5º ANO – 2015/2016
ATELIER 3A – ESPAÇO PÚBLICO
Rute Carlos, Professora Auxiliar
PROGRAMA
O programa do Atelier 3A contempla um único exercício prático “O Espaço Público de SINES” que tem como
objectivo propor alternativas de intervenção a partir de uma reflexão crítica da função, da imagem e das distintas
apropriações do espaço público.
O exercício desenvolver-se-á no âmbito do Concurso Prémio Universidades Trienal de Lisboa Millennium bcp 2016,
“SINES: NÚCLEO URBANO, INDÚSTRIA E ESTRUTURA PORTUÁRIA”, de acordo com o estipulado no regulamento
do concurso: http://www.trienaldelisboa.com/pt/#/news/concursouniversidades2016.
O exercício implica, em primeiro lugar, uma posição crítica perante o sistema de espaços colectivos da cidade
consolidada e uma exploração das novas formas de apropriação colectiva nos espaços de fronteira entre a cidade e
a linha de costa. As conclusões deverão ser formalizadas num projecto alargado que contemple, entre possíveis
questões, a articulação entre espaços com distinta matriz (urbano/industrial/rural), o desenho e a transversalidade
de escalas, a flexibilidade e a complementaridade como oportunidades, as relações entre espaços de distinto
domínio (público/privado), etc... e que proponha soluções construtivas concretas que incluem, entre outros, as
infraestruturas e o mobiliário urbano.
O exercício desenvolver-se-á em grupos de quatro alunos e dividir-se-á em três fases:
1ª fase, ANÁLISE. A partir da exploração do lugar os alunos deverão construir uma narrativa (crítica e selectiva) que
sintetize a problemática do lugar e que aponte já uma ideia/estratégia de intervenção.
2ª fase, ESTRATÈGIA. A partir da exploração da ideia, os alunos deverão desenvolver a capacidade de transformação
que implica uma intervenção no espaço público.
3ª fase, PROJECTO. A estratégia formulada concluir-se-á com a definição formal e construtiva de uma ou várias
intervenções propostas.
Cada fase implica a elaboração, a entrega e a apresentação pública de um documento que registe o processo
utilizando todo o material necessário para uma comunicação gráfica eficiente (desenhos, gráficos, organigramas,
fotografias, cartografia própria, esquemas, maquetas, vídeo, etc.). A apresentação final será formatada de acordo
com o regulamento do concurso.
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM
Seleccionar ferramentas de Investigação específica no âmbito do espaço público, a cidade e a sua imagem colectiva.
Desenvolver uma ideia de intervenção tendo em vista a realização de um exercício projectual de síntese.
Resolver um exercício projectual e explorar a sua representação com peças desenhadas, escritas, imagens...
Explicar e argumentar sobre o exercício projectual realizado.
BIBLIOGRAFIA
AA.Vv.In Favour of Public Space. Ten Years of the European Prize for Urban Public Space. Actar, Centre de Cultura
Contemporània de Barcelona
AA.Vv. A+T 37: Strategy Space. Landscape Urbanism Strategies. A+T architecture publishers. 2011
AA.Vv. A+t 38: Strategy and Tactics in Public Space. A+T architecture publishers. 2012
CALVINO, I., Six Memos for the Next Millennium. London: Jonathan Cape. 1993
CARERI, F., Walkscapes. El andar como práctica estética. Barcelona: Gustavo Gili (Land&ScapeSeries). 2002.
DELGADO, M. El animal público. Hacia una antropología de los espacios urbanos. Barcelona: Anagrama (Colección
Argumentos). 1999
JACKSON, J. B. A sense of Place, a sense of Time. Yale University Press. New Haven and London, 1994
KOOLHAAS, R. La ciudad genérica. Barcelona: Editorial Gustavo Gili. 2006
LYNCH, K. La imagen de la ciudad. Barcelona: Gustavo Gili, Reprints. 1998
MAROT, S., Suburbanismo y el arte de la memoria. Barcelona: Gustavo Gili. 2006.
PEREC, G. Espèces d’espaces. Paris: Galilée. 1974. (Ed. espanhola, Especies de espacios. Barcelona:
Montesinos.1999)
SOLÀ-MORALES, I. Territorios. Editorial Guatavo Gili. Barcelona , 2002
VENTURI, R.; BROWN, D. S.; IZENOUR, S. Aprendiendo de las Vegas. El simbolismo olvidado de la forma
arquitectónica. Barcelona: Gustavo Gili, Reprints. 1998 (1ª ed., 1978)
Específica
ALEMANY, J.; BRUTTOMESSO, R. (ed.).The Port of the XXIst Century, Veneza: RETE, 2011
BAUDOUIN, T; COLLIN, M.; PRELORENZO, C. Urbanité de cites portuaires, Paris: l’Harmattan, 1997
HEIN, C. (ed.); Port Cities. Dynamic: Landscape and Global Networks. London: Routledge, 2011
IVANČIĆ, A. Energyscapes. Barcelona: Gustavo Gili (Land&ScapeSeries). 2011
MEYER, H. City and Port. Urban Planning as a Cultural Venture in London, Barcelona, New York and Rotterdam:
changing relations between public urban space and large-scale infrastructure. Utrecht, International Books. 1999
BECHER, B.; BECHER, H. Industrial landscapes. Cambridge: Mit Press. 2002
BREEN, A.; RIGBY, D. The new waterfront: a worldwide urban success story. London: Thames and Hudson. 1996
BRUTOMESSO, R. (dir.). Water and Industrial Heritage. Venice: Marsilio Editori.1999
HAUPTMANN, D. (ed.). Cities in Transition. Rótterdam: 010 Publishers. 2001
ROSELL, Q. Después de/afterwards: [rehacer paisajes = remaking landscapes]. Barcelona: Gustavo Gili. 2001
MÉTODOS DE ENSINO
Ensino prático/laboratorial com acompanhamento individual, de grupo e colectivo. Elaboração de trabalhos de
grupo e individuais, de acordo com as fases do exercício: Análise, Estratégia e Projecto. Elaboração de sínteses de
cada fase através da realização de pontos de situação e de entregas formais, com apresentação e discussão no
colectivo da turma. Realização de sessões de debate (aulas teóricas in situ ou na sala) sobre temas decorrentes do
desenvolvimento do exercício.
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO
O sistema de avaliação será contínuo. A avaliação terá como base as sessões de acompanhamento individual e em
grupo dos trabalhos, a sua exposição colectiva assim como as entregas formais. As entregas formais pressupõem a
apresentação oral e gráfica dos trabalhos. A Entrega fora de prazo ou a não apresentação oral e gráfica do trabalho,
quando não forem devidamente justificados, implica a classificação de reprovado à disciplina. Serão atribuídas
classificações no final de cada entrega formal do exercício, sendo a nota final resultado da síntese do
aproveitamento do semestre. Será obrigatório a assistência a 2/3 das aulas previstas. As práticas fraudulentas
sujeitam-se às regras desta instituição.
