Bone mineral density in middle-aged women with HIV/AIDS: current aspects Abstract Resumo A incidência da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) é crescente entre mulheres. Porém, houve redução da mortalidade, que apresenta tendência à estabilidade após o advento da terapia anti-retroviral de alta atividade (TARV). Esses dois aspectos contribuem para que um número cada vez maior de mulheres com HIV/AIDS alcance o climatério. Nessa fase, mulheres com HIV/AIDS vão vivenciar o declínio da função ovariana, além das complicações da infecção viral e da TARV. Nesse contexto, um tema discutido é a densidade mineral óssea. A diminuição dos níveis de estrogênio e fatores relacionados à infecção pelo HIV e ao seu tratamento podem acelerar a perda de massa óssea entre mulheres na transição climatérica e na pós-menopausa. Considerando esse quadro, conduziu-se a presente revisão apresentando e discutindo aspectos relacionados à densidade mineral óssea em mulheres de meia-idade com HIV/AIDS. A prevenção e o tratamento da osteopenia/osteoporose são abordados, levando-se em consideração o estado atual do conhecimento. The incidence of human immunodeficiency virus (HIV) infection is growing among women. However, there has been a reduction in mortality with a trend towards stability since the advent of highly active antiretroviral therapy (HAART). An increasing number of HIV-infected women are reaching the climacteric due to these two contributing factors (decreased mortality rate and use of HAART). In this phase, women suffering from HIV/AIDS will experience a decline in ovarian function, in addition to complications caused by viral infection and HAART. In this context, the topic discussed is bone mineral density. A decrease in estrogen levels and factors related to HIV infection and its treatment may accelerate the bone loss rate among women going through the climacteric transition and postmenopausal period. In view of this clinical picture, the current review was carried out to present and discuss aspects related to bone mineral density in middle-aged women with HIV/AIDS. The prevention and treatment of osteopenia/ osteoporosis is addressed, taking into consideration the current state of knowledge. 1 2 3 AT U A L I Z A Ç Ã O Densidade mineral óssea em mulheres de meia-idade com HIV/AIDS: aspectos atuais Délio Marques Conde1 Aarão Mendes Pinto-Neto2 1 Waldemar Naves do Amaral 1 Marta Franco Finotti Rui Gilberto Ferreira1 Emanuela Torreão Brito e Silva3 Lúcia Costa-Paiva2 Palavras-chave HIV Climatério Densidade Óssea Osteoporose Terapia Anti-retroviral de Alta Atividade Menopausa Keywords HIV Climacteric Bone Density Osteoporosis Highly active antiretroviral therapy Menopause Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Universidade Federal de Goiás - UFG - Goiânia - GO Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - Campinas - SP Serviço de Geriatria, Hospital Geral de Goiânia - HGG - Goiânia - GO FEMINA | Julho 2008 | vol 36 | nº 7 Femina_Julho.indb 455 455 17.09.08 09:42:03 Densidade mineral óssea em mulheres de meia-idade com HIV/AIDS: aspectos atuais Introdução Atualmente, estima-se que existam 33,2 milhões de pessoas vivendo com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) no mundo. Destes, 15,4 milhões são mulheres.1 Aproximadamente 1,6 milhão de pessoas está na América Latina e mais de um terço desses 1 casos foi registrado no Brasil , que, a despeito da política de saúde pública, mantém elevada incidência da doença. Esse quadro devese basicamente ao aumento do número de casos entre mulheres, determinando a diminuição da razão entre os sexos, observando-se 2 15 casos masculinos para cada 10 femininos ou 1,5:1. No Brasil, a epidemia da AIDS apresenta tendência à pauperiza2 ção e feminização , ressaltando-se o aumento do número de casos entre mulheres de meia-idade. Acredita-se que o estereótipo de que a maturidade associa-se à diminuição do desejo sexual e, com isso, a mais baixo risco de infecção pelo HIV