UNISEB COC TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO BACHARELADO EM ENGENHARIA AMBIENTAL ESTUDO DO ABASTECIMENTO PÚBLICO DA CIDADE DE PRADÓPOLISSP, UTILIZANDO O PROGRAMA EPANET Renan Carneiro de Castro Orientador: Prof. Ms. Paulo Eduardo Nogueira Voltan RIBEIRÃO PRETO 2011 RENAN CARNEIRO DE CASTRO ESTUDO DO ABASTECIMENTO PÚBLICO DA CIDADE DE PRADÓPOLISSP, UTILIZANDO O PROGRAMA EPANET Trabalho de conclusão de curso apresentado às Faculdades COC de Ribeirão Preto, como parte dos requisitos para obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Ambiental. Orientador: Prof. Ms. Paulo Eduardo Nogueira Voltan RIBEIRÃO PRETO 2011 Ficha Catalográfica C346e 1. Castro, Renan Carneiro de. Estudo do abastecimento público da cidade de Pradópolis – SP, utilizando o programa EPANET. Renan Carneiro de Castro - Ribeirão Preto, 2011. 2. 79 f. .il. 1. 3. Orientador: Prof. Me. Paulo Eduardo Nogueira Voltan. 4. Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Centro Universitário UNISEB de Ribeirão Preto, como parte dos requisitos para obtenção do Grau de Bacharel em Engenharia Ambiental sob a orientação do Prof. Me. Paulo Eduardo Nogueira Voltan. 5. Abastecimento. 2. EPANET. 3. Pressão. 4. Sistema de abastecimento. I. Título. II. Castro, Renan Carneiro de. 6. 7. CDD 628.445 8. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Aluno: Renan Carneiro de Castro Código: 5451 Curso: Engenharia Ambiental Semestre/Ano: 10º/2011 Tema: Realização de cálculos sobre a rede de abastecimento urbano da cidade de Pradópolis/SP, utilizando o programa de cálculos EPANET Objetivos pretendidos: Avaliar o projeto do sistema de abastecimento atual oferecendo subsídios para o projeto futuro, para ter quantidade suficiente de água, avaliando pressão, diâmetros das tubulações, perda de carga e velocidade do escoamento. _____/_____/________ ______________________________ Prof. Ms. Paulo Eduardo Nogueira Voltan Professor(a) Orientador(a) _____/_____/________ _____________________________ Renan Carneiro de Castro Aluno _____/_____/________ _____________________________ Prof. Dr. Osmar Sinelli Coordenador do Curso _____/_____/________ _____________________________ Prof. Ms. Reginaldo Arthus Vice-Reitor TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO – FATCC Tema do trabalho: Realização de cálculos sobre a rede de abastecimento urbano da cidade de Pradópolis/SP, utilizando o programa de cálculos EPANET. Data da apresentação: _____/_____/________ Horário: ____________ Local: _________________________________ Comissão Julgadora: 1) Professor Orientador: ________________________________________________ 2) Professor da Área: __________________________________________________ 3) Professor Convidado: ________________________________________________ Folha de pontuação Fatores de Avaliação Pontuação (0.0 a 2.0) 1. Atualidade e relevância do tema proposto. 2. Linguagem técnica utilizada em relação ao tema e aos objetivos, e competência lingüística. 3. Aspectos metodológicos e formais da editoração do trabalho escrito - seqüência lógica e coerência interna. 4. Revisão Bibliográfica realizada em relação ao tema pesquisado. 5. Apresentação oral – segurança e coerência em relação ao trabalho escrito. Média: ____________ (__________________________________________________) Assinaturas dos membros da Comissão Julgadora: 1) _____/_____/________ _______________________________________________ 2) _____/_____/________ _______________________________________________ 3) _____/_____/________ _______________________________________________ À Deus em primeiro lugar, aos meus pais, familiares e amigos pelo apoio e dedicação. AGRADECIMENTOS Ao orientador Prof. Ms. Paulo Eduardo Nogueira Voltan pelo esforço e pelas tardes de consulta, aos professores que contribuíram com tamanha sabedoria e aos colegas de sala. Agradeço aos amigos e empregadores do estágio, o DAEE – Departamento de Água e Energia Elétrica, Eng. Adolfo Monteiro Moraes, Eng. Luiz César Santos Carvalho, José Eduardo Cahal Bagatim, Eng. João Ferreira Golçalves Neto, Eng. Carlos Alberto de Aguiar Martins e Alessandra Santana Raposo pelas horas de dedicação e pelos ensinamentos na área de engenharia, saneamento e hidrologia. “Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar”. William Shakespeare. RESUMO CASTRO, Renan C. Estudo do Abastecimento Público da Cidade de Pradópolis-Sp, Utilizando o programa EPANET. 2011. 79 f. Trabalho de Conclusão de Curso. (Engenharia Ambiental). Centro Universitário UNISEB. Ribeirão Preto. SP. Um projeto adequado visa quantidade e qualidade de água obtendo melhoria na saúde pública, redução do índice de mortalidade e doenças relacionadas à água, este presente trabalho tem como objetivo estudar e projetar o sistema de abastecimento de água para até o ano de 2031 realizando modificações do sistema atual de abastecimento proposto da cidade de Pradópolis/SP sem comprometer muitos gastos. Pradópolis/SP é abastecida por quatro reservatórios, sendo três apoiados no terreno e um reservatório elevado. Foram realizadas estimativas para população futura no ano de 2031, altimetria do terreno, densidade populacional e simulação computacional utilizando EPANET para calcular as pressões dinâmicas no sistema de abastecimento de água, de forma a população futura ser atendida com quantidade devida de água, atendendo as pressões mínimas e máxima, entre 10 à 50 m.c.a, com velocidade dos trechos, diâmetro das tubulações adequadas, avaliando perda de carga, consumo-base e vazão. Palavras-chave: Abastecimento; EPANET; Pressão; Sistema de Abastecimento. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 1 2. OBJETIVO .............................................................................................................. 2 3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ................................................................................ 3 3.1 Concepção de projeto. ...................................................................................... 3 3.2 Componentes do Sistema de Abastecimento.................................................... 3 3.3 Tipos de reservatórios ...................................................................................... 4 3.4 Estudo da população ........................................................................................ 6 3.5 Consumo per capita de água ............................................................................ 8 3.6 Variação de Consumo ..................................................................................... 10 3.6.1 Variação Diária no Ano - K1 ................................................................................ 10 3.6.2 Variação Horária no Dia - K2 ............................................................................... 11 4. 3.7 Pressão nos nós ............................................................................................. 12 3.8 Velocidade na tubulação ................................................................................ 12 3.9 Altimetria...................................................................................................... 13 3.10 EPANET ....................................................................................................... 14 3.11 Pradópolis/SP ............................................................................................... 15 MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................................. 16 4.1 Reservatórios ................................................................................................ 16 4.2 Consumo per capta ....................................................................................... 18 4.3 Altimetria...................................................................................................... 18 4.4 Estimativa da População .............................................................................. 19 4.5 Densidade Populacional ............................................................................... 19 4.6 Modelo Hidráulico - EPANET ..................................................................... 22 4.6.1 – Entrada do modelo hidráulico no programa EPANET ..................................... 22 4.6.2 - Padrão Temporal ................................................................................................ 24 4.6.3 - Consumo Industrial ........................................................................................... 24 4.7 5. Projeto de abastecimento de água para população futura do ano de 2031 .. 25 RESULTADOS ...................................................................................................... 26 5.1 Projeto Atual................................................................................................. 26 5.2 Altimetria...................................................................................................... 26 5.3 Estimativa da População .............................................................................. 28 5.4 Densidade Populacional ............................................................................... 29 5.5 Entrada no modelo hidráulico no programa EPANET ................................. 31 5.6 Pradrão Temporal ......................................................................................... 33 5.7 Parâmetros avaliados .................................................................................... 34 5.8 Projeto de abastecimento de água para o ano de 2031 ................................. 52 5.8.1 - Parâmetros avaliados ......................................................................................... 52 6. CONCLUSÕES ..................................................................................................... 70 7. REFERÊNCIAS .................................................................................................... 71 ANEXO A – Mapa da Cidade de Pradópolis/SP .......................................................... 73 ANEXO B – Estimativa da População ......................................................................... 74 ANEXO C – Entrada no modelo hidráulico no programa EPANET ............................ 77 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1- a – Reservatório à montate. ........................................................................................ 4 Figura 1- b – Reservatório à jusante. .......................................................................................... 4 Figura 2 – Tipos de reservatórios em relação ao terreno. ........................................................... 5 Figura 3 – Modelo exponencial. ................................................................................................. 6 Figura 4 – Modelo geométrico. .................................................................................................. 