maIo | 2010 | Ano VII | nº 68 Informativo mensal para os EMPREGADOS da cemig Cemig 58 anos Segurança uma questão cultural princípios éticos levam ao sucesso DGE presta serviços ao Grupo Cemig 06 04 especial Novos desafios aos 58 anos Ponto a ponto O valor de cada um no desempenho da organização Em 1951, foi fundada a Cemig. Desde então, a Companhia se destaca em seu setor. O superintendente de Relações com Investidores explica o programa RI vai até você. 04 Ponto a ponto Como colaborar com o sucesso da Empresa 05 10 Gestão DGE presta serviços ao Grupo Cemig Princípios que traduzem a cultura da Empresa. Atendimento de demandas das várias empresas do Grupo. 09 energia vital Pantanal entre amigos 10 segurança do trabalho Culturalmente Seguro sUSTENTABILIDADE Princípios que conduzem ao sucesso 06 11 ESPECIAL Desafios marcam os 58 anos da Empresa gestão Diretoria de Gestão Empresarial alinhada ao Grupo Cemig 08 gente nossa UFMG abre novo curso de Energias Alternativas 12 Espaço família Mãe da solidariedade 08 meu trabalho Eletricistas contribuem para melhorias no Transformador de Distribuição E X P E D I E N T 11 Sustentabilidade Comportamento ético leva ao sucesso E Informativo mensal para os empregados da Cemig Redação e apoio: Fotos: Editado pela Superintendência de Comunicação Roosevelt Rodrigo, Henry Bernardo, Cibele Ronaldo Guimarães, Eugênio Paccelli Empresarial (CE) – Correspondência interna: Andrade e Tatiane Procópio e colaboradores SA/19/B2 – Fone: (31) 3506 2760 Estagiário: Ilustração: Editor Responsável: Adelle Soares Weisvisthértini Barbosa e Henry Bernardo Luiz Henrique Michalick Comitê editorial: Diagramação: Reg. No 2.211 – SJPMG Lúcia Fátima Ramos, Lúcia Maria de Pimenta Interface Comunicação Empresarial Coordenação de edição: Cortez, Renilda Maria Nepomuceno Lima, Fátima Fotolito: Formato Terezinha Crespo de Rezende, Paulo Tarso Luzia Henrique, Maria Stael Drumond Matias Impressão: Gráfica Real Rezende Tobias e Tatiana Rezende e Jonatas Andrade Tiragem: 10.000 exemplares Da Redação Campanhas mobilizam empregados Preocupada também com ações sociais, a Efficientia, em parceira com a Diretoria Comercial da Cemig (DCM), iniciou em 2009 um projeto de responsabilidade social e cidadania em hospitais de Belo Horizonte. Em março, foram doados 120 ovos de páscoa para crianças internadas no Hospital das Clínicas (Pediatria/CTI) e no Centro Hospitalar João XXIII (Pediatria/Traumatismo), ambos em Belo Horizonte. Investimento na formação de líderes Visando a continuidade do Programa de Desenvolvimento da Liderança Cemig (PDLC), realizado desde 2005, a Empresa realizou, em março e abril, a primeira edição do Programa Trilhas Internacionais. As palestras foram ministradas para 43 superintendentes e gerentes da Empresa, pelo corpo docente da escola francesa The Business School for the World (Insead), por meio da Fundação Dom Cabral (FDC), que é a 6ª melhor escola de negócios do mundo, segundo ranking da Financial Times. Mais duas turmas estão previstas, uma para novembro de 2010 e outra para março do próximo ano. Há 58 anos em transformação EDITORIA A Cemig completa 58 anos em maio, com muitos motivos para comemorar. A Cemig de hoje é muito diferente daquela imaginada por Juscelino Kubistchek em 1951, cujo objetivo era centralizar a geração, transmissão e distribuição de energia elétrica do Estado, então executadas por pequenas companhias. Mineira em sua essência, a Cemig está presente em 774 municípios do Estado e garante energia elétrica de qualidade a 2,4 milhões de consumidores de baixa renda e 2,2 milhões de consumidores rurais. O verde e o amarelo, incorporados à marca em 1999, no entanto, mostram que a Cemig tem orgulho de ser brasileira e uma das mais sólidas e tradicionais empresas de energia da América Latina, com atuação em 19 estados do país e no Chile. Além de ampliar sua atuação em geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, nos últimos anos, o Grupo Cemig vem investindo em energia eólica, gás e telecomunicações. Na área de distribuição de energia elétrica, a Cemig e a Light são responsáveis por quase 16% do mercado nacional. Atualmente, a Companhia é um dos maiores grupos empresariais do setor energético brasileiro. Projeto Conviver no interior A partir de 2010, o Projeto Conviver, que faz parte do Programa de Eficiência Energética da Cemig, expande suas ações para diferentes regiões do Estado. O município de Carangola, na Zona da Mata, foi o primeiro fora da Região Metropolitana (RMBH) a ser contemplado. Por meio da substituição de