Revista de fotografia prática, divertida e sem complicação!
Edição de lançamento
Fotomais
Ed. 1 - R$ 8,90
fotomais!
fotomais!
dicas • truques • técnicas • equipamentos
Como
escolher
Primeiros
passos
Aprenda tudo sobre
enquadramento,
composição, foco e
profundidade de campo
Conheça as
diferenças entre
câmeras analógicas,
compactas, semi e
profissionais
Empreendedorismo
Como ganhar dinheiro
com fotografia
Modo de usar
50
dicas
para fotografar melhor
Saiba para que
servem os principais
botões da câmera
semiprofissional
e tirar o máximo proveito de sua câmera digital
Editorial
Você gosta de fotografia, mas ainda se sente meio
perdido em meio a tantas informações como megapixels, velocidade do obturador, abertura do diafragma, profundidade de
campo e outros conceitos? Então esta edição de lançamento de
Fotomais é para você, que utiliza câmera compactas digitais ou
está migrando para semiprofissionais.
Araken Perez e Cecília Bari
Entrevistamos diversos profissionais da área de fotografia para
trazer até você 50 dicas para melhorar suas fotos, além de explicar,
de forma clara e didática, os principais conceitos que norteiam a
técnica fotográfica e as diferenças entre os tipos de câmera. Confira também as seções Guia de Compras, com sugestões de equipamentos e acessórios fotográficos, e Raio x, em que dissecamos
os principais botões de uma câmera semiprofissional. E se você
já é um fotógrafo amador e quer começar a ganhar dinheiro com
fotografia, não deixe de ler o artigo Lente Empreendedora.
Boa leitura e boas fotos!
A redação
[email protected]
sumário
4 O que é
Conheça os principais conceitos que norteiam a técnica fotográfica
Raio x
9
Tipos de câmeras
10
12 50 dicas
25 Guia de compras: câmeras
28 Guia de compras: acessórios
32 Lente empreendedora
34 Ensaio
Saiba o que é e para que servem os principais botões da câmera
Revista desenvolvida por
www.ecoeditorial.com.br
Diretora de Redação: Ana Vasconcelos
Redação: Juliana Lanzuolo, Olívia Freitas
e Vanessa Prata
Design e Diagramação: Patrícia Andrioli
A ECO Editorial, CNPJ 04.146.546/0001-06,
que criou e produziu esta publicação, tem
inteira responsabilidade sobre seu conteúdo.
E-mail: [email protected]
Tiragem: 15.000 exemplares
impressos na gráfica Vox
Compacta, analógica, semiprofissional ou profissional? Qual a
mais indicada para você?
Confira as sugestões de especialistas para fotografar melhor
Veja os principais modelos de câmeras disponíveis no mercado
Fique por dentro dos lançamentos de acessórios
Como ganhar dinheiro com fotografia
Câmeras compactas também rendem belas fotos
O que é
Fotografia
sem segredos
Conheça os principais conceitos
por trás da técnica fotográfica
Fotografar não é só sair por aí clicando, sem imaginar como ficará a foto.
“Há uma grande diferença entre o fotógrafo que clica apostando em ‘acidentes
fotográficos’ e o fotografo consciente,
que pensa, raciocina, planeja sua foto e
consegue pré-visualizar seu resultado”,
comenta Enio Leite, diretor da Focus Escola de Fotografia e autor do livro Fotografia Digital – Aprendendo a Fotografar
com Qualidade (Ed. Viena, R$ 13,90).
Além de dominar as principais
técnicas, é importante que o fotógrafo tenha em mente o quer transmitir
com a imagem: “A fotografia informa
e evoca lembranças, consegue provocar sensações e comunicar pontos de
vista. É isso que deve ser explorado
por quem está fotografando, pois aí
reside o ‘segredo’ para uma fotografia
forte, memorável, impactante”, afirma Sylvia Sanchez, professora na Escola Panamericana de Arte e sócia da
empresa Aiye Design e Fotografia.
Os conceitos referentes à técnica
fotográfica são os mesmos tanto para
câmeras compactas como para câmeras semiprofissionais ou profissionais.
A diferença é que a maioria das câmeras compactas não dispõe de meios
para ajustar manualmente a abertura
do diafragma e a velocidade do obturador nem permite a troca de lentes, mas
mesmo com elas é possível fazer belas
fotos. Conheça os principais conceitos e
fotografe cada vez melhor!
Linha do tempo da fotografia
1515
O inventor e artista
italiano Leonardo da Vinci
comprova cientificamente o
princípio da câmera escura,
precursora das câmeras
fotográficas, a partir das
observações feitas por
Platão em 375 a.C.
4 fotomais!
1527
O professor alemão Johann
Heinrich Schulze constata
acidentalmente que a luz provoca
o escurecimento do nitrato de
prata. Em meados do século
seguinte, associada à câmera
escura, essa descoberta fornece
a tecnologia básica para o
desenvolvimento da fotografia.
1826
O físico francês Joseph
Nicéphore Niépce produz a
primeira imagem fotográfica,
colocando uma placa
sensibilizada com betume da
judeia dentro de uma câmara
escura com orifício para
exposição à luz, processo que
levou, na época, oito horas.
1835
O pintor francês Louis Daguerre
utiliza placas de cobre cobertas com
sais de prata para captar imagens,
que podem se tornar visíveis
ao serem expostas ao vapor de
mercúrio. Isso o leva a inventar, em
1839, o daguerreótipo, câmera que
produz imagens com 30 minutos de
exposição.
Você
sabia?
O termo fotografia vem das palavras
gregas phos – que significa luz – e
graphein – que significa desenhar, sulcar,
registrar. Fotografia é a técnica de
criação de imagens através do registro
da incidência da luz sobre as superfícies
e da fixação desse registro num suporte
físico (filme, papel, sensor).
1839 - 1840
O físico britânico William Henry
Fox Talbot cria uma base de papel
emulsionada com sais de prata que
registra uma imagem em negativo. A
partir dela é possível produzir cópias
positivas. Esse processo, chamado de
calótipo e patenteado em 1841, é mais
barato do que o de Daguerre, tornando
a fotografia mais acessível e mais
presente na vida das pessoas.
1840
Chega ao Rio de Janeiro
o primeiro daguerreótipo
trazido por Abade Compte.
Segundo o Jornal carioca
“Diário do Comércio” de
16/01/1840, a primeira
imagem do Largo do Paço foi
registrada em menos de 9
minutos.
1851
O escultor britânico
Frederick Scott Archer
desenvolve o processo
chamado de colódio úmido,
negativo feito sobre placas
de vidro sensibilizadas com
uma solução de nitrocelulose
com álcool e éter. O processo
é 20 vezes mais rápido que os
anteriores.
1851
O médico britânico Richard
Maddox cria as chapas
secas de gelatina com sais
de prata em substituição ao
colódio úmido. Fabricadas
em larga escala a partir de
1878, marcam o início da
fotografia moderna.
fotomais! 5
O que é abertura
do diafragma?
Fotos: Vanessa Prata
O que é
Luz e sombra
Como a fotografia é a “escrita com a luz”, dependendo do
tipo de luz que é usado numa foto, pode-se ter um clima mais
dramático ou mais suave, mais alegre ou mais triste.
A sombra é fundamental para dar contorno e volume para
uma imagem e trabalhar com efeitos de contraste, além de
poder ser usada para “esconder” coisas que não se quer que
apareçam na foto.
Relacionado ao conceito de luz e sombra está o conceito
de fotometria, que é a medição e o controle da quantidade de
luz que irá entrar na câmera para registrar uma determinada
imagem. Por meio da fotometria pode-se decidir se a imagem
ficará mais clara ou mais escura – alterando assim a sensação
transmitida por cada foto (por exemplo: é possível escurecer
uma imagem feita durante o dia, de modo que pareça fim de
tarde, assim como é possível clarear uma foto feita num fim
de tarde, fazendo parecer que a foto foi feita num momento
em que havia muita luz).
Para trabalhar em situações com mais ou menos luz no
ambiente, podemos usar recursos como abertura do diafragma (que permite mais ou menos entrada de luz) e velocidade
do obturador (que faz com que o sensor fique exposto à luz
por mais ou menos tempo), nas câmeras semiprofissionais e
profissionais, ajuste do ISO (sensibilidade do sensor, sendo
que um ISO mais alto permite registrar cenas mesmo em condições de pouca luz), disponível mesmo nas compactas, além
do uso do flash e da seleção das cenas já programadas das
câmeras, como o modo crepúsculo ou noite, por exemplo.
1880
Publicada a primeira fotografia pela imprensa, na capa
do jornal Daily Herald, de Nova York (EUA). Início da
utilização da emulsão à base de gelatina, que mantinha
sua sensibilidade mesmo depois de seca, podendo ser
aplicada em suportes flexíveis. Com isso, o advento
do filme em rolo revolucionou a fotografia, tornado-as
simples e acessíveis a milhões de amadores.
6 fotomais!
1888
O diafragma é o dispositivo pelo qual a luz
entra na câmera. Ele tem funcionamento
similar à pupila humana: pode abrir ou fechar.
Quando o diafragma está bastante aberto,
tem-se pouca profundidade de campo – ou
seja, apenas uma pequena parte da imagem
fica nítida (lembre-se de quando você vai ao
oftalmologista e dilata a pupila: seu olho faz
foco num ponto e tudo ao redor fica desfocado
– é o mesmo que acontece quando o diafragma
da câmera está bem aberto). É desse modo
que é possível desfocar o fundo da foto, porém
nem todas as câmeras compactas permitem
abrir muito o diafragma.
A abertura do diafragma é medida em
números f, que são escritos desta forma: f/2.1,
f/5.6, f/22 etc., sendo que, quanto maior a
abertura, menor é o número.
A foto da esquerda foi feita com ISO 200, produzindo uma
imagem sem ruído (a qualidade da imagem é boa). Porém, com o
ISO baixo, a câmera precisa de muita luz, abrindo o diafragma o
máximo possível e diminuindo a velocidade do obturador. Assim,
a câmera registra o leve movimento das mãos – o que provoca
a sensação de borrado presente na foto. A imagem da direita
foi feita com ISO 1200 e está congelada, mas a qualidade não é
tão boa (a aparência é mais grosseira). Numa situação de pouca
luz, para conseguir
uma imagem com boa
qualidade (ISO mais
baixo) e sem nada
borrado, o ideal é apoiar
a câmera num tripé
ou em qualquer outro
suporte fixo, desde
que o assunto também
esteja parado.
O norte-americano George
Eastman desenvolve a primeira
câmera portátil, a Kodak,
vendida com um filme em
rolo de papel para tirar 100
fotografias. O lema da Eastman
é “Você aperta o botão, nós
fazemos o resto”.
