CBA - CERTIFICATE IN BUSINESS ADMINISTRATION TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO RODRIGO YUNES PERIM ABERTURA DE UMA FÁBRICA DE BLOCOS DE CONCRETO PARA ALVENARIA ESTRUTURAL E DE VEDAÇÃO São Paulo 2012 Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação Rodrigo Yunes Perim ABERTURA DE UMA FÁBRICA DE BLOCOS DE CONCRETO PARA ALVENARIA ESTRUTURAL E DE VEDAÇÃO TCC apresentado ao curso CBA como requisito parcial para a obtenção do Grau de Especialista em Gestão de Negócios do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa. Orientadora: Profª Angela Menezes São Paulo 2012 Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação Agradecimentos A Deus por ter me iluminado e me dado forças para concluir mais uma etapa da minha vida. Ao meu pai Carlos, pessoa que sigo como exemplo, por sempre ter me apoiado me fazendo acreditar que nada é impossível e por ter me proporcionado fazer este curso. A minha mãe Janice, minha heroína, por estar sempre comigo nas horas que preciso e por ter me apoiado nos momentos de dificuldade. Aos meus irmãos André e Leandro, meus eternos amigos, por estarem sempre presentes torcendo por mim. A professora Angela Menezes pela orientação, ensinamentos e exigências durante a realização deste trabalho. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação Resumo PERIM, Rodrigo Yunes. ABERTURA DE UMA FÁBRICA DE BLOCOS DE CONCRETO PARA ALVENARIA ESTRUTURAL E DE VEDAÇÃO. São Paulo, 2012. 86p. TCC – Certificate in Business Administration. Insper Instituto de Ensino e Pesquisa. O bloco de concreto é um instrumento facilitador da construção civil, sendo um produto que aumenta a durabilidade da construção, diminuindo gastos, aliando qualidade e produtividade. Desta forma, percebe-se o quão importante ele é, sendo este utilizado encaixado, um sobre o outro, com o auxílio de massas colantes para unir as peças, e tramandoas de forma que é possível utilizar a parte interna que é vazada para a disposição de toda a parte de fiações e encanamentos. A partir dessa necessidade de blocos nas obras foi elaborado um estudo para a abertura de uma nova fábrica de blocos para atender o setor da construção civil. Após analisar os dados e indicadores geradores, identificou-se que este tipo de empreendimento é viável para o momento atual. Palavras-chave: Bloco. Concreto. Estrutural. Vedação. Financiamento. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação Sumário 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 6 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................................ 7 2.1. PLANO DE NEGOCIOS ..................................................................................................... 7 2.2. EMPREENDEDORISMO .................................................................................................... 7 EMPREENDEDOR ...................................................................................................... 7 2.2.1. 2.3. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO................................................................................... 8 ELEMENTOS DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO .......................................... 8 2.3.1. 2.3.1.1. NEGÓCIO ................................................................................................................. 8 2.3.1.2. MISSÃO .................................................................................................................... 8 2.3.1.3. VISÃO........................................................................................................................ 9 2.3.1.4. VALORES ................................................................................................................. 9 2.3.1.5. OBJETIVOS.............................................................................................................. 9 2.3.1.6. METAS .................................................................................................................... 10 2.4. PLANEJAMENTO DE MARKETING ............................................................................... 10 ASPECTOS CENTRAIS DO MARKETING ............................................................ 11 2.4.1. 2.4.1.1. MERCADO-ALVO .................................................................................................. 11 2.4.1.2. SATISFAÇÃO DOS CLIENTES ........................................................................... 11 2.4.1.3. QUALIDADE DO PRODUTO ............................................................................... 11 2.4.2. AMBIENTE DE MARKETING................................................................................... 12 2.4.3. ANALISE SWOT ........................................................................................................ 12 2.4.4. CONCORRÊNCIA ..................................................................................................... 14 2.5. PLANEJAMENTO FINANCEIRO .................................................................................... 15 2.5.1. ASPECTOS GERAIS ................................................................................................ 15 2.5.2. CUSTO DE CAPITAL ................................................................................................ 15 2.5.2.1. CUSTO DO CAPITAL PRÓPRIO (CAPM) ......................................................... 16 2.5.2.2. CUSTO MÉDIO PONDERADO DE CAPITAL (WACC) .................................... 18 REGRAS DE ACEITAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ......................................... 20 2.5.3. 2.5.3.1. VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL) .................................................................. 20 2.5.3.2. TAXA DE DESCONTO DE PROJETO ............................................................... 21 2.5.3.3. TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) ................................................................ 23 2.5.3.4. PAYBACK ............................................................................................................... 24 2.5.3.5. PAYBACK DESCONTADO .................................................................................. 25 Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 3. 2.5.4. CONCEITO DE DEPRECIAÇÃO............................................................................. 26 2.5.5. FLUXO DE CAIXA ECONÔMICO ........................................................................... 26 2.5.6. FLUXO DE CAIXA ECONÔMICO-FINANCEIRO .................................................. 29 2.5.7. PONTO DE EQUILÍBRIO.......................................................................................... 30 2.5.8. PROJEÇÕES FINANCEIRAS .................................................................................. 30 DESCRIÇÃO DA EMPRESA .................................................................................................. 31 3.1. NATUREZA DO NEGÓCIO .............................................................................................. 31 3.2. MISSÃO E VISÃO ............................................................................................................. 31 3.3. OBJETIVOS ESTRATÉGICOS........................................................................................ 32 3.4. BREVE HISTÓRICO DA EMPRESA .............................................................................. 32 3.5. VANTAGENS COMPETITIVAS ....................................................................................... 33 3.6. PRODUTOS / SERVIÇOS................................................................................................ 36 3.6.1. DESCRIÇÃO DOS PRODUTOS ............................................................................. 36 3.6.2. DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS ............................................................................... 36 3.6.3. DESCRIÇÃO TECNOLÓGICA................................................................................. 36 3.7. CLIENTES .......................................................................................................................... 37 3.8. FORNECEDORES ............................................................................................................ 38 3.9. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ................................................................................. 39 FATURAMENTO ............................................................................................................ 40 3.10. 4. ANÁLISE DE CENÁRIO .......................................................................................................... 41 4.1. 4.1.1. MERCADO.................................................................................................................. 41 4.1.2. CONCORRENTES .................................................................................................... 43 4.1.3. PÚBLICO-ALVO......................................................................................................... 44 4.2. MACRO AMBIENTE .......................................................................................................... 45 4.2.1. ECONOMIA ................................................................................................................ 45 4.2.2. POLÍTICO-LEGAL ..................................................................................................... 48 4.2.3. SÓCIO-CULTURAL ................................................................................................... 49 4.2.4. TECNOLOGIA ............................................................................................................ 50 4.3. 5. MICRO AMBIENTE ........................................................................................................... 41 ANÁLISE SWOT ................................................................................................................ 51 PLANO DE IMPLANTAÇÃO ................................................................................................... 53 5.1. MACRO-CRONOGRAMA................................................................................................. 53 5.2. ESTRATÉGIA DE PARCERIAS ...................................................................................... 55 5.3. RISCOS E RESPOSTAS.................................................................................................. 57 Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 6. ANÁLISE DO INVESTIMENTO............................................................................................... 59 6.1. DETERMINAÇÃO DO CAPM .......................................................................................... 59 6.2. DETERMINAÇÃO DO WACC .......................................................................................... 60 6.3. LAYOUT DA FÁBRICA ..................................................................................................... 61 6.4. INVESTIMENTOS ............................................................................................................. 63 6.4.1. INVESTIMENTOS INICIAIS ..................................................................................... 63 6.4.2. INVESTIMENTOS EM EQUIPAMENTOS IMPORTADOS .................................. 64 6.4.3. INVESTIMENTOS EM EQUIPAMENTOS NACIONAIS ....................................... 64 6.5. CUSTOS ............................................................................................................................. 65 6.5.1. CUSTOS FIXOS ........................................................................................................ 65 6.5.2. CUSTOS VARIÁVEIS ............................................................................................... 65 6.5.3. CUSTOS OPERACIONAIS ...................................................................................... 66 6.5.4. CUSTOS DE MANUTENÇÃO .................................................................................. 67 6.6. DESPESAS ADMINISTRATIVAS.................................................................................... 67 6.7. IMPOSTOS ......................................................................................................................... 68 6.8. DEMONSTRATIVO DE FLUXO DE CAIXA ................................................................... 68 6.9. INDICADORES .................................................................................................................. 71 ANÁLISE DO PONTO DE EQUILÍBRIO ..................................................................... 72 6.10. 7. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES ................................................................................ 73 7.1. DESENHO DA ESTRATÉGIA.......................................................................................... 73 7.1.1. SOBREVIVÊNCIA A LONGO PRAZO .................................................................... 73 7.1.2. CAPACIDADE DE INOVACÃO................................................................................ 74 8. REFERÊNCIAS ......................................................................................................................... 75 9. ANEXOS ..................................................................................................................................... 79 Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 6 1. INTRODUÇÃO Um dos mais antigos protagonistas da história da construção civil, o tijolo comum, não ocupa mais o mesmo espaço no setor. A evolução desse insumo aponta que, em novas obras, pelo menos no que se trata de alvenaria estrutural, vem caindo em desuso. Atualmente ele vem perdendo espaço para os blocos de cerâmica e de concreto, utilizados por 98% do mercado da construção. Os blocos de concreto podem ser divididos basicamente de duas formas: estrutural ou de vedação. Ambos são feitos de concreto e são aparentemente similares, porém com algumas características diferentes. Os blocos estruturais possuem paredes mais espessas, garantindo maior resistência à compressão, o que permite o seu uso como elemento estrutural nas construções. Este tipo de alvenaria é seguro e econômico, desde que corretamente dimensionado e executado e geralmente são usados em prédios, casas, galpões, piscinas, muros de arrimo. Já os blocos de vedação não têm função estrutural e geralmente são usados para o preenchimento de vãos de casas, edifícios, dentre outros. O crescimento do mercado imobiliário no Brasil, especialmente o voltado para as faixas de baixa e média renda, tem incentivado o uso do sistema construtivo com bloco de concreto em todo o país, mesmo em regiões sem tradição do seu uso. Esse crescimento, impulsionado pelo mercado imobiliário e obras públicas inseridas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no Programa Minha Casa Minha Vida tem levado segmentos ligados a construtoras a manifestar receio da falta de insumos, entre eles, blocos de concreto. Neste contexto, a fabricação de blocos de concreto para alvenaria de estrutural e de vedação tem-se mostrado excelente oportunidade de alavancagem de novos empreendimentos, traduzindo-se em geração de emprego e renda. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 7 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Como o trabalho discute a viabilização da abertura de uma fábrica de blocos de concreto, serão abordados assuntos essenciais e pertinentes à compreensão de como se dá esse processo. Para tanto, será realizada uma pesquisa de caráter bibliográfico, de autores e obras literárias diversificadas, que priorizam estudos na área da administração e que servirão de embasamento teórico para a constatação da viabilidade de um novo empreendimento. 