VIII SEMANA ACADÊMICA DO CURSO DE
GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM,
VII MOSTRA CIENTÍFICA DO CURSO DE
ENFERMAGEM
SAÚDE DO HOMEM: UM NOVO DESAFIO PARA A
ENFERMAGEM
ANAIS
UNIVERSIDADE
REGIONAL INTEGRADA
DO ALTO URUGUAI
E DAS MISSÕES
REITORIA
Reitor:
Bruno Ademar Mentges
Pró-Reitora de Ensino:
Helena Confortin
Pró-Reitor de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação:
Sandro Rogério Vargas Ustra
Pró-Reitor de Administração:
Clóvis Quadros Hempel
CAMPUS DE ERECHIM
Diretor Geral:
Luiz Mário Spinelli
Diretor Acadêmico:
Arnaldo Nogaro
Diretor Administrativo:
Paulo José Sponchiado
ANAIS DA
VIII SEMANA ACADÊMICA
DO CURSO DE GRADUAÇÃO
EM ENFERMAGEM, VII
MOSTRA CIENTÍFICA DO
CURSO DE ENFERMAGEM
SAÚDE DO HOMEM: UM NOVO
DESAFIO PARA A ENFERMAGEM
06, 07 E 08 DE OUTUBRO DE 2010
FREDERICO WESTPHALEN - RS
CAMPUS DE FREDERICO WESTPHALEN
Diretor Geral:
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CAMPUS DE SANTO ÂNGELO
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CAMPUS DE SANTIAGO
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EXTENSÃO DE CERRO LARGO
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EXTENSÃO DE SÃO LUIZ GONZAGA
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Sonia Regina Bressan Vieira
ORGANIZAÇÃO DO EVENTO
Universidade Regional Integrada do Alto
Uruguai e das Missões – Campus de
Frederico Westphalen
Departamento de Ciências da Saúde
Curso de Enfermagem
Comissão Organizadora
Profª. Adriana Rotoli
Professores do Curso de Graduação em
Enfermagem
Acadêmicos do VI Semestre do Curso de
Graduação em Enfermagem
Comissão Científica
Profª. Adriana Rotoli
Debora Dalegrave
Jaqueline Marafon Pinheiro
UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA DO ALTO URUGUAI E DAS MISSÕES
CAMPUS DE FREDERICO WESTPHALEN
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SAÚDE
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
VIII SEMANA ACADÊMICA DO CURSO DE
GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM,
VII MOSTRA CIENTÍFICA DO CURSO DE
ENFERMAGEM
SAÚDE DO HOMEM: UM NOVO DESAFIO PARA A
ENFERMAGEM
ANAIS
Organizadoras:
Adriana Rotoli
Debora Dalegrave
Jaqueline Marafon Pinheiro
FREDERICO WESTPHALEN – RS
2010
Anais da VIII Sem. Acad. do Curso de Grad. Enfermagem
Frederico Westphalen
p. 1-116
out. 2010
ANAIS DA VIII SEMANA ACADÊMICA DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM
ENFERMAGEM, VII MOSTRA CIENTÍFICA DO CURSO DE ENFERMAGEM
© Copyright 2010 – URI
Organização:
Revisão metodológica:
Diagramação:
Capa/Arte:
RevisãoLinguística:
Adriana Rotoli, VI semestre do Curso de Graduação em Enfermagem
Franciele da Silva Nascimento
Franciele da Silva Nascimento
Sara Spolti Pazuch
Wilson Cadoná
O conteúdo dos textos é de responsabilidade exclusiva dos(as) autores(as).
Permitida a reprodução, desde que citada a fonte.
S47a
Semana acadêmica do curso de graduação em enfermagem (8.: 2010 :
Frederico Westphalen,RS)
Anais [recurso eletrônico] [da] VIII Semana Acadêmica do Curso de
Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de
Enfermagem: saúde do homem_: um novo desafio para a enfermagem
[e-book] / organizadoraAdriana Rotoli, Débora Dalegrave, Jaqueline
Marafon Pinheiro. – Frederico Westphalen : URI, 2010.
116p.
ISBN 978-85-7796-054-5
1. Enfermagem. 2. Dispositivos móveis. 3. Aplicações para
enfermagem. 4. Tecnologias. I. Rotoli, Adriana, org.II. Dalegrave,
Debora, org. III. Pinheiro, Jaqueline Marafon, org. IV. Título.
CDU 616-083(063)
Bibliotecária Gabriela de Oliveira Vieira CRB 10/2044
Editora: URI
URI - Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões
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E-mail: [email protected], [email protected]
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO................................................................................................................................. 9
RESUMOS EXPANDIDOS
APLICAÇÕES PARA ENFERMAGEM UTILIZANDO DISPOSITIVOS MÓVEIS
Roberto Franciscatto, Laura Helena Gerber Franciscatto ............................................................... 11
ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL: UMA REFLEXÃO TEÓRICA
Andréia Piovesan, Jonathan da Rosa, Laura Gerber Franciscatto ................................................... 14
A TEORIA DAS NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS NO FAZER SAÚDE
Jonathan da Rosa, Andréia Piovesan, Ana Carolina Laber Fabris, Gracielli Ana Miotto,
Márcia Casaril dos Santos Cargnin .................................................................................................. 16
ATIVIDADE LÚDICAS E QUALIDADE DE VIDA PARA OS IDOSOS DO LAR DOS IDOSOS
SÃO FRANCISCO DE PAULA, NO MUNICÍPIO DE FREDERICO WESTPHALEN/RS
Carla Basso, Renata Meneghel, Adriana Rotoli, Marinês Aires........................................................ 19
CONTEXTUALIZANDO A TEMÁTICA DROGAS COM ADOLESCENTES
Rejane Ceolin, Elisangela Argenta Zanatta....................................................................................... 22
DESENVOLVEDO AÇÕES EDUCATIVAS A PAIS E FAMILIARES DE
NEONATOS EM FOTOTERAPIA: UM RELATO DE EXPEIÊNCIA
24
Claudiane Faccin, Laura Helena Gerber Franciscatto ..................................................................... 24
DESENVOLVENDO ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE NAS ESCOLAS
Andréia Piovesan, Débora Ceretta, Jonathan da Rosa, Ana Paula Coldebella Kirch,
Marilia Marcolin, Laura Gerber Franciscatto .................................................................................. 27
EDUCAÇÃO EM SAÚDE: PROMOVENDO A QUALIDADE DE VIDA
COM GRUPOS DE MULHERES DE FREDERICO WESTPHALEN
Marilia Della Pasqua, Gabriela Zanatta, Caroline Diel, Lilian Lazarotto,
Marcia Casaril dos Santos Cargnin .................................................................................................. 29
ENFERMAGEM EM AÇÃO: UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA
Laura Helena Gerber Franciscatto, Carla Rosana Gautério Casali, Carla Argenta ....................... 31
FATORES DE RISCO PARA OSTEOPOROSE E DENSIDADE MINERAL
ÓSSEA EM IDOSOS DO MUNICÍPIO DE FREDERICO WESTPHALEN (RS)
Caroline Marangon Dourado, Claus Dieter Stobäus ........................................................................ 34
FERRAMENTAS DA INFORMÁTICA A SERVIÇO DA ENFERMAGEM:
RELATO DE EXPERIÊNCIA
Roberto Franciscatto ......................................................................................................................... 37
GRUPOS DE SAÚDE: UMA ESTRATÉGIA PARA PROMOVER MELHORIAS
NA QUALIDADE DE VIDA DA COMUNIDADE
Deise Gabriela Busatto, Jaqueline Marafon Pinheiro....................................................................... 40
HANSENÍASE: UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA
Débora Raquel Ceretta, Andréia Piovesan, Jonathan da Rosa,
Ana Paula Coldebela Kirch, Marília Marcolin, Marines Aires, Gracielli Ana Miotto ..................... 42
HUMANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO AO PACIENTE PSIQUIÁTRICO
NO ÂMBITO HOSPITALAR
Ana Carolina Fabris Laber, Paola Franceschi Zanatta, Jonathan da Rosa,
Marines Ayres, Adriana Rotoli........................................................................................................... 44
IMPLANTAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE
DA FAMÍLIA, BREVE RECORTE HISTÓRICO
Luciane Flach .................................................................................................................................... 46
INICIAÇÃO SEXUAL PRECOCE NA ADOLESCÊNCIA: A REALIDADE
VIVENCIADA POR UM GRUPO EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE
Laura Helena Gerber Franciscatto, Ticiana Maldaner..................................................................... 49
LUDOTERAPIA, UMA NOVA FERRAMENTA NA ASSISTÊNCIA EM
ENFERMAGEM
Cristiane Pedó, Debora Dellegrave, Jonathan da Rosa, Adriana Rotoli .......................................... 52
MATURIDADE ATIVA: DESENVOLVENDO AÇÕES EDUCATIVAS PARA
MELHOR QUALIDADE DE VIDA DO IDOSO
Carla Basso, Renata Meneghel, Adriana Rotoli, Marinês Aires........................................................ 55
O TRABALHO EM EQUIPE E A INTERAÇÃO GRUPAL NA ENFERMAGEM
Tatiane Franco, Tatiane Salete Soder, Carla Argenta ...................................................................... 58
PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV): IMPLICAÇÕES PARA O CUIDADO
DE ENFERMAGEM
Laura Helena Gerber Franciscatto, Marinês Aires, Márcia Casaril ................................................ 60
PARTICIPAÇÃO POPULAR NO EXERCÍCIO DO CONTROLE SOCIAL
Daiane Campos Farezin, Renan Battisti, Adriana da Rosa Moreira, Caroline Ottobelli ................. 62
PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS ENFERMEIROS ACERCA DO EXERCÍCIO
DO CONTROLE SOCIAL
Ana Paula Geraldi, Fernanda Balestrin, Juliana Carine Machado, Caroline Ottobelli ................... 64
PESQUISA EM ENFERMAGEM: PROJETO DE PESQUISA NA ACADÊMIA
SOBRE IDOSOS HIPERTENSOS
Cássia Jordana Krug Wendt, Caroline Ottobelli ............................................................................... 68
PRIMEIROS SOCORROS
Débora Dalegrave, Jaqueline Marafon Pinheiro, Cristiane Pedó, Adriana Rotoli ........................... 71
PROCESSO DE ENFERMAGEM: FORMA DINÂMICA QUE POSSIBILITA UM
CUIDADO HUMANIZADO
Juliana Carine Machado, Fernanda Balestrin, Ana Paula Geraldi, Caroline Ottobelli ................... 73
PROJETO DE PESQUISA SOBRE O RECÉM-NASCIDO – UM RELATO DE
EXPERIÊNCIA ACADÊMICA
Jonathan da Rosa, Andréia Piovesan, Cristiane Pedó, Gracielli Ana Miotto,
Laura Helena Gerber Frasciscatto .................................................................................................... 76
PROMOÇÃO, APOIO E INCENTIVO AO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO NO
MUNICÍPIO DE FREDERICO WESTPHALEN (RS)
Caroline Marangon Dourado, Dionara Simoni Hermes Wolksweis, Elis Regina Boita, Maria
Cristina da Rocha, Rosangela Ferigollo Binotto ............................................................................... 79
PSIQUIATRIA INSTITUCIONAL: DESENVOLVENDO ATIVIDADES NA BUSCA PELA
REINSERÇÃODOS PACIENTES JUNTO À COMUNIDADE
Patrícia Covatti, Caroline Ottobelli, Adriana Rotoli ......................................................................... 81
RELATO DE EXPERIÊNCIA EM SALA DE ESPERA NO MUNICÍPIO DE ERVAL SECO
Jéssica Martins da Silva, Cristiane Pedó, Adriana Rotoli ................................................................. 84
SALA DE ESPERA: UMA PROPOSTA PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE
Cássia Jordana Krug Wendt, Marcia Casaril dos Santos Cargnin ................................................... 86
UTILIZANDO O LÚDICO COMO FERRAMENTA DE CUIDADO NA ENFERMAGEM À
CRIANÇA
Rejane Ceolin, Elisangela Argenta Zanatta....................................................................................... 88
RESUMOS SIMPLES
ACUPUNTURA COMO TERAPIA ALTERNATIVA E COMPLEMENTAR DO
PROFISSIONAL ENFERMEIRO
Adrieli Pivetta .................................................................................................................................... 91
A EDUCAÇÃO JUNTO AOS PACIENTES PSIQUIÁTRICOS – UMA VISÃO ACADÊMICA
Patrícia Covatti, Caroline Ottobelli, Adriana Rotoli ......................................................................... 92
A ENFERMAGEM DENTRO DA UNIDADE PSIQUIÁTRICA
Ana Carolina Fabris Laber, Adriana Rotoli ...................................................................................... 93
A SITUAÇÃO DA POLÍTICA DE HUMANIZAÇÃO DENTRO DA 19ª CRS
Gracielli Ana Miotto, Fernando Francisco Panosso, Débora Ceretta,
Jonathan Da Rosa, Dinara de Cesar ................................................................................................. 94
APLICANDO O PROCESSO DE ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
ACADÊMICA
Juliana Carine Machado, Fernanda Balestrin, Ana Paula Geraldi, Caroline Ottobelli ................... 96
AVALIAÇÃO DOS HÁBITOS DE EXPOSIÇÃO SOLAR E FOTOPROTEÇÃO
EM IRACEMINHA – SC
Rafaela Costa, Patrícia Bellé, Lysandro Pinto Borges ...................................................................... 97
CONCEITO E IMPORTÂNCIA DA ESPIRITUALIDADE
Fatumata Silá, Odilara Centenaro, Ivone Scapin .............................................................................. 99
CONSELHO LOCAL DE SAÚDE: UMA VISÃO ACADÊMICA
Adriana da Rosa Moreira, Daiane Campos Farezin, Renan Battisti, Caroline Ottobelli ............... 100
CRIATIVIDADE EM ENFERMAGEM
Patrícia Bellé, Sianara Rapachi, Carla Argenta ............................................................................. 101
ESTUDO DO USO DA LIBERDADE PELO HOMEM NA SOCIEDADE ATUAL
Tatiane Salete Soder, Ivone Scapin…………………………………………………………………………97
GRUPO DE TABAGISMO: UM DESAFIO PARA OS PROFISSIONAIS DA SAÚDE
Jéssica Martins da Silva, Cristiane Pedó, Jaqueline Marafon Pinheiro ......................................... 105
PRIMEIRA EXPERIÊNCIA VIVENCIADA EM AULAS TEÓRICO/PRÁTICAS NO CAPS
Mariana Koprovski Soares, Taira Preci, Adriana Rotoli ................................................................ 106
PROCESSO DE ENFERMAGEM UM INSTRUMENTO DE TRABALHO DO
PROFISSIONAL ENFERMEIRO
Ana Paula Geraldi, Fernanda Balestrin, Juliana Carine Machado, Caroline Ottobelli ................. 107
RELATANDO A EXPERIÊNCIA UNIVERSITÁRIA JUNTO À APLICAÇÃO
DO PROCESSO DE ENFERMAGEM
Fernanda Balestrin, Juliana Carine Machado, Ana Paula Geraldi, Caroline Ottobelli ................. 108
RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ACADÊMICA DO I SEMESTRE EM VISITAÇÃO
REALIZADA AOS CAMPOS DE ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO
Sinara Rapachi Rossato, Adriana Rotoli ......................................................................................... 109
SAÚDE NA TERCEIRA IDADE: UM OLHAR, AS DOENÇAS SEXUALMENTE
TRANSMISSÍVEIS - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Gracielli Ana Miotto, Fernando Francisco Panosso, Débora R. Cereta,
Jonathan da Rosa, Dinara de Cesar ................................................................................................ 110
TAQUIPNEIA TRANSITÓRIA DO RECÉM-NASCIDO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Marília Marcolin, Ana Paula Coldbella Kirch, Andréia Piovesan, Débora Ceretta,
Laura Gerber Franciscatto .............................................................................................................. 112
TRIGLICERÍDES E O USO DAS ESTATINAS NO TRATAMENTO E PREVENÇÃO DAS
HIPERTRIGLICERIDEMIAS
Luciano Danieli, Éder Toigo, Tatiane Franco, Lidiane Lisik, Lysandro Pinto Borges ................... 113
UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS NO PERÍODO GESTACIONAL, O PERIGO DA
TERATOGÊNESE
Ronise Angelina Galvan, Cláudia Eduarda Andrade Andriolli, Eder Toigo
Lysandro Pinto Borges ......................................................................................................................... 114
APRESENTAÇÃO
A VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da URI- Campus
de Frederico Westphalen e VII Feira de Mostra de Trabalhos Científicos em Saúde ocorreu
nos dias 06, 07 e 08 de outubro de 2010, no Campus da URI – Frederico Westphalen, e teve
como tema central “Saúde do Homem”. Durante a realização do evento contamos com a
contribuição do conhecimento de profissionais especializados na área da saúde que durante os
três dias estiveram trocando experiências e aprimorando a discussão acerca do tema.
Os trabalhos da Mostra Científica foram apresentados para uma Comissão Científica,
constituída por professores da URI – Campus de Frederico Westphalen e Coordenação do
Curso, na forma de pôsteres. Esse momento possibilitou a realização da avaliação científica
dos trabalhos, traduzindo a preocupação do Curso com a qualidade das produções expostas na
Mostra Científica. Como meio de valorizar os trabalhos científicos apresentados na Mostra,
reuniram-se, na presente publicação, os resumos simples e expandidos dos pôsteres
apresentados.
Adriana Rotoli
Coordenadora do Curso de Graduação em Enfermagem
URI – Campus de Frederico Westphalen
RESUMOS EXPANDIDOS
APLICAÇÕES PARA ENFERMAGEM UTILIZANDO DISPOSITIVOS
MÓVEIS
Roberto Franciscatto∗
Laura Helena Gerber Franciscatto∗∗
Os dispositivos móveis estão cada vez mais presentes na vida das pessoas, através de
suas várias derivações: telefones celulares, smartphones, pocket pcs, PDAs, iphones, entre
diversas outras opções. Essa evolução dos dispositivos móveis despertou o interesse no
desenvolvimento de aplicações específicas, como por exemplo, softwares de diagnóstico,
monitoramento, aplicações sensíveis ao contexto, entre outros que contemplam o ambiente
maior denominado computação móvel. A própria evolução das diferentes tecnologias
contribuiu bastante para o desenvolvimento da tecnologia móvel, como os diferentes padrões,
as conectividades e o ritmo contínuo e acelerado da cobertura móvel, ou seja, a
disponibilidade de serviço celular. Segundo Domingues (2009), computação móvel se refere à
capacidade de um dispositivo com poder computacional e os serviços associados a ele
possuírem características móveis, ou seja, permitir a este dispositivo ser carregado ou
transportado mantendo-se conectado à rede, à internet ou a uma determinada conexão. É
possível observar este conceito na utilização das redes sem fio e acesso à internet pelas
tecnologias voltadas à telefonia celular. Pode-se também observar o crescimento de
aplicações que utilizam a tecnologia bluetooth seja através de fones de ouvido sem fios,
impressoras fotográficas ou mouses sem fio. Ainda segundo Domingues (2009), um conceito
importante no ambiente móvel refere-se aos ambientes inteligentes. A construção de um
ambiente computacional inteligente busca instituir formas de evitar que o usuário precise ir
até o computador ou dispositivo, fazendo com que tarefas antes fixas ganhem mobilidade com
a aplicação das diferentes técnicas oriundas da computação móvel. No desenvolvimento
destes ambientes, os seguintes elementos podem ser utilizados e ajustados entre si: Interfaces Hands-Free (sem as mãos): Algumas tecnologias já desenvolvidas e em aplicação
no mercado e outras em projeto de desenvolvimento como o reconhecimento de voz, quando
estabelecidas em uma sala e utilizadas em harmonia, podem permitir que um usuário se mova
pelo ambiente enquanto permanece em contínua interação com o computador. - Consciência
de Contexto: além da interação física do usuário com dispositivos, a utilização de sensores
espalhados em uma sala, por exemplo, poderão detectar o que acontece nesse ambiente, o que
determinado grupo de pessoas em uma reunião estão fazendo ou dizendo e ainda coletar e
transmitir outros dados como luminosidade, temperatura, expressões faciais, direção do olhar
entre uma série de reconhecimentos possíveis. Estes dados poderão ser repassados para as
devidas aplicações e através de modelos computacionais as interfaces poderão "entender" o
que está de fato acontecendo no ambiente do usuário e adaptar-se ou em outras situações
tomar decisões, alterando e facilitando a comunicação com os indivíduos. Esta definição é
conhecida e denominada como consciência de contexto e sua aplicabilidade vem sendo
comprovada através de diversos projetos que fazem uso destas técnicas. - Ambientes
∗
Professor Assistente – UFSM (Universidade Federal de Santa Maria).
Profª Enfermeira - Curso de Graduação em Enfermagem – URI/FW.
∗∗
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
11
Inteligentes: os ambientes inteligentes referem-se ao conjunto de tecnologias que, trabalhando
de maneira integrada, permitem a compreensão automática de certas situações, desta forma,
ativando instruções ou respondendo comandos pré-programados, mesmo sem instruções
explícitas por parte do usuário. Assim, é possível exemplificar um ambiente inteligente
quando computadores podem identificar a presença do usuário, desligando luzes e
dispositivos na ausência dos mesmos, ou ativando o ar-condicionado na temperatura ideal
para cada usuário diferente. Se estas atividades são possíveis de serem executadas sem a
intervenção do usuário, podemos chamá-las então de computação invisível. Desta forma,
tendo conhecimento dos conceitos primordiais que envolvem a computação móvel e suas
derivações relatam-se abaixo alguns trabalhos realizados que integram aplicações para a
enfermagem que utilizam os recursos disponíveis para dispositivos móveis. Segundo Barra
(2010), o cuidado de enfermagem, principalmente no que diz respeito a Unidades de Terapia
Intensiva (UTI), é acima de tudo complexo e desafiador. Os profissionais da enfermagem
estão regularmente expostos a situações clínicas difíceis que requerem atenção e controle.
Neste contexto, percebe-se a necessidade das inovações tecnológicas que precisam estar
integradas de forma consistente, correta e segura ao sistema de cuidado à beira do leito. Cada
tecnologia que é incorporada ao cuidado e ao sistema organizacional como um todo, aumenta
a complexidade do trabalho da enfermagem embora, traga benefícios como a redução da
carga de trabalho, melhorando a qualidade do cuidado aplicado e diminuindo os eventuais
erros e eventos adversos que a profissão possa trazer. O estudo em si baseia-se em critérios de
ergonomia e usabilidade de acordo com a Organização Internacional de Padrões de Sistemas.
A ferramenta desenvolvida possui aplicação prática no dia a dia porque permite avaliar,
intervir e gerenciar o cuidado de enfermagem proporcionando maior segurança, rapidez,
conhecimento e envolvimento dos profissionais da enfermagem com as necessidades do
paciente que se encontra à beira do leito, utilizando-se para isso da mobilidade proporcionada
pelos aplicativos móveis. No trabalho de Machado (2007), foi apresentada uma arquitetura
voltada ao monitoramento remoto de pacientes através da aplicação de dispositivos móveis e
Web Services. Neste contexto, foi construída uma arquitetura modular que permite de forma
objetiva integrar diversas plataformas de desenvolvimento, baseadas em software livre e sem
custo, que pode ser estendida ou mesmo adequada a sistemas pré-existentes. A principal
vantagem da adoção deste sistema é a facilidade na troca de informações entre o paciente e o
médico sem a necessidade de contato físico entre ambos, o que permite uma maior liberação
de leitos hospitalares permitindo assim que pacientes possam permanecer em seus domicílios
contando com rápido atendimento em caso de emergência. Algumas aplicações de destaque
nesta área também devem ser consideradas. Conforme Weier (2010), aplicações voltadas ao
monitoramento cardíaco de pacientes são utilizadas na enfermagem disponibilizando este
serviço através de um Blackberry. A ideia desta ferramenta é o monitoramento cardíaco de
um paciente em tempo integral. Os enfermeiros carregam consigo aparelhos do tipo
Blackberry que avisam instantaneamente se o monitoramento cardíaco de determinado
paciente demonstrar sinais de problema (ou diferente dos padrões normais). Assim, imagens
do batimento cardíaco do paciente são enviadas para o dispositivo móvel do profissional de
saúde, para que o mesmo possa ter uma ideia melhor sobre a situação. A ideia desta aplicação
é que o sistema de monitoramento cardíaco possa identificar mudanças no ritmo ou eventos
que saiam do padrão habitual e pela própria rede do hospital possa enviar essa informação
para um servidor que possui em sua estrutura um software que pode ser configurado para
filtrar eventos sem seriedade (um simples movimento do paciente, por exemplo) e problemas
potencialmente perigosos. Qualquer evento considerado sério e as respectivas imagens, assim
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
12
como os sinais vitais, são enviados para um servidor Blackberry, que então, encaminha os
dados para os dispositivos móveis dos enfermeiros. O processo todo leva menos de dois
segundos para ser executado. O trabalho descrito por Rehm (2005) propõe uma solução
baseada nas tecnologias móveis para contornar o problema da falta de recursos humanos
qualificados em postos de saúde e hospitais da rede pública. Utilizando as tecnologias de
telefonia móvel (celulares) para troca de dados, a solução proposta tem o intuito de criar um
meio de comunicação entre profissionais médicos e enfermeiros de diferentes localidades.
Desta forma, os enfermeiros dos locais onde não existem médicos, contam com o suporte
qualificado via software para diagnosticar e prescrever de forma precisa aumentando a
eficácia do tratamento. Além disso, a solução proposta integra um sistema especialista para
auxiliar o médico no diagnóstico e prescrição indicando efeitos colaterais e eficácia dos
medicamentos nos possíveis casos. Concluindo a presente revisão foi possível observar a
crescente gama de aplicações voltadas à saúde utilizando-se dispositivos móveis,
aproveitando-se assim dos benefícios que a mobilidade dispõe. A integração de serviços e a
característica marcante da mobilidade proporcionada por estes dispositivos estão
descentralizando as aplicações voltadas para os computadores pessoais, para um ambiente
móvel, onde o tradicional teclado e o mouse deixam de existir. Assim concluímos que essa
evolução de serviços e dispositivos está cada vez mais presente na vida das pessoas, através
de ferramentas que auxiliam suas tarefas diárias, entendem suas necessidades e integram uma
série de recursos antes inimagináveis.
Palavras-chave: Dispositivos Móveis. Aplicações para Enfermagem. Tecnologias.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
13
ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL: UMA REFLEXÃO TEÓRICA
Andréia Piovesan∗
Jonathan da Rosa∗
Laura Gerber Franciscatto∗∗
Nas primeiras décadas do século XX a saúde da mulher tornou-se foco na saúde
pública, sendo que o objetivo na saúde da mulher é desenvolver ações e atividades que
contemplem a melhoria das condições de saúde da mulher e com isso reduzir as taxas de
morbimortalidade materna, neste sentido, inicialmente, o foco era a assistência ao pré-natal,
parto e puerpério (ciclo gravídico puerperal). Nesse sentido, em 1984 foi criada a política de
assistência à mulher com o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher – PAISM,
em 2000 foi instituído o Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento – PHPN, o
qual visa a melhoria na qualidade da assistência pré-natal através da continuidade entre a
gravidez e o parto. Sendo elaborado um sistema de informações, conhecido com
SISPRENATAL, o qual visa monitorar essa atenção e melhorar a gestão dos serviços. Tais
medidas foram estruturadas com ações assistenciais e educativas buscando reduzir as
complicações inerentes a este ciclo. Atrelado a várias mudanças na saúde da mulher surgiu a
preocupação com o planejamento familiar (ciclo reprodutivo), sendo estruturadas ações
assistenciais e educativas que permitem o aconselhamento do casal acerca do melhor método
a ser adotado. A assistência clinico ginecológica também tornou-se prioridade, sendo
elaboradas ações de prevenção e controle do câncer ginecológico e de mama, tendo como
público alvo mulheres de 35 a 49 anos. O acompanhamento à mulher no climatério e
menopausa foi estruturado, com vistas a prevenir casos de osteoporose, gravidez, doenças
sexualmente transmissíveis – DSTs entre outros. Assim, percebemos que com o passar dos
anos as políticas públicas destinadas à mulher tornaram-se cada vez mais integrativas e
qualificadas, tendo a humanização da assistência obstétrica e neonatal como condição
primordial para um atendimento adequado. Coutinho et al. (2003) afirmam que,
historicamente a atenção pré-natal tem ocupado um espaço relevante na atenção à saúde da
população. Com base nesse pressuposto, durante a gestação, a mulher vivencia
transformações físicas e emocionais de forma singular. Assim, a detecção da gravidez e
captação precoce de gestante na comunidade e o inicio das ações voltadas ao pré-natal
garantem a melhoria na qualidade da assistência a mulher, pois é o momento adequado para a
preparação ao parto, pois o apoio e a educação representam os alicerces da boa assistência.
Nessa interface, a atenção pré-natal torna-se um momento privilegiado para cada mulher e seu
parceiro, para discutir, esclarecer dúvidas e tabus com o profissional de saúde de forma
individualizada. Para tanto, conforme Brasil (2006), o principal objetivo da assistência à
mulher no período pré-natal, é acolhê-la desde o inicio da gravidez, assegurando a promoção
e prevenção da saúde da gestante e do concepto. Assistindo a gestante em todos os estágios de
mudanças físicas e emocionais, além de intervir na redução dos índices de morbidade e
mortalidade materna e perinatal bem como, de ampliar o conhecimento dos seus direitos
∗
Graduandos do VIII semestre de enfermagem da URI - Campus de Frederico Westphalen.
Enfª Msc. Profª do Curso de Graduação em Enfermagem da URI - Campus de Frederico Westphalen.
∗∗
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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como mulher trabalhadora. Nesse sentido, o pré-natal é o momento mais apropriado para a
preparação ao parto e detecção de possíveis intercorrências, identificando os riscos em cada
consulta aos quais cada gestante está vulnerável. Brasil (2006) ainda ressalta que, durante o
pré-natal deverão ser realizadas no mínimo seis consultas, sendo uma no primeiro trimestre,
duas no segundo trimestre e três no último trimestre preferencialmente. As ações de saúde
devem estar voltadas para a cobertura de toda população-alvo da área de abrangência da
unidade de saúde, assegurando continuidade no atendimento, acompanhamento e avaliação
destas ações para a saúde materna e perinatal (BRASIL, 2000, p. 9). Em consonância a isto,
os profissionais de saúde desempenham um papel importante em relação às mulheres no
processo gestacional, acolhendo-as com dignidade e envolvendo-as na adesão às consultas,
compreendendo sua realidade, seus sentimentos e o ambiente em que vivem, acolhendo suas
dúvidas, sem banalizar suas queixas e orientando-as acerca dos cuidados e condutas no prénatal e puerpério. Além do mais, a sensibilização e conscientização da população a respeito
do início precoce do pré-natal e da assiduidade nas consultas subsequentes e realização de
exames laboratoriais são fundamentais para a promoção da saúde da Nesse sentido, as ações
programáticas desenvolvidas pelas(os) enfermeiras(os), na atenção básica com enfoque na
gestante, consistem em um conjunto de atividades assistenciais e educativas que se iniciam
pelo acompanhamento da gestante e família, na visita domiciliar, nos grupos educativos, na
consulta de enfermagem e nos encaminhamentos necessários para que a gestação se
desenvolva dentro dos parâmetros desejáveis. Contudo, percebemos que para uma atenção
pré-natal resolutiva é necessário dinamizar o processo educativo junto às gestantes com vistas
a aumentar a cobertura desse tipo de serviço, transformando a gestação, parto e nascimento
num processo normal.
Palavras-chave: Pré-Natal. Assistência. Saúde da Mulher.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
15
A TEORIA DAS NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS NO FAZER
SAÚDE
Jonathan da Rosa∗
Andréia Piovesan∗∗
Ana Carolina Laber Fabris∗∗∗
Gracielli Ana Miotto∗∗∗∗
Márcia Casaril dos Santos Cargnin∗∗∗∗∗
Toda profissão precisa ter bases para o seu atuar. Não sendo diferente, a enfermagem
precisa destas para estabelecer-se como profissão. As bases servem como uma estrutura de
sustentação, amparando o ser e o fazer da profissão que servirá para dar consistências às ações
e práticas bem como a própria razão da existência da mesma como profissão. Nesse sentido,
as teorias de enfermagem servem como a base estrutural da profissão. Esse arcabouço
direciona o pensamento e o desenvolvimento das ações da profissão pautando-a como
profissão científica e não como tecnicista. Por isso, é a partir do trabalho de Florence
Nightingale ainda no século XIX, que a enfermagem passa a ser considerada como uma
profissão, e, é através do desenvolvimento de sua teoria que várias outras teorias passam a ser
criadas para dar sustentação às ações da enfermagem e às necessidades dos pacientes/clientes.
No Brasil, as teorias de enfermagem iniciaram-se com estudos e publicações da enfermeira
Wanda de Aguiar Horta, em 1970. Essa, publicou a teoria das Necessidades Humanas
Básicas. Tal teoria contempla uma abordagem voltada ao humanismo empírico fundamentado
na teoria da motivação humana de Maslow. Wanda de Aguiar Horta nasceu em 11 de agosto
de 1926 em Belém do Pará, um estado da região norte do país e apresentou como formação
acadêmica graduação em enfermagem pela Universidade de São Paulo, concluindo-a em
1948. Sendo professora universitária e chefe de enfermagem em 1959 inicia a construção da
teoria das Necessidades Humanas Básicas que iria publicar somente na década de 1970
(CAMPEDELLI, 2000; LEOPARDI, 1999). Conforme a própria autora da teoria das
Necessidades Humanas Básicas pontua “a teoria é importante, pois serve como um guia de
ação, não dizendo como agir, mas dizendo que acontecerá atuando-se de uma certa maneira,
sendo um guia para coleta de dados, um guia na busca de novos conhecimentos e que explica
a natureza da ciência” (HORTA, 1979, p. 5). Deste modo, ela direciona o pensamento para
que esse partisse de um princípio para desempenhar melhor as atividades do cotidiano
profissional. Paralelo a isso ela representou um trabalho pioneiro no Brasil, ao criar a primeira
teoria brasileira de enfermagem e ao tentar adaptá-la à realidade do país. Como a teoria de
Horta se baseia nas ideias de Abrahan Harold Maslow (1908-1970), que cria a teoria da
motivação humana, baseada na hierarquia das necessidades humanas básicas, esta passa a ser
∗
Bolsista voluntário de Pesquisa da URI – Campus de Frederico Westphalen.
Graduanda do VIII semestre de enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen.
∗∗∗
Graduanda do IV semestre de enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen.
∗∗∗∗
Enfermeira da 19ª Coordenadoria Regional da Saúde de Frederico Westphalen.
∗∗∗∗∗
Enfª Espª Prfª do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen.
∗∗
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Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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influenciada e amparada pelas suas proposições teóricas. A teoria desenvolvida por Maslow
parte do princípio de que “todo ser humano tem necessidades comuns que motivam seu
comportamento no sentido de satisfazê-las, e, quando uma necessidade é satisfeita logo o ser
humano passa a buscar a próxima necessidade e assim sucessivamente” (REGIS, PORTO,
2006, p. 566). Assim, é interessante ressaltar que Maslow classifica as necessidades em cinco
níveis, quais sejam: necessidades básicas ou fisiológicas; necessidades de segurança;
necessidades sociais; necessidades do egoestima e necessidades de autorrealização. Dessa
forma, Maslow criou um território para que Horta adaptasse seus conceitos à enfermagem, e a
partir disso, gerasse seus próprios conceitos, adaptando ao contexto da enfermagem brasileira,
especialmente à que ela vivenciava. As pressuposições básicas que Horta (1979) traz, e as
define, como princípios da enfermagem o respeito à unicidade, autenticidade e à
individualidade do ser humano, prestando os cuidados a este e não a sua doença ou
desequilíbrio, sendo que todo o trabalho da enfermagem deve ser de caráter preventivo,
curativo e de reabilitação. Do mesmo modo, o ser humano é reconhecido por Horta como um
ser que vive em sociedade e que possui uma família, devendo, portanto, a enfermagem dar
atenção a estes pressupostos também. Com base nesses princípios Horta, ao seu tempo,
vislumbra uma enfermagem renovada e mais dinâmica, em que o modelo biomédico seja
superado para um novo fazer da enfermagem brasileira. Ela passa a focalizar a profissão na
sua unicidade científica, e, a contribuição desse panorama ao próprio bem estar do paciente.
Regis e Porto (2006) referem que nessa abordagem, a enfermeira é o agente responsável que
realiza o processo de planejamento para cuidar das necessidades básicas do cliente,
estabelecendo uma atuação mais direta e atuante diante dos problemas apresentados por ele.
Assim, Horta cria a autenticidade da enfermagem brasileira, ao mesmo modo de Florence
Nightingale no século XIX na Europa, e dá visibilidade à profissão em nível de outros países,
visto que até então, o eixo de reflexão sobre a enfermagem como profissão estava na América
do Norte e na Europa. Desde então, a enfermagem brasileira passa a ganhar notoriedade e
embasamento, refletindo em um processo de trabalho mais independente quanto ao fazer
médico-centrado. Paralelamente a isso, cada vez mais, passa a se desenvolver em campos da
pesquisa e da divulgação de trabalhos científicos, tanto da área técnica quanto da própria
reflexão quando existência no meio da saúde. É impostante saleintar também que a teoria que
Wanda Horta engloba leis gerais que regem os fenômenos universais, como a lei do
equilíbrio, como ela mesmo pontua, homeostase ou homeodinâmica. Assim, em seu trabalho
aparecem conteúdos como: todo o universo se mantém por processos de equilíbrio dinâmico
entre seus seres; a lei da adaptação: todos os seres do universo interagem, buscando sempre
formas de se ajustarem para se manterem em real equilíbrio; lei do holismo: o ser humano é
um todo, e esse todo, não é mera soma das suas partes (HORTA, 1979). Dessa forma, Horta
entende o ser humano como ser integrante de toda uma dinâmica, qual seja: uma dinâmica
interior, seu próprio eu, uma dinâmica exterior, sua interação com o meio ambiente que o
cerca, sejam fatores ambientais, propriamente ditos, como sociais e culturais. Assim, todo ser
humano envolto a essa dinâmica, está recebendo e doando, interagindo com o universo, o que
podem tanto levá-lo a estados de equilíbrio quanto a estados de desarmonia, ou desequilíbrio.