1907
Os franceses
Auguste e Louis
Lumière, pais do
cinema, introduzem
o autochrome, o
primeiro processo
fotográfico colorido.
1942
A Kodak introduz o
Kodacolor, negativo
colorido que permite
a confecção de cópias
em cores. Em 20
anos, torna-se o filme
mais popular entre os
fotógrafos amadores.
Foco é o ponto mais nítido de uma imagem. Quando se
ajusta o foco num determinado ponto do quadro, tudo o que
estiver no mesmo plano desse ponto também estará focalizado (muito nítido).
Associado à noção de foco está o conceito de profundidade de campo – que é a área nítida numa imagem. O foco
existe apenas em um único plano. Porém, pode haver nitidez em uma parte da imagem para frente e para trás do plano onde está o foco. Essa área nítida pode ser maior (quando
tudo o que está na imagem parece nítido) ou pode ser menor (quando o fundo ou a frente fica desfocado). Nesses casos temos, respectivamente, muita profundidade de campo
e pouca profundidade de campo.
Ao produzir uma foto, o fotógrafo pode escolher se quer
tudo nítido ou uma parte nítida e outra desfocada, controlando isso por meio da abertura do diafragma. As câmeras
compactas, nas quais não é possível ajustar manualmente
o diafragma, trazem alguns modos programados que priorizam uma maior ou menor abertura. O modo retrato tende a desfocar o fundo, já o modo paisagem mantém tudo
em foco. O modo macro permite foco num objeto que está
muito próximo de você, resultando numa profundidade de
campo muito pequena.
Fotos: Vanessa Prata
Foco e profundidade de campo
O modo macro permite foco num objeto muito próximo do fotógrafo, dando a sensação de ampliação desse
objeto. Porém, esse modo tem uma profundidade de campo muito pequena. Assim, quase tudo o que estiver
para frente e para trás do plano de foco não ficará nítido.
Composição
Composição é a organização dos elementos dentro do quadro. É a decisão, por exemplo, sobre colocar um determinado objeto ou
pessoa no centro da foto, no canto ou na parte
superior. Envolve também outros conceitos
como diagonais, formas geométricas, perspectiva, texturas e equilíbrio. A composição é
fundamental para uma fotografia: é por meio
dela que o fotógrafo consegue organizar o
olhar de quem vai ver a imagem, destacando
os elementos mais importantes e conduzindo
o olho pelos vários elementos presentes na
imagem, provocando sensações.
1948
O norteamericano
Edwin Land
desenvolve a
câmera Polaroid,
que tira fotos
instantâneas em
preto e branco.
1975
A diagonal formada pela ponte conduz o olho até o sol, cujo
reflexo na água se estende até a extremidade inferior. É uma
composição que leva o olho a
percorrer a imagem, o que a torna
interessante. Valeria a pena ter
esperado um pouco mais para
que o barquinho chegasse bem
no meio, entre o sol e a ponte,
onde ganharia mais destaque,
e o horizonte poderia estar um
pouco mais para baixo, de modo
a agregar tensão visual à imagem
(a força que uma imagem tem de
atrair o olhar e reter seu interesse).
Steve Sasson, em seu laboratório na
Eastman Kodak Company, cria o que se
considera hoje a primeira câmera digital
do mundo. Porém, a ideia não vingou, pois
provavelmente a possibilidade de se fazer
fotografia sem filme não deve ter animado
os executivos da maior fabricante de filmes,
papéis e produtos químicos para fotografia
da época.
Década de 90
Intensifica-se o uso das câmeras
digitais, principalmente no
fotojornalismo e na publicidade.
Aparecimentos de diversos
modelos avançados de câmeras
digitais: SinarScitex, PhaseOne,
Dicomed, Kodak/Nikon, Canon,
Epson etc.
2012
Em janeiro, a Kodak pede concordata. O
império de seu fundador George Eastman,
apesar de ter inventado a primeira câmera
digital em 1957, não acreditou que a
corrida pela fotografia digital seria rápida e
que dizimaria aqueles que não estivessem
tecnologicamente atualizados.
fotomais! 7
O que é
Movimento
Mais um conceito é o de movimento
(borrado x congelado). O fotógrafo pode
escolher se quer congelar uma cena ou se
quer incorporar à imagem certo movimento traduzido visualmente com o borrado.
É possível ter uma imagem inteira congelada ou inteira borrada (quando o fotógrafo mexe a câmera enquanto fotografa ou
quando todos os assuntos fotografados
estão em movimento) ou ainda parte da
imagem congelada e parte borrada (quando, por exemplo, alguns assuntos estão
parados e outros estão em movimento).
Geralmente esses efeitos são obtidos
controlando-se a velocidade do obturador
(velocidades mais baixas, como 1/30, borram o movimento e velocidades mais altas, como 1/250, congelam), mas algumas
câmeras compactas podem oferecer recursos como o modo “esporte”, que congela o
assunto fotografado .
O que é
velocidade do
obturador?
O obturador é uma espécie de
cortina que fica na frente do
sensor. Quando o disparador
é acionado, essa cortina se
abre, para que a luz que entra
pela lente chegue até o sensor,
e depois é automaticamente
fechada. A velocidade do
obturador, medida em segundos
ou frações de segundos,
corresponde ao tempo que o
obturador fica aberto para que a
luz da cena chegue até o sensor
e o sensibilize, registrando
assim a imagem.
Velocidades mais baixas do
obturador borram a imagem,
dando a ideia de movimento
Enquadramento
Dica de leitura
8 fotomais!
A pessoa está bem
encaixada no fundo: entre a
rocha e as árvores (e não na
frente de uma ou de outra)
e sua cabeça não coincide
com a linha da água. Porém,
na foto de cima há muito
espaço na frente preenchido
apenas com areia, sem
nenhuma informação
relevante. O enquadramento
da foto abaixo é mais
interessante, com o corte
logo depois dos pés.
Fotos: divulgação
Enquadramento é a escolha do que se vai
colocar dentro do quadro, ou seja, dentro do
retângulo que é a fotografia. Podemos ter enquadramentos abertos – quando o fotógrafo
escolhe mostrar muito da cena – ou enquadramentos mais fechados – quando o fotógrafo decide mostrar apenas um detalhe da cena.
Se você vai fotografar alguém num parque,
por exemplo, pode optar por mostrar a pessoa
relativamente pequena e um pedaço grande do
parque (enquadramento aberto, que serve para
mostrar o lugar onde a pessoa estava), ou pode
optar por preencher o quadro principalmente
com a pessoa, mostrando pouco do parque (enquadramento fechado, que mostra bem o rosto,
mas que pouco fala sobre o lugar). Esses enquadramentos são obtidos aproximando ou afastando a câmera do assunto fotografado e com
os recursos de zoom.
Fotografia Digital – Aprendendo a fotografar com qualidade
Autor: Enio Leite. Editora: Viena. Preço médio: R$ 13,90
Onde encontrar: www.editoraviena.com.br
PARE de se perguntar para
que servem tantos botões e o
que acontece se apertar aqui
ou mexer ali. Escolhemos o modelo semiprofissional da Samsung (NX11) para detalhar cada
função da câmera. Assim, você
pode conhecer melhor esse tipo
de equipamento e extrair o melhor dele em suas fotos.
Para que serve
esse botão?
Raio x
Disco de seleção
Ajusta o valor de abertura ou
velocidade do obturador em
alguns modos de fotografia e
altera o tamanho da área do foco.
Botão verde
Reinicia os valores de Program,
Shift, Assistente de Imagem,
Equilíbrio do Branco, Temperatura
da Cor, Cor da Tela, Temporizador,
Flash EV, Seleção de AF (quando
acionada, a área do foco é
novamente movida para o centro)
ou compensação da exposição em
funções individuais do menu.
Flash embutido
Botão para ejetar o flash
Alto-falante
Suporte de flash
Tampa para
suporte de flash
Luz de auxílio do AF timer
Obturador
Disco de seleção de modo
A câmera reconhece as condições ambientais e ajusta
automaticamente os fatores que contribuem para exposição,
como velocidade do obturador, valor da abertura, medição,
equilíbrio do branco e compensação da exposição.
P Modo Programa - A câmera ajusta automaticamente a
velocidade do obturador
A Modo Prioridade de Abertura
S Modo Prioridade do Obturador
M Modo Manual
Modo Prioridade da Lente
Modo som e imagem
Modo Panorama
Modo Cena
Modo Filme
Anel de
foco
Anel de
zoom
Microfone
Botão de
acionamento
de lente
Lente
Chave liga/desliga
fotomais! 9
Tipos de câmeras
Faça a escolha
certa
Antes de comprar
a sua câmera, fique
atento aos valores
e, sobretudo,
procure adequar a
sua necessidade ao
produto que procura
os preços variam muito e os recursos também são capazes de confundir
na hora comprar uma câmera fotográfica. “Antes de bater o martelo é preciso ter clareza de seus objetivos com o
equipamento. Que tipo de imagem você
pretende obter para, então, estabelecer
quais recursos serão imprescindíveis ao
seu equipamento. Em seguida, alinhe esses fatores também ao quanto você pretende investir”, alerta Leonardo Botelho,
especialista de produto da Nikkon.
Ao migrar do modelo compacto para
o semiprofissional, por exemplo, há uma
série de ganhos. “A velocidade do disparo aumenta, assim você pode capturar
mais de uma imagem por segundo. A
faixa de ISO também aumenta e é pos-
10 fotomais!
sível fotografar em baixa luminosidade.
Você poderá ainda usar acessórios como
lentes e filtros, além de capturar imagens
em movimento”, explica Wagner Battistel, gerente de vendas do mercado corporativo da Nikkon.
Já com a câmera profissional, ambos explicam que a capacidade de processamento aumenta, o que influencia
diretamente na qualidade de imagem
e de vídeos produzidos. “O fotógrafo
que atua em jornal ou revista consegue,
por exemplo, alinhar o perfil de cor da
câmera com o da publicação”, complementa Leonardo.
Sobre os modelos analógicos, os
especialistas quebram a crença de que
sejam defasados. “Pelo contrário, o apa-
relho não limita a tecnologia a ser empregada e ela pode ter até mais recursos
do que algumas digitais. O digital passou
na frente por conta da necessidade de
mercado em que muitos profissionais
têm demandas quase que instantâneas,
quando as fotos precisam chegar rapidamente ao jornal, à revista. No entanto, há fotógrafos que preferem o tom
artístico que a analógica permite, desde
a nostalgia da revelação até a saturação
de cor, que é peculiar do equipamento e
que funciona muito bem para fotos de
arquitetura ou de vegetação, nas quais
os tons têm mesmo que se destacar”,
comenta Leonardo.
