4.3.2 – Civil SE PADRÃO 34,5 kV ESPECIFICAÇÃO TÉCNICAS DE MATERIAIS E SERVIÇOS DAS OBRAS CIVIS TERRAPLENAGEM, PÁTIO EXTERNO, MUROS, PORTÕES E MALHA DE ATERRAMENTO 1 1.- OBJETO Esta especificação tem por finalidade estabelecer as normas e exigências relativas a execução das obras de terraplenagem, pátio externo, portões, muros, vias de acesso e malha de aterramento da SE 34,5 kV. 2.- GENERALIDADES Os projetos e as presentes especificações constituem um todo. Assim, quaisquer informações que existam nos desenhos e não apareçam nestas especificações ou viceversa, deverão ser interpretadas como existentes nos dois tipos de documentos. O local para o “bota fora” de material impróprio à realização dos serviços será aprovado pela Prefeitura Municipal ou órgão ambiental e ter anuência da fiscalização da CELESC Distribuição S.A.. Quando do início das obras serão instaladas, em local a ser definido com a fiscalização da CELESC Distribuição S.A.: - Placa de identificação da obra, conforme padrão da CELESC Distribuição S.A.; - Placa dos profissionais responsáveis técnicos pela obra. OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Os materiais indicados nesta especificação são referenciais. Poderão ser utilizados outros materiais com características técnicas de composição semelhantes e aprovados pela Fiscalização da CELESC Distribuição S.A.. Entretanto, todos os materiais a serem aplicados deverão obedecer rigorosamente às instruções de seu fabricante, tanto na sua aplicação, dosagem, composição e números de demãos, quando for o caso. 3.- TERRAPLENAGEM 3.1. SERVIÇOS TOPOGRÁFICOS: Os serviços topográficos serão executados em perfeita observância às indicações dos desenhos de projeto e desta especificação, utilizando-se aparelhos de comprovada exatidão e profissionais devidamente habilitados. 3.2. REMOÇÃO E TRANSPORTE DA CAMADA VEGETAL, INCLUINDO A RASPAGEM DO TERRENO: Os serviços relativos a esse item compreendem: 1. Derrubada e remoção de toda vegetação, composta de árvores e arbustos, inclusive destocamento e extração de raízes; 2. Remoção da vegetação rasteira existente e da camada superficial do solo, mediante raspagem de toda a área e transporte para locais de “bota fora”; 2 3. Remoção de entulhos e de todo o material que possa impedir o escoamento da água na vala existente. 3.3. REMOÇÃO E TRANSPORTE DE MATERIAL IMPRÓPRIO PARA RECEBER O ATERRO: Os solos moles, turfas ou qualquer material orgânico, impróprio para receber o aterro, serão retirados e transportados até o local do bota fora. 3.4. CORTE: Poderá ser utilizado no aterro o material proveniente de corte do próprio terreno, desde que este apresente qualidade quanto à resistência e compactação. 3.5. ATERRO E COMPACTAÇÃO (MAT. DE COMPENSAÇÃO OU DE EMPRÉSTIMO): - Materiais: Para a execução de aterros somente serão utilizados, materiais aprovados pela fiscalização da CELESC Distribuição S.A.. Inclusive o material proveniente do corte só poderá ser aplicado como aterro com a aprovação da fiscalização da CELESC Distribuição S.A.. Os solos que contenham materiais orgânicos, raízes de árvores ou quaisquer outras substâncias prejudiciais, não poderão ser utilizados. Amostras de material de jazida, com seus respectivos laudos tecnológicos, serão submetidas à aprovação da fiscalização da CELESC Distribuição S.A.. - Execução: Após a limpeza do terreno, nas áreas onde serão aterradas, será compactada a camada natural antes de iniciar a colocação do aterro. Volumes sucessivos do material serão lançados nas zonas determinadas e em camada de no máximo 0,25m, mantendo-se uma distribuição uniforme do material de aterro. As operações de lançamento e espalhamento serão efetuadas de tal forma que o material seja convenientemente misturado, para se obter um aterro homogêneo. O processo de espalhamento dos materiais nas áreas de aterro será efetuado de modo a evitar a formação de torrões, faixas e camadas que proporcionem diferenças na constituição do mesmo. A liberação de cada camada será feita mediante a aprovação da fiscalização da CELESC Distribuição S.A.. O material será espalhado e compactado de acordo com os requisitos gerais especificados a seguir: - O material deverá estar com a umidade em torno da ótima (com variações de +/- 3%) e o adensamento prosseguirá até alcançar um grau de compactação superior a 97% do "Proctor normal", conforme MB-27 e MB-33 da ABNT. - O tipo de equipamento a ser usado nas operações de aterro, dependerá da natureza do material que se pretende utilizar; no caso de material coesivo, será necessário o 3 - - uso reduzido do equipamento vibratório e, para o material granular, será indispensável à utilização do mesmo. A compactação de cada camada será feita de forma sistemática e contínua por intermédio de compactadores para que se possa obter uma cobertura uniforme. As passadas serão, em geral, paralelas à direção longitudinal do aterro. As operações de espalhamento e compactação seguirão sempre a mesma direção, desde o início até o fim de cada camada. Em nenhum caso, tais operações serão executadas simultaneamente em camadas adjacentes de alturas diferentes. Se durante a compactação, ocorrerem ameaças de chuvas violentas, será efetuada uma compactação superficial, com o equipamento adequado para, logo em seguida, interromper os trabalhos, enquanto perdurem as chuvas. Durante as chuvas se alguma camada for deixada sem compactação, tal camada será posteriormente escarificada e compactada na umidade adequada. Se houver paralisação da obra, ou se a superfície compactada anteriormente apresentar-se lisa, será efetuada a escarificação e homogeneização da mesma antes do lançamento da nova camada de material, a fim de possibilitar uma melhor integração entre as camadas compactadas. A superfície do aterro terá o seu acabamento com declividade suficiente para o perfeito escoamento das águas pluviais, obedecidas às indicações dos desenhos de projeto. Os taludes serão acertados manualmente, onde se fizer necessário, e as inclinações finais deverão estar conforme as indicações do projeto. 3.6. PROTEÇÃO DOS TALUDES: Os taludes serão protegidos com grama do tipo "Sempre Verde". Caso não haja na região, a troca só poderá ser feita com o consentimento da fiscalização da CELESC Distribuição S.A.. Antes da aplicação das leivas, o terreno será nivelado e regularizado. As placas terão as seguintes dimensões, 20x30x5cm. As leivas de grama que forem aplicadas em taludes serão estaqueadas com bambu ou madeira para impedir seus deslizamentos. Para a colocação de grama será providenciada: a escarificação e revolvimento do solo no local de plantio, a adubação orgânica na proporção 1:10 (adubo de origem animal e solo), a camada de terra vegetal, a correção de acidez, se necessário, regar imediatamente após o plantio e pelo menos duas regas diárias até a pega da grama. Após o plantio, a grama será coberta com uma leve camada de terra para preenchimento dos vazios. 3.7. VIAS DE ACESSO: O arruamento interno da subestação terá seu leito reforçado para permitir o acesso dos transformadores às suas bases. O sub-leito será executado com o material de aterro ou corte utilizado na terraplenagem da Subestação, porém sua cota em relação ao do arruamento concluído deverá ser menor 50 cm, para poder ser executado posteriormente a sub-base (40 cm), A sub-base será executada com os serviços de terraplanagem, preferencialmente em brita graduada, ou em pedra de mão e cascalho na espessura de 40 cm. 4 O arruamento da Subestação será guiado com colocação de meio-fios e revestido com lajotas hexagonais de 8 ou 10 cm de espessura, com resistência a compressão >= 35 Mpa, assentado sob um leito de areia ou pó de pedra. Os meio-fios ficarão devidamente alinhados e nivelados. Para que a superfície do arruamento fique perfeitamente plana, devera ser aplicado rolo liso. Para a delimitação entre a área de grama e brita, será também colocado meiofio. 4.- PORTÕES E MUROS: 4.1. PORTÕES: Será construído um portão de acesso para veículos, não sendo necessária a execução de portão para pedestres. Os portões serão constituídos, basicamente, por telas de aço galvanizado tipo "ARTISTEX", malha de 5 cm e fio 12BWG, fixadas em tubos de aço galvanizado conforme projeto, incluindo galvanização à quente, pintura anti-ferruginosa e pintura de acabamento com tinta de alumínio duas demãos. A sustentação dos portões será feita através de pilares de concreto armado, fck 25 MPa, conforme projeto. Para instalação de sensor de presença será instalado no pilar do portão um eletroduto para interligação com a canaleta mais próxima do pátio da Subestação. Os portões serão aterrados com conector, cabo de cobre e haste. 4.2. MUROS: Toda a delimitação do terreno da Subestação será executada através de muro em alvenaria de tijolos, com 10cm de espessura e altura total de 2,00 m. A fundação e estrutura do muro será em concreto armado fck 25 MPa, sendo a fundação constituída de estacas brocas com diâmetro de 20 cm, conforme projeto. O baldrame e a cinta de amarração superior do muro será executado através de vigas de concreto estrutural 25 Mpa e armadura conforme projeto. Os pilares também serão executados em concreto armado, conforme projeto. O acabamento do muro, com exceção da parte externa do muro que dá frente para a rua, será em chapisco, de cimento, areia, pedrisco e aditivo impermeabilizante tipo Vedacit, no traço 1:1:4. A parte externa do muro, que dá frente para a rua/rodovia, será rebocada no traço 1:2:6 e pintada com fundo selador (1 demão) e tinta acrílica branco gelo (mínimo de 02 demãos). No muro frontal, na face externa rebocada e já pintada com fundo branco gelo, será pintado o logotipo e nome da Subestação, a área deverá ocupar dois módulos (espaço entre três pilares) da parte externa do muro. Estes módulos serão definidos pela fiscalização da CELESC Distribuição S.A.. 5 4.3. SUPORTE PARA PROTEÇÃO DO MURO E PORTÃO COM ESPIRAS DE CONCERTINA: Sobre os muros nas colunas serão instalados suportes de aços galvanizados a quente para fixação de concertina em aço inox rolo de 450 mm, para proteção do muro e do portão. Na pintura das peças serão aplicados obrigatoriamente um fundo fixador galvite, recebendo sobre esta superfície um acabamento em duas demão de esmalte sintético, na cor prata ou cinza prateado podendo ser da marca Internacional/Sulvinil/Rener/Coral. 