UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ - UECE PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA – PROPGPq CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA – CCT CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GEOPROCESSAMENTO APLICADO À ANÁLISE AMBIENTAL E RECURSOS HÍDRICOS AUTOR: MARCELO SARAIVA GONDIM TÍTULO: UTILIZAÇÃO DE GEOPROCESSAMENTO PARA DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PARA O MUNICÍPIO DE FORTALEZA. Fortaleza 2004 i UTILIZAÇÃO DE GEOPROCESSAMENTO PARA DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PARA O MUNICÍPIO DE FORTALEZA. AUTOR: MARCELO SARAIVA GONDIM Orientador: Profª Msc. Maria Lúcia Brito Cruz ! " # $ & Fortaleza 2004 % ii FOLHA DE APROVAÇÃO UTILIZAÇÃO DE GEOPROCESSAMENTO PARA DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PARA O MUNICÍPIO DE FORTALEZA. AUTOR: MARCELO SARAIVA GONDIM ! " # $ & Defesa em: _____ / ______________________ / 2004. Conceito obtido: ______________________________. BANCA EXAMINADORA _______________________________________________ Profª Msc. Maria Lúcia Brito Cruz (Orientadora) _______________________________________________ Profº Dr. José Meneleu Júnior _______________________________________________ Prof° Msc. Ércio Flávio Viana Pessoa % iii Esta monografia foi submetida à Coordenação do Curso de Pósgraduação em Geografia como parte do requisito necessário à obtenção do título de Especialista outorgado pela Universidade Estadual do Ceará e que encontrase à disposição dos interessados na Biblioteca da referida Universidade. A citação de qualquer trecho desta monografia é permitida desde que seja feita de conformidade com as normas da ética científica. iv DEDICATÓRIA Aos meus pais, Nelson e Inês, que sempre me ensinaram a procurar meus próprios caminhos. E à minha esposa, Patrícia, pelo companheirismo e compreensão nas minhas horas de ausência. v AGRADECIMENTO A toda equipe do Curso de Especialização em Geoprocessamento Aplicado a Análise Ambiental e Recursos Hídricos, que muito se empenharam em proporcionar um ambiente profícuo ao aprendizado. Ao Prof° Santiago, que soube coordenar o curso com muita dedicação, principalmente nos momentos mais difíceis. À Profª Lúcia, pelo incentivo e pela confiança atribuída durante a elaboração deste documento. A todos os amigos da Coordenação de Desenvolvimento Urbano da SEINF, que souberam compreender a minha ausência enquanto estava dedicado ao Curso e, especialmente, à Equipe de Informações Georreferenciadas. vi Aboio (Caetano Veloso) “Urbe imensa Pense o que é e será e foi Pensa no boi Enigmática máscara, boi Tem piedade Megacidade Contra teus meninos Canta Com teus sinos A felicidade intensa Que se perde e encontra em ti Luz dilui-se e adensa-se Pensa-te” vii RESUMO O estudo da Utilização de Geoprocessamento para Desenvolvimento e Aplicação de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) para o Município de Fortaleza tem por objetivo a pesquisa de uma metodologia para a elaboração destes indicadores, sua aplicação neste Município e disponibilidade dos resultados obtidos, tendo em vista a necessidade crescente de se adotar uma abordagem equilibrada e integrada das questões relativas ao meio ambiente e da necessidade de se promover o desenvolvimento sustentável (agenda 21). Desta forma, foram utilizadas as técnicas de geoprocessamento e os indicadores de desenvolvimento sustentável a fim de identificar áreas degradas no intuito de orientar possíveis intervenções urbanas, bem como instituir sua contribuição na atualização, incremento, consulta e recuperação dos dados/informações, tendo como finalidade a difusão e sua utilização como ferramenta de apoio ao planejamento urbano e regional. Os procedimentos metodológicos adotados constituíram-se de levantamento de dados/informações e representação de elementos geográficos (cartografia), em conjunto com as ações práticas foram desenvolvidos estudos da realidade baseados em livros, documentos e experiências de outras regiões. Este trabalho, todavia, não pretende esgotar todas as possibilidades da utilização dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, visto que são complexos e necessitam por si só, de um estudo mais detalhado a cerca de sua utilização e interpretação. Contudo, os resultados obtidos mostram-se satisfatórios e capazes de representar com fidedignidade a realidade da área pesquisada. PALAVRAS CHAVE: Análise urbana; Indicadores de Desenvolvimento Sustentável; Geoprocessamento. viii LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AM / FM – AUTOMATED MAPPING / FACILITIES MANEGEMENT BD – BANCO DE DADOS CAD – COMPUTER AIDED DRAWING CADD – COMPUTER AIDED DRAFITING AND DESIGN CAGECE – COMPANHIA DE ÁGUA E ESGOTO DO CEARÁ CIES – CENTRO INTEGRADO DE EDUCAÇÃO E SAÚDE CSD – COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DAS NAÇÕES UNIDAS GIS – GEOGRAPHIC INFORMATION SYSTEM GPS – GEOGRAPHIC POSITION SYSTEM (SISTEMA DE POSICIONAMENTO GEOGRÁFICO) IBAMA – INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS RENOVÁVEIS IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA IDH – indicador (es) DE DESENVOLVIMENTO HUMANO índice IDM – ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL IDS – INDICADOR(ES) DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL INPC – ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR INPE – INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS LIS – LAND INFORMATION SYSTEM LUOS – LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PDDUA.FOR – PLANO DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO URBANO AMBIENTAL DE FORTALEZA PIB – PRODUTO INTERNO BRUTO PMF – PREFEITURA MUNICIPAL DE FORTALEZA PNUD – PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO RMF – REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA SEINF – SECRETARIA MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO URBANO E INFRA-ESTRUTURA SGBD – SISTEMA GERENCIADOR DE BANCO DE DADOS SIG – SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA SPRING – SISTEMA DE PROCESSAMENTO E RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA TI – TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO UBASF – UNIDADE BÁSICA DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA FAMÍLIA ix LISTA DE ILUSTRAÇÕES FIGURA 1 – GEOPROCESSAMENTO: CONJUNTO DE TÉCNICAS. ........................................................................... 18 FIGURA 2 – ARQUITETURA DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA......................................................... 20 FIGURA 3 – INTEGRAÇÃO DE DADOS EM SIG: PLANOS DE INFORMAÇÃO........................................................... 21 FIGURA 4 – CARACTERÍSTICAS DE UM SIG. ...................................................................................................... 23 FIGURA 5 – ASPECTOS DETERMINANTES DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. ............................................ 24 FIGURA 6 – PIRÂMIDE DE AGREGAÇÃO DAS INFORMAÇÕES. ............................................................................. 26 FIGURA 7 – AGREGAÇÃO DE INFORMAÇÃO ASSOCIADA AO TIPO DE USUÁRIO................................................... 27 FIGURA 8 – MAPA DE LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA........................................... 35 FIGURA 9 – MAPA DE RELEVO (TÉCNICA DE SOMBREAMENTO)......................................................................... 36 FIGURA 10 – MAPA DE DECLIVIDADE. .............................................................................................................. 38 FIGURA 11 – MAPA DE BACIAS HIDROGRÁFICAS............................................................................................... 40 FIGURA 12 – MAPA DE TIPOLOGIA DE SOLOS. ................................................................................................... 42 FIGURA 13 – MAPA DE COBERTURA VEGETAL. ................................................................................................. 43 FIGURA 14 – GRÁFICO PERCENTUAL DE DOMICÍLIOS COM ABASTECIMENTO DE ÁGUA EM RELAÇÃO AO TOTAL DE DOMICÍLIOS. ....................................................................................................................................... 47 FIGURA 15 – MAPA DE DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM ABASTECIMENTO DE ÁGUA – TIPO REDE GERAL – FORTALEZA – BAIRROS – 2000. ................................................................................................ 49 FIGURA 16 – GRÁFICO PERCENTUAL DE DOMICÍLIOS COM DESTINO DO LIXO - TIPO COLETADO. ....................... 50 FIGURA 17 – GRÁFICO PERCENTUAL DE DOMICÍLIOS COM OUTROS DESTINOS DO LIXO..................................... 51 FIGURA 18 – MAPA DE DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM DESTINO DO LIXO – TIPO COLETADO – FORTALEZA – BAIRROS – 2000. .............................................................................................................. 53 FIGURA 19 – GRÁFICO PERCENTUAL DE DOMICÍLIOS COM ESGOTAMENTO SANITÁRIO – TIPO REDE GERAL DE ESGOTO OU PLUVIAL. .............................................................................................................................. 54 FIGURA 20 – MAPA DE DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES – COM ESGOTAMENTO SANITÁRIO – TIPO REDE GERAL DE ESGOTO OU PLUVIAL – FORTALEZA – BAIRROS – 2000.................................................. 56 FIGURA 21 – GRÁFICO PERCENTUAL DE COBERTURA VEGETAL EM RELAÇÃO À ÁREA DO MUNICÍPIO............... 57 FIGURA 22 – MAPA DE COBERTURA VEGETAL – INTERPRETAÇÃO DA IMAGEM DE SATÉLITE (LANDSAT – 97)... 58 FIGURA 23 – GRÁFICO RELAÇÃO ENTRE ÁREAS PROTEGIDAS POR PLANO DE ORDENAMENTO – COMPARATIVO ENTRE 1992 E 2003. ................................................................................................................................ 59 FIGURA 24 – MAPA DAS ÁREAS PROTEGIDAS POR PLANO DE ORDENAMENTO – PDDUA.FOR.2004. .............. 60 FIGURA 25 – GRÁFICO RENDA MÉDIA MENSAL DOS CHEFES DE FAMÍLIA E RENDA MÉDIA MENSAL POR SALÁRIO MÍNIMO – 1991/2000 – FORTALEZA. ....................................................................................................... 61 FIGURA 26 – MAPA DA RENDA MÉDIA NOMINAL MENSAL DOS CHEFES DE FAMÍLIA – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS. ................................................................................................................................................ 63 FIGURA 27 – GRÁFICO RENDA DISTRIBUÍDA: R$/PESSOA E SAL.MIN./PESSOA – 1991/2000 – FORTALEZA. ..... 64 FIGURA 28 – MAPA DE RENDA DISTRIBUÍDA – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS. ................................................ 66 FIGURA 29 – GRÁFICO DENSIDADE POPULACIONAL 1970/1980/1991/2000/2010 - FORTALEZA. ..................... 67 FIGURA 30 – MAPA DE DENSIDADE POPULACIONAL – FORTALEZA – BAIRROS – 2000...................................... 69 FIGURA 31 – GRÁFICO TAXA MÉDIA GEOMÉTRICA DE CRESCIMENTO ANUAL – 1970 ~ 2010 - FORTALEZA. ..... 70 FIGURA 32 – MAPA DA TAXA MÉDIA GEOMÉTRICA DE CRESCIMENTO ANUAL POPULACIONAL – 1991/2000 – FORTALEZA – BAIRROS........................................................................................................................... 72 FIGURA 33 – GRÁFICO PROPORÇÃO DA POPULAÇÃO EM DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM DENSIDADE INADEQUADA DE MORADORES POR DORMITÓRIO – 1991/2000 – FORTALEZA. ..................... 73 FIGURA 34 – MAPA DE PROPORÇÃO DA POPULAÇÃO EM DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM DENSIDADE INADEQUADA DE MORADORES POR DORMITÓRIO – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS.............. 75 FIGURA 35 – GRÁFICO TAXA DE ALFABETIZAÇÃO DE PESSOAS COM 15 ANOS OU MAIS DE IDADE – 1991/2000 – FORTALEZA............................................................................................................................................. 76 FIGURA 36 – MAPA DA TAXA DE ALFABETIZAÇÃO DE PESSOAS COM 15 ANOS OU MAIS DE IDADE – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS........................................................................................................................... 78 FIGURA 37 – GRÁFICO PROPORÇÃO DE ESCOLARIDADE DOS CHEFES DE FAMÍLIA COM 15 ANOS OU MAIS DE ESTUDO – 1991/2000 – FORTALEZA. ....................................................................................................... 79 FIGURA 38 – MAPA DE PROPORÇÃO DA ESCOLARIDADE DOS CHEFES DE FAMÍLIA COM 15 ANOS OU MAIS DE ESTUDO – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS. .............................................................................................. 81 FIGURA 39 – MAPA DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS UNIDADES DE SAÚDE MUNICIPAIS – RAIOS DE INFLUÊNCIA DIRETA – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS. ............................................................................................... 84 FIGURA 40 – MAPA DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS UNIDADES ESCOLARES MUNICIPAIS – RAIOS DE INFLUÊNCIA DIRETA – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS. ........................................................................... 87 x FIGURA 41 – COMPARATIVO ENTRE A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS INDICADORES E1 (À ESQUERDA) E S5 (À DIREITA) – FORTALEZA – BAIRROS – 2000.............................................................................................. 92 FIGURA 42 – GRÁFICO DE DISPERSÃO: INDICADORES E1 E S5 – FORTALEZA – BAIRROS – 2000....................... 93 FIGURA 43 – COMPARATIVO ENTRE A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS INDICADORES A3 (À ESQUERDA) E S2 (À DIREITA) – FORTALEZA – BAIRROS – 2000.............................................................................................. 94 FIGURA 44 – GRÁFICO DE DISPERSÃO: INDICADORES A3 E S2 – FORTALEZA – BAIRROS – 2000. ..................... 94 FIGURA 45 – MAPA DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA COM DIVISÃO DOS BAIRROS E RESPECTIVAS TOPONÍMIAS.100 xi LISTA DE QUADROS QUADRO 1 – EVOLUÇÃO DA TECNOLOGIA DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA. ............................. 22 QUADRO 2 – SÍNTESE DE ALGUMAS VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA APLICAÇÃO DE INDICADORES E ÍNDICES DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. ........................................................................................................ 28 QUADRO 3 – RELAÇÃO DOS INDICADORES AMBIENTAIS ................................................................................... 45 QUADRO 4 – RELAÇÃO DOS INDICADORES ECONÔMICOS.................................................................................. 45 QUADRO 5 – RELAÇÃO DOS INDICADORES SOCIAIS........................................................................................... 46 QUADRO 6 – RELAÇÃO DOS INDICADORES INSTITUCIONAIS.............................................................................. 46 QUADRO 7 – INDICADOR A1 – ACESSO A SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA............................................ 47 QUADRO 8 – INDICADOR A2 – ACESSO A SERVIÇO DE COLETA DE LIXO. .......................................................... 50 QUADRO 9 – INDICADOR A3 – ACESSO A ESGOTAMENTO SANITÁRIO. .............................................................. 54 QUADRO 10 – INDICADOR A4 – COBERTURA VEGETAL. ................................................................................... 57 QUADRO 11 – INDICADOR A5 – ÁREAS PROTEGIDAS POR PLANO DE ORDENAMENTO. ..................................... 59 QUADRO 12 – INDICADOR E1 – RENDA DOS CHEFES DE FAMÍLIA...................................................................... 61 QUADRO 13 – INDICADOR E2 – RENDA DISTRIBUÍDA. ...................................................................................... 64 QUADRO 14 – INDICADOR S1 – DENSIDADE POPULACIONAL. ........................................................................... 67 QUADRO 15 – INDICADOR S2 – CRESCIMENTO POPULACIONAL. ....................................................................... 70 QUADRO 16 – INDICADOR S3 – DENSIDADE INADEQUADA DE MORADORES POR DOMICÍLIO............................. 73 QUADRO 17 – INDICADOR S4 – TAXA DE ALFABETIZAÇÃO............................................................................... 76 QUADRO 18 – INDICADOR S5 – ESCOLARIDADE DOS CHEFES DE FAMÍLIA. ....................................................... 79 QUADRO 19 – INDICADOR I1 – UNIDADES DE SAÚDE........................................................................................ 82 QUADRO 20 – INDICADOR I2 – UNIDADES ESCOLARES. .................................................................................... 85 QUADRO 21 – INDICADORES AMBIENTAIS A DESENVOLVER.............................................................................. 96 QUADRO 22 – INDICADORES ECONÔMICOS A DESENVOLVER. ........................................................................... 96 QUADRO 23 – INDICADORES SOCIAIS A DESENVOLVER..................................................................................... 97 QUADRO 24 – INDICADORES INSTITUCIONAIS A DESENVOLVER........................................................................ 97 QUADRO 25 – RELAÇÃO DE ENDEREÇOS NA INTERNET SOBRE INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL......................................................................................................................................... 99 xii LISTA DE TABELAS TABELA 1 – MUNICÍPIOS INTEGRANTES DA REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA. ................................... 44 TABELA 2 – RMF - 2000: OFERTA DE EMPREGOS NA INDÚSTRIA, COMÉRCIO, SERVIÇOS, CONSTRUÇÃO CIVIL E AGROPECUÁRIA....................................................................................................................................... 44 TABELA 3 – DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM ABASTECIMENTO DE ÁGUA................................ 47 TABELA 4 – DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM ABASTECIMENTO DE ÁGUA – TIPO REDE GERAL – FORTALEZA – BAIRROS – 2000. .............................................................................................................. 48 TABELA 5 – DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES – DESTINO DO LIXO. .................................................. 51 TABELA 6 – DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM DESTINO DO LIXO – TIPO COLETADO – FORTALEZA – BAIRROS – 2000. .................................................................................................................................. 52 TABELA 7 – DOMICÍLIOS COM ESGOTAMENTO SANITÁRIO – TIPO REDE GERAL DE ESGOTO OU PLUVIAL........... 54 TABELA 8 – DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES – COM ESGOTAMENTO SANITÁRIO – TIPO REDE GERAL DE ESGOTO OU PLUVIAL – FORTALEZA – BAIRROS – 2000. ..................................................................... 55 TABELA 9 – COBERTURA VEGETAL – PERCENTUAL EM RELAÇÃO À ÁREA DO MUNICÍPIO. ................................ 57 TABELA 10 – CÁLCULO DAS ÁREAS RELATIVAS ÀS ÁREAS PROTEGIDAS POR PLANO DE ORDENAMENTO. ........ 59 TABELA 11 – RENDA MÉDIA MENSAL DOS CHEFES DE FAMÍLIA E RENDA MÉDIA MENSAL POR SALÁRIO MÍNIMO – 1991/2000 – FORTALEZA. ....................................................................................................................... 61 TABELA 12 – RENDA MÉDIA NOMINAL MENSAL DOS CHEFES DE FAMÍLIA – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS..... 62 TABELA 13 – RENDA DISTRIBUÍDA: R$/PESSOA E SAL.MIN./PESSOA – 1991/2000 – FORTALEZA..................... 