1 ORIENTAÇÕES GERAIS
O objetivo do TC é estimular a produção científica dos alunos por meio da análise e
da reflexão para a consolidação dos conhecimentos adquiridos durante o curso,
constituindo-se, portanto, em uma atividade acadêmica de sistematização do
conhecimento sobre um objeto de estudo pertinente ao curso de graduação em
Administração, desenvolvida mediante supervisão, orientação e avaliação docente.
A estrutura formal do TC deve seguir os critérios estabelecidos no Manual de
Normalização da Faculdade Novos Horizontes.
1.1 Das responsabilidades
Compete ao coordenador de curso:
I. tomar decisões administrativas necessárias ao desenvolvimento do processo
do TC;
II. organizar e acompanhar o processo de orientação e avaliação dos TC’s;
III. designar, no início do semestre letivo, professores para atuar no processo de
elaboração, execução e acompanhamento dos TC’s, além de indicar
professores para a composição das bancas examinadoras.
Compete ao professor orientador:
I. orientar a elaboração e a execução do projeto definido para o TC;
II. zelar pelo cumprimento do trabalho proposto e dos prazos estabelecidos no
cronograma;
III. avaliar o desempenho e o rendimento do aluno ao longo da execução do TC;
IV. examinar o trabalho final do aluno, atribuindo-lhe a respectiva nota;
V. Distribuir 70 (setenta) pontos pelas atividades desenvolvidas e apresentadas
durante o semestre;
VI. Examinar a versão final do TC, conferindo a inclusão das sugestões e
observações da banca examinadora, atribuindo a esta etapa o máximo de 10
(dez) pontos;
4
VII. Aprovar o depósito do TC que ocorrerá somente mediante autorização
expressa do professor orientador, caso o orientador não aceite o depósito
deverá fundamentar sua decisão no próprio formulário, que ficará arquivado na
Secretaria Acadêmica.
Compete ao aluno:
I. informar-se sobre o regulamento e as normas do TC;
II. comparecer a todas as aulas da disciplina, realizando as atividades
programadas e apresentando as etapas pertinentes a cada uma delas;
III. submeter o TC finalizado a apreciação do professor orientador e componentes
da banca examinadora;
IV. preparar apresentação oral de seu TC para o período de 10 minutos no
máximo;
V. fazer as alterações sugeridas pelos professores da banca examinadora,
entregando a versão final para averiguação e avaliação do professor orientador.
1.2 Da entrega do TC para a banca examinadora
O TC deverá ser entregue na Secretaria Acadêmcia, na data prevista no calendário
acadêmico da Faculdade Novos Horizontes, impresso e encadernado na forma
espiral em 2 vias (dois volumes individuais).
1.3 Da apresentação
A apresentação oral será realizada para a banca examinadora composta de dois
professores designados pela coordenação de curso. Todos os alunos deverão fazer
a apresentação oral, não há dispensa desta etapa do trabalho.
Para essa etapa serão atribuídos 15 (quinze) pontos. O aluno terá no máximo 10
minutos para expor o seu trabalho e, em seguida, haverá a argüição por parte da
banca examinadora, sendo 5 minutos para cada componente. Não é permitido o uso
de nenhum recurso audiovisual ou material como: Datashow, computador para uso
5
de Power Point, material impresso para entrega a Banca Examinadora, Panfletos e
Banners dentre outros.
Cada membro da banca fará suas anotações, críticas e sugestões na versão
entregue pelo aluno que será devolvida ao mesmo após a apresentação. As
alterações e/ou implementações sugeridas pela banca deverão ser efetuadas pelo
aluno para composição da versão final do TC que deverá ser entregue a Secretaria
Acadêmcia, conforme calendário acadêmico da Faculdade Novos Horizontes.
1.4 Da entrega final do TC
A entrega da versão final do TC com as correções e implementações sugeridas pela
banca examinadora deve ser entregue em CD, sendo um arquivo em word
(extensão *.doc) e outro em acrobat (extensão *.pdf), e uma via impressa, não sendo
necessário qualquer tipo de encadernação. Para esta etapa serão atribuídos, pelo
professor orientador, 10 pontos.
