Revista Educação Agrícola Superior
Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior - ABEAS - v.28, n.1, p.44-50, 2013.
ISSN - 0101-756X - DOI: http://dx.doi.org/10.12722/0101-756X.v28n01a07
VARIABILIDADE DA UMIDADE RELATIVA DO AR
E DA TEMPERATURA MÁXIMA NA BACIA
HIDROGRÁFICA DO RIO URUÇUÍ PRETO
Raimundo M. de Medeiros1, Franciso de A. S. Sousa2, Manoel F. Gomes Filho2 & Paulo R. M. Francisco3
RESUMO
A variabilidade é um dos elementos mais conhecidos da dinâmica climática, e o impacto produzido por esse fenômeno, mesmo
dentro do esperado pode ter reflexos significativos nas atividades humanas. Nesse sentido, este trabalho tem como objetivo
analisar a variabilidade climática da umidade relativa do ar e da temperatura máxima do ar na bacia hidrográfica do Rio Uruçuí
Preto – PI, enfocando tais variações como um meio para compreender futuras mudanças. Para realização deste trabalho foram
utilizados dados de temperatura máxima do ar e umidade relativa do ar e totais pluviométricos mensais e anuais no período de
1960 a 1990. Como resultado deste trabalho pode-se afirmar que as temperaturas máximas anuais aumentaram durante o período
analisado, podendo acarretar vários problemas socioeconômicos, bem como, para a saúde humana. A partir dos dados, verificase, também, que a umidade relativa do ar está diminuindo ao longo da série estudada, fato que pode estar relacionado com o
aumento da temperatura e consequentemente com uma maior evaporação das águas. Sobre os totais pluviométricos anuais,
nota-se que os valores estão aumentando gradativamente, sendo que esse aumento pode estar relacionado com o aumento da
temperatura, que faz com que se tenha uma maior evaporação e consequentemente uma maior precipitação.
PALAVRAS-CHAVE: análise climatológica, temperatura média, precipitação
VARIABILITY OF RELATIVE HUMIDITY OF AIR AND MAXIMUM
TEMPERATURE IN RIVER BASIN OF URUÇUÍ PRETO
ABSTRACT
Variability is one of the most known of climate dynamics, the impact of this phenomenon, even within expectations can have
significant impacts on human activities. In this sense, this work aims to analyze climate variability of relative humidity and
maximum temperature in the river basin Uruçuí Black - PI, focusing on such variations as a means to understand future changes.
For this study, we used data of maximum air temperature and relative humidity and total rainfall monthly and yearly in the period
1960-1990. As a result of this work can be stated that the annual maximum temperatures increased during the study period,
which may cause various socioeconomic problems, as well as to human health. From the data, it appears also that the relative
air humidity is decreasing along the series studied, which may be related to the temperature rise and consequently with a higher
evaporation of the water. On the total annual rainfall, note that the values ​​are gradually increasing, and this increase may be
related with the increase of temperature, which makes it has a higher evaporation and hence a greater precipitation.
KEY WORDS: climatological analysis, medium temperature, precipitation
Doutorando em Meteorologia/PPGM, UFCG, Campina Grande - PB, Av. Aprígio Veloso 882, CEP 58109-970, e-mail: [email protected]
Prof. Dr. Unidade Acadêmica de Ciências Atmosférica, UFCG, Campina Grande - PB, Av. Aprígio Veloso 882, CEP 58109-970, e-mail: [email protected];
[email protected]
3
Dr. em Engenharia Agrícola, UFCG, Campina Grande - PB, Av. Aprígio Veloso, 882, CEP 58109-970, e-mail: [email protected]
1
2
Variabilidade da umidade relativa do ar e da temperatura máxima na Bacia Hidrográfica do Rio Uruçuí Preto
INTRODUÇÃO
O clima é formado por vários elementos como precipitação
pluviométrica, temperatura do ar, umidade do ar e outros,
onde é importante analisar a ação desses no ambiente. A
variabilidade é um dos elementos mais conhecidos da dinâmica
climática, e o impacto produzido por essa variabilidade,
mesmo dentro do esperado pode ter reflexos significativos nas
atividades humanas. Porém vale ressaltar que as anomalias
podem desestruturar tanto o sistema ambiental, quanto o
socioeconômico (COMDEPI, 2002).
