Relatório de Concretização do Processo de Bolonha do Curso de
Desporto e Lazer
Ano Lectivo de 2007/2008 Dezembro 2008 ÍNDICE I. INTRODUÇÃO 3 II. PLANO DE ESTUDOS DE DESPORTO E LAZER 3 III. CARACTERIZAÇÃO GERAL DA POPULAÇÃO ESTUDANTIL 4 IV. APROVEITAMENTO ESCOLAR 6 V. INQUÉRITOS AOS ALUNOS (Curso, Desempenho Docente, Unidades Curriculares, ECTS) 8 VI. MUDANÇAS OPERADAS EM MATÉRIA PEDAGÓGICA 14 VII . CONCLUSÕES 17 Desporto e Lazer 2 | 17 I. INTRODUÇÃO O Relatório que agora se apresenta enquadra‐se nos requisitos definidos no Decreto‐Lei nº 107/ 2008 de 25 de Junho e diz respeito aos anos de 2007/08 do curso de Desporto e Lazer. O funcionamento do Curso de Desporto e Lazer, decorrente de um protocolo com a Câmara Municipal de Melgaço, configura uma realidade diferente dos outros cursos da ESE, já que as aulas decorrem em Melgaço onde existe um Centro de Apoio ao Curso, e utiliza as instalações do Complexo Desportivo da mesma localidade. II. PLANO DE ESTUDOS DE DESPORTO E LAZER O Plano de Estudos durante o ano 2007‐08 foi fruto da necessária adequação a Bolonha do segundo e terceiro ano do curso, que haviam iniciado o seu percurso no currículo inicial de quatro anos (pré‐Bolonha). Daí resultou que o primeiro ano cumpriu o plano actualmente em vigor, mas as unidades de crédito existentes nos segundo e terceiro são fruto de um currículo adaptado, de transição. Quadro 1 – Unidades curriculares do plano de estudos a vigorar em 2007‐08 e respectivos docentes. Unidades Curriculares 1º ANO Sistemática do Desporto I Actividades Físico‐Desportivas Alternativas I A/S A A ECTS 8 18 Anatomofisiologia Tecnologias da Informação e Comunicação Desenvolvimento Motor Fisiologia do Exercício Estatística Psicologia do Lazer 2º ANO Sistemática do Desporto II S1 S1 S1 S2 S2 S2 A 6 5 6 6 6 5 8 Actividades Físico‐Desportivas Alternativas II A 14 Fisiologia do Exercício Saúde, Nutrição e Actividade Física S 1 S 1 6 5 Controlo Motor e Aprendizagem Sociologia do Desporto Teoria do Treino Avaliação e Prescrição do Exercício Inglês Técnico Pedagogia das Actividades Físicas Psicologia do Lazer 3º ANO Projecto de Desenvolvimento Desportivo S 1 S 1 S 2 S 2 S 2 S 2 S 2 S 1 5 4 5 5 4 5 5 9 Espaços e Equipamentos Lúdico‐Desportivos Gestão e Marketing das Act. Físico‐Desportivas Traumatologia e Socorrismo Inglês Técnico Avaliação e Prescrição do Exercício Seminário S 1 S 1 S 1 S 2 S 2 S 2 5 6 4 4 5 10 Desporto e Lazer 3 | 17 Docentes César Chaves, Luísa Miranda, Rui Costa Tiago Prieto, José Quintas, César Chaves, Paulo Ferreira, Bruno Machado Mário Simões Elisabete Cunha Luís Paulo Rodrigues Mário Simões Elisabete Cunha Luísa Santos Mário Simões, Jorge Dantas, Paulo Fernandes Luís Costa Ana Gama Mário Simões César Chaves Raquel Leitão Jorge Dantas António Cardoso Mário Simões César Chaves Margarida Teixeira Jorge Dantas Luísa Santos Luís Paulo Rodrigues, Jorge Dantas, César Chaves Jorge Dantas Rui Caramez Luísa Miranda Margarida Teixeira Mário Simões Luís Paulo Rodrigues Corpo Docente No corpo docente que leccionou os três anos do curso participaram 19 docentes, dos quais 2 com o grau de Doutor, 11 Mestres, e 6 Licenciados. Refira‐se que os docentes licenciados foram maioritariamente (5/6) responsáveis por blocos de modalidades desportivas pertencentes a unidades curriculares de estudos práticos (Actividades Físico‐Desportivas Alternativas, e Sistemática do Desporto). Relativamente à percentagem de ECTS leccionadas pelo conjunto de docentes segundo o nível de habilitação, a maioria foi assegurado por mestres (65%), os doutores foram responsáveis pela leccionação de 18%, e os Licenciados por 17%. III. CARACTERIZAÇÃO GERAL DA POPULAÇÃO ESTUDANTIL No ano 2007‐08, e fruto da adaptação a Bolonha do currículo até então em funcionamento, os anos curriculares apresentaram a seguinte distribuição de alunos. Quadro 2‐ Alunos das 3 Classes em funcionamento em 2007‐08 segundo o tipo de acesso e o tipo de aluno. 1º ano (Classe 2010) Por Tipo de Acesso Regime Normal + 23 anos Atletas de Alta Competição Titulares Cursos Médios e Superiores Mudança de Curso Por Tipo de Aluno Normal Trabalhador Estudantes TOTAL ALUNOS 2º ano (Classe 2009) 27 9 0 1 2 31 8 39 2º ano (Classe 08/09) 20 2 1 0 6 22 7 29 11 0 0 0 2 13 0 13 Novos alunos No ano lectivo 2007‐2008, o curso Desporto e Lazer apresentou uma elevada procura verificando‐se o preenchimento total do número de vagas na 1ª fase do concurso. Pela leitura do quadro 3 e figura 1, observa‐se que na 1ª fase do concurso, o Curso Desporto e Lazer apresentou 277 candidatos para uma oferta de apenas 30 vagas, tendo sido o 5º curso com um maior n.º de candidatos a nível nacional (de um universo de 24 instituições). Quadro 3 – Resultados do concurso geral de acesso 1ª Fase do concurso geral de acesso 2ª Fase do concurso geral de acesso Ano lectivo N.º de vagas N.º candidatos N.º colocados N.º de vagas N.º candidatos N.º colocados Total 1ª Opção Total 1ª Opção Total 1ª Opção Total 1ª Opção 2007‐2008 30 277 51 30 18 9 167 33 12 5 Desporto e Lazer 4 | 17 700
