ANÁLISE DA PRECIPITAÇÃO NO ESTADO DO PARANÁ. Jonas Teixeira Nery, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Paraná (Brasil), Av. Colombo, 5790, CEP 87020-900. Departamento de Física. [email protected] Eraldo Schunk-Silva, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Paraná (Brasil), Av. Colombo, 5790, Departamento de Estatística. [email protected] ABSTRACT The purpose of this paper is to analysis the rainfall of Paraná State. This dataset were take from Agência Nacional de Água e Energia Elétrica (ANEEL). The period cover 1960 to 1997. Principal factor analysis was used to derive the temporal and spatial rainfall variability patterns of Paraná State. Hierarchical cluster analysis of the most significant spatial factor loading and temporal factor score was used to identify the rainfall homogeneous groups. Key words: rainfall, variability, cluster, Paraná. INTRODUÇÃO A região Sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) cobre aproximadamente 6.8% do território brasileiro e tem 17.1% da população economicamente ativa do país (Berlato, 1992). É uma das regiões mais industrializadas e economicamente mais desenvolvidas com sua economia baseada, principalmente, na agricultura, a qual contribui com cerca de 57% da produção nacional de grãos. A atividade industrial na região, como geração de energia, agricultura de grãos e pecuária é extremamente dependente dos recursos hídricos disponíveis, portanto, variações no regime de precipitação têm um notável impacto na economia da região. O Estado do Paraná, inserido nesta região, está incluído, entre os Estados que se sobressaem na produção agrícola do Brasil. Esta produção representa 30 a 33% da arrecadação do Estado e, ainda, aproximadamente mais 30% devido à industrialização destes produtos. Portanto, cerca de 60% dos recursos arrecadados provêm diretamente do setor agrícola (Bragagnolo, 1992). Considerando que a sua economia depende dessa produção, devemos salientar a importância da precipitação pluviométrica como regulador da produção agrícola do Estado. O Paraná apresenta diversas ocorrências de clima, solo e cobertura vegetal, possuindo diferenciada formação geológica e conformação geomorfológica. Apresentando todas as características de zona de clima tropical, na sua região norte e de zona de clima sub-tropical, em quase todo o restante de seu território (Atlas do Paraná, 1987). A geração de energia hidroelétrica é, também, um fator importante da economia do Paraná. A variabilidade da precipitação é um condicionante essencial no planejamento dessa atividade. Além do conhecimento do regime pluviométrico, do ponto de vista climatológico, é necessário o conhecimento do impacto das variações climáticas sobre a precipitação. Isso permite adequar o planejamento a essas variações e tornar mais eficiente e racional a utilização de recursos hídricos (Grimm e Ferraz, 1997). Muitos trabalhos têm sido realizados estudando a precipitação do Sul do Brasil. Sansigolo e Nery (1998) estudaram a precipitação do sul e do sudeste do Brasil utilizando análise de fatores e agrupamento, mostrando que a região apresenta grande variabilidade sazonal, com ciclo bem definido e com o primeiro fator comum temporal explicando 52% da variância total da variável. Para o estudo da precipitação faz-se uso de uma técnica estatística de análise multivariada, denominado Análise por Funções Ortogonais Empíricas (FOE). A técnica tem sido amplamente usada em estudos climáticos por oferecer inúmeras e importantes vantagens. É uma ferramenta valiosa na análise exploratória de dados, permitindo que as inter relações dominantes entre os dados sejam evidenciadas (Studzinski, 1995) Os objetivos deste trabalho são dois: 1) estabelecer grupos homogêneos de precipitação através da aplicação da análise de componentes principais, seguida de uma análise de classificação e 2) estudar a variabilidade temporal da precipitação, no Estado do Paraná. METODOLOGIA Foram utilizados dados fornecidos pelo Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), juntamente com a Agência Nacional de Água e Energia (ANEEL), num total de 38 séries de precipitação pluviométrica, no Estado do Paraná. O período de estudo foi de 1960 a 1997. Os dados utilizados seguem a distribuição, conforme a Figura 1. Figura 1 – Distribuição das séries de precipitação pluviométrica, do Estado do Paraná. As regiões homogêneas de precipitação foram determinadas a partir de uma análise de Componentes Principais (ACP), modo S, segundo Richman, 1986, seguidas de uma análise de classificação (análise de cluster). Neste