Essa característica, segundo ela é uma das características que diferencia o ser humano dos
outros seres, e o tornam únicos. Wanda Horta ainda ressalta que, os desequilíbrios geram
necessidades que se caracterizam por estados de tensão conscientes ou inconscientes, que os
levam a buscar satisfação de tais necessidades e as necessidades não atendidas ou
inadequadamente atendidas, trazem desarmonia, se este se prolonga, geram-se as doenças
(HORTA, 1979). Não obstante, estar em harmonia, é estar com saúde. Num sentido mais
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genérico, inúmeros fatores interferem na manifestação de individualidade das necessidades,
tais como idade, sexo, cultura, escolaridade, fatores sócio-econômicos, o ciclo saúdeenfermidade, o ambiente físico, etc. (LEOPARDI, 1999). A partir de então, a enfermagem
aplicaria seus conhecimentos e atuaria em função de estabelecer esses desequilíbrios até que o
próprio ser humano tivesse condições de assumir essa capacidade, ora perdida
temporariamente. Nesse aspecto, a enfermagem se destaca por estar em contato íntimo,
proporcionando ao ser humano um cuidado mais integral e de forma mais holística,
provocando uma nova abordagem da enfermagem frente às expectativas do paciente/cliente.
Para executar suas ações Leopardi (1999) destaca que através da teoria das Necessidades
Humanas Básicas de Horta, as funções da enfermagem se distinguem em três, tais como: Área
especifica – assistir o ser humano no atendimento das suas necessidades humanas básicas e
ensinar o autocuidado; Área social – ensino, pesquisa administração, responsabilidade legal,
participação nas associações de classe e Área de interdependência – manter, promover e
reparar a saúde dentro de uma equipe de saúde. Para efetivar a sua metodologia de trabalho,
Horta enfatiza a utilização do Processo de Enfermagem e o entende como fator fundamental
para a atuação eficiente da enfermagem. Esse método de atuação da enfermagem, segundo
Horta possui seis fases: Histórico de enfermagem; Diagnóstico de enfermagem; Plano
assistencial; Plano de cuidados ou prescrição de enfermagem; Evolução de enfermagem e
Prognóstico (HORTA, 1979). Todas essas fases são importantes, e estão voltados tanto para o
individuo, quanto para a família e a comunidade. Assim, tendo como referência as ideias até
aqui apresentadas, o estudo das teorias assim, como pontua Rolim et al. (2005, p. 433), “teoria
não é conhecimento; ela permite conhecimento; não é chegada, é possibilidade de partida; não
é solução, é a possibilidade de tratar um problema; e só adquire vida com pleno emprego da
atividade do sujeito”. Por fim, estudar uma teoria permite dar corpo a um processo científico,
dar um aspecto de qualidade ao que se propõe que engloba além das necessidades locais
evidenciadas a busca por um realizar-se pessoal.
Palavras-chave: Recém-nascidos. Enfermagem. Serviços de Saúde.
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ATIVIDADE LÚDICAS E QUALIDADE DE VIDA PARA OS IDOSOS
DO LAR DOS IDOSOS SÃO FRANCISCO DE PAULA, NO MUNICÍPIO
DE FREDERICO WESTPHALEN/RS1
Carla Basso∗
Renata Meneghel∗
Adriana Rotoli∗∗∗
Marinês Aires∗∗∗∗
O crescimento da população idosa é um fenômeno mundial e, no Brasil, as
modificações ocorrem de forma radical e bastante acelerada. As projeções indicam que, em
2020, o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos, com um contingente superior
a 30 milhões de pessoas (CARAVLHO, GARCIA, 2003). Neste cenário, o país, em menos de
40 anos, passou de um perfil epidemiológico com mortalidade por doenças infectocontagiosas, próprias de uma população jovem, para um quadro de enfermidades complexas e
onerosas, ou seja, o predomínio das doenças crônicas não-transmissíveis (DCNTs) (VERAS,
2009). É notório destacar que, à medida que a pessoa idosa vai envelhecendo, muitas vezes
associado à presença de patologias ou comorbidades, poderá ocorrer o comprometimento da
capacidade funcional implicando em necessidades de cuidados nas atividades de vida diária,
aumentando a responsabilidade sobre a família. Porém as famílias nem sempre têm condições
favoráveis para proporcionar cuidados às pessoas idosas, às vezes pela condição
socioeconômica, ausência de uma pessoa para assumir o cuidado, falta de apoio informal e até
mesmo de redes de suporte formal. Karsch (2003) salienta que nos países desenvolvidos há
redes de suporte e organizações com objetivo de manter a pessoa idosa em sua casa. No
entanto, no Brasil, praticamente inexiste uma política específica relacionada aos papéis
atribuídos às famílias e ao apoio formal que deve ser prestado pela rede de serviços à
população em geral e, especialmente às pessoas idosas com comprometimento funcional. Um
estudo realizado com idosos institucionalizados no município de Frederico Westphalen/RS,
identificou o predomínio de mulheres solteiras, sem filhos e analfabetas. Além disso, a
maioria apresentava no mínimo uma patologia, sendo significante a presença de
comorbidades e dependência para a realização das Atividades Básicas e Instrumentais da Vida
Diária (AIRES, PAZ, PEROSA, 2009). O objetivo é apresentar o projeto de extensão
intitulado: Ações educativas: buscando a melhoria na qualidade de vida para os idosos do Lar
São Francisco de Paula no município de Frederico Westphlaen/RS. O referido projeto
originou-se a partir da disciplina de Saúde do Idoso do Curso de Graduação em Enfermagem
– URI Campus de Frederico Westphalen/RS. O mesmo teve início no ano de 2008 por outros
acadêmicos da mesma instituição de ensino, sendo a cada ano convidados novos acadêmicos
1
Projeto de Extensão realizado pelo Curso de Enfermagem URI - Campus de Frederico Westphalen/RS.
Acadêmicas do VI semestre do Curso de Enfermagem da URI - Campus de Frederico Westphalen/RS.
∗∗
Enfermeira, Mestre em Enfermagem, Professora e Coordenadora do Curso de Enfermagem da URI - Campus
de Frederico Westphalen/RS.
∗∗∗
Enfermeira, Mestre em Enfermagem, Professora do Curso de Enfermagem da URI - Campus de Frederico
Westphalen/RS.
∗
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para participarem, dando continuidade ao projeto. Trata-se de um projeto de extensão, no qual
um grupo de acadêmicos do curso de Graduação em Enfermagem desenvolve semanalmente
atividades com os idosos do Lar São Francisco de Paula no referido município. As atividades
realizadas são variadas, incluindo pintura em folha de papel, atividades com massa de
modelar, momentos artísticos com dança e teatro, educação permanente com idosos e
funcionários, de acordo com a aceitação e possibilidade de participação destes. À medida que
envelhece, a pessoa passa a apresentar necessidades diferentes. As capacidades físicas e
demandas sociais se transformam, exigindo uma adequação do espaço, que compense
limitações, preserve a autonomia e mantenha a autoestima do indivíduo. Porém, nem sempre
o meio familiar e social em que o idoso se encontra está preparado para estas mudanças e
adaptações, sendo que ele acaba recorrendo a outras opções que lhe sejam mais favoráveis
para a adequação dessa nova etapa. Um dos fundamentos da Organização Mundial de Saúde
para a promoção da saúde na velhice, apontado é “agregar vida aos anos, e não agregar anos à
vida”. Porém, o que podemos visualizar hoje é a associação deste processo natural a uma fase
de perdas e de doenças, marcada muitas vezes pela separação do meio familiar e a internação
em Instituições de Longa Permanência (ILPs). Dessa forma, a institucionalização acaba sendo
vista como um aspecto negativo, chegando até a ser temida por muitos idosos. O medo do
abandono e descaso, tanto familiar, quanto social, aliado à visão de limitações e
incapacidades, que a sociedade acaba atribuindo ao envelhecimento, vêm agregar-se a tudo
isso, servindo para a construção de uma visão equivocada deste período da vida humana. A
dependência física e psíquica vivenciadas no envelhecimento são os principais fatores
responsáveis pelas institucionalizações (CARVALHO FILHO, PAPALÉO NETTO, 2006). O
aumento da população idosa e também da expectativa de vida contribuíram para as mudanças
familiares, resultando, em algumas situações, na dificuldade do idoso continuar no seio
familiar, especialmente quando este necessita de cuidados devido a problemas resultantes de
doenças. As consequências sociais que este fenômeno representa, como a maior demanda aos
serviços de saúde e o aumento da população economicamente inativa, são fatores que causam
um aumento considerável nos gastos públicos. A questão social dos idosos não diz respeito
apenas a eles, mas a toda a sociedade, uma vez que representam uma expressiva parte da
população. O objetivo fundamental na saúde do idoso é alcançar um estado de saúde bom,
para se atingir o máximo de vida ativa, com o maior grau de independência física, psíquica e
social (CARVALHO FILHO, PAPALÉO NETTO, 2006). Na concepção dos autores
referenciados os conflitos entre gerações, o espaço físico reduzido e/ou a estrutura com riscos
para quedas e acidentes no lar, além do medo da solidão e do alto custo do cuidado domiciliar
ou a inexistência de serviços de suporte social e de saúde são apontadas como fatores
predisponentes para o aumento da institucionalização. Nesta perspectiva é que podemos
visualizar a relevância da atuação do profissional da saúde com idosos institucionalizados,
visando contribuir para que estes tenham uma vida mais ativa e saudável. E com este objetivo
é que buscou-se a realização, por acadêmicos, de atividades educativas e lúdicas com idosos
institucionalizados. Semanalmente, estes visitam a instituição, realizando atividades lúdicas
como brincadeiras, dinâmicas, pintura, dança e canto, promovendo a integração entre os
próprios idosos, e também com os acadêmicos. Cada encontro é marcado por atividades
diferentes e estimulantes, para que os dias não se tornem monótonos e repetitivos, e as tarefas
não sejam mecanicamente realizadas, criando momentos de lazer e descontração, aumentando
a comunicação, as quais vêm favorecer uma vida mais saudável, influenciando e estimulando
o autocuidado. Muitas vezes, o envelhecimento acarreta à pessoa idosa o comprometimento
funcional, o que exige uma maior demanda de programas de orientação e informação, além do
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apoio de profissionais capacitados em saúde do idoso. Observa-se assim que as atividades
lúdicas podem ser utilizadas pelo profissional de enfermagem como instrumento de trabalho,
auxiliando-o no desenvolvimento de seu papel como educador, na busca pela maior qualidade
de vida da pessoa idosa institucionalizada.
Palavras-chave: Saúde do Idoso Institucionalizado. Enfermagem. Educação em Saúde.
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CONTEXTUALIZANDO A TEMÁTICA DROGAS COM
ADOLESCENTES
Rejane Ceolin∗
Elisangela Argenta Zanatta∗∗
A adolescência representa a vivência de uma etapa da vida em que múltiplas
mudanças acontecem e se refletem no corpo físico, bem como nos modos de ser e de agir com
os outros, pois o crescimento e o desenvolvimento se intensificam e os hormônios atuam
vigorosamente levando a mudanças de forma e de expressão. (FERREIRA et al., 2007).
Considerando a adolescência uma fase em que o jovem está se preparando para a vida adulta,
ele acaba vivenciando várias situações importantes, é o momento em que busca por
autonomia, por isso se afasta um pouco da família e procura pelo grupo de amigos com quem
compartilha seus medos e descobertas. Estas características conferem ao adolescente
vulnerabilidade, inclusive para usar drogas, já que estas podem proporcionar a vivência de
diferentes emoções, bem como certas soluções que eles procuram. Dessa maneira,
entendemos a necessidade de desenvolver o trabalho preventivo junto aos mesmos.
(CORRADI-WEBSTER, ESPER, PILLON, 2009). Diante disso, pensar a saúde dos
adolescentes implica reconhecer todas as dimensões que exercem influência no seu modo de
viver. Para tanto, torna-se necessário repensar as práticas de saúde e de educação em saúde
voltadas a esta faixa etária da população, no intuito de atender significativamente suas
necessidades de saúde, não de forma isolada, mas considerando a realidade na qual os
mesmos estão imersos. Nessa perspectiva, a escola vem representando uma importante
estratégia na atenção à saúde dos adolescentes. Esse maior privilégio dedicado à escola se
deve ao fato desta representar o local onde estão presentes o maior número de adolescentes,
bem como o espaço privilegiado para a socialização, formação e informação, possibilitando
assim, uma abordagem mais abrangente a este público, já que é também na escola que eles
passam a maior parte de seu tempo (BRASIL, 2005). Diante disso, responsabilizar-se com as
práticas educativas durante o desenvolvimento de suas ações constitui-se em um desafio para
o profissional enfermeiro, uma vez que permitem atender significativamente as necessidades
de saúde dos indivíduos, neste caso os adolescentes. Desse modo, o estabelecimento do
vínculo com o adolescente e o respeito aos seus conhecimentos e necessidades possibilita
atenção integral, bem como trabalhar com a sensibilização dos mesmos, para torná-los adultos
mais conscientes, participativos e responsáveis pela sua saúde. Tendo em vista que o
profissional enfermeiro é habilitado para atender os indivíduos nas diferentes etapas do curso
vida, atuando na promoção, prevenção e recuperação da saúde, envolve-se também no
planejamento e implementação de ações relacionadas à saúde dos adolescentes, inclusive no
desenvolvimento de ações educativas em saúde (ALMEIDA, CENTA, 2009). Tendo presente
estas questões, este constitui-se em um relato de experiência vivenciada durante a realização
∗
Graduada em Enfermagem. Pós-Graduanda em Saúde Coletiva, Ênfase em Saúde da Família pela URI –
Campus de Frederico Westphalen.
∗∗
Enfermeira, Mestre em enfermagem, Doutoranda em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em
Enfermagem da URGS. Docente do Curso de Enfermagem da UDESC.
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do Trabalho de Conclusão de Curso em que foram realizados grupos educativos com
adolescentes em uma escola, sendo que em um desses grupos foi contextualizado o tema
drogas. Considerando a pertinência de trabalhar essa temática com os adolescentes, o
encontro teve por objetivo despertar a discussão sobre os malefícios do uso de drogas, a fim
de adotar atitudes responsáveis com a própria vida. Como estratégia inicial, foi proposta uma
reflexão sobre as drogas, questionando os adolescentes sobre o que sabiam com relação ao
assunto, objetivando identificar o conhecimento prévio dos mesmos. Nesse sentido,
destacamos a relevância de reconhecer o saber anterior dos participantes para então conduzir
as reflexões propostas, tendo em vista o conhecimento que todos constroem a partir de suas
experiências e vivências. Em seguida, assistimos o filme “Diário de um Adolescente” que
abordava as drogas, sendo posteriormente realizada uma discussão sobre o filme, incluindo os
tipos de drogas que apareceram e outras que temos conhecimento, bem como as
consequências destas e comportamentos arriscados a que os usuários se submetem para
conseguí-las e ao usar. Na sequência, foram desencadeadas algumas situações que tinham
como objetivo fazer uma aproximação do filme com a realidade do adolescente, visando
problematizar algumas situações conflitantes. Para encerrar o encontro foi utilizada a
dinâmica União, com o objetivo de fazer a relação com as drogas, no sentido de que é preciso
muita força de vontade e união para conseguir superar o uso ou mesmo não entrar nesse
caminho. Além da importância de ter bons amigos, pais, professores para ajudar na tomada de
decisões difíceis, ou quando se está com alguma dificuldade, pois não conseguimos viver
sozinhos, precisamos das pessoas, de apoio e assim, o processo de adolescer pode se dar de
forma mais tranquila e feliz. Nessa perspectiva, concordamos que as ações nos grupos
precisam ser pensadas através do processo interativo e da comunicação entre os participantes,
levando os mesmos a pensar sobre o modo em que vivem e as influências e riscos aos quais
estão expostos. Dessa maneira, entendemos ser possível promover o desenvolvimento das
pessoas, potencializando seus conhecimentos e sensibilizando para o autocuidado e autonomia
na tomada de decisões sobre o curso de suas vidas (DALL’AGNOL et al., 2007). Sendo
assim, vale destacar que o encontro foi muito produtivo, sendo que o filme trouxe diversas
questões que proporcionaram pensar mais criticamente com relação ao assunto drogas, bem
como sobre a facilidade de começar usar e a dificuldade de parar. Desse modo, os
adolescentes puderam trocar ideias e refletir sobre as consequências destas, para então poder
decidir sobre sua vida, na tomada de atitudes, pois se parte do princípio de que todos tem
liberdade para tomar suas próprias decisões, no entanto é importante que tenham esse
conhecimento necessário. Diante do exposto, podemos dizer que as ações de educação em
saúde constituem-se estratégias eficazes para estimular discussões sobre temas de interesse
dos adolescentes, considerando sempre o contexto no qual eles estão inseridos.
Palavras-chave: Adolescência. Drogas. Educação em Saúde. Escola.
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Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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DESENVOLVEDO AÇÕES EDUCATIVAS A PAIS E FAMILIARES DE
NEONATOS EM FOTOTERAPIA: UM RELATO DE EXPEIÊNCIA
Claudiane Faccin∗
Laura Helena Gerber Franciscatto∗∗
O profissional enfermeiro oferece uma assistência integral e efetiva, baseado nas
necessidades dos pacientes e familiares, sendo fundamental o contato entre os mesmos. Neste
sentido é de suma importância a participação do profissional no gerenciamento do cuidado
assistencial e humanizado. Desta forma o trabalho da enfermagem em neonatologia requer
sensibilidade, habilidade, conhecimento e vigilância, devido o público alvo ser vulnerável e
totalmente dependente. Por sua vez, a desqualificação do enfermeiro faz com que haja uma
escassez de profissional competente no auxílio ao recém-nascido em fototerapia. Com isso,
reflete no cuidado da assistência ao neonato uma deficiência na qualidade. Este precisa estar
qualificado e atualizado embasado no estudo científico, sensibilizando assim a equipe e
proporcionando a excelência no cuidado. A hiperbilirrubina ou icterícia neonatal que é
definida pela coloração amarelada na derme dos neonatos, em consequência da elevação da
bilirrubina indireta acima de 5-7ng?dl (FORMIGA, 2009). A mesma não é conjugada,
permanecendo no organismo e tornando-se tóxica à saúde do recém-nascido (RN). Se não for
tratado adequadamente, pode deixar sequelas neurológicas, pois a bilirrubina indireta passa
pela barreira hematoencefálica lesionando o sistema nervoso central (SNC). A fototerapia
vem sendo utilizada desde os primórdios, os nativos já a utilizavam sem conhecimento
científico, como forma de terapia curativa. Após a descoberta desta prática ocorreu uma
revolução no sentido de proporcionar uma melhor assistência ao nenonato, sendo hoje a
modalidade terapêutica mais utilizada para o tratamento da icterícia neonatal. A utilização da
fototerapia como tratamento da hiperbilirrubinemia foi proposta pela primeira vez em 1958
por Cremer. Desde então diversos progressos e novas técnicas de fototerapia foram propostas
(COLVERO, COLVERO e FIORI, 2005). O presente trabalho relata a experiência vivenciada
pela a acadêmica de enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen/RS onde
desenvolveu-se educação em saúde a pais e familiares de neonato em fototerapia na qual fez
parte do trabalho de conclusão de curso da acadêmica. As atividades se desenvolveram no
Hospital Divina Providência de Frederico Westphalen/RS. Os objetivos do presente trabalho
foram: informar os pais e familiares dos neonatos sobre a icterícia neonatal, mostrar os
equipamentos necessários para o tratamento da icterícia e como os mesmos funcionam,
esclarecer os familiares sobre a importância do tratamento adequado e seus agravos, mostrar
aos familiares quais os cuidados de enfermagem que serão prestados a esses recém-nascidos,
e estimular e oportunizar o contato físico possibilitando laços afetivos entre mãe e filho. A
fototerapia é a ação terapêutica mais utilizada em icterícia neonatal. Cabe enfatizar a
importância de o enfermeiro transmitir as informações sobre a icterícia neonatal a seu
∗
Acadêmica do VIII Semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico
Westphalen.
∗∗
Professora Mestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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respectivo tratamento para os pais e familiares de neonatos que estão realizando fototerapia,
fazendo de forma clara, objetiva, com um vocabulário simples e de fácil entendimento.
Proporcionando um espaço, e momentos para os mesmos se expressarem, colocando suas
dúvidas e preocupações sem constrangimento. Portanto, ressalta-se aqui a importância do
profissional buscar manter-se atualizado a fim de desempenhar um melhor trabalho. Vale
enfatizar também que o profissional pode usar a ferramenta da educação em saúde para
trabalhar com pais e familiares de neonatos que estão realizando fototerapia, já que o
enfermeiro é responsável pelo atendimento ali prestado. Através da utilização da mesma,
busca-se aprimorar os conhecimentos dos pais a respeito do que é icterícia e quais são suas
formas de tratamento, neste momento é relevante lembrar que o enfermeiro tem papel
importante de atuar como educador, gerenciador de equipe e serviços assistenciais
humanizados. A educação em saúde ampara os profissionais bem como tantos outros, em sua
prática cotidiana, para a assistência hospitalar assim como na saúde pública. Desta forma a
educação em saúde no espaço do enfermeiro atua com a valorização, autonomia e o despertar
da consciência crítica de cada indivíduo, tendo como relevância o contexto social/comunidade
do mesmo. Segundo Oliveira e Rodrigues (2004, p.117) “Considerando que a educação em
saúde está relacionada à aprendizagem, desenhada para alcançar a saúde, torna-se necessário
que esta seja voltada a atender a população de acordo com sua realidade.” Com base nisso e
nas experiências vivenciadas anteriormente surge o desafio de trabalhar a educação em saúde
através de orientações a pais e familiares de neonatos em fototerapia. O referido projeto está
em andamento e até o presente momento obteve-se três recém-nascidos em fototerapia
salientando que cada neonato com diagnósticos diferentes, sendo estes: incompatibilidade
ABO, prematuridade e imaturidade do fígado. Nesses encontros os pais relatam da
importância das orientações, pois não tinham conhecimento da doença e de sua gravidade,
expressando seus sentimentos em relação ao tratamento com fototerapia sendo até então algo
desconhecido. Segundo Campos e Cardoso (2007) para os profissionais da equipe de saúde,
iniciar a fototerapia em um neonato na UIN é um procedimento terapêutico bastante comum,
pois faz parte das rotinas às quais já estão afeiçoados. Para a ma mãe, entretanto que não
conhece o tratamento ou nem se quer sabe porquê da sua utilização e vivencia pela primeira
vez um filho sob fototerapia, qual será esse significado? Como observamos, essa visão pode
parecer assustadora ou, no mínimo, estranha, de acordo com a sua percepção em relação ao
tratamento, seus riscos e benefícios. Dessa forma, é fundamental se estabelecer a
comunicação da equipe de saúde com a mãe, com a finalidade de esclarecê-la devidamente a
respeito da terapêutica a qual seu filho é submetido. “Para a maioria dos pais é chocante e
estranho entrar pela primeira vez numa unidade e ver seu bebê cercado de fios e aparelhos
para manter tudo sob controle, e voltar para casa sem o filho” (CAMPOS, CARDOSO, 2004).
De acordo com a revisão de literatura cabe aqui discutir o atendimento prestado pela equipe
de enfermagem, o que vem sofrendo alterações no decorrer da história neonatal, mas podendo
ser destacado que a assistência prestada por enfermeiros capacitados aponta que se obtêm
melhores resultados no manejo de tais pacientes (RODRIGUES, OLIVEIRA, 2004). Dessa
forma tendo em vista a essencialidade do acolhimento a familiares e pacientes favorecendo
um contato mais estreito, o qual possibilita prestar orientações contribuindo para o
conhecimento e desmistificando mitos acerca da fototerapia. Portanto fica evidente a
importância do comprometimento com tais práticas sendo que o papel do enfermeiro é
fundamental para a efetivação da assistência ao cuidado do recém-nascido em fototerapia.
Pois quanto maior a busca pela qualificação na assistência, bem como no sabe científico por
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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parte do enfermeiro refletir-se-á em sua equipe, é sabido que a mesma retrata a postura do
profissional gerente de equipe.
Palavras-chave: Fototerapia. Enfermeiro. Assistência a Familiares.
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Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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DESENVOLVENDO ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE NAS
ESCOLAS
Andréia Piovesan∗
Débora Ceretta∗
Jonathan da Rosa∗
Ana Paula Coldebella Kirch∗
Marilia Marcolin∗
Laura Gerber Franciscatto∗∗
As formas de atuação dos profissionais de saúde atualmente estão em constantes
transformações haja vista, que a sua prática exige a criação e execução de intervenções que
estejam adaptadas e em consonância com as reais necessidades de três atores envolvidos no
processo de saúde, quais sejam: serviços de saúde propriamente dito, profissionais de saúde e
os usuários dos serviços de saúde. Assim, refletir sobre esses paradigmas, nos remetem a
ações norteadoras da nossa prática diária em prol da promoção da saúde, onde as pessoas
tornam-se responsáveis pelo autocuidado, os profissionais da saúde passam a interagir in locu
com a comunidade, aconselhando sobre possíveis fatores de risco à sua saúde e de familiares,
estimulando-os a avaliarem a qualidade de vida que desejam para si. Conforme Trezza, Santos
e Santos (2007, p. 327) A educação em saúde é uma das principais funções dos profissionais
da enfermagem e uma área de atuação em que nossos colegas de todos os níveis usam e
abusam da criatividade, inovação e capacidade de improvisação. Desenvolver atividades
educativas em saúde no ambiente escolar com as crianças, torna-se uma estratégia para os
serviços de saúde e a escola, visto que propicia aos profissionais de saúde e professores o
desenvolvimento de trabalhos em conjunto, refletindo em uma atuação de grande relevância,
pois um dos objetivos deste tipo de educação é motivar as pessoas a transformarem suas
vidas, através do aprendizado, troca de experiências, socialização de hábitos saudáveis de
vida. Da mesma forma, que a escola desempenha um papel de educadora, formadora de
hábitos para os escolares, pois se formos analisar passamos grande parte da nossa vida na
escola, sendo que nas atividades torna-se possível envolver os pais e familiares na busca por
maior êxito na promoção da saúde e prevenção de doenças. Nesse sentido, o presente trabalho
tem por objetivo relatar a experiência vivenciada pelos acadêmicos do VIII semestre do Curso
de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen, os quais nos
meses de maio e junho de 2010 realizaram as aulas teórico-práticas da Disciplina de Saúde da
Criança e do Adolescente, ministrada pelas Enfermeiras Professoras Laura Gerber
Franciscatto e Kiciosan da Silva Bernardi Galli, nas escolas do Bairro São Francisco de Paula
no Município Frederico Westphalen e no município de Erval Seco. Assim, foram realizadas
palestras com alunos da 3ª até a 7ª série contemplando assuntos como alimentação saudável,
higiene corporal e o corpo humano. Durante as atividades com os alunos, inicialmente foi
desenvolvida uma dinâmica, dividindo-os em dois grupos, onde um grupo ficou responsável
por desenhar o corpo humano e todas as partes que o compõem, e outro grupo ficou
∗
Graduandas do VIII semestre de enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen.
Enfª Msc. Profª do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen.
∗∗
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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responsável por cada aluno desenhar um membro ou órgão do corpo, finalizada essa primeira
etapa, iniciaram-se as discussões sobre como é o nosso corpo, como seria se fôssemos todos
iguais, e nesse contexto enfatizamos a importância da valorização e o cuidado que devemos
ter com o nosso corpo. Posteriormente, utilizamos o boneco anatômico, que possibilitou a
observação tridimensional dos órgãos, onde enfocamos mais acerca do tema Sistema
Digestório, porém era visível a curiosidade das crianças, pois eles demonstravam interesse em
todas as partes, pois era possível remover os órgãos do boneco e explicar sua função no
organismo. Dessa forma, as crianças nos questionavam sobre vários assuntos, como por
exemplo, para que serve o fígado, o que acontece com a pessoa tabagista. Muitas perguntas
surgiram e várias situações do cotidiano foram relatadas pelas crianças. Percebemos que esses
momentos são enriquecedores pois as pessoas socializam suas preocupações e anseios,
podendo a equipe de saúde e/ou professores, posteriormente intervir se necessário. Na mesma
oportunidade, um grupo de acadêmicos trabalhou com os professores e com profissionais que
trabalham em escolas sobre Primeiros socorros na escola. Deste modo, enquanto se
desenvolviam atividades com os alunos os professores também podiam aumentar seus
conhecimentos acerca da temática primeiros socorros em ambiente escolar, trocando
experiências teóricas e práticas sobre como se portar frente a adversidades inusitadas e como
prevenir possíveis acidentes no ambiente de educação. A abordagem da prevenção de
acidentes e as medidas a serem tomadas caso o incidente ocorra foi escolhida pelo grupo por
entender que muitos acidentes ocorrem nas escolas e que os professores, profissionais da
educação e profissionais que trabalham nas escolas são muitas vezes os primeiros a prestar a
assistência a essas crianças, tendo, portanto, que estar preparados para assumir as condutas
necessárias. É importante salientar que as atividades foram planejadas e desenvolvidas de
forma didática e prática, com simulações e exemplificações reais do dia a dia do ambiente
educacional, o qual contou com a participação de relatos de profissionais que ali trabalham ou
convivem. Da mesma forma, foi disponibilizado a cada escola um material impresso
confeccionado pelos próprios alunos a fim de que o conhecimento da temática abordada nos
encontros servisse de forma multiplicadora nesses territórios e que os mesmos pudessem ler e
estudar de forma mais pormenorizada em outros momentos. Entendemos que a educação em
saúde é um processo que o ser humano utiliza para amenizar a lacuna que o desenvolvimento
da sociedade gera sobre a condição humana. É por meio da educação que o ser humano
almeja problematizar a sua realidade, não sendo um objeto dela, mas sim refletindo sobre a
sua realidade para mudar o seu meio ou seus atos. Desenvolver tais atividades, instigam a
busca pelo saber, formação de novos conhecimentos, troca de experiências tanto do
profissional como das pessoas envolvidas. Nesse contexto, Freire (1979, p. 27) ressalta que
não haveria educação se o homem fosse um ser acabado, podendo refletir sobre si mesmo e
colocando-se num determinado momento ou numa determinada realidade e refletir. Enquanto
futuros enfermeiros, entendemos tais atividades como meio para a produção de vinculo entre
usuários dos serviços de saúde e profissionais, permitindo uma relação de troca na qual
poderão ser fornecidos elementos que permitirão a identificação das necessidades de saúde da
população. Portanto, estas aulas teórico-práticas foram enriquecedoras para a nossa prática
profissional, pois apresentam-se como um processo dinâmico em que há um continuo
movimento entre as relações humanas, valorizando as peculiaridades de cada pessoa e
inserindo-nos nas suas realidades.
Palavras-chave: Educação em Saúde. Atividades. Profissionais da Saúde.
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE: PROMOVENDO A QUALIDADE DE VIDA
COM GRUPOS DE MULHERES DE FREDERICO WESTPHALEN1
Marilia Della Pasqua2
Gabriela Zanatta2
Caroline Diel2
Lilian Lazarotto3
Marcia Casaril dos Santos Cargnin4
O presente trabalho relata a experiência das alunas do VI semestre de enfermagem da
Universidade Regional Integrada – Campus de Frederico Westphalen, que participam neste II
semestre, de um projeto de extensão, intitulado: Grupo de mulheres como espaço para
promover a saúde no município de Frederico Westphalen, em parceria com a EMATER-RS,
onde são desenvolvidos grupos educativos com mulheres do interior do município de
Frederico Westphalen. A saúde da mulher na atualidade vem sendo discutida, juntamente com
a atuação dos profissionais enfermeiros na promoção da saúde, pois proporcionam o
desenvolvimento de ações e reflexões de modo a qualificar o cuidado e a assistência prestada
no intuito de conquistar espaço definitivo no mercado de trabalho e quebrar tabus na
sociedade brasileira, a mulher enfrenta agora um novo desafio: cuidar da saúde enquanto
acumula cada vez mais tarefas. Mas, em muitas doenças típicas do universo feminino, alguns
cuidados podem ser suficientes para garantir uma vida saudável. A saúde da mulher é o
enfoque desta reflexão, sendo que precisa ser pensada nesta perspectiva promovendo a saúde,
uma vez que estas ações permitem discutir e formular estratégias com a própria mulher, com
vistas a buscar sua saúde nas diferentes mudanças e adaptações que terá que enfrentar no
decorrer de sua vida, tomando como ponto de partida seus saberes e experiências vividas. O
projeto de extensão tem como objetivo “Promover Atenção a Saúde da Mulher, promovendo
fatores de proteção/prevenção/promoção da saúde, melhorando a qualidade de vida, sendo
desenvolvidas ações de educação em saúde, além de buscar enriquecer a assistência e
discussões acerca da promoção da saúde e prevenção de doenças com o desenvolvimento de
ações de enfermagem para mulheres participantes do grupo, principalmente as mulheres
residentes no interior do município, sendo assim buscou-se a parceria com a EMATER –
Frederico Westphalen. A saúde da mulher é tema que elege grandes debates pois como
sabemos as mulheres são a maioria da população brasileira e as principais usuárias do Sistema
Único de Saúde. De acordo com estimativas do DATASUS, em 2007, a população feminina
brasileira totaliza mais de 98 milhões de mulheres. No entanto, na própria história da
constituição da mulher como ser humano independente e com direitos, foi atrelado a lutas e
conquistas que se desenvolveram de forma tímida, quando comparados com o sexo
masculino, que gozava de autonomia e independência cultural dominadora sobre o sexo
1
Resumo Expandido do projeto de extensão intitulado: Grupo de mulheres como espaço para promover a saúde
no município de Frederico Westphalen
2
Alunas do curso de graduação em Enfermagem –URI, Campus de Frederico Westphalen. 6° semestre.
3
Aluna do curso de graduação em Enfermagem –URI, Campus de Frederico Westphalen, 8° semestre.
4
Enfermeira, especialista em Saúde do Trabalhador, professora do curso de graduação em Enfermagem da URI,
Campus de Frederico Westphalen.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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feminino. Um dos grandes marcos na luta pelos direitos femininos foi após o movimento
feminista que buscou lutar pelos direitos femininos sem distinção de raça ou cor. Cabe citar
como exemplo o que se reflete no cenário da saúde e nos direitos adquiridos pelas mulheres
brasileiras. uma forma de analisarmos estas conquistas foi a criação das políticas públicas,
como por exemplo, o foco na atenção integral à saúde da mulher, foi assumido como
compromisso básico na saúde da população, especialmente com objetivo de promover
melhorias das condições de vida das brasileiras.Deste modo, no Brasil, o Ministério da Saúde
(BRASIL,2009) elabora e fomenta a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da
Mulher, com vistas a contribuir para a garantia dos direitos humanos das mulheres, bem como
reduzir a morbimortalidade por causas previsíveis e evitáveis entre o grupo feminino. Um
modo de analisarmos a promoção da saúde é de um processo continuado de capacitação na
comunidade melhorando suas condições de vida dentro do meio em que eles vivem,
(BRASIL, 2010) aborda que a promoção da saúde é uma estratégia de articulação transversal
na qual se confere visibilidade aos fatores que colocam a saúde da população em risco,
visando à criação de mecanismos que reduzam as situações de vulnerabilidade, defendam a
equidade e incorporem a participação e o controle social na gestão das políticas públicas.
Nessa lógica que o trabalho em grupos, principalmente os ligados à saúde, os denominados
Grupos de Saúde se caracterizam como um conjunto de pessoas com as mesmas constantes de
tempo, espaço e limites de funcionamento, estas por sua vez interagem cooperativamente com
o intuito de realizar a tarefa da promoção da saúde e consequentemente a produção de saúde.
Cabe salientar que na maioria das vezes os serviços de saúde estão localizados nos grandes
centros urbanos, estando na maioria das vezes, ou quase sempre, esquecidas as mulheres do
interior, se refletindo com a baixa escolaridade, a pobreza, a falta de conhecimento, a
situações de violência doméstica, sendo assim as mulheres mais suscetíveis a enfermidades
que acometem sua vida diária. Diante disso buscou-se reverter as situações através do projeto
que consiste em encontros que ocorrem semanalmente com mulheres abrangendo todas as
comunidades, vilas e linhas do interior do município de Frederico Westphalen, em parceria
com a extensionista da Emater-RS. Tais grupos acontecem uma vez por semana com rodízio
de comunidades e são previamente agendados de acordo com o planejamento pré determinado
pela extencionista. Os locais de desenvolvimento das atividades do grupo são as escolas,
sedes das comunidades e salões comunitários. As atividades desenvolvidas nos grupos têm
duração aproximada de três horas, podendo se estender conforme a necessidade e o interesse
da clientela. A temática apresentada até o momento foi sobre o Câncer de Mama e de Colo de
Útero, cabe salientar que tal temática foi uma necessidade sugerida pelas Agentes
Comunitárias de Saúde. Os grupos são espaços de troca de experiências, vivências e saberes,
um momento único onde a interação das acadêmicas e do grupo ocorre de forma descontraída,
proporcionando aprendizagem em ambos os lados. Durante os encontros muitas dúvidas
foram sanadas, orientações prestadas, enfim, conseguimos atingir nossas metas e promover a
saúde dessas mulheres. Cabe salientar que a cada encontro torna-se mais visível a importância
da atuação da enfermagem em meios rurais, que, para os profissionais responsabilizar-se com
as práticas de promoção, constitui-se um desafio, uma vez que esta permite estender
significativamente a abrangência das ações de saúde da mulher. Este espaço de trocas de
saberes é muito expressivo, pois o que é observado em sala de aula pode ser revisto na prática.
As pessoas têm grande aceitabilidade e adesão aos temas trazidos. Contudo, pode-se dizer que
a cada dia, alcançamos nossos objetivos prevenindo doenças e promovendo a saúde e bemestar da mulher rural, ou seja “a gente ensina as pessoas a cuidarem da sua saúde”.
Palavras-chave: Enfermagem. Saúde Mulher Rural. Grupos de Saúde.