contribuiu para o aumento da incidência entre mulheres de meia-idade. Até há pouco tempo, pesquisadores ignoravam o fato de que essas mulheres formavam 3 um grupo de risco para infecção pelo HIV. A maioria dos estudos relacionados à saúde da mulher com HIV/AIDS incluiu predominantemente as jovens. Porém, há evidências de que aquelas na transição climatérica e na pós-menopausa sejam vulneráveis à infecção pelo HIV, destacando-se as alterações relacionadas à menopausa como fragilidade da mucosa vaginal e diminuição da lubrificação, menor probabilidade do uso de condom e de investigação laboratorial do 3 HIV. baixa percepção do risco de infecção, dificuldade em dialogar com seu parceiro sobre a prática de sexo seguro e pouco conheci4 mento sobre a transmissão e prevenção do HIV. Desde a introdução da terapia anti-retroviral de alta atividade (TARV), houve declínio da mortalidade por HIV/AIDS.5 Além da TARV, a melhoria da assistência médica, incluindo profilaxia de doenças oportunistas e diagnóstico em fases iniciais da doença, contribuiu para o aumento da sobrevida.5 Dessa forma, mulheres com HIV estão vivendo por mais tempo após o diagnóstico, possibilitando-se que vivenciem as modificações decorrentes do declínio da função ovariana. Esse quadro trouxe à discussão temas da saúde da mulher anteriormente não abordados no tema da infecção pelo HIV. Entre esses temas, destaca-se a avaliação da densidade mineral óssea (DMO) de mulheres na transição climatérica. Estudos indicam diminuição da DMO de mulheres 6-10 com HIV , talvez maior que entre as não infectadas. O objetivo do presente artigo foi apresentar e discutir dados atuais relacionados à DMO em mulheres de meia-idade com HIV/ AIDS. Para alcançar esse objetivo, realizou-se uma busca no Medline e Scielo no período entre 1980 e novembro de 2007, utilizandose os unitermos “AIDS, bone mass, bone mineral density, HIV, 456 hormone therapy, menopause, middle-aged women, osteoporosis”, além da revisão dos boletins epidemiológicos AIDS/DST do Ministério da Saúde do Brasil. Considerando a existência de poucas informações sobre determinados tópicos, estudos publicados na forma de resumos em congressos foram incluídos. Prevalência e fatores associados Recentemente, a baixa DMO foi reconhecida como uma complicação associada à infecção pelo HIV. Identificaram-se poucos estudos que incluíram apenas mulheres soropositivo na investigação 6-10 9 da DMO. Arnsten et al. demonstraram que a prevalência de baixa DMO foi significativamente maior em mulheres de meia-idade com HIV quando comparadas às soronegativo, 27% e 19%, respectivamente. A infecção pelo HIV associou-se independentemente à baixa DMO. Nesse estudo, maior idade, raça/etnia não-negra e baixo peso associaram-se à baixa DMO de mulheres soropositivo e, em contrapartida, o tempo de infecção viral, contagem de células CD4, classe e duração da TARV não influenciaram a DMO. Investigando a DMO de mulheres na pós-menopausa com 8 e sem HIV, Yin et al. verificaram que não houve diferença na prevalência de osteopenia, porém a osteoporose foi mais comum entre mulheres soropositivo quando comparadas a mulheres saudáveis de similar idade, raça/etnia e estado menopausal. Os autores relataram que a prevalência de osteoporose na coluna lombar foi de 42% em mulheres soropositivo e de 23% em controles históricos, enquanto no fêmur foi 10 e 1% em mulheres com HIV e controles históricos, respectivamente. Nesse estudo, o tempo de menopausa e o peso foram os mais importantes preditores da DMO na coluna lombar do que variáveis relacionadas à infecção e 8 11 ao tratamento do HIV. Vescini et al. investigaram a prevalência de alterações da DMO em 34 homens e 36 mulheres com HIV e média de idade de 41 anos. Esses autores referiram que não houve diferença na freqüência de osteopenia entre os sexos. Porém, a prevalência de osteoporose no fêmur foi de 17,6% em homens e 2,8% em mulheres, enquanto na coluna lombar foi de 17,6% em homens e não foi identificada entre