5º ANO
ATELIER III - Turma B (Patologia e Reabilitação) – 2015/2016
Docente: Vincenzo Riso
PROGRAMA
A partir da década dos anos 80 os chamados monumentos da arquitetura moderna, ou seja aqueles edifícios que
a simbolizam na história, foram justamente objeto de experiencias de ensaio de específicas práticas de análise e
intervenção finalizadas à sua conservação. Destes casos aplicativos emergiu indiscutivelmente a importância da
compreensão das relações entre projeto e tecnologia, materiais e cultura da construção, de facto determinantes
aquela específica realidade material de cada obra, que agora interessa preservar. No âmbito das temáticas do
envelhecimento tecnológico e do declínio material dos edifícios construídos ao longo do Nove-cento entende-se
necessário proporcionar uma experiencia de Projeto de Arquitetura, que tenha como essência, não apenas a
resolução consciente dos aspetos construtivos e funcionais, mas também a reflexão crítica sobre temas
emergentes e fundamentais do pensamento contemporâneo com estes relacionados.
A descrição sistemática e o diagnostico das formas de patologia dos manufactos construídos no século xx, através
dos chamados materiais modernos quais ferro betão e vidro, é uma chave de leitura que não pode ficar separada
da interpretação histórico-critica, que é indispensável para imaginar um coerente prolongamento da duração da
vida dos edifícios; quer dizer em função da definição de uma estratégia de conservação e/ou restauro oportuna e
respeitosa do objeto de intervenção.
Em termos de conteúdos os objetivos do programa podem ser traduzidos na elaboração de um novo conceito de
conservação do edificado, que se possa tornar aplicável á um âmbito muito mais amplo daquele, até agora mais
ou menos limitado, do património histórico.
Para este efeito, um edifício do património da Arquitetura do Movimento Moderno será assumido como caso
exemplar de ensaio com vista a elaboração de uma proposta de projeto, que, em continuidade com a ideia
construída do projeto original, possa concretizar uma sustentável possibilidade de adaptação tecnológica e
funcional. O exercício partirá da análise e interpretação dos sistemas construtivos existentes para depois definir a
sua adequação através da investigação de um novo programa de uso.
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM
a) Estimular a capacidade de interpretação da arquitetura para gerar soluções projetais eficientes e coerentes;
b) Fomentar uma atitude operativa enquadrada nos contextos social, económico e de eco-sustentabilidade;
c) Adquirir sensibilidade para os valores expressivos dos aspetos tecnológicos da construção;
d) Construir uma visão crítica do pensamento contemporâneo em arquitetura e construção.
BIBLIOGRAFIA
-Campo Baeza, Alberto (Editor), La Ideia Construida, COAM Madrid, 1996.
-Giedion, Sigfrid. Space, Time and Architecture. The Growth of a New Tradition.,Cambridge, Mass.: Harvard
University Press, 1962.
-Frampton, Kenneth, Studies in Tectonic Culture: The Poetics of Construction in Nineteenth and Twentieth Century
Architecture, MIT Press London and Cambridge (Mass.), 2001.
-Hammer, Ivo, The white cubes haven't been white. Conservators of the HAWK University of Applied Sciences and
Arts in Hildesheim are investigating the facades of the Tugendhat House in Brno, in: Biuletyn. Journal of
Conservation-R-estoration/Informacyjny Konserwatorow Dziel Sztuki, Vol. 15, Nr. 1 (60), 2005, S. 32-35.
-Henket, Hubert-Jan & Heynen, Hilde (eds.), Back from Utopia: The Challenge of the Modern Movement, 010
Publishers, Rotterdam, 2002.
-Kairamo, Maija; Mustonen, Tapani; Svetelnikova, Tatyana; Wedebrunn, Ola (Eds.). Alvar Aalto Vyborg Library –
Technology of Sensations. Technology Workshop and Seminar on Case Study. Copenhagen: Royal Danish
Academy of Fine Arts, in cooperation.
-V. Riso,(edizione, traduzione italiana e commento) del saggio W. Jonge de, “Una nuova vita per i monumenti
moderni” in M.C. Torricelli, A. Lauria, V. Riso (a cura di), Ricerca Tecnologia Architettura – un diario a più voci,
Edizioni Ets, Pisa, 2008, pp. 186-215.
-V. Riso, “The Polana High School; A modern building recovering case study in Mozambique”, in Tostões, Ana
(editor), Modern Architecture in Africa: Angola and Mozambique, ICIST/Tecnico, Lisbon 2014, pp. 390-397.
-V. Riso, B. Di Cristina, “Saving the Modern ‘Without Rhetoric’”, in Proceedings of the twelwe international
Docomomo conference: The Survival of the Modern from coffee cup to plan, Helsinki, 7-10, August 2012, pp.
214-218, Bookwell Oy, Porvoo, 2013.
MÉTODOS DE ENSINO
Prática Laboratorial
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO
A avaliação é contínua e terá como base as sessões de acompanhamento individual dos trabalhos, a sua exposição
colectiva assim como as entregas formais.
As entregas formais pressupõem a apresentação oral e gráfica dos trabalhos.
O exercício será articulado em duas fases, com respetivas classificações; correspondendo à 1ª fase 30% e à 2ª fase
70% da nota final.Será obrigatória a assistência a 2/3 das aulas.
5º ANO
Atelier 3C: Programas Emergentes – 2015/2016
José Capela
PROGRAMA
Como tem sido hábito, a UC incidirá sobre um concurso destinado a estudantes de arquitetura – desta vez o
Prémio Universidades Trienal de Lisboa Millennium BCP, promovido pela Trienal de Arquitetura de Lisboa 2016.
Será desenvolvido apenas um exercício, faseado ao longo do semestre.
O concurso tem como objeto uma grande parcela de território do concelho de Sines. De acordo com
as bases do concurso, “[o] conjunto industrial de Sines, que inclui porto de pesca e porto comercial, central
termoelétrica e refinaria, é um mote para debater o valor sócio-político da indústria e a capacidade da Arquitetura
para ativar esse potencial latente”.
No âmbito específico desta UC, o vasto território do concurso será tratado, não apenas como objeto
de possíveis intervenções arquitetônicas, mas também como laboratório para ensaiar de modo especulativo o
que pode ser um “projeto” e os seus instrumentos, o que pode ser um arquiteto e as suas valências e, sobretudo,
de que modo os contornos da disciplina podem ser deslocados de acordo com o quadro de valores que lhe é
subjacente.
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM
-
conhecer ferramentas de concepção/produção de um “projeto”, desde as mais canónicas às mais
transdisciplinares ou post-medium;
-
selecionar ferramentas de concepção/produção adequadas a uma intenção e a uma circunstância
específicas;
-
selecionar formas de representação ou apresentação de um “projeto”, em função da sua especificidade;
-
explicar, com um discurso articulado e instruído, o “projeto”.
BIBLIOGRAFIA
C. Greig CRYSLER, Stephen CAIRNS, Hilde HEYNEN (eds.), The Sage Handbook of Architectural Theory,
Thousand Oaks: Sage, 2012; Rosalind KRAUSS, “Sculpture in the Expanded Field”, October, vol. 8 (primavera
1979), pp. 30-44; Rosalind KRAUSS, A Voyage on the North Sea: Art in the Age of the Post-Medium Condition,
New York: Thames & Hudson, 1999; Peter OSBORNE (ed.), Conceptual Art, London: Phaidon, 2002; Jane
RENDELL, Art and Architecture: A Place Between, London/New York: I.B. Tauris, 2006; Jane RENDELL,
Jonathan HILL, Murray FRASER e Mark DORRIAN (eds.), Critical Architecture, Oxon: Routledge, 2ª ed., 2008; A.
Krista SYKES (ed.), Constructing a New Agenda: Architectural Theory 1993-2009, New York: Princeton
Architectural Press, 2010; Bernard TSCHUMI e Irene CHENG (eds.), The State of Architecture at the Beginning of
the 21st Century, New York: Monacelli, 2004.