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ENFERMAGEM EM AÇÃO: UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO
CONTINUADA
Laura Helena Gerber Franciscatto∗
Carla Rosana Gautério Casali∗∗
Carla Argenta∗∗∗
Em busca de consolidar os diferentes saberes que permeiam as atividades dos
profissionais de enfermagem, e permitindo ao acadêmico um ensaio de sua atuação
profissional, emerge a educação continuada como um dos pilares de sustentação do ser
enfermeiro. As organizações precisam de profissionais capacitados para o alcance de suas
metas e objetivos. Para tanto, se faz necessário a realização de um trabalho contínuo com a
equipe, avaliando e reavaliando as ações desenvolvidas pelos profissionais dentro do contexto
institucional. Desta forma, a educação surge como uma das estratégias utilizadas para o
desenvolvimento do profissional de enfermagem, maximizando seu potencial e favorecendo o
seu crescimento dentro da organização e, consequentemente, a uma maior satisfação no
trabalho. Essas práticas educacionais, além de direcionar as ações executadas, modificam
comportamentos e levam a equipe a refletir sobre sua atuação, permitindo assim, uma postura
crítico-reflexiva sobre desempenho de suas atividades e contribuindo para a melhoria da
assistência prestada ao usuário dos serviços de saúde. Portanto é necessário a realização de
um trabalho educativo e contínuo. A Educação continuada é uma das estratégias para que isso
ocorra, facilitando a transformação do potencial da equipe, favorecendo o seu desempenho
profissional e levando-o a ter uma maior satisfação no trabalho. Em consequência disso a
resolução de conflitos se torna menos problemática promovendo mudanças de
comportamentos, favorecendo o alcance dos objetivos institucionais. Segundo Silva citado
por Kurgant (1991), o ponto de partida, para que a educação de pessoal de enfermagem se
torne efetiva, é a enfermagem ter, na filosofia, a crença e o valor da educação como um meio
de crescimento de seus funcionários, contribuindo para a melhoria da assistência à clientela.
Assim, este relato de experiência apresenta a vivência das autoras enquanto docentes da
disciplina de Gerenciamento do Cuidado e Serviços de Saúde II. Buscando uma forma de
interar os alunos com o campo de estágio e mostrando-os uma das estratégias fundamentais da
atuação do enfermeiro em seu local de trabalho, propomos aos alunos trabalhar educação
continuada. A idealização desta atividade se deu durante o planejamento da disciplina de
Gerenciamento do Cuidado e Serviços de Saúde, componente curricular do 7º semestre do
curso de Enfermagem da URI-campus de Frederico Westphalen. A partir de discussões
realizadas pelas professoras Carla Argenta, Carla Casali e Laura H. Gerber Franciscatto, bem
como, a visualização da necessidade de abordar com os alunos esta questão e aplicá-la na
∗
Mestre em Genética. Professora do Curso de Graduação em Enfermagem da URI, Campus Frederico
Westphalen – RS.
∗∗
Enfermeira especialista em Administração Hospitalar. Professora do Curso de Graduação em Enfermagem
URI, Campus de Frederico Westphalen – RS.
∗∗∗
Mestranda em Enfermagem. Professora do Curso de Graduação em Enfermagem URI, Campus Frederico
Westphalen – RS.
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prática, desenvolvemos o primeiro encontro de Educação continuada no Hospital Divina
Providência (HDP) do Município de Frederico Westphalen. Vale salientar que em princípio
realizamos uma pesquisa anônima solicitando à equipe de enfermagem os temas que
interessavam a eles, sendo que, o primeiro tema trabalhado foi: A importância da passagem
de plantão e registros de enfermagem. Este encontro foi realizado em dois horários (18h e
19 h), pensando em abranger um público maior em função dos horários de trabalho. Cabe
salientar que tivemos a parceria das enfermeiras do HDP para organização do espaço, da
abertura e principalmente no chamamento para a participação. Tivemos o cuidado de não
elaborar um encontro extenso, sendo este organizado pelos próprios alunos, cada um com suas
funções, e sob a supervisão das professoras Para que isso ocorra, o aluno necessita aprender a
buscar conhecimento, e não a recebê-lo pronto. Por meio do estímulo, da motivação e da
sensibilização, leva-se à conscientização e à mudança de atitude do aluno em relação à busca
de conhecimento (PASCHOAL, MANTOVANI, MÉIER, 2007). Ao término do encontro,
percebemos e ouvimos agradecimentos e elogios por parte da equipe confirmando que educar
em serviço é uma função importante nas atividades do Enfermeiro, reforçando que esta
precisa ser bem organizada, preparada com subsídios fidedignos e registrada para garantir a
eficácia desse processo. Assim, o desenvolvimento da educação permanente leva o
profissional enfermeiro à competência, ao conhecimento e à atualização, que são
componentes necessários para garantir a sobrevivência, tanto do profissional quanto da
própria profissão. A educação continuada é conceituada como o conjunto de experiências
subsequentes à formação inicial, que permitem ao trabalhador manter, aumentar ou melhorar
sua competência, para que esta seja compatível com o desenvolvimento de suas
responsabilidades, caracterizando, assim, a competência como atributo individual (DAVINI,
1994). Ela é um conjunto de práticas educativas contínuas, destinadas ao desenvolvimento de
potencialidades, para uma mudança de atitudes e comportamentos nas áreas cognitiva, afetiva
e psicomotora do ser humano, na perspectiva de transformação de sua prática (SALUM,
PRADO, 2000). Desse modo, percebe-se a educação como um processo dinâmico e contínuo
de construção do conhecimento, por intermédio do desenvolvimento do pensamento livre e da
consciência crítico-reflexiva, e que, pelas relações humanas, leva à criação de compromisso
pessoal e profissional, capacitando para a transformação da realidade (PASCHOAL,
MANTOVANI, MÉIER, 2007). No que se refere ao processo de educação continuada,
conseguimos dar o primeiro passo. Neste primeiro momento trabalhamos com a equipe de
enfermagem, mas entendemos a necessidade de abrangermos para todos os profissionais
envolvidos no cuidado direto e indireto ao paciente. Cada vez mais, os profissionais
capacitam-se por meio da educação continuada, que deve ser ministrada ou trabalhada de
modo multiprofissional, pois as questões que se apresentam não são apenas ligadas à
enfermagem e sim à equipe multiprofissional, ao hospital como um todo. Então, a questão
educacional deve ser vista também como um todo. Nesse sentido, a educação continuada é
responsabilidade dos serviços e das pessoas, cuja motivação propicia o uso das experiências
vividas no trabalho, na família e na sociedade, para se educar continuamente. Assim, uma
efetiva educação continuada na profissão de enfermagem deve ser direcionada para o
desenvolvimento global de seus integrantes, tendo como meta a melhoria da qualidade da
assistência (PASCHOAL, MANTOVANI, MÉIER, 2007). Neste sentido, a experiência
permitiu às autoras e aos acadêmicos vivenciar não só a prática e o comprometimento do
profissional enfermeiro no processo de educação da equipe, como a importância do trabalho
em consonância com os objetivos da organização em propiciar um atendimento qualificado à
população. Estamos convictas que a experiência realizada mostrou resultados relevantes.
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Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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Sendo assim, continuaremos a desenvolver atividades desta modalidade continuamente na
instituição do Hospital Divina Providência em parceria com o Curso de Graduação em
Enfermagem.
Palavras-chave: Enfermagem. Proposta. Educação Continuada.
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FATORES DE RISCO PARA OSTEOPOROSE E DENSIDADE
MINERAL ÓSSEA EM IDOSOS DO MUNICÍPIO DE FREDERICO
WESTPHALEN (RS)
Caroline Marangon Dourado∗
Claus Dieter Stobäus∗∗
O aumento da expectativa de vida das populações, a queda da mortalidade e a redução
da fecundidade resultam no envelhecimento da população e aumento universal das taxas de
doenças crônico-degenerativas, como a osteoporose. Este distúrbio osteometabólico é
caracterizado pela reduzida massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo,
levando à fragilidade mecânica e consequente predisposição a fraturas com trauma mínimo,
atingindo a todos, em especial as mulheres após a menopausa. A etiologia da perda de massa
óssea é complexa, multifatorial, e inclui hereditariedade, etnia, idade avançada, sexo
feminino, baixo peso corporal, deficiência hormonal, excessivo consumo de álcool,
inatividade física, tabagismo e fatores nutricionais. Para prevenção e tratamento desta doença,
além de outras medidas terapêuticas, a nutrição desempenha papel fundamental. O consumo
adequado dos nutrientes envolvidos no metabolismo ósseo, em todos os períodos do ciclo
vital, pode prevenir ou reduzir a incidência de osteoporose; e a provisão de nutrientes
construtores dos ossos é necessária mesmo após o início da osteoporose. Em vista do exposto,
será desenvolvida, uma pesquisa científica, intitulada “Fatores de risco para osteoporose e
densidade mineral óssea em idosos do município de Frederico Wetphalen (RS)”, que tem
como objetivo geral: analisar os fatores de risco para osteoporose e sua associação com a
densidade mineral óssea em idosos. Trata-se de um estudo transversal, coletado de forma
prospectiva, em uma amostra aleatória de idosos do município de Frederico Westphalen (RS),
que possuam 60 anos ou mais, conforme definição de idoso preconizada pela OMS para
países em desenvolvimento, com capacidade cognitiva de responder às questões, ou estejam
acompanhados de seu cuidador. Na fase exploratória (aplicação de questionário) serão
observados inicialmente 30 idosos do município. Esta análise interina será utilizada para
obtenção de estimativas de variabilidade das principais variáveis do estudo. Com isso, poderse-á determinar o tamanho mínimo da amostra necessária para as estimativas dos parâmetros a
partir das características particulares dos indivíduos da região. Adotar-se-á um nível de
significância de 5% e poder do teste não inferior a 70%. Para determinação do tamanho
mínimo da amostra será utilizado o software GPower ou similar. Como critério de exclusão
será considerado que: os idosos deverão ter idade igual ou superior a 60 anos, pertencer ao
município de Frederico Westphalen (RS) e assinar o Consentimento Livre e Esclarecido
(TCLE) para participação. Já os critérios de exclusão serão: não ter condições de responder
∗
Nutricionista (UNISINOS), Especialização em Nutrição Clínica (CBES), Mestranda em Gerontologia
Biomédica (PUC/RS), Nutricionista da UFSM (campus de Frederico Westphalen/RS), professora do Curso de
Graduação em Nutrição da URI (campus de Frederico Westphalen/RS).
∗∗
Médico (UFCSPA), Especialização em Residência Médica Doenças Infecto Parasitárias (UFCSPA), em
Ciências do Esporte (UFCSPA) e em Metodologia do Ensino Superior (UFRGS), Mestre em Educação
(UFRGS), Doutor em Educação (UFRGS), Pós-Doutor (UAM), professor da PUC/RS.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
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aos questionários, mesmo que na presença do cuidador; em uso de suplemento de cálcio e
vitamina D ou outros fármacos relacionados; em terapia de reposição hormonal; com
diagnóstico de doenças crônicas do trato gastrointestinal como Doença de Crohn, Síndrome
do Cólon Irritável, Câncer do Aparelho Digestivo etc.; idosos que estejam impossibilitados
para subirem na balança antropométrica dos postos de saúde, para verificação de peso e altura
e idosos amputados. Os dados serão coletados nos meses de novembro de 2010 a dezembro de
2011. A entrevista será realizada pela pesquisadora responsável e estagiária(s) de nutrição
devidamente treinada(s), em postos de saúde, com os idosos pertencentes ao município de
Frederico Westphalen (RS), enquanto aguardam atendimento. Para identificação da presença
de fatores de risco para osteoporose será realizada pela pesquisadora uma entrevista,
composta por um questionário estruturado, Mini Avaliação Nutricional (MNA) e Questionário
de Frequência Alimentar (QFA) junto aos idosos. Na entrevista serão expostas perguntas com
respostas abertas e fechadas, nas quais constarão questões referentes à existência de fatores de
risco para osteoporose, tais como: consumo diário de leite e derivados, de sal, proteínas,
fósforo, fibras; vitaminas C, K e B12, e cafeína; idade, sexo, prática de atividades físicas,
exposição à luz solar, possíveis fatores genéticos, consumo de álcool, tabagismo, ser
vegetariano, uso de suplementos e medicamentos (corticóides, anticonvulsivantes, antiácidos,
heparina, anticolinérgicos, e aqueles que produzem sedação), ocorrência de fraturas, além de
informações sociodemográficas e socioeconômicas e dados antropométricos. Para a avaliação
do hábito alimentar será aplicado o QFA proposto por Fisberg et al. (2007). A avaliação da
ingestão de micronutrientes como cálcio, fósforo, vitaminas C, K e B12 será analisada através
do consumo de alguns alimentos específicos ricos nestes nutrientes descritos no QFA. Estes
micronutrientes serão comparados às recomendações estipuladas pelas DRIs para a população
idosa. Para a análise das medidas antropométricas serão verificados: peso (kg), altura (cm),
IMC (kg/m2), perímetro braquial (cm) e perímetro da panturrilha (cm); através das medidas
do peso e da altura encontraremos o IMC. Estes itens de avaliação estão incluídos no MNA. A
avaliação do estado nutricional será realizada através da aplicação deste mesmo questionário
(MNA). Para avaliar o nível de atividade física os idosos serão questionados sobre o tipo de
atividades exercidas durante o dia, como ocupacionais e exercício físico. Após, serão
classificadas em quatro categorias: sedentário, leve, moderado e intenso, de acordo com os
critérios do Institute of Medicine/Food and Nutrition Board. Para o cálculo da necessidade
estimada de energia (EER) de cada idoso, será utilizada a fórmula proposta pelas DRIs de
energia para homens e mulheres com idade igual ou superior a 19 anos. Estes valores serão
comparados com a ingestão energética habitual de cada idoso, e com as recomendações das
DRIs para ingestão adequada de macronutrientes (Acceptable Macronutrient Distribution –
AMDR) específicos para idosos. Para analisar a DMO serão realizados exames de
densitometria óssea (Dual Energy X-Ray Absorptiometry – DEXA), no Serviço de
Densitometria do Hospital Divina Providência, de Frederico Westphalen – RS (HDP), com o
equipamento “Lunar DPX”, dentro de duas semanas após a avaliação inicial. A calibragem do
aparelho usado é executada diariamente, conforme rotina do Serviço de Densitometria. Para a
realização do exame foi obtida autorização da Administração do HDP. Portanto, como a
osteoporose é uma doença que aumenta sua prevalência com o aumento da longevidade, é
possível que no Brasil tenhamos um aumento da incidência desta patologia nos próximos
anos. Pensando especialmente no idoso, os baixos recursos provenientes da aposentadoria por
vezes não bastam para aquisição de uma dieta adequada, aumentando o risco de deficiência de
cálcio e outros nutrientes e, consequentemente, o risco de osteoporose. Afora isso, o
comprometimento da visão ou o uso de alguns medicamentos podem aumentar o risco de
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
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quedas e fraturas, cujo tratamento implica mais gastos. Também merecem cuidados especiais
os idosos internados em instituições, onde a reduzida atividade física e exposição ao sol
podem contribuir para a perda de massa óssea. Já as particularidades da osteoporose entre as
mulheres não se restringem apenas aos aspectos hormonais e à idade, mas também ao seu
estilo de vida, pois, tanto a dieta como a prática de atividade física irão contribuir positiva ou
negativamente para o surgimento da osteoporose. Conhecer os mecanismos envolvidos na
formação e remodelação óssea permite tanto a prevenção da osteoporose quanto o tratamento
dos pacientes que já sofreram fratura. Os cuidados desde a adolescência com dietas ricas em
cálcio e vitamina D, que forneçam quantidades adequadas de fósforo, zinco, magnésio, sódio,
proteínas, vitamina C, K, B12 e outras, podem ser uma boa estratégia para a prevenção da
osteoporose. Além disso, a redução do consumo de bebida alcoólica ou café e a interrupção
do uso do cigarro por fumantes contribuem para a prevenção da osteoporose e recuperação
óssea. A atividade física regular, sob orientação de profissional habilitado, somada a medidas
educativas de orientação para prevenção de quedas, uso de calçados adequados, construção de
corrimão em escadas, pisos não escorregadios, entre outras, auxiliariam na redução de
acidentes, prevenindo fraturas, especialmente em indivíduos idosos. Aos indivíduos já
acometidos de osteoporose cabe à equipe multidisciplinar orientar a melhor forma de
prevenção de futuras fraturas, quer por suplementação dietética, aumento da atividade física
ou tratamento farmacológico. Nesse sentido, esta pesquisa justifica-se pela necessidade de
identificar os fatores de risco para a osteoporose, a fim de adotar medidas de prevenção de
redução na massa óssea e consequentes fraturas em idosos, além de promover um
envelhecimento bem sucedido.
Palavra-chave: Osteoporose. Densitometria Óssea. Idoso.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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FERRAMENTAS DA INFORMÁTICA A SERVIÇO DA
ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Roberto Franciscatto∗
Nos dias atuais, a tecnologia da informação (TI) está presente praticamente em todos
os ramos de atuação, valendo-se de diferentes ferramentas, sejam eles softwares ou os mais
diversos hardwares que auxiliam nas tarefas diárias. Na enfermagem isto não é diferente.
Existem diversos softwares para auxílio às tarefas antes manuais, como escalas de trabalho,
prescrições, entre outros. A informática deixou para traz o mito de ser cara ou difícil de usar,
para se transformar em uma ferramenta indispensável para todos que dela quiserem usufruir.
O relato de experiência em questão, diz respeito ao minicurso intitulado “Ferramentas da
Informática a serviço da Enfermagem” ministrado aos acadêmicos do curso de Enfermagem,
realizado na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – Campus de
Frederico Westphalen – RS, no dia 19 de maio de 2010. Neste minicurso foram abordados
temas relativos às principais ferramentas da informática que estão disponíveis a serviço da
enfermagem. Neste contexto destacam-se questões relativas à segurança on-line para o aluno,
serviços do Google, diferentes tipos de busca na internet, o plágio no ambiente escolar,
pesquisa em base de dados e a relação direta entre enfermagem e informática. Quando se fala
sobre segurança no ambiente on-line a primeira medida a ser pensada é a proteção mínima
que um usuário deve ter, como por exemplo, um pacote de aplicativos que contemplem:
antivírus, antispywares e proteções on-line residentes, como a verificação de vírus no e-mail,
proteção contra acesso a sites com conteúdo malicioso para o computador, entre outros.
Demais ferramentas como, limpador de registro, firewall e as próprias atualizações do sistema
operacional são de extrema importância para que os acadêmicos criem a sua própria rotina de
segurança, seja na utilização de computadores pessoais, notebooks, tanto na universidade
quanto em outros ambientes (doméstico, por exemplo). Com relação aos serviços on-line,
podem-se destacar as ferramentas do Google. O Google através de seu site oficial dispõe de
inúmeros serviços que vão desde ferramentas on-line (agendas, serviço de alertas, busca de
imagens, edição de documentos, tradução, entre outros) até softwares para navegação na
internet, edição de imagens, busca de documentos no computador, entre outros. Muitas dessas
ferramentas têm o propósito de resolver inúmeras tarefas do dia a dia de forma simplificada
para o usuário, além de servir como auxilio direto para os alunos da enfermagem, conforme
pôde ser observado no minicurso. Outro fator a considerar com relação aos tipos de busca que
podem ser feitos junto ao Google, são as diferentes formas de encontrar a informação correta
e não a mais próxima. Esta questão foi bastante priorizada aos alunos, para que os mesmos
pudessem aprimorar seus métodos de pesquisa na internet. Para isso, foi relatada a
importância em utilizarem-se regras padrões de filtragem de conteúdo e recuperação da
informação, entre as quais se destacou: - Busca por expressões: para encontrar o termo exato,
digita-se a expressão entre aspas, como, por exemplo, “saúde bucal”. Ao colocar o sinal “+”
entre as palavras, aparecerão os dois termos na pesquisa. Ex.: saúde + bucal. - Busca refinada:
para refinar o resultado, é possível pesquisar pelo menos uma das palavras, para que apareça,
∗
Roberto Franciscatto – Professor Assistente – UFSM (Universidade Federal de Santa Maria).
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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por exemplo, só “Saúde” ou “Bucal”, nestes casos utiliza-se a palavra “OR” (“ou”, em inglês)
entre as palavras. Ao usar o sinal “-” é possível filtrar o resultado da pesquisa. Exemplo:
“saúde-bucal”, saúde or bucal. - Busca em formato de arquivos: uma pesquisa bastante
utilizada é pelo tipo ou extensão de arquivo que se pretende buscar. Para isso, depois de
digitar o termo desejado, é preciso especificar a extensão do arquivo (DOC, PDF, PPT, por
exemplo) usando o comando filetype. Ex.: “pediatria filetype: doc” (para pesquisar por
arquivos do tipo DOC), ou “pediatria filetype: pdf” (para procurar por arquivos do tipo PDF).
Outros tipos de buscas como, por exemplo, a pesquisa de determinados termos em um
domínio específico, a busca por imagens e a própria realização de cálculos foram mostrados
aos acadêmicos. Um fator interessante observado no ambiente universitário, diz respeito às
fontes de pesquisa na internet. Alguns questionamentos relatados pelos alunos de enfermagem
foram: - O que seria uma fonte confiável de pesquisa na internet e o que não seria uma fonte
confiável, haja vista a grande variedade de sites? Este questionamento na verdade tem uma
preocupação lógica, por parte dos alunos, pois a internet é uma fonte, rápida, fácil e acessível
para praticamente qualquer tipo de trabalho acadêmico que venha a ser desenvolvido, neste
contexto incluem-se: artigos, trabalhos de disciplinas, monografias, entre outras atividades
solicitadas pelos docentes. Pode-se considerar que uma fonte confiável, é assim dita, quando o
site em questão, ou a informação contida neste site, é “assinada” por uma pessoa responsável
pela mesma. Assim, uma fonte de pesquisa não confiável ou de autoria duvidosa, corresponde
a fontes de informação onde as informações ali expostas deixam dúvida ao usuário quanto à
autoria da mesma. Nestes casos enquadram-se, por exemplo, sites do tipo “wiki”, onde não
ficam explicitadas as fontes de origem desta informação ou qualquer outro tipo de informação
que caracterize o autor ou a pessoa responsável por estas informações. Uma questão bastante
interessante repassada para os acadêmicos de enfermagem, foram às grandes bases de dados,
que a universidade dispõe para os mesmos, como forma de tornar suas pesquisas seguras
quanto à veracidade do conteúdo procurado. Neste ponto foram sugeridos e demonstrados
grandes portais como: Scielo, Pubmed, Medline, Capes, Portal Público, entre outros. Alguns
exemplos práticos foram relatados para os estudantes como forma de preveni-los e orientá-los
quanto ao risco de usar uma informação sem uma fonte confiável e os problemas que isso
pode causar. Outra questão nesta linha de raciocínio apresentada aos acadêmicos foi com
relação ao plágio, um problema generalizado nas instituições de ensino e que pode prejudicar
em muito uma carreira profissional de sucesso. O último item abordado junto aos estudantes
foi a relação existente entre a enfermagem e informática de uma forma geral. Alguns
questionamentos foram propostos como forma de aumentar a discussão como: - É importante
para um profissional de enfermagem saber informática? - Até que ponto isso é relevante? O
que isso traz de construtivo? Neste contexto foram mostrados para os alunos alguns trabalhos
desenvolvidos na área, como monografias, dissertações e teses que envolvem trabalhos
conjuntos entre enfermagem e informática. Um destes trabalhos fazia um comparativo com
relação às competências de informática em saúde, no que diz respeito à comparação no uso
das ferramentas de informática entre docentes, discentes e enfermeiros e os resultados
apontados pela pesquisa. Outra fonte apresentada mostrava que a tecnologia pode salvar
vidas, como no caso do uso do telefone celular para comunicação e atendimento a pacientes, a
importância das redes sociais para humanização da saúde, bem como exemplos de livros
publicados que abordam o tema informática e enfermagem. Assim pode-se concluir que é
notável a inserção dos alunos no mundo tecnológico. Através do contato direto entre a
enfermagem e a informática, abre-se para o acadêmico uma nova janela de possibilidades e
conhecimento. Desta forma aproximam-se áreas antes distintas, onde a construção do
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Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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conhecimento e de novas técnicas pode ser aplicada. Portanto faz-se necessário para o futuro
profissional de enfermagem expandir seus conhecimentos sobre o que a tecnologia dispõe
para o seu dia a dia e também aproximar trabalhos de iniciação científica entre docentes e
discentes dos cursos de enfermagem e de tecnologia, para que de fato as ferramentas
tecnológicas possam ser vivenciadas em trabalhos práticos e que solucionem de uma forma
aprimorada, atividades antes realizadas de forma manual ou sem o uso da TI.
Palavras-chave: Ferramentas da Informática. Enfermagem. Inserção no Mundo Tecnológico.
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Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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GRUPOS DE SAÚDE: UMA ESTRATÉGIA PARA PROMOVER
MELHORIAS NA QUALIDADE DE VIDA DA COMUNIDADE
Deise Gabriela Busatto∗
Jaqueline Marafon Pinheiro∗∗
O presente trabalho relata a experiência acadêmica vivenciada durante o Estágio
Supervisionado I, realizado junto ao Programa de Agentes Comunitárias de Saúde (PACS) da
cidade de Frederico Westphalen. Estágio este que conta com a presença da Enfª Graciele
Pinheiro, atuante como supervisora do PACS e da Enfª Jaqueline Marafon Pinheiro,
supervisora do estágio. O PACS foi criado pelo Ministério da Saúde em 1991, caracterizado
como estratégia de reorientação do modelo assistencial existente; implantado no Rio Grande
do Sul em 1995, e na cidade de Frederico Westphalen em 1998. Este programa tem como
objetivo tornar a população coautora de sua própria saúde pela capacitação desta através de
troca de informações que visem levar melhoria à qualidade de vida da comunidade,
contribuindo assim para a efetivação de um sistema de saúde preventivo, onde as populações
busquem prevenir e evitar complicações no seu estado de saúde por meio de orientações
(FIGUEIREDO, 2004). Na busca pelo fortalecimento e desenvolvimento da proposta do
Sistema Único de Saúde é preciso estruturar um novo modelo assistencial, alicerçado às
funções da Saúde Pública, com a realização de atividades de promoção e proteção da saúde
(BRASIL, 2005). Este novo modelo se torna um desafio pela busca de promover qualidade de
vida para a população. A saúde pública está atravessando uma fase de mudança de
paradigmas. O modelo epidemiológico tradicional, originário de um discurso centralizado em
doenças, começou a ser substituído por um novo modelo epidemiológico, formulando um
novo conceito de saúde, envolvendo ambiente, estilo de vida, biologia humana e sistema de
planejamento de cuidado. As ações educacionais caracterizam combinações de experiências
de aprendizagem delineadas com vistas a facilitar ações voluntárias conducentes à saúde e os
apoios ambientais referem-se a circunstâncias sociais, políticas, econômicas, organizacionais
e reguladoras, relacionadas ao comportamento humano, assim como a todas as políticas de
ação mais diretamente relacionadas à saúde (BRASIL, 2006). Nesse sentido, a atuação
educativa tem papel preponderante na maior expectativa e qualidade de vida. Portanto, todos
os esforços devem ser empreendidos para garantir êxito. O paradigma de promover saúde é
considerado uma nova proposta no campo da Saúde Pública, formalizada através da Carta de
Otawa, formulada na 1ª Conferência de Promoção em Saúde, realizada em 1986 na cidade de
Otawa no Canadá. Este conceito foi caracterizado como o processo de capacitação da
comunidade para atuar na melhoria da sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior
participação no controle deste processo. Este documento acrescenta que para atingir um
estado de completo bem-estar físico, mental e social, os indivíduos e grupos devem saber
identificar aspirações, satisfazer necessidades e modificar favoravelmente o meio-ambiente
(BRASIL, 1996). Esta nova estratégia pode ser evidenciada no PACS-FW onde as realizações
dos grupos de saúde estão totalmente voltadas para a necessidade da população. A
∗
Acadêmica do VI Semestre da URI - Campus de Frederico Westphalen.
Enfermeira Supervisora do Curso de Graduação em Enfermagem da URI - Campus Frederico Westphalen.
∗∗
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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participação desta população consolida os objetivos do programa, que articulam temas que
visem combater, prevenir e evitar complicações das doenças. Os usuários representam o alvo
das atividades educativas a serem desenvolvidas, sendo que nesta dimensão torna-se
necessário fazer um levantamento de necessidades dos mesmos que participam do processo de
implementação e avaliação do plano educativo (FLORINDO, 2006). Promover ações relativas
à Alimentação Saudável visando à promoção da saúde e a segurança alimentar e nutricional,
contribui com as ações e metas de redução da pobreza, a inclusão social e o cumprimento do
Direito Humano à Alimentação Adequada (BRASIL, 2006). Considerando a saúde como
resultado da interação de múltiplos fatores onde estes que atuam sobre a história do paciente
levando em consideração também sua herança genética, as condições de alimentação, de
moradia, do meio ambiente físico e social, de trabalho, de transporte, de lazer atuam
sinergicamente, tendo como consequência formação de diferenciados padrões de saúde. Tive
oportunidade de organizar e realizar quinze encontros no decorrer de um mês de estágio, onde
foram abordados assuntos referentes à alimentação, mais especificamente, aos benefícios da
ingestão de legumes e vegetais; encontros estes, onde os participantes eram, na sua maioria
hipertensos e/ou diabéticos. No entanto, os grupos visam abranger toda a população, sendo
que esta abordagem objetiva orientar e instruir sobre alimentação saudável e adoção de
melhor aproveitamento dos alimentos. Estes encontros eram realizados em locais públicos
visando atingir aos objetivos da proposta onde “valorizar o uso dos espaços públicos de
convivência para promover saúde e desenvolver ações de promoção da saúde [...]” (BRASIL,
2006). A população é informada da realização dos grupos educativos pelas agentes
comunitárias de saúde e também pelo programa da na radio da Secretaria Municipal de Saúde.
A divulgação e informação das iniciativas criadas para informar a população do
desenvolvimento de grupos de saúde que objetivam a promoção da saúde para profissionais
de saúde, gestores e usuários do SUS, é considerada uma ação participativa da população,
buscando sempre valorizar o saber popular e tradicional (BRASIL, 2006). A busca
permanente pela resolução de problemas encontrados frente à saúde é alicerçada pelas ações
planejadas e desenvolvidas pelo enfermeiro durante a realização de debates no grupo de
saúde. Sendo que para garantir a frequente participação dos autores/usuários, o profissional
deve tornar o encontro dinâmico, ordenado e interessante tendo por finalidade tornar o
momento estratégico para o levantamento de questões gerais que envolvam a curiosidade de
todos. Das diretrizes do programa onde, ampliar a autonomia e a corresponsabilidade de
sujeitos na coletividade buscando promover cuidado integral à saúde e minimizar e/ou
extinguir as desigualdades de toda e qualquer ordem, esta como social, étnica, política etc.
Assim com o fortalecimento da participação social como objetivo fundamental pela busca
participativa de grande público visando por resultados pela estratégia de promoção da saúde,
em especial a valorizando a individualidade e o caráter comunitário da ação educativa
(BRASIL, 2006). Diante disso, os resultados observados são a “melhora” dos autores e
diminuição dos gastos com a reabilitação de eventuais complicações no estado geral do
cliente. Sendo assim, por caráter preventivo, visando melhorar a qualidade de vida, com esta
ação educativa o usuário passa a compreender melhor sua relação de autor de sua própria
saúde.
Palavras-chave: Grupos de Saúde. Qualidade de Vida. Comunidade.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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HANSENÍASE: UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA
Débora Raquel Ceretta∗
Andréia Piovesan∗
Jonathan da Rosa∗
Ana Paula Coldebela Kirch∗
Marília Marcolin∗
Marines Aires∗
Gracielli Ana Miotto∗∗
A hanseníase é uma das doenças mais conhecidas da humanidade. Deste a antiguidade
esta patologia vem sendo motivo para o sofrimento e exclusão de muitos seres humanos.
Sendo referenciada por muitas vezes nos textos bíblicos, a hanseníase ou lepra, com a doença
ficou conhecida, representou por muito tempo uma doença marcada pela discriminação dos
que a apresentavam, sendo tratados como pessoas incapazes de viver em sociedade. Segundo
o Manual de Prevenção de Incapacidades (BRASIL, 2008) a hanseníase representa ainda um
grave problema de saúde pública no Brasil além de ser uma doença com agravantes inerentes
às doenças de origem socioeconômica e cultural, é também marcada pela repercussão
psicológica gerada pelas deformidades físicas. Isso evidencia que apesar das inúmeras
atividades de desmistificação da doença essa ainda é tratada por muitos com preconceito. A
identidade etiológica dessa doença somente passou a ser estudada no final do século XIX,
quando o médico norueguês Gerhard Henrik Armaue Hansen, passa a analisar materiais das
lesões e ao descobrir o então agente causador. Desse modo, a falta de conhecimentos acerca
das características clínico-imunológicos e desenvolveu hipóteses que apontavam para o
caráter hereditário da doença e somente mais tarde é que a doença passou a ser vista como
uma enfermidade merecedora de cuidados médicos e também sociais. De evolução crônica,
que se manifesta por lesões cutâneas e com a diminuição da sensibilidade térmica, dolorosa e
tátil, que caminha lentamente, com alterações morfológicas e fisiológicas a hanseníase é
causada pelo agente chamado Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen (BRASIL, 2002).
Essa manifestação confere características peculiares a esta moléstia o que torna o seu
diagnóstico simples e rápido. Este microorganismo apresenta inicialmente uma predileção
pela pele e pelos nervos periféricos, podendo, caso não haja tratamento uma evolução com
sequelas neurológicas e com incapacidades físicas progressivas. O diagnóstico da Hanseníase
é feito principalmente através da valorização das queixas iniciais dos portadores do bacilo,
como a presença de anestesia em lesões cutâneas é uma das causa mais sugestivas da doença.
Para diagnóstico correto, é necessário o entendimento do conceito da hanseníase o que
possibilita a relação entre o curso clínico evolutivo e a extensão do comprometimento cutâneo
neural, características de cada forma clínica da doença. Diante disso a descrição detalhada da
execução dos testes de sensibilidade pode ser realizada por qualquer profissional de saúde,
especialmente o enfermeiro. Segundo indicação do Ministério da Saúde preconiza-se que seja
o profissional fazer a acolhida ao suspeito ou já portador do bacilo. A palpação dos nervos e
∗
Graduandos do VIII semestre de enfermagem da URI - Campus de Frederico Westphalen.
Enfermeira da 19ª Coordenadoria Regional da Saúde de Frederico Westphalen.
∗∗
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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sua avaliação funcional têm como objetivo pesquisar possíveis alterações neurológicas
provocadas pela hanseníase. Este profissional deve fazer a palpação de nervos dos troncos
acessíveis e a avaliação funcional, sensitiva, motora e autonômica daqueles mais
comprometidos pela doença (BRASIL, 2008). Cabe salientar que qualquer ramo ou tronco
nervoso superficial poderá ser afetado, e estão mais sujeitos a traumas. No momento da
palpação deve ser avaliado o calibre do nervo em comparação com o contralateral, a presença
de dor fibrose e nodulações. Os nervos comumente avaliados são, nos membros superiores, o
nervo ulnar, o mediano, radial cutâneo, nos inferiores, o tibial posterior e o fibular comum, no
segmento cefálico, o grande auricular e o nervo facial que não é palpável. Assim, um dos
passos importante a ser considerado da hanseníase é o seu diagnóstico precoce. Este passo é
fundamental para a interrupção do contágio, pois o agente etiológico apresenta uma alta
infectividade apesar de apresentar uma baixa patogenicidade. Desse modo, é essencial uma
atenção redobrada por parte de profissionais da saúde, especialmente os profissionais da
atenção básica. Com ações de prevenção e controle das microáreas, o grande desafio a ser
alçado é o diagnostico da doença no inicio de seu desenvolvimento, bem como, a realização
do tratamento regular até a sua finalização. Da mesma forma o acompanhamento dos
comunicantes, ou seja, as pessoas que entraram em contato com os pacientes que
apresentaram o diagnóstico de hanseníase é outro ponto de especial atenção. Por isso é de
fundamental importância que a equipe atue junto às comunidades, trabalhando para superar os
desafios econômicos, sociais, psicológicos e culturais da doença. O homem é a única fonte de
infecção do bacilo de Hansen. O contágio se dá através de uma pessoa doente, não tratada
que elimina para o meio exterior, para pessoas susceptíveis, sendo que a eliminação do bacilo
se dá pelas vias aéreas superiores. Para que a transmissão do bacilo ocorra é necessário um
contato direto com a pessoa portadora doente não tratada. O aparecimento da doença na
pessoa infectada pelo bacilo e suas manifestações podem ocorrer após um período de
incubação de 2 a 7 anos (BRASIL, 2002). O contágio se dá pelo contato intimo e prolongado
com pessoas infectadas, pelas vias aéreas e ainda pelo tocar direto nos ferimento proveniente
das lesões provocadas pela doença. Segundo vários estudos os maiores números de casos da
doença estão nos países tropicais e subtropicais como a Índia, Nepal, Brasil, Sudão,
Moçambique, Madagascar, Angola entre vários outros. De forma geral, o bacilo pode infectar
pessoas de todas as idades, manifestando-se em ambos os sexos. Raramente a doença acomete
crianças. Caso ocorra adoecimento de crianças e adolescentes é um indicativo de que o bacilo
circula livremente neste local e que existem doentes com alto poder infectante. A hanseníase é
uma doença endêmica no Brasil, segundo o Ministério da Saúde (BRASIL, 2008), registramse em média a cada ano 47.000 novos casos da doença dos quais 23,3% com algum grau de
incapacidade importante. Sendo assim, verifica-se que a doença afeta inúmeras pessoas a cada
ano repercutindo ainda em um grande problema de saúde pública na atualidade. Diante disso
as práticas de enfermagem são de grande importância e estão particularmente associadas à
prevenção e promoção da saúde. Efetivadas por meio de educação em saúde obtendo assim
uma participação consciente e constante do usuário. Um grande desafio para a equipe é
trabalhar na adesão dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) ao tratamento, pois
sabemos que a hanseníase exige um tratamento e acompanhamento constante.