A temperatura é um dos mais importantes elementos
meteorológicos, pois traduz os estados energéticos e dinâmicos
da atmosfera e consequentemente revela a circulação
atmosférica, sendo capaz de facilitar e/ou bloquear os
fenômenos atmosféricos (Dantas et al., 2000). Os seres vivos
que povoam o planeta vivem adaptados à energia do ambiente.
Além da variação diária, a temperatura varia também ao
longo do ano, conforme a disposição da terra e da radiação
solar. Assim, verifica-se que a temperatura do ar tem um efeito
claro no desenvolvimento dos seres vivos, animal e vegetal,
sendo necessária a utilização de métodos de estimativas de
temperatura confiáveis e seguros para que se possa trabalhar
com informações precisas (Dantas et al., 2000)
De maneira geral, a temperatura afeta a maioria dos
processos fisiológicos das plantas, e consequentemente a
produtividade também é afetada, visto que existem limites
ótimos para o crescimento e desenvolvimento adequados de
cada espécie (Assis, 2004; Campos, 2010). Easterling et al.
(1997) analisaram as tendências nos extremos da temperatura
do ar global, e consequentemente o comportamento da
amplitude térmica. A partir de dados de 5.400 estações
meteorológicas distribuídas pelo mundo (54% da superfície
terrestre), encontraram tendência de aumento da temperatura
máxima de 0,88°C por século, e aumento da temperatura
mínima de 1,86°C por século. Com isso constatou-se um
decréscimo da amplitude. E, na América do Sul, observouse o aumento da temperatura mínima, especialmente a partir
da década de 1970, que pode ter relação com o aumento da
nebulosidade (Minuzzi, 2010).
Nesse sentido, o clima constitui-se numa das dimensões do
ambiente urbano e rural e seu estudo pode oferecer importantes
contribuições ao equacionamento da questão ambiental
das cidades e da zona rural. As condições climáticas dessas
áreas, entendidas como clima urbano e rural, são derivadas
da alteração da paisagem natural e da sua substituição por um
ambiente construído, palco de intensas atividades humanas
(Mendonça, 2003).
A umidade do ar é um dos elementos que compõe o clima
e “... é o termo usado para descrever a quantidade de vapor
d’água contido na atmosfera”, (Ayoade, 1996,). Este vapor
d’água é medido em índices: umidade absoluta, umidade
relativa, temperatura do ponto de orvalho e pressão vaporifíca.
A medida mais conhecida é a umidade relativa devido à
facilidade de obtenção dos dados, além de indicar o grau de
saturação do ar (Ayoade, 1996).
Sendo influenciada por outros elementos que também
compõem o clima como, precipitação pluvial e temperatura do
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ar, “... a umidade relativa do ar aumenta quando a temperatura
diminui e vice versa...” (Varejão-Silva, 2006). Há ainda a
influência dos fatores naturais e de natureza antrópica que
exercem alterações climáticas, causando uma variabilidade
dos elementos que compõem o clima.
A variabilidade climática é definida por Angelocci &
Sentelhas (2007) “... como uma variação das condições
climáticas em torno da média climatológica”. O estudo da
variabilidade “[...] dos parâmetros climáticos, que podem
ser constatadas dentro de um período de curto prazo,
adquire importância, uma vez que as condições climáticas,
consideradas como elemento condicionador da dinâmica do
sistema ambiental, encontram-se diretamente ligadas aos
processos hidrológicos que envolvem a dinâmica de uma bacia
hidrográfica” (Steinke, 2004).
Medeiros et al. (1989) delimitou os regimes de umidade
relativa do ar atuante no Nordeste do Brasil (NEB), utilizando
64 estações climatológicas com mais de 10 anos de observações
que cobrem a região, o que possibilitou a delimitação de três
regimes para o Nordeste do Brasil (NEB). Medeiros et al.
