IMPRESSO ESPECIAL CONTRATO Nº 0701/02 ECT/DR/RN ABEn - Assoc. Bras. de Enf. ACF B. GONÇALVES ISSN 1518-0948 Ajustando Contas/Pavilhão 2 Ag e n d a de Trabalho ABEn 3 Eventos/CONABEn 4 Notícias 5 Artigos 6 Memória ABEn 20 Frida Kahlo (detalhe) Ano da As questões da alma feminina não podem ser tratadas tentando-se esculpi-la de uma forma mais adequada a uma cultura insconsciente, nem é possível dobrá-la até que tenha um formato intelectual mais aceitável para aqueles que alegam ser os únicos detentores do consciente. Não. Foi isso o que já provocou a transformação de milhões de mulheres, que começaram como forças poderosas e naturais, em párias na sua própria cultura. Na verdade, a meta, deve ser a recuperação e o resgate da bela forma psíquica natural da mulher. Clarissa Pinkola Estés Mulheres que correm com os lobos A enfermagem é um serviço imprescindível na produção de cuidados integrais disponibilizados nos processos de promoção, proteção, tratamento e recuperação/ reabilitação da saúde de pessoas e ou grupos sadios ou doentes, no contexto da equipe multiprofissional da saúde. Na realidade atual, os serviços de enfermagem são produzidos por uma força de trabalho majoritariamente feminina, entre os profissionais de nível técnico e de graduação (auxiliares/técnicos de enfermagem e enfermeiros). Esta realidade da prática da enfermagem é permeada e marcada pela construção social, simbólica, cultural, política e econômica da participação das mulheres na história do desenvolvimento do Brasil. É fato (re)conhecido que "as mulheres participam da criação de riquezas do país, no entanto, encontram-se praticamente ausentes das posições de poder e de decisões nas esferas públicas", apesar dos avanços já conquistados. As profissionais de enfermagem têm enfrentado, com ousadia e determinação a histórica agenda dos velhos e novos desafios a serem superados pelas mulheres nos micro e macro espaços de atuação, como cidadã, trabalhadora, mãe e ser humano. Esta edição do jornal da ABEn, primeira deste Ano da Mulher, instituído pelo presidente da República, fala dos caminhos que a enfermagem está construindo na educação, saúde, trabalho, ciência, tecnologia e inovação buscando pensar, viver, aprender e fazer enfermagem de muitos modos, caminho a ser trilhado no 56° Congresso Brasileiro de Enfermagem, em Gramado, no Rio Grande do Sul. Francisca Valda da Silva Presidenta da ABEn Nacional A j u s t a n d o c o n t a s 1° / 01/ 2004 a 30/ 03/ 2004 ATIVO 220.243,12 Fundo fixo 3.251,04 Bancos c/movimento 27.836,80 Bancos c/aplic.financeira 141.383,17 Adiantamentos concedidos 47.772,11 Créditos diversos Passivo circulante 101.425,53 Enc. fiscais e trabalhistas Convênios a aplicar 1.164,42 100.261,11 Outras contas a pagar - - Ativo permanente 3.620.311,24 Patrimônio líquido 3.739.128,83 38.342,06 Patrimônio social 3.740.544,22 44.640,29 Resultado do período Maq. equip. e instalações Móveis e utensílios Edifícios (1.415,39) 3.704.088,45 Equip. de informática 25.357,83 Direito de uso linha tel. - (-) Depreciações (192.117,39) Total do ativo 3.840.554,36 Total do passivo 3.840.554,36 Demonstrativo de resultados 1° / 01/ 2003 a 31/ 03/ 2003 Receitas operacionais Contribuição de associados Realização de congresso Receita de aplicações financeiras Assinatura da Reben Convênios Receitas diversas Despesas operacionais Despesas com administração Pessoal e encargos Material de consumo Serv. terc. e encargos Despesas financeiras Impostos e taxas Contrib. a ent. de classe Despesas com a diretoria Despesas com diretorias Cepen Divulgação e publicação Educação Científico e cultural Assuntos profissionais Projeto Unesco/Profae Programa de Sustentabilidade Resultado operacional Receita extra operacional Doações recebidas Resultado do período E 59.671,64 29.876,03 1.863,95 20.487,00 6.484,66 960,00 61.087,03 50.046,91 24.967,28 720,47 18.776,53 827,26 4.755,37 2.462,88 2.095,58 (13.504,67) 2.038,58 57,00 33,79 6.447,87 - a v i l h ã o Semana Brasileira de Enfermagem Balanço patrimonial da ABEn Ativo circulante P A Semana Brasileira de Enfermagem (SBEn) caracteriza-se como o primeiro evento nacional de congregação da categoria da Enfermagem, ocorrendo de 12 a 20 de maio em homenagem à memória de Florence Nightingale e Anna Nery. Nasceu na Escola de Enfermagem Anna Nery, em 1940, sendo posteriormente oficializada por decreto pelo presidente Juscelino Kubitschek, instituída pelo decreto nº 48202, em 12 de maio de 1960. Esse decreto estabelece que "no transcurso da Semana deverá ser dada ampla divulgação às atividades da enfermagem e posta em relevo a necessidade de congraçamento da classe em suas diferentes categorias profissionais, bem como, estudados os problemas de cuja solução possam resultar melhor prestação de serviço ao público". Juntamente com a SBEn, comemora-se o Dia Mundial do Enfermeiro, instituído como o dia 12 de maio, por decreto do então presidente Getúlio Vargas, no ano de 1938. Há 65 anos a Semana Brasileira de Enfermagem, vem sendo coordenada pela Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), sendo que o tema orientador da Semana é definido em conjunto com os profissionais deenfermagem. Estes temas têm como objetivo, propiciar a discussão e reflexão política-técnica-científica e cultural entre os exercentes de enfermagem dos vários Estados da Federação, instituições, escolas, e entidades afins. O tema central da SBEn, neste ano será - "Gênero, Saúde e Enfermagem", que se ancorou em dois eixos temáticos: "Revisitando a história da Enfermagem, da ABEn, e conseqüentemente da Semana Brasileira de Enfermagem" e a "Organização Política da Enfermagem", consoante com a deliberação do Conselho Nacional da ABEn - Gestão 2001-2004 - realizado no Rio de Janeiro/RJ, em 08 de novembro de 2003. Ao se pensar no tema Gênero, Saúde e Enfermagem, buscou-se refletir sobre como uma profissão que traz no seu quadro um número expressivo de mulheres, vem se estruturando e discutindo a saúde da população ao longo dos anos, assim como, a Associação Brasileira de Enfermagem por intermédio de seus associados vem trabalhando em prol da enfermagem, sua história e sua organização. Em consonância com as comemorações da SBEn, comemoramos no dia 16 de maio "O Dia Nacional de Luta da Enfermagem contra a Impunidade no País", instituído pela ABEn, em 2003. Espera-se que assim como a SBEn, este se consolide, e se caracterize como um espaço político, no qual a Enfermagem possa se manifestar de forma maciça, mostrando que defende vidas e que é contrária a qualquer tipo de impunidade e/ou violência. Por fim, acreditamos que a enfermagem diante da bela história que vem construindo e da importante evolução e transformação que vem experimentando ao longo dos anos, possui muitos motivos para comemorar o Dia do Enfermeiro e a Semana Brasileira de Enfermagem. Esta evolução pode ser detectada na formação dos profissionais, na atuação destes profissionais na área da saúde em todos os âmbitos, na grande credibilidade por parte da população atendida em consultas de enfermagem e em outras ações do enfermeiro, bem como, no grandioso avanço nas relações pessoais, na tecnologia, na sensibilidade e na ciência, dentre outros. (1.415,39) - Maria Emília de Oliveira Coordenadora da SBEn (1.415,39) X P E D I E N T E Diretoria da ABEn Diretora de Educação: Milta Neide Freire Barron Torrez Presidenta: Francisca Valda da Silva Diretora do Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem: Vice-presidenta: Maria Celi de Albuquerque Jane Lynn Garrison Dytz ABEn - Jornal da Associação Brasileira de Enfermagem Brasília/DF Ano 46 N. 1 Conselho editorial: Francisca Valda Silva, Milta Neide Freire Secretária Geral: Maria da Glória Lima Membros do Conselho Fiscal: Rosilda Silva Dias, Maria do Barron Torrez, Lúcia de Fátima da Silva, Sandra Andreoni de Primeira Secretária: Maria Ângela Alves do Nascimento Livramento, Figueiredo Carvalho, Maria Emilia de Oliveira. O. Ribeiro, Jane Lynn Garrison Dytz. Primeiro Tesoureiro: Carlos Eduardo dos Santos Segunda Tesoureira: Marysia Alves da Silva Diretora de Assuntos Profissionais: Lúcia de Fátima da Silva Diretor de Publicações e Comunicação Social: Joel R. Mancia Diretora Científico e Cultural: Sandra Andreoni de O. Ribeiro SGAN Quadra 603 Avenida L2 Norte Conjunto B Asa Norte CEP 70.830-030 Brasília DF - Fone (61) 225 4473 - Fax 226 0653 E-mail [email protected] Site www.abennacional.org.br Coordenação editorial e gráfica: UNA (84) 9988-2812 - [email protected] Jornalista responsável: Marize Castro Diagramação e arte final: Alessandro Amaral A ABEn agradece a Alzirene Nunes de Carvalho e a Janete Lima de Castro pela assessoria na realização desta edição. Esta edição foi financiada pelo Programa de Sustentabilidade para a Implantação das Diretrizes Curriculares dos Cursos de Graduação em Enfermagem / Cooperação ABEn / Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde-MS. A g e n d a Fotos: Acervo ABEn Nacional d e t r a b a l h o A B E n Participação da ABEn Nacional no grupo de trabalho que se reuniu nos dias 16 e 26 de janeiro, para fazer a revisão do texto na Norma Operacional Básica de Recursos Humanos para o SUS (NOB-RH-SUS), visando uma nova edição. As reuniões aconteceram nos Conselho Nacional de Saúde, em Brasília, com a participação de FranciscaValda da Silva, Eucléa Gomes Valle, Maria Natividade Santana, Solange Belchior e Conceição Resende. Adiretora de Assuntos Profissionais, Lucia de Fátima, e a presidenta daABEn Nacional, FranciscaValda, participaram de reunião, no dia 4 de fevereiro de 2004, promovida pela ABEn e Departamento de Gestão do Trabalho para a elaboração daAgenda de CooperaçãoTécnica entre aABEn Nacional e aquele Departamento. A equipe do DEGET, sob a coordenação da professora Maria Helena Machado, representou, na ocasião, o Ministério da Saúde. AABEn Nacional reuniu-se, no dia 5 de fevereiro, com o Departamento de Gestão da Educação em Saúde, para discutir os termos da cooperação técnica entre aAssociação e o DEGES. O principal objetivo dessa cooperação é promover a participação daABEn Nacional na construção de Política Pública de Educação Permanente em Saúde no Brasil. Participam da reunião FranscicaValda, Laura Feuerwerker e Simone Machado. A ABEn realizou com a Organização Pan-americana da Saúde, no dia 6 de fevereiro de 2004, na sede da OPAS, uma reunião de trabalho para acompanhamento e avaliação do desenvolvimento da agenda da IEPE e pactuação da agenda interinstitucional para sustentação técnica-política programática e operacional da IEPE, no ano de 2004. Estiveram presentes a essa reunião, José Paranaguá de Santana, Francisca Valda, Milta Torrez, Glória Lima, Jane Lynn, Eliane Palhares e Abigail Moura. A diretora de Assuntos Profissionais da ABEn Nacional, Lúcia de Fátima Aprofessora FranciscaValda, representando a CIRH-CNSe aABEn Nacional, participou de 12 a 14 de fevereiro de 2004, em Belo Horizonte, do Seminário de Planejamento da Agenda Estratégica da Rede Unida para 2004 e 2005. A ABEn Nacional participou de reunião no dia 12 de fevereiro de 2004, em Belo Horizonte, com as seguintes entidades: Rede Unida, ABRASCO, ABEM e ABENO, visando planejar uma agenda de atuação conjunta no cenário da construção e implementação de políticas públicas de saúde e educação. FranciscaValda participou de reunião com a diretoria daABEn MG e seus sócios, e com a comissão organizadora do 7° SINADEn, na sede da Seção de Minas Gerais, no dia 13 de fevereiro de 2004. Na pauta da reunião, prioritariamente, estava a organização do SINADEn. A 10ª Reunião Ordinária da Diretoria (ROD) da ABEn Nacional foi realizada nos dias 28 e 29 de fevereiro de 2004. A 11ª ROD ocorreu no dia 3 de março. Ambas aconteceram na sede da Associação, em Brasília. Foi realizada nos dias 1° e 2 de março a 44ª Reunião Ordinária do CONABEn, na sede da ABEn Nacional, no Distrito Federal. Aprofessora FranciscaValda da Silva, representando aABEn Nacional, participou da solenidade de comemoração do Dia Internacional da Mulher, no Palácio do Planalto, atendendo convite do Gabinete da Presidência da República. A programação contou com a participação de entidades do movimento feminista, de profissionais da saúde e da educação, do presidente da República e da primeira dama, parlamentares, ministros da Saúde e da Secretaria Especial de Mulheres, Organização Pan-americana da Saúde, entre outros. Durante a solenidade, o ano de 2004 foi lançado como o Ano da Mulher. AABEn participou de reunião no dia 15 de março de 2004 organizada pela SGTE-MS, sob a coordenação de Maria Luiza Jaeger, para iniciar o serviço civil como uma das estratégias para a fixação de profissionais de saúde em áreas de (des) assistência. Além do Ministério da Saúde, estiveram presentes várias entidades de profissionais de saúde. AABEn Nacional participou do XX Congresso do Conasems, de 17 a 20 de março de 2004, em Natal, Rio Grande do Norte. Participação da ABEn Nacional nas reuniões ordinárias da CIRH-CNS, nos dias 11 de fevereiro de 2004 e 19 de março de 2004, em Brasília e Natal, respectivamente. Maria Natividade Santana e Francisca Valda da Silva AAssociação Brasileira de Enfermagem participou, no dia 24 de março de 2004, no Congresso Nacional, ao lado de representantes da FNE, ENEEnf, SATEMRJ e do deputado federal Roberto Gouveia, de um debate sobre o PL 1113/2003, que dispõe sobre os Conselhos Federal e Regional de Enfermagem. Essa reunião foi uma solicitação feita pelas entidades de enfermagem. ABEn - jan.fev.mar. 2003 3 E v e n t o s CALENDÁRIO DE EVENTOS DA ABEn Ano Mês Nome Eventos Tema 2 0 M a r. 0 4 A b r. XX Congresso Nacional de SUS é Brasil, Saúde e Paz Secretários municipais de Saúde/ I Congresso Brasileiro de Saúde e Cultura de Paz e Não Violência I Seminário de Atenção à Saúde Integral da Adolescência e Juventude Brasileira 9º ENFETC Enfermeira: empreendedora do cuidar 18º Fórum Catarinense das Educação em enfermagem: Escolas de Enfermagem entre as políticas e as práticas de saúde 7º COESE - Congresso Autonomia e prazer no Nacional Sindical dos trabalho de enfermagem Enfermeiros 2º Congresso Brasileiro da Processo de cuidar nas etapas Nursing do ciclo vital M a i. 65º SBEn - Semana Gênero, Saúde e Enfermagem Brasileira de Enfermagem A Sistematização da Assistência de Enfermagem e o Sistema Único de Saúde J u n. 7º SINADEn - Simpósio Nacional de Diagnóstico de Enfermagem II Mostra Nacional de Produção em Saúde da Família VI Congresso Brasileiro de Epidemiologia XI Congresso de La Sociedad Cubana de Enfermeria Nursing: If no the most appreciated, the most noble of professions VI Congresso da Rede Unida Rede Unida: 20 anos de parcerias na saúde e na educação Qualidade da assistência ao parto: contribuições da enfermagem Ciência na Fronteira: ética e desenvolvimento J u l. VII Seminário do Parto 56ª Reunião Anual da SBPC 2ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde CNCTIS Fórum Mundial de Educação - III Edição 4 A g o. XX ENFNORDESTE Encontro de Enfermagem da Região Nordeste 8º SENADEn - Seminário Nacional de Diretrizes de Educação em Enfermagem S e t. O u t. N o v. III Encontro Norte Nordeste de Enfermagem em Saúde da Família 56º CBEn - Congresso Brasileiro de Enfermagem 15º Congresso Internacional em Questões de Saúde da Mulher e IV COBEON - Congresso Brasileiro de Enfermagem Obstétrica e Neonatal ABEn - jan.fev.mar. 2003 Um olhar sobre a cidade Produzir e aplicar conhecimento na busca da universalidade e equidade, com qualidade da assistência à saúde da população A educação para um outro mundo possível: construindo uma plataforma de lutas Contemporaneidade e Enfermagem: desafios dos múltiplos modos de ser Educação em enfermagem: discutindo as mudanças, presquisando o novo e superando os desafios Ética, humanização e reconhecimento do trabalho de enfermagem Enfermagem hoje: coragem de experimentar muitos modos de ser Realização Data - local e resp. 17 a 20 Natal-RN CONASEMS C O N A B E n DELIBERAÇÕES da 44ª Reunião do CONABEn 1º e 2 de março de 2004 25 a 27 Londrina-PR Associação Médica de Londrina 29/ 3 a 1º/ 4 São Paulo Hospital 9 de Julho/ Centro de Estudos de Enfermagem 8 de Agosto 21 a 23 Itajaí-SC ABEn SC 22 a 24 Maceió-AL FNE 29 e 30 São Paulo-SP Editora Ferreira e Bento/ Revista Nursing 12 a 20 Nacional ABEn: Seções e Regionais 29/ 05 a 02/ 06 Belo Horizonte-MG ABEn MG 1º a 03 Brasília-DF Ministério da Saúde 19 a 23 Recife-PE Abrasco 21 a 25 Varadero Sociedade Cubana de Enfermeria 02 a 05 Belo Horizonte-MG Rede Unida De 08 a 10 Curitiba-PR ABEn Seção Paraná 18 a 23 Cuiabá-MT SBPC 01 a 04 Brasília-DF Ministério da Saúde/ DECIT 28 a 31 Porto Alegre-RS Comitê Organizador De 11 a 13 Natal-RN ABEn RN De 31/ 08 a 04/ 09 Vitória-ES ABEn Seção ES De 23 a 25 Fortaleza-CE ABEn CE De 24 a 29 Gramado-RS ABEn RS De 07 a 11 São Pedro-SP Eleição ABEn 2004/ 2007 Aprovado o regimento especial das eleições. 