Palavra-chave: Hanseníase. Saúde Pública. Enfermagem.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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HUMANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO AO PACIENTE
PSIQUIÁTRICO NO ÂMBITO HOSPITALAR
Ana Carolina Fabris Laber∗
Paola Franceschi Zanatta∗
Jonathan da Rosa∗∗
Marines Ayres∗∗∗
Adriana Rotoli∗∗∗∗
É direito de todo e qualquer cidadão brasileiro receber um atendimento público de
qualidade na área da saúde (SERRA, 2001). A Constituição federal de 1988, no artigo 196
determina que “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas
sociais e econômicas, que visam a redução do risco de doenças e ao acesso universal
igualitário às ações e serviços [...]” (BRASIL, 2010). No ano de 1989, Paulo delgado – então
deputado – dá entrada a um projeto de lei que propõe a regulamentação dos direitos da pessoa
com transtornos mentais e a extinção progressiva dos manicômios no país; entretanto somente
onze anos depois, em 2001, é sancionada a Lei Federal 10.216 (Lei Paulo Delgado) que junto
à realização da III Conferência Nacional de Saúde Mental – realizada em dezembro do
mesmo ano – deu respaldo à Política de Saúde Mental do Governo Federal, em concordância
com a Reforma Psiquiátrica que além de outras melhorias, substitui o regime de manicômios
por leitos psiquiátricos. Segundo Serra (2001, p. 5): “[...] um hospital consegue melhores
resultados se houver compromisso de liderança, qualidade na gestão, competência e
criatividade da equipe [...] para tanto é necessário cuidar dos próprios profissionais da área de
saúde [...]”. Ainda, segundo Serra (2001, p. 5) “[...] é no processo de formação que se pode
enraizar valores e atitudes de respeito à vida humana, indispensáveis à consolidação e à
sustentação de uma nova cultura de atendimento à saúde”. O Programa Nacional de
Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAH) tem como objetivo fundamental
estabelecer uma relação dinâmica entre profissionais da saúde destes com o paciente e
comunidade em geral, valorizando a dimensão humana afim de atender as expectativas dos
cidadãos (BRASIL, 2001). Com base nesses propósitos se viu a necessidade de uma revisão
bibliográfica sobre o assunto. Desde a Idade Média, quando eram considerados “espíritos
possuídos”, os doentes mentais têm sofrido preconceito dentro da comunidade, na família e
até mesmo no ambiente hospitalar. A falta de informação e o medo de surtos psicóticos fazem
com que a população em geral trate o indivíduo portador da doença mental como “louco”,
excluindo-o da sociedade. É preciso compreender que o paciente é, antes de tudo, um cidadão
∗
Acadêmicas do IV Semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de
Westphalen/RS.
∗∗
Acadêmico do VIII Semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de
Westphalen/RS.
∗∗∗
Enfermeira, Mestre em Enfermagem pela UFRGS. Professora da URI – Campus de
Westphalen/RS.
∗∗∗∗
Enfermeira, Mestre em Enfermagem pela UFRGS. Professora da URI – Campus de
Westphalen/RS.
Frederico
Frederico
Frederico
Frederico
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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com uma história, inserindo em um determinado contexto e não um psicótico ou perverso.
Como tal, possui os mesmos direitos à saúde, educação e cidadania, podendo ter acesso a todo
e qualquer serviço prestado pelo governo (LANCETTI, AMARANTE, 2006). No modelo
manicomial os pacientes eram tratados com contenção; nos leitos psiquiátricos atuais devem
receber acolhimento, escuta e profissionais preparados, capazes de elaborar um plano de
cuidados sistemático e integral. É essencial que haja diálogo e integração com a cultura do
doente mental e sua família, visando tornar o paciente sujeito principal do seu tratamento e
resgatar a autonomia do indivíduo (LANCETTI, AMARANTE, 2006). Aliado a isso é de
suma importância a capacitação contínua dos grupos de trabalho, envolvendo toda a equipe
multidisciplinar de saúde que atua na psiquiatria neste novo conceito, o que possibilita um
intercâmbio do conhecimento e experiências nessa área, permitindo constante atualização
destes profissionais com objetivo de real humanização no atendimento do doente mental
(BRASIL, 2001). A equipe de saúde disposta a trabalhar com a humanização precisa estar
comprometida com prevenção, proteção, cuidado, tratamento, recuperação, promoção e
produção da saúde, estando dispostos à identificação das necessidades sociais dos pacientes
com quem vierem a trabalhar e acima de tudo a prestar informações sobre o seu estado de
saúde e o tratamento de quem está sendo cuidado (BRASIL, 2004). “Só se ama aquilo que se
conhece” diz o provérbio de autor desconhecido. Não se pode pensar em trabalhar com a
psiquiatria sem ter conhecimento vasto sobre o assunto e adaptabilidade aos diferentes
ambientes que se constituem com a constante mudança de pacientes. É de necessidade
extrema que os profissionais dispostos a esses serviços tenham sensibilidade suficiente para
que em reuniões e projetos de estudo permanente auxiliem na abrangência do conhecimento
de toda a equipe. Na década de 1960 o paciente psiquiátrico passou a ser visto como fonte de
lucros, onde o tratamento consistia em cronificar a patologia ao invés de visar a cura dos
pacientes. No Brasil atual apesar das dificuldades estruturais ainda existentes, junto da
construção do Hospital Dia, novos leitos psiquiátricos do SUS em hospitais gerais, e Centros
de Atenção Psicossocial (CAPS) o modelo de assistência configura novos eixos com objetivos
de atenuação dos sintomas, e não mais de exclusão social (AMARANTE, 1995). Ainda
segundo Amarante (1995, p. 13) “a Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que o Brasil
é o país onde se está realizando o mais importante passo à frente deste quadro de mudanças”.
No entanto ainda há muito o que ser feito e a mudança necessária hoje é muito mais
conceitual do que estrutural. É preciso que todo sistema de saúde e comunidade em geral
compreendam que tão importante quanto as terapias medicamentosas e clínicas é a reinserção
deste paciente em seu habitat. É necessário ainda, que dentro das instituições de tratamento
haja maior adaptabilidade às diferentes realidades que se apresentam, com profissionais aptos
ao cuidado-estratégia mestra para quem trabalha com pacientes psiquiátricos; ouvir e discutir
dentro da equipe multidisciplinar quais serão os caminhos deste paciente fora do ambiente de
tratamento.
Palavras-chave: Humanização. Psiquiatria. Hospital.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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IMPLANTAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE
DA FAMÍLIA, BREVE RECORTE HISTÓRICO
Luciane Flach∗
Com a finalidade de reforçar as ações do PACS, o Ministério da Saúde cria em 1994 o
Programa de Saúde da Família - PSF, com proposta de mudanças que possibilitam ações de
saúde voltadas para os interesses e necessidades da realidade da população, na perspectiva da
promoção, recuperação, reabilitação da saúde e prevenção de doenças. Sendo assim, as
políticas de saúde devem estar voltadas para os interesses da coletividade, necessitando rever
muitas vezes, as práticas assistenciais. Além do mais, o objeto de atenção do PSF é a família e
o ambiente em que vive, sendo que seus objetivos perpassam a prestação de uma assistência
integral, contínua, resolutiva e de qualidade. Todas estas ações são alicerçadas nas estratégias
de humanização das práticas de saúde, para isso é necessária uma equipe integrada,
participativa e comprometida com a população. Dessa maneira, pode-se dizer que o PSF é um
processo dinamizador do SUS, condicionado pela evolução histórica e organização do sistema
de saúde no Brasil. A velocidade de expansão da Saúde da Família comprova a adesão de
gestores estaduais e municipais aos seus princípios. Diante das conquistas evidenciadas na
Estratégia de Saúde da Família e com intuito de proporcionar uma assistência mais resolutiva
e qualificada. (BRASIL, 2004). Essa proposta visa atender a família integralmente em seu
espaço social o que requer uma nova postura profissional, dentro de uma nova ótica de
atenção à saúde, o Enfermeiro desenvolve intervenções que buscam maiores e melhores
resultados. Com o programa Saúde da Família – PSF no Sistema Único de Saúde – SUS,
passa-se a incorporar atividades de cunho mais coletivo, com perspectivas de participação de
outros setores visando gerar um impacto significativo na qualidade de vida da população.
Embora tenha sido criado com a denominação de um Programa de Saúde da Família, depois
de quase uma década, através de reflexões e estudos a seu respeito não há mais dúvidas de
que a Saúde da Família não é apenas um Programa, mas sim uma Estratégia, que vem para
promoção, recuperação e reabilitação da saúde, bem como prevenção de doenças e seus
agravos à população, de forma a instrumentalizá-la para a autonomia do autocuidado. O PSF
teve início quando o Ministério da Saúde formula em 1991 o Programa de Agentes
Comunitários de Saúde (PACS) com a finalidade de contribuir pra a redução das mortalidades
infantil e materna, principalmente nas regiões Norte e Nordeste em áreas mais carentes. A
partir de experiências acumuladas no Ceará com o PACS, o Ministério da Saúde percebe a
importância dos Agentes nos serviços básicos de saúde no município e começa a enfocar a
família como unidade de ação programática de saúde, não mais enfocando somente o
indivíduo, mas introduzindo a noção de família. Assim segundo Vianna apud Rosa e Labate
(2005), o PSF foi concebido a partir de uma reunião ocorrida nos dias 27 e 28 de dezembro de
1993 em Brasília, sobre o tema “Saúde da Família”. Na reunião foi discutida uma nova
proposta a partir do êxito do PACS e da necessidade de incorporar novos profissionais para
que os agentes não funcionassem de forma isolada. Cabe ressalvar que a supervisão do
trabalho do agente comunitário no Ceará, foi o primeiro passo no processo de incorporação de
∗
Enfermeira Pós-Graduanda em Especialização de Saúde coletiva. Ênfase em Saúde da Família.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
46
novos profissionais. Embora rotulado como programa, o PSF, por suas especificidades, foge a
concepção usual dos demais programas criados pelo Ministério da Saúde, caracterizando-se
como estratégia que possibilita a integração e promove a organização das atividades em um
território definido com o propósito de identificar e resolver os problemas de saúde. Para o
Ministério da Saúde (2004), a Estratégia de Saúde da Família é um projeto dinamizador do
SUS, condicionada pela evolução histórica e organização do sistema de saúde no Brasil. A
velocidade de expansão da Saúde da Família comprova a adesão de gestores estaduais e
municipais aos seus princípios. Iniciado em 1994, apresentou um crescimento expressivo nos
últimos anos. A consolidação dessa estratégia precisa, entretanto, ser sustentada por um
processo que permita a real substituição da rede básica de serviços tradicionais no âmbito dos
municípios e pela capacidade de produção de resultados positivos nos indicadores de saúde e
de qualidade de vida da população assistida. Esta estratégia visa atender o indivíduo e família
de forma integral e contínua, desenvolvendo ações de promoção, proteção e recuperação da
saúde. Tem como objetivo reorganizar a prática assistencial centrada no hospital, passando a
enfocar a família em seu ambiente físico e social, trazendo melhorias, com serviços mais
resolutivos, integrais e principalmente humanizados. Para Rosa e Labate (2005), um dos
grandes desafios do atual sistema de saúde é a diminuição das internações hospitalares e um
equilibrado atendimento à população, pois, o atendimento domiciliar é tendência cada vez
mais aceita e isso vai proporcionar conforto ao doente e a sua família, além de diminuir os
custos hospitalares. Significa, portanto, mudança cultural da população e dos profissionais de
saúde. Segundo Neto et al (2007), para que a ESF tenha um maior impacto sobre os fatores
que interferem no processo saúde-doença, faz-se necessário que as ações tenham por base
uma equipe formada por profissionais de diferentes áreas, com ações de caráter inter e
transdisciplinar, onde a prática de um profissional se reconstrua e colabore na prática do
outro, atuando ambos na intervenção do contexto em que estão inseridos. É importante que os
profissionais que integram a ESF incorporem esta nova ideologia a exercerem suas atividades,
já que estão trabalhando com o sujeito, sua família e, por conseguinte a toda comunidade que
estiver em seu território de abrangência. Isso faz com que o enfermeiro desenvolva papéis
como o de educador, prestador de cuidados, consultor, articulador, planejador, dentre outros.
Deve estar sempre engajado na comunidade, uma vez que, ele é sujeito de seu processo de
trabalho, no território em que atua, sendo bastante solicitado em sua prática. A implantação do
PSF é um marco na incorporação da estratégia de atenção primária na política de saúde
brasileira. Esta tem como objetivo reorganizar a prática assistencial centrada no hospital,
passando a enfocar a família em seu ambiente físico e social, trazendo melhorias, com
serviços mais resolutivos, integrais e principalmente humanizados. Com o programa Saúde da
Família – PSF no Sistema Único de Saúde – SUS, passa-se a incorporar atividades de cunho
mais coletivo, com perspectivas de participação de outros setores visando gerar um impacto
significativo na qualidade de vida da população. Conhecer a realidade das famílias pelas quais
é responsável, através do cadastramento destas e do diagnóstico de suas características
sociais, demográficas e epidemiológicas; identificar os problemas de saúde prevalentes e
situações de risco que a população está exposta; elaborar, com a participação da comunidade,
um plano local para o enfrentamento dos determinantes de processo saúde/doença; prestar
assistência integral, respondendo de forma contínua e racionalizada à demanda organizada ou
espontânea, na USF, na comunidade, no domicílio e no acompanhamento ao atendimento nos
serviços de referência ambulatorial ou hospitalar, desenvolver ações educativas e
intersetoriais para o enfrentamento dos problemas de saúde identificados, são ações para as
quais as equipes devem estar preparadas (BRASIL, 2000). Reorganizar o modelo assistencial
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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vigente no país não é tarefa fácil. Para substituir as práticas tradicionais de assistência, o
compromisso e a responsabilidade devem ser de todos: desde os governos federal, estadual e
municipal, seus respectivos gestores, as equipes transdisciplinar, até a sociedade civil, através
de comunidades organizadas em prol de cada família, de cada cidadão. É imperativo a
sensibilização da população e dos gestores locais de saúde, não apenas para a construção de
mais unidades de atendimento primário, umas próximas às outras, de modo que não se
configure um processo de inclusão ou exclusão de pessoas ao sistema, mas a busca incessante
do fortalecimento do mecanismo de referência e contrarreferência e um controle social
genuíno a fim de que o PSF se caracterize como uma estratégia de implementação do Sistema
Único de Saúde.
Palavras-chave: ESF. SUS. Saúde.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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INICIAÇÃO SEXUAL PRECOCE NA ADOLESCÊNCIA: A
REALIDADE VIVENCIADA POR UM GRUPO EM SITUAÇÃO DE
VULNERABILIDADE
Laura Helena Gerber Franciscatto∗
Ticiana Maldaner∗
Dentre todas as modificações e os acontecimentos que envolvem a adolescência,
observa-se que há uma tendência, hoje em dia, das jovens iniciarem precocemente sua
atividade sexual. A maioria das adolescentes no Brasil inicia sua vida sexual, entre 15 e os 17
anos, às escondidas dos pais e sem um aconselhamento prévio. A dificuldade de falar sobre
sexo com os adolescentes ainda é muito presente e é considerado um verdadeiro tabu entre
alguns segmentos da sociedade (VITIELLO, 1997). As adolescentes trazem consigo
componentes genéticos e biológicos, conhecimentos e valores ao longo de sua vida, além de
uma estrutura psicoemocional e potencial para questionamento. As marcas sociais dos
exercícios da sexualidade fundam-se nas origens e classes sociais, na história familiar e de
socialização, nas relações de igualdade e desigualdade vividas, no partilhamento de preceitos
de moralidade e hierarquizações, entre outros tantos processos (MANDÚ, 2001). São novos
tempos, novos valores, mas ainda existe a necessidade de se iniciar na família a discussão de
muitos assuntos os quais são pertinentes ao ciclo da vida. Segundo Rodrigues, (2000) assim é
também com a sexualidade. “Falar sobre sexo e ter de administrar o tema da sexualidade dos
filhos é difícil”. Segundo o mesmo autor, a maioria dos pais são remanescentes de uma
educação rígida e repressora cheia de preconceitos que não fornece subsídios e nem
esclarecimentos para orientar melhores seus filhos. Para os adolescentes de hoje, dificilmente
a opinião dos pais sobre sexualidade irá influenciar na sua iniciação sexual. No entanto, para
que esse período de vida dos adolescentes seja um tanto especial seria conveniente que pais e
filhos tomassem algumas providências, essas, fruto de uma época em que a conduta sexual
deveria passar por uma modificação desde sua concepção até a sua operacionalização,
podendo resgatar valores como o respeito próprio (RODRIGUES, 2000). Visando a melhoria
da qualidade das condições de vida das adolescentes em relação a sua sexualidade¸ este
estudo objetivou descobrir quais os fatores que influenciaram sua iniciação sexual.
Acreditamos que um estudo desta natureza proporcione aos adolescentes uma melhoria da
atenção dos serviços de saúde frente a sua sexualidade e favoreça a intervenção do enfermeiro
junto aos adolescentes. É possível, ainda, que os resultados de tal estudo possam subsidiar as
ações dos profissionais que atuam na comunidade e/ou desenvolvem programas de saúde
junto às adolescentes. Participaram deste estudo três adolescentes, com idade entre 16 e 19
anos, que tiveram como critério de seleção uma gravidez confirmada. Essas meninas são
frequentadoras de um programa denominado Projeto Primavera, da Divisão da Criança e do
Adolescente, na Semcas do município de Passo Fundo. Este programa tem uma proposta de
∗
Professora Mestre do Curso de Graduação em Enfermagem Laura Gerber Franciscatto da URI - Campus
Frederico Westphalen.
∗
Enfermeira graduada pela Universidade de Passo Fundo.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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acolhimento e acompanhamento de “meninas de rua”. Das três adolescentes, uma tinha
catorze anos, primeira gravidez, morava com a mãe e os irmãos. A outra tinha dezesseis anos,
primeira gravidez, morava com a mãe e uma irmã, e, por último, um adolescente de dezenove
anos, segunda gravidez, morava com o companheiro e o outro filho. Segundo dados obtidos
na assistência social, tratava-se de meninas cuja condição socioeconômica atribuída, era baixa
renda, sendo que as mesmas eram provenientes de moradias localizadas na periferia urbana.
Para melhor atender aos objetivos deste estudo, utilizamos como técnica de coleta de dados, a
entrevista informal com encontros grupais, com temática dirigida no sentido de atender aos
propósitos do estudo (SOUSA, 1998). Foram realizados três encontros, um por semana nas
sextas-feiras, com duração de aproximadamente três horas, em uma sala reservada nas
dependências da referida divisão, observando-se os critérios de manter a privacidade e
estabelecendo um ambiente acolhedor. Os dados coletados foram registrados em cassete e
posteriormente transcritos na íntegra. Após a transcrição dos dados as fitas cassete foram
destruídas. Os dados foram analisados qualitativamente, valendo-se da construção de
categorias, e interpretados com base na revisão literária. As adolescentes que participaram dos
encontros assinaram um termo de consentimento informado, os pais ou responsáveis da cada
adolescente receberam uma correspondência com os objetivos do estudo e esclarecimentos
sobre os aspectos éticos e legais do estudo, os quais permitiram a participação das
adolescentes na construção deste trabalho. Foi garantido o sigilo e anonimato das
adolescentes, a possibilidade de retirarem-se do estudo a qualquer momento, sem prejuízo de
suas atividades no projeto e seu acesso aos dados da pesquisa. Este projeto atendeu as
diretrizes da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Ética e Pesquisa da Universidade de
Passo Fundo e recebeu parecer favorável a sua execução. Os dados obtidos nesse trabalho
revelaram que os fatores determinantes que levaram este grupo de adolescentes a iniciar
precocemente a atividade sexual foram: Violência sexual: a violência sexual pode ser
considerada de extrema gravidade, pois afeta o caráter íntimo e relacional da vítima,
principalmente quando o abusador é um adulto, tendo com consequência a desestruturação
psíquica e social da adolescente. Existe ainda uma série de consequências traumáticas
resultantes de abuso sexual, que podem ser de ordem psicológica como: sensação constante de
medo culpa, distúrbios de memória, dificuldades de emoção/afetos, dificuldades no
estabelecimento de relações íntimas. Além disso, podem aparecer ainda consequências sociais
como: delinquência, a probabilidade de tornar-se um abusador de menores dando
continuidade a um ciclo vicioso, e outras. (PEREIRA, 2001). Influência dos
relacionamentos no âmbito doméstico: um ambiente doméstico desestruturado propicia a
reprodução das práticas ali vivenciadas, muito embora a falência da instituição do casamento
como instrumento para assegurar as relações afetivas também possa ser o responsável por esse
problema. Resume-se, portanto, em dar sequência á revolução dos costumes sexuais
desencadeada pela geração precedente, que agora teme por ter sido a responsável pela
abolição dos valores morais que lhes foram transmitidos e até pela extinção da família em
seus moldes tradicionais (OSÓRIO, 1989). Influência do grupo social: a influência do grupo
social é um processo mútuo. Os adolescentes não somente influenciam seus amigos como
também são influenciados pelos mesmos, ao mesmo tempo, a escolha das suas amizades
recaem sobre pessoas que se assemelham a si próprio. Diante da possibilidade de iniciar
atividade sexual os adolescentes manifestam em si desejos de testar sua capacidade sexual. As
cobranças do grupo de amigos em torno do início da experiência sexual geram traduções
negativas da sexualidade, assim como ausência de projetos e perspectivas futura de vida. As
oportunidades que se apresentam: a ocasião faz a diversão: para Takiuti (1990), os
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Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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prazeres, tais como a excitação, ocorrem nos locais e momentos mais fortuitos. Não se
programa uma relação, os adolescentes acabam vivenciando uma situação nova de maneira
inesperada. Na apreciação da autora, muitas vezes o adolescente mantém sua primeira relação
sexual com alguém ao acaso, sem muita afinidade ou sentimento manifesto, pelo simples fato
de que a ocasião permitiu o acontecimento. Desarmonia familiar: é grande e delicada a
responsabilidade dos pais transmitirem a seus filhos uma boa formação educacional, cultural e
moral. Um bom exemplo demonstrado pelos pais e o limite imposto aos filhos são necessários
neta fase da vida (SILVEIRA, 1994). Esse estudo nos permitiu alcançar os objetivos
propostos. Os dados obtidos neste trabalho revelaram que os fatores determinantes que
levaram este grupo de adolescentes a iniciar precocemente a atividade sexual foram desde
violência sexual, influência dos relacionamentos no âmbito doméstico e do grupo social.
Muitas vezes, as oportunidades se apresentam aos jovens ou são criadas pelos mesmos. Desta
forma, acabam propiciando a concretização das primeiras vivências sexuais na adolescência.
Por outro lado, a desarmonia familiar se torna um determinante da iniciação sexual precoce á
medida que impele os adolescentes para fora do seio da família. Acreditamos que esse estudo,
mesmo tendo sido realizado com um número pouco expressivo de sujeitos, tem seu mérito,
uma vez que dá indicativos de que o setor da saúde necessita implementar ações educativas
aliadas a processos de investigação. Novos estudos precisam ser viabilizados, no que tange à
questão da sexualidade na adolescência. Esse segmento necessita receber orientação e
encaminhamento apropriados para não se sentir desamparado, as famílias também carecem de
informações. É preciso criar oportunidades de debate e discussão quer no âmbito da escola,
quer nos serviços de saúde. As responsabilidades pela educação sexual têm sido atribuídas aos
pais, escolas, igrejas e profissionais da saúde. Cabe, portanto, à enfermagem assumir para si o
compromisso de parceria nesse processo educacional. Assim, conhecendo as vivências
afetivas das adolescentes e os determinantes da iniciação sexual precoce, a enfermeira poderá
dimensionar e redimensionar sua prática assistencial junto ás famílias e aos escolares.
Palavras-chave: Iniciação Sexual Precoce. Adolescência. Vulnerabilidade.
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Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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LUDOTERAPIA, UMA NOVA FERRAMENTA NA ASSISTÊNCIA EM
ENFERMAGEM1
Cristiane Pedó∗
Debora Dellegrave∗∗
Jonathan da Rosa∗∗∗
Adriana Rotoli∗∗∗∗
Educação em saúde pode ser compreendida como uma forma de criar oportunidades e
pensamentos críticos/reflexivos sobre a saúde de cada sujeito (MEYER, 2006). Sendo assim
tem-se como perspectiva a relação dialógica, a interação entre enfermeiro-comunidade e
novas práticas de educação em saúde sendo citada como exemplo a ludoterapia que pode ser
apresentada em formas de teatros, jogos, dinâmica, músicas, grupos educativos, dentre outras.
Desta forma, ações de educação em saúde objetivam a participação social ativa dos sujeitos
envolvidos, bem como a sua compreensão acerca do processo saúde/doença e o resgate de
conhecimentos populares. Portanto requer amplo conhecimento do profissional enfermeiro
envolvido, já que o despertar de uma consciência crítica pode ser a longo prazo e este trabalho
deve ser realizado com dedicação. O profissional deve estar ligado diretamente com a sua
população devendo estar atento às necessidades sociais de saúde, ser habilitado e capacitado
para cuidar e assisti-la em todas as suas dimensões, tendo como foco principal a prevenção,
reabilitação e promoção do cuidado em saúde (VILA, 2007). Frente a isto a educação em
saúde efetivada por meio da ludoterapia permite ao sujeito a escolha de ações voltadas ao seu
bem estar, sendo que o enfermeiro busca portanto, uma aproximação para com a sociedade de
forma dinâmica e educativa, pois enquanto educa este é educado. Concomitante a isto hoje
sentimos a necessidade de estarmos trabalhando com grupos educativos contendo ações de
ludoterapia para nos auxiliar no autocuidado dos seres humanos, para que os mesmos tenham
um processo de viver melhor, comprometidos com o seu bem estar e de seus familiares.
Portanto a criatividade/ludoterapia nos grupos educativos e tantas outras assistências de
enfermagem auxiliam no despertar da consciência critica e também na inserção destas pessoas
no contexto social, fomentando a carência de informações acerca da saúde de cada indivíduo.
Sendo assim o presente artigo se refere a um projeto de extensão que tem como objetivo
contribuir e efetivar Educação em Saúde desenvolvendo ações de ludoterapia por meio de
grupos educativos, teatros, dinâmicas, músicas dentre outras, sendo realizadas em diferentes
locais e buscando novos parceiros para efetivação da mesma. Salienta-se a importância de
relatar as atividades que foram realizadas no decorrer do segundo semestre de 2009 e desde
então foram realizadas cinco atividades, sendo estas desenvolvidas em escolas, empresas,
1
Projeto de extensão intitulado: Brincando, divertindo, ensinando, aprendendo. Fazendo educação em saúde.
Projeto financiado pela FURI/FW.
∗
Acadêmica do VIII semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI - Campus de Frederico
Westphalen.
∗∗
Enfermeira Supervisora da URI - Campus Frederico Westphalen.
∗∗∗
Acadêmico do VIII semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI.
∗∗∗∗
Enf. Msc. Orientadora e Coordenadora do Curso de Graduação em Enfermagem da URI - Campus de
Frederico Westphalen.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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grupos de saúde e semanas acadêmicas da própria universidade. A primeira atividade atendeu
ao convite da comissão organizadora do evento intitulado ‘’ Ronda da Cidadania’’ no
Município de Frederico Westphalen, foram realizados dois teatros. Estes contaram com a
presença de crianças e professores das escolas estaduais e municipais do mesmo município. O
primeiro teatro realizado pela parte da manhã intitulou-se: Como ter uma alimentação
saudável e uma boa higiene bucal. O segundo teatro contemplou a seguinte temática:
Cuidando do seu sorriso. Este teatro foi realizado com fantoches que se caracteriza como uma
forma de obter ainda mais a atenção das crianças havendo então uma boa integração. Dessa
forma os minutos que antecipavam a realização do teatro foram realizadas dinâmicas com
balões cuja atividade contou com a participação de uma acadêmica do curso de enfermagem
caracterizada de palhaço. Houve participação efetiva das crianças ali presentes. Segunda
atividade: Em parceria com a Universidade Integrada do Alto Uruguai e das Missões -URICampos Frederico Westphalen e a 19ª Coordenadoria Regional de Saúde - CRS, foi realizado
um teatro da versão musical: Eu só peço a Deus, da cantora Mercedez de Sosa e Beth
Carvalho nos dias quatro, cinco e seis de novembro, em momento cultural da Semana
Acadêmica do Curso de Enfermagem intitulada como: Discutindo e Implementando Ações
acerca das questões relacionadas ao HIV/AIDS. Contamos com a participação de dezoito
alunos da graduação do curso de enfermagem. Terceira atividade: Durante a SIPATSemana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho da Empresa Monier Tégula Soluções
de Telhados, localizada na cidade de Frederico Westphalen, novamente recebemos o
gratificante convite para desenvolver atividades educativas sobre AIDS, tabagismo, Política
Nacional do Homem e ergonomia. Este momento contou com a presença de trinta homens e
três mulheres ambos trabalhadores deste local, juntamente com dois acadêmicos do oitavo
semestre do curso de enfermagem e uma enfermeira. Após as devidas apresentações, por meio
da utilização de dinâmicas, foram iniciadas as atividades que envolveram as discussões sobre
AIDS e DSTs. Neste momento houve ativa participação do grupo que questionava e
colaborava com o andamento da atividade. Em segundo momento o tema proposto foi
tabagismo, e neste tema ocorreu o relato de funcionários, que após a intervenção ocorrida em
2008 revisaram seus conceitos acerca do tabagismo e cinco funcionários haviam parado de
fumar. Portanto este depoimento nos mostra o quão importante a intervenção da enfermagem
na reabilitação, promoção e prevenção na saúde da população. Em seguida iniciaram-se as
discussões sobre a Política Nacional do Homem, cujo tema é muito relevante por ser uma
política nova e de muita importância. Dessa forma a participação dos homens se deu de como
iria funcionar esta política dentre outras dúvidas. No terceiro momento o tema abordado foi
ergonomia com uma breve abordagem desta ciência cujo objetivo é conceber uma tarefa que
se adapta a cada trabalhador e não forçá-lo a adaptar-se a mesma. Após, foi realizado o
convite para que todos se levantassem e realizassem algumas atividades ergonômicas no que
diz respeito a alongamentos, posições adequadas para levantamento de peso e posicionamento
na cadeira para digitação. Assim sendo os acadêmicos deram por encerradas as atividades
neste dia. Quarta atividade: Esta atividade foi a convite da Escola Santo Inácio do
Município de Frederico Westphalen no dia doze de novembro, como proposta discussões
sobre sexualidade precoce e seus perigos, com a participação de trinta e cinco alunos da
quarta série do ensino médio. Contamos também com a colaboração de dois professores, uma
enfermeira, uma coordenadora pedagógica e quatro acadêmicos do oitavo semestre do curso
de enfermagem. No primeiro momento houve a apresentação da equipe e dos alunos,
contando seus nomes e idade. Assim inicio-se a dinâmica da maçã verde e esta foi entregue
aos alunos para que escrevessem sobre o tema proposto, seus conhecimentos e dúvidas. Em
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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seguida as maças foram recolhidas e colocadas em um quadro de isopor. O segundo momento
foi contemplado com a realização do teatro de fantoches, cujo tema abordado foi: Descoberta
da sexualidade. A realização de teatros com fantoches permite uma maior atenção e reflexão
dos temas propostos para crianças havendo interação constante entre todos. Após esse
momento, foram lidas a dúvidas e conhecimentos expressadas na dinâmica da maçã verde e
consequentemente esclarecidas dúvidas onde houve intensa troca de conhecimentos. Portanto
a realização do terceiro momento se deu com a entrega de maçãs vermelhas, cujos alunos
escreveram sobre os conhecimentos adquiridos e formados sobre os temas abordados naquele
momento. Desta forma encerraram-se as atividades e agradeceu-se a colaboração de todos.
Posteriormente foi relatado por professores da instituição a significativa mudança de boa parte
dos alunos sobre seus conhecimentos, ideias e opiniões dos assuntos relatados, já que em
outras oportunidades foram realizadas diferentes atividades nesta mesma escola. Quinta
atividade: Esta atividade foi realizada também na Escola Santo Inácio do Município de
Frederico Westphalen no dia três de dezembro, contando com a participação/colaboração de
cinco professores, uma enfermeira, cinco alunos do oitavo semestre do curso de enfermagem
e cinquenta e três alunos de pré a terceira série do ensino médio. Os professores participantes
realizaram o acolhimento dos alunos e a apresentação dos acadêmicos. Em seguida foi
relatada a atividade cujo tema era: Cuidado com o corpo-Higiene, cujo teatro foi realizado por
meio de fantoches. Posteriormente houve a explanação de dúvidas e discussões gerais sobre o
tema. Logo após foi utilizada uma prótese dentária para que os alunos observassem como é
realizada uma escovação, e neste momento houve discussões sobre o tema. Destacamos que
observamos um maior envolvimento e discussões dos temas propostos com os alunos de
primeira a terceira série. Para encerrar esse momento foram tocadas músicas (paródias)
abordando não só a higiene mas também o fato que todos devem estar de bem com a vida, rir
e brincar. Portanto destacamos que a maioria das atividades aqui descritas foram realizadas
pela segunda vez a convite das instituições. As mesmas relataram uma grande mudança de
comportamento das pessoas acerca dos assuntos já abordados naquele local. Desta forma
conclui-se que a ludoterapia em suas varias configurações está conseguindo o
envolvimento/participação de todos, objetivando sempre que o individuo tenha oportunidades
de escolha e conhecimento do seu eu. Assim a ludoterapia corresponde a uma nova prática em
educação em saúde, a qual busca o conhecimento dos sujeitos, uma reorganização de suas
práticas e a participação ativa da comunidade.
Palavras-chave: Ludoterapia. Educação em Saúde. Enfermeiro.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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MATURIDADE ATIVA: DESENVOLVENDO AÇÕES EDUCATIVAS
PARA MELHOR QUALIDADE DE VIDA DO IDOSO1
Carla Basso∗
Renata Meneghel∗
Adriana Rotoli∗∗
Marinês Aires∗∗∗
O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial, entretanto não acontece de
forma equitativa nos diferentes países e contextos socioeconômicos. Nos países em
desenvolvimento, neste caso o Brasil, a transição demográfica ocorreu de maneira rápida e
progressiva em um contexto de desigualdades sociais e econômicas. Já nos países
desenvolvidos esse fenômeno ocorreu de forma gradual (PALLONI, PELÁEZ, 2003). O
envelhecimento humano é um processo complexo, pluridimensional, marcado por fenômenos
inerentes e simultâneos, acompanhado por perdas e aquisições tanto individuais quanto
coletivas. Constitui-se ainda em um dos maiores desafios para a saúde pública
contemporânea, especialmente em países em desenvolvimento, onde este fenômeno ocorre em
ambiente de pobreza e grande desigualdade social. A Organização das Nações Unidas (ONU)
considera o período de 1975 a 2025 a era do envelhecimento, processo este que se apresenta
mais significativo e acelerado nos países em desenvolvimento, acrescido ainda por um
aumento significativo nos anos de vida. Um exemplo é a esperança de vida brasileira, que em
1950/1955 era em torno de 33,7 anos, passando para 50,99 em 1990, 66,25 em 1995, devendo
alcançar 77,08 em 2020/2025. Com o aumento da expectativa de vida dos indivíduos,
modifica-se, também, o seu perfil de saúde, predominando as doenças crônicas e suas
complicações, as quais demandam maiores custos para a saúde e exigem uma revisão das suas
ações prioritárias. Apesar do processo de envelhecimento ser individual de cada ser humano,
este vive em coletividade e, como tal, sofre as influências da sociedade (BRÊTAS, 2003).
Nesse panorama, o envelhecimento está associado a um bom nível de saúde, sendo
necessárias estratégias de intervenção em todo o curso da vida, para que a situação de saúde
das pessoas idosas não onere o sistema de saúde e a seguridade social (KALACHE, 2008).
Diante disso, busca-se promover uma melhor qualidade nessa etapa da vida. Um estudo
realizado no Rio Grande do Sul evidenciou que, para as pessoas idosas, “qualidade de vida é,
principalmente, ter saúde, viver bem, conviver bem com a família e amigos, ter o que comer e
dispor de uma alimentação saudável, poder realizar atividades de lazer e ter recursos para
manter suas necessidades” (PASKULIN, CORDOVA, COSTA, 2010). Desta forma, a
educação da pessoa idosa quanto a sua saúde mostra-se como uma estratégia eficaz para a
1
Projeto de Extensão realizado pelo Curso de Graduação em Enfermagem URI - Campus de Frederico
Westphalen/RS.
∗
Acadêmicas do VI semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI - Campus de Frederico
Westphalen/RS.
∗∗
Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Professora e Coordenadora do Curso de Graduação em Enfermagem da
URI - Campus de Frederico Westphalen/RS.