5.- MALHA DE ATERRAMENTO: A malha de aterramento da subestação obedecerá ao projeto. Os serviços de instalação da malha de aterramento compreendem: - Locação da malha. - Escavação e remoção. - Lançamento dos cabos, e cravação das hastes. - Execução das conexões exotérmicas. - Reaterro compactado manualmente. Para início desses serviços, o nível da terraplenagem deverá se encontrar a 10cm acima da cota de lançamento da malha de aterramento, indicada no projeto. De comum acordo com a fiscalização da CELESC Distribuição S.A., será marcado topograficamente os eixos X e Y (abcissa e ordenada), que servirão de referência para locação da malha de aterramento, locação de bases de equipamentos e estruturas, drenagem, etc. Após marcação das linhas onde se executará a malha de aterramento, será executada uma escavação de 10x15 cm aproximadamente para colocação do cabo de cobre e execução da solda. Em seguida será reaterrado e compactado manualmente, dando-se continuidade a terraplenagem. As seguintes precauções serão tomadas quando do lançamento da parte enterrada da malha: - Arredondamento dos cantos vivos da malha; - Ãngulo de 450 na interligação da malha do pátio com a periférica; - Seguir as recomendações do fabricante e as especificações de projeto no que diz respeito ao preparo das superfícies a serem soldadas, ao tipo de “cartucho” e de “molde” a serem utilizados. Serão deixadas esperas (rabichos) de cabos para aterramento de equipamentos e estruturas nos locais previstos. Finalmente, será realizada a medição da resistência do sistema geral da subestação. Esta resistência deverá ser inferior a 3,0 Ohms. 6. - ESCAVAÇÕES E REATERRO: Este item especifica o trabalho ligado às escavações ocorrente na execução de escavações das obras civis, tais como: fundações, canaletas, valas de drenagem, etc, 6 excetuando-se os trabalhos referentes à execução da terraplanagem e da Casa de Comando Teleassistida. 6.1. - ESCAVAÇÕES: A locação das escavações será feita topograficamente, obedecendo às instruções contidas nos projetos específicos. A escavação será manual ou mecânica, dependendo da natureza dos serviços. O material das escavações, adequado para o reaterro, será estocado ao longo das valas e/ou das áreas de escavação a uma distância conveniente para evitar desmoronamentos, retorno à escavação ou empecilho para a execução dos demais serviços. Os materiais inadequados para o reaterro e os materiais em excesso serão removidos para locais escolhidos, aprovados por órgão ambiental e fiscalização da CELESC Distribuição S.A. As escavações serão mantidas sem a presença de água, através de bombeamento, tomando-se providências para que a água da superfície não corra para dentro das escavações. Após a conclusão das escavações o fundo das cavas e/ou valas será devidamente apiloado. Na execução do apiloamento o terreno não poderá estar com excesso de umidade e nem com teor de umidade abaixo do normal, sendo, neste caso, corrigido. Em todas as cavas e valas, exceto as de drenagem, apos concluído o apiloamento, no fundo, será aplicado imediatamente um lastro de concreto simples de 9 MPa, com espessura aproximada de 5 cm. 6.2. - REATERRO: O material a ser utilizado para o reaterro das cavas será previamente aprovado pela Fiscalização da CELESC Distribuição S.A.. Caso o material proveniente da própria escavação não for adequado ou suficiente para o reaterro, será usado material de empréstimo, de área previamente aprovada pela fiscalização da CELESC Distribuição S.A.. O reaterro das cavas ou valas será executado logo após a desforma das estruturas e colocação de tubulações, tomando-se os devidos cuidados para não danificar nem deslocar as respectivas estruturas e tubulações. Os locais a serem reaterrados estarão limpos, com a remoção de pedaços de madeira ou outros materiais existentes dentro das áreas a serem reaterradas. O reaterro será executado em camadas de 20 cm de material solto, com uma umidade total que permita uma boa compactação manual ou mecânica. Após a execução dos reaterros e acertos do terreno, o material excedente será removido para um local adequado, aprovado pela fiscalização da CELESC Distribuição S.A.. 7. - ESTRUTURAS DE CONCRETO: 7 Os elementos estruturais obedecerão rigorosamente o projeto e suas especificações próprias. 8. - CONCRETO: Os traços a serem utilizados seguirão as prescrições dos desenhos de projeto, a exceção do concreto simples de 9 MPa. A quantidade de água adicionada será aquela que proporcione um concreto trabalhável e que preencha todos os vazios das formas. Os serviços de mistura, transporte, lançamento, adensamento, tratamento após a concretagem e cura, serão executados em conformidade com as Normas Brasileiras aplicáveis a cada caso. Independente da procedência do concreto (usinado ou feito na obra), será executado na obra a retirada de corpos de prova para verificação da resistência do concreto e slump (fator água /cimento). Serão fornecidos a fiscalização da CELESC Distribuição S.A. os laudos de rompimento aos 7, 14 e 28 dias. Na execução das obras civis serão empregados concretos cujos componentes seguirão as seguintes prescrições, no que diz respeito às suas qualidades: - Mistura homogênea e trabalhável segundo as necessidades de utilização; - Após cura apropriada, a compacidade, durabilidade, impermeabilidade e resistência mecânica de acordo com as presentes especificações. 8.1. - MATERIAIS: a - Cimento: O cimento a ser empregado na obra será o Portland comum com características de acordo com a EB-1, da ABNT. No caso de ser utilizado outro tipo de cimento, este obedecerá às especificações da ABNT, correspondentes aquele tipo de cimento. Não será aceito cimento que estiver com sua embalagem original danificada, só podendo ser aberto quando do seu emprego. Não será utilizado, em hipótese alguma, o cimento que tiver iniciado a sua cristalização. O cimento será armazenado nas instalações provisórias, em lugar seco, bem ventilado e sem contato direto com o terreno natural. O depósito será de fácil acesso para a fiscalização, para a retirada de amostras e para a identificação de qualquer partida. As partidas de cimento serão planejadas de tal forma que se tenha na obra um estoque que dê para trabalhar, no mínimo, 20 (vinte) dias e não mais que 120 (cento e vinte) dias a contar da data do recebimento na obra. Os lotes recebidos em datas diferentes serão armazenados separadamente e as datas marcadas adequadamente para evitar enganos. Para pilhas de mais de 14 (quatorze) sacos o tempo de estocagem máximo é de 30 (trinta) dias e, para períodos mais longos, as pilhas não deverão ter mais do que 7 (sete) sacos. b - aço Os aços destinados à execução das armaduras para o concreto, suportes, chumbadores e acessórios serão do tipo CA-25, CA-50 e CA 60, com tensão de 8 escoamento de no mínimo, 250, 500 e 600 MPa, respectivamente, devendo satisfazer às prescrições da EB-3, da ABNT. Serão estocados sem contato com o solo. Cada remessa será pesada e examinada cuidadosamente. Os vergalhões que tiverem diâmetro inferior ao padrão serão recusados sumariamente. c - água A água a ser empregada na execução de concretos deverá satisfazer, no mínimo, ao que está prescrito pela NBR-6118, da ABNT. Em princípio será limpa e isenta de substâncias estranhas e nocivas como silte, óleo, álcalis, sais ou matéria orgânica em proporção que comprometa a qualidade do concreto. 8.2.- AGREGADOS: a - Miúdos: As areias serão quartzosas, isentas de substâncias nocivas em proporções prejudiciais, tais como: torrões de argila, raízes, micas, grânulos tenros e friáveis, impurezas orgânicas e cloreto de sódio. Conseqüentemente, é expressamente vedada a utilização de areia marinha. Deverão ainda, satisfazer às prescrições contidas na EB-49 da ABNT. b - Graúdo: Serão provenientes do britamento de rochas estáveis, com uma granulometria razoavelmente uniforme, cujo diâmetro máximo seja de 25 mm. Além do exposto, deverão satisfazer às prescrições da EB-49 da ABNT. 8.3. - DOSAGEM: A determinação da dosagem resultará no produto final homogêneo e com traço que assegure uma massa trabalhável, de acordo com as dimensões e a armadura dos elementos concretados. O critério para a dosagem será aquele estabelecido na NBR-6118, onde fcj = fck + 1,65 Sd, sendo Sd função do controle: tipo A, B ou C. Os traços do concreto serão determinados pelo engenheiro responsável pela obra, de modo a que sejam obedecidas as características de projeto quanto à trabalhabilidade, permeabilidade, resistência e durabilidade. Esses traços somente poderão ser aplicados após a aprovação da fiscalização da CELESC Distribuição S.A.. A consistência do concreto e o diâmetro do agregado serão compatíveis com as dimensões e formas da peça, suas armaduras e os processos de lançamento e adensamento. O diâmetro dos agregados não deverá ultrapassar a 25 mm. Quando não for mencionada em projeto, a resistência característica do concreto, à compressão, aos 28 dias será maior ou igual a 25 MPa. 8.4. - MISTURA E AMASSAMENTO: A mistura e o amassamento só serão realizados por processos mecânicos. A água de amassamento será lançada após a homogeneização dos materiais secos. 