Candidatos 1ª fase
Candidatos 2ª fase
Colocados 1ª fase
colocados 2ª fase
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500
400
300
200
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Figura 1 . Número de candidatos e colocados em cursos afins a nível nacional Quanto aos ingressos nas diferentes opções dos candidatos constatamos que 51 candidatos escolheram o curso em causa como 1ª opção. Número de candidatos por regime de acesso No total do concurso nacional e dos concursos extraordinários de acesso ao ensino superior, registou‐se um total de 462 candidatos para o Curso de Desporto e Lazer, assim distribuídos: -
Maiores de 23 : 11 candidatos -
Mudanças de curso: 6 candidatos -
Tit. De cursos médios e superiores: 1 candidato -
Regime normal 1ª fase: 277 candidatos -
Regime normal 2ª fase: 167 candidatos Esta grande procura fez com que existisse o preenchimento da totalidade das vagas postas a concurso logo na 1ª fase (Taxa de Ocupação relativa na 1ª fase de 100%). Este valor obtido está a par dos outros cursos da Escola Superior de Educação, e acima da média das escolas do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (83,6%). No que respeita à ocupação efectiva das vagas disponíveis por candidatos colocados (com matrícula efectivada), e com 21 matriculados, existiu uma taxa de inscrição efectiva de 70%, abaixo da conseguida pela ESE (84%), e ao nível da encontrada nas unidades orgânicas do IPVC (71,4%). A taxa de inscrição na 2ª fase do concurso foi de 58%. No entanto é de realçar que na segunda fase, apesar de apenas existirem 9 vagas foram colocados 12 candidatos dos 167 que concorreram, e 7 concretizaram a matrícula na licenciatura. Na 2ª fase a ESE teve um valor de taxa de inscrição de 71% e o IPVC de 82%. Após a recolha de informações relativas a 21 dos 23 cursos ministrados no instituto, os quais constituem 87,4% das vagas disponíveis, verificamos que existiram 3,8 candidatos para cada vaga disponibilizada, um valor bastante inferior ao demonstrado para o Curso de Desporto e Lazer (9,2 candidatos para cada uma das vagas disponibilizadas na 1ª fase). Neste curso verificaram‐se ainda 1,7 candidatos em 1ª opção por cada uma das vagas existentes contra os 0,7 apresentados pela média dos 21 cursos do IPVC analisados. A taxa de candidatos em 1ª opção foi de 18,4%, valor semelhante ao encontrado (18,2%) para as vinte e uma licenciaturas das vinte e três que Desporto e Lazer 5 | 17 constituem o universo da oferta formativa do IPVC. Relativamente à relação entre candidatos e colocados, podemos dizer que apenas 10,8% dos candidatos a esta licenciatura foram colocados na 1ª fase do concurso (taxa de colocação), o que sendo um valor bastante abaixo dos 23,6% obtidos nos outros 21 cursos administrados nesta instituição, significa uma procura superior à média das licenciaturas analisadas. Os candidatos em 1ª opção perfizeram 60% dos colocados (18 para as 30 vagas), enquanto que para as outras 21 licenciaturas o valor médio encontrado foi de 49%, (295 colocados nas 601 vagas preenchidas nesses cursos). O candidato, colocado e inscrito que apresentou a melhor classificação teve 164,5. A classificação do último colocado, na 1ª fase e no regime geral foi de 139,2, sendo a média do conjunto de todas as licenciaturas do IPVC de 117,5 pontos. Já na segunda fase, 114,9 foi o valor encontrado para a totalidade dos cursos do IPVC, valor abaixo dos 134,8, classificação do último colocado da 2ª fase do regime geral para a licenciatura em questão. IV. APROVEITAMENTO ESCOLAR Notas e Taxas de Aprovação dos alunos Neste ponto do relatório pretende‐se mostrar os resultados das avaliações e taxas de aproveitamento dos alunos, segundo os anos escolares e para cada classe do Curso. Quadro 4 – Quadro geral dos resultados das Classes de 2008/09, 2009, e 2010 durante o ano curricular de 2007/08. 1º ano 2º ano Classe de 2010 Classe de 2009 Taxa alunos avaliados 85.7% 93.3% Taxa aprovação relativa 83.4% 92.1% Notas Média Geral 12.0 12.8 Média Geral com aproveitamento 13,1 13,7 Notas e Taxa de Aprovação por Regime de Ingresso Atletas alta competição ‐ Média Notas ‐‐ 14.3 Atletas alta comp‐ Taxa aprovação absoluta ‐‐ 100,0% > 23 anos ‐ Média Notas 11.3 11.5 > 23 anos ‐ Taxa aprovação absoluta 55,6% 79,2% Mudança de Curso ‐ Média Notas 12.4 11.5 Mudança de Curso ‐ Taxa aprovação absoluta 62,5% 70,2% Ingresso Normal (12º Ano) ‐ Média Notas 12.2 13.1 Ingresso Normal ‐ Taxa aprovação absoluta 81,3% 89,0% Notas e Taxa de Aprovação por Tipo de Aluno Aluno Normal – Média Notas 12.0 12.8 Aluno Normal ‐ Taxa aprovação absoluta 73.7% 90.0% Trabalhador‐Estudante ‐ Média Notas 12.1 12.4 Trabalhador‐Estud. ‐ Taxa aprovação absoluta 62.5% 68.3% Taxa de Aprovação Absoluta por Momento de Avaliação Época Normal 80,5% 91,5% Época Recurso ‐ 1.