Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 Plano de Ação 2014 Intervir para Educar Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 C.L.A.: Gondomar Equipa de Rendimento Social de Inserção (R.S.I.) Instituição: Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa 1 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 Índice I: Introdução II: Plano de Ação 2014 1) A Hora do Labor a. Objetivos b. População-alvo c. Metodologia d. Indicadores de Avaliação e. Resultados Esperados f. Responsável g. Localização h. Entidades Parceiras i. Duração j. Cronograma 2) Técnicas de Procura Ativa de Emprego a. Objetivos b. População-alvo c. Metodologia d. Indicadores de Avaliação e. Resultados Esperados f. Responsável g. Localização h. Entidades Parceiras i. Duração j. Cronograma 2 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 3) Esclarecimento sobre os Serviços de Apoio Social a. Objetivos b. População-alvo c. Metodologia d. Indicadores de Avaliação e. Resultados Esperados f. Responsável g. Localização h. Entidades Parceiras i. Duração j. Cronograma 4) (RE) Instruir para Construir a. Objetivos b. População-alvo c. Metodologia d. Indicadores de Avaliação e. Resultados Esperados f. Responsável g. Localização h. Entidades Parceiras i. Duração j. Cronograma 5) Na Base da Aprendizagem a. Objetivos b. População-alvo c. Metodologia d. Indicadores de Avaliação e. Resultados Esperados f. Responsável g. Localização h. Entidades Parceiras i. Duração j. Cronograma 3 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 6) A Importância da Escolarização a. Objetivos b. População-alvo c. Metodologia d. Indicadores de Avaliação e. Resultados Esperados f. Responsável g. Localização h. Entidades Parceiras i. Duração j. Cronograma 7) Percursos - exposição final a. Objetivos b. População-alvo c. Metodologia d. Resultados Esperados e. Responsável f. Localização g. Duração h. Cronograma III: Considerações Finais IV: Cronograma 4 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 Introdução “O verdadeiro conhecimento vem de dentro” Sócrates A exclusão é resultado da dificuldade de integração ou de inserção. Em todas as esferas da sociedade há níveis ou limites da normalidade que dão uma definição de insucesso em relação à norma. É precisamente, este insucesso que constitui o processo de exclusão. De forma a definir o conceito de exclusão, é preciso determinar o espaço de referência que provoca a rejeição e as formas pelas quais esta exclusão se produz; assim “as formas mais visíveis, ou mais chocantes, do processo de exclusão residem na rejeição para fora das representações normalizantes da sociedade. Todas as pessoas que são vítimas deste modelo normativo sentem uma diferença que pode ser reivindicada, suportada ou injustamente imposta. Esta diferença é construída à volta de valores que podem ser religiosos, políticos ou oficiais, como direito à escola. As pessoas que não conseguem seguir estes valores são excluídas, quer por si próprias, quer pelos outros. Temos que agir apostando na promoção pessoal daqueles que estão em risco de exclusão, dotando-as de competências, habilidades, conhecimentos, comportamentos ou valores. Simultaneamente, de forma consciente, temos de reconhecer a existência da aprendizagem ao longo da vida, quer pela via da educação, quer pela via da experiência que a pessoa vai adquirindo pelas (e através) das relações que estabelece com o meio envolvente. E, reconhecendo que todas as pessoas têm em si o processo de aprender (e apreender), somos levados a compreender quais as histórias de vida que condicionaram essas aprendizagens ou, pelo contrário, potenciaram as mesmas. Assim, após diagnosticadas quais as lacunas existentes nesse meio envolvente, devemos refletir sobre as intervenções que podem ser implementadas, para que se alcance, então, a educação e respetiva aquisição de competências que dotem as pessoas das ferramentas necessárias para a sua inclusão enquanto cidadão, numa vertente pró-ativa e empreendedora de mudança pessoal, familiar e social. É com base nesta meta que se pretende, ao longo de 2014, intervir para educar, focando as ações em atividades práticas e lúdicas, mas também na teoria necessária; para que se proporcione uma das principais características da aprendizagem – a possibilidade de mudança do comportamento – aos beneficiários abrangidos. 