UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ - UECE
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA – PROPGPq
CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA – CCT
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GEOPROCESSAMENTO
APLICADO À ANÁLISE AMBIENTAL E RECURSOS HÍDRICOS
AUTOR: MARCELO SARAIVA GONDIM
TÍTULO: UTILIZAÇÃO DE GEOPROCESSAMENTO PARA
DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE INDICADORES
DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PARA O
MUNICÍPIO DE FORTALEZA.
Fortaleza
2004
i
UTILIZAÇÃO DE GEOPROCESSAMENTO PARA
DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE INDICADORES DE
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PARA O MUNICÍPIO DE
FORTALEZA.
AUTOR: MARCELO SARAIVA GONDIM
Orientador: Profª Msc. Maria Lúcia Brito Cruz
!
" #
$
&
Fortaleza
2004
%
ii
FOLHA DE APROVAÇÃO
UTILIZAÇÃO DE GEOPROCESSAMENTO PARA
DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE INDICADORES DE
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PARA O MUNICÍPIO DE
FORTALEZA.
AUTOR: MARCELO SARAIVA GONDIM
!
" #
$
&
Defesa em: _____ / ______________________ / 2004.
Conceito obtido: ______________________________.
BANCA EXAMINADORA
_______________________________________________
Profª Msc. Maria Lúcia Brito Cruz
(Orientadora)
_______________________________________________
Profº Dr. José Meneleu Júnior
_______________________________________________
Prof° Msc. Ércio Flávio Viana Pessoa
%
iii
Esta monografia foi submetida à Coordenação do Curso de Pósgraduação em Geografia como parte do requisito necessário à obtenção do título
de Especialista outorgado pela Universidade Estadual do Ceará e que encontrase à disposição dos interessados na Biblioteca da referida Universidade.
A citação de qualquer trecho desta monografia é permitida desde que
seja feita de conformidade com as normas da ética científica.
iv
DEDICATÓRIA
Aos meus pais, Nelson e Inês, que sempre me ensinaram a
procurar meus próprios caminhos.
E à minha esposa, Patrícia, pelo companheirismo e
compreensão nas minhas horas de ausência.
v
AGRADECIMENTO
A toda equipe do Curso de Especialização em Geoprocessamento
Aplicado a Análise Ambiental e Recursos Hídricos, que muito se empenharam em
proporcionar um ambiente profícuo ao aprendizado. Ao Prof° Santiago, que soube
coordenar o curso com muita dedicação, principalmente nos momentos mais
difíceis. À Profª Lúcia, pelo incentivo e pela confiança atribuída durante a
elaboração deste documento.
A todos os amigos da Coordenação de Desenvolvimento Urbano da
SEINF, que souberam compreender a minha ausência enquanto estava dedicado
ao Curso e, especialmente, à Equipe de Informações Georreferenciadas.
vi
Aboio
(Caetano Veloso)
“Urbe imensa
Pense o que é e será e foi
Pensa no boi
Enigmática máscara, boi
Tem piedade
Megacidade
Contra teus meninos
Canta
Com teus sinos
A felicidade intensa
Que se perde e encontra em ti
Luz dilui-se e adensa-se
Pensa-te”
vii
RESUMO
O estudo da Utilização de Geoprocessamento para Desenvolvimento e
Aplicação de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) para o Município
de Fortaleza tem por objetivo a pesquisa de uma metodologia para a elaboração
destes indicadores, sua aplicação neste Município e disponibilidade dos
resultados obtidos, tendo em vista a necessidade crescente de se adotar uma
abordagem equilibrada e integrada das questões relativas ao meio ambiente e da
necessidade de se promover o desenvolvimento sustentável (agenda 21). Desta
forma, foram utilizadas as técnicas de geoprocessamento e os indicadores de
desenvolvimento sustentável a fim de identificar áreas degradas no intuito de
orientar possíveis intervenções urbanas, bem como instituir sua contribuição na
atualização, incremento, consulta e recuperação dos dados/informações, tendo
como finalidade a difusão e sua utilização como ferramenta de apoio ao
planejamento urbano e regional. Os procedimentos metodológicos adotados
constituíram-se de levantamento de dados/informações e representação de
elementos geográficos (cartografia), em conjunto com as ações práticas foram
desenvolvidos estudos da realidade baseados em livros, documentos e
experiências de outras regiões. Este trabalho, todavia, não pretende esgotar
todas as possibilidades da utilização dos Indicadores de Desenvolvimento
Sustentável, visto que são complexos e necessitam por si só, de um estudo mais
detalhado a cerca de sua utilização e interpretação. Contudo, os resultados
obtidos mostram-se satisfatórios e capazes de representar com fidedignidade a
realidade da área pesquisada.
PALAVRAS CHAVE: Análise urbana; Indicadores de Desenvolvimento
Sustentável; Geoprocessamento.
viii
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
AM / FM – AUTOMATED MAPPING / FACILITIES MANEGEMENT
BD – BANCO DE DADOS
CAD – COMPUTER AIDED DRAWING
CADD – COMPUTER AIDED DRAFITING AND DESIGN
CAGECE – COMPANHIA DE ÁGUA E ESGOTO DO CEARÁ
CIES – CENTRO INTEGRADO DE EDUCAÇÃO E SAÚDE
CSD – COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DAS NAÇÕES UNIDAS
GIS – GEOGRAPHIC INFORMATION SYSTEM
GPS – GEOGRAPHIC POSITION SYSTEM (SISTEMA DE POSICIONAMENTO GEOGRÁFICO)
IBAMA – INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS RENOVÁVEIS
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA
IDH –
indicador (es)
DE DESENVOLVIMENTO HUMANO
índice
IDM – ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL
IDS – INDICADOR(ES) DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
INPC – ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR
INPE – INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS
LIS – LAND INFORMATION SYSTEM
LUOS – LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA
ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS
PDDUA.FOR – PLANO DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO URBANO AMBIENTAL DE
FORTALEZA
PIB – PRODUTO INTERNO BRUTO
PMF – PREFEITURA MUNICIPAL DE FORTALEZA
PNUD – PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO
RMF – REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA
SEINF – SECRETARIA MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO URBANO E INFRA-ESTRUTURA
SGBD – SISTEMA GERENCIADOR DE BANCO DE DADOS
SIG – SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA
SPRING – SISTEMA DE PROCESSAMENTO E RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA
TI – TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
UBASF – UNIDADE BÁSICA DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA FAMÍLIA
ix
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
FIGURA 1 – GEOPROCESSAMENTO: CONJUNTO DE TÉCNICAS. ........................................................................... 18
FIGURA 2 – ARQUITETURA DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA......................................................... 20
FIGURA 3 – INTEGRAÇÃO DE DADOS EM SIG: PLANOS DE INFORMAÇÃO........................................................... 21
FIGURA 4 – CARACTERÍSTICAS DE UM SIG. ...................................................................................................... 23
FIGURA 5 – ASPECTOS DETERMINANTES DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. ............................................ 24
FIGURA 6 – PIRÂMIDE DE AGREGAÇÃO DAS INFORMAÇÕES. ............................................................................. 26
FIGURA 7 – AGREGAÇÃO DE INFORMAÇÃO ASSOCIADA AO TIPO DE USUÁRIO................................................... 27
FIGURA 8 – MAPA DE LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA........................................... 35
FIGURA 9 – MAPA DE RELEVO (TÉCNICA DE SOMBREAMENTO)......................................................................... 36
FIGURA 10 – MAPA DE DECLIVIDADE. .............................................................................................................. 38
FIGURA 11 – MAPA DE BACIAS HIDROGRÁFICAS............................................................................................... 40
FIGURA 12 – MAPA DE TIPOLOGIA DE SOLOS. ................................................................................................... 42
FIGURA 13 – MAPA DE COBERTURA VEGETAL. ................................................................................................. 43
FIGURA 14 – GRÁFICO PERCENTUAL DE DOMICÍLIOS COM ABASTECIMENTO DE ÁGUA EM RELAÇÃO AO TOTAL
DE DOMICÍLIOS. ....................................................................................................................................... 47
FIGURA 15 – MAPA DE DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM ABASTECIMENTO DE ÁGUA – TIPO REDE
GERAL – FORTALEZA – BAIRROS – 2000. ................................................................................................ 49
FIGURA 16 – GRÁFICO PERCENTUAL DE DOMICÍLIOS COM DESTINO DO LIXO - TIPO COLETADO. ....................... 50
FIGURA 17 – GRÁFICO PERCENTUAL DE DOMICÍLIOS COM OUTROS DESTINOS DO LIXO..................................... 51
FIGURA 18 – MAPA DE DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM DESTINO DO LIXO – TIPO COLETADO –
FORTALEZA – BAIRROS – 2000. .............................................................................................................. 53
FIGURA 19 – GRÁFICO PERCENTUAL DE DOMICÍLIOS COM ESGOTAMENTO SANITÁRIO – TIPO REDE GERAL DE
ESGOTO OU PLUVIAL. .............................................................................................................................. 54
FIGURA 20 – MAPA DE DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES – COM ESGOTAMENTO SANITÁRIO – TIPO
REDE GERAL DE ESGOTO OU PLUVIAL – FORTALEZA – BAIRROS – 2000.................................................. 56
FIGURA 21 – GRÁFICO PERCENTUAL DE COBERTURA VEGETAL EM RELAÇÃO À ÁREA DO MUNICÍPIO............... 57
FIGURA 22 – MAPA DE COBERTURA VEGETAL – INTERPRETAÇÃO DA IMAGEM DE SATÉLITE (LANDSAT – 97)... 58
FIGURA 23 – GRÁFICO RELAÇÃO ENTRE ÁREAS PROTEGIDAS POR PLANO DE ORDENAMENTO – COMPARATIVO
ENTRE 1992 E 2003. ................................................................................................................................ 59
FIGURA 24 – MAPA DAS ÁREAS PROTEGIDAS POR PLANO DE ORDENAMENTO – PDDUA.FOR.2004. .............. 60
FIGURA 25 – GRÁFICO RENDA MÉDIA MENSAL DOS CHEFES DE FAMÍLIA E RENDA MÉDIA MENSAL POR SALÁRIO
MÍNIMO – 1991/2000 – FORTALEZA. ....................................................................................................... 61
FIGURA 26 – MAPA DA RENDA MÉDIA NOMINAL MENSAL DOS CHEFES DE FAMÍLIA – 2000 – FORTALEZA –
BAIRROS. ................................................................................................................................................ 63
FIGURA 27 – GRÁFICO RENDA DISTRIBUÍDA: R$/PESSOA E SAL.MIN./PESSOA – 1991/2000 – FORTALEZA. ..... 64
FIGURA 28 – MAPA DE RENDA DISTRIBUÍDA – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS. ................................................ 66
FIGURA 29 – GRÁFICO DENSIDADE POPULACIONAL 1970/1980/1991/2000/2010 - FORTALEZA. ..................... 67
FIGURA 30 – MAPA DE DENSIDADE POPULACIONAL – FORTALEZA – BAIRROS – 2000...................................... 69
FIGURA 31 – GRÁFICO TAXA MÉDIA GEOMÉTRICA DE CRESCIMENTO ANUAL – 1970 ~ 2010 - FORTALEZA. ..... 70
FIGURA 32 – MAPA DA TAXA MÉDIA GEOMÉTRICA DE CRESCIMENTO ANUAL POPULACIONAL – 1991/2000 –
FORTALEZA – BAIRROS........................................................................................................................... 72
FIGURA 33 – GRÁFICO PROPORÇÃO DA POPULAÇÃO EM DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM
DENSIDADE INADEQUADA DE MORADORES POR DORMITÓRIO – 1991/2000 – FORTALEZA. ..................... 73
FIGURA 34 – MAPA DE PROPORÇÃO DA POPULAÇÃO EM DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM
DENSIDADE INADEQUADA DE MORADORES POR DORMITÓRIO – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS.............. 75
FIGURA 35 – GRÁFICO TAXA DE ALFABETIZAÇÃO DE PESSOAS COM 15 ANOS OU MAIS DE IDADE – 1991/2000 –
FORTALEZA............................................................................................................................................. 76
FIGURA 36 – MAPA DA TAXA DE ALFABETIZAÇÃO DE PESSOAS COM 15 ANOS OU MAIS DE IDADE – 2000 –
FORTALEZA – BAIRROS........................................................................................................................... 78
FIGURA 37 – GRÁFICO PROPORÇÃO DE ESCOLARIDADE DOS CHEFES DE FAMÍLIA COM 15 ANOS OU MAIS DE
ESTUDO – 1991/2000 – FORTALEZA. ....................................................................................................... 79
FIGURA 38 – MAPA DE PROPORÇÃO DA ESCOLARIDADE DOS CHEFES DE FAMÍLIA COM 15 ANOS OU MAIS DE
ESTUDO – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS. .............................................................................................. 81
FIGURA 39 – MAPA DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS UNIDADES DE SAÚDE MUNICIPAIS – RAIOS DE INFLUÊNCIA
DIRETA – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS. ............................................................................................... 84
FIGURA 40 – MAPA DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS UNIDADES ESCOLARES MUNICIPAIS – RAIOS DE
INFLUÊNCIA DIRETA – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS. ........................................................................... 87
x
FIGURA 41 – COMPARATIVO ENTRE A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS INDICADORES E1 (À ESQUERDA) E S5 (À
DIREITA) – FORTALEZA – BAIRROS – 2000.............................................................................................. 92
FIGURA 42 – GRÁFICO DE DISPERSÃO: INDICADORES E1 E S5 – FORTALEZA – BAIRROS – 2000....................... 93
FIGURA 43 – COMPARATIVO ENTRE A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS INDICADORES A3 (À ESQUERDA) E S2 (À
DIREITA) – FORTALEZA – BAIRROS – 2000.............................................................................................. 94
FIGURA 44 – GRÁFICO DE DISPERSÃO: INDICADORES A3 E S2 – FORTALEZA – BAIRROS – 2000. ..................... 94
FIGURA 45 – MAPA DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA COM DIVISÃO DOS BAIRROS E RESPECTIVAS TOPONÍMIAS.100
xi
LISTA DE QUADROS
QUADRO 1 – EVOLUÇÃO DA TECNOLOGIA DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA. ............................. 22
QUADRO 2 – SÍNTESE DE ALGUMAS VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA APLICAÇÃO DE INDICADORES E ÍNDICES DE
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. ........................................................................................................ 28
QUADRO 3 – RELAÇÃO DOS INDICADORES AMBIENTAIS ................................................................................... 45
QUADRO 4 – RELAÇÃO DOS INDICADORES ECONÔMICOS.................................................................................. 45
QUADRO 5 – RELAÇÃO DOS INDICADORES SOCIAIS........................................................................................... 46
QUADRO 6 – RELAÇÃO DOS INDICADORES INSTITUCIONAIS.............................................................................. 46
QUADRO 7 – INDICADOR A1 – ACESSO A SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA............................................ 47
QUADRO 8 – INDICADOR A2 – ACESSO A SERVIÇO DE COLETA DE LIXO. .......................................................... 50
QUADRO 9 – INDICADOR A3 – ACESSO A ESGOTAMENTO SANITÁRIO. .............................................................. 54
QUADRO 10 – INDICADOR A4 – COBERTURA VEGETAL. ................................................................................... 57
QUADRO 11 – INDICADOR A5 – ÁREAS PROTEGIDAS POR PLANO DE ORDENAMENTO. ..................................... 59
QUADRO 12 – INDICADOR E1 – RENDA DOS CHEFES DE FAMÍLIA...................................................................... 61
QUADRO 13 – INDICADOR E2 – RENDA DISTRIBUÍDA. ...................................................................................... 64
QUADRO 14 – INDICADOR S1 – DENSIDADE POPULACIONAL. ........................................................................... 67
QUADRO 15 – INDICADOR S2 – CRESCIMENTO POPULACIONAL. ....................................................................... 70
QUADRO 16 – INDICADOR S3 – DENSIDADE INADEQUADA DE MORADORES POR DOMICÍLIO............................. 73
QUADRO 17 – INDICADOR S4 – TAXA DE ALFABETIZAÇÃO............................................................................... 76
QUADRO 18 – INDICADOR S5 – ESCOLARIDADE DOS CHEFES DE FAMÍLIA. ....................................................... 79
QUADRO 19 – INDICADOR I1 – UNIDADES DE SAÚDE........................................................................................ 82
QUADRO 20 – INDICADOR I2 – UNIDADES ESCOLARES. .................................................................................... 85
QUADRO 21 – INDICADORES AMBIENTAIS A DESENVOLVER.............................................................................. 96
QUADRO 22 – INDICADORES ECONÔMICOS A DESENVOLVER. ........................................................................... 96
QUADRO 23 – INDICADORES SOCIAIS A DESENVOLVER..................................................................................... 97
QUADRO 24 – INDICADORES INSTITUCIONAIS A DESENVOLVER........................................................................ 97
QUADRO 25 – RELAÇÃO DE ENDEREÇOS NA INTERNET SOBRE INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL......................................................................................................................................... 99
xii
LISTA DE TABELAS
TABELA 1 – MUNICÍPIOS INTEGRANTES DA REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA. ................................... 44
TABELA 2 – RMF - 2000: OFERTA DE EMPREGOS NA INDÚSTRIA, COMÉRCIO, SERVIÇOS, CONSTRUÇÃO CIVIL E
AGROPECUÁRIA....................................................................................................................................... 44
TABELA 3 – DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM ABASTECIMENTO DE ÁGUA................................ 47
TABELA 4 – DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM ABASTECIMENTO DE ÁGUA – TIPO REDE GERAL –
FORTALEZA – BAIRROS – 2000. .............................................................................................................. 48
TABELA 5 – DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES – DESTINO DO LIXO. .................................................. 51
TABELA 6 – DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM DESTINO DO LIXO – TIPO COLETADO – FORTALEZA
– BAIRROS – 2000. .................................................................................................................................. 52
TABELA 7 – DOMICÍLIOS COM ESGOTAMENTO SANITÁRIO – TIPO REDE GERAL DE ESGOTO OU PLUVIAL........... 54
TABELA 8 – DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES – COM ESGOTAMENTO SANITÁRIO – TIPO REDE GERAL
DE ESGOTO OU PLUVIAL – FORTALEZA – BAIRROS – 2000. ..................................................................... 55
TABELA 9 – COBERTURA VEGETAL – PERCENTUAL EM RELAÇÃO À ÁREA DO MUNICÍPIO. ................................ 57
TABELA 10 – CÁLCULO DAS ÁREAS RELATIVAS ÀS ÁREAS PROTEGIDAS POR PLANO DE ORDENAMENTO. ........ 59
TABELA 11 – RENDA MÉDIA MENSAL DOS CHEFES DE FAMÍLIA E RENDA MÉDIA MENSAL POR SALÁRIO MÍNIMO –
1991/2000 – FORTALEZA. ....................................................................................................................... 61
TABELA 12 – RENDA MÉDIA NOMINAL MENSAL DOS CHEFES DE FAMÍLIA – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS..... 62
TABELA 13 – RENDA DISTRIBUÍDA: R$/PESSOA E SAL.MIN./PESSOA – 1991/2000 – FORTALEZA..................... 64
TABELA 14 – RENDA DISTRIBUÍDA – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS. .............................................................. 65
TABELA 15 – DENSIDADE POPULACIONAL 1970/1980/1991/2000/2010* - FORTALEZA. .................................. 67
TABELA 16 – DENSIDADE POPULACIONAL – FORTALEZA – BAIRROS – 2000. .................................................. 68
TABELA 17 – TAXA MÉDIA GEOMÉTRICA DE CRESCIMENTO ANUAL DA POPULAÇÃO – 1970 ~ 2010 FORTALEZA............................................................................................................................................. 70
TABELA 18 – TAXA MÉDIA GEOMÉTRICA DE CRESCIMENTO ANUAL DA POPULAÇÃO – 1991/2000 – FORTALEZA
– BAIRROS............................................................................................................................................... 71
TABELA 19 – PROPORÇÃO DA POPULAÇÃO EM DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM DENSIDADE
INADEQUADA DE MORADORES POR DORMITÓRIO – 1991/2000 – FORTALEZA. ........................................ 73
TABELA 20 – PROPORÇÃO DA POPULAÇÃO EM DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM DENSIDADE
INADEQUADA DE MORADORES POR DORMITÓRIO – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS................................. 74
TABELA 21 – TAXA DE ALFABETIZAÇÃO DE PESSOAS COM 15 ANOS OU MAIS DE IDADE – 1991/2000 –
FORTALEZA............................................................................................................................................. 76
TABELA 22 – TAXA DE ALFABETIZAÇÃO DE PESSOAS COM 15 ANOS OU MAIS DE IDADE – 2000 – FORTALEZA –
BAIRROS. ................................................................................................................................................ 77
TABELA 23 - PROPORÇÃO DE ESCOLARIDADE DOS CHEFES DE FAMÍLIA COM 15 ANOS OU MAIS DE ESTUDO –
1991/2000 – FORTALEZA. ....................................................................................................................... 79
TABELA 24 - PROPORÇÃO DE ESCOLARIDADE DOS CHEFES DE FAMÍLIA COM 15 ANOS OU MAIS DE ESTUDO –
2000 – FORTALEZA – BAIRROS. .............................................................................................................. 80
TABELA 25 – RELAÇÃO ENTRE POPULAÇÃO RESIDENTE E QUANTIDADE DE UNIDADES DE SAÚDE MUNICIPAIS –
2000 – FORTALEZA. ................................................................................................................................ 82
TABELA 26 – RELAÇÃO ENTRE PESSOAS RESIDENTES POR UNIDADE DE SAÚDE MUNICIPAL ( Pe Us ) – 2000 –
FORTALEZA – BAIRROS........................................................................................................................... 83
TABELA 27 - RELAÇÃO ENTRE POPULAÇÃO RESIDENTE (02 ~ 15 ANOS DE IDADE) E QUANTIDADE DE UNIDADES
ESCOLARES MUNICIPAIS – 2000 – FORTALEZA. ....................................................................................... 85
TABELA 28 - RELAÇÃO ENTRE POPULAÇÃO RESIDENTE (02 ~ 15 ANOS DE IDADE) E QUANTIDADE DE UNIDADES
ESCOLARES MUNICIPAIS – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS. ..................................................................... 86
xiii
SUMÁRIO
RESUMO...................................................................................................................................................... VII
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS................................................................................................VIII
LISTA DE ILUSTRAÇÕES .........................................................................................................................IX
LISTA DE QUADROS ..................................................................................................................................XI
LISTA DE TABELAS ................................................................................................................................. XII
SUMÁRIO ...................................................................................................................................................XIII
1
INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 14
1.1
2
METODOLOGIA ................................................................................................................................ 18
2.1
2.2
2.3
2.4
3
RELAÇÃO DOS INDICADORES UTILIZADOS ..................................................................................... 45
FICHAS TÉCNICAS .......................................................................................................................... 47
CONCLUSÕES .................................................................................................................................... 88
5.1
5.2
5.3
6
LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA .......................................................................................................... 35
ASPECTOS GEO-FÍSICOS ................................................................................................................. 36
ASPECTOS SÓCIO-ECONÔMICOS ..................................................................................................... 43
ANÁLISE DOS INDICADORES........................................................................................................ 45
4.1
4.2
5
REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................................................. 18
MATERIAL TÉCNICO ...................................................................................................................... 28
PROGRAMAS .................................................................................................................................. 29
PROCEDIMENTOS ADOTADOS ......................................................................................................... 30
CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA ...................................................................................................... 35
3.1
3.2
3.3
4
PORQUE A UTILIZAÇÃO DE IDS...................................................................................................... 15
SÍNTESE DO TRABALHO E SUAS CONTRIBUIÇÕES ............................................................................ 88
RESULTADOS OBTIDOS .................................................................................................................. 89
CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................................ 89
BIBLIOGRAFIA.................................................................................................................................. 90
APÊNDICE 1 – RELAÇÃO ENTRE INDICADORES.............................................................................. 92
APÊNDICE 2 – INDICADORES A DESENVOLVER .............................................................................. 96
INDICADORES AMBIENTAIS .......................................................................................................................... 96
INDICADORES ECONÔMICOS ......................................................................................................................... 96
INDICADORES SOCIAIS ................................................................................................................................. 97
INDICADORES INSTITUCIONAIS .................................................................................................................... 97
APÊNDICE 3 – ENDEREÇOS NA INTERNET SOBRE INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL ............................................................................................................................................ 98
ANEXO 1 – MAPA DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA ....................................................................... 100
14
1
Introdução
Tendo em vista a necessidade de se adotar uma abordagem
equilibrada e integrada das questões relativas ao meio ambiente, vários países
convocaram a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento, realizada em 22 de dezembro de 1989.