ºSem. 46,9% 50,0% Época Recurso ‐ 2.ºSem. 43,5% 29,4% Época Especial ‐ T.Est. ‐ D.Assoc. 18,2% 42,9% Nota: Taxa de alunos avaliados – nº alunos avaliados/nº alunos inscritos *100; Taxa aprovação relativa ‐ nº alunos avaliados com aproveitamento/nº alunos avaliados *100; Taxa de aprovação absoluta ‐ nº alunos avaliados com aproveitamento/nº alunos inscritos *100 Média Geral – média de todas as notas das UC da Classe no Ano; Média Geral com aproveitamento – média de todas as notas positivas das UC da Classe no Ano; Desporto e Lazer 6 | 17 3º ano Classe de 2008/09 93.6% 98.1% 14.0 14.2 ‐‐ ‐‐ ‐‐ ‐‐ 12.2 66,7% 14.3 96,7% 14.2 92.7% 8.7 66.7% 95,5% 50,0% A taxa de alunos avaliados manteve‐se elevada ao longo dos 3 anos curriculares, sendo de 85.7% no 1.º, 93.3% no 2.º e 93.6% no 3.º ano. Nestes mesmos alunos, verificou‐se uma taxa de aprovação relativa por disciplina de 83.4% no 1.º ano, 92.1% no 2.º, e 98,1% no último, evidenciando um claro aumento da aprovação ao longo do curso. Concomitantemente com este facto, a média das notas aumenta ao longo dos anos curriculares (12.0, 12.8 e 14.0). As taxas de aprovação variam consoante o regime de ingresso, sendo a mais elevada (100%) nos alunos que ingressaram pelo contingente de Atletas de Alta Competição. Logo de seguida encontram‐se os alunos que realizaram o ingresso normal (81.3 a 96.7%), os de mudança de curso (62.4 a 70.2%), e finalmente os “maiores de 23 anos” (55.6 a 79.2%) Quando comparados os alunos de regime normal com os trabalhadores‐estudantes (TE) ,verificamos que as suas notas médias são semelhantes nos dois primeiros anos curriculares, mas no 3º ano os TE obtiveram uma média negativa (8.7). Já quanto à taxa de aprovação se constata que os estudantes de regime normal conseguem sempre taxas bastante mais elevadas. Os alunos que realizam exames nas épocas de recurso revelam alguma tendência para a obtenção de resultados desfavoráveis, dado que a taxa de aprovações é bastante inferior à da época normal, facto que se torna ainda mais relevante no 2º semestre, onde as taxas de aprovação variam entre os 29.4 e os 43.5%. Quadro 4 – Notas e Taxas de aprovação por Unidade Curricular Desvio Padrão Aprovado Reprovado Sem Nota 17 17 16 18 16 15 16 17 18 17 18 3 3,3 3,2 3,2 3,6 0,9 2,5 1,6 1,9 4 3,4 83,3% 41,7% 77,8% 72,2% 52,8% 88,9% 63,9% 91,7% 88,5% 65,4% 73,1% 8,3% 36,1% 13,9% 8,3% 19,4% 27,8% 3,8% 30,8% 11,5% 8,3% 22,2% 8,3% 19,4% 27,8% 11,1% 8,3% 8,3% 7,7% 3,8% 15,4% 11 8 13 12 12 3 9 10 6 10 4 13 16 18 17 15 14 18 16 18 16 16 16 16 1,3 2,3 1,2 1,1 0,7 3,2 1,6 1,8 2,4 1,6 2,8 1 100,0% 80,8% 96,2% 96,2% 96,0% 69,2% 84,6% 96,2% 84,6% 83,3% 92,3% 92,3% 7,7% 23,1% 3,8% 7,7% 7,7% 11,5% 3,8% 3,8% 4,0% 7,7% 11,5% 3,8% 7,7% 16,7% 7,7% 11 14 13 12 3 14 18 15 17 17 1,2 1,2 0,7 1,8 3,5 92,3% 100,0% 92,3% 92,3% 92,9% 7,1% 7,7% 7,7% 7,7% Nome Disciplina Média Mediana 1º ano (Classe de 2010) Actividades Físico‐Desportivas Alternativas I 14,1 9,7 10,9 12 10,2 12,2 11,8 14,4 15,3 10,3 11,5 15 10,5 12 12 11 12 12 15 15,5 11 11,5 2 3 2 5 2 10 6 11 8 2 2 12,8 13,2 14,8 13,2 13,2 10 13,2 13,4 12,4 14,5 11,8 14,6 13 13 14 13 13 10 14 13 12,5 15 13 15 12,6 16 14,2 15,4 13,3 12,5 16 14 16 14 Anatomofisiologia Desenvolvimento Motor Estatística Fisiologia do Exercício Psicologia do Lazer Sistemática do Desporto I Tecnologias da Informação e Comunicação 2º ano (Classe de 2009) Actividades Físico‐Desportivas Alternativas II Avaliação e Prescrição do Exercício Controle Motor e Aprendizagem Estrutura e Organização das Instituições Desportivas Fisiologia do Exercício Inglês Técnico Pedagogia das Actividades Físicas Psicologia do Lazer Saúde, Nutrição e Actividade Física Sistemática do Desporto II Sociologia do Desporto Teoria do Treino 3º ano 2º ano (Classe de 2008/09) Actividade Física Adaptada e Populações Especiais Avaliação e Prescrição do Exercício Espaços e Equipamentos Lúdico‐Desportivos Gestão e Marketing das Actividades Físico‐