estudo a matriz original foi construída considerando como variáveis as séries de precipitação total anual, das 38 estações como mostra a Tabela 1. Tabela 1: Postos pluviométricos com suas respectivas latitudes, longitudes a altitudes. No 1 23 2 24 3 4 5 25 Nome dos Postos Pluviométricos Tomazina Porto Sta Terezinha Paraíso do Norte Santa Isabel do Ivaí Balsa do Goioerê Tibagi Cândido Abreu Ivaiporã Lat. Long. 23o46’; 49o57’ 23o06’; 50o27’ 23o19’; 52o40’ 23o00’; 53o11’ 23o55’; 53o08’ 24o30’; 50o24’ 24o54’; 51o09’ 24o15’; 51o39’ Alt. (m) 483 340 250 400 320 720 550 650 26 6 27 7 8 9 10 11 12 13 28 29 30 14 15 31 32 16 17 33 18 19 20 35 36 21 37 22 38 39 Salto Sapucaí (Corbélia) Guairá Morretes Antonina Lapa S. Mateus do Sul Ponta Grossa Inácio Martins Guarapuava (Sta Clara) Verê F. do Iguaçu Rio Negro União da Vitória Santo Antonio do Oeste Jataizinho Andirá Balsa do Cerro Azul Cerro Azul Tibagi Porto Amazonas Piraquara Prudentópolis Mallet Guarapuava Água de Verê Jangada Porto Vitória Pato Branco Praia Grande Quitandinha 24o38’; 53o06’ 24o04’; 54o15’ 25o28’; 48o50’ 25o14’; 48o45’ 25o56’; 49o47’ 25o52’; 50o23’ 25o12’; 50o09’ 25o41’; 51o12’ 25o38’; 51o58’ 25o54’; 52o51’ 25o41’; 54o26’ 26o06’; 49o48’ 26o14’; 51o04’ 26o04’; 53o44’ 23o15’; 50o59’ 23o05’; 50o17’ 24o48’; 49o17’ 24o45’; 49o20’ 24o42’; 50o29’ 25o33’; 49o53’ 25o27’; 49o04’ 25o12’; 50o56’ 25o56’; 50o41’ 25o27’; 51o27’ 25o46’; 52o56’ 26o22’; 51o15’ 26o10’; 51o13’ 26o03’; 52o48’ 25o10’; 48o53’ 25o57’; 49o23’ 320 218 8 80 750 760 790 960 740 450 152 770 736 520 340 375 270 400 750 793 900 690 750 950 390 800 790 550 750 810 Num segundo momento, utilizou-se da ACP, no modo T, para estudar a variabilidade temporal da precipitação na região de estudo. No presente estudo a matriz original foi construída considerando-se como variáveis a precipitação média mensal, do referido Estado. Componentes Principais Originalmente a Análise de Componentes Principais foi introduzida por Pearson, em 1901 e por Hotelling em 1933 (in: Everitt and Der, 1977). A aplicação da ACP a um conjunto de dados de grande dimensão é interessante, inicialmente, apenas para determinar combinações lineares das variáveis originais que expliquem o máximo possível a variação existente nos dados iniciais. A rigor a ACP não necessita de condição de validade, ou seja, esta técnica não exige alguma suposição teórica de existência de um modelo causal, distribuição de probabilidade, para os dados. Logo, não é possível estabelecer quaisquer relações de causa efeito entre variáveis, mesmo que existam. Em hipótese alguma se supõe que existam variáveis “escondidas”, ou seja, fatores subjacentes. A ACP ‘é somente uma técnica de redução de dimensões. Por exemplo, para m componentes e p variáveis (p ≥ m), teríamos a seguinte configuração de variáveis latentes: componentes principais resultantes de combinações lineares perfeitas (sem erros) das variáveis. CP1 = a11X1 + a21X2 + ... + ap1Xp CP2 = a12X1 + a22X2 + ... + a p2Xp . . . CP m = a 1mX1 + a22X2 + ... + a pmXp A solução deste sistema de equações é única (isto é verdade na prática, na teoria, a igualdade de dois auto vetores implica uma infinidade de soluções, mas tal situação é raríssima) e considera a variação total presente no conjunto das variáveis iniciais, onde a primeira CP 1 explica o máximo possível da variância dos dados iniciais, enquanto a segunda CP 2 explica o máximo possível da variância ainda não explicada e assim por diante, até a última CP m que contribui com a menor parcela de explicação da variância total dos dados iniciais. Análise de Cluster Embora no estudo de áreas homogêneas fosse possível efetuar de forma relativamente simples e rápida a identificação dessas áreas tomando por base os planos fatoriais, optou-se por realizar a identificação final das zonas homogêneas de precipitação para o Estado do Paraná através do método de classificação hierárquica de Ward, com distância euclidiana. Esse procedimento justifica-se pelo simples fato que o pré - processamento dos dados, através da ACP, elimina as informações redundantes e separa o sinal de grande escala (variância comum) do ruído (variância específica) associado a cada estação. Além do mais, fornece uma síntese do conjunto de dados, isenta de subjetividade e justificada em um critério estatístico. Como input foram consideradas as cargas (componentes principais) espaciais mais significativas. O método de Ward utiliza uma análise de variância para avaliar a distância entre os grupos. Este método pode ser resumido nas seguintes etapas: 1) cálculos das médias das variáveis, para