64 TABELA 14 – RENDA DISTRIBUÍDA – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS. .............................................................. 65 TABELA 15 – DENSIDADE POPULACIONAL 1970/1980/1991/2000/2010* - FORTALEZA. .................................. 67 TABELA 16 – DENSIDADE POPULACIONAL – FORTALEZA – BAIRROS – 2000. .................................................. 68 TABELA 17 – TAXA MÉDIA GEOMÉTRICA DE CRESCIMENTO ANUAL DA POPULAÇÃO – 1970 ~ 2010 FORTALEZA............................................................................................................................................. 70 TABELA 18 – TAXA MÉDIA GEOMÉTRICA DE CRESCIMENTO ANUAL DA POPULAÇÃO – 1991/2000 – FORTALEZA – BAIRROS............................................................................................................................................... 71 TABELA 19 – PROPORÇÃO DA POPULAÇÃO EM DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM DENSIDADE INADEQUADA DE MORADORES POR DORMITÓRIO – 1991/2000 – FORTALEZA. ........................................ 73 TABELA 20 – PROPORÇÃO DA POPULAÇÃO EM DOMICÍLIOS PARTICULARES PERMANENTES COM DENSIDADE INADEQUADA DE MORADORES POR DORMITÓRIO – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS................................. 74 TABELA 21 – TAXA DE ALFABETIZAÇÃO DE PESSOAS COM 15 ANOS OU MAIS DE IDADE – 1991/2000 – FORTALEZA............................................................................................................................................. 76 TABELA 22 – TAXA DE ALFABETIZAÇÃO DE PESSOAS COM 15 ANOS OU MAIS DE IDADE – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS. ................................................................................................................................................ 77 TABELA 23 - PROPORÇÃO DE ESCOLARIDADE DOS CHEFES DE FAMÍLIA COM 15 ANOS OU MAIS DE ESTUDO – 1991/2000 – FORTALEZA. ....................................................................................................................... 79 TABELA 24 - PROPORÇÃO DE ESCOLARIDADE DOS CHEFES DE FAMÍLIA COM 15 ANOS OU MAIS DE ESTUDO – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS. .............................................................................................................. 80 TABELA 25 – RELAÇÃO ENTRE POPULAÇÃO RESIDENTE E QUANTIDADE DE UNIDADES DE SAÚDE MUNICIPAIS – 2000 – FORTALEZA. ................................................................................................................................ 82 TABELA 26 – RELAÇÃO ENTRE PESSOAS RESIDENTES POR UNIDADE DE SAÚDE MUNICIPAL ( Pe Us ) – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS........................................................................................................................... 83 TABELA 27 - RELAÇÃO ENTRE POPULAÇÃO RESIDENTE (02 ~ 15 ANOS DE IDADE) E QUANTIDADE DE UNIDADES ESCOLARES MUNICIPAIS – 2000 – FORTALEZA. ....................................................................................... 85 TABELA 28 - RELAÇÃO ENTRE POPULAÇÃO RESIDENTE (02 ~ 15 ANOS DE IDADE) E QUANTIDADE DE UNIDADES ESCOLARES MUNICIPAIS – 2000 – FORTALEZA – BAIRROS. ..................................................................... 86 xiii SUMÁRIO RESUMO...................................................................................................................................................... VII LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS................................................................................................VIII LISTA DE ILUSTRAÇÕES .........................................................................................................................IX LISTA DE QUADROS ..................................................................................................................................XI LISTA DE TABELAS ................................................................................................................................. XII SUMÁRIO ...................................................................................................................................................XIII 1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 14 1.1 2 METODOLOGIA ................................................................................................................................ 18 2.1 2.2 2.3 2.4 3 RELAÇÃO DOS INDICADORES UTILIZADOS ..................................................................................... 45 FICHAS TÉCNICAS .......................................................................................................................... 47 CONCLUSÕES .................................................................................................................................... 88 5.1 5.2 5.3 6 LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA .......................................................................................................... 35 ASPECTOS GEO-FÍSICOS ................................................................................................................. 36 ASPECTOS SÓCIO-ECONÔMICOS ..................................................................................................... 43 ANÁLISE DOS INDICADORES........................................................................................................ 45 4.1 4.2 5 REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................................................. 18 MATERIAL TÉCNICO ...................................................................................................................... 28 PROGRAMAS .................................................................................................................................. 29 PROCEDIMENTOS ADOTADOS ......................................................................................................... 30 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA ...................................................................................................... 35 3.1 3.2 3.3 4 PORQUE A UTILIZAÇÃO DE IDS...................................................................................................... 15 SÍNTESE DO TRABALHO E SUAS CONTRIBUIÇÕES ............................................................................ 88 RESULTADOS OBTIDOS .................................................................................................................. 89 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................................ 89 BIBLIOGRAFIA.................................................................................................................................. 90 APÊNDICE 1 – RELAÇÃO ENTRE INDICADORES.............................................................................. 92 APÊNDICE 2 – INDICADORES A DESENVOLVER .............................................................................. 96 INDICADORES AMBIENTAIS .......................................................................................................................... 96 INDICADORES ECONÔMICOS ......................................................................................................................... 96 INDICADORES SOCIAIS ................................................................................................................................. 97 INDICADORES INSTITUCIONAIS .................................................................................................................... 97 APÊNDICE 3 – ENDEREÇOS NA INTERNET SOBRE INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ............................................................................................................................................ 98 ANEXO 1 – MAPA DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA ....................................................................... 100 14 1 Introdução Tendo em vista a necessidade de se adotar uma abordagem equilibrada e integrada das questões relativas ao meio ambiente, vários países convocaram a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada em 22 de dezembro de 1989. Tal Conferência resultou em um documento conhecido por AGENDA 21, que reflete um consenso mundial e um compromisso político no que diz respeito a desenvolvimento e cooperação ambiental. O documento AGENDA 21 estabelece vários objetivos que deveriam ser utilizados para promover e/ou acelerar o desenvolvimento sustentável, dentre os quais podemos destacar: combate à pobreza, dinâmica demográfica e sustentabilidade, integração entre meio ambiente e desenvolvimento na tomada de decisões, abordagem integrada do planejamento e do gerenciamento dos recursos terrestres, manejo ambiental saudável dos resíduos sólidos, fortalecimento institucional, a ciência para o desenvolvimento sustentável e de informação para a tomada de decisões (AGENDA 21, Capítulo 40, seção IV). O item assinalado por último é de importância fundamental para a compreensão do Meio Ambiente, onde o ser humano é agente modificador da paisagem e necessita desta para sua sobrevivência. No desenvolvimento sustentável, cada pessoa é usuário e provedor de informação, considerada em sentido amplo, o que inclui dados, informações e experiências e conhecimentos adequadamente apresentados. A necessidade de informação surge em todos os níveis, desde o de tomada de decisões superiores, nos planos nacional e internacional, ao comunitário e individual. (AGENDA 21, capítulo 40, introdução). O Agenda 21 estabelece dois fatores problemáticos com relação aos dados e informações de índices populacionais/ambientais, a saber: redução das diferenças em matéria de dados e aperfeiçoamento da disponibilidade da informação. 15 Outro documento importante para o desenvolvimento sustentável é o Estatuto da Cidade, que estabelece diretrizes gerais para ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais, bem como do equilíbrio ambiental (dentre outras). São diretrizes generalizadas e por este motivo seus instrumentos não podem ser aplicados da mesma forma em todas as regiões, micro-regiões, bairros, localidades e comunidades. Faz-se necessário um conhecimento prévio e detalhado de todas as informações que compõem aquela comunidade, localidade, bairro,... Tais considerações tornam incontestável a necessidade de se pesquisar uma metodologia para a elaboração de indicadores de desenvolvimento sustentável (IDS), sua aplicação e, posteriormente, a disponibilidade das informações obtidas. Inclusive, fornecer dados concretos sobre a população, infraestrutura, recursos naturais, poluição ambiental e demais assuntos do Município para a sociedade de uma forma geral, o que inclusive é uma das diretrizes do Estatuto da Cidade: capítulo II (do Plano Diretor), Art. 40, Parágrafo 4º - No processo de elaboração do Plano Diretor e na fiscalização de sua implementação, os poderes Legislativo e Executivo Municipais garantirão: II – a publicidade quanto aos documentos e informações produzidos; III – o acesso a qualquer interessado aos documentos e informações produzidos. Neste contexto, o GEOPROCESSAMENTO, através do estudo e utilização de suas ferramentas, pode tornar-se um mecanismo de grande utilidade à análise ambiental, além de possibilitar mecanismos de consulta que poderão fundamentar estudos e intervenções urbanas, além de outros trabalhos e pesquisas acadêmicas. 1.1 Porque a utilização de IDS Muito se fala em desenvolvimento sustentável sem que se tenha consciência do dilema que está no âmago dessa expressão. Quase todos os que repetem incansavelmente o complemento sustentável, o fazem com a mesma naturalidade com que adotam uma nova gíria [...]. ..................................................................................................................... A pergunta que não pode ser evitada, portanto, é a seguinte: o que obriga tantos intelectuais, militantes, políticos e governantes a optar por 16 essa qualificação do desenvolvimento? Por que se tornou tão politicamente incorreto, no curtíssimo intervalo dos últimos quinze anos, falar em desenvolvimento sem que seja acrescentado o qualificativo sustentável? (VEIGA, 2003). É importante enfatizar que durante muito tempo não se fez qualquer distinção entre as noções de desenvolvimento e crescimento econômico. Acreditava-se, inclusive, que eram denominações alternativas para o mesmo fenômeno. Esta idéia foi se desfazendo na medida que surtos periféricos de crescimento econômico originaram apenas centralidades de prosperidade cercadas de miséria por todos os lados (África do Sul, Senegal, Costa do Marfim, México e Brasil). A clara distinção entre as noções de desenvolvimento e de crescimento econômico só se legitimou, de fato, a partir de 1990, quando o Pnud publicou o primeiro Relatório do Desenvolvimento Humano. Por pior que seja o índice por ele lançado - o IDH - nada pode ser mais didático quando é necessário explicar que crescimento só engendra desenvolvimento se seus frutos prolongarem a vida e melhorarem o nível educacional das populações desfavorecidas (pelo menos). [...] há países onde elevadíssimos IDH estão associados a desastrosos desempenhos ambientais. Pelo menos 13 das nações com alto IDH estão entre as sociedades mais insustentáveis do planeta, como mostra o excelente trabalho realizado por equipes dos centros de ciência ambiental das universidades americanas Columbia e Yale, e apresentado ao último Fórum Econômico Mundial. .................................................................................................................... Países de alto IDH, como Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Alemanha, Itália, Espanha, Israel, Grécia, República Checa, ou Polônia, têm um desempenho ambiental tão sofrível que certamente deixariam o pelotão de frente do desenvolvimento [...] para não falar de alguns casos como os da Bélgica, da Coréia do Sul e dos Emirados Árabes Unidos, que são péssimos em matéria de meio ambiente, apesar de terem elevados IDH. Se a qualidade da base natural do desenvolvimento já fizesse parte do índice criado para avaliá-lo, a vanguarda ficaria restrita a um grupo de dez países: Austrália, Canadá, Finlândia, Estônia, Irlanda, Islândia, Noruega, Nova Zelândia, Suécia, e Suíça. (VEIGA, 2003). Estas insuficiências, aqui no Brasil, começaram a ser superadas com a criação do índice de desenvolvimento municipal (IDM), inicialmente aplicado nos estados: Ceará, Bahia, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Todavia, ainda não abordam, de forma ampla, aspectos ambientais juntamente com indicadores de riqueza, longevidade e escolaridade (dentre outros). Desta forma, “enquanto não houver um IDS (indicador de desenvolvimento sustentável), muita gente continuará a ‘chamar urubu de meu louro’, ao imaginar que o IDH possa ser 17 uma medida razoável do tão querido desenvolvimento sustentável”. (VEIGA, 2003). 18 2 Metodologia 2.1 Referencial teórico 2.1.1 Geoprocessamento O termo Geoprocessamento não possui uma definição conformada, mas pode ser descrito como sendo um conjunto de técnicas computacionais relacionadas ao manuseio (coleta, armazenamento, tratamento e análise) da informação espacial. De acordo com Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o termo geoprocessamento apresenta um conceito abrangente, pois representa qualquer tipo de processamento de dados georreferenciados. ' ( % ! " # " $% & ! $ )$ * $ ( & ! "# $ %$ & Figura 1 – Geoprocessamento: conjunto de técnicas. Fonte: (UNESP, 2000). Tal conjunto de técnicas é formado por várias disciplinas, aparentemente independentes, onde temos vários profissionais envolvidos, trabalhando com técnicas diferenciadas. No entanto, os produtos obtidos em uma determinada etapa do trabalho serão utilizados para a realização de uma outra tarefa, às vezes pela mesma equipe. 19 A ciência do geoprocessamento (enquanto um conjunto de conhecimentos adquiridos ou produzidos) tenta aglutinar tais disciplinas em torno da característica principal e comum em todas: localização geográfica. Evitando, desta forma, uma fragmentação dos conhecimentos adquiridos e/ou produzidos através de métodos, teorias e linguagens próprias de cada disciplina. 2.1.2 SIG – Sistema de Informação Geográfica Este capítulo trata, basicamente, da conceituação dos Sistemas de Informação Geográfica e suas principais características quanto às diversas finalidades de aplicação. “SIGs são sistemas automatizados usados para armazenar, analisar e manipular dados geográficos, ou seja, dados que representam objetos e fenômenos em que a localização geográfica é uma característica inerente à informação e indispensável para analisá-la”. (CÂMARA, 1996, p. 21). Há uma perspectiva multidisciplinar de sua utilização, pois é notória a existência da multiplicidade de usos, para alguns é um conjunto de ferramentas e algoritmos que permitem a manipulação de dados geográficos; enquanto outros priorizam a utilização do sistema, como instrumento de análise de dados geográficos (suporte/apoio a decisões); dentre outras finalidades. Os dados de um SIG são, normalmente, armazenados e organizados sob forma de um banco de dados geográfico. É possível encontrar algum SIG que armazene os dados geográficos em arquivos internos. No entanto, este tipo de solução esta sendo substituída cada vez mais pelo uso de SGBD (sistema gerenciador de banco de dados), pois possibilita uma interface independente aos dados, com mais recursos aos usuários e maior facilidade de controle e gerenciamento. 20 Figura 2 – Arquitetura de Sistemas de Informação Geográfica. Fonte: (INPE, 2000, p. 8). Pode-se dizer que o processo de utilização de um SIG divide-se em três etapas distintas: modelagem do mundo real, criação do banco de dados geográfico e utilização. A fase de modelagem do mundo real engloba a modelagem de processos e de dados e consiste em selecionar fenômenos e entidades de interesse, abstraindo-os e generalizando-os. Diferentes conjuntos de fenômenos podem ser escolhidos para descrever distintas visões do mundo, para uma mesma região, em um dado instante. Um banco de dados geográfico é um repositório da informação coletada empiricamente sobre os fenômenos do mundo real. A criação de um banco de dados geográficos exige várias etapas: coleta dos dados relativos aos fenômenos de interesse identificados na modelagem; correção dos dados coletados (devido, por exemplo, a erros introduzidos pelos dispositivos de coleta); e georeferenciamento dos dados (associando a cada conjunto de dados informação sobre sua localização geográfica). Esta fase representa uma grande parcela do custo total do desenvolvimento de um SIG, que pode ser minimizado por uma modelagem adequada. A fase de operação refere-se tanto ao uso em si do SIG, quanto ao desenvolvimento de aplicações específicas por parte dos usuários a partir dos dados armazenados, reconstruindo visões (particulares) da realidade. (CÂMARA, 1996, p. 24). A modelagem de dados assume uma importância muito grande na etapa de definição de qualquer SIG e vai interferir diretamente no resultado final do trabalho, ou seja, na manipulação dos dados, em (CÂMARA, 1996, p. 24) a modelagem de dados refere-se ao processo de abstrair os fenômenos do mundo real para criar a organização lógica do banco de dados. 