mulheres. Etiologia A elucidação da patogênese da redução da DMO em pacientes com HIV/AIDS permite identificar fatores de risco modificáveis e novas opções terapêuticas. A seleção adequada de pacientes para rastreamento das alterações da DMO é necessária, o que será FEMINA | Julho 2008 | vol 36 | nº 7 Femina_Julho.indb 456 17.09.08 09:42:04 Densidade mineral óssea em mulheres de meia-idade com HIV/AIDS: aspectos atuais possível com a compreensão dos mecanismos que contribuem 12 para a ocorrência da osteopenia/osteoporose. Uma breve revisão do metabolismo ósseo possibilita que se compreendam alguns dos mecanismos pelos quais ocorre a diminuição da DMO entre pacientes com HIV/AIDS. A formação e a reabsorção óssea estão intimamente relacionadas e sincronizadas. A remodelação óssea depende da atividade integrada de osteoblastos e osteoclastos, determinando a massa óssea e o risco de fratura. Vale lembrar a importância do sistema osteoprotegerina (OPG), fator ativador NFKβ (RANK) e seu ligante (RANKL) no metabolismo ósseo. O RANKL é uma proteína produzida pelos osteoblastos, que se liga ao receptor RANK nas células precursoras de osteoclastos, induzindo sua diferenciação em osteoclastos e promovendo a reabsorção óssea. A OPG é um receptor solúvel, produzida pelos osteoblastos e que se liga ao RANKL, impedindo a interação RANK-RANKL e inibindo, assim, a osteoclastogênese. A etiologia das alterações da DMO em pacientes com HIV é multifatorial, envolvendo mecanismos moleculares complexos, que inclui alterações no sistema OPG/RANK/RANKL. Anti-retrovirais13 14 e fatores virais como a proteína gp 120 do invólucro viral e a 15 proteína viral reguladora (Vpr) podem interferir na interação RANK-RANKL, aumentando a atividade de osteoclastos. Durante o climatério, particularmente após a menopausa, adiciona-se a esses mecanismos o hipoestrogenismo, que contribui para acelerar a perda óssea. Assim, em mulheres de meia-idade com HIV, a diminuição da DMO resultaria da interação entre deficiência 8 estrogênica, TARV e fatores virais. Embora não esteja totalmente esclarecido, sabe-se que fatores relacionados ao HIV e à TARV e modificações no metabolismo da vitamina D estão envolvidos na redução da DMO.12 A despeito da evolução do conhecimento sobre os possíveis mecanismos envolvidos nas alterações da DMO entre mulheres com HIV, ainda existem aspectos a serem esclarecidos. Um deles refere-se à influência da associação entre níveis mais baixos de estrogênio e TARV na DMO de mulheres na pós-menopausa. inibidores da protease, outra classe de anti-retrovirais, apresentam efeitos heterogêneos. O indinavir pode inibir a maturação de oste18 oblastos , embora tenha sido descrita sua associação ao aumento 19 da DMO entre homens com HIV. O efeito do ritonavir na DMO permanece por ser definido, uma vez que foi descrito que ele inibe seletivamente a maturação e função de osteoclastos18; contudo, outros autores registraram aumento da diferenciação de osteoclastos em mulheres na pós-menopausa tratadas com TARV contendo 20 16 ritonavir. Brown e Qaqish , em metanálise de estudos de corte transversal, incluindo pacientes de ambos os sexos, verificaram prevalência de 15% de osteoporose em pacientes com HIV, três vezes maior do que em indivíduos não infectados. Os resultados dessa metanálise sugerem que pacientes em uso de TARV e, mais especificamente, de inibidores da protease apresentam maior prevalência de baixa DMO e de osteoporose. Nessa metanálise, a chance de desenvolver osteoporose foi 2,4 vezes maior entre usuários de TARV do que no grupo de não-usuários, entretanto diferenças entre os grupos tais como idade, duração da infecção pelo HIV e nível de imunossupressão não foram ajustadas. Outros 7,9 autores , avaliando apenas mulheres, não identificaram relação entre osteopenia/osteoporose e TARV. Confirmando a idéia de que a baixa DMO em mulheres com 10 HIV não resulta apenas da deficiência estrogênica, Dolan et al. referenciaram que o padrão de remodelação óssea nessas