Compare alguns modelos e o que
eles oferecem:
Samsung
MV 800
(compacta)
SLR
Analógica Nikon
D-SLR
Semiprofissional Nikon
D-SLR
Profissional Nikon
MODELO:
FM10
MV 800
D 7000
D4
Dimensões (L x A x P)
(corpo):
14 x 8,6 x 5,1 cm
92 x 56,2 x 18,3 mm
13,2 x 10,3 x 7,7 cm
16 x 15,6 x 9 cm
PESO (somente corpo,
sem bateria):
417 g
120 g
690 g
1,180 kg
FUNÇÕES:
Câmera SLR analógica 35
mm versátil e robusta.
Sistema de fotometria com
medidor de ponderação
central para fotos com
excelente exposição. Visor
LED embutido, fotômetro
+, 0 e -
Visor Flip touchscreen LCD de 3”
e lente de 26 mm. Gravação de
vídeo HD (720p) com ZNR (redução
do ruído de zoom), que ajusta e
otimiza o som automaticamente.
Zoom óptico de 5x e zoom digital
de 3x. Disparo automático no
momento do sorriso. Filtro
Inteligente (permite tornar a foto
mais “divertida”. Exemplo: o
filtro de desenho animado torna
a imagem parecida com a de uma
cena de filme). Funny Face (permite
dobrar, esticar ou deformar as
imagens da foto). Quadro Mágico
(12 opções que permitem criar
imagens que expressam o humor
ou a personalidade do usuário.
Exemplos: arte na parede, filme
antigo, lua cheia, entre outros).
Smart Auto (reconhecimento
inteligente de cenas, que identifica
as condições do ambiente e ajusta
a imagem automaticamente a
um dos modos pré-configurados paisagem a retrato)
Duplo Estabilizador Digital de
Imagem (proporciona imagens mais
nítidas, independentemente da
condição de luz)
BeautyShot (permite que o
usuário “retoque” a face da pessoa
fotografada)
Editor de Fotos (permite que
as imagens sejam alteradas ou
corrigidas no próprio visor da
câmera)
Memória interna: 10 MB
Compatível com cartão microSD
(até 2 GB) e cartão microSDHC (até
32 GB)
Câmera D-SLR de sensor
CMOS formato DX, 39
pontos de AF, corpo
construído em liga
de magnésio, disparo
contínuo de 6 qps, grava
vídeos em Full HD e
entrada para microfone
estéreo externo, duplo
compartimento para
cartão SD. Flash embutido
e suporte de comando
sem fio para Speedlight
remotos
Câmera D-SLR de sensor
CMOS formato FX (full
frame), 51 pontos de
AF sendo 15 tipo cruz
e 11 compatível com
f/8, corpo construído
em liga de magnésio,
disparo contínuo de
11qps, grava vídeos em
Full HD, entrada estéreo
para microfone e fone de
ouvido independentes,
duplo compartimento
para cartão (CF + XQD)
LIMITAÇÕES:
Não possui sensor de AF.
Não compatível com as
lentes da série G (mais
recentes)
Câmeras compactas não permitem
troca de lentes nem oferecem
controles manuais de abertura e
velocidade
Indicador de histograma ou
exposição não disponível
em exibição ao vivo (live
view) / gravação de filme
PERMITE O USO
DE FILTRO?
Aplicável à lente
Não
Aplicável à lente
Aplicável à lente
PERMITE TROCA
DE LENTE?
Sim
Não
Sim
Sim
PERMITE USO
DE ACESSÓRIOS?
Sim
Não
Sim
Sim
DEFINIÇÃO EM
PIXELS LIMITE:
n/a
16.1
16.2
16.2
PREÇO:
R$ 1.399 - kit: FM10 (corpo)
+ lente Nikkor 35-70mm
R$ 1099
R$ 6.499
D300s (corpo)
Sob consulta
D4 (corpo)
f/3.5-4.8
fotomais! 11
50 dicas
Acerte
no clique!
Confira 50
dicas para
fotografar
melhor
12 fotomais!
Selecionamos um time de
especialistas para tirar as principais dúvidas dos iniciantes em fotografia e dar
dicas para que você melhore cada vez
mais sua técnica. Os profissionais convidados foram Enio Leite, diretor da Focus Escola de Fotografia e autor do livro
Fotografia Digital – Aprendendo a Fotografar com Qualidade, Sylvia Sanchez,
professora da Escola Panamericana de
Foto: Ana Vasconcelos
Arte e sócia da empresa Aiye Design e
Fotografia, Wagner Battistel, gerente
de vendas da Nikon, Fernando Santos,
repórter fotográfico, Angelo Dimitre,
fotógrafo e mestre em Educação, Arte e
História da Cultura, Juca Rodrigues, fotógrafo e editor de fotografia da agência IstoÉ, e Alex Mantesso, professor do
IIF – Instituto Internacional de Fotografia. Aprenda com eles!
1
Referências
2
Conteúdo
Conhecer fotógrafos clássicos, como Henri
Cartier Bresson, Edward Weston, Enrst Haas, Man Ray,
Paul Strand, Ansel Adams, e brasileiros como Sebastião Salgado e Araquém Alcantara, é o primeiro passo que fará com
que você enxergue a fotografia com outros olhos.
Com relação à técnica, o fotógrafo pode controlar melhor o resultado das fotos selecionando o ISO, a abertura e a velocidade mais adequados para cada situação. Mas
nada disso terá efeito se o fotógrafo não tiver um bom recado para transmitir com suas fotos. As informações
contidas na imagem, como um gesto, um sorriso, a relação
entre o primeiro plano e o fundo e o sincronismo de seus elementos são tão importantes quanto a técnica.
3
Mais para o lado
Tire o assunto principal do centro
da foto. Ao colocá-lo mais para o canto (laterais, em cima e embaixo), ganhamos interesse visual, pois
o olho tem que percorrer toda a imagem para chegar ao
elemento mais destacado. Ou seja: quem está olhando a
foto acaba dedicando mais tempo a ela. Quando o assunto principal está no meio, o olho bate na foto, já “entende”
do que se trata e deixa de dedicar atenção à imagem.
4 Olho no fundo!
Cuidado com o fundo da sua foto. É pela falta de atenção em relação ao fundo e como isso se relaciona com o que está na frente que, por exemplo, as pessoas
ganham “chifres” (troncos de árvores que dão a impressão de
estar saindo da cabeça), narizes compridos etc.
5
Sem confusão
6
Cuidado com as articulações
7
Modos programados
Encaixe o assunto principal numa parte
mais neutra do fundo. Se você tem um fundo
com muitas informações e coloca seu assunto principal na
frente desse “amontoado de informações”, a imagem fica
muito confusa. Para resolver isso, há duas opções: uma delas
é desfocar o fundo. A outra é buscar uma parte que seja mais
neutra, com menos informações, e posicionar o assunto principal na frente dessa parte mais limpa do fundo.
Quando fotografar pessoas, cuidado com o lugar em que corta a imagem. Se fizer o corte nas
articulações, irá provocar a sensação de que as pessoas não
têm uma parte do membro que não aparece na foto. Ex.: se
você cortar a foto exatamente no cotovelo da pessoa, dará a
sensação de que ela não tem o restante do braço. Se cortar a
foto no meio do pescoço, dará a sensação de que fotografou
apenas uma cabeça, arrancada de seu corpo. O ideal, nesse
caso, é deixar aparecer pelo menos um pouquinho do ombro.
Se sua câmera possui os modos P, Av (ou A), Tv (ou S),
dê preferência para eles ao invés do modo automático
(normalmente o “quadradinho verde”) ou das cenas pré-programadas. Nesses modos, você tem mais autonomia sobre as configurações da câmera,
conseguindo escolher se vai deixar o fundo
mais ou menos focado, se vai deixar a foto
mais clara ou mais escura, se vai usar flash
ou não etc.
O modo Av ou A dá prioridade à abertura
do diafragma, o modo Tv ou S prioriza a
velocidade, e o P é o modo Programado
Automático, no qual a câmera mostra qual
é a combinação de velocidade e de abertura do diafragma que ela está usando. Algumas câmeras permitem que o fotógrafo
mude essa configuração até chegar à velocidade ou à abertura que deseja.
Foto: Vanessa Prata
PARA
COMEÇAR
fotomais! 13
50 dicas
FLASH
8 Olha a postura!
Para obter boas fotos é preciso adotar uma
postura adequada, a fim de estabilizar a câmera. Mesmo que você segure a câmera corretamente, a postura
incorreta pode fazer com que o equipamento trepide. Então,
permaneça ereto e firme para constituir uma boa base para a
câmera. Ao fotografar com uma velocidade de obturador lenta,
prenda a respiração para minimizar o movimento corporal.
9
Armazenagem segura
Evite armazenar suas fotos no seu cartão de memória. Ele pode dar algum problema e
você perderá tudo. Ou, depois de um tempo, você terá tantas
fotos no cartão que não conseguirá organizá-las de jeito nenhum. O ideal é: toda vez que fotografar, descarregue as fotos
do cartão para o computador. Depois, coloque o cartão novamente na câmera e faça sua formatação (normalmente você
encontra o comando de “formatar” no menu da câmera).
11
Flash de dia
12
Flash de noite
Utilize o flash da câmera durante o dia quando for fotografar alguém que está com sombras inadequadas
no rosto (ex. sombras nos olhos, que deixam a pessoa “monstruosa”). O flash ajuda a matar sombras indesejadas.
À noite, ou em situações de pouca luz, utilize o
flash da câmera para congelar o movimento do que estiver no primeiro plano (na
frente) e para borrar o fundo – isso produz resultados visuais
interessantes e fora do comum. Para fazer isso, você deve colocar a câmera em algum modo noturno e colocar o flash no
modo “on”. Quando fotografar, o que estiver mais próximo
da câmera ficará congelado (ou quase) e o restante do quadro
ficará em movimento. Isso funciona melhor ainda quando as
coisas ou pessoas estão em movimento.
13 Curto alcance
Os flashes das câmeras compactas geralmente têm baixo alcance
(cerca de 2 a 4 metros em média). Assim, não adianta usar
o flash para fotografar shows ou paisagens noturnas. O
assunto a ser fotografado deve estar próximo da câmera,
aproximadamente a 1 m ou 1,5 m.
Foto: Vanessa Prata
10 Em foco
Para fazer o foco, em primeiro lugar ajuste
o modo de focagem para: “no retângulo
central” (fuja dos modos de “foco múltiplo”, por exemplo).
