NEW SCIENCE ENERGIA SUSTENTÁVEL BATERIAS DE ÍON-LÍTIO • APLICAÇÃO DA METODOLOGIA DE ANÁLISE DA ÁRVORE DE FALHAS • TESTE DE ISC INDUZIDO POR INDENTAÇÃO • NORMAS AVANÇADAS PARA • EFEITOS DO ENVELHECIMENTO DAS BATERIAS DE ÍON-LÍTIO EDIÇÃO II DA REVISTA UL.COM/NEWSCIENCE-BRAZIL NOVOS DESAFIOS BUSQUE A NEW SCIENCE O progresso é uma força transformadora que não pode ser contida. As novas tecnologias, os avanços de produtos e a globalização estão chegando todos ao mesmo tempo em um ritmo acelerado. A inovação nos torna mais eficientes, mais produtivos e mais conectados. Porém, existe um custo, e esse custo é o risco. Para ajudar a reduzir os riscos emergentes, a UL está desenvolvendo a New Science. Através de descobertas, metodologias e equipamentos de teste, procedimentos, software e normas fundamentais, a UL está criando novas e importantes maneiras de tornar o mundo mais seguro. NEW SCIENCE: SUSTAINABLE ENERGY 2 ENERGIA SUSTENTÁVEL PANORAMA DAS BATERIAS DE ÍON-LÍTIO A nossa revista sobre baterias de íon-lítio abrange quatro temas importantes que demonstram como a UL está trabalhando para melhorar a segurança destas baterias. A Análise da árvore de falhas (FTA, Fault Tree Analysis) é o fundamento com o qual abordamos a segurança das baterias de íon-lítio identificando e compreendendo as causas raiz das falhas. Descobrimos que uma das principais causas de falha é um curto-circuito interno (ISC, Internal Short Circuit). Por isso, desenvolvemos uma maneira simples e repetível para induzir o ISC. O teste de ISC induzido por indentação nos permite estudar os comportamentos das baterias quando ocorre um ISC. Esta pesquisa e outras relacionadas nos forneceram as ideias que temos utilizado para atualizar as normas existentes e criar novas normas a fim de abordar as mais recentes aplicações das baterias de íon-lítio. Por fim, uma nova área de preocupação potencial é a dos efeitos do envelhecimento, na qual estamos concentrados, dada a tendência às aplicações de maior duração das baterias e às aplicações de reutilização para as baterias de íon-lítio. APLICAÇÃO DA METODOLOGIA DE ANÁLISE DA ÁRVORE DE FALHAS, PÁG. 4 TESTE DE ISC INDUZIDO POR INDENTAÇÃO, PÁG. 9 NORMAS AVANÇADAS PARA BATERIAS DE ÍON-LÍTIO, PÁG. 15 EFEITOS DO ENVELHECIMENTO DAS BATERIAS DE ÍON-LÍTIO PÁG. 21 Uma metodologia exclusiva aplicada pela UL para mostrar como os possíveis defeitos podem criar operações inseguras para uma célula de íon-lítio. Um método de teste inovador que foi desenvolvido para ajudar a compreender a possível gravidade de curtos-circuitos internos (ISCs). Atualizações nas normas de segurança que abrangem uma variedade de aplicações e usos das baterias de íon-lítio de formato pequeno e grande. Uma série de resultados de testes que demonstram o impacto e as implicações do envelhecimento sobre o desempenho da segurança das baterias de íon-lítio de formato pequeno. NEW SCIENCE: SUSTAINABLE ENERGY 3 APLICAÇÃO DA METODOLOGIA DE ANÁLISE DA ÁRVORE DE FALHAS TESTE DE ISC INDUZIDO POR INDENTAÇÃO NORMAS AVANÇADAS PARA BATERIAS DE ÍON-LÍTIO EFEITOS DO ENVELHECIMENTO DAS BATERIAS DE ÍON-LÍTIO NEW SCIENCE: SUSTAINABLE ENERGY 4 POR QUE A ANÁLISE DA ÁRVORE DE FALHAS É IMPORTANTE? Vários incidentes de incêndio, explosão e recolhimento de produtos altamente divulgados têm levantado preocupações sobre a segurança global das baterias de íon-lítio. Há uma necessidade urgente de entender as causas raiz desses incidentes e promover a cooperação aberta entre as organizações de pesquisa governamentais, os fabricantes de células, os interessados em segurança e as organizações de normas para desenvolver as atualizações baseadas em consenso com as normas de segurança. A aplicação inovadora da UL da metodologia de Análise da Árvore de Falhas (FTA, Fault Tree Analysis) aumenta nossa capacidade de identificar e catalogar as causas de falhas da bateria e envolver diversas organizações no diálogo para ajudar a melhorar a segurança das baterias. There is an urgent need to understand the root causes of lithium-ion battery failures. CONTEXTO As baterias de íon-lítio são populares porque têm várias vantagens em relação a tecnologias concorrentes: elas geralmente têm uma densidade de energia — a quantidade de energia que podem armazenar por quilograma de bateria — muito maior.1 Essas baterias mantêm sua carga, perdendo cerca de 5% dela por mês, em comparação com uma perda de 20% por mês das baterias NiMH,2 e não têm o efeito de memória de outras baterias. Isso significa que as baterias de íon-lítio não precisam ser totalmente descarregadas antes da recarga.3 Essas baterias também podem durar por centenas de ciclos de carga/descarga. 4 As baterias de íon-lítio, no entanto, não são perfeitas. Houve vários incidentes de falha que levaram a um intenso escrutínio governamental dessas baterias.5 Esses desenvolvimentos realçam a necessidade urgente de se compreender as causas e os riscos de segurança associados com ISCs em células de íon-lítio e de atualizar as normas de segurança. REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/APLICAÇÃO DA METODOLOGIA DE ANÁLISE DA ÁRVORE DE FALHAS 5 O QUE FEZ A UL? Dada a importância das baterias de íon-lítio para tantas aplicações — de produtos eletrônicos de consumo ao transporte e ao armazenamento estacionário de energia para as empresas de fornecimento de energia —, a UL vem realizando uma ampla gama de pesquisas sobre diferentes tipos de substâncias químicas e formatos das baterias de íon-lítio. Especificamente, estamos supervisionando uma variedade de análises não destrutivas de baterias de íon-lítio a fim de entender os elementos estruturais e a impedância realizando testes de abuso para examinar o desempenho das baterias nas “piores condições” e verificando o material de análise para entender melhor como os diferentes componentes e materiais das baterias de íon-lítio reagem sob várias condições.6 A UL também está envolvida ativamente na análise de pesquisas disponíveis ao público sobre baterias de íon-lítio, o que mostra uma forte ênfase na compreensão e na mitigação dos modos de falha das células envolvendo curtos-circuitos internos (ISCs).7 Embora apenas breves relatos de falhas de campo estejam disponíveis, certa quantidade desses perceberam