Soros de Aglutinação de Haemophilus PT influenzae 1. Utilização Prevista Os Soros de Aglutinação de Haemophilus influenzae foram concebidos para serem utilizados no teste qualitativo de aglutinação em lâmina e na contra-imunoelectroforese (CIE) para identificar serologicamente o antigénio tipo das estirpes patogénicas de H. influenzae (tipos a a f), para fins epidemiológicos e de diagnóstico. 2. Resumo e Explicação do Teste As estirpes patogénicas possuem cápsulas e foram classificadas serologicamente em seis tipos, de acordo com a estrutura química do antigénio capsular 1. As estirpes que possuem estes antigénios são aglutinadas especificamente pelo antisoro homólogo. Como tal, uma cultura capsulada poderá ser diferenciada quanto ao tipo através dos testes de aglutinação em lâmina. Um método alternativo para a diferenciação do tipo, a contra-imunoelectroforese (CIE), baseia-se no facto de que, sob condições apropriadas, os anticorpos deslocam-se em direcção ao cátodo sob influência de uma corrente eléctrica, ao passo que os antigénios deslocam-se em direcção ao ânodo. As suspensões de bactérias de uma cultura sólida ou líquida e os anti-soros são colocados em pequenos poços numa camada e ágar de forma a que, quando uma corrente eléctrica atravessa o ágar, os antigénios e os anticorpos deslocam-se em direcção um ao outro, formando um precipitado visível num espaço de tempo relativamente curto2. Em determinadas circunstâncias, por exemplo, nos casos de meningite bacteriana, é importante obter uma identificação presumível do agente infeccioso, com um mínimo de demora, de forma a que seja possível iniciar uma terapia anti-microbiana adequada. O antigénio livre pode muitas vezes ser identificado nas amostras de fluido espinal, utilizandose o método de contra-imunoelectroforese (CIE) sensível3,4. Este método tem particular importância nos casos onde o conteúdo bacteriano do fluido espinal seja demasiado baixo para permitir um isolamento ou onde a viabilidade dos organismos tenha sido afectada devido a um tratamento antibiótico prévio. 3. Princípio do Procedimento Os testes serológicos baseiam-se no facto de que os anticorpos presentes no soro, produzidos em consequência da exposição a antigénios bacterianos, aglutinarão com bactérias que transportam antigénios homólogos. 4. 4.1. Reagentes conteúdo do kit 5.1.3 Soros de Aglutinação de Haemophilus Influenzae Tipo a (ZM20/R30166001) 1 frasco conta-gotas Tipo b (ZM21/R30166101) 1 frasco conta-gotas Tipo c (ZM22/R30166201) 1 frasco conta-gotas Tipo d (ZM23/R30166301) 1 frasco conta-gotas Tipo e (ZM24/R30166401) 1 frasco conta-gotas Tipo f (ZM25/R30166501) 1 frasco conta-gotas 4.2. 2 ml 5.1.4 5.1.5 Descrição, Preparação para Utilização e Condições de Armazenamento Recomendadas Consultar igualmente a secção Avisos e Precauções 5.1.6 Os soros devem ser armazenados a uma temperatura entre 2 e 8°C para que conservem a sua eficácia pelo menos até à data indicadano rótulo do frasco. Soros de Aglutinação de H. influenzae Produzido em coelhos e conservado com fenol a 0,5%. Cada frasco, equipado com tetina e conta-gotas, contém 2 ml de líquido e é fornecido pronto para utilização. Durante o período de armazenamento, alguns soros poderão tornar-se ligeiramente turvos. Isto não indica necessariamente deterioração e, normalmente, não interfere nos resultados. Contudo, os soros poderão ser submetidos a centrifugação ou filtragem por membrana (0,45 µm) antes de serem utilizados, para ficarem transparentes. Uma grande turvação indica contaminação e esses soros deverão ser descartados. 5. Avisos e Precauções Apenas para diagnóstico in vitro. Para uso profissional apenas. Atenção: este produto contém borracha natural seca. Consultar as folhas sobre dados de segurança do fabricante e o rótulo do produto para obter mais informações sobre componentes potencialmente perigosos. 