O rádio como difusor da cultura religiosa:
uma análise do programa “Encontro com os Romeiros”
Adriana Rabelo Rodrigues Marcelo1
Resumo
A Rádio Aparecida, em Aparecida (SP), um dos grandes centros de devoção católica no país,
possui um programa de entrevistas em que seus ouvintes têm a liberdade de manifestar sua fé e
devoção. A liberdade de expressão e a espontaneidade do ato provam que, como afirmam Chantler
e Harris, “a simplicidade é uma das principais características da informação no rádio”. Este
trabalho é uma análise do programa “Encontro com os Romeiros” da Rádio Aparecida, na qual
busco identificar as características do processo de difusão da cultura religiosa pelo rádio,
estimulando o debate sobre a influência do veículo na difusão e a preservação da religiosidade
popular, contribuindo para a contínua análise e reflexão sobre a questão dos veículos de
comunicação como mediadores da cultura e do modo de vida dos indivíduos.
Palavras-chave
Religiosidade; cultura; difusão.
Abstract
The Rádio Aparecida (Aparecida Radio Station), in Aparecida, SP, one of the major centers of
Roman Catholic devotion in the country, has got an interview program whereby listeners are
allowed to express their faith and devotion. The freedom of expression and spontaneity from
such attitude prove that, as stated by Chantler and Harris, “naturalness is one of the main
characteristics of information on the radio”. This work presents the analysis of the program
“Encontro com os Romeiros” (Meeting with pilgrims) on Rádio Aparecida, aiming at identifying
the characteristics of the broadcasting process of the religious culture by means of the radio,
stimulating the debate about the influence of such means of communication in the circulation
and preservation of popular religiousness, contributing to the continuous analysis and reflection
on the issue of means of communication as mediators of culture and individual life style.
Key-words
Religiousness; culture; broadcasting.
1
Especialista em Assessoria, Gestão da Comunicação e Marketing, jornalista formada pela Universidade de
Taubaté e professora da mesma instituição. E-mail: [email protected]
Introdução
Durante minha experiência como jornalista na Rádio Aparecida, tive a oportunidade de
observar a programação da emissora e perceber a influência do rádio na difusão da cultura
religiosa. O rádio ainda é o meio que melhor se relaciona com o receptor, pois usa a linguagem
verbal como uma das vias de comunicação. A linguagem verbal, por sua vez, é uma das principais
fontes mantenedoras da cultura em todas as suas formas. Juntando este meio de comunicação e
suas principais fontes de propagação, temos um forte aliado na difusão da cultura religiosa.
Uma das preocupações na América Latina é a relação entre cultura, meios de
comunicação e Igreja. Isto porque a realidade cultural do nosso continente adquire
força e cobra sentido quando os povos latino-americanos lutam por afirmar sua
identidade e a sua especificidade no mundo contemporâneo. (GOMES, 1987, p.7)
A Rádio Aparecida veicula o “Encontro com os romeiros”, no qual os ouvintes têm liberdade
para manifestar sua fé da maneira que lhes convier. Nessas ocasiões, ficam evidentes as manifestações
culturais dos devotos vindos de diversas partes do país: “A bênção, pai; a bênção, mãe. Já cheguei,
já fui na igreja e pedi para Nossa Senhora abençoar todos vocês. Amanhã volto pra casa”. Está é
uma das formas com que os devotos usam o rádio para sentirem-se mais próximos de seus familiares
que ficaram em sua cidade de origem. Isto prova que “a simplicidade é uma das principais
características da informação no rádio” (CHANTLER & HARRIS, 1998, p.52).
Além da simplicidade e agilidade, o rádio também possui, entre suas características, a
companhia, pois pode ser ouvido em diferentes locais e situações cotidianas. Isto permite que
este meio de comunicação seja muitas vezes íntimo do ouvinte, que se identifica com a linguagem
utilizada e a mensagem transmitida.