9 O tempo de mistura, contato após o lançamento de todos os componentes, será de dois minutos, reservando-se à fiscalização da CELESC Distribuição S.A., o direito de aumentar este tempo, caso o concreto não mostre homogeneização adequada. O concreto descarregado de betoneira terá composição e consistência uniforme em todas as suas partes e nas diversas descargas. Não poderá ser usado concreto remisturado. Quando já houver início de pega, o concreto será rejeitado ou usado em serviços secundários, desde que autorizado pela fiscalização da CELESC Distribuição S.A.. 8.5. - TRANSPORTE E LANÇAMENTO: Durante esta fase, serão tomadas precauções para evitar segregação ou perda dos componentes do concreto. Somente deverá ser executada a concretagem das peças estruturais, após a conferência das formas e ferragens (locação, nível, prumo, ferragens, chumbadores, etc) e a liberação para lançamento do concreto nas formas. Na concretagem das peças estruturais não será permitida queda livre superior a dois metros, podendo este limite ser ultrapassado quando for tomados cuidados especiais para se evitar a segregação, devendo nestes casos a fiscalização da CELESC Distribuição S.A. ter conhecimentos das providências tomadas para tanto. Toda a superfície de terra, onde o concreto for lançado, será compactada e livre de água empoçada, lama ou detritos. Solos menos resistentes serão removidos e substituídos por concreto magro, ou por solos selecionados e compactados até a densidade das áreas vizinhas. A superfície de solos absorventes sobre ou contra a qual o concreto será lançado deve ser convenientemente umedecida antes do lançamento. 8.6. - ADENSAMENTO: Cada camada de concreto lançada será vibrada mecanicamente por meio de vibradores de imersão ou de parede, para que seja conseguida a máxima compacidade. Serão tomadas todas as precauções para que não se formem ninhos, não se altere a posição da armadura, nem se provoque quantidade excessiva de água na superfície ou ocorra segregação no concreto. O vibrador de imersão deverá operar verticalmente e a sua penetração será feita com seu próprio peso. Será evitado o contato direto do vibrador com a armadura e forma. A sua retirada da massa de concreto será lenta para não permitir a formação de vazios. O vibrador de imersão deve penetrar na camada recém lançada e também na anterior, enquanto esta se apresentar ainda plástica, para assegurar boa união e homogeneidade entre as duas camadas e prevenir a formação de juntas frias, não devendo, porém, o comprimento de penetração ser superior a 3/4 do comprimento da agulha. Os vibradores de imersão não podem ser utilizados como transportadores de concreto dentro das formas. 10 8.7. - CURA E PROTEÇÃO DO CONCRETO: Enquanto não atingir endurecimento satisfatório, o concreto será protegido contra agentes prejudiciais. A cura será executada por sete dias, mantendo-se úmidas as superfícies de concreto. As superfícies expostas serão protegidas da incidência dos raios solares diretos, pelo menos três dias depois de iniciada a cura, ou serem mantidas sob um espelho d'água. Só serão usados compostos para a cura, se aprovado pela fiscalização da CELESC Distribuição S.A.. 9. - FORMAS: As formas das peças de concreto que ficarão aparentes serão executadas com compensado liso, plastificado, de primeira qualidade. As peças estruturais que não ficarem aparentes poderão ser executadas com formas de pinho de segunda qualidade, pinus ou outra madeira comumente utilizado para formas. As formas serão executadas, rigorosamente, de acordo com as dimensões indicadas no projeto, e terem a resistência necessária para suportar os esforços resultantes do lançamento e das pressões do concreto fresco sendo vibrado; terão fixação e apoios tais que não sofram deformações, nem pela ação destes esforços, nem pela ação dos fatores de ambiente e serão tomadas precauções a fim de garantir os acabamentos indicados no projeto. A execução das formas deve facilitar a sua desforma evitando-se assim esforços e choques violentos sobre o concreto. Todas as formas, a critério da fiscalização, poderão ser dotadas de abertura convenientemente espaçadas e distribuídas de modo a permitir o adequado lançamento e eficaz vibração do concreto. Tais aberturas serão fechadas tão logo termine a vibração do concreto na zona correspondente, a fim de assegurar o acabamento desejado. Os escoramentos serão capazes de resistir aos esforços atuantes e devem manter as formas rigidamente em suas posições. Antes do lançamento do concreto, serão vedadas as juntas das formas e feita a limpeza para que as superfícies em contato com o concreto fiquem isentas de impurezas que possam prejudicar a qualidade dos acabamentos. As formas de madeira serão, imediatamente antes do lançamento, molhadas até a saturação. As formas devem ser removidas com cuidado a fim de não danificar o concreto. Em geral e quando não houver emprego de aditivos, as formas devem ser retiradas após os seguintes períodos: - Faces laterais ............................................................................... 03 dias - Faces inferiores com pontaletes bem encunhados.......................14 dias - Faces inferiores sem pontaletes....................................................21 dias No caso de se deixar pontaletes após a desforma, estas não devem produzir esforços contrários ao de carregamento com que a peça foi projetada, que possam vir a rompê-la ou trincá-la. 11 Abertura, furos, passagens de tubulações e peças embutidas deverão obedecer rigorosamente às determinações do projeto. Quando houver alterações de todo inevitáveis, tais mudanças serão autorizadas por escrito pela fiscalização e procedida a sua consignação no projeto. A execução de aberturas, furos e colocação de peças, serão providenciadas antes da concretagem. 10. – REPAROS NO CONCRETO: Os locais defeituosos serão cortados com máquinas pneumáticas ou elétricas eliminando-se as partes soltas, e as superfícies serão preparadas com jatos de areia e umedecida continuamente algumas horas antes de receberem o novo concreto. Os reparos, mesmo quando pequenos serão considerados como nova concretagem, devendo ser observados as várias fases: preparação da área, lançamento, cura, acabamento, etc. 11- ARMADURA: As armaduras serão executadas de acordo com o projeto, observando-se estritamente as características do aço, número de camadas, dobramento, espaçamento e bitola dos diversos tipos de barras retas e dobradas. As armaduras serão amarradas com arame recozido ou por ponto de solda elétrica, respeitadas as prescrições da NBR-6118 para que sejam mantidas nas suas posições durante a concretagem a critério da fiscalização da CELESC Distribuição S.A.. Antes e depois de colocadas nas formas, as armaduras estarão perfeitamente limpas, sem sinal de ferrugem, pintura, graxa, terra, cimento ou qualquer outro elemento que possa prejudicar a aderência do concreto com a armadura ou a conservação desta. Alguma impureza que haja na armadura poderá ser retirada com escova de aço ou qualquer tratamento equivalente. 11.1 - CORTE E DOBRAMENTO: Não poderão ser feitos dobramentos nas barras com auxílio de calor, a não ser que autorizado por escrito, pela fiscalização da CELESC Distribuição S.A.. Não serão permitidos, de forma alguma, quando se tratar de aço encruado a frio (CA-50B e CA-60). O dobramento será feito obedecendo a NBR-6118. 11.2 - EMENDAS E GANCHOS: As emendas para barra de aço seguirão o indicado nos projetos. As emendas não previstas deverão seguir a NBR-6118. Os ganchos serão feitos conforme instruções de projeto, obedecendo-se a NBR-6118. 11.3 – MONTAGEM DAS ARMADURAS: As posições ocupadas pela armadura serão exatamente as previstas em projeto, admitindo-se apenas variações indicadas na NBR-6118. 12 As armações serão fixadas por ligações metálicas, espaçadores e calços de aço ou de argamassa, para impedir deslocamentos quando do processo de concretagem (lançamento e vibração do concreto), mantendo assim o espaçamento e cobrimento exigidos em projeto e norma NBR - 6118. Serão obedecidos os seguintes limites para o cobrimento: a - Concreto revestido com argamassa de espessura mínima de 10 mm: - Lajes, paredes e pilares ......... 2,0 cm b - Concreto aparente: - Ao ar livre ............................. 2,5 cm c - Concreto em contato com o solo...... 3,0 cm d - Concreto em meio fortemente - Agressivo............................................ 5,0 cm Para que sejam mantidos os cobrimentos de projeto, deverá se fazer uso de espaçadores de forma, podendo ser do tipo plástico de fabricação da Belgo Mineira, ou similar, podendo ainda ser do tipo pastilhas de argamassa cimento e areia, sendo a argamassa empregada, de qualidade comparável à do concreto local. As posições corretas dos ferros de armação dos blocos de fundação poderão ser garantidas por meio de ferros suplementares, fixados no terreno. 