XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 A utilização da filosofia da manufatura enxuta aplicada em uma área de montagem de mangueiras de ar condicionado Jorge Lucresia Junior (UNITAU) [email protected] Álvaro Azevedo Cardoso, PhD (UNITAU) [email protected] Carlos Alberto Chaves (UNITAU) [email protected] Resumo O pensamento enxuto (“Lean Thinking”) introduzido pela Companhia Toyota - TPS (Toyota Production System) revolucionou o padrão já existente da produção Americana em massa. As inovações são focadas principalmente em flexibilidade na produção e também eliminação continua de desperdício; reduzindo o investimento em máquinas e aumentando a valorização nos operadores com treinamento e delegação de responsabilidades. As técnicas da Manufatura Enxuta foram implementadas em uma fábrica de peças automotivas na área de montagem de mangueiras de ar condicionado. Entre os resultados alcançados destaca-se: 42% redução de espaço fabril, 50% de redução de peças no processo, melhoria em 30% do tempo de entrega e eliminação de estoque intermediário de segurança no processo. Ser mais competitivo no mercado atual se torna necessário e a aplicação destas técnicas se mostraram úteis comparáveis aos bons resultados das companhias orientais em todo o mundo que estão com um crescimento constante e significativo. Palavras Chave: Manufatura Enxuta; Fabricação Classe Universal; Sistema de Produção Toyota. 1. Introdução A indústria contemporânea faz uso de diversas técnicas para a manufatura de produtos em geral. Entre todas as filosofias da manufatura, uma que se mostra mais eficaz e esta cada vez se demonstrando mais competitiva, sem dúvida nenhuma é a Manufatura Enxuta (“Lean Manufacturing”). Este tema foi apresentado no livro "A Máquina que Mudou o Mundo" (“The Machine that Changed the World”) de Womack, Jones e Roos publicado nos EUA em 1990. Trata-se de um abrangente estudo sobre a indústria automobilística mundial realizada pelo MIT (“Massachusetts Institute of Technology”). Este estudo apresentou as vantagens do desempenho do Sistema Toyota de Produção que traziam enormes diferenças em produtividade, qualidade, desenvolvimento de produtos etc. e explicava, em grande medida, o sucesso da indústria japonesa (WOMACK, 1992 ). Embora a filosofia possa parecer simples e óbvia (e efetivamente ela o é), a experiência tem mostrado que são muito poucas as empresas que conseguem replicar o sucesso da Toyota. A razão é simples, não é fácil. Exige, muitas vezes, uma mudança radical de mentalidade, valores e disciplina. Apenas a introdução de algumas ferramentas não significará sucesso completo na implementação do Lean (LIB, 2006). Algumas ferramentas e conceitos básicos são necessários para o bom entendimento na aplicação do Lean, apresentadas na seqüência: O Fluxo de Valor é toda ação (agregando valor ou não) necessária para fazer passar um produto por todos os fluxos essenciais de cada produto: O fluxo de produção desde a matéria prima até o lançamento. O fluxo que geralmente relacionamos à produção enxuta é precisamente a área onde temos lutado para implementar os métodos enxutos. Mostrado no ENEGEP 2006 ABEPRO 1 XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 manual "Learning to See" (traduzido por Aprendendo a Enxergar). (ROTHER, 1999). O “Takt Time” é o tempo em que deve ser produzido uma peça ou produto, baseado no ritmo das vendas, para atender a demanda dos clientes. O “takt time” é calculado dividindo-se o volume da demanda do cliente (em unidades) por turno pelo tempo disponível de trabalho (em segundos) por turno. O “takt time” é usado para sincronizar o ritmo da produção com o ritmo das vendas. Este indicador de ritmo de produção é um referência que mostra a velocidade em que cada processo precisa estar produzindo e ajuda a enxergar como as coisas estão indo e o que você precisa fazer para melhorá-las. No mapa do estado futuro, os tempos são anotados nas caixas de dados (ALVAREZ, 2001). O processo de Fluxo Contínuo é um conceito que em seu estado ideal, significa que os itens são processados e movidos diretamente de