ANAIS DO III ENCONTRO CIENTÍFICO NACIONAL DE PESQUISADORES EM DANÇA
Comitê Dança em Mediações Educacionais – Maio/2013
A PESQUISA ACADÊMICA EM DANÇA COMO TEMPO
COMPARTILHADO: PRÁTICAS, DIÁLOGOS E REFLEXÕES
GABRIELA SANTOS CAVALCANTE SANTANA (UFPE)
RESUMO
Buscando aprofundar o debate sobre a natureza da pesquisa em dança, o
artigo em questão levanta aspectos metodológicos e pedagógicos que
interferem na dimensão conceitual e política da pesquisa na área, visando
contribuir para a formação do artista-pesquisador. Como objetivo tem-se refletir
sobre a natureza de nossos fazeres no âmbito acadêmico, garantindo o
amadurecimento de modos de operar teoria e prática. Para traçar tais reflexões
parto da minha experiência enquanto coordenadora do projeto de pesquisa
Interfaces para a improvisação: investigações sobre a dança e a capoeira
Angola. A rede teórica é constituída pelo diálogo entre autores que discorrem
sobre a pesquisa dentro e fora do âmbito da dança, a exemplo de AQUINO
(2008), FORTIN (2009), SOUZA (2013) e HISSA (2013).
PALAVRAS-CHAVE: Dança, Pesquisa, Academia, Metodologia.
ACADEMIC RESEARCH IN DANCE LIKE TIME SHARED:
PRACTICES, AND DIALOGUE REFLECTIONS
ABSTRACT
Seeking to deepen the debate on the nature of research in dance, the article in
question raises methodological and pedagogical aspects that influence the
conceptual dimension and policy research in the area, aiming to contribute to
the formation of the artist-researcher. Aim is to reflect on the nature of our
doings in the academic, ensuring the maturing of ways of operating theory and
practice. To trace such reflections birth of my experience as a coordinator of the
research project Interfaces for improvisation: investigations into the dance and
capoeira Angola. The theoretical network consists of the dialogue between
authors who talk about research within and outside the dance, like AQUINO
(2008), FORTIN (2009), Souza (2013) and Hissa (2013).
KEYWORDS: Dance, Research, Academia, Methodology.
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A pesquisa acadêmica, historicamente, apresenta-se como fazer
indispensável para o desenvolvimento do ensino universitário. Pois é através
deste segmento que esferas governamentais habitualmente tendem a apostar
no desenvolvimento local, regional, e até mesmo nacional, nas diferentes áreas
de conhecimento.
Não diferentemente acontece com a área da dança, que, nos últimos
dez anos, expandiu largamente seu campo acadêmico, favorecendo o
amadurecimento de discussões sobre o desenvolvimento da dança na
Universidade.
Nessa direção, chamamos a atenção para "um processo de constituição
do campo acadêmico da dança em estágio relativamente inicial com tendência
de acentuação" (AQUINO, 2008: 09). Assim, considerando o desenvolvimento
área da pesquisa em dança na academia, tem-se tornado cada vez mais
evidente o redimensionamento do seu poder político na sociedade, haja vista a
atualização de questões de natureza estéticas, políticas e pedagógicas que
impactam diretamente, não só os próprios cursos superiores, como também
outros segmentos sociais que, em maior ou menor grau, são afetados por
tendências artístico-pedagógicos desenvolvidas nesse meio.
Contudo, para além da constatação desse panorama atual, o que me
parece caro refletir é que o desenvolvimento da pesquisa em dança dá-se, em
sua maioria, de forma intricada com a prática, como podemos ver
constantemente em estudos monográficos, de mestrado e doutorado,
desenvolvidos pelo olhar crítico sobre a própria prática do pesquisador,
enquanto artista e/ou professor.
Constatar tal fato, já no início deste texto, tem o intuito de retirar o
caráter de obviedade à ideia de que a pesquisa seja atributo de projetos e
grupos acadêmicos, apartado do fazer diário do dançarino, que, em sua
trajetória artístico-acadêmica, geralmente exerce o papel de professor e ou de
artista-pesquisador.
