TECNOLOGIA ELECTROVÁLVULAS E VÁLVULAS Funcionamento, terminologia e tipos de construção AS ELECTROVÁLVULAS Uma electroválvula é composta de duas partes: 1. Uma cabeça magnética constituída principalmente de uma bobina, tubo, culatra, anel de desfasagem, mola(s). 2. Um corpo, inclui orifícios de ligação, obturados por assento, membrana, pistão, etc. segundo o tipo de tecnologia empregado. A abertura e o fecho da electroválvula são ligados à posição do núcleo móvel que é deslocado sob o efeito do campo magnético gerado pela colocação sob tensão da bobina. TERMINOLOGIA ELECTROVÁLVULA (Fig. 1) Clip de retenção Bobina Anel de desfasagem 2 - Corpo da válvula Culatra Mola de núcleo Núcleo Tampa Mola de obturador Orifício calibrado A TIPOS DE ELECTROVÁLVULA Electroválvulas 2/2-3/2 de comando directo O núcleo é ligado mecanicamente ao assento que abre ou fecha o orifício conforme a bobina é alimentada ou não. Construção núcleo-assento (Fig. 2). O funcionamento é independente do caudal e da pressão (nulo ou máximo). Existe principalmente nas versões 2/2 NF/ NA, 3/2 NF/NA/U. NF = Normalmente fechada NA = Normalmente aberta U = Universal fig. 2 Tubo Anel roscado Mola de assento É montada no núcleo e assegura um fecho positivo do assento. Mola do núcleo Mola que mantém em posição o núcleo móvel na ausência de alimentação da bobina. Assento Parte do corpo da válvula onde a vedação do assento vem assegurar a estanquidade. Tubo Serve de guia ao núcleo móvel que se desloca pela força electromagnética gerada pela bobina (em latão ou aço inox). Vedação Vedação Membrana Porta-obturador Corpo Assento Electroválvulas 2/2-3/2 de comando assistido Utilizam a pressão de entrada ou montante para funcionar. Estão equipadas de dois orifícios de comando (pilotagem e calibrado). O orifício de pilotagem permite à colocação sob tensão da bobina escapar para a utilização ou saída, a pressão situada acima da membrana (ou do pistão). A diferença de pressão provocada abre o orifício principal. Na colocação fora de tensão da bobina, o fecho do orifício de pilotagem provoca o aumento de pressão a montante acima da membrana (pelo orifício calibrado). A força assim criada assegura o fecho da válvula. Existem principalmente nas versões 2/2 NF/ NA, 3/2 NF/NA. Obturador 00005PT-2005/R01 1 - Cabeça magnética Anel de desfasagem Anel situado na parte inferior da culatra acima do núcleo móvel e servindo em corrente alterna para limitar as vibrações. É geralmente de cobre, mas existe em prata. As versões em corrente contínua podem não comportar anel de desfasagem. Bobina Parte eléctrica, destinada a criar um campo magnético, constituído de um cilindro de fios de cobre enrolado e isolado. A bobina é mantida em posição no tubo por um clip. Assento Munido de uma vedação de estanquidade, tem como função fechar o orifício principal. Anel roscado Peça intermédia geralmente aparafusada compreendendo a cabeça magnética e permitindo a adaptação directa sobre uma tampa ou sobre um corpo de válvula. Tampa Obturador aparafusado sobre certos corpos de válvula que recebem o conjunto cabeça magnética e mantendo as peças internas. Culatra Massa metálica situada na extremidade do tubo tem como função melhorar o campo magnético durante o funcionamento. Vedações de