1º Congresso Brasileiro de Enfermagem na Saúde da Família Transferido para 2005 por solicitação da presidenta da ABEn CE. 57º Congresso Brasileiro de Enfermagem (CBEn) Prorrogado o calendário para recebimento de propostas até 30/ 03/ 04. A seleção será feita pela diretoria executiva da ABEn Nacional. Programa Sustentabilidade na implantação das diretrizes nacionais curriculares nos cursos de graduação em enfermagem (cooperação ABEn/ DEGES-MS) Aprovado relatório final. IEPE Aprovado relatório 2002/ 2003 e plano de atividades para 2004/ 2005. 56º Congresso Brasileiro de Enfermagem, de 24 a 29/ 10/ 04 em Gramado-RS Aprovado orçamento. 8º SENADEn, em Vitória-ES orçamentária. Aprovado temário e proposta 55º CBEn e 11º CPEn/ Rio de Janeiro Apresentada prestação parcial de contas. Plano para promover aumento de fontes de receita para a ABEn: Campanha de novos sócios: núcleos regionais e seções. Envio regular do per capita arrecadado pelas seções até o dia 10 do mês subseqüente ao pagamento. Estudo de planilha de custo da ABEn pela tesouraria para subsidiar elaboração de proposta de reajuste do per capita que será submetida a AND que será realizada em Gramado. Implantação do sistema de cobrança compartilhada em todas as seções da ABEn, a partir do início do ano de 2005. Participação dos auxiliares e técnicos de enfermagem na ABEn as seções deverão promover um amplo debate para discussão e posicionamento no CONABEn/ AND de Gramado-RS. Reforma do estatuto Gramado-RS. Discussão na ROD, CONABEn e AND/ N o t í Ministério da Saúde lançou livro sobre a saúde e os direitos da mulher O livro 2004, Ano da Mulher, foi lançado pela editora do Ministério da Saúde, em Brasília, no Palácio do Planalto, em 8 de março, Dia Internacional da Mulher. A apresentação da publicação é de autoria do ministro da Saúde, Humberto Costa, e da ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéia Freire. A presidenta da ABEn Nacional, Francisca Valda da Silva, esteve presente, convidada pelo presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva. O livro pretende contribuir com os objetivos da instituição do ano de 2004 como o Ano da Mulher e da construção de novas bases culturais, sustentadas nos valores da justiça, da saúde e da igualdade. O livro reúne várias informações úteis, tanto no que se refere à legislação quanto em relação a serviços públicos ou a organizações não-governamentais que prestam atendimento às mulheres. Na estruturação da obra, busca-se informar a respeito da saúde e dos direitos da mulher. As diretrizes do Ministério da Saúde, os programas e projetos em relação à saúde feminina formam a Parte 1. Na Parte 2, estão os principais textos legais que visam assegurar os direitos das mulheres. Na parte final, há uma listagem de documentos referenciais. Quem desejar mais informações sobre o livro, pode acessar a home page da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (http://www.presidencia.gov.br/ spmulheres/). Comissão divulga inscrição da chapa única A comissão especial de eleição nacional, constituída através da Portaria nº 005/ 2003 - de 20/ 11/ 2003, coordenada por Maria Auxiliadora Córdova Christófaro, divulga a inscrição da chapa única para concorrer a direção da ABEn - Gestão 2004/2007, no âmbito nacional, conforme disposto no Regimento Especial de Eleição ABEn 2004 - Capítulo II - Seção I: Francisca Valda Da Silva, presidenta; Ivete Santos Barreto, vice-presidenta; Tereza Garcia Braga, secretária geral; Ana Lígia Cumming e Silva, primeira secretária; Fidélia Vasconcelos de Lima, primeira tesoureira; Jussara Gue Martini, segunda tesoureira; Carmen Elizabeth Kalinowski, diretora de Educação; Francisco Rosemiro Guimarães Ximenes Neto, diretor de Assuntos Profissionais; Maria Emília de Oliveira, diretora Científico e Cultural; Alba Lúcia Botura Leite de Barros, diretora do Centro de Estudos e Pesquisa em Enfermagem; Isabel Cristina Kowal Olm Cunha, diretora de Publicações e Comunicação Social. Informes da Seção da Bahia A ABEn BA, presidida por Ana Lígia Cumming e Silva, realizará nos dias 29 e 30 de abril de 2004, o I Colóquio c de Enfermagem com o tema A realidade dos cuidados complementares. O II Fórum Baiano dos Profissionais do PSF/PACS será nos dias 20 e 21 de maio, com a participação dos profissionais do interior e com o patrocínio do SEEB e SINDSAUDE, além da ABEn BA. AABEn BA participará como delegada da Conferência Estadual de Tecnologia, sendo representada pelo enfermeiro Sílvio Roberto dosAnjos e Silva. A Semana de Enfermagem será comemorada com várias atividades descentralizadas no interior e na capital e contará ainda com realização do X Encontro de Enfermagem Social. Concurso Público para a Titulação de Enfermeiro Especialista em Saúde Coletiva As inscrições para o Concurso público para obtenção do Título de Enfermeiro Especialista em Saúde Coletiva estarão abertas de 1º de junho a 16 de agosto e deverão ser encaminhadas à sede da ABEn Nacional, em Brasília, dirigidas à Comissão Especial de Titulação do Concurso. Os candidatos deverão ter no mínimo cinco anos de experiência na área da Enfermagem em Saúde Coletiva; e ser sócio daAssociação Brasileira de Enfermagem. Os interessados devem acessar o site da ABEn Nacional para mais informações (www.abennacional.org.br). O Centro de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro completa 15 anos enfatizando uma política de capacitação O Centro de Graduação em Enfermagem (CGE) da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro (FMTM), de Uberaba-MG, completa 15 anos de existência este ano. Na sua história, o CGE contribuiu socialmente com a formação de 263 enfermeiros, os quais se encontram em efetivo exercício profissional nas mais diversas localidades, atendendo a necessidade de enfermeiros na Região do Triângulo Mineiro e em outras regiões do Brasil. A formação de especialistas também tem sido enfatizada, através dos Cursos de Especialização em Enfermagem Médico-cirúrgica, em Saúde Coletiva, em Enfermagem Obstétrica e em Saúde da Família, totalizando 393 especialistas formados nesse período. Seguindo uma política de capacitação, ao longo desses anos, o CGE incentivou a qualificação do seu corpo docente, atualmente com 72% de doutores e mestres. Nesta trajetória, através das práticas de ensino, pesquisa e extensão, o Centro tem cumprido sua vocação essencial como formador de recursos humanos em saúde, colaborando com a produção de conhecimento na enfermagem, a partir das pesquisas realizadas e compartilhando o saber e o fazer com a comunidade, através da implementação de projetos de extensão. i a s XX ENFNORDESTE visará a construção de novos saberes e práticas À luz do tema Contemporaneidade e enfermagem: desafios dos múltiplos modos de ser será realizado o XX Encontro de Enfermagem do Nordeste, de 11 a 13 de agosto, em Natal, Rio Grande do Norte. Coordenado pelaABEn RN, o evento foi organizado na perspectiva de proporcionar aos participantes um momento para repensar os modos de ser da enfermagem, visando a construção de novos saberes e práticas. Segundo a presidenta da Seção da ABEn do Rio Grande do Norte, Maria José FernandesTorres, o tema escolhido para pautar o encontro possibilita a reflexão em torno da diversidade e complexidade do trabalho da enfermagem. Maria José salientou a importância da união dos profissionais de enfermagem através daABEn, entidade , afirma a enfermeira, que tem lutado pela consolidação de um SUS voltado ao atendimento das necessidades de saúde da população, garantindo uma assistência gratuita, de qualidade e equânime , concluiu. A conferência de abertura do XX ENFNORDESTE, intitulada O ser e o fazer na contemporaneidade, será ministrada pela professora da UFRN, Maria da Conceição Xavier de Almeida. A segunda conferência do encontro, Aprodução do conhecimento nos diversos modos de ser enfermagem, terá como palestrante a professora Lorita Marlena Freitag Pagliuca, da Universidade Federal do Ceará (UFC). As mesasredondas: O ser e o fazer na enfermagem: coragem de (re)viver enfermagem; Coragem de (re)aprender enfermagem; Coragem de (re)fazer enfermagem; e Coragem de (re)pensar enfermagem terão como expositoras, respectivamente, Francisca Valda da Silva (presidenta da ABEn Nacional); Milta Neide Freire BarronTorrez (diretora de Educação daABEn Nacional); Telma Ribeiro Garcia (UFPB) e Abigail Moura (RJ). Ainda no primeiro dia do evento será realizada a Reunião do Fórum de Escolas de Enfermagem do Nordeste, coordenada por Milta Torrez. No dia 12, a programação científica consistirá da palestra Aplicando a evidência no cotidiano da enfermagem, a ser realizada por Bertha Enders, e da mesa-redonda O impacto da produção científica no Nordeste, que terá como expositores os professores Soraya Maria de Medeiros (UFRN), César Cavalcanti da Silva (UFPB), Ana Fátima Carvalho Fernandes (UFCE) e Enilda Rosendo do Nascimento (UFBA). No dia 12 também será realizada a Reunião da RENE, sob a coordenação de Bertha Cruz Enders. No último dia do XX ENFNORDESTE e IV Seminário de Pesquisa da RENE, a programação científica será composta pela conferência A investigação científica e a política de incentivo à pesquisa: desafios para a enfermagem do Nordeste, a ser ministrada pelas professoras RosalinaAparecida Partezani Rodrigues (CAPES) e Alacoque Lorenzini Erdmann (CNPq). A última mesa-redonda do evento intitula-se Indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da extensão ABEn - jan.fev.mar. 2003 5 N o t nos múltiplos modos de aprender a enfermagem. Esta mesa contará com a presença dos professores da UFRN JoséWillington Germano e Francisca Nazaré Liberalino. IV Seminário de Pesquisa da Rede de Enfermagem do Nordeste será realizado em parceria com ENFNORDESTE Em parceria com o ENFNORDESTE será realizado o IV Seminário de Pesquisa da Rede de Enfermagem do Nordeste (RENE), visando debater as questões relacionadas à enfermagem do Nordeste e do Brasil, além de divulgar o conhecimento científico da enfermagem da Região. A RENE foi instituída em 1994, com a finalidade de promover o intercâmbio e cooperação técnico-científico-cultural entre as 24 universidades da Região Nordeste. Elogiando a programação científica do ENFNORDESTE, a presidenta da RENE, Bertha Cruz Enders, declarou que o tema Contemporaneidade e enfermagem: desafios dos múltiplos modos de ser, escolhido pelo Encontro, também foi adotado pelo Seminário como foco da programação científica: Com essaperspectiva, discutiremos a produção de conhecimento científico da enfermagem do Nordeste, a relação entre a pesquisa, ensino e extensão, as prioridades e a política de incentivo à pesquisa na Região. Serão apresentados experiências e trabalhos científicos desenvolvidos pelos profissionais de enfermagem do Nordeste, realizaremos minicursos sobre temas atuais, além de possibilitar a oportunidade de reunir grupos específicos para discutir questões relacionadas ao ensino e a pesquisa. É um momento ímpar de integração de esforços para a melhoria da enfermagem na Região Nordeste , declarou BerthaEnders, também professora do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. í c Curitiba, o XIII Encontro de Enfermagem da Região Sul (ENFSUL). Esse evento foi norteado pelo tema Construindo saberes e práticas na enfermagem: um enfoque na Saúde da Família, com o objetivo de debater, divulgar e difundir a produção do conhecimento e experiências da enfermagem no PSF, além de avançar com a participação da Região Sul naAgenda Política para a Enfermagem Brasileira e fundamentar a prática da enfermagem, visando melhorar a qualidade da assistência prestada à comunidade. A presidenta da ABEn Nacional, Francisca Valda da Silva, enfocou a extrema importância da consolidação de umaAgenda Política de Enfermagem da ABEn com a participação de todos seus atores. O XIII EFSUL contou com 291 participantes de várias áreas de atuação da saúde: acadêmicos dos cursos de enfermagem do 2° e 3° graus, enfermeiros, médicos, odontólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, psicólogos e assistentes sociais. Também contou com a apresentação de 89 trabalhos em forma de pôster que versaram sobre várias áreas temáticas, voltadas ao Programa Saúde da Família, subsídios para a formação do profissional enfermeiro e para sua prática. i a s O 57º Congresso Brasileiro de Enfermagem O 57º Congresso Brasileiro de Enfermagem será realizado na cidade de Goiânia, no mês de novembro de 2005. A Seção de Goiás sediará e organizará esse evento de máxima importância para enfermagem do País. Mesa-redonda reúne ABEn e Ministério da Saúde A mesa-redonda A participação das organizações sociais na construção da política de educação e desenvolvimento para o SUS: uma agenda com a ABEN foi realizada em 2 de março de 2004, no auditório daABEn Nacional, em Brasília. Participaram da mesa a Diretoria Nacional da ABEn e o seu Conselho Nacional (CONABEn) e duas representantes do Ministério da Saúde, Laura Feuerwerker, coordenadora geral de Ações Estratégicas de Educação na Saúde, e Simone Machado, coordenadora geral de Ações Técnicas de Educação na Saúde. Foto: Acervo ABEn Nacional O relatório do ENFSUL foi enviado