VIII Semana da Biologia
LIVRO DE RESUMOS
VIII Semana da Biologia
Católica UniSantos
Comissão organizadora:
Profa. Dra. Kátia Maria Gomes Machado (Presidente);
Profa. Me. Amélia Cristina Elias da Ponte;
Gabriela Moraes Barros (Discente).
04 a 07 de maio de 2011
Santos, São Paulo.
VIII Semana da Biologia -2011
VIII Semana da Biologia
Esta publicação contempla os resultados da VIII Semana de Biologia, evento
promovido pelos docentes e discentes do Curso de Ciências Biológicas da
UniSantos. A VIII Semana de Biologia foi realizada em maio de 2011 e fez parte da II
Jornada de Educação do Centro de Ciências da Educação – CCE com o tema A
Vida na Cidade: Educar para Expressão do Ser no Espaço e no Tempo. Foram
realizadas diversas atividades (Oficinas, Minicurso e Palestra), que contaram com a
participação de alunos, ex-alunos e estudantes do ensino médio. A sessão de
apresentação de trabalhos na forma de pôsteres contou com o total de 15 trabalhos,
sendo dois (2) na área de Educação Biológica e 13 na área da Biologia experimental
ou descritiva. Esta publicação mostra a seguir os resumos submetidos. Os trabalhos
são representativos da produção dos alunos e professores do Curso de Ciências
Biológicas da Católica UniSantos. Assim, atingimos nossos objetivos principais de:
1) integrar os alunos e docentes do curso, ex-alunos e as redes públicas e privadas
da baixada santista, propiciando um espaço para encontro e debate dos impactos
antrópicos nos ecossistemas litorâneos, e 2) divulgar as pesquisas específicas
realizadas pelos alunos e docentes do curso, as quais traduzem o grande diferencial
do Curso de Ciências Biológicas da Católica UniSantos.
A Comissão organizadora
Maio de 2011
VIII Semana da Biologia -2011
VIII Semana da Biologia
A Tabela 1 mostra o número de participantes em cada uma das atividades. A
Tabela 2 mostra os resumos apresentados assim como seus respectivos autores.
Foram ainda colocados, na íntegra, os resumos dos trabalhos apresentados na
forma de pôster durante o evento.
Tabela 1. Número de participantes em cada uma das atividades.
Atividade
Oficina
A importância da sexualidade na qualidade de vida
Anatomia Humana (alunos do ensino médio)
Aquarismo
Educação Ambiental em Parques
Microscopia (alunos do ensino médio)
Minicurso
Fotografia Documental
Palestra
Manejo na Estação Ecológica Juréia Itatins, Peruíbe, SP
VIII Semana da Biologia -2011
N° de
Participantes
18
30
11
47
24
20
25
VIII Semana da Biologia
Tabela 2. Resumos apresentados e seus respectivos autores.
continua
Autores
1
2
3
4
5
6
7
8
Bruno
Zilberman, Amélia
Cristina Elias da Ponte,
Sandra Regina P. Pivelli ,
André Luiz Olmos dos Santos
Priscila Verônica da S.
Tomás, Mônica dos Santos,
Shirley Ferreira dos Santos,
Ronaldo B. Francini, Sandra
Regina P. Pivelli
Aparecida Maria Meneguim,
Amélia Cristina Elias da
Ponte,
Rossana
Helena
PittaVirga
Jéssica Nayara Carvalho
Francisco, Jéssica Azevedo
Souza,
Yasmin
Mathias
Henriques
Alexandre Barril Dalla Pria,
Pedro Augusto Trasmonte da
Silva, Amélia Cristina Elias da
Ponte, Rossana Helena Pitta
Virga
Aline
Saturnino
Souto,
Alexandre Largacha, Danielle
de Souza, Fellipe Lima,
Marina Medeiro, Kátia Maria
Gomes Machado
Alexandre Barril Dalla Pria,
Pedro Augusto Trasmonte da
Silva, Kátia Maria Gomes
Machado
Raphaella
Lousada
Lapachinske
Sophia
Aparecida Godoy, Rogério
Correa Peres
VIII Semana da Biologia -2011
Título
FENOLOGIA DE SEIS ESPÉCIES ARBÓREAS
AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO NO JARDIM
BOTÂNICO MUNICIPAL CHICO MENDES (JBMCM)
DE SANTOS, SP.
GUILDA DE AVES QUE VISITAM PLANTAS DA
FAMÍLIA MYRTACEAE NO JARDIM BOTÂNICO
CHICO MENDES, SANTOS – SP
INTEGRAÇÃO DA DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO
AMBIENTAL COM PRÁTICA DE ENSINO PARA O 7º
SEMESTRE
DO
CURSO
DE
CIÊNCIAS
BIOLÓGICAS – 2011
LEPIDODENDRON, VEGETAIS PTERIDOFÍTICOS
FORMADORES
DAS
FLORESTAS
DO
CARBONÍFERO
IMPLANTAÇÃO DE PONTO DE COLETA DE ÓLEO
DOMÉSTICO NO COLÉGIO NASCIMENTO, SÃO
VICENTE/SP
ISOLAMENTO DE MICRORGANISMOS DO SOLO
DE MANGUEZAL, LOCALIZADO NO PORTINHO,
PRAIA GRANDE, SP
ISOLAMENTO DE MICRORGANISMOS AERÓBIOS
DO MANGUEZAL DO PORTINHO, PRAIA GRANDE,
SP.