cada grupo; 2) obtenção do quadrado da distância euclidiana entre essas médias; 3) soma das distâncias para todos os indivíduos e 4) minimização da variância dentro dos grupos. A principal desvantagem apontada pelos pesquisadores da área de metodologia, em relação a utilização do método é a sua tendência em criar grupos de tamanhos semelhantes e pequenos. Porém, em climatologia, esse método tem-se mostrado bastante eficiente, uma vez que os resultados obtidos, após sua aplicação, tendem a confirmar o número de clusters preestabelecidos com base em outras informações climatológicas para áreas alvos de estudos. RESULTADO E DISCUSSÃO O Estado do Paraná apresenta significativa variabilidade da precipitação devido a diferentes fatores, tanto estáticos quanto dinâmicos. Este Estado é cortado pelo Trópico de Capricórnio ao norte, apresentando uma orografia variando do nível do mar, na costa, a altitudes de 1000 metros, aproximadamente, na região sul do referido Estado. Com relevo constituído por três planaltos, apresentando altitudes significativas em toda a parte costeira (Serra do Mar), com valores de 900 metros, estendendo-se em quase toda a região Leste, Sudeste e Sul. A região Noroeste e Oeste apresentam altitudes de 300 metros, aproximadamente. O relevo constitui, portanto, um dos fatores (fator estático) importantes para explicar a precipitação do Estado do Paraná, Figura 2. -23.00 -24.00 -25.00 -26.00 -54.00 -53.00 -52.00 -51.00 -50.00 -49.00 Figura 2 – Isolinhas de altitudes (metros) do Estado do Paraná. A aplicação da ACP (modo S) no estudo da variabilidade da precipitação total anual, para o período estudado, resultou em cinco autovalores. O primeiro autovalor explica 65.5% da variabilidade da matriz original de dados, o segundo explica 5,8%, o terceiro 5,5% e o quarto 4,0% respectivamente. A Figura 3 apresenta o resultado da análise de clusters considerando como input os autovetores associados aos autovalores retidos na ACP. Considerando-se que a análise de cluster é uma técnica exploratória de dados e que, embora existam vários critérios (Mojena, Sokal e Rohlf apud Reis, 1997) para se determinar o número adequado de clusters ou grupos, em nosso caso, optou-se por confrontar as informações referentes ao relevo associadas à dinâmica de circulação climatológica já conhecida na região estudada. Grupos Homogêneos de Precipitação Método de Ward (Distância Eucliadiana) 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 E9 E11 E20 E8 E22 E36 E14 E12 E33 E17 E5 E7 E18 E10 E27 E4 E28 E39 E21 E30 E37 E13 E19 E29 E35 E25 E3 E26 E6 E24 E2 E16 E32 E23 E15 E31 E38 E1 0,0 Figura 3. Dendograma obtido a partir dos cinco primeiros auto vetores associados as cinco CP mais significativas. A partir dessa análise obteve-se quatro grupos homogêneos (Figura 4). Figura 4. Grupos homogêneos gerados a partir da análise de clusters. No Grupo I (está misturado com o grupo II) foram agrupadas onze séries de precipitação (E5, E8, E9, E11, E12, E14, E17, E20, E22, E33 e E36). Pôde-se observar que não existe uma separação bem definida entre a região 1 e a região 2, pois ambas são regiões de transição com valores de precipitação significativamente maior que as regiões norte, nordeste e noroeste do estado. Esta região esta dominada por uma continentalidade, fatores estatísticos, como a orografia, associado a um fator dinâmico importante (massas polares). O Grupo II, (todos os números de identificação das estações dentro dos retângulos) é composto de dezesseis onze estações meteorológicas (E3, E4, E7 E10, E13, E18, E19, E21, E25, E27, E28, E29, E30, E35, E37 e E39). Este grupo está dominado pela continentalidade, pela orografia, pela dinâmica das massas polares e, diferenciando-se da Região 1, pela advecção de ar úmido do Oceano Atlântico. O Grupo III (região noroeste do Estado) é formado por quatro estações (E2, E6, E24 e E26). Este grupo pode-se denominar de região noroeste do Estado, sendo a de menor precipitação comparativamente às demais regiões. Esta região sofre a influência da Massa Tropical Continental (Baixa do Chaco), principalmente no verão. Além disso, é cortada pelo Trópico de Capricórnio. Tanto a massa, quanto o trópico determinam um regime de precipitação diferenciado desta área em relação às outras. O Grupo IV é constituído por sete conjuntos de dados de precipitação (E1, E15, E16, E23, E31, E32 e E38). Este grupo pode também ser denominado de região nordeste do Estado, tendo seu regime de precipitação regulado pelo fluxo de ar úmido da Amazônia no verão e, eventualmente, pelas massas polares associadas a este