21 Figura 3 – Integração de dados em SIG: planos de informação. Existe um processo de evolução dos SIG e, segundo CÂMARA (1996, p. 26), são classificados em três gerações: 1. Primeira geração: baseada em CAD cartográfico, caracteriza-se por sistemas herdeiros de tradição cartográfica, com suporte de bancos de dados limitado e cujo paradigma típico de trabalho é o mapa (chamado de cobertura ou de plano de informação). Esta classe de sistemas é utilizada principalmente em projetos isolados, sem a preocupação de gerar arquivos digitais de dados. Esta geração também pode ser caracterizada como sistemas orientados a projeto (project-oriented GIS). 2. Segunda geração: baseada em bancos de dados geográficos, chegou ao mercado no início da década de 90 e caracteriza-se por ser concebida para uso em ambientes cliente-servidor, acoplado a gerenciadores de bancos de dados relacionais e com pacotes adicionais para processamento de imagens. Desenvolvida em ambientes multiplataforma com interfaces em janelas, esta geração também pode ser vista como sistemas para suporte a instituições. 3. Terceira geração: baseada em bibliotecas digitais geográficas ou centros de dados geográficos, caracterizada pelo gerenciamento de grandes bases de dados geográficos, com acesso através de redes locais e remotas, públicas ou 22 privadas. Para esta terceira geração, o crescimento dos bancos de dados geográficos e a necessidade de seu compartilhamento com outras instituições requerem o recurso de tecnologias como bancos de dados distribuídos e federativos. Estes sistemas deverão seguir os requisitos de interoperabilidade, de maneira a permitir o acesso de informações espaciais por SIGs distintos. A terceira geração pode ainda ser vista como o desenvolvimento de sistemas orientados à troca de informações entre uma instituição e os demais componentes da sociedade (society-oriented GIS). Quadro 1 – Evolução da tecnologia dos Sistemas de Informação Geográfica. Tecnologia Uso principal Ambiente Sistemas 1ª Geração (1980 – 1990) CAD, cartografia desenho de mapas projetos isolados pacotes separados 2ª Geração (1990 – 1997) BD, imagens análise espacial cliente – servidor sistema integrado 3ª Geração (1997 – ?) sist. distribuídos centro de dados multi-servidores interoperabilidade Fonte: (CÂMARA, 1996, p. 27). Os Sistemas de Informação Geográfica enquadram-se em uma categoria de estudos da ciência da computação conhecida como Tecnologia da Informação (TI), composta por cinco elementos: 1. equipamentos: componentes eletro-eletrônicos, para entrada dos dados, processamento, comunicação, saída das informações e demais tarefas computacionais; 2. programas: interface de manipulação dos dados entre os usuários e os equipamentos; 3. pessoas: técnicos e especialistas responsáveis pela manipulação dos dados; 4. dados: arquivos compugráficos selecionados para compor o SIG; 5. métodos: planos de informação e regras que implementam as práticas operacionais e metodológicas de cada finalidade. 23 & " " " ( " )! " ( !+ $% " & & ' ! ' & ( , - ! * " )! ( )# " & !$ " * " & $% ( )# . Figura 4 – características de um SIG. Fonte: (ROCHA, 2000) - com adaptações. Existem inúmeras aplicações para a utilização dos SIGs, dentre elas podemos destacar: 1. sócio-econômicas: inventário de cadastros imobiliários rurais ou urbanos, definição de uma política para uso de solo, aplicações envolvendo serviços de utilidade pública (redes de telefonia, eletricidade, esgotos, transportes etc.), sistemas de auxílio à navegação, estudos de marketing, alocação de recursos em geral para manutenção ou expansão da infra-estrutura de uma região; 2. aplicações ambientais: sistemas de informação de solos, modelagem climática e ambiental, previsão numérica do tempo, monitoração de desflorestamento e monitoração da emissão e ação de poluentes, identificação e mapeamento mineral e petrolífero, planejamento e supervisão de redes hidroelétricas, gerenciamento costeiro e marítimo, e sistemas de informação de recursos hidrológicos; 24 3. planejamento territorial: planejamento urbano de controle e uso do solo, sistemas de tráfego, planejamento de ações da defesa civil, cadastro técnico de imóveis, localização de equipamentos. 2.1.3 IDS – Indicadores de Desenvolvimento Sustentável A expressão “desenvolvimento sustentável” começou a ser utilizada a partir de 1980 e consagrou-se em 1987, através da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente, que produziu um documento básico para sua definição e princípios que lhe dão fundamento. O Relatório “Nosso Futuro Comum” (Relatório Brundtland) apresenta a seguinte definição: “o desenvolvimento sustentável é um processo de transformação no qual a exploração dos recursos, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender às necessidades e aspirações futuras..., é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades”. ! ! "+ ! ! "+ "+ "+ Figura 5 – Aspectos determinantes do desenvolvimento sustentável. De acordo com trabalho desenvolvido pela Comissão de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, para a formação do desenvolvimento sustentável contribuem quatro categorias, a saber: aspectos institucionais, que compreendem a estrutura e funcionamento das instituições; os 25 aspectos econômicos, nas suas diferentes escalas; os aspectos sociais e os aspectos ambientais. Os indicadores e índices podem ser utilizados em um conjunto diversificado de aplicações, de acordo com os objetivos determinados. Podemos destacar: • atribuição de recursos: suporte de decisões, ajudando os gestores na atribuição de fundos, alocação de recursos e determinação de prioridades; • classificação de locais: comparação de condições em diferentes locais ou áreas geográficas; • análise de tendências: aplicação de séries de dados para detectar tendências no tempo e no espaço; • informação ao público: informação ao público sobre os processos de desenvolvimento sustentável; • investigação científica: aplicações em desenvolvimentos científicos servindo nomeadamente de alerta para a necessidade de investigação científica mais aprofundada. Em SIDS (2000, p. 10) apresentam-se alguns dos principais conceitos associados à utilização de indicadores e índices de desenvolvimento sustentável e tornam-se compreensíveis algumas das dúvidas que a aplicação deste tipo de ferramenta pode sugerir: • parâmetro: corresponde a uma grandeza que pode ser medida com precisão ou avaliada qualitativamente/quantitativamente, e que se considera relevante para a avaliação dos sistemas ambientais, econômicos, sociais e institucionais; • indicador: parâmetros selecionados e considerados isoladamente ou combinados entre si, sendo de especial pertinência para refletir determinadas condições dos sistemas em análise (normalmente são utilizados com pré- 26 tratamento, isto é, são efetuados tratamentos aos dados originais, tais como médias aritméticas simples, percentuais, medianas, entre outros); • subíndice: constitui uma forma intermediária de agregação entre indicadores e índices, pode utilizar métodos de agregação tais como os discriminados para os índices. • índice: corresponde a um nível superior de agregação, onde depois de aplicado um método de agregação aos indicadores e/ou aos sub-índices é obtido um valor final; os métodos de agregação podem ser aritméticos (e.g. linear, geométrico, mínimo, máximo, aditivo) ou heurísticos (e.g. regras de decisão); os algoritmos heurísticos são normalmente preferidos para aplicações de difícil quantificação, enquanto os outros algoritmos tendem a parâmetros facilmente quantificáveis. De acordo com a origem semântica da palavra “indicador” (do latim indicare), esta representa algo a salientar ou revelar. Os indicadores e índices podem ser vistos como o topo de uma pirâmide, na qual a base é representada pela informação original coletada (não tratada). De uma forma geral, os indicadores são ferramentas constituídas por uma ou mais variáveis associadas de diversas formas e que têm como objetivo de sua utilização a possibilidade de revelar significados mais amplos sobre os fenômenos a que se referem. Figura 6 – Pirâmide de agregação das informações. Fonte: (SIDS, 2000, p. 10). 27 A agregação e quantidade de informação que se deve disponibilizar para que o público alvo possa fazer suas leituras e interpretações, também pode ser representada pelo tipo de pirâmide. Figura 7 – Agregação de informação associada ao tipo de usuário. Fonte: (SIDS, 2000, p. 11). Ao ser seleccionado um indicador e/ou ao construir um índice, tal como quando se utiliza um parâmetro estatístico, ganha-se em clareza e operacionalidade e perde-se em detalhe da informação. Os indicadores e os índices são projectados para simplificar a informação sobre fenômenos complexos de modo a melhorar a comunicação. (SIDS, 2000, p. 11) De acordo com SIDS (2000, p. 14) a utilização de indicadores e índices nas mais diversas áreas setoriais tem estado desde sempre rodeada de alguma controvérsia no âmbito técnico/científico, em face das simplificações que são efetuadas na aplicação destas metodologias. As eventuais perdas de informação têm constituído um entrave à adoção de forma generalizada e consensual dos sistemas de indicadores e índices. Apresenta-se, a seguir, uma síntese de algumas das principais vantagens e limitações da aplicação destes métodos. 28 Quadro 2 – Síntese de algumas vantagens e limitações da aplicação de indicadores e índices de desenvolvimento sustentável. Vantagens - avaliação dos níveis de desenvolvimento sustentável; - capacidade de sintetizar a informação de caráter técnico/científico; - identificação das variáveis-chave do sistema; - facilidade de transmitir a informação; - bom instrumento de apoio à decisão a aos processos de gestão ambiental; - sublinhar a existência de tendências; - possibilidade de comparação com padrões e/ou metas pré-definidas. Limitações - inexistência de informação base; - dificuldades na definição de expressões matemáticas que melhor traduzam os parâmetros selecionados; - perda de informação nos processo de agregação dos dados; - diferentes critérios na definição dos limites de variação do índice em relação às imposições estabelecidas; - ausência de critérios robustos para seleção de alguns indicadores; - dificuldade na aplicação em determinadas áreas como o ordenamento do território e a paisagem. Fonte: (SIDS, 2000, p. 14). 2.2 Material técnico Para o desenvolvimento da metodologia proposta é necessário e imprescindível a utilização de ferramentas computacionais, como já fora justificado anteriormente, sendo estas dividas em: 2.2.1 Material digital É composto por todos os dados trabalhados e/ou transformados em meio digital, sejam dados cartográficos ou dados alfanuméricos. Vale salientar do cuidado na obtenção dos dados, sugerimos consultas em instituições reconhecidamente idôneas e isentas de qualquer espécie de manipulação dos dados requeridos. 2.2.2 Equipamentos De importância fundamental no desempenho das atividades, sugerimos a utilização do equipamento descrito a seguir; no entanto, é possível a aplicação da metodologia adotada em um equipamento de menor capacidade. Vale salientar que os programas utilizadas necessitam que as configurações dos equipamentos sejam compatíveis com as versões dos mesmos devido à característica de compatibilidade ascendente. 29 Microcomputador padrão AT, placa mãe SiS on-board pc 133, processador Intel Pentium II 500 Mhz, memória RAM 133 de 256 Mb, disco rígido padrão IDE de 20 Gb, CD-R de 24x, CD-RW de 52-24-52x, disco removível padrão “flash memory” de 256 Mb com conexão USB, mouse padrão PS2 e teclado padrão ABNT. Monitor de vídeo SVGA de 15” tela plana, 8 Mb disponível para memória de vídeo (controladora on-board), resolução de 1.024 x 768 e 32 bits de cores (True Color). Impressora jato de tinta, colorida, com resolução de 1.200 x 1.200 dpi (máxima). 2.3 Programas Plataforma operacional: Sistema Operacional Microsoft Windows 2000 Server (português), versão 5.0, compilação 2195. Trata-se de um sistema estável e, se adequadamente configurado, bastante confiável. Sistema de Informação Geográfica: Sistema de Processamento e Recuperação de Informações Geográficas (SPRING), versão 3.06.03. É uma ferramenta completa, com funções de processamento digital de imagens, análise espacial, modelagem numérica, consulta à banco de dados espacial, módulo de geoestatística, elaboração de gráficos, dentre outras. É de livre distribuição, o que permite sua utilização sem a aquisição de licenças. Pode ser adquirido através do endereço do INPE (www.dpi.inpe.br), inclusive com manual, tutorial e demais documentos relacionados com a utilização do programa e conceitos sobre geoprocessamento. Banco de dados: MS-Access, parte integrante do Microsoft Office 2002. Dentre as opções de gerenciamento de banco de dados oferecidas pelo SPRING, é a mais versátil de se trabalhar, permite fazer consultas, seleções, relacionamentos entre tabelas,... 30 Edição de textos: MS-Word, parte integrante do Microsoft Office 2002. Oferece recursos que facilitam a edição e formatação do documento. Edição de tabelas e gráficos: SPRING e MS-Excel. O SPRING possui módulos de elaboração de gráficos (tortas, barras, dispersão, dentre outros). O MS-Excel mostrou-se eficiente para a montagem das tabelas e visualização dos gráficos, possuindo maior variedade de modelos a serem utilizados. 2.4 Procedimentos adotados 2.4.1 Levantamento dos dados existentes Foram utilizados, na elaboração desta metodologia, dados existentes na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Infra-estrutura (SEINF) da Prefeitura Municipal de Fortaleza. Dentre os quais podemos destacar: • Delimitação cartográfica dos bairros, com respectivas toponímias e códigos; • Dados relativos ao Censo Demográfico realizado pelo IBGE (1991 e 2000). 2.4.2 Criação do banco de dados O SPRING, como já foi mencionado, foi o programa utilizado para montagem e gerenciamento do banco de dados. Dentre as opções que o SPRING disponibiliza para gerenciamento dos dados, optou-se pelo uso do Access, também justificado anteriormente. Os dados trabalhados e apresentados estão agrupados no nível de Bairro e todas as informações mostradas nas tabelas e mapas compõem-se do agrupamento de vários setores censitários, ou seja, o agrupamento de vários setores censitários delimitam os bairros. Sendo assim, para obtermos uma determinada informação sobre um bairro, tivemos que agrupar os setores censitários que compõem o bairro e calcular os valores relativos aos setores em questão. 31 2.4.3 Modelagem dos dados A modelagem conceitual dos dados geográficos é o processo de representação da realidade de forma abstrata (simplificada), por isso denominada de processo de abstração da realidade. Trabalhamos com dados do tipo “cadastral”, que têm a peculiaridade de representar a distribuição espacial de uma determinada característica ou fenômeno espacial/territorial. É composto por elementos distintos e bem definidos (objetos geográficos), todos relacionados com atributos não-espaciais (banco de dados). A delimitação geográfica (territorial) dos Bairros, enquanto unidades de informação deste trabalho, compõem o que chamamos de objeto geográfico (Geo-objeto) e está relacionado a um atributo não-espacial, chamado de identificador, vinculado ao banco de dados que possui algumas características dos geo-objetos. Vale salientar que não temos o objetivo, neste momento, de aprofundarmos os conceitos relativos à modelagem de dados, no entanto um estudo completo e específico pode ser encontrado em (DAVIS, 2002). 2.4.4 Informações tabulares e gráficos Para melhor compreensão da metodologia adotada na elaboração dos indicadores, estes receberam tratamento apropriado em forma de tabelas, gráficos, sendo caracterizados pela uniformidade nas suas apresentações. Utilizamos, inclusive, cálculos matemáticos elementares no sentido de obter valores que representassem com fidedignidade os indicadores correlatos, dentre os quais podemos citar: médias aritméticas, percentuais, estimativas de projeção, percentuais,... 32 Os gráficos apresentados vêm reforçar e melhorar a compreensão das informações representadas nas tabelas, para isso utilizamos gráficos de: barra, circulares, tendências, comparativos e dispersão. 2.4.5 Informações geográficas As informações geográficas estão representadas na forma de mapas temáticos, com o objetivo de representar a distribuição espacial de um determinado fenômeno, no caso indicadores de desenvolvimento sustentável, ressaltando suas inter-relações espaciais. Mesmo sabendo das limitações e distorções apresentadas pela utilização de mapas coropléticos (polígonos coloridos), sua utilização é viável no sentido de obter uma resposta do SIG mais rápida, diríamos até quase como um esboço, uma versão preliminar da espacialização de determinado fenômeno no território geográfico. De acordo com Martin (1995 apud RAMOS, 2002, p. 39): “a excessiva fragmentação do território no modelo de polígonos impõem limitações na percepção da totalidade do fenômeno. Assim, a compreensão do território não pode estar restrita a este tipo de representação, deve-se complementar esta visão com representações do espaço intra-urbano através de imagens e superfícies”. 2.4.6 Padrão de documento utilizado Para melhor facilitar a compreensão das informações a serem analisadas (tabelas, gráficos e mapas), demonstraremos o padrão utilizado para a representação dos indicadores de desenvolvimento sustentável, de forma a tornar mais proveitosa a leitura e dirimir eventuais dúvidas dos leitores. • Tabelas: Dividem-se em dois tipos: tabela geral, comparativa entre os dados relativos aos anos de 1991 e 2000 (alguns indicadores possuem também 1970 e 1980), demonstra uma evolução do indicador; tabela detalhada, relativa somente ao ano de 2000, demonstra as informações dos indicadores em cada bairro, expressa em valores e percentuais. 33 • Gráficos: Com o intuito de ressaltar e/ou comparar as informações dos indicadores, utilizamos, basicamente, três tipologias de gráficos: barras, para indicar comparação entre os valores obtidos nos anos de 1991/2000; circulares, para indicar comparação de valores dentro de um mesmo universo; dispersão, para realizar distribuição da freqüência de um determinado indicador no espaço em função de outro indicador distinto. • Mapas: Os mapas temáticos são compostos por duas partes: Área gráfica: trata da representação espacial do indicador, onde será atribuída uma cor que preencherá toda a superfície delimitada pelo bairro, estes serão agrupados de acordo com os valores que representam (agrupamento em classes); ! " # $ % # %& *!+ + + % # #+ # & # # % %# ) '( 34 Legenda: demonstra os valores de cada classe de agrupamento dos bairros, as cores mais claras indicam proximidade à média dos valores demonstrados, enquanto as mais escuras indicam distanciamento em relação à média. / # # # # +% / ) ( " & / ) ( ! 9 / $ % # # ,# # # ,# / $ % + 3 + # ,# 1 +% # # 2 ,# 1 # + " % ,# # # -+ # + 0 + / # # / *!+ + + % ( " 4 ) % 9 : # ' , -. / 0112 , 30 / -.2 , 4. / 302 , 506.3 / 4.2 , 74 / 506.32 , 07 / 742 81 / 072 # # %5 # %& ) '( # + # . #+ # 1 35 3 Caracterização da área 3.1 Localização geográfica O Município de Fortaleza (área escolhida para aplicação da metodologia desenvolvida neste documento) é a capital do Estado do Ceará. Localiza-se junto ao litoral, mais precisamente entre as coordenadas de 3° 40’ e 3° 53’ de latitude sul; e 37° 23’ e 37° 39’ de longitude oeste, sendo considerada a mais importante cidade do estado. 6 +7 # 8 %5 (% & ! # 7 # 7) ) + Figura 8 – Mapa de localização geográfica do Município de Fortaleza. Fonte: INPE. Atlas BR – com adaptações. 36 3.2 Aspectos geo-físicos As informações apresentadas a seguir foram selecionadas da Síntese Diagnóstica do Municio de Fortaleza, documento integrante dos trabalhos de revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA.FOR.2004). 