DOENÇA DE CHAGAS
VIII Semana da Biologia
Tabela 2. Resumos apresentados e seus respectivos autores.
conclusão
Autores
Título
9
Raphaella
Lousada MELHORAMENTO DA PRODUÇÃO DE LACASE
Lapachinske, Kátia Maria POR Peniophora cinerea CCIBt 204
Gomes Machado
10
Raphaella Lousada Lapachinske,
Sophia Aparecida Godoy, Kátia
Maria Gomes Machado
Aline Saturnino Souto, Alexandre
Angrimani Largacha, Fellipe
Lima, Igor Lopes de Santana,
Marina Medeiro, Mario de
Oliveira Silva
Gabriela Moraes Barros, Amélia
Cristina Elias da Ponte
Alexandre Barril Dalla Pria,
Ronaldo Bastos Francini
11
12
13
14
15
Alexandre Barril Dalla Pria,
Juliana Corrales Nunes, Pedro
Augusto Trasmonte da Silva,
Mário de Oliveira Silva
Jéssica
Nayara
Carvalho
Francisco, Paula Christina da
Silva Elias, Tarini Coll de Araujo
Yasmin Marques da Silva
Henriques, Rosângela Ballego
Campanhã
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BIODEGRADAÇÃO
Penicillium sp
DE
PETRODERIVADOS
POR
CARACTERIZAÇÃO DA FAUNA ASSOCIADA AO
COSTÃO ROCHOSO LOCALIZADO NA ILHA PORCHAT,
SÃO VICENTE, SÃO PAULO.
CARACTERIZAÇÃO DAS MACROALGAS DO COSTÃO
ROCHOSO DA PRAIA DO GÓIS, GUARUJÁ, SP.
FATORES QUE AFETAM A DISTRIBUIÇÃO DAS TEIAS
ORBICULARES DA ARANHA CF. VERRUCOSA
ARENATA AO LONGO DA BORDA DE UMA FLORESTA
VARIAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DE Bunodossoma
caissarum (CORRÊA, 1964) NO COSTÃO ROCHOSO DA
PRAIA DO GÓIS (GUARUJÁ, SP)
APLICAÇÕES DOS EXAMES DE
FORENSE
DNA NA ÁREA
VIII Semana da Biologia
1. FENOLOGIA DE SEIS ESPÉCIES ARBÓREAS AMEAÇADAS DE
EXTINÇÃO NO JARDIM BOTÂNICO MUNICIPAL CHICO MENDES
(JBMCM) DE SANTOS, SP.
Bruno Zilberman, Amélia Cristina Elias da Ponte (UniSantos), Sandra Regina P.
Pivelli, André Luiz Olmos da Silva (Jardim Botânico de Santos)
O conhecimento da fenologia de espécies arbóreas é uma ferramenta importante
para a conservação das espécies, além de subsidiar ações de restauração ecológica
como o planejamento da colheita de sementes e a produção de mudas. Este
trabalho visa conhecer as características fenológicas de seis espécies arbóreas
ameaçadas de extinção - Mogno Swietenia macrophylla King., Jacarandá-da-Bahia
Dalbergia nigra (Vell.) Fr.All. ex Benth., Pau-brasil Caesalpinia echinata Lam.,
Guanandi Calophyllum brasiliense Cambess., Palmito Euterpe edulis Mart., Jequitibá
rosa Cariniana legalis (Mart.) Kuntze - , existentes nas coleções do Jardim Botânico
Municipal de Santos Chico Mendes, São Paulo. Foram selecionados cinco
indivíduos de cada espécie, localizadas nos canteiros de ameaçadas de extinção,
frutíferas, madeiras de lei e mata atlântica. Observações semanais durante o
período de agosto de 2011 a julho de 2012 permitirão correlacionar os dados
climáticos com as fenofases de floração e frutificação, bem como determinar os
padrões de mudança foliar, floração e frutificação das espécies observadas.
