Campus de Ilha Solteira
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA
“Modelação e Análise da Vida Útil (Metrológica) de
Medidores Tipo Indução de Energia Elétrica Ativa”
MARCELO RUBIA DA SILVA
Orientador: Prof. Dr. Carlos Alberto Canesin
Dissertação apresentada à Faculdade de
Engenharia – UNESP – Campus de Ilha
Solteira, para obtenção do título de Mestre
em Engenharia Elétrica.
Área de Conhecimento: Automação.
Ilha Solteira - SP
Agosto/2010
FICHA CATALOGRÁFICA
Elaborada pela Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação
Serviço Técnico de Biblioteca e Documentação da UNESP - Ilha Solteira.
S586m
Silva, Marcelo Rubia da.
Modelação e análise da vida útil (metrológica) de medidores tipo indução
de Energia Elétrica Ativa / Marcelo Rubia da Silva. -- Ilha Solteira : [s.n.],
2010.
165 f. : il.
Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista. Faculdade de
Engenharia de Ilha Solteira. Área de conhecimento: Automação, 2010.
Orientador: Carlos Alberto Canesin
l. Medidores eletromecânicos de energia elétrica ativa. 2. Probabilidade de
falha. 3. Inteligência artificial. 4. Bases de dados. 5. Regressão stepwise. 6.
Árvores de decisão.
À Deus.
À minha família.
AGRADECIMENTOS
Agradeço à Deus pela luz e sabedoria que me acompanharam durante esta etapa.
Agradeço à meus pais, Arudale José da Silva e Sueli de Fátima Rubia da Silva, por
todo o amor que me proporcionaram. Obrigado por aceitarem minhas decisões e por
compreenderem os momentos de ausência.
Ao Prof. Dr. Carlos Alberto Canesin pela oportunidade e confiança.
Ao Prof. Dr. João Onofre Pereira Pinto pelos ensinamentos e conversas. Sem seu
auxílio a qualidade do trabalho não seria a mesma.
Ao Me. Luigi Galotto Junior pela troca de conhecimento. Foram longas nossas
discussões sobre inteligência artificial e banco de dados.
Ao colegas de trabalho, Me. Leonarndo Poltronieri Sampaio, Prof. Dr. Guilherme de
Azevedo e Melo, Me. Moacyr Brito e demais companheiros de laboratório, pelo apoio e
amizade.
À Priscila Rulli Meneses, pela atenção e carinho especiais. Obrigado por me apoiar
sempre.
Aos meus irmãos, Gabriel Rubia da Silva e Arueli Rubia da Silva por compreenderem
os meus esforços.
Aos meus primos, Marlene Figueira Ferreira e Samuel Antônio Figueira Ferreira pela
hospitalidade e apoio.
À todos os membros do laboratório BATLAB pela fraternidade.
Ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) pelo
apoio financeiro, possibilitando o desenvolvimento deste trabalho.
RESUMO
O estudo da confiabilidade operacional de equipamentos se tornou fundamental para
as empresas possuírem o devido controle dos seus ativos, tanto pelo lado financeiro quanto
em questões de segurança. O estudo da taxa de falha de equipamentos prevê quando as falhas
irão ocorrer possibilitando estabelecer atitudes preventivas, porém, seu estudo deve ser
realizado em condições de operação estabelecidas e fixas. Os medidores de energia elétrica,
parte do ativo financeiro das concessionárias de energia, são equipamentos utilizados em
diversas condições de operação, tanto nas condições do fluxo de energia, tais como presenças
de harmônicos, subtensões, sobre-tensões e padrões de consumo distintos, quanto pelo local
físico de instalação, tais como maresia, temperatura, umidade, etc. As falhas nos medidores
eletromecânicos de energia elétrica são de difícil constatação uma vez que a maioria dos erros
de medição, ocasionados principalmente por envelhecimento de componentes, não alteram a
qualidade da energia fornecida e nem interrompem o seu fornecimento. Neste sentido, este
trabalho propõe uma nova metodologia de determinação de falhas em medidores
eletromecânicos de energia elétrica ativa. Faz-se uso de banco de dados de uma
concessionária de energia elétrica e do processo de descoberta de conhecimento em bases de
dados para selecionar as variáveis mais significativas na determinação de falhas em
medidores eletromecânicos de energia elétrica ativa, incluindo no conjunto de falhas a
operação com erros de medição acima do permitido pela legislação nacional (2010). Duas
técnicas de mineração de dados foram utilizadas: regressão stepwise e árvores de decisão. As
variáveis obtidas foram utilizadas na construção de um modelo de agrupamento de
equipamentos associando a cada grupo uma probabilidade de falha. Como resultados finais,
um aplicativo em plataforma amigável foi desenvolvido para a implementação da
metodologia proposta e um estudo de caso é apresentado para demonstrar sua utilização.
Palavras-chave: Medidores eletromecânicos de energia elétrica ativa. Probabilidade
de falha. Inteligência artificial. Descoberta de conhecimento em bases de dados. Regressão
stepwise. Árvores de decisão.
ABSTRACT
The operational reliability study of equipments has become primal in order to
enterprises have the righteous control over their assets, both by financial side as by security
reasons. The study for the hazard rate of equipments allows to foresee the failures for the
equipments and to act preventively, but this study must be accomplished under established
and fixed operation conditions. The energy meters, for their part, are equipments utilized in
several operating conditions so on the utilization manner, like presence of harmonics, undervoltages and over-voltages and distinct consumption patterns, as on the installation location,
like swel, temperature, humidity, etc. Failures in electromechanical Wh-meters are difficult to
detect once that the majority of metering errors occurred mainly by aging of components do
not change the quality of offered energy neither disrupt its supply. In this context, this work
proposes a novel methodology to obtain failure determination for electromechanical Whmeters. It utilizes Wh-databases from an electrical company and of the process of knowledge
discovery in databases to specify the most significant variables in determining failures in
electromechanical Wh-meters, including in the failure set the operation with metering errors
above those permitted by national regulations (2010). Two techniques of data mining were
used in this work: stepwise regression and decision trees. The obtained variables were utilized
on the construction of a model of clustering similar equipments and the probability of failure
of those clusters were determined. As final results, an application in a friendly platform were
developed in order to apply the methodology, and a case study was accomplished in order to
demonstrate its feasibility.
Keywords: Active electromechanical energy meters. Probability of failure. Artificial
intelligence. Knowledge discovery in databases. Stepwise regression. Decision trees.
SUMÁRIO
1
INTRODUÇÃO GERAL................................................................................17
1.1
Medidores eletromecânicos ......................................................................19
1.2
Medidores eletrônicos................................................................................22
1.3
Erros de medição........................................................................................24
1.4
Legislação sobre erros de medição..........................................................26
1.4.1
Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) .......................................26
1.4.2
Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São
Paulo (ARSESP)..........................................................................................27
1.4.3
Instituto Nacional de
Metrologia, Normalização e
Qualidade
Industrial (Inmetro) .....................................................................................27
1.5
Motivação ....................................................................................................29
1.6
Determinação de falha de equipamentos .................................................30
1.7
Estado da arte .............................................................................................33
1.8
Metodologia ................................................................................................34
2
SELEÇÃO
DAS
DETERMINAÇÃO
VARIÁVEIS
DE
MAIS
FALHAS
SIGNIFICATIVAS
EM
PARA
MEDIDORES
ELETROMECÂNICOS DE ENERGIA ELÉTRICA ATIVA ...........................36
2.1
Considerações Iniciais...............................................................................36
2.2
O banco de dados da concessionária ......................................................36
2.3
Descoberta de Conhecimento em Bases de Dados ................................38
2.4
Seleção ........................................................................................................41
2.5
Integração de dados...................................................................................45
2.5.1
Agrupamento de modelos .........................................................................48
2.6
Pré-processamento e limpeza dos dados ................................................48
2.6.1
Dados ausentes (missing values) .............................................................49
2.6.2
Dados incorretos ........................................................................................50
2.6.3
Dados discrepantes (outliers) ...................................................................52
2.6.4
Dados redundantes ....................................................................................55
2.7
Transformação............................................................................................56
2.7.1
Transformação de variáveis categóricas em numéricas ........................57
2.7.2
Transformação de variáveis contínuas em discretas (discretização)....58
2.8
Mineração de Dados...................................................................................59
2.8.1
Classificação...............................................................................................60
2.8.2
Regressão ...................................................................................................61
2.8.3
Agrupamento (Clustering) .........................................................................62
2.8.4
Associação..................................................................................................63
2.8.5
Sumarização (Summarization) ..................................................................63
2.8.6
Detecção de desvios (Deviation detection)..............................................63
2.9
Técnicas de mineração de dados..............................................................63
2.9.1
Regressão ...................................................................................................64
2.9.2
Árvores de decisão.....................................................................................72
2.10
Pós-processamento ...................................................................................82
2.10.1 Modelo final.................................................................................................82
2.11
Considerações finais..................................................................................84
3
METODOLOGIA DE CÁLCULO DA PROBABILIDADE DE FALHA
DOS EQUIPAMENTOS................................................................................86
3.1
Determinação dos pesos das variáveis de entrada.................................87
3.2
Criação das classes finais .........................................................................93
3.3
Minimização de erros .................................................................................94
3.3.1
Regressão via kernel..................................................................................95
3.3.2
Peso inicial..................................................................................................98
3.4
Considerações finais..................................................................................99
4
APLICATIVO EM PLATAFORMA AMIGÁVEL..........................................100
4.1
Tela inicial .................................................................................................100
4.2
Importação ................................................................................................101
4.2.1
Importação de dados do parque e de consumo dos medidores ..........102
4.2.2
Importação dos dados de ensaio ............................................................105
4.3
Análise de probabilidade de falhas.........................................................109
4.3.1
Efetuar análise ..........................................................................................109
4.3.2
Criar novo modelo utilizando IA..............................................................114
4.4
Configurações...........................................................................................117
4.5
Sistema especialista para amostragens.................................................118
4.6
Considerações finais................................................................................122
5
ESTUDO DE CASO ...................................................................................124
5.1
Introdução .................................................................................................124
5.2
Aplicação da metodologia sobre os equipamentos ..............................125
5.3
Considerações finais................................................................................127
6
CONCLUSÃO E CONTINUIDADE DA PESQUISA ...................................128
REFERÊNCIAS ..........................................................................................131
APÊNDICE A – Agrupamento de modelos semelhantes ...........................138
APÊNDICE B – Árvore de decisão completa .............................................141
LISTA DE FIGURAS
Figura 1.1
Lâmpada desenvolvida por Thomas Edison ....................................17
Figura 1.2
Medidor químico de energia elétrica desenvolvido por Thomas
Edison ..............................................................................................18
Figura 1.3
Medidor de indução de Shallenberger .............................................19
Figura 1.4
Vista explodida do medidor monofásico...........................................20
Figura 1.5
Gráfico de confiabilidade para distribuição normal ..........................31
Figura 1.6
Curva de taxa de falha típica (curva “da banheira”) .........................33
Figura 2.1
Relacionamento entre as tabelas da concessionária.......................37
Figura 2.2
Relação de DCBD com outras áreas ...............................................38
Figura 2.3
Processo de DCBD..........................................................................40
Figura 2.4
Exemplo de relatório no padrão ARSESP........................................43
Figura 2.5
Construção da tabela RESULTADOS ....................................................47
Figura 2.6
Exemplo de dados ausentes na tabela MED_CONS. a) Caso de UC
inexistente até dado período. b) Caso de UC desligada..................49
Figura 2.7
Registro com quebra dos dados em duas linhas .............................51
Figura 2.8
Utilização de sequência de escape. a) String sem uso do
caractere de escape. b) Uso de caractere de controle “nova
linha” ................................................................................................52
Figura 2.9
Descrição de clientes que pagam ou não os empréstimos em
função da renda e da quantidade de dívidas ...................................60
Figura 2.10
Exemplo de classificação.................................................................61
Figura 2.11
Exemplo de regressão .....................................................................62
Figura 2.12
Exemplo de agrupamento ................................................................62
Figura 2.13
Convenção dos modelos..................................................................64
Figura 2.14
Convenção de matrizes ...................................................................65
Figura 2.15
Fluxograma simplificado de forward stepwise..................................69
Figura 2.16
Valores de RMSE para todas as etapas do algoritmo forward
stepwise ...........................................................................................70
Figura 2.17
Valores de RMSE para todas as etapas do algoritmo backward
stepwise ...........................................................................................71
Figura 2.18
Exemplo de árvore de decisão.........................................................73
Figura 2.19
Representação dos valores da variável de saída classificados de
acordo com as variáveis de entrada ................................................76
Figura 2.20
Estrutura inicial da árvore de decisão ..............................................78
Figura 2.21
Árvore de decisão obtida com os dados da concessionária ............79
Figura 2.22
Detalhe da árvore para instalacoes=“1” e subtipo=“M1A” .............81
Figura 3.1
Efeito de σ sobre a regressão kernel. a) Resultado para σ
pequeno. b) Resultado para σ elevado............................................97
Figura 3.2
Efeito do peso inicial sobre a resposta da regressão kernel. a)
Com peso inicial = 0. b) Com peso inicial = 1.........................98
Figura 4.1
Tela inicial do aplicativo .................................................................101
Figura 4.2
Menu de importação ......................................................................102
Figura 4.3
Assistente de importação de dados de parque e consumo............103
Figura 4.4
Tela de informações adicionais sobre a importação ......................104
Figura 4.5
Último estágio do assistente de importação dos registros com
dados de parque e consumo..........................................................105
Figura 4.6
Exemplo de arquivo de ensaio com preenchimento de abas.........106
Figura 4.7
Assistente de importação de dados de ensaio...............................107
Figura 4.8
Escolha da base de dados de parque e consumo durante à
importação de dados de ensaio .....................................................108
Figura 4.9
Último estágio da importação de dados de ensaio ........................108
Figura 4.10
Menu de análise de probabilidade de falhas..................................109
Figura 4.11
Interface de análise de probabilidade de falhas.............................110
Figura 4.12
Abas da seção de filtros da interface de análise de probabilidade
de falhas ........................................................................................111
Figura 4.13
Histograma da interface de análise de probabilidade de falhas.....112
Figura 4.14
Mapa de distribuição da probabilidade de falhas em cada escala
por localidade.................................................................................112
Figura 4.15
Tabela resumida para análise da probabilidade de falhas .............113
Figura 4.16
Tabela detalhada para análise da probabilidade de falhas ............113
Figura 4.17
Cabeçalho de um relatório resumido .............................................114
Figura 4.18
Assistente de geração de modelo de probabilidade de falhas .......115
Figura 4.19
Visualização do ajuste das probabilidades de falhas para os
novos dados de ensaio ..................................................................116
Figura 4.20
Menu de configurações..................................................................117
Figura 4.21
Interface de configuração da imagem do parque e modelo de
probabilidade de falhas selecionados ............................................118
Figura 4.22
Menu do sistema especialista para amostragens ..........................119
Figura 4.23
Interface de amostragem de equipamentos...................................120
Figura 4.24
Exemplo de simulação da acertividade esperada..........................121
Figura 4.25
Interface de gerenciamento de amostragens.................................121
Figura 4.26
Exemplo de relatório de amostragem de medidores......................122
LISTA DE TABELAS
Tabela 1.1
Distribuição de medidores de energia elétrica de acordo com tipo
e região geográfica ..........................................................................20
Tabela 1.2
Elementos do medidor monofásico..................................................21
Tabela 1.3
Funcionalidades disponíveis nos medidores eletrônicos. ................23
Tabela 1.4
Distribuição de medidores de acordo com a faixa de idade.............26
Tabela 2.1
Descrição das variáveis da tabela DADOS..........................................44
Tabela 2.2
Descrição das variáveis da tabela CLIMATICOS.................................45
Tabela 2.3
Sequências de escape do MySQL...................................................51
Tabela 2.4
Consumo de unidades consumidoras monofásicas.........................53
Tabela 2.5
Quantidade de registros para cada subtipo no depósito de dados
e tabela UC_MEDIDOR .........................................................................53
Tabela 2.6
Segmento de um depósito de dados ...............................................57
Tabela 2.7
Segmento de um depósito de dados após flattening .......................57
Tabela 2.8
Lista de variáveis categóricas utilizadas para MD ...........................58
Tabela 2.9
Exemplo de técnicas de mineração de dados e tarefas em que
podem ser utilizadas ........................................................................64
Tabela 2.10
Variáveis selecionadas pelo algoritmo forward stepwise .................70
Tabela 2.11
Variáveis selecionadas pelo algoritmo backward stepwise..............71
Tabela 2.12
Dados sobre tempo para se jogar tênis ...........................................74
Tabela 2.13
Ganho de informação da variável de saída utilizando uma
variável de
Tabela 2.14
entrada......................................................................77
Taxa de ganho para as variáveis do problema sobre jogo de
tênis .................................................................................................78
Tabela 2.15
Matriz de confusão para a árvore de decisão ..................................80
Tabela 2.16
Matriz de confusão para a árvore de decisão após poda.................81
Tabela 3.1
Classificação da probabilidade de falha para a variável
subtipo_equip ..................................................................................87
Tabela 3.2
Classificação da probabilidade de falha para a variável
instalacoes .....................................................................................88
Tabela 3.3
Classificação da probabilidade de falha para a variável media ........88
Tabela 3.4
Classificação da probabilidade de falha para a variável maximo .......88
Tabela 3.5
Classificação da probabilidade de falha para a variável
dias_de_vida
Tabela 3.6
...................................................................................88
Classificação da probabilidade de falha para a variável
cod_tipo_local ................................................................................89
Tabela 3.7
Classificação da probabilidade de falha para a variável
cod_localidade ................................................................................89
Tabela 3.8
Classificação da probabilidade de falha para a variável
cod_classe_principal .....................................................................93
Tabela 3.9
Classificação da probabilidade de falha para a variável
precipitacao
...................................................................................93
Tabela 3.10
Exemplo de determinação do grupo de risco de um medidor ..........93
Tabela 3.11
Modelo final para determinação de probabilidade de falha nos
medidores ........................................................................................94
Tabela 4.1
Formatação padrão para geração do arquivo “uc_medidor.csv” ..102
Tabela 4.2
Formatação padrão para geração do arquivo “med_cons.csv” ......103
Tabela 4.3
Exemplo de planilha para importação de dados de ensaio............105
Tabela 4.4
Escalas de probabilidade de falhas utilizada no aplicativo.............111
Tabela 5.1
Distribuição de medidores no parque da concessionária de
acordo com o tipo de medidor e número de fases, ano 2005 ........124
Tabela 5.2
Distribuição de medidores no parque da concessionária de
acordo com o tipo de medidor eletromecânico e número de
fases, ano 2008. ............................................................................125
Tabela 5.3
Grupos de medidores e quantidade de equipamentos para o
estudo de caso...............................................................................126
Tabela A
Modelos agrupados utilizados na tabela RESULTADOS .....................138
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
a.C.
Antes de Cristo
A/D
Analógico para digital
ANEEL
Agência Nacional de Energia Elétrica
APR
All Possible Regression
ARSESP
Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São
Paulo
BE
Backward Elimination
CART
Classification and Regression Tree
CSV
Comma-separated Values
Conmetro
Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial
CSPE
Comissão de Serviços Públicos de Energia
DCBD
Descoberta de Conhecimento em Bases de Dados
Embrapa
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
FS
Forward Stepwise
ID3
Inductive Decision Tree
Inmetro
Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
kV
Kilovolt
kVAr
Kilovolt-ampère reativo
kWh
Kilowatt-hora
LEP
Laboratório de Eletrônica de Potência
MD
Mineração de Dados
MME
Ministério de Minas e Energia
MTBF
Tempo médio entre falhas
RMSE
Root Mean Squared Error
Sinmetro
Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial
TB
Terabytes
TC
Transformador de corrente
TP
Transformador de potencial
UC
Unidade consumidora
WEKA
Waikato Environment for Knowledge Analysis
R(t)
confiabilidade
Pr
probabilidade do item falhar
λ
taxa de falha
X
matriz de valores das variáveis de entrada
Y
matriz de valores das variáveis de saída
Ŷ
matriz de valores estimados das variáveis de saída
β
Coeficientes lineares da regressão
ε
resíduo
q
valor de entrada para o qual a saída se deseja estimar
σ
largura de banda da função kernel
17
1 INTRODUÇÃO GERAL
A energia elétrica é item fundamental no desenvolvimento socioeconômico de um país
sendo que sua utilização está diretamente ligada à disponibilidade de tecnologias existentes.
O homem sempre foi instigado para obter este conhecimento, sendo que estudos nesta
área se iniciaram na Grécia, no século VI a.C., pelo filósofo Tales de Mileto ao tentar
descrever o fenômeno da eletricidade estática, produzida ao se esfregar bastões de âmbar em
tecidos e observar a atração de pequenas quantidades de palha pelo objeto energizado. No
século XVII, Otto von Guericke estuda os efeitos da eletrificação por atrito. No século XVIII,
Alessandro Volta inventa a bateria. Somente no século XIX o ser humano compreende melhor
as leis que regem a eletricidade: Michael Faraday descobre a indução eletromagnética e James
Clerk Maxwell a formula através de equações matemáticas, conhecidas como as leis de
Maxwell [1 e 2].
A invenção da lâmpada elétrica por Thomas A. Edison, em 1879, marca o início do
uso comercial da energia elétrica. Em 1880, Edison funda a Edison Electric Illuminating
Company of New York (Companhia Edison de Iluminação Elétrica de Nova Iorque)1, criando
a primeira planta de geração elétrica e sistema de distribuição de energia. A figura 1.1
apresenta a lâmpada elétrica de Thomas Edison.
Figura 1.1 – Lâmpada desenvolvida por Thomas Edison. Fonte: [64]
1
Anos mais tarde, após fusão com a Thomson-Houston Electric Company, torna-se General Electric.
18
A energia elétrica produzida pela empresa de Edison era em corrente contínua.
Inicialmente, a cobrança era feita pela quantidade de lâmpadas que o cliente tinha conectado
ao sistema [3]. Na tentativa de realizar uma melhor cobrança/faturamento, Edison
desenvolveu um medidor de energia elétrica químico: um jarro com placas de zinco imersas
em uma solução da mesma substância. As placas eram conectadas em série no terminal de
entrada da Unidade Consumidora (UC). A corrente fluindo pelo jarro faz com que a
concentração de zinco em uma das placas diminua enquanto a concentração na outra placa
aumenta. Todo mês as placas eram pesadas e o pagamento era realizado de acordo com o
aumento de peso da placa positiva. A figura 1.2 apresenta o medidor desenvolvido por
Edison.
Figura 1.2 – Medidor químico de energia elétrica desenvolvido por Thomas Edison. Fonte: [3 e 4]
Em 1886 a Westinghouse Company compra as patentes de um gerador de energia
alternada e de um transformador de potência desenvolvidos por Nikola Tesla, marcando o
início da comercialização de energia elétrica na forma de corrente alternada. A partir daí se
inicia uma disputa entre Westinghouse e Edison sobre a melhor forma de distribuição de
energia elétrica. A rivalidade entre os dois marcou o período com o título “A Batalha das
Correntes”. Os acionistas observaram maior rentabilidade no sistema da Westinghouse que,
apesar de ser considerado mais letal, segundo Thomas Edison, do que o sistema em corrente
contínua, não possuía a limitação de transmissão a apenas algumas quadras e permitia a
utilização de condutores de menores bitolas, beneficiando-se da capacidade de elevação de
tensão por meio de transformadores, diminuindo-se perdas, custos e aumentando o lucro.
19
Em 1888, Oliver Blackburn Shallenberger desenvolve um medidor de energia para
corrente alternada, o que passou a ser adotado como padrão na indústria [5]. O medidor de
Shallenberger baseia-se num medidor de ampère-hora: o inventor foi responsável por
desenvolver uma estratégia de tornar o fluxo do circuito de corrente do medidor em
quadratura com a tensão, possibilitando a medição de energia em corrente alternada. A figura
1.3 apresenta o medidor de Shallenberger.
Figura 1.3 – Medidor de indução de Shallenberger. Fonte: [65]
Desenvolvimentos posteriores, elaborados por outros pesquisadores, resultaram em
simplificações de projeto, melhoria das características de operação e, consequentemente,
melhor desempenho [6]. Entretanto, o princípio de funcionamento manteve-se inalterado até o
início da década de 1990 quando os medidores eletrônicos de energia elétrica começaram a
ser comercializados.
1.1
Medidores eletromecânicos
Os medidores de energia elétrica eletromecânicos são os equipamentos em maior
utilização no parque metrológico brasileiro atualmente (dados 2009) [7]. O parque de medição
nacional, neste período, era constituído de 92,61% de medidores eletromecânicos. A tabela
1.1 apresenta a distribuição de todos medidores (eletromecânicos e eletrônicos), por regiões.
20
Tabela 1.1 – Distribuição de medidores de energia elétrica de acordo com tipo e região geográfica.
Região Geográfica
Norte
Nordeste
Centro-Oeste
Sudeste
Sul
BRASIL
Tipo de Medidor
Eletromecânico Eletrônico
79,09%
88,27%
96,11%
94,60%
97,38%
92,61%
20,91%
11,73%
3,89%
5,40%
2,62%
7,39%
Nas regiões onde a implantação do sistema de energia elétrica é mais recente (Norte e
Nordeste) a quantidade de medidores eletrônicos aumenta. Observa-se claramente a
preferência pela instalação de medidores eletrônicos em novos clientes. O parque metrológico
das áreas norte e nordeste tem expandido em função de programas de incentivo
governamental (e.g., Programa Luz Para Todos) [7].
O medidor eletromecânico tipo indução é constituído de diversas partes, incluindo:
base, terminais, bloco de terminais, mostrador, cilindro ciclométrico, núcleo, bobina de
corrente, bobina de tensão/potencial, elemento motor, dispositivos de calibração, elemento
frenador, tampa do medidor, elemento móvel, catraca, dispositivos de compensação,
estrutura/armação e mancais. Portanto, os medidores de energia elétrica, tipo indução, são
dispositivos eletromecânicos com partes móveis que se degradam de forma progressiva com o
tempo. Um diagrama esquemático para um medidor eletromecânico monofásico é apresentado
na figura 1.4 e tabela 1.2.
Figura 1.4 – Vista explodida do medidor monofásico. Fonte: [8]
21
Tabela 1.2 – Elementos do medidor monofásico.
1
Tampa do medidor
Gaxeta da tampa do
Medidor
Placa de identificação
Tampa do bloco terminais
Elemento Móvel
Mancal inferior (magnético)
Parafuso fixação do mancal
inferior
Parafuso fixação do
elemento motor
11
Terminal ligação de neutro
19
Gancho de prova
12
Parafuso fixação do terminal de
potencial-ligação de neutro
20
Suporte prova interna
9
Armadura
17
10
Parafuso terminal de
corrente
18
2
3
4
5
6
7
8
Base e bloco do medidor
Parafuso fixação do elemento
armadura
22
23
Parafuso fixação do
registrador
Arruela pressão
Arruela lisa
15
Elemento motor
24
Imã frenador
16
Mancal superior (pino guia)
25
Arruela pressão
13
14
Parafuso fixação superior do
terminal de prova
Parafuso fixação do gancho de
prova
21
26
27
28
Parafuso fixação do
conjunto imã
Registrador
Suporte da indutiva
Os medidores de indução podem ser classificados segundo as seguintes características
[9]:
•
Tipo de energia a ser medida:
o Medidor de energia ativa (kWh);
o Medidor de energia reativa (kVAr);
•
Número de elementos motores/número de fios:
o Monofásico: um elemento motor;
o Polifásicos: dois ou três elementos motores;
•
Tipo de ligação à rede
o Medidores diretos: ligados diretamente à rede e à carga;
o Medidores indiretos: conectados através de transformadores de
potencial (TP) e/ou transformadores de corrente (TC);
•
Classe de exatidão (utilizada comercialmente no Brasil):
o Classe 1: medidores que, novos, não apresentam mais de 1% de erro de
medição;
o Classe 2: medidores que, novos, não apresentam mais de 2% de erro de
medição.
22
1.2
Medidores eletrônicos
Os medidores eletrônicos realizam a leitura das variáveis através de amostragem em
pequenos intervalos de tempo utilizando conversores analógico para digital (A/D). A classe de
exatidão do equipamento é determinada pela quantidade de bits nos conversores A/D e
precisão de processamento, possibilitando a estes serem mais precisos do que os medidores
eletromecânicos.
Os medidores eletrônicos podem realizar simultaneamente várias tarefas em um
mesmo equipamento. Pode-se medir energia ativa e reativa, demanda máxima, fator de
potência, tensão e corrente, além do uso de memória de massa para registro do consumo com
informação de data e hora e sistema antifraude [10]. Um único equipamento eletromecânico é
incapaz de realizar, isoladamente, as tarefas mencionadas.
O uso de medidores eletrônicos permite adentrar em uma nova área tecnológica,
incluindo leitura através de telemetria. Para realizar as leituras dos equipamentos é utilizado
um protocolo de comunicação entre o medidor e um equipamento utilizado por um leiturista
para armazenamento dos registros de leitura, ou através de protocolos de comunicação de rede
enviando os dados diretamente para um banco de dados da concessionária.
A implementação da medição eletrônica tem ocorrido de forma gradativa no Brasil
devido, principalmente, ao alto custo do equipamento. As primeiras unidades consumidoras a
receber medição eletrônica foram do grupo A.
O sistema tarifário brasileiro é estruturado em dois grandes grupos de consumidores,
grupo A e grupo B. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) define, por meio da
resolução 456 de 2000, que o grupo A é composto por unidades consumidoras atendidos em
alta superior ou igual a 2,3 kV, ou ainda unidades consumidoras atendidas com tensão inferior
a 2,3 kV a partir de sistema subterrâneo de distribuição, caracterizado por estrutura de
tarifação binômia e subdividido nos seguintes subgrupos:
•
A1: nível de tensão de 230 kV ou superior;
•
A2: nível de tensão de 88 a 138 kV;
•
A3: nível de tensão de 69 kV;
•
A3a: nível de tensão de 30 a 44 kV;
•
A4: nível de tensão de 2,3 a 25 kV;
•
AS: sistemas subterrâneos.