(1992) estudou o comportamento da umidade relativa do ar
para algumas estações no Estado do Piauí.
Este trabalho tem como objetivo avaliar a variabilidade
espaço temporal da umidade relativa do ar e da temperatura
máxima do ar na bacia hidrográfica do rio Uruçuí Preto-PI,
no período de 1960 a 1990. Visando a delimitação de regime
que caracterize o trimestre mais úmido e mais quente para a
bacia hidrográfica do rio Uruçuí Preto, assim como demonstrar
a variabilidade da umidade relativa do ar e da temperatura
máxima do ar mês a mês e anual para a área em estudo.
MATERIAIS E MÉTODOS
A área situa-se entre as coordenadas geográficas de
07°18’16’’ a 09°33’06’’de latitude sul e 44°15’30’’ a 45°31’11’’
de longitude oeste de Greenwich (Figura 1).
A região é drenada pelo rio Uruçuí Preto e pelos afluentes
Ribeirão dos Paulos, Castros, Colheres e Morro da água, e
pelos riachos da Estiva e Corrente, ambos perenes. A bacia do
rio Uruçuí Preto, encontra-se preponderantemente encravada
na bacia sedimentar do rio Parnaíba, constituindo-se como
um dos principais tributários pela margem direita. Possui uma
área total de aproximadamente 15.777 km2, representando
5% do território piauiense e abrange parte da região sudoeste,
projetando-se do sul para o norte em forma de lança
(COMDEPI, 2002).
Os postos fluviométricos localizados nos município de
Jerumenha e Cristino Castro registram vazões médias de 6,9
m³/s a 6,1 m³/s no trimestre mais seco. E vazões médias de 90
m³/s a 54 m³/s, no trimestre mais chuvoso. A bacia tem cota
de 500 metros com uma extensão de 532 km, sua declividade
média e 2,1 m/Km, com uma área de 48,830 km2 abrangendo
25 municípios e 24 fazendas (Figura 1).
A bacia do rio Uruçuí Preto é formada por 25 municípios e
24 fazendas que contem dados pluviométricos com uma série
de 30 anos (período de 1960-1990). A temperatura máxima
anual é de 32,1ºC, sua mínima anual é de 20,0ºC e a temperatura
média anual de 26,1ºC. Utilizou-se da Classificação climática
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Mês efetivo de circulação deste número: Novembro/2013.
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Raimundo M. de Medeiros et al.
Figura 1. Localização dos 49 postos pluviométricos (25 municípios e 24 fazendas) da área da bacia hidrográfica
do rio Uruçuí Preto-PI
de acordo com os sistemas de Köppen, onde se distinguem dois
tipos climáticos na bacia, o Aw - tropical quente e úmido, com
chuvas no verão e seca no inverno; BSh - semiárido quente,
com chuvas de verão e inverno seco, (Medeiros, 2008).
Conforme EMBRAPA (1986), as três classes mais
frequentes de solos identificadas na bacia do rio Uruçuí Preto
são Latossolos Amarelos (predominantes na bacia), Neossolos
e Neossolos Quatzarêncios e Hidromóficos. De acordo com a
COMDEPI (2002), a identificação e descrição da vegetação na
região da bacia hidrográfica do rio Uruçuí Preto encontramse: a partir do topo das chapadas, com a comunidade vegetal
típica das savanas constituída de um estrato descontínuo
composto de elementos arbustivos e arbóreos caracterizados
por troncos tortuosos, casca espessa, folhas coriáceas e dossel
quase sempre assimétrico. Entre as espécies mais frequentes
estão o barbatimão, o pau terra de folha larga e a simbaíba,
e a superfície do solo é recoberta por um estrato graminoso
de capim agreste; a começar das vertentes entre o topo das
chapadas e o trecho plano por onde corre o rio Uruçuí Preto.
Nessa vertente, o cerrado se desenvolve de forma mais fechada,
composto por espécies de maior porte, entre as quais o pau
d´arco, o Gonçalo Alves.