5.1. Informações sobre Saúde e Segurança 5.1.1 5.1.2 Manusear todas as bactérias em conformidade com os regulamentos locais e legais adequados. Os utensílios não descartáveis devem ser esterilizados através de um procedimento adequado após a utilização, embora o método preferido seja o autoclave durante, pelo menos, 15 minutos a 121°C; os utensílios descartáveis devem ser submetidos a autoclave ou incinerados. 5.2. O derrame de materiais potencialmente infecciosos deve ser limpo imediatamente com papel absorvente e as áreas contaminadas esfregadas com um desinfectante antibacteriano normal ou álcool a 70%. Os materiais utilizados para limpar líquidos derramados, incluindo luvas, devem ser descartados como sendo potencialmente infecciosos. Não pipetar com a boca. Utilizar luvas descartáveis e protecção para a vista durante o manuseamento das amostras e durante o ensaio. Lavar bem as mãos depois de terminar o procedimento. Estes reagentes contêm fenol. Embora a sua concentração seja reduzida, o fenol é tóxico por ingestão e em contacto com a pele. Evitar a ingestão dos reagentes. Se qualquer destes reagentes entrar em contacto com a pele ou os olhos, lavar imediatamente toda a área com grandes quantidades de água. De acordo com os princípios das Boas Práticas Laboratoriais, recomenda-se vivamente que as amostras e os reagentes sejam tratados como material potencialmente infeccioso e manuseados com as devidas precauções. Precauções Analíticas 5.2.1 Não utilizar os anti-soros depois de findo o prazo de validade. A contaminação microbiológica dos antisoros deve ser evitada, uma vez que poderá conduzir a resultados erróneos e reduzir o tempo de vida do produto. 5.2.2 Não alterar o procedimento de teste, o tempo de incubação nem as temperaturas. Não diluir os soros de aglutinação. 5.2.3 Após a utilização, voltar a colocar os soros à temperatura de armazenamento recomendada. 5.2.4 Não utilizar uma ansa microbiológica para dispensar o anti-soro. Utilizar o conta-gotas fornecido. 6. Recolha, Transporte e Armazenamento das Amostras A diferenciação de tipos serológicos apenas fornece resultados confiáveis se a cultura possuir cápsulas. Recomenda-se que a diferenciação do tipo de estirpe seja realizada o mais rapidamente possível após o isolamento, uma vez que a capacidade de produção de cápsulas vai diminuindo com o tempo. As estirpes capsuladas podem ser reconhecidas através da iridescência característica que é observada quando uma luz branca intensa é transmitida obliquamente através de uma cultura que esteja a crescer em ágar de Levinthal1. Para obter detalhes sobre a recolha e a preparação de amostras, dever-se-á consultar um manual padrão. Recomenda-se a utilização de culturas frescas no ágar de Levinthal. 7. Procedimento Materiais Fornecidos Consultar a secção Conteúdo do Kit. Materiais Necessários mas Não Fornecidos 1. Solução salina a 0,85%. 2.Lâminas de vidro. 3. Ansa microbiológica e bico de Bunsen. 4. Fonte de luz sobre fundo escuro. 5.Temporizador. 6. Pipeta de Pasteur. 7.Tampão de Barbitona-HCl, pH 8,6 Dissolver 8,25 g de dietilbarbiturato de sódio em 1 litro de água destilada e adicionar 38,2 ml de ácido hidroclorídrico 0.2N para obter um pH de 8,6. CUIDADO: a Barbitona-HCl é nociva por ingestão. Lavar bem as mãos depois de manusear os produtos. 8. Agarose a 1% Adicionar 1 g de agarose a 100 ml de tampão de barbitonaHCl dissolver aquecendo num banho de água em ebulição durante cinco a dez minutos. Misturar suavemente, evitando a formação de bolhas de ar e assegurar que toda a agarose é dissolvida e distribuída de forma homogénea. Os frascos de gel podem ser armazenados à temperatura ambiente (18 a 30°C) durante um período até quatro semanas. 