23
As principais funcionalidades disponíveis nos medidores eletrônicos são apresentadas
na tabela 1.3.
Tabela 1.3 – Funcionalidades disponíveis nos medidores eletrônicos. Fonte: [11]
Funcionalidades
Classe de exatidão
Características Sensibilidade a pequenas cargas (baixa corrente de partida)
inerentes
Perdas técnicas (aprox. 0,5W)
Auto Diagnóstico
Energia Ativa (kWh)
Faturamento
Energia Reativa (kVAr)
Energia nos 4 quadrantes
Demanda Máxima (kW)
Tarifa Binomial
Tarifação
Tarifa horária
Pré-pagamento
Qualidade do
serviço
Qualidade do
produto
Apuração da duração das interrupções
Apuração da quantidade (frequência de ocorrência)
Registro do valor de tensão
Registro do valor da frequência
Qualidade de Energia
Mecânica (abertura de tampa)
Antifraude
Detecção eletrônica (abertura de tampa)
Software (energia reversa)
Unidades consumidoras nesta categoria devem ter aferidos os valores de demanda de
potência ativa, energia ativa, fator de potência, e consumo de energia elétrica e demanda
reativas quando o fator de potência for inferior a 0,92, além de possuir tarifa horo-sazonal.
Estas características e o consumo elevado, típico deste tipo de UCs, tornam esses clientes
favoráveis para utilização dos medidores eletrônicos.
O grupo B é composto por unidades consumidoras com tensão de fornecimento
inferior a 2,3 kV, caracterizado pela estruturação tarifária monômia e subdividido nos
seguintes subgrupos:
•
B1: residencial e residencial de baixa renda;
•
B2: rural, abrangendo diversas classes (e.g, agropecuária, indústria rural,
serviço público de irrigação);
24
•
B3: demais classes;
•
B4: iluminação pública;
As unidades consumidoras nesta categoria devem ter aferidos os valores de consumo
de energia elétrica ativa, e, quando aplicável, o consumo de energia elétrica reativa excedente.
A medição do fator de potência é facultativa mas, sem esta, não se pode aplicar o consumo de
energia elétrica reativa.
As empresas ainda possuem incertezas quanto à utilização dos medidores eletrônicos,
especialmente para cliente de baixa tensão (grupo B). Entre as principais dúvidas estão a
vantagem de implementação atual, uma vez que os medidores eletrônicos instalados em UCs
do grupo B realizam as mesmas tarefas dos medidores eletromecânicos. A falta de
informações sobre a vida útil, atualmente estimada em 15 anos, e a insegurança do
comportamento em condições climáticas adversas também são motivos para uma implantação
lenta.
Em 30 de Abril de 2009, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) realizou
uma consulta pública para “estimular a discussão sobre a implantação de medição eletrônica
em UCs de baixa tensão (classe B) e os aspectos relacionados a este tipo de iniciativa, tais
como abordagem regulatória, impacto tarifário, funcionalidades agregadas e planos de
implantação” [12].
A ANEEL tem apresentado às concessionárias de energia estudos de casos de uso de
medidores eletrônicos em outros países, como Itália e Suécia, por exemplo, para ampliar a
reflexão a respeito das novas tecnologias aplicadas à medição de energia elétrica [13].
1.3
Erros de medição
O medidor de energia eletromecânico, por ser um equipamento constituído por partes
eletromecânicas, pode ter seu funcionamento e precisão influenciados pelas seguintes
características externas [9 e 14]:
•
Variações de temperatura ambiente: segundo [9], um aumento de temperatura
de 10ºC pode ocasionar uma redução de 4% de torque motor e redução de 5%
de torque frenante;
•
Variações da tensão da rede: sobretensões fazem com que o medidor indique
um valor de consumo menor do que o real, já subtensões acarretam em
medição superior ao valor real;
25
•
Variações da frequência da rede: as pequenas variações de frequência não
afetam o funcionamento do medidor, mas para frequência maior que a nominal
a rotação do elemento motor tende a diminuir e para frequência menor que a
nominal a rotação do elemento motor tende a aumentar;
•
Campos magnéticos externos: o princípio de funcionamento dos medidores
eletromecânicos é a indução eletromagnética. Campos magnéticos externos
intensos, que possuam capacidade de induzir corrente no elemento girante,
podem modificar o valor do torque no elemento girante, provocando erros de
medição;
•
Distorções harmônicas: os medidores baseados no princípio de indução
eletromagnética apresentam erros de medição perante distorções harmônicas,
podendo estes chegar a valores superiores a 10%.
De acordo com [14], dois itens que podem gerar erros de medição no decorrer dos
anos são as engrenagens e o freio magnético. Sob fricção excessiva o elemento móvel tende a
girar de maneira mais lenta registrando medição inferior ao valor real. Caso o freio magnético
diminua sua intensidade, o medidor tenderá a permanecer girando após diminuição de carga.
De acordo com [15] e [16] os medidores de indução foram designados para medir
tensões e correntes senoidais. Submetidos à tensão e/ou corrente não-senoidal, ou seja, que
apresentam harmônicos, os medidores de indução apresentam erros devido à característica de
torque frente a diversas frequências que constituem a energia. Os estudos realizados em [17],
[18], [19] e [20] comprovam a afirmação. No estudo realizado em [17] constatou-se que os
erros provocados por harmônicas podem chegar a 10%, em condições usuais das redes de
distribuição com carregamento não-linear. Os ensaios em laboratório realizados por [20]
confirmam os efeitos dessas distorções em medidores eletromecânicos e eletrônicos com base
em análises de distorções obtidas em campo. Dentre os resultados obtidos constatou-se que
taxas de distorções harmônicas de tensão de até 5% apresentam influência muito pequena nos
erros dos medidores enquanto que as taxas de distorção harmônicas de corrente e os valores
de deslocamento instantâneos de tensão e corrente exercem grande influência nos erros de
medição.
O tempo em que o medidor está instalado no parque de medição também é um fator
que leva aos erros de medição. Os medidores eletromecânicos possuem uma vida útil
econômica estimada em 25 anos [9]. A tabela 1.4 apresenta a constituição do parque
metrológico brasileiro de acordo com o tempo de vida dos medidores.
26
Tabela 1.4 - Distribuição de medidores de acordo com a faixa de idade. Fonte: [7]
Faixa de idade Frequência
Estoque
0 a 5 anos
6 a 10 anos
11 a 15 anos
16 a 20 anos
21 a 25 anos
+ de 25 anos
1.4
3,12%
29,86%
21,05%
12,98%
8,31%
7,82%
16,86%
Legislação sobre erros de medição
Os medidores de energia elétrica possuem leis de aprovação de modelos desde 1966.
Em 2006 foi definida uma lei de verificação inicial dos equipamentos, isto é, que
verifica se os erros de medição estão dentro dos limites definidos para a classe de exatidão.
Em 2008 surgiram normas para verificação após reparo e o regulamento de ensaio. Em 2009
foi determinada a verificação periódica dos medidores de energia elétrica instalados nas áreas
de concessão das distribuidoras de energia elétrica.
A seguir serão apresentados os principais órgãos relacionados com as normas e leis
sobre medidores de energia elétrica no Brasil.
1.4.1 Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)
Definição: a “Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), autarquia em regime
especial, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), foi criada pela Lei 9.427 de 26
de Dezembro de 1996. Tem como atribuições: regular e fiscalizar a geração, a transmissão, a
distribuição e a comercialização da energia elétrica, atendendo reclamações de agentes e
consumidores com equilíbrio entre as partes e em beneficio da sociedade; mediar os conflitos
de interesses entre os agentes do setor elétrico e entre estes e os consumidores; conceder,
permitir e autorizar instalações e serviços de energia; garantir tarifas justas; zelar pela
qualidade do serviço; exigir investimentos; estimular a competição entre os operadores e
assegurar a universalização dos serviços.” [21]
Através da resolução 456 de 29 de Novembro de 2000 a ANEEL define as condições
gerais de fornecimento de energia elétrica, a serem observadas na prestação e utilização do
serviço público de energia elétrica, tanto pelas concessionárias quanto pelos consumidores.
Nesta resolução estão as definições de grupo A e grupo B, unidades consumidoras, etc. O art.
27
38 afirma que a verificação periódica dos medidores deverá ser efetuada segundo critérios
estabelecidos na legislação metrológica.
1.4.2 Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de
São Paulo (ARSESP)
A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP)
tem como objetivo “regular, controlar e fiscalizar, no âmbito do Estado, os serviços de gás
canalizado e, preservadas as competências e prerrogativas municipais, de saneamento básico
de titularidade estadual” [22]. Sua criação ocorreu em 1998 a partir da Comissão de Serviços
Públicos de Energia (CSPE).
Na área de energia elétrica ela atua na fiscalização das 14 concessionárias de
distribuição que atuam no Estado de São Paulo. Entre suas atividades destacam-se a
regulamentação, fiscalização, normalização, monitoramento e definição de indicadores e
parâmetros relativos aos padrões dos serviços e manutenção das instalações elétricas. É
dividida em três gerências:
•
Gerência de fiscalização técnica e comercial;
•
Gerência de estudos técnicos e apoio à solução de conflitos;
•
Gerência de contratos.
A primeira gerência é responsável pelo recebimento de relatórios de desempenho dos
medidores de energia elétrica.
1.4.3 Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial (Inmetro)
O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) é
“uma autarquia federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, que atua como Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro), colegiado interministerial, que é o órgão
normativo do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
(Sinmetro).” [23]. Entre as atividades do Inmetro destacam-se:
28
•
Executar as políticas nacionais de metrologia e da qualidade;
•
Verificar a observância das normas técnicas e legais, no que se refere às
unidades de medida, métodos de medição, medidas materializadas,
instrumentos de medição e produtos pré-medidos;
•
Fomentar a utilização da técnica de gestão da qualidade nas empresas
brasileiras;
•
Planejar e executar as atividades de acreditação de laboratórios de calibração e
de ensaios, de provedores de ensaios de proficiência, de organismos de
certificação, de inspeção, de treinamento e de outros, necessários ao
desenvolvimento da infra-estrutura de serviços tecnológicos no País;
•
Desenvolvimento, no âmbito do Sinmetro, de programas de avaliação da
conformidade, nas áreas de produtos, processos, serviços e pessoal,
compulsórios ou voluntários, que envolvem a aprovação de regulamentos.
Através da Resolução 11 de 12 de outubro de 1988, do Conmetro, e Portaria 83 de 1
de junho de 1990, fica entendido que os medidores de energia elétrica utilizados para
faturamento em UCs devem: corresponder aos modelos aprovados pelo Inmetro, ser
aprovados em verificação inicial, nas condições fixadas pelo Instituto, e serem verificados
periodicamente.
A Portaria 285 de 11 de agosto de 2008 estabelece as condições mínimas a serem
observadas na fabricação, instalação e utilização de medidores de energia elétrica ativa,
inclusive recondicionados, baseados no princípio de indução, monofásicos ou polifásicos.
Nesta, os erros percentuais para medidores novos, ou recondicionados, classe de exatidão 2
são de ±2%.
Para medidores em utilização no parque de medição os erros admissíveis para
equipamentos classe de exatidão 2 são de ±4%. De acordo com as normas da concessionária
admitida para este estudo, cujo todos medidores eletromecânicos para medição em UCs são
classe 2, o erro máximo admissível é ±3% e este será o valor limite a ser utilizado neste
trabalho.
29
1.5
Motivação
Os medidores de energia elétrica com funcionamento eletromecânico possuem uma
vida útil econômica estimada em 25 anos. Por vida útil econômica se entende o período de
tempo em que ocorre a depreciação do equipamento ou, em termos mais práticos, o período
de tempo em que é economicamente viável realizar manutenção no equipamento [9].
Os erros de medição são difíceis de serem detectados, uma vez que geralmente não
impedem o fornecimento de energia, apresentando apenas alteração sobre o registro da
quantidade de energia elétrica consumida. A modificação da quantidade de energia elétrica
aferida dificilmente é atribuída a erros de medição sendo usualmente considerada alteração no
padrão de consumo: novos equipamentos instalados, feriados, época do ano, etc.
Os erros de medição podem ser considerados de dois tipos:
•
Positivos: quando o valor real é maior que o valor aferido;
•
Negativos: quando o valor real é menor que o valor aferido.
A necessidade de se localizar medidores com erros de medição pode ser vista de dois
pontos distintos. Pelo lado do consumidor de energia elétrica, medidores com erros negativos
apresentam cobrança indevida de consumo, tendo o consumidor que pagar por uma
quantidade de energia que ele não utilizou. Pelo lado da concessionária de energia, medidores
com erros positivos apresentam redução de lucro ao faturar uma quantidade menor de energia
do que o fornecido. Pela legislação, a manutenção dos medidores de energia elétrica é de
responsabilidade das concessionárias.
Dada a dificuldade de se determinar quando o equipamento apresenta erros de
medição superiores ao limite estipulado pela legislação específica e a necessidade de se
localizar tais equipamentos, torna-se necessária uma metodologia de predição de falha de
medição para os medidores de energia elétrica. Definindo-se falha como qualquer avaria que
o leve ao defeito operacional e ou ao erro de medição maior do que aquele estabelecido pela
legislação em vigor, em função de sua classe de exatidão.
Antes de apresentar a proposta deste trabalho, é necessário apresentar o conceito em
que ele está baseado. A seguir serão apresentadas as metodologias existentes para
determinação de falhas em equipamentos. A falha é uma interrupção permanente da
habilidade do sistema de executar uma função requerida sob uma especificada condição de
operação [24].
30
Portanto, no contexto dos medidores de energia elétrica, apresentado neste trabalho,
falha fica entendida como a falta de capacidade dos medidores de realizar a aferição dos
valores de consumo das UCs dentro dos limites estipulados pela legislação vigente.
1.6
Determinação de falha de equipamentos
A confiabilidade expressa a quantidade de equipamentos que não falham durante um
determinado período. O estudo da confiabilidade é utilizado para definir planos de
manutenção preventiva/corretiva de equipamentos, melhoria da qualidade e determinação de
prazo de garantia. Exemplo de utilização do estudo da confiabilidade em sistemas de
segurança crítica são os reatores nucleares e aviões [24]. Seu estudo influi diretamente sobre o
tempo em que um equipamento irá funcionar sem falhar.
Existem diversas definições para confiabilidade. Apresentaremos neste trabalho a
definição dada pelo US Military Handbook [25]: “A probabilidade que um item irá executar
sua função sobre determinadas condições e durante um determinado período de tempo”. A
confiabilidade geralmente é utilizada como uma função temporal R(t):
R (t ) = Pr(T > t )
(1.1)
Onde Pr é a probabilidade do item falhar em um tempo aleatório T maior do que o
tempo em análise t.
A figura 1.5 apresenta a curva da função de confiabilidade para uma distribuição
normal.
31
1
0,9
confiabilidade
0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0
0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
20
tempo
Figura 1.5 – Gráfico de confiabilidade para distribuição normal.
A palavra confiabilidade provém do inglês “reliability” que foi utilizada pela primeira
vez em estudos militares na década de 50 [25].
No caso de medidores de energia elétrica, a confiabilidade é a função que define a
probabilidade do medidor medir valores com erros inferiores aos máximos determinados por
legislação específica durante um determinado período de tempo.
Outra variável relacionada com o estudo da confiabilidade é a taxa de falha. A taxa de
falha é definida como “o número total de falhas (percentual) em uma amostra, dividido pelo
tempo de análise, durante um intervalo de medição específico sob condições definidas” [26].
Desta forma, a taxa de falha, representada pela letra grega λ, é representada pela
equação:
λ (t ) =
falhas
amostra ⋅ ∆t
(1.2)
A taxa de falha pode ser expressa em função da confiabilidade como mostra a equação
1.3.
λ (t ) =
R (t ) − R (t + ∆t )
∆t ⋅ R (t )
Onde ∆t é o intervalo de tempo em que se deseja analisar a taxa de falha.
Fazendo o intervalo de tempo muito pequeno, tem-se:
(1.3)
32
R(t ) − R(t + ∆t )
∆t ⋅ R(t )
(1.4)
R(t + ∆t ) − R(t )
dR(t ) 1
=−
⋅
∆t ⋅ R(t )
dt R(t )
(1.5)
λ (t ) = lim
∆t →0
λ (t ) = − lim
∆t → 0
A curva de taxa de falha representa a probabilidade de o componente falhar no tempo
t. Na figura 1.6 está representada a curva da taxa de falha conhecida como “curva da
banheira”. Ela representa grande parte de equipamentos e é dividida em três partes:
•
Mortalidade infantil: a taxa de falha é elevada no início da vida e decai para
um valor pequeno. Esta característica se deve a equipamentos com defeito de
fabricação;
•
Vida normal: a taxa de falha é constante e pequena neste período. As causas
das falhas são aleatórias;
•
Envelhecimento: a taxa de falha cresce até que todos os equipamentos falhem.
O motivo para este crescimento é o envelhecimento dos componentes.
Outro termo importante no estudo da confiabilidade é o tempo médio entre falhas, do
inglês “mean time between failure” (MTBF), que é o inverso da taxa de falha. O MTBF
informa o tempo existente entre a ocorrência de duas falhas, informação útil para se
determinar os prazos para planos de manutenção de equipamentos. Para taxa de falha
constante, o MTBF é dado pela equação 1.6.
MTBF =
1
λ
(1.6)
Taxa de falha
33
Figura 1.6 – Curva de taxa de falha típica (curva “da banheira”).
Os estudos de confiabilidade são utilizados em alguns campos de mercado, que
representam alto risco ou perdas elevadas devido a falhas, tais como: usinas nucleares,
aeronáutica, setor petrolífero, setores da indústria química, setor automotivo [27].
1.7
Estado da arte
Na referência [28] é apresentado um modelo de predição para falência de empresas,
utilizando taxa de falha. Neste contexto, falha representa a saída do grupo de empresas
consideradas saudáveis.
Em [29] são comentadas aplicações de inteligência artificial para análise de falha de
aviões, sistema especialista para auxílio na tomada de decisão da manutenção programada de
gerador da Taiwan Power Company, diagnóstico de transformadores de potência utilizando
redes neurais, sistema especialista para manutenção preditiva de motores diesel.
Estudos de confiabilidade de compressores utilizados em sistema de refrigeração são
apresentados em [25].
Em [30] foi desenvolvido um algoritmo para agendamento de manutenções utilizando
a confiabilidade como uma das variáveis.
Em [31] foi realizada a análise da taxa de falha para cubículos classe 15 kV. O autor
revela que o estudo da confiabilidade em sua conotação clássica é inválido quando utilizado
em espaços amostrais e períodos de observação diferentes, não permitindo a utilização dos
métodos de distribuição estatísticos clássicos como Weibull, Log-normal e Poasson.
34
Em [32] foi apresentada uma metodologia para automação do processo de aferição de
medidores visando aumentar a eficiência dos planos de inspeção. No trabalho, o autor utilizou
um banco de dados com informações dos medidores cadastrados no parque de medição de
uma empresa. Os medidores foram agrupados em “famílias”, utilizando como critério de
agrupamento o modelo do medidor. Foi desenvolvido um critério para se determinar se uma
dada família necessita de calibração, através de amostragem: estabelecendo-se que, uma vez
que um equipamento da família apresente falha, todos os equipamentos daquela família com
data de instalação anterior devem ser aferidos. Um sistema computacional foi desenvolvido
para a edição dos dados e apresentação dos resultados.
1.8
Metodologia
A metodologia proposta em [32] fornece um direcionador para elaboração de planos
de amostragem, porém não é fornecida no texto a base científica utilizada para geração das
regras. Ainda assim, o agrupamento utilizando unicamente o modelo do medidor como
variável de agrupamento pode ser uma estratégia pouco eficiente, tendo em vista que os
medidores de energia estão sujeitos às características próprias dos equipamentos, do meio
ambiente e das suas condições gerais de utilização.
Considerando que o medidor eletromecânico utilizado na medição de energia elétrica
ativa é um equipamento que permanecerá, ainda, em uso por bastante tempo (superior a 10
anos) no mercado brasileiro, este trabalho concentrará seu foco somente neste tipo de
medidor.
Neste trabalho uma nova metodologia para determinação de probabilidades de falhas
dos equipamentos é proposta. Utilizando um banco de dados de uma concessionária de
energia, serão identificadas, dentre um leque de variáveis, as que são mais significativas na
determinação de falhas dos equipamentos. Com o uso destas variáveis uma metodologia de
agrupamento de equipamentos em classes de probabilidades de falhas é proposta.
Como resultado, um aplicativo é desenvolvido em plataforma amigável, utilizando a
metodologia proposta e os dados do parque de medição da concessionária para determinar as
probabilidades de falhas dos equipamentos.
Neste contexto, a dissertação foi estruturada em capítulos, sendo que o capítulo um
aqui desenvolvido foi destinado à introdução geral, revisão bibliográfica, motivação e
metodologia para o trabalho.
35
O capítulo dois trata do problema de escolha das variáveis mais significativas para a
determinação de falhas em medidores de energia, apresentando o banco de dados da
concessionária, o leque de variáveis, a metodologia utilizada para a identificação das variáveis
mais significativas na determinação de falhas nos medidores eletromecânicos de energia
elétrica ativa e as variáveis que comporão o modelo de agrupamento.
No capítulo três é construído e apresentado o modelo estatístico de agrupamento dos
equipamentos em classes de probabilidades de falhas.
O capítulo quatro apresenta o aplicativo desenvolvido para a análise das
probabilidades de falhas dos equipamentos e suas funcionalidades.
Um estudo de caso é apresentado no capítulo cinco, sendo que as conclusões finais e
proposta de continuidade da pesquisa são apresentadas no capítulo seis.
36
2 SELEÇÃO
DAS
DETERMINAÇÃO
VARIÁVEIS
DE
MAIS
FALHAS
SIGNIFICATIVAS
EM
PARA
MEDIDORES
ELETROMECÂNICOS DE ENERGIA ELÉTRICA ATIVA
2.1
Considerações Iniciais
Determinar um modelo matemático para os erros de medição é um problema NP-
difícil [33], i.e., a modelação é impossível ou muito complexa. Como alternativa, deve-se
utilizar técnicas de inteligência artificial, como heurísticas, metaheurísticas, lógica fuzzy ou
outra metodologia.
A Descoberta de Conhecimento em Bases de Dados (DCBD) é uma metodologia que
visa determinar padrões existentes em bases de dados. DCBD é um processo que faz uso de
várias ferramentas estatísticas e de aprendizagem de máquina para obter os resultados. Neste
trabalho, DCBD será utilizada para determinação das variáveis mais significativas na
ocorrência de falhas em medidores eletromecânicos de energia elétrica ativa.
Este capítulo aborda todo o processo de descoberta de conhecimento em bases de
dados, apresentando as ferramentas e objetivos de cada etapa. Inicialmente será apresentada a
imagem do banco de dados fornecido pela concessionária de energia elétrica, objeto de estudo
deste trabalho. Serão apresentadas as variáveis utilizadas na pesquisa e seus significados.
O objetivo deste capítulo é descobrir quais são as variáveis mais significativas, dentre
as utilizadas no processo de DCBD, para determinação dos casos de medidores que
apresentam falhas.
2.2
O banco de dados da concessionária
A empresa disponibilizou uma imagem de seus dados no mês de junho de 2008, os
quais foram reproduzidos no Laboratório de Eletrônica de Potência (LEP) utilizando o banco
de dados MySQL 5.1 Community Server.
O banco de dados recebido constitui-se de várias tabelas que agregam informações
sobre diversas áreas, desde o serviço de atendimento ao consumidor até o consumo mensal
das UCs. As tabelas de interesse para esta pesquisa são:
37
•
CAD_MATERIAL:
Tabela com informações de cadastro de equipamentos
destinados para medição de energia elétrica: medidores de energia elétrica,
transformadores de corrente, registradores. A tabela contém informações
detalhadas dos medidores de energia, como quantidade de elementos motores,
constante de fabricação, tipo de mancal, presença de elo e localização do
equipamento em campo;
•
MED_CONS:
Tabela com informações de consumo mensal de várias unidades
consumidoras no período de seis anos e seis meses (de janeiro de 2002 a junho
de 2008);
•
UC_MEDIDOR:
Esta tabela contém informações sobre cada instalação e retirada
de medidores de energia elétrica em unidades consumidoras até junho de 2008.
Cada registro (linha) da tabela representa uma instalação de medidor de
energia em uma unidade consumidora. A duração da instalação é indicada
pelas
variáveis
data_inst_equip
e
data_retirada_equip,
caso
o
equipamento ainda esteja instalada data_retirada_equip assume valor 0
(e.g., “0000-00-00”). A tabela apresenta informações detalhadas sobre as
unidades consumidoras (e.g., nome cliente, endereço, tensão nominal) e sobre
os equipamentos (e.g., ano de fabricação, modelo do equipamento e número de
identificação).
As tabelas descritas acima estão relacionadas por uma, ou mais variáveis, como mostra
a figura 2.1. A variável cod_localizador pode apresentar a informação das variáveis conta
e UC quando uma outra variável, que indica o tipo de local em que o equipamento se encontra,
assumir um valor específico.
CAD_MATERIAL
Num_equip
Cod_localizador
MED_CONS
Conta
UC_MEDIDOR
UC
Num_equip
Figura 2.1 – Relacionamento entre as tabelas da concessionária.
Os dados recebidos da concessionária já compõem um depósito de dados, mas ainda é
necessário eliminar variáveis não necessárias no âmbito do trabalho.
38
2.3
Descoberta de Conhecimento em Bases de Dados
A automação da tarefa de armazenamento de informações através de computadores
possibilitou ao ser humano armazenar quantidades de dados muito além da capacidade
humana. Estimava-se, em 2005, que a maior base de dados do mundo possuía 222 TB
(terabytes) [34].
A quantidade de dados armazenados tem crescido em dois aspectos: a quantidade de
registros em uma base de dados; a quantidade de variáveis armazenadas nos bancos de dados.
Segundo [35], bancos de dados com 109 registros e/ou 103 variáveis já eram comuns em 1996.
Segundo [36], a quantidade de dados no mundo duplica a cada ano, enquanto a quantidade de
informações nos dados diminui drasticamente.
Infelizmente, não existe uma relação direta entre a quantidade de dados e a quantidade
de informações. Analisar grande quantidade de dados e obter informações de forma manual é
uma tarefa dispendiosa, lenta e altamente subjetiva.
Como consequência da grande quantidade de dados armazenada, e da falta de
informações nos mesmos, surgiu a necessidade de automatizar o processo de análise e
obtenção de informações dos dados. A necessidade de se trabalhar os dados aparece através
da frase em [37]: “Somos ricos em dados, porém, pobres em informação”. Outro exemplo
claro da necessidade de se obter conhecimento dos dados é a frase de John Naisbett [38]:
“Nós estamos afogando em informações, mas famintos por conhecimento”.
A Descoberta de Conhecimento em Bases de Dados é um processo que visa obter
padrões a partir de grandes bancos de dados. Ela integra diversas áreas de conhecimento como
estatística, aprendizagem de máquina, sistemas especialistas, reconhecimento de padrões e
banco de dados para extrair conhecimento de alto nível a partir de dados de baixo nível no
contexto de grandes bases de dados [35]. A figura 2.2 apresenta as áreas que compartilham
conhecimento com DCBD.
Figura 2.2 – Relação de DCBD com outras áreas.
39
O interesse de DCBD é extrair padrões que possam se tornar conhecimento a partir de
dados. Utiliza um processamento de dados, métodos e ferramentas de mineração de dados e o
resultado pode ser: definição de modelos; predição de comportamentos futuros;
reconhecimento de padrões; determinação de relacionamentos entre variáveis; classificação de
dados em grupos (clustering); etc. Exemplos de áreas de utilização de DCBD são [35]:
publicidade e propaganda, finanças, detecção de fraudes, telecomunicações, indústria. Casos
da utilização de DCBD na ciência são apresentados em [39].
A maior barreira existente no processo de DCBD está na limitação dos dados. São
raras as vezes em que os dados são coletados com o objetivo de mineração de conhecimento.
De um modo geral, as informações existem como subproduto de outras tarefas. Exemplo: no
caso de definição de tendências de compras, onde a venda de um produto está relacionado
com a venda de outro, a existência de registros de venda de ambos os produtos foi
armazenada como informação fiscal, e não para o objetivo de mineração. Caso o objetivo
fosse a mineração de conhecimento poderiam ser armazenados dados com informações mais
valiosas.
O processo de DCBD consiste de diversas etapas sendo a etapa de Mineração de
Dados (Data Mining) uma etapa de destaque no processo [35]. Nesta, informações são
extraídas dos dados. Pelo fato de ser o núcleo do processo de DCBD, Mineração de Dados
(MD) é a etapa que possui maior quantidade de referências na literatura específica. Muitos
autores, como [40], confundem os termos DCBD e MD, utilizando o nome do segundo para
referenciar o primeiro. Consequentemente, ambos os termos estão sendo aceitos, mas
utilizaremos DCBD neste trabalho.
Ressalta-se que apesar de MD possuir a maior quantidade de referências e de ser de
elevada importância, as outras etapas do processo não podem ser desconsideradas. Em
verdade, elas garantem a confiabilidade dos resultados obtidos na etapa de MD. Em torno de
80% do tempo do processo de DCBD está relacionado com a preparação dos dados, enquanto
que os 20% restantes estão relacionados com a MD [36 e 41].