7 Figura 5 – Modelo logístico........................................................................................................ 8 Figura 6 – Consumo per capta no País. ...................................................................................... 9 Figura 7 – Variação da vazão no ano. ...................................................................................... 11 Figura 8 - Variação da vazão no dia. ....................................................................................... 11 Figura 9 – Ilustra um exemplo de desenho por pontos cotados, com os elementos representativos da altimetria do terreno.................................................................................... 13 Figura 10 – Reservatírio apoiado do Jardim Miriam II. ........................................................... 16 Figura 11 - Reservatírio apoiado do Jardim Bela Vista............................................................ 17 Figura 12 - Reservatírio apoiado no Distrito Industrial ............................................................ 17 Figura 13 - Reservatírio elevado do Centro da cidade. ............................................................ 18 Figura 14 – Setorização da Cidade para definição de demanda de consumo por área. ............ 21 Figura 15 - Áreas verdes nos setores 5 e 6 demonstradas na cor verde. .................................. 21 Figura 16 – Método para calculo de cota intermediaria ........................................................... 27 Figura 17 – Estimatica da população ........................................................................................ 28 Figura 18 – Mapa da cidade de Pradópolis no programa computacional EPANET ................ 32 Figura 19 - Mapa da cidade de Pradópolis para população do ano de 2031 no programa computacional EPANET .......................................................................................................... 32 Figura 20 – Curva senoidal de modulação de consumo nos nós. ............................................. 34 Figura 21 - Diâmetro das tubulações para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2011.................................................................................................. 35 Figura 22 - Diâmetro das tubulações para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2011.. ............................................ 36 Figura 23 - Consumo-Base em cada nó e vazão na tubulação no horário de menor consumo para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2011...........37 Figura 24 - Consumo-Base em cada nó e vazão na tubulação no horário de menor consumo para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2011...........38 Figura 25 - Consumo-Base em cada nó e vazão na tubulação em horário de maior consumo para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2011. .......... 39 Figura 26 - Consumo-Base em cada nó e vazão na tubulação em horário de maior consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2011.......................................................................................................... 40 Figura 27 - Velocidade nas tubulações na hora de menor consumo para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2011 ........................................................ 41 Figura 28 - Velocidade nas tubulações na hora de menor consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2011 42 Figura 29 - Velocidade nas tubulações na hora de maior consumo para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2011. ....................................................... 43 Figura 30 - Velocidade nas tubulações na hora de maior consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2011.44 Figura 31 - Perda de carga nas tubulações para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2 011......................................................................................45 Figura 32 - Perda de carga nas tubulações para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2011. .................................... 46 Figura 33 - Pressões no sistema de abastecimento no horário de menor consumo para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2011...............................48 Figura 34 - Pressões no sistema de abastecimento no horário de menor consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2011............................................................................................................................... 49 Figura 35 - Pressões no sistema de abastecimento com horário de maior consumo para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2031................................50 Figura 36 – Pressões no sistema de abastecimento com horário de maior consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2011. .............................................................................................................................. 51 Figura 37 – Diâmetro dos trechos para projeto nos bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2031. ..................................................................................... 53 Figura 38 – Diâmetro dos trechos para projeto nos bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2031 ............................... 54 Figura 39 – Consumo-Base em cada nó e vazão na tubulação no horário de menor consumo nos bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2031. ........... 55 Figura 40 – Consumo-Base em cada nó e vazão na tubulação no horário de menor consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2031 ........................................................................................................... 56 Figura 41 - Consumo-Base em cada nó e vazão na tubulação no horário de maior consumo nos bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2031.............57 Figura 42 – Consumo-Base em cada nó e vazão na tubulação no horário de maior consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2031 ........................................................................................................... 58 Figura 43 – Velocidade nas tubulações para horário de menor consumo nos bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2031.. ......................................... 59 Figura 44 - Velocidade nas tubulações para horário de menor consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2031 .......................................................................................................................................... 60 Figura 45 - Velocidade nas tubulações para horário de maior consumo nos bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2031 ........................................... 61 Figura 46 - Velocidade nas tubulações para horário de maior consumo nos bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2031. ......................................................................................................................................... 62 Figura 47 – Perda de carga nas tubulações para o maior consumo nos bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2031. .......................................................... 63 Figura 48 - Perda de carga nas tubulações para o maior consumo nos bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2031.64 Figura 49 – Pressões no sistema de abastecimento no horário de menor consumo para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2031 ............................... 66 Figura 50 – Pressões no sistema de abastecimento no horário de menor consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2031............................................................................................................................... 67 Figura 51 – Pressões no sistema de abastecimento no horário de maior consumo para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2031...............................68 Figura 52 - Pressões no sistema de abastecimento no horário de maior consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2031............................................................................................................................... 69 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Variação de demanda ao longo de 85 anos segundo os diferentes consumos de água no município de São Paulo. ........................................................................................................ 9 Tabela 2: Consumo per capta para população dotadas de ligações domiciliares ....................... 9 Tabela 3: Velocidade máximas em função do diâmetro........................................................... 13 Tabela 4: Cotas tiradas com GPS e acertadas com erro entre GPS e a altimetria .................... 26 Tabela 5: Exemplos de cálculos das cotas intermediarias ........................................................ 27 Tabela 6: Densidade populacional para o ano de 2011 ............................................................ 30 Tabela 7: Densidade populacional para o ano de 2031 ............................................................ 31 Tabela 8: Valores do coeficiente f ............................................................................................ 33 Tabela 9: Valores da população estimada para métodos exponencial e linear ......................... 74 Tabela 10: Valores da população estimada para método geométrico ...................................... 75 Tabela 11: Valores da população estimada para método logístico ........................................... 76 Tabela 12: Entrada no modelo hidráulico no programa EPANET ........................................... 77 1 1. INTRODUÇÃO A necessidade de água de qualidade potável e em quantidade suficiente pressupõe uma sadia qualidade de vida, também um desenvolvimento econômico e proteção da saúde populacional. Nas últimas décadas do século 20, investiram-se maciçamente para conduzir água suficiente para a população principalmente em países em desenvolvimento como o Brasil. O progresso sobre o abastecimento veio com o PLANASA – Plano Nacional do Saneamento, nas décadas de 70 e 80, permitindo que até 90% da população urbana seria atendida com água potável (Sobrinho e Martins, 2006). Hoje existem nos grandes centros, problemas devido ao consumo e idade das instalações relacionados com pressões baixas, deixando assim a população sem abastecimento necessário, ocasionados principalmente pela deterioração das tubulações antigas e maus planejamentos públicos devido à distribuição espacial do crescimento rápido e desordenados da população. Segundo Gebara (2000), a importância sanitária sendo analisada em uma população, cria-se, assim, um abastecimento decente, obtém-se uma melhora na saúde pública com o adicionamento do abastecimento público, provocando assim, uma diminuição sensível na incidência de doenças relacionadas à água. Os riscos à saúde relacionados com a água podem ser distribuídos em duas categorias principais, os riscos relativos à ingestão de água contaminada por agentes biológicos como o vírus, bactérias e parasitas, através de contato direto ou por meio de insetos vetores que necessitam da água em seu ciclo biológico ou pelos riscos derivados de poluentes químicos, em geral, efluentes de esgotos industriais (AGUILA et al, 2000) Este trabalho apresenta critérios relacionados a leis e parâmetros adequados para que não ocorra superestimação do projeto para que não fique inviável e também para que não ocorra a falta de abastecimento gerando descontentamento e doenças relacionadas há falta de abastecimento, subestimando o projeto. Outro aspecto importante avaliado pra a realização do projeto é, a falta de abastecimento encontrada em poucos pontos avaliados, normalmente no dia de maior consumo nos horários da manhã se estendendo até o início da tarde. 