àABEn Nacional, que agradece o envio e informa que os interessados em ler o relatório na íntegra devem escrever para o e-mail [email protected]. I Congresso Cearense de Enfermagem e I Mostra de Enfermagem, Talento e Arte O I Congresso Cearense de Enfermagem e a I Mostra de Enfermagem, Talento e Arte serão realizados no Auditório da Escola de Saúde Pública do Ceará, Foto: Acervo ABEn PR em Fortaleza, no período de 10 a 12 de maio de 2004. Será um momento de congraçamento da enfermagem cearense que culminará com a abertura oficial da 65ª Semana Brasileira de Enfermagem. Na ocasião, serão homenageadas enfermeiras destaques e, de maneira especial, a enfermeira Maria Rodrigues da Conceição por seu engajamento, por sua história de luta pela profissão e trabalho nas entidades de classe. Ela foi uma das profissionais que lutou pela criação do Sindicato dos Enfermeiros do Ceará (SENECE). Serão também prestadas homenagens às enfermeiras que se doutoraram no ano 2003 e algumas personalidades Francisca Valda da Silva (presidenta da ABEn Nacional), Maria Goretti David Lopes (chefe do Gabinete da Secretaria Municipal de consideradas Amigas da Enfermagem. Serão discutidos temas de interesse Curitiba), Roseni Sena (representante do Ministério da Saúde e palestrante) e Simone Peruzzo (presidenta da ABEn PR), durante o políticos para a consolidação da XIII ENFSUL enfermagem como prática social, além de reconhecer e mostrar os talentos ABEn Nacional agradece o envio do artísticos dos profssionais da enfermagem cearense. O Relatório do XIII ENFSUL evento contará com uma delegação de profissionais e Associação Brasileira de Enfermagem, numa parceria estudantes de enfermagem do Estado do Maranhão. A entre as seções Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do presidenta da ABEn Nacional será uma das palestrantes. Sul, promoveu de 27 a 29 de agosto de 2003, em Presidenta da FEPPEn, Eucléa Gomes Vale VI Congreso Centroamericano y del Caribe, XIII Congreso Nacional de Enfermeras, e III Simposio de Políticas y Regulación de Recursos Humanos en Enfermería Serão realizados de 17 a 20 de agosto, no Panamá, o VI Congreso Centroamericano y del Caribe, XIII Congreso Nacional de Enfermeras, e o III Simposio de Políticas y Regulación de Recursos Humanos en Enfermería. A organização é daAssociação Nacional de Enfermeiros do Panamá. O evento ocorrerá no Salão Bolívar do Hotel Continental. A presidenta da FEPPEn, Eucléa Gomes Vale, foi convidada pelo Comitê organizador do evento para ministrar uma palestra. N o t 8º Seminário Nacional sobre as Diretrizes para a Educação em Enfermagem pretende discutir mudanças, pesquisar o novo e superar desafios* Antes de falarmos do 8º SENADEn, devemos fazer um resgate histórico da temporalidade desse importante espaço de discussões, reflexões, proposições e construção coletiva dos princípios norteadores e das questões inovadoras da educação em enfermagem através dos seminários, que estão comemorando o seu primeiro decênio (1994-2004). Lembramos que o 8º SENADEn é a terceira edição realizada durante a atual gestão 2001/ 2004, dentre uma série de cinco edições que deverá ser promovida, anualmente, até 2006 e, como tal, será o último desta gestão. Esse fato direciona o aprofundamento de temas antigos abordados mediante novos olhares e outros considerados perfeitamente emergentes. O 8º SENADEn tem como tema central Educação em enfermagem: discutindo mudanças, pesquisando o novo e superando os desafios, escolhido pela comissão organizadora para representar o processo de acumulação reflexiva e prepositiva, visando promover uma série de discussões e reflexões, proporcionando níveis de apropriação e participação capazes de integrar desde os recém-ingressos alunos e profissionais aos mais experientes docentes, pesquisadores, preceptores e assistenciais sujeitos do ensino em saúde/ enfermagem. O tema central será desdobrado nos seguintes subtemas: Educação em Enfermagem e seu compromisso com as políticas de Educação e Saúde. Conferência: A formação profissional em saúde: modelos em disputa e processo de inclusão; painel: Desafios na construção de novos processos pedagógicos; mesa-redonda: Educação profissional e mudanças que desafiam - Política de Educação para o SUS, Educação a distância e a formação em saúde. As oficinas abordando: Implementação e avanços de experiências de currículo integrado, por competência e experienciando mudanças na formação o olhar das instituições privadas;Vivenciando o Sistema Único de Saúde SUS Viver SUS. Educação em Enfermagem e o processo de produção do trabalho em saúde. Abordando com talk show o Processo de trabalho em saúde: dimensões interdisciplinares na formação profissional (com horário reservado para debate); oficinas: Humanização como elemento fortalecedor da relação trabalho-formação em saúde; Educação em enfermagem e as tecnologias de informação em comunicação; Informática na formação dos profissionais de enfermagem; Pólos dinamizadores de Educação Permanente em Enfermagem mediatizada pela Internet; Política de formação de especialista: questão estratégica para o SUS; Qualificação do enfermeiro para a pesquisa (com a participação da ABEn Nacional, CAPES e CNPq). Educação em Enfermagem e a formação do educador: Quem educa o educador em Enfermagem? Sendo trabalhado por uma mesa-redonda Política e estratégias para superação dos desafios na formação do educador em saúde/enfermagem: desafios contemporâneos; Graduação e licenciatura: Como o aluno vivencia esta questão? Pós-graduação lato sensu a í c distancia e stricto sensu (mestrado a distância). O 8º SENADEn contará ainda com a apresentação de sessões de pôsteres dialogados e espaços reservados para reuniões, encontros de grupos de interesses e uma vasta programação cultural. Estamos preparando este significativo evento da enfermagem brasileira com muita dedicação, carinho e cientes do prazer que será receber colegas de toda parte do país, para podermos não só discutir, refletir e trocar experiências, mas também encontrar caminhos para empreendermos as mudanças necessárias na educação da enfermagem. * (Pela comissão organizadora do evento) Milta Barron Torrez, diretora de Educação da ABEn Nacional. Maria Edla de Oliveira Bringuente, diretora de Educação ABEn ES. i a s OPAS e ABEn assinam protocolo de intenções A Organização Pan-americana da Saúde e a ABEN Nacional assinaram no dia 2 de março deste ano um protocolo de intenções para o desenvolvimento técnico-científico na área da saúde, visando fortalecer a cooperação técnica entre as duas instituições. Uma das atividades já em curso e que se inclui no contexto do protocolo é a Iniciativa de Educação permanente em Enfermagem (IEPE), projeto inovador que incorpora as tecnologias informacionais como mediadoras do processo de capacitação dos enfermeiros. Estavam presentes o representante da OPAs no Brasil, Antonio Horácio Toro Ocampo, a presidenta da ABEN Nacional, FranciscaValda da Silva, MiltaTorrez, diretora de Educação da ABen Nacional e Eliane Palhares, coordenadora da IEPE. Fotos: Acervo ABEn Nacional Dois momentos da solenidade da assinatura do Protocolo de Intenções entre ABEn Nacional e OPAS Brasil. Acima: Mesa formada por (à esquerda) Francisca Valda, Horácio Toro, Eliane Palhares e Milta Torrez. Abaixo: Conselho Nacional da ABEn (CONABEn), na sua 44ª Reunião, com o representante da OPAS no Brasil ABEn - jan.fev.mar. 2003 7 A r t i g o Cruzeiro Seixas (imagem de fundo) Integralidade na produção de serviços de saúde e as políticas de educação A int egralidade do cuidado na at enção às pessoas deve ser ent endido como um princípio nort eador de uma polít ica de Est ado para a Saúde oderíamos começar essa reflexão perguntando-nos o que vem a ser mesmo integralidade. São vários os sentidos do princípio da integralidade e que refletem diferentes pontos: atributos das práticas profissionais de saúde, sendo valores ligados ao que se pode considerar uma boa prática, independentemente de ela se dar no âmbito do SUS; atributos da organização dos serviços; respostas governamentais aos problemas de saúde (MATTOS, 2001).1 A Constituição de 1988 reconhece que a saúde é um direito de todos, direito que deve ser garantido pelo Estado através de políticas econômico-sociais voltadas tanto para a redução dos riscos de doenças e agravos quanto para assegurar o acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde voltados para a sua promoção, prevenção e recuperação. O texto constitucional emergiu após um amplo movimento social em prol de uma reforma sanitária, que se desenvolveu desde meados da década de 1970 no Brasil, e que culminou na 8 ª Conferência Nacional de Saúde. O debate sobre a integralidade que se trava atualmente reafirma a perspectiva de uma abordagem que, estrategicamente, possa articular os conjuntos de sentidos, orientando a organização das práticas voltadas para o cotidiano dos serviços, para os processos de trabalho em saúde, e também para os processos formativos. Este seria um movimento de articulação das práticas de saúde e das práticas pedagógicas, com as várias esferas de gestão do sistema de saúde e instituições formadoras, permitindo um avanço em direção à implementação dos princípios e diretrizes do SUS, como também na concepção de um trabalho parceiro entre os vários profissionais e setores envolvidos nestes processos na esfera da gestão, dos serviços, tanto na atenção à saúde como na formação e no controle social.2 A integralidade do cuidado na atenção às pessoas deve ser entendido como um princípio norteador de uma política de Estado para a Saúde o SUS , que tem no campo das práticas um espaço privilegiado para a materialização da saúde como direito e como serviço. Isto significa dizer que a Integralidade, como eixo norteador de uma política, deverá ser construída cotidianamente, por permanentes interações democráticas dos atores, pautada por valores emancipatórios fundados na garantia da autonomia, no exercício da solidariedade e no reconhecimento da liberdade de escolha do cuidado e da saúde que se deseja obter (PINHEIRO, 2003).3 Nesse sentido a política de formação profissional ganha destaque para concretização da integralidade no cuidado, tendo em vista o leque de competências exigidas no processo de trabalho em saúde, o que requer uma visão voltada para construção de projetos coletivos, integrados de cuidado em saúde, sendo os profissionais, docentes gestores e os usuários/ pacientes co-responsáveis pela produção de um saber-fazer, feito por gente que cuida de gente. Para tanto partilhamos do pressuposto de que o campo da saúde não é privativo de nenhum núcleo profissional, na medida que o cuidar de pessoas se constitui em espaços de escuta, de acolhimento, de diálogo, de relação ética entre atores implicados na produção do cuidado. Isso implica em repensar as maneiras como se estruturam os processos de formação dos profissionais do setor saúde hoje, a forma como se organizam e operam, devendo ser incorporados como uma estratégia de mudanças pelas diferentes experiências de modificação de conteúdos, de práticas pedagógicas e cenários de aprendizagem, independente do estágio de suas transformações. Desta forma, as questões socioculturais e os problemas cotidianos das práticas profissionais precisam ser contemplados como elementos centrais no trabalho curricular nas salas de aula e nos diversos cenários de aprendizagem. Quando falamos em produção de cuidado, estamos nos referindo à possibilidade de interação profunda, ética e dialógica entre os sujeitos envolvidos no processo de cuidar, sendo o cotidiano dos serviços 8 ABEn - jan.fev.mar. 2003 de saúde um espaço que aponta os desafios dessa produção como campo de aprendizagem, na medida que exigem mediações entre estudantes-docentes-profissionais/gestores. Assim, as propostas de articulação entre os campos e práticas da educação e da saúde - no que se referem aos espaços do ensino, da gestão e da atenção à saúde -, precisam ser concebidas a partir de uma perspectiva de trabalho articulado, de superação das fragmentações existentes. As necessidades dos serviços, dos gestores e da população precisam ser consideradas nas formulações políticas da formação e qualificação de profissionais da saúde, em um permanente processo de construção coletiva. Para a enfermagem, esse movimento liderado pela Associação Brasileira de Enfermagem a partir da década de 1980, gerou um amplo processo de discussão em todo o país, articulada com a Comissão de Especialistas de Enfermagem da SESu/MEC, com as entidades de classe da categoria e escolas de enfermagem. Desde então, a ABEn, através de seminários regionais e nacionais, dos eventos regulares da categoria e outras estratégias e parcerias vem tentando caracterizar a situação do ensino de graduação e apresentar alternativas para os problemas identificados. Esse movimento deu origem a postulados fundamentais para um novo currículo de graduação em enfermagem, definindo novos parâmetros e diretrizes para a formação do enfermeiro. Na perspectiva de uma nova abordagem que, estrategicamente, contribua na organização dos serviços e dos processos formativos, possa articular as práticas de saúde e as práticas pedagógicas, as várias esferas de gestão do sistema de saúde e das instituições formadoras, podemos estar construindo um novo momento que, visando à implementação dos princípios e diretrizes do SUS, avance na concepção de um trabalho parceiro entre os vários setores envolvidos nestes processos, de desenvolvimento intersetorial, na gestão, nos serviços, na atenção à saúde e no controle social. Atualmente temos uma proposta do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Gestão da Educação em Saúde da Secretaria de Gestão doTrabalho e da Educação na Saúde, que visa a superação de algumas destas dificuldades, mediante a implementação da política nacional de educação permanente em saúde com a criação de dispositivos institucionais, voltados para a construção coletiva de estratégias de desenvolvimento de processos de formação dos trabalhadores para o setor saúde nos vários níveis da educação. Referências 1 MATTOS, R. A . Os sentidos da Integralidade: algumas reflexões acerca de valores que merecem ser defendidos. In: PINHEIRO, R. & MATTOS, R. A. (org). Os sentidos da integralidade na atenção e no cuidado à saúde. Rio de Janeiro: UERJ, IMS: ABRASCO, 2001. 180p. 2 HENRIQUES,R.L.M. & ACIOLI,A. A Expressão do Cuidado no Processo de Transformação Curricular na FENF UERJ. Rio de Janeiro, 2004 - no prelo. 