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VIII Semana da Biologia
2. GUILDA DE AVES QUE VISITAM PLANTAS DA FAMÍLIA MYRTACEAE NO
JARDIM BOTÂNICO CHICO MENDES, SANTOS – SP
Priscila Verônica da S. Tomás, Mônica dos Santos, Shirley Ferreira dos Santos,
Ronaldo B. Francini, (UniSantos), Sandra Regina P. Pivelli (Jardim Botânico Chico
Mendes)
O Jardim Botânico Chico Mendes é um dos sete que existem no estado de São
Paulo. Possui uma área de 90.000 m2 onde estão mais de 300 espécies vegetais
divididas em coleções temáticas, canteiro de espécies, bosques e áreas de
produção de mudas. Na área insular do município grande parte das aves
encontradas estão concentradas no Jardim Botânico Chico Mendes graças à
enorme diversidade de plantas que estão reunidas nessa área. No local, a coleção
de Myrtaceae é composta por 11 espécies divididas em quatro gêneros. Em relação
às aves até o momento foram identificadas 78 espécies. O estudo será feito através
de observação direta, próxima às plantas pesquisadas e serão registrados os
horários de visita, data e espécie visitada. O objetivo deste trabalho é observar a
guilda de aves que visitam a coleção de plantas da família Myrtaceae no Jardim
Botânico Chico Mendes, em Santos, e verificar a riqueza e abundância de espécies
assim como a importância da coleção para a avifauna do local. A análise do
inventário previamente realizado no local mostra a predominância da ordem
Passeriformes, portanto espera-se que, durante este trabalho, sejam avistados mais
indivíduos desse grupo.
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3. INTEGRAÇÃO DA DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL COM
PRÁTICA DE ENSINO PARA O 7º SEMESTRE DO CURSO DE CIÊNCIAS
BIOLÓGICAS – 2011
Aparecida Maria Meneguim (Setor de Estágios do CCE, UniSantos), Amélia Cristina
Elias da Ponte, Rossana Helena PittaVirga (Curso de Ciências Biológicas,
UniSantos)
A proposta de Organização da Formação Prática nos Cursos de Licenciatura pelo
Setor de Estágios, da Universidade Católica de Santos, está fundamentada no
pressuposto que a estrutura organizacional reconhece que o estágio não é de
responsabilidade de um único professor, mas envolve a atuação dos formadores de
cada curso e, no currículo de formação, toda disciplina tem uma dimensão prática, e
é possível trabalhá-la nas perspectivas dos fatos sociais/humanos/naturais e
pedagógicos, os quais movimentam a sociedade. Seguindo as orientações do
Setor, a disciplina de Educação Ambiental desenvolveu o tema A intervenção
humana e os desequilíbrios ambientais, na forma de projetos, juntamente com a
disciplina de Prática de Ensino, com os objetivos de suprir a deficiência deste
conteúdo na grade curricular; preparar o aluno para aprender, o que ensinar e como
ensinar e teorizar sobre o que ensina; romper com o modelo disciplinarista e
organizar de forma interdisciplinar conteúdos transversalizados. Os projetos estão
sendo aplicados em unidades de ensino e estabelecimentos comerciais com as
seguintes denominações: Implantação de ponto de coleta de óleo doméstico no
Colégio Nascimento, São Vicente/SP; Consumo Consciente; Estudo da percepção
ambiental realizado no Comercial Horticenter Hayama Ltda; Educação Ambiental na
Fundação Casa - São Vicente.
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4. LEPIDODENDRON FORMADORES DE FLORESTAS PANTANOSAS
Jéssica Nayara Carvalho Francisco, Jéssica Azevedo Souza, Yasmin Mathias
Henriques (Curso de Ciências Biológicas, Unisantos)
Neste trabalho é apresentada uma revisão da literatura sobre os aspectos
ecológicos, biogeográficos e morfológicos do gênero extinto Lepidodendron
(Lepidodentrales), pertencente ao grupo das Lycophytas Arbóreas. O gênero atingiu
maior diversidade e desenvolvimento no Carbonífero superior Pensilvaniano, onde
as terras eram baixas, cobertas por mares rasos e pântanos com clima tropical a
subtropical na Europa e América do Norte (Laurásia). Por serem tolerantes a níveis
baixos de oxigênio na água, dominaram os pântanos tropicais formando florestas
com árvores entre 30 a 40 metros de altura e troncos com mais de 1 metro de
diâmetro, sustentado por um sistema radicular especial denominado Stigmaria.
Cresceram no ambiente junto com quatro grupos de plantas divididas em:
vasculares e sem sementes, Sphenophyta (calamites), samambaias; e gimnosperma
Pteridospermales e Cordaitales. A flora carbonífera foi responsável pelas camadas
de carvão depositadas na Laurásia. Segundo os paleobotânicos, a característica
mais marcante do grupo é a presença de escudetes foliares dispostos de forma
densamente empacotada (escudetes contíguos) e em torno do caule
helicoidalmente. A presença de cutícula pontilhada por estômatos recobrindo as
cicatrizes foliares evidenciam que os troncos de Lepidodendron seriam verdes, ao
contrário das árvores atuais. Outra característica peculiar do grupo é a ramificação
dicotômica do tronco, seguida por ramos verticais menores que produziam longos
microfilos (micrósporos, esporângios). As adaptações dispersivas, cones
monoesporângios e megasporângios eram semelhantes às sementes. Algumas
espécies foram provavelmente monocárpicas. O gênero tornou-se extinto no
Permiano, quando houve um aumento da seca tropical. Hipóteses sugerem que o
ineficiente mecanismo de movimento da água e nutrientes através das hastes das
plantas altas, resultou na falha do xilema secundário sobre essas condições
ambientais, outras retratam o forte papel da competição com espécies emergentes.