um processo para o próximo uma peça de cada vez. Cada passo do processo opera somente na peça que é necessária ao próximo passo pouco antes que este passo precise dela, e o tamanho do lote de transferência é um. O fluxo contínuo também é chamado “fluxo de uma peça”, “fluxo de uma única peça” e “faça uma mova uma”. Uma Célula Produtiva é um arranjo de pessoas, máquinas, peças e métodos em que as etapas do processo ocorrem em forma seqüencial, por meio do qual as partes estão em fluxo contínuo ( ou em alguns casos, de forma consistente com lotes pequenos mantidos em toda a seqüência das etapas do processo). Atingir e manter um eficiente fluxo contínuo é o propósito da célula, como mostra na figura 1. As células e linhas podem ser sincronizadas pelos operadores, onde as pessoas que iniciam a transferência de peças, ou sincronizada por máquinas, ou por uma correia ou esteira. De qualquer maneira, atingir o fluxo contínuo requer que as peças sejam transferidas sincronizadamente. O arranjo físico mais conhecido de uma célula é o formato em “U”, mas muitas formas são possíveis. O processamento em fluxo continuo também é possível em linhas de produção retas. Muitas empresas utilizam os termos célula e linha de forma intercambiável (ROTHER, 2002). Figura 1 -Exemplo de Célula Produtiva: Formato em “U” O DBO (Diagrama de Balanceamento da Operação), é um gráfico de controle onde esta indicado à distribuição de trabalho entre os operadores em relação ao “Takt Time”, baseado em dados reais que foram observados e registrados (Cronoanálise). Ele é quantitativo, simples, visual e retira as aproximações no projeto e operação eficientes de células baseadas em operadores. Permite que engenheiros, gerentes e operadores trabalhem juntos utilizando fatos. Esta ferramenta é muito útil para desenvolver nossos próprios “olhos para o fluxo”. Sempre que alguém inicia o trabalho com o DBO, notamos como a ferramenta é eficaz para ajudar a entender, criar, gerenciar e melhorar o fluxo contínuo (ROTHER, 2002). ENEGEP 2006 ABEPRO 2 XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 A Manutenção Autônoma também foi utilizada, onde os operadores lubrificam seu próprio equipamento e aprendem a fazer regulagens e reparos simples: eles começam a sentir uma sensação de propriedade sobre o equipamento. Os operadores mantêm seus lugarem de trabalho limpos. Através do envolvimento dos operadores a aplicação da Manutenção Autonoma segue fases de implementação: (DIVINO, 2005) a) Limpeza e inspeção organizando a área, com o objetivo de desenvolver interesse e senso de propriedade. b) Eliminar fontes de sujeira facilitando o acesso , com o objetivo de aprender e praticar melhoria contínua e desenvolver orgulho por bons resultados. c) Criar padrões para sedimentar o processo, com o objetivo de aprender a importância do respeitar o processo, fortalecendo o sentimento de equipe pela consciência do papel individual. d) Inspeção Geral preparando para melhoria de capacidade, com o objetivo de desenvolvimento técnico, evoluindo para entendimento do que é visto para o que significa. Os times auto dirigidos (“SDWT- Self directed work team”), também são grandes contribuições para o sucesso da implementação do Lean. Schonberger (1986) já mostrava a importância do envolvimento dos operadores. Envolvimento é uma realidade para todas as companhias cujos operadores fazem controle da qualidade , produtividade e manutenabilidade, controlando por exemplo o CEP (Controle estatístico do Processo). Antes os inspetores eram encarregados da qualidade, agora são os operares que tem a responsabilidade. Os empregados, ao tomarem medidas e traçarem os resultados em quadros CEP em intervalos de meia hora, estão se empenhando em obter melhoras durante todo o dia. Isso também é verdade quando os operadores têm a autoridade para parar ou diminuir o ritmo das linhas de produção, discutir informações causais de rotina e elaborar idéias de melhoramentos. (SCHONBERGER, 1986) 2. Objetivo O propósito deste trabalho e aplicar a filosofia da Manufatura enxuta (Lean Manufacturing), com algumas das suas ferramentas e métodos em uma área produtiva de alto volume de produção para peças automotivas (mangueiras de Ar Condicionado). 