Tal argumento visa alargar a dimensão experimental da pesquisa
artístico-acadêmica, que pode ser favorecida pela experiência e entendimento
do ato investigativo como fazer incessante daqueles que trabalham com o
corpo. Com isso tem-se a possibilidade de transformar um modo de operar
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também, em posicionamento e engajamento político na área.
Assim, mesmo sabedora da propulsão de programas de pós-graduação
e grupos de pesquisa acadêmicos de dança, o foco da discussão aqui proposta
recai sobre projetos de pesquisa que oportunizam o processo de iniciação
científica em dança. Pois, neste exercício, poderemos discorrer sobre questões
pedagógicas que atravessam a formação de dançarinos engajados com sua
prática artístico-acadêmica.
Esta forma de entender pesquisa, não isolada e sim imbricada ao
ensino, desloca o lugar da pesquisa e a forma como lidamos com a mesma,
convocando-nos a pensar nas implicações deste pensamento no corpo, uma
vez que o ato de pesquisar exige do pesquisador habilidades e competências
que, na maioria das vezes, são negligenciadas pelos métodos de ensinoaprendizagem propostos desde a educação básica até os cursos superiores.
Relaciono essas ideias ao pensamento de Garrido (2009). Tendo em
vista que a mesma colabora com as reflexões sobre o campo de estágio - em
qualquer área - como campo favorável ao ato de pesquisar, integrando à
docência, uma postura mais curiosa e investigativa:
Valorizando a experiência e a reflexão na experiência, conforme
Dewey [...] Schon propõe uma formação baseada
numa
epistemologia da prática, ou seja, na valorização da pratica
profissional como momento de construção de conhecimento por meio
de reflexão, análise e problematização dessa prática e a
consideração do conhecimento tácito, presente nas solução os que
os profissionais encontram em ato. Com Isso, abre perspectivas para
a valorização da pesquisa na ação dos profissionais, colocando as
bases para o que se convencionou denominar professor pesquisador
de sua prática (GARRIDO, 2009: 48).
Dessa maneira, tais ideias delineiam o entendimento de pesquisa
enquanto ato inventivo e transformador. Por isso sublinho que a ideia de criar
hipótese ou solucionar problemas, frequentemente aplicadas às diversas
ciências, pode tanto favorecer como restringir o processo de descoberta e
investigação emergente ao próprio desenrolar da pesquisa. Formular uma
pergunta para obter uma resposta pode, a depender dos propósitos do
pesquisador, emprestar um tom utilitarista que pouco tem a ver com questões
estéticas e criativas imbricadas ao desenvolvimento das pesquisas artísticoacadêmicas. Pois, como sabemos, os processos criativos apresentam, quase
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sempre, o risco de "desorganizar" a sistematização de métodos e
procedimentos coerentes com nossos objetivos. Isto porque a forma como
apreendemos
nem
sempre
ocorre
ordenadamente
e,
muitas
vezes,
apresentam-se de modo caótico, questões, incômodos e dificuldades que
geralmente são camufladas quando nos prendemos a modelos metodológicos.
A dificuldade em lidar com a incerteza costuma ser reforçada pelo fato
de que a autonomia e o engajamento perante o desconhecido, não são atitudes
habitualmente
estimuladas
em nosso
sistema
educativo,
ocasionando
freqüentemente, nos estudantes, estranhamentos, resistências e dificuldades
que se apresentam quando a pesquisa dá espaço para a dúvida e o erro.
O professor e pesquisador Hissa (2013), sobre o assunto, comenta:
Não há uma demanda pela autonomia, e eles [alunos] próprios se
sentem confortáveis diante da ausência da cobrança transformadora
que lhes permitira construir uma formação mais crítica e reflexiva. Ao
final dos cursos de graduação, são lembrados pelos professores de
que eles farão um trabalho de conclusão de curso, uma monografia: a
sua primeira pesquisa. Como é que se pode pensar que se faz a
primeira pesquisa, apenas ao final do curso, após quatro ou cinco
anos. O final do curso, para quase todos, é portanto, o primeiro
momento de se pensar a rotina de pesquisa que não se fez. (nota
35)( HISSA, 2013: 66).