De acordo com as opções que forem determinando a natureza dos vários trabalhos (designadamente de acordo
com os territórios temáticos e disciplinares explorados), será indicada outra bibliografia.
MÉTODOS DE ENSINO
O exercício será desenvolvido, primeiro em grupos alargados, depois em grupos reduzidos e terminará com
propostas individuais. Centrada na prática laboratorial que conduzirá às propostas finais, a UC será pontuada por
exercícios intercalares que visam a instrução reflexiva dessa prática. Nesse processo os conteúdos desta UC
serão relacionados com od das UCs “Seminário: Programas Emergentes” e “Obrigatória: Crítica da Arquitectura
Contemporânea”.
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO
A avaliação é contínua, considerando-se: (1) o acompanhamento quotidiano dos trabalhos; (2) o progresso dos
trabalhos manifesto nos pontos de situação; (3) o resultado final alcançado. É obrigatória a assistência a 2/3 das
aulas.
5º ANO
SEMINÁRIO III - Turma A Espaço Público 2015/2016
Cidália Ferreira Silva (coord.)/ Miguel Sopas Bandeira
PROGRAMA
O programa do Seminário estabelece-se em relação directa com Atelier 3 Espaço Público, procurando enriquecer
o caso prático com reflexões teóricas e com experiências de projecto. O seu conteúdo sairá do campo estrito da
arquitectura para procurar noutras disciplinas matéria complementar e essencial ao entendimento do espaço
público.
Com este objectivo propõe-se convidar especialistas nas áreas da sociologia urbana, geografia, paisagismo,
engenharia, história e outras, no sentido de enriquecer o conteúdo do trabalho prático, dando-lhe uma maior
abrangência.
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM
Legitimar a ética: o uso público/interesse público.
Identificar os elementos /sistemas que concorrem para a construção e identificação do espaço público.
Afrontar a interdisciplinaridade: o contributo para a construção, gestão e utilização do espaço público.
BIBLIOGRAFIA
AAVV In Favour of Public Space. Ten Years of the European Prize for Urban Public Space. Actar, Centre de
Cultura Contemporània de Barcelona
CARERI, F., Walkscapes. El andar como práctica estética. Barcelona: Gustavo Gili (Land&ScapeSeries). 2002.
DELGADO, M., 1999. El animal público. Hacia una antropología de los espacios urbanos. Barcelona: Anagrama
(Colección Argumentos).
GEHL,J.; GEMZOE, L.; Nuevos Espacios Urbanos, Editorial Gustavo Gili Barcelona 2002
JACKSON, J. B. A sense of Place, a sense of Time. Yale University Press. New Haven and London, 1994.
KOOLHAAS, R. La ciudad genérica. Editorial Gustavo Gili, Barcelona, 2006.
LYNCH, K., La imagen de la ciudad. Barcelona: Gustavo Gili, Reprints. 1998.
---------------- What Time is this Place? Cambridge, Massachusetts: The MIT Press. 1972
MAROT, S., Suburbanismo y el arte de la memoria. Barcelona: Gustavo Gili. 2006.
PORTAS, N. A cidade como arquitectura, Livros horizonte, 2007.
PORTAS,N.; DOMINGUES, A.; CABRAL, J.; Politicas Urbanas, Tendências, estratégias e Oportunidades.
Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa 2004
SMITHSON, A. e P., The charged void: urbanism. ed Monacelli Press, 2005.
SOLÀ-MORALES, I. Territorios. Editorial Guatavo Gili. Barcelona , 2002
SOLÀ-MORALES, M. Deu lliçons sobre Barcelona: Els episodis urbanístics que han fet la ciutat moderna.
VENTURI, R.; BROWN, D. S.; IZENOUR, S., Aprendiendo de las Vegas. El simbolismo olvidado de la forma
arquitectónica. Barcelona:Gustavo Gili, Reprints. 1998 (1ª ed., 1978).
MÉTODOS DE ENSINO
Teórico prática
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO
O método de avaliação será contínuo e terá como critérios:
A participação oral nas aulas.
A produção de um relatório crítico sobre uma problemática pertinente do Espaço público contemporâneo.
A Entrega fora de prazo ou a não apresentação oral e gráfica do trabalho, quando não forem devidamente
justificados, implica a classificação de reprovado à disciplina.
Será obrigatória a assistência a 2/3 das aulas.
5º ANO
Seminário 3 – 2015/16
Turma B (Patologia e Reabilitação)
Barroso Aguiar
Isabel Valente
Sandra Silva
PROGRAMA
O programa contempla estudo das patologias dos edifícios, incluindo a sua descrição, diagnóstico e
identificação das causas. Será abordada a conservação e manutenção dos edifícios como forma de
evitar o aparecimento de patologias e aumentar a sua durabilidade. Serão analisadas e discutidas
soluções para a reabilitação de edifícios. Na análise e discussão das soluções para a reabilitação
serão tidos em conta aspectos de sustentabilidade da construção.
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM
Aplicar conhecimentos de patologia dos edifícios
Identificar as causas das anomalias dos edifícios
Aplicar conhecimentos de reabilitação dos edifícios
Seleccionar técnicas de reabilitação de edifícios
Aplicar conhecimentos de restauro dos edifícios
Aplicar conhecimentos de conservação e manutenção
Aplicar conhecimentos de durabilidade das construções e gestão para a sustentabilidade
BIBLIOGRAFIA
L. Uzielli, Restoring timber structures, 1995.
R. C. Anderson, Structural Steel Design, American Society for Metals, 1989.
Associação Portuguesa da Indústria Cerâmica, Manual de alvenaria de tijolo, Coimbra, 2000.
Laboratoire Central des Ponts et Chaussées - Choix et application des produits de réparation et de
protection des ouvrages en béton,
Guide technique, Paris, 1996.
Kinloch, A. J. – Durability of structural adhesives, Applied Science Publishers, London, 1983.
American Concrete Institute - Causes, evaluation, and repair of cracks in concrete structures,
Committee 224, Detroit, Michigan,
1993.
S. M. Johnson, Deterioration, Maintenance and Repair of Structures, McGraw-Hill 1981.
P. H. Emmons, Concrete Repair and Maintenance Illustrated, R.S. Means Company, Inc., 1993.
L. A. Barros, As Rochas dos Monumentos Portugueses – Tipologias e Patologias.
MÉTODOS DE ENSINO
Teórico-prático.
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO
Trabalho 1 (33,3%). Trabalho 2 (33,3%). Trabalho 3 (33,3%).
5º ANO
Unidade Curricular: Seminário 3C- Programas Emergentes – 2015/2016
Nome docente: Luís Miguel Soares Guimarães
PROGRAMA
O programa da unidade curricular Seminário 3 - Programas Emergentes, tem como tema central a prossecução
do direito universal a uma solução habitacional adequada para todos. Pretende-se, no contexto da disciplina e da
sua indelével responsabilidade social, promover a análise, discussão e proposta de intervenções dirigidas a
populações carenciadas. Propostas essas que fomentem a equidade social, a responsabilidade ambiental e o
desenvolvimento humano a partir do potencial inerente à arquitectura enquanto prática espacial.
A abordagem inicial à temática é desenvolvida a partir duma breve releitura de factos e modelos relevantes na
história da arquitectura desde de uma perspectiva sócio-espacial. Alonga-se mais profundamente na análise crítica
de diversos modelos contemporâneos, consolidados ou emergentes, fundamentalmente dentro de cidades
capitalistas mas atendendo também a outros contextos do globo.