2.1. PLANO DE NEGOCIOS O Plano de Negócio (ou Business Plan) é um documento de planejamento que específica a abertura de um novo negócio ou a ampliação de um já existente. Seu principal objetivo é apresentar a viabilidade e estratégias do empreendimento em todos os pontos de vista: administrativo, mercadológico, estratégico, financeiro, técnico e operacional. (DORNELAS, 2008) De acordo com DORNELAS (2008), ele ainda reforça que o plano de negócios é um documento que deve ser constantemente atualizado para que seja útil na execução do empreendimento. 2.2. EMPREENDEDORISMO É o estudo voltado para o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à criação de um projeto (técnico, científico, empresarial). Tem origem no termo empreender que significa realizar, fazer ou executar. (DORNELAS, 2001) 2.2.1. EMPREENDEDOR O termo empreendedor normalmente é utilizado para classificar aquele que de alguma forma consegue criar algo. (DORNELAS, 2009) De acordo com pesquisa realizada no site Wikipédia (acesso em 31/11/2011). Uma das definições mais aceitas hoje em dia é dada pelo estudioso Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação de 8 empreendedorismo, Robert Hirsch, em seu livro Empreendedorismo. Segundo ele, empreendedorismo “é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as conseqüentes recompensas da satisfação econômica e pessoal. 2.3. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO É a base que vai dar direcionamento e suporte para que a empresa possa se organizar e, então, apresentar seus produtos e serviços num mercado cada vez mais competitivo. (OLIVEIRA, 2005) No que se refere à estratégia, visa estabelecer quais serão os caminhos, cursos e programas de ação que devem ser seguidos para que possa alcançar os objetivos ou resultados estabelecidos pela empresa. Segundo Oliveira (2005, p. 22), “o conceito básico de estratégia está relacionado à ligação da empresa ao seu ambiente. E nessa situação, a empresa procura definir e operacionalizar estratégias que maximizem os resultados da interação estabelecida”. 2.3.1. ELEMENTOS DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2.3.1.1. NEGÓCIO É fundamental que os integrantes da empresa entendam qual o âmbito do negocio, ou seja, o significado de existência desse empreendimento. 2.3.1.2. MISSÃO A missão de uma organização é o propósito fundamental e único que a organização tenta seguir e identificar seus produtos ou serviços e clientes. Fonte: Excelência Planejamento. Disponível em: <http://www.excelencia.com.br/Oportunidades/planejamento.html>. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 9 Chiavenato (2000) complementa dizendo que “a missão é um dos pontos mais importantes no desenvolvimento de um plano estratégico, pois é o motivo da existência da organização, do ponto de vista de sua utilidade para os clientes”. 2.3.1.3. VISÃO Para Chiavenato (2000) a visão é a imagem que a organização define a respeito do seu futuro, ou seja, do que ela pretende ser. Deve funcionar como um alicerce para o propósito organizacional e ser compartilhada com o corpo dirigente da organização, além de ser disseminada a todos os seus trabalhadores. Já Oliveira (2006, p.88) conceitua visão da seguinte maneira: visão é conceituada como os limites que os proprietários e os principais executivos da empresa conseguem enxergar dentro de um período de tempo mais longo e uma abordagem mais ampla. 2.3.1.4. VALORES Para Costa (2006, p. 38) aponta o seguinte sobre princípios: Os princípios são aqueles pontos e tópicos que a organização não está disposta a mudar, aconteça o que acontecer. Em alguns casos, podem vir expressos como uma carta de princípios, credo ou profissão de fé, declarando quais são as crenças básicas da organização. Outras organizações criam um código de ética, declarando aquilo que é considerado aceitável e aquilo que não é admissível naquela casa. 2.3.1.5. OBJETIVOS Os objetivos são os resultados ou metas para os quais todas as atividades organizacionais são direcionadas. Eles refletem a missão organizacional e são importantes porque os administradores podem usá-los como auxílio na tomada de decisão e como guias para aumentar a eficiência da organização e conduzir avaliações de desempenho. Estes devem ser: flexíveis, atingíveis, específicos, mensuráveis, consistentes a longo e curto prazo. (CERTO & PETER, 1993, p.104) Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 10 Vasconcelos & Pagnoncelli (2001, p. 268) afirmam que objetivos são resultados que a empresa deve alcançar, em prazo determinado, para concretizar sua visão sendo competitiva no ambiente atual e no futuro. 2.3.1.6. METAS Segundo Kotler (1998), os objetivos devem ser transformados em metas mensuráveis para facilitar o planejamento. A empresa pode desenvolver metas específicas de planejamento para um determinado período após ter definido sua missão e examinado seu ambiente externo e interno. 2.4. PLANEJAMENTO DE MARKETING O planejamento de marketing é o delineamento de um futuro desejável para a organização e dos caminhos para alcançá-lo (Ackoff, 1974), constituindo-se num processo contínuo, no qual os dirigentes da organização tomam decisões antecipadas, com base em possíveis cenários futuros, construídos a partir de uma cuidadosa análise da situação. Segundo Churchill e Peter (2003), o planejamento beneficia a empresa por ajudar os seus gerentes e funcionários a estabelecer prioridades sobre como investir seus recursos. McDonald (2004, p. 486) coloca que “o planejamento de marketing é simplesmente uma seqüência lógica de uma série de atividades que levam à determinação de objetivos de marketing e à formulação de planos para alcançá-los”. Westwood (1996, p. 11) compartilha da mesma idéia ao definir que o “termo planejamento de marketing é usado para descrever os métodos de aplicação dos recursos de marketing para se atingir os objetivos de marketing”. Para Persona (2010), “o marketing desempenha papel fundamental no planejamento estratégico, sendo peça fundamental no processo, por definir estratégias para alcançar os objetivos firmados pela empresa e apresentar uma filosofia de orientação voltada para atender as necessidades dos consumidores. O empreendedor não deve dar nenhum passo no mercado sem antes saber se suas ações de marketing estão alinhadas”. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 11 Chama a atenção ainda Persona (2010) que empresas de todos os tamanhos desperdiçam milhões todos os anos. São produtos desenvolvidos sem uma visão de mercado, publicidade desperdiçada nas mídias erradas e horas de retrabalho para refazer o que ficou mal feito. Tudo por falta de um desenho básico – um Plano de Marketing. 2.4.1. ASPECTOS CENTRAIS DO MARKETING 2.4.1.1. MERCADO-ALVO “A equipe de marketing deve segmentar o mercado, selecionar o mercado-alvo adequado e desenvolver o posicionamento do valor da oferta. A fórmula ‘segmentação, seleção de alvo, posicionamento’ é a essência do marketing estratégico.” (KOTLER, 2000, p.107) Esses segmentos de mercado podem ser identificados analisando-se diferenças demográficas, psicográficas e comportamentais existentes entre compradores. É a partir desse processo de identificação que a empresa decide que segmentos apresentam as maiores oportunidades e necessidades em que a empresa seja capaz de atender de maneira superior em relação aos concorrentes. Fonte: SEBRAE. 2.4.1.2. SATISFAÇÃO DOS CLIENTES “Satisfação é o sentimento de prazer ou de desapontamento resultante da comparação do desempenho esperado pelo produto (ou resultado) em relação às expectativas da pessoa”. (Kotler, 1998, p.53) 2.4.1.3. QUALIDADE DO PRODUTO “O produto é um elemento-chave na oferta ao mercado. O planejamento do mix de marketing começa na formulação de uma oferta para satisfazer as necessidades e Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 12 desejos do cliente-alvo. O cliente irá julgar a oferta de acordo com três fatores: características e qualidade do produto, mix e qualidade dos serviços e preço apropriado. Os produtos comercializados incluem bens físicos, serviços, experiências, eventos, pessoas, lugares, propriedades, organizações, informações e idéias.” (Kotler, 2000, pg.416) 2.4.2. AMBIENTE DE MARKETING Para que as organizações empresariais sejam capazes de atender às expectativas e necessidades do mercado empresarial e que sejam igualmente capacitadas para lidar com as diversas situações previsíveis ou inusitadas a que estão sujeitas, observar, estudar e analisar o ambiente tornou-se essencial, pois através das ações, a empresa pode identificar suas dificuldades, seus pontos fracos e fortes, e, então, proceder a um planejamento estratégico para viabilizar as metas previamente estabelecidas. Kotler (1998) ainda declara que “o ambiente organizacional representa o conjunto de todos os fatores, tanto internos como externos à organização, que possam afetar seu progresso para atingir essas metas”. 2.4.3. ANALISE SWOT De acordo com Tavares (2002, "a analise SWOT é uma técnica analítica que consiste em analisar o ambiente externo e interno da organização através de uma série de parâmetros relativos às oportunidades, ameaças, forças e fraquezas da organização”. A sigla SWOT representa a primeira letra das palavras, em inglês: Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças). As Fraquezas e Forças são fatores internos da empresa. Oportunidades e Ameaças são fatores externos. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação (organização) (ambiente) Externa Interna 13 Forças S Fraquezas O Ameaças Oportunidades W T Figura 1 – Modelo de uma Matriz SWOT Fonte: Wikipédia. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Análise_SWOT>. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 14 Forças Vasto conhecimento em marketing, especializado na área Internas Um novo produto ou serviço inovador A localização da empresa Qualidade dos processos e procedimentos Externas Qualquer outro aspecto que adicione valor ao seu produto ou serviço Fraquezas Falta de conhecimento em marketing Produtos ou serviços semelhantes (em relação a seus competidores) A localização do seu negócio Baixa qualidade de seus produtos ou serviços Reputação duvidosa Um mercado em desenvolvimento, por exemplo: a internet A entrada de um novo competidor em sua área empresarial Fusões entre empreendimentos ou aliança de estratégias Guerra de preços com competidores Mudança para novas áreas do mercado, às quais oferecem melhores lucros Um novo mercado internacional Uma vaga no mercado causada pela ineficácia da competição Oportunidades Um competidor tem um novo produto ou serviço inovador A competição possui um melhor acesso aos canais de distribuição Taxas são introduzidas ao seu produto ou serviço Ameaças Figura 2 – Exemplo de uma Matriz SWOT Fonte: Marketing Teacher. Disponível em: <http://marketingteacher.com/lessonstore/lesson-swot-portuguese.html>. 2.4.4. CONCORRÊNCIA Para todo e qualquer negócio empresarial faz-se necessário analisar a concorrência. É fundamental conhecê-los para que a empresa a ser criada saiba como se diferenciar quanto à qualidade do produto a ser oferecido para o cliente. Fonte: SEBRAE. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 15 Quando as empresas vêem que o mercado está ameaçado por empresas competitivas, elas passam dar mais atenção ao consumidor e revendo seu planejamento e estratégia de forma a oferecer maior agilidade e eficiência em seus negócios. Dessa forma, a qualidade dos produtos e serviços ofertados, além de preços e prazos, são fundamentais para enfrentar a concorrência, mas não são suficientes para garantir uma boa gama de clientes. Fonte: Marketing Teacher. Disponível em: <http://marketingteacher.com/lessonstore/lesson-swot-portuguese.html>. 2.5. PLANEJAMENTO FINANCEIRO 2.5.1. ASPECTOS GERAIS Conforme Lunelli (1998), a “análise de investimentos envolve decisões de aplicação de recursos com prazos longos (maiores que um ano), com o objetivo de propiciar retorno adequado aos proprietários desse capital”. Ela também serve para fazer a prova dos nove do negócio. Aqui serão alinhadas todas as despesas, receitas obtidas com venda dos produtos, no caso blocos, e avaliar no final como fica o saldo de tudo isso. Será necessário descobrir se a empresa a ser construída será lucrativa, depois de quanto tempo de sua constituição, quanto será necessário investir para que seja possível chegar ao ponto em que a empresa seja auto-sustentável, calcular alguns indicadores para definir a viabilidade e definir o modelo ideal de modelo de fluxo de caixa que será adotado. 2.5.2. CUSTO DE CAPITAL O custo de capital de uma empresa representa as expectativas mínimas de remuneração das diversas fontes de financiamento (próprias e de terceiros) lastreando suas operações. É um conceito essencial para toda decisão financeira e pode ser entendido como o retorno médio exigido para toda a empresa. O custo de capital para uma empresa pode ser usado como uma medida de avaliação da Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 16 atratividade econômica de um investimento, de referência para a análise de desempenho e viabilidade operacional e de definição de uma estrutura ótima de capital. O princípio financeiro fundamental de toda empresa é oferecer um retorno de seus investimentos que cubra, pelo menos, a expectativa mínima de ganho de seus proprietários de capital. Sendo assim, teoricamente, toda decisão de investimento que promove um retorno maior do que seu custo de capital cria valor (riqueza) a seus proprietários. (Assaf Neto, 2004) 2.5.2.1. CUSTO DO CAPITAL PRÓPRIO (CAPM) Para Bruni & Famá (2003), “o custo do capital próprio representa o custo das fontes de financiamento fornecidas pelos sócios por meio do patrimônio líquido. Existem dois modelos distintos para a obtenção do custo do capital próprio: modelo de crescimento constante de dividendos e o modelo de precificação de ativos financeiros, CAPM (iniciais de capital asset princing model). Aqui será abordado este último modelo”. Falam ainda que este modelo é utilizado para a análise da relação conjunta entre risco e retorno. Quanto maior o risco não eliminável por meio da diversificação, maior o nível de retorno exigido. A equação do CAPM pode ser representada por: Onde: K = taxa de retorno do ativo, entendido como o custo de capital próprio Rm = taxa de retorno da carteira de mercado Rf = taxa de retorno de um ativo livre de risco β = coeficiente beta do ativo Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 17 Tabela 1 – Variáveis do CAPM Variável Descrição Rf Corresponde à taxa de risco zero da economia, geralmente representada pela taxa de rentabilidade de títulos públicos de curto prazo. No Brasil a melhor representação é da taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) e do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Rm - Rf β Denominado prêmio pelo risco do mercado, premio acima do titulo livre de risco, função da diferença entre o retorno do mercado e da taxa livre de risco. Corresponde ao nível de risco sistemático da empresa, representando pelo coeficiente angular da reta de regressão linear entre os excessos de retorno da ação em relação à taxa livre de risco e dos excessos de retorno do mercado e à taxa livre de risco. Fonte: As Decisões de Investimentos – Bruni & Famá, 2003. Cálculo do β (beta) Uma das mais importantes variáveis do CAPM é o β, que mede o risco é sistemático do ativo analisado. Para seu calculo é necessário substituir os retornos operados do ativo e do mercado pelos retornos passados do ativo (Ri) e do mercado (Rm): Ou seja: Nota-se que o beta mede a sensitividade dos prêmios ou excessos de retorno do ativo em relação aos excessos de retorno do mercado. (Bruni & Famá, 2003) Bruni & Famá (2003) reforçam que ele representa o excesso do custo de capital próprio em relação à taxa livre de risco, em razão do excesso do retorno do mercado em relação à mesma taxa livre de risco. Dessa forma, o beta nada mais é do que uma medida adimensional obtida pelo modelo CAPM, que representa um excesso Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 18 (adição de valor) no retorno de um ativo de forma a remunerar o risco sistemático do mercado. Para concluir: Se β de uma ação = 1, diz-se que ela se movimenta na mesma direção do mercado, possuindo o mesmo risco sistemático do mercado Se β de uma ação > 1, qualquer valorização do mercado determina que a valorização da ação será a taxa do mercado mais o percentual do ß que exceder a 1. Fonte: Wikipédia. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Custo_do_capital>. 2.5.2.2. CUSTO MÉDIO PONDERADO DE CAPITAL (WACC) Para Damodaran (1997, p. 77), o Custo Médio Ponderado de Capital – WACC (iniciais de weighted average cost of capital) – pode ser intuitivamente definido como “a média ponderada dos custos dos diversos componentes de financiamento, incluindo dívida, patrimônio líquido e títulos híbridos, utilizados por uma empresa para financiar suas necessidades financeiras”. Brealey & Myers (1984) afirmam que a idéia que está por trás da fórmula do WACC é simples e intuitiva. Para esses autores, se um novo projeto é lucrativo o suficiente para pagar os juros sobre a dívida contraída para financiá-lo e para gerar uma taxa de retorno superior à esperada sobre o patrimônio investido, deve-se considerá-lo como um bom projeto. Essa taxa de retorno superior ao esperado nada mais é do que uma extrapolação da taxa de retorno exigida pelos investidores da companhia (acionistas). O WACC é definido por Damadoran (1997) como a média ponderada dos custos dos diversos componentes de financiamento utilizados por uma empresa: Fonte: Davis e Pointon (1996, p. 171). Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 19 Onde: E = patrimônio líquido D = endividamento PS = ações preferenciais Ke = custo das ações ordinárias Kd = custo das dívidas após impostos Kps = custo das ações preferenciais E/(E+D+PS) = proporção, em valor de mercado, das ações ordinárias em relação ao mix de financiamento D/(E+D+PS) = proporção, em valor de mercado, do capital de terceiros em relação ao mix de financiamento PS/(E+D+PS) = proporção, em valor de mercado, das ações preferenciais em relação ao valor de financiamento Neste estudo da “Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação” a fórmula do WACC será simplificada por não ser uma empresa SA (sociedade anônima), logo, não terá ações. Ela pode ser representada da seguinte maneira: Fonte: Davis e Pointon (1996, p. 171). Copeland, Koller e Murrin (2002) afirmam que existe um problema de circularidade envolvido na estimativa do WACC. Essa circularidade advém da utilização das ponderações a valor de mercado para determinar o WACC, mas não temos como fazê-las sem antes saber o valor de mercado – em especial o valor de mercado do patrimônio líquido, que é objetivo do processo de avaliação de empresas. Em essência, não podemos saber o valor do WACC sem ter em mãos o valor de mercado do patrimônio líquido e não podemos saber o valor do patrimônio líquido sem saber o WACC. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 20 2.5.3. REGRAS DE ACEITAÇÃO DO EMPREENDIMENTO Existem várias técnicas, métodos, convenções e critérios que são comumente utilizados na análise e no processo decisório. Neste trabalho serão discutidos alguns desses métodos para medir sua rentabilidade e a viabilidade, como Valor Presente Líquido (VPL), Taxa Interna de Retorno (TIR), Payback, Payback Descontado e Taxa de Desconto. 2.5.3.1. VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL) Brasil (2002) explica que “o critério do Valor Presente Líquido (VPL) fornece indicação a respeito do potencial de criação de valor de um investimento. Se o VPL for maior que zero, significa que o investimento deve fornecer um valor adicional ao investidor, após devolver o capital empregado e remunerar todos os agentes financiadores do investimento. Em outras palavras, VPL maior do que zero significa que o investidor deverá perder valor com o investimento”. O VPL compreende a soma de uma série de fluxos de caixa, desde a data zero até a data final da série. Os fluxos de caixa são todos referidos à data zero, já que não se podem somar valores que serão auferidos em datas diferentes. A expressão que define o VPL é a seguinte: Onde: I = investimento inicial n = número de períodos FCn= fluxo de caixa no período n i = taxa de desconto Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 21 A taxa de desconto dos fluxos de caixa é freqüentemente chamada de Taxa Mínima de Atratividade. Ela representa o retorno esperado pelos financiadores do projeto. Daí a necessidade de se descontar os fluxos a essa taxa, que nesse caso é o WACC. O VPL é bastante sensível a variações na taxa de desconto. Quanto maior for essa taxa, menos valem os fluxos de caixa do projeto e menor é o VPL resultante. A regra decisória a ser seguida ao se aplicar o VPL é: se o VPL for positivo o projeto é economicamente viável. Caso contrário o projeto deve ser rejeitado. (Samanez, 2007) 2.5.3.2. TAXA DE DESCONTO DE PROJETO A taxa de desconto de projeto (conhecida também como Taxa Mínima de Atratividade) pode ser definida como a melhor alternativa de investimento com o menor grau de risco disponível para aplicação do capital em análise. (Souza e Clemente, 2004) A taxa de desconto deve refletir o custo de oportunidade do capital. Para tanto, deve levar em conta não só o valor do dinheiro no tempo, mas também o risco do projeto. (Brealey, 2006) Ainda para Brealey (2006), dois princípios estão por trás da taxa de desconto: o princípio do valor do dinheiro no tempo, que diz que um dólar amanhã vale menos que um dólar hoje; e o princípio embutido no conflito retorno versos risco segundo o qual um fluxo de caixa seguro é mais valioso que um fluxo de caixa arriscado no mesmo período de tempo. A taxa de desconto deve refletir o princípio que investidores requerem retornos maiores para investimentos mais arriscados, neste caso a taxa de desconto é o WACC. Esta taxa é formada a partir de 3 componentes básicas: Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 22 Figura 3 - Componentes básicos que formam a Taxa de Desconto Fonte: Wikipédia <Disponível em: pt.wikipedia.org/wiki/Taxa_mínima_de_atratividade>. Custo de oportunidade Segundo Pereira (1990), foi Friedrich Von Wieser quem deu origem à expressão “custo de oportunidade” para definir o valor de um fator de produção em qualquer uso que lhe fosse dado, sendo tal custo de oportunidade “a renda líquida gerada pelo fator (de produção) em seu melhor uso alternativo”. O conceito de custos de oportunidade pressupõe alternativa viável e, portanto, existentes para o consumidor ou para o empresário. Pressupõe, também, uma decisão efetiva sendo tomada e que, o sendo, acarreta o sacrifício/abandono de outras que não foram. Risco do negócio O risco do negócio pode surgir de várias formas, podendo estar ligado às decisões de investimentos estratégicos, no lançamento de determinado produto, nas estratégias de marketing, competição de mercado e incertezas quanto ao comportamento das vendas entre outros fatores. (Linsmeier & Pearson, 1996) Liquidez Os índices de Liquidez medem a capacidade da empresa em fazer frente a seus compromissos de curto prazo, registrados no passivo circulante. Para Groppelli (2002), “o grau de liquidez de um ativo depende da rapidez com que ele é transformado em caixa, sem incorrer em perda substancial. Em essência, os Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 23 índices de liquidez testam o grau de solvência da empresa. Na empresa, dinheiro bom é dinheiro aplicado. O administrador precisa movimentar os recursos existentes, afim de que este gere novos recursos”. 2.5.3.3. TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) A Taxa Interna de Retorno (TIR) é a taxa que faz com que o VPL de um projeto seja igual a zero. Representa o ponto de reversão da decisão de investir. Projetos com taxas de desconto superiores à TIR devem ser rejeitados. Projetos cujos valores de taxa de desconto são inferiores aos seus valores de TIR devem ser aceitos. (BRASIL, 2002) Ou seja: Se TIR > WACC Aceita projeto Se TIR < WACC Rejeita projeto Pode ser expresso com a seguinte fórmula: Onde: I = investimento inicial n = número de períodos TIR = taxa interna de retorno FCn= fluxo de caixa no período n Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 24 Para Lunelli, um aspecto que deve ser considerado é que a utilização exclusiva da TIR como ferramenta de análise pode levar ao equívoco de se aceitar projetos que não remuneram adequadamente o capital investido, por isso deve ser uma ferramenta complementar à análise. A Taxa Interna de Retorno de um investimento pode ser: Maior do que a Taxa Mínima de Atratividade: significa que o investimento é economicamente atrativo. Igual à Taxa Mínima de Atratividade: o investimento está economicamente numa situação de indiferença. Menor do que a Taxa Mínima de Atratividade: o investimento não é economicamente atrativo, pois seu retorno é superado pelo retorno de um investimento com o mínimo de retorno. O critério de decisão da TIR é o seguinte: se a TIR for maior que a taxa de retorno desejada pelo empreendedor, aceita-se o projeto; se for menor, rejeita-se o projeto. (Dolabela, 1999). 2.5.3.4. PAYBACK Conforme citam Brealey & Myers (1992), o método do payback mede o tempo, em anos, necessário para se recuperar o investimento inicial de um projeto, fornecendo um indicativo do risco do investimento. Afirmam ainda que quanto menor é o payback de um projeto, menor será o tempo necessário para se recuperar o capital investido e, conseqüentemente, menor será seu risco. Da mesma forma, projetos de payback elevados são mais arriscados, pois é necessário um maior prazo para se recuperar o investimento. Este indicador é utilizado para avaliar a atratividade de um investimento, não devendo ser o único considerado como afirmam Motta & Callôba (2002, p. 97) considerando que “deve ser encarado com reservas, apenas como um indicador, não servindo de seleção entre alternativas de investimento”. No entanto a análise Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 25 combinada deste com outros indicadores poderão demonstrar informações valiosas como a relação entre valor e tempo de retorno dos investimentos. A fórmula para cálculo deste é: 2.5.3.5. PAYBACK DESCONTADO Muitas vezes é necessário saber qual será o tempo de recuperação do investimento. Ou seja, quantos anos decorrerão até que o valor presente dos fluxos de caixa previstos se iguale ao investimento inicial. O método do Payback Descontado consiste basicamente determinar o período T em que o investimento inicial será recuperado, e tem a seguinte equação: Fonte: Matemática Financeira - Aplicações à Análise de Investimento (2007). Onde: I = investimento inicial t = número de períodos FCt= fluxo de caixa no período t i = taxa de desconto Este indicador é utilizado em conjunto com outros métodos, como VPL e TIR. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 26 O princípio que orienta a análise de investimento por meio da técnica do payback descontado, é o mesmo do payback comum. Ele busca evidenciar o ponto de equilíbrio entre o investimento e os fluxos líquidos de caixa gerados pelo projeto, mas considera o valor do dinheiro no tempo, ou seja, se a taxa de atratividade do projeto for, por exemplo, dez por cento ao ano, seus fluxos serão descapitalizados em dez por cento até o tempo zero para serem então subtraídos do investimento até o momento que a sua soma reponham todo capital disponibilizado para o investimento. (WESTON, BRIGHAM, 2000) 2.5.4. CONCEITO DE DEPRECIAÇÃO De acordo com Anthony (1972, p. 123) a depreciação “é o processo contábil que transforma de forma gradual o ativo fixo em despesa” ao longo do tempo, considerando que, ela consiste no reconhecimento contábil de que os bens produtivos se desgastam à medida que são usados, ou que, simplesmente envelhecem. Os custos e despesas de depreciação ao serem lançados no demonstrativo de cada exercício. A quota de depreciação a ser considerada como custo ou despesa operacional será determinada com base nos prazos de vida útil e na taxa de depreciação presente na lista de “Bens relacionados na Nomenclatura Comum do MERCOSUL – NCM”. Os equipamentos para fabricação são classificados na Referência NCM número 8474, que diz que tais equipamentos tem vida útil de 5 anos e tem uma taxa de depreciação anual de 20%. Fonte: M&M Assessoria Contábil. Disponível em: <http://www.mmcontabilidade.com.br/flash/taxasdepreciacao.htm>. 2.5.5. FLUXO DE CAIXA ECONÔMICO Com base nas informações conjunturais, no desempenho do mercado e na empresa em questão, são estabelecidas previsões para os benefícios econômicos de caixa no horizonte de tempo. No caso da fábrica de blocos, 5 anos. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 27 Conforme a definição de Bruni & Famá, “o fluxo de caixa consiste das entradas e saídas esperadas de recursos de determinado investimento. Todos seus componentes são expectacionais. O investimento ainda não existe. Só o seu projeto. Trata-se, portanto, de fluxos de caixas esperados e fluxos de caixas projetados. Eles ainda afirmam que “quando um investimento está na fase de execução, os fluxos de caixa passam a ser reais e são levantados enquanto as diversas decisões estratégicas e operacionais são tomadas durante a sua vida útil”. O fluxo de caixa de um projeto de investimento possui os seguintes componentes: Tabela 2 – Fluxo de caixa do projeto Fluxo de Caixa Receita Bruta Operacional (-) Deduções Receita Líquida Operacional (-) Custos e Despesas Lucro Bruto (-) Depreciação Lucro Bruto Operacional (LBO) (-) Impostos sobre o lucro + Depreciação (-) Investimento Bruto (-) Variações na Necessidade de Capital de Giro (delta NCG) + Valor Residual Fluxo de Caixa do Projeto Fonte: BRASIL, 2002. Devem-se considerar duas observações iniciais. A primeira delas é que esse fluxo de caixa deve ser estimado numa base incremental, sem incorporar os custos e receitas existentes e que não deverão ser geradas exclusivamente pelo projeto. A outra é que não se devem esquecer os efeitos derivados que um investimento provoca. É comum que um novo projeto reduza os custos fixos da empresa como um todo. É usual também a ocorrência de aumento de vendas de outros produtos da empresa, em função da implementação do novo investimento. Esses efeitos devem ser incorporados ao fluxo de caixa. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 28 Detalhamento de cada item do Fluxo de Caixa: Receita Bruta Operacional: compreende a linha mais importante do fluxo, pois atua no sentido de fazer crescer o valor do investimento. Aqui devem ser incluídas todas as entradas de caixa provenientes da venda de serviços e produtos, oriundos do investimento. (BRASIL, 2002) Deduções: aqui são computados todos os tributos incidentes sobre a receita bruta, tais como Contribuição Social, PIS/PASEP, Confins, ICMS e IPI. (BRASIL, 2002) Receita Líquida Operacional: resulta da diferença entre o item de receita bruta operacional e as deduções. (BRASIL, 2002) Custos e Despesas: incluem todos os itens de desembolso para levar adiante o projeto. Aqui estão incluídos os custos com operação (matérias-primas, transformação, manutenção, etc.) e as despesas com vendas e marketing, despesas de administração e outras despesas gerais. Os custos e despesas são separados em fixos e variáveis, onde os fixos são aqueles que estabelecem, independentemente do nível de produção e vendas. As variáveis são afetadas pelo nível de produção, incluindo matérias-primas, energia elétrica, consumo de água, telefone, etc. (BRASIL, 2002) Depreciação: não é um item do fluxo de caixa, pois não representa um desembolso efetivo. Ela está incluída na “cascata” do fluxo devido ao fato de que ela reduz o valor do lucro bruto, promovendo um benefício fiscal para o projeto. Em geral, a depreciação ocorre e maneira linear, ou seja, os ativos são depreciados contabilmente de maneira uniforme no tempo. (BRASIL, 2002) Lucro Bruto Operacional (LBO): representa o resultado operacional do investimento. Representa a primeira linha de resultado do fluxo de caixa. (BRASIL, 2002) Impostos sobre o lucro: devem ser calculados com base no LBO. Uma vez levantada à alíquota de impostos (t), calcula-se o montante de tributo através da seguinte fórmula: Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 29 Investimento Bruto: compreendem os desembolsos na compra e na instalação de equipamentos e outros ativos fixos que deverão ser adquiridos no projeto. Estão incluídos também os custos com frete, seguro e treinamento. (BRASIL, 2002) Variações na Necessidade de Capital de Giro: é um componente peculiar do fluxo de caixa. Pode ser estimada a partir das contas do balanço projetado do projeto. A Necessidade de Capital de Giro consiste na diferença entre as contas operacionais do ativo (representadas pelas Contas a Receber do cliente e pelos Estoques) e aquelas do passivo (Contas a Pagar a Fornecedores, Salários, Contribuições a Pagar, Impostos Sobre Operações a Pagar, Fretes a Pagar, etc.). (BRASIL, 2002) Valor Residual: compreende a diferença entre o valor contábil do projeto no ultimo ano – que em geral é igual a zero, caso a quantidade de fluxos de caixas projetados coincida com a vida útil estabelecida em lei para os ativos – e o valor de mercado do empreendimento. Essa diferença entre valor de mercado e valor contábil é tributada, utilizando-se a alíquota estabelecida para o desconto do Lucro Bruto Operacional. (BRASIL, 2002) 2.5.6. FLUXO DE CAIXA ECONÔMICO-FINANCEIRO Segundo Carlos Patrício (2007), o fluxo econômico-financeiro representa o fluxo de caixa resultante depois de considerados os fluxos decorrentes da forma pela qual o projeto será financiado. A inclusão dos fluxos financeiros transforma o fluxo econômico em fluxo econômico-financeiro. Esse fluxo nos permite estimar a rentabilidade do projeto do ponto de vista do capital próprio (do ponto de vista dos acionistas). Em sua forma mais simples, o fluxo de caixa econômico-financeiro será dado por: Fluxo econômico-financeiro = Fluxo de caixa econômico + Financiamentos - Prestações pagas pelo financiamento + Benefício fiscal dos juros do financiamento Fonte: Matemática Financeira - Aplicações à Análise de Investimento, 2007. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 30 O fluxo de caixa econômico-financeiro muitas vezes é chamado de fluxo do acionista. Para condizer com a definição de fluxo econômico-financeiro, a taxa de desconto aplicada a esse fluxo deve refletir o custo de oportunidade dos provedores do capital próprio (dos acionistas). 2.5.7. PONTO DE EQUILÍBRIO Atkinson et al. (2000, p.192) menciona que o ponto de equilíbrio representa o nível de produção no qual os custos dos recursos comprometidos é coberto pelos lucros ganhos da produção e vendas de bens e serviços. O autor comenta ainda em outras palavras que Ponto de equilíbrio é o nível em que o volume de vendas cobre os custos fixos comprometidos. O ponto de equilíbrio pode ser representado pela seguinte fórmula: Onde: Margem de Contribuição Unitária = (Preço de Venda – Custo Variável) Fonte: WERNKE, Rodney, 2001. 2.5.8. PROJEÇÕES FINANCEIRAS É a expectativa calculada, de forma racional, que expõe ao longo de um determinado período, a evolução de um determinado investimento, inclusive a criação de novas empresas. Fonte: Wikipédia. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeção_Financeira>. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 31 3. DESCRIÇÃO DA EMPRESA 3.1. NATUREZA DO NEGÓCIO O empreendimento será construído na forma SA (sociedade anônima) e os investimentos serão tomados de capital próprio e empréstimos. Sua principal atuação é na fabricação de blocos de concreto de dimensões 14 x 19 x 39 cm (dado que é o bloco de maior demanda no Brasil) e sua produção vai requerer baixo investimento sem a necessidade de grandes instalações ou grande número de funcionários, dado o tipo de equipamento que será utilizado para sua fabricação. Figura 4 – Bloco de concreto de dimensões 14 x 19 x 39 cm 3.2. MISSÃO E VISÃO Missão: Atuar de forma segura, rentável e com responsabilidade social e ambiental no processo de fabricação de blocos de concreto, promovendo a excelência em qualidade e plena satisfação dos clientes. Visão: Ser uma empresa reconhecida no mercado de fabricação de pré-moldados destacada pela qualidade dos produtos, agilidade na entrega e contínua inovação da tecnologia. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 32 3.3. OBJETIVOS ESTRATÉGICOS A empresa possui como objetivo principal a obtenção de lucro através do processo de fabricação de bloco estrutural e de vedação com dimensões 14 x 19 x 39 cm para atender o mercado da construção civil, principalmente o mercado imobiliário. A empresa terá área dimensionada para trabalhar na sua capacidade máxima a fim de atender todo o mercado da região metropolitana de São Paulo bem como os municípios próximos à Jacareí. 3.4. BREVE HISTÓRICO DA EMPRESA A fábrica será instalada no seguinte endereço: Rua Julieta de Mancilha Passos, S/N, Jardim Novo Amanhecer, Jacareí, São Paulo. Dados do empreendimento: Razão Social: Fábrica de Blocos de Concreto SA Nome fantasia: Blocos de Concreto RYP Distância até o centro de São Paulo: 88,9 km Área do total do terreno: 2400 m² Figura 5 – Mapa: Jacareí – São Paulo Fonte: Google Maps. Disponível em: <http://maps.google.com>. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 33 Ela se situará próxima a fontes de matéria-prima (pedreiras, fornecedores de cimento), e de preferência afastada dos centros urbanos, devido ao barulho das máquinas utilizadas. A escolha do local e do espaço físico necessário para instalar seu negócio foi em função da possibilidade de propiciar o seu crescimento, ter acesso fácil para os clientes e ser um ponto de vendas atrativo. 3.5. VANTAGENS COMPETITIVAS Franco & Agopyan (1994) afirmam que “na alvenaria estrutural em particular, encontram-se boas condições de implementação de uma ação organizacional em obra. Isto se explica pelo maior detalhamento do projeto em relação às obras convencionais, pela maior padronização na execução dos procedimentos construtivos, bem como pela maior simplicidade inerente ao processo. Assim, podese utilizar a organização da produção como ferramenta para se atingir um grau mais elevado de industrialização do processo, aumentando a sua produtividade, o controle na execução dos procedimentos e conseqüentemente a qualidade”. Dados extraídos de Medeiros & Sabbatini (1994) apontam que a adoção de alguns pré-moldados tem permitido incrementos significativos na produtividade dos pedreiros assentadores de blocos, representando um aumento de aproximadamente 30% na produtividade de execução das paredes estruturais. Os elementos pré-fabricados apresentam, segundo os autores, diversas vantagens técnico-econômicas que permitem otimizar tanto a execução da obra, como qualidade do produto final, principalmente com a a diminuição de desperdício de material na execução de detalhes de obra, anteriormente resolvidos de modo artesanal. Têm-se como principais vantagens: Precisão das dimensões e modulação, garantindo a execução de obras racionais; Redução do uso de formas e armaduras; As paredes não precisam de revestimento externo; Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 34 Podem ser usado o uso de conduítes para passagem de instalações elétricas; Construção limpa, sem quebras e nem desperdícios; Requerem menos mão de obra. Um pedreiro produz dez vezes mais com blocos de cimento; Menor exigência de argamassa no assentamento e necessidade da metade de argamassa usada nos tijolos normais para o reboco; O assentamento dos blocos é feito com muito mais rapidez, visto que eles possuem dimensões maiores que os tijolos convencionais; Possibilidade de diversas composições devido à variedade de cores, formas e texturas; Os blocos podem ser produzidos por uma máquina na própria obra, economizando no transporte. É mais resistente que o tijolo comum e o de solo-cimento. Fonte: Universidade Federal de Santa Catarina. Disponível em: <http://www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2004-1/tijolos/bc_caracteristicas.htm>. De acordo com Alves, “os blocos de concreto estão substituindo os blocos cerâmicos em grande escala nas construções brasileiras, principalmente por causa da escassez da matéria-prima (argila) nas proximidades das metrópoles. Os blocos de concreto são bastante competitivos no item qualidade porque além da facilidade de produção, são mais econômicos no consumo de energia porque a cura 1 pode ser na temperatura ambiente”. Comparando-se os blocos de concreto com os tijolos, são destacadas as seguintes vantagens: Resistência: os blocos de concreto são materiais que possuem maior resistência que os tijolos de olaria (maciça) e nos cerâmicos (aqueles que são vazados). 1 É a fase de secagem do concreto. Se não for feita de modo correto, este não terá a resistência e a durabilidade desejadas. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 35 Economia: ao contrário do que algumas pessoas pensam os blocos de concreto são materiais mais econômicos e leves que existem na construção. É necessário utilizar uma quantidade maior de tijolos para preencher um mesmo espaço que os blocos devido às suas dimensões, o que torna a execução mais demorada. Outra economia é no consumo utilizado da argamassa (combinado de areia, cal e cimento) para o assentamento dos blocos e dos tijolos. Quando utilizado os blocos, o consumo é bem menor, pois normalmente consegue-se utilizar no assentamento com apenas 1,0 cm de massa, enquanto nos tijolos de olaria ou cerâmicos, é necessário utilizar de 2,0 cm a 3,0 cm, além da quantidade de massa que é desperdiçada no reboco. Os blocos também possuem outra vantagem em relação aos tijolos de olaria e cerâmicos: a massa fina, o gesso ou o azulejo pode ser aplicado diretamente nos blocos, por já ser um material de concreto, evitando assim os chapiscos e os rebocos tão utilizados nas obras, gerando ainda mais economia e qualidade na construção. Dimensão: por não possuírem nenhum padrão ou parâmetro de medidas e por existir muita variação no tempo em que se demora na sua queima, os tijolos de olaria e cerâmico acabam acarretando em tijolos de diferentes dimensões, o que dificulta obter um cálculo com exatidão da quantidade de tijolos a serem utilizados. Peso: ao contrário do que muitos pensam, os blocos de concreto são materiais muito mais leves na construção do que os tijolos de olaria e cerâmicos. Na unidade, é lógico que os tijolos de olaria e cerâmicos sempre são mais leves do que os blocos, mas para preencher uma mesma área não. Massa de assentamento: a quantidade de massa que será utilizada no assentamento e no acabamento dos tijolos em relação aos blocos é o maior problema nas construções hoje, pois acaba elevando muito o peso da obra, além de afetar a capacidade de resistência. Fonte: http://www.atlanmaq.com.br/vantag_difer.asp. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 36 3.6. PRODUTOS / SERVIÇOS 3.6.1. DESCRIÇÃO DOS PRODUTOS Como citado anteriormente, a fábrica se destinará exclusivamente para a fabricação de blocos de 14 x 19 x 39 cm devido ao grande uso no mercado brasileiro. Quanto aos aspectos, devem ser homogêneos, compactos e com arestas vivas, não apresentar trincas, fraturas ou outros defeitos que possam prejudicar o seu assentamento, resistência e durabilidade ou o acabamento em aplicações aparentes, sem revestimento. Se destinados a receber revestimento, devem ter a superfície suficientemente áspera para garantir uma boa aderência. É importante observar as dimensões estabelecidas em norma, bem como seus limites de tolerância. Quando vazados, observar ainda a espessura das paredes que compõem os blocos, pois fora das especificações, comprometem sua resistência. 3.6.2. DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS A fábrica contará também com o serviço apenas de fabricação dos blocos, desde seu processo inicial até a estocagem. O transporte será realizado por uma transportadora terceirizada. 3.6.3. DESCRIÇÃO TECNOLÓGICA As diversas características do produto são discriminadas pela ABNT2. Características estas que vão deste a resistência e a compressão simples, até a absorção de água. A atual tecnologia proporciona máquinas modernas fabricam todos os tamanhos e modelos de blocos. Resistência e compressão: é ela que confere ao bloco a capacidade de resistir às cargas, tanto as provenientes do transporte e do assentamento quanto às 2 Associação Brasileira de Normas Técnicas é o órgão responsável pela normalização técnica no país e que fornece a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 37 estruturais. Para se ter uma idéia, blocos de vedação devem ter resistência média de 2,5 MPa e blocos estruturais podem alcançar de 4 MPa até 16 MPa. Outras características normalizadas são: a geometria do bloco, teor de umidade e retração por secagem. Geometria: é uma característica importante para quem assenta. Comprimento, altura, largura, espessura das paredes e dimensões do furo devem atender aos valores mínimos especificados pelas Normas. Como se vê, o bloco de concreto não é mais aquele elemento isolado, artesanal, que entra na obra para representar um simples papel no enchimento de vãos. A ele se dá e se cobra economia, estética e desempenho. Fonte: SEBRAE, 2011. 3.7. CLIENTES Os blocos de concreto, na sua maioria, são destinados aos seguintes clientes que trabalham no conceito “B2B” (Business to Business): Empreiteiras de obras públicas Construtoras imobiliárias Incorporadoras (que normalmente indicam a construtora que querem construir com alvenaria estrutura, convencendo que o custo do empreendimento é menor) Dado à localização da fábrica e seu porte, as principais regiões a serem abastecidas com o produto da fábrica Blocos de Concreto RYP, são: Jacareí, São José dos Campos, Guararema, Santa Branca, Arujá, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Guarulhos e São Paulo. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 38 São Paulo Guarulhos São José dos Campos 10.659.386 1.176.804 597.425 Mogi das Cruzes 366.216 Itaquaquecetuba 314.843 Jacareí 208.934 Arujá 70.216 Guararema 25.586 Santa Branca 13.589 Figura 6 – População das regiões a serem atendidas Fonte: IBGE, 2010. 