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Cr$ 1,00
NÚMERO 42
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SEXTA-FEIRA
18-6-48
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«stist
NESTE NUMERO:
0 PROBLEMA
DAS
I
FAVELAS
¦0-
NOSSA AMIGA
EUGÊNIA
MORREU I
NOTÍCIAS
DOS
ESTADOSg
LIÇÃO DE
COSTURA
Éfr
ODAS
GRJ1F0L0GIA
CINEMA
ETC
>*í
'¦ ¦
/^ffeKsK
//(///<; Faiw/jj ;/(/.víc// cí/i 5*ão Pám/ç c c hoje um dos elementos
de maior projeção do teatro'brasileiro. Teve como
professora
uma cirande artista portuguesa: Lucinda Simões, como
frisa, com
entusiasmo, Sandra Polônio.
O Teatro do Hstudantc foi criado sob a mão segura de Iláiia
^
Batista.
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.
'¦¦''¦'¦¦¦
tS&e"
Essa figura magnifica acaba de vencer uma das batalhas mais
, árduas de sua carreira contra a opressão c a ganância dos donos
de teatros. listão abertas as portas do Fcni.v e isso se deve ao
'trabüUio
consciente de todos os artistas que se mostraram de uma
solidariedade rarameulc vista nos meios artísticos de nosso
país
etn torno dessa artista aue demonstra com sua atitude corajosa
o valer da mulher brasileira.
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I
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Rio
..In rt íi: .
Nossos problemas
ARGELINA 5
fíá alyvns mês cs- a* mulheres do Distrito Federal Hvci-am
iiim grande preocupação com a chamada Lei de Segurança. A
"onsviência feminina não ae acomodou ante um novo monstro
que surgia no cenário poKtiço nacional, eomo uma verdadeira
manobra negra procurando ocultar as conquistas- democráticas do
flOSHQ
P
*
vi *i li* •' •»
A OPINIÃO DE MARINA DB M4GÂÜUBS SANTOS URA
(Especial para o MOMKNTU FEMININO)
realizando,
V
FESTA DE
"MOMENTO
povo.
Prevíamos os perigos- que adviriam deéa lei dt exccçCw e tão
humilhadas nos- sentimos pela simples apresentação da mesma,
que não poupamos esforços no sentido 4e desaprovada pública
mvnte.
Müteres de mulheres enviaram »c« prctetto hs casas legwlaliims ê mh debate jurídico foi levado a efeito m À. /?./., ftatromando"petn Imtituta ffemmm dó Scmça Comtrlntivo, condenonéo tal estatuto.
K.ra arcpulw absoluta & unia pretensa le'% arbitrária, wtiigm
p^n-o hc.ssv grau de civilização, lei tle Incitamento à covardia, ao
cabisbaizismo, à delação.
Burante certo período, à discussão e aprovação do manstrenqo ficaram mais on menos paralisadas*. Outra." atauntos, nâo me~
Ms- lastimáveis eensegttrirnm superado.
ultimamente, o Que te está notando i qm, da consciência martigo na Casa Lecional, a lei tarada vai pasHirulo artiao por "marujos"
conduzem
gislativo*. As coisas vâ-i de vento o popa e os
<k nâo a seu critério. B bem nabc**?* que critério é esse...
Eis porque voltam.com êste assunto as mulheres, certas 4c
que nenhum problema açudo deve desviar noas* ateneu* dos
vesititoâos- eri minados que o. aproiuK-ão desse estatuto podcrUi ai¦
eançar. .
Mais do </&e nunca precisamos veiieçr o 7nutv#mo em que nos
encontramos nesta hnra, aparecendo aos olhos dos inconscientes
que também nos deixamos envolver pelas snas manobras e cauções.
Urge o levantamento de protestos feminina contra a tal
Lei de Segurança do listada, que mdx màía representa semlo uma
desmoralização''* momo cultura e evolução política.
Façamos surgir barreiros à aprovação desse estatuto, elevemos nossa vnz detemidamente de combate a tal lei. Trabalhemos pelo suegimento de uma poderosa frente nacional de defesa
da consciência dmocrát.ica brasileira, que repele completamente
lima lei injusto, extemporânea e vergonhosa.
Êste problemn não nos é novo. if, entretanto, vesia hora,
wrgentct
FEMININO"
"SÃO
PAULO, 5 de maid de
"Momento
1948— Ao
Feminino"
Rua do Lavradio n.° 55. sala 14
Rio de Janeiro —- Oucridas
arniguinhas tio "Momento Feminino" — Como somos grandes
admiràdoiras desse jom;il, resolvemo? nos organizar para propagaIo como uni jornal revista amigo
da multar € propagador de seus interêsses, o ^ue fizemos sob o nome
de "Comissão amiga do "Moaiento Feminino" da Penha" (que é o
nosso bairro). No dia 24 próximo
papudo realizamos uma festinha
de divulgação «Io jornal para a qual
convidamos o mato? número de
mulheres possíveis, não só de mulheres, em geral, de moradores do
bairro c que obteve um bom êxito.
Realizamos a festinha nn casa de
uma de nossas amigas da Comissáo, Com a colaboração de cada
uma que contribuiu com um bolo
ou um prato de biscoitos, pudemos
fazer uma farta distribuição de guloscimas e licor, o que foi recebido
com agrado gferal; Uma de nossas
amigas ficoti na ] viria pren<kndo
j fUIui;a na Uipela dos íavallieiroí»
• q«f contribuíam
com qu;d<iucr
j ijnatitia. <>ntn) se encarr^ou de
curta de 15 - 1 Casaouinho «Io i cercar a capas c oâ cbapctis dos
Koupas para mulheres:
—.
2 Vesüdmbos brancos — ? Ma- I convidados' para gisanlar, recebenli
1 Vertido estampado — 1 VestiOo eácêes de flaneis -~ 1 Macacão.dc^
^ lr0Cü ^ can2ozinlj0 ^n
«k s«da laranja — 1 Vestido «te etda
abarl' — 1 Vestido de seda estanitv.ula
brancos - 2 Macacúes dei rcitr^bi, o que eles pndetscm dnr.
»~ l Vestido: de seda azulmarinho — tídínbos — 3 Macacões <k
Uma. coisa que. foi de grande
fíaaela
Pí<JV5Ct
3•J Veati^ estampados, de afeod&o -j-| ^WiAà com tfrantee, de p.cuet - ftiração na lesta foi o concurso
Swa;d^scda rosa;- 1 Sua de h , 1 Ca.saQuinbo
"Moça mais simpática da
ulr)boesporte
tc _ , CAá*\*
Ca
«zulznarinJio — 1 baia de Ia beije - } ^rtn dc
An pHíaet
rv^iMt>} ""
_ J, Calcinha para j;asa a
1 íív^r€<,riü fk citado.
festa". Vendemos a Cr$ 0.50 o carl ^aia listada, *te algtxiáó
bebê,
,
.ii
-M
—
^
<te. seda branca com boruados
: taozinbo para votação c consejrm.,
-„i.,WVJ__,-ri.
Blusas de eeda — 2 Blusa? <k seda
mos a venda de 184 deles o que foi
branca - 1 Blusa - 1 ©»*»»€ de ! Roupas JU ClltregUeS:
feito pelas próprias moças nossas
ee.da azulmarniho — 1 Vcslido de Ia
]. }*ar de- sapatirihos brancos para convidadas,
«íaz-a — 1 Casaco de seda. preta—
—
2 Combinar criança — 1 Pulower para menino —
i Casaco de lã cinza
A musica para a ft-stu foi .oleve
de
Contí<antino.
senhora
4
—
Entregues
Co»nbinação
1
aeda
de
çoes
cida por um amiguiüho nosso rinc
3 }var de sapatos para hòroettJ
/ pares dt
3 par de eal^as de seda
sapatos — 3 Cintos de couro — Entregue ao sr. José Lmz de Oliveira.' fem um ótimo serviço de alto falante. Os convidados faziítü) jxxü2 Eoharpc de peles -- ô Bolsas-.
músicas, às vezes com dedi• TódaB estas coisas foraiíi oferecidas do de
Roupas para homens:
caloria, para outra pessoa, pelos
I pelas seguintes pessoas:
)). Àntiara de Miranda, d. Iracema. quais pagavam a Cr$ 1,00 cada um.
;i 1 Calça de brira — 4 CaeeaS/ —
Fizemos ainda o leilão de um
família Doemnon, orne. Mato -r.
1 Calía de pijama de fianela — 3 Ca- Murilo.
findo bolo que nos havia sido *«J-enisaa brancaa — 1 Canais de triçot
"Ternura
llu«uiiia recido por uma amiga pelo qual
A Comissão de
t Camisa verde — 1 Par de meias
•receFEMININO,
do MOMENTO
lã — 1 Par de meias brancaa
arrecncV..uKas a quantia de Cr$
Branco
Rio
1 paletó beije — 3 Casacos de U para bc donativos ú avenida,
53,00.
u." 257, 7*, sala 715.
esyorle — 2 Pares de sapatos.
Nos iritcrvulos da música dua*
de nós 'ÍTiZÍamos a distribuição do
crianças:
Roupas para
"Momento Feminino" com as muAnunciem t w iberes, fazendo entre elas a
¦' 3 Pares de lüvinlias de lã - 9 Pa-,
propau
—
Casa2
lã
de
de
sapatinbos
ftatjanda do jornal; que foi muito
rosa
—
lã
de
Macacão
1
de
lã
ǻabos
bem acolhida.
— I VestidlnÍJo de flaack — r Ba- •
De quando cm quando uma de
— 1 Vcstidinho de piquet: — |
bador
v
nós ia até o microfone para dizer
3 Calciafeas covnpridas de lã — 3 Cal-1
''Mona»algumas palavras sôbre o
to Feminino",
No concurso para a moça mab
simpática da festa, foi. eleita a graciosa srta."Dirce Makone, a gutm
ioi oferecido um prêmio, que cia
HUNGRIA. —- Foi eleita, pela primeira vez na hisagradeceu ap microfone, dizendo
teria disse país, um prefeito do sexo feminino. Cliama-se
entre outras palavras referindo-se
Karoly Üoebrentei e é operário na maior fúorica da Hun"Momento Fèminwp11; "jjornal
ao
lâmpadas
outres
equipa
elétricas
e
gria, que proèuz
de qtre muito gostei c aue lerei de
menfos.
agqra cm dianje".
Koroiy será prefeito de Ulpest um grande e atàòMais ou menos a uma e meia
nome subúrbio industrial da cidade de Budapest. Duranhora da madrugada terminamos a
te a guerra ela trabalhou ativamente no movimento swbreunião dançante, concluindo que
terrâneo contra os nazisias.
havíamos conseguido a quantia de
FRANÇA
Cr$ 222,80 para o jornal, e a simque aine proAs mulheres da U.F.F. não esquecem as velhos
patia de muitas mulheres
"Momento
"etiquete"
Feda não conheciam o
moveram entre os trabalhadores velhos uma
minino".
sôbre sua idade, como vivem, se recebem montepio, etc,
Contiuaremos ainda a sua proa fim de lutar para que "depois de uma vida de trabalho
eles possam gozar uma velhice feliz".
paganda, procuraremos fazer ouIras festas e fazemos votos para
Ternura humana
Donativos recebidos
MOMENTO
FEMININO"
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ii.
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A MUR1S CIO CONTWCNTES
V
A nlktr na campanha i pttrí eo
cm
A Sociedade Cívica Feminina dê Santos vem
São Paulo, dentro do Brasil, há mais <lc 15 anos um trabalho de
verdadeiro c significativo alcance social, no desejo único de elevar
o nível moral e cultural do jx;vo. Mantém vim curso de alíabetização
de adultos, ao lado do qual instalou um gabinete dentário, classes
de corte e costura c um prêmio recreativo, que proporciona, ás mu»
lheres que freqüentam a sua sede, reuniões festivas e culturais; pos*
"Zuleika Vandenbrandc", de caráter
Mrindo, ainda, a biblioteca
pu*
biiçò, especializada para mulheres e crianças c que se acha devida*
mente registrada no Ministério da Ivdueação c Saúde e no Conselho
de Bibliotecas e Museus, do Estado de âo Paulo. Tem, alem disso,
sob eis seus.cuidados escola primária para ambos os sexos.
Afora essas atividades, vive c/n contato direto com a£rcinia<;ãc*
femininas nacionais é estrangeiras. E assim, a convite <la Còhfedfer&çaa Intcramerk-ana de Mulheres Pró Pa? c Liberdade, seçãc d<í
Washington, a sua voz se fez ouvir no Congresso instalado na Guatemala, cm agosto de 1946, quando, naquela oportunidade, tive O
prazer de ver aprovada, em todos os seus itens a mensagem, que
significava a jKirticipação das mulheres de Santos, no grande movimento encetado pelas sociedades femininas de todas as Américas,
cm favor da paz mundial e do amparo á mulher e <la redenção «ia
criança. Deve-se salientar que a referida mensagem foi, igualmente,
enviada á nossa Câmara Federal, onde, dq>ois de lida, transcrito
no "Diário do Congresso Nacional".
Além disso, vem a Sociedade Civica de Santos acompanhando
de perto c se interessando por tó<las as iniciativas, publicas ou parlicutares. que visem o bem estar coletivo"\ ê; a grandeza do país,
procurando; dentro de suas possibilidades è, coerente com os seus estatutos e o seu programa, colaborar com umas, apoiar e incentivar
petras. Fm resumo, contribuir, por todos os meios, parn que a
gertte brasileira possa ter ocasião de melhorar as suas condições de
saúde, de educação e de independência econômica, j>olitica e sócia!.
Nestes condições, não poderia deixar de se interessar pela.
questão do petróleo, que, no momento, sacode a pátria de Norte
a Sul
Por isso, ouvimos e lemos as diferentes correntes, a esse respeito, c estamos seguras de "éque a tese defendida pelo Centro !e Esa mais lógica, a mais racional e, por'
tudo- e Defesa do Petróleo
tanto, a única q\ic jioderá asssgürar; cm todos os seus aSpcc \ os
direitos de um povo que precisa se emancÍT>ar economicamente, como
jusso inicial ú garantia de uma nova era de tranqüilidade, progresso
e trabalho real, que nos capacitará a solucionar defintivamente. os
problema» que flagelam c infelicitam a nacionalidade.
E assim, a Sociedade Cívica Feminina e a Federação de Mulheres, fundada em Santos, sob a inspiração c direta jarticipaçao desta
brasileira fie estirpe e de fibra que é D. Alice Ribas de Toledo Tibirica. tomaram posição «o lado desses compatriotas: Coronel Artur
Carnaúba, o jornalista e módico Matos Pimenta, o general Luiz Ilildebando Horta Barbosa, o ex-presidente Artur lieniardes e tantoJ
outros Itais brasileiros que nos preparam \v)y.i Pátria .mais ditpsft
e »oí)èrána.