3. Metodologia Fazendo uma explicação básica sobre os tipos de mangueiras que formam o circuito de ar condicionado automotivo. O sistema é formado por 3 famílias diferentes de mangueiras transportadoras do gás refrigerador. São chamadas respectivamente por um código numérico: descarga (704) , carga(705) e sucção(850). A área produtiva em questão é formada por duas sub-áreas de mangueiras de ar condicionado automobilística, que fornecem 4000 peças por dia com 24 modelos diferentes de produtos, trabalhando 5 dias por semana em 2 turnos com 50 operadores. Inicialmente é preciso um aprimoramento de toda a funcionalidade e um entendimento profundo dos indicadores de produtividade e qualidade atuais da área produtiva em questão, para identificação das oportunidades e posteriormente elaborar um planejamento detalhado de todas as etapas do processo de implementação com os objetivos e recursos muito bem definidos, como é mostrado a seguir: ENEGEP 2006 ABEPRO 3 XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 a) Conceituar sobre o problema: Convocação de reunião para abertura dos trabalhos com representantes de todas as áreas suportes envolvidas diretamente e ou indiretamente na produção, já treinados com base na “Mentalidade Enxuta”. Esta primeira reunião, recomenda-se que seja agendada pela diretoria, mostrando todo o apoio para os trabalhos. Nesta reunião convidamos representantes das áreas suporte a participarem do time e divulgamos os objetivos do Kaizen com todas as possíveis oportunidades. Nesta mesma reunião, definimos representantes dos operadores que irão ter a responsabilidade de interação dos demais operadores com as áreas suportes, levando sugestões ao time do Kaizen e passando aos operadores restantes o andamento dos trabalhos. b) Análise da situação atual e medições: Mapeamento do Fluxo de Valor de toda a célula produtivo para levantamento das operações ou mesmo partes das operações que Geram Valor , Não Geram Valor mas são necessárias e por fim as que Não Agregam Valor. Esta última deverá ser combatida na integra e os demais na medida do possível serem reduzidas ao máximo, este será o foco do trabalho. Refazer as cronoanálises das posições de trabalho entendendo perfeitamente o fluxo de trabalho e as alternativas possíveis. Caso exista tarefas unificadas é muito importante estas serem desmembradas em subi tarefas e com isso viabilizar futuros estudos de flexibilidade na célula produtiva. c) Brainstorming sobre o Kaizen: Reuniões periódicas para propostas de melhorias. Todas as idéias são bem vindas , anotadas e estudadas com o time. Importante termos o “Layout” de toda área produtiva (máquinas, bancadas e operadores), recortado em cartolina para manusearmos de forma simples e rápida. d) Plano de Ação para a implementação do Kaizen: Depois do consenso do time referente a melhor proposta e os custos previstos levantados, o estudo da viabilidade técnica e econômica concluído, iniciam se os planos de implementação divulgando o “Estado Futuro” para os demais operadores e coordenação em geral, sempre anotando possíveis problemas e sugestões. Com a proposta acordada entre todas partes, iniciamos as implementações com o envolvimento dos operadores e o suporte técnico. e) Ajustar e documentar novo procedimento: Paralelamente iniciam se os treinamentos dos envolvidos junto com a elaboração da nova documentação da produção. Sempre prevendo um lançamento gradativo da produção para adaptação dos métodos, operadores, imprevistos e “ajustes finos”. f) Confirmar melhoria na prática: Elaborar relatórios comparativos entre o “Estado Atual” e o “Estado Futuro” com comentários e conclusões. As lições aprendidas devem ser muito bem divulgada para os próximos times, com o objetivo de aprimoramento dos futuros trabalhos. Apresentar os resultados para a Gerência. 