3.2.1 Compartimentação do relevo / Geomorfologia É representada basicamente por quatro domínios geomorfológicos: planície litorânea, planície aluvial, glacis ou tabuleiros pré-litorâneos e maciços ou cristas residuais; cujos limites são estabelecidos com base na homogeneidade das formas de relevo, posicionamento altimétrico, estrutura geológica, atividade tectônica, além das características do solo e vegetação. Figura 9 – Mapa de relevo (técnica de sombreamento). Fonte: PDDUA.FOR.2004 - PMF – SEINF – GEOPROCESSAMENTO. • Planície litorânea: situada entre as desembocaduras do Rio Cocó e Rio Ceará, com aproximadamente 30 km de extensão. Concentra na Planície 37 Litorânea elevado estoque de sedimentos quaternários, desenvolvidos por processos morfogenéticos de acumulação, modelados por processos eólicos, marinhos e fluviais. Destacam-se, também, os estuários do Rio Cocó e Rio Ceará e a grande concentração de lagoas com alimentação fluvial, como as Lagoas do Papicu, Precabura, dentre outras. • Planície aluvial: são formas de acumulação que ocorrem ao longo das várzeas, dos rios e do entorno das lagoas. Formam as superfícies topograficamente mais baixas constituindo as faixas de acumulação aluviais que são estreitas quando no domínio dos terrenos cristalinos e mais possantes sobre as coberturas sedimentares. • Glacis ou tabuleiro pré-litorâneo: distribui-se como uma faixa de largura variável no centro, sul, sudoeste e sudeste do Município. Forma uma superfície plana com caimento topográfico suave em direção ao mar, constituído por sedimentos pertencentes à formação Barreiras. São terrenos pouco vulneráveis as erosões do solo. • Maciços ou cristas residuais: ocupam uma área muito pequena a sul e sudoeste do Município, em trechos das bacias do Rio Cocó e Rio Maranguapinho. Essa unidade é constituída por rochas Granito-Migmatiticas e Rochas Vulcânicas Alcalinas formadas a partir da erosão diferencial que rebaixou as áreas circundantes de constituição litológicas menos resistentes. Apresentamse dessecados em feições de topos aguçados, relevos tabulares e forma de inselbergs. 3.2.2 Declividade O município de Fortaleza apresenta conformação topográfica constituída predominantemente de planícies com uma altitude média de 15 metros, tendo como referência o nível do mar. As áreas de maiores altitudes são as dunas localizadas na Praia do Futuro, Sabiaguaba e Barra do Ceará com declividade variando de 20 a 70 %. 38 Figura 10 – Mapa de declividade. Fonte: PDDUA.FOR.2004 - PMF – SEINF – GEOPROCESSAMENTO. 3.2.3 Aspectos climatológicos • Clima: de acordo com a classificação de Köppen, o clima na área em estudo é do tipo Aw, característico de “clima tropical chuvoso”, com dois períodos distintos, correspondendo um deles ao período seco, que se prolonga por sete a oito meses, e outro, ao período chuvoso, que na maioria das vezes, não ultrapassa cinco meses. Segundo Gaussen, a área em estudo enquadra-se no tipo 4 bth, com clima tropical quente seco médio, seco de inverno, com índice xerotérmico entre 100 e 150, apresentando de 5 a 6 meses secos. • Pluviometria: o comportamento da chuva no litoral do Ceará é classificado como climaticamente anômalo, e na Região Metropolitana de Fortaleza, particularmente, esta anomalia climática é decorrente da atuação dos sistemas geradores de precipitação, que não apresentam uma periodicidade de ocorrência bem definida, mas com precipitação média anual na estação 39 pluviométrica de Fortaleza sendo da ordem de 1.600 mm, sendo que 91,88% dessa precipitação esta concentrada no período entre janeiro e julho. • Temperatura: possui uma grande estabilidade durante todo o ano, em função da baixa latitude, da proximidade do mar e da monotonia do relevo. A temperatura média anual é de 26,6 °C e a média das máximas é de 31 °C e a média das mínimas de 22,5 °C, o que corresponde a uma amplitude anual de 8,5 °C. • Umidade relativa do ar: possui um alto índice de umidade relativa devido à influência marítima e a taxa de evaporação. A média anual da umidade relativa do ar fica em torno de 78,3%, com médias mínimas de 70% e máximas de 86%. O clima é úmido durante todo o ano, oscilando segundo o regime pluvial. • Insolação: possui média em torno de 2.900 a 3.000 horas de sol/ano. O valor médio de horas de sol é de 8 horas/dia, atingindo seu máximo de setembro a novembro, quando ultrapassa as 9 horas. O valor mínimo da insolação é de 6 a 7 horas/dia de radiação solar e ocorre geralmente no mês de março. A taxa de insolação e a radiação solar possuem altos índices e conseqüentemente, produzem altas taxas de energia solar, condicionando elementos como temperatura, evaporação e luminosidade. • Evaporação: possui altas taxas de evaporação devido às elevadas temperaturas e a intensa radiação solar, além dos constantes ventos que atuam na área. Elas atingem seu ponto máximo no mês de outubro. A taxa de evaporação anual é da ordem de 1.469 mm. • Ventos: as direções predominantes são de sudeste e leste, sendo a intensidade mais elevada nos meses de agosto, setembro e outubro, com maior intensidade no mês de setembro. A velocidade média anual é de 3,8 m/s. e o mês de setembro possui a maior velocidade média, que chega a 5,5 m/s. 40 3.2.4 Recursos hídricos e bacias hidrográficas A área do município foi dividida em três bacias de drenagem: • Bacia A – Vertente marítima: compreende a faixa de terra localizada entre as desembocaduras dos Rios Cocó e Ceará, com topografia favorável ao escoamento das águas para o mar. É dividida em sete sub-bacias, onde podemos destacar: A1 – Lagoa do Mel, A2 – Riacho Jacarecanga, A3 – Riacho Pajeú, A6 – Riacho Maceió/Papicu. Figura 11 – Mapa de bacias hidrográficas. Fonte: PDDUA.FOR.2004 - PMF – SEINF – GEOPROCESSAMENTO. • Bacia B – Rio Cocó: pode ser considerada a mais importante bacia hidrográfica, com uma extensão de aproximadamente 199,70 km², que equivale a 63,6 % da área territorial do Município. Possui como principal recurso hídrico o Rio Cocó e apresenta-se com uma grande quantidade de lagoas. É dividida em seis sub-bacias, onde podemos destacar: B2 – Rio Cocó, B3 – Açude Uirapuru, B4 – Lagoa Messejana, B6 – Lagoa Precabura. 41 • Bacia C – Rio Maranguapinho: Corresponde à faixa norte-sul do município, indo de um local próximo à foz do Rio Ceará (limite ao norte) até o Bairro Siqueira (limite ao sul). Por ser uma área de alta densidade populacional, com predomínio de habitações de baixa renda, observa-se uma ocupação desordenada e assoreamento das margens dos recursos hídricos. É dividida em seis sub-bacias, onde podemos destacar: C1 – Riacho Correntes, C3 – Açude da Agronomia / Lagoa Parangaba, C8 – Rio Maranguapinho. • Bacia D – Rio Pacoti: representa uma parcela muito pequena do território de Fortaleza, é a desembocadura do Rio Pacoti (extremo oeste). Compreende uma área de planície flúvio-marinha, caracteriza-se pela presença de dunas e vegetação de mangue. 3.2.5 Caracterização de solos No território do município de Fortaleza há uma grande variedade de tipologias de solos, dentre as quais podemos destacar: • Argissolos vermelho-amarelos (classificação antiga: podzólico vermelho-amarelo distrófico): ocorrem predominantemente na faixa dos Tabuleiros Pré-litorâneos, em relevo de plano a suavemente ondulados nos domínios dos sedimentos da formação Barreiras. Destaca-se por apresentar-se em aproximadamente 61% do território municipal (192,3 km²). • Planossolos (classificação antiga: solos holomórficos): este grupo engloba o solonetz solodizados, solonchak sódicos e solos indiscriminados de mangue. Este tipo de solo ocorre nas zonas pré-litorânea e litorânea especialmente nas desembocaduras dos rios e ao longo dos seus cursos e nas margens de lagoas próximas ao litoral. • Neossolos flúvicos (classificação antiga: solos aluviais): são formados por sedimentos fluviais recentes, distribuindo-se ao longo das planícies dos principais rios e seus contribuintes como riachos e lagoas. 42 Figura 12 – Mapa de tipologia de solos. Fonte: PDDUA.FOR.2004 - PMF – SEINF – GEOPROCESSAMENTO. • Neossolos quartzosas distróficas): quartzarênicos distribuem-se na (classificação faixa litorânea antiga: e areias pré-litorânea, normalmente estão associadas a Areias marinhas e Solos Podzólico vermelhoamarelo distrófico. Desenvolveram-se a partir do sedimento da formação Barreiras. • Neossolos (classificação antiga: areias quartzosas marinhas distróficas): situam-se na planície litorânea (campo de dunas) formando, através da ação do vento, uma estreita faixa que acompanha paralelamente a linha da costa. São solos de fertilidade muito baixa, profundos a muito profundos e bem drenados. 3.2.6 Cobertura vegetal É composta por elementos naturais: vegetação pioneira, mata à retaguarda de dunas, vegetação de tabuleiro litorâneo, vegetação de mangue, 43 vegetação ribeirinha e vegetação lacustre; e antrópicas, que ocupam maior extensão do território, localizadas nas praças, jardins, vias e áreas livres. Figura 13 – Mapa de cobertura vegetal. Fonte: PDDUA.FOR.2004 - PMF – SEINF – GEOPROCESSAMENTO. 3.3 Aspectos sócio-econômicos No contexto estadual, o Município de Fortaleza agrega um conjunto de relações sócio-econômicas que o transformam em um município centralizador de ações e atenções, pois da mesma forma que contribui com maior percentual de arrecadação de tributos, possui um maior número de problemas urbanos. Podemos destacar alguns itens (Fortaleza x Ceará): 30% da população, 0,2% da área territorial, 78% da arrecadação de tributos, 51% dos equipamentos industriais, 39% do PIB, 70% dos empregos, 55% da frota de veículos e 45% do consumo de energia. O Município de Fortaleza, devido a sua grande importância na economia do Estado, agrega uma série de outros municípios, formando a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), composta por: 44 Tabela 1 – Municípios integrantes da Região Metropolitana de Fortaleza. Área km² % do total Municípios Habitantes 2003 % do total Densidade hab / km² Aquiraz 482,80 9,55% 67.530 2,10% 139,87 Caucaia 1.195,60 23,65% 286.577 8,90% 239,69 308,30 6,10% 21.006 0,65% 68,13 Eusébio 78,00 1,54% 35.148 1,09% 450,62 Fortaleza 313,94 6,21% 2.282.513 70,89% 7.270,54 Guaiuba 271,30 5,37% 22.302 0,69% 82,20 Horizonte 271,30 5,37% 41.872 1,30% 154,34 Itaitinga 155,30 3,07% 31.991 0,99% 205,99 98,60 1,95% 191.857 5,96% 1.945,81 Maranguape 654,80 12,95% 92.379 2,87% 141,08 Pacajus 241,90 4,78% 49.960 1,55% 206,53 Pacatuba 138,00 2,73% 58.757 1,82% 425,78 São Gonçalo 845,80 16,73% 37.710 1,17% 44,59 100% Total RMF 5.055,64 3.219.602 Fonte: Síntese do Plano de Governo do Estado do Ceará – 2003/2006. 100% 636,83 Chorozinho Maracanaú Se compararmos a quantidade de empregos ofertados nos Municípios da RMF, veremos que existe uma grande diferença entre os valores, o que certamente é um dos motivos que justifica a intensa migração para Fortaleza. Tabela 2 – RMF - 2000: oferta de empregos na indústria, comércio, serviços, construção civil e agropecuária. Municípios Indústria Empregos % do total Comércio Empregos % do total Serviços Empregos % do total Construção civil Empregos % do total Pesca e agropecuária Empregos % do total Aquiraz 1.869 1,12% 266 0,21% 4.555 0,90% 256 0,61% 3.878 Caucaia 4.630 2,77% 2.511 2,00% 13.226 2,62% 985 2,36% 722 4,44% Chorozinho 1.343 0,80% 83 0,07% 819 0,16% 0 0,00% 65 0,40% Eusébio 23,85% 506 0,30% 505 0,40% 9.098 1,81% 187 0,45% 180 1,11% Fortaleza 122.984 73,60% 116.582 92,96% 443.607 88,03% 38.537 92,31% 5.658 34,80% Guaiuba 130 0,08% 60 0,05% 1.050 0,21% 0 0,00% 217 1,33% 4.891 2,93% 217 0,17% 3.007 0,60% 106 0,25% 1.722 10,59% 0,00% Horizonte 394 0,24% 204 0,16% 1.219 0,24% 17 0,04% 0 Maracanaú Itaitinga 19.785 11,84% 3.542 2,82% 13.850 2,75% 1.188 2,85% 1.448 8,91% Maranguape 6.251 3,74% 628 0,50% 5.945 1,18% 63 0,15% 1.083 6,66% 4,09% Pacajus 2.146 1,28% 460 0,37% 2.510 0,50% 48 0,11% 665 Pacatuba 2.000 1,20% 170 0,14% 2.614 0,52% 10 0,02% 504 3,10% 177 0,11% 181 0,14% 2.448 0,49% 352 0,84% 117 0,72% 167.106 100% 125.409 100% 503.948 100% 41.749 100% 16.259 100% São Gonçalo Total RMF Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego; Relação Anual de Informações Sociais 2000 (RAIS/2000). 45 4 Análise dos Indicadores Não é nosso objetivo, nesta análise, conceber um conjunto acabado de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, muito menos esgotar todas as possibilidades a que se propõem. Pelo contrário, procurou-se criar uma plataforma estruturada e bem conceituada da metodologia de utilização dos indicadores, que possam ser agregados (futuramente) eventuais sugestões de novos indicadores e aperfeiçoamento dos já utilizados. 4.1 Relação dos Indicadores utilizados Como já foi mencionado anteriormente, de acordo com a amplitude do conteúdo dos indicadores de desenvolvimento sustentável, consideram-se essencialmente quatro categorias: 4.1.1 Indicadores ambientais Cód. A1 B A2 B A3 B A4 A5 Setor Água doce Resíduo Resíduo Solo Conservação da natureza Nome Acesso a sistema de abastecimento de água Acesso a serviço de coleta de lixo Acesso a esgotamento sanitário Cobertura vegetal Áreas protegidas por Plano de Ordenamento Fonte(s) IBGE IBGE IBGE SEINF SEINF; IBAMA Quadro 3 – Relação dos indicadores ambientais1 4.1.2 Indicadores econômicos Cód. E1 B E2 B Renda Renda Setor Nome Renda dos chefes de família Renda distribuída Fonte(s) IBGE IBGE Quadro 4 – Relação dos indicadores econômicos. 1 A letra “B” na coluna do código do indicador representa que as informações estão agregadas por bairro. 46 4.1.3 Indicadores sociais Cód. S1 B S2 B S3 B S4 B S5 B Setor População População População Educação Educação Nome Densidade populacional Crescimento populacional Densidade inadequada de moradores p/ dormitório Taxa de alfabetização Escolaridade dos chefes de família Fonte(s) IBGE IBGE IBGE IBGE IBGE Quadro 5 – Relação dos indicadores sociais. 4.1.4 Indicadores institucionais Cód. I1 I2 Saúde Educação Setor Unidades de saúde Unidades escolares Quadro 6 – Relação dos indicadores institucionais. Nome Fonte(s) SEINF SEINF 47 4.2 Fichas técnicas 4.2.1 A1 – Acesso a sistema de abastecimento de água A1 CÓDIGO SETOR Água doce NOME Acesso a sistema de abastecimento de água Descrição sumária Afinidade com conceito de desenvolvimento sustentável Relação entre indicadores Metodologia utilizada Unidade(s) de medida Periodicidade Fonte(s) Comentário(s) Expressa a quantidade de domicílios atendidos por sistema de abastecimento de água do tipo rede geral. Agenda 21: Capítulo 18 - Proteção da qualidade e do abastecimento de água doce: aplicação de abordagens integradas para o desenvolvimento, gestão e utilização dos recursos aquáticos. Acesso a esgotamento sanitário; Eficiência dos sistemas de coleta e tratamento de águas residuais; Crescimento populacional. Razão entre domicílios particulares permanentes atendidos por sistema de abastecimento de água e total de domicílios particulares permanentes Valor absoluto; percentual. Dez anos. IBGE – censo demográfico. 1. mesmo sabendo que o ideal é o sistema de abastecimento de água por rede geral, trabalhamos também com outros tipos de abastecimento para fazer comparativo. 2. no intuito de se obter dados mais confiáveis e em intervalos de tempo menor (talvez anual), pode-se trocar a fonte dos dados para a concessionária do serviço de distribuição de água (CAGECE). Quadro 7 – Indicador A1 – Acesso a sistema de abastecimento de água. 100,0% 90,0% 80,0% 70,0% 60,0% rede geral 50,0% poço ou nascente 40,0% outra f orma 30,0% 20,0% 10,0% 0,0% 1991 2000 Figura 14 – Gráfico percentual de domicílios com abastecimento de água em relação ao total de domicílios. Ano 1991 2000 variação Total (unid.) 385.809 526.079 36% Total de domicílios rede geral poço ou nascente Total % Total % 297.255 77,0% 49.343 12,8% 458.813 87,2% 48.980 9,3% 54% -1% outra forma Total % 39.191 10,2% 18.276 3,5% -53% Tabela 3 – Domicílios particulares permanentes com abastecimento de água. 48 Unidade de informação Total de domicílios Com rede geral Total (unid.) Total (unid.) % Unidade de informação Total de domicílios Com rede geral Total (unid.) Total (unid.) % Aerolândia 2975 2865 96,3% Jardim Cearense 1816 1652 91,0% Aeroporto 1865 1711 91,7% Jardim das Oliveiras 7190 6670 92,8% Alagadiço 3357 3009 89,6% Jardim Guanabara 3456 1833 53,0% Alagadiço Novo 2704 1990 73,6% Jardim Iracema 5427 3897 71,8% 10356 9663 93,3% João XXIII 4260 3733 87,6% Alto da Balança 3289 3050 92,7% Joaquim Távora 6124 5540 90,5% Álvaro Weyne 5674 4727 83,3% Jóquei Clube 4546 3707 81,5% Amadeu Furtado 2899 2551 88,0% José Bonifácio 2415 2364 97,9% Ancuri 3364 2995 89,0% Lagoa Redonda 5180 4080 78,8% Antônio Bezerra 5966 5196 87,1% Luciano Cavalcante 2386 2024 84,8% Autran Nunes 4849 4119 84,9% Manoel Sátiro 7986 7275 91,1% 16528 13463 81,5% Maraponga 2240 1992 88,9% Barroso 5732 5099 89,0% Mata Galinha 1024 970 94,7% Bela Vista 4077 3707 90,9% Meireles 8532 8253 96,7% Benfica 3517 3379 96,1% Messejana 9301 8739 94,0% Bom Futuro 1682 1629 96,8% Mondubim 19740 17187 87,1% Bom Jardim 8037 7385 91,9% Monte Castelo 3030 2712 89,5% Bom Sucesso 9238 8269 89,5% Montese 6703 5972 89,1% Cais do Porto 5073 4628 91,2% Moura Brasil 889 790 88,9% Cajazeiras 2454 2395 97,6% Mucuripe 3068 2632 85,8% Cambeba 1269 1040 82,0% Padre Andrade 3168 2729 86,1% Canindezinho 7192 6541 90,9% Pan Americano 2200 1948 88,5% Carlito Pamplona 6165 5246 85,1% Papicu 5007 4639 92,7% Castelão 1113 988 88,8% Parangaba 7018 5743 81,8% Centro 7020 6394 91,1% Parque Araxá 1631 1503 92,2% Cidade 2000 2079 2045 98,4% Parque Dois Irmãos 5825 5165 88,7% Cidade dos Funcionários 4171 3593 86,1% Parque Iracema 1072 963 89,8% Coaçu 1248 990 79,3% Parque Manibura 1572 1339 85,2% Cocó 3634 3415 94,0% Parque Presidente Vargas 1140 922 80,9% Conjunto Ceará 1 4477 4321 96,5% Parque santa Rosa 2618 2134 81,5% Conjunto Ceará 2 5492 5442 99,1% Parque São José 2626 2437 92,8% Conjunto Esperança 3856 3580 92,8% Parquelândia 3452 3206 92,9% Couto Fernandes 1211 899 74,2% Parreão 2432 2352 96,7% Cristo Redentor 6624 4721 71,3% Passaré 9299 8440 90,8% Curió 1752 1289 73,6% Paupina 4617 4043 87,6% Damas 2335 2263 96,9% Pedras 368 285 77,4% Demócrito Rocha 2836 2647 93,3% Pici 8977 8003 89,2% 520 440 84,6% Pirambú 4293 3456 80,5% Dias Macêdo 2915 2706 92,8% Praia de Iracema 866 784 90,5% Dionísio Torres 3815 3777 99,0% Praia do Futuro 1 714 474 66,4% Dom Lustosa 3095 2805 90,6% Praia do Futuro 2 1751 1053 60,1% 408 357 87,5% Prefeito José Valter 6482 6361 98,1% Edson Queiroz 4692 3985 84,9% Presidente Kennedy 5685 5109 89,9% Farias Brito 2944 2635 89,5% Quintino Cunha 10125 6543 64,6% Fátima 6015 5881 97,8% Rodolfo Teófilo 4449 4051 91,1% Floresta 6945 5070 73,0% Sabiaguaba 620 262 42,3% Genibaú 9360 8524 91,1% Salinas 524 470 89,7% 11605 10886 93,8% São João do Tauape 7031 6504 92,5% Granja Portugal 8638 7927 91,8% Sapiranga / Coité 5317 4402 82,8% Guajerú 1399 1234 88,2% Serrinha 6136 5127 83,6% 736 640 87,0% Siqueira 5683 4964 87,3% Henrique Jorge 6247 5699 91,2% Varjota 2027 1685 83,1% Itaoca 3282 2973 90,6% Vicente Pizon 9174 7380 80,4% Itaperi 4130 3730 90,3% Vila Ellery 1820 1631 89,6% Jacarecanga 3434 3019 87,9% Vila Pery 4838 4435 91,7% 15302 13854 90,5% 3745 3288 87,8% 2991 2935 98,1% Vila União Vila Velha 11881 6640 55,9% Aldeota Barra do Ceará Dendê Dunas Granja Lisboa Guararapes Jangurussu Jardim América Tabela 4 – Domicílios particulares permanentes com abastecimento de água – tipo rede geral – Fortaleza – Bairros – 2000.2 2 Cor ciano: indica os bairros com os três valores mais elevados. Cor laranja: os três . 49 ; < =; %>= $ ; ; < =; %>= $ ; 0 2 1' * & / " 9$ < )( ( 71116 ! 9 , ?. / 0112 , -.6.? / ?.2 , 33 / -.6.?2 , .3 / 332 , 43 / .32 , 5- / 432 857 / 5-2 Figura 15 – Mapa de domicílios particulares permanentes com abastecimento de água – tipo rede geral – Fortaleza – Bairros – 2000. 