equipamentos, o Conviver Interior irá doar 730 mil lâmpadas fluorescentes compactas, 15,960 mil geladeiras e 16,185 mil chuveiros com recuperador de calor, beneficiando160 mil famílias mineiras em 62 municípios. A Cemig é responsável pelo atendimento a cerca de 30 milhões de pessoas em 805 municípios em Minas Gerais e Rio de Janeiro (contando com a Light), e pela gestão da maior rede de distribuição de energia elétrica da América do Sul, com mais de 460 mil quilômetros de extensão. É também uma das maiores geradoras do País. O parque gerador da Empresa é formado por 66 usinas hidrelétricas, térmicas e eólicas. Em mais de meio século, o mercado de energia também mudou. A Cemig se adaptou, inovou e vem acompanhando todas as mudanças do setor elétrico. Sustentabilidade e eficiência energética passaram a ser vistas como essenciais para a sobrevivência e sucesso do negócio. Mais uma vez, a Cemig sai na frente e o resultado dos esforços nesse sentido podem ser vistos na permanência, há uma década, no Índice Dow Jones de Sustentabilidade. A Cemig cresceu, amadureceu, se diversificou. Os empregados são responsáveis por essa nova Empresa e contribuem para que a melhor energia do Brasil chegue a mais de 10 milhões de consumidores. A Diretoria da Cemig parabeniza todos os empregados pelas conquistas desses 58 anos e os convida a construir, juntos, uma Empresa cada vez mais forte. 03 ONTO A PONTO Como colaborar com o sucesso da Empresa A Superintendência de Relações com Investidores (RI) começa a implementar o programa RI vai até você, com o intuito de esclarecer aos empregados da Cemig o valor da contribuição de cada um para o sucesso da organização. A RI pretende mostrar a estrutura de atendimento aos investidores da Empresa e as práticas de Governança Corporativa, exemplificando a importância dessas ações para a Cemig. A RI é responsável por intermediar os interesses da Companhia com o mercado por meio do relacionamento com os investidores e diversas instituições do mercado de ações, assegurando o cumprimento de leis e obrigações. “Isso é um desafio, uma vez que os papéis da Companhia são negociados diariamente e em diversos idiomas e fusos horários”, explica o superintendente Agostinho Faria Cardoso. Ele fala mais sobre o projeto na entrevista abaixo. Energia da Gente - Qual o papel da Superintendência de RI na Cemig? Agostinho Faria - A RI é responsável pela manutenção do cumprimento legal das obrigações inerentes a uma companhia de capital aberto com ações negociadas em bolsa de valores, garantindo ao investidor condições de avaliar corretamente a Empresa e tomar suas decisões de investimento. É necessário tratarmos igualmente todos os acionistas e, para isso, temos diversas leis e regulamentos sobre a divulgação dessas informações, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e Espanha, onde a Cemig possui suas ações negociadas. Atualmente, a Cemig possui mais de 117 mil acionistas em cerca de 40 países. EG - O que é o programa RI vai até você? AF - O projeto consiste em uma série de apresentações e reuniões realizadas entre a Superintendência de Relações com Investidores e áreas da Cemig interessadas em conhecer a estrutura de atendimento aos investidores e suas práticas de Governança Corporativa. Essa é uma das várias iniciativas criadas com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o mercado de capitais por toda a Companhia. EG - Como surgiu a iniciativa? AF - Veio da necessidade de conscientizar todos os empregados sobre o contexto em que a organização está inserida como Companhia de capital aberto com ações negociadas nas bolsas de São Paulo, Nova Iorque e Madri. Essa ação é indispensável para o sucesso da organização em um ambiente competitivo como o atual. O adequado atendimento ao mercado investidor e a adoção de boas práticas de Governança Corporativa são sinônimos de agregação de valor. O programa traz para a Companhia uma visão maior da área de mercado de capitais, que é de suma importância para o desenvolvimento socioeconômico do nosso país, apresenta o modelo de Governança Corporativa da Cemig e suas principais práticas adotadas sob a ótica do mercado investidor. 