Apenas os parentes herbáceos das Lycophytas Arbóreas e cavalinhas do período
Carbonífero continuam a prosperar e existem atualmente.
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5. IMPLANTAÇÃO DE PONTO DE COLETA DE ÓLEO DOMÉSTICO NO
COLÉGIO NASCIMENTO, SÃO VICENTE/SP
Alexandre Barril Dalla Pria, Pedro Augusto Trasmonte da Silva, Amélia Cristina Elias
da Ponte, Rossana Helena Pitta Virga (Curso de Ciências Biológicas, UniSantos)
A capacidade humana de geração de resíduos é incomparavelmente superior à
capacidade que a natureza tem de absorvê-los. O desenvolvimento de tecnologias
que se destinem ao tratamento e disposição final desses resíduos, embora em
progressivo avanço, ainda não é capaz de suprimir completamente seus efeitos
nocivos ao meio ambiente. Um dos resíduos gerados pelo homem que possui poder
de contaminação mais preocupante é justamente o óleo de cozinha usado,
usualmente descartado no lixo comum ou nos ralos das pias. Um litro de óleo
doméstico descartado incorretamente contamina um milhão de litros de água,
quantidade suficiente para a sobrevivência de uma pessoa - desde banho, comida e
consumo - por até 40 anos. Os componentes do óleo doméstico são agressivos e
chegam aos rios, onerando em 100% o tratamento do esgoto. Além disso, este óleo
em contato com o solo pode impermeabilizá-lo, causando processos de enchentes,
ou liberar gases tóxicos, propiciando a chuva ácida. De 100% do óleo destinado à
reciclagem, 80% se transforma em biocombustível ou biogás, 10% em glicerina,
utilizada na fabricação de sabonetes e os outros 10% não são aproveitáveis, tendo
seu destino em aterros sanitários específicos. O curso de Ciências Biológicas propôs
para o 7º semestre de 2011, que as disciplinas de Educação Ambiental e Prática de
Ensino realizassem a transposição dos conteúdos formais na interpretação do
cotidiano e na valorização dos conhecimentos não formais e formulassem atividades
de ensino para a elaboração de projeto ou unidade de ensino. O presente projeto
tem como objetivo a sensibilização da comunidade do Colégio Nascimento (alunos e
funcionários) da importância do descarte adequado do óleo doméstico utilizado,
através de encontros, levantamento estatístico através de questionários
diagnósticos, oficinas e a implantação de um ponto de coleta voluntária deste
material no local - PCV. O projeto funciona como um gatilho para que a comunidade
possa estar de mente aberta para os problemas ambientais e contribuindo para a
redução dos mesmos, participando ativamente do sistema de reciclagem do óleo
doméstico usado e que, através deste projeto inicial, outros possam surgir a fim de
melhorar a qualidade de vida da população e do meio ambiente.
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6. ISOLAMENTO DE MICRORGANISMOS DO SOLO DE MANGUEZAL,
LOCALIZADO NO PORTINHO, PRAIA GRANDE, SP.
Aline Saturnino Souto, Alexandre Largacha, Danielle de Souza, Fellipe Lima, Marina
Medeiro, Kátia Maria Gomes Machado (Curso de Ciências Biológicas, UniSantos)
O manguezal abriga uma grande comunidade microscópica que possui grande
relevância ambiental para manutenção e dinâmica dos ecossistemas. O objetivo do
presente trabalho foi determinar o numero de colônias de fungos, leveduras,
bactérias e o número mais provável (NMP) de coliformes totais do sedimento do
mangue localizado no Portinho, na cidade de Praia Grande, SP. Foram coletados 50
gramas de sedimento. Alíquotas de 10 gramas foram usadas para determinar a
massa seca para cálculo da umidade e outra foi suspensa em 90 mL de solução
salina 0,85% e agitada por 10 minutos e diluída seriadamente de modo a obter as
diluições 10-2 e 10-3. Foi feito o plaqueamento em triplicata, usando alíquota de 0,1
mL, nos meio Agar Nutriente (bactérias), Agar Sabouraud (Leveduras) e Meio
Martim com Rosa bengala (Fungos). As placas foram incubadas em estufa de 3 a 7
dias, á 28º C. Foi calculado o número de UFC por grama de sedimento, massa seca.
NMP de coliformes foi determinado por método padrão, segundo a Portaria N° 518
de 2004 do Ministério da Saúde. Foram realizados os testes presuntivo e
confirmativo além do teste confirmativo para Escherichia coli. Foi realizada a
contagem de colônias dos microrganismos (bactérias, fungos e leveduras),
determinando a diluição significativa e a partir dela obtiveram-se as Unidades
Formadoras de Colônias (UFC). Para fungos foi obtido 9,0 x 102 UFC/g e para
bactérias 1,1 x 103 UFC/g. NMP de coliformes totais foi de 2,1 e de E. coli foi 0,39.
