ANEXO 6H
LOTE H
LT JORGE TEIXEIRA - LECHUGA 230 KV
CARACTERÍSTICAS
E
REQUISITOS TÉCNICOS BÁSICOS
DAS
INSTALAÇÕES DE TRANSMISSÃO
VOL. III - Fl. 591 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
ÍNDICE
1
REQUISITOS BÁSICOS DAS INSTALAÇÕES ............................................................. 594
1.1
INTRODUÇÃO ..............................................................................................................................594
1.1.1 DESCRIÇÃO GERAL ......................................................................................................................594
1.1.2 CONFIGURAÇÃO BÁSICA ...............................................................................................................595
1.1.3 DADOS DE SISTEMA UTILIZADOS ...................................................................................................595
1.1.4 REQUISITOS GERAIS ....................................................................................................................596
1.2
LINHA DE TRANSMISSÃO – LT ..................................................................................................597
1.2.1 REQUISITOS GERAIS ....................................................................................................................597
1.2.2 CARACTERÍSTICAS OPERATIVAS BÁSICAS ......................................................................................597
1.2.3 REQUISITOS ELÉTRICOS ...............................................................................................................597
1.2.4 REQUISITOS MECÂNICOS ..............................................................................................................601
1.2.5 REQUISITOS ELETROMECÂNICOS ...................................................................................................603
1.3
SUBESTAÇÕES - SE....................................................................................................................605
1.3.1 REQUISITOS GERAIS ....................................................................................................................605
1.3.2 REQUISITOS DOS EQUIPAMENTOS .................................................................................................607
1.4
REQUISITOS TÉCNICOS DOS SISTEMAS DE PROTEÇÃO ......................................................610
1.4.1 DEFINIÇÕES BÁSICAS ...................................................................................................................610
1.4.2 REQUISITOS GERAIS PARA PROTEÇÃO, REGISTRADORES DE PERTURBAÇÕES E TELECOMUNICAÇÕES 611
1.4.3 REQUISITOS GERAIS DE PROTEÇÃO ..............................................................................................611
1.4.4 SISTEMA DE PROTEÇÃO DE LINHA DE TRANSMISSÃO .......................................................................613
1.4.5 SISTEMA DE PROTEÇÃO DE TRANSFORMADORES OU AUTOTRANSFORMADORES ...............................617
1.4.6 SISTEMAS DE PROTEÇÃO DE BARRAMENTOS ..................................................................................617
1.4.7 SISTEMA DE PROTEÇÃO PARA FALHA DE DISJUNTOR ......................................................................618
1.4.8 SISTEMAS ESPECIAIS DE PROTEÇÃO .............................................................................................618
1.5
SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE ..............................................................................621
1.5.1 INTRODUÇÃO ...............................................................................................................................621
1.5.2 REQUISITOS DOS SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE DOS AGENTES ........................................621
1.5.3 REQUISITOS PARA A SUPERVISÃO E CONTROLE DE EQUIPAMENTOS PERTENCENTES À REDE DE
OPERAÇÃO ...............................................................................................................................................624
1.5.4 REQUISITOS PARA O SEQUENCIAMENTO DE EVENTOS .....................................................................628
1.5.5 ARQUITETURA DE INTERCONEXÃO COM O ONS ..............................................................................633
1.5.6 REQUISITOS DE SUPERVISÃO PELO AGENTE CONCESSIONÁRIO DAS INSTALAÇÕES (SUBESTAÇÕES)
COMPARTILHADAS DA REDE DE OPERAÇÃO. ................................................................................................635
1.5.7 AVALIAÇÃO DA DISPONIBILIDADE E DA QUALIDADE DOS RECURSOS DE SUPERVISÃO E CONTROLE ......635
1.5.8 REQUISITOS PARA A ATUALIZAÇÃO DE BASES DE DADOS DOS SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE
637
1.6
REQUISITOS TÉCNICOS DOS SISTEMAS DE REGISTRO DE PERTURBAÇÕES ...................639
1.6.1 REQUISITOS GERAIS ....................................................................................................................639
1.6.2 REQUISITOS FUNCIONAIS ..............................................................................................................639
1.6.3 REQUISITOS DA REDE DE COLETA DE REGISTROS DE PERTURBAÇÕES PELOS AGENTES ....................640
1.6.4 REQUISITOS MÍNIMOS DE REGISTRO DE PERTURBAÇÕES ................................................................640
1.7
REQUISITOS TÉCNICOS DO SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES ........................................642
VOL. III - Fl. 592 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
1.7.1
1.7.2
1.7.3
KV
1.7.4
1.7.5
1.7.6
REQUISITOS GERAIS ....................................................................................................................642
REQUISITOS TÉCNICOS DOS CANAIS PARA A TELEPROTEÇÃO ..........................................................644
TELEPROTEÇÃO PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 345
645
TELEPROTEÇÃO PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO DE 230 E 138 KV .......................645
REQUISITOS PARA SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE VOZ .................................................................645
REQUISITOS PARA SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS ............................................................647
1.8
DEMONSTRAÇÃO DA CONFORMIDADE DOS EQUIPAMENTOS AOS REQUISITOS DESSE
ANEXO TÉCNICO ......................................................................................................................................649
1.8.1 TENSÃO OPERATIVA .....................................................................................................................649
1.8.2 CRITÉRIOS PARA AS CONDIÇÕES DE MANOBRA ASSOCIADOS ÀS LINHAS DE TRANSMISSÃO ................650
1.8.3 CRITÉRIOS PARA MANOBRAS DE FECHAMENTO E ABERTURA DE SECCIONADORES E SECCIONADORES DE
ATERRAMENTO .........................................................................................................................................654
1.8.4 CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE DISJUNTORES SOB CONDIÇÕES DE MANOBRA .......654
1.8.5 ESTUDOS DE FLUXO DE POTÊNCIA NOS BARRAMENTOS DAS SUBESTAÇÕES .....................................655
2
DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA RELATIVA AO EMPREENDIMENTO ........................... 656
2.1
ESTUDOS DE ENGENHARIA E PLANEJAMENTO.....................................................................656
2.1.1 RELATÓRIOS................................................................................................................................656
2.2
DOCUMENTOS REFERENTES ÀS CARACTERÍSTICAS DAS INSTALAÇÕES EXISTENTES (JÁ
LICITADAS OU AUTORIZADAS) ..............................................................................................................657
3
4
MEIO AMBIENTE E LICENCIAMENTO ........................................................................ 658
3.1
GERAL ..........................................................................................................................................658
3.2
DOCUMENTAÇÃO DISPONÍVEL .................................................................................................658
DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS .................................................. 659
4.1
ESTUDOS DE SISTEMA E ENGENHARIA ..................................................................................659
4.2
PROJETO BÁSICO DAS SUBESTAÇÕES ..................................................................................659
4.3
PROJETO BÁSICO DA LINHA DE TRANSMISSÃO ...................................................................659
4.3.1 RELATÓRIO TÉCNICO ...................................................................................................................659
4.3.2 NORMAS E DOCUMENTAÇÃO DE PROJETOS. ...................................................................................660
5
4.4
PROJETO BÁSICO DE TELECOMUNICAÇÕES: ........................................................................661
4.5
PLANILHAS DE DADOS DO PROJETO: .....................................................................................661
CRONOGRAMA ............................................................................................................ 662
5.1
CRONOGRAMA FÍSICO DOS TRECHOS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO (TABELA A) .........663
5.2
CRONOGRAMA FÍSICO DE SUBESTAÇÕES (TABELA B)........................................................664
VOL. III - Fl. 593 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
1
REQUISITOS BÁSICOS DAS INSTALAÇÕES
1.1
INTRODUÇÃO
1.1.1
DESCRIÇÃO GERAL
Este anexo apresenta as características e os requisitos técnicos básicos do seguinte
empreendimento:
Linha de Transmissão Jorge Teixeira – Lechuga (ex Cariri), em 230 kV, circuito duplo.
A Concessionária da Subestação Cariri 500/230 kV, integrante dos empreendimentos denominados
Interligação Tucuruí – Macapá – Manaus, Lote C do Leilão 004/2008, solicitou a alteração do nome
desta Subestação para Subestação Engenheiro Lechuga, pelo qual será doravante denominada
neste Anexo Técnico.
A Figura 1 – Diagrama apresenta o diagrama da alternativa selecionada para atendimento elétrico a
cidade de Manaus a partir do ano de 2010.
FIGURA 1 – DIAGRAMA PARA ATENDIMENTO ELÉTRICO A MANAUS
VOL. III - Fl. 594 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
1.1.2
CONFIGURAÇÃO BÁSICA
A configuração básica é caracterizada pelas instalações listadas nas Tabela 1 e Tabela 2:
TABELA 1 - LINHAS DE TRANSMISSÃO
Origem
Jorge Teixeira
Destino
Lechuga
Circuito
Duplo
Tensão
230
Km
30
TABELA 2 - SUBESTAÇÕES
Subestação
Jorge Teixeira
Lechuga
Tensão (kV)
Empreendimentos principais
230
2 módulos de entrada de linha em arranjo barra dupla a 4 chaves;
230
2 módulos de entrada de linha em arranjo barra dupla a 4 chaves.
A configuração básica supracitada se constitui na alternativa de referência. Os requisitos técnicos
deste ANEXO 6H caracterizam o padrão de desempenho mínimo a ser atingido por qualquer solução
proposta. Este desempenho deverá ser demonstrado mediante justificativa técnica comprobatória.
A utilização pelo empreendedor de outras soluções, que não a de referência, fica condicionada à
demonstração de que a mesma apresente desempenho elétrico equivalente ou superior àquele
proporcionado pela alternativa de referência.
Em caso de proposição de configuração alternativa, o projeto da compensação reativa em derivação
da linha de transmissão deve ser definido de forma que o conjunto formado pela linha e sua
compensação atenda aos requisitos constantes do item 2 e demais critérios constantes deste Anexo.
No entanto, nesta proposta de configuração alternativa, a TRANSMISSORA não tem liberdade para
modificar:
Níveis de tensão (somente CA);
Distribuição de fluxo de potência em regime permanente;
A localização das subestações Jorge Teixeira e Lechuga.
O objeto do leilão compreende a implementação das instalações detalhadas nas Tabelas 1 e 2, bem
como equipamentos terminais de manobra, proteção, supervisão e controle, telecomunicações e
todos os demais equipamentos, serviços e facilidades necessários à prestação do SERVIÇO
PÚBLICO DE TRANSMISSÃO, ainda que não expressamente indicados neste ANEXO 6H.
1.1.3
DADOS DE SISTEMA UTILIZADOS
Os dados de sistema utilizados nos estudos em regime permanente e transitório, efetuados para a
definição da configuração básica estão disponibilizados, conforme documentação relacionada no
item 2.1 deste ANEXO 6H.
Os dados relativos aos estudos de regime permanente estão disponíveis nos formatos dos programas
ANAREDE e ANATEM no site da Empresa de Pesquisa Energética – EPE (www.epe.gov.br).
Os dados relativos aos estudos de transitórios eletromagnéticos estão disponibilizados, conforme
documentação relacionada no item 2.1 deste ANEXO 6H.
VOL. III - Fl. 595 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
1.1.4
REQUISITOS GERAIS
O projeto e a construção das linhas de transmissão devem estar em conformidade com as últimas
revisões das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, no que for aplicável e,
na falta destas, com as últimas revisões das normas da International Electrotechnical Commission IEC, American National Standards Institute - ANSI ou National Electrical Safety Code - NESC, nesta
ordem de preferência, salvo onde expressamente indicado.
Os requisitos aqui estabelecidos aplicam-se ao pré-projeto, aos projetos básico e executivo bem
como às fases de construção, manutenção e operação do empreendimento. Aplicam-se ainda ao
projeto, fabricação, inspeção, ensaios e montagem de materiais, componentes e equipamentos
utilizados no empreendimento.
É de responsabilidade da TRANSMISSORA obter os dados, inclusive os descritivos das condições
ambientais e geomorfológicas da região de implantação, a serem adotados na elaboração do projeto
básico, bem como nas fases de construção, manutenção e operação das instalações.
É de responsabilidade e prerrogativa da TRANSMISSORA o dimensionamento e especificação dos
equipamentos e instalações de transmissão que compõem o Serviço Público de Transmissão, objeto
desta licitação, de forma a atender a este ANEXO 6H e as práticas da boa engenharia, bem como a
política de reserva.
VOL. III - Fl. 596 de 664
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LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
1.2
LINHA DE TRANSMISSÃO – LT
1.2.1
REQUISITOS GERAIS
A TRANSMISORA deve evitar ao máximo o cruzamento sobre linhas de transmissão existentes.
Caso o cruzamento seja inevitável, a TRANSMISSORA deve identificar esses casos, tanto nas
entradas e/ou saídas das subestações quanto ao longo do traçado das LTs, e informar no Projeto
Básico às providências que serão tomadas no sentido de minimizar os riscos inerentes a esses
cruzamentos, ficando a critério da ANEEL a aprovação dessas providências.
1.2.2
1.2.2.1
CARACTERÍSTICAS OPERATIVAS BÁSICAS
Parâmetros elétricos
A impedância equivalente vista dos terminais de cada trecho de linha de transmissão, composta por
suas componentes de seqüência positiva e zero e também por seu grau de compensação série e/ou
paralela, deve possibilitar que o desempenho sistêmico da instalação seja similar ao da configuração
básica, caracterizado pelo resultado obtido em termos de fluxo de potência e resposta dinâmica em
um conjunto de situações em regime normal e sob contingências apresentados nos estudos
documentados nos relatórios listados no item 2.1.
1.2.2.2
Capacidade de corrente
A linha de transmissão, objeto do Lote H do Leilão 005/2009-ANEEL, deve ter capacidade operativa
de longa duração não inferior ao valor apresentado na Tabela 3.
Com base na temperatura de projeto da linha de transmissão, o empreendedor deve disponibilizar
uma capacidade operativa de curta duração, admissível durante condição de emergência, conforme
regulamento da ANEEL, não inferior aos valores apresentados na Tabela 3.
TABELA 3 - CAPACIDADE OPERATIVA DE LONGA E CURTA DURAÇÃO
Linha de Transmissão
LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga (por circuito)
Longa Duração (A)
1.945
Curta Duração (A)
2315
A capacidade de corrente de longa duração corresponde ao valor de corrente da linha de transmissão
em condição normal de operação e deve atender às diretrizes fixadas pela norma técnica NBR 5422
da ABNT. A capacidade de corrente de curta duração refere-se à condição de emergência
estabelecida na norma técnica NBR 5422 da ABNT.
1.2.3
1.2.3.1
REQUISITOS ELÉTRICOS
Definição da flecha máxima dos condutores
A linha de transmissão deve ser projetada de acordo com as prescrições da Norma Técnica
NBR 5422, da ABNT, de forma a preservar, em sua operação, as distâncias de segurança nela
estabelecidas. Devem ser previstas a circulação das capacidades de longa e de curta duração na
linha de transmissão e a ocorrência simultânea das seguintes condições climáticas:
(a)
temperatura máxima média da região;
(b)
radiação solar máxima da região; e
(c)
brisa mínima prevista para a região, desde que não superior a um metro por segundo.
VOL. III - Fl. 597 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
Na operação em regime de longa duração, as distâncias do condutor ao solo ou aos obstáculos
devem ser iguais ou superiores às distâncias de segurança (mínimas) em condições normais de
operação estabelecidas na Norma Técnica NBR 5422 da ABNT ou sua sucessora.
Na operação em regime de curta duração, as distâncias do condutor ao solo ou aos obstáculos
devem ser iguais ou superiores às distâncias de segurança (mínimas) em condições de emergência
estabelecidas na Norma Técnica NBR 5422 da ABNT ou sua sucessora. As linhas de transmissão
para cuja classe de tensão essa norma não estabeleça valores de distâncias de segurança devem
ser projetadas segundo as prescrições contidas no NESC, em sua edição de 2002.
Em condições climáticas comprovadamente mais favoráveis do que as estabelecidas acima, a linha
de transmissão pode ser solicitada a operar com carregamento superior à capacidade de longa ou
curta duração, desde que as distâncias de segurança, conforme definidas nos itens acima, sejam
respeitadas.
A linha de transmissão deve ser projetada de sorte a não apresentar óbices técnicos à instalação de
monitoramento de distâncias de segurança, uma vez que, a qualquer tempo, pode vir a ser solicitada
pela ANEEL a sua implantação.
1.2.3.2
Definição da capacidade de condução de corrente dos acessórios, conexões e demais
componentes que conduzem corrente
Os acessórios, conexões e demais componentes que conduzem corrente devem ser dimensionados
de forma a não criar restrição à operação da linha, incluindo as condições climáticas
comprovadamente mais favoráveis referidas no item 1.2.3.1. Deverão ser atendidas, também, as
prescrições das normas de dimensionamento e ensaios de ferragens eletrotécnicas de linhas de
transmissão, em especial da Norma Técnica NBR 7095 da ABNT, ou sua sucessora.
1.2.3.3
Capacidade de corrente dos cabos pára-raios
Nas condições climáticas estabelecidas no item 1.2.3.1, os cabos pára-raios – conectados ou não à
malha de aterramento das subestações terminais e ao sistema de aterramento das estruturas da linha
– devem ser capazes de suportar, sem dano, durante o período de concessão da linha de
transmissão, a circulação da corrente associada à ocorrência de curto-circuito monofásico franco em
qualquer estrutura por duração correspondente ao tempo de atuação da proteção de retaguarda.
Deve-se considerar nível de curto-circuito de 40 kA nas subestações de 230 kV.
As linhas de transmissão devem ter pelo menos um cabo pára-raios do tipo Optical Ground Wire –
OPGW.
1.2.3.4
Perda Joule nos cabos condutor e pára-raios
A resistência de seqüência positiva por unidade de comprimento da linha de transmissão deve ser
igual ou inferior à da configuração básica, como segue:
(a) Linha de Transmissão 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga para freqüência nominal de 60 Hz e
temperatura de 50 ºC, igual a 0,0348 /km, por circuito;
A perda Joule nos cabos pára-raios deve ser inferior a 5% das perdas no cabo condutor para
qualquer condição de operação.
VOL. III - Fl. 598 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
1.2.3.5
Desequilíbrio
As linhas de transmissão de comprimento superior a 100 km devem ser transpostas com um ciclo
completo de transposição, de preferência com trechos de 1/6, 1/3, 1/3 e 1/6 do comprimento total.
Caso a linha não seja transposta, a TRANSMISSORA deverá comprovar através de estudos que o
desequilíbrio de tensão de seqüência negativa e zero está limitado a 1,5% em vazio e a plena carga.
Linhas de transmissão em paralelo na mesma faixa ou em faixas contíguas ou linhas de circuito
duplo, que necessitem ser transpostas, devem ter os ciclos de transposição com sentidos opostos.
1.2.3.6
Tensão máxima operativa
A tensão máxima operativa da linha de transmissão para a classe de tensão correspondente está
indicada na Tabela 4.
TABELA 4 – TENSÃO MÁXIMA OPERATIVA
Classe de
tensão [kV]
230
1.2.3.7
Tensão máxima
operativa [kV]
242
Coordenação de isolamento
A TRANSMISSORA deverá comprovar por cálculo ou simulação que o dimensionamento dos
espaçamentos elétricos das estruturas da família de estruturas da linha de transmissão foi feito de
forma a assegurar o atendimento dos requisitos abaixo.
(a) Isolamento à tensão máxima operativa
Para dimensionar o isolamento da linha de transmissão para tensão máxima operativa deve ser
considerado o balanço da cadeia de isoladores sob ação de vento com período de retorno de, no
mínimo, 30 (trinta) anos.
A distância de escoamento mínima da cadeia de isoladores deve ser determinada conforme a
norma IEC 60815, considerando o nível de poluição da região de implantação da LT. Caso o nível
de poluição da região seja classificado como inferior ao nível I – leve, a distância específica de
escoamento deverá ser igual ou superior a 14 mm/kV eficaz fase-fase.
Deve ser garantida a distância de segurança entre qualquer condutor da linha e objetos situados
na faixa de segurança, tanto para a condição sem vento quanto para a condição de balanço dos
cabos e cadeias de isoladores devido à ação de vento com período de retorno de, no mínimo, 50
(cinqüenta) anos. Na condição de balanço dos cabos e cadeias de isoladores devido à ação de
vento, essa distância de segurança deve ser também garantida:
ao longo de toda a LT, independentemente do comprimento do vão, mesmo que para tanto a
largura da faixa de segurança seja variável ao longo da LT, em função do comprimento do
vão; e
para qualquer topologia de terreno na faixa de segurança, especificamente quando há perfil
lateral inclinado.
(b) Isolamento para manobras
A sobretensão adotada no dimensionamento dos espaçamentos elétricos das estruturas deverá
ser, no mínimo, igual à maior das sobretensões indicadas nos estudos de transitórios
eletromagnéticos.
VOL. III - Fl. 599 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
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Os riscos de falha (fase-terra e fase-fase) em manobras de energização e religamento devem ser
limitados aos valores constantes da Tabela 5
TABELA 5 - O RISCO MÁXIMO DE FALHA POR CIRCUITO EM MANOBRAS DE ENERGIZAÇÃO E RELIGAMENTO
Manobra
Energização
Religamento
Risco de falha (adimensional)
Fase - terra
Fase - fase
–
3
10
10 – 4
10 – 2
10 – 3
(c) Desempenho a descargas atmosféricas
Para o nível de 230 kV, o número total de desligamentos por descargas atmosféricas deve ser
inferior ou, no máximo, igual a 2 (dois) desligamentos por 100 km por ano.
As estruturas deverão ser dimensionadas com pelo menos dois cabos pára-raios, dispostos sobre
os cabos condutores de forma que não haja, para o terreno predominante da região, descargas
diretas nos cabos condutores com intensidade suficiente para causar falha do isolamento,
considerando uma tolerância de no máximo 0,01 desligamentos por 100 km por ano.
1.2.3.8
Emissão eletromagnética
Os efeitos tratados nas alíneas (a) a (d) devem ser verificados à tensão máxima operativa da linha
indicada na Tabela 4:
(a) Corona visual
A linha de transmissão, com seus cabos e acessórios, bem como as ferragens das cadeias de
isoladores, não deve apresentar corona visual em 90% do tempo para as condições atmosféricas
predominantes na região atravessada pela linha de transmissão.
(b) Rádio-interferência
A relação sinal/ruído no limite da faixa de segurança deve ser, no mínimo, igual a 24 dB, para
50% do período de um ano. O sinal adotado para o cálculo deve ser o nível mínimo de sinal na
região atravessada pela linha de transmissão, conforme norma DENTEL ou sua sucessora.