São as demais etapas do processo que diferenciam DCBD das diversas áreas em que
DCBD está envolvida. Enquanto estas áreas estão preocupadas apenas com as técnicas de
obtenção do conhecimento, DCBD se preocupa com todo o processo de pré-processamento e
limpeza dos dados, garantindo melhores resultados. Pode-se dizer que DCBD é um processo
que se preocupa desde o modo como os dados são armazenados até como o conhecimento é
obtido e validado. As demais áreas apresentadas na figura 2.1 estão incluídas no processo de
descoberta de conhecimento.
40
Na década de 60, a aplicação de técnicas de MD sem o devido tratamento dos dados
foi chamada, de forma pejorativa de data fishing ou data dredging, uma vez que os padrões
obtidos podem não apresentar significado verdadeiro.
A partir de 1990, o nome Mineração de Dados foi utilizado no ramo comercial para
designar DCBD. O termo Descoberta de Conhecimento em Bases de Dados foi apresentado
pela primeira vez em 1989, utilizado pela comunidade de aprendizagem de máquina e
inteligência artificial.
Outros nomes utilizados são: Data Archaeology, Information Harvesting, Information
Discovery, Knowledge Extraction.
As etapas do processo de DCBD e sua ordem são: seleção, pré-processamento e
limpeza, transformação, mineração de dados e pós-processamento. A figura 2.3 apresenta um
diagrama do processo de DCBD.
Figura 2.3 – Processo de DCBD. Fonte: [35]
O processo de DCBD é interativo e iterativo. Interativo porque é possível interagir nas
etapas do processo; iterativo porque o processo pode ocorrer mais de uma única vez para um
mesmo conjunto de dados, permitindo o retorno para uma etapa anterior do processo. Por
exemplo: durante a transformação dos dados pode-se ter notado que uma variável contém
dados redundantes, sendo necessário retornar a etapa de pré-processamento.
Em [35], DCBD é definido como: “o processo não-trivial, interativo e iterativo, para
identificação de novos padrões, válidos, potencialmente úteis e altamente compreensíveis”.
41
2.4
Seleção
Os dados geralmente estão em bancos de dados que agregam informações de diversas
áreas de conhecimento e estão sujeitos a alterações.
Na etapa de seleção os dados são armazenados em um Depósito de Dados (Data
Warehouse), local em que os dados se encontram de forma consolidada, disponíveis para
análise.
A seleção de variáveis ocorre de maneira empírica sendo recomendado que um
especialista atue no processo uma vez que a remoção de dados acarreta em perda de
informação. É necessário eliminar somente variáveis desnecessárias, isto é, variáveis nãorelacionadas com o conhecimento que se pretende atingir. Eliminação de dados resulta em
eliminação de conhecimento.
A utilização de muitas variáveis para a mineração eleva o tempo computacional e a
utilização de variáveis desnecessárias pode tornar o conhecimento obtido confuso ou levar a
aprendizagem de ruído.
O resultado da etapa de seleção pode ser um banco de dados, a junção de bases de
dados distintas ou um subconjunto de um banco de dados.
No banco de dados da concessionária a análise da tabela CAD_MATERIAL demonstra
que ela se destina a descrever os medidores de energia elétrica pertencentes ao ativo da
concessionária. A tabela apresenta dados construtivos dos equipamentos e a localização
(referente a junho de 2008) dos mesmos. Apesar das características construtivas dos
equipamentos serem relevantes para determinação de falhas nos mesmos a tabela foi
desconsiderada no estudo, uma vez que a variável subtipo equip, existente tanto na tabela
CAD_MATERIAL
quanto UC_MEDIDOR, agrega as características construtivas do equipamento. A
idéia é formular a solução do problema de maneira simplificada, de modo a possibilitar a
construção de um sistema especialista.
A tabela UC_MEDIDOR contém várias informações das instalações dos medidores nas
UCs, dados sobre as UCs e dados sobre os medidores. As variáveis selecionadas desta tabela
para o processo de DCBD são organizadas em três grupos:
•
Dados referentes ao medidor de energia elétrica:
o subtipo_equip: modelo do equipamento.
o ano_fabric: ano de fabricação do equipamento.
42
o cod_tipo_fase: quantidade de fases que o medidor é conectado (e.g.
“1”
= monofásico).
o contabil
•
Dados referentes à UC:
o cod_tipo_local
o cod_localidade: município.
o cod_classe_principal: classes para ação tarifária. O valor de cada
classe é definido em pela resolução ANEEL nº 456 de 29 de novembro
de 2000.
o cod_classe_consumo: subclasses para ação tarifária.
o grupo_tensao_fornecimento: tensão no ponto de entrada da UC.
•
Dados referentes ao tempo de existência do medidor:
o data_inst_equip: data em que o equipamento foi instalado na UC.
o data_retirada_equip: data em que o equipamento foi retirado da UC.
Valor “0” representa que o medidor não foi retirado.
Os dados contidos na tabela UC_MEDIDOR são referentes às instalações de todos os
medidores do ativo da concessionária. Para que os dados representem somente os medidores
eletromecânicos de energia ativa, instalados em unidades consumidoras, foi necessário
realizar um processo de filtragem.
As informações para a filtragem são obtidas das variáveis contabil, cod_tipo_espec
e tipo_equip. O valor da variável cod_tipo_espec igual a “CON” indica que o equipamento
é utilizado para medição de energia elétrica nas unidades consumidoras. A utilização desta
variável é importante dada a existência de medidores que são utilizados para outros fins. Um
exemplo é o medidor de fronteira, utilizado para medir a energia transmitida por um pedaço
do sistema de transmissão ou distribuição (fronteira). A quantidade de medidores de fronteira
é baixa, sendo possível desenvolver planos de inspeções que verifiquem os estados de todos
equipamentos. A variável tipo_equip representa o tipo de equipamento, o valor “MD”
significa que o equipamento é um medidor de energia elétrica. A variável contabil é uma
aglutinação de dados de outras variáveis sobre os equipamentos, algumas inexistentes nas
tabelas recebidas. Através da variável é possível obter o número de fases que o equipamento
deve ser conectado (e.g., monofásico), determinar o tipo de medição a que se destina (e.g.,
medição indireta), se o equipamento é eletrônico ou eletromecânico, a tensão de operação e o
tipo de equipamento (e.g., transformador de corrente).
43
As variáveis selecionadas da tabela MED_CONS são o número da unidade consumidora
(necessário para relacionar os dados desta tabela com os dados de UC_MEDIDOR), fornecida
pelo campo conta, e todos os valores de consumo mensal, em kWh.
Uma vez analisados os dados percebe-se que as tabelas da concessionária não
apresentam o conhecimento necessário para a classificação dos equipamentos, i.e., não existe
no depósito de dados informações sobre o valor do erro de medição dos medidores de energia
elétrica ou variável similar, que informe se o erro de medição do equipamento está dentro dos
limites permitidos pelas leis dos órgãos de regulamentação. A única variável que representa
algo mais próximo disto é motivo_retirada que indica o motivo da retirada do equipamento
da UC em análise (registro). Se a retirada do equipamento foi devido a defeito no mesmo,
então motivo_retirada apresentará o valor “RETIRADA DO EQUIPAMENTO COM DEFEITO”.
Apesar de a variável apresentar informações sobre medidores defeituosos ela não é válida
para a análise dos dados uma vez que a empresa informou que medidores podem ser retirados
por outros motivos (e.g., motivo_retirada = “FALTA DE PAGAMENTO”), serem inspecionados
e se constatar defeito no equipamento, sem a alteração da variável motivo_retirada, isto
gera uma incerteza sobre os medidores definidos como “dentro das conformidades”.
Com o intuito de se obter respostas precisas sobre quais medidores estavam ou não
com erros metrológicos dentro dos limites estabelecidos pelas leis dos órgãos de
regulamentação recorreu-se aos ensaios realizados anualmente para a ARSESP. Foram
utilizados os dados de ensaios dos anos de 2004 a 2008. A figura 2.4 apresenta um exemplo
de uma tabela de ensaio de medidores para a ARSESP.
Figura 2.4 – Exemplo de relatório no padrão ARSESP.
44
Os dados de ensaios para a ARSESP foram acrescentados ao depósito de dados em
uma nova tabela, denominada DADOS, com três campos. A tabela 2.1 apresenta o descritivo de
DADOS.
A tabela DADOS contém 11.068 registros.
Tabela 2.1 – Descrição das variáveis da tabela DADOS.
Variável
Tipo
Descrição
num_equip
Alfanumérica
nº de identificação do equipamento
ano
Numérica
defeito
Booleana
ano do ensaio
Determina se o equipamento apresentou erros de
medição fora dos limites permitidos por lei
(verdadeiro) ou não (falso).
Dados climáticos
Dados climáticos, como temperatura e precipitação média, são variáveis que
inicialmente parecem influenciar a vida útil dos equipamentos. O conjunto temperatura,
precipitação média e altitude podem influenciar na velocidade do desgaste dos equipamentos,
afetando o erro de medição. Esses desgastes podem ser devido à:
•
Salinidade, para localidades em que a altitude seja baixa;
•
Umidade, para localidades que apresentem alta precipitação média;
•
Dilatações térmicas em localidades com temperatura média elevada.
O banco de dados não apresenta informações sobre essas três variáveis (altitude,
precipitação e temperatura). Para obter tais dados, foi utilizada a base de dados
meteorológicos fornecida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),
através do Banco de Dados Climáticos do Brasil1. No sítio são apresentados os dados
históricos de temperatura e precipitação por município, informando o período de análise e a
média dos valores para cada um dos doze meses. Também são apresentadas as coordenadas
geográficas e a altitude do município.
As informações climáticas de algumas localidades não estão disponíveis no sítio. Para
garantir informações de todas as localidades, utilizou-se a metodologia de regressão kernel
nos dados da Embrapa para estimar os valores de temperatura média anual, precipitação
média mensal e altitude para todas as localidades.
1
http://www.bdclima.cnpm.embrapa.br
45
As informações foram obtidas por localidade e armazenadas no banco de dados em
uma nova tabela, CLIMATICOS. A tabela 2.2 apresenta uma descrição dos campos de
CLIMATICOS.
Tabela 2.2 – Descrição das variáveis da tabela CLIMATICOS.
2.5
Variável
Tipo
Descrição
localidade
temperatura
precipitacao
altitude
Numérica
Numérica
Numérica
Numérica
Código do município.
Temperatura média.
Precipitação média mensal.
Altitude do município.
Integração de dados
“Integração de dados é o problema de combinar dados que residem em diferentes
fontes, e prover ao usuário uma visão unificada desses dados” [42].
A integração de dados trata da formulação das consultas (queries) no banco de dados,
garantindo que os dados sejam combinados de modo correto em uma mesma tabela. Para o
caso em estudo, algumas tabelas apresentam informações sobre os equipamentos de forma
indireta e serão modificadas.
Na tabela UC_MEDIDOR existe o histórico do medidor, porém a forma de
armazenamento utilizada, através de vários registros, não apresenta facilidade para obtenção
de dados históricos, tornando-os inutilizáveis. A transformação dos dados históricos,
armazenados através de vários registros, em variáveis permite fácil acesso às informações
sobre o histórico do medidor além de diminuir a quantidade de registros existentes.
O dado histórico considerado importante para o problema é o tempo de vida do
medidor no parque, porém tal informação não pode ser obtida com os dados disponíveis.
Como alternativa, calculou-se a quantidade de instalações do medidor de energia e a
quantidade de dias que o medidor permaneceu na última unidade consumidora (a qual o
medidor estava quando retirado para ensaio). Uma instalação é definida como a contagem de
registros com mesmo valor do campo num_equip na tabela UC_MEDIDOR.
Para a integração com os dados obtidos dos relatórios para a ARSESP, utilizou-se o
campo data_retirada_equip para obter a quantidade de instalações de acordo com os dados
da tabela DADOS. Somente foram utilizados para determinação da quantidade de instalações os
registros que possuem o valor do ano de data_retirada_equip inferior ou igual ao valor de
46
ano
em DADOS. A informação do número de instalações do equipamento foi armazenada em
um novo campo, nomeado instalacoes.
O cálculo do tempo de permanência em uma UC é facilmente obtido através da
diferença entre as variáveis data_inst_equip e data_retirada_equip da tabela
UC_MEDIDOR.
A restrição é que este cálculo seja realizado somente nos registros em que o
medidor foi retirado para ensaio, isto é realizado cruzando as informações de UC_MEDIDOR
com a variável ano em DADOS.
Como já mencionado, a tabela MED_CONS contém o histórico do consumo mensal das
UCs. Esta informação está relacionada com a UC, estando relacionada indiretamente com o
equipamento. Duas maneiras foram utilizadas para relacionar os dados desta tabela com os
medidores: uma maneira, bem simples, é a determinação do máximo valor de consumo
mensal da UC. A outra maneira é o cálculo do consumo médio mensal. Ambos os métodos
utilizam somente os dados de consumo mensais da UC em que o medidor se encontrava
quando retirado para ensaio ARSESP. Este período de tempo é calculado do mesmo modo
que o tempo de permanência em uma UC. A informação do consumo máximo foi armazenada
em uma variável denominada maximo enquanto a informação do consumo médio foi
armazenada em uma variável denominada media.
De acordo com a metodologia os dados devem ser agrupados em uma única tabela. A
tabela RESULTADOS foi criada para armazenamento de todas variáveis de interesse. Os dados
da tabela final são preenchidos através de uniões condicionais entre as tabelas. A figura 2.5
apresenta de maneira simplificada como os dados foram agrupados.
47
Figura 2.5 – Construção da tabela RESULTADOS.
As variáveis que compõem a tabela RESULTADOS, e que serão utilizadas no processo de
mineração de dados, são:
•
Dados referentes ao medidor de energia elétrica:
o subtipo_equip
o ano_fabric
o cod_tipo_fase
o contabil
•
Dados referentes à UC:
o media: consumo médio mensal calculado no período em que o
equipamento foi instalado até sua retirada para ensaio.
o maximo: consumo máximo observado no período em que o
equipamento foi instalado até sua retirada para ensaio.
o cod_tipo_local
o cod_localidade
o cod_classe_principal
o cod_classe_consumo
o grupo_tensao_fornecimento
o temperatura
o precipitação
48
o altitude
•
Dados referentes ao tempo de existência do medidor:
o instalacoes: armazena a quantidade de instalações que o medidor
teve até retirada para ensaio.
o dias_de_vida: tempo (em dias) que o medidor permaneceu na UC
antes de ser retirado para ensaio.
•
Dados de indicação de erro acima do permitido:
o defeito
2.5.1 Agrupamento de modelos
Os equipamentos no banco de dados recebido possuem uma grande quantidade de
modelos – mais de 200 – o que dificulta a utilização da variável. Em consulta com
especialistas da concessionária verificou-se que existem modelos que possuem mais de um
nome na variável subtipo_equip, a criação de nomes fictícios ajuda os profissionais que não
possuem facilidade no uso de banco de dados a encontrarem grupos específicos de
equipamentos. Como exemplo destaca-se os valores “C1X412010” e “C1X424010” da variável
subtipo_equip
que representam um mesmo modelo, o “C1X4”. Modelos “C1X412010” são
utilizados em tensões da classe 127V enquanto os modelos “C1X424010” são utilizados em
tensões da classe 220V.
Os modelos que podem ser agrupados e foram utilizados neste trabalho são
apresentados no anexo A.
2.6
Pré-processamento e limpeza dos dados
A validade do conhecimento obtido depende fortemente da qualidade dos dados
utilizados. Dados que apresentam informações discrepantes e campos com valores ausentes
ou incorretos aumentam a possibilidade de aprendizagem de ruído. Um modelo construído a
partir de dados com ruídos “aprende” o ruído, tornando a representação de novos dados
ineficiente. Portanto, é necessário que haja uma etapa de pré-processamento e limpeza dos
dados.
Em [43] cita-se os tipos de erros que um depósito de dados pode apresentar e as
formas de tratamento, neste trabalho destacam-se:
49
2.6.1 Dados ausentes (missing values)
Erros deste tipo são: campos vazios ou variáveis não preenchidas nas bases de dados.
A justificativa pode estar em erros no programa de inserção dos dados, anomalias no sistema
ou erro computacional (bug).
Variáveis sem nenhuma informação (vazias) devem ser removidas do Depósito de
Dados. Valores de campos vazios podem ser estimados ou então todo o registro ser removido.
Métodos para predição dos dados ausentes são apresentados em [44].
No banco de dados
A análise de dados ausentes ocorre através da verificação de variáveis com valor nulo.
Para a tabela MED_CONS, campos não preenchidos em um determinado registro representam a
inexistência do histórico da UC no mês. O motivo para a inexistência do histórico pode ser a
inexistência da UC naquele mês (caso para UCs novas) ou o desligamento da UC (à pedido ou
por falta de pagamento). Exemplo para ambos os casos são apresentados na figura 2.6.
Neste caso específico, os dados ausentes não são devido a anomalias nem erros
computacionais, e sim consequência da configuração do banco de dados. Justamente por
causa destas configurações, os registros nulos pertencem a datas fora dos períodos
considerados para consumo, não sendo selecionados para compor os cálculos. Esta
propriedade específica da tabela MED_CONS inviabiliza a busca por campos com dados
ausentes (registros nulos em períodos onde existe consumo). Como medida de segurança para
cálculos (que tornam o resultado de uma operação matemática nula quando existe um valor
nulo), valores nulos são convertidos para valor igual a zero.
(a)
(b)
Figura 2.6 – Exemplo de dados ausentes na tabela MED_CONS. a) Caso de UC inexistente até dado período.
b) Caso de UC desligada.
50
A variável ano_fabric após importação dos dados da concessionária apresentou
11.184 registros nulos. Optou-se por tratar este registro somente após a criação da tabela
RESULTADOS.
Analisando a tabela final, apenas um registro nulo foi encontrado. A análise dos dados
originais da empresa apresenta a primeira instalação do equipamento em 1998. Na análise dos
dados originais os demais equipamentos pertencentes ao mesmo modelo agrupado
(“FYT201”) também possuem registro vazio para a variável ano_fabric e datas de primeira
instalação em uma faixa grande de datas, tornado impossível estimar o valor do registro nulo.
O registro foi descartado. Este era o único registro do modelo “FYT201” na tabela
RESULTADOS.
2.6.2 Dados incorretos
Dados incorretos são dados presentes em um campo mas que não pertencem ao grupo
de valores daquele campo. Um exemplo claro de dado incorreto é a presença do valor 5 no
campo que indica o número de fases de uma instalação elétrica a qual um medidor de energia
é conectado. Atualmente trabalha-se com instalações elétrica de 1 (monofásica), 2 (bifásica)
ou 3 (trifásica) fases. O número 5 como quantidade de fases em uma instalação é uma
informação inválida, incorreta.
A importação de dados externos nos bancos de dados pode resultar em quantidade de
campos menor do que o esperado no banco de dados. Se não for utilizado um mecanismo de
proteção, as informações no banco de dados podem apresentar os dados de uma variável em
um campo diferente, alterando o conhecimento existente nos dados.
No banco de dados
Foram observados dois problemas de dados incorretos. O primeiro, observado durante
a importação dos dados, foi a quebra dos registros em duas ou mais linhas, i.e., um caractere
de nova linha estava presente no meio dos dados de importação. A figura 2.7 apresenta um
exemplo de dados com quebra dos registros em duas linhas.
51
Figura 2.7 – Registro com quebra dos dados em duas linhas.
O segundo problema foi a utilização do caractere \ antes do separador dos campos de
dados. Esse caractere é considerado como caractere de escape pelo MySQL.
Um caractere de escape é o primeiro caractere de uma sequência de escape, que por
sua vez é um conjunto de caracteres que possuem a habilidade de enviar caracteres de
controle (e.g., tecla “ESC”) [45 e 46]. Sempre que o caractere de escape é utilizado, o
caractere subsequente é analisado. Se a sequência de escape formar um caractere de controle,
este é enviado. Caso contrário o caractere subsequente ao caractere de escape é considerado
caractere de texto. A tabela 2.3 apresenta as sequências de escape do MySQL. A figura 2.8
apresenta o resultado da utilização do caractere de escape em conjunto com o caractere “n”
que presenta o caractere de controle “nova linha”.
Tabela 2.3 – Sequências de escape do MySQL.
Sequência
Descrição
\0
Caractere ASCII 0 (nulo)
\'
Um caractere de marcação simples
\"
Um caractere marcação duplas
\b
Caractere backspace
\n
Caractere nova linha
\r
Caractere carriage return
\t
Caractere de tabulação
\Z
Caractere ASCII 26 (Ctrl+Z)
\\
Caractere barra invertida
\%
Caractere %
\_
Caractere _
52
(a)
(b)
Figura 2.8 – Utilização de sequência de escape. a) String sem uso do caractere de escape. b) Uso do
caractere de controle “nova linha”.
O sistema de importação do MySQL interpreta o caractere separador de campos,
quando utilizado subsequentemente ao caractere de escape, como parte de um campo, i.e., o
caractere separador perde a função de caractere especial se comportando como um caractere
normal, presente no campo. Como resultado ocorre a mescla de variáveis subjacentes e falta
de informação nas últimas variáveis importadas.
Outros dados incorretos existem devido a conversões incorretas do banco de dados
utilizado. A existência de datas de fabricação e datas de instalação de medidores de energia
com valor acima do ano de criação do depósito de dados (e.g., ano_fabric = “2069”)
ilustram o problema: conversão automática de datas de dois dígitos para quatro dígitos. As
correções foram realizadas após a importação, através da subtração de cem anos dos valores
acima de 2008.
2.6.3 Dados discrepantes (outliers)
São dados com valores extremos ou atípicos, ou no caso de variáveis categóricas são
valores com pouquíssimos casos. Para variáveis numéricas pode-se analisar a variância, média
e desvio padrão dos dados para determinar quais fazem parte da amostra e quais são
considerados ruído. Descrição e referências de várias técnicas de detecção de dados
discrepantes podem ser encontradas em [47].
Um exemplo de dado discrepante é apresentado na tabela 2.4. São apresentados os
valores de consumo de diversas unidades consumidoras monofásicas.
53
Tabela 2.4 – Consumo de unidades consumidoras monofásicas.
Consumo
UC
(kWh)
102013
107
102340
88
102543
201
109305
54
110241
15100
110532
187
...
...
Média
108,7
3º Quartil
280
Analisando a tabela observa-se que o consumo da UC “110241” é muito superior ao
consumo médio. O 3º quartil também é muito inferior ao valor desta UC, o que caracteriza
este dado como um valor atípico no conjunto de dados analisado.
No banco de dados
O depósito de dados criado apresenta casos de subtipos de medidores com poucos
registros sobre a condição de defeito. A principal causa é a baixa quantidade de registros de
ensaio desses modelos resultando em redução da quantidade do modelo após aplicação de
comandos de agrupamentos condicionais (join... where) A tabela 2.5 apresenta a relação
entre a quantidade de subtipos no depósito de dados e na tabela UC_MEDIDOR. A última coluna
indica a quantidade de registros no depósito de dados que representam medidores com falhas.
Uma observação deve ser feita para os valores de subtipos apresentados. Nesta seção os
subtipos são apresentados de forma agrupada.
Tabela 2.5 – Quantidade de registros para cada subtipo no depósito de dados e tabela UC_MEDIDOR.
Subtipo
B4C3V
C1X4
D58
D58C
D8L
F72
F72G
FV201
Depósito de
Tabela
Qtd registros
Dados (%)
UC_MEDIDOR (%)
defeito (%)
1 (0,01%)
1 (0,01%)
378 (3,89%)
1548 (15,93%)
798 (8,21%)
2 (0,02%)
722 (7,43%)
429 (4,41%)
37129
6092
84567
79772
71229
70104
8144
80917
(1,67%)
(0,27%)
(3,80%)
(3,58%)
(3,20%)
(3,15%)
(0,37%)
(3,63%)
0 (0,00%)
1 (100,00%)
136 (35,98%)
208 (13,44%)
34 (4,26%)
0 (0,00%)
9 (1,25%)
108 (25,17%)
54
FV202
FX221
M1A
M1AG
M1AT
M8C
M8L
MF79G
MFB120G
MFT120G
MV202
MY202
PN5DG
PN5T-G
SL1621
T4C3V
T8L
TOTAL
1 (0,01%)
572 (5,89%)
570 (5,87%)
1 (0,01%)
1 (0,01%)
1 (0,02%)
652 (6,71%)
710 (7,31%)
1 (0,01%)
291 (2,99%)
619 (6,37%)
1005 (10,34%)
427 (4,39%)
351 (3,61%)
362 (3,73%)
1 (0,01%)
274 (2,82%)
9718 (100,00%)
18993 (0,85%)
285781 (12,84%)
82051 (3,69%)
57858 (2,60%)
272945 (12,26%)
19472 (0,87%)
42298 (1,90%)
63866 (2,87%)
29661 (1,33%)
10717 (0,48%)
279456 (12,55%)
45665 (2,05%)
353425 (15,87%)
77496 (3,48%)
90795 (4,08%)
2472 (0,11%)
55564 (2,50%)
2226469 (100,00%)
0 (0,00%)
14(2,45%)
90 (15,79%)
0 (0,00%)
0 (0,00%)
1 (100,00%)
189 (28,90%)
16 (2,25%)
0 (0,00%)
46 (15,81%)
74 (11,95%)
37 (3,68%)
50 (11,71%)
0 (0,00%)
10 (2,76%)
0 (0,00%)
39 (14,23%)
1062 (10,93%)
Analisando a tabela 2.5 pode-se fazer algumas observações sobre os dados:
•
Quando a quantidade de registros de medidores com falha é pequena (menor
que 3%) comparada com a quantidade de registros de medidores sem falha,
não existe informação suficiente a ser aprendida desses dados. Valores
percentuais em até 2% podem ser considerados casos atípicos ou incomuns,
portanto devem ser descartados. Situação idêntica é encontrada quando a
quantidade de registros de medidores sem falha é pequena (menor que 3%)
comparada com a quantidade registros de medidores com falha;
•
Outra observação é feita quando se analisa o percentual de registros no
depósito de dados e na tabela UC_MEDIDOR. Para que o depósito represente
adequadamente os dados do banco de dados, o percentual para cada subtipo de
medidor em relação ao total de equipamentos deve ser próximo em ambas as
tabelas. Um valor percentual menor de registros no depósito de dados leva à
crença de falta de representatividade dos dados da tabela MED_CONS. Um valor
percentual maior leva a uma idéia oposta. O problema do excesso de
representatividade está na seguinte premissa: se o percentual no depósito de
dados é maior para um subtipo, então existe pelo menos um subtipo com
percentual menor;
55
Através da primeira observação, os subtipos “B4C3V”, “C1X4”, “F72”, “F72G”,
“FV202”, “FX221”, “M1AG”, “M1AT”, “M8C”, “MF79G”, “MFB120G”, “PN5T-G”, “SL1621”
“T4C3V”
e
são considerados dados discrepantes.
A segunda observação pode ser desconsiderada, pois o depósito de dados não é uma
amostra da tabela UC_MEDIDOR, e sim uma junção desta com outras tabelas (e.g., MED_CONS e
os dados ARSESP).
2.6.4 Dados redundantes
A utilização de diversas fontes de dados na geração do depósito de dados pode resultar
em dados redundantes. Estes podem ocorrer devido a nomeações distintas para uma mesma
variável ou uso de variáveis distintas para representar um mesmo conhecimento. Exemplo:
variável referente aos alunos de uma universidade, em um banco utiliza-se a definição
estudante e em outro a definição aluno.
Para determinação de variáveis redundantes faz-se a análise da correlação entre as
variáveis. Campos com nomeação distinta para uma mesma variável possuem correlação
unitária enquanto campos distintos que representam o mesmo conhecimento possuem módulo
dos valores de correlação próximos a 1. O especialista deve decidir qual o limite de correlação
e semelhança entre os dados para classificá-los como redundantes.
Outro tipo de redundância é a repetição de um registro na base de dados, problema
típico de bancos de dados com tabelas não-transacionais acessadas por 2 ou mais usuários
simultaneamente. Ressalta-se que dois registros idênticos em um subconjunto de uma base de
dados não é caracterizado diretamente como um erro de redundância, para tal é necessário que
os registros estejam repetidos no banco de dados original e que este banco seja caracterizado
por conter informações únicas. Desta forma, a análise pelo especialista é fundamental.
Apesar de existirem algoritmos de mineração de dados que não são influenciados por
variáveis redundantes deve-se considerar a remoção destas variáveis quando a quantidade de
informação a ser verificada for elevada, podendo ultrapassar a capacidade de memória
utilizada pelos programas de mineração de dados [44].
56
No banco de dados
As redundâncias existentes no banco de dados estão nas variáveis utilizadas para
relacionar as diversas tabelas. As variáveis uc e conta, respectivamente de UC_MEDIDOR e
MED_CONS,
contem a mesma informação (número da unidade consumidora).
Existem campos que apresentam aglutinações de informações de dois ou mais campos,
ou aglutinação de informações de um campo com novas informações que não são
apresentadas por nenhum campo na base de dados. É o caso da variável contabil que
informa a quantidade de fases a que o medidor deve ser instalado, a tensão de ligação do
equipamento à instalação elétrica, se é utilizado para medição direta ou indireta, e se é do tipo
eletrônico ou indução eletromagnética. A quantidade de fases para conexão é fornecida
simultaneamente por contabil e por cod_tipo_fase enquanto as demais informações não
são apresentadas por nenhum campo da tabela.
2.7
Transformação
A etapa de transformação consiste em fazer a adequação dos dados para a etapa de
mineração. Nesta etapa pode ocorrer a conversão de variáveis contínuas para discretas
(discretização) e conversão de variáveis texto para numéricas (e.g., “A” → “1”). As variáveis
discretas não podem ser convertidas em contínuas, uma vez que a quantidade de informação
que uma variável contínua contém é superior a de uma variável discreta.