Desportivas Inglês Técnico Projecto de Desenvolvimento Desportivo Seminário Traumatologia e Socorrismo Mínimo Máximo Desporto e Lazer 7 | 17 Relativamente à média das notas obtidas em cada unidade curricular do 1.º ano, verifica‐se que as disciplinas “TIC” e “AFDAS I” surgem com as médias mais elevadas (14.1 e 14.4) enquanto as disciplinas com valores médios mais baixos são a “Anatomofisiologia” e “Fisiologia do Exercício”, com 9.7 e 10.2 valores, respectivamente. No 2.º ano, as mais elevadas são “AFDAS II” e “Inglês Técnico” (15.3 e 14.8), enquanto as mais baixas foram “SNAF” e “APE” com 10 e 10.3, respectivamente. Finalmente, no 3º ano, as disciplinas com a média das notas mais elevadas foram “Inglês Técnico” e “Seminário” (16 e 15,4), sendo as mais baixas registadas em “APE” e “GMAFD” 11,8 e 12,6 valores, respectivamente. As UC com menor taxa de aprovação nos três anos foram a “Anatomofisiologia” (41.7%), a “Fisiologia do Exercício” (52.8%), e a “Sistemática do Desporto 1” (63,9%), todas do 1º ano curricular, o que poderá indicar algum grau de inadaptação à nova condição de estudante do ensino superior. V. INQUÉRITOS AOS ALUNOS (Curso, Desempenho Docente, Unidades Curriculares, ECTS) O IPVC tem vindo a promover online a inquirição a todos os seus alunos sobre o Curso que frequentam, os docentes do Curso, e as Unidades Curriculares que frequentam. São esses resultados que analisamos de seguida, em 3 pontos: 1) análise do curso e comparação com outros cursos da ESEVC, 2) análise do conjunto das UCs do curso e comparação com a UCs da ESEVC, e 3) análise conjunta dos docentes do curso e comparação com os docentes da ESEVC. Do universo de alunos do curso, apenas 23.4% (1º semestre) e 38.3% (2º semestre) participaram no inquérito. Este nível de participação mostrou‐se inferior ao nível médio de participação dos alunos da ESEVC (49.3%) e revela‐se uma limitação grande à interpretação destes resultados. Convém talvez esclarecer que esta menor participação deverá ter sido devida a problemas existentes na base informática de avaliação online, que impossibilitaram o acesso a muitos alunos, especialmente no 1º semestre. Este problema foi parcialmente corrigido no 2º semestre. Análise do curso e comparação com outros cursos da ESEVC A opinião dos alunos sobre o curso de Desporto e Lazer é mostrada na Figura 2. Concordo completamente
Concordo
Discordo
C1 - A carga horária global do curso é adequada
Discordo completamente
Não se aplica
C2 - O curso que frequento corresponde efectivamente às minhas expectativas
C3 - A dimensão teóric a é adequada
C4 - A componente prática/laboratorial é adequada
C5 - O curso corresponde a necessidades da vida profissional
0%
25%
50%
Figura 2 – Resultado do Inquérito de Opinião sobre o Curso. Desporto e Lazer 8 | 17 75%
100%
Os alunos mostraram uma posição muito positiva em relação ao curso, traduzida no elevado grau de satisfação que manifestaram perante a estrutura do curso (respostas C1, C3 e C4, 77.4%, 76.8% e 64.6%, respectivamente), considerando ainda que este vai de encontro as suas expectativas (C2, 80.6%) e que responde às necessidades da vida profissional (C5, 74.2%). Contudo, convém realçar que cerca de 25% dos alunos gostaria que as componentes teórica e prática do curso fossem redimensionadas (C3 e C4). Em termos qualitativos a opinião dos alunos sobre o curso foi positiva (média superior a 2.5 em todas as componentes analisadas, numa escala de 0 a 4) (figura 3) Figura 3 – Inquérito de Opinião sobre o Curso 9731 – Valorização qualitativa Importa ainda salientar que a avaliação realizada pelos alunos de Desporto e Lazer sobre o seu curso é qualitativamente semelhante aquela que foi feita pelos seus colegas de outros cursos abrangidos pelo Processo de Bolonha. Análise do conjunto das UCs do curso A análise às UCs foi realizada em 3 partes: 1) a dificuldade na compreensão dos conteúdos da disciplina (item D1), 2) a dinâmica geral da UCs (média dos itens D2, D3, D4,D5 e D6), e 3) material de apoio à disciplina (item D7) (bibliografia). No item D1 (dificuldade na compreensão dos conteúdos das UCs) os valores atribuídos pelos alunos variam apenas entre 1.6 e 2.7, com metade das UC classificadas abaixo do valor central e metade acima. Assim, nenhuma UC é classificada como de elevadíssima dificuldade, ou de facilidade fora do normal. Quadro 7 – Valores atribuídos às UCs em D1 (ordem crescente) Ano 1 2 2 1 2 3 1 2 1 2 Unidades Curriculares Actividades Físico‐Desportivas Alternativas I Pedagogia das Actividades Físicas Saúde, Nutrição e Actividade Física Sistemática do Desporto I Sistemática do Desporto II Traumatologia e Socorrismo Tecnologias da Informação e Comunicação Actividades Físico‐Desportivas Alternativas II Psicologia do Lazer Controlo Motor e Aprendizagem 3 1 2 1 3 2 Espaços e Equipamentos Lúdico‐Desportivos Desenvolvimento Motor Teoria do Treino Estatística Projecto de Desenvolvimento Desportivo Avaliação e Prescrição do Exercício D1 1,6 1,7 1,7 1,8 1,8 1,8 1,9 1,9 1,9 2,0 2,0 2,1 2,1 2,1 2,2 2,2 Desporto e Lazer 9 | 17 2 3 2 1 1 2 Avaliação e Prescrição do Exercício Gestão e Marketing das Actividades Físico‐Desportivas Inglês Técnico Fisiologia do Exercício Anatomofisiologia Sociologia do Desporto 2,2 2,3 2,4 2,5 2,5 2,7 Em relação á dinâmica das UCs (quadro 8), os alunos manifestaram uma satisfação positiva (acima do valor central: 2.5) a 71% das