Tal Conferência resultou em um documento conhecido por AGENDA
21, que reflete um consenso mundial e um compromisso político no que diz
respeito a desenvolvimento e cooperação ambiental.
O documento AGENDA 21 estabelece vários objetivos que deveriam
ser utilizados para promover e/ou acelerar o desenvolvimento sustentável, dentre
os quais podemos destacar: combate à pobreza, dinâmica demográfica e
sustentabilidade, integração entre meio ambiente e desenvolvimento na tomada
de decisões, abordagem integrada do planejamento e do gerenciamento dos
recursos
terrestres,
manejo
ambiental
saudável
dos
resíduos
sólidos,
fortalecimento institucional, a ciência para o desenvolvimento sustentável e de
informação para a tomada de decisões (AGENDA 21, Capítulo 40, seção IV).
O item assinalado por último é de importância fundamental para a
compreensão do Meio Ambiente, onde o ser humano é agente modificador da
paisagem e necessita desta para sua sobrevivência.
No desenvolvimento sustentável, cada pessoa é usuário e provedor de
informação, considerada em sentido amplo, o que inclui dados,
informações e experiências e conhecimentos adequadamente
apresentados. A necessidade de informação surge em todos os níveis,
desde o de tomada de decisões superiores, nos planos nacional e
internacional, ao comunitário e individual. (AGENDA 21, capítulo 40,
introdução).
O Agenda 21 estabelece dois fatores problemáticos com relação aos
dados e informações de índices populacionais/ambientais, a saber: redução das
diferenças em matéria de dados e aperfeiçoamento da disponibilidade da
informação.
15
Outro documento importante para o desenvolvimento sustentável é o
Estatuto da Cidade, que estabelece diretrizes gerais para ordenar o pleno
desenvolvimento das funções sociais, bem como do equilíbrio ambiental (dentre
outras). São diretrizes generalizadas e por este motivo seus instrumentos não
podem ser aplicados da mesma forma em todas as regiões, micro-regiões,
bairros, localidades e comunidades. Faz-se necessário um conhecimento prévio e
detalhado de todas as informações que compõem aquela comunidade, localidade,
bairro,...
Tais considerações tornam incontestável a necessidade de se
pesquisar uma metodologia para a elaboração de indicadores de desenvolvimento
sustentável (IDS), sua aplicação e, posteriormente, a disponibilidade das
informações obtidas. Inclusive, fornecer dados concretos sobre a população, infraestrutura, recursos naturais, poluição ambiental e demais assuntos do Município
para a sociedade de uma forma geral, o que inclusive é uma das diretrizes do
Estatuto da Cidade: capítulo II (do Plano Diretor), Art. 40, Parágrafo 4º - No
processo de elaboração do Plano Diretor e na fiscalização de sua implementação,
os poderes Legislativo e Executivo Municipais garantirão: II – a publicidade
quanto aos documentos e informações produzidos; III – o acesso a qualquer
interessado aos documentos e informações produzidos.
Neste contexto, o GEOPROCESSAMENTO, através do estudo e
utilização de suas ferramentas, pode tornar-se um mecanismo de grande utilidade
à análise ambiental, além de possibilitar mecanismos de consulta que poderão
fundamentar estudos e intervenções urbanas, além de outros trabalhos e
pesquisas acadêmicas.
1.1 Porque a utilização de IDS
Muito se fala em desenvolvimento sustentável sem que se tenha
consciência do dilema que está no âmago dessa expressão. Quase
todos os que repetem incansavelmente o complemento sustentável, o
fazem com a mesma naturalidade com que adotam uma nova gíria [...].
.....................................................................................................................
A pergunta que não pode ser evitada, portanto, é a seguinte: o que
obriga tantos intelectuais, militantes, políticos e governantes a optar por
16
essa qualificação do desenvolvimento? Por que se tornou tão
politicamente incorreto, no curtíssimo intervalo dos últimos quinze anos,
falar em desenvolvimento sem que seja acrescentado o qualificativo
sustentável? (VEIGA, 2003).
É importante enfatizar que durante muito tempo não se fez qualquer
distinção entre as noções de desenvolvimento e crescimento econômico.
Acreditava-se, inclusive, que eram denominações alternativas para o mesmo
fenômeno. Esta idéia foi se desfazendo na medida que surtos periféricos de
crescimento econômico originaram apenas centralidades de prosperidade
cercadas de miséria por todos os lados (África do Sul, Senegal, Costa do Marfim,
México e Brasil).
A clara distinção entre as noções de desenvolvimento e de crescimento
econômico só se legitimou, de fato, a partir de 1990, quando o Pnud
publicou o primeiro Relatório do Desenvolvimento Humano. Por pior que
seja o índice por ele lançado - o IDH - nada pode ser mais didático
quando é necessário explicar que crescimento só engendra
desenvolvimento se seus frutos prolongarem a vida e melhorarem o nível
educacional das populações desfavorecidas (pelo menos). [...] há países
onde elevadíssimos IDH estão associados a desastrosos desempenhos
ambientais. Pelo menos 13 das nações com alto IDH estão entre as
sociedades mais insustentáveis do planeta, como mostra o excelente
trabalho realizado por equipes dos centros de ciência ambiental das
universidades americanas Columbia e Yale, e apresentado ao último
Fórum Econômico Mundial.
....................................................................................................................
Países de alto IDH, como Estados Unidos, Japão, Reino Unido,
Alemanha, Itália, Espanha, Israel, Grécia, República Checa, ou Polônia,
têm um desempenho ambiental tão sofrível que certamente deixariam o
pelotão de frente do desenvolvimento [...] para não falar de alguns casos
como os da Bélgica, da Coréia do Sul e dos Emirados Árabes Unidos,
que são péssimos em matéria de meio ambiente, apesar de terem
elevados IDH. Se a qualidade da base natural do desenvolvimento já
fizesse parte do índice criado para avaliá-lo, a vanguarda ficaria restrita a
um grupo de dez países: Austrália, Canadá, Finlândia, Estônia, Irlanda,
Islândia, Noruega, Nova Zelândia, Suécia, e Suíça. (VEIGA, 2003).
Estas insuficiências, aqui no Brasil, começaram a ser superadas com a
criação do índice de desenvolvimento municipal (IDM), inicialmente aplicado nos
estados: Ceará, Bahia, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Todavia,
ainda não abordam, de forma ampla, aspectos ambientais juntamente com
indicadores de riqueza, longevidade e escolaridade (dentre outros). Desta forma,
“enquanto não houver um IDS (indicador de desenvolvimento sustentável), muita
gente continuará a ‘chamar urubu de meu louro’, ao imaginar que o IDH possa ser
17
uma medida razoável do tão querido desenvolvimento sustentável”. (VEIGA,
2003).
18
2
Metodologia
2.1 Referencial teórico
2.1.1
Geoprocessamento
O termo Geoprocessamento não possui uma definição conformada,
mas pode ser descrito como sendo um conjunto de técnicas computacionais
relacionadas ao manuseio (coleta, armazenamento, tratamento e análise) da
informação espacial.
De acordo com Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o
termo geoprocessamento apresenta um conceito abrangente, pois representa
qualquer tipo de processamento de dados georreferenciados.
'
(
%
!
"
# " $%
&
!
$
)$ *
$
(
&
!
"#
$
%$
&
Figura 1 – Geoprocessamento: conjunto de técnicas.
Fonte: (UNESP, 2000).
Tal
conjunto
de
técnicas
é
formado
por
várias
disciplinas,
aparentemente independentes, onde temos vários profissionais envolvidos,
trabalhando com técnicas diferenciadas. No entanto, os produtos obtidos em uma
determinada etapa do trabalho serão utilizados para a realização de uma outra
tarefa, às vezes pela mesma equipe.
19
A
ciência
do
geoprocessamento
(enquanto
um
conjunto
de
conhecimentos adquiridos ou produzidos) tenta aglutinar tais disciplinas em torno
da característica principal e comum em todas: localização geográfica. Evitando,
desta forma, uma fragmentação dos conhecimentos adquiridos e/ou produzidos
através de métodos, teorias e linguagens próprias de cada disciplina.
2.1.2
SIG – Sistema de Informação Geográfica
Este capítulo trata, basicamente, da conceituação dos Sistemas de
Informação Geográfica e suas principais características quanto às diversas
finalidades de aplicação.
“SIGs são sistemas automatizados usados para armazenar, analisar e
manipular dados geográficos, ou seja, dados que representam objetos e
fenômenos em que a localização geográfica é uma característica
inerente à informação e indispensável para analisá-la”. (CÂMARA, 1996,
p. 21).
Há uma perspectiva multidisciplinar de sua utilização, pois é notória a
existência da multiplicidade de usos, para alguns é um conjunto de ferramentas e
algoritmos que permitem a manipulação de dados geográficos; enquanto outros
priorizam a utilização do sistema, como instrumento de análise de dados
geográficos (suporte/apoio a decisões); dentre outras finalidades.
Os dados de um SIG são, normalmente, armazenados e organizados
sob forma de um banco de dados geográfico. É possível encontrar algum SIG que
armazene os dados geográficos em arquivos internos. No entanto, este tipo de
solução esta sendo substituída cada vez mais pelo uso de SGBD (sistema
gerenciador de banco de dados), pois possibilita uma interface independente aos
dados, com mais recursos aos usuários e maior facilidade de controle e
gerenciamento.
20
Figura 2 – Arquitetura de Sistemas de Informação Geográfica.
Fonte: (INPE, 2000, p. 8).
Pode-se dizer que o processo de utilização de um SIG divide-se em
três etapas distintas: modelagem do mundo real, criação do banco de dados
geográfico e utilização.
A fase de modelagem do mundo real engloba a modelagem de
processos e de dados e consiste em selecionar fenômenos e entidades
de interesse, abstraindo-os e generalizando-os. Diferentes conjuntos de
fenômenos podem ser escolhidos para descrever distintas visões do
mundo, para uma mesma região, em um dado instante. Um banco de
dados geográfico é um repositório da informação coletada
empiricamente sobre os fenômenos do mundo real. A criação de um
banco de dados geográficos exige várias etapas: coleta dos dados
relativos aos fenômenos de interesse identificados na modelagem;
correção dos dados coletados (devido, por exemplo, a erros introduzidos
pelos dispositivos de coleta); e georeferenciamento dos dados
(associando a cada conjunto de dados informação sobre sua localização
geográfica). Esta fase representa uma grande parcela do custo total do
desenvolvimento de um SIG, que pode ser minimizado por uma
modelagem adequada. A fase de operação refere-se tanto ao uso em si
do SIG, quanto ao desenvolvimento de aplicações específicas por parte
dos usuários a partir dos dados armazenados, reconstruindo visões
(particulares) da realidade. (CÂMARA, 1996, p. 24).
A modelagem de dados assume uma importância muito grande na
etapa de definição de qualquer SIG e vai interferir diretamente no resultado final
do trabalho, ou seja, na manipulação dos dados, em (CÂMARA, 1996, p. 24) a
modelagem de dados refere-se ao processo de abstrair os fenômenos do mundo
real para criar a organização lógica do banco de dados.
21
Figura 3 – Integração de dados em SIG: planos de informação.
Existe um processo de evolução dos SIG e, segundo CÂMARA (1996,
p. 26), são classificados em três gerações:
1. Primeira geração: baseada em CAD cartográfico, caracteriza-se por sistemas
herdeiros de tradição cartográfica, com suporte de bancos de dados limitado e
cujo paradigma típico de trabalho é o mapa (chamado de cobertura ou de
plano de informação). Esta classe de sistemas é utilizada principalmente em
projetos isolados, sem a preocupação de gerar arquivos digitais de dados.
Esta geração também pode ser caracterizada como sistemas orientados a
projeto (project-oriented GIS).
2. Segunda geração: baseada em bancos de dados geográficos, chegou ao
mercado no início da década de 90 e caracteriza-se por ser concebida para
uso em ambientes cliente-servidor, acoplado a gerenciadores de bancos de
dados relacionais e com pacotes adicionais para processamento de imagens.
Desenvolvida em ambientes multiplataforma com interfaces em janelas, esta
geração também pode ser vista como sistemas para suporte a instituições.
3. Terceira geração: baseada em bibliotecas digitais geográficas ou centros de
dados geográficos, caracterizada pelo gerenciamento de grandes bases de
dados geográficos, com acesso através de redes locais e remotas, públicas ou
22
privadas. Para esta terceira geração, o crescimento dos bancos de dados
geográficos e a necessidade de seu compartilhamento com outras instituições
requerem o recurso de tecnologias como bancos de dados distribuídos e
federativos. Estes sistemas deverão seguir os requisitos de interoperabilidade,
de maneira a permitir o acesso de informações espaciais por SIGs distintos. A
terceira geração pode ainda ser vista como o desenvolvimento de sistemas
orientados à troca de informações entre uma instituição e os demais
componentes da sociedade (society-oriented GIS).
Quadro 1 – Evolução da tecnologia dos Sistemas de Informação Geográfica.
Tecnologia
Uso principal
Ambiente
Sistemas
1ª Geração
(1980 – 1990)
CAD, cartografia
desenho de mapas
projetos isolados
pacotes separados
2ª Geração
(1990 – 1997)
BD, imagens
análise espacial
cliente – servidor
sistema integrado
3ª Geração
(1997 – ?)
sist. distribuídos
centro de dados
multi-servidores
interoperabilidade
Fonte: (CÂMARA, 1996, p. 27).
Os Sistemas de Informação Geográfica enquadram-se em uma
categoria de estudos da ciência da computação conhecida como Tecnologia da
Informação (TI), composta por cinco elementos:
1. equipamentos: componentes eletro-eletrônicos, para entrada dos dados,
processamento, comunicação, saída das informações e demais tarefas
computacionais;
2. programas: interface de manipulação dos dados entre os usuários e os
equipamentos;
3. pessoas: técnicos e especialistas responsáveis pela manipulação dos dados;
4. dados: arquivos compugráficos selecionados para compor o SIG;
5. métodos: planos de informação e regras que implementam as práticas
operacionais e metodológicas de cada finalidade.
23
&
"
"
" (
"
)!
"
( !+ $%
" &
&
'
!
'
&
(
,
-
!
*
"
)!
( )#
"
& !$
"
*
"
&
$%
( )#
.
Figura 4 – características de um SIG.
Fonte: (ROCHA, 2000) - com adaptações.
Existem inúmeras aplicações para a utilização dos SIGs, dentre elas
podemos destacar:
1. sócio-econômicas: inventário de cadastros imobiliários rurais ou urbanos,
definição de uma política para uso de solo, aplicações envolvendo serviços de
utilidade pública (redes de telefonia, eletricidade, esgotos, transportes etc.),
sistemas de auxílio à navegação, estudos de marketing, alocação de recursos
em geral para manutenção ou expansão da infra-estrutura de uma região;
2. aplicações ambientais: sistemas de informação de solos, modelagem climática
e ambiental, previsão numérica do tempo, monitoração de desflorestamento e
monitoração da emissão e ação de poluentes, identificação e mapeamento
mineral e petrolífero, planejamento e supervisão de redes hidroelétricas,
gerenciamento costeiro e marítimo, e sistemas de informação de recursos
hidrológicos;
24
3. planejamento territorial: planejamento urbano de controle e uso do solo,
sistemas de tráfego, planejamento de ações da defesa civil, cadastro técnico
de imóveis, localização de equipamentos.
2.1.3
IDS – Indicadores de Desenvolvimento Sustentável
A expressão “desenvolvimento sustentável” começou a ser utilizada a
partir de 1980 e consagrou-se em 1987, através da Comissão Mundial sobre Meio
Ambiente, que produziu um documento básico para sua definição e princípios que
lhe dão fundamento. O Relatório “Nosso Futuro Comum” (Relatório Brundtland)
apresenta a seguinte definição: “o desenvolvimento sustentável é um processo de
transformação no qual a exploração dos recursos, a direção dos investimentos, a
orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se
harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender às
necessidades e aspirações futuras..., é aquele que atende às necessidades do
presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as
suas próprias necessidades”.
!
!
"+
!
!
"+
"+
"+
Figura 5 – Aspectos determinantes do desenvolvimento sustentável.
De
acordo
com
trabalho
desenvolvido
pela
Comissão
de
Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, para a formação do
desenvolvimento sustentável contribuem quatro categorias, a saber: aspectos
institucionais, que compreendem a estrutura e funcionamento das instituições; os
25
aspectos econômicos, nas suas diferentes escalas; os aspectos sociais e os
aspectos ambientais.
Os indicadores e índices podem ser utilizados em um conjunto
diversificado de aplicações, de acordo com os objetivos determinados. Podemos
destacar:
•
atribuição de recursos: suporte de decisões, ajudando os gestores na
atribuição de fundos, alocação de recursos e determinação de prioridades;
•
classificação de locais: comparação de condições em diferentes locais ou
áreas geográficas;
•
análise de tendências: aplicação de séries de dados para detectar tendências
no tempo e no espaço;
•
informação ao público: informação ao público sobre os processos de
desenvolvimento sustentável;
•
investigação científica: aplicações em desenvolvimentos científicos servindo
nomeadamente de alerta para a necessidade de investigação científica mais
aprofundada.
Em SIDS (2000, p. 10) apresentam-se alguns dos principais conceitos
associados à utilização de indicadores e índices de desenvolvimento sustentável
e tornam-se compreensíveis algumas das dúvidas que a aplicação deste tipo de
ferramenta pode sugerir:
•
parâmetro: corresponde a uma grandeza que pode ser medida com precisão
ou avaliada qualitativamente/quantitativamente, e que se considera relevante
para
a
avaliação
dos
sistemas
ambientais,
econômicos,
sociais
e
institucionais;
•
indicador:
parâmetros
selecionados
e
considerados
isoladamente
ou
combinados entre si, sendo de especial pertinência para refletir determinadas
condições dos sistemas em análise (normalmente são utilizados com pré-
26
tratamento, isto é, são efetuados tratamentos aos dados originais, tais como
médias aritméticas simples, percentuais, medianas, entre outros);
•
subíndice: constitui uma forma intermediária de agregação entre indicadores e
índices, pode utilizar métodos de agregação tais como os discriminados para
os índices.
•
índice: corresponde a um nível superior de agregação, onde depois de
aplicado um método de agregação aos indicadores e/ou aos sub-índices é
obtido um valor final; os métodos de agregação podem ser aritméticos (e.g.
linear, geométrico, mínimo, máximo, aditivo) ou heurísticos (e.g. regras de
decisão); os algoritmos heurísticos são normalmente preferidos para
aplicações de difícil quantificação, enquanto os outros algoritmos tendem a
parâmetros facilmente quantificáveis.
De acordo com a origem semântica da palavra “indicador” (do latim
indicare), esta representa algo a salientar ou revelar. Os indicadores e índices
podem ser vistos como o topo de uma pirâmide, na qual a base é representada
pela informação original coletada (não tratada). De uma forma geral, os
indicadores são ferramentas constituídas por uma ou mais variáveis associadas
de diversas formas e que têm como objetivo de sua utilização a possibilidade de
revelar significados mais amplos sobre os fenômenos a que se referem.
Figura 6 – Pirâmide de agregação das informações.
Fonte: (SIDS, 2000, p. 10).
27
A agregação e quantidade de informação que se deve disponibilizar
para que o público alvo possa fazer suas leituras e interpretações, também pode
ser representada pelo tipo de pirâmide.
Figura 7 – Agregação de informação associada ao tipo de usuário.
Fonte: (SIDS, 2000, p. 11).
Ao ser seleccionado um indicador e/ou ao construir um índice, tal como
quando se utiliza um parâmetro estatístico, ganha-se em clareza e
operacionalidade e perde-se em detalhe da informação. Os indicadores e
os índices são projectados para simplificar a informação sobre
fenômenos complexos de modo a melhorar a comunicação. (SIDS, 2000,
p. 11)
De acordo com SIDS (2000, p. 14) a utilização de indicadores e índices
nas mais diversas áreas setoriais tem estado desde sempre rodeada de alguma
controvérsia no âmbito técnico/científico, em face das simplificações que são
efetuadas na aplicação destas metodologias. As eventuais perdas de informação
têm constituído um entrave à adoção de forma generalizada e consensual dos
sistemas de indicadores e índices. Apresenta-se, a seguir, uma síntese de
algumas das principais vantagens e limitações da aplicação destes métodos.
28
Quadro 2 – Síntese de algumas vantagens e limitações da aplicação de indicadores e índices de
desenvolvimento sustentável.
Vantagens
- avaliação dos níveis de desenvolvimento
sustentável;
- capacidade de sintetizar a informação de
caráter técnico/científico;
- identificação das variáveis-chave do sistema;
- facilidade de transmitir a informação;
- bom instrumento de apoio à decisão a aos
processos de gestão ambiental;
- sublinhar a existência de tendências;
- possibilidade de comparação com padrões
e/ou metas pré-definidas.
Limitações
- inexistência de informação base;
- dificuldades na definição de expressões matemáticas
que melhor traduzam os parâmetros selecionados;
- perda de informação nos processo de agregação dos
dados;
- diferentes critérios na definição dos limites de variação
do índice em relação às imposições estabelecidas;
- ausência de critérios robustos para seleção de alguns
indicadores;
- dificuldade na aplicação em determinadas áreas como o
ordenamento do território e a paisagem.
Fonte: (SIDS, 2000, p. 14).
2.2 Material técnico
Para o desenvolvimento da metodologia proposta é necessário e
imprescindível a utilização de ferramentas computacionais, como já fora
justificado anteriormente, sendo estas dividas em:
2.2.1
Material digital
É composto por todos os dados trabalhados e/ou transformados em
meio digital, sejam dados cartográficos ou dados alfanuméricos. Vale salientar do
cuidado
na
obtenção
dos
dados,
sugerimos
consultas
em
instituições
reconhecidamente idôneas e isentas de qualquer espécie de manipulação dos
dados requeridos.
2.2.2
Equipamentos
De importância fundamental no desempenho das atividades, sugerimos
a utilização do equipamento descrito a seguir; no entanto, é possível a aplicação
da metodologia adotada em um equipamento de menor capacidade. Vale
salientar que os programas utilizadas necessitam que as configurações dos
equipamentos sejam
compatíveis com as versões dos mesmos devido à
característica de compatibilidade ascendente.
29
Microcomputador padrão AT, placa mãe SiS on-board pc 133,
processador Intel Pentium II 500 Mhz, memória RAM 133 de 256 Mb, disco rígido
padrão IDE de 20 Gb, CD-R de 24x, CD-RW de 52-24-52x, disco removível
padrão “flash memory” de 256 Mb com conexão USB, mouse padrão PS2 e
teclado padrão ABNT.
Monitor de vídeo SVGA de 15” tela plana, 8 Mb disponível para
memória de vídeo (controladora on-board), resolução de 1.024 x 768 e 32 bits de
cores (True Color).
Impressora jato de tinta, colorida, com resolução de 1.200 x 1.200 dpi
(máxima).
2.3
Programas
Plataforma operacional: Sistema Operacional Microsoft Windows 2000
Server (português), versão 5.0, compilação 2195. Trata-se de um sistema estável
e, se adequadamente configurado, bastante confiável.