(c) Ruído audível
O ruído audível no limite da faixa de segurança deve ser, no máximo, igual a 58 dBA em qualquer
uma das seguintes condições não simultâneas: durante chuva fina (0,00148 mm/min); durante
névoa de 4 (quatro) horas de duração; ou durante os primeiros 15 (quinze) minutos após a
ocorrência de chuva.
(d) Campo elétrico
O campo elétrico a um metro do solo no limite da faixa de segurança deve ser inferior ou igual a
4,16 kV/m.
Deve-se assegurar que o campo no interior da faixa, em função da utilização de cada trecho da
mesma, não provoque efeitos nocivos a seres humanos.
(e) Campo magnético
O campo magnético no limite da faixa de segurança deve ser inferior ou igual a 67 A/m,
equivalente à indução magnética de 83,3 T na condição de operação da LT em regime de curta
duração.
VOL. III - Fl. 600 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
Deve-se assegurar que o campo no interior da faixa, em função da utilização de cada trecho da
mesma, não provoque efeitos nocivos a seres humanos.
1.2.3.9
Travessia de linhas de transmissão existentes
A TRANSMISSORA deverá relacionar no projeto básico os cruzamentos da LT em projeto com
outra(s) LT(s) existente(s). Seguem, abaixo, as informações mínimas da(s) LT(s) em cruzamento
a serem prestadas pelo agente:
(a) identificação com as SEs terminais do trecho em questão;
(b) tensão nominal;
(c) número de circuitos;e
(d) disposição das fases (horizontal, vertical, triangular etc)
Nos casos relacionados a seguir, de cruzamento da LT em projeto com outra(s) LT(s) da Rede
Básica, a LT em projeto deverá cruzar necessariamente por baixo da(s) existente(s):
(a) quando um circuito simples (em projeto) cruzar, num mesmo vão de travessia, mais de um
circuito de LT existente com tensão igual ou superior à de projeto; ou;
(b) quando a tensão nominal da LT em projeto for menor que a da LT existente.
1.2.4
1.2.4.1
REQUISITOS MECÂNICOS
Confiabilidade
O projeto mecânico da linha de transmissão deve ser desenvolvido segundo a IEC 60826 –
International Electrotechnical Commission: Loading and Strength of Overhead Transmission Lines.
O nível de confiabilidade do projeto eletromecânico, expresso pelo período de retorno do vento
extremo, deve ser compatível com um nível intermediário entre os níveis 2 e 3 preconizados na IEC
60826. Deve ser adotado período de retorno do vento igual ou superior a 150 anos para LT de tensão
nominal igual ou inferior a 230 kV e igual ou superior a 250 anos para LT de tensão superior a
230 kV.
1.2.4.2
Parâmetros de vento
Para o projeto mecânico de uma linha de transmissão, os carregamentos oriundos da ação do vento
nos componentes físicos da linha de transmissão devem ser estabelecidos a partir da caracterização
probabilística das velocidades de vento da região, com tratamento para fenômenos meteorológicos
severos, tais como, sistemas frontais, tempestades, tornados, furacões, etc.
Os parâmetros explicitados a seguir devem ser obtidos a partir de dados fornecidos por estações
anemométricas selecionadas adequadamente para caracterizar a região atravessada pela linha de
transmissão:
(a)
Média e coeficiente de variação (em porcentagem) das séries de velocidades máximas anuais
de vento a 10 m de altura, com tempos de integração da média de 3 (três) segundos (rajada) e
10 (dez) minutos (vento médio).
(b)
Velocidade máxima anual de vento a 10 m de altura, com período de retorno correspondente
ao vento extremo, como definido no item 1.2.4.1, e tempos de integração para o cálculo da
média de 3 (três) segundos e 10 (dez) minutos. Se o número de anos da série de dados de
VOL. III - Fl. 601 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
velocidade for pequeno, na estimativa da velocidade máxima anual deve ser adotado, no
mínimo, um coeficiente de variação compatível com as séries mais longas de dados de
velocidades de ventos medidas na região.
(c)
Coeficiente de rajada para a velocidade do vento a 10 m de altura, referenciado ao tempo de
integração da média de 10 (dez) minutos.
(d)
Categoria do terreno adotada para o local das medições.
No tratamento das velocidades de vento, para fins de dimensionamento, deve ser considerada a
categoria de terreno definida na IEC 60826 que melhor se ajuste à topologia do corredor da LT.
1.2.4.3
Cargas mecânicas sobre os cabos.
O cabo deve ser dimensionado para suportar três estados de tracionamento – básico, de tração
normal e de referência –, definidos a partir da combinação de condições climáticas e de
envelhecimento do cabo como se segue.
(a)
Estado básico
Para condições de temperatura mínima, a tração axial máxima deve ser limitada a 33 % da
tração de ruptura do cabo.
Para condições de vento com período de retorno de 50 anos, a tração axial máxima deve
ser limitada a 50 % da tração de ruptura do cabo.
Para condições de vento extremo, como definido no item 1.2.4.1, a tração axial máxima
deve ser limitada a 70 % da tração de ruptura do cabo.
(b)
Estado de tração normal (EDS everyday stress)
No assentamento final, à temperatura média, sem vento, o nível de tracionamento médio
dos cabos deve atender ao indicado na norma NBR 5422. Além disso, o tracionamento
médio dos cabos deve ser compatível com o desempenho mecânico no que diz respeito à
fadiga ao longo da vida útil da linha de transmissão conforme será abordado no item
1.2.4.4.
(c)
Estado de referência
A distância mínima ao solo do condutor (clearance) deve ser verificada sem considerar a
pressão de vento atuante.
1.2.4.4
Fadiga mecânica dos cabos
Os dispositivos propostos para amortecer as vibrações eólicas devem ter sua eficiência e
durabilidade avaliadas por ensaios que demonstrem sua capacidade de amortecer os diferentes tipos
de vibrações eólicas e sua resistência à fadiga, sem perda de suas características de amortecimento
e sem causar danos aos cabos.
É de inteira responsabilidade da TRANSMISSORA a elaboração de estudos, o desenvolvimento e a
aplicação de sistema de amortecimento para prevenção de vibrações eólicas e efeitos relacionados
com a fadiga dos cabos, de forma a garantir que estes não estejam sujeitos a danos ao longo da vida
útil da linha de transmissão.
A solicitação aos cabos deve ser dimensionada de forma compatível com seu tipo e sua formação.
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1.2.4.5
Cargas mecânicas sobre as estruturas
O projeto mecânico de uma linha de transmissão deve ser desenvolvido segundo a IEC 60826. Além
das hipóteses previstas na IEC, é obrigatória a introdução de hipóteses de carregamento que reflitam
tormentas elétricas. Devem ser previstas necessariamente as cargas a que as estruturas estarão
submetidas nas condições mais desfavoráveis de montagem e manutenção, inclusive em linha viva.
Para o caso de uma linha de transmissão construída com estruturas metálicas em treliça, as
cantoneiras de aço-carbono ou microligas laminadas a quente devem obedecer aos requisitos de
segurança estabelecidos na Portaria nº 178 do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial – INMETRO, de 18 de julho de 2006.
1.2.4.6
Fundações
No projeto das fundações, para atender o critério de coordenação de falha, as solicitações
transmitidas pela estrutura às fundações devem ser majoradas pelo fator mínimo 1,10. Essas
solicitações, calculadas a partir das cargas de projeto da estrutura, considerando suas condições
particulares de aplicação – vão gravante, vão de vento, ângulo de deflexão, fim de linha e altura da
estrutura – passam a ser consideradas cargas de projeto das fundações.
As fundações de cada estrutura devem ser projetadas estrutural e geotecnicamente de forma a
adequar todos os esforços resultantes de cada estrutura às condições específicas do solo.
As propriedades físicas e mecânicas do solo devem ser determinadas de forma reconhecidamente
científica, de modo a retratar, com precisão, os parâmetros geomecânicos do solo. Tal determinação
deve ser realizada a partir das seguintes etapas:
Estudo e análise fisiográfica preliminar do traçado da linha com a conseqüente elaboração do
plano de investigação geotécnica;
Estabelecimento dos parâmetros geomecânicos a partir do reconhecimento do subsolo com a
caracterização geológica e geotécnica do terreno, qualitativa e quantitativamente;
Parecer geotécnico com a elaboração de diretrizes técnicas e recomendações para o projeto.
No cálculo das fundações, devem ser considerados os aspectos regionais geomorfológicos que
influenciem o estado do solo de fundação, seja no aspecto de sensibilidade, de expansibilidade, seja
de colapsividade, levando-se em conta a sazonalidade.
A definição do tipo de fundação, bem como o seu dimensionamento estrutural e geotécnico, deve
considerar os limites de ruptura e deformabilidade para a capacidade de suporte do solo à
compressão, ao arrancamento e aos esforços horizontais, valendo-se de métodos racionais de
cálculo, incontestáveis e consagrados na engenharia geotécnica.
1.2.5
1.2.5.1
REQUISITOS ELETROMECÂNICOS
Descargas atmosféricas
Os cabos pára-raios de qualquer tipo e formação devem ter desempenho mecânico frente a
descargas atmosféricas igual ou superior ao do cabo de aço galvanizado EAR de diâmetro 3/8”.
Todos os elementos sujeitos a descargas atmosféricas diretas da superestrutura de suporte dos
cabos condutores e cabos pára-raios, incluindo as armações flexíveis de estruturas tipo “CrossRope”, Trapézio ou Chainette, não devem sofrer redução da suportabilidade mecânica original após a
ocorrência de descarga atmosférica. As cordoalhas de estruturas estaiadas mono-mastro ou V
protegidas por cabos pára-raios estão isentas deste requisito.
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1.2.5.2
Corrosão eletrolítica
É de inteira responsabilidade da TRANSMISSORA a elaboração de estudos para prevenção dos
efeitos relacionados à corrosão em elementos da linha de transmissão em contato com o solo, de
forma a garantir a estabilidade estrutural dos suportes da linha de transmissão e o bom
funcionamento do sistema de aterramento ao longo da vida útil da linha de transmissão.
1.2.5.3
Corrosão ambiental
Todos os componentes da linha de transmissão devem ter sua classe de galvanização compatível
com a agressividade do meio ambiente, particularmente em zonas litorâneas e industriais.
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1.3
SUBESTAÇÕES - SE
1.3.1
REQUISITOS GERAIS
1.3.1.1
Informações básicas
A TRANSMISSORA deve desenvolver e apresentar os estudos necessários à definição das
características e dos níveis de desempenho de todos os equipamentos, considerando que os
mesmos serão conectados ao sistema existente.
Todos os equipamentos devem ser especificados de forma a não comprometer ou limitar a operação
das subestações, nem impor restrições operativas às demais instalações do sistema interligado.
Nas subestações, a configuração básica deve contemplar equipamentos com características
elétricas básicas similares ou superiores às dos existentes, as quais estão apresentadas nos
documentos listados no item 2. O dimensionamento dos novos equipamentos deve considerar as
atuais e futuras condições a serem impostas pela configuração prevista pelo planejamento setorial.
Devem ser observados os critérios e requisitos básicos das instalações das subestações Jorge
Teixeira e Lechuga conforme especificado nos documentos listados no item 2.
Deverão ser realizadas obras de infra-estrutura necessárias nas subestações descritas acima, no
módulo geral, como por exemplo, aterro, drenagem, malha de terra, dentre outros, de forma a
possibilitar a instalação dos módulos de entrada de linha.
1.3.1.2
Arranjo de barramentos
Os arranjos de barramentos das subestações são apresentados na Tabela 6.
TABELA 6 - ARRANJO DE BARRAMENTOS DAS SUBESTAÇÕES EXISTENTES
Subestação
Jorge Teixeira
Lechuga
Arranjo de Barramento
Barra dupla a 4 chaves – BD4
Barra dupla a 4 chaves – BD4
As novas entradas de linha nas SEs Jorge Teixeira e Lechuga devem ser compatíveis com os
arranjos citados.
1.3.1.3
Capacidade de corrente
(a)
Corrente em regime Permanente
Os barramentos da subestação devem ser dimensionados considerando a situação mais
severa de circulação de corrente, levando em conta a possibilidade de indisponibilidade de
elementos da subestação e ocorrência de emergência no Sistema Interligado Nacional – SIN,
no horizonte de planejamento.
No caso de subestação existente, se a máxima corrente verificada for inferior à capacidade do
barramento, o trecho de barramento associado a esse empreendimento deve ser compatível
com o existente.
A TRANSMISSORA deve informar a capacidade de corrente dos barramentos, para todos os
níveis, rígidos ou flexíveis, para a temperatura de projeto.
Para o dimensionamento da capacidade de corrente nominal dos equipamentos a serem
implantados na subestação, tais como, disjuntores, chaves seccionadoras e transformadores
de corrente, deve ser considerado que indisponibilidades de equipamentos, pertencentes ou
não a este empreendimento, podem submeter os remanescentes a valores de correntes mais
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elevados, cabendo a TRANSMISSORA identificar as correntes máximas que poderão ocorrer
nos seus equipamentos, desde a data de entrada em operação até o ano horizonte de
planejamento, por meio de estudo específico descrito no item 1.8 deste anexo técnico.
Os equipamentos exclusivos das entradas de linha (no arranjo de barramento DJM e ANEL –
seccionadora da linha e bobinas de bloqueio; no arranjo BD – todas as secionadoras, disjuntor,
TCs e bobinas de bloqueio) devem suportar, no mínimo, as condições de carregamento da
linha de transmissão estabelecidas nos itens 1.2.2.2.
(b)
Capacidade de curto-circuito
Os equipamentos e demais instalações devem suportar, no mínimo, nos pátios de 230 kV, as
correntes de curto-circuito simétrica e assimétrica relacionadas a seguir:
corrente de curto-circuito nominal: 40 kA
valor de crista da corrente suportável nominal: 104,0 kA (fator de assimetria de 2,6)
Ressalta-se que o atendimento a fatores de assimetria superiores àqueles acima definidos
pode ser necessário em função dos resultados dos estudos, considerando inclusive o ano
horizonte de planejamento, a serem realizados pela TRANSMISSORA, conforme descrito no
item 1.8 desse anexo técnico.
(c)
Sistema de Aterramento
O projeto das subestações deve atender ao critério de um sistema solidamente aterrado.
1.3.1.4
Suportabilidade
Tensão em regime permanente
O dimensionamento dos barramentos e dos equipamentos para a condição de operação em
regime permanente deve considerar o valor máximo de tensão de 242 kV para a tensão
nominal de 230 kV.
Isolamento sob poluição
As instalações devem ser isoladas de forma a atender, sobretensão operativa máxima, às
características de poluição da região, conforme classificação contida na Publicação IEC 815 –
Guide for the Selection of Insulators in Respect of Polluted Conditions.
Proteção contra descargas atmosféricas
O sistema de proteção contra descargas atmosféricas das subestações deve ser dimensionado
de forma a assegurar um risco de falha menor ou igual a uma descarga por 50 anos.
Além disso, deve-se assegurar que não haja falha de blindagem nas instalações para correntes
superiores a 2 kA.
Caso existam edificações, as mesmas devem atender às prescrições da Norma Técnica
NBR5419.
1.3.1.5
Efeitos de campos
(a) Efeito corona
Os componentes das subestações, especialmente condutores e ferragens, não devem
apresentar efeito corona visual em 90% do tempo para as condições atmosféricas
predominantes na região da subestação. A tensão mínima fase-terra eficaz para início e
extinção de corona visual a ser considerada no projeto para os pátios de 230 kV é de 161 kV.
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(b)
Rádio interferência
O valor da tensão de rádio interferência externa à subestação não deve exceder 2.500 V/m a
1.000 kHz, com 1,1 vezes a tensão nominal do sistema.
1.3.2
REQUISITOS DOS EQUIPAMENTOS
1.3.2.1
Disjuntores
(a) O ciclo de operação dos disjuntores deve atender aos requisitos das normas aplicáveis.
(b)
O tempo máximo de interrupção para disjuntores classe de tensão 242 kV deve ser de 3 ciclos.
(c)
A corrente nominal do disjuntor deve ser compatível com a máxima corrente possível na
indisponibilidade de um outro disjuntor, no mesmo bay ou em bay vizinho, pertencente ou não a
este empreendimento, para os cenários previstos pelo planejamento e pela operação.
(d)
Os disjuntores devem ser dimensionados respeitando os valores mínimos de corrente de curto
circuito nominal (corrente simétrica de curto-circuito) e valor de crista da corrente suportável
nominal (corrente assimétrica de curto-circuito) dispostos no item 1.3.1.3 (b). Relações de
assimetria superiores à indicada em 1.3.1.3 (b) poderão ser necessárias, em função dos
resultados dos estudos a serem realizados pela própria TRANSMISSORA, descritos nos item
1.8 deste anexo técnico.
(e)
Os disjuntores devem ter dois circuitos de disparo independentes, lógicas de detecção de
discrepância de pólos e acionamento monopolar. O ciclo de operação nominal deve ser
compatível com a utilização de esquemas de religamento automático tripolar e monopolar. Para
disjuntores em níveis de tensão inferiores a 138 kV, não se aplicam acionamento e religamento
automático monopolar.
(f)
Caberá à nova TRANSMISSORA fornecer disjuntores com resistores de pré-inserção ou com
mecanismos de fechamento ou abertura controlados, quando necessário.
(g)
Os disjuntores devem ser especificados para operar quando submetidos às solicitações de
manobra determinadas nos estudos previstos no item 1.8.4.
(h)
O disjuntor deve manobrar linhas a vazio sem reacendimento do arco.
(i)
Os requisitos mínimos para o disjuntor na manobra de linha a vazio devem levar em conta o
valor eficaz da tensão fase-fase da rede de 339 kV à freqüência de 60 Hz, para os disjuntores
dos pátios de 230 kV. Valores superiores a estes podem ser necessários, caso os estudos
definidos no item 1.8 assim o determinem.
(j)
Os disjuntores que manobrem banco de capacitores em derivação devem ser do tipo de
“baixíssima probabilidade de reacendimento de arco”, classe C2 conforme norma IEC 62271100.
(k)
Os disjuntores devem ser especificados para abertura de corrente de curto-circuito nas
condições mais severas de X/R no ponto de conexão do disjuntor, condições estas que
deverão ser identificadas pelo Agente. Em caso de disjuntores localizados nas proximidades de
usinas geradoras, especial atenção deve ser dada à determinação da constante de tempo a ser
especificada para o disjuntor. Isto se deve à possibilidade de elevada assimetria da corrente de
curto-circuito suprida por geradores.
(l)
Capacidade de manobrar outros equipamentos ou linhas de transmissão existentes na
subestação onde estão instalados, em caso de faltas nesses equipamentos seguidas de falha
do referido disjuntor, considerando inclusive disjuntor em manutenção.
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1.3.2.2
(m)
Capacidade de manobrar a linha de transmissão licitada em conjunto com o(s) equipamento(s)
ou linha(s) de transmissão a elas conectadas em subestações adjacentes, em caso de falta no
equipamento / linha de transmissão da subestação adjacente, seguido de falha do respectivo
disjuntor.
(n)
Os disjuntores utilizados na manobra de reatores em derivação devem ser capazes de abrir
pequenas correntes indutivas e ser especificados com dispositivos de manobra controlada.
(o)
Nos casos em que forem utilizados mecanismos de fechamento ou abertura controlados devem
ser especificados a dispersão máxima dos tempos médios de fechamento ou de abertura,
compatíveis com as necessidades de precisão da manobra controlada.
Seccionadoras, lâminas de terra e chaves de aterramento
Estes equipamentos devem atender aos requisitos das normas IEC aplicáveis e serem capazes de
efetuar as manobras listadas no item 1.8.3.
As seccionadoras devem ser especificadas com, pelo menos, a mesma corrente nominal utilizada
pelos disjuntores deste empreendimento, aos quais estejam associadas.
A TRANSMISSORA deve especificar o valor de crista da corrente suportável nominal (corrente de
curto circuito assimétrica) e a corrente suportável nominal de curta duração (corrente de curto
simétrica) respeitando os valores mínimos dispostos no item 1.3.1.3 (b).
Fatores de assimetria superiores ao indicado em 1.3.1.3 (b) poderão ser necessários, em função dos
resultados dos estudos a serem realizados pela TRANSMISSORA, descritos no item 1.8 deste anexo
técnico.
As lâminas de terra e chaves de aterramento das linhas de transmissão devem ser dotadas de
capacidade de interrupção de correntes induzidas de acordo com a norma IEC 62271-102.
Esses equipamentos devem ser dimensionados considerando a relação X/R do ponto do sistema
onde serão instalados.
1.3.2.3
Pára-raios
Deverão ser instalados pára-raios nas entradas de linhas de transmissão, nas conexões de unidades
transformadoras de potência, de reatores em derivação e de bancos de capacitores não
autoprotegidos. Os pára-raios devem ser do tipo estação, de óxido de zinco (ZnO), adequados para
instalação externa.
Os pára-raios devem ser especificados com uma capacidade de dissipação de energia suficiente
para fazer frente a todas as solicitações identificadas nos estudos descritos no item 1.8 deste anexo
técnico.
A TRANSMISSORA deverá informar, ainda na fase de projeto básico, em caso de indisponibilidade
dos dados finais do fornecimento, os valores de catálogo da família do pára-raios escolhido para
posterior utilização no empreendimento.
1.3.2.4
Transformadores de corrente e potencial
As características dos transformadores de corrente e potencial, como: número de secundários,
relações de transformação, carga, exatidão, etc., devem satisfazer as necessidades dos sistemas de
proteção e de medição das grandezas elétricas e medição de faturamento, quando aplicável.
Os transformadores de corrente devem ter enrolamentos secundários em núcleos individuais e os de
potencial devem ter enrolamentos secundários individuais e serem próprios para instalação externa.
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Os núcleos de proteção dos transformadores de corrente devem possuir classe de desempenho TPY
ou TPZ, conforme estabelecido na Norma IEC 60.044-6 1992 (Instrument transformers - part 6:
Requirements for protective current transformers for transient performance), considerando a
constante de tempo primária (relação X/R) do ponto de instalação e o ciclo de religamento previsto,
para que esses núcleos não saturem durante curto-circuitos e religamentos rápidos.
A TRANSMISSORA deve especificar transformadores de corrente com o valor de crista da corrente
suportável nominal (corrente de curto-circuito assimétrica) e a corrente suportável nominal de curta
duração (corrente de curto simétrica) que respeitem o disposto no item 1.3.1.3 (b).
