Sair 6ª Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos CARACTERIZAÇÃO DA OXIDAÇÃO DO COBALTO EM MEIO LEVEMENTE ALCALINO MEDIANTE ESPECTROSCOPIA RAMAN , O. R. Mattos (1) e O. E. Barcia (3), S.I. Córdoba de Torresi(4), J. E. Pereira da Silva(4) (1) Laboratório de Corrosão Professor Manuel de Castro, PEMM/COPPE/UFRJ, Cx. Postal 68.505, CEP 21945-970, Rio de Janeiro, R. J., Brasil. (2) Grupo de Corrosión y Protección, Universidad de Antioquia, P.O. Box. 1226, Medellín-Colombia. (3) Dep. Físico-Química, IQ/UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil. (4) Departamento de Química Fundamental, Instituto de Química, Universidade de São Paulo, São Paulo (SP), Brasil. J. A. Calderón (1,2) 6 ° COTEQ Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos 22° CONBRASCORR – Congresso Brasileiro de Corrosão Salvador – Bahia 19 a 21 de agosto de 2002 As informações e opiniões contidas neste trabalho são de exclusiva responsabilidade dos autores. Sair 6ª Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos SINOPSE Neste trabalho estudou-se a eletrodissolução do cobalto em meio de bicarbonato / carbonato na região da primeira eta pa de dissolução e passivação do metal a partir do potencial de circuito aberto mediante polarização estacionária, medidas de pH local e espectroscopia Raman. Os resultados experimentais mostram que a eletrodissolução do cobalto, nos estágios iniciais de polarização, levam à formação de um filme primário de CoO com uma importante participação dos ânions HCO 3- e CO 32- no processo eletroquímico e no processo de formação do filme. Palavra Chave: Cobalto, oxidação, bicarbonato/carbonato, espectroscopia Raman. Temário: Técnicas eletroquímicas aplicadas ao estudo da corrosão. Sair 6ª Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos 1. INTRODUÇÃO A oxidação do cobalto em meio alcalino leva à formação de diferentes tipos de óxidos e oxi-hidróxidos sobre a superfície do metal. Foi mostrado [1-4] que em meio de NaOH e KOH em baixas polarizações anódicas há a formação de Co(OH)2 e a maiores potenciais acontece a formação das espécies Co3O4 ou Co2O3 , dando como resultado global uma série de etapas sucessivas de dissolução e passivação dentro de uma faixa ampla de potenciais anódicos. Em soluções levemente alcalinas de carbonato/bicarbonato foi encontrada a formação do CoO a baixas polarizações anódicas e sucessiva formação de filmes duplex de CoO / Co3O4 e Co3 O4 / Co2O 3 em potenciais mais positivos [5,6]. Os efeitos do transporte de massa e da agressividade do íon [HCO 3-] também têm sido reportados [5]. A maior parte dos trabalhos relativos à dissolução do cobalto em meio alcalino tem sido dedicada ao estudo da passivação do metal e pouco tem-se estudado sobre a primeira etapa de dissolução. O presente trabalho se focaliza no estudo do comportamento eletroquímico do cobalto durante as condições inicias de dissolução ativa do metal, desde o potencial de circuito aberto até a primeira etapa de passivação. O eletrólito em estudo é o sistema carbonato/bicarbonato e as técnicas de análise são a polarização estacionária, medidas de pH local e espectroscopia Raman. 2. CONDIÇÕES EXPERIMENTAIS 2.1. Materiais e Métodos - As medidas eletroquímicas foram feitas usando-se uma célula clá ssica de 3 eletrodos. Como eletrodo de trabalho usou-se uma barra de cobalto puro (Johnson Matthey Chem. Ltd.) de 5 mm de diâmetro (0,2 cm2 de área exposta), envolvida em resina epóxi para isolar a área lateral de modo a obter um eletrodo de disco rotatório (EDR). Um eletrodo de sulfato saturado foi usado como referência e uma malha de platina de grande área como contra-eletrodo. Antes das medidas de polarização, o eletrodo de trabalho foi polido com lixa 600, imerso em solução de H2 SO4 0,1M durante 1 minuto, logo após foi lavado com água bidestilada e