Manual para os novos gestores: conhecendo a Atenção Básica Bahia - 2013 Manual para os novos gestores: conhecendo a Atenção Básica Bahia Janeiro de 2013 Governador do Estado da Bahia: Jacques Wagner Secretário de Saúde do Estado da Bahia: Jorge José Santos Pereira Solla Superintendente de Atenção Integral à Saúde: Gisélia Santana Souza Diretor da Atenção Básica: Ricardo Souza Heinzelmann Organização Diretoria da Atenção Básica Equipe de elaboração Flavia Regina da Conceição Silva José Cristiano Soster Letícia de Moraes Falleiro Paula Roberta da Conceição Brasil Raimunda Maria Cerqueira Santos Rebeca Silva de Barrros Ricardo Souza Heinzelmann Revisão técnica Flavia Regina da Conceição Silva José Cristiano Soster Paula Roberta da Conceição Brasil Raimunda Maria Cerqueira Santos Rebeca Silva de Barros Ricardo Souza Heinzelmann Colaboradores Alan John de Jesus Costa Alessandra Reis Aline Adorno Amanda Menegola Blauth Ana Luiza Gonsalves Pinto Celita Nazareth Pacheco de Menezes Clarissa Leite Campos Françoise Elaine Silva Oliveira Helena Oliveira Salomão do Amaral Jandira Lopes Cruz Jonsos Nunes Júnior Lígia Castegnaro Trevisan Lorena Figueiredo Almeida Ludmilla Monfort Oliveira Sousa Lyz Viana Maiza da Conceição Teles Dias Márcia Edimeia Matos Maria Aguinê Evangelista Cunha Raimunda Maria Cerqueira Santos Rute Maria Coutinho Tércio Farias Vânia Priamo Organizadores do material Flavia Regina da Conceição Silva Jandira Lopes Cruz Leticia de Moraes Falleiro Lorena Figueiredo Almeida Paula Roberta da Conceição Brasil Raimunda Maria Cerqueira Santos Revisão de texto Raimunda Maria Cerqueira Santos Ricardo Souza Heinzelmann Diagramação Rafael da Costa Veloso Helena Oliveira Salomão do Amaral Organização Adriana Alcantara Franco Marques Alan John de Jesus Costa Alessandra Vasconcelos dos Santos Cerqueira Alessandra Reis Alexinaldo Aristides Santos Aline Gomes Fernandes Santos Alionete Gomes Sodré Amanda Menegola Blauth Ana Luiza Gonsalves Pinto Celita Nazareth Pacheco de Menezes Clarissa Leite Campos Cristiana Brito Nascimento Daiane Fernandes Sena Denise Rodrigues Diniz Felipe Titonel Abreu Fernanda de Brito Ribeiro Flavia Regina da Conceição Silva Françoise Elaine Silva Oliveira Glaucia Alencar Helena Oliveira Salomão do Amaral Ieda Zilmara de Queiroz Jorge da Silva Ieda Macedo dos Santos Ivone de Freitas Alcântara Ivonete Queiroz Isabela Oliveira Cordeiro Andrade Isadora de Queiroz Batista Ribeiro Jandira Lopes Cruz Jean Ferreira Souza Jonsos Nunes Júnior José Cristiano Soster Júlia Gonçalves Costa Kally Cristina Soares Silva Vasconcelos Lopes Letícia de Moraes Falleiro Liara Saldanha Brites Lígia Castegnaro Trevisan Lindinalva Soares Silva Livia Daniela Xavier Lyz Viana Lorena Figueiredo Almeida Lucienne Bambini Luciene Oliveira Ludmilla Monfort Oliveira Sousa Luzane Santana da Rocha Maiza da Conceição Teles Dias Marcia Edmeia Matos Marcelo Bolivar Issa da Silva Maria Aguinê Evangelista Cunha Maria Célia Alves Santos Bispo Maria das Graças Gonsalves de Oliveira Maria José Santana Marta Caires de Sousa Monica Maria Lemos Pereira Mônica Fiais Morgana Bastos Barreto Nilma Lima dos Santos Nivea Oliveira Villas Boas Paula Roberta da Conceição Brasil Pedro Hernando Pairazamán Diaz Raimunda Maria Cerqueira Santos Rafael da Costa Veloso Rebeca Silva de Barrros Ricardo Souza Heinzelmann Rivany Ribeiro da Silva Lima Rosana Maria Rehem da Silva Rosivan Matos Rute Maria Coutinho Samantha de Jesus Andrade Sara da Anunciação Sávia Souza Machado Simone Janete Oliveira Barbosa Silvia Aleluia Silvia Denise Laranjeira Cardoso Soraia Martins de Carvalho Sofia Campos dos Santos Tatiane Ferreira de Jesus Teresa Cristina Guimarães Lima Cruz Tércio Farias Valéria Aguiar 2013 Secretaria da Saúde do Estado da Bahia Todos os direitos de edição reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra desde que citada a fonte e que não seja para a venda ou qualquer fim comercial. A produção deste material recebeu apoio financeiro do Programa de Expansão e Consolidação do Programa Saúde da Família (PROESF). Tiragem: 3.000 Elaboração, distribuição e informações: Diretoria de Atenção Básica/SAIS/SESAB Endereço: 4a Avenida 400, Plataforma 6, 2o andar, sala 222 Centro Administrativo da Bahia, Salvador/BA CEP: 41.750-300 Tel.: (71) 3115-4375 Endereços eletrônicos: www.saude.ba.gov.br/dab Material disponível também por meio eletrônico no site www.saude.ba.gov.br/dab LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS AB - Atenção Básica ACS - Agente Comunitário de Saúde ACE - Agente de Combate às Endemias AF - Assistência Farmacêutica AIDPI - Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância AP - Acolhimento Pedagógico APS - Atenção Primária à Saúde ASB - Auxiliar de Saúde Bucal BSM - Brasil Sem Miséria BSP - Benefício para Superação da Extrema Pobreza na Primeira Infância BVJ - Benefício Variável Vinculado ao adolescente BVG - Benefício Variável Gestante BVN - Benefício Variável Nutriz CAMAB - Caderno de Avaliação e Monitoramento da Atenção Básica CEO - Centro de Especialidades Odontológicas CER - Compensações das Especificidades Regionais CIB - Comissão Intergestores Bipartite CIES - Comissão de Integração Ensino-Serviços CNES - Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde CIR - Comissão Intergestores Regional COAD - Coordenação de Apoio e Desenvolvimento da Atenção Básica COAM - Coordenação de Avaliação e Monitoramento COGEP - Coordenação de Gestão e Projetos COSEMS - Conselho dos Secretários Municipais de Saúde DAB - Diretoria de Atenção Básica DASF - Diretoria de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos DIRES - Diretoria Regional de Saúde ECR - Equipe de Consultório na Rua EP - Educação Permanente ESB - Equipe de Saúde Bucal ESF - Estratégia de Saúde da Família FESF - Fundação Estatal Saúde da Família FMS - Fundo Municipal de Saúde FNS - Fundo Nacional de Saúde GM - Gabinete do Ministro IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica LPD - Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias MAC - Média e Alta Complexidade MDS - Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome MEC - Ministério da Educação MS - Ministério da Saúde NASF - Núcleo de Apoio a Saúde da Família NASPLAN - Núcleo de Assessoria e Planejamento NMR - Núcleo Microrregional de Educação Permanente para a Atenção Básica NUTICS - Núcleo de Tecnologias de Informação e Comunicação em Saúde PAB - Piso da Atenção Básica PBF - Programa Bolsa Família PEAB - Política Estadual de Atenção Básica PIB - Produto Interno Bruto PNAB - Política Nacional de Atenção Básica PMAQ - Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade PMAQ-AB - Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica PSE - Programa Saúde na Escola PVVPS - Piso Variável de Vigilância e Promoção em Saúde RAS - Rede de Atenção à Saúde RENAME - Relação Nacional de Medicamentos SAFTEC - Superintendência de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia em Saúde SAIS - Superintendência de Atenção Integral a Saúde SAS - Secretaria de Atenção à Saúde SCNES - Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde SESAB - Secretaria da Saúde do Estado da Bahia SIAB - Sistema de Informação da Atenção Básica SISPART - Sistema do Plano de Ação das Redes Temáticas SISPRENATAL - Sistema de Acompanhamento do Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento SUS - Sistema Único de Saúde TSB - Técnico de Saúde Bucal UBS - Unidade Básica de Saúde UOM - Unidade Odontológica Móvel USF - Unidade de Saúde da Família SUMÁRIO Apresentação 11 Introdução 12 A Diretoria de Atenção Básica 13 Conhecendo a Atenção Básica 14 - Apoio Institucional 16 - Financiamento da Atenção Básica 18 - Compensação das Especifidades Regionais 19 Saúde da Família como Estratégia para organização da Atenção Básica 20 Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias 22 Política de Desprecarização dos Vínculos dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias na Bahia 23 Saúde Bucal na Estratégia de Saúde da Família 24 Unidade Odontológica Móvel 26 Núcleo de Apoio à Saúde da Família 27 Assistência Farmacêutica na Atenção Básica 29 Consultório na Rua 30 Programa Academia da Saúde 32 Programa Saúde na Escola e a Atenção Básica 34 Telessaúde Brasil Redes-Bahia 35 Apoio Virtual 37 Rede Cegonha 39 Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica 41 Núcleos Microrregionais de Educação Permanente para a Atenção Básica 43 Acolhimento Pedagógico 44 Programa Estadual de Construção de Unidades de Saúde da Família 45 Programa de Requalificação de Unidades Básicas de Saúde 46 Programa Bolsa Família e Atenção Básica 47 Monitoramento e Avaliação da Atenção Básica 48 Sistema de Informação da Atenção Básica e outros Sistemas 51 Fundação Estatal Saúde da Família 53 Contatos da Diretoria da Atenção Básica 54 Referências 55 Sejam bem-vindos novos Gestores! A Diretoria de Atenção Básica (DAB) da Superintendência de Atenção Integral à Saúde da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB) organizou o “Manual dos Novos Gestores” Conhecendo a Atenção Básica, com o objetivo de acolher e apoiar os gestores que iniciam o trabalho em 2013, no sentido da ampliação do acesso e qualificação da Atenção Básica. O gestor municipal tem como responsabilidade, entre outros, organizar e manter com qualidade os serviços de Atenção Básica. Diante disso, com o propósito de contemplarmos todos os gestores, reunimos neste material as principais informações que facilitarão a compreensão da Atenção Básica e sua conformação como componente estratégico do Sistema Único de Saúde e das Redes de Atenção. Desse modo, os temas comentados e apresentados a seguir, trazem os aspectos mais importantes, tornando disponíveis informações fundamentais à superação de desafios. Assim, reforçamos as boas vindas e renovamos o compromisso de nosso apoio para que os gestores avancem na garantia do acesso à saúde com qualidade. Gisélia Santana Souza Superintendente de Atenção Integral à Saúde Ricardo Heinzelmann Diretor da Atenção Básica 11 INTRODUÇÃO Grande e compreensível é a responsabilidade que tem o gestor municipal em organizar e manter com qualidade os serviços de Atenção Básica, que sejam capazes de resolver cerca de 80% dos problemas de saúde. Nesse contexto, a presente publicação é dirigida especialmente aos novos gestores, cujas pretensões são voltadas ao fortalecimento da Atenção Básica no âmbito municipal. Desse modo, estando os serviços da Atenção Básica próximos da população, resulta facilitar que os profissionais conheçam a realidade à qual estão inseridos, considerando as especificidades e características socioculturais, tendo como efeito mais acolhimento, qualidade e resolutividade frente às necessidades dos usuários e coletividades. Os avanços da Atenção Básica na Bahia são qualitativa e quantitativamente significativos, permitindo uma ligeira apresentação nos parágrafos abaixo, e de maneira detalhada no decorrer dos textos. Assim, durante o período de 2007 a 2011 houve um crescimento na cobertura da Estratégia de Saúde da Família e de Saúde Bucal no Estado da Bahia de 33,8% e 41,3%, respectivamente, dando à Bahia o título de Estado da região Nordeste que mais ampliou a cobertura de Saúde da Família e de Saúde Bucal na região. Atualmente, existem 2.826 equipes de Saúde da Família e 1.986 equipes de Saúde Bucal implantadas cobrindo, aproximadamente, 63,05% e 48,60% da população, respectivamente (BRASIL, MS/SAS/DAB, 2012). Essa ampliação veio acompanhada por avanços na Política Estadual e Nacional da Atenção Básica que apresentam novidades quanto à oferta de Apoio Institucional aos municípios, às possibilidades de organização dos serviços atualizada em novas diretrizes nacionais, ao financiamento e novos programas que induzem a expansão e qualificação da rede. Por fim, considerando as competências e atribuições dos entes federativos nas redes de atenção para efetivação do direito à saúde, destaque é dado ao Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011, que regulamenta a Lei Orgânica da Saúde nº 8.080/90, fortalecendo um maior controle social, pondo mais segurança jurídica nas relações interfederativas, e dando mais clareza aos papéis dos entes envolvidos (BRASIL, 2011). Por conseguinte, dispondo o Decreto nº 7.508/2011 sobre a organização do Sistema Único de Saúde (SUS), o planejamento, a assistência à saúde e a articulação interfederativa, dá-se ênfase ao Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde (COAPS), enquanto acordo de colaboração firmado entre os entes federativos, objetivando a implementação integrada das ações e serviços de saúde. Os temas apresentados a seguir, abordam desde a conformação da Diretoria da Atenção Básica, à lógica do Apoio Institucional, financiamento das ações e serviços de saúde, monitoramento e avaliação, de maneira a facilitar e orientar os caminhos a serem buscados pelos gestores. 