mulheres não é característico de hipoestrogenismo, descrevendo elevação dos marcadores de reabsorção óssea, sem aumento do índice de formação óssea. Teichmann et al.6, avaliando 50 mulheres com HIV não usuárias de inibidores da protease, relataram aumento significativo na reabsorção óssea e diminuição na formação óssea, retratando uma dissociação entre marcadores de formação e reabsorção óssea. Nesse mesmo estudo, a contagem de linfócitos CD4 e a duração da infecção pelo HIV não se correlacionaram com a DMO. Achado prévio sugere uma sincronização entre a formação e a reabsorção óssea durante a TARV, indicando um possível efeito benéfico dessa terapia no processo de remodelação óssea.21 A contribuição da TARV isoladamente para a redução da DMO não é consenso, o que poderá ser esclarecido em futuros estudos. Terapia anti-retroviral Os estudos sobre a relação entre a TARV e a DMO apresentam resultados conflitantes. Evidências de estudos in vitro e in vivo com modelos animais sugerem que alguns anti-retrovirais podem 16 ter efeito direto no metabolismo ósseo. Entre os anti-retrovirais, a zidovudina, um inibidor da transcriptase reversa análogo de nucle13 osídeo, demonstrou aumentar a atividade osteoclástica , enquanto o tenofovir pode impedir o processo de mineralização óssea.17 Os Tratamento da osteopenia/osteoporose A terapia ótima para mulheres com HIV na peri e pós-menopausa e alterações da DMO ainda não está estabelecida. Alguns estudos foram realizados com o objetivo de identificar essa terapia. Mondy et al.22 conduziram ensaio clínico aleatorizado em que 15 pacientes com HIV receberam alendronato (70mg/semana) FEMINA | Julho 2008 | vol 36 | nº 7 Femina_Julho.indb 457 457 17.09.08 09:42:04 Densidade mineral óssea em mulheres de meia-idade com HIV/AIDS: aspectos atuais e 16 não fizeram uso dessa medicação. Todas as participantes apresentavam alterações da DMO e receberam suplementos de cálcio (1000 mg/dia) e vitamina D (400 UI/dia). Ao final de 48 semanas, os autores constataram que o grupo tratado com alendronato, cálcio e vitamina D apresentou aumento de 5,2% da DMO na coluna lombar, enquanto no grupo tratado apenas 23 com cálcio e vitamina D o aumento foi de 1,3%. Negredo et al. investigaram o efeito do alendronato na DMO de 11 pacientes com osteoporose e compararam com um grupo de 14 pacientes sem alendronato. A pesquisa foi conduzida durante 96 semanas, porém com 48 semanas observou-se aumento da DMO na coluna lombar e após dois anos houve acréscimo da DMO no trocânter. 24 Guaraldi et al. procederam a estudo por 52 semanas em que os participantes receberam suplementos de cálcio e vitamina D com ou sem alendronato. Concluíram que o alendronato, em combinação com cálcio e vitamina D, aumentou a DMO na coluna lombar (4% em comparação com 3,7% no grupo-controle) e retardou a progressão da perda óssea no colo do fêmur (diminuição de 0,5% no grupo alendronato e de 3,5% no grupo-controle). Os investigadores relataram, ainda, que ambos os tratamentos foram bem tolerados, não sendo registrados efeitos adversos graves, e que não houve interação entre o alendronato e a TARV. Os trabalhos que mencionaram a ação do alendronato na DMO de pacientes com HIV incluíram amostras pequenas, compostas de homens e mulheres. Apesar dessas limitações, algumas sugestões de prevenção e tratamento podem ser elaboradas para minimizarse a perda de massa óssea em mulheres de meia-idade com HIV/ AIDS. A orientação inicial refere-se às mudanças do estilo de vida. A prática regular de exercícios físicos de moderada intensidade, interrupção do tabagismo e a redução do consumo de álcool, quando apropriadas, são recomendadas. A ingestão de alimentos ricos em cálcio e a exposição regular ao sol são indicadas. O tratamento farmacológico das alterações da DMO em mulheres com HIV/AIDS deve ser realizado com cautela, uma vez que os dados disponíveis são escassos.25 Estudos prévios22-24 relataram bons resultados com o uso do alendronato no ganho de massa óssea. Esses