5 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 II: Plano de Ação 2014 1) A HORA DO LABOR Tal como já foi reforçado no plano de 2013, está é a ação que tem a maior continuidade temporal, sempre com o objetivo de potenciar a inserção social de mulheres beneficiárias que revelam baixa, ou mesmo falta, de motivação para participar em atividades coletivas, muito devido à sua história pessoal que incide principalmente na lida doméstica e na educação dos filhos. A perceção da satisfação pessoal de partilha de gostos comuns e das aprendizagens ocorridas, levou-nos, ao longo dos anos, seguir sempre uma linha prática que mantivesse o dinamismo e a iniciativa que o grupo (e o individuo em si), demonstravam no decorrer da sua participação. Ora, essa vertente prática será mantida ao longo de 2014, mas com atividades lúdicas que proporcionem novas experiências e, consequentemente, novas aprendizagens potenciadoras da sua inserção social, quer através do desenvolvimento pessoal, ao nível da autoestima, da compreensão interior do seu eu e dos sentimentos envolventes; quer através do contato direto com atividades que, na maioria dos casos, será a primeira vez no decorrer da sua vida, o que valoriza também a sua história pessoal e promove o processo de mudança desejado. 1ª Sessão Janeiro Apresentação das atividades 2ª, 3ª e 4ª Sessão Maio e Junho A arte da pintura 5ª, 6ª e 7ª Sessão Setembro e Outubro A arte da découpage a. Objetivos Tendo sempre como base o objetivo geral de potenciar a inserção das famílias beneficiárias de R.S.I. das Freguesias abrangidas, pretende-se igualmente alcançar os seguintes objetivos específicos: - proporcionar um espaço de convívio; - promover momentos de descontração e partilha; - possibilitar um primeiro contato com novas atividades lúdicas; - fomentar o desenvolvimento pessoal ao nível da autoestima; - e promover a criação de pequenos grupos locais que possibilitem o aumento dos laços sociais. 6 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 b. População-alvo Esta ação destina-se a beneficiárias de R.S.I., das Freguesias de Covelo, Foz do Sousa, Jovim, Medas e Melres, com a constituição de um grupo por Freguesia. c. Metodologias / Estratégias Para a realização da ação será utilizado o método expositivo / argumentativo, de modo a proporcionar a participação ativa dos participantes e a elaboração de trabalhos manuais, através da delineação de pequenas metas a alcançar em cada sessão e por cada indivíduo. d. Indicadores de Avaliação De modo a monitorizar a presente ação, ter-se-á por base uma avaliação qualitativa e quantitativa, isto é, analisar-se-á quer a participação / trabalhos realizados, quer o número de beneficiários envolvidos. e. Resultados Esperados Pretende-se no final da ação que o grupo alvo possa modificar comportamentos sociais e gerir convenientemente os recursos disponíveis de modo a promover o relacionamento interpessoal. Também se pretende que reconheçam as suas potencialidades, valorizando assim as suas aprendizagens adquiridas. f. Responsável A ação estará a cargo da equipa de R.S.I. do Centro Social, sendo orientada principalmente pela psicóloga com a colaboração de uma ajudante de ação direta. g. Localização Pretende-se implementar a ação em todas as Freguesias abrangidas pela intervenção da equipa, nomeadamente da Foz do Sousa, Jovim, Medas e Melres. Note-se que as beneficiárias da Freguesia de Covelo juntar-se-ão as da Freguesia de Medas, tal como vem acontecendo. 7 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 h. Entidades Parceiras Para a implementação da ação prevê-se dar continuidade à parceria estabelecida com as Juntas de Freguesia de Jovim, Medas e Melres. i. Duração A ação terá a duração de uma hora e meia. j. Cronograma Prevê-se implementar a ação durante os meses de Janeiro, Maio, Junho, Setembro e Outubro. 