Os MCS têm grande responsabilidade na informação, promoção cultural e formação
da sociedade atual. Esta responsabilidade aumenta em razão do progresso técnico,
amplitude da notícia e influência na opinião pública. (BELTRAMI, 1996, p.184)
Devido a tantas características e responsabilidades inerentes ao rádio, surgiu a necessidade
de analisar a influência deste meio, na propagação da cultura religiosa, já que as crenças e formas
de linguagem estão incutidas na cultura popular.
A referência à forma de difusão da cultura religiosa não é apenas uma descrição do modelo
de evangelização adotado pela Igreja Católica. A opção por analisar o programa “Entrevista
com os Romeiros” deu-se ao fato de que o mesmo possui elementos que possibilitam “trabalhar
o campo das experiências do receptor e as estratégias de recepção”. (BARBERO, 2001, p.247)
Este trabalho pretende contribuir para a análise e entendimento da influência do rádio,
na difusão e preservação da religiosidade popular.
O rádio: amigo simples e companheiro
O rádio é um meio de comunicação de massa com características singulares, que o
colocam em posição de destaque, se o compararmos a outros veículos de comunicação. A
simplicidade, instantaneidade, proximidade e baixo custo fazem dele uma das principais vias de
acesso ao receptor.
A forma simples, ou seja, coloquial como é utilizada a linguagem verbal no rádio possibilita
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a qualquer indivíduo, independente de classe social ou nível de instrução, o entendimento das
mensagens decodificadas pelo aparelho receptor. A mensagem por sua vez é interpretada e
assimilada conforme a formação cultural e a realidade de cada pessoa.
“Trata-se de um meio cego, mas que pode estimular a imaginação” (MCLEISH, 2001,
p.15). O fato de afetar diretamente o campo das idéias, amplia a interferência desse meio de
comunicação no comportamento das pessoas. “Diferentemente da televisão, em que o telespectador
está observando algo que sai de uma caixa ‘que está ali’, as paisagens e sons do rádio são criados
dentro de nós, podendo ter impacto e envolvimento maiores”. (Op. cit., p.16)
A instantaneidade das informações veiculadas pelo rádio possibilita ao ouvinte estar
diretamente sintonizado com a mensagem levada ao ar em tempo real. Tal velocidade nas
informações dá a sensação de que o receptor pode simular um diálogo com o próprio meio de
comunicação. “O rádio envolve o ouvinte, fazendo-o participar por meio da criação de um diálogo
mental com o emissor”. (ORTRIWANO, 1985, p. 80)
Esse diálogo é facilitado a partir do momento em que o indivíduo não tem a necessidade
de interromper suas atividades do dia-a dia, pois o rádio, além de não depender da atenção visual,
é um veículo que pode acompanhar o ouvinte, em virtude dos diversos formatos encontrados no
mercado e seu baixo custo. Além disso, o rádio leva vantagens com relação à penetração, pois,
“em termos geográficos é o mais abrangente dos meios, podendo chegar aos pontos mais remotos”.
(Op. cit., p.79)
A intimidade e a proximidade do rádio com ouvinte fazem dele um companheiro. Devido
a sua mobilidade, este meio propicia maior integração com o receptor, tornando-o um meio de
comunicação individual. Isso porque “a mensagem oral se presta muito bem para a comunicação
‘intimista’”. (Op. cit., p. 81)
O rádio e a difusão da cultura religiosa
A linguagem verbal é uma das principais vias de propagação da cultura, independente do contexto
social em que esteja inserida. O simples exercício de recordarmos a infância nos remete a situações
vividas que confirmam o poder da linguagem verbal na difusão da cultura. Basta lembrarmos das
cantigas, das brincadeiras e das orações aprendidas, passadas de geração a geração, por meio da fala.