∗∗∗
Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Professora do Curso de Graduação em Enfermagem da URI - Campus
de Frederico Westphalen/RS.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
55
promoção e prevenção, reduzindo os fatores de risco para o adoecimento e contribuindo para
uma maior qualidade de vida dos mesmos, papel este que pode ser efetuado pelo profissional
de enfermagem. Assim, o que se denomina de promoção de saúde sai do pequeno contexto da
organização de saúde e migra para as comunidades, escolas e múltiplos ambientes, tendo
como campo de atuação o desenvolvimento de habilidades pessoais, como uma forma de
reforço comunitário. Nessa concepção, a promoção da saúde apresenta como interface a
educação em saúde, objetivando a melhoria da autoestima, pela redução da alienação e
incremento dos conhecimentos, expandindo o campo de possibilidades de escolhas do
indivíduo, deixando-o livre para optar sobre seus comportamentos. As estratégias de
promoção de saúde devem voltar-se para estilos de vida e condições sociais, econômicas e
ambientais que determinam a saúde e, de forma mais ampla, a qualidade de vida. A promoção
de saúde representa uma forma promissora para enfrentar os múltiplos problemas de saúde
que afetam as populações humanas, propondo a articulação dos saberes técnico e popular, e a
mobilização de recursos institucionais e comunitários, públicos e privados, para seu
enfrentamento e resolução. Este trabalho tem como objetivo apresentar o projeto de extensão
desenvolvido pelo Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional Integrada
do Alto Uruguai e das Missões – URI – Campus de Frederico Westphalen, em parceria com o
Serviço Social do Comércio (SESC) junto ao Clube Sesc Maturidade Ativa. O referido
projeto tem como objetivo desenvolver ações de educação em saúde, buscando a promoção da
saúde e uma melhor qualidade de vida dos integrantes do grupo. Trata-se de um Projeto de
Extensão, pelo qual são desenvolvidas ações educativas juntamente ao Clube SESC
Maturidade Ativa do município de Frederico Westphalen/RS. Os encontros ocorrem
mensalmente, nos quais são realizados atividades lúdicas educativas referentes à saúde desta
população. Ao nos referirmos à atenção à saúde da pessoa idosa, tem-se como principal
finalidade conseguir manter um bom estado de saúde, para que a mesma alcance um máximo
de vida ativa, no ambiente em que está inserida, com autonomia e independência física,
psíquica e social, contribuindo para seu bem-estar. Porém, mesmo que o envelhecimento
populacional represente de certa forma uma conquista social, muitos daqueles que vivenciam
este período da vida enfrentam alguma doença crônico-degenerativa, que às vezes acaba por
alterar, em algum grau, sua convivência familiar e até mesmo social. Apesar disso, é possível
que o mesmo tenha uma vida com qualidade, desde que as doenças sejam controladas. Neste
sentido é que a atuação da enfermagem em ações educativas com a pessoa idosa pode ser de
grande valia para o estímulo de hábitos saudáveis e do autocuidado, o que vem contribuir para
o esclarecimento de dúvidas acerca de questões próprias do processo de envelhecimento,
presentes no cotidiano destas pessoas. De acordo com Knorst e colaboradores (2002), tanto o
estado de saúde quanto as condições socioeconômicas vivenciadas pelo idoso são fatores que
influenciam a sua qualidade de vida. A percepção de suas expectativas pessoais se mostra
fundamental, principalmente como forma de contribuir para que ele participe no processo de
atuação e mudança de questões que venham afetar sua saúde, buscando de forma ativa maior
qualidade para sua vida. Dentre as competências do enfermeiro podemos citar algumas, quais
sejam: capacidade de identificar os fatores determinantes da qualidade de vida da pessoa
idosa, em seu contexto familiar e social, bem como compreender o sentido da
responsabilização compartilhada como base para o desenvolvimento das ações que
contribuem para o alcance de uma vida saudável. Nesse contexto, podemos evidenciar a
necessidade de abordar temas pertinentes ao interesse do grupo, como forma de atrair sua
atenção e participação. A interação é um fator fundamental para o bom andamento dos
encontros, sendo importante o diálogo entre ambas as partes, mantendo a atenção nas
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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colocações, dúvidas e questionamentos apresentados, além do comprometimento das
acadêmicas em serem pontuais e responsáveis nas atividades. Isso contribui para a criação de
laços de confiança, os quais vêm favorecer na comunicação e no relacionamento. Para que
tais ações educativas tenham eficácia e apresentem resultados positivos quanto ao estímulo ao
autocuidado, é preciso estimular a pessoa idosa para que participe de forma ativa no encontro,
não havendo apenas uma transmissão de saberes baseada no discurso, mas sim uma partilha
de vivências e experiências. Com a elaboração deste trabalho, constata-se que a realização de
atividades educativas com a pessoa idosa permite um maior conhecimento acerca de temas
referentes ao processo do envelhecimento, incluindo aqueles que se referem às alterações
físicas e biológicas vivenciadas neste período da vida, bem como o esclarecimento de dúvidas
e diminuição dos seus medos e anseios, os quais muitas vezes contribuem para a busca de
novos conhecimentos que possam auxiliar no alcance de uma melhor qualidade de vida.
Além de que as atividades não apenas promovem momentos de ensino/aprendizagem, como
também de convívio prazeroso e interação do indivíduo com as acadêmicas e integrantes do
próprio grupo, o que contribui para a qualidade de vida. Destaca-se que a enfermagem deve
atuar de forma participativa para o bem-estar do idoso, estabelecendo diálogo e interação nas
práticas educativas, e não apenas repassando informações, comprometendo-se, amparando e
possibilitando ao mesmo a interação social e oportunidade de viver melhor, garantindo seus
direitos. Outro fator importante refere-se à relevância dos programas de extensão
universitária, na medida em que os mesmos estabelecem uma relação entre Instituição de
Ensino e sociedade, possibilitando uma troca de conhecimentos e experiências entre os atores
envolvidos, professores, alunos e população. Na área da saúde, assumem particular
importância na medida em que se integram a rede assistencial e podem servir de espaço
diferenciado para novas experiências interdisciplinares na universidade voltada à
humanização, ao cuidado e à qualificação da atenção à saúde deste segmento populacional.
Palavras-chave: Idoso. Educação em Saúde. Qualidade de Vida.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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O TRABALHO EM EQUIPE E A INTERAÇÃO GRUPAL NA
ENFERMAGEM
Tatiane Franco∗
Tatiane Salete Soder∗
Carla Argenta∗ ∗
O instrumento de interação social é sem dúvida a comunicação, mas sabemos que o
profissional de enfermagem não se expressa apenas por ela, mas também por indicadores nãoverbais, tais como postura corporal, o toque, olhar, entre outros. Esta reflexão versará sobre a
importância do líder de enfermagem, tanto para delegar funções quanto para analisá-las, além
de definir os vários conceitos de grupos que se manifestam nesse contexto. Assim sendo, o
trabalho em equipe é necessário para alcançar as metas precisas, uma vez que essa
sociabilidade permite tornar o trabalho e ambiente de trabalho bem mais prazeroso e atraente.
O objetivo é ressaltar a importância do trabalho em equipe e da interação grupal para a
enfermagem por meio de uma reflexão teórica. O homem não consegue trabalhar só, o
trabalho em equipe é um requisito vital para a obtenção de resultados, quando se considera o
potencial sinérgico dos grupos: um conjunto de pessoas tem propriedades e qualidades
coletivas que elas separadamente não manifestam. O trabalho em equipe é então um
instrumento básico, necessário para que o enfermeiro resgate a sua especificidade, enquanto
profissão. A atividade grupal faz parte do ser humano, pois o homem atua, resolve seus
conflitos, vive em grupo, e a enfermagem é fruto desta mesma lógica, mas apresenta
peculiaridades oriundas das características dos sujeitos que a desempenham e da própria
natureza do trabalho desenvolvido (PIROLO, CHAVES, 1999, p. 352). A enfermagem tem
sido uma profissão que se desenvolve inserida num conjunto de trabalho denominado equipe
de saúde. A equipe de enfermagem deve estar orientada para a obtenção de uma única meta, o
“cuidar”, mas existem fatores que podem influenciar na organização e no alcance desses
objetivos, se considerarmos que existem indivíduos, técnicas, social e psicologicamente
diferentes. A busca do “resultado” do cuidar, na assistência ao cliente, pode sofrer
interferências se não houver um espírito de equipe, união, e antes de tudo, respeito, sendo
assim os objetivos que deveriam ser comuns, ficam comprometidos. O instrumento de
interação social é a comunicação que, entre os elementos do grupo é um mecanismo que
diminui conflitos e permite a passagem do estado de alienação ou adaptação passiva à
adaptação ativa da realidade, num processo progressivo. Destaca-se não só o conteúdo da
mensagem, mas o modo como ela é transmitida (PIROLO, CHAVES, 1999, p. 353). Um
grupo na verdade só é um grupo. Começa a caracterizar-se como equipe quando estão
presentes a organização, interação, a motivação e a percepção. Ao pensarmos na enfermagem,
várias situações criadas são características desse grupo; o enfermeiro pode planejar através do
método científico a sua ação, executá-la e avaliá-la, mas o resultado da avaliação não é
∗
Professoras do Curso de Graduação em Enfermagem da URI - Campus Frederico Westphalen – RS.
Mestranda em Enfermagem, Professora do Curso de Graduação em Enfermagem da URI - Campus Frederico
Westphalen – RS.
∗∗
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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utilizado, na grande maioria das vezes, como uma retroalimentação para novas intervenções,
fazendo com que perca a identidade de seu compromisso, o cuidar. Em todos os grupos
existem indivíduos com uma capacidade de liderança. Um grupo só pode ser produtivo na
medida em que todos deem sua contribuição. O papel principal do participante é o
envolvimento e o compromisso com o trabalho, portanto um grupo em que não há
participação em conjunto, não existe, mas sim um aglomerado de pessoas. O líder é estimado
e reconhecido pelo chefe, não sendo o critério da popularidade, mas sim na confiança que o
grupo deposita nele. Deve sempre utilizar diferentes e adaptativas, segundo as situações ou as
tarefas de sua equipe. Pela influência direta o líder executa parte do trabalho e põe a mão na
massa, o que lhe exige aptidão e competência para a tarefa; pela influência direta ele fala,
organiza, dirige, informa, ensina, coordena, torna-se administrador ou organizador dos
esforços, das iniciativas e do trabalho coletivo. A ausência do líder favorece o aparecimento
de líderes natos, que por não serem formais e por não terem sido preparados para isso, na
maioria das vezes desempenham essa função de modo desqualificado, pois "a maior ou menor
eficácia da passagem de plantão depende da participação da enfermeira como líder da
equipe". O líder, portanto tem a função de contribuir para a tarefa na qual o grupo está
empenhado, na manutenção e no desenvolvimento do grupo. O enfermeiro que trabalha com
grupos assistenciais deve investir na sua formação e conhecer suas próprias características, no
sentido de desvendar suas potencialidades como coordenador de grupos e como um facilitador
de um processo de desenvolvimento de si e dos outros sujeitos com os quais compartilha suas
atividades (PIROLO, CHAVES, 1999, p. 353). Na enfermagem, o enfermeiro chefia
delegando funções a técnicos, auxiliares e atendentes de enfermagem, o que não o coloca em
uma posição de líder, mas frequentemente a de um cumpridor de funções meramente
burocráticas, enquanto que o cuidado com o paciente é decidido e executado pelos outros
elementos da equipe, seja de enfermagem ou multiprofissional. Para que o enfermeiro resgate
seu papel de liderança é necessário estar apoiado em uma filosofia, cuja crença tenha a
centralização na assistência. Deve ainda conhecer princípios básicos da administração para
gerenciar unidades de ensino, promover educação em serviço e de assistência, para responder
pelo planejamento e execução dos cuidados de enfermagem mantendo boa comunicação e
cultivando o espírito de equipe. Sabemos que conflitos, competições, cooperação fazem parte
dessa interação humana que é a vida, e que a comunicação é desta forma indispensável, assim,
ninguém precisa fazer o impossível para que o trabalho em equipe seja realmente eficaz, mas
pelo menos o que está ao seu alcance. Uma verdadeira equipe proporciona desenvolver
potencialidades, ideias, resultados bem mais amplos e eficazes que vistos individualmente, e
mais do que isso, permite que nossos clientes sintam isso, afinal, trabalhamos com pessoas
que necessitam não só de nós, mas de uma equipe de saúde. Concluímos que o trabalho em
equipe é um tema que envolve antes de tudo respeito, e em saber reconhecer que cada um tem
sua maneira de trabalhar e agir. Tal importância é excepcional para enfermeiros e líderes
enfermeiros, que regem equipes e saibam antes de tudo, respeitá-las do que meramente ser
autoritário. Pois bem: a autoridade é eficaz para um líder, já o autoritarismo contradiz tudo o
que se refere ao ‘trabalho em equipe’, pois é justamente isso que automaticamente afasta o
grupo, desfocando a atenção daquilo que deveria ser prioridade.
Palavras-chave: Enfermagem. Trabalho em Equipe. Grupo.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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PAPILOMAVÍRUS HUMANO (HPV): IMPLICAÇÕES PARA O
CUIDADO DE ENFERMAGEM
Laura Helena Gerber Franciscatto∗
Marinês Aires∗∗
Márcia Casaril∗∗∗
O presente trabalho tem como objetivo tecer algumas reflexões acerca da infecção
pelo Papilomavírus Humano (HPV) como um dos grandes desafios para o cuidado de
enfermagem. A infecção pelo HPV é um dos grandes problemas de saúde pública, justifica-se
assim, a importância da enfermagem na identificação precoce do HPV e acompanhamento dos
casos considerados positivos. A infecção causada pelo Papilomavírus Humano (HPV) é a
mais comum das viroses de transmissão sexual, sendo que a mesma transformou-se em um
expressivo problema pela íntima relação com lesões genitais malignas e seus precursores
(SILVA et al., 2004). Os papilomavírus pertencem à família Papillomaviridae e podem ser
classificados em tipos cutâneos ou mucosos. Entre os tipos cutâneos destacam-se os HPV-5 e
HPV-8, sendo considerados de alto risco, pois estes estão intimamente relacionados com a
epidermodisplasia verruciforme (EV), uma rara situação em que a pele sofre alterações
ulcerosas, oportunizando a infecção pelo vírus, podendo ocasionar oncogênese humana.
(JANICEK E AVERETTE, 2001). A correlação de certos tipos de HPV com tecidos epiteliais
normais e lesões, ou tipos associados com carcinomas, tem levado a concepção de HPV de
baixo e alto risco oncogênicos, pelo fato de que há cerca de 20 anos, o HPV foi identificado
como agente causador e transmissor do câncer cervical (MADI et al., 2003). O HPV é
classificado de acordo com seu potencial oncogênico e apresentam diferentes tipos tais como,
HPV-6, 11, 26, 42, 43, 44, 54, 70 e 73 que são considerados de baixo risco e os tipos HPV-16,
18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66 e 68 considerados de alto risco (OKADA et al.,
2000; MUÑOZ et al., 2000). O HPV de baixo risco está relacionado, na maioria dos casos,
com tumores benignos, lesões cutâneas leves e lesões escamosas intraepiteliais de baixo grau
(SIL), também chamadas de lesões do tipo Neoplasias Intraepiteliais Cervicais de Grau I (NIC
I) e condiloma acuminatum. O vírus de alto risco está relacionado com Neoplasia
Intraepitelial Cervical de Grau II e III (NICs II e III) que pode progredir para carcinomas
anogenitais e de colo uterino (CAMPION et al., 1996; SINAL et al., 2005). As infecções pelo
HPV são muito comuns na maioria das populações estudadas em todo o mundo, incluindo o
Brasil. Elas podem afetar de 10% a 40% das mulheres sexualmente ativas, principalmente, as
mais jovens. A maioria destas infecções é transitória, podendo ser eliminada
espontaneamente. Entretanto, uma pequena proporção de mulheres infectadas apresenta
infecção persistente, em geral com HPV de alto risco. Há evidências recentes associando a
∗
Enfermeira. Mestre em genética. Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) Canoas/ RS. Professora do Curso
de Graduação em Enfermagem da URI - Campus Frederico Westphalen - RS.
∗∗
Enfermeira. Mestre em enfermagem. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora do Curso de
Graduação em Enfermagem da URI - Campus Frederico Westphalen - RS.
∗∗∗
Enfermeira especialista em Saúde do Trabalhador pela URI-FW. Professora do Curso de Graduação em
Enfermagem – Campus de Frederico Westphalen/RS.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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persistência da infecção por HPV com elevado número de cópias virais, com maior risco para
o desenvolvimento das neoplasias cervicais. No entanto, apenas uma minoria de mulheres
infectadas por HPV, eventualmente desenvolverá o câncer de colo uterino (TROTTIER et al.,
2006). A transmissão do HPV pode ocorrer por contato sexual, não-sexual e materno-fetal.
Geralmente, a transmissão sexual apresenta maior risco. O sexo oral também pode levar à
transmissão do vírus e a lesões e, a autoinoculação e transmissão através de objetos de uso
diário também pode ocorrer (GROSS, BARRASSO, 1999; PEREZ, 2001). Para os autores
(GROSS, BARRASCO, 1999), também é possível a transmissão não-sexual através de
fomites, como coçaduras, toalhas e roupas íntimas, ocasionando lesões verrucosas comuns na
pele. Neste caso, por se tratar de uma infecção de curta duração, mulheres e crianças sem
atividade sexual são as mais susceptíveis a este tipo de contaminação. No colo uterino, as
lesões que ocorrem são em geral condilomas planos e endofíticos sendo usualmente
detectados apenas através da colposcopia. As pacientes procuram o atendimento médico
devido ao aparecimento de lesões em sua região genital e raramente têm outras queixas, tais
como prurido, ardência local, dor ou mesmo sangramento. A queixa de corrimento vaginal é
frequente nestas pacientes, provavelmente devido a uma infecção vaginal coexistente e não
decorrente da infecção pelo HPV. Queixas urinárias tais como hematúria terminal ou jato
urinário anormal podem ocorrer, devendo-se desta forma realizar a inspeção visual da uretra
distal e meato.uretral (SWEET et al., 2002). Diante deste contexto, é preciso que o enfermeiro
esteja atualizado, no que se refere à participação e desenvolvimento de programas de combate
ao câncer de colo de útero, uma vez que pesquisas ampliam os enormes avanços já ocorridos
desde o reconhecimento da doença. Dentre as funções da enfermagem, a prática educativa
desponta como principal estratégia de promoção da saúde, na qual o foco deve estar voltado
não só para o paciente, mas também para sua família. Considerando que o indivíduo doente,
geralmente enfrenta essa etapa da vida com a presença de algum familiar, estes também
devem ser envolvidos nos aspectos relacionados à educação em saúde para a prevenção do
HPV e demais DSTs. Em uma perspectiva moderna de educação em saúde, o educador tem o
papel de facilitador das descobertas e reflexões dos sujeitos sobre a realidade, sendo que os
indivíduos têm o poder e a autonomia de escolher as alternativas Salienta-se que esses
momentos possibilitam aos profissionais identificarem o que realmente está faltando, o que
não foi compreendido e a distância que existe entre o que é dito ou escrito e o que é entendido
e como é entendido, em termos de conhecimento sobre a saúde e hábitos saudáveis; das
fantasias, dos tabus, das dificuldades de ser paciente ou familiar e estar doente. Assim,
destaca-se a importância da atuação do enfermeiro - um dos principais mediadores do
processo ensino-aprendizagem que visa à promoção da saúde. Nesse sentido, a educação em
saúde prevê a construção da consciência coletiva pelo despertar das potencialidades de cada
indivíduo, referentes às suas necessidades em relação à saúde (OLIVEIRA 2005). Os
profissionais que prestam atendimento à saúde têm, no entanto, a responsabilidade de
organizar a informação, educação em saúde e orientação ao público sobre a prevenção e os
fatores de riscos para o HPV. Desde modo, a educação em saúde constitui-se em uma
estratégia básica para o controle da transmissão das DST e do HIV, e se dará por meio da
constante informação para a população geral e das atividades educativas que priorizem: a
percepção de risco, as mudanças no comportamento sexual e a promoção e adoção de medidas
preventivas com ênfase na utilização adequada do preservativo.
Palavras-chave: Papilomavírus Humano (HPV). Implicações para a Enfermagem. Saúde
Pública.
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Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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PARTICIPAÇÃO POPULAR NO EXERCÍCIO DO CONTROLE
SOCIAL
Daiane Campos Farezin∗
Renan Battisti∗
Adriana da Rosa Moreira∗
Caroline Ottobelli∗∗
A informação é fundamental para a democratização da Saúde. O Sistema Único de
Saúde – SUS é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, ele abrande desde um
atendimento ambulatorial até transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e
gratuito a toda a população do país. O SUS foi criado, em 1988 pela Constituição Federal
Brasileira, para ser o sistema de saúde dos mais de 180 milhões de brasileiros. Esse sistema
surgiu na década de 70 em contra posição ao sistema de saúde médico assistencialista
defasado, o que contribuiu para muitos dos problemas na saúde pública brasileira até a
atualidade. Durante a redemocratização do sistema político brasileiro, foi considerada
insuficiente, para um país com as proporções do Brasil, e com as novas exigências de uma
população que reaprendia a reivindicar seus direitos, surgiu o Movimento Sanitário, seu
principal objetivo era a criação do Sistema Único de Saúde. Segundo Possas (1981), a saúde
tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o
saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o
acesso aos bens e serviços essenciais: os níveis de saúde da população expressam a
organização social e econômica do país. O SUS é concebido como o conjunto de ações e
serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e
municipais, da administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público.
Foram definidos princípios doutrinários do SUS, Universalidade – o a cesso às ações e
serviços deve ser garantido a todas as pessoas, independentemente de sexo, raça, renda,
ocupação, ou outras características sociais ou pessoais; Equidade – é um princípio de justiça
social que garante a igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de
qualquer espécie. A rede de serviços deve estar atenta às necessidades reais da população a
ser atendida; Integralidade – significa considerar a pessoa como um todo, devendo as ações de
saúde procurar atender a todas as suas necessidades. Nesse sentido foram criados princípios
organizativos hierarquização, descentralização do poder, participação popular, tanto para os
usuários, como para os profissionais de saúde, sendo um conjunto de referência e contra
referência, oferecendo serviços preventivos e curativos, garantindo a participação ativa da
comunidade na saúde através dos conselhos municipais de saúde. Os Conselhos de Saúde
existem nas três esferas governamentais: federal, estadual e municipal. São órgãos
permanentes e deliberativos, que reúnem representantes do Governo e dos prestadores de
serviços de saúde, profissionais de saúde e usuários do SUS. É através dos Conselhos de
Saúde existentes em suas cidades, que a população pode realizar a fiscalização do sistema.
∗
Acadêmicos do VI Semestre Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico
Westphalen/RS.
∗∗
Enfermeira docente do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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Atualmente, muitas pessoas não sabem os direitos nem os deveres que possuem acerca do
SUS, dificultando as relações interpessoais entre profissionais e usuários. Assim, evidencia-se
a necessidade de atuação efetiva e eficaz do profissional enfermeiro em suas atividades de
trabalho por meio de aprimoramento da assistência que sejam capazes de fornecer subsídios
para o atendimento integral e humanizado. Diante disso, entendo a necessidade de realizar o
referido estudo tendo em vista que os usuários sendo instrumentalizados, é possível que
ocorram mudanças significativas na realidade das suas comunidades, onde estão inseridos. O
referido trabalho será inserido na Linha de Pesquisa, Promoção, Prevenção da saúde do bairro
Aparecida de Frederico Westphalen. E para isso usaram-se a coleta de dados e análises dos
resultados através de técnicas de observação e entrevista, sendo que a entrevista é a técnica
que o investigador se apresenta frente ao investigado, e lhe faz perguntas com um roteiro préformulado tendo por objetivo a obtenção de dados, dando origem a um diálogo sistematizado.
A importância desse tipo de exercício para nós enfermeiros é imensa, pois estamos tornando
os usuários mais cidadãos, e mais cientes de seus direitos. Porque ser enfermeiro não é só o
cuidado hospitalar ou ambulatorial, é ir além, é garantir o bem estar dos usuários como um
todo. Objetivo geral: - Identificar o déficit de conhecimento dos usuários sobre o SUS?
Objetivo específico: - Avaliar a percepção dos usuários sobre o SUS, objetivando
fomentar/ampliar sua percepção e contribuir para a consolidação deste sistema. A coleta de
dados será desenvolvida através de técnicas de observação e entrevista. Sendo que a
observação deve ser realizada através de um sistema que segue um padrão livre ou por meio
de roteiro, abrangendo um conjunto do espaço e do tempo previsto para o trabalho ou que
poderá se limitar a instantes/aspectos da realidade, dando ênfase a determinados elementos.
Para isso serão desenvolvidos encontros semanais com a comunidade, incentivando a
desenvolver cartazes, e realizando discussões sobre os temas propostos. Esperamos conseguir
instituir um conselho local de saúde no bairro, para o controle social ser mais
democraticamente exercido pelos usuários do SUS. Sempre tendo em vista a melhoria do
atendimento à população. O controle social na saúde ocorre principalmente por meio de
representações nos conselhos de saúde, que são órgãos colegiados em que participam
representantes dos usuários do SUS, dos prestadores de serviços, dos trabalhadores da saúde e
dos gestores do sistema. Podemos afirmar que a criação dos conselhos gestores nas unidades
de saúde do município de Frederico Westphalen será muito significativa. Acreditamos que a
mobilização social poderá mudar a realidade do Bairro Fátima que através deste projeto os
participantes estarão mais informados dos seus direitos e deveres, sempre tendo em vista a
melhoria do SUS, pois cada pessoa é responsável pela fiscalização deste sistema. Esperamos
no final deste projeto ter instituído um conselho local de saúde, atuante no conselho municipal
que lute pelos direitos da população. Esses espaços democráticos de gestão foram
conquistados pela sociedade e precisam ser fortalecidos para permitir a participação efetiva do
cidadão na formulação, monitoramento e fiscalização da execução das políticas de saúde, em
especial através do apoio aos Conselhos de saúde; às Conferências de Saúde; aos movimentos
sociais.
Palavras-chave: Controle Social. SUS. Usuários. Empoderamento.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS ENFERMEIROS ACERCA DO
EXERCÍCIO DO CONTROLE SOCIAL1
Ana Paula Geraldi∗
Fernanda Balestrin∗
Juliana Carine Machado∗
Caroline Ottobelli∗∗
Dentre os vários progressos na saúde podemos ressaltar o de maior importância, a
criação do Sistema Único de Saúde - SUS que surgiu a partir da Reforma Sanitária a qual, por
sua vez, tinha como objetivo, a construção de uma nova política de Saúde para o país. Dentro
dessa nova política estava a participação da sociedade na organização, gestão e controle dos
serviços de saúde. Tal controle e participação da população organizada junto aos serviços de
saúde ganhou o nome de Controle Social. O qual pode ser caracterizado como a forma com
que a sociedade tem de participar e controlar as ações, programas e políticas de saúde
implantadas em seus municípios, estados e no país. Segundo Arantes et al. (2007), o Controle
Social é a segurança de que a sociedade em geral participará do processo de formulação e
controle das políticas de saúde, também podendo ser definido como a capacidade que a
sociedade civil tem de interferir na gestão pública, orientando as ações do Estado e os gastos
estatais na direção dos interesses da coletividade. Nesse sentido podemos dizer ainda que
Controle social é a produção de necessidades da vida por seus próprios protagonistas. É acima
de tudo partilhar poder. Diante disso podemos ressaltar que o Controle Social é a melhor e
mais eficaz forma da população participar, interferir e controlar as políticas de saúde nas três
esferas do governo (municipal, estadual e federal). Dessa forma far-se-á a participação da
sociedade nas políticas sociais de forma democrática e igualitária, sendo isto um dos
princípios desta estratégia, além disso, a população participa de forma ativa dentro de sua
comunidade trazendo beneficio e melhorias para a mesma. Dessa maneira, a forma mais
diligente da população efetivar sua participação no exercício do Controle Social é através dos
Conselhos de Saúde, os quais são instância máxima de deliberação do Sistema Único de
Saúde – SUS - de caráter permanente e deliberativo, tendo como missão a deliberação,
fiscalização, acompanhamento e monitoramento das políticas públicas de saúde. Tais
Conselhos são compostos por usuários, trabalhadores da área da saúde, governo e prestadores
de serviços de saúde, sendo o seu Presidente eleito entre os membros do Conselho (BRASIL,
2010). Diante desse contexto fica clara a importância dos Conselhos de Saúde como sendo
uma das formas de estimular a participação social, ou seja, por em prática o exercício do
Controle Social, além de ter um papel de grande importância na descentralização e
fortalecimento das ações do SUS, efetivando seus princípios e diretrizes fundamentados na
1
Pesquisa de Iniciação Científica.
Acadêmicas do VI semestre do curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico
Westphalen.
∗∗
Enfermeira, especialista em Saúde do Trabalhador, professora do Curso de Graduação em Enfermagem da
URI – Campus de Frederico Westphalen.
∗
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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participação popular para a criação de ações, programas e políticas de saúde. Nesse sentido,
Arantes et al. (2007) colocam que: acreditamos que os enfermeiros possam exercer um papel
importante na construção e no fortalecimento do Controle Social. Concordamos com a
afirmação de que a “enfermagem, presente em todos os serviços de saúde tem base prática
para conversar com a população e dizer ao Estado as necessidades do serviço para uma
assistência de qualidade” (ARANTES et al., 2007, p. 5). No entanto torna-se evidente a
importância que a Enfermagem possui em uma comunidade, pois o profissional enfermeiro
deve ser e atuar como um líder não só de sua equipe mas também de toda a comunidade,
atuando de forma humanizada, holística e democrática, visualizando as necessidades do
individuo e da sociedade em geral. Dessa forma para que isso seja concretizado o profissional
deve participar e promover a participação da população de forma ativa no exercício do
Controle social. Diante de todo esse contexto torna-se evidente a realização desse estudo o
qual tem como problema de pesquisa: Qual(is) a(s) concepção(ões) e percepção(ões) dos
profissionais enfermeiros(as) acerca do exercício do Controle Social nas comunidades onde
atuam? E é neste contexto, e mediante a análise do Índice de Desenvolvimento Humano
(IDH), da Região Média do Alto Uruguai e das Missões do Estado do Rio Grande do Sul,
local onde se situam os municípios de abrangência da 19ª Coordenadoria Regional da Saúde CRS, que se achou imprescindível a realização deste estudo. O IDH da referida região,
segundo CENSO 2000 (IBGE), encontra-se entre os patamares de 0,666 – 0,750, valores
abaixo da média estadual, a qual situa-se em 0,814, bem como, inferior à média nacional de
0,766. Nesse sentido, estando esta região com seu IDH baixo, compreende-se que é necessário
o desenvolvimento de ações que venham a buscar soluções aos entraves vivenciados por estas
populações, dentre esses problemas, as dificuldades encontradas dentro da área da saúde. Os
objetivos elencados para esta pesquisa são: Objetivo geral: - Analisar as concepções e
percepções dos profissionais enfermeiros(as) acerca do exercício do Controle Social.
Objetivos específicos: - Levantar facilidades e dificuldades encontradas pelos profissionais
enfermeiros(as) a respeito do exercício do Controle Social dentro das comunidades onde
atuam. Identificar as experiências vivenciadas pelos profissionais enfermeiros(as) com relação
ao exercício do Controle Social nas comunidades onde atuam. Diante desta perspectiva
podemos destacar que ações que contribuam para a efetivação e para o entendimento do
Controle Social oferecem benéficos não só para a sociedade, mas também para todos que
fazem parte deste processo, pois através desta concretização as ações, políticas e programas
de saúde serão realizadas dentro da realidade de cada município efetivando a descentralização
a qual é uma das diretrizes previstas pelo SUS. A presente pesquisa está sendo desenvolvida
junto aos profissionais enfermeiros(as), que tiveram interesse em participar do estudo. Em
torno de 50 profissionais, que atuam nas unidades de saúde dos 28 municípios de abrangência
da 19ª CRS. A 19ª CRS tem o papel de acompanhar os municípios no que se refere a
implementação das Políticas de Saúde, voltadas na consolidação do SUS, sendo a sua sede
situada no município de Frederico Westphalen R/S. O referido estudo será desenvolvido no
segundo semestre de 2010 e no decorrer do primeiro semestre de 2011 no turno diurno. Esta
sendo desenvolvida uma pesquisa qualitativa devido ao seu foco de estudo, analisando dessa
forma, a subjetividade dos participantes. A pesquisa qualitativa é basicamente aquela
que busca entender um fenômeno específico em profundidade. Para tanto, para este
estudo, do qual sou Bolsista voluntária de Iniciação Científica, juntamente com minha
Orientadora Enfermeira Especialista Caroline Ottobelli, pretendemos apreender os mais
diversos elementos, presentes nas falas dos enfermeiros nas suas múltiplas dimensões, a fim
de observar suas visões acerca do Controle Social. Dessa forma, será possível buscar a
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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essência das falas dos participantes, culminando assim, na obtenção de riquezas de detalhes
que somente são passíveis de serem captados por meio da pesquisa qualitativa. Está sendo
desenvolvido um estudo fundamentado no método freiriano. Conforme Backes et al. (2007), a
escolha de uma metodologia participativa, como é o caso do método freiriano, possibilita
compreender as diferenças individuais e responder às diferentes interrogações. Para tanto, está
sendo feito uso do Círculo de Cultura de Paulo Freire, o qual tem uma indicação direta para os
trabalhos com grupos, possibilitando a troca de experiências e o processo de conscientização,
no qual o indivíduo se alimenta do grupo e o grupo cresce com a participação individual. A
esse respeito, Saupe (1998) mencionam que a preocupação maior de Paulo Freire era
proporcionar à população, através do Circulo de Cultura, a possibilidade de desvelar a
realidade e buscar debater, em grupo, questões referentes ao cotidiano. Além disso, Saupe
(1998) menciona ser significativa a variedade de situações existenciais que abrangem os
Círculos de Cultura como metodologia de ação. Assim, estarão sendo desenvolvidos
encontros mensais, um total de quatro, em dia e hora que serão combinados previamente com
os colaboradores. Tais encontros estão sendo realizados junto às dependências da URI –
Campus de Fredeico westphalen R/S e terão uma duração média de uma hora. No primeiro
encontro foi realizada e a explanação da proposta do estudo e a leitura e assinatura do Termo
de Consentimento Livre e Esclarecido. Após este momento ocorreu o levantamento de temas
ou palavras geradoras, no caso o Controle Social. Identificadas às palavras geradoras passa-se
para a fase de codificação, que consiste em um aprendizado coletivo, onde todos expõem seu
aprendizado acerca do tema ou da palavra geradora, ou seja, o que compreendem a respeito do
Controle Social. No segundo encontro, far-se-á a decodificação ou descodificação do tema
central, ou seja, do Controle Social. Assim, serão questionados os códigos utilizados para
descrever as situações e os problemas envolvidos com o tema central. No que se refere ao
terceiro encontro, será desenvolvido o desvelamento crítico, onde as pessoas aprenderão o
verdadeiro significado do Controle Social para que, a partir disso, passam a lidar com ele de
maneira correta. Por fim, no quarto e último encontro, será ainda discutido o tema Controle
Social e proceder-se-á o encerramento do estudo. Dessa maneira, após a realização dos quatro
encontros, será possível, promover o levantamento acerca da visão dos profissionais
enfermeiros(as) a respeito do exercício do Controle Social em suas comunidades. Assim, com
propostas aparentemente completas, incrementadas em uma compreensão ampliada de saúde,
será possível alcançar os obstáculos reais que dificultam a efetivação do Controle Social. O
Controle Social é compreendido como uma forma que a sociedade tem de interferir nos
assuntos pertinentes aos serviços de saúde e através disso trazer benefícios a toda a população.
Assim, o Controle Social é a forma de efetivar a participação da social diante de todas as
discussões realizadas em relação à saúde. No Brasil, a população tem direito de participar das
tomadas de decisões em saúde, por isso a denominação Controle Social dada à participação da
sociedade no SUS. Dessa forma Controle Social, quer dizer que é direito e dever da sociedade
de participar do debate e da decisão sobre a formulação, execução e avaliação da política
nacional de saúde (CECCIM et al., 2004). A Enfermagem possui contato direto com os
usuários de saúde e dessa maneira exerce um papel articulador tanto das atividades realizadas,
quanto dos diferentes trabalhadores envolvidos no processo de produção das ações de saúde
(ARANTES et al., 2007). Dessa forma podemos compreender o importante papel que a
Enfermagem possui perante a sociedade, pois a mesma atua de uma forma ou de outra em
todos os âmbitos da saúde, estando em contado com todos os outros profissionais e também
os usuários desse serviço. Contudo, podemos concluir que o Controle Social,
institucionalizado por meio dos Conselhos de Saúde, formam uma vinculação em benefício da
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Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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sociedade, do município, do estado e também do país, pois acaba sendo uma troca de
conhecimentos e informações entre usuários, trabalhadores dos serviços de saúde, prestadores
de serviços e os próprios conselheiros em prol da melhoria e ampliação das políticas de saúde.
Palavras-chave: Controle Social. Conselhos de Saúde. Políticas de saúde.
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PESQUISA EM ENFERMAGEM: PROJETO DE PESQUISA NA
ACADÊMIA SOBRE IDOSOS HIPERTENSOS
Cássia Jordana Krug Wendt∗
Caroline Ottobelli∗∗
A pesquisa em enfermagem, na visão de muitos autores, começou com Florence
Nightingale após a identificação dos fatores que estavam interferindo na recuperação dos
soldados durante a guerra da Criméia e em seguida, com a sua mais marcante publicação
Notes on Nursing, que descrevia o seu interesse na pesquisa dos fatores que pudessem intervir
no bem-estar físico e emocional. Muitos anos após a sua publicação, a pesquisa na área da
enfermagem teve poucas publicações, e começou a ganhar mais força somente com meados
de 1900, sendo as publicações mais ligadas ao ensino da enfermagem. A ascensão da pesquisa
em enfermagem começou nos anos 50, período no qual houve grandes investimentos de apoio
à pesquisa, estabelecimento do periódico Nursing Research e um maior aperfeiçoamento por
parte das enfermeiras da época. A partir da década de 70, inúmeros periódicos de enfermagem
foram criados, e suas publicações passaram a ter mais ênfase na melhora do atendimento do
cliente. No Brasil a pesquisa em enfermagem começou a ser realizada com a implementação
do cursos de pós-graduação stricto sensu em meados de 1972, e vinha sendo discutida em
torno da assistência de enfermagem. Segundo Polit (2004), a pesquisa em enfermagem tratase de uma investigação sistêmica, destinada a produzir conhecimento sobre temas de
relevância para a enfermagem, incluindo a prática, o ensino e a administração em
enfermagem, a fim de desenvolver ações para orientar as práticas da enfermagem e melhorar a
qualidade do atendimento e da vida dos clientes. Atualmente, a pesquisa busca responder e
resolver os problemas do nosso meio e cada vez mais está sendo inserida no cotidiano da
enfermagem. Sendo assim, com o intuito de proporcionar aos acadêmicos do Curso de
Graduação em Enfermagem o interesse pela pesquisa, descobrir o seu real papel dentro da
enfermagem como profissão, e ensiná-los como elaborar as mais diversas formas de pesquisa,
o currículo do V semestre do curso traz a disciplina de Pesquisa em Enfermagem. Desta
maneira, o presente trabalho tem como objetivo descrever a experiência acadêmica vivenciada
durante a construção do projeto de pesquisa solicitado pela disciplina de Pesquisa em
Enfermagem, componente curricular do V semestre do Curso de Graduação em Enfermagem,
da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - Campus de Frederico
Westphalen. Durante várias aulas da disciplina a professora responsável, Caroline Ottobelli,
explanou sobre o que vinha a ser uma pesquisa, as diferenças entre elas, suas aplicações,
métodos de coleta de informações, entre outros. Em uma das aulas, a professora solicitou à
turma de acadêmicos um projeto de pesquisa individual, que seria um dos requisitos para uma
das notas do semestre. O projeto deveria conter todas as etapas de construção de um projeto
de pesquisa e no final do semestre seria apresentado para uma banca formada pela professora
∗
Acadêmica do VI semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico
Westphalen.