a presença de defeitos de fabricação que levaram a ISCs dentro da célula.8 A UL aplicou a metodologia de Análise da Árvore de Falhas com os resultados de sua pesquisa de segurança das baterias e com as informações de campo para traduzi-las a um formato acessível, lógico e que identifique as causas raiz e as imediatas de falhas das baterias de íon-lítio. A Análise da Árvore de Falhas é uma técnica analítica lógica e simbólica na qual um evento indesejado é definido – no caso, um incidente de falha de uma bateria de íonlítio. O evento é resolvido por meio da pesquisa de suas causas imediatas. A resolução de eventos continua até que as causas sejam identificadas em nível adequado. Um diagrama lógico chamado de árvore de falhas é uma construção que mostra as relações lógicas dos eventos.9 A Análise da Árvore de Falhas é uma abordagem disciplinada que fornece uma estrutura para o rigoroso exame de um evento de falha (por exemplo, um incidente de falha da bateria). Ao empregar essa metodologia, a UL mostra explicitamente todas as diferentes relações que são necessárias para resultar em uma falha da bateria e obtém uma compreensão profunda da lógica e das causas raiz do incidente.10 A Análise da Árvore de Falhas foi desenvolvida para entender as possíveis causas de falhas de células de íon-lítio com foco em incidentes envolvendo incêndio e explosão. A análise aqui apresentada é apenas para fins de demonstração. Devido a isso, ela capta os principais pontos, e não é desenvolvida com detalhamento intenso. Realizamos análises muito mais detalhadas dependendo do produto específico e das condições de falha. REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/APLICAÇÃO DA METODOLOGIA DE ANÁLISE DA ÁRVORE DE FALHAS 6 Análise da Árvore de Falhas de uma célula de íon-lítio que se tornou insegura11 Célula de íon-lítio 1 2 Operação insegura Vazamento de eletrólitos Gases tóxicos Deflagração de substâncias voláteis exaladas Incapacidade de operar o dispositivo de forma segura Incêndio/Explosão Energia insuficiente ou ausente Contato com superfícies quentes Substâncias voláteis exaladas da célula Ar do ambiente (ou oxigênio liberado) Fonte de ignição interna Combustível Ar Refrigeração inadequada 3 Fonte de calor localizada Estado de carga suficiente Reações exotérmicas Curto-circuito interno ECS Reação autossustentável Reação autossustentável Mais energética 4 Quatro tipos diferentes de ISC Anode to Al Film Violação do separador de partículas (dano por objeto desconhecido) Separador danificado devido a forças externas Força externa Defeito de fabricação Esta árvore de falhas específica retrata as seguintes relações e lógica de eventos causais: •Um estado suficiente de carga da célula (energia armazenada) •Reações exotérmicas 1. O evento principal é a operação insegura da célula de íon-lítio. •Alguns exemplos possíveis são um vazamento de eletrólitos, o que pode liberar gases tóxicos, ou a deflagração de voláteis exalados, o que poderia provocar um incêndio/explosão ou uma incapacidade de operar o dispositivo de segurança crítico que é alimentado por uma bateria de íon-lítio. 2. Olhando especificamente para o risco de deflagração de voláteis exalados, são listados três eventos básicos que devem acontecer em conjunto para que uma detonação ocorra: •Fonte de ignição: contato dos produtos voláteis com uma superfície quente (ou possivelmente as substâncias voláteis já estejam a uma temperatura alta) •Fonte do combustível: voláteis exalados pela célula • Ar ambiente: oxigênio necessário para facilitar a combustão (dentro dos limites de inflamabilidade) 3. Em seguida, após os voláteis exalados a partir do evento da célula terem sido examinados, quatro eventos causais são identificados, todos eles devendo ocorrer para que as substâncias voláteis sejam exaladas a partir da célula: •Um ISC que proporcione uma via para o fluxo de carga que conduza a uma fonte de calor localizada •Refrigeração inadequada para fornecer dissipação suficiente de calor Quando há um ISC com estado suficiente de carga, o fluxo de carga resulta na geração de calor localizado. Isso aquecerá a célula no local e possivelmente ativará reações exotérmicas entre os materiais ativos no interior da célula. Se houver dissipação de calor insuficiente, então o calor gerado pelas reações exotérmicas dentro da célula realimentará os materiais remanescentes que não tenham reagido, dando sequência à acumulação de calor. 4.Existem quatro tipos diferentes de ISC. Essa árvore de falhas se concentra no tipo mais energético, do ânodo para o filme de alumínio (Al) — a UL também aplica a Análise da Árvore de Falhas aos outros tipos de ISC —, e identifica duas possíveis causas desse tipo de ISC: • Uma violação do separador, por dano causado por uma partícula ou um objeto estranho, causada por um defeito de fabricação. •Um separador danificado devido a forças externas. REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/APLICAÇÃO DA METODOLOGIA DE ANÁLISE DA ÁRVORE DE FALHAS 7 Nossa Análise da Árvore de Falhas combina os resultados de vários estudos de pesquisa acessíveis ao público e representa graficamente as causas e as relações entre os eventos que levam logicamente de um defeito de fabricação ou danos causados por uma força externa ao funcionamento de risco de uma célula de íon-lítio. IMPACTO A UL está constantemente procurando melhorar a segurança das baterias de íonlítio. Isso requer uma abordagem sistemática, uma compreensão aprofundada dos incidentes de campo das baterias de íon-lítio e um esforço concentrado na pesquisa e no desenvolvimento de normas para lidar com as causas desses incidentes. A aplicação inovadora da Análise da Árvore de Falhas nas falhas das baterias de íon-lítio representa a nova ciência que surge para adicionar uma dimensão extra de rigor à abordagem da UL. Isso fornece um registro transparente e detalhado da análise sobre as causas de falhas de bateria, o que torna a Análise da Árvore de Falhas uma ferramenta eficaz para a comunicação e a construção de um consenso, tanto na própria UL quanto com nossos vários parceiros de pesquisa e interessados em segurança. A Análise da Árvore de Falhas também nos ajuda a identificar quais novas pesquisas são indicadas