Sistema de Informação Geográfica: Sistema de Processamento e
Recuperação de Informações Geográficas (SPRING), versão 3.06.03. É uma
ferramenta completa, com funções de processamento digital de imagens, análise
espacial, modelagem numérica, consulta à banco de dados espacial, módulo de
geoestatística, elaboração de gráficos, dentre outras. É de livre distribuição, o que
permite sua utilização sem a aquisição de licenças. Pode ser adquirido através do
endereço do INPE (www.dpi.inpe.br), inclusive com manual, tutorial e demais
documentos relacionados com a utilização do programa e conceitos sobre
geoprocessamento.
Banco de dados: MS-Access, parte integrante do Microsoft Office 2002.
Dentre as opções de gerenciamento de banco de dados oferecidas pelo SPRING,
é a mais versátil de se trabalhar, permite fazer consultas, seleções,
relacionamentos entre tabelas,...
30
Edição de textos: MS-Word, parte integrante do Microsoft Office 2002.
Oferece recursos que facilitam a edição e formatação do documento.
Edição de tabelas e gráficos: SPRING e MS-Excel. O SPRING possui
módulos de elaboração de gráficos (tortas, barras, dispersão, dentre outros). O
MS-Excel mostrou-se eficiente para a montagem das tabelas e visualização dos
gráficos, possuindo maior variedade de modelos a serem utilizados.
2.4 Procedimentos adotados
2.4.1
Levantamento dos dados existentes
Foram utilizados, na elaboração desta metodologia, dados existentes
na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Infra-estrutura (SEINF) da Prefeitura
Municipal de Fortaleza. Dentre os quais podemos destacar:
•
Delimitação cartográfica dos bairros, com respectivas toponímias e códigos;
•
Dados relativos ao Censo Demográfico realizado pelo IBGE (1991 e 2000).
2.4.2
Criação do banco de dados
O SPRING, como já foi mencionado, foi o programa utilizado para
montagem e gerenciamento do banco de dados. Dentre as opções que o SPRING
disponibiliza para gerenciamento dos dados, optou-se pelo uso do Access,
também justificado anteriormente.
Os dados trabalhados e apresentados estão agrupados no nível de
Bairro e todas as informações mostradas nas tabelas e mapas compõem-se do
agrupamento de vários setores censitários, ou seja, o agrupamento de vários
setores censitários delimitam os bairros. Sendo assim, para obtermos uma
determinada informação sobre um bairro, tivemos que agrupar os setores
censitários que compõem o bairro e calcular os valores relativos aos setores em
questão.
31
2.4.3
Modelagem dos dados
A modelagem conceitual dos dados geográficos é o processo de
representação da realidade de forma abstrata (simplificada), por isso denominada
de processo de abstração da realidade.
Trabalhamos com dados do tipo “cadastral”, que têm a peculiaridade
de representar a distribuição espacial de uma determinada característica ou
fenômeno espacial/territorial. É composto por elementos distintos e bem definidos
(objetos geográficos), todos relacionados com atributos não-espaciais (banco de
dados).
A delimitação geográfica (territorial) dos Bairros, enquanto unidades de
informação deste trabalho, compõem o que chamamos de objeto geográfico
(Geo-objeto) e está relacionado a um atributo não-espacial, chamado de
identificador, vinculado ao banco de dados que possui algumas características
dos geo-objetos.
Vale salientar que não temos o objetivo, neste momento, de
aprofundarmos os conceitos relativos à modelagem de dados, no entanto um
estudo completo e específico pode ser encontrado em (DAVIS, 2002).
2.4.4
Informações tabulares e gráficos
Para melhor compreensão da metodologia adotada na elaboração dos
indicadores, estes receberam tratamento apropriado em forma de tabelas,
gráficos, sendo caracterizados pela uniformidade nas suas apresentações.
Utilizamos, inclusive, cálculos matemáticos elementares no sentido de
obter valores que representassem com fidedignidade os indicadores correlatos,
dentre os quais podemos citar: médias aritméticas, percentuais, estimativas de
projeção, percentuais,...
32
Os gráficos apresentados vêm reforçar e melhorar a compreensão das
informações representadas nas tabelas, para isso utilizamos gráficos de: barra,
circulares, tendências, comparativos e dispersão.
2.4.5
Informações geográficas
As informações geográficas estão representadas na forma de mapas
temáticos, com o objetivo de representar a distribuição espacial de um
determinado fenômeno, no caso indicadores de desenvolvimento sustentável,
ressaltando suas inter-relações espaciais.
Mesmo sabendo das limitações e distorções apresentadas pela
utilização de mapas coropléticos (polígonos coloridos), sua utilização é viável no
sentido de obter uma resposta do SIG mais rápida, diríamos até quase como um
esboço, uma versão preliminar da espacialização de determinado fenômeno no
território geográfico. De acordo com Martin (1995 apud RAMOS, 2002, p. 39): “a
excessiva fragmentação do território no modelo de polígonos impõem limitações
na percepção da totalidade do fenômeno. Assim, a compreensão do território não
pode estar restrita a este tipo de representação, deve-se complementar esta visão
com representações do espaço intra-urbano através de imagens e superfícies”.
2.4.6
Padrão de documento utilizado
Para melhor facilitar a compreensão das informações a serem
analisadas (tabelas, gráficos e mapas), demonstraremos o padrão utilizado para a
representação dos indicadores de desenvolvimento sustentável, de forma a tornar
mais proveitosa a leitura e dirimir eventuais dúvidas dos leitores.
•
Tabelas:
Dividem-se em dois tipos: tabela geral, comparativa entre os dados
relativos aos anos de 1991 e 2000 (alguns indicadores possuem também 1970 e
1980), demonstra uma evolução do indicador; tabela detalhada, relativa somente
ao ano de 2000, demonstra as informações dos indicadores em cada bairro,
expressa em valores e percentuais.
33
•
Gráficos:
Com o intuito de ressaltar e/ou comparar as informações dos
indicadores, utilizamos, basicamente, três tipologias de gráficos: barras, para
indicar comparação entre os valores obtidos nos anos de 1991/2000; circulares,
para indicar comparação de valores dentro de um mesmo universo; dispersão,
para realizar distribuição da freqüência de um determinado indicador no espaço
em função de outro indicador distinto.
•
Mapas:
Os mapas temáticos são compostos por duas partes:
Área gráfica: trata da representação espacial do indicador, onde será
atribuída uma cor que preencherá toda a superfície delimitada pelo bairro, estes
serão agrupados de acordo com os valores que representam (agrupamento em
classes);
! " # $ %
#
%&
*!+ + + %
#
#+ #
& # # %
%# )
'(
34
Legenda: demonstra os valores de cada classe de agrupamento dos
bairros, as cores mais claras indicam proximidade à média dos valores
demonstrados, enquanto as mais escuras indicam distanciamento em relação à
média.
/
#
#
# #
+%
/
)
(
"
& /
)
(
!
9
/
$ %
#
#
,#
#
#
,#
/
$ %
+
3
+
#
,# 1
+%
# # 2 ,# 1
#
+
"
%
,# # #
-+
#
+
0 +
/ # #
/ *!+
+ + %
(
"
4
)
%
9
:
#
'
, -. / 0112
, 30 / -.2
, 4. / 302
, 506.3 / 4.2
, 74 / 506.32
, 07 / 742
81 / 072
#
#
%5 #
%&
) '(
# +
#
.
#+ # 1
35
3
Caracterização da área
3.1 Localização geográfica
O Município de Fortaleza (área escolhida para aplicação da
metodologia desenvolvida neste documento) é a capital do Estado do Ceará.
Localiza-se junto ao litoral, mais precisamente entre as coordenadas de 3° 40’ e
3° 53’ de latitude sul; e 37° 23’ e 37° 39’ de longitude oeste, sendo considerada a
mais importante cidade do estado.
6
+7
# 8
%5
(%
& !
#
7
#
7)
) +
Figura 8 – Mapa de localização geográfica do Município de Fortaleza.
Fonte: INPE. Atlas BR – com adaptações.
36
3.2 Aspectos geo-físicos
As informações apresentadas a seguir foram selecionadas da Síntese
Diagnóstica do Municio de Fortaleza, documento integrante dos trabalhos de
revisão
do
Plano
Diretor
de
Desenvolvimento
Urbano
Ambiental
(PDDUA.FOR.2004).
3.2.1
Compartimentação do relevo / Geomorfologia
É representada basicamente por quatro domínios geomorfológicos:
planície litorânea, planície aluvial, glacis ou tabuleiros pré-litorâneos e maciços ou
cristas residuais; cujos limites são estabelecidos com base na homogeneidade
das formas de relevo, posicionamento altimétrico, estrutura geológica, atividade
tectônica, além das características do solo e vegetação.
Figura 9 – Mapa de relevo (técnica de sombreamento).
Fonte: PDDUA.FOR.2004 - PMF – SEINF – GEOPROCESSAMENTO.
• Planície litorânea: situada entre as desembocaduras do Rio Cocó
e Rio Ceará, com aproximadamente 30 km de extensão. Concentra na Planície
37
Litorânea elevado estoque de sedimentos quaternários, desenvolvidos por
processos morfogenéticos de acumulação, modelados por processos eólicos,
marinhos e fluviais. Destacam-se, também, os estuários do Rio Cocó e Rio Ceará
e a grande concentração de lagoas com alimentação fluvial, como as Lagoas do
Papicu, Precabura, dentre outras.
• Planície aluvial: são formas de acumulação que ocorrem ao
longo das várzeas, dos rios e do entorno das lagoas. Formam as superfícies
topograficamente mais baixas constituindo as faixas de acumulação aluviais que
são estreitas quando no domínio dos terrenos cristalinos e mais possantes sobre
as coberturas sedimentares.
• Glacis ou tabuleiro pré-litorâneo: distribui-se como uma faixa de
largura variável no centro, sul, sudoeste e sudeste do Município. Forma uma
superfície plana com caimento topográfico suave em direção ao mar, constituído
por sedimentos pertencentes à formação Barreiras. São terrenos pouco
vulneráveis as erosões do solo.
• Maciços ou cristas residuais: ocupam uma área muito pequena a
sul e sudoeste do Município, em trechos das bacias do Rio Cocó e Rio
Maranguapinho. Essa unidade é constituída por rochas Granito-Migmatiticas e
Rochas Vulcânicas Alcalinas formadas a partir da erosão diferencial que rebaixou
as áreas circundantes de constituição litológicas menos resistentes. Apresentamse dessecados em feições de topos aguçados, relevos tabulares e forma de
inselbergs.
3.2.2
Declividade
O
município
de
Fortaleza
apresenta
conformação
topográfica
constituída predominantemente de planícies com uma altitude média de 15
metros, tendo como referência o nível do mar. As áreas de maiores altitudes são
as dunas localizadas na Praia do Futuro, Sabiaguaba e Barra do Ceará com
declividade variando de 20 a 70 %.
38
Figura 10 – Mapa de declividade.
Fonte: PDDUA.FOR.2004 - PMF – SEINF – GEOPROCESSAMENTO.
3.2.3
Aspectos climatológicos
•
Clima: de acordo com a classificação de Köppen, o clima na
área em estudo é do tipo Aw, característico de “clima tropical chuvoso”, com dois
períodos distintos, correspondendo um deles ao período seco, que se prolonga
por sete a oito meses, e outro, ao período chuvoso, que na maioria das vezes,
não ultrapassa cinco meses. Segundo Gaussen, a área em estudo enquadra-se
no tipo 4 bth, com clima tropical quente seco médio, seco de inverno, com índice
xerotérmico entre 100 e 150, apresentando de 5 a 6 meses secos.
•
Pluviometria: o comportamento da chuva no litoral do Ceará é
classificado como climaticamente anômalo, e na Região Metropolitana de
Fortaleza, particularmente, esta anomalia climática é decorrente da atuação dos
sistemas geradores de precipitação, que não apresentam uma periodicidade de
ocorrência bem definida, mas com precipitação média anual na estação
39
pluviométrica de Fortaleza sendo da ordem de 1.600 mm, sendo que 91,88%
dessa precipitação esta concentrada no período entre janeiro e julho.
•
Temperatura: possui uma grande estabilidade durante todo o
ano, em função da baixa latitude, da proximidade do mar e da monotonia do
relevo. A temperatura média anual é de 26,6 °C e a média das máximas é de 31
°C e a média das mínimas de 22,5 °C, o que corresponde a uma amplitude anual
de 8,5 °C.
•
Umidade relativa do ar: possui um alto índice de umidade
relativa devido à influência marítima e a taxa de evaporação. A média anual da
umidade relativa do ar fica em torno de 78,3%, com médias mínimas de 70% e
máximas de 86%. O clima é úmido durante todo o ano, oscilando segundo o
regime pluvial.
•
Insolação: possui média em torno de 2.900 a 3.000 horas de
sol/ano. O valor médio de horas de sol é de 8 horas/dia, atingindo seu máximo de
setembro a novembro, quando ultrapassa as 9 horas. O valor mínimo da
insolação é de 6 a 7 horas/dia de radiação solar e ocorre geralmente no mês de
março. A taxa de insolação e a radiação solar possuem altos índices e
conseqüentemente, produzem altas taxas de energia solar, condicionando
elementos como temperatura, evaporação e luminosidade.
•
Evaporação: possui altas taxas de evaporação devido às
elevadas temperaturas e a intensa radiação solar, além dos constantes ventos
que atuam na área. Elas atingem seu ponto máximo no mês de outubro. A taxa de
evaporação anual é da ordem de 1.469 mm.
•
Ventos: as direções predominantes são de sudeste e leste,
sendo a intensidade mais elevada nos meses de agosto, setembro e outubro, com
maior intensidade no mês de setembro. A velocidade média anual é de 3,8 m/s. e
o mês de setembro possui a maior velocidade média, que chega a 5,5 m/s.
40
3.2.4
Recursos hídricos e bacias hidrográficas
A área do município foi dividida em três bacias de drenagem:
• Bacia A – Vertente marítima: compreende a faixa de terra
localizada entre as desembocaduras dos Rios Cocó e Ceará, com topografia
favorável ao escoamento das águas para o mar. É dividida em sete sub-bacias,
onde podemos destacar: A1 – Lagoa do Mel, A2 – Riacho Jacarecanga, A3 –
Riacho Pajeú, A6 – Riacho Maceió/Papicu.
Figura 11 – Mapa de bacias hidrográficas.
Fonte: PDDUA.FOR.2004 - PMF – SEINF – GEOPROCESSAMENTO.
• Bacia B – Rio Cocó: pode ser considerada a mais importante
bacia hidrográfica, com uma extensão de aproximadamente 199,70 km², que
equivale a 63,6 % da área territorial do Município. Possui como principal recurso
hídrico o Rio Cocó e apresenta-se com uma grande quantidade de lagoas. É
dividida em seis sub-bacias, onde podemos destacar: B2 – Rio Cocó, B3 – Açude
Uirapuru, B4 – Lagoa Messejana, B6 – Lagoa Precabura.
41
• Bacia C – Rio Maranguapinho: Corresponde à faixa norte-sul do
município, indo de um local próximo à foz do Rio Ceará (limite ao norte) até o
Bairro Siqueira (limite ao sul). Por ser uma área de alta densidade populacional,
com predomínio de habitações de baixa renda, observa-se uma ocupação
desordenada e assoreamento das margens dos recursos hídricos. É dividida em
seis sub-bacias, onde podemos destacar: C1 – Riacho Correntes, C3 – Açude da
Agronomia / Lagoa Parangaba, C8 – Rio Maranguapinho.
• Bacia D – Rio Pacoti: representa uma parcela muito pequena do
território de Fortaleza, é a desembocadura do Rio Pacoti (extremo oeste).
Compreende uma área de planície flúvio-marinha, caracteriza-se pela presença
de dunas e vegetação de mangue.
3.2.5
Caracterização de solos
No território do município de Fortaleza há uma grande variedade de
tipologias de solos, dentre as quais podemos destacar:
• Argissolos vermelho-amarelos (classificação antiga: podzólico
vermelho-amarelo
distrófico):
ocorrem
predominantemente
na
faixa
dos
Tabuleiros Pré-litorâneos, em relevo de plano a suavemente ondulados nos
domínios dos sedimentos da formação Barreiras. Destaca-se por apresentar-se
em aproximadamente 61% do território municipal (192,3 km²).
• Planossolos (classificação antiga: solos holomórficos): este
grupo engloba o solonetz solodizados, solonchak sódicos e solos indiscriminados
de mangue. Este tipo de solo ocorre nas zonas pré-litorânea e litorânea
especialmente nas desembocaduras dos rios e ao longo dos seus cursos e nas
margens de lagoas próximas ao litoral.
• Neossolos flúvicos (classificação antiga: solos aluviais): são
formados por sedimentos fluviais recentes, distribuindo-se ao longo das planícies
dos principais rios e seus contribuintes como riachos e lagoas.
42
Figura 12 – Mapa de tipologia de solos.
Fonte: PDDUA.FOR.2004 - PMF – SEINF – GEOPROCESSAMENTO.
• Neossolos
quartzosas
distróficas):
quartzarênicos
distribuem-se
na
(classificação
faixa
litorânea
antiga:
e
areias
pré-litorânea,
normalmente estão associadas a Areias marinhas e Solos Podzólico vermelhoamarelo distrófico. Desenvolveram-se a partir do sedimento da formação
Barreiras.
• Neossolos (classificação antiga: areias quartzosas marinhas
distróficas): situam-se na planície litorânea (campo de dunas) formando, através
da ação do vento, uma estreita faixa que acompanha paralelamente a linha da
costa. São solos de fertilidade muito baixa, profundos a muito profundos e bem
drenados.
3.2.6
Cobertura vegetal
É composta por elementos naturais: vegetação pioneira, mata à
retaguarda de dunas, vegetação de tabuleiro litorâneo, vegetação de mangue,
43
vegetação ribeirinha e vegetação lacustre; e antrópicas, que ocupam maior
extensão do território, localizadas nas praças, jardins, vias e áreas livres.
Figura 13 – Mapa de cobertura vegetal.
Fonte: PDDUA.FOR.2004 - PMF – SEINF – GEOPROCESSAMENTO.
3.3 Aspectos sócio-econômicos
No contexto estadual, o Município de Fortaleza agrega um conjunto de
relações sócio-econômicas que o transformam em um município centralizador de
ações e atenções, pois da mesma forma que contribui com maior percentual de
arrecadação de tributos, possui um maior número de problemas urbanos.
Podemos destacar alguns itens (Fortaleza x Ceará): 30% da população, 0,2% da
área territorial, 78% da arrecadação de tributos, 51% dos equipamentos
industriais, 39% do PIB, 70% dos empregos, 55% da frota de veículos e 45% do
consumo de energia.
O Município de Fortaleza, devido a sua grande importância na
economia do Estado, agrega uma série de outros municípios, formando a Região
Metropolitana de Fortaleza (RMF), composta por:
44
Tabela 1 – Municípios integrantes da Região Metropolitana de Fortaleza.
Área
km² % do total
Municípios
Habitantes
2003 % do total
Densidade
hab / km²
Aquiraz
482,80
9,55%
67.530
2,10%
139,87
Caucaia
1.195,60
23,65%
286.577
8,90%
239,69
308,30
6,10%
21.006
0,65%
68,13
Eusébio
78,00
1,54%
35.148
1,09%
450,62
Fortaleza
313,94
6,21%
2.282.513
70,89%
7.270,54
Guaiuba
271,30
5,37%
22.302
0,69%
82,20
Horizonte
271,30
5,37%
41.872
1,30%
154,34
Itaitinga
155,30
3,07%
31.991
0,99%
205,99
98,60
1,95%
191.857
5,96%
1.945,81
Maranguape
654,80
12,95%
92.379
2,87%
141,08
Pacajus
241,90
4,78%
49.960
1,55%
206,53
Pacatuba
138,00
2,73%
58.757
1,82%
425,78
São Gonçalo
845,80
16,73%
37.710
1,17%
44,59
100%
Total RMF
5.055,64
3.219.602
Fonte: Síntese do Plano de Governo do Estado do Ceará – 2003/2006.
100%
636,83
Chorozinho
Maracanaú
Se compararmos a quantidade de empregos ofertados nos Municípios
da RMF, veremos que existe uma grande diferença entre os valores, o que
certamente é um dos motivos que justifica a intensa migração para Fortaleza.
Tabela 2 – RMF - 2000: oferta de empregos na indústria, comércio, serviços, construção civil e
agropecuária.
Municípios
Indústria
Empregos % do total
Comércio
Empregos % do total
Serviços
Empregos % do total
Construção civil
Empregos % do total
Pesca e agropecuária
Empregos % do total
Aquiraz
1.869
1,12%
266
0,21%
4.555
0,90%
256
0,61%
3.878
Caucaia
4.630
2,77%
2.511
2,00%
13.226
2,62%
985
2,36%
722
4,44%
Chorozinho
1.343
0,80%
83
0,07%
819
0,16%
0
0,00%
65
0,40%
Eusébio
23,85%
506
0,30%
505
0,40%
9.098
1,81%
187
0,45%
180
1,11%
Fortaleza
122.984
73,60%
116.582
92,96%
443.607
88,03%
38.537
92,31%
5.658
34,80%
Guaiuba
130
0,08%
60
0,05%
1.050
0,21%
0
0,00%
217
1,33%
4.891
2,93%
217
0,17%
3.007
0,60%
106
0,25%
1.722
10,59%
0,00%
Horizonte
394
0,24%
204
0,16%
1.219
0,24%
17
0,04%
0
Maracanaú
Itaitinga
19.785
11,84%
3.542
2,82%
13.850
2,75%
1.188
2,85%
1.448
8,91%
Maranguape
6.251
3,74%
628
0,50%
5.945
1,18%
63
0,15%
1.083
6,66%
4,09%
Pacajus
2.146
1,28%
460
0,37%
2.510
0,50%
48
0,11%
665
Pacatuba
2.000
1,20%
170
0,14%
2.614
0,52%
10
0,02%
504
3,10%
177
0,11%
181
0,14%
2.448
0,49%
352
0,84%
117
0,72%
167.106
100%
125.409
100%
503.948
100%
41.749
100%
16.259
100%
São Gonçalo
Total RMF
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego; Relação Anual de Informações Sociais 2000 (RAIS/2000).
45
4
Análise dos Indicadores
Não é nosso objetivo, nesta análise, conceber um conjunto acabado de
Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, muito menos esgotar todas as
possibilidades a que se propõem. Pelo contrário, procurou-se criar uma
plataforma estruturada e bem conceituada da metodologia de utilização dos
indicadores, que possam ser agregados (futuramente) eventuais sugestões de
novos indicadores e aperfeiçoamento dos já utilizados.
4.1 Relação dos Indicadores utilizados
Como já foi mencionado anteriormente, de acordo com a amplitude do
conteúdo dos indicadores de desenvolvimento sustentável, consideram-se
essencialmente quatro categorias:
4.1.1
Indicadores ambientais
Cód.
A1 B
A2 B
A3 B
A4
A5
Setor
Água doce
Resíduo
Resíduo
Solo
Conservação da natureza
Nome
Acesso a sistema de abastecimento de água
Acesso a serviço de coleta de lixo
Acesso a esgotamento sanitário
Cobertura vegetal
Áreas protegidas por Plano de Ordenamento
Fonte(s)
IBGE
IBGE
IBGE
SEINF
SEINF; IBAMA
Quadro 3 – Relação dos indicadores ambientais1
4.1.2
Indicadores econômicos
Cód.
E1 B
E2 B
Renda
Renda
Setor
Nome
Renda dos chefes de família
Renda distribuída
Fonte(s)
IBGE
IBGE
Quadro 4 – Relação dos indicadores econômicos.
1
A letra “B” na coluna do código do indicador representa que as informações estão agregadas por bairro.
46
4.1.3
Indicadores sociais
Cód.