estanquidade Conjunto dos elementos assegurando a estanquidade do corpo da válvula: - ao nível do ou dos assentos; - oposto à atmosfera externa. Núcleo Cilindro de magnetismo residual reduzido, deslocado pela força electromagnética. Orifício calibrado Assegura o fecho da electroválvula através de uma presença permanente da pressão de entrada ou a montante da membrana ou do pistão. Orifício piloto Situado ao centro da membrana, é fechado pela vedação de estanquidade montada no núcleo. Porta-obturador Parte accionada pelo núcleo móvel e que inclui o obturador. fig. 1 Todos os folhetos disponíveis em: www.ascojoucomatic.com V013-1 Funcionamento, terminologia, construção - TECNOLOGIA ELECTROVÁLVULAS E VÁLVULAS Dois tipos de construção estão disponíveis: - de membrana separada (Fig. 3a) ou de pistão separado (Fig. 3b) : 5a). Contrução de gaveta, 5/2 (Fig. 5c). Neste tipo de construção, uma pressão diferencial mínima é necessária para abrir e manter a electroválvula em posição aberta. fig. 5a fig. 6c fig. 3a fig. 5b fig. 3b - de membrana unida (Fig. 4): fig. 4 Electroválvulas 4/2, 5/2 e 5/3 de comando directo ou assistido Estas electroválvulas são principalmente utilizadas para comandar os actuadores (cilindros, válvulas). Têm 4 ou 5 orifícios de ligação, 2 posições (fechado/aberto) ou 3 posições (5/3,W1centro fechado; 5/3, W3 centro aberto no escape). Construções propostas: - Função monoestável, simples pilotagem Retorno da electroválvula em posição de repouso durante a colocação fora de tensão (retorno mola). Contrução de válvula de gaveta, 4/2 (Fig. 5a). Contrução de gaveta-obturador, 4/2 (Fig. 5b). Contrução de gaveta, 5/2 (Fig. 5c). - Função biestável, dupla pilotagem Mantém as posições trabalho e repouso durante um corte de alimentação eléctrica (função memória). Contrução de válvula de gaveta, 4/2 (Fig. fig. 5c - Função 5/3: Em posição repouso, bobina fora de tensão, a gaveta está centrada em posição intermédia: W1, centro fechado na pressão, todos os orifícios são não-alimentados; W3, centro aberto no escape, os orifícios de utilização 2 e 4 são colocados respectivamente no escape (orifícios 3 e 5). Electroválvulas para aplicações vapor (Secção H, 901) - Construção de “núcleo-obturador”, assento em aço inox, longa vida útil, para aplicações intensivas de vapor até 165°C /170°C (Fig. 6a). - Construção de pistão em aço inox ou latão, longa vida útil, para aplicações intensivas de vapor até 184°C (Fig. 6b). - Construção de membrana aplicada para baixa pressão e caudais elevados (Fig. 6c). fig. 6a Todos os folhetos disponíveis em: www.ascojoucomatic.com V013-2 fig. 6b 00005PT-2005/R01 Neste tipo de construção, a electroválvula pode funcionar de uma pressão mínima diferencial nula à pressão máxima admissível. Na colocação sob tensão o núcleo abre (ou fecha) a válvula graças à ligação mecânica entre o núcleo e o conjunto membrana. Funcionamento, terminologia, construção - TECHNOLOGIA ELECTROVÁLVULAS E VÁLVULAS Válvulas permitem o controlo de fluidos de pressões elevadas com pressões reduzidas de comando. Para tal, uma acção «diferencial» é criada pela presença de uma superfície de pistão ou de membrana (pressão de pilotagem) superior à surperfície do assento (pressão do fluido). Uma válvula é composta de duas partes elementares: 1. Uma cabeça de comando constituída principalmente de um pistão ou de uma membrana. 