Tal recorrência é reforçada por abordagens instrumentalistas que
entendem o aluno, mesmo já inserido em um curso superior, como instrumento
para o desenvolvimento de um pensamento alheio a ele.
Esta realidade nos convoca a pensar sobre questões pedagógicas e
formativas que podem alimentar ideias acerca das abordagens usualmente
utilizadas em pesquisas artístico-acadêmicas. Considerando
a
instância
pedagógica comprometida com o ato de estimular e apoiar os discentesartistas, iniciados no universo da pesquisa.
Assim sendo, a questão central deste texto está em refletir sobre como a
pesquisa artístico-acadêmica pode colaborar para maior engajamento do
dançarino em formação que, enquanto pesquisador, será solicitado a gerir de
modo autônomo suas investigações corporais.
Nessa perspectiva, o pesquisador age como protagonista de seu próprio
processo investigativo, seja propondo dinâmicas ou experimentando no e pelo
corpo comandos e estímulos peculiares.
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Essas questões tornaram-se por muito tempo questões de fundo das
ações metodológicas propostas no projeto de pesquisa coordenado por mim,
"Interfaces para a improvisação: investigações sobre a dança e a capoeira
Angola" abrigada dentro do grupo de pesquisa Arte, Lazer e Diversidade
Cultural, existente no Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal
de Pernambuco - UFPE. Nesse espaço, venho analisando
frequentemente
depoimentos, escritas, ações e atitudes dos discentes envolvidos, que,
recorrentemente, salientam a dificuldade de gerir de modo autônomo suas
escolhas e seus respectivos processos.
Caminhos de uma Pesquisa Artístico-Acadêmica
Através da pratica da improvisação percebo que reflito e modifico a
forma como gerencio minha autonomia, ou, antes mesmo, a forma
como entendo autonomia. Me percebo como um ser atuante no
mundo e não um ser de reflexos, dominada pela inconsciência ou
alienação. Tudo que passa pelo corpo se transforma em aprendizado,
aprendizado se transforma em vida para mim. Então percebo como
utilizo meu jogo de cintura e minha ginga para improvisar também na
vida. Modifico minha auto-imagem através dos exercícios de
percepção, com isso utilizo partes de mim que antes estavam
obscuras. Ampliando a visão que tenho sobre mim mesma e sobre
meu corpo tenho mais possibilidades de ação no mundo. [...] Ter
conhecimento de uma situação não garante a capacidade de agir
diante dela de forma a modificá-la. É necessário que eu detenha as
informações necessárias". (Ana Carolina Montenegro - discente
integrante do projeto de pesquisa Interfaces para a improvisação em
dança: investigações sobre a dança e a capoeira Angola).
O projeto de pesquisa que serviu como espaço para observação das
questões aqui levantadas tem como propósito elaborar e avaliar como
determinados procedimentos baseados na capoeira Angola podem colaborar
para a improvisação em dança. Para isso, a construção de toda a pesquisa tem
sido balizada por habilidades artístico-pedagógicas desenvolvidas por cada um
dos integrantes que são incentivados a se expressarem e improvisarem a partir
de parâmetros artísticos compartilhados por mim.
Ao longo de dois anos, trabalhamos a construção de pensamentos-corpo
para a percepção de como cada sujeito dançante se apropria das ideias,
práticas e teóricas, discutidas e experimentadas nesse grupo. Com a ideia de
corporificar
pensamentos,
os
integrantes
são
responsabilizados
pela
"manipulação" dos conteúdos ali propostos.
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Entretanto, tal processo só tem sido possível considerando uma leitura
mais analítica dos desejos, motivações e incômodos individuais; nesse caso,
realizada não só pelos próprios integrantes, como também, por mim,
professora responsável pela referida pesquisa. Todavia, os sentimentos, as
sensações e as percepções individuais, e até mesmo coletivas, passam a ser
observadas em relação aos valores sociais incutidos em cada um.