Esta U.C. dá suporte teórico ao Atelier 3 de igual nome.
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM
No final da frequência o aluno deverá dispor de um conhecimento abrangente, ainda que genérico, de múltiplas
perspectivas de actuação existentes para a promoção de equidade social na prática projectual, em particular no que
se refere a programas habitacionais no contexto da cidade capitalista. Deverá também ser capaz de desenvolver
níveis de investigação elementares para a prática profissional – sobre os sistemas de propriedade e exploração dos
solos e do construído, bem como dos recursos naturais, energéticos e tecnológicos disponíveis, sob a especificidade
das relações sociais existentes ou emergentes num determinado contexto – conducentes à abordagem crítica de
programas de intervenção e sua aplicação prática submetida às condições de uso.
BIBLIOGRAFIA
AA.VV. Eco-barrios en Europa. Nuevos entornos residenciales. EMV. Madrid. 2006
BELL, Bryan. Wakeford, Katie (Ed.). Expanding Architecture. Design As Activism. Metropolis. Singapore. 2009
BULLOCK, Nicholas. Building the Post-war World. Modern Architecture and Reconstruction in Britain. Routledge.
London. 2002
BULLOCK, Nicholas. READ, James. The movement for housing reform in Germany and France 1840-1914.
Cambridge University Press. Cambridge. 1985
BUSQUETS, Joan. La Urbanización Marginal. UPC. Barcelona. 2005 (1976)
DRUOT, Frederic. LACATON, Anne. VASSAL, Jean-Philippe. plus. Gustavo Gili. Barcelona. 2007
DEAN, Mitchell. Governmentality. Power and Rule in Modern Society. SAGE. London. 2010 (1999)
DEHAENE, Michiel, De CAUTER, Lieven. Heterotopia and the City. Public Space in a postcivil society.
Routledge. New York. 2008
HEINEN, Hilde. Architecture and Modernity. A Critique. The MIT Press. Cambridge. 1999
HEINEN, Hilde. Baydar, Gülsüm (Ed.). Negotiating Domesticity. Spatial Productions of Gender in modern
Architecture. Routledge. Oxford. 2005
HOWARD, Ebenezer. Garden Cities of To-Morrow. The MIT Press. Cambridge. 1965 (1902)
McGUIRK, Justin. Ciudades Radicales. Un viaje a la nueva arquitectura latinoamericana. Turner Noema. Madrid.
2014
MOYA, Luis (Ed.). Vivienda Reducida. Mairea. Madrid. 2007
MOYA, Luis (Ed.). La Vivienda Social en Europa. Mairea. Madrid. 2008
ONU. Documento final da II Conferencia das Nações Unidas - HÁBITAT II. Istambul (Turquia), Junho de 1996
PANERAI, Philippe et al. Urban Forms. The Death and Life of the Urban Block. Architectural Press. Oxford. 2005
(1977)
PORTAS, Nuno. Os tempos das Formas. Vol. I: A Cidade Feita e Refeita. DAAUM. Guimarães. 2005:
RYKWERT, Joseph. On Adam’s House in Paradise. The idea of the primitive hut in architectural history. The MIT
Press. Cambridge. 1971
SADLER, Tom. The Situationist City. The MIT Press. Cambridge.1999
SOLA-MORALES, Manuel. Las Formas de crecimiento urbano. Edicions UPC. Barcelona. 1997
TAFURI, Manfredo. Progetto e Utopia. Laterza. Bari. 2007 (1973)
ZALUAR, Alba; ALVITO, Marcos (orgs). Um século de Favela. FGV. Rio de Janeiro. 2006 (1998)
MÉTODOS DE ENSINO
Teórico-prática
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO
O sistema de avaliação adoptado é contínuo. Serão realizados dois exercícios de avaliação por frequência, um
de grupo (análise de um conjunto habitacional de interesse social) e outro individual (relacionado com um livro da
bibliografia). Contará também para a avaliação como ponderação da classificação final: a assiduidade às aulas; a
participação na discussão colectiva e a introdução crítica de material novo em articulação com o programa dado.
Relação percentual para a avaliação: Exercício de grupo (60%) + Exercício individual (20%) + Ponderação (20%).
Escola de Arquitectura
5ºano_Obrigatória 3A Do Espaço Público ao Colectivo (1º Semestre) 2015/2016
Ivo Oliveira, arquitecto
Programa
A presente Unidade Curricular situa o seu campo de estudo nas questões do espaço público. O
programa da UC é considerado um instrumento de apoio ao desenvolvimento do processo
projetual do espaço público, nomeadamente o que será desenvolvido na UC Atelier 3A.
A UC é um espaço de reflexão, crítica e descoberta das temáticas e ferramentas próprias à
interpretação e intervenção no espaço público. Proceder-se-á ao reconhecimento e
caracterização da sua crescente complexidade com o objectivo de desenvolver nos alunos a
capacidade de questionamento das práticas contemporâneas que, recorrendo a um conjunto
restrito de modelos, tendem a anular a possibilidade de leitura e desenvolvimento de soluções
que emanam dos lugares ou de práticas mais experimentais. Através da análise de intervenções no
espaço público contemporâneo e da leitura de textos críticos o aluno reconheça criticamente no
espaço contemporâneo uma multiplicidade de processos, métodos, estratégias, soluções
tipológicas ou organizações funcionais .
Resultados de Aprendizagem
No final do semestre, pretende-se que o aluno, individualmente e em grupo, revele capacidades
de: 01.Caracterizar os principais conceitos, processos e autores que integram uma noção
contemporânea de espaço público; 02.Pesquisar, organizar e produzir informação sobre os casos
de estudo; 03. Construir um discurso crítico relativo às metodologia de projecto, estratégias e
soluções formais, funcionais e materiais dos casos de estudo; 04. Expor coerentemente as ideias
desenvolvidas; 04.Seleccionar ferramentas de Investigação específica no âmbito do espaço
público, a cidade e a sua imagem colectiva.
Bibliografia disponível nas bibliotecas da UM
AAVV (1999), La arquitectura del espacio público: formas del pasado formas del presente, Junta de
Andalucia
ANGLÉS, Magda (2010) In favour of public space: ten years of the European prize for urban pubic space,
Barcelona, Actar.
AUGÉ Marc (1994) Não-Lugares. Introdução a uma Antropologia da Sobremodernidade, Lisboa, Bertrand
Editora.
BORJA, Jordi (2003) El espacio público: ciudad y ciudadania, Barcelona, Diputció de Barcelona.
BRANDÃO Pedro; REMESAR, Antoni (2005) O espaço público e a interdisciplinaridade, Lisboa,
Centro Português de Design.
BRANDÃO Pedro; REMESAR, Antoni (2005) Design de espaço público : deslocação e proximidade,
Lisboa, Centro Português de Design.
BRANDÃO Pedro (2002) O chão da cidade: guia de avaliação do design de espaço público, Lisboa, Centro
Português de Design.
CASTELLS, Manuel (1996) La era de la información: economía, sociedad y cultura 3vol, Madrid, Alinza
editorial.
CERASI, Maurice (1990) El espacio colectivo de la ciudad : construcción y disolución del sistema público en la
arquitectura de la ciudad moderna, Barcelona, Oikos-Tau.
GEHL, Jan (2006) La humanización del espacio urbano: la vida social entre los edificios, Barcelona,
Editorial Revertè.