Outro tipo de transformação comum é a transformação de uma variável com N valores
possíveis em N variáveis binárias. Essa transformação é denominada flattening e é utilizado
para melhorar o relacionamento dos dados [36].
Exemplo: um depósito de dados contendo o nome do cliente e o tipo de produto que
ele comprou de uma empresa de telecomunicações: para um mesmo cliente podem existir
vários registros, cada um contendo um serviço contratado. A tabela 2.6 apresenta um
segmento do depósito de dados.
57
Tabela 2.6 – Segmento de um depósito de dados.
Cliente
Produto
...
...
20375
Telefone
20375
Internet
20375
TV por assinatura
20398
Telefone
20398
Identificador de chamadas
...
...
Os dados da variável Produto podem ser transformados utilizando flattening para que
haja a redução de registros e melhor visualização dos dados. A tabela 2.7 mostra o resultado
da aplicação de flattening. Registros com valor “1” informam que o cliente contratou aquele
serviço enquanto valor “0” significa que o serviço não foi contratado.
Tabela 2.7 – Segmento de um depósito de dados após flattening.
Cliente Telefone Internet TV por assinatura Identificador de chamadas
20375
1
1
1
0
20398
1
0
0
1
A normalização de variáveis é uma técnica que delimita os valores de variáveis
numéricas em um mesmo intervalo de busca. Geralmente os valores são normalizados no
espaço 0 a 1, ou -1 a 1. Esta técnica de transformação é útil quando se utiliza de medidas de
distâncias entre os dados (e.g., agrupamento). Sem a normalização, uma variável pode
apresentar maior efeito de distância sobre as demais, tornando impossível comparar a
dispersão dos dados devido à variável não normalizada.
Os tipos de transformações a serem realizadas nos dados dependerão da tarefa de MD
e do tipo de algoritmo utilizado para este fim.
2.7.1 Transformação de variáveis categóricas em numéricas
A técnica de mineração de dados stepwise não pode trabalhar com variáveis que não
sejam numéricas. A idéia inicial é converter variáveis tipo texto em numéricas, porém as
variáveis, ao serem convertidas, apresentarão uma informação de distância falsa. Variáveis
categóricas não possuem informação de distância, e a conversão em valores numéricos
58
apresenta uma informação falsa sobre a distância. Exemplo: considere uma variável que aceite
o nome de frutas, “banana”, “maçã” e “laranja”. A conversão desta variável em numérica
recebe os valores “0”, “1” e “2” que representam “banana”, “maçã” e “laranja”,
respectivamente. Em questões numéricas pode-se afirmar que 2>1, porém não se pode dizer
que “laranja”>“maçã”.
De acordo com a literatura todas variáveis categóricas devem ser convertidas em
numéricas através de flattening. A tabela 2.8 apresenta a listagem de variáveis categóricas do
banco de dados e a quantidade de valores que elas assumem.
Tabela 2.8 – Lista de variáveis categóricas utilizadas para MD.
Variável
Qtd de valores
possíveis
subtipo_equip
11
cod_tipo_fase
3
contabil
3
cod_tipo_local
2
cod_localidade
210
cod_classe_principal
8
cod_classe_consumo
160
grupo_tensao_fornecimento
2
As variáveis cod_localidade e cod_classe_consumo não passaram pelo processo de
transformação. A enorme quantidade de valores que elas podem assumir dificulta a análise
após a transformação, gerando muitas colunas. Por se tratar de variáveis categóricas com
valores numéricos elas são aceitas pelo algoritmo de regressão. A única implicação é que a
regressão tratará os valores destas variáveis como numérico, ou seja, a regressão assume que
cod_classe_consumo=3132
cod_localidade=93
é menor do que cod_classe_consumo=6019
ou que
é maior que cod_localidade=71.
2.7.2 Transformação
de
variáveis
contínuas
em
discretas
(discretização)
Uma variável contínua pode ser vista como um conjunto de valores linearmente
ordenados, limitados em uma faixa de valores. O processo de discretização consiste
59
basicamente em subdividir essa faixa em pelo menos duas sub-faixas. A escolha dos pontos
de discretização deve ser realizada de modo a prover informações de classificação úteis para
os exemplos que compõem as classes [48].
Os primeiros algoritmos de indução para árvores de decisão não trabalhavam com
variáveis contínuas, porém existem vários algoritmos de indução que trabalham com variáveis
contínuas, discretizando-as em tempo de execução. Estes algoritmos utilizam a discretização
em dois subgrupos, utilizando um valor limite. Quando o valor de um elemento da variável
for menor do que o limite ele vai para o ramo esquerdo, e quando o valor é maior do que o
limite ele vai para o ramo direito.
A discretização em tempo de execução gera problemas para validação cruzada. O
algoritmo de indução busca o ponto ótimo de discretização de acordo com os dados utilizados
para treino. Como na validação cruzada são realizados vários treinos, com segmentos distintos
de dados, cada segmento pode apresentar pontos de discretização distintos.
A alternativa é realizar a discretização antes da execução do algoritmo, tratando todas
as variáveis contínuas como discretas. Existe uma diversidade de técnicas de discretização,
em [49] faz-se uma revisão sobre várias técnicas.
No banco de dados utilizou-se uma metodologia simples de discretização. Os pontos
foram escolhidos de modo a garantir uma quantidade de dados próxima em todas as subfaixas.
As
variáveis
precipitacao
ano_fabric,
media,
maximo,
dias_de_vida,
temperatura,
e altitude foram discretizadas para aplicação da técnica de mineração
árvores de decisão.
2.8
Mineração de Dados
A Mineração de Dados é utilizada para obter padrões de interesse, a partir de dados,
em uma ou mais formas representativas (e.g., árvores de decisão, regressão). É considerada a
etapa central de DCBD.
A utilização da Mineração de Dados em bases de dados sem tratamento prévio foi
nomeada de modo pejorativo como data fishing ou data dredging, uma vez que os padrões
obtidos podem não apresentar significado verdadeiro.
Em [35] são classificados dois tipos de objetivos almejados com a utilização de
DCBD, verificação e descoberta.
60
•
Verificação: o processo de DCBD é utilizado para confirmar uma hipótese
inicial;
•
Descoberta: a ferramenta é utilizada para descobrir novos padrões nos dados.
Os dois objetivos principais de MD são predição e descrição.
•
Predição: descobre padrões e relacionamentos para determinar valores
desconhecidos ou futuros de uma ou mais variáveis de interesse.
•
Descrição: descobre padrões que descrevem os dados em uma forma
compreensível para humanos.
Nota-se que, em alguns casos, o resultado da MD satisfaz ambos os objetivos.
Os objetivos descritos anteriormente são alcançados utilizando algoritmos para obter
uma tarefa de MD. As tarefas descritas a seguir são baseadas em [34] e [38] e utilizam o
exemplo apresentado na figura 2.9. É apresentada de forma gráfica, os dados de um banco
com informações sobre clientes que pagaram um empréstimo (o) ou não (x). O eixo da
abscissa contém a renda da pessoa, e no eixo da ordenada é apresentado o total de dívidas da
Total de dívidas
mesma.
Figura 2.9 – Descrição de clientes que pagam ou não os empréstimos em função da renda e da quantidade
de dívidas.
2.8.1 Classificação
A classificação consiste em aprender uma função que mapeia (classifica) os itens de
um banco de dados em uma das várias classes predefinidas. Exemplos de aplicação: sistema
61
que classifica aeronave através dos valores de suas dimensões e tipo de propulsão,
classificação de clientes fraudadores utilizando dados históricos de consumo. A figura 2.10
mostra um mapeamento dos dados de empréstimo em duas regiões, o banco pode querer
utilizar classificação para automaticamente decidir quando um empréstimo futuro deve ser
Total de dívidas
fornecido ou negado.
Figura 2.10 – Exemplo de classificação.
2.8.2 Regressão
A regressão consiste em aprender uma função que mapeia os dados de uma variável do
banco de dados em uma função das outras variáveis do banco. A regressão pode ser linear ou
não-linear, simples ou multivariada. Exemplos de aplicação de regressão: determinação de
biomassa presente em uma floresta utilizando dados coletados através de sensores; predizer a
demanda por um produto em função de gastos com propaganda. A figura 2.11 apresenta uma
regressão simples onde o total de dívidas é uma função linear de renda.
62
Figura 2.11 – Exemplo de regressão.
2.8.3 Agrupamento (Clustering)
Agrupamento é uma tarefa descritiva, que consiste em agrupar os dados em um
número finito de grupos. Os grupos podem ser mutuamente exclusivos, ou possuírem
sobreposição. Exemplos de utilização: definir grupos de consumidores em uma base de dados
de mercado. A figura 2.12 apresenta o agrupamento para o exemplo de empréstimo. Observase que na análise de agrupamento não existe distinção entre os valores de classe, ou seja, não
Total de dívidas
se sabe durante a aplicação de agrupamento os valores dos grupos.
Figura 2.12 – Exemplo de agrupamento.
63
2.8.4 Associação
A tarefa de associação visa encontrar relacionamentos entre variáveis do banco de
dados. Tarefas de associação possuem duas etapas: redução das variáveis e geração de regras
através da análise de suporte e confiança. Suporte é definido como a quantidade de vezes que
uma relação entre duas ou mais variáveis do banco de dados é verdadeira, isto é, que para a
mesma relação seja apresentado o mesmo valor da variável de saída [50]. Exemplos de
aplicação: análise de relacionamentos de venda de produtos em supermercados (e.g. pão e
leite).
2.8.5 Sumarização (Summarization)
A sumarização mapeia os dados em subclasses com descrições simples. Exemplos de
utilização: geração de resumos de textos.
2.8.6 Detecção de desvios (Deviation detection)
A detecção de desvios observa alterações nos dados. Exemplos de aplicação: detecção
de fraudes.
2.9
Técnicas de mineração de dados
As técnicas utilizadas para MD provém das diversas áreas que se relacionam com
DCBD. Exemplos de técnicas são:
•
Estatística: redes bayesianas, regressão, análise multivariada;
•
Aprendizagem de máquina: árvores de decisão, redes neurais, k-means.
As técnicas de mineração de dados não são específicas para uma tarefa, podendo uma
técnica ser utilizada em duas ou mais tarefas. A tabela 2.9 apresenta exemplos de técnicas e as
tarefas de MD que elas podem realizar.
64
Árvores de Decisão
Redes neurais
Estatística Clássica
Sumarização
•
•
•
Associação
•
•
•
Agrupamento
Regressão
Regressão
Classificação
Tabela 2.9 – Exemplo de técnicas de mineração de dados e tarefas em que podem ser utilizadas.
•
•
•
•
2.9.1 Regressão
A ideia da regressão é modelar o comportamento de uma variável em função de outras
variáveis. Assim, é possível predizer o comportamento de uma variável de saída em função de
uma ou mais variáveis de entrada.
Considerações iniciais
As regressões utilizam um conjunto de variáveis de entrada para gerar uma variável de
saída. Para facilitar as explicações, será utilizada a mesma convenção apresentada em [26].
No trabalho, é definido um modelo para representação da regressão. O modelo é composto
por N entradas e M saídas, como mostra a figura 2.13.
Figura 2.13 – Convenção dos modelos. Fonte: [26]
Defini-se xi como a iésima das N entradas, yj a jésima, e ŷj a estimação da jésima saída.
Nota-se que xi, yj e ŷj são vetores, cada um com n observações, como mostra a figura 2.14. É
possível definir matrizes de entrada e saída para o modelo. A matriz X é a matriz de entrada e
65
as matrizes Y e Ŷ são as matrizes de saída verdadeira (real) e saída do modelo (estimada). A
matriz X possui dimensão n×N, e as matrizes Y e Ŷ possuem dimensões n×M.
X
Ŷ
Y
… xN
x11
x21
x12 … x1N
x22 … x2N
y1
y2
… yM
y11
y21
y12 … y1M
y22 … y2M
…
…
…
yn1
yn2 … ynM
ŷ2
… ŷM
ŷ11
ŷ21
ŷ12 … ŷ1M
ŷ22 … ŷ2M
ŷn1
ŷn2 … ŷnM
…
…
xn2 … xnN
…
…
xn1
ŷ1
…
x2
…
x1
Figura 2.14 – Convenção de matrizes. Fonte: [26]
Como existe somente uma saída de interesse neste trabalho, M apresenta valor
unitário.
Regressão linear
Na regressão linear, a saída é considerada uma função linear da entrada.
Yˆ = X × β + β 0
(2.1)
Onde β0 é um vetor constante. Deseja-se obter a matriz β que soluciona esta equação,
assim será possível criar um modelo capaz de predizer a saída Ŷ para qualquer valor de X.
A matriz β é obtida através da equação 2.2.
(
β = X −1 × Yˆ − β 0
)
(2.2)
O fato da matriz X não ser quadrática, ou ser quadrática, mas não invertível, impede a
utilização da equação 2.2. Como alternativa utiliza-se o conceito de pseudo-inversa [51]. A
pseudo-inversa também é conhecida como inversa de Moore-Penrose, em homenagem a E. H.
Moore e R. Penrose que formularam de modo independente o conceito [52]. Quando a matriz
é invertível, a pseudo-inversa é idêntica à inversa. No caso de matriz não-invertíveis, a
66
pseudo-inversa apresenta uma matriz com algumas propriedades da inversa, possuindo
funcionalidade para a regressão. O uso da pseudo-inversa para obtenção da matriz β é
apresentado na equação 2.3. Uma observação importante é que a pseudo-inversa não existe
quando a quantidade de variáveis de entrada for maior do que a quantidade de observações.
Na condição de N>n, o processo de pseudo-inversa realiza uma expansão de dimensões para
formar a matriz quadrada, o que resulta em uma matriz quadrada singular ou próxima a
singularidade, e esta não é invertível. Na condição de n>N, o processo realiza uma
compressão de dimensões, o que geralmente resulta em uma matriz quadrada invertível.
(
−1
β = (X T × X ) × X T × Yˆ − β 0
)
(2.3)
Os valores da matriz β indicam os pesos das variáveis de entrada para obtenção das
variáveis de saída.
Para obtenção de β, várias técnicas podem ser utilizadas. A mais comum é a de
mínimos quadrados. Esta técnica utiliza uma medida de erro entre a saída real e a estimada
pela regressão, dada por ε, para encontrar o valor de β. Este erro é denominado resíduo. A
equação 2.4 apresenta a equação do resíduo.
Y − Yˆ = ε
(2.4)
Onde ε é um vetor com os valores de erro entre a saída real e estimada
A regressão linear pode ser escrita em função da saída real através da substituição da
equação 2.1 em 2.4.
Y − (X × β + β 0 ) = ε
(2.5)
Y = X × β + β0 + ε
(2.6)
Nessas condições, o valor de β é dado por:
β = (X T × X ) × X T × (Y − β 0 − ε )
−1
(2.7)
67
Regressão Stepwise
Na mineração de dados podemos ter como objetivo a determinação de um subconjunto
de variáveis que melhor represente a saída de interesse. Existem vários algoritmos estatísticos
propostos para apresentar subconjuntos de qualidade de forma automática. Alguns algoritmos
populares são [53 e 54]: All Possible Regression (APR), Forward Selection (FS), Backward
Elimination (BE) e Stepwise (ou seleção de Efroymson).
O algoritmo stepwise é uma evolução do método FS. O algoritmo FS inicializa com
nenhuma variável, a saída é uma constante. É acrescentada à lista a variável que obtiver o
maior valor em um teste de significância da análise de variância (teste F), desde que o
resultado do teste seja superior a um limite pré-definido. A segunda variável adicionada
também é aquela que satisfaz o mesmo critério de escolha. O processo se repete até que todas
as variáveis sejam adicionadas ou um critério de parada for atingido (e.g., nenhuma variável
obteve resultado do teste superior ao limite pré-definido).
A diferença de stepwise para FS é que a cada passo, pode-se adicionar ou remover
uma variável. Com isto uma variável anteriormente incluída no modelo pode ser retirada. O
critério utilizado para análise do subconjunto irá depender do critério de adequação dos dados
e do objetivo da regressão. Os programas computacionais para cálculo de stepwise geralmente
utilizam o teste-F para verificar se a diferença de variância da saída, causada pela inserção (ou
remoção) de uma variável, possui um valor significativo. Outras técnicas apresentadas em
[54] são: coeficiente de correlação múltipla quadrática, erro quadrático total, CP de Mallow,
critério de informação de Akaike.
Entre os parâmetros apresentados em cada etapa da regressão o root mean squared
error (RMSE) apresenta uma informação importante para o usuário. Ele define a variação dos
valores estimados em relação aos valores observados no conjunto de dados, isto é, determina
a média dos valores quadráticos de resíduo e extrai a raiz, conforme equação 2.8. O resíduo é
considerado a diferença entre o ponto estimado e seu valor real, quanto maior a variação do
resíduo, menor a adequação do modelo aos dados de treinamento. Um modelo perfeitamente
ajustado aos dados de treinamento possui resíduos nulos e portanto o valor do RMSE é igual a
0. Deve-se ressaltar que um modelo perfeitamente ajustado aos dados de treino está sujeito a
aprender os ruídos existentes nos dados, o que não é desejável.
RMSE =
(
1 n ˆ
⋅ ∑ Yi − Yi
n i =1
)
2
(2.8)
68
A equação do RMSE se assemelha à equação do desvio padrão, com a diferença que
no desvio padrão se utiliza a diferença entre os valores dos dados e o valor médio. Em casos
em que o valor médio dos resíduos é nulo, o RMSE apresenta o mesmo valor que o desvio
padrão dos resíduos.
Como o algoritmo stepwise permite a adição ou remoção de variáveis, uma a cada
etapa, pode-se dizer que é um algoritmo de busca em vizinhança [33 e 55]. Definindo-se Q
como a quantidade de variáveis existentes no modelo e N como o total de variáveis de entrada,
um vizinho é definido através de:
•
Se 1<Q<N
o Inserção de uma variável ao modelo;
o Remoção de uma variável do modelo;
•
Se Q=1
o Inserção de uma variável ao modelo.
O critério de parada ocorre quando não existe vizinho com erro dos quadrados dos
resíduos menor do que a configuração atual ou então quando o algoritmo realizou uma
quantidade predefinida de iterações [54]. A figura 2.15 apresenta o fluxograma do algoritmo
stepwise.
Uma ou mais variáveis podem ser forçadas ao modelo, ou seja, variáveis que não
devem ser consideradas para remoção. O modelo inicial contém o grupo de variáveis forçadas
e estas não serão eliminadas em nenhuma iteração do algoritmo.
A regressão stepwise trabalha somente com variáveis numéricas, não podendo ser
utilizada para variáveis categóricas. Como consequência os valores categóricos devem ser
convertidos em variáveis numéricas via flattening.
69
Q=0
N > 0?
N
FIM
S
Remover variável
de acordo com
critério
Q ≥ 1?
N
Adição de variável
melhora o modelo?
S
S
Adicionar variável
de acordo com
critério
N
S
Remoção de
variável melhora
o modelo?
S
Q = N?
FIM
N
N
Remoção/
Adição de
variável melhora
o modelo?
FIM
N
S
Adicionar/remover
variável de acordo
com critério
Figura 2.15 – Fluxograma simplificado de forward stepwise.
A regressão stepwise escolhe as variáveis que mais se adaptam ao modelo gerando
menor erro de generalização da saída por uma função linear.
Mesmo que os dados não estejam correlacionados linearmente, o algoritmo pode
apresentar fortes indícios das variáveis mais significativas na determinação da variável de
saída.
Para aplicação nos dados da concessionária de energia, as variáveis categóricas foram
transformadas via flattening.
O algoritmo de regressão stepwise utilizado é fornecido pelo programa computacional
MATLAB. Os valores de p para inserção de variáveis foi p<0,05 e para retirada p>0,1. O
70
algoritmo foi executado duas vezes, uma iniciando sem nenhuma variável no modelo
(forward stepwise) e outra com todas as variáveis inclusas no modelo (backward stepwise).
Forward stepwise
A figura 2.16 apresenta o histórico do RMSE durante a execução do algoritmo de
forward stepwise [56]. Como a função de saída assume somente dois valores, “0” ou “1”, e
supondo que o valor de resposta não seja superior ao valor de saída, o maior valor de RMSE
que se poderá obter será “1”.
Figura 2.16 – Valores de RMSE para todas as etapas do algoritmo forward stepwise.
O RMSE inicial, para uma linha com valores de saída constantes traçado em
defeito=0,144615,
é igual a 0,35737 e com as variáveis selecionadas pelo algoritmo seu
valor se tornou 0,33767. O algoritmo apresentou uma redução de 5% do RMSE, indicando
que neste caso um valor constante está representando a saída de maneira similar ao uso das 13
variáveis selecionadas. As variáveis que compõem o modelo de resposta são apresentadas na
tabela 2.10.
Tabela 2.10 – Variáveis selecionadas pelo algoritmo forward stepwise.
Variáveis
subtipo_equip=“D58”
subtipo_equip=“D58C”
subtipo_equip=“D8L”
subtipo_equip=“FV201”
subtipo_equip=“M8L”
subtipo_equip=“MY202”
contabil=4
71
instalacoes
dias_de_vida
cod_tipo_local
cod_localidade
cod_classe_principal=2
cod_classe_principal=4
Backward stepwise
O histórico do RMSE durante a execução do algoritmo backward stepwise [56] é
apresentado na figura 2.17.
Figura 2.17 – Valores de RMSE para todas as etapas do algoritmo backward stepwise.
A utilização de todas variáveis (condição inicial) resulta em um RMSE igual a
0,337708. O RMSE obtido ao final do modelo foi 0,337557. A redução do RMSE foi menor
do que 1% para este caso,
As variáveis selecionadas pelo modelo são apresentadas na tabela 2.11.
Tabela 2.11 – Variáveis selecionadas pelo algoritmo backward stepwise.
Variáveis
subtipo_equip=“D58”
subtipo_equip=“D8L”
subtipo_equip=“FV201”
subtipo_equip=“M1A”
subtipo_equip=“M8L”
subtipo_equip=“MV202”
subtipo_equip=“MY202”
subtipo_equip=“PN5DG”
contabil=6
72
instalacoes
dias_de_vida
cod_tipo_local
cod_localidade
cod_classe_principal=1
cod_classe_principal=3
Variáveis finais selecionadas pela regressão stepwise
As tabelas 2.10 e 2.11 apresentam dados semelhantes. Faz-se a consideração de que se
pelo menos um dos valores, de uma variável que recebeu flattening, for escolhido então a
variável antes de flattening será escolhida. Assim, as variáveis selecionadas pela regressão
são:
subtipo_equip,
cod_localidade
contabil,
instalacoes,
dias_de_vida,
cod_tipo_local,
e cod_classe_principal.
2.9.2 Árvores de decisão
A árvore de decisão é uma técnica de MD utilizada para classificação ou regressão.
Ela possui este nome por se assemelhar a uma árvore vista de ponta-cabeça. A figura 2.18
apresenta uma árvore de decisão.
A árvore de decisão é constituída de duas partes:
•
Nó: representa um teste de atributo. O nó que não possui ramo de entrada é
denominado nó central e se encontra no início da árvore. Os nós que possuem
ramos de entrada e saída são denominados nós internos. Qualquer outro tipo de
nó é denominado de “folha”. Os nós “folhas” não representam testes, somente
valores da variável de saída ou a própria variável.
•
Ramo: dois nós são ligados por um ramo. Cada ramo representa um valor
distinto existente na variável do nó superior para o subconjunto em estudo.
73
clima
sol
umidade
elevada
não
nublado
chuva
vento
sim
não
normal
sim
sim
sim
não
Figura 2.18 – Exemplo de árvore de decisão.
A utilidade das árvores de decisão para MD é perceptível quando são envolvidos
algoritmos de indução. Algoritmos de indução são descritos como algoritmos que, a partir de
um conjunto de dados de treinamento, generalizam de forma automática o relacionamento das
variáveis de entrada com a variável de saída [57]. O objetivo básico é encontrar a árvore que
proporcione o menor erro de generalização, isto é, que classifique corretamente a maior
quantidade possível de dados. Entre os objetivos secundários destaca-se o desejo de obter a
menor árvore possível. O tamanho da árvore influencia na complexidade em se entender o
problema.
Determinar a árvore que apresente o menor erro de classificação é considerado um
problema NP-difícil, portanto os algoritmos de indução devem ser heurísticas ou
metaheurísticas que procuram pela melhor solução do problema. Esses algoritmos podem ser
classificados em dois grupos de construção da árvore: cima-baixo e baixo-cima. Nos
algoritmos “de cima para baixo” a árvore é montada a partir do nó central em direção as
folhas. Esta metodologia é a mais utilizada na literatura.
Existem vários algoritmos de indução para árvores de decisão “de cima para baixo”:
ID3, C4.5, CART [33]. Em geral, estes são heurísticas de partição que utilizam do algoritmo
guloso para escolha do melhor nó segundo algum critério. Uma vez que um nó é escolhido, o
problema é particionado criando subconjuntos para cada ramo do nó. Para cada subconjunto é
escolhido o melhor nó e assim sucessivamente até que um critério de parada tenha sido
satisfeito.
Os critérios de parada comuns para árvores de decisão são [33 e 58]:
•
Todas as instâncias dos dados de treinamento contêm o mesmo valor de saída;
•
A profundidade da árvore atingiu um valor máximo predefinido;
•
O número de casos em uma folha é menor do que um valor mínimo;
•
Se um nó for dividido e a quantidade de ramos for menor do que um valor
mínimo;
74
•
O critério de escolha do nó não satisfaz uma premissa (e.g. ser 1,5 vezes mais
adequado do que os demais nós).
Inductive Decision Tree (ID3)
O algoritmo básico de aprendizagem de árvores de decisão é exemplificado pelo
algoritmo ID3. Como dito anteriormente, o ID3 é um algoritmo de construção “de cima para
baixo”, que assume como dados somente variáveis discretas. O uso de variáveis numéricas é
possível desde que sejam discretizadas. Algoritmos mais recentes, como C4.5 e CART
encontram automaticamente os pontos de discretização antes de iniciar o algoritmo. O
algoritmo ID3 foi formulado por Ross Quinlan em 1986. [58 e 59]
Para a escolha do melhor atributo, ID3 utiliza o conceito de ganho de informação. O
ganho de informação define quão bem um atributo classifica os dados da saída.
O ganho de informação é medido utilizando o conceito de entropia [36 e 45]. O
conceito de entropia foi formulado por Claude Shannon em 1940 e é considerado um dos mais
importantes trabalhos do século 20 [34].
A entropia mede a quantidade mínima média de bits por símbolo necessária para
processar uma informação [60]. Dado um conjunto de dados S com valores discretos, a
quantidade mínima média de bits necessários por símbolo para representar os valores de S é:
Entropia ( S ) = −∑ pi ⋅ log 2 pi
(2.9)
Onde pi é a probabilidade do valor i no conjunto S.
Considere o exemplo da tabela 2.12. Ela contém informações sobre o tempo em uma
manhã de sábado. A variável de saída indica se uma pessoa jogará tênis.
Tabela 2.12 – Dados sobre tempo para se jogar tênis.
clima
temperatura umidade vento jogar?
sol
Quente
elevada
não
não
sol
Quente
elevada
sim
não
nublado
Quente
elevada
não
sim
chuva
ameno
elevada
não
sim
chuva
frio
normal
não
sim
chuva
frio
normal
sim
não
nublado
frio
normal
sim
sim
75
sol
ameno
elevada
não
não
sol
frio
normal
não
sim
chuva
ameno
normal
não
sim
sol
ameno
normal
sim
sim
nublado
ameno
elevada
sim
sim
nublado
frio
normal
não
sim
chuva
ameno
elevada
sim
não
A entropia da variável clima é dada por:
Entropia (clima) = − p sol ⋅ log 2 p sol − p nublado ⋅ log 2 p nublado − p chuva ⋅ log 2 p chuva (2.10)
( 14)⋅ log (514)− (414)⋅ log (414) = 1,577bits
Entropia (clima) = −2 ⋅ 5
2
2
(2.11)
Para as demais variáveis as entropias são:
Entropia ( temperatura) = 1,531bits
(2.12)
Entropia (umidade) = 1bit
(2.13)
Entropia ( vento) = 0,985bit
(2.14)
Entropia ( jogar ?) = 0,94bit
(2.15)
O ganho de informação é a diferença da quantidade de bits necessária sem a
classificação e a quantidade de bits necessária após a classificação. Em outras palavras,
representa a redução de bits quando se supõe que uma informação de entrada é conhecida.
Para melhor compreensão será utilizado o exemplo anterior. A figura 2.19 apresenta os
valores da resposta classificados para cada valor das variáveis.
76
Figura 2.19 – Representação dos valores da variável de saída classificados de acordo com as variáveis de
entrada.
Quando a entropia de uma variável é encontrada utilizando outra variável, diz-se que a
entropia encontrada é a entropia condicional, denotada por entropia(S|T), onde S é a variável
de saída e T é a variável condicional.
Quando a entropia é encontrada para um valor específico da variável condicional,
denomina-se entropia condicional específica. A entropia condicional é escrita em função das
entropias condicionais:
Entropia ( S | T ) = ∑ p(T = i ) ⋅Entropia( S | T = i )
(2.16)
A entropia condicional específica para a variável de saída utilizando o valor nublado
da variável clima é:
Entropia ( jogar ? | c lim a = nublado) = − 4 ⋅ log 2 4 − 0 ⋅ log 2 0 = 0bits (2.17)
4
4
4
4
Observe que log2(0) não existe, mas sempre que este caso ocorrer ele será tratado
como 0.