•»
i
Descarte, as mulheres de Santos c de Sâo Vicente, representamdo a Sf)ci(ylade Civica Feminina, a Associação Feminina Santista, a
Federação de Muihcrcs c a Socicda<|p de Assistênda á Infância de
São Vicente fonnaram em torno do Centro Santista.de Estudos e
Defesa do Petróleo, da Associação dos ex-Combatentes, seção de
Santos, e do grupo organizado dos Estudantes; para o trabalho comuni cm defesa do nosso "Ouro I"e«;ro", numa ]>erfeita cooperação
que será a lei suprema de nosso trabalho c onde as ideologias polilicas, religiosas e sociais desaparecerão, cedenBo lugar á união de
todos os brasileiros, que sonham ooin um Brasil consolidado em pu«
jança financeira e omacio, respeitado e admirado1 pelas demais nações
do mundo"Momento
Feminino" crêsque
ca c se propague entre as mulheres
do Brasil na sua voz de esclarecimento da mulher com os seus direitos, na sua campanha de colaboração para a mulher com os seus
interesses.
Pela atenção do "Momcnro Feminino" desde já nos firmamos
gratas. - Pela demissão — Jaeym
iama .
ASSINE.
'nina
ffemii
3 MESES .
6MESKS .
CS .
Cíí$ 12,00
CR$ 22,00
CR$ 40,00
Pedido 3 para a Gerente
Nessas representantes Uns
Estados estão compreendendo c alcndewdo ao nosso apelo nq sourido
darem maior ajuda ao* nosso joi*nal.
De íipssa solicitação já começamos a receber boas noticias de feslinhas levadas a efeito oyi favor de
nosso jornal.
Em Belo IJori^onie. anunciarani-nos a realização de u:n baile
de "Momento Feminino", com ótimos resultados, cujos detalhes nos
serão remetidos na próximo semana.
»De Raposos recebemos lambem
Ünía carrinha, anunciando outra
JLuiza Regis Braz
Caixa Postal, 2013
i.
.RIO DE JANEIRO.
festa dansante cm favor de "Momento Feminino".
Em S. Paulo, a notícia de que
realizarão uma boa festa dentro de
poucos dias.
"Momento
Assim,
Feminino'*
vai ficando cada vez mais querido
por todas as mulheres e mais compreendido pelo nosso pov;,.
£ t.B,
-W
..>
.•"V/"*
L/UltíHUdiliUò IIUòòUò UctílclUUb
é o grito da gente humilde da favela de Are inha j
—
^-
NÃO
A. GENTE DOS MORROS ENFRENTA UM NOVO SOFRIMENTO
— AFMENTA A UNLiO DOS MORADORES
Ql1EREM SAIR DAS FAVELAS
-Ir 1'í
i p
Nossí t reportagem
í
lui encontrar
a favela da Areinha éh festa. No
meio da miséria e do lixo. cias ca
siilh&s de madeira ameaçadas de
demolição pela Prefeitura,
pois
começou a " Patalha.do KÍjj de [aneirp" — handeiròlás coloridas e
fi ígiletes alegra vam^iqiielc' alimie^nrc.;"
boi um dia de festa' i5ordtiVj'/os
homens, mulheres c cnahÇaf) da la'Coihisâjro
de
vela iam instalar slia '
Defesa dos Barracos
e, eín sua
solidariedade, moradores der outras
favelas ameaçadas ia estavam presentes: da praia do Pinto, da Cataeümha è da ia vela da Saúde.
Também a vereadora Ligia Maria Lessn
Bastos, presidente de
lionra da (omissão, lá estava.
Sofre ilo o no areio
í
t
l rge qnc sejamos íriais solidarias com a dor de iíríiãs <!e outros
países;
\a Grécia, tombam as mulheres
sob os pelotões de fiisilánictíro, Ho
mês de maio. S niuiheres foram
condenadas pelo trjbunal de Kilkis
—¦ Macédonia centra] - - á exe>
cúção.
Tòdás essas niõrtCs são motiva•das
mulheres
também as
'gregaspprquc
lutam por democracia e li"herdade
para d sen povo.
Elevados .-'gestos: que bem refleliriam nosso espirito de huniani
(láde. sefiãin medidas tais.como:
"(.'omissão
Falaram membros dà
de De lesa" e falaram moradores
de outras favelas.
Diáse pose líraneiscó de Qliveira : " Réuriimo-riòs para defender
nossos barracos porque nossos tu
llios, embora* nvd alimentados, ainda.isàij-.nossos lilhos. Por isso vamos defendê-los. Amanhã nossos
fimòs defenderão palmo a pátníd
ós terreiros 'clü^Bvasil. (> gdvêrno
quei" nós mandar para a roça. ( oinó. Xo campo, os fazendeiros são
desatinados. São uns carrascos cjuç
não nos deixam plantar para nós e
nossas iam lias. Xo campo ganha
remos de uS 5,00 a (VS 8,00 por
dia. Isto não dá pra nada Nò campo já passei dez anos sem comprar
uma roupa . \ roupa que tinha ia.
mudando de côr, de tantos reni.endos. Pará a roça. hão voltaremos]
Uni velho de í>3 anos, de cabeia
toda branca, com dificuldade subiu
ao caixote improvisado è falou: —
"Não temos
pra onde ir. Xo campo
en ganijava Cr$ 3,00 por dia. Se
a Policia aqui vier c disser-: V--Vo.ce
"Me
sai de seu barraco", eu digo.:
dê a chave da casa para onde eu
vou com minha família". Se nao
tivermos pra onde ir devemos gri"Naqni
não sairemos!
lar juntos:
Aqui morreremos mas não damos
hpssas casas!i"
Maria $%ego\ ia. o:Ia favela da
Saúde veio trazer a solidariedade nossas casas, Não há força que redos moradores daquela favela. !'§ó
assim, - disse ela, - unidos e (lispostos a não ceder um palmo das
casas por nós construídas, é que
obteremos nossa felicidade e a de
¦nossos filhos. Temos
que nos detender de qualquer maneira. Para
'mães
com os seus fionde irão as
Ihinhos? Lutemos pelo nosso lar
ameaçado Somos trabalhadores, (>s
homens e mulheres do Brasil e o
culpado desse plano de derrubar
barracos é o governo, e o prefeito.
( >s presentesi .aclamaram com
muitas palmas;', quando Maria Segovia leu o pôemá da autoria de
nina favela da Saúde, que publicaremos noutro local, tendo oferecido o mesmo á vereadora Ligia Mana Lessa Pastos.
Representando os moradores da
Praia do Pinto, o velho Thimóteo,
conhecido na Praia do Pinto e
Arcinlia, aproximou-se do local da
instalação da Comissão, segurando
"Xos.
nas mãos o seguinte cartaz:
da Praia do Pinto, trazemos no - '
solidariedade aos moradores (].t
"A
demolição já comeArcinlia".
con, disse éle, foi no Mõrío do Macaco e virá até á Arcinlia e á Praia
do Pinto e todas as favelas. Xão
podemos cruzar os braços. lemos
de lutar. Precisamos de coragem.
K-f.ò podemos afredai* tíín passo i i..
J^-$r^^\
•
l,V-
ti
*
r- envio de telegramas a*o secre"Ps
unidas.
tarjácld (Ias Nações
:la
VCrã
Prctanhà
e
governos da
dos Unidos, para oue íllrervétiliaiu
junto ao governo de TsâHaris;
onvi<> de càfías às Fm baixadas c L?'.'ações gregas:
Comissões'de senhoras a Lcnosso pais
gação da .Grécia em
'
em
ifiterceda2
apelando para quê
favor das vítimas da (fírccifi.
individualTodas as senhoras,
mente ou aos grtinos podem e devem ajudar essa luta das mulheres
w*
gre"-'s, nu.e tanto sofrem,
<1
*
Por fim, a vereadora Ligia dirigiu breves palavras agradecendo a
confiança dos moradores em tê-h
A União das Donas de Casa de Aracaju esta patrocinoudo a causa dos doentes pobres, que não podem pagai con- convidado
pára presidente de hon
sulias e comprar remédios..
ia
Comissão, em companhia do
Assim, instalaram o serviço de assisiêricia médica, com .seu dacolega vereador Bferio da Sila colaboração eficiente dos drs. Antônio Garcia Filho, Fer- .eira.
canelo Sampaio, Armando Domingucs e Samuel Nova>s FiConcordando com ás palavras do
queira, que atendem a todas as associadas da União com
toda a bôa vontade.
orador que a antecedeu, disse: -Tqpibém foi instalado na União o curso grauito de corte "Realmente, nós vereadores sósi;
nhos nada podemos fazer. Precisae costura.
Voz do Morro
Este poema snnfles, da autoria de itnm antiga camponesa, moradorj dá Favela, mõsírâ bem o espirito dos moradores de barracos:
Wmm !#JfIÍpl
mm '$Bm4
Qffínísia
Soares Freire, nossa
amiga de Sergipe
,
Deste jeito eu lambem
Podia sér úin prefeito
Pra derruba barraco
Fazendo indo mal feito
Deixando a gente chorando
Fazendo do • lortv direito.
Convido o povo do mórr*
Faça bvíiità hujòo
Si não vuVvê o prefeito
Dórfuliar. s) tis. tittfrácão
Aí nós tein que naná
De baixo, da ponlilhão.
m.
ÍSB
¦¦:-yyW:'yv.yy,.\: .
'í
Jiit digo isto brincando
Qui-, lá nós não fica não
Nós não fizemos tunçl
Nem tão pouco ponlilhão
Pisemos foi nossos''^barraco
/:• r,v/e. mlç %ia>, ao < hão
-
•s s
.-/ -Ií:
ii
0 sinliô prefeito pense
Porque é bom calcula
Matando o povo de fome
Sem ter prá onde apclá
Os barraco derruba.'
F.u. peço aò siithô prefeito
T.cnlid de nós compaixão
Deixe nós vive cm po~
Cnm os nossos barrarão
Si o senho derrube,
onde é que nos vai morát
Pra roça nós »ão vai não}
Pra cai no cativeiro
Nisso ninguém cai não
Se derruba nossos barraco
Pró roca ninguém não vai.
Para li dá de come*
Anui ninauem <' teu tmit,
Olíri/i.
,:
Pu digo ao sinhô prefeito
Prá roca eu nãg vou
Sou filha de camponês
p neta de lavrada
. Trabalhou tanto pro rico
/; da miséria não passou
Quando uni dia o camponês
Tiver direito de íxitá
Pu irei prá uma roça
Pois gosto de trabalha
Do contrario eu não irei
C\t:-'\.n
íii/''.i^K
rjWhfí
Olff
VOt,
'4
'.'",¦<-'¦
Pu digo siiihô prefeito
Desculpe eu dizer baixinho
l se ile camaradagem
'
Deixe nossos barraqiiiiihc
Quando foi prá nós face
Não lhe pedimos um pauzinho
Por M. P,
.»
sista ao poVô- organizado. Os que
moram na Praia do Pinto, nestes
casebres, são os que constróem o1arnmha-ceus de Copacabana"
os da torço, cio-j)ovo que nos eae"A
luta é negra e não podemos geu. (Juntando com este apoio, .;\qui
consentir qnc o governo e a polícia estou ao vosso lado e.para cá yoL
'épó»^
escangalhem áciuiló lque construi- tarei (iitaiido fôr c'hánir.d'a>A
•ílepio'-4
mos com nossas
próprias mãos" ca e de conrtruçao e nao de
— disse o representante cio Morro lição. Precisamos deter, as aluei-:
nações da autoridade. V.' preciso,
da Catacuínbã,
FcYnando Lacerda, médico esti- que juntos, não permitamos estas
mado e querido pelos ínprâdores demolições".
•Ias favelas da Praia do Pinto.
Terminado o ato da instalação,
ÀrÇinha, Catacumba, etc:, presente os
presentes c nossa ícportugenv
como sempre < nas horas difíceis foram convidados a comer
;uni peque os moradores desses locais en- daço de bolo que aquela geiitc simfrcjitam. t:mibém falou :
pies e acolhedora ainda soube -pre*
"Sei
do amor que vocês têm as parar com carinho, emboia com o
suas casas, embora pobres e sem coração em sobressalto diante do
eoiiiorto, porque os lenho acdmpa- perigo eminente.
ril.iado nos piores momentos, nas
De lá saímos certos de que. os
horas de doença. E juStainentcpor
moradores cm festa, não deixariam
isso sei que vocês não deixarão de
seus barracos serem demolidos. Sailutar até o fim, em defesa de suas
mos certos cie que estavam dispôscasas,
remp.s urna vereadora pretos a lutar com todas as suas fôrsenti' ouvindo este apelo. Mas vòcas cm defesa de suas casas e que
I cês devem saber que ela, bem como todos os moradores de favelas esoutros vereadores, só poderão ajulavam com aquele mesmo espírito:
dá-los se vocês unidos e organiza- "União
de todos para a defesa de
dos estiverem dispostos a defender
Iodos .
aquilo que é de todos, pois a Camara Municipal não tem autono- NOSSAS AMIGAS &
mia c há luta entre a Câmara e o
Prefeito, fc.ste Prefeito quer der-*' '/^kW
HhéI mm^aaaay8Bi nSSSiÍKy? '
uibar os barracos. Vocês precisam
dÈa
WiSiʧ&
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contar com suas próprias forças.
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Sob a direção da Comissão de De-1
lesa hoje criada, com a ajuda dos j fl§|||j$ii|
>-¦¦-•>•-¦•¦ '•¦>-¦«¦ ¦••¦•¦•••¦ ¦^B^-WMWÊ^^a^^m^
Mercadores, com a solidariedade das
¦.¦X^Xv^-xíW^ví.íSBh^.í».'.'.'.*.•>¦ •¦ .•.¦••.¦•^v^-^aaawSawSSamSúmmt
outras favelas, é que vocês devem
organizar sua resistência á derrubada".
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t/etiuilr amiga e, ema..ora(iovti ei'* v\nsso jornal .'.;¦¦¦.
HoAl^Tò
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Diretora:
ARCELINA MOCHEL
Gerente:
LUTZA REGIS BRAZ
Reda :ão c Administração:
AV. RIO BRANCO. 257
Sala 71S - C Postal 2013
Rio de Janeiro
Número Avilto.
Atrasado ......