04 EG - Como o mercado de capitais influi na Empresa? AF - No caso de uma Companhia aberta como a Cemig, com valor de mercado de quase R$ 17 bilhões, o mercado de capitais é vital para ter acesso a recursos de longo prazo, seja no Brasil ou no exterior. As boas práticas de Governança Corporativa contribuem para que a organização cumpra seus objetivos e sua missão social. EG - Quais os temas explicados pelo programa aos empregados? AF - Explicamos como funciona o mercado de capitais, sua estrutura e os diversos agentes envolvidos. Focamos no mercado acionário, nas principais bolsas de valores das quais participamos e nas diversas características das ações nelas negociadas. Além disso, expomos nossas responsabilidades com as bolsas, acionistas e as comissões de valores mobiliários de cada país em que nossas ações estão presentes. Também apresentamos o modelo de Governança Corporativa existente, o relacionamento entre os diversos órgãos da organização e a evolução da governança da Companhia junto às bolsas de valores. EG - Como os empregados podem contar e colaborar com a RI? AF - A RI está à disposição para esclarecer dúvidas e orientar ações que possam afetar o relacionamento da empresa com os diversos investidores. A RI espera aumentar o grau de interação com todas as áreas da Cemig e ampliar a compreensão da importância de manter os acionistas bem informados. Buscamos também ampliar a interatividade com as diversas áreas parceiras, que fornecem informações para a elaboração de apresentações a vários públicos. A melhor forma dos empregados colaborarem com a RI é participando do projeto RI vai até você com o objetivo de conhecer e adotar as práticas sugeridas. Interessados no projeto deverão enviar um e-mail para [email protected]. Culturalmente Seguro O Segurança do trabalh Em busca de transformação cultural, a Cemig, por meio da Gerência de Segurança do Trabalho, Saúde e Bem-Estar (RH/ST), realiza o Momento de Segurança. A prática consiste em reunir os empregados e contratados das diversas áreas da Empresa para debater sobre segurança, saúde e bem-estar relacionados ao ambiente de trabalho com debates e propostas de melhorias nos processos, ou, até mesmo, a situações externas, como segurança no lar. A ideia surgiu de uma orientação da Diretoria para combater os altos índices de incidentes que ocorreram naquele ano. Na época, ficou definido que as áreas da Empresa deveriam conversar mais sobre o tema segurança dentro de seus setores. “A proposta não é burocratizar ou criar mais um procedimento a ser seguido. É fazer com que, com essas reuniões, todas as pessoas que trabalham aqui parem e reflitam sobre a segurança em suas vidas, se tornando mais seguros tanto na Cemig quanto fora da Empresa”, explica o gerente da RH/ST, João José Magalhães Soares. Segundo ele, o Momento de Segurança, que existe desde 2007, funciona como uma pequena Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e, de certa forma, contribui para alimentar as questões levantadas pela comissão. “Muitas vezes represen- 0 2009 1 agosto 5 0 1 dezembro novembro outubro 2008 11 setembro julho junho Registro de Acidentes Potenciais na Cemig 9 27 4 22 7 16 13 25 Os registros de incidentes não aconteciam até o início do segundo semestre de 2008 Segurança: cultura em construção junto aos empregados tantes da Cipa chamam pessoas que tenham participado dos Momentos de Segurança para levarem aos seus encontros questionamentos identificados nas reuniões”, diz João José. O procedimento é realizado nas áreas toda primeira segundafeira do mês e segue um sistema de instrução que faz parte do Manual de Segurança, Saúde Ocupacional e Bem-Estar, também disponível no portal do SESMT. Ganhos A iniciativa tem o intuito de disseminar a cultura de segurança a todos empregados da Organização. Depois da prática do Momento de Segurança, mais incidentes foram registrados na Empresa. Segundo o gerente, os ganhos em se registrar mais incidentes são notórios, pois é possível visualizar o que de fato ocorre nas áreas, permitindo estudar e colocar na prática as melhores ações para diminuir ao máximo as ocorrências. “Um exemplo disso ocorria na unidade do Anel Rodoviário, onde os trabalhadores, ao saírem com os veículos, se deparavam com um cruzamento de alto risco na via. O assunto foi levantado nas reuniões e uma nova prática adotada: hoje, os motoristas retornam dois quarteirões abaixo do local e minimizam o risco de acidentes. Esse já é um dos resultados do Momento de Segurança e existem vários outros dentro da Empresa”, relata João José. Expansão Apesar dos ganhos decorrentes da iniciativa e da grande adesão ao Momento de Segurança, nem todas as áreas o praticam. Segundo o gerente, muitos setores reclamam que, por executarem apenas serviços internos, na parte de escritório, não conseguem enxergar como aplicar o procedimento. “Essas áreas devem procurar um profissional de segurança. Ele poderá conversar