para a exploração e a validação de novas causas potenciais de falhas de bateria, como sugerido por outros resultados de pesquisa ou incidentes de campo. A Análise da Árvore de Falhas é fundamental para a forma como a UL ajuda a garantir a segurança das baterias de íon-lítio. REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/APLICAÇÃO DA METODOLOGIA DE ANÁLISE DA ÁRVORE DE FALHAS 8 APLICAÇÃO DA METODOLOGIA DE ANÁLISE DA ÁRVORE DE FALHAS TESTE DE ISC INDUZIDO POR INDENTAÇÃO NORMAS AVANÇADAS PARA BATERIAS DE ÍON-LÍTIO EFEITOS DO ENVELHECIMENTO DAS BATERIAS DE ÍON-LÍTIO NEW SCIENCE: SUSTAINABLE ENERGY 9 POR QUE O TESTE DE ISC INDUZIDO POR INDENTAÇÃO É IMPORTANTE? Impulsionadas em grande parte por suas vidas de ciclo longo, taxas de autodescarga baixas e altas densidades de energia/potência12, as baterias de íon-lítio estão se tornando uma importante tecnologia de energia sustentável. Ao considerar incidentes relatados envolvendo baterias de íon-lítio, muitos citam curtos-circuitos internos (ISCs) como uma possível causa intermediária para o superaquecimento da célula. Apesar de existirem outros métodos de teste para a simulação de ISCs em células de íon-lítio, o teste de ISC induzido por indentação foi desenvolvido com base em princípios de melhores práticas a fim de fornecer um método prático e simples que é suficientemente adequado às normas de segurança da bateria. Esse teste dá à UL a capacidade de simular o comportamento de uma célula de íon-lítio quando submetida a uma condição de ISC, o que ajuda a mitigar os riscos de ISC e apoiar a comercialização segura de baterias de íon-lítio. A UL desenvolveu o teste de ISC induzido por indentação para fornecer um método prático e simples para simular ISCs em células de íon-lítio. CONTEXTO As características de desempenho das baterias de íon-lítio, juntamente com a redução prevista de 1/3 de seus custos até 201713, irão tornar essas baterias cada vez mais populares em uma ampla gama de aplicações. Por exemplo, as baterias de íon-lítio agora compõem mais de 95% das baterias de telefones celulares em todo o mundo.14 Também são usadas em uma variedade de dispositivos elétricos e eletrônicos de consumo (por exemplo, computadores portáteis, tablets e câmeras digitais), dispositivos médicos (por exemplo, monitores, instrumentos cirúrgicos portáteis e equipamentos de diagnóstico portátil), equipamentos industriais (por exemplo, ferramentas elétricas sem fios, sistemas de segurança sem fio e equipamentos eletrônicos portáteis usados ao ar livre), aplicações automotivas (por exemplo, veículos elétricos), aplicações aeroespaciais (por exemplo, aeronaves e naves espaciais) e de energia (por exemplo, armazenamento de eletricidade conectada à rede).15 REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/TESTE DE ISC INDUZIDO POR INDENTAÇÃO 10 Embora as baterias de íon-lítio sejam projetadas com salvaguardas passivas integradas e salvaguardas ativas em projetos de embalagem, elas vêm sendo relacionadas a incidentes envolvendo superaquecimento e incêndio que, embora muito raros, têm colocado essas baterias no centro das atenções do público.16 Em muitos casos, as falhas da bateria estavam ligadas a ISCs que levaram à fuga térmica, resultando na liberação de energia em forma de explosão juntamente com o incêndio. Esses incidentes constituíram um estímulo para a pesquisa que buscou compreender as causas das falhas de baterias de íon-lítio e orientar projetos de células de bateria mais seguros. O número de baterias de íon-lítio em uso, a complexidade das células dessas baterias e as inúmeras condições de uso fazem do projeto de células seguro e do desenvolvimento de testes para as normas de segurança de baterias uma tarefa extremamente desafiadora.17 Esses desafios ressaltam a necessidade de um método de simulação de ISCs confiável que ajude a melhorar a segurança do produto, garantindo que as normas de segurança de baterias baseadas em consenso efetivamente acomodem o estado, em contínua mudança, de projetos e aplicações de células de íon-lítio. O QUE FEZ A UL? A UL investiu recursos de pesquisa e colaborou com outras organizações com o objetivo de desenvolver uma metodologia de teste confiável e repetível que atendesse a dois critérios fundamentais. Primeiro, o teste necessitava ser capaz de gerar um ISC localizado dentro de uma célula fechada, o que simularia condições semelhantes àquelas encontradas nas falhas de campo das baterias de íon-lítio. Em segundo lugar, o novo teste necessitava ser aceitável para as normas de segurança de baterias. Nossa pesquisa resultou no desenvolvimento de um teste inovador de indução de ISC por indentação. Depois de demonstrar o potencial desse método de teste, fizemos uma parceria com a NASA e com os laboratórios Oak Ridge National Laboratories (ORNL) para desenvolver ainda mais a abordagem do teste. A NASA já tinha seu próprio método de teste de ISC, mas, vendo os avanços feitos no método de teste da UL, aprovou e aperfeiçoou a abordagem de ISC induzido por indentação. Esse método é agora parte do processo de qualificação de baterias da NASA para aplicações espaciais. Em seguida, a UL colaborou com os laboratórios ORNL para estender a configuração do teste de modo a cobrir uma variedade de fatores de forma. O teste de ISC induzido por indentação é apropriado para células cilíndricas e outros fatores de forma, como células em bolsa e prismáticas, com algumas variações de configuração. Na configuração do teste, a célula é colocada em um suporte que impede sua rotação ou translação. Um indentador de perfil suave prensa o invólucro da célula por cima a uma velocidade constante (de 0,01 a 0,1 mm/s). As medições do REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/TESTE DE ISC INDUZIDO POR INDENTAÇÃO 11 teste incluem a temperatura da superfície do invólucro em um ponto próximo ao local de indentação, a distância percorrida pelo indentador (quantidade de deflexão do invólucro da célula), a força aplicada pelo indentador e a tensão em circuito aberto. As células podem estar em diferentes estados de carga (EDC) ou estágios de envelhecimento. Toda a configuração é colocada em uma câmara que permite o controle da temperatura ambiente.18 À medida que o indentador