Pelas características morfológicas das colônias, foi possível observar que houve
uma grande diversidade de fungos e bactérias. Comprovou-se a presença de
coliformes fecais e de Escherichia Coli. Foi verificado que não houve o crescimento
de leveduras. Isto pode ser explicado pela hipótese de que o sedimento coletado
poderia apresentar uma salinidade elevada ou um pH mais alcalino, o que inibe o
desenvolvimento deste tipo de microrganismo.
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7. ISOLAMENTO DE MICRORGANISMOS AERÓBIOS DO MANGUEZAL DO
PORTINHO, PRAIA GRANDE, SP.
Alexandre Barril Dalla Pria, Pedro Augusto Trasmonte da Silva, Kátia Maria
Gomes Machado (Curso de Ciências Biológicas, UniSantos)
Em manguezais tropicais, bactérias e fungos constituem 91% da biomassa
microbiana total. Muitos estudos apontam que as interações entre espécies de
manguezais e bactérias são benéficas e podem suportar o uso desses organismos
como inoculantes para reflorestamento de manguezais, parcialmente ou
completamente destruídos. O presente projeto visou o isolamento de
microrganismos aeróbios (bactérias, fungos, leveduras) e a determinação do número
mais provável (NMP) de coliformes do manguezal do Portinho, em Praia Grande,
SP. A partir da coleta do sedimento em campo, a análise em laboratório foi feita a
partir de diluições seriadas deste material em salina 0,85%, posteriormente
plaqueadas nos meios de cultura Ágar Nutriente (bactérias), Agar Sabouraud
(leveduras) e Meio Martim com Rosa Bengala (Fungos) e incubados em estufa de 3
a 7 dias, 28º C. Foi calculado o número de UFC por grama de sedimento, massa
seca. NMP de coliformes foi determinado por método padrão, segundo a Portaria N°
518 de 2004 do Ministério da Saúde. Foram realizados os testes presuntivo e
confirmativo, além do teste confirmativo para Escherichia coli. Foram obtidos 1,7 x
103 UFC/g de bactérias, e 1,3 x 102 UFC/g de fungos. Não foi observado crescimento
de leveduras. Isto pode ser devido ao uso do meio Sabouraud, não totalmente
seletivo para leveduras. Mesmo com sua acidificação para pH 3,5, neste meio foram
observadas colônias de fungos filamentosos. Todos os tubos do teste presuntivo de
coliformes foram positivos. No teste confirmativo, a combinação de tubos positivos
foi 3:3:1, correspondendo a NMP de 460. A combinação de tubos positivos para E.
coli foi 3:3:3, resultando em NMP de >1100, indicando que aquele ambiente é
altamente contaminado com esta bactéria, possivelmente pela proximidade com
favelas locais, representando risco à saúde humana dos moradores do entorno. O
estudo dos microrganismos dos manguezais é extremamente importante, pois abre
portas para diversas pesquisas na área da microbiologia, biotecnologia e
biorremediação, uma vez que são considerados como recuperadores de ambientes
impactados.
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8. DOENÇA DE CHAGAS
Raphaella Lousada Lapachinske, Sophia Aparecida Godoy, Rogério Correa Peres
(Curso de Ciências Biológicas, UniSantos)
A doença de Chagas começou a ser pesquisada no início do século XX pelo
brasileiro Carlos Chagas, que também descobriu e descreveu seu causador, seus
transmissores e reservatórios naturais e ainda parte da sintomatologia. O
protozoário causador da doença de Chagas é o flagelado Trypanosoma cruzi. O
protozoário é transmitido ao homem por um inseto hematófago conhecido
popularmente como barbeiro. Onde o gênero mais comum é o Triatoma. O barbeiro
ingere o sangue de uma pessoa ou animal doente. Ao sugar o sangue de uma
pessoa sadia, o inseto deposita suas fezes na pele lesada e os protozoários entram
na corrente sanguínea. Podem atingir diferentes tecidos corporais, nos quais se
reproduzem, rompem as células e retornam à corrente sanguínea, alcançando novos
tecidos. Podendo levar o indivíduo à morte, ou o doente pode entrar na fase crônica
da doença, permanecendo assim por muitos anos. As formas de transmissão da
doença são através de transfusões de sangue, protozoários presentes nas fezes do
barbeiro, de mãe para filho através da placenta e pelo leite materno. A contaminação
pelo protozoário se caracteriza por manifestações típicas nas regiões do corpo por
onde houve a entrada do parasita. O chagoma é uma inflamação que surge no local
da pele por onde o Trypanosoma cruzi penetrou, enquanto o sinal de Romanã
resulta de infecção do globo ocular, com grande inchaço das pálpebras. Insuficiência
cardíaca, cardiomegalia (dilatação do coração), problemas na formação e condução
dos estímulos cardíacos, megaesofagia (dilatação da parede do esôfago) e
megacolia (dilatação da parede intestinal) também são sintomas que podem surgir
após a contaminação pelo protozoário.