12 A DIRETORIA DE ATENÇÃO BÁSICA A Diretoria de Atenção Básica (DAB) faz parte da Superintendência de Atenção Integral à Saúde da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SAIS/SESAB) e é responsável pela gestão e coordenação da Política Estadual da Atenção Básica na Bahia (PEAB), aprovada pelo Conselho Estadual de Saúde, em 08 de novembro de 2012. O acompanhamento das ações e serviços de Atenção Básica prestados pelos municípios é realizado pela DAB, ofertando Apoio Institucional às gestões municipais, auxiliando no seu planejamento e organização, monitoramento e avaliação, ações de educação permanente para gestores e profissionais de saúde e cofinanciamento da Atenção Básica, com ênfase na Estratégia de Saúde da Família. Esta Diretoria busca valorizar cada vez mais as características específicas dos municípios e regiões para propor reorientação de serviços para a Atenção Básica que atendam às diferentes necessidades da população, com o propósito de melhorar a qualidade do serviço, na lógica do Apoio Institucional e educação permanente dos profissionais e gestores de saúde. A Diretoria de Atenção Básica tem em sua conformação 2 (dois) Núcleos e 3 (três) Coordenações, apresentados a seguir: NASPLAN (Núcleo de Assessoria e Planejamento): tem por objetivo contribuir para o fortalecimento da cultura do planejamento na DAB, bem como assegurar a representatividade da Diretoria em espaços estratégicos, focando na articulação da DAB com atores essenciais no processo de qualificação da Atenção Básica no Estado. NUTICS (Núcleo de Tecnologias de Informação e Comunicação em Saúde): tem o papel de formulação e gerenciamento de estratégias para implantação e utilização de tecnologias da informação e comunicação em saúde na Atenção Básica. COAM (Coordenação de Avaliação e Monitoramento): tem como objetivo consolidar a cultura avaliativa na Atenção Básica no âmbito estadual e promover a incorporação dos processos de avaliação e monitoramento na rotina dos municípios baianos. COGEP (Coordenação de Gestão e Projetos): tem o papel de gerenciar os trâmites administrativos e financeiros que viabilizam a execução dos projetos da DAB em consonância com a legislação vigente e diretrizes do SUS. COAD (Coordenação de Apoio e Desenvolvimento da Atenção Básica): é responsável pelo acompanhamento dos processos de gestão regional e municipal da Atenção Básica, acompanhamento esse que é dado por meio do Apoio Institucional, organizado em 9 (nove) equipes, de forma regionalizada. Mapa: Organização das equipes de apoio por macrorregião do Estado da Bahia 13 CONHECENDO A ATENÇÃO BÁSICA No Sistema Único de Saúde (SUS) a Atenção Básica é definida como a porta de entrada preferencial do sistema e centro ordenador das Redes de Atenção à Saúde – RAS, conforme disposto no Decreto nº 7.508/2011. Essa estruturação promove uma melhor programação e planejamento das ações e dos serviços do sistema, visando à integralidade da assistência. Fazem parte da Atenção Básica (AB): a Equipe de Saúde da Família com e sem profissionais de Saúde Bucal; Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde; Equipe de Atenção Básica Tradicional; Núcleo de Apoio à Saúde da Família; Equipe de Consultório na Rua; Academia da Saúde; Equipe de Atenção Domiciliar; Unidade Odontológica Móvel. Todos os municípios devem garantir a Atenção Básica à saúde de sua população, expandindo, qualificando e gerindo essa rede de serviços e ações de saúde. Quando a Atenção Básica funciona adequadamente é possível resolver com qualidade 80% dos problemas de saúde da população. Bem estruturada, a rede de Atenção Básica contribuirá para a redução das filas nos prontos-socorros e hospitais, o consumo abusivo de medicamentos e o uso indiscriminado de equipamentos de grande densidade tecnológica, e permite que os ambulatórios de especialidades e hospitais cumpram seus verdadeiros papéis, resultando em maior satisfação dos usuários e utilização mais racional dos recursos existentes. Com o início do Governo Wagner (2007), a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, por meio da Diretoria de Atenção Básica, vem desenvolvendo projetos estruturantes fundamentais para a expansão e qualificação da Atenção Básica (AB) considerando as especificidades e necessidades locorregionais, o que foi possível, através desses anos, com a Política Estadual de Atenção Básica “Saúde da Família de Todos Nós”. Na apresentação da temática, os avanços verificados na AB, no período de 2007 a 2012, vêm a seguir: • Da Estratégia de Saúde da Família e de Saúde Bucal: Durante o período de 2007 a outubro de 2012 houve um crescimento na cobertura da estratégia de Saúde da Família e de Saúde Bucal no Estado da Bahia de 31% e 51%, respectivamente. A Bahia conta atualmente com 2.851 equipes de Saúde da Família e 1.992 equipes de Saúde Bucal implantadas. A cobertura, portanto, é de aproximadamente, 63,57% e 49% da população, respectivamente. • Da Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde: Até agosto de 2012, a Bahia atingiu o número de 26.230 Agentes Comunitários de Saúde garantindo aproximadamente 84,57% da população baiana (11.922.804 habitantes); estratégia presente em 100% dos municípios. • Dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família: De 2007 a outubro de 2012 foram implantados 179 Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASFs) ocorrendo um aumento gradual no Estado da Bahia. A Bahia é o 2º Estado com maior número de NASFs e o único com uma Política Estadual especifica, aprovada em CIB. • Do Incentivo Financeiro Estadual para a Saúde da Família: Em 2006, o valor do Incentivo Financeiro Estadual para a Saúde da Família era de cerca de R$ 24,6 milhões, e em 2011 atingiu-se o valor aproximado de R$ 50 milhões. Houve um aumento de aproximadamente 99% no incentivo estadual no período de 2006 a 2011. 14 CONHECENDO A ATENÇÃO BÁSICA • Da Construção de Unidades de Saúde da Família: O Governo do Estado, com a formalização de convênios junto aos municípios, vem investindo na Construção de Unidades de Saúde da Família (USFs), cujo objetivo é expandir e qualificar a Atenção Básica no Estado. Desde 2007 já foram entregues 372 USFs construídas e 43 reformadas, em 296 municípios, e atualmente, encontram-se vigentes 113 convênios para construção de USF, com investimento previsto de R$ 12 milhões. Desse modo, 493 novas USFs foram financiadas, contemplando 296 municípios, sendo que 415 unidades já foram entregues e 78 estão em fase de obra. A meta para 2012-2014 é de mais 400 novas USFs, sendo que 77 Unidades já foram conveniadas em abril/2012, distribuídas em 68 municípios. • Da Estratégia de Apoio Institucional: Para o desenvolvimento das ações, formulação e implementação da Política Estadual de Atenção Básica, as atividades de Apoio Institucional são fundamentais e estruturantes. De 2007 até o momento, já foram realizadas mais de mil visitas de Apoio Institucional aos municípios e regiões de saúde, bem como centenas de eventos e encontros com gestores, trabalhadores e usuários do SUS. • Da Educação Permanente: Desde 2008, a Diretoria de Atenção Básica vem fomentando o desenvolvimento de ações de Educação Permanente (Portaria GM/MS nº 1996/2007), planejadas e pactuadas de forma regionalizada. Foram criados os Núcleos Microrregionais de Educação Permanente para a Atenção Básica (NMRs) e foram realizadas atividades de Acolhimento Pedagógico em todas as regiões do Estado, com o objetivo de qualificar a prática das equipes da Estratégia de Saúde da Família. • Do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade: O Ministério da Saúde lançou o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade – PMAQ em 2011, tendo o Estado da Bahia o maior percentual de adesão ao Programa do país, com 376 municípios totalizando 1571 equipes de Atenção Básica. • Do Programa Academia da Saúde: No programa Academia da Saúde, lançado em 2011 pelo Ministério da Saúde, o Estado da Bahia receberá financiamento para a construção de 185 polos de Academia da Saúde em 164 municípios, representando um investimento de mais de R$ 20 milhões. • Programa Saúde na Escola: As ações estão sendo desenvolvidas em 218 municípios baianos, abrangendo 1.137 Equipes de Saúde da Família. • Programa Telessaúde Brasil-Redes: Já no Programa Telessaúde Brasil Redes, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia garantiu que 100% dos municípios da Bahia fossem contemplados com 100% de suas equipes de Saúde da Família mediante investimentos do governo federal e estadual, representando um investimento de aproximadamente R$ 9.000.000,00 (nove milhões de reais). 15 CONHECENDO A ATENÇÃO BÁSICA • Do Programa de Requalificação das Unidades Básicas de Saúde: Em 2011, o Ministério da Saúde lançou o Programa de Requalificação das Unidades Básicas de Saúde – componente Ampliação e Reforma. Em razão do apoio e mobilização dos apoiadores institucionais da Diretoria de Atenção Básica e das Diretorias Regionais de Saúde junto aos gestores municipais, 230 municípios foram contemplados com 817 projetos de Reforma. No componente Ampliação, 587 UBS foram contempladas, distribuídas em 211 municípios baianos. Quanto aos investimentos em reforma e ampliação, totalizam respectivamente, R$ 63.994.496,42 (sessenta e três milhões, novecentos e noventa e quatro mil, quatrocentos e noventa e seis reais e centavos acima) e R$ 56.817.293,00 (cinqüenta e seis milhões, oitocentos e dezessete mil, duzentos e noventa e três reais). Totalizando 1.719 Unidades Básicas/Saúde da Família contempladas e um investimento de R$ 191.945.122.84, a Bahia foi o Estado do Brasil que mais conseguiu captar recursos junto ao Governo Federal para Infra-estrutura de Atenção Básica no período de 2011-2012. O MS também realizou investimentos em construção de UBS. Foram 181 municípios com 315 Unidades contempladas, com o valor de R$ 71.133.333,42 (setenta e um milhões, cento e trinta e três mil, trezentos e trinta e três reais e centavos acima), no período de 2009 à 2010. Os capítulos a seguir apresentarão mais informações sobre cada Ação e Programa a serem desenvolvidos pela gestão municipal, para garantia da oferta da Atenção Básica em seu município, bem como os modos de adesão, os critérios e o acompanhamento das atividades. Os gestores poderão contar ainda com o suporte dos apoiadores institucionais das Diretorias Regionais de Saúde (DIRES/SESAB) e Diretoria de Atenção Básica (DAB/SAIS/SESAB). Para esclarecimento de dúvidas complementares e apoio à implementação das ações, além de acessar outros materiais oferecidos no sítio virtual da DAB (www.saude.ba.gov.br/dab) e do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br/dab). APOIO INSTITUCIONAL A Atenção Básica é estratégica para reorientação do modelo de atenção à saúde, sendo coordenadora do cuidado e ordenadora das redes de atenção, sobretudo, cumprindo diretrizes e fundamentos para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), constituindo-se porta de entrada preferencial do sistema. 16 CONHECENDO A ATENÇÃO BÁSICA Uma vez que a Atenção Básica é compreendida como uma estratégia política para concretizar o direito à saúde, vale ressaltar que, para a garantia desse direito, é necessário o comprometimento das esferas de governo, federal, estadual e municipal, na forma descrita na Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), conforme Portaria GM/ MS nº 2.488, de 21 de outubro de 2011, Decreto Estadual e demais portarias relacionadas à Atenção Básica. Como estratégia organizacional, a Atenção Básica traz consigo o Apoio Institucional como prática de gestão que reformula o modo tradicional de se fazer coordenação, planejamento, supervisão e avaliação em saúde. Tem como diretriz operante a democracia institucional e a autonomia dos sujeitos, ou seja, se conforma como um modo de agir que busca enfrentar os modelos de gestão verticalizados e autoritários, não produtores de autonomia dos sujeitos e coletivos. Baseia-se na relação horizontal e no princípio da afetação e Educação Permanente promovidos nos encontros entre pessoas e coletivos. Objetiva transformar as relações de supervisão em relações que produzam a democratização dos processos de gestão e de decisão, fazendo com que estas últimas sejam tomadas a partir da análise e discussão coletiva, promovendo a autonomia de sujeitos e coletivos. Além disso, o Apoio Institucional reconhece as especificidades locorregionais e as subjetividades e singularidades presentes nas relações dos indivíduos e coletividades. Possibilita a promoção de vínculo, interlocução entre diferentes atores sociais, corresponsabilização e um processo contínuo de pactuação e Educação Permanente nos processos de trabalho na saúde. O apoiador institucional, portanto, vai além de um consultor ou supervisor, desempenhando suas funções junto às equipes de assistência e/ou de gestão, ajudando-as na cogestão e na organização do processo de trabalho, e na construção de espaços coletivos. O apoiador institucional tem como função fazer chegar às equipes as diretrizes, os programas, as políticas e os indicadores de avaliação da organização, com o objetivo de construir análise do contexto, buscando a qualificação da atenção e da gestão. Desse modo, o Apoio Institucional é uma estratégia de estímulo e manutenção de uma gestão compartilhada dos processos de trabalho em que o trabalhador é gestor do seu próprio fazer, sendo a cogestão um método, privilegiando a horizontalidade das relações e coletivos constituídos. Dessa forma, considerando-se o Apoio Institucional como uma ferramenta potente de gestão, orientação dada é que as secretarias municipais da saúde invistam na estruturação de uma equipe de Apoio Institucional para o suporte às equipes de Atenção Básica/Saúde da Família. É Importante que a equipe do apoio seja inserida formalmente na sua estrutura organizacional, visando a sua legitimidade perante a rede de serviços do município. No que se refere à composição da equipe de Apoio Institucional, levam-se em conta o número de equipes de Saúde da Família existentes no município, partindo-se do pressuposto que esta é uma estratégia adotada para organização da Atenção Básica no Estado da Bahia. Atualmente, temos a recomendação de 1 (um) apoiador institucional para até 5 (cinco) equipes de Saúde da Família, como parâmetro definido pela Política Estadual de Atenção Básica (PEAB). Vale ressaltar que o Apoio Institucional não é um dispositivo constituído, mas a ser construído no cotidiano dos coletivos que, operando em cogestão, pensem seus processos de trabalho de modo a intervir nas relações no sentido da democratização institucional. 