estudos confirmam os benefícios e a segurança do 25 alendronato em pacientes com HIV , além da suplementação com cálcio e vitamina D. Até o momento, não há dados sobre a ação de outros bifosfonatos na DMO de pacientes com HIV e, mais especificamente, de mulheres na pós-menopausa. O tratamento com raloxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio, deve ser avaliado com cautela em mulheres com HIV, considerando sua interação com o citocromo P45025. A terapia hormonal poderia minimizar a perda de massa óssea, porém seu uso não está definido entre mulheres com HIV/AIDS. 458 Considerações finais A abordagem da epidemia da AIDS em mulheres no climatério contempla duas linhas de ação. A primeira é conscientizar essas mulheres e os profissionais de saúde sobre a existência do risco de infecção, possibilitando intervenções efetivas de prevenção. A segunda refere-se ao rastreamento de condições relacionadas ao climatério que, em decorrência da infecção e da TARV, podem estar agravadas nessas mulheres. Alguns achados são consistentes nos estudos que investigaram a DMO de mulheres de meia-idade com HIV/AIDS. Um deles diz respeito à maior prevalência de baixa DMO entre mulheres soropositivo, tendo sido relatado que a infecção pelo HIV associou-se independentemente à menor DMO. Outro achado que vale ressaltar é a identificação de fatores de risco estabelecidos para osteopenia/osteoporose entre mulheres com HIV tais como tempo de menopausa e menos peso. Portanto, há evidências de que essas mulheres compartilhem com mulheres soronegativo fatores de risco para baixa DMO, indicando a necessidade de prevenção e tratamento para minimizar a morbidade associada à osteoporose. Modificações do estilo de vida que se mostraram benéficas para mulheres sem HIV podem reduzir as repercussões da infecção viral e de seu tratamento na DMO de mulheres de meia-idade soropositivo. O uso de alendronato, cálcio e vitamina D demonstrou ser efetivo e seguro na manutenção da DMO em mulheres com HIV. Terapias que proporcionam ganho de massa óssea nas não-infectadas podem ter ação semelhante na DMO de mulheres na pós-menopausa com HIV/AIDS. Porém, não se identificaram estudos que avaliaram a segurança e a efetividade dessas terapias em mulheres soropositivo. São necessários estudos que identifiquem mais opções terapêuticas para osteoporose em mulheres de meiaidade com HIV/AIDS e que considerem as possíveis interações farmacocinéticas com a TARV. Os dados disponíveis não permitem incluir mulheres com HIV no rastreamento de rotina de alterações da DMO. A identificação dos fatores de risco para osteoporose possibilitará a seleção adequada das pacientes que se beneficiarão da densitometria óssea. O momento oportuno para iniciar a terapia da osteopenia/ osteoporose não está determinado. Levando-se em consideração os vários aspectos apresentados, possivelmente o tratamento deve ser iniciado em fase mais precoce do que o padronizado para a população geral. Futuros estudos prospectivos poderão responder esses questionamentos. FEMINA | Julho 2008 | vol 36 | nº 7 Femina_Julho.indb 458 17.09.08 09:42:04 Densidade mineral óssea em mulheres de meia-idade com HIV/AIDS: aspectos atuais Leituras suplementares 1. Joint United Nations Programme on HIV/AIDS [homepage on the Internet]. 2007 AIDS epidemic update. Geneva: UNAIDS; 2007 Dec [Cited 2007 Dec 04]. Available from: http://data.unaids.org/ pub/EPISlides/2007/2007_epiupdate_en.pdf 15. Fakruddin JM, Laurence J. HIV-1 Vpr enhances production of 2. Brasil. Ministério da Saúde [homepage on the Internet]. Boletim osteopenia and osteoporosis: a meta-analytic review. AIDS. 2006; 20(17):2165-74. Epidemiológico AIDS/DST - 01ª à 26ª semanas epidemiológicas, 2006 [cited 2007 Nov 30]. Available from: http://www.aids.gov. br/data/documents/storedDocuments/%7BB8EF5DAF-23AE-4891AD36-1903553A3174%7D/%7B6B12D137-92DF-4CF5-A35A482AED64CBC0%7D/BOLETIM2006 internet.pdf 3. Sormanti M, Shibusawa T. 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