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9. MELHORAMENTO DA PRODUÇÃO DE LACASE POR Peniophora cinerea
CCIBt 204
Raphaella Lousada Lapachinske, Kátia Maria Gomes Machado (Curso de Ciências
Biológicas, UniSantos)
Peniophora cinerea CCIBt 204 é um fungo de interesse biotecnológico que vem
sendo estudado pela sua capacidade de produzir lacase, enzima capaz de degradar
substâncias tóxicas e prejudiciais ao meio ambiente. A produção enzimática é
dependente das condições de cultivo do fungo e, desta forma, este trabalho teve
como objetivo principal estabelecer uma composição simples de meio de cultivo
visando reduzir o custo de produção da enzima lacase, bem como aumentar os
níveis de produção da enzima. O meio de cultivo do fungo continha sacarose,
milhocina e um indutor de lacase (cobre). Foram usados frascos de 250 ml contendo
50 ml de meio. A incubação foi realizada de forma estacionária, a 25°C, por 21 dias.
Após o período determinado de tempo, o conteúdo do frasco foi filtrado, a biomassa
determinada pelo método gravimétrico (massa seca) e o filtrado (extrato enzimático)
empregado para determinação das atividades enzimáticas de lacase e proteínas
totais extracelulares. O meio que propiciou maior rendimento na produção
enzimática de lacase obtinha 0,72% sacarose, 2,0% milhocina e 0,72 mM de sulfato
de cobre (12,86 U/g). Foi possível observar que tanto na produção, quanto no
rendimento da atividade enzimática de lacase, os maiores valores da produção
enzimática foram obtidos nos meios nos quais foram acrescentadas baixas
concentrações de sulfato de cobre (indutor de lacase). Para que a aplicação da
lacase seja realizada com sucesso, devem-se estudar os fatores que influenciam na
sua produção, sendo necessário que sua produção seja feita em grandes
quantidades. Alguns dos fatores que afetam a sua produção são: composição do
meio, pH, agitação, concentração de inóculo e presença de indutores.
Apoio: Bolsa de Iniciação Científica CNPq
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10. BIODEGRADAÇÃO DE PETRODERIVADOS POR Penicillium sp.
Raphaella Lousada Lapachinske, Sophia Aparecida Godoy, Kátia Maria Gomes
Machado (Curso de Ciências Biológicas, UniSantos)
O mundo atual está cada vez mais dependente do petróleo e dos seus derivados, o
que tem gerado muitos problemas ao meio ambiente, como derramamento de óleos
em solos, águas subterrâneas e em ambientes estuarinos. Um dos métodos
promissores para o tratamento de áreas contaminadas é o de biorremediação, onde
microrganismos podem degradar compostos orgânicos contidos no petróleo e
petroderivados transformando-os em produtos com pouca ou nenhuma toxicidade. O
objetivo deste trabalho é avaliar o potencial de biodegradação de diferentes
petroderivados, em diferentes condições de salinidade pelo fungo Penicillium sp.
Serão testados os petroderivados bunker, óleo diesel, gasolina, querosene e óleo de
motor novo. Será preparado 1L do meio mineral Bushel Hass (BH), o qual terá o pH
ajustado a 7. Será testada a capacidade do fungo Penicillium sp de degradar
petroderivados em variação de salinidade entre 0 e 7%. O meio será transferido em
quantidade de 30 ml a frascos Erlenmeyer de 250 ml. Ao meio será adicionado
300µL do petroderivado e 100µL do indicador redox (DCPIP) a 1%. O fungo será
inoculado aos frascos por meio de três blocos de gelose com diâmetro de 7 mm. A
leitura será feita por analise visual e será definida pela porcentagem de
descoloração do DCPIP em períodos de 24h, 48h e 72h após a adição do mesmo.
Apoio: Bolsa de Iniciação Científica CNPq
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11. CARACTERIZAÇÃO DA FAUNA ASSOCIADA AO COSTÃO ROCHOSO
LOCALIZADO NA ILHA PORCHAT, SÃO VICENTE, SÃO PAULO.