Escolha o assunto em que você quer o foco, aponte o meio
da câmera para esse assunto e pressione o botão disparador
até metade (sem apertá-lo até o final). Mantenha esse botão
pressionado e mude a posição da câmera para, por exemplo,
tirar o assunto principal do centro. Enquanto o botão disparador estiver pressionado até a metade, o foco continuará no
assunto em que você o havia colocado mesmo que ele não
esteja mais no centro do quadro. Depois que a foto já estiver
com o enquadramento que você deseja, aí sim, termine de
pressionar o botão disparador para fazer a foto.
Na foto acima, o flash iluminou apenas o que estava próximo
da câmera, e o restante da imagem ficou mais escuro
14 fotomais!
CÂMERAS
14
Compactas ou profissionais?
Conheça os tipos de câmeras para comprar a que
melhor se adapta ao que você precisa ou quer fotografar.
• As câmeras compactas são mais portáteis (leves e pequenas), menos resistentes, produzem imagens com qualidade
um pouco inferior, têm o processamento um pouco mais lento (você tem que esperar um pouco entre uma foto e outra) e
possuem certo “atraso” entre o momento em que se aperta o
botão disparador e o momento em que a foto é feita. Algumas
compactas possuem poucas opções de ajustes, outras permitem uma gama maior.
• As câmeras semiprofissionais em geral permitem
praticamente os mesmos tipos de ajustes que as câmeras
profissionais, porém têm o corpo um pouco menos resistente e processamento de imagens um pouco mais lento
(você tem que esperar um pouco mais entre uma foto e outra). Em termos de qualidade de imagem, as câmeras semiprofissionais apresentam qualidade próxima à das câmeras
profissionais – e bem superior à das compactas (principalmente em situações de pouca luz).
• As câmeras profissionais são mais resistentes, têm
processamento mais rápido (a foto é feita no mesmo instante
em que se aperta o botão disparador) e a qualidade da imagem gerada é bastante boa. Tanto as câmeras semiprofissionais quanto as profissionais são DSLRs, ou seja, permitem a
troca de lentes (o que agrega versatilidade, pois o fotógrafo não fica preso ao “zoom” da câmera, como acontece nas
compactas) e mostram no visor exatamente a mesma imagem que a lente está captando.
fotomais! 15
50 dicas
15 A analógica ainda tem vez?
A câmera de filme (analógica) é ainda usada
para trabalhos técnicos que requerem qualidade elevada. O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, por exemplo, conhecido mundialmente,
continua fotografando com câmera Leica analógica. A analógica pode ser melhor em alguns aspectos, por apresentar
um processo mais puro. Quanto à praticidade, a digital leva
vantagem, pois não há filme a ser revelado nem cópias em
papel, e o ISO pode ser trocado com um botão, ao passo que
na analógica precisamos trocar o filme.
16 Zoom
As câmeras compactas não permitem a troca de
lentes. Para se afastar ou se aproximar de um assunto, o fotografo depende da capacidade de zoom da câmera. Nesse caso, é importante diferenciar o zoom ótico do
zoom digital. Zoom ótico é aquele que é feito por meio
de lentes dentro da própria câmera – é o zoom “bom”, que se
pode usar sem medo. Zoom digital é aquele que é feito por
meio de um corte na imagem: a própria câmera “corta fora”
um pedaço da foto, para provocar a sensação de aproximação. Esse tipo de zoom deve ser evitado, pois compromete a
qualidade final da imagem.
19 Resolução
A resolução não está ligada à qualidade de imagem e sim ao tamanho (físico) que poderá dar saída de impressão. Lembre-se de ajustar o tamanho
dos arquivos da câmera digital para o que você
precisa. Se for só mandar as imagens por e-mail ou visualizar na tela do computador, elas podem estar em resolução
mais baixa (VGA ou 1 megapixel, por exemplo). Para imprimir as fotos, 2 MP é suficiente para uma foto 10 x 15 cm com
qualidade fotográfica (300 dpi). Para imprimir acima desse
tamanho, é necessário ajustar a câmera para tamanho e
qualidade maiores. Se sua câmera faz fotos com até 12 megapixels, por exemplo, coloque nesse tamanho e a qualidade em “máxima”. Caberão menos fotos no cartão, mas você
terá a certeza de que conseguirá imprimir qualquer uma das
imagens em diversos tamanhos.
A tabela abaixo mostra a relação entre resolução x tamanhos de impressão*.
2 MP (1200 x 1600)
3 MP (1536 x 2048)
5 MP (1944 x 2592)
8 MP (2448 x 3264)
12 MP (3000 x 4000)
14 MP (3240 x 4320)
16 MP (3456 x 4608)
17 Rumo à semiprofissional
Antes de migrar da câmera compacta para a semiprofissional, considere não apenas o tipo de equipamento, mas também o portfólio de lentes. O acessório determina a qualidade óptica da captura de imagem e a
estabilidade.
10 x 15 cm
13 x 18 cm
15 x 21 cm
20 x 30 cm
24 x 30 cm
30 x 45 cm
40 x 50 cm
*Tamanho padrão minilab no
Brasil com resolução de 300 dpi.
18 Versatilidade
Há modelos de lentes que se encaixam
tanto na semiprofissional como na
profissional. Se você trocar de equipamento, poderá
manter o acessório. Confira antes de comprar.
MODOS
DE CENA
16 fotomais!
20 Ouse!
O mais importante nas “cenas” é saber o que elas fazem e não se
prender à utilização recomendada pela câmera. Por
exemplo: se você quer uma imagem com tudo nítido, utilize o modo paisagem mesmo que não esteja fotografando uma paisagem. Se quer aumentar o
“avermelhado” de uma imagem, utilize o modo pôr do sol, mesmo que você
esteja dentro de casa, durante o dia.
Conheça os modos de cena disponíveis mesmo nas câmeras
compactas para saber escolher a melhor opção:
Fotos: Vanessa Prata
21
Acerte na escolha
• Paisagem: a prioridade é colocar foco em tudo (deixar tudo nítido).
Se houver pouca luz, é sempre necessário utilizar um tripé ou apoiar a
câmera em algum lugar. Nesses casos, utilize o timer para que você
não aperte o botão disparador no momento exato do clique. Em situações de pouca luz, é comum, quando apertamos o botão disparador,
que nossa mão provoque um certo tremor na câmera.
• Retrato: a prioridade é desfocar o fundo (mas a quantidade desse
desfoque depende de cada câmera).
• Modos noturnos: a câmera automaticamente aumenta o
ISO, que é a sensibilidade da câmera. Quanto mais alto o ISO, mais a
câmera consegue registrar uma cena com pouca luz. Porém, quanto
mais alto o ISO, menor a qualidade da imagem.
• Crianças (e animais): a prioridade é congelar o movimento.
• Pôr do sol (crepúsculo): a câmera intensifica um pouco a
quantidade de vermelho e de amarelo presente na foto, para que o pôr
do sol fique ainda mais vivo.
• Nascer do sol: a câmera intensifica um pouco a quantidade
de azul presente na foto, para ressaltar a coloração azulada do nascer do sol.
• Luz de fundo/contraluz: a câmera ativa o flash automaticamente (o fotógrafo não tem a opção de desligar o flash) para iluminar o primeiro plano, já que o fundo está muito claro.
22
Experiências
Faça a mesma foto utilizando cada uma
das cenas, assim você conseguirá entender visualmente a diferença entre elas.
ABUSE DA
CRIATIVIDADE
A primeira foto foi feita no modo normal, a segunda no
modo crepúsculo, com uma Cyber-shot Sony
23
Fotos-teste
24
Photoshop natural
Para fazer essas fotos-teste, monte uma situação
em que você tenha um objeto na frente, um objeto
no meio e outro atrás. Faça os testes das cenas/modos da câmera colocando o foco em cada um
dos objetos para ver as diferenças.
Inove suas fotos utilizando “photoshop natural” nelas. O que isso significa?
Busque objetos que provoquem algum tipo de distorção na
imagem, por exemplo: copos ou qualquer outro objeto de
vidro que não seja liso, panos, correntes ou outro objeto com
furos. Coloque-os na frente da câmera na hora de fotografar.
Você vai conseguir efeitos bem diferentes.
Mas atenção! Provavelmente você precisará fazer o foco da
sua foto sem o objeto na frente da câmera. Faça o foco e mantenha o botão disparador pressionado até a metade (para
manter o foco no lugar colocado). Depois coloque o objeto
na frente da lente (sem soltar o botão disparador). Só então
termine de pressionar o disparador, para fazer a foto propriamente dita.
fotomais! 17
50 dicas
25
Brinque com as imagens
Ao fotografar, brinque com as imagens também para criar fotos inusitadas ou
curiosas. Na imagem ao lado, bastou colocar o dedo
na frente da câmera compacta para dar a impressão de
que a famosa Torre de Pisa estava apoiada e não estava
mais prestes a cair.
26 Manipule suas imagens
Aprenda o básico do Photoshop (programa
para tratamento de imagens) e melhore suas
fotos. Você pode aplicar cor e contraste automáticos,
por exemplo, cortar a imagem para ter melhor enquadramento, eliminar “sujeiras” indesejadas, entre
outras funções. Na segunda foto, foi aplicado maior
saturação nas cores, para realçá-las.
Fotos: Vanessa Prata
27 Simetria
O reflexo dos assuntos fotografados em rios, lagos e espelhos d´água
cria imagens interessantes, com o conceito de
simetria (conformidade, em medida, forma e posição relativa, entre as partes dispostas em cada lado de uma linha
divisória, um plano médio, um centro ou eixo). Aproveite
esses recursos naturais em suas fotos!
18 fotomais!
28
Braço a mais
O enquadramento da foto abaixo está errado, não tem porque o braço aparecer.
Para qualquer fotografia, é sempre importante
mostrar apenas aquilo que irá contribuir
para o clima e para a história de cada cena/situação.
E tudo aquilo que for excesso deve ser deixado de fora,
pois serve apenas para distrair a atenção.
APRENDA COM
OS ERROS
30 Horizonte torto
Na primeira foto abaixo, o horizonte está
levemente torto, o que é ruim. Para se
conseguir uma boa organização e força visual para
a imagem, o horizonte deve estar reto
(paralelo com as linhas horizontais do retângulo da
foto) ou bastante inclinado – deixando claro que a
sua inclinação foi proposital, e não apenas um “acidente” ou erro. Além disso, o pedaço de rocha que
aparece no canto inferior esquerdo não acrescenta
informação nenhuma, funcionando apenas como
“sujeira”. O que aparece da pedra é muito pouco
para nos contar sobre a rocha. Seria mais interessante não mostrar a pedra e colocar o horizonte
mais para baixo, como na segunda imagem.
