A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO A MULTICULTURALIDADE Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 2 de 56 2012/2013 A 2014/2015 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 INTRODUÇÃO Um Projeto Educativo fundamenta-se na perceção de que a Escola – qualquer estabelecimento de educação público, privado ou cooperativo – tem de ser considerada como uma necessidade básica social, já que a educação preenche muitas finalidades da sociedade. Segundo a alínea i), do artº 3°, do Decreto Legislativo Regional nº 35/2006/ A, de 6 de Setembro, o Projeto Educativo é o documento que consagra a orientação educativa da Escola, elaborado e aprovado pelos seus órgãos de administração e gestão, para um período de três anos. Deverá expressar com clareza os princípios, os valores, as metas e as estratégias segundo as quais a Escola se propõe cumprir a sua função educativa. Face à evolução científica e tecnológica, à mutação de valores, às solicitações culturais e sócio -económicas e, consequentemente, às conceções de educação resultantes do desenvolvimento e interpretação da sociedade, temos que nos tornar, cada vez mais, conscientes da grande quantidade de finalidades que a Escola encerra. O projeto educativo do C.A.S.A integra, necessariamente, um campo lato de ação, onde as vertentes social e educacional funcionam, simultaneamente, como instrumento de motivação e de trabalho, enquadradas nas normas do regulamento interno da Instituição. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 3 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 CAPITULO I | QUEM SOMOS 1. PRINCÍPIOS E VALORES QUE ORIENTAM O PROJETO 1.1. CONCEÇÃO DE EDUCAÇÃO E DE ESCOLA Segundo o Principio Sétimo da Declaração dos Direitos da Criança, adotada pela Assembleia das Nações Unidas de 20 de Novembro de 1959, toda a criança tem direito a receber educação, capaz de promover a sua cultura geral e de a capacitar, em condições de iguais oportunidades, para o desenvolvimento das suas aptidões, das suas capacidades de emitir juízo e do seu senso de responsabilidade moral e social, para se tornar um membro útil na e para a sociedade. Potencia-se, desta forma, uma ampla oportunidade para a criança brincar e divertir-se, visando, sempre, as orientações da sua educação. Cumprindo os propósitos do seu fundador, Bernardo Manuel da Silveira Estrela, e os princípios orientadores da criação de IPSS o Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel da Silveira Estrela foca a sua área de intervenção no apoio à infância, à juventude e à família, quer através do trabalho das diversas valências – Creche, Creche Familiar, Jardim de Infância, Ateliê de Tempos Livres, Centro de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil –, quer através de uma progressiva disponibilidade e abertura à comunidade que se ramificam através de diferentes parcerias e possibilidades de novas iniciativas e projetos. Deste modo, a conceção de educação da Instituição integra a função social e educacional de uma forma intrínseca e interativa. A preocupação ancestral do seu fundador e sucessores alicerçou-se sempre no combate aos problemas sociais resultantes do abandono familiar dos rapazes e da sua condição de órfãos. Considerando, então, que a educação é um processo social, a responsabilidade pelo efetivo cumprimento do objetivo da Escola recai em geral e em cada um de nós em particular. O C.A.S.A. reporta para si tais responsabilidades e possui bem delineadas as suas componentes educativa e social, não as gerindo de forma díspar, antes de forma contextualizada e integrada. Na componente educativa dá resposta ao currículo que a suporta e na componente social atende às características e problemáticas predominantes do meio educativo em que se insere – cidade da Ribeira Grande – numa tentativa de incutir a reformulação de hábitos e mentalidades dos indivíduos, perspetivando o reforço e preservação dos laços, rituais e cuidados familiares. O dia-a-dia educativo refletirá, deste modo, toda a hierarquia da sociedade e todos os fenómenos sociais que estão ligados à vida comunitária. 1.2. OBJETIVOS E VALORES Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 4 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 Considerando os princípios orientadores da fundação das IPSS’s e a visão educativa redesenhada ao longo de 133 anos de existência do C.A.S.A., definem-se os objetivos gerais para os seus diferentes locus de ação, de forma a mobilizar competências de cidadania nas crianças, jovens, família e comunidade. Assim sendo, enunciam-se vários objetivos: 1.2.1. Assegurar que a prática educativa permite o envolvimento no processo de ensino/ aprendizagem; 1.2.2. Construir estratégias de ação capazes de gerar autonomia e responsabilização individual e coletiva; 1.2.3. Elaborar o plano anual de atividades para as diversas valências e programas da Instituição de forma a instituir práticas pedagógicas integrantes, contextualizadas e significativas; 1.2.4. Promover o desenvolvimento de competências de raciocínio lógico – matemático, de investigação, de formação de conceitos; 1.2.5. Fomentar o gosto pela leitura e pela escrita; 1.2.6. Contribuir para a formação pessoal e social, através da aprendizagem de regras e valores democráticos; 1.2.7. Encorajar ao espírito de iniciativa, ao pensamento crítico e à autoestima; 1.2.8. Criar envolvimento com as famílias e comunidade geral, nomeadamente no que respeita ao processo de ensino/aprendizagem; 1.2.9. Fomentar e partilhar relações de cooperação e de trabalho em equipa com todos os intervenientes educativos e colaboradores; 1.2.10. Promover e participar em formação contínua, procurando dar resposta às necessidades dos diversos profissionais, numa perspetiva de resolução de problemas identificados na prática; 1.2.11. Estabelecer elos de ligação com diferentes entidades, criando protocolos e parcerias no sentido de instituir intervenções consertadas na comunidade. 1.3. POSICIONAMENTO PEDAGÓGICO Enquanto educadores, professores, monitores, amas e demais técnicos, torna-se importante conhecer todos os fenómenos do ambiente educativo, assim como os objetivos a que a Instituição se propõe, para serem criadas condições, tão boas quanto possível, para todos os sujeitos educativos e para cada um, individualmente. Os melhores interesses da criança e do jovem serão a diretriz a nortear a ação dos responsáveis pela sua educação e orientação, que se assumem como modelos de comportamento a seguir. Esta responsabilidade cabe à família, primeiro microssistema de socialização dos indivíduos e, em segundo lugar, numa perspetiva de constante cooperação, à Escola, microssistema potenciador do alargamento dos campos de socialização dos indivíduos. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 5 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 Motivar experiências individuais e coletivas, num contexto saudável, equilibrado e acolhedor; contribuir para a construção ativa de atitudes e comportamentos; usufruir do trabalho de equipa; adquirir capacidades de auto e hétero avaliação e desenvolver o sentido crítico numa linha cívica, deverão, sempre, ser procedimentos transversais à metodologia adotada. Neste seguimento, o C.A.S.A abre o campo da metodologia de ação a vários modelos de educação, destacando-se o High-Scope, o Reggio Emília e o Movimento da Escola Moderna (MEM), como modelos que melhor se adequam ao processo de ensino-aprendizagem das crianças, e a estrutura Multiatividades/Multiaprendizagens do Manual de Sistemas de Aprendizagem Global para a Empregabilidade (SAGE) como base que suporta o trabalho de estabilização dos jovens. Acreditamos, que a integração destas diferentes conceções possibilitam a procura de uma verdadeira igualdade de oportunidades para todos, de acordo com o contexto real de cada um. O modelo High-Scope pressupõe que as crianças construam uma compreensão própria do mundo através do envolvimento ativo com pessoas, materiais e ideias. Tendo como base as teorias construtivistas de Piaget, esta abordagem sugere que todas as crianças adquiram conhecimento experimentando ativamente o mundo à sua volta – escolhendo, explorando, manipulando, praticando, transformando, fazendo experiencias. As experiencias de aprendizagem pela ação influenciam cada aspeto do trabalho com as crianças e formam o centro do currículo. No modelo Reggio Emília subentende-se seguir uma linha de orientação idêntica, ou seja, os agentes são «encorajadas a explorar o ambiente e a expressar-se usando diversas formas de linguagem ou modos de expressão, incluindo palavras, movimento, desenho, pintura, modelagem, colagem, jogo dramático e música» (Formosinho, 1996:101). Segundo o mesmo autor, as crianças «devem ser capazes de representar observações, ideias, memórias, sentimentos