Aline Saturnino Souto, Alexandre Angrimani Largacha, Fellipe Lima, Igor Lopes de
Santana, Marina Medeiro, Mario de Oliveira (Curso de Ciências Biológicas,
UniSantos)
Os costões rochosos são ambientes de grande diversidade biológica caracterizados
pela ocorrência de inúmeras espécies de plantas e animais que possuem relevância
econômica e ecológica. Neste local, a distribuição dos organismos está diretamente
associada à variação das marés: organismos mais resistentes à dessecação
ocupam os extratos superiores do costão (supralitoral), enquanto aqueles mais
dependentes da umidade se localizam no infralitoral. O costão rochoso estudado
está localizado na Praia dos Milionários, em São Vicente, estado de São Paulo. Foi
determinado o perfil do costão e o (O) levantamento dos organismos foi realizado
em uma área do costão paralela ao mar, determinada ao acaso e neste local foi
estabelecido, com o auxílio de um amostrador, um (estendido o) transect desde a
região do supralitoral até o (à) infralitoral. A frequência de ocorrência dos
organismos foi determinada com auxílio de quadrados de pvc, de 50cm de lado,
subdivididos em 100 parcelas menores. O costão estudado não apresentou grande
declividade, exceto nos quadrantes iniciais; a grande elevação desses quadrantes
impede a chegada de água, permitindo a instalação de animais resistentes à
dessecação, como a Echinollitorina ziczac, que caracteriza a região supralitoral. Do
terceiro ao décimo quadrante pode-se observar fendas com água, explicando a
presença de animais do infralitoral, como a esponja do mar, nesta região. Nos
quadrantes de 5 a 10 há organismos que são comuns na região mesolitoral, assim
como nos quadrantes 11 a 17, onde ocorrem organismos que caracterizam esta
área como região infralitoral. O costão estudado se caracterizou por apresentar uma
grande diversidade de espécies e por possuir uma zonação mais ou menos definida.
Foi constatada a presença de organismos fora de suas zonas de ocorrência
esperada, o que pode ser explicado pela presença de elevações ou declividades,
com ou sem água, facilitando a ocorrência de organismos da região supralitoral em
região infralitoral.
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12. CARACTERIZAÇÃO DAS MACROALGAS DO COSTÃO ROCHOSO DA
PRAIA DO GÓIS, GUARUJÁ, SP.
Gabriela Moraes Barros, Amélia Cristina Elias da Ponte (Curso de Ciências
Biológicas, UniSantos)
Dentre os ecossistemas presentes na região entre-marés e habitats da zona
costeira, os costões rochosos são considerados um dos mais importantes por
conter uma alta riqueza de espécies de grande importância ecológica e
econômica. O fácil acesso aos costões rochosos torna esses ambientes alvos da
ação antrópica, sendo bem visitados pelo homem, que pisoteia freqüentemente
os organismos que ali se encontram. Este projeto tem como objetivos
caracterizar a flora ficológica nos costões rochosos da Praia do Góis (Guarujá,
SP), comparar os dados obtidos com os do costão da Praia dos Milionários (São
Vicente, SP) e sensibilizar os estudantes do Ensino Básico, a partir da
publicação de um guia ilustrado sobre a diversidade das algas e animais típicos
de costão rochoso, sobre a importância da preservação desse ambiente,
fundamental na continuidade da rica vida marinha. Estão sendo realizadas
observações e coletas mensais por meio de amostragem, sempre no mesmo
local. Exemplares das macroalgas são fixadas em solução de formalina a 4% em
água do mar. No laboratório, o material é triado a olho nu, e, para observação
das estruturas externas e internas dos talos das algas é utilizado o microscópio
estereoscópico e microscópio óptico. Os cortes transversais dos talos são
efetuados à mão livre com auxílio de uma lâmina de barbear. Após os estudos,
os materiais mais representativos de cada táxon serão herborizados e as
exsicatas incluídas nos acervos do herbário da UniSantos.
Apoio: UniSantos - Bolsa de Iniciação Científica PROIN
VIII Semana da Biologia -2011
VIII Semana da Biologia
13. FATORES QUE AFETAM A DISTRIBUIÇÃO DAS TEIAS ORBICULARES
DA ARANHA CF. Verrucosa arenata AO LONGO DA BORDA DE UMA
FLORESTA
Alexandre Barril Dalla Pria, Ronaldo Bastos Francini (Curso de Ciências Biológicas,
UniSantos)
O objetivo do trabalho foi mapear as teias da aranha cf. Verrucosa arenata ao longo
de uma transecção linear relacionando sua densidade com fatores ambientais
abióticos e bióticos. A aranha V. arenata é uma espécie que ocorre nas Américas e
suas teias, verticais e amplas, são facilmente avistadas em jardins e bordas de
floresta. Os indivíduos desta espécie permanecem na teia de cabeça para cima
quando em posição de descanso. As fêmeas possuem um triângulo amarelado ou
esbranquiçado no dorso de seu abdômen. Este estudo foi feito devido a essas
peculiaridades, à relativa facilidade do encontro da mesma na estrada do Vale do
Quilombo em Santos, SP, e à pouca informação existente sobre seu comportamento
e ciclo de vida. Foram Feitas coletas no campo e observações em laboratório para a
obtenção de dados em relação à sua morfologia, meio em que vive, escolha do local
de fabricação da teia e seu comportamento perante presas e predadores. Até agora,
em nove amostragens de novembro de 201o a abril de 2011 foram coletados 44
exemplares sendo que o número de indivíduos aumentos significativamente no final
do verão. Os resultados mostram que um indivíduo de grande porte não precisa ter
uma teia proporcional ao seu tamanho. É provável que exista uma relação, que está
sendo ainda avaliada, entre a luminosidade do ambiente de borda e a presença de
teias dessa espécie. A orientação das teias em relação à estrada tinha, geralmente,
um ângulo entre 0° e 65°, nunca perpendicular à estrada. Essa pode ser uma
indicação de os indivíduos estejam maximizando a coleta de presas que voam ao
longo da estrada ou perpendicular à mesma.