é pressionado contra o invólucro, as camadas de separação, do ânodo e do cátodo imediatamente abaixo da região de indentação são deformadas devido à curvatura localizada elevada (Figura 1). A alta tensão/deformação resultante leva a uma falha mecânica do separador (com a falha do invólucro), permitindo o contato direto entre os eletrodos a uma distância de apenas algumas camadas abaixo da superfície do invólucro (Figura 2). Figura 1 Imagens de tomografia computadorizada de células de íon-lítio cilíndricas antes do teste (à esquerda) e uma imagem única da tomografia computadorizada da célula após a indentação (à direita) Figura 2 Imagem de tomografia computadorizada da célula mostrando a quebra das camadas diretamente abaixo da região de indentação REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/TESTE DE ISC INDUZIDO POR INDENTAÇÃO 12 700 4.5 600 3.5 500 3 Deslocamento 2.5 400 TCA 2 Temperatura 300 1.5 Temperatura (°C) TCA (volts)/Deslocamento (mm) 4 200 1 100 .5 0 0 0 20 40 60 80 100 Figure 3 Measurements taken during the indentation test for a cell that is undergoing thermal runaway Tempo (s) Figure 4 Picture of cells experiencing thermal runaway (left) and one example of explosive failure of lithium-ion cell during indentation test (right) O efeito da falha do separador é uma via alternativa repentina para o fluxo de carga e uma subsequente queda na tensão de circuito aberto (TCA) (Figura 3). Para algumas células, segundos após uma medição da queda de tensão de circuito aberto (100 mV), há um rápido aumento da temperatura da superfície da célula (de até 700 °C), com um resultado que envolve a liberação explosiva de gás e a geração de chamas (Figura 4).19 O risco é tipicamente medido em termos da gravidade da insuficiência multiplicada pela probabilidade de falha. Ao forçar uma falha, o teste de ISC induzido por indentação está, basicamente, medindo a gravidade da insuficiência da célula. Como mencionado acima, a NASA usa essa técnica em sua verificação de baterias recarregáveis comerciais prontas para uso (COTS, Commercial Off-The-Shelf) para aplicações espaciais. As células que não têm um bom desempenho sob esse tipo de teste são, então, submetidas a um cronograma secundário de testes mais rigoroso para ajudar a estabelecer a probabilidade de falha das células com o ISC.20 REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/TESTE DE ISC INDUZIDO POR INDENTAÇÃO 13 Hoje, a UL está desenvolvendo testes e normas para aplicações que envolvam a segurança da célula através de um sistema de segurança de baterias. O foco está no refinamento das normas de baterias de íon-lítio de formato grande (UL 2580 para veículos elétricos, UL 2271 para veículos elétricos leves e UL 1973 para aplicações em veículos leves sobre trilhos e estacionárias – para obter mais informações, consulte o terceiro artigo nesta revista, “Normas avançadas para baterias de íon-lítio”), na revisão dos requisitos de células para abordar aplicações específicas, na verificação das regiões de operação das células, na garantia de que os sistemas de bateria mantenham regiões de operação de célula seguras e na exploração da análise dos efeitos do modo de falha do sistema (FMEA) e da segurança.21 IMPACTO A pesquisa da UL, juntamente com colaborações com laboratórios de pesquisa de segurança de baterias conhecidos, resultou no desenvolvimento do teste de ISC induzido por indentação. Essa abordagem de teste é uma candidata promissora para ser, provavelmente, o teste de triagem das normas de segurança de baterias. Até o momento, a análise dos resultados obtidos com as células submetidas ao teste de ISC induzido por indentação mostra uma correlação entre o desempenho do teste (gravidade observada da falha) e uma variedade de parâmetros da célula, incluindo densidade de energia, estabilidade térmica dos materiais ativos e química da célula.22 Com recolhimentos e outras questões de segurança relacionadas a baterias de íonlítio sendo ainda partes das manchetes, há uma necessidade premente para o tipo de diálogo aberto e cooperativo entre a UL e outras partes interessadas que estão envolvidas em compartilhar informações sobre os modos de falha de células de íon-lítio e para ajudar a desenvolver e refinar os testes de ISC a normas de segurança baseadas em consenso.23 Estamos comprometidos com a evolução das normas a fim de ajudar a impulsionar o uso seguro de baterias de íon-lítio, bem como o de suas aplicações para expandir mais e mais os produtos e o setor. Sendo a principal organização para testes de segurança de baterias de íon-lítio, a UL está focada em toda a gama de produtos químicos e projetos de bateria, incluindo os diferentes materiais, a caracterização em nível de componente ao nível da célula e os sistemas de baterias altamente integrados. Continuaremos a dedicar recursos significativos para a pesquisa de segurança de baterias, a melhorar ativamente as normas existentes e a desenvolver novas. REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/TESTE DE ISC INDUZIDO POR INDENTAÇÃO 14 APLICAÇÃO DA METODOLOGIA DE ANÁLISE DA ÁRVORE DE FALHAS TESTE DE ISC INDUZIDO POR INDENTAÇÃO NORMAS AVANÇADAS PARA BATERIAS DE ÍON-LÍTIO EFEITOS DO ENVELHECIMENTO DAS BATERIAS DE ÍON-LÍTIO NEW SCIENCE: SUSTAINABLE ENERGY 15 POR QUE AS NORMAS AVANÇADAS PARA BATERIAS DE ÍON-LÍTIO SÃO IMPORTANTES? O uso de baterias de íon-lítio está aumentando, com o mercado devendo dobrar no mundo inteiro até 2016.24 Com novos usos e riscos de segurança potenciais, é importante atualizar as normas existentes e criar novas à medida que nossa informação e nosso conhecimento aumentam. Dessa forma, podemos maximizar a segurança das baterias de íon-lítio, bem como salvaguardar a adoção de novas aplicações e usos dessas baterias. CONTEXT Nos últimos anos, houve relatos de falhas de campo envolvendo baterias de íon-lítio. Esses vão desde falhas, em 2006, de laptops alimentados por baterias de íon-lítio a incêndios de aviões de carga envolvendo o transporte em massa de células de íonlítio.25 Desde março de 2012, a Comissão de Segurança de Produtos para o Consumo documentou 467 incidentes relatados que identificaram as células de íon-lítio como o tipo de bateria envolvido; 353 desses incidentes