Fatores de assimetria superiores ao indicado em 1.3.1.3 (b) poderão ser necessários, em função dos
resultados dos estudos a serem realizados pela própria TRANSMISSORA, descritos no item 1.8
deste anexo técnico.
1.3.2.5
Unidades Transformadoras de Potência
Não se aplica.
1.3.2.6
Instalações abrigadas
Todos os instrumentos, painéis e demais equipamentos dos sistemas de proteção, comando,
supervisão e telecomunicação devem ser abrigados e projetados segundo as normas aplicáveis, de
forma a garantir o perfeito desempenho destes sistemas e sua proteção contra desgastes
prematuros.
Em caso de edificações, é de responsabilidade da TRANSMISSORA seguir as posturas municipais
aplicáveis e as normas de segurança do trabalho.
1.3.2.7
Equipamentos localizados em entradas de linhas
Equipamentos localizados nas extremidades de linha e que possam ficar energizados após a
manobra da mesma no terminal em vazio, tais como reatores de linha, disjuntores, secionadores e
transformadores de potencial, deverão ser dimensionados para suportar por uma hora as
sobretensões à freqüência industrial de acordo com a Tabela 7:
TABELA 7 – TENSÃO EFICAZ ENTRE FASES ADMISSÍVEL NA EXTREMIDADE DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO 1HORA APÓS MANOBRA (KV)
Tensão nominal
230
Tensão sustentada
253
VOL. III - Fl. 609 de 664
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1.4
REQUISITOS TÉCNICOS DOS SISTEMAS DE PROTEÇÃO
1.4.1
DEFINIÇÕES BÁSICAS
COMPONENTE DO SISTEMA DE POTÊNCIA ou COMPONENTE: é todo equipamento ou instalação
delimitado por disjuntores, elos fusíveis ou religadores automáticos. Uma exceção existe para reator
shunt de LINHA DE TRANSMISSÃO que também é classificado como COMPONENTE, mesmo sem
disjuntor próprio.
SISTEMA: quando aplicado à proteção, à supervisão e controle ou a telecomunicações, significa o
conjunto de equipamentos e funções requeridas e necessárias para seu desempenho adequado na
operação da instalação e da REDE BÁSICA.
SISTEMA DE PROTEÇÃO: conjunto de equipamentos composto por relés de proteção, relés
auxiliares, equipamentos de teleproteção e acessórios destinados a realizar a proteção em caso de
falhas elétricas, tais como curtos-circuitos, e de outras condições anormais de operação dos
COMPONENTES de um sistema elétrico (LINHAS DE TRANSMISSÃO, barramentos e
equipamentos).
PROTEÇÃO UNITÁRIA OU RESTRITA: destina-se a detectar e eliminar, seletivamente e sem retardo
de tempo intencional, falhas que ocorram apenas no COMPONENTE protegido. São exemplos os
esquemas com comunicação direta relé a relé, os esquemas de teleproteção, as proteções
diferenciais, os esquemas de comparação de fase etc.
PROTEÇÃO GRADATIVA OU IRRESTRITA: destina-se a detectar e eliminar falhas que ocorram no
COMPONENTE protegido e a fornecer proteção adicional para os COMPONENTES adjacentes. Em
sua aplicação como PROTEÇÃO DE RETAGUARDA, sua atuação é coordenada com a atuação das
proteções dos equipamentos adjacentes por meio de retardo de tempo intencional. São exemplos as
proteções de sobrecorrente e as proteções de distância.
PROTEÇÃO DE RETAGUARDA: destina-se a atuar quando da eventual falha de outro SISTEMA DE
PROTEÇÃO. Quando esse SISTEMA está instalado no mesmo local do SISTEMA DE PROTEÇÃO a
ser coberto, trata-se de retaguarda local; quando está instalado em local diferente daquele onde está
o SISTEMA DE PROTEÇÃO a ser coberto, trata-se de retaguarda remota.
PROTEÇÃO PRINCIPAL: esquema de proteção composto por um SISTEMA de PROTEÇÃO
UNITÁRIA OU RESTRITA e um SISTEMA de PROTEÇÃO GRADATIVA OU IRRESTRITA.
PROTEÇÃO ALTERNADA: esquema composto por um SISTEMA DE PROTEÇÃO UNITÁRIA OU
RESTRITA e por um SISTEMA de PROTEÇÃO GRADATIVA OU IRRESTRITA, funcionalmente
idêntico à PROTEÇÃO PRINCIPAL e completamente independente desta.
PROTEÇÃO INTRÍNSECA: conjunto de dispositivos de proteção normalmente integrados aos
equipamentos, tais como relés de gás, válvulas de alívio de pressão, sensores de temperatura,
sensores de nível etc.
SIR: relação entre a impedância de fonte e a impedância da LINHA DE TRANSMISSÃO (SIR), é
definida por meio da divisão da impedância da fonte atrás do ponto de aplicação de um relé pela
impedância total da LINHA DE TRANSMISSÃO protegida:
SIR = ZS / ZL
Onde, ZS = Impedância da Fonte e ZL = Impedância da LINHA DE TRANSMISSÃO
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COMPRIMENTO RELATIVO DE LINHA DE TRANSMISSÃO: determinado em função do SIR e
utilizado para a seleção do tipo de proteção mais indicado. No âmbito do presente Anexo Técnico, as
LINHAS DE TRANSMISSÃO classificam-se como:
LINHAS DE TRANSMISSÃO curtas, as que apresentam SIR > 4;
LINHAS DE TRANSMISSÃO longas, as que apresentam SIR ≤ 0,5.
1.4.2
REQUISITOS GERAIS PARA PROTEÇÃO, REGISTRADORES DE PERTURBAÇÕES E TELECOMUNICAÇÕES
Os requisitos técnicos e as características funcionais aqui apresentados referem-se aos seguintes
SISTEMAS funcionalmente distintos:
a) SISTEMAS DE PROTEÇÃO (SP);
b) SISTEMAS de registro de perturbações (SRP); e
c) SISTEMAS de telecomunicação (ST).
Cada SISTEMA (proteção, registradores de perturbações e telecomunicações) deve ser integrado no
nível da instalação para permitir o acesso local ou remoto de todos os seus dados, ajustes, registros
de eventos, grandezas de entradas e outras informações. Essa integração não deve impor restrições
à operação dos COMPONENTES primários da instalação.
No caso de implantação de um novo vão em INSTALAÇÕES DE TRANSMISSÃO, os SISTEMAS
devem ser compatibilizados com os já instalados.
Todos os equipamentos e SISTEMAS devem ter automonitoramento e autodiagnóstico, com bloqueio
automático da atuação quando houver defeito e com sinalização local e remota de falha e defeito.
Os SISTEMAS devem ter arquitetura aberta e utilizar protocolos de comunicação descritos em norma,
de forma a não impor restrições a AMPLIAÇÕES DA REDE BÁSICA futura e à integração com
SISTEMAS e equipamentos de outros fabricantes.
Os SISTEMAS devem ter recursos que possibilitem a intervenção das equipes de manutenção sem
desligamento de COMPONENTES primários.
Os materiais e equipamentos a serem utilizados devem ser projetados, fabricados, montados e
ensaiados em conformidade com as últimas revisões das normas da Associação Brasileira de
Normas Técnicas - ABNT no que for aplicável, e, na falta destas, com as últimas revisões das normas
da International Electrotechnical Commission – IEC ou da American National Standards Institute –
ANSI, nessa ordem de preferência.
Todos os equipamentos e SISTEMAS digitais devem atender aos requisitos das normas para
compatibilidade eletromagnética aplicáveis, conforme as Normas citadas, nos graus de severidade
adequados para instalação em subestações de extra-alta-tensão.
1.4.3
REQUISITOS GERAIS DE PROTEÇÃO
Todo COMPONENTE, exceção feita aos barramentos, deve ser protegido localmente por dois
SISTEMAS DE PROTEÇÃO completamente independentes.
Excetuando-se os barramentos, a proteção dos COMPONENTES deve ser concebida de maneira a
não depender de PROTEÇÃO DE RETAGUARDA remota no SISTEMA DE TRANSMISSÃO. Para os
barramentos deve ser prevista PROTEÇÃO DE RETAGUARDA remota para cobertura de eventual
indisponibilidade de sua única proteção.
VOL. III - Fl. 611 de 664
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Devem ser previstos transformadores para instrumentos – transformadores de corrente e de potencial
– para alimentação dos SISTEMAS DE PROTEÇÃO, supervisão e controle, em número adequado e
com características nominais especificadas em função da aplicação (relações nominais, número de
núcleos e enrolamentos secundários, exatidão, cargas nominais, desempenho transitório, etc.).
Os enrolamentos dos transformadores de corrente para alimentação dos SISTEMAS DE PROTEÇÃO
devem ser dispostos na instalação de forma a permitir a superposição de zonas das PROTEÇÕES
RESTRITAS de equipamentos primários adjacentes, evitando a existência de “pontos cegos”. O uso
de proteções que tenham funcionalidades que possam detectar faltas em eventuais “zonas mortas”
resultantes da aplicação de transformadores de corrente na instalação pode ser considerado.
As correntes e tensões para alimentação de cada SISTEMA DE PROTEÇÃO - PRINCIPAL E
ALTERNADA - devem ser obtidas de núcleos independentes de transformadores de corrente e de
secundários diferentes de transformadores de potencial. Quando não for utilizada redundância de
proteção (PROTEÇÃO PRINCIPAL E ALTERNADA), a alimentação de correntes e tensões da
PROTEÇÃO UNITÁRIA OU RESTRITA deve ser independente daquela utilizada pela PROTEÇÃO
GRADATIVA OU IRRESTRITA.
As proteções que estão sujeitas à operação acidental por perda de potencial devem ter supervisão de
tensão para bloqueio de operação e alarme.
Os conjuntos de PROTEÇÃO PRINCIPAL E ALTERNADA devem ser alimentados por bancos de
baterias, retificadores e circuitos de corrente contínua independentes. Quando não for utilizada
redundância de proteção, esse requisito deve ser atendido para a PROTEÇÃO UNITÁRIA OU
RESTRITA e para a PROTEÇÃO GRADATIVA OU IRRESTRITA.
Os SISTEMAS DE PROTEÇÃO devem ser constituídos, obrigatoriamente, por equipamentos
independentes e dedicados para cada COMPONENTE da instalação, podendo esses equipamentos
ser do tipo multifunção.
Os SISTEMAS DE PROTEÇÃO devem ter saídas para acionar disjuntores com dois circuitos de
disparo independentes.
Deve ser prevista a supervisão dos circuitos de corrente contínua dos relés de proteção,
equipamentos de telecomunicação utilizados para teleproteção, religamento automático e
sincronismo, de forma a indicar qualquer anormalidade que possa implicar em perda da confiabilidade
operacional do SISTEMA DE PROTEÇÃO.
Os SISTEMAS DE PROTEÇÃO devem ter, em condições normais ou durante perturbações,
características de sensibilidade, seletividade, rapidez e confiabilidade operativa, a fim de que seu
desempenho não comprometa a segurança do sistema elétrico.
O agente de transmissão deve realizar os estudos necessários para ajustes e coordenação do
SISTEMA DE PROTEÇÃO. Para confirmar o atendimento aos requisitos descritos no item anterior, o
agente de transmissão deve manter o registro dos ajustes implantados. Esses ajustes devem ser
informados ao OPERADOR NACIONAL DE SISTEMA ELÉTRICO - ONS, sempre que solicitado.
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1.4.4
1.4.4.1
SISTEMA DE PROTEÇÃO DE LINHA DE TRANSMISSÃO
Geral
O SISTEMA DE PROTEÇÃO de LINHA DE TRANSMISSÃO compreende o conjunto de relés,
equipamentos e acessórios instalados nos terminais de LINHA DE TRANSMISSÃO, necessários e
suficientes para a detecção e eliminação, de forma seletiva, de todos os tipos de faltas – com ou sem
resistência de falta - e de outras condições anormais de operação.
No caso de utilização de compensação série, o SISTEMA DE PROTEÇÃO deve ser adequado para a
manutenção dos requisitos exigidos no parágrafo anterior.
Os SISTEMAS DE PROTEÇÃO devem ser selecionados de acordo com as características da LINHA
DE TRANSMISSÃO a ser protegida. LINHAS DE TRANSMISSÃO curtas (SIR > 4) não devem utilizar
esquemas de proteção com funções ajustadas em subalcance.
SISTEMAS DE PROTEÇÃO compostos por relés de distância devem ter as seguintes funções:
a) Funções de distância (21/21N)1 para detecção de faltas entre fases e entre fases e terra, com
temporizadores independentes por zona;
b) Função de sobrecorrente direcional de neutro (67N), com unidades instantâneas e temporizadas
para complementação da proteção de distância para faltas a terra independentes das funções de
medição de distância;
c) Função para a detecção de faltas que ocorram durante a energização da LINHA DE
TRANSMISSÃO (50LP - switch onto fault); e
d) Função para detecção de oscilações de potência e bloqueio das unidades de distância (68OSB).
Se a PROTEÇÃO UNITÁRIA OU RESTRITA for realizada por relés de distância, o esquema de
teleproteção deve atender aos seguintes requisitos:
a) A seleção da(s) lógica(s) de teleproteção a ser(em) adotada(s) em cada caso deve levar em conta
o SISTEMA de telecomunicação utilizado, os efeitos das variações das impedâncias das fontes, o
comprimento relativo da LINHA DE TRANSMISSÃO, acoplamentos magnéticos com outras LINHAS
DE TRANSMISSÃO e a existência de compensação série;
b) A unidade instantânea da proteção de sobrecorrente direcional de neutro (67 N) deve atuar
incorporada ao esquema de teleproteção selecionado sempre que possível utilizando canal de
teleproteção independente;
c) Em esquemas de teleproteção por sobrealcance devem ser utilizadas lógicas de bloqueio
temporário para evitar operação indevida durante a eliminação seqüencial de faltas em LINHA DE
TRANSMISSÃO paralelas (transient blocking);
d) Os esquemas de teleproteção do tipo permissivo por sobrealcance devem ter lógicas para a
devolução de sinal de disparo (echo) e para proteção de terminais com fraca alimentação (weak
infeed).
As PROTEÇÕES UNITÁRIAS OU RESTRITAS devem detectar faltas entre fases e entre fases e
terra, para 100% da extensão da LINHA DE TRANSMISSÃO protegida, sem retardo de tempo
intencional.
1
Numeração indicadora da função conforme Norma IEEE Standard Electrical Power System Device Function Numbers and Contact Designations,
C37.2-1996.
VOL. III - Fl. 613 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
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As PROTEÇÕES GRADATIVAS OU IRRESTRITAS devem ser compostas por relés de distância
(21/21N), para defeitos entre fases e fase-terra e por relé de sobrecorrente direcional de neutro (67N).
Devem atender aos requisitos já mencionados e possibilitar efetiva PROTEÇÃO DE RETAGUARDA
para a LINHA DE TRANSMISSÃO protegida e para o barramento remoto, mantida a coordenação
com a proteção dos COMPONENTES adjacentes.
Terminais de LINHAS DE TRANSMISSÃO conectados a barramentos com arranjos do tipo disjuntor e
meio ou anel devem ter função para proteção do trecho de LINHA DE TRANSMISSÃO que
permanece energizado quando a chave isoladora da LINHA DE TRANSMISSÃO estiver aberta e
seus disjuntores fechados (stub bus protection).
1.4.4.2
Adequação do SISTEMA DE PROTEÇÃO das extremidades de uma LINHA DE TRANSMISSÃO
Nos SISTEMAS DE PROTEÇÃO de LINHA DE TRANSMISSÃO com recursos de telecomunicação –
esquema com comunicação relé a relé, teleproteção, proteções diferenciais, etc. –, os relés e
equipamentos instalados em ambos os terminais da LINHA DE TRANSMISSÃO devem ser
considerados para a operação como um conjunto único, devendo ser integrados e idênticos entre si
quando comparadas as duas extremidades da LINHA DE TRANSMISSÃO. Este requisito deve ser
observado tanto para os equipamentos de telecomunicação quanto para os relés de proteção.
Em um terminal é admissível a utilização de equipamentos para a PROTEÇÃO PRINCIPAL diferentes
dos utilizados para a PROTEÇÃO ALTERNADA – ou para a PROTEÇÃO DE RETAGUARDA –,
desde que se atenda ao requisito explicitado no parágrafo anterior.
Na implantação de nova subestação decorrente de seccionamento de LINHA DE TRANSMISSÃO
com a inclusão de novas ENTRADAS DE LINHA devem-se adequar as proteções das ENTRADAS
DE LINHA existentes ao requisito especificado nos parágrafos anteriores, tanto pela aquisição e
implantação de novos SISTEMAS DE PROTEÇÕES como pelo remanejamento das proteções
existentes.
1.4.4.3
LINHAS DE TRANSMISSÃO com tensão nominal de 230 kV
O sistema de proteção de linha de transmissão deve ser composto por dois conjuntos de proteção
independentes do tipo proteção unitária ou restrita e proteção gradativa ou irrestrita.
O tempo total de eliminação de faltas pela PROTEÇÃO UNITÁRIA OU RESTRITA não deve exceder
a 150 ms. Nas LINHAS DE TRANSMISSÃO de interligação entre SISTEMAS este tempo não deve
exceder 100 ms.
As LINHAS DE TRANSMISSÃO de interligação entre SISTEMAS devem ter função para proteção por
perda de sincronismo (78) baseada na taxa de variação no tempo da impedância medida, com as
seguintes características:
a. Ajustes das unidades de impedância e do temporizador independentes;
b. Seleção do modo de disparo na entrada (trip on way in) ou na saída (trip on way out) da
característica de medição; e
c. Bloqueio do disparo para faltas assimétricas.
Quando a LINHA DE TRANSMISSÃO tiver reator diretamente conectado ou quando características
locais ou de equipamento assim o exigirem – por exemplo, em barramentos isolados a SF6 (gás
hexafluoreto de enxofre) – a atuação da proteção do reator ou do equipamento deve comandar, por
transferência de disparo, o desligamento do(s) disjuntor(es) do terminal remoto da linha de
transmissão.
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Todos os terminais da LINHA DE TRANSMISSÃO devem ter proteção trifásica para sobretensões
(59), com elementos instantâneo e temporizado independentes e faixa de ajustes de 1,1 a 1,6 vezes a
tensão nominal. Os elementos instantâneos devem operar apenas para sobretensões que ocorram
simultaneamente nas três fases e os elementos temporizados devem operar para sobretensões
sustentadas em qualquer uma das três fases.
1.4.4.4
I.
Esquemas de religamento automático
Requisitos gerais
Todas as LINHAS DE TRANSMISSÃO devem ser dotadas de esquemas para religamento automático
tripolar.
Os esquemas de religamento automático devem atender à seguinte filosofia:
a. Em subestações com arranjo em anel, barra dupla com disjuntor duplo ou disjuntor e meio devese prever a possibilidade de religamento em qualquer dos disjuntores adjacentes à LINHA DE
TRANSMISSÃO.
b. O relé ou função de religamento deve ter temporizador para ajuste de tempo morto de
religamento.
c. Uma vez iniciado um determinado ciclo de religamento, somente deve ser permitido um novo
ciclo depois de decorrido um tempo mínimo ajustável, que se iniciará com a abertura do disjuntor.
d. O SISTEMA DE PROTEÇÃO deve ter meios para, opcionalmente, realizar o religamento
automático apenas quando da ocorrência de curtos-circuitos internos fase-terra.
e. Em subestações com arranjo do tipo anel ou disjuntor e meio, devem ser previstas facilidades
(chave seletora ou através do sistema de controle) para a colocação ou retirada de serviço do
religamento e a seleção do disjuntor a religar.
f.
O ciclo de religamento automático deve ser iniciado exclusivamente após a eliminação de faltas
internas por proteções de alta velocidade ou instantâneas, não devendo ser iniciados quando de
aberturas manuais de disjuntores, operação de funções gradativas de proteção, faltas nos
barramentos, atuações de proteções para falha de disjuntor, recepção constante de transferência
de disparo do terminal remoto, atuações de proteção de sobretensão e proteções de disparo por
perda de sincronismo. Quando for o caso, o ciclo iniciará a partir da eliminação de faltas por
atuação das proteções dos reatores de linha ou transformadores/autotransformadores.
g. Deve ser prevista a possibilidade de seleção de qualquer um dos terminais da LINHA DE
TRANSMISSÃO para religar primeiro (terminal líder). Esse religamento deve ocorrer depois de
transcorrido o tempo morto ajustado. O outro terminal (terminal seguidor) deve religar com a
verificação de sincronismo. Para permitir a seleção do terminal líder, ambos os terminais devem
ser equipados com esquemas de religamento e relés de verificação de sincronismo. O terminal
líder deve religar somente se não houver tensão na LINHA DE TRANSMISSÃO. O terminal
seguidor deve religar somente depois da verificação de sincronismo, se houver nível de tensão
adequado do lado da LINHA DE TRANSMISSÃO.
h. Qualquer ordem de disparo iniciada por proteção deverá desligar os três pólos do disjuntor e
iniciar o ciclo de religamento.
i.
O comando de fechamento tripolar de disjuntores deve ser supervisionado por funções de
verificação de sincronismo e de subtensão e sobretensão.
VOL. III - Fl. 615 de 664
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II.
No caso de utilização de religamento automático monopolar devem ser atendidos, adicionalmente, as
seguintes condições:
a. O desligamento e o religamento dos dois terminais da LINHA DE TRANSMISSÃO devem ser
monopolares para faltas monofásicas e tripolares para os demais tipos de faltas. Caso não haja
sucesso no ciclo de religamento o desligamento deve ser tripolar. Nesse esquema deve haver
opção também para religamento apenas tripolar. Na opção tripolar, qualquer ordem de disparo
iniciada por proteção deve desligar os três pólos do disjuntor e iniciar o ciclo de religamento;
b. O esquema de religamento deve permitir ajustes independentes do tempo morto de religamento
tanto para o religamento monopolar quanto para o tripolar;
c. Durante o período de operação com fase aberta imposto pelo tempo morto do religamento
monopolar, qualquer ordem de disparo deve ser tripolar, cancelando o religamento da LINHA
DE TRANSMISSÃO;
d. No caso de utilização de esquemas de teleproteção em sobrealcance, com funções direcionais
de sobrecorrente de neutro (seqüência zero e/ou negativa), deve ser previsto o bloqueio dessas
funções durante o período de operação com fase aberta;
e. Os SISTEMAS DE PROTEÇÃO devem permitir a correta seleção de fases defeituosas para
comandar o desligamento do disjuntor de forma monopolar ou tripolar.