3.8. FORNECEDORES Os fornecedores consistem no conjunto de pessoas ou organizações que abastecem a empresa de matéria-prima, equipamentos e outros materiais ou serviços necessários para seu funcionamento. Saber quem são eles, onde estão, se tem quantidades disponíveis e suficientes de matéria-prima, que preços e condições de fornecimento praticam é fundamental para a estratégia do negócio. A escolha de um fornecedor pode depender de aspectos individuais do negócio e deve considerar fatores tais como: pontualidade na entrega, qualidade do produto, preços competitivos, bons serviços prestados, cumprimento de promessas, prazos e apoio técnico dado. Os maiores fornecedores de fabricantes de blocos de concreto são as pedreiras (que fornecerão materiais como: areia fina, areia grossa, pedrisco e pó de pedra) e as cimenteiras (que fornecerão cimento). O volume deste material a ser fornecido será determinado com base na demanda de blocos a ser solicitada pelo mercado. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 39 3.9. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL A empresa contará com um quadro enxuto de trabalhadores, visto que o processo de fabricação de blocos será com os equipamentos da empresa SRS Finlay, permitindo que a mão de obra seja muito baixa. O quadro contará com: 1 operador para a máquina de blocos e para a empilhadeira que abastecerá a mesma (operador é capaz de operar ambas devido a máquina de blocos ser automática e não precisar de operador o tempo todo) 1 operador para a empilhadeira que estocará os blocos 1 ajudante comum para fazer a limpeza da fábrica 1 operador da usina de concreto 1 laboratorista que fará os testes dos traços3 a serem usados para fabricação dos blocos 1 funcionário para a área comercial e administrativa 1 diretor industrial para acompanhar a produção, faturamento, produtividade, compra de materiais, etc) Diretor Industrial Gerente Comercial e Administrativo Operador Máquina de Blocos e Empilhadeira Operador Usina de Concreto Laboratorista Ajudante Comum Figura 7 – Organograma da Blocos de Concreto RYP 3 Proporção entre água, cimento e agregados a ser utilizado na mistura para se fazer o concreto. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 40 A contabilidade da empresa será realizada por empresa terceirizada, localizada na própria cidade de Jacareí. 3.10. FATURAMENTO A projeção de faturamento poderá ser variável, de acordo com os anos e produção. Para o início, espera-se uma produção diária de 12.288 blocos com 8 horas de produção por dia, resultando em 2.140.160 blocos no primeiro ano, dado que a produção se iniciará no 5º mês e 3.210.240 blocos por ano a partir do 2º ano (capacidade máxima da máquina de blocos). As perdas de produtividade (80%) e do transporte (5%) já estão sendo consideradas. O preço médio de venda será de R$ 1,80 por bloco. Isso representa uma previsão de faturamento para o primeiro ano de R$3.852.288 e para os demais R$5.778.432. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 41 4. ANÁLISE DE CENÁRIO 4.1. MICRO AMBIENTE O micro ambiente como o próprio nome indica é um ambiente de caráter mais restrito, ou seja, o ambiente que está mais próximo da empresa e que interage de maneira forte e permanente, é composto por forças próximas à empresa e que afetam sua habilidade para servir a seus clientes. O primeiro elemento do micro ambiente que será analisado será o mercado em que está inserido o negócio proposto por este trabalho, o mercado de blocos de concreto. O segundo elemento que faz parte do micro ambiente são os concorrentes, que são as empresas que disputam a melhor maneira de atender seus clientes. Por fim, será analisado o público-alvo, que é o mercado consumidor. É fato que uma empresa não consegue satisfazer a todos em um mercado, portanto é necessário que seja definido com clareza o perfil do grupo de compradores. 4.1.1. MERCADO O mercado de blocos de concreto atualmente está sendo favorecido pelo lançamento voltado para segmentos de média e baixa renda, programas habitacionais como Minha Casa, Minha Vida e obras para grandes eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Dados da pesquisa semestral realizada no mês de junho de 2011 pela Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto (Bloco Brasil) realizada com 44 associados apontaram otimismo e grandes expectativas para a atividade econômica do setor no segundo semestre deste ano. O objetivo da pesquisa, feita com os associados da Bloco Brasil, foi identificar as macro tendências setoriais do mercado pré-fabricados leves (blocos e pisos) de concreto e a expectativa de crescimento dos fabricantes. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 42 Tabela 3 – Pesquisa realizada com associados da Bloco Brasil O que sua empresa espera para este segundo semestre de 2011? Manter Manter o nível atual Crescer Até 10% Entre 10% e 20% Entre 20% e 30% Acima de 30% Reduzir atividades Entre 5% e 10% Quais os fatores que devem influir nesse desempenho? Programa habitacional do governo (Minha Casa, Minha Vida) Mercado imobiliário Economia aquecida Obras de infraestrutura Outros (especificar) falta de matéria-prima e mão de obra 18,10% 10,80% 39,10% 6,50% 21,20% 4,30% 22,60% 25% 25% 25% 2,23% Em caso de crescimento, quais as medidas que a empresa pretende adotar? Contratar mais funcionários 26% Adquirir novos equipamentos 50% Adotar medidas para aumento da produtividade (especificar): Treinamento, 24% novas tecnologias, novos equipamentos, hora extra Se diminuírem as atividades, quais medidas sua empresa pretende adotar? Reduzir número de funcionários 37,50% Reduzir turnos/ de trabalho 50% Outros: Não perder o quadro de funcionários atuais 12,50% Sua empresa realizou investimentos nos últimos três anos? Sim Não 97,70% 2,30% Caso tenha realizado, cite as áreas: Máquinas e equipamentos Aumento de turnos Contratação de funcionários 49,30% 18,90% 31,80% Esses investimentos resultaram em: Ampliação da produção Ampliação do faturamento Manutenção do faturamento Fonte: Bloco Brasil, junho de 2011. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 45% 48,70% 6,20% 43 Os resultados apontaram que cerca de 50% dos industriais do setor esperam que o desempenho da empresa cresça em até 20% nos próximos seis meses, enquanto o restante estima crescimento acima dos 20%, em relação ao primeiro semestre. Dentre os fatores responsáveis por essa melhora na indústria de concreto, 75% apontam o aquecimento da economia, que estimulou o crescimento do mercado imobiliário, as obras de infraestrutura relacionadas à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016 e programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida. Para o mercado de trabalho, os dados são favoráveis. De acordo com a pesquisa, nenhum associado da Bloco Brasil previu redução das atividades neste semestre; caso seja necessário aplicar alguma mudança na empresa, será somente a adoção de medidas para aumentar a produção. Entre essas medidas, o aumento do número de funcionários e a aquisição de novos equipamentos seriam as primeiras atitudes a serem tomadas. Nos últimos três anos, 97,7% das empresas associadas realizaram investimentos em máquinas e equipamentos e em contratação de funcionários que resultaram na ampliação da produção e do faturamento. Fonte: Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto, 2011. 4.1.2. CONCORRENTES A concorrência é com certeza, algo importante a ser analisada, pois se existir uma concorrência intensa é possível que estas empresas produzam o suficiente para o que o mercado necessita, e então, torna-se inviável um investimento do empreendimento. Segundo Maximiano (2004, p. 386), “a ação da concorrência é o principal fator que cria ameaças e, algumas vezes, oportunidades para as empresas. As oportunidades que a concorrência cria é, por exemplo: novas idéias, novos mercados, novas necessidades, novos conceitos de Administração”. O mercado concorrente é composto pelas empresas que oferecem mercadorias ou serviços iguais ou semelhantes aos que o negócio proposto pretende oferecer. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 44 Diante de uma realidade competitiva, é imprescindível que o produto ou serviço tenham diferenciais que agreguem valor ao mesmo, atraindo os clientes. Sendo assim, é fundamental conhecer quem são os concorrentes, seus produtos e suas estratégias a fim de se preparar a melhor estratégia para garantir o próprio diferencial. Numa pesquisa realizada por telefone com diversos fornecedores foi observado que os fabricantes de bloco que se situam em cidades de até 100 km de distância da obra em que o bloco será entregue oferecem blocos de dimensões 14 x 19 x 39 cm a um valor unitário de aproximadamente R$ 1,80. Segundo o arquiteto Carlos Tauil (2011), a produtividade e atendimento são itens fundamentais para se destacar no mercado, além da fábrica possuir selos de certificação de qualidade. 4.1.3. PÚBLICO-ALVO Aqui será especificado o perfil de grupo de possíveis compradores de blocos de concreto, o que envolve a identificação dos comportamentos em relação a hábitos, faixa de renda, necessidades, dentre outros. Alguns tipos de segmentação ajudam a definir o perfil desse público e, conseqüentemente, as melhores estratégias para alcançá-lo. São elas: Demográfica (dividir o mercado com base em características da população) o Idade: todas o Tamanho da família: todas o Sexo: masculino e feminino o Rendimento: acima de 2 salários mínimos por mês já pé possível encontrar consumidores de blocos de concreto o Ocupação: todas o Nível de instrução: todas Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 45 o Religião: todas Geográfica (dividir o mercado com base em unidades territoriais) o Região: Jacareí, São José dos Campos, Guararema, Santa Branca, Arujá, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Guarulhos e São Paulo Psicográfica (diz respeito ao comportamento) o Classe social: todos. O uso de blocos de concreto praticamente faz parte de nossa cultura, pois até então não há qualquer preocupação com o aspecto e padrão social da população (LUCINI, 2001) o Estilo de vida: todos o Personalidade: consumidores mais conservadores e que preferem o uso de uma tecnologia mais consolidada no mercado Comportamental (divide o mercado com base no comportamento do consumidor perante o produto) o Ocasião da compra: necessidade de se fazer uma nova moradia o Benefícios procurados: boa qualidade, resistência a compressão de acordo com o empreendimento a ser construído, selo de qualidade o Atitude em relação ao produto: pessoas bem informadas e que já conhecem bem sobre blocos 4.2. MACRO AMBIENTE 4.2.1. ECONOMIA Dados levantados com a Associação Brasileira de Materiais de Construção (Abramat, setembro de 2011), relatam que o cenário de desaceleração das vendas no mercado imobiliário continuou a predominar em grande parte das capitais neste Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 46 período. Na região metropolitana de São Paulo (RMSP), as vendas recuaram 24,2% até julho na comparação com o mesmo período de 2010. Por outro lado, os lançamentos residenciais na RMSP voltaram a crescer e já quase se equiparam ao resultado registrado no mesmo período de 2010, com ligeira queda de 2,4%. No que diz respeito ao financiamento, o cenário é inverso, ou seja, de contínua expansão. O total de crédito para financiamento habitacional que inclui o crédito livre, os recursos para pessoas jurídicas e o crédito direcionado para pessoas físicas, atingiu R$ 224,4 bilhões, o que representou 12,2% do total das operações de crédito do sistema financeiro em junho de 2011, um avanço de 3 pontos percentuais desde dezembro de 2009. Por sua vez, as contratações com recursos da poupança já registram expansão de 50,9% até julho, o que representou o financiamento de 275,4 mil unidades em todo país. A despeito da desaceleração das vendas, a atividade das construtoras ainda segue forte, refletindo negócios já concluídos. Mas as empresas de construção também vêm acusando desaceleração na geração de novos postos de trabalho em 2011. Ainda assim, os números indicam de forma clara que o setor se mantém aquecido. Entre janeiro e julho de 2011, o número de trabalhadores com carteira no setor em todo país aumentou 9,7% em relação ao mesmo período de 2010, ano em que a taxa de crescimento do emprego havia atingido 14,5% nesse mesmo período. A relação entre o aumento do número de habitantes e a necessidade de construção de novas moradias é direta. O crescimento populacional, por sua vez, é determinado pela fecundidade da população, por sua mortalidade e por movimentos migratórios. Mas o processo de urbanização e a evolução da estrutura etária são aspectos igualmente importantes. O amadurecimento da população, por sua vez, altera a configuração das necessidades habitacionais. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 47 Tabela 4 – Previsão das Tendências Demográficas de 2008 a 2016. Tendências Demográficas 2008 2016 (%) ano População (milhões) 190 209,3 1,20% Famílias (milhões) 61 74,1 2,50% Pessoas por família 3,11 2,82 -1,20% Moradias (milhões) 57,7 71,4 2,70% Pessoas por moradia 3,29 2,93 -1,40% Fonte: Abramat, 2009. Segundo projeções da própria Abramat, entre 2008 e 2016, a população brasileira passará de 190 milhões para 209 milhões, o que representa um crescimento médio de 1,2% ao ano. A redução da taxa de natalidade terá reflexos no tamanho das famílias, que será menor em 2016. No entanto, nesse período, a dinâmica socioeconômica do país contribuirá para um crescimento expressivo do número de famílias, que terão um incremento anual de 2,5% ao ano, a despeito do crescimento demográfico mais discreto. Dentro da perspectiva conservadora que norteia o cenário, projeta-se um crescimento anual de 2,7% ao ano no número de moradias, o que significa a construção de 13,7 milhões de residências no período. É importante frisar que essas projeções não pressupõem uma política habitacional mais agressiva por parte dos governos. Tabela 5 – Investimento habitacional 2009-2016 Investimento habitacional 2009 a 2016 (R$ bilhões) Investimentos Novas moradias Reposição de estoque 227,1 147,8 79,4 6,30% 4,10% 2,20% Fonte: Abramat, 2009. A tabela acima mostra a importância do investimento habitacional para o período analisado. Entre 2009 e 2016 crescerá significativamente a participação do investimento habitacional com relação às duas últimas décadas, o que trará conseqüências positivas para a qualidade de vida da população, com o recuo do déficit habitacional relativo. O investimento habitacional saltará de uma média de Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 48 3,2% do PIB no período 1988 a 2008 para 6,3% na média do período de 2009 a 2016. Isso significa um investimento habitacional anual médio de R$ 227 bilhões, sendo R$ 147,8 bilhões em novas moradias e R$ 79,4 bilhões em reposição de estoque. A Figura 8 mostra a evolução das vendas no período. A retração verificada em 2009 foi rapidamente superada em 2010. Projeta-se um crescimento elevado dos investimentos em construção em 2012. 250 4,3 3,5 3,6 4,4 3,8 188,7 173,5 3,3 149,33 R$ Bilhões 5 4,5 182,12 4,5 4 3,5 158,12 150 3 126,7 101,8 100 2,5 112 96,8 % PIB 200 4,3 4,5 2 1,5 50 1 0,5 0 0 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 Figura 8 – Vendas anuais de materiais de construção (R$ bilhões) Fonte: Abramat, 2009. Até 2016, espera-se um crescimento real de 77,7% nas vendas de materiais de construção. Os materiais básicos, como cimento e aço, registrarão vendas médias anuais de R$ 60,7 bilhões, ou 1,7% do PIB. 4.2.2. POLÍTICO-LEGAL O empreendedor que está disposto a constituir uma fabrica de blocos deve requerer os registros e licenças necessárias à implantação do negócio, tais como: 1) Registro da empresa nos seguintes órgãos: Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 49 Junta Comercial Secretaria da Receita Federal (CNPJ) Secretaria Estadual de Fazenda Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (empresa ficará obrigada a recolher por ocasião da constituição e até o dia 31 de janeiro de cada ano, a Contribuição Sindical Patronal) Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS” Corpo de Bombeiros Militar 2) Visita a prefeitura da cidade onde pretende montar a sua fábrica para fazer a consulta de local e emissão das certidões de Uso do Solo e Número Oficial. Além do registro da empresa que pode ou não adotar o regime da lei geral das micro e pequenas empresas, qualquer atividade econômica deve respeitar o código de defesa do consumidor (CDC - Lei nº 9.870/1999), pois ele estabelece uma série de direitos e obrigações ao fornecedor e ao consumidor. A empresa deverá atender a algumas regras, tais como: responsabilidade sobre o fornecimento dos produtos e serviços, garantia da qualidade, rastreabilidade, entre outros. Por fim, os blocos deverão estar dentro da norma da NBR 6136 (Blocos Vazados de Concreto Simples) da ABNT. Fonte: Só Dinheiro.Info. Disponível em: <http://www.sodinheiro.info/ideias-de-novosnegocios/ideias-de-novos-negocios_fabrica-de-tijolos-ecologicos.php>. 