1.5 Da distribuição de pontos
Os 100 (cem) pontos referentes a disciplina de TC serão distribuídos da seguinte
forma:
30 (trinta) pontos atribuídos, pelo professor orientador, ao cumprimento e
qualidade de todas as etapas previstas no cronograma da disciplina;
10 (dez) pontos atribuídos pelo professor orientador, referentes a pré-banca
de defesa;
20 (vinte) pontos atribuídos, pelo professor orientador, a participação e a
qualidade das avaliações e contribuições dos alunos nas pré-bancas;
30 (trinta) pontos atribuídos pela banca examinadora, referentes a
apresentação (15 pontos) e a qualidade do trabalho escrito (15 pontos);
10 (dez) pontos, atribuídos pelo professor orientador, referentes a versão final
com inclusão das considerações da banca examinadora do trabalho escrito.
6
1.6 Da aprovação na disciplina
Para aprovação na disciplina de TC o aluno deverá obter, no mínimo, 60 (sessenta)
pontos. Caso obtenha entre 40 (quarenta) e 59 (cinqüenta e nove) pontos, o aluno
terá 30 dias após a data final do calendário acadêmico para apresentar seu TC
reformulado, conforme orientação prévia do professor orientador. Após a entrega o
TC será reavaliado em 100 (cem) pontos pelo próprio professor orientador. Caso o
aluno não tenha obtido a nota mínima de 40 (quarenta) pontos, será
automaticamente reprovado.
7
O ARTIGO ACADÊMICO E SUA TIPOLOGIA
Esta orientação é uma versão adaptada do documento elaborado pelos professores
Maria Helena Michel, Luiz Carlos Honório, Wendel Alex Castro Silva e Fernando
Coutinho Garcia da Faculdade Novos Horizontes e com o apoio no artigo Ensaios
Teóricos: De onde Vêm e Para Onde Vão?, de Mauricio Reinert do Nascimento,
Evelyn Seligmann Feitosa, Rosilene Marcon, Fabiane Cortez Verdu e Rodrigo
Bandeira de Melo, apresentado no I Encontro de Ensino e Pesquisa em
Administração e Contabilidade (EnEPQ) da Associação Nacional de Pós-graduação
e Pesquisa em Administração (ANPAD) realizado em novembro de 2007.
A estrutura de um trabalho acadêmico proposta por este documento é uma
orientação para se fazer um artigo, pois, na realidade, não há uma estrutura única.
Artigos teóricos têm, por exemplo, uma estrutura diferente dos artigos teóricoempíricos. Desta forma os artigos podem ser teóricos ou teórico-empíricos.
1.7 Artigos empíricos
Artigos empíricos, por outro lado, têm o objetivo de discutir dados, casos e situações
apoiados em teoria (seguem aqui as mesmas recomendações anteriores de
pesquisa) e, quando possível, de fazer recomendações ou de avançar o debate
sobre o tópico estudado.
A principal diferença entre artigo teórico e empírico reside no fato de que, este
último, utiliza dados empíricos nos seus argumentos. Apesar de óbvia, tal diferença
implica destacada atenção à produção dos dados, ou seja, atenção aos
procedimentos metodológicos. É imprescindível que qualquer artigo empírico
apresente, de modo exaustivo, a maneira como os dados foram obtidos. De nada
adianta um bom referencial teórico e uma análise de dados, se esses dados foram
obtidos de modo inadequado.
8
Tanto no artigo teórico quanto no empírico, o importante é delinear o eixo do artigo,
ou seja, o autor deve ter sempre bem clara qual é a questão central ou o problema
do trabalho. O problema constitui o eixo norteador do artigo – a partir dele,
estabelece-se o diálogo entre autores que dá corpo ao referencial teórico. O
problema estudado define a estratégia metodológica de pesquisa. Portanto, é crucial
a definição do problema em um artigo. Pode parecer simples, mas essa é a principal
etapa na construção de um artigo. O problema deve, sempre que possível, ser
original, claro, coerente e factível, exposto na forma de uma pergunta com um ponto
de interrogação ao final. Recomenda-se aos alunos que gastem tempo e esforço na
percepção e construção de um problema de pesquisa. Não há, contudo, uma
fórmula mágica para a elaboração de um problema. Esse depende da percepção e
principalmente da “bagagem” de leitura e experiência/vivência do autor. Assim, a
leitura de bons textos deve também preceder a realização de qualquer artigo.