Cultura é o conjunto de sentidos e significações, de valores e padrões incorporados e
subjacentes aos fenômenos perceptíveis de ação e comunicação da vida de um grupo
ou sociedade concreta, conjunto que, consciente ou inconscientemente, é vivido e
assumido pelo grupo como expressão própria de sua realidade humana e passa de
geração em geração, conservado assim como foi recebido ou transformado efetiva
ou pretensamente pelo próprio grupo. (AZEVEDO apud GOMES, 1987, p.29)
Diversas ações incorporadas à cultura de um povo tornam-se mais nítidas quando expressadas
oralmente. Atenta a esse fato, a Igreja Católica sempre teve o rádio como forte aliado em seu
trabalho de evangelização. No entanto, é mais comum observarmos uma relação vertical entre a
Igreja e devotos por intermédio dos meios de comunicação. Melo (2003, p.288) afirma que
a Igreja Católica figura, no panorama histórico brasileiro, como instituição culturalmente
hegemônica, durante o período colonial, tendo assumido a iniciativa de várias inovações,
dentre elas a germinação de um pensamento comunicacional autóctone.
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No caso do “Encontro com os Romeiros”, da Rádio Aparecida, a situação é inversa, pois
o ouvinte deixa de ser receptor e passa a ser emissor, a partir do momento em que fala ao microfone
para expressar sua fé. É um momento em que o devoto de Nossa Senhora Aparecida faz uso do
microfone, ao vivo, para sentir-se mais próximo de seus familiares que não puderam acompanhálo na viagem. Nessa hora, o rádio é usado para enviar bênçãos, agradecer graças alcançadas, ou,
até mesmo, tranqüilizar e informar sobre o horário de retorno para a terra natal.
Assim como o devoto acredita na força das palavras de um sacerdote que abençoa o copo
de água colocado próximo ao rádio, ele também acredita que sua fé será transmitida para seus
familiares e amigos, pelas ondas do rádio, quando fala ao microfone. Tal atitude revela a
intimidade que o receptor tem com o meio, já que não demonstra bloqueios e não sente-se
intimidado, dando a impressão de que são velhos companheiros.
No entanto, quando este indivíduo utiliza-se deste meio de comunicação não está falando
apenas para seus parentes ou conhecidos, pois “o rádio não tem fronteiras” (MCLEISH, 2001,
p.16). Isto significa que milhares de pessoas, sintonizadas na emissora, estarão recebendo a mesma
mensagem, com a mesma carga de emoção. Justamente por essa amplitude de alcance é que
esse meio ganha força no processo de difusão da cultura religiosa.
A partir do momento em que é dada ao ouvinte a oportunidade de expressar-se livremente,
ao invés de acompanhar, mecanicamente, os discursos de locutores, jornalistas ou autoridades
eclesiais, ele tem a chance de expor a força de sua própria narrativa. Independente de ritos e
procedimentos, ele passa a difundir sua cultura religiosa por meio do rádio.
A relação entre ouvinte e rádio, principalmente no processo de difusão de culturas, no
caso a religiosa, como vem sendo analisado neste trabalho, mostra que este meio de comunicação
ainda pode ser considerado como o mais próximo da realidade do receptor. Seja ele cego, analfabeto
ou leitor preguiçoso, o rádio sempre trará informações que não exigem o domínio de múltiplos
códigos para serem compreendidas e assimiladas.
Dessa forma, torna-se clara a importância deste meio no processo de difusão da cultura
religiosa a partir do momento em que o ouvinte faz do Rádio mais uma via de liberdade de expressão.
Breve histórico da Rádio Aparecida
A Rádio Aparecida teve sua primeira transmissão no dia 8 de setembro de 1951. Os grandes
responsáveis pela conquista da concessão foram os padres da Congregação do Santíssimo
Redentor, conhecidos como padres redentoristas. A emissora está localizada na cidade de
Aparecida, interior de São Paulo, onde também fica o Santuário Nacional de Nossa Senhora da
Conceição Aparecida.
No início, a programação era basicamente religiosa, com transmissões de missas, orações
e comentários religiosos. A intenção de dinamizar a programação e atrair um número maior de
ouvintes provocou a criação de programas de auditório, radionovelas, além do departamento de
jornalismo.
