"EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NA PERSPECTIVA DO APRENDIZADO DO ACADÊMICO DE ENFERMAGEM" JACOBI, Caren da Silva/ Enfermagem/ UFSM;; LACCHINI, Annie Jeanninne Bisso/ Enfermagem/ UFSM;; SCALCON, Camila de Brum/ Enfermagem/ UFSM;; SCHARDONG, Ana Cecília/ Enfermagem/ UFSM.; MARTINS, Elaine Lutz/ Enfermagem/ UFSM; SILVA, Rosângela Marion da/ Enfermagem/ UFSM; ORIENTADOR:Annie Jeanninne Bisso Lacchini. Palavras-Chave: Extensão, aprendizagem, educação em enfermagem. A extensão universitária é entendida como uma das funções básicas da universidade. Trata;se de ir para fora da universidade, uma ação que demanda educandos, conteúdos e professores do ensino para se efetivar. Por meio desta, há a possibilidade de levar conhecimento à comunidade e concomitante estudar com ela (LOYOLA, 2005). Nessa perspectiva adentra a internação hospitalar para correção de fraturas, que tem crescido nos últimos anos. As fraturas acontecem devido a uma gama de acidentes, tais como os de trânsito, de esportes, quedas acidentais e de trabalho. Essas ocupam lugar de destaque tanto porque são lesões com alta prevalência dentre as internações hospitalares, quanto por exigirem atendimento hospitalar especializado. Isso acarreta gastos que, direta ou indiretamente, alcançam cifras astronômicas e longos períodos de reabilitação e cuidados após a alta hospitalar (BRASIL, 2003). Portanto, o atendimento ao trauma envolve uma problemática complexa que deve atender aos aspectos de prevenção, atendimento hospitalar e de reabilitação, que pode ser alcançado por meio da educação em saúde ainda no período da internação hospitalar. Nesse âmbito adentram as atividades de extensão que proporcionam a integração de acadêmicos de enfermagem na perspectiva de auxiliá;los no processo ensino/aprendizagem, o que a caracteriza como uma prática integral do serviço de saúde em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde. Aponta;se a relevância da Academia da área da saúde favorecer o desenvolvimento de práticas educativas durante o ensino. De modo que os aprendizes pratiquem uma troca de conhecimentos com a comunidade, além da busca de soluções conjuntas a partir das necessidades apresentadas. As Instituições de Ensino Superior produzem ciências novas e adequadas aos contextos emergentes das profissões, além de implementarem processos formativos de indivíduos capazes de articular/associar saberes e vivências de modo contextualizado, visando compreender e intervir na realidade cambiante da sociedade contemporânea (FERNANDES et al, 2007). Este estudo tem como objetivo relatar a experiência da realização de uma ação de extensão, que obteve financiamento do Fundo de Incentivo à Extensão (FIEX) da UFSM e que está sendo desenvolvido no Hospital Universitário de Santa Maria, localizado no interior do Estado do RS. O projeto tem como objetivo a realização de ações educativas por enfermeiros e acadêmicos de enfermagem a pacientes e familiares com alta hospitalar pós correção de fratura. O projeto conta com bolsista que juntamente com um enfermeiro participante do projeto, deslocam;se aos locais em que estão internados os pacientes que se encontram no pós operatório de fratura. As atividades de educação em saúde são realizadas à beira do leito, a partir do conhecimento prévio do paciente sobre seu estado de saúde. Após a orientação, é distribuído um folder educativo para orientar os cuidados no domicílio bem como são orientados sobre o uso de recursos auxiliares de deambulação (andador, bengala e muletas) e cuidados com o membro que está com tala gessada. A partir da vivência desse processo pode;se perceber que é de grande valia o envolvimento do acadêmico de enfermagem em atividades práticas da profissão de enfermagem, em que há a possibilidade de integração ensino;serviço e que se acredita possa fortalecer a responsabilidade, a autonomia, o processo de comunicação além de incentivar o aprendizado do acadêmico. No âmbito da graduação, os resultados da atividade de extensão junto a acadêmicos de enfermagem, suscitam algumas reflexões e possibilitaram aprender habilidades inerentes ao enfermeiro e adquirir o discernimento do papel do enfermeiro. Em geral, o ensino de graduação na área da saúde apresenta uma arquitetura curricular fragmentada entre a fisiopatologia e educação em saúde, alienada da complexidade dos problemas que dispões o processo saúde doença. Há um amplo espectro de situações de adoecimento por problemas de saúde, indicando a necessidade fundamental de práticas que abranjam ensinar aos pacientes as limitações e cuidados que estes deverão ter após a alta hospitalar decorrente de sua adaptação a patologia ou procedimento cirúrgico. O ensino de graduação na área da saúde tem de apresentar indicativos de uma orientação integradora entre ensino, trabalho e cidadania (FERNANDES et al, 2007). É inegável a importância da realização do projeto de extensão, uma vez que, contribui para o aprendizado do acadêmico e contribuir sobremaneira na redução de complicações que acontecem no pós alta hospitalar. A formação na enfermagem deve dar acesso à extensão a fim de permitir a união de um conjunto de características que, hoje vêm sendo requeridas para a formação universitária profissional e cidadã na área da saúde, como uma postura crítica e educativa que se efetiva por meio da educação em saúde. REFERÊNCIAS: FERNANDES, JOSICÉLIA DUMÊT et al .. Ensinar saúde/enfermagem numa nova proposta de reestruturação acadêmica.. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo, v. 41, n. spe, Dec. . 2007. LOYOLA CMD; OLIVEIRA RMP;. A Universidade "extendida": estratégias de ensino e aprendizagem em enfermagem. . Esc Anna Nery R Enferm dez; 9 (3): 429 – 33.. 2005. BRASIL. Ministério da Saúde. . Departamento de gestão da educação em saúde. Projeto de profissionalização dos trabalhadores da área da enfermagem. Formação pedagógica em educação profissional na área da saúde: enfermagem, educação, trabalho e profissão.. 2. ed. Rev. Ampl. Brasília: ministério da saúde. . 2003.