A precipitação pluvial passa a ser a única fonte de
suprimento de água. Por isso, ao escoar superficialmente a água
é barrada em pequenos açudes e usada para o abastecimento
e irrigação. Além disso, muitas vezes, uma pequena fração
é captada e armazenada em cisternas para fins potáveis. No
entanto, este elemento do clima é extremamente variável tanto
em magnitude quanto em distribuição espacial e temporal para
qualquer região e, em especial, no nordeste brasileiro (Almeida
& Silva, 2004; Almeida & Pereira, 2007).
Entre os meses de novembro a março os índices
pluviométricos são elevados com precipitações superiores a
100mm. E nos meses de abril a outubro a bacia hidrográfica
do rio Uruçuí Preto sofre com a escassez de água. Essas
características climáticas causam uma alta variabilidade no
volume dos mananciais, causando assim, em períodos de seca,
a redução da quantidade e qualidade da água dos reservatórios
à medida que os nutrientes são concentrados com a perda do
volume de água pela evaporação e evapotranspiração.
Para a análise do comportamento climático intermunicipal
da bacia hidrográfica do rio Uruçuí Preto foram utilizados
dados de precipitação adquiridos através da Superintendência
do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) e da Empresa
de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Piauí
(EMATER-PI) para o período de 1960 a 1990. A estimativa
da temperatura do ar foi gerada através do software Estima_T
(Cavalcanti et al., 1994, 2006) que compreende ao referido
período com base em 49 postos (25 municípios e 24 fazendas)
pluviométricos localizados na área de estudo. Os dados de
umidade relativa do ar foram interpolados para as 24 fazendas
e 25 municípios, através dos dados das estações meteorológicas
circunvizinhas existentes na bacia de estudo. Tal critério foi
adotado por se considerar a umidade do ar de pouca variabilidade
comparada à precipitação. A partir destes critérios interpolaramse os referidos dados para os municípios circunvizinhos, levandose em considerações a sua distancia dos pontos originais.
Após foram feitos testes de consistência para verificar
a confiabilidade dos dados gerados e das informações que
seriam passadas ou utilizadas para diversas finalidades,
principalmente no setor hidroelétrico, irrigação, piscicultura,
pecuária, agrícola e de saúde. Esses dados foram tabulados em
planilhas eletrônicas para obterem-se as médias das máximas e
mínimas absolutas das localidades.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Para os municípios da área territorial da Chapada das
Mangabeiras a confiabilidade dos dados é de 92,5%, com
isto podemos montar os dados mensais e anuais dos referidos
municípios e ter-se a delimitação do seu trimestre mais úmido.
Em relação ao trimestre mais úmido de umidade relativa do ar,
tal trimestre é também representativo para o período chuvoso
que são os meses de dezembro, janeiro e fevereiro.
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Mês efetivo de circulação deste número: Novembro/2013.
Variabilidade da umidade relativa do ar e da temperatura máxima na Bacia Hidrográfica do Rio Uruçuí Preto
Observando os dados de temperatura máxima do ar
representativas da área territorial da bacia hidrográfica do rio
Uruçuí preto na distribuição média mensal e anual (Tabela 1),
estabeleceu-se o quadrimestre mais quente que ocorrem entre
os meses de julho a outubro com flutuações entre 36,1 a 39,0ºC.
A temperatura máxima tem um período de redução a partir da
segunda quinzena de novembro, prolongando-se até a primeira
quinzena de abril com variações entre 33,8 a 32,1ºC. Entre maio
a outubro as oscilações da temperatura máxima do ar fluem entre
31,9 a 34,4ºC. Como a temperatura é inversamente proporcional à
umidade relativa do ar assemelha-se ao estudo de Strang (1972).