e novos conhecimentos, numa variedade de formas que vão desde o jogo ao desenho» (Formosinho, 1996:101). Em relação ao modelo do Movimento da Escola Moderna (MEM), evidencia-se que as crianças desenvolvam valores de respeito, de autonomização e de solidariedade; que partilhem interesses e vontades de aprender, num processo de «cooperação e interajuda (todos ensinam e aprendem)» (Formosinho, 1996:141), potencializando-se atividades que motivem o diálogo e a partilha de conhecimento. O SAGE - MultiActividades/MultiAprendizagens, integra a visão do desenvolvimento integral e saudável do jovem; da relação como instrumento privilegiado de mudança; da existência da figura do mediador para a igualdade e do modelo de mudança de Prochaska & DiClimente (1982); da promoção do desenvolvimento pessoal pela implementação de processos de auto conhecimento, do desenvolvimento de estratégias de auto controlo e de atividades que permitam a realização pessoal e social e a construção de uma auto estima positiva no público-alvo, através da participação em diversas atividades. O objetivo deste espaço e destas Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 6 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 atividades é preparar os jovens, de modo a criar estabilidade para aderirem a um esquema de formação/inserção sócio-laboral mais estruturado. 2. A INSTITUIÇÃO 2.1. ENQUADRAMENTO LEGAL O C.A.S.A. é uma Instituição centenária, fundada em 1879, com natureza de pessoa coletiva de utilidade pública. Através do estabelecimento de diversos Acordos de Cooperação, o Governo Regional compromete-se a apoiar financeiramente o funcionamento das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS´s), de modo a viabilizar o acesso e a frequência de todas as crianças e jovens, independentemente do nível socioeconómico das respetivas famílias. O Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela é uma IPSS, sem fins lucrativos, que integra, atualmente, 5 acordos de cooperação que sustentam o funcionamento das suas cinco valências: Creche – acordo de cooperação n.º 96; Jardim de Infância – acordo de cooperação n.º 520; Ateliê de Tempos Livres – acordo de cooperação n.º 521; Creche Familiar – acordo de cooperação n.º 512; Centro de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil – acordo de cooperação n.º 682. Neste seguimento, e de acordo com a Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar (lei nº 5/97, de 10 de Fevereiro) e com o Decreto-Lei nº 147/97, de 11 de Junho, a valência jardim de infância integra a Rede Regional da Educação Pré-Escolar que engloba duas redes complementares: a rede pública e a rede privada. 2.2. ÓRGÃOS SOCIAIS São Órgãos Sociais da Instituição a Assembleia Geral, a Direção e o Conselho Fiscal, cujas competências estão elencadas nos artigos 45.º, 58.º e 66.º, respetivamente, dos estatutos em vigor da Instituição, que sustentam a estrutura hierárquica que compõe o organigrama da Instituição, presente no capítulo I do Regulamento Interno da Instituição. Neste seguimento, as competências da Coordenação da Instituição são, também, definidas no Regulamento Interno, com vista a uma execução mais eficiente das deliberações da Direção. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 7 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 2.3. AS VALÊNCIAS 2.3.1.Creche Proporcionar o bem-estar e desenvolvimento integral das crianças num clima de segurança afetiva e física, durante a sua presença na Instituição, através de um atendimento individualizado; Colaborar estreitamente com a família numa partilha de cuidados e responsabilidades em todo o processo evolutivo das crianças; Colaborar de forma eficaz no despiste precoce de qualquer inadaptação ou deficiência assegurando o seu encaminhamento adequado; Permitir a cada criança, através da participação na vida em grupo, a oportunidade da sua inserção na sociedade; OBJETIVOS Criar um ambiente propício ao desenvolvimento pessoal e social de cada criança, de forma a ser capaz de se situar e expressar num modo de compreensão, respeito e aceitação de cada um; Favorecer a inter-relação família/Instituição/comunidade, em ordem a uma valorização, aproveitamento e rentabilização de todos os recursos do meio envolvente; Promover o desenvolvimento da autoestima, autonomia, autorresponsabilização, incentivando a criança a participar em atividades que visem uma partilha de tarefas e responsabilidades; Fomentar o gosto constante pela descoberta e atualização dos conhecimentos. Sala de Bebés PÚBLICO-ALVO ORGANIZAÇÃO LOTAÇÃO COLABORADORES Crianças entre os 4 e os 12 meses de idade. 1 Sala de atividades 8 2 Ajudantes de Educação Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 8 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 Sala de 1 Ano Sala de 2 Anos 2 Ajudantes de Educação Crianças entre os 12 e os 24 meses de idade. 1 Sala de atividades Crianças entre os 24 e os 36 meses de idade. 1 Sala de atividades 14 1 Educadora de Infância 2 Ajudantes de Educação 18 1 Educadora de Infância 6 Ajudantes de Educação Total 3 Salas de atividades 40 2 Educadoras de Infância Adquirir o grau de segurança afetiva e emocional que corresponde o seu momento madurativo; Adaptar-se gradualmente às atividades diárias de alimentação, sono e higiene pessoal; Identificar e expressar as necessidades básicas de saúde e bem-estar; Descobrir e conhecer o seu próprio corpo; discriminar dados sensoriais, descobrir e utilizar as próprias possibilidades motoras, sensitivas e expressivas (sorrir, chorar, gestos …); COMPETÊNCIAS Relacionar-se com os adultos, respondendo às suas mensagens e afeto; Expressar sentimentos de alegria e afeto para com os adultos, com quem se relacionam habitualmente; Observar e explorar ativamente o contexto onde está inserido; Aceitar a presença e companhia do outro; Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 9 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 Iniciar a cooperação na recolha dos brinquedos; Compreender as mensagens que comunica o adulto, a partir do tom de voz, expressão facial e gestos globais; Comunicar e expressar-se através do movimento, gestos e som corporal; Desfrutar com jogos de contato, as canções, a música e o movimento; Mostrar uma participação ativa nas diversas propostas para jogar; Formar uma imagem positiva de si própria; Colaborar nas atividades quotidianas de alimentação, repouso e higiene pessoal; Comportar-se de acordo com os hábitos e normas, avançando gradualmente para autonomia pessoal; Desenvolver atitudes de cooperação progressiva em cada uma das rotinas diárias; Comunicar e expressar-se através de palavras e na construção de pequenas frases; Desfrutar a exploração e a manipulação de materiais de expressão plástica. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 10 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 2.3.2.Creche Familiar Proporcionar o bem-estar e desenvolvimento integral das crianças num clima de segurança afetiva e física, durante a sua presença no espaço educativo da ama, através de um atendimento individualizado; Colaborar estreitamente com a família numa partilha de cuidados e responsabilidades em todo o processo evolutivo das crianças; Colaborar de forma eficaz no despiste precoce de qualquer inadaptação ou deficiência assegurando o seu encaminhamento adequado; Permitir a cada criança, através da participação na vida em grupo, a oportunidade da sua inserção na sociedade; OBJETIVOS Criar um ambiente propício ao desenvolvimento pessoal e social de cada criança, de forma a ser capaz de se situar e expressar num modo de compreensão, respeito e aceitação de cada um; Favorecer a inter-relação família/espaço educativo/Instituição/comunidade, em ordem a uma valorização, aproveitamento e rentabilização de todos os recursos do meio envolvente; Promover o desenvolvimento da autoestima, autonomia, autorresponsabilização, incentivando a criança a participar em atividades que visem uma partilha de tarefas e responsabilidades; Fomentar o gosto constante pela descoberta e atualização dos conhecimentos. PÚBLICO-ALVO Ribeirinha Santa Bárbara Ribeira Seca Pico da Pedra Crianças dos 3 meses, aos 36 meses de idade. ORGANIZAÇÃO LOTAÇÃO COLABORADORES 1 Espaço Educativo 4 1 Ama 1 Espaço Educativo 4 1 Ama 1 Espaço Educativo 4 1 Ama 1 Espaço Educativo 4 1 Ama Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 11 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 Fenais da Luz 2 Espaços Educativos 8 2 Amas S. Vicente Ferreira 2 Espaços Educativos 8 2 Amas Furnas 1 Espaço Educativo 4 1 Ama 9 Amas 9 Espaços Educativos Total 36 1 Educadora de Infância COMPETÊNCIAS Adquirir o grau de segurança afetiva e emocional que corresponde o seu momento maturativo; Adaptar-se gradualmente às atividades diárias de alimentação, sono e higiene