∗∗
Enfermeira, especialista em Saúde do Trabalhador, professora do Curso de Graduação em Enfermagem da
URI - Campus de Frederico Westphalen.
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Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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e dois colegas. Assim, tendo em vista a aprendizagem adquirida nas aulas da disciplina
intitulada Enfermagem Aplicada à Saúde do Idoso, do mesmo semestre do Curso, que ainda
proporcionou um trabalho acadêmico sobre as patologias do Sistema Cardiovascular em
Idosos, e devido à participação no planejamento e execução de projetos de extensão
relacionados a idosos, vinculados à Universidade, no I semestre de 2010, surgiu o interesse de
criar o projeto de pesquisa na linha do envelhecimento humano. Definir o envelhecimento é
algo muito complexo. Existem conceitos que variam de acordo com a visão social,
econômica, biológica, independência e qualidade de vida dos idosos. Dentro deste contexto, o
envelhecimento pode ser definido como sendo um processo dinâmico e progressivo, no qual
ocorre modificação morfológica, funcional, bioquímica e psicológica. Isso tudo pode resultar
na perda progressiva da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio em que vive,
ocasionando maiores chances de desenvolver processos patológicos que poderão levá-lo a sua
morte. (HARRIS apud ZENARDO, 2007, p. 3). Segundo o IBGE, a perspectiva de
crescimento da população acima de 60 anos, fará do país a 6ª maior população de idosos do
mundo dentro dos próximos 25 anos, tendo assim, 32 milhões de idosos. Atualmente, os
indivíduos acima de 60 anos de idade somam 17, 6 milhões de pessoas. Alguns autores trazem
que esta mudança no perfil epidemiológico se deu basicamente devido às melhores condições
de vida da população em geral, ou seja, melhores condições de alimentação, recursos para a
saúde, saneamento básico, educação, lazer, entre muitos outros fatores determinantes e
condicionantes, o que acaba favorecendo um envelhecimento mais saudável e ativo.
Entretanto, com o aumento da idade, surgem alterações importantes no organismo humano,
muitas delas naturais ao nosso desenvolvimento. Podem ocorrer mudanças fisiológicas,
psicológicas, sociais e patológicas, as quais acabam comprometendo o funcionamento do
corpo e consequentemente levam à diminuição da qualidade de vida, aumentando a morbimortalidade destes indivíduos mais velhos. Baseando-se nas bibliografias, o sistema
cardiovascular é um dos sistemas que mais sofre com o avanço da idade, pois sofre alterações
significativas na capacidade funcional. Com o envelhecimento, o coração e os vasos
sanguíneos apresentam modificações morfológicas e teciduais evoluindo para a redução de
sua funcionalidade, limitando, assim, a performace do idoso perante atividades físicas bem
como reduzindo a capacidade de tolerância em varias situações cotidianas. Segundo o Censo
2000 (IBGE), 49% da população brasileira são adultos, dentro destes pelo menos 65% são
idosos hipertensos. A hipertensão arterial é mais prevalente em mulheres idosas quando
comparadas aos homens e mais prevalente entre os negros quando comparados aos brancos.
Portanto, diante do aumento rápido e progressivo de pessoas idosas tornam-se importante as
ações de promoção à saúde visando uma melhor qualidade de vida dos idosos. A intervenção
na atenção à saúde do idoso portador de hipertensão deve objetivar manter os níveis
pressóricos normais, visando evitar as lesões micro e macrovasculares, bem como controlar os
fatores de risco cardiovasculares, rastrear e tratar outras doenças mais comuns na terceira
idade. Assim, o trabalho tinha por objetivo conhecer, identificar e caracterizar os idosos
hipertensos da ESF II do Município de Frederico Westphalen. Após várias pesquisas tanto
nos sites do Ministério da Saúde, como em outras fontes on line confiáveis, nos livros e
artigos científicos disponibilizados na biblioteca da Universidade, comecei a descrever o
projeto de pesquisa. O projeto foi intitulado “Perfil de idosos hipertensos cadastrados na
Estratégia de Saúde da Família II do Município de Frederico Westphalen/RS”. Este projeto de
pesquisa pôde ser classificado como sendo uma pesquisa descritiva, de abordagem
quantitativa e a coleta dos dados seria através do formulário, o qual combina o questionário e
a entrevista. Tinha como questão central Quais as condições sócio-econômicas, demográficas
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e de saúde dos idosos hipertensos da ESF II do Município de Frederico Westphalen/RS? Com
o aumento da expectativa de vida dos indivíduos acima de 60 anos, a Enfermagem deve
buscar conhecer a realidade à qual seus clientes estão inseridos, para construir ações em saúde
especificas, ou seja, voltadas para esse novo público alvo. Com essa atitude, os enfermeiros
estarão atuando de forma adequada, executando normas e diretrizes das leis 8080/90, que
regulamentam o Sistema Único de Saúde (SUS) e a lei 8842/94, que trazem a Política
Nacional da Saúde do Idoso. Ambas as leis, estabelecem ser competência da área da saúde:
prevenir, promover, proteger e recuperar a saúde dos usuários dos serviços de saúde. Durante
toda a elaboração do trabalho, este foi encaminhado para a professora orientadora, para que a
mesma realizasse as correções e retornasse para fazer as alterações. Durante toda a construção
do projeto, houve momentos de muita leitura, dúvidas, de incertezas, insegurança em não
estar escrevendo da maneira correta, além disso, à medida que chegava o dia da apresentação,
o nervosismo crescia ainda mais. Entretanto, após a entrega do projeto pronto e a
apresentação para os colegas, todos percebemos que o momento foi de extrema importância
para a nossa aprendizagem. Assim sendo, a pesquisa deve cada vez mais estar inserida no
cotidiano da Enfermagem, tanto nós enquanto acadêmicos quanto profissionais formados. Ou
seja, deve ser utilizada como uma fonte de conhecimento para as nossas práticas para assim
desenvolver ações em saúde específicas para cada público e proporcionar uma melhor
qualidade no cuidado do cliente e de vida da população.
Palavras-chave: Projeto de Pesquisa. Idosos. Hipertensão Arterial.
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PRIMEIROS SOCORROS
Débora Dalegrave∗
Jaqueline Marafon Pinheiro∗∗
Cristiane Pedó∗∗∗
Adriana Rotoli∗∗∗∗
Considerando-se a grande relevância deste tema, e tendo em vista a quantidade de
agravos à saúde que acontece cotidianamente, no trânsito, nos domicílios, no ambiente de
trabalho e em outros locais, o ensino de primeiros socorros ainda é pouco difundido,
prevalecendo o desconhecimento sobre o tema (1). É preciso salientar que, desde o momento
em que fomos convidadas pela CIPA para desenvolvermos este trabalho na SIPAT – Semana
Interna de Prevenção de Acidentes, foi nossa preocupação, para além da produção de
conhecimentos, realizar o mesmo, de uma maneira dinâmica e prazerosa. Partimos do
pressuposto de que é preciso socializar os saberes perante uma construção dialógica com a
sociedade, para que ambas, universidade e população, compartilhem seus conhecimentos
sobre primeiros socorros, criando assim, um espaço de ensino e aprendizagem. Nossa
experiência, no ensino de primeiros socorros, ocorreu junto a um grupo de funcionários,
professores e alunos da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões –
Campus de Frederico Westphalen, e buscou ampliar os saberes e práticas que envolvem a
referida atividade. Ao produzirmos este relato de experiência, foi nossa intenção fornecer
subsídios para o desenvolvimento de iniciativas no ensino de primeiros socorros. A partir do
convite lançado pela Comissão da CIPA, começamos a nos organizar sobre qual seria o
objetivo desta intervenção junto aos funcionários, professores e alunos, sobre “Prevenção de
Acidentes e Primeiros Socorros”, sendo possível identificar uma importante concentração
dessa demanda por parte deste público alvo, em receber instruções básicas a respeito desta
temática. Ficando estabelecidos dois propósitos para esta atividade: atualizar conhecimentos
sobre primeiros socorros e esclarecer as dúvidas e crenças existentes. A proposta foi acolhida
pelos participantes, sendo realizado o trabalho educativo, no Auditório da Universidade. As
oficinas foram planejadas de forma a atender os propósitos estabelecidos, de uma forma
dinâmica e prazerosa. As oficinas versaram sobre: Prevenção de acidentes; o que são
primeiros socorros?; urgência e emergência; parada cardiorrespiratória; atendimento a
fraturas; hemorragias; convulsões, engasgo; objetos estranhos; queimaduras. Os temas
abordados foram propostos reconhecendo-se a importância deste espaço para dar visibilidade
às experiências de cada um. Três momentos constituíram os encontros: apresentação dos
slides com as explicações das temáticas e a atualização dos saberes que emergiam neste
exercício com simulações de primeiros socorros, retomada dos saberes aprendidos e
∗
Enfermeira Supervisora do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen.
Enfermeira Supervisora do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen.
∗∗∗
Acadêmica do VIII Semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico
Westphalen.
∗∗∗∗
Professora Mestre Coordenadora do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico
Westphalen.
∗∗
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
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esclarecimentos das dúvidas. A orientação pedagógica utilizada nas oficinas foi a da
problematização(3). A realidade dos participantes, experiências, conhecimentos prévios,
opiniões, dúvidas e estratégias utilizadas no dia a dia para atendimento de urgências, bem
como as tomadas de decisão, foram discutidas de forma participativa. O material didático
utilizado foi constituído de: data-show; talas feitas com papelões, roupas, entre outros, para
demonstrar que se pode usar do improviso ao prestar os primeiros socorros. A orientação
sobre a abordagem de situações de urgência e emergência de primeiros socorros levou sempre
em consideração as necessidades dos participantes e os recursos disponíveis, criando a
oportunidade de uma aprendizagem singular, pois foi construída a partir das suas próprias
experiências. Diferentemente das tradicionais palestras, em que o autoritarismo e a
verticalidade do ato educativo estão presentes, esta abriu espaços para o diálogo e a crítica
sobre determinado cotidiano (4). O ensino de primeiros socorros deveria ser amplamente
disponibilizado e democratizado. Hoje, aprender sobre primeiros socorros é restrito aos
profissionais de saúde ou àqueles que estão próximos de universidades, hospitais e de outros
centros que promovem tais cursos. A produção e socialização de conhecimentos sobre
primeiros socorros, além de conferir aos usuários maior segurança para tratar de seus
problemas de saúde, reduz a sua vulnerabilidade. A opção pela dramatização como
abordagem metodológica, conferiu dinamismo e oportunidade de participação dos usuários no
processo educativo, contrariando modelagens educativas mais tradicionais que trabalham com
a seleção e exposição vertical de conteúdos por parte dos educadores O diálogo possibilitou o
compartilhamento de dúvidas referentes a primeiros socorros, as quais foram tratadas, sempre,
de forma participativa, buscando-se a atualização dos conhecimentos. Essa troca pedagógica
propiciada pelo diálogo foi importante para a aprendizagem, não só dos participantes, mas,
também, das profissionais, ampliando o olhar para além da técnica, instigando a criatividade e
ensinando novas formas de fazer construídas naquela cultura. Quanto aos limites
evidenciados, podemos citar a diferença entre uma simulação e a realidade vivida. As
condições do ambiente, a disponibilidade de recursos e o clima emocional presente numa
situação de urgência e risco de vida são fatores que não podem ser simulados de uma forma
fidedigna. Além disto, seria importante desenvolver estas oficinas de forma continuada.
Palavra-chave: Primeiros Socorros. Educação em Saúde. Enfermagem.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
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PROCESSO DE ENFERMAGEM: FORMA DINÂMICA QUE
POSSIBILITA UM CUIDADO HUMANIZADO1
Juliana Carine Machado∗
Fernanda Balestrin∗
Ana Paula Geraldi∗
Caroline Ottobelli∗∗
O processo de enfermagem é um instrumento composto por etapas inter-relacionadas,
sendo elas investigação, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação, ou seja, uma
etapa depende e complementa a outra concomitantemente. Esta ferramenta de trabalho do
profissional enfermeiro proporciona uma adequada e humanizada assistência prestada ao
usuário, visto que possibilita, dentre outras questões, o planejamento da atuação e ainda a
avaliação das ações que estão sendo prestadas, a troca de informações entre profissionais e
ainda permite e proporciona subsídios para um cuidado holístico e humanizado. Na maioria
dos casos o profissional enfermeiro possui dificuldade para a aplicação do processo de
enfermagem e justifica a não utilização deste método de várias maneiras, dentre estas está a
demanda de pacientes e o tempo, e acaba por centrar sua atenção na realização de técnicas que
se sobressaem em relação ao cuidado. Neste contexto Freitas et al. (2007) dizem que muitos
profissionais enfermeiros apontam como fatores dificultadores para a aplicação do processo
de enfermagem a falta de tempo, a demanda de usuários internados, a falta de cobrança da
aplicação pela parte da instituição, a dificuldade em identificar o diagnóstico de enfermagem
e de cumprir as prescrições, porém para ele, estes fatores não justificam a não adesão ao
instrumento, sendo que para fazer a evolução há necessidade de realizar anamnese e o exame
físico após avaliar o estado geral em que o usuário se encontra além de ser constatada na
evolução os problemas que devem ser abordados nas 24 horas seguintes. É nesse sentido, que
surgiu a necessidade de estarmos promovendo uma parceria entre o Hospital Santa Terezinha
do município de Palmitinho R/S e o Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade
Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - URI, Campus de Frederico Westphalen
R/S. Tal parceria visa promover a aplicação do Processo de Enfermagem, por parte dos
acadêmicos, junto aos pacientes internados no referido hospital. Este projeto possui como
objetivo: - desenvolver o Processo de Enfermagem com os pacientes internados junto ao no
Hospital Santa Terezinha do município de Palmitinho R/S, a fim de contribuir para com a
prestação de cuidados integrais e humanizados. Assim, por meio da aplicação do Processo de
Enfermagem espera-se promover uma melhor assistência e cuidados de enfermagem que
respeitem a individualidade de cada paciente e os diferentes estágios da reabilitação dos
mesmos. Dessa maneira, compreende uma atividade que nos possibilita, na maioria das vezes,
conhecer cada paciente e oferecer as orientações necessárias. A prática da enfermagem está
1
Projeto de extensão universitária intitulado “Processo de enfermagem: uma prática inerente ao profissional
enfermeiro”.
∗
Acadêmicas do VI semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico
Westphalen.
∗∗
Professora do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen.
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muitas vezes vinculada a atividades burocráticas, cumprimento de atividades técnicas e ao
seguimento de normas e rotinas pré-estabelecidas pelas instituições onde trabalham, com isso
presta um foco maior à execução de tarefas deixando de promover uma assistência
humanizada que atenda às necessidades individuais do usuário. Sendo que os profissionais
enfermeiros têm em mãos um instrumento, cujo é exclusivamente seu, que proporciona a
organização do processo de trabalho que possibilite a promoção de cuidados necessários e
individuais ao usuário, este instrumento é o processo de enfermagem. Segundo Alves et al.
(2008), o processo de enfermagem pode ser denominado de sistematização ou metodologia da
assistência de enfermagem ou ainda processo de cuidar. É composto por etapas interrelacionadas (investigação, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação) de uma
forma sistemática e dinâmica que possibilita a promoção de um cuidado humanizado,
conduzido à obtenção de resultados destacando ainda seu baixo custo. Carpenito (2007)
complementa, o processo de enfermagem é um método para solucionar o problema, pois
auxilia na consideração de outras possibilidades/fatores. A autora ainda define o processo de
enfermagem como sendo “uma competência-chave”, um modelo sistemático de tomada de
decisão e o divide em cinco etapas, quais sejam: investigação, diagnóstico, planejamento do
cuidado, implementação e avaliação. Sendo o processo de enfermagem uma maneira de
organizar e planejar a assistência além de possibilitar que o profissional avalie, consiga
elaborar ou reelaborar as ações que estão sendo aplicadas, a partir do momento em que se
inicia o processo de enfermagem, o profissional enfermeiro está se permitindo cuidar, está
desenvolvendo mais do que um simples cuidar, um cuidar humanizado. Este instrumento
possibilita identificar os problemas que o usuário apresenta, relacionar os problemas com suas
causas, definir as metas de cuidado bem como quais são prioridades, realizar os cuidados
planejados e avaliar os cuidados prestados. O processo de enfermagem, além de facilitar a
troca de informações entre os profissionais, possibilita um cuidado individualizado de acordo
com as necessidades do usuário. Este instrumento proporciona a aproximação do profissional
enfermeiro com o paciente permitindo que o mesmo sinta maior confiança no profissional,
informando a ele detalhes que farão diferença no momento do planejamento dos cuidados
necessários ao paciente, valorizando a qualidade do atendimento que será prestado. Sem o
conhecimento detalhado dos problemas e da situação em que o usuário se encontra, há uma
dificuldade maior em descobrir a assistência adequada que deveria ser aplicada ao paciente,
além de acarretar perda de tempo, de trabalho e até mesmo de dinheiro, pois o profissional
estará prestando cuidados que não trarão, com a mesma amplitude de que se houvesse
conhecimento, benefícios ao episódio em que o usuário se encontra, bem como, não haverá
melhora adequada e acelerada do quadro. Além disso, resulta na qualidade insuficiente do
cuidado prestado, logo que o profissional desconhece a religião, crenças, costumes e valores
do cliente, não prestando um cuidado humanizado e individual. As ações serão desenvolvidas
junto ao Hospital Santa Terezinha do município de Palmitinho R/S, sendo realizado um
encontro semanal, com duração média de 3 horas. Em cada encontro será aplicado o Processo
de Enfermagem com determinados pacientes, sendo seguidos os seis passos definidos por
Horta (1979), quais sejam: o primeiro passo: histórico de enfermagem - roteiro sistematizado
para o levantamento de dados do ser humano que torna possível a identificação de seus
problemas, convenientemente analisados e avaliados, levam ao segundo passo. O segundo
passo: diagnóstico de enfermagem - que é a identificação das necessidades do ser humano que
precisa do atendimento e a determinação pela enfermeira do grau de dependência deste
atendimento em natureza e extensão. O terceiro passo: o plano assistencial - que é a
determinação global da assistência de enfermagem que o ser humano deve receber diante do
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diagnóstico estabelecido, sendo este sistematizado ( orientação, ajuda e execução de cuidados
a fazer). O quarto passo: plano de cuidados ou prescrição de enfermagem - que seria a
implementação do plano assistencial diário, que coordena a ação da equipe de enfermagem na
execução dos cuidados ao atendimento das necessidades básicas e específicas do ser humano,
cuidado e avaliado sempre. O quinto passo: evolução da enfermagem - relato diário
verificando-se a evolução é possível avaliar a resposta do ser humano à assistência de
enfermagem implementada. O sexto passo: prognóstico de enfermagem - estimativa da
capacidade do ser humano em atender suas necessidades básicas. Neste sentido nota-se que o
Processo de Enfermagem auxilia no planejamento das ações de enfermagem; a correta
definição do diagnóstico e da terapêutica sendo que é neste momento que surgem as queixas,
relatos de problemas que não foram identificados, reconhecimento das crenças, valores e
cultura, suas preocupações, preferências, aspectos esses que interferem de uma forma ou de
outra em seu cotidiano, além de estar criando um laço com o usuário, possibilitando e
facilitando um elo entre profissional e cliente. Logo, o Processo de Enfermagem facilita a
definição do problema direcionando a assistência de enfermagem para as necessidades de
cada indivíduo; permite selecionar a alternativa mais adequada de intervenções além de
registrar as reações do cliente e permitir posteriormente a avaliação dos cuidados de
enfermagem que estão sendo prestados ao mesmo, além de oferecer uma estrutura que atenda
suas necessidades individualizadas bem como de sua família e comunidade.
Palavras-chave: Processo de Enfermagem. Enfermeiro. Melhor Assistência.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
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PROJETO DE PESQUISA SOBRE O RECÉM-NASCIDO – UM RELATO
DE EXPERIÊNCIA ACADÊMICA
Jonathan da Rosa∗
Andréia Piovesan∗∗
Cristiane Pedó∗∗
Gracielli Ana Miotto∗∗∗
Laura Helena Gerber Frasciscatto∗∗∗∗
Com a evolução da modernidade, essa se tem caracterizado pela existência de
profundas transformações em todas as áreas do conhecimento. Não obstante, a enfermagem
também se faz inserida nessa perspectiva, refletindo na evolução das técnicas de cuidado e da
cientificidade do seu fazer. Ademais a enfermagem dentro desse novo quadro se destaca pela
sua abordagem cuidadora amparada em uma concepção humanizada e mais próxima do
cliente, o que molda seu fazer e aperfeiçoa sua criticidade. Inerente a esse aspecto, o cuidado
com os recém-nascidos também mudaram de maneira significativa nos últimos anos. Para
adaptar-se, a enfermagem precisa pensar de modo bastante acurado, baseando-se em aspectos
científicos já desenvolvidos e lutando para desenvolver novos e resolutivos mecanismos, o
que se inclui em um conciso formato de busca pela eficiência no seu intervir. Todo esse
contexto traduz na atualidade, uma sobrevida maior aos neonatos, e uma diminuição nos
possíveis problemas que estes poderiam desenvolver com o crescimento e desenvolvimento.
Essa conquista torna-se também parte da enfermagem, que, através dos tempos, vem se
dedicando ao aprimoramento do seu modo de cuidar e de intervir na terapêutica dos recémnascidos. Bochembuzio e Gaidzinski (2005) relatam que a preocupação com a assistência ao
recém-nascido na área da saúde surgiu como um prolongamento da ação da própria
obstetrícia. Assim, pensar o intervir da enfermagem a esse público é abranger cuidados que se
estendem desde o pré-natal até o preparo para o recebimento do neonato com a supervisão e
capacitação do pessoal de enfermagem, com a organização da sala de parto e assistência ao
trabalho de parto, preparo da mulher para o procedimento de cesariana, até os cuidados
imediatos e mediatos com o recém-nascido. Pensando nessa perspectiva é importante a
humanização da assistência. Ressaltada por vários estudos e pesquisas como um fator
fundamental que contribui para uma assistência resolutiva e mais integral ao neonato,
humanizar as ações, parte do princípio que os cuidados não estão focalizados apenas no
recém-nascido, mas também centrado na família, entendida como parte indissociável da
terapêutica. Esse cuidado diferenciado ao público neonatal dá-se devido à vulnerabilidade e
ao estresse que este está passando. É importante evidenciar que em cerca de 85 a 90% dos
nascimentos, a adaptação do recém-nascido do ambiente intra para o extrauterino ocorre em
um período rápido, de maneira fisiológica (FERNANDES, KIMURA, 2005). No entanto
consideráveis parcelas de neonatos precisam de intervenções mais precisas e diretas, pois
∗
Bolsista voluntário de Pesquisa da URI – Campus de Frederico Westphalen.
Graduandas do VIII semestre de enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen.
∗∗∗
Enfermeira da 19ª Coordenadoria Regional da Saúde de Frederico Westphalen.
∗∗∗∗
Enfª Mesc. Prfª do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen.
∗∗
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Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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podem desenvolver intercorrências na sua adaptação. Esse período de adaptação para o
mundo extrauterino que o recém-nascido esta passando, dispensa, portanto, da equipe de
enfermagem um aprimorado e permanente cuidado. Este cuidado pode basear-se em uma
conduta assistencial de zelo, humanização, responsabilidade e cumplicidade com os pais, que
são o elo para um adequado e satisfatório desenvolvimento dessa criança no futuro. Nessa
relação dinâmica, a enfermagem se faz presente e verdadeiramente atuante, ao passo que esta
pode atuar com base em um cuidado especializado e qualificado, constituindo em ações que
facilitarão a adaptação e restabelecimento da sua nova fisiologia. Para tanto, esta deve manterse atualizada e em constante busca pelas novas tecnologias e formas de cuidar desenvolvidas,
bem como facilitar instrumentos para que as mesmas sejam implantadas e implementadas no
seu cotidiano profissional. Segundo Pedrosa et al. (2005, p. 412), no Brasil as “principais
causas de óbitos neonatais são a asfixia intrauterina e o intraparto, o baixo peso ao nascer, as
infecções e a prematuridade”. Desse modo, a responsabilidade do cuidar da enfermagem se
estende também, além da assistência a nível hospitalar, a assistência básica de saúde, pois o
período gestacional que a parturiente passou se expressa de forma decisiva no sucesso ou não
do desenvolvimento do futuro ser humano. Assim, despertados, a partir de experiências
vivenciadas em estágios curriculares e extracurriculares em unidade obstétrica em instituição
hospitalar do município de Frederico Westphalen/RS, relata-se a experiência de construir um
projeto de pesquisa onde busca-se caracterizar as demandas neonatais da assistência no
berçário, resgatando as possíveis causas dessas necessidades com a identificação dos
resultados perinatais através da análise dos prontuários do berçário. O referido projeto de
pesquisa se encontra em fase de construção e de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa CEP da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – Campos de
Frederico Westphalen e apresenta como cronograma a coleta, analise e divulgação dos dados
o primeiro semestre do ano de 2011. A relevância do desenvolvimento do projeto de pesquisa
de refere a construção e o estabelecimento de futuras e novas práticas clínicas e de assistência
aos neonatos e às famílias, pautadas nas demandas locais de saúde. Esse fator é importante
para qualificar as ações dos profissionais de saúde e em especial os profissionais de
enfermagem. Do mesmo modo, os dados poderão servir como base para a organização e a
gestão do próprio serviço de saúde local. No mesmo sentido, Ministério da Saúde através de
um manual de assistência ao recém-nascido (1994), desenvolvido pela Coordenação Maternoinfantil desse órgão, sugere que a assistência deve basear-se num sistema que garanta
cuidados contínuos e de complexidade crescente em relação proporcional ao nível de risco do
neonato, permitindo alocar recursos adequados às necessidades de forma eficiente. Não se
pode perder de vista, também, os recursos que a equipe dispõe para prestar o cuidado ao
recém-nascido, dada a realidade das diversas instituições de saúde brasileiras. Esses recursos
que abrangem desde a área assistencial, com seu aparato tecnológico, até o fator humano, que
se caracteriza pelos recursos humanos necessários, perpassam também pela organização das
normas assistenciais e dos procedimentos importantes no contexto do cuidado. No mesmo
paralelo a UNICEF (2009, p. 9) salienta que “para melhorar os parâmetros da saúde neonatais
é necessário melhorar as práticas de saúde no atendimento as mães e aos neonatos”. O mesmo
órgão das Nações Unidas indica ainda que é preciso investir em instalações de saúde mais
adequadas, aumentar o acesso aos serviços de maternidade e a assistência aos recém-nascidos,
bem como desenvolver mecanismos de qualificação dos profissionais de saúde que prestam a
assistência. Portanto desenvolver mecanismos que facilitem o cuidado a ser prestado, dentro
da dinâmica da equipe de saúde representam uma forma já comprovada e eficaz de cuidar, ao
passo que podem dispensar novas abordagens ao fazer saúde, e em especial a relação
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enfermagem/recém-nascido/família. De outra forma, ao conhecer as necessidades locais de
forma científica e clara constitui em um instrumento indispensável à organização e ao bom
atendimento da enfermagem e de toda a equipe de saúde, pois permite, além da continuidade
da assistência, a constante avaliação do serviço prestado.
Palavras-chave: Recém-nascidos. Enfermagem. Serviços de saúde.
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PROMOÇÃO, APOIO E INCENTIVO AO ALEITAMENTO MATERNO
EXCLUSIVO NO MUNICÍPIO DE FREDERICO WESTPHALEN (RS)
Caroline Marangon Dourado∗
Dionara Simoni Hermes Wolksweis∗∗
Elis Regina Boita∗∗∗
Maria Cristina da Rocha∗∗∗∗
Rosangela Ferigollo Binotto∗∗∗∗∗
A amamentação é a melhor maneira de proporcionar o alimento ideal para o
crescimento saudável e o desenvolvimento dos recém-nascidos, além de ser parte integral do
processo reprodutivo, com importantes implicações para a saúde materna. Segundo a OMS a
amamentação exclusiva até os seis meses de vida reduz a mortalidade infantil por
enfermidades comuns da infância, como diarreia e pneumonia, e ajuda na recuperação de
enfermidades. Crianças alimentadas com leite materno normalmente dobram de peso, do
nascimento até os seis meses. Além de tudo isso, o leite materno é gratuito e não corre o risco
de ser contaminado com bactérias, como pode acontecer no uso de mamadeiras e outros tipos
de leite. No entanto, ainda são restritas as crianças que recebem com exclusividade o leite
materno. Muitas mães introduzem outros alimentos junto às mamadas, ou então, acabam
introduzindo chás, leite em pó, no sentido de justificar que o seu leite é insuficiente para a
criança, ou então, que a qualidade do leite deixa a desejar, o que não passa de ser uma crença
contraditória com a realidade. Diante do exposto, desenvolveu-se um projeto, junto à
Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – Campus de Frederico
Westphalen/RS, Secretaria Municipal de Saúde desta cidade e Hospital Divina Providência
(HDP), que tem por objetivo: promover, apoiar e incentivar o aleitamento materno no
município de Frederico Westphalen/RS, em conjunto com a equipe multidisciplinar, por meio
de ações de extensão entre Universidade (URI/FW) e comunidade. Assim, para alcançar este
objetivo, serão realizadas ações no grande grupo que incluirá a participação dos familiares,
salientando os fatores de desmame precoce, e principalmente as dificuldades individuais, onde
o foco principal será orientar as mães a lidar com as dificuldades que irão surgir neste período
∗
Nutricionista (UNISINOS/RS), especialização em Nutrição Clínica (CBES/RS). Mestranda em Gerontologia
Biomédica (PUC/RS). Nutricionista da UFSM (Campus de Frederico Westphalen/RS), professora do Curso de
Graduação em Nutrição da URI (Campus de Frederico Westphalen/RS).
∗∗
Nutricionista (UNIJUÍ/RS), Especialização em Saúde Pública (UNIJUÍ). Aluna Especial do Mestrado em
Envelhecimento Humano (UPF/RS), Nutricionista do PNAE/FW, professora e coordenadora do Curso de
Graduação em Nutrição da URI (Campus de Frederico Westphalen/RS).
∗∗∗
Nutricionista (UNIJUÍ/RS), Especialização em Saúde Pública (UNIJUÍ). Mestranda em Educação – Docência
Universitária (UTN). Nutricionista do HDP e Clínica Renal/FW, professora do Curso de Graduação em Nutrição
da URI (Campus de Frederico Westphalen/RS).
∗∗∗∗
Nutricionista (UFPEL/RS), especialização em Saúde Pública (ESP/SES). Nutricionista da Secretaria Estadual
de Saúde, professora do Curso de Graduação em Nutrição e Enfermagem da URI (Campus de Frederico
Westphalen/RS).
∗∗∗∗∗
Bióloga (UPF/RS), especialização em Histologia e Anatomia (UPF/RS). Mestre em Biociência (PUC/RS),
Doutora em Gerontologia Biomédica (PUC/RS), docente da URI/FW-RS.
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de amamentação. Portanto, com esse projeto espera-se aumentar a prevalência de aleitamento
materno exclusivo, através de atividades de conscientização das mães e familiares, reduzindo
os índices de desmame precoce e morbimortalidade; além da redução de custos das esferas
governamentais e a comunidade, com a aquisição de leites artificiais e com tratamentos de
saúde de crianças desmamadas precocemente. Assim, os estudos sobre aleitamento materno
indicam que o sucesso da amamentação, ou seja, o aumento da prevalência do aleitamento
materno se deve a um conjunto de iniciativas que vem se somando, como o uso de
informações essenciais através de atividades de extensão entre a Universidade e a comunidade
local. Atividades deste tipo, não só trazem um resultado bastante satisfatório à população,
atingindo o alcance social próprio e necessário dos projetos de extensão, como aos alunos
envolvidos no projeto, que passam a construir um significado para o conteúdo assimilado, de
forma dinâmica e envolvente.
Palavra-chave: Aleitamento Materno. Educação em saúde. Nutrição.
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Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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PSIQUIATRIA INSTITUCIONAL: DESENVOLVENDO ATIVIDADES
NA BUSCA PELA REINSERÇÃODOS PACIENTES JUNTO À
COMUNIDADE
Patrícia Covatti∗
Caroline Ottobelli∗∗
Adriana Rotoli∗∗∗
No Brasil, no final dos anos 1980, o processo de redemocratização, as pressões dos
movimentos sociais associadas à luta pelos direitos humanos levaram à construção da
Reforma Psiquiátrica, que obteve sucesso na consolidação de uma nova Política de Saúde
Mental que tem como principais características: a redução de leitos e o maior controle sobre
os hospitais psiquiátricos; a criação de rede de serviços substitutivos; a aprovação de nova
legislação em saúde mental (a Lei nº. 10.216, de 06 de abril de 2001) e a criação de
dispositivos de apoio aos processos de desinstitucionalização, além da introdução da saúde
mental na pauta de prioridades da educação permanente para o Sistema Único de Saúde
(SUS). O início do processo de Reforma Psiquiátrica no Brasil é contemporâneo da eclosão
do “movimento sanitário”, nos anos 70, em favor da mudança dos modelos de atenção e
gestão nas práticas de saúde, defesa da saúde coletiva, equidade na oferta dos serviços, e
protagonismo dos trabalhadores e usuários dos serviços de saúde nos processos de gestão e
produção de tecnologias e cuidado. A Reforma Psiquiátrica é processo político e social
complexo, composto de atores, instituições e forças de diferentes origens, e que incide em
territórios diversos, nos governos federal, estadual e municipal, nas universidades, no
mercado dos serviços de saúde, nos conselhos profissionais, nas associações de pessoas com
transtornos mentais e de seus familiares, nos movimentos sociais, e nos territórios do
imaginário social e da opinião pública. Compreendida como um conjunto de transformações
de práticas, saberes, valores culturais e sociais, é no cotidiano da vida das instituições, dos
serviços e das relações interpessoais que o processo da Reforma Psiquiátrica avança, marcado
por impasses, tensões, conflitos e desafios. (BRASIL, 2005). Assim, na busca pela criação de
um sistema de saúde humanizado, voltado ao tratamento de pacientes com transtornos mentais
e com vistas a reforma psiquiátrica, a qual garante a extinção dos manicômios, estão sendo
criados leitos psiquiátricos em hospitais gerais. Tal iniciativa tem por intuito, além da
extinção dos manicômios, a busca pela reinserção destes pacientes às comunidades de origem.
Conforme Vidal et al. (2008), apesar das diferenças, a filosofia da Reforma Psiquiátrica tem
sido fundamentada nos princípios básicos dos cuidados na comunidade: desinstitucionalização
e diminuição dos leitos hospitalares, desenvolvimento de programas e serviços alternativos,
integração com serviços comunitários e demais serviços de saúde e acesso à medicação. De
acordo co Figueiredo (2005), no ano de 2005, foi retomada a “Declaração de Caracas” sob a
∗
Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen/RS.
Enfermeira Professora do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico
Westphalen/RS.
∗∗∗
Enfermeira, Professora e Coordenadora do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de
Frederico Westphalen/RS.
∗∗
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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forma de um documento intitulado “Princípios Orientadores para o Desenvolvimento da
Atenção em Saúde Mental nas Américas”, a Carta de Brasília, com objetivo de avaliar os
resultados obtidos desde 1990. Neste documento, os organizadores reconhecem os avanços
que se produziram nos últimos quinze anos na reestruturação da atenção psiquiátrica,
constatam que existem experiências exitosas desenvolvidas em vários países, assim como
obstáculos e dificuldades. Reafirmam a validade dos princípios contidos na “Declaração de
Caracas” em relação à proteção dos direitos humanos e de cidadania dos portadores de
transtornos mentais e a necessidade da construção de redes de serviços alternativos aos
hospitais psiquiátricos. Advertem para o aumento da vulnerabilidade psicossocial e das
diferentes modalidades de violência. Convocam todos os atores envolvidos para a
implementação dos princípios éticos, políticos e técnicos da “Declaração de Caracas”. A
partir deste marco, passou-se a privilegiar a criação de serviços substitutivos ao hospital
psiquiátrico, quais sejam: redes de atenção à saúde mental, Centros de Atenção Psicossocial
(CAPS), leitos psiquiátricos em hospitais gerais, oficinas terapêuticas, residências
terapêuticas, respeitando-se as particularidades e necessidades de cada local. As iniciativas
dos municípios, em que pesem a vontade política dos gestores municipais, passaram a ser
ressarcidos através das portarias ministeriais, objetivando o deslocamento dos recursos para
modalidades alternativas à internação psiquiátrica e compatibilizando os procedimentos das
ações em saúde mental com o modelo assistencial. Dessa forma, de acordo com Vidal et al
(2008), a inversão do modelo centrado na internação e a consequente transferência do
tratamento em manicômios para o atendimento em hospital geral constitui hoje o paradigma
dominante na assistência psiquiátrica demonstrando ser, a melhor forma de promover, acima
de tudo, um tratamento digno a estes pacientes e, posterior ao mesmo, sua reinserção junto à
comunidade. Tem como objetivo promover o desenvolvimento de atividades, junto aos
pacientes que sofrem transtornos mentais, que visem sua reinserção junto à comunidade; o
deslocamento dos acadêmicos do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de
Frederico Westphalen, para junto dos pacientes que sofrem de transtornos mentais, no intuito
de desenvolver ações de promoção, educação e assistência integral à saúde desenvolvendo
atividades junto aos trabalhadores em saúde que atuam no Hospital Santa Terezinha, com
vista a promover-lhes uma melhor qualificação com relação ao tema “saúde mental”. Além
disso, outro desafio para o processo de consolidação da Reforma Psiquiátrica brasileira, de
acordo com Brasil (2005), é a formação de recursos humanos capazes de superar o paradigma
da tutela do louco e da loucura. Entretanto, o Rio Grande do Sul, um estado pioneiro na
aprovação de uma legislação específica na área, e detentor do maior número de CAPS por
estado, apresenta diferenças regionais importantes na estruturação de serviços. Enquanto a
metade sul protagonizou experiências inéditas de desinstitucionalização, o norte apresenta
carência na estruturação de serviços e na inserção das ações de saúde mental nos serviços
gerais de saúde. Esta realidade descortina-se em outros estados e regiões brasileiras. Alguns
avanços no combate ao estigma que ainda acompanha a saúde mental foram alcançados.