por último foi polarizado na solução de trabalho durante 2 minutos num potencial suficientemente negativo para permitir evolução de hidrogênio com a finalidade de obter uma superfície livre de óxido. A polarização foi feita em modo potenciostático e a corrente estacionária monitorada mediante cronoamperometria usando o AUTOLAB PGSTAT 30. O eletrólito consistiu de uma mistura de KHCO 3 xM + K2CO3 yM (x= 0,375, 0,75, 1,5, 2,25, 2,5; y= 0,025, 0,05, 0,1, 0,15, 0,167), com a razão x/y fixa para manter o pH da solução constante em 8,9. As soluções foram preparadas com reagentes de grau analítico e água bidestilada previamente fervida, para remover o CO2. O eletrólito foi desaerado com nitrogênio puro durante todo o tempo de medida. 2.2. Medidas de pH local- Nas medidas de pH interfacial usou-se cobalto eletrodepositado numa malha 75 colada ao fundo de um eletrodo de pH de fundo plano (Mettler Toledo, mod. Inlab 426) mediante uma luva de resina epóxi. O eletrodo de pH foi conectado ao pH-metro para registrar o pH da solução retida na malha. A solução foi agitada mecanicamente. Nestas condições, o pH local e a corrente anódica foram registrados simultaneamente durante a polarização. Sair 6ª Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos 2.3. Medidas Raman- Durante a polarização anódica foram feitas medias in situ e ex situ de espectroscopia Raman usando um Renishaw Raman Imaging System 3000, acoplado a um laser He-Ne Spectra Physics (Mod. 127, λ° =632.8 nm) com microscópio metalúrgico Olympus e um detector CCD. Para as medidas in situ foi construída uma célula de fluxo com o fim de obter condições hidrodinâmicas. 3 RESULTADOS 3.1. Polarização anódica- Na Fig. 1. são mostradas as curvas de polarização anódica do cobalto a 0, 100 e 225 rpm em solução de KHCO3 0,75M + K2CO3 0,05M. Pode-se observar a existência do controle misto no processo anódico durante toda a faixa de potenciais. Do mesmo modo pode -se notar a existência de duas tangentes diferentes na região de dissolução ativa do metal. A primeira entre o potencial de circuito aberto (PCA) e ≈ -0,98 VESS e a outra entre ≈ -0,98 VESS e o potencial do pico de densidade de corrente (Epdc) ≈ -0,86 VESS . A presença de duas tangentes nas curvas de polarização estacionária sugere que estão se apresentando dois processos eletroquímicos diferentes, a baixas e altas polarizações anódicas,. O potencial do pico em corrente ( Epdc ) é praticamente independente da velocidade de rotação do eletrodo (Ω). Depois deste potencial, a densidade de corrente cai gradativamente devido ao início da pr imeira etapa de passivação do metal. Durante o processo de passivação o eletrodo é coberto lentamente com um filme preto fino e aderente. A corrente estacionaria é atingida após 24 h de polarização. A variação da corrente versus a raiz quadrada da velocidade de rotação do eletrodo para diferentes potenciais e concentrações é mostrada na Fig. 2. A composição da solução foi variada a partir de uma concentração de referência igual a KHCO3 0,75M + K2 CO3 0,05M. Assim, foram preparadas soluções de 0,5, 1,0, 2,0 e 3,0 vezes a concentração da solução referência. Um comportamento não linear foi observado nas relações de I vs Ω 1/2 e I -1 vs Ω -1/2. O mesmo tipo de comportamento foi observado no estudo da dissolução do cobre [7]. Nesse caso a análise foi feita mediante a expressão: It = I 0 + 1 (1) + A −1 Ù − 1/2 Onde, , Ik e A são os termos da expressão clássica de Koutecky – Levich. I0 é uma corrente não difusional. A Eq. (1) foi usada para fazer um ajuste da corrente experimental mediante o método simplex. O resultado é mostrado na Fig. 2. Os parâmetros I 0, I k e A envolvidos no ajuste, são mostrados na Fig. 3. Pode-se observar que os 3 parâmetros são influenciados pelo potencial e a concentração da solução. I k−1 3.2. Medidas de pH local- Na Fig. 4 são apresentados o registro simultâneo do pH local e a curva de polarização anódica para o cobalto na solução de KHCO 3 0,75M + K2 CO3 0.05M. Pode-se observar que o pH local permanece constante durante toda a polarização feita entre o potencial de circuito aberto e o potencial de pico em corrente. 