TREINAMENTO EM SERVIÇO: OPINIÃO DE UMA EQUIPE DE ENFERMAGEM INTENSIVISTA. Oliveira JLC1, Nicola AL2, Matsuda LM3, Inoue KC4. Universidade Estadual de Maringá – UEM; Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE; [email protected] RESUMO INTRODUÇÃO: A administração de recursos humanos infere que estabelecer práticas de treinamento bem planejadas pode agregar valor qualitativo ao processo de trabalho dos profissionais(1). Nessa perspectiva, tal premissa pode ser estendida para os serviços de saúde e de enfermagem, que atua em ambiente hospitalar(2). JUSTIFICATIVA: No exercício de suas funções gerenciais, o enfermeiro deve incorporar a avaliação da qualidade nos âmbitos assistencial e gerencial, inclusive dos treinamentos da equipe porque esta atividade pode facilitar a adequação de possíveis carências no processo de cuidado. OBJETIVO: Apresentar a opinião de uma equipe de enfermagem intensivista sobre os treinamentos oferecidos na insituição. METODOLOGIA: Estudo descrito-exploratório, de abordagem quantitativa, realizado com 12 enfermeiros e 27 profissionais de enfermagem de nível médio (Técnicos e Auxiliares de Enfermagem), atuantes em uma Unidade de Terapia Intensiva para Adultos (UTI – A) e Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI – P), de um hospital universitário paranaense. Os profissionais responderam a um questionário em forma de escala do tipo Likert, que abordava sobre Qualidade das Atividades de Treinamento, estratificado na tríade donabediana, Estrutura, Processo e Resultados. A concordância com cada item do questionário foi 1 Enfermeiro. Mestrando no Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá – UEM. [email protected] 2 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE. Coordenadora do Programa de Residência de Gerenciamento de Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica. [email protected] 3 Enfermeira. Docente do departamento de Enfermagem da UEM. Pós-Doutoranda em Enfermagem Fundamental. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – USP. Bolsista da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná. [email protected] 4 Enfermeira. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UEM. Docente da Faculdade Ingá e intensivista do Hospital Universitário Regional de Maringá. [email protected] interpretada como opinião favorável à qualidade ao item observado e a discordância, como desfavorável. Os preceitos éticos inerentes a pesquisas com seres humanos foram respeitados. RESULTADOS: Os itens da dimensão Estrutura foram entendidos como favoráveis à qualidade, exceto o horário dos treinamentos que apresentou discordância de 74,4% dos sujeitos. Com relação à dimensão Processo, 66,7% entrevistados tiveram suas dúvidas sanadas ao participarem de algum treinamento; contudo, 71,8% discordaram da suficiência de atividades do treinamento e também quanto a prática de levantamento de necessidades para o planejamento do mesmo. A dimensão Resultado foi pontuada favoravelmente em relação à mudança positiva no processo de trabalho e à melhora na assistência, decorrente dos treinamentos realizados, obtendo concordância de 69,2% e 62,2%, respectivamente. Nessa mesma dimensão, a opinião dos profissionais apontou resultados desfavoráveis à ocorrência da avaliação ao término dos treinamentos, com discordância de 69,3%. CONCLUSÕES: Observou-se que os participantes do estudo entendem que as atividades de treinamento são necessárias porque têm potencialidades de melhorar a qualidade do cuidado. Entretanto, para atender às expectativas dos profissionais de enfermagem é preciso melhorias que se relacionam ao horário, suficiência, levantamento de necessidades e avaliação dos treinamentos. Palavras-Chave: Capacitação em Serviço; Recursos humanos; Gestão da Qualidade; Enfermagem. REFERÊNCIAS: 1 CHIAVENATO, I. Iniciação à administração de recursos humanos. 4ª ed. Manole: Barueri, 2010. 2 NEPOMECENO, L. M. R. KURCGANT, P. Uso de indicador de qualidade para fundamentar programa de capacitação de profissionais de enfermagem. Rev Esc. Eferm. USP. v. 42. n. 4., 2008.