HOLDEN, Robert (1996) Diseño del espacio público internacional, Barcelona, Gustavo Gili.
LYALL, Sutherland (1991) Lansdscape: Diseño del espacio público: parques, plazas, jardines, Barcelona,
Gustavo Gili.
SILVA, Filipe Carreira da (2002), Espaço público em Habermas, Lisboa, Imprensa de Ciências
Sociais.
SOLÀ-MORALES, Manuel de (2008), De cosas urbanas, Barcelona, Gustavo Gili.
Bibliografia não disponível nas bibliotecas da UM
HOLDEN, Robert (2003), Nueva arquitectura del paisage, Barcelona, Gustavo Gili.
CAROMINA, Mathew; HEATH, Tim; TIESDELL, Steve (2010) Public Places Urban Spaces,
London, Routledge.
DELGADO, Manuel (2001) Memória y Lugar: El espacio público como crisis de significado, Valência,
Ediciones Generales de Construcción.
DELGADO, Manuel (2011) El espacio público como ideología Madrid, Editorial La Catarata.
TOUSSAINT J.Y ; ZIMMERMANN M.(2001) User, observer, programmer et fabriquer l’espace public,
Lausanne, Presses polytechniques et Universitaires Romanes.
DELBAERE, Denis (2010) La Fabrique de l’espace public. Ville, paysage et démocratie, Paris, Ellipses.
PAQUOT Thierry (2009) L’espace public, Paris, Éditions la Découverte.
AYMONINO Aldo; MOSCO, Valerio Paolo (2006) Contemporary Pulic Space: Un-volumetric
Architecture, London, Skira.
LUCIO, Ramón Lopez (2013), Vivienda colectiva, espacio público y ciudad. Evolución y crisis en el diseño de
tejidos residenciales 1860-2010, Nobuko.
LEY BOSH, Pablo (2012) Cambio de Sentido. Vialidad territorial y espácio colectivo en la ciudad dispersa,
Fundacion Canaria Mapfre Guanarteme.
Método de Ensino
A Unidade Curricular é um espaço de reflexão autónomo no qual o aluno deverá construir um
discurso coerente sobre autores e intervenções no espaço público. Espera-se que esse discurso se
constitua como suporte do trabalho a desenvolvido no Atelier de Espaço Público. Não se trata
de oferecer modelos, mas sim de contribuir, através de um quadro de referências alargado, para o
desenvolvimento de uma praxis que recorre a mecanismos de reflexão conceptual, produzindo
conhecimento. A disciplina terá uma carga horária semanal de 3 horas. Prevê-se a realização de
aproximadamente 1/3 de aulas no exterior da Escola. Num conjunto de visitas a espaços
públicos com obras em curso ou recentemente intervencionados, serão apresentadas e debatidas
com os principais actores as soluções e metodologias utilizadas. Nas restantes aulas
teórico/práticas será feito, num primeiro momento, um percurso sucinto que esclarece a
articulação entre a transformação do espaço urbano e do espaço público, dando-se particular
atenção a elementos que podem constituir uma importante base explicativa das transformações
contemporâneas. Num segundo momento, tendo em vista o alargamento dos casos de estudo,
serão apresentados e debatidos autores e projectos de referência. O tempo lectivo de três horas
será dividido em partes sensivelmente por um tempo teórico (de comunicação da matéria do
programa) e um tempo prático, de debate de artigos de referência previamente disponibilizados
pelo docente.
Método de Avaliação
Avaliação contínua.
Prevê-se a realização de um trabalho individual, ao longo de todo o semestre. Um ‘caderno de
viagem’ ou ‘diário de bordo’ individual no qual será registada a reflexão crítica desenvolvida pelo
aluno sobre os autores, projectos, lugares visitados ou debatidos e textos lidos. A avaliação será
contínua e implicará a frequência, por parte do aluno, de pelo menos 2/3 das aulas. A avaliação
final da unidade corresponde à avaliação do trabalho prático majorada de -1 ou +1 valores
decorrentes da assiduidade e participação do aluno.
O docente,
Ivo Oliveira
5º ANO
Obrigatória 3B: Tecnologias Tradicionais – 2015/2016
Rute Eires
PROGRAMA
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
Construção em Pedra Natural
Construção com Materiais Cerâmicos;
Construção em Madeira;
Construção em Terra;
Argamassas Tradicionais;
Construção com Metais;
Marcação CE;
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM
O conhecimento e descrição da história do desenvolvimento das tecnologias tradicionais de estruturas em terra
crua (adobe e taipa), alvenaria (pedra e tijolo) e argamassas, metal e madeira maciça. A especificação das
possibilidades de construção e os aspetos normativos das estruturas baseadas em tecnologias tradicionais. As
possibilidades de aplicação de tecnologias tradicionais não estruturais: argamassas antigas, revestimentos de
gesso, tintas de óleo, talha, etc. Assim como, a identificação dos requisitos específicos dos materiais e
tecnologias tradicionais, com base em normas harmonizadas e aprovações técnicas europeias.
BIBLIOGRAFIA
AGUIAR, J. e CUNHA, S. (2011). Argamassas Tradicionais. Apontamento de tecnologias Tradicionais,
Universidade do Minho.
AGUIAR, J. e CUNHA, S. (2011). Construção em Pedra Natural. Apontamento de tecnologias Tradicionais,
Universidade do Minho.
AGUIAR, J. e CUNHA, S. (2011). Construção em Terra. Apontamento de tecnologias Tradicionais, Universidade
do Minho.
AGUIAR, J. e CUNHA, S. (2011). Construção em Madeira. Apontamento de tecnologias Tradicionais,
Universidade do Minho.
AGUIAR, J. e CUNHA, S. (2011). Construção com Metais. Apontamento de tecnologias Tradicionais,
Universidade do Minho.
AGUIAR, J. e CUNHA, S. (2011). Construção com Materiais Cerâmicos. Apontamento de tecnologias
Tradicionais, Universidade do Minho.
MÉTODOS DE ENSINO
O método de ensino da Unidade Curricular de Tecnologias Tradicionais tem por base aulas teórico-práticas, nas
quais serão feitas abordagens teóricas às temáticas selecionadas, permitindo ainda aos alunos desenvolver um
trabalho prático durante todo o semestre, com vista a consolidar os conhecimentos adquiridos.
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO
A metodologia de avaliação da Unidade Curricular de Tecnologias Tradicionais possui duas componentes sendo
estas a classificação do trabalho de grupo (TG) com uma cotação de 90% e a assiduidade, pontualidade e
comportamento e atitudes em sala de aula (PAC), com uma cotação de 10%.
Nota Final = 0.90 × TG + 0.10 × PAC
5º ANO
OBRIGATÓRIA 3C – CRÍTICA DA ARQUITECTURA CONTEMPORÃNEA.
Ano lectivo 2015-16
Docente: Nuno Sampaio e Castro
Escola de Arquitectura
PROGRAMA
Situando a crítica de arquitectura no contexto do exercício da pluralidade, da divergência, e da
interpretação, subjacentes ao juízo enquanto construção reflexiva, o programa estrutura-se em torno de
duas temáticas/ objectivos principais: (1) o desenvolvimento da capacidade crítica individual, e autónoma,
do aluno; (2) a reflexão sobre questões gerais que envolvem a crítica de arquitectura enquanto disciplina
específica, e as suas relações com a arquitectura enquanto corpo disciplinar mais vasto.