29 Ângulo certo
Ainda na foto acima, seria mais interessante se o
fotógrafo tivesse se abaixado: quando fotografamos uma cena de baixo para cima, aumentamos o tamanho percebido daquilo que é fotografado, ou seja, a montanha iria parecer ainda maior
e mais “poderosa”, aumentando a percepção do desafio a
ser enfrentado
por quem estava
descendo de rapel. Além disso,
como o foco é o
rapel – e consequentemente a
rocha – seria mais
interessante fazer
a foto na vertical,
como nesta foto,
pois seria possível mostrar mais
da rocha e de sua
dimensão.
fotomais! 19
Foto: divulgação
50 dicas
TÉCNICA
FOTOGRÁFICA
31 Cadê as mãos?
A foto acima também
apresenta problemas
de enquadramento: o topo da
torre e as mãos da pessoa foram cortadas. Além disso, a imagem é “chapada”,
achatada, sem planos. Uma solução seria afastar a pessoa da torre e aproximála da câmera. Com isso, seria possível
mostrar a torre inteira, e a pessoa, mais
próxima da câmera, funcionaria como
um primeiro plano, criando camadas para
a imagem (o que a torna mais rica visualmente). Outra coisa que poderia tornar a
imagem mais interessante seria colocar,
por exemplo, a pessoa do lado direito e a
torre do lado esquerdo da foto – ao invés
de concentrar todas as informações no
centro. Fazendo isso, a imagem levaria o
olho a passear por ela, aumentando seu
interesse. A árvore do lado esquerdo,
cortada, também não agrega informação relevante e poderia ter sido excluída
na hora do enquadramento.
20 fotomais!
fotografar cachoeira apli32 Como
cando o efeito véu de noiva?
É primordial ter equipamento adequado e conhecimentos básicos operacionais. Você precisará de um
bom tripé e uma máquina fotográfica que possua o modo
manual de exposição (M) ou o modo de prioridade de velocidade (Tv ou S). O efeito véu de noiva é ocasionado por um
tempo de exposição maior (velocidade de ex-
RETRATOS
posição mais lenta), capaz de registrar o rastro
do movimento da água. Entretanto, o tempo de exposição necessário pode registrar, além do movimento da água, o movimento da própria mão do fotógrafo, resultando em imagens tremidas. Exatamente por
isso, o tripé deve ser utilizado. Dessa forma, apenas
os objetos que estiverem em movimento terão os
seus rastros registrados, enquanto o restante da imagem (todos os elementos que tiverem estáticos) será
congelada. Acompanhe o passo a passo:
a) Fixe sua máquina em um tripé adequado para sua
máquina.
b) Faça a composição da imagem.
c) Focalize a imagem como desejar.
d) Durante o dia, você pode começar utilizando o
ISO 100 e alterá-lo posteriormente, se necessário.
e) Sua prioridade deve ser um tempo de exposição
maior. Portanto, você deve escolher uma velocidade
de exposição lenta, como, por exemplo, 1 segundo.
f) Fotometre a cena.
g) Escolha a abertura do diafragma de modo a equilibrar o nível de luz que será registrada, tendo em
vista a leitura do fotômetro. Havendo necessidade,
modifique também a configuração dos outros elementos (ISO e velocidade de exposição). Contudo,
lembre-se que a prioridade de exposição para esse
tipo de imagem é a velocidade de exposição. Portanto, ao aumentá-la, você perderá, aos poucos, o
efeito pretendido.
33 Resultados diferentes
fazer um retrato com
35 Como
o fundo desfocado ?
O assunto que rege a produção de um retrato com fundo desfocado é profundidade de campo.
Nesse caso, devemos escolher uma abertura
do diafragma maior, como por exemplo f.1.8.
Esse é um importante recurso para evitar que o fundo
desvie a atenção do elemento principal. Ao desfocar
e suavizar o fundo, o elemento que estiver focalizado
ganha ainda mais destaque. Para produzir esse tipo de
imagem, você irá precisar de uma máquina fotográfica
que possua o modo manual de exposição (M) ou de prioridade de abertura (Av).
Veja o passo a passo:
a) Faça a composição da imagem.
b) Focalize a imagem conforme desejado.
c) Durante o dia, você pode começar utilizando o ISO
100 e alterá-lo posteriormente, se necessário.
d) Sua prioridade deve ser uma abertura de diafragma
maior, designada por um número menor, como, por exemplo, f.1.8.
e) Fotometre a cena.
f) Escolha a velocidade de exposição de modo a equilibrar o nível de luz que será registrado, tendo em vista
a leitura do fotômetro. Havendo necessidade, altere a
configuração dos outros elementos (ISO e abertura do
diafragma). Contudo, lembre-se de que a prioridade
de exposição para esse tipo de imagem é a abertura
do diafragma. Portanto, ao diminuí-la (aumentando o
número f.1.8, f.2.0, f.2.8... f.16 etc.) você perderá, aos
poucos, o efeito pretendido.
Teste vários tempos de exposição para fotografar cachoeiras. Cada configuração proporcionará
um efeito diferente do outro. Claro que, após
modificar o tempo de exposição, você deve compensar o nível de luz que será registrada na configuração dos outros elementos.
34 Filtro de densidade neutra
Em dias ensolarados, para conseguir o efeito véu de noiva, é
indicado usar um Filtro de Densidade
Neutra (ND), capaz de reduzir a entrada de luz
por meio da objetiva, possibilitando maior tempo
de exposição.
Foto: divulgação/IIF/Alex Mantesso
fotomais! 21
Fotos: divulgação/IIF/Alex Mantesso
50 dicas
38 Fotos PB ou sépia
36 Naturalidade
No retrato de pessoas comuns é muito importante deixar a pessoa retratada
à vontade. Geralmente isso é mais fácil de conseguir em
um ambiente conhecido pela pessoa. Fazer as fotos na casa
dela ou no jardim do prédio onde mora acaba tornando o
trabalho mais natural e espontâneo, ao contrário de um ambiente de estúdio, normalmente mais frio e sem aconchego.
Porém precisamos estar preparados para situações inusitadas, pois controlaremos menos o ambiente e a própria luz.
O importante é escolher bem o local onde fotografar, nunca
se esquecendo do enquadramento e do fundo da foto. Para
retratar a emoção nas fotos é muito importante ter sintonia com o retratado, por meio da conversa e do bom humor.
Mas esteja sempre atento e com o dedo no disparador, sem
tirar os olhos da câmera. Cenas de emoção duram frações
de segundos, ou você capta ou não.
37 Fotografando crianças
O retrato de crianças tem muitas peculiaridades, e
uma delas é a maior dificuldade em dirigi-las. Com
elas é fundamental ser paciente e criar um ambiente de confiança. Porém existe uma contrapartida ótima:
a emoção. Crianças são verdadeiros turbilhões de emoção, com
poses e expressões a cada segundo. Esteja sempre pronto para
clicar, com o olh0 na câmera. Elas não repetem uma expressão,
nem sabem ao certo o que fizeram. Então esteja sempre atento
e clique bastante. Outra dica importante é lembrar-se de “dobrar
os joelhos”. É muito comum ver adultos fotografando crianças
sem se abaixar, o que deixará de fundo o chão do ambiente, e
o retratado em posição de submissão. Abaixe-se e fotografe as
crianças na mesma altura que elas, até mais baixo, isso faz muita
diferença na percepção final da foto.
22 fotomais!
A seleção de um efeito de cor, como
o PB, sépia ou qualquer outro deve
ser uma escolha criteriosa. Um erro comum
é prender-se a um efeito e usá-lo indiscriminadamente
diversas vezes, o que fará com que observador da foto
“canse” daquela tonalidade. Por outro lado é impensável
trocar de efeito a cada foto.
39 Eventos sociais
Eventos sociais são repletos de momentos de
emoção. Apesar de alguns acontecerem de
forma inesperada, a maior parte podemos prever. Em
um casamento é muito provável que os pais e padrinho
chorem nos comprimentos, em uma festa infantil isso
certamente ocorrerá na retrospectiva. Ficar muito
atento a essas oportunidades é que faz a
diferença entre ter a foto da emoção e não
ter. Um detalhe importante é pensar que as coisas não
acontecem em uma velocidade muito grande. Uma lágrima leva alguns segundos para escorrer, então fotografe
cada um deles e escolha o melhor depois. Não se contente
com apenas um clique.
a pena comprar uma câmera
usada?
40 Vale
Comprar câmeras usadas só vale a pena se
você já tiver algum conhecimento. Se o modelo
estiver fora de linha, você terá muita dificuldade em um eventual conserto, por exemplo. É preciso verificar se as partes
móveis funcionam, se não há barulhos estranhos, oxidação de
componentes, partes quebradas ou rachadas, lentes riscadas
ou com fungos, mau contato dos componentes eletrônicos e,
principalmente, saber quantos “cliques” o obturador já deu. Os
obturadores têm vida útil e ao final dela eles funcionam muito
mal, prejudicando o registro das imagens. Eles não são baratos
e os preços dependem do modelo e marca da câmera.
utilizar o flash da própria
41 Ao
câmera em ambientes escuros,
apenas o motivo fica iluminado. Como fazer para também iluminar o fundo?
Você pode utilizar o flash direto com uma velocidade mais baixa para captar a luz ambiente.
Agora, se não houver luz ambiente, a luz vai ficar muito dura
mesmo. Se o seu flash for profissional você poderá movimentar a cabeça dele e rebater a luz em alguma superfície branca,
teto etc., e deixar a luz um pouco mais suave, amenizando o
fundo preto.
tipo de lente é mais recomen42 Que
dado para fotografar shows ?
Em shows é fundamental ter uma pequena
teleobjetiva, chamada de “meia-tele”, e outra teleobjetiva de maior alcance, já que geralmente o fotógrafo fica afastado e de frente para o palco. Se quiser mostrar
bem os músicos ou fazer um detalhe de um músico, precisará
de uma objetiva dessas. Além das lentes normal e grande angular, o ideal é ter pelo menos uma lente 100 mm e outra 200 mm,
mas você pode comprar objetivas zoom que contenham essas
distâncias focais, só que as zoom são mais caras.
não há tempo de configurar a câmera manualmente,
43 Quando
é mais indicado o Modo P (pro-
grama) ou o Modo Automático?
Sempre dá para se ajustar a câmera manualmente. Em situações rápidas o segredo é fazê-lo antes de se começar a fotografar e já chegar ao local com a câmera ajustada. O modo
automático é rápido, mas você não tem controle sobre a
câmera, ela é que decide qual o melhor ajuste para a cena que
PERGUNTAS E
RESPOSTAS
você quer fotografar. O modo P dá um pouco mais de
opções automáticas ao fotógrafo, listando cenas possíveis como esportes (velocidade alta), noturnas (velocidade baixa) e assim por diante. Escolha a que melhor se
adapte à situação e fotografe. Se você gostar do resultado,
continue no automático. Mas é só com o manual que aprendemos a ter controle sobre o equipamento.
deve ser feita a limpeza da
44 Como
câmera, tanto do corpo quanto
da objetiva?