Ucs. Com valores médios de 3 ou mais destacam‐se sete Ucs (Traumatologia e Socorrismo, Actividades Físico‐Desportivas Alternativas I, Teoria do Treino, Desenvolvimento Motor, Fisiologia do Exercício, Pedagogia das Actividades Físicas, e Anatomofisiologia). Abaixo de 2.5, apenas duas Ucs: Inglês Técnico e Saúde, Nutrição e Actividade Física. Quadro 8 – Valores atribuídos às UCs em D2‐D6 (ordem decrescente) Ano Unidades Curriculares D2‐D6 3 1 2 1 1 2 1 2 3 2 2 Traumatologia e Socorrismo Actividades Físico‐Desportivas Alternativas I Teoria do Treino Desenvolvimento Motor Fisiologia do Exercício Pedagogia das Actividades Físicas Anatomofisiologia Controlo Motor e Aprendizagem Projecto de Desenvolvimento Desportivo Avaliação e Prescrição do Exercício Actividades Físico‐Desportivas Alternativas II 3,4 3,2 3,1 3,0 3,0 3,0 3,0 2,9 2,9 2,9 1 2 1 2 3 1 1 3 Sistemática do Desporto I Sistemática do Desporto II Psicologia do Lazer Sociologia do Desporto Gestão e Marketing das Actividades Físico‐Desportivas Tecnologias da Informação e Comunicação Estatística Espaços e Equipamentos Lúdico‐Desportivos 2 2 Inglês Técnico Saúde, Nutrição e Actividade Física 2,8 2,8 2,7 2,6 2,6 2,5 2,5 2,5 2,5 2,4 2,0 Relativamente à avaliação que os alunos fazem da existência de bibliografia adequada de apoio às Ucs (quadro 9), verifica‐se um maior grau de insatisfação. Com excepção de uma, todas as UCs são avaliadas abaixo do valor central neste parâmetro. Desporto e Lazer 10 | 17 Quadro 9 – Valores atribuídos às UCs em D7 (ordem decrescente) Ano 1 2 1 3 1 1 2 2 1 2 2 2 1 3 1 2 2 2 2 2 2 Unidades Curriculares D7 Actividades Físico‐Desportivas Alternativas I Sociologia do Desporto Fisiologia do Exercício Psicologia do Lazer Traumatologia e Socorrismo Sistemática do Desporto I Estatística Controlo Motor e Aprendizagem Teoria do Treino Anatomofisiologia Espaços e Equipamentos Lúdico‐Desportivos Avaliação e Prescrição do Exercício Pedagogia das Actividades Físicas Desenvolvimento Motor Gestão e Marketing das Actividades Físico‐Desportivas Tecnologias da Informação e Comunicação Projecto de Desenvolvimento Desportivo Saúde, Nutrição e Actividade Física Inglês Técnico Actividades Físico‐Desportivas Alternativas II Sistemática do Desporto II 2,7 2,5 2,4 2,3 2,3 2,3 2,2 2,1 2,1 2,1 2,0 2,0 2,0 1,9 1,9 1,8 1,7 1,7 1,6 1,5 1,5 A valorização qualitativa do conjunto de todas as disciplinas é em média de 2.6 numa escala de 4. Na figura 4 estão representadas todas as Ucs nas três componentes da avaliação e no seu Total (organizadas segundo valor descendente do Total). Importa realçar que 57% das UC obtiveram valor total superior a 2.5, mas apenas duas (Traumatologia e Socorrismo, e Actividades Físicas Desportivas Alternativas 1) se colocaram acima do 3.0. Com os valores mais baixos, Inglês Técnico (2.1), e Saúde Nutrição e Actividade Física (2.0). Tendo como referência os resultados dos inquéritos realizados pelos alunos de outros cursos da ESEVC, o Curso de Desporto e Lazer apresenta um perfil geral de avaliação idêntico. Contudo, importa realçar que os alunos de outros cursos mostram maior satisfação com a bibliografia de apoio às disciplinas (50% a 75%) que os de Desporto e Lazer (50%). Desporto e Lazer 11 | 17 4,0
3,5
3,0
2,5
2,0
1,5
d1
1,0
d2-d6
d7
0,5
Total
Saúde, Nutrição e Actividade Física
Inglês Técnico
Gestão e Marketing das Actividades FísicoDesportivas
Tecnologias da Informação e Comunicação
Espaços e Equipamentos Lúdico-Desportivos
Estatística
Sociologia do Desporto
Sistemática do Desporto II
Psicologia do Lazer
Actividades Físico-Desportivas Alternativas II
Projecto de Desenvolvimento Desportivo
Avaliação e Prescrição do Exercício
Sistemática do Desporto I
Anatomofisiologia
Controlo Motor e Aprendizagem
Fisiologia do Exercício
Desenvolvimento Motor
Pedagogia das Actividades Físicas
Teoria do Treino
Actividades Físico-Desportivas Alternativas I
Traumatologia e Socorrismo
0,0
Figura 4 – Representação de todas as Ucs segundo os resultados do inquérito aos alunos (Nota: Para cálculo do Total o item D1 foi invertido) Análise conjunta dos docentes do curso A análise do desempenho dos professores foi feita em duas partes. Na primeira foi analisado o desempenho profissional do professor (itens P1, P2, P4 e P5). Na segunda foram analisados os aspectos que se prendem com o fornecimento de elementos de estudo em tempo útil pelo professor (P3). Do universo de professores do curso, a maioria dos alunos (80%) considera que 71% dos docentes tem um bom desempenho na sua actividade pedagógico‐didáctica e apenas 6% dos professores não são avaliados positivamente pelos alunos. Relativamente à segunda parte, o inquérito revelou que os alunos (+ de 75%) consideram que 65% dos professores providencia elementos de estudo em tempo útil e apenas 12% dos