O primeiro tema implica o fornecimento e treino de ferramentas de críticas específicas, como:
posicionamento crítico, contextualização, análise formal, analogia, alusão, hermenêutica, e desenho, com
vista à compreensão de metodologias inerentes à construção do exercício crítico.
O segundo abordará questões como: a função da crítica; os âmbitos, limites e legitimidade da crítica; a
distinção e interdependência existentes entre crítica, teoria, história, investigação, e projecto; as relações
que a partir da crítica se estabelecem entre arquitectura e campos contíguos com o das artes plásticas e
da filosofia; o projecto enquanto exercício de crítica; a relação existente entre processo crítico e
experiência do espaço, entre crítica e ideia, etc.
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM
Reconhecer a utilidade e a pertinência do exercício da crítica de arquitectura na contemporaneidade.
Reconhecer e identificar a crítica de arquitectura como uma disciplina específica relativamente ao corpo
disciplinar da arquitectura.
Compreender as relações e interdependências existentes entre crítica, teoria, história, investigação e
projecto de arquitectura.
Compreender e dominar ferramentas fundamentais da crítica, com vista à estruturação de exercícios
críticos.
Demonstrar, perante a observação de um objecto concreto, capacidade de construir, estruturar, e
expressar um pensamento crítico próprio, tanto oralmente como através do texto.
Demonstrar possuir um pensamento próprio e argumentado, relativamente a problemáticas que envolvam
relações entre a crítica de arquitectura, e a arquitectura.
BIBLIOGRAFIA
AA. VV., [edição RENDELL; Jane, HILL, Jonathan; FRASER, Murray; DORRIAN, Mark], Critical
Architecture, Routledge, 2007, Londres.
AA. VV. [edição HAYS K. Michael], Architecture theory since 1968, MIT Press, 2000, Cambridge,
Massachusets, EUA.
AA. VV. [edição HAYS K. Michael], Oppositions, selected readings from a journal for ideas and
criticism in architecture 1973-1984, Princeton Architectural Press, 1998, Nova York, EUA.
AA. VV. [edição HEREU, Pere, MONTANER, Josep Maria, OLIVERAS, Jordi], Textos de arquitectura de
la modernidad, Editorial Nerea, 1994, Madrid, Espanha.
ÁBALOS, Iñaki, La buena vida, visita guiada a las casas de la modernidad, Editorial Gustavo Gili,
2000, Barcelona, Espanha.
BANHAM, Reyner, Theory and Design in the First Machine Age, Architectural Press/Praeger, 1960,
Londres, Nova Iorque.
BLACKBURN, Simon, Dicionário de Filosofia, edições Gradiva, Lisboa, 2007
COLQUHOUN, Alan, Recueil d’essais critiques. Architecture moderne et changement historique,
Pierre Mardaga éditeur, Bruxelles, 1985.
HEYNEN, Hilde [editor], Critical Tools: International Colloquium on Architecture and Cities 3
(colectânea de textos), La Lettre volée, 2012, Bruxelas, Bélgica.
HUISMAN, Denis, Diccionario de las mil obras clave del pensamiento, Editorial Tecnos, 2002, Madrid,
Espanha.
LEACH, Neil, A anestética da arquitectura, Antígona, 2005, Lisboa, Portugal.
MONEO, Rafael, Inquietud teórica y estrategia proyectual en la obra de ocho arquitectos
contemporáneos, ACTAR, 2004, Barcelona, Espanha.
MONTANER, Josep Maria, Arquitectura y Crítica, Editorial Gustavo Gili, 1999, Barcelona, Espanha.
PIÑÓN, Helio, El Formalismo Essencial de La Arquitectura Moderna, Ediciones UPC, 2008,
Barcelona, Espanha
QUETGLAS, Josep, Pasado a limpio II, Editorial Pre-Textos, 2001, Girona, Espanha.
ROWE, Colin, The mathematics of the ideal villa and other essays, MIT Press, 1997, Cambridge,
Massachusets, EUA.
SOLÀ-MORALES, Ignasi, Diferencias, topografía de la arquitectura contemporánea, Editorial Gustavo
Gili, 2003, Barcelona, Espanha.
SOMOL, Robert E., Startspreadingthe news, In ANY nº21, AnyoneCorporation, 1997, Nova Iorque, EUA,
SONTAG, Susan, Against Interpretation and Other Essays, Penguin Books, 2009, Londres, Inglaterra.
MÉTODOS DE ENSINO
A unidade adoptará a forma de seminário onde em cada sessão constará (1) discussão participada de um
ou mais textos de crítica de arquitectura previamente fornecidos; (2) exposição teórica por parte da
docente com base nos mesmos textos, onde serão abordadas e questionadas as temáticas constantes
no programa; (3) exposição oral (apresentação) por parte de dois alunos sob a forma de um exercício de
crítica de arquitectura, seguida de nova discussão participada.
Está prevista uma visita de estudos a um (ou vários) edifícios, uma sessão conjunta com a UC de
“Atelier” – onde o objecto da crítica a efectuar pelos alunos, será os trabalhos produzidos pelos próprios
colegas –, e 4 aulas específicas de comentário crítico, por parte do docente, sobre os textos produzidos
pelos alunos.
Para além da reflexão em torno da crítica existirá assim um debate permanente, conduzido através do
exercício da crítica – tanto oralmente com através da apresentação regular de textos –, enquanto
processo de aprendizagem construído a partir da prática, e do caso concreto.
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO
Tratando-se de uma UC teórico-prática a avaliação será contínua, estruturando-se: (1) na apresentação
ao longo do semestre de 5 trabalhos escritos sob a forma de exercício crítico, ou de reflexão sobre a
crítica (ponderação de 60%); na apresentação oral de 2 trabalhos sob a forma de exercício crítico
(ponderação de 20%); na apresentação oral de 1 trabalho em parceria com a UC de “atelier”, sob a forma
de exercício crítico (5%); na participação oral nas discussões baseadas tanto nas leituras dos textos
propostos, como dos trabalhos apresentados pelos colegas (ponderação 15%).
Enquanto processo de avaliação contínua as percentagens assinaladas são apenas indicativas, pelo que
será tido em conta o envolvimento geral do aluno com a UC, os progressos efectuados ao longo do
tempo, e a maior relevância relativa que cada aluno demonstre na sua capacidade de se expressar
através do modo oral ou escrito.
Não existirá direito a exame de recurso.
Será obrigatória a presença a pelo menos dois terços das aulas ministradas.
PATRIMÓNIO URBANO
5º Ano | Programa Sucinto | 2015-2016 | Elisiário Miranda
Programa
A Unidade Curricular de Património Urbano, do 5.º ano do Mestrado Integrado em
Arquitectura da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho, prosseguirá os
seguintes objectivos:
• O conhecimento do processo histórico de recuperação e transformação
contextual e evolutiva das formas do Movimento Moderno no espaço das antigas
colónias / províncias ultramarinas, ao longo do período que medeia entre 1948 e
1974;
• O reconhecimento e leitura fenomenológica das características individuais de
alguns factos arquitectónicos e urbanos exemplares pertencentes a este universo
patrimonial, assim como a comunicação e crítica dos conceitos presentes nas
formas analisadas.
Resultados de Aprendizagem
Identificar a evolução da noção de património cultural; identificar os períodos
fundamentais da produção patrimonial urbana; relacionar o valor da defesa,
estudo e divulgação do património cultural; mostrar capacidade para integrar
equipas interdisciplinares, particularmente atuantes em centros históricos; avaliar
criticamente as políticas patrimoniais de natureza disciplinar.