pessoal; Identificar e expressar as necessidades básicas de saúde e bem-estar; Descobrir e conhecer o seu próprio corpo; discriminar dados sensoriais, descobrir e utilizar as próprias possibilidades motoras, sensitivas e expressivas (sorrir, chorar, gestos …); Relacionar-se com os adultos, respondendo às suas mensagens e afeto; Expressar sentimentos de alegria e afeto para com os adultos, com quem se relacionam habitualmente; Observar e explorar ativamente o contexto onde está inserido; Aceitar a presença e companhia do outro; Iniciar a cooperação na recolha dos brinquedos; Compreender as mensagens que comunica o adulto, a partir do tom de voz, expressão facial e gestos globais; Comunicar e expressar-se através do movimento, gestos e som corporal; Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 12 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 Desfrutar com jogos de contato, as canções, a música e o movimento; Mostrar uma participação ativa nas diversas propostas para jogar; Formar uma imagem positiva de si própria; Colaborar nas atividades quotidianas de alimentação, repouso e higiene pessoal; Comportar-se de acordo com os hábitos e normas, avançando gradualmente para autonomia pessoal; Desenvolver atitudes de cooperação progressiva em cada uma das rotinas diárias; Comunicar e expressar-se através de palavras e na construção de pequenas frases; Desfrutar a exploração e a manipulação de materiais de expressão plástica. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 13 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 2.3.3.Jardim de Infância OBJETIVOS Sala 1 Sala 2 Proporcionar o bem-estar e desenvolvimento integral das crianças num clima de segurança afetiva e física, durante a sua presença na Instituição, através de um atendimento individualizado; Colaborar estreitamente com a família numa partilha de cuidados e responsabilidades em todo o processo evolutivo das crianças; Colaborar de forma eficaz no despiste precoce de qualquer inadaptação ou deficiência assegurando o seu encaminhamento adequado; Permitir a cada criança, através da participação na vida em grupo, a oportunidade da sua inserção na sociedade; Criar um ambiente propício ao desenvolvimento pessoal e social de cada criança, de forma a ser capaz de se situar e expressar num modo de compreensão, respeito e aceitação de cada um; Favorecer a inter-relação família/Instituição/comunidade, em ordem a uma valorização, aproveitamento e rentabilização de todos os recursos do meio envolvente; Promover o desenvolvimento da autoestima, autonomia, autorresponsabilização, incentivando a criança a participar em atividades que visem uma partilha de tarefas e responsabilidades; Fomentar o gosto constante pela descoberta e atualização dos conhecimentos. PÚBLICO-ALVO ORGANIZAÇÃO LOTAÇÃO* Crianças dos 3 aos 4 anos de idade. 1 Sala de atividades 19 / 22 Crianças dos 4 aos 6 anos de idade. 1 Sala de atividades COLABORADORES 2 Ajudantes de Educação 1 Educadora de Infância 2 Ajudantes de Educação 19 / 22 1 Educadora de Infância Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 14 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 4 Ajudantes de Educação Total 2 Salas de atividades 38 2 Educadoras de Infância Formar uma imagem ajustada e positiva de si própria, identificando as suas características e qualidades pessoais; Identificar os seus próprios sentimentos, emoções, necessidades e comunica-las aos outros; Progredir na aquisição de hábitos, valores e atitudes, relacionadas com o bem-estar e segurança pessoal e o fortalecimento da saúde; Progredir para o controlo completo dos esfíncteres; Identificar-se com pessoas do mesmo sexo; Descobrir e utilizar as suas próprias possibilidades motrizes, sensitivas e expressivas, adequadas às diversas atividades desenvolvidas na sua vida quotidiana; COMPETÊNCIAS Aplicar a coordenação oculo-manual necessária para manipular objetos com grau de precisão cada vez maior; Mostrar uma atitude de respeito para com as características e qualidades de outras pessoas, e avaliando-as evitando atitudes descriminação em relação ao sexo, etnia… Conhecer as regras e os modos de comportamento social dos grupos para estabelecer vínculos de inter-relação; Avaliar a importância do meio ambiente manifestando atitudes de respeito, avaliando e intervindo nas medidas das suas possibilidades. Atuar progressivamente, de acordo com as regras normais de comportamento; Aceitar os demais como companheiros de jogo e atividades; Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 15 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 Desenvolver a coordenação visual-motora e as capacidades da motricidade fina nos trabalhos de representação gráfica Desenvolver o autoestima Ler, interpretar e ordenar imagens; Formular perguntas e dar as suas próprias opiniões; Conhecer e identificar as vogais e o fonema nas palavras; Comparar e identificar propriedades de objetos; Desenvolver o eu preceptivo integrando a informação exterocetiva/interocetiva. *A lotação da valência pode ir no máximo até 44 crianças, 22 por sala, de acordo com aprovação da Direção Regional da Educação. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 16 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 2.3.4.Ateliê de Tempos Livres Proporcionar o bem-estar e desenvolvimento integral das crianças num clima de segurança afetiva e física, durante a sua presença na Instituição, através de um atendimento individualizado; Colaborar estreitamente com a família numa partilha de cuidados e responsabilidades em todo o processo evolutivo das crianças; Permitir a cada criança, através da participação na vida em grupo, a oportunidade da sua inserção na sociedade; Criar um ambiente propício ao desenvolvimento pessoal e social de cada criança, de forma a ser capaz de se situar e expressar num modo de compreensão, respeito e aceitação de cada um; OBJETIVOS Favorecer a inter-relação família/Instituição/comunidade, em ordem a uma valorização, aproveitamento e rentabilização de todos os recursos do meio envolvente; Promover o desenvolvimento da autoestima, autonomia, autorresponsabilização, incentivando a criança a participar em atividades que visem uma partilha de tarefas e responsabilidades; Fomentar o gosto constante pela descoberta e atualização dos conhecimentos. ATL PÚBLICO-ALVO ORGANIZAÇÃO Crianças dos 6 aos 12 anos de idade. 1 Sala de atividades LOTAÇÃO COLABORADORES 1 Profª do 1º Ciclo do Ensino Básico 20 1 Animadora Cultural 1 Profª do 1º Ciclo do Ensino Básico Total 1 Sala de atividades 20 1 Animadora Cultural Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 17 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 Mobilizar saberes culturais, científicos e tecnológicos para compreender a realidade e para abordar situações e problemas do quotidiano; Usar adequadamente linguagens das diferentes áreas do saber cultural, científico e tecnológico para se expressar; Usar corretamente a língua portuguesa para comunicar de forma adequada e para estruturar pensamento próprio; Adotar metodologias personalizadas de trabalho e de aprendizagem, adequadas a objetivos visados; Pesquisar, selecionar e organizar informação para a transformar em conhecimento mobilizável; Adotar estratégias adequadas à resolução de problemas e à tomada de decisões; Realizar atividades de forma autónoma, responsável e criativa; Cooperar com outros em tarefas e projetos comuns; Relacionar harmoniosamente o corpo com o espaço, numa perspetiva pessoal e interpessoal promotora de saúde e de qualidade de vida. COMPETÊNCIAS Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 18 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 2.3.5.Centro de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil Desenvolver metodologias e estratégias inovadoras para as problemáticas detetadas junto dos jovens em risco; Articular as metodologias, atividades e respostas na implementação conjunta de medidas socioeducativas que facilitem a reintegração escolar e social; Estruturar metodologias, atividades e respostas na promoção partilhada junto de empresas e outras entidades de responsabilidade social, tendo como objetivo a integração profissional dos jovens; Integrar jovens em ateliês ocupacionais/temáticos; OBJETIVOS Promover, conjuntamente com outras entidades, estratégias de prevenção nas áreas da saúde a que os jovens apresentam uma maior vulnerabilidade: dependências, planeamento familiar, sexualidade e gravidez na adolescência; Promover a articulação entre equipas técnicas dos CDIJ e a Equipa Multidisciplinar Especializada de Apoio Integrado ao Jovem em Risco no diagnóstico, planeamento, integração e avaliação das intervenções delineadas para cada jovem em risco; Colaborar na elaboração de estudos/diagnóstico sobre problemáticas da juventude com especial incidência