9.Lâminas revestidas com agarose Derreter um frasco de agarose a 1% num banho de água em ebulição e colocar em lâminas de vidro limpas, em cima de uma superfície plana e nivelada. A camada de gel deverá ter uma espessura entre 1 e 1,5 mm; para uma lâmina de 26 x 76 mm, 3 ml de agarose são suficientes e para uma lâmina de lanterna de 81 x 81 mm são necessários 10 ml de agarose. As lâminas sobressalentes, uma vez endurecidas, poderão ser armazenadas durante 24 horas numa caixa humedecida, a uma temperatura entre 2 e 8°C. 10.Aparelho electroforético adequado para electroforese com gel de ágar. Existem inúmeros fornecedores de equipamento apropriado. 11.Impulsor de gel (tubo com extremidade fina, com 3 mm de diâmetro) e aparelho de sucção. 8. 8.1. Procedimento de Teste Teste de Aglutinação em Lâmina Etapa 1 Colocar duas gotas separadas (40 µl cada) de solução salina numa lâmina de vidro. Emulsionar partes da cultura a ser testada com uma ansa em cada gota de solução salina para obter uma suspensão suave e razoavelmente densa. Etapa 2 Para uma suspensão como controlo adicionar uma gota (40 µl) de solução salina e misturar. Para a outra suspensão, colocar uma gota (40 µl) de anti-soro não diluído e misturar. Etapa 3 Agitar a lâmina durante um minuto e procurar aglutinação. Esta poderá ser mais facilmente observada contra um fundo escuro utilizando luz indirecta. Para uma desinfecção e eliminação em segurança, descartar a lâmina utilizada. 8.2. contra-imunoelectroforese Etapa 1 Encher o tanque electroforético com tampão de barbitona-HCl até ao nível desejado. Etapa 2 Fazer poços na agarose e remover o núcleo de cada poço aspirando cuidadosamente com uma pipeta de Pasteur ligada ao aparelho de sucção. Evitar danificar as paredes dos poços. Uma unidade de teste simples é composta por dois poços com 3 mm de diâmetro, colocados a uma distância de 5 mm entre si, ao longo do eixo electroforético. Muitas destas unidades podem ser cortadas em cada lâmina: uma lâmina de 81 x 81 mm pode acomodar 18 pares de poços. (Consultar a Figura 1, que pode ser utilizada como modelo.) 9. reSUltAdoS Aglutinação em Lâmina A aglutinação deverá ser forte e nitidamente visível no prazo de um minuto. não deverá existir aglutinação visível na suspensão de controlo e, caso seja visível, tal significa que a suspensão não é adequada para ser testada através deste método. contra-imunoelectroforese num resultado positivo, poder-se-á ver uma linha branca de precipitação entre um par de poços, perpendicularmente ao eixo da electroforese (Figura 2). numa reacção negativa, não se observará precipitação entre os poços. Figura 2 Figura 1 complementar e não substituir as técnicas convencionais. Se a concentração do antigénio não for suficiente na amostra, então será obtido um resultado negativo. Os anti-soros facultam apenas identificação serológica; a identificação completa de um organismo deve ser realizada apenas em conjunto com testes bioquímicos. 13. reSUltAdoS eSPerAdoS Aglutinação ou precipitação visível na presença de culturas e antigénios homólogos. 14. cArActeríSticAS eSPecíFicAS de deSemPenHo Os anti-soros ZM20/R30166001 a ZM25/R30166501 deverão exibir uma aglutinação visível no teste de aglutinação em lâmina e uma linha de precipitação no teste de contra-imunoelectroforese (CIE)com os antigénios capsulares de H. influenzae tipos a, b, c, d, e e f respectivamente. 15. BiBliogrAFiA 1 2 3 10. Etapa 3 Utilizando uma pipeta de Pasteur fina, colocar uma quantidade de anti-soro suficiente no poço anodal de cada par, preenchendo-os, mas sem derramar. Etapa 4 do mesmo modo, colocar a amostra de teste no poço catodal de cada par. Etapa 5 Em seguida, colocar a lâmina em posição no tanque electroforético e fazer as ligações entre as extremidades da lâmina e os compartimentos do tampão com pavios de papel de filtro macio embebidos em tampão. Apenas 10 mm de agarose na extremidade devem ficar cobertos pelos pavios. Suavizar gentilmente de forma a eliminar as bolhas de ar. Recolocar a tampa do tanque. Etapa 6 Etapa 7 Verificar se a fonte de alimentação está ligada, com a polaridade correcta (anti-soro nos poços anodais). ligar a fonte de alimentação e ajustar