Bibliografia
ALBUQUERQUE, António - Arquitectura moderna em Moçambique: inquérito à
produção arquitectónica em Moçambique nos últimos vinte e cinco anos do
império colonial português 1949-1974. Coimbra, [s.n.], 1998. Prova de licenciatura.
FERNANDES, José Manuel - Geração Africana: Arquitectura e Urbanismo na África
Portuguesa. Lisboa: Livros Horizonte, 2002.
FERREIRA, André Renga Faria - Obras Públicas em Moçambique: inventário da
produção arquitectónica executada entre 1933 e 1961. Lisboa: Edições
Universitárias Lusófonas, 2008.
FONTE, Maria Manuela Afonso - Urbanismo e arquitectura em Angola – de Norton
de Matos à Revolução. Lisboa: [s.n.], 2007. Tese de doutoramento.
GUEDES, Pedro, org. ed. - Pancho Guedes. Vitruvius Mozambicanus. Lisboa:
Museu Colecção Berardo, 2009.
MAGALHÃES, Ana - Moderno Tropical. Arquitectura em Angola e Moçambique,
1948-1975. Fot. Inês Gonçalves. Lisboa: Tinta-Da-China, 2009.
MIRANDA, Elisiário – Liberdade & Ortodoxia: infraestruturas de arquitetura moderna
em Moçambique, 1951-1964. Guimarães: [s.n.], 2013. Tese de doutoramento.
QUINTÃ, Maria Margarida - Arquitectura e clima, Geografia de um lugar: Luanda e a
obra de Vasco Vieira da Costa. Porto: [s.n.], 2007. Prova de licenciatura.
TOSTÕES, Ana (ed.) - Arquitetura Moderna em África: Angola e Moçambique /
Modern Architecture in Africa: Angola and Mozambique. Lisboa: ICIST, Técnico,
2013.
VELOSO, António Matos; FERNANDES, José Manuel; JANEIRO, Maria de Lurdes João José Tinoco: Arquitecturas em África. Lisboa: Livros Horizonte, 2008.
Métodos de Ensino
Os objectivos da unidade curricular serão concretizados no período das aulas
semanais, com permanente acompanhamento pelo docente responsável, sendo
obrigatória a assistência dos alunos a pelo menos 2/3 das aulas totais. Os
trabalhos práticos serão realizados em duas fases consecutivas, correspondendo
a dois momentos de natureza distinta no desenvolvimento do conhecimento e na
sua interpretação.
Métodos de Avaliação
A avaliação terá com graus de ponderação equivalentes diferentes (50% - 50%),
em cada uma das duas fases em que se subdivide o tempo da unidade curricular.
Em ambas as fases a avaliação será realizada de forma contínua e permanente
ao longo dos momentos de entrega parcelar. A participação nas aulas, a
assiduidade dos alunos e a sua capacidade de interpretação, exposição e crítica
contribuirão para a definição da classificação final.
De acordo com o calendário escolar nesta unidade curricular existirá um exame de
recurso com o mesmo grau de ponderação (50%) da segunda fase do trabalho
prático.
Guimarães, 14 de Setembro de 2015
5º ANO
Patologia e Reabilitação não Estrutural de Edifícios - 2015/2016
Docente: Sandra Monteiro da Silva
PROGRAMA
O objectivo desta unidade curricular é fornecer aos alunos conceitos e estratégias que fundamentem uma
abordagem cuidada aos problemas que as patologias construtivas implicam, capacitando-os para a identificação
das anomalias, dos princípios de intervenção e para a ponderação de vantagens e desvantagens decorrentes de
cada opção. Serão abordados os seguintes temas:
- Tipos de anomalias, causas e origens dessas patologias;
- Metodologia de diagnóstico das patologias construtivas e funcionais;
- Reabilitação térmica e eficiência energética dos edifícios;
- A Humidade na construção: formas de manifestação da humidade, medidas preventivas de ocorrência
de patologias e soluções corretivas;
- Reabilitação acústica de edifícios;
- Reabilitação dos edifícios numa perspectiva de construção sustentável;
- Definição da metodologia a seguir na elaboração de projectos de reabilitação não estrutural de edifícios.
Classificação e critérios de intervenção;
- A Reabilitação numa perspectiva de potenciar a componente de iluminação natural e da ventilação
natural dos edifícios.
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM
Os alunos devem demonstrar competência para:
- Identificar as principais causas de ocorrência de patologias não estruturais;
- Definir critérios de intervenção e metodologias de reabilitação;
- Elaborar, documentar e apresentar soluções de reabilitação que permitam resolver as patologias nãoestruturais identificadas;
- Prevenir as patologias não estruturais que ocorrem em edifícios novos resultantes do deficiente
comportamento térmico e higrométrico da envolvente dos edifícios;
- Trabalhar em equipa e exprimir por escrito e oralmente os resultados da aprendizagem.
BIBLIOGRAFIA
Sandra Monteiro da Silva, Apontamentos da disciplina.
Vasconcelos Paiva, José Aguiar e Ana Pinho, Guia Técnico de Reabilitação Habitacional, INH/LNEC, 2006.
Dora Francese, Il Benessere Negli Interventi di Recupero Edilizio, Editoriale Diade, Cusl Nuova Vita, Padova,
Italia. 2002.
Fernando Henriques, Humidade em Paredes. LNEC, 1994.
Helena Corvacho, Catálogo de Pontes Térmicas, NIT 003 – LFC, FEUP, 1999.
V. Abrantes, V. P. Freitas, M. Sousa, Reabilitação de Edifícios, Instituto de Gestão e Alienação do Património
Habitacional do Estado. Porto, 1999.
V. P. Freitas, M. Pinto, Metodologia para a Definição exigencial de Isolantes Térmicos. NIT – 001 – LFC, FEUP,
1997.
MÉTODOS DE ENSINO
As aulas teórico-práticas serão utilizadas para introduzir, e traduzir, os conceitos que fundamentam a
reabilitação não estrutural dos edifícios para a realidade do processo de projecto, tendo presente a necessidade
de minimizar as patologias e as preocupações com a durabilidade da intervenção. A partir destes conceitos as
temáticas serão aprofundadas através do esclarecimento das dúvidas decorrentes da evolução do projecto.
Regularmente serão promovidos debates colectivos para consolidação e aprofundamento de conceitos, e
apresentados os resultados dos processos de investigação individuais dos alunos.
Serão incentivadas visitas de estudo que promovam o contacto dos alunos com as realidades
construtivas/construídas e com os centros de investigação académica nesta área do conhecimento.
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO
A avaliação de cada aluno será contínua, sendo avaliado o seu comportamento e desempenho durante as aulas
bem como a sua assiduidade. O aluno terá que realizar um projecto que terá um peso de 80% na obtenção da
Classificação Final. Os restantes 20% serão distribuídos por um trabalho prático de investigação (10%) e
equitativamente pela avaliação do desempenho do aluno durante as aulas e pela assiduidade (10%).
O Projecto consiste na realização de trabalhos, que serão entregues em duas fases distintas de modo a permitir
a melhoria das propostas. Na data da entrega de cada uma das fases do trabalho será efectuada
individualmente uma discussão do mesmo. O Projecto tem carácter eliminatório, sendo exigida a classificação
mínima de 9,5 valores.
Os critérios para a Avaliação do Desempenho nas Aulas serão a assiduidade e pontualidade, o trabalho
desenvolvido no período lectivo, individualmente e em grupo, o grau de participação nas aulas e os
conhecimentos demonstrados nas aulas e nas defesas intercalar e final.