Com muito cuidado! Câmeras são equipamentos de precisão,
então não podemos forçar nada, nem utilizar componentes
inapropriados para a limpeza. Utilize pincéis macios
para remover a sujeira e a poeira da objetivas
e depois apenas líquidos próprios para limpar
lentes. Nunca use álcool comum ou água. Para passar esses
líquidos na objetiva e para secá-las, use delicadamente lenços
de papel, que são macios e não vão riscá-la. Não utilize nenhum
tipo de pano ou tecido. Use um pincel diferente para tirar a poeira de outras partes da câmera. Se for uma câmera de lentes
intercambiáveis, nunca toque com os dedos qualquer conexão
de metal, não assopre nem borrife líquidos dentro do corpo
da câmera. Há sprays de ar comprimidos feitos especialmente
para isso. Esses sprays podem ser utilizados também para limpar as lentes, mas não aproxime muito o jato de ar da câmera
se estiver muito calor, pois o ar pode se condensar dentro da
objetiva e ela ficará completamente embaçada.
45
Quais as dicas para boas imagens
em jogos de futebol e esportes
em geral ?
É muito difícil fazer boas fotos com câmeras compactas em
jogos de futebol. A distância é o principal fator nesse caso. Já
com a semiprofissional, se o equipamento possuir a regulagem pré-programada “esportes”,
é só caprichar no enquadramento e boas fotos.
46
O que é ISO?
ISO é a sensibilidade do sensor. Ele serve
para que sua câmera consiga registrar cenas mesmo em condições de pouca luz. O ISO pode ser comparado
à pele: uma pele bem clarinha é muito sensível ao sol – ou
seja, mesmo se houver pouca luz, ela “se queima”. Isso seria
o equivalente a um ISO alto, bastante sensível, que consegue
fotomais! 23
50 dicas
registrar uma imagem mesmo que haja pouca luz no ambiente. Uma pele negra é menos sensível ao sol – ou seja, ela
precisa de mais luz para se queimar. Isso seria o equivalente a
um ISO baixo, quando o sensor da câmera tem menos sensibilidade à luz, precisando de uma situação bem luminosa para
conseguir registrar a imagem.
Quanto mais alto o ISO é (ou seja, quanto mais sensível),
menor a qualidade da imagem. Porém, em situações de pouca luz, vale a pena utilizar um ISO mais alto, ainda que em
detrimento da qualidade da imagem, pois só com o ISO alto é
que será possível fazer a foto.
47 O que é profundidade de campo?
De maneira simples, podemos considerar
profundidade de campo como a área
nítida dentro dos planos de uma fotografia.
O principal fator que aumenta ou restringe a profundidade de
campo é a abertura do diafragma. Aberturas maiores, designadas por números menores (f.1.8, f.2.8 e outros), oferecem
pouca profundidade de campo. Já aberturas menores, designadas por números maiores (f.16, f.22), resultam em maior
profundidade de campo. Existem outros fatores que influenciam na profundidade de campo, como a distância da câmera
com o assunto a ser fotografado. A profundidade de campo
será menor se o assunto estiver mais perto da câmera e maior
com o assunto mais longe. Outro fator é a distância focal da
lente. Quanto maior (teleobjetiva de 100 mm, por exemplo),
menos profundidade de campo a imagem possuirá.
48
Existe alguma fórmula para
ajuste da velocidade x abertura
do diafragma?
Antes de ajustar abertura e velocidade você
precisa medir a luz. Ao aumentar uma, terá de diminuir
a outra na mesma proporção. Se você abrir o diafragma em
um ponto, precisará aumentar a velocidade em um ponto; se
diminuir a velocidade em um ponto, precisará fechar o diafragma também em um ponto e assim por diante.
49
Como uso e para que servem os
filtros?
Filtros são acessórios que possibilitam filtrar a luz adequando-a às características do filme ou sensor de imagem. Eles podem
reduzir a presença de reflexos indesejáveis e dar melhores
resultados, ou resultados diferentes do que se teria sem os
filtros. Experimente tirar fotos com e sem filtro para analisar
e notar a diferença.
24 fotomais!
PARA IR
ALÉM
Sites e cursos
alguns sites sobre
50 Confira
fotografia:
www.revistafotomania.com.br
Galeria de fotos, dicas e conteúdo extra das edições
impressas da revista.
www.iif.com.br
Cursos, artigos e agenda cultural sobre mostras
fotográficas.
www.1000imagens.com
Seleção de fotos de assuntos variados.
www.dicasdefotografia.com.br
Artigos, dicas e tutoriais sobre fotografia.
www.ufrgs.br/fotografia/port/index.htm
Cursos, artigos e galeria de fotos.
http://atelliefotografia.com.br
Dicas de cursos, exposições e livros, galeria de imagens e
entrevistas.
www.abaf.art.br
Associação Brasileira de Arte Fotográfica – cursos e oficinas
no Rio de Janeiro (RJ).
http://focusfoto.com.br
Cursos em São Paulo (SP) e cursos online.
www.escola-panamericana.com.br
Cursos de formação e de curta duração, em São Paulo (SP).
www.senac.com.br
Cursos livres e de formação profissional em fotografia em
vários Estados.
Guia de compras: câmeras
Acerte na
escolha
Quando queremos comprar uma câmera,
seja compacta ou semiprofissional, percebemos a grande
variedade de produtos. É nesse momento que surgem “mil”
dúvidas de qual é a melhor opção. O professor de fotografia
e editor de núcleo de fotografia da revista IstoÉ Gente Juca
Rodrigues nos dá algumas dicas de como acertar na compra.
15 dicas para
você comprar
uma câmera
compacta ou
semiprofissional
1. Tenha um controle para não comprar itens caros e des- 10. Todos os fabricantes tradicionais oferecem serviços de ga-
necessários.
2. Saiba quanto tem ou está disposto a gastar. Depois de
decidir isso, procure os modelos que se enquadrem nessas
condições.
3. Para comprar um modelo compacto, a dica são os grandes
hipermercados, que oferecem boa variedade de modelos e
preços. Faça uma comparação de preços primeiro. Para comprar uma semiprofissional, as lojas especializadas em fotografia têm muito mais opções do que as grandes redes de varejo.
4. Compre equipamentos de fabricantes tradicionais no ramo
de fotografia e eletroeletrônicos. Se for comprar online, consulte o site no Procon para ver se a loja não tem reclamações.
5. Compre a câmera com a maior qualidade de imagem possível, ou seja, com a maior resolução em megapixels.
6. Preste atenção nos recursos que a câmera oferece, como fotos panorâmicas, flash, fotos 3D, zoom ótico etc. Quanto mais
houver, mais possibilidades de fazer fotos diferentes e criativas.
7. A câmera semiprofissional tem de permitir o uso mais variado possível de objetivas, flashes e acessórios.
8. Zoom digital prejudica muito a imagem, não confie em fabricantes que o destaquem. Dê preferência ao maior número
do zoom ótico.
9. Escolha uma câmera que grave vídeo pelo menos em alta
definição (HD).
rantia, desde que o produto seja comprado legalmente com
nota fiscal. Atente-se!
11. Preste atenção nas promoções e verifique se a câmera não
está mais barata porque não acompanha algum item, como o
cartão de memória.
12. Prefira pegar a câmera na mão e manuseá-la antes de comprar. Veja se tem uma boa resolução.
13. Só vale a pena comprar no exterior se você for viajar.
14. Tanto para comprar uma compacta como semiprofissional,
não se esqueça de fazer essas perguntas:
• Qual a resolução?
• Qual o tipo do cartão de memória?
• Que acessórios vêm com a câmera?
• Como carregar a bateria?
• Como ligar e desligar o flash?
• Como transferir as fotos do cartão para o computador?
• Como fazer para imprimir as fotos nas lojas?
• Como limpar a câmera?
• Qual o tempo da garantia?
• E depois de tudo isso, qual o preço?
15. Peça também para ver outras marcas semelhantes e faça
comparações. Pergunte ao vendedor qual câmera é melhor de
cada modelo.
Confira agora algumas opções de câmeras compactas, semiprofissionais e analógicas.
“A fotografia está na cabeça, no olhar. Da mesma maneira que uma Ferrari
não vai melhorar um mau motorista, uma câmera cara e top de linha não
fará um mau fotógrafo tirar fotos sensacionais. Mas o fotógrafo com olhar
apurado fará boas fotos com qualquer câmera” - Juca Rodrigues
fotomais! 25
COMPACTAS
Guia de compras: câmeras
Nova compacta PowerShot
A nova câmera da Canon, a PowerShot Elph 520 HS, chega
ao mercado cheia de novos recursos e com uma aparência
moderna. O modelo tem um sensor CMOS de alta sensibilidade e 10.1 megapixels. A lente tem um zoom ótico de
12x e o ISO vai até 3200. A PoweShot Elph 520 HS também
filma em Full HD 1080p e possui uma tela de 3 polegadas.
O modelo aparece em três cores: preto, prata e vermelho.
O novo modelo da Canon tem previsão de lançamento no
Brasil ainda neste semestre. Preço: sob consulta
Transforme sua foto
A EX-ZR100, compacta da Casio, tem como um de seus diferenciais
a função HDR Art, que permite transformar a foto em arte, dando à
imagem um aspecto de pintura, por exemplo. A câmera tem como
destaque também a combinação de CS (disparador contínuo) de alta
velocidade e sensor CMOS de alta sensibilidade. A EX-ZR100 também grava filmes em câmera lenta em velocidades que ainda não
estavam disponíveis em modelos compactos. A previsão de lançamento no Brasil é no final do mês de abril. Preço: R$1.231,20
Facilidade para iniciantes
A JX420, da Fujifilm, apresenta novo design em formato slim. O modelo é indicado para iniciantes na fotografia e possui o recurso Estabilização Digital de Imagem, que evita e reduz as imagens tremidas. Traz também a tecnologia de Sorriso e Disparo, que é acionada
quando há um sorriso e a opção de Detecção de Piscada, que alerta
quando uma pessoa pisca. O equipamento grava vídeos em HD e
possibilita fazer uploads diretos para a web, conectado a um PC. A
JX420 tem uma grande angular de 28 mm, zoom óptico de 5x, resolução de 16 megapixels, zoom digital de 7,2x, LCD de 2,7 polegadas
e ISO de até 3200. Preço: R$ 379,00
26 fotomais!