4.2.3. SÓCIO-CULTURAL Essenciais à alvenaria, os tijolos precisam atender a itens básicos, como resistência mecânica, peso, absorção de umidade, características de isolamento e condução Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 50 térmica, além de se adequarem aos tipos de superfície e à compatibilidade com o acabamento, seja pintura, revestimento com argamassa ou outro material. Atualmente, dois produtos atendem com mais eficácia a esses requisitos: os blocos cerâmicos e os blocos de concreto. Hoje eles disputam o mercado praticamente em condições de igualdade, apesar de os tijolos cerâmicos ainda dominarem uma fatia maior, mas não por muito tempo, estima o arquiteto Carlos Alberto Tauil (2011), presidente da Bloco Brasil. Os blocos de concreto já dominam as obras industriais e têm conseguido quebrar preconceitos relacionados às obras residenciais. Na Grande São Paulo, incluindo capital e região metropolitana, e onde a Bloco Brasil tem um mapeamento do consumo destes dois materiais, ele está dividido em mais ou menos 50% a 50% quando falado em paredes de vedação. Já no caso de parede estrutural o bloco de concreto já ocupa 95%. Ainda em se tratando de parede vedação, o uso de tijolo cerâmico e de bloco de concreto varia de região para região. No Norte e no Nordeste do país, o cerâmico está presente em 90% das obras. No Sul, também é muito utilizado o bloco cerâmico, mas o de concreto já ocupa uma boa parcela e a cultura das regiões vem mudando a cada ano. Em entrevista realizada com o arquiteto Tauil (2011), no início deste ano o uso dos tipos de blocos estão em torno de 60% os cerâmico e 40% os de concreto. 4.2.4. TECNOLOGIA Toda tecnologia nova substitui uma tecnologia antiga. Os transistores prejudicaram a indústria de válvulas, a xerografia afetou o negócio de papel carbono, o automóvel teve impacto nas ferrovias, e os CDs prejudicaram os discos de vinil. Toda vez que as indústrias velhas lutaram com as novas tecnologias ou as ignoraram seus negócios declinaram. Novas tecnologias para a fabricação de produtos são desenvolvidas, o que gera grandes oportunidades de mercado. Fundada em 1950 e presente em 15 países a empresa irlandesa SRS Finlay produz máquinas para fabricação de blocos de concreto a mais de 60 anos, sempre buscando oferecer máxima qualidade, eficiência e durabilidade em seus produtos, garantindo alta rentabilidade para seus clientes. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 51 Sendo assim, é importante listar as principais características técnicas da máquina que está sendo considerada neste estudo: Tabela 6 – Características da máquina móvel de bloco de concreto Principais características Máquina Móvel Modelo F24 para fabricação de blocos – empresa SRS Finlay Altura (m) 2,91 Largura (m) 1,97 Comprimento (m) 4,65 Peso (kg) 7000 Caçamba para o concreto (m³)4 1,85 Fonte: SRS Finlay, 2012. A máquina a ser usada na fábrica pode ser vista na foto a seguir. Figura 9 – Foto da máquina de bloco SRS Finlay - Modelo F24 Fonte: SRS Finlay, 2012. 4.3. ANÁLISE SWOT A seguir destacam-se os principais fatores favoráveis e desfavoráveis quanto à abertura de uma nova fábrica de blocos e com o uso dos equipamentos a serem 4 Local onde o concreto é armazenado na máquina. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 52 usados. É importante analisá-los com cautela para tomar as decisões estratégicas para que o negócio dê certo. Internas Forças Alta produtividade da máquina Investimento no piso da fábrica Molde da máquina tem alta durabilidade Ideal fazer uma estrutura coberta para a área onde os blocos serão deixados para cura Máquina faz blocos de alta resistência à compressão Localização da fábrica Baixo custo operacional Baixo custo de manutenção Externas Fraquezas Requer uma grande área para produção (maior do que uma máquina estacionária precisaria) Não há possibilidade de se fazer a cura numa câmara de cura para acelerar devido ao processo de produção Perspectiva de crescimento do Mercado de construção civil é alta Máquinas de blocos nacionais são mais baratas (apesar de serem piores) Falta de blocos de concreto no mercado Consumidores ainda têm receio do sistema de produção móvel de blocos Projetos governamentais (Ex: Minha Casa, Minha Vida, PAC) Guerra de preços com competidores Entrada de um novo competidor no Copa do Mundo de 2014 mercado Jogos Olímpicos de 2016 Oportunidades Ameaças Figura 10 – Análise SWOT da fábrica de blocos Fonte: Autor, 2012. Através dessa análise, pode-se perceber que existem vários fatores que contribuem para que o empreendimento tenha sucesso, porém, alguns cuidados devem ser tomados para mitigar os riscos de o negócio fracassar, como, por exemplo, a busca incessante de novos mercados para a venda do produto. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 53 5. PLANO DE IMPLANTAÇÃO 5.1. MACRO-CRONOGRAMA A decisão de se iniciar a fábrica será feira no primeiro mês do ano 0 (investimento). Isso quer dizer que o pedido de compra dos equipamentos, preparação do terreno e de toda a estrutura da fábrica deve ser levada em conta no cronograma de implantação e, consequentemente, no cálculo do Demonstrativo do Fluxo de Caixa. As condições de pagamento dos equipamentos importados da Irlanda do Norte (máquina de blocos e todos acessórios necessários) se dão da seguinte forma: 1) 30% de sinal por meio de transferência bancária 2) 70% restantes por meio de transferência bancária na data de entrega ExWorks5 O pagamento do sinal é necessário para a fábrica dar início à fabricação dos equipamentos. Após 3 meses do pagamento do sinal a máquina está pronta para ser exportada para o Brasil e, a parir daí, deve-se considerar mais 1 mês para o transporte marítimo e desembaraço dos produtos na alfândega. Em seguida eles serão transportados para a fábrica de blocos e instalados propriamente. Estima-se que o tempo de entrega da máquina considerando desde a solicitação até a entrega na fábrica de blocos dure aproximadamente 4 meses. Uma vez que os equipamentos estiverem na fábrica, eles deverão aguardar o término da construção da estrutura, preparação das atividades de marketing e treinamentos da equipe para iniciar a produção. Sendo assim, considerando todos os tempos desde a importação dos produtos até o início da produção dos blocos, a fábrica irá ter o início de sua produção no 5º. mês do ano 1 e os custos operacionais, de transporte, de manutenção e impostos também serão considerados a partir deste mês. 5 Segundo o International Commercial Terms (Incoterms), nesta modalidade de entrega tanto as despesas de transporte como o desembaraço e demais formalidades alfandegárias ocorrem por parte do comprador. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 54 Tabela 7 – Macro-cronograma do Plano de Implantação Mês 1 Atividade Mês 2 Sem 1 Instalação dos Equipamentos 1 1 Máquina de Blocos 2 Empilhadeiras 2 Pavimentação do piso Usina de concreto Estrutura Escritório Laboratório Sem 2 Sem 3 Sem 4 Sem 1 Sem 2 Sem 3 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 Mês 3 Sem 4 Preparação do Terreno Sem 1 Mês 4 Sem 2 Sem 3 Sem 4 Sem 1 Sem 2 Sem 3 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 Mês 5 Sem 4 Sem 1 Sem 2 Sem 3 Sem 4 1 1 1 1 2 Estoque dos agregados 2 Marketing Prospecção de clientes Treinamento Treinamento da equipe 2 Inicio da produção Fonte: Autor. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 55 5.2. ESTRATÉGIA DE PARCERIAS O objetivo das parcerias é fazer com que duas ou mais empresas trabalhem juntas para conquistar maior espaço no mercado e poder expandir seus negócios, usando o potencial uma da outra para realizar mais negócios trazendo vantagens para todos os envolvidos, inclusive ao cliente final. O custo tem muita importância, mas não é o único fator para definir a estratégia da parceria. Deve-se também avaliar a importância financeira e o risco de oferta, ou seja, o número de fornecedores que podem concorrer entre si para ofertar o mesmo produto. O modelo de compras de Kraljic (1983), que propõe uma estratégia de compras apropriada para cada grupo de produtos, levando em conta os custos e os riscos associados a cada um. Propõe como ferramenta a montagem de uma matriz 2 x 2, que divide os produtos e o respectivo tratamento que se deve dar a cada grupo. No eixo X coloca-se o risco da oferta e no eixo Y o impacto sobre o resultado financeiro do produto final. Os dois eixos são divididos em quatro quadrantes, conforme a categoria do produto A seguir, segue a definição de cada tipo de produto com as recomendações que devem ser consideradas para as ações apropriadas a fim de aperfeiçoar o processo de compras. Produtos estratégicos (fornecimento estratégico): podem estar neste grupo os produtos que interferem diretamente sobre o resultado final, os que são difíceis de obterem ou de substituírem o fornecedor e onde há risco na oferta. Para estes produtos, o ideal é que sejam desenvolvidas parcerias estratégicas e relacionamentos de longo prazo. Sua compra deve ser centralizada e a gestão do fornecimento deve ser cautelosa, sempre com um esforço conjunto de ambas as empresas lucrarem com o negócio. Produtos de alavancagem (fornecimento em grandes quantidades): são produtos com grande peso no orçamento, porém há um grande número de fornecedores. Para estes casos, há disputa entre eles por preço e o poder de suprimentos é maior para negociar, valendo a pena ter mais de um fornecedor atendendo à empresa. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 56 Produtos de gargalo (fornecimento prejudica a produção): não causam impacto sobre o orçamento, mas uma falha no fornecimento prejudica a produção. O relacionamento com estes fornecedores deve ser mais rigoroso em relação à entrega, pois o número de fornecedores é restrito. Produtos de rotina (fornecimento não-crítico): não têm sua importância no resultado financeiro, nem tampouco sua oferta é restrita. Deve haver uma relação de fornecedores que tenham uma diversidade de itens para obter boa negociação. Há possibilidade de se ter ganhos, mas não se deve gastar energias com estes produtos. Tabela 8 – Localização dos Produtos na Matriz de Kraljic Produtos Estratégicos Fornecedores alternativos Substitutos disponíveis Poder no fornecedor Crítico para custos/capacidade de produção Parcerias para a Fábrica de Bloco: Parcerias para a Fábrica de Bloco: Construtores do piso de concreto Construção da estrutura da fábrica Fornecedores de combustíveis e óleo para os equipamentos Produtos de Rotina Pequena IMPORTÂNCIA Grande Produtos de Alavancagem Fabricante da máquina de blocos Fabricante da usina de concreto Fabricante das empilhadeiras Transportadora para entrega dos blocos Produtos de Gargalo Abundância de oferta Grande variedade e administração complexa Monopólio de mercado Barreiras de entrada e administração complexa Parcerias para a Fábrica de Bloco: Parcerias para a Fábrica de Bloco: Escritório de contabilidade Contratação de sistemas para gestão dos suprimentos Cimento Agregados (areia e brita) Aditivos Água Grande Pequena DISPONIBILIDADE Fonte: Merli (1994). Dos grupos identificados, os dois mais importantes são os produtos de alavancagem e os estratégicos, onde se devem concentrar esforços para obter ganhos consideráveis. Assim, evitam-se grandes esforços em pequenas economias. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 57 5.3. RISCOS E RESPOSTAS Como mencionado no item 4.3 ANÁLISE SWOT, alguns riscos já foram detectados. Porém, ainda existem alguns fatores que devem ser levados em consideração. Por isso foi feita uma análise de riscos e propostas algumas ações para mitigá-los, conforme mostram a Tabela 9 e Figura 11: Tabela 9 – Possíveis riscos e ações de mitigação CÓD 1 2 3 4 5 Riscos Investimento no piso da fábrica pode ser um impasse Necessidade de uma área grande de produção, fazendo com que empreendedores que não dispõe de tal área não comece tal tipo de negócio Não há possibilidade de se fazer a cura numa câmara de cura para acelerar devido ao processo de produção Máquinas de blocos nacionais são mais baratas (apesar de serem piores) Consumidores ainda têm receio do sistema de produção móvel de blocos PROBABILIDADE (0%-100%) IMPACTO (0%-100%) 30% 70% 40% 30% 90% 55% 70% 40% 30% 40% 90% 85% 80% 65% Guerra de preços com competidores 6 7 Entrada de um novo competidor no mercado Ações para Mitigar o Risco O piso da fábrica pode ser financiado, facilitando o pagamento O empreendedor poderá utilizar uma área menor de produção, fazendo com que a produtividade diária seja menor do que a capacidade de produção máxima da máquina de bloco' Para acelerar o processo de cura pode-se colocar uma lona encima dos blocos a serem fabricados na área de produção, o que faz com que o calor de hidratação do cimento aumente e a cura seja feita mais rápida. Isso evita expor o bloco por muito tempo e ajuda no aumento de sua resistência A aquisição da máquina de blocos SRS Finlay poderá ser feita através de um financiamento bancário para facilitar este investimento Empreendedores devem visitar uma fábrica com sistema móvel de produção para poder analisar todo o processo de fabricação, esclarecer suas dúvidas e mostrar aos consumidores a qualidade final do bloco Buscar otimizar os processos de produção sempre que possível, reduzir custos fixos dispensáveis que não afetam a produção e fazer parcerias com fornecedores de agregados e cimento para que os custos das matérias primas sejam menores Conquistar os clientes por meios de melhoria na qualidade do serviço, do produto e dos preços Fonte: HLT Equipamentos Especiais, 2012. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 58 100% 6 1 IMPACTO 7 3 50% 5 4 2 0% 0% 50% PROBABILIDADE Figura 11 – Matriz de Riscos Fonte: Autor, 2012. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 100% 59 6. ANÁLISE DO INVESTIMENTO 6.1. DETERMINAÇÃO DO CAPM O índice de volatilidade beta (β) a ser usado foi levantado com base em empresas equivalentes e do mesmo ramo de negócio, no caso de Engenharia e Construção, e equivale a 1,64. Fonte: http://people.stern.nyu.edu/adamodar/New_Home_Page/datafile/Betas.html A taxa livre de risco (Rf) a ser considerada será a taxa Selic, datada em 18/12/2011, com valor igual a 11%. Fonte: UOL Economia. Disponível em: http://economia.uol.com.br/cotacoes/indices.jhtm. Por fim, o retorno real anual do IBOVESPA está sendo considerado entre os anos de 2000 e 2011, com valor igual a 12,7%. Fonte: BM&F BOVESPA, 2011. Disponível em: <http://www.bmfbovespa.com.br/indices/ResumoTaxaMediaCrescimento.aspx?Indic e=IBOVESPA&idioma=pt-br>. Assim, tem-se: Fonte: Autor, 2012. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 60 6.2. DETERMINAÇÃO DO WACC Como premissa será considerado que a empresa vai utilizar 22% do capital próprio e 78% do capital de terceiros. Conforme a Tabela 12 do item 6.4.1, Tabela 13 do item 6.4.2 e Tabela 14 do item 6.4.3 vistos adiante, tem-se que os investimentos necessários para o Ano 0 na fábrica são de respectivamente R$ 265.250, R$ 465.900 e R$ 250.000, totalizando um investimento de R$ 981.150. Sendo assim, tem-se: Do total a ser financiado, R$ 390.000 serão usados para os Equipamentos Nacionais e Piso de Concreto e R$ 372.000 para os Equipamentos Importados. Portanto, os pesos a serem considerados podem ser expressos da seguinte maneira: Por fim, os valores das Taxas de Juros levantadas com a Caixa Econômica Federal (2011) é de 1,45% am (18,86% aa) para os Equipamentos Nacionais e Piso de Concreto e de 1,35% am (17,46% aa) para os Equipamentos Importados. Logo, sabendo que o IR equivale a 34%, o WACC é calculado da seguinte forma: Fonte: Autor, 2012. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 61 6.3. LAYOUT DA FÁBRICA A fábrica deverá ser dispor de: Área de lavagem – espaço destinado à lavagem dos equipamentos Área de produção – área em que a máquina móvel de blocos irá produzir tais blocos Área de estoque – local onde os blocos serão estocados antes de serem entregues para o cliente Usina de concreto – equipamento que irá produzir o concreto para os blocos, ou seja, é o misturador dos agregados a serem usados para fazer o concreto Área para estoque dos agregados – local onde as matérias-primas do concreto serão estocadas antes de serem lançadas na usina de concreto Escritório – local que ficará a equipe do comercial e administrativo Demais áreas – espaço destinado à movimentação e transporte dos equipamentos Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 62 Figura 12 – Layout da fábrica Fonte: HLT Equipamentos Especiais, 2012. A área da fábrica foi determinada para que a máquina trabalhasse na sua produção máxima, ou seja, como sua produtividade é de 1.600 blocos por hora, o que equivale a 12.800 blocos por dia (considerando 8h ininterruptas de produção), a área necessária para produção e estoque dos blocos e áreas para a usina de concreto, laboratório, escritório e de manobra é de 2400 m². Tabela 10 – Área necessária para fábrica em função da produtividade máxima da máquina de blocos. Produção Diária6 (Qtd) Área de Produção (m²) Área de Estoque (m²) 12.800 1.600 150 Área Usina de concreto, Laboratório, Escritório e Manobra (m²) 650 Área Total Necessária (m²) 2.400 Fonte: HLT Equipamentos Especiais, 2012. 6 A produção diária foi determinada com base na produção máxima da máquina de blocos operando por 8 horas. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 63 6.4. INVESTIMENTOS 6.4.1. INVESTIMENTOS INICIAIS O investimento inicial está ligado às necessidades iniciais de capital para que a empresa possa iniciar suas atividades operacionais, até que ela se torne autosuficiente financeiramente. O terreno já se encontra plano e compactado, precisando ser apenas concretado. O pavimento necessário para a fábrica deverá ter uma espessura de 15 cm e ser construído com um concreto de resistência à compressão de 30 MPa. Dessa forma, o investimento é calculado da seguinte forma: Tabela 11 – Valor do investimento do pavimento da fábrica de blocos Área Total Necessária (m²) 2.400 Espessura do Pavimento (m) 0,15 Custo do Concreto7 (R$/m²) Valor do Investimento (R$) 80 192.000 Fonte: HLT Equipamentos Especiais, 2012. Um resumo dos investimentos iniciais está discriminado na tabela a seguir. Tabela 12 – Investimentos iniciais necessários para iniciar fábrica de blocos Investimentos Iniciais Piso de Concreto Pás Valor do Investimento (R$) 192.000 300 Luvas 6.000 Óculos de proteção 1.400 Vassouras 3.750 Equipamentos de segurança 2.000 Ar condicionado para escritório 4.000 Sistema de segurança 800 Computadores 5.000 Equipamentos para o Laboratório 50.000 Fonte: HLT Equipamentos Especiais, 2012. 7 Fonte: MWR Piso Acabado Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 64 Conclui-se, portanto, que os investimentos iniciais da fábrica incluindo a preparação do terreno e outros investimentos são de aproximadamente R$ 265.250. 6.4.2. INVESTIMENTOS EM EQUIPAMENTOS IMPORTADOS Tabela 13 – Custo dos equipamentos importados Máquina de Blocos modelo F24 Automática Molde para fabricação do bloco 14 x 19 x 39 cm 333.563 27.452 Número de trocas necessárias em 5 anos 10 Pacote de Peças de Reposição Conjunto de vibradores que se acoplam ao molde Gerador Deutz - 4 cilindros Caçamba para o concreto 18.128 19.682 39.365 7.769 5 2 - Pinça Modelo 4T24 19.941 - Valor Unitário (R$) Equipamentos Fonte: HLT Equipamentos Especiais, 2012. Todos os equipamentos são importados da Irlanda do Norte, onde a empresa fabricante da máquina de blocos se localiza e os custos dos equipamentos já estão nacionalizados, isto é, o Imposto de Importação e o IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) já estão sendo considerados. 6.4.3. INVESTIMENTOS EM EQUIPAMENTOS NACIONAIS Tabela 14 – Custo dos equipamentos nacionais necessários para a fábrica Equipamentos 2 Empilhadeiras para transporte do concreto Usina de Concreto Valor Unitário (R$) 50.000 200.000 Fonte: HLT Equipamentos Especiais, 2012. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 65 6.5. CUSTOS 6.5.1. CUSTOS FIXOS No Ano 0, período do investimento, incidirão alguns custos fixos e foram estimados para um período de 4 meses (tempo necessário para preparação da fábrica): Tabela 15 – Custos fixos estimados para o Ano 0 (Investimento) Custo para 4 Meses (R$) Custos Fixos Aluguel do terreno 40.000 Água 3.000 Luz 3.000 Telefone 500 Fonte: HLT Equipamentos Especiais, 2012. Neste período será realizada a preparação do terreno conforme item descrito no item 6.4.1. Além disso, todos os equipamentos estão previstos para estarem prontos para iniciar a operação no primeiro mês do Ano 1. A seguir estão descritos alguns dos custos fixos mensais e anuais que terão a partir do Ano 1: Tabela 16 – Custos fixos estimados por Ano Custo Mensal (R$) 10.000 Custo Anual (R$) 120.000 Água 1.000 12.000 Luz 1.000 12.000 500 6.000 1.500 18.000 Custos Fixos Aluguel do terreno Telefone Material de Escritório Fonte: HLT Equipamentos Especiais, 2012. 6.5.2. CUSTOS VARIÁVEIS Os custos variáveis mudam à medida que a quantidade produzida e vendida muda e eles são zero quando a produção é zero. No primeiro ano os custos fixos considerados são de Março à Dezembro, pois eles aparecem antes mesmo da Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 66 fábrica começar sua operação. Neste caso podem ser entendidos principalmente como: Tabela 17 – Custos variáveis estimados Custos Variáveis 112.640 Ano 2 à Ano 5 (R$) 168.960 1.166.667 1.750.000 856.064 1.284.096 Ano 1 Combustível & Lubrificantes Custo do Concreto Transporte Fonte: HLT Equipamentos Especiais, 2012. A análise foi feita considerando que a fábrica de blocos irá transportar todos os blocos para a cidade de São Paulo, ou seja, é o município de maior distância que a fábrica irá atender. Portanto, está sendo considerado o cenário onde o preço do bloco será mais alto. O número de blocos possíveis que um caminhão transporta por viagem é de 1.000 unidades e o custo por viagem equivale a R$ 400. Ou seja, do preço final do bloco, R$ 0,40 correspondem ao seu transporte da fábrica até o cliente. 6.5.3. CUSTOS OPERACIONAIS Além do salário nominal dos funcionários, existem outros custos e tributos que incidem sobre eles que também devem ser considerados, tais como: férias, 13º salário, FGTS, INSS, dentre outros. Somando todos esses valores extras pode-se dizer que um funcionário custa aproximadamente 1,8 vezes o seu salário nominal. Nos valores abaixo já estão sendo considerados esses encargos sociais. Tabela 18 – Custo operacionais por ano Fabrica de blocos Operador da Máquina de Blocos Operador da Empilhadeira Ajudante comum para limpeza Salário Mensal (R$) 5.000 2.000 1.000 Custo Anual (R$) 108.000 43.200 21.600 2.000 2.000 43.200 43.200 Usina de Concreto Operador da Usina de Concreto Laboratorista Fonte: HLT Equipamentos Especiais, 2012. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 67 Os funcionários serão mensalistas e remunerados com um salário fixo mensal e pagamento de todos os encargos regidos pela CLT 8 A fábrica terá sua operação no mês de maio, logo, os custos operacionais serão diferentes no primeiro ano comparado aos demais. Assim, está sendo considerado que no primeiro ano os estes custos sejam para 8 meses. 6.5.4. CUSTOS DE MANUTENÇÃO A manutenção dada durante os 5 anos de operação da máquina são basicamente: Trocas do Molde para fabricação do bloco 14 x 19 x 39 cm: 2 trocas por ano Pacote de Peças de Reposição: 1 troca por ano Conjunto de vibradores que se acoplam ao molde: 1 troca a cada 2 anos No primeiro ano não haverá custos de manutenção, pois os equipamentos serão novos. 6.6. DESPESAS ADMINISTRATIVAS As despesas administrativas são: Tabela 19 – Despesas administrativas Despesas administrativas Diretor Industrial Gerente Comercial e Administrativo Custo Anual (R$) 216.000 151.200 Fonte: HLT Equipamentos Especiais, 2012. 8 A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é a principal norma legislativa brasileira referente ao Direito do trabalho e o Direito processual do trabalho. Ela foi criada através do Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 e sancionada pelo então presidente Getúlio Vargas durante o período do Estado Novo, unificando toda legislação trabalhista então existente no Brasil. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 68 6.7. IMPOSTOS Os impostos que incidem sobre as atividades operacionais da empresa são calculados conforme a apuração do lucro real: PIS (Programa de Integração Social): imposto sobre o faturamento, com alíquota igual a 1,65% COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social): imposto sobre o faturamento, com alíquota igual a 7,6% ISS (Imposto sobre Serviços): imposto sobre serviços, com alíquota igual a 5,0% O custo total dos impostos (14,25%) deverá ser calculado sobre a receita bruta. 6.8. DEMONSTRATIVO DE FLUXO DE CAIXA O demonstrativo do fluxo de caixa facilitará a visualização antecipada do fluxo de recursos necessários, identificando se haverá falta ou sobra de dinheiro em determinado período de tempo. Está sendo considerada uma perda na produção de 5%, ou seja, a máquina tem uma produtividade de fabricar 3.379.200 blocos por ano, mas com esta consideração o total considerado são 3.210.240 blocos por ano. Este número é bem conservador, uma vez que a perda segundo a Finlay (2012) é de 3%. Conforme visto na Tabela 7 – Macro-cronograma do Plano de Implantação, a produção terá início no 5º. mês e em todos os casos está sendo considerado que todos os blocos produzidos serão vendidos. Estão sendo analisados dois cenários: com e sem financiamento. Quando o investimento é feito apenas com capital próprio este deve ser desembolsado por completo no primeiro ano. No caso de se trabalhar com financiamento, vale observar o seguinte: Financiamentos Nacionais consideram: piso de concreto, equipamentos para laboratório, empilhadeiras e usina de concreto. A taxa de financiamento Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 69 considerada é de 1,45% ao mês com prestações a serem pagas em 48 meses. (Fonte: Caixa Econômica Federal, 01/12/2011) Financiamento Importados consideram: máquina de bloco de concreto, molde, gerador, tolva, pinça para transporte, peças de reposição e vibradores. A taxa de financiamento considerada de 1,35% ao mês com prestações a serem pagas em 36 meses. (Fonte: Caixa Econômica Federal, 01/12/2011) Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 70 Tabela 20 – Demonstrativo do Fluxo de Caixa Econômico e Econômico-Financeiro para 5 anos de produção Demonstrativo do Fluxo de Caixa Anual (R$) Ano 0 (Invest.) Perda Estimada Capacidade de Produção/ano (Qtd Blocos) Unidades Vendidas/ano (Qtd Blocos) Preço de venda/unidade RECEITA BRUTA OPERACIONAL (-) Impostos (PIS, COFINS e ISS = 14,25%) RECEITA LÍQUIDA OPERACIONAL Investimentos (-) Investimento Iniciais (-) Investimento em Equipamentos Importados (-) Investimento em Equipamentos Nacionais Custos (-) Custos Fixos (-) Custos Variáveis (-) Custos Operacionais (-) Custos de Manutenção Despesas (-) Despesas Administrativas Depreciação (-) Depreciação dos Equipamentos LAIR (Lucro Antes do Imposto de Renda) (-) IR (34%) (+) Depreciação (despesa não-caixa) FLUXO ECONÔMICO (+) Financiamentos dos Equipamentos Importados (-) Prestações pagas pelo Financiamento dos Equipamentos Importados Juros de cada período (+) Benefício fiscal dos juros do Financiamento dos Equipamentos Importados (+) Financiamentos dos Equipamentos Nacionais e Piso de Concreto (-) Prestações pagas pelo Financiamento dos Equipamentos Nacionais e Piso de Concreto Juros de cada período (+) Benefício fiscal dos juros do Financiamento dos Equipamentos Nacionais e Piso de Concreto FLUXO ECONÔMICO-FINANCEIRO -265.250 -465.900 -250.000 46.500 -1.027.650 -1.027.650 372.000 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 5% 3.379.200 2.140.160 1,80 3.852.288 548.951 3.303.337 5% 3.379.200 3.210.240 1,80 5.778.432 823.427 4.955.005 5% 3.379.200 3.210.240 1,80 5.778.432 823.427 4.955.005 5% 3.379.200 3.210.240 1,80 5.778.432 823.427 4.955.005 5% 3.379.200 3.210.240 1,80 5.778.432 823.427 4.955.005 -27.452 -92.714 -73.032 -92.714 -73.032 168.000 2.135.371 172.800 27.452 168.000 3.203.056 259.200 73.032 168.000 3.203.056 259.200 92.714 168.000 3.203.056 259.200 73.032 168.000 3.203.056 259.200 92.714 306.000 367.200 367.200 367.200 367.200 143.180 323.083 109.848 143.180 356.415 143.180 648.624 220.532 143.180 571.272 143.180 648.624 220.532 143.180 571.272 143.180 648.624 220.532 143.180 571.272 143.180 648.624 220.532 143.180 571.272 -157.382 52.718 17.924 -157.382 34.446 11.711 -157.382 12.982 4.414 -136.012 62.153 21.132 102.077 -136.012 48.226 16.397 305.986 -136.012 31.672 10.769 293.060 -136.012 11.997 4.079 439.339 571.272 390.000 -265.650 Fonte: Autor, 2012. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 71 Observações: Custos de manutenção: estão sendo considerado o número de trocas necessárias por peça conforme citado no item 6.2.3. Custos operacionais e Despesas: está sendo considerado o fator de 1,8 sobre o salário nominal para a consideração dos custos reais da fábrica. 6.9. INDICADORES Pelos indicadores calculados verificou-se que o investimento é rentável e que o mesmo possui valores consideravelmente bons e atrativos. Tabela 21 – Indicadores financeiros Indicadores Fluxo Econômico Fluxo Econômico-Financeiro Payback Descontado 2 anos e 8 meses 1 ano e 9 meses VPL R$ 820.683 R$ 820.749 TIR 39% 82% Fonte: Autor, 2012. Para calcular o retorno do investimento sem financiamento foram descontados todos os fluxos encontrados a taxa de 12,39% ao ano (WACC), chegou-se num valor de 2 anos e 8 meses ter retorno. No outro caso os fluxos foram descontados a uma taxa de 13,79% (CAPM) e o retorno para este caso foi de 1 ano e 9 meses. Como a análise está sendo feita pelo ângulo do acionista, para o cálculo do VPL do Fluxo Econômico foi utilizado o WACC e para o Fluxo Econômico-Financeiro o CAPM. O VPL descontado pelo WACC até o Ano 5 foi de R$ 820.683 e descontado pelo CAPM foi de R$ 820.749 e em ambos os casos percebe-se que o VPL é positivo, o que evidencia que o retorno do investimento será maior do que o investimento inicialmente realizado. Por fim, analisando estes dois cenários tem-se que as taxas internas de retorno (TIR) são maiores do que as respectivas taxas de desconto consideradas, logo, ambos investimentos são economicamente viáveis. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 72 6.10. ANÁLISE DO PONTO DE EQUILÍBRIO Segundo dados levantados com a empresa HLT Equipamentos Especiais (2012), a fábrica de bloco produz um bloco com um custo variável por unidade de R$ 0,87 e ele é comercializado no mercado com um preço de venda de R$ 1,80. Analisando o demonstrativo do fluxo de caixa pode-se ver que os custos fixos anuais são em torno de R$ 168.000 (a partir do segundo ano de produção). Portanto, para atingir o ponto de equilíbrio a fábrica deverá vender 336.000 blocos atingindo uma Receita de Equilíbrio de R$ 604.800. 1.000.000 Receita (R$) 750.000 Ponto de Equilíbrio 604.800 500.000 250.000 Receita Custo Total Figura 13 – Análise do Ponto de Equilíbrio Fonte: Autor, 2012. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 500.000 Volume de Vendas (Qtd de Blocos) 450.000 336.000 400.000 350.000 300.000 250.000 200.000 150.000 100.000 50.000 0 0 73 7. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Os tempos de retorno dos investimentos (Payback Descontado) são um atrativo para se iniciar a fábrica de blocos, pois além de ser considerado um tempo relativamente curto, esse empreendimento é interessante devido sua rentabilidade e por se tratar de um produto com um mercado em expansão. Após as análises do projeto identificou-se que o mesmo deverá ser feito, pois apresenta um VPL positivo e uma TIR acima das taxas de desconto. Comparando os indicadores das duas situações, a análise feita com financiamento apresenta uma TIR relativamente maior que o outro cenário, apesar de se ter um VPL pouco abaixo frente a ele, o que indica que esta opção é a melhor para o empreendedor. 7.1. DESENHO DA ESTRATÉGIA A estratégia será de entrar no mercado pelas cidades próximas às regiões de Jacareí, cidades que estão em constante crescimento residencial e deverão consumir os blocos de dimensão 14 x 19 x 39 cm principalmente para a construção de habitações. A fábrica produzirá blocos com velocidade, tecnologia e qualidade, atendendo blocos de concreto com as mais diversas variações de resistências a compressão. A estrutura será enxuta e possuirá uma comunicação clara e transparente em todos os níveis da organização, com foco em planejamento, investimento e controle, visando custos menores e alta rentabilidade. 7.1.1. SOBREVIVÊNCIA A LONGO PRAZO A empresa continuará sólida com o passar dos anos gerando lucros, respeitando o meio-ambiente, seus fornecedores e clientes. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 74 7.1.2. CAPACIDADE DE INOVACÃO Deverá ser feita uma busca incessante por novas tecnologias de produção e um aprimoramento dos serviços frente aos clientes. Para isso, a Blocos de Concreto RYP trabalhará com constantes pesquisas de mercado e seus funcionários participarão de feiras e eventos para estarem com constante evolução junto com o mercado. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 75 8. REFERÊNCIAS ABRAMAT. Cenário macroeconômico 2009 – 2016. São Paulo, 2009. Disponível em: <http://www.abramat.org.br/files/Cen%C3%A1rio%20Macroecon%C3%B4mico%202 009-2016%20vfinal.pdf> e em <http://www.abramat.org.br/files/Boletim%20Abramat%20set_2011%20corrigido.pdf. Acesso em: 30/11/2011>. ACKOFF, R. L. Planejamento empresarial. Rio de Janeiro: LTC, 1974. ANÁLISE SWOT. Marketing Teacher.com. Disponível em: <http://marketingteacher.com/lesson-store/lesson-swot-portuguese.html>. ANTHONY, Robert N. Contabilidade Gerencial. São Paulo: Atlas, 1972. ASSAF NETO, Alexandre. Contribuição ao estudo da avaliação de empresas no Brasil: uma aplicação prática. São Paulo, 2004. BLOCO BRASIL – Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto BRASIL, Haroldo Guimarães. Avaliação Moderna de Investimentos. Rio de Janeiro: Qualymark, 2002. BREALEY, Richard A., MYERS, Stewart C. 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ANEXOS Anexo 1 – Financiamento Equipamentos Importados Parcela 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 Saldo Devedor R$ 372.000,00 R$ 363.906,82 R$ 355.704,38 R$ 347.391,21 R$ 338.965,81 R$ 330.426,67 R$ 321.772,25 R$ 313.000,99 R$ 304.111,32 R$ 295.101,64 R$ 285.970,33 R$ 276.715,75 R$ 267.336,23 R$ 257.830,09 R$ 248.195,62 R$ 238.431,08 R$ 228.534,72 R$ 218.504,76 R$ 208.339,40 R$ 198.036,80 R$ 187.595,12 R$ 177.012,48 R$ 166.286,97 R$ 155.416,67 R$ 144.399,62 R$ 133.233,84 R$ 121.917,32 R$ 110.448,03 R$ 98.823,90 R$ 87.042,85 R$ 75.102,75 R$ 63.001,46 R$ 50.736,81 R$ 38.306,59 R$ 25.708,56 R$ 12.940,46 Juros R$ 5.022,00 R$ 4.912,74 R$ 4.802,01 R$ 4.689,78 R$ 4.576,04 R$ 4.460,76 R$ 4.343,93 R$ 4.225,51 R$ 4.105,50 R$ 3.983,87 R$ 3.860,60 R$ 3.735,66 R$ 3.609,04 R$ 3.480,71 R$ 3.350,64 R$ 3.218,82 R$ 3.085,22 R$ 2.949,81 R$ 2.812,58 R$ 2.673,50 R$ 2.532,53 R$ 2.389,67 R$ 2.244,87 R$ 2.098,13 R$ 1.949,39 R$ 1.798,66 R$ 1.645,88 R$ 1.491,05 R$ 1.334,12 R$ 1.175,08 R$ 1.013,89 R$ 850,52 R$ 684,95 R$ 517,14 R$ 347,07 R$ 174,70 Prestação Devida R$ 13.115,18 R$ 13.115,18 R$ 13.115,18 R$ 13.115,18 R$ 13.115,18 R$ 13.115,18 R$ 13.115,18 R$ 13.115,18 R$ 13.115,18 R$ 13.115,18 R$ 13.115,18 R$ 13.115,18 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,17 R$ 13.115,16 R$ 13.115,16 R$ 13.115,16 R$ 13.115,16 Fonte: Caixa Econômica Federal, 2011. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 80 Anexo 2 – Financiamento Equipamentos Nacionais e Piso de Concreto Parcela 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 Saldo Devedor R$ 390.000,00 R$ 384.320,66 R$ 378.558,97 R$ 372.713,73 R$ 366.783,74 R$ 360.767,76 R$ 354.664,55 R$ 348.472,84 R$ 342.191,35 R$ 335.818,78 R$ 329.353,81 R$ 322.795,10 R$ 316.141,29 R$ 309.391,00 R$ 302.542,83 R$ 295.595,36 R$ 288.547,15 R$ 281.396,74 R$ 274.142,65 R$ 266.783,38 R$ 259.317,40 R$ 251.743,16 R$ 244.059,10 R$ 236.263,62 R$ 228.355,11 R$ 220.331,92 R$ 212.192,40 R$ 203.934,85 R$ 195.557,57 R$ 187.058,82 R$ 178.436,84 R$ 169.689,84 R$ 160.816,01 R$ 151.813,51 R$ 142.680,47 R$ 133.415,00 R$ 124.015,18 R$ 114.479,07 R$ 104.804,68 R$ 94.990,02 R$ 85.033,04 R$ 74.931,69 Juros R$ 5.655,00 R$ 5.572,65 R$ 5.489,11 R$ 5.404,35 R$ 5.318,36 R$ 5.231,13 R$ 5.142,64 R$ 5.052,86 R$ 4.961,77 R$ 4.869,37 R$ 4.775,63 R$ 4.680,53 R$ 4.584,05 R$ 4.486,17 R$ 4.386,87 R$ 4.286,13 R$ 4.183,93 R$ 4.080,25 R$ 3.975,07 R$ 3.868,36 R$ 3.760,10 R$ 3.650,28 R$ 3.538,86 R$ 3.425,82 R$ 3.311,15 R$ 3.194,81 R$ 3.076,79 R$ 2.957,06 R$ 2.835,58 R$ 2.712,35 R$ 2.587,33 R$ 2.460,50 R$ 2.331,83 R$ 2.201,30 R$ 2.068,87 R$ 1.934,52 R$ 1.798,22 R$ 1.659,95 R$ 1.519,67 R$ 1.377,36 R$ 1.232,98 R$ 1.086,51 Prestação Devida R$ 11.334,34 R$ 11.334,34 R$ 11.334,34 R$ 11.334,34 R$ 11.334,34 R$ 11.334,34 R$ 11.334,34 R$ 11.334,34 R$ 11.334,34 R$ 11.334,34 R$ 11.334,34 R$ 11.334,34 R$ 11.334,34 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 81 43 44 45 46 47 48 R$ 64.683,87 R$ 54.287,46 R$ 43.740,30 R$ 33.040,20 R$ 22.184,96 R$ 11.172,32 R$ 937,92 R$ 787,17 R$ 634,23 R$ 479,08 R$ 321,68 R$ 162,00 R$ 11.334,33 R$ 11.334,33 R$ 11.334,32 R$ 11.334,32 R$ 11.334,32 R$ 11.334,32 Fonte: Caixa Econômica Federal, 2011. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 82 Anexo 3 – Demonstrativo Detalhado do Fluxo de Caixa Econômico e Econômico-Financeiro para 5 anos de produção Demonstrativo do Fluxo de Caixa Anual (R$) Ano 0 (Invest.) Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 5% 3.379.200 2.140.160 1,80 3.852.288 548.951 3.303.337 5% 3.379.200 3.210.240 1,80 5.778.432 823.427 4.955.005 5% 3.379.200 3.210.240 1,80 5.778.432 823.427 4.955.005 5% 3.379.200 3.210.240 1,80 5.778.432 823.427 4.955.005 5% 3.379.200 3.210.240 1,80 5.778.432 823.427 4.955.005 -27.452 -92.714 -73.032 -92.714 -73.032 -27.452 -54.903 -18.128 -19.682 -54.903 -18.128 -54.903 -18.128 -19.682 -54.903 -18.128 Empilhadeira 1 Empilhadeira 2 Usina de Concreto -265.250 -192.000 -300 -6.000 -1.400 -3.750 -2.000 -4.000 -800 -5.000 -50.000 -465.900 -333.563 -27.452 -18.128 -19.682 -39.365 -7.769 -19.941 -250.000 -25.000 -25.000 -200.000 Aluguel do terreno Água Luz 46.500 40000 3000 3000 168.000 120.000 12.000 12.000 168.000 120.000 12.000 12.000 168.000 120.000 12.000 12.000 168.000 120.000 12.000 12.000 168.000 120.000 12.000 12.000 Perda Estimada Capacidade de Produção/ano (Qtd Blocos) Unidades Vendidas/ano (Qtd Blocos) Preço de venda/unidade RECEITA BRUTA OPERACIONAL (-) Impostos (PIS, COFINS e ISS = 14,25%) RECEITA LÍQUIDA OPERACIONAL Investimentos (-) Investimento Iniciais Piso de Concreto Pás Luvas Óculos de proteção Vassouras Equipamentos de segurança Ar condicionado para escritório Sistema de segurança Computadores Equipamentos para o Laboratório (-) Investimento em Equipamentos Importados Máquina F24 Automática Molde - 14 x 19 x 39 cm Peças de Reposição Vibrador Gerador Tolva Pinça Modelo 4T24 (-) Investimento em Equipamentos Nacionais Custos (-) Custos Fixos Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 83 Telefone Material de Escritório 500 (-) Custos Variáveis Combustível & Lubrificantes Concreto Transporte Custo total de entrega por bloco (-) Custos Operacionais Operador Máquina de Blocos Operador Empilhadeira Ajudante comum para limpeza Operador da Usina de Concreto Laboratorista (-) Custos de Manutenção Despesas (-) Despesas Administrativas Diretor Industrial Gerente Comercial e Administrativo Depreciação (-) Depreciação dos Equipamentos LAIR (Lucro Antes do Imposto de Renda) (-) IR (34%) (+) Depreciação (despesa não-caixa) FLUXO ECONÔMICO (+) Financiamentos dos Equipamentos Importados (-) Prestações pagas pelo Financiamento dos Equipamentos Importados Juros de cada período (+) Benefício fiscal dos juros do Financiamento dos Equipamentos Importados (+) Financiamentos dos Equipamentos Nacionais e Piso de Concreto (-) Prestações pagas pelo Financiamento dos Equipamentos Nacionais e Piso de Concreto Juros de cada período (+) Benefício fiscal dos juros do Financiamento dos Equipamentos Nacionais e Piso de Concreto FLUXO ECONÔMICO-FINANCEIRO -1.027.650 -1.027.650 372.000 6.000 18.000 2.135.371 112.640 1.166.667 856.064 0,40 172.800 72.000 28.800 14.400 28.800 28.800 27.452 6.000 18.000 3.203.056 168.960 1.750.000 1.284.096 0,40 259.200 108.000 43.200 21.600 43.200 43.200 73.032 6.000 18.000 3.203.056 168.960 1.750.000 1.284.096 0,40 259.200 108.000 43.200 21.600 43.200 43.200 92.714 6.000 18.000 3.203.056 168.960 1.750.000 1.284.096 0,40 259.200 108.000 43.200 21.600 43.200 43.200 73.032 6.000 18.000 3.203.056 168.960 1.750.000 1.284.096 0,40 259.200 108.000 43.200 21.600 43.200 43.200 92.714 306.000 180.000 126.000 367.200 216.000 151.200 367.200 216.000 151.200 367.200 216.000 151.200 367.200 216.000 151.200 143.180 323.083 109.848 143.180 356.415 143.180 648.624 220.532 143.180 571.272 143.180 648.624 220.532 143.180 571.272 143.180 648.624 220.532 143.180 571.272 143.180 648.624 220.532 143.180 571.272 -157.382 52.718 17.924 -157.382 34.446 11.711 -157.382 12.982 4.414 -136.012 62.153 21.132 102.077 -136.012 48.226 16.397 305.986 -136.012 31.672 10.769 293.060 -136.012 11.997 4.079 439.339 571.272 390.000 -265.650 Fonte: Autor, 2012. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 84 Anexo 4 – Betas do mercado Industry Name Advertising Aerospace/Defense Air Transport Apparel Auto Parts Automotive Bank Bank (Canadian) Bank (Midwest) Beverage Biotechnology Building Materials Cable TV Canadian Energy Chemical (Basic) Chemical (Diversified) Chemical (Specialty) Coal Computer Software/Svcs Computers/Peripherals Diversified Co. Drug E-Commerce Educational Services Electric Util. (Central) Electric Utility (East) Electric Utility (West) Electrical Equipment Electronics Engineering & Const Entertainment Entertainment Tech Environmental Financial Svcs. (Div.) Food Processing Foreign Electronics Funeral Services Furn/Home Furnishings Healthcare Information Heavy Truck/Equip Makers Homebuilding Hotel/Gaming Household Products Human Resources Industrial Services Information Services Insurance (Life) Insurance (Prop/Cas.) Internet Machinery Maritime Medical Services Medical Supplies Metal Fabricating Number of Firms 28 63 40 48 47 19 418 7 40 34 120 47 24 10 17 31 83 25 247 101 111 301 52 37 23 25 14 79 158 17 75 31 69 230 109 9 5 30 26 8 24 52 22 24 137 26 31 67 180 114 53 139 231 30 Average Beta 1,79 1,15 1,21 1,35 1,78 1,50 0,75 0,86 0,96 0,92 1,13 1,33 1,43 1,14 1,28 1,51 1,37 1,59 1,06 1,27 1,22 1,11 1,14 0,79 0,78 0,73 0,75 1,32 1,13 1,65 1,72 1,39 0,85 1,37 0,87 1,14 1,22 1,67 0,94 1,94 1,39 1,76 1,17 1,44 0,96 1,10 1,39 0,92 1,11 1,22 1,37 0,88 1,02 1,44 Market D/E Ratio 36,55% 23,64% 52,64% 15,80% 24,67% 108,58% 85,86% 13,77% 69,03% 13,09% 13,24% 71,38% 68,40% 28,44% 18,75% 21,07% 23,06% 16,16% 4,68% 9,13% 99,77% 14,10% 4,58% 8,89% 96,84% 74,73% 83,18% 10,91% 18,40% 7,93% 37,99% 7,80% 41,13% 135,83% 28,98% 29,55% 50,78% 26,18% 4,86% 46,41% 89,05% 49,08% 18,38% 9,14% 26,26% 20,21% 18,28% 11,12% 1,57% 28,52% 138,71% 38,70% 11,48% 18,24% Unlevered Beta 1,36 0,97 0,86 1,20 1,46 0,80 0,43 0,78 0,61 0,83 1,01 0,82 0,94 0,91 1,12 1,30 1,14 1,39 1,02 1,18 0,67 0,98 1,10 0,75 0,45 0,48 0,48 1,21 0,97 1,56 1,30 1,29 0,62 0,65 0,71 0,94 0,90 1,37 0,91 1,42 0,76 1,25 1,03 1,35 0,79 0,95 1,21 0,85 1,09 0,99 0,60 0,67 0,93 1,26 Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 85 Metals & Mining (Div.) Natural Gas (Div.) Natural Gas Utility Newspaper Office Equip/Supplies Oil/Gas Distribution Oilfield Svcs/Equip. Packaging & Container Paper/Forest Products Petroleum (Integrated) Petroleum (Producing) Pharmacy Services Pipeline MLPs Power Precious Metals Precision Instrument Property Management Public/Private Equity Publishing R.E.I.T. Railroad Recreation Reinsurance Restaurant Retail (Special Lines) Retail Automotive Retail Building Supply Retail Store Retail/Wholesale Food Securities Brokerage Semiconductor Semiconductor Equip Shoe Steel (General) Steel (Integrated) Telecom. Equipment Telecom. Services Telecom. Utility Thrift Tobacco Toiletries/Cosmetics Trucking Utility (Foreign) Water Utility Wireless Networking Total Market 69 32 27 13 24 12 95 27 37 23 163 19 11 68 74 83 27 8 23 6 14 52 8 60 143 15 8 38 29 25 115 14 18 19 13 104 85 28 181 13 15 33 5 12 48 5.928 1,33 1,25 0,65 1,71 1,45 0,97 1,48 1,06 1,52 1,21 1,36 0,96 0,85 1,34 1,18 1,27 1,20 2,18 1,30 1,29 1,28 1,50 0,98 1,33 1,54 1,44 0,92 1,33 0,74 1,25 1,56 1,79 1,31 1,59 1,72 1,04 1,01 1,03 0,70 0,73 1,27 1,20 0,99 0,70 1,25 1,15 11,01% 34,98% 62,04% 46,80% 45,11% 75,32% 18,94% 44,52% 71,26% 18,37% 22,47% 20,38% 42,18% 98,86% 6,76% 11,20% 144,04% 104,42% 57,88% 30,86% 27,19% 37,21% 15,27% 16,09% 17,17% 27,52% 13,61% 25,22% 42,10% 149,83% 6,24% 5,84% 1,71% 23,47% 36,84% 10,71% 34,06% 84,06% 7,81% 21,57% 19,52% 42,14% 58,68% 77,89% 18,19% 36,04% 1,21 0,97 0,44 1,29 1,05 0,59 1,28 0,78 0,95 1,07 1,13 0,84 0,61 0,70 1,12 1,16 0,54 1,07 0,91 1,01 1,07 1,15 0,86 1,18 1,35 1,21 0,83 1,12 0,58 0,60 1,47 1,70 1,30 1,32 1,32 0,95 0,78 0,63 0,66 0,63 1,10 0,91 0,67 0,47 1,08 0,88 Fonte: http://people.stern.nyu.edu/adamodar/New_Home_Page/datafile/Betas.html Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação 86 Anexo 5 – Análise do Ponto de Equilíbrio Demanda Receita Custo Variável Custo Fixo Custo Total Lucro 0 0 0 168.000 168.000 -168.000 50.000 90.000 65.000 168.000 233.000 -143.000 100.000 180.000 130.000 168.000 298.000 -118.000 150.000 270.000 195.000 168.000 363.000 -93.000 200.000 360.000 260.000 168.000 428.000 -68.000 250.000 450.000 325.000 168.000 493.000 -43.000 300.000 540.000 390.000 168.000 558.000 -18.000 336.000 604.800 436.800 168.000 604.800 0 350.000 630.000 455.000 168.000 623.000 7.000 400.000 720.000 520.000 168.000 688.000 32.000 450.000 810.000 585.000 168.000 753.000 57.000 500.000 900.000 650.000 168.000 818.000 82.000 Fonte: Autor, 2012. Abertura de uma fábrica de blocos de concreto para alvenaria estrutural e de vedação