12. - ARGAMASSAS: Os traços e aditivos a serem utilizados seguirão as prescrições dos desenhos de projeto e listas de material. A mistura dos elementos ativos com os inertes deverá ser feita a seco, até a obtenção de coloração uniforme. Só então será adicionada a água, na quantidade estritamente necessária para que a argamassa adquira a consistência pastosa e firme. As argamassas serão preparadas em quantidades adequadas com as necessidades dos serviços, pois toda argamassa que apresentar vestígios de endurecimento será rejeitada. A fim de se verificar a invariabilidade (expansão e retração) do volume de argamassa, serão preparadas amostras com os traços especificados, as quais após a cura não deverão apresentar fendilhamento. Caso isto aconteça, serão alterados os traços especificados, mediante autorização expressa da fiscalização. Na execução das obras civis serão empregadas argamassas cujos componentes deverão obedecer as seguintes prescrições, no que diz respeito a qualidade: 12.1 - CIMENTO: O cimento a ser utilizado seguirá o que foi prescrito no item 8.1 desta especificação. 12.2 - AREIA: 13 Serão utilizadas areias com as características previstas no item 8.2.a. podendo ser finas (1,2 mm até 0,6 mm), ou média (2,4 mm até 1,2 mm), dependendo do fim a que se destinam. Normalmente será utilizada a areia de granulometria média na execução das obras. Somente no caso de revestimento de espessura muito pequena é que será utilizada a areia fina. 13. - FUNDAÇÕES: As fundações estão projetadas de acordo com suas finalidades, com a capacidade de carga do solo e sua constituição, conforme mostrado nos desenhos de projeto. 13.1 - CHUMBADORES E ACESSÓRIOS: Os chumbadores serão executados conforme os desenhos de projeto. Terão roscas laminadas ou usinada, e, antes da galvanização, terão características da série filete grosso. Em hipótese alguma a abertura de rosca nos chumbadores será feita após a galvanização. As porcas serão de aço, produzidas por processo à quente, hexagonais, do tipo pesado. A superfície de contato na face rebaixada será plana e chanfrada, livre de rebarbas ou projeções. A face superior não precisa ser chanfrada. A distância entre as faces das porcas, após a galvanização, deverá estar de acordo com as dimensões e tolerâncias especificadas na Norma ANSI B18.2.2. As porcas poderão ser rosqueadas após a galvanização a fim de assegurar a limpeza das roscas, as quais serão abertas com diâmetro maior, para ajustar-se aos chumbadores, sem folga desnecessária, mas suficiente para permitir que a porca seja girada com os dedos ao longo de todo o filete da rosca do chumbador. A contraporca terá seis lados revirados formando uma porca hexagonal e possibilitando o engate de uma chave de boca padrão, suportando mais meia volta, além da posição dada pelo aperto com os dedos. Será fabricada com aço de qualidade mecânica igual ou superior aquele das roscas. As arruelas serão trabalhadas a quente ou a frio, e feitas de aço de acordo com as especificações da Norma ASTM A283, ou equivalente. Em caso de dano, a peça galvanizada deverá retocada, onde necessário, com tinta à base de zinco (FRIAZINC). 13.2 - FUNDAÇÕES PARA ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO: Para as fundações de postes, que compõe as estruturas de barramentos da Subestação, serão usados tubos de concreto armado preenchido com areia compactada com água saturada e assentados em uma base de concreto com fck maior ou igual a 15 Mpa, conforme projeto específico. 13.3 - FUNDAÇÕES PARA BASES DE EQUIPAMENTOS: 14 Este item é válido para todos os equipamentos instalados sobre suportes metálicos, exceto os transformadores de força, e outros equipamentos apoiados diretamente sobre as fundações. Nestes casos, os pés das estruturas serão fixados, por intermédio de chumbadores, aos blocos de concreto simples, conforme mostram os desenhos de projeto. 13.4. - FUNDAÇÃO PARA TRANSFORMADOR DE FORÇA: A base e a via de transferência para o transformador de força será constituída, basicamente, por um sistema de dormentes de concreto armado, encimado por trilhos de aço, apoiado nos dormentes que servirão como pistas de rolamento para os transformadores. O concreto armado a ser utilizado seguirá o que foi prescrito no item 8 destas especificações e nos Desenhos de Projeto. Os trilhos constantes do projeto serão do tipo TR-37, de fabricação da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). Os trilhos poderão ser usados, porém em bom estado, com recuperação adequada, pintados e aceitos pela fiscalização da CELESC Distribuição S.A. 14. - DRENAGEM DO PÁTIO: A drenagem do pátio da subestação será executada conforme as indicações contidas no projeto executivo. Será composta de um sistema de valetas de contribuição, canaletas, drenos e tubos interligados por caixas ou poços, cobrindo toda a área energizada da Subestação, com a finalidade de propiciar um escoamento rápido das águas superficiais que ficariam retidas no pátio da Subestação, quando da ocorrência de precipitações pluviométricas. Os tubos em geral, furados ou fechados, serão de concreto simples de melhor qualidade, obedecendo as exigências da EB-6 e EB-103, da ABNT. Todos os dispositivos de drenagem serão colocados e nivelados topograficamente. Os serviços serão executados conforme as determinações descritas a seguir: a. - Escavação de valas: As escavações serão executadas, manual ou mecanicamente, de acordo com as dimensões e inclinações indicadas nos projetos. b. - Preparo da vala: O fundo das valas sofrerá compactação manual ou com equipamentos pneumáticos (sapos mecânicos). Os tubos serão apoiados conforme projeto. c. - Valetas de contribuição: 15 Em determinados locais, indicados nos desenhos de projeto, serão construídas valetas para captação de águas em lugar de tubos de drenos. Estas valetas serão escavadas no próprio terreno e preenchidas com brita, dando assim, um caminho preferencial para a água em direção aos drenos e diminuindo, conseqüentemente o seu tempo de acumulação no pátio. Ao chegar na caixa de captação, será colocado um tubo poroso com diâmetro de 20cm, fazendo a ligação da valeta com a caixa de passagem. d. - Drenos: Os tubos serão de concreto furado ou tubo de concreto poroso, de melhor qualidade, assentados com os furos para baixo, quando for o caso, com as pontas no sentido da declividade das valas e alinhados e inclinados conforme o projeto, observando-se o perfeito rejuntamento das pontas e bolsas. Estas junções serão executadas sobre berços de concreto magro. Envolvendo o tubo e até 10 cm acima dele, deverá ser colocada uma camada de pedra britada com diâmetro entre 12,5 e 19,0 mm (brita nº 1). Após esta camada, deverá ser colocada outra camada de pedra britada nº 2, preenchendo o restante da cava até o nível do terreno terraplenado. Os furos dos tubos não poderão ter diâmetro maiores que 1/4" e deverão ser executados em meia circunferência do tubo, ao longo de todo seu comprimento. e. - Canaleta de proteção de taludes: Estas canaletas serão de concreto pré-moldado , tipo meia-cana. As canaletas de proteção de crista de corte e pé de aterro terão suas declividades acompanhando a inclinação do terreno. As demais terão uma declividade longitudinal mínima de 0,2%, no sentido indicado nos desenhos de projeto. f. - Galerias: As galerias serão compostas de tubos de concreto de primeira qualidade, tipo macho e fêmea. Serão assentados, apoiados diretamente sobre uma camada de 10cm de brita 1, com as pontas no sentido de declividade das valas, alinhadas e observando-se o perfeito rejuntamento nas uniões e inclinações contidas nos projetos. As junções serão executadas sobre o berço de concreto magro. g. - Caixa de passagem, com tampa de concreto armado: São caixas destinadas a ligar tubos de drenos, ligar drenos e galerias e coletar água dos tubos de águas pluviais da Casa de comando. Serão executadas com parede e fundo em concreto simples e tampa em concreto armado. 15. - CANALETAS, TAMPAS E SUPORTES: 16 Destinam-se a alojar e posicionar os cabos de comando e controle e de força, devendo ser executadas de acordo com os desenhos de projeto e conforme especificado a seguir: 15.1 - CANALETAS: As canaletas, com largura interna de 30cm, serão executadas no local, tendo o fundo e as paredes em concreto simples com aditivo impermeabilizante. O fundo das canaletas será executado com caimento na direção dos pontos de saída da rede de drenagem, que serão ligados à rede geral. 15.2 - TAMPAS: As tampas das canaletas serão executadas em concreto armado, conforme projeto. Após a desforma, as tampas serão mantidas umedecidas até a perfeita cura do concreto, evitando a retração e conseqüente fissura do concreto. 15.3 - SUPORTES: Os suportes para cabos serão em PVC, conforme projeto. 16. – DUTOS PARA CABOS: Para passagem dos cabos de controle na via de acesso serão colocados 04 tubos de PVC 100mm, cada um, devidamente envelopado com concreto fck 15Mpa. O nível superior desse envelopamento será de 20 cm do pavimento acabado. 17. - BRITA PARA BACIA DO TRAFO, DRENAGEM E REVESTIMENTO DO PÁTIO: Todo o pátio da subestação será recoberto com uma camada de 10cm de espessura de brita 2. Toda a área será previamente regularizada com caimento para as valas de drenagem. Nos locais de passagem de veículos para manutenção, devidamente demarcados na planta de locação de bases e canaletas, os primeiros 5cm de brita serão compactados para depois serem colocados os outros 5cm. Para a bacia do transformador e drenagem serão seguidas às orientações contidas nos projetos. 18. - MONTAGEM DAS ESTRUTURAS DE BARRAMENTO: As estruturas de concreto serão montadas através de equipamentos adequados, tomando-se os cuidados necessários para não danificar a peça pré-fabricada. Caso isso ocorra será executada a recuperação do concreto, conforme orientação do fabricante da estrutura. 17 Os suporte e anéis deverão ser chumbados nos postes com argamassa de cimento e areia. 