4. Resultados e Discussão Inicialmente a área produtiva, estava com grupos de operadores e áreas suportes com objetivos individuais, divididos entre setores, e não se preocupando com o resultado da trabalho coletivo. Após treinamento dos conceitos da Manufatura Enxuta através de treinamentos específicos, mostrando exemplos de oportunidades de melhoria para competitividade da empresa, visando à sobrevivência da instituição e o comprometimento com a estabilidade no emprego, conseguiu-se um time de trabalho coeso, focado na cultura do Kaizen e contribuindo com 50 novas idéias de melhoria através da aplicação do Branstorming. O comparativo do envolvimento dos operadores é comprovado atráves da pesquisa do clima operacional feita individulamente pelos operadores e mostrado no gráfico 1. Comprovando que o sucesso do kaizem somente é conseguida com o envolvimento dos operadores. ENEGEP 2006 ABEPRO 4 XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 Pesquisa do Clima Operacional da Produção 10 Suporte da coordenação 9 Recursos para trabalhar 8 Notas de 0 a 10 Treinamento para trabalhar 7 6 Acreditar nas pessoas do time 5 Objetivos claros 4 Autonomia para trabalhar 3 Abertura com a chefia 2 Ambiente de trabalho é bom 1 0 Antes do Kaizen Colaboram uns com os outros Depois do Kaizen Gráfico 1 - Clima operacional da área produtiva. Fazendo parte do estudos para levantamento do Estado Futuro estaremos utilizando o DBO descrito na Introdução deste material, onde nota-se no gráfico 2 as oportunidades . 28 26 24 22 Tempo em Segundos Takt Time 20 18 16 14 12 10 20 30 40 50 60 70 90 100 110 120 Operações Modelo 704 Modelo 705 Modelo 850 Gráfico 2 - DBO - Estado Atual com os três tipos de famílias de produto Com base nos dados do DBO (Estado Atual.) e no estudo de Fluxo de Valor, Fluxo Continuo, Célula Produtiva, “Takt Time” já apresentados na Introdução segundo o Rother 1999, podemos iniciar os trabalhos de Kaizen com as reuniões de trabalho (“Brainstorming”) envolvendo todo o time de suporte e operadores. ENEGEP 2006 ABEPRO 5 XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 No gráfico 2 podemos observar as oportunidades de melhorias e aproveitamento de mão de obra nas operações, como exemplo: Operação n.º 10 devido à diferença de tempos significativos para cada família de modelo, Operação n.º 30 devido à não utilização desta operação para uma das famílias de modelos e a Operação n.º 50 por ocupar menos tempo do que as demais. Inicialmente tínhamos um processo produtivo dividido em duas sub áreas: - 1ª Área - Responsável por todas as prensagens (crimpagens) constituída por quatro prensas hidráulicas com um estoque aproximado de 5000 peças montadas (“Buffer”), que muita das vezes não correspondia ao produto crítico que o cliente final gostaria de receber. Com um grande potencial de ter peças com má qualidade, pois o posicionamento da correta prensagem seria verificado posteriormente na próxima etapa do processo. Esta área ocupava aproximadamente 70 m2 e por não trabalhar com seqüência de operações tinha um grande manuseio de peças entre prensagem (1ª e 2ª prensagem na mesma peça), tendo casos de uma mesma peça ter quatro prensagens diferentes. Figura 2 - Novo arranjo físico (“Lay-out”) já em forma de “U” com incorporação das modificações e sugestões. - 2ª Área – Responsável pela montagem, onde se coloca todos os demais componentes do ENEGEP 2006 ABEPRO 6 XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 produto, inspeções e empacotamento. Constituída por oito operações distintas com o arranjo físico em linha, com grandes espaços para posicionamento das caixas contendo aproximadamente 150 peças por caixa, fornecida pela 1ª área. Esta área ocupava aproximadamente 60 m2. E era considerada muito apertada, pois não tinha espaço para manobras de carrinhos transportadores. Depois de vários estudos, o time do Kaizen chegou à conclusão de que deveria juntar as áreas de sub montagem com a de montagem somente com um ritmo de produção (“Tack Time”) com a implementação do fluxo continuo de produção (ROTHER, 2002). Para isto, foi alterado o fluxo de processo e modificada algumas ferramentas de prensagem, que até então, eram comunizadas com um fluxo de produção que não atendiam o Fluxo Continuo