sobre ergonomia, postura, trânsito e, até mesmo, algumas questões de comportamento”, orienta João José. 05 E SPECIAL Desafios marcam os Em mais de meio século, o mercado de energia mudou. Sustentabilidade e eficiência energética, antes dispensáveis, são vistos como essenciais para o sucesso do negócio. Nesse período, a Cemig cresceu, amadureceu, se diversificou. Os empregados são responsáveis por essa nova empresa e contribuem para que a melhor energia do Brasil chegue a mais de 10 milhões de consumidores. A Diretoria da Cemig parabeniza todos os empregados pelas conquistas desses 58 anos e os convida a construir, juntos, uma Empresa cada vez mais forte. “A Cemig hoje tem um perfil bem distinto do que tinha após a sua viabilização como empresa, na época do saudoso presidente Juscelino Kubitschek. Há alguns anos, existia a Cemig e a Gasmig. Hoje, temos uma Cemig com mais de 50 novas empresas, e presença em mais de 19 estados do país e no exterior”, lembra o presidente Djalma Bastos de Morais. Além de estar presente em 19 estados brasileiros e no Chile, com ativos em distribuição, transmissão e geração de energia elétrica, telecomunicações e gás, a Empresa se tornou uma opção global de investimento, com acionistas em mais de 40 países e presença em bolsas de valores do Brasil, Espanha e EUA. Pelo décimo ano consecutivo está no índice Dow Jones de Sustentabilidade e foi reconhecida em 2009 como líder mundial do setor elétrico. O crescimento e o reconhecimento mundial refletem o amadurecimento da gestão da Empresa. “Hoje nossa cultura reflete o aprendizado que começou há 58 anos, sempre se adaptando ao cenário presente e futuro. Temos enorme bagagem que nos permite avaliar o que deve ser mantido e o que sustentou a Empresa até aqui, mas com a flexibilidade de entender as necessidades de uma cultura voltada para o sucesso futuro”, afirma o superintendente de Recursos Humanos (RH), Ricardo Diniz. Crescimento Para Djalma Morais, as mudanças são necessárias e surgem da necessidade de adequação aos novos desafios impostos pela Sala de treinamento, 1963. Qualificação já fazia parte da Empresa 06 sociedade. “Não podemos ficar como éramos, acomodados dentro do estado de Minas. À medida que você cresce, vão diminuindo progressivamente seus custos, o que é revertido ao consumidor”, diz. O superintendente de Planejamento e Gestão da Estratégia (PG), Tarcísio Albuquerque Queiroz, explica que a missão e os valores da Empresa permanecem inalterados. “Entretanto, recentemente, a visão de futuro da Empresa foi revista para enfatizar o crescimento”, completa. A nova visão – Estar, em 2020, entre os dois maiores grupos de energia do Brasil em valor de mercado, com presença relevante nas Américas e líder mundial em sustentabilidade do setor – representa os desafios para os próximos anos. Cultura Organizacional O perfil da Cemig de hoje é de uma empresa disposta a enfrentar os desafios do crescimento e de alcance dos objetivos. “A sustentabilidade passou a ser palavra de ordem. Temos que trabalhar no equilíbrio econômico, social e ambiental”, lembra Ricardo Diniz. Segundo o presidente Djalma Morais, os empregados devem acompanhar as mudanças da Empresa. “Durante a nossa gestão, temos adequado nossos empregados por meio de cursos e de promoções mais objetivadas, promovendo a vivência com outras empresas, e isso nos traz experiência”, explica. O investimento em capacitação dos empregados é crescente. Desde 2008, cerca de 200 empregados concluíram cursos de pós-graduação e MBA com subsídio de 80% da Empresa. Programas de treinamento – como o Gestão Avançada (APG), o Desenvolvimento das Lideranças Cemig (Celig) e o Trilhas Internacionais – foram criados nos últimos seis anos para dar suporte às lideranças e promover alinhamento estratégico. O presidente afirma que a Empresa trabalha para formar um empregado com múltiplas habilidades. “Oferecemos hoje a todos os nossos gerentes uma cultura diversificada, de tal maneira que a Empresa não tenha um ‘homem da distribuição’ ou um ‘homem da transmissão’. Teremos gerentes multifunções. Ele precisa ter condições de ser um diretor de transmissão, distribuição ou de recursos humanos”, ressalta. Para Ricardo Diniz, agilidade, capacidade de trabalho em equipe, visão crítica e adaptabilidade são outras características importantes para os empregados inseridos no novo contexto da Cemig. “Buscamos equilibrar a transição entre uma geração de muito conhecimento, desenvolvida em outro contexto, com a nova geração, de conhecimento bem diversificado, ávida pelo desenvolvimento. O que buscamos é o equilíbrio entre os objetivos da Empresa, as necessidades estratégicas identificadas para alcançá-los e as aspirações dos empregados”, completa. 