3 PINHEIRO, R. Atenção à Saúde: universalização/ focalização, a enfermagem e a atenção básica ambulatorial - um olhar a partir das práticas de integralidade em saúde.Trabalho apresentado no 55º CBEN. Rio de Janeiro-2003. Regina Lucia Monteiro Henriques Professora do Departamento de Enfermagem de Saúde Publica da Faculdade de Enfermagem da UERJ, mestra em Enfermagem na Saúde da Comunidade, membro da Comissão Permanente de Ensino de Graduação da Diretoria de Educação da ABEn Nacional, pesquisadora do Laboratório de Pesquisas de Práticas de Integralidade em Saúde/ UERJ Roseni Pinheiros Professora do Instituto de Medicina Social da UERJ, doutora em Saúde Coletiva e coordenadora do Laboratório de Pesquisas de Práticas de Integralidade em Saúde/ UERJ A r t i g o SINAES Paul Klee (detalhe) Avaliação e o desafio da qualidade da educação superior O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) instituído pela Lei Nº 10.861, de 14 de abril de 2004, representa para a graduação um avanço na busca da qualidade da formação dos discentes em todas as áreas de conhecimento que participam desse nível da educação brasileira. Esta afirmação fundamenta-se na premissa que qualidade e avaliação estão relacionadas dialeticamente no contexto da educação superior, isto é, a avaliação desvela a realidade concreta e propicia as mudanças de rumo visando à melhoria das ações acadêmicas e administrativas. O SINAES aponta para essa direção. Assume a avaliação como uma atividade complexa que envolve múltiplos instrumentos, diferentes momentos e diversos agentes. É um processo sistemático de identificação de mérito e valor. Neste sentido, a avaliação constitui-se em momento pedagógico, em que todos os sujeitos envolvidos aprendem e trocam experiências no sentido de socializar os pontos positivos e fracos e, de forma coletiva e democrática, construírem as novas possibilidades de transformação da situação avaliada no alcance da melhoria da qualidade da formação cidadã. Este sistema integra os diversos instrumentos/ momentos com base em uma concepção que envolve o global e o local; articula regulação e avaliação; propicia a coerência da concepção geral da avaliação com os objetivos e a política de educação superior; envolve todas as instituições de ensino superior (IES); valoriza o regime de colaboração entre sistema federal e sistemas estaduais de educação superior e combina aspectos gerais com o respeito à identidade e diversidade institucionais. Traz na sua denominação a expressão "educação superior" por entender que esta terminologia é mais ampla que "ensino", isto é, transcende o desempenho e rendimento, buscando os significados mais amplos da formação como ética, cidadania, justiça e inclusão social, reflexão crítica e visão humanista. Põe em questão, ainda, a responsabilidade social das IES. O SINAES tem como princípios norteadores à responsabilidade social o reconhecimento da diversidade do sistema, respeito à identidade institucional, globalidade, continuidade, compromisso formativo e publicidade. Suas características são: participação, integração, rigor e institucionalidade. Podemos considerar como um dos aspectos significativos deste sistema, a valorização da avaliação institucional na modalidade auto-avaliação, que será processada por uma Comissão Própria de Avaliação (CPA), composta por todos os segmentos acadêmicos e representação da sociedade, a ser designada pelo dirigente conforme decisão do Conselho Superior da IES. Assim, os relatórios das CPAs orientarão o processo de avaliação externa in loco, a ser realizada por comissão designada pelo INEP/MEC. Desta articulação, auto-avaliação e avaliação externa institucional, resultará o perfil institucional a ser disponibilizado à sociedade pelo portal do INEP. Além dessas duas modalidades avaliativas, o sistema prevê a avaliação pelo INEP dos cursos de graduação presenciais e a distância (bacharelado, licenciatura e tecnólogo) e o exame nacional de desempenho dos estudantes (ENADE). Vale registrar que essas duas modalidades terão as diretrizes curriculares nacionais das áreas de conhecimento como eixo estruturante principal de construção dos instrumentos de avaliação. Segundo a legislação, cabe à Secretaria de Educação Superior (SESu) a regulação e ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) a avaliação da educação superior, no âmbito da graduação. Desta forma, o SINAES articula regulação e avaliação nas seguintes etapas: autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de graduação e credenciamento e re-credenciamento de IES, sendo o parecer conclusivo da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES) vinculativo ao processo regulatório. A CONAES surge nesse cenário com a Lei Nº 10.861. É instância nacional, de caráter colegiado (13 membros), deliberativa e vinculada ao Ministro da Educação. Tem como funções coordenar o SINAES, articular avaliação e regulação, assegurar a qualidade e coerência do SINAES e promover o aperfeiçoamento permanente do SINAES. O que muda com o SINAES? Com certeza, mudam a concepção, a metodologia, os procedimentos, a estruturação, enfim, podemos afirmar que é uma mudança paradigmática em relação à avaliação anterior da educação superior. Como exemplo, podemos citar algumas mudanças: criação da CONAES; avaliação institucional torna-se o eixo central do sistema; auto-avaliação como etapa preliminar da avaliação externa; meta-avaliação periódica; fim dos rankings a partir do exame; avaliação substitui verificação (as comissões ganham novo papel); adequação de instrumentos existentes à nova filosofia preconizada no SINAES; exame nacional de cursos (provão) será substituído pelo ENADE; incorporação de indicadores qualitativos a todos os instrumentos de avaliação e informação à sociedade por meio de perfis institucionais e de cursos e não simplesmente através de conceitos. Deste conjunto de atividades previsto pelo SINAES, destacaremos o ENADE visando a sua apresentação. Este exame tem os seguintes objetivos: avaliar o desenvolvimento de competências dos estudantes; oportunizar maior amplitude quanto aos objetivos educacionais e articular-se aos demais instrumentos que compõem o SINAES. As concepções são ênfase nas expectativas em relação ao perfil profissional que se deseja formar em cada curso e foco de avaliação no desenvolvimento de competências, para além dos conteúdos programáticos previstos. Tem como características gerais à aplicação anual (a um conjunto de cursos pré-selecionados) a utilização de procedimentos amostrais e aplicação de dois instrumentos: uma prova e um questionário. O ENADE será trienal para um grupo de áreas de conhecimento. O ENADE/2004 será realizado pelo INEP/MEC em novembro, em âmbito nacional, para as áreas de conhecimento: Agronomia, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Serviço Social, Terapia Ocupacional e Zootecnia. A prova buscará investigar habilidades, saberes e competências fundamentais da área profissional; considerará as Diretrizes Curriculares Nacionais e evidenciará os conhecimentos que compõem o perfil profissional, a articulação teoria e prática e o desenvolvimento do processo pedagógico. A mesma prova será aplicada aos estudantes desses cursos de graduação matriculados no final do primeiro e do último ano do referido curso, com o objetivo de comparação dos resultados. Permitirá analisar o valor agregado adquirido durante a formação acadêmica. Esta prova será composta de duas partes, sendo a primeira destinada ao componente comum, isto é, aplicada a todos os cursos de graduação, das áreas de conhecimento supramencionadas, visando avaliar aquisição de competências gerais. A segunda parte refere-se ao componente específico, contemplando a especificidade de cada curso no domínio das competências e habilidades. Em linhas gerais, estes são alguns dos elementos constitutivos do SINAES. Atualmente, estamos vivendo a fase de transição que se caracteriza como uma ruptura epistemológica em relação ao antigo modelo para o sistema preconizado pela Lei Nº 10.861, de 14 de abril de 2004. Finalizando, gostaríamos de evidenciar que o SINAES reveste a avaliação da educação superior como uma política pública, incluída na agenda do estado brasileiro, representando a fase inicial da reforma universitária. Neste sentido, é essencial que esse processo de construção do SINAES conte com a mais ampla participação dos segmentos acadêmicos (docentes, discentes, técnicoadministrativos e comunidades), associativos e sóciopolíticos, entendendo que a avaliação está relacionada ao desafio da qualidade da educação superior, principalmente na graduação. Iara de Moraes Xavier Enfermeira, professora da Escola de Enfermagem Alfredo Pinto da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), doutora em Saúde Pública, coordenadora geral de Avaliação Institucional e das Condições de Ensino do INEP/ MEC ABEn - jan.fev.mar. 2003 9 A r t A Saúde Coletiva, campo de saberes e práticas de caráter transdisciplinar toma por objeto de conhecimento e intervenção a saúde, entendida como estado de saúde em sua dimensão populacional, coletiva, e como políticas e práticas voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde de indivíduos e grupos da população formação de profissionais de saúde é hoje um dos temas da agenda política governamental, fato que reflete uma ,acumulação de estudos e debates sobre as mudanças que vêm ocorrendo no financiamento, organização e gestão dos sistemas de saúde em nosso meio, com repercussões significativas na organização dos processos de trabalho no âmbito dos serviços de saúde. O debate travado sobre o assunto se expressa nas opções e propostas políticas visando a "adaptação" da formação às exigências do mercado de trabalho, isto é, ao que o sistema de saúde "é e tende a ser" ou a "transformação" do processo de formação de pessoal tendo em vista a construção de um futuro no qual as tendências atuais possam ser revertidas em função da utopia do que o sistema "pode vir a ser". Nesse sentido, grande ênfase vem sendo dada ao debate em torno da implantação das Novas Diretrizes Curriculares (NDC) para os cursos de graduação na área de saúde, resultado de um esforço coletivo de vários atores que ao longo dos anos vem se ocupando da formulação de políticas e estratégias de mudança na formação de pessoal em saúde. Especificamente no campo da Saúde Coletiva, além da participação no processo de elaboração e implantação das NDC em vários cursos de numerosas instituições, surgiu, recentemente, a proposta de criação de um curso de graduação na área, a partir de iniciativas do Núcleo de Saúde Coletiva da UFRJ e do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA. Levando em conta os debates travados durante uma Oficina de Trabalho, realizada em 2002, reunindo dirigentes da UFBA, representantes de universidades, Ministério da Saúde, OPAS e ABRASCO, com o objetivo de analisar a pertinência e viabilidade de criação desse curso, apresentamos a seguir os principais argumentos elencados a favor da criação do curso e uma breve análise da sua viabilidade no momento atual. Pertinência da criação do curso de graduação em Saúde Coletiva A Saúde Coletiva, campo de saberes e práticas de caráter transdisciplinar toma por objeto de conhecimento e intervenção a saúde, entendida como estado de saúde em sua dimensão 10 ABEn - jan.fev.mar. 2003 populacional, coletiva, e como políticas e práticas voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde de indivíduos e grupos da população (ISC/ UFBA, 1994). A reconceitualização do objeto das práticas de saúde coletiva e a reflexão epistemológica sobre o conceito de saúde impõem a redefinição dos processos de trabalho, a reconfiguração do agente-sujeito e, por conseguinte, demandam transformações no âmbito da formação dos profissionais que atuam neste campo (PAIM, 2002). A formação em Saúde Coletiva tem ocorrido basicamente sob duas modalidades: de forma parcial, através de disciplinas inseridas nos currículo de diversos cursos da área de saúde (medicina, odontologia, enfermagem, nutrição, psicologia, serviço social, entre outras) e, em um sentido mais pleno, através do ensino no âmbito da pós-graduação: lato sensu e stricto sensu. Em ambos os casos, podemos apontar limitações importantes. No ensino das disciplinas de saúde coletiva no contexto da graduação na área de saúde, as competências adquiridas são limitadas, além de subalternas ao modelo médico hegemônico que estrutura as práticas educativas nessas instituições de ensino (PAIM, 2002). Observa-se, portanto, a carência de uma formação interdisciplinar no nível de graduação orientada para a Saúde (e não pela doença), capacitando profissionais para atuar na Promoção da Saúde (e não na prevenção e tratamento de doenças). No que tange à pósgraduação, verifica-se a existência de uma formação demasiado longa e socialmente custosa. Na maioria das vezes, os cursos oferecidos pela pós desviam-se do perfil esperado para este nível de formação, para converterem-se em um curso básico que prepara profissionais para atuar em diferentes campos da saúde coletiva; e o fazem para corrigir as deficiências acumuladas na graduação, nas quais se gastou um tempo extraordinário com o ensino de disciplinas/ conteúdos que não trazem qualquer contribuição para a formação do profissional que atuará na saúde coletiva (PAIM, 2002). Um curso de graduação em Saúde Coletiva teria a vantagem de reduzir o tempo de formação deste profissional, sem prejuízo da formação pós-graduada. Ao contrário, o ensino da saúde coletivo na pós-graduação seria beneficiado ao constituir-se efetivamente enquanto uma modalidade de qualificação avançada e mais específica. Da mesma forma, não haveria prejuízo para o ensino da saúde coletiva nas demais áreas da saúde, uma vez que não haveria superposição competitiva deste profissional com as atribuições i g o Reprodução da AZ (imagem de fundo) específicas das demais profissões da área de saúde. A inserção dos profissionais formados em saúde coletiva, no processo de trabalho no âmbito das instituições de saúde, evidencia a constituição de relações de complementaridade com as demais profissões do setor saúde, sem prejuízo da especificidade e identidade do campo de atuação de cada profissional. de saúde e do processo de reforma do sistema público de serviços de saúde em todo o país, também a nível local, tendo em vista a conjuntura favorável no âmbito da UFBA. No momento atual, evidenciase uma enorme demanda por profissionais de nível superior capacitados para consolidar a Reforma Sanitária Brasileira, integrando equipes para a administração do SUS, em diversas modalidades de atuação (gestão de sistemas locais de saúde, gestão de unidades de saúde, administração de custos e auditoria, gestão de informação, gestão de recursos humanos em saúde). Soma-se a isto o fato de que o fortalecimento dos processos de reorientação do modelo de atenção, com ênfase na proposta de Promoção e Vigilância da Saúde, precisa ser respaldado pela formação de profissionais de saúde coletiva capazes de assumir os desafios dessa transformação (TEIXEIRA, PAIM, 2002). No que se refere ao mercado de trabalho para o profissional graduado em saúde coletiva, portanto, o cenário descrito permite antever uma demanda por este profissional tanto no setor público (demanda em expansão tanto a curto quanto a médio e longo prazo), quanto no setor privado (na administração de sistemas e serviços de Saúde) e no "terceiro setor", à medida