Para os demais valores de clima tem-se:
77
Entropia ( jogar ? | c lim a = sol ) = Entropia c ( jogar ? | c lim a = chuva ) = 0,971bit (2.18)
A entropia condicional da variável de saída em função da variável clima é:
Entropia ( jogar ? | c lim a ) =
5
4
5
⋅ 0,971 + ⋅ 0 + ⋅ 0,971 = 0,693bit
14
14
14
(2.19)
A entropia condicional da variável de saída em função das demais variáveis de entrada
são:
Entropia ( jogar ? | temperatura ) = 0,911bit
(2.20)
Entropia ( jogar ? | umidade) = 0,79bit
(2.21)
Entropia ( jogar ? | vento) = 0,892bit
(2.22)
O ganho de informação indica quantos bits serão “economizados” para determinação
da variável S se utilize o conhecimento da variável T.
Ganho( S | T ) = Entropia ( S ) − Entropia ( S | T )
(2.23)
Os ganhos de informação da variável de saída do exemplo anterior são apresentados
na tabela 2.13.
Tabela 2.13 – Ganho de informação da variável de saída utilizando uma variável de entrada.
Variável
Ganho
clima
0,247 bit
temperatura
0,029 bit
umidade
0,152 bit
vento
0,048 bit
A variável que apresenta maior ganho é clima, portanto clima é selecionada como o
nó de solução para este subconjunto. A estrutura inicial da árvore é apresentada na figura
2.20.
78
Figura 2.20 – Estrutura inicial da árvore de decisão.
Para clima igual a nublado a variável de saída assume valor sim, para outro valor de
clima
a variável de saída apresenta mais de um tipo valor. O problema é particionado em dois
grupos. No primeiro grupo entram os valores da tabela 2.12 que possuem valor de clima igual
a sol e no segundo os valores da tabela que possuem valor de clima igual a chuva. Para cada
grupo é realizado novo teste de ganho de informação. O processo se repete até que o critério
de parada tenha sido atingido. A árvore completa é apresentada na figura 2.18.
Variáveis com muitos valores podem apresentar problemas para o algoritmo de ganho
de informação. Uma vez que uma diversidade de valores tende a gerar resultados puros,
variáveis com muitos valores tendem a ser classificadas como as melhores. Como alternativa
é utilizada a taxa de ganho que é o ganho de informação dividido pela entropia da variável
condicional. A taxa de ganho para os dados do exemplo são apresentados na tabela 2.14. A
taxa de ganho é uma técnica utilizada no algoritmo C4.5.
Tabela 2.14 – Taxa de ganho para as variáveis do problema sobre jogo de tênis.
Entropia
Taxa de
da variável
Ganho
0,247 bit
1,577 bits
0,157
temperatura
0,029 bit
1,531 bits
0,019
umidade
0,152 bit
1 bit
0,152
vento
0,048 bit
0,985 bit
0,049
Variável
Ganho
clima
Aplicação de árvores de decisão no banco de dados
A árvore de decisão é uma técnica que classifica os elementos de acordo com um
critério de saída. No problema de falha de medidores, a árvore gera regras que determinam os
medidores com falha.
A árvore de decisão não encontra a correlação existente entre os dados de entrada, mas
fornece um mecanismo de classificação da saída em função das entradas. As variáveis que se
79
encontram mais próximas ao nó central podem ser consideradas mais significativas, por
serem, de acordo com a teoria, as que mais reduzem a informação.
Para construção de árvores de decisão foi utilizado o programa WEKA (Waikato
Environment for Knowledge Analysis). O algoritmo de indução utilizado é o J48, uma versão
em Java do algoritmo C4.5 de R. Quinlan.
A árvore obtida é muito grande tornando sua visualização difícil. Na figura 2.21 é
mostrado um esboço da árvore completa. As regras desta árvore estão disponíveis no anexo B.
Figura 2.21 – Árvore de decisão obtida com os dados da concessionária.
A matriz de confusão é uma matriz quadrada que possui ordem igual a quantidade de
valores possíveis que a variável de saída analisada assume, neste trabalho a matriz de
confusão possui ordem 2. As linhas da matriz representam a resposta dos dados de observação
(ou aprendizagem), enquanto as colunas representam a resposta de uma metodologia (e.g.,
árvores de decisão). A tabela 2.16 apresenta a matriz de confusão gerada com os dados da
árvore de decisão.
Cada valor da matriz de confusão representa a quantidade de dados com saída
observada apresentada na linha como a saída classificada na coluna. Por exemplo, o elemento
na linha 1 e coluna 1 representa a quantidade de registros do banco de dados que possuem
saída observada “N” foram classificados como “N”. Analogamente, o elemento da linha 1 e
coluna 2 apresenta quantos registros que possuem saída observada “N” foram classificados
como “S”.
80
Tabela 2.15 – Matriz de confusão para a árvore de decisão.
Dados
Classificação
N
S
N
2228
70
S
215
382
A matriz de confusão é uma matriz que possibilita a obtenção de várias medidas dos
resultados: accuracy, TP Rate, FP Rate, precision, recall, F-Measure, etc. Se o leitor desejar
obter informações sobre essas medidas, sugere-se a consulta de [61].
Neste trabalho, um dado relevante é a quantidade de equipamentos que apresentam
defeito foram corretamente classificados como defeito. O elemento da linha 2 e coluna 2 da
matriz de confusão apresenta a quantidade de registros que representam casos de defeito
foram classificados como defeito enquanto o elemento desta mesma linha e coluna 1
apresenta a quantidade de registros que representam casos defeitos mas não foram
classificados como tal. Assim, a porcentagem de registros que apresentam falha classificados
corretamente pela árvore de decisão é 64%.
A árvore obtida na figura 2.21 possui 10 níveis de profundidade e 1115 folhas, uma
árvore grande. Podemos fazer uma redução da árvore de decisão utilizando níveis: o primeiro
nível é o nó central, o segundo nível são os nós descendentes do nó central e assim por diante.
O primeiro nível contém a variável instalacoes. Para os valores de 1, 2 e 3 de
instalacoes
o segundo nível contém a variável subtipo. Para o valor 4 de instalacoes o
segundo nível contém a variável ano_fabric, e para os demais valores de instalacoes (5 e
6),
não existe registros de equipamentos com falha.
A figura 2.22 apresenta um detalhe da árvore no segundo nível, quando
instalacoes=1
e subtipo=“M1A”. Observa-se pela figura que a partir do quarto nível, esse
segmento da árvore se torna muito complexo.
81
Figura 2.22 – Detalhe da árvore para instalacoes=“1” e subtipo=“M1A”.
A utilização do quarto nível ou níveis mais profundos pode tornar o conhecimento da
árvore muito específico para o conjunto de dados utilizado, podendo resultar em uma árvore
que possui baixa eficiência para novos conjuntos de dados. Considerando somente os níveis 1,
2 e 3, as variáveis que apareceram na árvore foram: instalacoes, subtipo_equip,
ano_fabric, media, cod_localidade, cod_classe_principal, maximo, temperatura,
cod_tipo_local, dias_de_vida, precipitacao.
Construindo uma árvore de decisão somente estas variáveis se obtém a matriz de
confusão da tabela 2.16.
Tabela 2.16 – Matriz de confusão para a árvore de decisão após poda.
Dados
Classificação
N
S
N
2226
72
S
224
373
O percentual de casos de falha classificados corretamente pela nova árvore é 62,5%,
representando uma redução de 2,4% (9 casos) na classificação. Assim, a remoção das
variáveis cod_tipo_fase, contabil, cod_classe_consumo, grupo_tensao_fornecimento
e altitude não influenciam no resultado de. A árvore gerada sem essas variáveis é muito
82
semelhante com a árvore da figura 2.21, sendo que nesta existem 9 níveis e 1114 folhas, uma
a menos do que a árvore original.
2.10 Pós-processamento
Na etapa de pós-processamento se faz a validação do modelo, eliminação de regras ou
mesmo reavaliação das etapas anteriores com outras técnicas de MD. Esta etapa depende do
conhecimento do especialista.
A validação do modelo pode ser feita através de diversas metodologias [62], porém em
todas se utiliza erro de generalização. Antes de explicar erro de generalização deve-se definir
alguns tipos de dados.
Os dados utilizados para a criação do modelo são chamados de dados de treinamento.
Os dados utilizados para determinar o erro de generalização são chamados de dados de
validação. Ambos os dados devem apresentar os valores das entradas e o valor da saída, i.e.,
estes dados devem ser históricos e testados por metodologia válida, que no caso dos
medidores de energia significa os dados da tabela RESULTADOS, que foram testados com
através da metodologia de ensaio de medidores de energia elétrica.
O método de validação hold-out é o método mais simples existente na literatura. Neste
método são utilizados os dados de treinamento e validação. O modelo é construído com os
dados de treinamento e depois as entradas dos dados de validação são aplicadas ao modelo. A
diferença entre a saída fornecida pelo modelo e o valor esperado da saída (fornecida pela
resposta dos dados de validação) é o erro de generalização. Para casos em que a resposta é
discreta, o erro de generalização é a quantidade de valores em que a saída do modelo
diferenciou da saída esperada, divida pela quantidade total de registros dos dados de
validação, em forma percentual.
O erro de generalização é o erro resultante da utilização do modelo em dados que não
foram utilizados para sua criação. Assim, o erro é uma medida de quão generalizado é o
modelo.
2.10.1 Modelo final
As técnicas de mineração de dados utilizadas possuem objetivos distintos. A regressão
stepwise determina as variáveis de entrada mais significativas na definição de uma equação
83
matemática que representa a saída. A árvore de decisão mantém em seus nós superiores as
variáveis que possibilitam a maior redução da quantidade de bits necessários para representar
a saída, ou seja, as variáveis mais significativas para classificar a saída.
Pensando que as variáveis mais significativas para representação da saída são aquelas
que possuem maior significância para a representação da saída através de uma equação e que
possuem maior capacidade classificativa, através da redução da quantidade de bits para a
classificação da saída. Estas variáveis são as que foram selecionadas por ambas as técnicas de
mineração de dados, sendo consideradas significativas tanto para problemas de classificação
quanto para problemas de regressão. As variáveis selecionadas por ambas as técnicas são:
subtipo_equip,
instalacoes,
cod_classe_principal.
dias_de_vida,
cod_tipo_local,
cod_localidade
e
Um modelo de classificação (árvores de decisão) utilizando
somente essas variáveis consegue classificar corretamente apenas 17,1% dos dados de falha.
Como o problema está mais para um problema de classificação do que um problema
de regressão pode-se acrescentar variáveis que foram selecionadas somente pela técnica de
classificação.
Acrescentando a variável media, que representa a quantidade de energia a que o
medidor está submetido, a classificação correta de medidores com falha aumentou para
43,9%. O mesmo estudo utilizando a variável maximo apresenta uma classificação correta de
43,7%.
A utilização de ambas as variáveis apresenta 56,4% de classificações corretas, o que
significa que as falhas nos medidores são melhores classificadas ora pela média do consumo
mensal e ora pelo máximo valor de consumo mensal. Sendo assim, a inclusão de ambas
variáveis é mais indicada para a construção do modelo.
A inserção da variável temperatura não altera a quantidade de casos de falha
classificados corretamente, portanto esta variável pode ser descartada.
Inserindo a variável precipitacao ao conjunto de dados a quantidade de
classificações corretas de equipamentos com falha aumentou para 61,1%. Já o uso da variável
ano_fabric
alterou de maneira pouco significativa a classificação. Com o uso de ambas as
variáveis se obtém o mesmo subconjunto obtido pela árvore de decisão.
As variáveis selecionadas para compor o modelo final são: subtipo_equip,
instalacoes,
media,
cod_classe_principal
maximo,
dias_de_vida,
e precipitacao.
cod_tipo_local,
cod_localidade,
84
2.11 Considerações finais
O processo de DCBD possibilita a descoberta de conhecimento previamente oculto
nas bases de dados da concessionária. É uma tarefa dispendiosa e subjetiva, estando às custas
do conhecimento do especialista e sua prática com várias técnicas para garantir a qualidade da
saída obtida. Cabe ao especialista decidir quais variáveis devem ser utilizadas no processo, as
técnicas utilizadas no pré-processamento, objetivos e técnicas utilizadas na mineração de
dados, além de decidir como o resultado será pós-processado.
O algoritmo de regressão stepwise apresentou baixa redução de RMSE, indicando a
baixa eficiência em se utilizar uma regressão linear para estimar uma variável de saída
discreta. Mesmo assim, a análise da variância apontou como variáveis significativas aquelas
selecionadas pelos três primeiros níveis da árvore de decisão, com exceção de contabil,
indicando que a metodologia específica para seleção de principais variáveis de regressão
linear consegue determinar algumas das principais variáveis para problemas onde a saída não
é uma função linear das entradas. Como sugestão pode-se utilizar uma regressão stepwise
onde os dados são ajustados através de uma regressão logística, técnica de regressão utilizada
para saídas discretas.
A árvore de decisão obtida ainda é muito complexa para ser utilizada como
metodologia de classificação dos medidores. A análise da árvore apresenta características
interessantes. No nó central, existe uma grande distinção entre os medidores com apenas uma
instalação e os demais, quase podendo-se afirmar que existe uma árvore própria para o caso
de primeira instalação. Isto se relaciona à distribuição dos dados nos valores de instalacoes,
para primeira instalação existem mais de 2000 casos com 30% destes de falha, para a segunda
instalação existem 380 casos com apenas 5% destes sendo de medidores com falhas. Para
terceira instalação a quantidade de casos é menor, e assim por diante.
A metodologia utilizada apresentou variáveis que classificaram, por meio de uma
árvore de decisão, mais de 50% dos casos. Cada variável escolhida pode ser relacionada com
a saída como segue:
•
O modelo do equipamento (subtipo_equip) apresenta dados sobre a
característica construtiva do equipamento. Os equipamentos agrupados são do
mesmo fabricante e possuem características construtivas semelhantes. As
85
principais diferenças entre eles está no nível de tensão para o qual foram
projetados.
•
A quantidade de instalações do equipamento (instalacoes) indica que este
passou por diversos padrões de consumo, e provavelmente teve um período
sem registros relacionado a troca de localidades. Esta variável não aparenta ser
a mais significativa, pois não indica como eram os padrões de consumo pelos
quais o medidor passou, somente apontando que ele foi utilizado em padrões
diferentes;
•
O consumo médio (media) e máximo (maximo) na última UC apresenta
informações sobre o padrão de consumo ao qual o equipamento está
submetido.
•
O tempo de permanência no último padrão é informado pela variável
dias_de_vida.
•
A variável cod_tipo_local informa se o local da última instalação é urbano
ou rural. A probabilidade das instalações elétricas em zonas rurais serem
atingidas por raio é maior, podendo danificar os equipamentos elétricos,
inclusive medidores de energia. Outras características típicas de instalações em
zona rural é a maior susceptibilidade à poeira e variações de temperatura
•
A localidade (cod_localidade) em que o medidor se encontra não apresenta
uma relação específica com as falhas. Os dados de temperatura e altitude são
em relação à localidade do equipamento, porém essas variáveis não
apresentaram influência em nenhuma técnica. A localidade pode conter uma
relação com a qualidade de energia (e.g., harmônicos), probabilidade de raios,
ou mesmo fraude.
•
A variável cod_classe_principal apresenta uma relação direta com a
quantidade de energia aferida pelo equipamento. Em unidades residenciais o
consumo é relativamente baixo, comparado com os consumidores industriais.
•
Por último, a quantidade média de chuva (precipitacao) sobre a cabine de
medição pode ser um indicador de falhas nos equipamentos. Cabines de
medição sujeitas a uma quantidade maior de chuvas se degradam mais
rapidamente, dependendo da intensidade da chuva as vedações não são
suficientes, permitindo a entrada de água na cabine ou mesmo no interior do
medidor. Estas são considerações hipotéticas.
86
3 METODOLOGIA DE CÁLCULO DA PROBABILIDADE DE FALHA
DOS EQUIPAMENTOS
As variáveis para a determinação de falhas nos medidores eletromecânicos de energia
elétrica foram selecionadas no capítulo 2. Através delas é possível construir um modelo que
determine os estados dos medidores instalados no parque, apresentando a probabilidade de
falha associada a cada equipamento.
Um modelo estatístico é capaz de informar as condições dos equipamentos associando
a cada um deles a probabilidade de falha do equipamento, i.e., qual a probabilidade dele estar
funcionando com erros de medição fora da faixa permitida. A partir de um modelo estatístico
que contém as informações da probabilidade de falha de cada equipamento pode-se construir
um programa computacional que auxilie na tomada de decisões informando quais
equipamentos devem ser removidos do parque, selecionando os equipamentos com maior
probabilidade de falha como indicados à remoção.
Para a construção do modelo de probabilidade de falha os equipamentos são agrupados
em classes de acordo com a probabilidade de falha. Equipamentos com probabilidade de
falhas próximas são agrupados. O agrupamento possibilita generalizar o comportamento de
falha do equipamento, associando a este a probabilidade de falha da classe. Como resultado
tem-se um modelo com baixa susceptibilidade a ruídos (novos casos com probabilidade de
falhas divergente da classe) e de fácil visualização comportamental do parque.
A probabilidade de falha da classe é obtida através da divisão da quantidade de
equipamentos que possuem na saída a indicação de falha pela quantidade total de
equipamentos na classe. Por exemplo: em uma classe existem 87 equipamentos, 39
apresentam falha. A probabilidade de falha desta classe é definida como:
39
× 100 = 44,82%
87
(3.1)
O modelo é dividido em duas etapas:
• Na primeira etapa as variáveis de entrada são analisadas, determinando-se pesos
para cada faixa de valores delas;
87
• Na segunda etapa, os pesos de cada variável de entrada do medidor são somados
e arredondados inferiormente para um número múltiplo de dez, formando
grupos de valores (classes). A probabilidade de falha de cada uma dessas
classes determinará a probabilidade de falha final dos medidores pertencentes a
elas.
3.1
Determinação dos pesos das variáveis de entrada
De acordo com a metodologia de discretização do capítulo 2, as variáveis de entrada
contínuas tiveram seus valores discretizados em faixas. Para a primeira etapa de construção
do modelo, a quantidade de equipamentos em cada faixa de valores é analisada, comparando a
quantidade de equipamentos que apresentam saídas que indiquem falha dos equipamentos
com a quantidade total de equipamentos na mesma faixa. Assim, para cada faixa de valor
existente nas oito variáveis de entrada, é associada uma probabilidade de falha. Esta
probabilidade será denominada peso. Cada variável possui tantos valores de peso quantos
forem a quantidade de faixa de valores que ela possuir. Nos casos em que as variáveis de
entrada são discretas, os pesos são calculados para cada valor da variável.
As tabelas de 3.1 a 3.9 apresentam a probabilidade de falha dos equipamentos para
cada faixa de valores das variáveis subtipo_equip, instalacoes, media, maximo,
dias_de_vida,
precipitacao,
cod_tipo_local,
cod_localidade,
cod_classe_principal
respectivamente.
Tabela 3.1 – Classificação da probabilidade de falha para a variável subtipo_equip.
subtipo_equip
Nº de
peso
casos
D58
D58C
D8L
FV201
M1A
M8L
MFT120G
MV202
MY202
PN5DG
T8L
378
1548
798
429
570
652
291
619
1005
427
274
35,98
13,44
4,26
25,17
15,79
28,99
15,81
11,95
3,68
11,71
14,23
e
88
Tabela 3.2 – Classificação da probabilidade de falha para a variável instalacoes.
Instalacoes
Nº de
peso
casos
1
2
3
4
5
6
6139
670
152
22
6
2
15,54
6,12
8,55
13,64
0,00
0,00
Tabela 3.3 – Classificação da probabilidade de falha para a variável media.
media
Nº de
peso
casos
0 <= valor < 100
100 <= valor < 150
150 <= valor < 200
200 <= valor < 300
300 <= valor < 600
valor >= 600
1535
1487
1203
1311
989
466
14,92
14,86
15,05
12,89
13,75
16,09
Tabela 3.4 – Classificação da probabilidade de falha para a variável maximo.
maximo
Nº de
peso
casos
0 <= valor < 150
150 <= valor < 200
200 <= valor < 250
250 <= valor < 320
320 <= valor < 440
440 <= valor < 800
valor >= 800
1076
918
1056
1063
1059
1046
773
16,36
16,67
14,68
12,42
13,69
13,10
14,62
Tabela 3.5 – Classificação da probabilidade de falha para a variável dias_de_vida.
dias_de_vida
Nº de
peso
casos
0 <= valor < 1600
1600 <= valor < 2600
2600 <= valor < 4000
4000 <= valor < 6100
6100 <= valor < 7900
7900 <= valor < 8800
8800 <= valor
1064
1068
977
1037
1040
922
883
8,83
9,64
14,64
13,02
22,12
22,23
11,44
89
Tabela 3.6 – Classificação da probabilidade de falha para a variável cod_tipo_local.
cod_tipo_local
Nº de
peso
casos
RR
UB
841
6150
18,43
13,92
Tabela 3.7 – Classificação da probabilidade de falha para a variável cod_localidade.
cod_localidade
Nº de
peso
casos
1
8
11
18
31
39
45
49
53
54
55
57
58
60
61
62
63
69
71
75
79
81
85
89
90
92
93
121
123
124
126
127
128
129
130
132
133
135
136
138
139
142
144
145
146
123
50
32
57
532
45
18
18
41
70
9
206
122
51
133
95
11
357
35
452
42
177
19
32
6
4
204
35
255
81
89
75
51
104
35
20
44
14
137
28
3
12
22
135
1
14,63
16,00
25,00
12,28
19,55
24,44
27,78
16,67
17,07
20,00
0,00
14,08
11,48
21,57
24,06
25,26
27,27
24,65
5,71
15,71
14,29
23,73
10,53
15,63
0,00
0,00
10,78
8,57
7,84
12,35
11,24
5,33
7,84
10,58
0,00
15,00
9,09
7,14
10,22
0,00
0,00
0,00
4,55
8,89
0,00
90
147
148
150
151
156
157
158
159
160
161
162
163
173
181
182
185
190
194
199
200
201
206
207
210
212
215
217
219
220
221
222
223
224
226
228
230
231
232
233
234
235
236
237
238
239
240
241
242
243
244
245
246
256
259
265
266
280
290
1
1
5
3
1
66
6
3
2
37
3
3
100
87
2
8
30
49
86
225
5
6
47
34
7
125
1
1
57
3
8
3
6
3
114
32
21
1
47
15
22
72
27
1
8
3
9
1
2
22
2
4
13
7
10
12
40
76
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
19,54
50,00
50,00
20,00
18,37
15,12
14,67
0,00
33,33
21,28
32,35
14,29
12,80
0,00
0,00
7,02
0,00
25,00
0,00
0,00
33,33
17,54
18,75
19,05
0,00
8,51
13,33
18,18
13,89
7,41
0,00
0,00
0,00
22,22
0,00
0,00
4,55
0,00
25,00
7,69
0,00
0,00
8,33
7,50
1,32
91
295
297
307
310
317
350
355
360
365
375
380
551
554
555
556
557
561
566
576
578
581
589
590
592
626
630
632
634
639
642
645
648
652
654
659
665
669
672
676
682
684
686
689
690
692
695
698
699
700
702
704
706
710
712
746
752
756
758
45
28
2
2
9
11
10
10
54
6
9
33
10
18
27
15
4
6
13
4
6
7
6
6
18
27
13
7
16
11
9
12
32
2
27
21
5
36
6
12
2
9
20
7
31
176
10
9
55
19
13
62
15
7
40
1
4
8
6,67
3,57
0,00
50,00
0,00
0,00
0,00
0,00
5,56
0,00
0,00
0,00
50,00
0,00
22,22
13,33
0,00
16,67
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
16,67
0,00
7,41
23,08
14,29
12,50
9,09
11,11
16,67
6,25
50,00
14,81
23,81
20,00
11,11
16,67
58,33
50,00
55,56
20,00
28,57
6,45
2,84
20,00
33,33
9,09
15,79
15,38
8,06
6,67
28,57
32,50
0,00
50,00
0,00
92
760
761
763
769
771
774
776
779
781
783
785
787
789
792
794
798
799
801
804
808
811
813
817
820
822
823
828
831
836
844
849
854
857
861
864
870
872
876
884
889
893
902
904
906
912
914
922
924
932
1
3
8
4
6
1
4
1
1
2
3
4
1
6
1
3
2
2
1
69
5
2
2
5
2
1
2
8
3
11
18
3
8
4
9
2
2
2
1
2
9
1
1
2
1
1
3
1
7
0,00
33,33
37,50
25,00
16,67
0,00
25,00
0,00
0,00
0,00
0,00
50,00
0,00
33,33
100,00
0,00
50,00
0,00
0,00
37,68
20,00
0,00
50,00
20,00
0,00
100,00
0,00
25,00
33,33
27,27
33,33
0,00
12,50
25,00
11,11
0,00
50,00
0,00
0,00
50,00
22,22
0,00
0,00
100,00
0,00
0,00
33,33
100,00
42,86
93
Tabela 3.8 – Classificação da probabilidade de falha para a variável cod_classe_principal.
cod_classe_principal
Nº de
peso
casos
1
2
3
4
5
6
7
8
5474
113
735
558
85
10
14
2
14,01
21,24
11,43
20,79
18,82
20,00
7,14
50,00
Tabela 3.9 – Classificação da probabilidade de falha para a variável precipitacao.
Precipitação
Nº de
peso
casos
0 <= valor < 100
100 <= valor < 104,4
104,4 <= valor < 110
110 <= valor < 112,2
112,2 <= valor < 114
114 <= valor < 148
valor >= 148
3.2
1240
1104
1054
1157
1031
895
510
17,58
15,13
12,05
22,13
12,71
10,17
4,12
Criação das classes finais
A segunda etapa do modelo consiste em determinar as classes finais aos quais os
medidores devem pertencer.
Essas classes são determinados analisando os pesos que os medidores receberam em
cada variável de entrada. Uma vez determinado o peso de todas as variáveis, eles devem ser
somados e o valor final aproximado para o número inteiro inferior mais próximo múltiplo de
dez. A tabela 3.10 apresenta a determinação do grupo de risco de um medidor exemplo.
Tabela 3.10 – Exemplo de determinação do grupo de risco de um medidor.
Variável
Faixa
subtipo_equip
PN5DG
instalacoes
1
media
0<= valor < 100
maximo
0 <= valor < 150
dias_de_vida
1600 <= valor < 2600
cod_tipo_local
UB
cod_localidade
215
cod_classe_principal
1
precipitacao
0 <= valor < 100
TOTAL
APROXIMAÇÃO
Peso
11,71
15,54
14,92
16,36
9,64
13,92
12,80
14,01
17,58
126,48
120
94
Com todos os medidores devidamente agrupados, calcula-se a probabilidade de falha
de cada classe, através da divisão da quantidade de equipamentos que apresentam uma saída
indicando falha pela quantidade total de equipamentos da classe. Esta também será a
probabilidade de falha de cada equipamento pertencente à classe. A tabela 3.11 apresenta as
classes finais, a probabilidade de falha dos mesmos e a quantidade de equipamentos em cada
classe.
Tabela 3.11 – Modelo final para determinação de probabilidade de falha nos medidores.
Classe
70
80
90
100
110
120
130
140
150
160
170
180
190
210
220
3.3
Nº de
Probabilidade
casos
de falha
10
86
375
780
934
1453
1323
747
581
425
224
40
8
1
4
0,00%
1,16%
1,87%
4,23%
5,35%
8,33%
14,74%
19,14 %
32,01%
35,53%
40,63%
55,00%
75,00%
100,00%
100,00%
Minimização de erros
Com o passar do tempo, a probabilidade de falha real dos medidores será diferente da
probabilidade apresentada pelo modelo. Isto ocorre porque, devido à complexidade do
problema, a modelação não é ideal.
O modelo não utiliza todas as variáveis que contribuem para os erros de medição,
somente as que mais influenciam no processo de determinação dos erros. Além disso,
variáveis que não apresentam influencia direta sobre os erros de medição, como
cod_localidade
e subtipo_equip, não possuem uma probabilidade de falha constante com
o tempo. Uma localidade não é a causadora direta de falha na medição, estando a falha
associada a um comportamento específico existente na localidade, ainda não determinado. Por
exemplo: considerando que o método de construção dos painéis/caixas/cubículos de medição
seja uma característica de influencia nos erros de medição: em uma localidade, 40% dos
95
painéis/caixas/cubículos que estavam fora das padronizações foram reformados para um
modelo de acordo com as normas atuais, como consequência, espera-se que nesta localidade a
probabilidade de falha se torne menor.
Uma solução é periodicamente adicionar novos dados de ensaios e ajustar a
probabilidade de falha das classes em função destes. Não é desejável que ocorra uma
evolução do modelo, i.e., não se deseja que os pesos das variáveis de entrada sejam
recalculados, o que resultaria em classes de medidores com mesmo valor das classes atuais
porém compostas por equipamentos com características divergentes das atuais, ou seja,
resultando em um novo modelo. A metodologia de evolução do modelo parece ser a mais
indicada para a adequação aos erros dos parâmetros, mas a alteração das classes de medidores
impede a análise da variação da probabilidade de falha da saída do modelo com a inserção dos
novos dados.
A inserção de novos dados deve ser utilizada para ajustar os valores das
probabilidades de falhas das classes de medidores. Para cada conjunto de novos dados de
ensaio, eles devem ser agrupados de acordo com a metodologia proposta anteriormente,
utilizando os valores apresentados nas tabelas de 3.1 a 3.9. Uma vez agrupados, a
probabilidade de falha deve ser obtida analisando somente os novos dados. O modelo deve ser
reajustado utilizando esses novos dados de probabilidade de falha e os dados existentes na
tabela 3.10. Os novos valores de probabilidade de falha são obtidos através da regressão via
kernel.
3.3.1 Regressão via kernel
Para explicar a regressão via kernel, será realizada uma revisão sobre regressão.
Utilizando a convenção adotada no capítulo 2, uma regressão pode ser expressa da
seguinte forma:
Y = g( X ) + ε
(3.2)
Isto significa que a saída é uma função da entrada, acrescida de um erro ε.