58 anos da Empresa eles diziam e mais o que eles faziam. Isso provavelmente é verdade aqui no Brasil, como em qualquer outro lugar. Com os adultos não é muito diferente. Aprendemos lendo livros, ouvindo palestras e assim por diante, mas aprendemos muito com o que vemos. Se os líderes não estão vivendo bons hábitos e comportamentos de liderança, a próxima geração não vai aprender. Novamente, começa de cima, com o papel de liderança sendo levado a sério. Isso significa ver o trabalho do líder como um padrão de performance para o trabalho de outros. Não é fazer o trabalho sozinho, mas facilitar o trabalho das pessoas subordinadas, garantindo que elas tenham o que precisam, garantindo recursos. A melhor forma de desenvolver essa cultura de cima para baixo é começar pela liderança. Em entrevista, o professor canadense de Cultura Organizacional e Liderança e Responsabilidade Charles Galunic – Ph.D em Comportamento Organizacional e Engenharia Industrial pela Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA) – explica como a cultura de uma empresa deve acompanhar as mudanças externas e avalia o cenário atual em que a Cemig está inserida e a importância do empregado para o alcance dos objetivos estratégicos. Energia da Gente - A Cemig tem crescido muito nos últimos anos. Como a cultura da empresa pode acompanhar esse crescimento? Charles Galunic - A Cemig é uma empresa de crescimento rápido – e isso é algo positivo –, é uma importante empresa de utility, tem status, é estável e, durante os primeiros anos de desenvolvimento econômico do Brasil, era uma excelente empregadora. Mas, à medida que o Brasil acelera seu crescimento, é possível ver novas oportunidades de emprego sendo criadas para pessoas jovens: empresas privadas, iniciativas empreendedoras; há mais capital, elas podem começar seu próprio negócio. EG - Estimular a mudança na cultura organizacional é um papel exclusivo da liderança? CG - Acho que deve começar de cima para baixo e os líderes devem formular táticas para isso. A visão vem do alto: objetivos de alto nível devem ser definidos e permitem ao próximo nível de gerência desenvolver o planejamento para cumprir esses objetivos. Os níveis seguintes devem ter parte no trabalho também. É um processo em cascata. EG - Como engajar todos os empregados neste processo? CG - Uma das maneiras mais básicas com a qual aprendemos é copiando. Eu copiava meus pais, tendia a fazer menos o que EG - Sustentabilidade é a palavra de ordem para a maioria das empresas nos últimos anos, em especial para a Cemig. Qual a melhor forma de garantir o compromisso de toda a organização com processos sustentáveis? CG - Acredito que as pessoas estão, cada vez mais, entendendo sustentabilidade e os jovens já entendem a mensagem. Falar de sustentabilidade é inevitável, o mundo está enfrentando uma situação difícil e acho que antes de melhorar, as coisas ainda vão piorar – de aquecimento global e superpopulação do planeta à falta de recursos e poluição. O fato de vocês serem uma empresa de energia hidroelétrica, que é bastante limpa, é fantástico. Não vejo nenhum obstáculo para convencer as pessoas, pelo simples fato de que o negócio da Cemig, do meu ponto de vista, é bastante ‘verde’. EG - A Cemig está completando 58 anos. Qual seu conselho para os próximos anos? CG - A Cemig é uma empresa bem-estabelecida, cujo negócio é basicamente ‘verde’ e há oportunidades para desenvolver sinergias, seja em tecnologia de telecomunicações ou em gás. A chave para os próximos anos é atrair excelentes profissionais que irão construir o futuro. Profissionais criativos, perspicazes e com excelência técnica. Ser competitiva no mercado de trabalho para os grandes talentos no Brasil será importante. Se a Cemig tiver os melhores profissionais, eles estabelecerão ótimas estratégias e as executarão bem. Além disso, é preciso continuar a desenvolver o gerenciamento profissional e os padrões de liderança. Grandes líderes têm um sistema de gerenciamento baseado em valores claros e firmes, avaliam as coisas certas e dão atenção ao que realmente importa aos clientes. Como consequência, a empresa cresce e tem lucro. Leia na íntegra as entrevistas com o presidente Djalma Bastos de Morais e com o professor Charles Galunic na nova intranet. 