III.
Função para verificação de sincronismo
A função para verificação de sincronismo devem permitir o ajuste do tempo total de religamento,
considerando a contagem de tempo desde a abertura do disjuntor e incluindo os tempos mortos
típicos para a respectiva classe de tensão. Além disso, devem possibilitar ajustes da diferença de
tensão, defasagem angular, diferença de freqüência e permitir a seleção das seguintes condições
para fechamento do disjuntor:
Barra viva - linha morta.
Barra morta - linha viva.
Barra viva – linha viva.
Barra morta - linha morta.
IV.
Requisitos para verificação de sincronismo manual.
As instalações devem ser providas de dispositivo para a verificação das condições de sincronismo
para o fechamento manual de seu(s) disjuntor(es).
No caso de AMPLIAÇÃO DA REDE BÁSICA ou modificação da instalação devem ser instalados os
transformadores de instrumentos, eventualmente necessários para a realização da função de
sincronização.
V.
O dispositivo de sincronização deve atender aos seguintes requisitos:
Permitir o fechamento do disjuntor com temporização ajustável, após verificar que os seus
terminais estão sincronizados (sistema em anel), e a diferença entre as tensões dos dois
terminais (módulo e ângulo de fase) está dentro dos limites ajustados;
Permitir o fechamento instantâneo do disjuntor, após verificar que a diferença entre as tensões
(módulo e ângulo de fase) e a diferença da freqüência dos dois terminais, está dentro dos limites
ajustados (sistema não sincronizado);
VOL. III - Fl. 616 de 664
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Contar com diferentes grupos de ajustes, de modo a permitir o fechamento de sistemas em anel
com diferenças de ângulo de fase das tensões distintas, dependendo do equipamento a ser
conectado;
Permitir o fechamento nas condições em que um ou ambos os lados do disjuntor estejam sem
tensão – “barra viva-linha morta”, “barra morta-linha viva” ou “barra morta-linha morta”; e
exteriorizar as grandezas de tensão e freqüência de ambos os lados do disjuntor a sincronizar, a
diferença de ângulo de fase e o desvio de freqüência entre seus terminais, bem como a indicação
das condições de sincronização, de forma a permitir a adoção de medidas operativas para atingir
a condição de sincronização.
1.4.5
SISTEMA DE PROTEÇÃO DE TRANSFORMADORES OU AUTOTRANSFORMADORES
Não se aplica.
1.4.6
SISTEMAS DE PROTEÇÃO DE BARRAMENTOS
O SISTEMA DE PROTEÇÃO de barramentos compreende o conjunto de relés e acessórios
necessários e suficientes para detectar e eliminar de todos os tipos de faltas nas barras, com ou sem
resistência de falta.
Cada barramento da instalação – com exceção dos barramentos com arranjo em anel – deve ter pelo
menos um conjunto independente de PROTEÇÃO UNITÁRIA OU RESTRITA.
Em subestação com arranjo do tipo disjuntor e meio ou disjuntor duplo é vedado o uso de proteções de
barra do tipo adaptativo que englobem os dois barramentos da instalação.
Em subestação com arranjo do tipo barra dupla com disjuntor simples, a proteção deve ser global e
adaptativa, desligando apenas os disjuntores conectados ao barramento defeituoso, para qualquer
configuração operativa por manobra de secionadoras.
A PROTEÇÃO DE RETAGUARDA para faltas nos barramentos deve ser realizada pela PROTEÇÃO
GRADATIVA OU IRRESTRITA dos terminais remotos das LINHAS DE TRANSMISSÃO e
equipamentos ligados ao barramento.
O tempo total de eliminação de faltas – incluindo o tempo de operação do SISTEMA DE PROTEÇÃO
do barramento, dos relés auxiliares e o tempo de abertura dos disjuntores - não deve ser superior a
100 ms, para barramentos de tensões nominais iguais ou superiores a 345 kV e a 150 ms para os
níveis de tensão nominal inferiores.
No caso de falha da PROTEÇÃO UNITÁRIA OU RESTRITA do barramento, o tempo total para que as
PROTEÇÕES DE RETAGUARDA eliminem faltas no barramento não deve ser superior a 500 ms, para
barramentos de tensões nominais iguais ou superiores a 345 kV, e a 600 ms, para os níveis de tensão
nominais inferiores.
O SISTEMA DE PROTEÇÃO UNITÁRIA OU RESTRITA deve ter as seguintes funções e
características:
a. Ter proteção com princípio diferencial, por sobrecorrente diferencial percentual ou alta impedância
(87), ou comparação de fase, para cada uma das três fases;
b. Ser alimentado por núcleos dos transformadores de corrente independentes das demais funções
de proteção;
c. Ter imunidade para os diferentes níveis de saturação dos transformadores de corrente, com
estabilidade para faltas externas e sensibilidade para faltas internas;
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d. Ter supervisão para os enrolamentos secundários dos transformadores de corrente dentro de sua
área de proteção, com bloqueio de atuação e alarme para o caso de abertura de circuito
secundário; e
e. Ser seletivo, para desligar apenas os disjuntores conectados à seção defeituosa do barramento.
O SISTEMA DE PROTEÇÃO UNITÁRIA OU RESTRITA deve desligar e bloquear o fechamento de
todos os disjuntores do barramento protegido.
Novos vãos em subestações existentes devem se adaptar ao sistema de proteção de barra existente.
Se a proteção de barra existente utilizar relés de alta impedância, as características magnéticas dos
transformadores de corrente a serem acrescentados devem ser idênticas às dos transformadores de
corrente existentes. Havendo dificuldade na adaptação do sistema de proteção ou das características
magnéticas dos TCs, o sistema de proteção de barra deve ser substituído.
1.4.7
SISTEMA DE PROTEÇÃO PARA FALHA DE DISJUNTOR
Todo disjuntor da subestação deve ser protegido por esquema para falha de disjuntor.
O esquema do SISTEMA DE PROTEÇÃO para falha de disjuntor pode ser integrado ao SISTEMA DE
PROTEÇÃO de barramentos.
O tempo total para a eliminação de faltas pelo esquema de falha de disjuntores, incluindo o tempo de
operação do relé de proteção, dos relés auxiliares e o tempo de abertura dos disjuntores, não deve
exceder a 250 ms, para os níveis de tensão nominal igual ou superior a 345 kV, e a 300 ms para os
níveis de tensão nominal inferiores a 345 kV.
O SISTEMA DE PROTEÇÃO para falha de disjuntores deve ter funções de detecção de corrente
(50BF) e de temporização (62BF), que podem ser integradas aos SISTEMAS DE PROTEÇÃO das
LINHAS DE TRANSMISSÃO e demais equipamentos, além de relé(s) de bloqueio (86BF). Deve
atender, ainda, à seguinte filosofia:
a. Ser acionado por todas as proteções do disjuntor protegido;
b. Promover novo comando de abertura no disjuntor protegido (retrip), antes da atuação no relé de
bloqueio;
c. Comandar, para a eliminação da falha, a abertura e o bloqueio do fechamento do número mínimo
de disjuntores adjacentes ao disjuntor defeituoso, e promover, se necessário, a transferência direta
de disparo para o(s) disjuntor(es) remoto(s).
Em transformadores/autotransformadores e reatores devem ser previstas lógicas de paralelismo entre
os contatos representativos de estado dos disjuntores e os contatos das unidades de supervisão de
corrente (50BF), de forma a viabilizar a atuação do esquema de falha de disjuntor para todos os tipos
de defeitos nesses equipamentos, inclusive nos que não são capazes de sensibilizar os relés de
supervisão de corrente do referido esquema. O SISTEMA DE PROTEÇÃO para falha de disjuntores
não deve ser acionado por comando manual do disjuntor nem por eventuais SISTEMAS Especiais de
Proteção – SEP.
1.4.8
SISTEMAS ESPECIAIS DE PROTEÇÃO
O SISTEMA Especial de Proteção - SEP, a ser definido nos estudos pré-operacionais do ONS, deve
ser implementado por Unidades de Controle Digital (UCD), específico para processar emergências
envolvendo o SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL - SIN.
Deve existir um SEP para cada subestação.
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As características descritas a seguir são específicas para o SEP e devem ser rigidamente observadas
pela TRANSMISSORA:
As UCDs devem ser funcionalmente independentes das demais unidades do SISTEMA de
Proteção Controle e Supervisão (SPCS) no que diz respeito ao desempenho das suas funções.
Estas unidades devem estar conectadas à Via de dados (VDD) somente para enviar e receber
informações que devem ser exibidas nas Unidades de Supervisão e Operação (USO) das
subestações e dos Centros de Operação;
Os SEPs das subestações devem estar diretamente conectados entre si e com os SEPs das
demais subestações, incluindo as hoje existentes no sistema. Cada SEP deve ser dotado de um
mínimo de cinco portas seriais padrão RS-232C com Protocolo de Comunicação IEC-870-5-101
encapsulado em TCP-IP;
Esta conexão deve ser dedicada à função (SEP) e deve atender aos seguintes requisitos de tempo
de resposta:
-
O tempo máximo (total) estimado para tomada de decisão de um SEP de determinada
Subestação, em função da alteração de entradas digitais e / ou violação dos limites
estabelecidos para as funções supervisionadas ocorridos em outra subestação, incluídos os
tempos de comunicação, deve ser menor ou igual a 200 ms;
-
Dentro de uma mesma subestação o tempo de atuação deve ser menor ou igual a 20 ms.
Caso a UCD proposta para o SEP não consiga desempenhar as funções especificadas a seguir, a
TRANSMISSORA deve instalar os relés de proteção em quantidade e tipo necessários e
suficientes para cumprir estas funções. Estes relés devem, também, ser exclusivos para a função
SEP, não podendo ser compartilhados com o SPCS.
As seguintes funções devem ser desempenhadas pelas UCDs:
Função Direcional de Potência (para as LINHAS DE TRANSMISSÃO):
-
Atuação trifásica ou por fase;
-
Curva característica de tempo inversa;
-
Possibilidade de inversão da direcionalidade;
-
Facilidade de ajuste quanto ao ponto de atuação em termos de potência (W) ou corrente (A);
-
Dotado de saídas independentes para alarme e desligamento com reset local e remoto;
-
Interface com fibra óptica.
Função de Sub e Sobretensão (para as barras):
-
Atuação por fase;
-
Característica de tempo definido;
-
Ajuste contínuo da função 27 na faixa de 0,3 a 0,8 da tensão nominal e da função 59 de 1,1 a
1,6 da tensão nominal;
-
Exatidão melhor que 2%;
-
Interface com fibra óptica.
Função de Sub e Sobrefreqüência:
-
Possuir 04 estágios de freqüência independentes;
VOL. III - Fl. 619 de 664
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-
Faixa de ajuste mínima para cada estágio de operação: de 50 Hz a 70 Hz, ajustável em
intervalos de 0,01 Hz;
-
Exatidão de ± 0,005 Hz do valor ajustado;
-
A operação da unidade deverá ser bloqueada por subtensão, ajustável de 40 % a 80 % da
tensão nominal;
-
Cada unidade deve ser fornecida com funções para alarme e desligamento;
-
A atuação dessa unidade só deve ser possível após um período de avaliação não inferior a 3
(três) ciclos, de forma a eliminar eventuais atuações indevidas provocadas por componente
aperiódica ou outros transitórios na onda de tensão;
-
O tempo máximo de rearme dessa unidade deve ser de 50 ms;
-
O erro máximo admissível para cada temporizador deve ser de ± 5 %;
-
Circuitos de medição e saída independentes por estágios de atuação;
-
Interface com fibra óptica.
Devem ser disponibilizados os seguintes dados para ligação ao controlador lógico programável (CLP)
do SISTEMA:
Entradas analógicas:
-
Fluxo de potência ativa em todas as LINHAS DE TRANSMISSÃO, geradores e
transformadores/autotransformadores;
-
Tensão em todas as seções de barramento.
Entradas digitais:
-
Indicação de estado (com dois contatos) de disjuntores, chaves seccionadoras, chaves de
seleção de corte dos geradores (para usinas);
-
Indicação da atuação da proteção.
Saídas de controle:
Dois contatos para comando de abertura por disjuntor.
Caso os estudos pré-operacionais desenvolvidos pelo ONS, por ocasião da entrada em operação do
empreendimento, não indiquem a necessidade de instalação de SEP, a TRANSMISSORA fica liberada
desse fornecimento imediato. Essa liberação fica condicionada ao seu fornecimento, durante todo o
período de concessão do empreendimento, sem direito a receita adicional, se assim for recomendado
pelo ONS, em função de necessidades sistêmicas.
Se o empreendimento em questão estiver em área com SEP em operação, a TRANSMISSORA deverá
verificar a necessidade de compatibilização do SEP a ser implantado com o existente.
VOL. III - Fl. 620 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
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1.5
SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE
1.5.1
INTRODUÇÃO
Este item descreve os requisitos de supervisão e controle que devem ser implantados para que seja
assegurada a plena integração da supervisão e controle dos novos equipamentos à supervisão dos
equipamentos existentes, garantindo-se, com isto, uma operação segura e com qualidade do sistema
elétrico interligado. Assim, são de responsabilidade do agente a aquisição e instalação de todos os
equipamentos, softwares e serviços necessários para a implementação dos requisitos especificados
neste item e para a implementação dos recursos de telecomunicações, cujos requisitos são descritos
em item à parte.
Os requisitos de supervisão e controle são divididos em:
Requisitos gerais de supervisão e controle dos agentes, detalhados em requisitos gerais,
interligação de dados e, recursos de supervisão e controle dos agentes.
Requisitos para a supervisão e controle de equipamentos pertencentes à rede de operação,
divididos em interligação de dados, informações requeridas para a supervisão do sistema elétrico,
informações e telecomandos requeridos para o Controle Automático de Geração (CAG),
telecomandos requeridos para o Controle Automático de Tensão (CAT), requisitos de qualidade de
informação e, parametrizações.
Requisitos para o sequenciamento de eventos (SOE), divididos em interligação de dados,
informações requeridas para o sequenciamento de eventos e, requisitos de qualidade dos eventos.
Requisitos de supervisão do agente proprietário de instalações (subestações) compartilhadas da
rede de operação.
Avaliação da disponibilidade e da qualidade dos recursos de supervisão e controle, divididos em
item geral, conceito de indisponibilidade de recursos de supervisão e controle, conceito de
qualidade dos recursos de supervisão e controle e, indicadores.
Requisitos de atualização das bases de dados dos SISTEMAS de supervisão e controle do ONS,
divididos em requisitos para cadastramento dos equipamentos e, requisitos para teste de
conectividade da(s) interconexão(ões) e testes ponto a ponto.
1.5.2
1.5.2.1
REQUISITOS DOS SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE DOS AGENTES
Requisitos gerais
Todas as informações transferidas pelos agentes para o ONS, exceto quando houver orientações
explícitas do ONS em contrário, devem corresponder aos dados coletados nas INSTALAÇÕES DE
TRANSMISSÃO, que não devem passar por qualquer processamento prévio, como:
a. Cálculos a partir de outras informações, exceção feita para os cálculos de conversão para valores
de engenharia;
b. Filtragens;
c. Substituições por resultados do estimador de estado;
d. Entradas manuais feitas pelo agente.
Todas as telemedições e sinalizações de estado, especificadas posteriormente neste Anexo, devem
ter indicadores de qualidade do dado relativos à coleta, descrevendo as condições de supervisão
local (dado fora de varredura, dado inválido, dado sob entrada manual, etc.).
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Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
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Cabe ao ONS definir o conjunto de protocolos de comunicação a ser adotado nas interligações de
dados, e ao agente escolher um deles para suas interligações com ONS. Os seguintes protocolos
deverão ser suportados pelos agentes, conforme apropriado:
a. Para comunicação com remotas: IEC 870-5-101/104 ou DNP V3.0;
b. Para interligação com outros centros de controle: ICCP.
Os CD (Concentradores de Dados), se utilizados, devem ser capazes de identificar o estado
operacional de todos os SISTEMAS hierarquicamente a ele subordinados e de transferir essas
informações para o ONS.
Os centros de operação do ONS identificam o estado operacional das UTR (Unidade Terminal
Remota) e dos CD diretamente a eles conectados a partir das trocas de informações nas
correspondentes interligações de dados. Esse estado é modelado como sinalização de estado nas
bases de dados de seus SISTEMAS de supervisão e controle.
Ainda no caso de uso de CD para atendimento ao CAT e, quando acordado com o ONS, ao CAG,
esses concentradores devem ser capazes de rotear automaticamente telecomandos emanados pelo
ONS para as instalações, sem intervenções manuais.
Os SSCL (Sistema de Supervisão e Controle Local) ou as UTR de cada instalação com equipamentos
na rede de operação devem:
a. Ter seus relógios internos ajustados com exatidão melhor ou igual a 1 (um) ms, com sincronismo
por GPS (Sistema de Posicionamento Global). Os SISTEMAS que atendam exclusivamente à
supervisão de equipamentos da rede de supervisão não integrantes da rede de operação não
precisam atender a esse requisito;
b. Ter tempo máximo de reinicialização de 5 (cinco) minutos;
c. Ser dimensionados para não perder eventos da SOE. Se ocorrer uma avalanche de eventos,
todos os eventos devem ser transferidos para o ONS em até 5 (cinco) minutos.
1.5.2.2
Interligação de dados
Conceito
Considera-se como interligação de dados o conjunto de equipamentos e SISTEMAS que se
interponham entre o ponto de captação de dados ou de aplicação de comando no campo e cada um
dos centros citados neste edital.
Este conjunto poderá abranger, entre outros, os seguintes equipamentos:
SISTEMAS de Supervisão e Controle Locais (SSCL) ou UTR em usinas e subestações;
CD que podem ser SISTEMAS de supervisão e controle de um agente;
Enlace de dados, ponto-a-ponto ou via redes tipo WAN (“Wide Área Network”), entre quaisquer
destes SISTEMAS;
Equipamentos de interfaceamento com comunicações (modems, roteadores ou equivalentes) no
centro de operação designado pelo ONS.
Requisitos
É responsabilidade do agente prover todas as interligações de dados necessárias para atender aos
requisitos de supervisão e controle especificados,.
VOL. III - Fl. 622 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
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As interligações de dados entre o(s) centro(s) de operação do ONS e as diversas instalações a serem
supervisionadas pelo ONS são definidas pelos agentes e apresentadas ao ONS, devendo estar em
conformidade com os requisitos de supervisão e controle apresentados neste edital.
São exigidos requisitos diferentes para diferentes tipos de recursos de supervisão e controle, o que
pode levar à necessidade de uso de interligações com características distintas, quais sejam:
a. Interligações para atender aos requisitos do CAG.
Estas interligações apresentam as seguintes peculiaridades:
Estão restritas às instalações necessárias à operação do CAG, normalmente usinas e
subestações que interligam áreas de controle distintas;
Cada interligação transporta um conjunto de dados relativamente pequeno, com uma ordem
de grandeza que varia de uma unidade a algumas dezenas;
Devem ser configuradas como uma ligação direta entre o(s) centro(s) de operação do ONS e
as instalações, não sendo aceitável o uso de CD, exceto quando acordado com o ONS;
Exigem taxas de transferências de dados relativamente altas, com períodos de aquisição de
no máximo 2 (dois) segundos;
Em virtude de suas características, podem requerer equipamentos especiais nas instalações
para a recepção de telecomandos e a aquisição e transferência das informações para o ONS;
Excepcionalmente, mediante acordo firmado caso a caso com o ONS, essas interligações
poderão ser compartilhadas com as interligações utilizadas para atender aos requisitos das
funções tradicionais de supervisão e controle, desde que atendidos todos os requisitos de
CAG.
b. Interligações para atender aos requisitos das funções tradicionais de supervisão e controle.
São as interligações comumente utilizadas para a aquisição de dados eletro-energéticos pelos
SISTEMAS de supervisão e controle, que se caracterizem por:
Cobrirem todas as instalações (usinas e subestações) sob responsabilidade de um
determinado centro de operação do ONS;
Transportarem informações com períodos de aquisição que variam de poucos segundos a
vários minutos e, em alguns casos, ações de controle;
Abrangem um grande volume de dados;
Conectam as instalações, CD ou centros de operação do agente aos centros de operação do
ONS.
c. As interligações para atender à SOE, caracterizam-se por transportar as informações de
seqüência de eventos coletadas nas instalações quando da ocorrência de perturbações e devem
ser transferidas aos centros de operação do ONS, em tempo real, pela mesma interligação de
dados utilizada para atender aos requisitos de supervisão e controle. Para as informações
definidas para trafegarem neste tipo de interligação (SOE), é vetada a passagem por qualquer
tipo de processamento, como filtragem ou cálculos.
d. Além dessas interligações, existem interligações que trafegam informações com alta taxa de
aquisição utilizada pelo ONS para a detecção de ilhamento. As informações transferidas se
constituem em medições de freqüência em Hz em barramentos selecionados da REDE BÁSICA.
Para essas interligações, o agente se responsabiliza pela disponibilidade da medição na
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instalação. Um acordo entre o agente e o ONS, estabelecido caso a caso, define a forma e os
recursos que serão utilizados para a transferência das informações ao ONS.
1.5.2.3
Recursos de supervisão e controle dos agentes
Entenda-se como recurso de supervisão e controle dos agentes o conjunto formado por:
Ponto de captação de dados ou de aplicação de comando no campo, ou seja, transdutores, relés
de interposição, reguladores de velocidade / potência e outros equipamentos;
Interligação de dados, ou seja, o conjunto de equipamentos e SISTEMAS que se interponham
entre o ponto de captação de dados ou de aplicação de comando no campo e os computadores
de comunicação do centro de operação do ONS.
Os agentes proprietários de equipamentos enquadrados em algum item deste edital devem fornecer
os recursos necessários para atender os requisitos de supervisão e controle exigidos pelo ONS,
incluindo as interligações de dados.
Para a entrada em operação de novos empreendimentos, é necessário que sejam atendidos todos os
requisitos definidos neste edital e os recursos devem estar completamente testados e prontos para
operar junto com os demais equipamentos do empreendimento.
Os SSCL ou UTR devem atender aos requisitos de supervisão e controle exigidos pelo ONS,
apresentados neste edital.
Os SISTEMAS de transmissão de dados utilizados nas interligações de dados devem atender aos
requisitos descritos neste anexo técnico, no item “Requisitos técnicos do SISTEMA de
telecomunicações”.
