisa posso concluir disso, que por amor
fazemos qualquer coisa. Quando acordo todas as manhas olho para a Virna e acho que
foi a melhor coisa que me aconteceu! Vivemos num tempo machista e maldoso, mas
nosso amor vence barreiras e fronteiras. Uma mulher em mim diz que amor não escolhe
o que amar e quem amar, mas ser amado... Nesses tempos de guerra a única coisa que
quero fazer é amor e não guerra...
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