2 2. OBJETIVO Avaliar o projeto do sistema de abastecimento atual oferecendo subsídios para o projeto futuro, para ter quantidade suficiente de água, avaliando pressão, diâmetros das tubulações, perda de carga e velocidade do escoamento. 3 3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 3.1 Concepção de projeto Há um conjunto de objetivos a ser considerados para que um estudo sobre abastecimento tenha total confiabilidade, tendo um diagnóstico técnico e ambiental da área em estudo, ou até mesmo um Plano Diretor da bacia hidrográfica (TSUTIYA, 2006). No projeto devem-se avaliar os objetivos como, identificação e quantificação de todos os fatores intervenientes com o sistema de abastecimento de água, realizar um diagnóstico do sistema existente, considerando a situação atual e futura. Estabelecer análise dos parâmetros básicos de projeto, verificar o pré- dimensionamento das unidades dos sistemas, para alternativas selecionadas, realizar com critério a escolha da alternativa mais adequada com parâmetros técnicos, econômica e ambiental, entre todas as alternativas existentes, realização das diretrizes gerais do projeto e estimativas das quantidades de serviço que devem ser executadas na fase de projeto. 3.2 Componentes do Sistema de Abastecimento Para realização de um bom projeto de abastecimento, há um conjunto de sistemas a ser definidas como o manancial, seria onde se retira à água para o abastecimento, sendo de um corpo de água, subterrâneo ou superficial. O manancial deve fornecer quantidade suficiente de água pelo período de projeto, visando sempre o aspecto sanitário (TSUTIYA, 2006). Um conjunto de dispositivos e estruturas, construídos ou montados juntos ao manancial, retira água e destina para o sistema de abastecimento é chamado de captação. A adutora são canalizações que destinam conduzir água para as unidades que pertencentes à rede de distribuição, não necessariamente distribuem para os consumidos, podendo ocorrer também pelas sub-adutoras. A rede de distribuição é um segmento do sistema de abastecimento formado de tubulações e acessórios destinado a conduzir água potável. Já o reservatório, é o objeto que regula as variações de volume de água, como as vazões de adução e de distribuição e condicionar as pressões na rede de distribuição. 4 3.3 Tipos de reservatórios Há diversos tipos de reservatórios, uma das formas de avaliação é relacionado quanto a sua posição com a rede de distribuição, existente dois tipos, o reservatório de montante, que são aqueles quais passam antes de atingir a rede, sendo toda água destinada ao consumo, com uma tubulação de entrada e outra de saída. Figura 1 (a). O reservatório de jusante também chamado de reservatório de sobras onde somente recebe água nos períodos em que a vazão de alimentação da rede supera a de consumo, só há uma tubulação, que parte do fundo e serve tanto para entrada quanto para saída da água e ficam além do ponto da adutora que conecta a rede e até mesmo, no extremo oposto. Figura 1 (b). Figura 1 (a) – Reservatório à montante Figura 1 (b) – Reservatório à jusante FONTE: QUERIDO et al, 2000. Segundo Guimarães, Carvalho e Silva (2007) os reservatórios podem ser classificados também de acordo com a localização no terreno (Figura 2), variando entre o enterrado que seria quando está completamente embutido no terreno. O semi-enterrado ou semi-apoiado, sua altura líquida fica com uma parte abaixo do nível do terreno, já o reservatório apoiado, é estabilizado na laje de fundo sustentado no terreno, o elevado é um reservatório apoiado em estruturas de elevação e por último o “stand pipe”, um reservatório elevado com a estrutura de elevação embutida de modo a manter contínuo o perímetro da secção transversal da edificação. Os mais comuns tipos de reservatórios implementados são semi-enterrados e os elevados, realizados quando há necessidade de garantia de uma pressão mínima na rede e as cotas do terreno disponíveis não oferecem condições para que o mesmo seja apoiado ou semiapoiado, utilizam-se os elevados, por essa razão necessita-se de uma cota piezométrica de montante superior à cota de apoio do reservatório no terreno local. 5 Desde que haja cotas do terreno favoráveis, a preferência sempre será pela construção de reservatórios semi-enterrados, mas tudo dependendo dos custos de escavação e de elevação, avaliando a estabilidade permanente da construção, quando for principalmente uma reserva de água superior a 500 m3. Os volumes superiores de um reservatório elevado implicam em custos significativamente mais altos, principalmente com os de construção, e preocupações adicionais com a estabilidade estrutural. Quando os volumes de armazenamento forem relativamente grandes, acima de 800 3 m , a preferência é pelo reservatório semi-apoiado, considerando-se os problemas construtivos, de escavação, de empuxos e de elevação, porém quando há a necessidade de cotas piezométricas superiores a do terreno, na saída do reservatório, a opção mais viável é o conjugado de um reservatório elevado e um semi-enterrado. Resultando numa distribuída de água pela rede à jusante que será bombeada do reservatório inferior para o superior, à medida que a demanda for solicitada, sempre mantendo um volume mínimo no reservatório superior para a manutenção da continuidade do abastecimento em caso de interrupção neste bombeamento. FIGURA 2 – Tipos de reservatórios em relação ao terreno. Fonte: GUIMARÃES, CARVALHO E SILVA (2007). 6 3.4 Estudo da população De acordo com Tsutiya (2006) as obras de abastecimento devem atender tanto a população atual quanto a população estimada, variando entre um período de 20 a 30 anos. Considera-se a especificidade da área do projeto em si, características sócio-econômicas, urbanísticação e a dinâmica na ocupação do solo para qualquer projeção da população para o dimensionamento de abastecimento. Os métodos matemáticos para a previsão da população futura, como o modelo exponencial que de acordo com BASSANEZI (2002), o tamanho da população considerado como N, do qual o crescimento é descrito pela equação (3.1) e demostrado pela figura 3. (3.1) Figura 3: Modelo exponencial. Fonte: Novaes (2010). Onde r é a taxa de crescimento, considerada constante ao longo do tempo, a taxa de crescimento é a diferença entre uma taxa de natalidade e uma taxa de mortalidade b, ou seja, r = a - b, ou conseguida por métodos matemáticos de populações conhecidas, utilizando o logaritmo natural. A solução analítica para a equação acima é do tipo (3.2) Já o método aritmético ou linear supõe que a taxa de crescimento é constante para os futuros anos, a partir de dados já conhecidos, como censo. Pode ser representado por 7 , no qual significa a variação da população pelo tempo, então Ka representa, , chegando à expressão geral, (3.3) Este método admite-se que a população varie linearmente com o tempo, de acordo com TSUTIYA (2006. P. 59). Outro método utilizado é o geométrico, considerando períodos iguais de tempo e a mesma porcentagem de aumento da população, podendo ser expressa pela fórmula , segundo Tsutiya e Alem Sobrinho (1999) as fórmulas para utiliza seria e por final (3.4) Figura 4: Modelo geométrico. Fonte: Novaes (2010). O último método utilizado é o da curva logística, obedecendo a uma relação matemática com o tipo de curva logística com o crescimento da população, crescendo até um ponto de saturação (K). A curva passa por três estágios, crescimento acelerado em primeiro, em seguida vem o crescimento retardado e por ultimo o crescimento tendendo a estabilização. Sendo que para utilizar este método é necessário passar por três analises, , pelas seguintes fórmulas: e , o método da curva logística passa 8 ; ; ; . Figura 5: Modelo logístico. Fonte: Novaes (2010). 3.5 Consumo per capita de água Tsutiya (2006) diz que no setor de abastecimento de água ou de uma cidade o consumo de água pode ser determinado atrás dos métodos seguintes, leitura dos hidrômetros, leitura macromedidor instalado na saída do reservatório e quando não existe medição. A tabela 1 representa um progresso histórico dos consumos de água para a cidade São Paulo, distribuídos em classes diferentes de consumo, com a diversidade de fatores que influenciam o consumo como clima, hábitos e nível de vida da população, natureza da cidade ou bairro, tamanho da cidade, localização geográfica da cidade, turismo, estação do ano, dias de semana e feriados e medição do consumo, há uma variação no consumo per capita, variando entre 100 à 500 L/hab.dia. 9 Tabela 1: Variação de demanda ao longo de 85 anos, segundo os diferentes consumos da água, para município de São Paulo. Consumo Saturnino de CNSOS DAE SAEC SABESP (L/hab.dia) Brito (1905) (1951) (1957) (1972) (1990) Total (%) Total (%) Total (%) Total (%) Total (%) Doméstico 100 45,5 55 42,5 140 46,7 180 45 120 40 Comercial 50 22,7 50 25 100 33,3 150 37,5 90 30 e Indústria Público 45 20,4 25 12,5 15 5 20 5 20 6,7 Perdas 25 11,4 40 20 45 15 50 12,5 70 23,3 Total 220 100 200 100 300 100 400 100 300 100 Fonte: AZEVEDO NETTO (1998) O diagnóstico 2000 do SNIS (Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental) juntamente com as companhias estaduais, indicam um consumo médio no País de 149,4 L/hab.dia. A figura 6 mostra a variações de valores de consumo per capita adotados no passado por entidades locais, estatuais e regionais. O consumo per capita para populações abastecidas com ligações domiciliares está mostrado na tabela 2. Figura 6: Consumo per capita no País. Fonte: SNIS (2000, apud Tsutiya, 2006). 10 Tabela 2: Consumo per capita para populações dotadas de ligações domiciliares. Porte da comunidade Povoado rural Vila Pequena localidade Cidade média Cidade grande Faixa da População (habitantes) <5.000 5.000 a 10.000 10.000 a 50.000 50.000 a 250.000 >250.000 Consumo per capita (L/hab.dia) 90 a 140 100 a 160 110 a 180 120 a 220 150 a 300 Fonte: VON SPERLING (2005, apud Tsutiya,2006). A cidade de Pradópolis/SP tem menos de 20 mil habitantes (IBGE, 2011), utilizando a tabela 2, na classificação de porte da comunidade, a cidade em estudo, fica enquadrada na classificação de “Pequena localidade”, devendo ser adotado por segurança, um consumo per capita de 180 L/hab.dia. 3.6 – Variação de Consumo De acordo com Gebara (2000), em uma cidade de vazão distribuída oscila durante as horas do dia e oscila também nos dias do ano, devido entre outras coisas aos hábitos populacionais e das condições climáticas. 