que avance a mobilização das organizações não governamentais na defesa e proteção da saúde. Especialmente no âmbito do SUS, cabe destacar a possibilidade de inserção dos egressos tanto no âmbito político-gerencial, quanto no âmbito técnico-assistencial, à medida que os profissionais de Saúde Coletiva podem se responsabilizar pelas práticas de formulação de políticas, planejamento, programação, coordenação, controle e avaliação de sistemas e serviços de saúde, bem como contribuir para o fortalecimento das ações de promoção da saúde e das ações de vigilância ambiental, sanitária e epidemiológica, além de participarem de outras ações estratégicas para a consolidação do processo de mudança do modelo de atenção. Semeando as sementes do amanhã Problematizando a criação do curso de graduação em Saúde Coletiva: debate atual A análise de viabilidade de implantação desse curso indica a existência de aspectos favoráveis relativos ao contexto sócio-sanitário e político institucional a nível nacional, em função das tendências da política Em que pesem esses fatores favoráveis, percebe-se a preocupação por par te de alguns quadros dirigentes do setor quanto à possibilidade da criação desse curso "esvaziar", de certo modo, o esforço da expansão e consolidação do ensino da Saúde Coletiva nos diversos cursos da área de saúde, perspectiva que se encontra reforçada pela implementação das Novas Diretrizes Curriculares. Pelo exposto anteriormente, pensamos que, ao contrário, a criação do curso de graduação em Saúde Coletiva significará formação em Saúde Coletiva tem ocorrido basicamente sob duas modalidades: de forma parcial, através de disciplinas inseridas nos currículo de diversos cursos da área de saúde (medicina, odontologia, enfermagem, nutrição, psicologia, serviço social, entre outras) e, em um sentido mais pleno, através do ensino no âmbito da pósgraduação: sensu latu e sensu strictu um reforço ao movimento de mudança no ensino das profissões de saúde, contribuindo para a acumulação de experiências pedagógicas inovadoras, "nós" da rede de cursos, núcleos e de instituições que apostam na formação de sujeitos capazes de contribuir para que o futuro da política e do sistema de saúde contemple a superação dos problemas atuais e a efetivação de princípios e valores consentâneos com a promoção da saúde e do bemestar coletivos. Referências PAIM, J. S. O objeto e a prática da Saúde Coletiva: o campo demanda um novo profissional? ISC/UFBA, setembro de 2002, 14 p. TEIXEIRA, C, F. e PAIM, J. S. Conjuntura atual e perspectivas da formação de recursos humanos para o SUS. Seminário Nacional da Rede UNIDA, Londrina, novembro, 2002. 15 p. UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA. Instituto de Saúde Coletiva. Documentos básicos, 1994, 64 p. UFBA. ISC. Graduação em Saúde Coletiva: pertinência e possibilidades. I Seminário e Oficina de Trabalho. Relatório final. Outubro de 2002. 12 p. Carmen Fontes Teixeira Professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia ABEn - jan.fev.mar. 2003 11 A r t i g o cooperação ABEn/ Secretaria da Saúde de Curitiba-PR Paul Klee (imagem de fundo) 12 ABEn - jan.fev.mar. 2003 A assessoria da Associação Brasileira de Enfermagem vem acompanhando todo o processo e ancora a constituição dos instrumentos de avaliação o ano de 2002, um grupo de enfermeiras do município de Curitiba iniciou um projeto propondo a implantação da Sistematização das Práticas de Enfermagem na rede básica de saúde, objetivando a inclusão da consulta de enfermagem no prontuário eletrônico e a incorporação da linguagem CIPESC Classificação Internacional das Práticas de Enfermagem em Saúde Coletiva, desenvolvida pela ABEn - Associação Brasileira de Enfermagem, como ferramenta da prática (CMS, 2001; SMS, 2002). Tendo como premissa que "uma das razões para pouca visibilidade da enfermagem no cuidado da saúde é a ausência de documentação, feita pelo pessoal de enfermagem, dos problemas que identifica, planeja, trata e avalia, usando linguagem padronizada nos prontuários dos pacientes" (ANTUNES, CHIANCA, 2002), durante o estabelecimento do processo de trabalho do grupo condutor, houve necessidade de apoio técnico, científico e pedagógico, incorporando-se outras entidades como a ABEn Nacional que foi solicitada para fornecer consultoria técnico-científica e, num primeiro momento, a Universidade Federal do Paraná para auxílio pedagógico. Executou-se um planejamento de atividades a serem cumpridas, envolvendo as seguintes atividades: curso de atualização em sistematização da assistência oferecido para 150 enfermeiros, com duração de 195 horas, realizado em 2002; convênio firmado em 2003 com a ABEn Nacional; encontros semanais do grupo condutor para construção do processo; realização de oficinas de trabalho com pequenos grupos tarefa, para construção dos elementos da prática que estariam sendo incorporados no prontuário; e realização de oficinas com os enfermeiros de área para alinhamento conceitual. Nos encontros com os enfermeiros, tanto no grupo tarefa, quanto na equipe de área, utilizou-se o método retrospectivo na definição dos elementos relativos a: necessidades humanas básicas, diagnósticos e intervenções de enfermagem; e a metodologia da problematização para operacionalização das oficinas/ treinamentos. A teoria das necessidades humanas básicas de Horta (1979) foi consenso como suporte do raciocínio do processo de enfermagem e os princípios emanados do SUS como ferramenta conceitual. Até este momento, o produto do grupo resultou em 92 diagnósticos no tema saúde da mulher com 220 intervenções decorrentes destes e 27 diagnósticos no tema saúde da criança com 82 intervenções inerentes. Os temas saúde do idoso, saúde do adolescente, saúde mental, HIV/ AIDS, hipertensão, diabetes, tuberculose e hanseníase já se encontram construídos, porém ainda não sistematizados para a linguagem informatizada. A consulta de enfermagem foi disponibilizada no sistema informatizado, como piloto, em junho de 2004 em um dos oitos distritos sanitários abrangendo um total de nove, das cem unidades básicas e do programa saúde da família da rede municipal. Objetiva-se até o final do ano estar disponibilizado a 100% das unidades ora citadas. A assessoria da ABEn Nacional vem acompanhando todo o processo e ancora a constituição dos instrumentos de avaliação. Pode-se considerar este movimento um verdadeiro "trabalho coletivo". Muitas mãos foram envolvidas no processo de idas e vindas num efetivo aprender, discutir e construir. Contradições foram surgindo, foram sendo superadas e apresentaram-se novas para serem suplantadas. Isto é processo de transformação da prática. Tem-se consciência que se deu um pequeno passo diante da grande tarefa de transformação de paradigmas do modelo assistencial ao qual o projeto CIPESC se referia. A proposta e o produto ainda têm forte direcionamento ao corpo individual e a grupos de patologias ou risco. Provavelmente, a face coletiva do trabalho será desvelada a cada nova aproximação ao objeto e no decorrer das discussões com o grupo de enfermeiros, potencializada com a inclusão de diagnósticos de enfermagem direcionados para a assistência à saúde da família. Entretanto,ousa-se ponderar que este processo vem proporcionando significativos reflexos que resultarão, sem dúvida, na valoração do trabalho da enfermagem oferecendo visibilidade a suas atividades no âmbito do SUS e, conseqüentemente, um aumento da qualidade da assistência prestada aos usuários das Unidades de Saúde da Secretaria Municipal de Curitiba. Leda Maria Albuquerque, Lenita Antônia Vaz, Maria Goretti David Lopes, Marcia Regina Cubas, Simone Marie Perotta, Soriane Kieski Martins Enfermeiras da Secretaria Municipal de Curitiba-PR. Grupo condutor do Projeto Maria Miriam Lima da Nóbrega Enfermeira, assessora técnica do projeto representando a ABEn Nacional A r t i g o Foto: Reprodução da National Geographic Brasil (re)visitando a história e apontando caminhos Iniciativa de Educação Permanente (IEPE), Rede Colaborativa de Trabalho ABEn/OPAS, lançada em outubro de 2002, durante o Congresso Brasileiro de Enfermagem, tem como objetivo contribuir para a discussão de temas relativos à educação permanente em enfermagem e à apropriação de tecnologias de ensino, em especial, aquelas mediadas pela Internet. AIEPE pretende construir com os atores locais programas de capacitação demandados pelo processo de trabalho no contexto dos pólos de educação permanente com programação semi presencial e a distância. A proposta de trabalho em rede pautada nas experiências de trabalho interinstitucional, em especial com as escolas de enfermagem das universidades brasileiras e a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), tem sido a estratégia utilizada para facilitar a identificação de fortalezas e limitações referentes à atuação do enfermeiro nas unidades de educação e saúde, como também, a necessidade de novas competências para o trabalho. Em recente acontecimento, dia 2de março de 2004, a ABEn firmou um Protocolo de Intenções com a OPAS para o desenvolvimento de atividades técnico-científicas na área da saúde. Essa formalização veio consolidar a proposta de trabalho colaborativo entre ABEn e OPAS e reforçar a importância de projetos dessa natureza para a melhoria da qualidade de atenção à saúde da população. O referido protocolo prevê a realização de atividades de cooperação nas áreas de educação permanente em enfermagem. Neste sentido, a IEPE com a experiência já acumulada, vem consolidar e viabilizar o alcance dos objetivos pretendidos para capacitação de enfermeiros, utilizando a Internet como ferramenta de mediação. No contexto da prática da saúde, a incorporação de tecnologias tem proporcionado transformações significativas no processo de formação dos profissionais e no cuidado demandado pela população. Estas transformações vêm requerer do enfermeiro novas competências como garantia de melhores resultados no cuidado à saúde. Para a produção do conhecimento, observa-se que os recursos tecnológicos inovadores têm gerado transformações qualitativas na sua produção e utilização que exigem uma ampliação dos mecanismos utilizados para consumo e reprodução desse conhecimento. É possível identificar mudanças no processo de educação, através da incorporação de novas metodologias de ensino e de recursos tecnológicos Utilizando-se deste conceito, a IEPE promoveu o curso inovadores como meio para transmissão da informação. Internet no ensino de enfermagem: recursos e aplicações, em Na área da enfermagem, a preparação do pessoal para a parceria com o Núcleo de Tecnologias Educacionais em Saúde prestação de serviço, tem sido enfocada como estratégia para a (NUTES) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com o melhoria do cuidado de enfermagem e, por conseqüência, do objetivo de oferecer recursos e atividades que orientem os cuidado em saúde. Muitos são os argumentos empregados para professores na utilização da Internet em suas práticas de ensino. sustentar esta afirmativa, destacando-se entre eles a composição O curso propôs o oferecimento de um espaço de debate e quali-quantitativa da força de trabalho em enfermagem. cooperação entre professores universitários, de maneira a Acrescida a esta situação, vale destacar que a preparação possibilitar a formação de uma comunidade virtual capaz de do pessoal de enfermagem, na sua maioria, tem se pautado em refletir sobre o processo educativo, trocar experiências e processos tradicionais de educação, onde a relação professor/ construir materiais que apóiem mudanças qualitativas no aluno se dá em um mesmo espaço físico e tempo determinado, processo educativo. Para este primeiro oferecimento foram mediado por metodologias e recursos tradicionais de ensino e inscritos 75 enfermeiros de 47 escolas de graduação em seu oferecimento está concentrado nas áreas mais desenvolvidas enfermagem distribuídas em 19 estados do país e, participaram do país. Somadas, estas condições são muitas vezes impeditivas efetivamente do curso, 59 enfermeiros. A avaliação parcial do para a capacitação do profissional e, curso aponta para o alcance dos objetivos conseqüentemente, não correspondem às propostos, constatado na fala dos IEPE com a exigências do setor de produção de serviços participantes quando afirmam ter sofrido experiência já de saúde e às necessidades e demandas de mudanças em sua prática docente a partir saúde da população. acumulada, vem das vivências do curso. Diante deste cenário, novas abordagens consolidar e viabilizar o Outra atividade marcante no do processo de educação devem ser percurso da IEPE refere-se à realização alcance dos objetivos adotadas para possibilitar o acesso à do primeiro FórumVirtual de Discussão formação daqueles que ainda não a cuja temática abordou os aspectos pretendidos para possuem, como também a educação conceituais da educação permanente e capacitação de permanente daqueles que atuam nas sua aplicabilidade na enfermagem. O unidades formadoras de recursos humanos enfermeiros, utilizando fórum contou com a participação e prestadoras de serviço de saúde. aproximada de 32 enfermeiros, sendo 25 a Internet como Como estratégia operacional, a educação docentes, 3 enfermeiros de serviço, 3 ferramenta de a distância (EAD) vem possibilitar que representantes da ABEn. Os resultados paradigmas da educação tradicional sejam parciais apresentados pela professora mediação revistos e que novas abordagens pedagógicas Helena David, moderadora do fórum, sejam adotadas. Entende-se por educação a distância a estratégia sinalizaram que existe um interesse e acúmulo suficiente de ensino-aprendizagem que permite o acesso de um grande para permitir avanços na definição de propostas concretas, número de pessoas adultas a programas educativos, identificando quais as necessidades em educação permanente independente do tempo, da localização dos atores do processo, que temos; quais os temas geradores para o desenvolvimento e que se desenvolve em um ambiente interativo com o apoio desta proposta; como ampliar e integrar as discussões entre de métodos instrucionais. Prioriza-se, nesta abordagem, a os enfermeiros; quais as respostas e experiências já organização do trabalho pedagógico com a diversificação dos existentes, e como divulgá-las e integrá-las; e como tornar procedimentos metodológicos, a autonomia e responsabilização a mediação virtual mais próxima e viva. do aluno em relação ao seu próprio processo pedagógico, a É importante ressaltar que a IEPE tem adotado como valorização dos momentos presenciais e a avaliação constante estratégia de gerência e operacionalização de suas atividades, do processo pelos atores envolvidos. a realização de oficinas de trabalho presenciais nos diversos ABEn - jan.fev.mar. 2003 13 r eventos da agenda nacional da enfermagem - CBEn, SENPE, SENADEn - contando com a participação de enfermeiros docentes representantes das escolas de graduação e enfermeiros de serviço. Estas oficinas têm sido de grande valor