envolveram incêndio/riscos de incêndio.26 Além disso, em 2013, houve dois incidentes relatados relacionados a baterias de íon-lítio empregadas na aeronave Boeing 787, em que chamas foram vistas vindas da bateria de uma unidade auxiliar de potência (UAP) e/ou odores estranhos foram detectados na cabine de passageiros ou na dos pilotos.27 Perigos relacionados a baterias de íon-lítio incluem incêndio, explosão, choque elétrico e exposição a materiais perigosos. Perigos relacionados a baterias de íon-lítio incluem incêndio, explosão, choque elétrico e exposição perigosa a materiais (gases tóxicos exalados, vazamento de eletrólitos). Com o mercado de veículos elétricos crescendo de forma intensa, a capacidade mundial de baterias de íon-lítio para esse modo de transporte multiplicará em dez vezes até 2020.28 A UL, juntamente com várias outras partes interessadas do setor, incluindo fabricantes e associações, vem priorizando a atualização das normas existentes e o avanço na criação de novas normas. REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/NORMAS AVANÇADAS PARA BATERIAS DE ÍON-LÍTIO 16 O QUE FEZ A UL? As normas de hoje A UL 1642 cobre as células de íon-lítio secundárias (recarregáveis) e as baterias e as células primárias (não recarregáveis). As células de lítio primárias têm lítio metálico ou ânodos de liga de lítio. As células de íon-lítio não contêm lítio metálico e, normalmente, têm grafite litiado no eletrodo negativo e fosfato ou um óxido de metal de lítio no eletrodo positivo. As baterias podem consistir de apenas uma célula ou de duas ou mais células ligadas em série ou em paralelo – com ou sem proteção e circuitos de controle. A UL 1642 inclui os seguintes testes: curto-circuito, carga anormal, descarga forçada, vibração, choque, esmagamento, impacto da célula, ciclagem de temperatura, aquecimento, simulação de altitude e exposição a fogo/projétil. Normas de segurança da bateria29 TESTE CERTIFICAÇÃO UL 2054 UL 1642 UL UL SUBJECT 2580 2271 UL 1973 IEC 62133 AUTODECLARAÇÃO IEC NEMA SAE 62281* c18.2 J2929 M, Pt2 NU, parte III, S 38.3 IEEE 1625* IEEE 1725* JIS SBA C8714* S1101* Curto-circuito externo x x x x x x x x x x x x x x Carga anormal e sobrecarga x x x x x x x x x x x x x x Descarga e sobrecarga forçadas x x x x x x x x x x Esmagamento x x x x x x x x x Impacto x x x Choque x x x x x x x x x Vibração x x x x x x x x x Aquecimento x Ciclagem de temperatura x Baixa pressão x Projétil e fogo externo x Queda x x x x x x x x x x Taxa baixa contínua de carregamento x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x Teste de aquecimento do invólucro moldado x Resistência de isolamento Teste de curtocircuito interno ou de fogo interno x x x x x x x x x x Em andamento x x x x x x x x x *Observação: essas são normas relativas à certificação. REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/NORMAS AVANÇADAS PARA BATERIAS DE ÍON-LÍTIO 17 A UL 2054 abrange as células secundárias (recarregáveis) e as primárias (não recarregáveis), cuja química inclui níquel (Ni-Cad, Ni-MH), alcalinos, carbono e zinco, além de ácido e chumbo, para aplicações portáteis. Abrange também conjuntos de baterias para aplicações portáteis e para todos os tipos de células, incluindo as de íonlítio e as de lítio primárias. A UL 2054 inclui curto-circuito, carga anormal, sobrecarga abusiva, descarga forçada, fonte de alimentação limitada, temperatura do componente do invólucro da bateria, temperatura da superfície da bateria, força constante de 250 N, alívio do estresse pelo mofo e impacto por queda. A UL 2054 também exige que as células de íon-lítio cumpram com a UL 1642.30 O que está mudando Em nível celular, a UL está trabalhando no desenvolvimento de um novo método de teste de curto-circuito interno (ISC) para as células de íon-lítio para a inclusão na norma de segurança UL 1642 a baterias de lítio. O teste, referido como um “teste induzido de curto-circuito interno por indentação” (IIISC): • Provoca uma ISC criando um pequeno defeito localizado no separador da célula (limitado apenas à camada superficial do eletrodo) • Induz a falha da célula para células cilíndricas, prismáticas e de formato de bolsa • É sensível a alterações de modelo que afetam o desempenho da segurança da célula • É um método adequado para os testes das normas31 Em nível celular, a UL está trabalhando no desenvolvimento de um novo método de teste de curto- circuito interno (ISC) para a inclusão na UL 1642. Há também melhorias para critérios de produtos e requisitos de qualidade em andamento.32 Em nível celular, a UL 1642 agora inclui os requisitos de parâmetros de região segura de operação de células para as células de íon-lítio, e a UL 2054 agora inclui requisitos a fim de que a bateria mantenha as células dentro dos parâmetros de região segura de operação da célula. Há também uma maior atenção aos desafios de projetos para aplicações específicas, às condições de abuso e às melhorias ao processo de certificação.33 Normas com o foco nos formatos grandes Além das atualizações para a UL 1642 e a UL 2054, a UL está trabalhando em normas focadas nos formatos grandes, incluindo a UL 2271 e as revisões da UL 2580 e da UL 1973, dadas as crescentes necessidades do mercado global. Quando a UL 2271 for publicada, as três serão as normas do American National Standards Institute (ANSI). A UL 2580 abrange a segurança (choque elétrico, riscos mecânicos e liberação de produtos tóxicos e combustíveis) de unidades de armazenamento de energia elétrica REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/NORMAS AVANÇADAS PARA BATERIAS DE ÍON-LÍTIO 18 (EESAs, Electrical Energy Storage Assemblies) para veículos de estrada e fora de estrada industriais. A norma não é específica de determinados produtos químicos e inclui baterias, capacitores eletroquímicos, e combinações híbridas de baterias e capacitores eletroquímicos. A norma também inclui requisitos de segurança para as células e os capacitores eletroquímicos utilizados nas unidades de armazenamento de energia elétrica. Uma análise de segurança das unidades de armazenamento de energia elétrica, como a do modo de falha e análise de efeitos (FMEA, Failure Mode and Effects Analysis), é necessária, bem como requisitos e