1.5.3
REQUISITOS PARA A SUPERVISÃO E CONTROLE DE EQUIPAMENTOS PERTENCENTES À REDE DE OPERAÇÃO
Este item define os requisitos de supervisão e controle necessários às funções de supervisão e
controle do ONS, aplicáveis aos equipamentos pertencentes à rede de operação.
Os requisitos necessários à função de seqüenciamento de eventos são objetos de um item à parte.
1.5.3.1
Interligação de dados
Os recursos especificados neste subitem devem ser disponibilizados, através das seguintes
interligações de dados, conceituadas anteriormente:
a. Interligações para atender aos requisitos das funções tradicionais de supervisão e controle;
b. Interligações para atender aos requisitos do CAG.
1.5.3.2
Informações requeridas para a supervisão do sistema elétrico
Os requisitos necessários ao sequenciamento de eventos são tratados em um item a parte.
Para cada equipamento da rede de operação, as seguintes informações de grandezas analógicas e
de sinalizações de estado devem ser transferidas para o SISTEMA de supervisão e controle do centro
de operação designado pelo ONS para coordenar a operação desse centro, conforme especificado a
seguir:
Medições analógicas
Todas as medições deverão ser feitas de forma individualizada e transferidas periodicamente aos
centros de operação.
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O período de transferência deve ser parametrizável por centro, devendo os SISTEMAS ser
projetados para suportar períodos de aquisição de pelo menos 4 segundos e, em alguns casos, de
6(seis) segundos, períodos esses definidos em comum acordo entre o agente e o ONS.
As seguintes medições devem ser coletadas e transferidas para os centros de operação:
1 (uma) medição do módulo de tensão fase-fase em kV de cada secção de barramento que
possa formar um nó elétrico ou, caso seja adotado o arranjo em anel, uma medição do módulo
de tensão fase-fase em kV nos terminais de cada equipamento que a ele se conectem (LINHAS
DE TRANSMISSÃO, transformadores/autotransformadores, etc.);
A medição de tensão deve ser reportada ao ONS como sendo fase-fase, no entanto, este valor
pode ser obtido por cálculo a partir de uma medição fase-neutro;
1 (uma) medição do módulo de tensão fase-fase em kV no ponto de conexão entre a LINHA DE
TRANSMISSÃO e a(s) compensação(ões) série, caso a instalação contemple compensação
série na(s) LINHA(S) DE TRANSMISSÃO;
Potência trifásica ativa em MW e reativa em Mvar em todas as LINHAS DE TRANSMISSÃO;
Corrente em uma das fases em ampere nos terminais de todas as LINHAS DE TRANSMISSÃO;
1 (uma) medição do módulo de tensão fase-fase em kV de cada terminal de LINHA DE
TRANSMISSÃO;
Potência trifásica ativa em MW e reativa em Mvar e corrente em uma das fases em ampéres de
todos os enrolamentos de transformadores/autotransformadores;
Potência trifásica reativa em Mvar de todos os equipamentos de compensação reativa
dinâmicos, tais como compensadores síncronos e compensadores estáticos controláveis;
Posição de tape de transformadores/autotransformadores equipados com comutadores sob
carga. Casos excepcionais de não disponibilização desta informação poderão ser admitidos
apenas mediante inviabilidade técnica comprovada;
1
(uma)
medição
do
módulo
de
tensão
fase-fase
em
kV
para
transformadores/autotransformadores, excetuando-se aquele na fronteira da rede de operação.
Esta medição deve ser no lado ligado à barra de menor potência de curto-circuito, geralmente o
de menor tensão, caso o ONS não explicite que seja no outro lado do
transformador/autotransformador.
Sinalização de estado
Devem ser considerados os estados referentes:
a. A todos os disjuntores e chaves utilizados nos barramentos e nas conexões de equipamentos
da rede de operação, aí incluídas as chaves de by pass. Esse requisito é aplicável tanto a
sistemas de geração e transmissão em corrente alternada, sendo que, para os disjuntores, é
necessário que a sinalização seja acompanhada do selo de tempo.
b. Aos estados operacionais e alarmes dos equipamentos utilizados nos SISTEMAS especiais de
proteção. Se esses SISTEMAS tiverem atuações em instalações fora da rede de operação,
devem ser buscadas alternativas de monitoração, definidas em comum acordo entre o ONS e o
agente;
c. Aos relés de bloqueio, com selo de tempo;
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d. Ao estado operacional de dispositivos de controle de FACTS, tais como os power oscillation
dampers das compensações série de LINHAS DE TRANSMISSÃO;
e. Ao estado dos comutadores sob carga (em automático/manual/remoto);
f.
Aos alarmes de temperatura de rotor e estator de compensadores síncronos;
g. Aos alarmes de temperatura de enrolamento e óleo de transformadores/autotransformadores e
reatores;
h. Ao estado operacional de UTR e SSCL diretamente subordinados a CD.
Ainda com relação à sinalização de estado, devem-se observar os seguintes requisitos:
a. O SISTEMA de supervisão e controle da instalação ou a UTR ou o CD, se utilizado, deve estar
apto a responder a varreduras de integridade feitas pelo ONS, que podem ser periódicas, com
período parametrizável, tipicamente a cada 1 (uma) hora, sob demanda ou por evento, como por
exemplo, uma reinicialização dos recursos de supervisão e controle do ONS.
b. Os SSCL ou as UTR de cada instalação com equipamentos na rede de operação devem ser
capazes de armazenar o selo de tempo das sinalizações com uma exatidão melhor ou igual a 1
(um) ms, utilizando o relógio interno do SISTEMA que deve ter a exatidão especificada no item
“Requisitos gerais dos SISTEMAS de supervisão dos agentes”.
c. Todas as sinalizações devem ser reportadas por exceção.
d. Visando contornar as dificuldades oriundas da abrangência continental do SIN (vários fusos
horários) e oriundas da adoção do horário de verão, o selo de tempo informado deve ser no
padrão UTC (Universal Time Coordinate).
e. Excepcionalmente, a critério do ONS, podem ser reduzidos os requisitos de abrangência da
supervisão de barramentos na fronteira da rede de operação e dos equipamentos a eles
conectados, tais como aqueles aplicáveis a barramentos de terciário de
transformadores/autotransformadores e a barramentos do lado de baixa de
transformadores/autotransformadores na fronteira da rede de operação.
1.5.3.3
Informações e telecomandos requeridos para o Controle Automático de Geração (CAG)
Caracterização dos centros de operação que recebem as informações
O SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL (SIN) está dividido em áreas de controle de freqüência e
intercâmbio. Essas áreas são as redes de atuação dos centros de operação do ONS.
As informações de tempo real necessárias ao CAG devem ser enviadas, dependendo de sua
utilização, para um ou mais centros de operação do ONS, conforme abaixo descrito:
a. Centro de operação do ONS que controla o CAG da área a que pertence a instalação,
normalmente o centro de operação designado pelo ONS para coordenar a operação da
instalação;
b. Centros de operação do ONS responsáveis pelo controle do CAG das áreas adjacentes à área do
centro de operação designado pelo ONS para coordenar a operação da instalação;
c. Centros de operação do ONS passíveis de assumir o CAG da área sob responsabilidade do
centro de operação designado pelo ONS para coordenar a operação da instalação.
Informações requeridas pelo centro de operação que controla o CAG
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As seguintes informações utilizadas pelo CAG devem ser coletadas e transmitidas para este centro
de operação:
a. Freqüência em Hz em barramentos designados pelo ONS em rotina específica;
b. Potência ativa trifásica em MW em todos os pontos de interligação com outras áreas de controle,
que pode ser totalizada por instalação e por área;
c. Outras de geração e usinas, que não se referem ao presente Anexo Técnico.
Informações requeridas pelo centro de operação controlador das áreas adjacentes
As informações de potência ativa trifásica em MW em todos os pontos de interligação com outras
áreas de controle, que pode ser totalizada por instalação e por área, devem ser coletadas nas
instalações de interligação e transmitidas para os centros de operação controladores das áreas
adjacentes.
Informações requeridas pelos centros de operação do ONS passíveis de assumir o CAG de uma ou
mais áreas que se interligam
Para viabilizar as transferências de área de controle do CAG, o ONS identifica em rotina específica,
instalações em que as informações de potência ativa trifásica em MW nos pontos de interligação
indicados pelo ONS, que pode ser totalizada por instalação e por área, devem ser coletadas e
transmitidas para um ou mais centros de operação passíveis de assumir uma determinada área de
controle.
1.5.3.4
Telecomandos requeridos para o Controle Automático de Tensão
Pode ocorrer que, por razões sistêmicas, seja necessário o uso de CAT (Controle Automático de
Tensão pelo ONS). Os CAT são instalados em seus centros de operação, atuando via telecomando
em equipamentos tais como comutadores sob carga de transformadores/autotransformadores,
compensadores síncronos e compensadores estáticos controláveis, resguardado suas limitações
operativas declaradas pelos agentes.
Excluem-se das ações do CAT a energização e desenergização de equipamentos.
1.5.3.5
Requisitos de qualidade da informação
Exatidão da medição
Todas as medições de tensão devem ser efetuadas por equipamentos cuja classe de precisão
garanta uma exatidão mínima de 1% e as demais de 2%. Tal exatidão deve englobar toda a cadeia
de equipamentos utilizados, tais como transformadores de corrente, de tensão, transdutores,
conversores analógico/digital, etc.
Idade do dado
Define-se como idade máxima do dado o intervalo de tempo máximo entre o instante de ocorrência
de seu valor na instalação (processo) e sua recepção no(s) centro(s) designado(s) pelo ONS.
O tempo necessário para a chegada de um dado ao centro designado pelo ONS inclui o tempo de
aquisição do dado na instalação, processamento da grandeza e transmissão desse dado através dos
enlaces de comunicação até o centro.
A idade máxima de um dado analógico coletado para o CAG deve ser inferior à soma do tempo de
varredura adicionado de:
2 (dois) segundos em média;
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5 (cinco) segundos no máximo para algumas varreduras, desde que mantida a média
de 2(dois) segundos.
A idade máxima para os demais dados analógicos deve ser inferior à soma do tempo de varredura
adicionado de:
4 (quatro) segundos em média;
10 (dez) segundos no máximo para algumas varreduras, desde que mantida a média
de 4(dois) segundos.
A idade máxima de um dado coletado por exceção deve ser inferior a 8(oito) segundos.
Estes requisitos não se aplicam à transmissão das informações de seqüência de eventos.
Banda morta e varredura de integridade
Os protocolos que transmitem medições analógicas por exceção devem ter uma banda morta e
varredura de integridade definidas em comum acordo entre o ONS e o agente. As definições obtidas
nestes acordos não devem prejudicar a exatidão das medidas, conforme definido acima.
Enquanto um acordo formal não for firmado entre o ONS e o agente, a UTR e/ou SSCL devem ser
configurados com um valor inicial de banda morta de 0,1% do fundo de escala, ou do último valor lido
e deve suportar varreduras de integridade com períodos menores ou iguais a 30 (trinta) minutos.
Demais requisitos de qualidade para informações necessárias ao CAG
O período de aquisição dessas grandezas pelos centros de operação do ONS deve estar de acordo
com os padrões exigidos pelos SISTEMAS de CAG dos centros de operação designados pelo ONS e
deve ser de no máximo 2 (dois) segundos.
Todas as medições devem ser obtidas da mesma fonte, de tal forma que se garanta que todos os
SISTEMAS as recebam exatamente iguais, mesmo que transmitidas para diferentes centros de
operação e em diferentes enlaces e protocolos.
1.5.3.6
Parametrizações
Todos os períodos de aquisição acima especificados devem ser parametrizáveis, e os valores
apresentados se constituem em níveis mínimos.
1.5.4
REQUISITOS PARA O SEQUENCIAMENTO DE EVENTOS
1.5.4.1
Informações requeridas para o sequenciamento de eventos
Sempre que o equipamento dispuser das proteções abaixo citadas, as seguintes informações devem
ser coletadas pelo agente proprietário do equipamento e transferidas para o ONS conforme a
classificação do evento nos grupos:
Grupo “A”: compreende os eventos que devem ser enviados diretamente para o ONS, em tempo real,
através das mesmas interligações de dados utilizadas para atender aos requisitos de supervisão e
controle, conforme conceituação feita no item 1.7.3.1 “Interligação de dados”;
Grupo “B”: compreende os eventos que devem ser enviados de forma agrupada para o ONS, em tempo
real, através das mesmas interligações de dados utilizadas para atender aos requisitos de
supervisão e controle, conforme conceituação feita no item 1.7.3.1 “Interligação de dados”. Os
eventos disponíveis na instalação do agente na forma individualizada devem ser enviados para o
ONS, quando solicitados por este, através de meio eletrônico, em até 24 (vinte e quatro) horas;
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LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
Grupo “C”: compreende os eventos que devem estar disponíveis na instalação do agente e ser enviados
para o ONS, quando solicitados por este, através de meio eletrônico, em até 24 (vinte e quatro)
horas.
1.5.4.2
Transformadores e autotransformadores:
Grupo “A”:
Disparo dos relés de bloqueio.
Grupo “B”: Agrupamento dos eventos abaixo relacionados para gerar uma única mensagem:
(1) “Atuação da proteção do transformador - Função sobrecorrente”
(i)
atuação da proteção de sobrecorrente do comutador sob carga;
(ii)
disparo da proteção de sobrecorrente de fase e neutro (por enrolamento).
(2) “Atuação da proteção do transformador - Função sobretemperatura”
(i)
disparo por sobretemperatura do óleo;
(ii)
disparo por sobretemperatura do enrolamento.
(3) “Atuação da proteção do transformador – Outras funções”
1.5.4.3
(i)
disparo da proteção de gás;
(ii)
disparo da proteção de sobretensão de seqüência zero para o enrolamento terciário
em ligação delta;
(iii)
disparo da válvula de alívio de pressão;
(iv)
disparo da proteção de gás do comutador de derivações;
(v)
disparo da proteção diferencial (por fase).
Reatores:
Grupo “A”:
Disparo dos relés de bloqueio.
Grupo “B”: Agrupamento dos eventos abaixo relacionados para gerar uma única mensagem:
(1)
“Atuação da proteção do reator – Função sobretemperatura”
(i) disparo da proteção de sobretemperatura do óleo;
(ii) disparo da proteção de sobretemperatura do enrolamento.
(2)
“Atuação da proteção do reator – Outras funções”
(i) disparo da proteção de gás;
(ii) disparo da válvula de alívio de pressão;
(iii) disparo da proteção diferencial (por fase);
(iv) disparo da proteção de sobrecorrente de fase e neutro.
1.5.4.4
Bancos de capacitores:
Grupo “A”:
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(1) disparo da proteção de sobretensão;
(2) disparo dos relés de bloqueio.
Grupo “B”: Agrupamento dos eventos abaixo relacionados para gerar uma única mensagem “Atuação da
proteção dos bancos de capacitores – Outras funções”
(1) disparo da proteção de desequilíbrio de neutro;
(2) disparo da proteção de sobrecorrente de fase e neutro.
1.5.4.5
Linhas de transmissão:
Grupo “A”:
(1) disparo por sobretensão;
(2) atuação da lógica de bloqueio por oscilação de potência;
(3) disparo da proteção para perda de sincronismo;
(4) atuação do relé de bloqueio de recepção permanente de transferência de disparo;
(5) disparo do relé de bloqueio de linha subterrânea.
Grupo “B”: Agrupamento dos eventos abaixo relacionados para gerar uma única mensagem “Atuação da
proteção da linha de transmissão – Outras funções”
(1) disparo da proteção principal de fase;
(2) disparo da proteção alternada de fase;
(3) disparo da proteção principal de neutro;
(4) disparo da proteção alternada de neutro;
(5) transmissão de sinal de desbloqueio/bloqueio ou sinal permissivo da teleproteção;
(6) transmissão de sinal de transferência de disparo da teleproteção;
(7) recepção de sinal de desbloqueio/bloqueio ou sinal permissivo da teleproteção;
(8) disparo por recepção de sinal de transferência de disparo da teleproteção;
(9) atuação da lógica de bloqueio por perda de potencial;
(10) disparo da 2ª zona da proteção de distância;
(11) disparo da 3ª zona da proteção de distância;
(12) disparo da 4ª zona da proteção de distancia;
(13) disparo da proteção de sobrecorrente direcional de neutro temporizada;
(14) disparo da proteção de sobrecorrente direcional de neutro instantânea.
Grupo “C”:
(1) partida da proteção principal de fase (por fase), nos casos em que o disparo da proteção
de fase não indique a(s) fase(s) defeituosas;
(2) partida da proteção alternada de fase (por fase), nos casos em que o disparo da proteção
de fase não indique a(s) fase(s) defeituosas;
(3) partida da proteção principal de neutro (por fase), nos casos em que o disparo da proteção
não indique a fase defeituosa;
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(4) partida da proteção alternada de neutro (por fase), nos casos em que o disparo da
proteção não indique a fase defeituosa;
(5) partida do religamento automático.
1.5.4.6
Barramentos:
Grupo “A”:
(1) disparo da proteção de sobretensão;
(2) disparo dos relés de bloqueio.
Grupo “B”: Agrupamento dos eventos abaixo relacionados para gerar uma única mensagem “Atuação da
proteção diferencial do barramento”
Atuação da proteção diferencial (por fase).
1.5.4.7
Compensadores síncronos:
Grupo “A”:
(1) disparo da proteção de sobretensão;
(2) disparo da proteção de subfreqüência;
(3) disparo dos relés de bloqueio.
Grupo “B”: Agrupamento dos eventos abaixo relacionados para gerar uma única mensagem “Atuação da
proteção do compensador síncrono – Outras funções”
(1) atuação da proteção diferencial;
(2) disparo da proteção de desequilíbrio de corrente do estator;
(3) disparo da proteção de perda de excitação (perda de campo);
(4) disparo da proteção de falta à terra no estator;
(5) disparo da proteção de falta à terra no rotor;
(6) disparo da proteção de sobretemperatura do estator e rotor;
(7) disparo da proteção de sobrecorrente de fase e neutro.
1.5.4.8
Compensadores estáticos:
Grupo “A”:
Disparo dos relés de bloqueio.
Grupo “B”: Agrupamento dos eventos abaixo relacionados para gerar uma única mensagem “Atuação da
proteção do compensador estático – Outras funções”
(1) Para os equipamentos componentes do compensador, incluindo o transformador
abaixador, reatores e capacitores:
Disparo das proteções intrínsecas dos equipamentos, conforme especificado para o
respectivo equipamento.
(2) Para os equipamentos controlados por tiristor:
(i) disparo da proteção de faltas à terra no compensador;
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(ii) disparo da proteção para faltas no módulo capacitor;
(iii) disparo da proteção para faltas no módulo reator;
(iv) disparo da proteção para desequilíbrio de corrente ou tensão para cada módulo de
filtro;
(v) disparo da proteção de seqüência negativa dos tiristores – 2º estágio.
1.5.4.9
Disjuntores:
Grupo “A”:
(1)
mudança de posição;
(2)
disparo da proteção de falha do disjuntor;
(3)
disparo dos relés de bloqueio.
Grupo “C”:
(1)
disparo da proteção de discordância de pólos;
(2)
alarme de fechamento bloqueado;
(3)
alarme de abertura bloqueada;
(4)
alarme de sobrecarga do disjuntor central.
1.5.4.10 Sistemas Especiais de Proteção – SEP (ECS, ECE e ERAC):
Grupo “A”:
Todos os disparos e alarmes.
1.5.4.11 Requisitos de qualidade dos eventos
Resolução do selo de tempo
Entende-se como resolução a capacidade de discriminar eventos ocorridos em tempos distintos.
Exatidão do selo de tempo
Entende-se como exatidão o grau de aproximação do selo de tempo ao tempo absoluto de ocorrência
do evento.
Requisitos
As UTR ou os SISTEMAS de supervisão e controle das instalações devem ser capazes de armazenar
informações para o seqüenciamento de eventos com uma resolução entre eventos menor ou igual a 5
(cinco) ms. A exatidão do selo de tempo associado a cada evento deve ser menor ou igual 1 (um) ms.
A base de tempo utilizada para o registro da seqüência de eventos deve ser o relógio de tempo da
UTR/SSCL, cujas características são apresentadas no item 1.5.2.1 -“Requisitos Gerais”.
A relação de eventos apresentada anteriormente deste documento está baseada numa filosofia de
proteção padrão. Os agentes podem utilizar diferentes filosofias e tecnologias, desde que atendam ao
disposto nos requisitos de proteção. Cabe ao agente mapear, sempre que aplicável, os eventos aqui
apresentados com aqueles efetivamente implementados na instalação. Cabe também ao agente a
implementação de processamentos e/ou combinação de sinais na instalação que venham a ser
necessários para a disponibilidade dos sinais aqui requeridos.
VOL. III - Fl. 632 de 664
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1.5.5
ARQUITETURA DE INTERCONEXÃO COM O ONS
A supervisão e controle é um dos pilares da operação em tempo real do sistema elétrico, e a região de
Manaus ao se integrar ao SIN estará estruturada em um sistema hierárquico com SISTEMAS de
supervisão e controle instalados em dois Centros de Operação do ONS, quais sejam:
Centro Regional de Operação Norte/Centro-Oeste – COSR-NCO;
Centro Nacional de Operação do Sistema Elétrico – CNOS.
Esta estrutura é apresentada de forma simplificada, para fins meramente ilustrativos, na Figura 2,
sendo que a TRANSMISSORA deverá prover as interconexões de dados entre o Centro de Operação
do ONS (exceto o CNOS) e cada um dos SISTEMAS de supervisão das subestações envolvidas,
devidamente integrados aos existentes.
FIGURA 2 – ARQUITETURA DE INTERCONEXÃO COM O ONS.
VOL. III - Fl. 633 de 664
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Observa-se na Figura 2 que a interconexão com o Centro do ONS se dá através das seguintes
interligações de dados:
Para o atendimento aos requisitos de supervisão e controle dos equipamentos da linha de
transmissão LT 230 kV – CD – Jorge Teixeira - Lechuga:
Interconexão com o Centro Regional de Operação Norte/Centro-Oeste – COSR-NCO.
Alternativamente, a critério da TRANSMISSORA, a interconexão com os Centros do ONS poderá se
dar por meio de um centro de operação próprio da TRANSMISSORA ou contratado de terceiros,
desde que sejam atendidos os requisitos descritos para supervisão e controle e telecomunicações.
