I Revisão do
Plano Director
Municipal
de
Leiria
Caracterização industrial do concelho de Leiria
Volume II
2003
1
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
2
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Índice Geral:
-
Objectivos e metodologia
-
Enquadramento:
-
-
6
Conceitos
7
Introdução legal ao tema
9
Diagnóstico actual ( 2004 ):
Demografia
12
Emprego: mercado de trabalho e tecido produtivo
12
Qualificação do emprego
18
Tecido Empresarial
18
Análise Industrial / Empresarial por freguesia ( unidade de estudo )
21
Actividades Dominantes, dimensão e comportamento
21
Emprego por actividade Industrial predominante
25
-
A industria e o Ambiente
54
-
Dinâmica de Localização Industrial Concelhia
55
Mercado de Solos
Análise Territorial
Linhas de Orientação
Conclusão
-
Áreas Industriais existentes e propostas: Plano em vigor / revisão
65
Metodologia de análise territorial
65
Caracterização das Áreas Industriais (de Norte para Sul do território)
65
Monte Redondo
Ortigosa
Regueira de Pontes
Pousos
Amor ( Coucinheira )
Colmeias (Areias)
Barracão (Colmeias e Bidoeira de Cima)
Cova das Faias
Caranguejeira
Barosa
Maceira
-
Estratégia para o Plano
104
Nota Conclusiva
110
Anexos
114
3
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Índice de Figuras
Figura 1 – Eixo Nordeste/Sudoeste da localização empresarial de Leiria (dominância)
55
Figura 2 – Zonas industriais e propostas na periferia da sede do concelho:
Ortigosa, Regueira de Pontes, Cova das Faias, Pousos e Barosa
61
Figura 3 – Zona Industrial de Monte Redondo/Bajouca e acessibilidades – PDM em vigor
67
Figura 4 - Zona Industrial de Monte Redondo – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
68
Figura 5 – Zona Industrial de Monte Redondo – Estratégia Industrial Fase 2 –
Proposta de Planta de Ordenamento
69
Figura 6 - Zona Industrial da Ortigosa – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
71
Figura 7 – Zona Industrial da Ortigosa – Estratégia Industrial Fase 2 – Proposta de Planta de Ordenamento
72
Figura 8 - Zona Industrial de Regueira de Pontes – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
74
Figura 9 – Zona Industrial de Regueira de Pontes – Estratégia Industrial Fase 2 –
Proposta de Planta de Ordenamento
75
Figura 10 - Zona Industrial dos Pousos – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
77
Figura 11 – Zona Industrial dos Pousos – Estratégia Industrial Fase 2 – Proposta de Planta de Ordenamento
78
Figura 12 - Zona Industrial de Amor – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
80
Figura 13 – Zona Industrial de Amor – Estratégia Industrial Fase 2 – Proposta de Planta de Ordenamento
81
Figura 14 - Zona Industrial de Areias (Colmeias) – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
83
Figura 15 – Zona Industrial de Areias (Colmeias) – Estratégia Industrial Fase 2 –
Proposta de Planta de Ordenamento
84
Figura 16 - Zona Industrial do Barracão (Colmeias/Bidoeira de Cima) – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
86
Figura 17 – Zona Industrial do Barracão (Colmeias/Bidoeira de Cima) – Estratégia Industrial Fase 2 –
4
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Proposta de Planta de Ordenamento
87
Figura 18 - Zona Industrial da Cova das Faias – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
90
Figura 19 – Zona Industrial da Cova das Faias – Estratégia Industrial Fase 2 –
Proposta de Planta de Ordenamento
91
Figura 20 - Zona Industrial da Caranguejeira – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
93
Figura 21 – Zona Industrial da Caranguejeira – Estratégia Industrial Fase 2 –
Proposta de Planta de Ordenamento
94
Figura 22 - Zona Industrial da Barosa e Indústria ambiental – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
97
Figura 23 – Zona Industrial da Barosa e Indústria Ambiental – Estratégia Industrial Fase 2 –
Proposta de Planta de Ordenamento
98
Figura 24 - Zona Industrial da Maceira – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
101
Figura 25 – Zona Industrial da Maceira – Estratégia Industrial Fase 2 – Proposta de Planta de Ordenamento
102
5
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Índice dos Quadros:
Quadro 1. Evolução dos estabelecimentos e emprego na Indústria Transformadora
13
Quadro 2. Estrutura do emprego no concelho 1991-2001
14
Quadro 3. O emprego em Leiria: 1998
15
Quadro 4. Estatística da população sob o ponto de vista económica e outros indicadores, 2001
17
Quadro 5. Empresas existentes em 1999 segundo o tipo de actividade
19
Quadro 6. População residente por sectores de actividade por freguesia, 2001
21
Quadro 7. Número de indústrias existentes, por freguesia, em 2003 e 2007
23
Quadro 8. Número de Indústrias por classe e tipo em 2003 e 2007, por freguesia
24
Quadro 9. Peso da Indústria existente por freguesia, 2003
25
Quadro 10. Indústria do concelho de Leiria, segundo a CAE, por freguesia de acordo com os
dados obtidos pela listagem do Ministério da Economia, 2003
28
Quadro 11. Indústrias do concelho de Leiria, segundo o escalão de pessoal ao serviço,
por freguesia,2000
54
Quadro 12. Espaços e áreas industriais em vigor e ocupação (2003)
113
6
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Objectivos e metodologia
A análise do Concelho a nível industrial é um tema que já foi abordado em alguns estudos elaborados para a
revisão do PDM. Este trabalho irá aprofundar a temática relativamente à indústria e sua dinâmica no Concelho,
abordando as empresas industriais de acordo com a sua actividade predominante e o número de pessoas ao
serviço por freguesia (este último ponto deverá ser encarado como uma amostra para o geral), as
características das actuais áreas industriais do Concelho e sua funcionalidade e continuidade sob novas
orientações na revisão do Plano Director Municipal. Para completar este trabalho foi elaborado um
levantamento “in loco” para percebermos a ocupação industrial que se foi dando ao longo da implantação do
plano desde 1995.
Para a realização deste trabalho foram consultados vários trabalhos, legislação, dados de empresas por
freguesia, entrevistas aos representantes das Juntas de Freguesia e a análise da taxa de ocupação dos
espaços industriais definidos na Planta de Ordenamento em vigor.
O trabalho é composto por uma pequena introdução, exposição de alguns conceitos importantes, uma
pequena análise no patamar da nova legislação industrial e um desenvolvimento ao tema começando por fazer
uma apresentação/diagnóstico do Concelho a nível demográfico e emprego e uma análise de toda a
conjuntura em torno da indústria e derivados no Concelho com a finalidade de caracterizar as suas freguesias
de acordo com o número de pessoas e actividades industriais predominantes, terminando por demonstrar o
estado das áreas e espaços industriais existentes no actual PDM ( acessos, ocupação, enquadramento, entre
outros).
Para apoiar este trabalho serão apresentados gráficos demonstrativos, mapas temáticos das actividades
industriais existentes e plantas de localização das áreas industriais do Concelho.
7
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Enquadramento
Conceitos
É importante, para melhor entender o trabalho, ter uma noção dos conceitos utilizados, pois o vocabulário pode
introduzir diferentes interpretações do seu conteúdo.
Assim, e depois de uma selecção do que seria necessário, escolhemos os conceitos abaixo indicados,
retirados da legislação vigente relativa ao tema, do vocabulário urbanístico da Direcção Geral de Ordenamento
do Território e Desenvolvimento Urbano e outras publicações, tais como do Instituto Nacional de Estatística.
Acessibilidade- Possibilidade de acesso a um lugar, ou conjunto de lugares. Caracteriza o nível de oferta em
relação às infra-estruturas e serviços de transporte, constituindo importante factor na estruturação do espaço,
na ponderação da localização das actividades, e na valorização da propriedade fundiária.
A função acessibilidade está associada à cobertura do território pela rede viária e é tanto maior quanto maior
for a permeabilidade do espaço à rede de infra-estruturas rodoviárias, particularmente, às de nível hierárquico
mais baixo ( estradas municipais, estradas colectoras, de serventia, etc.).
Por outro lado, a qualidade e quantidade dos meios de transporte e as características das vias de
comunicação constituem factores condicionantes da acessibilidade. O conceito de acessibilidade é
fundamental, particularmente no estudo e planeamento de novas periferias urbanas ainda não servidas por
uma rede conveniente de transportes.
Nos estudos de transportes a acessibilidade deverá constituir o indicador principal da qualidade do serviço da
rede.
Em termos de oferta, a acessibilidade a um determinado lugar pode ser definida pela proximidade dos pontos
de paragem de transportes colectivos, pela sua frequência, pela duração e qualidade dos trajectos, ou pelo
quadro de destinos possíveis.
(DGOTDU – vocabulário urbanístico, 1994)
Actividade industrial – Operação efectuada nos estabelecimentos industriais (definidos no anexo I do DL
204/93, de 3 de Junho), que utilize ou possa utilizar uma ou mais substâncias ou preparações perigosas
susceptíveis de apresentarem riscos de acidentes industriais graves e o transporte efectuado, por razões
internas, no interior dos referidos estabelecimentos e toda a armazenagem associada a esta operação no
interior do estabelecimento.
De acordo com o Decreto-Lei 69/2003 de 10 de Abril, a actividade industrial é entendida como sendo qualquer
actividade incluída na Classificação Portuguesa das Actividades Económicas nos termos a definir em diploma
regulamentar.
No REAI que se encontra em vigor, “a actividade industrial é a actividade económica prevista na Classificação
Portuguesa das Actividades (CAE – rev. 3), aprovada pelo DL 381/2007 de 14 de Novembro, nos termos
definidos na secção 1 do anexo I ao presente DL, do qual faz parte integrante”
8
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
(D. Lei 204/93 de 3 de Junho, D. Lei 69/03 de 10 de Abril e DL 209/2008 de 29 Outubro)
Zona Industrial – Espaço cuja localização é consagrada à indústria através de planos de urbanização ou
planos de pormenor com utilização prevista para aquela actividade, de alvará de loteamento com fins
industriais e de parques industriais.
(D. Regulamentar 8/2003 de 10 de Abril – estabelece as normas disciplinadoras do exercício da actividade
industrial)
Estabelecimento industrial – Local onde seja exercida, principal ou acessoriamente, por conta própria ou de
terceiros, qualquer actividade industrial, independentemente da sua dimensão, do número de trabalhadores,
equipamento ou outros factores de produção. (DL 109/91 de 15 Março, alterado pelo DL 282/93 de 17 de
Agosto).
De acordo com o Decreto-Lei 69/2003 de 10 de Abril é a totalidade da área coberta e não coberta sob
responsabilidade do industrial onde seja exercida uma ou mais actividades industriais, independentemente da
sua dimensão, do número de trabalhadores, do equipamento ou de outros factores de produção.
O DL 209/2008 de 20 Outubro define “estabelecimento industrial como a totalidade da área coberta e não
coberta sob responsabilidade do industrial, que inclui as respectivas instalações industriais, onde é exercida
actividade industrial, independentemente do período de tempo, da dimensão das instalações, do número de
trabalhadores, do equipamento ou de outros factores de produção”
(DL 109/91 de 15 Março, alterado pelo DL 282/93 de 17 de Agosto, DL. 69/2003 de 10 de Abril e 209/2008 de
20 Outubro)
Infra-estruturas – A designação de infra-estruturas, transcendendo o sentido etimológico do termo, designa,
na área do urbanismo, tudo aquilo que diz respeito, como complemento, ao funcionamento correcto do habitat,
compreendendo nomeadamente rede viária (espaço construído destinado à circulação de pessoas e viaturas)
e o estacionamento, o abastecimento de água, as redes eléctrica e telefónica, eventualmente a rede de gás, e
ainda o saneamento e o escoamento das águas pluviais.
(DGOTDU, vocabulário urbanístico, 2004; Portaria 1136/2001 de 25 de Setembro)
Infra-estrutura viárias (T): A designação de infra-estruturas viárias integra apenas para efeitos legais (da
portaria designada na fonte) a rede viária (espaço construído destinado à circulação de pessoas e viaturas) e o
estacionamento.
T= arruamentos + estacionamento
(Portaria 1182/92 de 22 de Dezembro)
Interface- Local (nó) onde o passageiro inicia ou termina o seu percurso, muda de modo de transporte ou faz
conexões entre diferentes linhas do mesmo modo.
9
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
As paragens nas linhas de transportes rodoviários e as praças de táxis constituem o caso mais simples de um
interface. Nelas se realiza a mudança de modo de transporte entre o peão e um transporte público.
Os casos mais complexos, envolvendo vários modos de transporte e com grande importância a nível de
ligações regionais e suburbanas encontram-se nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.
(Direcção geral de transportes terrestres/ risco, projectistas e consultores de design, 1986)
Redes de infra-estruturas – Dizem respeito aos sistemas de condutores, colectores, canais e espaços canais
e seus dispositivos próprios que permitem ou facilitam a movimentação de pessoas e bens, do abastecimento
e dos efluentes, da energia sob as suas diversas formas e dos transportes e comunicações (as vias rodoviárias
e ferroviárias, os portos e aeroportos, as redes de abastecimento de água, as redes de esgotos e de
drenagem, as condutas de gás e de petróleo, os cabos eléctricos, os cabos telefónicos e de televisão, etc.).
(UTL (Universidade Técnica de Lisboa)- DGOTDU- normas urbanísticas, vol. I, 1995)
Taxa de actividade – corresponde ao rácio entre a população activa entre os 16 anos e os 64 anos e a
população residente para o mesmo escalão etário.
(Instituto Nacional de Estatística)
Introdução legal ao tema:
Os diplomas que se encontram em vigor sobre o tema, são os seguintes:
DL 209/2008 de 29 de Outubro
DL 381/2007 de 14 de Novembro
DL 183/2007 de 9 Maio
DL. 69/2003 de 10 de Abril
D. Regulamentar 8/03 de 11 de Abril
Portaria 464/03 de 6 de Junho
DL 69/00 de 3 de Maio
Decreto Lei 197/03 de 27 de Agosto
DL 209/2008 de 29 de Outubro
Este Decreto-Lei aprova o regime de exercício da actividade industrial (REAI). Neste diploma são atribuídos
graus de intensidade distintos de controlo prévio, são eliminadas fases do procedimento que se concluiu serem
desnecessárias, encurtam-se os prazos de decisão e instituem-se mecanismos conducentes ao seu efectivo
cumprimento.
A tipologia de estabelecimentos industriais é reduzida de quatro para três tipos. Este diploma vem reforçar a
articulação com outros regimes, em especial com o Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE).
10
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
O objecto definido no art. 1º do presente decreto lei é o seguinte “… com o objectivo de prevenir os riscos e
inconvenientes resultantes da exploração dos estabelecimentos industriais, visando salvaguardar a saúde
pública e dos trabalhadores, a segurança de pessoas e bens, a higiene e segurança dos locais de trabalho, a
qualidade do ambiente e um correcto ordenamento do território, num quadro de desenvolvimento sustentável e
de responsabilidade social das empresas.”
DL 381/2007 de 14 de Novembro
O presente DL procede à revisão da Classificação Portuguesa de Actividade Económicas, harmonizada com
as classificações de actividades da União Europeia e das Nações Unidas, a qual constitui uma estrutura
indispensável ao desenvolvimento e à consolidação do sistema estatístico nacional, quer plo papel que
desempenha na recolha, tratamento, publicação e análise de informação, quer pelo sentido de coerência e de
unidade que confere ao sistema. Regula ainda a transição para a nova classificação de actividades
económicas, assegurando à diversidade de utilizadores as condições para uma aplicação mais correcta,
integrada e harmonizada dos seus princípios metodológicos e conceptuais.
Revoga o DL 197/2003 de 27 de Agosto e procede à revisão três da CAE – CAE – rev3 .
DL. 69/2003 de 10 de Abril:
Visa aprofundar a simplificação e desburocratização de procedimentos, a adopção de processos de
licenciamento mais expeditos, incluindo a criação da figura da entidade acreditada, do responsável técnico do
projecto e do gestor do processo no âmbito do sistema de licenciamento, assegurando assim a adaptação às
novas realidades, por forma a incrementar a qualidade e eficiência da intervenção pública neste domínio.
Pretende-se dar um novo enquadramento às condições de localização dos estabelecimentos industriais e à
sua autorização, atribuindo-se um novo e coerente papel ás câmaras municipais e ao actual quadro dos
instrumentos de ordenamento do território para simplificação das autorizações de localização. Neste sentido,
este diploma assim como o respectivo diploma regulamentar não impõe regras específicas de localização,
entendendo-se que estas regras são estabelecidas pelos instrumentos de ordenamento do território e pelas
entidades responsáveis pela gestão dos parques ou zonas previstas para a instalação de estabelecimentos
industriais, incluindo as áreas de localização empresarial.
Neste diploma abandona-se a classificação dos estabelecimentos por classes e a indexação destas à
classificação das actividades económicas, bem como a classificação por classes constante no anexo III do
D.R. 61/91 de 27 de Novembro, optando-se pela definição de regimes de licenciamento com diferentes graus
de exigência, em função dos riscos potenciais que a actividade comporta e da aplicabilidade de legislação
específica nos vários domínios do exercício da actividade industrial.
Assume particular relevância, neste diploma, o princípio da abordagem integrada da protecção do ambiente,
assente nas melhores técnicas disponíveis em termos energéticos e adequadas condições de segurança,
11
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
higiene e saúde no trabalho, incluindo a adopção de sistemas de gestão, enquanto ferramentas essenciais ao
tratamento adequado daquelas componentes pelas empresas industriais.
Pretende instituir um quadro legal que constitua um factor de adaptação das actividades industriais às
mutações da envolvente empresarial para maior transparência e parceria entre a administração e os agentes
económicos procurando evitar a criação de roturas no enquadramento legal em que as empresas industriais
têm vindo a exercer a sua actividade, introduzindo simultaneamente no sistema mecanismos de flexibilidade
que melhor permitam dar resposta às realidades do tecido industrial.
Decreto Regulamentar n.º 8/2003 de 11 de Abril:
Aprova o Regulamento do Licenciamento da Actividade Industrial – RELAI .
Visa a simplificação e desburocratização dos procedimentos enquanto factor de competitividade da economia
nacional. Pretende estabelecer o novo regime de licenciamento onde os estabelecimentos industriais são
classificados de tipo 1 a 4. Esta é uma classificação definida por ordem decrescente do grau de risco potencial
para a pessoa humana e para o ambiente inerente ao seu exercício. Os indicadores são: o número de
trabalhadores, a potência eléctrica e a potência térmica.
Portaria n.º 464/2003 de 6 de Junho:
Estabelece um novo regime legal para o exercício da actividade industrial, revogando a portaria n.º 744-B/93,
de 18 de Agosto.
Identifica a tipologia dos estabelecimentos industriais para efeitos da definição do respectivo regime de
licenciamento de acordo com o definido no DL 69/2003 de 10 de Abril, assim como a identificação da entidade
coordenadora do processo de licenciamento industrial.
Decreto-Lei n.º 69/2000 de 3 de Maio:
Estabelece o regime jurídico da avaliação do impacte ambiental dos projectos públicos e privados susceptíveis
de produzirem efeitos significativos no ambiente.
A avaliação de impacte ambiental é um instrumento preventivo fundamental da política do ambiente e do
ordenamento do território, e como tal reconhecido na Lei de Bases do Ambiente, Lei n.º 11/87, de 7 de Abril.
Constitui, pois, uma forma privilegiada de promover o desenvolvimento sustentável, pela gestão equilibrada
dos recursos naturais, assegurando a protecção da qualidade do ambiente e, assim, contribuindo para a
melhoria da qualidade de vida do Homem.
DL 197/03 de 27 de Agosto:
Altera a CAE – REV 2 (DL. 182/93 de 14 de Maio).
Surge no sentido de publicar uma nova Classificação das Actividades Económicas, de forma a permanecer em
sintonia com os desenvolvimentos tecnológicos e económicos que foram ocorrendo ao longo do tempo, assim
como acompanhando a situação ao nível comunitário possuindo assim melhores dados estatísticos e
comparáveis no mercado europeu comum. Surgiu assim a CAE – REV – 2.1 que vem substituir a CAE – REV
12
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
2 anexa ao DL 182/93 de 14 de Maio.
13
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Diagnóstico actual:
Demografia
A variação populacional no Concelho de Leiria entre 1991 e 2001 foi de 16%.
Assistimos a um grande reforço da densidade populacional nas freguesias urbanas e áreas próximas aos
principais eixos viários e que correspondem a grandes concentrações industriais.
Fenómeno continuado de crescimento populacional.
A estrutura etária da população mantém-se jovem
expansão de oferta de mão de obra
Optimismo na instalação de empresas.
Entre 1995 e 1998 distingue-se claramente a primazia da indústria transformadora com um peso de 40.8% no
panorama do emprego concelhio.
Variação entre 95/98, na Indústria Transformadora é de 8,5%
Variação entre 95/98 na construção é de 58.6%
Variação entre 95/98 nas actividades imobiliárias é de 78.5%
Variação entre 95/98 na educação é de 54.1%
Esta conjuntura é explicada pela forte expansão demográfica, aumento ao nível do edificado e maior
procura de equipamentos.
A Indústria Transformadora é o principal receptor de mão de obra, no entanto, constatamos a redução da sua
importância no volume de emprego no Concelho, perdendo importância face ao sector de serviços, em
ascensão.
Emprego: Mercado de trabalho e tecido produtivo:
Entre 1995 e 1998 deu-se um aumento de 4107 postos de trabalho, o que equivale a um aumento de 16,4% da
capacidade empregadora do tecido empresarial
Reafirmando a forte capacidade de atracção de
investimento empresarial justificando os saldos migratórios largamente superavitários que se registaram nos
últimos 10 anos.
Pela análise dos diferentes sectores da indústria transformadora podemos perceber que os sectores de fabrico
de produtos minerais não metálicos, indústrias alimentares, indústria da madeira e indústria têxtil, que em 1995
representavam cerca de 52% do volume da indústria transformadora, em 1998 reduziram a sua capacidade
empregadora passando a representar 43.5% dos trabalhadores da indústria transformadora ( quadro 1 ).