2) TÉCNICAS DE PROCURA ATIVA DE EMPREGO A ação será constituída por três sessões distintas que pretendem proporcionar aos participantes um maior conhecimento do necessário realizar para conseguirem delinear estratégias mais eficazes na procura de emprego. Dessa forma, prevê-se abarcar tanto a elaboração do currículo vitae, como também a forma de procurar emprego e de estar em entrevista numa fase posterior. TÉCNICAS DE PROCURA ATIVA DE EMPREGO Atividades Sessões Da Teoria Sessão de esclarecimento Á Prática Elaboração do currículo vitae Simulação de entrevista de emprego a. Objetivos Em termos gerais pretende-se potenciar a inserção das famílias beneficiárias de R.S.I. com elementos no agregado que se encontrem em situação de desemprego. No que concerne aos objetivos mais específicos, pretende-se: - motivar para a procura ativa de emprego; - promover um maior conhecimento para a elaboração do currículo vitae; - sensibilizar os/asbeneficiários/as para a importância de adequar a postura e linguagem às diferentes entrevistas de emprego; 8 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 b. População-alvo Esta ação destina-se a beneficiários/as de R.S.I. da Freguesia de Jovim. c. Metodologias / Estratégias Para a realização da ação será utilizado o método expositivo / argumentativo, de modo a proporcionar a participação ativa dos participantes. d. Indicadores de Avaliação De modo a monitorizar a presente ação, ter-se-á por base uma avaliação qualitativa e quantitativa, isto é, analisar-se-á quer a participação quer o número de beneficiários envolvidos. e. Resultados Esperados Pretende-se no final da ação que o grupo possa modificar comportamentos e gerir convenientemente os recursos disponíveis de modo a implementar uma pratica ativa de procura de emprego. Também se pretende que reconheçam as suas potencialidades, valorizando assim as suas aprendizagens adquiridas. f. Responsável A ação estará a cargo da equipa de R.S.I. do Centro Social, sendo orientada principalmente pela educadora social com a colaboração de uma ajudante de ação direta. g. Localização Pretende-se implementar a ação na Freguesia de Jovim. h. Entidades Parceiras Para a implementação da ação prevê-se estabelecer parceria com entidades ligadas à área do emprego e com a Junta de Freguesia de Jovim. i. Duração A ação terá como duração uma hora e meia. 9 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 j. Cronograma Prevê-se a implementação da ação durante o mês de Março. 3) ESCLARECIMENTO SOBRE OS SERVIÇOS DE APOIO SOCIAL A ação pretende divulgar os serviços existentes no Concelho de Gondomar, possibilitando assim aos beneficiários um maior conhecimento dos recursos locais. Tal advém do pouco conhecimento demonstrado pelos beneficiários dos serviços, e da respetiva logística, que condiciona muitas vezes a delineação de estratégias potenciadoras de bem-estar pessoal, familiar e social. a. Objetivos Em termos gerais pretende-se potenciar a inserção das famílias beneficiárias de R.S.I. das Freguesias acompanhadas pela equipa. No que concerne aos objetivos mais específicos, pretende-se: - promover o conhecimento dos serviços de apoio social existentes; - promover o conhecimento da logística dos serviços; b. População-alvo Esta ação destina-se a beneficiários/as de R.S.I. das Freguesias de Covelo, Foz do Sousa, Medas e Melres. c. Metodologias / Estratégias Para a realização da ação será utilizado o método expositivo / argumentativo, de modo a proporcionar a participação ativa dos participantes. d. Indicadores de Avaliação De modo a monitorizar a presente ação, ter-se-á por base uma avaliação qualitativa e quantitativa, isto é, analisar-se-á quer a participação quer o número de beneficiários envolvidos. e. Resultados Esperados Pretende-se no final da ação que o grupo tenha conhecimento de todos os serviços existentes, de modo a ser capaz de utilizar os recursos necessários para a satisfação das suas necessidades. 10 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 f. Responsável A ação estará a cargo da equipa de R.S.I. do Centro Social, sendo orientada principalmente pela técnica de serviço social. g. Localização Pretende-se implementar a ação na Freguesia da Foz do Sousa. h. Duração A ação terá como duração de uma hora e meia. i. Cronograma Prevê-se implementar a ação durante o mês de Novembro. 