S1 B
S2 B
S3 B
S4 B
S5 B
Setor
População
População
População
Educação
Educação
Nome
Densidade populacional
Crescimento populacional
Densidade inadequada de moradores p/ dormitório
Taxa de alfabetização
Escolaridade dos chefes de família
Fonte(s)
IBGE
IBGE
IBGE
IBGE
IBGE
Quadro 5 – Relação dos indicadores sociais.
4.1.4
Indicadores institucionais
Cód.
I1
I2
Saúde
Educação
Setor
Unidades de saúde
Unidades escolares
Quadro 6 – Relação dos indicadores institucionais.
Nome
Fonte(s)
SEINF
SEINF
47
4.2 Fichas técnicas
4.2.1
A1 – Acesso a sistema de abastecimento de água
A1
CÓDIGO
SETOR
Água doce
NOME
Acesso a sistema de abastecimento de água
Descrição
sumária
Afinidade com
conceito de
desenvolvimento
sustentável
Relação entre
indicadores
Metodologia
utilizada
Unidade(s) de
medida
Periodicidade
Fonte(s)
Comentário(s)
Expressa a quantidade de domicílios atendidos por sistema de abastecimento de água
do tipo rede geral.
Agenda 21: Capítulo 18 - Proteção da qualidade e do abastecimento de água doce:
aplicação de abordagens integradas para o desenvolvimento, gestão e utilização dos
recursos aquáticos.
Acesso a esgotamento sanitário; Eficiência dos sistemas de coleta e tratamento de
águas residuais; Crescimento populacional.
Razão entre domicílios particulares permanentes atendidos por sistema de
abastecimento de água e total de domicílios particulares permanentes
Valor absoluto; percentual.
Dez anos.
IBGE – censo demográfico.
1. mesmo sabendo que o ideal é o sistema de abastecimento de água por rede geral,
trabalhamos também com outros tipos de abastecimento para fazer comparativo.
2. no intuito de se obter dados mais confiáveis e em intervalos de tempo menor
(talvez anual), pode-se trocar a fonte dos dados para a concessionária do serviço de
distribuição de água (CAGECE).
Quadro 7 – Indicador A1 – Acesso a sistema de abastecimento de água.
100,0%
90,0%
80,0%
70,0%
60,0%
rede geral
50,0%
poço ou nascente
40,0%
outra f orma
30,0%
20,0%
10,0%
0,0%
1991
2000
Figura 14 – Gráfico percentual de domicílios com abastecimento de água em relação ao total de
domicílios.
Ano
1991
2000
variação
Total (unid.)
385.809
526.079
36%
Total de domicílios
rede geral
poço ou nascente
Total
%
Total
%
297.255 77,0%
49.343 12,8%
458.813 87,2%
48.980
9,3%
54%
-1%
outra forma
Total
%
39.191 10,2%
18.276
3,5%
-53%
Tabela 3 – Domicílios particulares permanentes com abastecimento de água.
48
Unidade de informação
Total de domicílios
Com rede geral
Total
(unid.) Total (unid.)
%
Unidade de informação
Total de domicílios
Com rede geral
Total
(unid.) Total (unid.)
%
Aerolândia
2975
2865
96,3%
Jardim Cearense
1816
1652
91,0%
Aeroporto
1865
1711
91,7%
Jardim das Oliveiras
7190
6670
92,8%
Alagadiço
3357
3009
89,6%
Jardim Guanabara
3456
1833
53,0%
Alagadiço Novo
2704
1990
73,6%
Jardim Iracema
5427
3897
71,8%
10356
9663
93,3%
João XXIII
4260
3733
87,6%
Alto da Balança
3289
3050
92,7%
Joaquim Távora
6124
5540
90,5%
Álvaro Weyne
5674
4727
83,3%
Jóquei Clube
4546
3707
81,5%
Amadeu Furtado
2899
2551
88,0%
José Bonifácio
2415
2364
97,9%
Ancuri
3364
2995
89,0%
Lagoa Redonda
5180
4080
78,8%
Antônio Bezerra
5966
5196
87,1%
Luciano Cavalcante
2386
2024
84,8%
Autran Nunes
4849
4119
84,9%
Manoel Sátiro
7986
7275
91,1%
16528
13463
81,5%
Maraponga
2240
1992
88,9%
Barroso
5732
5099
89,0%
Mata Galinha
1024
970
94,7%
Bela Vista
4077
3707
90,9%
Meireles
8532
8253
96,7%
Benfica
3517
3379
96,1%
Messejana
9301
8739
94,0%
Bom Futuro
1682
1629
96,8%
Mondubim
19740
17187
87,1%
Bom Jardim
8037
7385
91,9%
Monte Castelo
3030
2712
89,5%
Bom Sucesso
9238
8269
89,5%
Montese
6703
5972
89,1%
Cais do Porto
5073
4628
91,2%
Moura Brasil
889
790
88,9%
Cajazeiras
2454
2395
97,6%
Mucuripe
3068
2632
85,8%
Cambeba
1269
1040
82,0%
Padre Andrade
3168
2729
86,1%
Canindezinho
7192
6541
90,9%
Pan Americano
2200
1948
88,5%
Carlito Pamplona
6165
5246
85,1%
Papicu
5007
4639
92,7%
Castelão
1113
988
88,8%
Parangaba
7018
5743
81,8%
Centro
7020
6394
91,1%
Parque Araxá
1631
1503
92,2%
Cidade 2000
2079
2045
98,4%
Parque Dois Irmãos
5825
5165
88,7%
Cidade dos Funcionários
4171
3593
86,1%
Parque Iracema
1072
963
89,8%
Coaçu
1248
990
79,3%
Parque Manibura
1572
1339
85,2%
Cocó
3634
3415
94,0%
Parque Presidente Vargas
1140
922
80,9%
Conjunto Ceará 1
4477
4321
96,5%
Parque santa Rosa
2618
2134
81,5%
Conjunto Ceará 2
5492
5442
99,1%
Parque São José
2626
2437
92,8%
Conjunto Esperança
3856
3580
92,8%
Parquelândia
3452
3206
92,9%
Couto Fernandes
1211
899
74,2%
Parreão
2432
2352
96,7%
Cristo Redentor
6624
4721
71,3%
Passaré
9299
8440
90,8%
Curió
1752
1289
73,6%
Paupina
4617
4043
87,6%
Damas
2335
2263
96,9%
Pedras
368
285
77,4%
Demócrito Rocha
2836
2647
93,3%
Pici
8977
8003
89,2%
520
440
84,6%
Pirambú
4293
3456
80,5%
Dias Macêdo
2915
2706
92,8%
Praia de Iracema
866
784
90,5%
Dionísio Torres
3815
3777
99,0%
Praia do Futuro 1
714
474
66,4%
Dom Lustosa
3095
2805
90,6%
Praia do Futuro 2
1751
1053
60,1%
408
357
87,5%
Prefeito José Valter
6482
6361
98,1%
Edson Queiroz
4692
3985
84,9%
Presidente Kennedy
5685
5109
89,9%
Farias Brito
2944
2635
89,5%
Quintino Cunha
10125
6543
64,6%
Fátima
6015
5881
97,8%
Rodolfo Teófilo
4449
4051
91,1%
Floresta
6945
5070
73,0%
Sabiaguaba
620
262
42,3%
Genibaú
9360
8524
91,1%
Salinas
524
470
89,7%
11605
10886
93,8%
São João do Tauape
7031
6504
92,5%
Granja Portugal
8638
7927
91,8%
Sapiranga / Coité
5317
4402
82,8%
Guajerú
1399
1234
88,2%
Serrinha
6136
5127
83,6%
736
640
87,0%
Siqueira
5683
4964
87,3%
Henrique Jorge
6247
5699
91,2%
Varjota
2027
1685
83,1%
Itaoca
3282
2973
90,6%
Vicente Pizon
9174
7380
80,4%
Itaperi
4130
3730
90,3%
Vila Ellery
1820
1631
89,6%
Jacarecanga
3434
3019
87,9%
Vila Pery
4838
4435
91,7%
15302
13854
90,5%
3745
3288
87,8%
2991
2935
98,1%
Vila União
Vila Velha
11881
6640
55,9%
Aldeota
Barra do Ceará
Dendê
Dunas
Granja Lisboa
Guararapes
Jangurussu
Jardim América
Tabela 4 – Domicílios particulares permanentes com abastecimento de água – tipo rede geral –
Fortaleza – Bairros – 2000.2
2
Cor ciano: indica os bairros com os três valores mais elevados. Cor laranja: os três .
49
; < =;
%>= $ ;
; < =;
%>= $ ;
0
2
1'
*
& /
"
9$ <
)(
(
71116
!
9
, ?. / 0112
, -.6.? / ?.2
, 33 / -.6.?2
, .3 / 332
, 43 / .32
, 5- / 432
857 / 5-2
Figura 15 – Mapa de domicílios particulares permanentes com abastecimento de água – tipo rede geral
– Fortaleza – Bairros – 2000.
50
4.2.2
A2 – Acesso a serviço de coleta de lixo
A2
CÓDIGO
SETOR
Resíduo
NOME
Acesso a serviço de coleta de lixo
Descrição
sumária
Afinidade com
conceito de
desenvolvimento
sustentável
Relação entre
indicadores
Metodologia
utilizada
Unidade(s) de
medida
Periodicidade
Fonte(s)
Comentário(s)
Expressa a quantidade de domicílios atendidos por coleta de lixo.
Agenda 21: Capítulos 20, 21 e 22 - Gestão de resíduos.
Produção de resíduos; Investimento e despesa na gestão de resíduos.
Razão entre domicílios particulares permanentes atendidos por sistema de coleta de
lixo e total de domicílios particulares permanentes.
Valor absoluto; percentual.
Dez anos.
IBGE – censo demográfico.
1. mesmo sabendo que ideal é o destino do lixo ser coletado por sistema regular,
trabalhamos também com outros tipos de destino final do lixo para fazer
comparativo.
Quadro 8 – Indicador A2 – Acesso a serviço de coleta de lixo.
96,0%
2000
94,0%
92,0%
90,0%
88,0%
86,0%
1991
84,0%
82,0%
80,0%
78,0%
Figura 16 – Gráfico percentual de domicílios com destino do lixo - tipo coletado.
51
12,0%
10,0%
queim ado (na
propriedade)
8,0%
enterrado (na
propriedade)
6,0%
terreno baldio ou
logradouro
4,0%
rio, lago ou m ar
2,0%
outro
0,0%
1991
2000
Figura 17 – Gráfico percentual de domicílios com outros destinos do lixo.
Total de domicílios
Ano
1991
2000
variação
Total
(unid.)
385.809
526.079
36,4%
coletado
queimado (na
propriedade)
Total
%
327.384 84,9%
500.829 95,2%
Total
8.847
3.149
53,0%
-64,4%
enterrado (na terreno baldio ou
rio, lago ou mar
propriedade)
logradouro
%
Total
2,3% 3.913
0,6%
828
-78,8%
%
1,0%
0,2%
outro
Total
%
Total
%
Total
%
37.918 9,8% 6.937 1,8%
790 0,2%
16.543 3,1% 4.120 0,8%
600 0,1%
-56,4%
Tabela 5 – Domicílios particulares permanentes – destino do lixo.
-40,6%
-24,1%
52
Unidade de informação
Total de domicílios
Com rede geral
Total
(unid.) Total (unid.)
%
Unidade de informação
Total de domicílios
Com rede geral
Total
(unid.) Total (unid.)
%
Aerolândia
2975
2938
98,8%
Jardim Cearense
1816
1806
99,4%
Aeroporto
1865
1826
97,9%
Jardim das Oliveiras
7190
6506
90,5%
Alagadiço
3357
3348
99,7%
Jardim Guanabara
3456
3451
99,9%
Alagadiço Novo
2704
2245
83,0%
Jardim Iracema
5427
5420
99,9%
10356
10345
99,9%
João XXIII
4260
4082
95,8%
3289
3222
98,0%
Joaquim Távora
6124
6112
99,8%
Aldeota
Alto da Balança
Álvaro Weyne
5674
5643
99,5%
Jóquei Clube
4546
4531
99,7%
Amadeu Furtado
2899
2897
99,9%
José Bonifácio
2415
2412
99,9%
Ancuri
3364
3032
90,1%
Lagoa Redonda
5180
4675
90,3%
Antônio Bezerra
5966
5844
98,0%
Luciano Cavalcante
2386
2180
91,4%
Autran Nunes
Barra do Ceará
4849
4292
88,5%
Manoel Sátiro
7986
7719
96,7%
16528
15953
96,5%
Maraponga
2240
2062
92,1%
Barroso
5732
5109
89,1%
Mata Galinha
1024
947
92,5%
Bela Vista
4077
4045
99,2%
Meireles
8532
8526
99,9%
Benfica
3517
3492
99,3%
Messejana
9301
9191
98,8%
Bom Futuro
1682
1682 100,0%
Mondubim
19740
18611
94,3%
Bom Jardim
8037
7367
91,7%
Monte Castelo
3030
3025
99,8%
Bom Sucesso
9238
8815
95,4%
Montese
6703
6668
99,5%
Cais do Porto
5073
4789
94,4%
Moura Brasil
Cajazeiras
2454
2299
93,7%
Mucuripe
889
859
96,6%
3068
2975
97,0%
Cambeba
1269
1208
95,2%
Padre Andrade
3168
3137
99,0%
Canindezinho
7192
6055
84,2%
Pan Americano
2200
2198
99,9%
Carlito Pamplona
6165
6127
99,4%
Papicu
5007
4783
95,5%
Castelão
1113
1039
93,4%
Parangaba
7018
6862
97,8%
99,0%
Centro
7020
6952
Parque Araxá
1631
1631 100,0%
Cidade 2000
2079
2078 100,0%
Parque Dois Irmãos
5825
5340
91,7%
Cidade dos Funcionários
4171
4125
98,9%
Parque Iracema
1072
1014
94,6%
98,7%
Coaçu
1248
1236
99,0%
Parque Manibura
1572
1552
Cocó
3634
3599
99,0%
Parque Presidente Vargas
1140
889
78,0%
Conjunto Ceará 1
4477
4476 100,0%
Parque santa Rosa
2618
2603
99,4%
96,6%
Conjunto Ceará 2
5492
5492 100,0%
Parque São José
2626
2538
Conjunto Esperança
3856
3812
Parquelândia
3452
3451 100,0%
98,9%
Couto Fernandes
1211
1178
97,3%
Parreão
2432
2428
99,8%
Cristo Redentor
6624
6369
96,2%
Passaré
9299
8825
94,9%
88,8%
Curió
1752
1309
74,7%
Paupina
4617
4099
Damas
2335
2329
99,7%
Pedras
368
270
73,4%
Demócrito Rocha
2836
2811
99,1%
Pici
8977
8661
96,5%
4293
3812
88,8%
866
849
98,0%
Dendê
Dias Macêdo
520
515
99,0%
Pirambú
2915
2637
90,5%
Praia de Iracema
Dionísio Torres
3815
3808
99,8%
Praia do Futuro 1
714
547
76,6%
Dom Lustosa
3095
3011
97,3%
Praia do Futuro 2
1751
1189
67,9%
Dunas
Edson Queiroz
408
245
60,0%
Prefeito José Valter
6482
6440
99,4%
4692
4401
93,8%
Presidente Kennedy
5685
5553
97,7%
Farias Brito
2944
2885
98,0%
Quintino Cunha
10125
9515
94,0%
Fátima
6015
5784
96,2%
Rodolfo Teófilo
4449
4426
99,5%
Floresta
6945
6851
98,6%
Sabiaguaba
620
181
29,2%
Genibaú
9360
8578
91,6%
Salinas
524
495
94,5%
11605
10320
88,9%
São João do Tauape
7031
6922
98,4%
Granja Portugal
Granja Lisboa
8638
7889
91,3%
Sapiranga / Coité
5317
4698
88,4%
Guajerú
1399
1257
89,8%
Serrinha
6136
6068
98,9%
736
723
98,2%
Siqueira
5683
4470
78,7%
Guararapes
Henrique Jorge
6247
6061
97,0%
Varjota
2027
2027 100,0%
Itaoca
3282
3229
98,4%
Vicente Pizon
9174
8558
93,3%
Itaperi
4130
4007
97,0%
Vila Ellery
1820
1817
99,8%
Jacarecanga
Jangurussu
Jardim América
3434
3192
93,0%
Vila Pery
4838
4826
99,8%
15302
13713
89,6%
3745
3733
99,7%
2991
2959
98,9%
Vila União
Vila Velha
11881
11221
94,4%
Tabela 6 – Domicílios particulares permanentes com destino do lixo – tipo coletado – Fortaleza –
Bairros – 2000.
53
; < =;
%>= $ ;
; < =;
%>= $ ;
0
2
1'
3$
!
#
%
!4
!
3$
& /
!
71116
9
9
A
B
B
9$ <
!4
!
C
D
, ?- / 0112
, ?@6-- / ?-2
, -5 / ?@6--2
, 35 / -52
, .4 / 352
, 41 / .42
87? / 412
Figura 18 – Mapa de domicílios particulares permanentes com destino do lixo – tipo coletado –
Fortaleza – Bairros – 2000.
54
4.2.3
A3 – Acesso a esgotamento sanitário
A3
CÓDIGO
SETOR
Resíduo
NOME
Acesso a esgotamento sanitário
Descrição
sumária
Afinidade com
conceito de
desenvolvimento
sustentável
Relação entre
indicadores
Metodologia
utilizada
Unidade(s) de
medida
Periodicidade
Fonte(s)
Comentário(s)
Expressa a quantidade de domicílios atendidos por esgotamento sanitário.
Agenda 21: Capítulos 20, 21 e 22 - Gestão de resíduos.
Contaminação do solo.
Razão entre domicílios particulares permanentes atendidos por esgotamento sanitário
e total de domicílios particulares permanentes.
Valor absoluto; percentual.
Dez anos.
IBGE – censo demográfico.
1. mesmo sabendo que ideal é o esgotamento sanitário através de rede geral de
esgoto, trabalhamos também com outros tipos de tratamento de efluentes para fazer
comparativo.
Quadro 9 – Indicador A3 – Acesso a esgotamento sanitário.
50,0%
2000
45,0%
40,0%
35,0%
30,0%
25,0%
20,0%
15,0%
1991
10,0%
5,0%
0,0%
Figura 19 – Gráfico percentual de domicílios com esgotamento sanitário – tipo rede geral de esgoto ou
pluvial.
Ano
1991
2000
variação
Total (unid.)
385.809
526.079
36%
Total de domicílios
Com captação
Total (unid.)
%
51.173
233.580
13,3%
44,4%
356%
Tabela 7 – Domicílios com esgotamento sanitário – tipo rede geral de esgoto ou pluvial.
55
Total de domicílios
Unidade de informação
Aerolândia
Total
(unid.)
2975
Toatal de domicílios
com captação
Total
Unidade de informação
%
2097
70,5%
Jardim Cearense
Total
(unid.)
com captação
Total
%
1816
503
27,7%
Aeroporto
1865
325
17,4%
Jardim das Oliveiras
7190
3863
53,7%
Alagadiço
3357
2510
74,8%
Jardim Guanabara
3456
591
17,1%
39,9%
Alagadiço Novo
Aldeota
Alto da Balança
2704
44
1,6%
Jardim Iracema
5427
2165
10356
9952
96,1%
João XXIII
4260
259
6,1%
3289
2538
77,2%
Joaquim Távora
6124
5516
90,1%
Álvaro Weyne
5674
2983
52,6%
Jóquei Clube
4546
1819
40,0%
Amadeu Furtado
2899
2218
76,5%
José Bonifácio
2415
2199
91,1%
Ancuri
3364
423
12,6%
Lagoa Redonda
5180
1591
30,7%
Antônio Bezerra
5966
2482
41,6%
Luciano Cavalcante
2386
396
16,6%
Autran Nunes
Barra do Ceará
4849
1130
23,3%
Manoel Sátiro
7986
1738
21,8%
16528
8720
52,8%
Maraponga
2240
565
25,2%
Barroso
5732
2125
37,1%
Mata Galinha
1024
52
5,1%
Bela Vista
4077
2177
53,4%
Meireles
8532
8489
99,5%
Benfica
3517
3105
88,3%
Messejana
9301
2138
23,0%
Bom Futuro
1682
1187
70,6%
Mondubim
19740
3855
19,5%
Bom Jardim
8037
776
9,7%
Bom Sucesso
9238
1000
10,8%
Monte Castelo
3030
1659
54,8%
Montese
6703
4292
64,0%
Cais do Porto
5073
2503
49,3%
Moura Brasil
Cajazeiras
2454
1279
52,1%
Mucuripe
889
394
44,3%
3068
2143
69,9%
Cambeba
1269
34
2,7%
Padre Andrade
3168
1594
50,3%
Canindezinho
7192
1019
14,2%
Pan Americano
2200
1020
46,4%
Carlito Pamplona
6165
3739
60,6%
Castelão
1113
50
4,5%
Centro
7020
6476
92,3%
Parque Araxá
1631
343
21,0%
Cidade 2000
2079
604
29,1%
Parque Dois Irmãos
5825
1056
18,1%
Papicu
5007
3740
74,7%
Parangaba
7018
1540
21,9%
Cidade dos Funcionários
4171
241
5,8%
Parque Iracema
1072
18
1,7%
Coaçu
1248
333
26,7%
Parque Manibura
1572
154
9,8%
Cocó
3634
3356
92,4%
Parque Presidente Vargas
1140
0
0,0%
Conjunto Ceará 1
4477
3939
88,0%
Parque santa Rosa
2618
100
3,8%
Conjunto Ceará 2
5492
5473
99,7%
Parque São José
2626
381
14,5%
Conjunto Esperança
3856
2391
62,0%
Parquelândia
3452
1940
56,2%
Couto Fernandes
1211
780
64,4%
Parreão
2432
2023
83,2%
Cristo Redentor
6624
3782
57,1%
Passaré
9299
4249
45,7%
28,6%
Curió
1752
23
1,3%
Paupina
4617
1322
Damas
2335
1711
73,3%
Pedras
368
4
1,1%
Demócrito Rocha
2836
401
14,1%
Pici
8977
4885
54,4%
Pirambú
4293
2668
62,1%
866
810
93,5%
39,1%
Dendê
520
12
2,3%
2915
581
19,9%
Dionísio Torres
3815
3547
93,0%
Praia do Futuro 1
714
279
Dom Lustosa
3095
278
9,0%
Praia do Futuro 2
1751
131
7,5%
408
28
6,9%
Prefeito José Valter
6482
722
11,1%
Dias Macêdo
Dunas
Edson Queiroz
4692
299
6,4%
Farias Brito
2944
2318
78,7%
Praia de Iracema
Presidente Kennedy
5685
3319
58,4%
Quintino Cunha
10125
4125
40,7%
73,3%
Fátima
6015
5291
88,0%
Rodolfo Teófilo
4449
3259
Floresta
6945
3936
56,7%
Sabiaguaba
620
2
0,3%
Genibaú
9360
4817
51,5%
Salinas
524
219
41,8%
76,6%
Granja Lisboa
11605
2051
17,7%
Granja Portugal
8638
518
6,0%
Guajerú
1399
226
16,2%
Guararapes
Henrique Jorge
5388
266
5,0%
Serrinha
6136
955
15,6%
736
432
58,7%
Siqueira
5683
435
7,7%
799
12,8%
Varjota
2027
1919
94,7%
Itaoca
3282
616
18,8%
4130
299
7,2%
Jacarecanga
7031
5317
6247
Itaperi
Jangurussu
Jardim América
São João do Tauape
Sapiranga / Coité
Vicente Pizon
9174
4428
48,3%
Vila Ellery
1820
1281
70,4%
3434
2396
69,8%
Vila Pery
4838
362
7,5%
15302
9778
63,9%
3745
2774
74,1%
2991
2163
72,3%
Vila União
Vila Velha
11881
7331
61,7%
Tabela 8 – Domicílios particulares permanentes – com esgotamento sanitário – tipo rede geral de
esgoto ou pluvial – Fortaleza – Bairros – 2000.