professores não cumprem este requisito. Em termos de valorização qualitativa, 71% dos professores do curso tem uma média de 3 pontos ou mais, numa escala de 4 pontos; 23% dos professores situam‐se nos 2.5 pontos; 6% dos professores estão abaixo de 2.5 pontos. Na ESEVC, a avaliação dos alunos à actividade pedagógico‐didáctica dos professores nas duas áreas de análise definidas tem um perfil semelhante ao verificado no Curso de Desporto e Lazer. Desporto e Lazer 12 | 17 ECTS dos alunos por UC e comparação com o proposto na adequação do curso. Para a análise deste ponto foi tomado como referência o número de ECTS de cada UC de forma a ser achada uma média do número de horas de trabalho autónomo atribuído / pensado por aluno. Essa média foi comparada com os resultados dos inquéritos aos alunos no quadro abaixo. Quadro 9 – Comparação entre o número de horas de trabalho autónomo (HTA) por UC, segundo os alunos e a o proposto no plano curricular do curso (HTA ECTS). ECTS HTA alunos HTA ECTS Dif 6 5 6 8 18 6 5 6 5 5 5 4 8 14 5 5 4 4,4 3,8 4,0 3,3 2,5 4,3 1,7 2,2 4,5 3,9 3,6 4,9 3,2 2,6 4,7 4,0 2,0 2,9 2,6 3,3 3,0 5,8 2,9 2,6 3,3 2,6 2,6 2,6 1,9 3,0 4,7 2,2 2,2 1,9 1,5 1,2 0,7 0,3 ‐3,3 1,4 ‐0,9 ‐1,1 1,9 1,3 1,0 3,0 0,2 ‐2,1 2,5 1,8 0,1 Anatomofisiologia Tecnologias da Informação e Comunicação Desenvolvimento Motor Sistemática do Desporto I Actividades Físico‐Desportivas Alternativas I Fisiologia do Exercício Psicologia do Lazer Estatística Pedagogia das Actividades Físicas Saúde, Nutrição e Actividade Física Controlo Motor e Aprendizagem Sociologia do Desporto Sistemática do Desporto II Actividades Físico‐Desportivas Alternativas II Teoria do Treino Avaliação e Prescrição do Exercício Inglês Técnico 7
ECTS alunos
6
ECTS
5
4
3
2
Sociologia do Desporto
Controlo Motor e Aprendizagem
Saúde, Nutrição e Actividade Física
Pedagogia das Actividades Físicas
Estatística
Psicologia do Lazer
Fisiologia do Exercício
Actividades Físico-Desportivas
Alternativas I
Sistemática do Desporto I
Desenvolvimento Motor
Anatomofisiologia
0
Tecnologias da Informação e Comunicação
1
Figura 6 – Representação das HTA propostas pelo plano de curso e respondidas pelos alunos. Como é fácil verificar, não existem grandes diferenças nas horas médias que os alunos atribuem com HTA e as que lhes estavam destinadas pelos ECTS previstos no plano curricular, sendo que na generalidade os alunos referem ocupar mais horas do que as que estão atribuídas em termos de ECTS. As excepções são as Ucs de Estatística, Psicologia do Lazer e AFDAS1, em que esta relação se inverte. Esta informação deverá ser tida em linha de conta nas próximas planificações das Ucs. Desporto e Lazer 13 | 17 VI. MUDANÇAS OPERADAS EM MATÉRIA PEDAGÓGICA. A adequação a Bolonha obrigou a uma reestruturação dos tempos de aprendizagem donde resultou a necessidade de modificações metodológicas do processo de ensino. Diríamos que o nosso grande objectivo nesta reorganização do curso de Desporto e Lazer terá sido a de procurar uma elevada motivação para a aprendizagem e um aumento potencial do tempo útil de contacto e de estudo autónomo dos alunos. Nesse sentido foi combinado que os docentes do curso procurariam que o ensino fosse baseado, sempre que possível, em sessões teórico‐práticas com a preparação (entenda‐se estudo) antecipado dos conteúdos de aprendizagem pelos alunos e a marcação de tarefas regulares a desempenhar durante a semana. Durante todo o tempo deveria ser estimulado o estudo individualizado ou de grupo, a consulta bibliográfica e de base informática e b‐learning. O processo de avaliação dos alunos nas diferentes unidades curriculares foi também organizado segundo uma metodologia de acompanhamento continuado do trabalho. Ao longo de todo o tempo (semestre) os alunos viram o seu trabalho creditado numa modalidade de avaliação contínua a determinar segundo as características próprias de cada unidade curricular. Foi ainda estabelecido que deveria ser estimulado o trabalho de pesquisa, leitura, análise e síntese por parte do estudante, conferindo‐lhe competências que lhe permitam uma aprendizagem ao longo da vida, com elevado grau de autonomia Os docentes do curso usaram na sua maioria recursos Web para acompanharem as suas lições. Doze das 23 UC possuíam suporte online na plataforma Moodle, e assim permitiram aos alunos recorrerem aos apoios necessários para as tarefas a realizar. Mudanças operadas nas Componentes de trabalho experimental ou de projecto, Ao longo do curso, e com crescente incidência nas UC ao longo dos 3 anos, pretende‐se que os trabalhos experimentais e de projectos do aluno possam ir crescendo em complexidade e orientação profissional. Definiu‐se por isso uma “política” de acompanhamento destas componentes de trabalho que permitam ao aluno ir