17 CONHECENDO A ATENÇÃO BÁSICA O FINANCIAMENTO DA ATENÇÃO BÁSICA O financiamento das ações da Atenção Básica é de responsabilidade das três esferas de gestão: federal, estadual e municipal, de forma complementar. O gasto obrigatório por esfera de governo é baseado na Emenda Constitucional nº 29 de 2000 e Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012, detalhado a seguir: • União: A União aplicará anualmente o montante correspondente ao valor empenhado no exercício financeiro anterior, acrescido de, no mínimo, o percentual correspondente à variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) ocorrida no ano anterior ao da lei orçamentária anual; • Estado: no mínimo 12% do orçamento para a saúde; • Município: no mínimo 15% do orçamento para a saúde. Para a transferência financeira entre as esferas de governo é utilizado o repasse Fundo a Fundo (Lei nº 8142/1990; Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012). Os recursos só serão recebidos pelo ente federativo quando atender às condicionalidades abaixo: - Existência de Fundo Municipal de Saúde (FMS); - Conselho Municipal de Saúde (CMS) instituído e atuante; - Existência de Plano Municipal de Saúde; - Existência de Relatório de Gestão Municipal de Saúde; - Garantia da contrapartida de recursos para investimento na saúde, no respectivo orçamento. Até então, existem os seguintes blocos de financiamento da saúde, do governo federal para os municípios (Portaria GM/ MS nº 204, de 9 de janeiro de 2007 e Portaria GM/ MS nº 837, de 23 de abril de 2009): - Atenção Básica; - Atenção de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar (MAC); - Vigilância em Saúde; - Assistência Farmacêutica; - Gestão do SUS; - Investimentos na Rede de Serviços de Saúde (Incluído pela Portaria GM/ MS nº 837, de 23 de abril de 2009). O Bloco da Atenção Básica é constituído por dois componentes: • Componente Piso da Atenção Básica Fixo – PAB Fixo: recursos transferidos mensalmente. É calculado com base no número de habitantes cujo valor mínimo é definido pela Portaria GM/ MS nº 953, de 15 de maio de 2012. 18 CONHECENDO A ATENÇÃO BÁSICA • Componente Piso da Atenção Básica Variável – PAB Variável: recursos financeiros destinados ao financiamento de estratégias, transferidos mediante adesão e implementação das ações a que se destinam e desde que constantes no respectivo Plano de Saúde. Atualmente, o PAB Variável contém os seguintes recursos: Saúde da Família; Saúde Bucal; Agentes Comunitários de Saúde; Núcleo de Apoio à Saúde da Família; Compensação de Especificidades Regionais; Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ); Incentivo para Ação à Saúde no Sistema Penitenciário e Incentivo para Atenção Integral à Saúde do Adolescente em conflito com a lei, em regime de internação e internação provisória. O gestor municipal deve garantir que a população sob sua responsabilidade tenha acesso à Atenção Básica e aos serviços especializados (de média e alta complexidade), mesmo quando localizados fora de seu território, controlando, racionalizando e avaliando os resultados obtidos. É preciso que o gestor municipal entenda que sua responsabilidade com a saúde de seus munícipes não acaba na Atenção Básica. Os recursos do PAB são repassados mensalmente, de forma regular e automática, por meio do Fundo Nacional aos Fundos Municipais de Saúde, com informação disponibilizada no site: http://www.fns.saude.gov.br. Tais recursos não podem substituir as fontes de recursos próprios do orçamento municipal para a saúde. COMPENSAÇÃO DAS ESPECIFICIDADES REGIONAIS A Compensação das Especificidades Regionais (CER) foi criada no sentido de superar as desigualdades regionais, melhorar a qualidade e resolutividade, e promover a equidade na Atenção Básica de Saúde, considerando a grande diversidade de situações e condições, no que diz respeito às dimensões geográficas do país e suas especificidades, à densidade demográfica e às necessidades singulares de cada região / estado / município. Anualmente, o Ministério da Saúde publica portaria específica que define o financiamento da CER e a distribuição dos recursos. Da mesma forma, a SESAB de forma pactuda com o COSEMS, publica, anualmente, resolução CIB específica que define o financiamento da CER no Estado. Os critérios de adesão, os valores a serem repassados aos municípios e as ações que podem ser desenvolvidas são pactuados anualmente na CIB e publicados em resolução específica. Há ações importantes disparadas através deste financiamento que podem beneficiar a Atenção Básica do seu município. 19 SAÚDE DA FAMÍLIA COMO ESTRATÉGIA PARA ORGANIZAÇÃO DA ATENÇÃO BÁSICA A Estratégia de Saúde da Família é uma forma de reorganização da Atenção Básica, e é por meio dessa que se pretende instituir um processo de cuidado amparado na territorialização e adscrição de usuários e famílias, valorizando o vínculo com a Equipe de Saúde. A equipe mínima é multiprofissional, formada por um médico, um enfermeiro, um auxiliar ou técnico de enfermagem e um número variável de agentes comunitários de saúde, todos com carga horária de 40h semanais, exceto para o profissional médico, que poderá ter outros formatos de carga horária, conforme os casos descritos na Portaria GM/ MS nº 2488/2011. A Estratégia também deve contar com profissionais da área de Saúde Bucal: cirurgiãodentista, auxiliar de saúde bucal e/ou técnico de saúde bucal. O gestor municipal poderá incluir profissionais de outras áreas da saúde, conforme o perfil sanitário/ epidemiológico da sua população. O Ministério da Saúde define na Política Nacional da Atenção Básica (PNAB) as diretrizes e normas para organização da Estratégia de Saúde da Família (ESF), com a proporção de população por equipe, número de agentes comunitários de saúde, carga horária e atribuição dos membros das equipes. Dessa forma, há diferentes modalidades de equipes de Saúde da Família com respectivo incentivo financeiro: • modalidade I: municípios com até 30.000 habitantes e/ou equipes que atendam a populações quilombolas ou assentamentos: R$ 10.695,00 (dez mil seiscentos e noventa e cinco reais) a cada mês, por equipe; • modalidade II: todas as equipes que não se enquadram na modalidade I: R$ 7.130,00 (sete mil cento e trinta reais) a cada mês, por equipe. Além da inserção com carga horária integral (jornada de 40h semanais) serão admitidas outras modalidades de inserção dos profissionais médicos generalistas ou especialistas em Saúde da Família ou médicos de Família e Comunidade nas equipes de Saúde da Família, com as seguintes equivalências de incentivo federal: • Tipo I - 2 (dois) médicos integrados a uma única equipe em uma mesma Unidade Básica de Saúde (UBS), cumprindo individualmente carga horária semanal de 30 horas (equivalente a 01 (um) equipe de Saúde da Família com médico com jornada de 40 horas semanais) – incentivo financeiro total equivalente ao de 01 (uma) equipe de Saúde da Família; • Tipo II - 3 (três) médicos integrados a uma equipe em uma mesma Unidade Básica de Saúde, cumprindo individualmente carga horária semanal de 30 horas (equivalente a 02 equipes de Saúde da Família com médicos com jornada de 40 horas) - incentivo financeiro total equivalente ao de 02 (duas) equipes de Saúde da Família; • Tipo III - 4 (quatro) médicos integrados a uma equipe em uma mesma UBS, com carga horária semanal de 30 horas (equivalente a 03 três equipes de Saúde da Família com jornada de 40 horas semanais) - incentivo financeiro total equivalente ao de 03 (três) equipes de Saúde da Família; • Tipo IV - 2 (dois) médicos integrados a uma equipe, cumprindo individualmente jornada de 20 horas semanais, e demais profissionais com jornada de 40 horas semanais, 20 SAÚDE DA FAMÍLIA COMO ESTRATÉGIA PARA ORGANIZAÇÃO DA ATENÇÃO BÁSICA incentivo financeiro total equivalente a 85% do incentivo financeiro referente a uma equipe de Saúde da Família; • Transitória - 1 (um) médico cumprindo jornada de 20 horas semanais e demais profissionais com jornada de 40 horas semanais, com incentivo financeiro total equivalente a 60% do incentivo financeiro referente a uma equipe de Saúde da Família. As equipes com esta configuração são denominadas equipes transitórias, cuja possibilidade de cadastramento e quantidade máxima por município depende de critérios de população municipal e quantidade de equipe de Saúde da Família. Cada equipe de Saúde da Família deve ser responsável por, no máximo, 4.000 pessoas, sendo a média recomendada de 3.000 pessoas, respeitando critérios de equidade para esta definição, conforme a PNAB. • Os valores do financiamento do Piso da Atenção Básica variável para as equipes de Saúde da Família, instituídos pela Política Nacional de Atenção Básica, são definidos na Portaria GM/ MS nº 978, de 16 de maio de 2012; • As equipes de Saúde da Família devem estar devidamente cadastradas no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (SCNES) vigente, de acordo com conformação e modalidade de inserção do profissional médico. A Portaria SAS/MS nº703, de 24 de outubro de 2011, estabelece as normas para cadastrar no CNES as novas equipes que farão parte da ESF; • Para garantir o repasse de recursos, é necessário alimentar mensalmente os sistemas de informação; • Para aderir a Estratégia e implantar equipes de Saúde da Família, devem-se seguir as orientações da Resolução CIB/ BA nº 246 /2012 - Anexo A, e da Portaria GM/ MS nº 2488 de 2012. 21 ESTRATÉGIA DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE E OS AGENTES DE COMBATE ÀS ENDEMIAS Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e os Agentes de Combate às Endemias (ACEs), são agentes fundamentais na construção de um novo modelo de atenção à saúde, sendo verdadeiros elos entre a comunidade e os serviços de saúde (BAHIA, 2007). As equipes de ACS devem estar vinculadas às Unidades Básicas de Saúde (UBS), seguindo os critérios da Política Nacional da Atenção Básica (PNAB), visando à cobertura de um território específico. O número de ACS deve ser suficiente para cobrir 100% da população cadastrada, com um máximo de 750 pessoas por ACS e de até 12 ACS por equipe de Saúde da Família, não ultrapassando o limite máximo recomendado de pessoas por equipe. Os requisitos para o exercício da atividade do agente comunitário de saúde, de acordo com a Lei nº 11.350/2006, é residir na área da comunidade em que atuar desde a data da publicação do edital do processo seletivo público; haver concluído, com aproveitamento, curso introdutório de formação inicial e continuada; e haver concluído o ensino fundamental. Assim como os agentes comunitários de saúde, os agentes de combate as endemias trabalham em contato direto com a população, sendo um profissional fundamental para o controle de endemias no município e deve trabalhar de forma integrada às equipes de Atenção Básica na Estratégia Saúde da Família. Além disso, os ACEs podem contribuir para promover uma integração entre a Vigilância à Saúde e a Atenção Básica. A Portaria GM/ MS nº 1.007, de 04 de maio de 2010 regulamenta o ingresso dos ACEs da Estratégia de Saúde da Família, passo importante para integrar ações de Vigilância à Saúde e da Atenção Básica. A adesão é opcional e a decisão ficará a cargo do gestor municipal. O município que optar pela incorporação de ACEs na composição da equipe de Saúde da Família, receberá um incentivo financeiro anual equivalente a mais uma parcela do repasse mensal recebido pela equipe, uma espécie de 13º terceiro de estímulo à mudança de modelo. Esses recursos serão repassados pelo Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Municipais de Saúde, por meio do Componente Piso da Atenção Básica Variável (PAB Variável) que fará parte do Bloco da Atenção Básica. A Portaria GM/ MS nº 1.635, de 26 de Julho de 2012, altera a Portaria GM/ MS nº 1.007/10, no específico da transferência de recursos financeiros, condicionando à manutenção dos ACEs cadastrados no Sistema - SCNES em todas as competências mensais relativas ao ano de 2011, sob pena de recebimento dos valores proporcionalmente ao número de ACEs efetivamente cadastrados em cada competência mensal. • Para aderir à estratégia e implantar equipes de ACS, seguir as orientações da Resolução CIB/ BA nº 246 /2012 - Anexo B; • Para manter os recursos, é necessário alimentar mensalmente o sistema de informação e manter o Sistema - SCNES atualizado. 22 POLÍTICA DE DESPRECARIZAÇÃO DOS VÍNCULOS DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE E DOS AGENTES DE COMBATE ÀS ENDEMIAS NA BAHIA A aprovação no Congresso Nacional da Emenda Constitucional nº 51, de 14 de fevereiro de 2006 e da Lei Federal nº 11.350, de 05 de outubro de 2006, garantiu os direitos trabalhistas e previdenciários dos agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate as endemias (ACEs), e a possibilidade da contratação direta pelos municípios por meio de seleções públicas. As legislações garantiram os direitos, no entanto a luta dos agentes não finalizou; era preciso garantir o reconhecimento dos vínculos municipais e a realização de seleção pública para as novas vagas de agentes que surgiam. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB) buscou então desenvolver uma política que fosse capaz de abranger todos os municípios do Estado, e que fosse construída coletivamente com base nas reivindicações históricas desses Agentes. Diante desse cenário, a Secretaria Estadual de Saúde da Bahia teve o importante desafio de formular uma Política única, que estimulasse a regularização dos vínculos de trabalho tanto dos ACS quanto dos ACEs em respeito à legislação federal em vigor. Em 2007, o Estado da Bahia lançou a Política de Desprecarização dos Vínculos, Seleção e Formação de ACS e ACEs, discutida com setores da sociedade civil organizada, Ministério Público do Estado e do Trabalho, Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (COSEMS) e SESAB, aprovada pelo Conselho Estadual de Saúde. No corpo das discussões estiveram as formas de legalização do vínculo empregatício dos Agentes, pelos municípios; modelos de lei municipal a serem propostos aos gestores; política de seleção pública a ser desenvolvida pela SESAB. Nesse contexto, até o final de 2012, 414 municípios (99% do total) já haviam aprovado lei municipal regularizando o vínculo dos Agentes, com isto, mais de 25 mil ACS (99% do total) tiveram garantidos os seus direitos trabalhistas e previdenciários. A SESAB deu apoio técnico e logístico às seleções públicas de 329 municípios, resultando na criação de mais 2.300 novas vagas de ACS e mais de 1.000 vagas de ACEs. Atualmente, a parceria da SESAB nos processos seletivos públicos de candidatos a Agentes Comunitários de Saúde, encontra-se orientada/definida por nova Nota Técnica nº 07/2012. No campo da Educação Permanente, aproximadamente 25 mil ACS concluíram o primeiro módulo do Curso de Formação Técnica ofertado pela Escola de Formação Técnica Jorge Novis da SESAB. Foi desenvolvido um Curso de Formação Técnica em Vigilância da Saúde que será ofertado para todos os ACEs com vínculos desprecarizados. Tais resultados foram alcançados em função de um contexto de profundo diálogo entre a gestão do SUS com as entidades representativas dos Agentes, além da garantia do envolvimento do Ministério Público do Trabalho. O êxito desta Política aponta a viabilidade do desenvolvimento de processos colegiados no campo da gestão do trabalho que conseguem atender aos interesses do trabalhador e do gestor do SUS. 23 SAÚDE BUCAL NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA Os profissionais de Saúde Bucal da Atenção Básica organizam-se em diferentes modalidades. E, de acordo com a sua composição define-se o financiamento estabelecido na Política Nacional da Atenção Básica (PNAB). É de responsabilidade das Equipes de Saúde Bucal, além das atividades assistenciais no consultório, desenvolver ações como: • cartografia do território; • ações de escovação supervisionada; • grupos educativos; • interconsulta com outros profissionais da equipe e do NASF; • visita domiciliar; • construção de fluxos de atendimento e acolhimento; • acompanhamento dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Para o seu credenciamento, o Município deve possuir Estratégia de Saúde da Família (ESF) implantada, bem como materiais e equipamentos adequados ao elenco de ações programadas. Os profissionais da equipe deverão possuir carga horária de 40 h, obrigatoriamente, conforme a PNAB. Os profissionais de saúde bucal que compõem as Equipes Saúde da Família podem se organizar nas seguintes modalidades: Portaria Nº 3.012, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2012 I - Cirurgião dentista generalista ou especialista em saúde da família e auxiliar em saúde bucal (ASB) ou técnico em saúde bucal (TSB); e II - Cirurgião dentista generalista ou especialista em saúde da família, técnico em saúde bucal (TSB) e auxiliar em saúde bucal (ASB) ou outro técnico em saúde bucal (TSB). Os profissionais das modalidades I ou II podem desenvolver parte de suas atividades em Unidade Odontológica Móvel (UOM)." (NR) Independentemente da modalidade adotada, é recomendável que os profissionais de saúde bucal estejam vinculados a apenas uma equipe de Saúde da Família e compartilhem com esta, a gestão e o processo de trabalho da equipe, tendo responsabilidade sanitária pela mesma população e território. Cada equipe de Saúde de Família que for implantada com os profissionais de saúde bucal ou quando se introduzir pela primeira vez os profissionais de saúde bucal numa equipe já implantada, modalidade I ou II, o gestor receberá do Ministério da Saúde os equipamentos odontológicos, através de doação direta ou o repasse de recursos necessários para adquiri-los (equipo odontológico completo). A Portaria GM/ MS n°978/ 2012 define o financiamento da equipe de saúde bucal (ESB), realizado Fundo a Fundo pelo Componente PAB Variável - Incentivo Saúde Bucal: ESB na Modalidade I serão transferidos R$ 2.230,00 (dois mil duzentos e trinta reais) a cada mês, por equipe (se vinculada à ESF mod 1: R$3.345,00/mês); e para as ESB na Modalidade II serão transferidos R$ 2.980,00 (dois mil novecentos e oitenta reais) a cada mês, por equipe (se vinculada à ESF mod 1:R$ 4.470,00/mês). 24 SAÚDE BUCAL NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA Na implantação, cada ESB Modalidade I e II receberá parcela única no valor de R$ 7.000,00/por equipe para investimento na Unidade Básica de Saúde e Educação Permanente. Cada equipe implantada tem o direito de receber também o equipo odontológico do Ministério da Saúde. A continuidade da atenção à saúde bucal das populações atendidas pela equipe de Atenção Básica dar-se-á mediante referência aos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e/ou aos Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias (LPD) de acordo com a necessidade. • Para implantar equipes de Saúde Bucal na Estratégia de Saúde da Família seguem-se às orientações da Resolução CIB/ BA nº 246 /2012 - Anexo A, e da Portaria GM/ MS nº 2.488/ 2012. • Para garantir o repasse de recursos é necessário alimentar o sistema de informação e manter o Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) atualizado. 25 UNIDADE ODONTOLÓGICA MÓVEL A Unidade Odontológica Móvel (UOM) foi criada pela Portaria GM/ MS nº 2.371, de 7 de outubro de 2009, e tem o objetivo de ofertar serviços odontológicos atuando para garantir as ações de promoção e prevenção e o atendimento básico às populações: rurais, quilombolas, assentadas e em áreas isoladas ou de difícil acesso. A equipe de Saúde Bucal atenderá na UOM, seguindo os princípios e diretrizes definidas pela Política Nacional de Saúde Bucal e Política Nacional de Atenção Básica. A continuidade da atenção à saúde bucal das populações atendidas pela UOM dar-se-á mediante referência aos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e/ou aos Laboratórios Regionais de Próteses de acordo com a necessidade. Município contemplado com UOM receberá incentivo financeiro para implantação, no valor de R$ 3.500,00 (três mil e quinhentos reais), a ser repassado em parcela única, e o incentivo de custeio mensal, no valor de R$ 4.680,00 (quatro mil e seiscentos e oitenta reais), segundo Portaria GM/ MS nº 2.371/09. • A responsabilidade pelo cadastro da UOM no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) é do gestor municipal, e somente poderá ser feita após a publicação da portaria de credenciamento da Unidade Odontológica Móvel; • Município que receber a UOM do Ministério da Saúde deverá ter no mínimo 01 (uma) equipe de Saúde Bucal da Estratégia Saúde da Família cadastrada em seu território, com a carga horária semanal de 40 horas, compartilhada na UOM; • Apenas os profissionais de saúde bucal vinculados à Estratégia Saúde da Família poderão estar cadastrados na UOM. Para maiores informações sobre a UOM, consultar Portaria GM/ MS nº 2.371/09 e Portaria SAS/ MS nº 500/ 2012. 26 NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA O Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) foi criado com o objetivo de aumentar a resolutividade e capacidade de resposta das equipes de saúde da família aos problemas da população. As Portarias GM/MS nº 2.488 de outubro de 2011 e GM/MS nº 3.124 de 28 de dezembro de 2012, bem como a Resolução Estadual CIB/BA nº 66/2010 reiteram o NASF como componente estratégico da Atenção Básica, e apontam diretrizes para seu funcionamento. O núcleo é composto por profissionais de diferentes áreas do conhecimento que, atuando de maneira integrada às equipes de Saúde da Família, qualificam o atendimento às pessoas. Espera-se que a inserção desses profissionais amplie o olhar e as ações do cuidado, trazendo como consequência a melhoria da capacidade clínica da Atenção Básica, redução dos encaminhamentos desnecessários a outros serviços e maior satisfação aos usuários. Poderão compor o NASF profissionais das seguintes categorias: assistente social; profissional/professor de educação física; farmacêutico; fisioterapeuta; fonoaudiólogo; nutricionista; psicólogo; terapeuta ocupacional; médico veterinário; profissional com formação em arte e educação (arte educador); profissional de saúde sanitarista; médico acupunturista, pediatra, ginecologista/obstetra, homeopata, psiquiatra, geriatra, internista (clínica médica) ou médico do trabalho; O horário de trabalho da equipe do NASF deve ser coincidente com o das equipes de Saúde da Família, e sua composição é definida pelos gestores municipais em conjunto com estas equipes tomando como base as necessidades locais. O NASF não se configura em um serviço de especialidades na Atenção Básica e deve realizar ações compartilhadas com as equipes de saúde da família, visando à ampliação da clínica e mudança das práticas, contribuindo para uma melhor qualidade de vida para as comunidades. O NASF faz parte da Atenção Básica, mas não se constitui como serviço com unidade física independente ou especial, não sendo de livre acesso para atendimento individual ou coletivo (quando necessário, deve ser regulado pelas equipes de Atenção Básica). Portanto, o NASF atua dentro da estrutura física das próprias Unidades Básicas de Saúde e no território das comunidades. Algumas ações a serem desenvolvidas pelo NASF são descritas, a seguir: a) atendimentos compartilhados com as equipes de Saúde da Família na Unidade Básica de Saúde (UBS) e em visitas domiciliares; b) atividades de grupo e oficinas; c) participação em reuniões de equipes de Saúde da Família para melhoria do diagnóstico e dos tratamentos aos usuários, bem como na reflexão sobre as mudanças necessárias para melhor organização do seu processo de trabalho; d) articulação intersetorial buscando qualificação do atendimento em rede. 27 NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA Há 03 (três) modalidades de NASF: : • NASF 1: deve realizar suas atividades vinculado a, no mínimo, 5 e no máximo a 09 equipes de Saúde da Família e/ou equipes de Atenção Básica para populações específicas (consultórios na rua, equipes ribeirinhas e fluviais). • NASF 2: deve realizar suas atividades vinculado, no mínimo, a 3 e no máximo a 04 equipes de Saúde da Família e/ou equipes de Atenção Básica para populações específicas (consultórios na rua, equipes ribeirinhas e fluviais). • NASF 3: deve realizar suas atividades vinculado, no mínimo, a 1 e no máximo a 02 equipes de Saúde da Família e/ou equipes de Atenção Básica para populações específicas (consultórios na rua, equipes ribeirinhas e fluviais), agregando-se de modo específico ao processo de trabalho das mesmas, configurando-se como uma equipe ampliada. A implantação de mais de uma modalidade de forma concomitante nos Municípios e no Distrito Federal não receberá incentivo financeiro federal correspondente ao NASF. O número máximo de NASF 2 ao qual o Município pode fazer jus para recebimento de recursos financeiros específicos será de 01 NASF 2, enquanto que o número máximo de NASF 3 ao qual o Município pode fazer jus para recebimento de recursos financeiros específicos será de 01 NASF 3. Os valores dos incentivos financeiros para implantação e os recursos de custeio que serão transferidos a cada mês tendo como base o número de NASF cadastrados no SCNES serão objeto de portaria específica a ser publicada pelo Ministério da Saúde. Não há exigência de estrutura física específica para a equipe do NASF. Acesse no site da DAB (www.saude.ba.gov.br/dab): - Caderno de Atenção Básica sobre NASF - Resolução CIB-BA nº 66/2010 28 ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA NA ATENÇÃO BÁSICA A Assistência Farmacêutica (AF) na Atenção Básica é financiada pelo Ministério da Saúde, Estados e Municípios. De acordo com a Portaria n° 4.217, de 28 de dezembro de 2010, que aprova as normas de financiamento e execução do Componente Básico da Assistência Farmacêutica, definindo como partida federal de R$ 5,10/habitante/ano, e contrapartidas estadual e municipal de no mínimo R$ 1,86/habitante/ano cada. Esses recursos devem ser aplicados no custeio dos medicamentos destinados aos agravos prevalentes e prioritários da Atenção Básica, presentes na Relação Nacional de Medicamentos. Com base na mesma portaria, com esses recursos também podem ser comprados medicamentos fitoterápicos e medicamentos homeopáticos constantes na Farmacopéia Homeopática Brasileira 2ª edição. Um percentual de até 15% da soma das contrapartidas estaduais e municipais pode ser aplicado também em ações de estruturação das Farmácias do Sistema Único de Saúde (SUS), e qualificação dos serviços farmacêuticos destinados à Assistência Farmacêutica Básica. De forma regular e automática, em parcelas de um doze avos, o montante federal é repassado mensalmente pelo Fundo Nacional de Saúde, aos estados e/ou municípios. Por sua vez, a contrapartida estadual é realizada por meio do repasse de recursos financeiros aos municípios. Casos há em que o fornecimento de medicamentos básicos é definido e pactuado pelas Comissões Intergestores Bipartites (CIB). Quanto à contrapartida municipal, realiza-se com recursos do tesouro municipal, e destina-se ao custeio dos medicamentos básicos previstos na RENAME 2010, ou ainda em ações de estruturação e qualificação da Assistência Farmacêutica Básica, nos limites da Portaria n°4.217. O Ministério da Saúde é responsável pela aquisição e distribuição das Insulinas Humanas e dos Contraceptivos que são entregues nos Almoxarifados de Medicamentos dos Estados, a quem compete distribuí-los aos municípios. Os municípios das capitais e, aqueles com população maior que 500 mil habitantes, recebem os contraceptivos diretamente dos fornecedores contratados pelo Ministério da Saúde. Estados e municípios são responsáveis pelo material de controle de diabetes. A AF na Atenção Básica, tem outras ações e serviços prioritários e complementares desenvolvidos pela SESAB/SAFTEC/DASF: Rede Baiana de Farmácias Populares do Brasil; Programa Medicamento em Casa; Programa Farmácia da Bahia; Programa QUALIFICARSUS. Informações mais detalhadas sobre a execução deste Componente estão descritas na Portarias n° 4.217/2010, n°2583/2007, e Resolução CIB n°92/2011. DASF/SESAB: (71) 3115-4346 / [email protected] 29 CONSULTÓRIO NA RUA A equipe de Consultório na Rua (ECR) integra o componente Atenção Básica da Rede de Atenção Psicossocial, devendo seguir os fundamentos e as diretrizes definidos na Política Nacional de Atenção Básica. A Portaria GM/ MS nº 122, de 25 de janeiro de 2012 define as diretrizes de organização e funcionamento das equipes de consultório na rua. Essas equipes são multiprofissionais e têm o foco de trabalho nos diferentes problemas e necessidades de saúde da população em situação de rua. É sabido por todos que essa população tem dificuldades em acessar os serviços de saúde. Esse dispositivo visa à ampliação do seu acesso à rede de atenção, ofertando cuidado em saúde de maneira mais oportuna. Uma importante função da ECR é o diálogo com os outros profissionais da Atenção Básica e de outros serviços como os de saúde mental, de urgência e emergência, da assistência social, e outros. As atividades dessas equipes são desenvolvidas em diferentes lugares, de forma itinerante, realizam abordagens in loco (ou seja, na rua, em locais em que essa população costuma se aglomerar) utilizando, quando necessário, as instalações das Unidades Básicas de Saúde do território para realização de procedimentos de forma compartilhada com as equipes de Atenção Básica. As equipes de Consultório na Rua poderão ser compostas pelos seguintes profissionais de saúde: enfermeiro, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional; médico, agente social, técnico ou auxiliar de enfermagem e técnico em saúde bucal, com carga horária mínima semanal de 30 horas, devendo seu horário de funcionamento adequar-se às demandas das pessoas em situação de rua. O financiamento da ECR pelo Ministério da Saúde segue o parâmetro de 01 (uma) ECR para 80 (oitenta) até 1.000 (um mil) pessoas, em situação de rua. Os municípios baianos que podem implantar essas equipes financiadas pelo Ministério da Saúde são: Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Alagoinhas, Barreiras, Camaçari, Eunápolis, Ilhéus, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Lauro de Freitas, Paulo Afonso, Porto Seguro, Simões Filho e Teixeira de Freitas. Município que desejar implantar equipe de Consultório na Rua e não se encontra nesta relação, poderá solicitar credenciamento mediante comprovação de existência de no mínimo 80 (oitenta) munícipes em situação de rua. As equipes de Consultório na Rua possuem as seguintes modalidades: • modalidade I: mínimo de quatro profissionais, excetuando-se o médico, sendo dois profissionais de nível superior e dois profissionais de nível médio. Receberá incentivo financeiro de custeio mensal de R$ 9 500,00 (nove mil e quinhentos reais); • modalidade II: no mínimo seis profissionais, excetuando-se o médico, sendo três profissionais de nível superior e três profissionais de nível médio. Receberá incentivo financeiro de custeio mensal de R$ 13 000,00 (treze mil reais); • modalidade III: Modalidade II acrescida de um profissional médico. Receberá incentivo financeiro de custeio mensal de R$ 18 000,00 (dezoito mil reais). 30 CONSULTÓRIO NA RUA As disposições sobre o tema e o fluxo para realizar o credenciamento da(s) equipe(s) estão disponíveis nas seguintes portarias: Portaria GM/ MS nº 122 de 25/01/2012; Portaria GM/MS nº 123 de 25/01/2012; Portaria GM/MS nº 2488 de 21/10/2011. Acessar o manual sobre o cuidado à saúde da população em situação de rua pelo site: http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/geral/manual _cuidado_populalcao_rua.pdf 31 PROGRAMA ACADEMIA DA SAÚDE O Programa Academia da Saúde, no âmbito do Sistema Único de Saúde, criado pela Portaria GM/ MS nº 719, de 07 de abril de 2011, tem como objetivo principal contribuir para a promoção da saúde da população a partir da implantação de polos com infraestrutura, equipamentos e quadro de pessoal qualificado para a orientação de práticas corporais e atividade física e de lazer e modos de vida saudáveis. Esses polos são espaços públicos, construídos para a prática das atividades descritas a seguir: I - promoção de práticas corporais e atividades físicas (ginástica, lutas, capoeira, dança, jogos esportivos e populares, yoga, tai chi chuan, dentre outros); II - orientação para a prática de atividade física; III - promoção de atividades de segurança alimentar e nutricional e de educação alimentar; IV - práticas artísticas (teatro, música, pintura e artesanato); V - organização do planejamento das ações do Programa em conjunto com a equipe de Atenção Básica e usuários; VI - identificação de oportunidades de prevenção de riscos, doenças e agravos a saúde, bem como a atenção das pessoas participantes do Programa; VII - mobilização da população adstrita ao polo do Programa; VIII - apoio às ações de promoção da saúde desenvolvidas na Atenção Primária em Saúde; IX - apoio às iniciativas da população relacionadas aos objetivos do Programa; X - realização de outras atividades de promoção da saúde a serem definidas pelo grupo de apoio à gestão do Programa em conjunto com a Secretaria Municipal e Distrital de Saúde; XI - realização da gestão do polo do Programa Academia da Saúde. A equipe do Programa Academia da Saúde deve atuar sob a coordenação da rede de Atenção Básica, em articulação com toda a rede de serviços de saúde. Há três modalidades de polos de Academia da Saúde, de acordo com a área e a estrutura a ser construída, determinando o valor do incentivo. • modalidade básica: recebendo, para sua construção, incentivo de R$ 80.000,00; • modalidade Intermediária: recebendo, para sua construção, incentivo de R$ 100.000,00; • modalidade ampliada: recebendo, para sua construção, incentivo de R$ 180.000,00. O incentivo para custeio das ações de promoção da saúde do Programa Academia da Saúde será repassado diretamente do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para o Fundo Municipal de Saúde (FMS), nas seguintes formas: • R$ 3.000,00 mediante a vinculação do polo do Programa Academia da Saúde a um Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), e após homologação desse ato pelo Ministério da Saúde; 32 PROGRAMA ACADEMIA DA SAÚDE • R$ 36.000,00 em parcela única anual, da quantia referente às ações financiadas pelo Piso Variável de Vigilância e Promoção em Saúde (PVVPS), mediante a vinculação do polo do Programa Academia da Saúde a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e após homologação deste ato pelo Ministério da Saúde. O polo do Programa Academia da Saúde deverá ser construído pelo Município ou Distrito Federal, em conformidade com as estruturas e respectivas áreas de terrenos definidas no Anexo da Portaria GM/ MS nº 1.401/2011. Para maiores informações sobre adesão aos incentivos de custeio do Programa Academia da Saúde consultar a Portaria GM/ MS nº1401/2011. 33 PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA E A ATENÇÃO BÁSICA O Programa Saúde na Escola (PSE) é um programa dos Ministérios da Saúde e da Educação (MS e ME), e constitui estratégia para a integração e a articulação entre as políticas e ações de educação e de saúde, com a participação da comunidade escolar, das equipes de Atenção Básica e da Educação Básica Pública. Programa instituído pelo Decreto Presidencial nº 6.286, de 5 de dezembro de 2007, visa a contribuir para a formação integral dos estudantes por meio de ações de promoção, prevenção e atenção à saúde, com vistas ao enfrentamento das vulnerabilidades que comprometem o pleno desenvolvimento de crianças e jovens da rede pública de ensino. O PSE é composto por 5 blocos e 3 componentes, que reúnem muitas das políticas e projetos intersetoriais propostos para o âmbito escolar, como as ações desenvolvidas pelos projetos: Saúde e Prevenção nas Escolas; Olhar Brasil; Caderneta do Adolescente; atualização de calendário vacinal-vacinação de adolescentes contra Hepatite B, entre outras. Anualmente é lançada uma nova portaria que estabelece os critérios para adesão dos municípios considerando o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e o percentual de cobertura populacional por equipe de Saúde da Família, além da participação do município no programa Mais Educação. O incentivo financeiro é anual e corresponde ao valor de 01 (uma) competência do incentivo para 01 (uma) equipe de Saúde da Família, multiplicado pelo quantitativo de equipes que aderiram a esse programa. O município receberá em 2 (duas) parcelas: a primeira, corresponde a 70% do valor que somente se efetiva após a contratualização, e os 30% restantes após o cumprimento de 70% das metas pactuadas. O valor total recebido por cada município é publicado em portaria específica. O Ministério da Educação (MEC) disponibiliza um kit composto de materiais clínicos e pedagógicos para auxiliar nas ações do PSE. Para saber mais sobre cada componente consultar o Instrutivo do PSE. As portarias de adesão e demais informações sobre o Programa, encontram-se no site www.saude.gov.br/dab. 34 TELESSAÚDE BRASIL REDES-BAHIA O Telessaúde Brasil Redes é um programa instituído pela Portaria GM/MS nº 2546 de 27 de outubro de 2011 e tem como objetivo potencializar o processo de trabalho dos profissionais das Redes de Atenção no SUS e desenvolver ações de Educação Permanente. É ainda uma oportunidade de integrar tecnologia, educação e teleconsultoria, com vistas à melhoria dos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde à população. Na Atenção Básica, o Telessaúde Brasil Redes está inserido no Programa de Requalificação de Unidades Básicas de Saúde, buscando dota-lás com equipamentos de informática, conectividade, integração com a Rede de Atenção a Saúde, desenvolvimento de ações de telessaúde, apoio matricial e educação permanente, conforme especificado na Portaria GM/MS nº 2554 de 28 de outubro de 2011 .Objetiva, também, com a ampliação da clínica, aumentar a resolutividade da Atenção Básica e otimizar recursos. Na Bahia, o projeto Telessaúde tem como objetivo ampliar a resolubilidade e fortalecer a Estratégia de Saúde da Família a partir da oferta de serviços como Teleconsultoria, Segunda Opinião Formativa e Tele-Educação, dirigidos aos diversos profissionais dessas equipes. Dentre as ações do projeto surge o apoio especializado de profissionais da área de saúde, que se destaca por meio das seguintes estratégias metodológicas: • Teleconsultoria: consulta feita por algum profissional da saúde registrada por meio de instrumentos de telecomunicação (plataforma virtual) com o fim de esclarecer dúvidas sobre procedimentos clínicos, ações de saúde e questões relativas ao processo de trabalho, podendo ser de dois tipos: a) síncrona: teleconsultoria realizada em tempo real, geralmente por chat, web ou videoconferência; b) assíncrona: teleconsultoria realizada por meio de mensagens, ou seja, acontece mesmo quando o teleconsultor e profissional não estão conectados ao sistema ao mesmo tempo. • Segunda Opinião Formativa: respostas sistematizadas às perguntas originadas das teleconsultorias, e selecionadas a partir de critérios de relevância e pertinência em relação às diretrizes do SUS. Estas respostas são construídas com base em revisão bibliográfica, nas melhores evidências científicas e clínicas, e no papel ordenador da Atenção Básica à saúde; • Telediagnóstico: serviço autônomo que utiliza as tecnologias da informação e comunicação para realizar serviços de apoio diagnóstico à distância, como o Serviço de Telediagnóstico em Cardiologia (Eletrocardiograma). O programa Telessaúde necessita de infraestrutura denominada de Pontos de Telessaúde que são os equipamentos de informática (kits) existentes nas Unidades de Saúde da Família e conectados à internet, com processo de trabalho definido pela própria equipe. Na primeira fase do Projeto Telessaúde Brasil Redes - Bahia, os municípios foram habilitados a receber o recurso para aquisição dos kits, conforme Portaria GM/MS nº 2.815/2011. A primeira parcela do recurso, equivalente a 70% do valor previsto, foi creditada em 2011, Fundo a Fundo, no Bloco da Atenção Básica, componente fixo do Piso da Atenção Básica (PAB). 35 TELESSAÚDE BRASIL REDES-BAHIA Os municípios que receberam recurso do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde (recurso Fundo a Fundo) deverão adquirir seus kits. Para os demais municípios o Estado disponibilizará os kits para implantação do Telessaúde, conforme Nota Técnica nº 01, de 16 de janeiro de 2012 e Resolução CIB/ BA nº 143 de 21 de julho de 2011. Os municípios deverão estabelecer uma Coordenação Municipal responsável pela gestão do Telessaúde, e deverão ainda: • comprometer-se com a implementação, monitoramento e avaliação do Telessaúde Brasil Redes, em articulação com o Comitê Gestor Estadual e com a respectiva instância intermunicipal; e • promover a integração dos profissionais de saúde com as ações do Telessaúde Brasil Redes, de acordo com a carga-horária e conforme a legislação vigente. Além de equipamentos, todos os municípios deverão garantir a conectividade das USF para implantação dos pontos do Telessaúde. Para maiores informações entre em contato com o seu Apoiador Institucional - DAB/SESAB. 