testes específicos de construção, incluindo testes mecânicos, ambientais, elétricos e de produção.34 O programa de teste da UL 2580 inclui testes de curto-circuito, sobrecarga, sobredescarga, resistência à umidade e ao isolamento, falha de controle térmico, ciclagem de temperatura, queda, resistência à vibração, choque mecânico, rotação, esmagamento, imersão, exposição ao fogo, à temperatura e à carga desequilibrada.35 A UL 2271 abrange baterias, capacitores eletroquímicos e unidades de armazenamento de energia elétrica híbridos para uso em veículos elétricos leves (LEVs, Light Electric Vehicles). Caminhões industriais para tarefas pesadas estão fora do escopo dessa norma (seus conjuntos de armazenamento de energia elétrica são cobertos pela UL 2580, acima). Os critérios de construção são semelhantes aos da UL 2580, com algumas exceções, tais como: • Índice térmico relativo (RTI, Relative Thermal Index) mínimo do invólucro de 80 °C • Acessibilidade IP3X (como ferramenta, já que é possível a maior exposição a essas unidades de armazenamento de energia elétrica em comparação com os tipos da UL 2580) • A bateria deve ter maior capacidade de remoção por parte do usuário para o carregamento ou a substituição e deve ter alças • Os critérios para as células são os mesmos propostos para a UL 2580 Para todas essas normas, a UL está incluindo os requisitos de segurança de células a fim de tratar de uma variedade de necessidades emergentes. O programa de teste para a UL 2271 tem algumas diferenças com relação à UL 2580 devido às aplicações, e elas incluem o seguinte:36 testes de curto-circuito, sobrecarga, sobredescarga, resistência à umidade e ao isolamento, falha do controle térmico, ciclagem de temperatura, vibração, queda, choque mecânico, rotação, esmagamento, imersão, temperatura e de carga desequilibrada.37 UL 1973 covers electric energy storage systems (EESSs) for stationary applications such as photovoltaic (PV), wind turbine storage or uninterruptable power supply (UPS) applications. UL 1973 also covers EESSs for use in light electric rail (LER) applications and stationary rail applications. As with UL 2580 and UL 2271, UL 1973 includes construction criteria and tests.38 REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/NORMAS AVANÇADAS PARA BATERIAS DE ÍON-LÍTIO 19 Atualizações para as normas de segurança das baterias de íon-lítio NORMA/ ESCOPO O QUE ESTÁ MUDANDO AMBIENTE REGULATÓRIO UL 1642 Novo método de teste de curto-circuito interno (ISC) em desenvolvimento Voluntário Células de lítio primárias e secundárias Melhorias contínuas aos critérios de produtos e requisitos de certificação Requisitos de parâmetros de região de operação segura para células de bateria de íon-lítio UL 2054 Requisitos dos invólucros das baterias para que mantenham as células dentro dos parâmetros de região de operação segura das células Voluntário UL 2580 Revisão dos requisitos de células para lidar com aplicações específicas Voluntário (NFPA 505) Baterias comerciais e domésticas, incluindo baterias de lítio e aplicações portáteis Unidades de armazenamento de energia elétrica para veículos de estrada e fora de estrada industriais UL 2271 Unidades de armazenamento de energia elétrica para aplicações de veículos elétricos leves (LEV) UL 1973 Unidades de armazenamento de energia elétrica para aplicações estacionárias e de veículos elétricos leves sobre trilho Verificação da região de operação da célula Garantia de que o sistema mantém a região de operação da célula Modo de falha do sistema e análise de efeitos/segurança funcional Melhorias contínuas dos protocolos de teste Revisão dos requisitos de células para lidar com aplicações específicas Voluntário Verificação da região de operação da célula Garantia de que o sistema mantém a região de operação da célula Modo de falha do sistema e análise de efeitos/segurança funcional Melhorias contínuas dos protocolos de teste Revisão dos requisitos de células para lidar com aplicações específicas Verificação da região de operação da célula Garantia de que o sistema mantém a região de operação da célula Voluntário, NEC e de outros códigos de instalação Modo de falha do sistema e análise de efeitos/segurança funcional Melhorias contínuas dos protocolos de teste A UL 1973 inclui testes de curto-circuito, sobrecarga, sobredescarga, carga desequilibrada, resistência à tensão dielétrica, continuidade, temperatura, falha do sistema de estabilidade térmica, ciclagem de temperatura, resistência à vibração, choque, queda, do invólucro, exposição à água e ao fogo externo e interno.39 Por todas as normas acima, a UL está incluindo os requisitos de segurança de células para tratar de aplicações específicas, verificar as regiões de operação da célula, ajudar a garantir que os sistemas mantenham a região de operação da célula, exigir um modo de falha e análise de efeitos de sistema e, se necessário, avaliar a segurança funcional. 40 IMPACTO A UL continua a avançar na segurança através do desenvolvimento de atualizações para as normas existentes e da criação de novas normas quando a informação, a pesquisa e o consenso são concluídos. Essas normas e o papel de liderança da UL compreendem a New Science, que está na linha de frente do papel importante que as baterias de íon-lítio representam hoje e no futuro, ao mesmo tempo que ajuda a garantir sua utilização, adoção e expansão seguras e contínuas. REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/NORMAS AVANÇADAS PARA BATERIAS DE ÍON-LÍTIO 20 APLICAÇÃO DA METODOLOGIA DE ANÁLISE DA ÁRVORE DE FALHAS TESTE DE ISC INDUZIDO POR INDENTAÇÃO NORMAS AVANÇADAS PARA BATERIAS DE ÍON-LÍTIO EFEITOS DO ENVELHECIMENTO DAS BATERIAS DE ÍON-LÍTIO NEW SCIENCE: SUSTAINABLE ENERGY 21 PORQUE O ESTUDO DE SEGURANÇA DOS EFEITOS DO ENVELHECIMENTO DAS BATERIAS DE ÍON-LÍTIO É IMPORTANTE? Hoje em dia, as baterias de íon-lítio estão cada vez mais sendo usadas por longos períodos. Muitas células de íon-lítio são recicladas e reutilizadas, enquanto outras são usadas em aplicações – tais como veículos elétricos e armazenamento de energia estacionária – com uma duração de bateria esperada variando entre cinco e vinte anos. Esses usos de longo prazo são importantes, pois falhas de campo de baterias