Neste edital, este centro é genericamente chamado de “Concentrador de Dados”. Neste caso, a
estrutura dos centros apresentada na Figura 2 seria alterada com a inserção do concentrador de
dados num nível hierárquico situado entre as instalações e os COSR-NCO do ONS e, portanto,
incluído no objeto desta licitação.
A Figura 3 ilustra uma possível configuração.
FIGURA 3 – ARQUITETURA ALTERNATIVA DE INTERCONEXÃO COM O ONS.
VOL. III - Fl. 634 de 664
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1.5.6
REQUISITOS DE SUPERVISÃO PELO AGENTE CONCESSIONÁRIO
COMPARTILHADAS DA REDE DE OPERAÇÃO.
DAS
INSTALAÇÕES (SUBESTAÇÕES)
Qualquer agente que compartilhe de uma instalação (subestação) existente deve fornecer os recursos
adicionais mencionados a seguir, ao agente proprietário da subestação.
O agente de transmissão concessionário das novas instalações deve prover aos centros de operação
dos agentes concessionários das subestações Jorge Teixeira e Lechuga a supervisão remota dos
equipamentos que venham a ser instalados, conforme requisitos apresentados no subitem “Requisitos
para a Supervisão e Controle de Equipamentos Pertencentes à Rede de Operação”, com exceção dos
requisitos para CAG e controle de tensão. Em adição à supervisão remota, todos os equipamentos a
serem instalados devem ser supervisionados em nível local segundo a filosofia adotada pela
CONCESSIONÁRIA DE TRANSMISSÃO de tais subestações, devendo esta supervisão ser
devidamente integrada aos SISTEMAS de supervisão e controle já instalados nestas subestações.
A arquitetura e os requisitos básicos dos SISTEMAS Digitais de Supervisão e Controle (SDSCs) das
EMPRESAS CONCESSIONÁRIAS DE TRANSMISSÃO das subestações são apresentados nos
documentos “Características e Requisitos Básicos das Instalações”, referentes a estas subestações.
Na eventualidade do sistema da TRANSMISSORA entrar em operação antes da instalação dos SDSCs
em implantação nas Subestações existentes, o mesmo deverá ser projetado para operação
independente e prevendo posterior integração aos referidos SDSCs.
O agente de transmissão é responsável pela instalação e operacionalização de todos os equipamentos
e SISTEMAS necessários para viabilizar estas interligações de dados.
O protocolo adotado para comunicação com o centro de operação do concessionário da subestação
deve ser configurado conforme determinado pelo concessionário proprietário da subestação.
Alternativamente à instalação de novos recursos de supervisão e controle, o agente de transmissão,
mediante prévio acordo com os agentes concessionários das instalações existentes, poderá optar pela
expansão dos recursos de supervisão e controle disponíveis, desde que atendidos todos os requisitos
de supervisão e controle.
O agente de transmissão deve prever testes de conectividade entre o SSCL/UTR e o SISTEMA de
supervisão e controle do centro de operação do agente concessionário da subestação, de forma a
garantir a coerência das bases de dados deste SISTEMA e o perfeito funcionamento dos protocolos
utilizados.
1.5.7
1.5.7.1
AVALIAÇÃO DA DISPONIBILIDADE E DA QUALIDADE DOS RECURSOS DE SUPERVISÃO E CONTROLE
Geral
Os recursos de supervisão e controle fornecidos pelos agentes ao ONS, para atender aos requisitos
apresentados neste edital, devem ter sua disponibilidade e qualidade medidas pelo ONS, na fase
operacional, através dos conceitos e critérios estabelecidos a seguir.
A avaliação destes recursos será feita por UTR, SSCL, CD e agente, conforme estabelecido e com
base na disponibilidade e a qualidade dos recursos de supervisão e controle por ele fornecidos, de
acordo com o centro de operação designado pelo ONS, incluindo os equipamentos de interface com
os SISTEMAS de comunicação.
VOL. III - Fl. 635 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
Esta avaliação será feita através de índices agregados por UTR, CD e por agente, de forma
ponderada pelo número recursos implantados e liberados para a operação em relação ao número
total que deveriam ser disponibilizados, se aplicados os critérios apresentados neste Edital.
Não serão computados nos índices os tempos de indisponibilidade causados por:
a. Indisponibilidade de equipamentos nos centros de operação do ONS;
b. Atividades de aprimoramento constantes do plano de adequação das instalações dos agentes
apresentado ao ONS, plano este definido conforme estabelecido nas disposições transitórias;
c. Atualizações e instalação de hardware ou software nas UTR ou nos CD dos agentes, desde que
sejam programados e aprovados com antecedência junto ao ONS;
d. Atualizações ou instalação de hardware e software para melhoria de segurança no enlace de
comunicação entre UTR ou CD e o Centro designado pelo ONS, desde que sejam programadas e
aprovadas com antecedência junto ao ONS;
e. Manutenções autorizadas pelo ONS no equipamento elétrico associado ao recurso de supervisão
e controle.
São mostrados a seguir os conceitos de indisponibilidade e qualidade que serão considerados na
fase operacional de utilização dos recursos de supervisão e controle.
1.5.7.2
Conceito de indisponibilidade de recursos de supervisão e controle
Uma informação de quaisquer dos tipos especificados no subitem “Requisitos para a Supervisão e
Controle de Equipamentos Pertencentes à Rede de Operação” deste anexo, será considerada
indisponível sempre que:
-
O recurso não estiver instalado ou não estiver liberado para a operação;
-
Uma UTR ou um SSCL estiver fora de serviço ou sem comunicação;
-
Um CD, quando utilizado, estiver fora de serviço ou sem comunicação;
-
Um ponto de controle qualquer é dito indisponível sempre que o ONS detectar falha de atuação
do mesmo;
-
Todos os pontos subordinados a um SSCL ou a uma UTR de uma instalação são declarados
indisponíveis sempre que ocorrer ausência de resposta de tal SISTEMA às solicitações do(s)
centro(s) de operação do ONS ou de um CD, se utilizado. Adicionalmente, no caso de utilização
de CD, todos os pontos subordinados ao concentrador são declarados indisponíveis quando o CD
deixar de responder às solicitações do ONS;
-
O indicador de qualidade sinalizar informação sob entrada manual pelo agente;
-
O indicador de qualidade sinalizar informação fora de varredura.
1.5.7.3
Conceito de qualidade dos recursos de supervisão e controle
Considera-se que uma informação de qualquer dos tipos especificados no subitem “Requisitos para a
Supervisão e Controle de Equipamentos Pertencentes à Rede de Operação”, deste anexo, viola
critérios de qualidade quando:
-
Tratando-se de informações analógicas, a informação violar um dos seus limites de escala;
-
Uma informação estiver comprovadamente inconsistente;
-
A informação violar os requisitos de idade do dado.
VOL. III - Fl. 636 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
1.5.8
REQUISITOS PARA A ATUALIZAÇÃO DE BASES DE DADOS DOS SISTEMAS DE SUPERVISÃO E CONTROLE
Os requisitos aqui apresentados se aplicam a todos os equipamentos cuja supervisão e telecontrole
sejam objeto de telessupervisão pelo ONS.
1.5.8.1
Requisitos de cadastramento de equipamentos
É de responsabilidade dos agentes com equipamentos na rede de supervisão fornecer as
informações cadastrais descritivas para a configuração das bases de dados dos centros de operação
do ONS, incluindo informações sobre:
-
Equipamentos e instalações do sistema eletro energético;
-
Equipamentos de supervisão e controle, tais como organização de pontos por remotas,
configurações de protocolos de comunicação etc.
As informações apresentadas devem ter exatidão compatível com a requerida pelas aplicações dos
SISTEMAS de supervisão e controle, exatidão essa normalmente não requerida na fase de estudos
do planejamento de AMPLIAÇÕES DA REDE BÁSICA e reforços, daí a necessidade de os agentes
as atualizarem em conformidade com o estabelecido, cujo escopo é a rede de supervisão e não
apenas a REDE BÁSICA.
Para novas instalações e AMPLIAÇÕES DA REDE BÁSICA, as informações devem ser
encaminhadas ao ONS com antecedência de até 30 (trinta) dias em relação à entrada em operação
dos equipamentos, para que a(s) base(s) de dados do(s) SISTEMA(S) de supervisão do(s) centro(s)
de operação do ONS possa(m) ser atualizada(s) e testada(s) em tempo hábil.
Para as instalações existentes, sempre que sejam programadas alterações que modifiquem algum
dos dados cadastrais aqui especificados – tais como alteração de relação de
transformadores/autotransformadores, alteração de parâmetros de transformador de corrente (TC),
etc., essas alterações devem ser informadas ao ONS com antecedência de pelo menos 5 (cinco) dias
úteis.
As informações cadastrais descritivas dos equipamentos são detalhadas em rotina específica,
elaboradas em comum acordo com os agentes, que devem incluir:
a. Parâmetros descritivos de LINHAS DE TRANSMISSÃO, aí incluídas a impedância série e a
susceptância, segundo o modelo , bem como a corrente máxima em ampere e a potência
máxima em MVA;
b. No caso de ramais de LINHA DE TRANSMISSÃO, além dos dados acima, a posição do ramal na
LINHA DE TRANSMISSÃO, expressa em quilômetros;
c. Latitude e longitude de todas as instalações e torres de LINHAS DE TRANSMISSÃO e de ramais
de LINHA DE TRANSMISSÃO, como forma de viabilizar a elaboração de diagramas geográficos
do sistema elétrico;
d. Capacidade nominal em Mvar e a tensão nominal, de todos os equipamentos estáticos de suporte
de reativo que venham a ser utilizados, como capacitores, reatores, etc.;
e. Valor mínimo e máximo de suporte de reativo em Mvar, tensão nominal em kV para os geradores
e compensadores síncronos;
f.
Curvas de capabilidade de geradores;
g. Para cada um dos enrolamentos
transformador/autotransformador:
(primário,
secundário
e
terciário)
de
cada
VOL. III - Fl. 637 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
-
Corrente nominal;
-
Tensão nominal em kV;
-
Potência aparente nominal em MVA;
-
Reatância indutiva em porcentagem (primário-secundário, primário-terciário e secundárioterciário);
-
Tensão base (KV) e potência base (MVA), utilizadas para o cálculo das reatâncias indutivas
em percentagem acima especificadas;
-
Adicionalmente, para cada transformador/autotransformador, deve ser informado o lado do
transformador/autotransformador onde está instalado o comutador sob carga, se utilizado, e a
respectiva tabela de derivação, informada em kV e em porcentagem, sendo que toda vez que
for alterada a posição do tape fixo, deve ser fornecida relação das novas posições variáveis
dos tapes do transformador/autotransformador.
h. Impedância série de capacitores série, se utilizados;
i.
Relação, compatível com os requisitos de supervisão e controle aqui apresentados, dos pontos de
medição, telessinalização, controle, SOE, e das informações para a supervisão hidrológica que
trafegam na interconexão (ou interconexões) como o(s) SISTEMA(S) de supervisão e controle do
ONS num formato compatível com o protocolo adotado para a interconexão. Essa relação é
organizada por SSCL ou UTR e CD, se utilizados;
j.
Quando apropriado, no caso de interligação de dados direta com UTR, parâmetros que permitam
a conversão para valores de engenharia dos dados recebidos e enviados pelo centro de
operação;
k. Sempre que aplicáveis, limites de escala, superior e inferior, para todos os pontos analógicos
supervisionados.
1.5.8.2
Requisitos para teste de conectividade da(s) interconexão(ões) e testes ponto a ponto
Todos os agentes com equipamentos com telessupervisão pelo ONS devem prever testes de
conectividade entre os seus SSCL, UTR e o(s) SSCL do(s) centro(s) de operação designado(s) pelo
ONS.
Além do teste da conectividade, devem ser previstos testes ponto a ponto da nova instalação ou
AMPLIAÇÃO DA REDE BÁSICA com o(s) centro(s) do ONS, conforme programação a ser
previamente acordada com o ONS, de forma a garantir a coerência das bases de dados desses
SISTEMAS e o perfeito funcionamento dos protocolos utilizados. Estes testes devem ser efetuados
entre o SSCL/UTR, da instalação de origem dos dados, e o SSC do centro designado pelo ONS.
Os testes devem ser programados de comum acordo entre o agente e o ONS, observando-se que:
a. Para novas instalações ou AMPLIAÇÕES DA REDE BÁSICA, devem estar concluídos pelo
menos 5 (cinco) dias úteis antes da operacionalização da instalação/AMPLIAÇÃO DA REDE
BÁSICA;
b. Sempre que as alterações modificarem o conjunto de informações armazenadas na base de
dados do ONS, esses testes devem ser programados em comum acordo entre o agente e o ONS,
devendo estar concluídos pelo menos 2 (dois) dias úteis antes da operacionalização da alteração.
VOL. III - Fl. 638 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
1.6
REQUISITOS TÉCNICOS DOS SISTEMAS DE REGISTRO DE PERTURBAÇÕES
1.6.1
REQUISITOS GERAIS
Para as novas INSTALAÇÕES DE TRANSMISSÃO, devem ser previstos Registradores Digitais de
Perturbações – RDP com configuração de canais de entradas analógicas e entradas digitais suficientes
para permitir o completo monitoramento e registro, de acordo com os requisitos mínimos descritos a
seguir.
Em INSTALAÇÕES DE TRANSMISSÃO existentes, devem ser previstos RDP para monitoramento dos
novos vãos instalados ou expansão dos RDP existentes, de acordo com os requisitos mínimos
descritos a seguir.
1.6.2
REQUISITOS FUNCIONAIS
Os SISTEMAS de registro de perturbações devem atender aos seguintes requisitos:
- Ser implementado por equipamentos independentes dos demais SISTEMAS DE PROTEÇÃO ou
supervisão (stand alone);
-
Amostrar continuamente as grandezas analógicas e digitais supervisionadas (dados da
perturbação). As amostras mais antigas devem ser sucessivamente substituídas por amostras mais
recentes, num buffer circular;
-
Disparar o registro da perturbação por variações das grandezas analógicas e digitais em qualquer
dos canais supervisionados, de forma livremente configurável;
-
Transferir automaticamente os dados relativos à perturbação do buffer circular, quando houver
disparo para registro de uma perturbação, e arquivá-los na memória do próprio registrador. Durante
a fase de armazenamento dos dados da perturbação, o registrador deve permanecer amostrando
as grandezas analógicas e digitais, de forma a não perder nenhum evento;
-
Interromper o registro de uma perturbação só depois de cessada a condição que ocasionou o
disparo e transcorrido o tempo de pós-falta ajustado. Se, antes de encerrar o tempo de registro de
uma perturbação, ocorrer nova perturbação, o registrador deve iniciar novo período de registro sem
levar em conta o tempo já transcorrido da perturbação anterior;
-
Registrar, para cada perturbação, no mínimo 160 ms de dados de pré-falta e ter tempo de pós-falta
ajustável entre 100 e 5000 ms;
-
Ter filtragem anti-aliasing e taxa de amostragem tal que permitam o registro nos canais analógicos
de componentes harmônicas até a 15ª ordem (freqüência nominal de 60 Hz);
-
Registrar dia, mês, ano, hora, minuto, segundo e milissegundo de cada operação de registro;
-
Ter relógio de tempo interno sincronizado por meio de receptor de sinal de tempo do GPS, de
forma a manter o erro máximo da base de tempo inferior a 1 ms;
-
O erro de tempo entre a atuação de qualquer sinal numa entrada digital e o seu registro não pode
ser superior a 2 ms;
-
O tempo de atraso da amostragem entre quaisquer canais analógicos não pode ser superior a 1
grau elétrico, referido à freqüência de 60 Hz;
VOL. III - Fl. 639 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
-
Ter memória suficiente para armazenar dados referentes a, no mínimo, 30 perturbações com
duração de 5 s cada, para o caso em que várias faltas consecutivas disparem o registrador;
-
Ter porta de comunicação para a transferência dos registros de perturbação do RDP; e
-
Ser dotado de automonitoramento e autodiagnóstico contínuos.
1.6.3
REQUISITOS DA REDE DE COLETA DE REGISTROS DE PERTURBAÇÕES PELOS AGENTES
A arquitetura da rede de comunicação e o modo de transferência dos arquivos dos RDP para
concentradores locais ou concentrador central devem ser definidos pelo agente proprietário da
instalação.
Se o SISTEMA de coleta realizar a transferência automática dos registros, deve ser prevista uma
opção que permita a desativação do modo de transferência automática e a subseqüente ativação de
modo de transferência seletiva.
1.6.4
REQUISITOS MÍNIMOS DE REGISTRO DE PERTURBAÇÕES
1.6.4.1
Terminais de LINHA DE TRANSMISSÃO com tensão nominal inferior a 345 kV
As seguintes grandezas analógicas devem ser supervisionadas:
-
Três correntes da LINHA DE TRANSMISSÃO LT (três fases ou duas fases e corrente residual); e
-
Três tensões da LINHA DE TRANSMISSÃO (três fases ou duas fases e a tensão residual).
Para os SISTEMAS DE PROTEÇÕES de LINHA DE TRANSMISSÃO cujas tensões são alimentadas
por transformadores de potencial instalados em barras, as tensões de duas das três fases e a tensão
residual do barramento devem ser supervisionadas, para cada barramento.
As seguintes grandezas digitais devem ser supervisionadas:
-
Desligamento pela PROTEÇÃO RESTRITA de fases;
-
Desligamento pela PROTEÇÃO DE RETAGUARDA de fases;
-
Desligamento pela PROTEÇÃO RESTRITA de neutro;
-
Desligamento pela PROTEÇÃO DE RETAGUARDA de neutro;
-
Desligamento pela PROTEÇÃO RESTRITA de sobretensão;
-
Desligamento pela PROTEÇÃO DE RETAGUARDA de sobretensão;
-
Recepção de sinais de teleproteção;
-
Transmissão de sinais de teleproteção;
-
Atuação de bloqueio por oscilação de potência;
-
Atuação de religamento automático;
-
Atuação do esquema de falha de disjuntor;
-
Desligamento pela proteção de barras, quando houver.
Os registros devem ser realizados para as seguintes condições:
a. Alteração do estado dos canais digitais, originados pelas proteções supervisionadas;
b. Sobrecorrente nas fases monitoradas;
VOL. III - Fl. 640 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
c. Sobrecorrente residual;
d. Subtensão nas fases monitoradas; e
e. Sobretensão residual.
1.6.4.2
Barramentos
Se o barramento tiver transformadores de potencial instalados nas barras e utilizados para
alimentação de relés de proteção, as seguintes grandezas analógicas devem ser supervisionadas,
por barramento:
-
Três tensões do barramento (três fases ou duas fases e a tensão residual).
A seguinte grandeza digital deve ser supervisionada:
-
Desligamento pela proteção diferencial.
VOL. III - Fl. 641 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
1.7
REQUISITOS TÉCNICOS DO SISTEMA DE TELECOMUNICAÇÕES
1.7.1
REQUISITOS GERAIS
Os sistemas de telecomunicações da linha de transmissão Jorge Teixeira – Lechuga em 230 kV
devem atender aos sistemas de comunicação de voz operativa e administrativa, teleproteção,
supervisão e controle elétrico, supervisão de telecomunicações, controle de emergência, medição,
faturamento e manutenção da linha de transmissão de energia elétrica, entre as subestações de
energia elétrica envolvidas e destas aos centros de operação do sistema elétrico envolvidos.
1.7.1.1
Disponibilidade
Serviço Classe A: disponibilidade igual ou superior a 99,98%, apurada mensalmente e tendo
como valor a média aritmética dos últimos 12 meses;
Serviço Classe B: disponibilidade igual ou superior a 99,00%, apurada mensalmente e tendo
como valor a média aritmética dos últimos 12 meses;
Serviço Classe C: disponibilidade igual ou superior a 95,00%, apurada mensalmente e tendo
como valor a média aritmética dos últimos 12 meses.
1.7.1.2
Qualidade
a. SISTEMAS Analógicos ou Mistos
Todos os serviços realizados sobre SISTEMAS de transmissão analógicos ou mistos (estes com
parte analógica e parte digital) devem obedecer aos valores dos parâmetros a seguir:
Níveis relativos nos pontos de entrada e saída analógicos, a 4 fios, em ambos os lados das
conexões de voz:
-
Lado de transmissão: -5,5
-
Lado de recepção: -2,0
0,5 dBr;
0,5 dBr.
Nível máximo aceitável de ruído na recepção: -40 dBmO.
Relação sinal/ruído mínima: 40 dB.
Taxa de erro máxima: 50 bits/milhão, sem código de correção de erro (circuitos de dados).
b. SISTEMAS Digitais
Todos os serviços realizados sobre SISTEMAS de transmissão puramente digitais devem
obedecer aos valores dos parâmetros a seguir:
Níveis relativos nos pontos de entrada e saída analógicos, a 4 fios, em ambos os lados das
conexões de voz:
- Lado de transmissão: 0
- Lado de recepção: 0
0,5 dBr;
0,5 dBr.
Requisito qualitativo dos circuitos: taxa de erro de bit, medida durante 15 minutos, igual a 0
(zero), para qualquer taxa de transmissão igual ou superior a 64 Kbps, em, pelo menos, uma
medida entre três realizadas.
VOL. III - Fl. 642 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
No caso de uso de canais de voz com compressão, serão admitidas as subtaxas de 8 Kbps
(ITU-T G.729) e 16 Kbps (ITU-T G.728), desde que não sejam utilizadas mais do que três
seções com compressão em cascata.
No caso de uso de redes para o provimento dos serviços:
-
Latência (round trip):
140 ms;
-
Variação estatística do retardo:
-
Taxa de perda de pacotes:
20 ms;
1%.
c. SISTEMA de Teleproteção
Para o SISTEMA de teleproteção também devem ser seguidos os requisitos das normas IEC 8341, IEC 870-5 e IEC 870-6 onde aplicável.
1.7.1.3
SISTEMA de energia
O SISTEMA de energia para todos os equipamentos de telecomunicações fornecidos deverá ter as
seguintes características:
1.7.1.4
-
Unidade de supervisão e, no mínimo, duas unidades de retificação;
-
Dois bancos de baterias com autonomia total de no mínimo 12 horas, dimensionados para a
carga total de todos os equipamentos de telecomunicações instalados;
-
No caso de utilização de baterias do tipo chumbo-ácido, os bancos de baterias deverão estar
acondicionados em ambiente especial, isolado das demais instalações e com sistema de
exaustão de gases;
-
As unidades de retificação deverão ter a capacidade de alimentar, simultaneamente, o banco de
baterias em carga e todos os equipamentos de telecomunicações;
-
O SISTEMA de energia deverá estar dimensionado para uma carga adicional de pelo menos
30%.