3.6.1 - Variação Diária no Ano - K1 Quanto mais quente foi o dia no ano, maior a demanda de vazão, portanto K1 é o coeficiente de variação anual de consumo, variando entre 1,20 e 2,00. Segundo Gebara (2000) a NB 587/79 (Elaboração de Estudo de Concepção de Sistema Público de Abastecimento de Água) recomenda o valor de 1,20 quando não a um meio de estimação do valor. Todavia na prática o valor mais empregado é de K1=1,25, o coeficiente é calculado: K1 Maior consumo diáriono ano Vazão média diária no ano 11 Figura 7: Variação da vazão no ano. Fonte: GEBARA (2000). 3.6.2 - Variação Horária no Dia – K2 Existem períodos onde o consumo de água é muito maior do que em outras regiões, podendo constatar que em períodos noturnos o consumo de água é muito menor do que no início da manhã e no final da tarde. O K2 é o coeficiente de variação horária no dia, variando entre 1,50 a 3,00, porém na prática, a NB 587/79 recomenda o valor de 1,50 quando não a como determinar o seu valor, o coeficiente K2 é calculado: K2 Figura 8: Variação da vazão no dia Fonte: GEBARA (2000). Maior vazão horária no dia Vazão média horária no dia 12 3.7 Pressão nos nós De acordo com HELLER (2010), deve-se existir tanto pressão mínima quanto uma pressão máxima em um sistema de abastecimento, se a pressão consegue adequarse com os desníveis topográficos, suas perdas de carga nos ramais prediais e nas tubulações internas de prédios abastecidos, então deve ser chamada de pressão mínima. A pressão dinâmica mínima é compreendida da pressão do nível do eixo da via pública, é um ponto da rede que está na condição de utilização no dia e hora de maior consumo e com a ocorrência do nível mínimo de água no respectivo reservatório de distribuição. Quando se ultrapassar o valor de pressão máxima, não pode-se garantir a integridade dos tubos, conexões e válvulas utilizadas nas instalações prediais e também não podendo reduzir as perdas de água nas tubulações da rede. Para que não ocorra a superação do valor da pressão máxima, o parâmetro de interesse em estuda seria a pressão estática máxima, definida como a pressão referida ao nível do eixo da via pública, em determinado ponto da rede, em uma condição de consumo nulo e com ocorrência do nível máximo de água no respectivo reservatório. A pressão em cada nó depende da altura dos reservatórios em relação ao terreno, quanto menor o consumo devido à menor saída de água terá que existir maior pressão da rede hidráulica, gerando assim um aumento de perdas. A pressão estática máxima das tubulações distribuidoras deve ser de 50 mca (500 KPa). E a pressão dinâmica mínima, de 10 mca (100 KPa) segundo FALKENBERG (2005). Pressões fora dessa faixa de valores não são aceitos nos projetos, exceto se houver justificativa técnica e econômica. Recomenda-se que as pressões nos nós devem ser as mais reduzidas possíveis, sendo que seja suficiente para atender às condições de pressão mínima definida pela norma. 3.8 Velocidade na tubulação De acordo com a NBR 12218/1994 - Projeto de rede de distribuição de água para abastecimento público, a velocidade mínima para as tubulações são de 0,6 m/s e a máxima de 3,5 m/s. Segundo Tsutiya (2006) as velocidades máximas são em função do diâmetro e estão mostradas na tabela 3. 13 Tabela 3: Velocidades máximas em função do diâmetro. D (mm) 50 75 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 Vmáx (m/s) 0,50 0,50 0,60 0,80 0,90 1,10 1,20 1,30 1,40 1,50 1,60 1,70 1,80 Fonte: Martins (1976, apud Tsutiya, Qmáx (m3/s) 1 2,2 4,7 14,1 28,3 53,9 84,8 125,0 176,0 238,0 314,0 403,0 509,0 2006). 3.9 Altimetria A parte da topografia que estuda os métodos e procedimentos que levam a representação do relevo é a altimetria. Para tanto é necessário medir apropriadamente o terreno, calcular as alturas (cotas ou altitudes) dos pontos de interesse e representá-los em planta mediante uma convenção altimétrica adequada, de acordo com Cordini (2004). Na representação altimétrica do terreno, a escolha do plano de referência (cotas) deve ser tal que evite a ocorrência valores negativos, no caso das altitudes esta preocupação não procede, tendo em vista que o referencial adotado é oficial em todo o país. Todos os pontos de igual altura (cota ou altitude) estão sobre um mesmo plano, que é paralelo ao de comparação para exemplificar é utilizado à figura 9. Figura 9: Ilustra um exemplo de desenho por pontos cotados, com os elementos representativos da altimetria do terreno. Fonte: CORDINI (2004). 14 Na Topografia, as alturas dos pontos são expressas em metros, assim o número 10 junto à projeção do ponto da figura acima, indica que este está a 10 metros sobre o plano de comparação adotado. 3.10 EPANET Se acordo com ROSSMANO (2000), o EPANET é um programa computacional automatizado de simulação do comportamento hidráulico e de qualidade da água de um sistema de distribuição, com diversas condições operacionais em função de um determinado período de funcionamento. Por ser um programa gratuito e de fácil utilização o número de usuários aumenta exponencialmente, já que também é oferecido em diversos idiomas, simula pressões estáticas e dinâmicas do comportamento hidráulico e de qualidade da água em redes de distribuição pressurizada, sendo que uma rede é constituída por tubulações, bombas, válvulas, reservatórios de nível fixo e/ou reservatórios de nível variável. Com o EPANET obtêm-se os valores da vazão em cada tubulação, da pressão em cada nó, altura de água em cada reservatório de nível variável e da concentração de espécies químicas através da rede durante o período de simulação, subdividido em múltiplos intervalos de calculo. O programa é uma ferramenta de analise de sistemas de distribuição, realizando uma melhora do conhecimento sobre o transporte e o destino dos constituintes da água para consumo humano. Utilizado em diversas situações, sendo necessário efetuar simulações de sistemas pressurizados de distribuição, estabelecendo cenários de projeto, como a expansão de uma rede existente. Também há calibração de modelos hidráulicos, analise do decaimento do cloro residual e a avaliação dos consumos são alguns exemplos de aplicação do programa. Pode-se melhorar a qualidade da água do sistema, através das alterações na utilização de origens da água num sistema com múltiplas origens, podendo também a alteração de esquema de funcionamento de grupos elevatórios e enchimento/esvaziamento de reservatórios de nível variável e a seleção de tubulações para limpeza e substituição. A caracterização completa de uma rede incluindo todas as tubulações, sem simplificações e uma modelagem hidráulica confiável constituem pré-conceitos essenciais para uma adequada modelagem de qualidade da água. O programa contém um conjunto de 15 ferramentas de calculo para auxiliar a simulação hidráulica, sendo as principais a dimensão ilimitada do número de componentes da rede analisada, o calculo da perda de carga utilizando as fórmulas de Hazen-Williams, Darcy-Weisbach ou Chezy-Manning. Consideração das perdas de carga singulares em curvas, alargamentos, estreitamentos, a modelagem de bombas de velocidade constante ou variável, visa também, os cálculos da energia de bombeamento e do respectivo custo. Realiza apoio também na modelagem dos principais tipos de válvulas, incluindo válvulas de seccionamento, de retenção, reguladoras de pressão e de vazão. Modela os reservatórios de armazenamento de nível variável de formas diversas, através de curvas de volume em função da altura de água, realiza múltiplas categorias de consumo nos para cada uma com um padrão próprio de variação no tempo. Modela a relação entre pressão e vazão efluente de dispositivos emissores como exemplo, os aspersores de irrigação, ou consumos dependentes da pressão. Também possibilita basear as condições de operação do sistema em controles simples, dependentes de uma só condição como a altura de água num reservatório de nível variável, tempo, ou em controles com condições múltiplas. 3.11 Pradópolis/SP A cidade de Pradópolis/SP possui 17.377 habitantes, o bioma definido como cerrado, com uma economia visando na cana-de-açúcar e indústria sucroalcooleira, Usina São Martinho (IBGE, 2011). A cidade apresenta problemas de abastecimentos no período diurno entre as 8h:00 às 13h:00, geralmente na estação do verão, por causa do alto consumo e abastecimento insuficiente. O abastecimento é feito por poços, contanto com quatro reservatórios, três apoiados e um elevado. Localizados no bairro Jardim Miriam II um reservatório apoiado, na Rua Domingos Marcari com a Rua “H” e outro no bairro Jardim Bela Vista, na Rua Monte Sereno, e o último apoiado no distrito industrial e o reservatório elevado é estabilizado no centro da cidade, entre a Rua Presidente Vargas e a Rua 13 de Maio. 16 4. MATERIAIS E MÉTODOS 4.1 Reservatórios São quatro reservatórios a montante para o abastecimento de Pradópolis, sendo 3 reservatórios apoiados no solo. Um localizado no bairro Jardim Miriam II como mostrado no mapa no Anexo A como R1. Medido 15 metros de altura com diâmetro de 6 metros mostrado na figura 10. Figura 10: Reservatório apoiado do bairro Jardim Miriam II. FONTE: Elaboração própria, 2011. O segundo reservatório apoiado é localizado no bairro Jardim Belo Vista, medindo 18 metros de altura com diâmetro de 6 metros mostrado na figura 11 e demonstrado no Anexo A como R3. Terceiro reservatório apoiado é localizado no distrito industrial como mostrado na figura 12, mede 20 metros de diâmetro e 4 metros de altura demonstrado no Anexo A como R4. O último reservatório denominado como R2 é mostrado na figura 13, sendo reservatório 17 elevado com altura de 15 metros de estrutura de elevação, mais 4 metros de altura de estrutura para o abastecimento, com diâmetro de 7,67 metros localizado no centro da cidade. Figura 11: Reservatório apoiado do bairro Jardim Belo Vista. FONTE: Elaboração própria, 2011. Figura 12: Reservatório apoiado no distrito industrial. FONTE: Elaboração própria, 2011. 18 Figura 13: Reservatório elevado do Centro da cidade. FONTE: Elaboração própria, 2011. 