4) (RE) INSTRUIR PARA CONSTRUIR Ao falarmos de conjuntos habitacionais, muitas vezes nos referimos a espaços onde está condensada uma diversidade multicultural, o que por si só origina uma guerra de culturas. Facilitando o desenvolvimento das relações interpessoais e grupais, capacitando os indivíduos para assumirem novos papéis e estimulando novas formas de comunicação e expressão, é o grande objetivo desta ação. Tal só é possível com a existência de um trabalho articulado entre as entidades que diariamente trabalham com os residentes e conhecem, assim, as suas vivências, preocupações, conflitos e aspirações. Desta, importa a concretização de uma parceria com o Pelouro da Habitação da Câmara Municipal de Gondomar, quer para a disponibilização do espaço, quer (principalmente) para a promoção da coesão social. Assim, as ações serão compostas por beneficiários do R.S.I. (participantes diretos) e por moradores do conjunto habitacional (participantes indiretos). Dessa forma, prevê-se realizar dois ateliers, um na área da costura – destinado a mulheres; e outro na área da marcenaria – destinado a homens. O atelier de costura têm como objetivo capacitar e despertar habilidades, competências, e capacidade criativanasmulheres participantes, e assimpromover a arte através da prática da costura, estimulando assim, a próatividade, a autonomia e o exercício da cidadania. 11 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 No atelier de marcenaria pretende-se transformar madeira em um objeto útil ou decorativo. Desta, o objetivo é dotar o dom da criatividade e saber desenhar em perspetiva, além de ter um vasto conhecimento do uso das ferramentas e materiais dessa área. a. Objetivos Em termos gerais pretende-se potenciar a inserção das famílias beneficiárias de R.S.I. da Freguesia acompanhadas pela equipa. No que concerne aos objetivos mais específicos, pretende-se: - promover a coesão social; - promover a criatividade individual e a expressão do eu através da arte; - capacitar o individuo de competências práticas; - dinamizar o espaço envolvente do conjunto habitacional; - e estreitar os laços de vizinhança. b. População-alvo Esta ação destina-se a beneficiários/as de R.S.I. da Freguesia de Melres, mais concretamente dos moradores do Conjunto habitacional, bem como outras pessoas referenciadas pela articulação estabelecida com o Pelouro da Habitação. c. Metodologias / Estratégias Para a realização da ação será utilizado o método expositivo / argumentativo, de modo a proporcionar a participação ativa dos participantes. d. Indicadores de Avaliação De modo a monitorizar a presente ação, ter-se-á por base uma avaliação qualitativa e quantitativa, isto é, analisar-se-á quer a participação quer o número de beneficiários envolvidos. e. Resultados Esperados Pretende-se no final da ação que o grupo possa modificar comportamentos e gerir convenientemente os recursos disponíveis de modo a implementar uma pratica ativa de poupança e criatividade, que possibilite também a criação de estratégias de autonomia financeira. Também se pretende que reconheçam as suas potencialidades, valorizando assim as suas aprendizagens adquiridas. 12 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 No entanto o resultado que se pretende alcançar, acima de tudo, é criação de bases para a coesão inter-habitacional, e diminuição dos conflitos entre vizinhos, promovendo uma melhor qualidade de vida. f. Responsável A ação estará a cargo da equipa de R.S.I. do Centro Social, sendo orientada principalmente pela educadora social com a colaboração de uma ajudante de ação direta. Contará ainda com a colaboração do técnico de serviço social do Pelouro da Habitação responsável pelo conjunto habitacional de Melres. g. Localização Pretende-se implementar a ação na Freguesia concretamente nas instalações do conjunto habitacional. de Melres, mais h. Entidades Parceiras Para a implementação da ação prevê-se estabelecer parceria com a Câmara Municipal de Gondomar, principalmente com o Pelouro da Habitação. i. Duração A ação terá como duração uma hora e meia. j. Cronograma Prevê-se a concretização da ação nos meses de Novembro e Dezembro. 5) NA BASE DA APRENDIZAGEM A ação será realizada de forma continuada, pretendendo-se que os beneficiários/as consigam adquirir as competências básicas nas áreas da leitura, escrita e cálculo, de forma a alcançarem uma certificação de nível 1 (ensino básico). Surge do diagnóstico realizado pela equipa da existência, ainda, de beneficiários analfabetos ou de baixo nível de escolaridade, onde somente sabem, na maioria das vezes, assinar o nome. Tal torna-se um obstáculo à sua efetiva inserção social, na medida em que são dependentes de outros para conseguirem o essencial para o seu bem-estar pessoal, familiar e social. 