O jeito de olhar para essa construção sociocorpórea responde por uma
construção metodológica que estimula o aluno a improvisar, sempre atento (e
não a serviço) a aspectos sensório-cognitivos.
Tal ideia encontra-se intricada com modos de pesquisar arte apontados
por Fortin (2007), ao levantar o crescente uso de métodos favoráveis à
subjetividade e à geração de singularidades no ato de interpretar, seja a dança
realizada pelo próprio artista-pesquisador, seja em pesquisas em que um
artista tece considerações sobre o trabalho de outro artista.
Seleção de documentos, entrevistas e observação participante
constituem os tipos de dados etnográficos admitidos nos escritos de
metodologias, mas eu descrevo aqui, ao menos uma nova tendência,
ao menos aparente no meio da dança: a de considerar as reações
somáticas do pesquisador como um tipo de dado etnográfico (Frosch,
1999). A corporeidade do pesquisador, suas sensações e suas
emoções sobre o campo, são reconhecidas como fontes de
informação ao mesmo tipo que o pode ser uma fotografia de uma
obra em curso. Para evitar certos obstáculos, eu estimo, entre tanto,
que as reações corporais devem ser revelados pelo que elas são:
uma fonte de informação parcial que, combinadas a outros tipos de
dados, facilitarão a construção a reflexão do pesquisador (FORTIN,
2009: 05).
Mesmo a autora sublinhando que este é um caminho, mas não o único
para a pesquisa em artes, entendo essa ideia como parte constituinte do
processo; o compartilhamento e a reflexão de como tais subjetividades podem
ser potencializadas e ou trabalhadas para a qualificação de processos
investigativos mais conscientes.
Ainda sobre o assunto, a artista pesquisadora Angela Souza explica:
Em se tratando das propriedades imbricadas na experiência da
pesquisa de campo e do saber em dança e suas correlações,
considero os seguintes aspectos: (1) de que estar em campo lida com
o “conhecimento incorporado”, além de intersubjetividade, interação e
descrição; (2) que os saberes engendrados no fazer da dança tratam
diretamente das experiências sensóriomotoras [sic] e proprioceptivas
(SOUZA, 2013: 13).
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Nessa direção, torna-se ainda mais evidente que a construção do
conhecimento em dança é ao mesmo tempo inter-relacional e interpessoal,
pois, nesta área de conhecimento, parece-me ainda mais necessário o
seguinte pensamento:
A compreensão da pesquisa solicita sempre a compreensão daquilo
que, com ela, se relaciona. Talvez, a compreensão das diversas
relações estabelecidas pela pesquisa com o mundo levasse à
compressão crítica dos significados do que é pesquisa e, ainda, essa
compreensão nos conduzisse à idéia da presença inevitável do outro,
de diversas formas, nos processos de pesquisa (HISSA, 2013: 38).
Por
isso,
entender
os discentes pesquisadores
como
agentes
imprescindíveis para a construção coletiva da pesquisa em questão, e não
como meros executores, aguça em mim a necessidade de aprimorar tanto a
compreensão como formato dos métodos adequados às pesquisas artísticoacadêmicas em dança. Por serem estes processos, potencialmente, imbuídos
de subjetividade.
Essa ideia converge com o pensamento da pesquisa enquanto "bem
coletivo" proposto por Hissa (2013), seja pela apreensão dos sentidos que
desenham o campo/objeto estudado, seja pela formulação e sistematização
dos pensamentos e práticas articulados entre pesquisadores, ou ainda, pela
atualização da própria pesquisa que inevitavelmente é transformada no
processo de apropriação e reinvenção ao longo dos anos.
Assim, na busca por diálogos mais conscientes e sensíveis que possam
servir como avaliação das dinâmicas propostas, torna-se
cada vez mais
evidente a necessidade do desenvolvimento de habilidades complementares
ao movimento.