36 APOIO VIRTUAL A Diretoria de Atenção Básica (DAB) aposta no Apoio Institucional como um modo de fazer gestão na Atenção Básica, tendo como base a relação horizontal entre sujeitos, a promoção de vínculo, autonomia e corresponsabilização dos sujeitos e das regiões, num processo contínuo de análise, discussão coletiva, pactuação e Educação Permanente, considerando as especificidades locorregionais, a democratização e a divulgação dos processos de gestão. Dessa forma, a equipe da DAB idealizou e desenvolveu o Apoio Virtual como estratégia do Apoio Institucional, utilizando-se de tecnologias da informação para promover um estreitamento dos vínculos institucionais, gerando uma melhor comunicação, favorecendo trocas de experiências. O Apoio Virtual permite uma rica convivência, onde os gestores são encorajados à experimentação e à receptividade de novas idéias; buscando novas formas de interação e aprendizagem. Nesse ambiente virtual, há espaços para: • Troca de experiências • Divulgação de agendas, eventos e convites • Divulgação e debate de notícias sobre saúde pública e gestão em saúde • Fóruns de debate macrorregionais • Busca e compartilhamento de publicações da área da saúde • Estudo e discussão sobre temas relacionados à Atenção Básica Público Alvo: Gestores da saúde no âmbito municipal (compondo secretarias e coordenações) e Gestores regionais (DIRES) em contato com os apoiadores institucionais da DAB. Por meio do Apoio Virtual, os novos gestores poderão acessar de forma rápida e simplificada as principais informações e temáticas atuais, no âmbito da Atenção Básica como, por exemplo: • Avaliação e monitoramento • GeoPortal de Informações em Saúde • Programa Saúde na Escola • Territorialização • Descobrindo o Apoio Institucional • Agente Comunitário de Saúde • Financiamento da Saúde. • PMAQ • Telessaúde • Planejamento em Saúde e Instrumentos de Gestão, dentre outros 37 APOIO VIRTUAL • No decorrer das trocas de experiências, outros assuntos poderão ser incorporados ao Apoio Virtual. Todos podem sugerir novos temas! • Acesse como visitante ou solicite seu login e senha, via ofício à DAB, para participar dos fóruns de debate. Link de acesso para o Apoio Virtual: http://apoiovirtualbahiadab.com.br 38 REDE CEGONHA A Rede Cegonha é uma estratégia para implementação de uma rede de cuidados que visa a assegurar à mulher o direito ao planejamento reprodutivo e a atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, cuidados para mulher em situação de abortamento, bem como à criança o direito ao nascimento seguro, e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis. Na Bahia, a Rede Cegonha vem sendo construída de maneira colaborativa e interfederativa, tendo como grupo condutor: a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB), o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia (COSEMS) e o Ministério da Saúde (Resolução CIB/ BA nº 96/2011). A Resolução CIB/ BA n° 128/2011 aprova as regiões de implementação da Rede Cegonha no Estado da Bahia, consideradas regiões prioritárias para os primeiros passos na construção dessa Rede no Estado. A construção da Rede Cegonha na Bahia está em desenvolvimento. No decorrer do ano de 2012, foram realizadas as seguintes ações: adesão e diagnóstico situacional para elaboração da matriz diagnóstica do Estado; análise da situação de saúde; pactuação do desenho da Rede Cegonha e construção do Plano de Ação Regional; instituição do Fórum Estadual da Rede Cegonha; criação de Câmaras Técnicas da Rede Cegonha nas Comissões Intergestores Regionais (CIRs). As próximas ações são a contratualização e qualificação dos pontos (serviços) que compõem a Rede, além do Mapa de Vinculação da Gestante. Em parceria com as Diretorias Regionais de Saúde (DIRES), outras Diretorias da SESAB e Núcleos Microrregionais de Educação Permanente para a Atenção Básica (NMRs), a DAB desenvolveu ações para a implementação da Rede Cegonha com Oficinas de Qualificação da Atenção Básica para implantação da Linha de Cuidado Materno–infantil, realizadas em quase todo o Estado, com participação de gestores e/ou profissionais da Atenção Básica. Essas oficinas trabalharam os componentes relevantes para qualificação da Atenção Básica, contemplando ações do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ) e da Rede Cegonha. A adesão ao Programa da Rede Cegonha ocorreu de forma integrada à adesão ao PMAQ. Os municípios que não aderiram ao PMAQ ou que não fazem parte da região de saúde prioritária para a Rede Cegonha em 2012 deverão realizar sua adesão ao Componente do PréNatal e Atenção Integral à Saúde da Criança da Rede Cegonha, utilizando o Sistema do Plano de Ação das Redes Temáticas (SISPART). O repasse de recursos financeiros para os componentes da Atenção Básica da Rede Cegonha é realizado Fundo a Fundo, mediante apresentação de Plano de Ação Regional, segundo critérios especificados na Portaria GM/MS nº 1.459, de 24 de junho de 2011. Os recursos serão incorporados ao Limite Financeiro Global dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, conforme pactuação formalizada nos Planos de Ação Regional e Municipal. Ênfase é dada à Portaria GM/ MS nº 77, de 12 de Janeiro de 2012 que dispõe sobre a realização de testes rápidos, na Atenção Básica, para a detecção de HIV e sífilis, assim como testes rápidos para outros agravos, no âmbito da atenção pré-natal para gestantes; considerando a necessidade de se criar alternativas para melhorar a qualidade e ampliar o acesso ao diagnóstico de HIV e detecção da sífilis. Compete às equipes de Atenção Básica realizar testes rápidos para o diagnóstico de HIV e detecção da sífilis, assim como testes rápidos para outros agravos. 39 REDE CEGONHA Também está em fase de implantação, em todas as regiões do Estado, o Teste com Papel Filtro para realização das sorologias dos Exames de Pré-Natal, chamado de “Teste do Dedinho”. Município que aderiu à Rede Cegonha deve solicitar acesso ao SISPRENATAL WEB por meio do endereço eletrônico: http://www.saude.gov.br/sisprenatal para inserir as gestantes que iniciaram seu pré-natal, parto e puerpério, nas unidades de saúde públicas ou conveniadas ao SUS. Apenas os municípios que mantiverem o SISPRENATAL WEB alimentado de forma regular garantirão recursos do Ministério da Saúde, para qualificação do pré-natal e para as gestantes como auxílio deslocamento. Para mais informações sobre as diretrizes e componentes da Rede Cegonha, consultar a Portaria GM/MS nº 1459 de 2011. 40 PROGRAMA NACIONAL DE MELHORIA DO ACESSO E DA QUALIDADE DA ATENÇÃO BÁSICA O Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQAB), instituído pela Portaria GM/MS nº 1.654, de 19 de julho de 2011, é um programa que procura induzir a instituição de processos para ampliação da capacidade das gestões federal, estadual e municipal, além de induzir as equipes de Atenção Básica para oferta de serviços que assegurem maior acesso e qualidade, de acordo com as necessidades concretas da população. O Município ou o Distrito Federal poderá incluir a adesão de equipes de saúde da Atenção Básica ao PMAQ-AB apenas uma vez ao ano, respeitado o intervalo mínimo de 6 (seis) meses. A adesão poderá incluir todas ou apenas parte das equipes de saúde da Atenção Básica do Município ou do Distrito Federal. O PMAQ está organizado em quatro fases que se complementam e que conformam um ciclo contínuo de melhoria do acesso e da qualidade da AB. São eles: Adesão e Contratualização; Desenvolvimento; Avaliação Externa; e Recontratualização. A partir da fase de Avaliação Externa haverá uma parametrização das equipes de Atenção Básica que aderiram ao programa, possibilitando a certificação de desempenho das equipes e posterior definição do incentivo federal a ser repassado a cada equipe participante. As diretrizes do PMAQ são: • construir parâmetro de comparação entre as equipes de saúde da Atenção Básica, considerando-se as diferentes realidades de saúde; • estimular processo contínuo e progressivo de melhoramento dos padrões e indicadores de acesso e de qualidade que envolva a gestão, o processo de trabalho e os resultados alcançados pelas equipes de saúde da Atenção Básica; • transparência em todas as suas etapas, permitindo-se o contínuo acompanhamento de suas ações e resultados pela sociedade; • envolver, mobilizar e responsabilizar os gestores federal, estaduais, do Distrito Federal e municipais, as equipes de saúde de Atenção Básica e os usuários num processo de mudança de cultura de gestão e qualificação da Atenção Básica; • desenvolver cultura de negociação e contratualização, que implique na gestão dos recursos em função dos compromissos e resultados pactuados e alcançados; • estimular a efetiva mudança do modelo de atenção, o desenvolvimento dos trabalhadores e a orientação dos serviços em função das necessidades e da satisfação dos usuários; e • caráter voluntário para a adesão tanto pelas equipes de saúde da atenção básica quanto pelos gestores municipais, a partir do pressuposto de que o seu êxito depende da motivação e proatividade dos atores envolvidos. O incentivo será transferido, Fundo a Fundo, aos Municípios e ao Distrito Federal que aderirem ao PMAQ-AB por meio do componente variável do Piso da Atenção Básica (PAB). 41 PROGRAMA NACIONAL DE MELHORIA DO ACESSO E DA QUALIDADE DA ATENÇÃO BÁSICA O Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica está organizado em quatro fases que se complementam e que conformam um ciclo continuo de melhoria do acesso e da qualidade da AB, a saber: 1. Adesão e Contratualização - consiste na etapa formal de adesão ao Programa, mediante a contratualização de compromissos e indicadores a serem firmados entre as Equipes de Atenção Básica com os gestores municipais, e destes com o Ministério da Saúde. 2. Desenvolvimento - consiste na etapa de desenvolvimento do conjunto de ações que serão empreendidas pelas Equipes de Atenção Básica, pelas gestões municipais e estaduais e pelo Ministério da Saúde, com o intuito de promover os movimentos de mudança da gestão, do cuidado e da gestão do cuidado que produzirão a melhoria do acesso e da qualidade da Atenção Básica. Esta fase está organizada em quatro dimensões (Autoavaliação; Monitoramento; Educação Permanente; e Apoio Institucional). 3. Avaliação Externa – será realizado um conjunto de ações que averiguará as condições de acesso e de qualidade da totalidade de municípios e Equipes da Atenção Básica participantes do Programa. 4. Recontratualização - é constituída por um processo de pactuação singular das equipes e dos municípios com o incremento de novos padrões e indicadores de qualidade, estimulando a institucionalização de um processo cíclico e sistemático a partir dos resultados alcançados pelos participantes do PMAQ. O incremento do incentivo será definido a partir dos resultados verificados nas Fases 2, 3 e 4 do PMAQ-AB. A execução dos recursos segue o preconizado na Portaria GM/MS nº 204, de março de 2006. Em 2012, as fases de Adesão e Contratualização, e de Desenvolvimento, já foram concluídas. A fase de Avaliação Externa está em andamento e definirá os municípios aptos à fase de Recontratualização. Em 2013 acontecerão novos processos de adesão. 42 NÚCLEO MICRORREGIONAL DE EDUCAÇÃO PERMANENTE PARA A ATENÇÃO BÁSICA O Núcleo Microrregional de Educação Permanente para a Atenção Básica (NMR) é uma instância microrregional articuladora de ações de Educação Permanente (EP) para a qualificação da Atenção Básica no Estado da Bahia. A estrutura e as ações do NMR devem ser planejadas e pactuadas na Comissão Intergestores Regional (CIR), e estar em consonância com as diretrizes da Política Nacional e Estadual de Educação Permanente em Saúde, com a Política Nacional e Estadual de Atenção Básica e as resoluções Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Em geral, a sede do NMR localiza-se no município polo de microrregião, porém está suscetível à mudança de município, de acordo com decisão da CIR. O NMR é formado por um coordenador e por facilitadores de ações específicas de EP, conforme o plano de ação microrregional. Anualmente, através da resolução da CIB, são publicadas as orientações para a construção do plano de ação microrregional de EP. Para a construção do plano as regiões podem contar com o apoio da DAB e DIRES. O valor referente à manutenção da estrutura da sede do NMR e suas ações é repassado ao município sede do NMR devendo ser gerido pelo coordenador, já o recurso referente ao desenvolvimento das ações é repassado diretamente para cada município. Atualmente, outro espaço potente de articulação das ações do NMR são as Comissões de Integração Ensino - Serviços (CIES) microrregionais, que preveem o NMR como um de seus componentes. Na Bahia, no ano de 2012, os NMRs, em parceria com a DAB e DIRES, desenvolveram diversas ações de Educação Permanente para os profissionais da AB, como por exemplo, o Acolhimento Pedagógico (AP) e as Oficinas de Qualificação da Atenção Básica com ênfase na linha de cuidado Materno-Infantil (Rede Cegonha). Além disso, os Núcleos também desenvolveram, de forma autônoma, outras ações com os municípios da microrregião, como: a construção de protocolos para microrregional, Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI – Neonatal), oficinas microrregionais da Atenção Básica, oficina sobre o PMAQAB, qualificação para os agentes comunitários de saúde (ACS), e outras. Para maiores informações dos NMRs na sua região, fazer contato com o coordenador do NMR da sua microrregião, com a DIRES ou com a equipe de apoiadores da DAB. Para maiores informações sobre a estrutura do NMR, consultar a PEAB 43 ACOLHIMENTO PEDAGÓGICO O Curso Introdutório da ESF / Acolhimento Pedagógico (AP) é a conformação que o Estado da Bahia adotou para o Curso Introdutório da ESF preconizado pelo Ministério da Saúde e representa o primeiro passo no processo de Educação Permanente das equipes da Estratégia de Saúde da Família. A proposta é que o AP seja incorporado como uma prática contínua de reflexão do seu processo de trabalho. Desse modo, todas as equipes devem participar e todos os seus profissionais, incluindo os do NASF e ACS. Tem como objetivos: - Acolher os profissionais da Estratégia de Saúde da Família, permitindo que reflitam sobre o processo de trabalho e as ações de cuidado na Atenção Básica; - Articular momentos de aprendizagem e formação a partir da reflexão da prática do cotidiano de trabalho como dispositivo para estruturação da Educação Permanente (EP) junto às equipes de Saúde da Família, nos municípios e nas microrregiões; - Estimular o envolvimento dos profissionais com a política da Atenção Básica para fortalecimento do SUS enquanto estratégia estruturante do sistema. Para a realização do Acolhimento Pedagógico, é necessário: - Identificar quais equipes já realizaram o AP e se há profissionais nestas equipes que ainda não participaram do acolhimento; - Fazer contato com o Coordenador do Núcleo Microrregional (NMR) ou com apoiadores da Atenção Básica da Diretoria Regional de Saúde, manifestando interesse; - Iniciar o planejamento dessa ação junto ao NMR e à Comissão Intergestores Regional (CIR), observando-se que o plano de ação do Acolhimento Pedagógico deverá ser validado pela respectiva CIR. Para maiores informações, consultar a Resolução CIB/ BA n º 239/2010 e Portaria GM/MS nº 2527/2006. 