2 ESTRUTURA DE UM ARTIGO ACADÊMICO
Muitas vezes, o autor discute questões que não são relevantes no contexto do artigo
e compromete, assim, sua inteligibilidade. O autor deve, antes mesmo de começar a
escrever o artigo, ter em mente a lógica, assim como a estrutura deste artigo e,
também, o que será discutido em cada uma das partes. Essa lógica dá origem ao
chamado “boneco” do artigo – ou esqueleto do artigo, sinopse do artigo.
No que se refere à linguagem, como não se trata de um texto literário e sim
científico, o autor deve procurar redigir de forma clara e neutra evitando, por
exemplo, o uso de expressões literárias e frases excessivamente longas. Clareza e
neutralidade não significam, de modo algum, ausência de estilo; há autores que
conseguem tornar o texto acadêmico extremamente agradável, sem que isso
comprometa a qualidade do texto. Ainda no que se refere à escrita, vale observar
que nenhum conceito pode surgir ‘do nada’. Ao se utilizar um conceito, ele deverá
ser sempre explicado. Não se pode partir do pressuposto de que o leitor conhece e
sabe o que o autor está escrevendo.
9
Geralmente, um artigo teórico-empírico, além do resumo, contém as seguintes
seções (que podem estar, por sua vez, subdividas em outras subseções) –
Introdução, Referencial Teórico, Metodologia, Apresentação e discussão dos
resultados, e Conclusão ou Considerações finais. No caso dos artigos teóricos, as
seções metodologia, resultados e discussão dos resultados normalmente não
aparecem, mas devem ser incluídos os questionamentos ou contribuição à teoria.
Segue uma descrição do conteúdo dessas seções:
Conforme a NBR 6022 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS,
2003) a estrutura de um artigo é formada por elementos pré-textuais, textuais e póstextuais.
2.1 Elementos pré-textuais
Os elementos pré-textuais de um artigo são o título, o subtítulo (se houver), o
nome(s) do(s) autor(es), o resumo na língua portuguesa e palavras-chave na língua
portuguesa.
2.1.1 Título e subtítulo
O título (em letras maiúsculas negritadas) e o subtítulo (se houver, somente com a
letra inicial em letra maiúscula negritada) devem ser apresentados na primeira
página do artigo, na fonte Arial, em tamanho 12, centralizado.
2.1.2 Nome(s) do(s) autor(es)
O nome do autor deve ser apresentado na primeira página do artigo, logo abaixo do
título, acompanhado de um mini-currículo, o qual deve aparecer em rodapé indicado
por um asterisco. O nome deve ser escrito em letras maiúsculas e minúsculas na
fonte Arial, em tamanho 12, recuado a direita da margem superior. Já o texto em
rodapé deve ser escrito na fonte Arial, em tamanho 10. Como no exemplo a seguir:
10
O PAPEL DO ADMINISTRADOR NA ECONOMIA GLOBAL
João Silva Santos*
Na nota de rodapé:
_______________
* Estudante do 8º período do curso de Administração da Faculdade Novos Horizontes
2.1.3 Resumo em língua portuguesa
Normalmente, deve constar do resumo o tema, com os principais conceitos teóricos
adotados; objetivo geral do trabalho e/ou a questão que se pretende discutir e/ou
responder. Tratando-se de um artigo empírico, deve-se também dizer como os
dados foram coletados e analisados. Por fim, apresentam-se os resultados e/ou
conclusão do artigo. O tamanho do resumo é definido pelo veículo de publicação.
O resumo deve constar de frases curtas e objetivas, tomando-se o cuidado de não
apresentar uma mera lista de tópicos. O tamanho do resumo não deverá ultrapassar
250 palavras em fonte Arial tamanho 12, com espaçamento simples entrelinhas e
tudo em um único parágrafo. Para informações sobre o resumo consulte seção
“Resumo na língua vernácula” do Manual de Normalização da Faculdade Novos
Horizontes.