4.2 Consumo per capta No caso desse estudo, como não obteve-se nenhum dado sobre abastecimento da Prefeitura Municipal, resultando numa adoção do consumo a partir de cidade semelhantes, como Heller (2010) propôs na tabela 2. Para o reservatório apoiado localizado no distrito industrial abastece tanto as indústrias contidas nelas quanto uma parte da cidade, Muñoz (2000) cita que o consumo de água por área para as indústrias são de 47 m3/ha.dia. 4.3 Altimetria A altimetria foi realizada sobrepondo o mapa concedido pela Prefeitura com escala de 1:5.000 sem cotas ou coordenadas do terreno, com o mapa concedido pelo DAEE de escala 19 1:50.000, as curvas de níveis com espaçamento de 20 metros entre as mesmas, já constavam no mapa do IBGE. Há casos que em que não obteve-se cotas com a altimetria devido estar embutido na mesma curva de nível, não sabendo se entre a curva há um declínio da cota ou elevação do terreno, então adquiriu-se o GPS GARMIM de propriedade do Centro Universitário Uniseb. Para uma comparação entre a cota de elevação do terreno medida no GPS com o mesmo ponto medido na altimetria afim de encontrar um erro entre o GPS e a altimetria para resultar nos valores de cota de elevação do terreno. Após realizar a medição em 14 pontos, adquiriu-se um erro médio do GPS entre a altimetria de 1,3813%, então subtraiu a cota do GPS da multiplicação entre a mesma cota com a porcentagem de erro mostrado na fórmula abaixo, encontrando a cota que veria a ser feita pela altimetria, sendo que as cotas acertadas então demonstradas na tabela 4 nos resultados. (4.1) 4.4 Estimativa da População Os métodos analisados para estimação da população de Pradópolis/SP foram o modelo exponencial, linear, geométrico e o logístico. Estimado a população futura para todos os métodos, com uma prospecção futura para os próximos 20 anos, suas tabelas de cálculos demostradas no Anexo B. 4.5 Densidade Populacional A setorização é realizada para determinar a densidade populacional de uma área especifica, distinguindo região entre a cidade, resumindo-se, é a área que necessitará de maior ou menor vazão. Foram divididos em seis setores, os dados a seguir foram retirados de amostragem realizados devido a entrevistas a cidadãos da cidade percorrendo algumas ruas de cada bairro e realizando perguntas, como: Quantas pessoas moram na casa? Grau de parentesco? Existência de casas vazias na rua? Tamanho do terreno? 20 Foi uma classificação de áreas por condição social. Porém em uma cidade de pequeno porte não há como distinguir com boa confiabilidade o setor de classe alta ou classe média como exemplo, comparou-se os dados realmente quanto à quantidade de população embutida em cada casa. A partir dos dados coletados acima o setor 1 de cor amarela demonstrado na Figura 14, estipulando como classe social media alta com a área de terreno construído de 230m2 por família e uma quantidade de habitantes por casa de 4,20, o setor 2 de cor verde, é considerado de classe social alta, com uma área estipulada de 300m2 por família, e uma quantidade de habitantes por casa de 3,05, há alguns valores altos de habitantes/casa em alguns setores pois devido a grande incidência de alocar agregados como sobrinhos, avós, além do Pai e Mãe seguido de 2 ou 3 filhos. O setor 3 de cor azul é dividido entre uma área de comércio no centro da cidade até o fim da Avenida São Martinho mostrado como primeiro valor (3.1) demonstrado na tabela 6, com outra área de comércio (3.2) nos bairros Jardim dos Ipês, Jardim Boa Vista e CDHU, resultando em uma área de 300m2, e uma quantidade de pessoas por casa de 1,84 para parte do centro e 2,27 para os bairros Jardim dos Ipês, Boa Vista e CDHU, o baixo o valor de hab/casa é decorrente de poucos comerciantes residirem no próprio comércio como exemplo, em sobrados junto aos seus empreendimento ou mesmo quantidade pequenas de empregados pois a principal economia da cidade gira em torno da Usina São Martinho produtora de açúcar e álcool localizada fora da cidade. O setor 4, seria de classe social media alta como o setor 1, demonstrado na cor vermelha com uma área de 230m2 por casa e uma quantidade de pessoas por casa de 4,57 sendo uma população mais adensada em comparação com o setor 1, já o setor 5 e 6 de cor laranja, considera-se classe social baixa, estipulado uma área de construção de 200m2 por família , e uma quantidade de habitantes por casa de 3,77 e 2,01 respectivamente, valores baixos mesmo sendo população pobre que normalmente há grande quantidade de hab/casa, pois não há um completo adensamento na área, pois há grande incidência de casas de CDHU ainda não habitadas ou mesmo imigrantes de outros estados devido há procura de trabalho gerado pelo corte de cana-de-açúcar da Usina São Martinho S/A e muitas vezes as casas até foram abandonadas por falta de serviço por um pouco tempo devido a época de safra . Em todas as áreas de todos os setores foram descontadas as áreas de contribuição como as ruas e calçadas gerando entorno de 28,94% de uma quadra e suas áreas verdes com 507.636,88m2 em média a cada setor, principalmente as áreas verdes foram analisadas e constatas com visitas no local e com análise em imagem de satélite, como o Google Earth. 21 Os valores das densidades populacionais estão na tabela 6 para atualidade e na tabela 7 para população futura em 20 anos, alterando as quantidades de área construída para os setores onde a porcentagem de ocupação não teria sido completada 100%, os setores 5 e 6 pelo o fato de ser uns bairros novos com existência de casas de CDHU ainda não terminadas, e com áreas de possível expansão tendo em vista uma grande área verde com grande possibilidade de construção futuramente de acordo com o Engenheiro responsável da Prefeitura de Pradópolis/SP nos determinados setores como mostrado na figura 15. Figura 14: Setorização da cidade para definição da demanda de consumo por área. FONTE: Elaboração própria, 2011. Figura 15: Áreas verdes nos setores 5 e 6 demonstradas na cor verde. FONTE: Elaboração própria, 2011. 22 4.6 Modelo Hidráulico - EPANET Numa totalidade de 327 nós na cidade de Pradópolis/SP realizou-se uma seleção de nós para a facilitação no abastecimento de dados no programa EPANET, adotando áreas de influências que medem em média de 30 a 35 mil metros quadrados em cada nó selecionado sendo que o nó selecionado sempre visando adotar o nó central da área de influência. Inseriram-se os diâmetros para 100 mm sendo para toda a rede com intenção de modificar para diâmetros maiores conforme o necessário, principalmente nas tubulações principais e nas tubulações de saídas dos reservatórios, também foi alterado o coeficiente de rugosidade de Hazen–Williams nas tubulações, de acordo com Tsutiya (2006) para PVC usado entorno de 10 anos utiliza-se o valor de 135, sendo que esta instalado de acordo com o Almoxarifado da Prefeitura nos seguintes bairros: Jardim Paulista, Jardim Miriam, I, II e III, Jardim Bela Vista e Jardim dos Ipês e para tubulações em Ferro Fundido utiliza-se coeficiente de 120 para tubulações de 20 ou mais anos localizados no Centro da cidade e para o projeto de 2031 foi modificado o coeficiente de rugosidade para as tubulações de PVC para 130 pois ao passar dos anos a tubulação vai ter mais de 20 anos. Também foi abastecido no programa a cota de cada nó de influencia, as coordenadas X e Y e seus respectivos consumo-bases mostrado no Anexo C. 4.6.1 Entrada do modelo hidráulico no programa EPANET São de necessidade para o abastecimento do EPANET os seguintes parâmetros para os nós: ID do nó, identificação do mesmo, sendo colocado o número já adotado no mapa; Coordenada X e Y; Cota ou elevação do terreno; Consumo-base. São de necessidade também para o abastecimento do EPANET os seguintes parâmetros para os Reservatórios de nível variado (RNV): ID do RNV, que viria a ser a identificação do mesmo; Coordenada X e Y; 23 Cota ou elevação do terreno; Altura inicial de água, unidade de comprimento em metros, sendo a altura da superfície livre, acima da respectiva cota de fundo, no início da simulação; Altura mínima de água, denominada a altura da superfície acima da cota do fundo do RNV; Diâmetro do reservatório. O Consumo-Base é o valor médio ou nominal do consumo de água da categoria principal de consumo no nó, medido em unidades correntes da vazão, quando o valor é negativo, é utilizado para indicar a existência de uma origem externa de vazão no nó, se for deixado em branco, assume-se que o consumo é nulo. Sendo de extrema importância o calculo correto do Consumo-Base para que não tenha a possibilidade de falta de abastecimento, determinado pela multiplicação entre a área de influência de cada nó com a densidade populacional de cada setor, também multiplicando o consumo per capta (L/ d . hab) com os coeficientes K1 (coeficiente do dia de maior consumo do ano), ao final transformando o consumo-base de L/dia para L/segundo, pois é unidade aceita pelo programa. Admite-se que o consumo-base tenha valor negativo somente quando colocado como fonte de abastecimento do reservatório como um manancial, seja subterrâneo ou superficial, neste caso sendo um manancial subterrâneo, esses nós de consumo-base negativo localizamse nas proximidades dos reservatórios com ligações aos reservatórios, depois de abastecido com os dados e coeficientes já citados o mapa fica demonstrado nos resultados na figura 18 e figura 19 para projeto futuro. Cada nó de consumo-base negativo que é utilizado para abastecer cada reservatório tem as seguintes vazões, 15,0691 L/s para o reservatório localizado no bairro Jardim Miriam I, para o reservatório elevado localizado no Centro é abastecido com 12,8605 L/s, para o reservatório localizado no bairro Jardim Maria Luiza é abastecido com 16,3515 L/s e por ultimo foi abastecido o reservatório localizado no Distrito Industrial com 14,5444 L/s. Para o sistema de abastecimento de água seja bem elaborado e funcione ao longo do tempo, cria-se um intervalo de tempo para que o programa esteja funcionando com todas suas variáveis sendo quantificadas e analisadas durante o tempo, foi adotado para este experimento um intervalo de 48 horas, adquirido no navegador localizado ao lado direito da tela, na aba Dados e descendo a barra de rolagem escolhendo a alternativa Opções/Tempos e modificouse a Duração Total para 48 horas. 24 4.6.2 Padrão Temporal Cria-se um padrão de consumo no EPANET para representar a variação periódica dos consumos dos nós, adotando uma curva senoidal de modulação de consumo nos nós adquirida pelo fator f , essa variação nada mais é do que, a variação ao longo do dia do coeficiente de maior consumo horário no dia (K2). Em muitas literaturas para modular o consumo nos nós utiliza-se a formula a seguir: f Qi Qdmc ( K 2 1).sen( .(t 12)) 1 12 O valor utilizado para K2 é de 1,5 adimensional, sendo que Qi é a vazão consumida medida em L/s no momento “t” horas e “t” é tempo medido em horas variando entre 1 à 24 horas, o Qdmc é a vazão durante o dia de maior consumo medida em L/s. Repete-se as seguintes variações de f ao longo de 48 horas pois o programa deve rodar as 48 horas para verificar se não há falta de água, os valores de f estão na tabela 8 e na figura 20 mostra a curva de modulação de consumo. No programa EPANET abastece com os valores da curva senoidal de modulação de consumo no nós, no navegador localizado na parte direita do programa, na aba Dados, clicando na seta escolhendo a opção padrão e clicando no primeiro item Adicionar, colocando os valores de f ao longo do tempo. 