19. - PINTURA PARA ESTRUTURAS DE BARRAMENTO DE CONCRETO: As estruturas de barramentos serão pintadas antes de sua montagem. O processo consistirá das seguintes etapas: 1 - Estucamento da superfície do poste, vigas, anéis e suportes jabaquara; 2 -Aplicação do agente de impregnação (hidrofugante); 3 -Aplicação de pintura (02 demãos no mínimo) formadora de película para proteção superficial do concreto. 18 SE PADRÃO 34,5 kV ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS E SERVIÇOS DAS OBRAS CIVIS CASA DE COMANDO 1 1. GENERALIDADES Todas as orientações sobre projetos e especificações para execução dos serviços estão contidas nos desenhos e neste caderno. Em caso de divergências entre este caderno, as normas de execução e os desenhos do Projeto Arquitetônico, prevalecerão sempre o primeiro. Em caso de divergências entre os desenhos com datas diferentes, prevalecerão sempre os mais recentes. Todos os materiais a serem aplicados serão novos, de primeira qualidade e terão que satisfazer rigorosamente esta especificação, os projetos e as Normas Brasileiras pertinentes. Os serviços seguirão, da mesma forma, os projetos, esta especificação e as Normas Brasileiras mais recentes. A obra será mantida sempre limpa. Os entulhos serão removidos constantemente, evitando acúmulos e proliferação de insetos e roedores. Todos os materiais, após terem sido aplicados, deverão ser limpos e cuidadosamente lavados, retirando manchas, salpicos de tintas, salpicos de argamassas, etc. 2. ESCAVAÇÕES Consiste na escavação manual ou mecânica executada com equipamento adequado, incluindo, se necessário, o escoramento e o rebaixamento do lençol freático, destinado a abertura de cavas das fundações, canaletas internas, vigas de baldrame, caixa de inspeção, caixa de areia, filtro anaeróbio, fossa séptica, sumidouro, ou quaisquer outros, de acordo com estas normas e especificações. 3. FUNDAÇÕES E SUPERESTRUTURA Todos os elementos de concreto em contato com o solo deverão ter lastro de concreto 9 MPa, com 5 cm de espessura para fins de regularização. O tipo de fundação obedecerá ao projeto estrutural. Em caso de existência de água na vala da fundação, esta deverá ser esgotada, não sendo permitido a concretagem nessas condições. Em nenhuma hipótese os elementos serão concretados usando o solo como forma lateral. 3.1 Formas Para os concretos que não ficarem aparentes, as formas poderão ser tábuas de pinho de segunda qualidade, pinus ou outra madeira utilizada comumente para formas. Para concreto aparente deverão ser usadas formas com chapas de madeira compensadas plastificadas. Deverão ser executadas rigorosamente de acordo com as necessidades para suportar os esforços resultantes do lançamento e das pressões do concreto vibrado. 2 Sua fixação e apoio serão de tal forma que não sofram deformações, nem pela ação de esforços, nem pela ação de fatores de ambiente e exigências de projeto. A execução das formas deve facilitar a sua desforma evitando assim esforços e choques violentos sobre o concreto. Os escoramentos serão capazes de resistir os esforços atuantes e manterão as formas rigidamente em suas posições. Antes do lançamento do concreto serão vedadas as juntas das formas e feita a limpeza para que as superfícies em contato com o concreto fiquem isentas de impurezas que possam prejudicar a qualidade dos acabamentos. As formas serão molhadas imediatamente antes do lançamento do concreto. Em geral, e quando não houver emprego de aditivos, as formas devem ser retiradas após os seguinte períodos: Faces laterais..................................... 3 dias Faces interiores c/ pontaletes.............14 dias Faces inferiores s/ pontaletes............. 21 dias A execução de aberturas, furos e colocação de peças deverão ser providenciadas antes da concretagem. O escoramento deverá ser projetado de modo a não sofrer, sob a ação do peso próprio, do pêso da estrutura e das cargas acidentais que possam atuar durante a execução da obra, deformações prejudiciais a forma da estrutura ou que possam causar esforços no concreto na fase de endurecimento. 3.2 Aço As barras de aço e armaduras serão estocadas sem contato com o solo. As barras de aço não deverão apresentar excesso de ferrugem, manchas de óleo, argamassa aderente ou qualquer outra substância que impeça uma perfeita aderência ao concreto. A resistência do aço obedecerá o previsto no projeto. A armadura não poderá ficar em contato direto com a forma, obedecendo-se para isso as medidas de projeto e/ou o previsto em norma, fazendo uso para tanto de espaçadores de plásticos da belgo mineira ou pastilhas de argamassa de cimento e areia, devendo os mesmo ter a mesma resistência do concreto na qual ficará imerso. 3.3 Concreto Este serviço corresponde ao fornecimento de materiais, preparo, transporte e lançamento, vibração e cura de concreto, com dosagem para satisfazer as exigências de resistência dos tipos de concreto, especificados nos projetos, e de acordo com as Especificações Técnicas. Durante todas as concretagem deverão ser moldados corpos de prova, para teste de resistência em laboratório devidamente aprovado pela Fiscalização da CELESC Distribuição S.A. 3 A quantidade de concreto, preparado em cada operação, será a estritamente necessária para o seu emprego imediato; o intervalo máximo de tempo permitido entre o término do amassamento do concreto e o seu lançamento não deverá exceder a 1 (uma) hora. Não será permitido o uso de concreto remisturado. Em nenhuma hipótese será permitido o lançamento após o inicio da pega. O adensamento deverá ser cuidadoso, de forma que o concreto ocupe todos os cantos da forma. Não será permitido adensamento manual. A bitola da agulha do vibrador será de acordo com a espessura da peça a ser vibrada. A vibração deverá ser feita a uma profundidade não superior a agulha do vibrador. 3.4 Laje Pré Moldada Consiste no fornecimento de mão de obra e materiais, escoramento, vigotes, tijolos, concreto de revestimento e aço conforme projeto do fabricante. A laje deverá ter a espessura de 12cm ou a indicada no projeto. O aço será executado de acordo com o item 3.2 desta especificação. O concreto será executado de acordo com o item 3.3 desta especificação. 3.5 Vergas e Contra Vergas Todos os vãos de portas e janelas terão vergas de concreto convenientemente armadas, com comprimento tal que excedam no mínimo 20 cm para cada lado do vão. 3.6 Aditivos Aditivos para concreto são substâncias que modificam certas características do produto, tais como: a trabalhabilidade, o endurecimento ou a pega, não tendo influência sobre o volume. O emprego de aditivos obedecerá, rigorosamente, as recomendações do respectivo fabricante. Será admitido o uso de aditivos (plastificantes, incorporadores, retardadores), desde que autorizado previamente pela fiscalização da CELESC Distribuição S.A. 3.7 Aglomerantes Os aglomerantes são elementos ativos que entram na confecção de mesclas, pastas, argamassa e concretos, a seguir descritos: 3.7.1 Cal Hidratada A cal empregada será hidratada e fornecida em sacos de papel de duas folhas. Cada saco de cal deverá conter 20 kg de peso líquido e trazer, em caracteres bem legíveis as seguintes indicações: peso líquido, marca do fabricante, local de fabricação, componentes do produto, bem como seu prazo de validade. 4 3.7.2 Cimento Portland Comum Será de fabricação recente, só podendo ser aceito na obra com a embalagem de fábrica intacta. Os sacos de cimento deverão ser armazenados em locais bem secos e protegidos. As pilhas deverão ser colocadas sobre um estrado de madeira. A plataforma de madeira deverá ser montada, pelo menos, a 30 cm do solo e a distância de 30 cm das paredes do depósito. As partidas de cimento deverão ser planejadas de modo que se tenha na obra um estoque para trabalhar de no mínimo 20 (vinte) dias, e não mais do que 90 (noventa) dias a contar da data de fabricação. Para pilhas de mais de 10 (dez) sacas, o tempo de estocagem é de 30 ( trinta) dias. Quando para período maiores, as mesmas não deverão ter mais de 7 (sete) sacos. 3.8 Agregados 3.8.1 Areia A areia deverá ser quartzosa, pura, isenta de substâncias nocivas, tais como torrões de argila, raízes, mica, grânulos tenros e friáveis, impurezas orgânicas, cloreto de sódio e outros deliqüescentes, deverá apresentar grãos irregulares e angulosos, sempre lavada e peneirada, satisfazendo as prescrições contidas na EB-4, da ABNT. GRANULOMETRIA, SEGUNDO ABNT: Areia GROSSA MÉDIA FINA Passa pela peneira Fica retida na peneira Dimensões máximas Características 4,8 mm 2,4 mm 4,8 mm 2,4 mm 0,6 mm 2,4 mm 0,6 mm 0,075 mm 0,6 mm 3.8.2 Brita É o material obtido por trituração de rochas estáveis, granito, basalto ou outro tipo com resistência compatível e devendo satisfazer as prescrições da EB-4, da ABNT. Classificação: o Brita n 0 Brita no 1 Brita no 2 Diâmetro variado de 4,8 mm a 9,5 mm de 9,5 mm a 18 mm de 19 mm a 38 mm 4. CONTRA-PISO E CANALETA INTERNA 4.1 Contra Piso/Concreto Alisado 5 Piso zero - Após o aterro regularizado, será aplicado uma camada de 5 cm de brita Nº 2 para receber o concreto simples do contrapiso, de 10 cm de espessura, fck 18 MPa, com aditivo impermeabilizante, bem nivelado, porem, com a superfície adequada para aplicação de revestimento. Contrapiso cimento areia - O piso do casa de comando, poderá ser executado com a aplicação de uma lastro de camada brita Nº 2 de 5 cm de espessura e lastro de concreto 9/10 Mpa simplesmente reguado e por fim a execução de uma camada de regularização de 3 cm de cimento e areia (1:3), devendo ser desempenado e alisado. 