14
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Diminuição compensada pelo aumento da capacidade empregadora dos sectores de fabrico de equipamentos
eléctricos (35.3%), indústrias metalúrgicas (28.8%), fabricação de máquinas e equipamentos (27.5%) e outras
não especificadas (26.8%), verificando-se um aumento médio de 1.3% de mão de obra empregada na indústria
transformadora, entre 1995 e 1998.
Quadro 1. Evolução recente de estabelecimentos e emprego na Indústria Transformadora.
Estabelecimentos
Emprego
Peso da
Total
Actividade
Peso da
actividade
Var. (%)
98 95-98
Total
95
98
95
95
Alimentares
63
79
9,7
10,2
DB - Indústria Têxtil
48
46
7,4
5,9
-4,2
952
2
1
0,3
0,1
-50
11
86
97
13,2
12,5
15
28
2,3
3,6
86,7
344
18
21
2,8
2,7
16,7
272
71
78
10,9
78
85
115
actividade
Var. (%)
98
95
98
95-98
25,4 1415 1251
13,0
11,4
-11,6
922
8,8
8,4
-3,2
...
0,1
...
...
12,8 1120 1075
10,3
9,8
-4
409
3,2
3,7
18,9
285
2,5
2,6
4,8
10,1
9,9 1938 2151
17,8
19,5
11
12,0
11,0
9 2165 1530
19,9
13,9
-29,3
156
17,7
20,2
35,7
884 1139
8,1
10,3
28,8
79
106
12,2
13,7
34,2 1014 1293
9,3
11,7
27,5
15
13
2,3
1,7
-13,3
85
115
0,8
1,0
35,3
DM - Fab. m. transp.
6
7
0,9
0,9
16,7
33
39
0,3
0,4
18,2
DN – Ind. transf. n.e.
54
57
8,3
7,4
5,6
630
799
5,8
7,3
26,8
650
774
100,0
100,0
19,1 10863 11008
100,0
100,0
1,3
DA - Ind.
DC - Ind. Couro e
p.c.
DD - Ind. madeira
DE - Ind. pasta p.
imp.
DG - Fab. p.
químicos
DH - Fab. p.
borracha
DI - Fab.o. p.
min.n.m
DJ - Ind.
metalúrgica.
DK - Fab. máq. e eq.
DL - Fab. e.
eléctrico
TOTAL
Fonte: MTS, Quadros de pessoal, 1995 e 1998
Assim, verifica-se uma alteração estrutural da capacidade empregadora da indústria que vê os sectores que
tradicionalmente empregavam maior número de pessoas a perderem peso no volume de emprego. Este
fenómeno aponta para uma diversificação dos sectores de actividade da indústria transformadora.
Demonstrando deste modo uma maior tendência para a redução da dependência de um núcleo restrito de
15
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
sectores e uma capacidade de diversificação e de resposta a alterações estruturais do mercado e das
vantagens competitivas associadas aos distintos sectores industriais.
No Concelho de Leiria, registam-se baixos níveis de desemprego, havendo uma grande dificuldade de
recrutamento de todo o tipo de mão de obra, desde os indiferenciados aos mais especializados. Este quadro
tem levado as empresas a formar internamente os recursos humanos que não conseguem obter no mercado
em condições atractivas, particularmente grandes empresas e de sectores que impõem maior exigência ao
nível da qualidade, tempos de entrega e nível tecnológico dos equipamentos. Este quadro vai obrigar as
empresas a:
•
Apostar na formação continua dos trabalhadores da empresa e por ela especializados e formados;
•
Apostar na modernização, especialização dos trabalhadores e na renovação tecnológica;
•
Apostar nas produções de maior valor acrescentado.
Para o exterior, a imagem do perfil / peso Industrial do Concelho de Leiria é justificado e demonstrado pelos
seguintes valores:
1. Em 1991 – cerca de 46.3% da população está ocupada no sector secundário.
2. Em 2001 – cerca de 41,3% da população economicamente activa encontrava-se concentrada em
actividades como a indústria extractiva, indústria transformadora e electricidade, gás e água, de
acordo com o quadro abaixo indicado.
Assiste-se a uma grande progressão do sector terciário, aliado ao facto de o Concelho concentrar um leque
alargado de funções e órgãos desconcentrados do aparelho regular do estado, alargando-se sobretudo a duas
novas áreas: Serviços pessoais e de natureza social e Serviços de apoio à actividade económica.
Quadro 2. Estrutura do emprego no Concelho em 1991 e 2001
Sectores de N.º população N.º população Peso relativo Peso relativo
actividade
activa 91
activa 01
1991(%)
2001(%)
Sector I
2697
1728
6.2
3.0
Sector II
20278
23789
46.3
41.3
Sector III
20862
32045
47.6
55.7
Total
43837
57562
100
100
Fonte: Recenseamento geral da População, INE, Coimbra; Gabinete de SIG e PDM
De acordo com o quadro acima indicado o sector primário continua a decrescer ao longo dos anos, o peso
relativo entre 1991 e 2001 passou de 6.2% para 3.0%.
O sector Secundário (que inclui a indústria transformadora), decresceu entre 1991 e 2001, engrossando os
activos a trabalhar para o sector terciário, que passou de um peso relativo de 47.6% para 55.7%. Na realidade,
16
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
o sector dos serviços e comércio tem vindo a apresentar um acréscimo e a assumir maior peso no Concelho –
não esquecer que Leiria é sede de distrito e por isso já conjuga serviços de grande importância.
“A indústria é um sector com grande dinâmica, apesar da emergência de um terciário de apoio aos indivíduos e
ao sector económico “ (Plano de Desenvolvimento Económico, Revisão do Plano Director de Leiria, Agosto
2001)
Quadro 3. O emprego em Leiria: 1998
n.º de trabalhadores
peso da actividade %
Agricultura, caça e pesca
550
1.9
Indústria extractiva
202
0.7
Indústria Transformadora
11813
40.7
Comércio, G. e Restauração
7270
24.9
Transportes, armazéns e comunicações
1028
3.5
Actividades imobiliárias
1330
4.6
Educação
783
2.7
Fonte: MTS, Quadros de pessoal, 1995 e 1998
No sector secundário, os comportamentos empregadores das diversas actividades encontram uma larga
diversidade decorrentes do processo de reestruturação mais ou menos intensos com impactes naturais da
necessidade de postos de trabalho de especialização nas seguintes actividades:
-
produtos minerais não metálicos (plásticos, borracha e cerâmica) e os produtos metálicos (moldes)
globalmente assistem a uma dilatação da sua capacidade de acolher novos postos de trabalho.
-
Com dificuldade de reter emprego estão as indústrias ligadas à cerâmica, madeira, cortiça e indústria
alimentar, não significando que tenham menor desempenho económico, dado que a reestruturação
económica tem seguido sistematicamente a via de introdução de mais tecnologia, exigindo emprego
mais qualificado mas também a eliminação de postos de trabalho, reduzindo o número de
trabalhadores.
-
Construção, comércio e alojamento e restauração garantem 40.7% do emprego em 1998 –
apresentando grandes dinâmicas de crescimento para o panorama concelhio.
Apesar de uma mão de obra indisciplinada e com elevados níveis de absentismo, as entidades e empresas
manifestam-se satisfeitos em relação à capacidade de trabalho e de compromisso do trabalhador local.
As freguesias com maior facilidade para recrutar trabalhadores são aquelas onde se verifica uma menor
concentração empresarial e onde as pessoas se vêem obrigadas a deslocar-se diariamente para outras
freguesias e até outro concelho. Sempre com a disposição de mudar de trabalho por forma a reduzirem as
deslocações diárias.
17
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Dadas as dificuldades de recrutamento e a relativa facilidade com que os trabalhadores conseguem
arranjar trabalho, as empresas com necessidades de deslocalização têm grande aversão à
possibilidade de mudarem as instalações para áreas distantes à sua localização actual, uma vez que
implicaria a perda de trabalhadores, que ao manifestarem uma clara preferência por trabalhar perto dos
aglomerados populacionais em que têm estabelecida a sua residência, prefeririam mudar de entidade
patronal de modo a não aumentarem as distâncias das deslocações casa – trabalho.
Este importante indicador manifesta-se na estratégia de localização de pequenas áreas industriais perto dos
perímetros urbanos considerados relevantes. Por análise do plano em vigor foi difícil deslocalizar empresas,
que ao nível do ordenamento do território seria pertinente fazê-lo: ou por custos ou por recrutamento de mãode-obra não houve, por iniciativa privada ou pelo Município, força para implementar deslocalizações para áreas
industriais próximas.
18
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
LEIRIA
HM
População Economicamente Activa H
M
HM
População Desempregada
H
M
HM
H
M
Actividades mal definidas
População Economicamente
Activa e Empregada
Taxa de Actividade em 1991
Taxa de Actividade em 2001
Taxa de Desemprego 2001
60407
33355
27052
2234
791
1443
58173
32564
25609
1777
Agricultura, Silvicultura, Caça e Pesca/ Ind. Extractivas/ Ind.
Transformadoras/Electricidade, Gás e Água
24065
Construção e Obras Públicas/ Comércio por grosso e
Retalho. Restaurantes e Hotéis/Transportes, Armazenagem e
Comunicações/Bancos e Outras Instituições Financeiras
( Seguros, Operações sobre Imóveis e Serviços Prestados às
Empresas)
32331
Actividades relacionadas com: Construção e Obras Públicas/
Comércio por grosso e Retalho. Restaurantes e
Hotéis/Transportes, Armazenagem e Comunicações/Bancos
e Outras Instituições Financeiras ( Seguros, Operações sobre
Imóveis e Serviços Prestados às Empresas
HM
H
M
HM
H
M
HM
H
M
19648
44.20%
55.40%
33.60%
50.40%
57%
44.10%
3.70%
2.40%
5.30%
N.º de Empresas em Agosto de 2000
( Fonte: Segurança Social de Leiria)
5340
Quadro 4. Estatística da população sob o ponto de vista económica e outros indicadores, 2001
Fonte: INE - Censos 2001- Resultados Definitivos
19
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Qualificação do emprego
A valorização do potencial humano é uma prioridade nacional que merece no Concelho de Leiria uma atenção
particular, uma vez que, a percentagem de profissionais semi-qualificados ou não qualificados a exercer
actividade é superior à média do continente, já de si elevada. Recursos humanos qualificados e habilitados
apresentam-se como uma mais valia para o arranque e sustentação de processos de desenvolvimento, do
mesmo modo que uma mão de obra pouco qualificada e pouco habilitada constitui uma séria dificuldade a
ultrapassar.
Apenas um quinto dos empregados no Concelho de Leiria registam habilitações escolares acima do ensino
básico adoptado em Portugal (9º ano), o que pode produzir limitações naturais a um maior grau de
complexidade das tarefas a desempenhar.
No Concelho de Leiria encontramos a seguinte situação:
•
Cerca de 60% dos quadros superiores empregados no Concelho concentram-se no sector D –
indústria transformadora e o sector G – comércio grossista e retalhista. Se incluíssemos o sector F –
construção, este valor passaria praticamente para 75%.
•
O contributo dos sectores D, G e F para a fixação e qualificação dos recursos humanos no Concelho,
a indústria transformadora apresenta 9.1% dos quadros superiores na estrutura de emprego sectorial,
o que comparado com os 14% da construção ou dos 15% do comércio a remete para níveis de
qualificação bastante inferiores, mesmo abaixo da média concelhia (12.5%).
•
No extremo da qualificação profissional, onde se integram os profissionais semi-qualificados, não
qualificados, os praticantes e aprendizes, a indústria transformadora concentrava cerca de 42% do
total destes trabalhadores.
Tecido Empresarial
A estrutura produtiva do Concelho apresenta um número razoável de actividades económicas indutoras de
alguma diversificação do tecido produtivo. Mas se analisarmos o grau de industrialização medido pelo número
de estabelecimentos e empregos, verifica-se que ambos os indicadores são mais elevados no Concelho do
que na região e no país, o que aponta para uma forte especialização nas actividades industriais.
20
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Quadro 5. Empresas existentes em 1999, segundo o tipo de actividade
Portugal
Centro
n.º
%
n.º
%
Pinhal Litoral
n.º
%
Leiria
n.º
%
NI
30035
2,6
5395
2,7
810
2,4
344
2,2
A+B
91505
8,0
21738
10,9
2764
8,3
1153
7,5
C
2201
0,2
582
0,3
182
0,5
28
0,2
D
120807
10,6
20581
10,3
4149
12,4
1918
12,5
E
322
0,0
56
0,0
7
0,0
5
0,0
F
179794
15,8
37548
18,9
6426
19,2
2766
18,0
G
397359
34,8
66859
33,6
11220
33,5
5338
34,7
H
95372
8,4
15460
7,8
2303
6,9
1087
7,1
I
27302
2,4
4268
2,1
728
2,2
280
1,8
J
37724
3,3
5884
3,0
1008
3,0
553
3,6
K
105106
9,2
12739
6,4
2709
8,1
1358
8,8
LaQ
53208
4,7
7938
4,0
1152
3,4
565
3,7
Total
1140735
100,0
199048
100,0
33458
100,0
15395
100,0
Fonte: INE, Anuário Estatístico da Região Centro, 1999
A+B
C
D
E
F
G
H
AGRIC.,PROD.ANIMAL,CACA,SILV., PESCA
INDÚSTRIAS EXTRACTIVAS
INDÚSTRIAS TRANSFORMADORAS
PROD.,DISTRIB.,ELECT,GAS,AGUA
CONSTRUCAO
COMERCIO GROSSO E RETALHO
ALOJ.,RESTAURACAO (REST.SIMIL)
I
J
K
M
N
O
TRANSP., ARMAZ., COMUNICACOES
ACTIVIDADES FINANCEIRAS
ACT.IMOB.,ALUG.SERV.PREST.EMP
EDUCACAO
SAUDE E ACCAO SOCIAL
OUT.ACT.SERV.COLECT.SOC.PESS.
O parque empresarial de Leiria concentrava em 1999, 46% do universo do Pinhal Litoral e cerca de 8% da
Região Centro, demonstrando, assim a importância estratégica da iniciativa privada localizada neste território.
Assumem grande importância os sectores da indústria transformadora (D) e das actividades financeiras (J).
Breve análise por sectores de actividade:
Sector A+B - AGRIC.,PROD.ANIMAL,CACA,SILV., PESCA: Leiria apresenta um valor inferior (7.5%),
comparativamente à Região Centro, ao Pinhal Litoral e a Portugal.
Sector C - INDÚSTRIAS EXTRACTIVAS: Leiria apresenta um valor igual a Portugal (0.2%), mas inferior à
Região Centro e ao Pinhal Litoral.
Sector D - INDÚSTRIAS TRANSFORMADORAS: Leiria apresenta valor superior (12.5%) a todas as outras
regiões analisadas.
Sector F – Construção: Leiria apresenta valor (18.0%) superior ao valor nacional mas inferior ao Pinhal Litoral
e à Região Centro.
Sector G - COMÉRCIO GROSSO E RETALHO: Leiria apresenta um valor (34.7%) muito próximo de Portugal
mas superior às outras regiões em estudo.
21
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Em 2001, de acordo com o anuário publicado pelo INE, podemos concluir que as empresas sediadas no
Pinhal Litoral representam 3.13% das existentes em Portugal.
As empresas sediadas em Leiria ( 4802 ) representam 49.7% das existentes na NUT III – Pinhal Litoral (
9665). No que se refere a Portugal, Leiria aparece como um Concelho quase insignificante,
representando as empresas existentes, 1.56% relativamente ao território nacional.
22
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Análise Industrial / Empresarial por Freguesia ( unidade de estudo )
Actividades dominantes, dimensão e comportamento
Depois de um diagnóstico do tecido empresarial do Concelho de Leiria e das linhas de orientação a seguir
nesta revisão do Plano Director Municipal. Elaboramos uma análise mais detalhada das características do
tecido empresarial por freguesias, sem antes fazer uma análise muito breve acerca da distribuição da
população por sectores de actividade em 2001 e por freguesia.
Quadro 6. População residente por sectores de actividade, por freguesia, 2001
Freguesias
S/actividade
Sector Primário Sector Secundário Sector Terciário económica
Amor
83
Arrabal
13
Azoia
40
Barosa
10
Barreira
52
Boa Vista
46
Caranguejeira
110
Carvide
31
Coimbrão
54
Colmeias
213
Cortes
32
Maceira
50
Marrazes
14
Milagres
74
Monte Real
45
Monte Redondo
86
Ortigosa
54
Parceiros
5
Pousos
11
Regueira de Pontes
55
Santa Catarina Serra
50
Santa Eufémia
35
Souto da Carpalhosa
178
Bajouca
75
Bidoeira de Cima
85
Memória
19
Carreira
45
Chainça
15
Zona urbana Cidade Leiria 148
Total
1728
1175
537
466
324
388
373
1387
700
436
843
597
2992
60
602
472
829
377
381
454
463
876
494
852
482
435
153
288
191
6162
23789
973
561
612
480
535
489
1010
489
319
674
791
1542
95
693
825
731
397
508
614
601
811
581
710
325
422
103
275
167
15712
32045
2338
1141
1132
849
965
979
2803
1586
1100
1913
1542
5181
219
1547
1399
1860
899
787
1130
1076
1957
1248
2121
1112
1121
605
698
444
19053
58805
Fonte: XIV Recenseamento Geral da População, 2001 - INE
Em 2001, da população activa existente no Concelho de Leiria, cerca de 1728 pessoas trabalhavam no sector
primário, 23789 pessoas trabalhavam o sector secundário, enquanto 32045 têm a sua actividade inserida no
sector terciário.
23
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
O que ressalta da leitura do quadro acima indicado é o facto de ser a zona urbana da cidade de Leiria que
possui um maior número de população a trabalhar para o sector secundário e terciário (6162 e 15712,
respectivamente).
Maceira, Caranguejeira e Amor distinguem-se das restantes freguesias apresentando valores de população
residente integrados no sector secundário superiores a 1000 habitantes (Caranguejeira ultrapassa as 2000
pessoas).
Se analisarmos o sector terciário o panorama é o mesmo, as freguesias que se distinguem são as mesmas
mas com quantitativos populacionais inferiores.
É o sector terciário que assume a primazia sobre os outros com um peso relativo de 26.73% no Concelho
seguida, do sector secundário (19.85%) e por fim o sector primário em decadência e de importância muito
reduzida.
A listagem abaixo indicada data de Agosto de 2003, apresenta a classe das indústrias por freguesia e iremos
debruçar-nos pouco sobre ela, dado que pelo facto da legislação ter mudado e optar por tipificar as indústrias,
irá ser apresentada uma listagem disponibilizada pelo Ministério da Economia em 2007 e que já considera as
indústrias segundo o Tipo..
24
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Quadro 7.Número de indústrias existentes por freguesia, em 2003 e 2007
freguesias
n.º de indústrias
2003
AMOR
ARRABAL
AZOIA
BAJOUCA
BAROSA
BARREIRA
BIDOEIRA DE CIMA
BOA VISTA
CARANGUEJEIRA
CARREIRA
CARVIDE
CHAINÇA
COIMBRÃO
COLMEIAS
CORTES
LEIRIA
MACEIRA
MARRAZES
MEMÓRIA
MILAGRES
MONTE REAL
MONTE REDONDO
ORTIGOSA
PARCEIROS
POUSOS
REGUEIRA DE PONTES
SANTA CATARINA DA SERRA
SANTA EUFÉMIA
SOUTO DA CARPALHOSA
40
49
32
13
61
21
22
23
69
2
25
2007
45
43
29
12
64
18
24
17
61
3
24
19
106
48
96
220
173
3
24
20
46
20
51
75
59
61
29
44
16
71
38
95
202
154
3
22
17
45
20
38
65
65
50
26
33
TOTAL
1451
1300
Fonte: Ministério da Economia (ME)
25
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Quadro 8. Número de Indústrias por classe e tipo em 2003 e 2007, por freguesia
2003
2007
Classe
Freguesias
AMOR
ARRABAL
AZOIA
BAJOUCA
BAROSA
BARREIRA
BIDOEIRA DE CIMA
BOA VISTA
CARANGUEJEIRA
CARREIRA
CARVIDE
CHAINÇA
COIMBRÃO
COLMEIAS
CORTES
LEIRIA
MACEIRA
MARRAZES
MEMÓRIA
MILAGRES
MONTE REAL
MONTE REDONDO
ORTIGOSA
PARCEIROS
POUSOS
REGUEIRA DE PONTES
SANTA CATARINA DA SERRA
SANTA EUFÉMIA
SOUTO DA CARPALHOSA
A
TOTAL
3
1
1
1
Tipos
B
C
D
2
5
6
19 1
13 2
10
8
3
23 1
5
9
5
3
26 5
5
10 1
2
13
5
5
24
22
6
27
12
13
78
55
4
1
2
2
4
2
3
12
8
4
2
8
5
6
11
8
20
27
29
20
8
10
1
3
2
1
5
1
2
1
14
4
161 444 49
Outra
18
29
16
13
29
13
22
11
33
2
9
0
7
64
31
64
113
95
3
16
9
29
9
23
35
20
36
19
26
794
Fonte :Ministério da Economia (ME)
26
1
2
3
6
5
4
13
8
1
3
3
3
6
2
15
3
3
18
12
13
7
35
6
12
8
29
2
10
6
Outra
10
17
10
2
19
7
6
3
14
1
5
2
5
2
1
9
3
3
20
26
9
27
13
34
70
70
2
2
5
3
5
10
12
4
6
5
4
15
10
15
27
28
20
10
10
3
12
8
14
41
22
2
6
5
7
4
10
14
9
14
2
7
3
20
14
44
65
33
1
9
5
17
3
8
14
16
12
14
10
138
519
240
382
2
3
3
3
3
1
1
15
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Quadro 9. Peso da indústria existente por freguesia, 2003
Freguesias
AMOR
ARRABAL
AZOIA
BAJOUCA
BAROSA
BARREIRA
BIDOEIRA
BOA VISTA
CARANGUEJEIRA
CARREIRA
CARVIDE
CHAINÇA
COIMBRÃO
COLMEIAS
CORTES
LEIRIA
MACEIRA
MARRAZES
MEMÓRIA
MILAGRES
MONTE REAL
MONTE REDONDO
ORTIGOSA
PARCEIROS
POUSOS
REGUEIRA DE PONTES
SANTA CATARINA DA SERRA
SANTA EUFÉMIA
SOUTO DA CARPALHOSA
TOTAL
% de indústrias
relativamente ao total
concelhio
2.76
3.38
2.21
0.90
4.20
1.45
1.52
1.59
4.76
0.14
1.72
1.31
7.31
3.31
6.62
15.16
11.92
0.21
1.65
1.38
3.17
1.38
3.51
5.17
4.07
4.20
2.00
3.03
100
Fonte: Gabinete do PDM, Câmara Municipal de Leiria, 2004
As freguesias da Maceira e Marrazes são as que se distinguem no concelho pelo número de estabelecimentos
industriais que possuem, representam 15.16% e 11.92% do total, respectivamente. Também se distinguem,
mas com valores entre 5% e 10% as freguesias de Colmeias, Pousos e Leiria. Com zero valores percentuais
surge Chaínça, uma freguesia dedicada a outras actividades e com a maioria da sua população a laborar fora
da freguesia e na agricultura.