Alto poder de gravação
A EX-FH20 é uma compacta mais avançada e de alta velocidade da
Casio, que tem como características a gravação de filmes em câmera lenta, até então só disponíveis em modelos profissionais. A
câmera dá a possibilidade de gravar momentos não visíveis a olho
nu com ótima clareza, com o High Speed Exilim. Somente o áudio
dos filmes não é gravado em alta velocidade. Com um toque no
botão do obturador é possível capturar 40 quadros por segundo. O
modelo possui zoom óptico de 20x, identificação de face, lente de
26 mm grande angular e 9.1 megapixels. Preço: R$ 1.400,00
Inovadora e clean
O modelo Nikon 1 J1 está disponível nas cores branca, rosa, vermelha, prata e preta e conta com um monitor de LCD de 3 polegadas.
Um dos destaques é o sensor de formato CX, de 10,1 megapixels
e de autofoco de alta velocidade capaz de fotografar 60 quadros
por segundo. O mecanismo que comanda o processamento de
imagem é o Expeed 3, responsável pela rapidez do equipamento,
enquanto o processador dual-core Expeed 3 trabalha para maximizar a capacidade da bateria. Com o software Short Movie Creator,
o usuário pode dar vários efeitos às fotografias. A lente que acompanha a câmera é a Nikkor VR 10-30 mm. Preço: R$ 3.499,00
Para grandes aventuras
A Panasonic desenvolveu uma câmera especialmente para os amantes dos esportes radicais, a Lumix TS3. O equipamento é resistente
à água, choque, poeira e congelamento. Além disso, ela dá a possibilidade ao aventureiro de visualizar suas fotos em 3D, possui GPS
embutido, bússola altímetro e barômetro. A TS3 é revestida de borracha e resinas reforçadas de vidro e carbono no seu interior, o que
a torna resistente à queda de até 2 metros e a uma profundidade de
até 12 metros, possibilitando fotografar debaixo d’água. A Lumix TS3
tem 12.1 megapixels, grava vídeos em Full HD e possui Dolby Digital
Creator, que grava áudio em alta qualidade. Preço: R$ 1.999,00
ANALÓGICAS
SEMIPROFISSIONAIS
Elegância com praticidade
A Canon apresenta o novo modelo semiprofissional da PowerShot, com 14.3 megapixels
e sensor CMOS de 1,5 polegada, o maior já
usado pela linha, que tem nove vezes mais
sensibilidade à luz e ajudará a criar imagens
com alta qualidade e uma incrível profundidade, mesmo em ambientes com baixa luminosidade. A G1X incorporou o processador
de imagens DIGIC 5, que dá maior qualidade
na imagem em caso de baixa iluminosidade,
operação mais rápida e grande poder de reprodução das cores. O processador também
permite utilizar o High-Speed Burst HQ2,
para que você tire fotos em grande velocidade com resolução máxima para capturar imagem em movimento. O ISO vai até 12800, a
lente possui zoom óptico de 4x e a a abertura
vai de f/2.8 a f/16. A previsão de lançamento
da G1 X no Brasil é neste primeiro semestre.
Preço: sob consulta
Para os apaixonados por lomo
A câmera La Sardina - Beluga é o destaque da linha Metal Editions
da Lomografy. Toda feita em bronze e cheia de estilo, essa lomo tem
seu formato inspirado nas formas de uma lata de sardinha. Ela possui lente grande angular, dois botões para avançar e rebobinar o filme, que facilita a dupla exposição, e também o modo bulb, indicada
para longa exposição e fotos noturnas. A Beluga vem acompanhada
do livro “The Caviar Diaries”, que narra uma jornada pelos mares europeus na busca pelos principais pontos de produção de caviar, narrada pelo famoso Lomógrafo Wil6ka, com sua câmera lomográfica.
O foco dela é fácil de configurar, pois tem apenas duas posições simples, o filme usado é padrão de 35 mm, a abertura do diafragma é
fixa em f/8 e a distância focal da lente é de 21 mm. Preço: R$ 429,00
Mantendo as tradições
Há quem prefira os modelos analógicos por hobby ou simplesmente pela paixão
de relevar um filme e se surpreender em cada foto. Para esses fins, o modelo
indicado da Nikkon é a FM10, que tem compatibilidade com o sistema de lentes
Nikkor. Seu sistema de fotometria é preciso e versátil, que guia o fotógrafo a tirar
excelentes fotos. Ela possui visor embutido de LED e seu flash é de método controlado não TTL de Speedlight, foco manual de 35 mm com obturador de plano
focal e inclui lente Nikkor 35-70 mm. A FM10 tem modo de exposição manual,
com velocidade de obturador de 1 s a 1/ 2000 e o ISO deve ser selecionado manualmente, numa faixa que vai de 25 a 3200. Preço: sob consulta
alta velocidade
A Nikon 1 V1 é marcada pela modernidade, pela leveza
e por ser compacta. Nesse modelo é possível fotografar até 60 quadros por segundo ao toque do botão do
obturador, desenvolvido para que o usuário não perca
nenhum detalhe da cena. Com essa mesma função é
possível captar uma imagem enquanto se está gravando um vídeo em Full HD. O modo Foto em Movimento
permite a junção dessas duas imagens, a fotografada e
a gravada, para criar uma fotografia que se move. Esse
modelo da Nikon vem com lentes intercambiáveis,
novo autofoco contínuo que proporciona ao fotógrafo
velocidade máxima na captura das imagens e lente Nikkor VR 10-30 mm. Preço: R$ 4.799,00
clássica
O modelo M7 da Leica é uma câmera profissional analógica de 35 mm, disponível nas cores prata e preta, com obturador controlado eletronicamente e duas
velocidades de obturador controladas mecanicamente. Traz visor grande com
compensação automática de paralaxe. Escolha de ajuste automático de ISO 25
a 5000 para filmes DX codificados ou ajuste manual de ISO 6 a 6400. Como alternativa ao método manual de ajuste de exposição – que, é claro, ainda pode
ser usado – a Leica M7 oferece um conveniente e continuamente variável modo
de prioridade de abertura com uma trava de exposição liberada pelo obturador.
Isso permite que você foque mais facilmente, componha rapidamente e, assim,
dedique toda a sua atenção para tirar a fotografia. Preço: sob consulta
fotomais! 27
Guia de compras: acessórios
Um leque de
opções para você
Nem só da câmera vive um
fotógrafo. Confira outros itens
que podem fazer a diferença
na hora de fotografar
Mochila prática e acolchoada
A mochila Deluxe Bag Pack 200EG da Canon é toda
feita em nylon, o que torna mais durável, além de resistente à poeira. Suas alças são destacáveis e todas
as divisões são acolchoadas. A Deluxe Bag possui dois
compartimentos laterais externos, um frontal externo
e dois compartimentos principais, ideal para armazenar câmeras, lentes e demais acessórios de pequeno
porte. Preço: R$ 249,99
28 fotomais!
Mais iluminação
O flash externo para câmeras NEX - HVL-F20S da Sony amplia o alcance da
iluminação do flash já incluso na câmera. Ele permite imagens sem sombras
da iluminação indireta e possui um difusor embutido, indicado para fotografar imagens amplas ou telefoto. Sua cobertura tem a distância focal de 50
mm na posição TELE e 24 milímetros na posição STANDARD. Não necessita
de pilha, a energia é fornecida no corpo da câmera. Preço: R$ 599,00
Praticidade e inovação
O Party-Shot IPT-DS1da Sony transforma sua Cyber-shot no seu fotógrafo
particular. Esse novo acessório capta automaticamente fotografias descontraídas, com uma disposição natural de todos os presentes na imagem,
inclusive você. É ideal para aqueles momentos em família, nos quais sempre alguém acaba ficando de fora.Possui compatibilidade com as câmeras
Cyber-shot DSC-TX1 e DSC-WX1, reconhece até oito rostos numa mesma
composição e pode ser colocado numa mesa ou tripé. Preço: R$499,00
fácil manuseio
A EF 24 mm f/2.8 da Canon é uma grande angular, indicada para
iniciantes na fotografia ultragrande angular. Essa objetiva é extremamente nítida e oferece uma boa correção superior de distorção
linear. Sua abertura de f/2.8 torna-a fácil de manusear com câmeras com ISO elevado ou com pouca luminosidade. A lente tem distância mínima de foco de 25 cm, proporcionando a combinação de
um “olhar” grande angular sem distorção excessiva da perspectiva.Preço: R$ 1.799,99
Filme Lomography Tungsten ISO 64
Esse é o novo filme da linha X-Pro de 35 mm da Lomografy. Com
qualidade profissional e ISO 64, é um filme color-slide que vai dar
uma cara totalmente diferente às suas fotos. Fotografando nas condições corretas, você terá um efeito de tons azuis e vibrantes em
suas imagens. O Tungsten é ideal para puxar ou baixar os pontos de
luz na hora da revelação. Cada embalagem vem com três roles de
filmes. Preço: R$ 69,00
colete 962 da Ballyhoo
Feito 100% em poliamida e de fácil secagem, esse colete possui oito bolsos externos, sendo
dois com zíperes, ideais para o fotógrafo guardar desde a tampa de sua câmera aos mais variados assessórios, facilitando seu dia a dia. O acabamento é feito com zíperes YKK especiais
e envelhecidos (estilo vintage), todos forrados. Preço: R$ 148,80
fotomais! 29
Guia de compras: acessórios
Para o campo ou estúdio
O flash Speedlight AF SB-910 da Nikon foi projetado para os formatos FX e DX das
câmeras das séries D-SLRs e COOLPIX P7000. Esse flash é indicado tanto para uso
no campo quanto em estúdio, com desempenho de iluminação eficiente para os dois
casos. Por meio do versátil i-TTL (intelligent through-the-lens) da Nikon, que controla
o flash da câmera, o SB-910 funciona como um speelight independente montada na
sapata hot-shoe, unidade remota ou comando sem fio. Esse flash ainda inclui botões
iluminados para uso em locais de baixa luminosidade e melhor proteção de corte térmico. Preço: R$ 2.599,00
Flash para lomo
Agora o flash para lomo também é vendido separadamente,
podendo ser usado com os modelos LC-A+, Diana F+ ou qualquer outro que tenha encaixe para tripé e adaptadora para sapata de flash. O Fritz The Blitz também acompanha as câmeras La Sardina El Capitan e Fischers Fritze. Preço: R$ 169,00
Para viagens e paisagens
A lente AF-S Zoom - Nikkor 17-35mm f/2.8D IF-ED da Nikon é padrão
para o fotojornalismo, indicada para viagens e paisagens. O elemento de cristal de Dispersão Extrabaixa (ED) desse modelo reduz
as aberrações cromáticas, proporcionado elemento ótico superior,
mesmo se utilizada a abertura máxima dessa objetiva. Possui interruptor M/A, que permite ao fotógrafo mudar mais rapidamente entre o foco manual e automático.