56
; < =;
%>= $ ;
; < =;
%>= $ ;
0
2
1'
(
"
(
"
& /
)
%
9
:
'
71116
!
9
#
9$ <
)
(
, -. / 0112
, 30 / -.2
, 4. / 302
, 506.3 / 4.2
, 74 / 506.32
, 07 / 742
81 / 072
Figura 20 – Mapa de domicílios particulares permanentes – com esgotamento sanitário – tipo rede
geral de esgoto ou pluvial – Fortaleza – Bairros – 2000.
57
4.2.4
A4 – Cobertura vegetal
CÓDIGO
A4
SETOR
Solo
NOME
Cobertura vegetal
Descrição
sumária
Afinidade com
conceito de
desenvolvimento
sustentável
Relação entre
indicadores
Metodologia
utilizada
Unidade(s) de
medida
Periodicidade
Fonte(s)
Comentário(s)
Expressa a quantidade de área verde.
Agenda 21: Capítulo 15 - Conservação da natureza e diversidade biológica.
Áreas protegidas – parques; Áreas protegidas por planos de ordenamento.
Interpretação de imagem de satélite LandSat, com resolução de 30 metros.
Tendo realizado processo de segmentação, seguido de classificação.
Parâmetros utilizados para processo de segmentação: método (crescimento de
regiões); similaridade (10); área em pixel (8).
Parâmetros utilizados para processo de classificação: classificador (isoseg); limiar de
aceitação (99,9 %).
Considerou-se as seguintes classes: vegetação de tabuleiro, vegetação
ribeirinha/lacustre, vegetação de mangue, vegetação paisagística (antrópica),
ausência de vegetação e corpos d’água.
Área em quilômetro quadrado (km²); percentual.
Quatro anos (aproximadamente)
SEINF
1. A periodicidade da análise depende da disponibilidade de obtenção da imagem de
satélite.
2. A qualidade da imagem disponível para a interpretação esta diretamente
relacionada com a quantidade de áreas verdes detectadas; ou seja, quanto maior a
resolução da imagem, maior será a quantidade de áreas verdes detectadas.
Período de análise
Quadro 10 – Indicador A4 – Cobertura vegetal.
1997
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
V eg. de tabuleiro
V eg. ribeirinha / lacustre
V eg. de mangue
v eg. paisagístic a
ausênc ia de v egetação
corpos d´água
90%
100%
Figura 21 – Gráfico percentual de cobertura vegetal em relação à área do Município.
Ano
1997
Total de áreas classificadas (km²)
Cobertura
Área do
Veg.
ribeirinha
/
ausência de
Município vegetal (km²) Veg. de tabuleiro
Veg. de mangue
veg. paisagística
corpos d´água
lacustre
vegetação
(km²)
Total
%
Total
%
Total
%
Total
%
Total
%
Total
%
Total
%
315,00
47,09 15%
8,10
2,6% 30,31
9,6%
8,68
2,8%
256,92 81,6%
2,66
0,8%
8,37
2,7%
Tabela 9 – Cobertura vegetal – percentual em relação à área do Município.
58
; < =;
%>= $ ;
; < =;
%>= $ ;
0
2
1'
*
3 (
$
9 <$=
!
"#
E
E
E
E
)
"#
"#
"#
"#
F
C
C
' &
:
"#
)
6
?3*
*
G
Figura 22 – Mapa de cobertura vegetal – interpretação da imagem de satélite (landsat – 97).
59
4.2.5
A5 – Áreas protegidas por Plano de Ordenamento
A5
CÓDIGO
SETOR
Conservação da natureza
NOME
Áreas protegidas por Plano de Ordenamento
Descrição
sumária
Afinidade com
conceito de
desenvolvimento
sustentável
Relação entre
indicadores
Expressa a quantidade de área verde delimitada por Plano Diretor e/ou Legislação de
Uso e Ocupação do Solo.
Agenda 21: Capítulo 15 - Conservação da natureza e diversidade biológica.
Áreas protegidas – parques; Cobertura vegetal.
Cálculo da área verde (áreas de preservação e áreas de proteção) estabelecidas e
delimitadas em Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS) de acordo com Plano
Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU.FOR).
Metodologia
utilizada
Unidade(s) de
medida
Periodicidade
Fonte(s)
Comentário(s)
Área em quilômetro quadrado (km²); percentual.
Dez anos (aproximadamente)
SEINF
-
Quadro 11 – Indicador A5 – Áreas protegidas por Plano de Ordenamento.
60,00
2003
50,00
valores em km²
1992
40,00
30,00
20,00
10,00
1992
2003
0,00
áre a de pre se rvação
-
áre a de prote ção
Figura 23 – Gráfico relação entre áreas protegidas por Plano de Ordenamento – comparativo entre
1992 e 2003.
Total de áreas protegidas
Ano
Total (km²)
área de preservação (km²)
Total
1992
2003
48,51
59,89
variação
23,5%
42,48
51,84
22,0%
%
87,6%
86,6%
áreas de proteção (km²)
Total
6,03
8,05
%
12,4%
13,4%
33,5%
Tabela 10 – Cálculo das áreas relativas às áreas protegidas por Plano de Ordenamento.
60
; < =;
%>= $ ;
; < =;
%>= $ ;
0
2
1'
&
(
&
.!
: :
I
I
9 <$=
"
HC
6
H6 ; !6711@
: "#
"#
Figura 24 – Mapa das áreas protegidas por Plano de Ordenamento – PDDUA.FOR.2004.
61
4.2.6
E1 – Renda dos chefes de família
E1
CÓDIGO
SETOR
Renda
NOME
Renda dos chefes de família
Descrição
sumária
Afinidade com
conceito de
desenvolvimento
sustentável
Relação entre
indicadores
Metodologia
utilizada
Unidade(s) de
medida
Periodicidade
Fonte(s)
Comentário(s)
Expressa a relação entre a renda dos chefes de família e o total de chefes de família.
Agenda 21: Capítulo 3 – combate à pobreza; Capítulo 4 – mudança dos padrões de
consumo; Capítulo 5 - Dinâmica demográfica e sustentabilidade; Capítulo 29 –
Fortalecimento do papel dos trabalhadores e de seus sindicatos.
Escolaridade dos chefes de família.
Razão entre o somatório da renda média dos chefes de família por quantidade total
de chefes de família.
Real (R$); Sal.Min.
Dez anos.
IBGE – censo demográfico.
1. O valor nominal dos dados em 1991 (moeda corrente: cruzeiro – Cr$) teve de ser
corrigido para ser possível a comparação com 2000 (moeda corrente: real – R$).
2. Índice utilizado para a correção dos valores: INPC-IBGE.
3. Salário mínimo de referência: agosto de 1991 – Cr$ 36.161,60 e maio de 2000 –
R$ 151,00.
Quadro 12 – Indicador E1 – Renda dos chefes de família.
Renda média mensal (R$)
700,00
6,00
761,63
5,04
628,63
5,00
600,00
4,00
500,00
3,63
400,00
3,00
300,00
2,00
200,00
1,00
100,00
0,00
Renda média mensa (sal. mín.)
800,00
0,00
1991
2000
Renda média mensal dos chefes de família (R$)
Renda média mensal por salário mínimo
Figura 25 – Gráfico renda média mensal dos chefes de família e renda média mensal por salário
mínimo – 1991/2000 – Fortaleza.
Ano
1991
2000
variação
Soma da renda mensal
dos chefes de família
(R$)
242.518.539
400.671.266
65,2%
Renda média
Quantidade de
mensal dos chefes
chefes de família
de família (R$)
385.789
628,63
526.069
761,63
36,4%
21,2%
Renda média mensal dos
Salário mínimo Renda média
Unidade
chefes de Família (em
(em cada mensal por salário
monetária
cada período)
período)
mínimo
131.239,96
36.161,60
3,63
Cr$
R$
761,63
151,00
5,04
39,0%
Tabela 11 – Renda média mensal dos chefes de família e renda média mensal por salário mínimo –
1991/2000 – Fortaleza.
62
Unidade de informção
Aerolândia
Aeroporto
Renda
nominal
mensal
(R$)
Quant. de
chefes de
família
Renda
média
nominal
mensal
Renda
média
nominal
mensal
2.975
476,4
Jardim Cearense
1.143.184
1.816
629,5
721.083
1.865
386,6
Jardim das Oliveiras
2.555.758
7.190
355,5
Alagadiço
5.077.903
3.357
1.512,6
1.565.914
2.704
579,1
33.239.574
10.356
3.209,7
1.422.192
3.289
432,4
Aldeota
Quant. de
chefes de
família
1.417.203
Alagadiço Novo
Alto da Balança
Unidade de informação
Renda
nominal
mensal
(R$)
Álvaro Weyne
2.899.171
5.674
511,0
Amadeu Furtado
3.297.846
2.899
1.137,6
Jardim Guanabara
1.326.877
3.456
383,9
Jardim Iracema
1.906.064
5.427
351,2
João XXIII
1.680.931
4.260
394,6
Joaquim Távora
9.034.950
6.124
1.475,3
Jóquei Clube
2.993.941
4.546
658,6
José Bonifácio
2.924.373
2.415
1.210,9
Ancuri
1.050.016
3.360
312,5
Lagoa Redonda
1.888.817
5.180
364,6
Antônio Bezerra
3.298.420
5.966
552,9
Luciano Cavalcante
3.233.423
2.386
1.355,2
Autran Nunes
1.246.617
4.849
257,1
Manoel Sátiro
3.698.477
7.986
463,1
Barra do Ceará
5.281.221
16.528
319,5
Maraponga
2.130.291
2.240
951,0
Barroso
1.956.774
5.732
341,4
Mata Galinha
Bela Vista
2.934.207
4.077
719,7
Meireles
Benfica
4.765.659
3.517
1.355,0
Messejana
Bom Futuro
1.301.310
1.682
773,7
Mondubim
Bom Jardim
2.351.889
8.037
292,6
Monte Castelo
2.184.654
3.030
721,0
Bom Sucesso
3.476.670
9.238
376,3
Montese
5.339.646
6.703
796,6
Cais do Porto
1.459.089
5.073
287,6
Moura Brasil
Cajazeiras
2.420.529
2.454
986,4
Mucuripe
583.068
1.024
569,4
35.683.167
8.532
4.182,3
6.114.162
9.301
657,4
7.290.983
19.740
369,4
281.882
889
317,1
8.030.173
3.068
2.617,4
Cambeba
1.910.512
1.269
1.505,5
Padre Andrade
1.754.986
3.168
554,0
Canindezinho
1.942.026
7.192
270,0
Pan Americano
1.145.554
2.200
520,7
Carlito Pamplona
2.780.245
6.165
451,0
Papicu
10.218.313
5.007
2.040,8
365.178
1.113
328,1
Parangaba
5.541.278
7.018
789,6
Centro
8.636.891
7.018
1.230,7
Parque Araxá
1.486.457
1.631
911,4
Cidade 2000
2.047.231
2.079
984,7
Parque Dois Irmãos
3.057.702
5.825
524,9
Cidade dos Funcionários
6.602.396
4.171
1.582,9
Parque Iracema
1.100.665
1.072
1.026,7
493.726
1.248
395,6
Parque Manibura
3.146.011
1.572
2.001,3
12.154.430
3.634
3.344,6
Parque Presidente Vargas
257.230
1.140
225,6
2.263.351
4.477
505,6
Parque santa Rosa
887.560
2.618
339,0
Castelão
Coaçu
Cocó
Conjunto Ceará 1
Conjunto Ceará 2
3.046.987
5.492
554,8
Parque São José
820.129
2.626
312,3
Conjunto Esperança
1.741.918
3.856
451,7
Parquelândia
5.081.370
3.452
1.472,0
1.150,7
Couto Fernandes
530.282
1.211
437,9
Parreão
2.798.405
2.432
1.798.127
6.624
271,5
Passaré
3.351.736
9.299
360,4
408.566
1.752
233,2
Paupina
1.580.933
4.617
342,4
Damas
2.496.792
2.335
1.069,3
145.275
368
394,8
Demócrito Rocha
1.330.523
2.836
469,2
Pici
2.922.468
8.977
325,6
276.542
520
531,8
Pirambú
1.025.094
4.293
238,8
1.014.789
2.915
348,1
Praia de Iracema
1.552.871
866
1.793,2
12.040.076
3.815
3.156,0
Praia do Futuro 1
968.262
714
1.356,1
1.509.566
3.095
487,7
Praia do Futuro 2
736.415
1.751
420,6
234.296
408
574,3
Prefeito José Valter
3.550.079
6.482
547,7
735,0
Cristo Redentor
Curió
Dendê
Dias Macêdo
Dionísio Torres
Dom Lustosa
Dunas
Pedras
Edson Queiroz
3.877.396
4.692
826,4
Presidente Kennedy
4.178.512
5.685
Farias Brito
2.654.106
2.944
901,5
Quintino Cunha
3.551.648
10.125
350,8
11.411.438
6.015
1.897,2
Rodolfo Teófilo
3.613.996
4.449
812,3
Fátima
Floresta
2.133.933
6.945
307,3
Sabiaguaba
194.851
620
314,3
Genibaú
2.401.141
9.360
256,5
Salinas
1.111.721
524
2.121,6
Granja Lisboa
3.440.640
11.605
296,5
São João do Tauape
7.919.448
7.031
1.126,4
Granja Portugal
2.514.019
8.638
291,0
Sapiranga / Coité
3.453.586
5.317
649,5
Guajerú
1.019.931
1.399
729,0
Serrinha
2.557.366
6.136
416,8
Guararapes
2.455.223
736
3.335,9
Siqueira
1.489.111
5.683
262,0
2.072,8
Henrique Jorge
3.185.994
6.247
510,0
Varjota
4.201.552
2.027
Itaoca
1.827.665
3.282
556,9
Vicente Pizon
7.153.474
9.170
780,1
Itaperi
3.025.114
4.130
732,5
Vila Ellery
1.372.648
1.820
754,2
Jacarecanga
2.579.005
3.434
751,0
Vila Pery
2.373.595
4.838
490,6
Jangurussu
Jardim América
4.566.390
15.302
298,4
3.425.723
3.745
914,7
1.854.895
2.991
620,2
Vila União
Vila Velha
5.165.794
11.881
434,8
Tabela 12 – Renda média nominal mensal dos chefes de família – 2000 – Fortaleza – Bairros.
63
; < =;
%>= $ ;
; < =;
%>= $ ;
0
2
1'
"
E
J
"
!"
!
5 #
# " 6!
9$ <
71116
!K
, @1.7 / 50-72
, 7@0? / @1.72
, 043. / 7@0?2
, -@@64@ / 043.2
, .53 / -@@64@2
, 5.7 / .532
, 73. / 5.72
8774 / 73.2
Figura 26 – Mapa da renda média nominal mensal dos chefes de família – 2000 – Fortaleza – Bairros.
64
4.2.7
E2 – Renda distribuída
E2
CÓDIGO
SETOR
Renda
NOME
Renda distribuída
Descrição
sumária
Afinidade com
conceito de
desenvolvimento
sustentável
Relação entre
indicadores
Metodologia
utilizada
Unidade(s) de
medida
Periodicidade
Fonte(s)
Comentário(s)
Expressa a relação entre a renda total dos chefes de família e a população residente.
Agenda 21: Capítulo 3 – combate à pobreza; Capítulo 4 – mudança dos padrões de
consumo; Capítulo 5 - Dinâmica demográfica e sustentabilidade.
Renda dos chefes de família.
Razão entre o soma da renda mensal dos chefes de família pela quantidade total de
pessoas residentes.
Real (R$) / Pessoa; Sal.Min. / Pessoa.
Dez anos.
IBGE – censo demográfico.
1. O valor nominal da renda em 1991 (moeda corrente: cruzeiro) teve de ser
corrigido para ser possível a comparação com 2000 (moeda corrente: real).
2. Índice utilizado para a correção dos valores: INPC-IBGE.
3. Salário mínimo de referência: agosto de 1991 – Cr$ 36.161,60 e maio de 2000 –
R$ 151,00.
Quadro 13 – Indicador E2 – Renda distribuída.
200,00
1,40
187,11
180,00
1,24
1,20
137,12
140,00
120,00
1,00
0,80
0,79
100,00
0,60
80,00
60,00
0,40
40,00
Relação: Sal. Min./Pessoa
Relação: R$/Pessoa
160,00
0,20
20,00
0,00
0,00
1991
2000
Relação: R$/Pessoa
Relação: Sal. Min./Pessoa
Figura 27 – Gráfico renda distribuída: R$/Pessoa e Sal.Min./Pessoa – 1991/2000 – Fortaleza.
Ano
1991
2000
variação
Soma da renda mensal
dos chefes de família
(R$)
População
residente
242.518.539
400.671.266
1.768.637
2.141.402
65,2%
21,1%
Relação
R$ Pe
137,12
187,11
Soma da renda mensal
Unidade Salário mínimo (em
dos chefes de família(em
monetária
cada período)
cada período)
50.630.932.928,44
400.671.266,00
Cr$
R$
36,5%
Tabela 13 – renda distribuída: R$/Pessoa e Sal.Min./Pessoa – 1991/2000 – Fortaleza.
36.161,60
151,00
Relação
Sal . Min .
Pe
0,79
1,24
56,5%
65
Relação
Unidade de informção
Aerolândia
População
Renda total
residente
R$
Pe
Relação
População
Unidade de informação Renda total
residente
R$
Pe
Jardim Cearense
1.143.184
7.530
151,8
Jardim das Oliveiras
2.555.758
30.754
83,1
387,1
Jardim Guanabara
1.326.877
14.489
91,6
11.233
139,4
Jardim Iracema
1.906.064
21.913
87,0
33.239.574
38.636
860,3
João XXIII
1.680.931
17.696
95,0
Alto da Balança
1.422.192
13.229
107,5
Joaquim Távora
9.034.950
23.051
392,0
Álvaro Weyne
2.899.171
23.113
125,4
Jóquei Clube
2.993.941
18.302
163,6
Amadeu Furtado
3.297.846
12.074
273,1
José Bonifácio
2.924.373
8.755
334,0
Ancuri
1.050.016
13.891
75,6
Lagoa Redonda
1.888.817
20.752
91,0
Antônio Bezerra
3.298.420
24.698
133,6
Luciano Cavalcante
3.233.423
10.326
313,1
Autran Nunes
1.246.617
21.323
58,5
Manoel Sátiro
3.698.477
32.354
114,3
Barra do Ceará
5.281.221
69.317
76,2
Maraponga
2.130.291
8.588
248,1
Barroso
1.956.774
24.116
81,1
Mata Galinha
583.068
4.121
141,5
Bela Vista
2.934.207
15.950
184,0
Meireles
35.683.167
30.397
1.173,9
Benfica
4.765.659
12.932
368,5
Messejana
6.114.162
38.374
159,3
Bom Futuro
1.301.310
6.268
207,6
Mondubim
7.290.983
80.303
90,8
Bom Jardim
2.351.889
34.507
68,2
Monte Castelo
2.184.654
12.752
171,3
Bom Sucesso
3.476.670
37.316
93,2
Montese
5.339.646
26.062
204,9
Cais do Porto
1.459.089
21.529
67,8
Moura Brasil
281.882
3.738
75,4
Cajazeiras
2.420.529
8.646
280,0
Mucuripe
8.030.173
11.900
674,8
Cambeba
1.910.512
5.428
352,0
Padre Andrade
1.754.986
13.087
134,1
Canindezinho
1.942.026
29.688
65,4
Pan Americano
1.145.554
8.777
130,5
Carlito Pamplona
2.780.245
24.383
114,0
10.218.313
20.292
503,6
365.178
4.542
80,4
Parangaba
5.541.278
28.045
197,6
Centro
8.636.891
24.775
348,6
Parque Araxá
1.486.457
6.482
229,3
Cidade 2000
2.047.231
7.885
259,6
Parque Dois Irmãos
3.057.702
23.326
131,1
Cidade dos Funcionários
6.602.396
16.893
390,8
Parque Iracema
1.100.665
4.447
247,5
493.726
5.197
95,0
Parque Manibura
3.146.011
6.833
460,4
12.154.430
13.952
871,2
Parque Presidente Vargas
257.230
4.815
53,4
Conjunto Ceará 1
2.263.351
18.779
120,5
Parque santa Rosa
887.560
10.766
82,4
Conjunto Ceará 2
3.046.987
23.075
132,0
Parque São José
820.129
10.495
78,1
Conjunto Esperança
1.741.918
15.291
113,9
Parquelândia
5.081.370
14.000
363,0
1.417.203
11.824
119,9
Aeroporto
721.083
7.635
94,4
Alagadiço
5.077.903
13.117
Alagadiço Novo
1.565.914
Aldeota
Castelão
Coaçu
Cocó
Couto Fernandes
Papicu
530.282
4.979
106,5
Parreão
2.798.405
9.754
286,9
1.798.127
28.914
62,2
Passaré
3.351.736
37.369
89,7
408.566
7.488
54,6
Paupina
1.580.933
18.499
85,5
Damas
2.496.792
8.492
294,0
Pedras
145.275
1.576
92,2
Demócrito Rocha
1.330.523
11.477
115,9
Pici
2.922.468
37.646
77,6
276.542
2.120
130,4
Pirambú
1.025.094
18.453
55,6
1.014.789
11.899
85,3
Praia de Iracema
1.552.871
3.150
493,0
12.040.076
14.952
805,2
Praia do Futuro 1
968.262
2.917
331,9
1.509.566
12.362
122,1
Praia do Futuro 2
736.415
7.651
96,3
234.296
1.594
147,0
Prefeito José Valter
3.550.079
26.477
134,1
Edson Queiroz
3.877.396
20.291
191,1
Presidente Kennedy
4.178.512
23.094
180,9
Farias Brito
2.654.106
11.634
228,1
Quintino Cunha
3.551.648
42.973
82,6
Fátima
11.411.438
23.070
494,6
Rodolfo Teófilo
3.613.996
17.880
202,1
Floresta
2.133.933
28.034
76,1
Sabiaguaba
194.851
2.759
70,6
Genibaú
2.401.141
39.258
61,2
Salinas
1.111.721
2.141
519,3
Granja Lisboa
3.440.640
49.852
69,0
São João do Tauape
7.919.448
27.328
289,8
Granja Portugal
2.514.019
37.369
67,3
Sapiranga / Coité
3.453.586
23.399
147,6
Guajerú
1.019.931
5.917
172,4
Serrinha
2.557.366
25.682
99,6
Guararapes
2.455.223
2.899
846,9
Siqueira
1.489.111
23.728
62,8
Henrique Jorge
3.185.994
25.633
124,3
Varjota
4.201.552
6.916
607,5
Itaoca
1.827.665
12.728
143,6
Vicente Pizon
7.153.474
39.551
180,9
Itaperi
3.025.114
16.767
180,4
Vila Ellery
1.372.648
7.209
190,4
Jacarecanga
2.579.005
13.600
189,6
Vila Pery
2.373.595
19.745
120,2
Jangurussu
Jardim América
4.566.390
63.401
72,0
3.425.723
14.744
232,3
1.854.895
11.799
157,2
Vila União
Vila Velha
5.165.794
49.468
104,4
Cristo Redentor
Curió
Dendê
Dias Macêdo
Dionísio Torres
Dom Lustosa
Dunas
Tabela 14 – Renda distribuída – 2000 – Fortaleza – Bairros.
66
; < =;
%>= $ ;
; < =;
%>= $ ;
0
2
1'
9$ <
* 6
E
J
!K&
, ?4@ / 003@2
, 31. / ?4@2
, 5-1 / 31.2
, 7016?1 / 5-12
, 0.0 / 7016?12
, 000 / 0.02
, .7 / 0002
84@ / .72
Figura 28 – Mapa de renda distribuída – 2000 – Fortaleza – Bairros.
71116
67
4.2.8
S1 – Densidade populacional
S1
CÓDIGO
SETOR
População
NOME
Densidade populacional
Descrição
sumária
Afinidade com
conceito de
desenvolvimento
sustentável
Relação entre
indicadores
Metodologia
utilizada
Unidade(s) de
medida
Periodicidade
Fonte(s)
Comentário(s)
Expressa a quantidade de pessoas residentes no bairro pela área territorial do bairro.