50 4.2.2 A2 – Acesso a serviço de coleta de lixo A2 CÓDIGO SETOR Resíduo NOME Acesso a serviço de coleta de lixo Descrição sumária Afinidade com conceito de desenvolvimento sustentável Relação entre indicadores Metodologia utilizada Unidade(s) de medida Periodicidade Fonte(s) Comentário(s) Expressa a quantidade de domicílios atendidos por coleta de lixo. Agenda 21: Capítulos 20, 21 e 22 - Gestão de resíduos. Produção de resíduos; Investimento e despesa na gestão de resíduos. Razão entre domicílios particulares permanentes atendidos por sistema de coleta de lixo e total de domicílios particulares permanentes. Valor absoluto; percentual. Dez anos. IBGE – censo demográfico. 1. mesmo sabendo que ideal é o destino do lixo ser coletado por sistema regular, trabalhamos também com outros tipos de destino final do lixo para fazer comparativo. Quadro 8 – Indicador A2 – Acesso a serviço de coleta de lixo. 96,0% 2000 94,0% 92,0% 90,0% 88,0% 86,0% 1991 84,0% 82,0% 80,0% 78,0% Figura 16 – Gráfico percentual de domicílios com destino do lixo - tipo coletado. 51 12,0% 10,0% queim ado (na propriedade) 8,0% enterrado (na propriedade) 6,0% terreno baldio ou logradouro 4,0% rio, lago ou m ar 2,0% outro 0,0% 1991 2000 Figura 17 – Gráfico percentual de domicílios com outros destinos do lixo. Total de domicílios Ano 1991 2000 variação Total (unid.) 385.809 526.079 36,4% coletado queimado (na propriedade) Total % 327.384 84,9% 500.829 95,2% Total 8.847 3.149 53,0% -64,4% enterrado (na terreno baldio ou rio, lago ou mar propriedade) logradouro % Total 2,3% 3.913 0,6% 828 -78,8% % 1,0% 0,2% outro Total % Total % Total % 37.918 9,8% 6.937 1,8% 790 0,2% 16.543 3,1% 4.120 0,8% 600 0,1% -56,4% Tabela 5 – Domicílios particulares permanentes – destino do lixo. -40,6% -24,1% 52 Unidade de informação Total de domicílios Com rede geral Total (unid.) Total (unid.) % Unidade de informação Total de domicílios Com rede geral Total (unid.) Total (unid.) % Aerolândia 2975 2938 98,8% Jardim Cearense 1816 1806 99,4% Aeroporto 1865 1826 97,9% Jardim das Oliveiras 7190 6506 90,5% Alagadiço 3357 3348 99,7% Jardim Guanabara 3456 3451 99,9% Alagadiço Novo 2704 2245 83,0% Jardim Iracema 5427 5420 99,9% 10356 10345 99,9% João XXIII 4260 4082 95,8% 3289 3222 98,0% Joaquim Távora 6124 6112 99,8% Aldeota Alto da Balança Álvaro Weyne 5674 5643 99,5% Jóquei Clube 4546 4531 99,7% Amadeu Furtado 2899 2897 99,9% José Bonifácio 2415 2412 99,9% Ancuri 3364 3032 90,1% Lagoa Redonda 5180 4675 90,3% Antônio Bezerra 5966 5844 98,0% Luciano Cavalcante 2386 2180 91,4% Autran Nunes Barra do Ceará 4849 4292 88,5% Manoel Sátiro 7986 7719 96,7% 16528 15953 96,5% Maraponga 2240 2062 92,1% Barroso 5732 5109 89,1% Mata Galinha 1024 947 92,5% Bela Vista 4077 4045 99,2% Meireles 8532 8526 99,9% Benfica 3517 3492 99,3% Messejana 9301 9191 98,8% Bom Futuro 1682 1682 100,0% Mondubim 19740 18611 94,3% Bom Jardim 8037 7367 91,7% Monte Castelo 3030 3025 99,8% Bom Sucesso 9238 8815 95,4% Montese 6703 6668 99,5% Cais do Porto 5073 4789 94,4% Moura Brasil Cajazeiras 2454 2299 93,7% Mucuripe 889 859 96,6% 3068 2975 97,0% Cambeba 1269 1208 95,2% Padre Andrade 3168 3137 99,0% Canindezinho 7192 6055 84,2% Pan Americano 2200 2198 99,9% Carlito Pamplona 6165 6127 99,4% Papicu 5007 4783 95,5% Castelão 1113 1039 93,4% Parangaba 7018 6862 97,8% 99,0% Centro 7020 6952 Parque Araxá 1631 1631 100,0% Cidade 2000 2079 2078 100,0% Parque Dois Irmãos 5825 5340 91,7% Cidade dos Funcionários 4171 4125 98,9% Parque Iracema 1072 1014 94,6% 98,7% Coaçu 1248 1236 99,0% Parque Manibura 1572 1552 Cocó 3634 3599 99,0% Parque Presidente Vargas 1140 889 78,0% Conjunto Ceará 1 4477 4476 100,0% Parque santa Rosa 2618 2603 99,4% 96,6% Conjunto Ceará 2 5492 5492 100,0% Parque São José 2626 2538 Conjunto Esperança 3856 3812 Parquelândia 3452 3451 100,0% 98,9% Couto Fernandes 1211 1178 97,3% Parreão 2432 2428 99,8% Cristo Redentor 6624 6369 96,2% Passaré 9299 8825 94,9% 88,8% Curió 1752 1309 74,7% Paupina 4617 4099 Damas 2335 2329 99,7% Pedras 368 270 73,4% Demócrito Rocha 2836 2811 99,1% Pici 8977 8661 96,5% 4293 3812 88,8% 866 849 98,0% Dendê Dias Macêdo 520 515 99,0% Pirambú 2915 2637 90,5% Praia de Iracema Dionísio Torres 3815 3808 99,8% Praia do Futuro 1 714 547 76,6% Dom Lustosa 3095 3011 97,3% Praia do Futuro 2 1751 1189 67,9% Dunas Edson Queiroz 408 245 60,0% Prefeito José Valter 6482 6440 99,4% 4692 4401 93,8% Presidente Kennedy 5685 5553 97,7% Farias Brito 2944 2885 98,0% Quintino Cunha 10125 9515 94,0% Fátima 6015 5784 96,2% Rodolfo Teófilo 4449 4426 99,5% Floresta 6945 6851 98,6% Sabiaguaba 620 181 29,2% Genibaú 9360 8578 91,6% Salinas 524 495 94,5% 11605 10320 88,9% São João do Tauape 7031 6922 98,4% Granja Portugal Granja Lisboa 8638 7889 91,3% Sapiranga / Coité 5317 4698 88,4% Guajerú 1399 1257 89,8% Serrinha 6136 6068 98,9% 736 723 98,2% Siqueira 5683 4470 78,7% Guararapes Henrique Jorge 6247 6061 97,0% Varjota 2027 2027 100,0% Itaoca 3282 3229 98,4% Vicente Pizon 9174 8558 93,3% Itaperi 4130 4007 97,0% Vila Ellery 1820 1817 99,8% Jacarecanga Jangurussu Jardim América 3434 3192 93,0% Vila Pery 4838 4826 99,8% 15302 13713 89,6% 3745 3733 99,7% 2991 2959 98,9% Vila União Vila Velha 11881 11221 94,4% Tabela 6 – Domicílios particulares permanentes com destino do lixo – tipo coletado – Fortaleza – Bairros – 2000. 53 ; < =; %>= $ ; ; < =; %>= $ ; 0 2 1' 3$ ! # % !4 ! 3$ & / ! 71116 9 9 A B B 9$ < !4 ! C D , ?- / 0112 , ?@6-- / ?-2 , -5 / ?@6--2 , 35 / -52 , .4 / 352 , 41 / .42 87? / 412 Figura 18 – Mapa de domicílios particulares permanentes com destino do lixo – tipo coletado – Fortaleza – Bairros – 2000. 54 4.2.3 A3 – Acesso a esgotamento sanitário A3 CÓDIGO SETOR Resíduo NOME Acesso a esgotamento sanitário Descrição sumária Afinidade com conceito de desenvolvimento sustentável Relação entre indicadores Metodologia utilizada Unidade(s) de medida Periodicidade Fonte(s) Comentário(s) Expressa a quantidade de domicílios atendidos por esgotamento sanitário. Agenda 21: Capítulos 20, 21 e 22 - Gestão de resíduos. Contaminação do solo. Razão entre domicílios particulares permanentes atendidos por esgotamento sanitário e total de domicílios particulares permanentes. Valor absoluto; percentual. Dez anos. IBGE – censo demográfico. 1. mesmo sabendo que ideal é o esgotamento sanitário através de rede geral de esgoto, trabalhamos também com outros tipos de tratamento de efluentes para fazer comparativo. Quadro 9 – Indicador A3 – Acesso a esgotamento sanitário. 50,0% 2000 45,0% 40,0% 35,0% 30,0% 25,0% 20,0% 15,0% 1991 10,0% 5,0% 0,0% Figura 19 – Gráfico percentual de domicílios com esgotamento sanitário – tipo rede geral de esgoto ou pluvial. Ano 1991 2000 variação Total (unid.) 385.809 526.079 36% Total de domicílios Com captação Total (unid.) % 51.173 233.580 13,3% 44,4% 356% Tabela 7 – Domicílios com esgotamento sanitário – tipo rede geral de esgoto ou pluvial. 55 Total de domicílios Unidade de informação Aerolândia Total (unid.) 2975 Toatal de domicílios com captação Total Unidade de informação % 2097 70,5% Jardim Cearense Total (unid.) com captação Total % 1816 503 27,7% Aeroporto 1865 325 17,4% Jardim das Oliveiras 7190 3863 53,7% Alagadiço 3357 2510 74,8% Jardim Guanabara 3456 591 17,1% 39,9% Alagadiço Novo Aldeota Alto da Balança 2704 44 1,6% Jardim Iracema 5427 2165 10356 9952 96,1% João XXIII 4260 259 6,1% 3289 2538 77,2% Joaquim Távora 6124 5516 90,1% Álvaro Weyne 5674 2983 52,6% Jóquei Clube 4546 1819 40,0% Amadeu Furtado 2899 2218 76,5% José Bonifácio 2415 2199 91,1% Ancuri 3364 423 12,6% Lagoa Redonda 5180 1591 30,7% Antônio Bezerra 5966 2482 41,6% Luciano Cavalcante 2386 396 16,6% Autran Nunes Barra do Ceará 4849 1130 23,3% Manoel Sátiro 7986 1738 21,8% 16528 8720 52,8% Maraponga 2240 565 25,2% Barroso 5732 2125 37,1% Mata Galinha 1024 52 5,1% Bela Vista 4077 2177 53,4% Meireles 8532 8489 99,5% Benfica 3517 3105 88,3% Messejana 9301 2138 23,0% Bom Futuro 1682 1187 70,6% Mondubim 19740 3855 19,5% Bom Jardim 8037 776 9,7% Bom Sucesso 9238 1000 10,8% Monte Castelo 3030 1659 54,8% Montese 6703 4292 64,0% Cais do Porto 5073 2503 49,3% Moura Brasil Cajazeiras 2454 1279 52,1% Mucuripe 889 394 44,3% 3068 2143 69,9% Cambeba 1269 34 2,7% Padre Andrade 3168 1594 50,3% Canindezinho 7192 1019 14,2% Pan Americano 2200 1020 46,4% Carlito Pamplona 6165 3739 60,6% Castelão 1113 50 4,5% Centro 7020 6476 92,3% Parque Araxá 1631 343 21,0% Cidade 2000 2079 604 29,1% Parque Dois Irmãos 5825 1056 18,1% Papicu 5007 3740 74,7% Parangaba 7018 1540 21,9% Cidade dos Funcionários 4171 241 5,8% Parque Iracema 1072 18 1,7% Coaçu 1248 333 26,7% Parque Manibura 1572 154 9,8% Cocó 3634 3356 92,4% Parque Presidente Vargas 1140 0 0,0% Conjunto Ceará 1 4477 3939 88,0% Parque santa Rosa 2618 100 3,8% Conjunto Ceará 2 5492 5473 99,7% Parque São José 2626 381 14,5% Conjunto Esperança 3856 2391 62,0% Parquelândia 3452 1940 56,2% Couto Fernandes 1211 780 64,4% Parreão 2432 2023 83,2% Cristo Redentor 6624 3782 57,1% Passaré 9299 4249 45,7% 28,6% Curió 1752 23 1,3% Paupina 4617 1322 Damas 2335 1711 73,3% Pedras 368 4 1,1% Demócrito Rocha 2836 401 14,1% Pici 8977 4885 54,4% Pirambú 4293 2668 62,1% 866 810 93,5% 39,1% Dendê 520 12 2,3% 2915 581 19,9% Dionísio Torres 3815 3547 93,0% Praia do Futuro 1 714 279 Dom Lustosa 3095 278 9,0% Praia do Futuro 2 1751 131 7,5% 408 28 6,9% Prefeito José Valter 6482 722 11,1% Dias Macêdo Dunas Edson Queiroz 4692 299 6,4% Farias Brito 2944 2318 78,7% Praia de Iracema Presidente Kennedy 5685 3319 58,4% Quintino Cunha 10125 4125 40,7% 73,3% Fátima 6015 5291 88,0% Rodolfo Teófilo 4449 3259 Floresta 6945 3936 56,7% Sabiaguaba 620 2 0,3% Genibaú 9360 4817 51,5% Salinas 524 219 41,8% 76,6% Granja Lisboa 11605 2051 17,7% Granja Portugal 8638 518 6,0% Guajerú 1399 226 16,2% Guararapes Henrique Jorge 5388 266 5,0% Serrinha 6136 955 15,6% 736 432 58,7% Siqueira 5683 435 7,7% 799 12,8% Varjota 2027 1919 94,7% Itaoca 3282 616 18,8% 4130 299 7,2% Jacarecanga 7031 5317 6247 Itaperi Jangurussu Jardim América São João do Tauape Sapiranga / Coité Vicente Pizon 9174 4428 48,3% Vila Ellery 1820 1281 70,4% 3434 2396 69,8% Vila Pery 4838 362 7,5% 15302 9778 63,9% 3745 2774 74,1% 2991 2163 72,3% Vila União Vila Velha 11881 7331 61,7% Tabela 8 – Domicílios particulares permanentes – com esgotamento sanitário – tipo rede geral de esgoto ou pluvial – Fortaleza – Bairros – 2000. 56 ; < =; %>= $ ; ; < =; %>= $ ; 0 2 1' ( " ( " & / ) % 9 : ' 71116 ! 9 # 9$ < ) ( , -. / 0112 , 30 / -.2 , 4. / 302 , 506.3 / 4.2 , 74 / 506.32 , 07 / 742 81 / 072 Figura 20 – Mapa de domicílios particulares permanentes – com esgotamento sanitário – tipo rede geral de esgoto ou pluvial – Fortaleza – Bairros – 2000. 57 4.2.4 A4 – Cobertura vegetal CÓDIGO A4 SETOR Solo NOME Cobertura vegetal Descrição sumária Afinidade com conceito de desenvolvimento sustentável Relação entre indicadores Metodologia utilizada Unidade(s) de medida Periodicidade Fonte(s) Comentário(s) Expressa a quantidade de área verde. Agenda 21: Capítulo 15 - Conservação da natureza e diversidade biológica. Áreas protegidas – parques; Áreas protegidas por planos de ordenamento. Interpretação de imagem de satélite LandSat, com resolução de 30 metros. Tendo realizado processo de segmentação, seguido de classificação. Parâmetros utilizados para processo de segmentação: método (crescimento de regiões); similaridade (10); área em pixel (8). Parâmetros utilizados para processo de classificação: classificador (isoseg); limiar de aceitação (99,9 %). Considerou-se as seguintes classes: vegetação de tabuleiro, vegetação ribeirinha/lacustre, vegetação de mangue, vegetação paisagística (antrópica), ausência de vegetação e corpos d’água. Área em quilômetro quadrado (km²); percentual. Quatro anos (aproximadamente) SEINF 1. A periodicidade da análise depende da disponibilidade de obtenção da imagem de satélite. 2. A qualidade da imagem disponível para a interpretação esta diretamente relacionada com a quantidade de áreas verdes detectadas; ou seja, quanto maior a resolução da imagem, maior será a quantidade de áreas verdes detectadas. Período de análise Quadro 10 – Indicador A4 – Cobertura vegetal. 1997 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% V eg. de tabuleiro V eg. ribeirinha / lacustre V eg. de mangue v eg. paisagístic a ausênc ia de v egetação corpos d´água 90% 100% Figura 21 – Gráfico percentual de cobertura vegetal em relação à área do Município. Ano 1997 Total de áreas classificadas (km²) Cobertura Área do Veg. ribeirinha / ausência de Município vegetal (km²) Veg. de tabuleiro Veg. de mangue veg. paisagística corpos d´água lacustre vegetação (km²) Total % Total % Total % Total % Total % Total % Total % 315,00 47,09 15% 8,10 2,6% 30,31 9,6% 8,68 2,8% 256,92 81,6% 2,66 0,8% 8,37 2,7% Tabela 9 – Cobertura vegetal – percentual em relação à área do Município. 58 ; < =; %>= $ ; ; < =; %>= $ ; 0 2 1' * 3 ( $ 9 <$= ! "# E E E E ) "# "# "# "# F C C ' & : "# ) 6 ?3* * G Figura 22 – Mapa de cobertura vegetal – interpretação da imagem de satélite (landsat – 97). 59 4.2.5 A5 – Áreas protegidas por Plano de Ordenamento A5 CÓDIGO SETOR Conservação da natureza NOME Áreas protegidas por Plano de Ordenamento Descrição sumária Afinidade com conceito de desenvolvimento sustentável Relação entre indicadores Expressa a quantidade de área verde delimitada por Plano Diretor e/ou Legislação de Uso e Ocupação do Solo. Agenda 21: Capítulo 15 - Conservação da natureza e diversidade biológica. Áreas protegidas – parques; Cobertura vegetal. Cálculo da área verde (áreas de preservação e áreas de proteção) estabelecidas e delimitadas em Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS) de acordo com Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU.FOR). Metodologia utilizada Unidade(s) de medida Periodicidade Fonte(s) Comentário(s) Área em quilômetro quadrado (km²); percentual. Dez anos (aproximadamente) SEINF - Quadro 11 – Indicador A5 – Áreas protegidas por Plano de Ordenamento. 60,00 2003 50,00 valores em km² 1992 40,00 30,00 20,00 10,00 1992 2003 0,00 áre a de pre se rvação - áre a de prote ção Figura 23 – Gráfico relação entre áreas protegidas por Plano de Ordenamento – comparativo entre 1992 e 2003. Total de áreas protegidas Ano Total (km²) área de preservação (km²) Total 1992 2003 48,51 59,89 variação 23,5% 42,48 51,84 22,0% % 87,6% 86,6% áreas de proteção (km²) Total 6,03 8,05 % 12,4% 13,4% 33,5% Tabela 10 – Cálculo das áreas relativas às áreas protegidas por Plano de Ordenamento. 60 ; < =; %>= $ ; ; < =; %>= $ ; 0 2 1' & ( & .! : : I I 9 <$= " HC 6 H6 ; !6711@ : "# "# Figura 24 – Mapa das áreas protegidas por Plano de Ordenamento – PDDUA.FOR.2004. 61 4.2.6 E1 – Renda dos chefes de família E1 CÓDIGO SETOR Renda NOME Renda dos chefes de família Descrição sumária Afinidade com conceito de desenvolvimento sustentável Relação entre indicadores Metodologia utilizada Unidade(s) de medida Periodicidade Fonte(s) Comentário(s) Expressa a relação entre a renda dos chefes de família e o total de chefes de família. Agenda 21: Capítulo 3 – combate à pobreza; Capítulo 4 – mudança dos padrões de consumo; Capítulo 5 - Dinâmica demográfica e sustentabilidade; Capítulo 29 – Fortalecimento do papel dos trabalhadores e de seus sindicatos. Escolaridade dos chefes de família. Razão entre o somatório da renda média dos chefes de família por quantidade total de chefes de família. Real (R$); Sal.Min. Dez anos. IBGE – censo demográfico. 1. O valor nominal dos dados em 1991 (moeda corrente: cruzeiro – Cr$) teve de ser corrigido para ser possível a comparação com 2000 (moeda corrente: real – R$). 2. Índice utilizado para a correção dos valores: INPC-IBGE. 3. Salário mínimo de referência: agosto de 1991 – Cr$ 36.161,60 e maio de 2000 – R$ 151,00. Quadro 12 – Indicador E1 – Renda dos chefes de família. Renda média mensal (R$) 700,00 6,00 761,63 5,04 628,63 5,00 600,00 4,00 500,00 3,63 400,00 3,00 300,00 2,00 200,00 1,00 100,00 0,00 Renda média mensa (sal. mín.) 800,00 0,00 1991 2000 Renda média mensal dos chefes de família (R$) Renda média mensal por salário mínimo Figura 25 – Gráfico renda média mensal dos chefes de família e renda média mensal por salário mínimo – 1991/2000 – Fortaleza. Ano 1991 2000 variação Soma da renda mensal dos chefes de família (R$) 242.518.539 400.671.266 65,2% Renda média Quantidade de mensal dos chefes chefes de família de família (R$) 385.789 628,63 526.069 761,63 36,4% 21,2% Renda média mensal dos Salário mínimo Renda média Unidade chefes de Família (em (em cada mensal por salário monetária cada período) período) mínimo 131.239,96 36.161,60 3,63 Cr$ R$ 761,63 151,00 5,04 39,0% Tabela 11 – Renda média mensal dos chefes de família e renda média mensal por salário mínimo – 1991/2000 – Fortaleza. 62 Unidade de informção Aerolândia Aeroporto Renda nominal mensal (R$) Quant. de chefes de família Renda média nominal mensal Renda média nominal mensal 2.975 476,4 Jardim Cearense 1.143.184 1.816 629,5 721.083 1.865 386,6 Jardim das Oliveiras 2.555.758 7.190 355,5 Alagadiço 5.077.903 3.357 1.512,6 1.565.914 2.704 579,1 33.239.574 10.356 3.209,7 1.422.192 3.289 432,4 Aldeota Quant. de chefes de família 1.417.203 Alagadiço Novo Alto da Balança Unidade de informação Renda nominal mensal (R$) Álvaro Weyne 2.899.171 5.674 511,0 Amadeu Furtado 3.297.846 2.899 1.137,6 Jardim Guanabara 1.326.877 3.456 383,9 Jardim Iracema 1.906.064 5.427 351,2 João XXIII 1.680.931 4.260 394,6 Joaquim Távora 9.034.950 6.124 1.475,3 Jóquei Clube 2.993.941 4.546 658,6 José Bonifácio 2.924.373 2.415 1.210,9 Ancuri 1.050.016 3.360 312,5 Lagoa Redonda 1.888.817 5.180 364,6 Antônio Bezerra 3.298.420 5.966 552,9 Luciano Cavalcante 3.233.423 2.386 1.355,2 Autran Nunes 1.246.617 4.849 257,1 Manoel Sátiro 3.698.477 7.986 463,1 Barra do Ceará 5.281.221 16.528 319,5 Maraponga 2.130.291 2.240 951,0 Barroso 1.956.774 5.732 341,4 Mata Galinha Bela Vista 2.934.207 4.077 719,7 Meireles Benfica 4.765.659 3.517 1.355,0 Messejana Bom Futuro 1.301.310 1.682 773,7 Mondubim Bom Jardim 2.351.889 8.037 292,6 Monte Castelo 2.184.654 3.030 721,0 Bom Sucesso 3.476.670 9.238 376,3 Montese 5.339.646 6.703 796,6 Cais do Porto 1.459.089 5.073 287,6 Moura Brasil Cajazeiras 2.420.529 2.454 986,4 Mucuripe 583.068 1.024 569,4 35.683.167 8.532 4.182,3 6.114.162 9.301 657,4 7.290.983 19.740 369,4 281.882 889 317,1 8.030.173 3.068 2.617,4 Cambeba 1.910.512 1.269 1.505,5 Padre Andrade 1.754.986 3.168 554,0 Canindezinho 1.942.026 7.192 270,0 Pan Americano 1.145.554 2.200 520,7 Carlito Pamplona 2.780.245 6.165 451,0 Papicu 10.218.313 5.007 2.040,8 365.178 1.113 328,1 Parangaba 5.541.278 7.018 789,6 Centro 8.636.891 7.018 1.230,7 Parque Araxá 1.486.457 1.631 911,4 Cidade 2000 2.047.231 2.079 984,7 Parque Dois Irmãos 3.057.702 5.825 524,9 Cidade dos Funcionários 6.602.396 4.171 1.582,9 Parque Iracema 1.100.665 1.072 1.026,7 493.726 1.248 395,6 Parque Manibura 3.146.011 1.572 2.001,3 12.154.430 3.634 3.344,6 Parque Presidente Vargas 257.230 1.140 225,6 2.263.351 4.477 505,6 Parque santa Rosa 887.560 2.618 339,0 Castelão Coaçu Cocó Conjunto Ceará 1 Conjunto Ceará 2 3.046.987 5.492 554,8 Parque São José 820.129 2.626 312,3 Conjunto Esperança 1.741.918 3.856 451,7 Parquelândia 5.081.370 3.452 1.472,0 1.150,7 Couto Fernandes 530.282 1.211 437,9 Parreão 2.798.405 2.432 1.798.127 6.624 271,5 Passaré 3.351.736 9.299 360,4 408.566 1.752 233,2 Paupina 1.580.933 4.617 342,4 Damas 2.496.792 2.335 1.069,3 145.275 368 394,8 Demócrito Rocha 1.330.523 2.836 469,2 Pici 2.922.468 8.977 325,6 276.542 520 531,8 Pirambú 1.025.094 4.293 238,8 1.014.789 2.915 348,1 Praia de Iracema 1.552.871 866 1.793,2 12.040.076 3.815 3.156,0 Praia do Futuro 1 968.262 714 1.356,1 1.509.566 3.095 487,7 Praia do Futuro 2 736.415 1.751 420,6 234.296 408 574,3 Prefeito José Valter 3.550.079 6.482 547,7 735,0 Cristo Redentor Curió Dendê Dias Macêdo Dionísio Torres Dom Lustosa Dunas Pedras Edson Queiroz 3.877.396 4.692 826,4 Presidente Kennedy 4.178.512 5.685 Farias Brito 2.654.106 2.944 901,5 Quintino Cunha 3.551.648 10.125 350,8 11.411.438 6.015 1.897,2 Rodolfo Teófilo 3.613.996 4.449 812,3 Fátima Floresta 2.133.933 6.945 307,3 Sabiaguaba 194.851 620 314,3 Genibaú 2.401.141 9.360 256,5 Salinas 1.111.721 524 2.121,6 Granja Lisboa 3.440.640 11.605 296,5 São João do Tauape 7.919.448 7.031 1.126,4 Granja Portugal 2.514.019 8.638 291,0 Sapiranga / Coité 3.453.586 5.317 649,5 Guajerú 1.019.931 1.399 729,0 Serrinha 2.557.366 6.136 416,8 Guararapes 2.455.223 736 3.335,9 Siqueira 1.489.111 5.683 262,0 2.072,8 Henrique Jorge 3.185.994 6.247 510,0 Varjota 4.201.552 2.027 Itaoca 1.827.665 3.282 556,9 Vicente Pizon 7.153.474 9.170 780,1 Itaperi 3.025.114 4.130 732,5 Vila Ellery 1.372.648 1.820 754,2 Jacarecanga 2.579.005 3.434 751,0 Vila Pery 2.373.595 4.838 490,6 Jangurussu Jardim América 4.566.390 15.302 298,4 3.425.723 3.745 914,7 1.854.895 2.991 620,2 Vila União Vila Velha 5.165.794 11.881 434,8 Tabela 12 – Renda média nominal mensal dos chefes de família – 2000 – Fortaleza – Bairros. 