4.2 Canaleta Interna As canaletas internas serão executadas no piso, com seções de acordo com o projeto. Estas canaletas deverão ser de concreto simples aparente, fck 18 Mpa, com aditivo impermeabilizante, cobertas com tampa de alumínio tipo pé de galinha nas dimensões conforme projeto. Nas paredes da canaleta interna será aplicada pintura com tinta impermeabilizante incolor no concreto aparente. O concreto será executado de acordo com o item 3.3 desta especificação. 4.3 Tampas das canaletas em Chapas de Alumínio As tampas das canaletas serão confeccionadas em chapas de alumínio tipo xadrez 2,2 mm. Os painéis deverão ser do tipo removíveis na dimensão de 30xL cm (30 x largura da canaleta), deverão ter o contorno reforçado, com tubo de metalão 20x20x,1,5 mm, podendo ter dois dos lados no sentido do assentamento dobrados. A tampa terá dimensões finais de 300 x L x 26 mm. 4.4 Cantoneira em Perfil “L” para Tampas e Canaletas Os perfis em L das canaletas onde deverá assentar as tampas deverá ser de alumínio extrudado 25,40 x 25,4 x 1,59 mm, ref. ALCOA - CT-016, fixado com parafusos ou chumbadores. O painel das tampas terá um acabamento de aproximadamente 3 mm superior à cantoneira de alumínio instalado. 4.5 Suportes para Cabos das Canaletas Serão de PVC rígido de 2”, conforme projeto. 5. ALVENARIA As alvenarias de tijolos serão executadas conforme adiante especificado e obedecerão as dimensões e os alinhamentos do projeto. As espessuras indicadas no projeto arquitetônico referem-se às paredes depois de revestidas. Os tijolos deverão ser assentados, formando fiadas niveladas e aprumadas, com junta de, no máximo, 15 mm de espessura. 6 Para a perfeita aderência das alvenarias de tijolos às superfícies de concreto, estas serão chapiscadas com argamassa traço 1:3 (cimento, areia grossa). As alvenarias recém terminadas deverão ser mantidas ao abrigo das chuvas. O assentamento das 3 (três) primeiras fiadas deverá ser feita com argamassa de cimento e areia, traços 1:3, com impermeabilizante, a base de hidrófugo, para impedir a passagem de umidade, na dosagem especificada pelo fabricante. Para o assentamento das camadas restantes deverá ser adotado traço 1:2:6 (cimento, cal hidratada e areia). Os tijolos serão de primeira qualidade, bem cozidos, tipo pesado, de dimensões compatíveis com a espessura da parede. Terão faces planas e arestas vivas e porosidade especifica inferior a 20 %. Não devem apresentar pedaços de pedras, cavidades, areia ou outros elementos estranhos em sua massa. 6. COBERTURA 6.1 Madeiramento A cobertura da casa de comando é composta por pontaletes, terças e ripões para travamento em madeira de lei apoiadas sobre a laje e telhas de fibrocimento, conforme projeto. A madeira para este fim deverá ser de lei abatidas há mais de 2 anos ou secas em estufas, isenta de carunchos ou brocas, sem nós ou fendas que comprometam sua durabilidade resistência ou aparência. Distingue-se a dureza da madeira pelo peso e coloração carregada, entre as quais podemos encontrar jatobá, ipê, garapeira, itauba e angelim. As peças com suas arestas danificadas numa distância superior a um terço da espessura e arqueadura maior que 4 cm de flecha e abaulamento maior que 1 cm de flecha, será considerado refugo e conseqüentemente rejeitada todas as peças de madeira que não alcançar o padrão acima. 6.2 Telhas As telhas a serem utilizadas serão de fibrocimento de 6 mm, tipo ondulada. A cumeeira será do mesmo material, poderá ser articulada ou do tipo universal com caimento adequado a inclinação das águas da cobertura. O dimensionamento das telhas será em decorrência do vão a vencer, procurando-se, tanto quanto possível, alcançar esse resultado, com uma única peça. A colocação das chapas será feita dos beirais para as cumeeiras, com o sentido da montagem contrário aos dos ventos dominantes. A colocação dos elementos de fixação será feita na parte superior da onda. O recobrimento da chapa será de 140 a 300 mm. O apoio das chapas sobre as terças será no mínimo de meia onda (50 mm) no sentido do seu cobrimento. 7 7. CALHA E CONDUTOR CIRCULAR As calhas e condutores deverão ser confeccionados em chapas de alumínio 0,6 mm de espessura, incluindo todos os acessórios, conforme projeto. 8. ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO/MADEIRA E FERRO 8.1 ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO - Janelas/Portas do WC As janelas e a porta do WC serão de alumínio e terão anodização na cor natural, receberão vidros lisos 4 mm, e trincos padrões, conforme o tipo de esquadria. Todas as esquadrias em alumínio deverão ser fixadas em contra marcos, faceados pelo alinhamento interno do emboço/reboco. Os contra-marcos serão assentes nos chumbadores por processo de encaixe, sem emprego de parafusos, exceto nos casos de superfície de concreto aparente. As janelas serão do tipo basculante, com o comando basculante em alumínio extrudado. As partes móveis das esquadrias serão dotadas de pingadeiras tanto no sentido horizontal como no vertical, de forma a garantir perfeita estanqueidade evitando a penetração de água da chuva. As emendas por meio de parafusos ou rebites deverão apresentar perfeito ajustamento, sem folgas, diferenças de nível ou rebarbas na linha de junção. Para assentamento de vidros será efetuado o emprego de: 1.- Baguetes, confeccionados com o mesmo material da esquadria, associados com calafetador a base de elastômero, de preferência silicone, que apresente aderência com o vidro e a liga metálica. 2.- Gaxetas de compressão, em perfil rígido de elastômero, de preferência neoprene, dotadas de tiras de enchimento. As dobradiças serão ligas de alumínio. 8.2 ESQUADRIAS INTERNAS - Portas de Madeira As portas internas serão em madeira chapeada, podendo ser do tipo para pintura em (imbuia/itauba/ angelim/cedro rosa) para pintura, as ferragens (fechaduras e dobradiças) serão em aço inox. Os montantes do enquadramento do núcleo terão largura tal que permita, de um lado, o embutimento completo das fechaduras e, do outro, a fixação dos parafusos das dobradiças em madeira maciça. As esquadrias deverão ser fornecidas com todos os acessórios necessários ao seu perfeito funcionamento. Os caixilhos deverão ser instalado preferenciamente colado, com espuma de poliuretano, portanto o vão das portas deverão ser previamente rebocada, com cimento e areia na face em que receberá a espuma. Deverão ser instalados aprumado e com montante nivelado. 8.2 ESQUADRIAS DE FERRO - Porta de entrada da casa de comando A portas de entrada da casa de comando será executada conforme, o desenho padrão apresentado, devendo as bandeiras ser em chapas de aço inox ou aço galvanizado, com moldura de tubo, ou receber uma pintura em esmalte sintético fosco na cor cinza, sendo dotado de todos acessórios (Fechaduras/Dobradiças/ Travas) necessários, bem como de caixilhos e batentes. 8 Deverá ser instalado faceado com revestimento interno (reboco interno). 9. VIDROS Os vidros serão lisos, com espessura mínima de 4 mm, transparente, não devendo apresentar bolhas lentes, ondulações, ranhuras ou outros defeitos que mudem sua superfície lisa. Os vidros serão fornecidos nas dimensões respectivas, evitando o corte na obra, tendo em vista que as bordas dos cortes serão esmerilhadas. Serão fixados por meio de baguetes, confeccionados com o mesmo material do caixilho, associados com calafetador a base de elastômero, de preferência silicone, que apresente aderência com o vidro e a liga metálica. 10. FERRAGENS A colocação das ferragens será executada de tal forma que os rebaixos ou encaixes para dobradiças, fechaduras de embutir, chapa-testas etc., tenham a forma das ferragens, não sendo toleradas folgas que exijam emendas, enchimento com lascas de madeira, etc... As portas serão pendurados aos caixilhos através de dobradiças de aço inóx ou dobradiças de latão cromado fosco, fixadas com parafusos tipo rosca soberba inóx ou galvanizados a fogo, com dimensões adequadas as peças. Os trincos das fechaduras serão articulados, com amortecedores de impacto e reversível por pressão. As maçanetas das portas, salvo condições especiais, serão localizadas a 105 cm do piso acabado. As ferragens terão acabamento cromadas, podendo ser (Papaiz/Pado/Arouca/La Fonte). 10.1 Fechaduras e Trincos As fechaduras serão de tambor de formato elíptico, para as portas externas. Nas portas internas serão do tipo normal, de forma a haver coincidência com a entrada da chave e o comprimento da placa para que se movimente a lingüeta. 10.2 Parafusos e Porcas Satisfarão as normas da ABNT atinentes ao assunto. 10.3 Pregos Atenderão as normas NBR-6227 (EB-73) e NBR-6374 (pb-58) 11. ACABAMENTOS 11.1 Chapisco A superfície a ser revestida, deverá ser limpa isenta de graxas, óleo, etc. 9 Todas as superfícies a serem rebocadas serão antes chapiscadas com argamassa traço 1:3 (cimento e areia grossa) e molhadas com antecedência. A área chapiscada terá uma cobertura uniforme, o revestimento posterior só poderá ser aplicado apos decorridos 24 horas. 11.2 Reboco Somente será executado após a colocação de peitoris, contra-marcos das esquadriais; com argamassa no traço 1:2:6 (cimento, cal hidrata e areia fina). Seu acabamento deverá ter uma superfície lisa e uniforme. Uma vez concluído o reboco, será respeitado um prazo mínimo de: - 10 dias quando for revestido com pisos ou azulejos. - 30 dias para receber a pintura. A área rebocada, onde será aplicado o piso, não poderá conter resto de reboco. 