Será solicitado individualmente a cada aluno a escolha de um livro da bibliografia, ou outro validado pelo
docente, a partir do qual deverá ser elaborada uma ficha de leitura e efectuada uma apresentação sucinta à
turma (TP_Inv).
A nota final resultará, então, de uma média ponderada das classificações obtidas nos itens referidos, com os
seguintes pesos:
Momento de Avaliação
Elemento de Avaliação
Ponderação
Nota mínima
1.º Momento de Avaliação
Entrega da 1-ª fase do Projecto (TP1)
20%
*
Defesa intercalar do Projecto (DA1)
10%
-
Entrega final do Projecto (TP2)
40%
*
Defesa final do Projecto (DA2)
10%
-
3.º Momento de Avaliação
Trabalho prático de investigação (TP_Inv)
10%
-
Contínuo
Desempenho nas aulas e Assiduidade (DA3)
10%
-
2.º Momento de Avaliação
* A nota mínima do Projecto é 9,5 Valores.
Assim, a Nota Final (NF) por Avaliação Contínua/Periódica, será obtida com a seguinte equação:
NF = TP1 * 0,20 + TP2 * 0,40 + DA1 * 0,10 + DA2 * 0,10 + TP_Inv * 0,10 + DA3 * 0,10.
De acordo com o RIAPA, só será possível obter aprovação na unidade curricular se a nota final for igual ou
superior a 10 valores.
5º ANO
Opção C3.1 - Formas e Técnicas do Digital – 2015/2016
Bruno Figueiredo
PROGRAMA
A unidade curricular (UC) de Formas e Técnicas do Digital (FTDig) tem como objectivo dotar os alunos de uma
formação introdutória, de vertente prática e teórica, à utilização de técnicas e tecnologias digitais enquanto
ferramentas de auxílio ao acto de projectar em arquitectura.
FTDig tem como objecto de estudo os três grandes meios pelos quais esta convergência se verifica: (a) sistemas
computacionais para a geração de formas, (b) sistemas computacionais de optimização da performance dos
edifícios, e ainda, (c) sistemas de fabrico assistido por computador.
(a) A UC centra-se no ensino de sistemas computacionais para a geração de formas, ou sistemas generativos.
Ao longo do semestre, serão expostos em aulas teóricas e experimentados em pequenos exercícios de projecto,
sistemas como desenho paramétrico, gramáticas da forma e celular autómata.
(b) Em complemento ao uso de sistemas computacionais que se dedicam à geração de formas, serão
estudados e testados sistemas de análise do comportamento dos edifícios. Estes sistemas caracterizam-se por
contribuírem na definição de configurações arquitectónicas optimizadas em termos estruturais, térmicos,
acústicos, entre outros.
(c) Hoje, a investigação sobre a evolução tecnológica de sistemas construtivos em arquitectura está
intimamente ligada à utilização de ferramentas de fabrico assistido por computador, de prototipagem rápida, e
ainda de sistemas robóticos. A utilização destas tecnologias pressupõem o processamento de materiais por
métodos de corte, adição e subtracção, Estas tecnologias e métodos serão expostos em aulas teóricas, e alguns
deles, testados na execução de modelos físicos resultantes dos exercícios práticos.
RESULTADOS DE APRENDIZAGEM
Identificar processos de lógica algorítmica aplicada ao projecto;
Adquirir conhecimentos sobre os meios computacionais disponíveis para uma abordagem algorítmica em
projecto de arquitectura.
Reconhecer e testar temas introdutórios à computação que se desenvolvem no âmbito de projecto, tais como
sistemas generativos e a programação de formas;
Adquirir conhecimentos sobre as principais técnicas de fabricação digital, e o sobre a investigação que se tem
desenvolvido no sentido da sua introdução na construção e fabricação em geral;
Diferenciar sistemas de fabricação em série estandardizados de sistemas personalizados;
Testar sistemas de análise do comportamento dos edifícios no sentido de integrar soluções formais e materiais
optimizadas à solução geral de projecto.
BIBLIOGRAFIA
Architectural Design, Programming Cultures: Art and Architecture in the Age of Software. London: WileyAcademy, July/ August 2006.
DUARTE, José Pinto – Personalizar a Habitação em Série: Uma gramática discursiva para as casas da
Malagueira do Siza. Fundação Calouste Gulbenkian : Fundação para a Ciência e a Tecnologia: Lisboa, 2007.
FERREIRA, Fernando Luís; SANTOS, João. – Programação em AutoCAD. FCA – Editora de Informática:
Lisboa, 2002.
IBRAHIM, Magdy M.. KRAWCZYK, Robert J. - Generating Fractals Based on Spatial Organizations.
Illinois Institute of Technology College of Architecture: Chicago, 2001.
KOLAREVIC, Branko - Architecture in the Digital Age, Design and Manufacturing. Taylor & Francis: Oxon,
2005.
KOLAREVIC, Branko, MALKAWI, Ali M., Performative Architecture, Beyond Instrumentality, Spon Press,
Nova Iorque, 2005.
LYNN, Greg - Animate Form, Princeton Architectural Press: Nova Iorque, 1999.
MITCHELL, William J. - The logic of architecture, Design, Computation, and Cognition. Cambridge,
Massachusetts: The MIT Press Books, 1990.
MITCHELL, William J., E-topía: “Vida Urbana, Jim, pero no la que nosotromos conocemos”, [1.a ed.,
Cambridge e Massachusetts, The MIT Press, 1999], Editorial Gustavo Gili, Barcelona, 2001, p.159.
TERZIDIS, Kostas – Algorithmic Architecture. Oxford: Elsevier Ltd., 2006.
MÉTODOS DE ENSINO
O programa da UC divide-se igualmente em três módulos de ensino e um projecto final. Os três módulos iniciais
correspondem a três exercícios práticos acompanhados de exposições teóricas complementares. A passagem do
primeiro para o segundo módulo, e do segundo para o terceiro, compreendem uma evolução de conhecimentos
que culmina com um exercício final que integra o saber acumulado nos anteriores.
O primeiro módulo tem como objectivo garantir que todos os alunos se familiarizem com sistemas de
modelação 3D e com processos de controlo de geometrias complexas. Este ensinamento, e subsequente
exercício de projecto, será feito pelo recurso a um programa informático de modelação 3D - o Rhinoceros, e
ainda, pela integração de processos de fabrico digital no pensamento de projecto.
O segundo módulo, introduzirá conceitos básicos de programação pelo recurso a uma ferramenta programação
visual – Grasshopper. Este exercício terá como objectivo principal a compreensão do mecanismo de utilização de
modelos computacionais e das suas capacidades no auxílio à resolução de problemas de projecto. Ensinar-se-ão
técnicas básicas para a programação formas e ideias de projecto – definição de expressões simbólicas; criação,
acesso e manipulação de estruturas de dados; criação de funções de controlo e funções cíclicas.
O terceiro módulo, incide na utilização de modelos computacionais de analisam a performance de objectos
arquitectónicos, integrando-os em momentos de decisão de projecto.
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO
Avaliação final resultará do balanço entre a participação crítica dos alunos nas aulas e a classificação dos
exercícios desenvolvidos ao longo do semestre.
A classificação final resultará dos seguintes factores de ponderação:
. Assiduidade e participação. 20%
. Exercícios intermédios. 50%
. Projecto Final. 30%
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5º ano - Escola de Arquitectura