pois possibilitam o envolvimento concreto das escolas na consolidação do projeto da Iniciativa, sendo especialmente destacada a importância da discussão dos temas e atividades a serem realizadas pelas instituições, a partir da ação dos docentes envolvidos. No momento, a IEPE passa por uma reestruturação organizacional na qual cria sua primeira Unidade Dinamizadora na Escola de Enfermagem da UFMG com o objetivo de dinamizar as ações e buscar mecanismos de articulação com as instituições de educação e serviço para consolidação da rede. Em recente reunião realizada na Escola de Enfermagem da UFMG com a participação de sua diretoria, professor Francisco Carlos Félix Lana e professora Tânia Machado Chianca, e da professora Eliane Palhares (coordenadora da IEPE) e de José Paranaguá de Santana, coordenador de Desenvolvimento de Recursos Humanos da OPAS/Brasil, foi discutido o acordo entre OPAS e EEUFMG para instalação da Unidade Dinamizadora da IEPE e agendado para agosto próximo a cerimônia de assinatura do referido documento. Nesta reunião foi afirmado pela direção da escola o interesse em sediar a primeira unidade dinamizadora da IEPE, indicando sua instalação para o Centro de Tecnologia Educacional em Enfermagem - CTEEnf. Nesta oportunidade também foi explicitada por Paranaguá de Santana, a expectativa em trazer para a EEUFMG a sede da primeira Unidade Dinamizadora, considerando as experiências anteriores dessa instituição no desenvolvimento de projetos para capacitação de recursos humanos em saúde. Diante desse novo desafio, algumas possibilidades para o crescimento e organização estrutural da IEPE são apontadas: identificar quem e onde estão as pessoas que dominam a ação - educação permanente para enfermeiros(as) mediada pelo computador; identificar quem são as instituições que atuam com a educação permanente; discutir a organização do processo de trabalho, inclusive a relação com o trabalho voluntário; estabelecer como poderá ser feita a articulação com as seções regionais da ABEn; discutir como tornar a IEPE um projeto auto-sustentável, sendo sugerido a pactuação de projetos de cooperação técnica para a capacitação, considerando a demanda crescente para processos de capacitação; buscar apoio financeiro e cooperação técnica de instituições governamentais e não-governamentais; buscar articulação política com o Ministério da Saúde através de propostas construídas frente aos Pólos de Educação Permanente, o que vem ao encontro da iniciativa ABEn/ OPAS de implantação de uma política de educação permanente para a enfermagem brasileira; criar centros colaboradores da ABEn em educação permanente; vincular a IEPE e estruturá-la, também operacionalmente, junto às Seções da ABEn em cuja base territorial estiver sendo coordenada e executada as atividades promovidas pela rede. Decorridos dois anos de sua criação, o saldo dos trabalhos realizados permite avaliar como positivo os caminhos trilhados na busca da capacitação dos profissionais e aponta para a adoção de novas estratégias de articulação entre as instituições de educação e de serviço, potencializando o desenvolvimento do grupo técnico responsável pela atividade e a consolidação da rede por meio da participação efetiva das escolas de graduação e unidades de serviço. Elian e Marin a Palh are s Guimarães Coordenadora da IEPE 14 ABEn - jan.fev.mar. 2003 t i g o Sistematização da assistência de enfermagem no SUS O cuidado profissional de enfermagem exist e como result ado de um empreendimen t o humano, e não como um fenômen o nat ural No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) há uma ampla variedade de ambientes, formais ou informais, públicos ou conveniados, em que a prática assistencial da enfermagem é realizada: instituições prestadoras de serviços de internação hospitalar, instituições prestadoras de serviços ambulatoriais de saúde, ou outros ambientes comunitários, como escolas, associações comunitárias, fábricas, domicílios, etc. Independentemente do ambiente em que o cuidado de enfermagem é prestado, os fenômenos de interesse particular para os exercentes da Enfermagem são as respostas de indivíduos, famílias e grupos aos processos vitais e a problemas de saúde, sejam esses problemas reais ou potenciais (ICN, 1999). Julgar que respostas da clientela necessitam do cuidado de enfermagem conduz à adoção de uma metodologia assistencial e, portanto, ao Processo de Enfermagem, uma expressão introduzida (embora ainda não formalmente) no mapa conceitual da profissão na segunda metade do século XIX, quando Florence Nightingale enfatizou a necessidade de ensinar as enfermeiras a observar e a fazer julgamentos sobre as observações feitas (McGUIRE, 1991). O Processo de Enfermagem é um instrumento metodológico de que lançamos mão para favorecer o cuidado de enfermagem e para organizar as condições necessárias à realização desse cuidado (GARCIA, NÓBREGA, 2002). Ele é um meio, e não um fim em si mesmo. Sua aplicação sistemática envolve o julgamento sobre fenômenos humanos específicos (diagnósticos de enfermagem) e a tomada de decisão sobre o que é necessário ser feito (ações e intervenções de enfermagem) para alcançar os resultados desejados (resultados de enfermagem). Ressalte-se que diagnosticar respostas humanas e decidir que ação/ intervenção deve ser realizada são processos complexos, que requerem conhecimento teórico, experiência prática e habilidade intelectual, técnica e de interação interpessoal, aplicados à observação, avaliação e interpretação do comportamento de nossa clientela. O cuidado profissional de enfermagem existe como resultado de um empreendimento humano, e não como um fenômeno natural; ele é aprendido e não instintivo. O conteúdo e a complexidade do pensamento envolvido, tanto no raciocínio e no julgamento clínico acerca das respostas humanas aos problemas de saúde ou aos processos vitais, quanto no raciocínio e no julgamento terapêutico acerca do cuidado necessário à nossa clientela, refletem os valores da profissão e o conhecimento que tem sido desenvolvido e acumulado em mais de cem anos de prática de seus exercentes em vários campos de atuação ensino, pesquisa, assistência e gerenciamento em enfermagem. Para apoiar nossos julgamentos e tomadas de decisão, dispomos hoje de sistemas de classificação dos elementos da prática de enfermagem, em interação dinâmica durante a execução do Processo de Enfermagem: sistemas de classificação de fenômenos/ diagnósticos, de ações/ intervenções e de resultados de enfermagem. Esses sistemas de classificação fornecem uma linguagem padronizada a ser utilizada no processo e no produto do raciocínio e julgamento clínico acerca das respostas humanas aos problemas de saúde ou aos processos vitais; no processo e no produto do raciocínio e julgamento terapêutico acerca das necessidades de cuidado da clientela e dos resultados do paciente que são sensíveis à intervenção de enfermagem; e na documentação da prática profissional. A Enfermagem tem evidenciado uma grande evolução no processo de explicitação dos conceitos representativos dos fenômenos que indicam e delimitam seu domínio de interesse e de ação profissional, e a utilização desse conhecimento durante a aplicação do Processo de Enfermagem tem, sem sombra de dúvida, conferido um significado especial ao mundo da Enfermagem e contribuído para desenvolver a base de conhecimentos que fundamenta a profissão (GARCIA, NÓBREGA, 2002). Entretanto, até o momento, nenhum dos sistemas de classificação existentes parece dar conta da ampla variedade de fenômenos com que se deparam em seu cotidiano os profissionais de enfermagem que atuam em instituições prestadoras de serviços ambulatoriais de saúde ou em outros ambientes comunitários de cuidado à saúde. Portanto, temos que persistir na tarefa de identificação e desenvolvimento desses conceitos, assim como temos que continuar insistindo na melhoria da habilidade no raciocínio e julgamento clínico, de modo a garantir o maior grau de exatidão possível aos diagnósticos de enfermagem que estabelecemos, um aspecto estreitamente relacionado à qualidade que intentamos imprimir ao nosso cuidado profissional um cuidado realizado com autonomia, conhecimento, competência, solidariedade, sensibilidade e, sobretudo, que seja eficaz para a clientela. Referências GARCIA, T. R.; NÓBREGA, M. M. L. Sistematização da assistência de enfermagem: reflexões sobre o processo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENFERMAGEM, 52, Recife, 2000. Anais... Brasília: ABEn, 2002, p. 231-243. INTERNATIONAL COUNCIL OF NURSES (ICN). ICNP - International Classification for Nursing Practice - Beta. Geneva, Switzerland: ICN, 1999. McGUIRE, A. D. The genesis and nature of nursing diagnosis. In: CARLSON, J. H.; CRAFT, C. A.; McGUIRE, A. D.; POPKESS-VAWTER, S. Nursing diagnosis: a case study approach. Philadelphia: W. B. Saunders, 1991. Chapter 1, p.3-19 Telma Ribeiro Garcia Enfermeira, doutora em Enfermagem pela EERP-USP, professora (aposentada) do Departamento de Enfermagem de Saúde Pública e Psiquiatria da Universidade Federal da Paraíba Maria Miriam Lima da Nóbrega Enfermeira, doutora em Enfermagem pela UNIFESP/ EPM, professora do Departamento de Enfermagem de Saúde Pública e Psiquiatria da UFPB Reprodução da Super Interessante (imagem de fundo) A A r t i g o A formação do Agente Comunitário de Saúde: investindo na profissionalização A proposta do Ministério da Saúde A Saúde da Família vem sendo implantada em todo o Brasil de cursos de nível técnico da área da saúde. Especialmente no como importante estratégia para reordenação da caso do ACS, tal perspectiva mostra-se relevante pela potência organização da atenção à saúde. Prioriza as ações de de atuar na consolidação do status de profissão, adquirido com promoção, proteção e recuperação da saúde dos indivíduos a homologação da Lei Nº 10.507. É importante ressaltar que e da família, de forma integral e contínua. Esta é uma a idéia de itinerário proposta refere-se a percursos formativos, estratégia importante para o reordenamento da atenção organizados de forma interdependente que possibilitam uma básica, pois garante a ampliação do acesso e a extensão da progressão concomitante à escolarização do trabalhador. No cobertura para parcela significativa da população. Passados caso específico do ACS, como estratégia de inclusão, propõe-se dez anos de implantação da Estratégia de Saúde da Família, que o ingresso na Etapa Formativa 1 - formação inicial - da são mais de 88 milhões de pessoas acompanhadas por quase habilitação técnica ocorra independentemente da escolaridade, 19 mil equipes, na maior parte dos municípios brasileiros. o que permitirá que todos os trabalhadores já inseridos no SUS As equipes são constituídas por médicos, enfermeiros, iniciem sua profissionalização. A continuidade, ou seja, a auxiliares e/ou técnicos de enfermagem e pelos agentes realização das Etapas Formativas 2 e 3, estará condicionada à comunitários de saúde. Atualmente são mais de 188 mil conclusão dos ensinos fundamental e médio, respectivamente, agentes comunitários da saúde distribuídos em todo o Brasil. sendo então atribuída certificação em habilitação técnica de Esses trabalhadores constituem-se como importante elo agente comunitário de saúde a todos os trabalhadores que, entre a população e os serviços de saúde, pois seu território com ensino médio concluído, realizarem com aproveitamento privilegiado de atuação é o domicílio, desenvolvendo ações os três módulos do itinerário formativo. de promoção da saúde e prevenção de doenças. Esta proposta de formação foi elaborada considerando Desde a implantação do Programa de Agentes as novas perspectivas delineadas para a educação profissional Comunitário de Saúde (PACS), os agentes vêm se no Brasil, que apontam, dentre outras, para a elevação da organizando em busca do reconhecimento legal da categoria escolaridade dos trabalhadores. Este processo tem sido profissional. Com a expansão da Estratégia de Saúde da amplamente discutido com o Ministério da Educação pela Família, e a incorporação significativa desses trabalhadores importância de uma concepção de formação que proporcione nas equipes multiprofissionais, houve uma ampliação das a compreensão global do processo produtivo, com a aspirações quanto ao reconhecimento da identidade apreensão do saber tecnológico, a valorização da cultura do profissional e dos seus direitos trabalhistas e previdenciários. trabalho e a mobilização dos valores necessários à tomada de A mobilização dos Agentes Comunitários de Saúde decisões. O Ministério da Saúde, segundo estas premissas, (ACS) propiciou a publicação do Decreto Federal Nº 3.189/ elaborou uma proposta de Perfil de Competências 99, que fixou as diretrizes para o exercício da atividade do Profissionais do Agente Comunitário de Saúde, ACS. Posteriormente, a elaboração do projeto de lei para a caracterizando um perfil de desempenho para o ACS, tal criação da categoria profissional, mantida suas características como é exigido pelas políticas e estratégias desenvolvidas básicas e nucleares, culminou na aprovação e publicação da pelo setor. Lei Federal Nº 10.507, em 10 de julho de 2002, que criou Tendo em vista a relevância do assunto, a proposta do a profissão de Agente Comunitário de Saúde. Perfil de Competências Profissionais do ACS foi submetida Dentre os requisitos para o exercício da profissão, a lei à consulta pública durante o período de 31 de outubro a 31 estabelece residir na área de atuação, haver concluído com de dezembro de 2003. As contribuições recebidas na aproveitamento curso de qualificação consulta pública, as diretrizes da básica para a formação de Agente importante ressaltar política de educação profissional em Comunitário de Saúde e haver saúde, as Diretrizes da Política de que a idéia de concluído o ensino fundamental, Educação Profissional do Ministério cabendo ao Ministério da Saúde a da Educação, bem como a legislação itinerário proposta formulação do processo de formação. educacional vigente e a importância No sentido de fortalecer e do agente comunitário de saúde no refere-se a percursos aumentar a qualidade de resposta do contexto de mudanças das práticas de formativos setor saúde às demandas da saúde constituem base sólida onde se população, a Secretaria de Gestão do sustenta a pertinência de sua formação Trabalho e da Educação na Saúde enquanto uma habilitação técnica. (SGTES), por meio do Departamento de Gestão da Para a formulação da proposta do curso de Habilitação Educação na Saúde (DEGES), tem investido fortemente na Técnica em ACS é preciso considerar, ainda, que 60% dos Política de Educação Profissional em Saúde, tanto na ACS possuem o ensino médio completo ou em fase de ampliação da escolaridade dos trabalhadores, como na sua conclusão, 18% possuem o ensino fundamental completo formação/profissionalização e educação permanente. e que somente 22% ainda estão por concluir o ensino A Política de Educação Profissional em Saúde do DEGES fundamental. Além