11.3 Azulejos O WC e a parede da pia na sala de baterias, serão revestidas em azulejos, da cor branca no padrão extra, com dimensões aproximadas de 15x30 cm, serão cuidadosamente classificados para evitar peças com qualquer defeito, nas dimensões e textura. Será aplicado com uso de cimento colante, preferencialmente da mesma marca do fabricante do azulejo. O rejunte somente será executado após 72 horas da aplicação do azulejo, devendo ser do tipo junta fina, com abertura de no máximo 3 mm. Só deverá ser utilizado de outro tipo de junta, quando o fabricante do azulejo ou a arquiteto/fiscalização da CELESC Distribuição S.A. assim o recomendar. As peças de azulejos terão características de homogeneidade na massa, cores firme e uniforme, perfeito cozimento e planos. 11.4 Pisos Cerâmicos O piso será aplicado sobre uma camada de contrapiso regularizado, fixado com argamassa colante tipo cimentcola. O rejunte só poderá ser aplicado 72 horas após a colocação do mesmo, sendo que antes do endurecimento do rejunte será procedida a limpeza do excesso de material, sendo utilizado para tanto, palhas de aço nº2 e nº1. O rejunte deverá ser frisado, retirando todo excesso de material, porém o rejunte não deverá ficar excessivamente frisado, favorecendo o ajuntamente de sujeiras e águas. A utilização das áreas revestidas só deverá ser feita após cinco dias da colocação do piso. As peças de cerâmica deverão ter características de homogênea, cores neutras (cinza/bege/palha) firmes e uniformes, perfeito cozimento e planos, com dimensões aproximadas de 30x30 cm, espessura de 10 mm, classificação PIE 5, porosidade específica menor ou igual a 0,5 %. 11.5 Rodapé e Vistas de Madeira 10 Tanto o rodapé com as vistas serão em madeira de lei com 7,0cm de altura. O rodapé deverá ser fixado na alvenaria através de buchas e parafusos galvanizados. O encontro entre a vista e o rodapé será em meia esquadria. 11.6 Pintura As superfícies a serem pintadas serão cuidadosamente limpas e lixadas para retirar o excesso de material do reboco. As áreas a serem pintadas deverão estar limpas, isenta de poeira, tomando-se precauções especiais contra o levantamento de pó durante os trabalhos. Deverá ser observado intervalo de no mínimo 24 horas entre as aplicações de demãos de tinta, salvo especificação em contrário do fabricante. Aplicar-se-á uma demão de selador acrílico na parede crua para um perfeito fechamento do acabamento. Após deverá ser executado o lixamento de toda área, removido todo pó proveniente deste serviço, onde aplicar-se-á três demãos de tinta acrílica semi-brilho, na área interna e externa, O logotipo da CELESC Distribuição S.A. deverá ser executado, conforme projeto específico, pintado com tinta especial para exterior na cor Pantone 477 e 124 respectivamente. Para pintura de portas e peças em madeira deverão ser obedecidas as seguintes etapas de serviços: 1. Aplicação de tinta de fundo conveniente para receber o acabamento. 2. Lixamento a seco com lixa de madeira. 3. Aplicação de duas demãos de tinta esmalte sintético Obs.: Os solventes a serem aplicados deverão ser recomendados pelo fabricante dos materiais. 11.7 Granito Será aplicado granito nos peitoris (parte externa). As peças de granito terão a espessura de 2 cm, comprimento de acordo com as janelas e deverão ter uma inclinação para não haver acúmulo de água, afastada 2 cm da parede com formato de pingadeira. A largura será definida na obra, após a colocação das janelas. Para soleiras as peças terão uma largura de 17cm e considerar-se-á as mesmas especificações dos peitoris. 12. IMPERMEABILIZAÇÃO Nas faces superiores das vigas de baldrame e nas laterais deverá ser aplicado impermeabilizante a base de emulsão betuminosa para impedir a passagem da umidade e isolar o concreto da alvenaria, sendo que para sua aplicação serão observadas as especificações do fabricante. 13. INSTALAÇÕES DE COMUNICAÇÕES 13.1 Sistema de Comunicação 11 Consiste o fornecimento e instalação completa da rede de comunicação, com seus respectivos eletrodutos, caixas de passagem, quadros de distribuição, tomadas, etc. Os materiais não especificados neste item deverão ser observados no item 16. “Instalação Elétrica”. O entroncamento telefônico chegará em um Distribuidor Geral, instalado a 1,50m do piso na configuração embutido. Do DG sairá um eletroduto de 1” até a canaleta geral da casa de comando. De preferência, sua saída deverá ser perto do local onde será instalada a remota de telesupervisão do sistema elétrico. Do DG sairá 01 eletroduto de ¾” até uma tomada telefônica que será instalada a 30 cm do piso na sala de comando. Essa tomada será interligada à canaleta através de um eletroduto de ¾”. 13.2 Tomada Telefônica As tomadas de embutir na parede serão padrão Telebras, de embutir, com acabamento fosforescente, fornecida completa, com espelho na cor cinza e parafuso de fixação. Será instalada uma tomada telefônica, a 30cm do piso, com interligação com a canaleta, para o sistema Carrier. 13.3 Entrada de Cabos Ópticos/Telefônicos No poste da rede elétrica, dentro da subestação, em local próximo à casa de comando, será construída 01 tubulação (lateral) de 1” de diâmetro com curvas de 90º na parte inferior e cachimbo de acabamento na parte superior. Toda a tubulação, bem como seus acessórios, serão em PVC. A referida tubulação irá para uma caixa de passagem de 400x400x400mm toda de alvenaria com reboco na parte interna, fundo com camada de concreto e meio aberto para escoamento da água. A tampa será confeccionada em concreto armado. A mesma tubulação acabará em outra caixa de passagem, com as mesmas características descritas anteriormente, junto a calçada existente ao redor da casa de comando. A interligação entre as caixas de passagens deverá ser feita através de dois eletrodutos de PVC rígido com 1” de diâmetro ou Kanaflex no mesmo diâmetro. Da referida caixa de passagem sairá um eletroduto de PVC de 1“ até a canaleta de piso na sala de comando e um eletroduto de 1” de diâmetro até o Quadro Distribuidor Geral, na configuração embutido, instalado a 1,50m do piso. 14. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 14.1 Sistema Elétrico Consiste no fornecimento e instalação completa do sistema elétrico da casa de comando com respectivos eletrodutos, luminárias, caixas de passagem, fiação, suportes, interruptores, tomadas, quadro de distribuição, quadro de medição, etc. Nas caixas que não for instalado aparelho será fornecido a tampa cega para acabamento, na cor cinza e parafuso de fixação. 12 Os materiais aplicados deverão ser de qualidade, conforme especificados e os serviços de instalação deverão obedecer aos projetos e as normas correspondentes ao assunto. 14.2 Aparelhos para Lâmpadas fluorescentes Os aparelhos de iluminação para uma, duas ou quatro lâmpadas fluorescentes de 40 W, serão de instalação tipo “plafonier”, fornecidos com reatores duplos de partida rápida, de alto fator de potência para 220 V - 60 hz, sendo o corpo refletor fabricado em chapa de aço esmaltado branco, tipo aberto sem difusor, fornecidos com as respectivas lâmpadas. 14.3 Aparelhos para Lâmpadas Incandescentes Os aparelhos de iluminação para lâmpadas incandescentes serão do tipo “plafonier”, fornecido completo com receptáculo de porcelana, aro de sustentação e globo translúcido de acabamento em vidro, e lâmpada de 100 W. 14.4 Aparelho de Iluminação a Prova de Explosão Os aparelhos de iluminação a prova de explosão, serão do PLAFONIER, para incandescente de 100w,ref.: W10 da PETERCO, incluindo a lâmpada. 14.5 Aparelhos de iluminação externa Os aparelhos de iluminação para instalação externa da casa de comando, serão do tipo arandela, com prato refletor de aço esmaltado, receptáculo de porcelana reforçado e uma lâmpada incandescente de 100 W. 14.6 Tomadas Simples As tomadas simples serão do tipo universal de embutir, com acabamento fosforescente, para 220 V 15 A, fornecida completa, com espelho na cor cinza e parafusos de fixação. 14.7 Tomadas de Três Pinos Estas tomadas serão compostas de dois pinos, mais um pino terra, de embutir, 250 V - 20 A, fornecida completa com espelho na cor cinza e parafusos de fixação. 14.8 Tomada com Interruptor As tomadas com interruptor serão do tipo universal de embutir, com acabamento fosforescente, para 220 V - 15 A, fornecida completa, com espelho na cor cinza e parafusos de fixação. O número de teclas será conforme projeto. 14.9 Interruptores Diversos 13 Os interruptores serão de tecla fosforescente, para 220 V - 10 A simples e 250 V- 25A bipolar, fornecidos completos com espelho na cor cinza e parafusos de fixação. O número de teclas será conforme projeto. 14.10 Relê Fotoelétrico Aparelho destinado a controlar lâmpadas, acendendo-as ao anoitecer e apagando-as ao amanhecer. Em termoplástico auto extinguível de alta resistência mecânica, fornecido com suporte de fixação 220V - 1200VA. 14.11 Caixas Octogonais As caixas octogonais serão de embutir, em aço carbono pintadas de preto de 4x4x2 polegadas, com entradas para eletrodutos de 1”, 3/4” e 1/2” polegadas com tamanho duplo. 14.12 Caixas Retangulares e Quadradas As caixas retangulares serão de 4X2 polegadas e as quadradas de 4x4 polegadas, de embutir e de material PVC rígido ou NYLON, com entradas laterais estampadas para eletrodutos de 1”, 3/4” e 1/2” (polegadas). 14.13 Caixas a Prova de Explosão As caixas de ligação para equipamento a prova de explosão, serão com quatro entradas laterais e uma com rosca a gás de diâmetro de 3/4”, ref.: WR-12/X22, S22 da PETERCO. 14.14 Eletrodutos, Curvas e Luvas Os eletrodutos, curvas e luvas serão em PVC rígido nas bitolas indicadas no projeto. 