para uma corrente contínua com 2,5 mA/cm de largura com gel. Após uma hora, desligar a alimentação e retirar a lâmina do tanque. Visualizar utilizando um iluminador de fundo escuro ou utilizando uma fonte de luz oblíqua contra um fundo escuro. A leitura é muitas vezes mais fácil se a lâmina for imersa em solução salina, num prato de Petri, durante a observação. controlo de QUAlidAde Aglutinação em Lâmina de tempos a tempos, é aconselhável testar os anti-soros como descrito, utilizando culturas reconhecidamente positivas e negativas. As culturas homólogas devem ser utilizadas para organismos de controlo positivo. Para uma cultura de controlo negativo utilize a Neisseria lactamica. Estirpes com os serotipos adequados podem ser obtidas a partir de uma escolha de uma colecção de culturas reconhecidas, tal como nCtC ou AtCC. 11. interPretAção doS reSUltAdoS Aglutinação em Lâmina A aglutinação das estirpes de tipo “e” é normalmente mais fina do que as outras. As reacções de aglutinação em lâmina fracas ou que demoram mais do que um minuto a aparecer não são significativas. Se se observar uma aglutinação na suspensão de controlo, a cultura não é adequada para teste. contra-imunoelectroforese Se a concentração de antigénio for baixa, a linha poderá aparecer esbatida e, neste caso, poder-se-á utilizar uma lupa para facilitar a avaliação. As reacções são razoavelmente estáveis e, embora as lâminas devam ser inspeccionadas imediatamente após a electroforese, os resultados deverão permanecer inalterados durante várias horas. Se for necessário um registo permanente, as lâminas poderão ser lavadas, coloridas e secas através da utilização de métodos convencionais. 12. limitAçõeS do Procedimento Os Soros de Aglutinação de H. influenzae foram absorvidos conforme necessário para torná-los específicos dentro da espécie H. influenzae. no entanto, foram relatadas reacções cruzadas em organismos de outras espécies1,5,6. É importante confirmar a espécie dos organismos sujeitos ao teste através das técnicas de morfologia, cultura e bioquímicas estabelecidas. Esta nota de advertência aplica-se a todos os métodos de teste serológico e realça o facto de que a contra-imunoelectroforese (CIE) deve 4 5 6 turk, d.c. and may, J.r. (1967). Haemophilus influenzae. london, English Universities Press. myhre, e.B. (1974). typing of Haemophilus influenzae by counterimmunoelectrophoresis. Acta path. microbiol. scan. B., 82, 164. edwards, e.A., muehl, P.m. et al. (1972). diagnosis of bacterial meningitis by counterimmunoelectrophoresis. J. Lab. Clin. Med., 60, 449. myhre, e.B. (1974). Rapid diagnosis of bacterial meningitis. Scand. J. infect. Dis., 6, 237. Aaron, l., Handzel, z. et al. (1974). Monospecific serum for typing Haemophilus influenzae type b produced by immunization with Escherichia coli strain ‘Easter’. J. Biol. Stand., 2, 25. Argaman, m., liu, t.Y. et al. (1974). Polyribitol-phosphate: an antigen of four gram-positive bacteria cross-reactive with the capsular polysaccharide of Haemophilus influenzae type b. J. immunol., 112, 649. 16. emBAlAgem ZM20/R30166001..........................................2 ml ZM21/R30166101..........................................2 ml ZM22/R30166201..........................................2 ml ZM23/R30166301..........................................2 ml ZM24/R30166401..........................................2 ml ZM25/R30166501..........................................2 ml legenda dos símbolos número de Catálogo dispositivo médico para diagnóstico in vitro Consultar as instruções para utilização (IFU) limites de temperatura (temperatura de Armazenamento) Código de lote (número de lote) Utilizar antes de (Final do Prazo de Validade) Fabricado por IFU X7809A, Revisado em outubro 2013 Remel Europe ltd. Clipper Boulevard West, Crossways Dartford, Kent, DA2 6PT Reino Unido Para obter assistência técnica, entrar em contacto com o distribuidor local.