Da análise dos dados de umidade relativa do ar
representativos da área territorial da bacia hidrográfica do rio
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Uruçuí Preto na distribuição média mensal e anual (Tabela 2)
foi possível estabelecer o quadrimestre mais úmido que ocorre
nos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março. Observase que a umidade relativa do ar decresce nos meses de junho a
primeira quinzena do mês de outubro com flutuações mensais
entre 41 a 66,0%. Estes decrescimentos esta relacionado com
o período seco e com os baixos índices de chuvas ocorridos
no território. Nos meses de novembro a maio as variações
da umidade relativa do ar territorial fluem entre 58 a 84%. A
umidade relativa do ar média territorial anual é de 64,2%.
A delimitação do trimestre mais úmido para a área estudada
assemelha-se aos regimes observados por Strang (1972) para a
precipitação. Tal delimitação caracteriza a ação predominante
Tabela 1. Temperatura máxima do ar estimada para a área da bacia hidrográfica
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dos sistemas principais que atuam na geração da estação
chuvosa no sul do Estado do Piauí, onde esta localizada a bacia
hidrográfica em estudo.
Nas Tabelas 1 e 2 observam-se o demonstrativo da
temperatura máxima do ar e da umidade relativa do ar mensal
e anual, onde se observa as flutuações médias mensais para os
25 municípios e as 24 fazendas.
As temperaturas máximas das máximas absolutas ocorrem
nos meses de junho a setembro com as referidas flutuações
32,2 a 36,1ºC (junho); 32,7 a 37,3ºC (julho) Agosto com 34,3
a 38,8ºC e em setembro variam de 39 a 34,1ºC. A variabilidade
da máxima da mínima absoluta da temperatura do ar oscilou
de 28,5ºC em janeiro a 34,1ºC em setembro. Destacam-se os
municípios de Gilbués e Monte Alegre do Piauí onde ocorrem
as menores flutuações das temperaturas máximas. Estas
flutuações das médias máximas coincidem com os meses mais
seco da área de estudo. Os meses com variabilidade da média
da média absoluta que ocorrem nos meses de fevereiro com
28,7 a 36,0ºC no mês de setembro.
A umidade máxima das máximas absolutas ocorre nos
meses de dezembro a fevereiro com flutuações oscilando entre
81,8 a 84%. A variabilidade da máxima da mínima absoluta da
umidade do ar oscilou de 41 a 58% entre os meses de junho
a novembro. A umidade relativa média das médias oscila
entre 4,1% no mês de agosto a 77,5% no mês de janeiro, sua
taxa anual é 64,2%. Estas flutuações das médias máximas
Tabela 2. Umidade relativa do ar para a área da bacia hidrográfica
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Variabilidade da umidade relativa do ar e da temperatura máxima na Bacia Hidrográfica do Rio Uruçuí Preto
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AGRADECIMENTOS
Os autores agradecem a CAPES pela concessão de bolsa
de estudo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Figura 2. Variabilidade da temperatura do ar média
da média; média da máxima e média da mínima
para a área da bacia hidrográfica
coincidem com os meses mais úmidos do período chuvoso da
área de estudo. Estes valores de umidade relativa do ar podem
ser influenciados pela massa de ar equatorial continental, que
influencia nas características do clima nesta região.
A variabilidade da umidade relativa do ar mínima para a
área estudada flui entre 41 a 73,0%, estas flutuações de mínimos
valores intermunicipais são provocadas pela inibição ou falha
nos transportes de umidade e vapor e consequentemente a
ausência de chuvas.
Figura 3. Variabilidade da umidade relativa do ar média
da média; média da máxima e média da mínima
para a área da bacia hidrográfica
CONCLUSÕES
Os municípios de Gilbués e Monte Alegre do Piauí, onde
ocorrem as menores flutuações das temperaturas máximas,
estas flutuações das médias máximas coincidem com os meses
mais seco.
Os meses com variabilidade da média da média absoluta
que ocorrem nos meses de fevereiro com 28,7 a 36,0ºC no mês
de setembro.
As temperaturas médias das mínimas das máximas ocorrem
entre os meses de novembro a fevereiro.
A umidade relativa do ar apresentou as menores médias
máximas absolutas entre julho a setembro, sendo possível
fazer-se uma delimitação de regimes climáticos no Estado com
base apenas nos valores médios observados e interpolados da
umidade relativa do ar.
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