Cr$ 1,00
Cr$ 2.00
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nogE^ados
Momento Feminino
As mulheres da Moóca
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Como todas as mulheres-, as rcprcsenüaules do sexo feminino da
Moócíi, sofrem oa mesmos problemas da eriíe e «ta eareôtia, mostno porque níio h-X bairro algum
em São Paulo, que possua o previlógio de servir os seus hábil a<nles, em comestíveis, a preços i'azoaveis. A miséria, a promiscuidade, a faJfca dé «.condução* e g<5neros alinienLíe-fos, a escaesez de
habitação, pomo em todos os lüçares, fazem-se sentir em klOnticãs proporções neste bairro dC; populaçãõ superior a 150 mil íinbi-
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Cada bairro, poréií), tem -bs seus
problemas específicos que precfjsam ser objeto <\o estudo por par.íe da sua população feminma.
Qual o problema mu o mais de
perto atinge o bairro <iü Mouca
no alua! momento?
A falia do
I condução. E1 raro o mooeaense
que não deve esperar trinta' ou
qu^ronla minutos por um bonde
ou um auto-ônibus que nunca chevendo-se obrigado a comei as
Uma visita à União Feminina de São Gonçalo
VV
Eram dezoito horas, quando noa mcorporamos á fila imensa do ônibus
"Nevcs-Covanca". Ficamos atrás de
uma bonita moça. de olhos grande c
sorriso amável. Depois de nós, um
carrejovem falador e inquieto, que
transformada
gava »ma pesada pasta,
em mala, tão arredondada estava por
conteúdo volumoso. Essa mala era
sacudida como badalo de sino, incessantemente, enquanto o moço íalava
incessantemente também. Eram três
filas paralelas, e de vez em quando
»m conhecido de lá falava a um conhecido de cá. E a gente se divertia
das
com esses retalhos do espirito
ruas.
.
Passavam baleiros solícitos, d»sputando a freguesia com os vendedores
amedc maçãs geladinhas e de passas
ricanas sem caroço... O rodar pesadão dos ônibus succdia-sc copiosartíènfê: Fonseca. Fonseca, Barreto.
Porto do Velho. Paraíso. Sao bonçaBarreIo Fonseca. Fonseca. Fonseca.
to 3° R.I. E nada de Ncvcs-Covansubsca' Às nossas paralelas foram
comehumor
titviídas e o nosso mau
suspiros
cava # a transparecer. Em
e ate
Em muchòchos mal disfarçados
em clamores como estes:
— Tá são dezoito horas e cinqüenta
Literatura
REVISTA MENSAL
Diretor:
ASTROJILDO PEREIRA
Publica estudos, ensaios,
de
poemas, contos, criticas
lirida
da
livros, crônicas
inde
terári», documentos
terêsse cultural, etc, etc
Assinatura por 12 mesta:
Cr$ 50,00
Preço do número avulso
Cr$ 5,00
Redação e Administracic:
ALcwDO Guanabara,
17 - 7.® andar — Sala 702
nro DE JANEIRO
minutos. Uff! Uma hora a fio, em pé
numa fila de ònihus que nunca vem,
é demais.
Pois é: Ninguém toma providências. Essa terra não tem dono...
E nem ao menos um aviso...
O despachante podia comunicar quanto tempo vai demorar, porque sempre
há quem íen. mais pressa, e mais diuheiro... para um taxi... Afinal, o
povo...
<Jual povo nada! — resmunga
uma preta velha, que carrega um
grande embrulho. Essa gente não liga
pro povo não. Quem tiver seus qm
iazè. que se dane...
Só quebrando os carros. Ej-sas
porcarias. — brada o moço da mala,
Y^rmellio de cólera.
Felizmente, uma pilhéria bem lanrada por um dos baleiros, foi água na
iervura das exaltações:
Biriba vai dar um jeito. Paeicncia. minha gente...
1 odos riram e o mau humor dtsarvorou-se. Eram 19 horas c trinta mimitos, quando èle du-gou: — NevesCoVancal... Arfantc como um vencedor de olimpíada! E a fila inteira
respirou, confortada. Noventa ininutos. apenas. Quase nada!
íamos, afinal, cumprir o nosso programa daquela noite. Uma visita á
Escola de Corte e Costura de Neves,
de
inaugurada pela União Feminina
"demora
São Gonçalo. E o assunto
do ônibus" talvez conviesse como sugestão...
Lá chegando, entretanto, fomos envolvidos dc tal forma pelo torvelinho
de atividades, que não pudemos abordar qualquer assunto detidamente.
Apenas, obter ligeiríssimas informações que, atinai, não deixam de injteressar muito ao objetivo de no6sa
visita.
Estava em pleno funcionamento *
aula da jovem professora Azaléa
Mendes da Silva, que interrompeu a
sua atividade para nos dizer algumas
palavras. Muitas senhoraa e senhoritas ali se encontravam, trocando
idéias animadamente, sobre os problcmas do lar c da família. A carestia, sempre, em primeiro plano...
Assim, ficamos sabendo que a
União Feminina de São Gonçalo mautêm, em Neves, á rua Floriano Pei-
ADVOGADA
ARGELINA M0CHEI
Inscrita oa Ordem dos Adrogados do Brasi)
sob • n.° 5.423
Escritório :
RUA WASHINGTON LUIZ, 32, 2.° - Tc!. 23-4295
xoto, um curso úr corte e costura,!
chi que já se matricularam 74 alunas.
A professora Azaléa, sempre amável
c sorridente, fala do .seu trabalho, do
interesse das jovene do bairro no curso que dirige. Informa que será muito breve, inaugurado um curso dc aifabetização dc adultos, ali mesmo.
Nê.ssr momento, chega a sra. Joana
D'Arc Quaresma, presidente da União
Feminina de São Gonçalo, que nos
di/ da próxima instalação dc outro
curso ile corte c costura no bairro do
Alcântara, tob a swa própna direção.
Ambas referem o projeto da expo«iCão de trabalhos de corte a ser reaüzada. como demonMraçAo do aproveitamento das alunav. A impressão
e. magníiica. As mulheres dc S. GoflCalo empenham-se efetivamente num
empreendimento de grande utilidade
para a* famílias daquele rincão fluminense.
Azaléa c d. Joana D'An, têm muito a que atende!. A repóter fica sozinha, depois <1^ fotografia. 1'assa. então, a interpelar as alunas. Todas estão con lentíssimas com os resultados
obtidos. E muito gratas á União beminina de São Gonçalo, que lhes proporciona economicamente, meios de
completai' sua educação. Todas louvani a dedicação e a paciência do
A/.alea Mendes da Silva.
Marlene Gonçalves, unia das alunas mais jovens, traça o seu molde,
calculando dimensões com a fita métrica, compenetrada e confiante. Interrompemos a sua tarefa liara colher
suas impressões: — as melhores do
mundo! Joaquina Nunes d< 22 anos.
também risca t mede uni corte alinhado, detem-se um momento para
confirmar as palavras de Marlcnc.
Lídia da Silveira estica o seu paptl,
traçando a diagonal de um podo moderno, acha que as mães de família
estão dc parabéns ali; a economia domestiça vai lucrar muito com as, au-
Ias de corte e costura. Leda Costa Ribeiro, bonita c graciosa, confia no
êxito da União Feminina de S. Gon»
calo, cujos propósitos sao realmente
úteis c patrióticos. Oulcinéa dos Santoe também nos fala amavelmentc,
é uma jovem encantadora fle grandes
olhos brilhantes e riso franco e belo.
Acha que a utilidade da União Feminina de São Gonçalo é indiscutiível.
As jovens aprendem a coser seus voslidos ou mesmo a adquirir uma profissão das mais rendosas. Todas deciaram que consideram da maior conveniéncia a conjugação de esforço»
das mulheres, cm qualquer tempo «
lugar, poU assim poderão promovfr
a baixa do custo dc vida. jugulando
a ganância dos exploradores do eambio negro.
A fotografia <pie ilustra esta página,
reúne as alunas presentes no momento, vendo-se no canto, á direita, a
professora Azaléa Wende^ da Silva,
falando á repórter. •
pressas e sacnlicai' os inonionlos
quo goza de descanso, logo após o
almoço, ii espera da condução.
A principal c<au?a dessa earoncia de Lr-auisporUt, ou irvoUior, *
rrin^a qn* agrava o problema; são
— e não ii;í dúvidas a respeito —
as porl liras que cortam ao ui«¦;nj
a rua >u Moóca, pàralizando com*
\eo-niec<?f
pUU.imcnU) o brilnsilo.
pois, que os bondes, atrasando \a«
rins mwntos em cada viagem, aca»
bani 'por se reunir Lodos de um
lado só e"j depoi-s de duas ou l rôs
horas, VòiWs sobem ou todos descem ;i rua.
Nem Iodos, porem,
HA
trabalham numa direção só'.
os que íònf^eecssidade de subir
e outros quef^recisam descer. Daí
o grande prejuízo cjue atinge a
todos, sem exceção. Paz-so necessiírio, dentro do mais breve espaço„ elo (empo possível, a remoção
desse impecílio,
\s autoridades
faifimi.; yand.e-s promessas na soluçíU>-<in problema, pela construção
do. um tCurei que obrigue aos trens
pass urem por baixo da rua, deixaiu
do a "\ia livi'e [tara a condução \wbuii-í). MíVS ;i!' hoje nada de pi á! i»
cõ. gH5-j'e.;ili/ou
A populapão cia
Moóca já não credita mais m ;aa
hfetó riais.
Couto S€ vê, as .'milhares da
Moóca tem muito o (pif realizar
dia-nlç do,'(ai íiluação.
Sua primeira preocupação, deve ser, poie,
procurai; a União Feminino do
Díiirro c, unidas u>. demais moradora*, 1 utatrem cpm o mait combativo
ardor pela remorão dae porkira»
qu€ l-an(o malí-s ocwionatóv.
ti t: lis n a
LNIAO DAS DONAS DK
CASA DE ARACAJU
Nossa amiga Heloísa de. Oliveira!
comunica-nor- (pie a União das Donas
dc Casa de Aracaju acaba dc inaugu»
rar um atelier dc corte e coslttra «
nu: serviço dc assistência sob a direção dc quatro médicos: Antônio
Garcia bilho. Fernando Sampaio. Armando Domingucs e Samuel híovais
Figueira.
SERGIPE
Eüt.ela c £urícücT: leitoras de MOMENTO FEMININO
conversam com as donas de casa dc Aracaju e transmit.Rm
suas opiniões a este jornal de mulheres;. —xx—
Fala d. Floripes — Sc levo CrSi 100.00 pra feiruj quase
nada compro, pois tudo está tão raro ! Carne verde só pra
rico, os pobres ficam com os ossos , O peixe também é pela
hora da motre e, assim, só os granimos podem comprá-lo.
Enedina íala de sua família; queixa-se de que o marido
é funcionário público e ganha Cr$ 600,00, Tem 6 filhos. Diz,
afinal, constrangida: as crianças não têem juizo e até brigam á hora do almoço, porque a comida é pouca.
A pobre da d, Maria Alves, tem. o marido paralítico e diz
com franqueza que há dias que não tem o que comer, Seuu
quatro filhos não podem freqüentar escolas. Lava e passa
roupa a .ferro, de onde tira 20 a 25 cruzeiros semanais. Como
pode viver com tanta carestia e sem ajuda Jamiliar por part*
do Estado ?
D. EYangelina é mais decisiva e òvi claramente que ao
pobrefi de Aracaju estão se acabando, Seu marido aposen»
Udo, ganhando Cr$ 210,00; o que come durante o mês equi»
?ale á alimentação de 2 semanas. Têm 2 filhos c não sab«
como suportar o inverno, sem um lençol de proteção,
Essa é a vida real da população pobre de Aracaju.
A carestia é o nosso fantasma, com iwo a ?ub-nutriçã©
nos arrasta a conseqüências bem tristes. Fala-se em aumento do funcionalismo e os tubarões já começaram a aumentar
o* preços. São as verdadeiros gaviões em cima do pobre povo
faminto,
Transmitam, amigas de MOMENTO FEMININO, nossa
verdadeira vMa ás mulheres de tôda parte por onde esse jor*
mal circula.
,.,. ui sggjggia^y?*'w|g^ss5^g?
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1:3ú>
SEMANA DAS ASSOCIAÇÕES FEMININAS
A ASSOCIAÇÃO FEMININA DE SAO CRISTÓVÃO CONTRA 0 AUMENTO DOS ALÜGUEtò
Convidado por esta organi- do bairro, nó sentido de o::-1 de mulheres, foi-nos transmitação esteve nosso jornal pre- píicar a necessidade de que tc>- tido o seguinte convite :
"A Sinhá Juanu tem o
tente à última assembléia das das ingressem na Associação
moradoras do bairro Ue São Feminina para lutarem conprazê de cunvida yancê
tra © pre tendido aumento. Foi
Cristóvão.
prá se arrebenta de m
adi verti in sua f estanca
O assunto que no momento muito grande o interesse ciesmais está interessando às mu- peitado onde quer que tivesde San Juáo, a se realiza
lheres dessa localidade, é o do sem ido e a.s mulheres estão
na noite de 23 de Junho,
no morro Tavares Basprojeto aumento dos a 1 u dispostas a lutar contra a
tos. Avisa qui vai tê mimguéis, através da Lei do Inqui- aprovação da Lei do Inquililinato, cm discussão na Cà- noto c suas emendas. A fim
ta cãjica. batata doce,
mara dos Deputados e contra de prosseguir nesta campaíuguêra e dança mtè o só
o qual "mulheres
evidentemente estão nha, foi resolvido que uma euraia",
todas as
e o povo cm missão de mulheres efetuasse
geral, cujo bolsa não pode ar- visitas a todos os jornais pacar com aumento de espécie ra manlfetàr seu ponto devisalguma
Realizaram as ussoctadas;
desta organização, diversas
visitas a senhoras moradoras
T* f\Me 4,V ^à ~^w •«?'.
pelo nosso jornal, será iriamgurada dia 18 do corrente, á
Rua Marques de Atuantes,
144, na sédc das Uniões Femininas do Flamango-CateteGlória, Botafogo e Laranjeiras-Águaa Férreas, para a qual
estão convidadas as mu!h>
reg e o povo em geral
/ \ ÊÈ
se empenha todo o pais. ....
. .Nessa solenidade, falarão as
senhoras Alice Tibiriçá, Otávia Konder e Marina Magalhâes Santos Silva, do Centro
ti CONTRA A IJÜÍ DE AIS
Santista de Estudos e Deí'e-:a
íilENTO DOS ALUGUÉIS e
do Petróleo e presidente da
DECISÃO DE NAO PAGAR O j
3í *•»•» <*-4s-<ÍS'!