Em seu artigo “Uma rádio transformadora”, publicado no Almanaque de Nossa Senhora
Aparecida (2001), Pe. César Moreira, atual diretor da Rádio Aparecida, afirma que “é importante
dizer que uma emissora da Igreja Católica evangeliza também quando faz programas jornalísticos,
formando o senso crítico e provocando os ouvintes para tomarem posição diante dos fatos.
Interessa à emissora levar a pessoa a formar a própria consciência como cidadãos e como cristãos”.
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Atualmente a Rádio Aparecida opera nas freqüências FM, AM e OC, o que lhe dá a
possibilidade de atingir audiência em grande parte do território nacional.
Clube dos Sócios
Devido às dificuldades dos redentoristas em manter os custos da emissora, no dia 7 de
setembro de 1955 foi criado o “Clube dos Sócios”. A intenção era fazer do ouvinte uma espécie de
‘sócio’ da rádio. Para tornar-se sócio da emissora, o devoto teria que enviar uma foto 3x4 e
colaborar anualmente com CR$ 5,00. Em troca, recebia uma carteirinha e tinha seu nome
anunciado durante o programa “Clube dos Sócios”, que na época era apresentado pelos radialistas
Reinaldo César e Regina Maria. A iniciativa da diretoria garantiu a estabilidade financeira da
emissora.
O Clube dos Sócios continua sendo uma das maiores fontes de renda da Rádio Aparecida.
Na década de 1980, chegou a ter mais de 1 milhão de associados, mas o número já caiu para
cerca de 250 mil.
No programa “Clube dos Sócios”, havia momentos em que os ouvintes e associados podiam
enviar recados e agradecer graças alcançadas; era o chamado “Entrevista com os Romeiros”.
Esse trabalho era realizado, todos os dias, pelo padre Vítor Coelho de Almeida, um dos grandes
estimuladores do Clube. Com o passar dos anos, o programa “Clube dos Sócios” foi substituído por
programas musicais e a “Entrevista com os Romeiros” passou para “Encontro com os Romeiros”.
Para padre César Moreira, diretor da emissora, a decisão de substituir o nome “Entrevista com os
Romeiros” para “Encontro com os romeiros”, ocorreu porque a intenção da emissora não é entrevistar
o romeiro e tirar algo dele, mas sim deixar que ele se expresse livremente. Atualmente, o “Encontro
com os Romeiros” é realizado durante a semana, por apresentadores de programas de entretenimento,
nos estúdios da emissora, e nos finais de semana, no salão do “Clube dos Sócios”, pelo padre Rudolf
Jacobs Croon ou por apresentadores no estúdio móvel da Rádio.
São momentos especiais em que os ouvintes, na maioria das vezes humildes, fazem questão
de deixar sua mensagem no rádio, como forma de agradecimento e satisfação, por falar na
emissora de que é colaborador, que, por sua vez, está localizada na cidade de Aparecida, onde
está a imagem original da Padroeira do Brasil.
No momento do Encontro, abrindo o microfone ao povo, escutamos o clamor, a
angústia, o lamento, a voz, a experiência, a alegria, a fé, o amor e ação de graças de
nosso povo. Se o Santuário de Aparecida é o retrato do Brasil que passa aos pés da sua
padroeira, o “Encontro com os Romeiros” pela RA é a voz desse povo que nem sempre
tem oportunidade e quase nunca é ouvido. A RA quer amplificar essa voz para
sensibilizar aqueles que podem fazer alguma coisa pelos mais pobres e necessitados.