63 ; < =; %>= $ ; ; < =; %>= $ ; 0 2 1' " E J " !" ! 5 # # " 6! 9$ < 71116 !K , @1.7 / 50-72 , 7@0? / @1.72 , 043. / 7@0?2 , -@@64@ / 043.2 , .53 / -@@64@2 , 5.7 / .532 , 73. / 5.72 8774 / 73.2 Figura 26 – Mapa da renda média nominal mensal dos chefes de família – 2000 – Fortaleza – Bairros. 64 4.2.7 E2 – Renda distribuída E2 CÓDIGO SETOR Renda NOME Renda distribuída Descrição sumária Afinidade com conceito de desenvolvimento sustentável Relação entre indicadores Metodologia utilizada Unidade(s) de medida Periodicidade Fonte(s) Comentário(s) Expressa a relação entre a renda total dos chefes de família e a população residente. Agenda 21: Capítulo 3 – combate à pobreza; Capítulo 4 – mudança dos padrões de consumo; Capítulo 5 - Dinâmica demográfica e sustentabilidade. Renda dos chefes de família. Razão entre o soma da renda mensal dos chefes de família pela quantidade total de pessoas residentes. Real (R$) / Pessoa; Sal.Min. / Pessoa. Dez anos. IBGE – censo demográfico. 1. O valor nominal da renda em 1991 (moeda corrente: cruzeiro) teve de ser corrigido para ser possível a comparação com 2000 (moeda corrente: real). 2. Índice utilizado para a correção dos valores: INPC-IBGE. 3. Salário mínimo de referência: agosto de 1991 – Cr$ 36.161,60 e maio de 2000 – R$ 151,00. Quadro 13 – Indicador E2 – Renda distribuída. 200,00 1,40 187,11 180,00 1,24 1,20 137,12 140,00 120,00 1,00 0,80 0,79 100,00 0,60 80,00 60,00 0,40 40,00 Relação: Sal. Min./Pessoa Relação: R$/Pessoa 160,00 0,20 20,00 0,00 0,00 1991 2000 Relação: R$/Pessoa Relação: Sal. Min./Pessoa Figura 27 – Gráfico renda distribuída: R$/Pessoa e Sal.Min./Pessoa – 1991/2000 – Fortaleza. Ano 1991 2000 variação Soma da renda mensal dos chefes de família (R$) População residente 242.518.539 400.671.266 1.768.637 2.141.402 65,2% 21,1% Relação R$ Pe 137,12 187,11 Soma da renda mensal Unidade Salário mínimo (em dos chefes de família(em monetária cada período) cada período) 50.630.932.928,44 400.671.266,00 Cr$ R$ 36,5% Tabela 13 – renda distribuída: R$/Pessoa e Sal.Min./Pessoa – 1991/2000 – Fortaleza. 36.161,60 151,00 Relação Sal . Min . Pe 0,79 1,24 56,5% 65 Relação Unidade de informção Aerolândia População Renda total residente R$ Pe Relação População Unidade de informação Renda total residente R$ Pe Jardim Cearense 1.143.184 7.530 151,8 Jardim das Oliveiras 2.555.758 30.754 83,1 387,1 Jardim Guanabara 1.326.877 14.489 91,6 11.233 139,4 Jardim Iracema 1.906.064 21.913 87,0 33.239.574 38.636 860,3 João XXIII 1.680.931 17.696 95,0 Alto da Balança 1.422.192 13.229 107,5 Joaquim Távora 9.034.950 23.051 392,0 Álvaro Weyne 2.899.171 23.113 125,4 Jóquei Clube 2.993.941 18.302 163,6 Amadeu Furtado 3.297.846 12.074 273,1 José Bonifácio 2.924.373 8.755 334,0 Ancuri 1.050.016 13.891 75,6 Lagoa Redonda 1.888.817 20.752 91,0 Antônio Bezerra 3.298.420 24.698 133,6 Luciano Cavalcante 3.233.423 10.326 313,1 Autran Nunes 1.246.617 21.323 58,5 Manoel Sátiro 3.698.477 32.354 114,3 Barra do Ceará 5.281.221 69.317 76,2 Maraponga 2.130.291 8.588 248,1 Barroso 1.956.774 24.116 81,1 Mata Galinha 583.068 4.121 141,5 Bela Vista 2.934.207 15.950 184,0 Meireles 35.683.167 30.397 1.173,9 Benfica 4.765.659 12.932 368,5 Messejana 6.114.162 38.374 159,3 Bom Futuro 1.301.310 6.268 207,6 Mondubim 7.290.983 80.303 90,8 Bom Jardim 2.351.889 34.507 68,2 Monte Castelo 2.184.654 12.752 171,3 Bom Sucesso 3.476.670 37.316 93,2 Montese 5.339.646 26.062 204,9 Cais do Porto 1.459.089 21.529 67,8 Moura Brasil 281.882 3.738 75,4 Cajazeiras 2.420.529 8.646 280,0 Mucuripe 8.030.173 11.900 674,8 Cambeba 1.910.512 5.428 352,0 Padre Andrade 1.754.986 13.087 134,1 Canindezinho 1.942.026 29.688 65,4 Pan Americano 1.145.554 8.777 130,5 Carlito Pamplona 2.780.245 24.383 114,0 10.218.313 20.292 503,6 365.178 4.542 80,4 Parangaba 5.541.278 28.045 197,6 Centro 8.636.891 24.775 348,6 Parque Araxá 1.486.457 6.482 229,3 Cidade 2000 2.047.231 7.885 259,6 Parque Dois Irmãos 3.057.702 23.326 131,1 Cidade dos Funcionários 6.602.396 16.893 390,8 Parque Iracema 1.100.665 4.447 247,5 493.726 5.197 95,0 Parque Manibura 3.146.011 6.833 460,4 12.154.430 13.952 871,2 Parque Presidente Vargas 257.230 4.815 53,4 Conjunto Ceará 1 2.263.351 18.779 120,5 Parque santa Rosa 887.560 10.766 82,4 Conjunto Ceará 2 3.046.987 23.075 132,0 Parque São José 820.129 10.495 78,1 Conjunto Esperança 1.741.918 15.291 113,9 Parquelândia 5.081.370 14.000 363,0 1.417.203 11.824 119,9 Aeroporto 721.083 7.635 94,4 Alagadiço 5.077.903 13.117 Alagadiço Novo 1.565.914 Aldeota Castelão Coaçu Cocó Couto Fernandes Papicu 530.282 4.979 106,5 Parreão 2.798.405 9.754 286,9 1.798.127 28.914 62,2 Passaré 3.351.736 37.369 89,7 408.566 7.488 54,6 Paupina 1.580.933 18.499 85,5 Damas 2.496.792 8.492 294,0 Pedras 145.275 1.576 92,2 Demócrito Rocha 1.330.523 11.477 115,9 Pici 2.922.468 37.646 77,6 276.542 2.120 130,4 Pirambú 1.025.094 18.453 55,6 1.014.789 11.899 85,3 Praia de Iracema 1.552.871 3.150 493,0 12.040.076 14.952 805,2 Praia do Futuro 1 968.262 2.917 331,9 1.509.566 12.362 122,1 Praia do Futuro 2 736.415 7.651 96,3 234.296 1.594 147,0 Prefeito José Valter 3.550.079 26.477 134,1 Edson Queiroz 3.877.396 20.291 191,1 Presidente Kennedy 4.178.512 23.094 180,9 Farias Brito 2.654.106 11.634 228,1 Quintino Cunha 3.551.648 42.973 82,6 Fátima 11.411.438 23.070 494,6 Rodolfo Teófilo 3.613.996 17.880 202,1 Floresta 2.133.933 28.034 76,1 Sabiaguaba 194.851 2.759 70,6 Genibaú 2.401.141 39.258 61,2 Salinas 1.111.721 2.141 519,3 Granja Lisboa 3.440.640 49.852 69,0 São João do Tauape 7.919.448 27.328 289,8 Granja Portugal 2.514.019 37.369 67,3 Sapiranga / Coité 3.453.586 23.399 147,6 Guajerú 1.019.931 5.917 172,4 Serrinha 2.557.366 25.682 99,6 Guararapes 2.455.223 2.899 846,9 Siqueira 1.489.111 23.728 62,8 Henrique Jorge 3.185.994 25.633 124,3 Varjota 4.201.552 6.916 607,5 Itaoca 1.827.665 12.728 143,6 Vicente Pizon 7.153.474 39.551 180,9 Itaperi 3.025.114 16.767 180,4 Vila Ellery 1.372.648 7.209 190,4 Jacarecanga 2.579.005 13.600 189,6 Vila Pery 2.373.595 19.745 120,2 Jangurussu Jardim América 4.566.390 63.401 72,0 3.425.723 14.744 232,3 1.854.895 11.799 157,2 Vila União Vila Velha 5.165.794 49.468 104,4 Cristo Redentor Curió Dendê Dias Macêdo Dionísio Torres Dom Lustosa Dunas Tabela 14 – Renda distribuída – 2000 – Fortaleza – Bairros. 66 ; < =; %>= $ ; ; < =; %>= $ ; 0 2 1' 9$ < * 6 E J !K& , ?4@ / 003@2 , 31. / ?4@2 , 5-1 / 31.2 , 7016?1 / 5-12 , 0.0 / 7016?12 , 000 / 0.02 , .7 / 0002 84@ / .72 Figura 28 – Mapa de renda distribuída – 2000 – Fortaleza – Bairros. 71116 67 4.2.8 S1 – Densidade populacional S1 CÓDIGO SETOR População NOME Densidade populacional Descrição sumária Afinidade com conceito de desenvolvimento sustentável Relação entre indicadores Metodologia utilizada Unidade(s) de medida Periodicidade Fonte(s) Comentário(s) Expressa a quantidade de pessoas residentes no bairro pela área territorial do bairro. Agenda 21: Capítulo 5 - Dinâmica demográfica e sustentabilidade. Crescimento populacional; produção de resíduos. Razão entre pessoas residentes no bairro por área territorial do bairro. Habitantes por quilômetro quadrado; habitantes por hectare. Dez anos. IBGE – censo demográfico. 1. Em 2010 foi realizado um cálculo estimado de projeção da quantidade de habitantes do Município, com respectiva densidade. Quadro 14 – Indicador S1 – Densidade populacional. 90,0 81,8 80,0 68,0 habitantes / hectare 70,0 56,1 60,0 50,0 41,5 40,0 30,0 27,2 20,0 10,0 0,0 1970 1980 1991 2000 2010* Figura 29 – Gráfico densidade populacional 1970/1980/1991/2000/2010∗ - Fortaleza. Ano População residente 1970 1980 1991 2000 2010* 857.980 1.307.611 1.768.637 2.141.402 2.575.595 Densidade populacional hab / km² 2.723,7 4.151,1 5.614,7 6.798,1 8.176,5 hab / hectare 27,2 41,5 56,1 68,0 81,8 Tabela 15 – Densidade populacional 1970/1980/1991/2000/2010* - Fortaleza. ∗ Cálculo por estimativa. 68 unidade de informação pessoas residentes densidade populacional (hectare) Aerolândia 11824 107,9 Aeroporto 7635 12,5 unidade de informalção Jardim Cearense Jardim das Oliveiras pessoas residnetes densidade populacional (hectare) 7530 87,5 30754 129,4 Alagadiço 13117 90,0 Jardim Guanabara 14489 195,7 Alagadiço Novo 11233 35,9 Jardim Iracema 21913 199,0 Aldeota 38636 99,6 Alto da Balança 13229 144,4 João XXIII 17696 150,8 Joaquim Távora 23051 117,3 18302 107,6 Álvaro Weyne 23113 162,0 Jóquei Clube Amadeu Furtado 12074 130,5 José Bonifácio 8755 98,6 Ancuri 13891 33,7 Lagoa Redonda 20752 17,6 Antônio Bezerra 24698 112,8 Luciano Cavalcante 10326 26,9 Autran Nunes 21323 214,4 Manoel Sátiro 32354 105,7 Barra do Ceará 69317 169,0 Barroso 24116 70,3 Bela Vista 15950 163,6 Benfica 12932 89,2 6268 163,4 Mondubim Bom Futuro Maraponga 8588 50,2 Mata Galinha 4121 38,6 Meireles 30397 117,8 Messejana 38374 63,2 80303 59,8 Bom Jardim 34507 142,4 Monte Castelo 12752 160,9 Bom Sucesso 37316 148,1 Montese 26062 136,4 Cais do Porto 21529 84,0 Moura Brasil 3738 87,5 8646 25,6 Mucuripe 11900 136,1 Cajazeiras 5428 20,0 Padre Andrade 13087 107,2 Canindezinho Cambeba 29688 89,3 Pan Americano 8777 160,7 Carlito Pamplona 24383 179,2 4542 24,0 Castelão Centro Cidade 2000 Cidade dos Funcionários 24775 51,0 7885 158,6 16893 60,2 Papicu 20292 58,8 Parangaba 28045 69,7 6482 136,1 Parque Araxá Parque Dois Irmãos Parque Iracema 23326 52,9 4447 28,1 Coaçu 5197 31,1 Parque Manibura 6833 54,2 Cocó 13952 42,6 Parque Presidente Vargas 4815 35,0 Conjunto Ceará 1 18779 119,2 Parque santa Rosa 10766 107,9 Conjunto Ceará 2 23075 125,9 Parque São José 10495 175,1 Conjunto Esperança 15291 138,3 Parquelândia 14000 111,7 4979 148,6 Parreão 9754 95,0 28914 246,0 Passaré 37369 52,1 Curió 7488 115,8 Paupina 18499 24,1 Damas 8492 97,4 Pedras 1576 3,7 11477 143,2 Pici 37646 99,0 18453 334,1 Couto Fernandes Cristo Redentor Demócrito Rocha 2120 10,8 Pirambú Dias Macêdo Dendê 11899 68,6 Praia de Iracema 3150 61,5 Dionísio Torres 14952 86,7 Praia do Futuro 1 2917 17,9 Dom Lustosa 12362 104,0 1594 3,6 Dunas Edson Queiroz 20291 14,7 Farias Brito 11634 126,6 Praia do Futuro 2 Prefeito José Valter 7651 23,7 26477 24,9 Presidente Kennedy 23094 135,6 Quintino Cunha 42973 151,6 Rodolfo Teófilo Fátima 23070 80,8 17880 102,8 Floresta 28034 163,4 Sabiaguaba 2759 1,9 Genibaú 39258 181,0 Salinas 2141 8,3 Granja Lisboa 49852 104,0 São João do Tauape 27328 109,6 Granja Portugal 49,2 37369 147,7 Sapiranga / Coité 23399 Guajerú 5917 54,8 Serrinha 25682 86,1 Guararapes 2899 21,4 Siqueira 23728 41,7 Henrique Jorge 25633 131,9 Varjota Itaoca 12728 171,6 Vicente Pizon 6916 130,5 39551 128,6 Itaperi 16767 66,2 Vila Ellery 7209 156,2 Jacarecanga 13600 108,1 Vila Pery 19745 132,2 Jangurussu Jardim América 63401 49,1 101,6 152,9 Vila União Vila Velha 14744 11799 49468 70,9 Tabela 16 – Densidade populacional – Fortaleza – Bairros – 2000. 69 ; < =; %>= $ ; ; < =; %>= $ ; 0 2 1' " ( )# L C & & ! ! 9$ < &' , 737 / @@52 , 04. / 7372 , ?36?@ / 04.2 , @? / ?36?@2 87 / @?2 Figura 30 – Mapa de densidade populacional – Fortaleza – Bairros – 2000. 71116 70 4.2.9 S2 – Crescimento populacional S2 CÓDIGO SETOR População NOME Crescimento populacional Descrição sumária Afinidade com conceito de desenvolvimento sustentável Relação entre indicadores Expressa a quantidade de pessoas residentes e a taxa média geométrica de crescimento anual (ritmo do crescimento populacional). Metodologia utilizada Τ=n Agenda 21: Capítulo 5 – Dinâmica demográfica e sustentabilidade. Densidade populacional; produção de resíduos. A taxa média geométrica de crescimento anual da população é expressa através de duas variáveis referentes à população residente em dois distintos marcos temporais. É calculada através da equação: P(t + n ) − 1 ; onde: P (t ) T - é a taxa propriamente dita, expressa em percentual; P(t) e P(t + n) - são as populações correspondentes a duas datas sucessivas, uma anterior e outra posterior, respectivamente; n - é o intervalo de tempo medido entra as duas datas sucessivas, em anos. Unidade(s) de medida Periodicidade Fonte(s) Comentário(s) Percentual. Dez anos. IBGE – censo demográfico. 1. Em 2010 foi realizado um cálculo estimado de projeção da quantidade de habitantes do Município, com respectiva taxa de crescimento. Quadro 15 – Indicador S2 – Crescimento populacional. 5,00% 4,50% 4,00% 3,50% 3,00% 2,50% 2,00% 1,50% 1,00% 0,50% 0,00% 1970 / 1980 1980 / 1991 1991 / 2000 2000 / 2010 Figura 31 – Gráfico taxa média geométrica de crescimento anual – 1970 ~ 2010 - Fortaleza. Ano 1970 1980 1991 2000 2010* P o pu laç ã o res iden te 8 57 .98 0 1.3 07 .61 1 1.7 68 .63 7 2.1 41 .40 2 2.5 75 .59 5 T a xa m é d ia geo m é tric a d e c res c im en to a n u al (% ) 19 7 0 19 8 0 19 9 1 20 0 0 / / / / 1980 1991 2000 2010 4 ,3 0% 2 ,7 8% 2 ,1 5% 1 ,8 6% Tabela 17 – Taxa média geométrica de crescimento anual da população – 1970 ~ 2010 - Fortaleza. 71 Unidade de informação População residente 1991 2000 Taxa média de crescimento 1991 / 2000 Unidade de informação População residente 1991 2000 Taxa média de crescimento 1991 / 2000 Aerolândia 11452 11824 0,36% Jardim Cearense 6637 7530 Aeroporto 7249 7635 0,58% Jardim das Oliveiras 22793 30754 3,38% Alagadiço 12338 13117 0,68% Jardim Guanabara 14938 14489 -0,34% Alagadiço Novo 1,41% 6081 11233 7,06% Jardim Iracema 26961 21913 -2,28% Aldeota 33154 38636 1,71% João XXIII 19422 17696 -1,03% Alto da Balança 14671 13229 -1,14% Joaquim Távora 25063 23051 -0,93% Álvaro Weyne 25493 23113 -1,08% Jóquei Clube 17084 18302 0,77% Amadeu Furtado 11614 12074 0,43% José Bonifácio 10412 8755 -1,91% Ancuri 12304 13891 1,36% Lagoa Redonda 8775 20752 10,04% Antônio Bezerra 25169 24698 -0,21% Luciano Cavalcante 8049 10326 2,81% Autran Nunes 20937 21323 0,20% Manoel Sátiro 29273 32354 1,12% Barra do Ceará 50896 69317 3,49% Maraponga 5454 8588 5,17% Barroso 14379 24116 5,91% Mata Galinha 3098 4121 3,22% Bela Vista 15148 15950 0,57% Meireles 13785 30397 9,18% Benfica 14364 12932 -1,16% Messejana 36280 38374 0,63% Bom Futuro 6911 6268 -1,08% Mondubim 38052 80303 8,65% Bom Jardim 15857 34507 9,02% Monte Castelo 7967 12752 5,37% Bom Sucesso 29186 37316 2,77% Montese 24891 26062 0,51% Cais do Porto 26111 21529 -2,12% 2833 3738 3,13% 6215 8646 3,74% Mucuripe 24043 11900 -7,52% Cajazeiras Cambeba Moura Brasil 4330 5428 2,54% Padre Andrade 13323 13087 -0,20% Canindezinho 11636 29688 10,97% Pan Americano 8671 8777 0,14% Carlito Pamplona 20503 24383 1,94% Papicu 18354 20292 1,12% 2816 4542 5,46% Parangaba 28210 28045 -0,07% 30679 24775 -2,35% Parque Araxá 8292 7885 -0,56% Parque Dois Irmãos 14491 16893 1,72% Coaçu 1771 5197 12,71% Cocó 9338 13952 4,56% Conjunto Ceará 1 23934 18779 -2,66% Conjunto Ceará 2 21272 23075 0,91% Conjunto Esperança 12451 15291 4110 4979 31262 28914 Curió 6230 Damas 8770 Castelão Centro Cidade 2000 Cidade dos Funcionários Couto Fernandes Cristo Redentor Demócrito Rocha Dendê Dias Macêdo 6552 6482 -0,12% 11749 23326 7,92% Parque Iracema 3122 4447 4,01% Parque Manibura 4019 6833 6,07% Parque Presidente Vargas 2868 4815 5,93% Parque santa Rosa 7667 10766 3,84% Parque São José 11104 10495 -0,62% 2,31% Parquelândia 15102 14000 -0,84% 2,15% Parreão 8573 9754 1,44% -0,86% Passaré 13012 37369 12,44% 7488 2,06% Paupina 11721 18499 5,20% 8492 -0,36% Pedras 1583 1576 -0,05% 11758 11477 -0,27% Pici 23033 37646 5,61% 1747 2120 2,17% Pirambú 20449 18453 -1,13% -0,39% 8851 11899 3,34% Praia de Iracema 3263 3150 Dionísio Torres 10242 14952 4,29% Praia do Futuro 1 1713 2917 6,09% Dom Lustosa 11712 12362 0,60% Praia do Futuro 2 2740 7651 12,09% Dunas 484 1594 14,16% Prefeito José Valter 27652 26477 -0,48% Edson Queiroz 23298 20291 -1,52% Presidente Kennedy 22102 23094 0,49% Farias Brito 13364 11634 -1,53% Quintino Cunha 35484 42973 2,15% Fátima 24720 23070 -0,76% Rodolfo Teófilo 20028 17880 -1,25% Floresta 18906 28034 4,47% Sabiaguaba Genibaú 22742 39258 6,25% Salinas Granja Lisboa 33087 49852 4,66% São João do Tauape Granja Portugal 48942 37369 -2,95% Guajerú 3918 5917 4,69% Guararapes 1872 2899 4,98% Henrique Jorge 21191 25633 2,14% Itaoca 15869 12728 -2,42% Itaperi 13402 16767 2,52% Jacarecanga 15225 13600 Jangurussu Jardim América 26531 12853 63401 11799 -0,95% 635 2759 17,73% 2296 2141 -0,77% 29277 27328 -0,76% 9164 23399 10,98% Serrinha 23928 25682 0,79% Siqueira 4540 23728 20,17% Varjota 15032 6916 -8,26% Vicente Pizon 26734 39551 4,45% Vila Ellery 7423 7209 -0,32% -1,25% Vila Pery 18957 19745 0,45% 10,16% Vila União Vila Velha 14882 35737 14744 -0,10% 49468 3,68% Sapiranga / Coité Tabela 18 – Taxa média geométrica de crescimento anual da população – 1991/2000 – Fortaleza – Bairros. 72 ; < =; %>= $ ; ; < =; %>= $ ; 0 2 1' 4 " ( & & ! $% " )M * " ! 9$ < 71116 90??0&7111 , 0.61 / 71602 , 0064 / 0.612 , 361 / 00642 , 765- / 3612 , 761 / 765-2 , .64 / 7612 8-67 / .642 Figura 32 – Mapa da taxa média geométrica de crescimento anual populacional – 1991/2000 – Fortaleza – Bairros. 73 4.2.10 S3 – Densidade inadequada de moradores por dormitório S3 CÓDIGO SETOR População NOME Densidade inadequada de moradores por dormitório Descrição sumária Afinidade com conceito de desenvolvimento sustentável Relação entre indicadores Metodologia utilizada Unidade(s) de medida Periodicidade Fonte(s) Comentário(s) Expressa as condições de habitabilidade das moradias através da proporção da população que reside em domicílios com elevada densidade de moradores por dormitório. Agenda 21: Capítulo 5 - Dinâmica demográfica e sustentabilidade; Capítulo 6 Proteção e promoção da saúde humana. Crescimento populacional; Densidade populacional. Indica a quantidade da população que está submetida a uma densidade excessiva de moradores por dormitório. O valor de referência, que caracteriza densidade excessiva (> 3 moradores por dormitório), foi consultado na publicação Déficit Habitacional no Brasil 2000, da Fundação João Pinheiro. As variáveis utilizadas são o número de moradores e o número de dormitórios dos domicílios particulares permanentes. Percentual; valor absoluto. Dez anos. IBGE – censo demográfico. Quadro 16 – Indicador S3 – Densidade inadequada de moradores por domicílio. 30,0% 1991 25,0% 20,0% 2000 15,0% 10,0% 5,0% 0,0% Figura 33 – Gráfico proporção da população em domicílios particulares permanentes com densidade inadequada de moradores por dormitório – 1991/2000 – Fortaleza. Ano 1991 2000 variação População em domicílios particulares permanentes Com densidade inadequada Total Total % 1.758.538 467.920 26,6% 2.131.931 400.931 18,8% 21,2% -14,3% Tabela 19 – Proporção da população em domicílios particulares permanentes com densidade inadequada de moradores por dormitório – 1991/2000 – Fortaleza. 