sobre os jovens, o sistema de proteção e o sistema de justiça; Desenvolver estratégias lúdico-pedagógicas na comunidade (negociação ou contrato), que se caraterizam por visitas de estudo, atividades desportivas ou lúdicas, passeios pedestres, idas à praia, piqueniques, entre outras. PÚBLICO-ALVO ORGANIZAÇÃO LOTAÇÃO Ateliê Afetos, Sexualidade e Planeamento Familiar CDIJ Jovens em risco dos 14 aos 22 anos de idade. COLABORADORES 1 Profª do 1º Ciclo do Ensino Básico Ateliê Alfanumérico Ateliê Com PAIS 30 Ateliê Competências Pessoais e Sociais 1 Sociólogo Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 19 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 Ateliê Conselhos de Cooperação 1 Psicóloga Ateliê CRIA Ateliê Descoberta & Aventura 2 Animadores Sociocultural Ateliê Empregabilidade & Orientação Profissional Ateliê Participação Comunitária 1 Monitora de Inserção 2ª Ateliê Saúde & Adições Ateliê TIC – Tou Info Competente Total COMPETÊNCIAS 30 Compreender os afetos Compreender os comportamentos saudáveis face à sexualidade Compreender e produzir discursos orais e não-verbais em situações diversificadas Ler e interpretar informação Escrever documentos diversificados Compreender e usar conexões matemáticas em contextos de vida Diminuição do grau de disfunção comportamental Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 20 de 56 6 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 Desenvolver as competências de comunicação e expressão artística Conhecer novos desportos, espaços e sensações Desenvolver hábitos de prática desportiva Desenvolver o auto-conhecimento vocacional, interesses e aptidões profissionais Conhecer e explorar o mundo das profissões Promover técnicas de procura ativa de emprego Promover a tomada de decisão na construção de um projeto de vida conducente à plena integração social (continuação de estudos/formação, ingressão no mercado de trabalho ou outra opção) Adquirir comportamentos saudáveis ao nível da saúde e higiene Conhecer as consequências associadas ao consumo do álcool e substâncias psicoativas Desenvolver e adquirir conhecimentos na área das TIC Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 21 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 2.4. POTENCIALIDADES Todas as valências, serviços e intervenientes que integram a Instituição procuram organizar-se como uma comunidade educativa, ou seja, funcionar numa dinâmica participativa – desde direção, funcionários e colaboradores, passando pelas crianças, jovens, pais, encarregados de educação, famílias, associados e meio envolvente. Assim, a atuação global predominante assenta nos pilares do trabalho de equipa, da reflexão, da auto e hétero avaliação, da capacidade e da aceitação da crítica construtiva, do respeito e consideração do outro; da busca da aprendizagem e inovação contínuas. A par desta linha de atuação, em permanente construção, a estabilidade do corpo de colaboradores assumese, de igual forma, como um fator benéfico, pois potencializa uma maior solidez e enriquecimento progressivo de todos os agentes e ação preconizada. O bem-estar e segurança, a auto estima e conformo são, assim, premissas de partida para cada um dos intervenientes da ação preconizada – crianças e pais; colaboradores e comunidade educativa. Por fim, destaca-se a localização geográfica da Instituição, que lhe possibilita um fácil acesso ao centro da cidade mas, simultaneamente, lhe atribui calma e tranquilidade numa área de implementação ampla e verde. Porém, esta última característica encontra-se em alteração devido à construção de um novo edifício para creche e da futura escola básica integrada de ribeira grande, reduzindo fortemente a área verde e envolvente da Instituição, preenchendo a mesma de novas caraterísticas, perspetivando-se a criação, no seu todo, de um complexo educacional que esperamos que se venha a afirmar como possibilitador e agregador de respostas eficazes para as famílias da respetiva comunidade educativa. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 22 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 CAPITULO II | ONDE ESTAMOS – DIAGNÓSTICO 1. O MEIO A Instituição C.A.S.A. localiza-se na freguesia de Matriz, concelho de Ribeira Grande, na costa norte da ilha de S. Miguel, a maior e mais populosa das nove ilhas que constituem o arquipélago dos Açores. O concelho de Ribeira Grande é um dos seis que integram a ilha de São Miguel, sendo circundado a norte pelo oceano atlântico, a leste pelo concelho de Nordeste, a sueste pelo concelho de Povoação, a sul pelo concelho de Vila Franca do Campo e de Lagoa e a sudoeste e oeste pelo concelho de Ponta Delgada. 2. CARATERIZAÇÃO DEMOGRÁFICA O concelho da Ribeira Grande é constituído por catorze freguesias: Matriz, Conceição, Ribeirinha, Ribeira Seca, Santa Bárbara, Calhetas, Pico da Pedra, Rabo de Peixe, Porto Formoso, São Brás, Maia, Lomba da Maia, Fenais d’Ajuda e Lomba de São Pedro. Constituem a sede de concelho as freguesias de Matriz e Conceição. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (Censos 2011), Ribeira Grande possui 32.112 habitantes, distribuídos pelas suas catorze freguesias, de acordo com a tabela que se segue: Freguesia População Área Freguesia População 2 Área Freguesia População 2 (Km ) Área 2 (Km ) (Km ) Calhetas 988 4.70 Conceição 2425 12.74 Maia 2000 21.97 Pico da Pedra 2909 6.56 Matriz 3968 10.82 Lomba da Maia 1152 20.47 Rabo de Peixe 8866 16.98 Ribeirinha 2349 17.75 Fenais da Ajuda 1131 14.33 Santa Barbara 1275 12.73 Porto Formoso 1265 11.46 Lomba de São Pedro 284 6.99 Ribeira Seca 2950 12.51 São Brás 650 9.49 Maia 2000 21.97 TABELA1: CARATERIZAÇÃO DEMOGRÁFICA DO CONCELHO DE RIBEIRA GRANDE. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 23 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 3. RELEVO/ENVOLVENTE AMBIENTAL/CLIMA O concelho da Ribeira Grande é dominado pelo maciço vulcânico da Serra de Água de Pau. É na caldeira desta serra que se localiza a Lagoa do Fogo, cuja última erupção se deu há 450 anos, em 1563. A Lagoa do Fogo é, pela sua influência na paisagem local, pelas suas caraterísticas de acolhimento de diversas espécies animais e vegetais e pela sua beleza natural um dos principais pontos de interesse turístico da região. As principais elevações do concelho situam-se a 947 metros de altitude (Barrosa) e a 890 metros (Monte Escuro), onde se localiza a nascente da maior linha de água do concelho. A vegetação é muito fértil, com espécies variadíssimas e abundantes, predominando nos montes a criptoméria, árvore originária do Japão. Na reserva natural da Lagoa do Fogo, eleita uma das 7 maravilhas naturais de Portugal, podemos encontrar uma importante reserva natural com preciosos exemplares da flora local, como a queiró, a urze, o cedro do mato e o louro. A zona litoral é extremamente recortado e nela predominam as arribas, entrecortadas por troços de praia (Areal de Santa Bárbara, praia de Monte Verde, praia dos Moinhos e praia da Viola). O restante território é explorado pela agropecuária e as pastagens nas terras altas e pela agricultura nas baixas. O clima assemelha-se ao restante arquipélago, sendo ameno e temperado marítimo. Derivado da sua localização na costa norte da ilha de São Miguel, a Ribeira Grande conta com um clima mais fresco e seco do que o sul da ilha. A temperatura média anual ronda os 17ºC. 4. ENVOLVENTE HISTÓRICA/CULTURAL/DESPORTIVA As atividades com maior preponderância na Ribeira Grande estão relacionadas com o Chá, o Comércio, a Construção Civil, a Geotermia, os Laticínios, Licores, Pescas e Turismo. Como terceiro concelho mais populoso da Região Autónoma dos Açores, apresenta um relevante peso dentro da economia açoriana. No que respeita às estruturas e atividades que a cidade desenvolve e coloca ao dispor da sua comunidade, afirmando-se como recursos para a ação educativa preconizada o concelho oferece um leque variado e com potencialidades. Do ponto de vista patrimonial e cultural, as freguesias de Matriz, onde se localiza o C.A.S.A, e a freguesia de Conceição, formam um dos lugares da Região que apresenta maior riqueza. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 24 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 No que concerne a monumentos religiosos destacamos: Igreja de Nossa Senhora da Estrela, igreja matriz; Igreja da Nossa Senhora da Conceição; Igreja do Espírito Santo; Convento dos Frades; Igreja do Senhor dos Passos; Várias ermidas, como as de Santo André, Santa Luzia e a de Nossa Senhora da Salvação. No que diz respeito a monumentos de natureza cultural, temos a nosso dispor o Museu da Ribeira Grande, que integra: Casa da Cultura; Casa do Arcano; Museu da Emigração Açoriana; Arquivo Municipal da Ribeira Grande; Teatro Ribeiragrandense; Casa Lena Gal. No âmbito da atividade desportiva, a par da atividade de diversas associações, destacamos: Ginásio Municipal da Ribeira Grande; Piscina Viriato Madeira; Piscinas Municipais da Ribeira Grande; Clube de Ténis; Pavilhão de atletismo de S. Miguel; Estádio Municipal da Ribeira Grande; Vários campos sintéticos distribuídos pela cidade. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 25 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 5. ENVOLVENTE SÓCIO EDUCATIVA Em termos globais, o concelho de Ribeira Grande apresenta uma rede escolar muito heterogénea, coexistindo edifícios de qualidade e corretamente dimensionados com outros, que pela data de construção, apresentam sinais de alguma degradação. Ao nível dos estabelecimentos de ensino, o concelho integra: Escola Básica Integrada da Maia (que abrange a zona norte do concelho); Escola Básica Integrada da Ribeira Grande (que abrange a zona centro do concelho); Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe (que abrange a zona sul do concelho); Escola Secundária da Ribeira Grande; Escola Profissional da Ribeira Grande. Ao nível de Instituições Particulares e/ou de Solidariedade Social, com valências direcionadas ao apoio da infância e juventude, a par da Instituição C.A.S.A., a sede de concelho integra: Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande; Centro de Bem-estar Jacinto Ferreira Cabido; Casa do Povo da Ribeira Grande. A Instituição estabelece parcerias com as diversas estruturas, nomeadamente ao nível da realização de estágios curriculares, intercâmbios e eventos do plano anual de atividades. No âmbito da valência CDIJ, a Instituição desenvolve desde 2011/2012 um projeto piloto de parceria com a Escola Secundária da Ribeira Grande com os objetivo de prevenir o insucesso, absentismo e abandono escolar e desenvolver uma intervenção formativa conducente à plena integração social. 6. CARATERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO O edifício sede da Instituição, onde funcionam as valências Creche, Jardim de Infância e Ateliê de Tempos Livres, situa-se num espaço verde e amplo, na Rua Cónego Cristiano Jesus Borges, na freguesia de Matriz, concelho de Ribeira Grande. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 26 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 A valência CDIJ encontra-se sediada na Rua Sousa e Silva, na mesma freguesia e concelho, no edifício sede do Sporting Club Ideal. A valência Creche Familiar tem a sua sede no edifício sede, desempenhando cada ama a sua atividade profissional nos respetivos espaços educativos. A entrada do espaço da Instituição é realizada por uma via pedonal, calcetada e ladeada, a sul por árvores, camélias, hortênsias e um muro baixo de pedra, e a norte, por árvores, camélias e um espaço relvado que a separa da via para veículos, alcatroada e ladeada a norte por hortênsias e um muro baixo de pedra. Estas duas vias estendem-se, em linha reta, desde o portão de entrada até à capela Nossa Senhora Auxiliadora, continuando o percurso alcatroado a contornar o edifício, a sul, com o parque de estacionamento, e a norte, com o acesso à garagem, estando as traseiras do edifício fechadas por um portão de cada lado e reservada à zona de recreio exterior e localização de um pequeno edifício, que funciona como lavandaria e sala de costura. A Instituição possui ainda um campo cimentado e uma ermida, Ermida de Nossa Senhora Auxiliadora, localizados na frente norte do edifício sede. O edifício é constituído por 3 pisos. No rés-do-chão localiza-se a sala de Direção, a sala de Secretaria e a sala de Arquivo; a sala do ATL, com casa de banho para as crianças, incluindo crianças com necessidades educativas especiais e arrecadação; duas salas de Jardim de Infância com dormitório, casa de banho para crianças, arrecadação; sala de audiovisuais, arrecadação e casa de banho para adultos. No 1º andar localiza-se a Creche, constituída por três salas – sala de bebés, sala de 1 ano, sala de 2 anos. A sala de bebés é constituída por uma muda de fraldas e dormitório; a sala de 1 ano é constituída por casa de banho adaptada à idade das crianças, muda de fraldas e dormitório; a sala de 2 anos é constituída por duas salas de atividades, casa de banho adaptadas às idades das crianças e com necessidades educativas especiais e dormitório, que funciona numa sala polivalente, que constitui também a Sala de Acolhimento e a Sala de Expressão Motora. Possui, ainda, uma Sala de trabalho para o pessoal docente com uma casa de banho. Neste piso funcionam também a Cozinha, a Copa de Leite e o Refeitório, servidas de duas arrecadações e uma casa de banho para adultos. O último piso apresenta dimensões inferiores aos anteriores e é de uso exclusivo dos funcionários da Instituição. Neste localizam-se instalações sanitárias para os funcionários masculinos e femininos, uma sala de arrecadação e uma sala de refeição e de estar. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 27 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 6.1. APLICAÇÃO DE QUESTIONÁRIOS DE SATISFAÇÃO AOS PAIS/ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO GRÁFICO 1 – CARACTERIZAÇÃO DOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO/PAIS POR GÉNERO 97 23 2 Masculino Feminino NS/NR Valência Masculino Feminino NS/NR Creche 5 23 0 Jardim de Infância 9 25 1 ATL 5 22 0 Creche Familiar 3 24 1 CDIJ 1 3 0 Total 23 97 2 Quadro 1 – Caracterização dos encarregados de educação/pais por género e por valência Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 28 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 GRÁFICO 2 – CARACTERIZAÇÃO DOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO/PAIS POR GRUPO ETÁRIO 38 31 20 13 2 16-20 12 5 1 21-25 26-30 31-35 36-40 41-45 46-50 0 0 51-55 55 e mais NS/NR Grupo etário Creche Jardim de Infância ATL Creche Familiar CDIJ Total 16-20 1 0 0 1 0 2 21-25 0 1 2 2 0 5 26-30 4 3 2 11 0 20 31-35 16 7 9 6 0 38 36-40 6 16 7 2 0 31 41-45 0 5 6 2 0 13 46-50 1 0 0 0 0 1 51-55 0 0 0 0 0 0 56 e + 0 0 0 0 0 0 NS/NR 0 3 1 4 4 10 Quadro 2 – Caracterização dos encarregados de educação/pais por grupo etário e por valência Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 29 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 GRÁFICO 3 - DISTRIBUIÇÃO DOS INQUIRIDOS POR VALÊNCIAS 35 28 28 27 4 Jardim de Creche ATL Creche familiar CDIJ Infância GRUPO 4 - ANO DE FREQUÊNCIA DO C.A.S.A. 9º ano 1 8º ano 1 7º ano 6º ano 3 5 5º ano 7 4º ano 7 3º ano 17 32 2º ano 1º ano 24 NS/NR 25 Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 30 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 GRÁFICO 5 - ANO DE FREQUÊNCIA DO C.A.S.A. POR VALÊNCIA 15 9 8 8 9 77 7 55 2 NS/NR 3 1º ano 2 1 2º ano Creche 6 3 3 3 1 3 4 3º ano 3 1 1 4º ano 5º ano Jardim de Infância 1 6º ano Creche familiar 2 1 7º ano 1 8º ano ATL 9º ano CDIJ Total CDIJ Familiar Creche ATL Infância Creche Profissão Jardim de Valência Assistente dentista --- 1 1 --- --- 2 Assistente técnico 4 1 2 --- --- 7 Assistente Social --- --- 1 --- --- 1 Ajudante de cozinha 1 --- 1 --- --- 2 Ajudante de educação 1 --- 1 --- --- 2 Animador sócio-cultural 1 --- --- --- --- 1 Advogada 1 --- --- --- --- 1 Agente fúnebre --- 1 --- --- --- 1 Assistente Social --- 2 --- --- --- 2 Auxiliar de serviços gerais --- 1 --- --- --- 1 Ajudante Lar --- --- --- 1 --- 1 Ama --- 1 --- --- --- 1 Ajudante de reabilitação --- 1 --- --- --- 1 Artes gráficas --- --- --- 1 --- 1 Cabeleireira/esteticista --- --- 2 1 --- 3 Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 31 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 Comercial 2 1 2 8 --- 13 Carpinteiro --- --- --- 1 --- 1 Cozinheira --- 2 --- --- --- 2 Designer --- --- 1 --- --- 1 Desempregado 1 --- --- 2 --- 3 Doméstica --- 3 --- 1 --- 4 Desenhador --- 2 --- --- --- 2 Escriturária/Administrativa 2 1 4 1 --- 8 Estudante --- 2 1 1 --- 4 Enfermeira 1 1 --- 1 --- 3 Empregada doméstica --- --- 2 2 --- 4 Empresário/a 1 --- 2 --- --- 3 Empregada mesa/bar 1 1 --- --- --- 2 Economista --- 1 --- --- --- 1 Farmacêutica --- --- 1 --- --- 1 Inspetor polícia judiciária 1 --- --- --- --- 1 Médica dentista 1 --- --- --- --- 1 Motorista --- --- 1 --- --- 1 Modista --- --- 1 --- --- 1 Operário 2 1 2 2 --- 7 Operador de máquina --- 1 --- --- --- 1 Professor/a - educador/a 6 6 --- 1 --- 13 Psicólogo/a --- 1 --- --- --- 1 Sociólogo/a 1 --- --- 1 --- 2 Repositora 1 1 --- --- --- 2 NS/NR --- 3 2 4 4 13 Total 28 35 27 28 4 122 Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 32 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 GRÁFICO 6 - MOTIVO QUE LEVOU O ENCARREGADO DE EDUCAÇÃO/PAIS A OPTAR PELA INSTITUIÇÃO Foi o único local que consegui vaga 20 Foi o único local que oferecia as condições pretendidas 47 38 Por ficar mais perto da minha residência/emprego 27 Porque tinha conhecidos/familiares no C.A.S.A 5 Indicada pela Segurança Social 