As regressões podem ser classificadas em dois tipos, paramétricas e não-paramétricas.
Em [63] é apresentada a diferença entre ambas: Entende-se que um modelo paramétrico
assume que g(X) é uma função desconhecida num número finito de parâmetros, e nosso
trabalho é estimar os parâmetros desconhecidos, por exemplo por mínimos quadrados. Em um
96
modelo não-paramétrico a relação funcional entre as duas variáveis vive num espaço de
funções muito mais amplo: assumimos apenas que g(X) está num espaço de funções seguindo
algumas restrições convenientes e buscamos uma combinação linear de funções desse espaço
que aproximem bem de g(X).
A regressão via kernel é uma técnica não paramétrica onde as estimações são
realizadas utilizando os dados de treinamento. Ela basicamente realiza uma média ponderada
dos valores de saída, utilizando uma função kernel para determinar o valor dos pesos da
ponderação. Em uma média sem ponderação, o valor de saída é obtido por:
n
yˆ =
∑y
i =1
i
(3.3)
n
Em uma média ponderada, para cada valor de saída dos dados de treinamento é
adicionado um peso p, ajustando suas contribuições para determinação do ponto de saída
desejado. A média ponderada é apresentada na equação 3.4.
n
yˆ =
∑y
i =1
i
⋅ pi
(3.4)
n
∑p
i =1
i
A distância ponderada é uma técnica de regressão baseada na média ponderada. Para
determinação dos pesos a técnica utiliza uma modificação da medida de distância entre o
ponto de entrada do dado que se deseja determinar, q, e os pontos de entrada dos dados de
treinamento. Existem várias fórmulas de distância, mas geralmente utiliza-se a distância
Euclidiana, apresentada na equação 3.3. Para a regressão ponderada utiliza-se o inverso da
distância Euclidiana.
d (xi , q ) =
( x i − q )2
(3.3)
A regressão kernel é semelhante a regressão de distância ponderada, mas ao invés de
utilizar o inverso da distância, aplica-se uma função kernel sobre a medida de distância.
Existem vários tipos de função kernel, mas neste trabalho utilizaremos a função kernel
normal, também conhecida como gaussiana. A equação de uma função kernel gaussiana
97
genérica é apresentada na equação 3.4. Os pontos que estiverem mais próximos de q
receberão um peso maior enquanto que os pontos mais distantes receberão um peso menor,
influenciando menos na determinação do valor de saída.
K (d ( xi , q )) =
 d ( x i , q )2
⋅ exp −

2σ 2
2π σ

1




(3.4)
A função kernel gaussiana genérica apresenta um parâmetro adicional, σ, denominado
largura de banda.
Este parâmetro altera a variância da função kernel. Em termos práticos,
isto significa alterar o tamanho do espaço de pontos significativos na determinação da
resposta local: um valor elevado de σ aumenta o espaço de pontos que influenciam na resposta
de forma significativa, fazendo com que o resultado da regressão seja suave em todo o
espectro; um valor muito pequeno de σ diminui o espaço de pontos que influenciam na
resposta de maneira significativa, adequando-se a regressão muito bem aos dados de
treinamento, porém, também aos ruídos.
No trabalho de Galotto [24] são apresentados os efeitos do uso de valores de σ elevado
e pequeno. Aqui são apresentadas duas imagens do trabalho, uma para o caso de largura de
banda
com valor pequeno e outro com valor elevado. Ambas as imagens são apresentadas na
figura 3.1. Os dados de treinamento estão indicados por ×, a curva vermelha representa a
resposta da regressão kernel e a curva em verde é a representação da função kernel gaussiana
genérica.
(a)
(b)
Figura 3.1 – Efeito de σ sobre a regressão kernel. a) Resultado para σ pequeno. b) Resultado para σ
elevado. Fonte: [24]
Pela figura se observa como σ altera a função kernel e, consequentemente, a resposta
da regressão. O ideal é que o valor de σ seja suficientemente elevado para não estar sujeito a
98
ruídos, porém, seja suficientemente pequeno ao ponto de manter uma forma de onda próxima
a real.
3.3.2 Peso inicial
Após a inserção de novos dados ao modelo, estes apresentarão novas probabilidades
de falha para as classes, inclusive podendo apresentar probabilidades de falhas para classes
que não estavam presentes no modelo original. A regressão kernel é utilizada para ajustar
novos valores de probabilidade de falha, sendo que os novos pontos possuem influência tanto
do modelo original quanto dos novos dados inseridos.
Para melhorar a resposta da regressão kernel um novo parâmetro, denominado peso
inicial,
foi criado. O peso inicial define a quantidade de vezes que os dados do modelo
original serão repetidos no conjunto de dados de treinamento. Isto permite definir qual a
importância do modelo original sobre os novos dados: um valor de peso inicial nulo
representa que os dados originais possuem o mesmo peso que os novos dados na
determinação da regressão. Um valor unitário indica que os dados originais possuem o dobro
de importância em relação aos dados novos na determinação da resposta da regressão. A
figura 3.2 apresenta um exemplo da influência do peso inicial na determinação de um
novo modelo. Os pontos verdes representam os dados iniciais, os pontos vermelhos os novos
dados e a curva em azul é a resposta da regressão kernel.
(a)
(b)
Figura 3.2 – Efeito do peso inicial sobre a resposta da regressão kernel. a) Com peso inicial = 0. b)
Com peso inicial = 1.
Quando o peso inicial é nulo a regressão se localiza aproximadamente na metade
da distância entre os pontos do modelo original e os novos dados, quando o valor de peso
inicial
é unitário a resposta da regressão kernel se aproxima dos dados originais.
99
3.4
Considerações finais
Neste capítulo, as variáveis obtidas como mais significativas para determinação de
erros nos medidores eletromecânicos de energia ativa foram utilizadas na construção de um
modelo de determinação de probabilidade de falhas. O modelo permite determinar grupos de
medidores com características de falhas semelhantes, e associar a cada grupo uma
probabilidade de ocorrência de falha, podendo ser utilizado para estimar a situação de uma
diversidade de equipamentos de medição instalados no parque de medição.
A técnica utilizada permite que a classificação seja realizada por meio de tabelas, onde
para cada resposta o equipamento recebe um peso. A classe do equipamento é dada em função
da soma e arredondamento desses pesos, o que torna o tempo de agrupamento um valor fixo,
ao contrário de uma árvore de decisão que pode classificar um equipamento utilizando apenas
uma variável e outro utilizando todas as variáveis.
Pela metodologia, a menor classe que se pode obter é 60 e a maior 300. Considerando
que todas as classes nesse intervalo existam, a metodologia pode classificar um equipamento
em uma das 25 classes existentes.
Como as classes não podem se alterar com o tempo, mesmo que a probabilidade de
falha associada a cada variável de entrada (e.g., localidade) se altere, a utilização de uma
metodologia de minimização de erro da resposta da probabilidade de falhas das classes é
necessária. A regressão kernel se mostra adequada ao problema apresentado, traçando a curva
que melhor se ajusta aos pontos para a largura de banda selecionada.
100
4 APLICATIVO EM PLATAFORMA AMIGÁVEL
Este capítulo apresenta a interface desenvolvida para análise da probabilidade de falha
dos medidores de energia.
O aplicativo foi desenvolvido utilizando a linguagem de programação Delphi. Para o
armazenamento dos dados foi utilizado o banco de dados MySQL.
O aplicativo foi desenvolvido de forma que o banco de dados é iniciado juntamente
com a aplicação e finalizado com a mesma, não sobrecarregando o sistema.
Serão apresentadas todas as funcionalidades, aqui descritas:
•
Importação de dados com informações dos medidores instalados no parque;
•
Importação de dados de ensaio de medidores;
•
Criar novos modelos através dos dados de ensaios.
•
Visualização da probabilidade de falha dos medidores instalados no parque;
•
Sistema especialista para amostragens de medidores com maior probabilidade
de falha;
•
4.1
Impressão de relatórios.
Tela inicial
O aplicativo recebeu o nome WhFailure. A tela inicial do programa é apresentada na
figura 4.1.
101
Figura 4.1 – Tela inicial do aplicativo.
Todas as interfaces do programa são confinadas dentro deste espaço.
4.2
Importação
O aplicativo WhFailure possui uma interface específica para a realização de
importações de dados relacionados com a constituição física e cronológica do parque de
medidores de energia elétrica instalados em todas a áreas da concessionária, bem como os
dados de consumo registrados pelos medidores durante um período de tempo estipulado (5
anos). Além disso, o aplicativo também possibilita a importação de dados relacionados com
resultados experimentais realizados em uma população de unidades medidoras para avaliação
de falhas nas mesmas.
O processo de importação é auxiliado por dois assistentes de importação: um
responsável pelo auxílio na importação de dados relacionados com o parque e o consumo das
unidades medidoras, e outro referente à importação de dados relacionados com ensaios de
teste de falha de operação de medidores. A figura 4.2 apresenta o menu de importação.
102
Figura 4.2 – Menu de importação.
4.2.1 Importação de dados do parque e de consumo dos medidores
O WhFailure, a partir do item Arquivos Parque e Consumo do menu Importação,
possibilita a importação de dados relacionados com a constituição física e cronológica do
parque de medidores de energia elétrica tipo indução instalados em toda a área de abrangência
das regionais, bem como os dados de consumo registrados pelos mesmos durante um período
de tempo de 5 anos. Os dados são importados simultaneamente a partir de dois arquivos no
formato .csv, denominados de uc_medidor.csv (dados do parque de medidores) e
med_cons.csv
(dados de consumo), e devem respeitar uma padronização de formatação.
O formato comma-separated values (csv) define que os campos sejam separados por
vírgula e que cada valor seja encapsulado por aspas.
O arquivo uc_medidor.csv deve ser gerado pela concessionária, contendo os
registros com informações dos equipamentos instalados no parque de medição a serem
importados pelo WhFailure, obedecendo a formatação e a ordem apresentada na Tabela 4.1.
Tabela 4.1 - Formatação padrão para geração do arquivo “uc_medidor.csv”.
Variável
Tipo
Tamanho máximo
uc
cod_tipo_fase
cod_situacao
cod_tipo_local
cod_localidade
tipo_equip
num_equip
cod_tipo_espec
data_inst_equip
data_retirada_equip
subtipo_equip
contabil
cod_classe_principal
inteiro
texto
texto
texto
inteiro
texto
texto
texto
data
data
texto
texto
inteiro
4294967295
2
2
2
65535
2
10
3
—
—
10
3
255
103
Uma variável adicional do banco de dados (cod_situacao) é utilizada pelo aplicativo.
A função da variável é indicar se a unidade consumidora está energizada, i.e., se está
ocorrendo a medição e faturamento. O uso desta garante que após o processo de importação,
somente as unidades consumidoras com medidores em uso serão analisadas.
O arquivo med_cons.csv deve conter os registros de consumo das unidades
consumidoras a serem importados pelo WhFailure, obedecendo a formatação e ordem
mostrada na tabela 4.2.
Tabela 4.2 - Formatação padrão para geração do arquivo “med_cons.csv”.
Variável
Tipo
Tamanho máximo
conta
leitura_1
leitura_2
leitura_3
…
leitura_60
data_ultima_leitura
inteiro
real
real
real
…
real
data
4294967295
9999999,9
9999999,9
9999999,9
…
9999999,9
—
A variável data_ultima_leitura indica a data em que ocorreu o último registro de
leitura da UC, leitura_60. O arquivo deve conter as informações de consumo dos últimos
cinco anos da UC, terminando no mês apresentado pela data de última leitura. A figura 4.3
apresenta a primeira tela do assistente de importação dos dados de parque e consumo.
Figura 4.3 – Assistente de importação de dados de parque e consumo.
104
O programa permite importar vários dados de parque e consumo distintos. Com essa
característica é possível caminhar historicamente pelas várias situações de parque de
medidores instalados no aplicativo. Este originalmente contém a situação do parque de
medidores em julho de 2008, período em que foram recebidos os dados.
Para que o usuário final tenha um controle sobre cada importação realizada, uma tela
semelhante a da figura 4.4 é apresentada ao usuário antes de iniciar a importação dos dados. O
preenchimento dos campos permite identificar qual o nome do usuário que realizou a
importação, a data de importação, o período de referência do parque de medidores e pode-se
adicionar um nome a este conjunto de dados.
Figura 4.4 – Tela de informações adicionais sobre a importação.
A última tela do assistente contém uma barra de progresso da importação informando
em qual etapa da importação o aplicativo está. Durante a importação são realizadas as
filtragens dos dados e obtenção dos demais campos necessários. O processo de obtenção
desses dados é semelhante ao apresentado na seção de integração de dados do capítulo 2, em
especial a figura 2.5. O último estágio do assistente de importação dos dados com
informações do parque e consumo é apresentado na figura 4.5.
105
Figura 4.5 – Último estágio do assistente de importação dos registros com dados de parque e consumo.
4.2.2 Importação dos dados de ensaio
A partir do item Arquivo Ensaio do menu Importação o aplicativo possibilita a
importação de dados relacionados com ensaios de teste de falha de operação de medidores.
Os dados são importados a partir de um arquivo no formato de planilha Excel (.xls).
O arquivo deve obedecer a uma padronização de formatação específica, conforme exemplo
apresentado na tabela 4.3: a primeira coluna deve conter o número de identificação do
equipamento (num_equip); na segunda coluna deve ser apresentado o resultado do ensaio
dielétrico; as terceira, quarta e quinta colunas devem apresentar o erro percentual obtido para
os ensaios nominal, carga indutiva e carga pequena, respectivamente; a sexta coluna deve
conter a resposta de falha do medidor, valor “0” indica que não existe falha no equipamento e
valor “1” indica que existe falha.
Tabela 4.3 – Exemplo de planilha para importação de dados de ensaio.
Número do
equipamento
M02139380
M0223662
M0221813
M0238445
Teste dielétrico
APROVADO
APROVADO
APROVADO
REPROVADO
Carga
Carga
Carga
nominal indutiva pequena
0,844
-1,888
1,555
0,497
-7,857
0,488
0,053
-125,900
4,386
Falha
0
1
1
1
106
O preenchimento manual da sexta coluna permite ao usuário modificar a forma como
é definida a falha dos medidores. Para este trabalho, o medidor recebe a notação de falha
quando:
•
O equipamento foi reprovado no teste dielétrico;
•
O módulo do erro percentual de algum ensaio com carga foi superior a 3%.
O processo de importação armazena algumas informações resumidas sobre os
medidores, como subtipo de equipamento importado e quantidade de registros. Estas
informações não alteram o funcionamento da metodologia, tendo característica apenas
descritiva. Para que o aplicativo registre corretamente as descrições dos dados por subtipo,
deve-se utilizar o recurso de abas do Excel. Cada aba deve conter registros referentes a um
subtipo, cujo nome deve estar presente na aba correspondente, conforme apresentado na
figura 4.6. A figura 4.7 apresenta a primeira tela do assistente de importação de dados de
ensaio.
Figura 4.6 – Exemplo de arquivo de ensaio com preenchimento de abas.
107
Figura 4.7 – Assistente de importação de dados de ensaio.
O programa armazena todas as importações de dados de ensaio em disco, permitindo
que vários modelos de probabilidade de falha sejam realizados rapidamente. Para que haja um
controle por parte do usuário sobre os ensaios, os mesmos campos da figura 4.4 são
apresentados pelo assistente de importação de ensaios.
Para a utilização dos dados de ensaio para ajuste da probabilidade de falha dos grupos
de medidores são necessárias as informações das demais categorias da metodologia do
capítulo 3. Essas informações não estão presentes nos arquivos de ensaio sendo necessário
realizar a interligação dos registros de ensaio com os demais dados da metodologia, i.e., a
interligação com os registros de situação de instalação e de consumo presentes na base de
dados de parque e consumo. Para que este processo de importação possua uma melhor
eficiência, estas duas bases de dados devem possuir a mesma referência de tempo ou a mais
próxima possível. Durante a importação dos dados de ensaio é questionado ao usuário qual a
base de dados de parque e consumo existente no aplicativo que deve ser utilizada para
obtenção dos demais campos necessários. O nome do banco de dados de parque e consumo
que acompanha o aplicativo é “Base Inicial”. A figura 4.8 apresenta a tela de escolha da
base de parque e consumo durante a importação dos dados de ensaio.
108
Figura 4.8 – Escolha da base de dados de parque e consumo durante a importação de dados de ensaio.
Por fim, os dados importados nos arquivos de ensaios poderão ser utilizados para
ajustar os valores da probabilidade de falha, utilizando o assistente de Inteligência Artificial
através do item Criar
novo
Probabilidade de Falhas.
A figura 4.9 apresenta o último estágio da importação dos dados
modelo
utilizando
IA
do menu Análise
de ensaios.
Figura 4.9 – Último estágio da importação de dados de ensaio.
de
109
4.3
Análise de probabilidade de falhas
O aplicativo apresenta uma interface para a realização de consultas de probabilidade
de falhas dos equipamentos. A consulta é realizada através de uma configuração de caso
através da seleção de um conjunto de modelos de medidores, regionais, consumo e escala de
probabilidade de falha. A consulta é acessada pelo item Efetuar análise do menu Análise
de Probabilidade de Falhas,
conforme apresentado na figura 4.10.
Figura 4.10 – Menu de análise de probabilidade de falhas.
Outra funcionalidade acessada por meio deste menu é a criação de novos modelos de
probabilidade de falhas, utilizando a metodologia de correção da probabilidade de falhas
apresentada no capítulo anterior.
4.3.1 Efetuar análise
Nesta interface é possível observar a estratificação da probabilidade de falhas do
resultado da análise através de histogramas, tabelas e, utilizando recursos gráficos de
plotagem, a situação dos medidores de energia agrupados por localidade em um mapa. Além
disso, é possível a emissão de relatórios das análises efetuadas no formato de planilhas
eletrônicas do Excel.
A Figura 4.11 apresenta a visão geral da interface de análise de probabilidade de
falhas.
110
Figura 4.11 – Interface de análise de probabilidade de falhas.
A interface é dividida basicamente em cinco regiões:
•
Bases e modelos utilizados na análise: apresenta o nome da importação de
dados de parque e consumo utilizado para a análise, bem como o nome da
atualização do modelo que descreve o comportamento da probabilidade de
falha dos equipamentos;
•
Legendas para as escalas de probabilidade de falhas;
•
Filtros: devem ser preenchidos antes da consulta. Apresentam os critérios de
consulta de equipamentos. Pode-se utilizar como critérios as regionais da
concessionária de energia, o modelo agrupado do equipamento, definir faixas
de consumo médio mensal, limitar a busca por zona rural ou urbana, limitar a
busca por número de fases dos equipamentos e limitar os resultados por escalas
de probabilidade de falhas;
•
Visualização gráfica: apresenta o resultado da consulta dos equipamentos
utilizando histogramas e mapas;
•
Visualização textual: apresenta o resultado da consulta dos equipamentos em
forma de tabelas;
A tabela 4.4 apresenta as escalas de probabilidade de falhas utilizadas no aplicativo.
111
Tabela 4.4 – Escalas de probabilidade de falhas utilizada no aplicativo.
Faixa de
probabilidade
Nome
Cor
Compatível
Compatível 2
Alerta 1
Alerta 2
Alerta 3
Crítico
Verde escuro
Verde claro
Amarelo
Laranja
Vermelho
Roxo
de falha
0% a 15%
15% a 35%
35% a 50%
50% a 75%
75% a 85%
85% a 100%
A seção de filtros é definida como a área ativa da tela, pois o usuário é obrigado a
interagir com ela para realizar a consulta. O usuário deve escolher, pelo menos, quais modelos
de medidores devem ser avaliados. A figura 4.12 apresenta uma vista explodida da seção de
filtros.
Figura 4.12 – Abas da seção de filtros da interface de análise de probabilidade de falhas.
A informação de consumo só deve ser preenchida caso se deseje limitar uma
quantidade mínima e/ou máxima de consumo médio mensal.
Uma vez realizada a consulta, a área gráfica apresentará um histograma da distribuição
dos medidores nas escalas de probabilidade de falhas e um mapa do parque da concessionária
de energia, com informações sobre a quantidade de medidores em cada escala de
probabilidade de falhas por cada localidade. As figuras 4.13 e 4.14 apresentam,
respectivamente, o histograma e o mapa da interface de análise de probabilidade de falhas.
112
Figura 4.13 – Histograma da interface de análise de probabilidade de falhas.
Figura 4.14 – Mapa de distribuição da probabilidade de falhas em cada escala por localidade.
A área textual apresentará dois tipos de tabelas, uma com dados resumidos e outra
com dados detalhados. A tabela com dados resumidos apresentará um agrupamento de
113
informações, apresentando o modelo agrupado, a localidade, a escala de probabilidade e como
última informação a quantidade de equipamentos. A figura 4.15 apresenta uma imagem da
tabela resumida. Ao lado desta tabela existe um informativo sobre a distribuição dos
equipamentos nas escalas de probabilidade de falhas.
A tabela detalhada apresenta a informação por equipamento. A tabela contém a
identificação do equipamento, modelo agrupado, quantidade de fases, tipo de local,
localidade, quantidade de instalações do equipamento, consumo médio mensal e escala de
probabilidade de falha. A figura 4.16 apresenta uma imagem desta tabela. Como a quantidade
de resultados pode ser muito elevada, limitou-se a quantidade de registros para 1000,
adicionando-se uma barra de navegação superior.
Figura 4.15 – Tabela resumida para análise da probabilidade de falhas.
Figura 4.16 – Tabela detalhada para análise da probabilidade de falhas.
114
A interface de análise de probabilidade de falhas possibilita a emissão de dois tipos de
relatórios após a execução da consulta, um relatório resumido e um relatório detalhado.
Basicamente, esses relatórios são as tabelas de mesmo nome apresentadas na interface. Eles
são gerados no programa Excel, e contêm um cabeçalho com os critérios de pesquisa para a
obtenção das análises (configuração dos filtros). O relatório resumido apresenta exatamente as
informações da tabela resumida, já o relatório detalhado apresenta todas as informações da
tabela detalhada acrescida da informação das datas da primeira instalação e da última
instalação do equipamento. Na figura 4.17 se pode observar o cabeçalho de um relatório
resumido.
Figura 4.17 – Cabeçalho de um relatório resumido.
4.3.2 Criar novo modelo utilizando IA
O WhFailure permite a criação de novos modelos de probabilidade de falhas
atualizando a probabilidade de falha de modelos anteriores com os dados obtidos de algum
arquivo de ensaio. A interface de criação de novos modelos permite salvar o novo modelo
115
gerado, dando-lhe um nome específico, ou apenas visualizar a alteração da probabilidade de
falha com os novos dados.
O processo de criação de um novo modelo é efetuado através de um assistente
acessado pelo item Criar
novo
modelo
utilizando
IA
do menu Análise
de
probabilidade de falhas.
A Figura 4.18 apresenta a tela inicial do assistente. Neste primeiro passo de geração de
um novo modelo de probabilidade de falhas, também denominado modelo de risco, deve-se
selecionar dentro das bases de dados disponíveis o modelo de risco a partir do qual será
realizado o ajuste das probabilidades de falhas, e o conjunto de dados de ensaios a ser
utilizado para a regressão. O modelo original do aplicativo é denominado “Categoria
Original”.
Na tela são apresentadas várias informações sobre a criação dos dados, como o
nome do usuário, a data de criação, o período de referência dos dados e outras informações
específicas: para os modelos de risco as informações dos modelos anteriores e ensaios
utilizados; para os dados de ensaio as informações sobre a localização do arquivo de
importação e a quantidade de dados importados ordenados por modelo.
Figura 4.18 – Assistente de geração de modelo de probabilidade de falhas.
116
Após a seleção das bases de dados desejadas, o assistente apresenta uma interface de
ajuste de parâmetros da regressão e um gráfico com a resposta do modelo, conforme figura
4.19. No gráfico, os valores em verde representam a resposta do modelo de risco utilizado, os
valores em vermelho representam as probabilidades de falhas obtidas a partir dos dados de
ensaio e a curva em azul representa a curva que descreve as novas probabilidades de falhas.
Figura 4.19 – Visualização do ajuste das probabilidades de falhas para os novos dados de ensaio.
Além de possibilitar a simulação da curva de probabilidade de falhas para diversos
valores de peso inicial e largura de banda é possível salvar a resposta da regressão
como um novo modelo, preenchendo-se as informações de usuário responsável pela criação e
acrescentando um nome para o modelo.
117
4.4
Configurações
A interface de configurações possibilita selecionar qual a base de dados obtida pela
importação dos arquivos de parque e consumo será utilizada para análises e amostragens,
além da seleção de um modelo de probabilidade de falha dentre o modelo inicial e os novos
modelos criados através do assistente de criação de novos modelos. A interface é acessada
através do item Bases de dados ativas do menu Configurações, conforme figura 4.20.
Figura 4.20: Menu de configurações.
O aplicativo WhFailure permite a existência de diferentes configurações de dados
registradas para as análises, entretanto apenas um conjunto de dados de parque e consumo e
um modelo de probabilidade de falha são considerados ativos para efetuar as análises e
amostragens. Este fato possibilita um grau de flexibilidade elevado, permitindo a utilização de
diversas probabilidades de falhas para analisar um mesmo conjunto de dados, ou vice-versa.
A figura 4.21 apresenta a interface de configuração do aplicativo.
118
Figura 4.21 – Interface de configuração da imagem do parque e modelo de probabilidade de falhas
selecionados.
A interface apresenta as informações sobre as bases de dados e modelos, como usuário
responsável, data de criação ou importação, etc. Destes, talvez o campo mais importante é o
período de referência, que deve ser igual ou próximo para ambas as seleções, de modo a
aumentar a eficiência do algoritmo.
4.5
Sistema especialista para amostragens
O aplicativo apresenta uma interface para a realização de amostragens de medidores,
selecionando aqueles que apresentam maior probabilidade de falha. A ferramenta emite
relatórios em formato de planilha eletrônica do Excel que apresentam informações sobre a
localização dos equipamentos selecionados. A interface para escolha da quantidade de
equipamentos a serem amostrados e criação dos resultados é acessada pelo item Nova
amostragem
do menu Sistema Especialista. As amostragens previamente realizadas são
119
salvas no aplicativo para futuras reimpressões e são disponibilizadas através do item
Gerenciar amostragens
no mesmo menu, conforme figura 4.22.
Figura 4.22 – Menu do sistema especialista para amostragens.
A interface para realização de amostragens de medidores de energia elétrica é
apresentada na figura 4.23. A amostragem é realizada sobre o banco de dados de parque e
consumo selecionado ativo na interface de configuração utilizando o modelo de probabilidade
de falha também selecionado como ativo na mesma interface.
O lado direito da interface apresenta duas tabelas. Elas possuem três colunas contendo,
respectivamente, os grupos finais em utilização, a quantidade de equipamentos pertencente ao
grupo, e o valor da probabilidade de falha associado ao grupo. A tabela no extremo direito
apresenta os dados para o modelo selecionado na interface de configuração e a tabela à
esquerda desta apresenta os dados para o modelo que acompanha o aplicativo. Assim, é
possível visualizar a diferença entre a probabilidade de falha atual e a probabilidade de falha
original. A parte superior esquerda apresenta campos cujo preenchimento são obrigatórios
para geração das amostragens (nome da amostragem e o usuário responsável) além de
apresentar informações sobre os dados e modelo utilizados.
120
Figura 4.23 – Interface de amostragem de equipamentos.
Na parte inferior esquerda da interface existem três campos que determinam a
quantidade de equipamentos que devem compor o relatório. O primeiro campo, total a
amostrar,
define o tamanho da amostra, o segundo campo, amostra dirigida, define
quantos equipamentos serão selecionados considerando a probabilidade de falhas associada, o
terceiro campo, amostra
aleatória,
determina quantos equipamentos devem ser
selecionados aleatoriamente. A seleção aleatória é importante para a metodologia, pois esses
dados devem ser inseridos novamente no aplicativo após ensaio, atualizando as
probabilidades de falhas. A quantidade de equipamentos de amostra dirigida deve ser
superior a 50% e inferior a 80% da quantidade total de equipamentos, garantindo que sempre
exista uma parcela de dados de ensaio obtidos de forma aleatória para realimentação do
aplicativo e melhoria da probabilidade de falha do modelo.
Uma funcionalidade importante da ferramenta é a possibilidade de simular a
acertividade esperada de uma amostragem, i.e., a quantidade percentual de equipamentos que
devem apresentar falha. Na figura 4.24 é apresentado um exemplo de simulação da
acertividade esperada. A acertividade é apresentada em três partes: a acertividade da amostra,
a acertividade da parte dirigida e a acertividade da parte aleatória. Por último é apresentada a
acertividade esperada da parte dirigida utilizando os valores originais de probabilidade de
falhas.
121
Figura 4.24 – Exemplo de simulação da acertividade esperada.
Uma vez preenchidos os campos obrigatórios para a amostragem, e ao término do
processo de amostragem o relatório estará disponível para impressão no item Gerenciar
amostragens
do menu Sistema Especialista. Também será questionado ao usuário, após
o processo de cálculo, se ele deseja emitir o relatório.
A interface de gerenciamento de amostragens apresentada na figura 4.25 contém uma
lista com os nomes de todas as amostragens já realizadas. Uma vez selecionada a amostragem
é possível visualizar informações sobre o usuário responsável, data de criação e informações
sobre o tamanho da amostra e acertividade esperada.
Figura 4.25 – Interface de gerenciamento de amostragens.
122
O relatório é emitido utilizando uma planilha eletrônica do Excel. No cabeçalho são
apresentadas todas as informações sobre a amostragem. Os campos do relatório apresentam o
número de identificação do equipamento, o modelo agrupado, a quantidade de fases, o tipo de
local, o município e a unidade consumidora em que está instalado. A figura 4.26 apresenta um
exemplo de relatório de amostragem.