Agenda 21: Capítulo 5 - Dinâmica demográfica e sustentabilidade.
Crescimento populacional; produção de resíduos.
Razão entre pessoas residentes no bairro por área territorial do bairro.
Habitantes por quilômetro quadrado; habitantes por hectare.
Dez anos.
IBGE – censo demográfico.
1. Em 2010 foi realizado um cálculo estimado de projeção da quantidade de
habitantes do Município, com respectiva densidade.
Quadro 14 – Indicador S1 – Densidade populacional.
90,0
81,8
80,0
68,0
habitantes / hectare
70,0
56,1
60,0
50,0
41,5
40,0
30,0
27,2
20,0
10,0
0,0
1970
1980
1991
2000
2010*
Figura 29 – Gráfico densidade populacional 1970/1980/1991/2000/2010∗ - Fortaleza.
Ano
População residente
1970
1980
1991
2000
2010*
857.980
1.307.611
1.768.637
2.141.402
2.575.595
Densidade populacional
hab / km²
2.723,7
4.151,1
5.614,7
6.798,1
8.176,5
hab / hectare
27,2
41,5
56,1
68,0
81,8
Tabela 15 – Densidade populacional 1970/1980/1991/2000/2010* - Fortaleza.
∗
Cálculo por estimativa.
68
unidade de informação
pessoas
residentes
densidade
populacional
(hectare)
Aerolândia
11824
107,9
Aeroporto
7635
12,5
unidade de informalção
Jardim Cearense
Jardim das Oliveiras
pessoas
residnetes
densidade
populacional
(hectare)
7530
87,5
30754
129,4
Alagadiço
13117
90,0
Jardim Guanabara
14489
195,7
Alagadiço Novo
11233
35,9
Jardim Iracema
21913
199,0
Aldeota
38636
99,6
Alto da Balança
13229
144,4
João XXIII
17696
150,8
Joaquim Távora
23051
117,3
18302
107,6
Álvaro Weyne
23113
162,0
Jóquei Clube
Amadeu Furtado
12074
130,5
José Bonifácio
8755
98,6
Ancuri
13891
33,7
Lagoa Redonda
20752
17,6
Antônio Bezerra
24698
112,8
Luciano Cavalcante
10326
26,9
Autran Nunes
21323
214,4
Manoel Sátiro
32354
105,7
Barra do Ceará
69317
169,0
Barroso
24116
70,3
Bela Vista
15950
163,6
Benfica
12932
89,2
6268
163,4
Mondubim
Bom Futuro
Maraponga
8588
50,2
Mata Galinha
4121
38,6
Meireles
30397
117,8
Messejana
38374
63,2
80303
59,8
Bom Jardim
34507
142,4
Monte Castelo
12752
160,9
Bom Sucesso
37316
148,1
Montese
26062
136,4
Cais do Porto
21529
84,0
Moura Brasil
3738
87,5
8646
25,6
Mucuripe
11900
136,1
Cajazeiras
5428
20,0
Padre Andrade
13087
107,2
Canindezinho
Cambeba
29688
89,3
Pan Americano
8777
160,7
Carlito Pamplona
24383
179,2
4542
24,0
Castelão
Centro
Cidade 2000
Cidade dos Funcionários
24775
51,0
7885
158,6
16893
60,2
Papicu
20292
58,8
Parangaba
28045
69,7
6482
136,1
Parque Araxá
Parque Dois Irmãos
Parque Iracema
23326
52,9
4447
28,1
Coaçu
5197
31,1
Parque Manibura
6833
54,2
Cocó
13952
42,6
Parque Presidente Vargas
4815
35,0
Conjunto Ceará 1
18779
119,2
Parque santa Rosa
10766
107,9
Conjunto Ceará 2
23075
125,9
Parque São José
10495
175,1
Conjunto Esperança
15291
138,3
Parquelândia
14000
111,7
4979
148,6
Parreão
9754
95,0
28914
246,0
Passaré
37369
52,1
Curió
7488
115,8
Paupina
18499
24,1
Damas
8492
97,4
Pedras
1576
3,7
11477
143,2
Pici
37646
99,0
18453
334,1
Couto Fernandes
Cristo Redentor
Demócrito Rocha
2120
10,8
Pirambú
Dias Macêdo
Dendê
11899
68,6
Praia de Iracema
3150
61,5
Dionísio Torres
14952
86,7
Praia do Futuro 1
2917
17,9
Dom Lustosa
12362
104,0
1594
3,6
Dunas
Edson Queiroz
20291
14,7
Farias Brito
11634
126,6
Praia do Futuro 2
Prefeito José Valter
7651
23,7
26477
24,9
Presidente Kennedy
23094
135,6
Quintino Cunha
42973
151,6
Rodolfo Teófilo
Fátima
23070
80,8
17880
102,8
Floresta
28034
163,4
Sabiaguaba
2759
1,9
Genibaú
39258
181,0
Salinas
2141
8,3
Granja Lisboa
49852
104,0
São João do Tauape
27328
109,6
Granja Portugal
49,2
37369
147,7
Sapiranga / Coité
23399
Guajerú
5917
54,8
Serrinha
25682
86,1
Guararapes
2899
21,4
Siqueira
23728
41,7
Henrique Jorge
25633
131,9
Varjota
Itaoca
12728
171,6
Vicente Pizon
6916
130,5
39551
128,6
Itaperi
16767
66,2
Vila Ellery
7209
156,2
Jacarecanga
13600
108,1
Vila Pery
19745
132,2
Jangurussu
Jardim América
63401
49,1
101,6
152,9
Vila União
Vila Velha
14744
11799
49468
70,9
Tabela 16 – Densidade populacional – Fortaleza – Bairros – 2000.
69
; < =;
%>= $ ;
; < =;
%>= $ ;
0
2
1'
" ( )#
L C
& & !
!
9$ <
&'
, 737 / @@52
, 04. / 7372
, ?36?@ / 04.2
, @? / ?36?@2
87 / @?2
Figura 30 – Mapa de densidade populacional – Fortaleza – Bairros – 2000.
71116
70
4.2.9
S2 – Crescimento populacional
S2
CÓDIGO
SETOR
População
NOME
Crescimento populacional
Descrição
sumária
Afinidade com
conceito de
desenvolvimento
sustentável
Relação entre
indicadores
Expressa a quantidade de pessoas residentes e a taxa média geométrica de
crescimento anual (ritmo do crescimento populacional).
Metodologia
utilizada
Τ=n
Agenda 21: Capítulo 5 – Dinâmica demográfica e sustentabilidade.
Densidade populacional; produção de resíduos.
A taxa média geométrica de crescimento anual da população é expressa através de
duas variáveis referentes à população residente em dois distintos marcos temporais.
É calculada através da equação:
P(t + n )
− 1 ; onde:
P (t )
T - é a taxa propriamente dita, expressa em percentual;
P(t) e P(t + n) - são as populações correspondentes a duas datas sucessivas, uma
anterior e outra posterior, respectivamente;
n - é o intervalo de tempo medido entra as duas datas sucessivas, em anos.
Unidade(s) de
medida
Periodicidade
Fonte(s)
Comentário(s)
Percentual.
Dez anos.
IBGE – censo demográfico.
1. Em 2010 foi realizado um cálculo estimado de projeção da quantidade de
habitantes do Município, com respectiva taxa de crescimento.
Quadro 15 – Indicador S2 – Crescimento populacional.
5,00%
4,50%
4,00%
3,50%
3,00%
2,50%
2,00%
1,50%
1,00%
0,50%
0,00%
1970 / 1980
1980 / 1991
1991 / 2000
2000 / 2010
Figura 31 – Gráfico taxa média geométrica de crescimento anual – 1970 ~ 2010 - Fortaleza.
Ano
1970
1980
1991
2000
2010*
P o pu laç ã o res iden te
8 57 .98 0
1.3 07 .61 1
1.7 68 .63 7
2.1 41 .40 2
2.5 75 .59 5
T a xa m é d ia geo m é tric a d e c res c im en to
a n u al (% )
19 7 0
19 8 0
19 9 1
20 0 0
/
/
/
/
1980
1991
2000
2010
4 ,3 0%
2 ,7 8%
2 ,1 5%
1 ,8 6%
Tabela 17 – Taxa média geométrica de crescimento anual da população – 1970 ~ 2010 - Fortaleza.
71
Unidade de informação
População
residente
1991
2000
Taxa média de
crescimento 1991 / 2000
Unidade de informação
População
residente
1991
2000
Taxa média de
crescimento 1991 / 2000
Aerolândia
11452
11824
0,36%
Jardim Cearense
6637
7530
Aeroporto
7249
7635
0,58%
Jardim das Oliveiras
22793
30754
3,38%
Alagadiço
12338
13117
0,68%
Jardim Guanabara
14938
14489
-0,34%
Alagadiço Novo
1,41%
6081
11233
7,06%
Jardim Iracema
26961
21913
-2,28%
Aldeota
33154
38636
1,71%
João XXIII
19422
17696
-1,03%
Alto da Balança
14671
13229
-1,14%
Joaquim Távora
25063
23051
-0,93%
Álvaro Weyne
25493
23113
-1,08%
Jóquei Clube
17084
18302
0,77%
Amadeu Furtado
11614
12074
0,43%
José Bonifácio
10412
8755
-1,91%
Ancuri
12304
13891
1,36%
Lagoa Redonda
8775
20752
10,04%
Antônio Bezerra
25169
24698
-0,21%
Luciano Cavalcante
8049
10326
2,81%
Autran Nunes
20937
21323
0,20%
Manoel Sátiro
29273
32354
1,12%
Barra do Ceará
50896
69317
3,49%
Maraponga
5454
8588
5,17%
Barroso
14379
24116
5,91%
Mata Galinha
3098
4121
3,22%
Bela Vista
15148
15950
0,57%
Meireles
13785
30397
9,18%
Benfica
14364
12932
-1,16%
Messejana
36280
38374
0,63%
Bom Futuro
6911
6268
-1,08%
Mondubim
38052
80303
8,65%
Bom Jardim
15857
34507
9,02%
Monte Castelo
7967
12752
5,37%
Bom Sucesso
29186
37316
2,77%
Montese
24891
26062
0,51%
Cais do Porto
26111
21529
-2,12%
2833
3738
3,13%
6215
8646
3,74%
Mucuripe
24043
11900
-7,52%
Cajazeiras
Cambeba
Moura Brasil
4330
5428
2,54%
Padre Andrade
13323
13087
-0,20%
Canindezinho
11636
29688
10,97%
Pan Americano
8671
8777
0,14%
Carlito Pamplona
20503
24383
1,94%
Papicu
18354
20292
1,12%
2816
4542
5,46%
Parangaba
28210
28045
-0,07%
30679
24775
-2,35%
Parque Araxá
8292
7885
-0,56%
Parque Dois Irmãos
14491
16893
1,72%
Coaçu
1771
5197
12,71%
Cocó
9338
13952
4,56%
Conjunto Ceará 1
23934
18779
-2,66%
Conjunto Ceará 2
21272
23075
0,91%
Conjunto Esperança
12451
15291
4110
4979
31262
28914
Curió
6230
Damas
8770
Castelão
Centro
Cidade 2000
Cidade dos Funcionários
Couto Fernandes
Cristo Redentor
Demócrito Rocha
Dendê
Dias Macêdo
6552
6482
-0,12%
11749
23326
7,92%
Parque Iracema
3122
4447
4,01%
Parque Manibura
4019
6833
6,07%
Parque Presidente Vargas
2868
4815
5,93%
Parque santa Rosa
7667
10766
3,84%
Parque São José
11104
10495
-0,62%
2,31%
Parquelândia
15102
14000
-0,84%
2,15%
Parreão
8573
9754
1,44%
-0,86%
Passaré
13012
37369
12,44%
7488
2,06%
Paupina
11721
18499
5,20%
8492
-0,36%
Pedras
1583
1576
-0,05%
11758
11477
-0,27%
Pici
23033
37646
5,61%
1747
2120
2,17%
Pirambú
20449
18453
-1,13%
-0,39%
8851
11899
3,34%
Praia de Iracema
3263
3150
Dionísio Torres
10242
14952
4,29%
Praia do Futuro 1
1713
2917
6,09%
Dom Lustosa
11712
12362
0,60%
Praia do Futuro 2
2740
7651
12,09%
Dunas
484
1594
14,16%
Prefeito José Valter
27652
26477
-0,48%
Edson Queiroz
23298
20291
-1,52%
Presidente Kennedy
22102
23094
0,49%
Farias Brito
13364
11634
-1,53%
Quintino Cunha
35484
42973
2,15%
Fátima
24720
23070
-0,76%
Rodolfo Teófilo
20028
17880
-1,25%
Floresta
18906
28034
4,47%
Sabiaguaba
Genibaú
22742
39258
6,25%
Salinas
Granja Lisboa
33087
49852
4,66%
São João do Tauape
Granja Portugal
48942
37369
-2,95%
Guajerú
3918
5917
4,69%
Guararapes
1872
2899
4,98%
Henrique Jorge
21191
25633
2,14%
Itaoca
15869
12728
-2,42%
Itaperi
13402
16767
2,52%
Jacarecanga
15225
13600
Jangurussu
Jardim América
26531
12853
63401
11799
-0,95%
635
2759
17,73%
2296
2141
-0,77%
29277
27328
-0,76%
9164
23399
10,98%
Serrinha
23928
25682
0,79%
Siqueira
4540
23728
20,17%
Varjota
15032
6916
-8,26%
Vicente Pizon
26734
39551
4,45%
Vila Ellery
7423
7209
-0,32%
-1,25%
Vila Pery
18957
19745
0,45%
10,16%
Vila União
Vila Velha
14882
35737
14744
-0,10%
49468
3,68%
Sapiranga / Coité
Tabela 18 – Taxa média geométrica de crescimento anual da população – 1991/2000 – Fortaleza –
Bairros.
72
; < =;
%>= $ ;
; < =;
%>= $ ;
0
2
1'
4 "
(
& & ! $%
"
)M *
"
!
9$ <
71116
90??0&7111
, 0.61 / 71602
, 0064 / 0.612
, 361 / 00642
, 765- / 3612
, 761 / 765-2
, .64 / 7612
8-67 / .642
Figura 32 – Mapa da taxa média geométrica de crescimento anual populacional – 1991/2000 –
Fortaleza – Bairros.
73
4.2.10 S3 – Densidade inadequada de moradores por dormitório
S3
CÓDIGO
SETOR
População
NOME
Densidade inadequada de moradores por dormitório
Descrição
sumária
Afinidade com
conceito de
desenvolvimento
sustentável
Relação entre
indicadores
Metodologia
utilizada
Unidade(s) de
medida
Periodicidade
Fonte(s)
Comentário(s)
Expressa as condições de habitabilidade das moradias através da proporção da
população que reside em domicílios com elevada densidade de moradores por
dormitório.
Agenda 21: Capítulo 5 - Dinâmica demográfica e sustentabilidade; Capítulo 6 Proteção e promoção da saúde humana.
Crescimento populacional; Densidade populacional.
Indica a quantidade da população que está submetida a uma densidade excessiva de
moradores por dormitório.
O valor de referência, que caracteriza densidade excessiva (> 3 moradores por
dormitório), foi consultado na publicação Déficit Habitacional no Brasil 2000, da
Fundação João Pinheiro.
As variáveis utilizadas são o número de moradores e o número de dormitórios dos
domicílios particulares permanentes.
Percentual; valor absoluto.
Dez anos.
IBGE – censo demográfico.
Quadro 16 – Indicador S3 – Densidade inadequada de moradores por domicílio.
30,0%
1991
25,0%
20,0%
2000
15,0%
10,0%
5,0%
0,0%
Figura 33 – Gráfico proporção da população em domicílios particulares permanentes com densidade
inadequada de moradores por dormitório – 1991/2000 – Fortaleza.
Ano
1991
2000
variação
População em domicílios particulares permanentes
Com densidade inadequada
Total
Total
%
1.758.538
467.920
26,6%
2.131.931
400.931
18,8%
21,2%
-14,3%
Tabela 19 – Proporção da população em domicílios particulares permanentes com densidade
inadequada de moradores por dormitório – 1991/2000 – Fortaleza.
74
Unidade de informação
Pessoas residentes
em condição
inadequada
Total
Total
%
Unidade de informação
Pessoas residentes
em condição
inadequada
Total
Total
%
Aerolândia
11803
4013
34,0%
Jardim Cearense
7517
1376
18,3%
Aeroporto
7600
1482
19,5%
Jardim das Oliveiras
30490
6405
21,0%
Alagadiço
12971
389
3,0%
Jardim Guanabara
14455
2916
20,2%
Alagadiço Novo
11221
2320
20,7%
Jardim Iracema
21894
4003
18,3%
Aldeota
38445
884
2,3%
João XXIII
17690
3499
19,8%
Alto da Balança
13128
2444
18,6%
Joaquim Távora
22918
1560
6,8%
Álvaro Weyne
23087
4397
19,0%
Jóquei Clube
18264
3179
17,4%
Amadeu Furtado
12034
1266
10,5%
José Bonifácio
8702
557
6,4%
Ancuri
13875
2770
20,0%
Lagoa Redonda
20715
3695
17,8%
Antônio Bezerra
24534
4749
19,4%
Luciano Cavalcante
10296
1187
11,5%
Autran Nunes
21273
8692
40,9%
Manoel Sátiro
32299
5511
17,1%
Barra do Ceará
68985
13979
20,3%
Maraponga
8572
710
8,3%
Barroso
23978
4918
20,5%
Mata Galinha
4114
702
17,1%
Bela Vista
15938
2754
17,3%
Meireles
30198
580
1,9%
Benfica
12665
634
5,0%
Messejana
38231
6967
18,2%
Bom Futuro
6263
402
6,4%
Mondubim
80138
27731
34,6%
Bom Jardim
34468
13331
38,7%
Monte Castelo
12466
2524
20,2%
Bom Sucesso
37103
6613
17,8%
Montese
25955
4292
16,5%
Cais do Porto
21474
4889
22,8%
Moura Brasil
3681
1304
35,4%
Cajazeiras
8600
799
9,3%
Mucuripe
11788
891
7,6%
Cambeba
5426
252
4,6%
Padre Andrade
12928
2437
18,8%
Canindezinho
29663
10526
35,5%
Pan Americano
8777
1588
18,1%
Carlito Pamplona
24350
4232
17,4%
Papicu
20223
1908
9,4%
4402
1295
29,4%
Parangaba
27877
2289
8,2%
23633
2718
11,5%
Parque Araxá
6471
593
9,2%
7885
508
6,4%
Parque Dois Irmãos
23308
3888
16,7%
20,1%
Castelão
Centro
Cidade 2000
Cidade dos Funcionários
16890
563
3,3%
Parque Iracema
4447
896
Coaçu
5041
883
17,5%
Parque Manibura
6832
178
2,6%
Cocó
13922
233
1,7%
Parque Presidente Vargas
4815
1043
21,7%
Conjunto Ceará 1
18754
3546
18,9%
Parque santa Rosa
10757
3868
36,0%
Conjunto Ceará 2
23040
4452
19,3%
Parque São José
10495
1894
18,1%
Conjunto Esperança
15285
2357
15,4%
Parquelândia
13887
1244
9,0%
4978
1052
21,1%
Parreão
9617
709
7,4%
28848
6834
23,7%
Passaré
37294
6976
18,7%
Curió
7446
2859
38,4%
Paupina
18461
3237
17,5%
Damas
8462
1007
11,9%
Pedras
1565
353
22,5%
11472
2187
19,1%
Pici
37606
13924
37,0%
2018
293
14,5%
Pirambú
18440
4298
23,3%
Dias Macêdo
11895
2346
19,7%
Praia de Iracema
3109
453
14,6%
Dionísio Torres
14738
326
2,2%
Praia do Futuro 1
2707
395
14,6%
Dom Lustosa
12361
2200
17,8%
Praia do Futuro 2
7286
2662
36,5%
1571
271
17,3%
Prefeito José Valter
26442
2565
9,7%
Edson Queiroz
19896
4366
21,9%
Presidente Kennedy
22927
3895
17,0%
Farias Brito
11529
1925
16,7%
Quintino Cunha
42870
8949
20,9%
Fátima
23008
602
2,6%
Rodolfo Teófilo
17855
3253
18,2%
Floresta
28003
5289
18,9%
Sabiaguaba
2751
736
26,8%
Genibaú
39241
14846
37,8%
Salinas
2118
206
9,7%
Granja Lisboa
49714
10994
22,1%
São João do Tauape
27274
2248
8,2%
Granja Portugal
37348
8765
23,5%
Sapiranga / Coité
23380
5643
24,1%
Guajerú
5917
1239
20,9%
Serrinha
25652
5194
20,2%
Guararapes
2892
12
0,4%
Siqueira
23693
5114
21,6%
Henrique Jorge
25602
4681
18,3%
Varjota
6904
333
4,8%
Itaoca
12721
2062
16,2%
Vicente Pizon
39416
5041
12,8%
Itaperi
16736
2919
17,4%
Vila Ellery
7209
1133
15,7%
Jacarecanga
13293
1966
14,8%
Vila Pery
19696
3697
18,8%
Jangurussu
Jardim América
63153
12113
19,2%
14693
2444
16,6%
11781
1953
16,6%
Vila União
Vila Velha
49407
9664
19,6%
Couto Fernandes
Cristo Redentor
Demócrito Rocha
Dendê
Dunas
Tabela 20 – Proporção da população em domicílios particulares permanentes com densidade
inadequada de moradores por dormitório – 2000 – Fortaleza – Bairros.
75
; < =;
%>= $ ;
; < =;
%>= $ ;
0
2
1'
.
7
"
:
&
J
"
" 9
:
"
8
; "
9$ <
71116
<
)M *
, @4 / 512
, 7. / @42
, 036@. / 7.2
, - / [email protected]
8165 / -2
Figura 34 – Mapa de proporção da população em domicílios particulares permanentes com densidade
inadequada de moradores por dormitório – 2000 – Fortaleza – Bairros.
76
4.2.11 S4 – Taxa de alfabetização
S4
CÓDIGO
SETOR
Educação
NOME
Taxa de alfabetização
Descrição
sumária
Afinidade com
conceito de
desenvolvimento
sustentável
Relação entre
indicadores
Metodologia
utilizada
Unidade(s) de
medida
Periodicidade
Fonte(s)
Comentário(s)
Expressa a relação entre as pessoas adultas alfabetizadas (capazes de ler e escrever)
e a população adulta total.
Agenda 21: Capítulo 5 – Dinâmica demográfica e sustentabilidade; Capítulo 25 - A
infância e a juventude no desenvolvimento sustentável; Capítulo 36 - Promoção do
ensino, da conscientização e do treinamento.
Crescimento populacional; Densidade populacional.
Consideraram-se como pessoas adultas alfabetizadas aquelas com 15 anos ou mais
de idade e capazes de ler e escrever.
É expressa através da relação entre as pessoas adultas alfabetizadas e a população
total da mesma faixa etária.
Percentual; valor absoluto.
Dez anos.
IBGE – censo demográfico.
Quadro 17 – Indicador S4 – Taxa de alfabetização.
90,0%
2000
89,0%
88,0%
87,0%
86,0%
85,0%
84,0%
1991
83,0%
82,0%
81,0%
80,0%
Figura 35 – Gráfico taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade – 1991/2000 –
Fortaleza.
Ano
1991
2000
variação
Total
1.167.015
1.511.521
29,5%
Total de pessoas
Alfabetizadas
Total
971.261
1.342.325
%
83,2%
88,8%
38,2%
Tabela 21 – Taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade – 1991/2000 – Fortaleza.