Contudo, a Reforma Psiquiátrica ainda é um tema novo e precisa ser muito bem discutido,
tanto com os profissionais da saúde, quanto com a comunidade em geral. Somente através da
educação e do diálogo conseguiremos desmistificar este sistema. Dessa maneira, frente à
necessidade de estarmos, de forma crescente e contínua, estudando o exercício da gerência em
enfermagem, a compreensão a respeito deste processo é primordial, também, por meio do
entendimento acerca dele é possível promover mudanças significativas dentro dos ambientes
de trabalho onde estes profissionais enfermeiros(as) estão inseridos. Dessa maneira, frente à
necessidade de estarmos promovendo uma melhor qualificação dos profissionais que atuam
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Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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junto a estes pacientes, será desenvolvido um encontro, no qual os alunos promoverão uma
capacitação para os trabalhadores do Hospital Santa Terezinha. Também, por meio do
entendimento acerca dele e possível promover significativas mudanças dentro do ambiente de
trabalho com os profissionais da área da saúde, pacientes psiquiátricos para sua inserção junto
à comunidade.
Palavras-chave: Psiquiatria Institucional. Reinserção de Pacientes. Atividades.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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RELATO DE EXPERIÊNCIA EM SALA DE ESPERA NO MUNICÍPIO
DE ERVAL SECO
Jéssica Martins da Silva∗
Cristiane Pedó∗
Adriana Rotoli∗∗
Os acadêmicos do Curso de Enfermagem da Universidade Regional Integrada do Alto
Uruguai e das Missões – URI Campus Frederico Westphalen desenvolveram no segundo
semestre de 2009, no Município de Erval Seco/RS, atividades curriculares da disciplina de
Saúde Coletiva II. Buscaram a operacionalização das políticas/programas de saúde que
ocorrem por meio das metodologias assistenciais básicas sendo estas: consulta de
enfermagem, visita domiciliar, grupo educativo e sala de espera que visam a prevenção de
doenças, promoção e recuperação da saúde. Baseados nisso os alunos foram divididos em
quatro grupos sendo que cada um ficou responsável pelo desenvolvimento de uma
metodologia, sendo que estas metodologias de assistência são ferramentas que devem ser
utilizadas pelo Enfermeiro em seu cotidiano para suprir as necessidades de sua comunidade.
Ressaltamos que o relato trata-se da experiência de umas das metodologias citadas
anteriormente que seria sala de espera, mas que não devemos deixar de citar brevemente cada
uma delas nesta oportunidade. Neste sentido citamos a consulta de enfermagem que para
MARTINELLI et al. (2004) deve abranger o indivíduo em seu contexto geral, isto significa
socialmente, fisicamente, psicologicamente e culturalmente, e consequentemente elaborando
planos de cuidados para a resolução dos problemas encontrados durante a consulta e
esclarecendo dúvidas acerca dos mesmos. Já a visita domiciliar (VD) constitui segundo
GIACOMOZZ1 E LACERDA (2006) um atendimento a domicílio do profissional enfermeiro
que envolve atividades de educação em saúde, prevenção, recuperação e manutenção da
saúde, bem como o diagnóstico da realidade do indivíduo e de seus familiares, possibilitando
uma intervenção segura de suas necessidades. Em questão de grupos educativos ou grupos de
promoção á saúde caracterizam um conjunto de pessoas capazes de interagir entre si,
independente de suas diferenças mas que sempre encontram algo que seja comum com a
finalidade de promoção de sua saúde. Nessa perspectiva, citamos a última metodologia
assistencial na sala de espera que para GOMES et al. (2006), constitui um universo de uma
“sala de espera” (espaço físico onde os clientes aguardam para o atendimento) e tem sido um
local habitualmente utilizado pelos profissionais de saúde para a realização de atividades de
dar informações em saúde. É neste momento de espera que o enfermeiro/usuário realiza a
troca de saber científico e popular, este espaço permite também ao profissional conhecimento
do contexto social de determinada população, bem como o levantamento de problemas e
necessidades de saúde. Compreende-se que a sala de espera é um espaço onde pode se
desenvolver atividades de educação em saúde baseadas no histórico da comunidade,
entretanto muitas vezes o momento de espera é estressante para os indivíduos e até mesmo
para os profissionais, nesta perspectiva a sala de espera tem o intuito de minimizar os anseios
∗
Acadêmica do Curso de Enfermagem do VIII Semestre da URI/FW.
Professora Mestre Coordenadora do Curso de Enfermagem da URI - Campus de Frederico Westphalen.
∗∗
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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no momento da espera através de ações educativas voltadas à promoção do cuidado em saúde
e é este cenário, que permite aos profissionais interagirem dinamicamente promovendo assim
educação em saúde, onde segundo Ferreira (2007), implica em uma proposta de ação voltada
ao diálogo e à intermediação de práticas e saberes que dele resulta. Frente a isso esta
possibilita o diálogo entre o profissional e o usuário aproximando assim o saber e a prática
vivenciada por este, possibilitando a sensibilização do usuário para a identificação de
problemas de saúde em seu cotidiano bem como promover o seu autocuidado. Faz-se
necessário salientar a importância do acolhimento no decorrer das atividades desenvolvidas na
sala de espera, sendo o acolhimento definido como uma forma ou finalidade de acolher em
seus vários sentidos, como ação de aproximação, ou seja, uma maneira de inclusão, que se
aplica em estar em contado com algo ou alguém (NEVES, ROLLO, 2006), desta forma este
permite uma relação de comprometimento e confiança entre população e o profissional.
Concomitante a isto o enfermeiro em sua gerência de saúde deve utilizar de maneira
adequada/qualificada as metodologias de assistência para fortalecer os cuidados em saúde
assim como estimular o processo de pensamento crítico/reflexivo dos usuários e equipe de
saúde, portanto o enfermeiro como integrador de diferentes saberes da saúde ainda encontra
dificuldades no desenvolvimento das metodologias de assistências, seja por não adesão da
população, seja pela equipe de saúde muitas vezes não sensibilizada. Durante esta experiência
da realização da sala de espera na unidade de saúde a população mostrou-se interessada e
participativa com a dinâmica utilizada sendo que primeiramente nos apresentávamos e em
seguida era passada uma lista de presença, depois era apresentado o que iríamos fazer sendo
que era utilizado uma caixa e dentro dela colocados objetos diversos para dar inicio a sala de
espera. Todos participavam das discussões, e notava-se que não queriam sair daquele local
pois estavam gostando dos assuntos, mas o que realmente tirava a atenção dos usuários era
que eles não ouvissem ser chamados para a consulta o que foi resolvido imediatamente pois
pedimos que uma funcionária da unidade avisasse os mesmos, o que os deixou mais calmos e
ainda mais compenetrados. É relevante salientar que esta interação realizada em sala de
espera nos fez diagnosticar diversos problemas de saneamento básico, necessidades de
atendimento individualizado e visita domiciliar em pacientes críticos, e isto nos fez refletir do
quão importante a realização desta metodologia para uma assistência e atenção mais
qualificada, para a construção de um elo entre enfermeiro/paciente possibilitando subsidiar
um cuidado qualificado e muitas vezes individualizado. Assim chegamos à conclusão, que nas
pequenas conversas em sala de espera permite conhecer os usuários em sua totalidade, e que
os profissionais devem fazer uso de todas as ferramentas em saúde para tornar seus serviços e
assistências mais característicos do cuidado humanizado, fomentando as necessidades da
população bem como as necessidades de equipe para um atendimento qualificado e para que
todos consigam ter uma visão horizontal acerca do cuidado. Desta forma a busca por
aprendizado nas aulas teórico-práticas nos fazem refletir do papel do enfermeiro em uma
comunidade e das várias atividades que este poderia estar realizando para uma intervenção
precoce, e que muitas vezes estão deixando a desejar por não cumprimento de suas funções,
mas que nos indaga é do porque desta não execução, será por não terem um tempo necessário
e pela priorização de serviços burocráticos?, ou por medo de se depararem com situações que
poderiam não estar ao seu alcance ?.
Palavras-chave: Políticas/Programas de Saúde. Sala de Epera. Erval Seco.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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SALA DE ESPERA: UMA PROPOSTA PARA A PROMOÇÃO DA
SAÚDE1
Cássia Jordana Krug Wendt∗
Marcia Casaril dos Santos Cargnin∗∗
Com a regulamentação do Sistema Único de Saúde (SUS), através da lei nº 8080, de
19 de setembro de 1990, propõe que a assistência aos clientes dos serviços de saúde deve se
dar por intermédio de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, com a realização
integrada das ações assistenciais e das atividades preventivas, sendo ainda responsabilidade
do Estado, das pessoas e de toda a sociedade, garantir a redução de danos e agravos à saúde
de toda a população do país. Com o intuito de consolidar os princípios do SUS, o Ministério
da Saúde aprova, em 2006, a Politica Nacional de Promoção da Saúde, visando promover a
qualidade de vida da população brasileira e juntamente reduzir os riscos à saúde relacionados
a fatores determinantes. Assim sendo, a promoção da saúde enfoca os aspectos que
determinam o processo de saúde-doença e potencializa formas mais ampla para se intervir na
saúde da população (BRASIL, 2006). Um instrumento capaz de auxiliar neste processo de
consolidação destes princípios e promover a prevenção e a promoção da saúde da população é
a educação em saúde, esta é uma prática enfatizada pelo Sistema Único de Saúde, que propõe
que a assistência prestada seja realizada principalmente por intermédio de ações de promoção
a saúde com ênfase na família e na comunidade, e visa atuar sobre o conhecimento das
pessoas, criando melhores condições para uma melhor qualidade de vida (PONTE, 2006).
Sendo assim, o presente resumo tem por objetivo destacar a experiência acadêmica durante a
prática do projeto de extensão intitulado “Implantação/implementação da Sala de Espera na
Estratégia de Saúde da Família - ESF 2 do Município de Frederico Westphalen/RS”. O
referido projeto buscava desenvolver ações preventivas e educativas aos usuários do serviço
da rede básica através da prática assistencial denominada sala de espera. Teixeira e Veloso
(2006) afirmam que, a atividade de sala de espera é inerente à enfermagem, onde a mesma
contribui para a promoção da saúde e prevenção de agravos. Assim, o processo de
desenvolvimento da sala de espera se torna um momento de interagir com a comunidade,
viabilizando acesso às informações e orientações que favoreçam a promoção da saúde. Esta
metodologia da sala de espera, já vinha sendo realizada desde 2008, por acadêmicos bolsistas
do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai
e das Missões - Campus de Frederico Westphalen, junto ao ESF 2 do Município de Frederico
Westphalen. No primeiro semestre de 2009, após o convite, comecei a participar do projeto
como aluna voluntária, onde estive atuando até o final do primeiro semestre de 2010, quando
o projeto de extensão teve seu relatório final entregue. O momento de sala de espera acontecia
1
Projeto de Extensão “Implantação/Implementação da Sala de Espera na Estratégia da Saúde da Família – ESF 2
do Município de Frederico Westphalen.
∗
Acadêmica do VI semestre do Curso de graduação em Enfermagem da URI - Campus de Frederico
Westphalen.
∗∗
Enfermeira, especialista em Saúde do Trabalhador, professora do curso de graduação em Enfermagem da URI
- Campus de Frederico Westphalen.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
86
duas vezes por semana, pela parte da manhã, enquanto os usuários esperavam pelo
atendimento de triagem, realizado pelos profissionais de enfermagem da equipe de Saúde da
Família. A sala de espera baseia-se na construção de conhecimento e troca de informações
entre os usuários e os acadêmicos, utilizando uma abordagem simples e de linguagem
acessível. Os assuntos foram diversas vezes abordados através de dinâmicas curtas, folders,
cartazes com caráter educativo-informativo, proporcionando assim, que os usuários
refletissem sobre diversos temas relacionados à saúde. Os materiais, principalmente os
folderes, eram confeccionados pelos acadêmicos, baseados em pesquisas bibliográficas nos
sites do Ministério da Saúde, bibliotecas virtuais, e nos livros e artigos científicos
disponibilizados na biblioteca da Universidade. Os assuntos foram previamente escolhidos
pelos acadêmicos, mas em algumas ocasiões o cronograma foi alterado, a fim de atender às
sugestões de temas por parte dos usuários e profissionais da unidade, ou então com o intuito
de esclarecer dúvidas que estavam na mídia, como por exemplo, a gripe H1N1. As conversas
iniciavam sempre com a apresentação dos participantes e dos acadêmicos, e uma breve
explanação sobre o projeto e seus objetivos. O número de participantes era em torno de 6 a 15
usuários, em média, isto porque ficava pré-estabelecido que no momento do seu atendimento
o usuário poderia se retirar do local. O tempo de duração da sala de espera variava em torno
de 20 a 50 minutos, tempo este que se estabelecia pelo interresse e pela participação dos
usuários. Durante este momento, muitos usuários participavam das conversas, tirando dúvidas
em relação a sua saúde e qualidade de vida, hábitos saudáveis, a organização dos serviços de
saúde, seus direitos e deveres como usuários dos sistemas de saúde, além de muitos
compartilharem suas experiências e vivências pessoais com os demais participantes. Assim,
pode-se perceber que durante o acontecimento da sala de espera havia uma enorme
descontração entre os participantes e diminuía-se a ansiedade dos usuários pela espera pelo
atendimento. Com o decorrer dos 35 encontros realizados no período do primeiro semestre de
2009 até o final do primeiro semestre de 2010, observou-se a construção do vínculo entre os
acadêmicos e os usuários, com o passar dos tempos, ambos se comportavam de maneira mais
natural, desenvolvendo assim um elo de confiança. Assim, as ações desenvolvidas na sala de
espera durante este período, foram de extrema importância para o desenvolvimento e
aprendizado durante a academia, pois contribuiu ampliando o conhecimento e possibilitando
novas reflexões sobre diversos assuntos relacionados à saúde da população. Cabe ressaltar que
os momentos da sala de espera foram de grande relevância para a sociedade, oportunizando
aos bolsistas atuarem na promoção da saúde dos usuários. As salas de espera se mostram
importantíssimas para assegurar um trabalho mais humanizado e qualificado, fazendo assim,
com que a educação em saúde se transformasse num instrumento de promoção à saúde. Com
base nestes pressupostos, diversos autores trazem em seus trabalhos que a sala de espera é
utilizada como um importante instrumento para que o nervosismo e a tensão, da espera pelo
atendimento sejam minimizados, além de evitar que se construam comentários inadequados
sobre os serviços de saúde, bem como forma dos profissionais de saúde reconhecer as
necessidades da comunidade de sua abrangência, desenvolvendo confiança e um vínculo
maior com os usuários e desta maneira, proporcionar aos profissionais da área atender os
usuários de forma holística e integral atendendo os Princípios e Diretrizes do Sistema Único
de Saúde.
Palavras-chave: Sala de Espera. Projeto de Extensão. Promoção de Saúde. Qualidade de
Vida.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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UTILIZANDO O LÚDICO COMO FERRAMENTA DE CUIDADO NA
ENFERMAGEM À CRIANÇA
Rejane Ceolin∗
Elisangela Argenta Zanatta∗∗
Tendo em vista que a procura pelo espaço hospitalar acontece quando as pessoas estão
com algum problema de saúde, este acaba sendo visto de forma negativa, relacionado a
procedimentos dolorosos. Considerando ainda que muitas instituições se preocupam mais com
a técnica, acabam reforçando nas pessoas esta ideia negativa. Quando a internação se trata de
uma criança a situação é mais complicada, pois além da doença que debilita a criança, no
processo de hospitalização ela é afastada de seu ambiente familiar, dos amigos e de seus
brinquedos, causando mudanças e por isso exigindo muitas adaptações, o que gera um grande
estresse, principalmente quando o tempo de hospitalização é prolongado (CASTANHA,
LACERDA, ZAGONEL, 2005). Dessa maneira, cabe ao profissional enfermeiro enquanto
parte da equipe multidisciplinar, buscar novas alternativas de cuidado, para tornar o momento
de hospitalização menos doloroso e o mais próximo da rotina diária da criança. No entanto,
esta nem sempre é uma tarefa fácil para os enfermeiros, pois exige destes organização no seu
tempo e em suas atividades, elaborando planos assistenciais que venham ao encontro das
particularidades de cada criança. Entretanto, é pertinente que novas possibilidades sejam
buscadas na atenção junto a estas crianças, não apenas focada na dimensão técnica. Dentro
dessa perspectiva, o lúdico vem representando uma importante ferramenta no cuidado, pois
através do imaginário proporciona momentos de descontração, tornando menos exaustivo o
tempo de internação, possibilitando também suprimir a lacuna no cuidado prestado à criança.
Além disso, é brincando que a criança explora e compreende o mundo ao seu redor, se
constrói como ser interagindo com o mundo e com o outro, além de ser uma estratégia
viabilizadora do cuidado integral e cuidadoso (RAVELLI, MOTTA, 2005). Diante destas
considerações, este resumo tem por objetivo relatar a experiência adquira durante a realização
do estágio supervisionado do curso de graduação em Enfermagem, desenvolvido em uma
unidade pediátrica de um hospital de grande porte, no município de Passo Fundo, no período
de outubro a dezembro de 2009. Foram sujeitos da prática as crianças internadas na pediatria
do hospital. Durante a realização do estágio foi possível perceber a inquietação e a ansiedade
das crianças em permanecer no ambiente hospitalar, devido às restrições impostas pelos
agravos à saúde e tratamento. Além do mais, demonstravam receio com relação à equipe de
enfermagem, pois associavam a presença dos profissionais com remédios e agulhas, ou seja,
dor e desconforto, recusando-se, em alguns momentos, a aceitar os cuidados e receber a
medicação. Diante disso, buscamos alternativas juntamente com a enfermeira supervisora,
para facilitar o cuidado de enfermagem e também viabilizar a interação com as crianças,
∗
Graduada em Enfermagem. Pós - Graduanda em Saúde Coletiva – Ênfase em Saúde da Família pela
Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – Campus de Frederico Westphalen.
∗∗
Enfermeira. Mestre em enfermagem. Doutoranda em Enfermagem pelo Programa de Pós-graduação em
Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – URGS. Docente do Curso de Graduação em
Enfermagem da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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possibilitando, contudo que o tempo de hospitalização das mesmas fosse menos exaustivo e
mais alegre. Dessa maneira, durante o tempo de uma hora aproximadamente, uma vez por
semana, realizávamos atividades lúdicas com as crianças, em um espaço disponível na
unidade pediátrica. As atividades realizadas foram desenhos, histórias e jogos de montar,
sendo que a maioria do material era da própria unidade, cabendo-nos a responsabilidade em
desenvolver as atividades e acompanhar as crianças nas brincadeiras, juntamente com seus
familiares e responsáveis. Para aquelas crianças que não podiam sair do leito em função das
restrições do tratamento, mas que tinham condições de participar, foram desenvolvidas as
atividades em um segundo momento, no próprio leito, para que também pudessem brincar e
se descontrair, tendo sempre presente suas condições e limitações para participar das
atividades. As crianças eram de várias idades e por esta razão o material disponibilizado era
diferenciado conforme a idade, além de contar com a ajuda dos pais para este momento. As
crianças que participavam em cada atividade foram em média oito, sendo que de uma semana
para outra as crianças mudavam, e quando o número era maior, realizavam-se dois momentos
para não tumultuar. Com o desenvolvimento dessas atividades foi possível perceber a alegria
das crianças, pois enquanto brincavam, montando jogos educativos, desenhando, pintado,
ouvindo histórias, o tempo de hospitalização passava mais depressa, sendo um pouco menos
exaustivo, além de viabilizar maior contato com a equipe de enfermagem, perdendo assim,
um pouco do medo e receio, pois as pessoas de branco também podiam brincar com elas e não
somente trazer-lhes remédios ou provocar-lhes algum desconforto. Frente a estas colocações,
vale destacar que esse foi um momento diferenciado junto às crianças, pois foi possível
observar que aquelas que até o momento estavam debilitadas, cansadas, chorosas e inseguras,
participavam das atividades contentes, interagindo umas com as outras, com os familiares e a
acadêmica e assim, esquecendo-se por alguns momentos o estresse gerado pela
hospitalização. Dessa maneira, esses momentos permitiram as crianças terem uma percepção
menos negativa do hospital, não estando somente este relacionado à dor e sofrimento, mas
constitui-se um espaço em que pode associar o tratamento e recuperação de sua saúde ao
brincar. Sendo assim, foi possível visualizar a diferença causada nas crianças, quando foi
disponibilizado tempo e atenção para as mesmas, contribuindo significativamente no
tratamento. Nesse sentido, observa-se que no dia a dia hospitalar ainda são poucos os
profissionais que se preocupam em desenvolver com as crianças doentes atividades que se
distanciam da técnica e do cumprimento das rotinas hospitalares. Porém, novas alternativas
devem ser buscadas pelo enfermeiro, aliadas a disponibilização de parte de seu tempo para
ouvir e dialogar com o paciente (CASTANHA, LACERDA, ZAGONEL, 2005). É nessa
perspectiva que ao desenvolver atividades lúdicas com as crianças, o enfermeiro, ao mesmo
tempo em que cuida, transformar o ambiente hospitalar em um local divertido, e não mais
temido pelas crianças. Desse modo, tem-se a possibilidade de auxiliar na superação dos
medos e inseguranças gerados durante o tratamento, contribuindo assim para a melhoria de
sua saúde. Nesse enfoque, acreditamos que as atividades lúdicas desenvolvidas com as
crianças repercutiram positivamente durante sua permanência no ambiente hospitalar,
possibilitaram prestar um cuidado diferenciado e favoreceram também o envolvimento e a
participação da família. A partir da experiência vivenciada na unidade pediátrica, destaca-se
que o cuidado não deve limitar-se apenas a realização de técnicas, devendo por isso, ser
planejado conforme as necessidades e peculiaridades de cada fase da vida. Para isso, é
necessário que o enfermeiro identifique novas possibilidades e administre seu tempo, a fim de
garantir um atendimento satisfatório ao paciente.
Palavras-chave: Lúdico. Criança Hospitalizada. Enfermagem.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
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RESUMOS SIMPLES
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Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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ACUPUNTURA COMO TERAPIA ALTERNATIVA E
COMPLEMENTAR DO PROFISSIONAL ENFERMEIRO
Adrieli Pivetta∗
Considerando que no momento em que se relaciona acupuntura ou outras terapias
alternativas quaisquer à enfermagem, gera-se desconfiança e resistência, registra-se que o
Conselho federal de Enfermagem, através da Resolução 197 de 19 de março de 1997, aprova,
estabelece e reconhece as terapias alternativas como especialidade e/ou qualificação do
profissional Enfermeiro. Em 06 de janeiro de 1999 fundou-se a Associação Brasileira de
Terapias Naturais em Enfermagem – ABRATEN. Terapia milenar utilizada pelos orientais há
milhões de anos, a acupuntura apresenta-se como alternativa para manter o bem estar,
prevenir e tratar doenças das mais variadas naturezas. No Brasil, chegou no século passado
juntamente com os imigrantes japoneses, e desde então, vem ganhando espaço e credibilidade
entre os profissionais da saúde e populares. Buscando sempre o equilíbrio energético entre
Yin e Yang, em 1997, a acupuntura passou a fazer parte também das funções do profissional
enfermeiro, que a partir deste momento pode acrescentar uma terapia complementar aos
cuidados já prestados e ao mesmo tempo oferecê-la como alternativa de grande resposta a
vários desequilíbrios que afetam a saúde da população. Baseada na ideia que o ser humano é
um sistema que funciona como um todo, no qual cada parte reflete a totalidade e que o
homem é a ligação entre o céu e a terra, a acupuntura trabalha basicamente com os canais
energéticos do ser humano, buscando o equilíbrio, harmonia e revitalização propostos pelo
TAO, e a preservação da essência. A acupuntura oferece ao enfermeiro a oportunidade de
torná-lo um profissional autônomo, capaz de diagnosticar, determinar tratamentos e realizar
procedimentos dentro dos conceitos da Medicina tradicional Chinesa, e, ou ainda, auxiliá-lo
nas práticas do dia a dia, independente do local onde atua. Para tanto, basta ter conhecimentos
sobre os ensinamentos da Medicina Chinesa, que são oferecidos através de cursos de pósgraduação e praticá-los dentro dos preceitos éticos e humanos passados pelos antigos
imperadores e sábios chineses.
Palavras-chave: Acupuntura. Enfermagem. Terapia Alternativa.
∗
Enfermeira da URI – Campus de Frederico Westphalen, pós-graduanda em Acupuntura pelo Colégio Brasileiro
de Acupuntura.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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A EDUCAÇÃO JUNTO AOS PACIENTES PSIQUIÁTRICOS – UMA
VISÃO ACADÊMICA
Patrícia Covatti∗
Caroline Ottobelli∗∗
Adriana Rotoli∗∗∗
A Reforma Psiquiátrica tem sido fundamentada nos princípios básicos dos cuidados na
comunidade: desinstitucionalização e diminuição dos leitos hospitalares, desenvolvimento de
programas e serviços alternativos, integração com serviços comunitários e demais serviços de
saúde e acesso à medicação. Dessa forma está sendo desenvolvido um projeto de extensão
universitária denominado “Psiquiatria Institucional: desenvolvendo atividades na busca pela
reinserção dos pacientes junto à comunidade”. Tal projeto tem por objetivos: promover o
desenvolvimento de atividades, junto aos pacientes que sofrem transtornos mentais, que visem
sua reinserção junto à comunidade; promover a participação de acadêmicos do Curso de
gr4aduação em Enfermagem da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das
Missões – Campus de Frederico Westphalen/RS, para junto dos pacientes que sofrem de
transtornos mentais, no intuito de desenvolver ações de promoção, educação e assistência
integral à saúde e; desenvolver atividades junto aos trabalhadores em saúde que atuam no
Hospital Santa Terezinha do município de Palmitinho/RS, com vista a promover uma melhor
qualificação dos mesmos com relação ao tema “saúde mental”. As ações estão sendo
desenvolvidas junto ao Hospital Santa Terezinha, sendo realizado um encontro semanal, às
quartas-feiras, pela parte da tarde, com duração média de três horas. Em cada encontro são
realizadas atividades diversas, sendo os momentos divididos em dois períodos. No primeiro,
serão realizadas atividades recreativas como dinâmicas. No segundo, serão abordados temas
diversos, de interesse dos pacientes. Dentre os assuntos que são discutidos, podemos citar:
cuidados com a higiene, a importância da família, emprego, alimentação saudável, a
importância da prática de exercícios físicos, primeiros socorros, o retorno á comunidade,
sexualidade, drogas, doenças psiquiátricas, como lidar com a minha patologia, e conhecendo
o corpo humano. Tais atividades têm por intuito, a promoção da reinserção dos pacientes que
sofrem de transtornos mentais, além da construção de uma nova visão acerca das doenças
mentais, superando aquela voltada aos modelos já superados pela reforma psiquiátrica.
Palavras-chave: Psiquiátrica. Reinserção. Educação.
∗
Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen. Bolsista
voluntária de extensão.
∗∗
Enfermeira Especialista em Saúde do Trabalhador e professora do Curso de Graduação em Enfermagem da
URI – Campus de Frederico Westphalen.
∗∗∗
Enfermeira Mestre em Enfermagem, professora e coordenadora do Curso de Graduação em Enfermagem da
URI – Campus de Frederico Westphalen.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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A ENFERMAGEM DENTRO DA UNIDADE PSIQUIÁTRICA
Ana Carolina Fabris Laber∗
Adriana Rotoli∗∗
As ações de Enfermagem Psiquiátrica no cotidiano das instituições são centradas no
cuidado ao paciente, incluindo os cuidados e orientações sobre higiene pessoal, atividades que
promovem segurança e conforto, assim como aquelas referentes ao trabalho educativo; são
complementares aos cuidados de enfermagem, abrangendo orientação do auxiliar de
enfermagem sobre técnicas e condutas, conferência de medicações, troca de informações
sobre o comportamento do paciente, anotações de enfermagem e passagem de plantão,
também competem à Enfermagem Psiquiátrica as ações administrativas e burocráticas que
compreendem todas aquelas referentes ao planejamento, gestão, coordenação, supervisão e
avaliação da assistência de enfermagem (SOUZA, 2010). Mas é preciso ir mais além. A
Enfermagem Psiquiátrica exige uma reflexão crítica e dinâmica sobre o fazer e planejar o
fazer. Concebida no final do século XIX, caracteriza-se como modelo assistencial de cuidado
aos doentes mentais no sentido de superar paradigmas e criar novas possibilidades de cuidado
ao dar voz ao sujeito, ao se voltar para ele, sua história e subjetividade, e não mais apenas
para sinais e sintomas que apresenta (OLIVEIRA, 2010). A carência do paciente psiquiátrico
faz da anamnese um vínculo importante entre o enfermeiro e este paciente. Segundo
Mackinnon, Buckley e Michels (2008) o paciente preocupa-se em dar ao entrevistador apenas
dados técnicos sobre seus sintomas e falhas de personalidade, sentindo-se culpado e
constrangido por fazer revelações tão íntimas a um estranho. É essencial que neste contexto, o
enfermeiro expresse (de forma tranquilizadora) interesse por virtudes e pontos fortes da
personalidade, mostrando que o compreende como indivíduo e não como um doente.
Palavras-chave: Enfermagem. Psiquiatria. Cuidado ao Paciente.
∗
Acadêmica do IV Semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico
Westphalen/RS.
∗∗
Enfermeira Mestre em Enfermagem pela UFRGS. Professora da URI – Campus de Frederico Westphalen/RS.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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A SITUAÇÃO DA POLÍTICA DE HUMANIZAÇÃO DENTRO DA 19ª
CRS
Gracielli Ana Miotto∗
Fernando Francisco Panosso∗∗
Débora Ceretta∗∗∗
Jonathan Da Rosa∗∗∗
Dinara de Cesar∗∗∗∗
A Política Nacional de Humanização tem como princípios de assegurar a atenção
integral á população e estratégias de ampliar as condições de direitos e de cidadania das
pessoas. Como uma estratégia de qualificação da atenção e gestão do trabalho, a humanização
almeja o alcance dos usuários e também a valorização dos trabalhadores; seus indicadores
devem, portanto, refletir as transformações no âmbito da produção dos serviços, como
mudanças nos processos, organização, resolubilidade e qualidade e da produção de sujeitos
através da mobilização, crescimento, autonomia dos trabalhadores e usuários. Compreende a
humanização e valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de
saúde. Os valores que norteiam a política são a autonomia e o protagonismo dos sujeitos, a
corresponsabilidade entre eles, os vínculos solidários e a participação coletiva no processo de
gestão. Com isso, através da observação das reuniões realizadas durante o período estudado, a
pesquisadora procurou observar: Como está a situação da política de humanização dentro da
política nacional de humanização dentro da 19ª CRS? Com o objetivo de diagnosticar a
situação da Política de Humanização dentro da 19ª CRS e identificar fatores baseados nos
valores da política de humanização; Descrever o envolvimento de servidores com os
diferentes setores dentro da 19ªCRS; Propor um projeto que atenda às necessidades do objeto
de estudo, baseado na implantação da Política de Humanização. O Estudo de Caso foi do tipo
qualitativo com caráter descritivo e aplicado através de resultados de reuniões rotineiras de
trabalho com os Servidores da 19ª CRS. Servindo como um instrumento necessário para que o
profissional reforce e analise a efetividade das ações desenvolvidas no âmbito social,
educacional, cientifico empresarial, entre outros. Em primeiro momento foram realizadas
atividades de observação dos comportamentos dos trabalhadores da 19ª CRS em reuniões,
buscando coletar informações para identificar a Política de Humanização. Enfim, frente à
realidade apresentada, criou-se uma ferramenta mediadora, um Projeto de Implantação da
∗
Enfermeira, Graduada pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Campus de
Frederico Westphalen, Rio Grande do Sul – URI-FW, Pós-graduada em Saúde do Trabalhador da URI-FW.
Enfermeira Coordenadora - Imunizações 19ª Coordenadoria Regional de Saúde - RS.
∗∗
Assistente Social, Graduado pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Campus de
Frederico Westphalen, Rio Grande do Sul – URI-FW, Diretor Geral do Hospital Divina Providência de Frederico
Westphalen.
∗∗∗
Acadêmicos do VIII Semestre do Curso de Graduação em Enfermagem – URI, Campus de Frederico
Westphalen.
∗∗∗∗
Administradora, Graduada pela URI - Campus de Frederico Westphalen, Pós Graduada em Gestão em Saúde
Publica: Ênfase na Esfera Estadual. Coordenadora do Setor Administrativo da 19ª Coordenadoria Regional de
Saúde – Frederico Westphalen.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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Política de Humanização, para o trabalho em equipe, considerando a dimensão da
subjetividade no trabalho, pela corrente da dinâmica das relações interpessoais, e buscar junto
com os trabalhadores novas estratégias para resgatar o respeito à vida humana. Enfim
verificou que existe uma carência de modelos para formação de um grupo de trabalho coeso,
com vínculos agregadores que favoreçam o desenvolvimento de um trabalho de qualidade.
Portanto, como resultado, este trabalho buscou melhorar os serviços prestados, o atendimento,
a comunicação com prestadores de serviços e servidores, a qualidade de vida; incentivar a
participação efetiva dos servidores na busca de melhorias; valorizar e estimular o aprendizado
e a autonomia; disseminar valores e atitudes de respeito à vida humana, resgatar valores
humanitários na assistência em benefício dos profissionais da 19ª CRS.
Palavras-chave: Política Nacional de Humanização. Qualidade de Vida. Profissionais.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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APLICANDO O PROCESSO DE ENFERMAGEM: UM RELATO DE
EXPERIÊNCIA ACADÊMICA1
Juliana Carine Machado∗
Fernanda Balestrin∗
Ana Paula Geraldi∗
Caroline Ottobelli∗∗
O presente resumo relata a experiência vivenciada pelas acadêmicas do VI Semestre
do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen, durante
a realização do projeto de extensão que tem como título: Processo de enfermagem: uma
prática inerente ao profissional enfermeiro. O referido projeto tem por objetivo: Desenvolver
o Processo de Enfermagem com os pacientes internados junto ao no Hospital Santa Terezinha
do município de Palmitinho R/S, a fim de contribuir para com a prestação de cuidados
integrais e humanizados. Lembrando que o processo de enfermagem, segundo Carpenito
(2007), é um modelo sistemático de tomada de decisão, um método de solucionar problemas
composto por cinco etapas inter-relacionadas, que são: investigação, diagnóstico,
planejamento, implementação e avaliação. Nesta vivência conseguimos observar os aspectos
dificultadores para a aplicação do processo de enfermagem como a falta inicial de
compreensão; a inexperiência; a realização do diagnóstico de enfermagem; a dificuldade de
comunicação de ambas as partes, acadêmicas e cliente; a falta de privacidade, nos casos de
leitos não-privativos; a falta de conhecimento sobre determinados assuntos pelo fato de não
ter cursado algumas disciplinas; o acesso viário até hospital. Foi criado um roteiro para a
coleta de dados, bem como para auxiliar o desenvolvimento da ação. A participação enquanto
acadêmicas neste projeto nos proporcionou um maior entendimento do é e para que serve o
processo de enfermagem, sendo este uma prática exclusiva do profissional enfermeiro e que
tanto é mencionado e cobrado na academia mas que nem sempre é compreendido pelo
graduando. Além disso, proporcionou-nos um maior entendimento sobre as patologias uma
vez que facilitou a associação da teoria com a prática, observando sinais e ouvindo relatos dos
sintomas informados pelos clientes; nos permitiram uma maior compreensão, aceitação e
visualização das individualidades de cada usuário; desenvolvimento na comunicação;
experiência para o desenvolvimento do processo de enfermagem; ampliaram a linha de
raciocínio bem como a maneira de tratar o cliente. Contudo observamos a satisfação e
interesse da maioria dos usuários pelo fato de estarem recebendo uma atenção diferenciada.
Palavras-chave: Processo de Enfermagem. Enfermeiro. Aspectos Dificultadores.
1
Projeto de extensão universitária “Processo de enfermagem: uma prática inerente ao profissional enfermeiro”.
Acadêmicas do VI semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI - Campus de Frederico
Westphalen.
∗∗
Professora do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e
das Missões – Campus de Frederico Westphalen- orientadora do relato. E-mail: [email protected]
∗
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Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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AVALIAÇÃO DOS HÁBITOS DE EXPOSIÇÃO SOLAR E
FOTOPROTEÇÃO EM IRACEMINHA – SC
Rafaela Costa∗
Patrícia Bellé∗∗
Lysandro Pinto Borges∗∗∗
A incidência do melanoma (câncer de pele) vem aumentando em todo o mundo e,
embora seja o tipo de câncer de pele menos frequente, sua letalidade é a mais elevada. Os
níveis de exposição à radiação UV estão relacionados tanto a características individuais
quanto a fatores ambientais, incluindo tipo de pele e fenótipo, história familiar de câncer de
pele e nível de exposição cumulativa ao longo da vida. Estima-se que os principais fatores de
risco para a ocorrência dessa neoplasia são: exposição solar, cor da pele branca, história
familiar de câncer de pele e imunossupressão (por consequência de patologia ou terapia).
Embora se tenha conhecimento desses fatores, o único fator passível de intervenção e/ou
prevenção é a exposição excessiva à luz ultravioleta, podendo evoluir de queimadura solar a
neoplasia benigna ou maligna. O município de Iraceminha localiza-se na região oeste do
Estado de Santa Catarina, tendo sido colonizado por alemães e italianos. Por conta disso, a
população é predominantemente de pele clara e, associada a isso, conta-se o fato da principal
atividade econômica ser agricultura. O clima da região é mesotérmico úmido, com verão
quente e temperatura média de 18,6ºC. As regiões geográficas do Brasil, por sua
heterogeneidade cultural, demográfica, socioeconômica e política, têm a população submetida
a fatores de risco diferentes. Também são distintos, nas diversas regiões, aspectos como a
qualidade da assistência médica prestada, das informações recebidas e capacidade de
diagnóstico das patologias. Com isso, o quadro das principais neoplasias também é dado que
difere em diferentes regiões do Brasil. A exposição à radiação ultravioleta relaciona-se tanto
com características individuais quanto com fatores ambientais, sendo que o tipo de neoplasia
a ser desenvolvida parece ser função não somente do tipo de pele, fenótipo e da história
familiar, mas também do nível de exposição cumulativa. Frente a isso, o objetivo da pesquisa
foi avaliar os hábitos de exposição solar e fotoproteção dos munícipes de Iraceminha, SC.