fluxo. A aplicação da ACP no estudo da variabilidade da precipitação média mensal, para o período estudado, resultou em dois autovalores. O primeiro autovalor explica 64.7% da variabilidade da matriz original de dados e o segundo autovalor explica 26.2% da variabilidade restante dessa mesma base de dados. Primeiro e Segundo Autovetores 1.4 1.0 0.6 0.2 -0.2 -0.6 -1.0 jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez AV1 AV2 Figura 5. Primeiro e segundo auto vetores (modo T) da precipitação média. A Figura 5 apresenta os dois primeiros auto vetores retidos com base na matriz de dados originais, utilizando a ACP no modo T. O primeiro auto vetor apresenta pouca variabilidade da precipitação (entre abril e novembro) e valores mínimos nos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março. O segundo auto vetor apresenta uma significativa variabilidade da precipitação durante os meses de maio a agosto, principalmente e, valores mínimos nos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março. A Figura 6 apresenta a primeira componente principal correspondente ao primeiro auto vetor. Fisicamente representa o máximo de chuva na região central, sul, sudoeste e costeira do Estado, durante outono, inverno e primavera. Estas regiões estão marcadas por uma orografia significativa, com valores próximos de 1000m e uma precipitação média anual de 1900mm. Devese destacar que estas regiões, durante este período, estão sob forte influência de sistemas de massas polares, principalmente no inverno quando as frentes frias dominam a região sul e sudeste do Estado. A região costeira, embora também seja representada pela primeira componente principal, apresenta uma dinâmica (advecção de ar úmido do Oceano Atlântico) diferenciada em relação às outras regiões. -23.00 -24.00 -25.00 -26.00 -54.00 -53.00 -52.00 -51.00 -50.00 -49.00 Figura 6 - Primeira componente principal do campo de precipitação, média mensal. A Figura 7 apresenta a segunda componente principal correspondente ao segundo auto vetor. Fisicamente representa dois regimes de precipitação: período úmido e período seco. As regiões norte e nordeste do Estado apresentam uma precipitação média de 500mm no período úmido (dezembro a fevereiro) e uma precipitação média de 200mm no período seco (junho a agosto). A região noroeste, embora também seja caracterizada como seca, destaca-se por ser ainda mais seca que as regiões norte e nordeste e apresenta uma precipitação média de 350mm no período úmido e uma precipitação média de 180 no período seco. Com relação às regiões central, sul, sudoeste e costeira do Estado, estas apresentam uma precipitação média de 600mm no período úmido 350mm, aproximadamente, no período seco. Em síntese, as regiões central, sul, sudoeste e costeira do Estado apresentam uma precipitação significativamente maior que as demais regiões do Estado. -23.00 -24.00 -25.00 -26.00 -54.00 -53.00 -52.00 -51.00 -50.00 -49.00 Figura 7. Segunda componente principal do campo de precipitação, média mensal. CONCLUSÃO O Estado do Paraná apresenta duas áreas homogêneas (noroeste e nordeste), com menores precipitações em relação às demais regiões do Estado. As regiões central, sudeste, sul e sudoeste apresentam precipitações significativamente maiores que a região leste. Esta, no entanto, está dominada por uma dinâmica complexa com orografia e advecção do oceano regulando o seu regime de precipitação. A variabilidade temporal da precipitação, no Estado do Paraná, apresenta dois períodos bem definidos (período úmido e período seco). Através da análise temporal verifica-se que o primeiro auto vetor apresenta pouca variabilidade e que o mesmo explica a variabilidade temporal em função da orografia, portanto chove mais em maiores altitudes, ou seja, nas regiões leste, central e sul do Estado. Já, o segundo auto vetor explica a variabilidade temporal em função da sazonalidade, apresentando uma significativa variabilidade nas regiões nordeste, noroeste em relação às demais regiões do Estado. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA BRAGAGNOLO, N. Uso dos Solos Altamente Suscetíveis à Erosão. In: PEREIRE, V. P., FERREIRA, M. E., CRUZ, M. C. P. (Eds) Solos Altamente Suscetíveis à Erosão. Jaboticabal, UNESP/SBCS, 1992, p. 1-16. EVERITT, B. S., DER, G., A Handbook of Statistical Analyses Using SAS, Chapman & Hall, London, 1997. PARANÁ (ESTADO), Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Instituto de Terras Cartografia e Floresta. Atlas do Paraná, Curitiba, 1987. GRIMM, A.M., FERRAZ, S.E.T. 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