Aquando a contagem dos estabelecimentos industriais em 2003 e pela antiga legislação, o Concelho de Leiria
possuía apenas três unidades industriais de classe A, nas freguesias de Maceira, Marrazes e Colmeias. As
duas primeiras freguesias ainda se distinguem no Concelho por possuírem o maior número de indústrias de
classe B e C. Na classe D são as freguesias de Caranguejeira, Leiria e Parceiros que se evidenciam
apresentando valores percentuais de, 10.20%, 28.57% e 10.20%, respectivamente.
27
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Emprego por actividade industrial predominante
Como já foi referido noutro ponto do trabalho, relativamente à indústria transformadora, verifica-se um
acréscimo do emprego (entre 1995 e 1998), dos sectores de fabrico de equipamentos eléctricos (35.3%);
indústrias metalúrgicas (28,8%); fabricação de máquinas e equipamentos (27,5%) e de indústrias
transformadoras não especificadas (26,8%). O número de estabelecimentos sofreu uma variação positiva e
mais significativa nos sectores da indústria alimentar, na indústria de pasta e papel, fabricação de químicos,
indústrias metalúrgicas e fabricação de máquinas e equipamentos, entre 1995 e 1998.
Ao equilíbrio da base económica deve acrescentar-se outra particularidade relacionada com a dimensão dos
estabelecimentos, verificando-se que metade das empresas industriais em 1998 possuíam apenas até 9
empregados. Perante um quadro empresarial dominado pelas micro e pequenas empresas torna-se
necessário equacionar estratégias e dispositivos de apoio ao desenvolvimento das organizações desta
natureza designadamente nas disponibilidades em espaços qualificados, serviços de apoio e complementos
formativos (esforços que o NERLEI tem desenvolvido com forte empenho) que só por si não poderiam
assegurar.
Para abordar este tema por freguesias, foi muito complicado obter informação, no entanto, no âmbito de um
trabalho anterior realizado no gabinete do PDM, existia um quadro com alguns dados interessantes e que
permitiu, com uma margem de erro razoável, caracterizar a dimensão dos estabelecimentos industriais por
freguesia. Devemos encarar este método como uma mera amostra do panorama concelhio, a origem da fonte
é desconhecida, mas possui informação do INE (Instituto Nacional de Estatística) e caracteriza não só o
Concelho de Leiria como os Concelho que constituem a Associação de Municípios da Alta Estremadura
(AMAE), no que se refere à localidade e designação dos estabelecimentos industriais, actividade (segundo o
CAE – Revisão 1), o escalão de pessoal ao serviço e o volume de vendas.
A tendência observada para Leiria é a de micro e pequenas empresas, destacando-se aquelas com o número
de pessoas ao serviço entre 1 a 19 trabalhadores, representando 65.5% do total analisado. As empresas que
possuem entre 1 a 4 pessoas ao serviço representam 24.4% e 22.3% são empresas com mais de 5 e menos
de 10 pessoas ao serviço. As indústrias que possuem entre 10 a 19 pessoas aos serviço representam 18.9%
do total considerado como amostra.
As freguesias que se apresentam mais fortes (no que se refere ao número de empresas, segundo o número de
trabalhadores ao serviço) são: Leiria, Maceira, Marrazes e Pousos, não significando que sejam as que
possuam as empresas mais importantes.
De referir, que existem apenas 6 empresas que possuem entre 200 a 499 pessoas ao serviço e encontram-se
distribuídas por 5 freguesias: Colmeias (1), Leiria (1), Marrazes (2), Parceiros(1) e Pousos (1).
28
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Também será abordado quais as actividades mais importantes do Concelho, análise elaborada com base nos
dados enviados pelo Ministério da Economia, em Agosto de 2003, dos quais tiramos algumas conclusões que
vale a pena serem partilhadas (ver quadro 9). Foi feita uma análise da classificação da actividade industrial por
freguesia seguindo a Classificação das Actividades Económicas (CAE) – revisão 2.1, para vermos qual era o
tipo de actividade predominante em cada freguesia e qual a tendência dos diferentes quadrantes do Concelho.
Iremos considerar existir especialização se uma actividade industrial ultrapassar os 50% de existência.
A análise permitiu-nos, assim, as seguintes conclusões, também apoiadas por mapas temáticos por actividade
apresentados em anexo e gráficos:
29
Quadro 10. Industrias do concelho de Leiria, segundo a CAE, por freguesia de acordo com os dados obtidos pela listagem do Ministério da economia de Agosto de 2003
CAE - REV 2
1011 12
13
14
15
Amor
12
Arrabal
18
16
17
18
19
1
20 21 22
4
4
Bajouca
2
Barosa*
2
Barreira*
9
Bidoeira de Cima
3
Boa Vista
9
2
22
23
Carreira
1
Carvide*
7
24
7
5
Azoia
Caranguejeira
23
1
1
2
1
1
1
2
25
26
27 28
29
2
1
4
3
1
3
7
1
7
3
1
5
2
1
12
5
10
2
1
2
2
1
1
30
31 32 33 34
35
2
13
1
1
36
37Total
5
35
2
41
2
24
1
10
1
1
6
8
1
18
1
6
2
20
6
6
5
1
64
1
6
1
2
1
2
4
1
22
Chainça
0
Coimbrão
6
Colmeias
18
Cortes
21
Leiria**
41
Maceira
6
1
1
2
1
31
4
11
2
22
1
1
5
Monte Real
5
3
Monte Redondo
9
12
1
4
7
6
1
9
1
17
9
Souto da Carpalhosa
8
0 0
0
0
1
316
1
14
2
2
7
2
2
7
7
3
16
20
1 32
48
7
27
12
2 15
12
1
1
1
1
14
1
2
3
1
1
38
79
10
9
177
1
7
1
1
4
5
3
1
6
1
7
8
1
2
5
6
1
16
1
5
2
10
0
5
37
4 172
1
4
1
4 14
30
1
4
153
2
6
1
61
1
1
10
Santa Eufémia
12
3
6
5
Pousos***
Regueira de Pontes
Santa Catarina da Serra
4
3
5
6
7
Milagres
Parceiros***
1
6
Memória
Ortigosa
1
9
3
28
Marrazes***
Total
51
17
19
3
15
1
35
3
19
6
4
6
11
11
7
10
3
4
1
3
11
1
1
1
5
40
5
6
69
50
4
58
1
3
1
4
27
5
3
1
2
29
21 110 120
3 181 112
1
7
0
1
5
1
70
3
1189
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
10 - Extracção de Hulha, linhite e turfa
11 - Extracção de petróleo bruto, gás natural e actividades dos serviços relacionados, excepto a prospecção
12 - Extracção e preparação de minérios de urânio e tório
13 - Extracção e preparação de minérios metálicos
14 - Outras industrias extractivas
15 - Industrias alimentares e das bebidas
16 - Industria do tabaco
17 - Fabricação de têxteis
18 - Industria do vestuário; preparação, tingimento e fabricação de artigos de pele com pêlo
19 - Curtimenta e acabamento de peles sem pêlo; fabricação de artigos de viagem
20 - Industrias da madeira e da cortiça e suas obras, excepto mobiliário
21 - Fabricação de pasta, de papel e cartão e seus artigos
22 - Edição, impressão e reprodução de suportes de informação gravados
23 - Fabricação de coque, produtos petrolíferos refinados e tratamento de combustível nuclear
24 - Fabricação de produtos quimicos
25 - Fabricação de artigos de borracha e de matérias plásticas
26 - Fabricação de outros produtos minerais não metálicos
27 - Industrias metalúrgicas de base
28 - Fabricação de produtos metálicos, excepto máquinas e equipamento
29 - Fabricação de máquinas e de equipamentos, n.e.
30 - Fabricação de máquinas de escritório e de equipamento para o tratamento automático
31 - Fabricação de máquinas e aparelhos eléctricos, n.e.
32 - Fabricação de equipamento e de aparelhos de rádio, televisão e comunicação
33 - Fabricação de aparelhos e instrumentos médico-cirúrgicos, ortopédicos, de precisão, de óptica e de relojoaria
34 - Fabricação de veiculos automóveis, reboques e semi-reboques
35 - Fabricação de outro material de transporte
36 - Fabricação de mobiliário; outras industrias transformadoras
37 - Reciclagem
* tem unidades sem indicação da CAEP - REV 2
31
Caracterização Industrial por freguesia
Amor:
Actividades industriais
Na freguesia de Amor, do total de indústrias existentes, 34.3% são indústrias alimentares. As restantes distribuem-se
por outras actividades, distinguindo-se entre elas, com um peso de 20%, as indústrias da madeira e da cortiça, e os
estabelecimentos ligados á fabricação de mobiliário que representavam 14.3%. Este comportamento deixa antever
uma certa predominância de estabelecimentos ligados à indústria da Madeira e seus derivados.(ver quadro 9).
Dimensão dos estabelecimentos industriais
Nesta freguesia predominam as empresas que possuem entre 5 a 9 trabalhadores (6 empresas), constituindo 46.2%
do total existente. Este facto demonstra que as empresas terão um carácter muito familiar e ainda podem estar a
funcionar de modo artesanal. Também, não podemos esquecer que nesta freguesia predominam as indústrias
alimentares, indústrias que exigem uma mão de obra especializada quando nos referimos à pastelaria e fabrico de
doces regionais.
Número de empresas de acordo com o escalão de pessoal
ao seviço - Amor
8%
23%
23%
1-Igual a 0
3-De 5 a 9
4-De 10 a 19
7-De 40 a 49
46%
Arrabal:
Actividades industriais
Na freguesia do Arrabal, do total das indústrias existentes, são as indústrias alimentares que se destacam,
representando 43,9%. Cerca de 17,1% das empresas pertencem à indústria metalúrgica, as restantes distribuem-se
por outras actividades económicas como a indústria do vestuário (12,2%) e outras com menor peso na freguesia.
Há uma forte concentração, especialmente, de empresas ligadas às indústrias alimentares, de acordo com o valor
apresentado.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
Na freguesia do Arrabal, 31.6% do total das empresas existentes, possuem entre 1 a 4 trabalhadores. Ao mesmo
tempo, que as indústrias com 50 a 199 trabalhadores representam 31.6%. Como se pode analisar no gráfico abaixo
33
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
apresentado, o valor refere-se ao total das empresas com 50 a 99 pessoas ao serviço (15%) e ao escalão com 100 a
199 pessoas ao serviço (16%).
Esta freguesia possui uma forte tradição industrial, constituindo um sector que emprega grande parte da população,
principalmente as indústrias alimentares e as indústrias dos têxteis.
Número de empresas de acordo com o escalão de pessoal ao serviço Arrabal
1-Igual a 0
2-De 1 a 4
3-De 5 a 9
11%
16%
4-De 10 a 19
15%
5-De 20 a 29
31%
0%
5%
11%
11%
6-De 30 a 39
7-De 40 a 49
8-De 50 a 99
9-De 100 a 199
Azoia:
Actividades industriais
Nesta freguesia a diversidade das actividades industriais é um facto. Do total das indústrias existentes, 16,7%
pertencem às indústrias alimentares, enquanto 29.2% são estabelecimentos industriais que têm por actividade a
fabricação de artigos de borracha e matérias plásticas. De referir também a importância na freguesia da actividade da
fabricação de outros produtos minerais não metálicos, que representam 12.5% das empresas existentes.
Esta freguesia não deixa antever qualquer tipo de especialização relevante em alguma actividade, pois o valor mais
representativo é de 29,2%. Denota-se, no entanto, uma forte existência de indústrias ligadas à fabricação de
equipamentos para a indústria, nomeadamente às indústrias de moldes e plásticos e indústrias metálicas.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
Do número de empresas contabilizado para a freguesia de Azoia, 38.9% são empresas que possuem ente 5 a 9
pessoas ao serviço, enquanto 33.3% são empresas que possuem entre 1 a 4 trabalhadores. Apenas uma empresa
possuía entre 40 a 49 pessoas ao serviço. Com estes números podemos concluir que a Azoia possui um número
razoável de indústrias, mas empregando um número de pessoas muito reduzido. As razões podem ser várias, entre as
quais, a presença de tecnologia que substitui a mão de obra e o grande número de pequenas indústrias de caracter
familiar e artesanal.
34
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Número de empresas de acordo com o escalão
de pessoal ao seviço - Azoia
6%
17%
6%
1-Igual a 0
33%
2-De 1 a 4
3-De 5 a 9
4-De 10 a 19
38%
7-De 40 a 49
Bajouca:
Actividades industriais
Na freguesia da Bajouca assistimos a uma grande predominância de indústrias ligadas à fabricação de outros
produtos minerais não metálicos (50%). É uma freguesia com pouca actividade industrial, distribuída por 5 actividades
económicas: a mais significativa já foi referida e a segunda actividade, com maior presença, é a indústria alimentar,
representando 20% do total das indústrias existentes na freguesia. As restantes empresas encontram-se ligadas à
indústria da Madeira e cortiça (10%), à fabricação de artigos de borracha (10%) e à fabricação de mobiliário e outras
indústrias transformadoras não especificadas, que representam também 10% das empresas industriais da freguesia.
A freguesia possui um grande número de empresas ligadas à olaria de barro e à fabricação de peças cerâmicas para
uso doméstico e ornamental, agrupando-se em pequenas empresas de carácter artesanal e familiar.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
A Bajouca demonstra ser uma freguesia com pouca actividade industrial e muito ligada ao artesanato, principalmente
da olaria de carácter muito familiar (apesar de algumas empresas já assumirem uma importância elevada no meio
onde se inserem).
Seguindo o raciocínio, percebe-se porque 58% das indústrias existentes possuem entre 1 a 4 pessoas ao serviço. A
empresa com o maior número de pessoas ao serviço é somente uma e possui entre 10 a 19 pessoas ao serviço.
Número de empresas de acordo com o escalão de
pessoal ao seviço - Bajouca
14%
14%
1-Igual a 0
14%
2-De 1 a 4
3-De 5 a 9
58%
4-De 10 a 19
35
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Barosa:
Actividades industriais
No meio do tecido empresarial/industrial desta freguesia encontramos dois tipos de actividades que se distinguem: A
fabricação de máquinas e equipamentos (25.5%) e a fabricação de artigos de borracha e de matérias plásticas
(23,5%).
Predominam as indústrias de grande importância ligadas aos moldes e plásticos e que se encontram implantadas na
periferia da freguesia da Barosa.
É uma freguesia onde a indústria assume um papel importante na economia local e no comportamento da sua
população, devido ao emprego que gera e à atracção que exerce, trazendo mais valias à freguesia.
Possui uma grande área industrial com uma taxa de ocupação elevada, quando comparada com outras existentes
desde 1995. Uma parte da área industrial sofreu uma intervenção urbanística (loteamento industrial) que já se
encontra praticamente ocupado e que teve como principal promotor a Junta de Freguesia da Barosa.
É a única freguesia que possui indústrias ligadas à fabricação de equipamento eléctrico e de óptica e uma das cinco
freguesias do Concelho que possui indústrias de fabricação de veículos automóveis, reboques e semi-reboques
(2.0%).
Dimensão dos estabelecimentos industriais
Nesta freguesia, de acordo com os dados analisados, existem 20 empresas distribuídas pelos vários escalões de
pessoal ao serviço, distinguindo-se o escalão que possui entre 1 a 4 trabalhadores (7 unidades) que representam 35%
do total.( ver figura), seguido das empresas que possuem entre 10 a 19 pessoas ao serviço, que representam 20% do
existente.
Apresenta uma forte capacidade industrial e é uma das freguesias com maior dinamismo industrial. Na Barosa
deparamo-nos com uma significativa existência de médias empresas, pelo menos 10% das indústrias que possui têm
entre 100 a 200 trabalhadores, sendo, no entanto, as pequenas empresas que dominam o tecido industrial.
Número de empresas de acordo com o escalão de
pessoal ao seviço - Barosa
5% 10%
1-Igual a 0
10%
2-De 1 a 4
15%
3-De 5 a 9
35%
20%
4-De 10 a 19
5-De 20 a 29
5%
6-De 30 a 39
9-De 100 a 199
36
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Barreira:
Actividades industriais
Apresenta uma forte especialização industrial nas actividades ligadas à indústria alimentar (52,9%). As restantes
indústrias da freguesia são, sobretudo, indústrias da madeira e cortiça e suas obras; fabricação de artigos de borracha
e de matérias plásticas e fabricação de outros produtos minerais não metálicos, representando cada uma 11.8% do
total existente.
A Barreira não apresenta uma forte tradição industrial. Está, ainda hoje, mais virada para a agricultura e o facto de ser
uma freguesia adjacente à cidade de Leiria, movimenta o seu quantitativo populacional activo para a procura de
trabalho na cidade, sobretudo, no sector terciário (comércio, serviços, administração, etc.).
Dimensão dos estabelecimentos industriais
A freguesia da Barreira, de acordo com os dados analisados não possui praticamente tecido industrial. Do total de
empresas existentes, 49% possuem entre 5 a 9 pessoas ao serviço, e as restantes, em nenhum momento ultrapassam
as 29 pessoas ao serviço. A dimensão das indústrias registadas pode ser apreciada na figura abaixo apresentada, e a
sua leitura deixa-nos perceber que a Barreira é caracterizada por possuir micro indústrias, de cariz familiar e artesanal.
Número de empresas de acordo com o escalão de
pessoal ao serviço - Barreira
13%
12%
13%
13%
1-Igual a 0
2-De 1 a 4
3-De 5 a 9
4-De 10 a 19
49%
5-De 20 a 29
Bidoeira de Cima:
Actividades industriais
É uma freguesia com pouca diversidade, as indústrias existentes distribuem-se por 4 classes de actividade económica
principais: indústrias alimentares, fabricação de outros produtos minerais não metálicos, indústrias metalúrgicas e
fabricação de máquinas e equipamento, distribuindo-se da forma descrita no parágrafo seguinte.
Do total de indústrias existentes na freguesia de Bidoeira de Cima, 44,4% têm como actividade principal a fabricação
de produtos metálicos, excepto máquinas e equipamento e 33,3% à fabricação de outros produtos minerais não
metálicos.
As industriais encontram-se, de modo geral, agrupadas em pequenas manchas industriais existentes na freguesia. É
uma freguesia onde a criação de animais (principalmente suiniculturas) assume grande importância fazendo parte de
um eixo que caracteriza a parte nordeste do Concelho.(ver mapa em anexo)
37
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Dimensão dos estabelecimentos industriais
A freguesia caracteriza-se por concentrar a sua actividade industrial numa faixa junto à EN 1 (IC2), a pequena escala,
apesar de nos últimos anos ter evoluído.
A Bidoeira de Cima é uma freguesia que se caracteriza por possuir micro e pequenas indústrias, senão vejamos a
figura abaixo apresentada, onde as indústrias que possuem entre 1 a 4 pessoas ao serviço representam 50% do
existente e as que possuem entre 20 a 29 pessoas as serviço têm um peso de 33% na freguesia.
Número de empresas de acordo com o escalão de
pessoal ao serviço - Bidoeira de Cima
33%
2-De 1 a 4
50%
4-De 10 a 19
5-De 20 a 29
17%
Boa Vista:
Actividades industriais
Nesta freguesia, 45% das indústrias existentes pertencem às indústrias alimentares, enquanto 30% estão ligadas à
indústria metalúrgica.
Existe muita indústria ligada à restauração, mais concretamente aos fornos de assadura dos leitões (forte importância
nesta região). De assinalar, também, as indústrias ligadas à fabricação de rações para animais, e neste ponto
encontramos uma ligação interessante entre diferentes entre as actividades: a existência de suiniculturas na região e
freguesia vai induzir ao aparecimento das indústrias para alimentos de animais e ao mesmo tempo, provocar o
surgimento de uma actividade comercial, a restauração.
Forte
existência
de
suiniculturas na freguesia e
envolvente
Aparecimento de indústrias
Restauração, logo novos
de alimento para animais de
estabelecimentos
criação (leitões – porcos)
industriais para assar leitão
Dimensão dos estabelecimentos industriais
A freguesia possui, de acordo com os dados analisados 12 indústrias, das quais 66.7% possuem entre 0 a 19 pessoas
ao serviço, dominando o escalão que enquadra as empresas que possuem entre 1 a 4 trabalhadores.
38
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
As empresas com 100 a 199 pessoas ao serviço, representam 17% do total existente e são consideradas ainda
pequenas e médias empresas. É uma freguesia onde predominam as pequenas indústrias, mas onde 33.3% das
empresas possuem mais de 40 trabalhadores. Nesta freguesia predominam as fábricas de ração e são estas que
agrupam maior número de trabalhadores da freguesia.
Número de empresas de acordo com o escalão de
pessoal ao serviço - Boa Vista
1-Igual a 0
17%
8%
2-De 1 a 4
8%
25%
3-De 5 a 9
4-De 10 a 19
8%
7-De 40 a 49
17%
17%
8-De 50 a 99
9-De 100 a 199
Caranguejeira:
Actividades industriais
Nesta freguesia predominam dois tipos de indústria que representam no conjunto 70.3% do total das indústrias
existentes. A que possui maior peso é a indústria da madeira e cortiça e suas obras(35.9%), enquanto a outra está
ligada às indústrias alimentares (34.4%).