3.3. Espectroscopia Raman- Na Fig. 5 são apresentados os espectros Raman in -situ sem renovação de solução para diferentes potenciais de polarização anódica. Só as bandas a 1014 e 1063 cm-1 aparecem nas diferentes condições de polarização. Tais bandas correspondem às espécies de bicarbonato e carbonato, respectivamente. A intensidade relativa entre as bandas varia de acordo com o potencial e pode -se observar que a altura Sair 6ª Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos relativa entre os picos diminui quando o potencial é incrementado. Na Fig. 6 são apresentados os espectros Raman in-situ com renovação de solução. Similar à Fig. 5, só as bandas relativas ao bicarbonato e ao carbonato são observadas. Não se observa variação nenhuma entre as intensidades relativas das bandas com o aument o da polarização. Durante as medidas de Raman in -situ não foram observadas bandas que pudessem ser relacionadas a compostos de cobalto. É interessante assinalar que embora foram observadas mudanças importantes no visual da superfície do eletrodo durante a polarização, a espectroscopia Raman in-situ não evidenciou mudança nenhuma nas bandas que pudesse ser relacionada com a formação de produtos de corrosão do cobalto. A caracterização da superfície do eletrodo foi possível mediante espectroscopia Raman ex-situ (Fig. 7). No potencial de circuito aberto (Fig. 7a) só um pequeno ombro a 524 cm-1 aparece. Quando a polarização anódica é incrementada, a banda a 524 cm-1 cresce e se torna mais importante, como pode ser observado nas Figs. 7b e 7c. Em potenciais anódicos perto do potencial de pico em corrente (Epdc = -0.86 VESS ) a banda a 524 cm-1 é alta e fina. Segundo a literatura [8,9] tal banda corresponde ao CoO. Estes resultados indicam claramente que durante a polarização anódica do cobalto acontece a formação e o crescimento de um filme de CoO. Na Fig. 7d é apresentado o espectro Raman do cobalto após 20 h de polarização a –0.82 VESS , tempo necessário para atingir o estado estacionário da corrente. Este potencial fica na zona de passivação na curva de polarização estacionária, Fig.1. As bandas observadas no espectro Raman da Fig. 7d correspondem a uma nova espécie formada na superfície do cobalto, espécie responsável pela passivação do metal. Por comparação com o espectro Raman do composto puro, as bandas da Fig . 7d correspondem ao Co3 O4. As bandas observadas nas Figs. 5 e 6 correspondem ao espalhamento Raman da solução de ensaio. Devido ao forte espalhamento da solução de trabalho, o espectro Raman da superfície do cobalto só é obtido quando o eletrodo e tirado da célula eletroquímica. 4. DISCUSSÃO Os íons carbonato e bicarbonato são espécies ativas durante o processo de transferência de carga e no transporte de massa na dissolução anódica do cobalto, segundo visto nos resultado apresentados nas Figs. 1-3. Mas, de acordo com as medidas de pH local, o pH da interface permanece constante durante o processo eletroquímico, significando que o efeito buffer do sistema carbonato / bicarbonato existe. O resultado das medidas de pH local pode ser interpretado assumindo-se que as espécies KHCO3 e K2 CO3 estão em excesso na superfície, mantendo a concentração de hidrogênio [H+]0 constante. Conseqüentemente, a razão entre as espécies [CO3 2-] / [HCO3-] igualmente permanece constante na superfície, e o transporte de massa não poderia estar associado à existência de um gradiente de concentração dessas espécies. Neste caso, é necessário assumir que o transporte