74 Unidade de informação Pessoas residentes em condição inadequada Total Total % Unidade de informação Pessoas residentes em condição inadequada Total Total % Aerolândia 11803 4013 34,0% Jardim Cearense 7517 1376 18,3% Aeroporto 7600 1482 19,5% Jardim das Oliveiras 30490 6405 21,0% Alagadiço 12971 389 3,0% Jardim Guanabara 14455 2916 20,2% Alagadiço Novo 11221 2320 20,7% Jardim Iracema 21894 4003 18,3% Aldeota 38445 884 2,3% João XXIII 17690 3499 19,8% Alto da Balança 13128 2444 18,6% Joaquim Távora 22918 1560 6,8% Álvaro Weyne 23087 4397 19,0% Jóquei Clube 18264 3179 17,4% Amadeu Furtado 12034 1266 10,5% José Bonifácio 8702 557 6,4% Ancuri 13875 2770 20,0% Lagoa Redonda 20715 3695 17,8% Antônio Bezerra 24534 4749 19,4% Luciano Cavalcante 10296 1187 11,5% Autran Nunes 21273 8692 40,9% Manoel Sátiro 32299 5511 17,1% Barra do Ceará 68985 13979 20,3% Maraponga 8572 710 8,3% Barroso 23978 4918 20,5% Mata Galinha 4114 702 17,1% Bela Vista 15938 2754 17,3% Meireles 30198 580 1,9% Benfica 12665 634 5,0% Messejana 38231 6967 18,2% Bom Futuro 6263 402 6,4% Mondubim 80138 27731 34,6% Bom Jardim 34468 13331 38,7% Monte Castelo 12466 2524 20,2% Bom Sucesso 37103 6613 17,8% Montese 25955 4292 16,5% Cais do Porto 21474 4889 22,8% Moura Brasil 3681 1304 35,4% Cajazeiras 8600 799 9,3% Mucuripe 11788 891 7,6% Cambeba 5426 252 4,6% Padre Andrade 12928 2437 18,8% Canindezinho 29663 10526 35,5% Pan Americano 8777 1588 18,1% Carlito Pamplona 24350 4232 17,4% Papicu 20223 1908 9,4% 4402 1295 29,4% Parangaba 27877 2289 8,2% 23633 2718 11,5% Parque Araxá 6471 593 9,2% 7885 508 6,4% Parque Dois Irmãos 23308 3888 16,7% 20,1% Castelão Centro Cidade 2000 Cidade dos Funcionários 16890 563 3,3% Parque Iracema 4447 896 Coaçu 5041 883 17,5% Parque Manibura 6832 178 2,6% Cocó 13922 233 1,7% Parque Presidente Vargas 4815 1043 21,7% Conjunto Ceará 1 18754 3546 18,9% Parque santa Rosa 10757 3868 36,0% Conjunto Ceará 2 23040 4452 19,3% Parque São José 10495 1894 18,1% Conjunto Esperança 15285 2357 15,4% Parquelândia 13887 1244 9,0% 4978 1052 21,1% Parreão 9617 709 7,4% 28848 6834 23,7% Passaré 37294 6976 18,7% Curió 7446 2859 38,4% Paupina 18461 3237 17,5% Damas 8462 1007 11,9% Pedras 1565 353 22,5% 11472 2187 19,1% Pici 37606 13924 37,0% 2018 293 14,5% Pirambú 18440 4298 23,3% Dias Macêdo 11895 2346 19,7% Praia de Iracema 3109 453 14,6% Dionísio Torres 14738 326 2,2% Praia do Futuro 1 2707 395 14,6% Dom Lustosa 12361 2200 17,8% Praia do Futuro 2 7286 2662 36,5% 1571 271 17,3% Prefeito José Valter 26442 2565 9,7% Edson Queiroz 19896 4366 21,9% Presidente Kennedy 22927 3895 17,0% Farias Brito 11529 1925 16,7% Quintino Cunha 42870 8949 20,9% Fátima 23008 602 2,6% Rodolfo Teófilo 17855 3253 18,2% Floresta 28003 5289 18,9% Sabiaguaba 2751 736 26,8% Genibaú 39241 14846 37,8% Salinas 2118 206 9,7% Granja Lisboa 49714 10994 22,1% São João do Tauape 27274 2248 8,2% Granja Portugal 37348 8765 23,5% Sapiranga / Coité 23380 5643 24,1% Guajerú 5917 1239 20,9% Serrinha 25652 5194 20,2% Guararapes 2892 12 0,4% Siqueira 23693 5114 21,6% Henrique Jorge 25602 4681 18,3% Varjota 6904 333 4,8% Itaoca 12721 2062 16,2% Vicente Pizon 39416 5041 12,8% Itaperi 16736 2919 17,4% Vila Ellery 7209 1133 15,7% Jacarecanga 13293 1966 14,8% Vila Pery 19696 3697 18,8% Jangurussu Jardim América 63153 12113 19,2% 14693 2444 16,6% 11781 1953 16,6% Vila União Vila Velha 49407 9664 19,6% Couto Fernandes Cristo Redentor Demócrito Rocha Dendê Dunas Tabela 20 – Proporção da população em domicílios particulares permanentes com densidade inadequada de moradores por dormitório – 2000 – Fortaleza – Bairros. 75 ; < =; %>= $ ; ; < =; %>= $ ; 0 2 1' . 7 " : & J " " 9 : " 8 ; " 9$ < 71116 < )M * , @4 / 512 , 7. / @42 , 036@. / 7.2 , - / [email protected] 8165 / -2 Figura 34 – Mapa de proporção da população em domicílios particulares permanentes com densidade inadequada de moradores por dormitório – 2000 – Fortaleza – Bairros. 76 4.2.11 S4 – Taxa de alfabetização S4 CÓDIGO SETOR Educação NOME Taxa de alfabetização Descrição sumária Afinidade com conceito de desenvolvimento sustentável Relação entre indicadores Metodologia utilizada Unidade(s) de medida Periodicidade Fonte(s) Comentário(s) Expressa a relação entre as pessoas adultas alfabetizadas (capazes de ler e escrever) e a população adulta total. Agenda 21: Capítulo 5 – Dinâmica demográfica e sustentabilidade; Capítulo 25 - A infância e a juventude no desenvolvimento sustentável; Capítulo 36 - Promoção do ensino, da conscientização e do treinamento. Crescimento populacional; Densidade populacional. Consideraram-se como pessoas adultas alfabetizadas aquelas com 15 anos ou mais de idade e capazes de ler e escrever. É expressa através da relação entre as pessoas adultas alfabetizadas e a população total da mesma faixa etária. Percentual; valor absoluto. Dez anos. IBGE – censo demográfico. Quadro 17 – Indicador S4 – Taxa de alfabetização. 90,0% 2000 89,0% 88,0% 87,0% 86,0% 85,0% 84,0% 1991 83,0% 82,0% 81,0% 80,0% Figura 35 – Gráfico taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade – 1991/2000 – Fortaleza. Ano 1991 2000 variação Total 1.167.015 1.511.521 29,5% Total de pessoas Alfabetizadas Total 971.261 1.342.325 % 83,2% 88,8% 38,2% Tabela 21 – Taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade – 1991/2000 – Fortaleza. 77 Total de pessoas Unidade de informação Total Alfabetizadas Total Aerolândia 8335 Total de pessoas Unidade de informação Total % Alfabetizadas Total 7444 89,3% Jardim Cearense % 5225 4700 90,0% Aeroporto 4970 4087 82,2% Jardim das Oliveiras 20521 16915 82,4% Alagadiço 10265 10000 97,4% Jardim Guanabara 10476 9530 91,0% 7228 5788 80,1% Jardim Iracema 15627 14092 90,2% 31343 30237 96,5% João XXIII 12541 11079 88,3% 9718 8602 88,5% Joaquim Távora 18570 17860 96,2% 16894 15731 93,1% Jóquei Clube 13597 12482 91,8% Amadeu Furtado 9411 8779 93,3% José Bonifácio 7195 6972 96,9% Ancuri 9246 7410 80,1% Lagoa Redonda 13437 11340 84,4% Antônio Bezerra 17996 16395 91,1% Luciano Cavalcante 7689 7049 91,7% Autran Nunes 13662 10812 79,1% Manoel Sátiro 22871 20715 90,6% Barra do Ceará 45652 39251 86,0% Maraponga 6273 5796 92,4% Barroso 15500 13093 84,5% Mata Galinha 2802 2410 86,0% Bela Vista 11723 10656 90,9% Meireles 25108 24539 97,7% Benfica 10534 10233 97,1% Messejana 27813 25029 90,0% Bom Futuro 4958 4726 95,3% Mondubim 51857 44315 85,5% Bom Jardim 22408 18493 82,5% Monte Castelo 9648 8913 92,4% Bom Sucesso 25990 22577 86,9% Montese 20083 18723 93,2% Cais do Porto 14473 11619 80,3% Moura Brasil 2608 2217 85,0% Cajazeiras 6203 5876 94,7% Mucuripe 9395 8887 94,6% Cambeba 3957 3628 91,7% Padre Andrade 9473 8601 90,8% Canindezinho 18486 15466 83,7% Pan Americano 6490 5863 90,3% Carlito Pamplona 17491 15817 90,4% Papicu 15017 13502 89,9% 3121 2711 86,9% Parangaba 20880 19462 93,2% 20034 19332 96,5% Parque Araxá 5165 4934 95,5% 6397 6237 97,5% Parque Dois Irmãos 15473 13576 87,7% 12883 12151 94,3% Parque Iracema 3196 2978 93,2% Coaçu 3380 2920 86,4% Parque Manibura 5203 4894 94,1% Cocó 10881 10586 97,3% Parque Presidente Vargas 3020 2403 79,6% Conjunto Ceará 1 14387 13707 95,3% Parque santa Rosa 7252 6388 88,1% Conjunto Ceará 2 17650 16846 95,4% Parque São José 7488 6438 86,0% Conjunto Esperança 10841 9898 91,3% Parquelândia 11232 10823 96,4% 3473 2890 83,2% Parreão 7535 7277 96,6% 20197 16902 83,7% Passaré 23742 19869 83,7% Curió 4683 3333 71,2% Paupina 12130 10180 83,9% Damas 6644 6405 96,4% Pedras 1047 843 80,5% Demócrito Rocha 8503 7671 90,2% Pici 24744 20745 83,8% Dendê 1453 1299 89,4% Pirambú 12581 10281 81,7% Dias Macêdo 8073 6920 85,7% Praia de Iracema 2579 2485 96,4% 12418 12041 97,0% Praia do Futuro 1 1992 1708 85,7% 8866 8139 91,8% Praia do Futuro 2 4717 3748 79,5% 970 743 76,6% Prefeito José Valter 20238 19031 94,0% 13899 11870 85,4% Presidente Kennedy 16954 15476 91,3% 9024 8405 93,1% Quintino Cunha 28487 24541 86,1% Fátima 18426 17783 96,5% Rodolfo Teófilo 13769 12976 94,2% Floresta 19066 16471 86,4% Sabiaguaba 1670 1227 73,5% Genibaú 24648 19646 79,7% Salinas 1581 1467 92,8% Granja Lisboa 31416 25949 82,6% São João do Tauape 21036 19240 91,5% Granja Portugal 24232 19768 81,6% Sapiranga / Coité 15374 12503 81,3% Guajerú 4055 3484 85,9% Serrinha 17605 15039 85,4% Guararapes 2348 2293 97,7% Siqueira 14647 11661 79,6% 18701 17165 91,8% Varjota 5670 5496 96,9% Itaoca 9390 8572 91,3% Vicente Pizon 27425 23253 84,8% Itaperi 12073 11022 91,3% Vila Ellery 5444 5078 93,3% Jacarecanga 10089 9163 90,8% Vila Pery 14502 13251 91,4% Jangurussu Jardim América 39975 33390 83,5% 11100 10204 91,9% 8967 8325 92,8% Vila União Vila Velha 34121 30564 89,6% Alagadiço Novo Aldeota Alto da Balança Álvaro Weyne Castelão Centro Cidade 2000 Cidade dos Funcionários Couto Fernandes Cristo Redentor Dionísio Torres Dom Lustosa Dunas Edson Queiroz Farias Brito Henrique Jorge Tabela 22 – Taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade – 2000 – Fortaleza – Bairros. 78 ; < =; %>= $ ; ; < =; %>= $ ; 0 2 1' 4 !# * + $% "# N A 04 & " => " 9$ < 71116 )M * , ?4 / ?3632 , -?61- / ?42 , -@ / -?61-2 , 33 / -@2 , 3064 / 332 830 / 30642 Figura 36 – Mapa da taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade – 2000 – Fortaleza – Bairros. 79 4.2.12 S5 – Escolaridade dos chefes de família S5 CÓDIGO SETOR Educação NOME Escolaridade dos chefes de família Descrição sumária Afinidade com conceito de desenvolvimento sustentável Relação entre indicadores Metodologia utilizada Unidade(s) de medida Periodicidade Fonte(s) Comentário(s) Expressa a relação entre a escolaridade dos chefes de família com 15 anos ou mais de estudo e o total de chefes de família. Agenda 21: Capítulo 5 - Dinâmica demográfica e sustentabilidade; Capítulo 36 Promoção do ensino, da conscientização e do treinamento. Crescimento populacional; Renda dos chefes de família. Razão entre a quantidade de chefes de família com 15 anos ou mais de estudo por quantidade total de chefes de família. Percentual; valor absoluto. Dez anos. IBGE – censo demográfico. Quadro 18 – Indicador S5 – Escolaridade dos chefes de família. 9,0% 2000 8,9% 8,8% 8,7% 8,6% 8,5% 8,4% 8,3% 1991 8,2% 8,1% 8,0% 7,9% Figura 37 – Gráfico proporção de escolaridade dos chefes de família com 15 anos ou mais de estudo – 1991/2000 – Fortaleza. Ano 1991 2000 variação Chefes em domicílios particulares permanentes Com 15 anos ou mais de estudo Total Total % 385.789 31.996 8,3% 526.069 46.919 8,9% 36,4% 46,6% Tabela 23 - Proporção de escolaridade dos chefes de família com 15 anos ou mais de estudo – 1991/2000 – Fortaleza. 80 Unidade de informação Chefes de família com 15 anos de estudo ou mais Total Total % Unidade de informação Chefes de família com 15 anos de estudo ou mais Total Total % Aerolândia 2975 86 2,9% Jardim Cearense 1816 101 5,6% Aeroporto 1865 45 2,4% Jardim das Oliveiras 7190 149 2,1% Alagadiço 3357 893 26,6% Jardim Guanabara 3456 57 1,6% Alagadiço Novo 2704 159 5,9% Jardim Iracema 5427 108 2,0% 10356 5036 48,6% João XXIII 4260 81 1,9% Alto da Balança 3289 121 3,7% Joaquim Távora 6124 1606 26,2% Álvaro Weyne 5674 227 4,0% Jóquei Clube 4546 285 6,3% Amadeu Furtado 2899 472 16,3% José Bonifácio 2415 529 21,9% Ancuri 3360 32 1,0% Lagoa Redonda 5180 107 2,1% Antônio Bezerra 5966 286 4,8% Luciano Cavalcante 2386 464 19,4% 4849 50 1,0% Manoel Sátiro 7986 222 2,8% 16528 286 1,7% Maraponga 2240 290 12,9% Aldeota Autran Nunes Barra do Ceará Barroso 5732 95 1,7% Mata Galinha 1024 33 3,2% Bela Vista 4077 340 8,3% Meireles 8532 4407 51,7% Benfica 3517 1019 29,0% Messejana 9301 467 5,0% Bom Futuro 1682 192 11,4% Mondubim 19740 406 2,1% Bom Jardim 8037 47 0,6% Monte Castelo 3030 212 7,0% Bom Sucesso 9238 142 1,5% Montese 6703 733 10,9% Cais do Porto 5073 80 1,6% Moura Brasil 889 20 2,2% Cajazeiras 2454 292 11,9% Mucuripe 3068 910 29,7% Cambeba 1269 277 21,8% Padre Andrade 3168 173 5,5% Canindezinho 7192 28 0,4% Pan Americano 2200 84 3,8% Carlito Pamplona 6165 269 4,4% Papicu 5007 1603 32,0% Castelão 1113 15 1,3% Parangaba 7018 703 10,0% Centro 7018 1237 17,6% Parque Araxá 1631 245 15,0% Cidade 2000 2079 283 13,6% Parque Dois Irmãos 5825 279 4,8% Cidade dos Funcionários 4171 1122 26,9% Parque Iracema 1072 155 14,5% Coaçu 1248 23 1,8% Parque Manibura 1572 487 31,0% Cocó 3634 2074 57,1% Parque Presidente Vargas 1140 2 0,2% Conjunto Ceará 1 4477 151 3,4% Parque santa Rosa 2618 17 0,6% Conjunto Ceará 2 5492 193 3,5% Parque São José 2626 17 0,6% Conjunto Esperança 3856 65 1,7% Parquelândia 3452 652 18,9% Couto Fernandes 1211 74 6,1% Parreão 2432 541 22,2% Cristo Redentor 6624 64 1,0% Passaré 9299 221 2,4% Curió 1752 17 1,0% Paupina 4617 65 1,4% Damas 2335 475 20,3% Pedras 368 5 1,4% Demócrito Rocha 2836 128 4,5% Pici 8977 144 1,6% 520 16 3,1% Pirambú 4293 35 0,8% Dendê Dias Macêdo 2915 42 1,4% Praia de Iracema 866 239 27,6% Dionísio Torres 3815 1742 45,7% Praia do Futuro 1 714 157 22,0% Dom Lustosa 3095 138 4,5% Praia do Futuro 2 1751 76 4,3% 408 24 5,9% Prefeito José Valter 6482 218 3,4% Edson Queiroz 4692 561 12,0% Presidente Kennedy 5685 575 10,1% Farias Brito 2944 396 13,5% Quintino Cunha 10125 158 1,6% Fátima 6015 2198 36,5% Rodolfo Teófilo 4449 487 10,9% Floresta 6945 81 1,2% Sabiaguaba 620 14 2,3% Genibaú 9360 46 0,5% Salinas 524 172 32,8% Dunas Granja Lisboa 11605 67 0,6% São João do Tauape 7031 1107 15,7% Granja Portugal 8638 47 0,5% Sapiranga / Coité 5317 371 7,0% Guajerú 1399 70 5,0% Serrinha 6136 189 3,1% 736 406 55,2% Siqueira 5683 33 0,6% Henrique Jorge 6247 229 3,7% Varjota 2027 762 37,6% Itaoca 3282 194 5,9% Vicente Pizon 9170 814 8,9% Itaperi 4130 323 7,8% Vila Ellery 1820 131 7,2% Jacarecanga 3434 383 11,2% Vila Pery 4838 148 3,1% 15302 186 1,2% 3745 540 14,4% 2991 251 8,4% Vila União Vila Velha 11881 318 2,7% Guararapes Jangurussu Jardim América Tabela 24 - Proporção de escolaridade dos chefes de família com 15 anos ou mais de estudo – 2000 – Fortaleza – Bairros. 81 ; < =; %>= $ ; ; < =; %>= $ ; 0 2 1' 5 # # " 6! ' " => " 9$ < 71116 "# N A )M * , 5- / 432 , @4 / 5-2 , 7@ / @42 , 0165. / 7@2 , 5 / 0165.2 81603 / 52 Figura 38 – Mapa de proporção da escolaridade dos chefes de família com 15 anos ou mais de estudo – 2000 – Fortaleza – Bairros. 82 4.2.13 I1 – Unidades de saúde I1 CÓDIGO SETOR Saúde NOME Unidades de saúde Descrição sumária Afinidade com conceito de desenvolvimento sustentável Relação entre indicadores Metodologia utilizada Unidade(s) de medida Periodicidade Fonte(s) Comentário(s) Expressa a relação entre população residente e a quantidade de unidades de saúde. Agenda 21: Capítulo 5 - Dinâmica demográfica e sustentabilidade; Capítulo 6 Proteção e promoção da saúde humana. Densidade populacional; crescimento populacional; investimento público em saúde. Razão entre população residente por somatório da quantidade de unidades de saúde. Consideram-se, para efeito de cálculo, somente as unidades de saúde de caráter público sob administração municipal, do tipo: CIES (centro integrado de educação e saúde), hospital e UBASF (unidade básica de assistência à saúde da família). Valor absoluto; relativo ( Pe Us ). Dez anos. SEINF; IBGE Quadro 19 – Indicador I1 – Unidades de saúde. Ano 2000 População residente 2.141.402 Unidades de saúde 94 Relação pessoas US 22.780,87 Tabela 25 – Relação entre população residente e quantidade de unidades de saúde municipais – 2000 – Fortaleza. 83 Unidade de informação População residente 2000 Unidades de saúde Relação pessoas 2000 Aerolândia 11824 0 Aeroporto 7635 1 Alagadiço 13117 0 Alagadiço Novo 11233 0 Aldeota 38636 0 Unidade de informação US - Jardim Cearense 7635 - População residente Unidades de saúde 2000 2000 Relação pessoas US - 7530 0 Jardim das Oliveiras 30754 2 15377 Jardim Guanabara 14489 1 14489 Jardim Iracema 21913 1 21913 João XXIII 17696 0 - Alto da Balança 13229 1 13229 Joaquim Távora 23051 0 Álvaro Weyne 23113 1 23113 Jóquei Clube 18302 1 18302 Amadeu Furtado 12074 0 - José Bonifácio 8755 0 - Ancuri 13891 0 Antônio Bezerra 24698 3 8233 Lagoa Redonda 20752 2 10376 Luciano Cavalcante 10326 1 10326 32354 3 10785 8588 0 - Autran Nunes 21323 1 21323 Manoel Sátiro Barra do Ceará 69317 3 23106 Maraponga Barroso 24116 1 24116 Mata Galinha Bela Vista 15950 0 - Meireles Benfica 12932 1 12932 Messejana 38374 3 12791 6268 0 - Mondubim 80303 3 26768 Bom Futuro 4121 0 30397 0 Bom Jardim 34507 1 34507 Monte Castelo 12752 1 12752 Bom Sucesso 37316 2 18658 Montese 26062 0 Cais do Porto - 21529 1 21529 Moura Brasil 3738 0 Cajazeiras 8646 0 Mucuripe 11900 1 11900 Cambeba 5428 0 Padre Andrade 13087 1 13087 Canindezinho 29688 0 Carlito Pamplona 24383 0 Parque Araxá Castelão Centro Cidade 2000 4542 0 - 24775 2 12388 7885 1 16893 0 Coaçu 5197 0 Cocó 13952 Conjunto Ceará 1 Pan Americano 1 20292 0 Parangaba 28045 4 6482 0 Parque Dois Irmãos 8777 7011 - 23326 1 23326 Parque Iracema 4447 0 Parque Manibura 6833 0 0 - Parque Presidente Vargas 4815 0 18779 1 18779 Parque santa Rosa 10766 0 Conjunto Ceará 2 23075 1 23075 Parque São José 10495 0 Conjunto Esperança 15291 1 15291 Parquelândia 14000 0 4979 0 - Parreão 9754 0 - 28914 1 28914 Passaré 37369 1 37369 7488 0 Paupina 18499 1 18499 8492 0 - 1576 1 1576 11477 1 11477 Pici 37646 2 18823 Pirambú 18453 1 18453 3150 0 - Cidade dos Funcionários Couto Fernandes Cristo Redentor Curió Damas Demócrito Rocha Dendê 7885 8777 Papicu Pedras 2120 1 2120 Dias Macêdo 11899 1 11899 Dionísio Torres 14952 1 14952 Praia do Futuro 1 2917 0 Dom Lustosa 12362 0 Praia do Futuro 2 7651 1 7651 1594 0 - Prefeito José Valter 26477 2 13239 Edson Queiroz 20291 1 20291 Presidente Kennedy 23094 0 - Farias Brito 11634 0 Quintino Cunha 42973 1 42973 Fátima 23070 0 Rodolfo Teófilo 17880 3 Floresta 28034 0 - 2759 0 Genibaú 39258 1 39258 Salinas 2141 0 Granja Lisboa 49852 3 16617 São João do Tauape 27328 2 13664 Granja Portugal 37369 1 37369 Sapiranga / Coité 23399 2 11700 Dunas Praia de Iracema Sabiaguaba 5960 - Guajerú 5917 0 25682 1 25682 2899 0 - Serrinha Guararapes Siqueira 23728 1 23728 Henrique Jorge 25633 2 12817 Varjota - Itaoca 12728 1 12728 Vicente Pizon Itaperi 16767 0 - 6916 0 39551 2 19776 Vila Ellery 7209 0 - Jacarecanga 13600 2 6800 Vila Pery 19745 1 19745 Jangurussu Jardim América 63401 3 21134 14744 1 14744 11799 2 5900 Vila União Vila Velha 49468 2 24734 Tabela 26 – Relação entre pessoas residentes por unidade de saúde municipal ( Pe Fortaleza – Bairros. Us ) – 2000 – 84 ; < =; %>= $ ; ; < =; %>= $ ; 0 2 1' * $% ! & F ) L 46111 H 76111 $< ! 06111 9 <$= 6 ? * I F L H L $< H $< L H $< Figura 39 – Mapa de distribuição espacial das unidades de saúde municipais – raios de influência direta – 2000 – Fortaleza – Bairros. 85 4.2.14 I2 – Unidades escolares I2 CÓDIGO SETOR Educação NOME Unidades escolares Descrição sumária Afinidade com conceito de desenvolvimento sustentável Relação entre indicadores Metodologia utilizada Unidade(s) de medida Periodicidade Fonte(s) Comentário(s) Expressa a relação entre a população na faixa etária escolar e a quantidade de unidades escolares. Agenda 21: Capítulo 5 - Dinâmica demográfica e sustentabilidade; Capítulo 25 - A infância e a juventude no desenvolvimento sustentável; Capítulo 36 - Promoção do ensino, da conscientização e do treinamento. Densidade populacional; crescimento populacional; investimento público em educação; taxa de alfabetização; renda dos chefes de família. Razão da população residente na faixa etária entre 02 e 15 anos de idade por somatório da quantidade de unidades de ensino municipal. Considerem-se para efeito de cálculo somente as unidades de ensino municipal, compreendidas por: creches, anexos e escolas de ensino fundamental (antiga 8ª série), bem como a população residente na faixa etária correspondente. Valor absoluto; relativo ( Pe Ue ). SEINF; IBGE Quadro 20 – Indicador I2 – Unidades escolares. Ano 2000 População residente (02 ~ 15 anos de idade) 595.958 Unidades escolares 415 Relação alunos Ue 1.436,04 Tabela 27 - Relação entre população residente (02 ~ 15 anos de idade) e quantidade de unidades escolares municipais – 2000 – Fortaleza. 