Para além destas actividades principais, distinguem-se as indústrias ligadas à fabricação de outros produtos minerais
não metálicos e as indústrias metalúrgicas, com um peso de 9,4% cada.
Possui 1.6% das suas actividades industriais dedicadas à edição, impressão e reprodução de suportes de informação
gravados.
Apesar da freguesia possuir áreas industriais disponíveis, as indústrias encontram-se distribuídas por toda a freguesia
e pelos diferentes usos do solo.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
Nesta freguesia distinguem-se as empresas que possuem entre 10 a 19 pessoas ao serviço (29%), mas são as
pequenas empresas que prevalecem, unidades familiares viradas para a indústria da madeira.
Numa breve leitura da figura abaixo indicada, percebemos que para além do escalão já referido, destaca-se o número
de indústrias que possuem ao seu serviço entre 1 a 4 pessoas (25%) e os escalões de 5 a 9 pessoas ao serviço e
igual a 0 pessoas, representando 14% cada das indústrias da Caranguejeira. Esta observação reforça o facto desta
freguesia possuir micro empresas de carácter familiar.
39
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Número de empresas de acordo com o escalão de
pessoal ao serviço - Caranguejeira
1-Igual a 0
7%
7%
4%
14%
2-De 1 a 4
3-De 5 a 9
25%
29%
4-De 10 a 19
5-De 20 a 29
6-De 30 a 39
14%
9-De 100 a 199
Carreira:
Actividades industriais
Tem 2 indústrias classificadas em diferentes actividades: uma encontra-se ligada à indústria alimentar e a outra
dedica-se à fabricação de produtos químicos.
É uma freguesia com pouca tradição industrial, na qual se atribui uma forte importância à agricultura num território
peninsular em relação ao vale fértil do Rio Lis, actualmente em declínio e devido ao qual surgiu a jusante uma indústria
de ultra congelados (legumes e outros produtos alimentares) que era constituída em grande parte por trabalhadores
residentes na Carreira e freguesias adjacentes. Esta indústria está prestes a ser desactivada dado que perdeu
competitividade no mercado, o que poderá gerar um desequilíbrio no quotidiano da freguesia.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
A Carreira possui quatro unidades industriais das quais uma possui entre 100 a 199 pessoas ao serviço, as restantes
são muito pouco significativas. De acordo com a figura indicada, cerca de 50% das suas indústrias possuem 0
pessoas ao serviço.
Número de empresas de acordo com o escalão de
pessoal ao serviço - Carreira
25%
1-Igual a 0
50%
4-De 10 a 19
9-De 100 a 199
25%
Carvide:
Actividades industriais
A freguesia de Carvide beneficia da sua localização geográfica, pois faz fronteira com a freguesia de Vieira de Leiria
do Concelho da Marinha Grande, que possui já um importante tecido empresarial/industrial que dinamiza toda a área
envolvente, incluindo Carvide.
40
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Do total das indústrias existentes, 31.8% são indústrias alimentares, a outra actividade que também se evidencia
relaciona-se com a indústria da madeira e da cortiça e suas obras (27.3%). Nesta freguesia surgem pela primeira vez
indústrias ligadas à fabricação de pasta, de papel e cartão, que representam 4.5%. Os estabelecimentos industriais
que se dedicam à fabricação de produtos metálicos representam 18,5%.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
Em Carvide são as empresas que possuem ao serviço entre 5 a 9 pessoas, logo, de pequena dimensão que
predominam, representando 55.6% do total existente. Predominam as pequenas indústrias com poucos trabalhadores,
existindo apenas uma com 50 a 99 trabalhadores. A freguesia de Carvide não possui actualmente, áreas industriais
significativas, por isso as indústrias distribuem-se por toda a freguesia.
Número de empresas de acordo com o escalão de
pessoal ao serviço - Carvide
11%
22%
11%
2-De 1 a 4
3-De 5 a 9
4-De 10 a 19
8-De 50 a 99
56%
Coimbrão:
Actividades industriais
É uma freguesia ligada à agricultura e piscicultura, de tradição agrícola e com forte influência do Pinhal de Leiria. São
as indústrias alimentares(42.9%) e as indústrias da madeira e da cortiça e suas obras, com o mesmo peso que
predominam nesta freguesia. Também se regista a presença de outras actividades, como indústrias ligadas à
fabricação de máquinas e equipamentos e de outras indústrias transformadoras não especificadas, que representam
cada 7.1% das poucas indústrias presentes na freguesia de Coimbrão.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
Na freguesia de Coimbrão predominam as micro empresas, conforme se pode verificar na figura apresentada. As
empresas com um escalão de pessoal ao serviço igual a 0 e o de 1 a 4 trabalhadores têm a mesma representação,
são 2 indústrias.
41
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Número de empresas de acordo com o escalão de
pessoal ao serviço - Coimbrão
17%
33%
1-Igual a 0
2-De 1 a 4
17%
3-De 5 a 9
4-De 10 a 19
33%
Colmeias:
Actividades industriais
Na freguesia das Colmeias não existe qualquer tipo de actividade industrial que se evidencie, os valores observados
demonstram uma clara repartição pelas várias actividades industriais consideradas e conforme quadro x em anexo.
A actividade que assume maior relevância é a que está ligada às indústrias alimentares, representando 29.5% das
indústrias existentes. A outra actividade, que assume 23% do existente, é a indústrias metalúrgica; É uma das
freguesias de Leiria onde esta actividade assume maior importância relativamente ao número de empresas.
Também é relevante o peso das indústrias de fabricação de outros produtos minerais não metálicos (19,7%).
Para além destas características ao nível da indústria transformadora, Colmeias assume um papel importante devido à
riqueza do seu subsolo e que vai provocar o aparecimento de grandes explorações de inertes, que imprimem a esta
área uma paisagem peculiar e só comparável com a existente na Maceira. Estas características acarretam grandes
problemas: choque entre os usos industrial extractivo e usos habitacional, promiscuidade entre as explorações e o
espaço residencial, onde coabitam paredes meias, o uso habitacional, comercial e industrial (armazenamento da
matéria prima).
Tanto as freguesias de Colmeias como a da Maceira possuem, pela importância do sector de exploração de inertes,
grandes áreas, condicionadas e restritas à utilidade pública, onde o “interesse público” do recurso geológico se torna
uma servidão- áreas “defendidas” e definidas por decreto regulamentar de interesse nacional.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
Em Colmeias, uma das maiores freguesias do Concelho de Leiria, abundam (seguindo o panorama concelhio) as
pequenas empresas, que representam 55.6% do existente. Neste patamar incluímos as indústrias com um escalão de
pessoal entre 1 a 4 e 5 a 9 trabalhadores, num total de 27 empresas. É uma das freguesias que possui uma unidade
industrial de grande dimensão, com 200 a 499 pessoas ao serviço (a Roca), empresa multinacional e com forte
imposição a nível concelhio e regional.
Do total das indústrias existentes, 18.5% possuíam mais de 30 trabalhadores, um valor muito importante e significativo
quando comparado com o resto das freguesias, pelo menos as analisadas até este ponto.
42
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Número de empresas de acordo com o escalão de
pessoal ao serviço - Colmeias
4% 4% 4%
7%
11%
30%
7%
7%
26%
1-Igual a 0
2-De 1a 4
3-De 5 a 9
4-De 10 a 19
5-De 20 a 29
6-De 30 a 39
7-De 40 a 49
8-De 50 a 99
10-De 200 a 499
Cortes
Actividades industriais
Na freguesia das Cortes assim como se tem vindo a notar nas freguesias analisadas, são as indústrias alimentares
que se distinguem, representando 55,3% do existente. Com este cenário podemos falar numa clara concentração
deste sector na freguesia, aliás, é a que apresenta maior número de empresas industriais deste sector no Concelho.
Esta freguesia não possui um tecido industrial muito consolidado, apesar de ter tradições antigas muito ligadas ao
aproveitamento das águas do rio Lis, assim como à produção de vinho da região.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
Segundo a fonte usada para esta análise, a freguesia das Cortes possui cerca de 18 empresas das quais 5 incluem-se
no escalão de pessoal ao serviço igual a 0. No entanto, 16.7% das empresas existentes têm mais de 40 trabalhadores
e menos de 100.
A freguesia das Cortes segue uma linha semelhante à de Colmeias ao possuir indústrias praticamente em todos os
escalões de pessoal considerados, excepto nos mais numerosos, sem nunca confundir as escalas a que nos
referimos, pois a freguesia das Cortes é menos industrializada que as Colmeias e possui sectores industriais
totalmente distintos.
Número de empresas de acordo com o escalão de
pessoal ao serviço - Cortes
1-Igual a 0
2-De 1 a 4
11%
6%
27%
11%
3-De 5 a 9
4-De 10 a 19
5-De 20 a 29
6-De 30 a 39
6%
11%
11%
17%
7-De 40 a 49
8-De 50 a 99
Leiria:
Actividades industriais
Em Leiria destaca-se o sector ligado às indústrias alimentares (51.9%) do total das indústrias existentes. Trata-se
sobretudo de estabelecimentos ligados à pastelaria e panificação. As restantes unidades industriais distribuem-se por
vários sectores da indústria transformadora. Cerca de 7.6% das indústrias estão ligadas ao sector da indústria da
43
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
pasta, de papel e cartão, sendo nesta freguesia que esta actividade atinge o expoente máximo. Para além de Leiria
este sector apenas acontece nas freguesias de Carvide e Caranguejeira. As indústrias metalúrgicas e o sector de
fabricação de máquinas e equipamentos não especificados representam 17.8% das indústrias registadas.
É nesta freguesia, totalmente absorvida pela área urbana da cidade de Leiria, que predominam as actividades ligadas
ao sector terciário como os serviços e o comércio próprios de uma cidade sede de distrito, ainda em evolução. É o
sector terciário que absorve maior quantitativo de população activa e assume-se como principal fonte de emprego.
Subsistem ainda, sinal de um passado ligado à indústria, algumas indústrias importantes, mas com tendência a
deslocalizar-se caso pretenda expandir-se ou integrar as indústrias com certificados de qualidade e outras
necessidades que daí advém.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
A freguesia de Leiria destaca-se pelo número de empresas que apresenta (59 empresas). Nesta freguesia 79.7% das
empresas existentes não possuem mais de 19 pessoas ao serviço, 5% dos estabelecimentos industriais enquadramse no escalão de pessoal ao serviço de 100 a 499 pessoas.
Com a análise do gráfico indicado, percebemos que predominam fortemente as indústrias de muito pequena e
pequena dimensão.
Número de empresas de acordo com o escalão de
1-Igual a 0
pessoal ao serviço - Leiria
2-De 1 a 4
3-De 5 a 9
5%
7% 3% 3%2%
4-De 10 a 19
10%
5-De 20 a 29
22%
6-De 30 a 39
8-De 50 a 99
22%
9-De 100 a 199
26%
10-De 200 a 499
Maceira:
Actividades industriais
Nesta freguesia não há nenhuma indústria transformadora que se evidencie, pois, possui estabelecimentos em quase
todos os sectores da indústria. O sector que se distingue é o da fabricação de máquinas e equipamentos não
especificados, representando 27,1% do existente, este valor é também o mais elevado relativamente às restantes
freguesias do Concelho. Para além deste, os estabelecimentos ligados à indústria metalúrgica também constituem
uma actividade importante, representando 18,1% do existente.
Numa leitura atenta do quadro x em anexo, percebemos que são três as actividades que se destacam por concentrar
maior número de empresas e que se certo modo coincidem com o padrão a que se assiste no panorama concelhio e
regional económico, são actividades ligadas à fabricação de produtos de borracha e de matérias plásticas, fabricação
de outros produtos minerais não metálicos e indústrias metalúrgicas que representam na totalidade 66.1% da
actividade industrial existente.
A Maceira é a única freguesia que regista actividades relacionadas à fabricação de material de transporte (0,6%).
44
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
É uma freguesia que tem um grande valor ao nível dos recursos do subsolo, possui duas grandes empresas de
extracção e transformação de inertes do país – a CMP ou Cimpor e a Secil – que geram, ao mesmo tempo, vantagens
e desvantagens para a freguesia. Assim como em Colmeias, também a Maceira possui grandes áreas condicionadas
para indústria extractiva, onde o interesse público do recurso geológico se torna uma servidão.
A proximidade da Maceira com o tecido industrial da Marinha Grande (muito relacionada com os moldes e o vidro),
incentivou o aparecimento de pequenas empresas (ainda em crescimento) ligadas aos moldes, como fabricação de
peças, moldes, rectificação de moldes e outras indústrias (de apoio) ligadas à existência da forte indústria de moldes
da Marinha Grande.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
A Maceira é uma freguesia que apresenta um forte tecido empresarial/industrial, principalmente as de carácter
extractivo e indústria de cimento (interligadas), que são símbolo desta freguesia.
De acordo com o quadro x, a freguesia possui 85.1% das suas empresas incluídas no escalão de pessoal ao serviço
entre os 0 e os 29 trabalhadores. Ficando de certo modo claro que a Maceira é constituída por empresas de pequena
dimensão, provavelmente pouco exigentes em mão de obra e mais viradas para a alta tecnologia. Acreditamos que
grande parte das indústrias existentes estão ligadas à indústria dos moldes e plásticos que caracteriza este quadrante
do Concelho, acompanhando a conjuntura do Concelho vizinho (Marinha Grande). Existe apenas uma indústria com
mais de 100 pessoas ao serviço, no entanto, acreditamos que existem mais empresas que por lapso ou falta de
informação ficam mal representadas, como é o exemplo da CMP que neste estudo, supostamente, se integra dentro
do escalão de pessoal ao serviço igual a 0 e é impossível, pois a indústria possui um grande número de pessoas ao
serviço.
Apesar de seguir a tendência concelhia – a predominância de pequenas empresas – esta freguesia já denota uma
maior quantidade de empresas de maior dimensão no que se refere ao número de trabalhadores. As indústrias com
mais de 30 pessoas ao serviço representam 14.9% do total existente, sendo um dos valores mais altos registados no
Concelho.
Número de empresas de acordo com o escalão de
pessoal ao serviço - Maceira
1-Igual a 0
2-De 1 a 4
5% 1%
5% 5%
8%
10%
3-De 5 a 9
28%
4-De 10 a 19
5-De 20 a 29
6-De 30 a 39
21%
7-De 40 a 49
17%
8-De 50 a 99
9-De 100 a 199
45
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Marrazes:
Actividades industriais
É a freguesia do Concelho que possui maior valor populacional, de acordo com os censos de 2001, tornando-se num
pólo muito importante de concentração de mão de obra.
Relativamente ao tecido industrial, a freguesia concentra a sua actividade industrial em dois sectores principais, as
indústrias alimentares (20.3%) e as indústrias ligadas à fabricação de artigos de borracha e de matérias plásticas
(17.6%).
Também as indústrias da madeira e cortiça constituem um sector com uma importância significativa (14.4% do total).
Os restantes estabelecimentos distribuem-se por outras actividades industriais com valores menos significativos que
podem ser observados no quadro x em anexo.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
Freguesia muito forte do Concelho de Leiria, com grande volume populacional (a mais populosa do Concelho).
Possui muita indústria (alguma muito antiga), que se estende ao longo da EN 109, de grandes dimensões, ligadas à
matéria prima do plástico e à fabricação de artigos de plástico. Entretanto, a área industrial que possui junto à EN
1/IC2, sofreu uma intervenção urbanística com a realização de um loteamento industrial da Cova das Faias, que veio
permitir a instalação de novas empresas, principalmente de empresas de distribuição e transporte e superfícies de
comércio por grosso e revitalizou a área industrial.
Predominam, as empresas com o número de trabalhadores entre os 0 e os 19 (75% do total existente), o que significa
que são as micro e pequenas empresas que estão mais presentes na freguesia. As empresas que têm mais de 50 e
menos de 500 pessoas ao serviço representam 8.3% das empresas existentes.
Número de empresas de acordo com o escalão de pessoal
ao serviço - Marrazes
1-Igual a 0
2-De 1 a 4
3% 3% 2%
5% 2%
3-De 5 a 9
7%
4-De 10 a 19
25%
9%
5-De 20 a 29
6-De 30 a 39
7-De 40 a 49
23%
8-De 50 a 99
21%
9-De 100 a 199
10-De 200 a 499
46
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Memória:
Actividades industriais
É uma freguesia de emigrantes, população envelhecida e com muito pouca tradição industrial. Com fortes
características rurais, apenas possui 2 indústrias (de acordo com a listagem fornecida pela Direcção Regional de
Economia em Agosto de 2003). Em termos percentuais, 50% dos estabelecimentos existentes estão ligados ao sector
da indústria alimentar e os restantes estão ligados à indústria metalúrgica.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
Apenas surge com uma indústria registada no escalão de empresas que possuem entre 10 e 19 pessoas ao serviço.
Para esta freguesia a fixação de pessoas é um objectivo e adivinha-se uma tarefa árdua, pois o envelhecimento
populacional é muito elevado e o número de jovens é muito baixo e com tendência a diminuir. Este panorama não é
muito positivo e provoca a existência de um tecido económico industrial muito fraco e caracterizado por pequenos
estabelecimentos familiares e muito artesanais.
Milagres:
Actividades industriais
Na freguesia dos Milagres, registam-se dois sectores com maior relevância: a indústria da Madeira, da Cortiça e suas
obras (31.6%) e as indústrias metalúrgicas (31,6%). O sector da indústria alimentar também se destaca,
representando 26.3% da indústria existente.
Estas três actividades industriais representam no seu conjunto 89.5% dos estabelecimentos industriais existentes na
freguesia dos Milagres.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
Com uma leitura atenta do gráfico abaixo indicado podemos perceber que a freguesia de Milagres apresenta fraca
importância no que se refere ao número de empresas que possui. Com uma forte concentração de micro empresas –
das 7 empresas registadas 72% encontram-se no escalão de pessoal ao serviço igual a 0. Também se denota, nesta
freguesia, uma forte presença de suiniculturas, havendo à volta desta actividade uma forte componente empresarial
que se estende a outras áreas do Concelho.
Número de empresas de acordo com o escalão de pessoal ao
serviço - Milagres
14%
14%
1-Igual a 0
2-De 1 a 4
72%
3-De 5 a 9
47
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Monte Real:
Actividades industriais
A principal actividade de Monte Real não é a indústria mas sim outros sectores económicos. Possui um forte tecido
empresarial no que se refere ao comércio a retalho, restauração, hotelaria e outros serviços de apoio que florescem
devido a um forte afluxo populacional, turístico a esta região num determinado período do ano em busca de descanso
e tratamento: a estância termal de Monte Real constituída por águas minerais naturais.
Na freguesia de Monte Real são registadas apenas quatro actividades industriais, evidencia-se, com o maior valor
percentual a indústria alimentar (33.3%). Em segundo plano figuram as actividades ligadas às indústrias metalúrgicas
de base, representando estas 26.7% do total. Com um peso de 20% cada na freguesia, encontramos as indústrias da
madeira e da cortiça e outras indústrias transformadoras não especificadas.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
Possui pouca indústria e a que possui é de pequena dimensão, 58% são estabelecimentos industriais que possuem
entre 10 a 19 pessoas ao serviço. Existindo apenas uma empresa com mais de 40 e menos de 50 pessoas ao serviço.
Número de empresas de acordo com o escalão de pessoal ao serviço Monte Real
14%
14%
1-Igual a 0
14%
3-De 5 a 9
4-De 10 a 19
7-De 40 a 49
58%
Monte Redondo:
Actividades industriais
Nesta freguesia predomina a actividade ligada à indústria da Madeira, da cortiça e sua obras, que se estende ao longo
da EN 109 que atravessa Monte Redondo e no meio da estrutura urbana do aglomerado.
Analisando os dados no quadro em anexo, percebemos que é a indústria acima referida que predomina,
representando 34.3% do total. Também se destacam as indústrias alimentares (25.7%) e com 20% do total
evidenciam-se os estabelecimentos industriais que têm como principal actividade a fabricação de outros produtos
minerais não metálicos.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
É uma freguesia com forte tradição industrial, principalmente indústria ligada à madeira. Monte Redondo não contraria
a tendência concelhia no que se refere à dimensão das empresas: predominam as micro e pequenas empresas –
67% das empresas existentes na freguesia possuem ao serviço entre 0 a 20 trabalhadores. Cerca de 13% das
empresas existentes caracterizam-se por ter entre 50 a 100 pessoas ao serviço.
48
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
É uma das freguesias com fortes possibilidades de se tornar muito forte no que se refere à indústria, pois possui uma
ampla área industrial em fase de estudo com vista a ser intervencionada e criar um parque industrial. Este processo irá
reanimar a freguesia a vários níveis, esta questão será mais aprofundada adiante quando falarmos da área industrial
em concreto.
Número de empresas de acordo com o escalão de pessoal ao
serviço - Monte Redondo
13%
1-Igual a 0
13%
2-De 1 a 4
7%
3-De 5 a 9
4-De 10 a 19
13%
28%
13%
5-De 20 a 29
7-De 40 a 49
13%
8-De 50 a 99
Ortigosa:
Actividades industriais
A freguesia da Ortigosa possui ao longo da EN 109 um continuo de empresas industriais e comerciais, assumindo uma
característica comum a outras freguesias, ao possuir um grande número de indústrias recentes, demonstrando a
dinâmica e comportamento da freguesia relativamente à economia nos últimos anos. Várias razões poderão estar na
origem deste desenvolvimento, uma delas é a criação, desde 1995 (ano em que o PDM foi publicado), de uma área
industrial com boas acessibilidades e boa morfologia de terreno, onde se têm vindo a instalar novas empresas com
fins industriais e comerciais.
Relativamente às actividades que predominam, 26.3% são indústrias alimentares e outras 26.3% pertencem ao sector
ligado à fabricação de outros produtos minerais não metálicos. Com 21.1 pontos percentuais estão representadas as
indústrias ligadas à fabricação de artigos de borracha e de matérias plásticas. As indústrias metalúrgicas representam
15.8% do total existente.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
Estes últimos anos têm sido muito importantes para a implantação de novas empresas nesta freguesia, ainda por cima
com uma área industrial que apresenta uma localização estratégica com boas acessibilidades. .