Figura 4.26 – Exemplo de relatório de amostragem de medidores.
4.6
Considerações finais
O aplicativo apresentado neste capítulo permite aplicar facilmente a metodologia do
capítulo 3 em um conjunto de medidores. As diversas ferramentas, como importação de dados
de parque e consumo de medidores, visualização de resultados, emissão de relatórios e
sistema especialista, permitem uma facilidade para aplicação da metodologia sobre qualquer
conjunto de dados desejado, gerando relatórios para reuniões com os equipamentos mais
indicados para aferição, de acordo com a probabilidade de falha.
A interface de análise de probabilidade de falha permite a visualização dos estados dos
equipamentos, permitindo analisar um tipo específico de equipamento, uma gama de
equipamentos que obedecem a determinados critérios de seleção ou mesmo todo o parque de
medidores. Com a interface de atualização da probabilidade de falhas, novos dados de ensaio
são facilmente incorporados ao modelo, ajustando a probabilidade de falhas.
123
O aplicativo está voltado para utilização pela concessionária de energia, a qual é a
portadora das informações de parque e consumo.
124
5 ESTUDO DE CASO
Neste capítulo é realizado um estudo de caso do parque da concessionária utilizando a
metodologia desenvolvida. É analisada a probabilidade de falha dos medidores instalados em
unidades consumidoras monofásicas. A justificativa da escolha desse tipo de medidor é
apresentada a seguir.
5.1
Introdução
Os medidores da concessionária de energia elétrica destinados à medição de consumo
dos clientes podem ser divididos em quatro grupos, de acordo com o tipo de medidor e tipo de
fases: eletrônicos, eletromecânicos monofásicos, eletromecânicos bifásicos e eletromecânicos
trifásicos.
As unidades consumidoras monofásicas representam grande parte dos clientes da
concessionária de energia elétrica deste estudo de caso. A tabela 5.1 apresenta a distribuição
da quantidade de equipamentos do parque por tipo de equipamento de medição e a quantidade
percentual de energia aferida por cada grupo no ano de 2005.
Tabela 5.1 – Distribuição de medidores no parque da concessionária de acordo com o tipo de medidor e
número de fases, ano 2005.
Tipo de medidor
Eletrônico
Indução monofásico
Indução bifásico
Indução trifásico
Quantidade no
Percentual de
parque
consumo total
8.132 (0,43%)
849.046 (45,07%)
790.211 (41,95%)
227.488 (12,08%)
55,39%
11,27%
14,20%
19,14%
A quantidade elevada de consumidores monofásicos torna mais difícil a determinação
do estado operacional destes medidores instalados nestas unidades via metodologia
convencional. Estas unidades apresentam um consumo relativo baixo, representando a menor
renda por unidade consumidora da concessionária. Entretanto, a concessionária se obriga a
mantê-los aferidos em sua área de concessão, em conformidade com os limites de erros de
medição estabelecidos pela legislação pertinente. De acordo com a legislação vigente o tipo
125
de fase depende da carga instalada na UC, portanto pode-se justificar que as UCs monofásicas
geralmente apresentarão um consumo médio inferior do que as demais.
Admitindo-se apenas os medidores eletromecânicos, a tabela 5.2 apresenta os
resultados da análise da quantidade de equipamentos instalados no parque da concessionária
de acordo com o tipo de medidor para o ano de 2008, obviamente excluindo-se as
informações sobre os medidores eletrônicos.
Tabela 5.2 – Distribuição de medidores no parque da concessionária de acordo com o tipo de medidor
eletromecânico e número de fases, ano 2008.
Tipo de medidor
Indução monofásico
Indução bifásico
Indução trifásico
TOTAL
Quantidade no
Consumo total em
parque
kWh
857.756 (43,48%)
880.928 (44,66%)
233.853 (11,86%)
1.972.537
107.601.562 (28,28%)
149.439.075 (39,28%)
123.410.147 (32,44%)
380.450.784
Pela tabela 5.2 observa-se que a quantidade de UCs bifásicas se tornou maior que a
quantidade de UCs monofásicas, caracterizando expansão de consumo nesta concessionária
exemplo de caso. Contudo, o consumo médio por equipamento é maior nas UC bifásicas
(169kWh/mês) do que nas UCs monofásicas (125kWh/mês), justificando-se a escolha da
análise.
5.2
Aplicação da metodologia sobre os equipamentos
Uma vez justificada a análise dos medidores eletromecânicos monofásicos é
necessário preparar os dados para aplicação da metodologia, ou seja, a etapa de préprocessamento de descoberta de conhecimento em base de dados deve ser aplicada ao
conjunto. Esta etapa engloba a aplicação dos filtros para seleção apenas de medidores
eletromecânicos monofásicos destinados a utilização em unidades consumidoras.
A quantidade de equipamentos monofásicos obtida após a aplicação de todo o
processo de filtragem e cruzamento de dados foi 764.046.
A aplicação da metodologia de análise de probabilidade de falha não compreende todo
o parque de medição, sendo que existem modelos agrupados de equipamentos e localidades
que não existem na metodologia. Os casos que não podem ser avaliados pela metodologia
devem ser descartados.
126
Na análise existem 689.439 casos de modelos que não são englobados pela
metodologia, 3.977 casos de equipamentos sem informação de consumo e 910 casos de
localidades que não são englobadas pela metodologia. Um total de 690.473 equipamentos não
puderam ser avaliados pela metodologia. Isto equivale a 90% dos equipamentos.
Dos 73.573 equipamentos agrupados, 16 equipamentos apareceram no grupo 200, que
não existe no modelo original. A regressão kernel foi utilizada para estimar a probabilidade de
falhas deste grupo em 87,5%.
Os grupos com a quantidade de equipamentos associado a cada um deles e a
probabilidade de falhas são apresentados na tabela 5.3.
Tabela 5.3 – Grupos de medidores e quantidade de equipamentos para o estudo de caso.
Grupo
80
90
100
110
120
130
140
150
160
170
180
190
200
210
220
230
240
250
Nº de
Probabilidade
casos
de falha
4
278
3312
10452
16519
16791
13496
6659
3250
1772
617
131
16
53
62
95
65
1
1,16%
1,87%
4,23%
5,35%
8,33%
14,74%
19,14%
32,01%
35,53%
40,63%
55,00%
75,00%
87,50%
100,00%
100,00%
100,00%
100,00%
100,00%
Existem equipamentos monofásicos distribuídos em todos os grupos do modelo final.
Pode-se determinar a probabilidade de falha média dos medidores monofásicos fazendo o
somatório do resultado da multiplicação da quantidade de casos de cada grupo pela
probabilidade de falha associada ao grupo, e dividir tudo isso pelo total de casos analisados,
conforme a equação 5.1.
Pr =
∑ (Pr× Nº de casos )
∑ Nº de casos
Sendo Pr a probabilidade de falha do grupo e Pr a probabilidade de falha média.
(5.1)
127
A probabilidade de falha média associada aos medidores monofásicos é de 16,14%.
Isto quer dizer que dos 73.573 equipamentos analisados, 11.875 devem apresentar falhas.
5.3
Considerações finais
Este capítulo apresentou um estudo de caso real sobre os medidores de energia elétrica
monofásicos instalados no parque da concessionária no ano de 2008. Para determinação do
tempo de vida dos medidores, considerou-se a data final de 25 de Julho de 2010,
aproximadamente dois anos após a imagem do parque. A situação apresentada se torna
hipotética pois se estabelece que o consumo médio e máximo não se alteraram e que não
houve remoção de equipamentos ou instalação de equipamentos novos. O que se deve
ressaltar é a importância de uma metodologia para estimar a probabilidade de falhas nos
equipamentos submetidos a diversas condições.
Somente uma pequena quantidade dos medidores monofásicos puderam ser avaliada
através da metodologia. A metodologia pôde ser utilizada em 10% do parque de medidores
monofásicos. Assim, existe uma dificuldade em afirmar se a quantidade de medidores
estimados com falha é grande ou pequena.
Como alternativa a análise da probabilidade de falha, utiliza-se a acertividade. No
estudo de caso, se for feita a aferição de 73.573 equipamentos, estima-se que 16,14% tenham
falhas. Se for feita a aferição de apenas 1.000 equipamentos, a metodologia indica que 706
equipamentos terão problemas, isto é uma acertividade de 70,6%. A concessionária de energia
afirmou que, considerando-se a metodologia atual utilizada, a acertividade média deles está
entre 7% até10%.
Finalmente, observa-se que a grande limitação da metodologia desenvolvida está na
falta de dados de ensaios para modelos distintos de medidores, e, ainda um histórico limitado
de informações de aferição e falhas, considerando-se que muitos modelos possuíam poucos ou
nenhum caso de ensaio registrado.
128
6 CONCLUSÃO E CONTINUIDADE DA PESQUISA
A construção de modelos representativos da probabilidade de falhas de medidores
eletromecânicos de energia elétrica é uma nova ferramenta de auxílio na criação de planos de
inspeção e troca de equipamentos. O aplicativo desenvolvido permite monitorar a situação de
todo o parque de medição, com possibilidade de emissão de relatórios sobre as condições
estimadas dos equipamentos em todas as áreas do parque, de acordo com critérios de busca.
Além disso, engloba uma ferramenta que auxilia no processo de retirada de equipamentos
para ensaio laboratorial, apontando os equipamentos com maiores probabilidades de falhas. A
interface amigável, com o uso de gráficos e mapas, permite que usuários leigos consigam
utilizar facilmente o aplicativo.
A metodologia proposta neste trabalho impede a classificação exata da situação de um
único equipamento, mas permite generalizar o comportamento do equipamento ao associá-lo
a um grupo de equipamentos com características semelhantes. O resultado é uma visualização
mais genérica do estado dos equipamentos no parque de medição, apresentando a
probabilidade de falha do equipamento.
A técnica de regressão kernel permite que os valores das probabilidades de falhas dos
grupos de medidores sejam atualizados, assemelhando-se ao comportamento real observado.
A regressão kernel é uma técnica que estima a resposta com base em uma memória, i.e., um
conjunto de pontos de entradas e saídas previamente existentes. A principal dificuldade desta
técnica é trabalhar com respostas que estão fora dos limites da memória, como pontos
inferiores ao menor ponto existente na memória. Nesses casos, o valor será igual ao valor
estimado para o ponto limite da memória. Inicialmente esta característica da regressão kernel
não influencia no algoritmo desenvolvido, pois os grupos de limite inferior e superior
possuem, respectivamente, os valores 0% e 100.
O processo de descoberta de conhecimento em bases de dados possibilita descobrir
padrões e relacionamentos em grandes bases de dados que a priori estão ocultos. É uma
ferramenta abrangente, utilizada em diversas áreas do conhecimento. Sua utilização foi
essencial para determinar as variáveis mais significativas na classificação de falhas em
medidores eletromecânicos de energia elétrica ativa.
A etapa de pré-processamento, ressaltando o tratamento de dados discrepantes,
possibilitou a construção de uma árvore de decisão de qualidade. A aplicação do algoritmo
129
J48 sem a remoção dos dados discrepantes de modelos de medidores resulta em uma árvore
de decisão muito grande e espalhada, sendo o modelo do equipamento a primeira variável
selecionada. A escolha é justificada pela grande quantidade de modelos com apenas um ou
dois casos com mesma classificação, assim a árvore consegue classificar 100% desses
modelos, sendo a melhor variável para classificação. Após o devido tratamento dessa variável
se obteve uma árvore menos espalhada, suficiente para se obter as principais variáveis do
modelo.
A regressão stepwise é uma técnica muito interessante, cuja função é determinar as
principais variáveis de entrada que definem uma variável de saída através de regressão linear.
A aplicação da técnica ao conjunto de dados da concessionária apresentou pouca redução do
RMSE, indicando que uma função linear não representa adequadamente a saída binária.
Independente disto, a análise da variância é uma grande auxiliadora para determinação das
variáveis mais significativas para classificar os casos de falha em medidores eletromecânicos.
Os algoritmos forward e backward stepwise apresentaram como resultados variáveis
próximas. Se for feita a consideração que ao se escolher um elemento de uma variável
transformada via flattening se está escolhendo a variável como um todo, então os algoritmos
escolheram as mesmas variáveis.
Com a mistura de ambas as técnicas foi possível selecionar o conjunto de variáveis
mais indicado para construir um modelo de determinação de falhas. A quantidade de variáveis
escolhidas foi a metade da quantidade de variáveis que se acreditava ter relação com as falhas.
Durante o estudo de caso se observou que o modelo ainda não está adequado para
analisar o comportamento de todo o parque de medição, sendo que somente 10% dos
equipamentos foram analisados. A variável que causou a maior restrição foi o modelo do
equipamento. Nos dados do parque da concessionária foram observados 74 modelos
agrupados de equipamentos instalados em UCs monofásicas, porém somente 2 destes fazem
parte da metodologia proposta.
A variável localidade não estabelece um efeito claro sobre as falhas nos
equipamentos. Neste trabalho foi estudado os efeitos dos dados climáticos, que estão
correlacionados com a localidade, e somente a precipitação apresentou influência significativa
sobre o conjunto de dados. Outro ponto a se considerar sobre esta variável são os dados
discrepantes. Neste trabalho, os dados discrepantes desta variável não foram tratados, mesmo
com a variável se encontrando em condições semelhantes a subtipo_equip.
Por último, este trabalho finaliza sem a validação em campo do modelo desenvolvido,
considerando-se que a concessionária admitida para estudos prevê a utilização da ferramenta
130
para o ano de 2011. Como as variáveis do modelo final não possuem uma distribuição
abundante em todos os valores que podem assumir, decidiu-se por um modelo mais
abrangente, não separando dados atuais existentes para validação.
Com base nessas conclusões, faz-se as seguintes sugestões para a continuidade da
pesquisa:
• Obter novos dados de ensaios, englobando modelos de medidores que não fazem
parte da metodologia proposta, amostrados de forma aleatória e representativa do
parque atual da concessionária;
• Realizar o pré-processamento da variável localidade, que apresenta vários
campos com apenas um ou dois casos;
• Utilizar outras técnicas de mineração de dados, tanto para obtenção das variáveis
mais significativas como para a metodologia de agrupamento de equipamentos;
• Inserir novas variáveis no processo de DCBD, tentando obter modelos que
utilizam variáveis mais diretamente relacionadas com a saída e/ou que assumam
um leque menor de valores. Isto inclui determinar a existência de variáveis
relacionadas com a localidade que influenciam sobre o medidor;
• Experimentar outras técnicas de discretização dos dados, verificando as novas
variáveis selecionadas;
• Na técnica de regressão stepwise, utilizar uma regressão logística ao invés de uma
regressão linear para determinar a saída. Acredita-se que uma regressão logística
possa reduzir significativamente o RMSE para valor de saída discreto, obtendo
melhor qualidade na seleção das variáveis;
• Validar o modelo proposto, utilizando-se novos conjuntos de dados de ensaios.
131
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138
APÊNDICE A – Agrupamento de modelos semelhantes
Este anexo apresenta o agrupamento de medidores de acordo com critérios informados
pela concessionária de energia.
A tabela A apresenta os modelos agrupados existentes na tabela RESULTADOS.
Tabela A – Modelos agrupados utilizados na tabela RESULTADOS.
Modelo
Modelo
Original
Agrupado
B4C3V
B4C3V
B4C3V12015
C1X412010
C1X412015
C1X42405
C1X4
C1X424010
C1X424015
D58-C/S
D5804AC
D58AC3R
D5804AL
D5812015JC
D5812015RC
D5812030JF
D5812030RF
D5812050
D5824015JJ
D5824015RJ
D5824030JM
D5824030RM
D5824050
D58
D58C12015
D58C
D58C120MC
D58C120NC
D58C120OC
D58C120XC
D58C2401MJ
D58C240NJ
D58C240XJ
139
D58C240XJ5
D8L
D8L12015
D8L12015KC
D8L
D8L24015
D8LM
D8LR
F7212015
F7212015DC
F72
F7224015DJ
F7224015IJ
F72G12015
F72G
FV-201-120
FV201
FV201
FV20112015
FV20124015
FV20212015
FV202
FX-221-120
FX221
FX-221-240
FY201120
FY20112015
FY20112030
FY201120VC
FY201
FY201120VF
FY201240
FY20124015
M1A12005AC
M1A12015
M1A
M1A24015
M1A-G12015
M1A-G24015
M1AG
M1AG-P-TNI
M1A-T
M1AT
M1A-T12015
M8C12015
M8C
M8C24015
M8L12015
M8L
M8L24015
MF79G120
MF79G
MF79G12015
140
MFB120G
MFB120G
MFB120G120
MFT120-G
MFT120G
MFT120G
MFT120G120
MY-202120
MY-202240
MY202
MY202
PN5D-G-TNI
PN5DG
PN5DG
PN5DG12015
PN5DG24015
PN5T-G
PN5T-G-TNI
PN5TG
PN5T-G120
PN5T-G240
SL-1621
SL-1621120
SL1621
SL-1621240
SL1621
T4C3V
T4C3V1205
T4C3V12015
T4C3V
T4C3V12030
T4C3V120VC
T4C3V24015
T8L C/SENS
T8L07IF
T8L07IO
T8L12015SC
T8L12015UC
T8L12015WC
T8L24015SJ
T8L
T8L24015UJ
T8L37IF
T8L37IO
T8LC/S07LO
T8LC/S37L0
T8LM07KC
T8LM07KO
141
APÊNDICE B – Árvore de decisão completa
Este anexo apresenta a árvore de decisão completa obtida no capítulo 4 em formato
texto.
instalacoes = 1
|
subtipo = D58
|
|
media = 0
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (2.0/1.0)
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (3.0/1.0)
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (7.0/1.0)
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (0.0)
|
|
|
dias_de_vida = 6100: S (4.0/1.0)
|
|
|
dias_de_vida = 7900: S (2.0)
|
|
|
dias_de_vida = 8800
|
|
|
|
altitude = 0: N (0.0)
|
|
|
|
altitude = 400: N (0.0)
|
|
|
|
altitude = 500: N (4.0)
|
|
|
|
altitude = 600: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
altitude = 615: S (2.0)
|
|
|
|
altitude = 680: S (1.0)
|
|
|
|
altitude = 800: N (0.0)
|
|
media = 100
|
|
|
altitude = 0: N (0.0)
|
|
|
altitude = 400: S (1.0)
|
|
|
altitude = 500: N (7.0)
|
|
|
altitude = 600: S (5.0/1.0)
|
|
|
altitude = 615
|
|
|
|
cod_localidade <= 61: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
cod_localidade > 61: S (2.0)
|
|
|
altitude = 680: S (1.0)
|
|
|
altitude = 800: N (0.0)
|
|
media = 150
|
|
|
maximo = 0: N (0.0)
|
|
|
maximo = 150: S (1.0)
|
|
|
maximo = 200: N (3.0)
|
|
|
maximo = 250: N (6.0/1.0)
|
|
|
maximo = 320
|
|
|
|
cod_localidade <= 57: S (2.0)
|
|
|
|
cod_localidade > 57: N (3.0/1.0)
142
|
|
|
maximo = 440: N (3.0/1.0)
|
|
|
maximo = 800: N (1.0)
|
|
media = 200
|
|
|
cod_tipo_local = RR: S (3.0/1.0)
|
|
|
cod_tipo_local = UB: N (25.0/3.0)
|
|
media = 300
|
|
|
cod_classe_principal = 1
|
|
|
|
temperatura = 0.0: S (0.0)
|
|
|
|
temperatura = 20.6: S (0.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.5: S (1.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.6
|
|
|
|
|
maximo = 0: S (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 150: S (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 200: S (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 250: S (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 320: S (4.0/1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 440
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 0.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 100.0
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 104.4: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 110.0: N (3.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 112.2: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 114.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 148.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 800: S (5.0/1.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.7: N (3.0)
|
|
|
|
temperatura = 23.1: S (0.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 2
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: S (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: S (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: S (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: S (2.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: S (0.0)
143
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: S (3.0/1.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 3
|
|
|
|
maximo = 0: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 150: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 200: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 250: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 320: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 440: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
maximo = 800: N (7.0/1.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 4
|
|
|
|
cod_localidade <= 39: N (2.0)
|
|
|
|
cod_localidade > 39: S (10.0/1.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 5: N (1.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 6: S (0.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 7: S (0.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 8: S (0.0)
|
|
media = 600
|
|
|
cod_localidade <= 63
|
|
|
|
temperatura = 0.0: N (0.0)
|
|
|
|
temperatura = 20.6: N (0.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.5: S (2.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.6
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 1: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 2: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 3
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 0.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 100.0: N (6.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 104.4: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 110.0: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 112.2: N (6.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 114.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 148.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 4: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 5: N (6.0/2.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 6: N (0.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 7: N (0.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 8: N (0.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.7: N (6.0/2.0)
|
|
|
|
temperatura = 23.1: N (0.0)
|
|
|
cod_localidade > 63: S (8.0)
|
subtipo = D58C
144
|
|
cod_localidade <= 69
|
|
|
cod_localidade <= 18
|
|
|
|
temperatura = 0.0: N (0.0)
|
|
|
|
temperatura = 20.6
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 150: S (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 200: S (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 250: S (1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 320: N (1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 440: S (2.0)
|
|
|
|
|
maximo = 800: S (0.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.5
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 1
|
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 150: N (3.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 200
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (4.0/2.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 250: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 320: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 440: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 2: N (0.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 3: N (5.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 4: N (0.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 5: N (0.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 6: N (0.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 7: N (0.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 8: N (0.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.6: N (0.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.7: N (0.0)
|
|
|
|
temperatura = 23.1: N (0.0)
|
|
|
cod_localidade > 18: N (67.0)
|
|
cod_localidade > 69
|
|
|
media = 0
|
|
|
|
maximo = 0
145
|
|
|
|
|
temperatura = 0.0
|
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 1
|
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 0.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 100.0: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 104.4: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 110.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 112.2: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 114.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 148.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 2: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 3: N (4.0)
|
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 4: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 5: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 6: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 7: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 8: N (0.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 20.6
|
|
|
|
|
|
cod_tipo_local = RR: S (5.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
cod_tipo_local = UB
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (3.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: S (2.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 21.5: N (4.0/1.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 21.6: S (6.0/1.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 21.7: N (4.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 23.1: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 150
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (3.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: S (1.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (1.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (4.0/1.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (1.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 200: N (4.0)
|
|
|
|
maximo = 250
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (0.0)
146
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: S (1.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (0.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (2.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (2.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (0.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 320: N (3.0)
|
|
|
|
maximo = 440: N (1.0)
|
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
|
media = 100
|
|
|
|
temperatura = 0.0
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (2.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (4.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (4.0/1.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (4.0/1.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100
|
|
|
|
|
|
cod_localidade <= 130: S (2.0)
|
|
|
|
|
|
cod_localidade > 130: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (3.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
|
temperatura = 20.6: N (8.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.5
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (2.0)
|
|
|
|
|
maximo = 150: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 200: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 250: N (1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 320: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 440: S (1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.6
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 150: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 200: N (2.0)
|
|
|
|
|
maximo = 250: N (1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 320: S (1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 440: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.7
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 150: N (1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 200: N (2.0)
147
|
|
|
|
|
maximo = 250: S (1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 320: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 440: N (2.0)
|
|
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
|
|
temperatura = 23.1: N (0.0)
|
|
|
media = 150
|
|
|
|
temperatura = 0.0
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 150: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 200
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 250
|
|
|
|
|
|
altitude = 0: S (0.0)
|
|
|
|
|
|
altitude = 400: S (0.0)
|
|
|
|
|
|
altitude = 500: S (0.0)
|
|
|
|
|
|
altitude = 600: S (0.0)
|
|
|
|
|
|
altitude = 615: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
altitude = 680: S (3.0)
|
|
|
|
|
|
altitude = 800: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 320
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (3.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 440: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
|
|
temperatura = 20.6: N (18.0/1.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.5
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 150: S (1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 200: N (3.0)
|
|
|
|
|
maximo = 250: N (6.0/1.0)
148
|
|
|
|
|
maximo = 320: N (1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 440: S (1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.6
|
|
|
|
|
precipitacao = 0.0
|
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 1: S (2.0)
|
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 2: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 3: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 4: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 5: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 6: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 7: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 8: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 100.0: N (2.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 104.4: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 110.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 112.2: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 114.0: N (1.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 148.0: N (0.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.7: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
temperatura = 23.1: N (0.0)
|
|
|
media = 200
|
|
|
|
cod_tipo_local = RR: N (5.0)
|
|
|
|
cod_tipo_local = UB
|
|
|
|
|
precipitacao = 0.0
|
|
|
|
|
|
temperatura = 0.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
temperatura = 20.6
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
temperatura = 21.5: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
temperatura = 21.6: N (4.0)
|
|
|
|
|
|
temperatura = 21.7: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
temperatura = 23.1: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 100.0
|
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 150: N (0.0)
149
|
|
|
|
|
|
maximo = 200: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 250: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 320: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 440: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 104.4
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 110.0
|
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 150: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 200: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 250: N (4.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 320
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: S (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: S (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: S (2.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: S (3.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: S (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 440: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 112.2: N (4.0/1.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 114.0
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (3.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (5.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (7.0/2.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 148.0: S (3.0)
|
|
|
media = 300
|
|
|
|
cod_classe_principal = 1
|
|
|
|
|
temperatura = 0.0: N (8.0/1.0)
150
|
|
|
|
|
temperatura = 20.6
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (3.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 21.5: N (7.0/3.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 21.6: N (4.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 21.7: N (5.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 23.1: N (0.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 2: N (1.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 3: N (13.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 4: N (1.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 5: S (1.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 6: N (0.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 7: N (0.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 8: N (0.0)
|
|
|
media = 600
|
|
|
|
altitude = 0: N (0.0)
|
|
|
|
altitude = 400: N (0.0)
|
|
|
|
altitude = 500: N (0.0)
|
|
|
|
altitude = 600: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
altitude = 615: S (4.0/1.0)
|
|
|
|
altitude = 680: N (3.0)
|
|
|
|
altitude = 800: N (0.0)
|
subtipo = D8L
|
|
ano_fabric = 0
|
|
|
cod_tipo_fase = MO: S (1.0)
|
|
|
cod_tipo_fase = BI
|
|
|
|
cod_classe_principal = 1
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (6.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600
|
|
|
|
|
|
media = 0: N (8.0)
|
|
|
|
|
|
media = 100: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
media = 150: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
media = 200: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
media = 300: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
media = 600: N (0.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (12.0/3.0)
151
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (15.0/2.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (14.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900
|
|
|
|
|
|
media = 0: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
media = 100: N (3.0)
|
|
|
|
|
|
media = 150
|
|
|
|
|
|
|
cod_localidade <= 130: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
|
cod_localidade > 130: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
media = 200: N (4.0)
|
|
|
|
|
|
media = 300: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
media = 600: N (0.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800
|
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 150: N (6.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 200: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 250: N (5.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 320: S (7.0/3.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 440: N (5.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 800: S (1.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 2: N (1.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 3: N (16.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 4: N (4.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 5: N (2.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 6: N (0.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 7: N (0.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 8: N (0.0)
|
|
|
cod_tipo_fase = TR: N (2.0/1.0)
|
|
ano_fabric = 1980: N (16.0)
|
|
ano_fabric = 1983: N (69.0)
|
|
ano_fabric = 1986: N (1.0)
|
|
ano_fabric = 1992: N (0.0)
|
|
ano_fabric = 1998: N (0.0)
|
subtipo = FV201
|
|
cod_classe_principal = 1
|
|
|
media = 0
|
|
|
|
altitude = 0: N (0.0)
|
|
|
|
altitude = 400: N (0.0)
|
|
|
|
altitude = 500: S (1.0)
|
|
|
|
altitude = 600: N (6.0/1.0)
|
|
|
|
altitude = 615
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (4.0/1.0)
152
|
|
|
|
|
maximo = 150: N (2.0)
|
|
|
|
|
maximo = 200: S (1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 250: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 320: N (1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 440: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