Com poucas palavras que nascem de seu coração e de sua simplicidade, o romeiro
tem nesse momento, a oportunidade de expressar a sua fé, o seu amor e a sua vida. E
nós aprendemos com sua experiência curtida, as mais das vezes com muito
sofrimento, e baseada na sabedoria dos humildes, que são os prediletos de Deus
(FRASSON apud PAIVA, 2001, p.98)
Durante53 anos, a programação da Rádio Aparecida, tanto religiosa quanto profana, sofreu
várias transformações que, segundo seus diretores, procuram acompanhar as mudanças sociais,
culturais e econômicas de seus ouvintes. Muitos programas que perduraram por décadas, como o
“Sertão do meu Brasil” e o “Clube dos Sócios”, deram lugar a programas musicais e a mais “modernos”.
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Considerações finais
Há quem diga que a chegada da televisão e o advento da Internet fizeram com que o
rádio perdesse seu espaço. Ao contrario de tantas afirmações, esse meio de comunicação tornouse flexível e, hoje, pode ser acompanhado pela rede mundial de computadores. A evolução
tecnológica nunca irá superar as características singulares desse meio, que é capaz de trazer
informações e interferir no comportamento desde o do mais humilde dos cidadãos até o do mais
letrado. O rádio é companheiro e fala ao ouvinte em particular, sem interferir em sua rotina
diária. Além disso, o aparelho receptor é acessível aos mais variados gostos e bolsos. Justamente
por isso, ele torna-se um forte aliado na difusão de culturas, pois seu alcance não tem limites.
Diariamente, o rádio difunde mensagens que irão agir diretamente no imaginário dos
indivíduos, fazendo com que eles criem uma relação de intimidade com o meio, pois lhe é permitido
trabalhar as informações de acordo com sua bagagem cultural. Isto porque o rádio tem o som
como sua principal fonte de propagação de mensagens.
A opção por analisar um programa de uma rádio católica deu-se pelo fato de que a emissora
escolhida promove momentos em que o ouvinte passa de receptor a emissor dando-lhe possibilidade
para que exponha e, ao mesmo tempo, propague, mesmo que inconscientemente, sua cultura
religiosa de forma simples e direta. Ao mesmo tempo em que o ouvinte faz uso do microfone
para falar com seus familiares e amigos, outras pessoas estão recebendo a mesma mensagem,
instantaneamente. Dessa forma, tornam-se cúmplices e compartilham das emoções e satisfações
emitidas pelas ondas do rádio por uma pessoa comum, que não possui o domínio de técnicas
radiofônicas, mas sente-se à vontade para expressar sua fé.
A possibilidade de o ouvinte poder falar ao microfone e expressar sua devoção da maneira
que lhe convier permite que haja identificação e troca de experiência entre emissor e receptor.
Dessa forma, o rádio torna-se uma espécie de elo entre as mais variadas formas de manifestação
da cultura religiosa, pois os romeiros que visitam a cidade de Aparecida vêm de diversas regiões do
país e a Rádio Aparecida, por sua vez, abrange grande parte do território nacional.
A análise desenvolvida prova que as teorias a respeito da proximidade, individualidade e
inexistência de fronteiras do rádio tornam-se nítidas no “Encontro com os Romeiros”, pois nele é
dada a possibilidade de o ouvinte dar força à própria palavra e, dessa forma, cultivar e compartilhar
sua crença com outros indivíduos que comungam as mesmas idéias e expectativas.
Referências bibliográficas
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BARBERO, J. Dos meios às mediações. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2001.
BELTRAMI, A. Como falar com os Meios de Comunicação da Igreja. Petrópolis:
Vozes, 1996.
CHANTLER, P.; HARRIS, S. Radiojornalismo. São Paulo: Summus, 1998.
GOMES, P. Cultura meia de comunicação de massa e igreja. São Paulo: Loyola, 1987.
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Paulo: Summus, 2001.
MELO, J. M. História do pensamento comunicacional. São Paulo: Paulus,
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ORTRIWANO, G. A informação no rádio: os grupos de poder e a determinação dos
conteúdos. São Paulo: Summus, 1985.
PAIVA, G. Rádio Aparecida: 50 anos de história. Aparecida: Santuário, 2001.
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