4.6.3 Consumo Industrial Para a indústria de acordo com Muñoz (2000), o consumo de água por área é de 47 m3/ha.dia, como há existência de 10,6538 ha de área industrial tem-se um consumo de água de 5,7955 L/s para o abastecimento da indústria na atualidade e um aumento de 20% na vazão para 2031, o reservatório apoiado localizado na área indústria abastece tanto a cidade quanto o distrito industrial. 25 4.7 Projeto de abastecimento de água para população futura do ano de 2031 Para o projeto de abastecimento da cidade de Pradópolis/SP de 2031, foi abastecido no programa EPANET os novos consumo-base, assim aumentando quantidade de água na rede, com este aumento consequentemente deve-se aumentar o diâmetro das tubulações de acordo com as velocidade limites que pode-se ter apara o abastecimento, porém somente realizando o aumento dos diâmetros ainda tinha a existência de pressões abaixo de 10 mca. Realizou-se então novos nó e alguns novos trechos em paralelo ou perpendicular a fim de ter uma melhor distribuição do fluído, porém esses novos nós não possuem consumo-base, apenas uma cota de elevação do terreno, pois já teria sido colocado os valores de consumobase necessários de acordo com o crescimento populacional. 26 5. RESULTADOS 5.1 Projeto Atual A simulação para o projeto atual de abastecimento foi realizada para se adequar com a realidade atual para verificação da possível simulação futura com todos os parâmetros adequados dentro das normas. 5.2 Altimetria A tabela 4 mostra os pontos de coletas realizadas por GPS dos pontos onde não era possível conseguir as cotas do terreno apenas com a altimetria e seus respectivos pontos com as cotas corretas. Tabela 4: Cotas tiradas com GPS e acertadas com erro entre GPS e a altimetria. Ponto Cota Gps (m) 182 181 184 246 248 218 R1 254 530 528,5 532 542 548 550 568 557 Cota acertada (m) 522,6789 521,1996 524,6513 534,5132 540,4303 542,4027 560,1540 549,3060 FONTE: Elaboração própria, 2011. O cálculo das cotas intermédias é adquirido como no exemplo mostrado na figura 16 e demonstrado na tabela 5, calculando a distância total e suas distâncias intermediarias para os pontos que deseja-se saber suas cotas, sabendo assim as cotas superiores e inferiores para descontar do desnível multiplicado pelas suas frações das distâncias e dividido pela distância total, obtendo assim o resultado das cotas intermediárias. 27 Figura 16: Método para calculo de cota intermediaria. FONTE: Elaboração própria, 2011. Tabela 5: Exemplos de cálculos das cotas intermediarias. Cota anterior 540 Cota posterior Desnível 535 Distâncias Dist. Total Cota 5 94,59 686,76 539,3113 184,84 537,9656 180,34 536,6526 226,99 Cota anterior 540 Cota posterior Desnível 535 Distâncias Dist. Total Cota 5 105,36 539,0211 184,68 537,3054 183,74 535,5983 64,40 FONTE: Elaboração própria, 2011. 538,18 28 5.3 Estimativa da População Os métodos, geométrico, logístico e exponencial não se comportaram da maneira esperada, para sua utilização dos dados, pois o geométrico e o exponencial extrapolaram demais a população, quanto o logístico uma de suas regras para inicio do método foi reprovado, a regra reprovada foi, o tempo 3 subtraindo do tempo 1, tem que ser igual a duas vezes a subtração do tempo 2 com o tempo 1. O melhor método avaliado pode ser observado na figura 17, resultando no método Linear podendo observar também que tanto o método Logístico quando o método Linear estão resultando em valores próximos. Pela literatura o método Logístico seria o mais adequado para projetar uma população futura, porém já que o ocorreu um erro na regra do método Logístico e os valores do método Linear estão próximos, utilizou o método Linear. Figura 17: Estimativa da População. FONTE: Elaboração própria, 2011. 29 5.4 Densidade populacional Os resultados da tabela 6 foram adquiridos com mensurações como a “área total” no programa AutoCAD concedido o mapa pela prefeitura de Pradópolis, a “área total descontada” foi calculada retirando da área total as áreas verdes e a porcentagem de rua e calçada gerando em torno de 28,94% de uma quadra, a coluna “Habitantes/Casa” é adquirida pelas perguntas realizadas em algumas das ruas nos diversos setores da cidade. A coluna “Quantidade de casa” foi medido de acordo com as ruas analisadas, contando a quantidade de casas por ruas, como exemplo, ruas com distância menor que 50 metros, tinha em torno de 10 à 12 casas, já ruas com de 100 metros ou maiores distâncias, foram contadas de 15 a 18 casas, variando muito entre os setores. A “Quantidade de Habitantes/Setor” é o simples calculo entre a multiplicação das colunas “Habitantes/Casa” com a “Quantidade de casa”, as densidade populacionais são realizadas com a divisão entre a coluna “Quantidade de Habitantes/Setor” com a coluna “Área Total”, utiliza a “Área Total”, pois quando foi instituído que a área de influência não haveria descontos para de ruas, calçadas e áreas verdes, pois teria sido calculado antes o consumobase a ser colocado no programa EPANET. A porcentagem de “ocupação do setor” é um índice superficial, analisado de acordo com suas respostas sobre a existência de casas vazias, quantidades de áreas verdes nos setores e terrenos baldios. 30 Tabela 6: Densidades populacionais para o ano de 2011. Setor 1 2 3.1 3.2 4 5 6 Área Total (m2) 449269 389545 272289 272192 417130 466534 186755 Área da Área Total Planta da Descontada Quantidade de casa (m2) (m2) Habitantes/Casa casas 230 217723 4,2019 946 300 175282 3,0565 584 300 173221 1,8440 577 300 115480 2,2786 384 230 194885 4,5762 847 200 229991 3,7746 1149 200 186755 2,0107 933 Total 2.453.714 1.293.336 Quantidade de Densidade Densidade Setor Habitantes/Setor (hab/m2) (hab/ha) % de ocupação dos lotes 1 3975 0,0088 88,477 2 1785 0,0046 45,8227 3.1 1064 0,0039 39,0761 3.2 875 0,0032 32,1465 4 3876 0,0093 92,9207 5 4337 0,0076 92,9621 6 1876 0,0100 100,4527 Total 17.788 100% 90% 90% 85% 100% 80% 70% FONTE: Elaboração própria, 2011. A tabela 7 admitiu-se primeiramente que alguns setores onde a “porcentagem de ocupação de lotes” não completa os 100% de ocupação dos lotes realizou um aumento desta ocupação, realizando isto de acordo com o conhecimento da tendência de crescimento nos local onde haverá crescimento populacional por conhecimento de residir durante 18 anos na cidade. Para conseguir a “Quantidades de Habitantes/Setor” observou a porcentagem de ocupação dos lotes, então foi realiza um aumento da população de acordo com este aumento de ocupação dos lotes, verificando se a soma total de todos os setores resultava igualmente nos valores de estimativa da população realizada pelo Modelo Linear aproximadamente de 22.814 habitantes. A “Área total descontada” são os mesmo valores da tabela 6, porém há um aumento da área devido há futuras construções em áreas verdes estipulada aleatoriamente nos setores 5 e 31 6, a “Quantidade de casas” foi estipulada de acordo o mesmo valor tabela 6, apenas aumentando quando haverá crescimento populacional. Na coluna “Habitantes/Casa” são calculadas pela divisão entre a “Quantidade de Habitantes/Setor” pela “Quantidade de casas”, as densidades populacionais foram realizadas do mesmo modo da tabela 6. Tabela 7: Densidades populacionais para o ano de 2031. Área Total (m2) 449269 389545 272289 272192 417130 466534 186755 Setor 1 2 3.1 3.2 4 5 6 Setor 1 2 3.1 3.2 4 5 6 Habitantes/Casa 4,2019 3,3437 2,3102 2,2896 4,5762 4,3018 3,3970 Área da Planta da casa (m2) 230 300 300 300 230 200 200 Densidade (hab/m2) 0,0088 0,0055 0,0054 0,0034 0,0093 0,0122 0,0195 Área Total Descontada Quantidade de Quantidade de (m2) habitantes/Setor casas 217723 3975 946 192810 2150 643 190543 1467 635 121254 925 404 194885 3876 847 264489 5687 1322 214768 3645 1073 Densidade (hab/ha) % de ocupação dos lotes 88,4770 100% 55,1927 100% 53,8765 100% 33,9834 90% 92,9207 100% 121,8988 95% 195,1759 85% FONTE: Elaboração própria, 2011. 5.5 Entrada do modelo hidráulico no programa EPANET As figuras 18 e 19 demonstram como foram determinados a rede de distribuição para o abastecimento de água para a cidade de Pradópolis/SP, destacando para a figura 19 que mostra as modificações no sistema de abastecimento para atender a população de 2031 em círculos. 32 Figura 18: Mapa da cidade de Pradópolis no Programa computacional EPANET. FONTE: Elaboração própria, 2011. Figura 19: Mapa da cidade de Pradópolis para população do ano de 2031 no Programa computacional EPANET. FONTE: Elaboração própria, 2011. 33 5.6 Padrão Temporal Os valores obtidos para o padrão temporal estão demonstrado na tabela 8 e demonstrado na figura 20. Tabela 8: Valores do coeficiente f. T (h) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 K2 ( f ) 0,87 0,75 0,65 0,57 0,52 0,50 0,52 0,57 0,65 0,75 0,87 1,00 1,13 1,25 1,35 1,43 1,48 1,50 1,48 1,43 1,35 1,25 1,13 1,00 FONTE: Elaboração própria, 2011. 34 Figura 20: Curva senoidal de modulação de consumo nos nós. FONTE: Elaboração própria, 2011. 5.7 Parâmetros avaliados Os parâmetros avaliados foram os diâmetros dos trechos, velocidade, perda de carga e consumo-base, vazão e pressão, nas figuras 21 e 22 foram escolhidos os determinados diâmetros para cidade, já que a Prefeitura não teria em seus arquivos nenhum dado sobre as devidas tubulações, para diâmetros de 50 mm a cor escolhida foi azul claro, tubulações de 100 mm está na cor verde, 150 mm esta na cor amarela e 200 mm ou acima está na cor vermelho, geralmente utilizado nas saídas dos reservatórios. A figura 23, 24, 25 e 26 demonstram os nós como a consumo-base nos mesmos e nos trechos a vazão que percorre a tubulação, nas figuras 23 e 24 mostra a menor vazão que esta sendo distribuída pelas tubulações quanto as figuras 25 e 26 mostra-se que na maioria das tubulações a vazão de distribuição entre os nós aumentou, devido ao horário de maior consumo. A velocidade mínima mais critica na simulação em 48 horas do sistema é ocorrida no segundo dia de simulação às 1:00 AM mostrado nas figuras 27 e 28, valores menores que 0,6m/s estão ocorrendo na cor azul escura, porém as pressões estão todas dentro dos padrões variando entre 10 à 50 mca. Para as figura 29 e 30, é analisado a hora de maior consumo resultando em uma velocidade na maioria dos trechos está adequada de acordo com a tabela 3, mesmo nas áreas de trechos pintados em vermelho onde o diâmetro é de 300 mm, assim suportando uma velocidade de até 1,30 m/s. 35 Figura 21: Diâmetro das tubulações para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2011. FONTE: Elaboração própria, 2011. 36 Figura 22: Diâmetro das tubulações para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2011. FONTE: Elaboração própria, 2011. 37 Figura 23: Consumo-Base em cada nó e vazão na tubulação no horário de menor consumo para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2011. FONTE: Elaboração própria, 2011. 38 Figura 24: Consumo-Base em cada nó e vazão na tubulação no horário de menor consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2011. FONTE: Elaboração própria, 2011. 