2.1.4 Palavras-chave em língua portuguesa
As palavras-chave, no mínimo três e no máximo cinco, devem ser apresentadas logo
abaixo do resumo, separadas entre si por ponto e antecedidas da expressão em
negrito “Palavras-chave”.
2.2 Elementos textuais
Os elementos textuais são: introdução, referencial teórico, contextualização do setor
da
organização,
metodologia,
questionamentos
ou
contribuição
à
teoria,
apresentação e discussão dos resultados e conclusão/considerações finais.
11
2.2.1 Introdução
Na introdução, deve-se partir do tema que será tratado no artigo. Após discutidos os
principais conceitos que darão sustentação ao debate teórico e justificar a relevância
do estudo, parte-se para a problematização – os motivos que levaram o autor a
estudar/investigar/discutir a questão proposta e dados da realidade que instiga a
pesquisa. Apresentado o problema, em forma de questão, foca-se no objetivo geral
e específicos do artigo. Os objetivos específicos constituem o caminho para se
atingir o objetivo geral. No caso de um artigo teórico-empírico, pode-se dizer ainda
algo, de maneira genérica, sobre a unidade de análise, coleta e análise dos dados.
Geralmente, no último parágrafo da introdução, descreve-se a estrutura do trabalho.
O objetivo é apresentar ao leitor, de maneira bem sucinta, a estrutura do artigo.
2.2.2 Referencial teórico
No que diz respeito ao referencial teórico, deve-se selecionar no mínimo 15 (quinze)
autores, incluindo obrigatoriamente aqueles considerados clássicos ou precursores
do tema e os atuais, mais importantes na área, para subsidiar a discussão do tema
tratado. É fundamental que não se leve em conta apenas um autor, nem somente
um ponto de vista sobre a questão discutida. Caso existam várias correntes teóricas
sobre o assunto, pelo menos as mais importantes deverão ser apresentadas e
comparadas.
Não se trata simplesmente de descrever tudo o que já foi dito sobre o assunto, mas
de apresentar argumentos que corroborem a discussão do autor do artigo, a partir
do problema proposto. Finalmente, deve-se atentar para dois outros aspectos:
atualidade e fonte. É desejável que se utilize as fontes mais recentes, sem ignorar,
contudo, os mais antigos, incluindo aqueles considerados mais relevantes em uma
determinada área. No que diz respeito à fonte, quando se tratar de publicações
científicas, o autor deve tentar sempre buscar textos publicados em revistas e
journals considerados relevantes na área.
12
É essencial notar que a seção teórica não se resume a um exercício de ‘recortar e
colar’ o que constitui plágio, passível de punição por Lei. O autor deve criar um texto
próprio, concatenando as ideias de outros autores de modo a suportar seus próprios
argumentos. Em outras palavras, não se trata simplesmente de ‘colar’ o que os
autores disseram sobre um determinado assunto, mas de se referenciar aos
mesmos, seja para sustentar os argumentos defendidos pelo autor, seja para
evidenciar pontos de vista contrários de outros autores. Visões contrárias deverão
ser sempre consideradas quando da construção de um referencial teórico.
Ao apresentar as ideias ou citações dos autores no artigo, o aluno deverá obedecer
às normas de apresentação de citações da Seção “Apresentação de Citações” do
“Manual de Normalização da Faculdade Novos Horizontes”, disponível no Portal
Institucional, área de downloads e nas Bibliotecas da Faculdade Novos Horizontes.
Ao seguir as normas de citações, os alunos se resguardam em relação à Lei de
Direitos Autorais, respeitando o trabalho intelectual dos autores, bem como evitam o
plágio que é crime e surpresas indesejadas.
2.2.3 Contextualização do setor da organização
Com o objetivo de melhor esclarecer aos leitores, recomenda-se a construção de
uma breve seção que descreva um panorama atualizado sobre o contexto
econômico-social, empresarial em que problema / organização em estudo se
inserem. Essa seção de contextualização deverá ser elaborada mediante diversos
tipos de informações disponíveis sobre a organização, setor ou segmento de
inserção (manufatura, serviços ou produção agrícola, ou subdivisões mais
específicas).