13 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 a. Objetivos Em termos gerais pretende-se potenciar a inserção das famílias beneficiárias de R.S.I. das Freguesias acompanhadas pela equipa. No que concerne aos objetivos mais específicos, pretende-se: - aquisição das competências básicas a nível da leitura, escrita e cálculo; - facilitar o acesso aos direitos cívicos de cada um; - ediminuir o impacto negativo do analfabetismo nas áreas da saúde, do emprego, dos serviços sociais e da própria educação. b. População-alvo Esta ação destina-se a beneficiários/as de R.S.I. das Freguesias de Covelo, Foz do Sousa, Jovim, Medas e Melres. c. Metodologias / Estratégias Para a realização da ação será utilizado o método expositivo / argumentativo, de modo a proporcionar a participação ativa dos participantes e a elaboração de um dossier comtodos os conteúdos apreendidos. d. Indicadores de Avaliação De modo a monitorizar a presente ação, ter-se-á por base uma avaliação qualitativa e quantitativa, isto é, analisar-se-á quer a participação, quer o número de beneficiários envolvidos. e. Resultados Esperados Pretende-se no final da ação que o grupo consiga adquirir as competências básicas que lhes permitam obter a certificação equivalente ao nível 1, isto é, equivalente ao ensino básico. f. Responsável A ação estará a cargo da equipa de R.S.I. do Centro Social, sendo orientada principalmente pela psicóloga. g. Localização Pretende-se implementar a ação na Freguesia da Foz do Sousa. 14 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 h. Entidades Parceiras Para a implementação da ação prevê-se estabelecer parceria com entidades ligadas à área da educação. i. Duração A ação terá como duração uma hora e meia. j. Cronograma Em data a delinear posteriormente. 6) A IMPORTÂNCIA DA ESCOLARIZAÇÃO Por vezes os pais com uma fraca escolarização, transmitem aos seus filhos receios, inseguranças, e por vezes, inconscientemente, os encaminham para a desistência, influenciando o seu percurso escolar negativamente. No entanto outras vezes fazem-no conscientemente, pois vivendo em situação de extrema pobreza veem nos seus filhos mais uma fonte de rendimentos, empurrando-os assim para o mundo laboral antes do término da idade obrigatória de escolarização, desvalorizando por completo a educação no desenvolvimento da criança. Existe, porém, a parte mais interna da escola que necessita, também ela, abrir as suas “portas” aos pais, no sentido de estes conseguirem compreender a dinâmica escolar e assim, cooperar com todos os intervenientes educativos na promoção de uma aprendizagem adaptada à vivência pessoal dos seus filhos. Neste contexto, pretende-se com esta ação conseguir uma maior sensibilização e, por consequente, uma maior adesão e incentivo, ao acompanhamento escolar por parte dos pais. a. Objetivos Em termos gerais pretende-se potenciar a inserção das famílias beneficiárias de R.S.I. das Freguesias acompanhadas pela equipa. No que concerne aos objetivos mais específicos, pretende-se: - promover a valorização da vida escolar por parte dos pais; - melhorar o relacionamento pais e escola; 15 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 - dar a conhecer a estrutura orgânica na sua vertente de apoio administrativo, mas também na sua vertente de apoio educativo; - possibilitar um maior conhecimento dos diferentes níveis de escolarização, e respetivas respostas (PIEF entre outros), transmitindo de forma clara a diferença entre o ensino regular e o ensino especial. b. População-alvo Esta ação destina-se a beneficiários/as de R.S.I. das Freguesias de Covelo, Foz do Sousa, Medas e Melres. c. Metodologias / Estratégias Para a realização da ação será utilizado o método expositivo / argumentativo, de modo a proporcionar a participação ativa dos participantes. d. Indicadores de Avaliação De modo a monitorizar a presente ação, ter-se-á por base uma avaliação qualitativa e quantitativa, isto é, analisar-se-á quer a participação, quer o número de beneficiários envolvidos. e. Resultados Esperados Com esta ação pretende-se que exista uma mudança de comportamento dos pais para com a escola, possibilitando assim uma maior dialética entre ambas e uma articulação conjunta para o bem estar dos menores, principalmente no que concerne ao seu futuro escolar. Desta forma, pretende-se promover um relacionamento pais-escola saudável em que, acima de tudo, se valorize a educação e formação da criança enquanto individuo com interesses e aspirações próprias. f. Responsável A ação estará a cargo da equipa de R.S.I. do Centro Social, sendo orientada principalmente pela técnica de serviço social com a colaboração de uma ajudante de ação direta. g. Localização Pretende-se implementar a ação na Freguesia da Foz do Sousa. 