39 Figura 25: Consumo-Base em cada nó e vazão na tubulação em horário de maior consumo para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2011. FONTE: Elaboração própria, 2011. 40 Figura 26: Consumo-Base em cada nó e vazão na tubulação em horário de maior consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2011. FONTE: Elaboração própria, 2011. 41 Figura 27: Velocidade nas tubulações na hora de menor consumo para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2011. FONTE: Elaboração própria, 2011. 42 Figura 28: Velocidade nas tubulações na hora de menor consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2011. FONTE: Elaboração própria, 2011. 43 Figura 29: Velocidade nas tubulações na hora de maior consumo para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2011. FONTE: Elaboração própria, 2011. 44 Figura 30: Velocidade nas tubulações na hora de maior consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2011. FONTE: Elaboração própria, 2011. 45 Figura 31: Perda de carga nas tubulações para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2011. FONTE: Elaboração própria, 2011. 46 Figura 32: Perda de carga nas tubulações para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2011. FONTE: Elaboração própria, 2011. 47 Nas figuras 31 e 32 mostram a maior perda de carga no sistema de abastecimento da cidade com grandes oscilações ao longo do sistema, são medidos em m/Km, os pontos mais críticos são demonstrados nas cores amarelo e vermelho. Indica nas figuras 33 e 34 que as pressões no início do abastecimento levando em conta que o reservatório completamente cheio e nas figuras 35 e 33 mostram as pressões quando há ocorrência do maior consumo, indicando que o reservatório tem seu menor volume. Na totalidade dos nós ficaram com pressões entre 10 e 50 m.c.a sendo que há existência de poucos nós não constando nessa variação de pressão, nas figuras 35e 36 há pressões abaixo de 10 m.c.a em 3 nós apenas, sendo o nó 117 com 8,41 metros, o nó 121 com 9,76 metros (mostrados na figura 35) e o nó 300 com 8,41 metros (mostrado na figura 36), sendo que o último abastece as indústrias, sendo 3 pontos dos totais de 89, porém de acordo com Gebara (2000) pode-se admitir que até cerca de 5% da área a ser abastecida, possa ter uma pressão entre 8 e 10 mca, portanto os 3 pontos com pressão menor que 10 mca geram 3,3708% da área de influencia estando dentro do padrão adotado por Gebara (2000). 48 Figura 33: Pressões no sistema de abastecimento no horário de menor consumo para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2011. FONTE: Elaboração própria, 2011. 49 Figura 34: Pressões no sistema de abastecimento no horário de menor consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2011. FONTE: Elaboração própria, 2011. 50 Figura 35: Pressões no sistema de abastecimento com horário de maior consumo para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2011. FONTE: Elaboração própria, 2011. 51 Figura 36: Pressões no sistema de abastecimento com horário de maior consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2011. FONTE: Elaboração própria, 2011. 52 5.8 Projeto de abastecimento de água para o ano de 2031 Foi concebida com sucesso a simulação do sistema de abastecimento para o ano de 2031 com algumas modificações do atual, modificações em traçados do sistema como no bairro Jardim Bela Vista e também no bairro Jardim Primavera, criando nós sem consumobase, apenas para transferir água com pressão adequada. 5.8.1 Parâmetros avaliados As modificações dos diâmetros estão demonstradas nas figuras 37 e 38, foram realizadas principalmente nos bairros Jardim Miriam I e II, Jardim Bela Vista e Jardim Maria Luiza. Aderiu-se a modificação principalmente nos bairros Jardim Miriam I e II devido à grande velocidade de saída da tubulação do reservatório, nos demais bairros houve a modificação de acordo com as pressões baixas na hora de maior consumo. Nas figuras 39 e 40 foram avaliados, o consumo-base e a vazão do sistema com o reservatório completamente cheio, sendo mostrado o consumo-base nas cores nos nós e a vazão em cada trecho mostrada em número e com variações de cores de acordo com a legenda, nas figuras 41 e 42 são observados os mesmos parâmetros, porém com a hora de maior consumo, resultando em um maior consumo nos nós e na vazão para abastecer todo o sistema. Foi avaliada a velocidade para as figuras 40, 41, 42 e 43, nas figuras 40 e 41 com o reservatório totalmente cheio e o consumo baixo, observa-se que as velocidades estão todas dentro do padrão aceitável até o reservatório localizado no Jardim Maria Luiza que se encontra com valor de 0,91 m/s com tubulação do trecho de 200 mm esta dentro. Já nas figuras 42 e 43, todas as velocidades estão dentro padrão mesmo estando em horário de maior consumo, algumas velocidades nos bairros Jardim Miriam I e II que estão demonstradas em vermelho, estão adequadas, pois o diâmetro utilizado é de 300 mm, a saída do reservatório do mesmo bairro e do reservatório elevado localizado no centro é problema, pois sua velocidade é de 3,7 e 2,42 m/s respectivamente em tubulações de 200 mm, entretanto quando se aumenta o diâmetro das saídas do reservatório há um grande aumento nas tubulações subsequentes, tornando assim um projeto possivelmente inviável. 53 Figura 37: Diâmetro dos trechos para projeto nos bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2031. FONTE: Elaboração própria, 2011. 54 Figura 38: Diâmetro dos trechos para projeto nos bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2031. FONTE: Elaboração própria, 2011. 55 Figura 39: Consumo-Base em cada nó e vazão na tubulação no horário de menor consumo nos bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2031. FONTE: Elaboração própria, 2011. 56 Figura 40: Consumo-Base em cada nó e vazão na tubulação no horário de menor consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2031. FONTE: Elaboração própria, 2011. 57 Figura 41: Consumo-Base em cada nó e vazão na tubulação no horário de maior consumo nos bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2031. FONTE: Elaboração própria, 2011. 58 Figura 42: Consumo-Base em cada nó e vazão na tubulação no horário de maior consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2031. FONTE: Elaboração própria, 2011. 59 Figura 43: Velocidade nas tubulações para horário de menor consumo nos bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2031. FONTE: Elaboração própria, 2011. 60 Figura 44: Velocidade nas tubulações para horário de menor consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2031. FONTE: Elaboração própria, 2011. 61 Figura 45: Velocidade nas tubulações para horário de maior consumo nos bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2031. FONTE: Elaboração própria, 2011. 62 Figura 46: Velocidade nas tubulações para horário de maior consumo nos bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2031. FONTE: Elaboração própria, 2011. 63 Figura 47: Perda de carga nas tubulações para o maior consumo nos bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2031. FONTE: Elaboração própria, 2011. 64 Figura 48: Perda de carga nas tubulações para o maior consumo nos bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2031. FONTE: Elaboração própria, 2011. 65 As figuras 47 e 48 mostram sua perda de carga com valor mais elevado se encontro onde o desnível é grande, concentrando nas saídas dos reservatórios e em alguns pontos no final de rede e no centro da cidade. As pressões são analisadas nas figuras 49, 50, 51 e 52, quando o sistema esta com menor consumo são demonstrados nas figuras 49 e 50 mostrando que de acordo com as cores selecionadas nenhuma esta na cor azul escura o que significa que não há pressões menores que 10 m.c.a, e nem na cor vermelha que é definido como pressão superior há 50 m.c.a. Já para as figuras 51 e 52 as pressões são demonstradas na hora de maior consumo consequentemente de maiores vazões nos trechos, obtendo nenhuma pressão acima de 50 m.c.a e somente um nó abaixo de 10 m.c.a que veria a ser o nó 219 com pressão 7,41 m.c.a, porém de acordo com Gebara (2000) pode ter a ocorrência de 5% de pressões abaixo de 10 m.c.a. 66 Figura 49: Pressões no sistema de abastecimento no horário de menor consumo para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2031. FONTE: Elaboração própria, 2011. 67 Figura 50: Pressões no sistema de abastecimento no horário de menor consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2031. FONTE: Elaboração própria, 2011. 68 Figura 51: Pressões no sistema de abastecimento no horário de maior consumo para bairros Jardim Miriam I, II e III, Centro e Jardim Primavera para o ano de 2031. FONTE: Elaboração própria, 2011. 69 Figura 52: Pressões no sistema de abastecimento no horário de maior consumo para bairros CDHU, Jardim Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Paulista e Jardim Maria Luiza I e II para o ano de 2031. FONTE: Elaboração própria, 2011. 70 6. CONCLUSÃO Nos assuntos abordados nesse trabalho percebeu-se que de acordo com o projeto atual de abastecimento projetado de acordo com suposições atuais para verificação se o sistema de abastecimento atual suportará a população futura do ano de 2031, em que o projeto atual está inadequado para atender a população do ano de 2031, já não suportando a situação atual. A falta de água ocorre principalmente das 8h:00 às 13h:00 geralmente nas sextas-feiras quando ocorre as limpezas das casas pelas suas donas ou empregadas, também há falta de abastecimento no Centro da cidade devido o fato da tubulação de ferro fundido ser existente há mais de 40 anos. Com as mudanças nos diâmetros das tubulações para o projeto futuro nos bairros Jardim Miriam I e II e em algumas ruas do Centro da cidade e no traçado da rede de abastecimento, proporcionou uma melhor eficiência na distribuição, nas pressões mais adequadas, velocidades compatíveis e economia no projeto. Mesmo que há ocorrência de velocidades abaixo da norma (0,6 m/s), todas as pressões dos nós estão entorno de 10 a 50 m.c.a, ocorrendo somente 3 nós com pressões abaixo de 10 m.c.a para o projeto atual e 1 nó para o projeto para o ano de 2031, porém no horário de maior consumo, o que é devidamente aceitável em um projeto ocorra 5% das pressões abaixo de 10 m.c.a. A perda de carga ocorre com maior intensidade em grandes diferenças de níveis do terreno e no horário de maior consumo de água. Quando o consumo aumenta há uma maior distribuição de vazão no sistema de abastecimento gerando maior velocidade nas tubulações, todas as velocidades estão de acordo com a norma, menos as saídas dos reservatórios, logo não se adéquam ao sistema, contudo se ocorrer o aumento das tubulações de saída dos reservatórios haverá um aumento generalizado das tubulações subsequentes, tornando o projeto inviável. Pode-se observar que a falta de abastecimento atual não é devido há falta das quantidades de reservatórios ou de seus próprios volumes fornecidos de água, e sim possivelmente deva ter existência a falta de água pela sua tubulação do Centro da cidade antiga. Sugere-se para trabalhos futuros a troca dos diâmetros e da rugosidade adotados neste trabalho do centro da cidade para verificar como o sistema de abastecimento funcionará com tubulações novas. 