São fontes importantes de informações secundárias as diversas instituições públicas
que fazem a coleta e a organização de dados e estatísticas nacionais ou locais,
como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, (IBGE), ou o Instituto de
Pesquisas Econômicas Aplicadas, (IPEA) e diversas outras mais, hoje com grande
facilidade de acesso. Além dessas informações mais básicas ou usuais no trabalho
acadêmico, por sua credibilidade e consistência histórica e institucional, também
13
poderão ser utilizadas diversas outras fontes auxiliares de consulta, como os
websites de empresas e das associações empresariais privadas e/ou públicas,
nacionais e/ou internacionais relacionadas (organizações de apoio).
Um ponto de atenção na contextualização diz respeito ao cuidado com a
identificação do nome da organização estudada. Nomes de empresas e de
empresários entrevistados devem ser evitados.
Por isto, é comum ao trabalho
acadêmico, o uso de nomes fictícios, tendo em vista a preservação da
confidencialidade da pesquisa. Nomes como “Empresa Alpha”, “Organização Beta”,
“Entrevistado 1”, “Entrevistado 2” e outras denominações são comuns aos textos de
contextualização que buscam evitar problemas de identificação não-consentida,
considerada não ética.
2.2.4 Metodologia
Na seção de metodologia, deve-se caracterizar inicialmente a pesquisa –
quantitativa/qualitativa, descritivo, explicativa, exploratória, justificando as opções
metodológicas. Define-se a estratégia de pesquisa – estudo de caso, survey, etc.
Segue-se a explicação sobre os sujeitos da pesquisa (número e cargo das pessoas
que serão ouvidas) no caso de um estudo qualitativo ou da população e amostra no
caso de um estudo quantitativo. As técnicas de levantamento de dados utilizadas
devem ser capazes de responder aos objetivos específicos. É necessário expor de
forma bem clara e explicitar também a forma de análise dos dados que inclui os
métodos e técnicas utilizados tanto na coleta quanto na análise dos dados,
associando estes métodos e técnicas ao objetivo do seu uso. Por exemplo, no caso
de um método comparativo, ele será usado para que? O que será comparado?
Ainda sobre os dados, é importante lembrar que podem ser de duas naturezas:
aqueles que são produzidos pela própria pesquisa, por meio da coleta de dados
realizada pelo autor – dados primários, e os já existentes, produzidos por outros,
com propósito distinto do autor – dados secundários. Sobre esses, com exceção da
área de finanças, sua utilização na pesquisa em Administração é pouco explorada.
O Brasil produz dados de qualidade, reconhecidos internacionalmente. A depender
14
do problema de pesquisa, a utilização de dados secundários pode ser fundamental
para a pesquisa. São algumas boas fontes de dados secundários (IBGE, IPEA, sites
de Secretarias de Estado e Município, Ministérios Federais, dentre outros). Ressaltase que, mesmo em estudos de caso, a utilização de dados secundários é
recomendada (registro de vendas e estoques, banco de dados de clientes e
fornecedores...).
2.2.5 Apresentação e discussão dos resultados
Nos artigos empíricos, essa é a parte mais importante. No que concerne à redação
dessa seção, a apresentação dos dados deverá ser feita de maneira condizente com
a lógica do artigo. Por exemplo, se é um estudo de caso, o autor deve procurar
apresentar na forma narrativa, atendo-se ao objetivo central do artigo. Ainda com
relação à apresentação, quando se trata de dois casos, por exemplo, o autor tem a
opção de apresentar um caso e, depois, outro, ou, alternativamente, de apresentálos conjuntamente. Enfim, as opções são muitas; o importante é apresentar os
dados/caso de maneira que melhor atenda aos objetivos do artigo. Em estudos
quantitativos, os dados podem ser apresentados sob a forma de tabelas e/ou
gráficos, atentando-se para as normas da ABNT.
Para estruturar a apresentação de tabelas e quadros consulte seção “Tabelas e
quadros” do Manual de Normalização da Faculdade Novos Horizontes.
Para incorporar ilustrações de modo assertivo, consulte seção “Ilustrações” do
Manual de Normalização da Faculdade Novos Horizontes.