Apoio: UniSantos – Bolsa de Iniciação Científica PROIN.
VIII Semana da Biologia -2011
VIII Semana da Biologia
14. VARIAÇÃO
ESPAÇO-TEMPORAL
DE
Bunodossoma
caissarum
(CORRÊA, 1964) NO COSTÃO ROCHOSO DA PRAIA DO GÓIS
(GUARUJÁ, SP)
Alexandre Barril Dalla Pria; Juliana Corrales Nunes; Pedro Augusto Trasmonte da
Silva; Mário de Oliveira Silva (Curso de Ciências Biológicas, UniSantos)
O costão rochoso é um ambiente costeiro formado por rochas, situado na transição
entre os meios terrestre e aquático. É considerado muito mais uma extensão do
ambiente marinho que do terrestre, já que a maioria dos organismos que o habitam
estão relacionados ao mar. Esta zona costeira é um importante habitat para
populações de animais bentônicos, além de abrigar espécies de grande valor
econômico e oferecer grande quantidade de nutrientes para o desenvolvimento dos
indivíduos viventes neste local. O costão apresenta maior variação de condições
ambientais do que o ambiente terrestre e a maré é um fator de grande relevância
para os organismos que habitam este ambiente. Costões rochosos próximos a
núcleos urbanos são ambientes altamente impactados, sendo importante a
realização de estudos que evidenciem a importância da preservação dos mesmos, a
partir do conhecimento de sua riqueza biológica, da dinâmica de suas populações e
dos impactos causados pela atividade humana. O presente projeto de trabalho de
conclusão de curso visa analisar a variação do número de anêmonas Bunodossoma
caissarum em uma determinada parcela do costão rochoso da Praia do Góis
(Guarujá, SP), verificando a possível relação desta oscilação com fatores abióticos
(umidade, temperatura, salinidade, sazonalidade e marés), bióticos (comunidade
biológica em que está inserida) e a ação antrópica. Trinta rochas foram selecionadas
(por suas formas distintas) e marcadas por pontos de referência fotográficos.
Inicialmente, utilizou-se um transect com onze quadrados de 50 cm de lado
subdivididos em 100 partes para determinação da comunidade biológica daquele
costão. Dentre estes organismos, a anêmona Bunodossoma caissarum foi escolhida
para a contagem de seus indivíduos dentro de nove meses, avaliando outros fatores
como umidade e temperatura pelo site de meteorologia da empresa “Somar
Meteorologia”, salinidade com refratômetro e a sazonalidade com as estações do
ano (verão, outono e inverno). A ação antrópica é vista pela deposição de lixo no
local, além da construção de um novo atracadouro de pequenas embarcações na
área estudada. Ao término do projeto, pretende-se testar a hipótese de que os
fatores avaliados são responsáveis pela variação da população de B. caissarum no
costão estudado, devido ao deslocamento espacial ou morte.
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VIII Semana da Biologia
15. APLICAÇÕES DOS EXAMES DE DNA NA ÁREA FORENSE
Jéssica Nayara Carvalho Francisco, Paula Christina da Silva Elias, Tarini Coll de
Araujo, Yasmin Marques da Silva Henriques e Rosângela Ballego Campanhã
(Bacharelado em Ciências Biológicas com ênfase em Biotecnologia, UniSantos)
O DNA, ácido desoxirribonucléico, é a molécula biológica que contém toda a
informação hereditária das células. O ser humano recebe metade de seu material
genético proveniente de seu pai e outra metade de sua mãe e há uma combinação
única para cada indivíduo. A identificação do DNA, pelos chamados exames de
DNA, pode ser realizada a partir de diversos materiais como mucosa oral, músculos,
ossos, bulbos capilares, saliva, esperma, urina e sangue e apresenta especificidade
e alto grau de confiabilidade. Estes exames tornaram-se grandes ferramentas
utilizadas em casos jurídicos, como de exclusão de paternidade e mesmo criminais.
Em geral, no laboratório após a extração, o DNA proveniente do material biológico é
submetido a um tratamento com enzimas de restrição que o cortam em fragmentos
menores. Esta etapa é importante para que seja feita a análise em regiões
específicas e altamente variáveis (polimórficas), pelo método de PCR (Polymerase
Chain Reaction, em português, Reação em Cadeia da Polimerase), no qual é
possível, mesmo a partir de quantidades mínimas de DNA, amplificar determinadas
sequências, de modo a se tornarem abundantes para posterior análise desses
fragmentos em eletroforese (separação de moléculas de acordo com seu tamanho e
massa; visualização em forma de bandas).
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