86 Unidade de informação População residente (02 ~ 15) Unidades escolares 2000 2000 Relação alunos Ue Unidade de informação População residente (02 ~ 15) Unidades escolares 2000 2000 Relação alunos Ue Aerolândia 3332 1 3332 Jardim Cearense 2202 1 2202 Aeroporto 2427 2 1214 Jardim das Oliveiras 9691 4 2423 Alagadiço 2851 1 2851 Jardim Guanabara 3773 5 755 Alagadiço Novo 3696 1 3696 Jardim Iracema 5940 5 1188 1632 Aldeota 7407 2 3704 João XXIII 4897 3 Alto da Balança 3304 1 3304 Joaquim Távora 4416 1 4416 Álvaro Weyne 5969 5 1194 Jóquei Clube 4473 3 1491 Amadeu Furtado 2571 2 1286 José Bonifácio 1569 0 - Ancuri 4277 4 1069 Lagoa Redonda 6753 9 750 Antônio Bezerra 6382 5 1276 Luciano Cavalcante 2527 4 632 Autran Nunes 7152 2 3576 Manoel Sátiro 9049 8 1131 728 Barra do Ceará 22151 9 2461 Maraponga 2184 3 Barroso 7995 4 1999 Mata Galinha 1231 0 - Bela Vista 4040 2 2020 Meireles 5343 2 2672 Benfica 2461 0 - Messejana 10211 10 1021 Bom Futuro 1283 0 - Mondubim 26254 14 1875 Bom Jardim 11278 14 806 Monte Castelo 3013 5 603 Bom Sucesso 10572 11 961 Montese 5757 3 1919 Cais do Porto 6695 10 670 Cajazeiras 2322 1 2322 Cambeba Moura Brasil 1079 0 - Mucuripe 2436 2 1218 1440 1 1440 Padre Andrade 3475 1 3475 10300 5 2060 Pan Americano 2182 1 2182 Carlito Pamplona 6609 3 2203 Papicu 5080 3 1693 Castelão 1336 2 668 Parangaba 6913 4 1728 Canindezinho Centro 4466 5 893 Parque Araxá 1291 0 - Cidade 2000 1487 3 496 Parque Dois Irmãos 7297 5 1459 602 Cidade dos Funcionários 3958 1 3958 Parque Iracema 1203 2 Coaçu 1703 0 - Parque Manibura 1594 0 - Cocó 3038 0 - Parque Presidente Vargas 1647 2 824 1655 Conjunto Ceará 1 4336 5 867 Parque santa Rosa 3310 2 Conjunto Ceará 2 5410 5 1082 Parque São José 2745 7 392 Conjunto Esperança 4297 1 4297 Parquelândia 2768 1 2768 Couto Fernandes 1420 1 1420 Parreão 2183 0 - Cristo Redentor 8251 7 1179 Passaré 12546 7 1792 Curió 2605 0 - Paupina 5938 6 990 Damas 1762 1 1762 Pedras 503 4 126 Demócrito Rocha 2840 1 2840 Pici 604 1 604 Dendê Pirambú 12073 4 3018 5521 1 5521 Dias Macêdo 3631 4 908 Praia de Iracema 572 0 - Dionísio Torres 2601 1 2601 Praia do Futuro 1 824 1 824 Dom Lustosa 3282 5 656 Praia do Futuro 2 2629 1 2629 566 0 - Prefeito José Valter 6049 12 504 Edson Queiroz 6122 3 2041 Presidente Kennedy 5958 7 851 Dunas Farias Brito 2555 3 852 Quintino Cunha 13644 3 4548 Fátima 4693 1 4693 Rodolfo Teófilo 3942 3 1314 Floresta 8464 3 2821 Sabiaguaba 1000 0 - Genibaú 13558 9 1506 Salinas 529 0 - Granja Lisboa 17060 9 1896 São João do Tauape 6107 6 1018 Granja Portugal 12215 14 873 Sapiranga / Coité 7536 7 1077 1765 1 1765 Serrinha 7596 5 1519 545 0 - Siqueira 8301 4 2075 Guajerú Guararapes Henrique Jorge 6570 7 939 Itaoca 3223 0 - Itaperi 4470 4 1118 Jacarecanga 3448 3 21430 2763 Jangurussu Jardim América Varjota 1245 1 1245 11349 5 2270 Vila Ellery 1715 1 1715 1149 Vila Pery 4952 3 1651 22 974 6 578 921 Vila União Vila Velha 3465 3 14490 7 2070 Vicente Pizon Tabela 28 - Relação entre população residente (02 ~ 15 anos de idade) e quantidade de unidades escolares municipais – 2000 – Fortaleza – Bairros. 87 ; < =; %>= $ ; ; < =; %>= $ ; 0 2 1' * $% ! & F ' < < < ! ) 06111 411 06111 06411 9 <$= 6 ! * I F < )411* ' < )06111* ' < )06411* ' Figura 40 – Mapa de distribuição espacial das unidades escolares municipais – raios de influência direta – 2000 – Fortaleza – Bairros. 88 5 Conclusões 5.1 Síntese do trabalho e suas contribuições A principal contribuição deste trabalho foi abordar um tema (ainda) pouco discutido, tanto em meio acadêmico, quanto nas instituições que promovem e realizam pesquisas: desenvolvimento sustentável. Uma “proposta para elaboração de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável” faz-se necessária, diríamos até urgente, diante do crescimento descontrolado que estamos vivenciando, principalmente, nas capitais do “nosso” Brasil e da degradação ambiental do próprio local onde vivemos. A utilização das técnicas que compõem o geoprocessamento ampliou as possibilidades analíticas dos indicadores, pois tivemos a possibilidade de avaliá-los e analisá-los espacialmente, distribuídos de acordo com as estruturas intra-urbanas do Município. Este trabalho preocupou-se com a elaboração de uma metodologia para a elaboração de indicadores de desenvolvimento sustentável e sua posterior análise espacial em um sistema de informação geográfica. O primeiro momento se caracteriza por estabelecer um patamar mínimo de conhecimento sobre IDS através de pesquisas e consultas (predominantemente no ambiente da Internet, ver Apêndice 3 – Endereços na Internet sobre Indicadores de Desenvolvimento Sustentável), com o intuito de conhecer quais indicadores estão sendo utilizados, qual a técnica de sua aplicação e sua possível adaptação à nossa realidade. O segundo momento trata da exploração das possibilidades de manipulação matemático-computacionais que a tecnologia do geoprocessamento possibilita, desde a modelagem dos dados até a análise espacial. Podemos verificar, inclusive, que em estudos desta natureza, onde é bastante difundida a utilização de informações sob forma de taxas, indicadores e percentuais, é sempre importante reconhecer as relações que estas medidas estabelecem em função de sua natureza geográfica e que necessitam desta para uma análise 89 crítica fundamentada em uma interpretação imparcial das informações (ver Apêndice 1 – Relação entre indicadores). 5.2 Resultados obtidos A seqüência de indicadores apresentada nesta monografia não pretende esgotar todas as possibilidades da utilização dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, visto que são complexos e necessitam por si só, de um estudo mais detalhado acerca de sua utilização e interpretação. Não cabe portanto, neste momento, fazer comentário, análise fatorial3, análise crítica, nem análise espacial sobre os mapas, tabelas e gráficos obtidos através da modelagem dos dados originais. Contudo, os indicadores trabalhados mostraram-se satisfatórios e capazes de representar com fidedignidade a realidade do Município dentro do conceito de desenvolvimento sustentável. É preciso, mesmo assim, aprimorar estes indicadores e congregar outros (ver Apêndice 2 – Indicadores a desenvolver) para que possamos desencadear um processo de análise mais coerente, quem sabe até a elaboração de um índice de desenvolvimento sustentável. 5.3 Considerações finais Atuar em cidades de médio e grande porte exige, independente da formação profissional, uma compreensão do seu todo e para o urbanista, um panorama detalhado que possa exprimir com clareza o objeto de análise, a urbe. Espero ter demonstrado que este trabalho possa ser, dentre tantos outros, um instrumento de pesquisa e análise urbana, auxiliando no estudo sistematizado da cidade e da questão urbana. 3 Processo de análise de um fenômeno em que se procura determinar ou medir, por meio de correlações apropriadas, a influência de determinados fatores. 90 6 Bibliografia AGENDA 21. Agenda 21. Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD). Rio de Janeiro, 1992. Disponível em http://www.mma.gov.br, acesso em jan. 2003. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Artigos 182 e 183. Brasília, DF: Senado, 1988. BRASIL. Estatuto da Cidade. Lei Ordinária nº 10.257, de 10 de julho de 2001. Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. Publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 11/07/2001, p. 1, Poder Executivo, Brasília, DF. CÂMARA G.; CASANOVA M. A.; HEMERLY A. S.; MAGALHÃES G. 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Sua utilização necessita de conhecimento específico, pois utiliza variáveis e cálculos complexos e exige, desta forma, uma demanda maior de tempo para a realização da análise. Neste momento, iremos analisar os indicadores E1 – Renda dos chefes de família e S5 – Escolaridade dos chefes de família, com o intuito de demonstrar uma das possibilidades de análise entre indicadores. Podemos constatar, inicialmente, a semelhança entre a distribuição espacial dos indicadores no território do Município. ; < =; %>= $ ; ; < =; ; < =; %>= $ ; %>= $ ; ; < =; %>= $ ; 0 0 2 2 1' 1' 5 # " E J " !" !K , @1.7 / 50-72 , 7@0? / @1.72 , 043. / 7@0?2 , -@@64@ / 043.2 , .53 / -@@64@2 , 5.7 / .532 , 73. / 5.72 8774 / 73.2 ! 5 # # " 6! 9$ < # " 6! " => " 9$ < 71116 71116 ' "# N A )M * , 5- / 432 , @4 / 5-2 , 7@ / @42 , 0165. / 7@2 , 5 / 0165.2 81603 / 52 Figura 41 – comparativo entre a distribuição espacial dos indicadores E1 (à esquerda) e S5 (à direita) – Fortaleza – Bairros – 2000. Visualmente verificamos que a semelhança entre os mapas é acentuada, a delimitação das classes de agrupamento possui coincidências e o 93 agrupamento de bairros com a mesma coloração, também formam áreas similares. Este fato é denominado de autocorrelação espacial. Ao produzirmos um gráfico de dispersão entre as variáveis de cada indicador que compõem os respectivos mapas iremos constatar a correlação existente entre os dois indicadores. Este fato é denominado de coeficiente de correlação. Chefes de família - 2000 - Fortaleza S5 - 15 anos ou mais de estudo 60,00% 50,00% 40,00% 30,00% 20,00% 10,00% 0,00% 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 4500 E1 - Re nda m é dia m e ns al Figura 42 – Gráfico de dispersão: indicadores E1 e S5 – Fortaleza – Bairros – 2000. A correlação existente é do tipo linear direta, ou seja, o agrupamento da nuvem de pontos forma uma linha de tendência que se aproxima de uma reta, e direta, pois ao aumentarmos a renda média mensal (valor no eixo X), aumenta o percentual de chefes de família com 15 anos ou mais de estudo (valor no eixo Y). Podemos afirmar que há uma dependência entre os indicadores, onde a renda do chefe de família está vinculada ao seu grau de instrução, ou vice-versa. Fato este que não podemos afirmar, por exemplo, ao analisarmos os indicadores A3 – acesso a esgotamento sanitário e S2 – crescimento populacional. A distribuição espacial dos indicadores no território não apresenta nenhuma conformidade ou semelhança. 94 ; < =; %>= $ ; ; < =; ; < =; %>= $ ; %>= $ ; ; < =; 0 0 2 2 1' ( " ( " & / ) % 9$ < ) ( 1' 71116 4 " ( & & ! $% ! 9 9 ' " )M * , -. / 0112 , 30 / -.2 , 4. / 302 , 506.3 / 4.2 , 74 / 506.32 , 07 / 742 81 / 072 : # %>= $ ; " 9$ < ! 71116 90??0&7111 , 0.61 / 71602 , 0064 / 0.612 , 361 / 00642 , 765- / 3612 , 761 / 765-2 , .64 / 7612 8-67 / .642 Figura 43 – comparativo entre a distribuição espacial dos indicadores A3 (à esquerda) e S2 (à direita) – Fortaleza – Bairros – 2000. O gráfico de dispersão reforça a ausência da correlação espacial, visto que a distribuição da nuvem de pontos não apresenta associabilidade entre os indicadores. 25,00% S2 - Crescimento populacional 20,00% 15,00% 10,00% 5,00% 0,00% 0,0% 20,0% 40,0% 60,0% 80,0% 100,0% 120,0% -5,00% -10,00% A3 - Ace s s o a e s gotam e nto s anitário Figura 44 – Gráfico de dispersão: indicadores A3 e S2 – Fortaleza – Bairros – 2000. O gráfico não apresenta associação linear (direta ou inversa), os pontos espalham-se de forma dispersa no plano cartesiano. Concluímos que parece não haver nenhum tipo de dependência entre os dois indicadores, pois o aumento da taxa de crescimento populacional (valor no eixo Y), não corresponderá a um maior, nem menor, acesso a esgotamento sanitário (valor no eixo X). Podemos afirmar que não há uma dependência entre os indicadores, 95 onde a taxa de crescimento populacional não está vinculada ao acesso a esgotamento sanitário, ou vice-versa. 96 Apêndice 2 – Indicadores a desenvolver Indicadores ambientais Emissão de gases com efeito estufa Emissão de óxidos de enxofre Temperatura média do ar Investimentos e despesas na redução da poluição atmosférica Evolução da linha de costa Qualidade das águas superficiais Qualidade das águas subterrâneas Qualidade da água para consumo humano Investimentos e despesas na preservação ambiental e zonas costeiras Consumo de água Eficiência dos sistemas de coleta e tratamento de águas residuais Densidade de rede hidrológica Reservas ecológicas – parques ecológicos – áreas protegidas Solo contaminado Investimento e despesa pública e privada na conservação da natureza Produção de resíduos perigosos: industriais, hospitalares, dentre outros Produção e destino final de lamas em estações de tratamento de águas residuais Tratamento destino final de resíduos sólidos Investimento e despesa na gestão de resíduos Distribuição da incidência de ruídos Investimento e despesa no controle da poluição sonora Quadro 21 – Indicadores ambientais a desenvolver. Indicadores econômicos Produto interno bruto (PIB) Participação no PIB por setor de atividade (primário, secundário e terciário) Estrutura do emprego por setor de atividade (primário, secundário e terciário) Taxa de desemprego População desempregada entre 30 e 60 anos de idade Desigualdade de rendimentos (índice de gini) Despesas públicas em programas de formação/qualificação profissional Idade média dos veículos Transporte de passageiros por modo de transporte Intensidade turística Sazonalidade turística Capacidade de alojamento Produção agrícola Produção industrial Tarifas de transporte público Consumo de energia elétrica Valor pago por consumo de energia elétrica Intensidade de tráfego Quadro 22 – Indicadores econômicos a desenvolver. 97 Indicadores sociais Taxa de natalidade Taxa de mortalidade infantil Taxa de mortalidade materna Esperança média de vida Médicos – relação entre habitantes e profissionais médicos regulamentados População que completou o ensino médio Despesa pública com assistência social Bibliotecas públicas e utilizadores Criminalidade Condenados em processos por crime Reclusos em sistema carcerário Incidência de doenças respiratórias População que vive abaixo do limiar de pobreza Investimento público com saúde Investimento público com educação Quadro 23 – Indicadores sociais a desenvolver. Indicadores Institucionais Titulares de diplomas universitários Acesso a redes globais de comunicação Consumo de jornais Empresas com certificados de qualidade Organizações Não Governamentais Quadro 24 – Indicadores institucionais a desenvolver. 98 Apêndice 3 – Endereços na Internet sobre Indicadores de Desenvolvimento Sustentável Australia Government – Department of the Environment and Heritage http://www.deh.gov.au/soe/ Brasil – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE http://www.ibge.gov.br/ Brasil – Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará – IPECE http://www.ipece.ce.gov.br/index.htm Brasil – Ministério das Relações Exteriores http://www.mre.gov.br/cdbrasil/itamaraty/web/port/meioamb/agenda21/apresent/index.htm Brasil – Ministério do Meio Ambiente http://www.mma.gov.br/ British Columbia Government – Ministry of Water, Land and Air Protection – State of Canada´s Environment – Environment Canada Regional Indicators http://wlawww.gov.bc.ca/soerpt/index.html Canada – International Institute for Sustainable Development – IISD http://iisd.ca/ Canada – National Environmental Indicator Series http://www1.ec.gc.ca/~1ind/ Chesapeake By Program – Environmental Indicators: Measuring Our Progress http://www.chesapeakeby.net/ Columbia University – Center for International Earth Science Information Network – CIESIN http://www.ciesin.org/ EUROSTAT http://europa.eu.int/comm/eurostat/ Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável – FBDS http://fbds.org.br/ Indicators of Sustainable Development for the United Kingdom http://www.environment.detr.gov.uk/epsim/indics/index.htm Indicators of Sustainable Development Workshop - Her Majesty the Queen in Right of Canada, 1993 http://mf.ncr.forestry.ca/conferences/isd/isd.html International Institute for Sustainable Development (IISD) http://www.iisd.ca/ Links to Other Environmental Indicator Resources http://www.fsu.edu/~cpm/segip/envirolink.html México – Instituto Nacional de Ecologia http://www.ine.gov.mx/ Norway – State of the Environmental – list of Indicators http://www.grida.no/soeno97/index.htm Observatório de Sustentabilidade e Qualidade de Vida http://www.sustentabilidade.org.br/ OECD – Environmental Indicators http://oecd.org/ Portugal – Centro Nacional de Informação Geográfica – CNIG http://www.cnig.pt/ Portugal – Direcção Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano – DGOTDU http://www.dgotdu.pt Portugal – Instituto Nacional de Estatística – INE http://www.ine.pt Portugal – Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente http://www.elara.iambiente.pt/ UNESCO – Institute of Statisc http://uis.unesno.org/ev_en.php?id=2867_2018id=do_sitemap 99 UNESCO Statistic http://www.unescostat.unesco.org/ United Nations – Division for Sustainable Development http://www.un.or/esa/sustdev/ United Nations – Environment Program – UNEP http://www.unep.org/ United Nations – Food and Agriculture Organization – Sustainable Development Department http://www.fao.org/sd/index_en.htm Universidad Anáhuac de Xalapa – Centro de Estudos para la Sustentabilidad http://www.edg.net.mx/~mathiswa Universidade Federal do Paraná – UFPR – Indicadores de Desenvolvimento http://www.portral.economia.ufpr.br/desenvolvimento_economico/indicadores_desenvolvimento/ Universidade Livre do Meio Ambiente – UNILIVRE http://www.unilivre.org.br/ World Bank – Environmental Indicators http://www.worldbank.org/data/archive/wdi99/environment.html World Health Organization – WHO http://who.org/ World Resource Institute – WRI http://www.wri.org/ Quadro 25 – Relação de endereços na Internet sobre Indicadores de Desenvolvimento Sustentável. 100 Anexo 1 – Mapa do Município de Fortaleza ; < =; %>= $ ; ; < =; %>= $ ; 0 2 1' Figura 45 – Mapa do Município de Fortaleza com divisão dos bairros e respectivas toponímias. 1 Alagadiço 2 Aldeota 3 Álvaro Weyne 4 Amadeu Furtado 5 Moura Brasil 6 Barra do Ceará 7 Benfica 8 Bom futuro 9 Carlito Pamplona 10 Centro 11 Cocó 12 Cristo Redentor 13 Damas 14 Dionísio Torres 15 Farias Brito 16 Fátima 17 Floresta 18 Jacarecanga 19 Jardim América 20 Jardim Guanabara 21 Jardim Iracema 22 Joaquim Távora 23 José Bonifácio 24 Meireles 25 Monte Castelo 26 Mucuripe 27 Papicu 28 Parque Araxá 29 Parquelândia 30 Parreão 31 Pirambú 32 Praia de Iracema 33 Presidente Kennedy 34 Rodolfo Teófilo 35 São João do Tauápe 36 Varjota 37 Vicente Pinzon 38 Vila Ellery 39 Vila Velha 40 Antônio Bezerra 41 Autran Nunes 42 Conjunto Ceará 1 43 Dom Lustosa 44 Genibaú 45 Henrique Jorge 46 João XXIII 47 Padre Andrade 48 Quintino Cunha 49 Alagadiço Novo 50 Ancuri 51 Barroso 52 Cajazeiras 53 Cambeba 54 Cidade dos Funcionários 55 Coaçu 56 Curió 57 Edson Queiroz 58 Luciano Cavalcante 59 Guajerú 60 Guararapes 61 Jangurussu 62 Jardim das Oliveiras 63 Lagoa Redonda 64 Sapiranga / Coité 65 Messejana 66 Parque Iracema 67 Parque Manibura 68 Paupina 69 Pedras 70 Sabiaguaba 71 Salinas 72 Bom Jardim 73 Bom Sucesso 74 Canindezinho 75 Conjunto Ceará 2 76 Conjunto Esperança 77 Dendê 78 Granja Lisboa 79 Granha Portugal 80 Jardim Cearense 81 Manoel Sátiro 82 Maraponga 83 Mondubim 84 Parque Dois Irmãos 85 Parque Presidente Vargas 86 Parque São José 87 Parque Santa Rosa 88 Passaré 89 Prefeito José Valter 90 Siqueira 91 Aerolândia 92 Aeroporto 93 Alto da Balança 94 Bela Vista 95 Castelão 96 Couto Fernandes 97 Demócrito Rocha 98 Dias Macêdo 99 Itaoca 100 Itaperi 101 Jóquei Clube 102 Mata Galinha 103 Montese 104 Pan Americano 105 Parangaba 106 Pici 107 Serrinha 108 Vila Pery 109 Vila União 110 Cais do Porto 111 Cidade 2000 112 Dunas 113 Praia do Futuro 1 114 Praia do Futuro 2