No entanto, de acordo com a análise do gráfico concluímos, que a freguesia possui empresas de pequena e muito
pequena dimensão, dominando as indústrias com menos de 20 pessoas ao serviço (representam 87,5% das indústrias
existentes na freguesia). Enquanto 13% são empresas com 30 a 49 pessoas ao serviço.
49
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Número de empresas de acordo com o escalão de pessoal
ao serviço - Ortigosa
13%
13%
13%
1-Igual a 0
2-De 1 a 4
3-De 5 a 9
24%
4-De 10 a 19
37%
6-De 30 a 39
Parceiros:
Actividades industriais
Esta freguesia não demonstra uma forte especialização relativamente a qualquer indústria, existindo de certo modo,
várias actividades.
Do total das indústrias existentes, 25% pertencem ao sector das indústrias alimentares, as restantes indústrias
registadas nesta freguesia distribuem-se por diferentes actividades como a fabricação de artigos de borracha (15.0%)
e a indústria metalúrgica (15,0%). Com 12,5 pontos percentuais surgem as actividades ligadas à indústria
transformadora não especificada.
As restantes ocupam posições inferiores às referidas e poderão ter a sua importância quando analisadas relativamente
ao número de postos de trabalho que criam.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
A freguesia de Parceiros encontra-se de certo modo muito ligada à cidade de Leiria e não é uma freguesia com forte
implantação industrial, apesar de se distinguir no panorama concelhio pelo número de empresas que possui (26
empresas).
Nesta freguesia predominam as pequenas empresas, 50% das indústrias contabilizadas possuem entre 1 a 9 pessoas
ao serviço, as restantes distribuem-se pelos outros escalões, não ultrapassando as 499 pessoas ao serviço. Com a
particularidade de que Parceiros é uma das seis freguesias que possui uma indústria com 200 a 499 pessoas ao
serviço.
50
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Número de empresas de acordo com o escalão de pessoal ao
serviço - Parceiros
1-Igual a 0
12%
4%
2-De 1 a 4
8%
22%
8%
3-De 5 a 9
4-De 10 a 19
5-De 20 a 29
4%
4%
6-De 30 a 39
12%
26%
7-De 40 a 49
8-De 50 a 99
10-De 200 a 499
Pousos:
Actividades industriais
Pousos é uma das freguesias do Concelho com maior dinamismo industrial, com um tecido empresarial muito
diversificado e concentrado, principalmente, nas áreas industriais aí existentes, apontando algumas das razões para o
sucesso:
-
Parte da freguesia inclui-se no aglomerado urbano da cidade de Leiria – logo forte ligação com o centro
urbano
-
Existência de uma grande área industrial ainda por ocupar.
-
É atravessada pela EN 113, via que faz a ligação entre Leiria – Ourém – Tomar.
-
Integra os acessos à A 1 e à EN 1 (IC2), pela circular Oriente EN 113.
Através da análise atenta do quadro em anexo, podemos corroborar o que foi afirmado nos parágrafos anteriores, pois
percebemos que assim como Parceiros, Pousos possui o seu tecido empresarial distribuído pelas mais variadas
actividades. Assim, evidenciam-se três actividades industriais: a indústria metalúrgica, representando 15.9% das
indústrias registadas; as indústrias de fabricação de máquinas e equipamentos não especificados (14,5%) e por fim, a
indústria têxtil que representa 13% do total. É na freguesia dos pousos que a indústria têxtil regista o maior valor do
Concelho.
É uma das duas freguesias do Concelho que possui actividades industriais relacionadas com a indústria do couro e
seus produtos (4,3%).
Também tem outra particularidade que a diferencia das outras freguesias, apresenta o maior valor (5,8%) das quatro
freguesias do Concelho que possuem empresas ligadas à fabricação de equipamento eléctrico e de óptica.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
A freguesia dos Pousos possui uma grande área industrial e ao longo dos últimos anos tem vindo a notar-se um
grande aparecimento de novos estabelecimentos industriais ( ver planta em anexo- área industrial de Pousos-). Da
análise do gráfico, concluímos que nesta freguesia, apesar de predominarem as pequenas empresas, as médias já se
afirmam de forma muito importante, muito semelhante ao que acontece para as freguesias de Leiria, Maceira e
51
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Marrazes, existindo 11 empresas com mais de 30 trabalhadores e menos de 500 (20.4% do total). As empresas que
possuem menos de 30 pessoas ao serviço representam o restante (79.6%). Existem 2% das empresas que possuem
entre 200 a 499 pessoas ao serviço.
Número de empresas de acordo com o escalão de pessoal ao serviço Pousos
15%
4% 2%
1-Igual a 0
9%
2-De 1 a 4
24%
7%
3-De 5 a 9
4-De 10 a 19
5-De 20 a 29
13%
6-De 30 a 39
26%
8-De 50 a 99
10-De 200 a 499
Regueira de Pontes:
Actividades industriais
Esta freguesia possui uma das maiores áreas industriais existentes no Concelho e com espaços já estabilizados e
consolidado, destacando-se a importância da frente com a EN 109, este eixo estruturante é o dinamizador desta
grande área industrial onde se mantém uma forte pressão empresarial, agora cada vez mais acentuada com a
concretização do troço e acessos da futura A17.
Assistimos, também, a uma certa promiscuidade entre as diferentes actividades económicas e outros usos,
característica herdada anos de mau planeamento.
Estamos perante uma freguesia com um tecido industrial muito diversificado e heterogéneo. Possui seis actividades
industriais principais que se distinguem: as indústrias ligadas à fabricação de outros produtos minerais não
metálicos(22.0%); as indústrias de fabricação de artigos de borracha e matérias plásticas (16,0%); as indústrias
metalúrgicas representam 14.0% , por fim, com um peso igual (12,0%), surgem as actividades que se integram nas
indústrias alimentares, às indústrias da madeira, cortiça e suas obras e as indústrias transformadoras não
especificadas.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
Esta freguesia sofreu uma forte influência nos últimos anos ao nível da indústria, por isso, cremos que os dados
apresentados para esta análise estão desactualizados, no entanto, é o que nos foi disponibilizado.
São as micro e pequenas empresas que predominam nesta freguesia. As empresas que possuem ao seu serviço
menos de 20 pessoas representam 73,7% do total existente. As empresas com 100 a 199 pessoas ao serviço
representam 5% do total considerado.
52
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Número de empresas de acordo com o escalão de pessoal ao serviço Regueira de Pontes
5%
16%
16%
1-Igual a 0
2-De 1 a 4
11%
5%
3-De 5 a 9
4-De 10 a 19
6-De 30 a 39
7-De 40 a 49
21%
26%
9-De 100 a 199
Santa Catarina da Serra:
Actividades industriais
É uma freguesia afastada do pólo de atracção que constitui a cidade de Leiria, estando mais permeável à influência
gerada por Fátima, centro religioso e turístico, que aglutina um sem número de actividades muito atractivas e
geradoras de emprego.
No que se refere à indústria transformadora, a freguesia de Santa Catarina da Serra possui três actividades industriais
que se evidenciam das restantes pelo maior peso na freguesia. Do total existente 29.3% são actividades ligadas às
indústrias alimentares; 27.6% pertencem aos sectores que se inserem nas indústrias da madeira, cortiça e suas obras,
enquanto 19.0% são indústrias metalúrgicas de base.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
A freguesia de Santa Catarina da Serra tem uma actividade industrial regular que se caracteriza por empresas de
pequena dimensão de carácter familiar.
São, de acordo com os dados disponíveis, 21 empresas, das quais 57,1% possuem entre 1 a 9 pessoas ao serviço. As
restantes distribuem-se pelos escalões mais elevados sem nunca ultrapassar as 50 pessoas ao serviço. Constituem
10% das indústrias existentes, aquelas que possuem entre 40 49 pessoas ao serviço.
Número de empresas de acordo com o escalão de pessoal ao
serviço - Santa Catarina da Serra
10%
28%
10%
2-De 1 a 4
3-De 5 a 9
10%
4-De 10 a 19
5-De 20 a 29
14%
6-De 30 a 39
28%
7-De 40 a 49
53
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Santa Eufémia:
Actividades industriais
A freguesia de Santa Eufémia não possui um tecido industrial muito forte, situa-se numa posição de charneira, isto é,
entre freguesias com um tecido industrial considerável. É numa pequena faixa junto à EN1 (IC2), que se regista a
existência de algumas empresas de relativa importância no panorama concelhio.
Nesta freguesia as indústrias alimentares representam com 33.3% do total das indústrias existentes, assim como em
grande parte das freguesias já analisadas. As empresas ligadas ao sector das indústrias da madeira representam
18.5% do total. De referir, ainda, o valor relevante registado pelas empresas que se enquadram no sector das
indústrias transformadoras não especificadas (14,8%).
Esta freguesia não possui qualquer apontamento a fazer em especial, para além do facto de acharmos conveniente
assinalar ainda a existência de uma forte dependência da população de Santa Eufémia na agricultura, praticada no
vale agrícola da Ribeira de Santa Eufémia e sua área de regadio.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
A freguesia não se apresenta muito forte industrialmente, mas possui junto ao seu limite com a EN 1 uma pequena
franja de área industrial, onde se agrupam algumas empresas importantes.
Em Santa Eufémia, 43% das indústrias existentes possuem ente 10 a 19 pessoas ao serviço enquanto as empresas
que possuem entre cinco a nove pessoas ao serviço, representam 29% do existente. Não havendo registo de
nenhuma empresa que possua mais de 30 de pessoas ao serviço.
Número de empresas de acordo com o escalão de pessoal ao
serviço - Santa Eufémia
14%
14%
1-Igual a 0
3-De 5 a 9
4-De 10 a 19
29%
5-De 20 a 29
43%
Souto da Carpalhosa:
Actividades industriais
É uma freguesia marginal à EN 109, possuindo uma das maiores empresas do Concelho que produz gesso e seus
derivados assim como calcinação de gesso, estafe, cré e terras corantes e moldagem de matérias plásticas.
54
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
A indústria que regista maior valor, é a que se enquadra no sector de indústria da madeira, da cortiça e suas obras,
com um peso de 34.5% na freguesia, este valor é apenas ultrapassado pelos valores registados nas freguesias de
Caranguejeira e Coimbrão.
Como tem vindo a notar nas freguesia até agora analisadas, as indústrias alimentares também se destacam.
representando 27.6% do total das indústrias existentes. De registar ainda, a importância das indústrias que se dedicam
à fabricação de outros produtos minerais não metálicos (17.2%).
É uma freguesia que não possui uma grande variedade de actividades indústrias, concentrando as empresas em
alguns sectores mais relevantes e já focados.
Dimensão dos estabelecimentos industriais
Esta freguesia não possui actualmente nenhuma área industrial digna de registo, havendo, no entanto, uma marcação
de unidade industrial existente com duas indústrias muito importantes a nível municipal e regional.
Relativamente à dimensão das empresas, 83.3% das registadas possuem menos de 20 pessoas ao serviço,
distinguindo-se o escalão de 1 a 4 pessoas ao serviço (34%).
Número de empresas de acordo com o escalão de pessoal ao
serviço - Souto da Carpalhosa
8%
8%
8%
1-Igual a 0
2-De 1 a 4
3-De 5 a 9
17%
34%
4-De 10 a 19
5-De 20 a 29
25%
6-De 30 a 39
55
Quadro 11. Industrias do concelho de Leiria, segundo o escalão de pessoal ao serviço, por freguesia, 2000
1-Igual a 0 2-De 1 a 4 3-De 5 a 9 4-De 10 a 19 5-De 20 a 29 6-De 30 a 39 7-De 40 a 49 8-De 50 a 99 9-De 100 a 199 10-De 200 a 499
Amor
3
Arrabal
2
Azoia
1
Bajouca
Barosa*
Barreira*
3
6
2
2
6
7
3
1
4
1
1
2
7
1
4
3
1
1
4
1
1
8
1
2
6
Bidoeira de Cima
3
Boa Vista
1
3
2
2
Caranguejeira
4
7
4
8
Carreira
2
2
5
Carvide*
1
1
13
3
3
19
1
18
7
1
2
1
2
1
2
1
Chainça
1
20
2
12
1
28
1
4
1
9
1
1
Coimbrão
2
2
1
1
Colmeias
2
8
7
2
2
3
1
1
Cortes
5
3
2
2
1
2
2
1
Leiria**
6
13
15
13
3
4
2
2
Maceira
7
25
15
18
9
4
4
4
1
Marrazes***
7
23
20
22
9
5
2
3
3
Memória
6
1
1
5
1
Monte Redondo
2
Ortigosa
1
Parceiros***
2
6
7
3
1
1
Pousos***
5
13
14
7
4
8
Regueira de Pontes
3
2
5
4
1
3
6
6
3
2
2
2
Santa Catarina da Serra
59
87
2
96
1
Monte Real
1
27
18
1
Milagres
1
7
1
4
4
2
2
1
3
2
1
2
1
7
2
15
1
Santa Eufémia
1
2
3
1
Souto da Carpalhosa
1
4
3
2
1
1
67
150
137
116
44
35
Total
Total
6
Fonte: INE/Desconhecida
56
8
2
3
1
26
2
1
54
1
19
21
7
12
21
23
16
6
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Escalão de pessoal ao serviço
01 - Igual a 0
02 - 1 a 4
03 - 5 a 9
04- 10 a 19
05 -20 a 29
06 - 30 a 39
07 - 40 a 49
08 - 50 a 99
09 - 100 a 199
10 - 200 a 499
57
A indústria e o Ambiente
Uma situação que também importa referir são os graves problemas ambientais de que padece o Concelho. A uma
população humana que já se encontra perto dos 120.000 habitantes, existem efectivos pecuários com cargas de
efluentes equivalentes a 850.000 humanos. Com a sua localização territorial na parte terminal da bacia hidrográfica do
rio Lis, o Concelho de Leiria “coabita“ hoje com um drama ambiental:
As pecuárias de carácter industrial, encontram-se sobretudo nas freguesias de Bidoeira de Cima, Colmeias, Milagres e
Boa Vista e são os efluentes destas que provocam grandes problemas ambientais. Para tentar acabar com este flagelo
está prevista a curto prazo a construção de uma estação de tratamento dos efluentes suinícolas (ETES) da iniciativa
da Associação de Suinicultores em parceria com outras entidades (uma delas a Câmara Municipal de Leiria).
No quadrante Leste do Concelho, em torno da EN1/IC2, estão concentradas unidades de pecuária, empresas
industriais, actividades comerciais e áreas urbanas de significativa densidade, responsáveis por uma quota parte muito
significativa da problemática ambiental aqui caracterizada. Também sob a mesma área recaem preocupações devidas
à existência de grandes extensões de terrenos revolvidos por acção das indústrias de extracção de inertes, em
particular no Barracão ( Colmeias ).
O problema das “crateras” criadas pela extracção de inertes e, frequentemente deixadas ao abandono, com graves
consequências paisagísticas também está associado à freguesia de Maceira, neste caso, intimamente ligada à
indústria de cimento e exploração da sua matéria prima.
A solução dos problemas ambientais, decorrentes de unidades agro-industriais e extractivas em funcionamento ou
desactivadas, ou ainda, da proliferação de negócios de sucatas, deverá ser encarada em qualquer estratégia que
venha a ser seguida, de forma a mudar a situação actual e a percepção dos investidores em relação aos aspectos
relacionados com a gestão ambiental da região, sob pena de comprometer a atractividade de Leiria face ao
investimento produtivo.
A defesa do ambiente concelhio não pode contudo fazer-se com o prejuízo da estabilidade necessária ao bom
funcionamento das indústrias. É importante ressaltar que as actuais localizações industriais vêem-se frequentemente a
braços com o crescimento das áreas urbanas, de serviços e habitacionais que as cercam e as impedem de crescer,
exercendo igualmente uma fortíssima pressão sobre o preço do solo (especulação imobiliária).
Assim, a localização e demarcação de zonas industriais nos instrumentos de planeamento tem outra face da moeda,
pois impõe a contenção do alargamento “urbano“ na sua envolvente, desejavelmente com a criação de zonas tampão
aptas a travar proximidades “indesejáveis”.
Sobre o ambiente e a sua interacção entre as actividades económicas do concelho de Leiria, deverá ser consultado o
diagnóstico ambiental do concelho de Leiria e o trabalho específico sobre as suiniculturas. Nestes trabalhos abordamse o tema de forma mais aprofundada e exaustiva.
58
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Dinâmica de localização industrial Concelhia
A localização das actividades industriais no Concelho de Leiria caracteriza-se por uma elevada dispersão.
Figura 1. Eixo Nordeste/Sudoeste da localização empresarial de Leiria (dominância)
Fonte: Eurisko, Estudo de Localização de zonas industriais de Leiria 2004
59
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
De acordo com a análise do mapa distingue-se:
Um eixo transversal Nordeste/Sudoeste – traçado da EN1 à ligação de Leiria / Marinha Grande: EN 356-1 e variante
da Barosa. Considerando uma linha imaginária e paralela deste eixo transversal para cada lado com cerca de 3 km,
conclui-se que a referida área corresponde a menos de 30% da área total do Concelho e que estão aí localizadas
cerca de 49.7% das empresas industriais cadastradas.
Ao mesmo tempo: É nesta área que reside mais de metade de população do Concelho de Leiria
Denota-se, com este exemplo, a proximidade das actividades industriais às bacias de emprego que representam a sua
fonte de mão de obra.
Dividindo o eixo em duas partes: Nordeste e Sudoeste da cidade de Leiria – deparamo-nos com o facto de que a parte
nordeste tem 1\3 do total das indústrias referenciadas no Concelho, num espaço que não chega a atingir 15% da área
total do Concelho.
A situação indicada, de grande número de empresas com um padrão de dispersão tão elevado permite-nos distinguir
uma “nebulosa” industrial sobre o canal nordeste do eixo da EN1 (conferir figura 1).
As freguesias que se enquadram neste eixo, a nordeste, são:
1. Bidoeira de cima
2. Marrazes
3. Milagres
4. Colmeias
5. Sta. Eufémia
6. Pousos
7. Boa Vista
8. Regueira de Pontes
Por outro lado, a sudoeste da cidade encontramos as freguesias de:
1. Parceiros
2. Azoia
3. Maceira
4. Barreira
5. Barosa
Esta realidade é ainda potenciada pela existência de outras actividades económicas (serviços), principalmente na
cidade de Leiria onde procuram maior visibilidade e capacidade de atracção de potenciais consumidores.
60
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
A deslocalização significativa destes estabelecimentos é pouco realista, tornando-se assim necessário a gestão das
vias de comunicação, por forma a atenuar os problemas de funcionamento, congestionamento e de conflitos com
áreas residenciais.
A parte sudoeste do eixo, embora apresente menor número de indústrias em termos absolutos, representa sectores de
actividade de grande importância no contexto económico concelhio e regional (moldes, plásticos, etc.)
A localização no quadrante sudoeste está relacionado com as acessibilidades tradicionais e a proximidade com o
Concelho da Marinha Grande (centro industrial de grande importância na região), assim como a continuidade de uma
dinâmica muito intensa, devido aos novos acessos rodoviários nacionais (A8).
Também com alguma importância, surge um eixo simétrico ao anterior, um eixo constituído pela EN 109 de Leiria para
Figueira da Foz e o eixo da EN 113 de Leiria para Tomar e Ourém.
Ao longo da EN 109 surgem localizações industriais nas freguesias de Marrazes, Regueira de Pontes, Ortigosa e
Monte Redondo: onde, principalmente em Marrazes, acontecem grandes conflitos com áreas residenciais. Ao longo
deste eixo os conflitos são flagrantes, distinguindo-se uma grande proximidade industrial aos aglomerados urbanos.
Junto à EN 113 – Pousos, Santa Catarina da Serra, Arrabal e Caranguejeira distinguem-se, com um padrão de
localização disperso, com a excepção da primeira freguesia que possui uma área industrial muito atractiva devido à
proximidade de Leiria e a Auto estrada (A1).
Mercado de solos
O Concelho de Leiria é um espaço económico onde se tem verificado um processo de desenvolvimento com
forte espirito de iniciativa e acentuada expansão das actividades produtivas e do número de empresas
sediadas no Concelho. O processo não foi, no entanto, acompanhado por uma política de acolhimento e
ordenamento das actividades empresariais capaz de dar resposta satisfatória às necessidades de um tecido
empresarial em crescimento.
O mercado de solos, para localização de actividades industriais em Leiria, aponta para um claro défice da oferta face a
uma procura que se acumula há anos e para a qual não tem havido capacidade de resposta.
Os problemas que a situação tem levantado às actividades industriais e aos distintos segmentos são variados e
constituem um forte bloqueio do processo de desenvolvimento do tecido produtivo:
-
ausência de soluções para as empresas com necessidade de expansão das suas instalações;
-
ausência de soluções para as empresas que, estando em situações de incumprimento da legislação
relacionada com gestão ambiental e energética, têm necessidade de deslocalizar a sua actividade para zonas
cujo nível de infraestruturação permita a laboração em conformidade com exigências actuais;
61
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
-
ausência de soluções para a localização de novas empresas resultantes da iniciativa endógena;
-
ausência de soluções para as empresas cuja localização actual levanta conflitos sérios com as zonas
urbanas e usos habitacionais, cuja proximidade limita e põe em cheque a legalidade do seu funcionamento
diário;
-
Desperdício de oportunidades de captação de investimento produtivo de origem exógena.
Assistimos a uma situação de acentuado desequilíbrio entre a oferta e a procura de espaços para a localização
industrial e que vai exercer pressões inflacionistas sobre a oferta. Exemplo: a ZICOFA com 33 lotes infraestruturados
atingiu preços que superavam os 95 euros m2; assim como os espaços classificados em sede de PDM como sendo de
uso industrial, sem qualquer infra-estrutura, são vendidos entre os 50 a 75 euros/m2 .
Este cenário vai provocar a deslocalização das unidades produtivas para fora do Concelho, para regiões com
estratégias mais agressivas de atracção de investimento empresarial e onde o preço do solo é muito atractivo, do que
o que é praticado neste Concelho.