77
Total de pessoas
Unidade de informação
Total
Alfabetizadas
Total
Aerolândia
8335
Total de pessoas
Unidade de informação
Total
%
Alfabetizadas
Total
7444
89,3%
Jardim Cearense
%
5225
4700
90,0%
Aeroporto
4970
4087
82,2%
Jardim das Oliveiras
20521
16915
82,4%
Alagadiço
10265
10000
97,4%
Jardim Guanabara
10476
9530
91,0%
7228
5788
80,1%
Jardim Iracema
15627
14092
90,2%
31343
30237
96,5%
João XXIII
12541
11079
88,3%
9718
8602
88,5%
Joaquim Távora
18570
17860
96,2%
16894
15731
93,1%
Jóquei Clube
13597
12482
91,8%
Amadeu Furtado
9411
8779
93,3%
José Bonifácio
7195
6972
96,9%
Ancuri
9246
7410
80,1%
Lagoa Redonda
13437
11340
84,4%
Antônio Bezerra
17996
16395
91,1%
Luciano Cavalcante
7689
7049
91,7%
Autran Nunes
13662
10812
79,1%
Manoel Sátiro
22871
20715
90,6%
Barra do Ceará
45652
39251
86,0%
Maraponga
6273
5796
92,4%
Barroso
15500
13093
84,5%
Mata Galinha
2802
2410
86,0%
Bela Vista
11723
10656
90,9%
Meireles
25108
24539
97,7%
Benfica
10534
10233
97,1%
Messejana
27813
25029
90,0%
Bom Futuro
4958
4726
95,3%
Mondubim
51857
44315
85,5%
Bom Jardim
22408
18493
82,5%
Monte Castelo
9648
8913
92,4%
Bom Sucesso
25990
22577
86,9%
Montese
20083
18723
93,2%
Cais do Porto
14473
11619
80,3%
Moura Brasil
2608
2217
85,0%
Cajazeiras
6203
5876
94,7%
Mucuripe
9395
8887
94,6%
Cambeba
3957
3628
91,7%
Padre Andrade
9473
8601
90,8%
Canindezinho
18486
15466
83,7%
Pan Americano
6490
5863
90,3%
Carlito Pamplona
17491
15817
90,4%
Papicu
15017
13502
89,9%
3121
2711
86,9%
Parangaba
20880
19462
93,2%
20034
19332
96,5%
Parque Araxá
5165
4934
95,5%
6397
6237
97,5%
Parque Dois Irmãos
15473
13576
87,7%
12883
12151
94,3%
Parque Iracema
3196
2978
93,2%
Coaçu
3380
2920
86,4%
Parque Manibura
5203
4894
94,1%
Cocó
10881
10586
97,3%
Parque Presidente Vargas
3020
2403
79,6%
Conjunto Ceará 1
14387
13707
95,3%
Parque santa Rosa
7252
6388
88,1%
Conjunto Ceará 2
17650
16846
95,4%
Parque São José
7488
6438
86,0%
Conjunto Esperança
10841
9898
91,3%
Parquelândia
11232
10823
96,4%
3473
2890
83,2%
Parreão
7535
7277
96,6%
20197
16902
83,7%
Passaré
23742
19869
83,7%
Curió
4683
3333
71,2%
Paupina
12130
10180
83,9%
Damas
6644
6405
96,4%
Pedras
1047
843
80,5%
Demócrito Rocha
8503
7671
90,2%
Pici
24744
20745
83,8%
Dendê
1453
1299
89,4%
Pirambú
12581
10281
81,7%
Dias Macêdo
8073
6920
85,7%
Praia de Iracema
2579
2485
96,4%
12418
12041
97,0%
Praia do Futuro 1
1992
1708
85,7%
8866
8139
91,8%
Praia do Futuro 2
4717
3748
79,5%
970
743
76,6%
Prefeito José Valter
20238
19031
94,0%
13899
11870
85,4%
Presidente Kennedy
16954
15476
91,3%
9024
8405
93,1%
Quintino Cunha
28487
24541
86,1%
Fátima
18426
17783
96,5%
Rodolfo Teófilo
13769
12976
94,2%
Floresta
19066
16471
86,4%
Sabiaguaba
1670
1227
73,5%
Genibaú
24648
19646
79,7%
Salinas
1581
1467
92,8%
Granja Lisboa
31416
25949
82,6%
São João do Tauape
21036
19240
91,5%
Granja Portugal
24232
19768
81,6%
Sapiranga / Coité
15374
12503
81,3%
Guajerú
4055
3484
85,9%
Serrinha
17605
15039
85,4%
Guararapes
2348
2293
97,7%
Siqueira
14647
11661
79,6%
18701
17165
91,8%
Varjota
5670
5496
96,9%
Itaoca
9390
8572
91,3%
Vicente Pizon
27425
23253
84,8%
Itaperi
12073
11022
91,3%
Vila Ellery
5444
5078
93,3%
Jacarecanga
10089
9163
90,8%
Vila Pery
14502
13251
91,4%
Jangurussu
Jardim América
39975
33390
83,5%
11100
10204
91,9%
8967
8325
92,8%
Vila União
Vila Velha
34121
30564
89,6%
Alagadiço Novo
Aldeota
Alto da Balança
Álvaro Weyne
Castelão
Centro
Cidade 2000
Cidade dos Funcionários
Couto Fernandes
Cristo Redentor
Dionísio Torres
Dom Lustosa
Dunas
Edson Queiroz
Farias Brito
Henrique Jorge
Tabela 22 – Taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade – 2000 – Fortaleza –
Bairros.
78
; < =;
%>= $ ;
; < =;
%>= $ ;
0
2
1'
4
!# *
+ $%
"# N A
04
&
" =>
"
9$ <
71116
)M *
, ?4 / ?3632
, -?61- / ?42
, -@ / -?61-2
, 33 / -@2
, 3064 / 332
830 / 30642
Figura 36 – Mapa da taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade – 2000 – Fortaleza
– Bairros.
79
4.2.12 S5 – Escolaridade dos chefes de família
S5
CÓDIGO
SETOR
Educação
NOME
Escolaridade dos chefes de família
Descrição
sumária
Afinidade com
conceito de
desenvolvimento
sustentável
Relação entre
indicadores
Metodologia
utilizada
Unidade(s) de
medida
Periodicidade
Fonte(s)
Comentário(s)
Expressa a relação entre a escolaridade dos chefes de família com 15 anos ou mais
de estudo e o total de chefes de família.
Agenda 21: Capítulo 5 - Dinâmica demográfica e sustentabilidade; Capítulo 36 Promoção do ensino, da conscientização e do treinamento.
Crescimento populacional; Renda dos chefes de família.
Razão entre a quantidade de chefes de família com 15 anos ou mais de estudo por
quantidade total de chefes de família.
Percentual; valor absoluto.
Dez anos.
IBGE – censo demográfico.
Quadro 18 – Indicador S5 – Escolaridade dos chefes de família.
9,0%
2000
8,9%
8,8%
8,7%
8,6%
8,5%
8,4%
8,3%
1991
8,2%
8,1%
8,0%
7,9%
Figura 37 – Gráfico proporção de escolaridade dos chefes de família com 15 anos ou mais de estudo –
1991/2000 – Fortaleza.
Ano
1991
2000
variação
Chefes em domicílios particulares permanentes
Com 15 anos ou mais de estudo
Total
Total
%
385.789
31.996
8,3%
526.069
46.919
8,9%
36,4%
46,6%
Tabela 23 - Proporção de escolaridade dos chefes de família com 15 anos ou mais de estudo –
1991/2000 – Fortaleza.
80
Unidade de informação
Chefes de família
com 15 anos de
estudo ou mais
Total
Total
%
Unidade de informação
Chefes de família
com 15 anos de
estudo ou mais
Total
Total
%
Aerolândia
2975
86
2,9%
Jardim Cearense
1816
101
5,6%
Aeroporto
1865
45
2,4%
Jardim das Oliveiras
7190
149
2,1%
Alagadiço
3357
893
26,6%
Jardim Guanabara
3456
57
1,6%
Alagadiço Novo
2704
159
5,9%
Jardim Iracema
5427
108
2,0%
10356
5036
48,6%
João XXIII
4260
81
1,9%
Alto da Balança
3289
121
3,7%
Joaquim Távora
6124
1606
26,2%
Álvaro Weyne
5674
227
4,0%
Jóquei Clube
4546
285
6,3%
Amadeu Furtado
2899
472
16,3%
José Bonifácio
2415
529
21,9%
Ancuri
3360
32
1,0%
Lagoa Redonda
5180
107
2,1%
Antônio Bezerra
5966
286
4,8%
Luciano Cavalcante
2386
464
19,4%
4849
50
1,0%
Manoel Sátiro
7986
222
2,8%
16528
286
1,7%
Maraponga
2240
290
12,9%
Aldeota
Autran Nunes
Barra do Ceará
Barroso
5732
95
1,7%
Mata Galinha
1024
33
3,2%
Bela Vista
4077
340
8,3%
Meireles
8532
4407
51,7%
Benfica
3517
1019
29,0%
Messejana
9301
467
5,0%
Bom Futuro
1682
192
11,4%
Mondubim
19740
406
2,1%
Bom Jardim
8037
47
0,6%
Monte Castelo
3030
212
7,0%
Bom Sucesso
9238
142
1,5%
Montese
6703
733
10,9%
Cais do Porto
5073
80
1,6%
Moura Brasil
889
20
2,2%
Cajazeiras
2454
292
11,9%
Mucuripe
3068
910
29,7%
Cambeba
1269
277
21,8%
Padre Andrade
3168
173
5,5%
Canindezinho
7192
28
0,4%
Pan Americano
2200
84
3,8%
Carlito Pamplona
6165
269
4,4%
Papicu
5007
1603
32,0%
Castelão
1113
15
1,3%
Parangaba
7018
703
10,0%
Centro
7018
1237
17,6%
Parque Araxá
1631
245
15,0%
Cidade 2000
2079
283
13,6%
Parque Dois Irmãos
5825
279
4,8%
Cidade dos Funcionários
4171
1122
26,9%
Parque Iracema
1072
155
14,5%
Coaçu
1248
23
1,8%
Parque Manibura
1572
487
31,0%
Cocó
3634
2074
57,1%
Parque Presidente Vargas
1140
2
0,2%
Conjunto Ceará 1
4477
151
3,4%
Parque santa Rosa
2618
17
0,6%
Conjunto Ceará 2
5492
193
3,5%
Parque São José
2626
17
0,6%
Conjunto Esperança
3856
65
1,7%
Parquelândia
3452
652
18,9%
Couto Fernandes
1211
74
6,1%
Parreão
2432
541
22,2%
Cristo Redentor
6624
64
1,0%
Passaré
9299
221
2,4%
Curió
1752
17
1,0%
Paupina
4617
65
1,4%
Damas
2335
475
20,3%
Pedras
368
5
1,4%
Demócrito Rocha
2836
128
4,5%
Pici
8977
144
1,6%
520
16
3,1%
Pirambú
4293
35
0,8%
Dendê
Dias Macêdo
2915
42
1,4%
Praia de Iracema
866
239
27,6%
Dionísio Torres
3815
1742
45,7%
Praia do Futuro 1
714
157
22,0%
Dom Lustosa
3095
138
4,5%
Praia do Futuro 2
1751
76
4,3%
408
24
5,9%
Prefeito José Valter
6482
218
3,4%
Edson Queiroz
4692
561
12,0%
Presidente Kennedy
5685
575
10,1%
Farias Brito
2944
396
13,5%
Quintino Cunha
10125
158
1,6%
Fátima
6015
2198
36,5%
Rodolfo Teófilo
4449
487
10,9%
Floresta
6945
81
1,2%
Sabiaguaba
620
14
2,3%
Genibaú
9360
46
0,5%
Salinas
524
172
32,8%
Dunas
Granja Lisboa
11605
67
0,6%
São João do Tauape
7031
1107
15,7%
Granja Portugal
8638
47
0,5%
Sapiranga / Coité
5317
371
7,0%
Guajerú
1399
70
5,0%
Serrinha
6136
189
3,1%
736
406
55,2%
Siqueira
5683
33
0,6%
Henrique Jorge
6247
229
3,7%
Varjota
2027
762
37,6%
Itaoca
3282
194
5,9%
Vicente Pizon
9170
814
8,9%
Itaperi
4130
323
7,8%
Vila Ellery
1820
131
7,2%
Jacarecanga
3434
383
11,2%
Vila Pery
4838
148
3,1%
15302
186
1,2%
3745
540
14,4%
2991
251
8,4%
Vila União
Vila Velha
11881
318
2,7%
Guararapes
Jangurussu
Jardim América
Tabela 24 - Proporção de escolaridade dos chefes de família com 15 anos ou mais de estudo – 2000 –
Fortaleza – Bairros.
81
; < =;
%>= $ ;
; < =;
%>= $ ;
0
2
1'
5 #
# " 6!
'
" =>
"
9$ <
71116
"# N A
)M *
, 5- / 432
, @4 / 5-2
, 7@ / @42
, 0165. / 7@2
, 5 / 0165.2
81603 / 52
Figura 38 – Mapa de proporção da escolaridade dos chefes de família com 15 anos ou mais de estudo –
2000 – Fortaleza – Bairros.
82
4.2.13 I1 – Unidades de saúde
I1
CÓDIGO
SETOR
Saúde
NOME
Unidades de saúde
Descrição
sumária
Afinidade com
conceito de
desenvolvimento
sustentável
Relação entre
indicadores
Metodologia
utilizada
Unidade(s) de
medida
Periodicidade
Fonte(s)
Comentário(s)
Expressa a relação entre população residente e a quantidade de unidades de saúde.
Agenda 21: Capítulo 5 - Dinâmica demográfica e sustentabilidade; Capítulo 6 Proteção e promoção da saúde humana.
Densidade populacional; crescimento populacional; investimento público em saúde.
Razão entre população residente por somatório da quantidade de unidades de saúde.
Consideram-se, para efeito de cálculo, somente as unidades de saúde de caráter
público sob administração municipal, do tipo: CIES (centro integrado de educação e
saúde), hospital e UBASF (unidade básica de assistência à saúde da família).
Valor absoluto; relativo ( Pe
Us ).
Dez anos.
SEINF; IBGE
Quadro 19 – Indicador I1 – Unidades de saúde.
Ano
2000
População residente
2.141.402
Unidades de saúde
94
Relação
pessoas
US
22.780,87
Tabela 25 – Relação entre população residente e quantidade de unidades de saúde municipais – 2000 –
Fortaleza.
83
Unidade de informação
População
residente
2000
Unidades
de saúde
Relação
pessoas
2000
Aerolândia
11824
0
Aeroporto
7635
1
Alagadiço
13117
0
Alagadiço Novo
11233
0
Aldeota
38636
0
Unidade de informação
US
-
Jardim Cearense
7635
-
População
residente
Unidades
de saúde
2000
2000
Relação
pessoas
US
-
7530
0
Jardim das Oliveiras
30754
2
15377
Jardim Guanabara
14489
1
14489
Jardim Iracema
21913
1
21913
João XXIII
17696
0
-
Alto da Balança
13229
1
13229
Joaquim Távora
23051
0
Álvaro Weyne
23113
1
23113
Jóquei Clube
18302
1
18302
Amadeu Furtado
12074
0
-
José Bonifácio
8755
0
-
Ancuri
13891
0
Antônio Bezerra
24698
3
8233
Lagoa Redonda
20752
2
10376
Luciano Cavalcante
10326
1
10326
32354
3
10785
8588
0
-
Autran Nunes
21323
1
21323
Manoel Sátiro
Barra do Ceará
69317
3
23106
Maraponga
Barroso
24116
1
24116
Mata Galinha
Bela Vista
15950
0
-
Meireles
Benfica
12932
1
12932
Messejana
38374
3
12791
6268
0
-
Mondubim
80303
3
26768
Bom Futuro
4121
0
30397
0
Bom Jardim
34507
1
34507
Monte Castelo
12752
1
12752
Bom Sucesso
37316
2
18658
Montese
26062
0
Cais do Porto
-
21529
1
21529
Moura Brasil
3738
0
Cajazeiras
8646
0
Mucuripe
11900
1
11900
Cambeba
5428
0
Padre Andrade
13087
1
13087
Canindezinho
29688
0
Carlito Pamplona
24383
0
Parque Araxá
Castelão
Centro
Cidade 2000
4542
0
-
24775
2
12388
7885
1
16893
0
Coaçu
5197
0
Cocó
13952
Conjunto Ceará 1
Pan Americano
1
20292
0
Parangaba
28045
4
6482
0
Parque Dois Irmãos
8777
7011
-
23326
1
23326
Parque Iracema
4447
0
Parque Manibura
6833
0
0
-
Parque Presidente Vargas
4815
0
18779
1
18779
Parque santa Rosa
10766
0
Conjunto Ceará 2
23075
1
23075
Parque São José
10495
0
Conjunto Esperança
15291
1
15291
Parquelândia
14000
0
4979
0
-
Parreão
9754
0
-
28914
1
28914
Passaré
37369
1
37369
7488
0
Paupina
18499
1
18499
8492
0
-
1576
1
1576
11477
1
11477
Pici
37646
2
18823
Pirambú
18453
1
18453
3150
0
-
Cidade dos Funcionários
Couto Fernandes
Cristo Redentor
Curió
Damas
Demócrito Rocha
Dendê
7885
8777
Papicu
Pedras
2120
1
2120
Dias Macêdo
11899
1
11899
Dionísio Torres
14952
1
14952
Praia do Futuro 1
2917
0
Dom Lustosa
12362
0
Praia do Futuro 2
7651
1
7651
1594
0
-
Prefeito José Valter
26477
2
13239
Edson Queiroz
20291
1
20291
Presidente Kennedy
23094
0
-
Farias Brito
11634
0
Quintino Cunha
42973
1
42973
Fátima
23070
0
Rodolfo Teófilo
17880
3
Floresta
28034
0
-
2759
0
Genibaú
39258
1
39258
Salinas
2141
0
Granja Lisboa
49852
3
16617
São João do Tauape
27328
2
13664
Granja Portugal
37369
1
37369
Sapiranga / Coité
23399
2
11700
Dunas
Praia de Iracema
Sabiaguaba
5960
-
Guajerú
5917
0
25682
1
25682
2899
0
-
Serrinha
Guararapes
Siqueira
23728
1
23728
Henrique Jorge
25633
2
12817
Varjota
-
Itaoca
12728
1
12728
Vicente Pizon
Itaperi
16767
0
-
6916
0
39551
2
19776
Vila Ellery
7209
0
-
Jacarecanga
13600
2
6800
Vila Pery
19745
1
19745
Jangurussu
Jardim América
63401
3
21134
14744
1
14744
11799
2
5900
Vila União
Vila Velha
49468
2
24734
Tabela 26 – Relação entre pessoas residentes por unidade de saúde municipal ( Pe
Fortaleza – Bairros.
Us ) – 2000 –
84
; < =;
%>= $ ;
; < =;
%>= $ ;
0
2
1'
* $%
!
&
F
)
L
46111
H
76111
$<
!
06111
9 <$= 6
?
*
I
F
L
H
L
$<
H
$<
L
H
$<
Figura 39 – Mapa de distribuição espacial das unidades de saúde municipais – raios de influência
direta – 2000 – Fortaleza – Bairros.
85
4.2.14 I2 – Unidades escolares
I2
CÓDIGO
SETOR
Educação
NOME
Unidades escolares
Descrição
sumária
Afinidade com
conceito de
desenvolvimento
sustentável
Relação entre
indicadores
Metodologia
utilizada
Unidade(s) de
medida
Periodicidade
Fonte(s)
Comentário(s)
Expressa a relação entre a população na faixa etária escolar e a quantidade de
unidades escolares.
Agenda 21: Capítulo 5 - Dinâmica demográfica e sustentabilidade; Capítulo 25 - A
infância e a juventude no desenvolvimento sustentável; Capítulo 36 - Promoção do
ensino, da conscientização e do treinamento.
Densidade populacional; crescimento populacional; investimento público em
educação; taxa de alfabetização; renda dos chefes de família.
Razão da população residente na faixa etária entre 02 e 15 anos de idade por
somatório da quantidade de unidades de ensino municipal.
Considerem-se para efeito de cálculo somente as unidades de ensino municipal,
compreendidas por: creches, anexos e escolas de ensino fundamental (antiga 8ª
série), bem como a população residente na faixa etária correspondente.
Valor absoluto; relativo ( Pe
Ue ).
SEINF; IBGE
Quadro 20 – Indicador I2 – Unidades escolares.
Ano
2000
População residente
(02 ~ 15 anos de idade)
595.958
Unidades escolares
415
Relação
alunos
Ue
1.436,04
Tabela 27 - Relação entre população residente (02 ~ 15 anos de idade) e quantidade de unidades
escolares municipais – 2000 – Fortaleza.
86
Unidade de informação
População
residente
(02 ~ 15)
Unidades
escolares
2000
2000
Relação
alunos
Ue
Unidade de informação
População
residente
(02 ~ 15)
Unidades
escolares
2000
2000
Relação
alunos
Ue
Aerolândia
3332
1
3332
Jardim Cearense
2202
1
2202
Aeroporto
2427
2
1214
Jardim das Oliveiras
9691
4
2423
Alagadiço
2851
1
2851
Jardim Guanabara
3773
5
755
Alagadiço Novo
3696
1
3696
Jardim Iracema
5940
5
1188
1632
Aldeota
7407
2
3704
João XXIII
4897
3
Alto da Balança
3304
1
3304
Joaquim Távora
4416
1
4416
Álvaro Weyne
5969
5
1194
Jóquei Clube
4473
3
1491
Amadeu Furtado
2571
2
1286
José Bonifácio
1569
0
-
Ancuri
4277
4
1069
Lagoa Redonda
6753
9
750
Antônio Bezerra
6382
5
1276
Luciano Cavalcante
2527
4
632
Autran Nunes
7152
2
3576
Manoel Sátiro
9049
8
1131
728
Barra do Ceará
22151
9
2461
Maraponga
2184
3
Barroso
7995
4
1999
Mata Galinha
1231
0
-
Bela Vista
4040
2
2020
Meireles
5343
2
2672
Benfica
2461
0
-
Messejana
10211
10
1021
Bom Futuro
1283
0
-
Mondubim
26254
14
1875
Bom Jardim
11278
14
806
Monte Castelo
3013
5
603
Bom Sucesso
10572
11
961
Montese
5757
3
1919
Cais do Porto
6695
10
670
Cajazeiras
2322
1
2322
Cambeba
Moura Brasil
1079
0
-
Mucuripe
2436
2
1218
1440
1
1440
Padre Andrade
3475
1
3475
10300
5
2060
Pan Americano
2182
1
2182
Carlito Pamplona
6609
3
2203
Papicu
5080
3
1693
Castelão
1336
2
668
Parangaba
6913
4
1728
Canindezinho
Centro
4466
5
893
Parque Araxá
1291
0
-
Cidade 2000
1487
3
496
Parque Dois Irmãos
7297
5
1459
602
Cidade dos Funcionários
3958
1
3958
Parque Iracema
1203
2
Coaçu
1703
0
-
Parque Manibura
1594
0
-
Cocó
3038
0
-
Parque Presidente Vargas
1647
2
824
1655
Conjunto Ceará 1
4336
5
867
Parque santa Rosa
3310
2
Conjunto Ceará 2
5410
5
1082
Parque São José
2745
7
392
Conjunto Esperança
4297
1
4297
Parquelândia
2768
1
2768
Couto Fernandes
1420
1
1420
Parreão
2183
0
-
Cristo Redentor
8251
7
1179
Passaré
12546
7
1792
Curió
2605
0
-
Paupina
5938
6
990
Damas
1762
1
1762
Pedras
503
4
126
Demócrito Rocha
2840
1
2840
Pici
604
1
604
Dendê
Pirambú
12073
4
3018
5521
1
5521
Dias Macêdo
3631
4
908
Praia de Iracema
572
0
-
Dionísio Torres
2601
1
2601
Praia do Futuro 1
824
1
824
Dom Lustosa
3282
5
656
Praia do Futuro 2
2629
1
2629
566
0
-
Prefeito José Valter
6049
12
504
Edson Queiroz
6122
3
2041
Presidente Kennedy
5958
7
851
Dunas
Farias Brito
2555
3
852
Quintino Cunha
13644
3
4548
Fátima
4693
1
4693
Rodolfo Teófilo
3942
3
1314
Floresta
8464
3
2821
Sabiaguaba
1000
0
-
Genibaú
13558
9
1506
Salinas
529
0
-
Granja Lisboa
17060
9
1896
São João do Tauape
6107
6
1018
Granja Portugal
12215
14
873
Sapiranga / Coité
7536
7
1077
1765
1
1765
Serrinha
7596
5
1519
545
0
-
Siqueira
8301
4
2075
Guajerú
Guararapes
Henrique Jorge
6570
7
939
Itaoca
3223
0
-
Itaperi
4470
4
1118
Jacarecanga
3448
3
21430
2763
Jangurussu
Jardim América
Varjota
1245
1
1245
11349
5
2270
Vila Ellery
1715
1
1715
1149
Vila Pery
4952
3
1651
22
974
6
578
921
Vila União
Vila Velha
3465
3
14490
7
2070
Vicente Pizon
Tabela 28 - Relação entre população residente (02 ~ 15 anos de idade) e quantidade de unidades
escolares municipais – 2000 – Fortaleza – Bairros.