|
|
altitude = 680: N (0.0)
|
|
|
|
altitude = 800: N (0.0)
|
|
|
media = 100
|
|
|
|
cod_classe_consumo <= 9101
|
|
|
|
|
precipitacao = 0.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 100.0: N (2.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 104.4
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: S (0.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: S (0.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: S (0.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: S (0.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: S (2.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 110.0: N (5.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 112.2
|
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 150: N (5.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 200: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 250: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 320: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 440: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 114.0: N (2.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 148.0: N (0.0)
|
|
|
|
cod_classe_consumo > 9101: S (2.0)
|
|
|
media = 150
|
|
|
|
cod_localidade <= 39: S (4.0)
|
|
|
|
cod_localidade > 39
|
|
|
|
|
temperatura = 0.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 20.6: S (5.0/2.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 21.5: N (7.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 21.6: N (9.0/2.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 21.7: N (0.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 23.1: N (0.0)
153
|
|
|
media = 200
|
|
|
|
maximo = 0: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 150: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 200: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 250: N (13.0/3.0)
|
|
|
|
maximo = 320
|
|
|
|
|
precipitacao = 0.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 100.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 104.4: N (1.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 110.0: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 112.2
|
|
|
|
|
|
cod_localidade <= 55: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
cod_localidade > 55: S (2.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 114.0: S (1.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 148.0: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 440: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
maximo = 800: N (2.0)
|
|
|
media = 300
|
|
|
|
maximo = 0: S (0.0)
|
|
|
|
maximo = 150: S (0.0)
|
|
|
|
maximo = 200: S (0.0)
|
|
|
|
maximo = 250: S (0.0)
|
|
|
|
maximo = 320: S (4.0)
|
|
|
|
maximo = 440
|
|
|
|
|
altitude = 0: S (0.0)
|
|
|
|
|
altitude = 400: S (0.0)
|
|
|
|
|
altitude = 500: N (2.0)
|
|
|
|
|
altitude = 600
|
|
|
|
|
|
ano_fabric = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1980: N (3.0)
|
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1983: S (2.0)
|
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1986: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1992: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1998: N (0.0)
|
|
|
|
|
altitude = 615: S (5.0/1.0)
|
|
|
|
|
altitude = 680: S (1.0)
|
|
|
|
|
altitude = 800: S (0.0)
|
|
|
|
maximo = 800: S (0.0)
|
|
|
media = 600: N (1.0)
|
|
cod_classe_principal = 2: S (1.0)
|
|
cod_classe_principal = 3
154
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (3.0)
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (4.0)
|
|
|
dias_de_vida = 2600: S (1.0)
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (2.0)
|
|
|
dias_de_vida = 6100
|
|
|
|
media = 0: N (0.0)
|
|
|
|
media = 100: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
media = 150: N (1.0)
|
|
|
|
media = 200: N (2.0)
|
|
|
|
media = 300: S (2.0)
|
|
|
|
media = 600: N (0.0)
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (4.0/2.0)
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (1.0)
|
|
cod_classe_principal = 4: N (0.0)
|
|
cod_classe_principal = 5: N (3.0/1.0)
|
|
cod_classe_principal = 6: S (1.0)
|
|
cod_classe_principal = 7: N (0.0)
|
|
cod_classe_principal = 8: N (0.0)
|
subtipo = M1A
|
|
cod_localidade <= 698
|
|
|
ano_fabric = 0: N (88.0/1.0)
|
|
|
ano_fabric = 1980: N (2.0)
|
|
|
ano_fabric = 1983: N (0.0)
|
|
|
ano_fabric = 1986: S (1.0)
|
|
|
ano_fabric = 1992: N (4.0)
|
|
|
ano_fabric = 1998: N (0.0)
|
|
cod_localidade > 698
|
|
|
media = 0
|
|
|
|
cod_classe_consumo <= 7050: N (7.0)
|
|
|
|
cod_classe_consumo > 7050
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 1
|
|
|
|
|
|
maximo = 0
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0
|
|
|
|
|
|
|
|
cod_localidade <= 760: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
cod_localidade > 760: S (6.0/2.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (5.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: S (3.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000
|
|
|
|
|
|
|
|
altitude = 0: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
altitude = 400: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
altitude = 500: N (2.0)
155
|
|
|
|
|
|
|
|
altitude = 600: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
altitude = 615: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
altitude = 680: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
altitude = 800: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (6.0/3.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900
|
|
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 0.0
|
|
|
|
|
|
|
|
|
cod_localidade <= 811: S (2.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
|
cod_localidade > 811: N (5.0/2.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 100.0: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 104.4: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 110.0: N (9.0/3.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 112.2: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 114.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 148.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 150
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: S (2.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (3.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 200: S (2.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 250: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 320: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 440: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 2: S (0.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 3: S (4.0/1.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 4: S (0.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 5: S (1.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 6: S (0.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 7: S (0.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_principal = 8: S (0.0)
|
|
|
media = 100
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (5.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600
|
|
|
|
|
cod_localidade <= 808: N (4.0/1.0)
|
|
|
|
|
cod_localidade > 808: S (2.0)
156
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (11.0/1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (10.0/1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (9.0/2.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900
|
|
|
|
|
precipitacao = 0.0: N (6.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 100.0: N (3.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 104.4: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 110.0: S (9.0/4.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 112.2: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 114.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 148.0: N (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (3.0)
|
|
|
media = 150
|
|
|
|
maximo = 0: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 150: N (5.0)
|
|
|
|
maximo = 200
|
|
|
|
|
cod_localidade <= 760: S (2.0)
|
|
|
|
|
cod_localidade > 760: N (8.0)
|
|
|
|
maximo = 250: N (4.0/1.0)
|
|
|
|
maximo = 320: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
maximo = 440: S (1.0)
|
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
|
media = 200: N (6.0/2.0)
|
|
|
media = 300: N (4.0)
|
|
|
media = 600: N (0.0)
|
subtipo = M8L
|
|
maximo = 0
|
|
|
dias_de_vida = 0
|
|
|
|
precipitacao = 0.0: N (0.0)
|
|
|
|
precipitacao = 100.0: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
precipitacao = 104.4: N (0.0)
|
|
|
|
precipitacao = 110.0: N (4.0/1.0)
|
|
|
|
precipitacao = 112.2: N (2.0)
|
|
|
|
precipitacao = 114.0: S (1.0)
|
|
|
|
precipitacao = 148.0: N (0.0)
|
|
|
dias_de_vida = 1600
|
|
|
|
ano_fabric = 0: N (0.0)
|
|
|
|
ano_fabric = 1980: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
ano_fabric = 1983: N (4.0/1.0)
|
|
|
|
ano_fabric = 1986: S (1.0)
|
|
|
|
ano_fabric = 1992: N (0.0)
157
|
|
|
|
ano_fabric = 1998: N (0.0)
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (4.0/1.0)
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (9.0/1.0)
|
|
|
dias_de_vida = 6100
|
|
|
|
precipitacao = 0.0: S (0.0)
|
|
|
|
precipitacao = 100.0: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
precipitacao = 104.4: S (0.0)
|
|
|
|
precipitacao = 110.0: S (3.0)
|
|
|
|
precipitacao = 112.2: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
precipitacao = 114.0: S (0.0)
|
|
|
|
precipitacao = 148.0: S (0.0)
|
|
|
dias_de_vida = 7900: S (5.0/1.0)
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (1.0)
|
|
maximo = 150
|
|
|
precipitacao = 0.0: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 100.0
|
|
|
|
cod_localidade <= 49
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: S (0.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (1.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: S (2.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: S (0.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (4.0/2.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: S (3.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: S (0.0)
|
|
|
|
cod_localidade > 49: N (2.0)
|
|
|
precipitacao = 104.4: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 110.0
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: S (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (3.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (4.0/1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (8.0/3.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (3.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 112.2: S (5.0/1.0)
|
|
|
precipitacao = 114.0
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: S (2.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: S (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (4.0/1.0)
158
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 148.0: N (0.0)
|
|
maximo = 200
|
|
|
precipitacao = 0.0: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 100.0
|
|
|
|
media = 0: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
media = 100: S (5.0/2.0)
|
|
|
|
media = 150: N (5.0)
|
|
|
|
media = 200: N (0.0)
|
|
|
|
media = 300: N (0.0)
|
|
|
|
media = 600: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 104.4: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 110.0
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: S (2.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (3.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000
|
|
|
|
|
media = 0: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
media = 100: S (1.0)
|
|
|
|
|
media = 150: N (2.0)
|
|
|
|
|
media = 200: N (0.0)
|
|
|
|
|
media = 300: N (0.0)
|
|
|
|
|
media = 600: N (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (5.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: S (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 112.2
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: S (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (2.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: S (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: S (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100
|
|
|
|
|
ano_fabric = 0: S (0.0)
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1980: N (1.0)
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1983: S (5.0/1.0)
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1986: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1992: S (0.0)
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1998: S (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: S (0.0)
159
|
|
|
precipitacao = 114.0: S (4.0)
|
|
|
precipitacao = 148.0: N (0.0)
|
|
maximo = 250
|
|
|
cod_localidade <= 63
|
|
|
|
ano_fabric = 0: N (0.0)
|
|
|
|
ano_fabric = 1980
|
|
|
|
|
precipitacao = 0.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 100.0: S (1.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 104.4: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 110.0: N (1.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 112.2: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 114.0: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 148.0: N (0.0)
|
|
|
|
ano_fabric = 1983
|
|
|
|
|
altitude = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
altitude = 400: N (0.0)
|
|
|
|
|
altitude = 500: N (4.0/1.0)
|
|
|
|
|
altitude = 600: N (4.0/1.0)
|
|
|
|
|
altitude = 615: N (6.0)
|
|
|
|
|
altitude = 680: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
altitude = 800: N (0.0)
|
|
|
|
ano_fabric = 1986: N (4.0)
|
|
|
|
ano_fabric = 1992: N (0.0)
|
|
|
|
ano_fabric = 1998: N (0.0)
|
|
|
cod_localidade > 63: S (3.0)
|
|
maximo = 320: S (7.0/1.0)
|
|
maximo = 440: N (4.0/1.0)
|
|
maximo = 800: N (2.0)
|
subtipo = MFT120G
|
|
cod_classe_principal = 1
|
|
|
precipitacao = 0.0
|
|
|
|
maximo = 0: N (1.0)
|
|
|
|
maximo = 150: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 200: S (1.0)
|
|
|
|
maximo = 250: N (2.0)
|
|
|
|
maximo = 320: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
maximo = 440
|
|
|
|
|
altitude = 0: S (2.0)
|
|
|
|
|
altitude = 400: N (3.0)
|
|
|
|
|
altitude = 500: N (0.0)
|
|
|
|
|
altitude = 600: N (0.0)
160
|
|
|
|
|
altitude = 615: N (0.0)
|
|
|
|
|
altitude = 680: N (0.0)
|
|
|
|
|
altitude = 800: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 800: N (5.0/2.0)
|
|
|
precipitacao = 100.0: N (1.0)
|
|
|
precipitacao = 104.4: N (3.0)
|
|
|
precipitacao = 110.0: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 112.2: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 114.0: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 148.0: N (0.0)
|
|
cod_classe_principal = 2
|
|
|
media = 0: N (3.0)
|
|
|
media = 100: N (0.0)
|
|
|
media = 150: N (0.0)
|
|
|
media = 200: N (1.0)
|
|
|
media = 300: N (2.0)
|
|
|
media = 600: S (1.0)
|
|
cod_classe_principal = 3: N (21.0)
|
|
cod_classe_principal = 4
|
|
|
media = 0
|
|
|
|
cod_classe_consumo <= 4011: N (6.0)
|
|
|
|
cod_classe_consumo > 4011
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: S (0.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: S (4.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (2.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: S (0.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: S (0.0)
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: S (0.0)
|
|
|
media = 100
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (2.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600
|
|
|
|
|
precipitacao = 0.0: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 100.0: N (2.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 104.4: S (1.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 110.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 112.2: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 114.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 148.0: N (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: S (1.0)
161
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
media = 150: N (6.0/1.0)
|
|
|
media = 200
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: S (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 150: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 200: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 250: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 320: N (4.0)
|
|
|
|
|
maximo = 440
|
|
|
|
|
|
cod_localidade <= 692: S (2.0)
|
|
|
|
|
|
cod_localidade > 692: N (2.0)
|
|
|
|
|
maximo = 800: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (2.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
media = 300
|
|
|
|
cod_classe_consumo <= 4011: N (10.0/1.0)
|
|
|
|
cod_classe_consumo > 4011
|
|
|
|
|
cod_localidade <= 684: S (4.0/1.0)
|
|
|
|
|
cod_localidade > 684: N (5.0)
|
|
|
media = 600: N (14.0)
|
|
cod_classe_principal = 5
|
|
|
altitude = 0: N (4.0)
|
|
|
altitude = 400
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
altitude = 500: N (0.0)
|
|
|
altitude = 600: N (0.0)
|
|
|
altitude = 615: N (0.0)
|
|
|
altitude = 680: N (0.0)
162
|
|
|
altitude = 800: N (0.0)
|
|
cod_classe_principal = 6: N (2.0)
|
|
cod_classe_principal = 7: N (4.0)
|
|
cod_classe_principal = 8: N (0.0)
|
subtipo = MV202
|
|
ano_fabric = 0: N (0.0)
|
|
ano_fabric = 1980: N (0.0)
|
|
ano_fabric = 1983: N (0.0)
|
|
ano_fabric = 1986
|
|
|
temperatura = 0.0: N (0.0)
|
|
|
temperatura = 20.6: N (13.0)
|
|
|
temperatura = 21.5: S (1.0)
|
|
|
temperatura = 21.6: N (0.0)
|
|
|
temperatura = 21.7: N (6.0)
|
|
|
temperatura = 23.1: N (4.0)
|
|
ano_fabric = 1992
|
|
|
cod_tipo_fase = MO: N (6.0)
|
|
|
cod_tipo_fase = BI
|
|
|
|
cod_classe_principal = 1
|
|
|
|
|
precipitacao = 0.0
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0
|
|
|
|
|
|
|
media = 0: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
media = 100: N (3.0)
|
|
|
|
|
|
|
media = 150: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
media = 200: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
media = 300: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
media = 600: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600
|
|
|
|
|
|
|
maximo = 0: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
maximo = 150: S (2.0)
|
|
|
|
|
|
|
maximo = 200: N (4.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
maximo = 250: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
|
maximo = 320: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
maximo = 440: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600
|
|
|
|
|
|
|
media = 0: S (6.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
media = 100
|
|
|
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
maximo = 150: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
maximo = 200: N (3.0/1.0)
163
|
|
|
|
|
|
|
|
maximo = 250: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
maximo = 320: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
maximo = 440: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
|
media = 150: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
media = 200: N (7.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
media = 300: S (4.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
media = 600: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000
|
|
|
|
|
|
|
media = 0: N (6.0)
|
|
|
|
|
|
|
media = 100: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
|
media = 150: N (3.0)
|
|
|
|
|
|
|
media = 200: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
|
media = 300: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
|
media = 600: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 100.0
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (8.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (5.0/2.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 104.4: N (17.0/3.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 110.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 112.2: N (0.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 114.0: S (1.0)
|
|
|
|
|
precipitacao = 148.0: N (0.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 2: N (0.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 3: N (29.0/3.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 4
|
|
|
|
|
media = 0: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
media = 100: S (2.0)
|
|
|
|
|
media = 150: N (5.0)
|
|
|
|
|
media = 200: S (2.0)
|
|
|
|
|
media = 300: N (2.0)
|
|
|
|
|
media = 600: N (0.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 5
164
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 150: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 200: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 250: S (1.0)
|
|
|
|
|
maximo = 320: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 440: N (4.0)
|
|
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 6: N (2.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 7: N (0.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 8: S (1.0)
|
|
|
cod_tipo_fase = TR: N (3.0/1.0)
|
|
ano_fabric = 1998: N (0.0)
|
subtipo = MY202
|
|
temperatura = 0.0: N (89.0)
|
|
temperatura = 20.6: N (17.0)
|
|
temperatura = 21.5
|
|
|
cod_localidade <= 49: S (5.0/2.0)
|
|
|
cod_localidade > 49: N (2.0)
|
|
temperatura = 21.6
|
|
|
precipitacao = 0.0: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 100.0
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (8.0/1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (5.0/1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (6.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000
|
|
|
|
|
media = 0: N (3.0)
|
|
|
|
|
media = 100: N (1.0)
|
|
|
|
|
media = 150: N (0.0)
|
|
|
|
|
media = 200: S (7.0/3.0)
|
|
|
|
|
media = 300: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
media = 600: N (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (1.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (1.0)
|
|
|
precipitacao = 104.4: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 110.0: N (31.0/6.0)
|
|
|
precipitacao = 112.2: N (13.0)
|
|
|
precipitacao = 114.0: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 148.0: N (0.0)
|
|
temperatura = 21.7
|
|
|
cod_tipo_local = RR: N (18.0)
165
|
|
|
cod_tipo_local = UB
|
|
|
|
maximo = 0: N (5.0/1.0)
|
|
|
|
maximo = 150: N (5.0/1.0)
|
|
|
|
maximo = 200: N (5.0)
|
|
|
|
maximo = 250: N (8.0)
|
|
|
|
maximo = 320: N (12.0)
|
|
|
|
maximo = 440: N (8.0/1.0)
|
|
|
|
maximo = 800
|
|
|
|
|
cod_classe_consumo <= 9101
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 0.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 100.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 104.4: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 110.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 112.2: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 114.0: N (15.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 148.0
|
|
|
|
|
|
|
cod_localidade <= 290: N (3.0)
|
|
|
|
|
|
|
cod_localidade > 290: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
cod_classe_consumo > 9101: S (2.0)
|
|
temperatura = 23.1
|
|
|
media = 0: N (5.0)
|
|
|
media = 100: N (3.0)
|
|
|
media = 150
|
|
|
|
cod_classe_principal = 1: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 2: N (0.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 3: N (2.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 4: S (1.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 5: N (0.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 6: N (0.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 7: N (0.0)
|
|
|
|
cod_classe_principal = 8: N (0.0)
|
|
|
media = 200: N (7.0)
|
|
|
media = 300: N (5.0)
|
|
|
media = 600: N (8.0/1.0)
|
subtipo = PN5DG
|
|
cod_classe_principal = 1
|
|
|
maximo = 0
|
|
|
|
ano_fabric = 0: N (0.0)
|
|
|
|
ano_fabric = 1980: N (0.0)
|
|
|
|
ano_fabric = 1983: N (0.0)
|
|
|
|
ano_fabric = 1986: N (0.0)
166
|
|
|
|
ano_fabric = 1992: S (4.0)
|
|
|
|
ano_fabric = 1998
|
|
|
|
|
altitude = 0: N (1.0)
|
|
|
|
|
altitude = 400: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
altitude = 500: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
altitude = 600: S (1.0)
|
|
|
|
|
altitude = 615: N (4.0)
|
|
|
|
|
altitude = 680: N (3.0)
|
|
|
|
|
altitude = 800: N (0.0)
|
|
|
maximo = 150
|
|
|
|
media = 0
|
|
|
|
|
cod_localidade <= 221: N (6.0)
|
|
|
|
|
cod_localidade > 221: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
media = 100
|
|
|
|
|
temperatura = 0.0: N (0.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 20.6: N (2.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 21.5: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 21.6: N (0.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 21.7: S (2.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 23.1: N (0.0)
|
|
|
|
media = 150: N (3.0)
|
|
|
|
media = 200: N (0.0)
|
|
|
|
media = 300: N (0.0)
|
|
|
|
media = 600: N (0.0)
|
|
|
maximo = 200
|
|
|
|
temperatura = 0.0: N (2.0)
|
|
|
|
temperatura = 20.6: N (7.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.5
|
|
|
|
|
ano_fabric = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1980: N (0.0)
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1983: N (0.0)
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1986: N (0.0)
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1992: N (2.0)
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1998: S (2.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.6: N (3.0)
|
|
|
|
temperatura = 21.7: N (7.0)
|
|
|
|
temperatura = 23.1: N (0.0)
|
|
|
maximo = 250
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600
|
|
|
|
|
temperatura = 0.0: S (0.0)
167
|
|
|
|
|
temperatura = 20.6: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 21.5: N (2.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 21.6: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 21.7: S (2.0)
|
|
|
|
|
temperatura = 23.1: S (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600: N (5.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000: N (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100: N (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900: N (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
|
|
maximo = 320: N (15.0/3.0)
|
|
|
maximo = 440: N (6.0)
|
|
|
maximo = 800: N (2.0)
|
|
cod_classe_principal = 2: N (3.0)
|
|
cod_classe_principal = 3: N (27.0/3.0)
|
|
cod_classe_principal = 4: N (10.0)
|
|
cod_classe_principal = 5
|
|
|
media = 0: N (1.0)
|
|
|
media = 100: N (0.0)
|
|
|
media = 150: S (1.0)
|
|
|
media = 200: N (2.0)
|
|
|
media = 300: N (0.0)
|
|
|
media = 600: N (2.0)
|
|
cod_classe_principal = 6: N (0.0)
|
|
cod_classe_principal = 7: N (0.0)
|
|
cod_classe_principal = 8: N (0.0)
|
subtipo = T8L
|
|
cod_tipo_local = RR
|
|
|
cod_classe_principal = 1: N (3.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 2: N (0.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 3: N (0.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 4
|
|
|
|
dias_de_vida = 0: N (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 1600: N (16.0/3.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 2600
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 150: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 200: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 250: N (0.0)
|
|
|
|
|
maximo = 320: N (2.0)
|
|
|
|
|
maximo = 440: S (1.0)
168
|
|
|
|
|
maximo = 800: N (3.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 4000
|
|
|
|
|
media = 0: N (2.0)
|
|
|
|
|
media = 100: N (0.0)
|
|
|
|
|
media = 150
|
|
|
|
|
|
cod_classe_consumo <= 4011: N (2.0)
|
|
|
|
|
|
cod_classe_consumo > 4011: S (2.0)
|
|
|
|
|
media = 200: N (3.0)
|
|
|
|
|
media = 300: N (3.0)
|
|
|
|
|
media = 600: N (4.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 6100
|
|
|
|
|
media = 0: N (7.0/2.0)
|
|
|
|
|
media = 100: N (5.0/1.0)
|
|
|
|
|
media = 150: N (1.0)
|
|
|
|
|
media = 200
|
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 150: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 200: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 250: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 320: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 440: S (5.0/2.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 800: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
media = 300: N (13.0/1.0)
|
|
|
|
|
media = 600
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 0.0
|
|
|
|
|
|
|
cod_localidade <= 700: N (5.0/2.0)
|
|
|
|
|
|
|
cod_localidade > 700: S (3.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 100.0: S (0.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 104.4: N (3.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 110.0: S (0.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 112.2: S (0.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 114.0: S (0.0)
|
|
|
|
|
|
precipitacao = 148.0: S (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 7900
|
|
|
|
|
ano_fabric = 0: N (0.0)
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1980
|
|
|
|
|
|
maximo = 0: N (1.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 150: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 200: S (1.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 250: N (0.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 320: N (1.0)
169
|
|
|
|
|
|
maximo = 440: N (2.0/1.0)
|
|
|
|
|
|
maximo = 800: N (4.0)
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1983: S (3.0)
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1986: N (0.0)
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1992: N (0.0)
|
|
|
|
|
ano_fabric = 1998: N (0.0)
|
|
|
|
dias_de_vida = 8800: N (13.0/1.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 5: S (1.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 6: N (0.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 7: N (1.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 8: N (0.0)
|
|
cod_tipo_local = UB: N (79.0/8.0)
instalacoes = 2
|
subtipo = D58: N (5.0/1.0)
|
subtipo = D58C
|
|
cod_classe_principal = 1
|
|
|
maximo = 0: N (17.0/1.0)
|
|
|
maximo = 150: N (8.0/1.0)
|
|
|
maximo = 200: N (12.0)
|
|
|
maximo = 250: N (11.0)
|
|
|
maximo = 320: N (3.0/1.0)
|
|
|
maximo = 440: N (6.0/1.0)
|
|
|
maximo = 800: S (1.0)
|
|
cod_classe_principal = 2: N (1.0)
|
|
cod_classe_principal = 3: N (9.0)
|
|
cod_classe_principal = 4: N (2.0/1.0)
|
|
cod_classe_principal = 5: N (3.0)
|
|
cod_classe_principal = 6: N (0.0)
|
|
cod_classe_principal = 7: N (0.0)
|
|
cod_classe_principal = 8: N (0.0)
|
subtipo = D8L
|
|
dias_de_vida = 0: N (30.0/2.0)
|
|
dias_de_vida = 1600: N (2.0)
|
|
dias_de_vida = 2600: S (1.0)
|
|
dias_de_vida = 4000: N (0.0)
|
|
dias_de_vida = 6100: N (0.0)
|
|
dias_de_vida = 7900: N (0.0)
|
|
dias_de_vida = 8800: N (0.0)
|
subtipo = FV201
|
|
cod_classe_principal = 1: N (18.0)
|
|
cod_classe_principal = 2: N (0.0)
170
|
|
cod_classe_principal = 3
|
|
|
maximo = 0: N (2.0)
|
|
|
maximo = 150: N (1.0)
|
|
|
maximo = 200: S (1.0)
|
|
|
maximo = 250: N (2.0)
|
|
|
maximo = 320: N (0.0)
|
|
|
maximo = 440: N (0.0)
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
cod_classe_principal = 4: N (0.0)
|
|
cod_classe_principal = 5: N (0.0)
|
|
cod_classe_principal = 6: N (0.0)
|
|
cod_classe_principal = 7: N (0.0)
|
|
cod_classe_principal = 8: N (0.0)
|
subtipo = M1A: N (22.0/1.0)
|
subtipo = M8L
|
|
maximo = 0: N (9.0/1.0)
|
|
maximo = 150: S (4.0/1.0)
|
|
maximo = 200: N (6.0/1.0)
|
|
maximo = 250: N (3.0/1.0)
|
|
maximo = 320: N (0.0)
|
|
maximo = 440: N (0.0)
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
subtipo = MFT120G
|
|
maximo = 0: N (3.0)
|
|
maximo = 150: N (2.0)
|
|
maximo = 200: N (1.0)
|
|
maximo = 250: S (3.0/1.0)
|
|
maximo = 320: N (4.0)
|
|
maximo = 440: N (2.0/1.0)
|
|
maximo = 800: N (4.0/1.0)
|
subtipo = MV202
|
|
media = 0
|
|
|
cod_classe_principal = 1
|
|
|
|
altitude = 0: N (3.0)
|
|
|
|
altitude = 400: N (1.0)
|
|
|
|
altitude = 500: N (2.0)
|
|
|
|
altitude = 600: N (1.0)
|
|
|
|
altitude = 615: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
altitude = 680: N (1.0)
|
|
|
|
altitude = 800: N (0.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 2: S (1.0)
171
|
|
|
cod_classe_principal = 3: N (6.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 4: N (0.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 5: N (0.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 6: N (0.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 7: N (0.0)
|
|
|
cod_classe_principal = 8: N (0.0)
|
|
media = 100
|
|
|
altitude = 0: N (0.0)
|
|
|
altitude = 400: N (2.0/1.0)
|
|
|
altitude = 500: S (1.0)
|
|
|
altitude = 600: S (1.0)
|
|
|
altitude = 615: N (2.0)
|
|
|
altitude = 680: N (0.0)
|
|
|
altitude = 800: N (0.0)
|
|
media = 150: N (6.0)
|
|
media = 200: N (1.0)
|
|
media = 300: N (6.0)
|
|
media = 600: N (2.0/1.0)
|
subtipo = MY202
|
|
precipitacao = 0.0: S (1.0)
|
|
precipitacao = 100.0: N (6.0)
|
|
precipitacao = 104.4: N (1.0)
|
|
precipitacao = 110.0: N (7.0)
|
|
precipitacao = 112.2: N (8.0)
|
|
precipitacao = 114.0: N (42.0)
|
|
precipitacao = 148.0
|
|
|
media = 0: N (7.0)
|
|
|
media = 100: N (2.0)
|
|
|
media = 150: S (1.0)
|
|
|
media = 200: N (4.0)
|
|
|
media = 300: N (3.0)
|
|
|
media = 600: N (1.0)
|
subtipo = PN5DG
|
|
media = 0
|
|
|
precipitacao = 0.0
|
|
|
|
altitude = 0: N (0.0)
|
|
|
|
altitude = 400: N (1.0)
|
|
|
|
altitude = 500: S (2.0)
|
|
|
|
altitude = 600: N (0.0)
|
|
|
|
altitude = 615: N (4.0/1.0)
|
|
|
|
altitude = 680: N (0.0)
172
|
|
|
|
altitude = 800: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 100.0
|
|
|
|
maximo = 0: N (4.0)
|
|
|
|
maximo = 150: S (3.0/1.0)
|
|
|
|
maximo = 200: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 250: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 320: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 440: N (0.0)
|
|
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 104.4: N (6.0)
|
|
|
precipitacao = 110.0: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 112.2: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 114.0: N (0.0)
|
|
|
precipitacao = 148.0: N (0.0)
|
|
media = 100: N (11.0/1.0)
|
|
media = 150: N (3.0)
|
|
media = 200: N (7.0)
|
|
media = 300: N (2.0)
|
|
media = 600: N (1.0)
|
subtipo = T8L: N (17.0)
instalacoes = 3
|
subtipo = D58: N (1.0)
|
subtipo = D58C
|
|
precipitacao = 0.0: N (1.0)
|
|
precipitacao = 100.0: N (0.0)
|
|
precipitacao = 104.4: N (3.0)
|
|
precipitacao = 110.0: N (6.0)
|
|
precipitacao = 112.2
|
|
|
media = 0: S (3.0/1.0)
|
|
|
media = 100: N (0.0)
|
|
|
media = 150: N (0.0)
|
|
|
media = 200: N (2.0)
|
|
|
media = 300: N (0.0)
|
|
|
media = 600: N (0.0)
|
|
precipitacao = 114.0: N (4.0/1.0)
|
|
precipitacao = 148.0: N (1.0)
|
subtipo = D8L: N (10.0)
|
subtipo = FV201: N (7.0)
|
subtipo = M1A: N (4.0)
|
subtipo = M8L
|
|
maximo = 0: N (4.0)
173
|
|
maximo = 150: S (1.0)
|
|
maximo = 200: N (2.0)
|
|
maximo = 250: N (0.0)
|
|
maximo = 320: N (0.0)
|
|
maximo = 440: N (0.0)
|
|
maximo = 800: N (0.0)
|
subtipo = MFT120G: N (4.0)
|
subtipo = MV202: N (14.0/2.0)
|
subtipo = MY202: N (34.0/1.0)
|
subtipo = PN5DG
|
|
temperatura = 0.0: N (2.0)
|
|
temperatura = 20.6: N (4.0)
|
|
temperatura = 21.5: S (1.0)
|
|
temperatura = 21.6: S (1.0)
|
|
temperatura = 21.7
|
|
|
cod_localidade <= 220: N (2.0)
|
|
|
cod_localidade > 220: S (2.0)
|
|
temperatura = 23.1: N (0.0)
|
subtipo = T8L: N (7.0)
instalacoes = 4
|
ano_fabric = 0: N (2.0/1.0)
|
ano_fabric = 1980: N (4.0)
|
ano_fabric = 1983: N (5.0)
|
ano_fabric = 1986: N (3.0)
|
ano_fabric = 1992: S (1.0)
|
ano_fabric = 1998: N (5.0/1.0)
instalacoes = 5: N (6.0)
instalacoes = 6: N (2.0)
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