de massa pode ser devido a um íon complexo de cobalto envolvendo os íons carbonato ou bicarbonato. Na literatura [5] é proposto que o íon complexo Co(CO3 )2- é o responsável pelo transporte de massa da superfície do eletrodo até o seio da solução. Pelo que, as seguintes reações podem ser consideradas: k1 Co + HCO3- → (CoHCO 3)ads + e- (2) Sair 6ª Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos k2 → Co(CO3) 22- + 2H+ + e(CoHCO3)ads + HCO3- ← (3) k −2 Onde (CoHCO3) ads = θ1 é uma espécie adsorvida na superfície do eletrodo seguindo a isoterma de Langmuir. O balanço de carga para as reações (2) e (3) é: I1 = K 1 (1 − θ1) + K 2 θ1 − K − 2 [Co (CO 3) 22 − ] F (4) O balanço de massa é: βd θ1 = K 1 (1 − θ1) − K 2 θ1 + K − 2 [Co (CO 3) 22− ] dt A expressão para a corrente estacionária pode ser escrita como: I 1−1 = (K 1 + K 2 ) K −2 + LÙ 2FK 1K 2 2FDK 2 −1/2 (5) (6) A Eq. (6) pode ser comparada com o segundo termo do lado direito da Eq. (1). Para simular os resulta dos experimentais é necessário adicionar uma corrente não difusional I0 na expressão total da corrente. De acordo com os resultados da espectroscopia Raman só o óxido de cobalto foi detectado na superfície do metal. Na literatura [6] é proposto que esse óxido se forma mediante a reação eletroquímica entre Co e H2O. Pode -se considerar que a reação proposta por [6] produziria a corrente I0. Por outro lado, a corrente I0 esta influenciada pela concentração da solução, segundo o observado na Fig. 3,. Neste caso, pode-se assumir que os íons CO32- e HCO3 - têm uma função catalítica na reação eletroquímica: Co + CO3 2- → CoCO3 + 2e- (7) CoCO3 + H2 O → CoO + CO 3 + 2H 2- + (8) O processo global seria: k 3,[( CO )2 − ] 3 → (CoO) ads + 2H+ + 2e Co + H2O (9) O óxido pode ser dissolvido por [H+] como: k4 (CoO) ads + 2H+ → Co2+ + H2O (10) Onde o Co2+ pode ser considerado um complexo aquoso. O acoplamento entre I1 e a corre nte não difusional I0 produzida pela reação (9) pode ser considerado como: It = I0 + I1 ou It = I 0 + 1 I 1−1 (11) Sair 6ª Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos Onde It é a corrente anódica total. A Eq. (11) obriga a que a cobertura da superfície por θ1 dada pela reação (2) deva ser independente da cobertura feita por θ2 da reação (9). O mesmo foi considerado no processo de dissolução do cobre, no qual se propôs que dois processos independentes dividem a cobertura da superfície mediante os parâmetros (γ) e (1-γ) [7]. Tendo em conta a função de divisão de superfície (γ), a eqn. (6) deve ser reescrita como: I 1−1 = (K 1 + K 2 ) K −2 + LÙ −1/2 2(1 − γ )FK 1K 2 2(1 − γ)FDK 2 (12) Agora I0 pode ser calculada independente de I1 de acordo com o mecanismo descrito pelas reações (9) e (10), como segue: Bala nço de carga: I0 = γK 3 (1 − θ 2) (13) 2F Balanço de massa: βd θ2 = K 3 (1 − θ2 ) − K 4 θ2 (14) dt Considerando o estado estacionário, a corrente I0 é: I0 = γ 2FK 3K 4 K3 +K4 (15) Substituindo a Eq (12) e a Eq (15) na (11), temos: It = γ 2FK 3K 4 + K3 +K4 1 (16) (K 1 + K 2 ) K −2 + LÙ −1/2 2(1 − γ)FK 1K 2 2 (1 − γ)FDK 2 Ao comparar com a Eq (1) pode -se escrever: I k−1 = (K 1 + K 2 ) 2 (1 − γ)FK 1K 2 e A −1 = K −2 L 2(1 − γ )FDK 2 (17) A corrente I 0 é dada pela Eq (13). As expressões completas dos termos da Eq (1) são: I0 = γ 2Fk 3k 4[H + ]20 [(CO 3 ) 2 − ] 0 exp( α 3F V) RT α3F k 3[(CO 3 ) ]0 exp( V ) + k 4[H + ]02 RT 2− (18) Sair 6ª Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos Ik = F V (α1 + α 2 )] 2FD (1 − γ )[HCO 3− ]0 k 2 RT A = , α1F α F FV + 2 k − 2[H ]0 exp( − )L k 1 exp( V ) + k 2 exp( 2 V ) RT RT RT 2F (1 − γ )[HCO 3− ] 0 k 1k 2 exp[ Similar aos resultados experimentais I 0 não está influenciada pelo transporte de massa mas é dependente do potencial e da concentração da solução do mesmo modo que a corrente Ik e o coeficiente de transporte de massa A. 