87
; < =;
%>= $ ;
; < =;
%>= $ ;
0
2
1'
* $%
!
&
F
'
<
<
<
!
)
06111
411
06111
06411
9 <$= 6
!
*
I
F
<
)411*
'
<
)06111*
'
<
)06411*
'
Figura 40 – Mapa de distribuição espacial das unidades escolares municipais – raios de influência
direta – 2000 – Fortaleza – Bairros.
88
5
Conclusões
5.1 Síntese do trabalho e suas contribuições
A principal contribuição deste trabalho foi abordar um tema (ainda)
pouco discutido, tanto em meio acadêmico, quanto nas instituições que
promovem e realizam pesquisas: desenvolvimento sustentável. Uma “proposta
para elaboração de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável” faz-se
necessária, diríamos até urgente, diante do crescimento descontrolado que
estamos vivenciando, principalmente, nas capitais do “nosso” Brasil e da
degradação ambiental do próprio local onde vivemos.
A utilização das técnicas que compõem o geoprocessamento ampliou
as possibilidades analíticas dos indicadores, pois tivemos a possibilidade de
avaliá-los e analisá-los espacialmente, distribuídos de acordo com as estruturas
intra-urbanas do Município.
Este trabalho preocupou-se com a elaboração de uma metodologia
para a elaboração de indicadores de desenvolvimento sustentável e sua posterior
análise espacial em um sistema de informação geográfica. O primeiro momento
se caracteriza por estabelecer um patamar mínimo de conhecimento sobre IDS
através de pesquisas e consultas (predominantemente no ambiente da Internet,
ver Apêndice 3 – Endereços na Internet sobre Indicadores de Desenvolvimento
Sustentável), com o intuito de conhecer quais indicadores estão sendo utilizados,
qual a técnica de sua aplicação e sua possível adaptação à nossa realidade.
O segundo momento trata da exploração das possibilidades de
manipulação matemático-computacionais que a tecnologia do geoprocessamento
possibilita, desde a modelagem dos dados até a análise espacial. Podemos
verificar, inclusive, que em estudos desta natureza, onde é bastante difundida a
utilização de informações sob forma de taxas, indicadores e percentuais, é
sempre importante reconhecer as relações que estas medidas estabelecem em
função de sua natureza geográfica e que necessitam desta para uma análise
89
crítica fundamentada em uma interpretação imparcial das informações (ver
Apêndice 1 – Relação entre indicadores).
5.2 Resultados obtidos
A seqüência de indicadores apresentada nesta monografia não
pretende esgotar todas as possibilidades da utilização dos Indicadores de
Desenvolvimento Sustentável, visto que são complexos e necessitam por si só, de
um estudo mais detalhado acerca de sua utilização e interpretação. Não cabe
portanto, neste momento, fazer comentário, análise fatorial3, análise crítica, nem
análise espacial sobre os mapas, tabelas e gráficos obtidos através da
modelagem dos dados originais.
Contudo, os indicadores trabalhados mostraram-se satisfatórios e
capazes de representar com fidedignidade a realidade do Município dentro do
conceito de desenvolvimento sustentável. É preciso, mesmo assim, aprimorar
estes indicadores e congregar outros (ver Apêndice 2 – Indicadores a
desenvolver) para que possamos desencadear um processo de análise mais
coerente, quem sabe até a elaboração de um índice de desenvolvimento
sustentável.
5.3 Considerações finais
Atuar em cidades de médio e grande porte exige, independente da
formação profissional, uma compreensão do seu todo e para o urbanista, um
panorama detalhado que possa exprimir com clareza o objeto de análise, a urbe.
Espero ter demonstrado que este trabalho possa ser, dentre tantos
outros, um instrumento de pesquisa e análise urbana, auxiliando no estudo
sistematizado da cidade e da questão urbana.
3
Processo de análise de um fenômeno em que se procura determinar ou medir, por meio de correlações
apropriadas, a influência de determinados fatores.
90
6
Bibliografia
AGENDA 21. Agenda 21. Conferência das Nações Unidas sobre o Meio
Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD). Rio de Janeiro, 1992. Disponível em
http://www.mma.gov.br, acesso em jan. 2003.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Artigos 182 e 183.
Brasília, DF: Senado, 1988.
BRASIL. Estatuto da Cidade. Lei Ordinária nº 10.257, de 10 de julho de 2001.
Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal estabelece diretrizes
gerais da política urbana e dá outras providências. Publicada no Diário Oficial da
União (DOU) em 11/07/2001, p. 1, Poder Executivo, Brasília, DF.
CÂMARA G.; CASANOVA M. A.; HEMERLY A. S.; MAGALHÃES G. C.;
MEDEIROS C. M. B. Anatomia de Sistemas de Informação Geográfica. 1996.
Escola de computação, SBC, Rio de Janeiro, abr. 1996. Disponível em
http://www.dpi.inpe.br/gilberto/livros.html, acesso em jan. 2002.
CÂMARA G. Modelos, Linguagens e Arquiteturas para bancos de dados
geográficos. Tese (Doutoramento em Computação Aplicada) - São José dos
Campos, INPE, dez. 1995. Disponível em http://www.dpi.inpe.br/teses/gilberto,
acesso em jan. 2002.
DAVIS C.; PAIVA J. A.; CASANOVA M. A.; CÂMARA G. Banco de Dados
Geográficos. Manual on-line. Disponível em
http://www.dpi,inpe.br/gilberto/livros.html, acesso em jan. 2002.
IBGE. Indicadores de Desenvolvimento Sustentável. 2002. Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística: Diretoria de Geociências. Rio de janeiro: IBGE, 2000.
195 p. ISSN 1517-1450; n. 2; ISBN 85-240-0888-1. Disponível em
http://www.ibge.gov.br/, acesso em jan. 2003.
INPE. Tutorial SPRING - Fundamentos de Geoprocessamento. 2000. Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, data da edição: maio de 2000.
Disponível em http://www.dpi.inpe.br/spring/portugues/manuais.html, acesso em
jan. 2002.
INPE. Atlas BR. Arquivo padrão SPRING, contendo: Mapa estadual, municipal 91
(500.000 e 2.000.000), 94 (500.000 e 2.000.000) e 97 (500.000), sede de
municípios (91 e 94), drenagem, vias acesso, séries cartográficas, vegetação
RADAM, cenas Landsat e Cbers do Brasil. Gerenciador BD: Access. Tamanho do
arquivo: 77,6 Mbytes. Projeto: Brasil, polycônica, SAD-69. Disponível em
http://www.dpi.inpe.br/spring/portugues/bancospr.html, acesso em out. 2003.
LANDSAT. Imagem de Satélite. Data: 1997, referência nº 217/63, resolução de
30 metros. São José dos Campos: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
(INPE).
91
MARTIN, D. Geographic Information Systems: Socioeconomic Applications.
London: Routledge, 1995.
PDDUA.FOR.2004. Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental de
Fortaleza. Projeto LegFor, Síntese Diagnóstica de Atualização do Plano Diretor.
Disponível em http://www.seinf.fortaleza.ce.gov.br/legfor, acesso em nov. 2003.
ROCHA C. H. B. Geoprocessamento: Tecnologia Transdisciplinar. 2000. Juiz
de Fora, MG.
SIDS. Proposta para um Sistema de Indicadores de Desenvolvimento
Sustentável. 2000. Portugal: Direcção Geral do Ambiente, Direcção de Serviços
de Informação e Acreditação, data de edição: 2000. ISBN 972-8419-48-1.
Disponível em http://elara.iambiente.pt/, ou http://www.dga.min-amb.pt/, acesso
em 20 ago. 2003.
UNESP. Introdução ao Geoprocessamento. Courseware em Ciências
Cartográficas. 2000. Última atualização em 16 mai. 2000. Campus de Presidente
Prudente,
http://www.multimidia.prudente.unesp.br/arlete/hp_arlete/courseware/intgeo.htm,
acesso em jan. 2003.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. Biblioteca de Ciências e Tecnologia.
Guia para normalização de trabalhos acadêmicos. Fortaleza, 2003. Disponível
em http://sw.npd.ufc.br/bibct/servicos-p.htm, acesso em: 05 jan. 2004.
VEIGA J. E. da. Novos indicadores de desenvolvimento: das limitações do IDH
aos novos indicadores de desenvolvimento sustentável. 2003. Fundação Parque
Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB). http://www.paqtc.rpp.br/. Acesso em 25 set.
2003.
92
Apêndice 1 – Relação entre indicadores
A análise da relação entre indicadores constitui uma forma coerente de
constatar semelhança, conformidade, dependência; ou diferença, divergência,
autonomia. Pode ser realizada visualmente, através da comparação entre mapas
e verificada, posteriormente, através dos dados em forma de tabelas e/ou
gráficos.
Outra forma de análise entre indicadores é a utilização de técnicas de
geoestatística, contidas na grande maioria dos sistemas de informação geográfica
(SIG), e que compõem uma das alternativas de análise geográfica. Sua utilização
necessita de conhecimento específico, pois utiliza variáveis e cálculos complexos
e exige, desta forma, uma demanda maior de tempo para a realização da análise.
Neste momento, iremos analisar os indicadores E1 – Renda dos chefes
de família e S5 – Escolaridade dos chefes de família, com o intuito de demonstrar
uma das possibilidades de análise entre indicadores.
Podemos constatar, inicialmente, a semelhança entre a distribuição
espacial dos indicadores no território do Município.
; < =;
%>= $ ;
; < =;
; < =;
%>= $ ;
%>= $ ;
; < =;
%>= $ ;
0
0
2
2
1'
1'
5 #
"
E
J
"
!"
!K
, @1.7 / 50-72
, 7@0? / @1.72
, 043. / 7@0?2
, -@@64@ / 043.2
, .53 / -@@64@2
, 5.7 / .532
, 73. / 5.72
8774 / 73.2
!
5 #
# " 6!
9$ <
# " 6!
" =>
"
9$ <
71116
71116
'
"# N A
)M *
, 5- / 432
, @4 / 5-2
, 7@ / @42
, 0165. / 7@2
, 5 / 0165.2
81603 / 52
Figura 41 – comparativo entre a distribuição espacial dos indicadores E1 (à esquerda) e S5 (à direita) –
Fortaleza – Bairros – 2000.
Visualmente verificamos que a semelhança entre os mapas é
acentuada, a delimitação das classes de agrupamento possui coincidências e o
93
agrupamento de bairros com a mesma coloração, também formam áreas
similares. Este fato é denominado de autocorrelação espacial.
Ao produzirmos um gráfico de dispersão entre as variáveis de cada
indicador que compõem os respectivos mapas iremos constatar a correlação
existente entre os dois indicadores. Este fato é denominado de coeficiente de
correlação.
Chefes de família - 2000 - Fortaleza
S5 - 15 anos ou mais de estudo
60,00%
50,00%
40,00%
30,00%
20,00%
10,00%
0,00%
0
500
1000
1500
2000
2500
3000
3500
4000
4500
E1 - Re nda m é dia m e ns al
Figura 42 – Gráfico de dispersão: indicadores E1 e S5 – Fortaleza – Bairros – 2000.
A correlação existente é do tipo linear direta, ou seja, o agrupamento
da nuvem de pontos forma uma linha de tendência que se aproxima de uma reta,
e direta, pois ao aumentarmos a renda média mensal (valor no eixo X), aumenta o
percentual de chefes de família com 15 anos ou mais de estudo (valor no eixo Y).
Podemos afirmar que há uma dependência entre os indicadores, onde a renda do
chefe de família está vinculada ao seu grau de instrução, ou vice-versa.
Fato este que não podemos afirmar, por exemplo, ao analisarmos os
indicadores A3 – acesso a esgotamento sanitário e S2 – crescimento
populacional. A distribuição espacial dos indicadores no território não apresenta
nenhuma conformidade ou semelhança.
94
; < =;
%>= $ ;
; < =;
; < =;
%>= $ ;
%>= $ ;
; < =;
0
0
2
2
1'
(
"
(
"
& /
)
%
9$ <
)
(
1'
71116
4 "
(
& & ! $%
!
9
9
'
"
)M *
, -. / 0112
, 30 / -.2
, 4. / 302
, 506.3 / 4.2
, 74 / 506.32
, 07 / 742
81 / 072
:
#
%>= $ ;
"
9$ <
!
71116
90??0&7111
, 0.61 / 71602
, 0064 / 0.612
, 361 / 00642
, 765- / 3612
, 761 / 765-2
, .64 / 7612
8-67 / .642
Figura 43 – comparativo entre a distribuição espacial dos indicadores A3 (à esquerda) e S2 (à direita) –
Fortaleza – Bairros – 2000.
O gráfico de dispersão reforça a ausência da correlação espacial, visto
que a distribuição da nuvem de pontos não apresenta associabilidade entre os
indicadores.
25,00%
S2 - Crescimento populacional
20,00%
15,00%
10,00%
5,00%
0,00%
0,0%
20,0%
40,0%
60,0%
80,0%
100,0%
120,0%
-5,00%
-10,00%
A3 - Ace s s o a e s gotam e nto s anitário
Figura 44 – Gráfico de dispersão: indicadores A3 e S2 – Fortaleza – Bairros – 2000.
O gráfico não apresenta associação linear (direta ou inversa), os
pontos espalham-se de forma dispersa no plano cartesiano. Concluímos que
parece não haver nenhum tipo de dependência entre os dois indicadores, pois o
aumento da taxa de crescimento populacional (valor no eixo Y), não
corresponderá a um maior, nem menor, acesso a esgotamento sanitário (valor no
eixo X). Podemos afirmar que não há uma dependência entre os indicadores,
95
onde a taxa de crescimento populacional não está vinculada ao acesso a
esgotamento sanitário, ou vice-versa.
96
Apêndice 2 – Indicadores a desenvolver
Indicadores ambientais
Emissão de gases com efeito estufa
Emissão de óxidos de enxofre
Temperatura média do ar
Investimentos e despesas na redução da poluição atmosférica
Evolução da linha de costa
Qualidade das águas superficiais
Qualidade das águas subterrâneas
Qualidade da água para consumo humano
Investimentos e despesas na preservação ambiental e zonas costeiras
Consumo de água
Eficiência dos sistemas de coleta e tratamento de águas residuais
Densidade de rede hidrológica
Reservas ecológicas – parques ecológicos – áreas protegidas
Solo contaminado
Investimento e despesa pública e privada na conservação da natureza
Produção de resíduos perigosos: industriais, hospitalares, dentre outros
Produção e destino final de lamas em estações de tratamento de águas residuais
Tratamento destino final de resíduos sólidos
Investimento e despesa na gestão de resíduos
Distribuição da incidência de ruídos
Investimento e despesa no controle da poluição sonora
Quadro 21 – Indicadores ambientais a desenvolver.
Indicadores econômicos
Produto interno bruto (PIB)
Participação no PIB por setor de atividade (primário, secundário e terciário)
Estrutura do emprego por setor de atividade (primário, secundário e terciário)
Taxa de desemprego
População desempregada entre 30 e 60 anos de idade
Desigualdade de rendimentos (índice de gini)
Despesas públicas em programas de formação/qualificação profissional
Idade média dos veículos
Transporte de passageiros por modo de transporte
Intensidade turística
Sazonalidade turística
Capacidade de alojamento
Produção agrícola
Produção industrial
Tarifas de transporte público
Consumo de energia elétrica
Valor pago por consumo de energia elétrica
Intensidade de tráfego
Quadro 22 – Indicadores econômicos a desenvolver.
97
Indicadores sociais
Taxa de natalidade
Taxa de mortalidade infantil
Taxa de mortalidade materna
Esperança média de vida
Médicos – relação entre habitantes e profissionais médicos regulamentados
População que completou o ensino médio
Despesa pública com assistência social
Bibliotecas públicas e utilizadores
Criminalidade
Condenados em processos por crime
Reclusos em sistema carcerário
Incidência de doenças respiratórias
População que vive abaixo do limiar de pobreza
Investimento público com saúde
Investimento público com educação
Quadro 23 – Indicadores sociais a desenvolver.
Indicadores Institucionais
Titulares de diplomas universitários
Acesso a redes globais de comunicação
Consumo de jornais
Empresas com certificados de qualidade
Organizações Não Governamentais
Quadro 24 – Indicadores institucionais a desenvolver.
98
Apêndice 3 – Endereços na Internet sobre Indicadores de
Desenvolvimento Sustentável
Australia Government – Department of the Environment and Heritage
http://www.deh.gov.au/soe/
Brasil – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE
http://www.ibge.gov.br/
Brasil – Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará – IPECE
http://www.ipece.ce.gov.br/index.htm
Brasil – Ministério das Relações Exteriores
http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/meioamb/agenda21/apresent/index.htm
Brasil – Ministério do Meio Ambiente
http://www.mma.gov.br/
British Columbia Government – Ministry of Water, Land and Air Protection – State of Canada´s
Environment – Environment Canada Regional Indicators
http://wlawww.gov.bc.ca/soerpt/index.html
Canada – International Institute for Sustainable Development – IISD
http://iisd.ca/
Canada – National Environmental Indicator Series
http://www1.ec.gc.ca/~1ind/
Chesapeake By Program – Environmental Indicators: Measuring Our Progress
http://www.chesapeakeby.net/
Columbia University – Center for International Earth Science Information Network – CIESIN
http://www.ciesin.org/
EUROSTAT
http://europa.eu.int/comm/eurostat/
Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável – FBDS
http://fbds.org.br/
Indicators of Sustainable Development for the United Kingdom
http://www.environment.detr.gov.uk/epsim/indics/index.htm
Indicators of Sustainable Development Workshop - Her Majesty the Queen in Right of Canada, 1993
http://mf.ncr.forestry.ca/conferences/isd/isd.html
International Institute for Sustainable Development (IISD)
http://www.iisd.ca/
Links to Other Environmental Indicator Resources
http://www.fsu.edu/~cpm/segip/envirolink.html
México – Instituto Nacional de Ecologia
http://www.ine.gov.mx/
Norway – State of the Environmental – list of Indicators
http://www.grida.no/soeno97/index.htm
Observatório de Sustentabilidade e Qualidade de Vida
http://www.sustentabilidade.org.br/
OECD – Environmental Indicators
http://oecd.org/
Portugal – Centro Nacional de Informação Geográfica – CNIG
http://www.cnig.pt/
Portugal – Direcção Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano – DGOTDU
http://www.dgotdu.pt
Portugal – Instituto Nacional de Estatística – INE
http://www.ine.pt
Portugal – Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente
http://www.elara.iambiente.pt/
UNESCO – Institute of Statisc
http://uis.unesno.org/ev_en.php?id=2867_2018id=do_sitemap
99
UNESCO Statistic
http://www.unescostat.unesco.org/
United Nations – Division for Sustainable Development
http://www.un.or/esa/sustdev/
United Nations – Environment Program – UNEP
http://www.unep.org/
United Nations – Food and Agriculture Organization – Sustainable Development Department
http://www.fao.org/sd/index_en.htm
Universidad Anáhuac de Xalapa – Centro de Estudos para la Sustentabilidad
http://www.edg.net.mx/~mathiswa
Universidade Federal do Paraná – UFPR – Indicadores de Desenvolvimento
http://www.portral.economia.ufpr.br/desenvolvimento_economico/indicadores_desenvolvimento/
Universidade Livre do Meio Ambiente – UNILIVRE
http://www.unilivre.org.br/
World Bank – Environmental Indicators
http://www.worldbank.org/data/archive/wdi99/environment.html
World Health Organization – WHO
http://who.org/
World Resource Institute – WRI
http://www.wri.org/
Quadro 25 – Relação de endereços na Internet sobre Indicadores de Desenvolvimento Sustentável.
100
Anexo 1 – Mapa do Município de Fortaleza
; < =;
%>= $ ;
; < =;
%>= $ ;
0
2
1'
Figura 45 – Mapa do Município de Fortaleza com divisão dos bairros e respectivas toponímias.
1 Alagadiço
2 Aldeota
3 Álvaro Weyne
4 Amadeu Furtado
5 Moura Brasil
6 Barra do Ceará
7 Benfica
8 Bom futuro
9 Carlito Pamplona
10 Centro
11 Cocó
12 Cristo Redentor
13 Damas
14 Dionísio Torres
15 Farias Brito
16 Fátima
17 Floresta
18 Jacarecanga
19 Jardim América
20 Jardim Guanabara
21 Jardim Iracema
22 Joaquim Távora
23 José Bonifácio
24 Meireles
25 Monte Castelo
26 Mucuripe
27 Papicu
28 Parque Araxá
29 Parquelândia
30 Parreão
31 Pirambú
32 Praia de Iracema
33 Presidente
Kennedy
34 Rodolfo Teófilo
35 São João do
Tauápe
36 Varjota
37 Vicente Pinzon
38 Vila Ellery
39 Vila Velha
40 Antônio Bezerra
41 Autran Nunes
42 Conjunto Ceará 1
43 Dom Lustosa
44 Genibaú
45 Henrique Jorge
46 João XXIII
47 Padre Andrade
48 Quintino Cunha
49 Alagadiço Novo
50 Ancuri
51 Barroso
52 Cajazeiras
53 Cambeba
54 Cidade dos
Funcionários
55 Coaçu
56 Curió
57 Edson Queiroz
58 Luciano
Cavalcante
59 Guajerú
60 Guararapes
61 Jangurussu
62 Jardim das
Oliveiras
63 Lagoa Redonda
64 Sapiranga / Coité
65 Messejana
66 Parque Iracema
67 Parque Manibura
68 Paupina
69 Pedras
70 Sabiaguaba
71 Salinas
72 Bom Jardim
73 Bom Sucesso
74 Canindezinho
75 Conjunto Ceará 2
76 Conjunto
Esperança
77 Dendê
78 Granja Lisboa
79 Granha Portugal
80 Jardim Cearense
81 Manoel Sátiro
82 Maraponga
83 Mondubim
84 Parque Dois
Irmãos
85 Parque Presidente
Vargas
86 Parque São José
87 Parque Santa
Rosa
88 Passaré
89 Prefeito José
Valter
90 Siqueira
91 Aerolândia
92 Aeroporto
93 Alto da Balança
94 Bela Vista
95 Castelão
96 Couto Fernandes
97 Demócrito Rocha
98 Dias Macêdo
99 Itaoca
100 Itaperi
101 Jóquei Clube
102 Mata Galinha
103 Montese
104 Pan Americano
105 Parangaba
106 Pici
107 Serrinha
108 Vila Pery
109 Vila União
110 Cais do Porto
111 Cidade 2000
112 Dunas
113 Praia do Futuro 1
114 Praia do Futuro 2
Download

universidade estadual do ceará - uece curso de - DPI