44 PROGRAMA ESTADUAL DE CONSTRUÇÃO DE UNIDADES DE SAÚDE DA FAMÍLIA O Governo do Estado da Bahia lançou em 2007 o maior Programa de Construção de Novas Unidades de Saúde da Família do Nordeste. Já foram entregues para a população baiana 415 Unidades de Saúde da Família (USFs), em 296 municípios, além de mais de 78 USFs que estão em fase de obra, totalizando 493 novas Unidades. Considerando o êxito deste Programa que beneficiou mais de 1 milhão e 600 mil baianos com ações e serviços de atenção básica em sua primeira etapa, o Governo Estadual dá início a 2ª etapa com a meta de construção de mais 400 novas USFs, mediante convênios que serão celebrados entre o Governo do Estado e as Prefeituras. Para 2012 já foram celebrados convênios para construir 78 novas Unidades de Saúde da Família. Nesta 2ª etapa foi desenvolvida pela equipe da SESAB uma nova planta de USF, tendo um aumento global da área construída, contemplando ampliação da área dos consultórios, sala de reuniões/pequeno auditório multiuso com acesso externo para atividades de finais de semana com a comunidade e sala de acolhimento, além de garantir espaços confortáveis para sala de nebulização, sala de procedimentos/coleta, sala de imunização, farmácia e banheiros adaptados para pessoa com necessidades especiais. Também foi criado instrumento para agilizar celebração de Convênio entre os entes municipal e estadual. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia/ Superintendência de Atenção Integral à Saúde (SESAB/SAIS), por meio da sua Diretoria de Atenção Básica, desenvolve ações de apoio institucional aos municípios para captação de recursos financeiros junto ao Ministério da Saúde visando à melhoria da infra-estrutura da rede de Atenção Básica. O gestor municipal que tiver interesse em celebrar convênio para construção de nova USF deve buscar mais informações no site www.saude.ba.gov.br/dab. 45 PROGRAMA DE REQUALIFICAÇÃO DE UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE O Programa de Requalificação de Unidades Básicas de Saúde (UBS) faz parte da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) e tem como objetivo criar incentivo financeiro para ampliação e reforma das UBS implantadas em todo território nacional, contribuindo para estruturação e o fortalecimento da Atenção Básica. Os recursos financeiros a serem destinados pelo Ministério da Saúde dividem-se em: 1 - Componente Reforma de Unidades Básicas de Saúde (Portaria GM/ MS n°2206/ 2011) I - de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) a R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) para Unidades Básicas de Saúde com metragem de 153,24m² até 293,28m²; II - de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) a R$ 350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais) para Unidades Básicas de Saúde com metragem superior a 293,28m². 2 - Componente Ampliação de Unidades Básicas de Saúde (Portaria nº 2.394/2011): I - de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) a R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais). A Diretoria de Atenção Básica, por meio da equipe de Apoiadores Institucionais e Coordenação de Gestão e Projetos (COGEP), desenvolveu ações que levaram os municípios do Estado da Bahia à garantia do maior aporte de recursos financeiros referentes ao programa em relação aos demais estados. Pelo Componente Reforma, 230 municípios foram contemplados com projetos para 817 UBS, totalizando um investimento de R$ 63.994.496,42, conforme Portaria GM/MS nº 2.813/2011. Para o Componente Ampliação, 211 municípios foram contemplados com projetos para 587 UBS, garantindo o valor total de R$ 56.817.293,80, de acordo com a Portaria GM/MS 1.170/2012. Em consequência do suporte dado pela Diretoria de Atenção Básica (DAB) e Diretorias Regionais de Saúde (DIRES) aos municípios, e a iniciativa destes últimos, foi garantido ao todo aproximadamente R$ 121 milhões de reais para Ampliar ou Reformar 1.404 UBS em 318 municípios, contemplando todas as regiões da Bahia. Para garantir o recebimento da 2ª parcela, os municípios deverão fazer a alimentação do Sistema de Monitoramento de Obras, disponível no sítio virtual do Ministério da Saúde: http://dab.saude.gov.br/sistemas/sismob/ Outras informações podem ser encontradas no site da DAB, no instrutivo de orientação para liberação de incentivo financeiro - Programa de Requalificação de Unidades Básicas de Saúde – Componente Reforma. A adesão ao programa foi encerrada em 2012. Para informações sobre a adesão do município e saber em que etapa do processo se encontra, para recebimento do recurso, consultar o site www.saude.gov.br/dab ou entrar em contato com a COGEP ou com os apoiadores institucionais da macrorregião, por e-mail ou telefone. 46 PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA E ATENÇÃO BÁSICA O Programa Bolsa Família (PBF), instituído pela Lei no 10.836, de 9 de janeiro de 2004, é um programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza em todo o País. O PBF integra o Plano Brasil Sem Miséria (BSM), tendo como foco de atuação brasileiros com renda familiar per capita inferior a R$ 70,00 (setenta reais) mensais, e está baseado na garantia de renda, inclusão produtiva e no acesso aos serviços públicos. As equipes da Atenção Básica têm, dentre as suas funções, a identificação e priorização de indivíduos em situação de alto risco e vulnerabilidade, favorecendo a melhoria das condições de vida das “populações” e garantia de aplicação do princípio da equidade. O compromisso do SUS com o PBF pressupõe a organização da Atenção Básica para ofertar serviços às famílias com mulheres e crianças, destacando ações como o cumprimento do calendário vacinal, o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, a realização de consultas de pré-natal para gestantes e o acompanhamento de nutrizes. Estas ações contribuem bastante para a melhoria das coberturas de pré-natal, imunização e puericultura no município e qualificação das ações da Atenção Básica. O PBF alcança mais de 13 milhões de famílias em todo território nacional, seguindo o perfil e tipos de benefícios: o básico; o variável; o variável vinculado ao adolescente (BVJ); o variável gestante (BVG); o variável nutriz (BVN) e o Benefício para Superação da Extrema Pobreza na Primeira Infância (BSP). Os valores dos benefícios pagos pelo PBF variam de acordo com as características de cada família, considerando a renda mensal da família por pessoa, o número de crianças e adolescentes de até 17 anos, de gestantes, nutrizes e de componentes da família. As famílias são selecionadas por meio das informações registradas pelo Município no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, que é um instrumento de coleta de dados que registra todas as famílias de baixa renda existentes no Brasil. Após a análise dos dados, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) seleciona, de forma automatizada, as famílias que serão incluídas no PBF. No entanto, o cadastramento não implica a entrada imediata das famílias no Programa e o recebimento do benefício. Além disso, é muito importante que os gestores se comprometam em promover ações articuladas da Atenção Básica com o PBF, bem como disponibilize oficinas de capacitação e atualização do PBF para os profissionais atuantes no programa de Saúde da Família, principalmente para os agentes comunitários de saúde (ACS), os quais estão, rotineiramente, acompanhando e identificando as famílias com baixa renda e em situação de risco e vulnerabilidade social, podendo, dessa forma, contribuir na busca ativa e cadastro dos indivíduos para o PBF. O Gestor Municipal da Saúde deve alimentar regularmente o sistema de registro de acompanhamento das condicionalidades da Saúde do Bolsa Família, sob pena de perda do recurso para auxiliar a gestão municipal do programa e bloqueio do recurso das famílias. 47 MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DA ATENÇÃO BÁSICA A Diretoria de Atenção Básica do Estado da Bahia formulou o Plano Estadual de Monitoramento e Avaliação da Atenção Básica para incorporar o Monitoramento e a Avaliação dos indicadores de saúde no âmbito estadual, detalhando as informações nos agregados: macrorregional, microrregional e municipal (Resolução CIB/ BA n°91/ 2008). Com esse olhar, a expectativa é que os gestores e profissionais de saúde dos municípios sejam instrumentalizados para a realização do diagnóstico local, por meio do acompanhamento dos indicadores do Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB), do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB), do Pacto pela Saúde e dos Planos de Ação firmados com os gestores municipais. A divulgação das informações de saúde elaboradas a partir dos dados locorregionais tem em vista o empoderamento da sociedade civil organizada e o fortalecimento do controle social. Para realizar o monitoramento e avaliação da Atenção Básica no Estado da Bahia, estão disponíveis algumas ferramentas: • Caderno de Avaliação e Monitoramento da Atenção Básica (CAMAB); • GeoPortal: Mapa com indicadores e Cadastro Remoto; • Boletins Estaduais de Avaliação e Monitoramento da Atenção Básica - BA; • Planilha de Atualização; • Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB). Caderno de Avaliação e Monitoramento da Atenção Básica (CAMAB) O CAMAB é uma publicação periódica com informações detalhadas de cada indicador de saúde, que tem interface com a Atenção Básica. Nessa ferramenta o indicador selecionado é descrito e analisado através de: gráficos e tabelas com série histórica. O CAMAB encontra-se no endereço: http://www.saude.ba.gov.br/dab. GeoPortal: Mapa com indicadores e Cadastro Remoto O GeoPortal de Informações em Saúde é uma sala de situação virtual com base em software livre de geoprocessamento, que possibilita à sociedade, o acompanhamento de indicadores de saúde do Estado da Bahia e dos municípios. Essa ferramenta possui dois ambientes: Mapa com indicadores e Cadastro Remoto. Para visitá-los, acesse o endereço: http://geolivre.saude.ba.gov.br Mapa com indicadores Neste ambiente, a estrutura é organizada em torno do mapa do Estado da Bahia. O município é a unidade de análise, para o qual são apresentados dados ou indicadores previamente selecionados. 48 MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DA ATENÇÃO BÁSICA No mapa são utilizadas cores para classificar a situação do município como: ótima (cor azul), boa (verde), média (amarelo) e ruim (vermelho). Cadastro Remoto O Cadastro Remoto é uma ferramenta virtual organizada em torno do mapa do Estado da Bahia. É um aplicativo que possibilita aos usuários, profissionais de saúde e gestores visualizarem, de maneira rápida e prática, os estabelecimentos de saúde do SUS Bahia, identificando a concentração de serviços e os vazios sanitários. 49 MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DA ATENÇÃO BÁSICA Boletins Estaduais de Avaliação e Monitoramento da Atenção Básica - BA São publicações periódicas para divulgar informações em saúde elaboradas com indicadores selecionados de acordo com um tema específico. Tem o objetivo de apoiar os gestores e a sociedade na visualização da situação de saúde da Atenção Básica no Estado, e suas macro/microrregiões de saúde. Acesso no endereço: http://www.saude.ba.gov.br/dab. Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) É um instrumento gerencial dos Sistemas Locais de Saúde que contém informações sobre cadastros de famílias, condições de moradia e saneamento, situação de saúde, produção e composição das equipes de saúde. O SIAB encontra-se disponível no endereço: http://www2.datasus.gov.br/SIAB/index.php. Planilha de Atualização É um documento que reúne as informações quantitativas de equipes da Estratégia de Saúde da Família (agente comunitário de saúde, equipe de Saúde da Família, equipe de Saúde Bucal e Núcleo de Apoio à Saúde da Família). Encontra-se disponível por meio eletrônico no endereço: http://www.saude.ba.gov.br/dab/index.php?option=com_content&view=article&id=410&catid= 17&Itemid=145 50 SISTEMA DE INFORMAÇÃO DA ATENÇÃO BÁSICA E OUTROS SISTEMAS Trata-se de um instrumento gerencial dos Sistemas Locais de Saúde que incorporou em sua formulação os conceitos de território, produção e responsabilidade sanitária. Por ser um sistema de informação territorializada oferece a possibilidade de fornecer indicadores populacionais (morbidade, mortalidade e de serviços) de uma determinada área de abrangência, propondo-se que se conheçam as condições de saúde dessa população adscrita, bem como os fatores determinantes do processo saúde-doença. Representa, então, potencialmente, uma fonte de dados de grande valor para a realização do diagnóstico de saúde de determinada área de abrangência, norteando o planejamento e avaliação de ações em saúde. O Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) é uma potente ferramenta de acompanhamento, pois fornece dados de produção das equipes de Saúde da Família e de agentes comunitários de saúde, tais como: visitas domiciliares, atendimento médico e de enfermagem. Da mesma forma, apresenta informações sobre procedimentos e encaminhamentos realizados na unidade de saúde, permitindo o acompanhamento das equipes dos municípios. Considerando a relevância dos dados gerados pelo SIAB, salienta-se a importância da alimentação regular e adequada do sistema, para que não haja lacunas na série histórica dos indicadores ou descontinuidade no acompanhamento da situação sócio-sanitária da população. Além do SIAB existem outros sistemas de informação em saúde que os gestores municipais alimentam e que possuem interface com Atenção Básica, citam-se abaixo alguns destes sistemas: 51 SISTEMA DE INFORMAÇÃO DA ATENÇÃO BÁSICA E OUTROS SISTEMAS O SIAB encontra-se disponível no endereço: http://www2.datasus.gov.br/SIAB/index.php 52 FUNDAÇÃO ESTATAL SAÚDE DA FAMÍLIA A Fundação Estatal Saúde da Família (FESF) foi instituída em 2009 por 69 municípios da Bahia, contando com apoio da Secretaria de Saúde da Estado da Bahia (SESAB). A Fundação configura um novo modelo de gestão pública para prestação de serviços e conformação de carreiras no SUS. Hoje a FESF conta com serviços que podem ser customizados conforme a necessidade e demanda do município e as ofertas buscam garantir a conformação da carreira em âmbito estadual, a formação e qualificação em serviço, e os resultados e indicadores exigidos pelo Ministério da Saúde, as Políticas Nacional e Estadual de Atenção Básica. Todos os serviços da Fundação Estatal são desenvolvidos na lógica de Gestão Compartilhada com o Município, diferentemente dos processos de terceirização de serviços vistos frequentemente na relação público-privado. O município contrata a FESF para ampliar suas ferramentas, capacidade e autonomia de gestão local, através do apoio institucional, desprecarização dos vínculos de trabalho e a educação permanente. A relação entre município e FESF se dá por meio da celebração de Contratos de Gestão onde se estabelecem objetivos, metas e resultados com foco na expansão, aprimoramento e qualificação da atenção básica. O primeiro passo a ser dado para a contratualização é a negociação dos serviços a serem desenvolvidos no município. Marque uma reunião com a equipe da FESF. Contato: www.fesfsus.ba.gov.br (71) 3417-3501 | [email protected] 53 CONTATOS DA DIRETORIA DA ATENÇÃO BÁSICA Telefones: (71) 3115-4198 /8353/4162 Site: www.saude.ba.gov.br/dab Facebook: www.facebook.com/dab.sesab Twitter: dab.sesab Emails: [email protected] • Equipes de Apoio Institucional: Macrorregião Leste: [email protected] Macrorregião Nordeste: [email protected] Macrorregião Norte: [email protected] Macrorregião Sul: [email protected] Macrorregião Centro- Norte: [email protected] Macrorregião Centro- Leste: [email protected] Macrorregião Oeste: [email protected] Macrorregião Sudoeste: [email protected] • Coordenação de Avaliação e Monitoramento: [email protected] • Coordenação de Gestão e Projetos: [email protected] • Núcleo de Tecnologias de Informação e Comunicação em Saúde: [email protected] 54 REFERÊNCIAS BAHIA. Desprecarização dos Vínculos e Seleção dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias. Cartilha/ Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, 1ª ed., Salvador, BA, 2007. BAHIA. Secretaria da Saúde do Estado. Resolução CIB/ BA nº 91. Aprova o texto de adequação da Portaria do Ministério da Saúde nº 648/2006 às especificidades do Estado da Bahia e define estratégias, diretrizes e normas de implementação da Atenção Básica no Estado. Publicado no Diário Oficial do Estado da Bahia de 02 de junho de 2008. Salvador. BA. 2008. _____. Resolução CIB/ BA nº 239. Aprova as diretrizes do Acolhimento Pedagógico para Equipes de Saúde da Família e Núcleos de Apoio à Saúde da Família para o Estado da Bahia e critérios para adesão dos municípios para a sua realização através dos Núcleos Microrregionais. Publicado no Diário Oficial do Estado da Bahia de 09 de setembro de 2010. Salvador. BA. 2010. _____. Resolução CIB/ BA nº 96. Aprova a instituição do Grupo Condutor da Rede Cegonha no Estado da Bahia, composto por representantes da SESAB e COSEMS, com apoio institucional do Ministério da Saúde. Publicado no Diário Oficial do Estado da Bahia de 13 de junho de 2011. Salvador. BA. 2011. _____. Resolução CIB/ BA nº 128. Aprova as Regiões de implementação da Rede Cegonha no Estado da Bahia. Publicado no Diário Oficial do Estado da Bahia de 02 de junho de 2011. Salvador. BA. 2011. _____. Resolução CIB/ BA nº 143. Aprova o Projeto Telessaúde Bahia: Qualificando a Atenção Básica com acesso à tecnologia. Publicado no Diário Oficial no Estado da Bahia de 21 de julho de 2011. Salvador. BA. 2011. _____. Resolução CIB/ BA nº 246. Altera os anexos, A, B e D da resolução CIB nº 49 de 06 de março de 2008 e o anexo II da Resolução CIB nº 66, de 19 de março de 2010, que estabelecem modelos de projetos para credenciamento de ESF, ESB, ACS, NASF e alteração da modalidade de ESB, no Estado da Bahia. Publicado no Diário Oficial do Estado da Bahia de 20 de junho de 2012. Salvador. BA. 2012. BAHIA. Secretaria de Saúde do Estado. Nota Técnica nº 01 Orienta sobre a utilização do recurso referente à Portaria M S / G M n º 2 . 8 1 5 d e 2 9 d e n o v e m b r o d e 2 0 11 . S a l v a d o r . B A . 2 0 11 . D i s p o n í v e l e m : <http://apoiovirtualbahiadab.com.br/file.php/3/telessaude/nt.pdf>. Acesso em: 03 nov. 2012. BRASIL. Instrutivo PSE: Tecendo Caminhos da Intersetorialidade. 1ª ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2011. BRASIL. O SUS no seu município: Garantindo saúde para todos. 2ª ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2009. BRASIL. Emenda Constitucional nº 29, de 13 de setembro de 2000. Altera os arts. 34, 35, 156, 160, 167 e 198 da Constituição Federal e acrescenta artigo ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para assegurar os recursos mínimos para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde. . Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 14 set. 2000. _____. Emenda Constitucional nº 51, de 14 de Fevereiro de 2006. Acrescenta os §§ 4º, 5º e 6º ao art. 198 da Constituição Federal. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 15 fev. 2006. BRASIL. Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990. Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 31 dez. 1990. _____. Lei nº 11.350, de 05 de outubro de 2006. Regulamenta o § 5o do art. 198 da Constituição, dispõe sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo parágrafo único do art. 2o da Emenda Constitucional nº 51, de 14 de fevereiro de 2006, e dá outras providências. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Poder Executivo, Brasília, DF, 06 out. 2006. BRASIL. Lei Complementar nº141, de 13 de janeiro de 2012. Regulamenta o § 3o do art. 198 da Constituição Federal para dispor sobre os valores mínimos a serem aplicados anualmente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios em ações e serviços públicos de saúde; estabelece os critérios de rateio dos recursos de transferências para a saúde e as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas 3 (três) esferas de governo; revoga dispositivos das Leis nos 8.080, de 19 de setembro de 1990, e 8.689, de 27 de julho de 1993; e dá outras providências. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Poder Executivo, Brasília, DF, 16 jan. 2012. BRASIL. Decreto Presidencial nº 6.286, de 05 de dezembro de 2007. Institui o Programa Saúde na Escola - PSE, e dá outras providências. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 06 dez. 2007. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n° 1444, de 28 de dezembro de 2000. Estabelece incentivo financeiro para a reorganização da atenção à saúde bucal prestada nos municípios por meio do Programa de Saúde da Família. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 29 dez. 2000. _____. Portaria nº 204, de 29 de janeiro de 2007. Regulamenta o financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os serviços de saúde, na forma de blocos de financiamento, com o respectivo monitoramento e controle. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 31 jan. 2007. _____. Portaria nº 154, de 24 de janeiro de 2008, republicada em 04 de março de 2008. Cria os Núcleos de Apoio à Saúde da Família - NASF. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 25 jan. 2008. _____. Portaria nº 837, de 23 de abril de 2009. Altera e acrescenta dispositivos à Portaria nº 204/2007, para inserir o Bloco de Investimentos na Rede de Serviços de Saúde na composição dos blocos de financiamento relativo à transferência de recursos federais para as ações e os serviços de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 24 abr. 2009. 55 _____. Portaria nº 2.371, de 07 de outubro de 2009. Institui, no âmbito da Política Nacional de Atenção Básica, o Componente Móvel da Atenção à Saúde Bucal - Unidade Odontológica Móvel - UOM. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 08 out. 2009. _____. Portaria nº 402, de 24 de fevereiro de 2010. Institui, em âmbito nacional, o Programa Telessaúde Brasil para apoio à Estratégia de Saúde da Família no Sistema Único de Saúde, institui o Programa Nacional de Bolsas do Telessaúde Brasil e dá outras providências. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 25 fev. 2010. _____. Portaria nº 719, de 07 de abril de 2011. Institui o Programa Academia da Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Poder Executivo, Brasília, DF, 08 abr. 2011. _____. Portaria nº1401, de 15 de junho de 2011. Institui, no âmbito da Política Nacional de Atenção Básica, o Incentivo para construção de Pólos da Academia da Saúde. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Poder Executivo, Brasília, DF, 27 de jun. 2011. _____. Portaria nº 1.459, de 24 de junho de 2011. Institui no âmbito do Sistema Único de Saúde -SUS - a Rede Cegonha. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 27 jun. 2011. _____. Portaria nº 1654, de 19 de julho de 2011. Institui, no âmbito do Sistema Único de Saúde, o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB) e o Incentivo Financeiro do PMAQ-AB, denominado Componente de Qualidade do Piso de Atenção Básica Variável - PAB Variável. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 20 jul. 2011. _____. Portaria nº 2.206, de 14 de setembro de 2011: Institui, no âmbito da Política Nacional da Atenção Básica, o Programa de Requalificação de Unidades Básicas de Saúde e o respectivo Componente Reforma. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 15 set. 2011. _____. Portaria nº 703, de 21 de outubro de 2011. Estabelece normas para o cadastramento, no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES), das novas equipes que farão parte da Estratégia de Saúde da Família (ESF). Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Poder Executivo, Brasília, DF, 24 out. 2011. _____. Portaria nº 2488, de 21 de outubro de 2011. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 24 out. 2011. _____. Portaria nº 2813, de 29 de novembro de 2011. Define o total de recursos financeiros destinados ao Programa de Requalificação de Unidades Básicas de Saúde (UBS) componente Reforma de Unidades Básicas de Saúde a serem repassados por Estado/Distrito Federal. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 30 out. 2011. _____. Portaria nº 2.815, de 29 de novembro de 2011. Habilita Municípios a receberem recursos referentes ao Programa de Requalificação das Unidades Básicas de Saúde – Componente Informatização e Telessaúde Brasil Redes na Atenção Básica integrado ao Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 30 no. 2011. _____. Portaria nº 122, de 25 de janeiro de 2012. Define as diretrizes de organização e funcionamento das Equipes de Consultório na Rua. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 26 de jan. 2012. _____. Portaria nº 123, de 25 de janeiro de 2012. Define os critérios de cálculo do número máximo de equipes de Consultório na Rua (eCR) por Município. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 26 de jan. 2012. _____. Portaria nº 953 de 15 de maio de 2012. Define o valor mínimo da parte fixa do Piso de Atenção Básica (PAB), para efeito do cálculo do montante de recursos a ser transferido do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos de Saúde dos Municípios e do Distrito Federal, e divulga os valores anuais e mensais da parte fixa do PAB. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Poder Executivo, Brasília, DF, 16 maio 2012. _____. Portaria nº 978, de 16 de maio de 2012. Define valores de financiamento do Piso da Atenção Básica variável para as Equipes de Saúde da Família, Equipes de Saúde Bucal e aos Núcleos de Apoio à Saúde da Família, instituídos pela Política Nacional de Atenção Básica. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 17 maio 2012. _____. Portaria nº 500, de 29 de maio de 2012. Estabelece normas para o cadastramento das Unidades Odontológicas Móveis, no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES). Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, out. 2012. _____. Portaria nº 1170, de 05 de junho de 2012: Habilita Municípios a receber recursos referentes ao Programa de Requalificação de Unidades Básicas de Saúde (UBS), componente Ampliação. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 06 jun. 2012. BARROS, Maria Elizabete de; GUEDES, Carla Ribeiro e ROZA, Mônica Maria. O apoio institucional como método de análise-intervenção no âmbito das políticas públicas de saúde: a experiência em um hospital geral. Revista Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 16, n.12, p. 4803-4814. 2011. CAMPOS, Gastão Wagner de Souza. Método para análise e co-gestão de coletivos. 1. ed. São Paulo: Hucitec, 2005. BRASIL. Lei no 10.836, de 9 de janeiro de 2004. Cria o Programa Bolsa Família e dá outras providências. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 10 jan. 2012. BRASIL. Portaria 2394, de 11 de outubro de 2011. Institui o Componente Ampliação no âmbito do Programa de Requalificação de Unidades Básicas de Saúde (UBS). Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 12 out. 2012. 56