71 REFERÊNCIAS AGUILA, P. S et al. Avaliação da qualidade de água para o abastecimento público do Município de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro. Artigo do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental, Escola Nacional de Saúde Pública. Nova Iguaçu-RJ: Fundação Oswaldo Cruz, 2000. BASSANEZI, R.C. Ensino-aprendizagem com modelagem matemática. São Paulo: Contexto, 2002. Disponível em <http://www.vps.fmvz.usp.br/promat/exponencialIntro.htm>. Acesso em: 21/07/2011 às 15h:05. CORDINI, J. O TERRENO E SUA REPRESENTAÇÃO. Notas de Aula. Universidade Federal de Santa Catarina, 2004. Disponível em <http://www.topografia.ufsc.br/Terreno%20Representacao.pdf>. Acesso em: 15/09/2011 às 14h:55. FALKENBERG, A. V. CURITIBA, 2005. Previsão De Consumo Urbano De Água em Curto Prazo. Dissertação de Mestrado. Pós-Graduação em Métodos Numéricos em Engenharia - Universidade Federal do Paraná, 2005. GEBARA, Dib. Sistema de abastecimento. Ilha Solteira, Unesp. 2000. Notas de aula. Disponível em < www.dec.feis.unesp.br/dib/Abast9.doc>. Acesso em: 22/08/2011 às 10h:07. HELLER, L. PÁDUA, V. L. Abastecimento de água para consumo humano. Minas Gerais: UFMG, 2010. IBGE. 2011. Disponível em <http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=354090>. Acessado em: 12/07/2011 às 16h:25. NOVAES, L.F. Crescimento Populacional. Ribeirão Preto, UNISEB. 2010. Notas de aula. Baixado em < http://aluno.uniseb.com.br/AOLEstudoCom.aspx>. Acesso em: 24/07/2010. QUERIDO, J.G., et al.; GANDUR, D.N. Reservação e distribuição. Notas de aula. Aula 10. Disponível em < www.feg.unesp.br/~caec/downloads/4/aulaa10a.doc >. Acesso em: 22/08/2011 às 10h:28. ROSSMAN, L. A et al. EPANET 2.0 - Manual do Usuário. Tradução por: Heber Pimentel Gomes e Moises Menezes Salvino. Laboratório de Eficiência Energética e Hidráulica em Saneamento: Universidade Federal da Paraíba, UFPB, BRASIL. U.s. Environmental protection agency, 2000. SILVA, L. D. B; GUIMARÃES A. J. A.; CARVALHO D. F. Notas de Aula. 2007. Disponível em <http://www.ufrrj.br/institutos/it/deng/leonardo/downloads/APOSTILA/Apostila%20IT%201 79/Cap%204%20parte%203.pdf>. Acesso em: 21/08/2011 às 14h:15. 72 TSUTIYA, M. T. Abastecimento de Água. Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Escola Politécnica de São Paulo, São Paulo, 2006. 73 Anexo A – Mapa da Cidade de Pradópolis/SP 74 Anexo B – Estimativas da População Tabela 9: Valores da população estimada para métodos exponencial e linear. Modelo Exponencial Modelo Linear Pop. Pop. Erro Erro Pop. Erro Erro Ano t Real Estimada Absoluto Relativo Estimada Absoluto Relativo 2000 0 12.912 12912 0,0 0 12912 0 0 2007 7 15.148 17855 2706,5 17,86723 15148 0 0 2010 10 17.404 20515 3111,0 17,87529 16106 -1298 -7,45641 2011 11 21487 16426 2012 12 22505 16745 2013 13 23572 17065 2014 14 24689 17384 2015 15 25859 17703 2016 16 27084 18023 2017 17 28368 18342 2018 18 29712 18662 2019 19 31120 18981 2020 20 32595 19301 2021 21 34140 19620 2022 22 35757 19939 2023 23 37452 20259 2024 24 39227 20578 2025 25 41086 20898 2026 26 43033 21217 2027 27 45072 21537 2028 28 47208 21856 2029 29 49445 22175 2030 30 51788 22495 2031 31 54242 22814 FONTE: Elaboração própria, 2011. 75 Tabela 10: Valores da população estimada para método geométrico. g = 0,04736 Modelo Geométrico Ano t Pop. Real Pop. Estimada Erro Absoluto Erro Relativo 2000 0 12.912 12912 2007 7 15.148 17851 2703 17,845 2010 10 17.404 20509 3105 17,843 2011 11 21481 2012 12 22498 2013 13 23564 2014 14 24680 2015 15 25848 2016 16 27073 2017 17 28355 2018 18 29698 2019 19 31104 2020 20 32577 2021 21 34120 2022 22 35736 2023 23 37428 2024 24 39201 2025 25 41058 2026 26 43002 2027 27 45039 2028 28 47172 2029 29 49406 2030 30 51746 2031 31 54196 FONTE: Elaboração própria, 2011. 0 0 76 Tabela 11: Valores da população estimada para método logístico. Modelo Logístico Ano Pop. t Pop. Real Sat 2000 12.912 0 31264 2007 2010 0 t a B 0,3516 -0,0414 Pop. Erro Erro Estimada Absoluto Relativo 12912 0 0 15.148 7 15148 0 0 17.404 16118 -1286 0 2011 1 16441 2012 2 16763 2013 3 17084 2014 4 17404 2015 5 17722 2016 6 18039 2017 7 18354 2018 8 18666 2019 9 18976 2020 20 19283 2021 21 19588 2022 22 19889 2023 23 20186 2024 24 20481 2025 25 20771 2026 26 21057 2027 27 21340 2028 28 21618 2029 29 21892 2030 30 22161 2031 31 22426 FONTE: Elaboração própria, 2011. 77 Anexo C – Entrada no modelo hidráulico no programa EPANET Tabela 12: Valores da de entrada no modelo hidráulico. Nó 3 5 7 9 13 21 27 31 33 41 43 45 47 49 53 55 58 60 61 69 70 86 88 89 98 100 102 Cota 539,0211 535,5683 539,3113 536,6526 537,2498 539,0863 539,1540 538,1076 532,6693 537,1161 534,9567 533,2893 531,1602 528,2670 537,0173 535,7863 533,7570 532,1321 531,1843 525,0274 523,3442 526,3701 522,9772 521,3777 529,0584 526,3673 523,6786 Latitude UTM 4456,8761 4525,7566 4517,1437 4586,0378 4671,7561 4765,4968 4885,2185 4396,5923 4465,4159 4287,6729 4310,6185 4333,6077 4362,9613 4398,6330 4156,4095 4179,2102 4213,5362 4239,5852 4254,6422 4437,6958 4431,3705 4202,3699 4243,9474 4264,9390 39410030 39828671 40243020 Longitude Área de Densidade Densidade pop. Consumo Base Consumo B. UTM Influência (m2) Setor pop. (hab/m2) Futura (hab/m2) (L/s) Futuro (L/s) 1255,4118 15855,5021 1 0,0088 0,0088 0,3634 1617,3387 21492,0973 1 0,0088 0,0088 0,4925 1243,9427 20520,9523 1 0,0088 0,0088 0,4703 1605,8655 25542,0213 1 0,0088 0,0088 0,5853 1403,0681 26115,4611 1 0,0088 0,0088 0,5985 1195,3731 28209,6413 1 0,0088 0,0088 0,6465 1180,7582 22202,0844 1 0,0088 0,0088 0,5088 1266,8846 22164,1290 1 0,0088 0,0088 0,5079 1628,5041 44512,1234 1 0,0088 0,0088 1,0201 1412,5440 16517,6984 1 0,0088 0,0088 0,3785 1533,1082 17547,6099 1 0,0088 0,0088 0,4021 1653,9067 24708,5347 1 0,0088 0,0088 0,5662 1808,1433 15997,9155 1 0,0088 0,0088 0,3666 1995,5761 32221,5684 2 0,0046 0,0055 0,3860 1312,5957 34583,7841 1 0,0088 0,0088 0,7925 1433,1868 25783,5482 1 0,0088 0,0088 0,5909 1614,0496 20709,6099 1 0,0088 0,0088 0,4746 1749,6388 52048,4262 1 0,0088 0,0088 1,1928 1828,7581 20922,7367 1 0,0088 0,0088 0,4795 2188,1836 32215,3476 4 0,0093 0,0093 0,7802 2251,3076 27457,8511 4 0,0093 0,0093 0,6650 2145,6768 51353,9066 3 0,0039 0,0054 0,5216 2363,3020 36067,8874 4 0,0093 0,0093 0,8735 2473,1789 26811,4001 4 0,0093 0,0093 0,6493 19675061 19625,1941 2 0,0046 0,0055 0,2351 21874787 49868,6045 3 0,0039 0,0054 0,5065 24051967 36438,7668 4 0,0093 0,0093 0,8825 0,3634 0,4925 0,4703 0,5853 0,5985 0,6465 0,5088 0,5079 1,0201 0,3785 0,4021 0,5662 0,3666 0,4615 0,7925 0,5909 0,4746 1,1928 0,4795 0,7802 0,6650 0,7222 0,8735 0,6493 0,2811 0,7013 0,8825 78 103 117 121 126 128 130 132 134 136 146 148 149 151 152 154 158 159 162 164 165 168 170 172 186 194 196 208 212 215 216 219 232 233 235 522,3113 531,1253 529,2033 528,3200 525,7994 523,3929 521,0256 530,3342 527,9937 524,7126 522,5548 521,4733 526,1264 525,3774 524,2656 521,3924 520,6766 520,8712 520,7876 520,2539 521,7804 520,2010 520,9405 540,6319 532,6157 525,9532 524,3863 540,7926 530,5534 526,3836 543,6234 530,7012 526,2729 539,6571 40451670 35534514 34403076 37344911 37765950 38180413 38596886 36068206 36494840 35972907 36387468 36595257 34249690 34391752 34676324 35509683 35717275 33946883 34423168 34630578 32542662 32825890 33085818 19577148 20293968 21518586 20713829 20053677 21684172 22502346 19136015 22671918 23491155 21507144 25148307 15235147 15854465 20068088 22267612 24445386 26633724 17988135 20229865 22609079 24787370 25879186 18334226 19080684 20575955 24954798 26045583 22660176 25162038 26251537 18659098 20147305 21513068 28849432 30721405 32154494 33191880 28425979 30343992 31306441 27410477 29483075 30435205 27171429 37615,2084 28059,1280 23085,3120 51542,0279 41108,6939 42649,3826 46369,8794 40281,9121 38500,1286 41455,8361 24449,1587 20611,0217 21141,2640 22572,3569 36877,9485 20490,0320 17281,0326 57207,7057 35423,7287 13004,2434 26467,0054 46304,4638 31156,9523 18767,9362 59340,7454 43742,9281 27615,5585 33312,9373 21511,9573 34646,7636 33821,3106 29545,7276 41338,6649 27645,8776 4 2 2 2 3 4 4 2 2 3 4 4 2 2 2 4 4 3 4 4 2 2 3 3 5 5 5 3 5 5 6 5 5 3 0,0093 0,0046 0,0046 0,0046 0,0039 0,0093 0,0093 0,0046 0,0046 0,0039 0,0093 0,0093 0,0046 0,0046 0,0046 0,0093 0,0093 0,0039 0,0093 0,0093 0,0046 0,0046 0,0039 0,0032 0,0076 0,0076 0,0076 0,0032 0,0076 0,0076 0,01 0,0076 0,0076 0,0032 0,0093 0,0055 0,0055 0,0055 0,0054 0,0093 0,0093 0,0055 0,0055 0,0054 0,0093 0,0093 0,0055 0,0055 0,0055 0,0093 0,0093 0,0054 0,0093 0,0093 0,0055 0,0055 0,0054 0,0034 0,0122 0,0122 0,0122 0,0034 0,0122 0,0122 0,0195 0,0122 0,0122 0,0034 0,9110 0,3361 0,2765 0,6174 0,4175 1,0329 1,1230 0,4825 0,4612 0,4210 0,5921 0,4992 0,2533 0,2704 0,4418 0,4962 0,4185 0,5810 0,8579 0,3149 0,3171 0,5547 0,3164 0,1564 1,1745 0,8657 0,5466 0,2776 0,4258 0,6857 0,8808 0,5848 0,8182 0,2304 0,9110 0,4019 0,3306 0,7382 0,5781 1,0329 1,1230 0,5770 0,5514 0,5830 0,5921 0,4992 0,3028 0,3233 0,5282 0,4962 0,4185 0,8045 0,8579 0,3149 0,3791 0,6632 0,4381 0,1662 1,8853 1,3897 0,8774 0,2950 0,6835 1,1008 1,7175 0,9387 1,3134 0,2448 79 243 244 247 255 260 263 264 272 273 275 277 291 293 294 296 299 305 307 315 317 324 530,0794 525,5313 537,4713 536,7571 534,8196 528,3252 524,1930 526,4565 522,5058 533,3213 534,1075 529,3617 524,6792 520,9661 527,1608 523,1795 527,7691 528,2441 530,7819 521,9664 523,8125 23623579 24452609 20884987 22453130 22975836 24633682 25463684 25580509 26405791 23589952 22787421 25292555 26527219 27352427 25965360 27118151 25694405 25060869 24151818 28209649 26740894 28658302 29601897 25599283 26330519 25875834 27773203 28725479 26952645 27899505 24668856 23748100 24706025 26122798 27069723 23446522 25607743 23007434 21946247 22548231 22283364 20966703 FONTE: Elaboração própria, 2011. 23974,3023 29148,0244 28581,6158 21597,1870 28657,5080 25834,6333 25394,8910 24222,1665 20247,1678 17245,7310 39557,3910 35749,1045 20767,6776 8672,4957 32375,4412 32719,6401 20511,3684 21946,8198 24486,3676 37617,0844 35760,4693 5 5 6 3 3 5 5 5 5 3 6 3 5 5 3 5 3 6 6 3 6 0,0076 0,0076 0,01 0,0032 0,0032 0,0076 0,0076 0,0076 0,0076 0,0032 0,01 0,0032 0,0076 0,0076 0,0032 0,0076 0,0032 0,01 0,01 0,0032 0,01 0,0122 0,0122 0,0195 0,0034 0,0034 0,0122 0,0122 0,0122 0,0122 0,0034 0,0195 0,0034 0,0122 0,0122 0,0034 0,0122 0,0034 0,0195 0,0195 0,0034 0,0195 0,4745 0,5769 0,7443 0,1800 0,2388 0,5113 0,5026 0,4794 0,4007 0,1437 1,0301 0,2979 0,4110 0,1716 0,2698 0,6476 0,1709 0,5715 0,6377 0,3135 0,9313 0,7617 0,9261 1,4514 0,1912 0,2537 0,8208 0,8068 0,7696 0,6433 0,1527 2,0088 0,3165 0,6598 0,2755 0,2867 1,0395 0,1816 1,1145 1,2434 0,3331 1,8160