07 G ente nossA UFMG abre curso de Energias Alternativas O engenheiro da Gerência de Desenvolvimento e Engenharia de Ativos da Distribuição (TD/AT), Márcio Eli, foi convidado pelo professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UFMG, Selênio Rocha Silva, para ministrar a aula inaugural do curso de Engenharia Elétrica. Na ocasião, Márcio apresentou os investimentos que a Cemig faz na geração de energias alternativas e o retorno positivo para a sociedade. Segundo ele, a diversificação nas matrizes energéticas é importante e possibilita a geração de energia no local de consumo, reduzindo as perdas e custos com o transporte. “Dentre os fatores que contribuem para o aumento dessa diversificação no Brasil se destacam o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa) e a universalização do acesso à energia elétrica”, acrescenta. O professor afirma que o objetivo dessa nova cadeira no curso de engenharia elétrica é sistematizar o conteúdo, muitas vezes apresentado em formato de tópicos especiais e em palestras. “Criar um espaço de formação específica, distribuindo melhor o conteúdo das disciplinas de Geração de Energia Elétrica e de Usinas Hidroelétricas é outro objetivo, que permitirá a construção mais estruturada da trajetória dos alunos que busquem formação específica”, diz. M eu trabalho Troca de experiência Hoje a Cemig tem parceria com várias universidades e centros de pesquisa para estudar as melhores opções de atendimento aos seus consumidores por meio de novas tecnologias. O engenheiro Carlos Alexandre do Nascimento, coordenador da gestão dos projetos de pesquisa e desenvolvimento da Diretoria de Distribuição e Comercialização (DDC) reconhece a importância do intercâmbio entre as instituições. “O próprio mercado vai exigir, cada vez mais, uma perfeita sintonia entre a indústria e a formação acadêmica dos futuros profissionais. Isso é fundamental para aumentar o desenvolvimento na área", finaliza. Aula inaugural do curso da UFMG Eletricistas contribuem para melhorias no Transformador de Distribuição Uma premiação do Rodeio de Eletricistas de 2009 possibilitou o desenvolvimento de um protótipo de transformador de distribuição que proporcionará melhorias para os eletricistas. Esse avanço veio de observações realizadas pelos eletricistas da Diretoria de Distribuição e Comercialização (DDC), que receberam como prêmio do Rodeio da Cemig uma visita aos Estados Unidos, para participarem do 26º Rodeio Americano em Kansas City. Os eletricistas premiados perceberam que os transformadores americanos eram diferentes dos utilizados pela Cemig. Constataram que a diferença estava na bucha secundária, responsável pela conexão de cabos no transformador para a distribuição de energia para os consumidores. Novo padrão A empresa Asea Brown Boveri (ABB) desenvolveu o projeto de melhorias no transformador e doou o protótipo para a Cemig. As melhorias são percebidas nas buchas de baixa tensão que são direcionadas à parte oposta de fixação no poste, já que, no modelo atual, as buchas encontram-se próximas ao poste, o que dificulta o trabalho. Segundo o engenheiro do sistema elétrico da Gerência de Coordenação dos Serviços de Distribuição (SD/CS), Luciano Magno, o novo protótipo irá facilitar a manutenção dos equipamentos. "No padrão atual dos transformadores da Cemig, as buchas ficam em um espaço pequeno, junto ao poste e ao suporte de fixação do transformador, isso dificulta intervenções nas conexões e as inspeções termográficas. Com a adaptação, os eletricistas terão melhores condições de atuação", explica. Outra melhoria que se pode destacar do novo protótipo é a impossibilidade de pássaros construírem ninhos nas buchas secundárias, já que estarão na lateral do transformador e não próximas ao poste. A equipe de engenharia da Cemig junto à da ABB, identificou melhorias a serem realizadas no primeiro protótipo desenvolvido. Assim, a empresa já está desenvolvendo um segundo protótipo em que as buchas secundárias estejam na lateral dos transformadores. Testes Os protótipos doados pela ABB entrarão em fase de testes. Serão instalados na Escola de Formação e Aperfeiçoamento Profissional da Cemig (Efap) para avaliações técnicas, ergonômicas e de procedimentos. Novos protótipos doados pela ABB 08 energia vita Pantanal entre amigos No ano passado, José Renato Leite, técnico em distribuição da Gerência de Serviços de Distribuição de Passos (SD/PS), fez uma viagem ao Pantanal na companhia de nove amigos. Ele percorreu cerca de 3.500 km, em 13 dias, saindo Sudoeste de Minas, cruzando os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, até a Bolívia. A ideia para realizar a