A parte sobre a discussão dos resultados é onde o autor se coloca de maneira mais
evidente. Espera-se uma discussão criativa e inovadora dos dados/casos. É também
nessa seção que o autor retoma os argumentos sugeridos na introdução e mostra a
pertinência dos mesmos. Em suma, o objetivo dessa parte é tentar convencer o
leitor, a partir do desenvolvimento teórico e dos dados apresentados, da validade
e/ou legitimidade dos argumentos defendidos pelo autor.
15
2.2.6 Considerações finais
O objetivo dessa última parte é sintetizar os principais aspectos, teóricos e
empíricos, discutidos ao longo do artigo. O autor deve retomar os objetivos,
problema de pesquisa, os argumentos, pontos teóricos mais relevantes e os
resultados mais importantes. A partir da questão central do artigo, o autor deve
apresentar e discutir os resultados encontrados. Nessa seção, deve-se evitar
citações. Se for o caso, deve ainda reconhecer os limites, teóricos e empíricos, do
artigo e, sugerir possíveis questões que mereçam ser investigadas mais
profundamente.
2.3 Elementos pré e pós-textuais
Os elementos pré-textuais de um artigo são o título, o subtítulo (se houver), o
resumo em língua portuguesa, as palavras-chave em língua portuguesa, as nota(s)
explicativa(s). Os elementos pós-textuais são as referências, o glossário, os
apêndice(s) e o(s) anexo(s) (se houver). Para efeitos do TC de Administração os
tópicos: resumo, palavras-chave e referências são OBRIGATÓRIOS.
O título, o subtítulo (se houver) em língua estrangeira, o glossário, o(s) apêndice(s) e
anexo(s) não são elementos obrigatórios. Para mais detalhes sobre esses
elementos, consulte o “Manual de Normalização da Faculdade Novos Horizontes”.
Caso o artigo tenha notas explicativas, elas devem ser apresentadas em algarismos
arábicos, com numeração consecutiva. Para mais informações, consulte a seção
“Notas explicativas” do “Manual de Normalização da Faculdade Novos Horizontes”.
2.3.1 Referências
No tópico “Referências” o aluno deverá listar em ordem alfabética todas as obras
consultadas e citadas no texto do artigo, conforme as regras de apresentação de
referências da seção “Apresentação de Referências de Documentos” do “Manual de
Normalização da Faculdade Novos Horizontes”, disponível no Portal Institucional,
área
downloads
e
nas
Bibliotecas
da
Faculdade
Novos
Horizontes.
16
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A estrutura do artigo empírico contempla:

Nome do artigo;

Autor(es) e nome da Instituição;

Resumo;

Introdução;

Referencial Teórico;

Contextualização;

Metodologia;

Apresentação e discussão dos resultados;

Conclusão/Considerações Finais;

Referências.
Para a realização dos artigos empíricos podem ser usados: dados obtidos nas
pesquisas realizadas nos diversos Projetos Interdisciplinares do curso, dados de
pesquisa realizada em alguma disciplina, dados de pesquisa coletados para a
realização deste artigo ou dados secundários disponíveis nos diversos Bancos de
Dados.
A estrutura de um artigo é constituída de elementos pré-textuais, textuais e póstextuais, conforme quadro a seguir:
ESTRUTURA
Elementos
Pré-textuais
Elementos
Textuais
ELEMENTO
Título e subtítulo (se houver)
TCC
obrigatório
Nome do autor
obrigatório
Resumo na língua portuguesa
obrigatório
Palavras-chave na língua portuguesa
obrigatório
Introdução
obrigatório
Desenvolvimento (que compreende o referencial
obrigatório
teórico, a metodologia e a apresentação e
discussão dos resultados)
Considerações finais
obrigatório
17
Elementos
Pós-textuais
Título e subtítulo (se houver) em língua estrangeira
opcional
Nota(s) explicativa(s)
opcional
Referências
obrigatório
Glossário
opcional
Apêndice(s)
opcional
Anexo(s)
opcional
Fonte: Adaptado da NRB 6022 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2003, p.3).