Sociedade Cívica Feminina ee
AUMENTO CASO A LEI SESantos, e os senhores èngeJA APROVADA. Ficaram a:M-;
nheiros Luiz Hüdébrando
cia as associadas de realizai
AS MULHERES E O
I Horta Barbost é coronel Artur
maior número de visitas no
PETRÓLEO
DE
%¦-*¦«
u>h J Carnaúba.
bairro c de confeccionar um INSTITUTO FEMININO
\ y. A/- < >jy--\^%%%
Ato
público
petv
proinovião
j
SERVIÇO CONSTRUTIVO
Dado a elevada finalidade
boletim conclamando todas as
Instituto Feminino de Serviço
desta, solenidade, contamos,
moradoras de S. Cristóvão a
do Instituto Fe- Construtivo sob o patrocínio desde já, com o comparecireunião
A
se unir e organizai neste tramihíno de Serviço Construti- dò/Centro de ÈétMòs e Defesa mento das mulheres e homerís
lar.
Pedidefesa
do
de
jpalrio
do Petróleo
vo contou com a presença de
alto colocam o sentimeiiram que através das colunas
As mulheres do Distrito Fe- que
Marina Santos Silva,' preD.
to de brasilidade, e desejam
de MOMENTO FEMININO fi:
da Sociedade Cívica deral. a exemplo de suas ir- colaborar para a independeusidenté
zéssexno.s um apelo a todas as
trou- más de S. Paulo, Santos e ou
Feminina de Santos,
>rg*anizações femininas para xe uma saudação da queMulher tros pontos do Brasil, compre- cia econômica da Nação e melhoria das condições de vicia
me trabalho idêntico seja íeialto significado cia
enüendo
o
Muà
trabalha
Santista
que
do nosso povo.
luta em defesa do Petróleo
CAEMEM M5KANDA to em todos cs bairros do Dh- lher Carioca.
trito Federal.
em _^
Foi resolvida a realização de Nacional, . organizaram,
Nesta assembléia foi comu- uma palestra contra a Cares- colaboração com o Centre de
Lorcscn8
londr:
(AFI')
nicado ainda às presentes, que tia de Vida, tendo sido espe- Estudos c Defesa do Petróleo,
a :lh< r pro:Í5ta oue; í\
to-vos uniu
os estatutos da associação fo- cialmente convidado o sena- um ato público, a se realizar
o
do
País
nosso
de
podeque
pagantla
boi com ram registrados c que as reu- dor
Mathias Olímpio, que dia 24 do corrente, ás 20 noria fazer uai embaixador",
realizam-se todas as proferiu a mesma no Institu | ras, na A.B.I. (Rua Araújo
estas pala-A-ôs «rio o cinbai.íador do niões
ç. ni;:
apreseuA-ra",.:o,
de
sr.
Brasil,
ás 20 horas, á ifco dos Arquitetos, com a pre-porto Alegre), onde serão
da
Sociedade quintas-íeirâs,
aos
racnibros
tou,
1." an- ! senca de grande número de i abordados aspectos diversos
"'artista1 Carmc.n; Àíi- Rua .Padre Savé, 22
Anfílo-Brasildra a
I muíheres.
ran ia, convidada de honra da recepção dar.
c*a campanha cívica em que
orrniitada no Hotel Dorchester.
A presidente, D. Alice TibiCerca de 100 pessoas compareceram
riça, comunicou oue a 12 de j
h íeunião, entre as quais viam-se o cm\ n n n c i e m e m
baixador de Portugal c a duquesa de
junho foi inaugurada a Gran-j
"íir"
membro
lívrrh 0'Ncül,
Palrnelà,
! de Exposição de Trabalhos,
((
do Parlamento e prLC.sid.ontc da Câmara
>
! em Paris, com as prendas doade Comércio Brasileira, e o" campeão de
"pu!{" Mario' Gk>nzalcz;
das pelos diversos países filiados à Federação DemocraCannem Miranda ao contrario do
tica Internacional de Mulhecostume, envergava trajes isentos de
a reALA FEMININA DOS
qualquer exotismo; escolheu para
res, sendo que prendas bra"sóbrio, de
corte
de
vestido
cepção um
sileiras já foram remetidas.
CAJUEIROS
cetim "lamé", cinzento, o:>m rotlexos
, Sobre a Exposição ainda, foi
prateados, e uma bolsa de cscamr.s azuladas. Seus sapatos,, com uma sola sete
A Comissão Organizadora j ressaltada a colaboração e ajuccr.tmientros de çspessura, combinavam da ALA FEMININA DOS CA- da
que sempre tem prestado
re'
com o vestido. Entretanto,
para
nos participa que ao Instituto Feminino a eralembrar que o* a "Jíojnbshdl" do Bra- JÜEIROS
si!, ostentava magnífico turbante, carac- realizará á Rua cio:, Cajuei- presa de filmes A. Botelho
tefístico das l^alanas e tal tomo aparece ros n.° 127, uma-Festa, Joani-1 Filme, que filmou a exposi:
nas fitas. Deste turbante emergiam ál- na, dia 23
de junlio.
ção antes do seu embarque.
;giui3< cacjioj;,. n[,o. n$í.4ít!^i como era,do 'MORRO
Sobre a-Exposição FeminiTA?ARES DASTOS
e^erar, nusjotro^ poisam sun'última '.
TVcliíovidd pbla Cohlissão de | na contra a Carestia, pvepa
íitaí ela", teve de' mudar de côr dè- seus
cal-elos
Defesa dos Moradores do Môr rada pelas associações temiEM PAEtó
Carnicm Miranda deverá permanecer
ro, onde atua grande número ninas e há tempos divulgada
;'¥l*""l
lyfM..
m
"MOMENTO
C
/*""^^
FEMININO"
mf\
eros voLiisiA wmm
seis semanas nesta capital, devendo serrnir depois para HoHywood cm compai-~- un—%* MM»
nhia de sua irmã Aurora e 'de-«eu marido o euipresárip, J. Sebastião, I/>co
2r«!)s o seu regresso aos Estados UniTRATAMENTO DO CASAL ÉSTERÍÈ
' CIÍNÍCÀ' E CIRURGIA h& SENHORAS
dos. ela começará a trabalhar em nova
fita, intitulada "Retunrto. Rio'\ cujos!
DE, CAMPOS DA FA'Z FILHO
protagonistas serão, além dela, Walter |
Piilgeou e Jirnmy Durante. Terminada j
Gtnecoí. da CAp da Li?M — Laureado pela Academia
Med. — Consulta com hora marcada — Edifício Carioca,
c^sa película, .Cannem Miranda regressaía 218 - ás 1G horas — Tej. 42-7550
sara ao Brásili de onde se encotHra au« j
1 ItsKMsma ixuKMumMÊKKmaMmm adBB«BWBÍMBiMWBWopM*iBM
«ente desde 19Ò9.
Pedimos notícias
Pedimos notícias a tôjas ai
orgauizaçôèa femininas do
Distnfo federal sòbrt1! aa
suas atividades, a fim de publioar nvsU pág^a, Cada Assüciaçâí» poderia tirar a-corrvspandflMte paru. nosso .ipN
nal. Qha a^liam da idéia? Eíperaniv 5 resposta,
Seguiu, com ('estino a Paris, a liriri*»rina brá-sileira FCros VTolusiá. Hros V<.:«
lusia foi convidada jx:la casa du Ame*
rica Latina, sÔcicdíldc dtí intercninbi,\
cóin sede na capital' francesa, onde .:,
artista süla.mcricana estrerara, cm 6".tíc.-?
táculos coreográficòs, por ocasião avi,
da
Festival de Folclore, 110 próximo
16, F,m sua conipanliia, seguiu a ]*•>¦.Jtisa Gillca Machado, nvk da artista..:h.^,j**<.^*'ftWi.**.'i.« ^<
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Corte e Costura
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CORTE LIÇÃO IV
Vamos corlar uma manga simpios, curta, ?cm franzido. Para isto
* preciso ter a medida d-a largura
<io braço e tambóm o comprimento
Vamos fazer o moldo
da manga.
qüc tem as seguintes medidas: largura do braço, 3 centímetros; comprimento da ma«nga, 22 centírrietros.
/
1) Corte pelo nosso
molde e veja que
linda saia você fará.
2) Nossas avós usavam, longas saias
brancas chamadas
anáguas. Neste modêlo uma anágua
bonita de bordado e
veludo para a moda
de hoje.
I£m I.° lugar precisamos riscar o
retângulo, da seguinte forma : Tiremos o comprinWilo da manga,
pondo a fila métrica no comôço do
ombro o descendo até pouco acima
do cotovelo, que vem a ser aos 22
centímetros. A largura, tira-se as
sim: passe em torno do braço, o
"centímetro'',
no íugai do eomprlmento da manga e deixe um espapo quando fechar o centímetro. Temoi então 3 centímetros de lnrgura, o que pode variar de acordo
com a gro.ssura do braço. Más a
cava é muito maior.
Portanto,
quando vocó tiver que traçar relangulo, risque, cm primeiro lugar
o comprimento da manga. Depois
ponha 10 centímetros a mais na
largura, que assim passará u ,ter
I
iOsccntírhetros. S
s
Agora vejamos como se corta a
manga. Em primeiro lugar, íembremos que a frente da manga é
mais cavada do que as costas. Por
isso temos que.traçar o molde inteiro o não a inefatfe, uma vl-z que
os dois lados não sRo iguais. Marde cima, aei
quemos &a jKirie
delxanparte trc
j HU.-U1U3
do
sem cortar 3 centímetros. O
Â
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kido dUíeito tem que ser menor
do que o esquerdo, em 4 centimetro«.
Então vejamos esse eálcuio. Se temos que deixar em cima
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7
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I
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3 centímetros, a primeira coisa a
fazer 6 tirar esses centímetros. 40
menos 3 é igual a 37.
Ficamos
com 37 e agora precisamos Mivid ir de maneira que utn lado fique
menor do que o outro em 4 centímetros. Portanto tiremos dôsses
37 os h centímetros é teremos 33
centímetros.
ri^Maiitios esses 33
por 2 e obteremos 16,5. Tjru lado
correspondo
a 16,5 e o oui.ro a
1 C.Smais 4, que & igual a 20,í>.
Assim vemos que unr lado, o da
direita, terá 16,5.^0 lado esquerdo
tora iG,5 mais i qua 6 Igual a
20,o. Vamos maij-ar e>sa linha.
Já marcamos a parte de einm.
Agora vamos majear os lados. No
lado esquerdo tfjflos que tirar 9
centímetros do enaa i>a<ra baixo e
no lado direito')'40 centímetros
também (te cirna para barxo.
Agora temos qré traçar uma finha curva de uplil ponto a outro
da seguinte formu
Es-lú riscada a aparte de i-ima.
Vejamos a de baid). Sabemos que
temos 30 centímetros de largura.
Mas a linha de b&rxo tem 40 centímetros. Porisso tomos de tirar
10 centímetros. K^8 10 são lirados da seguinte maneira: 5,5 do
lado esquerdo e 4,5 do lado direito. Agora é riscar de um' ponto
ao outro.
Está pronta a manga para ser
contada. O bula.mais cavado ó
costurado na freirte. Para cortar
ai» duas mangas ao mesmo tempo,
ponha a fazenda avesso jom avôsso ou direito com direito. E' necessário observar bom este moldt;.
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iialilffnüi
DENTE — TOdos as mulheres desejam possuir bons dentes e
muitas sofrem porque não tiveram, na infância, alguém que lhes
tivesse mostrado a necessidade des sistemáticos cuidaCòs. Falaremos, hoje, dos dentes que roce tem, amiga, e não daqueles que
desejaria ou poderia ler. À sua vaidade preocupam seus dentes.
Então viva cia. Seria conveniente que você escovasse os dentes pelo
menos duas vezes por dia: ac acordar e ao deitar. Se pudesse
fazer isos após cada refeição, seria ainda melhor, mas seu tempo deve ser demasiadamente ocupado. Escove.os então duas vezes. infalivelinenie. E vejamos: sabe você escovar os dentes?
0 movimento deve. ser feito de alie para baixo c nunca horizontalmcnle como se costuma. Escovas duras são melhores e a maneira de escová-los, enérgica. Para evitar as inflamações de gengivas, a fias. etc, será bom passar uma vez por semana um aígodão embebido cm iodo não só nas gengivas mas ¦também nos
dentes. Vtna vez por semana é muito bom também limpar os
dentes com bicarbonato de sódio, a fim de evitar a formação de
tdrlaro.
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Num dio de grande gala em que você queira ir um sorriso
bonito, escove os dentes com umas golinhas de água oxigenada.
Mas não use sempre esta prática pois isso poderá atacar o es.
malle. E lembre-se que os alimentos ricos cm cálcio são os mais
necessários à beleza dos seus dentes.
Não dixe de procurar, pelo menos uma vz por ano, o seu
dentista, isso é importantíssimo.
OS LÁBIOS — Aa maquillage de sua boca leve em conta,
principalmente sua personalidade. A escolha da côr de seu baton
deve atender à côr de sua pele c ao seu tipo físico. Se você ê,
morena, o melhor será usar cores ardentes (cereja, grená, rôseo
escuro). O emprego de uma côr em desacordo com sua pele causara, naturalmente, uma desarmonia perigosa e desastrada.
 escolha da côr de seu baton é tarefa que só você pede
resolver com cuidado e bom gosto. Sc fõr loira há todas as lonalidades do vermelho, geranium, rosado, cores claras.
Quanto à aplicação do reuge vejamos os conselhos de Maric Marttne. uma francesa técnica do assunto: 1 — corrigir as
imperfeições dos lábios com o baton. Se eles forem muitos finos
deve-se carregar um pouco marcando como ponto mais alto o
centro dos lábios. Sc êlcs forem muito grossos deve-se ler o ¦
cuidado de não marcá-los demasiado. ,
Sabre a pintura dos lábios, Jean Crawford, por exemplo,
lançou a moda da boca ioda pintada. Grande? T6da pintada. Pe.
quena? Toda pintada. Outras mulheres elegantes aboliram a divisão dos lábios, pintando a boca por igual. O melhor é pintá-las
com um pincel desenhúndo-lhes o contorno natural. A maquil">..
lage assim ganhará cm simplicidade.