de produção. No Estado Atual tínhamos 100 m2 de área produtiva ocupada, e para o Estado Futuro como mostra a figura 2 podemos verificar que temos somente 58m2, isto indica um melhor aproveitamento da área produtiva na ordem de 42%. Isto se deu pela aplicação das técnicas do Lean e consequentemente a eliminação de estoques (“Work In Process”), das peças da submontagem , que não agregavam Valor ao Produto e também ao estoques intermediários (“Buffers”). O posicionamento das prensas hidráulicas dentro da célula de montagem também contribuíram na redução da ocupação do piso fabril, utilizando os conceitos de Fluxo Continuo ou Fluxo de uma peça só. (ROTHER, 2002). Em relação à quantidade de peças nos processos produtivos, foi criado no Kaizen um “Cabide“ com limitação de quantidade, fazendo com que entre posições somente sete peças, no máximo pudessem ser posicionadas. Analisando no Estado Atual onde bancadas não eram definidas as quantidades de peças permitidas entre operação, fazendo com que os operadores pudessem acumular verdadeiros “castelos” de peças entre posições. Em algumas situações os operadores posicionaram 30 peças entre uma posição e a próxima. Para o estudo considerouse o Estado Atual com 14 peças em media, e para o Estado Futuro com a implementação dos cabides com sete peças em media por operação. Isto mostra uma melhoria de 50% de redução de peças no processo. Manutenção Autônoma: Houve um maior envolvimento dos operadores por intermédio da manufatura enxuta propiciando a implementação da manutenção autônoma nos equipamentos da célula produtiva nas prensas e parafusadeiras, como também limpeza geral da área. 5. Conclusões O sucesso da aplicação da mentalidade enxuta no presente estudo de caso conduziu a alguns conclusões que se destacam como: A definição do que é Valor permitiu visualizar as oportunidades. Diferente do que muitos pensam, é o cliente que define o que é Valor, e não a empresa. É o que realmente agrega valor ao produto final. As grandes oportunidades de melhoria e crescimento nem sempre são difíceis ou estão distantes, pois neste estude de caso os resultados foram aplicados em um processo que já estava estabilizado e com resultados satisfatórios. Conclui-se que a divisão dos processos em 2 células produtivas, para a família de produtos carga e descarga e família de produtos de sucção, houve um melhor aproveitamento do tempo dos operadores, pela utilização da família de produtos com tempos de operação semelhantes, ENEGEP 2006 ABEPRO 7 XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 podendo ser observados no estudo do DBO. Eficiência individual isolada (Área 1 e Área 2), não significa eficiência sistêmica adequada. "Ilhas de eficiência" dentro de um sistema produtivo freqüentemente significam investimento em excesso podendo levar, também, à superprodução. Sempre que não se consegue estabelecer o fluxo contínuo, a alternativa é conectar os processos através dos sistemas de Produção Puxados. Mentalidade Enxuta deve ser o objetivo constante de todos envolvidos nos fluxos de valor. A busca do aperfeiçoamento contínuo em direção a um estado ideal deve nortear todos os esforços da empresa, em processos transparentes onde todos os membros da cadeia (montadores, fabricantes de diversos níveis, distribuidores e revendedores) tenham conhecimento profundo do processo como um todo, podendo dialogar e buscar continuamente melhores formas de criar valor. É por isso que ser “Lean” ou Fabricação classe universal é fazer apenas o necessário, quando necessário, no ritmo do cliente: o que vende, produz. Takt Time. 6. Referências LIB - Lean Institute Brasil, www.lean.org.br, São Paulo, 2006. Womack, J. P.; Jones, D. T.; Roos, D. - A máquina que mudou o mundo. 14. ed. Rio de Janeiro: Campus,1992. Rother, Mike e Shook, John - Aprendendo a Enxergar, Lean Institute Brasil , São Paulo –1999. Shingo, Shingeo. O Sistema Toyota de Produção, ed. Bookmam Porto Alegre – 1996. Álvares, R. R.; Antunes Jr., J. A. V. - Takt time: contexto dentro do Sistema Toyota de Produção. 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