Preço: R$ 7.799,00
Tenha imagens incríveis
A AF DX Fisheye-Nikkor 10.5mm f/2.8G ED da Nikon é uma objetiva
olho de peixe ultragrande angular de preenchimento de quadro. É
feita exclusivamente para o formato de DX da Nikon, sendo capaz
de produzir imagens com ângulo de visão de 180º graus. A Correção de Faixa Próxima proporciona alto desempenho para imagens
mais nítidas ao fotografar em close-up. O diafragma arredondado
faz com que os elementos que estão fora de foco pareçam mais naturais. Preço: R$ 3.499,00
Para o dia a dia
A objetiva (lente) AF-S Nikkor 50 mm F/1.8G da Nikon é clássica, porém moderna e ideal para fotografias do dia a dia, com situações de
baixa luminosidade. Permite imagens com desfoques de fundo com
seu diafragma de sete lâminas arredondadas. É indicada para câmeras DSLR de formato FX, mas também é compatível com os modelos
DSLR de formato DX, ambas da Nikon. Preço: R$ 549,00
30 fotomais!
Proteção para sua Cyber-shot
A LCS-THS é uma bolsa para transporte de Cyber-shot, feita de poliuretano com fecho de ímã e acabamento interno de camurça. A Sony
a disponibiliza em duas cores: dourada ou branca e com uma alça de
mão. A bolsa é compatível com os seguintes modelos da Sony: DSCJ10 e DSC-T110D. Preço: R$119,00
Grande poder de iluminação
O Flash Speedlite 320EX da Canon dá aos fotógrafos a possibilidade
de um alcance de até cinco metros, com cabeça giratória com definições de zoom de 24 e 50 mm e disparo remoto. O Speedlite 320EX
tem como características ser leve e portátil, além de grande poder de
iluminação. O produto da Canon também possui luz de vídeo incorporada, flash externo sem fios para flash TTL a distância, botão de controle remoto e reciclagem rápida e silenciosa. Preço: R$ 1.299,99
Fotos subaquáticas
A caixa de proteção impermeável para mergulho MPK-WG da Sony
Cyber-shot é para fotos subaquáticas, em profundidade de até 40
metros. Seu design elegante e resistente oferece manuseio e utilização confortável mesmo debaixo d’água. Feita com plástico (PC, ABS)
e vidro, suporta de 0 a 40ºC e possui compatibilidade para câmeras
digitais Cyber-shot DSC-W570. Preço: R$749,00
Para vários momentos
Essa teleobjetiva da Canon, a EF 75-300 mm f/4-5.6 USM, possui zoom
de 4x e é ideal para fotografar esportes, retratos e vida selvagem. Leve
e compacta, seu sistema de foco silencioso USM permite ao fotógrafo
uma focagem muito mais rápida que as demais. A teleobjetiva também possui ângulo de visão diagonal 32° 11 - 8° 15 e sistema de zoom
tipo giratório. O tamanho do filtro é 58 mm e seu diâmetro x comprimento máximo é de 71 mm x 122 mm. Preço: R$ 999,99
Aparência natural
A TS-E45 f/2.8 da Canon é uma objetiva que possui movimentos de
inclinação e desvio. Seu sistema de flutuação e focagem posterior
fornece delineação nítida e estável a partir de 0,4 m até o infinito. A
distância focal de 45 mm permite ao fotógrafo obter uma perspectiva
com aparência natural. Suas características principais são: ângulo de
visão diagonal 51° (sem inclinação ou desvio), diâmetro do círculo da
imagem 58,6 mm, ajuste do foco manual e sistema de focagem posterior. Sua menor distância focal é de 0,4 m, o tamanho do filtro é de
72 mm e seu diâmetro x comprimento máximo é de 81,0 x 90,1 mm.
Preço: R$ 6.599,99
fotomais! 31
ARTIGO
Lente em
Saiba como ganhar
dinheiro com fotografia
Por Alex Mantesso*
Quanto cobrar?
Você já fez cursos de fotografia, aperfeiçoou sua
técnica, comprou um bom equipamento, mas ainda não sabe
muito bem como começar a trabalhar como fotógrafo? Saiba
que há várias opções para os iniciantes.
Além de trabalhar com fotógrafo assistente em estúdios,
ser freelance em veículos de comunicação ou até montar seu
próprio estúdio, você também pode pensar em outras áreas
que vão além da fotografia, como montagem de álbuns, tratamento de imagens, diagramação e criação de layouts. Isso
não significa que é você quem precisa fazer tudo isso, basta
ter parceiros profissionais de outras áreas e oferecer o trabalho deles, ganhando uma porcentagem em cima. Claro que é
fundamental conhecer a qualidade do trabalho desses profissionais e negociar valores com eles.
Para se lançar no mercado de fotografia, é importante
ainda saber o que você gosta de fotografar. Você pode querer
fotografar produtos, por exemplo, por acreditar que há um
bom mercado, já que muitas empresas precisam de um site
com fotos e de catálogos, mas pode perceber que isso exige
uma técnica e paciência que talvez você não tenha, e se saia
melhor fotografando pessoas. Ou pode achar que fotografar
eventos sociais é o melhor caminho, mas perceber que não
quer trabalhar quase todo de fim de semana, o que seria inevitável nesse caso.
32 fotomais!
Uma dúvida comum de muitos fotógrafos iniciantes que
trabalham por conta própria é quanto cobrar. Os valores podem variar muito e dependem de diversos fatores, como o tipo
de fotografia que você fará, o público que vai atender, a região
em que está etc. Pesquise o mercado em que você quer atuar
e cobre dentro dessa faixa. Não é porque você está começando que deve desvalorizar seu trabalho. Senão, depois que tiver
uma clientela já “acostumada” a um valor mais baixo será difícil
aumentar para os preços de mercado.
Ainda na questão financeira, principalmente se você for
freelance, é fundamental saber separar a vida profissional da
vida pessoal. Seu trabalho como fotógrafo precisa cobrir seus
custos profissionais (equipamentos, deslocamentos, alimentação durante o horário de trabalho, manutenção e/ou seguro
de câmera, entre outros itens), sendo dissociado do que você
precisa para viver. Como autônomo, lembre-se ainda de pensar no futuro, quando pretender se aposentar, investindo numa
previdência privada.
É importante também desenvolver o marketing de relacionamento com seus clientes, ou seja, entrar em contato após
um trabalho para saber o que eles acharam, saber a data de
aniversário para mandar uma mensagem e conhecer o “volume de compras” para poder oferecer mais serviços, isto é, se
perceber que um cliente faz um novo catálogo a cada seis meses, programa-se para ligar a cada cinco meses. Ou, ainda, se
fizer fotos de uma festa de criança, por exemplo, lembre-se de
ligar para os pais no ano seguinte, alguns meses antes da data.
mpreendedora
PF
ou
PJ?
Ao começar a trabalhar, provavelmente você atenderá
seus clientes como pessoa física e isso não costuma ser um
problema ao atender outras pessoas físicas também. Porém,
quando trabalhar mais para empresas, pode ser necessário
tornar-se pessoa jurídica.
Confira as formas como você pode atuar, destacadas pela
consultora do Sebrae-SP Sandra Fiorentini:
O profissional da área de fotografia poderá atuar como:
• Pessoa Física
Autônoma, devendo solicitar seu registro na prefeitura de
seu município, a fim de obter o Cadastro de Contribuinte
Mobiliário – CCM.
• Pessoa Jurídica
Empresário Individual (não tem sócio), com registro na Junta Comercial, Receita Federal (CNPJ) e Prefeitura (serviços).
• Sociedade Empresária tipo LTDA .
(duas ou mais pessoas)
Necessário Registro na Junta Comercial, Receita Federal
(CNPJ) e Prefeitura (serviços)
• Equiparado à Pessoa Jurídica
Empreendedor Individual – EI, formalizando-se por meio
do Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br), onde irá obter CNPJ e inscrição municipal.
Para começar a atuar, o profissional de fotografia
deverá escolher umas das formas acima mencionadas,
e como critérios para sua decisão deve levar em conta
quem são seus clientes, pessoas físicas ou jurídicas, se
exigem Nota Fiscal, expectativa de faturamento etc.
Se prestar serviços somente para pessoas físicas,
poderá optar por se constituir como Autônomo e emitir
Recibo de Pagamento de Autônomo (RPA), ou como Empreendedor Individual – EI, desde que seu faturamento
bruto anual não ultrapasse R$ 60.000,00.
Caso preste serviços para pessoas físicas e jurídicas,
poderá optar por se constituir como Empresário Individual, Sociedade Empresária ou Empreendedor Individual
(faturamento bruto anual de até R$ 60.000,00), sendo
que nessas três possibilidades terá CNPJ e poderá emitir
Nota Fiscal.
*Alex Mantesso é fotógrafo e atua há mais de 14 anos em marketing, gerenciamento
de produtos, consultoria administrativa e desenvolvimento para web, além de
ministrar cursos de gerenciamento e administração de estúdio para fotógrafos,
atualmente no IIF – Instituto Internacional de Fotografia, em São Paulo (SP).
fotomais! 33
ensaio
Pôr do sol
Câmeras compactas também podem
render belas fotos, como deste
entardecer em Salvador
“A composição se encaixa
na regra dos terços: a parede
e a lâmpada ocupam o terço
esquerdo da imagem, e a
lâmpada se encontra num
dos “pontos de ouro”. A grade
funciona como uma espécie de
diagonal, dando movimento à
imagem, conduzindo o olho pela
foto (do canto superior esquerdo
até o canto inferior direito). O
fato de ter um formato circular
e ter várias linhas diagonais
aumenta ainda mais a noção de
movimento”, comenta Sylvia
Sanches, professora da Escola
Panamericana de Arte.
Autora: Vanessa Prata
Data: 27/12/2011
Local: Salvador (BA), ao lado
do Elevador Lacerda
Câmera: Cyber-shot Sony, 7
megapixels, ISO 200
34 fotomais!
e
r
b
o
s
Tudo
a
fi
a
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g
foto
a
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digita
s
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n
a
i
inic
50 dicas para
melhorar sua
técnica, inclusive
com câmeras
compactas
Saiba como
escolher
uma câmera
fotográfica
Aprenda o que é
enquadramento,
composição, foco,
abertura do diafragma
e muito mais
w w w. c a s e e d i t o r i a l . c o m . b r
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Revista Foto Mais - (11) 3107 2219 Focus Escola de Fotografia