Supervisão
Os equipamentos de telecomunicações devem ser supervisionados local e remotamente. Os alarmes e
eventuais medidas analógicas deverão ser apresentados nas instalações onde se encontram os
equipamentos e também permitir a transmissão para um Centro de Supervisão remoto.
Os equipamentos digitais devem permitir remotamente o gerenciamento, diagnóstico e parametrização.
1.7.1.5
Infra-estrutura
A TRANSMISSORA será responsável pela total operacionalização dos SISTEMAS de comunicações
devendo ser prevista toda a infra-estrutura necessária para implantação do SISTEMA de
telecomunicações, tais como: edificações, alimentação de corrente contínua, aterramento, bem como
qualquer outra infra-estrutura que se identificar necessária para o pleno funcionamento do SISTEMA de
telecomunicações.
1.7.1.6
Índices de qualidade
A TRANSMISSORA será responsável pela manutenção dos índices de qualidade e de disponibilidade
dos serviços de comunicação de dados e voz que se interligam com o ONS e as demais
TRANSMISSORAS envolvidas, tais como, àquela(s) proprietária(s) de ativos de função transmissão
VOL. III - Fl. 643 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
localizados na(s) subestação(ões) deste lote e as demais que se interliguem, por meio de linha(s) de
transmissão ou outro equipamento de função transmissão, com a(s) subestação(ões) deste lote.
Em caso de indisponibilidade programada de quaisquer serviços de comunicação de dados ou de voz
de interesse do ONS e/ou dos demais agentes interligados, a TRANSMISSORA deve manter
entendimentos com o ONS e/ou os Centros de Operação das demais concessionárias que detenham
concessão de equipamentos/instalações de fronteira com o empreendimento deste lote, a fim de obter
a aprovação da solicitação de realização do serviço, para a data e horário convenientes.
1.7.1.7
Contato técnico
A TRANSMISSORA deverá indicar um contato técnico para tratar dos assuntos relacionados a
telecomunicações com o ONS e os demais agentes interligados.
1.7.2
REQUISITOS TÉCNICOS DOS CANAIS PARA A TELEPROTEÇÃO
1.7.2.1
A função teleproteção, que converte os sinais e mensagens das proteções em sinais e mensagens
compatíveis com os canais dos sistemas de telecomunicações e vice versa, pode ser executada
pelos próprios relés de proteção, pelos equipamentos dos sistemas de telecomunicações ou, ainda,
por equipamentos dedicados, denominados equipamentos de teleproteção.
1.7.2.2
Os equipamentos de teleproteção devem atender às normas de compatibilidade eletromagnética
aplicáveis, nos graus de severidade adequados para utilização em instalações de transmissão de
sistemas elétricos de potência.
1.7.2.3
Funções de teleproteção integradas em equipamentos de telecomunicação devem ter interfaces
dedicadas e independentes, e os equipamentos que têm tais funções integradas devem ser
adequados para uso em instalações de transmissão de sistemas elétricos de potência, conforme o
item 1.7.2.2.
1.7.2.4
Os canais para teleproteção devem:
ser adequados ao esquema de teleproteção selecionado ou à quantidade de grandezas ou informações a
serem transferidas, no que concerne a número de comandos, largura de banda, taxa de
transmissão, tempo de propagação, simetria e variação de tempo de propagação e integridade das
informações; e
manter a confiabilidade e segurança de operação em situações de baixa relação sinal/ruído (canal
analógico) ou erro na taxa de transmissão (BER) acima do especificado.
1.7.2.5
Os equipamentos de teleproteção devem:
ter facilidades para a simulação do funcionamento dos esquemas de teleproteção, ponta a ponta, com o
bloqueio simultâneo da saída de comando para a proteção, independente do meio de comunicação
utilizado, para que seja possível realizar verificações dos enlaces sem ser necessário desligar a LT;
e
ter chaves de testes para permitir realizar intervenção nos equipamentos de proteção e de
telecomunicações sem ser necessário desligar a LT.
1.7.2.6
Se o equipamento de teleproteção for instalado em edificação distinta dos equipamentos de
telecomunicações, independente da distância envolvida, a interligação entre ambos deve ser
efetuada de forma a não comprometer a confiabilidade e segurança da teleproteção.
VOL. III - Fl. 644 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
1.7.2.7
Os canais de telecomunicações providos por sistema de onda portadora sobre linha de transmissão
(OPLAT) devem manter a confiabilidade e a segurança de operação em condições adversas de
relação sinal/ruído, sobretudo na ruptura ou curto-circuito para terra de uma das fases da LT
utilizadas pelo sistema OPLAT.
1.7.2.8
Esquemas de transferência de disparo devem utilizar dois canais de telecomunicações, de
equipamentos de telecomunicação independentes. Sempre que possível, os equipamentos de
telecomunicação devem utilizar meios físicos de comunicação independentes. Os equipamentos de
teleproteção, caso utilizados, também deverão ser independentes.
1.7.2.9
Em condições normais, o disparo nos esquemas de transferência de disparo se dará pelo
recebimento dos comandos de disparo em ambos os canais. No caso de falha de um dos canais de
telecomunicação, o esquema deve permitir o disparo apenas com o recebimento do comando no
canal íntegro (lógica monocanal).
1.7.3
TELEPROTEÇÃO PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO NOMINAL IGUAL OU SUPERIOR A 345 KV
1.7.3.1
Os canais para teleproteção devem ser dedicados, específicos para proteção e não compartilhados
com outras aplicações.
1.7.3.2
Os esquemas de teleproteção devem ser independentes e redundantes para a proteção principal e
alternada, sempre que possível utilizando meios físicos de transmissão independentes, de tal forma
que a indisponibilidade de uma via de telecomunicação não comprometa a disponibilidade da outra
via.
1.7.3.3
Os esquemas de transferência de disparo devem ser independentes e redundantes para a proteção
principal e alternada.
1.7.4
TELEPROTEÇÃO PARA LINHAS DE TRANSMISSÃO COM TENSÃO DE 230 E 138 KV
1.7.4.1
Os canais para teleproteção devem ser, preferencialmente, dedicados, específicos para proteção e
não compartilhados com outras aplicações. Quando for justificável a utilização de
compartilhamento, o atendimento à aplicação de proteção deve ser prioritário.
1.7.4.2
Os esquemas de teleproteção e de transferência de disparo são obrigatórios apenas para a
proteção principal.
1.7.5
REQUISITOS PARA SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE VOZ
A TRANSMISSORA deve prover serviços de telefonia para comunicação de voz, full duplex, com
sinalização sonora e visual para comunicação operativa do sistema elétrico em tempo real.
1.7.5.1
1.7.5.2
Entre subestações adjacentes
-
Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem comutação
telefônica) e apresentando, no mínimo, classe B.
-
Serviço de telefonia para comunicação de voz, podendo ser discado via SISTEMA de
telefonia comutada e apresentando, no mínimo, classe C.
Com centro de operação local
VOL. III - Fl. 645 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
Se a TRANSMISSORA optar pelo uso de um Centro de Operação Local próprio ou contratado para
atendimento às subestações envolvidas, deverão ser previstos:
a. Entre o Centro de Operação Local e as subestações envolvidas
-
Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem comutação
telefônica) e apresentando, no mínimo, classe B.
-
Serviço de telefonia para comunicação de voz, podendo ser discado via SISTEMA de
telefonia comutada e apresentando, no mínimo, classe C.
b. Entre o Centro de Operação Local e os Centros de Operação das demais concessionárias que
detenham concessão de equipamentos/instalações de fronteira com o empreendimento deste
lote.
-
Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem comutação
telefônica) e apresentando, no mínimo, classe A. Em decorrência da alta disponibilidade
exigida, o serviço Classe A, normalmente, é um serviço prestado com recursos de
telecomunicações disponibilizados através de duas rotas distintas e independentes.
c. Entre o Centro de Operação Local e os Centros Regionais de Operação do ONS, responsáveis
pela operação da região de instalação do empreendimento:
-
1.7.5.3
Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem comutação
telefônica) e apresentando, no mínimo, classe A. Em decorrência da alta disponibilidade
exigida, o serviço Classe A, normalmente, é um serviço prestado com recursos de
telecomunicações disponibilizados através de duas rotas distintas e independentes.
Sem centro de operação local
Se a TRANSMISSORA não optar pelo uso de um Centro de Operação Local próprio ou contratado
para atendimento às subestações envolvidas, deverão ser previstos:
a) Entre cada uma das subestações e os respectivos Centros de Operação das demais
concessionárias que detenham concessão de equipamentos/instalações de fronteira com o
empreendimento deste lote:
-
Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem comutação
telefônica) e apresentando, no mínimo, classe A. Em decorrência da alta disponibilidade
exigida, o serviço Classe A, normalmente, é um serviço prestado com recursos de
telecomunicações disponibilizados através de duas rotas distintas e independentes.
b) Entre cada uma das subestações envolvidas e o(s) Centro(s) Regional(is) de Operação do ONS,
responsável(is) pela operação da região de instalação do empreendimento:
-
1.7.5.4
Serviço de telefonia para comunicação de voz ponto a ponto (tipo direto, sem comutação
telefônica) e apresentando, no mínimo, classe A. Em decorrência da alta disponibilidade
exigida, o serviço Classe A, normalmente, é um serviço prestado com recursos de
telecomunicações disponibilizados através de duas rotas distintas e independentes.
Outros
Adicionalmente, deverá ser fornecido um SISTEMA de comunicação móvel (comunicação de voz) que
possa cobrir toda a extensão das LINHAS DE TRANSMISSÃO e as subestações envolvidas, para
apoio às equipes de manutenção em campo.
VOL. III - Fl. 646 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
Para comunicação com os centros de operação do ONS, responsáveis pela operação da região de
instalação do empreendimento, e centros de operação das demais concessionárias que detenham
concessão de equipamentos/instalações de fronteira com o empreendimento deste lote, a
TRANSMISSORA deve dispor de serviço de telefonia comutada classe C, no mínimo, em seu centro
de operação local próprio ou contratado para suporte às atividades das áreas de normatização, préoperação, pós-operação e apoio e coordenação dos serviços de telecomunicações.
Para comunicação com o escritório central do ONS, a TRANSMISSORA deve dispor de serviço de
telefonia comutada classe C, no mínimo, em seu centro de operação local próprio ou contratado para
suporte às atividades das áreas de planejamento e programação da operação.
1.7.6
REQUISITOS PARA SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS
Os serviços de comunicação de dados abaixo especificados devem ser dimensionados (quantidade
de canais, velocidade, uso de rotas alternativas, etc.) de forma a suportar o carregamento imposto
pela transferência das informações especificadas e apresentar a disponibilidade e qualidade
conforme descrito neste edital. Cada circuito de comunicação de dados é formado pelo respectivo
canal de dados e associado às interfaces necessárias para permitir a comunicação de dados entre
dois pontos.
1.7.6.1
Serviços de comunicação de dados para supervisão e controle
Para a supervisão e controle pelo ONS e agentes interligados, deverão ser fornecidos os seguintes
serviços de comunicação de dados e atendendo a classe A. Em decorrência da alta disponibilidade
exigida, o serviço Classe A, normalmente, é um serviço prestado com recursos de telecomunicações
disponibilizados através de duas rotas distintas e independentes.
1.7.6.2
Com centro de operação local
Se a TRANSMISSORA optar pelo uso de um Centro de Operação Local próprio ou contratado, devem
ser previstos os seguintes serviços de comunicação de dados:
-
Entre o computador de comunicação do Centro de Operação Local e as subestações envolvidas;
-
Entre o computador de comunicação do Centro de Operação Local e os computadores de
comunicação dos Centros de Operação dos agentes Interligados;
-
Entre o computador de comunicação do Centro de Operação Local e o computador de
comunicação dos Centros Regionais de Operação do ONS, responsáveis pela operação da
região de instalação do empreendimento.
1.7.6.3
Sem centro de operação local
Se a TRANSMISSORA não optar pelo uso de um Centro de Operação Local, devem ser previstos os
seguintes serviços de comunicação de dados:
-
Entre cada subestação envolvida e o computador de comunicação do Centro de Operação do
agente Interligado correspondente;
-
Entre cada subestação envolvida e o computador de comunicação do Centro Regional de
Operação Sul do ONS.
Os serviços acima deverão ser independentes de qualquer outro serviço de comunicação de dados.
VOL. III - Fl. 647 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
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1.7.6.4
Recursos de comunicação de dados para a Rede de Registro de Perturbações
Para a aquisição de dados de registro de perturbação devem ser previstos dois ramais telefônicos
DDR (discagem direta ao ramal) e ligados a modem para conexão ao Concentrador Central de Dados
de Registro de Perturbações da TRANSMISSORA ou diretamente aos RDP localizados nas
subestações envolvidas, para acesso pelo ONS ou outros Agentes autorizados.
Soluções alternativas que permitam o acesso via rede de dados poderão ser admitidas, uma vez
assegurado, no mínimo, os mesmos índices de desempenho atribuídos aos circuitos acima
especificados.
1.7.6.5
Outros serviços de comunicação de dados
Para suporte às atividades de normatização, pré-operação, pós-operação, planejamento da operação,
programação da operação, administração de serviços e encargos da transmissão e demais sistemas
de apoio disponibilizados pelo ONS para os agentes, a TRANSMISSORA deve dispor de meio de
acesso à Internet, dimensionado de forma a suportar o carregamento imposto pelo conjunto dessas
atividades, através de serviço de comunicação de dados classe B.
Soluções alternativas que permitam a comunicação via outros tipos de redes de dados poderão ser
admitidas, uma vez assegurado, no mínimo, os mesmos índices de desempenho atribuídos aos
serviços acima especificados.
VOL. III - Fl. 648 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
1.8
DEMONSTRAÇÃO DA CONFORMIDADE DOS EQUIPAMENTOS AOS REQUISITOS DESSE
ANEXO TÉCNICO
Seja qual for a configuração proposta, básica ou alternativa, a TRANSMISSORA deve realizar, no
mínimo, os seguintes estudos:
Fluxo de potência, rejeição de carga e energização na freqüência fundamental;
Estudos de fluxo de potência nos barramentos das subestações;
Estudos de transitórios de religamento e rejeição de carga;
Estudos de transitórios de energização de linhas de transmissão;
Estudos de tensão transitória de restabelecimento;
Estudo de coordenação de isolamento das subestações.
Esses estudos devem demonstrar o atendimento ao estabelecido no documento de critérios da EPE,
nos relatórios de estudos indicados no subitem 2.1, e aos critérios e requisitos estabelecidos neste
item.
A TRANSMISSORA deve certificar-se de que os parâmetros das linhas a serem avaliadas pelos
estudos de transitórios eletromagnéticos são aqueles definidos pelos estudos de coordenação de
isolamento das linhas elaborados pela própria TRANSMISSORA.
Ressalta-se que a TRANSMISSORA deve analisar também o ano de entrada em operação do
empreendimento, utilizando a base de dados disponibilizada pelo ONS e pela EPE em suas páginas
na Internet, www.ons.org.br e www.epe.gov.br, respectivamente.
Todos os estudos de transitórios eletromagnéticos deverão ser desenvolvidos na ferramenta ATP
(Alternative Transients Program). A TRANSMISSORA deverá disponibilizar à ANEEL os casos base
de cada um desses estudos, no formato do programa ATP, em meio digital, para fins de registro na
base de dados de estudos.
A especificação do conjunto das características elétricas básicas dos diversos equipamentos
integrantes deste empreendimento deverá levar em conta os resultados dos estudos supra
mencionados.
1.8.1
TENSÃO OPERATIVA
A tensão eficaz entre fases de todas as barras do sistema interligado, em todas as situações de
intercâmbio e cenários avaliados, deve situar-se na faixa de valores listados na Tabela 8, que se
refere às condições operativas normal (regime permanente) e de emergência (contingências simples
em regime permanente nos estudos que definiram a configuração básica ou alternativa).
TABELA 8- TENSÃO EFICAZ ENTRE FASES ADMISSÍVEL (KV)
Nominal
230
Condição operativa de emergência
Condição
operativa normal
Barras com carga Demais barras
218 a 242
218 a 242
207 a 242
VOL. III - Fl. 649 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
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1.8.2
CRITÉRIOS PARA AS CONDIÇÕES DE MANOBRA ASSOCIADOS ÀS LINHAS DE TRANSMISSÃO
Nos estudos de manobra associados a linhas de transmissão deve-se observar os limites de
suportabilidade de sobretensão dos equipamentos associados e a capacidade de absorção de
energia dos pára-raios envolvidos.
1.8.2.1
Sobretensão admissível para estudos a 60 Hz
A máxima tensão em regimes permanente e dinâmico na extremidade das linhas de transmissão
após manobra (energização, religamento tripolar e rejeição de carga) deve ser compatível com a
suportabilidade dos equipamentos das subestações terminais, dos isolamentos das linhas e das
torres de transmissão.
A tensão dinâmica (tensão eficaz entre fases no instante imediatamente posterior à manobra dos
disjuntores) e a tensão sustentada (tensão eficaz entre fases nos instantes subseqüentes) devem
situar-se na faixa de valores constantes da Tabela 9 abaixo.
TABELA 9 – TENSÃO EFICAZ ENTRE FASES ADMISSÍVEL NA EXTREMIDADE DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO APÓS MANOBRA (KV)
Tensão nominal
230
Tensão dinâmica
218 a 322
Tensão sustentada
218 a 253
A TRANSMISSORA deve levar em conta, no dimensionamento dos equipamentos que se situam na
extremidade das linhas de transmissão que os mesmos possam ficar em vazio e sujeitos ao valor da
tensão sustentada estabelecido na Tabela 9 por até uma hora.
1.8.2.2
Energização das linhas de transmissão
A energização das linhas de transmissão deve ser viável em todos os cenários avaliados, atendido o
critério de tensão em condições operativas normais definido na Tabela 8.
Em particular, deve ser prevista a possibilidade de energização nos dois sentidos, considerando,
inclusive, o sistema degradado, por conta de possíveis manobras de recomposição.
Devem ser avaliadas energizações com e sem aplicação de defeito ao longo da linha, respeitando-se
o tempo de eliminação de falta de 150ms para a rede de 230 kV.
Devem ser respeitadas as premissas, definidas nos estudos de coordenação de isolamento das
linhas de transmissão, elaborados pela TRANSMISSORA, quanto às máximas tensões fase-terra e
fase-fase admissíveis ao longo da LT.
Os pára-raios de linha deverão ser dimensionados para dissipar sozinhos a energia advinda da
manobra de energização.
Os documentos de especificação das características elétricas básicas dos equipamentos, elaborados
pela TRANSMISSORA, devem levar em conta os resultados dos estudos em epigrafe, bem como as
características dos equipamentos de controle de sobretensões considerados nestes estudos.
1.8.2.3
Religamento tripolar das linhas de transmissão
Deve ser prevista a possibilidade de religamento tripolar, por ambos os terminais, em todas as linhas
de transmissão.
Deve ser avaliado o religamento com aplicação de defeito ao longo da linha, respeitando-se o tempo
de eliminação de falta de 150 ms para a rede de 230 kV.
VOL. III - Fl. 650 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
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Devem ser respeitadas as premissas, definidas nos estudos de coordenação de isolamento das
linhas de transmissão, elaborados pela TRANSMISSORA, quanto às máximas tensões fase-terra e
fase-fase admissíveis ao longo da LT.
Os pára-raios de linha deverão ser dimensionados para dissipar sozinhos a energia advinda da
manobra de religamento tripolar.
Os documentos de especificação das características elétricas básicas dos equipamentos, elaborados
pela TRANSMISSORA, devem levar em conta os resultados dos estudos em epigrafe, bem como as
características dos equipamentos de controle de sobretensões considerados nestes estudos.
1.8.2.4
Religamento monopolar
Deve ser prevista a possibilidade de religamento monopolar da linha de transmissão. Cabe à
TRANSMISSORA a viabilização técnica do religamento monopolar, conforme o seguinte
procedimento:
Priorizar as soluções técnicas no sentido de garantir uma probabilidade adequada de sucesso na
extinção do arco secundário em tempos inferiores a 500 ms, de acordo com o critério
estabelecido na letra (a) deste item;
Somente nos casos em que for demonstrada, por meio da apresentação de resultados de
estudos, a inviabilidade técnica de atender tal requisito, a TRANSMISSORA poderá optar pela
utilização do critério definido na letra (b) deste item, para tempos de extinção superiores a
500 ms;
Quando só for possível a solução técnica para tempos mortos acima de 500 ms, devem ser
avaliadas, pela TRANSMISSORA, as implicações de natureza dinâmica para a Rede Básica,
advindas da necessidade de operar com tempos mortos mais elevados;
A TRANSMISSORA deve evitar soluções que possam colocar em risco a segurança do sistema
elétrico, tais como a utilização de chaves de aterramento rápido em terminais de linha adjacentes
a unidades geradoras, onde a ocorrência de curtos-circuitos devidos ao mau funcionamento de
equipamentos e sistemas de proteção e controle possa causar severos impactos à rede;
Todos os equipamentos associados, tais como disjuntores, bem como a proteção, o controle e o
nível de isolamento dos equipamentos, incluído o neutro de reatores em derivação, o espaço
físico e demais facilidades necessárias ao religamento monopolar devem ser providos, de forma
a permitir a sua implementação.
(a) Critério com Tempo Morto de 500 ms
A Figura 4 deve ser utilizada para a avaliação da probabilidade de sucesso da extinção do arco
secundário. São considerados, como pontos de entrada, o valor eficaz do último pico da corrente
de arco secundário (em Ampères) e o valor do primeiro pico da tensão de restabelecimento
transitória (em kVp). Um religamento monopolar, para ser considerado como sendo de boa
probabilidade de sucesso para faltas não mantidas, deve ser caracterizado pelo par de valores
(V, I) localizado no interior da curva ilustrada na Figura 4.
VOL. III - Fl. 651 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
Primeiro Pico da TRV (kV)
200
150
Zona de Provável
Extinção do Arco
100
50
0
0
10
20
30
40
50
60
Iarc(rms)
FIGURA 4 - CURVA DE REFERÊNCIA PARA ANÁLISE DA EXTINÇÃO DA CORRENTE DE ARCO SECUNDÁRIO, CONSIDERANDO-SE TEMPO
MORTO DE 500 MS
A TRANSMISSORA deve dimensionar os seus equipamentos de forma a tentar obter uma
corrente máxima de arco secundário de 50 A e com TRV, dentro da “zona provável de extinção”,
o que indica uma probabilidade razoável de sucesso na extinção do arco secundário.