Torna-se necessário definir estratégias que articulem a acção da administração e dos agentes privados – na tentativa
de resolver o problema de falta de soluções de localização para a indústria e evitar que se verifiquem fenómenos
especulativos que coloquem os preços do solo a um nível incomportável para esta.
Análise Territorial
O actual PDM classificou como unidades industriais existentes duas centenas de espaços, equivalendo a 730 ha em
todo o Concelho. São áreas pequenas, em média inferiores a 4 ha, com o objectivo de reunir condições para a
legalização do funcionamento de centenas de implantações industriais dispersas pelo território.
O Plano Director Municipal considera como “perímetros urbanos industriais” duas situações: as áreas industriais
existentes - as que já possuíam construção; as áreas industriais propostas - programadas para satisfazer as
necessidades no prazo do plano depois de saturadas as primeiras. Existem ainda as áreas industriais de médio/longo
prazo, nas quais deveria ser adoptada alguma forma de instrumento de planeamento e gestão, ou intervenção
urbanística conjunta como aconteceu com a Cova das Faias ( Loteamento Zicofa ).
As actuais e futuras acessibilidades ao Concelho, a sua posição estratégica no Litoral português e a relativa
proximidade à Área Metropolitana de Lisboa assim como a criação da nova Comunidade Interurbana (AMLEI) não
deixarão de se fazer sentir numa crescente procura de terrenos disponíveis para a localização de indústrias, de áreas
de armazenamento, de logística e distribuição, e de serviços.
Tudo se pode considerar factores e indicadores para a localização dos pólos estratégicos aferidos a uma rede
municipal de acessibilidades bem delineada ( ver Relatório Organização da rede viária do Concelho de Leiria ).
62
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Os novos traçados viários tendem a criar um padrão alternativo ao actual, atraindo à imediata proximidade dos nós de
acesso a apetência para localizar actividades económicas, designadamente indústrias e / ou serviços.
-
O nó viário da A1(IP1) com a circular Oriente e a sua ligação imediata com a área industrial dos Pousos. –
Toda esta existência de nós viários e acessibilidades cria apetência para localizar actividades económicas,
designadamente indústrias, na condição de existirem terrenos disponíveis em boas condições económicas e
de infra-estruturas.
-
A Auto Estrada 17 (IC1) e a sua passagem pela área industrial de Monte Redondo gera novos acessos à
zona industrial e aproxima os concelhos de Leiria aos da Orla Litoral Norte. Para esta zona industrial já está
a ser desenvolvido um loteamento tendo como fim a criação de uma área empresarial para o uso industrial
existente no plano e ainda vazio, com forte disponibilidade de terrenos e boas características.
-
Zona industrial da Barosa – Junto à A8 e A17
O tratamento da zona industrial da Cova das Faias (ZICOFA), devido à conjuntura do mercado especulativo,
acessibilidade e sua proximidade à área urbana de Leiria, atraiu mais empresas de carácter terciário, que absorveram
rapidamente os lotes disponíveis.
Também em curso está a transformação do já referenciado espaço industrial de Monte Redondo em Parque
Empresarial, significando de certo modo a operacionalização desta zona de Monte Redondo/ Bajouca ( parte Norte do
Concelho ). O processo envolve o município, a Parque Invest (sociedade promotora de parques industriais) e o Nerlei
(Núcleo Empresarial da Região de Leiria).
Esta operação terá contornos diferentes da Zona Industrial da Cova das Faias (Zicofa), por vários factores por vários
factores: a localização excêntrica, afastada do Centro Urbano de Leiria poderá atrair empresas com necessidade de
maiores áreas e a baixo preço; a sua capacidade atractiva está ligada à construção do IC1 (A17) prevista para 2005 e
a EN 109, apesar desta não possuir as características adequadas para servir de forma adequada este projecto. Estão
a ser pensadas alternativas a esta via de atravessamento e estruturante, que minimizem o impacto viário do
aguardado aumento de transporte de mercadorias e logística ( ver área industrial de Monte Redondo ).
Para além das áreas industriais já referidas, o Concelho possui outras áreas industriais abaixo indicadas: (ver
Capítulo: Áreas Industriais existentes e propostas)
1- Maceira: 254.53 ha de indústria extractiva e 138.16 ha de indústria transformadora
2- Barosa (102.38 ha)
3- Pousos (111.5 ha)
4- Ortigosa (59.92 ha)
5- Regueira de Pontes (96 ha)
1 –Surge na adjacência da cimenteira CMP (IE) e situa-se muito próxima do Concelho industrial da Marinha Grande.
63
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
É servida pelo nó da A8 e é a maior extensão com fins exclusivamente industriais, abarcando uma vasta área
pertencente à fábrica de cimento. É constituída por uma área industrial extractiva condicionada pela Direcção Geral de
Geologia e Energia (DGGE), como área de reserva e uma área industrial transformadora com bons acessos e com
uma ocupação considerável de indústrias dos moldes e derivados.
2 e 3 – São áreas em franco desenvolvimento:
Localização privilegiada em relação aos acessos à A1 e A8 e proximidade à Cidade.
A sua existência tem sido fundamental para conter a dispersão industrial.
4 e 5 – Situam-se junto à EN 109.
A sua vocação e atractividade reforçadas com a existência do nó de acesso à A17.
Estas áreas poderão servir de local para a reinstalação de indústrias, hoje em excesso na freguesia de Marrazes e
atingidas pela expansão da área urbana de Leiria.
Todas estas áreas ( excluindo Maceira ) distribuem-se em torno da sede de Concelho, apoiando-se no traçado radioconcêntrico dos principais acessos à cidade. Posicionando-se para reunir pequenas e médias indústrias que desfrutam
das vantagens da sua proximidade ao centro urbano e à eventual bacia de empresas complementares. (ver figura 2)
A situação mais conflituosa é:
A concentração de estabelecimentos industriais na área designada “nebulosa” empresarial de Leiria, ou seja, o
território situado na envolvente do troço nordeste da EN1 (IC2), que engloba as freguesias de: Bidoeira de Cima,
Colmeias, Boa Vista, Milagres e Santa Eufémia; onde são conhecidos os problemas de acessibilidade, os conflitos
com os aglomerados populacionais, a inexistência de infra estruturas de suporte e os graves problemas de ordem
ambiental; a grande densidade de suiniculturas e aviários com a sua problemática conjuntura.
Adjacente à EN1/IC2 encontrámos também uma forte concentração de explorações de inertes onde é promíscua a
mistura entre estes e o espaço habitacional. Este cenário poderá obrigar à elaboração de um plano municipal de maior
pormenor ao nível do solo rural.
64
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Figura 2 – Zonas Industriais existentes e propostas na periferia da sede do Concelho: Ortigosa, Regueira de Pontes,
Cova das Faias, Pousos e Barosa
Plano de Acção
As alterações esboçadas no processo de revisão do PDM baseiam-se na:
•
Confirmação do essencial das propostas anteriores com alterações de pormenor mais ou menos
significativas, quer de expansão de áreas industriais existentes, quer de desafectação de algumas áreas
previstas no Plano, agora em revisão.
•
Criação de pequenas zonas industriais de suporte a actividades industriais de cariz local nas diversas
freguesias.
•
Indústria ambiental: criação de uma zona industrial vocacionada para o tratamento de resíduos industriais e
urbanos, na freguesia dos Parceiros junto ao caminho de ferro e nó da A8, com o objectivo de englobar os
resíduos de vários Concelhos (Serviços Multimunicipais).
65
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
A orientação vai no sentido de encontrar soluções para a elevada heterogeneidade da procura, criando oportunidade
para:
-
A grande e média indústria eventualmente ligada à atracção de investimento estrangeiro, como é o caso da
projectada zona industrial de Monte Redondo;
-
A média e pequena indústria existente nas actuais zonas industriais existentes;
-
Pequena indústria de âmbito local em freguesias como Monte Real, Coimbrão, Amor, Caranguejeira, Santa
Catarina da Serra, etc., que se mantém compatível com os usos residenciais e pequenas áreas industriais de
suporte adjacentes aos perímetros urbanos;
-
Indústrias ligadas à reconversão de subprodutos multimunicipais, nomeadamente sucata, e resíduos urbanos
numa área junto à A8 e ao Caminho de Ferro (Linha do Oeste).
Este conjunto de linhas de orientação têm por objectivo:
-
limitar e diminuir a excessiva pulverização patente no actual Plano.
-
Preparar, para a área Este do Concelho, uma estratégia que enquadre um Plano de Ordenamento superior
ao PDM, de forma a controlar e gerir as suiniculturas de acordo com a nova legislação ou até conseguir
agrupá-las num espaço adequado de modo a acabar com os problemas ambientais que se têm vindo a fazer
notar e que interferem na dinâmica do Concelho (poluição das linhas de água, etc.): passaria por uma
estratégia de localização, gestão e regulamentação eficaz em sistema cooperativo.
A orientação proposta caracteriza-se por uma grande diversidade no que respeita ao tipo de oferta, absorvendo
indústrias altamente consumidoras de espaço até às pequenas áreas para albergar actividades quase que artesanais
e / ou familiares ( micro indústria ).
Com a estratégia adoptada de criar pequenas áreas industriais nas freguesias, pretendemos deixar que as indústrias
decidam instalar-se junto às bacias de emprego, junto dos aglomerados urbanos. Assim como “a colocação no
mercado de diversas alternativas para a localização empresarial de modo a equilibrar o actual défice da oferta face à
procura e deste modo refrear os movimentos especulativos” ( Eurisko, 2003).
A estratégia que serve de base para a revisão do PDM relativamente às indústrias vai exigir um considerável esforço
técnico e económico para ser implementada, mas também é flexível e trata-se de um passo à frente na situação
actual, mesmo no que respeita aos problemas ambientais, porque a aposta em, unicamente, soluções concentradas
de grande dimensão tem revelado mais efeitos negativos que positivos.
É importante referir que as empresas, outras entidades representativas do tecido empresarial e outros agentes
económicos manifestaram uma clara preferência por um modelo disperso de empreendimentos de acolhimento de
actividades empresariais, de modo a que as empresas possam optar por localizações próximas às bacias de emprego
ancoradas aos principais aglomerados urbanos, de modo a salvaguardar as dificuldades de recrutamento de pessoal e
de absentismo.
66
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Justifica-se por isso, em nosso entender, dar maior ênfase a uma solução estruturante nesta área, capaz de ordenar a
actual dispersão, encontrar uma solução para os problemas ambientais e aliviar a pressão sobre a rede de
comunicações. Temos de reconhecer que o problema não é fácil de resolver. Requer uma solução integrada no
quadro de uma estratégia de longo prazo, fazendo apelo a uma instrumentação urbanística diversificada, que não
poderá deixar de conter aspectos coercivos. Por isso parece-nos acertado prever para este quadrante o
desenvolvimento de uma orientação, que contenha soluções integradas para as problemáticas já referidas, em
especial, as do domínio ambiental e da circulação e acessibilidade, eventualmente configurada e/ou suportada numa
figura de planeamento de grau intermédio, a realizar a par ou na sequência da revisão do Plano Director Municipal.
Conclusão:
O Concelho de Leiria apresenta no geral uma forte capacidade de absorver qualquer actividade económica e como
nos foi demonstrado está a fazê-lo, com um forte crescimento das actividades do sector terciário.
O sucesso de Leiria acontece também, pelo facto de se encontrar dentro de um eixo industrial muito forte: Leiria –
Marinha Grande – Alcobaça – Pombal e por se encontrar numa localização privilegiada relativamente aos pólos de
atracção mais fortes – Porto e Lisboa.
O facto de se ir notando um certo decréscimo do emprego nas indústrias pode advir da crescente amplitude
tecnológica que se vai instalando nas indústrias/empresas que se destacam no Concelho pelo número de postos de
trabalho que gera.
Também foi abordada a questão das actividades mais predominantes no Concelho e estas variam nas diferentes
freguesias, mas impõem-se as actividades das indústrias alimentares e das bebidas, as indústrias de matérias
plásticas e moldes, a indústria da madeira e de exploração.
Estas actividades desenvolvem-se em espaços industriais em alguns casos, mas existe uma forte dispersão das
actividades industriais no território concelhio. No entanto, esta dispersão vai depender também do tipo de indústrias
predominantes, pois em alguns locais é clara a associação de actividades industriais que surgem a montante ou a
jusante da indústria em questão.
A dimensão das indústrias, de acordo com os dados obtidos, dá-nos a conhecer um Concelho coberto por muito
pequenas e pequenas empresas, com uma ou outra a distinguir-se com maior número de pessoas ao serviço.
As áreas e espaços industriais existentes têm vindo a ser ocupados, de forma lenta e por vezes desordenada, ao
longo destes anos, notando um forte desenvolvimento nas áreas industriais com acessos privilegiados: ao longo da EN
109, junto à variante da Marinha Grande (Barosa), nos Pousos ( com a EN 113 e os acesso à A1 e à EN 1/IC2), a
Cova das Faias com um loteamento industrial teve forte aceitação apesar dos valores e a zona junto ao Barracão.
Podemos ter uma noção mais alargada da ocupação analisando as plantas de localização das áreas industriais e a
respectiva ocupação em anexo.
Em conclusão, Leiria é um Concelho que possui grandes potencialidades a nível económico e social, para ser
considerado um forte pólo a nível industrial e de serviços, precisando, no entanto de dar mais importância ao
desenvolvimento tecnológico, apoiando-se no facto de possuir um Instituto Politécnico em evolução. De resto, convém
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focar que já vão existindo protocolos entre o instituto e a Câmara de Leiria, no sentido de desenvolver estudos sobre o
Concelho e para o Concelho.
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Áreas industriais do plano existentes e propostas ( plano em vigor / revisão )
Metodologia de Análise Territorial
Para termos noção da ocupação das áreas industriais do actual PDM, com vista a justificar alterações positivas ou
negativas na revisão da Planta de Ordenamento do Plano, foram efectuadas visitas a todas as freguesias e
respectivos espaços de uso industrial, com o objectivo de fazer um inventário das construções implantadas e,
eventualmente, não registadas na cartografia utilizada ( 1994 ).
Para o trabalho de inventário foram usadas plantas de trabalho sectoriais, à escala 1: 10 000 com cartografia e
distinção das áreas de uso industrial do Plano em vigor. Recorreu-se também ao registo fotográfico para recolha de
informação local e pequenas entrevistas de inquérito, ortofotomapas de 1999 serviram de guia mais actualizado.
Do registo de campo, seguiu-se todo o trabalho gráfico digital de novas ocupações (pós 1994) e o cruzamento/análise
dos respectivos processos de licenciamento camarários. A busca, muitas vezes de arquivo, remeteu-nos para
indústrias, pavilhões, armazéns e respectivo cadastro.
O inventário local ultrapassou os limites do polígono do uso industrial da Planta de Ordenamento e alargou-se a toda a
freguesia (unidade de trabalho), até para perceber a disseminação real das indústrias neste território concelhio. O
método indicou a distribuição territorial das actividades industriais: uma herança de dispersão e alguns casos de
concentração, como nas freguesias de Ortigosa, Regueira de Pontes, Barosa e Pousos. Apresenta-se aqui o registo
de ocupação das áreas industriais por freguesia.
Caracterização das Áreas Industriais mais representativas ( de Norte para Sul do Território )
Monte Redondo
A área industrial de Monte Redondo encontra-se com uma ocupação quase nula, evidenciando-se uma franja de
pequena dimensão junto à EN 109 (eixo estruturante).
A área industrial actual possui 184,15 ha dos quais apenas 1,13% (que representa 2.08 ha) está ocupado por
indústrias ou armazéns de comércio.
Toda a área sobrante está desocupada (vide fig. 3) e possui uma frente considerável para a estrada que liga Monte
Redondo a Bajouca.
Localiza-se na extremidade Norte do Concelho, tem a EN 109 a proporcionar-lhe acessibilidades, mas também será
servida por um nó do futuro IC1 (A17) e abrangerá na sua totalidade cerca de 175 ha.
Está em curso a operacionalização da zona industrial de Monte Redondo/Bajouca, processo que envolve o município,
a Parque Invest e o Nerlei (Associação empresarial da Região de Leiria).
De acordo com a estratégia de acção, traçado pelas equipas envolvidas na revisão do Plano, agrupar-se-ão três níveis
de prioridades com perfis funcionais e finalidades empresariais distintas: um destes segmentos é o Parque
Empresarial de Monte Redondo/Bajouca, que deverá ser projectado de modo a poder albergar empresas industriais de
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grande dimensão, devendo para o efeito ser dotada de elevado nível de equipamentos, infra-estruturas e serviços de
apoio às actividades empresariais designadamente aqueles relacionados com a gestão ambiental e energética.
Este empreendimento deverá constituir a principal aposta de uma estratégia de atracção de IDE (Investimento Directo
Estrangeiro) mas esta questão está ainda em estudo. Por um lado, os autarcas vêm a possibilidade de instalação de
unidades industriais de origem exógenas com bons olhos e como um importante contributo para o processo de
desenvolvimento local e uma fonte de conhecimento, capacidade e mais valias para os agentes locais. Por outro lado,
alguns empresários consideram que a adopção de uma estratégia de investimento de grandes dimensões para Leiria
colocaria em risco o equilíbrio frágil que actualmente se verifica no mercado da oferta e procura de mão de obra.
Importa, no entanto, chamar à atenção para o facto de este impacto negativo no funcionamento do mercado de
trabalho poder ser provocado pela instalação de grandes unidades empregadoras noutros Concelhos que exerçam
uma força centrípeta em relação à mão de obra do local. Assim consideramos que a estratégia a adoptar em Leiria
deverá passar pela captação de IDE de modo a que se contorne a possibilidade de fuga de mão de obra para outros
Concelhos.
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Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Figura 3. Zona Industrial de Monte Redondo / Bajouca –PDM em vigor
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Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Figura 4. Zona Industrial de Monte Redondo – Estratégia Industrial - Fase 1 (estudo)
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Figura 5. Zona Industrial de Monte Redondo – Estratégia Industrial Fase 2 – Proposta de Planta de Ordenamento
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Ortigosa
A zona industrial da Ortigosa situa-se adjacente e ao longo da EN 109 e a sua vocação actual e atractividade sairá
reforçada quando se concretizar a construção de um nó de acesso ao futuro IC1 (A 17). Da sua viabilização poderão
resultar efeitos benéficos para absorver a excessiva concentração de construção industrial que se verifica actualmente
na freguesia de Marrazes, atingida pela expansão da área urbana de Leiria.
Acompanhada por outras áreas que adiante caracterizaremos, a área industrial da Ortigosa posiciona-se para reunir
pequenas e médias empresas/indústrias que desfrutem de vantagens na sua proximidade ao centro da cidade e à
bacia de emprego correspondente.
A área industrial da Ortigosa tem vindo a ser ocupada ao longo deste últimos anos. A sua dimensão é de 59.92 ha dos
quais apenas 19.77% estão ocupados, por diversos usos.
É uma área industrial com boas características para a implantação de edificações dos vários sectores de economia. A
(re)organização desta área era importante para poder viabilizar as opções projectadas no que se refere à instalação de
novas indústrias, com a criação de novas e melhores infra-estruturas de apoio e frentes para aproveitamento do
espaço de forma planeada e sustentada. Esta sugestão passa por estabelecer um contacto com os proprietários de
modo a que percebam o que se pretende implantar e qual o seu objectivo no intuito de um projecto cooperativo que
possa ter a promoção da câmara.
Com a intervenção da equipa da revisão do PDM, verificamos que são feitas pequenas alterações de acerto e
uniformização de perímetro com o intuito de afastar a área industrial do núcleo urbano que se encontra logo a Norte.
(ver figura 6)
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Figura 6. Zona Industrial da Ortigosa – Estratégia Industrial - Fase 1 (estudo)
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Figura 7. Zona Industrial da Ortigosa – Estratégia final Fase 2 – Proposta de Planta de Ordenamento
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Regueira de Pontes
A área industrial de Regueira de Pontes situa-se entre o aglomerado Urbano de Leiria (a Sul) e o núcleo urbano de
Regueira de Pontes (a Norte), tendo como limite físico, a Oeste, a linha de caminho de ferro (Linha do Oeste). É
dividida a meio pela EN 109, onde apresenta em ambos os lados áreas consolidadas de edificações acompanhada por
uma forte promiscuidade de usos: habitacional, industrial e comercial.
A área industrial de Regueira da Pontes possui 96 ha e a taxa de ocupação é de 21,9% ( ver quadro 11 ). Esta taxa é
uma das que assume maior expressão comparada com as observadas nas áreas industriais descritas neste estudo.
Da sua viabilização poderão resultar efeitos benéficos para absorver à semelhança da freguesia de Ortigosa, a
excessiva concentração de uso Industrial que se verifica na freguesia de Marrazes, atingida pela expansão da área
urbana de Leiria.
Assim como outras áreas que adiante caracterizaremos, a área industrial de Regueira de Pontes posiciona-se para
reunir pequenas e médias empresas/indústrias que desfrutem da vantagem da sua proximidade ao centro do Concelho
( Cidade ) e à bacia de emprego correspondente.
É uma área industrial com boas características para a implantação de edificações dos vários sectores de economia. A
organização desta área é importante para poder viabilizar as opções projectadas no que se refere à instalação de
novas indústrias, com a criação de novas e melhores infra-estruturas de apoio e frentes para aproveitamento do
espaço de forma planeada e sustentada. A desorganização e o caos de usos implantados obriga a um reordenamento
de pormenor no intuito de melhorar as condições de vivência desses mesmos usos distintos, nomeadamente, indústria
/ habitação / armazém.
A intervenção da equipa do PDM é quase nula nesta área, trata-se de pequenos acertos e uniformização do perímetro
assim como a tentativa de proteger a área envolvente da zona industrial de forma a atenuar os impactes que possam
advir das indústrias a instalar.
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Figura 8. Zona Industrial de Regueira de Pontes – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
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Figura 9. Zona Industrial de Regueira de Pontes – Estratégia Industrial Fase 2 – Proposta de planta de Ordenamento
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Pousos
A zona industrial dos Pousos posiciona-se numa área muito favorável em relação a uma das entradas da cidade, está
em franco desenvolvimento e localiza-se junto ao nó de ligação da A1 ( único no Concelho ). A sua existência tem sido
fundamental para conter a dispersão industrial das freguesias envolventes.