2. Um corpo, inclui orifícios de ligação, obturados pelo assento. A abertura e o fecho da válvula estão ligados à posição da haste de comando. Esta haste está deslocada sob o efeito do movimento do pistão ou da membrana gerado pela colocação sob pressão da cabeça de comando. Uma electroválvula-piloto ou electrodistribuidor-piloto (3/2 NF) no pistão ou a membrana comanda a abertura ou o fecho do assento da válvula. TERMINOLOGIA VÁLVULA (Fig. 2a/2b) Arcada Parte da cabeça de comando que serve de suporte ao pistão e à membrana (válvula tipo AD). Obturador Munido de uma vedação de estanquidade, tem como função fechar o orifício principal. Tampa Elemento superior aparafusado para proTampa teger a cabeça (válvulas séries 290/390). Compreende geralmente o indicador óptico de posição. Assegura um função de retenção das peças internas. Vedação de assento Materiais de estanquidade do obturador/ assento do corpo da válvula. Junta de corpo Assegura a estanquidade interna/externa. Junta raspadora de haste Assegura a ausência de penetração de impurezas ao nível do bucim. Membrana Elemento motor constitutivo de uma válvula tipo AD permite o deslocamento vertical da haste de comando sob a influência da pressão de comando fornecido pelo piloto. Pistão Elemento motor constitutivo de uma válvula tipo 290/390/298 permite o deslocamento vertical da haste de comando sob influência da pressão de comando fornecido pelo piloto. Bucim Assegura a estanquidade na haste de comando. Constituída de chevrons em PTFE carregado. Haste Elemento motor para a abertura e fecho do assento. ;;;;; ;;;;; ;;;;; ;;;;; ;; ;;; ;;;;; ;;;;; ;;; ;; ;;; ;;;;; ;; ;;;;; ;;;;; ;;;;; 1 ;;;;;;;;;; 2 ;;;;; ;;;; ;;;;; ;;;;; ;;;;;; ;;;;;; ;;;;; ;;;; ;;;;; ;;;;;; ;;;;; ;;;; ;;;;; ;;;;; ;;;;;; ;;;;;; ;;;;; ;;;; ;;; ;;; ;; ;;; ;;; ;; ;; ;; ;;; ;;; ;; ;;; ;;; ;; ;; ;; ;;; ;;; ;; ;; ;;;; ;;;; A ;; ;; ;; ;; ;; ;; ;; ;; 1 ;;;;; ;;;;; ;;;;;; ;;;;;; 2 3 fig. 7a fig. 7b Válvulas 2/2-3/2 para aplicações vapor (Secção H, 901) Construções para aplicações intensivas de vapor até 184°C (Fig. 7a/7b), 250°C (Fig.8a, Fig. 8b). 1 2 fig. 8a fig. 8b Válvulas 2/2-3/2 de comando por pressão Construção de pistão (cabeça de comando, séries 290/390/298, Fig. 7a) ou de membrana (tipo AD, Fig. 7b). Existente nas versões 2/2 NF/NA, 3/2 NF/NA. Indicador óptico de posição 1 - Cabeça de comando ;;;;;;;;;; ;;;;;; ;;;;;;;;;; ;;;; ;;;;; ;;;;;; ;;;;;; ;;;; ;;;;; ;;;;;; ;; ;;;; ;;; ;; ;;; ;; ;;; ;; ;;; ;; TIPOS DE VÁLVULA Molas Escape Tampa 1 - Cabeça de comando AS VÁLVULAS DE COMANDO POR PRESSÃO Membrana Arcada Mola Alimentação Haste Haste Bucim de chevrons triplos 1 Corpo de bucim Junta do corpo Assento 2 Vedação de assento fig. 2a Flanges 1 Vedação de assento 2 Assento Junta do corpo fig. 2b Todos os folhetos disponíveis em: www.ascojoucomatic.com V013-3 00005PT-2005/R01 Casquilhos guia da haste 2 - Corpo da válvula 2 - Corpo de válvula Pistão 00005PT-2005/R01 A ASCO/JOUCOMATIC reserva o direito de modificar os seus produtos sem pré-aviso. Funcionamento, terminologia, construção - TECNOLOGIA ELECTROVÁLVULAS E VÁLVULAS Todos os folhetos disponíveis em: www.ascojoucomatic.com V013-4