A demonstração do atendimento deste critério deve ser oferecida pela TRANSMISSORA por
meio de estudos de transitórios eletromagnéticos, considerando, inicialmente, a não utilização de
quaisquer métodos de mitigação.
Caso estas simulações demonstrem a improbabilidade da extinção dos arcos secundários dentro
do tempo de 500 ms, novas simulações devem ser efetuadas, considerando a utilização de
métodos de mitigação. Apenas no caso dessas novas simulações demonstrarem não ser possível
atender o requisito da Figura 4, poderá a TRANSMISSORA optar pela utilização do critério
definido na letra (b) deste item.
(b) Critério com Tempo Morto superior a 500 ms
Para avaliação do sucesso do religamento monopolar com tempo morto superior a 500 ms, deve
ser considerada a curva de referência da Figura 5, que relaciona o tempo morto necessário para
a extinção do arco secundário com o valor eficaz do último pico da corrente de arco, da forma
proposta a seguir:
A TRANSMISSORA deve refazer os estudos de transitórios de forma a viabilizar o menor
valor possível de corrente de arco, utilizando, inicialmente, apenas os meios de mitigação
convencionais. Caso estes não se mostrem suficientes, outros meios de mitigação poderão
ser considerados. Em qualquer caso, os tempos mortos a serem considerados nos ajustes
para definição do tempo para religamento do disjuntor devem ser aqueles definidos pela
curva da Figura 5 para a corrente encontrada;
VOL. III - Fl. 652 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
Nessa avaliação, devem ser consideradas, preferencialmente, soluções de engenharia que
não demandem equipamentos que requeiram fabricação especial.
Nos casos em que os tempos mortos definidos de acordo com a alínea a acima forem iguais ou
superiores a 1,75 segundos, a TRANSMISSORA deve avaliar a viabilidade técnica da adoção de
medidas de mitigação não usuais, tais como chaves de aterramento rápido, entre outras,
procurando o menor tempo morto possível, sem exceder 1,75 segundos.
Notas:
Quando da adoção de chaves de aterramento rápido a extinção do arco pode ocorrer mesmo
com correntes mais elevadas que as indicadas nesse critério. Nesse caso, a TRANSMISSORA
deve demonstrar a extinção do arco, de forma independente da Figura 5.
A adoção de solução que demande tempo morto superior a 500 ms fica condicionada à
demonstração, pela TRANSMISSORA, por meio de estudos dinâmicos, que a mesma não
compromete o desempenho do SIN.
FIGURA 5 – CURVA DE REFERÊNCIA - TEMPO MORTO PARA EXTINÇÃO DO ARCO SECUNDÁRIO X VALOR EFICAZ DA CORRENTE DE
ARCO SECUNDÁRIO, PARA TENSÕES ATÉ 765 KV
Os estudos de religamento monopolar têm por objetivo não apenas avaliar a extinção do arco
secundário, mas também prover as informações necessárias ao correto dimensionamento do
isolamento do neutro do reator de linha, nos casos em que for necessária a utilização de um reator
de neutro.
Dessa forma, deve também ser apresentada pela TRANSMISSORA a simulação no tempo (com o
programa ATP), considerando toda a seqüência de eventos, com o tempo de eliminação de falta de
100 ms para a rede igual ou acima de 345 kV e de 150 ms para a rede abaixo de 345 kV.
As simulações devem identificar as solicitações de dissipação de energia nos pára-raios de linha e
nos pára-raios do reator de neutro, quando for o caso.
Os documentos de especificação das características elétricas básicas dos equipamentos, elaborado
pela TRANSMISSORA deve levar em conta os resultados desses estudos.
VOL. III - Fl. 653 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
1.8.2.5
Rejeição de carga
Devem ser atendidas sem violação dos critérios de desempenho as situações de rejeição de carga
avaliadas para a configuração básica ou alternativa.
Devem ser avaliadas rejeições com e sem aplicação de defeito monofásico ao longo da linha,
respeitando-se o tempo de eliminação de falta de 100 ms para a rede igual ou acima de 345 kV e de
150 ms para a rede abaixo de 345 kV.
Deve ser avaliada também a rejeição sem aplicação de falta prévia, com a ocorrência de curto
circuito posterior à rejeição, no instante de máxima tensão.
A TRANSMISSORA deverá avaliar a rejeição nos dois sentidos, com fluxos o mais próximo possível da
capacidade da linha em análise, mesmo que os casos operativos indiquem fluxos mais baixos.
Em caso de circuitos duplos deverá ser considerada a possibilidade de rejeição dupla em condições de
fluxo máximo nos dois sentidos.
Em todos os casos supra mencionados os pára-raios de linha deverão ser dimensionados para dissipar
sozinhos a energia resultante da rejeição de carga.
1.8.3
CRITÉRIOS PARA MANOBRAS
ATERRAMENTO
DE
FECHAMENTO
E
ABERTURA
DE
SECCIONADORES
E
SECCIONADORES
DE
As manobras de fechamento e abertura de seccionadores e de seccionadores de aterramento devem
considerar as condições mais severas de tensões induzidas de linhas de transmissão existentes em
paralelo, incluindo carregamento máximo e situações de ressonância.
Deverão ser avaliadas, sem considerar a aplicação de medidas operativas, os efeitos de eventuais
induções ressonantes provocadas pela linha de transmissão objeto dessa licitação sobre outras
linhas de transmissão existentes.
1.8.4
CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE DISJUNTORES SOB CONDIÇÕES DE MANOBRA
Os estudos para determinação das solicitações impostas a disjuntores sob condições de manobra
deverão considerar a representação da rede levando-se em conta o maior nível de curto-circuito
previsto entre a data de entrada em operação e o horizonte de planejamento. A TRANSMISSORA
deverá levar em conta as informações disponibilizadas pela EPE e pelo ONS.
1.8.4.1
Estudos de Tensão Transitória de Restabelecimento (TRT)
Esses estudos transitórios têm por objetivo quantificar as solicitações as quais estarão sujeitos os
diversos disjuntores integrantes deste empreendimento. Compreendem as avaliações de TRT as
seguintes condições de manobra:
Abertura de defeito terminal trifásico à terra e trifásico não aterrado, sendo o ponto de aplicação
da falta no barramento ou saída de linha;
Abertura de defeito terminal monofásico sendo o ponto de aplicação da falta no barramento ou
saída de linha;
Abertura de defeito quilométrico;
Abertura em discordância de fases. Deverá ser identificado a mais crítica solicitação de tensão
através dos pólos do disjuntor imposta pela rede para abertura em discordância de fases;
Abertura de linha a vazio. Essa situação deve ser simulada na freqüência fundamental e com
tensão de pré-manobra igual à máxima tensão operativa da rede (1,05 ou 1,10 dependendo do
nível de tensão), com aplicação de falta monofásica e abertura das fases sãs. Os estudos de
VOL. III - Fl. 654 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
abertura de linha a vazio devem levar em conta a necessidade de atendimento ao requisito
descrito no item 1.3.2.1 (m). Caso a região do sistema onde o disjuntor será instalado esteja
sujeita a sobrefreqüências em regime dinâmico a simulação de abertura de linha a vazio deverá
levar em conta a máxima sobrefreqüência identificada nos estudos.
1.8.5
ESTUDOS DE FLUXO DE POTÊNCIA NOS BARRAMENTOS DAS SUBESTAÇÕES
Esses estudos têm por objetivo identificar as correntes máximas em regime permanente as quais
estão sujeitos os barramentos (incluindo os vãos interligadores de barras) e os equipamentos das
subestações, de forma a prover os susbsídios necessários à determinação da corrente nominal dos
equipamentos e barramentos das subestações.
Os seguintes aspectos devem ser levados em conta nas avaliações:
- Condições normal e emergência (n-1) de operação do sistema, com os valores máximos dos fluxos
em linhas que se conectam às subestações em análise, tanto para o ano de entrada em operação
como para o ano horizonte de planejamento;
- Condição degradada das subestações em análise, com indisponibilidade de um equipamento ou
mesmo de um trecho do barramento, para as condições normal e emergência (n-1) do sistema;
- Evolução prevista da topologia da subestação.
VOL. III - Fl. 655 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
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2
DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA RELATIVA AO EMPREENDIMENTO
Os relatórios de Estudos de Engenharia e Planejamento estão relacionados a seguir.
Estes relatórios e documentos são partes integrantes do ANEXO 6H devendo suas recomendações
serem adotadas pela TRANSMISSORA no desenvolvimento dos seus projetos para implantação das
instalações. Caso a TRANSMISSORA opte por solução alternativa as apresentadas nos referidos
relatórios deverá comprovar a equivalência ou superioridade a estas. Caso hajam requisitos
conflitantes prevalece o disposto no Edital e neste ANEXO 6H.
2.1
ESTUDOS DE ENGENHARIA E PLANEJAMENTO
2.1.1
RELATÓRIOS
Nº EMPRESA
DOCUMENTO
Análise de Desempenho do Sistema Manaus para o período
ELN–EPEP-RE-2.007/06EPE
2008-2017. Regime Permanente – Vol 1. – Revisão 1 – agosto de
2009
Atendimento à Região Metropolitana de Manaus Solução de Curto
EPE-DEE-RE-129/2008-r0
Prazo – 9 de outubro de 2008;
SISTEMA DE TRANSMISSÃO MANAUS SE JORGE TEIXEIRA
230/138/13,8 kV – ETAPA LT JORGE TEIXEIRA – CARIRI –
MAO-919-926003-0001-0-SPCS
SISTEMA DE PROTEÇÃO, CONTROLE E SUPERVISÃO –
DESCRITIVO SPCS – 3 de julho de 2009;
Otimização de Cabos Condutores MAO-230 kV - Rev1 –
Otimização e Dimensionamento de Cabos Condutores das LTs
NT EPPS 2 007-09
230 kV da Transmissão de Manaus – Sistema Manaus – 9 de
julho de 2009;
Adendo – Avaliação da expansão do Sistema Elétrico de Manaus
NT EPPS 2 008-09
– Adendo referente à SE Cariri e LT 230 kV Jorge Teixeira – Cariri
– agosto de 2009.
VOL. III - Fl. 656 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
2.2
DOCUMENTOS REFERENTES ÀS CARACTERÍSTICAS DAS INSTALAÇÕES EXISTENTES (JÁ
LICITADAS OU AUTORIZADAS)
Nº EMPRESA
MAO-919-02001-PB-AN-R00
MAO-919-02010-PB-AN-R00
MAO-919-56000-PB-AN-R00
PB-SE-452-CR-E-001-00
PB-SE-452-CR-E-002-00
PB-SE-452-CR-E-003-00
Documento em Auto-CAD s/nº
DOCUMENTO
SE JorgeTeixeira – Subestação Jorge Teixeira 230/138/13,8
kV – Arranjo Físico – Planta – 3 de julho de 2009;
SE JorgeTeixeira – Subestação Jorge Teixeira 230/138/13,8
kV – Arranjo Físico – Cortes A-A, B-B, C-C, D-D, E-E e F-F
– 3 de julho de 2009;
SE JorgeTeixeira – Subestação Jorge Teixeira 230/138/13,8
kV – Diagrama Unifilar Simplificado – 1º de julho de 2009;
SE Cariri – Diagrama unifilar simplificado – setor de 500 kV;
SE Cariri – Diagrama unifilar simplificado – setor de 230 kV –
folha 1;
SE Cariri – Diagrama unifilar simplificado – setor de 230 kV –
folha 2;
SE Lechuga – Planta de localização
VOL. III - Fl. 657 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
3
MEIO AMBIENTE E LICENCIAMENTO
3.1
GERAL
A TRANSMISSORA deve implantar as INSTALAÇÕES DE TRANSMISSÃO do Lote H, observando a
legislação e os requisitos ambientais aplicáveis.
3.2
DOCUMENTAÇÃO DISPONÍVEL
Nº EMPRESA
EEMT_RE_/2009
DOCUMENTO
Relatório R3 – CARACTERIZAÇÃO E ANÁLISE
SOCIOAMBIENTAL – LT 230 kV Jorge Teixeira - Lechuga e
Seccionamento da LT 230 kV Balbina - Manaus na SE Lechuga –
24 de setembro de 2009.
VOL. III - Fl. 658 de 664
Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
4
DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS
Conforme previsto no Edital, Volume I - item 4.7, e para fins de verificação da conformidade com os
requisitos técnicos exigidos, a TRANSMISSORA deve apresentar à ANEEL para liberação o Projeto
Básico das instalações, de acordo com o Relatório Diretrizes para Projeto Básico de Sistemas de
Transmissão - DNAEE-ELETROBRAS e a itemização a seguir.
A TRANSMISSORA deve entregar 2 cópias de toda documentação do Projeto Básico em papel e em
meio magnético ou óptico.
4.1
ESTUDOS DE SISTEMA E ENGENHARIA
A TRANSMISSORA deve apresentar os relatórios dos estudos definidos no item 1.8.
Sempre que solicitado, a TRANSMISSORA deve comprovar mediante estudo que as soluções
adotadas nas especificações e projetos das instalações de transmissão objeto deste anexo são
adequadas.
4.2
PROJETO BÁSICO DAS SUBESTAÇÕES
Os documentos de projeto básico da subestação devem incluir:
Relação de normas técnicas oficiais utilizadas.
Critérios de projeto para as obras civis, projeto eletromecânico, sistemas de proteção, comando,
supervisão e telecomunicações, instalações de blindagem e aterramento, inclusive premissas
adotadas.
Desenho de locação das instalações.
Diagrama unifilar.
Desenho de arquitetura das construções: plantas, cortes e fachadas.
Arranjo geral dos pátios: planta e cortes típicos.
Arranjo dos sistemas de blindagem e aterramento.
Características técnicas dos equipamentos e dos materiais principais.
Descrição dos sistemas previstos para proteção, comando, supervisão e telecomunicações,
inclusive diagramas esquemáticos.
Descrição dos sistemas auxiliares, inclusive diagramas esquemáticos e folha de dados técnicos
de equipamentos e materiais principais.
4.3
PROJETO BÁSICO DA LINHA DE TRANSMISSÃO
Os documentos de projeto básico da linha de transmissão devem apresentar:
4.3.1
RELATÓRIO TÉCNICO
Relatório técnico com roteiro completo e descrição detalhada do tratamento e das hipóteses
assumidas para os dados de vento, as pressões dinâmicas e as cargas resultantes, os esquemas e
as hipóteses de carregamentos e o respectivo memorial de cálculo com o dimensionamento completo
dos suportes incluindo:
Mapas (isótacas);
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LOTE H – LT 230 kV Jorge Teixeira – Lechuga em Circuito Duplo.
Estações Anemométricas usadas;
Velocidade Máxima Anual de vento a 10 m de altura e média de 3 segundos, tempo de retorno de
250 anos (para linha com tensão superior a 230 kV) e 150 anos (para linha com tensão igual ou
inferior a 230 kV) e, também, com média de 10 minutos;
Média de Velocidade Máxima Anual de vento a 10 m de altura e média de 3 segundos, tempo de
retorno de 250 anos (para linha com tensão superior a 230 kV) e 150 anos (para linha com
tensão igual ou inferior a 230 kV) e, também, com média de 10 minutos;
Coeficiente de variação da Velocidade Máxima Anual a 10 m de altura (em porcentagem);
Coeficientes de rajadas a 10 m de altura e média de 10 minutos.
4.3.2
NORMAS E DOCUMENTAÇÃO DE PROJETOS.
Relação de normas técnicas oficiais utilizadas;
Memorial de cálculo dos suportes;
Desenho da diretriz selecionada e suas eventuais interferências;
Desenho da faixa de passagem, “clearances” e distâncias de segurança;
Regulação mecânica dos cabos: características físicas, estados básicos e pressão resultante dos
ventos;
Suportes (estrutura metálica ou de concreto armado e ou especiais):
° Tipos, características de aplicação e relatórios de ensaios de cargas para os suportes préexistentes:
° Desenhos das silhuetas com as dimensões principais;
° Coeficientes de segurança;
° Pressões de ventos atuantes (cabos e suportes), coeficientes de arrasto, forças resultantes e
pontos de aplicação;
° Esquemas de carregamentos e cargas atuantes;
° Cargas resultantes nas fundações.
Ensaio de carregamento de protótipo (para os suportes de suspensão simples de maior
incidência);
Programa preliminar do ensaio de carregamento a ser realizado com a indicação da data
prevista, hipóteses e a determinação das cargas (Kgf) e respectivos locais de aplicação;
Tipos de fundações: critérios de dimensionamento e desenhos dimensionais;
Cabos condutores: características;
Cabos pára-raios: características;
Cadeias de isoladores: coordenação eletromecânica, desenhos e demais características;
Contrapeso: características, material, método e critérios de dimensionamento;
Ferragens, espaçadores e acessórios: descrição, ensaios de tipo, características físicas e
desenhos de fabricação;
Vibrações eólicas:
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° Relatórios dos Estudos de vibração eólica e de sistemas de amortecimentos para fins de
controle da fadiga dos cabos.
° Projeto do sistema de amortecimento para fins de controle da fadiga dos cabos de forma a
garantir a ausência de danos aos cabos.
4.4
PROJETO BÁSICO DE TELECOMUNICAÇÕES:
Descrição sumária dos sistemas de telecomunicações.
Descrição sumária do sistema de energia (alimentação elétrica).
Diagramas de configuração dos sistemas de telecomunicações.
Diagramas de configuração do sistema de energia.
Diagramas de canalização.
Comentários sobre as alternativas de provedores de telecomunicações prováveis e sistemas
propostos.
4.5
PLANILHAS DE DADOS DO PROJETO:
A TRANSMISSORA deverá fornecer na apresentação do Projeto Básico as planilhas disponíveis no
CD “Planilhas de Dados do Projeto” preenchidas com dados requeridos, no que couber, do
empreendimento em licitação.
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5
CRONOGRAMA
A TRANSMISSORA deve apresentar cronograma de implantação das INSTALAÇÕES DE
TRANSMISSÃO pertencentes a sua concessão, conforme modelos apresentados nas tabelas A e B
deste ANEXO 6H, com a indicação de marcos intermediários, para as seguintes atividades, não se
restringindo a estas: licenciamento ambiental, projeto básico, topografia, instalações de canteiro,
fundações, montagem de torres, lançamento dos cabos condutores e instalações de equipamentos,
obras civis e montagens das instalações de Transmissão e das Subestações, e comissionamento,
que permitam aferir, mensalmente, o progresso das obras e assegurar a entrada em OPERAÇÃO
COMERCIAL no prazo máximo de 15 (quinze) meses.
A ANEEL poderá solicitar a qualquer tempo a inclusão de outras atividades no cronograma.
A TRANSMISSORA deve apresentar mensalmente, à fiscalização da ANEEL, Relatório do
andamento da implantação das INSTALAÇÕES DE TRANSMISSÃO, em meio ótico e papel.
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Anexo Técnico – Edital de Leilão no 005/2009-ANEEL
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5.1
CRONOGRAMA FÍSICO DOS TRECHOS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO (TABELA A)
NOME DA EMPRESA:
LINHA DE TRANSMISSÃO:
DATA:
No
DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DA IMPLANTAÇÃO
1
PROJETO BÁSICO
2
ASSINATURA DE CONTRATOS
2.1
EPC – Estudos, projetos e construção
2.2
CCT – Acordo Operativo
2.3
CCI – Acordo Operativo
2.4
CPST
3
IMPLANTAÇÃO DO TRAÇADO
4
LOCAÇÃO DE TORRES
5
DECLARAÇÂO DE UTILIDADE PUBLICA
6
LICENCIAMENTO AMBIENTAL
6.1
Termo de Referência
6.2
Estudo de Impacto Ambiental
6.3
Licença Prévia
6.4
Licença de Instalação
6.5
Autorização de Supressão de Vegetação
6.6
Licença de Operação
7
PROJETO EXCUTIVO
8
AQUISIÇÕES
8.1
Pedido de Compra
8.2
Estruturas
8.3
Cabos e Condutores
9
OBRAS CIVIS
9.1
Canteiro de Obras
9.2
Fundações
10
MONTAGEM
10.1
Montagem de Torres
10.2
Lançamento de Cabos
11
ENSAIOS DE COMISSIONAMENTO
12
OPERAÇÃO COMERCIAL
OBSERVAÇÕES:
MESES
1
2
3
DATA DE INÍCIO
DATA DE CONCLUSÃO
ASSINATURA
ENGENHEIRO
13
14
15
DURAÇÃO
CREA No
REGIÃO
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5.2
CRONOGRAMA FÍSICO DE SUBESTAÇÕES (TABELA B)
NOME DA EMPRESA
SUBESTAÇÂO
DATA
Meses
No
1
2
2.1
2.2
2.3
2.4
3
4
4.1
4.2
4.3
4.4
4.5
4.6
5
6
6.1
6.2
3.3
DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DA OBRA
1
PROJETO BÁSICO
ASSINATURA DE CONTRATOS
EPC – Estudos, projetos e construção
CCT – Acordo Operativo
CCI – Acordo Operativo
CPST
DECLARAÇÂO DE UTILIDADE PUBLICA
LICENCIAMENTO AMBIENTAL
Termo de Referência
Estudo de Impacto Ambiental
Licença Prévia
Licença de Instalação
Autorização de Supressão de Vegetação
Licença de Operação
PROJETO EXCUTIVO
AQUISIÇÔES
Pedido de Compra
Estruturas
Equipamentos Principais (Transformadores e
Compensadores de Reativos)
6.4
Demais Equipamentos (Disj., Secc., TP, TC, PR e
etc)
6.5
Painéis de Proteção, Controle e Automação
7
OBRAS CIVIS
7.1
Canteiro de Obras
7.2
Fundações
8
Montagem
8.1
Pedido de Compra
8.2
Estruturas
8.3
Equipamentos Principais (Transformadores e
Compensadores de Reativos)
8.4
Demais Equipamentos (Disj., Secc., TP, TC, PR e
etc)
8.5
Painéis de Proteção, Controle e Automação
9
ENSAIOS DE COMISSIONAMENTO
10
OPERAÇÃO COMERCIAL
DATA DE INÍCIO
DATA DE CONCLUSÃO
ENGENHEIRO
ASSINATURA
2
3
4
13 14 15
OBSERVAÇÕES:
DURAÇÃO DA OBRA
CREA No
REGIÃO
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ANEXO 6H