Para tanto, foram coletados 114 questionários com perguntas fechadas e abertas nas quais
procurou-se avaliar o perfil de cada entrevistado quanto a: sexo, idade, atividade econômica,
hábitos de exposição e proteção solar e histórico familiar de neoplasias cutâneas. Foram
avaliados também os conhecimentos da população quanto aos perigos potenciais dos raios
ultravioletas e o conhecimento de métodos de proteção solar.
Pele clara associada a uma ocupação que exponha o indivíduo à radiação solar por
muitas horas pode aumentar em muito o risco de desenvolvimento do câncer de pele. É o caso
dos trabalhadores agrícolas em colônias de origem europeia do Sul do Brasil. É importante
∗
Acadêmica da Universidade do Oeste de Santa Catarina.
Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e
das Missões.
∗∗∗
Bioquímico. Professor do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional Integrada do Alto
Uruguai e das Missões – Campus de Frederico Westphalen.
∗∗
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
97
considerar fatores de risco como a ocupação, quando exige atividades ao ar livre, o local de
residência, especialmente em áreas rurais, e o desconhecimento, por parte do indivíduo, de
que a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele.
Os resultados obtidos neste estudo revelaram que as maiorias dos entrevistados
possuem informação insuficiente e simplista no que diz respeito ao conhecimento e práticas
de utilização de fotoproteção. É possível que estes dados estejam refletindo a falta de
cuidados com a pele culturalmente herdada das gerações anteriores. A falta de orientação, a
cultura e o predomínio da atividade rural parecem ser os fatores condicionantes dos hábitos de
exposição solar e fotoproteção.
Palavras-chave: Fotoproteção. Atenção Farmacêutica. Exposição Solar. Cuidado com a Pele.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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CONCEITO E IMPORTÂNCIA DA ESPIRITUALIDADE
Fatumata Silá∗
Odilara Centenaro∗
Ivone Scapin∗∗
A Espiritualidade é uma dimensão da pessoa humana que traduz, segundo diversas
religiões e confissões religiosas, o modo de viver característico de um crente que busca
alcançar a plenitude da sua relação com o transcendental. Ela é a relação natural do homem
com Deus. Pessoas espiritualizadas são aquelas que compreendem que são espíritos, feitos
muito mais do que de matéria. A Espiritualidade não está diretamente ligada a nenhuma
religião em específico, representando assim qualquer ligação do ser humano com seu criador.
A Espiritualidade diferente de religião, pois não apresenta dogmas ou crenças em específico,
sendo assim sinónimo de libertação. Liberdade é um sonho duro a ser conquistado e que vai
exigindo muito de nós. Esta liberdade nos leva á verdadeira espiritualidade do amor. Neste
sentido, o caminho da verdadeira espiritualidade é um processo de libertação interior onde
tudo está debaixo do poder da nossa liberdade e que nada mais poderá nos impedir de sermos
livres no nosso agir. Na espiritualidade então percebemos que é necessário superar as
ideologias mágicas que não realizam nada em nós. Por exemplo, a espiritualidade dos
perfumes, das cores, do incenso queimado ou das novenas feitas somente pelo intuito de
receber a graça e nada mais. São espiritualidades vazias e sem fundamento. É preciso que o
Espírito encontre em nós uma resposta e se faça carne. Deus nos dá um espaço de tempo para
viver a nossa espiritualidade e somente neste espaço de vida que somos chamados a realizar o
seu projeto de amor. Não há nada de reencarnação e de caminhos de volta para nos purificar e
chegar assim “à iluminação”. É aqui e agora que a nossa vida deve se realizar. Não há outras
vidas e nem outra existência a não ser a vida eterna que se conquista no dia a dia duro e difícil
do nosso carregar, e na luta sem trégua contra o mal que está dentro e fora de nós. Os frutos
do espírito são: caridade, alegria, paz, longanimidade, afabilidade, bondade, fidelidade,
mansidão, continência. Existem várias espiritualidades: budista, muçulmana, hinduísta,
judaica cristã... São janelas pelas quais as pessoas veem a vida. A busca da espiritualidade não
pode prejudicar a ninguém, mas deve nos ajudar a ser cada vez mais livres da matéria e
senhores dos nossos instintos. A verdadeira espiritualidade é fruto de uma luta corajosa, forte,
onde ficamos feridos, arranhados e sangrando, mas não desistimos da luta. Somente quem
busca a autêntica liberdade se aventura no caminho espiritual. Para que a espiritualidade se
torne algo de pessoal e de amado, deve sair do papel e do campo das ideias e se fazer vida.
Somente quem vive olhando para o alto, não se deixando escravizar pelas coisas da terra pode
lentamente tornar-se uma pessoa espiritual.
Palavras-chave: Espiritualidade. Conceito. Importância.
∗
Acadêmicas do II Semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI - Campus de Frederico
Westphalen e apresentadoras do trabalho.
∗∗
Professor Mestre da Disciplina Antropologia Filosófica do Curso de Graduação em Enfermagem da URICampus de Frederico Westphalen e Orientador do Trabalho.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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CONSELHO LOCAL DE SAÚDE: UMA VISÃO ACADÊMICA1
Adriana da Rosa Moreira∗
Daiane Campos Farezin∗
Renan Battisti∗
Caroline Ottobelli∗∗
Ao compreender a saúde como um bem público e que pode ter suas atividades
decididas por meio da participação da população a constituição dos conselhos locais de saúde
junto às comunidades se faz essencial. Através dos conselhos locais de saúde a comunidade
pode intervir nas decisões tomadas em relação à saúde. Os conselhos locais de saúde quando
instituídos têm por objetivos, reunir os moradores para discutir a realidade local considerando
as potencialidades e as reais necessidades para reivindicar junto aos órgãos competentes de
maneira legal e organizada. O que juntos considerarem de suma importância para a melhoria
da qualidade de vida dos integrantes do grupo ora representados. Nesse sentido, torna-se
pertinente a realização do projeto de extensão universitária intitulado “Instrumentalização dos
representantes da comunidade do Bairro Fátima para o exercício do Controle Social no
Sistema Único de Saúde – SUS”, o referido projeto tem por objetivos: sensibilizar os
representantes da comunidade do Bairro Fátima para a importância da mobilização social;
instrumentalizar os representantes da comunidade do Bairro Fátima para exercer o Controle
Social no Sistema Único de Saúde, através da estruturação do Conselho Local de Saúde.
Assim, estão sendo desenvolvidos encontros mensais onde está sendo promovida a
sensibilização da comunidade para a importância do controle social e da institucionalização
dos conselhos locais de saúde. Em tais encontros são promovidos momentos de discussão e
instrumentalização dos membros da comunidade que irão fazer parte do conselho local de
saúde. Se faz importante que os membros que constituem esse conselho tomem conhecimento
do funcionamento dos órgãos vinculados à saúde, principalmente as atribuições que a eles são
pertinentes. É nesta perspectiva que se percebe a importância dos membros deste conselho
estarem atentos aos seus direitos e deveres, bem como da legitimidade de suas reivindicações.
Nesse enfoque reitera-se que um conselho quando embasado em argumentos fortes e
fundamentado na organização alcança objetivos comuns em beneficio a toda a comunidade.
Palavras-chave: Conselho. Organização. Reivindicação.
1
Projeto de extensão do Curso de Enfermagem da URI- Campus de Frederico Westphalen R/S.
Acadêmicos do VI semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI- Campus de Frederico
Westphalen.
∗∗
Enf° e Professora do Curso de Graduação em Enfermagem da URI, Campus de Frederico Westphalen.
∗
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
100
CRIATIVIDADE EM ENFERMAGEM
Patrícia Bellé∗
Sianara Rapachi∗
Carla Argenta∗∗
Durante séculos o homem vem usando e desenvolvendo métodos e maneiras mais
eficazes de resolver os problemas do seu cotidiano e facilitar seu dia a dia, fazendo, portanto o
uso da criatividade. A palavra criatividade que no dicionário tem como significado “dar
existência, inventar, fundar” hoje passa a ser ainda mais indispensável e necessária no
cotidiano da enfermagem. Este trabalho é baseado em diversas opiniões de autores e áreas de
conhecimento diferentes para esclarecer e estimular o processo criativo em toda a
enfermagem. O objetivo é refletir acerca da criatividade na enfermagem e sua aplicabilidade
na prática profissional. No princípio da humanidade o homem fazia uso de sua criatividade
usando-a de maneira que pudesse se beneficiar de alguma forma, ora para se defender, ora
para se alimentar ou para conseguir sobreviver, tornando-se além de uma simples estratégia,
uma preciosa arma de afirmação de desenvolvimento. No reino animal não é diferente, o
pássaro, por exemplo, usa de toda sua criatividade para transformar pequenos pedaços de
folhas, raízes em um ninho ou então para ele, um “lar” para que possa assim dar continuidade
a procriação de sua espécie. Pesquisas realizadas no mundo todo por grandes empresas
revelam que a criatividade é o dom mais desejado pelos dirigentes, pois segundo eles
encontrar gente criativa não é uma tarefa fácil. Na enfermagem é imprescindível, no
gerenciamento dos serviços constata-se que o indivíduo criativo está sempre aberto a novas
maneiras de pensar, sendo eles os responsáveis pela maioria das descobertas e inovações
geradas neste meio. Tornar-se criativo não é tão fácil e nem acontece de uma hora para a
outra, exige de nós uma atenção maior sobre o que acontece a nossa volta, devemos estar
abertos e receptivos às novas ideias trazidas pela nossa equipe, pois precisamos de várias boas
ideias para formar uma excelente ideia. E ao mesmo tempo em que aceitamos as ideias de
nossa equipe estimulamos inconscientemente nela a habilidade da criatividade, dando assim
aos nossos serviços um grande salto qualitativo. Faz parte do nosso trabalho como bons
gestores estimular, reconhecer e gratificar as boas atitudes de nossa equipe, pois com isso toda
a equipe ganha. Essas atitudes no profissional de enfermagem é o que mais as empresas estão
buscando, elas querem pessoas inovadoras, com boas ideias e com energia, coragem para
mudar e melhorar sua instituição. A nossa criatividade é altamente influenciada pelo meio,
por isso devemos tornar nosso ambiente de trabalho em um ambiente agradável, descontraído
e receptivo onde nossos colaboradores não se sintam ameaçados ou aprisionados, pois muitas
vezes as pessoas não compartilham suas ideias por medo, bloqueando assim sua criatividade e
fazendo com que as grandes ideias se percam. Como futuros gestores de serviços de saúde
não podemos nos acomodar nas informações recebidas ou geradas anteriormente pelos nossos
∗
Professoras do Curso de Graduação em Enfermagem Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das
Missões, Campus Frederico Westphalen – RS.
∗∗
Mestranda em Enfermagem, Professora do Curso de Graduação em Enfermagem Universidade Regional
Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Campus Frederico Westphalen – RS.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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colaboradores, ou mesmo as nossas ideias. Por trabalharmos com seres humanos temos por
função tornar o mundo a nossa volta mais receptivo onde todos se sintam bem e felizes.
Palavras-chave: Enfermagem. Criatividade. Métodos.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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ESTUDO DO USO DA LIBERDADE PELO HOMEM NA SOCIEDADE
ATUAL
Tatiane Salete Soder∗
Ivone Scapin∗∗
Uma das características essenciais do ser humano e talvez a mais discutida e
controvertida hoje, é a liberdade. Na antiguidade o termo liberdade significava antes de tudo,
um cidadão “livre” face ao escravo. Para se ter liberdade, exige-se liberdade exterior e
interior, ou seja, o querer e o agir humano não são só influenciados pela sociedade, seu modo
de viver, como não pode ser só por sua natureza humana. Defendemos a liberdade de opinião,
de consciência, de expressão, de imprensa, trata-se assim de liberdade exterior. Tal liberdade
exterior é exigida por que o homem se realiza no outro, pois ela requer um espaço de
autodeterminação e autodesenvolvimento. O ato livre é então, um ato pelo qual se deve
responder e responsabilizar-se, assumir as consequências das ações ou omissões. O homem
está condenado a ser livre, pois, o homem não somente é o que ele é, mas também o que a si
mesmo vai causar, ou seja, a sua realidade pessoal é que determina os caminhos que cada
indivíduo segue, conforme seus limites e definições de realidade social. A liberdade consiste
no exercício da individualidade do sujeito, e deste exercício tira-se a busca do próprio bem, da
própria maneira. O homem é livre para agir com seus pensamentos, mas limita-se às leis
estipuladas dentro da sociedade, pois, não pode agir do modo que lhe convém. Do ponto de
vista legal, o indivíduo é livre quando a sociedade não lhe impõe nenhum limite injusto,
desnecessário ou absurdo. Uma sociedade livre dá condições para que seus membros
desfrutem, igualmente, da mesma liberdade. Em 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas
adotou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que engloba os direitos e liberdade que
a Organização das Nações Unidas (ONU) considera que devam ser os objetivos de todas as
nações. De uma forma geral, a palavra “liberdade” significa a condição de um indivíduo não
ser submetido a domínio de outro e, por isso, tem pleno poder sobre si mesmo e sobre seus
atos. O desejo de liberdade é um sentimento profundamente arraigado no ser humano.
Situações como: a escolha da profissão, o casamento e o compromisso político e religioso,
fazem o homem enfrentar a si mesmo e exigem dele uma decisão responsável quanto ao seu
próprio futuro. O consenso universal reconhece a responsabilidade do indivíduo sobre suas
ações em circunstâncias normais, e em razão disso, o premia por seus méritos e o castiga por
seus erros. Considerar que alguém não é responsável por seus atos implica diminuí-lo em suas
faculdades humanas, uma vez que só aquele que desfruta plenamente sua liberdade tem
reconhecida sua dignidade. O ex-presidiario está livre, porém quando estava preso sua
liberdade foi diminuída. Concluímos assim, que a liberdade não é só uma escolha sobre isso
∗
Acadêmica do II Semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI - Campus de Frederico Westhpalen
e Apresentadora do trabalho.
∗∗
Professsor Orientador Mestre da disciplina de Antropologia Filosófica do Curso de Graduação em
Enfermagem da URI - Campus de Frederico Westhpalen.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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ou aquilo, mas é uma decisão sobre nós mesmos e as possibilidades de nossa própria
existência. Possuímos então, o livre arbítrio para determinar a nossa liberdade.
Palavras-chave: Liberdade. Livre Arbítrio. Escolha.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
104
GRUPO DE TABAGISMO: UM DESAFIO PARA OS PROFISSIONAIS
DA SAÚDE
Jéssica Martins da Silva∗
Cristiane Pedó∗
Jaqueline Marafon Pinheiro∗∗
Este relato traz a experiência vivenciada pelas acadêmicas do oitavo semestre de
Enfermagem da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – URI –
Campus de Frederico Westphalen, as quais durante o Estágio Supervisionado I realizado na
Estratégia de Saúde da Família – ESF II participaram de um grupo de tabagismo. Este surgiu
com o intuito de proporcionar ajuda aos usuários do serviço de saúde dependentes do tabaco.
Sabe-se, segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS que o tabaco é a principal causa de
morte evitável em todo o mundo, e estima-se que 1 bilhão e 200 milhões de pessoas no
mundo sejam fumantes. Com base nisso o Ministério da Saúde, o Instituto Nacional de
Combate ao Câncer – INCA e as Secretarias Municipais de Saúde preconizam um programa
de combate ao tabagismo, que se dá através da elaboração de grupos realizados por
profissionais da saúde capacitados. Estes profissionais fazem uma triagem com as pessoas que
se inscrevem para participar dos grupos. Neste momento o médico capacitado e atuante no
grupo identifica o grau de dependência, há quanto tempo o paciente fuma, bem como a
necessidade do uso de medicamentos, que são oferecidos pela UBS. Cada grupo é composto
por 10 a 15 pessoas e cada participante recebe material e medicação gratuita durante todo o
tratamento. São realizados quatro encontros grupais nos quais são transmitidas informações
aos usuários sobre os efeitos do tabaco bem como estimulado sua autoestima e valorizado sua
determinação. Os participantes do grupo estipulam uma data na qual estes irão deixar de
fumar. Até o terceiro encontro todos devem ter a data definida, estes também expressam
diante do grupo seus anseios e duvidas. Neste sentido foram atendidos 10 participantes de um
primeiro grupo, onde se obteve 70% de sucesso, ou seja, dos 10, 7 participantes deixaram de
fumar. Os encontros deste grupo ocorriam nas quartas-feiras à tarde, todas as semanas, no
período de um mês. Levando em consideração essa informação, os profissionais iniciaram um
segundo grupo: convocaram vinte dos usuários que haviam se inscrito e realizaram uma
triagem; desses, somente doze compareceram no primeiro encontro e seis deixaram de fumar
ao final dos encontros grupais. Há também o grupo de manutenção, o qual ocorre quinze dias
após o último encontro do grupo. Neste participam todos os usuários que deixaram de fumar,
que relatam como estão se sentido, o que melhorou em sua saúde, sua autoestima.
Subsequentemente, estes encontros passam a ocorrer uma vez por mês, encerrando-se após
totalizar seis meses de tratamento. As acadêmicas percebem a importância do
comprometimento do profissional de saúde com o publico alvo bem como a conscientização
por parte dos usuários acerca dos malefícios do tabaco.
Palavras-chave: Reabilitação da Saúde. Tabagismo. Grupo.
∗
Acadêmica do VIII semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI/FW.
Enfermeira Supervisora Orientadora do Curso de Graduação em Enfermagem da URI/FW.
∗∗
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
105
PRIMEIRA EXPERIÊNCIA VIVENCIADA EM AULAS
TEÓRICO/PRÁTICAS NO CAPS
Mariana Koprovski Soares∗
Taira Preci∗
Adriana Rotoli∗∗
Este trabalho refere-se à experiência das acadêmicas do IV Semestre do Curso de
Graduação em Enfermagem da Universidade regional Integrada do Alto Uruguai e das
Missões – URI – Campus de Frederico Westphalen/RS em estágio na disciplina de
Enfermagem Psiquiátrica. Foi realizado trabalhos com usuários do centro de atenção
Psicossocial (CAPS), onde as acadêmicas de Enfermagem desenvolveram práticas de
acolhimento às pessoas com transtornos mentais e dependentes químicos, promovendo
oficinas e dinâmicas de integração visando a promoção da saúde. Como futuras enfermeiras
estamos preocupadas com a reinserção social destas pessoas por meio do acesso ao trabalho,
lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. O
CAPS é uma modalidade assistencial, produtora de autonomia, que convida o usuário à
responsabilização e ao protagonismo em toda a trajetória do seu tratamento. E a partir dessa
experiência, enquanto acadêmicas, futuras profissionais de enfermagem, nós tivemos uma
grande satisfação de vivenciar esses momentos, com os usuários do CAPS proporcionandolhes um cuidado humanizado, servindo de suporte social. E se profissionais da saúde se
propuserem a realizar atividades semelhantes e a dedicação constante, obterão uma melhor
qualidade na saúde mental.
Palavras-chave: CAPS. Aulas Teórico/Práticas. Enfermagem.
∗
Acadêmicas do IV Semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico
Westphalen.
∗∗
Professora Coordenadora do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico
Westphalen.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
106
PROCESSO DE ENFERMAGEM UM INSTRUMENTO DE TRABALHO
DO PROFISSIONAL ENFERMEIRO
Ana Paula Geraldi∗
Fernanda Balestrin∗∗
Juliana Carine Machado∗∗
Caroline Ottobelli∗∗∗
O presente estudo traz o resumo de um trabalho acadêmico apresentado na disciplina
de Pesquisa em enfermagem, o qual tem como titulo Percepção dos profissionais
Enfermeiros(as) acerca do Processo de Enfermagem como um instrumento de trabalho.
Dentre os vários mecanismos de trabalho do profissional Enfermeiro, destaca-se, o Processo
de Enfermagem, pelos meados da década 70 como uma das tecnologias da enfermagem,
classificado como um dos instrumentos mais importantes, pelo fato de ser uma estratégia que
consiste em ações sistematizadas e inter-relacionadas, pelo qual prevalece a necessidade de
cada individua holisticamente, visando à solução de seus problemas de forma dinâmica e
humanizada. No entanto torna-se evidente a importância do uso do Processo de Enfermagem
como instrumento diário de trabalho do profissional enfermeiro(as), pois o mesmo, de forma
dinâmica, contempla todas as necessidades do ser humano, visando um cuidado humanizado
desde a admissão do cliente na unidade de saúde, ou no ambiente hospitalar até a resolução de
seu problema, podendo ser discutido com o usuário e alterado a qualquer momento que
ocorrer necessidade. A partir deste estudo podemos compreender que o Processo de
Enfermagem é um método que traz vários benefícios para sociedade em geral, pois é uma
prática a qual avalia o ser humano individualmente, levando em consideração seus meios
sociais, individuais, psíquicos, emocionais entre outros fatores. Além disso, proporciona um
atendimento holístico, humanizado que avalia o cliente de uma forma mais ampla e eficaz.
Dessa forma ações que contribuam para um melhor entendimento da importância do Processo
de Enfermagem como um dos instrumentos de trabalho só tem a contribuir tanto para a
sociedade em geral como para todos os profissionais da área da saúde principalmente o
enfermeiro que tem prioridade sobre esse método.
Palavra-chave: Processo de Enfermagem. Instrumento de Trabalho. Importância para
Enfermagem.
∗
Acadêmica do VI semestre do curso de Graduação em Enfermagem da URI, Campus de Frederico Westphalen.
Bolsista de Iniciação Científica.
∗∗
Acadêmicas do VI semestre do curso de Graduação em Enfermagem da URI, Campus de Frederico
Westphalen.
∗∗∗
Enfermeira, Especialista em Saúde do Trabalhador, professora do Curso de Graduação em Enfermagem da URI,
Campus de Frederico Westphalen.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
107
RELATANDO A EXPERIÊNCIA UNIVERSITÁRIA JUNTO À
APLICAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM1
Fernanda Balestrin∗
Juliana Carine Machado∗
Ana Paula Geraldi∗
Caroline Ottobelli∗∗
O presente resumo relata a experiência vivenciada pelas acadêmicas do VI Semestre
do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen, trata-se
de um projeto de extensão intitulado “Processo de Enfermagem: uma prática inerente ao
profissional enfermeiro”, tendo como objetivo: desenvolver o Processo de Enfermagem com
os pacientes internados junto ao Hospital Santa Terezinha do município de Palmitinho/RS
afim de contribuir com a prestação de cuidados integrais e humanizados. Para aplicar o
Processo de Enfermagem foi criado um roteiro para coletar os dados do paciente, bem como
para auxiliar o desenvolvimento da entrevista. Segundo Horta (1979), o Processo de
Enfermagem se efetiva por meio de investigação, diagnóstico, planejamento, implementação e
avaliação, de forma sistemática e dinâmica para promover o cuidado humanizado, dirigido e
orientado a resultados. Estas fases facilitam a aplicação do mesmo, trazendo resultados
positivos tanto para a profissão de enfermagem como para o enfermeiro e paciente. Embasado
na vivência do projeto, percebe-se com frequência a falta de aplicabilidade do Processo de
Enfermagem pelos próprios enfermeiros. Nós, como acadêmicas por colocá-lo em prática,
vimos o quanto é importante, pois promove melhoria da assistência, possibilitando assim
melhores cuidados e oferecendo orientações necessárias ao paciente. Ao mesmo tempo em
que estamos aplicando o Processo de Enfermagem estamos aprendendo em diversos aspectos,
tanto com a comunicação e até mesmo conhecer diversas patologias estudadas em sala de
aula, nunca esquecendo que o paciente precisa ser visto de forma holística, buscando conhecer
o seu estado físico e mental, o modo de vida socioeconômico e cultural, tudo isso acaba
possibilitando um melhor aprendizado para nós acadêmicas e até mesmo saber respeitar as
particularidades e o modo de vida de cada pessoa. Pretendemos com esse projeto ampliar
ainda mais nossos conhecimentos, saber relacionar a teoria com a prática, desenvolvendo
assim melhor a comunicação e por fim, mostrar para os enfermeiros que projeto de
enfermagem pode ser considerado um instrumento de trabalho do enfermeiro no desempenho
de suas atividades profissionais.
Palavras-chave: Processo de Enfermagem. Conhecimento. Instrumento de Trabalho.
1
Projeto de extensão universitária “Processo de Enfermagem: uma prática inerente ao profissional enfermeiro”.
Acadêmicas do VI Semestre do Curso de Enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen/RS.
∗∗
Professora do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen/RS.
∗
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
108
RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ACADÊMICA DO I SEMESTRE EM
VISITAÇÃO REALIZADA AOS CAMPOS DE ATUAÇÃO DO
ENFERMEIRO
Sinara Rapachi Rossato∗
Adriana Rotoli∗∗
Este trabalho relata a experiência dos acadêmicos do Primeiro Semestre do Curso de
Graduação em Enfermagem da URI - Campus de Frederico Westphalen ,durante as visitas
realizadas nos campos de atuação do Profissional Enfermeiro na cidade de Frederico
Westphalen e região no primeiro semestre de 2010. A atividade foi proposta pela disciplina de
Introdução à Ciência e à Arte no Cuidado de Enfermagem - A, com o objetivo de propiciar
aos alunos uma reflexão critica sobre o papel do Enfermeiro nos vários cenários de cuidado.
Para a realização desta atividade visitou-se instituições locais como o Centro de Atenção
Psicosocial-CAPS-I, A Fazenda Cristo Rei, As unidades Básicas de Saúde localizadas no
Bairro São Francisco De Paula, O Hospital Divina Providência. Os acadêmicos foram
recebidos pelas respectivas Enfermeiras responsáveis que relataram o trabalho desempenhado
e maneira que ele é executado, realizou-se a visitação do espaço físico dos locais e após
realizou-se discussões e avaliação dos mesmos. Através dessas visitas pode-se evidenciar o
trabalho do Enfermeiro e os vários e distintos campos de atuação bem como sua significativa
importância social na vida da comunidade. A realização desta experiência foi de suma
importância na minha vida acadêmica, pois proporcionou vivenciar o dia a dia de um
Enfermeiro, o que nos dá a certeza na escolha desta profissão.
Palavras-chave: Visitação. Experiência Acadêmica. Campos de Atuação.
∗
Acadêmica do II Semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI - Campus de Frederico
Westphalen.
∗∗
Professora Coordenadora Mestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI - Campus de Frederico
Westphalen.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
109
SAÚDE NA TERCEIRA IDADE: UM OLHAR, AS DOENÇAS
SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Gracielli Ana Miotto∗
Fernando Francisco Panosso∗∗
Débora R. Cereta∗∗∗
Jonathan da Rosa∗∗∗
Dinara de Cesar∗∗∗∗
O envelhecimento é um processo natural da vida humana, trazendo consigo uma série
de modificações biopsicossociais, que alteram a relação do homem com o meio no qual esta
inserido. Com o objetivo de elaborar uma revisão bibliográfica de artigos científicos que
abordem a temática em relação às doenças sexualmente transmissíveis na terceira idade, e
analisar os impactos que o tema proporciona na saúde coletiva. A metodologia usada neste
estudo é a de revisão bibliográfica, que se trata de uma pesquisa teórica das publicações
indexadas em base de dados específicas. Utilizaremos a base de dados da biblioteca virtual em
saúde Bireme, na base de dados LILACS. A revisão foi realizada com artigos científicos
publicados eletronicamente, entre os anos de 2006 a 2008, obtidos através dos descritores
“doenças sexualmente transmissíveis”, “terceira idade”. A revisão realizada em artigos
científicos publicados eletronicamente e em língua portuguesa. Portanto os dados dos artigos
analisados sobre questões relativas às doenças sexualmente transmissíveis, constituem
relevante problema de saúde para a população, haja vista sua grande incidência em todas as
faixas etárias. Além disso, identifica-se que, nas últimas décadas, há um progressivo aumento
dessas morbidades nas pessoas que se encontram na terceira idade. Os idosos necessitam de
uma melhor inclusão em programas e ações de promoção e prevenção das DST/HIV/AIDS.
Para uma abordagem mais integral das mesmas nessa população, há a necessidade, primeiro,
de entender o processo biológico e cultural envolvido na sexualidade e o envelhecimento
autônomo e saudável, no qual se vê atualmente a superação da figura de um idoso dependente,
doente e esperando sua morte. Portanto o preconceito e a dificuldade para se estabelecerem
medidas preventivas, especialmente no que se refere ao uso de preservativos, ainda são mais
graves que nos outros segmentos populacionais. O problema principal está focalizado no tabu
social relacionado ao sexo nessa idade, possivelmente por esta razão são organizadas poucas
campanhas para esse público. Os estudos revelam que o desejo sexual permanece mesmo em
pessoas mais idosas, dessa forma, instituir ações de prevenção a doenças sexualmente
transmissíveis nesse público torna-se essencial. Há uma falta de identificação do idoso com as
∗
Enfermeira, Graduada pela URI - Campus de Frederico Westphalen. Pós-graduada em Saúde do Trabalhador
da URI-FW. Enfermeira Coordenadora- Imunizações 19ª Coordenadoria Regional de Saúde - RS.
∗∗
Assistente Social, Graduado pela URI - Campus de Frederico Westphalen. Diretor Geral do Hospital Divina
Providência de Frederico Westphalen.
∗∗∗
Acadêmicos do VIII Semestre do Curso de Graduação em Enfermagem - URI, Campus de Frederico
Westphalen.
∗∗∗∗
Administradora, Graduada pela URI - Campus de Frederico Westphalen. Pós Graduada em Gestão em Saúde
Publica: Ênfase na Esfera Estadual. Coordenadora do Setor Administrativo da 19ª Coordenadoria Regional de
Saúde – Frederico Westphalen.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
110
campanhas de orientação e prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, prevalecendo
a população alvo mais jovem.
Palavras-chave: Envelhecimento. Doenças Sexualmente Transmissíveis. Saúde Pública.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
111
TAQUIPNEIA TRANSITÓRIA DO RECÉM-NASCIDO: UM RELATO
DE EXPERIÊNCIA
Marília Marcolin∗
Ana Paula Coldbella Kirch∗
Andréia Piovesan∗
Débora Ceretta∗
Laura Gerber Franciscatto∗∗
O trabalho aqui apresentado relata a experiência vivenciada pelas acadêmicas do VIII
Semestre durante a disciplina de Saúde da Criança e do Adolescente do Curso de Graduação
em Enfermagem da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões –
Campus de Frederico Westphalen/RS, sob a supervisão da professora Laura Gerber
Franciscatto. Durante os dias de estágio foi possível acompanharmos a assistência de
enfermagem imediata prestada aos neonatos. Nesse período observamos casos variados,
porém o nascimento de um dos recém-nascidos nos chamou mis a atenção, devido aos sinais
clínicos que apresentava, observamos desconforto respiratório de início precoce, gemido
expiratório, batimentos da asa do nariz e retração da caixa torácica, mediante estes sinais
obtivemos o diagnóstico de taquipneia transitória. A associação entre as aulas teóricas e a
prática nos proporciona um aporte maior de conhecimento e uma visão mais ampla da
disciplina de saúde da Criança e do Adolescente. Outro ponto importante é o papel que o
enfermeiro deve desenvolver perante o cuidado prestado a este indivíduo. É importante a
atuação do enfermeiro no que refere à assistência ao recém-nascido no período de transição,
este deve estar capacitado para direcionar a assistência neonatal. Deste modo ressalta-se a
importância de profissionais qualificados para atuar em neonatologia, promovendo não
somente a qualidade técnica, mas um atendimento qualificado, humanizado com profissionais
visando o bem-estar de seus usuários, dando continuidade ao atendimento e também não
esquecendo de promover a educação em saúde. Perante a vida acadêmica ainda cabe ressaltar
que o cuidado é essencial para projetar as atividades a serem desenvolvidas.
Palavras-chave: Taquipneia Transitória. Recém-nascidos. Experiência.
∗
Acadêmicas do VIII Semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico
Westphalen/RS.
∗∗
Mestre em Genética. Professora do curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico
Westphalen/RS.
Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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TRIGLICERÍDES E O USO DAS ESTATINAS NO TRATAMENTO E
PREVENÇÃO DAS HIPERTRIGLICERIDEMIAS
Luciano Danieli∗
Éder Toigo∗∗
Tatiane Franco∗∗
Lidiane Lisik∗∗
Lysandro Pinto Borges∗∗∗
Os triacilgliceróis ou triglicérides são os lipídios mais simples constituídos de ácidos
graxos. É a forma de armazenamento energético mais importante no organismo, constituindo
depósitos no tecido adiposo e muscular. O local responsável pela maior produção de
triacilgliceróis é o fígado, de onde são transportados para os músculos para fabricação de
energia ou para os adipócitos onde serão estocados, podendo ser mobilizados quando uma
célula ou organismo necessitar de energia. A hipertrigliceridemia primária pode estar
associada a dietas ricas em gorduras, obesidade e diabetes mellitus não controlado, enquanto
que, a hipertrigliceridemia secundária pode surgir como resultado de distúrbios hormonais,
metabólicos, renais e uso de medicamentos. A avaliação dos níveis séricos de triglicérides na
circulação sanguínea é de extrema importância, pois elevados níveis no soro estão associados
ao desenvolvimento de pancreatites recorrentes e a condições patogênicas que aceleram a
aterosclerose, além de existirem evidências de que a hipertrigliceridemia é um fator de risco
independente para doenças coronarianas, contribuindo para as cardiopatias devido a efeito
aterogênico direto das lipoproteínas ricas em triglicérides. As estatinas, lançadas na década de
80, surgem no mercado farmacêutico causando uma revolução na prevenção e tratamento das
hipercolesterolemias, um dos piores inimigos do coração, onde, o único método de tratamento
até então, restringia-se a dieta e prática de exercícios físicos.
Palavras-chave: Triglicérides. Dieta. Álcool. Hipertrigliceridemia. Estatinas.
∗
Acadêmico da Universidade do Oeste de Santa Catarina.
Acadêmicos do II semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico
Westphalen/RS.
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Bioquímico. Professor do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen.
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Anais da VIII Semana Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem, VII Mostra Científica do Curso de Enfermagem,
Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS NO PERÍODO GESTACIONAL,
O PERIGO DA TERATOGÊNESE
Ronise Angelina Galvan∗
Cláudia Eduarda Andrade Andriolli∗∗
Eder Toigo∗∗
Lysandro Pinto Borges∗∗∗
A gravidez é uma das grandes preocupações do ser humano, dado que a exposição do
organismo da mãe afeta o desenvolvimento do feto, e que alguns fatores externos podem
interferir no seu desenvolvimento. De acordo com estudos realizados nos últimos anos, a má
formação ou anomalias, bem como alterações fisiológicas, morfológicas ou patologias podem
acarretar problemas futuros no feto e também após o nascimento, estes são chamados efeitos
teratogênicos que comprometem o desenvolvimento ideal da criança. A terapêutica
medicamentosa despertou um interesse maior após a tragédia da Talidomida, que ocorreu em
1950 e 1960, onde cerca de dez mil crianças que nasceram neste período, apresentaram
alterações congênitas associadas à utilização deste fármaco durante a gravidez. Após essa
tragédia houve um alerta sobre a questão do uso de medicamentos durante o período
gestacional, surgindo então várias pesquisas sobre o perfil do uso de fármacos na gravidez.
Também a farmacovigilância estabeleceu normas mais rigorosas, para a realização de estudos
clínicos antes da liberação dos medicamentos, para os mesmos apresentarem informações
mais precisas quanto ao uso na gestação. Os novos conhecimentos sobre os medicamentos e
sua ação sobre o feto permitiram uma classificação dos medicamentos em categorias quanto
aos riscos para o uso na gestação, obtendo uma atenção maior durante a prescrição para as
gestantes. Até então, acreditava-se que a placenta seria uma barreira de proteção para o feto
de qualquer agressão farmacológica. Atualmente, sabe-se que a maioria dos fármacos,
atravessam a barreira placentária e atingem a circulação sanguínea do feto, com a exposição a
esses fármacos que são teratogênicos é preocupante, principalmente entre a quarta e oitava
semana gestacional, onde neste período os órgãos estão sendo formados, então as anomalias
podem ser mais agravantes. Contudo, deve-se observar o risco-benefício no fármaco que for
administrado durante a gravidez, por isso a prescrição medicamentosa na gravidez causa um
grande dilema, que deve ser avaliado com o médico e a paciente, porque ainda existem muitos
medicamentos com o potencial teratogênico desconhecido. Entretanto, apesar de várias
análises realizadas não se pode afirmar a presença ou não de teratogenicidade dos
medicamentos utilizados na gestação. Sabe-se que o uso de medicamentos durante a gestação
é um fato precocupante para a área da saúde e deve ser evitada. Diante destes pressuposto o
presente estudo objetiva identificar através de referências como livros, artigos, monografias e
publicações em geral sobre o uso correto ou indicado de fármacos administrados no período
gestacional. Identificar o uso correto ou indicado de fármacos administrados no período
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Acadêmica do semestre VIII do Curso de Graduação em Farmácia da Universidade do Oeste Catarinense.
Acadêmicos do II semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico
Westphalen/RS.
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Bioquímico Professor do Curso de Graduação em Enfermagem da URI – Campus de Frederico Westphalen.
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Frederico Westphalen, 2010, ISBN 978-85-7796-
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gestacional, bem como os efeitos teratogênicos no período gestacional. Descrever quais as
classes de medicamentos mais utilizadas no período gestacional e qual a conduta terapêutica
correta em relação aos riscos x benefícios tanto para a mãe quanto para o feto e relatar sobre a
automedicação.
Palavras-chave: Medicamentos. Período Gestacional. Teratogênese.
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A presente edição foi composta pela editora URI, em caracteres
Times New Roman, formato online, em março
de 2011.
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