viagem surgiu em maio do ano passado, quando quatro amigos conversando em um bar, comentaram em fazer uma viagem ao Pantanal. O plano foi amadurecendo e surgiram outros interessados. Formou-se então, um grupo com dez amigos que se conhecem há mais de 15 anos. mente, água, fauna, flora e gente. No período de cheias, de outubro a maio, as águas inundam toda a planície, transformando rios, baías e lagoas no “Mar de Xaraés”. Embora a natureza seja a principal atração, a região do entorno do Pantanal tem diversas atrações culturais. Às margens do Rio Paraguai, situa-se Corumbá, com tradicionais construções coloniais. Fonte: www.ms.gov.br. “Após quatro meses de reuniões semanais, planos feitos, os utensílios de pesca comprados e arrumados, a família, os amigos e os carros preparados, iniciamos o roteiro planejado no dia 20 de agosto. Foi uma experiência inesquecível”, conta José Renato Leite. Segundo ele, os momentos mais marcantes foram a travessia do Pantanal Sul pela Estrada Parque, a pesca no rio Paraguai e o safári noturno na Fazenda San Francisco. Natureza e gente Maior planície alagada do planeta, cenário de grande biodiversidade, o Pantanal sul-mato-grossense combina, harmoniosa- Natureza é um dos atrativos do destino escolhido pelo grupo José Renato (quarto da esquerda para direita) e seus amigos percorreram cerca de 3.500 km em 13 dias , o Pantanal foi o destino principal 09 S ustentabilidade Princípios que conduzem ao sucesso A palavra ética é originada do grego ethos, que significa modo de ser, caráter. Em Filosofia, ética significa o que é bom para o indivíduo e para a sociedade. A ética permeia todas as esferas da vida em sociedade: há a ética profissional de várias categorias (médica, jurídica etc), a pública, dentre outras. Como o mundo atual é composto de organizações, também existem princípios éticos aplicáveis à vida empresarial. Os princípios éticos e responsabilidades da Cemig traduzem a cultura da Empresa construída pela atuação de todos: empregados, gerentes, diretores e conselheiros. Os 11 princípios éticos e as responsabilidades estão formalizados na Declaração de Princípios Éticos e Código de Conduta Profissional, que orienta nossas decisões e escolhas diante de diversas situações do dia a dia. Para o superintendente de Auditoria Interna (AI), Eduardo Ferreira, embora seja baseada na cultura organizacional, a questão crucial e mais difícil relativa à adoção de um código de conduta ética é a sua implantação. “Situações adversas, ambientes empresariais extremamente competitivos e a pressão do dia a dia para o cumprimento de prazos e metas não podem ser utilizados como subterfúgio ao seu cumprimento. Para isso, os princípios éticos precisam estar internalizados por todos na Empresa, de modo que não seja possível agir de outra maneira”, enfatiza. Na Cemig, desde o lançamento da versão formal da Declaração de Princípios Éticos e Código de Conduta Profissional, em 2004, todos os empregados foram comunicados de seu conteúdo, por meio do recebimento de um exemplar do documento, disponível na Cemignet. “É muito importante conhecermos e praticarmos os princípios que há muito tempo vêm pautando as ações da Cemig, que nos trouxeram ao patamar de qualidade e eficiência em que hoje nos encontramos e que, certamente, nos levarão a alçar voos maiores, com o reconhecimento de que a ética e os negócios não se opõem, mas um leva ao alcance dos melhores resultados do outro”, enfatiza. Ética faz parte da cultura da Companhia 10 Comissão de Ética Para gerir o processo de implantação dos princípios éticos, a Cemig possui a Comissão de Ética, constituída por representantes de diferentes áreas. Dentre suas atribuições, além de orientar os empregados em relação à aplicação dos princípios éticos, a Comissão, por meio do Canal de Denúncias, também recebe e analisa denúncias relativas ao descumprimento do código de conduta. Diretoria de Gestão Empresarial alinhada ao Grupo Cemig O gestã Com base nas iniciativas de crescimento da Cemig, a Diretoria de Gestão Empresarial (DGE) vem se preparando para atuar de forma conjunta com todas as áreas da Empresa. Retrato disso é o fato de muitas áreas da Diretoria estarem voltadas para o atendimento a demandas das várias empresas que compõem o Grupo. Desde outubro passado, a Efap vendeu mais de R$ 350 mil em treinamentos técnicos Esse trabalho, dentre outros, refere-se à prestação de serviços que as gerências e superintendências pertencentes à DGE realizam, cada uma de acordo com suas respectivas áreas de atuação. Assim, podemos