adquirindo maior autonomia ao longo do tempo. Define‐se como competências essenciais a trabalhar no 1º ano o conhecimento dos instrumentos de pesquisa e o saber procurar respostas (matérias básicas e essenciais). No 2º ano procura‐se que os alunos sejam confrontados com tarefas de maior elaboração crítica, onde à pesquisa se deve associar a reflexão e a associação de conhecimentos. No 3º ano pede‐se que os alunos sejam capazes de produzir ideias, projectos, ancorados na realidade, e projectando novas realidades. Mudanças operadas em matéria de aquisição de competências transversais e acções de apoio ao desenvolvimento de competências extra‐curriculares. Foi preocupação deste curso que ao longo da sua frequência, o aluno tivesse oportunidade (e exigência) de contactar e trabalhar não só com os seus colegas, mas também com a comunidade envolvente, através do desenvolvimento de projectos e trabalhos de aplicação transversal. Enquadram‐se nesta preocupação: ‐ Rotas do IPVC – organizadas anualmente pelos alunos do 1º e 2º ano, este evento reparte‐se em dois momentos: descida do rio Lima (Ponte de Lima – Viana), e percurso de BTT (Melgaço – Valença). Aberto à comunidade e especialmente dirigido para os alunos, professores e funcionários do IPVC, permite colocar em prática os conhecimentos e competências de organização e planeamento de actividades. Desporto e Lazer 14 | 17 ‐ Sarau do Curso – organizado anualmente no final do ano lectivo, o Sarau é o momento de apresentação do trabalho anual à comunidade. Decorre na praça central de Melgaço numa noite. É organizado pela turma do 1º ano e conta com a participação de todos os anos. ‐ Jornadas Técnicas – momento de formação na temática das especialidades desportivas. Durante o ano 2008 decorreu durante três noites e contou com a participação de todo o corpo técnico e directivo do FC Porto, subordinado ao tema: Projecto Visão 611. Contou com os seguintes temas em apresentação: Projecto Visão 611 (Antero Henrique, Jesualdo Ferreira); A Formação como aposta estratégica (Luís Castro, Ângelo Afonso, João Luís Afonso); A aplicação do conceito (Acácio Valentim, Nelson Puga, Will Coort). Organizado pelo Departamento de Motricidade Humana. ‐ Seminário / Colóquio ‐ organizado anualmente em Melgaço, este espaço é um momento especial de apresentação de várias perspectivas do mundo e organizações do desporto e do lazer. No ano 2007‐08 o tema foi “As Organizações do Desporto” e contou com as seguintes temas em apresentação: A Tributação dos Rendimentos Profissionais (Joaquim Guerreiro); PortoLazer: Modelo de Empresa Municipal (Armando Oliveira); Desporto no Século XXI (Pedro Sarmento); Dinâmica e Funcionamento de um Clube (João Luís Afonso); Novas Oportunidades do Fitness (Rui Marques); Adaptação da animação turística às exigências de mercado: uma experiência de 15 anos; (Luís Magalhães). Aberto a toda a comunidade. ‐ Nomeação de Aluno do Ano – Com início no ano 2007‐08, esta nomeação serve para distinguir o aluno do Curso de Desporto e Lazer que, na opinião dos seus pares, professores e funcionários, tenha mantido altos níveis de qualidade nas várias facetas da vida académica durante o ano lectivo. Não se tratando de uma eleição típica (onde as pessoas apenas votam em nomes), nem num prémio tradicional destinado ao aluno com melhores notas, esta nomeação é feita voluntariamente por cada um relativamente ao aluno(a) / colega que querem distinguir, devendo ser sempre fundamentada (explicada). A nomeação consiste no preenchimento de um boletim onde se refere o nome do(a) aluno(a) nomeado(a), bem como as razões pela qual ele(a) deve ser distinguido(a). Este boletim deverá ser assinado mas no acto da abertura da urna o Director de Curso verificará se todos os boletins estão assinados e ocultará de imediato a identidade do votante, para que esta possa permanecer confidencial para os outros membros da Direcção de Curso. As nomeações foram lidas no final do ano pela Direcção de Curso que apreciaram o número e as fundamentações constantes nos boletins, daí resultando a eleição do Aluno do Ano. O aluno recebe um prémio e o seu nome passa a constar numa placa alusiva, afixada nas instalações do Centro de Apoio de Melgaço, bem como no Web Site do Departamento de Motricidade Humana e da ESEVC. A aluna do ano 2007‐08 foi a Vera Gonçalves. ‐ Semana de Neve (creditação opcional de competências) – A semana de neve é organizada pelo Curso de Desporto e Lazer (e restrito aos seus alunos) e constitui um possibilidade opcional de creditação extraordinária de competências. Decorre em Andorra e nela são abordados as formações de ski e snowboard. ‐ Creditação de Formação Externa – com o objectivo de fomentar a formação extra‐curricular e especializada dos alunos, poderá ser creditado aos alunos a