de íonlítio, embora raras, são muito divulgadas e sugerem que alguns mecanismos de falha podem depender da forma como o estado do íon-lítio nas células se altera ao longo do tempo. Igualmente importante é o fato de que as normas de segurança atuais não abordam o impacto potencial do envelhecimento das baterias. CONTEXTO Alguns dos usos mais comuns e conhecidos das baterias de íon-lítio são nos produtos eletrônicos para o consumo, onde a vida útil esperada da bateria – seja para um invólucro de uma única célula em um celular ou para um invólucro de seis a doze células em um computador portátil – é de um a três anos. 41 Em contraste, as baterias utilizadas nos veículos elétricos (VE, Electric Vehicles) e nos veículos elétricos híbridos (VHE, Hybrid Electric Vehicles) devem ter uma vida útil de cinco a quinze anos, enquanto espera-se que aquelas usadas em aplicações de armazenamento de energia estacionárias tenham uma vida útil de dez a vinte anos. 42 Além disso, apesar de a reciclagem de baterias de íon-lítio ainda estar em seus estágios iniciais, o mercado deverá crescer em até dois bilhões de dólares até 2022. 43 Isso se traduz em cerca de 10% do mercado de baterias de íon-lítio para 2022. E agora está surgindo uma “segunda vida” para os usos de baterias de íon-lítio, normalmente com veículos elétricos ou veículos elétricos híbridos. A indústria automobilística, em geral, define o “fim da vida útil” como o momento em que uma bateria de íon-lítio perdeu 20% de sua capacidade de armazenamento de energia original ou 25% da sua capacidade de potência de pico – um marco que normalmente é alcançado após 200.000 milhas ou 2.000 ciclos de carga. 44 As aplicações de “segunda vida” incluem a revenda das baterias usadas de íon-lítio de mais alta qualidade para veículos elétricos ou veículos elétricos híbridos, principalmente os utilizados em áreas urbanas, e para o armazenamento de energia estacionária em aplicações de rede recombinadas em instalações maiores (no nível de megawatts) ou simplesmente usadas em seu estado original. 45 Seja na primeira ou na segunda vida, em veículos elétricos ou no armazenamento de energia estacionária, as baterias de íon-lítio estão sendo usadas por períodos mais longos e por mais ciclos do que nunca. As baterias de íon-lítio são cada vez mais utilizadas por longos períodos devido à reciclagem, à reutilização ou às aplicações com tempo de vida útil esperado maior. Uma crença comum sobre as baterias de íon-lítio é que elas se tornam mais seguras ao longo do tempo, principalmente pelo fato de que o envelhecimento tende a REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/EFEITOS DO ENVELHECIMENTO DAS BATERIAS DE ÍON-LÍTIO 22 degradar o desempenho, fazendo com que as baterias percam parte da sua capacidade de armazenamento de energia, bem como parte de sua eficiência na descarga de energia. Parece fazer sentido que uma bateria com menos energia armazenada e uma capacidade mais limitada de descarregamento dessa energia tenha um risco mais baixo e que, ao longo do tempo, a gravidade potencial das falhas diminua. Uma hipótese contrária sobre baterias de íon-lítio é a de que a degradação dos materiais das baterias de íon-lítio, devido ao envelhecimento, conferiria às baterias um risco maior de falha. A segurança das baterias de íon-lítio engloba tanto a frequência quanto a gravidade da falha. Por causa da tendência de maior tempo de uso das baterias de íon-lítio e dos ciclos de reutilização, a UL acredita que os efeitos do envelhecimento na segurança das baterias de íon-lítio devam ser estudados para compreender como os mecanismos de envelhecimento afetam a falha das baterias. Pesquisa da UL sobre os efeitos do envelhecimento 48 TÉCNICA PROPÓSITO Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) Raios-X de energia dispersiva (EDX) Análise de Materiais Teste de anormalidades Analisar a estrutura química de superfície – principalmente da camada de interface do eletrólito sólido – do eletrodo Difração de raios-X (XRD) Observar a mudança estrutural de cristal do eletrodo Infravermelho por Transformada de Fourier (FTIV) Analisar a estrutura química de superfície – principalmente da camada de interface do eletrólito sólido – do eletrodo Calorimetria diferencial de varredura (DSC) Espectroscopia Raman Teste não destrutivo Observar a alteração da morfologia da superfície do eletrodo, assim como o tamanho das partículas, a distribuição do material ativo, o aglomerante, o carbono condutor, a camada de revestimento, a espessura etc. Evaluate the change of thermal stability of the electrode materials Observar a mudança estrutural de cristal do eletrodo Espectroscopia de fotoelétrons excitados por raios-X (XPS) Analyze the surface chemistry, mainly SEI layer, of electrode Pirólise com cromatografia gasosa e espectroscopia de massa (GC/MS) Analisar o mecanismo de decomposição térmica para os materiais ativos Electrochemical Impedance Spectroscopy (EIS) Analisar a mudança da resistência interna Varredura por tomografia computadorizada (TC) Investigar a estrutura física interna, como a válvula, o invólucro do eletrodo e o alinhamento Curto-circuito interno induzido por indentação (IIISC) Avaliar os comportamentos da bateria quando ocorrer um curtocircuito interno localizado Vibração Contêiner térmico Sobrecarga Avaliar o comportamento da bateria em caso de vibração após ciclos de carga/descarga Avaliar a estabilidade térmica da bateria Avaliar o comportamento da bateria sob condição de sobrecarga REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/EFEITOS DO ENVELHECIMENTO DAS BATERIAS DE ÍON-LÍTIO 23 O QUE FEZ A UL? A UL desenvolveu um estudo de pesquisa inicial para entender o que foi sugerido pelas falhas de campo. A pesquisa inicial estava centrada em um tipo comumente usado de células de íon-lítio: a bateria de íon-lítio do tipo 18650 com uma composição química de óxido de lítio-cobalto (LiCoOx) e 2.800 miliamperes/hora (mAh) de capacidade de armazenamento de energia. 46 O plano era realizar testes com as baterias a 25 °C e 45 °C ao longo de 50, 100, 200, 300, 350 e 400 ciclos de carga. A pesquisa incluiu a análise não destrutiva, os testes de abuso e a análise do material para investigar a correlação potencial entre o mecanismo de envelhecimento nos materiais e a tolerância de uma célula às condições de abuso. 