disso, todos os ACS já passaram por trabalha na perspectiva da habilitação técnica em itinerário - algum processo de qualificação/capacitação e estão inseridos Formação Técnica em Itinerário/FORTI-SUS - para o conjunto no processo de trabalho no SUS. Portanto a proposta de formação a ser construída precisa incorporar as especificidades inerentes ao ACS, que exerce suas atividades profissionais exclusivamente no âmbito do SUS, e ainda considerar, conforme determina o decreto que fixa as diretrizes para o exercício da atividade do agente comunitário de saúde, que tais atividades são de relevância pública. Neste sentido, a proposta de itinerário de formação que o Ministério da Saúde desenhou para o curso de habilitação técnica de agente comunitário de saúde prevê três etapas/ Foto: Reprodução da Super Interessante módulos com carga horária total de 1.200 horas-aula. Cada etapa formativa terá carga horária definida pela instituição de formação, que deverá levar em consideração para a elaboração do plano de curso as diversidades e especificidades regionais. Além disso, o Ministério da Saúde está construindo com o Ministério da Educação um Referencial Curricular para a formação do ACS. Este documento integrará os Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Profissional de Nível Técnico Área Profissional Saúde. Os referenciais curriculares instrumentalizam as escolas técnicas na elaboração dos projetos de cursos e também auxiliam os Conselhos Estaduais de Educação na expedição do ato autorizativo de funcionamento do curso. A formação do agente comunitário de saúde assim desenhada busca contemplar a diversidade dos aspectos relacionados com a sua prática profissional, considerando as especificidades quanto às diferentes unidades de organização do cuidado em saúde, às formas de inserção e organização do trabalho, ao atendimento das demandas individuais e coletivas e, também, às diferenças regionais, políticas e econômicas. Simone Chaves Machado da Silva Coordenadora Geral das Ações Técnicas de Educação na Saúde no Departamento de Gestão da Educação na Saúde do Ministério da Educação ABEn - jan.fev.mar. 2003 15 A r t i g o Reprodução da AZ 34 años de compromiso con la Enfermería latinoamericana y caribeña La FEPPEN, cimentada en principios éticos y de conformidad con sus competencias, viene articulándose con las organizaciones de la Enfermería latinoamericana y caribeña en búsqueda de la consolidación del desarrollo social, político y científico de la profesión 16 ABEn - jan.fev.mar. 2003 a FEPPEN tiene una historia de compromiso con la Enfermería latinoamericana y caribeña que viene siendo constituida teniendo siempre en vista sus propósitos dispuestos en su estatuto: "ART. 6º La FEPPEN tiene como propósitos: I - Promover el desarrollo científico, político, económico y social de la profesión y de las trabajadoras de enfermería en la Región. II Definir directrices, objetivos y metas que favorezcan el trabajo solidario y cooperativo de las organizaciones afiliadas. IIIDefender el derecho a la salud y a la seguridad social en los países de la Región". Historicamente, la FEPPEN, en su calidad de organismo no gubernamental (ONG), ha tenido como misión articular con los organismos nacionales en las regiones en pro del mejoramiento de la calidad de Atención en Enfermería de forma universal, equitativa e integral, a través de los servicios, la educación, la investigación y la participación de los profesionales de la Enfermería en las de cisiones políticas del sector. Las líneas de la FEPPEN se configuraron en las directrices programáticas aprobadas en su trabajo y que, respetando la autonomía de las Organizaciones Miembros - OMs, fortalecen su papel de articulador de la Enfermería en la región. La FEPPEN, cimentada en principios éticos y de conformidad con sus competencias, viene ar ticulándose con las organizaciones de la Enfermería latinoamericana y caribeña en búsqueda de la consolidación del desarrollo social, político y científico de la profesión. En consonancia con lo que preconiza su estatuto, la dirección política y administrativa de la FEPPEN se cumple por medio de los siguientes organismos: de deliberación - Convención y Consejo General; de administración - y ejecución Comité Ejecutivo; de asesoría - comisiones permanentes. En estos treinta y cuatro años de existencia, la FEPPEN desarrolló un trabajo competente y comprometido del cual destacamos: acuerdos de cooperación, en especial con la OPS/ OMS; realización de Congresos Panamericanos de Enfermería, a cada cuatro años; reuniones de sus organismos de deliberación, administración y asesoría; desarrollo de proyectos de investigación (educación y formación de Enfermería, condiciones y reglamentación del trabajo, legislación y reglamentación del ejercicio profesional de los profesionales de la Enfermería); Realización de talleres y encuentros de trabajo con vistas a la mejoría de la atención de Enfermería / Salud; Edición de Boletines Informativos. A r t i g o EL COMITÉ EJECUTIVO DE LA FEPPEN. Gestión 2000-2004: aspectos relevantes Comité Ejecutivo y del Consejo General de la límites impuestos por recursos físicos y financieros FEPPEN, y un taller conjunto con la OPS/ OMS, escasos, por las dificultades de comunicación, y con el nombre de "Taller de Calidad de los Servicios principalmente por la falta de retorno a las solicitudes La Associação Brasileira de de Salud/ Enfermería en oriundas del Comité Ejecutivo, el Plan de Trabajo y Enfermagem (ABEn) tuvo la América Latina y el Caribe: las deliberaciones emanadas del Consejo General, osadía de contribuir de la Atención a las Mujeres fueron cumplidas al límite de los recursos a Associação Brasileira de forma más significativa posible, Embarazadas en Prenatal", existentes, por el Comité Ejecutivo Gestión 2000como miembro de la Fe- Enfermagem (ABEn) tuvo la que contó con la participación 2004. deración Panamericana de osadía de contribuir de la forma de representantes de trece En agosto de este año la Federación Profesionales de Enfermería Organizaciones Miembros de Panamericana de Profesionales de Enfermería (FEPPEN), al ser sede y más significativa posible, como la FEPPEN. celebrará en la Ciudad de Panamá, las dirigir, por medio del Comité miembro de la Federación En el Congreso, reali- correspondientes elecciones para definir la sede Ejecutivo, esta Organización zamos incluso dos talleres: (país) y Comité Ejecutivo, el que asumirá la dirección Profesional por dos gestiones Panamericana de Profesionales "Formación de Recursos de esta entidad para la gestión 2004-2008. Este es consecutivas: 1996-2000 y de Enfermería (FEPPEN), al ser Humanos en la Enfermería y un momento oportuno para un amplio debate 2000-2004. en un momento su Contribución a la Salud de relacionado a la FEPPEN que hoy tenemos y la que en que la ABEn enfrenta sede y dirigir, por medio del América Latina y el Caribe", y debe ser construida, en la actual coyuntura, a partir dificultades en el plano Comité Ejecutivo, esta "Regulación del Proceso de de la situación encontrada, en busca de un nuevo nacional e internacional, que Trabajo en Salud en América tiempo donde la participación objetiva de todas las culminan con su salida del Organización Profesional por Latina y el Caribe". Organizaciones Miembros, sea una marca Consejo Internacional de dos gestiones consecutivas: La investigación "Diagnós- dominante, con la perspectiva de aumentar la esfera Enfermería (CIE). tico de la Formación de Recur- de "poder"; de ampliar la expresión política de la En esta perspectiva, el 1996-2000 y 2000-2004 sos Humanos en Enfermería Enfermería en América Latina y el Caribe; en la trabajo desarrollado por las dos en América Latina y Caribe", búsqueda de mayor visibilidad y valorización en los gestiones se constituyó en el compromiso de fue concluida y permitió analizar la formación de espacios de salud y educación, con vistas a una cumplir las finalidades y objetivos establecidos por Recursos Humanos en Enfermería, y seguro participación en las redefiniciones de las políticas el Estatuto de la FEPPEN, e inclusive como contribuirá para un repensar en la formación de que privilegian estas dos áreas tan importantes para posibilidad de corresponder a las expectativas y Potencial Humano en Enfermería, con vistas a una la calidad de vida de la población. confianza depositados en la ABEn por parte de las mejoría en la calidad de la formación de enfermeras En este momento, queremos reafirmar nuestro Organizaciones Miembros ((Oms), que la eligieron y consecuentemente en la atención en la salud de la compromiso con las luchas emprendidas a favor de para ser sede y dirigir a esta organización inter- población. la vida, con dignidad y justicia, para usuarios y nacional. Registramos con mucha satisfacción la con- trabajadores de la salud y de la educación en América Creyendo que el potencial de desarrollo de una clusión del Proyecto "Calidad de Atención a las Latina y el Caribe. profesión está relacionado con la autonomía Mujeres Embarazadas en De esta forma, participar, conquistada por la comprometida acción de sus Período de Prenatal", que luchar, establecer acuerdos de a realización del 11º Congreso cooperación con instituciones sujetos, y que esta autonomía depende de la tuvo financiamiento de la posibilidad de construcción de conocimiento, el Organización Panamericana e instancias de la sociedad Panamericano de Enfermería, en Comité Ejecutivo de la FEPPEN (2000-2004) de la Salud (OPS/ OMS). El comprometidas con la elaborescató, después de veinte años, su periódico resultado de este proyecto el mes de noviembre de 2003, ración de nuevas prácticas de científico, la Revista Panamericana de Enfermería, será presentado en la reunión salud, con otras entidades de nos permitió estrechar nuestros con la propuesta de ser un espacio más de del Consejo General de la Enfermería de América Latina divulgación de la producción científica y de FEPPEN, que se realizará en lazos de cooperación entre los y del mundo y con las entidades construcción del saber disciplinar y de fuente de la Ciudad de Panamá, durante de otros profesionales de la países latinoamericanos y intercambio del conocimiento para las enfermeras el próximo mes de agosto de salud y demás entidades de la de los países latinoamericanos y caribeños, con el 2004 y será publicado por la caribeños y formar alianzas para sociedad civil organizada, en la objetivo de unir, articular y divulgar la Enfermería OPS/ OMS, con amplia búsqueda por mejores condipanamericana, fue instalada una página en la WEB, divulgación en los países de la consolidación de la ciones de salud y de vida, debe que esperamos, sea un medio más de comunicación América Latina y el Caribe. permanecer como parte consEnfermería panamericana eficiente y eficaz para los que hacen a la FEPPEN. Vale resaltar la participatante en el cotidiano de la La realización del 11º Congreso Panamericano ción de la FEPPEN, por FEPPEN, que ha procurado de Enfermería, en el mes de noviembre de 2003, medio de los miembros del Comité Ejecutivo, en participar, con compromiso y competencia, en todos nos permitió estrechar nuestros lazos de eventos de las áreas de Salud/ Enfermería y los movimientos sociales de lucha por medio de las cooperación entre los países latinoamericanos y educación, en conferencias, paneles y mesas redon- Organizaciones Miembros que la componen. caribeños y formar alianzas para la consolidación de das, realizadas en los países de las Organizaciones la Enfermería panamericana. Miembros OMs de la FEPPEN y en eventos Durante los días que antecedieron a la realización organizados por la OPS/ OMS. Eucléa Gomes Vale de este grande evento, realizamos reuniones del Destacamos que dentro de las posibilidades y Presidenta del Comité Ejecutivo de la FEPPEN - Gestión 2000-2004 ABEn - jan.fev.mar. 2003 17 A r t i g o Um convite para pensar, viver, aprender e fazer enfermagem de muitos modos: 56° Congresso Brasileiro de Enfermagem Paul Klee (imagem de fundo) E se a realidade não é a realidade, mas a questão; se a verdade não é a verdade, mas o problema; se perdemos já o sentido da realidade e se, (...) desconfiamos da verdade, teremos, talvez, que aprender a viver de outro modo, a pensar de outro modo, a falar de outro modo, a ensinar de outro modo. Jorge Larrosa1 nspiradas nestas palavras, extraídas do texto de Jorge Larrosa, construímos o tema do 56° Congresso Brasileiro de Enfermagem (CBEn) em uma Oficina, realizada em novembro do ano passado em Gramado, que reuniu sócios da ABEn RS e representantes da ABEn Nacional. Na oficina trabalhamos com as idéias que Larrosa desenvolve no livro Pedagogia Profana e, mais especificamente, no texto Agamenon e seu porqueiro. Ali, ao relembrar Juan de Mairena (um conhecido poeta espanhol), Larrosa faz uma série de reflexões sobre a verdade do poder e sobre o poder da verdade, nesta época de globalização informativa e comunicativa. Ao introduzir as idéias de Vattimo, que expressam que vivemos numa sociedade de comunicação generalizada, na qual os aparatos de comunicação de massa são determinantes para a produção, a reprodução e para a dissolução disso que chamamos realidade, o autor nos convida a envolver-nos com uma pergunta: De onde vem e o que vem a ser a realidade? Quando destaca a idéia de que talvez as coisas não sejam como nos dizem que elas são, que os fatos podem não ocorrer como aprendemos a pensar que eles ocorrem e, principalmente, que aquilo que nos dizem que tem que ser ou que tem que ocorrer de um determinado modo não está assegurado e poderia assumir também outras formas, o autor nos desafia a aceitar e apostar na pluralização disso que aprendemos a nomear como "a" realidade e a investir na dissolução da realidade como princípio. Assim, o texto vai nos conduzindo para a idéia de já que não temos "uma" realidade que seja distinta ou que esteja fora das interpretações que dela fazemos e de que sequer existe alguma realidade que possa nos servir como princípio ou como fundamento da boa interpretação. Esse modo de pensar institui o pressuposto de que a palavra realidade e, por conseguinte, a própria realidade pode estar desvinculada desta conhecida propriedade que ela teria de encarnar uma verdade incontestável. Em determinada passagem do texto o autor destaca: Em nosso tempo, uma vez que a realidade esteja convertida em plenamente real e as coisas em objetos plenamente objetivos, o real não pode ser aquilo 18 ABEn - jan.fev.mar. 2003 em quatro subtemas: Modos de viver, Modos de fazer, Modos de pensar e Modos de aprender enfermagem. Para, além disso, um "como dizer" que pudesse nos confrontar com a pluralidade e a conflitualidade que se articulam no saber de enfermagem demandou priorizar, no programa oficial, formas de apresentação mais coletivas como mesasredondas, comunicações coordenadas e pôsteres dialogados Assim, o estado da realidade é visto como ambíguo e, agrupados por tema, mais do que palestras e conferências. nessa