descrever algumas das ações realizadas: a Superintendência de Logística e Infraestrutura (LI), por exemplo, trabalha no provimento de soluções de serviços de logística e infraestrutura administrativa e na regularização de imóveis para as empresas Gasmig, Cemig Telecom e Efficientia. Dentre as iniciativas já realizadas pela Superintendência de Recursos Humanos (RH) estão o inventário periódico de saúde da Sá Carvalho S.A, a pesquisa de clima da Efficientia, a gestão sucessória da Gasmig, Indi e Efficientia, a coordenação de relações sindicais das subsidiárias e a aplicação de cursos técnicos por meio da Escola de Formação e Aperfeiçoamento Profissional (Efap), localizada em Sete Lagoas, para as empresas do Grupo Cemig, bem como para outras, nacionais e internacionais, inclusive com geração de receita. Outra área que tem oferecido seus conhecimentos é a Superintendência de Tecnologia da Informação (TI). As soluções envolvem disponibilidade de acesso à internet, hospedagem de servidores e sites, correio eletrônico, dentre outros, para a Gasmig, Indi, Forluz, Efficientia e Terna. Diretoria presta serviços para várias empresas do Grupo Cemig Segundo a gerente de Gestão de Sistemas e Métodos de Trabalho (GE/SM), Paula Carrara, esse trabalho de atendimento a clientes consiste em um desafio de equilibrar alta especialização em cada uma das áreas de atuação da Diretoria ao fortalecimento do sentido integrado de excelência em gestão empresarial. “Com esse novo posicionamento, a Diretoria busca obter ganhos de escala, bem como garantir unicidade em nossas diretrizes e em nossos padrões, com agilidade e competência e, sobretudo, com absorção de novas culturas e novos processos”, afirma. 11 E spaço família Mãe da solidariedade Ela nunca se casou, nem teve filhos, mas dedicou a vida inteira a cuidar de pessoas. Noemi Macedo Gontijo, nascida em 28 de março de 1924, na cidade de Luz, interior de Minas Gerais, fundou há 40 anos o Salão do Encontro, em Betim. Filha de fazendeiros, a professora Noemi aprendeu com a mãe a trabalhar com a cerâmica, e mais tarde fez outros cursos voltados para arte, sem jamais imaginar que um dia iria transmitir o seu conhecimento para tanta gente. Sua mãe contribuiu muito em sua formação, principalmente, quando proporcionou a filha uma viagem para diversas partes do mundo, o que a fez conhecer novas ideias. Com a ajuda de um grande amigo, o Frei Stanislau Bartold, iniciou seu trabalho no bairro Santa Lúcia, em Betim, sempre visando combater a pobreza, por meio do amor à arte. Depois de cinco anos o Frei Bartold teve que abandonar o trabalho e Dona Noemi se deparou com a dúvida de como continuar sem ele. Foi então que ela resolveu ficar com “seus meninos” e ver onde aquilo ia dar. Sempre muito preocupada com os detalhes, ela fala que se não for para fazer bem feito, o melhor era não fazer. “Gosto de pensar longe, não gosto de ser limitada hora nenhuma”, acredita. O que Noemi sempre prega é um ambiente de qualidade e beleza para as pessoas viverem. O valor está dentro de cada um, basta que as pessoas enxerguem o quanto são capazes e até onde podem chegar. “O maior valor que o salão pode ter é proporcionar o crescimento e a formação de líderes”. O maior orgulho de sua funda- Doação: Noemi fundou o Salão do Encontro há 40 anos dora é de ver que cada um encontrou o seu potencial. Noemi se enche de emoção ao ver meninos e meninas que acolheu ainda pequenos, bem empregados, cada um dentro da área que escolheu seguir. Para ela, “ser mãe é uma doação total”. E foi exatamente isso que fez todas essas quatro décadas, se dedicando integralmente na formação de cidadãos, prestando assistência a milhares de pessoas desde o berçário até a vida adulta, e o melhor de tudo, vendo sempre os frutos de toda a sua dedicação. O único bem que ela quer deixar como herança é a percepção de que dentro da sua obra tudo está em seu devido lugar, ou seja, ninguém precisa mudar nada. Visite o Salão do Encontro Rua João da Silva Santos, 34, Santa Lúcia, Betim. Telefone: (31) 3532-5100. Dona Noemi dedicou sua vida as crianças da instituição 12 Av. Barbacena, 1.200 – 19º andar 31 3506 2052 Fax 3506 2039 / 3506 2023 Caixa Postal 992 | CEP 30123-970 Belo Horizonte – MG Classificação: Público Salão do Encontro É uma entidade sem fins lucrativos, que neste ano completa 40 anos. O Salão do Encontro está sempre disseminando educação de qualidade, inserção social, sustentabilidade e economia solidária na cidade de Betim. Atualmente, são cerca de 1.200 beneficiados pelos programas da instituição.