Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Cornélio Procópio
Engenharia Elétrica – Engenharia de Iluminação
Prof. Me. Marco Antonio Ferreira Finocchio
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Técnicas de Iluminação Específicas em Áreas Externas
(Baseado no Manual de Iluminação Pública Eficiente do PROCEL/ELETROBRÁS)
Os logradouros públicos em geral não estão restritos às vias de trânsito de veículos e pedestres,
apresentando numa mesma região: praças, jardins, praias, edifícios sedes do governo e monumentos
históricos. Estes locais possuem necessidades específicas de iluminação se distinguindo, portanto das
ruas, avenidas e alamedas que se estendem pelo município.
ILUMINAÇÃO DE PRAÇAS, PARQUES E JARDINS
A iluminação de um parque ou jardim pode envolver a iluminação de árvores, arbustos, canteiros de
flores, chafarizes, lagos ou fontes. A finalidade essencial da iluminação destes locais é acentuar a
beleza do cenário e eliminar áreas escuras. Basicamente a iluminação de um jardim em área pública
pode ser comparada a uma área similar de uso privado, obviamente em proporções distintas pelas
diferenças de dimensões.
Na iluminação de jardins é necessário observar as seguintes questões:
a.
O tipo de vegetação e arborização do local;
b.
Qual o tom de cor de luz mostrará melhor os objetos iluminados e produzirá o efeito mais
"dramático";
c.
Verificar se a iluminação de destaque produzirá luz suficiente para o público encontrar os
caminhos, ou se existe a necessidade de iluminação base para trânsito;
d.
Definir que tipo de lâmpadas e luminárias instalar e sua localização; e
e.
Atentar para a ocorrência de vandalismo no local.
AS LUMINÁRIAS MAIS INDICADAS NA ILUMINAÇÃO DE JARDINS SÃO:
a.
Projetores com lâmpadas de descarga, de preferência que possuam alojamento para o reator,
evitando que o equipamento fique exposto;
b.
Luminárias subterrâneas com lâmpadas de descarga ou refletoras; e
c.
Luminárias ornamentais como: postes decorativos, balizadores e espetos.
LÂMPADAS:
a.
Vapor de Sódio - são as lâmpadas mais eficientes utilizadas em iluminação de jardins, por
possuir uma alta eficiência luminosa ( 80 à 125lm/W ) e por seu espectro amarelado não atrair insetos,
que tem dificuldade de enxergar os tons amarelos.
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b.
Vapor Metálico - em termos de eficiência luminosa somente fica abaixo da vapor de sódio, ou
seja em torno de ( 75 à 80lm/W ), possuindo luz branca brilhante ou até branca morna ( 4000K e
3000K respectivamente ), apresentando boa reprodução de cores ( entre 75 e 85% ).
c.
Refletoras Halógenas ( tipo PAR ) - oferecem a praticidade de bocais de rosca E-27 podendo
operar em 127V ou 220V em modelos distintos; oferecendo luz projetada pelo seu refletor interno,
dispensando o uso de luminárias mais onerosas, e tendo opções distintas de ângulos de foco dos
objetos à iluminar, além de poder ficar expostas ao tempo.
ILUMINAÇÃO DE PRAIAS
A iluminação voltada às orlas marítimas e bacias fluviais onde haja apelos turísticos e comerciais tem
por finalidade permitir o fluxo seguro das pessoas e atraí-las para os momentos de lazer e esporte,
proporcionando conforto visual nestes locais à noite.
AS LUMINÁRIAS MAIS INDICADAS NA ILUMINAÇÃO DE PRAIAS SÃO:
a.
Luminárias públicas que sinalizam os caminhos em geral.
b.
Projetores, preferencialmente que possuam alojamento para o reator, para iluminar áreas de lazer
e esportivas ou destacar as árvores ou algum monumento.
c.
Luminárias ornamentais como: postes decorativos, para efeito arquitetônico.
LÂMPADAS:
Podemos estender o uso do grupo de lâmpadas mencionado na Iluminação de praças, parques e
jardins, aproveitando novamente seu alto poder de iluminação, economia de energia e durabilidade.
ILUMINAÇÃO DE EDIFÍCIOS E MONUMENTOS HISTÓRICOS
A iluminação das faces externas de um prédio público tem a finalidade de atrair a atenção para a
arquitetura das construções, valorizando suas formas, cores e texturas. Em construções comerciais,
como em prédios de escritórios, shopping centers e vitrines de lojas, a iluminação é muitas vezes uma
forma de propaganda sutil, ou explícita, mas sempre altamente efetiva no seu propósito. No entanto,
em prédios públicos, igrejas e monumentos históricos, a iluminação reflete um orgulho cívico, um
reforço das crenças religiosas, ou tem a finalidade de impressionar turistas e promover estes locais.
A iluminação de monumentos deve ser feita respeitando, principalmente, a intenção do artista quando
na elaboração de sua obra, compreendendo não somente a obra em si, mas todo um contexto de
localização na cidade e sua importância. Principais pontos a serem analisados para este tipo de
iluminação:
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