47 Nossa pesquisa inovadora sobre os efeitos do envelhecimento das baterias de íon-lítio identificou dois problemas de segurança críticos. A primeira preocupação de segurança é o efeito da polarização em baterias envelhecidas, o que pode ser detectado a partir de perfis de temperatura e de tensão da célula durante a sobrecarga. Quando ocorre a polarização em uma bateria, um nível de tensão mais alto pode geralmente ser observado durante a carga, enquanto um nível de tensão mais baixo pode ser observado durante a descarga. Além disso, um aumento do efeito térmico, que também é uma preocupação de segurança potencial, resulta do aumento da impedância das células e da deterioração da eficiência de carregamento e descarregamento. Um efeito térmico maior também pode levar a um risco maior de reações químicas colaterais que são desfavoráveis ao desempenho seguro de uma bateria de íon-lítio. Por exemplo, a interface do eletrólito sólido (SEI) funciona normalmente como a camada de proteção para evitar que o material do eletrólito realize interações adicionais com o eletrodo em uma célula de íon-lítio. 49 No entanto, a interface do eletrólito sólido é termicamente instável e pode se decompor a 60 °C em algumas situações específicas.50 A falha da interface do eletrólito sólido pode se tornar a causa raiz que, por fim, levará a uma fuga térmica catastrófica.51 A célula envelhecida por 400 ciclos mostra uma explosão muito mais violenta do que as envelhecidas por menos de 300 ciclos. REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/EFEITOS DO ENVELHECIMENTO DAS BATERIAS DE ÍON-LÍTIO 24 Tensão da célula, em V Fusão do separador, ocorrência de ISC 4 Tensão da célula (Amostra nova) 3 Tensão da célula (200 ciclos a 45 °C) Temperatura da célula (Amostra nova) 2 Temperatura da célula (200 ciclos a 45 °C) 1 0 0 500 1000 1500 2000 Tempo de teste, em s. Ventilação 800 700 600 500 400 300 200 100 0 2500 3000 Fuga térmica Temperatura da célula em °C Teste do “contêiner térmico” em células de íon-lítio do tipo 18650 novas e envelhecidas 53 Outra preocupação de segurança importante que nossa pesquisa identificou é a estabilidade térmica dos materiais ativos em baterias envelhecidas. Com base no resultado do teste do “contêiner térmico”, a fuga térmica foi desencadeada em estágios iniciais com amostras envelhecidas. Em células envelhecidas, a fusão e a ventilação do separador foram retardadas quando comparadas com as de uma célula nova durante o teste. Os dados vindos de um calorímetro diferencial de varredura sugerem que as reações de geração de calor com as células ocorrem mais cedo nas células envelhecidas.52 Os resultados da espectroscopia de impedância eletroquímica e da análise do material fornecem evidências diretas e indiretas de que a composição em massa dos materiais ativos não muda em células envelhecidas. No entanto, a composição e a estrutura cristalina nas interfaces dos materiais ativos mostram alterações significativas em células envelhecidas em comparação com as células novas. A implicação aqui é a de que o efeito do envelhecimento ocorre principalmente perto da região da superfície dos materiais ativos nas células testadas, a qual é também a região onde ocorre o processo de troca de íons. IMPACTO A pesquisa da UL para avaliar os efeitos do envelhecimento das baterias de íon-lítio na segurança ainda está em seus estágios iniciais. Porém, com base nos resultados até agora, estamos expandindo nosso programa de pesquisa. Para estabelecer resultados mais gerais, a pesquisa se moverá para além da única estrutura química estudada até agora para outras estruturas químicas comuns das células, como o NMC (óxido de cobalto-manganês-níquel-lítio) e LFP (lítio-ferro-fosfato).54 A pesquisa também será estendida por mais ciclos e conduzida em sistemas de baterias de íon-lítio de formato grande, como as usadas em veículos elétricos e aplicações de armazenamento de energia estacionárias. Uma vez que o impacto total do envelhecimento das baterias de íon-lítio na segurança da bateria for determinado, a UL irá atualizar as normas de segurança pertinentes para refletir os resultados e ajudar a garantir o uso seguro de baterias de íon-lítio com o passar do tempo e em qualquer aplicação. REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/EFEITOS DO ENVELHECIMENTO DAS BATERIAS DE ÍON-LÍTIO 25 FONTES 1 Brain, M., “How Lithium-Ion Batteries Work,” HowStuffWorks. 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Web: 30 de maio de 2013. http://www. hq.nasa.gov/office/codeq/risk/docs/ftacourse.pdf. 20 Tabaddor, M. et al., “Safety Testing of Lithium-Ion Batteries”, White Paper da UL e da Energy Systems Division da NASA, 2011. 21 Florence, L. e Tabaddor, M., “Lithium-Ion Battery Safety”, apresentação da UL: 7 de maio de 2013. 22 Tabaddor, M. et al., “Safety Testing of Lithium-Ion Batteries”, White Paper da UL e da Energy Systems Division da NASA, 2011. 23 Tabaddor, M. et al., “Safety Testing of Lithium-Ion Batteries”, White Paper da UL e da Energy Systems Division da NASA, 2011. 24 Greenberger, J., “Lithium-Ion Market on Verge of Dramatic Growth”, The Energy Collective, 24 de fevereiro de 2013. 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Florence, L., “UL 2271 Bulletin”, apresentação da UL: dezembro de 2012. 37 18 Tabaddor, M. et al., “Safety Testing of Lithium-Ion Batteries”, White Paper da UL e da Energy Systems Division da NASA, 2011. 19 Tabaddor, M. et al., “Safety Testing of Lithium-Ion Batteries”, White Paper da UL e da Energy Systems Division da NASA, 2011. Florence, L., “UN Lithium Battery Transport Tests & UL Battery Safety Standards-Status Update”, apresentação da UL: abril de 2013. Web: 31 de maio de 2013. http://www.ntsb.gov/news/events/2013/ batteryforum/presentations/Florence%20UL%20Presentation%20 -%20Battery%20Forum.pdf. REVISTA ENERGIA SUSTENTÁVEL/FONTES 26 FONTES 38 “ANSI/UL 1973 Introduction 10/12”, apresentação da UL: 2011. 39 Florence, L., “UN Lithium Battery Transport Tests & UL Battery Safety Standards-Status Update”, apresentação da UL: abril de 2013. 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