Tudo isso é uma questão pessoal que deve ser realizada peIas amigas como considerarem melhor. Apenas nada de exageros c nada de querer apresentar uma boca feita a baton diferente
da que se tem, na realidade.
|
1 di i
15
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3
'dndo
para a vida
DANILO PERESTRELO
*&
(De «Almas Infantis»)
0 niiniô excessivo, com efuè certos pais trataúiVos Jílbas
A Higiene
constitui v.m des :maiores inimigos da boa educação,
£aMental previnc-nos que filhos iniiiiados estão quase sempre
da.'.-..s a insucessos na vida adulta.
lhes
Há crianças que se habituam de tal íórma a une se
executar
façam ps vontades que chegam á impor condições para
narrarco^ ato-, mais rotineiros. Para só citarmos um exemplo,
dc
hgs o caso de uma menina de tròs anos que chegou ao ponto
basomente consentir et» deitar para dormir se sua marnae^ou
suas
'íá"
a'acompanhasse á cama. contando histórias. For ultimo
as msexigências foram aumentando, não permitindo mais que
coisas foi se agravando
torias fossem repetidas. Üsse estado' de
"babá" se negasse a satislc íal modo que, certa ver, conió_a
acrpxeada,
fa-^er s-eu capricho, teve uma crise nervosa, ficando
necessária a presença de.uni
podendo a fala, tendo sio mesmo
chegou a
médico que, sem conhecer os antecedentes do caso,
de se intciformular o diagnostico de epilepsia. Somente depois
¦t-at das condições sob as quais essa menina era educada, foi que
u
nôde ajuizar verdadeiramente do que se tratava e aconselhar da
normas
fànVíHa uma atitude psicológica á seguir, segundo as
MentalHigiene
'
Muitas vçztós, é verdade, as coisas não chegam a esse ponto,
ter más conseniàs nem por isso o excesso de mimo deixa de
emendas.
cxigg cm
A criança a quem tudo se facilita, sem nada se
btta mtanaa
troca, vai-se acostumando à receber sem rctrrbmr.
em que as coisas mucera uni verdadeiro paraíso, porém na hora
porquanto^ mais
iareni - e isso é muito provável que suceda,
•omum é, um dia, os pais virem a faltar - quando for lançada
eternamente em
m vida tumultuosa de nossos tempos, ficara
íiusca de pai- "bóhzinhós.'' que nunca mais encontrara.
_
scnhmento
forte
um
com
Sem saber contar consigo própria,
seus problemas
è dependência, nunca se julgará apta a re oíver
Liem ajuda alheia.
Oue não sofrerá es: a criatura:1
maSan preparo suíicierite para participar, dessa grandeconstiassim dizer, para
QÜina que é â sociedade, inapta, para
será sempre uma
ttur uma ^quena peça do grande mecanismo,
«nfeliz '->r essa vida afora.
vontades c
Pais. saibam amar seus ftlfe Não é fazendo
amor pelos ídnos,
satisfazendo seus caprichos <)nz mostrarão
mas educando-GS par' a vida.
Para
as
crianças
ia*
'—¦——
\j\
asl
m a m as
dÂILE
UMF, IVi
CAIPIRA
CANTIGA DE SAO
10A0
Cái, €ái, balão
Cái, Cái, balão
Na Rua do Sabão.. s .
Não vou lá
Não vou lá
Não vou lá
Tenho medo de apanhar.
\ S•
I
Você sabe, garoto da cidade, porque se faz fo<iueira
noite dc S. João ? Eu lhe conto:
à casa dc sua prima
Quando Maria Santíssima foi
soube que
Isabel contar que íu ser mãe do Menino Jesus
tempo, e
cia também ¦ oitava operando um filho. Nesse
nao Unham
isso já faz muito tempo, as mullieres que
eram apedrejadas na
filho quando completavam 50 anos
como ja
rua como animais. Isabel, mulher de Zacarias,
como motinha 50 anos com receio de ser apedrejada e
raúa*«*mg0«k sua prima contirmou que a aviscria fazendà luz à sua porta para que Maria fosse visitá-la.
'WftííM de
a porjunho brilhava no alio do morro
ia de Santa Isabel a fogueirinha anunciando o nascimento de $Woâo Batista.
Dia 19 às 22 horas no Clube
Cabiras. a rua Álvaro Al vim o Instituto do Serviço Construtivo rearaipira.
Hza um grande baile caipira.
«I. ii.,.»X.
Oi
amigos estão
convidadas e as entradas poderão Laranjeira pef:uenina,
ser procuradas em nossa redação. Carrcgadinhà dc flores.
Èü também sou pequenit....
Compareçam; amigas.
Garrccádinhá de amores.
moda parisiense, tal como foi esboçada.
é barra à altura dos tornozelos".
usava . um
A própria srta. Ettore
"mantcaux",
Cristicti
desenhado
por
monova
D'or, um dos inventores da
da c que só dc roda tinha 6 metros
Nfáo reste dúvida que o processo da
imilhCr se vestir ««-¦•ri e dispendioso.
m
^y
k WGUEIRA DE SlrtlO
j
-\.
As rosas é que são belas.
Os espinhes é que picam
Mas são as rosas que caem,
Ior-Nova
Em
arrastam.
tidos quase
Mas a São os espinhos que ficam.
que sáo um pouco mais curtos.
Os dentes irregulares das crienancas devem ser corrigidos
quanto elas são pequenas.
Os defeitos da dentição podem
da ^ criança
prejudicar a saúde
a higiene da
porque tornam difícil
boca, provocam inflamação das
até à pyorrhéa.
'.'Alem
gwpvas, o que leva
disso, deformam a íisiono«v- e*dificultam a respiração normal. porque é feita em parte pela
bo-a. sempre cntrc:aberta.
As mães devem encarar um problema com muito carinho, rec.or
rendo entanto antes a um dentista.
a fim de corrigir os dentes tortos
'•'-.
,,'i
dc seu íübo.
Assim, evitará mal-estur 'daa cnvai
ãnça que, depois de cre
fi-or triste com uma boca .<) ifcituoe
qp dentes supei-iores sal''-ites_
debaixo
yfyp inferior òurícr, medido
cios dentes.
y-——
!
(DOS JORNAIS)
Cuidaao com
os dentes
das crianças
gr-
123
Recebemos de um colaborador que se assina
e tem cinco anca, cate desenho muito expressivo
Para!
AS
\S~ SAIAS
Hi UMA GOSTÜRdEIRA
^x
n.«
~o
"CÔMPRSD
V costureira francesa,, a
corsa
Jcaneílc Eclore. de ' naturalidade
v mie mantém uni
sobre
foi abordada pela reportagem
dado
que íacsjs coisa .que tanto tem
as
homens:
lar às mulheres e aos
saias compridas. Segundo a modista.
a dc 1900 e
Çinoda atual c justamente
dc se reexiste grandes probabilidades
"Mas
porque os
iro-radnr ainda mais.
costureiros resolveranv voltar ao nasA resposta foi esta:
càdoi
NÓ5 costureiros, vivemos dc criai
novidades. Ora, como era sumamente
impossível diminuir mais o comprimento
das scias, que já estavam acima dos
dos
joelhos, resolvemos levar as barras
05
vosvestidos ao chão. K em França
¦'!$: -M
Rosa branca, sentimento
Companheira da açucena.
Eu nãO sei que tem meus 0U1
Oue eostain da còr morena.
Üc
Dc
De
De
V/T
.
j
\$uiJA!5
encarnado veste a rosa,
verde o manjiricão.
branco veste açucena,
luta meu coração.
Minha mãe me dê a chav
Ouero apanhar nove rosas
Três brancas, três encarnadas
Três amarelas cheirosas.
Teatro de Bonecos na Sociedade Pestalozzi do Brasil
ás 21 hs.
- Sexta-feira,
KNTRADA FRANCA
A Sociedade Fe&lppi & Brasil. PWJ*^^
seu árduo trabalho de restabelecimento f^^f
1 ,
>ra,
aeão dc crianças retardadas estreará ^"1
^a
\,"oi únrn* à rua Gustavo de Sampaio riv° l^no^mç,
tÍ ã "O uíiH * Pedra-. (Otín.^);
jW»
e direllgunno.
cenários,
Meireles,
Cecília
de
IIuçSo
pari
' cênica de Eros Gonçalves.dia, será encerrada a ExpoSábado, dia 19, ao meio
Olga Ob y e
sicão de Teatro dí Figuras organizada por de CnUma
E os M. Gonçalves na Sociedade Brasde.ra
5.° andar).
melêsa;' no Castelo (Av. Graça Aranha, 327,
matenal
Si M à" 19 horas poderá ser visto ali grande
giande
que interessará aos marionetistas pertencendo
recentemenparte ao Centro Brasileiro de Marionetistas
te fundado na Sociedade Pestalozzi do Brasil.
•
.
)
1
iÍAtithv,
..
ia;\i .-iicsm*.
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leitora de Momento. Lclicia
anos em maio e foi uma festa bo¦nitu f.ui sua rasa ile Laranjeiras.
'
+ * *
Oucr saber se ura ovo está frwqultiho? Ponha-o numa vasilha com água
fria. Sc esuvcr frasco vai para o íuti«
do do contrário fica boiundo.
t
f) MOINHO A MARGEM IM> FtOSS
Ut
Essas últimas palavras íoraiu lançadas num tom >ae triste agitação. O senhor Glegg empurrou o chá, e bateu na mesa com ambas
as mãos.
Está bem, senhor Glegg, se esses são os seus sentimentos, é
melhor que sejam conhecidos — retrucou a senhora Glegg. pegando
o guardanapo e dobrando-o de uma maneira excitada. — Quanto ao
íato de estar eu garantida muito além do que espreava, peço me
deixar dizer-lhe que tenho o direito de esperar muitas coisas que
não encontro. E quanto a parecer-mc com um cachorro louco, é bom
que você tenha vergonha de gritar pelo condado o seu tratamento
para comigo, porque eu não posso e não o querro suoptar.
Aqui a voz da senhora Glegg demonstrou que ia chorar, e com
a fala alterada, tocou a campainha violentamente.
Sàlly, — disse ela levanlando-se da cadeira e falando com voz
meio trêmula — acenda uma luz lá em cima e feche as venezianas.
Senhor Glegg, faça o favor de ordenar o que deseja para o jantar.
Eu quero um caldo de aveia.
A senhora Glegg
atravessou a sala até á pequena estante de li"'Santo
e
o
Repouso Eterno", de Baxter, que carregou
yros
pegou
consigo paar cima. Era o único livro que costumava deixar aberto
em frente aos olhqs em ocasiões especiais — nas manhãs chuvosas
de domingo, quando sabia de morte na família, ou quando, como
naquele caso, suas ^discussões com o marido haviam chegado uma
oitava mais alto do que de costume.
Porém a senhora Glegg carregava
mais alguma coisa consigo
"Santo
Repouso" e o caldo, podia
para cima, alguma cois que, com o
ter alguma influência em acalmar-lhe gradualmente os sentimentos
tornando possível para ela, dentro em breve, suportar a existência
no pavimento térreo, antes da hora do chá. Era, em parte, a lerhbranca da sugestão do senhor Glegg, de que ela devia deixar suas
quinhentas libras sossegadas, até que uma boa colocação de capital
aparecesse. E além disso, sua alusão, entre parênteses, a uma generosa provisão para ela, em caso de morte. _
O senhor Glegg, como Iodos os homens de sua marca, era extremamente reticente a re-peito do próprio testamento. E a senhora
Glegg, em seus momentos tristes, prognosticava que, semelhante a
outros maridos de quem tinha ouvido falar, êle podia alimentar o
baixo projeto de aumentar-lhe » mágoa com a sua morte, deixando-a pobre. Nesse caso ela estava firmemente resolvida a colocar
somente um pequeno véu de crepe no chapéu, e a não chorar mais
do que se éle fosse um segundo marido. Mas se o esposo realmente
mostrasse alguma ternura, ela pensaria nele, pobre homem, quando
morresse. E até sôbre aquela mania de flores e materiais de jardim,
a viúva chegaria a poder .falar, conforme o testamento. Para sobreViver uc senhor Glegg e falar elogiosamente sôbre ele como um homem que podia ter suas fraqueza.-, mas que havia dado as coisas que
eram devidas à mulher, não obstante seus numerosos parentes pobres, era preciso ter as somas dos juros aumentadas freqüentemente,
e ocultá-las em vários canto-, encarnecendo dos mais engenhosos
ladrões; (porque, para a senhora Glegg, os bancos e caixas fortes
anulavam o prazer da propriedade e eram como se alguém tomasse
os alimentos em cápsulas) e finalmente, ser considerada por sua
própria família e pela vizinhança, como nenhuma "de
mulher "uma
pode
deixar de querer ter ;, pretérita e presente dignidade
^er,
1U
O
•.ofts 05 ,
MOINHO A MARGEM DO PLOSr
viúva qu ficou bem". Tudo isso lhe deu uma' lisònjéira e conciliatória
Idéia do futuro.
Assim, quando o bom senhor Glegg, restaurado ao bom-humor
pelo muito trabalho, e comovido pela vista da cadeira vazia de sua
mulher, com o seu trabalho de agulha enrolado a um canto, subiu
par.: tê-la, e observou que o sino dobrava pelo pobre Sr. Morton, a
senhora Glegg respondeu magnânimamente, como se fosse uma mulher que não estivesse ofendido: — Ah! então vai haver uma boa
vaga para alguém substituir !
tinha
abert0 na oito h°ras, Porque eram quase
„t«
J? Se
Paxter
cinco.
as pessoas .si.d0
brigam freqüentemente, segue-se
como corolário.
que suas brigas nao podem passar de certos limites.
O casal Glegg conversou muito amigavelmente sobre os Tullin°lt€u° fenhor Glcgg cheK°u a admitir Que o concunha3«rS.,^q,UCla
npmem, bom para ser jogado dentro dágua
2n^u de,un\mau
quente,
depois
ter corrido por sua propriedade
toda.
a
E
senhora
Gleee
encontrando nisso meio caminho andado, declarou
era
indigno
que
««»
dé«c homem , que, «m conS
tlItSí
ração a sua irmã, ia deixa-lo
Y?n<iUtaconservar
quinhentas libras por
mais algum tempo, mesmo, mesmo porque as
ela fosse colocar o dise
nneirit numa hipoteca alcançaria somente 4 % de
juros.
capitulo xnr
O Sr. TulHyer embaraça a meada da rufo ?
^l100 ao n,°Y0 rumo düS Pensamentos da senhora Glegg, sua
«,.
mana Pullet, achou a missão de mediadora muito
fácil, no dia seguinte. a senhora Glegg, realmente, censurou-a um tanto rápidamente, por achar necessário dizer à irmã mais velha
qual era o
melhor modo de proceder em assuntos de família, o argumento
da
senhora Pullet, dizendo que seria ieio que a vizinhança tifesse
n\famí11». «a particularmente ofensivo.
J^í^^í0
ee o nome da ?Mííriga-s
família nao sofresse senão por atos da senhora Glensr
ir «enhora Pullet, podia deitar a cabeça no travesseiro na mais
per«fita confiança.
A senhora Glegg expôs as suas condições:
— Suponho que não esperem que eu vá ao moinho novamente,
antes de Bessy vir me visitar, ou que eu Tá cair de joelho sãos pés
do senhor Tuiliver, a pedir-lhe perdão, imptorandoÊlhe as mercês.