É indispensável o estudo do material ( textura, cor, dimensões, idade e história ).
O conhecimento de como a luz do dia revela a obra em diferentes circunstâncias de incidência,
pois a finalidade é tentar reproduzi-la à noite.

Escolha e localização das luminárias de acordo com um projeto criterioso.

Facilidade de manutenção.
Os níveis de iluminância nestes casos são difíceis de definir, devido a diversidade de situações e locais
que podem ser encontrados. No entanto, apresentamos abaixo uma tabela que serve como orientação
para balizar os critérios luminotécnicos.
Tabela de Coeficientes de Reflexão de Materiais e Cores
Coeficientes de Reflexão aproximados
Materiais
Cores
Gesso - 80
Branco - 70..80
Amarelo escuro - 25..35
Esmalte branco - 65..75
Creme claro - 70..80
Marron claro - 25..35
Azulejos brancos - 60..75
Amarelo claro - 55..65
Verde oliva - 25..35
Rocha - 60
Rosa - 45..50
Laranja - 20..25
Madeira aglomerada - 50..60
Verde claro - 45..50
Vermelho - 20..25
Madeira clara - 40
Azul celeste - 40..45
Cinza médio - 20..25
Cimento - 15..40
Cinza claro - 40..45
Verde escuro - 10..15
Madeira escura - 15..20
Bege - 25..35
Azul escuro - 10..15
Tijolos - 5..25
Vermelho escuro - 10..15
Cinza escuro - 10..15
Vidro transparente - 6..8
Azul marinho - 5..10
Preto - 5..10
Obs: Utilizar os dados dos coeficientes de reflexão na faixa da tabela abaixo onde se adapte melhor.
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Tabela de aplicação de Coeficiente de Reflexão/Nível de iluminância
Refletância da
superfície a ser
iluminada (%)
Nível de iluminância nas redondezas do local a ser iluminado (lux)
Elevado
Por faixa
Baixo
Iluminância recomendada
70-85
150
50
45-70
200
100
20-45
300
150
10-20
500
200
Obs: Quanto mais escuro for o material, maior deverá ser a iluminância para uma impressão satisfatória.
CONCLUSÃO
Iluminar praças, parques, jardins, praias, prédios públicos e monumentos destacando, com o auxílio da
luz, os contornos, as formas, as texturas, as cores, e revelar uma nova atmosfera, atraindo a atenção
dos pedestres e permitindo as atividades de lazer. Para produzir um bom resultado deve ser escolhido
um sistema de iluminação que leve em consideração as variáveis do ambiente, o efeito decorativo ou
funcional que é desejado nos locais, associado a facilidade de manutenção e os possíveis atos de
vandalismo.
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