5. CONCLUSÃO O comportamento eletroquímico do cobalto no meio de carbonato / bicarbonato pode ser explicado pelo acoplamento de duas correntes anódicas independentes It = I0 + I1 , onde I 0 é uma corrente não difusional e I 1 é a corrente da expressão de Koutecky-Levich. A concentração do ânion e o potencial de polarização influenciam ambas as correntes. A espectroscopia Raman mostrou claramente que durante a polarização anódica do cobalto gera-se um filme de CoO na região de dissolução ativa. A passivação do metal acontece mediante uma lenta transformação do CoO num filme passivo de Co 3O4. AGRADECIMENTOS Os autores agradecem a CAPES, CNPq, FAPERJ e FINEP, pelo apoio financeiro. Assim como ao instituto de química da Universidade de São Paulo pela colaboração nos ensaios Raman. REFERÊNCIAS [1] R. D. Cowling, A. C. Riddiford, Electrochim. Acta 14 (1969) 981. [2] W. K. Behl, J. E. Toni, J. Electroanal. Chem. 31 (1971) 63. [3] T. R. Jayaraman, V. K. Venkatesan, H. V. K. Udupa, Electrochim., Acta 20 (1975) 209. [4] G. W. Simmons, E Kellerman, H. Leidheiser, Jr., J. Electrochem. Soc. 123 (1976) 1276. [5] D. H. Davies, G. T. Burstein, Corros. Sci., 20 (1980) 973. [6] G. T. Burstein, D. H. Davies, Corros. Sci.,20 (1980) 989. [7] E. D’Elia, O. E. Barcia, O. R. Mattos, N. Pébère, B. Tribollet, J. Electrochem. Soc. 143 (1996) 961. [8] F. 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(a) 0.375M KHCO 3 + 0.025M K2 CO3; (b) 0.75M KHCO 3 + 0.05M K 2CO3. 50 Sair 6ª Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos 10 8 -2 0.4 Ik / mA cm Io / mA cm -2 0.5 0.3 0.2 6 4 2 0.1 0.0 0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 0 0.0 3.5 0.5 1.0 C 2.0 C 2.5 3.0 3.5 1/2 0.3 A / mA cm rpm -2 1.5 0.2 0.1 0.0 0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 3.5 C Fig. 3. Dependência dos parâmetros de ajuste (Fig. 2) dados pela eqn 1 sobre a concentração da solução. ( ) –1.0 VSSE , ( ) –0.97V SSE , ( ) –0.90 VSSE , ( ) –0.87 VSSE. 0.30 9.00 i pHlocal 8.98 8.96 0.20 8.94 0.15 8.92 0.10 8.90 0.05 8.88 pH i / mA.cm -2 0.25 8.86 0.00 -1.08 -1.04 -1.00 -0.96 -0.92 -0.88 8.84 -0.84 E / V ESS Fig. 4. Medidas de pH local durante a polarização estacionária do Co em KHCO3 0,75M + K2CO3 0.05M. pH da solução 8,9. Sair 6ª Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos 1750 1750 E= -0.99 V S S E 1014 PCA 1500 1500 1014 Intensidade / unid. arb. 1063 1250 1250 1000 1000 750 200 2500 400 600 800 1000 1200 1063 750 400 1750 600 E= -0.90 V SSE 2250 1063 1750 1000 800 1200 1500 1250 600 1000 E= -0.87 V SSE 1014 2000 1500 400 800 1000 1200 1014 1063 750 400 600 800 1000 1200 número de onda / cm-1 Fig. 5. Espectros Raman in - situ do Co em KHCO3 0,75M + K2CO3 0.05M, sem renovação da solução, para diferentes potenciais de polarização anódica. 1600 1600 PCA= -1.02 V S S E 1400 E= -0.96 VE S S 1400 1200 1200 1012 1012 Intensidade / unid. arb. 1000 1000 1064 800 1064 800 600 400 600 600 800 1000 1200 1600 400 600 800 1000 E = - 0 . 9 0 V ESS E= -0.88 V E S S 1400 1400 1200 1200 1012 1012 1000 1000 1064 1064 800 800 600 600 400 1200 1600 600 800 1000 1200 400 600 -1 800 1000 1200 número de onda / cm Fig. 6. Espectros Raman in - situ do Co em KHCO3 0,75M + K2CO 3 0.05M, com renovação da solução, para diferentes potenciais de polarização anódica. Sair 6ª Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos 1000 900 (a) 800 (b) 800 700 524 Intensidade / unid. arb. 600 524 600 500 400 400 200 400 600 800 1000 1200 1400 400 600 800 1000 1200 800 (c) 1300 (d) 700 524 1200 600 1100 500 476 681 523 611 1000 400 900 300 800 400 600 800 1000 1200 200 400 -1 600 800 1000 1200 número de onda / cm Fig. 7. Espectros Raman ex - situ do Co em 0.75M KHCO3 + 0.05M K2 CO3 , at pH= 8.9, Ω = 100rpm, for different potentials: (a) OCP= -1.090 VSSE; (b) -1.030 VSSE;(c) –0.880 VSSE; (d) –0.820 VSSE.