Hão suportarei desaforos, e só quando o senhor Tuiliver falar cortêsmente comigo, eu lhe falarei no mesmo tom. Ninguém tem o direito de me criticar.
Achando desnecessário pleitear mais a causa dos Tullivers, *
natural que a Tia Pullet tenha amolecido um pouco a sua afeição
por eles e recordado o aborrecimento sofrido na véspera com a prole
daquela malfadada família. Disso a senhora Glegg ouviu uma nar»
ratira circunstanciada, para a qual a notável memória da senhora
Pullet forneceu todos os detalhes. E enquanto a Tia Pullet deplorava a Jalta de sorte da pobre Bessy com os filhos, e exprimia um
meio-formado projeto de pagar um colégio interno para Maggie, num
lugar distante, o que nâo lhe mudaria a côr morena, mas podia
tentar crorigir outros vidos dela, a tia Glegg censurava Bessy pelas
suas fraquezas e apelava para todas as testemunhas que estivessem
vivas quando os filhos dos Tullivers ficassem mal, que ela, a senhora
/
O MOINHO A MARGEM IK> FLOSft
obserGleae tinha sempre dito desde o princípio o que aconteceria,
palavra?..
vando quanto se admirava de verdade de sua* levou
a com a mal e
Então posso contar a Bessy que vocc
senhora Pullet, antes de
que tudo será como antes ? - perguntou a
partir.
Sim pode, Sofia, concordou a interpelada: — Pode dizer ao
me portar
senhor Tulliver, e a Bessv também, que eu não costumo meu
lugar,
é o
mal porque os outros se portaram mal comigo. Sei qual
como a irmã mais velha, que deve dar o exemplo a respeito de tudo.
E é o que eu faço. Ninguém pode achar o contrário, se quiser estar
l
,.
com a verdade.
na sua
satisfação,
estado
de
nesse
sra.
Glegg
a
Encontrando-se
— deixo a cargo do leitor julgar
própria magnanimidade perdida,
o efeito produzido por uma breve carta de Tulliver, recebida muito
tarde, depois da partida da senhora Pullet, informando-a de que
não precisaria se incomodar por causa das suas quinhentas libras
porque seriam pagas ao correr do mês seguinte, o mais tardar,E juntaainda
mente com os juros correspondentes até o dia do pagamento.
senhora
com
ser
incivil
a
mais, que o senhor Tulliver não pretendia
Glegg, e que esta seria sempre benvinda em sua casa, sempre que
quisesse aparecer, porém que dispensava todos os favores dela, para
ai e para as crianças.
Foi a pobre senhora Tulliver quem precipitou essa catástrofe,
inteiramente cheia daquela irreprimível boa fé nos seus, o que demonstra que causas semelhantes pudem muita vez produzir resuitados diferentes. Várias vezes tinha ocorrido em sua vida que Tulliver fizesse alguma coisa porque os outros diziam que êle nâo era
capaz de fazer, de medo que tivessem pena dele, pela sua suposta
inabilidade, ou por outra qualquer coisa que lhe espicaçavVo orgulho. Nesse momento pensou a sra. Tulliver que se ela contasse ao
marido, quando voltou para o chá, que a mana Pullet tinha ido tentar
fazer qualquer coisa por eles junto à mana Glegg, não precisava
pensar em pagar o dinheiro, e seria dado um agradável ambiente à
refeição. O senhor, Tulliver nunca havia afrouxado a sua resolução
de levantar o dinheiro. Mas ao ouvir a novidade ficou determinado
a escrever uma carta à senhora Glegg, a-fim-de evitar toda posaibilidade de erro. A senhora Pullet ter ido Implorar e pedir por êle,
realmente. Tulliver não podia escrever uma carta à vontade e encontrar a relação entre t linguagem falada e a escrita. Embora soubesse ler, achava eserever cartas uma das obstante, como em todos
o* escritos veementes, o dever coisas mais embaraçosas nesse mundo
embaraçado. Não foi feito em menos tempo do que de costume. E se
a ortografia diferia daquela da senhora Glegg, era porque ela pertencia, como éle próprio, a uma geração para a qual a gramática
era um assunto de julgamento particular. Mas a senhora Glegg não
alterou o seu testamento em conseqüência dessa carta, nem cortou
os filhos dos Tullivers da sexta e sétima partilhas nas suas milhares de libras, porque tinha também os seus princípios. Ninguém
seria capaz de dizer, quando ela morresse, que não tinha dividido
eom perfeita ordem o seu dinheiro, entre os parentes. Km matéria
de estamentos, as qualidades pessoais, eram subordinadas ao .fundamental fato do sangue; e se fosse determinada, na distribuição dos
seus bens, pelo carpicho, e não fizesse seus legados segundo unia
direta proporção, pelos graus de parentesco, seria uma desgraça que
Mie teria mortifieado a vida. Esse tinha sido formas daquele senso
.*<,'. »-.-..-y*íS.;*
124
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»¦=;¦¦'.¦¦ ."¦¦,•¦?¦?...-.>¦' f ¦^^¦¦"¦T..;.:'.. vi^átyWSJ^g^^^
O MOINHO À MARGEM DO FLOSS
de honra e *etidão, que era uma tradição altiva nessa família, uma
tradição que era o sal da sociedade inglesa provinciana.
Embora a carta não pudesse abalar os princípios da senhora
Glegg, fêz com que a cisão na família ficasse mais difícil de remenTullidar. É com o efeito produzido na senhora Glegg, pelo senhor
não
tinha
ver e'a pediu que fò.-se compreendido dai em diante que
estava
nada mais a falar sôbre êle. O estado de espírito do cunhado
momento.
no
muito corrompido para ela o contemplar
Eássim fêz até uma tarde, na véspera etc Tom ir para a sscola,
nos princípios de agosto, quando a senhora Glegg pagou, a visita de
mossua irmã Tulliver, sem descer do seu carro, todo o tempo, e como
críticas,
opiniões
e
de
porque,
trando uma acintosa abstenção
ela observou para sua irmã Deane, Bessy devia suportar as consepena dela, com o que
quências de ter um tal marido, embora tivesse
era mesmo digna de piedade.
a senhora Deane concordou que Be^sy
—
Oh, meu Deus, Maggie! A tia
irmã:
à
Nessa tarde, Tom disse
estou contente de ter que
Eu
Gleg'? começou a vir aqui novamente!
Ir para a escola. Você é que tem que agüentar com tudo agora.
Maggie estava já tão cheia de tristeza ao pensar que Tom ia
ae separar dela, que aquela sua exultaeão pareceu indelicada. E cho|
rou muito de noite, quando foi dormir.
A rápida decisão de Tulliver deu-lhe também grande rapidez
para encontrar a pessoa conveniente, que deseja-se emprestar-lhe
libras em títulos.
quinhentas
"E'
preciso não ser cliente de Wakem", disse êle para si mesmo.
Mas ao fim de quinze dias já pensava o contrário — não porque a
sua vontade fosse fraca, mas porque os fatos externos eram mais
fortes. O cliente de Wakem tinha um destino marcado, tanto quanto
Édipo. e nesse caso podia opinar como Édipo, que suas ações lhe
eram mais impostas do que cometidas por êle.
LIVRO
SEGUNDO
O TEMPO DE ESCOLA
CAPÍTULO
O
¦•.-¦
•-
..¦•¦.
¦
I
primeiro .teltmstre de Tonf
Foi profundo o sofrimento de Tom Tulliver durante o primeiro
período em que esteve em King's Lorton, sob os especiais cuidados
üo Rcv. Walter Stelling. Na escola do sr. Jacó, a vida não se lhe tinha
apresentado como nm problema, e Tom, que era forte em todos os
\v
. ^ jogos ativos — na luta principalmente — tinha entre os demais
\ rapazes aquela vantagem que lhe parecia inseparável à sua personalidade.
x O próprio sr. Jacó, familiarmente conhecido como o Velho Gogl
se os velhos
gles, porque usava óculos, nunca lhe infundiu temor. E"clichês"
hipócrita- como êle cheiravam a rape, escreviam como
cercando a assinatura de arabescos, tinham boa ortografia mesmo sem
querer, e declamavam '"meu nome é Norval" sem estropiações. Tom,
de sua parte, tinha a satisfação de não ser obrigado a imitá-los. Eles
mesmo não estava destinado a'ser um mestre-escola ranzina, mas
um homem de verdade, como seu pai, que na mocldade gostava de
t<> % i :.t. »t,n>.ty
(ki<>) — Sua letra apresenta quaTtdades morais positivas.
Honestidade,
franqueza, lealdade e 'um bom
gòstc
extraordinário. Pena é que
escrevesse
tão pouco, Parece-nos, todavia, que se
maior fosse o material poderíamos atirmar sem receio de engano, que o senhor
c \iin artista de rai;a sensibilidade, sufo"terre
íi. terre"
das
lutas
/fcado pelo
,' materiais, b.', também, muito bem humorado c muito romântico...
tanto, não é muito fiel no campo afeUvo
!-'
QUEIXOTÍ
,
(Rio) — Raciocínio rápido, percepcão aguda, inteligência ativa e vivíssi"di/
ma, é o que
a sua letra. Grande
capacidade de,ação. Firmeza de convicções, generosidade, delicadeza de sentimentos comprometida, por vezes,
poi
acidentes nervoso passageiros, Bondade e altruísmo. Grande
sentimental,
extraordinariamente fiel ao seu amor.
(será mesmo?)
f
*1P M 5Ém\W?Èflfr\
?K
(Rio) — Quando iniciamos esta seção falamos alguma coisa sobre a origeni e a essência da grafologia. Disse
mos que desde o século XV esse cstiul
ciência,
como
preocupava homens de
ó filosofo Baldo, italiano, que publicov
o primeiro tratado cientifico
sobre
c
assunto "Come de una lettora missiva so
cognóscanq Ia natura e qualitá
clelk
scrittore",
Dissemos ainda
—-• que,
-i'"'
v..(,....:
depois
o velho Cagliostro no século
dèlle
•\-|
i
X
1 1
."
.... .,
condenado
X\ 111 fora
fogueira da
à\ jSanta Inquisição por pesquizar assimtos heréticos como deviam ser a grafòlogia, o sistema planetário de Copérnico c Galileu, a teoria sobre a circulaçaó^dí sangue etc. Isso quer dizer que
a grafologia é uma ciência baseada em
experiência realmente exata, não em hifamosa
poteses (.'ti suposições como a
e
outras..*,
quiromancia
julgamos qiu
o amigo na sua pergunta
deseja
que
citemos'os autores por ventura lidos por
r~w
X
GILDA
CAMELEÃO
, quem faz esta seção. Vamos citá-los
timoralo.
,'an recua, nem a mão
do
para satisfaze-lo: — lloequart-, Henze,
"de
lkmio(
(pie
depois
resolve
agir
—
de
Antes
qualtudo agradecemos.
Michon, Crépieux-Jamiu,
Rougemoitt, as (Rio)
suas amáveis palavras sobre o uy-so otier forma. Aspira grandes coisas na
Héricourt. Nunca prometemos
trabae sobre a nossa seção de grafo- 'Vltla- ^«"cu-nde realizar muito. Sua lellios perfeitos, porque nâo fomos ala- jornal
logia. bi' com grande prazer que passo ítra rcvcla unrUíUTibiçâo desmedida. Do
caclps dessa aíeção perniciosa nue se
a estudar a sua letra: -- sua caraeterís- 1"':;!" lle r'sla cl° an""' * um "ventu.chama pretensão. Já tivemos, oportuni
mas
tica principal é a persistência auxilia- rciru scni l'cniissao- JW<. fiel,
u.id^ de dizer mesmo que ninguém jtinha
co'-lst'rvador,
na
tipo
do
preferência
o direito cie, logicamente recusar á gra- ila por inteligên;ia ativa e muito, clara;
simplicidade de
atitudes,
sem ,
iologia o seu caráter" científico, em- grande
e uma nobreza de seutimenpreMinçáo
bora pudesse o m toda certeza duvidar
'ia nossa "capacidade"' (da qual. aliás, tos digna du maior apreço, Tem graudes aspirações e pela tenacidade revelasomos os primeiros a duvidar...), nessa
da em sua letra é de esperar que atinja
oportunidade dissemos: deixe-se de
vitórias estupendas.
I\'
atetiv..niei)U
confiar no médico, mas não se duvide
muito sensível, ciumento e discreto. Mas.
jamais da medicina. I.\' tudo, sr. S..V. intransigente,
não sa.be perdoar.'. Sua
w—'— - -—
Júnior. Quanto ai estudo da sua letra,
eneia ê intelectual. Talvez um noposso dizei', ressalvada a nossa meom
t .vel médico possa vir a ser.
pelência que nunca se mascarou, (pie e
senhor é um grande
\\
presumido.
também, muito inteligente, dotado
dt
( Rio)
l ma artista de rara scnsiviva perspicácia, grande atividade m?ntal, ação rápida e eficiente. Sua ten- büidade, e uma grande mulher, capaz d.
Sabe muito
liara a engenharia, especiali- atividades extraordinárias.
zada na arquitetura.
bem bem discernir,
disuadir
muito
e convencer,
com serena persuasão, r," eucanl dora,
dotado de sensn estético c grande ad¦r
rador dos encantos femininos.
pela delicada compleição do seu carater.
JUVENIL
—
Sua principal caraeterís(Rio)
tica é a paciência, servida por inteligencia comédia e recatada, sem exibiv...
farol.
,.,,..,.
!•'i, .' muito
ções
sensata
N...*,. ou
iimiiu
si ii><iiii ee raia
"zoávei. Sua bondade
embora sensívc
submete-se a um raciocínio frio e p"ii
derado. Muito esforçada,
nunca
se
cansa de agir, embora nem sempre atinja
¦\ um êxito completo.
I-',' delicadíssima
em todos os seus gestas e capaz de
uma dedicaççào sem limite;.. Sua leudeucia é intelectual, mas a vida contrarioii as suas aspirações.
Votou-fc a
uma atividade absorvente c necessária
e a>>im feneceram as mais belas fiores da sua capacidade criadora intelectual.
A LETRA REVELA A PESSOA !
REBELLO
(Kio) — Uma inteligência desorga»
nizada, embora extraordinária e
luminosíssima, Muito pouco s;it,i>l\;it<. coiu
a vala e indiferente em face das lula:
confusões que se desenrolam itn maudo. Sabe qen tudo é inevitável, e sabe
rpie o fim virá fatalmente de encontro
aos. seus desejos. K'
falador.
muito
l.nérgieo e bravo como (pie!... Muita
afetivo e carinhoso.
Bí«9b8é1IIÉ1^
n
>
H
IVAN MENDES
Atividades. Grande capacidade de
realização c de' comando. Ansioso de
independência e liberdade, não admite j
',
controle ou desconfiança... {¦.'
impe'
tuoso, genioso e...
perigoso, em tais
.momentos.