14.15 Fios de Cobre de seções 1,5 à 10,0 mm2 Os fios serão de cobre singelo, tempera mole, isolamento 600 e 750 V de PVC, com características anti-chama. Referência de fios a serem usados: - fio de cobre seção 1,5 e 2,5 mm2, condutor de cobre sólido, têmpera mole, isolamento de 750 V de PVC com características anti chamas, ref.: PIRASTIC da PIRELLI. - Cabo de cobre constituído por quatro condutores de seção 10,0 mm2, têmpera mole, isolamento 600 V de PVC e capa externa de PVC na cor preta ref.: SINTENAX. 14 14.16 Cabos Os cabos serão de um ou mais condutores singelo, nas bitolas indicadas no projeto, de tempera mole, isolamento de borracha ou PVC para 0,6/1,0 kV e capa externa também de PVC, com isolação a umidade, gases, vapores, conforme indicado no projeto. 14.17 Quadros de Distribuição O quadro de distribuição será construído em chapa de aço no 16, para instalação embutida, com tampa de abrir e fechadura. Deverá ter tamanho adequado para acondicionar o número de disjuntores indicado no projeto, incluindo os reservas. Deverá ser observado no Projeto Elétrico o número de quadro de distribuição especificado, com o número de disjuntores. 14.18 Disjuntores Os disjuntores serão monopolares termomagnéticos, do tipo mini disjuntores de linha européia, com elementos independentes de disparo por sobre carga e curto circuito, com característica “L” (corrente de disparo pelo elemento ferromagnético entre 3,5 e 5 In), com Amperagem indicada no projeto. 14.19 Exaustor O exaustor será do tipo axial, de diâmetro de 30,00 cm, com grade de proteção, motor blindado à prova de explosão, monofãsico, 220 Volts, 1/8 de CV, fornecido com coifa de proteção contra chuva. 14.20 Ar Condicionado Serão fornecidos 02 aparelhos de ar condicionado de parede, com capacidade de 8.000 BTU cada um. Estes serão instalados em local definido no projeto arquitetônico e serão protegidos com suporte metálico chumbado na parede. 15. INSTALAÇÕES HIDRO-SANITÁRIAS As instalações serão executadas rigorosamente de acordo com as normas da ABNT, com o projeto respectivo e com as seguintes especificações: As canalizações correrão embutidas nas alvenarias. As derivações correrão embutidas nas paredes, evitando-se sua inclusão no concreto. As furações, rasgos, aberturas necessárias em elementos da estrutura de concreto armado, para passagem de tubulações, serão locadas e tomadas com tacos, buchas ou bainhas antes da concretagem. Medidas deverão ser tomadas para que não venha a sofrer esforços não previstos, decorrentes de recalques ou deformações estruturais, e para que fique assegurada a possibilidade de dilatações e contrações. 15 As canalizações de distribuição de água nunca serão inteiramente horizontais, devendo apresentar declividade mínima de 2% no sentido de escoamento. As curvaturas dos tubos, quando inevitáveis, devem ser feitas sem prejuízo de sua resistência à pressão interna, da seção de escoamento e da resistência à corrosão. Durante a construção e até a montagem dos aparelhos, as extremidades livres das canalizações serão vedadas com bujões rosqueados ou plugues, convenientemente apertados, não sendo permitido o uso de buchas de madeira ou papel para tal fim. As tubulações de distribuição de águas serão lentamente cheias de água, para eliminação completa de ar, em seguida, submetidas à prova de pressão interna, antes do fechamento dos rasgos das alvenarias ou de seu envolvimento por capas de argamassa ou de isolamento térmico. O sistema de ventilação da instalação de esgoto, constituído por colunas de ventilação vertical será executado de forma a não haver a menor possibilidade dos gazes emanados dos coletores entrarem no ambiente interno da edificação. O tubo ventilador deverá apresentar-se em sentido ascendente. A ligação a uma canalização horizontal será feita acima do eixo da mesma. Até 15 cm acima do nível máximo da água no mais alto dos aparelhos servidos obedecendo rigorosamente o projeto e de acordo com a fiscalização. As canalizações serão de PVC com juntas soldáveis e não será permitida, em hipótese alguma, a abertura de rosca. A solda será executada conforme segue: 1. A ponta do tubo e a bolsa de conexão serão lixadas com lixa d´água; 2. As partes lixadas serão limpas com solução própria; 3. Será aplicado adesivo uniformemente nas duas partes a serem soldadas, encaixando-se rapidamente e removendo o excesso com solução própria. 15.1 Material para Instalação Hidráulica Os materiais para instalações hidráulicas deverão satisfazer, além das normas cabíveis, o disposto nos códigos de posturas dos órgãos oficiais competentes. Os tubos serão de PVC rígido do tipo pesado, soldável com ponta e bolsa, da série “A” com pressão de serviço de 7,5 kgf/cm2. As conexões serão da mesma fabricação, classe e acabamento dos tubos. Os registros de gaveta e pressão serão de bronze fundido, com pressão de serviço de 8,5 kgf/cm2 e rosca macho e fêmea. Nas instalações embutidas serão do tipo bruto e quando aparente terão canopla cromada (igual ao acabamento das torneiras). O registro automático de entrada será constituído pela torneira bóia do tipo reforçado, de bronze fundido, com bóia inteira e acabamento bruto. A caixa d’água deverá ser em polietileno e ter capacidade para armazenar 150 litros de água. 15.2 Material para Instalação Sanitária Os aparelhos sanitários, equipamentos afins e respectivos pertences e peças complementares serão fornecidos e instalados com o maior apuro e de acordo com indicações dos projetos de instalações. 16 Os tubos serão em PVC rígido da série “R”. As conexões deverão ser da mesma fabricação, classe e acabamento dos tubos. Os aparelhos sanitários serão de grês porcelanizado e os metais cromados, acabamento brilhante. O vaso sanitário será do tipo acoplado e acompanhará o tampo e porta papel higiênico. O lavatório será de coluna e acompanhará o sifão em PVC flexível, espelho, porta papel toalha e saboneteira. As posições relativas das diferentes peças sanitárias serão, para cada caso, resolvidas pela fiscalização da CELESC Distribuição S.A., devendo, contudo, orientar-se pelas indicações gerais constantes dos desenhos do projeto e tomando-se por base azulejos de 200 X 200 mm. O porta papel higiênico será instalado a 45 cm do piso acabado, ou em nível com o vaso. Na sala de bateria será instalada uma pia em aço inoxidável colocada sobre um armário em fórmica com 1,10m de largura. As peças deverão ser bem cozidas, desempenadas, sem deformações e fendas, duras, sonoras, resistentes e impermeáveis. O esmalte será homogêneo, sem manchas, depressões, granulações ou fendilhamento. As caixas sifonadas serão em PVC, com saída, tipo ponta e bolsa com diâmetro de 50 ou 75mm. As caixas coletoras, detentoras de inspeção e de passagem obedecerão rigorosamente ao projeto hidro-sanitário em questão. Confeccionadas em concreto ou alvenaria de tijolos maciço e tampas em concreto armado. 15.3 TANQUE SÉPTICO, FILTRO, ÁGUAS PLUVIAIS E SUAS CANALIZAÇÕES O tanque séptico e Filtro destinam-se ao tratamento primário dos despejos e refugos líquidos, excluídas as águas pluviais da edificação. Serão executados conforme projeto específico. O tanque e o filtro serão construídos em alvenaria com blocos de concreto estrutural, atendendo as condições de segurança, durabilidade, estanqueidade e resistência, observando-se as normas de cálculo e execução a elas concernentes. A localização dessa instalação está indicada na Planta de Locação de Bases e Canaletas da Subestação. Essa locação foi definida levando-se em consideração o que segue: 1. Possibilidade de fácil ligação do coletor predial ao coletor público. 2. Finalidade de acesso, tendo em vista a necessidade de remoção periódica do lodo digerido. 3. Afastamento mínimo de 20,00m de qualquer manancial. As canalizações serão assentes em terreno resistente ou sobre embasamento adequado, com recobrimento de 0,30m no mínimo. Nos trechos onde tal recobrimento não seja possível ou onde a canalização esteja sujeita a fortes compressões ou choques, ou ainda nos trechos situados em área edificada, a canalização terá proteção adequada ou será executada com tubos de ferro fundido. Em torno da canalização nos alicerces ou paredes por ela atravessadas haverá a necessária folga para eventual recalque do edifício não venha a prejudicá-la. As declividades indicadas no projeto serão consideradas como mínimas, devendo ser procedida a verificação geral dos níveis. Os tubos de modo geral serão assentes com a bolsa voltada em sentido oposto ao do escoamento. 17 As ligações entre canalizações de cerâmica vitrificada, concreto, ferro fundido, aço galvanizado, cobre ou cimento amianto, só deverão ser feitas mediante peças ou conexões, as quais obedecerão às especificações da ABNT, não havendo conexões em cruzetas ou tês. A instalação será dotada de todos os elementos necessários às possíveis e futuras operações de inspeção e desobstrução. As extremidades das tubulações de esgotos serão vedadas, até a montagem dos aparelhos, com bujões de rosca ou plugues, convenientemente apertados, sendo vetado o emprego de buchas de papel ou madeira para tal fim. Durante a execução das obras serão tomadas precauções especiais para evitar a entrada de detritos nos condutores de água pluviais. Serão tomadas todas as precauções para se evitar infiltrações em paredes e tetos, bem como obstruções de ralos, caixas, calhas, condutores, ramais ou redes coletoras. 16. INCÊNDIO Consiste no fornecimento de extintor de CO2 6 kg; Pó Químico Seco de 50 kg e 4 Kg; sinalização e sua instalação conforme projeto. 17. CALÇADA A calçada será executada em concreto simples fck 18 MPa, em contorno da edificação e passeio junto a rua, com espessura de 8 cm, largura indicada em projeto e a cada 2,00 m será colocado uma régua de 1 cm para junta de dilatação. O acabamento deverá ser executado no próprio concreto. 18