direção, para encetar qualquer combate à realidade Procuramos contemplar, diariamente, os quatro subtemas, do poder torna-se necessário colocar em dúvida o poder desdobrados em torno de temas/ problemas disso que se apresenta como realidade. E essa realidade da contemporâneos, além de agrupar, nas mesmas mesasqual viemos falando não poderia redondas, estudios@s com referir-se, por exemplo, à realidade enfoques teórico-políticos plurais o subtema Modos de da ciência? E essa realidade não e, por vezes, conflitantes. Com estaria solidária com o modelo de viver a enfermagem, essa estratégia não se pretende verdade próprio da ciência positiva? estabelecer, necessariamente, Aí, então, o autor diz que o embate pretendemos colocar em confrontos teóricos e políticos com a verdade do poder pressupõe a entre os componentes da mesa, disposição de colocar em dúvida o discussão a organização mas tornar audíveis e visíveis poder da verdade. Esta operação nos política, o poder e a aquelas vozes e abordagens que coloca diante, ou nos posiciona emergem como inovações ou que dentro, de um movimento que representatividade têm sido subsumidas pelas vozes instaura uma tensão interessante: profissional da enfermagem, hegemônicas ou, ainda, que as aquela que emerge entre a produção problematizam em cada área, e a imposição de uma verdade única considerando sua convidando-as para os debates e e o surgimento de múltiplas verdades. reflexões que o Congresso especificidade e impacto Para concluir, Larrosa destaca que Brasileiro de Enfermagem, nos submetemos ao poder da verdade sobre os modos de gestão da historicamente, fomenta e quando nos apegamos à verdade do estimula na área. poder e, assim fazendo, aceitamos saúde no Brasil, abordando Assim, no subtema Modos de que ela é a única verdade e a verdade viver a enfermagem, pretendemos as dificuldades da articulação verdadeira. colocar em discussão a organização Naquilo que nos interessa aqui, política, o poder e a reprepolítica entre entidades o autor e as abordagens teóricosentatividade profissional da metodológicas que se aproximam de profissionais de Enfermagem enfermagem, considerando sua sua perspectiva, nos propõem viver, especificidade e impacto sobre os pensar, fazer e ensinar em qualquer e as relações e conflitos modos de gestão da saúde no Brasil, campo do conhecimento, conside- corporativos na área da abordando as dificuldades da rando a conflitualidade e a disputa articulação política entre entidades subjacentes aos processos que instau- saúde profissionais de Enfermagem e as ram e legitimam "a" verdade e o exerrelações e conflitos corporativos na cício do poder nas instâncias nas quais nos movimentamos área da saúde. Dentro deste tema também se pretende como profissionais. Tomando, pois, como referência essas contemplar os paradoxos históricos entre a dimensão provocações do autor e os efeitos que elas produziram em nós, (quantitativa) da categoria e sua representatividade construímos o tema central do Congresso que é Enfermagem hoje: coragem de experimentar muitos modos de ser. 1 Como a adoção de um certo modo de "ver e de Larrosa, Jorge. Pedagogia Profana. Danças, pientender" implica não apenas a delimitação de um tema ruetas e mascaradas. Porto Alegre: Contrabanque encaminhe na direção do que se pretende que seja do, 1998 2 discutido, mas supõe, também, um "como dizer" que seja Utilizamos a arroba para contemplar os gêneros masculino e feminino congruente com essa perspectiva, desdobramos este tema que se discute, aquilo que se põe em questão, aquilo que abre a questão e o questionamento: agora o apelo à realidade da realidade e à objetividade das coisas funciona terminantemente como aquilo que fecha a discussão e resolve a questão. Quando é a realidade que fala, nós devemos nos calar (LARROSA, 1998, p.202). A r profissional e política e os desafios da formação de sujeitos profissionais como sujeitos políticos, no contexto da Enfermagem brasileira contemporânea. Em outra mesaredonda programamos uma discussão sobre a enfermagem e os cenários de transformação das profissões de saúde no Brasil, na qual se pretende que sejam abordados alguns dos desafios contemporâneos da regulação/regulamentação das profissões atuais e novas no contexto da reestruturação produtiva do trabalho multiprofissional da saúde, contemplando discussões sobre a globalização e a inserção do Brasil nesse processo e as demandas por novos perfis profissionais. Também destacamos para discussão nesta mesa a construção social de um novo paradigma de formação profissional, enfocando o modelo atual de institucionalização das profissões de saúde e a hegemonia médica, destacando o espaço da enfermagem no trabalho multiprofissional da saúde bem como sua regulamentação. Este subtema contempla, ainda, a discussão de mais duas temáticas. Uma relacionada com o cuidado nos processos de trabalho, onde se pretende colocar em discussão a falta de cuidado com a saúde de quem cuida, os maus tratos e violência institucional, a insalubridade intrínseca aos processos de trabalho em saúde, o assédio e sofrimento moral no trabalho de enfermagem, bem como estratégias institucionais que estão sendo implementadas para cuidar de quem cuida. Na mesaredonda sobre os processos de ressignificação do trabalho em Enfermagem convidamos colegas estúdios@s para discorrer sobre a Enfermagem como profissão, sua profissionalização e inserção como ciência e/ ou prática social no mundo do trabalho. Isso engloba a discussão sobre os elementos constitutivos, o contexto histórico e o imaginário social do ser-fazer-enfermagem, bem como os vários olhares que derivam do processo de ressignificação do trabalho e suas repercussões no cotidiano profissional articulando-a com as discussões sobre autonomia e identidade profissional, e os saberes e poderes que tem demarcado os espaços de atuação do pessoal de enfermagem. Nas mesas-redondas que tratam do segundo subtema, Modos de fazer enfermagem, serão abordadas as políticas de humanização em saúde e o contexto sócio-histórico que as torna, não só possíveis, mas necessárias, incluindo-se, aí, as concepções de humanização que as sustentam. Pretendese instigar o debate em torno das possibilidades de implementação desses programas de humanização em diferentes espaços institucionais e tipos de atenção e relatos de experiências de sua implementação, focalizando seus impactos sobre: a organização institucional do trabalho, a qualidade da assistência/cuidado prestada ao usuário e o dimensionamento das equipes de enfermagem. Outra mesa deste mesmo subtema focaliza o assistir e cuidar em enfermagem em espaços heterogêneos que possibilitam abordagens plurais. Convidamos colegas que apresentarão diversos modos de assistir/ cuidar em enfermagem em diferentes cenários como: domicílios, casas de idosos, casas de parto e outros, enfocando a assistência/ cuidado de enfermagem para além do modelo hospitalocêntrico. Fazer ou fazeres de enfermagem? Esta é a questão norteadora da mesa que nos coloca diante do desafio da pluralização das práticas. Para falar sobre este tema teremos colegas que se dedicam a algumas práticas complementares atualmente difundidas na enfermagem, abordando a relação dessas práticas com as práticas de saúde convencionais e os usos atuais que fazemos delas, seus desafios e perspectivas, sua validação, cientificidade e aspectos legais, bem como a formação e capacitação de enfermeir@s para a sua implementação. Ainda neste subtema será organizada uma t i g o discussão sobre a Sistematização da Assistência de mitificação da atividade de pesquisa, sem perder de vista a Enfermagem, abordando o estado da arte das classificações qualificação da produção e as possibilidades das configurações da prática de enfermagem em âmbito nacional e teórico-metodológicas e os diálogos, as convergências e os internacional e o impacto das classificações em diferentes benefícios dos resultados de pesquisa para a consolidação das cenários de cuidado. Solicitamos às palestrantes que se práticas cotidianas. Esta discussão contempla, também, a manifestassem sobre as perspectivas da incorporação apropriação e incorporação da Classificação Internacional tecnológica da NANDA, NIC, NOC e/ou CIPE no Brasil das Práticas de Enfermagem em Saúde Coletiva (CIPESC), e a importância das classificações na documentação e enfocando a experiência do Estado do Paraná. informatização da prática de enfermagem. Quando propusemos organizar uma mesa-redonda sobre Dentro do subtema Modos de aprender enfermagem, a Construção do pensamento histórico e filosófico na educação programamos uma mesa sobre os desafios da formação para em enfermagem pensamos que era importante discutir a o SUS. Nela, as palestrantes destacarão os impactos das enfermagem como prática construída histórica e culturalmente, mudanças decorrentes da dando especial destaque para a implantação e consolidação do importância de estratégias estimuladoras odos de fazer Sistema Único de Saúde (SUS) do pensamento histórico e filosófico na enfermagem, serão sobre o ensino de enfermagem e os educação em enfermagem. O palestrante processos de formação dos e as palestrantes concordaram em abordadas as políticas de profissionais de saúde, sua caracterizar a história como o discurso transformação para o atendimento humanização em saúde e o daqueles que a contam e não como "o das necessidades da população e as passado", aqui visto como uma escrita da mudanças necessárias nos projetos contexto sócio-histórico que história construída e moldada pela vontade político pedagógicos. Pedimos às seus autores. Para encerrar as mesasas torna, não só possíveis, de palestrantes que destaquem a redondas organizamos uma discussão sobre formação profissional como mas necessárias, incluindo- Gênero, raça/etnia e geração: categorias conexão entre o mundo da escola e de produção de conhecimento em o mundo do trabalho e a integração se, aí, as concepções de enfermagem, na qual se pretende explorar da enfermagem com as demais áreas a produtividade da articulação dos estudos humanização que as do conhecimento. Também serão de gênero, raça/etnia e/ou geração com apresentadas novas organizações sustentam o saber/ fazer de enfermagem, consicurriculares. derando que este saber/fazer se constitui, Considerando as possibilidades da Educação a Distância também, como instância de re-produção de relações de gênero, em Enfermagem (EAD), programamos uma mesa que raça/ etnia e geração, aqui consideradas como dimensões abordará os pressupostos, modalidades e experiências que constitutivas do sujeito cuidador e do sujeito do cuidado. vem sendo desenvolvidas no Brasil, seu referencial teórico e Além das mesas-redondas, programamos comunicações propostas pedagógicas. Convidamos apresentadores que irão coordenadas que serão organizadas a partir da seleção dos discorrer sobre programas governamentais e não- trabalhos enviados para apresentação como tema livre/ governamentais bem como o apoio à pesquisa em EAD. pôster. Já recebemos mais de 1500 trabalhos que estão Na mesa intitulada Saúde, enfermagem e corpo: sendo avaliados pela Comissão de Temas em função dos ressonâncias na formação profissional serão discutidos os subtemas do Congresso. Pensamos que será possível discursos da saúde e o poder que tem para regular, normalizar organizar sessões simultâneas, à tarde, com trabalhos que e instaurar saberes que produzem verdades sobre o corpo. representem a contribuição das participantes do Congresso Nesta mesa, o corpo será tomado como objeto de trabalho da para o aprofundamento dos temas apresentados no período enfermagem, sendo destacadas as maneiras com que temos da manhã. ensinado a cuidar do corpo. Para concluir o subtema relativo O programa oficial contempla, ainda, algumas temáticas aos Modos de aprender haverá uma mesa cujo tema será o candentes deste nosso tempo, que não puderam ser inseridas Movimento estudantil como instância de aprendizagem, aí diretamente em um de nossos subtemas e, por isso, serão será enfocada a co-formação histórica, política, cultural, abordadas em palestras e ou mesas-redondas, depois da institucional e social do Movimento dos Estudantes de apresentação das comunicações coordenadas. Incluem-se, aí, Enfermagem do Brasil (MEEB). Os palestrantes também temas como os Modelos de Atenção em Saúde Mental, a abordarão o movimento estudantil como cenário de ensino- Reforma Universitária, o PL 1113 que trata da reestruturação aprendizagem e como espaço de formação e reflexão para a dos Conselhos de Enfermagem e os desafios bioéticos que a construção do saber/fazer da profissão e alguns dos significados era dos transplantes coloca a quem trabalha na área da saúde. das experiências da vida acadêmica para discentes e docentes. É, pois, com este olhar e com muito prazer que @s No subtema Modos de pensar enfermagem, pretende-se enfermeir@s gaúch@s, associad@s da ABEn RS, organizam debater a produção, financiamento e divulgação do este tradicional evento anual da ABEn. Aguardamos @s conhecimento em enfermagem e as relações entre poder e colegas de todo o Brasil para este encontro no qual, além saber que atravessam e dimensionam estes processos, bem de divulgar e difundir a produção do conhecimento em como as prioridades estabelecidas pela categoria e pelo governo enfermagem, investe-se também na construção de um e a necessária resposta à sociedade. Também será abordado o espaço de expressão social e política da enfermagem financiamento da pesquisa em enfermagem e sua divulgação brasileira, propiciando o intercâmbio entre @s profissionais em âmbito nacional e internacional, destacando os veículos e organizações de enfermagem. e espaços oferecidos. Na mesa-redonda sobre a Pesquisa em Enfermagem: configurações teórico-metodológicas Maria Henriqueta Luce Kruse contemporâneas, as palestrantes apresentarão um panorama Coordenadora da Comissão de Temas do 56° CBEn geral das investigações científicas na Enfermagem, sinalizando Dagmar Esterman Meyer as condições atuais. Deseja-se, ainda, colocar em foco a (des) Membro da Comissão de Temas do 56° CBEn ABEn - jan.fev.mar. 2003 19 20 ABEn - jan.fev.mar. 2003 e m ó r i a A B E n Almoço comemorativo dos 30 anos de fundação do Anais de Enfermagem, hoje Revista Brasileira de Enfermagem. Da esquerda para a direita: Woodrow Pimentel Pantoja, representante do sócio benemérito Fundação SESP; Glete de Alcântara, ex-secretária e, à época, diretora responsável da Revista; Marjorie Spauding, consultora da Agência de Desenvolvimento Internacional; Marina de Andrade Resende, editora da Revista, na época; Edith de Magalhães Fraenkel, uma das fundadoras; Edméa Cabral Velho, que foi tesoureira da Revista; Tarcísio Ribeiro, do Laboratório Franco Valdez; Izaura Barbosa Lima, então chefe da Seção de Enfermagem do D.O.S. Atualmente, a Revista Brasileira de Enfermagem, indexada internacionalmente, é editada pelo enfermeiro Joel Mancia 1962 M Foto: Associação Brasileira de Enfermagem 1926 - 1976. Documentário