4 Outra GRÁFICO 7 - RAZÃO QUE LEVOU O ENCARREGADO DE EDUCAÇÃO/PAIS A OPTAR PELA INSTITUIÇÃO POR VALÊNCIA Foi o único local que consegui vaga 1 5 2 Foi o único local que oferecia as… Por ficar mais perto da minha… Segurança CrecheSocial familiar 11 4 20 12 1 7 2 Porque tinha conhecidos/familiares no… Indicada pela CDIJ ATL 9 3 1 1 1 Outra 5 8 8 10 12 12 2 Jardim de infância Creche 2 2 Em relação à razão de levou o encarregado de educação/pais a optar pelo C.A.S.A., como podemos constatar no gráfico acima, 4 inquiridos mencionaram a opção “outra”, tendo 2 referido “Por ter boas referências” (jardim de infância) e 2 citaram “Por oferecer as condições pretendidas” Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 33 de 56 (creche). A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 GRUPO 8 - COMO OBTEVE CONHECIMENTO DA EXISTÊNCIA DO C.A.S.A.? Através de Amigos 52 Através de familiares Através da comunicação social Através de outra Instituição/Entidade Outra 45 4 11 10 No que respeita à forma como os encarregados de educação/pais obtiveram conhecimento da existência do C.A.S.A., como podemos constatar no gráfico acima, 11 inquiridos mencionaram a opção “outra”, tendo 1 referido as seguintes razões: Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 34 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 “Através da ama” (1 inquirido do ATL); “Devido à minha atividade profissional” (4 inquiridos do ATL e 2 do jardim de infância); “Através da ama” (2 inquiridos do jardim de infância) e “Por ser sócio” (2 inquiridos da creche). GRÁFICO 10 - AVALIAÇÃO DOS SERVIÇOS PRESTADOS PELA INSTITUIÇÃO 78 60 62 61 58 53 54 50 38 31 24 22 3 Muito Eficiente Eficiente 7 6 1 1 1 1 0 2 0 0 0 0 0 1 Pouco eficiente Nada Eficiente 0 5 1 0 1 0 0 0 0 Não tenho elementos suficientes para avaliar NS/NR NS/NR Não tenho elementos Nada eficiente Pouco eficiente Eficiente Muito eficiente Serviço Valência Ama Atividades Extracurriculares Secretaria Coordenação Equipa de sala Educadora/Professora Secretaria 14 11 0 0 3 0 Coordenação 16 12 0 0 0 0 Equipas de sala 20 8 0 0 0 0 Educadora/Professora 19 9 0 0 0 0 Ativ. extracurriculares 12 14 0 0 0 0 Secretaria 23 12 0 0 0 0 Coordenação 24 10 0 0 1 0 Equipas de sala 26 9 0 0 0 0 Creche Jardim de Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 35 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 infância Educadora/Professora 29 6 0 0 0 0 Ativ. extracurriculares 20 14 0 0 1 0 Secretaria 6 19 0 0 3 0 Creche Coordenação 5 18 0 0 4 1 familiar Educadora/Professora 11 12 0 0 5 0 Ama 24 3 0 0 0 1 Ativ. extracurriculares 11 10 1 0 0 6 Secretaria 9 17 1 0 0 0 Coordenação 12 13 1 0 1 0 Equipas de sala 14 12 1 0 0 0 Educadora/Professora 17 9 1 0 0 0 Ativ. extracurriculares 12 11 1 1 2 0 Secretaria 1 2 0 0 1 0 Coordenação 3 1 0 0 0 0 Equipas de sala 2 2 0 0 0 0 Educadora/Professora 2 2 0 0 0 0 Ativ. extracurriculares 3 1 0 0 0 0 ATL CDIJ Quadro 4 – Avaliação dos encarregados de educação/pais dos serviços prestados pela instituição segundo a valência frequentada Relativamente às sugestões dos encarregados de educação/pais no que concerne à Avaliação dos serviços prestados pela instituição salienta-se as referidas pelos que frequentam a creche familiar e o ATL “As atividades extracurriculres são pouco eficientes, porque é complicado uma ama com 4 crianças sair para um passeio sem ajuda e sem transporte” (creche familiar), “Deverão ser efetuadas mais atividades relacionadas com o ambiente, com a natureza” (ATL). Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 36 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 GRÁFICO 11 - AVALIAÇÃO DAS INSTALAÇÕES DO C.A.S.A. 57 51 13 0 Muito más NS/NR NS/NR Más Muito más Más Satisfatórias Satisfatórias Boas Valência Boas Muito boas Muito boas 1 0 Creche 9 16 5 0 0 0 Jardim de infância 11 16 6 0 0 0 Creche familiar 22 5 0 0 0 0 11 12 2 0 0 0 4 0 0 0 0 0 ATL CDIJ Quadro 5 – Avaliação feita pelos encarregados de educação/pais sobre as instalações segundo a valência frequentada Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 37 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 GRÁFICO 12 - COSTUMA REUNIR-SE COM O/A EDUCADORA PROFESSOR/A DO SEU EDUCANDO? 89 28 5 Sim Não NS/NR GRÁFICO 13 - FREQUÊNCIA COM QUE O ENCARREGADO DE EDUCAÇÃO/PAIS SE REÚNE COM A EDUCADORA/PROFESSORA DO SEU EDUCANDO 54 28 20 3 NS/NR NS/NR Poucas vezes Poucas vezes Algumas vezes Algumas vezes Muitas vezes Muitas vezes Creche 10 15 3 0 Creche familiar 0 5 4 1 ATL 2 13 18 0 CDIJ 0 2 0 0 Valência Quadro 6 - Frequência com que o encarregado de educação/pais se reúne com a educadora/ professora segunda a valência frequentada Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 38 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 GRÁFICO 14 - CIRCUNSTÂNCIAS EM QUE O ENCARREGADO DE EDUCAÇÃO SE REÚNE COM A EDUCADORA/PROFESSORA DO SEU EDUCANDO 57 Regularmente na hora do acolhimento 21 Quando é chamado/a Em atividades de convívio organizadas pelo C.A.S.A. 27 Entrega trimestral da ficha de desenvolvimento da criança 49 Outra Entrega trimestral da ficha de desenvolvimento da criança Quando é chamado/a Regularmente, na hora do acolhimento Valência Em atividades de convívio organizadas pelo C A S A 7 Outra Creche 21 5 14 21 2 Jardim de infância 23 10 12 24 3 Creche familiar 3 3 1 0 1 ATL 10 3 0 4 1 CDIJ 0 2 0 0 0 Quadro 7 - Circunstâncias com que o encarregado de educação/pais se reune com a educadora/ professora por valência Como podemos verificar no quadro acima 7 inquiridos citaram a opção “outra” referindo as seguintes respostas: “Na visita à ama” (creche familiar); “Quando há necessidade” (ATL); “Sempre que considere necessário” (creche); “Na hora da saída” (creche e jardim de infância) e “Sempre que necessário” (jardim de infância). Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 39 de 56 A MULTICULTURALIDADE Pouco satisfeito Nada satisfeito 51 36 33 0 0 0 2 Horário funcionamento 62 35 22 0 1 0 2 Segurança 58 47 14 1 0 0 2 Alimentação 45 28 18 0 0 0 3 Materiais/recursos pedagógicos 58 38 20 1 0 3 2 Atividades/ação desenvolvido 63 38 16 2 0 1 2 Educadoras/Professores 71 29 18 0 0 2 2 Ajudantes de educação 23 4 1 0 0 0 0 Ama 54 24 12 1 0 0 3 Funcionários em geral 48 26 15 1 0 2 2 Direção/Coordenação 62 37 16 0 0 5 2 NS/NR Muito satisfeito Instalações do C.A.S.A. Satisfeito Totalmente satisfeito Não tenho elementos para avaliar PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 Pouco satisfeito Nada satisfeito Não tenho elementos para avaliar 6 10 12 0 0 0 0 Horário funcionamento 15 10 3 0 0 0 0 Segurança 8 16 4 0 0 0 0 Alimentação 14 10 4 0 0 0 0 Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 40 de 56 NS/NR Muito satisfeito Instalações do C.A.S.A. Satisfeito Totalmente satisfeito Quadro 8 – Grau de satisfação dos encarregados de educação/pais A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 Materiais/recursos pedagógicos 11 11 6 0 0 1 0 Atividades/ação desenvolvido 13 11 4 0 0 0 0 Educadoras/Professores 17 9 2 0 0 0 0 Ajudantes de educação 17 9 2 0 0 0 0 Funcionários em geral 16 8 4 0 0 0 0 Direção/Coordenação 16 8 4 0 0 0 0 Pouco satisfeito Nada satisfeito Não tenho elementos para avaliar 13 14 8 0 0 0 0 Horário funcionamento 15 12 7 0 0 0 0 Segurança 17 16 3 0 0 0 0 Alimentação 18 11 6 0 0 0 0 Materiais/recursos pedagógicos 19 14 3 0 0 0 0 Atividades/ação desenvolvido 21 10 4 0 0 0 0 Educadoras/Professores 24 7 4 0 0 0 0 Ajudantes de educação 22 8 3 1 0 0 1 Funcionários em geral 19 9 6 0 0 1 0 Direção/Coordenação 23 8 3 0 0 1 0 NS/NR Muito satisfeito Instalações do C.A.S.A. Satisfeito Totalmente satisfeito Quadro 9 - Grau de satisfação dos encarregados de educação/pais da creche Quadro 10 - Grau de satisfação dos encarregados de educação do jardim de infância O inquirido que referiu pouco satisfeito relativamente às ajudantes de educação mencionou o facto de algumas não terem prática nem conhecimento. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 41 de 56 A MULTICULTURALIDADE Pouco satisfeito Nada satisfeito 10 6 10 0 0 0 0 Horário funcionamento 10 7 8 0 1 0 0 Segurança 11 9 5 1 0 0 0 Alimentação 13 5 7 0 0 0 0 Materiais/recursos pedagógicos 12 7 6 0 0 1 0 Atividades/ação desenvolvido 12 7 6 1 0 0 0 Educadoras/Professores 15 5 7 0 0 0 0 Ajudantes de educação 15 6 6 0 0 0 0 Funcionários em geral 13 6 5 1 0 1 0 Direção/Coordenação 12 8 4 0 0 2 0 NS/NR Muito satisfeito Instalações do C.A.S.A. Satisfeito Totalmente satisfeito Não tenho elementos para avaliar PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 Quadro 11 - Grau de satisfação dos encarregados de educação/pais do ATL O inquirido que referiu pouco satisfeito relativamente à segurança mencionou o facto de haver, “à hora de recolher as crianças”, carros a circular no mesmo local que as crianças, colocando em perigo as mesmas. Deste modo, sugere uma maior organização. Os restantes inquiridos que referiram pouco satisfeito e nada satisfeito não mencionaram nem o motivo nem sugestões de melhoramento. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 42 de 56 A MULTICULTURALIDADE Nada satisfeito 5 1 0 0 0 0 Horário funcionamento 21 5 2 0 0 0 0 Segurança 22 5 1 0 0 0 0 Materiais/recursos pedagógicos 16 7 3 1 0 1 0 Atividades/ação desenvolvido 17 8 1 1 0 1 0 Educadoras/Professores 15 7 4 0 0 2 0 Ama 23 4 1 0 0 0 0 Direção/Coordenação 11 11 4 0 0 2 0 NS/NR Pouco satisfeito 22 Não tenho elementos para avaliar Muito satisfeito Instalações do C.A.S.A. Satisfeito Totalmente satisfeito PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 Quadro 12 - Grau de satisfação dos encarregados de educação/pais da creche familiar Os inquiridos que referiram pouco satisfeito mencionaram haver pouco material para trabalhar, sugerindo Instalações do C.A.S.A. 0 1 1 0 0 0 2 Horário funcionamento 0 0 2 0 0 0 2 Segurança 0 1 1 0 0 0 2 Alimentação 0 1 0 0 0 0 2 Materiais/recursos pedagógicos 0 0 2 0 0 0 2 Atividades/ação desenvolvido 0 1 1 0 0 0 2 Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 43 de 56 NS/NR Nada satisfeito Não tenho elementos para valiar Pouco satisfeito Satisfeito Muito satisfeito Totalmente satisfeito melhorar o material para que as atividades não sejam limitados pela escassez de recursos. A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 Educadoras/Professores 0 1 1 0 0 0 2 Ajudantes de educação 0 1 1 0 0 0 2 Funcionários em geral 0 1 1 0 0 0 2 Direção/Coordenação 0 1 1 0 0 0 2 Quadro 13 - Grau de satisfação dos encarregados de educação/pais do CDIJ GRÁFICO 15 - ACHA QUE OS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO/PAIS DEVERIAM PARTICIPAR MAIS NAS ATIVIDADES REALIZADAS PELO C.A.S.A.? 65 41 16 Sim Não NS/NR Valência Sim Não NS/NR Creche 14 11 3 Jardim de Infância 19 14 2 ATL 14 8 5 Creche familiar 17 4 7 CDIJ 0 4 0 Total 64 41 17 Quadro 14 - Acha que os encarregados de educação/pais deveriam participar mais nas atividades realizadas pelo C.A.S.A. segundo a valência frequentada. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 44 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 RESPONDERAM SIM, PORQUE: “Para podermos ter contato com a instituição/educadora/professora e conhecê-la melhor” (9 inquirido); “Para interagir mais com os filhos” (2 inquirido); “É uma mais valia para os filhos verem os pais participar nas atividades da creche” (3 inquirido); “Para acompanhar o desempenho dos filhos” (2 inquirido); “É importante que as crianças sintam que os pais os apoiam” (2 inquirido); “Pelo convívio” (4 inquirido); “É sempre importante participar na vida escolar dos nossos educandos” (3 inquirido); “Devemos acompanhar tudo o que diz respeito aos nossos filhos” (2 inquirido); “Para acompanhar os filhos e estar sempre presente” (1 inquirido); “Para os pais seguirem de perto o crescimento dos filhos” (1 inquirido); “Para vermos o que eles aprendem” (3 inquirido); “É importante a aproximação à escola dos filhos” (1 inquirido); “É importante vermos a integração dos nossos filhos e porque são momentos que neles não esquecem” (3 inquiridos); “O convívio estreita relações e possibilita uma maior confiança e um à vontade de ambas as partes” (1 inquirido). RESPONDERAM NÃO, PORQUE: “Por vezes os horários das atividades não são os mais adequados aos dos pais” (4 inquiridos); “Por falta de tempo” (12 inquiridos); “Porque são coisas só de crianças” (1 inquirido); “Porque não é necessário” (1 inquirido); “Porque as atividades desenvolvidas satisfazem os pais” (2 inquiridos); “Não devem participar nas atividades dos jovens/filhos, porque são velhos” (2 inquiridos). Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 45 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 GRÁFICO 16 - RECOMENDARIA O C.A.S.A.? 110 Sim 5 7 Não NS/NR Sim Não NS/NR Creche 27 0 1 Jardim de infância 31 1 3 ATL 24 2 1 Creche familiar 26 0 0 CDIJ 2 2 0 Total 110 5 9 Valência Quadro 15 – Recomendaria o C.A.S.A. por valência frequentada Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 46 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 RESPONDERAM SIM, PORQUE: “Porque no C.A.S.A. qualquer encarregado de educação encontra todos os requisitos de segurança e higiene para o seu filho” (1 inquirido); “Porque nunca tive problemas no C.A.S.A.” (1 inquirido); “Porque está em muitas boas mãos” (1 inquirido); “Por estar satisfeito” (2 inquiridos); “Estou satisfeito com os resultados que os meus filhos obtiveram” (1 inquiridos); “Porque tem boas condições” (3 inquirido): “Pela dinâmica institucional e pelos bons serviços que prestam” (2 inquiridos); “Pelas boas condições, simpatia e segurança” (1 inquirido); “Por ser a melhor instituição” (2 inquiridos); Porque oferece todas as condições para se deixar um filho” (1 inquirido); “Pelo grau de satisfação que tenho” (1 inquirido). Dos 5 inquiridos que referiram não recomendar a instituição, nenhum mencionou o motivo. 6.2. COMENTÁRIOS/SUGESTÕES 6.2.1.Creche Familiar Sem comentários, muito bom” (1 inquirido); Por vezes falta muito material às amas, material que é usado e não é reposto” (1 inquirido); As crianças deviam sair da C.A.S.A. aos 4 anos e não aos 3” (2 inquiridos); 6.2.2.Creche Maior abertura entre a Direção e os encarregados de educação, nomeadamente em alguns aspetos mencionados no Regulamento Interno” (1 inquirido); “As atividades desenvolvidas foram extremamente interessantes, bem organizadas e muito do agrado das crianças” (1 inquirido); Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 47 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 “As convocatórias e atas do conselho pedagógico deveriam ser fixadas, como também o sumário ou resumo das aulas de inglês” (1 inquiridos); Não tenho motivo para não estar satisfeita se o filho está feliz onde está, também estou. Obrigado por tudo e espero continuar” (1 inquirido); “Estou satisfeita com a forma como o meu filho anda a se desenvolver e a aprender imensas coisas na instituição. Parabém pelo empenho!” (1 inquirido) “Criar uma zona exterior de abrigo para os pais irem buscar os filhos sem se molharem” (1 inquirido); “Continuem a trabalhar com a organização e eficiência que sempre tiveram e com muitas novidades para os alunos. Bom trabalho! (1 inquirido); “O C.A.S.A para mim foi e é a melhor em tudo. Continuem o bom trabalho” (1 inquirido); “Melhorar a questão do estacionamento, principalmente, difícil nos dias de chuva” (1 inquirido). 6.2.3. Jardim de Infância “Criar uma zona exterior de abrigo para os pais irem buscar os filhos sem se molharem” (1 inquirido); “Continuem a trabalhar com a organização e eficiência que sempre tiveram e com muitas novidades para os alunos. Bom trabalho! (1 inquirido); “O C.A.S.A para mim foi e é a melhor em tudo. Continuem o bom trabalho” (1 inquirido); “Melhorar a questão do estacionamento, principalmente, difícil nos dias de chuva” (1 inquirido); 6.2.4.ATL Continuem no bom caminho” (1 inquirido); “Maior coordenação aquando das festividades” (1 inquirido); “Sugiro maior abertura da Direção, no sentido de possibilitar ao encarregado de educação envolver-se/participar nos assuntos inerentes ao Regulamento Interno da instituição” (1 inquiridos); “Fiquei insatisfeita com o transporte, o tempo que o meu filho aguardou pelo transporte foi muito mais do que o desejado” (1 inquirido); Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 48 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 “Agradeço pela excelente equipa que dispõe e pelos momentos que proporcionaram ao meu educando. Bem hajam e muito obrigado” (1 inquirido); “Seria bom ensinarem às crianças mais velhas valores morais e ecológicos” 81 inquirido); “Ótimas instalações, com boas capacidades” /(1 inquirido); “Devia haver um espaço (sala de enfermagem) onde as crianças doentes (pouca febre) pudessem ficar, porque é complicado para os pais” (1 inquirido). 6.2.5. CDIJ A carrinha devia ser disponibilizada todo o dia” (2 inquiridos). Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 49 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 CAPITULO III | AS AMBIÇÕES 1. A ESCOLA QUE QUEREMOS O Projeto Educativo do triénio anterior – EcoCASA – Respeitar, Renovar e Reagir – potenciou o desenvolvimento de competências na formação da criança e do jovem em relação a si mesmos e ao meio em que se inserem. No seguimento da aprendizagem sobre o respeito e preservação do meio ambiente, propomo-nos agora a vestir a pele de “Exploradores” e ficar a saber um pouco mais sobre o Universo, o planeta que habitamos, os diferentes países, as culturas e tradições que cada povo tem. Para o triénio 2012/2015, propomo-nos a trabalhar A Multiculturalidade que irá possibilitar à criança/jovem conhecer-se melhor a si, reconhecer e aceitar os outros, bem como explorar o contexto que a rodeia de uma forma mais ou menos direta, alargando o campo do conhecimento a novas e diferentes realidades, povos e culturas. Deste modo, decidimos partir à descoberta do Mundo, de Norte a Sul, para Leste e para Oeste, descobrindo os povos e os lugares, os oceanos e os continentes, numa viagem que possibilitará a consolidação do todo onde nos integramos enquanto seres humanos. Tradicionalmente, cultura é definida como sendo o conjunto complexo de crenças, costumes, conhecimentos, hábitos e tradições partilhados pelos membros de uma sociedade transmitidos, geralmente, de geração em geração. É, então, nesta geração mais recente, que nos devemos concentrar para que as nossas crianças e jovens cresçam no respeito da diferença e valorizando dos princípios e elementos comuns às diversas culturas que interagem numa mesma sociedade. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 50 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 2. VALORES/COMPETÊNCIAS Domínio Ação educativa Objetivos estratégicos Desempenho Atividades projetos e Melhorar a qualidade do processo ensino aprendizagem Manter a oferta diversificada de atividades e projetos Ações de Melhoria Metas Fomentar o sistema de melhoria e partilha de experiências; Construção participada e fundamentada dos projetos curriculares de grupo; Divulgação de boas práticas e resultados; Valorização e preservação da instituição; Desenvolvimento de competências profissionais para o bom desempenho. Implementação de projetos bem sucedidos e construção de novos projetos em função das motivações; Incentivo, estimulo e reforço à realização de projetos; Fomentar a participação de toda a Instituição e comunidade educativa (campanhas de solidariedade); Incentivar a participação encarregados de educação; Incentivar à participação e realização de eventos de todos Estabelecimento de metas de sucesso adequadas tendo em conta o Plano Anual de Atividades (PAA) e o Projeto Curricular de Instituição (PCI); Participação de toda a comunidade educativa envolvente possibilitando uma cultura de trabalho, empenhamento e profissionalismo. Atingir 75% das pessoas envolvidas nos projetos; Aumentar o desenvolvidos; Assegurar a realização de atividades que envolvam os encarregados de educação ; Atingir a taxa de participação dos destinatários das atividades a realizar. os Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 51 de 56 Avaliação número de projetos A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 culturais; Organização gestão; e Funcionamento dos serviços; Recursos humanos materiais; Gestão financeira. e Melhorar articulação diferentes estruturas a entre Melhorar os serviços prestados na Instituição Desenvolver uma política sustentada na análise das necessidades da Instituição; Conservar a qualidade dos espaços físicos e equipamentos; Aprofundar a articulação dos orientadores (PEE, PAA, RI, PCI); documentos Atingir uma taxa elevada de intervenientes com conhecimento dos documentos orientadores; Criação de condições para o esforço na construção dos documentos orientadores da instituição; Obter um elevado grau de satisfação nas tomadas de decisão; Divulgação à comunidade documentos orientadores; dos Atingir níveis elevados de satisfação relativamente às condições de trabalho; Melhoria dos mecanismos de articulação entre os diferentes órgãos, designadamente direção, coordenação e funcionários; Atingir valores elevados de conservação dos espaços e equipamentos; Manutenção de figuras de gestão intermédia e de coordenação já criadas; Proceder de imediato a reparações de eventuais danos; Grau de execução orçamental de 85%; Implementação da gestão flexiva dos recursos humanos; Cobrir todas as necessidades financeiras da Instituição; educativa Reorganização /reestruturação dos serviços; Incentivo da participação da comunidade educativa na tomada de decisões através de reforço do papel dos órgãos representativos; Reabilitação de ações de sensibilização de todos os intervenientes da comunidade educativa para a importância de manter os espaços e equipamentos conservados; Divulgação do relatório e contas e do orçamento com conhecimento aos sócios; Planear, controlar e gerir os recursos da Instituição Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 52 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 Orçamentação do plano anual de atividades; Elaboração/atualização dos vários sectores da Instituição. Relação com a comunidade Aumentar a participação dos Pais/Encarregados de Educação inventários dos Intensificação do diálogo entre a coordenação e direção da Instituição com os representantes dos encarregados de educação de modo a mobiliza-los para uma maior participação; Implementação e uso de novos canais de comunicação entre Pais / Encarregado de Educação, (interativos digitais); Adequação dos conteúdos e informação a comunicar aos encarregados de educação de modo a ser por eles entendida. Garantir a realização de no mínimo 2 reuniões por ano entre a direção e os encarregados de educação; Realizar no mínimo 15 reuniões anuais com a equipa de sala; Efetuar pelo menos 15 reuniões anuais com a coordenação/educadoras; Efetuar pelo menos 15 reuniões anuais com a coordenação/técnicos CDIJ; Realizar no mínimo 1 reunião de pais com a equipa CDIJ; Realizar no mínimo 12 visitas domiciliárias aos jovens integrados no CDIJ por ano; Realizar no mínimo 15 reuniões anuais com a equipa de sala; Efetuar pelo menos 15 reuniões anuais com a coordenação/educadoras; Realizar pelo menos 2 reuniões de Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 53 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 funcionários, por ano. Formação Avaliação Aumentar/continuar a implementar o número de atividades e ações para os Pais/Encarregados de Educação; Estabelecer novos protocolos de cooperação com Instituições publico/privadas do conselho, mantendo as já existentes; Pelo menos 2 Formações por ano; Promover uma formação adequada e ajustada às necessidades individuais dos colaboradores Organização de jornadas; Articulação com escolas profissionais de sentido de obter resposta para a concretização de açoes do plano de formação; Promover uma avaliação rigorosa, em tempo útil e conducente à tomada de decisões fundamentadas; Elaboração de 3 relatórios anuais de avaliação; Concretizar avaliação; Utilização dos relatórios de avaliação como instrumento de reflexão do corpo docente; Concretizar 80% das atividades do PAA; Divulgação dos resultados de avaliação; Divulgar 100% todas as avaliações; Constituição de uma equipa para avaliação dos documentos (PEE, PAA, PCI); a Implementar o modelo auto/heteroavalia ção Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 54 de 56 80% as medidas de A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 CAPITULO IV | A REFLEXÃO 1. AVALIAÇÃO A avaliação do processo permite reconhecer a pertinência e sentido das oportunidades educativas proporcionadas, saber se estas estimularam o desenvolvimento de todos e cada um dos agentes educativos e alargar os seus horizontes, curiosidade e desejo de aprender. Constitui um elemento integrante e regulador da prática educativa que permite a recolha de informação que vai servir de apoio à tomada de decisões adequadas à promoção da qualidade das aprendizagens (Leite, 2002: 76). Neste seguimento, a avaliação do presente projeto será periódico, mediante observação direta dos resultados da ação preconizada. Avaliar as atividades constituintes do P.A.A, atualizar o PCI e implementar inquéritos de satisfação aos clientes e colaboradores, serão estratégias avaliativas presentes ao longo do decorrer deste projeto, que nos possibilitaram conjeturar acerca da concretização das metas agora definidas. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 55 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 CAPITULO V | A EXECUÇÃO 1. OPERACIONALIZAÇÃO Este projeto será posto em prática através dos objetivos e metas estabelecidos no Projeto Curricular de Instituição, que integra todos os Projetos Curriculares de Grupo das diversas valências, e do Plano Anual de Atividades. 2. DIVULGAÇÃO A divulgação efetivar-se-á através de mecanismos internos de comunicação da Instituição: site, revista, correio eletrónico, painéis de informação; e externos: meios de comunicação social. Através destes recursos será possibilitado o conhecimento deste projeto aos pais/encarregados de educação, colaboradores, associados e restante comunidade educativa. Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 56 de 56 A MULTICULTURALIDADE PROJETO EDUCATIVO DE INSTITUIÇÃO 2012/2013 A 2014/2015 CAPITULO V I | ATUALIZAÇÕES 1. LOTAÇÃO 2. AVALIAÇÃO 3. COMPETÊNCIAS/VALORES Centro de Apoio Social e Acolhimento – C.A.S.A. – Bernardo Manuel Silveira Estrela Página 57 de 56