Esta área posiciona-se para reunir pequenas e médias indústrias que desfrutem de vantagens na sua proximidade ao
centro urbano e à bacia de emprego correspondente.
À partida, as zonas industriais cuja criação ou ajuste estão previstos podem ser agrupadas em três níveis com perfis
funcionais e finalidades distintos: A zona industrial dos Pousos insere-se no segmento de nível regional que
caracteriza as zonas industriais cuja atractividade resulta do facto de beneficiarem de boas acessibilidades aos
principais eixos viários Nacionais de atravessamento do Concelho e da sua proximidade a bacias de emprego
importantes que se apoiam nos principais assentamentos populacionais e em zonas de maior concentração
empresarial. Prevê-se que este nível ( II ) de empreendimentos reuna boas condições para a atracção de investimento
de empresas de todo o país.
Tem uma frente para a via de acesso à A1 (junto às portagens) e para a EN 113, que faz a ligação Leiria – Ourém –
Tomar e ainda Fátima.
Falamos de uma área de 111.55 ha dos quais apenas 37.01 ha estão considerados ocupados (representa uma taxa de
ocupação de 33.18% do total da área); esta área já teve uma intervenção urbanística, tendo sido elaborado um
loteamento industrial pela Junta de Freguesia (já com alguns anos) e que se encontra com todos os lotes ocupados.
Nesta revisão do PDM propõe-se, retirar parte da área industrial em vigor (a Sul da EN 113) e sem qualquer ocupação
significativa (existem outros usos); o ajuste de alguns pontos de pormenor junto à área industrial existente (redesenho)
e prevê-se a criação de uma área de comércio e serviços articulada entre as freguesias de Pousos e Santa Eufémia,
cujo objectivo será albergar estabelecimentos de cariz terciário (já existentes), beneficiando do facto de possuir frentes
para a A1 e para a via que liga os Pousos a Santa Eufémia (expectativas de vistas a consolidar).
(trama laranja a Este da zona industrial da fig. 10).
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Figura 10. Zona Industrial de Pousos – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
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Figura 11. Zona Industrial de Pousos – Estratégia Industrial Fase 2 – Proposta de Planta de Ordenamento
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Amor ( Coucinheira )
A área industrial de Amor, considerada de médio e longo prazo no PDM em vigor, situa-se no extremo do aglomerado
de Amor, junto ao lugar da Coucinheira, adjacente ao Concelho de Marinha Grande e encontra-se actualmente com
uma taxa de ocupação quase nula.
A área definida no Plano actual possui 65,7 ha dos quais apenas 1.75 ha possuem ocupação de características
industriais, o que corresponde a 2.66% do total da área. Esta ocupação ocorre junto à via principal que atravessa esta
área industrial e que faz a ligação entre Amor e Marinha Grande.
A análise e a ponderação de todos os indicadores e sobre a sua continuidade, a equipa concluiu que deverá existir
uma alteração/ redesenho da área industrial existente (diminuição). Conclui-se que a área actual, a ser loteada,
poderia perfazer 58 Lotes, o que, mesmo com carácter intermunicipal a ponderar ( proximidade da área industrial do
Pilado – Marinha Grande ) é demasiado para as capacidades Industriais Locais.
Analisando os mapas em anexo vemos que de uma área considerável (65.7 ha) para uso industrial propõe-se a
continuidade de uma área menor, com frente para a Estrada Municipal 535 (assinalada a laranja na figura seguinte).
O objectivo de assegurar esta área industrial nesta freguesia prende-se com o facto de, considerando a elevada
heterogeneidade da procura, prever áreas que integram pequena indústria de âmbito local.
Na tentativa de agrupar as áreas industriais em três níveis com perfis funcionais e finalidades distintos, Amor inclui-se
no nível local ( Nível II ).
As zonas industriais como Amor têm como finalidade principal dotar as freguesias com menor capacidade de atracção
de investimento empresarial com instrumentos de ordenamento que permitam resolver problemas de localizações
problemáticas e agrupar as unidades industriais locais, de modo a que se possam racionalizar as necessidades de
investimento em equipamentos, infra-estruturas e gestão de serviços de apoio às actividades empresariais.
Estas áreas desempenharão um papel fundamental de fixação de populações nas freguesias com dinâmicas
demográficas menos favoráveis, proporcionando à população local condições de instalação de pequenas unidades de
produção capazes de manter os níveis de actividade e de emprego necessários.
Aqui, neste caso, a proximidade ao Concelho Industrial vizinho poderá a médio / longo prazo “ absorver “ alguma
dessa “ energia empresarial “. Para tal terá que a freguesia oferecer condições atractivas de aproximação desses usos
vizinhos.
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Figura 12. Zona Industrial de Amor – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
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Figura 13. Zona Industrial de Amor – Estratégia Industrial Fase 2 – Proposta de Planta de Ordenamento
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Colmeias ( Areias )
Esta área industrial situa-se a Norte do núcleo urbano de Vale da Raposeira entre Colmeias e Boa Vista, próxima do
núcleo central da freguesia de Colmeias. Possui 27.50 ha de área dos quais 27.7% estão ocupados por
estabelecimentos industriais ( ver inventário local ).
Na nova proposta de revisão está previsto o seu redesenho por uma questão de uniformização de usos. Assim,
propõe-se redesenhá-la e optimizá-la perfazendo uma área total de 28 ha: colmatou-se pré-existências e aproximou-se
este uso à Auto estrada A1.
No que se refere às acessibilidades, esta área industrial é atravessada pela via que liga a freguesia da Boa Vista às
Colmeias, fica muito próxima da EN 1 e se for intervencionada poderá tirar partido do facto de possuir frente para a A1
(especulação de vistas).
Na tentativa de classificar por prioridades e finalidades as zonas industriais, a área industrial das Areias enquadra-se
nas de nível local (II) onde se incluem zonas como as: do Coimbrão, Carvide, Monte Real, Souto da Carpalhosa,
Bidoeira de Cima, Colmeias, Amor, Caranguejeira, Azoia, Barreira, Cortes, Arrabal, Chainça
Estes empreendimentos (zonas industriais de nível II) têm como finalidade principal dotar as freguesias com menor
capacidade de atracção de investimento empresarial com instrumentos de ordenamento que permitam resolver
problemas de localizações problemáticas e agrupar as unidades industriais locais, de modo a que se possam
racionalizar as necessidades de investimento em equipamentos, infra-estruturas e gestão de serviços de apoio às
actividades empresariais. Estes empreendimentos desempenharão um papel fundamental de fixação de populações
nas freguesias com dinâmicas demográficas menos favoráveis, proporcionando à população local condições de
instalação de pequenas unidades industriais capazes de manter os níveis de actividade e de emprego necessários ao
equilíbrio do processo de desenvolvimento do Concelho de Leiria.
Pretende-se deste modo criar uma oferta de localização empresarial flexível, variada e capaz de dar resposta às
necessidades do tecido empresarial do Concelho e que permita abordar o mercado nacional e externo com um
produto atractivo e competitivo.
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Figura 14. Zona Industrial de Areias (Colmeias)- Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
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Figura 15. Zona Industrial de Areias (Colmeias)- Estratégia Industrial Fase 2 – Proposta de Planta de Ordenamento
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Barracão (Colmeias e Bidoeira de Cima)
De acordo com a observação da figura abaixo indicada, encontramos dois grupos distintos de áreas industriais: uma
área industrial transformadora ( IT ) e dois pólos de espaços de indústria extractiva ( IE ).
Na área industrial extractiva a Oeste e a Este da auto-estrada A1 abundam as crateras resultantes da exploração de
inertes, actividade económica muito importante nesta zona do Concelho, excepto algumas frentes junto à EN 1 e uma
rua paralela a esta, onde existem armazéns industriais e de comércio.
A área industrial transformadora encontra-se ocupada, principalmente por indústrias de betão e ferro, apesar de haver
uma faixa ao longo da estrada n.º 349 por ocupar. Esta área industrial estende-se para além dos limites de freguesia
da Bidoeira da Cima e no seu total tem uma área de 29.20 ha, com uma ocupação de 19.31% (ver esquema de
Inventário Local ).
A área que regista maior ocupação é a que se situa dentro da freguesia de Bidoeira de Cima e integra no seu espaço
uma indústria ambiental de reciclagem de óleos (autovila), uma das poucas do país.
O facto de predominarem as indústrias ligadas ao betão, fabricação de cimento, revestimentos e pavimentos
industriais, está relacionado com a proximidade da matéria prima (explorações em Colmeias) e as acessibilidades,
situam-se junto à EN 1 e com bons acessos à A1.
É uma situação problemática aquela que diz respeito à concentração de estabelecimentos industriais situados na área
que atrás designámos por “nebulosa” empresarial de Leiria, ou seja, o território situado na envolvente do troço
nordeste da E.N. 1 (IC 2): parte das freguesias de Bidoeira, Colmeias, Boa Vista, Milagres e Santa Eufémia, onde são
conhecidos os problemas de acessibilidade, conflitos de usos com os aglomerados populacionais, inexistência de
infra-estruturas de suporte, problemas de ordem ambiental, etc.
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Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Figura 16. Zona Industrial do Barracão (Colmeias/Bidoeira de Cima)- Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
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Figura 17. Zona Industrial do Barracão (Colmeias/Bidoeira de Cima)- Estratégia Industrial Fase 2 – Proposta de Planta
de Ordenamento
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Cova das Faias
Esta é uma das maiores zonas industriais existentes no Concelho, abrange várias freguesias e integra o Loteamento
Industrial da Cova das Faias (ZICOFA), em processo de ocupação e que veio dinamizar e reestruturar esta área de
situação privilegiada.
O loteamento da ZICOFA ocupa apenas, 8.77% do total desta “ mega “ área industrial com 257.05 ha. É a freguesia de
Marrazes que comporta a maioria dos seus limites. Na freguesia da Boa vista a área ocupada pela área industrial da
Cova das Faias é de 12,19 ha, dos quais 5,36 ha estão preenchidos por indústria. Vai ocupar igualmente uma área de
27,70 ha na freguesia de Santa Eufémia dos quais 34,95% estão ocupados por indústrias e comércio, que se perfilam
ao longo da EN 1/IC 2.
A freguesia dos Pousos para além da grande área industrial que possui também encontra no seu território cerca de 32
ha desta área industrial da Cova das Faias, dos quais 35.5% está ocupada. A instalação destes estabelecimentos é
muito recente e trata-se sobretudo de situações de deslocalização de empresas.
O restante da área industrial que se encontra na freguesia de Marrazes encontra-se com uma percentagem de
ocupação razoável, destacando-se a parte que se encontra a sul da EN 1, praticamente ocupada na sua totalidade por
indústria e estabelecimentos comerciais que têm como aliado as frentes para a EN 1, logo maior visibilidade e
promoção. Na parte existente a Norte da EN 1, existe ainda uma grande área a ocupar, evidenciando-se a ocupação
das principais frentes para as vias de acesso.
Seria pertinente torná-la numa área de localização empresarial, devido à sua localização: junto à EN 1 e aos acessos
à A1 e à A8, regulamentando a natureza das actividades já instaladas, e as futuras.
Esta área está sujeita a uma forte pressão da procura e às tendências especulativas do mercado para localizações
empresariais. Pôde ser constatado que, aquando da hasta pública para a venda de parcelas da Zona Industrial da
Cova das Faias (ZICOFA) foram lançados no mercado, disponíveis para comercialização, 33 lotes infra-estruturados,
cujos preços chegaram a superar os 95€/m2.
Este factor especulativo traça um cenário preocupante: as empresas muitas vezes têm necessidade de deslocalizar as
suas unidades produtivas para fora do Concelho, para locais onde possam cumprir as exigências de funcionamento
actuais, designadamente em regiões com estratégias mais agressivas de atracção de investimento empresarial e onde
os preços do solo para aquele efeito são muito mais atractivos do que os praticados neste Concelho.
Deste modo, o confronto entre uma oferta manifestamente escassa e uma forte procura, conferem ao mercado de
terrenos para fins industriais um bom nível de atractividade para os investidores privados que se queiram “ lançar “ na
promoção e comercialização de espaços para a localização industrial. Importa que sejam definidas regras,
estabelecidos limites e definidas estratégias de actuação que articulem a acção da administração e dos agentes
privados e que permitam por um lado resolver o problema da falta de soluções de localização para a indústria, e por
outro evitar que se verifiquem fenómenos especulativos que coloquem os preços do solo a um nível incomportável
para a indústria.
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Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Nos últimos anos o Município lançou a 1ª fase da zona industrial da Cova das Faias (ZICOFA), na freguesia de
Marrazes, pondo à venda 33 lotes, com áreas compreendidas entre 1.500 m2 e 13.500 m2. A conjuntura de mercado,
acessibilidade e proximidade à área urbana de Leiria, conjugaram-se para atrair empresas de cariz terciário que
absorveram rapidamente os lotes disponíveis. A sua venda em hasta pública rapidamente atingiu valores/m2 que
dissuadiram a aquisição para fins industriais.
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Figura 18. Zona Industrial de Cova das Faias – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
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Figura 19. Zona Industrial da Cova das Faias - Estratégia Industrial Fase 2 – Proposta de Planta de Ordenamento
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Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Caranguejeira
A área industrial da Caranguejeira em questão encontra-se junto ao aglomerado principal da Vila. Esta freguesia
possui um número significativo de empresas industriais dispersas pelos perímetros urbanos.
As empresas com necessidade de deslocalização têm grande aversão à possibilidade de mudarem as suas
instalações para áreas distintas à sua localização actual. Este factor aponta para a necessidade de existir uma solução
para as empresas, que estando em situação de incumprimento da legislação actual, têm necessidade de deslocalizar
a sua actividade para zonas onde seja permitida a sua laboração e possível ampliação.
Esta freguesia possui um grande número de indicadores de unidade industrial existente e duas áreas industriais de
dimensão considerável: a área industrial de Grinde (mais à frente caracterizada) e a da Caranguejeira ( 20.29 ha )
limitada pela ER 350 e com apenas 0.3 ha ocupados.(taxa de ocupação de 1.47%)
Na revisão do PDM, propõe-se o desaparecimento da área industrial de Grinde e reajuste na área industrial da
Caranguejeira propondo a expansão até à ER 350 e a redução de uma parte até um caminho existente.
A primeira, de Grinde, é uma área mal colocada no território uma vez que se situa a Norte do Núcleo Urbano de
Grinde, sendo os ventos dominantes deste Concelho aqui penalizadores ( Norte / Noroeste ). Sem qualquer ocupação
deste a entrada em vigor do Plano e com uma topografia difícil, é uma zona conclusivamente sem pretensão a ser
Industrial. Numa visita feita a esta área constatamos que apenas possui uma vacaria que ocupa sensivelmente 0.64%
da área total ( 42.47 ha ).
De acordo com a proposta da equipa a área industrial da Caranguejeira enquadra-se nas áreas de nível local (II) onde
também se incluem as Zonas Indústrias de Coimbrão, Carvide, Monte Real, Souto da Carpalhosa, Bidoeira de Cima,
Colmeias, Boa Vista, Milagres, Amor, Memória, Parceiros, Azoia, Barreira, Cortes, Arrabal, Chainça e Santa Catarina
da Serra.
Estes empreendimentos têm como finalidade principal dotar as freguesias com menor capacidade de atracção de
investimento empresarial com instrumentos de ordenamento que permitam resolver problemas de localizações
problemáticas e agrupar as unidades industriais locais, de modo a que se possam racionalizar as necessidades de
investimento em equipamentos, infra-estruturas e gestão de serviços de apoio às actividades empresariais. Estes
empreendimentos desempenharão um papel fundamental de fixação de populações nas freguesias com dinâmicas
demográficas menos favoráveis, proporcionando à população local condições de instalação de pequenas unidades
industriais capazes de manter os níveis de actividade e de emprego necessários ao equilíbrio do processo de
desenvolvimento do Concelho de Leiria.
Pretende-se deste modo criar uma oferta de localização empresarial flexível, variada e capaz de dar resposta às
necessidades do tecido empresarial do Concelho e que permita abordar o mercado nacional e externo com um
produto atractivo e competitivo.
Esta área agora ajustada a Sul à ER 350 permitirá obter 6 lotes, o que se julga suficiente para esta freguesia – vila. A
opção de manter só uma área é por critério à gestão de recursos a um eventual loteamento Industrial.
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Figura 20. Zona Industrial de Caranguejeira – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
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Figura 21. Zona Industrial de Caranguejeira - Estratégia Industrial Fase 2 – Proposta de Planta de Ordenamento
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Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Barosa
A área industrial da Barosa situa-se numa zona altamente especulada. Encontra-se em franco desenvolvimento, fruto
da sua localização privilegiada em relação aos recentes acessos à A8, sendo a sua existência fundamental para
conter a dispersão industrial nas respectivas freguesias que integram o quadrante sudoeste do concelho.
Esta área posiciona-se para reunir largo espectro de empresas que desfrutem das vantagens da sua proximidade ao
centro urbano, à bacia de emprego correspondente e localiza-se no importante e já referenciado eixo Leiria/Marinha
Grande.
A zona industrial da Barosa insere-se no patamar regional (nível II) que caracterizará as zonas industriais cuja
atractividade resulta do facto de beneficiarem de boas acessibilidades aos principais eixos viários de atravessamento
do Concelho e da sua proximidade a bacias de emprego importantes que se apoiam nos principais assentamentos
populacionais.
Prevê-se que este nível II, considerado pela Câmara, prioritário, reuna de futuro boas condições para a atracção de
investimento de empresas de toda a região ou país.
Actualmente a área industrial da Barosa possui 101 ha dos quais apenas 13.51ha estão ocupados por
estabelecimentos industriais. Pela análise do mapa em anexo (Inventário Local) deparámo-nos com uma área
industrial de certa forma consolidada, principalmente na parte confinante com a variante e ao longo da EN 242.
Foi promovida, em 1999, pela Junta de Freguesia, a realização de um loteamento, numa pequena parte da zona
industrial: de dimensões reduzidas (cerca de 12 lotes), encontra-se praticamente ocupado, por indústrias ligeiras. Para
colmatar o loteamento industrial existente, a equipa da revisão do PDM de Leiria propõe novas áreas a Norte da área
industrial existente (ver figura). Ao mesmo tempo propõe a manutenção dos corredores de drenagem natural de linhas
de água, desafectando-se o uso industrial, propondo espaços de desafogo.
Este espaço já alberga muitas indústrias importantes e geradoras de mais valias para a freguesia, Concelho e região:
indústrias que integram mais de 500 trabalhadores.
Para além desta área industrial a redefinir, está prevista a criação ou reclassificação de novas áreas de usos
diferentes: uma área de comércio e serviços localizada a poente do aglomerado da Barosa, e ao longo da Variante
englobando empresas já existentes de características mais comerciais.
Para sudoeste do aglomerado da Barosa, a equipa propõe a (re)criação de uma área direccionada para a indústria
ambiental que poderá ser encarada como um espaço de infra-estruturas que se encontra inserida junto ao nó de
ligação de A8 e nas imediações da Linha do Oeste (caminho de ferro) e colmatará dois usos pré-existentes: aterro
sanitário e sucata, num perímetro de 98.64 ha. Aí já estão instaladas duas empresas importantes para a região: a
Valorlis, sistema multinacional de recolha de recicláveis e gestão do aterro sanitário de valorização e tratamento de
resíduos sólidos urbanos, tendo uma necessidade de expansão de carácter Intermunicipal programada a curto e
médio prazo de 25 ha e a Resilei, entidade gestora do aterro de resíduos indústrias não perigosos. Esta área será
considerada prioritária para a deslocalização de sucatas da cidade de Leiria e a ampliação da Valorlis.
Em forma de conclusão, o que actualmente consideramos a área industrial da Barosa irá sofrer alterações previstas
em sede de revisão do PDM, alterações estas que visam o ajuste de diversas situações: a mudança de uso em parte
99
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
da área adjacente à variante, enquadrando usos “montra” de comércio e serviços, assim como o reajuste e ampliação
da área existente para Área de Infra-estruturas para sudoeste já na intersecção das freguesias de Maceira e Parceiros,
utilizando limites físicos para o novo polígono: A8, Estrada Municipal e linha de água.
100
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Figura 22. Zona Industrial de Barosa e Área de infra-estruturas a programar – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
101
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Figura 23. Zona Industrial de Barosa e Área de Infra-estruturas a programar – Estratégia Industrial Fase 2 – Proposta
de Planta de Ordenamento
102
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Maceira
A freguesia da Maceira é conhecida pelo elevado número de empresas, realçando o peso industrial desta área
territorial. As actividades na área dos moldes, a que se junta o fabrico de cimento e a exploração de inertes,
representam sectores de grande importância no contexto económico e têm contribuído para o desenvolvimento
sustentado da freguesia e área envolvente.
É um espaço industrial muito complexo pela sua especificidade, existindo também aqui dois tipos de uso industrial:
uma área bem distinta de indústria transformadora (IT) junto ao núcleo da Cerca com uma área de 41.69 ha dos quais
3.13 ha estão ocupados: Deparamo-nos com a forte ocupação da frente industrial com a via existente (EN 356) (ver
figura 24 a verde) e uma grande área com acessos difíceis ou quase inexistentes e sem qualquer implantação.
A outra “mega” área industrial tem 350.04 ha e conjuga as duas funções, a extractiva e a transformadora. A indústria
extractiva (IE) marcada é composta por unidades de exploração de inertes e respectivas “crateras” resultantes da
exploração: aí se encontram a CMP (Cimentos de Portugal) e a Secil Martingança, porém, também se regista a
existência de outros usos misturados, como estabelecimentos de indústria transformadora, comércio e até habitação.
A indústria extractiva distribui-se, sobretudo, para Este e Sul da EN 356.
Para Oeste encontramos a indústria transformadora que representa 96.47 há da área acima mencionada É limitada a
Este pela EN 356 e a Oeste por um vale com uma linha de água: apenas 8.53 ha estão ocupados por edificado e esta
ocupação acontece igualmente numa franja ao longo da via principal.
A localização industrial neste quadrante sudoeste do território concelhio está obviamente relacionada com as
acessibilidades tradicionais e a proximidade ao Concelho da Marinha Grande, centro industrial de grande importância
na região.