A oralidade, a capacidade crítica-reflexiva sobre processos individuais e
coletivos, são, hoje, pensados por mim, como habilidades necessárias para
que o artista-pesquisador, além de corporificar os saberes desenvolvidos em
uma pesquisa, possa explanar sobre seus processos, bem como inferir ideias e
hipóteses que poderão retroalimentar a própria pesquisa, tornando-os mais
conscientes e autônomos artisticamente.
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Neste espaço, o dançarino em formação depara-se com a complexidade
da pesquisa artístico-acadêmica, sendo estimulado a responder artística e
academicamente pelas teorias e práticas vivenciadas no e pelo corpo.
O estado de engajamento se potencializa pela possibilidade de viver a
dúvida e a incerteza. Sendo assim, parece-me importante estar atenta ao
“corpo do pesquisador”, uma vez que este pode auxiliar consideravelmente na
visualidade do conhecimento encarnado e dos processos de vinculação
simbólica necessários à comunicação.
Considerações
Parte das ideias discutidas até aqui permeia, consideravelmente, o
universo artístico-pedagógico da dança. Ideias essas que se ocupam de
pedagogias mais sensíveis ao contexto e à participação do educando na
relação didático-pedagógica.
Contudo, pensar que essas questões interferem diretamente na
realização da pesquisa artístico-acadêmica em dança denuncia a importância
da pesquisa enquanto espaço fecundo para o desenvolvimento de artistaspesquisadores mais autônomos e engajados em seus fazeres.
A importância da pesquisa acadêmica, bem como as abordagens
epistêmicas debatidas em estudos de mestrado e doutorado, ainda parecem
alimentar, centralmente, os modos de escrita e a forma como o sujeito
pesquisador se relaciona com seu objeto de estudo.
Assim, entendo que pensar os aspectos pedagógicos para e nos
projetos de pesquisa artístico-acadêmicos em dança torna-se necessário para
se pensar no desenvolvimento de métodos e implicações de projetos de
pesquisa que possibilitem a iniciação da pesquisa em dança.
Tais ideias parecem-me mais disparadores de questões que podem
favorecer debates sobre a naturezas dos métodos, modelos e formatos que
delineiam atualmente, pesquisas acadêmicas em dança.
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As ideias propostas não só denunciam a relevância de se fazer pesquisa
artística dentro da universidade, como ainda discorrem sobre a possibilidade de
redimensionar o sentido da pesquisa como lugar de formação imbricado ao
ensino e a extensão.
Referências
AQUINO, Rita. A produção de pesquisas acadêmicas em dança no país: um
olhar a partir de teses e dissertações. Memória ABRACE Digital - V Congresso
ABRACE, 2008.
ARAÚJO, Angela Souza de. Corporeografias Cearenses: O Ambiente artísticoformativo e as Companhias “independentes” de dança de Fortaleza. 173 f.
Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-graduação em Dança,
Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2013.
FORTIN, Sylvie. Contribuições possíveis da etnografia e da auto-etnografia
para a pesquisa na prática artística. Cena - Periódico do programa de pós
graduação em artes cênicas. Rio Grande do Sul. Instituto de artes Universidade Federal do Rio Grande do Sul, vol 7, 2009.
HISSA, Viana E. Cássio. Entrenotas: Compreensões de Pesquisa. Belo
Horizonte: Editora UFMG, 2013.
PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e Docência:
diferentes e concepções. São Paulo: Cortez, 2004.
Gabriela Santos Cavalcante Santana
Professora assistente do Curso de Licenciatura em Dança da Universidade Federal de
Pernambuco (UFPE). Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Dança da Universidade
Federal da Bahia e graduação em Dança (bacharelado e licenciatura) pela Universidade
Federal de Viçosa (UFV). Coordenadora dos Projetos Interfaces para a improvisação:
investigações sobre a dança e a capoeira Angola (pesquisa), Capoeira no CAC (extensão) e
vice-coordenadora do projeto interdisciplinar de música e dança Tambacac (extensão). E-mail:
[email protected]
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