16 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 h. Entidades Parceiras Para a implementação da ação prevê-se estabelecer parceria com entidades ligadas à área da educação. i. Duração A ação terá como duração uma hora e meia. j. Cronograma Em data a delinear posteriormente. 7) PERCURSOS – EXPOSIÇÃO FINAL A ação terá como objetivo apresentar o trabalho desenvolvido por todos os beneficiários durante o primeiro semestre do ano, proporcionando um momento de lazer e convívio em que todos interagem e mostram as aprendizagens adquiridas. Será uma reunião dos grupos e para os grupos, onde se pretende uma divulgação do apreendido e uma troca de experiencias, para assim entre todos ser possível realizar um balanço das respetivas participações nas sessões. Prevê-se a concretização através de “barraquinhas” onde mostrem os trabalhos desenvolvidos, quer por meio de cartazes, quer por meio dos dossiers elaborados e quer por meio dos labores realizados. a. Objetivos Em termos gerais pretende-se potenciar a inserção das famílias beneficiárias de R.S.I. das Freguesias acompanhadas pela equipa. No que concerne aos objetivos mais específicos, pretende-se: - promover a interação entre os vários grupos; - proporcionar um espaço de convívio; - promover um momento de descontração e partilha; - proporcionar o desenvolvimento da valorização pessoal através do reconhecimento das capacidades individuais; - e possibilitar o aumento dos laços sociais. 17 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 b. População-alvo Esta ação destina-se a beneficiários/as de R.S.I. das Freguesias de Covelo, Foz do Sousa, Jovim, Medas e Melres. c. Metodologias / Estratégias Para a realização da ação será utilizado o método expositivo, de modo a proporcionar a participação ativa dos participantes. d. Resultados Esperados Pretende-se no final da ação que os grupos possam criar e/ou fortalecer relações interpessoais e consequentes laços sociais, aumentando o sentido de comunidade e partilha, através da valorização individual e grupal das capacidades desenvolvidas. e. Responsável A ação estará a cargo de todos os elementos da equipa de R.S.I. do Centro Social. f. Localização Pretende-se implementar a ação nas Freguesias da Foz do Sousa. g. Duração A ação será realizada durante uma tarde. h. Cronograma Em data a delinear. 18 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014 III. Considerações Finais O presente plano de ação tem implicado na sua construção a participação de todos os atores sociais, procurando o combate à exclusão social e à pobreza nas Freguesias abrangidas pelo protocolo de R.S.I. do Centro Social. Pretende-se, assim, que a delineação deste instrumento de trabalho seja um guia orientador para a promoção de uma relação efetiva entre as pessoas. Importa referir que a relação interpessoal, no momento atual da sociedade, é cada vez mais complexa, tendo, muitas vezes, como base a força e o domínio. Assim, demonstrar que verdadeira vantagem reside no conhecimento, é revelar a vontade individual e grupal, atendendo aos seus valores e aspirações futuras. A educação torna-se um veiculo promotor de conhecimento quando também é apreendido como tal em que todos se sentem, e assim desejam, intervenientes e dirigentes das suas próprias resoluções dos problemas que por eles são também identificados. Neste sentido, todas as atividades delineadas foram pensadas para serem concretizadas pelo grupo, promovendo assim o empowermentdos indivíduos implicados e, acima de tudo, uma liderança comunitária, através do advocacy que possibilita uma tomada de decisão eficaz e focada nas diversas esferas da sociedade com sentido de responsabilidade e civismo para consigo e para com o outro. Finaliza-se com um anexo que se pretende espelhar o cronograma pensado para as diferentes ações, atendendo que algumas ainda se encontram em fase de remate final e como tal não é passível de se determinar uma data concreta. 19 Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa Plano de Ação 2014