O Trabalho de Conclusão deve conter os seguintes elementos:
1) Capa – para mais orientações, consulte na seção “Capa” do Manual de
Normalização da Faculdade Novos Horizontes;
2) Folha de rosto – para mais orientações, consulte na seção “Folha de rosto”
do Manual de Normalização da Faculdade Novos Horizontes;
3) O Artigo –deve conter os itens abaixo:
a. Título e subtítulo (se houver)
b. Nome do autor
c. Resumo na língua portuguesa
d. Palavras-chave na língua portuguesa
e. Introdução
f. Referencial Teórico
g. Metodologia
h. Apresentação e discussão dos resultados
i. Considerações finais
j. Referências
k. Apêndice(s) (opcional)
l.
Anexo(s) (opcional)
O artigo deve obedecer a seguinte editoração:
1) Tamanho do papel: A4 (29,7 x 21 cm)
2) Margens:




Superior 3 cm;
Inferior 2 cm;
Esquerda 3 cm;
Direita 2 cm.
18
3) Fonte do texto: fonte Arial, corpo 12, exceto para notas de rodapé (tamanho
10) e citações diretas longas (tamanho 10 e com recuo de 4cm da margem
esquerda);
4) Espaçamento: simples (entre caracteres, palavras e linhas);
5) Parágrafo: tradicional (um recuo a cada novo parágrafo, sem espaçamento
entre linhas);
6) Mínimo de 15 páginas e máximo de 20 páginas (as páginas começam a ser
contadas a partir do resumo, finalizando nas referências)
7) A numeração de páginas deve constar na parte superior direita da
mesma.
19
REFERÊNCIAS
ABRANTES, D.; MARIANO, S.R.H.; MAYER, V.F. Metodologia para
desenvolvimento de estudos de casos. In: SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO DE
APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS – SEBRAE. Guia passo a passo:
metodologia para o desenvolvimento dos casos de sucesso do Sebrae. Brasília,
2003. p. 94-101
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 6022 –
Informação e documentação – Artigo em publicação periódica científica impressa –
Apresentação. Rio de Janeiro, 2003. 5 p.
FILION, L. J. Cases and entrepreneurship. HEC, Montreal. Apresentação em
workshop de elaboração de casos de ensino. Nova Lima: Fundação Dom Cabral,
2005.
GARVIN, D.A. Making the case. Harvard Magazine, September-October, v. 106, n.
1, p. 56-65, cont. 107, 2003.
GOMES. J. S. O Método de estudo de caso aplicado à gestão de negócios:
textos e casos. São Paulo: Atlas, 2006.
JUDICE, V.M.M.; et al. Humberto Decerega Méndez e DIALAB: gerando novos
negócios. Nova Lima: Fundação Dom Cabral, 2005. 15 p.
LIMA, M.C. Estudos de casos hipertextuais: rumo a uma inovação no método
Harvard de ensino de gestão. Revista de Administração Contemporânea – RAC,
v. 7, n. 3, jul./set., p. 77-99. 2003.
MACEDO, Solange Madalena Souza. (Org.). Manual de normalização da
Faculdade Novos Horizontes: orientações para apresentação de trabalhos
acadêmicos e científicos – padrão FNH. Revisão, atualização e ampliação Niúra
Ferreira e Barbosa; Rogério Manoel de Oliveira Braga. 5. ed. rev., atual. e ampl.
Belo Horizonte: Faculdade Novos Horizontes, 2012. 105 p.
ROECH, S.M.A. Notas sobre a construção de casos para ensino. In: ENCONTRO
DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM
ADMINISTRAÇÃO – EnANPAD, 30., 2006, Salvador. Anais... Rio de Janeiro:
ANPAD, 2006. 16 p. 1 CD-ROM.
ROECH, S.M.A. O papel da pesquisa de campo na construção de casos para
ensino. In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E
PESQUISA EM ADMINISTRAÇÃO – EnANPAD, 31., 2007, Rio de Janeiro. Anais...
Rio de Janeiro: ANPAD, 2006. 16 p. 1 CD-ROM.
SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS
EMPRESAS – SEBRAE. Guia passo a passo: metodologia para o desenvolvimento
dos casos de sucesso do Sebrae. Brasília, 2003.
20
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MANUAL DE ORIENTAÇÃO DE TRABALHO DE CURSO