PAULISTA
i Sao Paulo)
\ oce é uma alma
s'niples, tranqüila
e confiante.
Sua
vida, entretanto, é acidentada,
muito
pouco confortável. Sua- aspirações sentimentais são inconseqüentes c inócuas,
icm raizes fundas. Você e volúvel ou
então ainda nao teve realmente o grande
amor da sua vida. Todas as suas ações
são dependentes da influência
ou tio
exemplo tios que a cercam. Você não
Mas c
tem
personalidade definida.
.
muito gçniosa . .
i
>
I
¦
I
J
I
SEDRUOL
PEÇA UM RETRATO GRAFOLÓGICO
.-.
HÉhI
.-St*
ZELEIDA
S. A. JÚNIOR
Nome
üe„;. s. .
9SV. f">í
(Rio) — lemos aqui um cavalheiro
impetuoso, resoluto, intransigente e in-
.
Pseudônimo
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uma
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para a Caixa
NINO'
manuscrita em
papel sem
Postal 201.'!. "MOMENTO
Rio DE JANEIRt
pauta.
( /A/K. / f. ;',
AS FLORES EM NOSSO LAR
Uni jarro com flores dá, sempre, üiiráspeto alegre á casa.
A flor é bonita não importa se
em uma jarra de cristal ou em um
modesto jarro de vidro. \s suas
,iáÈm
*V W'•
v'JL
A
W
cntcittir o nosso lar, não desprezemos as florinhas simples.
.\s vezes falta-nos um jarro, mas
em um bule ou em uma leiteira
podemos colocar um apanhado de
flores que. sobre um móvel de saIa de jantar. lc,o dará a e>sa peca
'im asneto festivo.
Mas, se o nosso dinheiro, eada
i vez mais curto c as coisas caria ve-:'
mais caras, nào nos permitir com
as florizinhas
i prar nem me mo
simples, plantemos em latasinhas e
°;eranios.
Colocadas, em iarros, essas plantas, tambéiii, enfeitarão nossa casa.
Sc moramos rnide haja u:n pcdaciuho t]c terreno, não esqueçamos
de plantar uma trepadeira florida
Sob uma latada
enfeitada
de
flores as nossas crianças passarão
sins horas de folqatedos.
F. uni harraquinho pobre, coberto por uma trepadeira, ficará me
nos feio e menos quente,
Enfim. Mores, sempre flores; enfcitando á nossa vida.
core> tem a mesma beleza. O sen
perfume é o mesmo.
E as flores caras não sãò mais
belas que as humildes florinhas do
campo. Todas têm o seu encanto
próprio. Umas, no complicado das
da
pétalas, outras, na delicadeza
forma. Umas. nó colorido, outras.
sao
no perfume. Mas todas elas
lindas.
E se não podemos ter rosas ou
hrontidas cm iarrões caros para
ROSAS DE CARIDADE
FEMI
•MARTA
LUIZ ÍVÉRNEGK DE
CASTRO
ADVOGADO
Rua do Carmo. 49 - 2/ Sala 2. — Diariamente, de
Í2 às 13 e 1.6 às 16 horas.
Exceto aos sábados
— Fone: 23-1064 —
^,-vr-A JrT\
>M^
CONTINUA ALFABETIZANDO A ESCOLA
DO POVO
o pivihltMiiii da ;!!fao"íi:'.a(.vo do
brasil piro. da diminuição da porco-u-i-agoni de analfídiolos ovAyç a
no-.-v populaeãn, l-iun sido em i.nntiieras nrasiõfs, ubjelo de pronvs-a- mil oradas. A verdade, cri Irelanlo, (> f|iu' o problemn iierrriaiieco, cíiiiiIíiuim sendo um doa mais
-crio- na ordem cultural, inferiorizando o nn?$n privo, impedindo
mesmo ti compreensão de prohlemas oiiiios, mais vilai*. e ile cuja
çoiueãn depende a participação do
atip!;;-'
eainadas
dn
população
bi'a,?iloini.
\ b.H-o!a do l'o\ o. qup ú mu modo ciesonvolvivinvnlo em prol
rnculo da cullurn popular brasiloira, svunpro >» preocupou com
o problema cia n 1 l'al>etiz--j<*ão. por
isso que reconhece cou.*liiuir êle
um problema básico nn situação
em que nos e-nconlramos. .\ liscola do Povo se orgulha de vir
mantendo em
pleno desenvolvimonto, em ritmo crescente, vários
cursos de alfabehzação de ad-ullos, Ainda agora, a direção da
Rsoola pwle aiomeiar que estão
abertas na soa secretaria, h Av.
Venezuela, 27; (>.° andar, novas piatrículas para seus cursos de alfabet fração,
i.ntèirame«ale
gratüi-
to«.
òcii iwiiic, Do fim de sua carta, traii.ve-nic ti idéia uma criahirbilia jóv.-ní^ilcsprcacupítda, feliz, tloha do riso c da alegria, li' tão
leve seu u.Qtue Ci///V|/, tão feito de musica, que lembra uniu melodia
suave <• /.,.ov,4'<7 '/^ <j's passos harmoniosos do uma bailarina, barbo'?temido brejehii fâus csInUlas do destino. Ilà nomes
que sao presenca luminosa e festiva. O seu c assim, li porque ele me frôjtxc essa
impressão, maior e nuas dolorosa me foi a surpresa, diante da iralidade brutal de sua existência. Você, Cintra, não é nem alegre nem
feliz; e leprosa, lulvcz seja jovem ainda, mas em seu rosto defor*'
modo não passa vestígio de mocidade. Seus pés não brincam valorosos pelas estrados do dcsluw; estão presos, chumbados a um .' caminha, a terrível caminho da decomposição e da morte, llá muito
que foce não n c seu proa:o de agonia c prisioneiro das paredes Io
vi., leprosãrio- O queas atravessou, foi o sen grito de angustia, seu
brado de socorro, na carta em que você me couta
que está morrendo
r ? poucos, sem iratainer.lo e sem remédios. Será
possircl, C:n:ra,
os
homens
.sãos.
a
que
quem compele dar a você ao menos, uma
esperança de cura, nua lhe queiram conceder essa esmola" Será
que
eles que tem tudo e que tem - sobretudo - - o pavor de apodrecerem
depois de mortos, não se lembram, de que você
que apodrece cm
vida. pode. amaldiçoa-los por sua falia de caridade-c
que poderiam
ac mcims num vidro de remédio ou numa aiiipola de injeção, darlhe um rouco de felicidade.' Que significará, rara eles, um te Prosono.' Lendo sua caria, Ciiiíra. eu me revoltei com roce,
por você
e pelas- centenas de difiras rjue sofrem o que você está sra rendo. /?'
bem pouco o que llio posso dar, além do remédio que, naturalmente,
(lie eííviijrei, embora não saiba com exatidão qual deva ser, mos se
uma palavra de carinho c th simpatia rode confortá-la,
quero iiue
" receba de mim. Diz você, que me conheceu através de minhas era*
nicas l:das, p.<r >:eeso, ire.nr pedaço de inrual. liscrcya-lhe também
nume crônjea.. na qmlKlhe'th:u. de publico lodo o mçu apoio c toda
a iitinlhi»spliditricdfidc< Ilido, isso é pequenino, Cinira, eu sei diante
da vastidão de sua desgraça, mas tendo ainda uma -ver;, cm sua carta
nome da patrona do hospital onde roce se encontra, lembrci-rinc do
svavt milagre queui santificoui Levava ela, ,'nn dia, em seu avental,
alguns pães, que ia distribuir aos prisioneiros do rei, seu marido
prisioneiras que estavam condenados a morrer de fome, quando "or
¦ indagou desconfiado o liraacaso o encontrou. — "Que levas aí?
"PloresJ',
¦
no.
respondeu ela, sorrindo. H mostrou o reoaco, onde
rosas perfumadas abriam Mias condas. Quem sabe Cinira. se a simplieidade dosas crônica, mostrando aue você está sem o pão de que
necessita — que em seu caso *igiijfica tratamento para seu 'mal —
fará também o milagre de que um pouco dr carinho e de amor lhe
sejam dadas, c que rosas de caridade, algumas pelo menos, se abram
também hora voec?
i
'
¦.]"",v.'' ¦"
'
;t.'.'..;'£*'¦¦
*¦¦''-
/-
vf.
\r
•¦&'
'• .
CONSELHOS
piuQZINHÀ
DOMÉSTICOS
Dcvc-se lavar seda artificia!
conaguá morna, pondo a fazenda a seca?
envolta ecn uma toalha,
passando-â
ferro sempre pelo avesso. O ferro nâoa
deve ser muito quente,
DE m
COMIDAS DE SÂO CANG1QUINHA
LHO VERDE:
Use os mesmos ingredientes» uV
JOÃO
Manauê c em lugar de dois copo-
"¦¦':'::i
-Ai-
* •> +
¦
Tara rirar maneiras Ce cate de
qoal*
<2 uer iccido, aplica-sc um
pcwo de borax cm pó na parte afetada, aplicando
em wguida ijrua ferveodo.
v occ já comeu os
quitutes qtr d'ágata ponha quatro para ficar a no fazer isso varias vezw, E' uecessá82 faz nò norte, natte de S. ídâ*? massa mais rala. Vae ao
cozi- mente ac a mancha for grandeprincipalfogo
c se o
ÍBbcperinientc um.
.•mando como minçáu. Não c nf cale estava forte.
MANAUÉ:
ceasario deixar o leite de coco sem
água -— porque depois de pronto (
Híwe 20 espigas de muno verdt- mnçm que deve fct cm ponto <r
cortar, cobre-.se com ura
jjòuquinhç
passe em peneira fina.
Tire leite de um coco tendo o ^* canela.
cuidado de deixar um
pouco do kit;.
-sem água. Use no máximo doi\
PAMONHA:
cotios d'água.
Junte com a massa peneirad?
.Use os mesmos, újgedientes âr,
uma colher de manteiga, uma ch/
*t?naué scüi separar o leite drara — bem cheia de açúcar, mcp
cdco. Enrole cm palha de miiíi
colher de chá de sai.
uuiarando dos dois lados — cor,
Leve ao forno em forma tmtanV tiras
de palha de miihE Çoloqir
de manteiga. Quando o manaur' uma
panela com áçua no iooo *>
estiver engrossando, ponha o leite
estiver fervendo coloque er
sem água em cima para forma* ,' quando,
pé as pamonhas que devem ter mai
t?ma nata-grossa,
Forno beú; ' '•< menos uns noutro
decíos de h«mente.
Cozinhe
durante
cura.
quinze mi
2-tCã delicioso,
fi.iifòs. Náo use canela.
. MADAME 1 OVAKV - 0 evançc do eUm argentino i
um ves constatado com a apresentação dêsse
-da mU
extraído
filme
cékbre obradt Fkubert A adoftçção
,m
ganha
fim, Po*me 0 ,ué
oiruje o fúmec o cekbre
processo que os tribunais de França motâ
ram contra Gustave Roubert, considerando
sua obra imoral r?o
comentaram aqui ü parte importante
foi esse processo nem
O PREÇO DOS CINEMAS rvkmbraremos a luta tramite, faturemosque apenas
do filme O ro~
Em fins de 1946 ioi apurada urna «mçe ' Madame Bavary»ê
tefc
um dos mais conteúdos « trato*
laLcla de preços de entradas de eisidos
em
todo
o
mundo.
Cmika
com
Mc o cinema argentino uma crnemá: cinvtnan classe A (os de luxo):
Cr$ 6,00; classe P>: Cr$ <80; classe C: pressão tao real, que sente-se o próprio cinema
francês nessa re*.
Cr$ 3,30; classe D: Cr$ 2,20. Cineacs: ttçaçao. Os cenários, os trajes, os
personagens estão todos tão bem
C:$ 3,30. Está claro q«e esse tabela- colocados, (ao verdatlwot, e
tão bem adaptada £ obra, me "Meda?
raento dará uma grande margem de neBo-va-ry'
parec^ws mn dos melhores fumes ultimamente at*.
lucros ao exibidor e nunca foi rigoroeu
étreior,
Carlos ScMkper) jovem ainda, é mH doi
snmente ciimprülo. Cinemas Rcrn con- y-ccidos.
fórto nenhum c classificados como amores tmnes do alml cinema portenho; Maria Regas
e Ari!, Co-r
classe C ou D cobram o mesmo
teso foram adaptadors conscientes de obra de Flaubirt.
quo
Mecha Or~
"Metro".
qrndquer
Agora está a C. Ub, dornas wma Uma Bovary sincera, e inteiramente
dentro
do tifv
C.P. discutindo novo tabelamento; ne- criado
feio romancista fravcés- Os demais artistas são bons. Apéi
ria bom que ela levasse em conta ser
O cinema a única diversão popr.1-.ir nas os diálogos, mantidos estritamente de acordo com a obra hteexistente e o custo da entrada deixar ram, ficaram um pouco hnges ditmaís
paro a cinema e talves por
sempre lucro. Impossível continuar- isso mesmo
pareçam pedantes, pretenciosos. A única falha que se
mos pagando Cr$ 8.00 por qualquer nos apresenta
nesse filme ê a reprodução exata dos diálogos. Mas
abacaxi". As salas de projeção crêscomo
cinema
propriamente dito o filme merece ser visto. H' milcem c os cspectadqre3 também. Há
mente
bem realizado.
margem portanto paru diminuição do
preço da entrada.
E. M
V-
;-:
¦¦¦•¦'i
POR AUMENTO DE SALÁRIOS
m
LUTAM
AS
OPERÁRIAS
DEp ap NÃO mm mmiO DESABO - PARA GONoilS^ DA CARIOCA
oáÍÍS AU^CÊ' PREC^O w£l
1
DE COMLSSÕES FEMINmAS
°
800 TRABALHADORES.
TRARAT mrWTC DOS
^^ ARMAÇÃO
1.800
QUAIS 800 MULHERES E 400 MOCINHAS EXPLORADAS BRUTALMENTE "
U C^n ti A Â Ar -,Afi^te«t*
"4*.
-ti
Mm fâÈF3^c £«
YJí-S
P- ./í^íl" ¥^rlsi'i
v. T iri
?
:i-r*r-
v- JN ^ ¦•
A
baucdòras que na Fáürica -ic
Tecidos Carioca trabalham cerca ii..>
800 mulheres c 400 hioduhás, íomos aos portões desta empresa, á
tiora do almoço para com elas conversar e saber das suas principais
necessidades como trabalhadoras.
Demonstrando
interesse
jwlo
nosso jornal e muita vontade de
falar dos seus problemas, rápidamente as mulheres foram se nproXímanclo de nós.