participação em acções de formação ou cursos relativos a outras actividades não contempladas no currículo, desde que previamente aprovadas pelo responsável da disciplina e pela direcção do curso. Esta creditação suplementar poderá ir até ao máximo de 1.0 valor na nota final Desporto e Lazer 15 | 17 Medidas de estimulo à inserção na vida activa ‐ Projecto Poliempreende – Os alunos são encorajados a participarem no concurso Poliempreende, espaço de investimento e aprendizagem no empreendedorismo, apoiado por vários Institutos Politécnicos a nível nacional. Para além disso, a participação com um projecto neste concurso faz parte das actividades a desenvolver na UC de Projecto de Desenvolvimento Desportivo, no 3º ano do curso. Pretende‐se encontrar espaços de inovação e investimento pessoal em ideias com capital epreendedor que possam ser apoiadas na sua fase inicial pala instituição (empresas spin off). ‐ Projecto ACTIVIDADE ‐ Os alunos são responsáveis pela organização, planeamento e condução de aulas de actividade física para a população idosa do concelho de Melgaço. Este projecto resulta de uma parceria da ESE com a Câmara Municipal de Melgaço, Centro de Saúde de Melgaço e várias instituições orientadas para os serviços para a terceira idade. Desta forma, são criadas as bases para a futura exploração de iniciativas orientadas para o estímulo e prática de exercício nesta significativa e crescente faixa da população. ‐ Processo de candidatura à Iniciação à Prática Profissional (IPP) – para estimular o processo de inserção na vida activa, logo desde o início da IPP, os alunos possuem a liberdade (e para isso são estimulados) de escolher os seus locais de estágio no semestre final. Este processo passa pelo contacto antecipado com as entidades, a apresentação pessoal do aluno, e o estabelecimento do acordo individual de estágio (obviamente com a ajuda / supervisão dos docentes do Curso). Medidas de apoio à promoção do sucesso escolar ‐ Avaliação contínua – procurou‐se implementar no Curso de Desporto e Lazer, uma filosofia e prática de avaliação contínua que permita (e obrigue) os estudantes a estudar de forma continuada ao longo do tempo. Assim sendo, aos alunos são pedidas tarefas semanais cuja resolução os deverá levar a facilitar a aprendizagem das matérias. Algumas dessas tarefas estão estruturadas com acompanhamento tutórico, personalizado ou à distância. ‐ b‐learning – pretende‐se implementar o apoio das matérias online. De forma gradual, cada UC do Curso possuirá um espaço na plataforma Moodle (b‐learning) onde os alunos podem consultar todas as matérias, avaliações, tarefas, etc. Desporto e Lazer 16 | 17 VII. CONCLUSÕES Da análise dos diversos pontos abordados ao longo deste relatório e da vivência deste ano lectivo, ressaltam identificados como pontos fortes do Curso: a “Identidade” do curso e dos seus alunos; a existência de um corpo docente coeso, motivado e especializado; a possibilidade de utilização de instalações desportivas de elevada qualidade; o enquadramento geográfico propício a inúmeras actividades desportivas. Como pontos fracos: a falta de “academia”, do contacto com outros alunos e docentes; os problemas de transporte para algumas das actividades práticas; a falta de bibliografia especializada. Com grandes ameaças para o futuro: O subfinanciamento. Não têm existido possibilidades de investimento em materiais, obras bibliográficas, e docentes, por parte da ESE / IPVC. As dificuldades no acompanhamento dos alunos por tutoria devido à carga lectiva dos docentes. O passado desportivo dos alunos que nem sempre tem sido o mais apropriado a todo o espectro de actividades práticas. Vistas como as maiores oportunidades serão concerteza a relação do Curso com a dinâmica de desenvolvimento local. Este curso e os seus objectivos enquadram‐se perfeitamente na política de desenvolvimento da zona de Melgaço, sendo que a Câmara se propõe mesmo ampliar o nível de apoio, com a construção num futuro muito próximo de um edifício de raiz que possa albergar mais alunos em condições óptimas; as relações inter‐institucionais criadas com a comunidade local (Centro de Saúde, Centros de 3ª Idade, etc). As estruturas desportivas e de lazer já existentes e a construir no futuro próximo (complexo desportivo, campo de golfe, etc.). O crescente interesse pela actividade física como um dos pilares fundamentais das sociedades contemporâneas nos países desenvolvidos, sobretudo em dois dos pilares de maior investimento do Curso: a 3ª idade e as actividades de natureza. Equipa Relatora: Prof. Doutor Luís Paulo Rodrigues Doutor César Sá Mestre Jorge Dantas Mestre Pedro Bezerra Mestre Mário Simões Mestre César Chaves Mestre Linda Saraiva Desporto e Lazer 17 | 17 
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