Os novos acessos à A8 (a vermelho na figura 24) permitem antever a continuidade de uma dinâmica muito intensa. É
a maior extensão com fins exclusivamente industriais, não esquecendo contudo que abarca a vasta área da cimenteira
(CMP).
Esta região, de modo semelhante ao que acontece na freguesia de Colmeias sofre do problema paisagístico das
“crateras” criadas pela extracção de inertes e, frequentemente, deixadas ao abandono e muito próximas de outros
usos.
A solução dos problemas ambientais decorrentes de unidades extractivas, em funcionamento ou desactivadas, ou
ainda, da proliferação de negócios de sucatas, deverá ser encarada em qualquer estratégia que venha a ser seguida,
a médio e longo prazos, de forma a mudar a situação actual e a percepção dos investidores em relação aos aspectos
relacionados com a gestão ambiental da região, sob pena de comprometer a atractividade de Leiria face ao
investimento produtivo.
A zona industrial da Maceira insere-se no nível regional (nível I) cuja atractividade resulta do facto de beneficiar de
boas acessibilidades aos principais eixos viários de atravessamento do Concelho e da sua proximidade a bacias de
emprego importantes que se apoiam nos principais assentamentos populacionais e em zonas de maior concentração
empresarial.
103
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
A sua dimensão e dotação de equipamentos, infra-estruturas e serviços de apoio deverá ser capaz de dar resposta às
necessidades de instalação de novas empresas e de deslocalização de unidades produtivas com necessidade de
expansão ou de localização problemática motivada por questões ambientais, energéticas ou de conflito com usos
habitacionais.
No quadro da revisão do PDM, prevê-se a alteração de alguns pontos da área existente, mas de pequena importância,
tratam-se de pequenos ajustes, acertos com a realidade no que se refere aos usos. Para além destes pequenos
acertos de pormenor, propõe-se a redução de alguns espaços industriais e a criação de novas áreas industriais que
possam usufruir de todas as vantagens pelo facto de se encontrarem junto a um novo ponto de acessibilidade
importante (A8), assim como à dinâmica que a Marinha Grande introduz no carácter económico.
104
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Figura 24. Zona Industrial de Maceira – Estratégia Industrial – Fase 1 (estudo)
105
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Figura 25. Zona Industrial de Maceira - Estratégia Industrial Fase 2 – Proposta de Planta de Ordenamento
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Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Fig.26 – Zonas Industriais do quadrante sudoeste do Concelho de Leiria: Barosa, Parceiros, Azóia e Maceira
107
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Estratégias para o Plano
De toda a análise e considerações até agora expostas e em parceria com uma equipa de trabalho, a Eurisko, foi
traçado um plano de acção que irá de certo modo traçar orientações e estratégias de implementação das acções.
A implementação do conjunto das propostas do PDM em vigor, e aquelas que decorrerão da revisão em curso,
exigirão um esforço técnico e financeiro consideráveis, que é impossível que venham a ser assumidos exclusivamente
pelo orçamento da Autarquia. Assim, o envolvimento dos agentes privados é incontornável para que se consiga dar
uma resposta capaz às necessidades de localização industrial do Concelho num prazo aceitável.
Em nosso entender, e salvo melhor opinião, o problema não está na quantidade e diversidade das propostas actuais.
Consideramos mesmo que esta é uma orientação correcta e de grande flexibilidade e um significativo passo em frente
na situação actual, mesmo no que respeita aos problemas ambientais, até porque a aposta em soluções
concentradas, de grande dimensão, tem vindo a revelar mais efeitos negativos que positivos em termos de
sobrevivência funcional de qualidade. Refira-se ainda que as empresas e entidades representativas do tecido
empresarial e dos movimentos associativos auscultados em trabalho de campo, manifestaram uma clara preferência
por um modelo disperso de empreendimentos de acolhimento de actividades empresariais, de modo a que as
empresas tenham possibilidade de optar por localizações próximas às bacias de emprego ancoradas aos principais
aglomerados populacionais, de modo a, no contexto actual de escassez de oferta de mão-de-obra, salvaguardar
dificuldades de recrutamento de pessoal e de absentismo. Ainda em relação a este aspecto concreto, importa que se
retirem ensinamentos da experiência recente da colocação no mercado dos lotes da Zona Industrial da Cova das
Faias (ZICOFA) e que se evitem os processos especulativos que colocam os preços a níveis incomportáveis para a
indústria transformadora. Deste modo, a estratégia de acção deverá passar pela “colocação” no mercado de diversas
alternativas concorrenciais para a localização empresarial, de forma a equilibrar o actual défice da oferta face à
procura, ao mesmo tempo que se evita o surgimento de movimentos especulativos.(ver mapas à frente apresentados)
O Parque Empresarial de Monte Redondo/ Bajouca, que deverá ser dimensionada de modo a poder albergar
empresas industriais de grande dimensão, devendo para o efeito ser dotada de elevado nível de equipamentos, infraestruturas e serviços de apoio às actividades empresariais, designadamente aqueles relacionados com a gestão
ambiental e energética.
Este empreendimento deverá constituir a principal aposta de uma estratégia de atracção de Investimento Directo
Estrangeiro (IDE), embora esta questão seja alvo de opiniões díspares por parte dos agentes locais.
Ao longo do trabalho foi possível constatar que a desejabilidade de adopção de uma estratégia de atracção IDE não
reúne um consenso entre as entidades contactadas, sendo de destacar duas visões distintas para esta questão:
Por um lado, a maioria dos autarcas vêem a possibilidade de instalação de unidades industriais de origem exógenas
com bons olhos e como um importante contributo para o processo de desenvolvimento local e uma fonte de
conhecimento, capacidade e de mais valias para os agentes locais. Por outro lado, alguns dos empresários
108
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
contactados aquando da realização do trabalho de campo consideram que a adopção de uma estratégia de atracção
de investimento de grandes unidades produtivas para Leiria colocaria em xeque o equilíbrio instável que actualmente
se verifica no mercado da oferta e procura de mão-de-obra em Leiria; à luz desta perspectiva, a instalação no
Concelho de empresas com grande capacidade empregadora, induziria um aumento da procura de mão-de-obra e das
dificuldades de recrutamento por parte do tecido empresarial, facto que se reflectiria em intensificação das pressões
inflacionistas sobre a massa salarial e consequentemente na competitividade do tecido produtivo actualmente
instalado.
Importa, no entanto, chamar a atenção para o facto de este impacto negativo no funcionamento do mercado de
trabalho poder ser provocado pela instalação de grandes unidades empregadoras noutros Concelhos que exerçam
uma força centrípeta em relação à mão-de-obra local. Neste quadro e considerando o esforço que os Concelhos
limítrofes têm feito no sentido de captar investimento produtivo, consideramos que a estratégia a adoptar em Leiria
deverá passar pela captação de IDE de modo a que se contorne a possibilidade de fuga de mão-de-obra para outros
concelhos.
A um nível mais local inserem-se as áreas industriais de Coimbrão, Carvide, Monte Real, Souto da Carpalhosa,
Bidoeira de Cima, Colmeias (Areias), Amor, Caranguejeira, Azoia, Barreira, Cortes, Arrabal. Estes espaços têm como
finalidade principal dotar as freguesias com menor capacidade de atracção de investimento empresarial com
instrumentos de ordenamento que permitam resolver problemas de localizações problemáticas e agrupar as unidades
industriais locais (pequenas e médias indústrias), de modo a que se possam racionalizar as necessidades de
investimento em equipamentos, infra-estruturas e gestão de serviços de apoio às actividades empresariais. Estes
empreendimentos desempenharão um papel fundamental de fixação de populações nas freguesias com dinâmicas
demográficas menos favoráveis, proporcionando à população local condições de instalação de pequenas unidades
industriais capazes de manter os níveis de actividade e de emprego necessários ao equilíbrio do processo de
desenvolvimento do Concelho de Leiria.
Deve destacar-se o esforço que a proposta faz no sentido de ajustar a demarcação das zonas industriais, no sentido
de combater a dispersão actual tal como estava consignada no Plano Director Municipal em vigor, eliminando de forma
significativa dezenas de pequenas áreas que polvilham o concelho e limitando as áreas a manter ao estritamente
necessário para dar resposta às solicitação locais.
Pretende-se, deste modo, criar uma oferta de localização empresarial flexível, variada e capaz de dar resposta às
necessidades do tecido empresarial do Concelho e que permita abordar o mercado nacional e externo com um
produto atractivo e competitivo. No entanto, a maior questão que se levanta à orientação traçada está na capacidade
da sua implementação coordenada, sistemática e em prazos compatíveis com a urgência dos problemas. Uma
actuação titubeante ou excessivamente focalizada num ou noutro caso, poderá não conduzir a bons resultados ou a
repetir erros de trajectória.
Nestes termos, a opinião é de que é na estratégia de implementação que se trava a batalha decisiva. Como afirmámos
no princípio não poderíamos deixar de abordar esta vertente.
109
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Traçamos à partida um quadro de referência a ter em conta como pano de fundo da orientação a seguir.
Essa orientação deverá cumprir os seguintes critérios:
1) estabelecer um prazo coincidente com o prazo de vigência do PDM em elaboração, para assegurar condições infraestruturais ao conjunto das indústrias existentes e com margem para um crescimento pelo menos de acordo com o
ritmo conhecido dos últimos 10 anos,
2) a prioridade na implementação deve ter em conta: i) a capacidade das áreas escolhidas se constituírem como
alternativa às localizações industriais que produzem neste momento situações de maior conflito com as vizinhanças, ii)
a capacidade de atracção de investidores para o negócio da construção e promoção de espaços para localização
empresarial e de investimentos produtivos que potenciem a modernização da base tecnológica do tecido industrial
existente e, por último, mas não menos importante, iii) a rapidez no processo da sua entrada em serviço,
3) envolver os agentes privados e as juntas de freguesia nos processos de criação, construção, promoção e
comercialização de espaços para localização industrial, sempre que possível e dentro de limites a estabelecer, de
modo a que não se gerem fenómenos de especulação imobiliária que motivem a fuga dos investimentos produtivos
para Concelhos com políticas de localização empresarial mais atractivas para as empresas.
4) solucionar no mesmo prazo ou, preferentemente, num prazo ainda mais curto, os graves problemas ambientais
detectados: nomeadamente os problemas decorrentes da recolha e tratamento dos resíduos industriais, o problema
dos depósitos de sucatas e o problema gravíssimo dos resíduos provenientes das suiniculturas e aviários; em relação
a este aspecto é fundamental que qualquer solução que venha a ser adoptada seja articulada com a equipa de
especialistas da SIMLIS (Saneamento Integrado dos Municípios do Lis), que se assume como a entidade que reúne a
capacidade técnica, a experiência, o conhecimento integrado dos problemas ambientais do Concelho e das
implicações, vantagens e desvantagens das diferentes soluções possíveis para os mesmos;
5) criar no mesmo período as estruturas que articulem o Concelho com o exterior, nomeadamente um centro
empresarial de grande visibilidade, de marcado carácter simbólico dedicado a sediar o conjunto de actividades que
permitam projectar a imagem económica do Concelho, reunindo os actores que exprimem as diferentes facetas
económicas do Concelho e, eventualmente, da região, já que Leiria é sede de distrito.
Assumindo estes como os pressupostos de base da política de ordenamento e atracção de actividades empresariais a
adoptar em Leiria, consideramos que os passos a seguir na intervenção deverão ser os seguintes:
1. Constituição de uma empresa de capitais maioritariamente municipais com os seguintes objectivos:
110
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
• Representar a autarquia nas sociedades que venham a ser constituídas para a construção, promoção e
gestão de empreendimentos de acolhimento de actividades empresariais;
• Centralizar as responsabilidades da autarquia e a interlocução com investidores e empresários em todos os
assuntos relacionados com os espaços de localização empresarial do Concelho e com a instrução de processos de
licenciamento;
• Promover o Concelho enquanto destino potencial de investimento empresarial em Portugal e no exterior,
designadamente através da recém criada API;
• Definir uma estratégia de ordenamento das actividades empresariais e de atracção de investimento
produtivo para o Concelho;
• Representar o Concelho junto de organismos e instituições em assuntos relacionados com a localização
empresarial e atracção de investimento;
O modelo a adoptar deverá privilegiar a capacidade técnica e a flexibilidade, de modo a que a estrutura de gestão
tenha capacidade de adaptação às necessidades e particularidades dos processos de criação e promoção de cada
empreendimento e do Concelho como um todo, garantindo-se ao mesmo tempo a celeridade e eficiência de actuação.
2. Promoção da realização dos projectos e estudos de viabilidade económico-financeiros para os diversos
empreendimentos destinados à sua apresentação a potenciais investidores. A empresa municipal deverá criar para
cada empreendimento um pacote destinado à apresentação a potenciais investidores que possam estar interessados
em assumir parte do capital das respectivas sociedades gestoras de cada um dos empreendimentos.
Os preços de venda dos terrenos para localização industrial deverão ser determinados à partida, garantindo-se o
retorno do investimento para os investidores ao mesmo tempo em que se evita o surgimento de movimentos
especulativos que disparem os preços praticados para níveis incomportáveis para as empresas industriais.
Nesta fase é fundamental a articulação com o Nerlei (Associação empresarial da Região de Leiria) e outras
associações representativas do tecido empresarial capazes de sensibilizar e mobilizar os investidores privados. Outro
parceiro chave neste processo são as juntas de freguesia, que deverão assumir responsabilidades na promoção dos
seus empreendimentos, designadamente junto de investidores locais mais sensíveis aos problemas das suas
freguesias e empresas com interesse em vir a ocupar espaços nos empreendimentos.
3. Constituição de sociedades para cada um dos espaços de localização empresarial. O trabalho a desenvolver junto
de investidores permitirá identificar um conjunto de empreendimentos com capacidade de atracção de agentes
privados podendo deste modo aliviar as necessidades de investimento por parte da autarquia na construção e
111
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
promoção dos mesmos e consequentemente acelerar o processo de resolução dos problemas do Concelho nesta
área.
O passo seguinte deverá ser a constituição de sociedades gestoras para os empreendimentos, sendo fundamental,
por uma variada ordem de factores, a participação da Câmara Municipal através da empresa municipal constituída:
• Liderança no lançamento do processo de construção dos empreendimentos;
• Visão estratégica integrada das questões relacionadas com a localização empresarial e com a atracção de
investimento para o Concelho;
• Emprestar credibilidade ao processo e à actividade da sociedade;
• Facilitação e celeridade de instrução de processos e licenciamentos;
• Eventual necessidade de aplicação de medidas excepcionais;
Estes aspectos poderão ser salvaguardados sem que para o efeito haja necessidade de assumir participações
importantes no capital de cada uma das sociedades por parte da empresa municipal.
Deste modo, e sempre que os projectos sejam capazes de atrair o interesse dos investidores privados, é desejável
que a empresa municipal detenha participações mínimas nas sociedades gestoras, de modo a que os recursos
necessariamente escassos da autarquia possam ser orientados para os projectos que apesar de serem menos
atractivos para o sector privado, são fundamentais para o equilíbrio de uma política de ordenamento das actividades
empresariais do Concelho e eventualmente menos exigentes sob o ponto de vista das necessidades de investimento.
Esta metodologia permitirá que o maior esforço de investimento por parte da autarquia se concentre nos
empreendimentos que à partida reúnem menores condições de atracção de investimento empresarial – Nível Local.
4. Aquisição de terrenos e construção dos empreendimentos
Estando constituídas as sociedades para cada um dos empreendimentos dar-se-á início ao processo de negociação
com os proprietários dos terrenos. Previsivelmente, nesta fase surgirão problemas uma vez que é muito difícil que se
gerem consensos em relação à intenções e preços de alienação da propriedade. Nesta altura e dada a sua
proximidade às necessidades e preocupações das populações locais, as juntas de freguesia deverão desempenhar
um papel chave na apresentação dos projectos, na negociação dos terrenos e na catalisação de consensos. No
entanto é previsível que haja proprietários que se mostrem avessos à possibilidade de venda dos terrenos. Nestas
situações é importante seja dada a possibilidade aos proprietários de participarem nas sociedades gestoras numa
parte de capital proporcional ao valor das suas parcelas no conjunto de empreendimento em causa. Para o efeito a
empresa municipal deverá ceder partes da sua participação nas sociedades aos proprietários que venham a
manifestar interesse numa solução deste tipo. Adquiridos os terrenos poder-se-á avançar para a construção dos
loteamentos.
5. Promoção e gestão
É desejável que a promoção dos empreendimentos comece antes da sua finalização de modo a que a sua actividade
dê início o mais breve possível e de forma a evitar a fuga para outros Concelhos das empresas que actualmente
procuram solução para as suas necessidades de expansão ou deslocalização.
112
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Cada sociedade deverá assumir responsabilidades na promoção dos seus empreendimentos, cabendo à empresa
municipal a responsabilidade de promover a rede de parques empresariais de Leiria junto do mercado nacional e no
exterior mediante a implementação de uma estratégia integrada definida para todo o Concelho.
Em relação à gestão dos empreendimentos, a experiência que se tem verificado um pouco por todo o país aponta para
a desejabilidade da implementação de um sistema de tipo condominial em que cada empresa paga mensalmente uma
taxa de condomínio correspondente à prestação de um pacote de serviços relacionados com a manutenção dos
espaços comuns, das infra-estruturas, da segurança e de outros serviços que possam vir a reunir o consenso dos
ocupantes.
113
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Nota Conclusiva
O conhecimento acumulado ao longo do período em que o presente trabalho se desenvolveu permitiu constatar a
presença e actividade de um tecido empresarial dinâmico, pujante, com capacidade de iniciativa e de adaptação à
evolução do mercado que o tornam um dos mais competitivos do país.
A velocidade de expansão e de crescimento das actividades empresariais não foi acompanhada pelo investimento em
equipamentos e infra-estruturas e pela criação de instrumentos de ordenamento das actividades empresariais que
seriam desejáveis para o desenvolvimento sustentado do Concelho.
Estes aspectos levaram a uma situação preocupante de escassez da oferta de espaços preparados para acolhimento
das actividades industriais que entravam a expansão das actividades produtivas. Ao mesmo tempo deram lugar ao
surgimento e consolidação de situações graves ao nível do ordenamento ( conflito entre usos ) e ao nível da gestão
ambiental e energética do espaço do Concelho. Apesar destes factores, os políticos, os agentes económicos e os
actores do desenvolvimento local estão, de uma forma geral, conscientes da situação e estão mobilizados para a sua
resolução.
Importa agora mobilizar os recursos humanos, económicos e financeiros Concelhios num processo integrado de
articulação entre o público e o privado que coloque no terreno as orientações delineadas e dê uma resposta capaz aos
problemas actuais e que esteja à altura do tecido empresarial do Concelho.
114
Plano Director Municipal
Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Quadro 12. Espaços e áreas industriais em vigor e ocupação (2003)
FREGUESIA
Amor
ÁREAS INDUSTRIAIS EM VIGOR
LOCALIZAÇÃO Tipo Área Total(ha)
Coucinheira
Ind 65,68
Azoia
Ind 9,34
Área Lote(ha)*
26,27
Nº Lote**
58
Ocupação(ha)
1,75
Arrabal
Azoia
5,75
Bajouca
Barosa
Barosa
Ind 83,61
33,44
74
10,97
Sul da Variante
Ind 12,71
5,08
11
2,54
Barracão
Ind 29,20
11,68
26
5,64
Boa Vista
Cova das Faias
Ind 12,19
4,88
11
5,36
Caranguejeira
Grinde
Ind 42,47
16,99
38
0,27
caranguejeira
Ind 20,29
8,12
18
0,03
Barreira
Bidoeira de Cima/
Colmeias
Carreira
Carvide
* Área Lote = Área Total x 0,4
** Nº Lote = Área Lote/4500 ( área média lote )
115
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Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Quadro 12. Espaços e áreas industriais em vigor e ocupação (2003) - continuação
ÁREAS INDUSTRIAIS EM VIGOR
FREGUESIA
LOCALIZAÇÃO
Tipo Área Total(ha) Área Lote(ha)* NºLote**
Ocupação(
ha)
Ind
Chaínça
Coimbrão
Colmeias
Areias
27,50
11,00
24
7,62
Maceira/Cerca (industria extractiva) Ind
350.04/ 96.47 38,59
86
8,53
Cerca
Ind
41,69
16,68
37
3,13
Monte Redondo
Monte Redondo
Ind
184,15
73,66
163 2,08
Ortigosa
Ortigosa ()
Ind
56,46
22,58
50
Barracão (Industria extractiva)
Cortes
Maceira
Memória
Milagres
Monte Real
Parceiros
() Proposta para reduzir a área industrial em 14,18ha - 13 lotes
* Área Lote = Área Total x 0,4
** Nº Lote = Área Lote/4500 ( área média lote )
116
11,16
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Caracterização Industrial do Concelho de Leiria
Quadro 12. Espaços e áreas industriais em vigor e ocupação (2003) - continuação
FREGUESIA
Pousos
Regueira de Pontes
ÁREAS INDUSTRIAIS EM VIGOR
LOCALIZAÇÃO
Tipo Área Total(ha) Área Lota(ha)* NºLote** Ocupação(ha)
Cova das Faias
Ind
32,00
12,80
28
11,35
Pousos()
Ind
111,55
4,60
10
37,01
Regueira de Ponte Ind
95,74
38,30
85
21,00
Chãs ()
Ind
13,17
5,27
12
2,11
Cova das Faias
Ind
27,70
Santa Catarina da Serra
Santa Eufémia
Souto da Carpalhosa
Nota: Colmeias / Bidoeira / Milagres / Santa Eufémia
Possibilidade de um nó da Auto - Estrada A1
Plano Director ou Estratégico
Esquemas de Orientações
Loteamento Industrial - alinhamentos - estudo de tráfego IEP p. ex. para IC2
Recuperação dos buracos da Ind. Extractiva
Caranguejeira / Stª Catarina / Arrabal
Colmeias / Boa vista / Memória
() Proposta para área mista contemplando uma redução de área
* Área Lote = Área Total x 0,4
** Nº Lote = Área Lote/4500 ( área média lote )
Fonte: Gabinete do PDM
117
9,68
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Anexos
(ver pasta com a designação “anexos”)
118
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