"Eu trabalho na fiação, das
7 da manhã às 4,40 disse uma da:,
moças. Não chego a tirar CrS...
300 por mês."
"Também eu, trabalho
na
Uaçao; (La5 7 às 6 da tarde g
ganho
por.liara Çr§ J,55. Li ô Manifesto
que a Comissão de Salários dá Víibrká ladçoii c estou do acordo coíii
o aiimcnío rfe 60% pleiteado.
Modrmas de 16, 17 e 18 anos ae
aproximavam da roda feita e diziam: "Nosso trabaíno é de tiradõra. Tiramos a espula clieia c botauros a canela vasia; passamos a
linlia e depois temos de empurrar
o carro. Êste trabalho não é do
moça. é muito pesado e só homem devia fazê-lo. No entanto nós
eque o fazemos. Ganhemos uma
mnbaria e isto não está certo.
Da seção de passadores, as mu-
llieres nos disseram; "Ganhamos
Cr| 2(>A'Ò por <ii.i, maa com os
descontos lodo,-;, nâo chegainos a
fazer Cr 600,00 por mês. A senhora sabe o que é trabalhar S horas por dia. cai péssimas condições de higiene e não tirar nem
Cr| 600,60? O Manifesto da Comissão de Salários ag"ora lançado
c que nos deu tinia o'rientaçSo. Já
vamos lutar tarde por este aumento;
Desta vez ele tem que vir mesmo
'Todos
tos. Aqui nüo tem vestiário, Prequerenio ho auinèhtO
cisamos deixar üosaa rou|>a era ei- porque as necessidades são muitas,
ma do va«,o da privada quando va- mas trabalhamos em secoes dife*
mos rmidá-la. Restaura«te tamoém rentes e só nos vemos á hora do
não íejn. Algumas de nós almo- almoço cá saída,
porisso torna-se
<?un por aqui como a senhora eslá difícil a
gente se organizar- c se
vendo. Tra?.eiii um sanduich de unir.
casa e comem pão c banana. OuRealmente este não c um traba^
tas nq 4nw no restaurante *. k„ &«. De
CllcIe (le nmita gfâ
Saps no Leblon, mas no fim do ni^ação c múifa
persistência. Demês c mais um desconto: Crs$ 5.00 sanimar ás
primeiras dificuldades
do transporte, além da despesa do stgniíica
ganliõ de causa do patrão
DESDE 1945 MÃO HOUVE almoço. K"em a fasenda que aqui c não dos operários, E não c isto
tecemos podemos tirar aqui na fá- o
AUMENTO DE ALARIÒ
que desejam os trabalhadores.
briea. Só do 2c m2 anos, temos
'
lenho S anos de casa, sou viú- direito
lembramos que somente naa tirar 2 kls. Mas quer sava c
preciso sustentar 3 filhos. ber de uma cq-m ? No momento só quela curta conversa que tínhamos
Trabalho r;a fiação c ganho C'r$
nueremps saber do aumento . de entabolaoo, durante 15 mincios,
í,00 por hora. falou uma tecelã. ' .JOT-''
nos salários. Ê paru isso que havíamos notado que em serões c\è
Desde 1945 não Iwuví
20 mulheres, 156 estavam dispostas
aumento vamos trabalhar.
nesta fábrica, A vida cada vez aua lutar pelo aumento-; Portanto,
vmitv. mais e nós trabalhadores só K PRECISO UNIAÒ
PARA que estas 516 iniciassem o tràbamoi
vemos pela nossa frente um traba- CONQUISTAR
O AUMENTO formando uma comissão feminina
lho exaustivo, desconforto, misc- FORMAÇÃO DE
COMISSÕES nro-aumento de salário. Noutra.;
«^
ria
doença. )>{o não é salário
seções, o mesmo deveria ser feito.
FEMININA
uâra traljalhador. A fizenda
Comissões masculinas e eomí^oes
aí j
fora è vendida o í-recus elevadíssilistava se aproximando ..a hora de mixtas tamMm poderiam ser f<;rsoar
o apito tia fábrica para reco- madas, de acordo com cada seção.
nos íralxalíiadorés nadí í€.
mos. rodo o lucro vai para o na- meçar o serviço e apressadamente E i»/íste trahãljio organizado, o mouma e outra ia dando sua opinião vimento pró-aumeiito de salário
trao.
*Na fíaçãtí
eu \-ivc<> o couro sobre a necessidade de conquistar comarh vulto e força alguma ponqra panhar por mês CrS íiOQ.OO e o aumento de 60%, que
já vem deriá destitií-ifo.
700,00 <}{^ç ainda min outra tarde, e ainda é pouco pira cobrir
A União, o esclarecimento e «.
Antes do aumento de 1945 nós to- as necessidades, conforme foi vo?
organização de todos os traliaíhacavamos dois lados dó tear, Qnau- gera!.
dores, será a garantia th vitória
!" ó oatpSo foi obrigado a dar o
fazer
força
para úhic justo movimento inieiadb
.•'^rnento obrigou-iios"Precisamos
a tocar .*? la- cpnsçpiir èsie aumento
porque do pelos trabalhadores da Carioca, hocontrário rlc não virá, c,<lísse uma; meus e mulheres
que nada mais esOuèi' dÍ7.{ que, se tivemos o antiga tecelã da fábrica".
tão fazendo do que lutar pela sua
aumento foi porque demos maior, r*-Sc
*dm*
ja estivéssemos unidos aqui prónria subsistência e a f]c
^ro*|uç5oi
dentro bá mais tempo, não só o au- famUias.
O one c eu.' ;>o--s<. eomjjrar com
CrS 600.00? Em \94$ o quilo da mento com otambém o vestiário e _ Momento Feminino coloca-se á
carne enstaVa Cr& 3.50 e hoje «m restaurante já [criamos conse disposição das traballiadoras
para
"usia /.Ã). (')
ajudá-las nesta swa bta.
quilo fio fpiiào eus- çuidow.
tava 2M) e ivoíe 5.50. O litro de
leho custava 1.40 e hoje 2.50.
Quando von à J>íra no dominço.
CLÍNICAS DE SENHORAS E CRIANÇAS
nâo consiço comprar nada. O auPediatra - Dra. ÍRENE CID SCHENBEKG
mento que estamos pleiteando é
«ias.. 4ts. e fias.-feiras - Das 15 às 18 horas
mais do que necessário. É ftrGinecolosjsta - Dll. VASCONCELOS CID
^ente*'.
Sábados m
^SS,í 21 - 19.o Das 16. s 18 horas
Perjruntamos quais eram os ouRUA MÉXICO,
ANDm
SAr A mj
trps problemas da fábrica e as
TELEFONE:
32-779P
mulbères iam dizendo: "Sfío mui"'
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Todos nós, os velhos amigos de Eugênia, sentimos, com sua
morte, um profundo abalo. Aquele impossível que a morte semseu
pre nos apresenta, linha ontem, diante de seu corpo rígido e de
cairão preto, uma expressão ainda mais dolorosa; a incvorabilidade,
o definitivo.
Conheci Eugenia em 1928 c d chi guardarei sempre a lembranca de uma das mulheres mais decididas, mais valorosas, mais
audaciosas, a lembrança de uma das melhores amigas que cneonIrei Espantou-me sempre sua enorme capacidade de trabalho.
Nunca vi Eugenia sem estar fazendo alguma coisa. Teatro, traduções, recortes para o arquivo de Álvaro, roupas para os filhos e mais tarde as roupinhas para os netos- Ainda havia os
quitutes que preparava, as festas que organizava, o auxilio que
prestava a todos que ela julgava merecedores. Juntas andamos
nossa
pelas cadeias, e lembro ainda seu papel decidido naquela
União Feminina, que começou fraquinha e triste e tornou-se
uma das organizações mais interessantes de 1935. Seu espirito
de revolta levou-a ú revolução, e Eugenia deu-nos um exemplo
de dedicação sem limites, e de confiança no povo e nos destinos
do proletariado. Em tudo Eugenia mantinha sua personalidade
com traços firmes. Em qualquer dos setores de sua luta conti-t
muni sempre mulficr, docemente mulher, apaixonada pelo mando
c pelos filhos, amiga como poucas. As vezes era injusta mas suas
criticas refletiam seu temperamento ardente,, sua vontade de
E UGENIA
A LVARO
M OREYRA
acertar- Eugenia foi uma das mulheres que mais lutaram contra
a sociedade, que começou negando-a, para aceitá-la depois como
cia queria ser aceita. Juntas andamos pela Defesa Passiva da
sempre igual e sempre vivo
Jt. B, A. e era com o seu entusiasmo
"black-outs".
z
que a via fardada dirigindo
Pascoal C-arlos Magno, que "Correio
foi um de seus amigos, escreveu
da Manhã" publicou.
sobre ela uma crônica que o
A sensibilidade desse grande Páscoaí traça uma das írtelliores notas biográficas sabre o papel de Eugênia na vida c na lula
do teatro brasileiro. Álvaro, chorando, disse a Sérgio Cardoso:
"Ela abriu caminho
para vocês.. .". Ela abriu caminhos. Ocupou*
se tanto e tanto da vida* que a viveu intensamente. Conheceu tôdas as dores e delas tirou lições Para as suas alegrias. Doente, só
"Como vás?", numa
frase de galhofa:
respondia á pergunta:
"Podrida". Para tudo tinha Eugenia uma frase alegre c uma
inteira independência de atitudes c de geslos.
Não creio que, ainda sob o abalo de sua morte, se possa diser tudo o que ela deixou impresso cm nos.
MOMENTO FEMININO está de luto lambem. Perdeu
uma grande amiga- As mulheres do Brasil se não reconhecerem
agora o valor de sua perda, como devem, o farão um dia, com
certeza. Porque seu nome vai ficar na histeria das lutas bnisde;ras'não só no terreno político, mas também no cultura! e arfistico
ENEIDA
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¦tãs?
problema da habitação torna-se, dia
a dia, mais angustiante e sem solução.
Podemos mesmo dizer que, de dois anos
para cá, ninguém arranja mais casa para
alugar.
diversas "tapiaForam arranjadas
esse
solucionava
ções" para ver se
problema. Vejamos algumas delas:
— Derrubar os barracos das laveIas porque enfeiam a cidade.
Departa_' — Criar um belíssimo
"bundabonito
nome
mento, com um
cão da Casa Popular", e que até hoje
fichas
nada mais íéz que
preencher
e. mais fichas dos que precisam de ca
sas para morar.
3 — Exposição de uma casa de alu
mínio em frente ao Ministro de Educação feita por uma firma inglesa.
4'— Projeto Aliomar Baleeiro.
Sobre esse projeto convém parar un
pouco a fim de explicar do que se trata.
Na verdade o projeto é de Antônio Fe
liciaim,. mas foi melhorado c completa
do por Aliomar Baleeiro, Em resumi
o problema d
alega esse deputado que "baixos'*
alu
habitação decorre dos
ã
os
capitalistas
afasta
o
que
guéis,
ele
Diz
construções.
qw
das
terreno
só porque o governo não deixa aumentar os aluguéis, não existem casas. E
propõe então aumentos para todas ai
casas, e que parte desse aumento ^ s<
destine a construção de novos edifícios.
a
e
A princípio parece interessante
baiano
o
deputado
gente pensa até que
está mesmo preocupado com o problccomo
ma da habitação... Mas vejamos
'•.soluções"
as mulheres encaram as
apresentadas.
— Aumentar o aluguel? Deus me
livre. Já não chega o que eu pago?
Porque não aumentam então os orde
nados?
Esta foi a primeira exclamação sóbre o assunto, feita por Dna. Heloísa
de Matos, comerciaria.
— Essa gente sempre encontra solução a nossa custa. — Continuou ela —
Vai ver que para o deputado Baleeiro
y^/
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guéis. Ja oão existem casas c se essai
que existem ficarem mais caras, imaginc só o que não vai ser. Já não chega
inalar o fjfovo de fohje? Jã não chega"
não ter onde-morar? Você leu nos jornais aquele crime horrível de Bonsticesso? Quanta gente morta só por causa
os
Sim,
de um quartinío miserável.
boje
chi
se
matam
homens e mulheres
dia para conseguir um lar. K náo me
diga que a única solução é aumentar o
I reco dos aluguéis! Esse projeto do dearquivado.
pulado Baleeiro devia ser
Afinal o que esse pessoal pensa que
somos ?
Esta foi uma dona de casa, que foi
entrevistada na feira do Leblon. Não
quiz dar o nome mas estava profunda-^
¦'''¦' " w» ria
\.
¦<
»•
mente revoltada.
Mas o que se deve fazer para evitar
que os aluguéis não sejam majorados?
Como resolver o problema angustiante
da habitação? E' a pergunta que fazem
todas as pessoas.
Bara evitar que os aluguéis sejam aumentados como o pretendem os donos
'-,-; <Av
A
•
1
JL-i
de edifícios e capitalistas, as mulheres
devem juntas c organizadas refutar essa
Você, leitora
medida a todo o custo.
também pode contribuir para isso. EnIre para uma organização cm seu bairro
c dedique todas as suas forças contra
tridas as medidas que visem assaltar o
(bolso do povo. Contra as mulheres oré
ganizadas nada poderão fazer. Essa
a única forma, de se conseguir alguma
coisa. Não fique quieta. Procure lutar
os
de todas as formas contra essa medida.
sas para morar. Já andei por todos
E para solucionar o problema da halados. Fui aos subúrbios, fui para todos
se
que
os cantos e nada. Náo se encontra uma bitação também é necessário
condições
lute pela melhoria geral das
casinha de madeira que seja...
— Nem me fale cm aumento de alu- econômicas do Brasil.
e
Concordamos com Dna. Heloísa
morafomos procurar Abigail Cardoso,
dora no Flamengo, num quarto de um
apartamento.
— Veja a senhora, moro com meu
marido nesse quarto e pago 800 cruzeizeiros pòr mês, apenas pelo quarto. E
o que posso fazer? Não ha mesmo ca-
I
m «^
m. Va
g|B
\
Eã?5^
h assim
não falta casa para morar,
dinheiro
seu
o
eles pretendem proteger
aumentos
de alunão a nossa. Nada de
guéis ou de outras coisas. Só aumento... de ordenado !
I
Vai ás lojas e pede auxílios de qual
Zczc contiuu incansável na campauha de donativos que MOMENTO FE-| quer maneira: retalhos, fazendas ou diMIMNO está empreendendo. I uheiro.
.iiuxjii, não esqueça de colaborar
/ comissão ae MuMKMU bh~ 1
conosco nessa grande campanha de terMÍNIMO de que Zczc faz parle arrola
as coisas recebidas diariamente. [ nura humana, diz Zczc.
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